Última atualização: 09/03/2017
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Capítulo Único

"Eu digo que os conheço como a palma da minha mão, porque não é preciso de muito para enxergar o que vivem tentando esconder". - Kimberlly Cavalcante

AS DUAS AMIGAS conversavam, sentadas na cama de enquanto desmontavam as últimas caixas da mudança dela.
— Você não vai adivinhar o que achei aqui. — disse surpresa enquanto analisava o pedaço de papel na mão.
— O que é isso? — olha por cima do ombro da amiga e sente um nó na garganta ao analisar o papel um pouco melhor. — Guarda isso, . — Responde disfarçando a voz e revirando os olhos.
— Admite, , você sente falta dele. — olhava para a melhor amiga segurando a foto do antigo casal, fotografia essa que ela mesmo tinha tirado quando foram ao parque dois anos atrás. Era uma das fotos preferidas de , onde eles brincavam e estava montada nas costas de , beijando seu rosto enquanto ele sorria.
— Fala sério, , você sabe que não sinto. — tomou o retrato da mão da amiga e jogou de volta na caixa onde estava antes de ser roubada. — Agora para de pensar besteira e vamos continuar a arrumar que ainda tem muito o que se fazer. — deu mais uma olhada na foto antes de guardá-la, aquele era o tipo de coisa da qual não gostava de se recordar.

E estavam sentados no sofá da casa de jogando videogame. O dono da casa levantou-se para fazer café para ambos, pegou duas xícaras que estavam no armário e serviu uma para si e outra para o amigo.
— Você só pode estar me sacaneando que ainda tem essa porcaria, . — falou olhando para a xícara que o amigo tomava seu café. olhou para , que o avaliava e olhou para o objeto em suas mãos, esboçou um sorriso de leve e revirou os olhos para o amigo.
— Cara, por que você e a não estão juntos? Está na cara que ainda se gostam. — Ele perguntou colocando o jogo de videogame no pause e sua própria xícara na mesa de centro.
— Sério que você vai trazer esse papo a tona por causa de uma porcaria de xícara? - respondeu olhando para a causadora de problemas em sua mão. Tinha sido um presente de , que em uma das suas loucuras, acabara entrando na onda do Faça você mesmo e criara uma xícara cheia de desenhos musicais e escritas para ele.
— Você sabe que não é por causa disso. — revirou os olhos.
— Esquece isso, bro. Foi melhor assim. — tirou o jogo do pause e deu continuidade à partida, sem dar tempo do amigo continuar o assunto. Não disse para o amigo que aquela xícara era a lembrança viva de que um dia o amara e que ele tinha medo de esquecer tal coisa.

AMBOS DEITARAM-SE naquela mesma noite e lembraram do passado.

ELA PENSOU NO sorriso maravilhoso que ele tinha, nos seus lindos olhos azuis e em como seus olhos brilhavam de felicidade ao lado dele, em como seu coração palpitava quando o beijava e pensou no dia em que a foto foi tirada…
“Era um domingo à tarde, os quatro amigos estavam entediados e decidiram que iriam ao parque que ficava ao lado do antigo apartamento de , só para se distrair e passar um tempo. Eles estenderam sua toalha e sentaram-se no chão, conversaram e contaram piadas e ali, por algum motivo, era como se nada afetasse os quatro. A felicidade era evidente no sorriso de todos e em meio àquela felicidade, também sem motivos, uma menininha decidiu que o pega-pega estava com , e logo todos os quatro corriam pelo parque junto com as crianças, como se fossem uma delas.
Era a vez de e todos corriam dela, quando ela viu o rapaz distraído de costas, aproximou-se dele na ponta dos pés e pulou em suas costas fazendo-o rir.
— É sua vez! — Sussurrou no ouvido dele e deu um beijo no seu rosto.— CRIANÇAS, CORRAM, ESTÁ COM O TIO ! — Gritou em seguida descendo das costas do rapaz e correndo novamente.”

sorriu com a lembrança. E então ela soube: sentia sim falta de . Falta dele e de todos os sentimentos que ele a fazia sentir.

