Última atualização: 03/10/2018

Capítulo 1

Para muitos aquilo pareceria uma verdadeira loucura e de fato era, mas estava sendo minha última opção para conseguir realizar meu maior sonho.
Eu não queria um namoro, um relacionamento aberto ou que um cara sentisse algo por mim. Queria um espermatozoide certeiro que tornasse meu ventre um local habitado pela razão da qual eu existiria, queria alguém com quem eu fosse apenas transar algumas noites e após realizar o sonho de engravidar, nunca mais visse em minha frente.
Sempre fui muito organizada com relação aos meus objetivos, queria passar em um concurso público, ter estabilidade financeira, conquistar meu apartamento e ser mãe. Conquistei todos os meus objetivos, tinha uma família que me apoiava na decisão, mesmo meu pai achando um pouco estranho, e decidi arriscar.
Não me imaginava casada, pois nunca gostei de uma pessoa a ponto de querer me prender a ela, sempre gostei de ter liberdade de escolhas e logo enjoei de todos os poucos namorados que tive, então quando decidi que queria engravidar, decidi buscar clinicas de inseminação artificial, contudo o valor alto somado a baixa probabilidade de dar certo, mesmo estando no auge dos meus 28 anos, me fizeram desistir do método. Com isso resolvei adicionar alguns aplicativos de relacionamentos ao meu celular e passei boas madrugadas curtindo e bloqueando pessoas, até que um perfil me chamou atenção. Ele tinha apenas uma foto, mostrando boa parte de seu abdômen definido, seu queixo e parte do lábio. Notoriamente não queria ser identificado, logo estaria ali em busca de algo momentâneo, assim como eu. Curti. Fui curtida. Chamei.

- Olá! – Enviei a mensagem sentindo minhas mãos gelarem, aquela não era a primeira vez que fazia isso, óbvio, porém algo me dizia que ele era a pessoa que estava procurando a tanto tempo.
- Oi , tudo bem? – Respondeu alguns minutos depois, esperei então o mesmo tempo que ele levou para responder e digitei a próxima mensagem.
- Tudo bem , e você como está? – Enviei pronta para me desligar da internet e dormir.
- Muito bem. – Respondeu no segundo seguinte.
- O que você procura no aplicativo? – Perguntou. Eu odiava responder aquela frase, me sentia desconfortável em estar em um aplicativo de relacionamentos, algumas vezes bloqueei a pessoa para não responder tal pergunta, mas então respirei fundo e segui.
- Bem... Ainda não lhe conheço e visto que você não tem uma foto de perfil, não sei se pertence ao meu ciclo de convívio social, então prefiro me abster dessa pergunta e pedir para que você me responda ela primeiro.
- Mesmo não me respondendo a pergunta, você conseguiu ser direta, gostei disso. – Disse sem demora.
- Sou empresário e esse aplicativo localiza pessoas próximas, achei melhor me “esconder”, seria constrangedor ser fruto de comentários entre meus funcionários, mas posso lhe adicionar no Whatsapp, o que acha, lá pode ver melhor minha foto de perfil. Sobre o que eu procuro, serei sincero, sexo sem compromisso, talvez algum relacionamento aberto.
- Acho que compartilhamos os mesmos desejos, vou te enviar meu número e falamos melhor por lá, amanhã. Está tarde e preciso dormir. – Falei enviando em seguida o número de meu telefone e desliguei a internet tentando não deixar minha ansiedade vencer.

Resolvi checar minhas mensagens enquanto ia trabalhar, entre vários grupos havia uma mensagem de alguém desconhecido. Ele.
Sempre direto e ao mesmo tempo discreto, eu falei mais sobre minha vida do que ele sobre a dele. Sabia apenas que era empresário e trabalhava bastante, havia mudado para Porto Alegre, pois estava expandindo seus negócios no estado. Falamos por mais poucos dias, até que marcamos um encontro.

xx

- Você é muito mais bonita pessoalmente. – Ele disse assim que entrei em seu carro.
- Bom saber disso, confesso que encontrar alguém que conheci na internet me deixa um pouco insegura. – Falei sem pensar, ficando vermelha. – Mas posso dizer o mesmo de você. – Sorri sem jeito.
- É a primeira vez que faz isso? – Ele perguntou dando partida no carro e voltando para estrada.
- Sim. – Falei tímida e quis me matar em seguida, onde estava a garota decidida que queria ter um filho, o fato de nunca mais vê-lo talvez estivesse mexendo comigo.
- Relaxa, logo a timidez vai embora.
- Sim, claro. – Falei encarando a janela, por sorte ele estava fazendo um caminho que conhecia.
- Onde vamos? – Perguntei com receio.
- Pensei em jantarmos na minha casa, encomendei sushi, você disse que gostava.
- Eu amo! – Respondi animada e pensando em como não comer como uma ogra perto dele, justo uma comida que gosto tanto.
- Então não vamos perder tempo. – Ele sorriu e piscou em minha direção.
- Está com frio? – Perguntou tocando minha coxa, me deixando ainda mais arrepiada.
- Um pouco. – Menti, estava de vestido, mas sentia calor em olhar para ele, mesmo as temperaturas começando a diminuírem durante o outono.
Ele então aumentou o ar condicionado do carro.
- Acho que assim fica melhor. – Apertou novamente minha coxa e sorriu voltando a prestar atenção na estrada.

Após cerca de dez minutos, ele entrou em um grande prédio em um bairro nobre da cidade, era um dos maiores que já havia visto e chamava atenção por quem ali passava. Após estacionar o carro entramos em um elevador espelhado e me perguntei onde estariam as câmeras daquele lugar, não havia nenhuma visível.
- Que enorme. – Falei sentindo sua mão tocar minhas costas assim que o elevador parou no primeiro andar.
- Boa noite. – Um homem mais velho, mas igualmente elegante disse.
- Boa noite. – Respondemos juntos. O homem logo desceu, nos deixando sozinhos novamente.
- É enorme. – Ele disse próximo ao meu ouvido.
- Tem câmeras? – Não me contive e perguntei.
- Algumas, atrás dos espelhos. – Ele soltou uma risada divertida. – Também tem fantasias com elevador?
- Assim você me deixa constrangida. – Eu ri sentindo meu rosto queimar.
- Gosto de te ver assim. – Ele se aproximou segurando meu rosto e se aproximando. Nesse instante o elevador abriu.
- É aqui. - Ele indicou a saída.
- Atrapalhou algo que eu queria. – Falei demonstrando tristeza.
- O que? – Perguntou segurando minha mão e me conduzindo para fora do elevador.
- Isso. – Disse lhe puxando de volta e iniciando um beijo tímido. Ao entender o recado ele prolongou o beijo, apertando um botão que travava o elevador com a porta aberta no andar que estávamos, ele me colocou contra a parede espelhada apalpando fortemente meu bumbum e prensando seu corpo junto ao meu. Conseguia sentir o desejo vindo dele e algo ficando animado na região de baixo.
- Aqui tem câmeras. – Falei entre um beijo e outro, tentando respirar e controlar minha excitação com aquele momento.
- Droga de câmera. – Ele disse inclinando a cabeça para cima e fechando os olhos, com um sorriso safado no rosto. – Vem. – Falou dessa vez me puxando com um pouco de força, liberou o elevador e entrou em seu apartamento levando-me consigo.
- Bem-vinda. – Anunciou assim que entramos no local, não consegui ver muitas coisas, apenas uma grande escada próxima a sala, indicando que o apartamento tinha dois andares. me pegou em seu colo, retirando o vestido que eu estava e me beijando ao mesmo tempo. Senti vontade de parar naquele momento, ele literalmente só queria sexo, mas isso também era o que eu queria e resolvi me entregar.
Assim que nos livramos de meu vestido, lhe ajudei com sua roupa, ansiosa para ver o que ele escondia embaixo da cueca boxer preta que estava vestindo.
- Apressada. – Ele disse me levantando quando tentei retirar sua boxer, ajoelhada em sua frente, pronta para iniciar um oral. – Eu mando aqui. – Falou sério, segurando meu pescoço e pressionando contra a enorme parede de vidro que dominava boa parte de sua sala, tendo como vista uma cidade iluminada e boemia.
Alisei seu peito sentindo ele descer sua mão até meus seios, massageando-os. Aproveitei o momento e coloquei minhas pernas entre sua cintura, apertando meu sexo contra o seu. – Acho que você está animado. – Falei beijando seu pescoço e mordiscando sua orelha.
- Eu estou sempre pronto para transar. – Ele disse pressionando seu membro ainda mais contra mim. – Ainda mais com uma gostosa como você. Quero te ouvir gemendo meu nome hoje. – Falou correspondendo meus beijos e segurando fortemente meu cabelo. – Eu quero que você me chupe, mas antes, quero você completamente nua. – Disse descendo beijos e mordidas pelo meu peito, mordiscando meu seio após retirar o sutiã e com uma das mãos alisando minha intimidade.
- Você está molhada. – Falou enquanto de olhos fechados sentia seu toque em minha vagina.
- Você me deixou molhada. – Falei baixo, tentando deixar a timidez de lado.
- Vou deixar ainda mais. – Respondeu me tirando de seu colo e ajoelhando-se mordiscando a região dos grandes lábios, ainda coberta por uma calcinha de renda.
– Gosto do seu gosto. – Voltou a falar, enquanto retirava a calcinha e penetrava a língua em minha intimidade.
– Agora quero que sinta o meu. – Ordenou.
- Fiquei de joelhos e dei alguns beijos e leves mordidas próximas a cueca que ele vestia. – Queria corresponder suas expectativas e por um momento me senti insegura com relação aos desejos dele.
- Tira minha cueca. – Falou arrumando os fios do meu cabelo, segurando-os forte em seguida.
Retirei sua cueca e dei leves beijos na extensão de seu membro.
- Pode beijar as bolas também. – Disse segurando forte meus cabelos e conduzindo-me até a região que ele queria.
Fiz o que ele mandou.
- Agora me chupa! – Falou mais alto, contendo um gemido.
Comecei a chupar seu membro, tentando coloca-lo ao máximo dentro de minha boca, não conseguiria por tudo, pois era grande e grosso demais para tal ato, oscilava entre chupar o máximo que conseguia e com as mãos punhetá-lo enquanto fazia movimentos circulares com a língua.
- Eu quero gozar em sua boca . – Ele disse segurando mais uma vez com força meus cabelos e ditando o ritmo do oral que fazia nele.
- Engole, engole o quanto você conseguir. – Falou despejando um jato de seu líquido em minha boca. Virei o rosto assim que senti boa parte encher minha boca e logo pude notar o mesmo liquido escorrendo por entre meus seios.

