Última atualização: 27/12/2018

Capítulo 1

Para muitos aquilo pareceria uma verdadeira loucura e de fato era, mas estava sendo minha última opção para conseguir realizar meu maior sonho.
Eu não queria um namoro, um relacionamento aberto ou que um cara sentisse algo por mim. Queria um espermatozoide certeiro que tornasse meu ventre um local habitado pela razão da qual eu existiria, queria alguém com quem eu fosse apenas transar algumas noites e após realizar o sonho de engravidar, nunca mais visse em minha frente.
Sempre fui muito organizada com relação aos meus objetivos, queria passar em um concurso público, ter estabilidade financeira, conquistar meu apartamento e ser mãe. Conquistei todos os meus objetivos, tinha uma família que me apoiava na decisão, mesmo meu pai achando um pouco estranho, e decidi arriscar.
Não me imaginava casada, pois nunca gostei de uma pessoa a ponto de querer me prender a ela, sempre gostei de ter liberdade de escolhas e logo enjoei de todos os poucos namorados que tive, então quando decidi que queria engravidar, decidi buscar clinicas de inseminação artificial, contudo o valor alto somado a baixa probabilidade de dar certo, mesmo estando no auge dos meus 28 anos, me fizeram desistir do método. Com isso resolvei adicionar alguns aplicativos de relacionamentos ao meu celular e passei boas madrugadas curtindo e bloqueando pessoas, até que um perfil me chamou atenção. Ele tinha apenas uma foto, mostrando boa parte de seu abdômen definido, seu queixo e parte do lábio. Notoriamente não queria ser identificado, logo estaria ali em busca de algo momentâneo, assim como eu. Curti. Fui curtida. Chamei.

- Olá! – Enviei a mensagem sentindo minhas mãos gelarem, aquela não era a primeira vez que fazia isso, óbvio, porém algo me dizia que ele era a pessoa que estava procurando a tanto tempo.
- Oi , tudo bem? – Respondeu alguns minutos depois, esperei então o mesmo tempo que ele levou para responder e digitei a próxima mensagem.
- Tudo bem , e você como está? – Enviei pronta para me desligar da internet e dormir.
- Muito bem. – Respondeu no segundo seguinte.
- O que você procura no aplicativo? – Perguntou. Eu odiava responder aquela frase, me sentia desconfortável em estar em um aplicativo de relacionamentos, algumas vezes bloqueei a pessoa para não responder tal pergunta, mas então respirei fundo e segui.
- Bem... Ainda não lhe conheço e visto que você não tem uma foto de perfil, não sei se pertence ao meu ciclo de convívio social, então prefiro me abster dessa pergunta e pedir para que você me responda ela primeiro.
- Mesmo não me respondendo a pergunta, você conseguiu ser direta, gostei disso. – Disse sem demora.
- Sou empresário e esse aplicativo localiza pessoas próximas, achei melhor me “esconder”, seria constrangedor ser fruto de comentários entre meus funcionários, mas posso lhe adicionar no Whatsapp, o que acha, lá pode ver melhor minha foto de perfil. Sobre o que eu procuro, serei sincero, sexo sem compromisso, talvez algum relacionamento aberto.
- Acho que compartilhamos os mesmos desejos, vou te enviar meu número e falamos melhor por lá, amanhã. Está tarde e preciso dormir. – Falei enviando em seguida o número de meu telefone e desliguei a internet tentando não deixar minha ansiedade vencer.

Resolvi checar minhas mensagens enquanto ia trabalhar, entre vários grupos havia uma mensagem de alguém desconhecido. Ele.
Sempre direto e ao mesmo tempo discreto, eu falei mais sobre minha vida do que ele sobre a dele. Sabia apenas que era empresário e trabalhava bastante, havia mudado para Porto Alegre, pois estava expandindo seus negócios no estado. Falamos por mais poucos dias, até que marcamos um encontro.

xx

- Você é muito mais bonita pessoalmente. – Ele disse assim que entrei em seu carro.
- Bom saber disso, confesso que encontrar alguém que conheci na internet me deixa um pouco insegura. – Falei sem pensar, ficando vermelha. – Mas posso dizer o mesmo de você. – Sorri sem jeito.
- É a primeira vez que faz isso? – Ele perguntou dando partida no carro e voltando para estrada.
- Sim. – Falei tímida e quis me matar em seguida, onde estava a garota decidida que queria ter um filho, o fato de nunca mais vê-lo talvez estivesse mexendo comigo.
- Relaxa, logo a timidez vai embora.
- Sim, claro. – Falei encarando a janela, por sorte ele estava fazendo um caminho que conhecia.
- Onde vamos? – Perguntei com receio.
- Pensei em jantarmos na minha casa, encomendei sushi, você disse que gostava.
- Eu amo! – Respondi animada e pensando em como não comer como uma ogra perto dele, justo uma comida que gosto tanto.
- Então não vamos perder tempo. – Ele sorriu e piscou em minha direção.
- Está com frio? – Perguntou tocando minha coxa, me deixando ainda mais arrepiada.
- Um pouco. – Menti, estava de vestido, mas sentia calor em olhar para ele, mesmo as temperaturas começando a diminuírem durante o outono.
Ele então aumentou o ar condicionado do carro.
- Acho que assim fica melhor. – Apertou novamente minha coxa e sorriu voltando a prestar atenção na estrada.

Após cerca de dez minutos, ele entrou em um grande prédio em um bairro nobre da cidade, era um dos maiores que já havia visto e chamava atenção por quem ali passava. Após estacionar o carro entramos em um elevador espelhado e me perguntei onde estariam as câmeras daquele lugar, não havia nenhuma visível.
- Que enorme. – Falei sentindo sua mão tocar minhas costas assim que o elevador parou no primeiro andar.
- Boa noite. – Um homem mais velho, mas igualmente elegante disse.
- Boa noite. – Respondemos juntos. O homem logo desceu, nos deixando sozinhos novamente.
- É enorme. – Ele disse próximo ao meu ouvido.
- Tem câmeras? – Não me contive e perguntei.
- Algumas, atrás dos espelhos. – Ele soltou uma risada divertida. – Também tem fantasias com elevador?
- Assim você me deixa constrangida. – Eu ri sentindo meu rosto queimar.
- Gosto de te ver assim. – Ele se aproximou segurando meu rosto e se aproximando. Nesse instante o elevador abriu.
- É aqui. - Ele indicou a saída.
- Atrapalhou algo que eu queria. – Falei demonstrando tristeza.
- O que? – Perguntou segurando minha mão e me conduzindo para fora do elevador.
- Isso. – Disse lhe puxando de volta e iniciando um beijo tímido. Ao entender o recado ele prolongou o beijo, apertando um botão que travava o elevador com a porta aberta no andar que estávamos, ele me colocou contra a parede espelhada apalpando fortemente meu bumbum e prensando seu corpo junto ao meu. Conseguia sentir o desejo vindo dele e algo ficando animado na região de baixo.
- Aqui tem câmeras. – Falei entre um beijo e outro, tentando respirar e controlar minha excitação com aquele momento.
- Droga de câmera. – Ele disse inclinando a cabeça para cima e fechando os olhos, com um sorriso safado no rosto. – Vem. – Falou dessa vez me puxando com um pouco de força, liberou o elevador e entrou em seu apartamento levando-me consigo.
- Bem-vinda. – Anunciou assim que entramos no local, não consegui ver muitas coisas, apenas uma grande escada próxima a sala, indicando que o apartamento tinha dois andares. me pegou em seu colo, retirando o vestido que eu estava e me beijando ao mesmo tempo. Senti vontade de parar naquele momento, ele literalmente só queria sexo, mas isso também era o que eu queria e resolvi me entregar.
Assim que nos livramos de meu vestido, lhe ajudei com sua roupa, ansiosa para ver o que ele escondia embaixo da cueca boxer preta que estava vestindo.
- Apressada. – Ele disse me levantando quando tentei retirar sua boxer, ajoelhada em sua frente, pronta para iniciar um oral. – Eu mando aqui. – Falou sério, segurando meu pescoço e pressionando contra a enorme parede de vidro que dominava boa parte de sua sala, tendo como vista uma cidade iluminada e boemia.
Alisei seu peito sentindo ele descer sua mão até meus seios, massageando-os. Aproveitei o momento e coloquei minhas pernas entre sua cintura, apertando meu sexo contra o seu. – Acho que você está animado. – Falei beijando seu pescoço e mordiscando sua orelha.
- Eu estou sempre pronto para transar. – Ele disse pressionando seu membro ainda mais contra mim. – Ainda mais com uma gostosa como você. Quero te ouvir gemendo meu nome hoje. – Falou correspondendo meus beijos e segurando fortemente meu cabelo. – Eu quero que você me chupe, mas antes, quero você completamente nua. – Disse descendo beijos e mordidas pelo meu peito, mordiscando meu seio após retirar o sutiã e com uma das mãos alisando minha intimidade.
- Você está molhada. – Falou enquanto de olhos fechados sentia seu toque em minha vagina.
- Você me deixou molhada. – Falei baixo, tentando deixar a timidez de lado.
- Vou deixar ainda mais. – Respondeu me tirando de seu colo e ajoelhando-se mordiscando a região dos grandes lábios, ainda coberta por uma calcinha de renda.
– Gosto do seu gosto. – Voltou a falar, enquanto retirava a calcinha e penetrava a língua em minha intimidade.
– Agora quero que sinta o meu. – Ordenou.
- Fiquei de joelhos e dei alguns beijos e leves mordidas próximas a cueca que ele vestia. – Queria corresponder suas expectativas e por um momento me senti insegura com relação aos desejos dele.
- Tira minha cueca. – Falou arrumando os fios do meu cabelo, segurando-os forte em seguida.
Retirei sua cueca e dei leves beijos na extensão de seu membro.
- Pode beijar as bolas também. – Disse segurando forte meus cabelos e conduzindo-me até a região que ele queria.
Fiz o que ele mandou.
- Agora me chupa! – Falou mais alto, contendo um gemido.
Comecei a chupar seu membro, tentando coloca-lo ao máximo dentro de minha boca, não conseguiria por tudo, pois era grande e grosso demais para tal ato, oscilava entre chupar o máximo que conseguia e com as mãos punhetá-lo enquanto fazia movimentos circulares com a língua.
- Eu quero gozar em sua boca . – Ele disse segurando mais uma vez com força meus cabelos e ditando o ritmo do oral que fazia nele.
- Engole, engole o quanto você conseguir. – Falou despejando um jato de seu líquido em minha boca. Virei o rosto assim que senti boa parte encher minha boca e logo pude notar o mesmo liquido escorrendo por entre meus seios.

Olhei para ele um pouco assustada com o que acabara de fazer, em nossas conversas falávamos sobre sexo e em todas elas ele disse que gostava de dominar e palavras sujas, fingia que isso fazia parte do meu cotidiano, mas não estava acostumada, meus ex nunca tiveram coragem de ordenar como ele estava fazendo e talvez isso me fizesse cansar deles tão rapidamente, mas estava eu fazendo algo errado, aceitando aquele tipo de relação? Talvez pela confusão em meu olhar, notou que estava prestes a ir embora, me levantou pegando no colo e levou até um banheiro que havia próximo dali.
Sem dizer nada ligou o chuveiro deixando a água quente cair sobre nós.
- Você está me deixando maluco. – Falou beijando minha testa como um gesto de carinho e abraçando em seguida.
Sorri e concordei com a cabeça, começando a limpar a sujeira que ele havia feito em mim. Após me sentir limpa o encarei e aproximei receosa quanto a lhe dar um beijo.
Ele então me abraçou e iniciou um beijo calmo. Arranhei de leve suas costas ao final do beijo, dando a deixa que estava preparada para mais. me empurrou contra a parede do banheiro que estávamos e iniciou outro beijo, dessa vez mais intenso, com tesão. Desceu os beijos pelo meu corpo, dedicando boa parte aos seios e seguiu até minha intimidade. Ele lambeu toda extensão de minha vagina e com a língua começou a brincar com meu clitóris. Pouco tempo depois começou a circular a entrada de minha vagina com os dedos, fazendo uma massagem que estava me levando a loucura. Segurei forte seu cabelo pedindo por mais.
- Não para, por favor, não para. – Pedi quando o mesmo parou me encarando com um sorriso safado no rosto.
- Ok. – Ele disse trocando língua e dedos de posição. Penetrando-me com a língua e estimulando meu clitóris com os dedos. Não aguentei por muito mais tempo, sentindo meu corpo explodir em um orgasmo que fez com que minhas pernas ficassem fracas. Senti ele levantando e em seguida me pegando novamente em seu colo, sem cerimonias ou qualquer aviso, seu membro que já pulsava de tesão adentrou minha vagina em uma estocada forte.
Ele me penetrava forte e em seguida lentamente tirava parte do pênis de dentro, enquanto mordia meus seios e dava chupões em meu pescoço. Eu tentava me segurar nele e não conseguia controlar o gemido sempre que ele penetrava. Minha vagina estava ardendo, eu queria mais, precisava de mais.
- Mais, mais. – Pedi correspondendo os chupões em seu pescoço.
- Mais. – Ele falou e começou a estocar mais rápido, mas com a mesma força e intensidade de antes. Toda vez que ele entrava dentro de mim, tentava apertar ainda mais os lábios de minha vagina contra seu membro, percebi que isso fazia com que ele mesmo que baixo gemesse, não conseguindo se controlar.
Ficamos mais algum tempo nessa posição, até que me girou, colocando-me apoiada na pia do banheiro.
- Anal não! – Falei rapidamente, com medo do que vinha a seguir e feliz que ele em nenhum momento havia falado em camisinha. O ouvi gargalhar em resposta e tirar uma camisinha de dentro da gaveta da pia.
- Segurei sua mão, percebendo o que ele faria em seguida.
- Tenho alergia a camisinha, tomo pílula e você é o primeiro homem que saio esse ano, não precisa se preocupar. – Menti e arrisquei, não poderia perder aquela oportunidade.
- Detesto essas coisas mesmo. – Ele sorriu guardando o pacote e penetrando novamente minha vagina, alisando meus seios. Conseguia ver o reflexo de seu rosto no espelho em frente a pia que estava, com os olhos fechados controlava seus gemidos, procurando com as mãos meus seios e estocando a cada segundo mais rapidamente, pedi mentalmente para que de onde veio o primeiro banho viesse ainda mais, meu pedido logo foi atendido, quando senti um líquido quente encher minha vagina e escorrer por minhas pernas.
Voltamos para o chuveiro, desta vez para tomarmos banho, eu ainda estava deixando a água quente correr pelo meu corpo quando senti os lábios de tocando minha testa.
- Vou deixar a toalha aqui e ir buscar nosso jantar, minha empregada deixou na cozinha. – Justificou saindo do banho e pegando uma toalha, colocando-a sobre a pia.
- Tudo bem. – Disse distante ainda surpresa com o que havia feito.

