Prólogo
Ela não sabia que estava sendo observada.
Enquanto caminhava pelas ruas calmas da sua cidade ao entardecer, algo no ar parecia diferente. O céu tinha aquele tom entre o lilás e o dourado que só aparece quando o tempo parece cansado de seguir em frente.
O mundo estava igual, mas... algo nela não estava.
Parou em frente à vitrine de uma loja antiga — uma daquelas que vendiam vinis e fitas cassetes, agora quase extintas. Lá dentro, uma música tocava baixinho. Uma melodia que você não ouvia há anos.
A garota fechou os olhos por um momento, se permitindo sentir.
Era só isso: sentir.
E foi então que ele apareceu.
Sem aviso, sem som. Como se sempre tivesse estado ali.
Com os olhos escuros e atentos demais para alguém que deveria apenas estar passando. Como se enxergasse não só o que você era… mas o que você já tinha sido.
Ou o que ainda seria.
Ela não soube dizer se ele era bonito. Pelo menos não de imediato.
Mas havia algo na maneira como ele te olhou — como se tivesse esperado por esse encontro por muito tempo, talvez tempo demais — que te fez parar de respirar por um instante.
— Você consegue me ver? — A voz dele era baixa, quase surpresa. Como se ele não esperasse ser percebido.
Ela franziu o cenho.
— Claro que consigo. Por quê? Era pra eu não conseguir?
Ele sorriu, de leve. Um sorriso que parecia praticado na frente de um espelho que nunca mostrou reflexo.
— Só queria ter certeza.
Ela não sabia, então.
Mas aquele seria o começo de algo que nem mesmo o tempo conseguiria controlar.
Porque a primeira vez que a amou…
…foi no futuro.
Enquanto caminhava pelas ruas calmas da sua cidade ao entardecer, algo no ar parecia diferente. O céu tinha aquele tom entre o lilás e o dourado que só aparece quando o tempo parece cansado de seguir em frente.
O mundo estava igual, mas... algo nela não estava.
Parou em frente à vitrine de uma loja antiga — uma daquelas que vendiam vinis e fitas cassetes, agora quase extintas. Lá dentro, uma música tocava baixinho. Uma melodia que você não ouvia há anos.
A garota fechou os olhos por um momento, se permitindo sentir.
Era só isso: sentir.
E foi então que ele apareceu.
Sem aviso, sem som. Como se sempre tivesse estado ali.
Com os olhos escuros e atentos demais para alguém que deveria apenas estar passando. Como se enxergasse não só o que você era… mas o que você já tinha sido.
Ou o que ainda seria.
Ela não soube dizer se ele era bonito. Pelo menos não de imediato.
Mas havia algo na maneira como ele te olhou — como se tivesse esperado por esse encontro por muito tempo, talvez tempo demais — que te fez parar de respirar por um instante.
— Você consegue me ver? — A voz dele era baixa, quase surpresa. Como se ele não esperasse ser percebido.
Ela franziu o cenho.
— Claro que consigo. Por quê? Era pra eu não conseguir?
Ele sorriu, de leve. Um sorriso que parecia praticado na frente de um espelho que nunca mostrou reflexo.
— Só queria ter certeza.
Ela não sabia, então.
Mas aquele seria o começo de algo que nem mesmo o tempo conseguiria controlar.
Porque a primeira vez que a amou…
…foi no futuro.
Capítulo Um - Fora do Eixo
Era quente demais. Barulhento demais. Cheiroso demais.
piscou contra a luz intensa do fim de tarde, os olhos ajustando-se lentamente ao dourado empoeirado que parecia emanar do céu. Ele aterrissara — embora esse fosse um termo técnico impreciso. Não havia queda. Não havia impacto. Apenas... transição. Um segundo estava no Cubo de Estabilização Temporal, cercado por metal e silêncio absoluto; no seguinte, estava ali, em plena rua, cercado por vida pulsante.
Sentiu os sensores da roupa vibrarem sob a pele. O campo gravitacional estava ativo. A aparência, ajustada. Nenhum rastro detectável.