Olhei para ele um pouco assustada com o que acabara de fazer, em nossas conversas falávamos sobre sexo e em todas elas ele disse que gostava de dominar e palavras sujas, fingia que isso fazia parte do meu cotidiano, mas não estava acostumada, meus ex nunca tiveram coragem de ordenar como ele estava fazendo e talvez isso me fizesse cansar deles tão rapidamente, mas estava eu fazendo algo errado, aceitando aquele tipo de relação? Talvez pela confusão em meu olhar, notou que estava prestes a ir embora, me levantou pegando no colo e levou até um banheiro que havia próximo dali.
Sem dizer nada ligou o chuveiro deixando a água quente cair sobre nós.
- Você está me deixando maluco. – Falou beijando minha testa como um gesto de carinho e abraçando em seguida.
Sorri e concordei com a cabeça, começando a limpar a sujeira que ele havia feito em mim. Após me sentir limpa o encarei e aproximei receosa quanto a lhe dar um beijo.
Ele então me abraçou e iniciou um beijo calmo. Arranhei de leve suas costas ao final do beijo, dando a deixa que estava preparada para mais. me empurrou contra a parede do banheiro que estávamos e iniciou outro beijo, dessa vez mais intenso, com tesão. Desceu os beijos pelo meu corpo, dedicando boa parte aos seios e seguiu até minha intimidade. Ele lambeu toda extensão de minha vagina e com a língua começou a brincar com meu clitóris. Pouco tempo depois começou a circular a entrada de minha vagina com os dedos, fazendo uma massagem que estava me levando a loucura. Segurei forte seu cabelo pedindo por mais.
- Não para, por favor, não para. – Pedi quando o mesmo parou me encarando com um sorriso safado no rosto.
- Ok. – Ele disse trocando língua e dedos de posição. Penetrando-me com a língua e estimulando meu clitóris com os dedos. Não aguentei por muito mais tempo, sentindo meu corpo explodir em um orgasmo que fez com que minhas pernas ficassem fracas. Senti ele levantando e em seguida me pegando novamente em seu colo, sem cerimonias ou qualquer aviso, seu membro que já pulsava de tesão adentrou minha vagina em uma estocada forte.
Ele me penetrava forte e em seguida lentamente tirava parte do pênis de dentro, enquanto mordia meus seios e dava chupões em meu pescoço. Eu tentava me segurar nele e não conseguia controlar o gemido sempre que ele penetrava. Minha vagina estava ardendo, eu queria mais, precisava de mais.
- Mais, mais. – Pedi correspondendo os chupões em seu pescoço.
- Mais. – Ele falou e começou a estocar mais rápido, mas com a mesma força e intensidade de antes. Toda vez que ele entrava dentro de mim, tentava apertar ainda mais os lábios de minha vagina contra seu membro, percebi que isso fazia com que ele mesmo que baixo gemesse, não conseguindo se controlar.
Ficamos mais algum tempo nessa posição, até que me girou, colocando-me apoiada na pia do banheiro.
- Anal não! – Falei rapidamente, com medo do que vinha a seguir e feliz que ele em nenhum momento havia falado em camisinha. O ouvi gargalhar em resposta e tirar uma camisinha de dentro da gaveta da pia.
- Segurei sua mão, percebendo o que ele faria em seguida.
- Tenho alergia a camisinha, tomo pílula e você é o primeiro homem que saio esse ano, não precisa se preocupar. – Menti e arrisquei, não poderia perder aquela oportunidade.
- Detesto essas coisas mesmo. – Ele sorriu guardando o pacote e penetrando novamente minha vagina, alisando meus seios. Conseguia ver o reflexo de seu rosto no espelho em frente a pia que estava, com os olhos fechados controlava seus gemidos, procurando com as mãos meus seios e estocando a cada segundo mais rapidamente, pedi mentalmente para que de onde veio o primeiro banho viesse ainda mais, meu pedido logo foi atendido, quando senti um líquido quente encher minha vagina e escorrer por minhas pernas.
Voltamos para o chuveiro, desta vez para tomarmos banho, eu ainda estava deixando a água quente correr pelo meu corpo quando senti os lábios de tocando minha testa.
- Vou deixar a toalha aqui e ir buscar nosso jantar, minha empregada deixou na cozinha. – Justificou saindo do banho e pegando uma toalha, colocando-a sobre a pia.
- Tudo bem. – Disse distante ainda surpresa com o que havia feito.