Terminei meu banho e vesti um roupão que havia deixado junto a toalha, fui até a sala, na tentativa de encontrar minhas roupas, acabei encontrando-as dobradas em cima do sofá. também estava ali, tomando um copo de vinho, praticamente a luz da lareira que ele havia acendido a pouco.
- Parece estar delicioso. – Ele disse me chamando para sentar perto dele. A sala era enorme, possuía dois sofás grandes confortáveis, e duas poltronas cinzas. Os moveis eram escuros, um enorme tapete de cor clara e algumas plantas quebravam um pouco o tom escuro do ambiente.
Ele morava na cobertura do prédio, o apartamento tinha dois andares, ou três, o menor cômodo daquele lugar, provavelmente era maior que meu apartamento.
- Tem um elevador. – Disse mais alto do que deveria, fazendo escutar e rir em seguida.
- Sim e este só eu tenho acesso ás câmeras. – Sorriu divertido.
- Você tem câmeras aqui na sala também? – Perguntei apavorada.
- No hall de entrada desta casa e em alguns lugares, mas pode ficar tranquila, nenhuma tem o alcance dos lugares por onde passamos mais a vontade...
Sem saber o que responder e com medo de ter um vídeo meu na internet, fiquei quieta, mordendo o lábio sem perceber.
- Não faça isso. – Ele disse fazendo uma careta e me dando um selinho.
- O que?
- Você fica ainda mais sexy preocupada e mordendo esse lábio.
- Desculpa. – Disse sem entender.
- Não precisa me pedir desculpas. Vamos comer, você disse que gostava...
- Caramba, eu estou muito distraída, não tinha visto. – Falei surpresa, encarando uma barca de sushi na mesa de centro da sala.
- Espero que goste. – Ele sorriu pegando um hot para comer.
- Eu amo, amo! – Respondi o acompanhando.
- Depois de começarmos animados, não pensei que realmente teríamos um jantar. – Disse distraída apanhando para um sashimi.
- Não precisa ser só sexo, basta não ter compromissos e cobranças. – Ele respondeu pegando um sashimi e colocando em minha boca.
- Obrigada. – Sorri. – Gosto disso, sem cobranças.
- Então podemos nos ver de novo. – Disse em afirmação.
- Claro, podemos sim.
- Qual melhor dia para você?
- Acho que nas terças.
- Terças? Não é um dia típico, mas gosto. Já tem algum caso fixo nos outros dias? – Perguntou.
- Não, mas não fico todo final de semana em casa, vou para o interior ver meus pais, geralmente duas vezes ao mês. Nas terças é um bom dia, porque como sou professora, tenho um dia de planejamento a distância, o meu é nas quartas, logo, não preciso acordar tão cedo.
- Hum, entendi. Então terça vai ser o nosso dia. Qual horário posso te buscar?
- Pode ser... 20 Horas acho um bom horário, ou eu venho até aqui, você não precisa perder seu tempo indo me buscar. Terça é um bom dia para você, não tem ninguém fixa nesse dia? – Queria perguntar quantas fixas ele tinha, considerando que estávamos nos encontrando no sábado, nesse dia ele não tinha alguém fixo ainda. Nas quartas eu posso vir mais cedo, mas preciso voltar para casa cedo também, se ficar ruim a terça... – Comecei a falar sem parar, como sempre fazia quando estava nervosa.
- Terça é um bom dia. Fechamos na terça. – Ele disse sério, encarando a barca que estávamos comendo.
- Ok então. – Finalizei o assunto.
Naquele dia ele insistiu e me levou até minha casa, não voltamos a transar, apenas conversamos mais sobre minha vida, sempre que tentava saber como sobre ele, o mesmo desconversava, indicando que não queria falar.



Capítulo 2

A terça-feira se tornou o nosso dia e aos poucos estávamos mais íntimos um com o outro. Mas pouco conseguia saber dele, nunca havia passado do primeiro andar de sua casa, nunca havíamos dormido uma noite juntos e senti vontade de ficar um pouco mais com ele. Seguindo conselhos amorosos de uma de minhas melhores amigas, resolvi que talvez aquela noite dormiria após o sexo. Não queria me envolver com um cara, mas com ele queria ir além do que deveria, tinha a cada encontro uma vontade maior de ficar perto, de poder vê-lo mais vezes durante a semana, de ser mais que sexo sem compromisso. Também pesquisei sobre ele na internet, mas só tinha um nome e uma localização. Sobre o apartamento, estava a venda recentemente na internet, então, como ele havia dito, estava morando a pouco tempo naquele apartamento. Contudo, não consegui achar o nome do proprietário do imóvel. Aquilo me deixava irritada, queria saber quais eram os seus negócios, provavelmente todos do meio dele o conheciam, o fato de estar as escuras me causavam noites de insônia.
Após uma terrível insônia, a terça-feira chegou e junto dela um de meus dias mais cansativos. Estava em meu período fértil e tinha esperanças daquele ser “o grande dia”.
No trabalho em ambas as turmas os alunos estavam muito agitados, o dia estava chuvoso e acabamos ficando ambos os períodos dentro da sala. Além de tudo, acabei pegando um belo banho de chuva enquanto ia para casa e pensei em cancelar o encontro da noite, mesmo ansiosa em vê-lo.

Tudo certo? Passo ai em 30 minutos.
Ele enviou uma mensagem, assim que cheguei em casa. Eu estava muito atrasada, teria que correr e achei melhor pedir um tempo a mais para ele.
Acabei de chegar em casa, passa em 40 minutos, por favor. O dia foi mais agitado que o normal.
Ok - Foi sua resposta.
Depois de verificar o celular uma última vez, apressei-me para tomar banho e tentar esconder a aparência cansada com um pouco de maquiagem. Senti vontade de passar meu amado batom vermelho, mas aquele não era o momento, então coloquei um de meus nudes e 5 minutos antes do combinado, estava pronta. Caminhei até a saída do condomínio que moro, é um condomínio popular, com vários blocos de apartamentos de dois quartos e 38m². Havia comprado a pouco tempo, financiando-o em suaves 360 meses. Ao me deparar com um pouco da realidade de , passei a me perguntar se aquele era realmente o momento de ter um filho, após, vi que meus pensamentos eram bobagens, eu queria ser mãe, ele seria apenas o espermatozoide vencedor, alguém com quem não teria mais contato após a gravidez. Eu era feliz na realidade que vivia e meu filho também seria.
Seu carro já estava lá estacionado, caminhei em direção a ele, que assustou-se quando me viu.
- Você está adiantada.
- Você também.
- Não gosto de me atrasar, achei melhor pedir um tempo extra... Estaria 5 minutos atrasada, caso não tivesse feito isso. – Sorri entrando e lhe dando um selinho.
- Prefiro pessoas pontuais ou adiantadas. – Ele piscou um olho e saiu deu partida em seu Audi Q3.
- Por que cobriu as pernas? – Perguntou notando que vestia uma calça jeans simples, com alguns rasgos.
- Porque está frio. – Falei óbvia. – E vamos para sua casa, não é como se precisasse me arrumar muito, ou é?
- E se eu decidisse te levar em um restaurante?
- Você teria que escolher um do qual minha roupa está apropriada.
- Justo. – Ele respondeu e começou a fazer o caminho de sua casa.
- Eu odeio essa chuva. – Falei quando paramos em um engarrafamento, provavelmente provocado por algum acidente, no horário de maior movimento.
- Minha mãe dizia que em dias de chuva, recebia poucos alunos. Pensei que isso fosse bom.
- Seria, mas começou a chover depois do horário de chegada, então foram todos e precisamos ficar em sala de aula o dia todo. Além disso, tomei um belo banho de chuva na volta.
- Ficou toda molhada?
- Você está rindo da minha desgraça?
- Ver você brava é legal, brava e molhada deve ser ainda mais.
- Nossa, é muito divertido mesmo.
- Calma. – Ele pediu ainda sorrindo.
- Eu sou calma. – Sorri e então ficamos em silêncio por um momento.
- Sua mãe é professora? – Perguntei curiosa.
- Era, mas faz muito tempo isso, você não era nascida ainda.
- Nossa, como ele é velho, senhor do tempo.
- Vai novinha, são coisas que ela me falava do tempo que lecionava, eu também não era nascido, esse corpinho aqui não é tão novo, porém muito bem cuidado, você sabe. – Ele disse rindo e pegou minha mão, levando até seu abdômen.
- É, até que é bem cuidado. – Debochei e me aproximei dele mordendo sua orelha.
- Gostosa. – Ele disse apalpando minha coxa e levando até minha região mais íntima.
- Safado! – Falei fingindo estar constrangida.
- Se não tivesse vestindo essa calça ai, poderia ganhar algo a mais agora, em meio esse transito infernal, mas prefere ser a recatada. – Debochou.
- Não seja por isso. – Juntei toda coragem que eu tinha e me movi no banco, retirando a calça que estava vestindo e ficando apenas de calcinha. Eu vestia uma blusa um pouco mais comprida, então não seria problema cobrir parte da perna com a mesma.
- CA-RA-LHO. – Foi tudo que ele falou, enquanto eu fingia observar o que se passava no transito.
- Estou melhor assim? – Perguntei cruzando as pernas.
- Se acontecer algum acidente aqui, a culpa é sua.
- Acidente do tipo, molhar o banco do carro? – Perguntei escutando uma gargalhada em resposta.
- Você está impossível hoje! – Ele disse animado.
- É a convivência com você. – Sorri colocando a mão em sua perna.
- Não para. – Disse em um gemido.
- Paro sim, olha o transito! – Falei rapidamente assim que escutei o barulho de uma buzina.
- Calma amorzinho. – Ele disse debochado e pegou uma rua paralela, estacionando em seguida.
- Onde estamos? – Perguntei tentando reconhecer o local.
- Fora do transito.
- E se tiver polícia, câmeras, você é maluco e não merece, mas podemos negociar. – Disse decidida.
- Qual a proposta?
- Então... – Disse tirando o cinto de segurança. – Eu queria... – Falei sentando em seu colo com as pernas envolta da cintura.
- Você esta usando calças, não deveria. – Disse fingindo estar indignada e o ouvindo gemer e gargalhar ao mesmo tempo.
- Eu quero saber o que você quer, sabe, seu pedido. – Falou apalpando minha bunda com força e pressionando meu corpo contra suas partes íntimas e animadas.
- Eu quero transar. – Falei abrindo a calça social que ele estava vestindo.
- Também quero transar, aqui, agora. – Disse colocando as mãos embaixo da blusa de linho fino que usava e levando as mãos até meu sutiã.
- Topo, mas quero fazer o mesmo no elevador, hoje. – Disse direta o encarando.
- Mas ele tem câmeras e aquelas eu não controlo. – Falou em um tom preocupado.
- O da sua casa não tem.
- Pode ser uma boa ideia... Mas faremos na próxima semana, quero por espelhos lá primeiro. – Ele disse mais divertido.
- Aceito sua proposta. – Falei descendo em seu colo, ele entendendo o recado, moveu o banco deixando um espaço maior entre o volante, me posicionei em sua frente, descendo a boxer que ele vestia e tirando seu membro rígido de dentro.

O fato de estarmos em um local desconhecido, uma rua aparentemente sem muito movimento, mas perto do centro da cidade, causavam uma tensão que me deixava com mais tesão ainda. Ele mesmo sem falar nada, demonstrava o mesmo. Parei de me perguntar se aquela também seria sua primeira vez em um local público e resolvi curtir o momento, começando por um oral e em seguida permitindo-me sentir seu gozo dentro de minha vagina.
Voltei para o banco do carro, fazendo cara de nojo quando olhei para o centro das minhas pernas.
- Eu preciso de um banho, não vou sujar minha calça colocando ela. – Segui fazendo careta enquanto ele ria e ao mesmo tempo tentava recuperar o fôlego.
- Calma, estamos perto, peguei um atalho.
- Eu estou calma. Você sujou seu carro...
- Não é sujeira, é lubrificante. – Disse debochado e em seguida entrou na rua do prédio que mora.
- Chegamos. – Falou tirando seu blazer e em seguida me dando para vestir. – Ele é grande, vai cobrir o que não deveria estar de fora. – Disse sorrindo e saiu do carro me esperando até irmos para o elevador.
- Estou sexy. - Falei reparando meu reflexo no espelho.
- Muito. – Respondeu me abraçando e dando um beijo no meu pescoço.
- Que frio. – Choraminguei o abraçando.
- Chegamos. – Ele respondeu calmo e seguiu até dentro do apartamento. Chegando lá fui direto para o banheiro, precisava tomar banho e tentar me esquentar, pois estava congelando.
Do banheiro pude ouvir uma voz desconhecida pedir perdão por algo.
- Eu já expliquei que independe do quanto serviço você tenha, ás 18 horas você deve sair. – disse, parecendo furioso.
- Mas eu não vou lhe cobrar hora extra doutor, me perdoa por favor. – A voz feminina dizia, enquanto eu me apressava para sair de onde estava.
- Não é questão de salário, pagaria o dobro para ter meu pedido atendido, espero que não volte a acontecer.
- Não vai acontecer, foi falha minha, percebi apenas no fim da tarde que a suíte três estava desarrumada e demorei um tempo limpando-a, pois havia bastante bagunça lá. – Ela respondeu pesarosa.
- Essa é sua última oportunidade. – Ele disse ainda com raiva em sua voz, apressei-me e sai do banheiro encarando uma senhora de aproximadamente 40 anos e um sério e autoritário, como nunca havia visto antes, os dois ficaram calados me encarando e senti meu rosto ficar vermelho.
- Agora vá. – Ele falou indicando a cozinha, provavelmente saída dos empregados, ela apenas concordou com a cabeça e saiu.

