Capítulo 1
O calor de São Paulo já estava me incomodando, mas minha mãe não parar de falar no almoço também estava começando a atrapalhar todos meus pensamentos. Na verdade, desde quando acordei tudo que pensei foi no momento que pudesse retornar para casa e jogar World of Gods.
Era um jogo de realidade virtual, onde tudo era realmente muito real. Ganhei no meu aniversário e no começo era tudo bem normal, era como jogar The Sims só que como se você vivesse realmente tudo que acontece com seu avatar.
Quis inovar e decidi participar com um avatar feminino, mas também descobri que podia ser mais eu mesmo através dela. Poderia flertar com os caras, poderia de fato beijá-los sem ter o lance de todo mundo te chamar de “viadinho” o tempo todo; sem contar que sempre a outra pessoa vai querer manter em segredo para não passar por isso.
No entanto, tudo mudou quando tive a primeira dança com um avatar chamado Rocky. Obviamente que seu avatar era lindo, como todos geralmente eram muito bem montados, no entanto a forma como ele falava comigo, e o tanto que nos dávamos bem só deixou aquele lugar ainda mais viciante para mim.
Estava louco para sair daquela mesa e ir encontrar com Rocky - com certeza ele deveria estar esperando por sua Fox, que era a minha avatar. Hoje ele iria reservar um quarto somente para eles e a Fox iria finalmente dançar para ele. Estava ansioso para isso e sentia até meu coração batendo aceleradamente.
Terminei meu prato, levantando e o lavando rapidamente na pia, ou minha mãe nem ia deixar eu sair do ambiente. Fui até meu quarto, largando minha mochila da escola no chão mesmo. Peguei o óculos virtual, e liguei o videogame junto com o óculos. Assim que o coloquei, apareceu as opções de roupas para a Fox.
Fox era linda, sua pele era de um dourado como aquele tom bronzeado de praia. Seu cabelo escuro comprido, seus lábios carnudos, seus olhos castanhos escuros, tão sexy quanto à noite mais escura. Ela era perfeita e poderia conseguir quem ela quisesse. Não era como eu…
Respirei fundo e escolhi uma roupa extremamente sexy: uma calça que marcava bem as curvas de Fox e um cropped da cor da calça. Deixei o cabelo solto, que deixou aquele natural bem sensual também. Então apertei o play, sentindo que minhas mãos estavam tremendo por causa da ansiedade.
Fui direcionado logo para um quarto que tinha uma iluminação lilás, ou roxo, não sabia dizer, mas era lindo porque as paredes eram todas brancas. Rocky estava sentado no chão no canto esquerdo da parede e quando me viu, um sorriso ladino surgiu em seus lindos lábios.
— Você demorou — comentou e se levantou, fazendo meu coração bater mais forte.
— Sentiu minha falta? — A voz de Fox era rouca e aveludada, bem sexy.
— Todos os dias — respondeu passando seus incisivos em seu lábio inferior.
— Que fofo — brinquei.
— Você não sente?
Ergui um ombro.
— Talvez.
Ele se aproximou mais, descendo seus olhos por todo meu corpo.
— Está fazendo um jogo comigo, Fox? — Vi sua sobrancelha sendo arqueada.
— Não estamos em um?
— Às vezes quero acreditar que não — confessou como um sussurro.
— Aqui é melhor do que a realidade — presumi.
Rocky umedeceu seus lábios, os deixando lustrosos, concordando comigo.
— Podemos esquecer ela por essas horinhas que ficamos juntos aqui. O que acha? — Estendi a mão para ele.
Vi seus lábios se curvarem em um sorriso largo e sua mão segurar a minha, me puxando contra seu corpo forte e musculoso.
— O que você vai dançar para mim? — sussurrou no meu ouvido.
— Por que não dançamos juntos? — Virei meu rosto para roçar os lábios em seu maxilar.
— Interessante — afirmou. — Que música?
— Por que não Envolver da Anitta?
Ouvi ele rir soprado.
— Quer me excitar?
Grunhi baixinho com sua mordida no meu lóbulo, passando sua barba no meu rosto. Não conseguia explicar, mas era impossível não sentir como se fosse na minha pele mesmo.
— E se eu quiser?
— Vai ter consequências.
— Quais? — me afastei e o encarei.
— Vou precisar de você para me ajudar com isso — respondeu simplesmente.
— Quem sabe… — provoquei.
— Você não deveria me provocar assim — murmurou manhoso.
— Gosto de brincar com o perigo — declarei.
Rocky era bem mais alto do que a Fox, era negro, alto, lindo, impecavelmente belo. Não tinha um defeito. Os olhos amendoados, porém pela falta de luz ficavam mais escuros. Os lábios deliciosamente voluptuosos. Cada músculo me dava água na boca de vontade de lamber um por um.
— Você me considera um perigo? — Mordeu e prendeu seu próprio lábio, para brincar com a minha sanidade.
— Definitivamente.
— Isso é bom ou ruim?
— Ambos. — Ri nasalado. — Vamos dançar?
Foi sua vez de rir e então se afastar um pouco, ajeitando sua calça e passando seu polegar no canto de seus lábios, enquanto me encarava desejosamente.
— Nos coloquem no clipe de Envolver da Anitta — pediu em um tom firme.
O ambiente inteiro se transformou para exatamente como era no clipe e aquilo me fez sorrir. Assim como as minhas roupas mudaram para as que ela usava no clipe, e as de Rocky também.
Cacete! Ele estava tão sexy e gostoso.
Comecei a caminhar, cantarolando a letra que era de lei, todo mundo sabia basicamente. Mas precisava confessar que a forma como Rocky me encarava deixava cada centímetro do meu corpo queimando. Ele me olhava com tanto desejo que até mesmo meu coração batia ardentemente.
Antes de chegar no refrão, ele veio até mim, parando atrás. Então inclinei meu tronco para frente e empinei minha bunda para trás, sentindo seu quadril pressionado ali, quase me fazendo suspirar. Apoiei minhas mãos no meu joelho e movimentei meu quadril de acordo com as batidas da música, para baixo e para cima.
Suas mãos deslizaram por minha barriga quando joguei meu tronco para trás, grudando em seu peito, e sorri ladino com seus lábios deslizando pela lateral do meu pescoço, deixando minha pele completamente arrepiada. Conseguinte, Rocky empurrou meu tronco com força para frente, onde eu apoiei minhas mãos no chão, deixando minha bunda ainda mais empinada para cima, tendo que abrir um pouco mais minhas pernas para não perder o equilíbrio.
Balancei minha bunda de um lado para outro e debaixo para cima contra seu quadril, sentindo suas mãos fortes apertando minha cintura com força para trás. Voltei a erguer meu tronco e Rocky me jogou na parede, onde encostei minha testa no meu antebraço enquanto rebolava contra seu corpo. Sorri fraquinho e virei meu corpo de frente para ele na hora certa da música, roçando agora na parede.
Levei minha mão até seu peito e o empurrei para trás, vendo ele sorrir safado enquanto caminhava para trás, ainda o empurrando. Assim que parei, mantive meus olhos fixos e aprofundados nos seus, não conseguindo ignorar as batidas do meu coração que ficavam cada vez mais fortes. Mordi meu lábio inferior e comecei a rebolar avidamente de um lado para o outro conforme ia descendo vagarosamente na sua frente, deixando minha mão ir descendo por todo seu peitoral.
