Autora e Beta: Raphinha Cullen



Capítulo 1
“O amor é irracional. Quanto mais você ama alguém, menos sentido as coisas fazem.”


Estava frio, como de costume na minha pequena e gelada cidade de Forks.
Estou deitada na minha cama. Acordei assustada. Sonhei com ele, de novo. Ou foi um pesadelo? Me sentei e tateei a procura do abajur e liguei – o. Estava tudo normal. Só a janela que estava aberta e deixava correr pelo quarto o vento gelado. Levantei –me, fechando - a e tomei um copo de água. Consegui colocar meus pensamentos no lugar e lembrei sobre o que havia sonhado:

Jacob. O sonho era estranho e confuso: ainda estava em Phoenix, e quando eu queria sair de casa, ele aparecia me perseguindo. E ele mostrava desejo de querer falar comigo, porem eu o ignorava. Então ela corria atrás de mim, e eu corria e gritava por ajuda, mais ninguém aparecia e eu percebia que a cidade estava deserta. Então eu parava, e o via vindo em minha direção, rindo de uma maneira sinistra.

Jacob era meu ex. Ficamos juntos por uns míseros três meses e eu pensava que gostava dele, que era apaixonada. Ele era tudo que eu sempre desejei de uma pessoa que estivesse comigo: amigo, carinhoso, divertido, companheiro... Só que era tudo mentira! Hoje eu percebo o quanto fui boba acreditando no que ele me falava. Sofri muito e hoje não me arrependo de não ter tido nenhum tipo de relação mais intima com ele (espero que vocês entendam). Mais isso é passado. Foi quando eu ainda morava em Phênix com a minha mãe, Renée.

Hoje eu moro com meu pai, Charlie aqui em Forks, e foi até melhor por um lado, pois não tive que ficar olhando pra cara estúpida de Jacob e consegui colocar meus pensamentos no lugar. Era ruim de outras formas, pois eu senti muita falta de Renée e dos meus amigos que eu deixei lá.

Tentei esquecer o sonho. Afinal, tinha sido apenas um sonho.

Desliguei o abajur, virei de lado e voltei a dormir.

Capítulo 2
Lindo e Rude


Hoje era meu primeiro dia na escola.

Tudo bem, era o de todos também, só que eu sempre ficava desconfortável nessas situações. Não gostava de ser a única pessoa nova no meio de outras que já se conhecem.

Acordei cedo, peguei a mochila com meus horários e partir pra encarar o novo.

A escola parecia ser... Normal? É... Bastava eu me enturmar com as pessoas.

Isso seria muito complicado. Eu tinha certa dificuldade de conhecer novas pessoas, tinha medo de da – las crédito e depois me ferrar, como já havia acontecido.

O meu primeiro horário ficava no bloco B, na ultima sala do corredor. Fui caminhando lentamente, tentando gravar o nome das salas e a fisionomia das pessoas que passavam ao meu redor.

“Ahhhi...” disse ele, lindo, deixando cair todos os livros que retirava do armário. Parecia irritado.

“Me desculpa.” Falei, e já fui abaixando para recolher os livros caídos.

“Não precisa.” Falou ele retirando a minha mão, que eu automaticamente puxei, diante do seu toque rude.

“Me desculpa.” Repeti, segurando com a outra um livro que tinha se aberto com a queda.“ Realmente foi sem querer. Eu estava distraída e... ”

“ Já falei que não tem problema. ”

Eu levantei e fui encarar aquele garoto mal humorado. Entreguei o livro que ainda segurava, e fui para a sala. O resto do dia se passou sem nenhum transtorno. Conheci uma garota muito engraçada, a Júlia. Me fez rir durante toda a manhã. Ela possuía um rosto bem bonito, fino, com o nariz afinado e uma boca bem desenhada, com um cabelo longo, liso e preto até a cintura. O tipo de garota que faz os caras virar o rosto para olhar. Quando passamos pelo garoto do incidente de mais cedo, perguntei quem era.

“ Esse, é Edward Cullen. Realmente muito lindo. Faz parte da equipe de natação da escola e mora com a família em uma casa no fim da estrada. Simplesmente lindo, a natação faz muito bem ao seu corpo, mas não faz o meu tipo. Mais pelo visto ele faz o tipo de várias garotas por aqui, e da pra contar nos dedos de uma só mão quem são as garotas aqui dessa escola que Edward nunca se deitou. Eu e você, é claro, que estamos incluídas nos dedos.” Ela disse com um sorriso.

Eu fui reparar melhor no Edward Cullen. Ele era branco, muito branco, com seus olhos verdes claro, os cabelos bagunçados num estranho tom de bronze, que combinava perfeitamente bem com seu rosto de expressões bem desenhadas.

Seu tórax era perfeitamente bem visto diante da blusa de linho branca que ele usava naquele dia. Era o tipo de garoto que fazia qualquer garota virar o rosto para olhar. Corei, quando vi que ele me olhava. Passei a mão pelo cabelo e virei o rosto, indo em direção a saída.

Capítulo 3
O Equilíbrio da Balança


Cheguei em casa, joguei a mochila no sofá e fui para a cozinha. Charlie ainda não havia voltado do trabalho. Arrumei qualquer coisa para comer, fui para o quarto e deitei na cama com as mãos atrás da cabeça, olhando para o teto.

“Que garoto estúpido. Pensa que todas o querem. Não entendi o motivo de ter me tratado tão mal.” Pensei comigo. Querendo ou não, aquele garoto estava na minha mente. Não que eu tivesse algum interesse nele, mas por não entender o motivo da ignorância dele. Tudo bem que eu devia dar os créditos a ele por fazer tão bem aos olhos.

Ahhh... Detalhe: quando eu terminei com o Jacob, eu prometi a mim mesma que não ia mais me envolver com ninguém até eu ter a certeza do que eu quero da minha vida. Não quero ter que ficar sofrendo por pessoa nenhuma. Até que eu me saio bem quando se trata de me levantar sozinha depois de uma queda. Tento conhecer antes de entrar de cara e quebrar a cara. Jacob era do tipo pegajoso. Ficava me mandando um monte de e – mails, que eu apagava tudo sem ler, fora as ligações no meu celular que eu fui obrigada a trocar. Outro detalhe: eu escrevi como queria meu próximo namorado em um papel. Uh HOHOHOH. Sei que é loucura, mais fazer o que? Eu queria uma pessoa que me fizesse feliz de verdade, sem mentiras.

“Eu quero alguém que me ame muito, que me respeite, que seja inteligente e engraçado, bonito, que viva cada dia ao meu lado como se fosse o ultimo, fazendo com que um ao outro se ame, mais que a própria vida.”

Bonito? É. Cansei de ficar com uma pessoa feia. Uh OHOHOHO. Como diz minha amiga Joicy: “No relacionamento, sempre tem que ter o feio e o bonito pra equilibrar a balança.” O Jacob era... Ele não era liiindo! Ele tinha sua beleza.

Mais nunca liguei realmente pra beleza. Se eu encontrasse um garoto feio mais que fosse tudo que eu sempre quis eu iria dispensar por causa da sua aparência? Nem, Nem, Nem.

Fui à cômoda e peguei uma caixinha de MDF. Nela havia todas as coisas que eu mais gostava, alguns sem nenhum significado, mais que eu achava bonito e jogava lá dentro. Cartas, bilocas, flores secas, pedrinhas, fotos dos meus amigos, as minhas fotos que eu mais gostava, minhas musicas preferidas, frases que me faziam refletir... Passei a mão nas fotos dos meus amigos, senti uma pontada no peito e a lágrima caiu. Eles me faziam muita falta.

Capítulo 4
Perseguição? Ou será outra coisa?


O primeiro mês na escola foi tranquilo. Conheci algumas pessoas nas quais eu me dei bem. Na hora da saída, esbarrei em alguém na porta. Quando viro pra pedir desculpas...

“Er... Me descul...” comecei.

“Parece que você está me perseguindo” disse Edward com um sorriso no rosto. “Quando não derruba todos os meus livros no chão, quer levar meu braço fora?”

Fiquei vermelha de raiva daquele garoto insuportável.

“Você se acha mesmo né? Eu não estou te perseguindo! E não quero seu braço não. Ele fica melhor aí, no lugar dele.” E sai. “Eu devo é merecer mesmo. Que saco! Nem se toca esse Edward!” pensei.

EM CASA

“Ele é realmente muito lindo. Se não fosse tão... tão...” Pensei sozinha deitada no quarto e não consegui encontrar palavras para descrevê-lo. Comecei a conversar comigo mesma. Era uma estratégia sempre que ficava confusa, estressada, ou quando sentia que as coisas poderiam sair do meu controle.

Estava pensando muito em Edward Cullen ultimamente. Pensava nele, e então via rodeada de garotas que pareciam prestes a ataca – lo. Tinha alguma coisa nele, apesar de querer passar aquela imagem de durão.

Coloquei uma musica no radio e comecei a dançar de leve pelo quarto. Girei, girei até bater o pé na quina da cômoda. Pulei até a cama e cai segurando o pé, gritando um monte de palavrões que foram abafados pela musica alta e depois danei a rir.

Capítulo 5
Inesperado


ESCOLA

Estava na fila da cantina, quando alguém chegou por trás de mim e sussurrou no meu ouvido: “Não vai querer levar nenhuma parte de mim com você hoje não?”

Virei na hora. Quem me era? Edward Cullen! Fiquei vermelha.

“Não.” E virei de novo.

“Hoje você está falando pouco. Geralmente você sempre pede desculpas.” Riu ele.

“É, ao contrario de algumas pessoas, eu tenho alguma educação. Não que eu a use com freqüência.” disse com desprezo.

“Oh que você tá falando muito hoje. Você não é assim.”

“E o que você sabe sobre mim?” Disparei. “Que sou a garota que esbarrou em você, que derruba seus livros e que pede desculpas depois, mesmo o dono dos livros sendo um enorme tapado?” Disparei.

“Não. Eu sei que você fica um pouquinho mais feliz com as pessoas que conheceu agora, em especial Júlia, que fica vermelha toda vez que eu falo com você, como agora?” Disse ele, nem ao menos se ofendendo.

“Você andou o quê? Me vigiando?” disse virando de costas, pra que ele não visse meu rosto esquentando.

“ Oh não. Apenas observando.”

“É, apenas realmente só observando. Eu não sou só isso. Qualquer pessoa poderia ter observado isso.”

“Ahh sim, esqueci de adicionar: gosta de ficar me olhando. E quando vê que eu percebo, mexe no cabelo e sai.” Fiquei com raiva. Que garoto estúpido.

“Pois eu acho que vocês esta errado. Eu não fico te olhando, e você não é tudo isso que pensa ser não! Me dá licença que eu perdi a fome.”

Saí andado rapidamente.

“Ei, perai. Eu queria falar com você.”

“Falar o que?”

“Não sei, conversar. Não queria que você ficasse com a impressão errada sobre mim.”

“Pois é, olha que pena. EU JÁ FIQUEI!”

“Ahh não Bella.” Disse ele segurando o meu braço levemente. “Vamos conversar.” Ele me olhou com aqueles olhos verdes e eu o encarei. Que diabos Edward Cullen iria querer comigo?

“Tudo bem. Vamos sentar.”

“Você quer comer ou beber alguma coisa?”

“Hum, não. Obrigada.”

“Ta peraí que eu vou pegar alguma coisa pra mim.”

Assenti com a cabeça e sentei na mesa. Não tinha reparado que ele havia me guiado para a parte mais calma do refeitório.

“Prontinho!” disse ele colocando duas cocas na mesa. “Uma pra você e a outra pra mim.”

“Eu disse que não queria nada.”

“É, e eu não ouvi. Tomei o seu não por sim.” Falou ele com o sorriso mais perfeito no rosto.

“Tudo bem. Sobre o quê quer falar?”

“Hum... Eu não sei muito bem.”

Ficamos calados por alguns minutos, que pareceu a eternidade, então ele falou:

“Tá gostando daqui?”

“Um pouco. Eu estava acostumada a cidade grande.É diferente, mas não estou reclamando nem nada. É apenas questão de me acostumar.”

“É um pouco frio aqui. Não te incomoda?”

“Não. Eu até gosto um pouco. Eu to me acostumando direitinho aqui.” Falei com um sorriso. “O que eu mais sinto falta é dos meus amigos e de tocar com eles...” “Você toca? Toca o quê?”

“Triangulo.” E nos debruçamos sobre a mesa, rindo.

“Não. É brincadeira. Eu toco violão, então nos juntávamos na casa de alguém e ficávamos a tarde toda juntos, tocando, cantando e fazendo bagunça.” Disse com um sorriso no rosto com as lembranças.” Mas e você?”

“Eu o quê?”

“ O que você faz por aqui?”

“Estudo.”

“Só isso?” Perguntei sorrindo.

“É... e também toco alguma coisinha...”

“O que você toca?” Perguntei curiosa.Ele não parecia ser do tipo que toca instrumentos. Bem nessa hora o sinal do intervalo tocou. Eu levantei falando:

“Eiiita. Aula. Vou indo. Foi bom conversar com você. Até qualquer hora.”

“Não, peraí.” Disse Edward levantando.”Não terminamos nossa conversa ainda. Posso te levar em casa depois da escola? Quero continuar conversando.”

Eu parei, e o olhei atentamente, erguendo a sombracelha para ver se ele estava brincando. Então vi nos seus olhos que ele realmente parecia está falando sério.

“Tá, tudo bem. Vou esperar na saída.”

“Beleza. Até logo, Bella.”

Saí andando com os pensamentos a mil. Ele queria continuar a conversar. Acho que ele conseguiu começar a me mostrar o lado bom dele.

As ultimas duas aulas se passou sem nada de mais ter acontecido. Eu não estava prestando muita atenção; não com uma Júlia do meu lado falando da festa no fim de semana e o pensamento em Edward.

“... então Bella, a festa vai ser super legal e você tem que ir!” falou Júlia.

“Ahãm.” Falei sem prestar atenção.

“É sábado. Eu vou pegar o endereço e te passo direitinho.”

“Quê? Que endereço?”

“O endereço da festa! Bella!” reclamou Júlia aborrecida. “ Onde está a sua cabeça?”

“Aiim, foi mal. Mas, eu não vou a festa alguma Júlia...”

“O QUÊ?! Você acabou de falar que ia!Agora você vai nem que seja arrastada!”

“Ahh nem, Júlia. Eu não sou de fes...” comecei.

“Não interessa. Você vai! Vamos, Bella. Não vai ser ruim!”

“Ainda não sei se é uma boa idéia...”

“Claro que é. Você não sai, não vai a lugar nenhum.. Aff! Te espero sábado!”

Não tive argumentos com ela. Outra que eu já tinha confirmado, inconsciente ou não. O sinal finalmente tocou e eu joguei minhas coisas dentro da mochila e deu um beijinho no rosto da Júlia, dando um tchau. Ele já estava lá me esperando. Cheguei perto dele.

“Vamos?”

“Sim.” E começamos a ir em direção a estrada.

“Então... O que você toca que não me falou?”

“Hum... pouco de violão, baixo, guitarra e piano.”

“Piano?!” perguntei surpresa.

“Por que a surpresa?”

“É que eu nunca tinha conhecido ninguém que tocasse piano.”

“É, acabou de conhecer.” Disse ele com um sorriso lindo no rosto. “Faz sete anos que eu toco. E componho também.”

“Sério? Eu também! Quer dizer, tento. Não acho que seja tão bom assim.” Falei embaraçada.

“Posso ver depois?”

“Só se você me deixar te ver tocando piano. Tocando uma musica sua.”

“Fechado.” Disse ele segurando a minha mão. “ Mas você terá que ir la em casa. Tem algum problema?”

“Não, só se tiver pra você.” Falei sorrindo. “É só marcar.”

Ele sorriu. Havíamos chegado na minha casa.

“E quando eu vou ver uma das suas?”

“Você quer entrar? Eu te mostro uma.”

“Não vou trazer problemas?”
“Por que? Tá com medo do meu pai?” perguntei rindo.

“Não, não. Apenas não quero mal entendidos. Ainda mais com o xerife.”

“Há há há. Meu pai ta trabalhando. Pode ficar tranquilo. Entra aí.”

Abri a porta e ele entrou atrás de mim.

“Senta aí que eu vou pegar o violão.”

Capítulo 6
Um Jeito Totalmente Bella


POV Edward

Me senti e fiquei esperando. Ela era incrível. Era tão... Tão... Diferente. Nunca pensei que por trás daquele rosto vermelho houvesse uma garota tão interessante.

“Voltei.” Disse ela segurando um violão preto com detalhes em roxo.

“Meu amigo pintou pra mim” disse ela quando viu que eu olhava.

O violão era diferente. Um jeito meio Bella. Tinha toda uma montagem com diferentes fotos de filmes, bandas, frases na parte de trás e na frente cinco estrelas pratas.

“São algumas coisas que eu gosto. Algumas frases minhas, bandas favoritas e filmes que me inspiraram a compor. E apenas gosto de estrelas.” Falou ela com simplicidade.

“Legal. Nunca tinha visto nada parecido. Então, vai tocar o quê?” Perguntei, fitando-a.

“O que você quer me ouvir tocando?”

“Alguma coisa sua.”

“Eu sei disso.”

“Então escolhe uma que você goste.”

“Deixa eu ver então.” Disse ela pegando uma pasta que ela havia trago com o violão. “Eu gosto dessa. Acompanha.” Ela me entregou a folha.

Ela começou a tocar. Sua voz era muito bonita, e combinava bem com a melodia da musica. Quando ela terminou, percebi que estava observando-a, deixando a folha de lado.

“Então, o que achou?”

“Muito boa a letra. A melodia é sua também?”

“Não totalmente. Um amigo me ajudou.” Disse ela com um sorriso, feliz que eu tivesse que aprovado. “Que bom que gostou. Agora toca alguma coisa com você.”

“O que você quer me ouvir tocando?” perguntei rindo, repetindo as palavras dela.

“Alguma coisa que não seja sua!” ela falou rindo. “Uma que você goste.”

“OK”

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=abrKM1Z_te8&feature=PlayList&p=218E27D28C4F4BDA&playnext=1&playnext_from=PL&index=10

Ficamos conversando e tocando a tarde inteira. Me despedi dela no fim da tarde e fui embora. Ela não era realmente nada do que eu pensava, e estava começando a me surpreender.

Capítulo 7
O Presente Inesperado


Ele era simplesmente perfeito! Passei uma ótima tarde com Edward Cullen. Ele era divertido, conversamos sobre várias coisas, e me fez lembrar os meus amigos.

Como era estranho ver que ele era tão diferente. Eu que a principio ele era só mais um garoto arrogante, que pegava todas as meninas loucas por ele na escola... Quem me diria... Marcamos pra terça – feira de eu ir à casa dele, já que amanha era sexta, sábado tinha a tal festa e domingo eu provavelmente estaria morta de cansaço; ou não. Não pretendia me demorar nesta festa.

Fui ansiosa para a escola, esperando ver logo Edward. O sinal tocou e entrei na sala sem conseguir ver – lo. No 3º horário, fui rapidamente ao meu armário pegar um livro para a aula de Literatura. Quando abri o armário, tinha um bilhete que havia sido forçado por uma brecha. Peguei o livro e o bilhete e fechei o armário. Abri e li, curiosa:

“Que tal se sentar comigo no intervalo de novo? Para continuar nossa conversa. Edward”

Ri com o bilhete. Que conversa interminável essa nossa! Corri pra sala, ansiando pelo intervalo.

Tocou o sinal e eu fui para o refeitório e me sentei no mesmo lugar que havíamos sentado no dia anterior, comendo uma barrinha de cereal que eu tinha comprado mais cedo, e nada dele.

“Oi.” Disse ele atrás de mim. “Pelo visto recebeu meu bilhete.”

“Haha. Sim. Ele foi praticamente forçado no meu armário, como poderia não ter visto.”

“É, eu cheguei atrasado.”

“Sem problemas.”

“Eu tenho uma coisa pra você.”

“O que é?” Perguntei surpresa.

“Eu posso ir na sua casa com você depois da escola te entregar?”

“Tudo bem.” Respondi mais curiosa que nunca.

Continuamos conversando na mesa, ate que o sinal tocou. Levantamos e fomos caminhando.

“... então agora tenho que ir falar com a Júlia. Ela disse que tem que me entregar o endereço de uma maldita festa.”

“Que festa?”

“Uma festa que vai ter amanha, mas não sei onde.”

“Acho que sei qual é. Eu também fui convidado pra maldita festa. Você sabe né? Cidade pequena, as noticias correm.” Falou ele rindo.

“ Pois é. Falei que ia pra Júlia, agora vou ter que dar uma passada lá.”

“Que bom que você vai. Te encontro lá.” E me deu um beijo no rosto na porta da sala.

Fiquei vermelha, sentindo todo o sangue do meu corpo se transferindo pro meu rosto, e pensando que essa festa poderia ser boa.

“... aqui Bella o endereço. As 21h! Não demore a chegar.”

“Tá, tá, tá Júlia. Estarei lá.” Afinal essa festa não poderia ser tão ruim quanto eu imaginava.

Na saída, ele estava me esperando. Eu havia esquecido que ele tinha alguma coisa pra mim. Quando chegamos na minha casa, entramos.

“Você pode pegar seu violão?” Ele pediu.

“Tá. Rapidão.” Respondi subindo as escadas, curiosa. O que ele queria? Desci rapidamente com o violão na mão.

“Pronto. E agora?” Perguntei.

“Me dá aqui.” Ele falou, tirando uma estrela linda em forma de adesivo da mochila e pegando meu violão. A estrela era roxa com um brilho, que dependendo de como você colocava o violão, ela mudava de cor. Ele a colou junto com as outras pratas, que já havia ali, e ela se destacava. Fiquei admirando.

“Nossa... Edward.” Sussurrei, e peguei o violão e coloquei na posição de tocar, e percebi que o brilho da estrela ficava no mesmo tom de verde dos seus olhos. Olhei pra ele estarrecida. “Obrigada.” Falei baixinho, ainda admirando a estrela.

“Não é nada.” Falou ele com o meu sorriso favorito. “ Já vou indo.Até amanha na festa.”

“Hãm? Festa?! Ahhh sim!”

Ele me deu um beijo no rosto, que fez meu corpo todo se arrepiar. Fiquei em duvida se ele percebeu.

Capítulo 8
A Festa


Acordei tarde no sábado e lembrei da festa. Meu passou um sentimento estranho no peito. Levantei, escovei os dentes e avisei meu pai sobre a festa. Ele ficou feliz, pois já fazia mais de três meses que eu estava lá e não saia pra lugar nenhum e ninguém vinha aqui em casa (ele não ficou sabendo das visitas de Edward).

Falei que não demoraria, mas ele disse que eu poderia ficar fora o tempo que eu quisesse e que eu era muito estranha pra uma adolescente. Sorri e peguei o telefone. Ia ligar pra minha mãe. Fazia tempo que não falava com ela e contar com estava por aqui. Me bateu uma saudade e desliguei o telefone com um sorriso no rosto.

Arrumei a casa enquanto Charlie foi pescar. Não fiz nada de especial para o almoço, já que ia estar sozinha. Almocei e subi para o quarto. Peguei o violão e passei a mão pela estrela que Edward me de, me fazendo pensar nele. Peguei meu velho caderno e coloquei do lado. Sempre escrevia quando estava sozinha, com muitos pensamentos e sentimentos, ou quando estava sem nenhum deles. Hoje eu estava com um sentimento que eu não sabia qual era. Escrevi:


O que fazer quando não se tem o que fazer?
Cante, dance, ria, grite, se divirta!
A vida está aí
Aproveita enquanto você ainda pode viver
Aproveite todas as emoções
Enquanto você ainda pode viver
O que fazer quando não se tem o que fazer?
Procure por um amor
E ame loucamente.
(Letra By Raphinha Cullen)



Comecei a tirar a melodia. Ficou legal, meia tosca, tudo bem. Escrevi mais alguns versos e o ultimo era assim:

“Procuro alguém que me ame loucamente!”

Depois dessa, eu tirei mais alguns trechos de coisas que apareceram na minha mente, como no dia que eu tomei um banho de refri na casa da Milla em Phênix e tudo terminou em lambança com meus amigos, meu primeiro dia na escola, essa cidadezinha verde e gelada, e no dia que eu o Edward me deu a estrela. Era só uma simples estrela, mas ela me trazia boas recordações.

Olhei no relógio e já eram 19h!Era melhor eu ir tomar um banho e me arrumar, se não Júlia ia querer me matar. E outra que eu não havia pensado em como eu ia me vestir, não que eu ligasse, mas é que o Edward ia...

Tomei banho, me enrolei no meu roupão, coloquei uma toalha na cabeça e abri meu guarda – roupas. Tinha minhas varias calças de vários tipos, blusas diversas, camisetas e meias. Muitas meias. Eu adoro meias! Sorri ao ver a diversidade de roupas para festa que eu possuía. Abri outra porta e encontrei alguns vestidinhos que minha mãe havia me dado ainda em Phênix, e o ultimo que ela tinha comprado antes de eu me mudar.

Esse era realmente bonito. Preto, tomara – que – caia, bem justo até a cintura e soltinho até a altura dos joelhos. Tinha um brilho discreto, nada exagerado. Era à hora dele me ajudar, já que não teria nenhuma outra oportunidade. Vesti ele, e me olhei no espelho. Era perfeito. Minha mãe finalmente tinha acertado, já que os outros eram... um desastre se encaixa perfeitamente. Calcei uma sandália preta, com pedrinhas roxas, não muito alta para que eu pudesse me equilibrar direito em cima deles. Tirei a toalha dos cabelos e os observei. O que eu ia fazer com eles? Sequei eles no secador e o amarrei para trás em um alto rabo – de – cavalo. Peguei a babyliss e o gel e comecei a cachear ele atrás.

Arrumei minha franja para que ela ficasse quieta atrás da minha orelha, mas mesmo assim ela insistia em cair nos meus olhos. Por fim, desistir e fui para o meu rosto. Passei uma sombra roxa nos olhos, bem clarinho. Peguei o rímel e passei nos cílios, que se levantaram, ficando enormes. Passei um deliniador e um batom vermelho clarinho com brilho. Nada de blush. Eu já ficava vermelha sem a ajuda dele. Me olhei no espelho e estava irreconhecível. Eu que só ando de blusa ou camiseta, calças jeans, All Star, lápis nos olhos e uma blusa de frio, é uma diferença e tanto me ver daquele jeito. Não sabia que podia me transformar em tudo aquilo. Sorri e me preparei pra descer.

Charlie havia chegado tinha algum tempo e ia me levar até lá. Já era 21h10min. Tinha me atrasado, pois fui checar meus e – mails. Tinha vários do Jacob que eu deletei todos sem nem ao menos ler e da Milla e Joicy, falando o que estavam fazendo estes meses sem mim, e fotos de uma festa que elas haviam ido. Era à fantasia. Camila estava linda e sexy em uma fantasia da Coelhinha da Playboy, juntamente com a Joicy e uma da Mulher Gato. Rindo e imaginando que tipo de festa era aquela que elas estavam, desliguei o computador e desci.

“Bells, você esta realmente linda!” Exclamou Charlie.

“Obrigado pai. Vamos?”

Ele me levou e perguntou se precisava ir me buscar. Disse que não, que iria embora com a Júlia.

Desci do carro, rezando para que Júlia já tivesse chegado. Não queria ficar andando sozinha naquela onde eu não conhecia ninguém. A casa era enorme e já estava cheia.

Tinha luzes vermelhas no vasto jardim verde. Olhei para os dois lados e fui andando.

Quase tropecei nos meus próprios pés quando vi Edward caminhando em minha direção.

Ele estava esplendido, com uma camisa verde, que combinava perfeitamente com a cor de seus olhos, calças pretas e sapatos sociais. Sorri.

“Você está... linda.” Falou ele me olhando da cabeça aos pés, me rodando e me dando um beijo no rosto, que me fez esquentar na hora. “Posso ser sua companhia por essa noite ou você já esta acompanhada, madame?”

“Oh, não sei.” Falei fazendo cara de duvida. “É claro que sim. Assim não fico sozinha.” Falei rindo.

“E nem eu.”

“Duvido muito que você fique sozinho. Ahhh, você está realmente bonito.” Falei com um sorriso.

“Eu duvido que você fique sozinha por muito tempo. Então, temos uma festa, a casa está cheia. O que você quer fazer?”

“Hum... Podemos encontrar a Júlia? Eu queria ver ela, para que ela não diga que não vim.”

Rodamos um pouco. Edward sempre do meu lado, segurando a minha mão. A música já estava alta e as luzes piscavam de todos os lugares, ate que... encontrei Júlia. Oh My God! Ela estava perfeita num vestido vermelho, acima do joelho, com um decote em V, sandálias altíssimas e o cabelo solto.

“Meu Deus, Bells! Como você está linda!” Gritou ela.

“Err... Obrigada, Jú. Você está... linda!” tentei falar, mas a musica estava muito alta, e creio que ela só entendeu o ’linda’.

“Oie, Edward.” Disse ela se dirigindo a ele. Ele apertou sua mão e deu um sorriso. Percebi que vários garotos davam a Júlia olhares de... desejo? Ri para mim.

“Eu vou falar com o resto do pessoal, você vai me esperar?” Falou Júlia perto do meu ouvido.

“Não, acho que vou ficar por aí mesmo. Edward me pediu pra fazer companhia para ele.”

“Tudo bem. Te vejo por aí. Amanhã te ligo.” Júlia falou por cima da musica e me deu uma piscadela.

Eu e Edward andamos por toda a propriedade. A casa era enorme! Nos fundos continuava o jardim que terminava em um rio no fundo. Tudo estava enfeitado com luzes vermelhas, tapetes e velas no mesmo tom. Estava muito bonito.

“Quer dançar?” gritou Edward

“ O QUÊ?

“DANÇAR!”

“DANÇAR?”

“É!”

“EU NÃO SEI!”

“NEM EU!”

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=vn4ovawULGo

Ele saiu, me puxando e começamos a dança. Ou só nos mexer. Eu ria das expressões de Edward, enquanto eu rodava no mesmo lugar ao redor dele. No final da música, eu o abracei, e ele me apertou forte. Me olhou nos olhos e eu fiquei sem reação.

“Vamos tomar alguma coisa?” perguntei sem graça.

“Vamos.”

Saímos da pista e em todo lugar a musica estava alta. Percebi que havia essas caixas enormes de som espalhadas em casa canto que você olhasse. Pedimos 2 refrigerantes e sentamos no bar, enquanto conversávamos e riamos de todos. A festa estava realmente boa.

“Vamos dar uma volta?” Pediu ele.

“Onde você que ir?”

“Queria tomar um ar. Está muito quente aqui.”

“Tudo bem.”

Fomos caminhando, e até lá fora dava pra ouvir a musica alta.

“Então, Bells. O que está achando?”

“ Há Há Há. Muito Legal. Não pensei que fosse me divertir tanto. Parte disso é culpa sua! Que era aquilo que você estava fazendo?” Falei rindo. “ Parecia um pingüim!” e caí na gargalhada.

“Pensei que estava dançando. Que bom que você gostou.” Ele falou, e foi se aproximando de mim. Percebi tarde demais.

“Vamos dançar?” Convidei – o. Ele aceitou espantado. Eu, convidando ele pra dançar! Ainda estávamos no jardim e uma musica lenta e bonita começou a tocar.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=srX1R812drI&feature=fvst

Eu não esperava por isso. Ele me olhou nos olhos, como que pede permissão e falou:

“Posso?” colocando a mão na minha cintura, sem desviar o olhar.

“Sim” sussurrei dando a outra mão pra ele.

“Você está linda!” disse ele no meu ouvido. “De novo.” Coloquei a cabeça em seu ombro, sentindo o seu cheiro. Fechei os olhos e falei baixinho:

“Obrigado, de novo.”

“Você é incrível sabia?”

“Sou?”

“É.”

“Eu não sei o que dizer.”

“Não precisa falar nada. Eu queria falar.”

Tirei a cabeça do seu ombro rapidamente e o olhei nos olhos.

“Na verdade, existem varias coisas que eu queria poder te falar, espero que não se importe com a maneira que eu escolhi.” Falou ele, se aproximando mais ainda do meu rosto, com aquele cheiro maravilhoso que exalava dele.

Fechei meus olhos e senti sua mão indo em direção a minha cintura, me aproximando mais pra perto dele. Então senti seus lábios nos meus, tão doces, gentis, que me beijava de uma maneira carinhosa, e de repente percebi que estava retribuindo o beijo.

Coloquei minha mãe no seu pescoço e a outra em seu peito. Percebendo meu movimento, ele se aproximou mais ainda (como se fosse possível) seu corpo do meu. E eu passei a mão pelos seus cabelos, enquanto ele dava pequenas mordidas em meus lábios. Então ele me um ultimo selinho, se afastou e me olhou.

“Você não deveria ter feito isso.” Foi a única coisa que eu consegui falar.

“Me desculpa, mas acho que você retribuiu.” Disse ele com um sorriso nos lábios.

Sorri baixinho, fechei meus olhos e encostei a cabeça no seu peito.

“Mesmo assim não deveria ter acontecido.”

“Por quê?”

“Por que...” mordi meu lábio, travando a minha resposta: por que eu havia prometido ficar sozinha; porem minha resposta foi outra. “ Por que não devia.”

Ele se afastou e eu o olhei nos olhos.

“Ei, o que foi?”

“Não é nada Edward.”

“Tem alguma coisa que você queira me falar?”

“Não.” Respondi.” Não é nada. Só que...” ele me calou delicadamente com os dedos e falou:

“Então não estraga o momento. Vamos aproveitar.” Disse ele voltando a me beijar. Todos os pensamentos, duvidas sumiram da minha cabeça e voltei a beija – lo. Passamos uma noite muito agradável, que eu pensei que nem pudesse existir. Às 4h ele me levou em casa, depois de me despedir de Júlia.

“Te vejo amanha?” perguntou ele em frente a minha casa.

“Hum... Eu não sei.”

“Você poderia ir lá em casa e adiantar o encontro de terça."

“Se eu conseguir levantar... Me dá seu numero, qualquer coisa eu te ligo e você vem me buscar, pode ser?" Ele sorriu, escreveu o numero em um papel e me entregou.

“Boa noite fada dos meus sonhos.” Disse ele me beijando.

“Boa noite” consegui responder depois do beijo.

Fui para casa, direto para o meu quarto.Estava cansada, porem feliz. Tirei o vestido, coloquei meu pijama, calcei um par de meias de joaninhas, coloquei e papel na cômoda e despenquei na cama, sem ao menos me importar com a maquiagem.

Capítulo 9
Perfeitos Um Para O Outro


Acordei era quase meio-dia no domingo.

Demorei um pouco na cama, relembrando o que havia acontecido na noite anterior. Não deveria ter me deixado levar pelo charme de Edward. Ele era maravilhoso, eu sei disso, mas mesmo assim... E se eu sofresse de novo? E se a historia com Jacob se repetisse?

Mais eu não deveria dar uma chance para esse sentimento novo?

Lembrei dos vários beijos doces e calorosos que ele havia me dado ontem. Eu ia deixar as coisas acontecerem. Se desse certo, tudo bem. Se não desse... Bom, eu já tinha passado por isso e superado.

Levantei da cama, pensando em tomar um banho pra relaxar. Passei pela cômoda, e vi o papel que ele rapidamente havia escrito o numero da sua casa. Pensei nele. Ele era incrível. E não era também tudo que eu tinha pedido sobre o namorado que eu queria no papel? Rir com o pensamento da lembrança e fui para o banheiro tomar um bom banho quente.

Quando desci, Charlie estava vendo um jogo de futebol na TV.

“Oi, pai.”

“E aí, Bells. Como foi a festa?”

“Er... Foi legal. Eu vou sair, você se importa?”

“Não, pode ir. Mas pra onde?”

Fiquei indecisa entre contar a verdade ou não. Decidi por parte dela.

“Na casa dos Cullens. Edward convidou algumas pessoas para assistir filme, conversar e tal.” Falei para ele. A segunda parte não era verdade, mas tudo bem. Ele não precisava ficar sabendo de tudo agora. Subi as escadas, peguei o papel, sentei na cama, peguei o telefone na mesinha do lado da minha cama e disquei o numero.

“Alô?”

“Alô” disse a voz doce de uma mulher.

“Oi, o Edward está?”

“Está sim. Vou chamá-lo. Só um minuto.”

Fiquei esperando na linha, enquanto ouvia passos e vozes.

“Oi.”

“Oi, Edward. É a Bella. Tudo bem?”

“Oi, minha fada. Tudo bem sim e você?” falou ele com a voz feliz.

“Ta tudo perfeito. Então, sobre eu ir à sua casa, tem como você vim me buscar?”

“Claro! Posso ir agora?”

“Ahãm. Estou te esperando.”

Vesti uma minha calça jeans e calcei o tênis. Sentei na cama e fiquei aguardando. Ouvi a campainha tocar e desci rapidamente as escadas. Quando abri a porta, lá estava ele lindo e perfeito num suéter preto. Ele me deu um beijo rápido, me fazendo olhar surpresa para ele. Me virei e falei:

“Tchau pai. Não vou demorar.”

“Tchau Bella. Se cuida.”

Bati a porta e saímos andando até eu ver o carro. Ele abriu a porta e eu entrei enquanto ele dava a volta.

“E então. Falou o que ao seu pai?” perguntou ele enquanto passava uma mão distraída no meu cabelo.

“Hum... A verdade, ou parte dela. Falei que você tinha convidado alguns amigos para assistir filme na sua casa. Acho que ele ainda não está preparado para ouvir que eu estou saindo com o filho dos Cullens. Desde de quando você dirige?” perguntei, pois sempre que ele foi me levar em casa íamos a pé.

“Peguei a carteira faz dois dias.” Falou ele feliz.

“ E quem atendeu o telefone quando eu liguei?”

“Minha mãe” disse ele rindo. “e ela já sabe de tudo.”

“Você contou pra ela?”

“Ahãm” falou ele rindo e me dando a impressão de estar orgulhoso.”Por quê? Algum problema?”

“Nadinha.” Falei rapidamente.

Fomos conversando, ele dirigindo pela estrada. Chegamos no final dela e ele virou a esquerda, onde apareceu uma casa, com um vasto jardim. Era linda. Saí do carro olhando para cima, e ele veio colocando a mão na minha cintura, me dando um beijo de tirar o fôlego, que eu aceitei, ficando nas pontinhas do s pés para chegar mais perto do seu rosto. Quando o beijo terminou, ele encostou sua testa na minha. Eu olhei pra ele e sorri. Ele se afastou e me puxou pela mão pra dentro da casa.

Era enorme e clara. Ele me mostrou cada cômodo, e me apresentou a sua mãe e irmãos. Alice era um mimo. Fazia faculdade fora da cidade e só vinha nos fins de semana. Emmett era enorme e tinha um rosto de menino travesso. Esme sorriu calorosamente, andando até mim e me dando um beijo no rosto. O pai de Edward estava dando plantão no hospital.

“Vem Bella. Eu quero te mostrar uma coisa.” Edward já me arrastava em direção a um corredor.Fui andando e segurando a mão dele.

Abriu a ultima porta do corredor. Era uma sala enorme e em cada canto que você olhasse, tinha um instrumento musical. Tinha uma parede com vários, vários CD’S e um hiper som. Em cada canto da sala havia muitos tapetes de aparecia macia e almofadas. Guitarras, baixos, violões, bateria, tudo, tudo dentro da sala. E onde tinha uma janela enorme, tinha perto um piano lindo. Entrei na sala e fiquei observando cada centímetro, com Edward atrás de mim, com meu sorriso preferido no rosto.

“O que é isso tudo?” perguntei.

“Todos nos gostamos muito de musica aqui em casa. Então esse é o lugar. Todos tocamos algum instrumento ou todos eles. Emmett por exemplo, sabe tocar todos que estão aqui, menos o piano. Só eu sei toca – lo.” Acrescentou ele, me olhando. Passei a mão pelo seu ombro, encostei no seu peito, e com o esforço para alcançar o lado da sua cabeça, sussurrei em seu ouvido:

“Toca pra mim?”

“Sim.” Ele falou, puxando delicadamente meu rosto pra cima, me dando outro beijo. Me soltou e foi em direção ao piano. “Vem, senta aqui comigo.”

Fui andado e me senti do seu lado. Ele me olhou com os olhos brilhando e passou a mão levemente pelo piano.

“O que você quer ouvir?”

“Alguma coisa sua.”

Quando terminei de falar, ele já havia começado uma melodia. Eu estava fascinada. Ele cantou, e meu coração cantou junto. Como tudo, todo aquele conjunto poderia ser perfeito daquele jeito? E o observei. Quando ele terminou, me senti muito feliz.

“É realmente muito, muito bom.” Falei pra ele.

“Obrigado. Eu gosto quando toco ela acompanhada de Emmett no violão. Fica bom também.”

Fiquei olhando para, olhando no fundo daqueles olhos absurdamente lindos. Eu merecia tanto?

“No que você está pensando?” ele perguntou.

“Hãm?”

“No que você está pensando?” repetiu ele. “ Você esta me olhando, queria saber o que se passa ae dentro da sua cabecinha.”

“Não é nada.” Respondi prontamente.

“ Por favor, fala Bella.”

Olhei pra ele com aquele carinha de anjo.

“Estava apenas me perguntando se eu mereço tanto. Se eu mereço você.”

“E qual o motivo da dúvida, você acha que eu não estou à altura do cargo?” perguntou ele com o meu sorriso no rosto.

“Não é isso. Só acho que é demais pra mim.”

“Eu não acho que seja. Acho que somos perfeitos um pro outro. Vamos apenas viver isso.”

“Você toca de novo?”

“Eu posso escolher dessa vez?” ele perguntou.

“Sim.”

“O.K. Vou te falar a historia dessa musica. Eu escrevi ela pra você.”

“Pra mim?!”

“Sim. Estava deitado no meu quarto, lembrando de você e então desci correndo e vim pra cá. Ouve.”

Ele começou e eu ouvi.


Eu quero você pra sempre
Para todo o sempre
É difícil parar de te amar
E eu não quero isso
Quero te amar ate quando
Meu coração tiver forças para bater
Fique apenas e me deixa te fazer feliz
E eu prometo te amar para todo o sempre.
(Letra By Raphinha Cullen)



Era linda. Quando ele terminou, eu ainda estava em êxtase, com a musica em meus ouvidos e pensamentos.

“Ei.”

“Pode falar.” Respondi baixinho.

“Olha pra mim.” Ele falou. Eu o olhei. “ Eu amo você.” E me beijou. Quando ele fez isso, eu senti o mundo fugindo dos meus pés.

Quando eu consegui colocar meu pensamento no lugar, estava deitada em um sofá, ainda na sala de musica. Edward estava do meu lado com uma cara que ia de preocupação ao riso. Consegui ficar sentada.

“Vá com calma.” Disse Edward dessa vez caindo na gargalhada. Senti meu rosto esquentar e olhei pra ele que tinha lágrimas nos olhos.

“Me desculpa, mas você é inacreditável. Como eu falo que te amo e você desmaia nos meu braços?”

“Eu não tive a intenção.”

“Eu sei que você não teve, mas foi engraçado mesmo assim. Pega, toma esse copo de água.”

Fiz o que ele pediu e senti minha cabeça voltando pro lugar, e fui lembrando pra ver se eu tinha certeza do que Edward estava falando. Oh MY God! Agora eu estava realmente ferrada. Consegui ficar pé e decidi que já era a hora de eu ir embora.

“Edward... Eu to indo... embora? É eu estou indo.” Falei já me levantando e indo em direção a porta.

“Ei, peraí. Por que?” falou ele, correndo e bloqueando a minha passagem.

“Eu apenas tenho que ir.”

“Você não está em condições de ir andando, e eu não vou te levar. Quero conversar com você antes.”

Olhei pra ele. Ele falava sério.

“Tudo bem. O que você quer?” falei um pouco rude.

“Eu quero saber o por que disto. Por que no baile você ficou estranha por um momento, seu receio em me beijar por alguns instantes e isso agora. Eu fiz, falei alguma coisa?” ele disparou.

“Não Edward, não é nada com você.”

“Então o que é?” perguntou ele gentilmente.

“Aiim... Por que você ta fazendo isso comigo?”

“Eu só quero saber a verdade. Acho que é hora de conversamos. Vem cá.”

Ele me pegou pela Mao e me guiou ate o outro lado da sala. Sentamos em um tapete, que mais parecia um edredom de tão fofo que era. Pegou muitas almofadas e jogou tudo no tapete. Nós sentamos e eu peguei uma almofada roxa e a abracei.

“Então, por onde vamos começar?” ele perguntou.

“Eu vou falar, não precisa pressionar.” Reclamei baixinho.

E ele me ouviu. E falei tudo que estava guardado no meu peito. Contei sobre Jacob, em como eu havia me machucado, como sofri. Como me sentia em relação a ele, a promessa que eu havia feito a mim mesma,como Jacob ainda me perseguia mandando e – mails, ligando na casa de Renée (ele me falou quando eu liguei pra ela uma noite dessas aí), do quanto havia me sentindo triste. Quando cheguei nesse ponto, vi que estava chorando. Larguei a almofada e me aninhei em seus braços que me puxaram para um abraço forte. Quando as lágrimas cessaram pó um instante, eu continuei. A falta de Renée e dos meus amigos, o bilhete sobre o namorado que eu queria. Quando chegou nessa parte, ele me interrompeu.

“Você escreveu em um papel e guardou de como você queria o seu namorado?” perguntou ele incrédulo.

“Sim.” Falei timidamente. “Eu também não entendi por que, mais fiz.”

“Você é inacreditável. Com certeza.” Ele riu, e eu me juntei com ele, com o rosto inchado por conta das lágrimas.

“ E esse Jacob, onde está?”

“Em Phoenix. Depois que eu terminei com ele, eu vim pra Forks. Não tive noticias dele e também na tinha motivos pra querer saber. Renée me contou que ele esta andando com um pessoal estranho por lá. E que não para de ligar atrás de mim. Eu fico imaginando o que ele quer.”

“Mas você gosta dele?”

Eu olhei pra Edward. Como eu acabo de falar que sofri e ele me pergunta seu eu gosto do traste? Ai Ai... Ele só poderia esta me zuando.

“Acho que você não prestou atenção no que eu falei.”

Ele riu e me abraçou forte de novo, com o rosto no topo da minha cabeça.

“Me promete uma coisa?” ele pediu.

“Sim.”

“Promete que não vai mais pensar nesse Jacob. Nem pensar, nem falar, nem comentar. Não vai fazer nada em relação a ele.

“Eu prometo.” Falei segura.

“E em troca, eu prometo te fazer feliz.”

Olhei pra ele e falei:

“Eu amo você.”

“Quanto à promessa, todos nós quebramos alguma pelo menos uma vez na vida.” Falou ele rindo.

Capítulo 10
Garoto dos Meus Desejos de Papel


Fiquei muito tempo ainda com o Edward.

Ele me ensinou minha musica no violão, a até comecei a aprender o comecinho dela no piano, com ele me ajudando, é lógico. Conversamos muito e sobre muitas coisas. Em um certo horário a mãe dele nos trouxe um lanche. Ela me olhou com uma expressão de riso. Eu perguntei a ele por quê.

“Deve ser por que você desmaiou. Quando você caiu nos meus braços, eu a chamei e ela que perguntou o que eu tinha feito, já quase me acusando. Então eu só respondi que tinha falado que te amava, e você pronto, desmaiou. Ela começou a rir e voltou pra sala.” Falou ele se matando de rir.

Ri, chorei, me divertir, toquei, cantei, cantei com Edward, e o principal: fiquei perto dele.

Ele me fazia sentir única. Ficava todo o tempo perto de mim, me beijava quando eu estava distraída apenas para ver meu rosto surpreso, me abraçava quando eu falava com ele, passava a mão nos meus cabelos enquanto eu estava falando. Eu notei que quando ele não estava por perto, eu corria para o seu lado para sentir o seu cheiro que exalava de cada parte do seu corpo, quando ele me abraçava minhas mãos iam automaticamente para seus cabelos e que antes de beijá – lo, sempre olhava no fundo dos seus olhos perfeitos; era como uma ligação pra mim. Eu entendia tudo que ele queria quando ele me olhava.

“Nós estamos oficialmente namorando?” perguntei pra ele do piano, distraída. Ele estava do outro lado da sala mexendo nos CD’S e no som. Ele virou rapidamente o rosto.

“Achei que esta questão já estava resolvida.”

“Como assim?”

“Pensei que já soubesse que sou oficialmente seu namorado.”

“ Oh me desculpe.” Falei, me levantando, rindo e indo em sua direção. “Pensei que tivesse que ter um pedido e que eu tivesse que aceitá-lo para tudo isso se tornar oficial.” Coloquei meus braços ao redor do seu pescoço.

“Bella, garota dos meus sonhos. Você desejaria compartilhar comigo momentos inesquecíveis aceitando ser minha namorada?”

Comecei a rir.

“É claro que eu desejo compartilhar com você, garoto dos meus desejos de papel.”

Nos beijamos demoradamente. Cada segundo perto dele parecia ser pouco, mas já era tarde e eu precisava ir embora.

“Agora eu posso ir embora?” perguntei.

“Sim, acho até melhor. Já é tarde e seu pai pode ficar preocupado.”


Quando cheguei em casa, Charlie já estava inquieto, afinal eu tinha saído de casa antes de 13h e já era quase 20h!

“Júlia ligou pra você!” gritou Charlie lá debaixo, enquanto eu entrava no banheiro.

“Eu vou ligar para ela depois que eu tomar um banho.” Respondi da porta do banheiro. relaxei embaixo da água quente.

Me sentia extremamente feliz. Eu estava namorando Edward Cullen! Sorri e lembrei de cada momento, de cada detalhe, de como ele passava a mão no cabelo quando eu perguntava alguma coisa que fazia ele ficar em duvida na resposta, e depois me respondia, me abraçava carinhosamente, em muitas das vezes, bagunçando o meu cabelo.

Terminei meu banho e fui para o quarto. Bem na hora o telefone tocou e eu corri pra atender, pensando em Edward.

“Bella?”

“Oie, Júlia. E a festa amiga?”

“Noossa! Que festa, diga – se de passagem. Foi muiiiiiiito bom. Mas me conta você. Eu percebi a mãozinha dada, o sorriso no rosto...”

“ Você está falando do Edward?”

“ Dos dois! Bella, eu vi no final da festa, ele foi embora com você. Vi as meninas que ficaram comentando que ele não tinha falado com elas, nada de atenção, que passou a festa toda com você e coisas desse tipo. Inveja no mínimo. Que brilho nos olhos era aquele, amiga?”

“Hãm, eu pensei que tinha passado pouca maquiagem.” Me fiz de desentendida.

“Bella!” reclamou Júlia. “Me conta!”

“Tá, tudo bem. Ficamos juntos na festa, bebemos alguma coisa, dançamos o que foi realmente engraçado...”

“Vocês ficaram?”

Fiquei vermelha, mas não agüentei ter que ficar com aquele segredo só pra mim. Tinha que alguém próximo também saber o quanto eu estava feliz! Então exclamei:

“ Ficamos, Jú. Foi lindo, per-fei-to!"

Começamos as duas a rir.

“Mas, onde você estava mais cedo? Liguei e seu pai disse que você tinha saído.”

“Er... É que eu fui na casa dele.”

“O QUÊ? Detalhes, Bella, detalhes. ”

“Ahhh Jú. Não aconteceu muita coisa. Conheci sua mãe, seus irmãos, ele me levou para uma sala de musica que é realmente incrível e me mostrou... uma musica que ele fez pra mim.”

“Oh My God! Ele escreveu uma musica pra você?!”

“Sim, Jú. Escreveu. Mas por favor, não fala nada pra ninguém não. É minha e dele. Só falei pra você e ...”

“Tá, tá, tá Bella.” Interrompeu Júlia. “Eu vou desligar, mas depois eu te conto a minha parte da festa.”

“Tchau Jú.”

Coloquei o telefone de novo na mesa ao lado da minha cama e liguei meu computador. O papel de parede era uma fotinha minha, da Joicy e da Milla, no meu antigo quarto em Phênix. Elas deveriam saber das novidades, juntamente com a minha mãe. Digitei a seguinte mensagem:

“Oie meninas! Como está aí na quente Phênix? Sinto tanta falta de vocês. Conheci uma garota bem legal aqui, a Júlia. Creio que vocês iam se dar muito bem, ela adora uma festa, como vocês. Por falar em festas... Que raio de festa é essa que vocês andam freqüentando, eim?! Pelo jeito foi divertida, queria tanto poder está ai. Quando vocês vão vim me visitar? Tô cheia de novidades. Ahhh, fui em uma festa sábado. Lembra do Edward, garoto estúpido que eu falei pra vocês? Então... fiquei com ele.É, eu sei. Eu também não imaginava. E adivinha?? Ele me pediu em namoro! E o mais importante: EU ACEITEI!! Ele é perfeito amigas, até já fez uma musica pra mim. Depois eu faço ele gravar com a sua voz perfeita e mando para vocês (risos). É bom demais se apaixonar!
Me conta como está aí e não se esqueçam de mim!
‘ Amigas em qualquer momento... ’
Amo vocês,
Bella.”


Mandei o e – mail pra Milla e pra Joicy e comecei a digitar outra para Renée. Não podia mandar um e-mail desses pra ela! Contei sobre como estava minha vida, a escola, Edward, a música, e que ainda não tinha falado pra Charlie. Apaguei as mensagens de Jacob, desliguei o computador e fui dormir.

Capítulo 11
Ligações


Meu relógio despertou e eu levantei feliz para ir a escola. Eu ia ver Edward! Indo para o banheiro, chamei por Charlie que já tinha saído para trabalhar. Me arrumei, peguei a mochila e fui comer alguma coisa. A campainha tocou e eu fui atender, curiosa de quem estava lá uma hora daquelas. Quando abri a porta, senti o beijo rápido que me pega de surpresa que só Edward sabe me dar. Depois que consegui tomar o fôlego, sorri, sentindo meu coração na garganta.

“Bom–dia!” falou ele radiante. “Creio que Charlie não está. Posso entrar?”

“Tenho a impressão que você já sabia que ela não estava.”

“Estava indo pra escola e vi ele passar. Ia chegar mais cedo, pensando que você também ia. Provavelmente eu estava errado. Você está atrasada.”

“Sério? Eu nem percebi. Pelo contrario, achei que estava adiantada.”

Ele sorriu meu sorriso, o meu, que era meu juntamente com ele.

“Vamos?” convidou ele. Ele me puxou e me beijou com desejo. Senti meu corpo esquentar e quando consegui me separar dele, falei sem graça:

“É melhor a gente ir.”

Ele riu e nós saímos.

Chegamos de mãos dadas na escola e percebi que todos nos olhavam; ou olhava pra mim, que é mais provável. Senti meu rosto esquentar. Dava pra ouvir os comentários.

“Acho que não poderemos mais adiar com Charlie.” Edward me falou.

“É, eu vou falar com ele hoje à noite. Bem que você poderia me ajudar né?”

“Claro. Eu também faço parte da historia. Até no intervalo.” Me beijou e saiu. Quando entrei na sala, Júlia já me olhava com um olhar apreensivo.

“Eiita que o trem tá bom!” falou ela rindo. Dei um sorriso radiante e já puxei conversa:

“Me conta da festa!”

“Cara, foi maravilhoso. Bebi, dancei, fiquei hiper feliz...”

O professor entrou na sala, interrompendo ela. Então ela abriu o caderno, arrancando uma folha e começou a escrever. Ela contou que a festa acabou era quase sete horas da manhã do outro dia, que ela havia ficado com um garoto chamado Fábio e que ele fazia parte da mesma equipe de natação de Edward, e que se o corpo de Edward fosse tão bom quando o de Fábio, eu deveria estar bem feliz.

Bateu o intervalo e eu fui correndo para o refeitório. Me sentei ao lado de Edward e assisti as duas ultimas aulas louca para ir embora logo para ver – lo.

“Então 19h eu venho aqui para conversamos com Charlie, tudo bem?”

“Uhum.

“Até mais tarde, então.”

Entrei e arrumei a casa. Charlie tinha deixado um bilhete que eu não tinha visto falando que não vinha almoçar. Fui para o quarto e peguei meu caderno. Queria fazer uma surpresa e também retribui a musica de Edward. Comecei a escrever. O telefone tocou e eu atendi. Era Renée. Conversamos e ela perguntou quando Charlie ficaria sabendo de Edward.

“Hoje a noite, mãe. Edward vai vim aqui.”

“Que bom. Tudo que você fizer em relação a Edward, que não seja muito constrangedor para você, fala com Charlie.” Disse ela com uma risada.

“Ok mãe.”

“Vieram aqui em casa procurando por você.”

“Quem?” perguntei curiosa.

“Jacob. Bella, eu estou realmente começando a ficar preocupada agora. Ele estava alterado, veio com uns amigos dele que ficaram no carro esperando, com um ar um pouco estranho. Se Phill não estivesse aqui, juro que teria chamado a polícia. Ele queria saber o endereço de onde você está.”

“Pois na próxima vez, chame mãe! Como ele faz isso? Ele é louco?”

“Na verdade ele falou alguma coisa de ser louco por você.”

“Ele não tem vergonha! Depois de tudo!”

“Só quis te avisar. Se acalma, ele não vai fazer nada, mas sempre é bom tomar cuidado. Se cuida minha Bella. Te amo.”

“ Eu estou bem mãe. Cuidado aí. Eu também te amo.”

Desliguei o telefone e fiquei deitada na cama. Eu tinha a sensação que Jacob estava me cercando, se aproximando...

O telefone tocou de novo. Atendi pensando que era Renée que havia esquecido de falar alguma coisa, mas o outro lado da linha estava mudo.

“Alô?” falei.

E nada. Que estranho. Ouvi uma respiração e movimentos do outro lado da linha e desligaram. Pensei em Jacob e senti meu corpo esfriar. Ele não poderia saber onde eu estava, certo? Meus pensamentos flutuaram e me assustei quando o telefone tocou de novo. Atendi cautelosa, esperando falarem primeiro:

“Bella?”

Suspirei aliviada. Era Edward.

“Oie Edward.” Falei com a voz fraca.

“Aconteceu alguma coisa? A sua voz está estranha...”

“Não, eu estava deitada apenas.”

“Hum... tudo bem. Eu só liguei pra falar que eu te amo.”

Senti meu coração despencando de alegria.

“Eu também, meu desejo do papel.” Ele riu.

“Até daqui a pouco. Te amo.”

“Eu amo mais.”

Ele desligou e eu fui banhar, ainda preocupada. Não havia motivos para falar nada pra Edward, afinal não tinha nada do que ter medo. Era só minha imaginação que ia longe demais.

Charlie chegou, jantou e foi para o sofá. Fiquei apreensiva, esperando Edward. Ouvi o carro se aproximando e abri a porta sem que Charlie ouvisse.

“Vem cá.” Falei baixinho. “Vou entrar e falar com ele que queremos conversar, certo?”

“Certo. Fica calma.” Disse Edward percebendo meu nervosismo.

“Como se fosse possível.”

Ele riu do meu jeito, dei um beijinho nele, e voltei pra dentro de casa, tremendo.

Capítulo 12
Oficial


Olhei pra Charlie de costas para mim, deitado no sofá.

“Err... pai.” Comecei. Percebi que minha voz tremia e me concentrei em me acalmar. Ele me olhou e percebeu que eu estava branca.

“O que aconteceu, Bells?” perguntou ele se levantando.

“Não é nada serio. É só que eu queria falar com você, junto com Edward. Se não tiver problemas, ele esta esperando. Vou chamá – lo, então conversamos.”

Voltei quase correndo para a porta, e Edward estava com cara de quem ia derrubar a porta a qualquer momento.

“E aí? Como ele está?”

“ Eu não sei realmente. Vem, vamos acabar logo com isso.”

Entramos, eu segurando a mão de Edward. Percebi que Charlie havia desligado a televisão e que reparou a minha mão apertando a de Edward.

“Boa noite, Charlie.”

“Boa noite Edward.” Falou Charlie tenso. “ Vamos acabar logo com esse suspense. O que vocês querem?”

Abri a boca para falar, mas não consegui dizer nada. Edward então tomou a rédea da situação.

“Eu vim me apresentar formalmente como o namorada da Bella, e para que você fique ciente que eu sou um homem sério, e que eu não quero brincar com você, e muito menos com a sua filha.”

Charlie ficou calado, com a boca entreaberta, me olhando com cara de pasmo, como se pedisse minha confirmação. Assenti com a cabeça e falei:

“Err... É isso pai. Edward e eu estamos namorando.”

Charlie continuou calado, olhando para nós.

“Pai, você está bem?”

“Quê?!” perguntou Charlie atordoado. ”Sim, sim, sim, sim. Quero dizer, sim estou bem. Quanto a esse é... hum... namoro de vocês, cuidado. Por mim esta tudo bem desde que não atrapalhe sua vida de nenhuma maneira, Bella. E Renée já sabe disso?”

“Sim.”

“Que bom, para que todos fiquem cientes por aqui. E seus pais Edward?”

“Já sabem. E aproveitando, eu queria pedir que me deixasse levar Bella para um jantar que meus pais oferecem a ela hoje. Será bem vindo se quiser se juntar a nós, Charlie.”

“Não, eu vou ficar por aqui mesmo. Você vai, Bells?”

“Sim.” Falei. Eu não sabia dessa parte de jantar oferecido a mim.

“Ok. Só não chega muito tarde, certo?”

“Tudo bem pai.” Me virei para Edward. “Espera um instante enquanto eu vou pegar um casaco lá em cima.

“Tá bom.”

Subi as escadas e fui me olhar pra como estava no espelho. Ainda estava branca, mas não tanto quando eu imaginei que estivesse. O sangue já voltava a circular no meu rosto. Pequei o casaco e desci as escadas.

Edward e Charlie estavam conversando animadamente sobre um campeonato de futebol e as quartas de finais que ocorreria esse final de semana.

“Vamos Edward.”

“Vamos, Bella. Boa noite Charlie.”

“Boa noite Edward. Tchau Bells.”

Saímos em direção ao carro de Edward.

“Não fomos tão ruim assim.” Falou Edward.

“Oh não. Fomo s até bem, se eu não tivesse perdido a voz e você não estivesse a aparência que ia derrubar a porta.” Falei rindo.

“Você esqueceu de falar o quanto você ficou branca que nem papel. Quer dizer, você ainda está branca. Peraí. Deixa eu resolver isso.”

Ele me empurrou no carro e me beijou fortemente. Senti todo o sangue do meu corpo se transferir para o meu rosto. Já imaginou se Charlie visse a cena de Edward praticamente me atacando na porta da minha casa? Ele surtava!

Edward se afastou de mim e riu.

“Bem melhor assim.” Falou ele do meu rosto vermelho e quente.

Ele dirigia e me puxou pela mão para entrar na sua casa. Tinha uma lenta e baixa musica de fundo. O pai de Edward, Carlisle, veio em nossa direção.

“Prazer em conhecê – la, Bella. Ouvi muito sobre você.” Falou ele com um sorriso no rosto, apertando a minha mão.

“Prazer, Carlisle.”

“Então filho. Como foi com o pai de Bella? Ele não quis atirar em você, não?

“Vocês estão tão atrasados que pensei que tivesse que ir atrás.” Falou ele divertido.

“Acho que ele cogitou isso por um momento.” Disse Edward rindo. “Mas foi tudo bem.”

“Que bom. Me lembro muito bem quando Alice chegou aqui falando que estava noiva de Jasper. Não sabia nem que ela namorava com ele! Quase infarto!”

“Que nada pai.” Disse Alice aparecendo. “ Larga de ser dramático. To quase casando e você ainda lembra disso? Ahh, Oi Bella!”

“Oi, Alice.”

“Tenho já que preparar meu coração?” pergunto Carlisle, que abraçou a filha. “Vamos comer logo!”

Esme me deu um beijo no rosto e Emmett um abraço de quebrar as costelas. Foi um jantar muito tranquilo e divertido. Às 22h me despedi e agradeci a todos, e fui embora com Edward.

“Tchau, Edward.” Beijei ele e fui em direção a casa, passando direto pela sala, falando um ‘boa – noite’ para Charlie e subindo cansada as escadas, despencando na minha cama.

Capítulo 13
Cuidando de Mim


Acordei com a cabeça doendo e sem vontade de ir a escola. Gritei chamando por Charlie, mas ela já tinha ido trabalhar. Tentei sentar e minha cabeça girou em senti despencar de novo na cama. Percebi que estava suando frio e que provavelmente estava com febre. Tentei pegar o telefone, mas os meus dedos apenas roçavam o fone. O que eu ia fazer? Tentei sentar de novo. Meu corpo doía todo. Peguei o fone e disquei o numero do Edward. Esme atendeu.

Perguntei por ele.

“Oie Bella. Edward já foi.”

“Aiim... não tem como falar com ele antes dele chegar na escola? Eu estou doente, creio que eu não conseguirei ir a aula hoje.

“Eu vou ligar no celular dele. Mas ele disse que ia passar ai antes.”

“Pede pra ele entrar quando chegar. A porta esta provavelmente destranca. Obrigado Esme.”

“Se cuida Bella. Qualquer coisa liga.”

Coloquei o telefone de volta no gancho e me embrulhei de novo. Estava tremendo. Fechei os olhos: até piscar doía, esperando ouvir o carro de Edward.

Senti movimentos perto da cama e com esforço abri os olhos. Ele estava lá. Estava comigo.

“Oie.” Falei com a voz fraca.

“Você está ardendo em febre! Pega, toma esse remédio.”

“Não é nada, Edward.”

“Como não é nada?! Você mal consegue falar! Toma logo.”

Com outro esforço, ele me ajudou a tomar o remédio.

“Quando Esme me ligou, eu imediatamente liguei para Carlisle que me falou que você devia está com uma gripe forte, o que é típico da época, mas para cuidar se não pode piorar.”

“Tudo bem.” Falei baixinho, deitando de novo. “Você pode ir para a escola agora. Eu vou ficar bem.”

“Eu não vou. Vou ficar com você. Que horas Charlie chega?”

“À noite.”

“Então temos o dia juntos. Ficarei com você.”

Abri devagar os olhos e percebi que ele tinha puxado a minha poltrona pra perto da cama, para ficar perto de mim.

“Deita aqui comigo.” Sussurrei.

“ Tem certeza?”

“Ahãm.”

E ele veio. E afastei meu corpo para o canto da cama perto da parede e senti ele tirando a blusa de frio e deitando ao meu lado. Me aninhei no seu peito, e ele puxou os cobertores.

“Você deveria vestir a blusa.” Falei levantando o rosto.

“Psiu. Você está quente o suficiente para me esquentar.” Falou ele rindo baixinho. “Dorme Bella.”

Eu encostei minha cabeça no seu peito novamente e senti seu cheiro. Ele passou a Mao pelos meus cabelos e me abraçou, apesar da minha alta temperatura. Senti minhas pálpebras piscarem e se fechares.


Quando eu acordei, a febre estava um pouco mais baixa e Edward não estava do meu lado. Fiquei assustada. Onde ele estava? A porta abriu e ele entrou com uma bandeja nas mãos.

“E aí. Melhor?” perguntou com um sorriso no rosto.

“Acho que sim.”

“Então vamos comer pra recuperar as energias?”

“Você me abandonou.” Acusei –o.

“Não. Acabei de levar daí.”

“E quem fez tudo isso?” perguntei apontando pra bandeja.

“Liguei pra minha mãe. Emmett trouxe.” Falou ele com um sorriso maior ainda.

“Quantas horas?”

“São quase 14h. Você precisa tomar um banho para ver se sua temperatura abaixa um pouco mais e depois você toma outro remédio.”

Ele me olhou, parecendo radiante diante do seu trabalho comigo.

“Tá, eu vou comer. Agradeça Esme por mim.”

“Sim.”

“O que você ficou fazendo enquanto eu dormia?” perguntei pegando a colher cheia de sopa e levando a boca.

“Ahh, eu dormir com você. Você estava tremendo quando eu deitei. Estava tão quente que eu estava com medo de você ter uma hipertemia. Dormimos, então eu acordei com o telefone tocando. Acho que a linha está com problemas, por que o outro lado estava mudo.”

Engasguei quando ele chegou nessa parte e meu pensamento foi pra Jacob, mas Edward não percebeu.

“É, eu acho que é isso.”Falei abaixando a cabeça em direção ao prato.

“Então liguei pra minha mãe...” Continuou Edward “ ...e fiquei olhando suas coisas aqui no quarto, enquanto esperava Emmett. Você tem algumas coisas bem interessantes aqui. Quem são as meninas da foto?” perguntou.

“Joicy e Camila. Minhas amigas lá em Phênix.”

“Hum... São bonitas elas...”

“Eiiiiii, o quê que há??”

“O que foi?” perguntou ele surpreso.

“ Como você fica falando na minha cara que minhas amigas são bonitas?” perguntei me fingindo de severa.

“Me desculpe, mas eu prefiro você. Não me deixou nem conclui meus pensamentos.” Falou ele me dando um leve beijo e rindo. “Hora do banho.” Ele falou quando eu já havia terminado a sopa.

Me levantei e tomei um banho. Me sentia melhor, mas percebia que a febre ameaçava voltar. Quando saí do banheiro, entrei no quarto e Edward estava deitado na cama, me esperando.

“Vou aguardar lá fora enquanto você se troca.” Falou ele visivelmente constrangido quando eu adentrei só de roupão e com os cabelos meio secos, e se levantando para sair.

“Não precisa.” Falei prontamente, fechando a porta. “Fique.” Disse olhando pra ele.

Edward me olhou, com cara de quem eu-não-deveria-estar-aqui.

“Apenas feche os olhos.” Falei dando um risadinha.

E ele obedeceu, ainda de pé ao lado da minha cama. Eu tirei meu roupão, e ainda nua pelo quarto fui indo em direção a ele.

“Você não deveria esta sem roupa.” Falou ele de olhos fechados. “ esqueceu que está doente?”

“Não pode abrir os olhos, eim?” falei chegando perto e lhe dando um beijo. Ele retribuiu o beijo, mas ficou totalmente imóvel. Peguei suas mãos e coloquei na minha cintura, que eu senti passando pela minha coluna, meu corpo se arrepiando ao seu toque.

Me afastei sorrindo e o olhei. Ele também tinha um sorriso no rosto. Sussurrei em seu ouvido: “Não pode olhar ainda.” E fui vestir uma roupa. Quando terminei, fui andando nas pontinhas dos pés até ele, e dessa vez o beijei me jogando em seus braços. Ele abriu os olhos e me olhou feliz.

Começamos a rir.

“Isso não foi legal.” Falou ele tentando ficar sério. “Quero dizer, a parte de me deixar louco.”

“Tudo bem, não faço mais.” Falei rindo.

“O que você foi fazer na cômoda?”

“Como?”

“Eu senti o cheiro do seu corpo indo naquela direção.” Disse Edward me olhando atentamente.

“Só passar creme nos cabelos. Como você...”

“ Você me disse pra não olhar, mas eu senti seu cheiro e calor do movimento do seu corpo.”

“Hum... muito espertinho você. Me abraça, anda.” Falei rindo.

Ele me abraçou e ficamos assim durantes alguns minutos. Então ele puxou meu rosto e com minhas meias de estrelinhas douradas, fiquei na ponta dos pés para beijar sua boca. E nos beijamos e foi maravilhoso. Senti meu corpo todo esquentar e me abracei mais forte a ele. Ele deve ter percebido, por que se afastou e falou:

“Você está quente de novo. Vamos tomar outro remédio antes que a febre volte.”

“Eu não estou quente por que estou com febre. Creio que é por outros motivos.” Resmunguei, enquanto ele sorria me oferecendo o remédio e um copo de água.

Nos deitamos na cama e conversamos sobre muitas coisas. Ele quis saber mais um pouco sobre minha vida em Phoenix, da Camila e da Joicy. Isso foi até o sono bater de novo sobre mim, me fazendo ficar sonolenta. Tenho pra mim que ele estava cantando pra mim.

“Bella, eu já estou indo. Charlie deve estar chegando e ele não vai acreditar se eu falar que estava cuidando de você. Mais tarde eu ligo e amanhã eu volto. Te amo minha Bella.”

Olhei pra ele, sorri e falei:

“Te amo.”


Quando Charlie chegou, foi lá no meu quarto. Eu falei que não acordei bem, mas que já estava melhor. Ele desceu até a cozinha, fez um chá, e me trouxe junto com alguns biscoitos. As 20h30min Edward me ligou, perguntando se eu estava bem, então eu voltei a dormir.

Eu não fui a escola pelo resto da semana. A pedido de Edward e Charlie, Carlisle veio dá uma olhada em mim, mas disse que eu estava quase curada, precisando apenas de descanso. Edward ficou a semana toda cuidando de mim, apesar de eu insistir falando que não precisava, que ele tinha que ir para a escola, por que se não seriamos dois atrasados. Mas ele não concordou e ficou.

E por dentro eu agradecia por ele ser tão cabeça dura. Eu adorava ter ele do meu lado, sentir seu cheiro doce, a textura dos seus lábios, que agora me beijava de uma maneira mais quente, como se me desejasse e o calor do seu corpo. E principalmente: o calor do meu corpo quando estava do seu lado.

Capítulo 14
O Sonho


Eu tive que correr para recuperar toda a matéria. Via Edward todos os dias na escola, fora os dias que ele ia lá em casa ou quando saiamos a noite, indo a diversos lugares, mas o preferido era sempre a sua casa.

Nesse tempo, as coisas estavam ficando cada vez mais estranhas. Os telefonemas mudos continuaram acontecendo em minha casa e o curioso é que era sempre quando eu estava sozinha. Perguntei a Charlie se alguém ligava de manhã, nas vezes que ele estava em casa, e ele me respondeu que não, pensando em Renée e nas minhas amigas em Phoenix. Nem mesmo quando eu estava com Edward. Eu estava começando a me sentir acuada, com a impressão que tinha alguém me vigiando. E toda vez que eu pensava em alguém, meu pensamento ia pra Jacob.

“No que você está pensando?” perguntou Edward na Cantina, percebendo meu pensamento longe.

“Em nada.” Ele me olhou com a expressão desconfiada e eu continuei. ”Na verdade estava preocupada apenas com a matéria que eu perdi.”

“Relaxa. A gente consegue se recuperar.”

Confirmei com a cabeça ainda absorta nos meus pensamentos.

Chegando em casa, fui ver meu e-mail que parecia ter triplicado de mensagens de Jacob. O assunto era sempre o mesmo: ‘Eu sinto a sua falta, Por que você não fala comigo?, Você sabe que eu estou perto...’

Fiquei amedrontada. Estanquei em frente ao PC. Será que Jacob sabia onde eu estava e tinha conseguido o numero daqui de casa? Mas como?

Fui fazer a janta para Charlie, mas com meu coração apreensivo. Eu nunca tive medo de Jacob, só que Renée tinha contado umas historias estranhas dele depois que terminamos, e ele agora me mandando aquele e – mails, eu me sentia ameaçada. O telefone tocou, me assustando. Fui apreensiva atender. Era Edward. Suspirei em alivio. Ele não percebeu o quando eu estava nervosa.

Desliguei o telefone, Charlie chegou, jantou e subi para o meu quarto.

Tentei dormir, mas não consegui. Foi um sono inquieto, estranho, com sonhos confusos comigo correndo e chorando. Acordei varias vezes assustada, de tão real e nítido que eram.

Quando acordei na manha seguinte, meu rosto estava horrível. Cara de quem não havia dormido a noite toda. Desta vez Edward percebeu.

“O que aconteceu com você?”

“Não consegui dormir.”

“Percebi. Você está horrível!”

“Muito obrigado Edward, por está falando palavras tão acolhedoras.”

Ele riu e me abraçou.

“Você entendeu. Então o que vamos fazer hoje?”

“Eu não queria sair, mesmo. Estou tão cansada. Eu queria ficar em casa, um pouco sozinha.”

“Tudo bem garota.” Falou ele fingindo-se de ofendido. “eu entendi o recado.”

Ele me deixou em casa e sozinha como eu havia pedido. Mas acho que ele percebeu em meus olhos algum sentimento, de que eu talvez estivesse escondendo alguma coisa dele.

Eu também percebi que Edward estava estranho. Apesar de estar sempre perto de mim, o sentia longe por várias horas, como se estivesse pensando em alguma coisa, na qual ele não queria compartilhar comigo. Vi também que tinha algumas garotas que quando começamos a namorar se afastou dele, e que agora vivia em seu pé, o que parecia deixá-lo extremamente irritado.

Tinha um amigo de Edward também que eu não sabia o nome, pois ele nunca havia me apresentado os amigos dele, e quando eu perguntava por que, ele simplesmente falava que não tinha amigos na escola, que estava sempre falando com ele com um sorriso de conquista no rosto e que fazia Edward se sentir mal perto dele. E o pior: fazia eu me sentir mal.

Capítulo 15
Musica para Edward


Estávamos voltando de carro. Edward ia me deixar em casa.

“Edward, você vai estar casa hoje?” perguntei me fingindo de desinteressada.

“Sim. Por quê? Você vai lá?”

“Ahhh nem. Era só pra saber.”

“Ahãm sua danadinha. O que você está aprontando?” ele perguntou me olhando curioso.

“Eu??? Nada ué. Só queria saber.”



“Ahãm Bella. Eu acredito!”

Sorri olhando pra ele. Nem quando eu queria, conseguia esconder alguma coisa dele.

“Tá, tudo bem. Eu queria ir lá hoje.” Falei vencida.

“Sabia!” falou ele rindo. “ Que horas eu venho te buscar?”

“Ahh... não precisa. Pode deixar que eu vou sozinha.”

“Você está muito misteriosa.”

“É, eu tenho uma coisa pra você.”

“Hum... Vou esperar ansioso então.” E me beijou. Sai do carro e fui quase correndo em direção a casa. Já dentro, subi no meu quarto e peguei o violão, para tocar mais uma vez musica que eu fiz pra ele:

Se podemos ser felizes assim, Por que não tentar? Você sabe que o seu amor é o Pecado mais doce? Como resistir se o que eu quero É me entregar? É bom demais sentir Você perto de mim O seu abraço que me acalma O seu toque que me arrepia O seu beijo que me esquenta Eu quero você pra sempre. (Letra By Raphinha Cullen)
Relaxei um pouco, e fui banhar. Me arrumei, passei um perfume gostoso que eu sabia que ele gostava. Eu também gostava imensamente daquele garoto, de uma forma que eu pensei que nunca fosse gostar de ninguém. Entreguei meu coração a ele, e ele me fazia feliz. Olhei para o meu rosto, e vi que meus olhos brilhavam e que as maças do meu rosto estavam coradas. A felicidade fazia um bem tão grande! Sorri feliz, peguei o violão, coloquei nas costas, tranquei a porta e saí em direção à casa de Edward.

Fui andando calma, porem, com vontade de chegar logo. Quando vi a entrada da casa dele, estava ofegante, pois vinha trazendo comigo um violão nas costas. Toquei a campainha e aguardei. Ele abriu a porta e me deu um beijo que me tirou do chão, e assim ele me levou pra dentro da casa dele, meio desajeito por conta do violão. Joguei o violão no sofá e continuamos a nos beijar com desejo. Como era delicioso sentir Edward me beijando daquela maneira! E ele passava a mão pelas minhas costas, que se arrepiava com seu toque quente e, e seus beijos passavam da minha boca pro meu pescoço em questões de segundos, e retornavam pra minha boca, com desejo. Sentia minhas mãos acariciarem suas costas, pescoço, nuca e agarrar seu cabelo pra mais perto do meu rosto e pra ter certeza que não iria se afastar de mim. Queria ele mais e mais próximo de mim, e se ele se separasse eu tinha quase certeza de que teria um colapso. Eu queria Edward pra mim, todo. E eu percebi que ele me queria também. Ele me empurrou na parede, não de uma maneira rude, mas me fez ficar mais louca ainda. Passava as mãos fortemente nos meus quadris e subia. Sentia a pulsação disparada, e ele não me deixava respirar. Então, ele acalmou os beijos e me deixou respirar um pouco, me olhando sorrindo enquanto me dava beijos maliciosos. Olhou pra mim e me puxou pra um abraço. Então me lembrei.

“Ai meus Deus. Cadê o povo dessa casa?” perguntei com medo que alguém tivesse visto aquela cena. Eu nunca mais colocaria meus pés na casa de Edward. Ia morrer de vergonha pra sempre!

“Depois dos amassos você lembra é?” falou ele rindo. “Não tem ninguém aqui não. Meus pais fizeram uma pequena viagem as pressas, mas nada muito urgente. Alice voltou pra faculdade junto com Emmett. Ou seja, estamos sozinhos.”

“Ahhh que bom. Imagina se pegam a gente? Que vergonha!” suspirei.

“Larga de bobagem. O que você veio me dar?” ele perguntou me mandando dessa vez um olhar muito malicioso, que me fez rir.

“Tem como a gente ir pra sala de música?” perguntei.

“Ahãm.”

“Então deixa eu pegar meu violão que foi jogado as traças na minha entrada meio conturbada.” Ri, e peguei o violão pela alça, enquanto nos dirigíamos a sala, ele me abraçando e cheirando meu pescoço.

“Sabia que eu adoro esse seu perfume?” perguntou ele

“Sabia!” falei rindo. “Por isso eu vim com ele.”

“Sabia também que tudo aqui tá com seu cheiro?”

“É mesmo? O que, por exemplo?”

“Principalmente as minhas roupas, mas também a sala de música que é onde mais ficamos. Por isso que eu fico tanto tempo lá dentro.”

“Tá Edward. Vem, deixa eu te mostrar logo.” Entramos e ele encostou a porta, trancando – a por dentro. Não sei o que ele pretendia me deixando daquele jeito, só sei que eu gostava. Então nos sentamos no mesmo lugar de quando ele falou que me amava e eu desmaiei.

“Pode começar...” ele falou, parecendo ansioso.

“Aiim... que nervoso... tudo bem... lá vamos nós...”

E eu comecei. A minha voz tremeu um pouco no começo, mas rápido eu consegui me controlar. Era meio que constrangedor cantar, vendo aqueles olhos lindos me fitando firmemente, como se eu estivesse cantando alguma besteira. E enquanto cantava, me bateu um medo e insegurança de que ele talvez não gostasse da musica, mais então eu o olhei e ele me olhava com um sorriso nos lábios, e eu continuei cantando e tocando, dessa vez olhando no fundo dos olhos dele.

Quando eu terminei, não sei como aconteceu, só sei que meu violão estava no tapete, e Edward em cima de mim, me pressionando nas almofadas, e fazendo meu coração disparar.

Então ele separou sua boca da minha e falou no meu ouvido: “A parte que eu mais gostei foi ‘O seu abraço que me acalma, O seu toque que me arrepia, O seu beijo que me esquenta. ’. Já que meu beijo te esquenta tanto, vamos aproveitar.” Ele passou as mãos por todo o meu corpo, e chegava ao meu pescoço, passando o rosto por toda a região e indo em direção a minha orelha. Mordia meu lóbulo, que me fazia puxar mais ainda seus cabelos. Percebendo as minhas reações, ele me colocou sentada em cima dele, me beijando cada vez mais. E sua mão passeava pelo meu corpo. Então ele se afastou, me olhou e falou: “Vem, eu quero te mostrar uma coisa.” Me levou para fora da sala e foi subindo as escadas ainda me beijando e me agarrando. Quando chegamos, ele parou.

Eu nunca tinha estado no andar de cima ainda, então reparei. Estávamos em uma sala enorme e clara, muito bonita em tons claros. Ainda respirava fundo por causa dos beijos de Edward. Passamos rapidamente por ali, e ele me levou em direção a uma porta, no final do corredor. Quando ele abriu a porta, percebi que estava automaticamente no quarto de Edward. Era simplesmente a cara dele. Era pintado de verde claro, que eu tinha a impressão de ser parecido demais com os tons de seus olhos. Tinha uma parede toda com várias coisas relacionadas à música, como estantes de discos, CDs, DVDs. Uma cama de casal, e várias outras coisas. Ele me empurrou pra frente e bateu a porta atrás.

“Agora estamos sozinhos e a vontade.”

Me puxou, mais forte dessa vez, me fazendo ficar cada vez mais louca! Ele foi me empurrando devagar e me beijando em direção da cama. Eu caí, e ele veio por cima de mim, com cuidado. Foi passando a mão pela minha barriga e levantando a blusa. Eu, já passava a mão pela suas costas através da camiseta que ele usava. Ele se levantou, e tirou ele e jogou no chão se voltando pra mim novamente. Ele me colocou sentada e não me largava um segundo. Então foi subindo minha blusa, que eu deixei sair sem dificuldade. Ele agora me olhava nos olhos, e eu conseguia ver o desejo nos olhos dele.

Não esperei: me joguei nos seus braços, beijando - o vorazmente. Era inacreditável ver os olhos daquele homem que eu tanto amava me olhando com tanto desejo. Era quase insuportável. Senti a mão dele indo em direção a minha calça e abrindo o botão, me deitei novamente e deixei com que ele terminasse de fazer o trabalho dele. Ele jogou a calça no chão e terminou de tirar sua roupa. Ele subiu, beijando meu corpo todo, e onde sua boca passava, parecia que ficava um rastro, marcado e terminou de retirar o que eu ainda vestia. Vi ele se posicionar sobre o meu corpo, sentia os arrepios de sua pele, a temperatura. Ele me olhou nos olhos e perguntou:

“Está pronta?”

Eu não sabia o que iria acontecer dali pra frente, nem quais as minhas sensações até por que não importava! Eu estava com Edward e ele comigo. Não tinha nada que pudesse nos afastar ou estragar aquele momento perfeito. Respondi firmemente:

“Sim.”

Senti uma pequena pressão e uma leve dor. Então, depois de algum tempo eu sentia a melhor sensação da minha vida, e Edward com carinho e amor me fazia ficar mais louca ainda. Me beijava e sua mão percorria cada centímetro do meu corpo. Era impossível que uma pessoa pudesse se sentir mais feliz do que eu naquele momento.

Capítulo 16
Surpresa


Depois de minhas suspeitas em relação a Edward serem negadas e de a gente estar tão bem, tudo parecia voltar ao normal. As ligações acabaram, Edward sempre estava do meu lado me fazendo feliz como ele havia prometido, e eu também estava feliz.

A surpresa ocorreu na escola, quando o professor de História contou a novidade:

“... então as turmas de 3ª ano aqui de Forks foram escolhidas para passar 1 mês e uma semana de ‘férias’ na Itália, como aprendizado e para ser como se fosse uma “comemoração” antecipada da festa de vocês. Vamos quando estiver faltando exatamente 1 mês e 2 semanas pra acabar o ano letivo, pra termo uma semana pra organizar a festa daqui! Então arrumem as malas que nos vamos a Itália!”

Todos estavam entusiasmados com a idéia de viajar, viajar com os amigos, ficar 1 mês 1 semana longe da escola, e alem da festa que poderíamos combinar para a formatura. Eu já tratei de falar com Charlie, que no começo ficou meio triste com a falta que eu ia fazer pra ele, mas que depois se acostumou. Liguei avisando pra Renée que apenas pediu pra eu tomar cuidado, apesar de estar um pouco longe. Estava feliz e ansiando a viagem! Afinal de contas, eu ia ficar um mês com Edward. Quer coisa melhor? Arrumei tudo então que eu queria levar: minhas roupas e as que eu havia comprado, mais roupas de sair a noite, minhas meias, minha caixinha, fotos, uma câmera pra tentar registrar cada momento da minha viagem que tinha tudo pra ser perfeita, meu velho caderno com minhas composições e é claro, meu violão. Mandei um e-mail pras meninas avisando a elas que ficaria fora por um tempo e para não se preocuparem se eu ficasse muito tempo sem escrever, e que eu ia fazer de tudo pra tentar manter contato com elas enquanto eu estivesse na Itália.

A viagem foi assunto durante dias e dias na escola, e parecia que o tempo não passava, não chegava logo a hora de irmos!

Eu estava muito empolgada, pois viajaríamos daqui a alguns dias. Então inculquei que não podia viajar sem chocolate. Como? Como? Não, chocolate era a minha paixão e queria muito deles dentro da minha mala, pra mim me entupir ate chegar à Itália. Peguei um dinheiro que Charlie havia me dado, tranquei a casa e fui em direção ao supermercado, que ficava a cerca de 3 quadras da minha casa. Apesar de ser um pouco longe, decidi que queria dar uma boa olhada em Forks antes de viajar e fui a pé.

Entrei dentro da loja e peguei chocolate de todos os tipos que vi na minha frente. Coloquei tudo dentro de um cesto e me dirigi ao caixa. Paguei e sai toda feliz por estar com meus chocolates, caminhando em direção a minha casa. Enquanto ia, eu comecei a ficar... estranha? Toda hora eu olhava pra trás, sentia que estava sendo seguida, apesar de não ter visto ninguém de diferente em Forks durante a minha caminhada. Apressei o passo e cheguei em casa, batendo a porta. O telefone tocou e eu fui correndo atender.

“Oi, minha Bella. Ta com tudo pronto aí?” falou Edward.

“Ahhh com certeza. Tinha ido comprar uns chocolates pra comer. Estou muito ansiosa.”

“Que pena que você vai ter que comer tudo mesmo em Forks. A viagem foi adiada pra depois das férias.”

“Eu não acredito! Ai que saco! Eu estava super empolgada! Vou ter que esperar mais um mês ainda?”

“Ahãm. E olha só que coisa. Eu estava morrendo de vontade de comer alguns chocolates. Como não vai ter mais viagem por enquanto, você poderia ser bozinha e compartilhar um pouco dos seus chocolates com seu namorado e me deixar ir aí...”

“Ó seu menino chantagista. Vem logo, anda!” falei rindo. “Estou te esperando. Beijos.”

Ele desligou o telefone rindo e falando que não ia demorar.

Fiquei arrumando umas coisinhas na sala, com o rádio ligado em um Cd que eu gostava muito. Já estava quase nas ultimas musicas, quando a campainha tocou. Fui correndo atender com um sorriso no rosto, pensando em Edward. Quando eu abri a porta, o CD acabou e meu sorriso desapareceu. Não era Edward.