Terminei meu banho e vesti um roupão que havia deixado junto a toalha, fui até a sala, na tentativa de encontrar minhas roupas, acabei encontrando-as dobradas em cima do sofá. também estava ali, tomando um copo de vinho, praticamente a luz da lareira que ele havia acendido a pouco.
- Parece estar delicioso. – Ele disse me chamando para sentar perto dele. A sala era enorme, possuía dois sofás grandes confortáveis, e duas poltronas cinzas. Os moveis eram escuros, um enorme tapete de cor clara e algumas plantas quebravam um pouco o tom escuro do ambiente.
Ele morava na cobertura do prédio, o apartamento tinha dois andares, ou três, o menor cômodo daquele lugar, provavelmente era maior que meu apartamento.
- Tem um elevador. – Disse mais alto do que deveria, fazendo escutar e rir em seguida.
- Sim e este só eu tenho acesso ás câmeras. – Sorriu divertido.
- Você tem câmeras aqui na sala também? – Perguntei apavorada.
- No hall de entrada desta casa e em alguns lugares, mas pode ficar tranquila, nenhuma tem o alcance dos lugares por onde passamos mais a vontade...
Sem saber o que responder e com medo de ter um vídeo meu na internet, fiquei quieta, mordendo o lábio sem perceber.
- Não faça isso. – Ele disse fazendo uma careta e me dando um selinho.
- O que?
- Você fica ainda mais sexy preocupada e mordendo esse lábio.
- Desculpa. – Disse sem entender.
- Não precisa me pedir desculpas. Vamos comer, você disse que gostava...
- Caramba, eu estou muito distraída, não tinha visto. – Falei surpresa, encarando uma barca de sushi na mesa de centro da sala.
- Espero que goste. – Ele sorriu pegando um hot para comer.
- Eu amo, amo! – Respondi o acompanhando.
- Depois de começarmos animados, não pensei que realmente teríamos um jantar. – Disse distraída apanhando para um sashimi.
- Não precisa ser só sexo, basta não ter compromissos e cobranças. – Ele respondeu pegando um sashimi e colocando em minha boca.
- Obrigada. – Sorri. – Gosto disso, sem cobranças.
- Então podemos nos ver de novo. – Disse em afirmação.
- Claro, podemos sim.
- Qual melhor dia para você?
- Acho que nas terças.
- Terças? Não é um dia típico, mas gosto. Já tem algum caso fixo nos outros dias? – Perguntou.
- Não, mas não fico todo final de semana em casa, vou para o interior ver meus pais, geralmente duas vezes ao mês. Nas terças é um bom dia, porque como sou professora, tenho um dia de planejamento a distância, o meu é nas quartas, logo, não preciso acordar tão cedo.
- Hum, entendi. Então terça vai ser o nosso dia. Qual horário posso te buscar?
- Pode ser... 20 Horas acho um bom horário, ou eu venho até aqui, você não precisa perder seu tempo indo me buscar. Terça é um bom dia para você, não tem ninguém fixa nesse dia? – Queria perguntar quantas fixas ele tinha, considerando que estávamos nos encontrando no sábado, nesse dia ele não tinha alguém fixo ainda. Nas quartas eu posso vir mais cedo, mas preciso voltar para casa cedo também, se ficar ruim a terça... – Comecei a falar sem parar, como sempre fazia quando estava nervosa.
- Terça é um bom dia. Fechamos na terça. – Ele disse sério, encarando a barca que estávamos comendo.
- Ok então. – Finalizei o assunto.
Naquele dia ele insistiu e me levou até minha casa, não voltamos a transar, apenas conversamos mais sobre minha vida, sempre que tentava saber como sobre ele, o mesmo desconversava, indicando que não queria falar.




Capítulo 2

A terça-feira se tornou o nosso dia e aos poucos estávamos mais íntimos um com o outro. Mas pouco conseguia saber dele, nunca havia passado do primeiro andar de sua casa, nunca havíamos dormido uma noite juntos e senti vontade de ficar um pouco mais com ele. Seguindo conselhos amorosos de uma de minhas melhores amigas, resolvi que talvez aquela noite dormiria após o sexo. Não queria me envolver com um cara, mas com ele queria ir além do que deveria, tinha a cada encontro uma vontade maior de ficar perto, de poder vê-lo mais vezes durante a semana, de ser mais que sexo sem compromisso. Também pesquisei sobre ele na internet, mas só tinha um nome e uma localização. Sobre o apartamento, estava a venda recentemente na internet, então, como ele havia dito, estava morando a pouco tempo naquele apartamento. Contudo, não consegui achar o nome do proprietário do imóvel. Aquilo me deixava irritada, queria saber quais eram os seus negócios, provavelmente todos do meio dele o conheciam, o fato de estar as escuras me causavam noites de insônia.
Após uma terrível insônia, a terça-feira chegou e junto dela um de meus dias mais cansativos. Estava em meu período fértil e tinha esperanças daquele ser “o grande dia”.
No trabalho em ambas as turmas os alunos estavam muito agitados, o dia estava chuvoso e acabamos ficando ambos os períodos dentro da sala. Além de tudo, acabei pegando um belo banho de chuva enquanto ia para casa e pensei em cancelar o encontro da noite, mesmo ansiosa em vê-lo.

Tudo certo? Passo ai em 30 minutos.
Ele enviou uma mensagem, assim que cheguei em casa. Eu estava muito atrasada, teria que correr e achei melhor pedir um tempo a mais para ele.
Acabei de chegar em casa, passa em 40 minutos, por favor. O dia foi mais agitado que o normal.
Ok - Foi sua resposta.
Depois de verificar o celular uma última vez, apressei-me para tomar banho e tentar esconder a aparência cansada com um pouco de maquiagem. Senti vontade de passar meu amado batom vermelho, mas aquele não era o momento, então coloquei um de meus nudes e 5 minutos antes do combinado, estava pronta. Caminhei até a saída do condomínio que moro, é um condomínio popular, com vários blocos de apartamentos de dois quartos e 38m². Havia comprado a pouco tempo, financiando-o em suaves 360 meses. Ao me deparar com um pouco da realidade de , passei a me perguntar se aquele era realmente o momento de ter um filho, após, vi que meus pensamentos eram bobagens, eu queria ser mãe, ele seria apenas o espermatozoide vencedor, alguém com quem não teria mais contato após a gravidez. Eu era feliz na realidade que vivia e meu filho também seria.
Seu carro já estava lá estacionado, caminhei em direção a ele, que assustou-se quando me viu.
- Você está adiantada.
- Você também.
- Não gosto de me atrasar, achei melhor pedir um tempo extra... Estaria 5 minutos atrasada, caso não tivesse feito isso. – Sorri entrando e lhe dando um selinho.
- Prefiro pessoas pontuais ou adiantadas. – Ele piscou um olho e saiu deu partida em seu Audi Q3.
- Por que cobriu as pernas? – Perguntou notando que vestia uma calça jeans simples, com alguns rasgos.
- Porque está frio. – Falei óbvia. – E vamos para sua casa, não é como se precisasse me arrumar muito, ou é?
- E se eu decidisse te levar em um restaurante?
- Você teria que escolher um do qual minha roupa está apropriada.
- Justo. – Ele respondeu e começou a fazer o caminho de sua casa.
- Eu odeio essa chuva. – Falei quando paramos em um engarrafamento, provavelmente provocado por algum acidente, no horário de maior movimento.
- Minha mãe dizia que em dias de chuva, recebia poucos alunos. Pensei que isso fosse bom.
- Seria, mas começou a chover depois do horário de chegada, então foram todos e precisamos ficar em sala de aula o dia todo. Além disso, tomei um belo banho de chuva na volta.
- Ficou toda molhada?
- Você está rindo da minha desgraça?
- Ver você brava é legal, brava e molhada deve ser ainda mais.
- Nossa, é muito divertido mesmo.
- Calma. – Ele pediu ainda sorrindo.
- Eu sou calma. – Sorri e então ficamos em silêncio por um momento.
- Sua mãe é professora? – Perguntei curiosa.
- Era, mas faz muito tempo isso, você não era nascida ainda.
- Nossa, como ele é velho, senhor do tempo.
- Vai novinha, são coisas que ela me falava do tempo que lecionava, eu também não era nascido, esse corpinho aqui não é tão novo, porém muito bem cuidado, você sabe. – Ele disse rindo e pegou minha mão, levando até seu abdômen.
- É, até que é bem cuidado. – Debochei e me aproximei dele mordendo sua orelha.
- Gostosa. – Ele disse apalpando minha coxa e levando até minha região mais íntima.
- Safado! – Falei fingindo estar constrangida.
- Se não tivesse vestindo essa calça ai, poderia ganhar algo a mais agora, em meio esse transito infernal, mas prefere ser a recatada. – Debochou.
- Não seja por isso. – Juntei toda coragem que eu tinha e me movi no banco, retirando a calça que estava vestindo e ficando apenas de calcinha. Eu vestia uma blusa um pouco mais comprida, então não seria problema cobrir parte da perna com a mesma.
- CA-RA-LHO. – Foi tudo que ele falou, enquanto eu fingia observar o que se passava no transito.
- Estou melhor assim? – Perguntei cruzando as pernas.
- Se acontecer algum acidente aqui, a culpa é sua.
- Acidente do tipo, molhar o banco do carro? – Perguntei escutando uma gargalhada em resposta.
- Você está impossível hoje! – Ele disse animado.
- É a convivência com você. – Sorri colocando a mão em sua perna.
- Não para. – Disse em um gemido.
- Paro sim, olha o transito! – Falei rapidamente assim que escutei o barulho de uma buzina.
- Calma amorzinho. – Ele disse debochado e pegou uma rua paralela, estacionando em seguida.
- Onde estamos? – Perguntei tentando reconhecer o local.
- Fora do transito.
- E se tiver polícia, câmeras, você é maluco e não merece, mas podemos negociar. – Disse decidida.
- Qual a proposta?
- Então... – Disse tirando o cinto de segurança. – Eu queria... – Falei sentando em seu colo com as pernas envolta da cintura.
- Você esta usando calças, não deveria. – Disse fingindo estar indignada e o ouvindo gemer e gargalhar ao mesmo tempo.
- Eu quero saber o que você quer, sabe, seu pedido. – Falou apalpando minha bunda com força e pressionando meu corpo contra suas partes íntimas e animadas.
- Eu quero transar. – Falei abrindo a calça social que ele estava vestindo.
- Também quero transar, aqui, agora. – Disse colocando as mãos embaixo da blusa de linho fino que usava e levando as mãos até meu sutiã.
- Topo, mas quero fazer o mesmo no elevador, hoje. – Disse direta o encarando.
- Mas ele tem câmeras e aquelas eu não controlo. – Falou em um tom preocupado.
- O da sua casa não tem.
- Pode ser uma boa ideia... Mas faremos na próxima semana, quero por espelhos lá primeiro. – Ele disse mais divertido.
- Aceito sua proposta. – Falei descendo em seu colo, ele entendendo o recado, moveu o banco deixando um espaço maior entre o volante, me posicionei em sua frente, descendo a boxer que ele vestia e tirando seu membro rígido de dentro.