Quando meu rosto ficou de frente ao seu quadril, subi novamente da mesma forma e joguei meu tronco para o lado esquerdo do dele, dando uma rebolada e rindo fraco com seus tapas gostosos na minha nádega direita. Assim que retornei a ficar de pé, segurei em seus ombros e pulei em colo, abraçando sua cintura com minhas pernas e sentindo suas mãos em cada lado da minha bunda.
Encostei nossas testas e senti seu nariz passando pelo meu, me fazendo finalmente suspirar e esfregar o meu de volta pelo seu. Ergui um pouco meu rosto ao senti-lo passar seus lábios pelo meu queixo, descendo por baixo dele e os deslizando por todo meu pescoço até meu busto. Mordi meu lábio com ele caminhando comigo em seu colo até que o soltei e deixei meu corpo cair para trás porque confiava nele. Céus, confiava cegamente em alguém que nunca nem sequer tinha visto antes.
Sabia que era um jogo, e se algo acontecesse com seu personagem não te atingia diretamente e fisicamente. Mas tudo que estava sentindo não era apenas Fox, era eu, , que estava sentindo tudo aquilo intensamente.
Senti minhas costas no chão, e o encarei fazendo aquele passo de dança perfeito que tinha no clipe, onde o bailarino praticamente mergulha no chão em cima de Anitta, de um jeito fodidamente sexy. Seu corpo deitado ao lado do meu, seu braço a cima do meu peito, onde ele o movimentou de acordo com meu buço que se ergueu para acompanhar a batida da música.
Virei de bruços no instante seguinte e fiz a mesma coisa com minha bunda, erguendo e abaixando acompanhando o ritmo sensual e gostoso da melodia. O próximo passo, foram suas mãos segurando minha cintura e me puxando para cima de seu corpo, deixando minhas costas colada em seu peito, fazendo então apenas nossos quadris subirem e descerem umas três vezes e depois me impulsionou com força para que eu conseguisse levantar de uma só vez.
Deixei minha bunda ainda empinada para ele, enquanto rebolava e voltava a cantarolar a música. Levantei e remexi meu quadril até o chão, ficando de joelhos enquanto ainda fazia o movimento de um lado para o outro com minha cintura. Não tirei os meus olhos dos de Rocky em nenhum segundo, conseguindo ler sua mente através de seus olhos que flamejavam de desejo.
Aquilo era tão bom… Se sentir desejado.
Quer dizer, só conseguia me sentir assim quando estava no corpo da Fox, ela era linda e gostosa, já eu… Era apenas um garoto do ensino médio.
Decidi não pensar nisso enquanto dançava para Rocky.
Quando voltou novamente ao refrão, voltei ficar de costas para ele, que segurava em minha cintura enquanto me esfregava debaixo para cima em seu corpo. Até que veio aquela pausa gostosa da música que o fez dar um puxão forte no meu quadril, batendo o seu fortemente contra minha bunda, me fazendo quase ir de quatro para o chão, rebolando melodiosamente, erguendo e movimentando meus glúteos até que meu corpo todo ficasse rente ao chão.
Fechei os meus olhos quando senti o corpo de Rocky sobre o meu e seus lábios beijando e mordendo meu lóbulo, assim como sentia seu quadril sendo pressionado contra minha bunda. Não podia evitar ficar excitado sentindo aquilo, desejando muito que fosse até mesmo em vida real.
— Você acha que poderia gostar de mim sem ser pela Fox? — sussurrei a pergunta.
— Você é a única pessoa com quem eu posso conversar e ser eu mesmo — murmurou em resposta.
— Sério? — Virei meu rosto e o encarei por cima do meu ombro.
— Sim. — Suspirou. — Posso estar rodeado de pessoas, mas nenhuma delas parece se importar comigo. Nenhuma quer realmente ouvir o que sinto, o que quero de verdade. E tudo é frescura para eles.
Deitei meu rosto em meu braço e respirei fundo.
— Isso parece solitário — sussurrei.
— Não me sinto assim contigo — falou seriamente e me puxou para que me deitasse de frente para ele, que ainda estava em cima de mim.
Deixei os meus dedos alisarem sua nuca, pegando alguns de seus fios e a seguir senti seus lábios colados aos meus. Inverti nossas posições, subindo em cima dele, me deitando sobre o seu corpo e o beijei com suavidade e carinho, deixando meus lábios quase que acariciarem os seus com mansidão, até mesmo fazia meu nariz esbarrar no seu. Sorri levemente contra os seus lábios com aquela sensação boa que me tomava, um sentimento bom, calmo. Suspirei com seu carinho em minhas costas e deixei minha língua alisar a sua lentamente.
Minha mão esquerda segurou a lateral de seu pescoço, onde fiquei passando meu polegar apertadamente em sua pele. Minha língua adentrou mais em sua boca e suspirei contra. Tombei minha cabeça para o lado oposto e deixei minha língua ficar acariciando a sua com lentidão pela parte de cima. Arfei com seus dedos apertando meu cabelo e esfreguei meus lábios nos seus debaixo para cima. Uni minhas sobrancelhas pela forma como deixou o beijo mais intenso ao afundar mais sua língua na minha boca e gemi baixinho, fazendo meu corpo subir um pouco mais no seu e se esfregar de leve, enquanto devolvia o beijo da mesma forma, indo e voltando com minha língua, lambendo a sua pelos lados.
Pressionei meus lábios nos seus e chupei o seu inferior de forma rápida, porém sútil, voltando a afundar minha língua todinha em sua boca, o beijando com extrema profundidade. Minha mão apertou seu pescoço de leve e meu dedo alisou seu maxilar lentamente de um lado para o outro. Soltei um gemido baixinho com ele me segurando de um jeito muito gostoso, suas mãos pressionando meu corpo contra si, passando em minhas costas até as minhas coxas. Esfreguei um pouco mais em seu corpo. Meu corpo se arrepiou com sua mão descendo até minha bunda e a minha outra mão apertou seu ombro.
Seu gemido me deixou quente e me fez ofegar suavemente repetidas vezes dentro de sua boca, até mesmo de forma manhosa. Grunhi fraquinho com ele me lambendo assim e esfreguei meu corpo ao descer e subir, deslizando sobre ele e apertando seu ombro. Quando me deixou melhor encaixada, obviamente a Fox, fiz a outra perna da minha personagem passar pela sua que estava deitada, deixando-a no meio das minhas e então me esfreguei um pouquinho mais, me apertando contra o seu corpo. Mordi seu lábio e o puxei com meus dentes ao sentir sua mão subindo, devolvendo o beijo com a mesma intensidade.
Meu corpo chegou esquentar tanto que sentia até mesmo minha camisa quente, como toda a minha pele que queimava. Gemi um pouco alto contra sua boca com ele pegando minha bunda daquele jeito e o beijei com mais tesão, subindo em cima dele mesmo, fazendo sua perna descer para a minha outra ir para o lado de seu corpo, o deixando no meio. Desci uma das minhas mãos pelo seu peito, apertando e esfregando minha palma nele até descer para seu abdômen, levantando um pouco o tecido de sua camisa e arranhando sua barriga. Mas acabei soltando um grunhido manhoso com ele apertando minha bunda de novo e me esfreguei nele, lentamente e apertado.
Queria que fosse eu mesmo… Mas estava me contentando que estava sentindo pela Fox que estava com sua calcinha bem molhada e minha cueca… Apertada.
Deixei mais uns gemidinhos saírem contra seus lábios com a forma como me beijava. Esfreguei os lábios debaixo para cima, fazendo a mesma coisa com meu quadril, sentindo o tecido da calcinha de Fox raspar em sua calça, a deixando mais molhada ainda e eu mais excitado. Fui subindo sua camisa aos poucos, até romper o beijo e puxá-la para cima, tirando de uma vez. Voltei a beijá-lo da mesma forma de antes, apertando meu corpo no seu.
