Paraíso Proibido

Capítulo Único

- Você não vai dividir um quarto. - O pai de disse, atraindo a atenção de todos na porta da escola. Nossa turma havia pago uma viagem de três dias a capital, mas em uma escola com tantos mauricinhos, era óbvio que alguns pais iriam fazer drama sobre nossa hospedagem.
Seriam quartos duplos, da forma que conseguíssemos nos organizar. A maioria de nós já tinha mais de dezesseis anos, não cabia a escola cuidar da acomodação de ninguém, apenas zelar por nossa segurança. Eu ouvia afastado o pai de negociar um quarto só pra ela com o diretor, mimando a garota até a distância.
Mal sabia ele que o meu quarto eu não havia nem pago apenas para ficar com ela.
- Acho que já sou crescidinha o suficiente para decidir o que quero ou não fazer. São normas da escola, mãe. Se está insatisfeita, que me alugue um cinco estrelas de uma vez. - Dito isso, minha garota entrou no ônibus com sua mala de mão e toda minha sanidade. Sorri seguindo o mesmo caminho, mas fui interrompido com um braço na porta.
- Eu quero você bem longe dela. - Sua mãe disse firme, e eu só encarei profundamente seus olhos antes de revirar os meus e entrar no veículo. Os pais de não apoiavam em nada nosso pseudo-relacionamento. Eu era o garoto errado que estava corrompendo sua menina. Era verdade, porém eu bem me orgulhava disso.
- Acho que com certeza ela te convenceu a se afastar de mim, não? - Ela fez bico e eu não me segurei em roubar um beijo ali mesmo. As poucas pessoas ali no ônibus pareciam não se importar, preocupadas demais com suas próprias vidas. Porém eu podia ouvir os pais de dentro do carro exorcizando sob o meu nome.
- Você é uma menina má. - Acabei por dizer, as mãos dela brincando com o cós da minha calça. Toda a galera entrou de uma vez e então eu sabia que estávamos partindo a um fim de semana especial. Seria o maior tempo que eu passaria com minha garota e queria tornar essa lembrança inesquecível.
- Já ouviu dizer que o proibido é mais gostoso? - Eu não sabia a que ela se referia. Porém só tinha que concordar.

- Chegamos amor. - Abri meus olhos encontrando os de muito perto. Eu havia dormido em seu colo e ela havia se curvado sobre mim para me despertar com um selinho.
A maior parte das pessoas já estava em pé juntando suas coisas. Eu particularmente não havia levado muita coisa além de algumas roupas e cartões de algumas lojas de alugueis de veículos, mas a maioria havia exagerado na bagagem do fim de semana.
me puxou pela mão e eu podia ver estampado na cara de cada um que nosso lance não parecia errado apenas para os pais dela. O garoto problema e a patricinha só tinham paz mesmo nos filmes de comedia romântica.
Eu até me sentia mal por estar corrompendo uma garota tão brilhante. Mas quando a via se deitar e me chamar pelo dedo, a história se transformava em outra.O Zayn "badboy", que fugia das aulas, dava rolês de moto e bebia nos intervalos das aulas se transformava no cara ideal... Idealizado por ela e só para ela. E ela virava a minha garota. Longe da menina mimada, protegida dos pais. Minha guerra, minha fúria... Minha mulher..
Ela me excitava apenas por existir. Por isso, após o check-in, subimos para o quarto e no mesmo instante a prendi sob meus braços trancando a porta por trás de sua cintura.
Sua boca foi a minha decidida, e meus braços direto a seu bumbum apertando-os com veemência. Meu corpo era viciado, ela era minha endorfina.
Minhas mãos agilmente removeram seu vestido com calma, e enquanto ela se embaralhava com a lingerie e eu tirava minhas próprias roupas. Tropecei nas malas, o que a fez rir um pouco e eu finalmente observar o quarto. A decoração gentil me lembrava da casa de , e achei graça por nossa afobação nem nos deixar reparar nisso. Pensei em falar alguma coisa, mas desisti da ideia seguindo-a direto até a cama. Deitei-me por cima dela, a beijando e brincando com sua intimidade. Ela me masturbava com dificuldade, visto que seu menor toque já me endurecia cada segundo mais.
- Dentro. - Ela sibilou pra mim, minha intimidade apenas roçando na sua, enquanto ela arqueava o quadril buscando mais contato. Eu achava o sexo tão excitante quanto as preliminares, e cada coisa tinha seu momento. Porém, estar dentro dela era minha perdição, e minha tortura era ter que esconder aquilo que tínhamos. Ela era minha, e eu era dela, corpo e coração, no sexo e fora dele.
Acelerei os movimentos, colocando mais força nos quadris. No sexo eu descontava minhas frustrações por não ser um homem suficiente para aquela mulher, por não conseguir ser aceito. Ela quase gritava e eu percebi que podia a estar machucando. Mas voltei a investir com força a vendo reclamar com a falta de intensidade.
Eu queria aquilo a todo momento, ela pra mim. Não em uma viagem, não em fugas escondidas e intervalos do colégio. Eu precisava dela sendo minha o tempo todo.
- Foge comigo. - Sussurrei em seu ouvido. Senti seu interior me apertando e foi minha vez de urrar, com ela rebolando sobre mim, claramente fazendo uma confusão com o verbo "fugir". - Fugir, minha menina safada. Disse sob seus seios, enquanto ela ainda me fodia por cima.
- Fugir? - Ela parecia confusa. Seu orgasmo estava chegando, eu não culpava sua lerdeza nesse momento. Ela desacelerou o movimento, apenas me sentindo, e continuou a me encarar. - Vamos fugir.
- Você... Você fala sério? – Acabei questionando meio que como um idiota.
- Eu não sei. - Ela voltou a rebolar mais decidida. - Você precisa me dar um motivo... Uma razão pra me fazer abandonar... Abandonar minha vida perfeita pra fugir com um marginal. - A provocação com nossos estereótipos. Deitei-a e fiz nosso orgasmo coincidir com uma sensação libertadora.
- Eu quero te pedir em namoro. - Eu ainda estava respirando com dificuldade quando terminei de dizer.
- Pois peça. - Ela se deitou sob meu ombro. - Eu adoraria ser a senhora .
- E quem disse que eu penso em ficar pra sempre com você? Casar é para os fracos.
- Conheço alguém que me diz suficientemente que não se importaria de viver toda a vida comigo. - Ela agarrou meu pau e foi como se o maldito já estivesse pronto pra outra, mesmo que eu estivesse destruído. - Nós não precisamos fugir. Você é meu namorado. Eles vão ter que te aceitar do jeito que você é.
E nisso ela tinha razão. Nos completávamos justamente por sermos diferentes. Peças comuns não se encaixam, quebra-cabeças comuns não tem graça. Era bom que o mundo logo percebesse que nada iria mudar. Ela era minha doce menina. E por mais que eu tentasse, eu nunca serei um bom rapaz!



Fim




Nota da autora: Sem nota.







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