O fato de estarmos em um local desconhecido, uma rua aparentemente sem muito movimento, mas perto do centro da cidade, causavam uma tensão que me deixava com mais tesão ainda. Ele mesmo sem falar nada, demonstrava o mesmo. Parei de me perguntar se aquela também seria sua primeira vez em um local público e resolvi curtir o momento, começando por um oral e em seguida permitindo-me sentir seu gozo dentro de minha vagina.
Voltei para o banco do carro, fazendo cara de nojo quando olhei para o centro das minhas pernas.
- Eu preciso de um banho, não vou sujar minha calça colocando ela. – Segui fazendo careta enquanto ele ria e ao mesmo tempo tentava recuperar o fôlego.
- Calma, estamos perto, peguei um atalho.
- Eu estou calma. Você sujou seu carro...
- Não é sujeira, é lubrificante. – Disse debochado e em seguida entrou na rua do prédio que mora.
- Chegamos. – Falou tirando seu blazer e em seguida me dando para vestir. – Ele é grande, vai cobrir o que não deveria estar de fora. – Disse sorrindo e saiu do carro me esperando até irmos para o elevador.
- Estou sexy. - Falei reparando meu reflexo no espelho.
- Muito. – Respondeu me abraçando e dando um beijo no meu pescoço.
- Que frio. – Choraminguei o abraçando.
- Chegamos. – Ele respondeu calmo e seguiu até dentro do apartamento. Chegando lá fui direto para o banheiro, precisava tomar banho e tentar me esquentar, pois estava congelando.
Do banheiro pude ouvir uma voz desconhecida pedir perdão por algo.
- Eu já expliquei que independe do quanto serviço você tenha, ás 18 horas você deve sair. – disse, parecendo furioso.
- Mas eu não vou lhe cobrar hora extra doutor, me perdoa por favor. – A voz feminina dizia, enquanto eu me apressava para sair de onde estava.
- Não é questão de salário, pagaria o dobro para ter meu pedido atendido, espero que não volte a acontecer.
- Não vai acontecer, foi falha minha, percebi apenas no fim da tarde que a suíte três estava desarrumada e demorei um tempo limpando-a, pois havia bastante bagunça lá. – Ela respondeu pesarosa.
- Essa é sua última oportunidade. – Ele disse ainda com raiva em sua voz, apressei-me e sai do banheiro encarando uma senhora de aproximadamente 40 anos e um sério e autoritário, como nunca havia visto antes, os dois ficaram calados me encarando e senti meu rosto ficar vermelho.
- Agora vá. – Ele falou indicando a cozinha, provavelmente saída dos empregados, ela apenas concordou com a cabeça e saiu.