Suspirei com ele me puxando contra si, arfando em seguida dentro de sua boca e chupando sua língua em um vai e vem fodidamente lento e forte. Basicamente rebolei contra sua calça, sentindo como meu coração batia forte, meu corpo queimava intensamente e a excitação crescia intensamente tanto em mim quanto na minha avatar, a qual ficava mais molhada. Fox e eu éramos a mesma pessoa, porque sentia o que ela sentia e sabia que aquilo era loucura. Então uni minhas sobrancelhas com ele segurando minha bunda e me esfreguei mais ainda em cima dele. Gemi ofegante e prolongadamente com o toque de seus dedos.
— Porra, Rocky — grunhi gostosamente contra seus lábios.
Quando senti como ele estava duro, rebolei de levinho em cima dele, arrastando de leve e gemendo manhosa. Apertei e torci seu mamilo de leve quando ouvi seu gemido fraco, suspirando dentro de sua boca. Soltei um gemido mais longo com Rocky tocando a entrada extremamente molhada de Fox, como se fosse a minha, a qual pulsou de levinho como se os seus dedos estivessem ali. Soltei uns gemidos curtos e repetitivos. Arqueei minhas costas de leve com seu toque subindo por aquela região que ficava mais quente. Grunhi roucamente com ele mexendo no clitóris, deixando que Fox quase soltasse um gritinho de prazer e meu rosto se torceu de prazer com ele voltando na minha entrada.
Sorri de lado com ele empurrando seu peito na minha mão, onde torci de novo e belisquei. Rebolei de leve em seus dedos querendo sentir mais, suspirando fortemente. Então gemi seu nome bem manhosamente e baixo, implorando por mais quando subiu novamente ao clitóris novamente, porque os espasmos de Fox resvalava em mim. Sorri com ele nos virando na cama, mordendo meu lábio inferior com aquilo. Encarei seus olhos de volta, queimando neles, me sentindo tão excitado que puta merda!
Gemi sôfrego com ele mordendo meu peito e mexi meu corpo no chão. Fiz minhas pernas se abrirem para ele quando desceu, e fiz Fox apertar seus próprios seios por cima da camisa, suspirando rouca; assim como eu também apertava os meus mamilos. Soltei um gemido mais alto com seus lábios por cima da calcinha dela, sentindo como se seus lábios quentes estivessem sobre minha cueca que ficava mais apertada a cada segundo, assim como a calcinha de Fox ficava mais encharcada. Estremeci com ele beijando minhas coxas e encarei seus olhos ao gemer seu nome de novo, bem lentamente.
Estremeci com ele chupando o tecido da peça íntima de Fox após ter tirado sua calça de uma vez, fazendo ela e eu arquear de leve nossas costas. Suspirei pesadamente e assisti ele tirar a calcinha pelas laterais, claramente ajudando-o ao erguer o quadril da minha avatar. Mordi e prendi meu lábio olhando em seus olhos com aquela cena dele no meio das minhas pernas. Meus olhos se reviraram com seus dedos tocando toda minha intimidade, me fazendo gemer um pouco mais alto naquele ambiente. Fiz a mão de Fox agarrar seu seio esquerdo com força, o amassando com a palma ao sentir ele nos lamber. Ofeguei e gemi manhosamente com ele me penetrando com sua língua.
— Céus! — grunhi torcendo meu seio e arqueando de novo minhas costas com sua língua no clitóris.
Era de fato gostoso demais!
Soltei um suspiro alto, arfando com ele nos chupando daquela forma, fazendo com que meu corpo esquentasse ainda mais por dentro, me fazendo suar e a camisa grudasse em minha pele. Gemi alto seu nome, sentindo minha voz falhar devido o ar sendo solto ofegante. Grunhi e apertei os seios com força com ele me penetrando com sua língua, fazendo minha entrada pulsar quente em volta, e meu quadril ir um pouco contra sua boca deliciosa. Levei minha mão de novo até seu cabelo, puxando seus fios, deixando meus gemidos saírem descompassados por todo o quarto, meu corpo suando ainda mais. Eu estava ficando cada vez mais quente, mais duro e Fox mais molhada.
Seu nome saiu como um urro falho com ele chupando meu clitóris de novo. Puxei seu cabelo aí sentir apertar minha bunda. Então quando voltou a esfregar minha entrada com seu dedo, me fez perder totalmente minha compostura, suspirando baixinho, mal ouvindo minha voz sair e apenas meu corpo estremecer de tesão. Grunhi um palavrão, arfando com ele me penetrando com seu dedo. Apertei meu seio com mais força, sentindo uns espasmos me percorrer todo.
— Isso… Continua! Vai! — a voz de Fox preencheu todo o ambiente quando Rocky a penetrou com sua língua também.
Fiz ela rebolar deliciosamente em sua boca, ouvindo seus gemidos abafados também se misturarem ao fundo dos meus, os dela. Nossos olhos se reviraram pelo prazer que fazia do nosso corpo ser um só. Os espasmos faziam ela e eu tremermos ardentemente. Grunhi forte, soltando uns gemidinhos roucos e gostosos para ele. Deixei meu quadril subir e descer em seus dedos, apertando-os, e rebolando, deixando meu corpo se esfregar naquele chão.
— Ah, Rocky! Puta que pariu! Isso é tão gostoso — gemi gostosamente, deixando minha voz sair lenta, ofegante.
Apertei meus dedos em meu seio, prendendo o bico entre eles para apertar com mais força. Nossa entrada pulsava mais forte, ficava mais quente, e meu corpo espasmava com extremo fervor. Soltei seu nome mais alto quando senti que estava me desmanchando em sua boca. Fox e eu gozando deliciosamente. Ela em sua boca e eu na minha cueca.
— Porra, Fox — ouvi seu grunhido. — Caralho, isso foi… Melhor do que qualquer transa que já tive!
Abri mais os meus olhos e sorri, levando minha mão até seu rosto e alisando seu rosto.
— É triste pensar que foi virtualmente, não sendo seu corpo, certo? — sussurrei aquilo.
— Você não ia gostar de quem sou de verdade — murmurou e se deitou no chão.
— Por que diz isso? — Uni as sobrancelhas.
— Porque eu sou um covarde — seu tom de voz mal saiu.
Então ele se levantou, respirando fundo.
— Preciso ir. Nos vemos amanhã? — Ergueu suas sobrancelhas.
— Sim, claro — respondi rapidamente.
Rocky sorriu também e então seu avatar desapareceu completamente. Desliguei também e joguei minha cabeça na cama, fechando os meus olhos e sorrindo. Estava precisando urgentemente de um banho, mas não conseguia parar de sorrir com o que tinha rolado.
Seria possível estar apaixonado por alguém que nunca viu?
[…]
Abri um sorriso divertido com Eloah perturbando Vicky, porque ela não parava de babar ovo dos meninos do último ano. Era para eu estar me formando, mas meus pais me colocaram tarde na escola. Minha mãe trabalhava demais e meu pai também, então acharam melhor me colocarem em um ano onde os dois estivessem mais tranquilos para poder fazer esse processo. O qual não foi nada fácil.
— só está rindo, mas sabemos que se pudesse sentava em todos — Vicky provocou, bebendo um pouco de seu suco de maçã.
— Obviamente, eu não tenho tanta opção assim como vocês tem, já que todos meninos da nossa escola são heterossexuais e os únicos gays já tem namorados, menos eu — declarei, terminando de mastigar meu sanduíche de queijo.