- Está tudo bem? – Perguntei me aproximando dele.
- Essa calça de novo? – Falou sério me deixando com raiva.
- Se acha ela tão ruim posso ir para algum lugar onde ela não é problema. – Falei com raiva, que ele estava furioso era um fato, mas eu também estava, se a tal suíte três estava bagunçada era porque ele havia dormido lá com alguma de suas fixas, enquanto isso, eu só conhecia parte do primeiro andar de sua casa.
- Não, claro que não, desculpa, eu estava brincando. – Disse demonstrando receio. – Eu prefiro você nua... Só isso.
- Hum. – Respondi mais calma. – Eu gosto de você com essa roupa, assim bravo, me da uma coisa aqui dentro. – Falei sorrindo e lhe dando selinhos.
- Que coisa?
- Não sei, acho que é tesão. – Respondi com vergonha e fui até a mesa da sala.
- Tesão por um velho bravo? – Ele debochou.
- Velho. Bravo. E chato. – Disse distribuindo selinhos.
- Esqueceu de falar duro. – respondeu me pegando no colo e levando até o sofá, já preparado para um segundo round.
- Eu estou com fome. – Interrompi o momento, não queria transar naquele momento, queria ver como ele iria reagir caso dormisse após transar.
- Esqueci de pedir algo. – Pareceu preocupado ao falar.
- Tudo bem, hoje é só sexo. – Disse com raiva, minha vontade era estapeá-lo, sair e não voltar a olhar mais para ele.
- Claro que não, eu pedi para minha empregada preparar uma lasanha, queria algo diferente, ela não conseguiu terminar e eu esqueci de fazer alguma encomenda, mas peço algo, sushi, pizza, o que você quiser.
- Acho que quero ir para minha casa. – Respondi sincera. – Hoje não é um bom dia, me estressei horrores na escola, acho que quero minha cama.
- Como? Nem pensar, se seu dia não foi bom, nós vamos salvar ele, vem, eu vou cozinhar para você.
- Você cozinhar? Eu preciso trabalhar quinta-feira, não posso ter intoxicação alimentar. – Provoquei.
- Eu sei fazer um ovo como ninguém. – Ele debochou e segurou minha mão. – Vem me ajudar. – Chamou indicando a cozinha do apartamento.
A cozinha parecia um sonho, principalmente para quem gosta de cozinhar, me perguntei a finalidade de tudo aquilo, visto que ele não parecia ser alguém que ficava muito em casa.
- Com qual frequência você entra aqui dentro? – Perguntei sentando em uma bancada próxima ao fogão.
- Raramente. Ás vezes tomo café aqui, mas é raro, geralmente peço para minha secretária deixar algum café em minha mesa e bebo enquanto trabalho.
- Eu amo estar na cozinha, quando me estresso demais na escola, mesmo já estando com minhas viandas – falei rindo – prontas, preparo algo, porque cozinhar me acalma.
- Eu me acalmo na academia, o bom de trabalhar no ramo é que posso ir em qualquer horário.
- Você trabalha em academia? – Falei levantando de onde eu estava e indo até ele oferecendo ajuda.
- Acho que eu não sei cozinhar muito bem, ele riu.
- Posso tentar? – Beijei seu pescoço, tentando não demonstrar ansiedade com relação a pergunta sobre o emprego.
- Claro, acho melhor você ser a chefe e eu o ajudante.
- Concordo! – Sorri e fui até a geladeira na busca de ingredientes para alguma refeição rápida.
Nela podia encontrar uma enorme quantidade de legumes e carnes.
- Como você gosta de fazer academia, deve ter uma refeição mais balanceada, podemos fazer um omelete de forno...
- Mas nas terças eu saio da dieta, você pode fazer algo menos balanceado se quiser. – Ele me abraçou observando o que havia naquela geladeira.
- Meu Deus a Olga exagera um pouco nas compras, eu nunca vou comer tudo isso. – Disse rindo.
- Já sei, você tem todos os ingredientes para um dos meus pratos favoritos, que tal filé a parmegiana?
- Esse é um dos meu preferidos também, eu posso... Ligar o forno?
- A salada é responsabilidade sua.
- Não precisa de salada.
- Precisa sim, não fica me olhando que eu me atrapalho. – Pedi separando os ingredientes que precisava.
- Eu posso tomar banho então? Fui buscá-la na saída do meu trabalho, queria ficar mais a vontade... – Falou apertando minha bunda.
- Pode, é melhor, pode demorar uma hora, mas a salada segue sendo responsabilidade sua. – Disse um pouco autoritária.
- Ok mocinha, prometo lavar folhas de alface muito bem. – Debochou e mordeu meu pescoço, pegando uma maça que estava ali perto e saindo da cozinha.
Preparei o filé rezando para ficar bom, senti raiva de querer agradá-lo mesmo com todas as desconversas dele, queria pressioná-lo, fazê-lo falar quem afinal ele era, qual era sua família, no que trabalhava, qual era seu sobrenome ao menos. Pensei em procurar alguma pista na cozinha ou sala, fiz isso enquanto preparava o jantar, mas na cozinha achei apenas contas de mercado, várias notas e um cartão em nome da empregada dele. Provavelmente para as compras da casa e pago por ele. Fui até a sala quando coloquei o bife no forno, estranhei sua demora, procurei pelo andar de baixo, pude assim conhecer um pouco mais da casa, que era composto por duas salas, uma mais íntima, que era onde ficávamos e a que encontrava assim que entrava no apartamento, uma sala de jantar próxima a cozinha e a cozinha, que agora havia conhecido. Próximo a cozinha encontrava uma área de serviços com maquinas de lavar e secar, ali algumas roupas dele estavam estendidas e uma dependência de empregados com dois quartos pequenos. No lado oposto onde estava e próximo a sala e banheiro que mais usávamos, encontrei um quarto com banheiro, ele estava completamente vazio. E um cômodo fechado, com uma porta trancada. A casa realmente era muito grande, aquele andar já dizia isso, senti vontade de subir, mas preferi voltar para cozinha e esperar que ele aparecesse, enquanto caminhava no corredor entre o quarto vazio e o fechado, encontrei parado me observando.
- Perdeu algo ai?
- Sim, você. – Respondi rapidamente, sentindo a adrenalina correr pelo meu corpo.
- Eu? – Perguntou sem entender.
- Coloquei o bife no forno e te chamei, mas você não aparecia, fiquei preocupada e vim te procurar, quase me perdi aqui.
- Esse apartamento é muito grande, acho que em alguns cômodos entrei apenas quando comprei ele.
- Sim, é enorme. – Concordei me dirigindo até a cozinha sendo seguida por ele.
- Está quase pronto. – Disse observando o forno.
- Vou lavar o alface. – Ele apontou para as folhas que estavam em uma saladeira, junto com brócolis e couve-flor, devidamente prontas.
- Elas já estão prontas...
- Sério, que pena, vou ter que esperar o bife ficar pronto então... Está demorando hein, eu fui mais rápido com minha parte do jantar. – Sorriu debochado.
Virei o encarando, preparada para responder sua provocação, mas ao vê-lo vestindo apenas uma calça de moletom cinza e sem camisa, perdi a fala, ele estava ainda mais bonito.
- Que foi?
- Nada, é só que... Nada, deixa pra lá. – Desconversei.
- Só que? – Ele insistiu para que eu continuasse.
- Só que somos aquele casal que se fossemos vistos na rua, eu seria a pessoa do “não sei o que ele viu nela”.
- Não entendi. – Ele se aproximou da pia e pegou um pouco de espuma que eu tinha nas mãos, colocando em meu nariz.
- Quando em um casal, um é muito mais bonito que o outro, geralmente falamos isso: não sei o que ele viu nela. É areia demais para aquele caminhãozinho... Enfim você é o bonito da relação.
- Qual relação? – Perguntou intrigado.
- É só uma metáfora, tentei explicar a frase, que droga, você me deixa confusa, eu só queria dizer que você é muito bonito, só isso. Até de calça de moletom é bonito. – Falei rapidamente, um pouco nervosa e arrependida do que estava falando.
- Hey, respira. – Ele riu do meu jeito atrapalhado de me explicar.
- Você é linda, até coberta de detergente é linda. – Ele gargalhou e derrubou detergente em mim.
- Eu vou te matar! – Disse correndo atrás dele e o sujando com espuma.
Assim que ele pensou em revidar, sai correndo e acabei escorregando e caindo no chão da cozinha, não perdeu tempo, correu e se jogou em cima do meu corpo.
- Está presa. – Ele gargalhou me beijando em seguida.
- Você derrubou detergente no meu cabelo. – Fingi estar brava.
- Desculpa. – Fingiu-se arrependido e me deu vários selinhos, em seguida iniciou um beijo calmo, enquanto alisava meu corpo, tentando retirar a única blusa que vestia.
- ...
- O que? – Disse retirando e em seguida começando uma verdadeira briga com meu sutiã, sem deixar de me beijar.
- Não faz assim. – Choraminguei.
- Por quê? – Mordeu meu lábio e retirou o sutiã.
- Porque não sei dizer não pra você.
- Não sabe? Anal então? – Debochou.
- Nem pensar, estou guardando para meu futuro marido. – Disse batendo em seu abdômen.
- Mas você não queria casar...
- Pois então, não quero. – Menti.
- Você não existe. – Ele riu me dando um beijo calmo.
- ! – Falei o afastando.
- O que foi? – Perguntou assustado.
- O bife! Está pronto! – Disse me levantando e indo até o forno, vestindo apenas uma calcinha.
- Meu Deus, que visão é essa! – Ele falou me tarando, enquanto trazia a forma para bancada próxima ao local que estávamos.
- Idiota! – O xinguei, largando a forma e buscando minha blusa para vesti-la.
- O que ganho se te entregar ela? – Segurou a blusa no alto, se aproveitando de sua altura, muito maior que a minha.
- Minha vagina. – Sorri e mordi sua barriga.
- Agora? – Ele disse vestindo a blusa em mim.
- Já vamos tirar ela. – Fingiu voltar a tirá-la.
- Depois de matar minha fome... De comida. – Ri não deixando-o tirar a blusa e indo até a bancada.
- Vamos acabar logo com isso, por que eu estou com fome e não é de comida. – Ele apertou minha coxa sentando ao meu lado.
- Espero que tenha ficado bom. – Falei nos servindo, ele imediatamente provou.
- Aii, está quente. – Fingiu se queimar.
- Está maravilhoso! – Ele me deu um selinho demorado.
- Fico feliz que gostou. – Sorri em resposta e comecei a comer também.


Realmente estava muito bom, dizem que quando cozinhamos com amor, não tem como dar errado, e desta vez me superei positivamente.

Jantamos e recolhi os pratos colocando-os na pia, em seguida procurei algum pote para colocar as sobras.
- Hey, desta vez quem vai fazer uma vianda sou eu. – Ele sorriu divertido.
- Mas não sei onde achar algum pote, quero comer amanhã no almoço. Saio de casa tarde, tenho home office. – Disse parecendo cansado.
- Em algum lugar nessa cozinha deve ter algum, ou vou ter que ocupar alguma terça-feira nossa te levando no Bourbon para comprar potes? – Ri divertida.
- Pago hora extra para Olga, mas não fico sem nossas terças. – Ele também riu e em seguida apontou para uma porta que a pouco tinha aberto.
- Quem é Olga? – Perguntei indo até ele.
- Minha governanta, ela é responsável pela ordem desse apartamento, acho que você já notou que não levo jeito para trabalhos domésticos...
- Nenhum pouco. – Eu sorri, estava amando ver ele mais aberto, em seguida peguei um pote do armário que ele havia achado e organizei um pouco de nossa bagunça.
- Pronto, só falta a louça.
- Nem pensar, deixa isso aqui, você esta dando mais atenção pra minha cozinha do que pra mim. – Disse me afastando da cozinha.
- Hey, eu não sou uma bagunceira, só isso! – Falei rindo, tentando voltar.
- Agora você é completamente minha. – Ele disse sério e me pegou no colo, parando em frente ao sofá da sala menor.
- Completamente sua. – Eu sorri e lhe beijei.
me empurrou contra o sofá, já retirando o que restava de minha roupa.
- Meu Deus, acabamos de jantar. – Eu ri de sua pressa.
- Se reclamar, não deixo mais você comer antes... – Ele respondeu abrindo minhas pernas e passando a boca por minha vagina.
- Minha gostosa, minha. – Ele retirou minha calcinha com a boca, encarando minha intimidade. Senti meu corpo queimar em desejo por aquele momento, queria sentir logo sua língua, ele parecia ter um mapa de todo meu corpo, principalmente os locais de maior prazer.
Começou a fazer oral, chupando e lambendo minha vagina, enquanto massageava meus seios e eu puxando seu cabelo com força, tentava não gemer.
ergueu minha bunda, ficando ainda mais aberta para ele, com sua língua dentro de mim.
Eu queria gritar de tanto prazer, mas sempre me continua com relação a barulhos.
, por favor, não para, não para. – Falei soltando um gemido no final e ouvindo um grunhido dele.
- Quero ouvir teus gemidos , geme pra mim, geme meu nome de novo.
- ... Continua. – Falei o obedecendo e pedindo, desejando por mais.
- O que ? – Disse sério, com um sorriso no canto dos lábios.
- Não para... – Choraminguei.
- E se eu parar?
- Se você parar? – Perguntei me aproveitando da distração dele e coloquei minhas pernas em volta de sua cintura, pressionando contra ele.
- Você está sem cueca? – Perguntei surpresa com o quão duro estava seu membro.
- Óbvio, a única coisa que quero apertando meu pau, é sua buceta.
- Então coloca ele aqui dentro logo. – Disse descendo a calça que ele vestia com os pés e tendo a visão de seu pênis duro.
- Eu amo essa visão. – Falei encarando ele.
- Eu quero foder logo essa buceta. – Ele disse penetrando sem aviso, forte, como ambos gostamos.
Suas estocadas começaram forte, logo senti meu líquido descer e segui sentindo-o estocar dentro de mim. Após sentir o que havia acontecido, ele trocou de posição, dentando-se no sofá e me colocando de costas, em cima dele, me fazendo subir em descer naquele pênis gostoso, enquanto ele apalpava meus seios e beijava meu pescoço.
- Você... Vai... Me deixar sem líquidos. – Eu disse pausadamente.
- Não para. – Falou me segurando pela cintura e ajudando a subir e descer em cima dele.
- Não vou parar. – Virei ficando de frente e segui rebolando.
- Aperta, caralho, aperta. – Disse apertando com força minha bunda e querendo me fazer pressionar ainda mais minha vagina em seu pau.
- Cacete , você vai me deixar louco. – Levantou me surpreendendo e em seguida me colocou de quatro, estocando com força minha vagina e alisou meu anus com o dedo, em seguida passou a língua nele.
- Preciso ser muito forte, pra não meter aqui dentro, muito forte. – Ele disse tirando o pau e despejando um pouco de porra em cima das minhas costas, lambusando meu bumbum.
- ... Por favor. – Pedi com medo do que ele iria fazer.
- Eu sei me controlar . – Disse rouco e penetrou fundo, minha vagina, despejando seu liquido por completo ali dentro e fazendo-me chegar ao meu ápice.
- Santo Deus. – Ele disse se atirando no sofá ao meu lado, conseguia sentir seu coração acelerado, assim como o meu estava.
- Não tenho forças. – Falei baixo, me aconchegando em seu peito e fechando os olhos, tentando me recompor.