Mas dentro dele, algo parecia errado. Não com o ambiente. Com ele mesmo.
Era a primeira vez que sua missão envolvia inserção direta. Nos treinamentos, falavam que a "zona de impacto temporal" causava confusão leve, tontura. Mas isso era diferente. Ele sentia o ar de outro jeito. Ele o sentia.
Sentir.
Palavra proibida.
pressionou o botão no pulso para confirmar a leitura temporal.
2025.09.09 — 17h21. Localização: Terra 1.1. Setor Sul-Americano. Estado: Estável.
Ele respirou fundo, mais por imitação do que por necessidade.
A missão era simples: observar o comportamento humano emocional em sua forma mais crua, num dos períodos considerados "altamente instáveis", antes do Controle Emocional Global ser implementado.
Interação direta? Proibida.
Conexão afetiva? Terminantemente vetada.
Desvio de foco? Punível com reset cerebral completo.
Mas naquele momento, tudo isso parecia... distante.
deu os primeiros passos, desajeitados, sentindo o chão sob os tênis como se fosse um território estrangeiro. As calçadas eram irregulares. A brisa carregava cheiro de pão recém-assado misturado com gasolina. Crianças gritavam, bicicletas passavam, uma música tocava em algum lugar como se flutuasse no ar.
v Era barulhento, caótico. Imperfeito. E absolutamente fascinante.
v Ele parou em frente a uma vitrine, distraído com o reflexo distorcido que via de si mesmo. Ali, na imagem do vidro, estava o agente: cabelo escuro, casaco leve, olhar treinado. Mas havia outra coisa também. Um brilho que não pertencia a nenhum protocolo.
Foi quando ele a viu.
Parada alguns passos à frente, olhando para dentro da mesma loja, mas de outro ângulo. Uma garota, com os olhos semicerrados, ouvindo a música como se o mundo tivesse parado só para isso.
E, naquele instante, ele soube. Ela não era parte da missão.
Ela era o erro.
Ou talvez… o motivo.
hesitou.
Milhões de arquivos de voz, condutas, reações humanas haviam sido implantados em sua mente. Ele sabia como se comportar. Como parecer "normal". Mas o que sentia ali, ao te ver, não estava em nenhum dos bancos de dados. Não era programação.
Era... algo mais. Algo que atravessou o tempo como um raio silencioso e caiu direto no centro de algo que ele nem sabia que tinha.
Coração? Talvez.
Ela virou o rosto, e os olhos de vocês se encontraram. Por um instante, ele achou que não fosse acontecer nada. Que você o atravessaria como qualquer outra figura do passado.
Mas a garota o viu.
De verdade.
— Você consegue me ver? — escapou. Baixo, quase para si mesmo.
Ela franziu a testa, surpresa.
— Claro que consigo. Por quê? Era pra eu não conseguir?
Um sorriso involuntário nasceu nos lábios dele.
E naquele segundo, entre você e o reflexo da vitrine, entre o calor e o caos, sentiu o tempo girar fora do eixo. Ele acabara de quebrar sua primeira regra.
E, estranhamente... não se importava.
***
A garota não costumava notar estranhos.
Ela tinha o hábito de viver entre distrações — músicas com letras bonitas, vitrines com objetos antigos, pensamentos que pareciam mais vivos que o presente ao redor. Mas algo naquele fim de tarde a fez olhar para o lado.
Talvez tenha sido o silêncio inesperado em meio ao caos.
Ou talvez fosse só ele.
O garoto parado a poucos passos dali não parecia pertencer àquela cena. Não ao bairro, não ao calor, não àquela luz preguiçosa que dourava os telhados. Havia algo na postura dele — rígida demais para alguém tão jovem, mas ao mesmo tempo... frágil. Como quem está vendo tudo pela primeira vez.
Ela demorou um segundo a mais do que o normal para desviar os olhos. E foi nesse segundo que ele falou.
— Você consegue me ver?
A garota arqueou uma sobrancelha, confusa.