— Esse ano seus pais tem que deixar você ir na Parada Gay, você já tem dezoito anos! Lá você pode encontrar o amor da sua vida e finalmente perder o lacre! — a garota de cabelo rosa declarou, fazendo Eloah rolar os olhos.
— Não tem problema nenhum ele ainda ser virgem, deixa de pegar no pé dele! — mandou Eloah, sendo bem durona como sempre fora.
— Para de incentivar ele continuar virgenzão também — mandou mostrando a língua.
— Chega! A bunda é minha e quem tem que saber quando dar ou não sou eu — respondi dando um fim naquela briga.
Quando elas iam responder, os meninos passaram por ali e todos nós olhamos para eles. Era um grupo bem específico, contendo seis meninos, todos jogavam futebol, eram respectivamente da classe média alta. Todos bons alunos, afinal, porque populares que batem nos outros para ganhar nota só existe no cinema hollywoodiano.
Edgar era o garoto loiro que entrou por último no grupo, porque antes não era nada popular, afinal, lembrava perfeitamente dele fazendo careta para os meninos todas as vezes que eles passavam. Apesar de não ter nada contra nenhum deles, mas sabia perfeitamente que eles cometiam bullying sim com alguns alunos. Sempre na moita, onde ninguém pudesse ver e dedurasse eles para a diretoria, afinal, a banca de bons alunos eles adoravam manter. Edgar só foi convidado oficialmente ao grupo quando venceu o Soletrando do Luciano Hulk, o que é bem engraçado, mas ele ficou bem famosinho na cidade.
Igor um dos líderes do grupo, o qual estudou nessa mesma escola desde criança, sendo o queridinho de todos os professores por também ser o sobrinho do diretor, que o paparicava todos os dias. Inteligente, adorava ir à academia, por isso seu corpo ajudava bastante a manter os olhares quase todos para ele. Os olhos verdes escuros só perdiam para os meus. Isso na minha cabeça, mas eu adorava os meus olhos. Já fiz um trabalho com Igor uma vez quando juntaram as salas. Odiei porque seu senso de liderança não me deixou fazer nada e ele fez tudo sozinho, porque tudo que eu opinava não era bom o bastante para sair perfeito.
Pedro, o skatista gente boa, além da sua aparência lembrar o Eminem em sua melhor época, o cara era mesmo gente boa, falava com todo mundo e era extremamente engraçado. Logo depois dele vinha Ryan e Tomás que eram irmãos gêmeos. Não existia essa de um ser oposto do outro, um ser nerd e introvertido e o outro ser popular. Os dois eram populares, baladeiros, os que sempre arranjavam os melhores roles para o grupo dos meninos.
Por último, e obviamente não menos importante, estava o . O único que batia de frente com a liderança do insuportável Igor. Na minha opinião, e apostava que na de todo mundo daqui, ele também ganhava como o mais lindo de todos eles. era o mais velho, ele odiava isso porque quando era mais novo era bem rebelde e reprovou um ano. No entanto, agora ele era um dos melhores, se não o melhor da escola.
— Não consigo entender como o consegue ser tão gostoso vestindo o moletom que ele usa para dormir — Vicky comentou.
— O mundo é injusto quando ele fica bonito até com remela no olho — comentei.
— Aposto que até com diarreia ele fica sexy — Eloah disse nos fazendo rir.
— Eca! — esbocei uma careta.
— Estou mentindo? — Ergueu suas sobrancelhas.
— Sei lá, nunca vi ele cagando — respondi rapidamente.
— Por que vamos imaginar ele cagando se tem coisa melhor para imaginar ele fazendo?! — Dei aquele ponto a Vicky.
— Você é uma pervertida.
— Mas imagina aquele rostinho bem no meio das suas pernas… — lambeu seus lábios desejosamente.
— Você é mesmo uma pervertida — concordei com Eloah.
Isso fez a garota de cabelo rosa nos mostrar o dedo do meio. Rimos e então terminamos de comer, depois fomos para o jardim da escola passar mais os minutos restantes antes de voltarmos às aulas restantes. Mas no caminho, fui para o banheiro correndo porque eu sempre esquecia de usar na hora do intervalo, devido ao fato que fofocar me fazia perder a memória até mesmo para fazer xixi.
Entrei no banheiro e me fechei na cabine, porque odiava exposições. Ouvi entrarem no banheiro, e eu me mantive quieto, abrindo minha calça calmamente. Então uma voz que era bem familiar mesmo ecoou na cabine ao lado.
— Pero no te vaya' a envolver. Sé que lo hacеmos y tú vas a volver — cantarolou e por incrível que pareça ficou ainda mais sexy que a própria Anitta cantando. — Un perreíto pa' bеllaquear. Pegadito a la pared.
Engoli a seco porque obviamente que me lembrei automaticamente do que tinha rolado comigo ontem. Claro que não relacionei ao Rocky porque era improvável demais que ele fosse da minha escola. Seria uma chance em um milhão, já que o Brasil era enorme. Apesar dele me dizer que era de São Paulo, no entanto, poderia ser o estado e mesmo se fosse da cidade ainda era improvável.
Reconhecia a voz de quem era cantando, era de , até porque quase todo ano ele canta nos dias de gincana. Sua voz é tão deliciosa quanto ele. Uma pena que não existe cara mais hétero do que ele nessa escola; mesmo se ele fosse bi, eu nunca teria chances. Nem com as meninas ele ficava, sempre com pessoas de outras escolas ou até mesmo universitárias. Sua ex namorada era uma digital influencer extremamente linda e bem famosinha.
— Viciou em Anitta mesmo! — ouvi Igor o zoando.
— Nada contra — ele respondeu com descaso, fechando a porta da cabine ao lado.
— Acho que o Rocky curte mais do que você — Igor rebateu.
Arregalei os meus olhos e congelei na mesma hora. Parei de respirar no mesmo instante e senti que quase gritei, só que minha voz desapareceu também. Comecei a suar frio, conseguia sentir minha camisa grudar na minha pele até, e as minhas mãos escorregadias pressionavam os lados da cabine do banheiro.
O quê?
— Cala a boca — mandou. — Não é para espalhar o meu usuário do World of Gods.
— Fica de boa, cara! — Riu.
Não! Eu estava sonhando!
Levei minha mão até meu peito, em seguida sai da cabine só para comprovar se não estava delirando. Na mesma hora que sai, e Igor se viraram e me encaravam. Acho que pela primeira vez na vida meus olhos se encontraram com os de . Engoli a seco, sentindo que meu coração iria sair pela boca.
— Estava nos espiando? — Igor questionou, sendo o babaca que era.
— E-eu? Não… não! — gaguejei mais do que respondi.
— Para de ser um escroto, Igor — mandou e virou seu rosto.
Igor deu risada e saiu do banheiro, me deixando ali estagnado, sem conseguir me mover de tão…
Porra! O era o Rocky, ele era o meu Rocky!
— Ei, você tá legal? — ouvi ele falar comigo.
— É… sim — gaguejei de novo.
O que acontecia comigo que não conseguia formular uma frase para falar com ele?
— Sua calça está aberta — avisou e apontou com o queixo para baixo.
Então vi ele sorrir de lado, secando sua mão e saindo do banheiro logo em seguida. Deixando um completamente sem reação. Não conseguia nem me mexer do lugar, só consegui mesmo subir o zíper da minha calça.
O que eu faria agora?