Capítulo 17
Medo e Desespero


Era Jacob. Ele me olhava com um olhar de ódio. Estanquei na porta e fiquei branca. Como ele havia chegado na minha casa? O que ele queria? E ele estava do mesmo jeito que eu me lembrava, apenas que seus olhos estava vermelhos e alucinados e ao redor inchado. Ele também estava bem mais magro do que eu imaginava. Fora todos esses motivos, acho que ele estava igual ao Jacob da época que eu namorava com ele. Meus medos vieram a tona.

“Oi, Bella.” Falou ele com uma voz rouca e estranha. Não parecia a mesma pessoa que eu tinha conhecido. “Então, depois de meses se escondendo de mim, resolveu sair do buraco, foi?” ele falou me fuzilando com os olhos.

Eu ainda não conseguia falar nada. O meu instinto me falou pra fechar a porta que eu havia escancarado achando ser Edward, pois Jacob não parecia estar com boas intenções. Quando eu tentei fechar, ele foi mais rápido e travou a porta, jogando o corpo pra dentro e me pressionando contra a parede da cozinha.

“Então, Bella. Eu estava com saudade de você. Esqueceu de mim, não respondeu os meus e – mails, quando eu perguntava sobre você para aquelas estúpidas das suas amigas, elas falavam que não ia falar onde você estava. Mas eu não precisei da ajuda daquelas idiotas. Eu consegui por meus próprios meios.” Ele falava isso com o rosto perto do meu, me pressionando cada vez mais forte na parede. Ele ainda estava forte apesar da sua aparência fraca. O medo e o desespero surgiram dentro de mim e eu não sabia o que fazer. “Era tão bom ouvir a sua voz, minha Bella. Desde que você foi embora que eu nunca mais conseguir viver direito. Não conseguia comer nem fazer nada. Você me deixou morrer...”

“Me solta, Jacob. Você está me machucando... Por favor, me solta e a gente conversa...”

“Psiu! Eu não quero conversar. Eu quero você Bella! Você não entende que eu preciso de você? Mas você sua vagabundazinha, já arrumou outro né? Eu liguei aqui e ouvi a voz daquele panaca. Edward!” ele falou o nome de Edward com nojo e desprezo, batendo minha cabeça na parede. Meus olhos começaram a despejar lágrimas e eu tentei me soltar de Jacob. Chutei-o entre as pernas, que ele gritou e me soltou na hora e fui correndo pra cozinha, mas ele já estava atrás de mim.

“Ahhh, você quer brincar né, Bella? Então vamos brincar sua safada!” Ele falou e correu atrás de mim. Eu rodeei a mesa, chorando e gritando desesperada, mas ele não se importava, apenas continuava rindo como um maníaco. Eu fui correndo pra sala, querendo chegar às escadas, mas ele foi mais rápido que eu e me jogou no sofá. Caímos rolando por cima do sofá, e ele pressionou seu corpo sobre o meu a prendeu minhas mãos ao lado da minha cabeça. Eu conseguia sentir o cheiro de cigarro e bebida no seu rosto e roupa.

“E agora? Você quer brincar de quê? Eu quero brincar de amar a Bella. Vem cá.” Gritou ele me levantando pelos cabelos, e me jogando na parede de novo. Ele me beijou na boca, eu virava o rosto, mas ele me segurava forte. Eu chorei de nojo de tocar de novo aquela boca, ainda mais daquela maneira, eu tentava gritar, mas ele tapava a minha boca, enquanto isso passava aquele rosto nojento dele por todo o meu pescoço, descendo ate a altura dos meus seios. Eu tentava com tudo, mas não conseguia me soltar.

Minha mão passou pela mesa que tinha do meu lado, e nele havia um vaso, e o peguei e taquei com todas as minhas forças na cabeça de Jacob.

Quando ele saiu cambaleando em direção a porta escancarada, vi que Edward estava parado na porta e que havia visto tudo. Com meu rosto cheio de lágrimas, meu corpo todo tremendo e ainda encostada na parede, desci lentamente gritando de ódio e nojo.

Capítulo 18
Decepção


“O que estava acontecendo aqui?” perguntou Edward da porta, sem se mexer.

Eu ainda gritava, tentando arrancar minhas roupas que aquele canalha havia tocado. Eu não conseguia respirar e falar ao mesmo tempo e eu queria que Edward me ajudasse, mas ele continuava na porta, sem tomar nenhuma atitude.

Eu gritava e gritava. Segurava minha cabeça com minhas mãos, enquanto a enxurrada de lagrimas explodia dos meus olhos. Encostei a cabeça nos meus joelhos dobrados. Tentava controlar meu choro para que pudesse explicar a Edward que ainda estava na porta, o que tinha acontecido. Me sentia humilhada, triste, frustrada, com ódio, nojo; todos os sentimentos perversos passaram por mim. Levantei minha cabeça e olhei para Edward, que ainda mantinha certa distancia de mim. Por que ele ainda estava parado a porta com aquela expressão acusadora? Por que ele não vinha me abraçar e falar que tudo ia passar? Por que ele estava com aqueles olhos vazios, me fitando como se eu tivesse culpa?

“Quem era?” perguntou ele friamente.

“Edward...” sussurrei. “É ele, Edward! É ele! Jacob! Ele me encontrou e agora...”

“Como assim ele te encontrou?” perguntou ele me fuzilando com o olhar, estranho.

“Edward, Jacob andou ligando aqui em casa, os telefones mu...” ele me interrompeu e disparou.

“Então é isso?? Você estava esperando Jacob todo esse tempo, né? Me fez pensar que você gostava de mim e me fez vim aqui para ver ele te agarrando???”

“O quê???!” olhei incrédula pra ele. Ele gritou:

SUA MENTIROSA! SEMPRE ESTEVE COM ELE! ISSO ME FAZ O OTARIO DA HISTORIA! TODA AQUELA CONVERSINHA SOBRE TER SOFRIDO, ERA PARA QUE EU TIVESSE UM POUCO DE PENA DE VOCÊ! DESDE QUE QUANDO VOCÊ ESTÁ COM ELE? A MÚSICA, A CONVERSA, GESTOS... TUDO MENTIRA!

O ódio voltou como uma fúria mortal dentro de mim. Me dirigi a ele, tremendo descontroladamente.

“Eu não acredito que você esteja falando isso. Acredita mesmo que eu estava te traindo?” eu fui elevando minha voz e caminhando mais para perto dele, acabando com a distância que nos separava. “Você acha que eu sou como você, Edward Cullen, que dormia com todas as garotas só para se gabar e depois descartar como se fossem objetos? Eu nunca fui atrás de você! VOCÊ veio até mim!”

“Há Há Há!” ele riu sarcasticamente. “ Olha o erro que eu cometi, me envolvendo com você... Você foi apenas mais uma Bella.” falou ele me olhando dos pés a cabeça.

CAI FORA DAQUI! SOME! EU NÃO PRECISO DE VOCÊ, ESTUPIDO!” e fui para cima dele, querendo machucar cada parte que minha mão alcançasse, assim como ele havia me machucado com aquelas palavras. “EU NÃO SOU COMO VOCÊ! SOME DA MINHA VIDA!” Ele segurava meus braços e eu os soltei rudemente, e fui em direção a porta, virei e olhei: “ Na verdade, a única estúpida aqui sou eu...” falei com desprezo. “... por ter algum dia me envolvido... com você.” Falei olhando – o com nojo. “Por ter pensado que você poderia ser diferente. Você é igual ou pior que Jacob.” Ele não pareceu acreditar que eu estava falando aquilo. “ Eu não iria chamar você aqui se eu te traísse e estivesse com Jacob. Eu não sou tão burra, mas só você não percebeu.” E bati com força a porta na cara dele.

As lágrimas voltaram, dessa vez com o desespero. Nunca pensei que Edward faria isso. Ele seria a primeira pessoa que eu ia recorrer. Mas ao contrario disso, ele fez tudo errado. Senti meu corpo desfalecer e minha cabeça bater no chão.

Acordei com Charlie gritando. Ele me carregou ate o sofá e falava um monte de palavras que eu não conseguia entender. Algo como se a casa tinha sido assaltada, se eles tinham me machucado e coisas do tipo. Eu apenas falei: “ Jacob...” e subi para o quarto, e tranquei a porta para evitar que ele viesse me perturbar. Não era normal aquela dor que eu estava sentindo no peito. Fui para cama e deitei ali encolhida, puxando o coberto ate o pescoço e fechando meus olhos, com lágrimas.

POV EDWARD

Eu não acreditava. Queria extravasar toda a minha fúria naquela garota, que me passou pra trás, mas eu não conseguia esquecer as palavras dela e o seu desespero. Ela estava tão desnorteada e gritava como se uma dor perfurasse cada centímetro da pele. Traição nunca. Outra que ela não era a única garota da escola. Eu poderia ficar com que eu quisesse! Que pensamento mais egoísta, Edward Cullen! Para com isso agora! Você poderia ficar com qualquer garota da escola, mas você quer ela! Ela, Isabella Swan! A garota que mexeu com a sua vida, sua cabeça, seu eu! Que te fez diferente, que te fez saber o que é realmente gostar de uma pessoa verdadeiramente! Mas eu estava gostando dela... Muito na verdade... Mais ela me traiu. Estou fazendo certo deixando ela lá. ... Será?...

POV BELLA

“Bella, acorde. Precisamos conversa.” Charlie estava dentro do meu quarto e interrompeu meu pesadelo. Era tão real. Jacob aqui em casa... Me agarrando... Edward... Falando muitas coisas... Abi os olhos e percebi que era tudo verdade, e não entendi como Charlie tinha entrado no quarto. Até onde eu lembrava, havia trancado a porta. Olhei para os lados e vi da janela a ponta da escada. “Liguei para Renée e pedi para ela vim ver você. Acho que vai te fazer bem. Agora você tem que me falar o que aconteceu.”

“Eu não quero falar sobre isso, pai.” Falei baixinho.

“Mas eu sou seu pai. Preciso saber para poder te ajudar. E se alguém tentou te machucar, eu tenho que tentar te defender. O que aconteceu?” repetiu Charlie.

Olhei pra ele e comecei devagar. Sentia seus olhos me olhando atentamente.

“Jacob... ele descobriu onde eu estava, ligou aqui várias vezes... os telefonemas...” estava mais relembrando para mim mesma do que falando pra Charlie. “... então ele veio aqui, e eu tentei me afastar... mais ele me apertava... mais... forte... e então...” meus olhos estavam vidrados em um ponto fixo da parede.

“O que Edward tem com isso?” perguntou Charlie vermelho de fúria. “ Você gritou o nome dele durante o sono.”

“Ele... Ele viu... e achou que eu estava com Jacob...” daí eu comecei a chorar e Charlie veio ate mim e me abraçou. Não era com Renée, mais eu tinha os braços quentes e o abraço protetor dele em volta de mim. Eu chorei, e Charlie continuou firme do meu lado. Quando eu já estava fraca, ele me olhou e falou:

“ Temos que registrar ocorrência e ir atrás do malandro.E eu estou preocupado com você Bella. Temos que ir ao hospital...”

“Não... eu vou ficar bem...”

“Mas, Bella...”

“Não precisa!” explodi. “Só quero ficar sozinha.”

Ele saiu desta vez pela porta. Minutos depois eu ouvi ele tirando a escada da janela. Eu olhei para o vazio, tentando enxergar alguma coisa pra fazer, mas não conseguia. Fui para a poltrona vazia, lembrar de alguns detalhes: EDWARD: como pode? Eu, traindo ele! Com Jacob! As palavras dele vieram fortes sobre mim; então era aquilo que ele pensava de mim? Ele já devia ter espalhado pra escola inteira que tinha dormido com Isabella Swan! E quando eu pensei que não tinha mais lagrimas, elas vieram com força total. Fiquei sentada ali, no escuro, encolhida, querendo que Renée chegasse logo para ficar perto de mim. A história que eu tanto temia, voltou a repetir. Pior do que da outra vez.


“Filha, eu sei que você não queria ir ao hospital, então eu pedi para que o Dr. Cullen...”

O nome despertou um ódio dentro de mim.

“O QUÊ? Eu não quero!” gritei e Charlie se assustou, tentando me acalmar. “ Eu não quero ouvir, não quero ver, não quero sentir! Eu não quero ver nenhum Cullen!” e girei, gritando pelo quarto, atirando coisas no chão. Quando me girei meu corpo em direção a cômoda, Carlisle estava na porta o meu quarto. Meu ódio foi mais forte, tentava arrancar, jogar tudo que estava na minha frente. Charlie pegou meus braços, me fazendo parar, e me abraçou, fazendo sinal para Carlisle sair. Charlie me colocou na cama de novo e desceu. Eu ouvia os murmúrios.

“É melhor você dar esse calmante a ela. Está fraca, desidratada e nervosa. Acalme ela ou teremos que interna – la. Ela mostra um caso de trauma, segundo de nervosismo. Vá, Charlie. Faça com ela tome esse calmante.” Ouvi Carlisle falar.

“É, seu filho... o seu filho contribuiu para me deixar assim, mas você não fala nada.” Pensei comigo. Ouvir a porta abrir e Charlie entrar com um comprimido e um copo de água.

“Minha Bella, toma, por favor. Você vai dormir tranqüila. Por favor, Bella.” Charlie suplicou.

Apenas joguei o comprimido na boca, o mastiguei e engoli, fazendo com que Charlie saísse do quarto com o copo nas mãos. Quando senti meus olhos sonolentos, puxei o coberto e me entreguei ao sono.


“Eu queria me desculpar pelo meu filho. Eu não sei o que aconteceu, mas...”

“Não tem problema Carlisle. Eu vou resolver tudo com ela. Quando a mãe chegar, creio que as coisas vão melhorar. Obrigado.”

“Ela deverá dormir ainda por mais ou menos 3 horas. Então não se preocupe. Só verifique de hora em hora se ela está respirando.” Ouvi Carlisle.

Todas essas vozes pareciam fazer parte do sono de outra pessoa. Eu não conseguia entender tudo. Então voltei a me entregar ao sono.


“Charlie, o que vamos fazer? Quais as providências tomar?” ouvi a voz de Renée. Estava começando a acordar de verdade agora. Ouvir a voz da minha mãe fazia meu sangue ferver de felicidade e alivio. Ela estava ali comigo.

Conseguia ouvir também o murmúrio de mais 2 vozes.

“...bom eu tomei as providencias necessárias, mas precisamos saber o que realmente aconteceu. Se ele chegou... a tentar ou fazer alguma coisa com ela. Mas ela não fala nada! Sobe e vê se ela acordou. Tenta saber de qualquer informação.”

“Tá. Esperem aqui.”

Quem será que estava com Renée? Ouvi ela subindo as escadas e tentei me sentar. Ela abriu a porta e quando me viu acordada, veio com um sorriso fraco no rosto me abraçar.

“Oi, mãe!” e me aninhei em seus braços.

“Bella! O que aconteceu?! Me conta, por favor! Eu estou tão preocupada, Charlie disse que você estava descontr...”

“Jacob... Ele tentou me agarrar, mas não aconteceu nada. Está tudo bem. Eu te garanto. O filho do Dr. Cullen chegou bem na hora.” Falei com amargura.

“Você quer falar sobre isso?”

“Não.”

“Tudo bem então.”

Senti sua cabeça encostar perto da minha e as lagrimas caírem. Eu já não tinha mais forças para chorar. Deixei ela chorar e fiquei abraçada a ela. Depois de algum tempo assim, ela limpou as lagrimas e falou:

“Eu tenho uma surpresa pra você!”

“O que é?” as surpresas de Renée sempre eram SURPRESAS. Ela se levantou e vendo meu sorrisinho fraco, foi correndo até a porta e gritou:

“SUBAM!” e ficou com a porta aberta, enquanto eu ouvia passos correndo na escada, e entraram Joicy e Camila correndo e pulando e gritando em cima de mim.

“AMIGA!” gritou as duas.

Meus olhos se encheram de lágrimas novamente. Quem eu mais queria ver, estava ali, comigo! Abracei as duas, que apesar do sorriso, também tinham lágrimas nos olhos.

“Vou deixar vocês sozinhas...” disse Renée saindo do quarto.

“Ahhh... Como eu senti a sua falta.” Falou a Camila.

“Nada mais em Phênix é a mesma coisa sem você.” Falou Joicy. “ Na verdade, já estávamos querendo vim pra cá te visitar, os acontecimentos só adiantaram!”

Elas se calaram quando viu que o fraco sorriso que eu dei sumiu do meu rosto. “Mais não se preocupe. Estamos de férias e ainda temos 3 semana pra nos divertir!”

“Eu ainda não estou de férias.” Falei. “Acho que só semana que vem.”

“É, mais eu acho meio que impossível seu pai deixar você ir pra escola essa semana. Então estamos oficialmente de férias! E juntas!” falou a Camila Rimos e elas deitaram cada uma de um lado meu na cama. Elas começaram a falar como estava lá em Phênix. Não me deixaram falar nada da minha vida, acho que pra que não chegasse ao assunto Edward. Renée nos trouxe uma refeição, que elas comeram comigo ainda no quarto. Tinha impressão que minha mãe tinha feito aquelas comidas gostosas diante dos acontecimentos e por que com certeza Charlie havia falado pra ela que eu não tinha me alimentado bem nas ultimas 10 horas.

POV EDWARD

“Edward, ela está muito mal. Não acredito filho, que ela estivesse com aquele garoto. Não preciso falar muita coisa. Você viu como ela estava.” Falou Carlisle.

”Você pode não acreditar Carlisle, mas pra mim acabou.”

“Mas Edward... As coisas não são assim! Por que você não conversa com ela depois que ela?”

“Eu não vou, pai. Chega. Acabou.”

“Eu não acho que você esteja agindo racionalmente. Depois que a raiva e a fúria passarem, você verá o mal que a sua atitude fez a ela.” Carlisle disse isso e saiu da sala.

Fiquei sem reação. Nunca pensei que meu pai fosse falar uma coisa assim pra mim. Eu continuei estático. Estava me sentindo mal. Eu não queria que as coisas fossem assim. Mas está tudo muito confuso e estranho. Outra que eu fui traído, ou penso que fui. Nunca imaginei que a Bella pudesse algum dia fazer alguma coisa desse tipo com alguém, por que ela sempre foi muito sincera e verdadeira em suas atitudes. Em um momento de raiva, eu falei coisas que eu não penso dela, e a abandonei! E agora? O que eu faço? Preciso falar com ela.

Mas é melhor dar um tempo para ela se recuperar. Talvez não seja a melhor hora.

Capítulo 19
Recomeçar


Ter as meninas perto de mim de novo, era a mesma coisa que está em Phoenix, ao não ser pelo clima frio. A presença delas fazia um bem tão grande pra minha alma, que depois uma semana de tudo que tinha acontecido, eu estava quase normal. Charlie ia trabalhar normalmente, mas sempre um pouco inseguro com a minha segurança. Então as meninas falavam alegremente que ia tomar conta de mim, e ele saia pra trabalhar. Elas fizeram café da manhã pra mim e levaram na cama, cantaram musicas alegres e engraçadas que me fazia rir até chorar, guerra de travesseiro era constante dentro do quarto, e uma ou duas vezes ainda acertamos Charlie que entrou desavisado para ver o que estava acontecendo, dançamos musicas, comemos brigadeiro e muitas besteiras, trocamos alguns livros, tiramos muitas fotos. Mais o melhor era quando chegava à noite. Não conseguíamos dormir! A noite era sagrada pra gente conversar. Toda noite tinha um assunto diferente que aparecia e então ficávamos rindo embaixo do edredom e metendo o travesseiro na boca pra abafar as risadas e não acordar Charlie.

“... então nós fomos pra torre, e quando chegou lá, tinha um hippie muito engraçado, que ficava olhando pro ar e perguntando umas coisas bem toscas. Conhecemos várias pessoas nesse dia, e por que o evento estava maravilhoso. Então eu perdi as contas de quantos eu beijei naquela noite, e me perdi da Joicy. Quando eu virei pra trás, desesperada atrás dela, ela estava atracada com um negão enoorme!” falou a Camila se matando de rir. “Ele devia dar uns 4 dela.”

Eu não acreditava em algumas historias que elas me contavam! Era tipo, absurdo!

Percebi que a Joicy nem vermelha estava, de tão sem vergonha que era.

“Ele era lindo amiga, e gringo. Eu não podia perder a oportunidade né?” falou ela rindo.

“Não mesmo.” Respondi massageando a barriga de tanto rir.“Então, o que vamos fazer amanhã?” perguntei.

Elas pareciam ter organizado um calendário para cada dia que elas iam ficar comigo. Todo dia fazíamos alguma coisa, ou simplesmente ficávamos em casa assistindo um filme, mas mesmo assim parecia o melhor filme, porque sempre aprontávamos alguma.

“Estávamos querendo dar uma volta pela city, se não tiver problema pra você.” Falou Joicy.

“Uebaaa! Isso significa compras?” perguntei rindo.

“Ahaãm!” responderam a outras duas rindo.

“Vocês montaram um cronograma foi?” perguntei.

“Quase isso.”

Ficamos em silêncio durante algum tempo, e até achei que as outras duas tinham dormido.

“Bella, queremos conversar com você.” Falou Camila timidamente, apesar da escuridão e de estar o abajur aceso, podia ver seu rosto ficar vermelho. Meu coração disparou. Minha intuição me dizia sobre o que elas queriam falar.

“Podem falar qualquer coisa, vocês sabem disso.”

“Mais é por que faz quase 3 semana depois que aconteceu toda aquela historia... e... nós nunca tocamos no assunto... por que... achamos que você ia querer falar com a gente...” começou a Joicy meio sem graça.

Fiquei calada por alguns instantes e então falei:

“Eu queria mesmo falar com vocês, só que o medo não me deixou. Medo de recordar tudo de novo.”

“Mas se você não quiser falar não precisa.”

“Mas eu quero. É sobre Edward que vocês querem falar certo?” perguntei

“Certo.” Respondeu as duas prontamente.

“E o que querem saber dele?”

“Hum... Tudo! Não conhecemos ele. Nos conta um pouco.” Falou a Camila ansiosa.

“Tá. Por onde começar? Ele tem os olhos verdes, muito bonitos. Ele é carinhoso, legal, divertido, engraçado, me ouvia...” falar assim parecia que eu ainda estava com ele, e me fazia sentir um mal. Apesar de tudo, eu ainda tinha que ver as diversas qualidades que ele possuía. “Acho que tenho uma foto dele aqui, peraí.” Joguei os cobertores pro lado e corri na cômoda, na minha caixinha que tinha tudo que eu gostava. Tinha algumas fotos minha e dele que tínhamos tirado há algum tempo. Peguei e voltei pra cama, dando a foto a elas que estavam afoitas.

“Nuss amiga. Ui Ui Ui. Lindo eim?” falou a Camila. Joicy deu uma cotovelada nas costas dela que fez ela gemer. “Oh, me desculpa, Bella.”

Comecei a rir. “Tudo bem. Eu sei que ele é bonito. Ele viu uma foto de vocês comigo e disse que vocês são muito bonitas também.”

Elas riram.

“Mais Bella...” Joicy perguntou baixinho. “O que você sente em relação a ele? Dá pra sentir alguma coisa depois de tudo?”

Fiquei calada, por que era uma pergunta que ainda agoniava meu coração também. Evitava ficar pensando nessas coisas perto delas, não por que eu não quisesse a opinião delas, mas por que estava sendo muito divertido aqui com elas, e eu não queria estragar tudo. Então, geralmente pensava nisso quando ia banhar, ou antes, de dormir, que elas pensavam que eu tinha ido dormir também.

“Na verdade, eu não sei mais. Eu sinto muito a falta dele. Era tão... diferente estar do lado dele. Ele é uma ótima pessoa, não tem como negar, apesar de tudo.” Falei baixinho. “Mas eu não sei o que sentir em relação a ele agora. Sinto que ainda gosto dele, muito mesmo. Mas depois eu penso como eu posso estar com uma pessoa que no fundo parece nunca ter acreditado em mim e que pensa que eu sou só mais uma? Então volta tudo pro começo, eu precisando dele... ele não me ajudando... me acusando... Ele vai sempre fazer parte de mim. Depois de tudo que aconteceu...”

“O que aconteceu?” perguntou a Camila excitada. “Não vai me dizer que você e ele...” e arregalou os olhos e colocou a almofada na boca por conta das altas risadas que ela começou a dar.

“Sério Bella?” perguntou Joicy.

Fiquei vermelha, mas ela ainda me olhava. Camila parou de rir para ouvir minha resposta. Então respondi logo: “ Sim.” Então todas nos caímos na gargalhada, nos enfiando embaixo dos vários cobertores.


EMBAIXO DO COBERTOR

“Então, como foi?” perguntou Joicy.

“Aiim.... Foi estranho, mas ele fez tudo ficar lindo!” falei sem graça, relembrando do momento. Fiquei calada por um momento, e elas perceberam que não era bom ficar naquele assunto. Ainda doía muito pensar nele, e saber que não estava mais com ele.

“Vamos dormir?” perguntei.

“Vamos.” Concordou as outras duas, e saímos debaixo dos cobertores.

Olhei para o relógio na mesa ao lado da minha cama e marcava 3h23min.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=iW-TXyw2ZLA

Acordamos tarde nos outro dia. Comemos um bolo gostoso que tínhamos feito no dia anterior, e nos arrumamos tranquilamente. Elas me fizeram vestir roupas que elas escolheram e me enfeitaram toda. Sai razoavelmente bonita. Por volta do meio dia saímos em direção a Seattle, para irmos nos divertir no shopping.

Andamos, andamos, vimos todas as lojas e shopping de Seattle parecia que não ia acabar nunca. Tomamos um chocolate quente. Não lembrava do quanto era divertido sair com elas. Elas mexeram com todos os meninos gatos que passaram do nosso lado, alguns até dando bola pra gente. Alguns não precisamos mexer, eles mesmos vieram e se apresentaram, já que estávamos chamando a atenção de todo mundo. As meninas compraram varias coisas pra elas, então estávamos lotadas de sacolas.

“Vamos subir?” pediu a Camila. Percebi que ela estava de olho em um garoto. Olhei pra Joicy e começamos a rir indo em direção a escada. Foi a Camila, depois a Joicy e eu. No meio da escada...

“Vamos desligar a escada?” perguntou Camila.

“Vamos...” falou Joicy já rindo.

“Não! Vocês estão doidonas?” perguntei, vendo que elas estavam falando sério. “ Tá cheio de gente aqui atrás.”

“E daí?” respondeu a Camila com aquele sorriso de travessura no rosto.

“Ei, peraí não faz isso...” comecei a falar. Mas já tínhamos chegado e Camila e Joicy já tinha saído da escada. Então apertaram o botãozinho de desliga da escada e saíram, me deixando lá, no fim da escada com a galera todinha lá atrás, resmungando, achando que eu tinha desligado a escada!

“Corre Bella” ouvi a voz da Joicy correndo com sacolas, atropelando todo mundo e se dobrando de rir, enquanto eu corria com sacolas na mão também, e todo mundo atrás de mim gritavam.

Comecei a correr, tentando alcançar aquelas duas malucas que corriam e riam loucamente na minha frente. Eu corria, e só conseguia ver apenas os cabelos delas voando atrás de suas cabeças. De repente eu ouvi uma voz grossa falando por cima de todas as outras vozes:

PAREM!

Ai, droga! Seguranças. Agora estávamos ferradas. Perdi elas de vista e tentava me afastar do seguranças que corriam atrás de mim. Virei à direita, por uma loja de departamentos e vi as duas encostadas na parede, recuperando o fôlego, e rindo ainda.

“Bella!” falaram em uníssono.

“Suas duas safadas. Temos que sair daqui, os seguranças estão atrás de nós! Vocês são completamente piradas. Por que isso, eim?” perguntei me encostando na parede, e rindo com elas.

“ Foi hiper legal ver a sua cara lá na escada e depois correndo atrás de nós...”

“Você viram pra onde elas foram?” perguntou uma voz grossa que eu reconheci.

PUTA QUE PARIU!

Olhamos pra cara uma da outra e explodimos de rir, olhando pros lados atrás de algum lugar que pudéssemos nos esconder. Abri a primeira porta que vi, e entramos. Quando eu cheguei dentro, percebi que estávamos em um banheiro pra funcionários, mas estava vazio. Olhamos uma pra outra e entramos cada uma em um box.

“E agora? O que fazemos?” perguntou Joicy do primeiro cubículo.

“Cara, não podemos ser pegas! Imagina se eles nos prendem e nos levam pra delegacia? Imagina a cara do Charlie quando ver que as presas somos nós!!” falei rindo só de pensar na cena do segundo cubículo.

“Caraca, estamos ferradas.” Falou Camila, do terceiro cubículo. “Não tanto. Compramos roupas, certo?” falei. “Então vamos usá-las!” Começamos a rir ainda dentro do banheiro e saímos com as roupas que tínhamos acabado de comprar, inclusive chapéus, cachecóis e óculos escuros para não nos detectarem. Meu cabelo que estava amarrado eu soltei e vice - versa. Estávamos completamente engraçadas. Saímos rapidamente do banheiro, antes que alguém nos encontrasse. Fomos andando como se não tivesse nada acontecido. Fomos logo em direção a saída. Vimos que ainda tinha seguranças conversando por rádios, e olhavam de um lado pó outro, provavelmente atrás de nós. Quando chegamos na saída, ouvi lá de dentro:

LÁ ESTÃ ELAS! Não precisei nem falar. Olhamos um pra outra e saímos correndo pela rua.


Chegamos em casa ainda rindo muito. Todo mundo devia pensar que estávamos roubando o shopping, por que o segurança gritava como um doido atrás de nós, até que conseguimos um táxi e pulamos dentro.

“Vei, vocês são completamente loucas.” Falei. “Ahhh,para de ficar falando isso. Você adorou Bella. Eu fiquei imaginando a cara do Charlie se fossemos pra delegacia por ter desligado a escada rolante!” falou a Camila e rimos de novo.

“Vamos nos acalmar, tomar um banho, e comer alguma coisa. Fiz muitos exercícios para uma pessoa só.” Rindo, carregamos a sacolas para cima e eu fui em direção ao banheiro, deixando as duas bestas rindo e mexendo nas sacolas no quarto.


POV JOICY

“Preciso falar com você.” Falei baixinho.

“Quê foi?” Camila respondeu.

“É sobre a Bella e o Edward.”

“O que têm eles?”

“Eu queria que a Bella conversasse com ele. Depois da conversa de ontem eu tenho certeza que ela ainda gosta dele, ele faz falta pra ela. Eu ouvi ela chamando o nome dele durante o sono.” Falei pra Camila.

“Eu também, mas não quis comentar. Ela parece muito frustrada ainda.”

“Então, eu quero fazer com eles se entendam!”

“Mas, como?” perguntou Camila com os olhos arregalados.

“Eu não tenho a idéia completa ainda, mas eu estava pensando em pedir pra ele vim aqui, e a gente dava um jeito de desaparecer por uma tarde.” Falei. “ Mas ela não pode nem sonhar que estamos tramando isso...”

“O.K”

Nesse instante, a porta abriu e Bella parou na porta, nos olhando curiosa.

POV BELLA

“O que vocês estavam conversando?” perguntei.

“Nada.” Respondeu Camila rapidamente, dando pra perceber a mentira por trás da resposta.

“Uhum. Sei.” Fale rindo.

“Tô indo banhar.” Falou Joicy.

“Tá.”

Fui em direção a cômoda, pegar uma roupa pra vestir. Hoje estava mais frio que de costume. “Amiga, posso ver seu violão?” perguntou a Camila. “É que eu estava com saudade do meu. Eu não o trouxe.”

“Pode pegar, está encostado aí perto da cama.” Falei ainda pegando minha roupa. Ouvi ela indo em direção a ele, e ouvi o zíper zumbindo, indicando que ela estava tirando ele da capa.

Oh My God, Bella! Que estrela mais linda! Quem te deu?”

Virei na hora quando ela mencionou a palavra estrela. Olhei pra ela calada. Percebi que nunca mais tinha tocado nada. E olhei pra estrela que Edward tinha me dado.

“Edward.’ Falei baixinho.

“Caramba, ela é linda!

“É eu sei.” Falei virando de novo pra cômoda, enquanto passava creme nos cabelos. Ouvi Camila passar os dedos pelas cordas e sair um som bonito. Pelo reflexo do espelho, vi a estrela no violão que estava na posição de tocar, e com o mesmo brilho dos olhos de Edward. Sacudi a cabeça, tentando não pensar nele. Joicy saiu do banheiro e foi a vez da Camila. Mas antes dela sair, ela mostrou a estrela pra Joicy, que ficou encantada também. Então todas já tínhamos banhado, descemos para jantar, e esperar Charlie chegar.


Faltava 3 dias pras meninas irem embora e as aulas retornarem. Eu estava apreensiva e com medo ao mesmo tempo. Não tive que encarar ninguém da escola depois do que aconteceu, mas mesmo assim tremia só de pensar nos murmúrios pelos corredores. Nesse tempo de férias, eu não havia esquecido Júlia.

Ela me ligava quase todos os dias e eu apresentei ela as meninas e como eu imaginei, elas se deram muito bem. Fazia muito bem sentir que ela também estava perto de mim quando todos pareciam ter desaparecido. Estava ficando triste por que as meninas já iam embora e minha vida ia ter que voltar ao normal.

Mas sentia que elas pareciam estar aprontando alguma coisa.
Capítulo 20
Armação


POV JOICY

“Eu vou dar uma desculpa esfarrapada, e você segura a Bella aqui para que eu possa ir atrás dele, beleza?” falei pra Camila aos cochichos no quarto.

“Certo.”

“Qualquer coisa você me avisa, por favor. Vou estar com o celular ligado. Vem, vamos descer.”

Descemos as escadas e Bella estava na cozinha, preparando pipoca pra gente comer e assistir um filme. “Amiga, você se importa se eu não assistir o filme com vocês ou pegar pela metade? É que eu conheci um cara super gato quando eu fui a padaria ontem e eu dei meu numero pra ele pra gente encontrar. Então ele me ligou hoje e marcou um encontro. Ae eu falei que O.K. Não tem problema pra você não né?”

“Mais é claro que não!” falou a Camila, quando viu a expressão desapontada no rosto dela e ela abrir a boca pra reclamar. “Pode ir e divirta – se! Eu e Bella vamos comer pipoca ate nos entupirmos. Boa sorte lá.” Falou Camila com uma piscadela.

“É, tudo bem. Vai lá. Sabia que você não ia sair de Forks sem antes dar uns beijos em alguém.” Falou Bella rindo.

“Bye então.” Falei.


Nossa! Que sacrifício ia ser enrolar a Bella. Na verdade, eu não gostava de estar fazendo isso com ela, só que pra mim era inevitável. Tinha que ir atrás de Edward pra saber o que ele pensava de ir falar com ela. Não fazia a mínima de como chegar na casa dele. As informações que eu consegui de Bella era muito pequenas. Ela só falou que ele morava em uma casa grande e bonita no final de uma estrada. Fiz com que Camila conseguisse direitinho o endereço dele, perguntando exatamente pra ela, mas sem que ela percebesse.

Tomei um taxi e dei o endereço ao motorista. Chegando ao endereço, paguei o motorista e desci olhando pra casa. Era como Bella tinha falado. Então tomei fôlego e fui em direção a entrada. Toquei a campainha. Ouvi passos do lado de dentro da casa, e abriram a porta.

Ele com certeza era o Edward. Reconheci as fotos que Bella me mostrou. Ele olhou espantado pra mim, como se me reconhecesse de algum lugar também.

“Oie, eu sou Joicy.” Falei estendendo minha mão. “Creio que você seja Edward Cullen, não?”

Ele apertou minha mão e respondeu educadamente.

“Prazer em conhecê-la Joicy. Apesar de eu ter a impressão de já ter te visto antes.”

“Sim. Creio que por fotos. Eu sou amiga da Bella.”

Sua expressão se transformou, ele parecia meio transtornado com a minha presença ali.

“Então? O que faz você aqui?”

“Eu posso entrar? Gostaria de conversar com você.”

“Claro.” Ele saiu da entrada e me levou em direção a sala. Indicou o lugar pra sentar. Sentei e o olhei. Parecia ainda meio desnorteado.

“Então...” comecei. “Eu queria falar sobre a Bella.”

“Imaginei. O que tem ela?” ele perguntou friamente.

“Eu gostaria que você não utilizasse esse tom frio. Creio que teremos atritos se continuar assim.” Falei. Ele apenas me olhou e não falou nada. Então continuei. “Eu e a Camila viemos pra cá depois de tudo que... hãm... aconteceu.” Percebi que ele ficou vermelho. “Então quando chegamos, ela estava muito mal, mas conseguimos fazer com ela se sentisse melhor. Eu vim aqui pra saber se você não gostaria de conversar com ela.”

“Ela pediu pra você vim aqui fazer isso?”

“De maneira nenhuma. Pelo contrario, ela nem imagina que eu estou aqui, e não sei qual vai ser a reação dela ao saber que estive com você. Eu vim por que acho que foi tudo um mal resolvido e que mesmo assim há uma chance de tudo voltar a ser como antes. Você não gosta dela?”

“Eu tenho mesmo que responder isso?”

“Eu estou perguntando, você me responde se assim achar necessário.”

Ele me olhou. Não sei, mas parecia que o olhar que ele me dava era que ele confiava em mim, apesar de nunca ter visto antes.

“Eu não sei.” Respondeu finalmente. ” Eu sinto muito a falta dela, mas a cena que eu vi...”

“Acho que estamos todos cientes da cena que você viu, e creio que você não foi homem o suficiente pra perceber o que estava acontecendo. Pelo contrario, acusou ela de coisas que você sabe que ela não é e que nunca teria coragem de fazer.”

“Ei, você veio aqui me ofender?”

“Não, eu vim mesmo dar um tapa em você e falar pra você parar com esse orgulho e ir procurar ela pra conversarem! Cara, ela sente a sua falta. Eu não sei se ela lembra, mas ela fala seu nome durante o sono, e tudo que tem de vocês, ela tenta esconder pra não ter que pensar em você! A mágoa existe? Existe, só que o que ela sente ou sentia por você, sei lá, parece ser maior. Por que não tentar? E pelo jeito que você está reagindo, sinto que você sente o mesmo em relação a ela! Então a perguntar que não quer calar: Por que você não procurou ela ainda, pra se desculpar, conversar, se entender, sei lá?!” Falei já quase a beira das lagrimas. Fazer Bella ficar feliz e longe de pensamentos ruins não era tão fácil quando parecia.

“Eu não sei responder isso pra você. Mas eu também senti a falta dela. Já era pra mim ter ido conversar com ela. É uma coisa que vem me angustiando já faz algumas semanas. ” Ele falou baixinho, olhando pros pés.

“Então o que você está esperando? Vai lá! Conversa com ela! Ouve o que ela tem a dizer! Deixa ela te contar o que realmente aconteceu, assim como ela contou pra nós! Se você realmente conhece Isabella Swan você sabe que ela não iria mentir.”

Ele me olhou com aqueles olhos absurdamente verdes, assim como Bella havia descrito. Suspirou e respondeu:

“Tudo bem. Quando e onde?” ele perguntou.

Meu coração suspirou em alivio.

“Eu e a Camila estamos arrumando isso. Se tudo der certo, vai ser na casa dela. Charlie não vai estar então vocês poderão ficara vontade. Não estaremos lá. Só peço que seja amanhã, pois viajaremos daqui a dois dias e eu quero ter uma oportunidade de me desculpar, caso as coisas não saia como eu planejei.”

“Tudo bem. Mas como vou saber se tudo der certo?”

”Podemos nos comunicar por mensagem de texto. Pode ser?”

“Sim, anota ai meu numero.”

Peguei o celular na bolsa e anotei o numero dele, com outro nome, enquanto ele fazia o mesmo. Terminando, me levantei satisfeita com o trabalho realizado.

“Obrigado Edward. E prazer em conhece - lo. A Bella falava muito de você. Pena que as circunstâncias que nos conhecemos não foi a melhor de todas...”

“É... Ela também falava muito de você e da outra, Camila né? Mais se tudo der certo, ela pode melhorar certo?” perguntou ele com um sorriso esperançoso.

“ Certo. Fiquei atento, por favor!”

“Ta o.k. Tchau.”

“Bye.”


POV EDWARD

Eu não acredito que aquela garota esteve na minha casa pra falar da Bella. Que engraçado. E eu nem sabia que elas estavam ali. Pelo que ela falou, Bella esteve muito mal depois de tudo que aconteceu. Mas agora eu ficava melhor em saber que ela estava melhor também. Anotei o numero da Joicy no meu celular com uma pontada de esperança no peito. Com certeza ela não ia fazer aquilo se Bella realmente não gostasse de mim. Já estava ansioso, esperando por alguma resposta dela, alguma coisa que pudesse tirar aquela tensão do meu corpo.
Deitei na cama, com as mãos atrás da cabeça e o celular do lado, aguardando. Então distraidamente, comecei a cantarolar a canção que ela tinha feito pra mim.

POV JOICY

Quando eu cheguei na casa de Bella, Camila ficou me fitando aflitivamente, e eu fiquei com medo que Bella reparasse em alguma coisa, então já emendei assunto e fiz um gesto silencioso para Camila deixar para depois. Ele entendeu e entrou no clima comigo.

“Caraca, que homem era aquele?” falei suspirando.

“E aí amiiga. Como foi?” perguntou Bella com um sorriso no rosto.

“Nossa, foi muito bom. Peguei mesmo e peguei muito.” Falei, juntando-me as risadas.

“Por volta das 19h30min. Por quê?”

“Aiim amiga, é que não se importa eu estou morrendo de fome! Podemos comer?”

“Claro né? Vem, por que nos entupimos de pipoca literalmente. Não pensei que você fosse demorar tanto. E você não comeu nada com o carinha lá não?” perguntou Bella me olhando.

MERDA!

“Hãm... Não tivemos pra comer nada... Só comemos algumas besteiras...” falei tentando fazer cara de vergonha. Bella começou a rir da minha expressão e eu suspirei aliviada, comendo a comida da mesa.

Pedi pra ir pra cama mais cedo, e então Bella e Camila ficaram lá embaixo arrumando as coisas. Fui tomar um banho e levei meu celular junto. Chegado lá dentro digitei:

Para: Jordin
De: Joicy

“Não consegui falar com a Camila a sós ainda. Então por enquanto não tenho uma resposta. Aguarde!”

E apertei o botão enviar.


POV EDWARD

Meu celular vibrou e eu o atendi rápido. Era uma mensagem da Joicy. Li atentamente a mensagem e me senti decepcionado. Ela ainda não tinha uma resposta. Eu já estava ficando angustiado e sentindo que tudo ia dar errado.


POV JOICY

Tomei um banho quente e tentei relaxar, pensando em alguma maneira de fazer Bella e Edward ficarem sozinhos.

Saí do banheiro com a expressão pensativa ainda. Charlie não era problema, já que ele ia trabalhar. Só se por um mal azar da sorte ele não fosse aí sim estaria tudo perdido. Mas, ate onde eu sabia, Charlie trabalharia normalmente. Agora é a questão de trazer Edward pra dentro da casa da Bella sem que ela percebesse.

Então, a porta abriu e eu me assustei. Era a Camila que conseguiu escapulir da Bella pra me perguntar. Ela estava afoita.

“E aí?” ela perguntou baixinho.

“Consegui convencer ele. Então agora só temos que armar alguma coisa pra fazer com eles fiquem sozinhos.” “Joicynha, é serio. Eu estou com medo de tudo dar errado e a Bella ficar com raiva de nós. Imagina só, se ela coloca ele a ponta pés daqui e nos expulsa, sem nunca mais querer olhar pra gente?” perguntou Camila desesperada.

“Ela não vai fazer isso. Ele também ainda gosta dela. Nós vamos tentar, e temos que rezar pra que independente do que acontecer, Bella ainda ficar de boa com a gente.”

“Aiim, certo. Mais o que vamos fazer?”

“Falo com você depois que ela dormir.”

Descemos as duas e ficamos conversando sentadas no sofá, assistindo filme.

Quando Charlie chegou, subimos pro quarto e Bella ficou me perguntando sobre o encontro. Tive que inventar várias coisas que tinha acontecido no encontro.

Ficamos acordadas até tarde, então viramos cada uma pra um lado. Apesar de falar que íamos dormir, tinha certeza que Camila estava acordada esperando eu dar sinal de vida. Ficamos assim por uma meia hora.

“Bella?” perguntei baixinho, pra ver se ela respondia. Silêncio. “Bella?” repeti. Ela não respondeu. Que bom, agora era hora de conversar com a Camila.

“Camila?” chamei baixinho.

“Oi.” Respondeu ela baixinho.

“Desce. Eu preciso falar com você.” Respondi aos sussurros, com medo de Bella acordar. Saímos da cama devagar e silenciosamente. Passamos pela porta sem fazer ruídos, e descemos as escadas, indo em direção a cozinha.

“O que vamos fazer?” perguntou Camila desesperada.

“Eu não sei ainda. Me ajuda!”

“Mas eu também não sei. E agora? Vai dar tudo errado, eu sabia!” choramingou Camila.

“Guria, para com isso. Não vai dar tudo errado vai dar certo, você vai ver. Vamos pensar. Temos que falar alguma coisa que saia nos duas e depois ele entre sem que ela perceba.”

“A gente podia então brincar com a cabeça dela. Vamos fazer como se fosse uma despedida por a gente estar indo embora. Então a gente pede pra ela ficar no quarto, contar ate 50 sei lá e então Edward vai estar esperando. Aí eles conversam e a gente não vai estar aqui.” Falou a Camila.

“Isso. Vou mandar então a mensagem pro Edward. Que horas?”

“Ahh não sei. Tem que ser um tempo que de pra eles conversarem legal.”

“Vou mandar pra ele vim então, umas 13h ta bom né?”

“Ahãm!”

“Beleza, então . Volta pra cama que a Bella pode sentir nossa falta. Enquanto isso eu vou no banheiro mandar a mensagem pro Edward.”

“Tá.” Subimos e ela foi em direção ao quarto, enquanto eu entrei no banheiro e digitei rapidamente:

Para: Jordin
De: Joicy

“Já sabemos o que vamos fazer.
Tem como você chegar aqui 13h?
Por favor, vem a pé pra ela não perceber o que está acontecendo.

Mandei a mensagem e voltei pro quarto, levantando o polegar pra Camila, confirmando.

Então deitei ao lado das duas, e tentei dormir apreensiva.


Capítulo 21
Conversa Franca


POV JOICY

Tentei dormir, mas o medo que Bella ficasse com raiva de mim era grande demais. Sentia a Camila se remexendo na cama, provavelmente sem conseguir dormir também. Depois de algumas horas acordada, consegui pegar no sono.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=pU2LzuVrqLQ
Tradução
Não me deixe em toda essa dor
Não me deixe na chuva
Volte e traga de volta meu sorriso
Venha e leve essas lágrimas embora
Eu preciso que seus braços
Me abracem agora
As noites são cruéis
Traga de volta aquelas noites
Em que eu tinha você ao meu lado

Refaça meu coração
Diga que irá me amar de novo
Desfaça essa dor que você causou
Quando você saiu pela porta
E saiu da minha vida
Não chore essas lágrimas
Eu chorei muitas noites
Refaça meu coração
Meu coração

Leve embora aquela triste palavra adeus
Traga de volta a alegria para a minha vida
Não me deixe aqui com essas lágrimas
Venha e beije-me para essa dor ir embora
Eu não posso esquecer
O dia em que você saiu
O tempo é tão cruel
E a vida também é tão cruel sem você
Aqui do meu lado

Não me deixe em toda essa dor
Não me deixe na chuva
Traga de volta as noites em que
Eu tinha você ao meu lado

Refaça meu coração
Volte e diga que me ama
Refaça meu coração
Doce querido
Sem você eu não posso continuar
Não posso continuar

POV BELLA

Acordei por volta das 9h e percebi que as meninas não estavam mais na cama. Levantei, fui ao banheiro e desci. Tinha uma espetacular mesa de café da manhã me esperando, e de repente me senti faminta. Sorri, e vi que elas estavam radiantes diante do feito.

“Bom dia!” gritou as duas juntas.

“Bom dia! Hum... que gostosura... Foram vocês?”

“É claro, né?” falou a Camila. “Uma despedida, mais ou menos em alto estilo, já que vamos embora amanhã meio - dia.” Ela falou com o sorriso fraco.

“É mesmo... Vocês vão amanhã.” Falei baixinho.

“Eiii... mas não fica triste. Antes de irmos ainda temos muitas surpresas hoje, por isso trate de se animar!” falou a Joicy.

“Temos muitas surpresas? Hum... Que tipo de surpresas?” perguntei curiosa.

“Você vai sabendo no decorrer no dia...” falou Camila misteriosa.

Sentamos a mesa e comemos alegremente de tudo que tinha ali. Relembramos conversas, conversamos muito ainda, no fim elas pegaram o meu violão, e cantaram um musica que elas tinham feito pra mim, me fazendo chorar. Subimos e nos arrumamos, tiramos muitas fotos, pra guardar de lembrança pelo tempo maravilhoso que elas passaram comigo, e como foi importante a presença delas ali comigo pra minha total recuperação. Elas conseguiram me dispersar e fazer com que eu não pensasse em Edward, me fizeram ficar feliz e sair de casa, coisa que eu nem pensaria se ficasse sozinha. Sei o quanto deve ter sido difícil pra elas me ajudarem desse tanto enquanto estiveram aqui comigo. Não era todo dia que eu queria sair ou fazer alguma coisa que elas programaram, mas mesmo assim o fazia pra não as deixarem chateada. E no final, eu não queria fazer e acabava me divertindo muito mais ate do que elas. Quando elas terminaram de cantar, corri e abracei-as com lágrimas nos olhos.

“Ei, hoje não pode chorar...” falou Camila com carinho, bagunçando meu cabelo e me abraçando.

“Então por que vocês estão fazendo isso comigo?” eu perguntei rindo e fingindo um tom acusador.

“Deixa eu te mostrar outra coisa então.” Falou Joicy me puxando para o meu quarto, em direção a janela. Ali havia um quadro que estava tampado com um pano que ela puxou. Tinha várias fotos nossas, em diversos lugares e diferentes momentos, tanto em Phênix, como aqui em Forks, inclusive algumas com Renée, Charlie e de mim pequena. Outras com alguns outros amigos que eu tinha deixado em Forks. Todas tinham comentários divertidos pregados na foto. No canto, eu vi uma que me chamou atenção. Era minha e de Edward. Olhei pra elas, não com raiva, mas surpresa por elas terem colocado ele ali.

“Oh My God!” Consegui falar.

“Isso não é nada amiga. Temos outra ainda. Camila vai buscar.” falou Joicy piscando, e vi Camila saindo correndo pra fora do quarto e seus passos rápidos na escada. “Esse eu espero que você goste realmente. Você vai ver essa sozinha. Eu vou fechar a porta.” Falou Joicy, me puxando. “Vem cá, você vai ficar aqui...” falou ela me colocando posicionada de frente com a porta. “... e vai fechar os olhos e contar alto e lentamente até 30 quando eu sair e bater na porta, certo?”

“Aiim... Certo.” Respondi um pouco nervosa. Ela me deu um beijinho no rosto, eu fechei os olhos e ouvi ela batendo a porta do quarto.

POV CAMILA

“Entra rápido.” Falei baixo pra Edward. “Hãm, acho que não nos conhecemos.Camila.” Falei estendendo a mão. Ele deu um sorriso nervoso e falou:

“Prazer, Edward. Bom conhecer você. Como está lá em cima?” percebi o nervosismo na voz dele.

“Estou esperando a Joicy descer, então você sobe.” Falei.

Ouvi os passos dela na escada e virei na hora. Joicy estava branca, apesar do sorriso.

“Oie, Edward. Ela está lá em cima esperando. Por favor, cuida bem dela.” Falou Joicy, suplicando.

Ele apenas confirmou com a cabeça.

“Então vamos subir. Eu vou bater na porta. Depois ela saberá o que fazer. Vem!”

Joicy saiu arrastando ele, sem fazer barulho pela escada. Chegando a porta do quarto dela, deu uma batida forte na porta do quarto, e colocou Edward posicionado de frente com a porta. Deu um O.K pra ele e desceu as escadas.

“E agora?” perguntei aflita.

“Vamos dar uma volta e esperar que tudo de certo. Pedi pra Edward me mandar uma mensagem quando terminar.”

“Vamos então.” Saímos e batemos a porta levemente, deixando os dois sozinhos lá em cima.

POV BELLA

Já estava agoniada, esperando a Joicy bater na porta pra mim começar a contar e ver o que elas tinham preparado pra mim. Ela demorou tanto a bater que eu pensei que tinha esquecido e já ia abrir os olhos e ir atrás delas, mas mesmo assim esperei. Afinal, ela não ia esquecer. Esperei mais alguns instantes e ouvi a batida na porta, então comecei a contar alto e meu coração a disparar.

POV EDWARD

Joicy me deixou ali, ouvindo aquela voz que eu sentia tanta falta. O que eu falaria pra ela? Como ela reagiria? Estava muito nervoso, e ela já estava quase abrindo a porta...

POV BELLA

“27...28...29...30!” falei, indo em direção a porta, sorrindo. Segurei a maçaneta, e girei, apreensiva, curiosa... Quando eu abri a porta...

POV EDWARD

Lá estava ela, linda como sempre, me olhando com uma cara assustada, acusadora e descrente, como se não acreditasse que eu estava ali parado na porta do seu quarto. Vi seu sorriso se desmanchar e sua expressão fechar. Ela continuou me encarando, e eu não sabia o que falar. Pela atitude dela, realmente não sabia de nada que as amigas haviam armado. Então decidi:

“Oie. Podemos conversar?” falei timidamente.

POV BELLA

Meu mundo virou de cabeça pra baixo e voltou de novo. Devia de ser algum engano, uma pegadinha. O que Edward Cullen estava fazendo parado , na porta do meu quarto, perguntando se podíamos conversar? Continuei fitando – o, para ter certeza de que ele estava ali. O garoto que andou freqüentando os meus sonhos, às vezes assombrados, com ele gritando comigo. Fiquei estática. Ele avançou um passo para perto de mim, e eu retrocedi um. Ele parou e me olhou. Meu coração doeu ao perceber a falta que aquele corpo fazia para minha alma.

O quando eu senti falta daqueles olhos lindos, de passar a mão nos seus cabelos, do seu peito bem definido, da textura da sua língua, da doçura dos seus lábios, do modo como me abraçava... O que ele queria comigo? Eu não consegui responder a pergunta dele.

POV EDWARD

Ela me olhava ainda com uma cara assustada e fixamente, como se não acreditasse que eu estava ali. Senti um cheiro gostoso exalando dela e a olhei inteira. Estava tão linda! Lembrei – me da festa, e percebi a falta que ela fazia... para minha vida? Olhei para seus cabelos que eu bagunçava fazendo – a rir, para seus olhos que sempre me olhavam profundamente, para seus lábios rosados que às vezes me beijava com cuidado, outras com carinho, outras com desejo, mas sempre com amor. Das expressões surpresas de quando eu a beijava distraída, da maneira como ela falava comigo, divertido e descontraído.

POV BELLA

“Bella?” repetiu ele. “Podemos conversar?”

“O que você está fazendo aqui?” perguntei rudemente.

“Eu gostaria... hum... de conversar com você, se fosse possível.”

“Sobre...?”

“Me deixa entrar e aí conversamos. Por favor.” Falou ele.

Saí de frente da porta e o deixei entrar. Ele encostou a porta e eu o olhei. O que ele queria?

“Bella... er... eu queria conversar com você sobre... tudo aquilo que aconteceu...” começou ele.

“Pra quê? Pra você me repeti tudo de novo? Obrigado, mas eu acho que não. Se era isso, você já pode ir embora.” Falei grosseiramente.

“Eii, não, por favor, me ouve. E vim aqui pedir... desculpas.”

“O quê? Pedir desculpas? Pelo o quê? Por ter me falado coisas que eu sei que não sou? Por ter me acusado injustamente? Por ter me deixado quando eu mais precisei de você? Por me fazer acreditar que gostava de mim e ter me virado as costas depois de ter me colocado na lista de Garotas de Forks Que eu Já Dormir?” disparei.

Ele ouviu tudo e nada falou. As lágrimas vieram como furacão sobre mim de novo.

Não acreditava que as meninas tivessem feito aquilo comigo, ele devia ter entrado ali, amarrado elas, e depois subido ali. Elas nunca fariam isso! Elas sabem como eu me sinto em relação a ele.

“Bella, me ouve, por favor. Eu sei que eu errei, falando tudo aquilo pra você...”

“Então você acha que vindo aqui e me pedindo desculpas vai fazer com que as coisas voltem ao que era antes, é? Quem você pensa que eu sou Edward Cullen? Você acha que eu não tenho vergonha na cara?” perguntei, olhando com ódio. Depois de tanto tempo, era um alivio poder falar tudo que eu queria, principalmente pra ele, que era o motivo de todo o meu sofrimento.

“Bella, eu só quero entender o que realmente aconteceu. Por favor, se acalma e vamos conversar numa boa.” Falou ele. Percebi que mesmo assim, ele mantinha uma distancia de mim.

“Hãm, então o que quer saber?” perguntei sarcasticamente. “Como eu consegui esconder que estava te traindo com Jacob?”

“Bella, não fique usando esse tom comigo. Você concordou em conversar como pessoas adultas...”

“Pessoas adultas? Você acha que as suas atitudes são de pessoas adultas?” disparei.

“Bella!”

“Não me venha falar como devo me dirigir a você. É muita cara de pau sua vim aqui na minha casa, pedir pra conversar comigo.”

“Você não vai querer conversar comigo, então?” ele perguntou.

“Não, pode sair por onde você entrou. E faz favor de soltar as minhas amigas antes de sair.”

A reação dele foi rápida. Ele me segurou na altura dos ombros e me olhou profundamente nos olhos. É claro que eu não havia esquecido aquele tom de verde, que tantas vezes eu olhei, e que eu percebi sentir falta, assim como do dono deles. Ele aproximou o rosto perto de mim e falou suavemente:

“Você continua sendo a mesma cabeça dura de sempre. Vamos apenas conversar como duas pessoas civilizadas então.”

“Me solta.”

“Você vai conversar comigo?” ele perguntou me encarando ainda.

“Conversando ou não eu quero que você me solte.” Respondi.

“Tudo bem.” Disse ele me soltando. Ele não tinha me machucado, pelo contrario, o seu aperto em meus braços foram gentis e me fez sentir como se tivesse em brasa onde ele segurou. Olhei pra ele, limpando as lágrimas quase secas do meu rosto.

“Você vai conversar comigo?” ele perguntou.

“Tudo bem.” Falei vencida. “É serio agora, o que você quer?”

“Eu quero saber o que realmente aconteceu naquele dia...”

“Você vai me ouvir mesmo?” perguntei em desconfiada. “ O que você ganha em troca?”

“Para com essa desconfiança. Eu só quero saber se eu estou tão errado quanto eu imagino.”

“Certo.” Comecei me sentando na cama. Ele se sentou na minha poltrona, que foi colocada estrategicamente bem perto da minha cama, logicamente perto de mim. “Então vamos lá...” eu não tive que fazer muito esforço pra lembrar aquele dia. Eles estavam sempre presente nos meus pesadelos. “Tudo começou quando Renée me falou que ele tinha ido lá procurando por mim. Ela disse que tinha ficado com um pouco de receio dele, pois estava com algumas pessoas estranhas e tal. E então as ligações começaram. Você atendeu uma delas quando eu estive doente. Eu não sabia que era ele, por que ficava mudo do outro lado da linha, mas eu tinha certa intuição de quem se tratava. Ele também me mandava e – mails, que eu apagava todos sem ler.” Olhei pra ele, e ele me olhava fixamente. “Por que eu nunca falei pra você? Por que eu nunca pensei que ele viesse aqui, não queria te preocupar e nem admitir pra mim mesma que estava preocupada. Jacob era caso passado na minha vida, não tinha motivos pra estar retornando esses assuntos. E eu nunca imaginei que as coisas fossem acontecer daquela maneira...” dei uma pausa e falei baixinho. “Fazia tempo... que eu... hum... não me sentia tão bem...” falei olhando pra ele. Ele abaixou a cabeça. Eu continuei como se não tivesse falado aquilo. “Naquele dia, eu fui comprar chocolates, e eu me sentia... como se tivesse alguém me vigiando... e eu olhava para os lados e não via ninguém, então pensei que fosse apenas impressão minha. Fui direto pra casa, e você me ligou...” eu não olhava pra ele. Eu olhava pra um ponto desconhecido na parede. As lagrimas vieram novamente e eu percebi que ele levantou a cabeça e me olhava com uma expressão de dor. Era péssimo relembrar tudo que havia acontecido e falar em voz alta dessa vez. Era como se tudo estivesse acontecendo outra vez. “Então você falou que ia vim aqui, e eu fiquei te esperando, ouvindo musica. Quando tocaram a campainha, eu pensei que fosse você e eu logo abri a porta, como eu sempre fazia quando sabia que você estava vindo.” Eu fechei meus olhos e as lágrimas caíram e eu percebi que estava soluçando. Ele veio pra perto de mim, tocou meu rosto e eu me afastei.

POV EDWARD

Como era péssimo a ver chorar daquela maneira e ouvir seus soluços. O modo como ela me olhava também, e quando eu me aproximei e toquei seu rosto. Sentia tanta falta dela...

POV BELLA

“Não me toca.” Falei bruscamente. Ele tirou sua mão rapidamente do meu rosto.

“Me desculpa” ele falou.

“... eu tentei fechar a porta, mas ele me empurrou pra dentro...” continuei . “... eu conseguia sentir o cheiro de bebida e cigarro na sua roupa, eu tentava me afastar, mas ele não me soltava.” Falei com uma expressão de nojo.

“... então chegamos na parte que você chega e daqui pra frente você já sabe.” Olhei pra ele, com uma cara de decepção.

“Sei que você me falou que não ia me desculpar, mas mesmo assim eu posso tentar?” ele perguntou.

“Não, por que eu não vou aceitar.”

“Por que é tão difícil pra você?” ele perguntou com uma cara intrigada.

“Por quê? Por que eu confiava em você Edward!” disparei, com a minha voz se elevando e as lagrimas caindo cada vez mais. “Simplesmente por que eu pensei que você fosse ficar comigo, como eu teria feito com você! Mas pelo contrario, você me abandonou! Deixou que eu passasse por isso sozinha, e ainda me falou tudo aquilo! Se não fosse pela Renée, Charlie, Joicy e Camila eu estaria aqui? Eu teria definhado! Eu tive que tentar reconstruir a minha vida. Você acha que é fácil pra mim lembrar de tudo que aconteceu, de Jacob... me agarrando... e você chegando... me olhando como se eu tivesse... culpa?”

“Bella, por favor, eu não sabia como reagir, o que pensar...”

E você acha que eu sabia? Edward! Ele está me agarrando e você realmente acha que eu sabia o que fazer

Ele abriu a boca pra responder, mas a fechou lentamente e não falou nada.

“Mas eu queria saber por que você veio aqui agora... já que você disse que queria falar comigo antes.” Falei enxugando o rosto com as costas das mãos.

“Eu não vim antes... por que eu sou um covarde...” ele respondeu. “Carlisle quando voltou pra casa me falou como você estava... e eu ainda estava de cabeça quente, então eu deixei quieto. Eu queria vim falar com você antes, me desculpar, entender tudo, mas eu tinha medo da sua reação... Desde de então eu tenho praticamente não fazendo nada, Bella. Eu fico quase todo o dia na sala de música...”

“E por que isso agora?” perguntei interrompendo – o. Não precisava ficar relembrando esses momentos que parecia ter feito parte da vida de outra pessoa.

“Eu vim aqui por que eu gosto de você! Eu gosto mesmo Bella! Eu queria que você me perdoasse por todo mal que eu contribui para que você sentisse, mas por favor, da uma outra chance pra gente. Você não entende quanta falta fez pra mim, o quanto eu queria estar perto de você, o quanto que eu imaginei que você estivesse sofrendo...”

“Mais o problema é realmente esse, Edward.” Falei chorando ainda. Que droga! Eu tentava controlar as minhas lágrimas, mas elas pareciam não ter controle. “Teria sido muito mais fácil se você tivesse ficado aqui comigo. Eu já perdi as contas de quantas vezes eu tive pesadelos com aquele dia, e a principal pessoa que aparecia não era Jacob, e sim você! Você me deixando, gritando comigo!” eu sacudia a cabeça tentando apagar as lembranças.

“Mas e agora, o que fazemos?” ele perguntou parecendo frustrado e desesperado por causa das minhas reações.

“Eu não sei Edward. Eu me acostumei sem a sua presença.”

Isso não era totalmente verdade, mas também não era totalmente mentira. Eu sentia a falta dele, das nossas conversas, dele vindo aqui em casa ficar as tardes comigo enquanto Charlie trabalhava, dos nosso calorosos beijos, do seu cheiro gostoso, do seus braços que me aninhava como se tivessem sido feitos pra mim, de tocar ao lado dele e ouvir sua voz perfeita, da sincronia de nossas vozes juntas... E de repente, do dia que ele me deixou, o porquê de todas aquelas palavras duras, dele ter falado coisas que no fundo eu sei que ele pensava mesmo sobre mim...

Passou um tempo, nos dois ficamos calados. Eu soluçava apesar do meu coração estar mais leve. Então ele finalmente falou:

“Você não vai me perdoar?”

“A mágoa ainda existe e é difícil pra mim aceitar isso assim tão facilmente.” Falei soluçando e olhando pra ele.

Ele saiu da poltrona e se ajoelhou do meu lado segurando as minhas mãos.

“Bella, por favor! Não faça isso comigo... Eu quero tanto você... Eu te amo minha Bella...” disse ele chegando mais próximo de mim.

“Não fala palavras que vai fazer você se arrepender depois, e que no momento ainda soam como mentiras para mim.” Falei sacudindo a cabeça, e afastando – o de perto de mim, soltando as mãos.

“Mas eu sei que eu errei! Por isso que eu vim aqui...” falou ele suplicando.

“Creio que é tarde demais Edward.” Falei baixinho olhando pra ele.

“Não Bella! Por favor! Por que é tarde demais?” perguntou ele desesperado.

“Achei que isso já estava resolvido quando você saiu daqui de casa aquele dia.” Me levantei, e ele levantou junto, e eu fui empurrando ele em direção a porta do meu quarto, chorando.

“Não, não, não! Ei, me ouve, por favor! Não faz isso...”

“Já está resolvido!”

Ele travou o corpo todo e me segurou, me forçando a olhar pra ele.

“Não está resolvido. Fala que você não gosta de mim! Fala que você não sente a minha falta! Que você não sonha comigo. Se você me confirmar isso eu vou embora e nunca mais volto a te procurar...”

“Eu não vou falar nada...”

“Você sente minha falta não sente, Bella? Assim como eu sinto a sua...” ele falou segurando meu rosto bem próximo do seu. Senti seu cheiro gostoso e não consegui pensar, fechei meus olhos e senti minha cabeça inclinando pro lado, deixando cair na palma da sua mão, enquanto a outra acariciava meu cabelo.

Ficamos assim, e eu percebia seus olhos me queimando, e eu não conseguia respirar direito, não conseguia fazer com que parasse com aquilo agora. Ele continuava a acariciar meu rosto. “Da outra chance pra gente Bella. Vai, vamos tentar outra vez, eu prometo nunca mais te decepcionar...” falou baixinho, senti seu rosto chegando cada vez mais perto do meu.

Levantei meu rosto assustada, tomando consciência do quão perto ele esteve de me beijar, e me afastei dele, lhe dando um leve empurrão.

“Não Edward. Está decidido. Eu não posso ficar com você, não depois de tudo...”

“Mas, me responde só uma coisa...” ele pediu com tristeza nos olhos.

“Depende...”

“Por favor... eu prometo ir embora depois...”

“Pode falar...”

“Isso é um sim?” perguntou ele me pressionando.

“É.” Falei cansada.

“Tudo bem. Você ainda gosta de mim?”

Olhei pra ele e várias cenas passaram na minha mente: quando eu o conheci, as musicas, brincadeiras, risadas, o dia que ele veio falar com Charlie, o dia no seu quarto...

“Por que isso interessa tanto pra você?”

“Só me responde!” pediu ele com carinho.

Olhei pra ele e vi aquele rosto lindo, com uma expressão de medo, talvez da minha resposta, ansiedade, desejo... Então respondi:

“Gosto...” sussurrei.

Ele abriu meu sorriso preferido.

“Pra mim isso basta. Eu não vou desistir de você.” E me deu um beijo no rosto, me deixando sozinha no quarto.



Capítulo 22
Despedida


Ainda fiquei parada ali no quarto, sem saber o que fazer, e sem ter certeza se o que eu pensava que tinha acontecido, realmente tinha acontecido. Percebi que estava sem respirar, então puxei fortemente o ar pelos pulmões e consegui senti o cheiro de Edward que ainda estava impregnado em cada canto do quarto. Então eu não estive sonhando. Era tudo verdade e ele esteve ali, comigo... Eu chorava, e quando eu pensei que fosse cair, vi as meninas entrando no quarto, brancas e me olhando apreensivas.

“Bella...?” perguntou Joicy.

“Você está bem?” perguntou a Camila cautelosa.

Eu continuei calada, olhando pra elas duas, ainda chorando. Eu não sei o que passava na cabeça delas. Elas pareciam estar desesperadas, e então começaram a chorar desesperadamente, que me fez parar e olhar assombrada e assustada pra elas.

“Me deculpaaa!! Foi tudo culpa minha! Eu convenci a Camila a me ajudar a trazer o Edward aqui, por que nos sabemos que você sente falta dele, você andou falando o nome dele durante o sono. Fica com raiva de mim! Não da Camila! Ela não tem culpa! Eu só queria te ver feliz de novo!” chorou desesperadamente Joicy.

“Nããão! Eu também tive culpa, Bella! Mas eu juro que só fizemos isso... por que... por que...” e virou pra Joicy. “...por que mesmo a gente fez isso?” ela perguntou com cara de indagação.

Eu não agüentei. Comecei a rir, e elas vieram e me abraçaram, pedindo desculpas. Eu parei e falei pra elas:

“Eii, vocês não precisam se desculpar! Eu sei que vocês só querem o meu bem.” Falei secando o rosto das duas, que estavam vermelhos e quentes. “Vem cá.” Falei puxando elas pra minha cama. Olhei pras duas e falei séria: “Não vou falar que gostei da surpresa de vocês... eu fiquei sem reação quando vi Edward aqui. Achei que ele tinha seqüestrado vocês!” disse rindo. “... mas, eu sei que não foi fácil pra vocês ficarem todo esse tempo aqui comigo, eu não estava sendo a melhor companhia, mas mesmo assim vocês não desistiram.” E comecei a chorar.

Eu não conseguia me manter séria depois de tudo que elas tinham feito por mim.

“E eu ainda não acredito que vocês fizeram isso... Nunca pensei que tivessem cabeça pra tanto.” Falei rindo quando via acara de indignação delas.

“Mas e o que você e ele decidiram?” perguntou Joicy, com os olhos brilhando de repente.

“Não decidimos...” e me calei.

“Aiim... Fala alguma coisa! Sobre o que vocês conversaram?” perguntou Camila agoniada.

“Bom, na verdade não foi muito legal. Ele pediu pra mim contar o que acontece realmente, e eu meio que não acreditei no começo e falei tudo que estava passando no meu coração desde que ele me deixou... hum... ele me ouviu... tentou se aproximar de mim...” ele suspiraram alto, “... mas eu não deixei...” elas fizeram ar de decepcionada. “Eu não ia deixar ele me tocar depois de tudo... e eu andei mesmo falando o nome dele durante o sono?” perguntei olhando pras duas.

“Sim!” responderam em uníssono.

“Algumas vezes, eu ate pensei que você estava acordada, de tão real que era.” Falou a Joicy.

“Mais eu só falava o nome dele?” perguntei, temendo a resposta.

As duas se olharam por um momento, então a Camila falou baixinho:

“Não, você falava também que amava ele...”

Não consegui falar nada. Fiquei sem reação diante das palavras dela. Eu não sabia disso. Ela continuou:

“Foi isso que fez mais ainda com que armássemos para vocês dois conversarem... Dava pra perceber que você ainda gosta dele, mas nunca ia dar o braço a torce pra fazer isso acontecer... Então apenas demos uma ajudinha.”

“Obrigado... Foi bom poder... falar com ele? É, foi bom.” Falei distraída. “Eu ainda não acredito que fizeram isso. E como vocês vão embora amanhã eu queria dar logo meu presente pra vocês.” Fui ate o guarda roupas e peguei um 2 embrulhos, junto com um saquinho daqueles de guardar jóias. Voltei e entreguei um embrulho a cada uma. Elas abriram e começaram a rir, com lagrimas nos olhos. Eu tinha dado a cada uma um porta - retratos com uma foto nossa. Era todo na madeira, trabalhado manualmente, e com 3 garotinhas como se estivessem segurando a foto e com o nome de nós três.

“Uh HAHAHAHA! Ficamos igualzinhas!” falou a Joicy.

“É eu sei. Charlie me ajudou. Com vocês aqui não conseguia fazer nada escondido. E tem isso aqui...” falei abrindo o saquinho. “... para agradecer o bem que vocês me fizeram e pela nossa amizade!” tirei do saquinho 3 colares, cada um com ter menininhas como pingente que tinha no coração as iniciais dos nossos nomes. Dei a cada uma o delas e colocamos os colares. Olhamos uma para outra e nos abraçamos. Estava na hora delas irem.


Elas partiram cedo no outro dia. Fui acompanhada de Charlie levar elas ao aeroporto, com elas prometendo me ligar quando chegassem.

Estava na hora de recomeçar novamente a minha vida, agora sem elas perto de mim.

Quando cheguei em casa, parti pro meu quarto. Ele ia ser o primeiro a ser mudado. Joguei todas as minhas roupas em cima da cama e rearrumei meu guarda roupas, jogando um monte de roupas e objetos velhos que eu guardava.

Quando terminei, parti pra cômoda, que agora estava apilhada com um monte de coisas. Peguei minha caixinha e tirei de lá apenas as fotos que eu tinha com Edward. Guardei em uma pasta na ultima gaveta. Eu não queria lembranças dele me cercando, por que eu não queria ficar pensando nele, mesmo depois da conversa que tivemos e mesmo depois de tudo que as meninas tinham feito por mim. Troquei tudo que eu consegui arrastar de lugar, incluindo a cama, minha poltrona, a cômoda e meu PC.

Estava tudo diferente agora. A parede que eu tirei a cômoda, ficou com um aspecto vazio, então era hora de colocar a cabeça pra funcionar. Peguei um dinheiro que eu tinha e comprei uma tinha roxa, e pintei toda a parede. Me diverti, porque no começo eu não sabia como pintar, até que eu aprendi e ficou tudo bem. Coloquei o painel que as meninas tinham feito com fotos pra mim pendurado ali (tirando a foto de Edward), que era onde ficava mais bonito. Peguei meu violão e lembrei que ali também tinha lembrança dele. A estrela ainda estava lá, mas quanto a ela eu não podia fazer muita coisa.

Primeiro por que eu gostava demais do meu violão e segundo que se eu tirasse a estrela ia acabar com a pintura dele! Então, essa foi a única lembrança que eu ainda tinha de Edward perto de mim. Coloquei ele encostado do lado da minha cama. Na verdade, eu queria esconder isso tudo por que eu não queria ficar pensando em Edward. Eu não queria pensar, nem lembrar e o principal: queria parar de sonhar com ele. Eu só sonhava com ele quando ia dormir pensando nele.

Então, se eu não tivesse objetos que me fizessem pensar nele eu iria dormir bem.

As aulas já iam voltar e eu tinha que preparar meu espírito pra isso, não sei como as pessoas iam reagir comigo, por que todos ficaram sabendo do que aconteceu, mas como eu não tinha mais ido pra escola e chegou as férias, iam querem saber os detalhes. Meu espírito não estava nem um pouco a fim de responder delicadamente: “Ahhh gente. Eu não quero falar sobre isso sabe? É muito triste...” Que se danasse todo mundo!



Capítulo 23
Passeando no Parque


Acordei de manhã com medo. Sim, medo. Medo de retornar pra escola, ouvi os comentários e sussurros por onde quer que eu passasse sobre o término do meu namoro com Edward, a forma como tinha acabado, etc., etc..., apesar de fazer mais de um mês e meio desde que aconteceu tudo, e principalmente: eu estava com medo de encarar – lo. Não tinha como evitar ver ele ali na escola.

Me arrumei, preparando minha mente, coração, corpo e espírito pra encarar mais um dia.

Foi tudo como eu havia imaginado e mais um pouco. Além dos comentários, teve pessoas que tiveram coragem de vim me perguntar sobre Edward. Apenas olhava com a expressão mais feia que eu poderia colocar no meu rosto e sai.

E ainda tinha uma Júlia do meu lado, que estava tratando esse assunto tão grosseiramente quanto eu. “Ela não quer falar sobre isso!” e saia me puxando em outra direção. Depois que eu explodi na troca de salas com um grupo de garotas que vieram me perguntar se eu me importava que elas mandassem lingeries para Edward com um sorrisinho debochado no rosto, ninguém mais se dirigiu a mim. Fiquei muito feliz, por que não tinha que ouvir a perguntas desagradáveis e nem responder a perguntas indiscretas. Assisti as 4 primeiras aulas tranquilamente ao lado de uma Julia que tinha por objetivo o meu bem estar. Graças a tudo de bom eu não tinha esbarrado com Edward, por que eu não ia saber como reagir diante a presença dele. Apesar de tudo que tinha acontecido lá em casa, eu ainda sentia raiva pelo seu abandono e não acreditava que fosse passar tão rapidamente. Na hora do intervalo, fui à cantina peguei um copo de suco e voltei pra sala, aguardando. Soou o sinal e todos entraram em suas salas e eu saí em direção ao meu armário. A intenção era essa mesma: não ter ninguém pra ficar me olhando. Quando eu cheguei ao meu armário, tinha um bilhete forçado pelas brechas dele, idêntico a um que eu havia recebido a um tempo atrás. Era de Edward. Ainda dava pra sentir o cheiro no ar. Arranquei com força o bilhete que se rasgou e abri furiosa:

“Amar foge todas as regras.
Ninguém sabe de onde vem
Nem como acontece
Mais é o que dá sentido
A todos os outros sentidos da vida.”
Volte a fazer minha vida ter sentido de novo. Sinto tanto a sua falta, minha Bella.
Terminei de ler o bilhete e olhei pro corredor. Edward estava no fim dele, me olhando ler o bilhete. Tinha uma lixeira bem perto de mim. Amassei o papel e joguei ali dentro sem nem ao menos olhar para sua expressão.

Fui caminhando devagar para casa, sem pressa. De repente eu senti a mesma sensação de estar sendo seguida. Lembrei – me de Jacob e apressei o passo. Liguei para minha mãe e para as meninas pra saber se tinham chegado bem. Fiquei pensando no que ia fazer pra ocupar minha tarde solitária, peguei então meu violão, sem tentar olhar pra estrela, e comecei a tocar.

A semana foi tranqüila na escola. Cruzei com Edward em alguns corredores, mas fingia que não o via, apesar de seus olhos me perfurarem. Como de costume, fui pra casa calmamente. Hoje eu estava com fone no ouvido, calças folgadas, All Star, uma camiseta e uma blusa de frio, com o capuz na cabeça. Fui andando pelo canto da estrada, curtindo o vento gostoso, quando senti os fones serem arrancados dos meus ouvidos, me fazendo virar assustada.

“Posso fala com você?”

“NÃO!”

“Mas eu quero falar com você!”

Fiquei calada e continuei andando.

“Bella vamos conversar?” pediu Edward.

Continuei calada, recolocando os fones, e cantarolando a musica. Ele me puxou de uma vez, colando meu corpo no dele, e aproximando seu rosto.

“VOCÊ ESTÁ FICANDO DOIDO?” perguntei empurrando –o. “ME DEIXA EM PAZ!”

“Cara, como você é chata.”

“Então faça o favor de me deixar quieta!” esbravejei. Ele continuou parado me olhando, mas não me acompanhou.

No outro dia ele veio de novo. Já o olhei com cara de poucos amigos, que o fez ficar para trás.

POV EDWARD

Hoje ela não me escapa. Vai ter que me ouvir nem que seja a força!

POV BELLA

Estava contente hoje. Acordei com aquele instinto para fazer travessura, mas acho que ia ficar só na vontade. O dia estava com um sol fraquinho, mas mesmo assim gostoso. Fui andando devagar, curtindo um som e o sol. Vi que tinha um carro se aproximando e a vi a lateral do carro de Edward um pouco longe ainda. Eu tinha saído fugida da escola para ele não vim atrás de mim, mas na velocidade que ele estava dirigindo, ia me alcançar rapidinho.

Então entrei em uma trilha que tinha por dentro da mata e que daria nos fundos da minha casa. Charlie não podia nem sonhar que eu estava passando por ali, ele me matava. Mas era por uma boa causa. Andei rapidamente e adentrei pela cozinha, feliz por ter despistado Edward. Liguei o som e fiquei acompanhando a musica. A campainha tocou e eu fui abrir. Edward estava lá, parado, com uma expressão furiosa no rosto.

“Isso não foi legal.” Ele falou.

“Foi a única coisa que eu ele teve a oportunidade de falar, por que eu bati a porta com tudo na cara dele.

Eu já estava de saco cheio de Edward atrás de mim. Mas no fundo eu gostava de estar tratando ele daquela maneira e ver que ele ainda corria atrás de mim.

Era com uma forma dele pagar por tudo que eu tinha sofrido. Me dava um prazer, um tipo de excitação ver ele dessa maneira. Na verdade, eu estava sendo muito grosseira, rude e o tratando mal. Mas eu perguntei pra Julia se eu tinha mudado, se ela tinha sentindo alguma diferença em mim. Ela disse que pelo menos com ela estava tudo normal, que ela sentia uma hostilidade saindo de mim apenas quando Edward estava por perto. Eu fiquei feliz, quero dizer, por não estar tratando mal as pessoas que gostavam de mim. Ela não tinha nenhuma culpa. Minha hostilidade tinha que ser direcionada apenas pra Edward.

O telefone tocou e eu fui atender.

“Oie.”

“Bella?” ouvia voz de Edward.

“Arre... Você não vai me deixar em paz não?”

“Não, ate eu conseguir você de volta pra mim.”

“Se está pensando em me vencer pelo cansaço, pode desistir.” E bati o telefone com força.

Resolvi fazer uma caminhada pra não ter que ficar sozinha olhando pro nada. Vesti meu moletom, calcei meu tênis e sai curtindo uma musica. Andei por um parque que eu não sabia que tinha em Forks. Era lindo, tinha um lago enorme, com vários patinhos dentro dele.Tinha também pequenos parques reservados pras crianças, com brinquedos. Eu encontrei uma praça distante que foi a que eu mais gostei. Era calmo o lugar e me trazia a tranqüilidade que eu precisava.

Sentei ali e fiquei, pensando na vida.

POV EDWARD

Ela estava sentada em um lugar bonito. Eu tinha esperanças de falar com ela, mas ela estava sendo muito grosseira no momento. Resolvi deixa – la quieta e calma. Nesse momento eu percebi o quanto ela estava parecida com a Bella que eu conhecia. Eu não via mais o sorriso dela, apenas algumas confirmações e risos para Júlia. Parecia outra pessoa. Fiquei imaginando o que estaria passando na cabeça dela. Depois de um tempo, ali sentada, ela levantou e continuou caminhando em direção a saída do parque.



Capítulo 24 Aulas de Piano

POV BELLA

Sai do parque e fui para casa pela rua principal. Tinha várias lojas abertas e um número considerável de pessoas. Continuei distraída, quando vi em uma loja de musica a seguinte mensagem:

Aulas de violão, guitarra, baixo, bateria e piano.
Inscrições aqui!


Empurrei a porta e fui ao balcão.

“Quando começam as aulas de piano?” perguntei pra atendente.

“Se formar uma turma com no mínimo de 10 alunos, essa semana ainda.”

“E falta muito?” perguntei. Se faltasse, já estava imaginando quando eu ia ter que convencer.

“Falta duas pessoas. É bem provável que comece amanhã.”

“Beleza! Quero fazer a inscrição.” Falei feliz.

Ela me deu a ficha que eu preenchi, garantindo ligar no outro dia para confirmação do inicio das aulas.

POV EDWARD

Estava angustiado. Ia começar a trabalhar na loja de musica e ia ter menos tempo pra convencer Bella a pelo menos falar comigo. Meu trabalho era dividido entre aulas de violão e piano, mesmo assim estava ansioso. As aulas teriam inicio no outro dia as 14h, com a turma de violão. As 15h45min era a de piano.

POV BELLA

“Oie, eu queria saber se as aulas de piano começam hoje.” Perguntei pra pessoa que atendeu ao telefone.

“Sim. Como é o seu nome?” perguntou a atendente.

“Isabella Swan. Fiz a inscrição ontem.”

“Ahãm, seu nome está na lista. Sua aula começa as 15h45min.”

“Valeu.” Falei desligando o telefone.

Peguei o violão, coloquei nas costas e fui para o parque até a aula de piano.

POV EDWARD

Cheguei cedo e arrumei a sala. Levei meu violão, mas a estrutura da sala era realmente muito boa. Me informaram que a turma tinha cerca de 20 alunos, uns 6 sem violão ainda, então iam usar temporariamente os da sala. Eram na maioria jovens entre 14 e 19 anos, e mostraram ter muita vontade de aprender. A aula transcorreu bem, com uma aula teórica, com os alunos doidos pela pratica. Então os deixei “brincarem” e no final toquei e cantamos todos juntos.

POV BELLA

Puta merda! Já eram 15h40min! Não ia chegar a tempo pra aula nunca! Peguei o violão, joguei dentro da capa, e sai correndo pelo parque, desesperada.

Cheguei a loja era 15h57min.Entrei afoita e perguntei pro primeiro atendente que eu vi onde era a aula.

“No subsolo. Pegue as escadas e entre na terceira porta a esquerda. O professor já está lá e você está atrasada.”

“É, eu sei disso...” falei por cima do ombro, correndo em direção as escadas.

Desci rapidamente e cheguei na porta. Bati e entrei.

“Licença, eu posso...?” minha voz falhou.

POV EDWARD

Era ela. Bella, parada na porta com o rosto vermelho, arfando como se tivesse correndo durante horas. Meu coração disparou. Ia ficar perto dela! Mas estava no meu local de trabalho e tinha que manter o profissionalismo. “Pode passar.” Falei olhando pra ela. Ela continuava na porta com aquela expressão engraçada que eu tanto gostava. Piscou, pareceu voltar em si e dirigiu – se para a cadeira mais próxima.

POV BELLA

Que saco! Como eu não imaginei que fosse Edward que ia dar as aulas? Que outra pessoa em Forks tocava piano? Aff Bella!

“BELLA” ouvi meu nome e olhei. Era Júlia. Estava completo mesmo. O que Júlia estava fazendo ali?

“O que você quer aqui?” sussurrei pra ela quando sentei do seu lado.

“Oxi, vim pras aulas!”

“Logo você...” falei admirada.

“Hãm, eu também tenho cultura.” Resmungou ela.

“Então... Já que estamos todos aqui, queria que cada um falasse por que escolheu as aulas de piano.”

Ai My God! Ninguém merece! O que eu ia falar?

Ele foi apontando pra cada pessoa levantar e falar do seu lugar.

POV EDWARD

Apontei para cada um e ouvi diversas respostas.

“Você agora Júlia.” Falei.

“Eu escolhi por que queria ocupar meu tempo com alguma coisa, então eu resolvi optar pelo piano, vê se nesse eu consigo aprender com algum sucesso.” Falou ela sorridente.

Olhei pra Bella, que estava olhando pros pés, com a cabeça baixa e os cabelos no rosto.

“Você agora Bella.”

“Queria que me chamasse pelo meu nome, Isabella.” Respondeu ela firmemente.

Fiquei sem graça diante da resposta dela.

“Como quiser, Isabella.” Respondi, enfatizando o nome dela. Ia ter problemas.

“Bom, como eu já sei tocar violão, resolvi ocupar o restante do meu tempo com alguma coisa relacionada a musica. É muito difícil encontrar alguém que saiba toca bem piano. Eu pelo menos não conheço ninguém.”

Fiquei novamente sem graça com a resposta dela. Ela agora estava me ignorando. Ela conhecia muito bem uma pessoa que tocava muiito bem piano.

Respirei fundo e continuei.

“Bom, eu vou começar devagar pra ver o ritmo de cada um. Se puder, fique cada um em um piano.”

Saiu todos dos seus lugares e se dirigiram aos pianos. Bella ficou em um bem longe de mim.

“Vou passar alguns conceitos e exercícios, então prestem bastante atenção.”

POV BELLA

Ó como era bom ver o Edward ficando sem graça com as minhas respostas. Ele agora falava de algumas coisas básicas para se tocar piano. Eu fingia estar distraída e com a cabeça baixa, mas na verdade ouvia atentamente tudo que ele falava. Então ele nos deixou deslizar os dedos pelas teclas. Brinquei um pouco, com a Julia hiper feliz do meu lado. Então a aula terminou e eu fui a primeira a sair da sala.

Quase todos os dias agora eu ia para o parque, para a minha praça, para o meu cantinho. Lá eu escrevia, tocava, e agora levava um lençol dentro do bolso de fora da capa do violão para que eu pudesse deitar. Era muito relaxante.

As aulas com Edward estavam indo bem, apesar das más atitudes que eu continuava a ter na frente de todos. Estava até com uma dor nas costelas por conta das cotoveladas que Júlia me dava. Ele era um ótimo professor, não tinha como negar. Ele ensinava muito bem, e já tinha algumas pessoas que conseguiam tirar alguns trechos, eu estava entre elas. Minha vida se resumia a isso durante algumas semanas. Eu ia pra escola, almoçava, ia pro parque e de lá pra aula de piano, toda vez com meu violão. Ninguém imaginava que eu fizesse aula de piano, pois eu chegava todos os dias com o violão, mas simplesmente por que eu o levava pro parque comigo. Tinha escrito várias musicas agora, já que eu estava vivendo pra musica pra ocupar tempo e pensamento.