ELE PENSOU EM como adorava perder-se em meio aos cabelos da garota, de como a achava linda enquanto estava dormindo - e em qualquer momento do dia, mas principalmente, dormindo -, pensou nas borboletas no estômago, em como ela ficava feliz com tudo o que ele fazia, e ainda mais em como ela o fazia feliz com pequenos gestos, como no dia em que ela lhe deu a xícara…
acordou cedo naquela manhã, já não estava mais na cama, ele estranhou já que a garota costumava dormir até tarde, enquanto ele acordava, passava um tempo a observando e preparava o café da manhã. Ele a encontrou na cozinha, vestindo a camisa social branca que ele vestira numa reunião do dia anterior. O cheiro das panquecas da garota preenchia o ambiente e ele sorriu ao ouví-la cantarolar sua música preferida.
— Bom dia, princesa. — falou a abraçando por trás.
— Ah, nããão, ! Era pra eu levar café pra você na cama, não é justo isso! — choramingou.
— Eu adorei a surpresa de qualquer forma. — respondeu sorrindo para ela e lhe dando um selinho.
— É só que você estava tão estressado ontem, queria te ajudar de alguma forma. — ela o abraçou.
— Você sempre me ajuda, , nem precisa fazer nada, só de ficar ao meu lado você já me anima. — ela sorriu e o puxou pela mão até a mesa da cozinha.
— Tudo bem, mas senta aí que vou te servir o café da manhã. — puxou uma cadeira e ficou observando enquanto a moça terminava de preparar o seu café. Ela lhe serviu panquecas com calda de frutas vermelhas e cereais (as preferidas dele) e uma xícara de café, ele a puxou para mão para sentar-se em seu colo enquanto ele comia. Observou então a xícara, detalhada com seu nome e alguns desenhos de notas musicais ao redor.
— Amor, que xícara é essa? — perguntou observando o objeto.
— Gostou? — a garota sorriu animada — Eu que fiz. — continuou orgulhosa. riu e abraçou a garota.
— Eu amei. — respondeu dando um gole no café. Enquanto sua xícara se esvaziava, podia reparar que no fundo do copo havia algo escrito. E da mesma forma que aquele café da manhã o animou, aquelas palavras aqueceram seu coração pela primeira vez. Amo você.
Enquanto bebia chá na mesma xícara de sempre, deixou seu coração aquecer-se por aquelas palavras mais uma vez e soube que estar longe dela não era melhor para ele.

Ela diz que não sente falta, ele diz ser melhor assim, mas ambos vão dormir pensando nas mesmas histórias, pensando num passado não tão distante assim que ainda permanece vivo, pois nenhum deles esqueceu, nenhum deles quis esquecer.

NÃO ERA muito chegada ao frio, assim que chegava em casa do trabalho, a primeira coisa que fazia era aumentar o aquecedor. Amava o calor e o frio que fazia naquele inverno não estava colaborando para seu bom humor. Além do mais, o frio a fazia lembrar de e, naquele momento, a ultima coisa que queria era lembrar-se do ex. estava sentindo-se solitária, sentia vontade de gritar aos quatro ventos até sua voz acabar, vontade de gritar que estava sozinha, que seu peito doía e que ela queria muito passar por cima do orgulho. Queria gritar que sentia falta de e que sem ele a vida estava sendo mais difícil do que ela esperava. Estava complicado passar por tudo aquilo sozinha, tantos solavancos na vida e turbulências na carreira… Por que não estava ao seu lado pra dizer que tudo ficaria bem? Queria gritar sim, mas queria gritar por ele.

CHEGOU DE mais uma reunião, tirou a gravata frouxa e jogou em cima do sofá, abriu todas as janelas da casa, não existia nada melhor que o frio para acalmar seu humor naqueles dias, exceto … Ali, sem ela, sentia-se, além de estressado, triste, com vontade de não cantar mais uma palavra sequer. De que adiantavam tantas músicas de amor se ele não podia mais dedicá-las a ela? Pensou que se ela estivesse ali, estaria reclamando pela quantidade de janelas abertas, mas assim que reparasse no humor dele (ela sempre qual era), colocaria o primeiro moletom que achasse no guarda-roupas dele e o faria um café, acompanhado de um cafuné. E, Deus! Como o cheiro dela, acompanhado do sabor de café e das mãos dela em seus cabelos lhe acalmavam. Porém agora nada disso lhe restava. queria calar-se para sempre, calar-se até o frio que fazia no ambiente tomasse conta dele e congelassem suas cordas vocais. Queria ali.