- Está tudo bem? – Perguntei me aproximando dele.
- Essa calça de novo? – Falou sério me deixando com raiva.
- Se acha ela tão ruim posso ir para algum lugar onde ela não é problema. – Falei com raiva, que ele estava furioso era um fato, mas eu também estava, se a tal suíte três estava bagunçada era porque ele havia dormido lá com alguma de suas fixas, enquanto isso, eu só conhecia parte do primeiro andar de sua casa.
- Não, claro que não, desculpa, eu estava brincando. – Disse demonstrando receio. – Eu prefiro você nua... Só isso.
- Hum. – Respondi mais calma. – Eu gosto de você com essa roupa, assim bravo, me da uma coisa aqui dentro. – Falei sorrindo e lhe dando selinhos.
- Que coisa?
- Não sei, acho que é tesão. – Respondi com vergonha e fui até a mesa da sala.
- Tesão por um velho bravo? – Ele debochou.
- Velho. Bravo. E chato. – Disse distribuindo selinhos.
- Esqueceu de falar duro. – respondeu me pegando no colo e levando até o sofá, já preparado para um segundo round.
- Eu estou com fome. – Interrompi o momento, não queria transar naquele momento, queria ver como ele iria reagir caso dormisse após transar.
- Esqueci de pedir algo. – Pareceu preocupado ao falar.
- Tudo bem, hoje é só sexo. – Disse com raiva, minha vontade era estapeá-lo, sair e não voltar a olhar mais para ele.
- Claro que não, eu pedi para minha empregada preparar uma lasanha, queria algo diferente, ela não conseguiu terminar e eu esqueci de fazer alguma encomenda, mas peço algo, sushi, pizza, o que você quiser.
- Acho que quero ir para minha casa. – Respondi sincera. – Hoje não é um bom dia, me estressei horrores na escola, acho que quero minha cama.
- Como? Nem pensar, se seu dia não foi bom, nós vamos salvar ele, vem, eu vou cozinhar para você.
- Você cozinhar? Eu preciso trabalhar quinta-feira, não posso ter intoxicação alimentar. – Provoquei.
- Eu sei fazer um ovo como ninguém. – Ele debochou e segurou minha mão. – Vem me ajudar. – Chamou indicando a cozinha do apartamento.
A cozinha parecia um sonho, principalmente para quem gosta de cozinhar, me perguntei a finalidade de tudo aquilo, visto que ele não parecia ser alguém que ficava muito em casa.
- Com qual frequência você entra aqui dentro? – Perguntei sentando em uma bancada próxima ao fogão.
- Raramente. Ás vezes tomo café aqui, mas é raro, geralmente peço para minha secretária deixar algum café em minha mesa e bebo enquanto trabalho.
- Eu amo estar na cozinha, quando me estresso demais na escola, mesmo já estando com minhas viandas – falei rindo – prontas, preparo algo, porque cozinhar me acalma.
- Eu me acalmo na academia, o bom de trabalhar no ramo é que posso ir em qualquer horário.
- Você trabalha em academia? – Falei levantando de onde eu estava e indo até ele oferecendo ajuda.
- Acho que eu não sei cozinhar muito bem, ele riu.
- Posso tentar? – Beijei seu pescoço, tentando não demonstrar ansiedade com relação a pergunta sobre o emprego.
- Claro, acho melhor você ser a chefe e eu o ajudante.
- Concordo! – Sorri e fui até a geladeira na busca de ingredientes para alguma refeição rápida.
Nela podia encontrar uma enorme quantidade de legumes e carnes.
- Como você gosta de fazer academia, deve ter uma refeição mais balanceada, podemos fazer um omelete de forno...
- Mas nas terças eu saio da dieta, você pode fazer algo menos balanceado se quiser. – Ele me abraçou observando o que havia naquela geladeira.
- Meu Deus a Olga exagera um pouco nas compras, eu nunca vou comer tudo isso. – Disse rindo.
- Já sei, você tem todos os ingredientes para um dos meus pratos favoritos, que tal filé a parmegiana?
- Esse é um dos meu preferidos também, eu posso... Ligar o forno?
- A salada é responsabilidade sua.
- Não precisa de salada.
- Precisa sim, não fica me olhando que eu me atrapalho. – Pedi separando os ingredientes que precisava.
- Eu posso tomar banho então? Fui buscá-la na saída do meu trabalho, queria ficar mais a vontade... – Falou apertando minha bunda.
- Pode, é melhor, pode demorar uma hora, mas a salada segue sendo responsabilidade sua. – Disse um pouco autoritária.
- Ok mocinha, prometo lavar folhas de alface muito bem. – Debochou e mordeu meu pescoço, pegando uma maça que estava ali perto e saindo da cozinha.
Preparei o filé rezando para ficar bom, senti raiva de querer agradá-lo mesmo com todas as desconversas dele, queria pressioná-lo, fazê-lo falar quem afinal ele era, qual era sua família, no que trabalhava, qual era seu sobrenome ao menos. Pensei em procurar alguma pista na cozinha ou sala, fiz isso enquanto preparava o jantar, mas na cozinha achei apenas contas de mercado, várias notas e um cartão em nome da empregada dele. Provavelmente para as compras da casa e pago por ele. Fui até a sala quando coloquei o bife no forno, estranhei sua demora, procurei pelo andar de baixo, pude assim conhecer um pouco mais da casa, que era composto por duas salas, uma mais íntima, que era onde ficávamos e a que encontrava assim que entrava no apartamento, uma sala de jantar próxima a cozinha e a cozinha, que agora havia conhecido. Próximo a cozinha encontrava uma área de serviços com maquinas de lavar e secar, ali algumas roupas dele estavam estendidas e uma dependência de empregados com dois quartos pequenos. No lado oposto onde estava e próximo a sala e banheiro que mais usávamos, encontrei um quarto com banheiro, ele estava completamente vazio. E um cômodo fechado, com uma porta trancada. A casa realmente era muito grande, aquele andar já dizia isso, senti vontade de subir, mas preferi voltar para cozinha e esperar que ele aparecesse, enquanto caminhava no corredor entre o quarto vazio e o fechado, encontrei parado me observando.
- Perdeu algo ai?
- Sim, você. – Respondi rapidamente, sentindo a adrenalina correr pelo meu corpo.
- Eu? – Perguntou sem entender.
- Coloquei o bife no forno e te chamei, mas você não aparecia, fiquei preocupada e vim te procurar, quase me perdi aqui.
- Esse apartamento é muito grande, acho que em alguns cômodos entrei apenas quando comprei ele.
- Sim, é enorme. – Concordei me dirigindo até a cozinha sendo seguida por ele.
- Está quase pronto. – Disse observando o forno.
- Vou lavar o alface. – Ele apontou para as folhas que estavam em uma saladeira, junto com brócolis e couve-flor, devidamente prontas.
- Elas já estão prontas...
- Sério, que pena, vou ter que esperar o bife ficar pronto então... Está demorando hein, eu fui mais rápido com minha parte do jantar. – Sorriu debochado.
Virei o encarando, preparada para responder sua provocação, mas ao vê-lo vestindo apenas uma calça de moletom cinza e sem camisa, perdi a fala, ele estava ainda mais bonito.
- Que foi?
- Nada, é só que... Nada, deixa pra lá. – Desconversei.
- Só que? – Ele insistiu para que eu continuasse.
- Só que somos aquele casal que se fossemos vistos na rua, eu seria a pessoa do “não sei o que ele viu nela”.
- Não entendi. – Ele se aproximou da pia e pegou um pouco de espuma que eu tinha nas mãos, colocando em meu nariz.
- Quando em um casal, um é muito mais bonito que o outro, geralmente falamos isso: não sei o que ele viu nela. É areia demais para aquele caminhãozinho... Enfim você é o bonito da relação.
- Qual relação? – Perguntou intrigado.
- É só uma metáfora, tentei explicar a frase, que droga, você me deixa confusa, eu só queria dizer que você é muito bonito, só isso. Até de calça de moletom é bonito. – Falei rapidamente, um pouco nervosa e arrependida do que estava falando.
- Hey, respira. – Ele riu do meu jeito atrapalhado de me explicar.
- Você é linda, até coberta de detergente é linda. – Ele gargalhou e derrubou detergente em mim.
- Eu vou te matar! – Disse correndo atrás dele e o sujando com espuma.
Assim que ele pensou em revidar, sai correndo e acabei escorregando e caindo no chão da cozinha, não perdeu tempo, correu e se jogou em cima do meu corpo.
- Está presa. – Ele gargalhou me beijando em seguida.
- Você derrubou detergente no meu cabelo. – Fingi estar brava.
- Desculpa. – Fingiu-se arrependido e me deu vários selinhos, em seguida iniciou um beijo calmo, enquanto alisava meu corpo, tentando retirar a única blusa que vestia.
- ...
- O que? – Disse retirando e em seguida começando uma verdadeira briga com meu sutiã, sem deixar de me beijar.
- Não faz assim. – Choraminguei.
- Por quê? – Mordeu meu lábio e retirou o sutiã.
- Porque não sei dizer não pra você.
- Não sabe? Anal então? – Debochou.
- Nem pensar, estou guardando para meu futuro marido. – Disse batendo em seu abdômen.
- Mas você não queria casar...
- Pois então, não quero. – Menti.
- Você não existe. – Ele riu me dando um beijo calmo.
- ! – Falei o afastando.
- O que foi? – Perguntou assustado.
- O bife! Está pronto! – Disse me levantando e indo até o forno, vestindo apenas uma calcinha.
- Meu Deus, que visão é essa! – Ele falou me tarando, enquanto trazia a forma para bancada próxima ao local que estávamos.
- Idiota! – O xinguei, largando a forma e buscando minha blusa para vesti-la.
- O que ganho se te entregar ela? – Segurou a blusa no alto, se aproveitando de sua altura, muito maior que a minha.
- Minha vagina. – Sorri e mordi sua barriga.
- Agora? – Ele disse vestindo a blusa em mim.
- Já vamos tirar ela. – Fingiu voltar a tirá-la.
- Depois de matar minha fome... De comida. – Ri não deixando-o tirar a blusa e indo até a bancada.
- Vamos acabar logo com isso, por que eu estou com fome e não é de comida. – Ele apertou minha coxa sentando ao meu lado.
- Espero que tenha ficado bom. – Falei nos servindo, ele imediatamente provou.
- Aii, está quente. – Fingiu se queimar.
- Está maravilhoso! – Ele me deu um selinho demorado.
- Fico feliz que gostou. – Sorri em resposta e comecei a comer também.


Realmente estava muito bom, dizem que quando cozinhamos com amor, não tem como dar errado, e desta vez me superei positivamente.