Era um jogo de realidade virtual, onde tudo era realmente muito real. Ganhei no meu aniversário e no começo era tudo bem normal, era como jogar The Sims só que como se você vivesse realmente tudo que acontece com seu avatar.
Quis inovar e decidi participar com um avatar feminino, mas também descobri que podia ser mais eu mesmo através dela. Poderia flertar com os caras, poderia de fato beijá-los sem ter o lance de todo mundo te chamar de “viadinho” o tempo todo; sem contar que sempre a outra pessoa vai querer manter em segredo para não passar por isso.
No entanto, tudo mudou quando tive a primeira dança com um avatar chamado Rocky. Obviamente que seu avatar era lindo, como todos geralmente eram muito bem montados, no entanto a forma como ele falava comigo, e o tanto que nos dávamos bem só deixou aquele lugar ainda mais viciante para mim.
Estava louco para sair daquela mesa e ir encontrar com Rocky - com certeza ele deveria estar esperando por sua Fox, que era a minha avatar. Hoje ele iria reservar um quarto somente para eles e a Fox iria finalmente dançar para ele. Estava ansioso para isso e sentia até meu coração batendo aceleradamente.
Terminei meu prato, levantando e o lavando rapidamente na pia, ou minha mãe nem ia deixar eu sair do ambiente. Fui até meu quarto, largando minha mochila da escola no chão mesmo. Peguei o óculos virtual, e liguei o videogame junto com o óculos. Assim que o coloquei, apareceu as opções de roupas para a Fox.
Fox era linda, sua pele era de um dourado como aquele tom bronzeado de praia. Seu cabelo escuro comprido, seus lábios carnudos, seus olhos castanhos escuros, tão sexy quanto à noite mais escura. Ela era perfeita e poderia conseguir quem ela quisesse. Não era como eu…
Respirei fundo e escolhi uma roupa extremamente sexy: uma calça que marcava bem as curvas de Fox e um cropped da cor da calça. Deixei o cabelo solto, que deixou aquele natural bem sensual também. Então apertei o play, sentindo que minhas mãos estavam tremendo por causa da ansiedade.
Fui direcionado logo para um quarto que tinha uma iluminação lilás, ou roxo, não sabia dizer, mas era lindo porque as paredes eram todas brancas. Rocky estava sentado no chão no canto esquerdo da parede e quando me viu, um sorriso ladino surgiu em seus lindos lábios.
— Você demorou — comentou e se levantou, fazendo meu coração bater mais forte.
— Sentiu minha falta? — A voz de Fox era rouca e aveludada, bem sexy.
— Todos os dias — respondeu passando seus incisivos em seu lábio inferior.
— Que fofo — brinquei.
— Você não sente?
Ergui um ombro.
— Talvez.
Ele se aproximou mais, descendo seus olhos por todo meu corpo.
— Está fazendo um jogo comigo, Fox? — Vi sua sobrancelha sendo arqueada.
— Não estamos em um?
— Às vezes quero acreditar que não — confessou como um sussurro.
— Aqui é melhor do que a realidade — presumi.
Rocky umedeceu seus lábios, os deixando lustrosos, concordando comigo.
— Podemos esquecer ela por essas horinhas que ficamos juntos aqui. O que acha? — Estendi a mão para ele.
Vi seus lábios se curvarem em um sorriso largo e sua mão segurar a minha, me puxando contra seu corpo forte e musculoso.
— O que você vai dançar para mim? — sussurrou no meu ouvido.
— Por que não dançamos juntos? — Virei meu rosto para roçar os lábios em seu maxilar.
— Interessante — afirmou. — Que música?
— Por que não Envolver da Anitta?
Ouvi ele rir soprado.
— Quer me excitar?
Grunhi baixinho com sua mordida no meu lóbulo, passando sua barba no meu rosto. Não conseguia explicar, mas era impossível não sentir como se fosse na minha pele mesmo.
— E se eu quiser?
— Vai ter consequências.
— Quais? — me afastei e o encarei.
— Vou precisar de você para me ajudar com isso — respondeu simplesmente.
— Quem sabe… — provoquei.
— Você não deveria me provocar assim — murmurou manhoso.
— Gosto de brincar com o perigo — declarei.
Rocky era bem mais alto do que a Fox, era negro, alto, lindo, impecavelmente belo. Não tinha um defeito. Os olhos amendoados, porém pela falta de luz ficavam mais escuros. Os lábios deliciosamente voluptuosos. Cada músculo me dava água na boca de vontade de lamber um por um.
— Você me considera um perigo? — Mordeu e prendeu seu próprio lábio, para brincar com a minha sanidade.
— Definitivamente.
— Isso é bom ou ruim?
— Ambos. — Ri nasalado. — Vamos dançar?
Foi sua vez de rir e então se afastar um pouco, ajeitando sua calça e passando seu polegar no canto de seus lábios, enquanto me encarava desejosamente.
— Nos coloquem no clipe de Envolver da Anitta — pediu em um tom firme.
O ambiente inteiro se transformou para exatamente como era no clipe e aquilo me fez sorrir. Assim como as minhas roupas mudaram para as que ela usava no clipe, e as de Rocky também.
Cacete! Ele estava tão sexy e gostoso.
Comecei a caminhar, cantarolando a letra que era de lei, todo mundo sabia basicamente. Mas precisava confessar que a forma como Rocky me encarava deixava cada centímetro do meu corpo queimando. Ele me olhava com tanto desejo que até mesmo meu coração batia ardentemente.
Antes de chegar no refrão, ele veio até mim, parando atrás. Então inclinei meu tronco para frente e empinei minha bunda para trás, sentindo seu quadril pressionado ali, quase me fazendo suspirar. Apoiei minhas mãos no meu joelho e movimentei meu quadril de acordo com as batidas da música, para baixo e para cima.
Suas mãos deslizaram por minha barriga quando joguei meu tronco para trás, grudando em seu peito, e sorri ladino com seus lábios deslizando pela lateral do meu pescoço, deixando minha pele completamente arrepiada. Conseguinte, Rocky empurrou meu tronco com força para frente, onde eu apoiei minhas mãos no chão, deixando minha bunda ainda mais empinada para cima, tendo que abrir um pouco mais minhas pernas para não perder o equilíbrio.
Balancei minha bunda de um lado para outro e debaixo para cima contra seu quadril, sentindo suas mãos fortes apertando minha cintura com força para trás. Voltei a erguer meu tronco e Rocky me jogou na parede, onde encostei minha testa no meu antebraço enquanto rebolava contra seu corpo. Sorri fraquinho e virei meu corpo de frente para ele na hora certa da música, roçando agora na parede.
Levei minha mão até seu peito e o empurrei para trás, vendo ele sorrir safado enquanto caminhava para trás, ainda o empurrando. Assim que parei, mantive meus olhos fixos e aprofundados nos seus, não conseguindo ignorar as batidas do meu coração que ficavam cada vez mais fortes. Mordi meu lábio inferior e comecei a rebolar avidamente de um lado para o outro conforme ia descendo vagarosamente na sua frente, deixando minha mão ir descendo por todo seu peitoral.
Quando meu rosto ficou de frente ao seu quadril, subi novamente da mesma forma e joguei meu tronco para o lado esquerdo do dele, dando uma rebolada e rindo fraco com seus tapas gostosos na minha nádega direita. Assim que retornei a ficar de pé, segurei em seus ombros e pulei em colo, abraçando sua cintura com minhas pernas e sentindo suas mãos em cada lado da minha bunda.