Ela era quente, ele era frio. Ela era o barulho, ele o silêncio. Mas o amor os ligava de tal maneira que apenas a lembrança um do outro fazia com que eles se preenchessem. Um afirmava que esqueceu o outro, mas não conseguiam seguir em frente sem olhar para trás. Ele tinha medo de esquecer, ela tinha medo de lembrar. E a pergunta que fica para respondermos é: O que mantém pessoas tão opostas ligadas por tanto tempo? Podemos dizer apenas que ambos ainda sentiam, de formas diferentes, mas, ainda sim, sentiam.

NAQUELA TARDE, andava pela Avenida Principal, distraída olhando as vitrines de grifes famosas. Não que a moça estivesse realmente vendo as peças expostas ou que estivesse analisando para comprar algo, estava apenas andando. Tentando se distrair e tirar um pouco os problemas da cabeça. Queria esquecer sua mudança, esquecer o papel pelo qual estava competindo, esquecer da coreografia que tinha que montar em dois dias, esquecer do desfile que teria no fim de semana. E ela esqueceu, mesmo que por alguns minutos, mesmo que a razão do seu esquecimento a tenha levado a pensar em algo a mais.

SAÍA DE uma audição com novos possíveis artistas para a produtora, artistas esse que se tivessem uma boa proposta da gravadora, poderiam fazer o selo crescer e ganhar visibilidade. Ele digitava no celular, enquanto tomava um copo de café, pensando numa boa proposta e conversando com seu sócio sobre o possível sucesso na tarefa, porém o rapaz estava cansado, já não prestava mais atenção ao que digitava e só queria algum tempo de paz e sossego. Queria deixar de lado o trabalho e todos os problemas, queria dar um descanso para e mente. E então ele esbarrou em alguém.

SE ASSUSTOU, voltando para a realidade, não tinha reparado que vinha alguém em sua direção e prontamente pediu desculpas, sem sequer olhar para a pessoa em quem esbarrara e tentando limpar com seu cachecol a camisa do rapaz.
— Está tudo bem. — ela olhou para cima espantada com a voz do ex e o encontra ali, olhando-a. Ela o olha também, mas repara em tudo nele, estava diferente, mais bonito do que o normal. A barba por fazer, os cabelos bagunçados, o lábio entre os dentes, os olhos azuis a encarando de volta.
— Como você está? — ele pergunta tentando prolongar aquele momento e puxar papo, ele também repara nela, está bonita como sempre. Os cabelos sobre os ombros, os olhos bem marcados com uma maquiagem um pouco borrada, exatamente da forma como ficava quando ela saia de um ensaio, a boca convidativa e um pouco ofegante. Ele sabia que ela estava sem graça, mas não podia fazer com que ela fosse embora, não tão rápido.
— Estou bem… — ele arqueou a sobrancelha para ela e ela sorriu levemente — Só um pouquinho cansada, mas tudo bem. De verdade. E você? — retribuiu a pergunta, sorrindo de leve.
— Estou bem também, esperando uma ligação… — balançou o celular e ela sorriu.
— Como sempre, né? — os dois se olharam e, por alguns segundos, foi como se nada tivesse mudado. — Er… Eu tenho que ir. — foge, tem medo de se magoar com aquele repentino encontro.
, espera! — age por impulso, segurando sua mão, os dois encaram as mãos juntas e a moça suspira, então o olha interrogativamente e arqueia a sobrancelha, esperando o rapaz continuar. — Esquece, a gente se vê por aí. — ele solta a mão da moça, mão que se encaixava de forma tão perfeita na sua. Mas prefere ser indiferente, pois tem medo de se apaixonar pela garota novamente.
— A gente se vê… Desculpa pela camisa. — ela sorri de lado e continua a andar na direção oposta a dele.

APÓS AQUELE ENCONTRO, quando chegou em casa a amiga já estava lá esperando, a moça já havia até esquecido que tinham marcado de jantar juntas e que a amiga tinha a chave do seu apartamento.
— Nossa, , finalmente você… — parou e analisou a melhor amiga — O que houve? — indagou preocupada olhando para suja de café.
— Esbarrei com . — respondeu de forma curta, tirando o cachecol, enquanto aumentava a temperatura do aquecedor.
— Hm… e devo considerar que ele está com rancor? — fez piada e riu de leve pelo nariz.
— Quase isso… — então elas sentaram-se no sofá e a moça contou detalhadamente para a melhor amiga o seu encontro com o ex.