Jantamos e recolhi os pratos colocando-os na pia, em seguida procurei algum pote para colocar as sobras.
- Hey, desta vez quem vai fazer uma vianda sou eu. – Ele sorriu divertido.
- Mas não sei onde achar algum pote, quero comer amanhã no almoço. Saio de casa tarde, tenho home office. – Disse parecendo cansado.
- Em algum lugar nessa cozinha deve ter algum, ou vou ter que ocupar alguma terça-feira nossa te levando no Bourbon para comprar potes? – Ri divertida.
- Pago hora extra para Olga, mas não fico sem nossas terças. – Ele também riu e em seguida apontou para uma porta que a pouco tinha aberto.
- Quem é Olga? – Perguntei indo até ele.
- Minha governanta, ela é responsável pela ordem desse apartamento, acho que você já notou que não levo jeito para trabalhos domésticos...
- Nenhum pouco. – Eu sorri, estava amando ver ele mais aberto, em seguida peguei um pote do armário que ele havia achado e organizei um pouco de nossa bagunça.
- Pronto, só falta a louça.
- Nem pensar, deixa isso aqui, você esta dando mais atenção pra minha cozinha do que pra mim. – Disse me afastando da cozinha.
- Hey, eu não sou uma bagunceira, só isso! – Falei rindo, tentando voltar.
- Agora você é completamente minha. – Ele disse sério e me pegou no colo, parando em frente ao sofá da sala menor.
- Completamente sua. – Eu sorri e lhe beijei.
me empurrou contra o sofá, já retirando o que restava de minha roupa.
- Meu Deus, acabamos de jantar. – Eu ri de sua pressa.
- Se reclamar, não deixo mais você comer antes... – Ele respondeu abrindo minhas pernas e passando a boca por minha vagina.
- Minha gostosa, minha. – Ele retirou minha calcinha com a boca, encarando minha intimidade. Senti meu corpo queimar em desejo por aquele momento, queria sentir logo sua língua, ele parecia ter um mapa de todo meu corpo, principalmente os locais de maior prazer.
Começou a fazer oral, chupando e lambendo minha vagina, enquanto massageava meus seios e eu puxando seu cabelo com força, tentava não gemer.
ergueu minha bunda, ficando ainda mais aberta para ele, com sua língua dentro de mim.
Eu queria gritar de tanto prazer, mas sempre me continua com relação a barulhos.
, por favor, não para, não para. – Falei soltando um gemido no final e ouvindo um grunhido dele.
- Quero ouvir teus gemidos , geme pra mim, geme meu nome de novo.
- ... Continua. – Falei o obedecendo e pedindo, desejando por mais.
- O que ? – Disse sério, com um sorriso no canto dos lábios.
- Não para... – Choraminguei.
- E se eu parar?
- Se você parar? – Perguntei me aproveitando da distração dele e coloquei minhas pernas em volta de sua cintura, pressionando contra ele.
- Você está sem cueca? – Perguntei surpresa com o quão duro estava seu membro.
- Óbvio, a única coisa que quero apertando meu pau, é sua buceta.
- Então coloca ele aqui dentro logo. – Disse descendo a calça que ele vestia com os pés e tendo a visão de seu pênis duro.
- Eu amo essa visão. – Falei encarando ele.
- Eu quero foder logo essa buceta. – Ele disse penetrando sem aviso, forte, como ambos gostamos.
Suas estocadas começaram forte, logo senti meu líquido descer e segui sentindo-o estocar dentro de mim. Após sentir o que havia acontecido, ele trocou de posição, dentando-se no sofá e me colocando de costas, em cima dele, me fazendo subir em descer naquele pênis gostoso, enquanto ele apalpava meus seios e beijava meu pescoço.
- Você... Vai... Me deixar sem líquidos. – Eu disse pausadamente.
- Não para. – Falou me segurando pela cintura e ajudando a subir e descer em cima dele.
- Não vou parar. – Virei ficando de frente e segui rebolando.
- Aperta, caralho, aperta. – Disse apertando com força minha bunda e querendo me fazer pressionar ainda mais minha vagina em seu pau.
- Cacete , você vai me deixar louco. – Levantou me surpreendendo e em seguida me colocou de quatro, estocando com força minha vagina e alisou meu anus com o dedo, em seguida passou a língua nele.
- Preciso ser muito forte, pra não meter aqui dentro, muito forte. – Ele disse tirando o pau e despejando um pouco de porra em cima das minhas costas, lambusando meu bumbum.
- ... Por favor. – Pedi com medo do que ele iria fazer.
- Eu sei me controlar . – Disse rouco e penetrou fundo, minha vagina, despejando seu liquido por completo ali dentro e fazendo-me chegar ao meu ápice.
- Santo Deus. – Ele disse se atirando no sofá ao meu lado, conseguia sentir seu coração acelerado, assim como o meu estava.
- Não tenho forças. – Falei baixo, me aconchegando em seu peito e fechando os olhos, tentando me recompor.

Acabei pegando no sofá, nua com ele no sofá. Acordei no meio da noite, sentindo um pouco de frio no corpo e sentei no sofá assustada, ao perceber que ele não estava comigo.
estava sentado em uma poltrona próxima, vestia a calça de moletom que havia colocado antes de transarmos e tinha em seu colo um notebook, parecia concentrado em algo.
- Oi... – Disse ao perceber que eu estava acordada.
- Meu Deus, capotei. – Falei um pouco sonolenta.
- Que horas são? – Perguntei, percebendo que ele seguida olhando para o computador.
- Quase quatro da manhã, quer tomar banho antes de ir?
- Sim, eu só vou achar minhas... – Comecei a procurar as roupas, então ele apontou para pilha de roupas dobradas ao lado do sofá.
- Obrigada . – Disse decepcionada com ele e segui até o banheiro, tomando um banho rápido e me vestindo.
- Nunca mais esqueço o casaco, vou começar a me organizar melhor, quando tiver pouco tempo para me arrumar. – Falei observando a cerração que cobria boa parte da cidade.
- Vai acabar ficando gripada... Qualquer coisa me avisa terça. – Disse fechando o computador.
- Não precisa, eu chamo um carro no aplicativo.
- Eu levo você.
- Não precisa, você já ficou tempo demais acordado, deveria ter me chamado.
- Não quis te acordar, parecia cansada.
- Teu sofá é maravilhoso, mas que saudade da minha cama. – Falei chamando um carro pelo aplicativo do meu celular.
- Vou te dar um energético da próxima vez.
- Estou precisando, já estou querendo qualquer cama, ainda bem que esses aplicativos não demoram. – Disse pegando minha bolsa.
- Eu já disse que vou levar você. – Disse com raiva e segurou minha bolsa.
- Eu falei que não precisa. – Segurei mais forte a bolsa tirando dele.
- Você sabe que não gosto de ser contrariado, te busquei, te levo.
- Não, eu não sei, aliás, sei muito pouco sobre você.
- Do que você está falando?
- De você e seu jeito estranho de ser. – Eu estava prestes a explodir.
- Eu falei que não gosto de compromisso e até onde eu sei, você também não gosta. Vai querer cobrar algo agora?
- Eu não estou cobrando nada, mas sinceramente, gostaria de saber, por qual motivo eu nunca conheci um quarto de sua casa.
- Quartos são lugares pessoais demais, você não visita um estranho e sai mostrando ou pedindo pra ver o quarto dele.
- Então eu sou uma estranha?
- Não, você não é uma estranha, mas não vejo necessidade em te levar até minha cama, para foder com você.
- E as outras, você vê essa necessidade?
- Outras? – Ele parecia furioso, mas eu havia começado com aquilo e mesmo sem saber se tinha ou não engravidado, iria falar o que estava engasgado na garganta.
- Suas outras fixas.
- Isso não é da sua conta. – Ele disse abrindo a porta do apartamento.
- Clica no número 1, você vai até a portaria e saia depois que o carro do aplicativo chegar. – Falou seco.
- Ok. – Respondi sentindo meus olhos marejarem e entrei no elevador, não conseguindo impedir as lágrimas de caírem.

Capítulo 3

Sempre me afastei dos caras por quem senti algo a mais. Não me permitia chorar por um homem, mas estava mexendo demais comigo a ponto de eu não conseguir segurar um choro. Sai do elevador e o carro já me esperava lá embaixo, passei rapidamente pelo porteiro, lhe dando boa noite e entrei no carro estacionado. Antes que ele desse partida no mesmo, olhei em direção ao alto do prédio, mas não dava para ver nada, principalmente pela cerração que estava cada vez mais forte.
Ao chegar em casa me atirei na cama, chorando tudo que estava acumulado e decidi que independente de estar ou não grávida, iria passar a ignorá-lo.
Já passava do meio-dia quando acordei, geralmente enviava alguma mensagem para , nem que fosse um simples “bom dia”, após nosso sexo, e ele seguia fazendo perguntas rotineiras e evitando perguntas pessoais, até nosso próximo encontro. Contudo, não iria fazer isso. Verifiquei o celular algumas vezes e em todas ele estava online, mas nada me enviou. E assim seguimos até a próxima terça-feira, quando acordei com uma mensagem dele.
Tudo certo para a hoje?
Respirei fundo e achei melhor não responder, queria mandar ele para puta que o pariu, queria dizer que minha buceta já estava enjoada e anojada daquele pinto pequeno. Mas tudo seria mentira, a começar pelo tamanho do pênis. Respirei fundo e fui trabalhar, respondendo-o apenas no horário do almoço.
Tenho reunião até as 22 horas, não vai dar, marcamos para próxima semana.
Ele imediatamente respondeu.
Busco você ás 22 horas ou marcamos para amanhã.
Segui dando desculpas.
Amanhã tenho jogo do Inter, hoje vou dormir na amiga que mora aqui perto, pois vou ter que vir aqui na escola amanhã de manhã, quinta também saio com minhas amigas e no final de semana estarei na casa dos meus pais. Marcamos para próxima semana.
Ok.
Ele respondeu e não voltou a falar.
Na quinta-feira após o gelo dele, decidi sair com minhas amigas, precisava me distrair, queria muito comer sushi e após engravidar, não poderia comer por um bom tempo. Pessimista como sempre, não esperava que em um dia onde tudo deu errado eu conseguisse conquistar o sonho de ser mãe. Voltei também a pesquisar clínicas e ativei novamente meus aplicativos de namoro.
Ao chegar no local que sempre íamos comer sushi, minha amiga em cutucou.
- Olha para aqueles boys, os dois são estilo “o que viu nela”. – Disse cochichando. Discretamente olhei e senti meu ar faltar. Era , ele e outro cara com aparência parecida, mas não tão bonito, estavam acompanhados de duas loiras, muita bonitas e sorridentes.
Respirei fundo e concordei com a cabeça, tentando não demonstrar o que estava sentindo ali.
- O que aconteceu, você está branca! – Outra amiga perguntou.
- Não sei, acho que está calor aqui. – Menti.
- Tá maluca, inverno no Rio Grande do Sul, nunca é calor. – Ela riu e encarou o amigo de , que nos olhava a todo momento.
- Para meu azar, a mesa reservada para nós, era exatamente ao lado da dele, ou seja, teria que fingir não conhecê-lo e controlar meu assunto com minhas amigas, durante toda aquela noite.