Encostei nossas testas e senti seu nariz passando pelo meu, me fazendo finalmente suspirar e esfregar o meu de volta pelo seu. Ergui um pouco meu rosto ao senti-lo passar seus lábios pelo meu queixo, descendo por baixo dele e os deslizando por todo meu pescoço até meu busto. Mordi meu lábio com ele caminhando comigo em seu colo até que o soltei e deixei meu corpo cair para trás porque confiava nele. Céus, confiava cegamente em alguém que nunca nem sequer tinha visto antes.
Sabia que era um jogo, e se algo acontecesse com seu personagem não te atingia diretamente e fisicamente. Mas tudo que estava sentindo não era apenas Fox, era eu, , que estava sentindo tudo aquilo intensamente.
Senti minhas costas no chão, e o encarei fazendo aquele passo de dança perfeito que tinha no clipe, onde o bailarino praticamente mergulha no chão em cima de Anitta, de um jeito fodidamente sexy. Seu corpo deitado ao lado do meu, seu braço a cima do meu peito, onde ele o movimentou de acordo com meu buço que se ergueu para acompanhar a batida da música.
Virei de bruços no instante seguinte e fiz a mesma coisa com minha bunda, erguendo e abaixando acompanhando o ritmo sensual e gostoso da melodia. O próximo passo, foram suas mãos segurando minha cintura e me puxando para cima de seu corpo, deixando minhas costas colada em seu peito, fazendo então apenas nossos quadris subirem e descerem umas três vezes e depois me impulsionou com força para que eu conseguisse levantar de uma só vez.
Deixei minha bunda ainda empinada para ele, enquanto rebolava e voltava a cantarolar a música. Levantei e remexi meu quadril até o chão, ficando de joelhos enquanto ainda fazia o movimento de um lado para o outro com minha cintura. Não tirei os meus olhos dos de Rocky em nenhum segundo, conseguindo ler sua mente através de seus olhos que flamejavam de desejo.
Aquilo era tão bom… Se sentir desejado.
Quer dizer, só conseguia me sentir assim quando estava no corpo da Fox, ela era linda e gostosa, já eu… Era apenas um garoto do ensino médio.
Decidi não pensar nisso enquanto dançava para Rocky.
Quando voltou novamente ao refrão, voltei ficar de costas para ele, que segurava em minha cintura enquanto me esfregava debaixo para cima em seu corpo. Até que veio aquela pausa gostosa da música que o fez dar um puxão forte no meu quadril, batendo o seu fortemente contra minha bunda, me fazendo quase ir de quatro para o chão, rebolando melodiosamente, erguendo e movimentando meus glúteos até que meu corpo todo ficasse rente ao chão.
Fechei os meus olhos quando senti o corpo de Rocky sobre o meu e seus lábios beijando e mordendo meu lóbulo, assim como sentia seu quadril sendo pressionado contra minha bunda. Não podia evitar ficar excitado sentindo aquilo, desejando muito que fosse até mesmo em vida real.
— Você acha que poderia gostar de mim sem ser pela Fox? — sussurrei a pergunta.
— Você é a única pessoa com quem eu posso conversar e ser eu mesmo — murmurou em resposta.
— Sério? — Virei meu rosto e o encarei por cima do meu ombro.
— Sim. — Suspirou. — Posso estar rodeado de pessoas, mas nenhuma delas parece se importar comigo. Nenhuma quer realmente ouvir o que sinto, o que quero de verdade. E tudo é frescura para eles.
Deitei meu rosto em meu braço e respirei fundo.
— Isso parece solitário — sussurrei.
— Não me sinto assim contigo — falou seriamente e me puxou para que me deitasse de frente para ele, que ainda estava em cima de mim.
Deixei os meus dedos alisarem sua nuca, pegando alguns de seus fios e a seguir senti seus lábios colados aos meus. Inverti nossas posições, subindo em cima dele, me deitando sobre o seu corpo e o beijei com suavidade e carinho, deixando meus lábios quase que acariciarem os seus com mansidão, até mesmo fazia meu nariz esbarrar no seu. Sorri levemente contra os seus lábios com aquela sensação boa que me tomava, um sentimento bom, calmo. Suspirei com seu carinho em minhas costas e deixei minha língua alisar a sua lentamente.
Minha mão esquerda segurou a lateral de seu pescoço, onde fiquei passando meu polegar apertadamente em sua pele. Minha língua adentrou mais em sua boca e suspirei contra. Tombei minha cabeça para o lado oposto e deixei minha língua ficar acariciando a sua com lentidão pela parte de cima. Arfei com seus dedos apertando meu cabelo e esfreguei meus lábios nos seus debaixo para cima. Uni minhas sobrancelhas pela forma como deixou o beijo mais intenso ao afundar mais sua língua na minha boca e gemi baixinho, fazendo meu corpo subir um pouco mais no seu e se esfregar de leve, enquanto devolvia o beijo da mesma forma, indo e voltando com minha língua, lambendo a sua pelos lados.
Pressionei meus lábios nos seus e chupei o seu inferior de forma rápida, porém sútil, voltando a afundar minha língua todinha em sua boca, o beijando com extrema profundidade. Minha mão apertou seu pescoço de leve e meu dedo alisou seu maxilar lentamente de um lado para o outro. Soltei um gemido baixinho com ele me segurando de um jeito muito gostoso, suas mãos pressionando meu corpo contra si, passando em minhas costas até as minhas coxas. Esfreguei um pouco mais em seu corpo. Meu corpo se arrepiou com sua mão descendo até minha bunda e a minha outra mão apertou seu ombro.
Seu gemido me deixou quente e me fez ofegar suavemente repetidas vezes dentro de sua boca, até mesmo de forma manhosa. Grunhi fraquinho com ele me lambendo assim e esfreguei meu corpo ao descer e subir, deslizando sobre ele e apertando seu ombro. Quando me deixou melhor encaixada, obviamente a Fox, fiz a outra perna da minha personagem passar pela sua que estava deitada, deixando-a no meio das minhas e então me esfreguei um pouquinho mais, me apertando contra o seu corpo. Mordi seu lábio e o puxei com meus dentes ao sentir sua mão subindo, devolvendo o beijo com a mesma intensidade.
Meu corpo chegou esquentar tanto que sentia até mesmo minha camisa quente, como toda a minha pele que queimava. Gemi um pouco alto contra sua boca com ele pegando minha bunda daquele jeito e o beijei com mais tesão, subindo em cima dele mesmo, fazendo sua perna descer para a minha outra ir para o lado de seu corpo, o deixando no meio. Desci uma das minhas mãos pelo seu peito, apertando e esfregando minha palma nele até descer para seu abdômen, levantando um pouco o tecido de sua camisa e arranhando sua barriga. Mas acabei soltando um grunhido manhoso com ele apertando minha bunda de novo e me esfreguei nele, lentamente e apertado.
Queria que fosse eu mesmo… Mas estava me contentando que estava sentindo pela Fox que estava com sua calcinha bem molhada e minha cueca… Apertada.
Deixei mais uns gemidinhos saírem contra seus lábios com a forma como me beijava. Esfreguei os lábios debaixo para cima, fazendo a mesma coisa com meu quadril, sentindo o tecido da calcinha de Fox raspar em sua calça, a deixando mais molhada ainda e eu mais excitado. Fui subindo sua camisa aos poucos, até romper o beijo e puxá-la para cima, tirando de uma vez. Voltei a beijá-lo da mesma forma de antes, apertando meu corpo no seu.