Você me deixou aqui sozinha
Prometeu sempre estar comigo
Por que você fez isso?
Despedaçou meu coração
O que fazer agora?
Eu tento reconstruir minha vida
Mas é difícil com você
Sempre perto de mim
(Letra By Raphinha Cullen)


Eu me sentia tranqüila quando ficava ali sozinha. Parecia que era terapia, pra depois ter que encarar Edward. Eu resolvi ir mais cedo pra aula e ficar na sala de violão, brincando até dar o meu horário. Quando eu cheguei lá estava uma discussão danada, por que tinha se formado mais turmas pra aula de violão e não tinha tempo o suficiente pra encaixar todos os horários com os de Edward.

“Mais temos que acha alguém urgente!” falou uma chateada já.

“É eu sei disso. Só que quem? O pessoal não vai querer ficar mais 3 dias sem aula, eles estão pagando!” respondeu o outro.

Quando chegou nessa parte eu me interessei. Precisava de uma grana e trabalhar com o que eu gostava era perfeito. Me aproximei.

“Oie, com licença. É que eu ouvi a conversa de vocês... Vocês estão precisando de um professor e eu de trabalho.”

“Mas você está tendo ainda as aulas de violão!” respondeu o atendente.

“Ahh, não. Eu faço aula de piano. Trago o violão por que eu sempre carrego ele comigo. Se vocês quiserem eu posso fazer um teste. Eu já toco violão há mais de 7 anos.”

Eles me olharam com cara de salvação e abriram um sorriso.

“Certo. Vamos fazer um teste com você só pra saber o seu nível. Mas é quase garantida a vaga pra você. Vou chamar o gerente.”

“Tudo bem.” Falei sorridente. “E quanto a aulas de piano... Vocês poderiam formar uma turma à noite.” Falei.

“É, já estávamos cogitando isso. A procura aumentou. Parece que o talento de Edward andou correndo Forks.”

Fiquei calada, enquanto ele saia procurando pelo gerente. Ele voltou e fiz o teste e consegui o emprego! Cara, eu estava muito feliz! Estava tudo muito bem e eu ia começar no dia seguinte!


Quando eu cheguei no horário combinado para o inicio das aulas, o gerente me chamou em um canto e falou:

“Bom Isabella, já que vamos ter que conviver parte do dia juntos quero te apresentar as pessoas que vão trabalhar com você.” Ele me apresentou todos os funcionários e atendentes que eu cumprimentei com um aceno na cabeça, um aperto de mão e um sorriso no rosto. Eu estava radiante! Não vi Edward no fim da fila.

“E com certeza você já deve conhecer Edward, já que tem aulas de piano com ele.” Falou o gerente. Senti a cor do meu rosto fugir quando vi a mão de Edward estendida pra mim apertar.

POV EDWARD

Eu estava completamente feliz! Bella estava trabalhando agora comigo! Ofereci a mão e por um momento eu pensei que ela fosse recusar, mas ela hesitou e a apertou firmemente. Apesar de rápido, o calor da sua mão passou por todo o meu corpo, me fazendo arrepiar.

POV BELLA

Eu não podia recusar de apertar a mão de Edward na frente do meu chefe! Apertei rapidamente e logo a soltei.

“Então Isabella, a sua sala é a quinta lá embaixo. Pode Ir que as aulas já vão começar!”

Desci entusiasmada a escada.

“Parabéns Bella.” Ouvi a voz de Edward atrás de mim. Apenas o olhei dos pés a cabeça e continuei andando.

Eu tinha feito uma aula em casa para poder passar para os garotos, com todas as notas e uma musica bem fácil pra pode começar a ensinar a eles e não ficar só naquela parte chata de teoria. Foi muito boa minha aula e adorei os alunos. Tive que me frear por causa dos palavrões que eu agora eu falava aos montes, mas rimos e nos divertimos e eles me prometeram que toda aula no final, eu cantaria uma musica com eles. Eu assenti com a cabeça.

Capítulo 25
Garoto Estúpido


Agora que eu tinha um emprego, me dedicava inteiramente a ele. Minhas visitas ao parque ficaram restritas apenas aos fins de semana. Eu estudava, dava aula e assistia as de piano. Eu já conseguia tocar no piano, sendo uma das primeiras. Com certeza a aula que eu tive com Edward na casa dele a muiito tempo atrás contribuiu. A surpresa veio no final da aula, quando ele anunciou:

“Hoje, eu queria cantar uma musica pra vocês e que é bem fácil e que vai ser a que a gente vai treinar daqui pra frente. Então prestem todos atenção.”

Ele começou a tocar uma melodia baixa e devagar. Eu não reconheci a musica.

Então, de repente, meu cérebro pareceu ter acordado. A melodia mudou e eu a reconheci: era a musica que ele tinha feito pra mim. Edward estava tocando a musica que ele tinha jeito pra mim! Ele cantava com força e aumentava o tom de voz: “Fique apenas e me deixa te fazer feliz”. Sua voz linda me acordou do meu transe e eu olhei pra ele incrédula. Ele não me olhou, apenas continuou cantando. Quando ele tocou a última nota, eu peguei meu violão e sai correndo pela porta.

Saí dali rapidamente. Não queria que ninguém visse a quantidade de lágrimas que estava escorrendo pelo meu rosto naquele momento. Edward só podia estar querendo me sacanear. Nada mexeu tanto comigo quanto ver ele cantando aquela musica, a musica que ele tinha feito pra mim! E ouvir ele, depois de tudo que eu estava fazendo pra me desligar das lembranças de Edward, era quase uma tortura.

POV EDWARD

Já imaginava algo do tipo da reação de Bella. Todos na sala ficaram me olhando e eu não sabia o que fazer.

“Ela deve estar com algum problema. Deixa eu ir ver.”

Fui em direção a porta e vi que ela estava encostada na parede, com as mãos no rosto, cheio de lágrimas.

“Bella?” chamei.

Ela me fuzilou com o olhar e passou por mim, me mandando um olhar demoníaco.

POV BELLA

Cheguei em casa, falei um oi rápido pra Charlie e subi rapidamente as escadas antes que ele percebesse que alguma coisa estava errada. Ali dentro, eu não consegui segurar as lágrimas, que depois de tanto tempo, ainda insistiam em cair por uma pessoa que eu tentava esquecer.

Eu não ia desistir das aulas de piano por causa de Edward e sua maldita musica. Eu iria continuar indo.

As aulas de violão já estavam caminhando bem. Todos já conseguiam tocar uma musica de 4 notas. Estava feliz e orgulhosa. Meu trabalho com eles estava dando certo. Pedi ao meu chefe que me deixasse ficar com as chaves da sala para voltar depois das aulas de piano e preparar a minha aula do outro dia. Ele concordou e me entregou as chaves.


Fui para a aula de piano.

“Bom eu queria esclarecer alguns pontos e fazer um acordo com vocês” falou Edward. “A musica que eu toquei ontem...” ele me olhou. “... é minha, como muitas pessoas perguntaram. Eu a fiz em um momento especial da minha vida...” ele me encarou. “... e já que eu percebi que vocês gostaram, pensei em treinar ela.”

Meu coração afundou. Agora fudeu tudo mesmo! Para meu total horror, a sala toda concordou inclusive Júlia que não sabia que era aquela a minha música.

“Aiim que lindo Bella! Eu concordo! Essa musica é tão linda... Que foi? Não gostou?” perguntou.

“Você lembra quando eu disse que Edward tinha feito uma musica pra mim?”

“Eu não acredito! É essa??”

Confirmei com a cabeça.

Oh My God! Se um homem fizesse uma musica dessas pra mim, eu...” Ela se calou quando viu a minha expressão. “Desculpa Bella.” Falou ela sem graça.

Todos se dirigiram animados aos pianos e Edward foi ensinando pacientemente a cada um que tinha duvidas, e meu coração dava uma pontada toda vez que alguém acertava. Eu não ia poder fugir ali. Comecei a passar as mãos pelas teclas, estava fazendo tudo certo, mas sentia que tinha uma nota que eu não conseguia encaixar direito. Fiquei nessa durante algum tempo, tentando e tentando.

POV EDWARD

Ela estava dificuldade em algumas notas. Já tinha passado por todos os alunos, menos nela, com medo de suas reações exageradas. Mas, ela estava ali pra aprender, e eu era o professor, então tinha que ir lá ajudar ela.

Ela começou de novo, e errou novamente. Vi ela bufando por estar fazendo errado.

“Você tem que acelerar um pouco na troca de notas.” Falei chegando por trás dela e colocando as minhas mãos em cima das delas para explicar como fazer.

O calor que subiu pelo meu corpo apenas com o seu toque era uma coisa inacreditável. Ela ficou imóvel, deixando suas mãos irem com o movimento das minhas. “E então você desacelera um pouco, que aí você consegue continuar no mesmo ritmo.” Falei tirando minhas mãos das dela e a olhando. Ela estava vermelha. Saí dali e fui a outro aluno que me chamava.

POV BELLA

Ele devia estar observando que eu estava fazendo errado, por que quando ele se aproximou eu não senti a sua presença, até ele tocar as minhas mãos.

Tentei de novo, da maneira como ele tinha me falado e dessa vez acertei.

Olhei na direção que ele estava, e vi que ele me olhava. Ele sorriu e eu apenas sinalizei com a cabeça.

A aula terminou e eu voltei pra sala de violão.

POV EDWARD

Organizei algumas coisas na sala e tranquei – a. Fui andando lentamente. Vi que a porta da sala da Bella estava entreaberta e olhei curioso.

POV BELLA

As aulas de piano estavam sendo como tortura pra mim. Edward estava fazendo de pirraça, mas ele ia ter troco. Escrevi:

Garoto estúpido
Pensa que pode me vencer
Eu sou mais forte do que imagina
Me deixa em paz
“Já dormir com todas.”
Sou apenas um garoto estúpido.
(Letra By Raphinha Cullen)


Guardei a folha na pasta e voltei a me concentrar. Eu queria dividir as 3 turmas que eu dava aula em pares, para que juntos sorteassem uma musica e cantassem e tocassem juntos. Então organizei a sala do jeito que eu queria, para não ter trabalho no outro dia. Terminado, peguei meu violão e conectei na caixa de som. A acústica era muito boa. Dedilhei, sem saber realmente o que eu queria tocar. A única musica que vinha na minha cabeça era a de Edward.

Comecei então a cantarolar baixinho.

POV EDWARD

Meu coração deu sinal de alerta. Ela estava cantando a musica. Ela lembrava de mim então. Empurrei silenciosamente a porta e adentrei sem que ela percebesse. Ela tinha ligado apenas as luzes perto dela, então a sala estava meio obscura.

Cheguei por trás dela e a ouvi. A voz continuava a mesma que tinha nas minhas lembranças. Os dedos passavam delicadamente pelas cordas, eu vi seus olhos se fecharem e sua cabeça inclinar ligeiramente para trás. Fui me aproximando, com os olhos fixos nela ainda. Bati o pé com força na cadeira mais próxima.

Merda!

“Quem está aí?” ela perguntou alto.

“Sou eu Bella.” Falei me aproximando da luz.

“O que você quer aqui?” ela perguntou se levantando e aumentando o tom de voz.

“É que eu vi a porta aberta... curiosidade sabe...” falei levantando os ombros.

“Desde de quando está aqui?” perguntou rudemente. Apesar de tudo senti o medo na sua voz.

“Acabei de chegar...” menti.

“E já está indo embora.” Completou ela.

“Sim,eu já estava saindo.”

“Então pode ir.” Ela falou virando as costas.

POV BELLA

Aff! Mais eu merecia mesmo! Já pensou se ele ouviu eu tocando a musica dele? Senti ele deixando a sala e depois disso rapidinho eu fui embora também.



Capítulo 26
Noticias


ESCOLA

Estava todos ao redor do mural de recados bem na entrada da escola. Já fui doida pra saber o que era. Tinha um grande cartaz fixado, e dizia o seguinte:

Atenção alunos dos 3ª ano!!
A viagem a Itália vai acontecer daqui a 1 mês.
Pedimos que entrem em contato com o professor que vai ficar responsável por cada turma para que você possa preencher o relatório, pegar o termo de responsabilidade e anexar junto os documentos necessários.Não deixem pra ultima hora!
Como despedida pela viagem que vocês vão fazer, a escola estará oferecendo uma festa na sexta feira, dia 30 de outubro.
A viagem está marcada para acontecer no dia 1º de novembro.


Terminei de ler o aviso, nem um pouco animada com estava todos os outros alunos do 3º ano. Lembrei da quase viagem que eu tinha feito e os acontecimentos.

Foi com desanimo que eu falei pra Charlie e liguei pra Renée. Fui separar algumas coisas que eu ia levar novamente. A festa não importava, por que eu não ia participar.

Foi aquele alvoroço de sempre quando tinha algum evento de grande porte como esse.

O que eu ouvia, me deixava nauseada.

“...eu tenho que comprar meu vestido...”

“...você acha que o Peter vai?”

“... essa festa vai ser maravilhosa!”

“...que nada! Quem tem que ir é o Edward. Agora que ele terminou com a Bella, vai ver tenho alguma chance...”

A garota calou a boca quando percebeu que eu ouvi. Apenas a olhei com aquele olhar que eu mais gostava de dar pra pessoas tão insignificantes quanto ela e continuei indo pra sala.

Júlia estava simplesmente radiante!

“Aiim amiga. Essa vai ser perfeita! Festa de despedida, com a animação da viagem!”

“Uhum.” Respondi sem entusiasmo.

“Você vai né Bella?” perguntou ela enrugando a testa.

“Não mesmo. E não adianta insistir Júlia” falei rapidamente quando ela abriu a boca para protestar. “Não estou nem um pouco afim de participar dessa festa.

Estou indo pra essa viagem apenas por que é necessário.”

“Mas... nos temos que nos despedir corretamente das vão ficar! Por favor Bella!” falou ela com aqueles olhinhos pidão.

“É sério Júlia. Dessa vez eu dispenso.” Falei firmemente, colocando um ponto final no assunto.


Eu estava detestando de todas as formas essa viagem.

Primeiro: eu ia ter que sair do meu emprego.

Quando eu comuniquei ao meu chefe, ele foi tão compreensivo que até deu medo.

“É Edward veio falar comigo sobre isso também. Então eu faço a mesma proposta a você: quando voltar, você continua trabalhando. Explique aos seus alunos a situação e deixa alguma coisa pra elas fazerem até o seu retorno.”

Aceitei na hora! Caraca era bom demais!

A parte chata era contar para os alunos. Eles todos resmungaram, reclamaram e no fim aceitaram. Dei como tarefa pra eles treinarem até onde estávamos e quando eu voltasse queria que todos tocassem corretamente a musica sorteada.

Eles eram muito carinhosos comigo e no geral nos dávamos bem. Marcamos uma festinha para o ultimo dia de aula.

POV JULIA

Estava em uma loja de vestido perfeita, escolhendo o meu vestido perfeito. Comprei um azul escuro de alças finas. Eu vi outro e não consegui resistir. Era roxo, tomara – que – caia, e tinha a cara da minha amiga. Mandei embalar os dois.

POV EDWARD

Estava deitado na cama, com as mãos atrás da cabeça.

Já tinha arrumado as malas e estava esperando a festa do outro dia, sem nenhum entusiasmo. Pensava na minha Bella. Queria tanto ela do meu lado, pra planejarmos a viagem, rir, conversar... E ela nem iria a festa. Como eu sei? Aconteceu o seguinte:

Ela estava sentada no fundo da sala, com os fones no ouvido, e a cabeça abaixada, com um livro aberto nas mãos e um copo de suco do lado. Cheguei e me sentei ao lado dela.

“Oie.”

Ela levantou a cabeça e me mandou aquele olhar que só ela sabe dar.

POV BELLA

Até quando que tento ficar em paz e não xingar um ser intitulado Edward Cullen, eu não consigo. Ele devia fazer isso para me irritar. Levantei a cabeça.

POV EDWARD

“Até quando você vai me tratar assim?” perguntei.

Ela não respondeu.

“Podemos conversar?”

Ela começou a bater os pés no ritmo da musica, continuando a me ignorar. Puxei os fones dela.

“Quê que há com você?” ela perguntou indignada.

“Eu é que te pergunto.”

“A única coisa que eu te peço, pai...” falou ela fazendo uma cena dramática e jogando as mãos pro céu. “... é PAZ!” enfatizou a ultima palavra. “... e nem isso eu mereço?!”

Comecei a rir.

“Não precisa de tudo isso Bella.” Falei com um sorriso. Ela continuou calada, me olhando feio. “Vim perguntar como você está.

“Estava muito bem, até você chegar e estragar tudo.”

“Uhum... Eu acredito.”

Ela recolocou os fones no ouvido.

“Quer vim a festa comigo?”

Ela continuou com a cabeça baixa. Puxei os fones de novo.

“Se você fizer isso mais uma vez, juro que vou lhe dar um murro.” Falou ela irada.

“Então vem a festa comigo!” insisti.

“Nem morta!”

“Por favor. Vamos ficar juntos de novo.”

“Você quer mesmo que eu fique bem? Então me deixa sozinha!” ela levantou, empurrando a mesa, passando do meu lado e virando com tudo o copo de suco na minha cabeça.

Levantei, cansado e fui em direção ao banheiro.

“Que aconteceu?” perguntou Julia.

“Sua amiga pirada!” falei enfurecido.

“Por que ela fez isso?

“Eu a convidei pra festa.”

“É, ela não vai. Que pena que você ficou sabendo pela maneira mais rude!” falou ela explodindo em risadas.


POV BELLA

Meu coração quase parou quando eu cheguei em casa depois das aulas de piano e Charlie falou que queria falar comigo. Procurei na memória se eu tinha feito alguma coisa errada ou esquecido de fazer alguma coisa, mas não consegui lembrar nada. Então sentei no sofá, apreensiva, por que ele não estava com uma cara muito animada não.

“Bella, consegui noticias de Jacob.” Ele falou sério.

Meu coração deu uma ultima batida e parou. Olhei pra Charlie, sentindo o sangue fugir de mim.

“Ele foi preso em um estado da Califórnia, assaltando uma grande empresa de supermercados. As câmeras o gravaram e os donos entregaram as fitas na delegacia, quando foram registrar ocorrência.”

Continuei parada. Então ele estava fora. Senti um arrepio e lembranças vieram a tona.

“E agora?” perguntei com a voz fraca.

“Bom, já estamos atrás dele.” Respondeu Charlie. “Ele está sendo procurado pela justiça, então agora será mais fácil. E eu dei uma olhada na ficha dele e está cheia de ocorrências, desde pequenos assaltos a padaria até tráfico de drogas.”

Senti minha cabeça rodar e me encostei no sofá.

“Temos que avisar Renée.” Falei.

“Sim, apenas para avisar, e falar pra ela tomar cuidado.”

“O.K. Eu vou ligar pra ela.”

Levantei meia tonta ainda, e disquei o numero da minha mãe. Conversei com ela e avisei sobre tudo até onde sabíamos. Charlie falou que ia ficar mais fácil de pegar ele, já que ele estava fazendo muitas coisas. Uma hora a policia esbarrava com ele. Eu não acreditava muito nessa historia, mas tudo bem.


Capitulo 27
Beijo


Estava na minha sala de violão, pendurando balões. A festinha que os alunos tinham organizado para “comemorar” minha viagem. Essa eu tive que aceitar.

Eles chegaram fazendo festa e colocando a comida na mesma. Toquei enquanto eles cantavam comigo. Eles chamaram algumas pessoas da loja pra participarem, me fazendo cantar na frente de todos e ficar vermelha.

Edward estava ali também, encostado na parede me olhando, mas eu continuei como se ele nem existisse. Quando terminamos de cantar, todos aplaudiram e voltaram ao trabalho.

A festinha acabou e eu fiquei pra trás para arrumar a bagunça e deixar a sala limpa. Liguei o som baixinho e coloquei um CD que eu tinha trago.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=irSklXqsXBo&feature=fvst
Tradução
Bem, você fez bonito comigo e tem certeza que eu senti
Eu tentei ficar frio mas você é tão quente que me
derreti
Eu caí por entre o rochedo
E estou tentando voltar
Antes que o frio passe
Eu estarei dando o melhor que posso
Nada me deterá a não ser intervenção divina
Reconheço que é minha vez novamente de ganhar algumas
e aprender algumas

Eu não hesitarei mais
Sem mais, não posso esperar, eu sou seu

Bem, abra sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você vai encontrar amor
amor amor
Ouça a música do momento e talvez cante comigo
Eu gosto da melodia que traz paz
É seu direito divino de ser amada, amor, amada, amor

Então eu não hesitarei mais
Sem mais, não posso esperar, tenho certeza
Não há necessidade de complicar
Nosso tempo é curto
Este é nosso destino, eu sou seu

Eu passei muito tempo olhando minha língua no espelho
E fazendo de tudo para poder entender melhor
Meu hálito embaçou todo o vidro
Então eu desenhei um rosto feliz e ri
Acho que o que estou dizendo é que não ha razão
melhor
Se livrar da vaidade e apenas ir com o ritmo
è o que esperamos fazer
Nosso nome é nossa virtude

Então eu não hesitarei mais
Sem mais, não posso esperar, tenho certeza
Não há necessidade de complicar
Nosso tempo é curto
Este é nosso destino, eu sou seu

Bem, abra sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você vai encontrar amor
amor amor
Ouça a música do momento e talvez cante comigo
Eu gosto da alegre melodia
É seu direito divino de ser amada, amor, amada, amor

POV EDWARD


Bella tinha cantado absurdamente bem. Fiquei a observando e apesar da minha presença ali, sentia que era como se eu não estivesse. Voltei a minha sala quando ela terminou de cantar e dei minha aula normalmente.

Ouvi uma musica do ritmo gostoso vindo da sala de Bella, quando passava pelo corredor para ir embora. Entrei. Ela estava arrumando a sala, recolhendo o lixo, cantando a musica. Quando me viu, parou.

“Você cantou muito bem hoje mais cedo.” Falei sinceramente, encostado na porta.

“Hum... Obrigado.” Falou ela continuando o serviço.

Entrei na sala e fiquei caminhando lentamente por ela.

“O que você quer?” perguntou ela bruscamente.

“Eu?” falei surpreso. “Só conversar.”

“Então vamos, desembucha”

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love love Love



“Meu convite sobre a festa ainda está de pé.”

“Eu não vou a festa.”

“Por que? Nenhum convite?” perguntei rindo.

Vi seus olhos faiscarem e senti que ela ia explodir.

“E o que você acabou de perguntar se torna o que?”

“Ahhh, é mesmo.”

“Eu não vou por que não quero me deparar com pessoas como você por lá.” Respondeu ela com um tom de voz maldoso.

Só que eu já estava me acostumando com esse novo jeito Bella grosseiro de ser.

Nem me abalei.

So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short


Ela se virou e continuou recolhendo o lixo. A segui. Quando ela se virou, ela não percebeu o quanto estava perto dela. Ela deixou o saco cair. Eu peguei suas mãos e entrelacei nas minhas.

POV BELLA

Nossos rostos estavam muito próximos. Conseguia sentir sua respiração. Senti meus dedos afrouxarem e o saco cair. Senti o calor da mão dele nas minhas e me perguntei se ele percebeu que elas estavam tremulas. Não conseguia reagir e nem me separar dele.

POV EDWARD

Listen to the music of the moment people dancing and sing

Continuava a olhando, como se ela fosse sumir a qualquer momento. Então aproximei minha boca do seu ouvido, senti ela se mexer um pouco, e os pelos se eriçarem. Dei um leve beijo no seu lóbulo e falei baixinho enquanto puxava ela para mais perto do meu corpo:

“Eu também sou seu...”

This is our fate, I'm yours

Senti um suspiro sair dos seus lábios e seus olhos se fecharam. Fui em direção a sua boca. Soltei uma das mãos e coloquei na sua nuca, acabando o espaço entre a gente, selando um beijo.

POV BELLA

Eu não conseguia me mexer. Meu cérebro não atendia aos meus comandos. Estava em êxtase e nada poderia fazer. Ele estava me provocando. E na verdade eu não sabia se realmente queria que ele parasse. Senti tanta falta daquele corpo quente grudado no meu.

POV EDWARD

Meu corpo se arrepiou ao sentir de novo os lábios dela, a textura, o sabor. Sentia –os um pouco trêmulos, mais ainda se mantinham fechados. Eu beijei eles calmamente, e fui forçando – os a se abrir devagar. De repente, senti sua língua quente na minha e percebi que ela tinha soltado minhas mãos e colocado uma no meu pescoço e a outra apertava com força os meus cabelos.

POV BELLA

Eu não sabia o que estava fazendo! Por que ele me deixava tão louca?! Era impossível resistir aquele homem sedutor e charmoso que me beijava com carinho e que eu senti tanta falta. Não percebi quando minhas mais agarraram ele, não importando pro que meu coração iria sentir depois que aquele beijo terminasse. Por enquanto ele estava feliz.

POV EDWARD

Eu beijava ela para que pudesse sanar toda a saudade que eu senti de tudo. Sentia ela querendo se afastar de mim, mais então a puxava novamente, não queria que ela se separasse de mim. Então afastava um pouco a minha boca para que ela pudesse respirar, mais rápido ela me puxava de novo, não deixando o beijo se acabar.

POV BELLA

Eu já estava ficando sem ar, mas não queria que acabasse. Tinha medo do que viria a seguir, de como reagir e encarar Edward. Estava tudo muito louco e bagunçado. Eu tentava me separar mais meus sentidos aguçados me fazia continuar ali, beijando aquele homem que eu tanto amava.

POV EDWARD

Ela sentia falta de mim tanto quanto eu sentia dela. Senti ela afrouxando os braços de mim e percebi que ela queria que acabasse tudo de uma vez agora. Me afastei e a olhei nos olhos. Ela estava com uma cara de culpada e tímida ao mesmo tempo. Ela se afastou e virou os rosto, indo pra longe de mim.

“Bella?” falei indo atrás dela.

“Isso não deveria ter acontecido.” Ela falou.

“Eu também sinto a sua falta Bella. Por que você continua sofrendo assim, se você ainda gosta de mim?”

“Eu não gosto de você...”

“Não gosta? E o que foi isso? Brincadeiras?”

“Eu não quero falar sobre isso, e gostaria que você também não voltasse a falar sobre o assunto.”´

”Até quando você vai ficar se maltratando? Vai ficar sofrendo tentando apagar as lembranças que você tem de mim?” falei furioso. Eu não agüentava ver ela mentindo daquele jeito, fingindo não querer sentir o que nos dois sabíamos que ela sentia.

“Nunca mais faça isso Edward Cullen. Não se preocupa que isso nunca mais vai acontecer. Eu vou me certificar disso pessoalmente.” Falou ela desligando o som, saindo da sala e me deixando ali, sozinho.



Capítulo 28
I Still Love You


POV BELLA

Saí dali rapidamente, com o meu coração palpitando. Estava feliz, mas ao mesmo tempo feliz por ter deixado ele me beijar. Mas eu também não o beijei? Cheguei em casa, falei com Charlie, banhei e deitei na cama. A verdade é que eu queria Edward pra mim. Queria agora! Dormi, e nos meus sonhos ele estava comigo, me abraçando e beijando quando eu estava distraída, do jeito que eu mais gostava, e como se a gente nunca tivesse se separado.

POV EDWARD

Uma mescla de sentimentos passava sobre mim. Alegria e felicidade, pois tinha beijado minha Bella, frustração por ter a deixado escapar, furioso por ela ser tão cabeça dura...

Estava em casa, deitado na cama. As luzes estavam apagadas. A única iluminação que tinha no quarto vinha da lua, que estava linda. Se eu insistisse mais um pouquinho, ela cederia.

Eu nem forcei muito e aconteceu tudo isso! O sorriso se que apareceu em meus lábios foi malicioso, imaginando minha Bella, aqui comigo. Queria tanto ela na festa comigo.

POV BELLA

Acordei tarde no outro dia, curtindo preguiça. Era estranho mais eu me sentia extremamente feliz. Eu não queria, por que eu sabia o motivo do meu coração está tão feliz, mas ele parecia não me obedecer mais.

Arrumei a casa e fui dar uma ultima volta no meu parque ate que eu voltasse da viagem. Era bom demais estar ali, e era aonde eu pensava mais em Edward, em nos dois, em como eu tinha sido feliz com ele, onde eu escrevia minhas musicas, às vezes xingando ele, as vezes letras amorosas que me fazia querer ficar cada dia mais perto dele. Me sentei com as pernas cruzadas e fechei os olhos.

Fiquei assim por um tempo, sentindo o vento passar pelo meu rosto, fazendo meus cabelos voarem nas minhas costas, e relembrando o beijo do dia anterior. Eu me entreguei sem ele nem ter feito muita coisa. Ele chegou perto de mim e eu não consegui resistir. Meu corpo também estava sentindo falta dele.

Senti movimentos atrás de mim e virei o rosto rápido, pensando em um momento de loucura que fosse Edward.

Mas era Júlia. Ela sorriu e eu retribui. Pensei que ela não soubesse que eu estava aqui.

“Oie.”

“Oie, senta aqui comigo.” Falei puxando ela. “Tudo bem?”

Percebi que ela estava com a expressão um pouco tristonha.

“Ahãm. Queria conversar com você. Desculpa se queria ficar sozinha.”

“Sem problemas. Como você me encontrou?” perguntei curiosa.

“Ahhh, eu vi você vindo por aqui, aí vi você entrando aqui e que não tinha ninguém por perto, e imaginei que você quisesse ficar sozinha. Então esperei.”

“Hum... É um pouco. Eu vim aqui muitas vezes.” Falei olhando ao redor. “Gostava de ficar pensando e escrevendo aqui. É calmo, tranquilo e silencioso. Tudo que eu precisava.”

“Sei... Mais eu queria te pedir um favor.”

“Está acontecendo alguma coisa Júlia? Me conta! Você está tão cabisbaixa...Pode me pedir o que você quiser, que eu faço só pra não te ver triste.”

“Você promete?” ela perguntou com o cabelo no rosto.

“Eu prometo.” Falei cruzando os dedos na boca e beijando –os.

“Vamos a festa comigo? Por favor Bella! Vamos? Eu não quero ir sozinha!” ela levantou o rosto e sua expressão de repente mudou, e eu percebi que ela estava com aquela expressão tristonha apenas pra me enganar. “ Não custa nada pra você, e ainda vai se divertir!”

“Júlia, eu não acredito que você fez isso, vei.” Falei olhando pra cara dela. “Sério, eu não vou não.” Falei chateada.

“Mais você acabou de prometer!”

“Cara, mas isso não é justo! Olha só o que você fez!” falei.

“Ahh nem Bella. Vamos? Por favor? Por favor?”

“Guria, você é das trevas!”

“Eiim? Você vai?”

“Aiim Júlia! Não tem como. Eu não comprei nada e meu guarda roupas também não possui nada disponível. Por isso... Sinto muito amiiga mais você vai ter que ir sozinha.”

“E se eu falar pra você que eu tenho a roupa perfeita pra você? Você vai?” perguntou ela com os olhos cintilantes.

“O quê?”

“É Bella!”

“Guria, você é louca.”

“Não Bella! Você vai?”

“Não Júlia... Eu não quero ir, é serio.”

“Mas você me prometeu. Por favor, por favor, por favor, por favor com açúcar?” pediu ela quase com lagrimas nos olhos.

Aiim My God! E agora?

TA BOM guria chata! Eu vou!”

Ela me fez levantar e me deu um abraço forte dando gritinhos de felicidade e saltitando.

“Então vamos pra sua casa, por que você precisa ver o que eu tenho pra você.”

Ela saiu me arrastando quase correndo pra fora do parque.

Ela falou pra mim ir pra casa, enquanto ela ia na dela pegar algumas coisas. Eu fui, já cansada desses joguinhos da Julia e por ela esta me fazendo ir com ela. Cheguei em casa e deitei na cama, esperando a hora que ela chegasse, provavelmente eu não ia ter nem que abrir a porta, pois ela já ia chegar entrando e fazendo barulhos.

Dito e feito. Passou 15 minutos e eu a ouvi lá de baixo, abrindo a porta e cantando uma musica. Vi a porta do quarto abri e olhei. OH MY GOD! O que Julia pensava que estava fazendo?

Ela parecia estar armada para uma guerra. Chegou carregando varias bolsas nos ombros, uma grande caixa prata nos braços e um sorriso nos lábios.

Me afundei na cama, assustada.

“O que é tudo isso?”

“Tudo isso é fazer você ficar perfeita pra festa.”

“Aff nem Júlia. Não precisa de tudo isso!”

“Mas é claro que precisa!” exclamou ela. “Vai tomar um banho já!” falou feliz.

Fui me arrastando para o banheiro. Já estava ficando de saco cheio dessa historia.

Parei na porta e perguntei:

“E você vai se arrumar que horas?”

“Não se preocupa comigo não. Nós vamos juntas daqui.” Respondeu enquanto tirava tudo e colocava e cima da cama.

*INICIO FLASHBACK *

“Júlia, queria te pedir um favor.”

”Fale Edward Cullen.”

Ele estava todo melado de suco, com os cabelos todos molhados e grudentos.

“Por favor, por tudo que há de mais importante, faça com que a Bella vá a festa.”

“O quê?”

“A festa! Convence ela!”

“Mais como?”

“Eu não sei! Já tentei de tudo...”

“Aiim... E o que eu ganho com isso?” ela perguntou enrugando a testa, pensativa.

“O que você quer?” perguntei quase a beira da loucura.

“Hum... Não sei ainda... MAIS EU CONCORDO!”

Suspirei aliviado.

“Júlia, valeu. Pode pedir qualquer coisa.”

“Tá garoto. Não se preocupe que você vai me pagar. Quando eu conseguir com ela eu te aviso.”

“Você vai conseguir?” perguntei em duvida.

“Claro!”

“Você tem certeza disso?” ia ficar decepcionado se eu acumulasse esperança e tudo desse errado.

“Obvio. Você pediu ajuda pra pessoa certa.”

*FIM DE FLASHBACK *

POV JÚLIA

Peguei meu celular e disquei o numero de Edward, cantarolando uma musica e ouvindo o barulho da água vindo do banheiro. Ele atendeu o telefone.

“Edward?”

“Eae Julia! Conseguiu?”

“Mais é claro né? Eu falei pra você.”

“Brigado Júlia.” Ouvi o suspiro aliviado dele. “O que você quiser.”

“ Eu sei disso.” Falei rindo.

“Que horas vocês vão chegar lá?” senti a ansiedade na sua voz.

“Hum, umas 21h30, beleza?”

“Beleza Júlia. Tchau.”

“Bye.”

POV BELLA

Voltei para o quarto e vesti um short e uma camiseta. Júlia me fez sentar em uma cadeira e começou a mexer no meu rosto. O serviço que ela fez ficou extremamente bom.

“O que você quer que eu faça no cabelo?” ela perguntou entusiasmada.

“Nada de mais. Vou deixa – lo solto.”

“Então tá bom. Eu vou banhar. O seu vestido é o da caixa prata.”

Sentei na cama e coloquei a caixa no colo. Tirei a tampa me sentindo curiosa.

Havia dentro um vestido lindo. Olhei pra Júlia que estava sorrindo.

“Presente pra você!” exclamou sorrindo e saindo do quarto e me deixando sozinha ali.


Quando ela voltou, eu já estava dele. Ela soltou um UAU! Alto e sorriu. Ela correu e pegou o espelho atrás da porta e colocou na minha frente. Eu estava encantadora.

Julia tinha realmente um ótimo gosto. Calcei a sandália, peguei um grampo prata, puxei a franja toda para trás e prendi no topo da cabeça. Estava oficialmente pronta.

Sentei na cama, observando Julia se arrumar. Ouvi a porta lá embaixo abrir e fechar e desci para falar com Charlie.

“Oie pai.”

Ele parou e ficou me olhando.

“Onde você vai desse jeito?” ele perguntou, pegando minha mão e me rodando.

“Er... Pra festa de despedida na escola. Eu sei que eu não ia mais decidi em cima da gora. Você não quer ir?”

“Ahhh... não Bella. Pode ficar a vontade.”

“Tem certeza?” perguntei duvidando. “A festa é também para as famílias.”

“Desculpa filha.” Falou ele ficando sem graça. “Mas você não se importa né?”

“Não. Tudo bem se você não quiser ir. Deixa eu ir ver se a Julia está pronta.”

“Ela está aí?”

“É, ela meio que me obrigou a ir.” Falei dando um beijo na bochecha dela e subindo. Julia estava quase pronta, só faltava arrumar o cabelo.

“Prontinho.” Falou ela colocando os brincos.

Como sempre ela estava deslumbrante. Não precisa de comentários. Descemos e Charlie foi no levar.


A escola estava muito barulhenta e lotada de pessoas que conversavam, riam e se juntavam em grupos. Julia já chegou falando com todos que passavam pela gente, e vi que várias pessoas nos olhavam. Ela sorria pra todos e me puxava pra onde quer que fosse. A quadra da escola tinha sido transformada em uma boate, tinha luzes piscando para todos os lados, junto com a fumaça que cobria quase completamente alguns lugares.

POV EDWARD

Eu cheguei e já estava procurando Bella e Julia. Fui obrigado a me juntar aos garotos que já estavam com copos de bebidas nas mãos e ficavam mexendo com as meninas que passavam. Peguei um copo de bebida por uma mesa enquanto estava indo em direção a quadra. Virei a bebida de uma vez e olhei ao redor.

Encontrei as duas, que estavam perto da mesa, rindo. Minha Bella estava linda. Vi que tinha uns caras já olhando na direção dela e de Júlia e avancei.

POV BELLA

Eu estava um pouco desconfortável. Julia era muito atenciosa, e eu sabia que ela não iria me deixar, mas eu também sabia que não iria se divertir. Ficamos conversando, ela já mexendo o corpo na batida da musica, sorrindo e observando os garotos. Eu também comecei a mexer meu corpo e vi alguns garotos olhando.

Percebi o quanto tinha sido boba! Existiam outros garotos alem de Edward, uns bem atraentes por sinal. Tinha um grupo deles bem perto de nós, que nos olhava com interesse. Bem nessa hora, Edward chegou, me olhando com os olhos radiantes e olhando feio pro grupo de garotos.

“Oie Bella, Júlia.” Ele nos cumprimentou, mas olhou pra mim dos pés a cabeça e me encarou. Fixei o seu olhar.

“Oie Edward.” Respondeu Júlia radiante.

“Oie Bella. Tudo bem com você?”

“Sim, está tudo O.K.” respondi prontamente.

A lembrança do beijo veio a minha cabeça e senti meu rosto esquentar. Ele pareceu perceber e deu um sorriso lindo.

“Posso acompanhar vocês essa noite?”

“SIM!” respondeu Júlia rapidamente.

“NÃO!” quase gritei. Olhei de olhos arregalados para Julia.

“Claro que pode Edward.” Ela continuou firmemente. “Estávamos mesmo precisando de uma companhia masculina entre nós.”

Olhei feio pra Julia, virei de costas e me joguei na cadeira. Eles me imitaram. Puxei Julia para perto de mim e exclamei furiosa:

“O que você pensa que está fazendo?”

“O quê?” ela perguntou inocentemente.

“Não se faz de desentendida Julia! Edward! Por que você chamou ele pra se sentar aqui?”

“Ahhh Bella. Para de bobeira...”

“Para de bobeira nada. Eu não queria vim para cá, você me enganou e eu concordei, e agora isso. Não me apronta mais nenhuma!”

“Nossa Bella. Tudo bem. Já parei.” Falou sem graça.

Me arrependi. Ela ficou me olhando com a maior carinha de cachorro pidão.

“Ahhh Julia. Desculpa!”

“Ta Bella. Eu não vou fazer mais nada!”

Meu coração doeu.

“Ahhh... Não faz isso comigo!” falei colocando as duas mãos na cabeça.

Ela começou a rir.

“Ta tudo bem mesmo Bella. Eu não me importo com o que você fala. Um dia você vai me agradecer.”

Edward ainda estava sentado na mesa com a gente, com o rosto virado na outra direção, mas eu tenho certeza que ele ouviu a conversa. Quando ele percebeu que já tínhamos terminado a conversa, sorriu pra mim. Passou um garçom com uma bandeja e eu peguei um copo e o virei todo, começando a tossir.

“O que você está fazendo?” Edward perguntou indo em meu auxilio.

“Nada! Me deixa em paz!” falei empurrando as mãos dele.

“Bella, vamos dançar?” convidou Julia.

“Pode ir. Não quero agora não. Daqui a pouco me junto a você.”

“Beleza.” Ela falou saindo da mesa. “Edward, cuida dela pra mim.”

“Sem problemas.”

Abri a boca para reclamar, mas fechei novamente sem falar nada. Ele puxou a cadeira para mais perto de mim.

“E aí. Ainda tentando fugir do que sente?”

“Não sei do que você está falando.”

“Ahhh você sabe sim.” Ele falou feliz.

“eu não pedi para não tocar mais no assunto?”

“É, mais eu não ouvi.” Ele falou descarado.

Percebi que tinha um grupo próximo de garotas que dançavam e olhavam para Edward, fazendo comentários entre elas.

“Pronto para a viagem amanhã?” senti o ciúme me atacando.

“Prontíssimo. Ansioso para passear na Itália com você do meu lado.”

“Há Há Há. Quem disse a você que eu vou estar do seu lado?”

“A minha intuição me diz algo sobre você me beijar essa noite e estar comigo amanha no avião.”

“Nem morta, Edward Cullen.” Falei rindo.

Nesse momento, uma das garotas do grupo apareceu na mesa e se dirigiu a Edward.

“Oie Edward. Meu nome é Gabrielle. Queria saber se você não gostaria de se juntar a mim e as minhas amigas.”

“No momento não. Talvez mais tarde.” Respondeu ele educadamente.

“Tudo bem. Vou esperar.” Falou ela saindo, se dirigindo as amigas.

“O.K. “ respondeu ele com um sorriso cínico na cara, como se estivesse gostando de toda essa atenção.

POV EDWARD

Vi que Gabrielle se aproximava e senti os olhos de Bella faiscarem na direção dela, mas ela não se importou e se dirigiu a mim. Dei aquele ‘ Talvez mais tarde’ só para sentir a fúria nos olhos de Bella. Dito e certo. Senti as chamas nos seus olhos e seu rosto ficar vermelho. Dei um ‘O.K’ rindo das reações de Bella, mais creio que Gabrielle interpretou da maneira errada.

POV BELLA

“Mais é um exibido mesmo!” pensei comigo. “Fica dando sorrisinhos e falando manso com essa guriazinha e pensa que é o máximo!”

Ele atrapalhou meus pensamentos maldosos, que já estavam em como me vingar de Edward se ele aceitasse se juntar as pirralhas.

“Vamos dançar?” ele convidou.

“Não mesmo.”

“Por quê?”

“Por que eu não quero dançar com você seria uma boa resposta?” indaguei.

“Nossa quanta hostilidade. Mais tudo bem. Eu vou.” E saiu da mesa indo em direção as pirralhas, lançando um sorriso detestável quando passou por mim.

Senti meu sangue esquentar e fechei as mãos em punhos quando vi o sorriso que todas elas deram quando ele se aproximou. Ele puxou Gabrielle mais para o meio e começou a dançar. Perdi a visão dos dois quando se aglomeraram no meio dos outros que ali estavam.

Julia chegou e se sentou do meu lado com o rosto afoito.

“Tá parecendo que você está com ciúmes.” Ela falou no meu ouvido.

“Não estou não!” exclamei alto, por cima da musica.

“É o que está parecendo.” Julia falou se defendendo. “Vamos dançar também! Tem uns garotos gatos do outro lado.” Ela falou sorridente.

“Vamos!” falei me levantando e puxando um Julia surpresa pela mão e passando pelo aglomerado de pessoas, pegando uma taça de vinho no caminho.

Julia puxou os garotos para perto e começamos a dançar. Aquelas luzes piscavam e fazia com que até eu parecesse saber dançar bem. Vi o casal do lado, e esbarrei com força no ombro de Edward. Ele me olhou e eu continuei como se nada tivesse acontecido. Terminei de virar a taça de vinho na boca e senti um dos amigos de Julia me puxar para mais perto do seu corpo, que eu percebi ser muito musculoso.

Passei as mãos ao redor do seu pescoço.

POV EDWARD

O que aquela garota pensava que estava fazendo?

Primeiro: eu nunca tinha visto Bella dançar. Quero dizer, daquele jeito. Ela estava muito atraente e todos os garotos pela maneira que olhavam pra ela pensavam o mesmo.

Segundo: eu nunca tinha visto ela bebendo. Vi ela entornar a taça de vinho e pegar outra em uma bandeja quase que imediatamente.

Terceiro: eu estava morrendo de ciúmes. O que ela queria? Provar que sabia dançar e que sabia o gosto que tinha o vinho?

Senti Gabrielle puxando meu tosto para olhar pra ela, por que ele estava fixo na garota que tinha pegado as mãos do cara com quem dançava e colocado na cintura.

POV BELLA

Já sentia meu coração palpitando doidão. O guri com quem eu dançava já estava roçando minha orelha e pescoço e me deixando louca. O álcool realmente não me fazia bem. Falei pra Julia que iria no banheiro pro Mané sair do meu pé. Saí abrindo espaço entre o povo na pista. Quando eu consegui me desvencilhar e estava chegando a porta do banheiro, senti puxarem meu braço.

“O que você pensa que está fazendo?” perguntou um Edward indignado.

“Me solta!” falei tentando puxar meu braço.

“Você está ficando louca?”

“Me solta, tá me machucando!” falei levando a outra mão aos dedos dele, tentando abri – los.

“Vem cá. Quero falar com você.” Ele falou rudemente.

Me arrastou para um canto, que estava mal iluminado.

“Por que está fazendo isso?”

“Fazendo o quê? Estou apenas me divertindo!”

“E precisa de tudo isso para se divertir?” ele perguntou rabugento.

“Cada um se diverte a sua maneira. Você por exemplo, com Gabrielle.” Falei entrando no banheiro.

POV EDWARD

Percebi que ela estava com ciúmes e sorri. A minha raiva se evaporou. Era isso então. Todas as suas atitudes eram reações as minhas ações. Voltei para mesa. Vi Gabrielle olhando por cima das cabeças, provavelmente me procurando.

POV BELLA

Estava em frente ao espelho. Ainda estava do mesmo jeito que tinha saído de casa, só meu rosto que estava um pouco vermelho, provavelmente por causa da bebida.

Ia descansar um pouco.

Quando cheguei na mesa, Edward estava ali. Tinha aberto um botão da camisa preta que usava e afrouxado o nó da gravata.

Sentei na cadeira defronte.

“Eu descobri.” Ele falou sorridente.

“Descobriu o que garoto?”

“Você está com ciúmes. Por isso foi dançar com aquele panacão.”

“Quê?”

“Não adianta disfarçar Bella. Eu ainda conheço as suas expressões.”

Fiquei calada. Minha cabeça começava a rodar um pouco. Ouvi um gritinho.

EDWARD!” ouvi a voz enjoadinha de Gabrielle.

Ela se jogou no colo dele e ficou ali sentada. Percebi o desconforto dele.

“Você sumiu meu branquinho!” ela falou com aquela voz nojenta. Eu devia merecer mesmo.

“Eu fui ao banheiro.” Respondeu Edward rapidamente.

“E não voltou por quê? Eu quero dançar ainda!”

“Hããm Gabrielle. Eu estou um pouco cansado. Vou beber alguma coisa e depois eu volto pra lá.”

“Tá bom. Vou ficar esperando.” Ela deu um beijo no canto da boca dele.

Me levantei e esbarrei nela, deixando os dois sozinhos na mesa.

POV EDWARD

Eu agora tinha que dispensar Gabrielle de alguma maneira. Eu não queria nada com ela. Olhei ao redor e vi Bella conversando com o guri, encostada na parede e dando sorrisinhos simpáticos. Eu já estava começando a ficar de saco cheio dessas atitudes dela.

“EDWARD!” ouvi um gritinho e já estava pensando em uma maneira de me esconder se fosse Gabrielle, mas era apenas Júlia.

“Por que está com essa expressão não-to-gostando-da-festa?”

“Sua amiga está me estressando.”

“Tá com cara de quem está morrendo de ciúmes.”

“Eu estou mesmo.”

“E o que você está esperando? Pega ela de novo pra você!”

“Quê?”

“Vai ficar ai com essa cara de panaca enquanto ela só está fazendo isso para te provocar? Vai lá e beija ela!”

“É mesmo!” falei decidido.

“Mas espera um pouquinho.” Falou com um sorrisinho no rosto e segurando meu braço. “Sabe aquele favorzão que você está me devendo?”

“Sei.” Falei rindo. “O que você quer?”

“Tem um amigo seu que eu tô doida pra beijar, só que eu acho que ele é meio tímido. Você poderia me dar uma ajudinha.”

“Quem é?” perguntei curioso.

“O Rafael.”

“O Rafael? Por que ele?” perguntei. Vi ela ficar vermelha.

“Ahh não sei... Ele me parece ser tão... homem.”

“Vou resolver isso, peraí. Mas com uma condição.”

“Ué, você me paga o favor e depois pede outro?”

“É. Afasta Bella daquele panaca.”

“Isso é fácil.”

Fui em direção a Rafael e vi Julia marchando em direção a Bella.

“Rafael.” Cumprimentei.

“E aí Edward. Tudo beleza?” respondeu ele apertando minha mão.

“Tudo. Pô, eu queria trocar uma idéia com você.” Percebi que ele já tinha tomado umas muitas.

“Pode falar.”

“Tem uma amiga minha querendo ficar com você.”

“Quem é?” ele perguntou satisfeito.

“Júlia. Gente boa ela.”

“Cadê ela?”

“Eu queria que você me fizesse um favor primeiro.” Eu ia aproveitar o estado dele e fazer o trabalho direito pra Julia. “ Por que você não sobe no palco e chama ela de lá?”

“O quê?”

“Vai lá. Quando você descer ela vai te agarrar!” Falei.

“Tu tem certeza, Edward?”

“Claro que sim. Ela me falou que queria que algum homem fizesse isso pra ela. Vai lá.” Falei empurrando ele em direção ao palco. Julia ia morrer.

POV JULIA



Fui caminhando em direção a Bella, que ainda estava encostada, agora mais perto ainda do panaca.

“Ahhh Bella!!! Preciso de você!” gritei alto por cima da musica.

“O que foi Julia?” ela perguntou assustada.

“Eu não posso falar na frente dele!” falei fazendo cara de desculpa e apontando para ele com os ombros.

Ela olhou pra ele e entregou o copo que estava segurando e falou com um sorrisinho:

“Dá licença rapidinho?”

Eu puxei ela. Não sabia o que fazer agora! Tinha que enrolar!

“Ahh... Aconteceu algo terrível!” comecei.

“O que Julia?! Fala logo!”

“Muito, muito, muito terrível!”

“Julia!!!”

“Ahhh... Eu... Eu... Eu... tomei um fora!”

“O quê?”

“Foi Bella! O garoto não quis ficar comigo!”

“Calma, ele não é o único garoto aqui. Você pode pegar quem quiser.”

Bem nessa hora Edward apareceu e eu ouvi de longe.

“JULIIIAAAA! EUU... EU...” vi ele meio que cambaleando em cima do palco. “QUERO TE BEIJAR!”

“Ele é todo seu.” Falei sorrindo.

“Ela é toda sua!” gritou ela por cima do ombro, correndo por palco, que Rafael me esperava.

POV BELLA

Eu não estava entendendo mais nada. Quando Julia saiu correndo para o Rafael eu olhei para um Edward radiante e fui em direção a saída. Já estava cansada, minha cabeça estava doendo e eu estava meia tonta por causa da bebida. Sentia meu estomago embrulhar e achei que ia vomitar.

“Bella!” ouvi Edward gritando por cima da musica. Apenas acenei com a mão e continuei andando. Quando cheguei no gramado fora da quadra, tirei as sandálias e olhei para os lados, onde tinha algumas pessoas se pegando encostadas em capôs de carros e embaixo de arvores, tão unidos que eu não sabia dizer quem era quem.

Parei e fiquei tentando ver uma maneira de ir embora. Eu não ia ligar pra Charlie. Procurei meu celular na bolsa e era 3h da manhã. E agora? Não era tão longe ir para casa, apesar da hora. Decidi ir a pé mesmos. Comecei a andar. Ouvi meu nome sendo gritado por Edward, mas não parei.

POV EDWARD

Sai correndo trás dela, depois de ter me livrado de Gabrielle que tinha me puxado tentando me beijar.

Bella já estava atravessando o gramado com as sandálias nas mãos. Corri atrás dela. Ela estava mesmo completamente pirada. Ela realmente ia a pé para casa? Eu adorava esse novo jeito durão dela. Acabava me fazendo conhecê-la mais e ficar esperando por atitudes que eu sei que não viria, por que ela me surpreenderia.

Consegui alcançá-la e me posicionei na frente dela. Ela parou.

“Bella.”

Ela deu um passo para a direita e eu a imitei.

“Eu quero ir embora.” Falou dando um passo para esquerda, me fazendo imita – la novamente.

“E você vai embora a pé?” perguntei abrindo os braços, impedindo – a de passar.

Ela parou e vi que estava pensando em uma forma de passar por mim e eu sorri.

“Sim!!!” ela falou correndo, arrodeando uma arvore. Corri atrás dela.

“Você não vai agora!” gritei enquanto ela fugia, rodeando a arvore.

“Eu vou sim!”

“Só se passar por mim.”

“Há Há Há... Você se acha muito esperto Edward Cullen.”

Ela saiu de trás da arvore, lascou com tudo as sandálias na minha cabeça e saiu correndo, e eu ainda consegui ouvir as risadas dela.

Ela não iria tão longe. Primeiro que eu ia alcançar ela. Segundo que ela tinha bebido e não estava acostumada e não ia conseguir correr muito. Sai correndo atrás dela, e quando estava perto, joguei meu corpo no dela, e caímos rolando na grama. Alcancei as mãos delas e as forcei a soltar as sandálias. Não estava afim de tomar outra pancada. Ela se remexeu embaixo do meu corpo resmungando.

“Ta machucando,não to conseguindo respirar!”

“Sua mentirosa.” Falei rindo, com o meu corpo ainda sobre o dela. “Não está machucando nada!”

“É serio Edward! Não estou conseguindo respirar!” ela falou com a voz sufocada.

Levantei um pouco meu corpo, ainda segurando seus braços do lado da cabeça.

Senti ela puxando o ar profundamente.

“Está tentando me matar?” ela falou depois que conseguiu respirar direito.

“De maneira nenhuma.”

“Já que você já provou que consegue me pegar, eu posso ir embora agora?” ela perguntou me olhando.

“Ainda não. Tem uma coisa que eu quero fazer antes de você ir.” Falei olhando nos seus lindos olhos.

Ela pareceu sentir o que eu queria. Fechou os olhos e eu sorri, como se esperasse.

Eu fiquei olhando o rosto dela, com os olhos fechado e eu sabia que ela sabia o que viria a seguir.

Encostei minha boca na dela e senti a dela pegando fogo. Beijei carinhosamente seus lábios, sem forçar nada. Senti a textura e passei a língua pelo contorno dos seus lábios, dando pequena mordidas no seu lábio inferior. Senti ela entreabrindo a boca e a beijei com desejo.

POV BELLA

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, só que era bom demais sentir os lábios deles por dois dias seguidos. Entreabri os lábios e senti toda aquela boca deliciosa passeando por ali. E amanhã? Ahhh... Amanhã era outro dia... Qualquer coisa eu falava que estava bêbeda e que não lembrava de nada que tinha acontecido.

POV EDWARD

Sentir o corpo dela embaixo do meu, preso e eu a beijando era muito excitante. Soltei uma de suas mãos e coloquei embaixo da sua cabeça, pra que eu pudesse segurar mais ainda perto de mim.

POV BELLA

Eu já estava cansada de pensar no quanto eu sentia falta dele. Mais a verdade era realmente essa. Fiquei louca quando ele encostou mais ainda seu rosto do meu. Soltei minha mão da dele e agarrei seus cabelos.

POV EDWARD

A cena de nós dois se pegando ali devia estar imperdível. Mais estava deserto naquela parte e eu não estava realmente me importando. Beijei ela com mais vontade quando ela agarrou com força meus cabelos. Eu adorava quando ela fazia isso, e ela pelo jeito também. Saí de cima dela, sem descolar nossos lábios a puxando comigo, e sentei fazendo - a ficar no meu colo. Essa posição estava mais confortável para nos dois. Ouvi a musica que tocava distante.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=gYhsnTTFmew
Tradução Se nós formos embora agora
não tem mais volta
tenho que falar sério
enquanto você está aqui comigo
não tenho certeza se eu vou achar as palavras
para cobrir o machucado
que vejo em seus olhos
mas eu tenho que tentar

Eu sei que pedras viram areia
e corações podem mudar mãos
e você não é culpado
quando o céu se enche com a chuva
mas se nós ficarmos ou formos embora
tem uma coisa que é verdade
eu ainda te amo
eu ainda te amo

Você pode procurar dentro de você
Deixar ir o seu orgulho?
se eu esquecer tentando ganhar
e apenas deixar você entrar
eu não viajei tão longe
para ver tudo desmoronar
então me de sua mão
e tome a chance

Eu sei que pedras viram areia
e corações podem mudar mãos
e você não é culpado
quando o céu se enche com a chuva
mas se nós ficarmos ou formos embora
tem uma coisa que é verdade
eu ainda te amo
eu ainda te amo
Andando comigo tão perto quanto antes
o que for que acontecer, eu não vou pedir por mais
aqui no meu coração de agora até o fim
queime ou voe, nós temos que tentar de novo

Eu ainda

Eu sei que pedras viram areia
e corações podem mudar mãos
e você não é culpado
quando o céu se enche com a chuva
mas se nós ficarmos ou formos embora
tem uma coisa que é verdade
eu ainda te amo
eu ainda te amo

Depois de vários minutos beijando-a, separei meu rosto do dela, e a olhei, que ainda mantinha os olhos fechados.

“Eu ainda amo você.” Falei.

Ela encostou sua cabeça no meu ombro e ali ficamos, se dizer mais nada.

I Still Love You.

Capítulo 29
Indo Para Itália


Eu fiquei com ela ali no meu peito, sentindo a peito dela subir e descer no ritmo da sua respiração e passando a mão pelos seus cabelos, sentindo o cheiro.

“Bella?” chamei. Afastei um pouco e vi que ela estava dormindo.

Comecei a rir e a abracei forte. Ó garota romântica essa que eu tinha arrumado pra minha vida. Deixei ela ali. Estava escuro ainda e não tinha ninguém perto.

Eu cuidaria dela.

POV BELLA

Acordei com a minha cabeça doendo e girando. Olhei ao redor e vi que estava em casa, mas não fazia a menor idéia de como tinha parado ali. Olhei no relógio e já era 11h! O meu voo saia daqui a 2 horas e eu ainda estava naquele estado! Tentei me levantar rápido demais e fiquei zonza. Fui com cuidado tomar um banho. Depois eu descobriria como tinha ido parar em casa.

Terminei de banhar, procurei um remédio para dor de cabaça e fui atrás de Charlie, descendo juntos com as malas.

“A festa ontem foi boa.” Ele comentou. “Você chegou quase 5h.”

“Sério?” perguntei surpresa. “Quero dizer, é eu devia ter chegado um pouco mais cedo, mas Julia me prendeu lá.” Falei rapidamente.

“É, você falou comigo de dentro do banheiro.”

“Falei?” perguntei intrigada.

“Você não lembra?” Charlie perguntou desconfiado.

“É claro que eu lembro, pai!” falei. “Daqui a pouco podemos ir. Vou ligar para Julia e perguntar que horas que ela vai para o aeroporto.”

Subi no meu quarto. Tinha alguma coisa errada. Será que eu tinha bebido desse tanto? Disquei o numero e ela atendeu com a voz cansada.

“Julia?”

“Ahh... Oie Bella.” Ela gemeu.

“Que aconteceu?” perguntei.

“Ó dor de cabeça dos infernos.”

“Sei, minha cabeça também está, mas eu imagino que não tanto quanto a sua depois de tudo que você bebeu ontem. Mas eu queria te perguntar o que aconteceu ontem? Eu não lembro de tudo.”

“Até onde você lembra?” ela perguntou rindo.

“Bom, eu lembro que eu tentava ir embora, Edward me seguia, nos rolamos na grama e ele me beijava. Por que? Aconteceu mais alguma coisa alem disso? Como eu vim para casa?” perguntei quase desesperada.

“Bom, encontrei vocês deitados na grama dormindo. Então ele te carregou e te levou em casa e depois me deixou na minha.”

“Charlie não viu nada?” perguntei amedrontada.

“Nada. Ele só gritou do quarto ‘Bella, e você?’ e você respondeu sim e pronto.”

“Como assim?”

“No voo eu te explico. Deixa eu ir terminar de arrumar minhas coisa. Bye.”

Ouvi o bip sinalizando que ela tinha desligado.

*INICIO FLASHBACK*

POV EDWARD

Ela parecia está dormindo. Fiquei com ela ali, encostada no meu ombro, admirando e sentindo o cheiro dos seus cabelos.

Deitei na grama e deixei ela ficar encostada no meu peito, enquanto eu afagava seu rosto. Eu fiquei ali me sentindo o homem mais feliz do mundo e sem conseguir fechar os olhos e deixar de ver a expressão inocente de Bella enquanto dormia.

A musica ainda estava tocando alta, apesar de chegar baixa onde estávamos.

Vi duas pessoas saírem e virem cambaleando, rindo, se beijando e abraçando e voltavam a rir e a cantar alto.

“Cadê a Bella e o Edward?” ouvi Julia gritar quase próximo a nós. “Aqueles dois safadinhos!”

“Que nada! Deixa o Edward arrochar ela mesmo... Estava precisando...” ouvi Rafael.

“Oie!” falei quando estava próximos suficiente para ouvi. Não queria que acordassem Bella, como se ela fosse acordar por agora. Tirei ela do meu peito e a deixei na grama.

“Está na hora de ir Julia. Temos que embarcar mais tarde ainda.” Falei.

“Uhum. Vamos agora.” Ela saiu cambaleando.

“Eu levo vocês.” Falei, quando vi Rafael tão louco quanto ela.

Fui em busca do carros e estacionei próximo de onde estavam. Com dificuldade, coloquei Julia e Rafael no banco de trás e coloquei minha Bella ainda dormindo no banco do passageiro.

Fui dirigindo com uma mão em seu rosto. Não acreditava que tudo tinha acontecido. Deixei Rafael em casa. Quando cheguei a casa de Bella, Julia falou:

“Acorda ela aí. Eu não consigo carrega – la Edward.”

“Eu a carrego. Charlie só pode ver.” Respondi tirando – a do carro.

Julia abriu a porta e subimos o mais silenciosamente possível. Quando chegamos a porta do quarto de Bella, ouvi a voz de Charlie do seu quarto:

“Bella, é você?”

“É sim Charlie.” Julia falou rapidamente.

“Cadê Bella?” ouvi ele levantando da cama, indo em direção a porta. Vi a porta em frente ao quarto e entrei bem na hora que Charlie abriu a dele.

“Ela esta no banheiro Charlie.” Mentiu Julia.

Eu vi Bella abrindo os olhos, sacudindo a cabeça fechando – os de novo e falando alto:

“Eu to bem pai!” e despencou de novo nos meus braços.

Suspirei aliviado.

“Não se preocupa Charlie. Tem um amigo meu esperando para me levar para casa, obrigado!” ouvi Julia dizendo lá de fora.

Abri a porta do banheiro com o pé e já joguei o corpo com tudo na porta aberta na minha frente, com Julia atrás de mim.

Coloquei ela na sua cama, puxei os cobertores até seu pescoço e dei um leve beijo na sua boca. Ela me agarrou na blusa, me fazendo pensar que estava acordada, mas seus olhos se mantinham fechados. Ela era mais louca do que eu pensava enquanto dormia. Sussurrou com um pouco de dificuldade:

“Edward... Fica aqui... comigo...”

Apertei suas mãos e sussurrei:

“Eu não posso. Amanha a gente se ver, eu prometo.”

Ela me soltou e eu e Julia saímos dali, batendo a porta.

*FIM DO FLASHBACK*

POV BELLA

Estávamos todos no aeroporto. Aquela bagunça e excitação da viagem. Charlie vinha do meu lado empurrando minha bagagem. Todos pareciam estar ali, apesar da festa do dia anterior. Fui pra fila confirmar meu nome, procurando Julia. Ela apareceu carregada de malas do lado dos pais. Ela tinha um sorriso enorme no rosto e eu me perguntei se ela tinha tido realmente alguma dor de cabeça. Ela chegou feliz ao meu lado.

“Bella!” gritou feliz.

“Oie Julia.”

“”E aí. Já conseguiu lembrar?” perguntou baixinho e rindo.

“Ahhh, mais ou menos.”

Confirmamos nossos nomes e fomos em direção aos nossos pais, que agora conversavam. Passamos por um Edward risonho, que piscou pra mim e me fez rir. Eu ainda me perguntava se já tinha perdoado ele, já que também deixei com que me beijasse. Eu não sabia realmente o que ia acontecer daqui pra frente e estava um pouco preocupada quanto a isso, mas decidi que não iria mais trata – lo mal. Íamos viajar e talvez fosse uma boa maneira de saber que rumo essa historia ia tomar.

Na hora do embarque, abracei forte um triste Charlie, prometendo mandar noticias para ele e Renée assim que chegasse ao hotel.

NO AVIÃO

POV EDWARD

Como era lindo ver aquele sorriso direcionado a mim. Me despedi dos meus pais e embarquei.

Vi ela sentada ao lado de Julia, sorrindo. Encontrei minha poltrona que ficava três atrás da dela. Eu não estava satisfeito. Queria ficar perto dela. Tinha gente cantando, rindo, falando da festa, chorando da despedida dos pais ainda. “EDWARD!” ouvi um gritinho enjoado e não acreditei quando vi Gabrielle sentando – se do meu lado. Bella que estava em pé guardando sua bolsa no bagageiro, me olhou desaprovando. Eu não podia deixar Gabrielle estragar o que eu tinha reconquistado a grande custo. E eu também não tinha a menor idéia de que ela estava no 3º ano. Era o inferno mesmo.

“Oie.” Falei me afundando na poltrona e colocando os fones no ouvido.

POV BELLA

“Eu não posso dar uma estrelinha de premio que ele se acha o bonzão.” Pensei enfurecida, ficando calada quando Julia perguntava o que estava acontecendo.

Comecei a ler um livro, ainda bufando de raiva. Coloquei os fones no ouvido, tentei assistir um filme e nada. Por fim fechei os olhos e cochilei.

Acordei depois de uns 45 minutos de sono ate tranquilo. Olhei para o lado e vi que Julia não estava no lugar. O avião agora estava calmo, já que os bardeneiros de plantão tinham todos cochilados. Ouvi alguns passos apressados e um Edward despencando do meu lado, sorrindo.

“Oie.” E não me esperou responder. Tapou minha boca meio aberta com um beijo surpreso, aquele que eu mais gostava e me puxou. Beijei ele com a mesma vontade, abraçados, agachados e espremidos atrás das poltronas. Nos separamos e voltamos pro lugar. Sentia meu rosto quente, mas do meu lado ele parecia relaxado.

“Cadê a Julia?” cochichei.

“Ela trocou de lugar comigo. Cansei de aturar Gabrielle sozinho. Vai ver ela consegue dar um jeito nela.”

Cruzei os braços e fiz cara de emburrada.

“Eii...” ele falou descruzando meus braços, pegando minha mão direita e acariciando, me deixando relaxada.

“Eu não quero nada com ela. É você quem eu quero e pelo visto já consegui.”

Puxei minha mão. Não gostava quando ele falava assim.

“Eu não dei e não falei nenhuma resposta pra você.” Falei um pouco furiosa.

“Calma Bella. Era só uma brincadeira. Sei que as coisas ainda estão confusas, mas eu sou paciente. Eu não vou desistir de você.”

Encarei-o e vi que falava sério.

“Você quer falar sobre isso?” ele perguntou.

“Acho que não é a melhor hora.” Respondi.

“Tudo bem. Eu também não acho que seja.” Falou sorrindo. “Quando você quiser falar eu vou estar aqui.”

Ouvimos um berro vindo de trás, sorrimos e sussurramos juntos: “Julia!”

“Uhum. Mas por enquanto vamos manter isso entre nós? Nós eu quero dizer Julia incluída.”

“Por quê?” ele perguntou curioso.

“Ahh eu não sei. Só não queria comentários. Estamos indo para a Itália e queria aproveitar sem confusão.”

“O.K. Descrição será tudo.”

Ele pegou minha mão novamente e beijou carinhosamente a ponta dos meus dedos, me puxou para mais perto e me deu um beijo que me fez estremecer.

Era inexplicável o que aquele garoto conseguia fazer comigo. Afastei o rosto e falei:

“Acho que está faltando descrição.”

Ele começou a rir.

“Acho melhor eu voltar para o meu lugar. Deixa eu ir aturar mais uma dose de Gabrielle. Espero que a Julia tenha feito ela dormir.”

Ele se levantou e saiu do meu lado, bagunçando meu cabelo. Momentos depois vi Julia voltar para o meu lado mais feliz que antes.

“Edward está ferrado. Ó guria chata, Deus nos livre!”

“O que você fez?” perguntei satisfeita.

“Ahh nada demais amiga.” Ela falou sorridente. “Você sabe o quanto eu detesto esse tipo de coisa, só pirracei ela um pouquinho. E sem querer meu suco caiu em cima dela, mas eu juro que não foi intencional.”

Comecei a rir. Explicado o berro.

“Julia, deixa eu te falar. Não sei se você percebeu, mas eu acho que meio que estou ficando com o Edward. Não sei se é a melhor colocação...”

“Uma recaída? Hum... Eu adoro recaída! Sempre rola uma coisa a mais no fim...”

“Tudo bem. Podemos colocar isso como uma recaída. Então não comenta com ninguém não tá O.K?”

“Claro né Bella?! Eu adoro também essas coisas escondidas!”

“Você adora tudo garota.”

“Mas é claro! Amar é lindo!”

“Tá, tá, tá! Não precisa continuar que eu já sei o resto.”

Encostamos nas poltronas, enquanto ouvíamos musica e esperávamos o destino chegar logo.

POV EDWARD

Eu estava ferrado! Gabrielle estava danado da vida com Julia que derramou suco em cima dela. Julia jurou que foi sem querer, mas Gabrielle não estava convencida e jurava vingança. Ela já estava falando tanta abobrinha que eu colocava a almofada na cabeça junto com o fone e nada do zunido passar.

Eu queria estar com a Bella, senti – la nos meus braços, beijando suas bochechas coradas e sentindo o perfume que exalava dela. Já estava entediado e a droga desse avião parecia nunca anunciar Itália.

POV BELLA

Depois que dormir mais de 2 horas, ouvi anunciarem que tínhamos chegado a Itália. Aguardamos o avião pousar e ouvimos as orientações dos professores.

Descemos, muitos se arrastando por causa da grande quantidade de malas.

Puxei as minhas com Julia do meu lado. Ouvi alguém gritando o nome de Edward, e me virei a tempo de ver uma Gabrielle pedindo ajuda para carregar suas 6 malas e Edward falando que precisava ir ao banheiro.

Passou por mim dando uma piscadela e indicando o banheiro. Na hora eu entendi e falei pra Julia, largando as malas:

“Preciso do banheiro!”

“Sei...” falou Julia vendo o gesto de Edward. “Professor, posso ir ao banheiro?” perguntei.

“Claro Swan. Mas não demore. Estaremos partindo dentro de 20 minutos para o hotel.”

Sai correndo em direção ao banheiro. Quando cheguei nas portas que davam acesso ao banheiro, parei rodando. Cadê aquele Cullen? Ouvi um ‘psiu’. Ele estava parado no corredor. Sorri. Ele me abraçou e me empurrou em direção ao banheiro feminino. Nos esprememos em um cubículo e ele começou a me beijar. Ouvi a porta abrir e fechar algumas vezes, mas não me importei. Estava com Edward e isso bastava. Continuamos nos pegando ali mesmo.

Graças aos céus estava tudo limpinho e cheirosinho.

Ouvi a porta do banheiro abrir mais uma vez e a voz enjoada de Gabriela encher o ambiente.

“Aquela vaca. Ela acha que vai ficar assim? O que é dela está guardado.”

Afastei minha boca da de Edward. Tinha uma leve impressão de que estava falando de Julia. Ouvi uma voz desconhecida puxando o saco dela. Eu e Edward continuamos quietos. Ela continuou.

“Aquela amiga dela é outra, a tal de Bella. Pensa que eu não percebi que está morrendo de ciúmes por que Edward está comigo? Há Há Há. Mais se ela pensa que pode tomar meu homem de mim, ahh, mais tá muito enganada.”

Dentro do cubículo eu lutava silenciosamente com um Edward que não queria me deixar sair e quebrar a cara daquela abusada. Ele segurou meus braços nas costas e estava rindo das minhas atitudes. Ó vontade de sair e partir a cara daquela doninha.

Fui conseguindo soltar minhas mãos e coloquei – as dos lados da barriga de Edward, cutucando enquanto ele lutava para não rir.

Colei minha boca na dele com um selinho.

“E o Edward disse que vai querer passear pelas ruas de Veneza comigo, que ela não é nada na vida dele, que foi apenas mais uma...”

Ouvi ela fechando a porta do banheiro. Mordi com força a boca daquele estúpido e girei meus dedos dos dois lados da sua barriga lhe dando fortes beliscões. Ele tentou gritar mas não pode, afinal estávamos nos pegando dentro do banheiro feminino. Lutei e empurrei – o conseguindo sair do cubículo.

POV EDWARD

Caralho, tava doendo pra caramba! Passei a mão no lábio e estava sagrando.

Ouvi ela abrindo a torneira. Deveríamos ainda estar sozinhos. Saí.

“Bella...” comecei, mas foi a única coisa que eu consegui falar. Ela jogou a água que corria da torneira toda em cima de mim, enquanto saia furiosa.

Sai rapidamente do banheiro feminino e fui me juntar novamente ao pessoal da escola. Vi Bella conversando baixinho com Julia e me mandava aqueles olhares mortais. Os professores nos direcionaram ao o ônibus na saída do aeroporto.

Era 18:30 e a Itália irradiava um sol extremamente brilhoso. Bella fez questão de se sentar bem longe de mim e eu fiz questão de me manter longe de Gabrielle. A viagem do aeroporto ao hotel durou cerca de 20 minutos e foi tranqüila. Os baderneiros de plantão que tinham dormido no voo estavam completamente acordados e faziam a maior bagunça enquanto os professores lutavam pra falar.

Capitulo 30
Ela não!


POV BELLA
Estava com a cabeça encostada no vidro vendo Veneza passar por mim. A cidade era linda e com isso tinha vários casais passeando de mãos dadas, com sorrisos felizes nos rostos. Edward era um panaca. Apenas mais uma era? Ele ia ver.

Chegamos ao hotel e UHUU!! Caraca! Que hotel lindo! Nos juntamos no saguão de entrada, para confirmar os nomes e dividir os quartos, que ficariam 3 em cada. Eu e Julia confirmamos nossos nomes e nos dirigimos ao quarto 636 no 5ª andar carregando nossas malas. Abrimos a porta e... Oh My God! Que quarto era aquele? Olhamos uma para outra na porta, largamos as malas e entramos gritando.

Depois de olhar casa centímetro do quarto e do banheiro, jogamos as malas no pé da cama e caímos cada uma na sua cama, rindo.

“Caramba Bella! Estamos na Itália!” falou Julia rindo.

“Uhuu! Eu nem acredito!” respondi.

“E agora eu vou conhecer os italianos!” falou sonhadora.

“Tu queta o faixo aí guria. Se comporta por que eu ainda não esqueci a festa de ontem.”

“Há Há Há. Foi boa vei. Oh My God! Rafael é tudo de bom.”

“Vei, eu não acredito! Estamos na Itália!” gritei e começamos a rir. “Está tudo muito bom pra ser verdade.”

Ouvimos um barulho de alguém reclamando e gritando no corredor. De repente eu vi a porta do quarto sendo escancarada e levantei. Ó Deus. Eu sabia que estava bom demais. Gabrielle estava parada na porta do quarto, carregando suas malas com o professor de Biologia atrás dela.

“Vejo que encontrou seu quarto senhorita Fontibacci. Espero não ter que ver você dando outro chilique desses. Da próxima vez você nem entra no avião.Júlia, Isabella, Gabrielle vai dividir o quarto com vocês; Boa sorte com isso.” Ele falou saindo do quarto.

Olhei para Julia que estava com uma expressão extra feliz no rosto. Coloquei a mão na cabeça e cai de costas colocando o travesseiro na cabeça, enquanto Julia se matava de rir.

“Vocês não vão me ajudar?” ela perguntou irritada da porta.

“É lógico... que não.” Falou Julia. “Era de se esperar que você tivesse capacidade de fazer ao menos isso sozinha.”

Eu vi Gabrielle nos olhar demonicamente. Não agüentei e comecei a rir. Não sei se era sorte dela ou azar nosso ou vice versa que estivéssemos juntas no mesmo quarto. Parecia obra d destino. Vi ela arrastando as varias malas pra dentro e colocando ao lado da cama dela, que ficava do outro lado do quarto.

Ouvi uma batida na porta e fui correndo atender. Era o professor que pedia para descermos dentro de meia hora para comermos.

Enquanto não dava a hora, comecei a tirar minhas roupas das malas enquanto Julia estava de bruços olhando pra mim e fazendo caretas indicando Gabrielle.

Tirei algumas blusas e fui colocando na cômoda ao lado da cama. Vi meu violão, que eu tinha encostado ali quando cheguei e larguei as malas. Fui la e peguei – o tirando da capa. Sentei na cama, passando a mão pelas cordas.

Comecei a tocar a musica de Edward. Julia reconheceu a musica e me olhou sorrindo. Eu comecei a cantarolar com Julia me acompanhando.

“Aiii que saco! Vocês não vão ficar cantando aqui não né?” resmungou Gabrielle.

“Ó pirralha. Não vamos deixar de fazer nada que gostamos só por que estamos com a sua presença desagradável aqui.” Falou Julia.

Ia ser grandes guerras que eu ia ter que aturar e separar, fora as eu ia participar. Passei a mão pela estrela de Edward e resolvi descer logo para comer alguma coisa.


Saímos e vimos varias portas abertas com os alunos saindo também. Todos tinham ficado no mesmo andar para melhor controle e estavam todos descendo. Fomos caminhando devagar e vimos uma Gabrielle emburrada passar por nós.

“Vamos ter problemas com essa pirralha.” Falou Julia.

“É, já percebi. Mas não estou preocupada. Na verdade ela é que tem que tomar cuidado com nós.”

“Ahh com certeza. Se ela está pensando que vamos facilitar as coisas, está muito enganada.”

Edward veio andando em nossa direção, enquanto o restante do pessoal ia caminhando em direção aos elevadores. Entrou o ultimo grupo e ouvi Julia gritando, nos deixando sozinhos.

“Eiii, falta eu!” e dando uma piscadinha para nós enquanto entrava no elevador.

“E aí. Se acomodou já?” ele perguntou.

Mandei aquele olhar ignorante pra ele e comecei a andar pelo corredor deserto.

“É verdade o que a pirralha birrenta falou no banheiro?” perguntei grosseiramente.

“É obvio que não Bella! Eu gosto de você e só de você!” ele exclamou. “E machucou sabia? Não precisava de tudo isso.” Falou ele mostrando o lábio machucado.

Sacudi os ombros e fui em direção as escadas.

“Em que mundo você vive?” ele perguntou me olhando.

“Quê que é?” perguntei

“Tem elevador aqui.” Ele indicou, abrindo a porta me dando passagem, quando eu passei direito.

“Eu tenho fobia. Passo mal.” Falei descendo as escadas.

“Você vai descer 5 andares?” ele gritou.

“É obvio!” Ouvi passos apressados indicando que ele estava vindo atrás.

“Você vai subir também?” ele perguntou quando me alcançou.

“Acho que você não entendeu ou está se fazendo de bobo. Eu desmaio dentro de elevadores.”

“Eu não sabia disso.”

“Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe.”

Ele segurou meu braço e me fez parar.

“Tá na hora de você parar com essas bobagens. Eu não quero Gabrielle, eu quero você.” E me deu um beijo delicioso. Como sempre, o que eu poderia fazer? Me entreguei ao beijo. Afastei meu rosto e colei minha testa na dele.

“Vai ser difícil me controlar. Ela provoca.” Exclamei.

“Eiii... Tenta relaxar. E não acredita no que ela falar antes de conversar comigo o.k?”

“Tá. Vamos logo antes que sintam a nossa falta.”

Chegamos separados no restaurante, onde já estavam todos ao redor de uma farta mesa, rindo. Sentei no lugar que Julia tinha guardado pra mim ao seu lado e me senti faminta diante de tanta coisa gostosa. Peguei tudo que estava ao meu alcance. Foi divertido, pois estávamos todos felizes e no outro dia já íamos passear por Veneza. Comemos e ficamos ao redor da mesa conversando e rindo. Edward me mandava olhares que me fazia derreter. Queria muito estar com a minha cabeça encostada no seu peito, mas também estava adorando essa coisa toda escondida. Era divertido ver como Edward tentava se comunicar comigo.

O professor de Biologia que parecia estar no comando de todos levantou – se e falou:

“Vão ser distribuídos para cada quarto um bip desse.” Mostrou o aparelhinho preto que mais parecia um celular. “Ele será a forma de nos comunicarmos, já que somos muitos e ia ser perda de tempo chamar todos toda vez que tivéssemos que fazer alguma coisa. Então fiquem atentos e não esqueçam de passar o recado para seus companheiros de quarto. Vamos todos subir e nos acomodar adequadamente ate o fim de nossa viagem."

Levantamos todos, com preguiça por causa da comida. Todos se direcionaram para o elevador, só eu que fiz sinal para Edward me seguir pela escada. Subimos os 5 lances de escadas.

“Boa – noite minha Bella. Dorme bem e qualquer coisa me chama pelo bip.ou bate no quarto.” Me deu um beijo e falou. “Eu amo você.”

Sorri e para o quarto, que já tinha uma Julia vestida em um pijama e Gabrielle trancada no banheiro.

“Eu vou matar se ela deixar a luz acessa.” Resmungou entrando embaixo do edredom.

Peguei o telefone na mesa perto da porta e liguei para Charlie, avisando que tinha chegado bem. Troquei de roupa, vesti meu pijama, coloquei uma meia até o joelho e deitei na cama, não ouvindo quando a pirralha saiu do banheiro e desligou a luz.



Capítulo 31
Sequestrada


O bip estava na mesa perto do telefone. Ele tocou três vezes e eu não ouvi ninguém se dispor a levantar e para ver a mensagem. Então levantei sonolenta, tateando o quarto desconhecido, abri o bip e forcei os olhos:

ATENÇÃO ALUNOS!
PARA NOSSO PRIMEIRO DIA DE AULA COMEÇAREMOS COM UM EXERCICIO FISICO
VISITANDO ALGUNS PONTOS TURISTICOS! ESTEJAM PREPARADOS AS 8:30 NO SAGUÃO!
NÃO SE ATRASEM!!

“Eii...” chamei. “Temos que estar 8:30 no saguão.”

Vi Julia se remexendo embaixo dos cobertores. Entrei no banheiro, fechei o box e tomei um banho quente que me despertou e me fez lembrar onde estava.

UHUU! É ITÁLIA! Vesti o roupão, enrolei uma toalha do hotel no cabelo e saí.

Julia já entrou no banheiro. A pirralha estava passando um creminho no rosto e o celular tocou. Desenrolei a toalha do cabelo, peguei uma calça folgada na mala por que eu ainda não tinha me acomodado completamente.

Abri a cortina da janela e tinha um sol extremamente brilhoso, que me fez sorrir.

“... Ahh tenho que ver com Edward. Não sei se ele vai querer ir. Mas vou convence – lo. O.k. Tchauzinho.”

Eu ouvi sobre Edward saindo com a pirralha, mas não ia me estressar agora.

Gabrielle não ia estragar meu humor. Julia saiu do banheiro, e ela entrou.

Peguei uma blusa preta regata e vesti.

“Julia.” Falei baixinho. “Gabrielle estava falando em sair com Edward. Você acha que é verdade?”

“Ó besteira de insegurança essa sua Bella! Aff, eu não vou nem te responder. Mas já que a duvida é tão grande assim, pergunte a ele né? Você parece que estar surtando.”

Comecei a rir do jeito que ela falou, calcei o tênis, arrumei meu cabelo e coloquei os óculos puxando a franja e prendendo no topo da cabeça. Peguei uma mochila menor, coloquei a câmera e uma garrafinha de água, enquanto Julia terminava também de se arrumar.

Descemos as escadas, com Julia reclamando.

Quando chegamos no saguão, já tinha algumas pessoas ali junto com os professores. Olhei ao redor procurando por meu Edward, mas não o encontrei em canto algum. Devia ainda estar no quarto. Falamos com todos que ali estavam e nos sentamos á mesa.

“Ahh, onde será que vamos hoje?” perguntou Julia. “Hum... Eu fiquei me perguntando também. Devemos ir no Coliseu, o Palácio de Veneza ou a Praça de São Marcos... Na verdade acho que vamos visitar quase todos que estão aqui perto de nós. Julia?” chamei por que ela estava com a expressão vidrada e não estava ouvindo o que eu falava.

Aiim My God! Como eu estou?” ela perguntou de repente mexendo nos cabelos.

“Você está normal, ué.” Falei estranhando e olhando pros lados para ver o motivo da euforia.

“Olha ali.” Ela indicou discretamente uma mesa ao nosso lado esquerdo.

POV JULIA

Enfartei...

Nela havia 2 homens lindos sentados. Um era moreno claro, estatura média e tinha os cabelos longos até o ombro. Tinha o seu charme. O outro era branquinho, com o cabelo liso e loiro, de olhos claros, apesar de estar sentado dava para perceber que era alto e devia de ter mais de 1,80. Ele deu um sorriso na minha direção, mostrando dentes brancos e perfeitos. Quase desmaiei. Aiim My God! Que homem era aquele?

POV BELLA Pronto! Agora Julia já tinha arrumado o italiano dela!

Ela estava parada, encarando o homem que tinha dado um sorriso perfeito na direção dela. Cutuquei e ela pareceu sair do transe. Eu dei uma gargalhada e ela ficou me olhando com aquele olhar você - estragou - minha - visão -perfeita.

Vi a porta do restaurante se abrir e dela surgir o meu homem perfeito. Como ele estava lindo! Ele sorriu quando me avistou e contornou a mesa. Como eu ia fazer pra sentir um abraço dele no meio daquele tanto de gente?

Ele se sentou em uma mesa próxima e o vi escrevendo no guardanapo. Depois ele fez um sinal discreto e saiu da mesa. Virei – me pra Julia.

“Vai na mesa que Edward estava e pega o guardanapo que el deixou lá. Rápido!”

Ela foi lá, meio transtornada, pegou o papel e voltou a se sentar na mesa.
Abri rapidamente.

Que tal se sairmos hoje a noite?
De um jeito de escapulir.
Por favor!
Eu te amo minha Bella!


Meu coração parou por um momento e depois voltou ao normal. Dava pra sentir o cheiro maravilhoso dele, ali.

Comecei a colocar a cabeça pra funcionar. Precisava escapar, mas os professores com certeza não iriam me deixar sair sem um bom motivo. Ia ter que fugir e precisava de Julia pra isso.

“Julia, preciso da sua ajuda.”

“Hãm?”

“JULIA!” exclamei. Ela me olhou com os olhos fora de foco ainda.

“Que foi?”

“Preciso de você!”

“Ahãm. Pode falar.”

“Olha, Edward quer sair comigo hoje a noite. Tenho que dar um jeito de escapulir. O que vamos fazer?”

“Hum...” ela colocou o cotovelo na mesa, fazendo uma cara de pensativa...

“Bom, damos um jeito. Que horas vocês vão e que horas vão voltar? Tem que ver direitinho.”

“Eu não sei.” Falei sinceramente. “Ele so pediu pra dar um jeito.”

“Eiita que o trem vai ser bom então.” Ela falou rindo.

“Eu não sei.” Falei balançando os ombros. “Só de estar perto dele já é o suficiente pra mim.”

“Aiim que lindo!” retrucou Julia. “Vou achar um amor desses pra mim também.” Falou olhando novamente pra mesa.

“Vai sim amiiga. Quem sabe não é um italiano?” perguntei levantando. “Vem. Estão esperando por nós.”

Acompanhamos o restante dos alunos que se aglomeravam a esquerda da entrada do hotel, para não atrapalhar os outros hóspedes.

“Vamos começar caminhando até o Coliseu. Não é uma caminhada longa, mais vamos parar em determinados lugares. Então aproveitem!” falou o profis de Biologia.

Começamos a andar em grupos. Fiquei com Julia ao meu lado que parecia ainda estar com os pensamentos no italiano do restaurante. Começamos a conversar sobre tudo que víamos, a rir, e observar tudo que estava ao da nossa visão. Quando era dado pequenas paradas para descansarmos ou para ouvir as informações, aproveitávamos muito com as fotinhas.

Edward estava atrás e direto eu sentia seu olhar me queimando.

Queria ir lá e dar lhe um beijo, mas mesmo assim me controlei. Pelo contrario, quando estava perto de muita gente assim, eu o tratava mal, da maneira de antes.

Percebi que Gabrielle estava bem atrás dele, com aquela amiguinha insuportável e puxa saco, olhando como se ele fosse dela.

Tentei me concentrar no que o professor estava falando. Bebi um pouco de água e voltamos a caminhar.

Depois de quase meia hora de caminhada, chegamos ao Coliseu.

Era muito bonita a arquitetura, estrutura, a beleza por trás daqueles muros quebrados ou destruídos em certos pontos.

“O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado...” o professor de História tomou a iniciativa.