- Então, de quem vamos falar? – Brinquei sentando ao lado de minha amiga, que sentou mais próxima a mesa que eles estavam, ao lado dela estava a garota com quem parecia estar e ao lado da garota, ele. Sentei estrategicamente no local onde ele teria menor contato visual comigo, não conseguiria ter uma noite tranquila sabendo que estava ali, ter contato visual com ele, deixaria a situação ainda pior.

Pedimos nossa sequencia e começamos a falar assuntos rotineiros da escola.
- Essa aqui vai pro céu depois de hoje. – Sara disse apontando pra mim.
- O que aquele peste aprontou hoje? – Lara perguntou um pouco mais alto.
- Meninas, controlem, estamos em um restaurante. – Falei rindo do tom de voz que estavam usando e implorando para o papo da mesa ao lado estar alto o bastante que ele não conseguisse prestar atenção no nosso.
- Desculpa, mas estou curiosa. – Lara disse rindo.
- Tá bom. – Sorri e segui contando. – Ele só fez o de sempre e mais um pouco, mas no de sempre machucou o meu xodó, dai fiquei doida né, porque ele estava doente semana passada, voltou hoje e foi pra casa com um ralado no joelho, por o outro ter empurrado ele.
- Mas ele não tentou te bater?
- Tentou, quando fui colocar ele de castigo.
- Tem que cuidar , principalmente se você... – Ela ia falando e então a interrompi.
- Estou cuidando amiga, não me esforço muito com ele, por culpa da labirintite também, terça falei com o pai dele tivemos uma reunião sobre o comportamento e hábitos de higiene.
- Faz bem, mas pensa pelo lado positivo, você pode pecar bastante que já tem vaga garantida no céu.
- Acho que vou até poder levar algumas pessoas comigo, de tanto pecado que paguei. – Respondi rindo.
- E o cara lá, que você estava toda apaixonadinha? – Silvia perguntou, alto demais, perto demais dele.
- Ele é um idiota. – Disse e só então percebi o olhar de em nossa mesa, ele estava em pé e sem medo algum me encarou por um momento, antes de ir em direção ao banheiro.
- Que olhar foi esse? – Lara perguntou.
- Que olhar? – Fingi não perceber.
- Do bonitão para você. – Silvia disse baixinho.
Nesse momento nosso celular vibrou e Sara mandou que olhássemos o grupo da escola, na verdade a mensagem era dela, em um grupo privado nosso.

Esse cara trocou de lugar com a garota que ele estava e ainda deu uma encarada na , é louco, medo da mulher querer bater na gente, ela deu uma olhada indignada pra cá agora

Mas será que são namorados, viu eles trocando carícias?
Não me contive e perguntei.
Sara apenas fez um sinal negativo em resposta.

Meu celular começou a vibrar sem parar, olhei no visor, disposta a cancelar a ligação, mas então vi o nome dele na tela.

- Fala. – Atendi.
- Vem aqui no banheiro, agora. – Falou e desligou o telefone.

- Era minha mãe, mas ninguém falava nada, ligou errado. – Desconversei.
- Acho que vou ao banheiro, já volto. – Disse para as meninas e levantei em seguida. Minha vontade era ignorá-lo, mas não conseguia, a curiosidade de saber o que ele queria era maior.
Levantei e fui em direção ao banheiro do local. Ele era dividido em ambientes, em uma parte ficavam as pessoas que tinham reserva, outro funcionava como local de espera, e o banheiro ficava após esse local, então de onde estávamos, não conseguíamos ver o que se passava no banheiro e entre o feminino e masculino, havia uma espécie de hall com alguns sofás para espera.

- Finalmente. – Ele disse assim que entrei no Hall.
- O que você quer? – Perguntei séria.
- Eu sou um idiota? – Perguntou com raiva.
- Por quê? – Perguntei sem entender.
- A conversa. – Ele disse com raiva.
- Acho que isso não interessa a você, mas saiba que não temos compromisso algum e posso ter outros fixos, não sou exclusiva de ninguém, logo o idiota talvez não seja você. – Respondi com raiva.
- Você tem outros fixos então? – Ele perguntou e apertou meu braço.
- Responde olhando em meus olhos.
- Já falei que não interessa a você. – Tirei sua mão de meu braço.
- Por que não me mandou mensagem como sempre faz? – Mudou de assunto.
- Porque não quis.
- Um dia demonstra querer algo a mais, no outro começa a ignorar e diz que tem outros fixos, não entendo você. – Ele parecia nervoso.
- Me esquece , o seu dia é a terça, hoje quero aproveitar com minhas amigas.
- Então quer dizer que não trocaria elas, por isso? – Falou me beijando.
- Não trocaria por isso? – Disse levando minha mão até seu abdômen e tentando descer até o membro.
- Você está com sua fixa de quinta-feira. – Disse me afastando.
- Ela não... – Ele começou a falar, mas eu não queria ouvir, não queria pensar nela com ele, muito menos me comparar com a garota e ver que os dois tinham muito mais em comum, principalmente falando em aparecias, do que eu e ele.
- Me deixa . – Pedi quando senti sua mão me segurar novamente, ele então me largou e voltei para minhas amigas, sentindo-o me seguir.

- O que aconteceu, você está branca! – Minha amiga disse.
- Nada, eu só não estou me sentindo muito bem... – Respondi.
- Ih, só falta estar grávida. – Silvia brincou.
- Sem chance, estou naqueles dias. – Respondi tentando eliminar o assunto da mesa.

Seguimos a noite falando sobre viagens, músicas, planos de aula e rotina escolar, saiu de lá antes de nós, sem tocar na menina que o acompanhava, enquanto o outro saiu de mãos dadas com a outra menina.

Na saída, percebi que ele estava parado em frente ao local, conhecia seu carro e não era um modelo que passava despercebido.
- Se algum dia sair com um dono desses carros, zero a vida. – Minha amiga disse passando ao lado do dele para entrarmos no de minha amiga.
Apenas ri, mesmo sentindo vontade de chorar e entrei no carro com ela. Distraída cuidando a estrada me surpreendi ao ver nos ultrapassando.
- Achei que estava nos seguindo, mas ultrapassou. – Ela disse fazendo bico.
- Ainda bem que não estava nos seguindo né, que sono, não vejo a hora de chegar em casa. – Respondi.
- Falta pouco. – Ela respondeu e seguiu dirigindo até me deixar na porta de meu condomínio e seguir em direção ao dela. Eu nunca tive pretensão de ter um carro e não sabia dirigir, então sempre usava aplicativos ou saia com essa mesma amiga.

Assim que ela deu partida em seu carro e antes de entrar no condomínio, senti uma luz forte vindo de um carro conhecido, estacionado ali perto.