Suspirei com ele me puxando contra si, arfando em seguida dentro de sua boca e chupando sua língua em um vai e vem fodidamente lento e forte. Basicamente rebolei contra sua calça, sentindo como meu coração batia forte, meu corpo queimava intensamente e a excitação crescia intensamente tanto em mim quanto na minha avatar, a qual ficava mais molhada. Fox e eu éramos a mesma pessoa, porque sentia o que ela sentia e sabia que aquilo era loucura. Então uni minhas sobrancelhas com ele segurando minha bunda e me esfreguei mais ainda em cima dele. Gemi ofegante e prolongadamente com o toque de seus dedos.
— Porra, Rocky — grunhi gostosamente contra seus lábios.
Quando senti como ele estava duro, rebolei de levinho em cima dele, arrastando de leve e gemendo manhosa. Apertei e torci seu mamilo de leve quando ouvi seu gemido fraco, suspirando dentro de sua boca. Soltei um gemido mais longo com Rocky tocando a entrada extremamente molhada de Fox, como se fosse a minha, a qual pulsou de levinho como se os seus dedos estivessem ali. Soltei uns gemidos curtos e repetitivos. Arqueei minhas costas de leve com seu toque subindo por aquela região que ficava mais quente. Grunhi roucamente com ele mexendo no clitóris, deixando que Fox quase soltasse um gritinho de prazer e meu rosto se torceu de prazer com ele voltando na minha entrada.
Sorri de lado com ele empurrando seu peito na minha mão, onde torci de novo e belisquei. Rebolei de leve em seus dedos querendo sentir mais, suspirando fortemente. Então gemi seu nome bem manhosamente e baixo, implorando por mais quando subiu novamente ao clitóris novamente, porque os espasmos de Fox resvalava em mim. Sorri com ele nos virando na cama, mordendo meu lábio inferior com aquilo. Encarei seus olhos de volta, queimando neles, me sentindo tão excitado que puta merda!
Gemi sôfrego com ele mordendo meu peito e mexi meu corpo no chão. Fiz minhas pernas se abrirem para ele quando desceu, e fiz Fox apertar seus próprios seios por cima da camisa, suspirando rouca; assim como eu também apertava os meus mamilos. Soltei um gemido mais alto com seus lábios por cima da calcinha dela, sentindo como se seus lábios quentes estivessem sobre minha cueca que ficava mais apertada a cada segundo, assim como a calcinha de Fox ficava mais encharcada. Estremeci com ele beijando minhas coxas e encarei seus olhos ao gemer seu nome de novo, bem lentamente.
Estremeci com ele chupando o tecido da peça íntima de Fox após ter tirado sua calça de uma vez, fazendo ela e eu arquear de leve nossas costas. Suspirei pesadamente e assisti ele tirar a calcinha pelas laterais, claramente ajudando-o ao erguer o quadril da minha avatar. Mordi e prendi meu lábio olhando em seus olhos com aquela cena dele no meio das minhas pernas. Meus olhos se reviraram com seus dedos tocando toda minha intimidade, me fazendo gemer um pouco mais alto naquele ambiente. Fiz a mão de Fox agarrar seu seio esquerdo com força, o amassando com a palma ao sentir ele nos lamber. Ofeguei e gemi manhosamente com ele me penetrando com sua língua.
— Céus! — grunhi torcendo meu seio e arqueando de novo minhas costas com sua língua no clitóris.
Era de fato gostoso demais!
Soltei um suspiro alto, arfando com ele nos chupando daquela forma, fazendo com que meu corpo esquentasse ainda mais por dentro, me fazendo suar e a camisa grudasse em minha pele. Gemi alto seu nome, sentindo minha voz falhar devido o ar sendo solto ofegante. Grunhi e apertei os seios com força com ele me penetrando com sua língua, fazendo minha entrada pulsar quente em volta, e meu quadril ir um pouco contra sua boca deliciosa. Levei minha mão de novo até seu cabelo, puxando seus fios, deixando meus gemidos saírem descompassados por todo o quarto, meu corpo suando ainda mais. Eu estava ficando cada vez mais quente, mais duro e Fox mais molhada.
Seu nome saiu como um urro falho com ele chupando meu clitóris de novo. Puxei seu cabelo aí sentir apertar minha bunda. Então quando voltou a esfregar minha entrada com seu dedo, me fez perder totalmente minha compostura, suspirando baixinho, mal ouvindo minha voz sair e apenas meu corpo estremecer de tesão. Grunhi um palavrão, arfando com ele me penetrando com seu dedo. Apertei meu seio com mais força, sentindo uns espasmos me percorrer todo.
— Isso… Continua! Vai! — a voz de Fox preencheu todo o ambiente quando Rocky a penetrou com sua língua também.
Fiz ela rebolar deliciosamente em sua boca, ouvindo seus gemidos abafados também se misturarem ao fundo dos meus, os dela. Nossos olhos se reviraram pelo prazer que fazia do nosso corpo ser um só. Os espasmos faziam ela e eu tremermos ardentemente. Grunhi forte, soltando uns gemidinhos roucos e gostosos para ele. Deixei meu quadril subir e descer em seus dedos, apertando-os, e rebolando, deixando meu corpo se esfregar naquele chão.
— Ah, Rocky! Puta que pariu! Isso é tão gostoso — gemi gostosamente, deixando minha voz sair lenta, ofegante.
Apertei meus dedos em meu seio, prendendo o bico entre eles para apertar com mais força. Nossa entrada pulsava mais forte, ficava mais quente, e meu corpo espasmava com extremo fervor. Soltei seu nome mais alto quando senti que estava me desmanchando em sua boca. Fox e eu gozando deliciosamente. Ela em sua boca e eu na minha cueca.
— Porra, Fox — ouvi seu grunhido. — Caralho, isso foi… Melhor do que qualquer transa que já tive!
Abri mais os meus olhos e sorri, levando minha mão até seu rosto e alisando seu rosto.
— É triste pensar que foi virtualmente, não sendo seu corpo, certo? — sussurrei aquilo.
— Você não ia gostar de quem sou de verdade — murmurou e se deitou no chão.
— Por que diz isso? — Uni as sobrancelhas.
— Porque eu sou um covarde — seu tom de voz mal saiu.
Então ele se levantou, respirando fundo.
— Preciso ir. Nos vemos amanhã? — Ergueu suas sobrancelhas.
— Sim, claro — respondi rapidamente.
Rocky sorriu também e então seu avatar desapareceu completamente. Desliguei também e joguei minha cabeça na cama, fechando os meus olhos e sorrindo. Estava precisando urgentemente de um banho, mas não conseguia parar de sorrir com o que tinha rolado.
Seria possível estar apaixonado por alguém que nunca viu?
[…]
Abri um sorriso divertido com Eloah perturbando Vicky, porque ela não parava de babar ovo dos meninos do último ano. Era para eu estar me formando, mas meus pais me colocaram tarde na escola. Minha mãe trabalhava demais e meu pai também, então acharam melhor me colocarem em um ano onde os dois estivessem mais tranquilos para poder fazer esse processo. O qual não foi nada fácil.
— só está rindo, mas sabemos que se pudesse sentava em todos — Vicky provocou, bebendo um pouco de seu suco de maçã.
— Obviamente, eu não tenho tanta opção assim como vocês tem, já que todos meninos da nossa escola são heterossexuais e os únicos gays já tem namorados, menos eu — declarei, terminando de mastigar meu sanduíche de queijo.
— Esse ano seus pais tem que deixar você ir na Parada Gay, você já tem dezoito anos! Lá você pode encontrar o amor da sua vida e finalmente perder o lacre! — a garota de cabelo rosa declarou, fazendo Eloah rolar os olhos.