Acabei pegando no sofá, nua com ele no sofá. Acordei no meio da noite, sentindo um pouco de frio no corpo e sentei no sofá assustada, ao perceber que ele não estava comigo.
estava sentado em uma poltrona próxima, vestia a calça de moletom que havia colocado antes de transarmos e tinha em seu colo um notebook, parecia concentrado em algo.
- Oi... – Disse ao perceber que eu estava acordada.
- Meu Deus, capotei. – Falei um pouco sonolenta.
- Que horas são? – Perguntei, percebendo que ele seguida olhando para o computador.
- Quase quatro da manhã, quer tomar banho antes de ir?
- Sim, eu só vou achar minhas... – Comecei a procurar as roupas, então ele apontou para pilha de roupas dobradas ao lado do sofá.
- Obrigada . – Disse decepcionada com ele e segui até o banheiro, tomando um banho rápido e me vestindo.
- Nunca mais esqueço o casaco, vou começar a me organizar melhor, quando tiver pouco tempo para me arrumar. – Falei observando a cerração que cobria boa parte da cidade.
- Vai acabar ficando gripada... Qualquer coisa me avisa terça. – Disse fechando o computador.
- Não precisa, eu chamo um carro no aplicativo.
- Eu levo você.
- Não precisa, você já ficou tempo demais acordado, deveria ter me chamado.
- Não quis te acordar, parecia cansada.
- Teu sofá é maravilhoso, mas que saudade da minha cama. – Falei chamando um carro pelo aplicativo do meu celular.
- Vou te dar um energético da próxima vez.
- Estou precisando, já estou querendo qualquer cama, ainda bem que esses aplicativos não demoram. – Disse pegando minha bolsa.
- Eu já disse que vou levar você. – Disse com raiva e segurou minha bolsa.
- Eu falei que não precisa. – Segurei mais forte a bolsa tirando dele.
- Você sabe que não gosto de ser contrariado, te busquei, te levo.
- Não, eu não sei, aliás, sei muito pouco sobre você.
- Do que você está falando?
- De você e seu jeito estranho de ser. – Eu estava prestes a explodir.
- Eu falei que não gosto de compromisso e até onde eu sei, você também não gosta. Vai querer cobrar algo agora?
- Eu não estou cobrando nada, mas sinceramente, gostaria de saber, por qual motivo eu nunca conheci um quarto de sua casa.
- Quartos são lugares pessoais demais, você não visita um estranho e sai mostrando ou pedindo pra ver o quarto dele.
- Então eu sou uma estranha?
- Não, você não é uma estranha, mas não vejo necessidade em te levar até minha cama, para foder com você.
- E as outras, você vê essa necessidade?
- Outras? – Ele parecia furioso, mas eu havia começado com aquilo e mesmo sem saber se tinha ou não engravidado, iria falar o que estava engasgado na garganta.
- Suas outras fixas.
- Isso não é da sua conta. – Ele disse abrindo a porta do apartamento.
- Clica no número 1, você vai até a portaria e saia depois que o carro do aplicativo chegar. – Falou seco.
- Ok. – Respondi sentindo meus olhos marejarem e entrei no elevador, não conseguindo impedir as lágrimas de caírem.

Capítulo 3

Sempre me afastei dos caras por quem senti algo a mais. Não me permitia chorar por um homem, mas estava mexendo demais comigo a ponto de eu não conseguir segurar um choro. Sai do elevador e o carro já me esperava lá embaixo, passei rapidamente pelo porteiro, lhe dando boa noite e entrei no carro estacionado. Antes que ele desse partida no mesmo, olhei em direção ao alto do prédio, mas não dava para ver nada, principalmente pela cerração que estava cada vez mais forte.
Ao chegar em casa me atirei na cama, chorando tudo que estava acumulado e decidi que independente de estar ou não grávida, iria passar a ignorá-lo.
Já passava do meio-dia quando acordei, geralmente enviava alguma mensagem para , nem que fosse um simples “bom dia”, após nosso sexo, e ele seguia fazendo perguntas rotineiras e evitando perguntas pessoais, até nosso próximo encontro. Contudo, não iria fazer isso. Verifiquei o celular algumas vezes e em todas ele estava online, mas nada me enviou. E assim seguimos até a próxima terça-feira, quando acordei com uma mensagem dele.
Tudo certo para a hoje?
Respirei fundo e achei melhor não responder, queria mandar ele para puta que o pariu, queria dizer que minha buceta já estava enjoada e anojada daquele pinto pequeno. Mas tudo seria mentira, a começar pelo tamanho do pênis. Respirei fundo e fui trabalhar, respondendo-o apenas no horário do almoço.
Tenho reunião até as 22 horas, não vai dar, marcamos para próxima semana.
Ele imediatamente respondeu.
Busco você ás 22 horas ou marcamos para amanhã.
Segui dando desculpas.
Amanhã tenho jogo do Inter, hoje vou dormir na amiga que mora aqui perto, pois vou ter que vir aqui na escola amanhã de manhã, quinta também saio com minhas amigas e no final de semana estarei na casa dos meus pais. Marcamos para próxima semana.
Ok.
Ele respondeu e não voltou a falar.
Na quinta-feira após o gelo dele, decidi sair com minhas amigas, precisava me distrair, queria muito comer sushi e após engravidar, não poderia comer por um bom tempo. Pessimista como sempre, não esperava que em um dia onde tudo deu errado eu conseguisse conquistar o sonho de ser mãe. Voltei também a pesquisar clínicas e ativei novamente meus aplicativos de namoro.
Ao chegar no local que sempre íamos comer sushi, minha amiga em cutucou.
- Olha para aqueles boys, os dois são estilo “o que viu nela”. – Disse cochichando. Discretamente olhei e senti meu ar faltar. Era , ele e outro cara com aparência parecida, mas não tão bonito, estavam acompanhados de duas loiras, muita bonitas e sorridentes.
Respirei fundo e concordei com a cabeça, tentando não demonstrar o que estava sentindo ali.
- O que aconteceu, você está branca! – Outra amiga perguntou.
- Não sei, acho que está calor aqui. – Menti.
- Tá maluca, inverno no Rio Grande do Sul, nunca é calor. – Ela riu e encarou o amigo de , que nos olhava a todo momento.
- Para meu azar, a mesa reservada para nós, era exatamente ao lado da dele, ou seja, teria que fingir não conhecê-lo e controlar meu assunto com minhas amigas, durante toda aquela noite.

- Então, de quem vamos falar? – Brinquei sentando ao lado de minha amiga, que sentou mais próxima a mesa que eles estavam, ao lado dela estava a garota com quem parecia estar e ao lado da garota, ele. Sentei estrategicamente no local onde ele teria menor contato visual comigo, não conseguiria ter uma noite tranquila sabendo que estava ali, ter contato visual com ele, deixaria a situação ainda pior.

Pedimos nossa sequencia e começamos a falar assuntos rotineiros da escola.
- Essa aqui vai pro céu depois de hoje. – Sara disse apontando pra mim.
- O que aquele peste aprontou hoje? – Lara perguntou um pouco mais alto.
- Meninas, controlem, estamos em um restaurante. – Falei rindo do tom de voz que estavam usando e implorando para o papo da mesa ao lado estar alto o bastante que ele não conseguisse prestar atenção no nosso.
- Desculpa, mas estou curiosa. – Lara disse rindo.
- Tá bom. – Sorri e segui contando. – Ele só fez o de sempre e mais um pouco, mas no de sempre machucou o meu xodó, dai fiquei doida né, porque ele estava doente semana passada, voltou hoje e foi pra casa com um ralado no joelho, por o outro ter empurrado ele.
- Mas ele não tentou te bater?
- Tentou, quando fui colocar ele de castigo.
- Tem que cuidar , principalmente se você... – Ela ia falando e então a interrompi.
- Estou cuidando amiga, não me esforço muito com ele, por culpa da labirintite também, terça falei com o pai dele tivemos uma reunião sobre o comportamento e hábitos de higiene.
- Faz bem, mas pensa pelo lado positivo, você pode pecar bastante que já tem vaga garantida no céu.
- Acho que vou até poder levar algumas pessoas comigo, de tanto pecado que paguei. – Respondi rindo.
- E o cara lá, que você estava toda apaixonadinha? – Silvia perguntou, alto demais, perto demais dele.
- Ele é um idiota. – Disse e só então percebi o olhar de em nossa mesa, ele estava em pé e sem medo algum me encarou por um momento, antes de ir em direção ao banheiro.
- Que olhar foi esse? – Lara perguntou.
- Que olhar? – Fingi não perceber.
- Do bonitão para você. – Silvia disse baixinho.
Nesse momento nosso celular vibrou e Sara mandou que olhássemos o grupo da escola, na verdade a mensagem era dela, em um grupo privado nosso.

Esse cara trocou de lugar com a garota que ele estava e ainda deu uma encarada na , é louco, medo da mulher querer bater na gente, ela deu uma olhada indignada pra cá agora

Mas será que são namorados, viu eles trocando carícias?
Não me contive e perguntei.
Sara apenas fez um sinal negativo em resposta.

Meu celular começou a vibrar sem parar, olhei no visor, disposta a cancelar a ligação, mas então vi o nome dele na tela.

- Fala. – Atendi.
- Vem aqui no banheiro, agora. – Falou e desligou o telefone.

- Era minha mãe, mas ninguém falava nada, ligou errado. – Desconversei.
- Acho que vou ao banheiro, já volto. – Disse para as meninas e levantei em seguida. Minha vontade era ignorá-lo, mas não conseguia, a curiosidade de saber o que ele queria era maior.
Levantei e fui em direção ao banheiro do local. Ele era dividido em ambientes, em uma parte ficavam as pessoas que tinham reserva, outro funcionava como local de espera, e o banheiro ficava após esse local, então de onde estávamos, não conseguíamos ver o que se passava no banheiro e entre o feminino e masculino, havia uma espécie de hall com alguns sofás para espera.

- Finalmente. – Ele disse assim que entrei no Hall.
- O que você quer? – Perguntei séria.
- Eu sou um idiota? – Perguntou com raiva.
- Por quê? – Perguntei sem entender.
- A conversa. – Ele disse com raiva.
- Acho que isso não interessa a você, mas saiba que não temos compromisso algum e posso ter outros fixos, não sou exclusiva de ninguém, logo o idiota talvez não seja você. – Respondi com raiva.
- Você tem outros fixos então? – Ele perguntou e apertou meu braço.
- Responde olhando em meus olhos.
- Já falei que não interessa a você. – Tirei sua mão de meu braço.
- Por que não me mandou mensagem como sempre faz? – Mudou de assunto.
- Porque não quis.
- Um dia demonstra querer algo a mais, no outro começa a ignorar e diz que tem outros fixos, não entendo você. – Ele parecia nervoso.
- Me esquece , o seu dia é a terça, hoje quero aproveitar com minhas amigas.
- Então quer dizer que não trocaria elas, por isso? – Falou me beijando.
- Não trocaria por isso? – Disse levando minha mão até seu abdômen e tentando descer até o membro.
- Você está com sua fixa de quinta-feira. – Disse me afastando.
- Ela não... – Ele começou a falar, mas eu não queria ouvir, não queria pensar nela com ele, muito menos me comparar com a garota e ver que os dois tinham muito mais em comum, principalmente falando em aparecias, do que eu e ele.
- Me deixa . – Pedi quando senti sua mão me segurar novamente, ele então me largou e voltei para minhas amigas, sentindo-o me seguir.

- O que aconteceu, você está branca! – Minha amiga disse.
- Nada, eu só não estou me sentindo muito bem... – Respondi.
- Ih, só falta estar grávida. – Silvia brincou.
- Sem chance, estou naqueles dias. – Respondi tentando eliminar o assunto da mesa.

Seguimos a noite falando sobre viagens, músicas, planos de aula e rotina escolar, saiu de lá antes de nós, sem tocar na menina que o acompanhava, enquanto o outro saiu de mãos dadas com a outra menina.

Na saída, percebi que ele estava parado em frente ao local, conhecia seu carro e não era um modelo que passava despercebido.
- Se algum dia sair com um dono desses carros, zero a vida. – Minha amiga disse passando ao lado do dele para entrarmos no de minha amiga.
Apenas ri, mesmo sentindo vontade de chorar e entrei no carro com ela. Distraída cuidando a estrada me surpreendi ao ver nos ultrapassando.
- Achei que estava nos seguindo, mas ultrapassou. – Ela disse fazendo bico.
- Ainda bem que não estava nos seguindo né, que sono, não vejo a hora de chegar em casa. – Respondi.
- Falta pouco. – Ela respondeu e seguiu dirigindo até me deixar na porta de meu condomínio e seguir em direção ao dela. Eu nunca tive pretensão de ter um carro e não sabia dirigir, então sempre usava aplicativos ou saia com essa mesma amiga.

Assim que ela deu partida em seu carro e antes de entrar no condomínio, senti uma luz forte vindo de um carro conhecido, estacionado ali perto.

- Espera! – disse saindo do carro e indo em minha direção.
- O que você quer? - Perguntei e me aproximei dele, que se escorou no carro.
- Quero você, vamos lá pra casa. – Disse abrindo a porta do carro.
- Não posso, tenho que trabalhar amanhã.
- Não vamos demorar muito. – Pediu.
- Não posso, além do mais, hoje é quinta-feira.
- Que besteira, escolhemos a terça por ser um dia bom pra você, mas não me importo com dia fixo, só me importo com a questão do compromisso, vamos, sei que você quer. – Disse marrento.
- Eu não quero e eu vou para minha casa, estou com frio, quero tomar banho e dormir.
- Ok, vou com você então. – Ele disse travando o carro.
- O que?
- Me convida pra ir com você. – Ordenou.
- E se eu não convidar?
- Você teria coragem de deixar esse corpo aqui dormir ao relento?
- Você não quer dormir, quer transar.
- Melhor ainda. – Sorri e me deu a mão.
- E se eu tiver um marido e ele estar me esperando em casa?
- Me pergunto o que você diz para ele nas terças-feiras. – Riu debochado.
- Idiota. – Falei segurando sua mão e entrando no prédio.
Dei boa noite para o porteiro, de uma forma simpática, apenas o encarou.
- Esse porteiro fica olhando tua bunda nas câmeras. – Observou.
- Deve ficar, mas tomar atitude que é bom... Nada. – Fingi estar decepcionada.
- Você quer dar pra ele? – Perguntou atônico.
- Queria, antes de conhecer você.
- Por que deixou de querer após me conhecer?
- Quem tem esse corpinho ai, não quer outro. – Falei sem o encarar.
- Sei que sou gostoso. – Ele disse mordendo meu pescoço enquanto abria a porta do prédio. Em seguida caminhei até meu apartamento, que ficava no primeiro andar e entrei com ele.
- Você consegue ter uma visão do toda casa ao entrar na porta. – Falei rindo.
- Você mora sozinha aqui? – Perguntou observando tudo.
- Sim, eu dividia com uma amiga, mas ela casou... Então segui morando sozinha.
- É alugado? – Perguntou me beijando.
- Não, é meu, financiado, mas é meu. – Sorri tímida.
- Hum, e isso é de quem? – Ele disse tirando a minha blusa e apertando meu seio.
- Meu também. – Debochei.
- Resposta errada. Isso é meu! – Ele disse me beijando com desejo.
- Aqui é frio. – Falei o beijando e indo para o quarto.
- Você não quis ir para minha casa...
- Shiu. – Disse o empurrando para cama e ajudando-o a se livrar das peças que ele vestia.
- Gostosa. – Ele disse arrumando meu cabelo em um rabo e segurando com força, subi para cima dele o beijando e desci os beijos pelo seu corpo, mordendo seu peito e tentando observar se havia alguma marca de sexo. Dei um chupão forte em seu abdômen, queria marcá-lo, ele não pareceu se importar com aquilo.
- . – Gemeu meu nome. – Quero entrar logo dentro de você. – Disse retirando a cueca que vestia e trocando de posição, ficando por cima.
Ele posicionou seu membro em minha entrada e começou a alisar meu clitóris com seus dedos grossos.
- Gosto do quão úmida você é.
- Fico assim com seu toque. – Falei de olhos fechados, sentindo as carícias dele.
- Gosto de causar isso em você. – Ele disse beijando meu pescoço, bochecha e lábios, enquanto penetrava lentamente seu membro. Em seguida parou com o membro dentro de mim e ficou me encarando.
- ... – Eu sorri o encarando.
- Sim? – Ele sorriu debochado.
- Não me tortura. – Pedi.
- Seu desejo é o meu. – Ele sorriu e começou os movimentos, mais lentos que o costume, mais preocupado em me beijar e acariciar meu corpo, do que o sexo em si. Ficamos um tempo nessa posição, até ele pedir para que eu comandasse o ritmo, sentou, escorando-se na cabeceira da minha cama e eu sentei nele, deixando-o me penetrar. Sentada, com seu membro dentro de mim, abracei e lhe beijei calma, ele correspondeu meu beijo, alisando minhas nádegas e costas, em seguida segurou com força e começou a subir e descer meu bumbum, enquanto eu me segurava na cabeceira atrás dele, e sentia sua língua em meus seios. Sabia que não demoraria muito para chegar a ápice, meu corpo parecia querer explodir, queria sentir aquilo por mais tempo, queria prolongar aquilo, me perguntei como conseguia viver sem isso antes dele, pois nenhum outro conseguia esse efeito em mim.
- Eu vou... – Ele avisou pressionando meu corpo junto ao dele.
- Vai. – Foi tudo que consegui dizer em um gemido mais alto que o normal, logo senti seu liquido quente adentrar meu corpo e segui os movimentos, até explodir em um orgasmo e me jogar em cima dele, ainda com o membro, não mais tão rígido, dentro de mim.