Estávamos todos aglomerados ao redor do professor e da entrada do Coliseu.

Eu e Julia atrás de todo mundo, rindo baixinho da combinação exótica de um garoto da nossa classe que estava com uma calça xadrez, blusa listrada, uma boina e óculos, se achando o tal.

“...o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano, sendo um dos melhores exemplos da sua arqu...”

Senti me puxarem e fui arrastada. Alguém tapava minha boca e eu não consegui ver quem era. Me puxou para trás de um muro que tinha ali perto. Já estava preparando para lutar quando vi que era Edward.

“Você está ficando louco?” perguntei quando me soltei.

“Você acha mesmo que vamos ficar aqui, vendo o Coliseu? Vem!” falou ele me puxando e rindo, enquanto nos afastávamos mais ainda da onde estava o grupo.

“A gente tá ferrado Edward.” falei enquanto corríamos. “Se eles perceberem a nossa ausência?” perguntei.

“Que nada. Ninguém vai sentir falta da gente não. Se senti a gente inventa qualquer desculpa.”

“Peraí.” Falei parando abruptamente. “Julia! Ela vai ficar louca! Tenho que avisar a ela que estou com você!” falei já voltando novamente pelo caminho percorrido.

“De jeito nenhum.” Ele se colocou na minha frente. “Se você for vamos perder o passeio. Ela vai saber que você está comigo.” Edward respondeu.

“Não! Ela não vai! Eu tenho que avisa – la Edward!”

“Você não vai voltar.”

“E com eu vou fazer?” perguntei já quase doida.

“Pega meu celular e manda uma mensagem pra ela. Anda! Rápido!” ele falou me entregando o celular.

Digitei o mais rápido que eu pude, com um Edward do meu lado me apressando. Estávamos em um jardim, embaixo de uma arvore. Já tínhamos corrido uma boa distancia. Estava arfando.

Julia, é a Bella.
Eu fui seqüestrada pelo Edward.
Não se preocupa que eu vou voltar
Antes que alguém perceba que eu sumi.
Eu espero pelo menos! Me liga se houver algum problema.
Beijos

Devolvi o celular pra ele que colocou dentro do bolso com impaciência.

“Pronto .”

“Anda!” Ele agarrou minha mão e voltamos a correr.

Já estava ofegante e Edward não parava. Na verdade, não parecia nem estar cansado. Chegamos a entrada de um parque, ele parou e passou o braço pela minha cintura, enquanto adentrávamos.

Ali tinha varias pessoas passeando, com chapéus na cabeça e óculos escuros, enquanto curtiam o sol. Pareciam ser a maioria turista.

“Espera.” Falei com a voz fraquinha. “Água. Eu preciso de água.”

“Nunca imaginei que você fosse sedentária desse tanto Bella.”

Abri a mochila enquanto ele olhava ao redor. Puxei a garrafinha e bebi sedenta.

Quando fui guardar, peguei a câmera e mirei para Edward distraído.

“Lindo!” chamei. Quando ele olhou, eu disparei o flash. Comecei a rir. A foto ficou linda e espontânea. Sai correndo em sua direção e ele me pegou, beijando –me docemente.

“Vamos passear?” ele perguntou. “Ahãm.” Respondi rindo.

Começamos a caminhar um do lado do outro. Ele colou sua mão na minha.

Me surpreendi por alguns instantes. Fazia tempo que não andávamos assim.

“Eu poderia saber pra onde estamos indo?” perguntei.

“Nenhum lugar em especial. Apenas queria ficar perto de você e não ver o Coliseu. Cá entre nós é um desperdício estar na Itália e ficar estudando. O Google Maps faz isso perfeitamente.”

“Você não está pensando em me seqüestrar toda vez que sairmos fora do hotel não né?”

“Não. Apenas algumas vezes.” Ele falou sorrindo e beijando o topo da minha cabeça.

“E hoje a noite. O que vamos fazer?”

“Você já conseguiu descobrir uma maneira de escapulir?”

“Hum... Ainda não. Mas eu pedi ajuda para quem? Adivinha!”

“Julia.” Ele respondeu prontamente. “ Então vamos sair com certeza!”

“Ela é das trevas...” falei lembrando da minha amiga.

“Ó, ninguém barra ela. Quer beber alguma coisa?”

“Pode ser.”

“Vamos naquele quiosque então.”

O parque tinha muitas arvores e um lago lindo, com vários patinhos e casais de namorados andando de pedalinhos. Poderíamos ficar andando o dia inteiro e parecia que não chegaríamos ao outro extremo do parque.

Edward pediu uma água e eu um suco. Fomos para a beira do lago, caminhando.

Quem nos via assim, nunca pensava em tudo que já tinha acontecido. Eu estava extremamente feliz ao lado dele.

“Minhas pernas estão brigando com o resto do meu corpo.” Reclamei.

“Vamos sentar pra você descansar um pouco.”

Me joguei na grama, fechando os olhos e ouvindo o movimento ao longe das pessoas que passavam.

Senti Edward deitando – se ao meu lado, e passando seu braço por baixo da minha cabeça. Um vento soprava levemente.

“Eu não imaginava que você tinha pânico dentro de elevadores.” Ele comentou distraído.

“Parece que foi uma coisa que te chamou a atenção.”

“Um pouco. É um pouco estranho.”

“É... é estranho mesmo.” Respondi. “Eu não sei explicar o que acontece. Uma vez eu passei mal e desde de então eu tento evitar.”

“E quando você começou a tocar violão?”

“Eu sempre gostei muito de musica. Aí quando eu tinha uns 9 ou 10 anos, encuquei que queria aprender a tocar algum instrumento. Então minha mãe me deu um violão. Fui aprendendo sozinha, então conheci mais tarde algumas pessoas que sabia também tocar e nos juntamos. O por que de tantas perguntas?”

“Curiosidade apenas.”

“Certo. E você?”

“Eu o quê?”

“Hum... Quando começou a fazer natação?”

“Ahh... Bem cedo, mais ou menos com 6 ou 7 anos de idade. Eu morei até os meus 13 anos na Austrália. A temperatura lá é agradável para esse tipo de esporte...”

Continuamos assim no que pareceu ser horas e horas. Um perguntando sobre o outro, cada um respondendo. Algumas respostas dele me fazia rir.

Ele continuava sendo o mesmo Edward para mim.

Depois do interrogatório, ficamos calados, cada um absorto em seus próprios pensamentos.

Ele se apoiou em um braço e com o outro ficou mexendo distraidamente em meu cabelo.

“Sabia que eu gosto demais de você?”

“É mesmo?”

“É... Você é a única que já teve meu coração verdadeiramente.”

“Que honra, Edward Cullen.” Falei rindo.

“Que honra mesmo. Você é a única que eu amo.”

Quando ele falou isso, lembrei de repente do que Gabrielle havia falado mais cedo.

“Bom, segundo a pirralha birrenta, você vai sair com ela mais tarde.”

“O quê?”

“Foi o que ela falou no telefone hoje mais cedo.”

“Ela é completamente pirada, aquela garota.”

“Concordo.” Completei.

“Mas eu não quero falar sobre ela.”

“E sobre o que você quer falar?”

“Não quero falar nada.” Falou ele encostando a boca na minha. Parecia que uma descarga elétrica tinha passado pelo meu corpo. Eu realmente gostava daquele garoto. Segurei com força seu cabelo, da maneira que eu sabia que ele gostava. Continuamos ali no que pareceu ser horas...


“Menos cansada?” ele perguntou sentado encostado na arvore. Eu tinha minha cabeça em seu peito.

“Sim.”

“Vamos continuar então?”

“Vamos.”

Agarrei a câmera e continuamos.

Riamos e conversávamos sobre tudo a nossa volta. Paramos em alguns lugares para registrar a paisagem bonita.

Ele tomou a câmera das minhas mãos e disparou o flash diversas vezes, enquanto eu tentava arrancar de sua mão.

“Edward!” exclamei.

“Um sorriso Bella! Você não vai querer sair com cara de quem está tentando arrancar a câmera do Edward perfeito!”

“Do Edward que acha muito na verdade né?”

“Sorria!”

Parei, puxei os óculos do rosto e sorri para Edward que me olhava radiante também. Ele disparou.

“Vem cá. Vamos tirar juntos.”

Juntamos nossos corpos enquanto nos mexíamos de diferentes maneiras.

Ao fundo tinha uma ponte que passava sobre o lago, fazendo o cenário ficar mais lindo ainda. Peguei a câmera da sua mão e comecei a passar as fotos.

Tinham ficado lindas! Eu estava agradavelmente bonita e Edward maravilhosamente lindo. Éramos um casal que combinava.

“Fique parada e me de a câmera.” Ele falou baixinho, me olhando.

“Edward...” comecei.

“Não se mexe.” Tomou delicadamente a câmera da minha mão. “Tem uma joaninha na sua orelha. Vou tirar uma foto.”

Fiquei parada enquanto ele tirava a foto. O flash disparou e ele sorriu.

“Olha.” Ele me mostrou.

“Aiim. Ficou linda!”

“Mas com um fotografo bom desses...”

“Há Há Há. Convencido nenhum pouco.”

”Que nada!” ele falou. “ A modelo contribuiu mais que tudo.”

Ele me abraçou, tirando – me do chão, rodopiando. Me sentia muito feliz. Senti alguma coisa vibrando. Celular do Edward.

Tinha alguma coisa errada.

Eu sentia que era Julia.

Edward tirou o celular do bolso e lemos a mensagen:

Bella!
Estamos indo embora agora! Volta pro hotel!
Vão perceber que você sumiram!
Julia.

Olhei pra ele, que sorriu.

“Preparada pra mais uma corridinha?”

“Dessa vez não tem jeito.”

Começamos a correr para saída do parque. Minhas pernas doeram em protesto mais eu não poderia parar.

Quando chegamos no hotel, Julia e o restante do pessoal ainda não tinha chegado. Fomos pelos fundos.

“Te encontro mais tarde?” Edward perguntou, me beijando no jardim no fundo do hotel.

“Eu te aviso qualquer coisa.”

“Tudo bem. Vou esperar. Eu amo você.”



Nota da autora: Eeeeeeeeee meninas! Dois capítulos pra vocês lá lá lá! Eu quero agradecer a todos com comentes dos capítulos anteriores. Eu fiquei MEGA feliz de saber que vocês gostaram! E então, o que acharam desse? Comenta pra mim eim eim eim? Comenta muito! Eu não sei se essa att entra antes do Natal, mas mesmo assim eu desejo um Feliz Natal pra todas que acompanham a fic, pro Q.F (com vocês tudo é bem mais melhor de bom!) e pras meninas do site. E o próximo capitulo vai vim com tudo! Tenho certeza que vocês vão adorar! Que ver??

Spoiler do próximo capitulo:
“Cada uma tem o que merece. Eu falei pra você que aquele suco no voo não ia ficar assim.”

“Ahhhh sua pirralha dos infernos! Você me paga!” Julia voou pra cima de Gabrielle que jogou a vasilha pro ar, e saiu correndo e gritando pelo quarto.

Julia correu atrás dela, e ela rodeava a mesa, gritando desesperada.

Eeeeeeeeee! Beijos meninas! Obrigado beta perfectzuda!

Capítulo 32
Briga


Peguei meu celular ao lado da minha cama e liguei pra Julia.

Ela atendeu rapidamente.

“Onde vocês estão?” perguntei.

“Acabamos de chegar no hotel. Vem pra cá. Acho que Gabrielle percebeu que você não estava aqui. Ficamos sempre juntas e você não estava comigo. Desce rápido!”

“Essa guria vai atrapalhar minha vida. To indo.” Joguei o celular na cama e desci as escadas correndo.

Quando cheguei no térreo, os alunos com os professores estavam entrando no hotel. Circulei a recepção por uma entrada que ia para o restaurante e me juntei aos alunos que entravam por ultimo.

“Bella!” ouvi Julia exclamar, baixinho.

“Já estou aqui.”

“Caraca, vocês dois estão ficando loucos?”

“Foi mal Julia. Mas eu não sabia! Edward está ficando louco! Alguém percebeu?”

“Não os professores. Quando eles perguntaram aonde você tinha ido, eu falei que tinha ido tomar um pouco de água em quiosque próximo mais que não ia se separar deles. Gabrielle estava do lado e eu percebi a expressão dela. Acho que ela não acreditou muito nessa historia. Portanto, toma cuidado, já que você está querendo levar esse namoro as escondidas.”

“Aiim amiiga! Brigado! To te devendo uma!”

“Uma é? Pelo jeito que isso anda, vai ficar me devendo várias.”

“Vamos subir. Eu quero banhar e comer alguma coisa.”

Hoje o dia não estava de bem com as minhas pernas. Eu estava quase desfalecendo. Julia se negou a subir terminantemente as escadas comigo. Pra quem já tinha fugido correndo, voltado correndo, subido as escadas, descido as escadas e subi – las novamente era praticamente tortura. Mas é isso que acontece quando se tem problemas com elevadores. Subi devagarzinho as escadas, ofegando um pouco.

Quando cheguei na porta do quarto, ouvia gritos.

“Você está ficando louca garota?” ouvi a voz de Julia.

“Há Há Há. Olha quem fala alguma coisa.” Ouvia a voz debochada de Gabrielle.

Entrei desesperada.

“O que foi Julia?” perguntei. Ela estava com o rosto vermelho de raiva e olhava Gabrielle com ódio.

“Essa estúpida! Derramou água oxigenada em cima das minhas roupas! Olha só Bella! Manchou tudo!”

Vi algumas blusas de Julia no chão, e Gabrielle com uma cara de que eu to nem aí. Ela segurava uma vasilha nas mãos.

“Cada uma tem o que merece. Eu falei pra você que aquele suco no voo não ia ficar assim.”

“Ahhhh sua pirralha dos infernos! Você me paga!” Julia voou pra cima de Gabrielle que jogou a vasilha pro ar, e saiu correndo e gritando pelo quarto.

Julia correu atrás dela, e ela rodeava a mesa, gritando desesperada.

“Julia pára!” gritei por cima dos gritos da pirralha. “Juliaaaaaa!”

Julia conseguiu pegar Gabrielle, a jogou na cama e ficou sacudindo ela, com as mãos no seu pescoço e gritando um monte de palavras. Vi Gabrielle passando do estagio vermelho pro roxo em poucos segundos.

“JULIAAAAA!!!” pulei em cima das duas, agarrei as mãos de Julia que parecia estar coladas no pescoço de Gabrielle. Eu gritava falando pra Julia soltar e nada. Saltei da cama, abri a porta e gritei pro corredor.

“AJUDA AQUI! AJUDA!”

Vi um monte de gente aparecer com as cabeças na porta do quarto pra ver o motivo dos meus gritos. Gesticulei pra vários e o primeiro que eu vi aparecer foi Edward.

“Quê que foi?” ele perguntou com a expressão assustada.

“Julia e Gabrielle estão brigando!” gritei. Provavelmente quando voltássemos Julia já teria acabado com o pescoço dela.

Ele entrou rapidamente no quarto, e elas tinham caído da cama e rolavam pelo chão. Gabrielle conseguiu se levantar, mais Julia ainda apertava seu pescoço.

Edward correu até Julia, e conseguiu abrir as mãos delas. Gabrielle aproveitou e correu pelo quarto. Agarrei com força Julia enquanto Edward ia segurar Gabrielle.

A pirralha birrenta pegou um sapato pink dela e lançou contra Julia, mas como Edward estava no caminho, foi direto na sua testa. Acho que a cabeça de Edward atraia sapatos. Se a situação não fosse tão grave, teria sido engraçado. Ele bambeou um pouco, mas continuou atrás de Gabrielle. Julia lutava comigo, e acabei apanhando também. Ela se sacudiu.

“SUA PIRRALHA DOS INFERNOS! VOCÊ ME PAGA! ME SOLTA BELLA, ME SOLTA!!”

“Julia, se acalma! Vem, vamos sair daqui!”

“NÃO SAIO! SÓ QUANDO EU QUEBRAR AQUELA IDIOTA TODINHA!”

Gabrielle estava irada. Edward tinha conseguido chegar até ela sem receber mais nada na cabeça e a segurava por trás. Ela chutava, esperneava.

“AHH É? VEM CÁ QUE EU QUERO VER.”

“AHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!” Julia se retorceu, se sacudiu e sua mão foi na minha barriga. Vi ela saltando as duas camas do caminho e indo em direção a Gabrielle, enquanto eu caia no chão.

“NÃÃÃÃÃÃOOOO!” ouvi Edward.

Edward empurrou Gabrielle pro lado que caiu no chão como pamonha e agarrou Julia antes que ela chegasse até lá. “ME SOLTA EDWARD! ME SOLTA!”

“Bella me ajuda aqui!”

Percebi que ainda estava caída no chão, observando a cena. Eu nunca tinha imaginado ver Julia irada daquele jeito. Ela tentava chegar em Gabrielle de qualquer maneira.

Levantei rapidamente e corri pra agarrar Gabrielle. Era melhor deixar Julia com Edward. Puxei ela pra trás.

Julia jogou as pernas pro ar enquanto Edward a agarrava. Eu não sei como isso aconteceu, eu segurava com todas as forças que eu ainda possuía Gabrielle, mas o pé de Julia foi parar no nariz de Gabrielle, que espirrou sangue pra todo o lado.

“MEU NARIZ!” Gabrielle gritou.

“Bella tire ela daqui antes que não consigamos controlar mais!” berrou Edward.

Aproveitei que Gabrielle tentava conter o sangramento e a puxei em direção a porta. No corredor tinha varias pessoas que queriam saber o que acontecia, afinal, quem não tinha ouvido os berros?

“O que está acontecendo aqui?” perguntou autoritariamente o professor de Biologia.

“Gabrielle e Julia brigaram professor.” Respondi.

“O quê? Duas garotas brigando!” ele exclamou.

“Professor leva a pirralha, quero dizer, Gabrielle pra algum lugar, o nariz dela está sangrando.”

Ele pareceu perceber pela primeira vez que Gabrielle estava ali, toda desarrumada, com marcas das mãos de Julia no pescoço, o rosto todo arranhado, a roupa manchada de sangue.

“Venha por aqui Senhorita Fontibacci. Cadê a outra?” ele me perguntou.

“Está no quarto. Eu vou resolver lá. É melhor deixa – las separadas por alguns momentos. Antes que Julia caia em cima dela de novo.”

Gabrielle me mandou um olhar de morte. Eu não se como, mas senti meus lábios se crisparem, formando um sorriso debochado. Ela estava critica. Julia tinha feito um belo trabalho.

“Tudo bem. Depois eu vou conversar com ela.” Falou ele com a aparência severa.

Ouvia gritinhos da amiga puxa saco de Gabrielle enquanto o professor a ajudava. Os murmúrios já estavam altos. Voltei correndo pro quarto pra ver como Julia estava. Todos me seguiram.

Cheguei no quarto e bati a porta com força na cara dos curiosos. Ele estava em uma situação calamitosa. Estava virado de cabeça pra baixo. As camas estavam bagunçadas, tinha sapatos e roupas espalhados pra todo canto, cadeiras e alguns outros objetos no chão.

Edward tinha feito ela sentar em uma das camas e lhe dava um copo de água pra beber. Visivelmente ela não tinha nenhum machucado na qual eu pudesse me preocupar. Ela tremia da cabeça aos pés.

“Julia” perguntei me aproximando dela. “Você está bem?”

“É claro que eu estou bem!” ela exclamou com a voz alta. “Aquela pirralha desgraçada.”

“Vei, o que aconteceu com você? Eu estou com medo de você!”

“Bella, não mexa comigo nem com as pessoas que eu gosto. O problema não foi nem as roupas...” ela começou e eu mandei um olhar pra ela. “...Tá tudo bem, as roupas também. Mas ela começou a falar coisas de você. Ela sabe que você e Edward estão juntos.”

“O quê?” exclamei.

“Ela tem aquela cara de burra oxigenada, mas ela ligou uma coisa a outra. Ela não vai deixar vocês em paz.”

Mandei um olhar desesperado pra Edward, que ainda estava sentando. Ele apenas me olhou e não falou nada e sinalizou que depois conversaríamos sobre isso. Ele passava a mão pela cabeça, onde o sapato tinha batido.

“Espera. Vou pegar gelo pra você.” Falei levantando, e indo até o frigobar e colocando o gelo em uma toalha.

Passei os dedos levemente por seus cabelos e senti um leve galo crescendo ali.

A pancada foi forte.

“Vamos tomar um banho Julia. Vem.” Falei chamando ela.

“Eu vou lá fora ver como estão as coisas.” Ele falou.

“Tudo bem. Mais tarde eu vejo se converso com você.” Respondi.

Ele saiu do quarto enquanto eu colocava Julia dentro do banheiro e fechava a porta. Ela tirou a roupa e fechou o box. Eu sentei na tampa abaixada da privada.

“Julia, por que isso eim?” perguntei enquanto ouvia a água cair.

“Bella, você não ouviu a metade do que ela falou.”

“Eu sei Julia. Mas não precisa se meter em brigas pra poder me defender. Eu não me importo com o que ela fala.”

“Se você não se importa, eu me importo.” Ela falava de dentro ainda do box.

Passei a mão pelo rosto. As coisas estavam feias.

“Eles vão querer te mandar embora. Junto com ela. Como eu vou ficar aqui sem você?”

“Os professores? Nem adianta. Eu não vou. Se eles me mandarem, eu volto.”

“Mais você gosta de encrenca né?”

“Bella não é isso! Eu simplesmente não vou deixar que ela acabe com o seu relacionamento com Edward. As conseqüências disso aqui não é nada em comparação do que pode acontecer se ela conseguir plantar alguma caramiola na sua cabeça sobre Edward. E você sabe que as possibilidades são grandes.”

Refleti sobre o que ela tinha falado. A possibilidade era realmente enorme. Eu ainda tinha dificuldades em acreditar em Edward. Ela devia de estar pensando em como eu fiquei quando ele terminou comigo e senti uma onda de gratidão e afeto por Julia.

“Tudo bem.” Comecei. “Não importa o que ela falar, você não pode sair se metendo em brigas por minha causa...”

“Mas não foi só por sua causa...” começou Julia.

“... eu sei Julia. Mas mesmo assim. Pode deixar que com Gabrielle eu me resolvo.” Falei quando ela desligou o chuveiro e pegou a toalha que eu estendia pra ela por cima do box.

Ela saiu de lá, com os cabelos escorrendo pelas costas.

“Eu não posso prometer que vou me controlar.” Ela falou me olhando.

“Você tem que tentar.” Falei. “Muito obrigado mesmo assim. Por tudo.”

Agradeci.

“Que é isso, Bella. Amigo é pra tudo.” Ela falou, com lágrimas nos olhos, enquanto eu a abraçava.


Julia vestiu uma roupa. Eu peguei as que estavam manchadas e coloquei dentro de uma sacola. Ia ver o que a lavanderia do hotel poderia fazer.

O professor bateu na porta, pedindo pra falar com Julia. Eu a acompanhei na sala que ele tinha arrumado pra conversar com as duas. Quando chegamos lá, vi Gabrielle ainda toda desarrumada com um pano no rosto, estancando o sangramento.

“... vocês sabem que isso não pode acontecer. O que vocês tem na cabeça? O hotel todo ficou sabendo dessa brincadeirinha de vocês! Estão querendo expulsar todos daqui! Vocês acham o que? Que só vocês vão ser prejudicadas? Todos que estamos aqui vamos ser!...” ele continuou seu sermão, enquanto Gabrielle mandava uns olhares pra Julia, parecendo não se conformar que ela já tinha banhando e que estava com uma aparência boa, enquanto seu pescoço ainda tinha marcas dos dedos de Julia.

“... vocês vão continuar no mesmo quarto. E eu não quero saber de confusões mais aqui. Hoje a senhorita Fontibacci vai dormir em um quarto diferente, enquanto a poeira baixa. Podem se retirar.”

Eu passei minha mão pela a cintura de Julia. Não ia deixar ela sozinha. Quando saímos da sala, Edward estava esperando no corredor.

“Eu vou entrar Bella. Não demora por favor.” Julia falou soltando minha mão da sua cintura. O corredor estava deserto.

“Acho que nosso encontro furou.” Eu falei baixinho pra ele.

“É, mas não pense que vai escapar de mim. Vamos ter outras oportunidades.”

“Certo. E sua cabeça, está melhor?” perguntei.

“Ahãm. Já abaixou o galo. Só está doendo um pouco...”

A porta em que estávamos abriu e Gabrielle saiu dali, nos olhando demonicamente.

“Tchau Cullen. Obrigado por Julia.” Falei saindo e entrando no quarto.

Capítulo 33
Cantando Juntos


Tentei dormir, mas não consegui. A briga de Julia e da pirralha birrenta oxigenada ainda estava na minha mente. Eu ainda fico me perguntando como aquela vasilha foi parar nas roupas de Julia. Minha melhor solução foi que a pirralha estaria pintando o cabelo e por raiva jogou o conteúdo nas roupas de Julia. Mas a verdade é que me sentia culpada.

Não queria que Julia ficasse discutindo, quanto mais caindo na porrada com as pessoas por minha causa. Ela parecia não se importar, mais eu me importava, e muito. Outra era que Julia falou que a pirralha sabia sobre mim e Edward. Não sei por que isso me afetava tanto. Era normal duas pessoas se apaixonarem, certo? Mesmo que essas duas pessoas fosse Edward e eu, mesmo depois de tudo que tinha acontecido.

Fiquei rodando na cama. Queria falar com Edward. Desesperadamente.

Peguei meu celular e digitei:

[Não estou conseguindo dormir.
Estou angustiada e com medo.]


Enviei, esperando não acordá-lo, mais desejando do fundo do meu ser que ele respondesse.

O celular vibrou e o agarrei.

[Eu já imaginava. Mas não fica assim.
As coisas vão melhorar logo.]


Li a mensagem, sentindo como se Edward estivesse do meu lado. Respondi.

[Será? A pirralha parece discordar.]


Estava ansiosa. Queria que ele respondesse logo. Peguei um copo de água na mesa ao lado da cama. O celular vibrou de novo.

[Você pode me encontrar agora no final do corredor?]


Digitei, já pulando da cama:

[Te encontro lá.]


Vesti uma blusa de frio por cima do pijama, e saí de fininho do quarto para não acordar Julia. Ela devia está muito cansada depois do round com a pirralha oxigenada. O corredor estava deserto e bem iluminado. Vi Edward saindo do seu quarto e corri silenciosamente para ele.

“Vem.” Ele falou baixinho, pegando minha mão.

Fomos andando até o fim do corredor que dava acesso as escadas. Descemos dois andares em silencio. Chegou um ponto que ele me puxou e sentamos nos degraus. Olhei as horas no celular: 3h30min.

“Ninguém vai ficar andando por escadas uma hora dessas. Tem elevador.” Ele falou. “Como você está?”

“Ahhh Edward.” falei encostando a cabeça no seu ombro. Ele me abraçou. “Estou com medo, mas não sei por quê. Eu fico me perguntando o que eu tanto temo se as outras pessoas descobrirem que estamos juntos. E Julia. Como eu vou controlá-la agora? O que a pirralha falar já vai ser motivos pra elas caírem na porrada!”

“Você conversou com ela?”

“Eu não quero saber o que Gabrielle tem a falar sobre mim.”

“Vamos ter que tomar mais cuidado a partir de agora então. E tente controlar Julia. As coisas não vão se resolver de uma hora pra outra. Gabrielle não vai descansar, você sabe disso. E se toda vez que elas brigarem, eu receber uma sandália na cabeça, vou andar de capacete por aí agora.”

Eu não consegui segurar o riso. Até nas situações mais criticas, Edward me fazia rir. Relembrar a cena me fez rir mais ainda.

“Como está a sua cabeça?” perguntei passando a mão por seus cabelos.

“Um pouco dolorida ainda.”

My God, acontece cada coisa. Repassar a cena por outro angulo, é até engraçado.”

“É, foi super engraçado Bella. Vai se divertindo as minhas custas.” Falou ele me cutucando.

Me aconcheguei mais ainda em seu peito.

“Acho que é melhor a gente evitar de ficar se encontrando.” Falei. “Principalmente quando você fica me seqüestrando.”

“Se você prefere assim...”

“Edward! Eu não prefiro assim! É apenas pra evitar confusões, pelo menos enquanto estivermos aqui!”

"O.K. O.K. Você precisa dormir. Vamos para o quarto.”

Subimos os degraus devagar. Nos beijamos carinhosamente. Ele me deixou ir na frente quando nos separamos. Quando cheguei no quarto, olhei pra trás, para vê-lo parado na porta do seu, enquanto me mandava um beijo.


A briga de Julia com Gabrielle foi a historia no outro dia. Todo mundo queria saber os detalhes e como sempre acontecia, já até tinham aumentado.

Gabrielle não se conformava com a humilhação. Tinha ido ao hospital para ver se tinha quebrado o nariz, mas o medico falou que por muito pouco nada de grave tinha acontecido. Agora ela mandava olhares demoníacos para várias pessoas que ficavam perguntando pra Julia detalhes, e quando ela falava alguma coisa que enchia o saco, eles falavam que ia dar uma voadora no nariz ou que ia chamar Julia pra a fazer ela calar a boca. Isso a deixava vermelha de raiva. Julia também estava quase explodindo. Não agüentava mais ficar repetindo a historia.

Outra que os dedos de Julia ainda estavam gravados na pele do seu pescoço como chiclete. Eu não conseguia olhar pra ela não rir. Tudo bem que na maioria das vezes eu fazia isso só pra provocá-la, mas mesmo assim era engraçado, por que ela estava usando um lencinho no pescoço para esconder as marcas, se achando o máximo.

Eu estava entrando no quarto, e ela já estava ali depois de ter dormido em outro quarto, com a amiguinha puxa saco dela.

“... eu só não partir a cara daquela vagabundazinha de quinta categoria por que eu...”

“Você não fez nada disso pirralha, sabe por quê? Por que a Julia não te deu o mínimo espaço pra isso. Se ela tivesse segurado seu pescoço por mais uns 5 segundos, com certeza você não estava aqui pra poder ficar falando essas mentiras. Se conforma que você apanhou!” falei rindo e batendo a porta do quarto.

Vi seus olhos fulminarem junto com os da amiga pra mim. Fui na minha cama e me joguei ali. Peguei meu violão, e passei a mão pelas cordas, enquanto dava um sorriso debochado pra ela.

“Você está querendo apanhar também?” ela perguntou erguendo a sobrancelha.

“De quem? Você? Há Há Há sua oxigenada. Se enxerga que você não tem peito pra me enfrentar não.”

“Sua... Você acha que eu não sei sobre você e Edward?” perguntou Gabrielle com a voz mais alta.

“Olha a minha cara de preocupação com as loucuras que passam na sua cabeça. Eu não me importo Gabrielle, com o que você fala. Eu não vou ficar discutindo com você, por que corre o risco de morrer o ultimo parasita que habita a sua mente imunda e pintada, e que provavelmente pensa por você.”

Levantei-me e sai do quarto.

Não sei por quanto tempo eu suportaria essa historia. Tinha um trabalho pra fazer sobre o Coliseu, na qual incluía fotos que eu não tirei por que estava com Edward. Tratei de procurar Julia para resolver o problema.


POV DA PIRRALHA... OPS... GABRIELLE

“Eu sei o que essas duas estão precisando... De uma lição...” falei pensativa pra Kelfanny.

“Eu simplesmente detesto, o – de – io essas duas! Aquela Bella é uma fresca, e essa Julia... Eca! Eu não sei o que os garotos veem nela.”

“Eu sei , eu sei! Mas se elas estão achando que vão ficar se gabando, estão enganadas! Ninguém ficar por cima de Gabrielle Fontibacci! Eu sou a melhor e não vou deixar ninguém passar por cima de mim! Muito menos aquelas duas garotinhas estúpidas que se acham o máximo!”

“Apoiado!” falou Kelfanny.

“Preciso da sua ajuda...”

“Mais é claro! Qualquer coisa!”

“Eu adoro pessoas com iniciativa. Precisamos descobrir as coisas que elas gostam, o que tem medo...”

“Mais isso a gente faz rapidinho! Não precisa se preocupar! Vou chegar com um relatório completinho pra você!”

“Isso! E pra mim fica mais fácil ainda, já que infelizmente tenho que dormir no mesmo quarto que elas. E a primeira a sentir minha ira vai ser a estupidazinha da Bella.”

Olhei ao redor e vi o violão dela na cama. Meu plano estava armado. Com certeza ela iria me pagar!


POV BELLA

Encontrei Julia sentada em um sofá numa sala que foi reservada pra gente.

Estava quase escurecendo lá fora.

“Terminando o trabalho?” perguntei.

“Sim. Está quase pronto. Mais eu não estou a fim de ficar aqui. Vamos dar uma volta?” ela pediu.

“Aonde?”

“Ahhh não sei. Vamos caminhando. Aonde chegarmos vai ser o lugar perfeito.”

Saímos do hotel e ficamos caminhando por seu jardim extenso e verdinho.

Encontramos um lugar escondido e um pouco isolado perto de alguns arbustos e sentamos ali.

“Sabe, eu nunca pensei que fosse capaz de detestar alguém, mas hoje esse sentimento passa por mim.” Falou Julia.

“Gabrielle que você está falando certo?”

“É. Ela é estranha Bella. Egoísta e mimada. Acha que o mundo gira ao redor do umbigo imundo dela. Sério, estou pensando em ir embora. Não vou conseguir ficar aqui aturando ela.”

“O QUÊ? Me deixar aqui? Por causa da pirralha! Ahh nem Julia! Eu não acredito que você está falando isso!”

“Bella! Não é por que eu quero! Mas você sabe que ela não vai nos deixar em paz, não sabe? Se você quer que eu fique, se conforme que vamos cair na porrada de novo!” exclamou Julia.

Aiim My God! Tu já está pensando em bater na pirralha de novo Julia? Não satisfez a sua vontade?” perguntei cansada.

“Você sabe que a culpa não é minha!” exclamou Julia, se fingindo de ofendida e começando a rir.

“Eu sei amiga.” Falei passando as mãos por seu ombro. “Mas, para o bem de todos, vamos evitar confusões.”

“Eu garanto por mim que vou tentar. E quanto a ela? Quem garante?” Julia perguntou.

“Isso aí é outra história que não interessa no momento. Eu não quero mais pensar na pirralha birrenta oxigenada. Quero saber de você! Cadê o italiano perfeito?”

“Aiim amiiga! Eu não vi ele mais! Eu to quase ficando louca! Será que ele só estava de passagem por aqui?” ela perguntou com aquela expressão de desesperada que só ela sabia fazer.

“Que nada! Daqui a pouco ele reaparece aí pra trazer felicidade pra você.” Falei rindo e bagunçando seu cabelo.

“Eu espero. Ele ia me trazer mesmo muiiita felicidade.” Começamos a rir com a ênfase que ela deu.

“Posso me juntar a vocês?” perguntou a voz de Edward.

Olhei assustada ao redor, procurando em que direção vinha a voz.

“Edward!” sussurrei. “Está ficando louco? O que está fazendo aqui?” perguntei quando ele afastou minhas pernas, deitando entre elas com cara despreocupada. Julia afastou um pouco por que ele quase sentou em cima dela.

“Eu estava passeando quando ouvi duas meninas falando sobre um suposto... hãm... relacionamento? É, poderíamos fazer essa colocação, com um suposto italiano desaparecido. Eu ouvi uma voz, que eu acho ser da minha namorada? É, da minha namorada, falando que esse suposto italiano é perfeito.” Ele me olhou. “Que historia é essa?” ele perguntou me fazendo uma cara intrigada e levantando a sobrancelha.

Julia desatou a rir. Alguma coisa no que ele falou me incomodou. Eu tenho a leve impressão que foi a palavra namorada. Não, eu não tenho uma leve impressão. Eu tenho certeza. Eu não era namorada dele. Estávamos apenas, ficando? Tentei disfarçar. Olhei pra ele com cara de que não tem culpa.

“Eu estava apenas falando a verdade. Julia sabe o quanto ele é perfeito. Bom, não sabe totalmente ainda né amiga?”

“Oh não! Ainda não. Mais vou ficar sabendo logo.” Falou ela piscando pra mim.

“Mais eu ainda não entendi o porquê de você está chamando ele de perfeito. Só eu posso ser perfeito aos seus olhos.” Ele falou.

“Não vai me dizer que está com ciúmes?” perguntei bagunçando seus cabelos.

“Não, não. Apenas queria me certificar que esse suposto italiano que você estava falando era eu. Só que eu tenho quase certeza que essa palavra ‘italiano’ não é pra estar aqui. No lugar é Edward.” ele falou rindo.

“Ai Ai viu? Era só o que eu precisava mesmo.” Respondi.

“Ó amiga. Não reclama não, que pelo menos você tem ele. E eu?”

“Vai ter seu italiano. Perfeito.” Respondi olhando pra Edward que me lançou um olhar brincalhão de ciúmes.

“É melhor eu sair. Eu vou terminar meu trabalho. Vai pra lá depois. E por favor, não demora.” Ela falou levantando e sacudindo a grama que tinha ficado presa na sua calça. Me mandou um beijinho e deu um leve beliscão em Edward antes de levantar.

“Onde fica a descrição nessa historia toda, quando você está praticamente deitado em cima de mim?” perguntei.

“Ahh, eu não consegui ficar longe de você. Na verdade, eu não estou me importando muito não.”

“Quê?”

“É, se descobrirem, não tem importância. Nada mais vai nos separar mesmo.”

De repente ele estava com a cara na grama e eu em pé.

“Eu não quero assim.” Falei.

“O que foi?” ele perguntou me olhando.

“Eu não quero desse jeito.” Repeti. “Conversamos sobre isso ontem. Você tinha concordado.”

“Mas Bella! Isso é tão... bobo. Somos adultos, sabemos o que queremos. O que interessa o que as pessoas vão pensar?”

“Você não falou isso ontem pra mim. Você deve ter algum distúrbio. É dupla personalidade?” perguntei.

“Por que todo esse caos?”

“Por que você não cumpre o que promete. Simplesmente isso!” falei saindo e deixando ele pra trás. Como sempre, ele veio atrás.

“Eii, calma. Tudo bem se você quer assim.”

“Do que adianta eu querer assim se amanha você vai chegar discordando de novo?” perguntei.

“Eu não vou mudar. Se você quer assim, tudo bem. Foi um erro meu, eu sei. Não teria falado se soubesse que você ia ficar com raiva.”

“O problema é exatamente esse Edward. Você quer sempre decidir as coisas, como se fosse a melhor coisa a se fazer. Não é assim. Por exemplo agora, você chegou falando como se estivéssemos namorando.”

“E não estamos?” ele perguntou aturdido.

“Não Edward! Não estamos namorando!” exclamei com a voz alta. O jardim já estava escuro e as luzes estavam longe, na entrada do hotel.

“Mas eu pensei...” ele começou.

“É, pensou errado. Em momento algum eu falei pra você que estávamos namorando.”

Ele ficou calado por alguns instantes, me olhando com uma cara, como se eu fosse a louca da historia. Aproveitei e saí dali rápido, antes que alguém nos visse, ou pior, escutasse.


Julia percebeu que tinha acontecido alguma coisa quando eu cheguei no hotel.

“Que foi?” ela perguntou.

“Depois conversamos.” Respondi um pouco rude.

Ela já me conhecia bem demais pra saber que tinha Edward no meio.

Tinha um grupo de alunos sentado em um canto. Pelo jeito já tinham terminado a tarefa, e estavam cantando, rindo e comendo algumas besteiras que tinha na mesa.

“Eles parecem está se divertindo.” Julia suspirou.

“Você quer ir pra lá?” perguntei.

“Ahhh seria legal.” Ela respondeu. “Mas melhor não. Eles podem ficar com medo que eu ataque eles.” Ela falou rindo tristemente.

Nessa hora, um dos garotos que estavam sentados na roda olhou pra Julia.

“Agora vamos cantar essa em homenagem a nossa mais nova boxeadora de narizes! Julia, essa é pra você!”

Todo mundo olhou pra Julia, que estava estarrecida no sofá, olhando-os com cara de louca.

Os garotos começaram a cantar e apontavam pra Julia. Cochichei em seu ouvido.

“Acho que eles não estão com medo de você. Pelo contrario, iam adorar sua companhia.”

Ela me olhou, com um sorriso nos lábios.

“Vamos nos juntar a eles?” ela perguntou já levantando.

“Com certeza!” exclamei rindo.

Fomos em direção ao grupo, que vibrou com a chegada de Julia. Nos juntamos ao coro que se seguiu.

“Estamos cantando, mas está muito horrível. Aqui todo mundo tem voz de taquara rachada!” gritou uma menina.

“Ahhh então chegamos em boa hora né Bella? Bella canta e toca violão.”

Olhei pra Julia com uma cara surpresa. Todos começaram a gritar ao redor.

“Então a Bella vai tocar e cantar!”

“Não gente, é serio...” comecei.

“Não tem desculpa! Vamos!”

“Eu to sem violão.” Respondi tentando fugir.

“Mas isso não é problema” ouvi Julia gritar por cima da voz de todos. “Eu vou buscar, por que se você for vai demorar muito.” Ela falou rindo.

Não tive como escapar. Peguei uma pêra da cesta da mesa e fiquei mordendo ela, enquanto os outros alunos faziam a maior farra.


POV EDWARD

Voltei caminhando calmamente pro hotel, com as mãos nos bolsos. A Bella de vez em quando era muito estranha e confusa. Eu não entendia algumas reações dela. Não queria admitir, mas estava chateado com ela. Pensei que estava tudo bem entre nós dois, mas pelo jeito ela não vê da mesma forma.

Talvez eu também tenha me precipitado, mas agora era hora de me desculpar com ela. Eu não vou deixar ela ficar com raiva de mim por besteira.

Cheguei a entrada do hotel e passei pela porta da sala que tinha sido reservada pra gente. Estava a maior bagunça lá. Parei e olhei pra dentro. Lá tinha um grupo de alunos cantando e dançando e uma Bella com um violão na mão que parecia está comandando a festa toda. Fiquei boquiaberto.

“EDWARD!” ouvi um berro e Julia me puxou pra dentro da sala. Quando Bella me viu, ela me olhou profundamente, mas mesmo assim não parou te tocar.

Em geral, quando estávamos no meio de muitas pessoas ela me ignorava. Só que eu fiquei na duvida se ela estava fazendo isso por que ela queria ou se era por causa da leve discussão que tivemos.

“Vem! Vamos cantar! Genteeee, Edward também canta!” ouvi berrar.

“Uhhuuu!” ouvi gritarem. “Mais um!”

Bella estava em pé na mesinha do centro. Todas as atenções estavam a ela.

Ela desceu discretamente da mesa e continuou fazendo a festa.

“Edward! tem um violão aqui! Toca também.” Ouvi Gerald, um garoto da minha sala aparecer não sei de onde com um violão.

“Não, vocês estão se divertindo sem mim...” comecei.

“Que nada! Vem pra cá.”

Estavam todos conversando e rindo. A musica tinha acabado.

“Não vai me dizer que você não quer tocar com a Isabella? Ahh nem vem com essa historia. O que passou é passado.” Ouvi Vanessa falando.

“Não é nada disso...” comecei novamente, olhando pra Bella que tinha o violão apoiado no pé.

“Então vem pra cá! Vamos Bella, toca outra! Edward, aqui o violão!” falou Gerald me passando o violão.

Ela me olhou, mas não demonstrou que ficaria com raiva caso eu aceitasse. Então peguei o violão e segui pra junto do restante da galera.

Bella colocou seu violão de lado, enquanto eu virava o centro das atenções. Percebi que mesmo assim ela não deixou de rir com os outros e de se divertir.

Ela me olhava discretamente com uma expressão feliz, que me deixou feliz também. Cantei e toquei algumas musicas, acompanhado dos meu colegas agitados e que não pareciam se cansar. Tive uma ideia brilhante de como me desculpar com a Bella.

“Eu queria cantar uma musica, mais pra isso eu precisava de uma voz feminina pra me acompanhar.”

“Ixii Edward. Ferrou então, vei.” Falou Julia. “Aqui todo mundo tem voz de taquara rachada. Bom, menos a Bella.” Ela falou, piscando discretamente. “Ela te ajudaria a cantar perfeitamente. Não é Bella.”

Olhei pra ela, que estava com cara de quê que eu estou fazendo aqui?


,i> POV BELLA

A Julia estava querendo morrer, provavelmente. Todos viraram a cabeça na minha direção.

“Então Bella. Vem, canta com o Edward.” pressionou Julia com um sorriso nos lábios.

“Hãm... eu acho melhor deixar pra outra oportunidade.” Respondi.

“Que nada! Vem logo! Não vai me dizer que você fica com essas besteiras ainda?” ela perguntou, fazendo cara de espantada.

Pronto! A Julia estava morta assim que eu conseguisse sair dessa.

“Sério mesmo. Eu não quero...” comecei.

“Ahh Bella, por favor! Vamos todos juntos pedir pra ela cantar! Por favor! Por favor! Por favor!”

E todos da sala a acompanharam. Senti meu rosto esquentar e a vontade de pular na Julia crescer. Puxei ela pelo braço em um canto.

“O que você pensa que está fazendo?” perguntei irritada.

“Eu sei que você está louca pra ir lá cantar com ele. Larga de besteira. Ninguém vai perceber nada depois da encenação que eu fiz!”

“Eu não vou.” Falei firmemente.”

“Por quê? Está com medinho é? Eu duvido Bella que você vá lá na frente e cante com Edward. Se você for eu faço qualquer coisa!” ela falou.

Eu detestava ser desafiada. Respondi debochadamente.

“Ahh é? Aguarde então Julia.” Falei contornando ela. “Tudo bem. Eu canto!”

Falei alto olhando pra trás, com uma Julia estarrecida, porem com um sorriso nos lábios.

“Qual é a musica?” perguntei no meu tom mais amargo, dirigindo - me a Edward.

“Preciso que você faça a base no violão com as seguintes notas.” Ele falou anotando – as rapidamente em um guardanapo. Sentia os olhares todos em nós. “Creio que você conhece a musica.” Ele falou, já saindo de perto de mim e sentando – se no sofá. Eu o acompanhei e senti – me no sofá defronte. Todos se aglomeraram ao nosso redor.

“Pronta?” ele perguntou. Mandei aquele olhar que eu sabia que ele detestava, mas que também sabia o motivo. Comecei a tocar.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=9zJTwnE-_JY
Tradução
É inegável que devemos ficar juntos
É inacreditável como eu dizia que jamais me apaixonaria
Você precisa saber, se não sabe como eu me sinto
Então deixe-me mostrá-la agora que eu estou falando sério
Se todas as coisas, na hora certa, o tempo revelará
Sim

1: você é como um sonho que se tornou realidade
2: só quero ficar com você
3: Garota, é evidente que você é a única pra mim
4: repita os passos de 1 a 3
5: fazer você se apaixonar por mim
Se algum dia eu achar que meu trabalho está terminado,
Então voltarei para o primeiro passo

É impossível
fingir que posso controlar
O que estou sentindo, é muito forte pra negar
Pra que resistir, se eu sei que você também quer
Sabe que eu não vou seguir sozinha
Você tem as chaves do meu coração

1, você é meu sonho bom

2, eu quero ter você pra mim
3, por muito tempo esperei, preciso ouvir você dizer sim
4, se quer, eu posso repetir
5, o que eu te disse até aqui
A qualquer preço eu quero o seu amor
Só serei feliz assim

Diga adeus para a noite escura
Eu vejo o sol chegando
Eu quero estar ao seu lado baby, pra recomeçar
Você chegou e trouxe vida nova
Para este meu coração solitário
Eu vou seguir feliz
Bem na hora H

1: meu sonho bom
2: só quero ficar com você
3: por muito tempo esperei, preciso ouvir você dizer sim
E 4: repita os passos de 1 a 3
5: fazer você se apaixonar por mim
Se algum dia eu achar que meu trabalho está terminado,
Então voltarei para o primeiro passo

Quase desfaleci quando ouvi a voz linda de Edward cantando aquela musica. Ela já era linda, ficou mais perfeita ainda na voz. Todos na sala estavam calados.

“It's undeniable that we should be together
It's unbelievable, how I used to say that I'd fall never
The basis is need to know.”


Ele era um trapaceiro, mau caráter. ’ Pensei comigo. Aquela musica ia ficar perfeita no nosso tom de voz. Ele cantou sua parte perfeitamente bem, quando chegou na minha, não tive certeza se faria certo.


POV EDWARD

Ela estava tocando maravilhosamente bem, como sempre tocou. Cantei minha parte tentando ficar serio, para que não percebessem nada. Ela gaguejou um pouco no começo, mas como eu imaginava, o tom era perfeito pra voz dela.

Mesmo quando estava nervosa, ela virava o jogo pra si, se tornando muito poderosa.

“É impossível
fingir que posso controlar
O que estou sentindo, é muito forte pra negar
Pra que resistir, se eu sei que você também quer...”

Quando chegou na parte que cantávamos juntos, senti sua voz tremer um pouco, mas mesmo assim ela continuou. Todos nos observavam atentamente.

Quando terminamos, todos aplaudiram. Ela colocou o violão de lado, parecendo envergonhada com a situação, enquanto todos ovacionavam.

“Já que a senhorita Isabella e o senhor Edward terminou o showzinho particular, aconselho que vamos todos pra cama.” Falou o professor de Historia, que estava na porta e ouviu tudo.

Todos se levantaram, sorrindo e desejando boa – noite. Vi Bella escrever rapidamente alguma coisa em um papel, e o colocar firmemente na mão de Julia. Ela saiu e Julia ficou pra trás.

“Uma fã pediu pra te entregar.” Ela falou sorrindo, e apertando minha mão, colocando o papel ali. Sorri.

Nunca pensei que fosse fazer isso.
Tocou muito bem hoje à noite, Edward Cullen.
Creio que terá uma revanche, você nunca mais me fará
Passar por uma situação dessas.
‘ Você tem as chaves do meu coração.’
Te Amo, Bella.


Apertei com força o papel, desejando com todas as forças poder dar um beijo naquela guria estranha que eu tanto amava.

NOTA DA AUTORA: Outro capítulo saindo do forno pra vocês.
Uh OHOHOHoh
Fiquei hiper feliz, espero que gostem do capitulo!
Beijos
*.*
Raphinha Cullen

P.S: Pessoinhas, obrigado mesmo pelos comentarios! Você não sabem o quanto me deixam felizes quando deixam recadinhos tão carinhosos falando da Fic e me cobrando o mais rapido possivel por outro capitulo! Jubs, very thanks por tudo!

Capítulo 34
Plano


POV EDWAD

Depois do showzinho particular, eu estava extremamente feliz. A minha estranha Bella ainda não tinha dado sinal de vida, mas eu queria muito vê-la.

Tomei um banho, cantarolando. Tinha um aviso no BIP: íamos visitar novamente a cidade. Desci rápido para o restaurante, com esperanças de ver a minha Bella.

POV GABRIELLE

Aquelas duas estúpidas ainda estavam dormindo. Levantei silenciosamente. Eu tinha que descobrir os pontos fracos delas. Da estúpida Bella eu já sabia.

Com certeza a madeira velha significava muito pra ela e possuía algum valor sentimental. Agora faltava a galinha de briga. Essa eu ia ter alguma dificuldade.

Precisava descobrir logo; não queria demorar mais para que elas pagassem tudo que haviam feito.

POV BELLA

Eu estava feliz. Acordei com um sol brilhante. A Itália era incrível nesse sentido.

Toda vez que eu acordava e via o sol brilhar radiante era como um jato de energia que percorria o meu corpo.

Eu e Julia tomamos um banho e ficamos conversando no quarto. Eu não tinha falado com Edward. A minha raiva do dia anterior tinha se evaporado no momento em que ele começou a cantar. Foi perfeito e eu ainda estava extasiada. Quando ele queria era u, conquistador excelente.

“Julia, queria falar com Edward. Mas era melhor que ele soubesse logo disso, antes que resolva me seqüestrar novamente.”

“Se ele te seqüestrasse, eu sei que você ia adorar.” Ela falou me cutucando.

“Sim, mas eu não posso ficar deixando ele me seqüestrar. Temos aula.”

“Ahhh sei lá. Se encontram lá no jardim de novo. É calmo e não passa quase ninguém.”

“É...” falei pensativa. “Pode ser.”

“Vamos descer. Se eu encontrar ele, falo pra te encontrar lá. Só que você tem que voltar antes da gente sair.”

“Ta bom. Se você não encontrar ele, me avisa. Vou estar com o celular.”

Ela deu um beijinho no meu rosto e saiu saltitando. Joguei minhas coisas dentro da mochila e desci rapidamente as escadas, passando direto para o jardim.

Sentei no mesmo lugar, abraçando os joelhos, aguardando e tentando ouvir algum movimento perto de mim.

Fechei os olhos.

De repente, senti o calor dos lábios de Edward nos meus. Soltei os joelhos e relaxei, continuando o beijo. Nos separamos.

“Tudo bem?” ele perguntou se jogando na grama e me abraçando.

“Ahãm. Cantou muito bem ontem à noite, Edward Cullen.” Falei repetindo as palavras do bilhete. Ele deu uma risada gostosa e beiju minha bochecha.

“Pensei que você não fosse aceitar. Você interpretou muito bem, principalmente com aquele olhar que me mandou.”

“Tinha que fazer bem o meu papel.”

“Quase me convenceu. Achei que estava realmente com raiva.”

Fiquei calada por alguns instantes.

“Na verdade eu estava mesmo.”

“Por quê?” ele perguntou alisando minha mão.

“Edward, é chato você combinar comigo uma coisa comigo e depois falar que não importa. Não se trata só de você. Eu sei que também não é só sobre mim, só que nos dois aceitamos a situação.”

“O.K. E quanto a estarmos namorando?” ele perguntou. Minha mão caiu de seus cabelos e eu fiquei calada. Ele continuou. “Pensei que estivesse tudo bem entre nós.” Falou insistindo.

“Está!” falei rápido.

“Então qual é o problema?”

“Olha só. Eu vou falar sério com você.” Falei, sentando de frente para ele e olhando no fundo dos seus olhos extremamente lindos. “Eu quero começar do zero, como se nada do que aconteceu tenha realmente acontecido. Eu quero ter a certeza que eu quero mesmo ficar com você. Vamos colocar assim, nos conhecemos e estamos ficando? É, acho que pode ser assim. Então com um tempinho veremos o que acontece.” Falei sorrindo.

Ele me deu um sorriso triste.

“Se você quer assim, tudo bem. Eu aceito. Eu não me esqueci do que te fiz passar, mas eu vou fazer com que você volte a confiar em mim.”

“Mas eu confio!” exclamei pra ele, pegando suas mãos.

“Eu sei. Mas eu quero provar pra você. Quero que você tenha a certeza que quer namorar comigo.”

Olhei pra ele. Ele falou forte e confiante. Soltou suas mãos das minhas, pegou meu rosto e aproximou do seu, enquanto minha mão ia automaticamente para os seus cabelos.

“Vamos voltar antes que a Julia ligue desesperada.” Falei, levantando.


O passeio pela Itália hoje foi muito interessante e divertido. Fomos em alguns museus e praças históricas. Quando voltamos, passamos por um parque e nos sentamos embaixo de várias arvores, enquanto comemos vários salgados, frutas e sucos. Voltamos para o hotel, e o professor passou varias atividades para serem feitas até sexta feira. Graças aos céus que o final de semana estava chegando. Tínhamos permissão para passear pela cidade e não fomos obrigados a ficar no hotel todo o tempo.

Julia já estava pensando em como ocuparia o fim de semana. Eu não tinha muita vontade de acompanhar ela a boates pela noite da Itália ou passar o dia procurando por algum italiano. Então fiz questão de deixar isso bem claro pra ela. A verdade é que eu queria mesmo passar o dia com Edward. Estava maquinando como.


Estava no quarto, com o fone no ouvido, sozinha. A musica estava alta e eu estava dançando e cantarolando (pra mim baixinho) como costumava fazer quando estava em casa.

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Estava perto da minha cama, arrumando toda a bagunça que eu tinha feito durante a semana. Já tinha conseguido enfiar todas as minhas roupas na cômoda. Senti um cutucão e me jogaram na cama. Com o susto, eu fiquei sem reação. Quem me jogou na cama me fazia cócegas, tocando aonde conseguia alcançar. Eu não resisti e explodi em risadas, as minhas risadas mais escandalosas saindo de dentro de mim. Quando consegui me virar, vi que era Julia, que também estava chorando de rir de mim.

“Tu tá ficando louca?” perguntei ofegante, quando consegui respirar.

“Meu Deus Bella! Que risada é essa?” ela perguntou secando os olhos.

“Ué, você chega, me assusta , faz cócegas e quer que eu faça o que?” perguntei.

“Que era aquilo que você estava dançando? E por que quando eu cheguei você estava berrando?”

“Eu estava berrando?” perguntei surpresa. Ui que mico, Isabella! “Deve ser provavelmente os fones que estavam muito altos e eu pensei que só estava cantando baixinho pra mim.”

“Ahh com certeza você estava cantando só pra você. Daqui a pouco aparecem aqui pra perguntar o por quê do berreiro.”

“Ahhh fala sério que não estava tão ruim assim.” Falei rindo. Meu celular tocou.

Uma mensagem.

[Tá tudo bem aí?
Eu ouvi alguém cantando e
Depois uma explosão de risadas...
Edward.]

Foi minha vez de explodir em risadas. Joguei o celular pra Julia, enquanto cai na cama. Ela se juntou ao meu lado, e ficamos as duas bobonas rindo.

“Vamos fazer logo os deveres.” Falei puxando ela.

Batemos a porta do quarto e descemos.

POV Kelfanny

Estava na porta do elevador quando aquelas duas estúpidas saíram do quarto da minha amiga perfeita. Só elas conseguiam estragar o meu dia, estava tudo bem. Continuei lixando minhas unhas como estava fazendo, ignorando completamente a presença delas.

“Te encontro lá embaixo Julia.” Ouvi a estúpida Bella falar enquanto se dirigia as escadas.

“Tá.” Respondeu a outra.

Apareceu um menino e começou a conversar com a galinha de briga. Ele falou alguma coisa engraçada, que Fe os dois começarem a rir. Elevador chegou. Entramos.

“Cadê a Bella?”

“Ahhh, não deve ter chegado nem na metade das escadas ainda. Ela tem pânico em elevadores.

O outro começou a rir.

“Sério? Que estranho. Eu nunca ouvi falar nisso...”

“É... Ela fica muito nervosa e tal...” continuou a galinha.

De repente veio uma ideia mágica.

A estúpida Bella tinha pânico dentro de elevadores! Gentiiii! Pára tudo! Era exatamente disso que a Gabrielle precisava pra terminar de se vingar daquela estúpida!

Um sorriso passou pelo meu rosto per-fei-to! Essa a Gabrielle ia adorar!



Nota da autora: Queridas leitoras!! Muitissimo obrigado por todos os comentários do capitulo anterior! Me deixou MEGA feliz de saber que algumas choraram... Eu também chorei... Uh uheuehuhue... Eu vou tentar fazer a att o mais rápido possivel para que vocês não fiquem na expectativa Ok? Obrigado obrigado obrigado por todo o carinho. A Raphinha aqui tá muito feliz! =D Jubs, thanks por tudo! Sem você meu * baby * com certeza não estaria aqui!

Spoiller do capitulo 35...
"Quando eu olhei pra minha cama, lá estava o que eu tenho certeza ter sido um dia o meu violão. Larguei a toalha no chão e disparei pra minha cama.

Eu peguei o que restava do meu violão. O braço dele estava solto do resto do corpo.

As cordas estavam todas quebradas e retorcidas e o corpo do que foi um dia o meu violão querido estava todo arranhado e perfurado, como se tivessem pegado um canivete e passado por toda a sua superfície.

E onde tinha a estrela de Edward, tinha um buraco e a estrela não estava mais ali. As lagrimas já jorravam do meu rosto enquanto eu o examinava. "

Capítulo 35
Medo e Desespero


POV GABRIELLE

Estava na sala, em uma mesa sozinha, terminando de fazer o trabalho estúpido que o professor tinha passado, quando a Kelfanny chegou toda alvoroçada e sentou-se ao meu lado.

“Gabi, Gabi, você não sabe o que euzinha aqui acaba de descobrir.”

“Ahhh Kelfany, não estou nenhum pouco a fim de saber qual vai ser o próximo garoto que você vai namorar...”

“Mas isso não tem nada a ver...”

“Ahhh sua garotinha chata! Não percebe que eu quero ficar sozinha?”

“Mas é que...” ela se aproximou mais um pouco pra perto de mim. “... a estúpida Bella! Eu descobri uma coisa que você vai adorar!”

Mudei totalmente. De repente uma onda de travessura junto com vingança passou por mim. Puxei a cadeira da Kelfanny pra mais perto.

“Amiiga mais perfeita de todas! O que você descobriu?” perguntei, abaixando ainda mais o tom de voz, e olhando por cima da sua cabeça pra ver quem estava na sala, que poderia nos ouvir. Tinha alguns grupinhos de paspalhões espalhados terminando o exercício.

“Olha só, eu estava descendo pra cá quando a galinha de briga e a estupidazinha saíram do quarto. A idiota foi em direção as escadas, enquanto apareceu outro panaca e ficou conversando com a Julia.” Ela falou em tom de desgosto. “Eu ouvi o garoto perguntando por que a estúpida Bella não tinha ido com eles pelo o elevador. E adivinha?!” ela estava tão eufórica que eu já estava começando a ficar com medo. “A estúpida tem medo de elevadores!” ela gritou e deu um pulo pra trás, com um sorriso de orelha a orelha. Levantei de um salto, coloquei a mão na boca dela, e fiz com que sentasse de novo, ainda olhando pra ver quantas pessoas tinham ouvido. Quem estava na sala nos mandou aquele olhar que sempre mandam, por isso nem se importaram muito.

“Você acredita nisso Gabrielle?! Ela tem medo de elevadores! Pelo o que a galinha falou, ela tem pânico, então seria uma boa maneira de você se vingar...”

Fiquei calada, digerindo a informação.

“Kelfanny, você é ma-ra-vi-lho-sa! Era exatamente disso que eu precisava!” falei. “Ela vai me pagar da maneira que ela tem mais medo. Que maravilha!

“É, eu sei que eu sou demais.” Falou Kelfanny, enquanto enrolava uma mecha do cabelo nos dedos.

“Vem, agora precisamos armar um plano e descobrir alguma coisa da galinha de briga.” Falei, puxando ela da cadeira, e indo em direção aos jardins, onde pudéssemos ficar em paz e conversar sem que ninguém nos escutasse.


POV BELLA

Uhuu!! Final de semana finalmente chegou! Depois de passar a semana inteira acordando cedo, andando, ouvindo reclamações, e fazendo trabalhos, detalhe: com tudo isso acontecendo na Itália, era bom demais levantar mais tarde, enquanto o sol adentrava devagarzinho no quarto, tomar um banho relaxante e ficar fazendo nada.

Foi exatamente isso que eu fiz. Não tinha planejado nada para fazer, mas com certeza eu ia dar umas voltas pela Itália, comer alguma coisa diferente típico da região, ir a um restaurante chique à noite, assistir um filme, ir a Lago di Bolsena*... Enfim, queria me divertir e esse final de semana seria o momento!

Depois de tomar um banho e ver que era 10hs, estava me sentindo inteiramente ativa pra fazer qualquer coisa, e queria que começasse logo. Não ia ter professor, eu ia sair sozinha ou em grupo, só não queria ficar presa naquele hotel.

Parece que Julia tinha acordado no mesmo pique que eu. Então estávamos cantando.

Olhei pra cama da pirralha birrenta, mas ela não estava ali. Se quer tinha ouvido a hora que ela levantou, por isso imaginei que tenha sido muito cedo ou meu sono estava muito pesado.


POV GABRIELLE

Eu tinha acordado cedo. Tá, não era tão cedo assim. As 8 eu estava de pé, afinal ainda faltava descobrir alguma coisa sobre a galinha de briga e a pesquisa ainda não estava completa.

Pensei: vou fuçar agora enquanto elas estão dormindo, alguma coisa superficial, que esteja aqui mesmo, e que tenha a aparência que ela goste.

Provavelmente ela iria sair mais tarde com a estúpida Bella. Quase todos os alunos estavam fazendo planos para passar o dia fora. Então quando ela tivesse ido, eu voltava e a minha caça ia estar completa.

Comecei olhando perto da cama, tomando cuidado pra não acordá-la. Tinha alguns livros, pulseiras, brincos que ela tirava e guardava ali antes de dormir.

Tinha algumas fotos dela com outras pessoas, grudadas em um quadro que ela tinha pendurado na parede, no lugar de outro quadro horrível que era decoração do hotel.

Esse ela tinha largado em uma cadeira vazia, perto da mesinha que ficava ao lado da janela.

Isso não era suficiente! Eu poderia pegar tudo isso, mas tenho certeza que não afetaria ela tanto! Eu tinha que descobrir alguma coisa, e percebi que só poderia concluir minha busca depois que elas saíssem, então foi minha vez de sair do quarto, devagarzinho, e me dirigi ao quarto de Kelfanny.


POV BELLA


Eu e Julia nos arrumamos, sem saber na verdade aonde iríamos. Vesti um short, que estava bem apertado no meu corpo, coloquei uma camiseta folgadinha e com uma estampa legal azul, calcei o tênis e peguei os óculos.

Julia também colocou um short, camiseta e tênis, tudo bem básico, apesar de não sabermos o que iríamos fazer. Arrumamos a mochila e descemos.

Julia estava tão estranhamente contente, que até desceu comigo pelas escadas.

Quando chegamos ao restaurante onde sempre encontrávamos o restante dos alunos, todos estavam vestidos também com roupas leves, como se todos tivessem combinado de sair junto pro mesmo lugar.

Eram no total umas 14 pessoas, incluindo Edward, que como sempre estava lindo, com uma bermuda, camiseta verde e óculos escuros.

Estava o maior auê. Na verdade, não tínhamos combinado ir juntos pra nenhum lugar, mas pelo o jeito estavam decidindo isso.

“Ahhh vamos pra algum clube!” falou uma.

“Não, vamos pro bosque que tem próximo daqui...” falou outro.

“Que bosque que nada. Perto daqui piorou. Vamos o mais longe possível. Eu não agüento mais olhar para as paredes desse hotel.” Falou Julia.

Na verdade, eu concordava com Julia. Eu queria ficar bem longe dali, e voltar só a tardizinha, quando o sol já estivesse se pondo.

“Poderíamos ir a um parque de diversões que tem aqui perto. É mais ou menos uma meia hora de viajem.” Falou Edward.

“É! Vamos todos pra lá então. Parque de diversões sempre tem boas historias pra contar!” entusiasmou-se Julia.

Todos já pularam e abriram largos sorrisos com a ideia. Pegaram as mochilas, que eles levavam dentro algumas coisas, como água, frutas e câmeras. Varias câmeras! Estavam todos dispostos a registrar cada momento da diversão.

Éramos no total de 14 pessoas.

O grupo estava completamente estranho e fazendo muita bagunça. Peguemos um ônibus, que mais parecia aqueles de turismo e de viajem longas. Os flashes das câmeras já disparavam desde aqui.

“Eiita que eu só quero ver a bagunça que vamos fazer lá.” Comentei com Julia.

E começaram a cantar, e eu estava vendo a hora do motorista e do restante do pessoal que estava dentro do ônibus nos expulsarem pela janela.

Quando chegamos, eu agradeci por estar tão disposta. O parque é enooorme!

Vi de longe alguns brinquedos que dali, pareciam pequenos, mas que eu tenho certeza que quando eu chegasse perto ia me surpreender com a altura.

Fomos caminhando e conversando alto. Paramos em alguns lugares para tirar fotos. O dia hoje parecia que ia render.

Tomamos sorvete, enquanto íamos em direção a uma montanha russa.

“Vamos logo! Vem, vamos!” gritavam todos, e todo mundo grudou as mãos para não se perderem um dos outros, enquanto o primeiro da fila puxava correndo e todo mundo corria rindo, passando pelas pessoas.

Quando chegamos na fila da montanha russa, eu tremi na base e senti ficando amarela. Era muiito grande e alto!

“Que foi Bella?” perguntou Julia rindo. “Já está com medo amiga?”

“Júlia, esse treco é enorme.” Falei olhando pra cima, e sem conseguir ver aonde terminava aquele troço.

“Há Há Há. Já está amarelando. Eu sabia que você ia ficar com medo. Eu duvido se você consegue ir Isabella!” começou a cantarolar Julia.

Eu detestava quando me desafiavam.

“Ahhh é? Então vamos ver quem vai amarelar Julia!” falei, passando na frente de todos, e entregando meu bilhete ao cara que estava na entrada. Todos começaram a ovacionar e entraram atrás de mim, escolhendo lugares e se sentando. Eu fiquei bem no meio.

O lugar ao meu lado estava vazio. Julia foi se sentar com Gerald dois bancos atrás do meu. Acabou que quem se sentou ao meu lado foi Edward. Como ainda tinha gente passando pra se sentar, o ignorei completamente e fiz aquela cara de nojo.

As pessoas já estavam meio que acostumadas a Edward ficar correndo atrás de mim e sabiam que eu não dava bola pra ele, então nem estranharam que ele se sentasse ao meu lado.

Dei aquela espiada pra ver se tinha surtido efeito, mas para minha surpresa, ele estava sorrindo alegremente. As grades de proteção abaixaram e ouvi o pessoal gritando.

Meu estomago deu um solavanco quando o brinquedo começou a se movimentar. Edward apertou minha mão.

“Bella, tem certeza que não quer descer?” ouvi Julia gritando, e dando uma gargalhada.

“NÃÃÃAÃÃÃÃÃÃOOOO!!!” respondi gritando e fechando os olhos quando a primeira descida a mais de 110km/h veio. Os gritos saíram enlouquecidos.

Mas o melhor era que eu conseguia identificar alguns outros também, inclusive os de Julia. Eu gritava e ria ao mesmo tempo, e apertava a mão de Edward com força, que gargalhava alto ao meu lado.

Nenhum grito saia da sua boca, apenas grande e altas risadas em meio à multidão de gritos.

O negócio parecia que não ia parar mais nunca. Dava voltas de cabeça pra baixo, caia e eu sentia meu estomago vir na cabeça e voltar pro lugar quando subíamos e descíamos de novo rapidamente.

Tentei abri os olhos, e estávamos em uma posição que dava pra ver o parque todinho dali. Meu coração acelerou mais ainda, eu tornei a fechar os olhos e os gritos não cessaram.

Quando o brinquedo finalmente parou, eu não conseguia sentir minhas pernas.

Tentei soltar a minha mão da de Edward, mas ela não queria descolar. Estavam todos rindo ainda, enquanto as grandes se levantavam.

Eu estava meia zonza e ria muito, parecendo uma maníaca.

“Estão todos bem?” ouvi alguém perguntar.

“Acho que sim.” Respondi. “No momento as minhas pernas estão parecendo marshmallows.”

“Caraca, eu ouvi cada grito que eu nunca pensei que fosse ouvir. Tinha gente gritando tanta coisa, chamando mãe, pedindo perdão pelos pecados...” todo mundo começou a rir, enquanto nos dirigíamos a saída.

“Julia, você está bem?” ouvi Gerald perguntando pra ela, enquanto ela se apoiava nele.

“Há Há Há. Depois ainda fala que eu não ia agüentar...” falei rindo e indo me colocar ao seu lado. Ela estava branquinha, branquinha.

“Acho que vou desmaiar...” e senti o corpo dela ficar mole do meu lado.

Todos pararam e se voltaram pra ela.

“Julia, Julia,” comecei a falar do lado dela. “Água! Traz água pra ela.”

Edward chegou perto de mim e falou:

“Ela não deve ter desmaiado mesmo não. Foi só a aventura que deixou ela meio fraquinha. Vamos levar pra algum lugar que tenha sombra e dar alguma coisa pra ela comer.”

Carregamos ela até um quiosque, mas ela já estava voltando com os sentidos.

“Eeeh amiga. Pensei que eu fosse passar mal” falei rindo quando ela já estava melhor e estavam todos rindo dela.

“É, acho que botei pouca fé em você... Gente, que brinquedo monstro é aquele?”

Todos começamos a rir.

“Já consegue ficar em pé sozinha?” perguntei.

“Já, só quero arrumar algum lugar pra eu comer alguma coisa.”

Algumas pessoas não queriam comer nada e nem ficar paradas, e por enquanto Julia não podia fazer nada assim, apesar dela querer e eu insistir para que ela ficasse quieta.

Então nos separamos em dois grupos. Combinamos de nos encontrar na entrada do parque ás 18hs para podermos voltar para casa, caso a gente não se encontrasse antes.

Trocamos telefones e nos separamos. Edward ficou com a gente e ninguém se surpreendeu com isso.

Gerald também ficou, mas eu tenho quase certeza que ele estava tendo uma quedinha por Julia e mais duas garotas e dois garotos, que eu não conhecia, apenas de vista quando vi algumas vezes eles passarem pela escola, mas pareciam ser legais.

O parque tinha vários quiosques que mais pareciam grandes pátios ao ar livre.

Era cobertos e enormes. Tinha varias mesas e era super agradável e divertido, e tocavam vários tipos de musicas bem alto.

Para qualquer lugar que você olhasse você via pessoas rindo e felizes, coma boca cheia de hambúrgueres e similares. Já estava perto do almoço, então escolhemos um desses, nos sentamos e fizemos o pedido da comida.

Ficou combinado assim, por que ai depois dava um tempo antes de partimos para os outros brinquedos.

Eu adorei! Eu não preciso falar que os flashes disparavam novamente. Fotos espontâneas, da gente comendo batatas fritas, tomando refrigerante, comendo algumas saladas, coisas esquisitas, salgados etc...

Todos juntos, pedindo pra alguém que estava próximo ou passando tirar a foto.

Estava a maior bagunça ali. Quando terminamos, saímos dali e continuamos caminhando, vendo brinquedos que íamos depois da digestão completa.

Sentamos em uma área gramada e ficamos observando. Sentei encostada em uma árvore. Tinha comido muito. Todos estavam ao redor e conversavam, rindo e comentando tudo ao redor.

“Vamos aonde agora?” perguntou Gerald.

“Ahh poderíamos ir no Free Fall – Elevador. Vamos ver se a Julia agüenta dessa vez.” Falou Edward rindo.

“É vamos lá e depois os brinquedos que estiverem perto a gente sai indo em todos.” Falou Carlos, um dos meninos que tinham ficado com o nosso grupo.

Todos concordaram e se deitaram na grama, relaxados, enquanto a gente dava um tempinho de meia hora para podermos voltar as nossas atividades.

QUARENTA MINUTOS DEPOIS...

“AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!” gritei, quando o elevador desceu a mais de 150km/h!

“Uh Uhu! DE NOVO DE NOVO!” ouvi Gerald gritando, enquanto o elevador subia.

Quando ele desceu de novo, os gritos foram todos em uníssono e geral. O brinquedo fez isso umas 5 vezes. Eu já estava perdendo as contas de tudo.

Quando desci do brinquedo, fiquei feliz em saber que não era só eu que estava cambaleando, todos estavam, inclusive Edward.

“Vocês estendem agora o por que do meu medo por elevadores... Só que esse é aberto e mais divertido que um de verdade.” Comentei e todos começaram a rir.

Fomos em todos os brinquedos possíveis.

Andamos de kart, fomos no barco pirata, no castelo do terror.

Fomos pra Big Tower.

“Gente, eu não vou descer isso! É muito alto!” falou Marceli, umas das meninas que tinha ficado. Eu estava já aprendendo o nome de quase todos.

Eu sei que criou a maior discussão e entraram no brinquedo apenas eu, Julia e Edward.

“Se divertindo Bella?” perguntou ele.

“MUITO!” exclamei.

Estava muito contente. Não tinha como nada dar errado nesse dia. Eu estava com pessoas que eu gostava me divertindo a beça.

Quando descemos, os outros tinham decidido irem também, menos Marceli que tinha ido procurar um banheiro e depois se encontrava com a gente ali.

Avisamos que íamos sentar perto das arvores próximo dali. Minhas pernas estavam só o caco e já começavam a protestar.

Julia se sentou e eu deitei em seu colo. Edward sentou ali perto também.

Fechei os olhos, mas ouvi eles conversando ao longe.

[...]

Quando eu abri os olhos, eu estava deitada no colo de Edward.

“Cadê Julia?” perguntei levantando rápido.

“Foi atrás dos outros.”

“Faz tempo?” perguntei.

“Uns 20 minutos.”

Voltei a deitar em seu colo. Ainda estava claro e tinha várias pessoas passando ao redor.

“Já estamos indo?” perguntei.

“Se a Julia encontrá-los logo, sim.” Ele respondeu passando a mão na minha cabeça.

“Por que você não me acordou pra gente ficar conversando?”

“Você parecia estar tão cansada... E mesmo assim você está linda.” Ele respondeu dando o meu sorriso.

“Sei... Mais eu queria estar acordada pra ficar com você.”

“Você está comigo.” Ele falou.

Eu levantei e me sentei entre suas pernas, virando o rosto beijando – o.

Passamos o dia todo apenas se olhando, nada melhor do que um beijo.


POV GABRIELLE

Eu aproveitei que as duas insuportáveis tinham saído com o resto da fubazada, por isso não teria ninguém pra atrapalhar a minha busca pelo quarto e alguma coisa da galinha de briga.

Chamei a Kelfanny e passamos o dia procurando alguma coisa pelo quarto.

Encontrei várias coisas inúteis, como já era de ser esperar.

“Aquela idiota não deve ter nada de interessante aqui Gabrielle.”

“Claro que ela deve ter! Não alguma coisa que nos interesse, mas que seja importante pra ela. Continua procurando.”

Continuamos nessa. Eu já estava cansada. Vai ver ela não tinha trago nada pra viajem que fosse interessante.

Estava procurando dentro da cômoda.

Achei uma caixa grande. Puxei e sentei na cama para ver seu conteúdo. Na tampa tinha um bilhete escrito com o que eu imaginei ser a letra da retardada: “As lembranças mais importantes da minha vida.”

Dentro, tinha várias coisas. Cartas, colares, rosas, fotos e um rolo de papel que parecia aquelas cartas quilométricas que geralmente fãs retardadas mandam para seus artistas preferidos.

Eu comecei a desenrolar e tinha uma foto dela e de uma mulher parecidíssima com ela. No topo da primeira folha estava escrito: “Minha Maior Paixão. Te Amo Mãe!”. Pelo o que eu pude ler no texto, a mãe dela tinha falecido fazia mais ou menos um ano.

Um sorriso passou pelos meus lábios. PERFEITO! Consegui o que eu precisava. Peguei o rolo, tampei a caixa e coloquei no mesmo lugar. Seria como seu eu nunca tivesse mexido em nada.


POV BELLA

Estávamos voltando para o hotel. Dessa vez estavam todos quietos e alguns até hibernados nos bancos do ônibus.

Julia cochilava tranquilamente no meu ombro, enquanto eu e Edward conversávamos por mensagem de celular, mesmo ele estando sentado atrás de mim.

Quando chegamos ao hotel, estavam todos com cara de cansados, porem felizes.

A única coisa que eu queria no momento era um banho bem relaxante e ainda faltava pra minhas pernas se tornarem felizes 5 lances de escadas.

Tratei de acabar logo com isso. Despedi de todos, pedindo pra me passarem as fotos. Julia disse que ia comer antes alguma coisa antes de subir.

Quando eu terminei de subir tudo, abri a porta do quarto, larguei a mochila na cama e passei direto para o banheiro.


POV GABRIELLE

Eu tinha ficado lá embaixo pra ver a hora que eles iam chegar.

Meu plano ia entrar em ação.

Vi a estúpida Bella indo em direção as escadas e a galinha de brigar entrar no restaurante.

Ia tudo dar certo.

Eu já tinha destruído o violão dela. Corri para o elevador. Quando cheguei, entrei no quarto da Kelfanny rapidamente e peguei o que sobrara do violão dela.

Voltei para o nosso quarto. Ela ainda estava banhando. Coloquei o que restou do violão dela em cima da cama.

Na hora que ela saísse do banheiro, era a primeira coisa que ela ia ver.

Sai do quarto, batendo a porta silenciosamente, e fui me posicionar no fim do corredor, perto do elevador.

Se tudo desse certo, o restante do plano ia funcionar perfeitamente.


POV BELLA

Vesti minha roupa ainda dentro do banheiro.

A minha intenção era só cair na cama e dormir.

Vesti meu pijama de calças, por que estava ventando um pouco.

Passei o pente pelo meu cabelo e o deixei solto para que ele secasse. Peguei a toalha. Ia pendurar na cadeira perto da mesa para que secasse.

Abria porta e sai do banheiro.

Quando eu olhei pra minha cama, lá estava o que eu tenho certeza ter sido um dia o meu violão. Larguei a toalha no chão e disparei pra minha cama.

Eu peguei o que restava do meu violão. O braço dele estava solto do resto do corpo.

As cordas estavam todas quebradas e retorcidas e o corpo do que foi um dia o meu violão querido estava todo arranhado e perfurado, como se tivessem pegado um canivete e passado por toda a sua superfície.

E onde tinha a estrela de Edward, tinha um buraco e a estrela não estava mais ali. As lagrimas já jorravam do meu rosto enquanto eu o examinava.

Quem tinha feito aquilo? Com certeza alguém que estava no hotel.

Eu abri a porta e sai correndo pelo corredor, com as lagrimas jorrando muito dos meus olhos.

Eu não sabia onde estava indo, mais o meu choro estava muito alto enquanto eu atravessava o corredor deserto. A porta do elevador estava aberta, mas eu não tinha nenhuma intenção de entrar ali.


POV GABRIELLE

Uhuu!

Ponto pra mim!

Vi aquela estúpida sai correndo e soluçando do quarto.

Eu já tinha apertado o botão do elevador e ele estava aberto na minha frente enquanto ela se aproximava.

O outro elevador do lado sinalizava que tinha alguém subindo e que ia descer bem naquele andar!

Droga! Tinha que ser rápido e ninguém poderia me ver!

Deixei a porta do quarto que eu estava escondida sem saber de quem era aberta.


POV BELLA

“Socorro! Alguém entrou no meu quarto!” Bella tentava gritar, mas mesmo assim não era alto.


POV GABRIELLE

Ela estava de costa, meio desnorteada, com certeza sem saber o que fazer e chorando muito.

Dei um sorriso malvado. Ela estava de costa, passando a mão pelo cabelo, que insistia em cair no seu rosto molhado.

Quando ela se aproximou o bastante, eu a empurrei com tudo dentro do elevador e apertei o botão para o 12ª andar.

Ainda bem que o quarto era bem de frente, por que ela gritou alto, bem na hora que o elevador com Edward e Julia chegava e ouvia tudo.

Ainda bem que eles não me viram.


POV EDWARD

“BELLA!” gritei, mas o elevador já estava subindo os andares. Olhei pra cima pra ver em que andar ia parar e subir correndo pro 12ª andar.


POV BELLA

“NÃÃÃÃO! SOCORRO! ME AJUDEM!” gritei.

Eu batia com força nas paredes do elevador.

Senti meu corpo todo amolecer de novo e o pânico tomou conta de mim.

Aquelas paredes, ninguém comigo, meu violão, aquelas sensação de estar presa...

O grito se juntou ao meu choro, enquanto eu senti que estava desmaiando.


POV EDWARD

Eu estava subindo as escadas enlouquecido.

O que poderia acontecer com uma pessoa que tem pânico em elevador quando ela está dentro de um elevador?

Eu estava confuso e minha cabeça estava a mil enquanto eu pensava.

Quando a porta do elevador se abriu eu vi alguém entrando em um quarto defronte e ouvi o grito da Bella. Eu não tinha que me preocupar agora com isso...

Estava tão preocupado e louco que eu cheguei antes que o elevador tivesse chegado.

Fiquei apertando o botão para que ele parasse no ali. Ainda faltava um andar...

Quando a porta abriu, eu entrei desesperado pra dentro. Puxei ela pra fora do elevador antes que as portas se fechassem novamente.

Ela estava muito branca e um pouco gelada. Peguei seu pulso. Os batimentos estavam fracos. Peguei meu celular e liguei pra Julia.

“Chama uma ambulância urgente! Ela está desmaiada!” gritei. Ouvi seu O.K e a sua voz desesperada.

“Bella, por favor! Acorde! Bella...” falei sussurrando, enquanto seu pescoço mole pendia para o lado. Peguei ela no colo.

Várias pessoas que do andar ouviram meus gritos e saíram para ver o que está acontecendo.

“CHAMA UMA AMBULANCIA! POR FAVOR! ELA ESTÁ DESMAIADA! RÁPIDO!” gritei para as pessoas que estavam por perto, que voltaram pra dentro, deixando as portas do quarto aberta, outras ligando dali mesmo. Senti meus olhos esquentarem.

Fui em direção a escada. Tinha que fazer alguma coisa.

“Harrison, vem cá! Tem uma garota desmaiada!” ouvi uma mulher gritar.

Meu corpo parou na hora. Meu instinto parecia sentir que pela maneira que ela tinha falado era alguém que iria me ajudar. Voltei.

Um homem com uma camiseta branca apareceu e eu corri com ela no meu colo.

“Vem aqui, deita ela.” Ele falou todo profissional.

Coloquei ela de novo no chão, ali mesmo no corredor enquanto várias pessoas se aglomeravam ao redor.

O tal homem chamado Harrison pegou o pulso dela e olhou para um relógio.

“O que aconteceu?” ele perguntou, se dirigindo a mim.

“Ela tem pânico dentro de elevadores. Ela tropeçou por acidente e...” a historia não parecia ser verdadeira nem pra mim que estava contando, quanto mais que eu tinha visto alguém a empurrando elevador adentro. “Como ela está?”

“Temos que levá-la para o hospital. O pulsação está ficando cada vez mais fraca.”

Meu coração despencou. A mulher que tinha gritado por ele já voltava, avisando.

“A ambulância está lá embaixo esperando.”

“Pede pra eles subirem com uma maca.” Ele falou pra mulher, que sinalizou positivamente.

Dentro de menos de 3 minutos apareceram 4 homens vestido de branco e uma maca. Colocaram minha Bella cuidadosamente na maca e imobilizaram seu pescoço, enquanto eu corria atrás deles e do Harrison, que pela maneira como se dirigiu aos paramédicos da ambulância, eu descobrir ser medico também.


POV JULIA

Eu já tinha ligado pra ambulância, assim como Gerald e as outras pessoas que eu não me recordo agora também ligaram. Fui correndo no quarto, para tentar descobrir o porquê dos gritos da Bella.

Quando eu adentrei, eu vi o violão todo destruído ainda em cima da cama dela. Passei a mão pela madeira destruída.

Quem tinha sido o maníaco que havia feito aquilo?

Quando eu olhei pra minha cama, eu vi vários pedaços de papel rasgados. Fui desconfiada ver o que era.

Quando eu cheguei perto, eu vi que eram pedaços da carta que eu tinha feito, com fotos e textos da minha mãe, e a ultima carta que ela tinha escrito pra mim antes de morrer. Me joguei de joelhos e catei cada pedacinho, com as lágrimas nos olhos.

Meu Deus! Quem estava fazendo isso? Levantei e sai correndo pelo corredor, as lagrimas jorrando, caindo com dor, tristeza, raiva, ódio, humilhação...

Eu peguei o elevador e desci soluçando. Queria ver como a Bella estava.

Quando eu cheguei ao saguão do hotel, estava uma muvuca só. Todos queriam saber o que estava acontecendo. Eu senti minhas pernas cederem e eu fiquei de joelhos, com alguns pedaços da carta ainda apertados na minha mão. Edward olhou na minha direção.

“JULIA, O QUE HOUVE?” ele gritou.

Foi quando eu não consegui mais pensar ou falar alguma coisa, meu corpo ficou mole e eu cai, desmaiada, batendo a cabeça.


POV EDWARD

Meu Deus! Tinha alguma coisa acontecendo! Saí correndo e fui em direção a Julia. Bella já estava dentro da ambulância, quando os paramédicos voltaram pra ver o que acontecia com Julia.

“É melhor levá-la também para a ambulância! Vamos todos para o hospital!” gritou um, enquanto abria caminho por entre os curiosos.

Um papel caiu da sua mão enquanto colocavam ela na ambulância.

Colocaram ela em uma maca também, e eu entrei atrás.

[...]

Quando chegamos ao hospital, me fizeram ficar esperando, prometendo que voltariam com noticias assim que tivesse alguma. Os professores estavam ao meu lado, procurando também por noticias. Olhei o papel que caíra da mão de Júlia. Era um pedaço de uma foto que parecia ter sido rasgada que tinha o rosto dela e de uma mulher muito parecida com ela, que eu imaginei ser sua mãe. No verso, tinha a palavra rasgada: mãe.



Capítulo 36
No Hospital


POV EDWARD Eu estava andando de um lado para o outro no corredor do hospital, esperando por noticias que não viam. O grupo de professores estava em um canto, conversando baixinho e me mandando olhares para ver se eu não estava ouvindo. Na verdade, eu não queria saber o que eles fofocavam, cochichavam ou tentavam esconder de mim que não estivesse relacionado com a Bella e Julia.

Já estava ficando irritado com a falta de noticias. Fazia mais de uma hora que elas tinham entrado e ninguém saia pra poder nos informar qualquer coisa! O pedaço da foto que caira da mão de Julia ainda estava apertado na minha.

Estava tudo muito estranho e confuso. Eu queria reordenar meus pensamentos, mas não conseguia entender como o violão e a aquelas fotos tinham sido despedaçadas. Eu não queria julgar e nem culpar ninguém, mas eu só conseguia pensar em uma pessoa que pudesse fazer aquilo.

Nesse momento, o médico que atendeu elas veio em nossa direção e os meus pensamentos se dissiparam.

“Como elas estão?” eu perguntei um pouco grosseiro.

“Bom...” ele começou com aquela voz paciente. “... fizemos alguns exames na Isabella para ver se estava tudo bem com ela...”

“E está?” interrompi.