— Não tem problema nenhum ele ainda ser virgem, deixa de pegar no pé dele! — mandou Eloah, sendo bem durona como sempre fora.
— Para de incentivar ele continuar virgenzão também — mandou mostrando a língua.
— Chega! A bunda é minha e quem tem que saber quando dar ou não sou eu — respondi dando um fim naquela briga.
Quando elas iam responder, os meninos passaram por ali e todos nós olhamos para eles. Era um grupo bem específico, contendo seis meninos, todos jogavam futebol, eram respectivamente da classe média alta. Todos bons alunos, afinal, porque populares que batem nos outros para ganhar nota só existe no cinema hollywoodiano.
Edgar era o garoto loiro que entrou por último no grupo, porque antes não era nada popular, afinal, lembrava perfeitamente dele fazendo careta para os meninos todas as vezes que eles passavam. Apesar de não ter nada contra nenhum deles, mas sabia perfeitamente que eles cometiam bullying sim com alguns alunos. Sempre na moita, onde ninguém pudesse ver e dedurasse eles para a diretoria, afinal, a banca de bons alunos eles adoravam manter. Edgar só foi convidado oficialmente ao grupo quando venceu o Soletrando do Luciano Hulk, o que é bem engraçado, mas ele ficou bem famosinho na cidade.
Igor um dos líderes do grupo, o qual estudou nessa mesma escola desde criança, sendo o queridinho de todos os professores por também ser o sobrinho do diretor, que o paparicava todos os dias. Inteligente, adorava ir à academia, por isso seu corpo ajudava bastante a manter os olhares quase todos para ele. Os olhos verdes escuros só perdiam para os meus. Isso na minha cabeça, mas eu adorava os meus olhos. Já fiz um trabalho com Igor uma vez quando juntaram as salas. Odiei porque seu senso de liderança não me deixou fazer nada e ele fez tudo sozinho, porque tudo que eu opinava não era bom o bastante para sair perfeito.
Pedro, o skatista gente boa, além da sua aparência lembrar o Eminem em sua melhor época, o cara era mesmo gente boa, falava com todo mundo e era extremamente engraçado. Logo depois dele vinha Ryan e Tomás que eram irmãos gêmeos. Não existia essa de um ser oposto do outro, um ser nerd e introvertido e o outro ser popular. Os dois eram populares, baladeiros, os que sempre arranjavam os melhores roles para o grupo dos meninos.
Por último, e obviamente não menos importante, estava o . O único que batia de frente com a liderança do insuportável Igor. Na minha opinião, e apostava que na de todo mundo daqui, ele também ganhava como o mais lindo de todos eles. era o mais velho, ele odiava isso porque quando era mais novo era bem rebelde e reprovou um ano. No entanto, agora ele era um dos melhores, se não o melhor da escola.
— Não consigo entender como o consegue ser tão gostoso vestindo o moletom que ele usa para dormir — Vicky comentou.
— O mundo é injusto quando ele fica bonito até com remela no olho — comentei.
— Aposto que até com diarreia ele fica sexy — Eloah disse nos fazendo rir.
— Eca! — esbocei uma careta.
— Estou mentindo? — Ergueu suas sobrancelhas.
— Sei lá, nunca vi ele cagando — respondi rapidamente.
— Por que vamos imaginar ele cagando se tem coisa melhor para imaginar ele fazendo?! — Dei aquele ponto a Vicky.
— Você é uma pervertida.
— Mas imagina aquele rostinho bem no meio das suas pernas… — lambeu seus lábios desejosamente.
— Você é mesmo uma pervertida — concordei com Eloah.
Isso fez a garota de cabelo rosa nos mostrar o dedo do meio. Rimos e então terminamos de comer, depois fomos para o jardim da escola passar mais os minutos restantes antes de voltarmos às aulas restantes. Mas no caminho, fui para o banheiro correndo porque eu sempre esquecia de usar na hora do intervalo, devido ao fato que fofocar me fazia perder a memória até mesmo para fazer xixi.
Entrei no banheiro e me fechei na cabine, porque odiava exposições. Ouvi entrarem no banheiro, e eu me mantive quieto, abrindo minha calça calmamente. Então uma voz que era bem familiar mesmo ecoou na cabine ao lado.
— Pero no te vaya' a envolver. Sé que lo hacеmos y tú vas a volver — cantarolou e por incrível que pareça ficou ainda mais sexy que a própria Anitta cantando. — Un perreíto pa' bеllaquear. Pegadito a la pared.
Engoli a seco porque obviamente que me lembrei automaticamente do que tinha rolado comigo ontem. Claro que não relacionei ao Rocky porque era improvável demais que ele fosse da minha escola. Seria uma chance em um milhão, já que o Brasil era enorme. Apesar dele me dizer que era de São Paulo, no entanto, poderia ser o estado e mesmo se fosse da cidade ainda era improvável.
Reconhecia a voz de quem era cantando, era de , até porque quase todo ano ele canta nos dias de gincana. Sua voz é tão deliciosa quanto ele. Uma pena que não existe cara mais hétero do que ele nessa escola; mesmo se ele fosse bi, eu nunca teria chances. Nem com as meninas ele ficava, sempre com pessoas de outras escolas ou até mesmo universitárias. Sua ex namorada era uma digital influencer extremamente linda e bem famosinha.
— Viciou em Anitta mesmo! — ouvi Igor o zoando.
— Nada contra — ele respondeu com descaso, fechando a porta da cabine ao lado.
— Acho que o Rocky curte mais do que você — Igor rebateu.
Arregalei os meus olhos e congelei na mesma hora. Parei de respirar no mesmo instante e senti que quase gritei, só que minha voz desapareceu também. Comecei a suar frio, conseguia sentir minha camisa grudar na minha pele até, e as minhas mãos escorregadias pressionavam os lados da cabine do banheiro.
O quê?
— Cala a boca — mandou. — Não é para espalhar o meu usuário do World of Gods.
— Fica de boa, cara! — Riu.
Não! Eu estava sonhando!
Levei minha mão até meu peito, em seguida sai da cabine só para comprovar se não estava delirando. Na mesma hora que sai, e Igor se viraram e me encaravam. Acho que pela primeira vez na vida meus olhos se encontraram com os de . Engoli a seco, sentindo que meu coração iria sair pela boca.
— Estava nos espiando? — Igor questionou, sendo o babaca que era.
— E-eu? Não… não! — gaguejei mais do que respondi.
— Para de ser um escroto, Igor — mandou e virou seu rosto.
Igor deu risada e saiu do banheiro, me deixando ali estagnado, sem conseguir me mover de tão…
Porra! O era o Rocky, ele era o meu Rocky!
— Ei, você tá legal? — ouvi ele falar comigo.
— É… sim — gaguejei de novo.
O que acontecia comigo que não conseguia formular uma frase para falar com ele?
— Sua calça está aberta — avisou e apontou com o queixo para baixo.
Então vi ele sorrir de lado, secando sua mão e saindo do banheiro logo em seguida. Deixando um completamente sem reação. Não conseguia nem me mexer do lugar, só consegui mesmo subir o zíper da minha calça.
O que eu faria agora?
Continua..
Nota da autora: Obrigada por ler! Escrevi essa fanfic com muito carinho, explorando os encontros inesperados e as descobertas que a gente faz sobre si mesmo. Espero que tenha mexido com você de algum jeito. Me conta o que achou! 💛
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
Para saber se a história tem atualização pendente, clique aqui
Para saber se a história tem atualização pendente, clique aqui