Não era o tipo de pergunta que se fazia a um desconhecido. Não naquele tom. Não com aquele olhar.
— Claro que consigo. Por quê? Era pra eu não conseguir?
Ele sorriu. Um sorriso breve, quase tímido, que desapareceu antes de se firmar.
— Só queria ter certeza.
Ela o encarou por mais um instante, esperando talvez que ele dissesse algo mais, ou que se desculpasse pela abordagem estranha. Mas ele não fez nenhuma das duas coisas. Apenas continuou ali, como se o tempo tivesse permitido que existissem naquela cena um pouco mais do que o natural.
— Você não é daqui, né? — perguntou ela, num tom mais curioso do que desconfiado.
Ele hesitou. Pequena pausa. Então, balançou a cabeça.
— Não... Sou novo na cidade.
— Isso explica — disse, com um meio sorriso — o jeito perdido. E a roupa. Parece ter saído de um ensaio editorial dos anos 90 com orçamento futurista.
Ele olhou para si mesmo como se estivesse vendo as próprias roupas pela primeira vez. Não parecia ofendido, só... intrigado.
— Gosto da mistura de tempos. — respondeu.
A garota não soube dizer se era uma resposta sincera ou apenas um improviso elegante. Mas havia algo na voz dele que a deixava em dúvida sobre tudo. Como se estivesse escutando alguém que ensaiou cada palavra, mas ainda assim falava com emoção.
Ela decidiu dar dois passos adiante, se posicionando mais próxima da vitrine.
— Essa loja é meio esquecida. Ninguém repara nela, normalmente. Como achou?
— Eu não procurei. Ela me achou.
A garota o olhou de novo. Ele não falava como um turista. Falava como alguém que observava o mundo de fora. Um visitante de um tempo diferente. Um estranho que não se esforçava para parecer comum, e ainda assim… havia algo reconfortante nele.
Talvez fosse o jeito como seus olhos pareciam procurar coisas que ninguém mais via.
— Você tem nome? — perguntou ela.
Ele hesitou mais uma vez. Uma pausa milimétrica, como se estivesse fazendo cálculos invisíveis.
— .
— ? Diferente. Soa coreano.
— É. Eu sou… de lá.
Ela assentiu, mesmo sem acreditar completamente.
— Eu sou a garota que vai te levar até a cafeteria mais antiga da cidade, então. Tem ventiladores barulhentos, móveis que rangem e o melhor bolo de limão da região. Serve?
pareceu processar a frase como quem decodifica um idioma novo. Então, assentiu.
— Serve.
E com isso, começaram a andar. Ela à frente, conduzindo com passos leves. Ele ao lado, flutuando entre o deslumbramento e o cálculo silencioso de cada gesto dela.
O tempo, por ora, não reclamava, deixava que os dois andassem juntos. Que dividissem a mesma rua. Mesmo que pertencessem a eras diferentes.
E ali, no meio de tudo aquilo que ela considerava comum, olhava para cada detalhe com olhos de alguém que carregava toda uma linha do tempo presa dentro do peito.
piscou contra a luz intensa do fim de tarde, os olhos ajustando-se lentamente ao dourado empoeirado que parecia emanar do céu. Ele aterrissara — embora esse fosse um termo técnico impreciso. Não havia queda. Não havia impacto. Apenas... transição. Um segundo estava no Cubo de Estabilização Temporal, cercado por metal e silêncio absoluto; no seguinte, estava ali, em plena rua, cercado por vida pulsante.
Sentiu os sensores da roupa vibrarem sob a pele. O campo gravitacional estava ativo. A aparência, ajustada. Nenhum rastro detectável.
Mas dentro dele, algo parecia errado. Não com o ambiente. Com ele mesmo.
Era a primeira vez que sua missão envolvia inserção direta. Nos treinamentos, falavam que a "zona de impacto temporal" causava confusão leve, tontura. Mas isso era diferente. Ele sentia o ar de outro jeito. Ele o sentia.
Sentir.