“Sim. Ela está melhor do que quando chegou.” Ele continuou. “Ela estava acordada até pouco tempo atrás, mas demos um remédio para que ela possa dormir com tranqüilidade durante algum tempo, já que ela gastou muita energia durante o tempo que ficou presa no elevador. Tiramos alguns raios – X para checar se ela não teve nenhuma fratura, principalmente na região da cabeça, mas está tudo O.K.”

“E a Julia?” perguntou o professor de Biologia, que estava com a aparência cansada.

“A situação dela foi um pouco mais complicado, mas nada para se preocupar por ora. Durante o desmaio ela bateu fortemente a cabeça, e criou um pequeno nódulo externo, que era a preocupação, mas ele já está se desfazendo. O grande problema foi o desespero dela. Quando conseguimos acordá-la e fomos fazer os procedimentos para esse tipo de acidente, ela chorou muito, falando algumas palavras desconexas e pedindo pra ir embora, que ela queria uma foto... Não sei... Tivemos que ceda-la. Agora está as duas descansando e amanhã talvez recebam alta.”

Suspirei fundo. Estava tudo bem, por enquanto pelo menos.

“Edward, era melhor que você voltasse para o hotel e...” começou o professor de Biologia.

“Não, Senhor Logan. Eu vou ficar aqui com elas.” Falei firmemente. “Não adianta pedir para eu ir embora.”

Ele suspirou e voltou a conversar com os outros professores. Me sentei em um banco no corredor, colocando as mãos na cabeça e tentando ficar calmo. Alguns professores foram embora, mas ficaram dois, que se sentaram ao meu lado e as vezes iam atrás de noticias. Eu não fechei os olhos. Eu ia me manter acordado, eu iria cuidar da minha Bella. E da Julia também, que tanto me ajudara e que agora eu tinha um carinho especial.

Depois de quase duas horas esperando, finalmente o médico falou que poderíamos entrar.

Quando eu entrei no quarto, meu coração afundou. Elas estavam deitadas em camas uma do lado da outra e muito pálidas. Eu puxei uma cadeira e me sentei ao lado da cama da minha estranha Bella pegando sua mão e apertando fortemente na minha, e fiquei ali. Olhei no relógio. Passavam das duas da manhã. Depois do que pareceu – me uma hora, eu encostei minha cabeça no espaço vazio que tinha na cama e cochilei.

***

Despertei com a mão da Bella mexendo na minha. Quando levantei a cabeça ela estava com os olhos abertos.

“Tudo bem?” perguntei.

“Está sim.” Ela me respondeu com a voz fraca. “Desculpa, eu não queria ter te acordado. Você parece está tão cansado!”

“Faz tempo que você está acordada?” perguntei.

“Não, só há uns 10 minutos.”

“Eu vou chamar o médico pra dar uma olhada em você.” Falei levantando. Ela apertou a minha mão forte, antes de soltá-la.

Procurei o médico, que veio atendê-la prontamente.

“Como se sente Isabella?” ele perguntou.

“Eu estou bem. Só minha cabeça que está um pouco zonza.”

“Sim, isso é normal, vai passar daqui a pouco. Eu vou deixa – la descansar. Por favor, não faça movimentos bruscos e nada de esforços, O.k?”

“Sim.” Ela falou dando um sorriso amarelo.

Ele saiu e eu voltei a agarrar sua mão.

“Você me deu um susto e tanto...” falei olhando em seus olhos lindos e tirando uma mecha do seu cabelo que caia pelo seu rosto.

Ela não respondeu, apenas me olhou e apertou minha mão como se tivesse medo que eu fosse fugir e deixá-la ali.

“Você sabe o que aconteceu com a Julia?” perguntei.

Ela balançou negativamente a cabeça.

“Gostaria de saber?” perguntei.

“Sim.”

Então eu contei o que eu sabia. Vi uma lágrima escorrer pelo seu rosto e a limpei delicadamente.

“Alguém já sabe quem fez isso?” perguntou.

“Ainda não. Na verdade eu não sei. Eu não voltei pro hotel Estou aqui desde a hora em que você chegou. Como você tropeçou Bella?”

“Eu não tropecei.” Ela falou firmemente. “Alguém me empurrou.”

Como eu imaginava. Eu tenho certeza que vi alguém entrando em um quarto.

“Eu vi alguém entrando no quarto depois de te empurrar. Mas eu não consegui ver quem era.”

“Você acha que quem me empurrou fez o mesmo com as coisas de Julia?”

“Eu não sei Bella. Não quero ser injusto com ninguém...”

“Gabrielle né?”

“Não sabemos...”

As lágrimas escorreram da face dela e ela começou a soluçar.

“Ei, não chore. Fique calma. Vai ficar tudo bem. Se foi ela, vamos saber.”

“Edward, que tipo de psicótica ela é? Por que fazer isso com a Julia? Eu não me importo tanto com meu violão, só que era as únicas lembranças que a Julia tinha da mãe!”

Nesse momento, o vulto de Julia se mexeu na cama e nos calamos. Devagar, ela foi abrindo os olhos que estavam com expressão triste, fria e vazia.


POV JULIA

Meus olhos estavam pesados. Talvez tenham me dado algum remédio forte.

Minha cabeça doía um pouco. Tentei lembrar de como fui parar ali e as lagrimas vieram.Eu tinha que recuperar as lembranças que eu tinha da minha mãe! Eu tinha que ir agora! Tentei levantar, mas Edward já estava do meu lado, com a mão no meu ombro.

“Julia, calma! Tá tudo bem...”

“NÃO, NÃO ESTÁ EDWARD! NÃO ADIANTA VIM COM ESSA PSICOLOGIA BARATA PRO MEU LADO! EU QUERO SAIR DAQUI!”

Ele correu para chamar um medico, enquanto eu tentava arrancar alguns tubos que estavam ligados no meu braço. Os médicos apareceram rápido, segurando meus braços.

“Julia, calma, você não pode fazer isso!” falou o Dr. Harrison.

“EU POSSO FAZER O QUE EU QUISER! EU NÃO QUERO FICAR AQUI! EU QUERO IR EMBORA! EU QUERO ESQUECER TUDO! EU QUERO ACABAR COM TUDO!”

“Se você não se acalmar, vamos e obrigados a te dopar novamente.” Falou o medico.

Ela chorava muito, mas agora ia encostando na cama, enquanto a enfermeira que acompanhava o médico recolocava os tubos no lugar.


POV EDWARD

“Você não pode se alterar assim Julia. Você vai fica pior desse jeito.” O medico lhe disse.

Bella me olhava desesperada. Eu não sabia o que fazer naquela situação e Julia continuava a chorar.

“Eu vou pedir para lhe trazerem um calmante.” Ele falou.

“Eu não quero dormir.” Ela falou alto.

“Tudo bem. Esse será apenas para te acalmar mesmo, te deixar tranqüila. Fique calma e sairá rápido daqui.”

Ele saiu junto coma enfermeira.

“Julia...” Bella começou. “Vai ficar tudo bem. Eu prometo pra você...”

“Não vai não Bella. Eu não vou descansar enquanto não descobrir quem fez isso.”

Encontrei os olhos de Bella e balancei a cabeça, pedindo pra ela não comentar nada que estávamos conversando. Fui para o lado dela.

“Julia, vai ficar tudo bem. Vamos saber quem fez isso. Não chora. Tenta se recuperar o mais rápido possível pra podermos ir embora. E aqui...” falei estendendo o pedaço da foto. “... acho que isso é seu.” Falei entregando a foto pra ela.

Ela se desesperou e o choro ficou mais alto.

A dor dela era tão forte que Bella começou a chorar na cama e eu não sabia mais o que fazer! Com cuidado, mais rapidamente peguei sua cabeça e encostei no meu ombro que logo ficou encharcado de lágrimas, enquanto ela soluçava fortemente.



Capítulo 37
Finalmente


As meninas receberam alta no dia seguinte. Não preciso nem falar a auê que o hotel estava, não é? Virou a maior bagunça, pelo o que eu fiquei sabendo, depois que fomos para o hospital. O hotel queria saber quem era o culpado por tudo que tinha acontecido e até a policia foi chamada, pois pensaram em um serial killer ou um psicopata. No fim de tudo, a polícia foi embora e não conseguiu descobrir nada.

Bella já estava melhor, mas Julia continuava do mesmo jeito. O silencio e a tristeza agora era constante.

Eu e Bella tentávamos de todas as maneiras possíveis, faze – la conversar, pra manter a mente ocupada, mas ela simplesmente balançava a cabeça ou vinha com suas respostas monossilábicas.

A pior parte foi quando ela entrou no quarto e viu a caixa ainda ali na cama aberta. Bella estava ao seu lado e a abraçou forte, enquanto ela soluçava no seu ombro. Aquilo tinha afetado ela mais do que era possível imaginar.

Quando eu fui em direção a caixa, para guardar, ela largou Bella e correu não me deixando tirar dali. Ela pegou cada pedacinho de tudo e alisou com carinho.

Foi colocando os pedacinhos em uma ordem na qual só ela entendia, como se quisesse reconstruir tudo que lhe foi tirado. Deixamos ela ali e saímos para o corredor. O momento era intimo demais para que a perturbasse.

Bella me abraçou imediatamente, e ficamos ali, no corredor deserto, unidos como se fossemos apenas um.

***


POV JULIA

A tristeza atravessava meu peito como facas em brasa. Não conseguia entender o motivo pra alguém fazer isso comigo. Tudo bem, as vezes eu poderia ser um pouco chata a até prepotente, mas na maioria das vezes eu era uma pessoa amigável, feliz e educada com todos ao meu redor. Eu só sabia de uma pessoa que me odiava, e que tinha prometido vingança.

Gabrielle...” sussurrei.

Mas eu não queria pensar que ela tivesse feito aquilo comigo e com a Bella.

Dessa vez a surra ia ser pior do que da outra vez. Eu ia acabar com a raça daquela pirralha mandada pelo demônio se ela realmente tivesse feito isso.

Limpei as lágrimas do meu rosto. Eu não poderia fraquejar diante de ninguém.

Eu tinha que me manter forte e tentar me recuperar o mais rápido possível. Eu ia descobrir quem tinha feito isso e eu não queria nem imaginar o que eu seria capaz de fazer.

Eu tinha que tentar me concentrar novamente na escola e perceber que estava ali pra estudar, e por que eu poderia tomar bomba. Todo o meu sofrimento eu ia guardar pra mim e não ia deixar que ninguém percebesse, nem mesmo Bella, que apesar do pouco tempo que a gente se conhecia, temos uma ligação inexplicável. Eu ia voltar a ser a mesma Julia que eu sempre fui. Ninguém nunca nem ia perceber que um dia eu caí.


POV BELLA

“Eu vou entrar e ver como ela está O.K?” falei dando um beijo de leve nos lábios de Edward.

Ele me abraçou com força. Eu não comentei com ele, mas ele não sabia o bem que me fez sentir tendo ficado ao meu lado todo o tempo que eu estive no hospital. Não só pra mim, mas pra Julia também. Ele se mostrou ser capaz de ser, não apenas o namorado que eu quero, mas um amigo para todos os momentos e um homem bom.

“Você sabe que eu vou estar sempre ao seu lado?” ele me perguntou.

“Sei sim. Você nunca vai me deixar não é?”

“Nunca. Eu nunca vou deixar você sozinha.” Ele prometeu, com um sorriso nos lábios e tocando com o indicador a ponta do meu nariz.

“Eu amo você.” Falei me esticando na ponta dos pés e dessa vez lhe dando um beijo digno de tirar o fôlego. Ele colocou a mão na minha cintura, como sempre fazia, me puxando pra mais perto, enquanto eu bagunçava levemente seus cabelos. Dei-lhe um ultimo beijo e entrei.

Julia estava guardando tudo dentro da caixa, o que me surpreendeu. E não estava mais chorando, apesar de seus olhos estarem um pouco inchados.

Quando ela percebeu minha presença, me deu um sorriso fraco, mais sincero, o que eu entendi como um convite para me aproximar.

“Você está melhor?” perguntei.

“Ahãm.” Ela respondeu, fechando a caixa e colocando dessa vez dentro da mala vazia, ao lado da cama dela. “Eu vou ficar bem.” Ela falou se virando e indo me abraçar.

“Eu gosto demais de você pra vê-la sofrer. Promete pra mim que vai tentar ficar bem.” Pedi, quase suplicando.

“É claro que eu vou ficar bem Bella. Vamos tentar esquecer isso e passar bem essa ultima semana aqui. Não precisa ficar preocupada comigo.”

“Você me promete uma coisa?” pedi.

“Qualquer coisa.”

“Que se você precisar mim você vai falar.”

“Eu prometo.” Ela falou sorrindo.

Nos abraçamos e eu senti meu coração um pouco mais leve. Julia era como uma irmã pra mim agora. A irmã que eu nunca tive. Nada seria mais a mesma coisa entre nós depois dessa viagem.

***


POV EDWARD

Eu não sei como Bella iria reagir com os comentários. Todos já sabiam que eu tinha passado o dia no hospital com ela. Me perguntavam se estávamos juntos, mas por prudência, eu apenas balançava a cabeça e nada respondia.

Eu não queria que ela ficasse com raiva de mim por besteiras. Estava tudo indo muito bem entre a gente.

A sala de estudo que foi reservada pra gente estava cheia de alunos que comentavam o ocorrido recente e terminavam as tarefas. A porta se abriu e por ela entraram Bella e Julia. As duas com um rosto um pouco abatido ainda, mas nada muito grave. Em Bella, já dava até pra perceber os pontos do seu rosto que ficam vermelhos voltando. Julia estava com os cabelos soltos, que lhe caiam no rosto pálido como uma cortina, mas pelo menos conversava e dava alguns sorrisos para Bella.

Essa quando me viu, cochichou alguma coisa no ouvido da Julia, que dessa vez abriu um largo e sincero sorriso. Veio caminhando na minha direção, sem desviar o olhar. Eu fiquei parado, esperando ver o que iria acontecer.

Ela se aproximou e eu senti sua mão indo em direção a minha nuca enquanto ela me beijava na frente de todos que estavam na sala. Puxei seu corpo para mais perto do meu, enquanto ouvia assobios por toda a sala.


POV BELLA

“Cansei de ficar escondendo o quanto sou louca por você.” Falei para o meu Edward.

Ele me deu aquele sorriso perfeitamente lindo, enquanto me tirava do chão com um abraço apertado.

“Eu quero você pra sempre.” Ele sussurrou no meu ouvido.

“Eu sei disso.” Confirmei com um sorriso.

Pronto! Agora estava tudo bem entre a gente e eu não precisava mais ficar me escondendo com Edward de ninguém. Ele era meu e agora todos já sabiam.

Olhei pra Julia, que da onde estava piscou pra mim com um sorriso no rosto.

Acho que ela mais do que Edward esperava por esse momento. Edward segurou fortemente minha mão, e eu olhei pra sala lotada, que depois dos assovios, voltavam a sua atividade normal.

Vi Gabrielle sentada em um canto com Kelfanny, apertando a caneta em sua mão fortemente. Ouvi um estralo e ela se partiu em duas. Seus olhos faiscavam em nossa direção. Ela jogou o caderno que estavam em seu colo junto com a caneta despedaçada de lado e veio caminhando em nossa direção.

Vi Edward passar o braço pela minha cintura e se virar para encarar ela. Imitei – o.

“Os coelhinhos resolveram sair da toca foi?” ela falou com sarcasmo.

“Desde quando isso interessa a você?” Edward perguntou.

“ A minha pessoa, nada. Só que já estava ficando chato vocês brincando de esconde – esconde, não é mesmo?”

“Tá com inveja? Nunca conseguiu ninguém que gostasse de você por mais de 10 segundos.” Disparei. “Vamos Edward. Vamos sair daqui.” Falei, virando e indo em direção a porta.

“E a sua amiguinha, está bem?” ela perguntou levantando a sombracelha.

Meu sangue ferveu e eu senti meus braços indo em seu pescoço, mas antes que ele os alcançasse, Edward me segurou.

“Não se atreva a mexer com Julia. Eu juro que eu acabo com você, sua vadiazinha.” Exclamei. Olhei rapidamente pra porta e vi que a expressão de Julia tinha mudado, e que agora ela caminhava pra se juntar a nós.

“Oh, eu estou morrendo de medo!” ela falou fingindo e colocando a mão no peito. “É mesmo Isabella? Mas me conte! Como foi a sua viagem de elevador? Você gostou muito? Foi emocionante? Quer repetir a dose?”

Dessa vez nem Edward conseguiu segurar os meus braços. A minha mão foi com tudo na cara daquela pirralha birrenta dos infernos.

“Não se atreva a mexer com que eu gosto. Eu não estou brincando Gabrielle. Eu acabo com você!” falei, com o rosto já vermelho, enquanto ela segurava a face.

Todos na sala pararam para observar a cena.

“O que está acontecendo aqui Bella?” Julia perguntou.

“Não é nada. Essa pirralha apenas me ofendeu e eu dei o que ela merecia. Não se preocupe.” Falei, pois vi Julia encarando Gabrielle e seu rosto ficando vermelho. “Vem, vamos sair daqui agora!” puxei Julia, antes que as coisas saíssem do controle. Parei na porta, olhei e vi que Edward ainda estava lá.

Ele sinalizou com a cabeça que eu poderia ir.


POV EDWARD

Encarei aquela garota estúpida, fútil, egoísta. Cheguei perto ela e falei:

“Eu sei de tudo que aconteceu Gabrielle. Eu vou conseguir mostrar pra todo mundo que foi você.”

“Eu o quê?” ela perguntou na defensiva.

“Você que destruiu o violão da Bella, a empurrou no elevador e acabou com as coisas da Julia.”

“Você não pode me acusar disso!” ela sibilou.

“Ninguém mais aqui teria algum motivo pra fazer isso, apenas você. E eu vi alguém entrando no quarto que tem de frente com o elevador, eu só não vi quem era. E todas as minhas suspeitas apontam pra você.” Falei. “Você levou uma surra bem dada da Julia, tentou burlar meu namoro com a Bella, não foi convidada para sair com a gente por que a sua presença irrita qualquer cidadão são, e não encontraram suspeitos de ladrões que pudessem ter entrado ou qualquer outra coisa no hotel para fazer isso. E se tivessem entrado, afinal, por que eles iriam querer destruir um violão e as lembranças de alguém?”

“É mesmo? Então prove que as suas suspeitas são verdadeiras!”

“Não se preocupe com isso! Eu não vou descansar enquanto eu não descobrir quem fez isso.” Falei firmemente, saindo da sala, e deixando ela com uma expressão preocupada.



Capítulo 38
Mais Uma Noite Na Itália


POV BELLA

Os professores estavam evitando sair com a gente com medo de novos “ataques”. Então quando tínhamos que pesquisar alguma coisa íamos pro jardim e quando era inevitável a nossa saída, eles alugavam um ônibus e garantiam que todos estivessem dentro. Os professores nos mantinham ocupados e com tarefas durante todo o dia para que não pudéssemos nos meter em confusões, por que, a verdade era que o hotel queria nos expulsar dali. Depois de várias horas de conversas, eles decidiram nos deixar, desde que todos se comprometessem a se comportar. Depois de tudo isso, tivemos que aturar um longo e chato sermão de todos os professores.

A novidade é que Gabrielle finalmente tinha saído do nosso quarto. Julia deu birra, fez escândalos e brigou com todos para que a tirassem do quarto. No fim, tiraram e depois teve outra briga por que ninguém queria aceitá-la em quarto nenhum. Enquanto isso, Gabrielle ficava no corredor com a bagagem dela, com cara de quem ia chorar a qualquer momento por ser desprezada por todos e ninguém querer sua companhia.

Apesar dos acontecimentos recentes, eu nunca tinha conseguido me sentir tão bem quanto eu estava me sentindo na Itália. Finalmente eu estava com Edward! Ahh, era maravilhoso as sensações que aquele garoto conseguia me fazer sentir. Era inexplicável. Parecia que pela as minhas costas estavam todos torcendo para que a gente voltasse. Enquanto eu estava com ele, eu não queria ir embora e não queria que o dia acabasse. Queria continuar ali.

Mas na verdade, eu já estava sentindo um pouco de saudade de casa.

Eu ligava pra Charlie quase todas as noites para falar como eu estava. Ele ficou desesperado quando soube do meu acidente e queria vim imediatamente para cá. Eu o acalmei, falando que estava tudo bem. Ele acreditou em mim, afinal ele já estava acostumado com os acidentes que aconteciam comigo.

Renée nem sonhou com o incidente no elevador! Eu ligava pra ela também, assim que desligava o telefone quando falava com Charlie. Ela fazia um grande interrogatório de como tinha sido o meu dia e às vezes era necessário eu mentir falando que estava ocupada para que ela desligasse.

NO QUARTO BELLA - 2H DA MANHÃ

“Entra logo!” sussurrei para Edward. Ele estava com um sorriso lindo no rosto, uma calça de pijama folgada, uma camisa branca fininha e um prato de brigadeiro nas mãos. Eu estava sozinha no quarto. Julia tinha pegado seu cobertor e descido pra sala de estudos, falando que iria assistir a um filme qualquer. Ela percebeu que fazia horas que eu e Edward estávamos trocando mensagens pelo celular, e com um sorriso nos lábios desceu.

Ele me deu um beijo de tirar o fôlego. Não foi rápido. Foi calmo. Ele foi entreabrindo meus lábios carinhosamente, enquanto explorava cada parte que conseguia da minha boca, com uma mão segurando o prato e a outra pressionando as minhas costas. Senti um arrepio percorrer toda a minha coluna, enquanto ele desenhava com o dedo toda a extensão das minhas costas. As luzes do quarto estavam todas apagadas. A única fonte de luz era do abajur ao lado da minha cama.

Eu o puxei para minha cama, fazendo o sentar encostado na cabeceira e deitei entre suas pernas, encostando a cabeça em seu peito, enquanto passava o dedo mindinho no prato com brigadeiro, e o levava a boca, suspirando.

“Você não sabe o quanto eu queria comer isso.” Falei colocando o prato nas minhas pernas.

“É, eu imaginei que você quisesse comer alguma coisa nutritiva às 2 da manhã.” Ele falou rindo.

“Eu por algum acaso já falei que te amo hoje?” perguntei, olhando pra ele, fazendo cara de intrigada e com o dedo na boca ainda.

“Hoje ainda não. Por que agora são 2 da manhã. Mas ontem com certeza você falou.” Ele falou com os olhos brilhando.

“Eu amo você!” falei lhe dando um leve beijo. Ele segurou meu rosto mais próximo do seu e sugou meu lábio inferior, enquanto minha mão ia para sua nuca, puxando levemente os cabelos próximos aquela região. Com dificuldade pra respirar, puxei o rosto. Meu corpo estava esquentando e o prato deslizando do meu colo para o chão.

“Opaaa.” Falei segurando, antes que caísse. Ele deu um sorrisinho malicioso.

“Você acha que Julia vai voltar pro quarto hoje ainda?” ele me perguntou se fingindo de desinteressado, enquanto passava o dedo pelo prato e o levava a boca.

“Hummm... Por quê?” perguntei.

“Nada, é que eu tenho alguns planos pra essa noite.”

“Eu poderia saber quais são?”

“Você vai saber. Você é a personagem principal do plano.” Ele falou, passando o dedo pelo prato novamente e dessa vez tocando a ponta do meu nariz com o dedo sujo de brigadeiro. Ele aproximou o rosto e eu fechei os olhos, enquanto ele dava um beijo ali, tirando todo o brigadeiro, depois beijando a minha face, minhas bochechas, minhas pálpebras fechadas com carinho, enquanto suas mãos deslizavam pelas laterais do meu corpo. Sua boca foi percorrendo meu pescoço deixando um caminho quente por onde passava, enquanto eu me encolhia com os seus toques.

Sua boca foi parar na minha orelha, onde ele dava pequenas mordidas, que me fazia suspirar. Ele tirou o prato do meu colo, por que estava quase caindo novamente, e colocou no chão. Meu corpo estava mole. Abri meus olhos desesperada que ele pudesse parar. Ele saiu de trás de mim e me deitou na cama, com o corpo por cima de mim. Os beijos se tornaram mais urgentes, enquanto a minha mão pressionava o seu corpo mais para perto do meu por dentro da camisa. Seu corpo parecia está tão quente quanto o meu.

Eu não conseguia pensar em nada. Estava muito concentrada nos detalhes da mão dele percorrendo o meu corpo pra imaginar que alguém poderia entrar ali.

Sua mão subia pela minha perna, desde o meu joelho até a minha cintura. Beijei – o com crescente desespero, como se houvesse alguma motivo para isso. Minha mão apertava, puxava fortemente seus cabelos, e eu me perguntei se estava machucando. Senti ele levantando a minha blusa, e deixa que ela escorregasse sem dificuldade do meu corpo, enquanto ele sorria maliciosamente no meu ouvido. Levantei a dele também, que assim como a minha, parecia não querer ficar no corpo.

Ele se inclinou e beijou o meu ombro, deixando um rastro em meu pescoço, por onde seus lábios passavam. Ele subiu os beijos até encontrar o nódulo da minha orelha, puxando – o levemente e sussurrando “Eu te amo”. Senti meu corpo estremecer. Depois disso, as sensações aumentaram e só nos dois sabíamos o porquê. Nossas respirações estavam descompassadas.

Eu nunca tinha me sentindo tão dependente de alguém. Com um ultimo suspiro, me entreguei completamente para aquele homem que eu amava imensamente.

***

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=cnsS4DjquWg
Brian McNight – Você é a Única Para Mim

La la lla la la la la
La la
La la la la la la
La la lla la la la la
La la
La la la la la la

Você diz que tem visto coisas demais,
Isso acaba sendo bom demais para ser verdade.
Contra sua melhor decisão, abriu seu coração,
Até que você descobriu a piada que estava em você.
Olhando de fora no resto de nossas vidas,
Se vamos estar juntos ou separados
Sobre o único modo que eu conheço de como voltar,
É certa a direção do meu coração.

Eu quero você agora,
Eu te mostrarei como eu posso ser o homem que você precisa que eu seja
Eu dei voltas,
Mas agora descobri
Que você é a única para mim.

Diga que você nunca cairá novamente
Que você não se sujeitará a tal dor.
Se você me der meia chance eu
Nunca deixarei você ficar na chuva
Mas se você acha que eu poderia olhar em seu rosto e mentir
Então vá embora atravesse meu coração,
Garota eu cuido de você e quando eu olho em seus olhos eu
Tenho que dizer...

Eu quero você agora,
Eu te mostrarei como eu posso ser o homem que você precisa que eu seja.
Eu dei voltas,
Mas agora descobri
Que você é a única para mim.
Eu preciso de você assim e
Eu não posso deixá-la ir.
Vou ser tudo que eu posso ser.
Eu quero você ainda
Eu sempre vou querer
Porque você é a única para mim.

La la lla la la la la
La la
La la la la la la
La la lla la la la la
La La
La la la la la la

Eu quero você agora
Eu te mostrarei como eu posso ser o homem que você precisa que eu seja.
Eu dei voltas,
Mas agora eu descobri
Que você é a única para mim.
Eu preciso de você assim e
Eu não posso deixá-la ir.
Vou ser tudo que eu posso ser.
Eu quero você ainda
Eu sempre vou querer
Porque você é a única para mim.

Acordei com a minha cabeça encostada em seu peito, me sentindo o ser mais feliz que existia. Ele cantarolava uma musica baixinho, perto do meu ouvido.

“Eu quero você agora,
Eu te mostrarei como eu posso ser o homem que você precisa que eu seja
Eu dei voltas,
Mas agora descobri
Que você é a única para mim.”


“Que lindo.” Sussurrei.

“Você é linda.”

“Quantas horas?” perguntei.

“Agora, nesse exato momento são...” ele falou, procurando o meu celular perto do abajur. “...4h30min.”

“Aiim meu Deus. E Julia? Será que ainda está lá embaixo?” perguntei, com peso na consciência.

“Provavelmente. Ela levou o celular? Liga pra ela.” Ele falou estendendo o meu.

O celular tocou várias vezes e ninguém atendeu. Tentei de novo.

“Alô?! Por que você está me ligando exatamente agora?” ouvi ela resmungar.

Reprimi uma risada.

“Julia, sou eu Bella. Você ainda está ai embaixo? Desculpa por não ter te chamado de volta e ...”

“Ahhh Bella. Eu sei o que você estava fazendo por isso não venha se desculpar agora.” Ela falou com a voz de quem estava completamente acordada, sorrindo.

“A minha noite não foi nada mal também não. Daqui a pouco eu subo. Vou dar um tempo para o Edward se vestir. Bye.” Ela falou desligando o telefone.

Edward deu um sorriso gostoso.

“É melhor eu ir.” Ele falou levantando e vestindo as roupas.

“O que ela quis dizer com ‘ a minha noite não foi nada mal’?” perguntei, sentada, envolvida pelo cobertor.

“Não sei, mas depois você vai ter que me contar.” Ele falou me dando um ultimo beijo, e saindo do quarto, me deixando ali, com um sorriso nos lábios.



Capítulo 39
O Italiano e o Convite


Depois de uns 10 minutos que Edward tinha saído, eu ouvi a porta do quarto se abrindo e Julia entrando por ela, cantarolando uma canção. Eu estava no banheiro tomando um banho quente, mas deixei a porta entreaberta para que ela pudesse entrar, e assim ela fez.

“Então...” falei de dentro do box. “... pode começar a me contar tudo! Quer historia é essa de que a minha noite não foi nada mal, eim?”

Ouvi a risada gostosa que ela deu.

“Bom, eu sabia que você queria ficar a sós com o Edward, principalmente depois de vocês terem feito ‘as pazes’. Então eu fui e fiquei deitada no sofá da sala de estudos assistindo um filme que estava passando.” Ela falou.

Vesti meu roupão, coloquei a toalha na cabeça e saí, com um sorriso no rosto.

Ela ainda estava com o cobertor em volta do corpo, sentada no chão, perto da porta, com os olhinhos brilhando felizes.

“Vem, continua lá na cama.” Puxei ela pelo braço, enquanto a empurrava na cama, sentando de frente pra ela. “Continua!”

*INICIO FLASHBACK*

POV JULIA

Estava sem sono e não tinha nada pra fazer. Até o filme que estava passando não me agradava. Estava beliscando uns biscoitinhos que tinha sobre a mesa, andando pela sala, vendo aqueles quadros horríveis.

“Nossa, como alguém pode colocar um quadro desses aqui?” falei alto, já que não tinha ninguém na sala, além de mim. Sentei de novo no sofá e suspirei alto. Ouvi um limpar de garganta atrás de mim e me virei, olhando pra cima, vendo o meu italiano perfeito parado ali, com um sorriso nos lábios, aqueles cabelos loiros levemente bagunçados, aquela boca rosada que estava implorando por um beijo meu...

Esqueci de como respirava, enquanto ainda mirava aquele homem lindo, alto, com os olhos que caiam para o tom de uma esmeralda, parado ali, na minha frente, me olhando... Ahhhhhh REAGE JULIA!

“Tudo bem com você?” ele perguntou. A voz... A voz... Meu Deus! Que voz era aquela? Um pouco rouca, grossa, mas musical e gentil ao mesmo tempo. Eu estava tendo um ataque. Tentei respirar novamente, com um pouco de dificuldade.

“Si – im... Ahãm... Sim. Está tudo bem comigo.”

“Eu poderia te acompanhar por essa madrugada?” Ele perguntou. “Eu também estou sem sono.”

My God! Socorro! Tudo nele ficava lindo. Aquela voz, com aquele sotaquizinho italiano acabou com o meu coração. Quase desfaleci.

“Você quer se sentar aqui?” Perguntei intrigada.

“Sim, só se não tiver problema nenhum par...”

“Não tem problema não!” exclamei. Ele deu um sorriso. “Pode sentar aqui!” falei, puxando o cobertor, e deixando um espaço no sofá para que ele se sentasse. Com certeza eu estava sonhando, e de manhã tudo estaria acabado. Mas por enquanto eu ia aproveitar.

“Então, o que você faz por aqui? Está viajando?” ele perguntou.

“Na verdade eu estou estudando. Uma viagem com a minha turma da escola.” Falei sorrindo, e com os olhos grudados no rosto dele. “E você? Eu te vi aqui no primeiro dia que eu cheguei, mas depois você desapareceu.”

Ele deu uma gargalhada gostosa.

“Era pra eu estar hospedado em outro hotel na verdade, só que houve uma pequena confusão, esqueceram de deixar meu quarto reservado e não tinha lugar pra mim.” ele falou. “Você tem certeza que quer saber isso?” ele perguntou, me dando um sorriso, e mostrando todos os dentes brancos e perfeitos que tinha.

“Com certeza.” Falei, me arrumando no sofá e sentando com as pernas cruzadas de frente pra ele. Eu não sei por que eu estava fazendo isso. Eu deveria estar horrível! Meu cabelo estava todo puxado pra trás, amarrado em um coque mal feito e a minha franja insistia em cair sobre os meus olhos.

Estava com uma camiseta rosa que eu gostava de dormir escrito “Bom Sonho” na frente e a calça do pijama branca, e uma meia colorida que eu tinha roubado da Bella.

“Então o único hotel que tinha um quarto disponível era esse. Eu cheguei pela manhã, com meu amigo. Dormimos em uma pousada.”

“E você está aqui fazendo o quê? Passando as férias?” perguntei.

“Quem me dera. Estou a trabalho.” Ele respondeu.

“Você trabalha no quê?” perguntei levemente curiosa.

“É uma coisa pequena. Eu herdei dos meus pais toda a nossa empresa de restaurantes. Então eu vim aqui, pois queria estender o restaurante pra Itália. Na verdade, é por que eu quero me mudar pra cá também.”

“Nossa, dono de restaurantes... Você me parece ser jovem pra isso. Quantos anos você tem?” perguntei. Meu rosto esquentou na hora e eu lembrei como era mal educado perguntar a idade das pessoas.

Ele sorriu. Ele era perfeito. E só ficava rindo das besteiras que eu falava.

“Desculpa... Não precisa responder eu só...”

“Não tem problemas.” Ele falou. “Eu tenho 24 anos. É, um pouco novo eu sei...” ele falou diante da minha expressão surpresa. “ para estar administrando restaurantes, mas depois que os meus pais morreram, meu irmão caiu no mundo e não tinha quem cuidasse. Então eu resolvi tomar conta de tudo.” Ele falou.

Percebi a maneira como ele falou dos pais. Seu rosto ficou branco levemente e ele deu um sorriso triste.

“Mas então...” falei, para que pudéssemos sair daquela conversa constrangedora. “Aí você veio pra cá...”

“Sim, eu me hospedei aqui. Fiquei procurando um lugar grande o bastante para abrigar meu futuro restaurante e encontrei. Agora eu só preciso encontrar a casa.” Ele falou dando um largo sorriso e parecendo contentíssimo.

“E você mora onde mesmo? Já que você disse que não é daqui...”

“Na verdade, eu nasci e fui criado em Verona, mas quero vim mesmo pra capital.” Ele respondeu.

“Você tem filhos?” perguntei.

Ele me olhou com uma expressão assustada e eu corei.

“Aiim... Me desculpa. Eu não quero ser indiscreta, mas é por que quando eu vou pensar, já falei!” exclamei.

“Eu não sou casado, quanto mais ter filhos!” ele respondeu rindo, e pegando a minha mão. “E eu adoro esse seu jeitinho espontâneo.”

“Ahhh.” Foi o que eu consegui falar. Entrei em transe. Meu coração palpitava alto com o toque da sua mão na minha e meu rosto estava vermelho, disso eu tinha certeza. Ele me olhava.

Eu também olhava em seus olhos, e quando não, ficava tentando memorizar cada parte daquele rosto. Pigarreei alto, e puxei a mão. Droga! Saí do transe.

“E você? Mora aonde? Vai ficar por muito tempo ainda?” ele perguntou.

Comecei a falar. Conversar com ele era fácil demais. Ele me enchia de perguntas e ria toda vez que eu falava alguma coisa tosca. Nos conhecemos e era maravilhoso. Eu também perguntava sobre ele.

Ele me respondia, mas eu tive a impressão que ele queria que eu falasse, não ele. Ele estava ali apenas para saber sobre mim.

“O QUÊ?!” exclamei alto. “Você tem 20 restaurantes?! Grande pequeno negócio esse seu eim?” falei, puxando impaciente a franja pra detrás da orelha. “Deve dar uma trabalheira danada administrar tudo isso sozinho.”

“Um pouco. Por isso que eu entrei com um negocio em conjunto. Você lembra daquele homem que me acompanhava na primeira vez que você me viu?” ele perguntou. Eu confirmei.

“Então, fechamos negocio e ele entrou como meu sócio. Ele é um amigo meu e chefe de cozinha. Ele estava desempregado, então eu quis oferecer essa oportunidade a ele.”

Enquanto ele falava e não estava olhando pra mim, eu observava seu corpo.

Mesmo sobre a camiseta vermelha que usava não dava pra negar o físico que tinha. Seus braços eram fortes e malhados, suas pernas grossas e por debaixo daquelas calças jeans com certeza devia ser tudo de mais atlético.

“Você vem sempre aqui?” ele perguntou. Olhamos um pro outro e caímos na gargalhada. Ele estava apenas se referindo a eu estar as 3 da manhã sentada na sala de estudos, sozinha. E reclamando dos quadros horríveis. “Acho que essa é uma pergunta de quando estamos dando em cima de alguém.”

“Sim, com certeza que é isso. E não. Eu perdi o sono e desci pra cá. Na verdade, eu não perdi bem o sono. Minha amiga queria levar o namorado dela no quarto, então eu caí fora pra dar um pouco de privacidade pra eles.”

Respondi feliz. Eu estava já pensando em como Bella iria me pagar pela noite mal dormida, mas eu teria era que agradece – la. “E você, vem sempre aqui?” perguntei, com um sorriso nos lábios.

“Você está dando em cima de mim?” ele perguntou, fazendo uma expressão curiosa e divertida.

“Por quê? Você iria deixar se eu tentasse?” perguntei.

“ Claro, se você quiser fazer qualquer coisa comigo, pode fazer que eu deixo.” Ele respondeu sedutor, colocando a minha franja atrás da orelha. Dessa vez ela ficou, caindo só pequenas mechinha pela minha testa.

Não esperava que ele respondesse dessa maneira. Meu coração deu um salto que eu achei impossível que ele não tivesse percebido. “E na verdade, eu ia sair pra dar uma volta pela cidade. Por isso estou vestido assim.” Ele falou mostrando o corpo.

Agora sim eu entendia o porquê das roupas.

“E eu aqui te atrapalhando. Se você quiser ir, tudo bem. Acho que vou ficar por aqui mesmo.” Falei.

“Não, eu nunca iria encontrar uma mulher como você lá fora. Pra te falar a verdade, eu estava te procurando.” Ele falou, passando a mão pelo o meu rosto. Eu não podia fazer nada!

“Serio?” perguntei coma voz fraquinha.

“Sim, desde o dia que te vi que não consegui esquecer o seu rosto...” ele falou passando a mão ali, enquanto meus olhos se fechavam. “... do tom do seu cabelo...” ele falou, alisando minha cabeça, tocando meus cabelos. “... o brilho dos seus olhos e a sua boca linda.”

Minha respiração pifou de vez. É. Eu realmente estava sonhando.

Senti seu rosto se aproximando do meu. Eu não iria me afastar! De maneira nenhuma! Ele parou perto do meu rosto, com medo que eu recuasse. Abri meus olhos. O seu rosto estava mais perto do que eu imaginava. Minha mão foi levemente para sua nuca, forçando sua cabeça a se aproximar mais do meu rosto. Meus olhos se fecharam outra vez.

Ele roçou levemente seus lábios nos meus, como se tivesse apenas sentindo o aroma deles através daqueles pequenos toques. Eu queria sentir logo a boca dele na minha, mas pacientemente esperei. Era sedutora a maneira como ele fazia aquilo. Sua mão ainda estava em meu rosto. Então ao mesmo tempo, como se tivéssemos combinado, puxamos o rosto um do outro para mais perto, e nos beijamos.

Foi o melhor beijo da minha vida. Os lábios dele eram quentes, e ele começou devagar, com se estivesse saboreando cada toque. Eu estava em êxtase. Meus lábios foram entreabrindo, enquanto ele mordiscava meu lábio inferior, me fazendo suspirar.

Então, nós beijamos fortemente e eu senti toda a textura da boca daquele homem lindo. Eu não queria que acabasse nunca! Eu queria ficar ali, sentindo cada toque, mas já estava quase sem conseguir respirar direito. Eu não iria ceder, e ele pela maneira, também não. Os beijos foram se tornando mais urgentes.

A mão dele passava já por dentro do cobertor, apertando fortemente as minhas costas. Quando eu suspirei um pouquinho mais alto, ele afastou o rosto do meu, com um sorriso malicioso, porem carinhoso.

“Acho que temos que nos controlar...” ele falou. Minha respiração estava descompassada. A dele também.

“Sim. Antes que alguém veja.” Falei, respirando fundo, tentando acalmar os batimentos do meu coração.

“Você está vermelha...” ele falou rindo, passando os dedos pelas minhas bochechas.

“Você nem deve imaginar o porquê né?” falei rindo.

Ele me puxou para mais perto dele e eu me encostei em seu peito e ficamos ali, olhando um nos olhos dos outros, e dando pequenos beijos.

*FIM DE FLASHBACK*

“Então, você me liga, estragando tudo.” Falei pra Bella.

“Ahhhh amiga! Que perfeito! Ahh, desculpa!” falei rindo. “E vocês vão se ver amanhã?” perguntei eufórica.

“Eu não sei. Não combinamos nada. Mas vai saber né?” ela falou rindo. “Eu vou dar um pequeno cochilo aqui, ou não agüentarei assistir as aulas.”

“Eu também. Vou colocar o relógio pra despertar o.k?”

“Ahãm.” Ela falou já caindo na cama.

***

Dormimos até as 7. Quando descemos, já estavam todos no restaurante, tomando café da manhã. Nos aproximamos da mesa em que Edward estava sentando, com um sorriso lindo no rosto.

“Dormiu bem?” ele perguntou, com um tom de riso na voz, me dando um leve beijo.

“Maravilhosamente.”

“Ahhh gente! Pára com isso né? Vocês não querem que eu fique aqui ouvindo esse tipo de coisa, não é mesmo?” Julia, exclamou, fazendo cara de ofendida.

“Eu também acho que ela não tem que ouvir isso.” Falou a voz desconhecida para mim pelo menos, do que eu tenho certeza ser o italiano da Julia. Levantei os olhos, enquanto Julia, que estava levando o pão à boca, ficou estática. Ele começou a rir.

“Bom – dia a todos.” Ele falou. “Acho que não me apresentei. Meu nome é Marcus.” Ele falou estendendo a mão para mim e depois para Edward. “Posso me sentar com vocês?” ele perguntou.

“Po – pode.” Julia conseguiu falar.

“Bom - dia pra você também Julia.” Ele falou dando um leve beijo em seus lábios, que me fez arregalar os olhos surpresa. Julia parecia estar tão surpresa quanto eu. Deu um sorriso radiante. “Como passou o resto da noite mal dormida?” ele falou, acariciando – lhe o rosto.

“Bem.” E ficaram ali se olhando, com se não tivesse mais ninguém ao redor.

Olhei pra Edward, pra ver o que faríamos. Parecia que estávamos assistindo uma cena pornográfica. Era muito intimo eles dois ali, e eu sentia como se estivesse atrapalhando. Ele apenas sorriu e levantou os ombros.

“A – hãm.” Fiz, fingindo limpar a garganta. Funcionou. Eles pareceram ter saído do transe. “Edward, o que vamos fazer hoje?” perguntei.

“Os professores ainda não falaram nada, talvez fiquemos por aqui mesmo.”

Terminamos de comer, e nos dirigimos a sala de estudos. Antes disso, Marcus deixou Julia na porta da sala e lhe deu um beijo, que eu, de onde estava, senti ela perdendo o fôlego. Todos ao redor olhavam. Gabrielle inclusive, com aquela cara de tacho amassada.

Tínhamos que fazer várias pesquisas e apresentar um seminário. Era o trabalho final e era tudo sobre o que a gente tinha visto, visitado, conhecido etc. da Itália. Eu e Julia nos apressamos a começar a fazer. Pegamos o notebook dela e olhamos todas as fotos que tínhamos tirado, escolhendo algumas para que fossem apresentadas. Foi bom por que relembramos todos os momentos legais que passamos ali. Pena que a viagem já estava acabando. Dentro de 4 dias eu estaria em Forks novamente.

“Swan, Cullen!” o professor de História falou da porta. Eu me virei. “Gostaria de ter uma conversa com os senhores, em particular.”

Me corpo esfriou. Será que ele tinha descoberto que Edward passou a noite em meu quarto? Edward olhou pra mim, me dando confiança. Julia acenou e sussurrou no meu ouvido baixinho: “Vai ficar tudo bem.”

Saímos e o professor nos levou novamente ao restaurante e pediu para que aguardássemos, sentados perto das janelas, em um canto calmo e tranquilo, onde não tinha muito movimento.

Olhei assustada pra Edward, mas ele apenas balançou a cabeça. “Não tem motivos para você ficar assim. Tenta se acalmar que você esta com cara de culpa.”

Comecei a respirar fundo, tentando acalmar os descompassos do meu coração. Olhei pra porta e vi o professor acompanhado do que eu lembrei ser o gerente do hotel. Dessa vez eu senti minha pressão cair. Segurei a mão de Edward fortemente e pensei: FUDEU!

“Bom – dia aos senhores.” O gerente falou. Respondi com o que restava da minha voz. Edward, no entanto, calmo e tranquilamente.

“Eu vou deixar vocês conversarem. Depois eu retorno para ver o resultado.” Falou o professor de Historia enigmático. Então eu comecei a pensar que talvez estivéssemos ali por outro motivo.

“Bom, deixa eu me apresentar a vocês. Meu nome é Deivison. Eu sou gerente daqui, como provavelmente vocês sabem.” Ele falou com um sorriso nos lábios. “E estou aqui, por que eu gostaria que vocês ouvissem um convite que tenho a fazer pra vocês. Não precisam me responder agora, apenas ouçam.” Ele falou com um sorriso. Olhei pra Edward e confirmamos juntos. Ele continuou.

“Então, todo ano nessa época, nos fazemos uma festa para nossos hospedes. Por quê? É a temporada em que mais se tem turistas visitando a Itália, então fazemos como uma forma de festejar e arrecadar lucros.” Ele falou sorridente. “Ficamos sabendo por alguns clientes que ouviram vocês cantando na sala em que foi reservado e elogiando muito duas pessoas. Procuramos saber quem era e chegamos nesse ponto. Eu me sentiria muito honrado se vocês aceitassem cantar durante a festa.”

“O quê?” exclamei.

Ele me deu um olhar desapontado, abaixando a cabeça.

“Claro que cantamos!” Edward falou e o gerente levantou a cabeça animado.

“Sério? Que maravilha!”

“O quê?? Edward, você está ficando...” comecei mas ele me interrompeu de novo.

“Bom, temos apenas que organizar algumas coisas. E qual seria o tema da festa?” ele perguntou.

“Bom, pensamos em fazer Cassino Royale.”

“Ótima ideia!” Edward falou. “Vamos nos organizar e então conversamos com você!” ele falou apertando a mão do Deivison.

“Ahh sim. Não se preocupem que vamos pagar vocês também!”

“O.K!” ele respondeu sorridente. Eu estava completamente pasma. Edward conversava alguns detalhes com o gerente e nem me dava ideia. Eu ficava olhando de um lado para outro.

“Então, nos encontramos por aí!” ele falou levantando da mesa e nos deixando sozinhos.

“Você está ficando louco?” perguntei.

“Claro que não! Vai ser maravilhoso Bella!”

Você poderia me responder como eu vou tocar alguma porcaria quando o que resta do meu violão é só farelo de madeira?

Ele me abraçou.

“Não se preocupa. Nos vamos arrumar isso. Vem, vamos voltar e terminar aquele trabalho logo, por que temos muito a fazer!” ele falou, me puxando pela mão, enquanto voltávamos para a sala de estudos.



Capítulo 40
Fazendo Compras

POV EDWARD


Eu tinha que conseguir achar provas do que Gabrielle tinha feito. Eu ficava pensando, pensando, pensando, mas realmente eu não conseguia ver uma maneira dela ter feito isso. Na verdade, eu via varias maneiras, só não conseguia ver como Gabrielle se encaixava nelas.

Ao mesmo tempo, ela mesma se entregava, pois ficava olhando desconfiada pra mim, às vezes até tentando seguir meus passos para ver o que eu estava fazendo. Eu tinha a plena certeza que ela tinha participação ativa no que tinha ocorrido, agora era só provar.

No entanto, eu tinha alguns outros probleminhas a resolver. Exemplo? O violão da Bella.

Eu sempre quis dar um violão pra ela, e eu não via oportunidade perfeita para isso. Eu não sei como ela vai reagir, mas espero que ela goste. Agora eu tinha que ver como sair para escolher um pra ela. Eu também queria fazer uma surpresa pra ela. Eu quero que ela seja a mulher mais lindo a desfilar no dia da festa, e para isso eu mesmo ia garantir que isso acontecesse.


POV BELLA
Quarta-feira – Manhã


Acordei disposta. Hoje era dia da apresentação dos trabalhos, e eu e Julia estávamos confiantes com o nosso. Eu pedi para o professor adiantar um pouco já que agora eu tinha que ensaiar com o Edward algumas músicas.

Eu estava hiper nervosa, pois íamos fazer uma apresentação no sábado a noite, e eu não tinha violão nem a mínima ideia do que iria fazer em relação a isso. O hotel contratou pequenos músicos, para que a gente não precisa tocar toda a noite, apenas cantar.

Quando fomos tomar café da manhã, já era um costume encontrar Marcus sentado esperando Julia. Ela sempre pedia para que eu me sentasse com ela, e Edward logo em seguida vinha me acompanhar.

Era visível a felicidade de Julia. Marcus fazia muito bem pra ela, e apesar de as vezes me sentir incomodada e constrangida de estar sentada com eles dois (quando na verdade eu sabia que a vontade dele era ficar sozinho com ela) eu percebia a importância que ela dava para minha opinião sobre ele.

Na verdade eu gostava dele. Conseguíamos nos entender e ele me tratava muito bem. Era tão carinhoso e atencioso que chegava a dar náuseas. (‘Ahhh! Bella! Pára com isso!’ Julia exclamava rindo depois que ele saia e eu colocava o dedo na boca, fingindo vomitar.), ligava para saber com ela estava, a olhava com um carinho imenso e perigosamente, eu via Julia retribuir.

Eu tinha medo por ela. Estávamos prestes a ir embora enquanto ela ia de cabeça em um relacionamento que tinha poucas chances de durar a distancia. O meu medo era que juntasse os incidentes recentes + essa ‘decepção amorosa’ e isso desse como resultado uma depressão.

Fomos para a sala de estudo, onde estava tudo organizado. Os professores deixaram todos os alunos apresentarem para ficarem com a semana livre e aproveitar a Itália devidamente.

Em relação a trabalhos da escola, esse era o ultimo. Eu e Julia nos apressamos a apresentar tudo que tínhamos organizado e os professores adoraram o nosso trabalho.


POV JULIA

Eu já dei um sorriso quando vi Edward me chamando em um canto, com um sorriso de travessura no rosto.

“Pode falar do que você precisa.” Falei quando cheguei perto.

Ele sorriu radiante e respondeu:

“Preciso que você não deixe Bella comprar nada para o dia da festa.”

“O quê? Você tá querendo que a minha amiga saia toda desajeitada por aí?” perguntei quase ofendida. Ele começou a rir.

“Não é nada disso Julia. Eu quero que você não deixe comprar nada por que eu quero comprar.” Ele explicou com os olhinhos radiantes.

“Ahhhh! Mas é claro que eu te ajudo! Pode deixar comigo!” falei, batendo a mão na dele. “E por favor, compre alguma coisa muiito bonita.” Falei brincando.

“Pode deixar comigo!”

***

“Não Bella! Eu quero te dar!”

“Julia eu não posso aceitar!”

“Por quê?” perguntei enrugando a testa.

“Por que eu quero comprar o meu vestido!” ela exclamou.

“Ahh não Belinha minha flor. Deixa só dessa vez. Eu quero fazer uma surpresa pra você.” Falei.

Ela já estava me olhando com aquele olhar de dúvida e eu percebi que se eu insistisse mais um pouco, eu ia ganhar.

“Eim? Só dessa vez. Você sabe que eu não ia deixar você ir de qualquer jeito pra essa festa. Então, por favor, eu vou fazer você arrasar!” exclamei, pegando ela pela mão e rodopiando. Ela começou a rir e eu percebi que tinha vencido.

Tá bom Julia!” ela falou do jeito de quando me deixa vitoriosa. “A verdade é que eu não tenho a mínina ideia do que vestir mesmo.”

“Isso! Agora você deixa comigo que vai ficar tudo perfeito!” exclamei. Ainda bem que eu consegui convencê-la. Era fundamental para os planos de Edward.

Eu espero que ele não me decepcione.


POV EDWARD

“Caros alunos.” falou o professor porta-voz de Biologia. “É com muito pesar que lhes informo que só poderemos ir embora na terça-feira a tarde.”

“O QUEÊ?” gritaram os alunos felizes e começaram a atirar almofadas uns nos outros como comemoração, sem esperar a resposta.

“Silencio, por favor!” o professor pediu. “Deixa-me explicar o porquê. Primeiro: o voo de vocês foi cancelado por problemas com a empresa. E na segunda – feira é feriado aqui na Itália. Então aproveitem!"

Beleza! Ia dar pra eu sair à procura de tudo que eu queria.

Bella me olhou feliz. Eu a abracei. Teríamos quase uma semana a mais para ficarmos juntos.

“Poderia falar com vocês?” Deivison, o gerente do hotel perguntou.

Concordamos e o acompanhamos até fora da sala, onde tinha menos barulho.

“Bom, a venda dos ingressos está sendo muito grande. Então não vai ser mais aqui no salão do hotel como tínhamos planejado. Alugamos um espaço aqui perto. Queria que vocês fossem lá antes para conhecer melhor aonde irão cantar. Tudo bem para vocês?” ele perguntou.

“O.K” respondi e Bella concordou.

“E...” ele continuou. “Como eu fiquei sabendo do cancelamento do voo de vocês e na segunda é feriado, que tal fazermos a festa no domingo a noite?”

“Eu acho perfeito! Assim, temos um pouco mais de tempo para ensaiar.”

“Excelente! Vou providenciar a troca de horários. Com licença.” Ele falou saindo.

Fomos caminhando, e subimos as escadas. Estávamos no corredor que dava acesso aos quartos.

“Eu vou dar uma saída.” Falei pra ela.

“Pra onde?”

“Vou resolver algumas coisas...”

“O quê, por exemplo?” ela perguntou docemente, passando os braços pelo pescoço e ficando na ponta dos pés para beijar minha orelha.

“Ahh Bella. Nada de mais.” Falei tentando fugir.

“Eu posso ir com você?” ela perguntou.

“Não.” Falei rapidamente. Ela soltou os braços.

“Por que Edward?” ela perguntou desconfiada e levemente ofendida.

“Por que eu... não quero. Quero ir sozinho.” Falei tentando parecer rude. Eu sabia que ela não ia desistir, só assim.

Vi ela ficar vermelha de raiva.

“Eu devo ficar fora a tarde toda.” Falei, puxando ela pela cintura, para que ela não ficasse com tanta raiva.

“Idiota!” ela falou me empurrando e saindo com raiva. Suspirei e sai atrás dela.

“Bella! Ei, não fica assim!” falei, puxando – a de uma vez e abraçando.

“Me larga, seu Cullen estúpido.”

“Não fala assim.”

“Vai lá para o seu passeiozinho solitário, não é isso que você quer?” ela perguntou furiosa, tentando se soltar do meu abraço forte.

“Eu amo você sua bobinha.” Falei segurando seu rosto e soltando suas mãos.

“Ama nada...” ela falou cedendo.

“Eu vou alugar um terno para a festa, é só isso.” Falei.

“E eu não posso ir com você?” ela perguntou, fazendo biquinho.

“Se eu pedisse para você me deixar ver seu vestido antes da festa, você deixaria?” perguntei perto da sua boca.

“Não mesmo!” ela respondeu baixinho, rindo.

“Então!”

“Para que tanto segredo alugando um terno?” ela perguntou e me deu um beijinho.

“Assim você me ofende! Eu quero ficar mais lindo do que eu sou para você!” falei brincando.

“Sei.” Ela respondeu me dando um beijo doce.

“Deixa eu ir.” Falei. “O que você vai ficar fazendo?” perguntei.

“Não sei.” Ela respondeu. “Talvez ensaiando algumas músicas.”

“Quando eu chegar vou te procurar, tá bom?”

“Ahãm. Vou estar te esperando.”

Apertei o botão do elevado e voltei a beija – la enquanto esperava. Dei um ultimo beijo nela e embarquei quando a porta se abriu. Ela curvou a cabeça e antes da porta fechar, falou:

“Não esquece que eu te amo.”

***

Fiquei em duvida em qual presente eu ia comprar primeiro.

Violão ou vestido?

Vamos a luta primeiro. É melhor violão, já que eu entendia melhor do assunto.

Peguei um taxi, e pedi para que me deixasse em uma dessas lojas conhecidas de instrumentos.

Cerca de 20 minutos, ele parou e anuncio que já tínhamos chegado. Desci e fui a procura de uma loja. Vi uma. Entrei e veio um roqueiro esquisitão me atender.

“E ae cara. Posso ajudar você em alguma coisa?”

“Eu queria dar uma olhada nos violões.” Respondi enrugando o nariz. O cara tava fedendo. Como deixavam ele trabalhar ali?

Ele começou a andar e eu o segui. A loja era enorme. Ele me levou ao segundo andar, onde tinha uns 10 corredores lotados de violões por toda a parte.

“Qualquer coisa é só falar.” Ele falou se afastando.

Eu adorava aquilo. A musica era minha paixão, e estar em uma sala em que se têm tantos violões era praticamente uma loucura pra mim.

Passei os olhos por eles, atrás de um que combinasse com Bella. Ela não ia querer um rosa pink. Nem sem detalhe nenhum. Vermelho com alaranjado pirou.

Vai ser difícil!” pensei comigo.

Continuei andando pelos corredores de violões estendidos.

“Acho que é melhor eu ir em outra loja.”

Sai e dei um giro pela calçada que estava apinhada de gente. Continuei andando. Vi que agora tinha uma do lado da outra. Não faço a mínima noção de onde eu estava, só sei que tinha várias lojas de instrumentos musicais por ali.

Entrei em outra. Uma jovem de cabelos pretos, blusa preta e uma calça jeans veio me atender.

“Posso te ajudar?” ela perguntou.

“Eu queria ver os violões.”

Eu estava novamente envolto com violões de todos os tipos. Mas nenhum em minha opinião iria combinar com Bella, já que o antigo, ela tinha praticamente customizado a la Bella. Fui caminhando, pegando alguns, passando os dedos pelas cordas, sentindo a textura da madeira...

“O que você procura exatamente?” ela me perguntou.

“Eu também não sei...” respondi rindo. “Não é pra mim, é pra minha namorada. Só que o antigo que ela tinha, era todo, hãm, do jeito dela. Ela pediu pra pintar e tal... E eu não vejo nenhum que tenha o estilo dela por aqui.” Falei.

“Bom, aqui é uma loja especializada. Se você quiser, pintamos o violão do jeito que quiser e se preferir colocar alguma coisa, é na hora. Demora cerca de duas a três horas pra ficar pronto, mas será do jeito que você quiser.” Ela falou.

Quase nem acreditei.

“Certo, e como eu faço? Eu vou querer um desses.” Falei.

Ela começou a me explicar tudo. Tinha que escolher o violão que eu queria, e depois íamos escolher os detalhes.

Escolhi tudo que eu queria.

“Volto daqui a três horas, o.K?” falei.

“Sim! Estará pronto.” A atendente respondeu.

Saí dali satisfeito. Um já tinha ido.

Agora vamos pra guerra. Chamei outro táxi.

***

“Poderia me levar a uma dessas lojas, boutiques que vendem vestidos?”

Perguntei. O motorista me olhou com os olhos arregalados pelo o retrovisor do carro e eu não pude deixar de rir.

“Eu vou escolher um vestido pra minha namorada.” Expliquei, mas creio que ele não acreditou em mim. Suspirei fundo, ainda rindo.

Desci do taxi em uma avenida lotada de... mulheres. Meu Deus! Estava cheia delas. De todos os lados, para qualquer lugar que eu olhasse. Falavam e riam.

Muitas eu não conseguia identificar o que falavam, provavelmente turistas passeando pelas ruas lotadas de loja da Itália. Algumas piscaram pra mim quando passei, mas fingi não ver, recolocando os óculos no rosto.

Entrei em uma loja bonita que levava o nome La Donna Graziosa. Eu entrei na loja e fiquei perdido. Havia tantos vestidos que eu não sabia a mínima por onde começar.

Veio uma jovem bonita com um sorriso no rosto me atender.

“Posso ajuda-lo?” ela perguntou. O sotaque italiano era visível.

“Claro. Eu queria... hum... olhar alguns vestidos... Mas não é pra mim!” exclamei e ela deu um sorriso. Vai que ela pensasse que eu queria um vestido também. “Eu queria ver alguns vestidos para minha namorada.”

“Como ela é?” ela perguntou, já seguindo por alguns cabides que estavam pendurados pela parede.

Comecei a descrever a Bella. Acho que falei até coisas que não precisa, como por exemplo, o tamanho do seu cabelo, mas só depois eu percebi. A atendente sorria diante da minha descrição e começou a puxar vários cabides na minha direção e mostrar os vestidos.

Nossa! Eram tantos que eu já estava começando a ficar louco, sem saber por onde começar. Como a Bella ia gostar? Decotado? Sem decote? Com alça mais fina? Com uns tecidos saindo debaixo do vestido e se destacando? Com uns paninhos que faziam voltinhas? Ela me fazia algumas perguntas que eu não tinha a mínima ideia do que responder. Ahhhh! Que complicação! Como as mulheres conseguiam comprar alguma coisa diante de tanta opção?

Com certeza, fica mais fácil quando o corpo está presente para provar. E as cores? Eu ia ficar louco. Quando a atendente chegou com um vestido roxo, com verde e azul, achei que ela estava pirando. Olhei incrédulo e ela percebeu, dando um sorrisinho sem graça e recolocando o vestido no lugar.

“Acho que eu não vou encontrar nada aqui.” Falei pra ela.

“Não, vamos tentar de novo do começo. Vamos tentar assim: como você gostaria que ela estivesse vestida e que você acha que ela iria gostar?”

“Bom, ela não gosta de coisas muito extravagantes.” Falei refletindo e pensando em todas as roupas que eu já tinha visto Bella vestir. “Era melhor se fosse de uma cor somente.” Falei rindo. Ela começou a caminhar novamente, puxando alguns vestidos menos exagerados. Comecei a gostar dos que ela colocava na frente do corpo, pra eu ver como ficaria.

“Assim?” ela perguntava.

“É, acho que estamos andando pro caminho certo agora.” Falei quando ela segurou um preto, na altura do joelho, que eu sabia que ela ia gostar. Mas eu precisava de alguma coisa mais formal.

Então eu vi um que cairia perfeitamente bem na minha namorada. Ele era vermelho. Um vermelho vinho. Era tudo que eu queria.

É esse!” exclamei sorridente por ter encontrado.

“E os acessórios?” ela perguntou.

“O quê?” perguntei, olhando como se ela tivesse me xingado. Era só o que faltava! Deveria ter trago Julia comigo para me ajudar.

“Bom, os sapatos, brincos, anéis, colares! O que você quiser!” ela exclamou sorridente, me puxando pra outra sessão.

Dessa vez eu deixei que ela escolhesse um par de brincos dourados. Escolhi a sandália (depois de ligar pra Julia, perguntando o numero que Bella calçava. Eu sei o numero! Era apenas pra ter certeza!) e um colar fininho, com uma pedrinha vermelha. Estava tudo pronto.

Ela embrulhou o vestido em uma caixa grande preta, com o nome da loja e me entregou tudo em uma sacola enorme que tinha o nome da loja. Ela agradeceu e eu suspirei aliviado. Como era difícil resolver essas coisas. Eu demorei mais de 2 horas só pra escolher um vestido mais uma sandália!

Estava com fome, e parei em um pub, pedi um sanduíche e um saco e comi ali, me sentindo feliz. Agora só faltava o violão, que já deveria estar pronto.

Voltei loja.

Estava tudo certo ali também. O violão ficou exatamente como eu queria. Era cor natural, com o detalhe de uma rosa, dois corações e uma estrela.

Eu não podia deixar faltar não é? Eu pedi que colocasse uma fita vermelha (eu sei que ela ia gostar) e sai carregando uma sacola com uma caixa enorme dentro e um violão.

Peguei um taxi e voltei para o hotel.


POV BELLA

Eu fiquei no quarto, tentando fazer uma lista de musica que poderíamos cantar. O Deivison tinha nos passado algumas que ele não queria que faltasse, então eu comecei a aquecer minha voz e fui ensaiando, ali sozinha, sentindo falta do meu violão.

Depois de quase meia hora que eu estava ali, Julia se juntou e começamos então a cantar juntas. Ela me ajudou pra caramba, me dando dicas de como ficaria melhor e tal. Mas com certeza eu só iria conseguir ensaiar direito quando estivesse com Edward me ajudando. Querendo ou não ele era mais experiente do que eu, já que ele tinha praticamente um estúdio pronto em casa.

O celular de Julia tocou e ela saiu para atender fora do quarto. Sorri pensando em Marcus. Ela retornou depois de alguns instantes, com um sorriso no rosto.

Continuamos ali cantando e relembrando das nossas aulas de pianos ainda em Forks. Foi uma tarde divertida.

O telefone de Julia tocou de novo.

“Tem como você pedir pro Marcus para de perturbar?” falei alto, enquanto ela corria sorrindo e abanando a mão, em modo para que eu calasse a boca. Sorri.

Ela voltou agitada.

“Eu preciso ir agora ali amiguinha, mas daqui a pouco e volto. Eu prometo. Não sai daqui!” Ela falou dando um beijo no meu rosto.

“Aonde você vai?” perguntei. Mas já era tarde demais, e ela saiu correndo, batendo a porta.

“Que ótimo.” Falei sozinha. “Já não bastava Edward me largar, agora Julia também.”

Peguei meu caderno de composições e uma caneta. Comecei a escrever:

Eu pensei que poderia ficar sem você
Mas percebi que é impossível
Eu quero você pra sempre
Não há como mudar os nossos destinos traçados

Quando você sai por um segundo
Eu sinto a sua falta
Assim como o deserto sente da chuva
Deixe – me te amar e mostrar
O quanto posso te fazer feliz

Você é o único pra mim
E nada vai fazer com que isso mude.
Eu sou sua e você é meu.
Nada mais vai nos separar.
Por ti faço loucuras para sempre eu vou te amar.


POV EDWARD

Liguei pra Julia quando cheguei no hotel para ter certeza que Bella não ia me ver entrar. Pedi para que ela me encontrasse na porta do meu quarto. Ela chegou com um sorriso satisfeito no rosto.

“Deixa eu ver.” Ela exigiu, tirando a sacola da minha mão e abrindo a caixa em cima da minha cama.

Ela pegou ele e olhou com os olhos brilhando. “E então?” perguntei.

“Edward... eu não acredito que você teve coragem de comprar um vestido desses para a minha amiga!”

“Ela não vai gostar?” perguntei assustado.

“É obvio que não!” ela exclamou alto.

Fiquei decepcionado e abaixei a cabeça, já imaginando em como trocar.

É BRINCADEIIIIRA!!!” ela exclamou, rindo.

“O quê?” perguntei aturdido.

“É brincadeira Edward! O vestido é perfeito! A Bella vai amar! E vai arrasar também!” ela falou rindo.

“E por que você quase me fez ter um treco aqui?” perguntei meio furioso. Que brincadeira sem graça.

“Ahhh, só pra ver sua cara assustada!” ela falou rindo. “E o violão?” ela perguntou, já querendo passar a mão.

“Nem Nem Nem.” Falei tirando do alcance das mãos delas. “Esse você só vai ver depois dela. Ela está no quarto?” perguntei.

“Esperando por você.” Ela respondeu rindo.

“Então eu vou lá.”

Quando saímos, Gabrielle estava na porta do quarto dela, com o celular no ouvido. Seus olhos faiscaram na nossa direção e eu vi se formar um pequeno sorriso em seus lábios.

“Agora virou bagunça mesmo foi?” ela perguntou.

“Garota, o que você quer?” Julia perguntou rudemente.

“Nada não. Só estava me perguntando se nem as amigas você perdoa mais.” Ela respondeu, inclinando a cabeça na minha direção e entrando no quarto no momento em que Julia voo pra cima dela.

“Julia, não aceita provocações. Ela vai continuar fazendo isso, até vai se saber quando. Vou entrar. É melhor você descer.”

“O.K” ela falou, com o rosto vermelho.


Fiquei esperando na porta do quarto para ver se Julia ia descer realmente.

Quando o elevador se fechou, eu bati na porta do quarto e coloquei levemente minha cabeça pra dentro. Ela levantou a cabeça. Estava com o caderno no colo, concentrada.

“Posso entrar?” perguntei.

Ela fechou o caderno e sorriu.

“Claro.”

“Tenho algo pra você.” Falei. “Feche os olhos.”

Ela me olhou com a expressão intrigada, mas obedeceu.

“Tem certeza que fechou?” perguntei brincando, quando olhei pela porta e vi seus olhos cerrados. Ela devia estar ansiosa.

“Sim! Anda logo!”

Abri lentamente a porta com o violão na mão, trancando - a.

“Posso ver já?” ela perguntou impaciente.

“Ainda não.” Respondi, colocando o violão do lado dela e segurando suas mãos.

“E agora?”

“Como você é apressada. Ainda não.” Respondi, lhe dando um beijo. Suas mãos foram para a minha nuca, me puxando para mais perto. Depois de um tempo, afastei o rosto e ela estava sorrindo.

“Era essa a surpresa? Por que eu te beijo assim toda vez que me der na telha, não é mais novidade. É excitante, mas não é novidade.” Ela falou rindo.

Eu a cutuquei levemente, fazendo a rir. Era lindo aquele sorriso.

“Não, não essa a novidade.” Peguei suas mãos e levei em direção ao violão, passando sobre ele. A sua cara de espanto foi incrível. “Abre os olhos.” Falei.

Ela abriu devagar, como se não tivesse acreditando. Olhou pro violão e olhou pra mim.

Vi seu rosto se iluminar e ela pulou em cima de mim me abraçando e rindo alto. Não me contive e ri também. Dessa vez eu não consegui parar o beijo que ela começou.


POV BELLA

Depois que eu consegui descolar meu rosto do de Edward, arranquei com tudo o laço que tinha no violão e passei os dedos pelas cordas. Era perfeito em vários aspectos. Tudo que eu queria. O mais belo pra mim era os detalhes. Olhei radiante pra Edward, que me observava com carinho.

“Obrigado. É lindo.” Falei pra ele.

“E eu pensando que você ia gostar da fita vermelha.” Ele falou, fingindo dramático, e apontando para a fita que estava no chão. Comecei a rir.

“Você sabe que não precisava disso não é?” perguntei.

“É claro que precisava! Como você vai tocar no domingo?” ele perguntou levemente surpreso.

Eu não conseguia descrever pra ninguém a felicidade que tomava conta do meu corpo. Era tudo tão maravilhoso que parecia surreal.

“Eu quero te mostrar uma coisa.” Falei pegando o caderno que eu tinha deixado de lado e abrindo na folha em que eu estava escrevendo a musica.

“É pra você.” Falei, entregando o caderno pra ele. Ele me olhou, levantando a sombracelha, surpreso.

Quando eu percebi que ele tinha terminado de ler, falei:

“Quero toca – la no domingo. Me ajuda a encontrar uma melodia.” Falei.

“Mas é claro.” Ele respondeu. “Mas só depois que você me agradecer adequadamente pelo presente.” Ele falou rindo.

Não esperei duas vezes. Me joguei com tudo no peito dele, o beijando vorazmente.



Capítulo 41
Descoberta


Nosso objetivo principal agora era ensaiar firme. Eu estava estupendamente feliz.

Depois que consegui parar de agarrar Edward no quarto, descemos para uma sala que tinha no final do jardim, reservado para os nossos ensaios. Era o fim de tarde e o sol estava se pondo, lindo no horizonte.

Atravessamos o jardim de mãos dadas, conversando alegremente. Eu estava com meu violão no ombro e Edward carregava o dele, despreocupadamente.

Quando chegamos à sala, era espaçosa e em um canto, tinha um elegante e chamativo piano vermelho (Edward pediu para que se providenciasse um). A sala estava bem iluminada e tinha todas as paredes pintadas de creme, que dava uma aparência ainda mais clara e suave.

O gerente provavelmente tinha providenciado que se montassem um pequeno e tosco palco, que também estava ali, bem no meio. Todo o equipamento que precisávamos já estava por perto. Caminhamos em direção. Edward arrastou uma caixa de som para perto de mim e eu conectei o violão e o microfone, testando.

“E então. O que vamos tocar?” ele perguntou, arrumando o que ele precisava.

“Bom, tem uma lista que o Deivison passou. Poderíamos começar por alguma dessas musicas.”

“Certo.” Ele falou, indo até mim e dando um beijo.

Nos divertimos. Bom, acho que eu me divertir. Nem, nós dois nos divertimos.

Eu não conseguia me controlar quando Edward errava a letra da musica, fazendo – o ficar furioso. Aí é que eu ria abertamente. Era hilário ver aquela veiazinha pulsando na testa dele. Quando eu via que ele estava quase pra se estressar realmente, eu ia e lhe dava um doce beijo que o fazia acalmar rapidinho. Nada como saber que você tem poder e usa – lo. He He He.

Foi um pouco difícil, pois tinha algumas musicas que eu não tinha a mínima ideia do que fazer, então Edward vinha e me ajudava.

As minhas preferidas era as que Edward tocava no piano. Ficavam simplesmente perfeitas. Eu gostava também quando ele cantava comigo.

O som das nossas vozes em parceria era como se tornasse uma só. Era ali, naquele momento, que eu sentia mais ainda o quanto ele tinha de mim e o quanto eu tinha dele. Me acalmava. Eu fechava os olhos, enquanto ele continuava a cantar e passar levemente os dedos pelo piano, mas por vezes ele conseguia me distrair, me fazendo perder o ritmo e recomeçando tudo de novo.

Conseguimos ensaiar quase tudo e foi ótimo por que podemos ficar ao lado um do outro fazendo o que gostamos de fazer.

“Você alugou seu terno?” perguntei curiosa.

“Hããm... Não.” Ele respondeu. “Eu sai apenas pra comprar o seu violão. E veja como você é mal agradecida. Me xingou antes mesmo de receber o presente.

’Estúpido Cullen’” ele falou, imitando a minha voz brava. Comecei a rir.

“Ahhh que nada. Como eu ia saber que você ia comprar alguma coisa pra mim? Não tem como eu adivinhar!”

“É, não tem mesmo.”

“E você demorou a tarde inteira pra comprar meu violão?” brinquei.

“Oxi, tá pensando que é fácil encontrar um violão que agrade uma desorientada como você?” ele perguntou, erguendo a sobrancelha.

“O quê? Você tá me chamando de desorientada? Que nada! Eu sou apenas criativa!” falei rindo e indo me sentar em seu colo, enquanto enrolava o cabo do microfone nas mãos. “E como você vai fazer?”

“Vou ter que dar uma corrida de novo amanhã e alugar um rápido.” Ele falou com a boca colada na minha. Senti sua respiração. “E não posso demorar. Temos que ensaiar.”

“É verdade. Por falar em ensaiar, é melhor voltarmos para o hotel. Já está tarde.”

“Só vou terminar de guardar algumas coisas aqui.”

“Ta o.k!” falei, não agüentando. Com o microfone em uma mão, agarrei seu pescoço apenas com o outro e aproximei seu rosto do meu. Se eu pudesse, era assim que eu queria viver com o Edward. Beijando – o. Ele era o meu presente favorito.

Voltamos para o hotel era 2 da manhã.


POW EDWARD

Passamos pelo saguão e vimos Gabrielle, Kelfanny e a garota que dividia o quarto com elas sentadas conversando com três homens. Gabrielle em especial não parava de mexer no cabelo, o que me pareceu de longe que ela estava dando em cima do que estava mais próximo.

Não sei o que eles conseguiram ver de interessante nela mais tudo bem. Isso não vem ao caso. Até por que depois que eles conhecessem ela, se afastariam imediatamente.

Deixei Bella na porta do quarto dela. Ela encostou o violão na parede e ficou na pontinha dos pés para me beijar. Eu adorava quando ela fazia isso. Puxei sua cintura para mais perto do meu corpo e retribui o beijo.

“Até mais tarde.” Ela falou.

“Te amo. Não esquece.” Falei.

“Eu não vou esquecer.” Ela falou, entrando no quarto e fechando a porta devagarzinho, enquanto me mandava beijos pela brecha com um sorriso nos lábios, até fechar tudo.

Fui caminhando lentamente pelo corredor em direção ao meu quarto. Pensei nos ensaios, como era fácil estar com a minha Bella, como eu a queria.

Passei pela porta do quarto de Gabrielle.

Continuei andando, co m o pensamento longe.

Parei de repente.

Tive uma ideia instantânea.

Não tinha ninguém no quarto nesse exato momento. Eu não ia conseguir outra oportunidade para conseguir provas do que ela fez.

Problema: eu estava com o meu violão.

Saí correndo, entreabri a porta do meu quarto com cuidado para não fazer barulho para que os meus dois colegas de quarto não acordassem, coloquei meu violão na cama e saí, sorrateiro.

Olhei para um lado e para o outro.

O corredor estava deserto. Novidade. Ninguém nunca ficava andando por ali quase 3 da manhã.

Girei a maçaneta e a abri a porta com cuidado. Entrei no quarto e dei uma olhada geral.

Comecei a abrir as cômodas e o guarda roupas atrás de alguma coisa, mas com os ouvidos apurados para qualquer movimento no corredor.

Gabrielle faria um escândalo se me visse no quarto dela uma hora daquela. Ia falar que eu estava tentando assedia – la e ia fazer o maior auê. Isso pelo pouco que eu conheço dela.

No guarda roupas tinha várias caixas, que eu abri rapidamente, vendo o que tinha dentro e tentado colocar exatamente no lugar quando percebia que seu conteúdo não me interessava.

Fui mexendo em tudo. Na verdade, ela não tinha muita coisa que fosse útil.

Eram mais caixas de sapatos, papeis de lojas de SPA e cabeleireiros, embalagens de remédios para emagrecer, uma lista do que ela queria do pai naquele natal... Não tinha nada que pudesse provar o que ela tinha feito.

Parei por um momento para ouvir se tinha algum barulho.

Nada.

Continuei minha busca. Dessa vez levantei o colchão da cama dela. Nada. Fui ao banheiro vê o que tinha lá. Nada. Abri a mala dela. Nada. (Na verdade tinha algumas roupas intimas ali. Bella não pode nem sonhar que eu vi isso. Do jeito que ela é ciumenta, é capaz de me partir em quatro). Olhei embaixo da cama. Nada.

“Caraca, ela não guardou nada aqui não.”

Já estava desistindo, quando vi uma pasta que saia discretamente de dentro de um sobretudo pendurado no cabide.

Arranquei dali. Abria pasta.

O choque me fez parar.

A primeira coisa que eu vi quando abri a pasta foi uma foto de Julia com a mãe. Gabrielle, provavelmente, tinha feito um X vermelho no rosto de Julia.

Então ela não tinha destruído tudo afinal. Idiota.

Comecei a fuçar o resto do conteúdo.

Tinha umas cartas estranhas e mais fotos de pessoas desconhecidas para mim.

Caiu um objeto da pasta e eu me abaixei para pegar.

Minha mão ficou fria de repente.

Era o pedaço do violão da Bella que tinha a estrela que eu tinha dado pra ela. A madeira e a estrela estavam ali, meio desfiguradas, pois pareciam ter sido cortadas com um estilete ou algo parecido. Talvez uma faca. Ou facão. Sei lá!

Estava tudo tão confuso e ao mesmo tempo tão obvio.

Ouvi alguns passos caminhando pelo corredor. Não tinha como eu ver quem era. Fudeu!

Guardei rapidamente a pasta no lugar. O que eu ia fazer agora? Andei pelo quarto, procurando algum lugar para me enfiar. Nada. Fudeu! Fudeu! Fudeu!

Se a Bella pelo menos sonha que eu estive aqui... Ela não vai me deixar explicar nunca! E agora? Eu tinha certeza que era Gabrielle. Dava pra ouvir a voz dela perto do quarto. Na hora em que ela girou a maçaneta da porta, eu entrei embaixo da cama dela.

“Ahhhh... Eu pego ele amanhã. Eu devo ficar me fazendo de difícil, assim ele vai já saber como eu sou. Tá pensando que vai me conquistar assim? Pra beijar nessa boquinha aqui precisa de muito.” Gabrielle falou. Por baixo da cama eu vi ela entrando no banheiro e deixando a porta aberta.

“É isso ae amiga. Não deixa ele perceber que você está doida pra ficar. Eu sei por que eu entendo tudo de homens, garotos, ficadas e afins.” Ouvi Kelfanny falando.

“Ahhh quer calar a boca?” Gabrielle falou com a voz irritada. “Você não sabe de nada. Não fica aqui puxando meu saco não, sua idiotazinha. Eu pego ele na hora que eu quiser.” Gabrielle falou grosseiramente.

Mesmo embaixo da cama eu pude imaginar a cara de ofendida que a Kelfanny tinha feito. Eu não entendia por que ela deixava ser tratada assim. Balancei a cabeça.

No banheiro, vi a saia rosa que Gabrielle estava vestido cair aos seus pés, enquanto ela ligava o chuveiro. Fechei meus olhos. Eu não ia ver nada disso. Eu tinha que pensar em como sair dali.

As outras duas continuaram conversando baixinho, reclamando do modo como Gabrielle as tratava, e eu senti o barulho da cama quando elas deitaram. Abri os olhos.

Gabrielle saiu do banheiro e eu conseguia ver seus tornozelos. Vi ela se aproximando do guarda roupas e depois sentando na cadeira próxima para vestir o pijama. As outras duas pelo visto já estavam dormindo.

Deitou - se na cama.

Agora era só esperar ela dormir e sair com cuidado debaixo da cama.

Ouvi o celular tocando e ela atendeu.

“Oie Roger...” ela falou com a voz excitada.

Fudeu mesmo vei!

Ouvi ela conversando com ele, com a voz animada.

“Não... aquelas estúpidas já estão dormindo.” Ela falou, se remexendo na cama. E a conversa se alongou.

Tinha alguma coisa incomodando no meu bolso. Devagar, consegui tirar meu celular dali.

Mais devagar ainda eu o coloquei no silencioso. Bella gostava de mandar mensagens pela madrugada afora. Gabrielle continuava o papo, animadíssima.

Ahhhh! Ela não iria dormir não?

Depois de quase meia hora de papo e eu irritado com a conversa e os sorrisinhos, ouvi ela desligando o celular, apagando o abajur ao lado da cama e virando para dormir.

Ainda não poderia agradecer. Tinha que esperar ela dormir para poder sair dali.


45 minutos depois...

Dava pra ouvi a respiração dela.

Era agora ou eu só ia sair dali quando sol nascesse. Fui me arrastando devagar.

Consegui me levantar. Olhei para Gabrielle. Dormindo assim, ela era até bonita. Os cabelos loiros e longos caiam junto a sua face, que parecia até serena. Parecia um anjo. Aí quando ela acordava virava o demônio.

Fui andando devagar até a porta, querendo sair dali o mais rápido possível.

Quando cheguei no corredor, andei o mais rápido possível para longe daquela porta.

Tirei o celular do bolso. Tinha várias ligações da Bella. Cheguei no meu quarto.

Olhei o relógio: 4 da manhã. Caí na cama, sem me importa com a roupa que estava.

***

Acordei com alguém batendo fortemente na porta do quarto. Estava meio zonzo. Olhei no quarto e não tinha mais ninguém. Levantei sonolento e fui atender. Era Bella. Como eu tinha imaginado.

“Esqueceu que tem ensaio?” ela perguntou, me abraçando.

“Não.” Respondi com um bocejo. “To cansadão.”

“Percebi.” Ela falou. Puxei – a pra dentro, cheirando seu cabelo. “Já são 11 horas. Você não me atendeu, eu fiquei preocupada e vim ver o que aconteceu.

Pelo visto é só preguiça mesmo.” Ela falou rindo.

“Sim. Demorei a pegar no sono.” Falei bocejando novamente.

“Sei. Vai tomar um banho pra gente ir logo. Anda!” ela falou, me cutucando.

Fui pro banheiro. Relaxei um pouco e despertei melhor do sono.

Saí com a toalha branca enrolada na cintura e Bella estava com os fones nos ouvidos, deitada enquanto balançava o pé no ritmo da musica. Abriu um sorriso. Fui ate a porta e tranquei – a. Ela continuou com o fone no ouvido, mas eu podia sentir o coração dela disparar. Foi minha vez de sorrir.

Fui andando até ela, olhando - a maliciosamente. Ela ainda estava com aquele sorriso no rosto, meio nervoso, meio curioso. Deitei por cima do corpo dela, e beijei seu pescoço. Vi ela suspirar. Encostei minha cabeça perto do seu rosto e consegui ouvir a musica.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=WpmILPAcRQo
The Time Of My Life (Tradução) – O Melhor Momento Da Minha Vida

[Eu tive] O melhor momento da minha vida

Agora eu tive o melhor momento da minha vida
Não, eu nunca me senti assim antes
Sim, eu juro, é verdade
E devo tudo a você
Porque eu tive o melhor momento da minha vida
E devo tudo a você

Esperei por muito tempo
Agora finalmente encontrei alguém
Pra ficar ao meu lado
Vimos o que estava escrito no muro
Enquanto sentimos essa mágica
Fantasia

Agora com paixão em seus olhos
Não há como disfarçar
Secretamente
Então pegamos a mão um do outro
Pois parecemos entender
A urgência
Apenas lembre

Você é a única coisa
De que não consigo me cansar
Assim, vou te dizer
Isso poderia ser amor, porque

Eu tive o melhor momento da minha vida
Não, nunca me senti desse jeito antes
Sim, eu juro, é verdade
E devo tudo a você
Ei, baby

Com meu corpo e alma
Quero você mais do que possa imaginar
Vamos deixar acontecer
Não tenha medo de perder o controle, não
Sim, eu sei o que se passa na sua cabeça
Quando você diz: "Fique comigo hoje à noite"
Apenas lembre

Você é a única coisa
De que não consigo me cansar
Assim, vou te dizer
Isso poderia ser amor, porque

Eu tive o melhor momento da minha vida
Não, nunca me senti desse jeito antes
Sim, eu juro, é verdade
E devo tudo a você

Mas eu tive o melhor momento da minha vida
E eu andei procurando em cada porta aberta
Até encontrar a verdade
E devo tudo a você

Agora eu tive o melhor momento da minha vida
Não, eu nunca me senti assim antes
Sim, eu juro, é verdade
E devo tudo a você

Eu tive o melhor momento da minha vida
Não, nunca me senti desse jeito antes
Sim, eu juro, é verdade
E devo tudo a você

Pois eu tive o melhor momento da minha vida
E eu andei procurando em cada porta aberta
Até encontrar a verdade
E devo tudo a você...


Now I've had the time of my life
(Agora eu tive o melhor momento da minha vida)
No, I never felt like this before
(Não, eu nunca me senti assim antes)
Yes, I swear it's the truth
(Sim, eu juro, é verdade)
and I owe it all to you
(E devo tudo a você)

Fui passando a língua carinhosamente até a base do seu pescoço e ela apertou minha nuca. Sorri.

Então fiquei provocando – a, beijando sensualmente toda a sua face, mas sem chegar a sua boca.

Eu sabia que ela já estava ficando louca de ansiedade, mas eu queria continuar a brincadeira.

We saw the writing on the wall
(Vimos o que estava escrito no muro)
As we felt this magical
(Enquanto sentimos essa mágica)
Fantasy
(Fantasia)

“Poderia me explicar por que está ouvindo essa musica?” perguntei perto da sua orelha, beijando seu lóbulo e depois mordendo levemente. Senti seu corpo arrepiar.

“Eu... não... sei...” ela respondeu ofegante, enquanto arranhava minhas costas com as unhas longas. “Eu gosto dessa musica.”

“Ela é antiga.”

“Eu sei disso. Mas não é exatamente sobre musica que eu quero falar.”

Ela estava com um short curto. Minha mão foi deslizando por sua perna. Ela não agüentou e agarrou minha cabeça, selando o beijo que eu me negava a dar.

Senti a urgência e correspondi com a mesma intensidade. Pressionei meu corpo contra o dela. Nossos beijos se tornaram mais calorosos e eu senti a toalha deslizando do meu corpo.

“É melhor pararmos por aqui.” Ela falou, afastando o rosto, me olhando nos olhos, com as mãos no meu peito.

“Por quê?” perguntei surpreso.

“Alguém pode entrar aqui a qualquer momento.” Ela falou com a respiração ofegante.

“Você cortou o clima.” Falei, voltando a beija – la. “Ninguém vai nos interromper. Todos saíram. Foram ao cinema. Ouvi marcando ontem.” Respondi, apertando o lado do corpo dela.

Levantei ela rapidamente da cama e ficamos em pé, já arrancando a blusa. Desejava - a fortemente. Nossas respirações já estavam descompassadas.

Ela agarrou meus cabelos e me beijou com um desejo crescente. Abri o botão do short e ela o jogou de lado. O resto da roupa foi fácil de terminar.

“Acho que vamos nos atrasar pro ensaio hoje.” Falei mordendo sua orelha.

“Eu não me importo.” Ela falou me arranhando, pulando e passando as pernas pela minha cintura. A peguei e a parede que estava atrás foi apenas um suporte para tudo que estava por vir.