— Você sabe o que eu acho, , minha opinião ninguém muda: Vocês se gostam e deveriam estar juntos. — revirou os olhos — Pega, liga pra ele. — mandou estendendo o celular da amiga para ela fazer a ligação.
— Tá louca, ? — respondeu nervosa, se levantando.— Para de delirar, foi só uma coincidência.
— Você está agindo como uma criança birrenta, ! — ralhava com ela.— Deixa de ser orgulhosa!
— Eu não vou ligar para ele, . Foi só uma coincidência e quer saber? Ele não estava nem aí. — a amiga revirou os olhos para a clara mentira da amiga. — Eu fiquei balançada sim, mas isso some com o tempo.
— Olha, , eu estou cansada de tentar te explicar que isso não é o tipo de coisa que some com o tempo.

CHEGOU AO bar e sentou-se com , onde eles tinham combinado de se encontrar para que ele, seu melhor amigo e advogado da produtora, pudesse resolver os últimos detalhes que faltavam do contrato dos novos artistas.
— Porra, , o que aconteceu com você? — avaliou sua camisa antes azul toda manchada de café e deu de ombros.
— Encontrei a . — arregalou os olhos.
— E vocês brigaram? — riu.
— Na verdade, estávamos ambos distraídos e esbarramos um no outro.
— Certo, e…? — ele o olhou sem entender.
— E o que, cara? — revirou os olhos.
— Vocês marcaram alguma coisa? Se entenderam de vez? Você já falou que ela é a mulher da sua vida e que sem ela você está um traste…? — foi a vez de revirar os olhos.
— Já te disse que depois que você e a começaram a morar juntos, vocês estão cada vez mais parecidos?
— Vai se ferrar, , e responde logo o que eu perguntei.
— Não, cara, não fiz nada disso, mas, se você quer tanto saber, ela está cada dia mais linda. De verdade. — o advogado sorriu diante de tal declaração.
— Liga pra ela, , você está parecendo um adolescente apaixonado. — aconselhou o melhor amigo.— Pare de ser orgulhoso.
— Não vou ligar, cara. Ela já até parece estar em outra, se você quer saber. — deu de ombros como se não ligasse.— Não é como se isso fosse incurável, bro.
— Ah, mas isso é incurável, .
— Veremos.

Aqueles dois eram assim, sempre tinham sido. Um agia como uma criança mimada e se recusava a admitir o que sentia, o outro agia como um adolescente apaixonado e simplesmente não aceitava o que sabia que estava acontecendo dentro dele, e apesar de aparentar tamanha infantilidade quando se tratava de relacionamentos, eram ambos apenas gente grande e orgulhosa. Ambos diziam que não queriam mais, que a história deles era passado e que o amor sumiria com o tempo…

NAQUELA MESMA NOITE, depois de ir embora, não conseguia tirar o ex da cabeça. Ela já tinha limpado toda a bagunça do jantar com a amiga e agora estava deitada, vestindo apenas um moletom que costumava pertencer a ele, e o celular na mão. Na tela, brilhava o numero do homem cujo seu coração pedia desesperadamente. Na mente as lembranças dos momentos que haviam vivido juntos. E no peito, o aperto da saudade que sentia daqueles momentos. Sem conseguir mais segurar-se e com a voz da melhor amiga lhe servindo de consciência, a moça suspirou e clicou para iniciar a ligação.

ESTAVA ENCOSTADO no balcão da cozinha, tomando uma cerveja e perdido em pensamentos. Pensamentos sobre a ex namorada. Na tela do celular, uma foto. Ela gargalhava, ele sorria enquanto a olhava, eles se amam demais. Ele amava as fotos cujo eram pegos de surpresa, fotos espontâneas que ainda sim mostrava o amor que um sentia pelo outro, não era nada forçado, não era nada ensaiado, era puro e simples amor. O rapaz sentiu falta dela, sentiu saudades dos momentos e sentiu saudades de vê-la passear pela casa usando nada mais do que suas camisas sociais. Por fim, venceu o orgulho que estava dentro de si, ensaiou um breve discurso para uma breve conversa e discou o número que sabia de cor.