Palavra proibida.
pressionou o botão no pulso para confirmar a leitura temporal.
Ele respirou fundo, mais por imitação do que por necessidade.
A missão era simples: observar o comportamento humano emocional em sua forma mais crua, num dos períodos considerados "altamente instáveis", antes do Controle Emocional Global ser implementado.
Interação direta? Proibida.
Conexão afetiva? Terminantemente vetada.
Desvio de foco? Punível com reset cerebral completo.
Mas naquele momento, tudo isso parecia... distante.
deu os primeiros passos, desajeitados, sentindo o chão sob os tênis como se fosse um território estrangeiro. As calçadas eram irregulares. A brisa carregava cheiro de pão recém-assado misturado com gasolina. Crianças gritavam, bicicletas passavam, uma música tocava em algum lugar como se flutuasse no ar.
v Era barulhento, caótico. Imperfeito. E absolutamente fascinante.
v Ele parou em frente a uma vitrine, distraído com o reflexo distorcido que via de si mesmo. Ali, na imagem do vidro, estava o agente: cabelo escuro, casaco leve, olhar treinado. Mas havia outra coisa também. Um brilho que não pertencia a nenhum protocolo.
Foi quando ele a viu.
Parada alguns passos à frente, olhando para dentro da mesma loja, mas de outro ângulo. Uma garota, com os olhos semicerrados, ouvindo a música como se o mundo tivesse parado só para isso.
E, naquele instante, ele soube. Ela não era parte da missão.
Ela era o erro.
Ou talvez… o motivo.
hesitou.
Milhões de arquivos de voz, condutas, reações humanas haviam sido implantados em sua mente. Ele sabia como se comportar. Como parecer "normal". Mas o que sentia ali, ao te ver, não estava em nenhum dos bancos de dados. Não era programação.
Era... algo mais. Algo que atravessou o tempo como um raio silencioso e caiu direto no centro de algo que ele nem sabia que tinha.
Coração? Talvez.
Ela virou o rosto, e os olhos de vocês se encontraram. Por um instante, ele achou que não fosse acontecer nada. Que você o atravessaria como qualquer outra figura do passado.
Mas a garota o viu.
De verdade.
— Você consegue me ver? — escapou. Baixo, quase para si mesmo.
Ela franziu a testa, surpresa.
— Claro que consigo. Por quê? Era pra eu não conseguir?
Um sorriso involuntário nasceu nos lábios dele.
E naquele segundo, entre você e o reflexo da vitrine, entre o calor e o caos, sentiu o tempo girar fora do eixo. Ele acabara de quebrar sua primeira regra.
E, estranhamente... não se importava.
A garota não costumava notar estranhos.
Ela tinha o hábito de viver entre distrações — músicas com letras bonitas, vitrines com objetos antigos, pensamentos que pareciam mais vivos que o presente ao redor. Mas algo naquele fim de tarde a fez olhar para o lado.
Talvez tenha sido o silêncio inesperado em meio ao caos.
Ou talvez fosse só ele.
O garoto parado a poucos passos dali não parecia pertencer àquela cena. Não ao bairro, não ao calor, não àquela luz preguiçosa que dourava os telhados. Havia algo na postura dele — rígida demais para alguém tão jovem, mas ao mesmo tempo... frágil. Como quem está vendo tudo pela primeira vez.
Ela demorou um segundo a mais do que o normal para desviar os olhos. E foi nesse segundo que ele falou.
— Você consegue me ver?
A garota arqueou uma sobrancelha, confusa.
Não era o tipo de pergunta que se fazia a um desconhecido. Não naquele tom. Não com aquele olhar.
— Claro que consigo. Por quê? Era pra eu não conseguir?
Ele sorriu. Um sorriso breve, quase tímido, que desapareceu antes de se firmar.
— Só queria ter certeza.
Ela o encarou por mais um instante, esperando talvez que ele dissesse algo mais, ou que se desculpasse pela abordagem estranha. Mas ele não fez nenhuma das duas coisas. Apenas continuou ali, como se o tempo tivesse permitido que existissem naquela cena um pouco mais do que o natural.