Fiquei quieta, com os olhos fechados, sentindo seu coração bater acelerado, assim como meu. Nossa respiração estava ofegante, não conseguiria formular uma frase, estava cansada demais.
apenas escorregou em minha cama, deitando-se e me puxando com ele. Puxou o edredom e cobertor que estavam agora bagunçados na cama e nos cobriu. Ele me abraçou forte, seu corpo quente logo me esquentou e pela primeira vez dormi em seus braços em uma cama. Na minha cama.

Pov
Ver nua, era uma das minhas visões preferidas da vida, ela dormia tranquilamente em sua cama e não percebeu quando levantei dela. Já passava das 4 horas da manhã, sabia que ela acordaria por volta das 6 horas, não queria me despedir, não queria lhe dar um bom dia, pois sabia que ela criaria esperanças de algo que nunca aconteceria.
Ela era o mais diferente que já tive em minha cama, uma garota, tentando demonstrar desinibição para o sexo, mas que na realidade, estava vivendo sua primeira aventura com um desconhecido. Admirava sua força para vida, meus detetives descreveram sua rotina semanal e não parecia ser fácil, mas em nenhum momento lhe via de cabeça baixa. demonstrava uma força admirável para concluir seus objetivos. Ela não tinha o melhor salário do mundo, mas sabia se manter com ele. Não tinha a profissão mais valorizada, mas demonstrava um amor sem igual pelo que fazia.
Ela estava causando algo estranho em mim, algo que não queria sentir novamente e sabia que precisava afastar, mas estava sendo mais forte do que gostaria.
Olhei mais uma vez para pequena garota dormindo na cama e senti vontade de voltar para lá, mas não era mais uma criança, tinha noção do que seria ou não certo fazer e terminei de me vestir, observando o pequeno apartamento mais uma vez, antes de ir embora.
No caminho até minha casa, fiquei intrigado pensando em nossa realidade tão diferente. Seu apartamento custava menos que meu carro e estava financiado em um número de vezes maior do que eu conseguia calcular. Sabia que ele era um sonho que ela realizou, mas quis tirá-la de lá, aquela localização não era boa, me perguntei como ela caminhava o trecho até o ponto do qual pegava o ônibus até a escola em que trabalhava, em um horário ainda escuro no começo da manhã e a noite, quando voltava para casa. Senti medo dos perigos que ela corria e pensando nisso demorei a pegar novamente no sono. Decidi desmarcar todas as reuniões que teria naquela sexta-feira, precisava esquecer de tudo no único lugar que tinha esse poder: academia.
Marquei três aulas seguidas de box, que sempre foi meu esporte preferido, mesmo sendo contra o desgaste que isso poderia me causar, meu personal e amigo atendeu o pedido, ele sabia que algo estava errado, eu estava voltando a treinar mais que o normal e isso só havia acontecido após a morte de minha primeira mulher, mas eu havia quebrado uma promessa que fiz em seu leito e estava prestes a seguir quebrando essa promessa em uma forma ainda pior. Precisava pensar em tudo, me perdoar, pedir o perdão dela, e pensar mais antes de me mover pela emoção e necessidade por aquela garota.

Capítulo 4


Quando acordei não estava mais lá.
Senti uma raiva enorme de ter o levado para minha casa, de ter deitado com ele mais uma vez, queria fazer logo o teste de gravidez, queria que aquelas duas semanas que antecediam minha menstruação voassem, mas aquela era apenas mais uma sexta-feira e eu precisava trabalhar.
Segui minha rotina normal, mais uma vez sem entrar em contato com ele, mas dessa vez, ele agiu diferente. Logo que cheguei no trabalho recebi uma mensagem de .

“Bom dia. Faça uma boa viagem hoje e não esqueça que as suas terças são minhas.”

Respondi agradecendo e dizendo que não esqueceria. Logo vieram outras mensagens, perguntando como eu estava, como estava meu dia e assim passamos o final de semana conversando, como antes de nos encontrarmos pela primeira vez. Confesso que essa atitude dele amenizou a mágoa de ter acordado sozinha na cama.

A terça-feira finalmente chegou e com ela um enjoo matinal que associei a ansiedade em vê-lo. Passei o dia distraída na escola, por sorte, os alunos estavam mais calmos, enviei uma mensagem para , falando que estava tudo certo e que conseguiria ficar pronto no horário.
Ele como sempre, estava estacionando no mesmo lugar das outras vezes, me esperando. Verifiquei o relógio e esperei dois minutos para entrar no carro, consegui o ver rir no lado de fora provavelmente já imaginando o motivo de ter feito isso.
- Agora sim, pontual. – Sorri e lhe dei um selinho.
- Quer ir em algum restaurante? - Perguntou antes de dar saída no carro.
- Prefiro ir para sua casa. – Lembrei dele com a loira e quis sair do carro e voltar para minha casa. - Podemos encontrar outra menina que você sai e não é muito legal. – Completei, não perderia a oportunidade.
- Isso não aconteceria. – Ele respondeu sério.
- Aconteceu na última quinta. – Respondi lhe encarando e percebendo um semblante cansado nele.
- Viva mais o hoje. – Ele disse e deu dois tapas fracos na minha perna.
- Ok. – Falei e fiquei quieta, observando o trânsito. Ele não voltou a tocar no meu corpo, também não puxou assunto.
Entramos no elevador e ele pegou o celular, parecia concentrado no que estava fazendo.
- Atrapalho? – Perguntei o abraçando.
- Nunca. – Ele sorriu e beijou minha testa, estou encomendando nosso jantar. – Disse mostrando o aplicativo do ifood.
- Hum, o que vai pedir? - Perguntei observando nosso reflexo no espelho.
- Acho que nosso bom e velho sushi. O que acha?
- Perfeito. – Sorri animada.
- Você luta ou faz só musculação? – Perguntei olhando para seu braço musculoso.
- Gosto de boxe. – Ele afirmou sem dar andamento no assunto.
- Profissionalmente? – Perguntei já querendo pesquisar lutadores de boxe, depois percebi que ele não tinha hematomas, não poderia ser lutador profissional.
- Não né, não tenho tempo, mas treinar me tira o stress.
- Ah, entendi. – Falei e fiquei na ponta dos pés, dando um beijo no pescoço dele.
- Não provoca... – Ele riu e apertou minha bunda.
- Gosta né? – Fingi estar brava.
- Da sua bunda? Óbvio, ainda vou entrar dentro dela, você sabe com qual parte do meu corpo.
- Já disse que isso só vou dar para meu marido. – Desconversei, seguindo com ele até seu apartamento.
- Você ainda vai mudar de ideia. – Falou convencido e entrou ligando um som baixo.
Em seguida começou a caminhar até o elevador de sua casa, parei o encarando e me perguntando o que ele estava fazendo.

- Vem! – Disse autoritário.
- Onde? – Perguntei sem entender.
- Elevador. – Ele disse como se fosse óbvio.
- Mas... Acho que não estou no clima de transar no elevador. – Confessei mordendo o lábio e querendo voltar no tempo após falar aquilo.
Ele então riu, voltou até onde eu estava e segurou minha mão, conduzindo até o elevador.
- Clima, nós podemos fazer, acho que sou capaz de fazer você querer transar aqui, ou em qualquer outro lugar da casa, mas não foi para transar que te chamei para o elevador, foi para ir com você até o segundo andar. – Ele disse sério. Senti minhas mãos gelarem, meu coração acelerou, o que ele me mostraria no segundo andar, queria pular de alegria, sabia que estava criando expectativas, me contentando com pouco, mas estava feliz e pelo menos naquele momento, não queria me sentir culpada por minha felicidade.
- Saímos do elevador e pude notar uma pequena sala com sofás, uma televisão ao centro e um corredor, todas as portas que conseguia ver da saída do elevador estavam fechadas. abriu a porta do cômodo mais próximo de onde estávamos, era uma suíte. Haviam poucos móveis ali, uma cama enorme e confortável a primeira vista. Uma cômoda branca, tal qual a cama e uma poltrona. Alguns tapetes faziam com que o espaço livre do quarto parecessem menores. Em cima da cama havia uma caixa de tamanho mediano, tinha a cor vermelha.
Ali fica o banheiro, é melhor do que o que costumamos usar... – Ele disse abrindo a porta e trazendo a minha vista um banheiro maior do que o que conhecia, ele era todo de mármore e havia uma banheira.
- Aqui tem banheira. – Observei entrando no banheiro.
- Sim, tem uma banheira. – Ele respondeu e apertou meu bumbum, ele amava fazer isso, já devia ter algumas marcas na região.
- Tem uma sacada também. – Ele sorriu e apontou para uma cortina de cores claras, pegou um controle que estava no criado mudo ao lado da cama e apertou um botão, que abria a cortina e deixava visível uma porta janela de vidro.
- Está frio, então não vou abrir, mas se quiser, só apertar esse botão. – Ele mostrou no controle. Nunca decoraria qual botão apertar.
- Sim, melhor não abrir. – Eu disse sentando na cama. Não sabia o que falar, ele estava me mostrando um quarto que usaríamos para transar? Era um pouco evidente que aquele quarto não era o que ele dormia, pois parecia impessoal demais para isso. Me perguntei qual seria o dele, queria saber o segredo que escondia.
- Essa caixa é para nós. – Ele disse parecendo um pouco nervoso.
- O que tem nela? – Perguntei, mas não me atrevi a abrir.
- Abre. – Ele falou sentou atrás de mim, beijando meu pescoço.
Peguei a caixa abrindo e descobrindo alguns brinquedinhos sexuais.
- O que é isso? – Perguntei animada, tirando o que tinha dentro.
- Essas são conhecidas como bolinhas, eu coloco em sua buceta e depois coloco meu pau ai dentro e elas estouram... Aqui alguns géis, você sabe pra que servem né? – Ele começou a explicar para que serviam as coisas que tinham ali dentro, algumas coisas eu sabia, outras nunca tinha ouvido falar.
- Você poderia trabalhar naqueles canais de venda online, esse corpo, explicando como usar produtos de sexy shop... – Eu ri e lhe dei um beijo.
- , algemas? – Perguntei boquiaberta.
- Algemas e um chicote, se você gostar, compro outros, se não quiser, podemos colocar no lixo agora. – Disse com as mãos geladas, nunca havia o visto tão nervoso.
- Você é sadomasoquista? – Fui direta.
- O que? – Ele perguntou espantado.
- É esse seu segredo, você é sadomasoquista? Você tem um quarto vermelho aqui também? – Perguntei um pouco assustada e em seguida escutei o som alto da risada dele.
- Quarto vermelho? – Ele perguntou ainda rindo.
- Sim, 50 tons de cinza, você nunca viu?
- Minha mulher lia essas coisas, mas nunca parei pra ler, não gosto muito de literatura feminina. – Ele falou rindo.
- Tua mulher? – Perguntei apavorada.
você é casado? – Senti meus olhos marejarem.
- Não! – Ele respondeu assustado.
- Eu não quero falar disso, mas eu não tenho compromisso com ninguém, nem pretendo ter. – Completou.
- E filhos, você tem filhos?
- Por que quer saber disso?
- Porque eu quero! – Respondi guardando as coisas na caixa, demonstrando estar irritada.
- Não tenho, não vou ter e detesto crianças. – Respondeu.
- Que horror. – Falei espantada.
- Qual parte da frase? – Ele perguntou retirando da minha mão duas bolinhas de estimulação.
- A que detesta crianças.
- Prefiro ficar só praticando... – Ele respondeu e tirou a caixa de cima da cama.
- Não vai guardar isso?
- Você quer que eu guarde?
- Sim, dentro de mim. – Falei rindo e um pouco vermelha.

- Seu desejo é uma ordem. – Ele disse e pulou para cima da cama, me beijando.
- Amo dar ordens! – Ri e correspondi seu beijo.
- Autoritária. – Ele disse rindo e tirando o vestido que eu estava usando. Vestia uma lingerie mais ousada, preta de renda, ele parou encarando meu corpo, em seus olhos conseguia sentir seu desejo.
- Se antes eu já estava com vontade de te foder, agora essa vontade triplicou. – Ele disse dando um tapa em minha vagina.
- Você está muito molhada, gosto assim. – Disse deslizando a língua, como estava com uma calcinha de renda, consegui-a senti-lo quase que por completo. Seu membro já estava duro e parecia querer saltar de dentro daquela calça. retirou a camisa social que estava vestindo e abriu o botão da calça, deixando-a cair um pouco mais, mostrando assim a cueca boxer Hugo Boss.
- , as bolinhas, eu nunca usei, estou curiosa. – Disse segurando seu braço, quando vi que o mesmo ia retirar minha calcinha.
- Eu sei, eu sei. – Ele falou rindo e tirou a calcinha, em seguida colocou duas bolinhas gelatinosas dentro de mim, pensei que fosse sentir alguma dor ou desconforto, mas estava tão molhada, com um simples toque dele, que só senti prazer.
Ele voltou a me beijar enquanto eu tirava com os pés a calça que estava vestindo, em seguida levamos um susto com o barulho do celular dele vibrando.
- Nosso sushi chegou, vou buscar. – Disse me beijando e colocando a calça novamente.
Ele não demorou a voltar, estava com uma mesinha de por em cima da cama, colocou para nós e organizou a bandeja com sushis.
- Acho que não estou com fome... – Estava curiosa demais para sentir as tais bolinhas estourando.
- Eu estou. – Ele sorriu debochado.
- , você está me deixando maluca sabia? Vai ter volta. – Disse fingindo estar brava.

