Postado por Vivi às 23:01 em 16/01/2014

Todos os meses autora, fic e shortfic do mês são escolhidas pelo twitter do site. A autora do mês tem direito à entrevista, e agora as outras premiações também terão um espacinho para destaque nos posts. É o nosso singelo “Parabéns” a elas.
Depois de decididas, as autoras das fanfics escolhidas por votação redigirão um pequeno texto sobre a própria história ou liberarão um teaser. Se em algum momento surgiu a curiosidade sobre o que era a fic/shortfic do mês, agora é a hora de conhecê-la pelas mãos das autoras.

100 Vezes Você by That — Shortfic do mês de dezembro
“Escrevi 100 Vezes Você para uma troca de fics. Eu tinha que escrever algo pra Lu Katto, e uma das opções dela era uma história com demonstrações exageradas de amor. Eu sou uma pessoa não muito boa em demonstrar sentimentos, então fiquei meio desesperada, sem saber o que fazer, até me deparar com uma frase da Frida Kahlo: “Eu pinto flores, então elas não morrem”, e foi daí que eu tirei toda a ideia principal da história. Eu levaria o exagerado para um lado bom, talvez feliz. E não consegui pensar em nada mais exagerado que uma exposição com 100 obras sobre uma única pessoa, mas acho que não ficou de todo ruim, né? A princípio, usaria a música When I Was Your Man, do Bruno Mars, para ser a trilha da fic que, provavelmente, não teria um final feliz. Mas um belo dia eu estava ouvindo as músicas que tinha no computador, pra tentar achar algo para me inspirar e, tcharam, ouvi For Your Love, do Hanson, e vi que era perfeita para a história. Então mudei tudo, fiz um final feliz e fico muito contente com a resposta que eu venho recebendo. Só queria agradecer as pessoas que leram e que deixaram belas palavras, e dizer que eu não escrevo só para mim, mas também para cada um de vocês.”

Sex On Fire by Ana Ferreira — Fic do mês de dezembro
“Era o momento mais feliz da sua vida. Nada superaria aquele dia, aquela noite e aqueles gritos. Não que quisesse que aquela mulher sofresse, mas estava trazendo um bem muito maior do que a chuva que caía lá fora. Ouviu trovão estourando nos céus, ao mesmo tempo em que a mulher dava um grito, o suor escorrendo por sua testa, suas bochechas vermelhas, e ele não podia se conter em alegria. A câmera tremia em suas mãos, mas tentava mantê-la firme para registrar todos os momentos, andando de um lado para o outro no quarto, ele nem ao menos tinha coragem de abrir a boca, parecia que suas palavras iriam estragar aquele momento. Viu o médico se posicionar e todo o show começar. Sangue, lágrimas e gritos preencheram todos os cantos naqueles intensos minutos.

E aí veio, algo grande e acinzentado, saindo os poucos do corpo da mulher. Em seguida foram ombros, e em um puxão, o corpo inteiro do bebê estava do lado de fora. A criança foi limpa, cortaram seu cordão umbilical, retiraram o resto de placenta de suas cavidades e ela começou o choro, que explodia nos ouvidos de todos, mas aquele choro só trazia alegria e lágrimas aos presentes ali. Ele chorava como o bebê, derramando lágrimas enquanto acompanhava uma enfermeira de perto, vendo-a enrolá-la em uma manta e levá-la até a mãe, que esperava de braços a abertos sua filha. Ali estava ela, com os olhos ainda fechados, levemente suja, chorosa e magrinha, mas ela estava ali. Sua sobrinha. Sua pequena.”

Todos os textos publicados foram redigidos pelas próprias autoras. Para ler os outros posts, clique aqui.






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