— Você não é daqui, né? — perguntou ela, num tom mais curioso do que desconfiado.
Ele hesitou. Pequena pausa. Então, balançou a cabeça.
— Não... Sou novo na cidade.
— Isso explica — disse, com um meio sorriso — o jeito perdido. E a roupa. Parece ter saído de um ensaio editorial dos anos 90 com orçamento futurista.
Ele olhou para si mesmo como se estivesse vendo as próprias roupas pela primeira vez. Não parecia ofendido, só... intrigado.
— Gosto da mistura de tempos. — respondeu.
A garota não soube dizer se era uma resposta sincera ou apenas um improviso elegante. Mas havia algo na voz dele que a deixava em dúvida sobre tudo. Como se estivesse escutando alguém que ensaiou cada palavra, mas ainda assim falava com emoção.
Ela decidiu dar dois passos adiante, se posicionando mais próxima da vitrine.
— Essa loja é meio esquecida. Ninguém repara nela, normalmente. Como achou?
— Eu não procurei. Ela me achou.
A garota o olhou de novo. Ele não falava como um turista. Falava como alguém que observava o mundo de fora. Um visitante de um tempo diferente. Um estranho que não se esforçava para parecer comum, e ainda assim… havia algo reconfortante nele.
Talvez fosse o jeito como seus olhos pareciam procurar coisas que ninguém mais via.
— Você tem nome? — perguntou ela.
Ele hesitou mais uma vez. Uma pausa milimétrica, como se estivesse fazendo cálculos invisíveis.
— .
— ? Diferente. Soa coreano.
— É. Eu sou… de lá.
Ela assentiu, mesmo sem acreditar completamente.
— Eu sou a garota que vai te levar até a cafeteria mais antiga da cidade, então. Tem ventiladores barulhentos, móveis que rangem e o melhor bolo de limão da região. Serve?
pareceu processar a frase como quem decodifica um idioma novo. Então, assentiu.
— Serve.
E com isso, começaram a andar. Ela à frente, conduzindo com passos leves. Ele ao lado, flutuando entre o deslumbramento e o cálculo silencioso de cada gesto dela.
O tempo, por ora, não reclamava, deixava que os dois andassem juntos. Que dividissem a mesma rua. Mesmo que pertencessem a eras diferentes.
E ali, no meio de tudo aquilo que ela considerava comum, olhava para cada detalhe com olhos de alguém que carregava toda uma linha do tempo presa dentro do peito.
CONTINUA...
Nota da autora: Sem nota.
Outras Fanfics:
Longfics: Bound by the Crown
Um Abismo entre Nós
Unwritten Rendezvous
Shadows & Fragments
Gravidade Oposta
Shortfics em geral:
MV: Fire MV: Thunder MV: Criminal MV: Deja Vú MV: In Your Fantasy MV: Rainy Days MV: Shine on Me MV: Who 03. Push & Pull
10. Games
14. Never Let You Go
06. Conexxion
10. Vroom
01. Obsession
01. Taste
05. Eternal Sunshine
07. Lovin You Mo'
04. 134340
Feche a Porta
À Primeira Vista
Um Verão Inesquecível
Confissões de Prazer
O Melhor de Mim
In The Air
Outras Fanfics:
Longfics: Bound by the Crown
Um Abismo entre Nós
Unwritten Rendezvous
Shadows & Fragments
Gravidade Oposta
Shortfics em geral:
MV: Fire MV: Thunder MV: Criminal MV: Deja Vú MV: In Your Fantasy MV: Rainy Days MV: Shine on Me MV: Who 03. Push & Pull
10. Games
14. Never Let You Go
06. Conexxion
10. Vroom
01. Obsession
01. Taste
05. Eternal Sunshine
07. Lovin You Mo'
04. 134340
Feche a Porta
À Primeira Vista
Um Verão Inesquecível
Confissões de Prazer
O Melhor de Mim
In The Air