Ela ainda estava com um dos fones no ouvido. Com ela encostada na parede, coloquei o outro no ouvido e cantei:

With my body and soul
(Com meu corpo e alma)
I want you more than you'll ever know
(Quero você mais do que possa imaginar)
So we'll just let it go
(Vamos deixar acontecer)

E nos entregamos ali mesmo um para outro.



Capítulo 42
Jantar


POV JULIA

Todos tinham saído. Eu estava conversando com Bella quando ela foi ver por que o Edward demorava tanto pra ensaiar. Eu ia ver como estava o ensaio com eles hoje. Mas ela foi e não voltou. Aiim, não queria nem imaginar o que eles estavam fazendo pra estar demorando tanto.

Fiquei ali, sentada no restaurante, brincando com a comida.

“Vi você sentada aí tão sozinha que resolvi fazer companhia pra você.” Marcus falou no meu ouvido, me fazendo sobressaltar. Abri um sorriso.

“Você disse que ia resolver um problema com o restaurante e que só voltava depois das 16h!” exclamei.

Ele me deu um beijo carinho que eu retribui.

“É, mais a saudade de você me fez voltar correndo.” Ele falou, sentando – se ao meu lado e brincando com o meu cabelo. Corei feliz. “E então. O que vai fazer hoje à noite?”

“Nada. Nenhum programa.” Respondi.

“Se eu a convidasse para um jantar, você aceitaria?” ele perguntou sedutor.

“Só se você convidar agora.”

“Julia, você gostaria de jantar comigo essa noite?” ele perguntou, com a mão no meu rosto.

“Claro que sim. Que horas te encontro?” perguntei.

“Eu passo no seu quarto às 20h” ele brincou, fazendo ironia por estarmos hospedados no mesmo hotel.

“Eu vou ficar esperando.” Falei, beijando – o e imaginando a noite que estava por vir.

***

Eu estava uma pilha de nervos. Depois que deixei Marcos, fui correndo atrás de Bella que estava muitíssimo feliz, saindo do quarto de Edward.

“Eu imagino o porquê dessa felicidade.” Falei rindo.

Ela apenas riu ficando vermelha e fomos para o nosso quarto.

Tomei um banho e fiquei a tarde toda vestindo e tirando roupas, enquanto Bella ficava na cama, dando a opinião e rindo do meu nervosismo. Era tão gostoso está com ela. Até nos momentos que eu ficava mais pilhada com alguma coisa, ela me fazia relaxar com a sua risada encantadora.

Saí do banheiro vestindo uma calça jeans e uma blusa preta.

“Muito dia a dia para um jantar.” Ela falou deitada na cama. Me virei e voltei para o banheiro.

“Esse?” perguntei de saia e blusa rosa.

“Lógico que não! A ocasião pede um vestido, eu acho.” Ela falou, enrugando a testa.

“Tá, tá, tá” respondi já indo me trocar.

Voltei vestindo no corpo um vestido vermelho, colado, super decotado.

“Muito... hum... ousado.” Ela falou dando uma risada. “Para não falar outra coisa.”

Verde.

“Não.”

Preto longo.

“Não.”

Amarelo.

“Não combina com a ocasião.”

Preto com bolero.

“Parecendo uma senhora.”

Roxo brilhoso.

“Chamando muita atenção. Júlia de Deus, o que você fez com as suas roupas?” ela perguntou, se pondo de pé e indo até o meu guarda roupas aberto.

Começou a fuçar ali. “Já sei. Deve ter esquecido em Forks. Aqui, veste esse.”

“Esse?” perguntei incrédula.

“É! Esse! Vai logo!” ela falou me empurrando para o banheiro.

Eu não tinha pensado nesse vestido. Na verdade, eu tinha comprado, mais nunca tinha usado. Estava no fundo do meu guarda roupas em Forks e quando eu fui fazer as malas joguei tudo dentro, ele deve ter caído ali por acaso.

Espero que ele me ajude, por que tinha sido o escolhido para minha noite perfeita.

Passei um perfume gostoso. No corpo um creme. Calcei uma sandália de salto finíssimo. Sequei meu cabelo e o deixei solto. Ele caia pelas minhas costas e modelava o meu rosto. Coloquei os brincos e fiz a maquiagem. Estava oficialmente pronta.

“Como estou?” perguntei nervosa para Bella, dando uma voltinha e passando a mão no vestido.

“Linda!” ela falou. “Você está perfeita.”

“Eu to nervosa.”

“Se acalma que daqui a pouco ela passa aqui.”

Nesse exato momento a campainha tocou. Meu coração parou.

“Eu vou atender.” Falou Bella dando um pulo da cama, enquanto eu me checava novamente no espelho.

Percebi a demora.

“Bella...?”

“Hãm?”

“Bella!

“Ahh não se preocupa não. É o Edward.” ela falou, abrindo a porta por completo e deixando-o entrar.

“Ahhhh e por que você não avisa? Meu coração quase foi!” falei nervosa.

“Fiu fiuuuuu.” Ele assoviou, com um sorriso no rosto. “Aonde vai fadinha desse jeito?”

“Jantar com o Marcus.”

“Está muito elegante.” Ele falou, fazendo uma reverencia, enquanto Bella ria.

“Larga de besteira Edward.” respondi enquanto eles se acabavam de rir.

A campainha tocou de novo.

“Por favor, se não for ele, não me deixa ansiosa.” Falei quando Bella se dirigia a porta.

“Tudo bem, tudo bem.” Ela falou. Foi até a porta e voltou novamente até perto de mim. “Se você não se acalmar eu não vou abrir a porta.”

Ahhhhhh ISABELLA SWAN!” ela saiu correndo e abriu a porta, bem na hora que as minhas mãos foram em seu pescoço.

“Eu me engano ou ouvi um grito?” Marcus perguntou da porta, lindo e belo, enquanto eu fiquei estática na porta com as mãos quase chegando ao pescoço de Bella, enquanto essa exibia um sorriso feliz no rosto. Abaixei as mãos.

“Tudo bem?” ele perguntou. Eu devia estar vermelha. Sentia o meu rosto quente.

“Tudo.” Respondi.

“Podemos ir então?” ele perguntou.

“Claro.” Falei, mas não antes de virar pra Bella e sussurrar para que só ela pudesse me ouvir. “Você me paga.” Ela abriu aquele sorriso enorme.

Ela ficou com a porta aberta, e eu ouvi Edward gritando lá de dentro:

“Tchau fadinha!” Enquanto eu juntava minha mão a de Marcus.


POV EDWARD

Eu deixei Bella no quarto e voltei pro meu. Marcamos de nos encontrar daqui a uma hora para o ensaio.

Deitei na cama, com as mãos atrás da cabeça, pensando.

Gabrielle realmente tinha acabado com o violão e com as coisas de Julia, aparentemente sem motivos. Contava ou não para as duas o que eu sabia? Deixava Julia partir a cara de Gabrielle como eu sei que ela faria se eu contasse ou deixava tudo tranquilo com estava? Afinal, já estávamos quase voltando para Forks, não precisava de mais confusão do que as que já tinham sido causadas. E se eu contasse, como Julia reagiria, sabendo que ela destruiu todas as lembranças que ela tinha da mãe? Era capaz de Julia matar Gabrielle, e não poderia falar que não tinha motivo. Já Bella ia ficar muito furiosa, irada. O violão tinha um valor sentimental, mas não chegava aos pés do que Julia tinha.

Era melhor eu ficar calado.

Eu ia resolver isso só com Gabrielle, se possível. Ia chamar ela em um canto e então colocar tudo em pratos limpos.

Me remexi na cama. Minha cabeça estava zumbindo com toda essa historia.

Decidi dar uma volta e já ir para o ensaio.

Cheguei no saguão de entrada e ali estava com pouco movimento. Deivison me viu e acenou de longe, e eu retribui.

Desci a escadaria central, e fui caminhando. A noite já estava surgindo, porem o sol ainda estava ativo, baixo.O vento tocava o meu rosto. Passei pelo gramado e vi duas crianças brincando na grama, enquanto a mãe provavelmente ria sentada, aproveitando o fim do dia.

Continuei minha caminhada lentamente, ainda olhando as crianças, quando esbarrei em alguém.

“Ahhhhhhhhhhh! Não olha por onde anda não?” ela perguntou, até ver quem era. Percebi quando ela abaixou a guarda.

“Queria mesmo falar com você.” Falei, quando vi Gabrielle. Olhei ao redor para ver se alguém que conhecíamos estava por perto. Essa conversa era só entre eu e ela.

“O que você quer?” ela falou na defensiva.

“Eu sei que foi você.” Falei firmemente. Ela ficou pálida.

“Eu o quê? Está ficando louco garoto?” ela perguntou quase gritando.

“Ei, psiu. Vamos falar baixinho o.k? Você não quer que ninguém saiba o quão ruim você é.”

“Não sei do que você está falando.”

“Para de se fazer de boba garota.” Falei segurando o braço dela e sacudindo.

“Não precisa ficar mentindo! Eu encontrei a estrela que tinha no violão da Bella junto com uma foto da Julia no seu quarto, pára de mentira!”

“Não é verdade!” ela exclamou alto.

“É verdade sim e você sabe disso.” Falei entre dentes.

“Você andou mexendo nas minhas coisas? No meu quarto?” ela falou baixinho, me fuzilando com o olhar e com um sorriso maldoso nos lábios. “Os professores não vão gostar nadinha de saber disso, a sua namorada principalmente. Eu poderia até falar que você estava me agarrando...”

“Você não vai falar e você sabe o porquê.” Minha mão estava apertada em seu braço. Ela se remexia, incomodada, mas eu não larguei. “Você vai ficar calada e vai andar na linha até quando eu quiser. Não se atreva a fazer nenhuma gracinha Gabrielle, ou tudo vai por água abaixo.” Larguei seu braço, e ela levou a outra mão ali, massageando.

Eu podia sentir o ódio que exalava dela. Ela tentava ver uma maneira pra sair daquela situação, mas sabia que não tinha como. Então virou as costas, jogando o cabelo pra trás e saiu caminhando.

“Eu só tenho mais um pergunta.” Falei alto para que ela pudesse ouvir. Ela parou. “Por que isso? Por que tanto ódio, tanto rancor, tanta criancice?” Ela apenas me olhou, e percebi as lágrimas escorrendo pelo seu rosto vermelho, enquanto ela se limitava a ficar calada e voltar a caminhar.


POV JULIA

Estávamos em um carro, com Marcus dirigindo e me olhando as vezes, encantado e com um sorriso nos lábios. Eu estava sem graça. Eu não sei o motivo. Talvez o nervosismo. Eu não sei o que ia acontecer e isso estava me deixando ansiosa. Ele parou o carro em frente a um restaurante de aspecto fino e desceu para abrir a porta para mim.

Quando eu desci, imediatamente veio um homem e Marcus entregou as chaves do carro, para que ele pudesse estacionar o carro no lugar adequado. Ele agarrou a minha mão e me deu um leve beijo, me deixando surpresa. Deu o meu sorriso lindo e me encaminhou para dentro do restaurante.

Ele puxou a cadeira para que eu me sentasse como um perfeito cavalheiro. Sentou defronte a mim. O garçom veio nos atender.

“Gostariam de beber alguma coisa?” ele perguntou elegantemente. Marcus me olhou.

“Um vinho, por favor.” Respondi, com um sorriso.

“Um Martini.” ele falou.

Ele começou a puxar papo e eu fui conversando com facilidade com ele. Percebi que isso estava fazendo meu nervosismo desaparecer.

“Adorei ver você agarrada no pescoço da Bella.” Ele comentou, levando o copo a boca.

“Hum... é...” falei ficando vermelha. Eu detestava quando me viam nessas situações.

“Não precisa ficar envergonhada. Eu adoro quando você é apenas você mesma.”

“O.K...”

“Como dono de restaurante, eu poderia lhe indicar um bom prato?” ele me perguntou.

“Claro que sim.”

Ele sinalizou para o garçom, que se aproximou e ele lhe falou o prato baixinho para que eu não pudesse ouvir.

[...]

Esse restaurante devia ser muitíssimo caro. Além de tudo era enorme. Tinha um salão amplo do lado esquerdo, atravessando as portas de vidro. Ali tocavam musicas aconchegantes e vários casais estavam dançando.

Apenas por instinto talvez, eu balançava o meu corpo levemente ao ritmo da musica, olhando para o salão, enquanto Marcus acertava as contas. Eu queria tanto dançar.

Queria dançar com Marcus, senti o perfume que estaria em seu pescoço, o cheiro dos seus cabelos elegantemente penteados.

“Você gostaria de dançar?” ele perguntou.

“Hãm?” falei, por que estava completamente entretida nos meus pensamentos.

“Você gostaria de dançar? Percebi que está no ritmo da musica.”

“Nã... Não... Não é nada...” engasguei. Droga! Por que eu tinha que ficar assim?

“Ahh, por favor, Julia. Vai querer ou não? Ou está com medo que eu pise em seu pé? Posso lhe garantir que sou um bom dançarino.” Ele falou rindo.

“Sim.” Falei. “Vamos ver se é bom mesmo ou só está se gabando.”

Eu levantei da cadeira e ele já entrelaçou sua mão na minha e fomos em direção ao salão. Na entrada, tinha um jarro elegante com várias rosas vermelhas. Ele passou a mão por ali, e puxou uma me entregando.

Quando chegamos ao centro, ele passou sua mão por minha cintura, me puxando para mais perto, enquanto eu entrelaçava meus braços em seu pescoço. Seus olhos me olhavam fortemente e eu assim mantive. A música começou a tocar.

*Link seguro para acessar a musica
http://www.youtube.com/watch?v=qYIMjt-J37c
Michael Bublé feat Laura Pausini – You’ll Never Find (tradução)

Você nunca irá encontrar, o tempo que você viver
Alguém que te ame tanto quanto eu
Você nunca irá encontrar, não importa o quanto procure
Alguém que se importa tanto com você do jeito que eu me importo

Whoa, eu não estou me achando, baby
Mas eu sou aquele que te ama
E não tem mais ninguém! mais ninguém!

Você nunca irá achar, isso eu vou levar até o final
Alguém que te entenda do jeito que eu entendo
Você nunca irá achar a rima, a rima
Toda a mágica que trocamos, só nós dois

Woah, Eu não estou tentando fazer você ficar, baby
Mas uma coisa eu sei que algum dia, algum dia
Você vai (você vai sentir falta do meu amor)
você vai sentir falta do meu amor (você vai sentir falta do meu amor)
você vai sentir falta do meu amor (você vai sentir falta do meu amor)
você vai sentir, você vai sentir falta do meu amor

Tarde da noite, baby (você vai sentir falta do meu amor)
Quando estiver muito frio lá fora (você vai sentir falta do meu amor)
você vai sentir, você vai sentir falta do meu amor

Você nunca irá achar um amor como o meu
Alguém que precise tanto de você como eu
Você nunca vai ver o que você achou em mim
Você vai continuar procurando e procurando durante toda sua vida

Whoa, eu não te desejo má sorte, baby
Mas não existe 'se' e 'mas' ou 'talvez'

(você vai) você vai sentir falta (falta do meu amor)
você vai sentir falta do meu amor (você vai sentir falta do meu amor)
eu sei que você vai sentir falta do meu amor (você vai sentir falta do meu amor)
você vai sentir, você vai sentir falta do meu amor

Whoa, oh, oh, oh, oh (você vai sentir falta do meu amor)
Tarde da noite, baby (você vai sentir falta do meu amor)
Quando ficar realmente frio lá fora (você vai sentir falta do meu amor)
eu sei, eu sei que você vai sentir falta do meu amor

Deixe-me dizer que você vai sentir falta do meu amor
Sim, você vai, baby (você vai sentir falta do meu amor')
Quando eu já tiver ido ha muito tempo

Eu sei, eu sei, você vai sentir falta do meu amor

“Só queria dizer que você está linda.” Ela falou no meu ouvido, deixando os lábios tocarem a pele ali, me fazendo suspirar e sentir o perfume gostoso.

“A noite está perfeita.” Falei perto também. Comecei a passar os dedos carinhosamente por sua nuca.

“Se eu tentasse te beijar agora, você teria algo contra?”

“Pensei que você não fosse fazer isso nunca.” Falei com um sorriso nos lábios, enquanto aproximava meu rosto do seu e o beijava, enquanto ele segurava o meu rosto com uma das mãos e a outra se mantinha nas minhas costas.

Ficamos ali nos balançando, com os lábios colados. Nos separamos eu dei meu sorriso mais feliz.

“Sabia que eu estou gostando mesmo de você?” ele falou sério, me olhando nos olhos para ver minha reação. “Nunca pensei que fosse ficar tão louco por uma mulher. Você é completamente diferente de tudo que eu já conheci. Na verdade, você é muito melhor do que todas.” Ele falou, tirando a rosa da minha mão e colocando atrás da minha orelha, onde se misturou com o meu cabelo.

“Você é tudo que eu queria quando eu mais precisei. Você me fez esquecer os problemas, a angustia a tristeza. Fez meus dias ficarem mais lindos... me fez feliz... Não! Na verdade você está me fazendo feliz. Eu nunca pensei que fosse encontrar alguém como você.”

“Mas você está indo embora...”

“Eu posso voltar.”

“Você está prometendo?”

“Eu não sei ainda.”

“Você quer me deixar?”

“Você me quer se eu ficar?”

“Como nunca quis ninguém.” Ele falou.

Senti as borboletinhas voando pelo meu estomago.

“Se é assim, eu também te quero.” Falei com um sorriso, beijando – o.

You'll never find, as long as you live
(Você nunca irá encontrar, o tempo que você viver)
Someone who loves you tender like I do
(Alguém que te ame tanto quanto eu)
And you'll never find, no matter where you search
(Você nunca irá encontrar, não importa o quanto procure)
Someone who cares about you the way I do.
(Alguém que se importa tanto com você do jeito que eu me importo)

Nessa hora a musica acabou. Os olhos de Marcus tinham um brilho especial, feliz, contente, triunfante!

“Podemos ir embora? Eu queria ter levar em outro lugar ainda.”

“Claro.” Falei surpresa. “Onde vamos?” perguntei curiosa.

“Você vai saber daqui a pouco.”

Saímos do restaurante e ele pegou o carro.

Passeamos pelas ruas da Itália que estava iluminada.

Quando chegamos em uma rua muito bem iluminada, ele estacionou o carro e desceu, já me puxando pela mão. Vi uma grande placa onde estava escrito: “Jardin du Luxembourg”.

Quando chegou ali, ele foi me puxando até um pequeno porto que tinha, onde havia vários iates parados. Ele me puxou pro primeiro que viu e já foi ligando.

Quando estávamos longe, eu ouvi um homem gritando em italiano algumas palavras que eu não entendi, mas que com certeza não eram boas.

“O que você fez?” perguntei.

“Peguei emprestado.” Ele falou com um sorriso travesso no rosto.

Quando estávamos a uma bela distancia, ele parou e ficamos ali, longe de mundo, apenas nos dois, vendo a cidade passar com suas luzes brilhosas. A lua estava esplendida acima de nossas cabeças, como se estivesse coroando a minha noite perfeita.

Eu estava na ponta do iate, com os olhos fechados, sentindo o vento passar por mim, jogando meus cabelos pras costas, quando Marcus me abraçou por trás.

“A noite está perfeita.” Falei.

“Está perfeita por que você está aqui comigo.” Ele falou me virando pra ficar frente a ele e me beijando.

O nosso beijo começou calmo, delicado. Então eu senti a urgência no meu corpo, em minhas mãos, na minha cabeça... em tudo! De repente, o beijo se tornou caloroso, Marcus me puxou para mais perto do seu corpo e eu percebi o que ia acontecer bem ali. Eu não iria interromper, apenas deixar acontecer.

Quando eu tirei o paletó e abri a blusa de botões branca que ele usava por baixo, ele olhou nos meus olhos com desejo.

“Você quer continuar?” ele perguntou.

“Claro que sim.” Respondi, voltando imediatamente a beijá-lo.

O desejo era grande demais, e eu via que era compartilhado por ambos. Marcus era tudo que eu sempre desejei. Se brincar, muito mais. Então quando ele tirou o meu vestido e já estava sem suas roupas, eu percebi que era realmente aquilo que eu queria.

Capítulo 43
O Show - Parte I


Eu e Edward estávamos ensaiando a beça.

Julia tinha ficado de assistir alguns ensaios, mas no momento estava dormindo depois da noite que teve. Ela chegou por volta das 5 da manhã, com as sandálias nas mãos e um sorriso no rosto. Não falou nada, apenas caiu na cama e dormiu. Antes disso conseguiu murmurar: “Quando eu acordar, te conto tudo.”

Tudo bem. Saí correndo e fui pro ensaio.

Ensaiamos todas as musicas. Estava tudo perfeito.

O Deivison aparecia de hora em hora para ver.

Os músicos contratados eram muito bons e eu não precisava tocar sempre, o que eu agradeci.

Passavam se horas e horas, e eu Edward não saímos da sala.

O grande show era amanhã. O grande show. Era assim que eu me referia a tudo isso. Nunca mais ia ter uma oportunidade dessas. Edward concordava comigo e ria toda vez que eu falava assim.

“Temos grandes chances de alguém no encontrar por aqui e nos contratar.” Ele falava.

Eu não tinha muita esperança quanto a isso não. Estava levando tudo muito a sério, mas com uma certa dose de brincadeira.

O que importa é que o nervosismo estava batendo na porta. Esperava que Julia já tivesse comprado minha roupa.

A noite, voltamos para o hotel, jantamos e depois eu fui tomar um banho. Quando eu retornei ao quarto, Julia já estava acordada, conversando com Marcus pelo celular. Entrei no banheiro e antes sinalizei pra ela que queria saber de tudo. Ela deu uma risada.

O banho foi relaxante.

Saí com a toalha nos cabelos, e Julia estava na cama cantarolando uma musica.

“Tá. Vamos contando tudo.”

“Vou ser rápida, certo?” ela falou. “Saímos, jantamos, fomos no parque e nos amamos.”

Estava de boca aberta.

“Assim? Tão simples?” perguntei.

“Pra quê complicar as coisas?” ela perguntou.

“E os detalhes?” perguntei já sentando na cama ao lado dela.

“Você quer mesmo saber?”

“Óbvio!”

“Ta bom então.”

Ela foi falando e eu fui ficando vermelha diante das confissões. Oh My God! Quando eu contava as coisas que aconteciam entre eu e Edward pra ela eu não contava com tantos detalhes. Mas ela contava tudo sem nenhum pingo de vergonha. E ria. Ria muito!

De felicidade, talvez das minhas expressões chocadas diante de tantos detalhes, por está amando! Sei lá! Eu sei que eu estava feliz por ela e preocupada ao mesmo tempo. Eu estava vendo o tempo fechar sobre a cabeça de Julia, mas ela não parecia ligar para as confusões que seu coração estava se metendo.

Bateram na porta e eu dei um pulo pra abri.

“Oie Cullen.” Falei quando vi Edward na porta. Ele sorriu. Não gostava quando eu o chamava assim, mas havia se acostumado.

"Estão nos chamando lá embaixo para comer umas besteirinhas e conversar. Topa?”ele perguntou.

“Agora!”

Ele colocou o corpo um pouquinho para o lado e inclinou a cabeça.

“E ae fadinha! Como foi a noite?”

“Por favor! Não pede pra ela contar de novo não!” falei, enquanto riamos, com uma Julia com o rosto vermelho. “Vem! Só não podemos demorar.” falei voltando e puxando a pela mão, enquanto descíamos as escadas, com eles dois reclamando. “Amanhã é o dia!”

***

Eu e Edward marcamos de ir cedinho ao salão onde seria a festa. Quando chegamos lá, eu estanquei na porta e Edward riu, me puxando pela mão.

O lugar era imenso. E tinha um palco maior ainda já montado! Oh My God! Para quantas pessoas iríamos cantar?

A cena era a seguinte: o salão era enorme. Tinha a estrutura do palco toda no centro, com um corredor central, onde eu (se conseguisse e quisesse) poderia andar até a metade do salão.

Tinha algumas pessoas ali,colocando e arrumando mesas e cadeiras, toalhas, balões.

“Podem ficar a vontade!” ouvi uma voz desconhecida, porem animada.

Me virei, e Edward que estava um pouco afastado perto do palco, veio para o meu lado. Ele estava simplesmente adorando tudo isso!

“Creio que vocês devam ser Bella e Edward. Deivison avisou que vocês viriam.” Detalhe para a intimidade. Bella. “Eu sou Viviane.” Ela falou estendendo a mão. “Estamos preparando tudo para que o show de vocês seja de ar – ra – sar!” ela falou sacudindo os quadris.

Ouvi seu nome sendo gritado e ela pediu licença, se retirando.

“Isso vai ser uma loucura Edward!” falei, encostando a cabeça no seu peito. “Olha só o tamanho disso aqui! Eu to ficando desesperada! E olha ali!” falei com a mão em sua cintura, girando – o. “gente, eles vão fazer uma boate?” eu perguntei quando via alguns homens pendurados no teto, colocando alguns equipamentos de luzes.

“Ahhh, deve ser! Que ótimo! Depois que a gente cantar, você vai ter que dançar muito comigo! Eu quero que você dance comigo como naquela festa em Forks que eu te agarrei. Não sei se cheguei a comentar na ocasião, mais você estava sexy.” Ele falou sem vergonha.

Ruborizei.

“Eu sei que estava. Pode deixar que eu vou caprichar.” Ele me beijou, tirando – me do chão.

“Vamos continuar vendo?” ele perguntou, me recolocando no chão. Respirei fundo.

“Vamos.”

Vi de pertinho o palco, andando ao lado, segurando a mão de Edward. Ele era experiente, afinal, já tinha tocado durante um tempo em uma banda e tudo aquilo era muito encantador.

Fomos para parte de trás do palco. Ali, tinha duas portas. Em uma, tinha várias cadeiras, um monte de roupas penduradas em cabides. Tinha uma grande penteadeira branca com dourado.

Nessa hora, a porta abriu novamente com estrondo e Viviane entrou feliz por ali.

“Edward, você pode nos dar licença?” ela falou, já empurrando – o. “Precisamos escolher o vestido para Bella.”

“Não! Não! Não!” exclamei na hora. “Quero dizer, eu já tenho um.”

“Ahhh!” ela suspirou decepcionada. “Tem certeza que não quer dar uma olhada mesmo assim? Tem uns lindos e são novinhos! Alguns nunca foram usados!”

“Não, obrigada mesmo. Estou satisfeita com o meu.”

Saí puxando Edward que tinha uma expressão divertida, engraçada e surpresa no rosto.

“Quando você comprou um vestido?” ele perguntou, levantando a sobrancelha, intrigado.

“Coisas minhas Edward.” menti descaradamente.

Esperava que Julia já tivesse comprado... Edward tinha um sorriso triunfante no rosto.

Entramos na outra sala.

Essa tinha várias caixas de papelão. Saímos da sala. O que dava de frente era as escadas que davam acesso ao palco. Comecei a caminhar para longe.

“Vamos subir no palco?” Edward perguntou. Olhei – o assustada. “Bella! Você vai ter que subir mais tarde! Veja logo como será! Reconheça o espaço.”

Ele saiu da frente das escadas e me deu passagem. Voltei, respirei fundo e subi o primeiro degrau. Continuei. Quando terminei a escadas, fui caminhando até o centro. Senti Edward vindo devagar atrás, provavelmente querendo me deixar curtir o momento.

Agradeci internamente. Era incrível! Dali, dava para ver o espaço total do lugar. Estava tudo mais bonito. Já tinha mesas forradas elegantemente e a decoração começava a tomar forma.

Edward se aproximou por trás de mim, colocando a mão na minha cintura e falando no meu ouvido.

“Gostou?”

“É incrível! Tem um friozinho passeando pela minha barriga.” Falei, rindo baixinho.

Ele sorriu.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=IrvoKcbAwzY&feature=rec-LGOUT-real_rev-rn-HM
Mauricio Manieri – Meu Bem Querer

Uh, uh, uh, baby
Eu ontem tive um sonho
Sonhava que você
Beijava a minha boca, era tão bom
Ia deslizando no meu corpo
E me deixando louco
Pena que isso tudo era só sonho
O quê que eu faço se é você que eu venero
Ainda te amo, meu amor, ainda te quero
Sem você não vivo nem um segundo
Sem teu amor fico perdido no mundo
Como era bom, amor, te ver sorrindo
Ah, ah, que lindo, que lindo
E ter você, paixão pra vida inteira
Te carinhar, minha linda sereia

Vem me dar seu amor
Vem que eu quero você
Meu bem querer

Uh, uh, uh, baby
Não é mais sonho nada
Em plena madrugada
Você vem surgindo toda nua
Linda, cabelo contra o vento
Tornando o meu momento
Cheio de beleza e fantasia


O quê que eu faço se é você que eu venero
Ainda te amo, meu amor, ainda te quero
Sem você não vivo nem um segundo
Sem teu amor fico perdido no mundo
Como era bom, amor, te ver sorrindo
Ah, ah, que lindo, que lindo
E ter você, paixão pra vida inteira
Te carinhar, minha linda sereia

Vem me dar seu amor
Vem que eu quero você
Meu bem querer

Baby, o sonho acabou
Ainda amo você
Meu bem querer


Eu ontem tive um sonho
Sonhava que você
Beijava a minha boca, era tão bom


Suspirei e fechei os olhos. Entrelacei meus dedos nos seus e virei. Subi nossas mãos na altura dos nossos rostos. Abri meus olhos e fixei nos dele. Ele continuou e eu o acompanhei.

Sem você não vivo nem um segundo
Sem teu amor fico perdido no mundo


Estava um silencio total. Só dava para ouvir o som das nossas vozes.

Vem me dar seu amor
Vem que eu quero você


Quando terminamos a musica, ele enlaçou seus braços ao redor do meu tronco, nossos lábios colados, me tirando do chão.

“Que lindo!” Edward afastou o rosto. Viviane. “Vocês vão ar – ra – sar!” ela falou, sacudindo os quadris.

Fechei os olhos e balancei a cabeça. Viviane ar – ra – as – va comigo. Bati as mãos nos ombros de Edward para que ele me colocasse no chão. Pelo incrível que pareça, eu ainda estava no ar.

“Já estamos indo. Estávamos só vendo o palco.” Ele falou.

“Tudo bem. Não vou atrapalhar vocês.” Ela falou, se retirando.

“Onde estávamos?” ele perguntou, na hora em que eu já passava meus braços ao redor de seu pescoço, tornando a beija – lo.

[...]

Quando retornamos ao hotel, fui comer uma salada com Julia no restaurante.

Aproveitei o notebook aberto na mesa, e escrevi para Camila, Joicy e Renée.

Edward tinha saído, falando que ia resolver algumas coisas com Deivison.

POV EDWARD

Dei um perdido em Bella. Precisava entregar o vestido pra ela. Fui rapidamente ao meu quaro, peguei a caixa onde estava o vestido cuidadosamente dobrado junto com as outras coisas.

Sai e fui no quarto dela. Entrei e coloquei a caixa cuidadosamente sobre a sua cama. Peguei uma folha no caderno que estava no criado mudo ao lado da cama e escrevi um bilhete, colocando – o em cima.

Na cama de Julia também tinha uma caixa elegante, provavelmente com o vestido que ela teria comprado. Ri pensando em Bella curiosa para ver o seu.

POV BELLA

Edward me ligou, falando que só nos veríamos a noite, pois tinha algumas coisas a resolver. Terminei de comer a salda.

“Vamos?” Julia perguntou.

“Yeah!”

Eu ia começar a me arrumar cedo para que não me atrasasse e pudesse ficar calma.

Abrimos a porta rindo.

Estacamos na porta. Tinha uma caixa enorme e muito elegante na minha cama, com uma fita, selando. Olhei pra Julia que tinha um sorriso no rosto.

“Vai lá ver o que é!” ela falou, encorajando – me Andei rapidamente e sentei ao lado da caixa. Peguei o bilhete:

“Para a mulher da minha vida.
Te espero elegante e ansiosamente mais tarde.
Não esquece que você é a única que domina a minha mente.
Te Amo.”


Dei um sorriso. O que era aquilo?

“Abre logo!” Julia exclamou, vindo se sentar ao meu lado.

“Você sabia disso?” perguntei.

“ANDA!”

Desfiz o laço cuidadosamente. A ansiedade estava estampada na cara de Julia.

Meu coração palpitava alegremente. Tirei a tampa.

Dentro havia um belo vestido vermelho. Era de alça e decotado. Fiquei paralisada. Passei a mão por cima.

“Vê todo!” pressionou Julia.

Peguei cuidadosamente e tirei da caixa.

Era longo. Além do decote, o corte atrás era em X, o que deixaria a minha costa nua em alguns pontos. Coloquei de frente ao corpo. Era lindo, perfeito, maravilhoso!

Dentro da caixa, tinha ainda um par de sandálias altíssimas, num vermelho bonito, com strass por toda a superfície das tiras cruzadas. E um estojo de veludo preto. Peguei – o. Dentro havia um par de argolas brilhoso e um colar delicado com uma pedra vermelha.





Edward não existia! Oh My God! Era tudo tão perfeito!

“Você sabia disso?” perguntei pra Julia.

Ela sorriu.

“Ele pediu segredo. Ele pediu minha ajuda. Por isso queria que você me deixasse ‘comprar’. Você gostou?”

“É simplesmente perfeito! Eu amei! Quem escolheu?”

“Edward.”

“Tudo?! Você não ajudou em nada?”

“Não mesmo.”

Fiquei extremamente feliz.

“E aquela caixa ali?” reparei.

“Eu não sei. Será que Edward comprou um pra você também?”

“Acho muito provável.” Julia respondeu na duvida.

“De qualquer maneira deve ser pra você. Está na sua cama. Abre logo!” agora era a minha vez de pressiona – la.

Ao contrario de mim, Julia abriu a caixa rapidamente. Dentro havia também um vestido longo verde. Julia arrancou da caixa e começou a rodopiar com ele em frente ao corpo.



“É PERFEITO!”

“Não tem bilhete?”

“Não sei.” Ela falou voltando e tirando dali os papeis. Ela pegou uma papel de carta creme, dobrado ao meio e leu alto:

“Para a mais linda das criaturas.
Com carinho, Marcus.”


“Gente! Que homens foram esses que arrumamos para nossa vida?!” exclamei alto, enquanto riamos.

“Preciso falar com Edward.” falei depois de recolocar tudo no lugar.

“Vai lá!” falou Julia, se estendendo na cama, feliz.

Sai a procura de Edward. Fui no seu quarto, mas ele não estava. Liguei no seu celular. Ele atendeu.

“Preciso falar com você agora!”

“Não posso! Estou resolvendo algumas coisas com o Deivison.”

“É urgente! Onde você está?” perguntei, descendo rapidamente as escadas.

“Na sala de ensaios. O que foi?”

“Me encontra no caminho, perto do jardim!” desliguei o celular, antes que ele contestasse.

Terminei de descer as escadas correndo e atravessei o saguão de entrada. Sai em direção aos jardins. Continuei correndo.

Quando o vi ao longe, me joguei com tudo quando nossos corpos se aproximaram o suficiente. A força foi tamanha, que caímos no chão perto de duas arvores e vários arbustos.

“É lindo!” exclamei em cima do seu corpo.

“O quê?!”

“O vestido! É perfeito!” falei beijando – o. “Obrigado!”

“Ainda bem que você gostou.” Ele falou rindo. “Tudo isso só para agradecer? Devia fazer isso mais vezes. É lindo ver seus olhos tão radiantes.”

“Se você quiser ver meus olhos radiantes, basta olha – los quando estou ao seu lado.” Respondi feliz.

Passei cada uma das minhas pernas ao redor da sua cintura, ficando sentada.

“Sabia...” falei mexendo na barra da sua camiseta, perto do botão da calça. “...que você merecia uma recompensa?” falei passando minhas unhas carinhosamente pela sua barriga. Como era bom esse meu namorado!

“É mesmo?”

“Uhum.” Respondi, pressionando minhas coxas ao redor do seu corpo. Ele suspirou fundo.

“E você sabia que alguém pode passar por aqui e ver você me seduzindo?” ele perguntou.

Abaixei minha cabeça e aproximei minha boca do seu ouvido.

“Eu não estou me importando.” Respondi mordendo levemente sua orelha. Ele soltou um fraco gemido. Eu estava adorando ver ele se controlando.

“Você anda muito quente.” Ele falou.

Soltei uma risadinha.

“Sabe...” falei mordendo seu lóbulo. “... eu queria...” beijei seu pescoço. “...estar com você agora.”

“Mais você está” ele respondeu, respirando fortemente.

“Você entendeu.” Falei deslizando minha mão pelo seu peito. Ele estava sendo forte. Vamos ver até quando isso vai durar.

A outra subiu no seu pescoço, fazendo um carinho na sua nuca. Minha boca o beijou fortemente, na hora em que eu puxava seus cabelos.

Suas mãos me pegaram de surpresa e ele rolou o corpo. Agora ele estava em cima de mim, me beijando tentadoramente. Sabia que ele não ia resistir.

“Olha só. Você provocou, atiçou e eu estou louco pra fazer tudo que eu sei que você quer.” Ele falou, beijando fortemente meu pescoço. “Só que no momento eu acho que não dá. Só se você quiser fazer aqui mesmo.” Ele falou me olhando, pra saber a minha resposta.

Comecei a rir.

“Não. Eu queria ver até onde ia o seu autocontrole.” Falei, empurrando – o de cima de mim e levantando, enquanto ele me olhava com um cara de safado, ainda sentado no chão.

“Tchau meu Cullen. Até mais tarde.” Falei dando um beijo rápido.

Não tão rápido. Antes de me afastar, ele segurou meu braço e me puxou novamente. Nossos olhos se encontraram.

“Isso vai ter volta, certo?” ele falou.

“Com certeza.” Falei, me soltando, e saindo feliz.

[...]

Eu passei todas as musicas com Julia.

Nos divertimos pra caramba, pois Julia estava cantando as partes de Edward.

Eu estava mais segura agora que estava quase chegando a hora. Várias pessoas bateram na porta do quarto, para me parabenizar. Os meus colegas da escola estavam todos demasiadamente excitados com tudo isso. Eu estava adorando toda aquela atenção também.

Bateram novamente na porta, e Julia foi reclamando abrir.

“É a ultima vez que eu vou abrir essa porta.” Ela resmungou, enquanto eu fazia um exercício de voz.

“Olá colegas!” ouvi a vozinha enjoadinha. Não! Não me diz que é quem eu penso que é...

“Bella!” ouvi Viviane entrando no quarto, e deixando Julia pasma na porta. “Vim saber como está os preparativos pro seu show de ar – ra – sar!” ela falou sacudindo os quadris. Pronto. Começou. Julia da porta fez uma careta.

“Está tudo certo.” Respondi.

“Que ótimo!” ela falou. “Já que você ano quis os vestidos, será que eu posso ajuda – la com o cabelo e maquiagem? Estão ai fora pra quando você chamar.”

“Olha, realmente não prec...”

“Precisa sim!” interferiu Julia. “Pode mandar o maquiador subir as 16:00 e o cabeleireiro as 18!” falou Julia, já empurrando Viviane pra fora do quarto. “Muito obrigada por tudo!” e bateu a porta com força na cara dela. Se virou para mim.

“Está ficando louca em dispensar um cabeleireiro mulher? Quem você acha que vai arrumar seu cabelo?”

“Uai, eu pensei que era você?”

“Era... Mas já que tem cabeleireiro a disposição, vamos usufruir.” Ela falou, levantando os ombros.

Era 15:00h. Eu estava sem um pingo de fome. Tinha comido só a salada mais parecia ter me entupido. Tomei um banho então e relaxei.

Deixei meus cabelos secar e não fiz nada com eles já que mais tarde alguém ia fazer isso pra mim. Vesti um short curtinho preto e uma camiseta fininha, enquanto esperava pelo maquiador.

As 16h em ponto ele estava batendo na minha porta.

“Olá minha estrela.” Ele falou alegremente. “Me chamo Thy e vim te maquiar.”

Parei na porta, com a boca entreaberta. O homem estava parecendo um pavão minha gente! Não tinha ninguém sã nesse lugar? Tinha pluma rosa pra todo lugar que quase eu não consegui ver seu rosto. Ele estalou os dedos e mais dois ‘homens’ entraram, com uma cadeira grande e confortável e varias malas rosa que foram espalhando pela minha cama. Um me puxou da porta enquanto o outro a fechava.

“Nossa, precisamos realmente de tudo isso?” Julia perguntou, largando a revista que ela estava lendo de lado e se arrumando na cama.

“Eu queria trazer muito mais, mas Viviane falou que a Bella talvez não gostasse de... hum... tanta coisa assim em cima dela.”

“E ela acertou.” Falei suspirando, enquanto me recostava na cadeira.

“Então vamos ao trabalho! Preciso ver seu vestido, acessórios e tudo que você vai usar nessa linda noite.” Ele falou, batendo palmas.

Levantei e fui mostrando tudo pra ele. Ele suspirou alto.

“Você vai ar – ra – sar colega com esse vestido!” virei os olhos pro arrasar. “É escândalo! Ótimo bom gosto esse seu.”

“Foi Edward quem me deu.” Respondi, voltando a sentar na cadeira que ele indicava.

“Ui Ui Ui. Adoro homens com bom gosto.”

Olhei assustada pra ele pelo espelho na minha frente. Ele deu uma gargalhada escandalosa.

“Não se preocupe bonequinha. Já ouvi comentários sobre ele, mas já tenho o meu.” Ele respondeu ao meu olhar.

Fiquei mais aliviada. Era só o que me faltava mesmo. Um gay dando em cima do meu namorado. Recostei a cabeça no encosto da cadeira e ele começou a fazer seu trabalho conversando e cantarolando.

Eu adorei o Thy (fora a parte que ele elogiou meu namorado, é claro), mas ele era divertido. Quase que não conseguia fazer a maquiagem devido as minhas crises de riso toda vez que ele contava sobre sua vida amorosa.

Depois de muita coisa passeando pelo meu rosto, Thy exclamou:

“Prontinha! Você está perfeita para o show!”

Abri os olhos e me olhei. Estava irreconhecível. A maquiagem estava carregada, mas mesmo assim elegante e bonita como a noite pedia.

Agradeci.

“Thy, quando você casar, prometo que o bofe é seu.” Falei brincando.

“Pode deixar bonequinha, por que quando eles caem na minha rede, não tem tubarão que tasque.” Ele falou rindo alto.

“Próxima!” ele falou, e Julia pulou na cadeira.

“Julia, que horas mesmo o cabeleireiro vem?” perguntei.

“As 18h.”

Olhei o relógio e eram 17:30h.

“Acho melhor começar a me vestir.” Falei. Peguei minhas coisas e fui para o banheiro. Quando eu comecei a tirar o short, me lembrei e voltei.

“Poderia me emprestar isso?” perguntei pro Thy, pedindo um espelho enorme que estava encostado na parede.

“Claro, pode levar.” Ele respondeu.

Carreguei o espelho ate o banheiro e o encostei na parede perto da porta. Ali dava para me ver de corpo inteiro. Enrolei meu cabelo em um coque mal feito e prendi com um grampo e comecei a me despir.

O vestido serviu direitinho em mim. Era como se Edward tivesse levado o meu molde. Eu estava linda, tinha que admitir para mim mesma. Estava irreconhecível e absurdamente elegante. Como um vestido bonito e uma maquiagem transformavam uma pessoa. Saí do quarto.

“Então, como estou?” perguntei girando em frente aos outros dois. Julia abriu os olhos e levantou a cabeça.

“Ohh amiga! Você está divina!”

“Absurdamente linda bonequinha. Vai ar – ra – sar com tudo!” exclamou Thy. “Vamos colega terminar logo a sua.” Ele falou, recostando Julia novamente na cadeira.

A campainha tocou. Fui com calma atender.

“É aqui que eu tenho que arrumar o cabelo de uma Bella?” perguntou uma mulher linda, parada na porta, com uma mala em cada mão.

“Sim!” respondi.

“Suponho que seja você. Então vamos entrando. A propósito, você está muito bonita” Ela falou. Quando viu Thy, soltou um gritinho. “Eu não acredito! Thy, o que fazes por aqui?” ela perguntou, abraçando –o.

“Ahhh Thify, eu vim trabalhar uma temporada por aqui. Cansei de Paris.” Ele falou.

Olhei pra Julia que tinha tomado um susto com o grito, e ela balançou a cabeça novamente, rindo. Ó dia.

“Deixa eu arrumar essa moça aqui.” Ela falou, puxando outra cadeira e me fazendo sentar ali. Começou a mexer no meu cabelo. Escovou ele todo. Depois separou minha franja e começou a fazer o penteado. Não era nada comparado ao que eu já tinha feito antes. Ela amarrou a metade dele e soltou o resto.

Depois foi modelando pequenos cachinhos com mousse e que foram se transformando em uma cascata depois de pronto. Arrumou minha franja e colocou ela presa na minha orelha um grampo prata elegante. Passou alguma coisa que eu não sabia o que era, mais que deixou ele todo brilhoso e cheio de glitter. Eu adorei. Fiquei imaginando Edward não ia me confundi com outra pessoa quando eu chegasse pra cantar com ele.

Thy terminou com Julia que vestiu também seu vestido e Thify também arrumou seu cabelo.

Julia também estava igualmente linda. A beleza dela já irradiava sem grandes esforços.

Coloquei delicadamente as sandálias nos mus pés e vi se conseguiria me equilibrar ali. Andei de uma lado para o outro me sentindo a Miss do Mundo.

“Nos já vamos! Chegaremos um pouco atrasados, mas com certeza não vamos perder esse show!” falou Thy, me dando um abraço e desejando boa sorte e depois Thify.

“Tudo bem?” Julia perguntou.

“Ahãm. Quero ir logo!” exclamei.

“Quantas horas são?”

“20:40.” Respondi.

“Acho que esta na hora de você ir.”

“Aim My God! Cadê Edward que não aparece?” perguntei desesperada.

Nessa hora a campainha tocou, e eu fui abri a porta pra ver meu deus grego parado na porta, com um terno preto, uma gravata vermelha e uma rosa saindo do bolso. Meu sonho de consumo: lindo, perfeito e elegante.

“Estão nos esperando, madame.” Ele falou, pegando minha mão e beijando.

Sorri.

“Já estou pronta.”

“Devo ressaltar que está extremamente bela, minha Bella.” Ele falou me girando e me dando um pequeno beijo.

“Julia, você vai descer agora?” perguntei.

“Sim. Mais pode ir. Eu vou me encontrar com o Marcus.” Ela respondeu.

Voltei no quarto, dei um leve beijinho no seu rosto, enquanto me despedia da minha amiga e ia para os braços do meu amado.

Capítulo 44
O Show - Parte II


Quando chegamos ao saguão, tinha várias pessoas, incluindo hospedes, que já estavam prontos para sair.

Meu rosto esquentou quando eu vi que por onde quer que eu passasse com Edward, parecia que todos estavam me olhando. Apertei mais forte sua mão.

“Eu não falei que você ia ser a mulher mais bonita da festa?” ele falou no meu ouvido.

Apenas sorri. Continuava nervosa.

Passamos por alguns colegas de classe, que eu acenei discretamente.

O olhar de uma pessoa conseguiu prender minha atenção.

Gabrielle estava com um vestido rosa e a cascata de cabelos loiros caia pelas costas. Seu olhar mortal que eu tanto conhecia pousou em mim. Senti toda a maldade existente sendo direcionada a mim por aqueles olhos. Segurei seu olhar, apenas encarando – a.

Meu coração estava apertado com o olhar de Gabrielle, como se ela fosse aprontar. Era bem típico dela fazer esse tipo de coisa.

“Vamos?” Edward convidou, me direcionando pra entrada do hotel, onde descemos as escadas.

Tinha um carro preto parado, onde ele abriu a porta para que eu entrasse. Ele se sentou ao meu lado. Ele estava tão perfumado. Colei meu nariz em seu pescoço para poder sentir melhor aquele cheiro inebriante. Ele me abraçava e eu me sentia o ser mais feliz. Nem o nervosismo conseguiu me dominar.

Quando chegamos ao local da festa, meu queixo caiu. Nem parecia ser o mesmo lugar.

Tinha tanto carro na frente, tinha várias luzes piscando.

Entramos. Ali mesmo que eu fiquei bestificada. Pra onde quer que eu olhasse tinha preto, vermelho e dourado. TUDO! Mesas de bilhar, totó, sinucas, bares com barmans dançando e girando garrafas, homens de terno dourado que servia bebida e as mesas todas decoradas no mesmo tom.

Um pouco mais ao lado estava uma pista de dançar. Balões espalhados por todos os lados completavam a decoração. Nas mesas espalhadas tinha muita comida.

“Incrível.” Exclamei.

Uma musica calma tocava para recepcionar todos os convidados.

Várias mulheres elegantes chegavam, mas mesmo assim eu ainda me sentia a mais bonita de todas elas. Eu e Edward ficamos andando por ali, falando com alguns conhecidos, embalados pela musica.

Fomos para trás do palco, onde a sala que tinha a penteadeira prateada tinha uma placa na entrada escrito CAMARIM. Ali estava já a banda que ia tocar com a gente. Cumprimentei todos quando entrei com Edward.

Começamos a conversar e eu senti o nervosismo começar a brotar dentro de mim. Tomei um copo de água bem na hora que o Deivison entrou.

“Vocês começam a cantar dentro de 10 minutos.” Ele falou animado. “Eu quero ver vocês ar – ra – san – do!

Oh My God! Esse povo tinha ficado muito tempo ao lado da Viviane.

“Vai dar tudo certo!” Edward falou ao meu lado, me abraçando. “Vamos fazer tudo que ensaiamos.”

Apenas balancei a cabeça confirmando.

Ouvi uma voz masculina no microfone dando boa – noite aos convidados e muitos aplausos. Vi os garotos da banda se levantando e indo em direção ao palco se posicionar. Tremi.

“Eu vou. Não esquece tudo que combinamos.” Ele falou me dando um beijo.

“Não esquece que te amo.” Olhei no espelho e retoquei o batom.

Depois de uns três minutos eu ouvi:

Então eu queria que vocês aplaudissem e recebessem a banda que irá tocar aqui hoje.

Então ouvi o som da bateria com as guitarras e violão. Então eu estava no pé da escada, com meu coração querendo saltar pela boca, segurando a mão dele e então nós dois subimos no palco. As cortinas se fecharam atrás de nós e eu percebi que não tinha mais como eu correr.

Estava lotado. Olhei fixamente para todo o salão e não conseguia nem estimar quantas pessoas tinha ali.

Fomos aplaudidos e então a voz de Edward começou a ser ouvida de todas as partes.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=otbL8blg1vk
Far Away - Nickelback


A nossa interação era completa. Edward cantava olhando nos meus olhos, passando confiança. O nervosismo já não mais flutuava perto de mim.

This time, this place,
Misused, mistakes
Too long, too late
Who was I to make you wait?
Just one chance, just one breath
Just in case there's just one left
'Cause you know, you know, you know...


Juntamos nossas mãos. A minha voz se conectava com a dele com se tivesse um imã.

That I love you
I have loved you all along
And I miss you
Been far away for far too long
I keep dreaming you'll be with me
And you'll never go
Stop breathing if I don't see you anymore


Pela primeira vez eu olhei para as pessoas desde que tinha começado a cantar. Até esse momento, meus olhos só seguiam o rosto de Edward. Vi Julia sentada em uma mesa mais ou menos no meio. Ela sorriu radiante e estava feliz, com sua mão entrelaçada em um Marcus extremamente elegante.

On my knees, I'll ask
Last chance for one last dance
'Cause with you, I'd withstand
All of hell to hold your hand
I'd give it all
I'd give for us
Give anything but I won't give up
'Cause you know, you know, you know



Quando eu ouvi o ultimo acorde, Edward me puxou para o meio do palco, enlaçou sua mão na minha cintura, encostando meu corpo no dele, enquanto cantávamos:

Hold on to me and, never let me go.


Todos aplaudiram. Meu sorriso apareceu facilmente em meus lábios. Edward deu um leve beijinho no meu nariz.

A cortina atrás de nós se abriu e ali tinha um piano preto e brilhos, na qual Edward se dirigiu, sentando. Eu fiquei em pé, ao lado. Os dedos dele deslizaram formando um belo som, baixinho, porem calmo e tranquilo.

“Bem, boa – noite a todos.” Falei. “A próxima musica eu queria dedicar para uma pessoa essencial na minha vida.” Olhei para ele que não parava de tocar, com os olhos incandescentes, brilhosos. Os olhos do homem que eu amava.

Essa viagem foi essencial. Me fez rever tudo que a vida tinha me feito passar e ter certeza do que eu queria daqui pra frente. Era com ele que eu queria ficar enquanto meu coração tivesse forças para bater. Então eu sai dos meus pensamentos, e com uma alegria infinita, cantei:

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=-zYFkxroGRs&feature=player_embedded
Você Pra Sempre – Sandy e Junior


Eu só quero estar no teu pensamento
Dentro dos teus sonhos e no teu olhar
Tenho que te amar só no meu silêncio
Num só pedacinho de mim



Sentei na borda do piano, fechei meus olhos e com uma emoção fora do comum, cantei o refrão.

Eu tenho inveja do sol que pode te aquecer
Eu tenho inveja do vento que te toca
Tenho ciúme de quem pode amar você
Quem pode ter você pra sempre


A música chegou ao fim e ouvi a multidão de aplausos. Edward se levantou e deu um leve beijo nos meus lábios.

A próxima musica também era no piano. Era a musica que eu tinha escrito para Edward. E essa eu fazia questão de arrasar. Dito e certo. Ele me ajudou a colocar a melodia e ficou linda.

Eu pensei que poderia ficar sem você
Mas percebi que é impossível
Eu quero você pra sempre
Não há como mudar os nossos destinos traçados


Quando você sai por um segundo
Eu sinto a sua falta
Assim como o deserto sente da chuva
Deixe – me te amar e mostrar
O quanto posso te fazer feliz


Você é o único pra mim
E nada vai fazer com que isso mude.
Eu sou sua e você é meu.
Nada mais vai nos separar.
Por ti faço loucuras para sempre eu vou te amar.


[...]

Quando cantamos a ultima musica, todos nos aplaudiram em pé e eu fique extremamente feliz e excitada. Agora o medo já não fazia mais parte de mim, parecia ter horas que eu estava nervosa. Edward e eu saímos e ele já me puxou para um abraço apertado.

“Você foi maravilhosa!” ele respondeu. Eu sorri e dei o beijo que eu tanto queria dar.

“Saiu tudo como ensaiamos.” Falei. “Ainda bem.”

“Eu falei pra você que tudo ia dar certo.” Ele falou segurando meu rosto. Nesse instante, já dava pra ouvi a musica vindo alta da pista de dança. Ele me olhou e falou:

“Preparada?”

“Com certeza!”

Então saímos rápido em direção pista. No caminho, tinha um garçom passando com uma bandeja, Edward já pegou duas taças com champanhe e ofereceu uma pra mim. Estávamos bem no meio da pista. Tinha muita gente ali.

“Vamos brindar!” ele falou alto, para que eu ouvisse por cima da musica alta.

“Brindar o quê?” respondi.

“Brindar por você ser a mulher mais linda da festa...” ele falou no meu ouvido, me fazendo rir. Tocamos as taças. “... por está acompanhada do homem mais lindo da festa...” olhei pra ele incrédula, enquanto ele gargalhava, tocando novamente as taças. “... por ter nós termos sido um sucesso...” tocamos novamente. Antes de continuar a falar ele cruzou sua mão na minha “... e por eu te amar demais.” Ele falou dessa vez bebendo o conteúdo da taça. Imitei – o.

“Eu também te amo.” Falei encostando meus lábios nos dele. Beija – lo já era bom, com gostinho de champanhe então... era maravilhoso!

“Posso interromper o casalzinho?” ouvi e me separei. Era Julia. “Amiga, devo falar que você estava maravilhosa?” ela perguntou me abraçando.

“Deve, para que o meu ego possa ficar lá em cima.” Respondi rindo.

“Parabéns!” ela falou, quando me largou dando um abraço em Edward. Marcus apertou minha mãe e a de Edward, nos parabenizando também.

Ficamos um tempo ali conversando, e várias pessoas também vieram falar conosco.

A musica estava alta e todos ao nosso redor dançavam.

“Vamos dançar?” Edward convidou.

“Vamos!” falei já me jogando em seus braços. Nada poderia desfazer a alegria que meu coração sentia. Estar ao lado dele, ir embora dentro de algumas horas... Eu estava gostando, mas já sentia falta de Forks, de Charlie, de Renée...

Grudei meus lábios nos dele.

Ele me girou, e dançamos ali durante alguns minutos.

Comecei a dançar então do jeito que ele queria. Fiquei posicionada na frente dele, com as costas nuas em seu peito. Ele cheirou o meu pescoço e me fez rir.

Fiquei ali, balançando meu corpo, enquanto o rosto dele estava dando leves beijos na minha clavícula, e sua mão na minha cintura.

“Sabe que eu não esqueci do seu ataque?”ele falou. “Eu vou cobrar.”

“Hum...” suspirei, fechando os olhos. “Quando exatamente você vai me cobrar? Você só fica falando que vai cobrar...” falei provocando. Ele me virou de uma vez.

“Eu só não te ataco aqui e agora por que não seria muito conveniente que as pessoas vissem tudo que eu ia fazer com você.” Ele falou perto da minha boca, me olhando maliciosamente. Me apertou contra o seu corpo. “Não fica me provocando Isabella... Você já sabe como o meu autocontrole está fragilizado quando você está perto.”

Passou outra bandeja voando por nós, e ele pegou um copo que tinha vodka dentro e bebeu o conteúdo sedutoramente olhando pra mim. Então me puxou de surpresa e foi maravilhoso sentir o gosto da bebida com os lábios deliciosos de Edward, que me estava me deixando quente com todos aqueles beijos...

A musica acabou e rapidamente e já começou a tocar outra.

“Eu vou ao banheiro.” Falei.

Fui abrindo espaço entre a multidão de pessoas que estavam ali. Consegui finalmente entrar no banheiro que tinha umas 5 mulheres muito elegantes. Elas sorriram pra mim pelo o espelho e eu retribui. Então elas terminaram de retocar a maquiagem e saíram, me deixando sozinha, enquanto retocava o batom.

A porta abriu e eu vi pelo reflexo do espelho Gabrielle se aproximar.

Ela estava com uma expressão lívida. Não sabia decodificar tudo que se expressava naquele rosto.

“Então...” ela falou se aproximando, parando ao meu e abrindo a bolsa como se fossemos velhas amigas. “... tá se achando tudo que há de mais lindo né? Devo falar que você realmente cantou bem.”

Eu fixava a imagem dela pelo espelho, me controlando.

“É... e a sua amiguinha? Julia! Ah é. Como você está se sentindo sendo traída pela própria amiga?” ela perguntou, rindo da minha expressão.

“Do que você está falando?” perguntei rispidamente.

“Ahhh você não sabe? Eu não vou falar então. Procure saber. Vai ver a falsidade está ao seu redor e você não sabe!” ela falou com um sorriso debochado, já indo em direção a porta. Me virei e segurei – a forte no braço.

“Garota, não me provoca. O que você quer dizer com isso?” falei bruscamente.

Ela sacudiu o braço mais eu não a soltei.

“Vai querer armar um barraco aqui mesmo, Bellinha?” ela perguntou sarcasticamente.

Olhei furiosa pra ela, e sai do banheiro antes que ela pudesse sair.

Fui caminhando, sem saber nem pra onde estava indo, quando um braço me puxou e senti o cheiro de Edward juntamente com seus lábios me invadirem.

Rapidamente todo o nervosismo foi embora do meu corpo, como se uma corrente elétrica tivesse passado ali.

Retribui. Ele afastou um pouco o rosto. Acho que ele percebeu a tensão que estava dentro de mim.

“Aconteceu alguma coisa?” ele perguntou segurando o meu rosto entre as mãos. A musica continuava altíssima junto com o pessoal muito animado.

“Não.” Falei. “Não aconteceu nada.”

Não tinha motivos para acreditar em Gabrielle, apesar de não ter entendido realmente o que ela quis dizer.

Capítulo 45
O Show - parte III


A festa estava realmente muito boa.

Tudo que passava na minha frente eu tomava, junto com Edward, e me surpreendi de ainda não está bêbeda. Acho que era por que eu estava intercalando com água.

Eu vi Julia beijando Marcus, o pessoal da escola em uma roda dançando animadamente, Gabrielle a cambada em um lugar um pouco afastado, cochichando. Gabrielle falava com Kelfanny de uma maneira irritada. E eu estava com a cabeça aninhada nos ombros de Edward. Acho que ele sentia uma tensão percorrendo o meu corpo e me mandava olhares interrogativos.

“Eu já falei que estou bem.” Sussurrei. “Estou um pouco cansada, queria me sentar um pouco.”

“Então vamos nos sentar.” Ele falou sorridente.

Caminhamos para as várias mesas que estavam enfeitadas elegantemente, mas que agora tinha poucas pessoas.

Escolhemos uma e sentei.

Fiquei pensando no que Gabrielle tinha falado dentro do banheiro. Ainda estava confusa e não tinha entendido nada. Será que ela estava aprontando outra? Dessa vez eu não ia perdoar...

“Oieee... Edward chamando Bella.” Edward cantou, estalando os dedos na frente do meu rosto, me fazendo voltar.

“Pode começar a falar o que está acontecendo.”

“Não é nada.”

“Bella, você não consegue esconder nada de mim...”

“Mais eu to te falando!” falei fazendo minha melhor cara de inocente. Acho que ele não acreditou. “Eu juro Edward!”

“Isabella Swan, faz o favor de me contar agora o que está passando dentro dessa cabecinha?” ele falou, colocando o dedo na minha têmpora. Ele realmente sabia. “Você está com cara de vento, com a testa enrugada... Não adianta mentir!”

Ta, eu poderia inventar um historia... Então vamos lá Isabella...

“Eu queria te falar uma coisa, mas que já era pra eu ter falado sabe? Só que eu na encontrei oportunidade e acho que essa é perfeita pra isso.” Falei olhando no fundo dos olhos dele. Ele continuou me encarando. “Eu queria falar que apesar de tudo que aconteceu, eu ainda amo você demais! Que nada, nada mesmo vai fazer com o que o amor que eu sinta por você passe ou ser vencido algum dia. Toda a decepção é coisa do passado e agora eu só quero viver o presente e o futuro se você quiser, ao seu lado.”

Edward me olhou com o rosto espantado com a minha declaração. Nem eu sabia que queria falar isso. Não era verdade, apesar de mim está querendo enrola – lo. Era pura verdade.

“Eu amo você mais que tudo. O que eu sinto por você é maior do que qualquer outra coisa que se possa sentir por outra pessoa.” E me beijou carinhosamente. E eu, esperta, retribui.

“Só que eu sei que não é realmente isso que você quer falar, então pode continuar...” ele falou com um sorriso travesso.

É. Desisto. Ele me conhecia, mesmo que a contragosto. Tinha que aprender a esconder melhor as coisas dele.

“Tá, tá, tá...” respondo vencida. “É... que eu fui ao banheiro, e quando chegou lá...”

Nesse momento, o gerente do hotel, Deivison, apareceu todo sorridente, nos interrompendo.

“Bella! Edward! Vocês foram maravilhosos! Parabéns!” ele falou apertando nossas mãos rápida e sorridente.

“Edward, gostaria muito de conversar com você se não fosse nenhum incômodo!” ele falou.

Edward olhou pra mim. Balancei a cabeça e dei um leve beijo em seus lábios. Ele queria continuar a conversa.

“Vai, depois eu te conto. Eu prometo.” Falei, com a mão em sua nuca. Ele me olhou duvidosamente. “Pode ir! Eu vou ficar bem. Te espero aqui.”

“O.K! Não sai daqui!” ele falou, seguindo um Deivison feliz.

Fiquei ali sentada, seguindo com o olhar o caminho que Edward tinha feito até sair do meu campo de vista. Agora dava pra raciocinar melhor. Olhei pra pista de dança e vi Julia dançando felizmente.

Uma angustia tomava meu coração. Eu não sabia o porquê de estar me sentindo daquele, afinal estava em uma festa! Tinha cantando bem e tudo estava O.K. Mais alguma coisa me dizia que ia acontecer algo ruim. E eu só pensava em Julia quando esse sentimento batia.

Fiquei ali, com meus pensamentos, enquanto vi novamente Gabrielle. Dessa vez, ela estava discutindo com Kelfanny e não tinha como negar. Ela gesticulava e colocava o dedo no ombro de Kelfanny. Quando ela viu que eu olhava, me mandou aquele olhar que eu já estava acostumada de ódio e saiu.

Ela estava aprontando.

Não consegui ficar mais sentada e comecei a caminhar por entre os convidados. Olhei tudo ao meu redor e vi que não tinha nada de anormal. Voltei pro meu lugar. Edward ia pirar se eu não estivesse lá quando ele voltasse.

Então continuei acompanhando a festa, balançando meu pé no ritmo da musica. Algumas pessoas vieram falar comigo e ficamos conversando. Algumas mulheres realmente elegantes e com o típico sotaque italiano.

Depois de quase meia hora nessa, resolvi pegar alguma coisa pra beber. Levantei e fui até o bar.

“Por favor, um taça de whisky por favor?” pedi.

“Claro.” O barman respondeu.

Sentei na cadeira elegante que tinha perto do balcão, olhando para os lados, caso Edward passasse eu já puxava ele. Então o vi caminhando na direção que eu estava, passando pela mesa onde Gabrielle estava sentada. Vi os lábios dela se mexendo, provavelmente falando alguma coisa. Ele se virou e depois disso as coisas aconteceram muito rápido.

POV EDWARD

Deivison me apresentou a alguns amigos dele que eram envolvidos nesse ramo da musica. Perguntaram se eu não tinha vontade de me mudar, de continuar seguindo essa carreira.

Eu respondi tudo com um pouco de pressa, louco pra me livrar logo e saber o que e a Bella tinha.

Quando conseguir finalmente fazer isso, fui passando pelas pessoas que estavam ali, dançando animadamente.

Passei por uma mesa onde só estava a Gabrielle.

“Oie Edzinho.” Ela falou descarada. Continuei caminhando. “Eu estava pensando na melhor maneira de falar pra Bellinha como ela está sendo traída pela amiga. Você acha que eu me esqueci da Julia saindo do seu quarto?”

NOTA: Caso não lembre, Gabrielle viu a Julia saindo do quarto de Edward quando ele foi mostrar o vestido que tinha comprado pra Bella a ela. Qualquer coisa releia o Capitulo 40 – Fazendo Compras.

Rapidamente eu puxei ela pelo braço e sai arrastando para de trás do camarim, onde tinha aquela sala vazia, ao lado do camarim.

POV BELLA

Bem nessa hora o barman me trouxe o whisky que foi parar nos ares, por que eu meti sem querer a mão na taça.

Ele pediu desculpas pelo o que aconteceu. Se fosse em outra situação, eu ia rir da cara dele. Como assim, eu derramo a bebida nele e ele pede desculpas?

Berrei um “Foi mal.” Por cima do ombro, enquanto tentava não perder Edward de vista.

POV EDWARD

“Você está me machucando!” ela falou irritada.

“É pra machucar mesmo. Eu quero bater um papinho com você.” Falei abrindo a porta da sala e jogando ela ali dentro. “O que você quer? O que você pensa que está fazendo garota?”

Ela deu aquele sorriso que tanto me irritava e a minha vontade era de bater nela toda. “Se acalma Edward, se acalma.” Falei pra mim mesmo. “Eu?” ela falou se fingindo de inocente. “Eu não quero nada de mais. Apenas falar pra Bellinha que ela vai se decepcionar de novo com você. E a decepção vai ser em dose dupla! É, a amiguinha dela também! Meu Deus Edward, nem as amigas da sua namorada você perdoa mais?” e deu uma risada escandalosa.

A minha reação foi rápida. Joguei ela em uma cadeira próxima e ela se assustou, batendo a cabeça na parede.

“Você tá querendo me provocar né garota? Só que a minha paciência já se esgotou com você! Eu não vou agüentar mais nenhuma das suas gracinhas. Eu não devo satisfação da minha vida pra você. O que eu faço com Bella nunca foi do seu interesse, por isso, não brinque comigo. E muito menos com ela.”

“Ahhh... tá nervosinho por que deu uns amassos na Julinha é Edzinho? Queria ser amiga da Bella também, talvez assim eu tivesse uma chance com você.”

POV BELLA

Meu coração queria pular do peito. Estava quase perdendo aqueles dois de vista, quando vi de relance o terno de Edward sumir e entrar empurrando Gabrielle na sala ao lado do camarim.

Fui rapidamente para lá.

Encostei na porta. Tinha uma voz alta falando, que eu reconheci ser de Edward. E a risada escandalosa que com certeza era de Gabrielle.

POV EDWARD

“Cala a boca garota.”

“Ahhh, mas você deve falar que ama aquela otária né? Eu imaginei. É bem a cara dela mesmo acreditar nesse tipo de coisa...”

Coloquei as mãos uma em cada braço da cadeira e aproximei meu rosto do dela.

“Gabrielle, não me tire do serio. Você é ruim, não sabe o que é amar uma pessoa. Sabe por que você não sabe? Por que nunca ninguém te amou e você nunca teve a oportunidade de amar ninguém. Então quando vê as coisas dando certo pra alguém, você vem e tenta destruir. Só que comigo isso não vai dar certo, entendeu? Eu nunca fiz nada com Julia. Você acha que eu tenho o seu caráter? Eu já vacilei uma vez com a Bella e te garanto que isso não vai se repetir novamente. Nem se você tentar por toda essa sua vida fútil.”

“E você acha que se eu contar que você estava no quarto com Julia, ela vai acreditar em quem?”

POV BELLA

Dava pra ouvir agora a voz alterada de Edward. Meu coração palpitava rapidamente sobre o meu peito, querendo sair pra fora.

Julia e Edward? Isso não tinha lógica nenhuma! Gabrielle estava mentindo, com certeza... Edward não ia fazer uma coisa dessas comigo. Julia não iria nunca fazer isso!

POV EDWARD

“Ela pode ate não acreditar em mim, mas com certeza acreditará em Julia.”

“Hum... Você está preparado eim Edzinho? Isso tudo é medo de perder a Bella?” ela perguntou cínica.

“Eu a amo. E só vou deixa -la quando assim ela decidir.”

“Ahhhh, me poupa. Eu não preciso ficar aqui ouvindo essas historinhas de amor meloso e nojento de vocês dois.” Ela falou com os olhos faiscando.

“Eu ainda não entendi uma coisa.” Falei pra ela. “Por que mesmo que você destruiu as coisas de Julia e o violão da Bella? Isso tudo é inveja garota?” perguntei.

Ela se calou e foi minha vez de sorrir.

POV BELLA

Meu coração parou de vez. Como é? Edward sabia que tinha sido Gabrielle o tempo todo e não falou nada?

Isso estava ficando cada vez mais estranho. Empurrei a porta e entrei de uma vez, vendo Edward com os braços na cadeira onde Gabrielle estava sentada, prendendo – a e Gabrielle com uma cara de satisfação.

POV EDWARD

Ouvi a porta se abrindo e Bella ali, com uma cara de fúria parada. Larguei a cadeira onde Gabrielle estava sentada e a encarei.

“Eu exijo uma explicação.” Ela falou.

POV BELLA

“É Edzinho. Vá se explicar com a Bella vai. Depois conversamos.” Gabrielle falou se levantando querendo passar pela porta.

“VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM GAROTA!” Gritei e Gabrielle parou. Respirei fundo. “Você vai ficar aqui até tudo ser esclarecido.”

Me dirigi a Edward.

“Desde de quando você sabe que foi ela?”

“Não faz muito tempo.” Ele respondeu com a voz cansada.

“E por que não falou nada?” perguntei grosseiramente. A minha raiva foi explodindo dentro de mim.

“Por que eu sei como você e a Julia iam reagir. Vocês iam querer bater nela.” Ele falou indicando Gabrielle com a cabeça. Ela voltou a se sentar na cadeira que antes Edward a prendia e estava com uma cara ‘vou esperar eles terminarem a discussão e depois cair fora.’ “Apenas não queria confusão. E a Julia não reagiu tão bem quanto você as perdas.” Ele respondeu.

Ele tinha razão. Com certeza Julia tinha ficado mais debilitada com toda a historia. Eu no lugar dele teria feito a mesma coisa, certo?

“Você não vai perguntar pra ele por que ela estava saindo do quarto dele não Bellinha?” Gabrielle perguntou com um sorriso de satisfação no rosto. “Não me chame assim. E cala a boca.” Falei ríspida. Olhei pra Edward com a sombracelha erguida e ele entendeu que era a vez dele se explicar.

“Ela foi lá apenas ver seu vestido.” Ele respondeu. “Nunca aconteceu nada entre nós.”

Respirei fundo e tentei me concentrar pra não pular no pescoço de Gabrielle.

Olhei pra Edward. Ele estava com uma expressão assustada, como se tivesse medo que eu o atacasse a qualquer momento. Eu sabia que ele nunca ia fazer uma coisa dessas comigo. Julia muito menos. Gabrielle estava ali só pra infernizar.

Estendi a mão e Edward veio para o meu lado, com uma expressão mais calma no rosto.

“Ahhh, você não vai nem dá um tapinha nesse rostinho lindo Bellinha?” ela falou se fingindo decepcionada. “E eu que apostava todas as minhas fichas em você...”

“AHHHHHH!”

E depois disso as coisas aconteceram muito rápido. Eu estava em cima de Gabrielle e minhas unhas arranharam todo o seu rosto do lado direito. Senti Edward então me puxando pela cintura me tirando de cima dela. Meu coração batia rapidamente, mas agora era de ódio! Eu ia quebrar Gabrielle todinha! Dessa vez não tinha como ela escapar. Ela se arrastou para o mais longe de mim possível.

“Me solta Edward.” falei enquanto arfava. “Me solta!”

“Não vale a apena Bella. Não vale!”

“ELA DESTRUIU AS COISAS DE JULIA!” gritei. “ELA DESTRUIU TUDO, EDWARD! VOCÊ VIU COMO ELA FICOU! POR QUE ISSO!?”

Nesse momento a porta se abriu novamente e dessa vez tinha uma Julia estática ali, com lágrimas nos olhos e olhares furiosos.

***

Consegui me desvencilhar de Edward e agora Gabrielle estava encostada quietinha, olhando assombrada para Julia. O soluço dela já dava pra ouvir. Ela engoliu o ultimo.

“Por que não me falaram?” ela perguntou com um tom de acusação.

“Não era necessário mais sofrimento.” Edward falou.

“Eu precisava saber!” ela continuou. “É sobre mim!”

“Você ia se descontrolar.” Intervir.

“Você não sabia?” ela perguntou.

“Acabo de saber e estou tão surpresa quanto você.” Respondi firme. “Eu quero resolver isso.” Ela falou. “Eu quero resolver. Por favor, dá pra vocês saírem daqui?” ela perguntou, com os olhares fixos em Gabrielle.

“Nós não vamos sair daqui Julia!” Edward falou alto.

“É comigo toda essa historia Edward. E eu cansei dessas brincadeirinhas da nossa querida Gabrielle aqui. Eu vou resolver isso agora!” ela falou. Então andou até Gabrielle e a levantou pelos cabelos. Ela gritou e Julia deu um bofete no rosto dela, fazendo – a calar. “Você vai ficar calada e vai me ouvir, tá entendendo?” ela falou com nojo. “Nenhum pio. Eu – quero – você – calada!” Ela acrescentou pra Gabrielle que mantinha os olhos em cada mão de Julia.

“Julia, não é preciso isso! Esquece, já acabou...” tentei convencer ela.

“Essa historia agora só vai acabar quando eu quiser!” ela gritou. “Estou cansada dessa garota tentar me fazer sofrer. Estou cansada de todos a minha volta me tratar como se fosse uma criança que não merece confiança! Estou cansada de tudo isso! E hoje, pra felicidade de todos, essa brincadeirinha da Gabrielle vai acabar!” Ela jogou Gabrielle no chão que caiu parecendo pamonha.

Então novamente a pegou pelos cabelos, fez com que ela se levantasse e colocou seu rosto bem próximo ao seu. Então eu ouvi um barulho parecendo com o de um desentupidor de ralo e então a cara de Gabrielle estava coberta de cuspe.

Eu olhei para o lado, achando que por algum momento de insanidade tinha sido Edward a fazer isso, mas pelo contrario, foi Julia mesmo. Meu queixo caiu. Gabrielle deu um grito e tentou se soltar de Julia.

“Edward...” sussurrei. “Faça alguma coisa...”

“Não.” Ele falou encostando a boca na minha orelha. “Deixa, vai fazer bem pra alma dela.”

“Eu falei pra você não mexer com quem eu gosto, não falei sua cobrinha? Mas você não quis ouvir a Julinha, pensa que a Julinha não tem coragem não é mesmo? Agora você vai ter que agüentar todas as conseqüências!”

Então Julia jogou ela no chão e bateu em todas as partes do corpo dela que sua mão conseguia alcançar. Gabrielle tentava se proteger e gritava muito. Ainda bem que o som estava alto. Gabrielle tentava correr pelo quarto e pra minha surpresa, ela deu uma de esquerda no rosto de Gabrielle que eu chega ouvi o barulho de um osso se quebrando.

Olhei desesperada pra Edward.

“Vamos fazer alguma coisa, por favor! Isso pode sair do controle.” Implorei.

“Vamos esperar mais um pouco eim?” ele pediu com um tom de suplica. Então eu vi que a cadeira que a poucos minutos atrás Gabrielle estava sentada ir parar nas mãos de Julia que a erguia em cima da cabeça.

“Não! Edward, Julia vai matar ela!” exclamei alto, já correndo pra parar. Edward então agarrou os pulsos de Julia, desceu a cadeira e a fez sentar em outra perto da porta. Ela foi rápida e novamente estava grudada em Gabrielle. Meu Deus, Julia não ia largar mais ela!

As lagrimas escorriam pelo rosto de Julia, mas mesmo assim ela não conseguia tirar suas mãos de Gabrielle. Eu olhei desesperada pra Edward e então ele foi lá e tirou Julia de cima de Gabrielle, que se levantou rapidamente.

Julia tentava se soltar de Edward, mas ele a prendeu forte.

“Eu vou te denunciar sua louca!” Gabrielle gritou histérica. “Isso não vai ficar assim!”

“Eu quero que você abra sua boca sua vadia!” berrou Julia do outro lado. “Vai, corre e conta pra todo mundo o por quê de você ter apanhado! Você acha que alguém vai ficar do seu lado!?”

“Eu vou acabar com a sua vida!” Gabrielle gritou.

Então eu fui até ela, dessa vez eu mesma a peguei pelos cabelos e a minha mão foi com tudo na cara dela.

“Ela já não falou pra calar a boa?! CALA A BOCA!” berrei.

Gabrielle segurou face com as mãos, o rosto vermelho, o ódio expresso.

Virei para os outros, orgulhosa de mim mesma.

“Me solta Edward.” Julia falou. “Eu não vou atacar ela, por enquanto.” Ela mandou um olhar mortífero pra Gabrielle.

Edward a soltou, ela puxou uma cadeira de novo e se sentou, deixando as lágrimas escorrerem. Eu olhei pra Edward sem saber o que fazer. Ela ficou ali, por uns quinze minutos, chorando enquanto Gabrielle fungava no canto da sala.

“Vamos Julia, vamos sair daqui.” Falei, tentando puxa – la pelo braço.

“Ainda não terminei.” Ela falou se levantando decidida. Pronto! Julia estava apenas se preparando para o segundo round! Fudeu!

“Não bata mais nela.” Falei, impedindo – a de passar para ir de encontro com Gabrielle. “Já chega. Vamos nos meter em confusões maiores se isso continuar.”

“Eu não vou tocar um dedo nela.” Julia falou me olhando firmemente. Ela sempre foi muito sincera comigo e aquele olhar era apenas um confirmação do que ela estava falando.

Sai da frente e deixei ela passar. Ela se aproximou de Gabrielle novamente. Ela estava encolhida, com o rosto vermelho, machucado e dava pra ver vários arranhões por toda a extensão dos seus braços. Julia olhou de cima pra baixo pra ela.

“Eu nunca pensei que eu pudesse falar que eu odeio uma pessoa. Mais eu te odeio Gabrielle. Odeio tanto quanto uma pessoa pode odiar alguém. Eu realmente não queria que esse sentimento fizesse parte de mim, mas agora eu vejo que é inevitável. Você fez aflorar em mim os sentimentos mais imundos que alguém pode ter, mas eu te garanto que eles só vão ser direcionados a você. Portanto, eu falo pela ultima vez, não se intrometa no meu caminho e nem nos das pessoas que eu gosto. E espero que você não seja burra o suficiente para experimentar estragar a minha vida, por que você vai se ferrar. Eu vou atrás de você nem que seja no inferno. Da próxima vez eu não vou ter tanta compaixão. E não vai ser Edward ou Bella ou quem quer que seja que vai me fazer te soltar antes de eu terminar o serviço todo. Eu to te avisando, não vai ter próxima vez.” Julia falou seria.

Eu até tremi quando ouvi aquelas palavras. Se elas fosse direcionadas a mim, juro que ia me sentir o ser mais infeliz da face da terra. Porem, Julia continuou:

“Então faça o favor de não voltar a nos perturbar. Finja que nunca nos conhecemos e nunca repita o meu nome se você tem amor pela sua boca. Outra coisa, espero realmente que você já comece a pensar em uma historia pra contar pra todos. Por que se você pelo menos sonhar em falar pra alguém que eu e Bella tocamos o dedo em você, aí realmente você vai se ferrar. Ahhh, não esquece que a policia italiana esteve aqui quando minhas coisas foram destruídas. Ia ser muito ruim se acabássemos atrasando nossa viajem por que você está presa O.K?” Gabrielle arfou com as palavras de Julia.

“Ahhh sim, acho que pra completar falta isso.” E então se aproximou dela, e puxou com força o vestido rosa que ela usava, rasgando toda a extensão.

“Boa festa!” Julia desejou sarcasticamente.

Então nos viramos e fomos embora, e deixamos uma Gabrielle largada ali naquela sala, sem poder fazer nada. Não que eu quisesse. Ela merecia tudo que tinha acontecido.

“Eu quero ir embora. A festa acabou!” ela falou.

“Vamos todos.” Olhei pra Edward.

“Claro.”

“Só vou me despedir de Marcus O.K? Encontro vocês na entrada.” Ela falou.

“O que foi aquilo?”Edward me perguntou, com uma expressão de quem estava realmente assustado.

“É melhor esquecermos essa historia Edward.” falei cansada.

Então fomos pra entrada e passado uns 10 minutos Julia chegou com os olhos mais vermelhos ainda.

“Vamos logo, antes que Marcus venha aqui.”

“Você não falou o que aconteceu?” perguntei, quando o carro se aproximou.

“Não tenho tempo agora. Depois eu explico.” Ela respondeu, tristemente, batendo a porta do carro.

Fomos todos calados para o hotel. Quando chegou lá, ela seguiu direto para o elevador, sem se importar com nada, as sandálias nas mãos.

Edward me seguiu para as escadas. Fizemos todo o trajeto em silencio. Quando chegou na porta do meu quarto, ele apenas me deu um beijo e nos despedimos.

Quando entrei no quarto, Julia estava saindo do banheiro, ainda com o vestido da festa. Apenas se jogou embaixo das cobertas e nada mais falou.





Capítulo 46
De Volta Para Casa



POV JULIA

Não consegui dormir. “Vou embora hoje a tarde...” foi o pensamento que passou pela minha cabeça quando eu olhei pro relógio e vi que era 5 da manhã. Tínhamos chegado por volta 4 e nessa uma hora de intervalo eu não consegui pegar no sono.

Meu rosto estava pálido e com a aparência de doente e eu sabia disso.

Levantei, tirei o vestido, coloquei um short e uma camiseta e desci. Passei pelo saguão e não tinha ninguém, a não ser os recepcionistas, que me desejaram bom – dia e ficaram no vácuo. Ia dar uma volta pelo jardim para clarear as idéias.

Antes de vim para o hotel com Bella e Edward eu ainda falei com Marcus.

*INICIO FLASHBACK*

Fui passando, empurrando rapidamente as pessoas para encontrar Marcus sentado no bar. Me aproximei dele.

“Eu já estou indo.” Falei. “Só vim te avisar.”

“Tudo bem.” Ele falou, largando o copo de conhaque. “Eu levo você.”

“Não precisa.” Falei rude. “Estou indo com a Bella e o Edward.” falei já me virando pra sair.

Ele foi rápido e segurou o meu braço.

“O que está acontecendo?” ele perguntou. “Você estava chorando?” ele falou, passando os dedos carinhosamente sobre os meus olhos inchados.

“Não é nada.” Falei, tirando a mão dele.

“Ei, o que houve?! Me fala Julia!” ele pediu alto.

“Não é nada. Aconteceram algumas coisas. Depois nos conversamos O.K?” falei.

“Amanhã eu te encontro no aeroporto de qualquer jeito.” Ouvi ele gritar. “Eu vou estar lá, eu prometo!”

Apenas acenei com a mão, saindo dali rapidamente, antes que ele me impedisse. As lagrimas escorreram mais rápido ainda pelos meus olhos. Eu passei a mão furiosa, para seca – las antes de chegar ao carro.

*FIM DE FLASHBACK*

Eu estava sem chão. Iria embora logo. Como eu ficaria sem o Marcus? Eu estava envolvida com ele fisicamente, mas principalmente, emocionalmente. Eu não podia ir embora e deixar ele. Não mesmo. Apesar da noite mal explicada que passamos, ele era tudo que eu queria.

Faltava apenas algumas horas para que eu fosse embora. Eu não tinha arrumado minhas coisas na esperança de que houvesse um atraso no voo, nas passagens, em qualquer coisa!

Eu queria fingir para mim mesma, esconder, tentar impedir minha mente de pensar no embarque que aconteceria dentro de poucas horas, mas agora era inevitável.

Continuei caminhando pelo jardim, querendo ficar sozinha e ao mesmo tempo me sentindo sozinha.

Não tinha ninguém ali. Eu estava uma bagunça. A minha cabeça e sentimentos principalmente. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto e eu passei a mão, limpando.

Olhei para o sol que nascia.

Sentei com as pernas cruzadas em um ponto distante da entrada do hotel. Coloquei meu queixo apoiado nos joelhos, pensando.

Naquela viagem aconteceu tudo que eu queria e que eu nem imaginava que fosse acontecer. Fez aflorar sentimentos que eu tentava com todas as minhas forças guardar no meu intimo, me fez sentir ódio, raiva, frustração. Eu estava indo embora... No final eu consegui descobrir tudo. Eu não me importava agora com Gabrielle. Ela tinha aprendido a lição. No final, consegui uma pessoa, que no momento, era com quem eu queria passar a minha vida, e mesmo assim eu estava indo embora.

O destino era injusto. Levava tudo que eu mais amava.

Primeiro a minha mãe, depois o meu pai, que eu tentava disfarçar e não mostrar a conturbada vida que levávamos depois da morte da minha mãe, as lembranças, restando apenas a foto salva por Edward. E agora Marcus.

Eu iria mesmo, desistir fácil assim da minha felicidade, da pessoa que eu amava?

As lágrimas encheram meus olhos.

Em todas as vezes que conversamos, Marcus tinha prometido ficar comigo, sempre perto, mesmo que a distancia nos afastasse um pouco. Ele prometeu na desistir.

Elas ficaram perigosamente no canto interno dos meus olhos, ameaçando cair.

Eu não podia desistir.

Elas escorreram ao montes. Dessa vez eu deixei cair. Ia limpar a minha alma.

Fiquei ali, soluçando. Balançando meu corpo pra trás e pra frente, como se estivesse me ninando, para fazer o choro parar.

Senti o celular vibrar. Solucei.

“Onde você está?” ouvi a voz de Julia assustada, do outro lado da linha.

“Eu vim... dar uma volta.” Mas o soluço que eu tentei engolir fez junto o choro brotar.

“Julia! Me fala onde você está agora!” ela exigiu.

Tentei explicar e 10 minutos depois, ela estava ali, me abraçando pelos ombros, enquanto meu choro vinha alto.

[...]

“Vamos voltar para o hotel. Você precisa arrumar suas coisas.” Bella falou, me puxando. Fui sem reclamar.

Quando chegamos ao quarto, pulei na cama e abracei forte uma almofada.

“Você não vai arrumar suas coisas?”

“Não. Eu não vou. Vou ficar.”

“O quê?!”

“Isso mesmo.”

“Mas, Julia. Você não pode ficar. Como assim ficar? Com quem? Aonde?” ela estava desesperada já com a minha revelação de não ir embora.

“Marcus.”

“Julia, você está sendo incoerente...”

“Não estou não!” exclamei alto, levantando da cama. “Eu só quero ser feliz, está com quem eu gosto e que gosta de mim como eu sou!”

“Eu sei! Mais não tem como você ficar!”

“EU – VOU – FICAR!” gritei.

POV BELLA

Era estranho ver a Julia assim, tão fora de si. As únicas vezes que eu vi ela assim, ela estava batendo em Gabrielle.

“Se acalma.” Falei. “O que eu quero dizer é que você deve uma explicação ao seu pai, que você está de viagem e que poderia complicar tudo. Não quero ver você triste Ju, só estou lhe pedindo para ir e resolver as coisas em Forks, depois você vê o que faz.”

Ela se acalmou um pouco, o que me deixou mais tranqüila.

“Dorme um pouco. Eu arrumo suas malas.” Falei fazendo – a recostar nos travesseiros. “E nem por um segundo pense que não concordo, eu faria o mesmo que você.”

Ela me olhou e recostou nos travesseiros, fechando os olhos cheios de lagrimas. Minhas malas estavam prontas. Abri as malas de Julia na minha cama e fui dobrando as roupas delas. Ela teria umas três horas de sono.

O que aconteceu, já era previsível, pelo menos pra mim. Eu estava surpresa por que apesar de saber que foi Gabrielle, ela não estava tão abalada com a situação. Era como se o que tivesse acontecido fosse uma historia de um passado distante. A partida é que tinha mesmo abalado ela.

[...]