- Espera! – disse saindo do carro e indo em minha direção.
- O que você quer? - Perguntei e me aproximei dele, que se escorou no carro.
- Quero você, vamos lá pra casa. – Disse abrindo a porta do carro.
- Não posso, tenho que trabalhar amanhã.
- Não vamos demorar muito. – Pediu.
- Não posso, além do mais, hoje é quinta-feira.
- Que besteira, escolhemos a terça por ser um dia bom pra você, mas não me importo com dia fixo, só me importo com a questão do compromisso, vamos, sei que você quer. – Disse marrento.
- Eu não quero e eu vou para minha casa, estou com frio, quero tomar banho e dormir.
- Ok, vou com você então. – Ele disse travando o carro.
- O que?
- Me convida pra ir com você. – Ordenou.
- E se eu não convidar?
- Você teria coragem de deixar esse corpo aqui dormir ao relento?
- Você não quer dormir, quer transar.
- Melhor ainda. – Sorri e me deu a mão.
- E se eu tiver um marido e ele estar me esperando em casa?
- Me pergunto o que você diz para ele nas terças-feiras. – Riu debochado.
- Idiota. – Falei segurando sua mão e entrando no prédio.
Dei boa noite para o porteiro, de uma forma simpática, apenas o encarou.
- Esse porteiro fica olhando tua bunda nas câmeras. – Observou.
- Deve ficar, mas tomar atitude que é bom... Nada. – Fingi estar decepcionada.
- Você quer dar pra ele? – Perguntou atônico.
- Queria, antes de conhecer você.
- Por que deixou de querer após me conhecer?
- Quem tem esse corpinho ai, não quer outro. – Falei sem o encarar.
- Sei que sou gostoso. – Ele disse mordendo meu pescoço enquanto abria a porta do prédio. Em seguida caminhei até meu apartamento, que ficava no primeiro andar e entrei com ele.
- Você consegue ter uma visão do toda casa ao entrar na porta. – Falei rindo.
- Você mora sozinha aqui? – Perguntou observando tudo.
- Sim, eu dividia com uma amiga, mas ela casou... Então segui morando sozinha.
- É alugado? – Perguntou me beijando.
- Não, é meu, financiado, mas é meu. – Sorri tímida.
- Hum, e isso é de quem? – Ele disse tirando a minha blusa e apertando meu seio.
- Meu também. – Debochei.
- Resposta errada. Isso é meu! – Ele disse me beijando com desejo.
- Aqui é frio. – Falei o beijando e indo para o quarto.
- Você não quis ir para minha casa...
- Shiu. – Disse o empurrando para cama e ajudando-o a se livrar das peças que ele vestia.
- Gostosa. – Ele disse arrumando meu cabelo em um rabo e segurando com força, subi para cima dele o beijando e desci os beijos pelo seu corpo, mordendo seu peito e tentando observar se havia alguma marca de sexo. Dei um chupão forte em seu abdômen, queria marcá-lo, ele não pareceu se importar com aquilo.
- . – Gemeu meu nome. – Quero entrar logo dentro de você. – Disse retirando a cueca que vestia e trocando de posição, ficando por cima.
Ele posicionou seu membro em minha entrada e começou a alisar meu clitóris com seus dedos grossos.
- Gosto do quão úmida você é.
- Fico assim com seu toque. – Falei de olhos fechados, sentindo as carícias dele.
- Gosto de causar isso em você. – Ele disse beijando meu pescoço, bochecha e lábios, enquanto penetrava lentamente seu membro. Em seguida parou com o membro dentro de mim e ficou me encarando.
- ... – Eu sorri o encarando.
- Sim? – Ele sorriu debochado.
- Não me tortura. – Pedi.
- Seu desejo é o meu. – Ele sorriu e começou os movimentos, mais lentos que o costume, mais preocupado em me beijar e acariciar meu corpo, do que o sexo em si. Ficamos um tempo nessa posição, até ele pedir para que eu comandasse o ritmo, sentou, escorando-se na cabeceira da minha cama e eu sentei nele, deixando-o me penetrar. Sentada, com seu membro dentro de mim, abracei e lhe beijei calma, ele correspondeu meu beijo, alisando minhas nádegas e costas, em seguida segurou com força e começou a subir e descer meu bumbum, enquanto eu me segurava na cabeceira atrás dele, e sentia sua língua em meus seios. Sabia que não demoraria muito para chegar a ápice, meu corpo parecia querer explodir, queria sentir aquilo por mais tempo, queria prolongar aquilo, me perguntei como conseguia viver sem isso antes dele, pois nenhum outro conseguia esse efeito em mim.
- Eu vou... – Ele avisou pressionando meu corpo junto ao dele.
- Vai. – Foi tudo que consegui dizer em um gemido mais alto que o normal, logo senti seu liquido quente adentrar meu corpo e segui os movimentos, até explodir em um orgasmo e me jogar em cima dele, ainda com o membro, não mais tão rígido, dentro de mim.

Fiquei quieta, com os olhos fechados, sentindo seu coração bater acelerado, assim como meu. Nossa respiração estava ofegante, não conseguiria formular uma frase, estava cansada demais.
apenas escorregou em minha cama, deitando-se e me puxando com ele. Puxou o edredom e cobertor que estavam agora bagunçados na cama e nos cobriu. Ele me abraçou forte, seu corpo quente logo me esquentou e pela primeira vez dormi em seus braços em uma cama. Na minha cama.

Pov
Ver nua, era uma das minhas visões preferidas da vida, ela dormia tranquilamente em sua cama e não percebeu quando levantei dela. Já passava das 4 horas da manhã, sabia que ela acordaria por volta das 6 horas, não queria me despedir, não queria lhe dar um bom dia, pois sabia que ela criaria esperanças de algo que nunca aconteceria.
Ela era o mais diferente que já tive em minha cama, uma garota, tentando demonstrar desinibição para o sexo, mas que na realidade, estava vivendo sua primeira aventura com um desconhecido. Admirava sua força para vida, meus detetives descreveram sua rotina semanal e não parecia ser fácil, mas em nenhum momento lhe via de cabeça baixa. demonstrava uma força admirável para concluir seus objetivos. Ela não tinha o melhor salário do mundo, mas sabia se manter com ele. Não tinha a profissão mais valorizada, mas demonstrava um amor sem igual pelo que fazia.
Ela estava causando algo estranho em mim, algo que não queria sentir novamente e sabia que precisava afastar, mas estava sendo mais forte do que gostaria.
Olhei mais uma vez para pequena garota dormindo na cama e senti vontade de voltar para lá, mas não era mais uma criança, tinha noção do que seria ou não certo fazer e terminei de me vestir, observando o pequeno apartamento mais uma vez, antes de ir embora.
No caminho até minha casa, fiquei intrigado pensando em nossa realidade tão diferente. Seu apartamento custava menos que meu carro e estava financiado em um número de vezes maior do que eu conseguia calcular. Sabia que ele era um sonho que ela realizou, mas quis tirá-la de lá, aquela localização não era boa, me perguntei como ela caminhava o trecho até o ponto do qual pegava o ônibus até a escola em que trabalhava, em um horário ainda escuro no começo da manhã e a noite, quando voltava para casa. Senti medo dos perigos que ela corria e pensando nisso demorei a pegar novamente no sono. Decidi desmarcar todas as reuniões que teria naquela sexta-feira, precisava esquecer de tudo no único lugar que tinha esse poder: academia.
Marquei três aulas seguidas de box, que sempre foi meu esporte preferido, mesmo sendo contra o desgaste que isso poderia me causar, meu personal e amigo atendeu o pedido, ele sabia que algo estava errado, eu estava voltando a treinar mais que o normal e isso só havia acontecido após a morte de minha primeira mulher, mas eu havia quebrado uma promessa que fiz em seu leito e estava prestes a seguir quebrando essa promessa em uma forma ainda pior. Precisava pensar em tudo, me perdoar, pedir o perdão dela, e pensar mais antes de me mover pela emoção e necessidade por aquela garota.



Continua...




Nota da autora: Como prometido, atualizooou! Espero que estejam gostando e comentem o que estão achando, estou curiosa para saber a opinião de vocês!


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Inspirado na série de livros da Cora Reilly - Born in Blood Mafia Chronicles Filhos de importantes chefes da máfia americana, eles podem salvar suas organizações ou colocar tudo a perder. Com os ataques cada vez mais sangrentos dos Russos, a Família entrou em acordo com a OutFit, as duas maiores organizações mafiosas do EUA, para selar este acordo, uma menina da Família deverá se casar com Lorenzo, mais conhecido como – The Ruthess (O impiedoso). Lorenzo não quer qualquer esposa, ele deseja Nina, filha de Matteo, consigliere e irmão do capo de Cosa Nostra. Seu pai provocaria uma guerra pela filha, e essa guerra pode ser o fim para todos. Nina, diferente de qualquer outra menina pertencente a Família, não se preocupava com um bom casamento ou o amor, gosta de lutar, tem adoração por facas e jamais deixará um homem levantar a voz com ela. A sorte está lançada, que os arranjos comecem.
Restritas – Outros – Em andamento – B




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