- A vingança não sendo desmarcar nossos encontros, por mim ok.
- Nem me fale nisso, esqueci de te falar, a diretora marcou nossas reuniões até o final do ano, todas nas terças, de quinze em quinze dia. – Falei provando alguns sushis, ele não parecia ceder ao meu pedido de comer depois, então me juntei.
- O que? – Parou de comer me encarando.
- Eu não vou ficar sem foder você, nem pensar! – Disse nervoso.
- Calma. Podemos transar após a reunião, aviso para você o horário, posso levar uma roupa para escola, só preciso tomar um banho quando chegar aqui, ou marcamos outros dias, para você me foder. – Usei o mesmo tom que ele, mas com raiva ao se referir as nossas transas como uma simples foda.
- Ok, na próxima você já tem reunião?
- Sim, essa é para ser breve, deve acabar umas 20 horas.
- E nesse final de semana o que vai fazer?
- Estudar, tenho que entregar a primeira parte do meu artigo da pós.
- Não pode adiar? – Pediu pensativo.
- Posso, não estou atrasada, só gosto de estar sempre adiantada. Por quê? – Perguntei curiosa.
- Quero passar o final de semana com você, em outro lugar.
- Onde? – Queria pular de alegria.
- Na serra. – Falou encarando o sushi.
- Que horas você me busca? – Perguntei animada e sentei em seu colo, quase virando a bandeja.
- Que coisa estranha. – Disse encarando minhas pernas e o ouvindo rir.
- O que? – Fingiu-se desentendido.
- Isso que você colocou aqui, me dá vontade de...
- De? – Conseguia notar a curiosidade em sua voz.
- De gemer. – Falei estática, com medo de me mover e não me controlar.
- Geme então. – Beijou meu pescoço e começou a alisar minhas coxas, conseguia sentir seu pênis duro quase rasgando suas vestimentas.
- Quero que você use calça de moletom esse final de semana. – Disse pensativa.
- Quero falar do que você está sentindo aqui. – Ele disse passando a mão em cima de minha vagina.
- Bem aqui. – Pressionou o dedo próximo a entrada.
Eu então comecei a mover minha bunda em um movimento de vai e vem, sentindo o pênis se posicionar na minha entrada.
- Se não tivesse com essa calça, já estava fodendo isso aqui. – Ele disse e colocou dois dedos em minha intimidade em fazendo gemer alto.
- Tira logo essa calça. – Falei em sussurro.
- Tira a bandeja de cima da cama. – Ele pediu e eu atendi seu pedido, querendo morrer ao sentir aquelas bolas me massageando por dentro, enquanto caminhava.
- Eu odeio você. – Falei largando a bandeja em cima da cômoda e me segurando na mesma, sentindo minha calcinha ficar muito molhada.
- Está é uma das minhas visões preferidas em toda vida. – Ele disse e levantou, tirando o sutiã que eu ainda vestia, enquanto levava a bandeja, ele havia se livrado da calça e cueca, estava completamente nu, com o pênis ereto.
- Consigo gozar apenas em ver você nesse estado. – Falou divertido e me segurou forte, virando-me de costas para ele.
- Segura na cômoda e empina essa bunda. – Disse dando um tapa e depois com uma das mãos segurando meus cabelos, fazendo um rabo com eles. Atendi seu pedido e senti o membro de no meio de minhas pernas, ele roçava minha intimidade, em movimento de vai-e-vem.
- , penetra! – Falei desesperada.
- Me manda foder você. – Ele disse dando um puxão leve em meu cabelo.
- Me fode. – Pedi baixo, estava quase tendo um orgasmo e ainda não havia sentido seu pênis dentro de mim.
- Com muito prazer. – Ele falou penetrando o membro com força. Senti uma ardência assim que ele penetrou e em seguida as bolinhas estourarem liberando um líquido gelado. O barulho das estocadas de , o prazer de sentir seu pau misturado ao gelado que causavam as tais bolinhas me levaram ao êxtase, chegando rapidamente ao orgasmo e gemendo alto, sem me importar com quem poderia ouvir.
- Isso, assim! Sem pudor. – Ele falou apertando meus seios e marcando meu pescoço com chupões. Quando sentiu que eu havia gozado, trocou de posição, me deitou na cama e subiu colocando seu membro entre meus seios, começou a estocar o membro.
- Abre a boca, tenta lamber. – Mandou. Por vezes conseguia encostar a língua nele, quando o mesmo sentiu que gozaria, ficou de joelhos na cama, se tocando. Aquela cena era uma das mais lindas que eu poderia ver, queria poder ajuda-lo, mas vê-lo se tocando em minha frente me provocava um desejo ainda maior.
Decidi apenas me ajoelhar, e quando vi as primeiras gotas de seu gozo, coloquei minha língua e segui masturbando-o com a boca, tentando engolir ao máximo o que eu conseguia.
Seu membro que estava perdendo a rigidez, voltou a ficar rígido, ele então sorriu percebendo seu feito.
- Quero te dar banho de porra hoje. – Disse convencido e me deitou na cama, colocando minhas pernas sobre seu ombro e penetrando novamente, desta vez mais fundo devido a posição.
Suas mãos dividiam-se entre tocar meus seios e meu bumbum, apertando ambos com força, enquanto ele estocava seu membro o mais fundo que conseguia. Desta vez teria grandes dificuldades em caminhar no outro dia, já sentia minha vagina arder, mas ao mesmo tempo, meu corpo implorava por mais.
- Mais , mais. – Gritei sentindo que não aguentaria por muito tempo. Ele então parou com o membro dentro e eu comecei a rebolar meu corpo e apertar mais minha intimidade. estava com os olhos fechados, suava e respirava ofegante, soltando alguns gemidos baixos.
- CARALHO! – Ele gritou e trocou de posição, me virando de costas em cima da cama.
Voltou a penetrar minha vagina, mas colocou o dedo na entrada de meu anus.
- Ainda vou comer isso aqui, forte e gozar aqui dentro. – Ele disse alisando.
- Não, hoje não. – Juntei todas as poucas forças que tinha para negar, eu estava a cada dia com mais vontade de me libertar de mais esse tabu.
- Hoje não. – Ele repetiu e seguiu estocando forte, até gemer alto e me lavar com seu gozo.
Em seguida deitou em cima de mim e rolou para meu lado, me puxando para seu peito.
- Você me deixa maluco. – Disse ainda ofegante e fechou os olhos com sono.
- Eu amo você. – Falei baixo, me aninhando em seu peito e sem me importar se ele havia ou não escutado.

Acordei com o som do chuveiro ligado, procurei meu celular e vi que já passava das 2 horas da manhã, levantei e fui até o banheiro, encontrando um distraído tomando banho.
- Posso? – Pedi apontando para o chuveiro.
- Claro. – Ele sorriu e me chamou para o banho.
- Com certeza. – Mudou o tlom sem pretensão para algo safado, assim que notou meus seios.
- Deixa eu te dar banho. – Pedi tirando a esponja de banho de sua mão.
- Ok. Eu deixo. – Ele riu e fechou os olhos, assim que comecei a lavá-lo.
Primeiro derramei uma boa quantidade de sabonete líquido, então toquei seu abdômen, lavando-o lentamente, dei um beijo em seu queixo o fazendo sorrir, e desci a esponja até sua virilha, me ajoelhei e segui lavando com calça suas pernas, fiquei observando o membro que já dava seus sinais de vida e passei a esponja em suas bolas, não resisti quando vi o membro rígido próximo ao meu rosto, beijei a ponta do mesmo e ouvi um grunhido de .
- Não pense em parar. – Ele advertiu.
Segui passando a esponja por seu pênis e após deixar cair um pouco de água resolvi colocar minha boca.
estava de pinto e posição ereta, seus braços estavam cruzados, me dando uma visão privilegiada de seus músculos, segurei o seu pênis masturbando-o com a boca e com as mãos, pois não conseguia colocar todo dentro de minha boca. Ele segurou minha cabeça, colocando o pênis mais fundo em minha boca, me assustei com seu toque e o mesmo soltou, deixando que eu ditasse o sexo, segui masturbando-a e apalpando seus testículos. Segurei seu membro e comecei a passar meus lábios e língua na ponta do mesmo, senti o corpo de tremer em desejar quando fiz isso e achei divertido provoca-lo ainda mais. Depois, comecei a chupar só a ponta do membro e quando voltei a punhetá-lo com a boca, ouvi gemer meu nome e seu gozo invadir minha boca.

Engoli um pouco, quando percebi que ele estava satisfeito, fui até a pia escovar os dentes e voltei para o chuveiro com ele, que demonstrando estar cansado, me abraçou. Terminamos de tomar banho e saímos do banheiro, começando a nos vestir, desta vez as roupas estavam espalhas pelo quarto.
- Quer dormir aqui? – Perguntou.
- Quando eu acordar você vai estar na cama? – Perguntei direta.
Ele ficou quieta e começou a se vestir, sem me responder.
- Eu te fiz uma pergunta. – Voltei a cobrar.
- Vamos, vou te levar para casa. – Disse saindo do quarto que estávamos e indo em direção ao corredor.
- Eu chamo um carro. – Gritei para ele e desci as escadas, sem esperar sua resposta.
Ele estava indo para outro cômodo no andar de cima, provavelmente seu quarto, precisei me controlar para não segui-lo, queria perguntar qual problema eu tinha, estava oscilando meu humor mais que o normal e fiquei com medo de ser a TPM se aproximando. Sai da casa dele apressadamente e desci até o andar térreo, chamando de lá o carro pelo aplicativo. Quando o carro chegou, sai de dentro do hall de entrada e caminhei até o portão de saída, pude ouvir o barulho do elevador abrindo e logo senti uma mão me segurando.
- Você está maluca? – Ele disse com raiva.
- Eu estou indo embora e o carro que eu chamei chegou. – Respondi tirando sua mão de mim.
se posicionou em minha frente, puxando-me para trás e retirou a carteira de seu bolso, de lá tirou uma nota de 100 reais e deu para o motorista.
- Obrigado amigo, mas pode deixar que ela vai comigo. – Disse e fechou a porta do carro, segurando minha mão em seguida e levando-me de volta ao prédio.
Entramos no elevador com direção a garagem em silêncio e assim permanecemos por todo caminho até minha casa.
Eu já estava arrependida de ter lhe perguntando e me odiando por essa necessidade dele.
- Sábado, as 10 horas? – Perguntou.
- Entra, dorme comigo. – Pedi.
- Não estou com sono agora, te busco sábado. – Ele respondeu e então sai do carro, batendo com força a porta e caminhei em direção ao meu prédio, sem olhar para trás e sentindo as lágrimas caírem em meu rosto. Ele sempre estacionava o carro na calçada do condomínio e eu precisava passar por um pequeno estacionamento antes de entrar, como estavam em reformar, o acesso era um pouco ruim, mas já estava acostumada.
Atravessei a primeira via do estacionamento e senti uma mão segurar forte meu braço, meu corpo tremeu, aquele não parecia o toque de .
- Calma e fica quietinha, só quero o celular. – O cara disse.
- Eu, está. – Comecei a tremer sem parar e ouvi o barulho de algo caindo no chão, era o cara que tentava me assaltar.
havia o derrubado e estava dando chutes em sua barriga, em seguida foi tentar feri-lo com um soco.
- , não, você vai se machucar. – Pedi desesperada.
Os porteiros que acompanhavam a cena saíram de dentro da guarita, um chamando a polícia enquanto o outro foi ajudar , que já tinha levantado o cara e estava o segurando.
- Eu seguro ele. O porteiro disse tentado ajudar , que permitiu que o mesmo o fizesse, mas aproveitando um momento de distração do porteiro o cara acabou saindo correndo. iria atrás dele, mas não deixei, me colocando em sua frente.
- Não, você pode se machucar, não. – Falei o abraçando e sentindo as lágrimas caírem em meu rosto.
- Calma, calma, está tudo bem. – Ele disse me abraçando.
- Vocês deveriam ficar mais atentos, ou permitir que carros de visitantes possam entrar ai dentro para buscar ou trazer as pessoas. – Disse indignado para os porteiros que apavorados só assistiam e concordavam.
Meu corpo não parava de tremer, tentei ficar mais calma, mas não conseguia, estava apavorada, mais com o fato de alguém machucá-lo do que de ser assaltada.
- Espero que tomem providências. – Ele disse ainda encarando os porteiros e me segurou pela mão, levando até o carro.
- Eu preciso que você fique calma. – Disse nervoso, segurando meu rosto entre suas mãos.
- Eu vou ficar bem, obrigada. – Respondi ainda chorando e lhe dei um selinho, virando-me de costas para ele e caminhando na direção do condomínio.
- Nem pensar, não vou deixar você sozinha, hoje você não dorme nesse lugar! - Falou segurando meu braço e abrindo a porta do carro, praticamente me colocando sentada no banco do carona, em seguida entrou no carro, dando partida e saindo de onde estávamos em direção a sua casa.
Enquanto ele dirigia em uma velocidade muito maior que a normal, eu tentava em vão parar de chorar e tremer. Logo chegamos ao prédio de , que desceu do carro e voltou a me abraçar.
- Por favor, fica calma, eu estou com você, nada nem ninguém vai te machucar. – Ele disse me abraçando apertado.
- Ele te machucou? – Perguntei procurando alguma marca.
- Não meu amor, um ladrãozinho de bairro jamais conseguiria machucar esse corpinho aqui. – Brincou passando minha mão em seu peitoral.
- Vem, vamos subir, você precisa descansar, dormir. – Disse carinhoso e subiu comigo, deitando-se ao meu lado quando chegamos no apartamento, no quarto que havíamos feito sexo horas antes e me abraçando de uma forma protetora.
Quando acordei na manhã seguinte, ainda estava em seus braços.