Estávamos no taxi, indo para o aeroporto. A cidade passava por nós, parecendo agradecer a temporada que passamos ali. Julia estava do lado da janela, atrás do motorista, com os olhos tristes fixos em alguma coisa que só ela podia ver.

Mandei um olhar alarmado para Edward, que passou o braço pelo meu ombro, dando um leve beijo na minha testa.

POV JULIA

“Chegamos!” anunciou feliz o motorista.

Mandei um olhar demoníaco pra ele, enquanto tirava as malar do bagageiro e colocava no carrinho. Fui empurrando lentamente, procurando. Ele tinha prometido vir. Olhava desesperada. Nada. Nos aproximamos do guichê. Formou – se uma fila e eu entrei por ultimo, no intuito de me demorar o máximo possível. Meus olhos passeavam por todas as pessoas que passavam pelo pátio do aeroporto, olhando principalmente pra entrada. Depois de quase 15 minutos, estava tudo O.K. Checaram nossos passaportes e as malas foram enviadas para o bagageiro.

Meu coração estava comprimido no peito. Eu não iria ve – lo. Ele não ia vim me ver, se despedir. Meus olhos se encheram novamente de lágrimas. Senti os batimentos do meu coração fraquejarem.

A fila de alunos e outros passageiros se formaram na porta de embarque. Meus olhos corriam para todos os lados, sentindo a tristeza tomar conta do meu ser. Girei meu corpo, atrás de alguma coisa... Meu corpo sabia exatamente o que eu procurava... Aqueles olhos extremamente lindos, aquele corpo, aquele rosto, aquele braços que me abraçavam com carinho...

“JULIA! JULIAA!” ouvi longe.

Quando virei, ele estava correndo. Eu saí empurrando as pessoas que estavam perto de mim. Meus olhos estavam fixos no seu rosto que tentava me alcançar. Quando me aproximei o bastante, joguei meu corpo abraçando – o.

“Pensei que você não fosse vim.” Falei entre os beijos desesperados.

“Imprevistos.”

“Eu decidi. Vou ficar.” Falei, olhando – o, com os braços em torno do seu pescoço, apertando a gola da sua blusa, desesperada que ele pudesse se largar de mim.

“Não. Você tem que ir. Seu pai te espera. Você tem família em Forks.” Ele falou, segurando o olhar.

“Você não me quer?” perguntei, os braços caindo. A tristeza tomando conta do meu ser.

“Quero como nunca quis ninguém.”

Ouvi o professor de Biologia gritando meu nome. Todos estavam nos olhando. Ele continuou.

“Eu vou atrás de você. Eu prometo. Me dê 4 dias no máximo. Fique tranqüila. Eu não vou te deixar.” Ele falou pegando meu rosto entre suas mãos.

Ouvi novamente meu nome ser berrado. Bella veio correndo.

Eu o beijei novamente.

“Anda Julia!” Bella falou, me puxando. “Vamos perder o voo!”

“Você promete?” sussurrei para Marcus. Seu rosto estava indecifrável.

“Eu prometo. Quatro dias e eu vou estar com você.” Ele falou, dando – me outro beijo.

“JULIA!” ouvi o professor berrar e Bella me puxou.

Meus olhos estavam fixos nos deles, enquanto nossas mãos se separavam.

POV BELLA

Saímos correndo. Por pouco não perdemos o voo. O professor estava brigando, mais Julia estava tão mal, que nem dava idéia pra ele.

Entramos no avião e procuramos nossas poltronas.

Julia se encostou na poltrona, com o rosto vermelho, sem falar nada.

Eu queria falar alguma coisa, mais eu simplesmente não sabia o que fazer! Aim meu Deus! E agora?

“Julia, não fica assim. Tenta se acalma. Quando chegar em Forks vai tudo se resolver.”

“Não vai. As coisas vão apenas piorar.”

“Por que?”

“Você acha mesmo que eu vou querer ficar lá Bella? Depois de tudo que aconteceu aqui?” ela perguntou, com os olhos brilhando.

“Eu sei que você não vai querer! Mais o seu pai precisa de uma explicação! Ele não vai te soltar assim!”

“Eu fujo!”

“Julia!”

“Não venha falar como se não entendesse Isabella!” ela falou. Ela nunca falava assim comigo. Só brincando. Mais nunca nesse tom. “Quando se perde um amor que jurou ser pra sempre, perde a razão de viver. Você melhor do que eu sabe disso.”

Fiquei estática. Nunca imaginei essa reação dela. Nunca pensei que ela fosse falar isso pra mim. Meus olhos se encheram de lágrimas. Olhei pra ela e quando a única lagrima escorreu, eu limpei. Virei e não falei mais nada.

Ela pegou pesado. O pior é que eu sabia como ela estava se sentindo. Eu só queria ajudar e tomei um tabefe na cara.

As palavras dela me feriram. Eu sabia como era se sentir sozinha quando mais precisava de alguém. De alguém em especifico. Edward se sentou ao meu lado.

“O que houve?” ele perguntou.

“Não é nada.” Falei encostando minha cabeça em seu peito.

As lembranças do dia que Edward me deixou, passou pela minha cabeça. Dessa vez eu deixei as lágrimas correrem, enquanto Edward passava a mão pelos meus cabelos. Ele não perguntou o que estava acontecendo, apenas acariciou minha face. Eu não sei se ele tinha ouvido a conversa, mais eu não ia comentar nada.


CONTINUA..


nota da autora: Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh!!! *ataquehistericodeumaautorafeliz* Girls!! Me falem, como eu posso ficar mais feliz com vocês eim?! Gente, teve tantos comentários no capítulo anterior que eu fiquei em estado de queixo caído! (?) *rebola* Siceramente? Não vão ter palavras para expressar o quanto eu fico feliz com isso! Vocês estão colocando meu ego lá em cima e a miha felicidade também. Eu não imaginava que tantas pessoas poderiam ler Eu Quero Você Pra Sempre, então eu só tenho que agradecer cada uma de vocês que deixaram comentes para mim! MUITOOBRIGADA!! *.* Eu queria responder hoje todos os comentários que vocês me deixaram, pode ser? Eu nunca fiz isso aqui e estou MEGA nervosa! hihih Então vamos lá!! (no final, spoiller do proximo capitulo!!!!!!) BEIJOS GIRLS!! *.*

xx Raphinha Cullen


LARYSSA: Minha querida, eu nao acredito que por VERGONHA você não tinha deixado um comente pra mim! *olhinhoslacrimejados* Você sabia que o seu comente me deixou bem mais feliz? É muito MARAVILHOSO saber que você acompanhou a fic até a reta final, e que mesmo sem deixar comentários, você continuou passeando por aqui! Um beijo muito carinhoso e se der, comenta nesse capitulo também eim? hahaha'

MILENA: Mi (olha a intimidade) eu fiquei tão mais feliz de contente com o seu comentário! *.* Sério, eu fiquei extremamente ALEGRE de saber que eu consegui superaras suas expectativas com esse capítulo, que não é nem um dos meus preferidos!! Você falou algumas coisas no comente que foi de extrema importância. Por exemplo, a briga da Gabrielle com a Julia. Eu sinceramente não quis apelar muito, e ter conseguido fazer com que você escrevesse que estava anestisiada foi demais para o meu pobre coração de autora! MUITO OBRIGADA por estar sempre acompanhando a fic! Eu espero mais comentários seus, principalmente agora que estamos na reta final! Um beijo xuxu!

ERICA CRISTINA FERREIRA: Magnifica é você sua linda! *.* Muito obrigada por amar a fic, eu tbm a amo muito! *.* Você sabe né? Primeira fic, o mimo é maior! hihih Aaaah sério que você gosta das músicas? Eu pensava que ninguém nem dava ideia pra elas! O.O Um abraço carinhoso da Rapha, Erica!

LAURA: Eaí Laurinha! O capitulo 46 agradou você?! Espero seu comentário minha frôr!! Um xêro!

Lidia: Aaaaaaaaaaah Lídia! Vai me dizer que você gosta da Gabrielle?? ahueaheuahuehuahea Pois eu achei bem feito pra ela RUM!! Foi um pouquinho triste mesmo, toda essa tensão e tal... Espero mais comentários seus tá? E eu estou postando a cada uma semana mais ou menos. Essa semana eu demorei um pouco mais pq eu tinha umas coisinhas fora do mundo virtual para resolver! Mas pode esperar que eu prometo nao passar de uma semana! Abraço forte da Rapha!

Nathy: Ui ui ui!! DIVA? hauehuaheuahuea Thanks Nathy! *.* Eu vou continuar escrevendo sim! Na verdade, a fic já está completa, só estou postando esses capítulos finais! Beijinhos! =*

Sophia: Aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh!!! A Júlia fez isso por você direitinho Sophia!! hahahaha' Um beijo carinhoso!

Tefy: Aaaaaaaaaah Tefy! Não fala assim que eu choro!! Eu tamvbém não queria que acabasse, mas nem tudo dura pra sempre né? Um beijo e espero que você esteja gostando! Continua acompanhando que a coisa vai ficar HOT!! Beijos!

Gii: Sério que você gostou da briga?? *.* Girl, a Julinha é forte meu!!! hauehuaheuahuehuaheua Vai querer encarar eim eim eim??! hahaha' Brincs! Estarei postando assim que possivel! Um abraço! ( =

Gardenia: Thanks! *.* Capitulo Postado!

Laís: POSTADO!! ahuehauehuahuea Obrigada pelo carinho! ;)

Jéssica: Sabia que eu quase tenho um treco quando eu leio comentes com o seu?? Você ajuda a fazer uma autora feliz!!! hauehuaheuhaueuah OBRIGADA JÉ!!!

Claúdia: Claudia, eu não sei exatamente que dia eu irei postar o próximo capitulo, mas eu estou tendo uma margem de uma semana. Talvez, como está na reta final, eu possa postar com mais frequencia, mas não é certeza. Então guarda esse tempo de uma semana ok? Edward entregue aos sentimentos!! Uhuu!! Espera que a coisa vai ficar mais hot ainda! *.* Um abraço apertado + beijo melecado para ti!

Paty: Paty, pode ter certeza que a Gabrielle aprendeu a lição! huaheuahuea Pelo menos com a Júlia ela nao vai se meter mais! Um beijo!!


SPOILLER DO CAPITULO 47!!!


"Alô?" falei baixo.

"Bom - dia!!" falou a voz de Edwad feliz e alta no outro lado da linha. Suspirei fundo e puxei rapidamente uma cadeira para sentar antes que caísse. "Tudo bem?"

"Ahh sim Edward. Tudo OK." falei com a voz fraca.

"Aconteceu alguma coisa?" ele perguntou, percebendo a diferença da minha voz.

"Não, não aconteceu nada não." mentí. "Dormiu bem?" perguntei tentando desviar do assunto.

"Bella, eu estou para aí agora mesmo!" ele falou desligando o telefone antes que eu pudesse reclamar.







Capítulo 47
Novidades



POV BELLA

O avião pousou e eu peguei apenas minha bolsa e saí. Júlia já tinha passado, empurrando todos que estavam pela frente. Quando eu desembarquei, já fui procurando por Charlie em meio a multidão de pessoas que estavam ali naquele momento, já empurrando minha bagagem. Encontrei meu pai, parado um pouco distante, com olhos saltando para todos os lados, me procurando. Quando ele finalmente me encontrou andando na direção dele, abriu um sorriso largo e sincero e me abraçou, me surpreendendo.

"Bella!"

"Oie pai!" falei meia sufocada pelo abraço.

"Você não sabe como eu senti sua falta!" ele continuou.

"Er... eu também... Pai? Tem como você me deixar respirar?" perguntei, enquanto ele me largava.

"Desculpa Bells. Estava com saudades de você garota."

"Eu também pai. Tudo bem aqui?" perguntei.

"Na mais perfeita ordem..."

Enquanto ele respondia, eu espiei por cima do seu ombro e vi Júlia caminhando lentamente pelo saguão, indo em direção a saída. Saí correndo, gritando e falei pra Charlie por cima do ombro: "Já volto!"

"JÚLIA!" Gritei, mas ela não parava. "JÚLIA!!"

Quando me aproximei o bastante, parei na frente dela.

"Cadê o seu pai?" perguntei.

"Novidade Bella. Provavelmente esqueceu que eu chegava hoje." ela respondeu triste.

"Então vem." convidei. "Vamos pra casa comigo, depois eu te levo lá."

Ela me encarou, como se não estivesse acreditando que eu estava fazendo isso.

"Você não liga pro que eu te falei no avião?" ela perguntou, enquanto caminhávamos de volta para onde Charlie estava.

"Não tem importância." respondi, balançando os ombros.

Então os olhos dela começaram a se encher de lágrimas e ela me puxou para uma abraço. Nisso, já estavamos perto de Charlie, que veio rapido. Mas com um sinal pedi para que ele esperasse.

"É melhor irmos não?" Charlie perguntou preocupado.

"Sim." falei, enquanto empurrava um carrinho, ainda abraçando a Júlia.

Nesse momento, Edward se aproximou.

"Já está indo?"

"Sim. Vou levar Julia pra minha casa." falei. Charlie continuava nos olhando, com a boca entreaberta, os olhos fora de foco, como se nao estivesse acreditando na petulancia de Edward de vim falar comigo na presença dele.

"O.K. Mais tarde eu te ligo pode ser?" ele perguntou, passando a mão pelos meu cabelos.

"Vou esperar."

Ela aproximou então o rosto de Julia, e lhe deu um leve beijo na testa e falou:

"Fica bem." e se virou pra Charlie.

"Tudo bem Charlie?" ele falou, com um sorriso cordial no rosto.

Meu pai ainda estava com o a boca entreaberta, as orbitas voltando ao normal. Respondeu educadamente a Edward, me surpreendendo.

"Tudo sim Edward. Como foi a viagem?"

"Muito bem, obrigado. Então mais tarde nos falamos." ele falou se dirigindo a mim.

Quando ele se retirou para se juntar a sua familia, empurrei com uma mão o carrinho com a bagagem de Julia, enquanto meu outro braço ainda estava passado ao redor de sua cintura. Meu pai empurrava o meu.

"De onde veio toda essa tolerancia?" perguntei para Charlie, com uma sombrancelha erguida.

"Se você acha que está certa, então eu confio em você." ele falou, me fazendo olha - lo surpresa. "E eu nunca vi você com o rosto irradiando tanta felicidade." ele falou, afagando minhas bochechas.

Quando chegamos ao carro, coloquei Julia sentada atrás, que continuava calada. As lagrimas haviam cessado, e eu nao saberia dizer se isso era ou nao um bom sinal.

A viagem de Seattle para casa foi calma e eu me sentei no banco do passageiro atrás com Julia, enquanto via os olhares de Charlie pelo retrovisor do carro.

"Vamos deixa - la em casa?" ele perguntou.

"Não. Ela vai pra casa conosco." respondi. "Depois ligamos para o pai dela pra avisar."

Chegamos em casa e eu ja fui direto para o meu quarto. Senti o meu cheiro ali e percebi a falta que eu sentia daquele lugar.

"Deita um pouco, Ok?" falei pra Julia, empurrando - a na minha cama. "Se quiser tomar um banho, esteja a vontade. Vou ligar pra minha mãe, pro seu pai pra avisar aonde você está e então vou fazer alguma coisa pra você comer." olhei - a com carinho. Tinha os olhos com sombras escuras, cansaço, provavelmente. "Tenta descansar um pouco." completei, jogando o coberto por cima dela. Quando estava me afastando da cama, ela tocou meu braço.

" Me desculpa? Sei que fui idiota falando com você daquela maneira. Você só quer me ver bem. Mas eu preciso Bella... " ela falou com tanta convicção e firmeza. "... eu preciso dele do meu lado."

"Júlia, realmente não tem problema."

"Não Bella! Você é maravilhosa, me ajudou. Me... me..." e começou a gaguejar.

"Olha só..." falei me sentando na ponta da cama. "... eu vou ligar para o seu pai, você vai para casa e aí então se você quiser fugir pra Itália atrás do Marcus, juro que eu não vou me importar, posso até ajuda - la. Mas você tem que ter certeza que realmente quer isso."

"Eu quero ele Bella..."

"Eu sei Júlia. Eu sei. Mas para e pensa por um momento: ficar com ele é o que você quer pra vida toda? Não é apenas uma atração, uma paixão repentina, um desejo passageiro? E isso é o que ele quer? Você tem noção de que se fugir pra Itália, não tem mais como voltar? Seu pai não vai te aceitar e com esse gênio todo que você tem, eu duvido muito que uma briga não esteja a caminho." ela abaixou a cabeça apenas confirmando minhas suspeitas. "Responda essas perguntas para si mesma e se ver que as consequencias nao te impedirá de nada, nem de ser feliz, Uhu! Itália baby!" terminei com um sorriso.

"Pode deixar Bella. Tenho certeza que tomarei a decisão certa." ela falou, dando um leve beijo no meu rosto.

"Então trate de descansar!" falei fingindo voz autoritária.

Júlia ergueu um sombrancelha e mandou: "Você é hilária!"

Comecei a rir.

"Você importa se eu usar seu banheiro? Gostaria tomar um banho. Quero ir para casa logo."

"Esteja a vontade. Mas você só vai embora depois que provar a minha sopa." falei piscando um olho, enquanto saia do quarto, mandando um beijo para ela que já mexia na mala.

***

Quando Júlia terminou o banho, ligou para o pai. Fiquei da cozinha vendo a impaciencia dela tamborilando os dedos sobre o balcão, enquanto o telefone tocava e ninguém atendia.

"Não tem ninguem em casa!" ela exclamou furiosa.

"Calma Júlia, você pode dormir aqui. Charlie não vai se importar!"

"Bella, a questão não é essa! Eu avisei que chegaria hoje. Como assim ele sai e me deixa na rua??" ela perguntou enquanto rediscava o número e esperava que alguem atendesse.

"Fica calma ae." falei tomando o fone da mão dela e recolando no lugar. "Ele não está em casa, certo? Você dorme aqui essa noite!" conclui.

"Mas..."

"Sem nada de mais Júlia." falei dando um toz de fim de conversa na minha voz. "Vamos comer. Charlie já deve está chegando."

Almoçamos e depois de uma meia hora Charlie chegou. Lavei toda a louça com a ajuda de Júlia, enquanto ouvia um discurso de Charlie do quanto sentiu minha falta, mas eu tinha a impressão que ele tinha sentido falta mesmo era da minha comida.

Tínhamos que levantar cedo para ir a escola no outro dia. Coisas de fim de ano que estavam atrasadas por causa da viagem. Ficamos a tarde toda correndo atrás de material que poderiamos precisar. Edward esperou que Charlie saisse de casa e veio passar a tarde conosco. Eu já tinha decidido que não participaria da formatura. Estava bem contente que esse ano estava acabando, iria embora cursar História na Universidade do Colorado enquanto Edward ia para a Universidade Técnica do Colorado, ou seja, juntos. Charlie não sabia dos nosso planos ainda, claro. Penso que ele surtaria, mas seria uma experiencia maravilhosa. Pensamos em alugar um apartamento e morar juntos, mas isso só são planos. Talvez sim, talvez não. Depende de como Edward ia se comportar. Por enquanto eu já estava correndo atrás do meu cantinho na República que tinha na própria universidade.

Edward foi embora no final da tarde, antes que Charlie chegasse, pois eu sabia que ele nao seria tão tolerante com Edward metido lá em casa.

O jantar foi tranquilo e entao eu e Julia subimos para o quarto. Júlia tinha insistido em dormir na cama de armar que eu tinha montado, mas eu insisti para que ficasse na minha cama. Ela teimosa pulou na cama, fazendo com que desabasse com nós duas no chão. No fim, adormecemos sobre a cama. Acordamos atrasadas, o que já era de se esperar e voamos para a escola. Fiquei indignada e queria xingar todos quando me fizeram acordar cedo apenas para a prova da beca. OhGod! Eu nao merecia mesmo. Peguei todos os meu resultados e estavam todos euforicos com a festa organizada para a despedida dos 3ª anos. Tratei de ir embora. Júlia chegou em casa e já correu para o telefone para ligar pro seu pai. O telefone dessa vez finalmente atendeu.

"Alô? Pai? É a Júlia." ela começou. "É, eu cheguei ontem só que você não foi me buscar no aeroporto e ainda por cima me deixou fora de casa!" Fiquei apenas observando como a o tom da voz dela aumentava. "Eu percebi que você me esqueceu, né? Não. Não... Não dormi na rua. Estou na casa da Bella. Dormi aqui. Estou indo pra casa. Precisamos conversar. Tá, pai. Ok." e bateu o telefone. Respirou fundo. "Acho que chegou a hora da verdade." ela falou se recostando no balcão.

"Se você quer chamar assim..." falei rindo.

Ela se calou, e ficou torcendo os dedos, omitindo alguma coisa. Sua testa estava levemente enrugada e sua pernas trançadas.

"O que foi Júlia?" perguntei, indo me postar ao seu lado. Percebi que ela estava virando o celular nas mãos.

"Ele não ligou Bella. Nenhuma vez desde que chegamos. Ele prometeu...'

"Se acalma Julia. Chegamos ontem pela manhã, tenha paciencia. Ele pode estar ocupado... E ainda temos o fuso horário, ele pode está perdido!" falei tentando anima - la, mas ela continuava com a cabeça baixa.

"Júlia, tu lembra do que eu te falei ontem?" perguntei.

"Claro Bella."

"E você já respondeu aquelas perguntas pra você?" insisti.

"Sim."

"E qual a conclusão que você chegou?"

Ela ficou calada por um momento e então falou:

"Eu tenho a plena certeza do que eu quero, mas as vezes tenho duvida se é realmente isso que o Marcus quer." ela confessou.

"E o que te faz pensar assim?"

"Ahhh Bella. Já chegamos certo? Ele falou que iria ligar, não ligou até agora. Eu sei que tratei ele mal naquela maldita festa na Itália, mas mesmo assim ele foi até o aeroporto atrás de mim e falou que viria pra cá, pra ficar comigo. Eu estou esperando Bella! Eu estou esperando! Parece que ele está me enrolando!"

"Posso te falar uma coisa?"

Ela balançou a cabeça me dando espaço para falar.

"Eu acho que você está surtando." ela ergueu a cabeça rápida, surpresa com a minha resposta. "É serio! Cadê a Júlia segura que eu conheço?? Você só está com medo que ele nao te queira mais e você sabe que isso não é verdade! Ele vai te ligar, mas você tem que te um pouco de paciencia não é mesmo?"

A campainha tocou e eu fui atender. Era Edward, que já me puxou para um beijo daqueles.

"Quem é, Bella?" Julia perguntou aparecendo na sala. Fastei um pouco meu rosto de Edward. "Eca! Nao tem como vocês procurarem outro lugar não?" ela perguntou, fingindo nojo e voltando pra cozinha. Aproximei meu rosto novamente e o puxei para um beijo mais quente que antes.

"É melhor pararmos por aqui." ele falou.

"Hãm?" estava meia fora de mim, parecia que nem estava em casa. "Por quê?"

"Bom, se continuarmos no mesmo ritmo, não respondo mais por mim." ele falou com aquela voz sedutora, e com o meu sorriso. Percebi que o que ele estava falando era verdade e me afastei dele, indo em direção a cozinha.

"Você está em combustão Bella" Julia exclamou quando eu entrei na cozinha. Edward vinha logo atrás. Apoiei minhas mãos na pia, tentando fazer com que os batimentos do meu coração voltasse ao normal.

"Você não tem noção do que esse homem faz comigo, Júlia." respondi com um sorriso. O celular dela começou a tocar alto e ela correu pro balcão, onde tinha largado ele, olhando o visor.

"É ele Bella!" ela exclamou.

"Atende logo então!"

Ela subiu as escadas correndo.

"Esse 'é ele!' teria nome?" Edward perguntou, me puxando pra um abraço.

"Creio que Marcus. Ela já estava ficando paranóica, ainda bem que ele ligou logo." e mordi seu lábio inferior e fixei meu olhar em seus olhos. Ele me puxou para mais perto do seu corpo então minha boca foi surpreendia por sua lingua calorosa. Nosso beijo começou quente, mas Edward sabia que nao podiamos fazer nada naquele momento, então seu beijo se tornou calmo. Ficamos sentindo os lábios um do outro, passeando com a língua. Nao era nada vulgar e que nao poderiamos estar fazendo, era apenas um carinho. E eu simplesmente adorava quando ele fazia isso. Depois de quase meia hora que ficamos nessa troca de carícias, separando nossos rostos apenas para tomar fôlego, uma Júlia euforica desceu as escadas, fazendo muito barulho. Eu afastei meu rosto de Edward e encontei minha cabeça em seu ombro, enquanto suas mãos estavam na minha cintura.

"BELLA!" Ela deu aquele grito. "Ela vai vim! Ele vai vim!" ela comemorou.

"Eu não te falei?" concordei com um sorriso. Ela me puxou dos braços de Edward, e me girou, a felicidade explodindo.

"Se acalma. Quando ela virá?"

"Daqui há três dias. É, eu sei, eu sei. Um dia a mais do que ele prometeu, mas ele disse que teve alguns problemas com o restaurante, que depois me explica tudinho! O importante é que ele ainda me quer! Vou arrumar minhas coisas! Vou pra casa agorinha mesmo!" ela exclamou, subindo novamente as escadas.

"Eu devo ir já?" Edward perguntou, me fazendo rir com tom de menino que teve o doce roubado.

"É melhor. Eu vou levar Júlia até a casa dela e quando eu voltar Charlie provavelmente já estará em casa." respondi. Segurei com as duas mãos a nuca dele e aproximei seu rosto do meu, tocando levemente nossos lábios.

"Tudo bem. Mas você tem que parar de me provocar assim. Devo dizer você quase me deixou louco ainda a pouco."

Dei um sorriso malicioso e com a minha boca ainda grudada na dele, dessa vez mordendo o lábio inferior, fui puxando - o em direção a porta.

"Você poderia aparecer lá em casa amanhã, não é mesmo?" Ele convidou. Senti as intenções no convite, mas não estava muito afim de fazer alguma coisa com ele no seu quarto novamente. Queria alguma coisa nova.

"Não sei Edward. Eu não me sinto muito bem lá na sua casa. Não pra fazer esse tipo de coisa." acrescentei quando ele já abria a boca para questionar. "Gostaria de um lugar diferente. Surpreenda - me!" instiguei.

Ele como sempre, me deu aquele sorriso lindo, malicioso e adoravel que eu amava, fazendo minha cabeça girar. Perdi a linha do raciocinio por alguns instantes. Com certeza a cabeça dele já estava pensando em alguma coisa.

"Pode deixar!" e dessa vez me beijou quase que ferozmente, me largando na porta sem ar e com o corpo quente.

Voltei para o meu quarto e Júlia já estava com suas malas prontas. Na verdade, ela só pegou algumas roupas e acessorios que tinha tirado da mala durante o dia.

"Pronta?" perguntei.

"Vamos!" ela respondeu, pegando duas malas e eu fui atrás com mais duas. Eu ainda não conseguia entender o por que de tantas malas, mas Júlia disse que para aquela viagem tinham sido poucas. Colocamos tudo no bagageiro e partimos.

Da minha casa até a de Júlia, era 25 minutos. Me dei conta que nunca tinha ido a casa dela, eu fui pedindo orientação durante a viagen. Quando chegamos vi que era uma casa muito bonita, de aspecto rustico, porem muito elegante, com grandes vidraças e um jardim enorme na frente.

Descarregamos as malas e a acompanhei até a entrada.

"Qualquer coisa me liga." falei.

"Pode deixar. Bella, muito obrigado por tudo!"

Apenas sorri. Não tinha nada o que agradecer. Júlia tinha feito muito mais por mim.

***

Quando cheguei em casa, fui fazer o jantar para Charlie, enquanto ficava no telefone com Reneé. Aproveitei e liguei também para a Joicy e a Camila, prometendo - lhes visitar nas férias antes da universidade. Quando Charlie chegou, fiquei na mesa conversando sobre a viagen, o que tinha acontecido na Itália (omitindo alguns fato, é claro), em Forks e sobre Edward.

"Como vocês acabaram juntos de novo?"

"Você tem certeza que quer mesmo falar sobre isso?" perguntei um pouco constrnagida e tentando disfarçar.

"Hãm..." ele pigarrou. "Só quero saber como se resolveram."

"Ótimo!" respondi alto e emendei logo a minha resposta. "Conversamos e percebemos que tudo foi um grande engano."

"Até a parte de Jacob?" Charlie perguntou me encarando intensamente, como se procurasse vestígios de mentira ou hesitação em minha voz.

"Todos erram pai." falei abaixando a cabeça. "E principalmente quanto a Jacob." completei.

"Se você acha que é o melhor prar você, eu acredito." Charlie falou. "Tive notícias de Jacob."

Engasguei com a lasanha que comia e comecei a tossir. Virei o copo de suco que estava ao lado do meu prato.

"Gostaria de saber?" percebir a hesitação na voz dele.

"Sim." respondí baixinho.

"Ele foi preso na Califórnia." respirei alto. "Motivos? Tráfico de drogas, assaltos, porte ilegal de armas e tentativa de estupro."

"O quê?" encarei Charlie incrédula.

"Isso mesmo. Jacob fugiu da prisão há duas semana atrás. Então Bella, eu peço por favor, tome cuidado..."

"Está pensando que ele virá para Forks de novo?" interrompi.

"Não temos certeza e ele pode está em qualquer lugar não é mesmo?"

Confirmei com a cabeça, me sentindo suja. Como o mundo dava voltas.Como eu pude me envolver com alguém como Jacob? Na época fomos felizes, apesar de tudo. E é tão estranho ver o curso que ele para própria vida... Pensar que poderia ter sido diferente.

"Bella?" Chrlie chamou alto. Voltei a encará - lo indo para longe dos meus pensmentos. "Promete que vai se cuidar, vai ficar alerta e não extrapolar?"

"Claro pai." concordei.

"E nada de sair a noite."

"Edward pode vir aqui?" perguntei.

"Sim. E a escola?"

"Já está tudo certo.Acabou. Agora que venha a Universidade." falei animada.

Já sabe para onde vai?" Charlie perguntou, curioso.

"Sim! Fui aceita na Universidade do Colorado!"

"Meus parabéns filha!" Ele falou, se levantando e me dando um abraço desajeitado.

"Er... obrigado pai."

"E a formatura?" Ele poderia ter esquecido essa parte não é mesmo?

"Não vou participar."

"Por quê?"

Puta merda. Ele não ia mais parar de fazer perguntas não?

"Não quero mesmo, pai."

"Algum motivo especial?"

Putiei de vez.

"Não!" falei um pouco alto. "Eu só nao quero, Ok? Já é um alívio que isso acabou então... nada de festas."

Dessa vez Charlie não falou nada, me fazendo suspirar feliz e ir corrrendo para o meu quarto.

Quando cheguei lá, despenquei na cama, finalmente adormecendo.

***

Era estranho. Eu só poda está sonhando. Não, na verdade eu sabia que era tudo um sonho.

Eu estava em um parque. Não era em Forks, por que estava tudo ensolarado. Eu fui caminhando por esse parque até que sentei em um banco de madeira, perto de um parquinho de crianças, onde tinha apenas uma menina de cabelos ruivos, branquinha e com sardas espalhadas pelo rosto brincando. Olhei ao redor. Não tinha mais ninguém ali, apenas nós duas. Quando ela ouviu meus passos, levantou a cabeça e então me mostrou com um sorriso angelical uma linda bonequinha e dois bonecos que ela tinha nas mãos. Sorriu. Retribui o sorriso e ela veio se sentar ao meu lado.

"Como é seu nome?" perguntei.

"Ísis." ela respondeu com a vozinha doce e linda.

"E por que você está aqui sozinha?" perguntei.

Ela me olhou com os grandes olhos esverdeados e não respondeu. Pegou os bonecos e começou a brincar. Então falou:

"O May é muito legal." E sorriu, indicando o boneco com esse nome. Esse era branco, com os cabelos castanhos. Ela continuou. "A Ash também. Eles se gostam!" ela exclamou feliz, aproximando os dois. A boneca de nome Ash tinha os cabelos castanhos e era igualmente branca. "Eles são namorados!" ela confidenciou pra mim com um risinho. Eu apenas observava, intrigada. "Eles são muito felizes sabe? Eles se separaram uma vez..." e ela afastou os dois bonecos para longe um do outro. "... mas então eles voltaram." ela falou carinhosamente, colocando - os juntos. " Eu gosto quando eles estão felizes assim, sabe?" e colocou os dois bonecos sentados no banco. "Mas eu posso te contar uma coisa?" ela me perguntou e eu confirmei com a cabeça. "Ele não gosta deles dois juntos." ela falou, indicando o terceiro boneco, que ela fez questão de manter afastado. Esse era moreno, com os cabelos longos. Um boneco estranho. "O Den não gosta do May e sente ciumes da Ash." Me arrepiei toda. Então ela pegou os bonecos de nomes Den e May e aproximou um do outro, com um sorriso malvado no rosto e simulou uma briga. A menininha parecia que tinha se transformado. Ela tirou a roupa e arrancou uma braço do May, enquanto colocava o Den perto da Ash. "Eu não gosto do May." ela confessou com a voz maldosa. "Ele é legal, sabe? Mas só pra Ash. Eu quero ele morto!" e pegou o boneco e quebrou todo, enquanto as minhas mãos iam em direção do nada, para tentar fazer com que ela parasse. Aquela gargalhada doce e meiga soando por todo o parque....

"NÃÃÃÃÃO!!"

Bip Bip Bip

Levantei de uma vez. Assustada. A mão estendida para frente. Eu tinha gritado com certeza. Ainda bem que Charlie provavelmente já tinha saído. Que sonho mas estranho foi esse que eu tive? Minha testa estava tomada pelo suor. Olhei para o despertador: 7:00hs. Tinha esquecido. Voltei a deitar na cama, assustada com o sonho que lampejava na minha cabeça, tão vívido. De onde aquela menina tinha aparecido? Por que me parecia tão reais e com pessoas que eu conhecia aqueles bonecos que ela tinha nas mãos? Tentei afastar os pensamentos da minha cabeça, por que os nomes que vieram na minha cabeça foram Edward e Jacob. Levantei de vez e tomei um banho quente, encostei as duas mãos na parede do banheiro e deixei com que a água caísse, mas mesmo assim não fez com que meu corpo relaxasse. Saí dali, me troquei e desci as escadas, me sentindo mla, com um pressentimento ruim. Comecei a arrumar alguma coisa pra comer. O telefone tocou e me fez olhar assustada pra ele. O que estava acontecendo comigo? Eu não tinha nada a temer de uma ligação! Mesmo assim, meu corpo parecia não está mais sobre o meu comando. Atravessei tensa a cozinha em direção ao balcão e atendi cautelosa.

"Alô?" falei baixo.

"Bom - dia!!" falou a voz de Edwad feliz e alta no outro lado da linha. Suspirei fundo e puxei rapidamente uma cadeira para sentar antes que caísse. "Tudo bem?"

"Ahh sim Edward. Tudo OK." falei com a voz fraca.

"Aconteceu alguma coisa?" ele perguntou, percebendo a diferença da minha voz.

"Não, não aconteceu nada não." mentí. "Dormiu bem?" perguntei tentando desviar do assunto.

"Bella, eu estou para aí agora mesmo!" ele falou desligando o telefone antes que eu pudesse reclamar. Eu não estava bem. Aquele sonho estava martelando na minha cabeça, me deixando louca. Era melhor que Edward viesse mesmo, pelo menos eu compartilhava com ele, não ia deixar que houvesse qualquer coisa entre nós, principalmente por que da última vez que eu não falei pra ele, eu lembrava bem do jeito que tinha acabado. Em 10 minutos Edward estava ali, me abraçando. Me senti protegida dessa vez, como há muito tempo não me sentia.

"O que aconteceu?" ele perguntou preocupado, enquanto me arrastava para o sofá.

"Foi só um sonho Edward... Um sonho estranho." falei olhando pra ele. Só pela maneira que eu tinha falado, ele sabia do que se tratava. Contei tudo para ele. O rosto da menininha que tanto tinha me intrigado, como se eu conhecesse ela, ela conversando comigo e os bonecos, a semelhança aparente e depois tudo o que ela tinha feito, me fazendo acordar assustada. Quando eu terminei, Edward acariciou meu rosto, alisando meus cabelos.

"Eii, não precisa se preocupar. Foi só um sonho." Ele falou tranquilamente.

"E por que eu estou com essa sensação estranha aqui?" falei com o punho fechado, na direção do meu seio esquerdo.

"Foi só por que você ficou impressionada com o sonho, Bella. Não tem nada de mais em sonhar com uma criança brincando no parque." ele completou. Quando eu o olhei com aquele olhar questionador, ele deu uma risada e continuou. "Tá eu sei o que você está pensando. Jacob não é mesmo?" ele perguntou com um quê de ódio na voz.

"Sim Edward. Estou com medo que ele volte aqui." confessei baixinho.

"Não!" ele exclamou alto, me assustando. Pegou meu rosto em suas mãos. "Bella, ele não vai voltar, OK?" ele perguntou, me fazendo manter firme aquele olhar. "Qual é o seu medo?" ele perguntou.

Eu não queria responder aquela pergunta. Desviei os olhos da face de Edward. Meu coração doia só de pensar... Não! Não! Edward não ia me deixar de novo, não é... mesmo? A dúvida ficou ali, pairando sobre mim.

"Você tem medo que eu te deixe de novo?" ele perguntou com a voz amargurada, me fazendo olhar pra ele.

Confirmei com a cabeça, logo escondendo meu rosto entre seu ombro e seu pescoço. Ele me abraçou forte. Talvez tenha percebido o tamanho da minha angústia, o medo que ainda me rodava... Depois de um tempo que ficamos assim, abraçados, ele me fez olhar pra ele.

"Bella..." ele começou. "... eu não vou fazer isso de novo! Eu não vou falhar com você! Confia em mim, sim? Eu sei que a sua confiança em mim ainda não é muita, mas eu prometo te proteger. Eu não vou deixar que ninguém faça nada de ruim com você." Dava pra sentir o sofrimento dele ao proferir essas palavras, fazendo meu coração doer ao ver que ele estava sofrendo.

"Edward..." falei. "... eu confio em você! Promete pra mim que não vai me deixar? Eu não sei se aguentaria... de novo..." e uma lágrima escorreu pelo meu rosto.

"Eu prometo." ele falou alto e firme. "Eu prometo Bella."

Procurei por sua boca e quando encontrei, grudei a minha na dele num beijo desesperado. Quando eu afastei o rosto em busca de ar, ele falou:

"Eu amo você!" com meu sorriso lindo. Nos enroscamos no sofá, e assim passamos a manhã: eu abraçada nele, com minha cabeça encostada no peito, enquanto ele alisava meus cabelo, com o queixo encostado no topo da minha cabeça.

Quando estava quase na hora de Charlie chegar para almoçar, ele falou que iria embora.

"Não quer almoçar aqui?" eu convidei.

"Você acha que Charlie não vai se importar?"

"Não. Ele disse que você pode vim aqui." falei sorrindo.

Então preparei o almoço na companhia de Edward, que me fez ficar mais tranquila e esquecer do sonho por algumas horas. O telefone tocou e eu olhei pra Edward que me olhou também, esperando ver minha reação. Dei um sorriso pra ele e fui atender o telefone calmamente.

"Oie? Bella?" ouví a voz de Charlie.

"Ahh oie pai." falei suspirando e olhando pra Edward com um sorriso. "Não vai vim açmoçar? A comida está quase pronta!" falei.

"Não. Eu vou almoçar por aqui mesmo. Liguei pra te avisar."

"Tá bom então. Tem problema se o Edward vim almoçar comigo então?" perguntei, dando uma piscadela pra Edward que sorriu. Charlie ficou calado por um instante e então respondeu:

"Tudo bem. É bom que você não fica sozinha. Tchau Bells. Até mais tarde."

"Tchau pai." falei desligando o telefone e correndo para os braços de Edward.

"Pronto. Temos a tarde inteira juntos!" falei feliz enquanto coloca a minha boca na dele. Ele começou a me puxar para sala e eu tentei desesperada desligar qualquer coisa que estivesse ligada ali na cozinha. Era capaz da gente por fogo na casa, literalmente.

Caímos no sofá e o beijo ficou mais quente. A boca de Edward já estava passeando pelo meu pescoço, indo em direção aos meus seios. Com certeza eu não ia interromper ele. De repente tudo estava muito quente. Comecei a tirar a blusa de frio dele, e ela afastou os braços me ajudando. Eu não acredito que ia transar com Edward na sala da minha casa, mas estávamos euforicos demais para subir para o meu quarto. Como segurança, eu tinha trancado todas as portas. Ou seja, sozinhos.

Quando eu já estava tirando a blusa de linho branca que Edward vestia por baixo, a campainha tocou. Paramos os dois e olhamos pra porta. Quem era? Empurrei Edward para que ele saísse de cima de mim e de repente eu percebir que meu coração estava a mil, mas não por causa de Edward, que já tinha se recomposto rapidamente, e estava vestindo a blusa de frio. Ele foi se postar ao meu lado, devia ter visto a minha cara de desespero. Ele sabia muito bem quem eu pensva que era. Muito hesitante, eu abri a porta. E tomei um enorme susto.






Capítulo 48
Escolhas



POV Bella

Não era Charlie, muito menos Jacob. Era Júlia.

Entreabri a boca lentamente, enquanto olhava por cima do seu ombro as várias malas que ela tinha empilhado na entrada da minha casa.

"Júlia, o - que - aconteceu?" perguntei já temendo o pior.

"Eu estou indo embora pra Itália." ela respondeu, empurrado eu e Edward para entrar. Pisque os olhos incrédula. Ela não estava chorando, e isso era bom por uma lado. Pelo outro, ela tinha um sorriso enorme estampado no rosto.

"O que aconteceu, exatamente?" repeti a pergunta.

"Briguei com o meu pai." ela falou se jogando no sofá. "Cansei Bella." ela falou diante da minha expressão. Eu não estava acreditando.

"Brigou? Você não conversaram?" perguntei me sentado ao lado dela. Edward ainda estava em pé. Ele parecia tão chocado quanto eu.

"Eu tentei conversar com ele, eu juro." Ela falou. Mandei meu olhar de duvida e ela continuou. "É serio! Mas ele disse que se eu queria ir embora com um italianinho vagabundo qualquer, que eu podia arrumar minhas coisas e cair fora da casa dele." ela falou com uma voz rebelde. "Então eu estou aqui. Vou ir embora atrás do meu italianinho vagabundo. Passei só pra me despedir. Estou embarcando agora mesmo para Itália."

"Já?" perguntei assustada.

"Sim!" ela exclamou extremamente feliz.

"Não! Não! Não! Espera Júlia!" falei levantando, passando a mão pelos meus cabelos, extremamente nervosa. "Explica direito tá bom? Tá complicado entender essa história. Você e seu pai conversaram?"

"Já falei que sim!" ela respondeu mal humorada.

"Como vocês conversaram?" perguntei, meia que acusando - a. Eu sabia o gênio explosivo de Júlia. Com certeza tinha chegado lá e quebrado tudo, falado tudo, na maneira dela, sem deixar com que o pai falasse nada.

"Olha só Bella." ela falou se levantando e começou a andar de um lado para o outro. "Eu e o meu pai nunca nos demos bem OK? Depois que a minha mãe morreu as coisas praticamete desandaram."

*Ínicio Flash Back*

POV JULIA

Bati na porta do escritório do meu pai e entrei.

"Poderia falar com o Sr.?" perguntei. Meu pai estava sentado atrás da enorme mesa. Era sempre assim que eu me lembrava dele desde a morte da mamãe: o homem por detrás da mesa. Ele apenas confirmou com a cabeça.

"Pai, eu queria conversar com você sobre..." encostei a porta atrás de mim.

"Não tem como ser em outra hora não Julia?" ele me cortou.

"É um assunto importante e ..."

"Agora estou ocupado."

Atravessei a salae parei de frente a mesa, batendo as minhas mãos e colocando meus olhos na mesma altura dos dele.

"Eu quero falar com você agora!" falei pausadamente, os olhos faiscando. Ele me encarou e então colocou de lafo os papéis que estava lendo.

"Tudo bem. Sobre o que quer falar?"

"O.k!" falei me recompondo. "Como bem sabe, terminei o Ensino Médio e vou para faculdade. E decidi que quero ir pra Itália cursar Direito."

"Por que pra tão longe?" ele perguntou. Acabou de voltar de lá. Não tem necessidade de ir estudar lá."

"Mas é exatamente esse o plano! Ou acha que vou querer passar toda a minha vida aqui em Forks?" perguntei com um tom de sarcasmo na voz.

"Você não irá!" ele falou com um tom como se estivesse encerrando o assunto.

"Você acha que eu vim aqui pedir autorização?" perguntei irada, minha voz se elevando gradualmente. "Eu vim te informar!"

"Você não irá!" ele repetiu gritando.

"Pois vamos ver se eu não vou! Já tenho 18 anos, sou dona do meu próprio nariz, não preciso ficar na sua companhia nem esperar que você autorize nada por mim, pai. Eu não sou mais aquela criança de 10 anos de quando você saia para viajar e me largava com a babá. A Júlia obediente foi embora há muito tempo!" falei ofegante. "Lá na Itália eu encontrei algo que você nunca soube me dar: amor. Um sentimento que você nem sabe o que é!"

"Amor é?" ele debochou. "Você vai viver só de amor?"

"Vou viver melhor que você com esses seus casinhos. Ou você pensa que eu nunca percebir a quantidade de vagabundas que você trouxe pra dentro de casa? Marcus com certeza é melhor que todas elas."

"Cala a boca Júlia!" ele vociferou. "Então é um italianinho vagabundo por quem você se apaixonou não é? E quanto tempo será que ele vai aguentar você, amarga, sema mor, sem alegria?" ele perguntou maldosamente. Foi como levar um tapa. Respirei fundo e falei:

"Você que é leigo o suficiente para não saber que eu sou assim apenas e exclusivamente com você! Como você quer que eu te dê algo que nunca foi me dado?"

"Eu só aviso uma coisa... " ele falou alto, suando. "... se você passar por essa porta, não precisa mais voltar."

"Então é essa a opção?" perguntei, erguendo a sobrancelha.

"Se você quer fugir com um italiano vagabundo qualquer, por ir e fingir que não tem pai. Você não será mais a minnha filha."

"Só me responde uma coisa: desde de quando você foi uma pai?" me dirigi para a porta. "Não se preocupe que de agora em diante, eu é que não tenho mais pai. Não que você tenha sido um algum dia." Abri a porta. "Contratarei um advogado para reivindicar os meus direitos." batí a porta.

Fui para o meu quarto e comecei a arrumar minhas malas. Tentei ligar para o Marcus mas o celular só dava caixa postal. Eu sabia de alguém que me ajudaria. Meti a mão em uma das minhas caixinhas, tirei todo o dinheiro que eu guardava mais meus cartões, joguei dentro das malas apenas as minhas coisas mais importante, chamei um táxi e pedi ao motorista que me ajudasse com a bagagem. Antes de entrar no carro, fitei a casa que eu tinha crescido e vi meu pai parado na janela do escritóriom encoberto pela cortina. Entrei no carro e dei o endereço de Bella.

*Fim Flash Back*

"Então, foi isso que aconteceu." Júlia concluiu. "Estou indo pra Itália e isso é maravilhoso!"

Eu ainda não estava acreditando em tudo que estava acontecendo. Parecia muito surreal que a Julia tivesse abandonado a casa dela com o pai e estivesse partindo pra Itália para viver com o Marcus.

"Júlia..." dessa vez era a voz de Edward. "... eu não acho que essa seja a melhor ideia."

"Por que não?" ela perguntou com um tom de desafio na voz. "Ahh gente! Vamos! Parem de bobagem! O Marcus viria me buscar de qualquer maneira! Eu só estou antecipando a viagem!"

"Ele já sabe dessa sua loucura?" perguntei.

"Não consegui falar com ele ainda." olhei desesperada pra ela. "Mas não precisa se preocupar Bella. Quando chegar lá, eu consigo me encontrar. Eu estou perdida aqui."

Eu me joguei no sofá, e segurei a cabeça com as duas mãos. Eu não poderia deixar a Júlia cometer uma maluquice dessas. Com certeza ela ia se arrepender e então não teria mais volta. Já seria dificil o bastante que o pai dela a aceitasse de volta em casa. Senti ela se sentando ao meu lado.

"Bella..." ela começou.

"Agora esculta bem Julia." falei me mantendo na mesma posição. "Eu vou falar e você me ouve, certo?" a minha voz falhou um pouco. "Eu não acho que seja a melhor ideia do mundo você sair daqui com dez malas partindo pra Itália atrás do Marcus. Temos todo um problema. Como você vai ficar lá? E se você não encontrar ele? É isso mesmo que você quer? Seu pai pode não ser o melhor pai do mundo, mas você acha que vale a pena cortar todos os laços familiares por causa de uma só pessoa? É sério. Eu sei que você é maluca, que não tem as ideias no lugar e que isso não é menos do que eu poderia esperar de você, mas creio que está saindo do controle."

"Posso falar?" ela perguntou. Levantei meu rosto na direção do dela e fitei - a. "O.k! Eu posso entender por tudo que está passando com você quando eu chego na sua casa com várias malas falando que eu vou me mudar pra outro país. Mas Bella, me desculpe, dessa vez não vai ter palavras nem ninguem que vá me impedir de ir. Pra quem está de fora é muito fácil falar, mas eu nunca fui feliz naquela casa. Depois que a minha morreu, eu vivi em um inferno. O meu pai nunca ligou pra mim, nunca teve desejo que fossemos como pai e filha, então eu cansei. Está mais do que na hora de eu tomar meu caminho e seguir minha vida. Se não der certo com o Marcus, fazer o quê? Eu não vou ficar me lamentando por causa disso. E eu vou atrás da minha parte da herança. Eu não quero ser sustentada por ninguém. Vou estudar e trabalhar. Eu apenas quero viver a minha vida feliz. O Marcus deseja compartilhar da minha felicidade, e eu desejo isso também. Não vou me privar de ser feliz."

O que ela falou não era do que eu já esperava. Júlia sempre foi sem noção, fez tudo que quis. Mas agora, não era a Julia que eu tinha conhecido na escola que estava falando. Era uma Julia amadurecida, que estava apenas correndo atrás de um sonho. Todos tinhamos sonhos e planos pra vida, não é mesmo? Quem seria eu pra julga - la por querer fugir do país pra se juntar com o homem que ama, quando eu sei que faria a mesma coisa por Edward, se um dia precisasse?

"Tudo bem." falei vencida, me levantando. "Você me convenceu. Vai querer a carona para o aeroporto?" perguntei erguendo a sobrancelha.

"O quê?" Julia perguntou.

"Ué." falei dando de ombros. "Você quer ir pra Itália e eu falei qeu te ajudaria a fugir caso precisasse, não foi? Então vamos lá! Você não vai conseguir arrastar todas essas malas até a hora do voo, Júlia..." Ela continuava parada, com os olhos fora de foco. "Não venha me dizer que esqueceu?" perguntei, fingindo descrença. Sabia muito bem que nunca que a Júlia esqueceria uma coisa dessas. Então para minha surpresa, ela correu e me abraçou forte.

"Você é i - na - cre - di - tá - vel!" ela falou pausadamente e sorrindo.

"Se é isso que você quer, tudo bem. Eu te ajudo. Sei que Charlie vai querer me matar por isso quando descobrir... mas..." falei pensativa, já imaginando a confusão. "Você vem comigo?" perguntei para Edward que ainda estava calado.

"Sim, eu vou com vocês." ele respondeu.

"Por que está tão calado?" perguntei já do lado de fora da casa, enquanto colocávamos as malas de Júlia no bagageiro.

"Você e a Júlia tem o pensamento na lua, sabia?" ele falou rindo. "Mas eu concordo com a sua atitude. É leal." e abriu um enorme sorriso. Me agarrei a ele, abrançando - o.

"Vamos?" Julia perguntou, com as mãos na cintura, satisfeita de ter colocado a última mala no carro.

"Vamos." falei entrando no carro, enquanto eles faziam o mesmo. "A próposito, seu voo está marcado para que horas?" perguntei.

"Ás 21hs." ela respondeu. "Liguei comprando dentro do táxi enquanto ia pra sua casa."

Revirei os olhos. Era bem típico da Júlia pensar nessas coisas mesmo.

"E o Marcus? Conseguiu falar com ele?" perguntei, olhando - a do retrovisor do carro, já que ela estava sentada no banco de trás.

"Ainda não." ela respondeu e abaixou a cabeça, olhando para o celular que estava apertado na mão. "Eunão consigo falar com ele Bella."

"E você vai pra onde quando chegar lá?"

"Se eu não conseguir encontrar ele, me hospedo em um hotel, não se preocupa." e deu uma risadinha. "Peguei todos os meus cartões de crédito."

Fomos conversando despreocupadamente até o aeroporto. Era como se nos três fossemos viajar juntos. Eu não queria pensar que a Júlia já estava indo por que com certeza eu choraria antes da hora, então tentava manter minha mente ocupada. Quando chegamos ao aeroporto, ainda faltava quase uma hora e meia para o embarque da Júlia, e eu não a deixaria. Peguei meu celular no bolso e liguei para Charlie, que já deveria estar tendo um troço em casa.

" Alô? Pai?" perguntei meia desconfiada. A bronca estava por vir?

"Bella? ONDE VOCÊ ESTÁ?" É! Está. Saco!

"Pai, se acalma! Eu estou bem. Estou no aerorporto..."

"O QUE VOCÊS PENSA QUE ESTÁ FAZENDO NO AEROPORTO ISABELLA?? ISSO É EM PORTLAND!!!" afastei o celeular do ouvido, devido aos gritos. Edward me olhou divertido.

"Tem como você me deixar explicar? Eu vim trazer Júlia, ela vai viajar. Não se preocupa, estou com Edward. Ele me levará pra casa."

"Pra onde Júlia vai?" ele perguntou, a voz voltando ao tom normal, curioso.

"Quando chegar em casa eu te explico tudo Ok?"

"Bella, Bella... Sinto que você está encrencada... Estou te esperando!"

"É, eu também sinto que estou..." falei desligando o celular.

"Problemas?" Júlia perguntou.

"Alguns. Charlie não quer me deixar sair a noite." e olhei para Edward.

"Por quê?" Júlia perguntou.

"Bobagem dele Jú." respondi, virando os olhos para Edward, quando ele me olhou com aquela expressão preocupada. Procuramos um lugar para sentar e ficamos esperando a hora do embarque da Júlia, rindo e conversando.

Os minutos foram passando, me deixando ansiosa. Do meu lado, Júlia ainte tentava falar com Marcus. Ó dificuldade viu? Não comentei. Tomei um susto quando anunciaram o voo da Julia. Nos levantamos. Ela me deu um belo sorriso, com lágrimas nos olhos. Me abraçou forte.

"Vou sentir a sua falta!" ela falou já chorando.

"Eu também. Me promete uma coisa..." falei fazendo - a olhar para mim. "Se você não conseguir encontrar o Marcus, não der certo, qualquer coisa Júlia, que você vai me ligar avisando. Eu faço qualquer coisa, mas com certeza você não ficará na rua."

Ela riu.

"Bella, não precisa se preocupar! vai dar tudo certo. Me prometa você que quando casar com o Edward..." e deu uma piscadinha pra ele por cima do meu ombro. "... vai me avisar com antecendecia, para que eu possa vim!" e me deu um beijo no rosto. "Não esqueça que você foi importantíssima na minha vida. Quando eu chegar lá eu dou um jeito de te avisar.

Eu a abracei mais uma vez, e então ela abraçou Edward.

"Cuida bem dela pra mim, OK?" ela falou.

"Pode deixar. Se cuida você."

Anunciaram mais uma vez e ficamos observando ela ir para o portão de embarque,eu com lágrimas nos olhos, rumo a felicidade.

POV Júlia

Eu sabia que estava deixando a Bella preocupada pra trás, mas dentro de mim eu sabia que estava fazendo a coisa certa. Ia dar tudo certo! Talvez eu devesse me preocupar por não está conseguindo falar com Marcus, mas mesmo que não desse nada certo, pra casa eu nao voltaria. Estava na hora de viver a minha vida.

Dormir a maior parte do voo, cheguei por volta de 3 da manhã na Itália. Esse fuso horário me deixa louca. Procurei por um táxi, e pedi para que me levasse a um hotel próximo ao restaurante do Marcus. Adentrei no hotel, fui até o balcão de entrada e com uma sorte tremenda, consegui um quarto. Funcionários me ajudaram com as minhas malas, e então eu caí na cama, adormecendo.


CONTINUA..


nota da autora: CAPÍTULO DEDICADO A GABY VLAD!!! Xuxuzinhas!! Eai?! Como vocês estão?! Nem preciso mais falar que eu sou uma autora quase infartante (?) né? Eu queria agradecer a cada uma de vocês que estão comentando em cada att, e que ficam me pedindo e cobrando para que eu possa fazer logo, fora algumas que eu vi perguntando na tag do site e nos comentes também. Voces são uns anjinhos lindos na vida da Rapha! Fico muito muito muito feliz de saber o quanto eu consigo envolver vocês na minha história, vocês são perfeitas! *.* Eu fiquei surpresa com a quantidade de comentes e percebir que vocês estão gostando mesmo!! O.O Não tem como falar que nao me deixa feliz, por que serio, me ajuda muito na semana! Aaaahhh siim, apesar de algumas que nao quiseram falar, outras falaram que nao ia chutar, teve apenas uma criatura que adivinhou que estava na porta!!! E essa pessoinhas é a.... GABY VLAD!!! Eeeeeeeeeee!! *rebola* Parabens xuxuzinha!!! E vocês poderiam fazer parte tbm desse capitulo!! No spoiller dava pra saber quem era! ¬¬ A autora burra nem se lembrou. Hoje eu queria deixar uns recadinhos pra vocês! Eu estou escrevendo duas fics paralelas a essa. Eu comentei no capitulo anterior, but me falaram que não encontraram o link, então eu vou deixa - los aqui nessa att ok?

( Paradise *escrita com a Key e a Rê* | Sin Resistir La Tentación *escrita com a Gabi* | Se Quiser Visitar o Meu Blog! )


Vou responder o comentátio de vocês e como sempre, spoiller do Capitulo 49 no final! Aaah sim! Sorry se eu dei muito destaque nesse capitulo pra Julia. Prometo que no proximo vocês vão adorar!!

Lyra: Minha xuxu, sorry se na att passada o seu nome não estava junto com as respostas, eu já tinha enviado o capitulo! But eu respondi você na caixinha de comentários mesmo, but eu repito aqui de novo! Eu nao posso te responder isso!!! ahuehauehua Continue acompanhando que vc verá!! Muitas surpresas!! beijos! =*

Carol: Carooool! Desculpa se eu acabei bem na hora com o capitulo! *seescondendo* But você gostou desse?? Te satisfez?? Conseguiu adivinhar quem era na porta??! HAHAHAH' Um beijo e continua me acompanhando???

Ella: Eeeeeeeeeeeeeee!! Você ainda está aqui comigo! *balançaopompom* Eu ainda nao consegui me recuperar de saber que você mora tão pertinho de mim *estadodequeixocaido* Foi tanta coincidencia que chega a dar medo! :O But, é tão mais feliz de bom saber que você continua lendo meu babyzinho!!! *.* Ele tá acabando Camis!! *chorandonoombrodela* O que eu faço quando isso acontecer eim eim eim??? Thank you pelo seu comentário sua linda!! *.* Esperado te reencontrar!

Jéssica: Será que a Bella fica grávida??? Eu to DOIDA pra falar pra você, but eu nao posso!! *.* Perde a graça né?? Eu também acho que a Julia que deva ser feliz... ela merece bem muitão, assim como a Bella... lalala... E é uma HONRA para mim saber que você nos acompanhou desde o começo e saber que teve a paciencia pra continuar aqui até hoje! MUITO OBRIGADA! Eu fico muito muito muito emocinada com os seus elogios fror!! Um xêro!

Laís: MUITO OBRIGADA LAIS!!! *.*

Carla: Você me mandou um "comente" em branco, but thanks do mesmo jeito!! :P

Lídia: Eu postei logo ali o outro link õ/ Dá uma passada por lá?! Tenho certeza que você vai se apaixonar, pelas DUAS!! *.* Thanks por cada comente seu minha flor!

Nathy: Nathy minha leitora DIVA// *.* hauehuaheua Gostou desse capitulo? Detestou? Na sua cabecinha vc achava que era a Julia ou não? O que vc acha que vai acontecer agora? Se vc gosta desses momentos Bella & Edward juntos, espera pelo proximo capitulo pra você ver! La La La Beijos!!! =*

Thaynah Nunes: MINHA FROR!! EU AMEI AMEI AMEI AMEI o seu comentario!! hihihih Eu espero que você esteja vivinha da silva pra poder ler esse capitulo!!! hahahaha' Eu tô tentando postar rapidissimo, but a university está de comploô contra mim *chora* UM BEIJO CARINHOSO DA RAPHA!!

Brendha: É um crescimentos continuo escrever a cada dia... Se eu me supero?? Acho que não, but você diz que sim! Porem tem capitulos que eu amo de paixao aqui!! Na verdade, eu amo a fic como um todo, mas tem algumas coisas que eu falhei e espero poder arrumar depois que eu terminar a fic, sem mudar o sentido! Não perca mesmo nao, por que tem um capitulo MARAVILHOSO chegando por aqui!! Beijos! ( ;

Érica Cristina Ferreira: *emocionada* Eu faço dos seus dias mais felizes?? Agora imagina como eu me sinto sabendo que eu consigo fazer você feliz??? É MARAVILHOSO!! Obrigada por cada comentário, cada mensagem de carinho, cada comente... Me faz muito feliz! *.*

Tefy: Fogo estar por vir querida!! hahahaha UM BEIJO + ABRAÇO DA RAPHA! *.*

Claúdia: Eu entro aqui todo dia pra ver se tem comentarios como o seu!! ( ; Thanks!

Milena: *carinhaderaivapravocê* SABIA QUE EU QUASE MORRI DO CORAÇÃO COM O COMEÇO DO SEU COMENTE?? Voce está querendo me matar é??? Eu quase surtei *colocandoamãonocoração* Voce feliz é um perigo RUM Porem, como eu gosto MUITISSIMO de vc, vou deixar passar.... Gostou da parte picante né? Espere para ver o proximo capitulo!! Beijinhos e nao tente me mantar no proximo capitulo!!!

Gaby Vlad: Como vc xuxuzinha, foi a unica corajosa que teve coragem (?) de chutar quem estava na porta, levou o capitulo de hoje!! hauehuahe Parabens!! Um beijo pra você!

Laura: Tirando onda né danada??? hauehuaheuah Vut vc pode, capitulo dedicado especialmente... hauehuaheua But deixa eu te falar uma coisa... Eu nao posso dedicar o ultimo capitulo pra vc!! Como assim logo o ultimo menina??! Eu fico muito lisonjeada de vc comentar na minha fic, mas você ja teve um capitulo todo lindo pra ti!! Como fica as outras meninas que me ajudaram a chegar até aqui eim eim eim??? Te love mesmo assim, por ter feito parte de EQVPS!! Comenta mais eim eim eim???

Laryssa: OMG OMG OMG Lary, deixa eu falar uma coisa pra você?? *sussurrando* Nao faça esse tipo de campanha nao menina!! vc quer me matar??? Eu sou muito anti - social, na vida real as pessoas nao gostam muito de mim pq eu tenho que dar brexas para que possam me conhecer Ae vc me aparece com um FA CLUBE!! Posso te pedir uma coisa??? PLix, nao faça isso comigo, pq eu estou morrendo de vergonha, mas eu admiro a sua coragem e determinação e carinho por ter tomado iniciativa!!! Never esquecerei de vc!! Um beijo carinhoso sa Rapha tá?

Gaby Nessie: Xuxuzinha!! Eu nao vou parar de escrever, pq é muiiito VICIANTE e é uma das minhas paixões, nao tem como eu parar, I Promisse! Muito obrigada por todos os elogios!! Te love! =*


SPOILLER DO CAPITULO 49!!!


"Podemos sair hoje?" ele perguntou.

"Ok. Posso saber pra onde?" perguntei curiosa.

"Ainda não. Passo pra te pegar em meia hora."

Me arrumei e fiquei esperando ele chegar. Avisei para Charlie que eu ia sair, para que ele não se preocupasse, pois eu voltaria antes do anoitecer. Quando Edward chegou, entrei no carro depois do beijo quentíssimo que ele me deu. Minha imaginação foi a mil com esse passeio misterioso. Passamos rapidamente pelas ruas de Forks e chegamos a Portland. Edward pegou uma via deserta, onde tinha pequenas casinhas que ficavam distantes uma das outras, com jardins cheios de rosas na frente. Pareciam mais chalés que as pessoas alugariam para passar férias ou tirar um descanso.

"Para onde estamos indo?" perguntei de novo para Edward.

"Já estamos chegando. Você já vai saber." ele falou com um sorriso enigmático. Depois de uns 20 minutos, Edward diminuiu a velocidade do carro e parou em uma das casas. Essa era em um tom de creme e identica a todas as outras. Tinha um pequeno jardim na frente, que tinha várias rosas. Saí do carro e fui caminhando. Senti Edward me abraçando por trás.



Capítulo 49
Desespero



POV Bella

Eu e Edward voltamos conversando tranquilamente para Forks. Dessa vez eu deixei com que ele dirigisse. Estava preparando meu espírito pra bronca que Charlie ia me dar - com razão -.

"A Júlia tem cada ideia..." ele comentou.

"O que foi dessa vez?" perguntei já rindo.

"O lance do casamento lá... Acho mais fácil sermos convidados primeiro para o casamento dela..."

"Você acha?" perguntei, meia impressionada com a possibilidade de Júlia se casar. Não sei o motivo, mas esse com certeza era o futuro dela.

"Com certeza."

Continuamos calados por um bom tempo.

"Você ainda acha que podemos ficar juntos, assim?" Edward perguntou. Ri para mim mesma com a pergunta. Geralmente não é nós, mulheres, que fazemos esse tipo de pergunta?

"Eu não sei..." respondi, fingindo dúvida. Vi as mãos dele apertar fortemente o volante. "Do que você tem medo, Edward Cullen?" perguntei.

Ele me olhou rapidamente e eu mantive minha expressão séria, tentanto não rir dele. Ele sabia que eu estava sendo sarcástica sempre que usava o nome dele todo. Mas pelo visto, ele falava muito sério.

"Eu tenho medo de errar e ficar sem você." ele respondeu no tom sério e eu me surpreendi diante da resposta. "Tudo que eu faço agora, eu penso em todos os modos e as consequências. Antes eu pensava também em com você reagiria, só que desisti por que você sempre me surpreende."

"Isso é sério?" perguntei, olhando - o.

"Claro. Eu não sei do que seria capaz de fazer se soubesse que aconteceu alguma coisa com você, que eu não te teria mais do meu lado, que te machucaram ou que você está machucada ou infeliz." tirou uma mão do volante e passou pelo meu rosto. "Você é o meu bem mais precioso, Bella."

Fiquei sem reação diante das palavras dele.

"Sim." respondi finalmente e eu sabia que ele entenderia. "Eu acredito que podemos ficar juntos assim." e me estiquei para dar um beijo em seu rosto.

***

"ISABELLA MARIE SWAN!" ouví Charlie gritar assim que eu pulei do carro. Respirei fundo. "O QUE PENSA QUE ESTAVA FAZENDO EM PORTLAND?"

"Pai, já não falei que..." comecei, mas ele me interrompeu.

"Uma hora dessas, você longe, parece que tudo que eu falo você esquece..."

"Vai me deixar falar ou não?" perguntei, me jogando no sofá.

"Independente da resposta, você já está de castigo. Agora pode falar."

Comecei a falar tudo para Charlie, desde a Itália até levar Júlia no aeroporto, passando pela briga com o pai. Charlie explodiu.

"EU NÃO ACREDITO! VOCÊ AJUDOU JÚLIA A FUGIR DO PAÍS? ONDE VOCÊ ESTÁ COM A CABEÇA BELLA?"

"Ela não fugiu...tecnicamente..."

"VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUANTO ISSO É GRAVE? SE O PAI DELA APARECE NA DELEGACIA, COMO EU VOU EXPLICAR QUE A MINHA FILHA ESTÁ ENVOLVIDA NISSO?!"

Levantei - me. Estava calma e receberia de bom agrado toda e qualquer bronca, desde que Charlie não apelasse.

"Pai, Júlia já é maior de idade e sabe o que fazer da vida. Se ela acha que assim é bom pra ela, não vai ser eu ou você que vai falar alguma coisa. E pensa bem, se fosse para o pai dela ter ido na delegacia, isso já teria acontecido."

Charlie se calou.

"Você continua de castigo." ele teimou, como se quisesse dar a última palavra.

"Tudo bem. Agora eu vou tomar um banho e dormir. Boa - noite pai." falei subindo as escadas enquanto Charlie acenava com a cabeça. Tomei um banho, vesti uma calça de moletom e uma camiseta pulei na cama e tentei digitar o mais rápido possível uma mensagem para Edward:

[Eu falei que te amo hoje?
Não?! Eu ainda acho que posso te amar mais do que eu amo!
Bella.]


Desliguei o abajur e caí na cama.

***

Quando eu acordei no outro dia, o céu de Forks estava mais nublado que nunca. Olhei para o despertador: 9:00h. Caí de novo na cama. Minha cabeça estava doendo e eu não tinha dormido bem. Meus sonhos passearam por Júlia, Renée, Edward e a Ísis, a minha menina do sonho. Era assim que eu me referia a ela. Eu sentia um carinho estranho e perigoso, e toda vez que ela aparecia nos meus sonhos, eu acordava com calafrios e arrepiada, mas mesmo assim eu gostava dela "perto' de mim, principalmente quando ela estava calma e relaxada, e sentia um certo medo toda vez que a via descontrolada. No sonho de hoje, ela segurava a minha mão, voltando ser a Ísis que eu gostava, e na outra levava o boneco que me lembrava o Edward. Caminhamos pelo parque, ela com um sorriso lindo no rosto. Então, como no outro sonho, ela se transformava. Soltou minha mão e saiu correndo por uma pista onde era para passar ciclistas. E de repente, ela caia, e o boneco lhe escapava das mãos. E do nada aparecia um carro, que destruia o pobre bonequinho...

"Estou fantasiando demais." falei pra mim mesma, jogando os cobertores de lado e indo tomar um banho.

Assim que eu saí do banho, o telefone tocou. Edward.

"Podemos sair hoje?" ele perguntou.

"Ok. Posso saber pra onde?" perguntei curiosa.

"Ainda não. Passo pra te pegar em meia hora."

Me arrumei e fiquei esperando ele chegar. Avisei para Charlie que eu ia sair, para que ele não se preocupasse, pois eu voltaria antes do anoitecer. Quando Edward chegou, entrei no carro depois do beijo quentíssimo que ele me deu. Minha imaginação foi a mil com esse passeio misterioso. Passamos rapidamente pelas ruas de Forks e chegamos a Portland. Edward pegou uma via deserta, onde tinha pequenas casinhas que ficavam distantes uma das outras, com jardins cheios de rosas na frente. Pareciam mais chalés que as pessoas alugariam para passar férias ou tirar um descanso.

"Para onde estamos indo?" perguntei de novo para Edward.

"Já estamos chegando. Você já vai saber." ele falou com um sorriso enigmático. Depois de uns 20 minutos, Edward diminuiu a velocidade do carro e parou em uma das casas. Essa era em um tom de creme e identica a todas as outras. Tinha um pequeno jardim na frente, que tinha várias rosas. Saí do carro e fui caminhando. Senti Edward me abraçando por trás.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=k1qxVYWd1Mg&feature=player_embedded
Amor Real - Sin Bandera


"Pensei que você fosse gostar de ficar sozinha um pouco comigo. Desde que voltamos da Itália não tivemos tempo nenhum juntos." ele meio que reclamou, aproximando o rosto do meu ouvido. Me virei devagar e olhei em seus olhos. Ali continham sentimentos que eu não conseguia identificar agora. Aproximei meu rosto e encostei meus lábios nos dele sem selar o beijo. Ele, desesperado, me puxou, completando a distancia que nos separava. Senti seus lábios firmes e entreabri meus lábios, deixando com que a lingua de Edward passeasse por toda a minha boca. Minhas mãos foram para seus cabelos e puxei para que ele não ousasse se separar de mim. Ele apertou fortemente minha cintura de encontro ao seu corpo e eu percebi o quanto ele estava excitado. Fui obrigada a me separar.

Un día más se llena de color (Um dia a mais cheio de cor)
Y tu vendrás llenándolo de amor (E você vem cheia de amor)
Yá no me preocupo al caminar (Já não me preocupo em caminhar)
Porque tu estás aqui (porque tu estás aqui) (Por que você está aqui)
Y pierdo todo el miedo que me da (E perco todo o medo que me dá)
Porque tu crees en mi (Porque você acredita em mim)


"Vamos entrar?" perguntei. Ele não respondeu, apenas me agarrou e me puxou em direção a casa.

O beijo continuou ali dentro. Edward não me deixava respirar. Tentava reconhecer o lugar enquanto ele me beijava e vi que estávamos eu uma bonita sala. Ele ja estava tirando a blusa, enquanto eu levantava os braços, ajudando - o a tirar a minha. Ele beijou todo o meu pescoço e passou a lingua carinhosamento pela região, me fazendo suspirar baixinho. Ouvi um tilintar e percebi um pouco tarde que ali tinha uma lareira, que aquecia toda a casa. Edward empurrou com força a mesinha do centro, e caiu por cima de mim no tapete que ali estava.

Dándome (Me dando)
Un amor real (Um amor real)
Siempre tan natural (Sempre tão natural)
Lleno de libertad (Cheio de liberdade)
Lleno de dar (Cheio pra dar)
Eres tu quien sabe bien (É você quem sabe bem)
Lo que es amar(O que é amar)


"Eu estava com saudade disso." ele falou passando a mão por toda a extensão do meu corpo, apertando minha cintura, enquanto me dava um beijo que deveria ser crime, me fazendo gemer. "Te amo tanto Bella... Eu quero você... E eu quero agora!" percebi a urgencia em sua voz. Será que ele queria aquilo tanto quanto eu? Meu corpo estava sedento de desejo.

"Então tenha!" falei, arqueando meu corpo, para ter o máximo de contato com o corpo másculo de Edward. Ele já estava sem roupa, eu apenas de calcinha. Ele fez o favor de arrancar ela, jogando longe. Eu passei minhas pernas ao redor da cintura de Edward, nos encaixando perfeitamente. Então ele se debruçou sobre mim, e eu o abracei com meu braços. Eu me sentia tão protegida, tão querida, tão amada quando estava com ele. Ele ia começar as investidas no meu corpo.

"Espera... espera um pouco." falei, sentindo - o todo dentro de mim, abrançando - o. "Espera só... um pouco..." sussurrei, tentando me concentrar no meu próprio pedido. Era quase impossivel sentir Edward dentro de mim e pedi que ele ficasse parado. Eu senti a respiração dele ficando mais pesada a cada segundo.

"Bella, me desculpa, mas eu não tem como eu resistir a isso." e as investidas dele começaram em mim, rápidas. Foi a minha vez de ficar com a respiração pesada. Senti meu corpo entrar em êxtase, e então senti o orgasmo chegando com uma explosão no meu corpo. Edward caiu para o lado, completamente satisfeito. Eu o abracei, colocando minha cabeça em seu peito.

Un día más de mi pasión por ti (Um dia a mais da minha paixão por você)
Y tu vendrás para hacerme sentir (E você vai me fazer sentir)
Que el límite de la felicidad (Que o limite da felicidade)
No llegará jamás (Não chegará jamais)
Que cada nuevo amanecer trairá (Que cada novo amanhecer trará)
Una sorpresa más (Uma surpresa a mais)


"Está tudo bem com você?" ele perguntou, alisando meus cabelos.

"Muito bem." respondi, mordendo seu peito e dando um sorriso malicioso.

"Que bom... por que eu só te quero ver feliz." e me deu um beijinho.

"Eu já estou feliz." respondi.

Ele ficou ali, acariciando minha cabeça. Fechei os olhos enquanto deslizava o dedo pelo contorno da sua barriga. Edward tinha mudado muito. Quando eu o conheci, ele já era um homem feito e meio insconsequente. Todas as meninas da escola suspirava por ele, e ele se achava por isso. Sabia que teria qualquer uma na sua cama, em um estalar de dedos. Mas hoje, depois de tudo que já tinha acontecido entre nós, ele tinha amadurecido. Hoje eu tenho ao meu lado um Edward mais maduro, mais consciente das suas atitudes e que sabe que o mundo não gira apenas ao seu redor, e que precisa procurar compreender o ponto de vista de outras pessoas e aceitá - las, mesmo que muitas vezes não concordasse. É esse o homem que eu quero pra minha vida. É com quem eu quero viver, ter filhos, ser feliz... Eu não me imagino com outra pessoa que não for ele... E ele conseguiu subir muito no meu conceito depois da viagem à Itália. A minha confiança já era total nele. Edward me protegia de qualquer coisa. Ele me fazia rir, me acalmava quando eu estava nervosa, me acalentava quando eu estava preocupada, me ouvia quando eu estava com dúvida, me amava quando menos precisava. Pensei que tudo que tinha acontecido na minha vida nesse ultimo ano... A mudança repentina, as amizades novas e as velhas, amor, briga e ódio, Itália! E hoje, estou aqui, abraçada com Edward, enquanto ajudei minha amiga a fugir e abandonar a casa, prestes a ir para faculdade, começar uma nova fase da minha vida. Pensei no tempo que eu passei com Jacob. Infelizmente ou não, ele fazia parte da minha história.

"No que está pensando?" Edward perguntou, me tirando dos meu desvaneios.

"Como você sabe?" perguntei abrindo os olhos.

"A sua expressão." ele falou rindo. "Você está com a testa enrugada, e as expressões do seu rosto muda, de acordo com o que você pensa acho."

"Em tudo." respondi. "Em tudo que aconteceu."

"Nesse 'tudo', o que você diria que foi o momento mais feliz pra você?"

"Não tem só um." eu respondi. "Mas se fosse para citar, eu citaria dois: o dia que da festa que nos beijamos pela primeira vez e todos os dias na Itália. Principalmente aqueles que eu passei com você." falei rindo.

"Hum... Isso é muito bom. Se fosse para eu citar, responderia que foram todos em que você esteve comigo, até em pensamento. Por que mesmo quando você estava longe, pra mim você estava perto. Eu não consigo parar de pensar em você mesmo..." e então ele tornou a me beijar e foi como na primeira vez, em que eu senti seus braços fortes ao meu redor, sua boca deliciosa, apaixonada, carinhosa em meus lábios. E eu me entreguei mais uma vez ao homem que eu amava com toda a força da minha alma.

Tu me enseñaste a disfrutar (Você me ensinou aproveitar)
Mi vida mucho más (Minha vida muito mais)
Dejando el sufrimiento atrás (Deixando o sofrimento para trás)
Dándome (Me dando)
Un amor real (Um amor real)


***

POV JULIA

Acordei e tomei logo um banho para despertar totalmente. Uhu! Itália baby! Me arrumei, e fiquei me perguntando que horas Marcus iria para o restaurante. Estava completamente ansiosa para saber como ele reagiria quando eu soubesse que eu não esperei por ele em Forks. Eu sou louquinha mesmo. Falei pra ele ir me buscar e venho antes dele ir. De repente, como uma lâmpada que se acende em minha mente, o pensamento passou por mim: e se Marcus já tivesse embarcado em direção a Forks? Afinal, hoje era o último dia do prazo que ele tinha me dado!

Ai meu Deus! E agora? Peguei a bolsa com minha carteira e disparei pra fora do hotel. Procurei por um táxi vazio para que eu pudesse me enfiar dentro, mas nenhum deles paravam. Fui começando a ficar angustiada, andando pelas ruas da Itália, completamente perdida. As calçadas estavam cheias de pessoas que iam e viam e eu me empurrava entre elas, procurando qualquer meio de transporte que pudesse me levar até o restaurante.

"Tá, tá Julia. Vamos pensar." falei pra mim mesma, parando. Passei a mão pelos cabelos desesperada. Cara, eu tava ferrada! Que maldição que eu procurava por um táxi e não aparecia um?? Olhei para os lados, procurando alguma... coisa... que pudesse me ajudar. Vi perto de uma padaria um suporte onde tinha várias bicicletas paradas, enfileiradas uma do lado da outra.

"Julia, você não via fazer isso..." falou a voz da minha consciência...

"Não vou?? Há há!" Saí correndo e puxei a primeira que eu consegui alcançar. Pulei em cima da bicicleta e comecei a atravessar as ruas da Itália, indo em direção ao restaurante.

POV BELLA

Nós passamos um dia maravilhoso juntos. Não foi nada de muiiito extravagente. Assistimos um filme bem agarradinhos, tomamos um banho juntos e eu dormi um pouco em seu peito nu, na cama de um dos quartos.

"Eu tenho uma surpresa pra você." ele falou contentíssimo, me puxando pela mão.

"Você está muito enigmático hoje..."

Entramos em um quarto lindo. Da janela dava pra ver que tinha um lago no fundo do chalé, com um banco no jardim.

"A supresa não é essa ainda." ele falou beijando meu pescoço. "Está naquela porta." ele falou indicando. Olhei com cara de interrogação pra ele e fui em direção à porta. Quando eu entrei, era um banheiro bem iluminado e espaçoso, com uma enorme banheira. Pendurado perto do espelho, tinha uma minúscula lingerie vermelho vinho com detalhes preto e uma calcinha tão minúscula quanto. Corei.

"Edward, o que significa isso?" gritei. Ouví a risada sacana dele. Oh My God! Ele queria que eu usasse isso? Tá. O.K! Eu nunca tinha vestido nada assim e não sabia nem por onde começar! "Edward seu filho da mãe, você me paga!" sussurrei pra mim mesma.

"Já está pronta Bella?" ouví ele falar rindo.

"Você me paga Edward!" gritei para que ele pudesse ouvir. Ele começou a cantarolar.

Tá, tá. Tirei a blusa dele que eu estava usando e coloquei aquela... hum... roupa. Me olhei no espelho e não me reconheci. Eu pensei que fosse ficar horrível, mas pelo contrário, eu gosteu do resultado. Passei a mão rapidamente pelos meus cabelos. PRONTO! Eu poderia aceitar essa brincadeira, e na verdade, eu podia também entrar nela. Respirei fundo e abri a porta. Edward já estava deitado na cama, com as mãos atrás da cabeça. Quando me viu, seus olhos saíram de foco.

"Como estou?" perguntei, girando lentamente para que ele pudesse me ver de todos os ângulos. Ele não respondeu. A vergonha me assaltou e me fez querer voltar correndo para o banheiro.

"Bem melhor do que eu imaginei." ele falou devagar, erguendo o tronco lentamente, enquanto eu caminhava em sua direção. Subí na cama, a vergonha se esvaindo de mim, me sentindo poderosa. Os olhos de Edward não desgrudavam de mim. Fiquei em pé na ponta da cama, olhando - o de cima para baixo.

"Bella... vem cá..." ele falou estendendo as mãos em minha direção para que eu pudesse cair em seus braços.

"Não." falei empurrando - as. Empurrei seu peito com o meu pé e sentei sobre ele colocando uma perna de cada lado. "Você foi muito malvado Edward." falei passando as unhas por seu peito nu. Aproximei meu rosto do dele e colei nosso lábios.

"E você vai ser malvada comigo?" ele perguntou com um quê de esperança na voz.

"Não Edward!" falei fiingido - me de chateada e levantando.

"Não!" ele falou tentando me segurar.

"Primeiro:" falei segurando as mãos dele. " você não pode me tocar." e soltei suas mãos e recomecei a andar de uma ponta a outra da cama. Dei uma risadinha quando ouvi a respiração funda dele. "Segundo: quem está no comando sou eu, então me obedeça. Terceiro: eu só quero descobrir você." falei já carinhosa.

Me sentei novamente sobre ele, uma perna de cada lado e beijei seu pescoço sensualmente, segurando suas mãos ao lado da cabeça. Fui percorrendo o caminho até sua orelha e então fui para sua boca, beijando - o forazmente. Ele retribuiu com um desejo intenso. Separei a minha boca da dele com um sorrisinho, e fui passeando meus dedos por seu peito másculos, onde eu arranhava em lugares estrátegicos, fazendo o suspirar, fechando os olhos. Então troquei os dedos pela minha boca, que serpentou todo o seu corpo. Seus punhos estavam fechados e eu via a força louca que ele estava tendo para se controlar. Puxei a bermuda que ele estava vestido e rodei ela no dedo, jogando em um canto qualquer do quarto, fazendo Edward rir.

"Que tal se mudarmos as regras apenas por alguns instantes?" ele pediu, malicioso. Eu sabia que ele se aproveitaria de mim. Mais estava disposta.

"Ok." concordei. "O que você quer?"

"Que você me deixe ficar no seu lugar." ele sorriu e antes que eu pudesse responder, ele me puxou para cima do seu corpo e girou rapidamente seu corpo sobre o meu, ficando por cima. "Bella má." sussurrou no meu ouvido enquanto me colocava sentada sobre ele, tirando a parte de cima da lingerie. Então ele me deitou novamente e começou com os beijos. Ele foi pela minha bochecha, passou rapidamente pela minha boca roçando os lábios, mas sem selar o beijo, desceu pelo meu pescoço me fazendo ofegar, e beijou toda a região até chegar aos meus seios. Ele beijou o direito, me fazendo delirar. Nunca tinhamos tido tanta intimidade assim um com o outro. E era excitante. Quando ele parou com o trabalho no meu seio, desceu pela minha barriga, me fazendo arquear um pouco o corpo com as sensações antes desconhecidas. Então sua boca passou por cima da calcinha, dando uma leve mordida na região, me fazendo gemer. Sua mão serpertentou pela parte interna das minhas coxas. Ele massegeou tudo ali. Ele subiu novamente, e encontrou minha boca, me beijando delicadamente. Aproveitei pra tomar o controle novamente. Virei novamente sobre ele e rapidamente ajoelhei-me ao seu lado na cama, ele me fitava com olhos ansiosos, resolvi prolongar um pouco mais a tortura.

Então, inclinei-me sobre o corpo de dele roçando sutilmente meus lábios sobre sua pele, meus olhos presos aos dele, vi suas pupilas dilatarem de prazer, seus pelos arrepiarem com meu toque leve, minha mão agora traça circulos envolta do seu umbigo, e as mãos dele estavam fechadas em punhos, ele lutava contra a vontade de me tocar, mas seguia obedientemente minhas ordens! Afastei meus lábios do corpo dele e sorri ternamente, ele retribuiu meu sorriso.

Ainda ajoelhada, endireitei meu corpo para que ele pudesse me ver claramente, então delizei um dedo pela alça da lingerie descendo-a lentamente pelo meu braço, fiz o mesmo com a outra alça, com uma das mãos eu segura a parte da frente para que não desce mais do que o necessario! A respiração dele acelerava a medida em que a espectativa de me ver completamente despida crescia. Soltei a lingerie e a deixei escorregar um pouco mais, expondo parcialmente meus seios. Não sei onde arrumei tanta ousadia, mas a verdade é que com Edward, eu me senti completamente livre e verdadeira, não havia nada em mim que eu quisesse escoonder dele.

Ele passou a lingua pelos lábios, eu sabia que seu auto-controle está por um fio, inclineime novamente em sua direção encostanto proprosiltalmente meus seios nele enquanto passava uma perna por cima de seu corpo, sentando-me sobre seu abdomem, beijei-o com paixão e ele correspondeu a altura. Libertei seus lábios e segurei a parte debaixo da minha rouba levantando-a e em seguida livrando-me da parte de cima. Peguei suas mãos e as coloquei sobre meus seios.

- Você pode me acariar agora - dize-lhe suavemente.

Ele os massage-o delicadamente, fechando os olhos como se quisesse memoriza-los.

- Você me ama Edward? - perguntei.

- Mais do que você pode imaginar! - ele disse, agora seus olhos brilhavam sinceros.

- Então prove - Eu desafiei-o

- Como Bella? - ele perguntou confuso.

- Faça amor comigo Edward - pedi carinhosamente.

Ele segurou minha cintura firmemente e girou seu corpo, fazendo com que eu ficasse deitada e ele por cima de mim.

- Eu provarei a você meu amor de todas as maneiras possíveis - ele prometeu. O beijo que se seguiu foi tão dellicado e revelador que senti minhas forças faltarem, suas mãos desceram de encontro a calcinha minuscula e ele a puxou para baixo expondo o que faltava do meu corpo, ele mesmo livrou-se da box antes de voltar a deitar-se sobre mim. Senti sua exitação, mas também percebi que ele não tinha presa como antes. Ele beijava meu corpo inteiro e eu retribuia seus beijos quando tinha a chance, seus lábios e suas mãos estavam me deixando louca, e antes que eu pirasse completamente ele nos pôs sentados, de frente um pro outro, puxou minhas pernas de modo que elas ficassem envolta da sua cintura apaoiou minhas costas com uma mão enquanto guiava-se para dentro de mim. Suspirei alto, enquanto ele prendia a propria respiração , abracei seus ombros e senti nossos corpos se encaixarem com perfeição.

Seus lábios buscaram os meus vorazes, suas mãos presas em meus cabelos me impediam de desprender minha boca da sua, nossos quadris mexiam-se num ritmo proprio e gostoso. Nosos peitos esmagados um de encontro ao outro, grudados pelo calor que se desprendia deles.

Deixei que minhas mãos passeassem por suas costas assim como as dele passeavam pelas minhas, e então no instante seguine, sem aviso, fomos arremessados a outro Universo, nossos gemidos preenchendo os espaços do quarto onde antes era só silencio.

Ele me deitou suavemente nacama, ainda dentro de mim.

- Eu Te Amo Isabella - ele disse sorrindo - Você será sempre meu Amor...Sempre a minha Bella - e beijou minha boca como se quisese selar aquelas palavras. Eu retribui seu beijo apaixonadamente, e momentos depois seguimos fazendo Amor sem presa, desfrutando de todo prazer que um poderia dar ao outro.