…Mas se tudo isso que eles diziam era verdade, por que os dois ainda permaneciam ali um para o outro?

ESTAVA OCUPADO.

SUSPIROU E desligou antes do sinal da caixa postal tocar, tentou não imaginar com quem o rapaz estaria no telefone àquela hora, tentou não criar caraminholas em sua cabeça e tentou discar o numero de novo. Ela não ia desistir agora que tinha decidido falar com ele. Ele estava em uma ligação? Sem problemas, ela ia tentar novamente até ele atendê-la.

BUFOU E desligou a ligação, baixou o celular e franziu a testa. Será que ele sem querer estava certo sobre ? Ela finalmente teria seguido em frente e esquecido dele? Ele sabia como a garota odiava falar ao telefone e para ela estar com o telefone ocupado àquele horário devia ser algo importante para ela. O rapaz pensou em desistir, mas decidiu que seguiria em frente, pelo menos ele teria tentado e depois além de ganhar uma consciência tranquila, sairia do seu pé.
Porém, quando ia rediscar o numero, o celular tocou.

— ALÔ? — ELE ATENDEU impaciente sem se quer olhar o numero que ligava.
— Oi — respondeu insegura, a voz de soava irritada, devia ter ligado em uma má hora.
?!— perguntou surpreso, a voz ficando imediatamente mais suave.
— Oi. — falou novamente e o rapaz sorriu — Eu precisava falar com você.— o coração dele se encheu de uma paz de espírito imensa, não acreditava que era a garota que amava ligando para ele.
— Você não faz ideia do quanto.

Os dois sorriam, um de cada lado da linha, os corações pareciam finalmente completos, as inseguranças haviam partido, só existia os dois no mundo. E de repente o motivo de ainda permanecerem um para o outro estava… ali. Bem na cara deles.

HAVIA TANTO PARA se dizer, tanto para se explicar, tanto para resolver. Existiam histórias inacabadas, brigas não resolvidas e erros não perdoados. Havia tanto para ser dito, mas apenas uma coisa precisava ser dita.

… — os dois falaram juntos e deram risada em seguida.
— Fala você primeiro. — decretou a moça e ele engoliu em seco.
— Olha, eu sei que tem muita coisa, que temos que pensar direito e que as coisas não são tão simples e fáceis assim, mas…
— Eu também, . — a moça interrompeu o falatório dele. — Também ainda amo você.

Era claro e simples. Ao mesmo tempo em que era escondido e complicado. Era o amor. Ali escondido bem debaixo do nariz deles. Nada mais importava... Apenas o amor que os mantinha ali, sempre esperando um pelo outro...




Fim...?



Nota da autora: Oi, ! Como fico feliz de saber que você está lendo isso, mesmo que sem saber rs, então faz o seguinte? Está vendo essa caixinha aqui em baixo? Então movimente seus dedinhos e faça um comentário aqui em baixo. Me conte o que você achou da história, qual sua parte favorita e o que você não gostou... Você acha que o amor é o suficiente para sustentar uma relação? Ou que tudo pode ser superado quando se ama alguém? Será que vale a pena mesmo passar por cima de todo passado e de tudo que aconteceu quando um casal se ama? A história do e da tem um final aberto, talvez porque para cada pessoa existe uma resposta para essas perguntas e consequentemente, para cada pessoa existe um final para essa historia. O motivo do término também não é explicado na historia, basta sabermos que talvez muitos erros foram cometidos de ambas as partes, erros esses que o levaram ao fim do relacionamento, e que, naquele momento, talvez a dor daqueles erros foi maior que a dor da separação... E se um relacionamento chega a esse ponto, será que existe volta? Será que quando a dor passa e a saudade começa a falar mais alto, os erros são perdoados e tudo pode ser deixado para trás? A sua resposta pra essas perguntas que te levarão ao final feliz (seja sua resposta positiva ou negativa, você só precisa seguir seu coração e descobrir aonde seu final feliz está, seja ele sozinha, ao lado do personagem principal dessa historia ou com uma pessoa completamente diferente). Enfim, deixe suas duvidas, sugestões e me contem os babados aqui em baixo. Obrigada por ler.




Qualquer erro nessa fanfic e reclamações somente no email.




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