Capítulo 5

- Que horas são? – Perguntei sonolenta, o encarando mexer no celular, deitado ao meu lado.
- Quase 10 horas. – Ele disse e desligou o celular, colocando-o no criado mudo e me abraçando apertado.
- Está mais calma? – Disse me dando um beijo.
- Sim. – Disse fazendo careta, pois havia sentido um enjoo forte.
- O que foi? – Perguntou preocupado.
- Estou enjoada.
- Será que o sushi não te fez bem, eu estou me sentindo bem. – Disse preocupado.
- Deve ter sido o bolo que comi na escola, só como besteira lá. – Falei preguiçosa e abracei ele.
- Logo passa. – O tranquilizei.
- Quando você fica menstruada? – Perguntou direto.
- Semana que vem. – Disse sem o encarar.
- Por quê? Está com medo de ter um mini aqui dentro? – Perguntei rindo.
- Nem brinca com isso, sairíamos daqui direto para uma clínica... De aborto. – Falou sério e levantou.
- Se veste. Vou te levar em casa e sair para um compromisso. – Respondeu autoritário e saiu do quarto, parecendo bravo.
Me vesti e sai pelo corredor, disposta a procurá-lo pelo andar de cima.
- Onde você vai? – perguntou, parado na sala próxima ao elevador.
- Ia te procurar. – Disse e voltei do corredor, me aproximando dele.
- Não quero que você passe da porta do quarto que ficamos.
- Como assim?
- Nesse corredor, não quero que você vá.
- Posso saber o motivo?
- A casa é minha e não quero você nos cômodos desse corredor ou no terceiro andar da casa. – Falou sério.
- Quem sabe devêssemos nos encontrar em um motel, você se sentiria mais seguro talvez. – Disse notoriamente magoada.
- Não faz drama. Podemos transar em qualquer lugar, te trouxe pra minha casa por achar melhor, mas não quero você nos outros cômodos.
- Também podemos não transar mais. – Disse e sai na sua frente, descendo pelas escadas, ele então segurou forte meu braço e me encostou contra parede.
- Mandei você parar de fazer drama. – Disse e tentou me beijar, mas não o deixei.
- Que foi? – Perguntou sem entender.
- Você é um idiota. – Respondi e saí caminhando o deixando atônico.
- Eu vou levar você em casa! – Ele disse bravo.
- Eu não vou para casa, eu não quero que você me leve, me deixa em paz ! – Gritei de volta, com raiva e percebi uma terceira pessoa no andar de baixo.
- Desculpa. – Olga disse quando notou que havíamos percebido sua presença.
- Sai daqui agora. – disse com raiva.
- Já estou indo. – Falei no mesmo tom que ele e sai batendo a porta do apartamento.
- Eu não estou falando de você, porra! – Ele disse abrindo a porta e me encontrando no corredor.
- Você é um grosso, você é um idiota! Se eu soubesse que seria assim acordar ao seu lado, eu nunca teria pedido para dormir em uma cama com você, eu nunca teria passado de sexo. – Respondi já sentindo as lágrimas caírem por meu rosto.
- Desculpa. Estou com problemas no trabalho, vou ter duas reuniões chatas após o almoço e descontei em ti minha raiva. Desculpa. – Pareceu sincero.
- Não chora. – Pediu limpando meu rosto.
- Me deixa em paz. – Respondi e entrei no elevador, ele apenas concordou com a cabeça e voltou para dentro do apartamento.


Eu não estava sabendo lidar com tudo que estava acontecendo em minha vida, queria apenas um homem para engravidar, porque acreditava que nunca iria me apaixonar, mas ganhei uma bela dor de cabeça, ou melhor, no coração.
Os enjoos matinais seguiram acontecendo, senti vontade de fazer um teste de gravidez, algo me dizia que ali dentro já carregava um serzinho, mas decidi esperar até fechar meu ciclo e rezar para que eu não estivesse enganada. enviou mensagem assim que cheguei em casa, demorei para responde-lo, mas decidi por seguir com o que tínhamos, pelo medo de não estar grávida e ter decidido que ele seria o dono do espermatozoide vencedor. No sábado, como havia dito, ele estava me esperando, escorado em um carro diferente do que ele sempre usava.
Era uma Land Rover preta.
- Trocou de carro? – Perguntei.
- Não, tenho uma pequena coleção, mas uso o mais simples para te buscar, sua localização não é das melhores...
- O mais simples... – Falei rindo e entrei no carro.
- Preparada? – Perguntou colocando o cinto.
- Para?
- Ter essa buceta fodida nas mais diversas posições. – Falou e deu um chupão em meu pescoço.
- ! – Falei brava, não me marca, estamos saindo do inverno, eu sou calorenta, não uso manta o tempo todo, ainda mais trabalhando no berçário.
- Só você pode? – Debochou.
- Eu não te marco. – Mordi o lábio tentando não rir.
- Minhas costas e barriga provam o contrário. – Ele riu e apertou minha coxa, parecia animado.
Acompanhei sua risada, observando o sol que iluminava aquele dia frio.
- Quem é esse aluno que te bate? – Perguntou calmo.
- Como assim? – Fingi não entender, queria lhe ver confessar que estava acompanhando minha conversa no sushi.
- Eu ouvi tuas conversas, só não conseguia ouvir tuas respostas, tuas amigas não sabem falar baixo.
- Sei... Elas não sabem falar baixo, ou nosso assunto estava melhor do que teu encontro duplo?
- Te perguntei quem é o aluno que te bate. – Ele desconversou.
- É uma criança sem um mínimo de limites, quer conseguir tudo com choro, gritos e se não da certo, bate nos colegas ou nas professoras.
- E não tem como tirar ele da sala?
- Ele tem quatro anos.
- E daí? Não pode bater, não quero saber de você apanhando. Você já pensou em trocar de profissão ou escola?
- Não, eu amo minha profissão, toda turma tem alguma criança problema, nos acostumamos com isso, embora seja bem cansativo em alguns momentos.
- Mas se mudar de ideia, tenho amigas em várias áreas.
- Obrigada, mas sou feliz assim. – Disse, tentando entender o que ele queria.

Pegamos a RS 239, mesmo sendo sábado de manhã e sendo começo de primavera o movimento era pouco.
estava sério, concentrado na estrada.
- Você está de calça de moletom. – Constatei e coloquei a mão em sua coxa definida.
- Seu pedido é uma ordem, meu bem. – Ele sorriu marrento.
- Você é todo duro. – Disse apertando a coxa dele e descendo e subindo minha mão.
- Tenho certeza que de todas as partes duras do meu corpo, não é a coxa a sua preferida.
- Com certeza não... – Sorri e tirei o cinto de segurança, me aproximando mais dele.
- Por que tão distante um banco do outro? – Reclamei.
- Acho que escolhi o carro errado. – Constatou.
- Poderia ter um agrado durante essa viagem, se tivesse escolhido o certo.
- Quando chegarmos em Gramado, vou comprar um carro novo para voltar. – Ele disse rindo e começou a diminuir a velocidade do carro.
- O que foi? – Perguntei sem entender.
- Tem um posto ali na frente...
- Eu vi, mas o que tem?
- Tem um estacionamento no posto.
- , nem pensar, é dia.
- Se fosse noite podia? – Perguntou debochado.
- Dependendo do local e do seu merecimento.
- Prometo merecer muito. – Ele disse estacionando o carro.
- Vamos ter umas 2 horas de viagem, preciso comprar um energético. – Falou saindo do carro.
Eu sai o acompanhando e assim que fiquei ao seu lado, segurou minha mão, entrando na conveniência.
Ele pegou dois energéticos enquanto não resisti ao ver alguns chocolates.
- Esse é melhor. – Falou pegando duas barras de milka.
- Levamos esse então. – Disse tirando os chocolates das mãos dele e levando até o balcão.
- Eu pago. Mulher quando sai comigo, não paga nada, só abre as pernas. – Falou sem pudor algum, em frente a atendente que ficou corada o encarando.
Queria matar , mas sempre odiei exposição, brigas em público ou exibição, preferi ficar quieta e sai da loja o deixando falando com a atendente. logo voltou para o carro, abrindo-o e entrei sem olhar para ele.
- Que foi? – Perguntou debochado.
- Eu não sou uma acompanhante de luxo, para você falar as merdas que falou, na frente de pessoas que eu não conheço.
- Ok. – Ele respondeu e não voltamos a conversar durante a viagem, acabei dormindo como sempre fazia em viagens com mais de 30 minutos e sem me importar em estar ao lado dele ou tentar agrada-lo.
Senti algo tocando minha bochecha, era tentando me acordar com alguns beijos espalhados entre bochecha e pescoço.
- Chegamos. – Falou baixo.
- Que rápido. – Falei preguiçosa.
- Para quem dormiu toda viagem... – Ele me deu um selinho.
- Você comeu o chocolate? – Perguntei já procurando.
- Acho que podemos sair do carro né, já que está mais preocupada com o chocolate, do que em me beijar. – Falou parecendo bravo.
- Eu sempre quero te beijar . – Disse tirando o cinto de seguranças e o puxando para dentro do carro novamente, então sentei em seu colo e lhe dei um beijo prolongado.
- Provoca mais um pouco que te fodo aqui e agora. – Ele disse apertando forte meu bumbum.
Parei olhando em nossa volta, estávamos em um estacionamento privativo.
- Nós vamos ficar em um hotel? – Perguntei sem entender.
- Não, vamos conhecer meu novo imóvel. – Ele sorriu e pegou nossas malas.
- Que mala grande! – Disse quando vi a mala que ele tirou do carro.
- Sim, quero deixar algumas coisas aqui. – Ele disse e fomos até o elevador.
- Hum, eu levo minha mala. – Disse pegando a pequena mala que levei, afinal, seriam apenas dois dias.
- Eu sou forte o suficiente para levar minha mala, sua mala e você no meu colo. – Ele disse tirando a mala de minha mão.
- Ok fortão. – Disse indo até um elevador.
- , o primeiro, é privativo.
- Como assim? – Perguntei sem entender e segui ele, que em um painel ao lado do elevador colocou sua digital, abrindo a porta do mesmo.
- Vamos? – Disse entrando, concordei com a cabeça e entrei com ele, que apertou o botão indicando último andar.
- Quem mora aqui precisa cadastrar digital? – Perguntei sem entender.
- Não meu amor, eu tenho a digital cadastrada, porque esse elevador é exclusivo para a cobertura, podemos usar ele ou os outros, mas esse existe, para que não seja preciso esperar.
- Ah entendi.
Falei ainda me perguntando quanto custava aquilo.
- Por que está tão pensativa? – Perguntou com um sorriso no canto dos lábios.
- Esse elevador tem câmeras? – Perguntei me aproximando dele.
- Sim e só eu tenho acesso. Os outros tem um serviço de segurança com acesso, mas esse é meu. – Ele sorriu e me beijou.
- Eu gostei de saber disso. – Disse correspondendo seu beijo.
- Pensei em você quando decidi comprar ele, não preciso falar o motivo... – Ele riu e me beijou prensando contra parede do elevador.
- Acho que já tenho um local preferido no seu apartamento. – Sorri sentindo a língua de em meu pescoço, dando um chupão leve e ignorando meu perdido com relação a deixar marcas.
- Meu lugar preferido é dentro de você. – Ele disse rasgando a camisa de botões que eu estava usando e deixando meu sutiã rendado aparecer.
- Não rasga, eu amo esse sutiã. – Pedi manhosa.
- A próxima vez que você vestir essas drogas, vou rasgar todas as peças de roupa que estiver vestindo. – Ele disse abrindo a calça jeans que eu vestia e descendo-a até meu joelho.
- Você é um péssimo anfitrião. – Falei retirando a calça com os pés e ficando apenas de calcinha e sapatos.
Ele tirou meu sutiã e baixou um pouco de sua calça jogger cinza, junto da cueca, apenas até o lugar exato para liberar seu membro já animado.
- Te recepciono com minha melhor parte. – Ele respondeu roçando seu pênis em minha coxa e alisando com os dedos minha vagina.
- Tão molhada. – Disse colocando dois dedos em mim e retirando-os cobertos com meu líquido, levando-os até sua boca chupando com força. Em seguida me beijou com desejo, penetrando no mesmo momento que pressionava mais meu corpo na parede, me segurando em seu colo.


seguiu me penetrando forte, nosso sexo refletivo nos espelhos daquele elevador, me deram ainda mais tesão, começando nosso final de semana com muitos líquidos saindo de ambos.


- Você me deve uma roupa nova. – Falei descendo de seu copo, após nosso primeiro ato.
Ele riu e tirou o casaco que vestia, colocando-o em mim. Pegou as malas e também com a digital, acompanhado de uma senha que não consegui decorar, abriu a porta me mandando entrar em sua frente. Entramos, ele deixou as malas próximas a porta e eu caminhei um pouco observando a casa, que parecia mais bonita que a de Porto Alegre.
- Eu vou me perder aqui dentro. – Disse encarando uma enorme sala de estar, decorada com moveis claros. Ao lado da sala de estar, havia uma sala com televisão, ambas com três grandes sofás, próximo a elas uma mesa de jantar, com mais de 12 cadeiras e sacada com vista de toda cidade.
Próximo a sala de jantar, estavam o elevador interno e uma escada toda em vidro. Ao lado da escada, podia ver um bar com várias bebidas e perto dali uma adega com vinhos. E a cozinha com eletrodomésticos brancos e detalhes em madeira.
No ambiente havia também uma porta, que provavelmente seria algum banheiro social, também existia um corredor próximo a cozinha, que devia levar para alguma área de serviço.
- Essa primeira parte é parecida com a minha de Porto Alegre, mas o segundo andar é um pouco menor, e o terceiro andar, tem apenas uma piscina térmica e alguns ambientes.
- Em quais cômodos eu posso ir? – Perguntei deixando transparecer minha mágoa com ele.
Ele ficou um momento em silencio, parecendo atingido com minha pergunta.
- Prefiro ter você perto de onde eu esteja, mas se quiser, pode ir em todos os cômodos desta casa.
- Hum, ok. – Falei e caminhei até a sacada próxima a sala.
O prédio parecia ficar no centro da cidade, por ser um dos mais altos que existiam ali, conseguia ver ao longe muitos jardins, a cidade parecia respirar o verde, já estávamos no começo da primavera, mas o frio ainda estava bastante presente. Contudo conseguia ver algumas flores começando a nascer.
- Gostou? – Ele perguntou me abraçando por trás.
- É lindo, mas está frio. – Disse virando-me e o beijando.
- Céus, você está nua por baixo deste casaco.
- Sim e a culpa é sua. – Falei fingindo estar brava.
- Gosto de ser culpado por isso. – Ele disse e colocou a mão em minha bunda, apalpando-a com força.
Eu dei uma mordida leve em seu queixo e segui voltando para dentro do apartamento.
- Bom dia senhor , este apartamento é um ótimo investimento na cidade de Gramado, como o senhor pode perceber, é possível fazer a posição sexual intitulada como quatro no tapete desta sala, ou nesse espaço, com a luz e o calor da lareira refletidos. – Falei imitando uma corretora de imóveis e assistindo começar a rir imediatamente, assim que percebeu meu deboche.
- Eu prefiro um frango assado, qual local a senhora me indicaria? – Perguntou entrando na brincadeira.
- Esta mesa contemporânea é bastante resistente a investidas fortes. – Indiquei.
- Hum, ótima sugestão, e para ganhar um sexo oral caprichado?
- Com direito a garganta profunda?
- Acho uma ideia válida. – Ele estava se contorcendo para não liberar uma gargalhada, eu não conseguia olha-lo daquela maneira que ficava ainda mais encantada por seu sorriso.
- Então, acredito que pela visão do momento, o elevador pode ser uma boa pedida, agora se o senhor quiser fazer oral em sua acompanhante, gostosa, aconselho a coloca-la aqui. – Falei sentando em um dos bancos que havia no bar. – E em seguida se posicionar a sua frente. – Provoquei abrindo as pernas. – Em seguida... – Segui falando até sentir me segurar forte e atacar meu corpo, não levando mais de um minuto para tirar o casaco e descer mordidas por minha barriga, até chegar ao meu clitóris.
- Quero sentir teu gozo na minha boca. – Ele disse e começou a lamber os grandes lábios, até não resistir e penetrar a língua em minha intimidade, preocupando-se apenas com meu prazer. Ele soltava alguns gemidos sempre que eu mexia no banco, e levou a mão até os seios massageando-os enquanto brincava com minha vagina e clitóris.
- Eu vou ficar fraca desse jeito! – Falei entre gemidos e puxando seu cabelo.
- Quero que você fique fraca, assada e encharcada com minha porra. – Ele disse e me pegou no colo, levando-me até a mesa de jantar. me sentou em cima da mesa e puxou minhas pernas, colocando-as em volta de sua cintura e penetrando lentamente, em seguida começou a estocar forte.
- Caralho , eu não consigo pensar em outra coisa que não seja foder você. – Falou gemendo e penetrando forte. Me apoiei na mesa tentando ajuda-lo com os movimentos, mas ele segurou meu pescoço, fazendo com que eu deitasse por completo em cima de mesa, segurou minhas pernas para seu lado direito e voltou a penetrar, fundo. Conseguia ouvir o barulho de seu corpo batendo junto ao meu, dele gemendo palavrões e de nossos líquidos.
- Porra, gostosa do caralho, porra. – Ele dizia apertando meus seios que já estavam doloridos, mas ao mesmo tempo excitados.
- Porra, porra! – Ele disse mais alto e voltou a colocar minhas pernas em sua cintura, me segurando forte e fazendo um movimento de vai-e-vem, enquanto mordiscava as partes que conseguia do meu corpo. Senti meu coração acelerar, eu estava chegando lá, o abracei forte, prendendo com o máximo de força que consegui ter, sem membro de minha vagina, sentindo o orgasmo chegar.
Ele percebeu o que estava acontecendo. Gemeu alto meu nome e me desceu de seu colo.
- De joelhos, abre a boca. – Disse, segurando seu pau ereto e começando a punhetá-lo enquanto seu gozo já dava sinais de vida. Fiz o que ele mandou e derrabou em minha boca e seios seu gozo.

Depois me subiu sentando-me na mesa e enfiando dois dedos em minha vagina, colocando-os dentro de minha boca.
- Meu gosto, seu gosto. – Falou e me beijou.

- Acho que eu preciso de um banho e de uma roupa limpa. – Falei o abraçando.
- E precisamos almoçar, estou com fome. – Ele disse ainda ofegante.
- Vamos para o andar de cima. – Falou arrumando sua calça e me pegando nua em seu colo. Ainda comigo em seu colo, entrou no elevador e subiu até o segundo andar, me levantou até o quarto mais distante do elevador.
Era um quarto enorme, as cores do ambiente eram todas muito cleans, dando assim uma sensação de calma aos cômodos.
- Banheiro. – Ele disse abrindo a porta e finalmente me largando no chão.
- Chuveiro ou banheira? – Perguntou, enquanto eu ainda observava o banheiro, enorme.
- Banheira. – Respondi animada.
- Ele caminhou até a banheira, ligando a água e despejando alguns sais de banho ali dentro. Logo a banheira estava cheia e entrei dentro dela, esperando que ele entrasse também.
caminhou até próximo ao sanitário, pegando um pouco de papel de lá, baixou a calça e limpou o membro com o papel.
- Vou buscar nossas malas e pedir algo para comer, antes de me juntar a você. – Disse e saiu do banheiro, me deixando só com meus pensamentos.

- Não podemos demorar muito. – Ele disse entrando na banheira de hidromassagem.
- Preciso de uma pomada para assaduras. – Falei me aproximando dele na água.
- Providenciarei. – Falou convencido e me deu um beijo calmo.
- Você está bem? – Perguntou quando escorei minha cabeça em seu peito, sentando-me em seu colo.
- Sim, só estou cansada. – Estava um pouco enjoada, mas não falaria isso para ele.
- Não se mexe muito, que o nosso parceiro fica ativo. – Ele riu.
- Manda ele se aquietar. – Falei preguiçosa.
Ficamos um tempo em silêncio, apenas trocando alguns beijos e carícias sem segundas intenções. Então ouvimos ao longe o barulho do interfone.
- Caralho, nosso almoço. Coloca o roupa e desce para comermos. – Mandou e saiu da banheira, secando-se rapidamente e colocando apenas a calça de moletom.
Vesti um roupão que ele havia deixado separado e sequei um pouco dos meus cabelos, logo desci para acompanha-lo.
- Espero que goste de massas. – Ele falou terminando de organizar a mesa da sala de jantar.
- Eu amo. – Falei animada e sentei com ele, almoçando calma enquanto sério mexia no celular.
- Preciso resolver algumas coisas, mas prometo que vai ser breve. – Ele disse caminhando até a mala que havia trazido e tirando de lá um notebook. Ele parecia preocupado com algo.
- Tudo bem, vou organizar isso. – Falei recolhendo as louças
- Não precisa, tenho uma empregada que fará isso, só vou avisar a ela quando sairmos para passear pela cidade, ela organiza tudo, aproveita para se arrumar, quero te levar ao lago negro. – Falou e sentou-se no sofá com o computador no colo, imediatamente se concentrando em algum conteúdo que havia ali.

Resolvi parar de provocá-lo colocando calças e vesti uma blusa de mangas longas e uma saia curta, coloquei também sapatilhas, pois não sabia o quanto ele me faria caminhar e nunca fui boa com saltos. Meu look era delicado, como costumava ser e gostava de me vestir no dia-a-dia. Eu estava amando cada detalhe de estar ali com ele e senti uma enorme vontade de chorar em pensar na gravidez. Sentia que estávamos dando pequenos passos em um possível relacionamento além do sexo, mas sabia que se estivesse grávida, teria que sumir de sua vida, decidi então aproveitar aquele final de semana como uma despedida.

Desci as escadas e estava fechando o notebook, parou me encarando e sorriu caminhando em minha direção.
- Você está linda. – Ele sorriu e me deu um beijo calmo.
- Vou vestir algo e saímos, ok? – Falou me dando outro beijo e subindo as escadas assim que assenti com a cabeça.

Ele não demorou a voltar, estava em um estilo mais casual e amava vê-lo assim.

- Vamos! – Falou e deu um beijo em minha bochecha, segurando minha mão e conduzindo para fora do apartamento. Saímos e ele digitou uma senha, trancando a porta, usou sua digital para abrir o elevador privativo e fomos até o estacionamento onde ao lado da BMW, estava um Camaro preto.
- De quem é esse carro? – Perguntei notando um sorriso no rosto de .
- A distância entre os bancos é menor... – Ele falou destravando o camaro e apontando para que entrasse no carro.
- Você não existe! – Falei rindo e entrei ainda não acreditando no que ele havia feito.

- Lago negro? – Perguntou dando partida no carro.
- Sim, você já foi lá? – Perguntei curiosa.
- Não, não conhecia Gramado ainda, mas procurei pontos turísticos e esse é o mais comentado, você já foi?
- Não, mesmo morando razoavelmente perto, não conheço gramado. – Respondi feliz em saber que seria nossa primeira vez em um local conhecido por ser romântico.
- seguiu o gps, provando que não conhecia o caminho. Chegamos no local em menos de 10 minutos. Ele estacionou e pela quantidade de carros que estavam ali, o parque parecia estar cheio.
Caminhamos um pouco em meio aos pinheiros e apreciamos a vista do lago, eu estava encantada com o lugar e isso com certeza poderia ser notado em meu sorriso. Ele parecia um pouco preocupado com algo, mas tentando não transparecer.
- Tira uma foto minha? – Pedi animada com a paisagem local.
- Claro. – Ele respondeu pegando meu celular para tirar a foto.
- Querem que eu tire de vocês? – Uma senhora que estava próxima ofereceu.
- Não precisa, obrigada. – Ele respondeu rapidamente.
- Precisa sim, poxa, vamos tirar uma foto. – Tomei coragem e pedi, queria pelo menos uma foto nossa.
- Nós somos apenas amigos, ficaria estranho uma foto aqui, esse local é muito romântico pra mim. – Ele justificou e a senhora sorriu e voltou para junto de seu marido. Aquela frase conseguiu acabar comigo.
- Posso pegar algo para comer ou você quer voltar?
- O que você quer comer?
- Quero tomar chocolate-quente e ir naquela feirinha.
- Vamos então. – Ele concordou e tentou segurar minha mão, mas eu soltei, caminhando ao seu lado.
- Logo chegamos em um restaurante, pedi um chocolate-quente e sentei em silêncio esperando meu pedido. pediu o mesmo, sentando-se em minha frente.
- Você ficou chateada. – Constatou me observando.
- Não, eu já estou acostumada. – Falei encarando a janela.
- Hum, ok. – Ele respondeu e em silêncio tomamos nosso chocolate. Saímos do restaurante e séria, não deixei que ele tocasse em mim. Passamos por um homem de aproximadamente uns 30 anos, ele estava passeando com o cachorro e passou me encarando. demonstrando raiva o chamou e lhe entregou o celular, pedindo que o mesmo tirasse uma foto dele, comigo, me titulando como namorada.
Fiquei sem entender sua reação, tirei a foto, mas não consegui sorrir verdadeiramente, estávamos sérios, ele me abraçou por trás, na primeira foto com um “meio” sorriso e na segunda beijando meu ombro enquanto eu o olhava de forma delicada.
Em seguida pegou o celular, agradecendo ao homem e segurou forte minha mão, indo até a feirinha.
Fiquei algum tempo olhando as bancas de artesanatos e comprei algumas coisas que nunca usaria, ele me acompanhou sem falar muito, mexendo bastante em seu celular.
- Já está escurecendo, vamos voltar? – Perguntou calmo.
- Vamos, estou cansada. – Disse e o abracei, mas ainda estava magoada com as palavras que ele havia tido mais cedo.
Fomos até o carro e começou a andar, observando mais da cidade, sem ter um destino.
- Nunca vi tanto verde na vida. – Ele disse parando em uma praça iluminada.
- É lindo aqui. – Falei observando as luzes.
- É vazio aqui. – Ele disse colocando a mão em minha coxa e apertando.
- Acho que quero voltar para o seu apartamento. – Eu falei tirando o cinto e dando um beijo nele.
- Vamos voltar. – Ele colocou a localização do apartamento no gps do carro, indicando que estávamos a 14minutos do local.
- Ta bom. – Falei voltando a me arrumar em meu banco.
- ... – Ele disse sério.
- Sim? – Perguntei sem entender.
- Quero dirigir sentindo sua boca me chupando. – Disse ligando o carro.
- O que ganho em troca? – Perguntei já colocando as mãos em sua região mais animada.
- O que você quiser. Só me chupa. – Ele falou fechando os olhos e tirando o membro para fora.
Sorri e me aproximei dele, praticamente deitando por cima de seu colo e me apoiei começando a chupar o membro já ativo. começou a dirigir, com uma mão, enquanto a outra ajudava a comandar a intensidade dos movimentos, segurando meus cabelo.
- Isso, chupa teu homem, bem gostoso, isso. – Ele dizia com o membro pulsando dentro de minha boca. Comecei a chupar mais forte a cada gemido que dava.
- Quando chegarmos lá vou te foder dentro do carro. – Disse forte, gemendo mais alto, quando comecei a provocar passando a língua em movimentos circulares na ponta de seu pênis.
- Mais fundo, mais fundo! – Ele pediu assim que voltei a chupar seu membro.
- Estamos chegando... – Ele falou diminuindo a velocidade do carro, não saberia dizer o tempo que levou, pois estava ocupada demais dando prazer para ele, mas estava ansiosa com o que mais ele me reservava.
- Ainda quero te foder muito antes de gozar. – Ele disse puxando meus cabelos para fazendo com que parasse o oral. Puxou a calça e abriu a porta do carro, indicando que saísse com ele, na mesma porta. Fiz o que mandou e consegui observar que sua BMW não estava mais no estacionamento, mas o Camaro ocupava praticamente o lugar dos dois carros, de tão as pressas que ele havia estacionado.
Entramos no elevador e puxou minha calcinha por baixo da saia, rasgando-a e jogando-a dentro do elevador. Me pegou em seu colo, penetrando sem aviso. Senti uma ardência quando seu membro entrou em mim, estava molhada, mas também estava assada e isso causava um certo desconforto. Ele não pareceu notar meu gemido misturado de dor e prazer e começou a estocar fundo, o elevador parou e saímos de lá, com me segurando em seu colo, sem tirar o membro de dentro de mim.
Ele digitou apressadamente a senha da casa, abrindo a porta e entrando em seguida.
- No corredor, câmeras. – Falei apavorada entre gemidos.
- Não, ninguém vê. – Ele falou também gemendo e me colocando de costas no sofá, seguindo com a penetração forte e alisando meus seios, enquanto se livrava da blusa que eu ainda vestia.
mordia e beijava minhas costas. Virei-me arrancando a camisa que ele vestia.
- Quero você nu. Falei lhe beijando.
Ele sorriu e tirou a camisa, me beijando com força, roçando o membro no meio de minhas pernas. Com uma rapidez e talvez ânsia por mais, logo se livrou de sua calça e da saia que eu vestia, deixando-nos nus.
voltou a me pegar em seu colo, penetrando o membro e me prensando, contra parede próxima a lareia, ele caminhava comigo pela casa, com o membro atolado em minha vagina, até chegar na sacada da sala, me colocando em cima da pequena mureta que havia no local.
Senti um vento gelado bater em nossos corpos nus e isso fez com que me segurasse com mais força, estocando rapidamente o membro a cada segundo mais forte.
- Rebola porra, rebola no meu pau, vai! – Ele dizia ofegante.
- Isso, assim caralho! – Comemorava e gemia sempre que fazia o que ele pedia, continuei rebolando e me segurando com força nele, que com um braço segurava forte meu corpo, enquanto o outro ditava o ritmo de suas estocadas.
- Eu vou te lavar de porra. – Avisou e me banhou com um jato forte de seu líquido quente. Ele seguiu bombeando o membro até me lavar novamente, fazendo-me sentir seu líquido escorrer pelo meio de minhas pernas, misturado com o meu.
Ele parou de nos mover, e me segurou forte com os dois braços, abri os olhos que estavam fechados desde o momento que saímos de dentro do apartamento e tentei olhar para baixo, percebendo uma neblina forte cobrindo a cidade, não conseguia ver o chão e isso me causou um medo sem igual o abracei forte e tremendo de medo e frio.
- Socorro , eu, eu tenho medo. – Disse gaguejando.
- Eu jamais deixaria você cair. – Ele falou me beijando e segurando-me forte, saindo da sacada me levando em seu colo até o sofá mais próximo, sentando-se ainda ofegante e me abraçando.
- Você é maravilhosa. – Falou baixo, beijando minha cabeça e passando a mão em meus cabelos.
Eu apenas me aninhei mais em seus braços, quieta observando os músculos e tatuagens que tinha em seus braços.
- Estou com fome, cozinha pra mim? – Pediu mordendo meu ombro.
- O que você tem para fazer? – Levantei preguiçosa e vesti a camisa dele, caminhando até a cozinha.



Continua...




Nota da autora: Feliz ano novo meninas! Quem em 2019 as atualizações sejam mais frequente e que vocês tenham muita paciência com essa autora enrolada para atualizar! Perdão pela demora, me contem o que estão achando, acharam abusivo ele? É complicado escrever nessa linha fina entre o aceitável e o abusivo, fico me perguntando e julgando a cada novo capítulo. O que estão achando da pp? Ela é fraca? Me contem!


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Restritas – Outros – Em andamento – B




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