***

Depois do dia maravilhoso que eu tive com Edward, voltamos para Forks.

"Me liga quando chegar?" pedi. Ele confirmou e me deu um beijo apaixonado.

"Não esquece que eu te amo, Ok?" ele falou.

"Pode deixar." respondi e entrei em casa. Charlie ainda na tinha chegado. Estava um pouco cansada, também não é pra menos, depois do dia que eu tive. Eu sei o quanto Edward queria ficar comigo, e eu também tinha essa necessidade, depois de tanto tempo me preocupando com os problemas alheios. Tratei de fazer alguma coisa para o Charlie comer. Decidi por uma macorranada que seria mais facil e prático. Depois de uma meia hora ele chegou.

"Como foi seu dia, Bells?" ele perguntou, enquanto dava um beijo na minha teste. Olhei com cara intrigada pra ele. Ele nunca faz isso.

"Foi bom. Eu passei o dia com Edward. Fomos até Portland." respondi.

"E o que fizeram lá?" ele perguntou já se servindo da macarronada.

"Fomos ao cinema e depois almoçamos e ficamos andando pelo parque." respondi. Nunca que eu ia falar para Charlie onde eu estive com Edward. Ele morria. Estranhei que ele ainda não tivesse me ligado. Já era pra ele ter chegado em casa, mas não ia ligar agora. Talvez ele estivesse tomando um banho ou jantando. Ia esperar. Subi para o meu quarto e peguei meu violão. Comecei a dedilhar minhas canções, cantando baixinho, me sentindo feliz e completa como há muito tempo não sentia. Bateram na porta.

"Bells, quanto tempo faz que eu não te ouço tocar?" Charlie perguntou. "Estou muito feliz por você está feliz."

"Obrigado pai." respondi sorrindo.

Ele fechou a porta. Deitei e coloquei o violão ao meu lado. Liguei meu som baixinho e deixei a musica encher meu quarto. Não sei quanto tempo fiquei ali deitada, nem quanto tempo esperei por Edward, só sei que adormeci.

POV JULIA

Depois de quase meia hora morrendo em cima da bicicleta, cheguei ao restaurante. Joguei a bicicleta na entrada mesmo e abri as portas como uma doida. As cadeiras estavam todas viradas sobre a mesa, enquanto alguns funcionários limpavam o chão ao som de fundo de uma musica caribenha.

"Marcus." falei ofegante. "Preciso falar com ele. É urgente!"

"Me desculpa senhora." o funcionários mais proximo de mim falou. Ele estava com uma expressão assustada. "Mas o SR. Marcus viajou e só voltará dentro de dois dias."

"Não..." exclamei. "Não, não! Que dia ele viajou?" perguntei.

"Dia? Não, horas. Ele saiu faz cerca de uma hora daqui."

"Que estúpida eu sou." falei batendo a mão na cabeça.

" Posso te ajudar com alguma coisa?"

"Eu preciso de um carro..."

"Me desculpa, mas eu não posso..."

"Presta bem atenção." falei batendo minhas mãos na mesa mais próxima. "O Marcus foi atrás de mim em Forks enquanto eu já estou aqui! Ou me arruma um carro ou não dê palpite!"

Ele me olhou com uma cara completamente assustada. Devia tá pensando que o Sr. Marcus se envolveu com uma louca qualquer.

"Pera aí, quem é você?" ele perguntou.

"Júlia!" exclamei.

"Ei, ele disse que ia te encontrar lá."

Eu olhei desacreditada pra ele. Disso eu já sabia, cara!!

"Vai poder me ajudar ou não?" perguntei.

"Claro, me encontre lá fora. Vou pegar o carro do restaurante e seguiremos para o aeroporto agora mesmo."

Corri pra fora do restaurante enquanto ele se dirigia por uma porta para os fundos. Não esperei nem um minuto e ele parou com o carro na minha frente. Pulei dentro e disparamos. As ruas da Itália estavam cheias de pessoas e eu agoniada no carro, deixando o pobre moço mais agoniado ainda. Ele pegou um atalho. que segundo ele não teria tanto fluxo de carros, e entrou pela lateral do aeroporto. Eu disparei em direção a sala de embraque, escorregando no chão do saguão e quase caindo. Meu coração parou na hora que anunciaram: "Passageiros do voo com destino ao Brasil. Última chamada! Embarque no portão 6." Saí correndo, empurrando todo mundo e até tropeçando em um carrinho de malas. Eu ouvia um monte de gente berrando, outros me gritando e até me xingando, mais eu só tinha olhos para a porta que dava acesso a sala de embarque. Cheguei a porta, e tropeçando, vi Marcus entregando sua passagem a mulher. Comecei a gritar.

"MARCUS!! MARCUS!! NÃO DEIXEM ESSE HOMEM PASSAR! NÃO DEIXEM!! MARCUS!" Todas as pessoas olhavam pra mim até que conseguir chamar a atenção dele. Com a expressão de pura incrédula, ele me reconheceu, e empurrou a mulher pro lado, para poder correr em minha direção. Quando nos encontramos, o choque não foi tão forte quanto a emoção de te - lo perto de mim novamente.

"O que você está fazendo aqui?" ele perguntou assustado.

"Resumo: briguei com meu pai, me refugiei na casa da Bella, saí do país. Vim ficar com você!" falei rindo.

"Julia! Você brigou com seu pai?" ele perguntou com a voz descontente. "Eu não te falei pra tentear conversar com ele..."

"Você vai mesmo brigar comigo?" perguntei interrompendo - o e fazendo biquinho. "Se sim, deixa pra mais tarde, por qeu agora tem coisas mais urgentes que eu tenho que lhe dizer." e com isso, puxei ele, selando nosso lábios.

POV BELLA

Acordei com meu celular tocando. Tateei a procura dele na mesinha ao lado, com os olhos semicerrados.

"Alô?"

"Alô Bella?" ouví uma voz feminina. "É Esme." despertei.

"Olá Esme. Quanto tempo. Está tudo bem?" estranhei que ela estivesse me ligando uma hora dessas. Ainda mais Esme. Tentei me situar no tempo.

"Na verdade não." ela falou. "Eu queria saber se o Edward ainda está aí com você, posi já são 1h e ele não chegou em casa."

"O quê?" exclamei. "Esme, Edward me deixou aqui por volta das 19h!"

"Meu Deus, onde Edward está?" ele falou com a voz desesperada e chorosa. "O.k Bella. Se ele te ligar, por favor, me avise!'

"Claro!" confirmei. Ela desligou. Por céus, onde Edward estava? Me levantei e comecei a andar de uma lado para o outro, sem conseguir me concentrar em nada especifico. Meu celular tocou de novo e eu suspirei aliviada quando li no visor: Edward.

"Onde vocês está?" atendi e perguntei com um quê de acusação.

"Ora, ora, ora. Se não é a Bella." uma voz masculina e que não era a de Edward falou. Congelei. Eu reconheceria aquela voz ate o meu ultimo dia de vida. "Adivinha só, eu encontrei seu namoradinho e resolvemos dar uma volta. Estou me divertindo tanto!"

"Jacob." sussurrei com o medo tomando meu corpo.

"Olá Bella." ele mudou o tom de voz.

"Onde está o Edward?" perguntei.

"Ahhh, ele não está podendo falar agora, mas eu passo o recado pra ele se você quiser." ele falou debochado.

"Me fala apenas se ele está bem..."

"Calada!" ele falou ríspido. "Eu quero que você venha nos encontrar."

"Onde?" perguntei desesperada. As lágrimas estavam enchendo meus olhos.

"Em Portland. Você vem em menos de uma hora. Se você nao chegar nesse prazo, pode dizer adeus ao seu querido Edward. Matenha seu celular ligado e perto de você."

"Sim." confirmei. "Jacob, por favor, não machuque ele..."

"Larga de bobagem Bella. Você acha mesmo que eu faria isso com ele? Uma hora..." e desligou. Calcei meu tênis, peguei minha blusa de frio e abri a porta. A casa estava escura e silenciosa. Meu carro não chegaria em Portland no tempo determinado por Jacob. Consegui chegar na sala sem muito barulho. Espero que Charlie estivesse em um sono profundo. Peguei a chave da viatura em cima da geladeira e sai para o jardim, rezando, quase implorando para que Charlie não acordasse. Entrei no carro e disparei pelas ruas desertas de Forks.


CONTINUA..


nota da autora: Eu hoje estou realmente sem muita ideia do que falar pra vocês...Acho que todos as palavras de agradecimento não seriam suficiente para expressar todo o meu contentamento. Escrever uma fic, não é facil. Quem escreve sabe o quanto é dificil, é um apredizagem constante e que requer carinho e dedicação. Você tem que escrever primeiramente para si e então depois tentará agradar as outras pessoas que irão ler... Não sei exatamente o por quê de está falando isso para vocês, acho que quando chega no quase fim, a autora começa a ficar depressiva e deprimida HHAHAHAHA' Ou será que eu sou a unica?? Tenho certeza que não! ( ; O que vocês acharam desse momento íntimo do casal?? Eu posso falar?? ADOREI!! Aaaaim Meu God!! Esses dois juntos era tudo que eu sempre quis!! Então, queria agradecer IMENSAMENTE todos os comentários! TODOS!! Vocês estão me fazendo ficar... sem palavras... A felicidade que me atinge de ver que a minha fic, mesmo na reta final, é tao bem recebida por vocês... é muito.. GRATIFICANTE!! Thanks a todas então!! Queria pedir muito muito muito para vocês darem uma oportunidade pra Paradise e Sin Resistir La Tentación conquistarem vocês meninas!! São duas histórias completamente diferentes, but que eu sei que vão fazer vocês se apaixonarem! Então PORFAVOR!! façam isso tá?? Eu espero que vocês tenham gostado MUITO MUITO desse capitulo e do destino da Júlia com o Marcus. Infelizmente o da Bella com o Edward ainda não está traçado. Eu nao queria dar spoiller do proxima capitulo pra vocês, porem eu nao resisto. É o meu capitulo favorito. Eu também não posso falar muito pq se nao perde a graça. Lembrando que só tem o próximo e mais um!! *chora* OBRIGADA A CADA UMA DE VOCÊS!!! Vamos responder os comentários?? um beijo da Raphinha =*

RESPONDENDO OS COMENTÁRIOS

Ella: Minha querida e mais nova friend! *.* Ella, eu realmente não sei se eu sou uma amiga fantástica, but eu juro pra você que eu tento chegar o mais próximo disso! *.* Amigos são tao dificeis de encontrar, não é mesmo? E quando temos um verdadeiro, abala com todas as nossas estruturas! kkkk Eu acho PERFEITO você se sentir dentro da história, pq faz com que eu perceba que eu conseguir REALMENTE passar todos os sentimentos presentes! Muito obrigada Camis por tdo o apoio que vc vem me dado! Vc é realmente muito linda! Um beijo da Rapha!

Tefy: Aaaaaaaaaaaahhh!! vc gostou?! Jura!? E desse?? Gracyas y gracias por sus comentários! kkkkkk *Raphadandoumadepoliglota* Continua me acompanhando?! Eu preciso de você! *berrando* UAHEUAHEUAHU Feliz demais com vc Tefy! beijos + abraços apertados!

Nathy: Aaaaah a Julia com certeza tem uma personalidade muito forte!! *sussurrando só pra Nath* Sabia que eu morro de vontade de viver um amor assim? Que me faça tremer as estruturas, fazer loucuras por ele?? psssiu... Conta pra ninguem não taá?? hauehuaheuahu Um beijo! ( ;

Lídia: Eu ainda nao posso te dar uma resposta completa, mas será que vai dar tudo certo pra Julia? +2 hauehuaheuahuea Gostou desse capitulo?? E o amasso Bella & Edward? *suspira* Tá esquentando aqui né??? Deixa eu responder o proximo comente hehehehe

Lais: Eu ri de você falando que a despedida foi triste... hauehauheuahea eu tbm detesto despedida *caradeaff* Porem algumas são inevitáveis né?? Comenta mais pra mim?? Xêro da Rapha! ( ;

Claudia: Xuxu, eu já estou mandando o email pra vc tá? Eu vou mandar pelo email da beta, então você abre ae! hauehuahea Eu fico realmente feliz de saber que vc está querendo acompanhar as minhas outras fics e dar uma chance pra elas!! Thanks soh much! *.*

Carol: Caraol, vc falou que nao era o que vc esperava do capitulo anterior. E o que era? Eu fiquei tricuriosa pra saber... Me fale eim? *.* But ainda bem q vc foi surpreendida e deixou um comente pra mim! Thanks! ; )

Thaynah Nunes Thaynah, eu tive o prazer de encontrar vc esses dias na tag *pompom* hauehuaheuahuea Sua curiosidade foi sanada?? Nem era pra vc ler esse capitulo menina!! Tem lemons e vc é so uma garotinha inocente! hauehuaheuahuheuaheua Muito obrigada xuxu! =*

Jésssica E aí Jes?? Foi surpreendida pelo o que o Eddie queria??? Ou ja imaginava??? aheuhauehuaheuaea NAO DEMOREI A POSTAR!! AHUEHAUHEUA Beijos + xêros

Milena: Aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmm!!!!!1 Vc me deixou com comente tão mais grandão de lindo! *.* Aaaim a Julia foi embora por um beem maior! ( ; Tá desculpa pelo susto *commedoainda* As suas palavras de carinho são incriveis... Vc é uma leitora MUITO MUITO MUITO linda e perfeita! Muito obrigada por todo o carinho amor e dedicação!

Vanessa: Capitulo MEGA postado Van! Espero que vc goste! <3

Gabby Vlad: \o/\o/\o/\o/ ADIVINHA ADIVINHA!! AMEI seu comente!!! Sua lindona!! Espero que goste desse tbm!

Laura: Aaaaiim eu imagino que seja muiiito muiiito emocionante!! *.* E não, nao vai ter continuação! *.* Essa será a fic unica! kkkk Mais tem Paradise e SRLT que vvc pode gostar!! Beijos!

SPOILLER

"Pronto!"

"Onde está você Bellinha? Já chegou em Portland?" Jacob perguntou.

"Dentro de alguns minutos eu chego Jacob."

"Ohhh que bom! Pelo visto, você gosta muito do Edward né? Ele faz você fazer coisas que nunca faria por mim..."

"Cadê ele? Está tudo bem? Me deixa falar com ele Jacob, por favor..." implorei.

"Não." ele respondeu firme.





Capítulo 50 - O Fim

nota da autora: Preparem os seus corações! Capítulo preferido! *.*

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=rTycK193HfM
Always - Bon Jovi


Eu acelerava o carro ao máximo. Uma leve chuva caia. Tinhas vários medos passando pela minha cabeça.

It's been raining since you left me (Tem chovido desde que você me deixou)
Now I'm drowning in the flood (Agora estou me afogando no dilúvio)
You see I've always been a fighter (Você sabe que sempre fui um lutador)
But without you I give up (Mas sem você, eu desisto)


Medo de Charlie descobrir e vim atrás de mim e acontecer algo pior, medo de bater o carro e morrer antes de conseguir chegar onde Edward está e principalmente: medo de Jacob machucá - lo. Graças aos céus as ruas estavam desertas e rapidamente eu conseguir sair de Forks.

I can't sing a love song (Agora não posso cantar uma canção de amor)
Like the way it's meant to be (Como deve ser cantada)
Well I guess I'm not that good anymore (Bem, acho que não sou mais tão bom)
But babe that's just me (Mas querida, sou apenas eu)


Eu não sabia ainda como não tinha acontecido nenhum acidente comigo, por que as lágrimas escorriam pela minha face e eu limpava - as rapidamente sem tirar o pé do acelerador.

Will love you, babe, always (Sim, e eu te amarei, querida, sempre)
And I'll be there forever and a day, always (E estarei ao seu lado por toda a eternidade sempre)
I'll be there till the stars don't shine (Eu estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar)
Till the heavens burst and the words don't rhyme (Até os céus explodirem e as palavras não rimarem)
And I know when I die, you'll be on my mind (E sei que quando eu morrer, você estará no meu pensamento)
And I love you, always (E eu te amarei sempre)


Eu comecei a lembrar de quando conheci ele. Como aqueles olhos verdes tinham me encantado, apesar do tom rude com que falou comigo quando nos esbarramos. Depois, como nos entendemos rápido e fácil, percebemos as coisas em comum e a paixão pela música que com certeza nos unia. A festa do nosso primeiro beijo e como depois daquele dia nunca mais nos separamos, pelo contrário, nos unimos cada dia mais. E como sempre Jacob esteve na minha vida, me pertubando, não me deixando viver em paz. E toda essa pertubação teve como consequencia Edward um dia me deixar. Mas mesmo depois de todo o sofrimento, ele se humilhou, fez de tudo para que voltassemos a ficar juntos. As semanas na Itália, cada dia foi precioso. Eu aprendi que temos que que perdoar certas coisas para que se possa encontrar a felicidade plena. E a minha felicidade é estar ao lado de Edward. E mesmo assim, mais uma vez Jacob aparece para acabar com tudo! Por quê? Eu não tinha o direito a felicidade? E quando se chega no fim, que começa a se pensar no começo, quer dizer que tudo está acabando? Eu só queria ter a certeza que Edward estava bem. E meu único desejo, era que antes de qualquer coisa, eu ainda pudesse ver o verde dos seus olhos.

Now your pictures that, you left behind (Agora as fotos que você deixou para trás)
Are just memories, of a different life (São apenas lembranças de uma vida diferente)
Some that made us laugh (Algumas que nos fizeram rir)
Some that made us cry (Algumas que nos fizeram chorar)
One that made you, have to say good bye (Uma que você fez ter que dizer adeus)


Depois de uns 40 minutos, meu celular tocou, e eu atendi desesperada quando vi o nome de Edward piscando no visor.

"Pronto!"

"Onde está você Bellinha? Já chegou em Portland?" Jacob perguntou.

"Dentro de alguns minutos eu chego Jacob."

"Ohhh que bom! Pelo visto, você gosta muito do Edward né? Ele faz você fazer coisas que nunca faria por mim..."

"Cadê ele? Está tudo bem? Me deixa falar com ele Jacob, por favor..." implorei.

"Não." ele respondeu firme. "Quando chegar em Portlando, me avise." e desligou. Meu coração doeu mais ainda.

Em dez minutos eu cheguei a rua principal de Portland. As ruas estavam semi desertas. Tinha alguns carros estacionados perto de barzinhos e os risos acompanhavam a musica. Procureu um canto mais calmo, saí do carro e liguei para o celular de Edward. Depois de dois toques, a voz arrastada de Jacob atendeu.

"Espero que já tenha chegado."

"Sim, estou na rua principal. Para onde devo ir?" perguntei rapidamente.

"Pelo visto está com pressa, e isso é muito, muito bom." ele riu. "Siga pela rua W Bumside. Quando chegar ao final, vire a esquerda. Saberá onde me encontrar." e a ligação caiu.

Entrei no carro e segui. Sabia mais ou menos onde ficava. Era um dos bairros mais pobres de Portland, se eu não estava enganada. Passado uns 15 minutos, cheguei na rua indicada. Estava completamente deserta. Tinha poucas casas e todas de aparência muito pobre. Eu nunca tinha vindo nessas redondezas. Passei devagar, me atentando ao endereço. Então no final da rua, virei a esquerda como Jacob me instruíra. Saí rapidamente do carro e olhei ao redor. Tinha um enorme galpão, que poderia ter sido uma antiga fábrica, mas que pela situção, estaria fechada. Atravessei correndo todo o espaço de terra na entrada e me aproximei do enorme portão na entrada. Empurrei - o com um pouco de dificuldade para o lado, meu coração palpitando sobre o peito. Entrei. Tinha uma fraca luz iluminando o ambiente e várias escadas de ferro que levavam a vários outros andares e portas.

"Olá Bella." ouví do meu lado direito a voz de Jacob e girei meu corpo naquela direção. "Chegou a tempo." Eu não conseguiu vê - lo diantes das sombras que o encobria. Ele foi andando devagar e meu coração já estava parado nesse momento. Meu unico pensamento: Edward.

"Onde está Edward?" perguntei.

"Eu não quero falar sobre ele."

"EU QUERO SABER ONDE ELE ESTÁ JACOB!!" gritei. A frustação passando por todo o meu corpo, me deixando impotente.

"Ei, psiu." ele falou com a voz gélida. "Não quero ouvir você gritando. Você vai fazer tudo que eu mandar e vai me obedecer direitinho Bella." e então ele saiu, para que eu pudesse ve - lo na pouca luz. Era a mesma pessoa? Jacob estava irreconhecível e com aquele ar malvado no olhar. As roupas estavam surradas. O cabelo grande, a barba por fazer. Ele veio se aproximando de mim, e eu me mantive paralisada.

"Você continua a mesma Bella." ele falou cara a cara comigo. Senti o cheiro do cigarro. "Só que você não parece muito feliz agora. Você era bem mais feliz quando estava ao me lado, não?" uma lágrima escorreu pelo o meu rosto. "Oh meu amor, não chore." ele falou debochado, limpando a lágrima. "Mas eu ainda tenho esperanças de faze - la ver o erro que cometeu quando se separou de mim, me fazendo ficar nesse estado..." ele falou abrindo os braços. "...um homem desesperado!" Me rodeou, e falou bem perto da minha orelha. "Você continua tendo o mesmo cheiro que me excita..." roçou os lábios levemente na região. "...seu cabelo também continua lindo, como no dia que eu te conheci no parque em Phênix..." e acariciou ele. Eu estava determinada a entrar no jogo dele, desde que eu conseguisse ver Edward. "...e seus olhos!" ele falou me virando para ele. "Esse tom de castanho que eu nunca encontrei mais ninguém que tivesse Bella, só você. Você é a unica. A unica em várias coisas. E mesmo assim, você nao veio aqui essa noite por que gosta de mim ou por que estava sentindo a minha falta. Você veio por que ama outro!!"

"Jacob, por favor! Não faça como da última vez! Eu prometo pra você me comportar direito. Vamos conversar. Eu faço o que você quiser." sussurrei.

"Você promete?" e de repente eu senti a confiança e a esperança na voz dele.

"Sim. Eu prometo." falei solene.

"Então primeiro..." ele falou segurando meu rosto. "... eu estou com saudades. Quero um beijo Bellinha." ele falou, aproximando o rosto do meu e roçando os lábios nos meus. Eu não fiz nada. Não me mexi, não o empurrei. Apenas deixei. Eu tinha prometido. Então aqueles lábios que eu tanto repudiava puxou fortemente minha cabeça e começou a esfregar os lábios na minha boca fechada. Eu não ia facilitar. Ele se afastou. Os olhos brilhando de raiva, diante da minha demonstração de pouco interesse. "Você não gosta do Edward não é?" e puxou fortemente os meus cabelos. "É melhor você fazer isso direito, tá legal? Vamos tentar de novo!" e colou novamente sua boca na minha. O nojo e a repulsa atravessaram o meu corpo, com lágrimas nos olhos, me lembrando da ultima vez em que ele tinha me tocado, entreabri meus lábios que foram ferozmente atacados pela boca de Jacob. Eu apenas a abri, e ele fez tudo que queria. Com meus olhos fechados, eu apenas pensava em com Edward estaria, e que eu poderia passar por tudo aquilo por ele. Quando ele se deu por satisfeito, parou. Abri meus olhos, mandando um olhar de ódio para um Jacob nada feliz. "Você não fez o trabalho direito Bella." e me empurrou contra a parede, fazendo com que a minha cabeça batesse. "Você disse que ia se comportar direito! Eu vou acabar logo com isso!" ele falou, e começou a se afastar. Quando eu tive consciencia do que ele falava, me levantei rapidamente e comecei a caminhar vacilante em sua direção e dei um grito:

"Não!! Jacob, não!! Eu prometi e vou cumprir!" falei ofegante. Ele se virou. Veio caminhando decidido até mim, e parou a poucos centimentros dos meus lábios, vendo se eu hesitaria. Então me beijou, e dessa vez eu retribui minimamente, mas ele pelo jeito gostou, por que puxou mais ainda meu corpo para perto do seu, enquanto eu me mantinha parada, com os braços do lado do corpo.

"Bem melhor agora Bella." ele sussurrou quando se separou de mim. "Você não sabe a falta que eu senti disso." ele falou, acariciando a minha face, enquanto eu olhava para o chão, com uma vontade louca de vomitar.

"Me fala onde está Edward." pedi.

"Sempre Edward..." ele falou com a voz decepcionada. "Mais venha. Eu quero que você veja os joguinhos que eu armei." e me agarrou pelo braço, me puxando pelo longo pátio e então empurrando duas portas, que dava acesso a um enorme corredor com várias outras portas.

"Edward ainda está vivo. Ele está." eu pensava nisso e me coração batia descompassado no meu peito. Quando chegamos na metade do corredor, Jacob me empurrou numa porta a direita. Dentro tinha várias caixas de madeira empilhadas uma sobre as outras e estava escuro. Jacob apertou um interruptor em algum lugar e acendou uma unica luz no centro. E lá estava Edward, amarrado em uma cadeira, com a cabeça baixa, a roupa rasgada e suja. Quando ele levantou a cabeça, sua boca escorria sangue, e pelos trapos do que restou da sua camiseta, eu pude ver vários cortes.

"Bella!" ele sussurrou.

"Edward!" exclamei chorando e comecei a correr em direção a ele, mas duas mãos me agarraram pela cintura me impedindo.

"Não Bella." Jacob sussurrou com ódio. "Você não vai até ele."

"Me deixe Jacob, me deixe!" falei me sacundindo. Jacob me empurrou fortemente contra uma pilastra, e eu escorreguei por ela, ate o chão. Ele se afastou. Eu não ia desistir. Mesmo zonza, tentei levantar eu fui cambaleante na direção de Edward, mas Jacob chegou em mim antes que eu pudesse sequer dar quatro passos. Me colocou sentada em uma cadeira e prendeu meus pulsos com um pedaço gasto de fio de extensão, tirando meus cabelos da frente do meu rosto, e me colocando em uma distancia considerável na frente de Edward.

"Já falei que você não vai chegar perto dele. Não agora pelo menos."

Eu não entendi mais nada que Jacob queria. Eu já estava aqui!

"Solte - o! Mande - o embora!" pedi. Ele estava atrás de mim, com as mãos nos meus ombros. "Ele está machucado, eu prometi ficar, não foi? Deixe ele ir...eu fico aqui com você..." enquanto isso, meus olhos passeavam pelo lugar, procurando alguma forma de me defender caso precisasse. Perto da porta, tinha várias barras de metal jogadas, provavelmente para fazer um andaime. Estava a menos de 3 metros de mim. Se eu corresse...

"Tentadora a sua oferta Bellinha, mas agora não. Quero que vocês dois ouçam tudo que eu tenho para falar." então ele deu um leve apertão nos meu ombros e começou a falar. "Quando você terminou comigo..." ele falou se ajoelhando na minha frente. "...é, por que eu nunca terminei com você. Pra mim, você sempre esteve ao meu lado." e seus olhos sairam de foco. "Eu fiquei sem saber o que fazer. Fiquei vários dias indo e vindo, sem realmente saber o que fazer. Eu só sabia de uma coisa: eu tinha que ter você de volta. Então, eu procurei por informações sobre você com seus amiguinhos estúpidos." eu olhei confusa pra ele. "Não a Camila e Joicy. Aquelas duas inuteis nunca falaram pra onde você tinha ido, então eu fiz com que outros soubesse e trouxesse a informação até mim. Quatro meses se passaram, e eu fui atrás de você em Forks. Vi que você estava bastante interessada no Cullen aqui." seus olhos voltaram as orbitas e ele se levantou indo em direção a Edward. "Foi o fim de tudo para mim Bella! Como assim eu estava aqui sofrendo enquanto você já estava com outro?" ele falou irado, dando um murro no rosto já batante machucado de Edward. Ouví um gemido baixo sair dos seus lábios. Gritei. Ele levantou o rosto, olhando para Jacob com ódio.

"Você vai precisar mais do que isso para me derrubar. Eu não vou desistir." e cuspiu o sangue que estava em sua boca.

"Admiro a sua coragem. Isso é melhor ainda para os meus planos. Se você fosse um fraco, não teria diversão aqui!" e deu um sorrisinho debochado.

As lágrimas lavavam meu rosto. Ver Edward sofrer daquele jeito acabava comigo. Eu queria cuidar dele, tirar ele bem dali, estar no lugar dele!

"Continuando a minha historia..."Jacob falou com a voz rouca. "... então eu viajei. Conheci pessoas interessantes, e foi aí que eu comecei a misturar a bebida, drogas e cigarro por que a dor de ver você feliz com outro, sanava mesmo que por alguns instantes. Eu ficava fora de mim por algumas horas. Quando eu estava dopado, eu era um novo Jacob, com ódio no coração, rejeitado pelo amor. Encontrei algumas mulheres, mas nenhuma Bella, nenhuma conseguia substituir você! Você era minha e eu não ia aceitar que você ficasse se enganando pensando que estava feliz com ele. Estava na hora de agir. Voltei a Forks decidido a falar com você. E o sorriso que você me recebeu. Ahh..." ele suspirou, completamente louco. "Mas então você me rejeitou e o imprestável do Cullen se fez útil: viu tudo e não acreditou em você! Ponto pra mim!" ele falou feliz, os olhos brilhando com a lembrança.

O ódio me atravessou com força. Por causa de Jacob, Edward me deixou e eu sofri. Na verdade, ainda me pergunto como sobrevivi.

"Eu fui pra longe. Não podia ficar perto sabendo que o paspalho do seu pai é xerife e que estava redobrando a segurança a sua volta."

Meu corpo inteiro tremia de raiva. Eu queria bater, machucar, fazer com que Jacob sentisse pelo menos um pouco de tudo que eu senti.

"Me passei então por um de seus amigos antigos de Phênix e liguei na sua casa numa noite. Seu pai me falou que você tinha viajado, mas em contrapartida, percebeu que era eu e fez seus contatos para que a policia me cercasse." ele continuou. "Fui mais rápido. Senti um ódio percorrer o meu corpo e sai procurando um lugar para me esconder. No caminho, encontrei uma mulher. Estuprei - a no beco."

"NÃÃÃÃÃO!!!" meu grito ecoou pelo galpão. "Não!" eu soluçava. Jacob se aproximou de mim.

"Você estava viajando Bella!" ele falou como se tentasse se justificar. "Me deixou... eu queria alguém..." e segurou meu rosto.

"NÃO - ME - TOQUE! Eu tenho nojo de você! NOJO! Eu te odeio!" e cuspi no rosto que estava proximo ao meu. Ele limpou, não falando nada.

"Acho que é melhor parar de contar minhas histórias e partir para o que interessa. Vamos ao jogo!" e ele tirou do cós da calça uma arma que estava encoberta pela camisa.

"Jacob..." sussurrei quando percebi o que ele ia fazer. " JACOB NÃO! O EDWARD NÃO! POR FAVOR!"

"Só vamos brincar Bellinha." ele falou com a maldade estampada na face. "Vamos testar quantas balas tem nessa arma?" O desespero me assaltou. O que Jacob ia fazer? Que loucura é essa? Deus, me ajude. Comecei a me remexer na cadeira, tentando me soltar, mas estava fortemente presa. Jacob não podia chegar perto de Edward. Não, não, não!

Jacob foi para o lado de Edward e colocou a arma na sua cabeça. Eu me debatia na cadeira, gritando.

"Você é um desgraçado Jacob!" Edward falou.

"Quais são suas ultimas palavras, Cullen?"

Edward fixou seu olhar em mim, quando eu parei ao ouvir a pergunta de Jacob. Tinha tanto carinho, amor, compaixão... Eu comecei a balançar a cabeça freneticamente. Não não nao!

"Bella, te amo!" ele falou alto, reunindo as poucas forças que tinha. Fechou os olhos. Fechei os meus enquanto os gritos ecoaram por todo o lugar. Jacob apertou o gatilho. Um tremor passou pelo o meu corpo. Eu nao queria abrir os olhos e ver Edward ali, morto. Uma gargalhada assustadora me fez voltar. Abri meus olhos, temendo o pior, com medo. Mais Edward ainda estava ali.

"Edward você está bem?" gritei. Ele apenas confirmou com a cabeça, mantendo os olhos fechados. "JACOB! PÁRA COM ESSA LOUCURA! PÁRA COM ISSO!"

"Há há há! Não foi dessa vez Cullen. Vamos tentar de novo." E apontou novamente a arma para Edward. A dor me atravessou como facas em brasa. De novo não. O alivio que tinha se apoderado de mim por alguns segundos foi substituido pelo medo. Jacob aperto o gatilho de novo na hora que o meu grito ecoou. A sensação de perda tomando conta de mim. A gargalhada de novo.

"Cullen, Cullen que sorte a sua não?" Jacob falou irado. "Vamos tentar mais uma vez?" ele perguntou.

"NÃO! JACOB! POR FAVOR! NÃO NÃO NAO!! ME DIZ O QUE VOCÊ QUER E EU FAREI! POR FAVOR JACOB! PÁRA COM ESSA LOUCURA!!"

"Hum... Você vai embora comigo entao?" ele perguntou.

"Vou!! Pra onde você quiser ir! Só para com isso!!!" supliquei.

"Não Bella!" e eu me assustei ao ver que aquelas palavras saiam da boca de Edward. "Você não pode ir... Você fica! Deixe ele acabar de fazer o serviço."

"Não Edward, não! A loucura acaba aqui!" falei chorando. "Acabou aqui. Nao vou deixar mais nada acontecer. Jacob, na hora que você quiser." completei firme.

"Wou, então vou te soltar. Vamos embora. Você tem que ficar quieta Bellinha. Nada de gracinhas. Você promete?" ele perguntou se aproximando de mim com a arma. "Ou então eu acabo com o Cullen logo."

"Vamos, Jacob." falei. "Eu prometo." Ele começou a soltar minhas mãos, e eu não fiz nenhum movimento brusco, esperando ele terminar. Quando ele soltou tudo, eu continuei sentada, esperando que ele me desse sinal para que eu pudesse me mover. Os olhos de Edward se mantinham fixos em mim, desolado, como se não tivesse acreditando que estava fazendo isso. Eu consegui sentir a dor no seu olhar. Quem você confia te deixar... Ele ia perceber que eu estava fazendo isso apenas para salva - lo. Edward ia entender... ele tinha que entender! Jacob, ofereceu a mão pra mim, e eu aceitei. Me puxou para um abraço e eu aceitei, colocando a cabeça no seu ombro, as mãos nas suas costas, olhando para Edward. Fiz o movimento com os lábios formando as palavras: eu amo você! e uma lágrima escorreu pelo rosto dele.

"Vamos então Bella." Jacob, falou me soltando do abraço. "Pronta para ser feliz novamente Bella?"

Confimei com a cabeça. Começamos a caminhar, e passamos ao lado das barras de ferro jogadas pelo chão. Uma ideia suicida, louca passou pela minha cabeça. Eu tinha que ter certeza que teria Edward antes. Parei e me abaixei e sussurrei para Jacob:

"Deixa eu amarrar o cadarço do meu tênis." e me encolhi no chão, fingindo amarrar. Levantei meus olhos um pouco e vi que Jacob olhava para Edward, se sentindo vitorioso. Eu alisei a superficie de uma das barras, tentando assim saber qual o peso real. Era pesado, mas eu conseguiria segurar. Passei as duas mãos por ela, e quando me levantei, eu vi a expressão surpresa de Jacob quando meti com toda a minha força somado com o meu ódio a barra na cabeça dele, fazendo ele cair. Vi um filete de sangue escorrer por sua testa. Com meu coração disparado e o desespero tomando conta do meu ser, corri para Edward, ainda com a barra de ferro na mão, meu instinto de defesa alerto. Rapidamente eu estava segurando seu rosto.

"Edward..." sussurrei. "Edward, fala comigo. Você está bem?"

"Sim... Bella, você é louca." ele falou fracamente em resposta. "Eu pensei que você fosse com ele..."

"Não não não. Fica quieto, eu vou te desamarrar. Vamos sair daqui." e comecei a tentar soltar as cordas que prendiam os pulsos e o tronco de Edward a cadeira. Os nós estavam firme, mais o meu anseio de sair dali era maior. Rapidamente eu fiz com que as cordas caissem no chão. Ouvi passos se aproximando: Jacob. Olhei desesperada, e ele estava vindo na nossa direção, louco, transtornado, o sangue escorrendo pela face. Levantei a barra novamente, como se fosse um taco de baisebol. Edward se pôs de pé, ao meu lado.

"Bella, você vai me pagar por isso. EU NÃO POSSO CONFIAR EM VOCÊ!"

Minha preocupação era só com Edward, que ainda estava fragilizado. Mais mesmo assim me mantive firme, preparando meu corpo para o ataque. Jacob veio para cima de Edward que estava mais fraco, e lhe derrubou no chão. Edward apesar de tudo, lhe acertou um murro e eu meti a barra nas costas dele, fazendo ele endurecer e tombar de lado. Edward se levantou e saimos correndo. Jacob nos alcançou na entrada e caiu sobre mim, me dando um forte murro, a barra escorregando dos meus dedos. Eu senti quando o peso dele saiu bruscamente do meu e os corpos rolaram. Me joguei sobre eles, puxando, mordendo, socando cada parte do corpo de Jacob que eu conseguia alcançar. Senti o frio bater sobre o meu corpo quente. Já estávamos do lado de fora do galpão, caidos no mato que crescia alto na entrada. Jacob se levantou com dificuldade, e Edward o empurrou com força na parede. Estava tudo escuro. Tateei a procura da barra, para paralisar Jacob. O som de osso partido me fez olhar, e vi o vulto de Jacob andar até mim, deixando um Edward caido no chão. Comecei a me afastar, me arrastando no chão. E ele se aproximava. Se rosto parecia brilhar na escuridão, para que ultima coisa que eu visse antes de morrer, fosse seus olhos irradiando uma fúria ameaçadora. Meu celular tocava... Eu tinha que pedir ajuda... Ajuda para Edward...

"Bella, você me paga!" ele falou e me levantou bruscamente pelos cabelos, fazendo meus gritos fazer ecoarem pela escuridão, mas ele cessou com um beijo imundo. Jogou seu corpo sobre o meu rolando pelo chão. Ficou sobre mim, e com as duas mãos, rasgou toda a minha blusa, e começou a beijar a região. Eu me debatia com raiva, nojo, ódio, tentando empurra - lo e ao mesmo tempo, passando a mão no mato ao redor a procura da barra. Uma pedra surgiu entre os meu dedos e foi ela que eu meti com força em Jacob, que levou a mão na testa. Ouvi um barulho, quando Edward lançou a barra de ferros nas costas dele repetidamente. Caiu. Não se mexeu.

What I'd give to run my fingers, through your hair (O que eu não daria para passar meus dedos pelos seus cabelos)
To touch your lips, to hold you near (Tocar em seus lábios, abraça-la apertado)
When you say your prayers, try to understand (Quando você disser suas preces, tente entender)
I've made mistakes, I'm just a man (Que eu cometi erros, sou apenas um homem)


"Você está bem?" ele perguntou, me ajudando a levantar. Levantei e passei uma mão pelo seu peito e senti os ferimentos abertos, com o sangue escorrendo. Edward precisava de um hospital urgente. A outra, levei para o seu rosto igualmente machucado. "Vamos sair daqui. Vem" falei e comecei a puxa - lo em direção ao meu carro. Ele estava cambalenate, fraco. O carro ainda estava distante. Eu corri meio que segurando Edward, com medo que ele caisse.

"BELLAA!!" eu ouvi Jacob gritar, e virei o rosto pra trás, apenas para ver qual era a distancia entre nós. Se corressemos mais um pouco, chegaríamos no carro e poderíamos partir. Mais Jacob também corria. Como, depois de tanta pancada, Jacob ainda se mantinha em pé? Ele estava próximo, eu sentia os chão tremer atrás de mim, os gritos de ódio... Finalmente conseguimos chegar ao carro. Edward estava com a respiração fraca, se encostou. Puxei rapidamente a porta do motorista, querendo empurra - lo pra dentro, mas Jacob estava próximo demais. Em menos de dez passos ele cobriria a distancia que nos separava. Respirei fundo e me virei para Jacob.

"Fim de jogo Bella. Cansei das suas brincadeirinhas. Tudo vai acabar aqui e agora." e sacou a arma, apontando - a para mim.

"Jacob, por favor! Não tem que ser assim." supliquei. Edward escorregava pela lateral do carro, devagar.

"Precisa sim! Como você acha que eu vou viver sabendo que você não está comigo?"

"Então vamos conversar Jacob..." pedi.

"NADA DE CONVERSAS COM VOCÊ!! NADA!! EU DEI UMA OPORTUNIDADE E VOCÊ ME TRAIU." e caiu no choro. Ele estava desesperado. Eu segurei o braço de Edward e o puxei novamente antes que ele despencasse no chão. Ele estava pálido, os olhos semicerrados, uma expressão de dor.

"Jacob, deixa Edward ir para um hospital..."

"VOCÊS - NÃO - VÃO - A - LUGAR - NENHUM!!!" ele gritou para mim. "Cansei dos seus joguinhos, cansei da sua rejeição, cansei de tudo, cansei de... você. Cansei Bella! Está na hora disso acabar de vez! Se eu não posso ter você, você também não ficará aqui para ser feliz com outro..." ele colocou o dedo no gatilho.

When he holds you close (Quando ele abraçar você)
When he pulls you near (Quando ele puxar você para perto)
When he says the words (Quando ele disser as palavras)
You've been needing to hear (Que você precisa ouvir)
I wish I was him, cause those words are mine (Eu queria ser ele porque aquelas palavras são minhas)
To say to you till the end of time (Para dizer a você até o fim dos tempos)


Fechei meus olhos esperando a dor que me atingiria. Apertei forte a mão de Edward. Pelo menos eu estava com ele... Aproximei minha boca do seu ouvido e sussurrei:

"Eu amo você mais do que já amei qualquer pessoa. Fica bem."

"Bella..." ele sussurrou, bem na hora que eu ouvi o disparo. Edward se mexeu ao meu lado e a dor que eu esperava não chegou. Abri minimamente meus olhos encobertos pelas lágrimas, quando vi Edward caido aos meus pés, com o sangue todo escapando do seu corpo, a sua vida se esvaindo. O grito ficou preso na minha garganta, a dor me consumindo de todas as formas. Ele se jogou na minha frente... As ultimas forças dele... pra me defender...

Take a look at my face (Olhe para o meu rosto) There's no price I won't pay (Não há preço que eu não pagaria) To say these words to you (Para dizer estas palavras a você)

"Bella..." e abriu aqueles olhos que tanto me encantavam, o verde esmeralda que me fazia feliz. "Eu amo você. Fica bem... você." e caiu, fechando - os, me impedindo de ver a vida dentro deles.

"Não, não, não!!! EDWARD, ACORDE POR FAVOR!!!" e comecei a sacudi - lo, desesperada. Edward não podia me deixar! Tateei a procura do meu celular, e vi as várias ligações que tinha da minha casa, da casa de Edward e telefones desconhecidos. Disquei rapidamente para Charlie, e com o celular já chamando, eu olhei pra Jacob, que estava estático, os olhos fixos em mim, vendo a minha dor. Levantou a arma.

"Eu sempre te amei Bella!" Tudo aconteceu muito rápido: atenderam o telefone, ouvia a voz desesperada de Charlie que foi encoberta pelo barulho dos disparo que Jacob fez, dessa vez com a arma apontada para a prórpria cabeça. O grito estridente escapou de mim. Tudo acabou...

Mais eu tinha que ser forte. Não podia desisti. Edward precisava de mim. Encostei perto do seu nariz e senti sua respiração fraquinha. Agi rapidamente: puxei - o pra dentro do carro, e o coloquei no banco do passageiro antes de entrar e disparar de volta a rua principal de Portland. Peguei meu celular que tinha largado, e redisquei o numero de Charlie.

"Bella, onde você está?" ele atendeu no primeiro toque.

"Pai, não está nada bem. Eu estou em Portland. Vem pra cá, por favor! Edward... Edward está ferido! Estou indo para o hospital!" e desliguei antes que meu pai pudesse falar qualquer coisa. "Edward... Por favor Edward..." eu sussurrava, e segurei sua mão enquanto acelerava o carro. Consegui chegar a rua principal de Portland em tempo recorde. Segui para o hospital que ficava ali perto. Quando cheguei no estacionamento, gritei feito uma louca. Tinha uma muvuca enorme de pessoas que rodeavam a entrada do hospital, fazendo tumulto. Quando eu comecei a gritar, elas dispararam para o meu lado e eu percebir que era meu pai e a familia de Edward que estava ali. Não quis saber como eles tinham chegado tão rapido, só falei pra cuidarem de Edward, e acompanhei tudo, até a hora que levaram ele em uma maca, ouvindo gritos: "Ele está baleado!", "Emergencia!!", "Levem - o para a sala de cirurgia!". Só parei quando me barraram em uma porta, e soltaram a minha mão da dele. Senti minha cabeça pesada, ouvi meu nome sendo chamado a ultima vez pelo pai, quando caí desmaiada.

***

Estava em um parque. O mesmo parque que eu costumava encontrar a Ísis. Só que estava sozinha... Comecei a caminhar, passando pela pracinha onde eu ficava sentada, pelo lago onde tinha vários patinhos e pela ponte, que era sempre muito adorada pelas crianças, que ficava ali em cima jogando pedaços de pão. Era um lugar tranquilo. Atravessei a ponte, me sentindo calma, serena. Ali não tinha nada que pudesse me fazer sofrer, chorar. A calma se sobressaia. Parei exatamente no meio da ponte e me recostei na proteção. Senti então alguém puxar a longa saia branca que eu estava usando. Quando eu olhei para baixo, era a minha Ísis. Sorri, pegando - a no colo. Ela retribuiu o sorriso.

"Você não está bem Bella." ela falou, deixando uma lágrima escorrer pelo seu rostinho. Me assustei com a cena.

"Ísis! Por que chora minha pequena?" perguntei, limpando a lágrima.

"Eu tentei te avisar Bella! Eu tentei!!" ela exclamou.

"O que você tentou me avisar?" perguntei, temendo a resposta.

"Isso Bella." e apontou para o lago, onde tinha o corpo de Edward, só com a cabeça do lado de fora, boiando. Lindo como sempre, mesmo com os machucados que lhe cobriam a face. E estava com o meu sorriso no rosto. E então ele submergiu.

"NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO!!!" gritei.

"Calma, Bella! Calma. Tá tudo bem." ouvi a voz do meu pai, passando a mão pela minha cabeça, fazendo com que eu deitasse na cama novamente. Tentei reconhecer o lugar onde eu estava. Hospital.

"Cadê o Edward?" perguntei desesperada, o sonho vívido na minha retina. "Cadê ele, pai? Eu preciso ver ele! Preciso ver que ele está bem." falei, tentando me levantar da cama, mas meu corpo se recusava. Cada parte dele doía e tinha alguma coisa pregada no meu pulso.

"Eu vou chamar a enfermeira." Charlie falou indo pra porta. Eu comecei a chorar. Charlie estava me escondendo alguma coisa, estava sim! E se Edward tivesse morrido? Não, não, não! Depois de tudo que eu lutei? Por favor Deus, não deixa isso acontecer! A maldita enfermeira entrou no quarto e viu o quanto eu estava nervosa, enquanto Charlie explicava que eu tinha acordado gritando.

"Cadê o Edward pai?" perguntei de novo.

"É melhor faze - la dormir. Ela está confusa." a enfermeira falou.

"EU NÃO QUERO DORMIR!!" gritei. Estiquei meus braços pra Charlie que veio me abraçar. "Por favor, pai, por favor! Me fala onde ele está... me fala!!" pedi suplicante.

"Bella, você tem que ficar calma!" ele falou getilmente passando a mão pelo meu rosto carinhosamente. "Se você se comportar, sairá daqui rápido! Sua mãe está vindo te ver!" senti meu corpo ficar mole. A maldita enfermeira com o remédio.

"Por favor... pai... Edward... eu quero saber... nao me deixa dormir..." e fechei os olhos.

"Eu te amo Bella." Charlie falou.

***

Eu ainda estava sobre o efeito do remédio, disso eu tinha certeza. Mas era como se a minha mente estivesse ligada ao mundo externo, longe do meu corpo dopado. Eu ouvia vozes.

"Como ele está?" essa era a do meu pai.

"Nada bem Charlie." essa voz... Carslile? "Ele perdeu muito sangue, estava muito machucado, com ferimentos por todo o corpo, fora a bala que ainda não conseguimos retirar. Foi necessário fazer uma transfusão de sangue."

"As chances são boas?" alguem perguntou.

Silêncio.

"Não deixe Bella acordar e ficar nervosa de novo, está bem?" Carslile falou. "E não comente nada com ela para não prejudicar sua recuperação. Assim que eu tiver notícias, avisarei."

Mais eu queria acordar! Eu queria está com Edward! O remédio ainda fazia efeito no meu corpo e era tarde demais... Adormeci novamente.

***

Eu estava acordando. Abri meus olhos sonolentos e pesados devagar, tentando me acostumar com o quarto branco.

"Como ela está?" ela uma voz feminina. Eles estavam de costas pra mim. Fiquei quieta, esperando a resposta antes que eles me vissem.

"Está nervosa. Acordou gritando. Está adormecida agora." Charlie respondeu, com a preocupação explicita na voz. "E Edward, como está?" parei de respirar por alguns instantes esperando a resposta, só que o que eu ouvi foi um choro descontrolado, com muita dor. Era Esme.

"Charlie, ele não está nada bem." Esme falou. As lágrimas sairam dos meus olhos, escorrendo pelo o meu rosto. "Estamos tentando fazer o máximo Charlie, mas não sei se..." e se calou, deixando o choro tomar conta. Charlie abraçou ela, que por cima do seu ombro me viu chorando. Limpou rapidamente as lágrimas se aproximando de mim com um sorriso triste.

"Bella minha querida, como você está?" e sentou - se do meu lado na cama. Passou carinhosamente os dedos pelas lágrimas do meu rosto, secando - as.

"Ele está muito mal, Esme?" perguntei."

"Não vamos falar sobre isso minha querida..."

"Esme, eu preciso saber!!" exclamei chorosa, agarrando suas mãos. "Me diz Esme, por favor! Onde está Edward, como ele está?"

"Minha querida, isso pode atrapalhar sua recuperação..."

"Não, não! Vai atrapalhar eu ficar aqui sem noticias dele! Por favor!"

"Bella, é melhor você se deitar... Eu vou chamar a enfermeira..." Charlie falou intercedendo.

"NÃO QUERO ISSO! Toda vez que eu fizer uma pergunta, é assim que vocês vão resolver? Me dopando, me deixando por fora de tudo? Eu - preciso - saber! Pai por favor, me deixa conversar com Esme apenas por alguns minutos."

"OK." ele falou estarrecido e saiu. Segurei forte as mãos de Esme e fiz com que ela se aproximasse de mim. Consegui ver seus olhos fundos de noites sem dormir.

"Me conte tudo." pedi.

"Bella, não tem muita coisa pra te falar..." ela começou desconversando.

"Tem sim." insisti. "Me fala Esme, me fala! Fui eu quem o trouxe para cá. Eu mereço saber. Quanto dias faz que eu estou aqui?"

"Dois." ela respondeu.

"E Edward?" completei. Ela respirou fundo e viu que eu não ia desistir.

"Eu vou te falar, está bem? Mas você tem que me prometer que vai ficar calma Bella. Você não pode ficar nervosa ou vai ficar ainda mais tempo aqui." ela suspirou e eu confirmei com a cabeça. "Edward está em coma." o desespero me atingiu. Mais eu tinha que ficar calma...

"Em coma?" perguntei, quase cuspindo as palavras. Esme balançou a cabeça com as lágrimas no rosto.

"Ele chegou muito machucado aqui Bella. A cirurgia foi delicada. Caslile está desolado, pensando que não tem capacidade de salvar o filho, depois de tanto tempo salvando a vida de outras pessoas..." e balançou cabeça desolada.

"Esme, olhe para mim." falei pegando seu rosto em minhas mãos. "Edward vai ficar bem." isso era o que eu queria no meu íntimo. "Ele vai ficar, vamos crer nisso." ela confimou me abraçando.

"Vai sim Bella. Agora fica bem para poder sair o mais rapido possivel daqui, está bem?" e dei um leve beijo na minha testa. "Obrigada Bella por ter trago meu filho." dessa vez eu não consegui me controlar e o choro explodiu de mim, bem na hora que Esme me puxou para o seu peito, me afagando.

"Esme, não tem como viver sem ele sabe?" gaguejei. "Eu o amo."

"Eu sei disso."

"Me deixa ver ele?" pedi.

"Eu não posso fazer isso Bella."

"Por que?"

"Não sou eu quem decido isso, mas com certeza os medicos não autorizarão que você entre lá. Melhore logo e talvez possa visita - lo."

"Mas..."

"Não Bella." ela falou firme.

"Tá bom." falei vencida. "Só não deixe que eles me dopem por horas seguidas. Eu não sei mais o que acontece ao meu redor."

"Vou falar com Carlisle sobre isso." ela falou sorrindo e saiu. Fiquei pensando em Edward, deitado com vários aparelhos, quase morto. Sozinho. Depois de tanto sofrimento que eu lhe causei, eu só queria que ele ficasse bem.

De nada me adiantou pedir para não me adormecerem. A maldita enfermeira apareceu, me repreendendo com o olhar por estar tirando o esparadrapo e tentando soltar meu pulso da agulha, recolocou tudo novamente no lugar e aplicou uma grande dose do remédio para dormir.

***

No outro dia pela tarde, Carlisle veio me visitar. Os olhos com marcas profundas de sofrimento e que fazia dias que não dormia bem. Eu já me sentia bem, não tão bem quanto eu gostaria, mas enfim, não me deixavam dormi mais tanto tempo e meu corpo não doia muito. Por um lado era ruim, por que sempre que eu estava lúcida, o sofrimento batia sobre mim e rapidamente me faziam adormecer novamente. Mais sempre que dormia, eu sonhava com Edward. Passeavamos pelo parque, ele feliz como eu nunca tinha visto. Um sorriso sapeca no rosto... E quando eu acordava, pelo menos agora eu tinha minha mãe comigo, que estava desesperada com os acontecimentos recentes, conseguia depois de algum tempo me acalmar novamente.

"Olá Bella." ele falou educadamente. "Estou aqui para falar que depois de três dias, hoje você terá alta e poderá ir descansar em casa."

"Ok." mais o pensamento que passou pela minha cabeça foi outro. Não falei em voz alta por que eles nunca concordariam. Minha mãe arrumou todas as minhas coisas e eles pensavam que eu ia aceitar ir pra casa. Ahh tá! Quando coloquei meus pés fora do quarto, olhei de um lado para o outro. Tinha um enorme corredor branco, com várias porta e alguns bancos elegantes. Virei para a direita e comecei a andar.

"Bella!" minha mãe exclamou. "Para onde está indo? A saída é por aqui!" e apontou para a esquerda, visivelmente pensando que eu estava enganada e não sabia a saída. Mais eu estava indo por onde eu tinha lido em uma das placas mais a frente: UTI. Eu ia ver Edward e ninguém ia me impedir. "Bella!!" minha mãe chamou novamente. Não olhei pa trás. Ela me alcançou. "Está ficando louca? Para onde está indo?" ela falou segurando meu braço.

"Eu vou ir ver o Edward." respondi.

"Não, Bella. Você vai pra casa."

"Eu não vou. Eu vou ir ver ele!" e recomecei a andar. Carlisle intercedeu.

"Bella você não pode." ele falou parando na minha frente, impendindo minha passagem.

"Carlisle, eu preciso ve - lo! Vocês vão me negar isso, depois de tudo que passamos juntos? Ou estão me escondendo alguma coisa?" e meu peito doeu com a possibilidade. Eles me enganariam até quando?

"Não Bella, não é nada disso." Carlisle falou.

"Então me deixem ve - lo! Eu não vou sair daqui, nem forçada." falei firmemente.

"Você está com alta Bella."

"Eu sei que sim. Mais vou continuar aqui." teimei.

Carlisle suspirou fundo.

"O.K Bella." Carlisle confirmou cedendo. "Vou deixar você ve - lo, certo?" confirmei rapidamente. "Mas nada de ficar nervosa perto dele e silencio." confirmei de novo. "E depois..." ele continuou. "Você irá pra casa."

"Não Carlisle... me deixa ficar..."

"Não Bella. Ou isso ou nada. Você não pode ficar aqui no hospital. Poderá ficar doente novamente." ele falou firme. Dessa ele não cederia. Eu poderia ceder também, por ora.

"Está bem! Vamos logo!" segui com ele pra uma sala onde eu vestir uma roupa propria e coloquei uma máscara no rosto, prendi meus cabelos e coloquei uma touca. Ele me encaminhou por um corredor completamente deserto e onde não tinha pessoas passando. Ali era tudo silencioso. Meu coração estava palpitante. Eu iria ver Edward. Não consegui segurar as lágrimas que já escorreram pelo meu rosto antes mesmo que eu chegasse no quarto. Esses dias tinham sido uma tortura total. Todos se recusavam a dar noticias de Edward para mim, alegando 'que ia atrapalhar minha recupeção'. Não viam que me escondendo as coisas tudo ficava pior. Eu ficava nervosa, desnorteada e só conseguia dormir depois que eles me davam grandes quantidades de calmante.Carlisle parou na porta.

"Tem certeza?"

"Claro que sim." falei limpando as lágrimas. Ele abriu a porta e eu entrei. Edward estava pálido e tinha vários aparelhos ligados a ele. Os ferimentos em seu peito já tinham sido cuidados. Eu desabei. O choro estrangulado veio acompanhado de um soluço. Carlisle me abraçou.

"Quer mesmo fazer isso?" ele perguntou preocupado.

*Link Seguro Para Acessar a Música
http://www.youtube.com/watch?v=Vo_0UXRY_rY
Aerosmith - I Don't Wanna Miss a Thing


"Sim." solucei. "Eu preciso disso."

"Bella, por favor. Não fique nervosa." ele pediu.

"Eu não vou ficar. Prometo." e limpei as lágrimas. "Posso me aproximar?" perguntei. Ele confirmou. Eu fui andando devagarinho, com medo de fazer barulho. Chegando mais perto, eu pude ver direito o rosto de Edward. Os sinais dos cortes ainda estavam presentes. Ele estava com uma expressão serena, calma. Os olhinhos fechados. Meu coração se apertou e eu segurei a minha vontade de chorar novamente.

"Edward, eu estou aqui." falei baixinho. Ouvi a porta sendo fechada devagar atrás de mim e percebir que Carlisle tinha me deixado sozinha com ele. "Que falta eu estou sentindo de você." me encostei na beirada da cama. "Fiquei preocupada. Ninguém queria me falar como você está."

I could stay awake just to hear you breathing (Eu poderia ficar acordado só para ouvir você respirar)
Watch you smile while you are sleeping (Ver o seu rosto sorrindo enquanto você dorme)
While you´re far away and dreaming (Enquanto você está longe e sonhando)
I could spend my life in this sweet surrender (Eu poderia passar minha vida inteira nessa doce entrega)
I could stay lost in this moment forever (Eu poderia me perder neste momento para sempre)
Well, every moment spent with you (Todo momento que eu passo com você )
Is a moment I treasure (É um momento precioso)



Deixei uma lágrima escorrer pelo o meu rosto. Nao tinha como evitar o momento. Ver Edward todo machucado, nesse estado, me fez lembrar de tudo. Eu não sabia nem de todo o sofrimento que ele tinha passado. Não deu tempo de conversamos.

"Mais eu estou aqui agora, está bem?" falei carinhosamente. "E eu não vou desistir de você Edward. Eu sei que você é forte, que você consegue. Então por favor, não me deixa!" supliquei baixinho. "Eu te amo." e puxei a cadeira que tinha ali do lado e me sentei, colocando meu rosto apoiado na cama. Fechei meus olhos.

I don´t wanna close my eyes (Não quero fechar meus olhos)
I don´t wanna fall asleep (Não quero pegar no sono)
´Cause I´d miss you, babe (Porque eu sentiria a sua falta, baby)
And I don´t wanna miss a thing (E eu não quero perder nada)
´Cause even when I dream of you (Porque mesmo quando eu sonho com você)
The sweetest dream will never do (O sonho mais doce nunca vai ser suficiente)
I´d still miss you, babe
(E eu ainda sentiria a sua falta, baby)
And I don´t wanna miss a thing (E eu não quero perder nada)


Fiquei ali queietinha, apenas sentindo o seu peito subir e descer devagar. Algum dos aparelhos apitava minimamente. Abri os olhos e fiquei olhando para Edward.

"Eu já consegui me recuperar e vou ficar aqui ao seu lado." um sentimento de perda já se apoderava de mim. Não era como se Edward estivesse ali na minha frente. O medo de perde - lo me atingia como um furacão. Eu o amava demais para deixa - lo partir. "Não Edward, a verdade é que eu não consigo ficar sem você. Eu tentei uma vez e fracassei. Eu preciso de você do meu lado. Por favor, por favor, fica comigo! Não me deixa aqui não!" supliquei. Passei meu dedo indicador pela sua mão levemte, fazendo o contorno de uma das suas veias. " Tá ruim aqui sem você. Eu não sei o que fazer. Na verdade, não tem o que fazer! Mais eu vou ficar aqui com você. Até você melhorar..." me levantei da cadeira. "Você vai melhorar. não é mesmo?" sussurrei baxinho. A pergunta era mais para mim. Eu queria lhe dar um beijo, tocar seu rosto, ver seus olhinhos verdes. Apenas olhei - o e sai do quarto. Desabei completamente do lado de fora. O choro preso se desprendeu e rapidamente Carlisle apareceu e me tirou dali. Me trouxeram um copo de água, para que eu me acalmasse.

"Vamos Bella." minha mãe falou, me arrastando para a saída do hospital. Fui sem reclamar. A viagem até em casa foi silenciosa. Eu via os olhares constantes que meus pais me mandavam. Quando cheguei em casa, pensei que fosse me sentir bem, reconfortável, mas a sensação foi contrária. A última lembrança que eu tinha era de estar fugindo no carro de Charlie.

"Bella, precisamos conversar." meu pai falou indicando o sofá. Fui calada. "Você precisará comparecer na delegacia de Seatlle para contar tudo que aconteceu." ele explicou.

"Tudo?" perguntei, um tremo passando pelo meu corpo.

"Sim." meu pai confirmou. "Da hora que você saiu até quando chegou com Edward ferido no hospital. Isso em Seatlle por que a policia de lá tomou conta do caso. O corpo de jacob foi entrgue a família.

"Co - corpo?" gaguejei horrorizada.

"Sim Bella. Moradores nos indicaram o lugar onde tinham ouvidos disparos alguns minutos depois que você chegou no hospital e desmaiou. Como a regiao é muito pobre esses acidentes acontecem com frequencia, os moradores já estão acostumados. A antiga fábrica já foi cenário de diversos crimes."

"Jacob... morreu?" perguntei.

"Já era de se esperar Bella, já que ele atirou na própria cabeça."

"Charlie!!" Renée o repreendeu.

"O.k." ele respondeu. "Seu quarto está pronto. Você tem que descansar."

Minha mãe me ajudou a ir para o quarto. Eu me olhei no espelho e tomei um susto. Meu rosto estava mais branco que o normal. Tinha um curativo no lado da minha cabeça e alguns cortes e arranhões. Renée me fez deitar.

"Você está bem?" ela perguntou com os olhinhos lacrimejando.

"Não" respondi sincera. "Não estou nada bem." rapidamente ela me abraçou e eu me senti protegida. Queria que Edward se sentisse assim também. Minnha mãe conseguiu expressar nesse abraço todas as palavras que não conseguiria falar. Ficamos um bom tempo assim. Ela se deitou na cama, e eu me encolhi ao seu lado, acariciando levemente meus cabelos.

"Eu vou ficar com você Bella. Não tem por que se preocupar." ela falou, dando um beijo leve na minha testa. Eu adormeci.

***

Quando eu acordei, estava embrulhada na minha cama, sozinha. Empurrei os cobertores e desci. Minha mãe estava na cozinha fazendo alguma coisa no fogão. Meu pai não estava a vista. Voltei lentamente para o meu quarto, para que minha mãe nao ouvisse que eu tinha acordado, coloquei um grosso casaco de lã, um gorro na cabeça por que estava chuviscando lá fora, calcei minhas botas e desci sem fazer barulho. Peguei as chaves do meu carro na mesinha ao lado do sofá, abri a porta devagar, peguei meu carro e acelerei, bem na hora que ele fez um barulho estrondonso e Renée aparecia na porta gritando meu nome. Continuei meu caminho, olhando pelo retrovisor para minha mãe que com certeza estava me xingando. Em vinte minutos eu cheguei no hospital, atravessei saguão e já fui em direção a sala de espera que eu sei que a família de Edward estaria. Quando eu cheguei, lá estavam todos: Esme, Alice, Emmett, que me olharam surpresos.

"O que você está fazendo aqui, Bella?" Esme perguntou confusa.

"Ele lutou por mim e eu não vou desistir dele! Não vou!! Eu vou ficar aqui! Eu posso até não fazer nada, mais não saio daqui!" respondi, ofegante e com um tom de irritação na voz para que eles percebessem que o que eu falava era sério. Estava cansada de ficarem me tratando como criança. Alice rapidamente me abraçou. Seus olhinhos estava fundos e triste.

"Como ele está?" perguntei.

"Na mesma Bella." Alice respondeu. "Na verdade..." ela continou com a cabeça baixa, "... ele pode ficar assim por meses." e desabou, me abraçando. Alice era muito próxima a Edward.

"Não, não, não Alice!" falei abraçando - a. "O Edward é forte, ele vai sair dessa." ela balançou a cabeça.

"Eu sei que sim." ela respondeu. "Mas eu não consigo Bella, eu não consigo ve - lo nessa situação!" e me abraçou de novo.

Eu sabia como Alice se sentia. Não era o mesmo sentimento, pois o nosso amor era diferente, mas com certeza tinha a mesma intensidade. Tínhamos que pensar positivo para que tudo desse certo. Me sentei com Alice em um dos bancos confotáveis, e ficamos ali, abraçadas. Passada meia hora, meus pais chegaram. Minha mãe com a maior cara feia pra mim.

"Você vai pra casa agora!" ela falou autoritária.

"Não vou." retruquei.

"Isabella Marie Swan!" ela exclamou. "Você vai agora!"

"Eu já falei que não vou mãe." falei enfrentando - a. "E se me levarem, eu fujo e volto pra cá de novo. Eu não quero ficar lá. Eu quero ficar aqui."

Renée abriu a boca para responder, bem na hora que Esme pegou no seu braço e puxou para uma conversa.

"Bella..." Alice começou.

"Não começa você também Alice. Já está decidido." cortei.

Ela se calou e me abraçou novamente. Ficamos assim por muito tempo. Fechei meus olhos e pensei em Edward. Ele passou pelos meus olhos, caminhando tranquilamente com uma blusa e calça branca, com meu sorriso lindo estampado no rosto. Abri os olhos assustada, com o meu pai parado na minha frente com a minha mãe, as expressões em seus rostos nada felizes.

"Você precisa nos acompanhar." Charlie falou.

"Por que?" perguntei assustada.

"Você tem que depor Bella." Meu explicou quando meu coração desabou.

"Agora?" perguntei baixinho.

"Sim."

Tomei coragem, já me sentindo fragilidade de ter que repassar tudo novamente, como se já não os pesadelos que vinham entupidos de sague e Edward morrendo em meus braços.

"Eu volto Alice." falei pra ela, dando um beijo em seu rosto.

Quando chegamos no carro, minha mãe começou um longo sermão. Encostei minha cabeça no vidro do carro, vendo Forks passar por mim e lembrando a ultima vez que eu passei desesperada por aquelas ruas. O sentimento de vazio tomava conta de mim. Se passaram longos três dias enquanto no meu relógio cronólogico já tinham se três longos e demorados anos. Não ouvi nem a metade do que Renée falou. Era como se ela nunca tivesse amado ninguém. Ou então ela nunca tinha amado ninguém como eu amava Edward. Uma chuva fininha começou a cair quando nos aproximamos de Portland. Eu não queria pensar no que eu teria que falar, por que todas as cenas passavam por mim, ia sair facilmente. Meu pai estacionou o carro e descemos, ele jogando a blusa de frio pela minha cabeça, me protegendo na chuva. Adentramos a delegacia e eu fiquei esperando do lado de fora, enquanto meu pai entrava e falava com o delegado. Em alguns minutos ele me chamou, e eu entrei automaticamente. O delegado com cara de severo pediu para que eu me sentasse na cadeira que estava de frente pra ele e começasse a falar. Eu comecei a contar tudo. No começo, não chorei. Falei de como Jacob tinha planejado tudo, desde o beijo que ele me forçou a lhe dar até quando eu tentei fugir com Edward. No final, quando eu falei de como Jacob tinha atirado em Edward e depois na própria cabeça, percebi que meu corpo todo tremia e que as lágrimas lavavam o meu rosto. Essa cena ia ficar pra sempre marcada em mim. Deixei a delegacia amparada por Charlie que me colocou cuidadosamente no banco traseiro. Deitei, tentando descansar um pouco, mas o medo que eles me levassem pra casa me fez levantar depois de alguns minutos. Se isso acontecesse, eles iam redobrar a vigilancia sobre mim.

"Pro hospital, pai." avisei a ele quando chegamos em Forks. Ele suspirou fundo, mais não discutiu. Estacionou o carro de frente ao hospital e eu saí correndo. Quando eu encontrei Alice, ela tinha lágrimas nos olhos, que me fez ficar desesperada, temendo o pior. Já perguntei as lagrimas o que tinha acontecido, aggarando - a pelos ombros.

"O que aconteceu Alice? Por que está chorando?"

"Edward, Bella!" meu coração parou esperando a resposta. "Ele está reagindo!" foi quando meu coração voltou novamente a bater descompassadamente feliz pela noticia.





Capítulo 51 - Recomeçar

Espero que gostem! =D

"O que aconteceu Alice? Por que está chorando?"

"Edward, Bella!" meu coração parou esperando a resposta. "Ele está reagindo!" foi quando meu coração voltou novamente a bater descompassadamente feliz pela noticia.


Por um momento, eu pensei que Alice fosse falar que o pior tinha ocorrido. Foi como se meu coração tivesse recebido diversas vezes cargas enormes de choque elétrico. Mais uma vez, as lágrimas que eu pensei que já tinha se esvaido, voltaram aos meus olhos, mas dessa vez por alegria.

"Como?" perguntei para Alice.

"Meu pai." ela respondeu contente. "Ele disse que o quadro dele melhorou bastante. Ele não está completamente bem ainda." ela falou, abaixando a voz. "Mas já é um otimo começo para a recuperação dele."

Eu me sentia infinitamente feliz. Por dias eu passei nesse hospital pensando no que eu faria da minha vida caso acontecesse algo pior com Edward. Eu ia conseguir seguir em frente? Essa era a primeira pergunta que me atormentava, por que eu tinha certeza que não, eu não conseguiria viver sem ele. Eu sei que não tinha sido grande a minha ajuda no hospital, mas eu tinha medo que ele morresse eu não pudesse estar perto dele. Eu me sentia um pouco mais tranquila e até aceitei quando Alice se ofereceu para me levar em casa para que eu pudesse tomar um banho digno e tentar descansar e comer alguma coisa. Ela me deixou, prometendo que voltava em duas horas. Quando eu cheguei em casa, eu falei com meu pai rapidamente que estava na cozinha. Minha mãe deveria estar no meu quarto ainda. Ela se recusava a ir embora e me deixar aqui. Queria de qualquer maneira que eu fosse com ela. Não vou mesmo! Quando eu entrei no meu quarto e já previra, lá estava ela, olhando para o quadro de fotos que a Camila e a Joicy tinha me dado quando passaram por aqui, agora tão diferente, com muitas fotos dos meus amigos, dela, do meu pai e de Edward, inclusive as que tiramos na Itália enquanto eu insistia que ele tentasse manter descrição sobre o nosso relacionamento. O pensamento fez com que um sorriso fraco passasse pelos meus lábios. Tudo parecia tão bobo agora.

"Oie mãe." falei indo até ela e dando - lhe um beijo no rosto.

"Olá." ela falou com a voz indiferente. Não dei muita importância. Eu sabia que ela estava chateada com o fato de eu estar no hospital com Edward e não aceitava isso. Queria que eu ficasse em casa me recuperando de uma coisa, que convenhamos, todos sabemos que só vai curar com o tempo. Todo o trauma, a dor, as lembranças, vão sempre me rodear e o melhor que eu poderia esperar era que Edward melhorasse logo para que nós dois ajudássemos um ao outro, tornando a coisa mais simples, porém não menos doloridas.

"Vai voltar para o hospital?" ela perguntou áspera.

"Sim. Alice vai me pegar." respondi, mexendo no meu guarda roupas atrás de uma roupa para tomar um banho.

"Quero falar com você." ela falou alto. Respirei fundo, peguei a blusa e calça que ja estava nas minha mãos, deixei - as sobre a cadeira e me virei para encará - la.

"O que foi?" perguntei já um pouco grosseira, imaginando que assunto minha mãe queria tratar comigo.

"Eu não quero que você fique enfiada dentro daquele hospital como se você fosse a doente. Está na hora de colocar um ponto final nessa história toda Isabella!" ela falou furiosa.

"E por que eu não posso ficar?" perguntei, arqueando a sombrancelha, ironica.

"Por que você não está doente!!!" ela falou pausadamente. "Quem está doente é Edward!"

"Não importa. Eu já falei uma vez e eu vou repetir de novo: ele não desistiu de mim e eu vou ficar com ele até o fim." respondi, já me virando e pegando novamente as peças.

"Bella, você não acha que isso já deu tudo que tinha que dar não?" ela perguntou. "Desde que você se envolveu com Edward, só apareceram problemas em sua vida, ele te largou aí, não acreditou em você, enquanto você sofria! Acha que ele realmente merece todo esse tratamento que você está dedicando a ele?"

"Você não entende!" gritei. "Isso não se trata só dele ter me abandonado, eu ter sofrido e pronto! É muito mais do que isso! Você sabe mãe, o que é realmente amar uma pessoa? O que é querer ficar perto independente de qualquer coisa ou sofrimento ou alegria que ela tenha te proporcionado?! E é exatamente isso que Edward fez comigo! Eu não me importo por todo o sofrimento que eu passei por ele, ele se redimiu, pediu desculpas e cabe a mim decidir ou não se devia perdoa - lo e minha resposta eu já dei pra ele. Isso não interessa a mais ninguém."

"Eu não quero você junto dele." ela falou com a voz transparecendo a raiva. "Você ia morrer por causa dele."

"O quê?" gritei. "Caso você não tenha percebido, Jacob ia atirar de qualquer jeito!" e as lágrimas de raiva se formaram nos meus olhos, mas não permitiria que elas caissem. Minha própria mãe, tocando nesse assunto, de uma forma tão grosseira?

"Mas ele só foi atrás de você com essa loucura toda por que você está com Edward!' ela teimou.

"Então eu tinha que ficar a minha vida toda sozinha? Parar de viver e me relacionar com outras pessoas? Por que qualquer pessoa que eu me envolvesse, Jacob ia vim atrás de mim e fazer a mesma coisa!" gritei, frustrada com toda essa conversa sem necessidade. Ouvi passos rápidos e fortes e logo Charlie abriu a porta.

"O que está acontecendo aqui? Que gritaria é essa?" ele perguntou, olhando para nós duas.

"Minha mãe dando uma crise, pai. Nada de mais. Já está resolvido." falei caminhando em direção a porta do quarto.

"Não está nada resolvido! Eu não quero e ponto final." ela falou, não se dando por vencida.

"Pena que não é mais você quem decide isso por mim." respondi encarando - a. "Pensei que de todas as pessoas, você entenderia. Até Charlie está sendo mais compreensivo que você. O que é amar pra você? Ou você não sabe o que é isso?" perguntei, atacando - a. Eu nunca pensei que fosse falar isso para a minha mãe, mas não deixaria que me afastassem de Edward, principalmente com os argumentos fracos que ela tinha dado. "Eu vou continuar com ele, mãe. E ninguém vai me impedir disso." e saí, batendo a porta do quarto e entrando no banheiro. Ali eu tomei um banho morno, as lágrimas se misturando com a água sobre o meu rosto. Sequei meus cabelos e vesti meu roupão. Troquei rapidamente de roupa, já doida para sair dessa casa e ir de encontro a Edward. Quem sabe Carlisle não me deixava ve - lo? Liguei para Alice falando que eu já estava indo. Ela se assustou por que faltava ainda uma hora do horário que combinamos, mas eu falei que já estava pronta, mas mesmo assim passou logo aqui em casa. Dei um beijo no pai e saí sem falar com a minha mãe.

Assim que eu cheguei no hospital, a euforia estava maior.

"Bella, ele está reagindo mais rápido!" Esme falou, me dando um abraço feliz. Seus olhos voltavam a ter um pouco de esperança e vida, e eu ficava cada vez mais alegre. " Está ocorrendo de pouco em pouco, mas Carlisle está confiante! Talvez ele nem fique com nenhum trauma, nem precise fazer nenhum tipo de acompanhamento! Meu menino vai ficar bem Bella!"

"Vai sim Esme. Eu sei que vai!" confirmei confiante.

Já tinha mais de uma semana e meia que estávamos no hospital e eu ouvi Carlisle falar que é exatamente nesse momento que as pessoas que estão em coma começam a se recuperar, caso isso tenha que acontecer, e o alívio era total. Dava para perceber em todos. Carlisle estava mas feliz juntamente com Esme que não conseguia esconder a felicidade e até Alice voltou a falar mais, já que desde que Edward entrou em coma e que eu tive alta do hospital, eu só vi ela responder alguma coisa quando lhe perguntavam, e isso quando queria. Eu sabia que ia dar tudo certo. Edward tinha prometido ficar comigo e me proteger e era nisso que eu me firmava para que ele pudesse ficar bem logo. Carlisle autorizou que Esme entrasse no quarto para poder ve - lo. Confesso que fiquei com um pouco de inveja, já que eu queria estar no lugar dela, mas compreendi por que ela era a mãe. Alice também teve autorização e depois de tantos dias angustiantes, ela saiu de dentro da sala chorando, falando que o irmãozinho dela ia ficar bem e que estava sentindo saudades dele bagunçar o cabelo dela. Os dias foram se passando e algumas coisas foram ficando para ser resolvidas, como por exemplo, as universidades na quais tínhamos planos de nos inscrever. Eu não sabia o que fazer em relação a isso, mas quando eu comentei com Alice, ela falou que os planos de Edward sobre a universidade estavam todos prontos e que era pra eu me apressar para resolver logo o meu antes que perdesse a vaga. Então eu dispensei um dia de hospital e fui resolver tudo. Carlisle deixava com que visitássemos Edward em alguns períodos que variavam muito. Alguns demoravam vários dias para acontecer, outros em algumas horas. Eu não me auto convidei em nenhum momento, pois ele sempre falava: "Esme, Alice, Emmett, podem ver Edward." Nunca todos juntos, separadamente. Eu compreendia por ser a familia, mas a saudade já estava apertando o meu peito. Toda vez que um deles saiam, a felicidade estava estampada no rosto, que não conseguiam se conter. Eu ficava me perguntando se estava perdendo alguma coisa, e então balançava a cabeça com o pensamento. Era apenas coisas da minha cabeça. Depois de duas semanas inteiras passando a noite no hospital, Esme e Alice conseguiram me convencer a ter uma boa noite de sono em casa, e eu fui. Percebi que necessitava dessa noite, pois estava muito cansada fisicamente e psicologicamente. Minha mãe ainda estava lá, mas fingia que eu não estava, coisa que eu não me importava muito. Fui para o meu quarto e cai na cama, dormindo profundamente.

***

Quando eu acordei na manhã seguinte e olhei para o relogio, era 10hs. Tomei um susto e dei um pulo da cama. Não pensei que tinha dormido tanto. E foi uma noite tranquilo, sem sonhos ruins. Tomei um banho rapidamente já para ir para o hospital. Desci rapidamente, meu pai não estava em casa e tomei um copo leite apressadamente. Saí batendo a porta e entrei no meu carro. Em 20 minutos cheguei ao hospital. Ali tinha um grupo de pessoas, jovens. Quando eu olhei mais atentamente, percebi que era meus colegas da escola. 'Devem estar aqui para visitar Edward ' pensei comigo. Senti uma onda de carinho passar pelo meu corpo com o gesto deles, já que eu e Edward tinhamos viajados com vários deles e consolidado uma leve amizade. Fui caminhando para eles, guardando as chaves do carro na bolsa. Quando eu olhei novamente na direção deles, parei bruscamente. "Eu não estou vendo isso. Não estou, não estou! É tudo coisa da minha cabeça." falei para mim mesma quando vi Gabrielle parada, abraçando Alice como se fosse sua grande amiga. Que diabos ela pensa que está fazendo aqui? Marchei, o ódio tomando conta de mim, enquanto Alice olhava em minha direção.

"Bella!" ela exclamou, vindo em minha direção, abraçando - me, sem perceber a raiva.

"O que ela está fazendo aqui?" perguntei irada, me livrando do abraço de Alice e já indo em direção a Gabrielle.

"Calma Bella!" Alice falou segurando o meu braço. Todos que estavam ali, pararam me olhando. "Eles vieram visitar e ter noticias de Edward."

"Tirem ela daqui! Ela não!" exclamei apontando o dedo pra Gabrielle. Ela me olhava com desprezo. "Ela não Alice!"

"Se acalma Bella. Vamos conversar." Alice falou, me puxando para o lado. Ela me levou até uma sala vazia, me fazendo sentar em uma cadeira. "O que aconteceu?" ela perguntou.

"Eu quero que ela saia daqui Alice! Agora!" explodi.

"Por que Bella?" Alice perguntou, pacientemente, um pouco assustada.

"Por que ela não é amiga do Edward!" exclamei.

"Isso não é motivo Bella..." Alice começou.

"Olha só, é uma história muito longa, só por favor, não deixa ela aqui OK? Faça isso por mim?" pedí. Alice balançou a cabeça.

"Espera aqui." e saiu. Fiquei tentando me acalmar dentro da sala. Uns 10 minutos depois, Alice voltou.

"Eles foram embora." ela falou, passando a mão pelos meus ombros. "Depois eu gostaria de saber dessa história." ela falou com uma piscadela e um sorriso nos lábios. Eu sabia que Alice não ia ficar me enchendo para contar sobre isso, mais sabia também que a curiosidade estava tomando conta dela. "Mas agora vamos. Eu tenho uma surpresa pra você!" ela completou feliz. Carlisle veio falar comigo.

"Gostaria de ver Edward?" ele perguntou.

"É claro!" exclamei, surpresa. Vesti toda a roupa necessária, meu coração palpitando de nervosismo, ansiedade, felicidade. Carlisle me acompanhou até a porta.

"Ele é todo seu!" ele falou abrindo a porta, com um sorriso misterioso no rosto. Adentrei, curiosa. Parei abruptamente. O meu Edward estava muito bem! Não parecia o Edward de três semanas atrás, de quando eu visitei. Alguns dos vários aparelhos já tinham sido retirados dele. A cor da sua pele que estava pálida, agora já estava voltado ao tom normal. Fiquei estarrecida, observando cada detalhe. "Eu não posso chorar, eu não posso chorar..." murmurei para mim mesma, me aproximando devagar. Mesmo deitado, com agulhas enfiada nos braços, seus lábios tinham um tom rosado, uma mexa do cabelo caia pela testa e me deu uma vontade louca de passar a mão, assim como ele sempre fazia. Olhei mais atentamente, e parecia que ali também tinha depositado um fraco e singelo sorriso. Não resisti ao impulso e passei a mão devagar pelo cabelo dourado, sentido a textura. Desci levemente para as maçãs de seu rosto, que estavam com um leve tom de rosa.

*Link seguro para acessar a música
http://www.youtube.com/watch?v=eesZBfTj0cU&feature=player_embedded
Bon Jovi - Thank You For Loving Me


It's hard for me to say the things (É difícil para mim dizer as coisas)
I want to say sometimes (Que às vezes quero dizer)
There's no one here but you and me (Não há ninguém aqui, a não ser você e eu)


"Que saudade de você Edward." falei baixinho.

Seus olhinhos ainda estavam fechados e seu peito subia e descia devagar. Notei que o aparelho de respiração tinha sido um dos removidos e agradeci mentalmente. Mais alguns dias e ele estaria completamente curado!

"Você sabia que eu estou sentindo a sua falta, eim?" perguntei. Era como se ele estivesse acordado. "Pois é. Mas eu não fui para casa pra poder ficar aqui com você. Estou com alguns probleminhas sabe? Mas não é nada muito sério!" exclamei rapidamente como se ele estivesse realmente me ouvindo. Não queria preocupá - lo. Na minha mente se passou a imagem dele com a testa enrugada, pensando em alguma coisa para me ajudar. "Está tudo bem aqui. E até algumas pessoas da escola vieram te visitar!" contei, esquecendo propositalmente de falar em Gabrielle. "Estão todos torcendo para que você se recupere logo. Alice tem sido uma excelente companhia e eu já fui fazer a minha matrícula na universidade! Vou esperar você para que possamos ir juntos procurar um apartamento, OK? É por que como eu demorei a confirmar a minha matrícula, eles cederam o meu lugar na República. Ou seja, vamos ter que ficar juntos de qualquer jeito. Eu sei que você gostou disso... " falei com um risinho baixo. "Não é maravilhoso?!" perguntei, encostando meus lábios na sua testa.

Thank you for loving me (Obrigado por me amar)
For being my eyes (Por ser meus olhos)
When I couldn't see (Quando não podia enxergar)
For parting my lips (Por ser parte de meus lábios)
When I couldn't breathe (Quando não pude respirar)
Thank you for loving me (Obrigado por me amar)
Thank you for loving me (Obrigado por me amar)


"Eu te amo, sabia?" perguntei, olhando - o. "Agora que eu sei que você já está melhor, eu posso cuidar de algumas coisas. Promete pra mim que você vai voltar logo?!" pedí. "Eu fiquei aqui esses dias pensando no que vamos fazer quando você sair daqui. Estou tão feliz. Quando você acordar, prometo que vou estar aqui... Ninguém vai conseguir me separar de você. Eu não desisti. E não vou desistir nunca!"

You pick me up when I fall down (Você me levanta quando estou caído)
You ring the bell before they count me out (Você soa o alarme antes que eu fique fora)
If I was drowning you would part the sea (Se eu estivesse me afogando você separaria o mar)
And risk your own life to rescue me (E arriscaria sua própria vida para me resgatar)


***

Estava em casa. Fiz uma comidinha gostosa para Charlie. Senti que estava faltando com ele, então resolvi agradá - lo um pouco. Eu não ficava mais tanto tempo no hospital. Agora eu já dormia em casa e todas as manhãs ia ficar com Edward. Charlie pouco falava de Edward. Sempre perguntava como ele estava e como ia a recuperação. Depois que eu respondia, o assunto morria. Ao contrário de Renéé, que foi embora há dois dias, chiando.

#INICIO DE FLAHSBACK#

Antes de sair para o hospital...

"Estou indo embora." ela anunciou, já descendo as escadas com as malas nas mãos.

Eu estava na cozinha, tomando meu café da manhã.

"Você não vai?" ela perguntou, largando as malas no chão, furiosa. Apenas lancei o meu melhor olhar de 'Não vou nem te responder.' e continuei a comer.

"Olha só Isabella Marie Swan! Que palhaçada é essa? Quem você pensa que é para me tratar dessa maneira? Eu sou sua mãe e EXIJO que você venha comigo."

Me levantei calmamente, olhei para ela e respondi:

"Eu não vou por que eu não quero, quanto mais com você exigindo!" e dei ênfase a palavra. "Eu vou ficar. Minha vida já está toda resolvida aqui. Ficarei até o final das férias e então vou para o Colorado. Já estou matriculada. Vou para a universidade."

"Eu sei que você quer ficar por conta daquele inválido..."

"Não - fale - assim - dele!" Falei pausadamente, tentando controlar a minha raiva. "Eu não vou discutir isso com você. Já está resolvido."

"Eu posso obrigá - la a ir comigo..."

"E com você vai fazer isso?" perguntei sarcástica. "Você pode continuar sendo a minha mãe, mas já tenho idade suficiente para cuidar de mim mesma, obrigada." e fui em direção a porta. "A propósito, boa viagem para você." e bati a porta. Fui para o hospital chorando. Já tinha perdido as contas de quantas vezes eu tinha chorado nesses dias. Parecia que as coisas erradas e tristes estavam todas caindo sobre a minha cabeça. Controlei meu choro, enxuguei meu rosto e entrei no hospital com um sorriso, afinal, iria ver Edward.

#FIM DE FLAHSBACK#

Depois disso, ela não telefonou e nem mandou notícias. Eu não estava me preocupando, por ora. Era menos um problema para mim. Mas não gostava dessa situação. Minha mãe foi sempre tão carinhosa comigo, eu detestava esse clima de guerra. Ela não entendia a situação. Ou pior: fingia não entender. Ela queria o meu bem e blá blá blá. Mas como não percebia que eu só estaria bem com Edward do meu lado? O telefone tocou e eu atendi. Alice.

"Preciso de você aqui! Agora Bella!" ela falou, a voz falhando, o choro visível.

"O que aconteceu?" perguntei desesperada, o copo caindo da minha mão.

"Por favor, quando chegar aqui conversamos." e desligou o telefone.

Saí desesperada, já imaginando o pior e sem consegui acreditar. Pedia intimamente para que tudo estivesse bem, que nada ruim tivesse acontecido. Logo agora que ele estava indo tão bem. Bati o recorde e cheguei no hospital em 15 minutos. Saí pelos corredores correndo, em busca de Alice, Esme, Carlisle, Emmett, qualquer pessoa! Quando alcancei o corredor, Esme veio me abraçar. Os olhos vermelhos.

"O que aconteceu Esme? Me diz por favor?" falei segurando seus ombros, o choque tomando conta de mim.

"Edward..." ela sussurrou.

"O que tem ele??" perguntei, sacudindo - a. "Fala!! Ele está bem, não está?"

"Ele... ele..." e começou a gaguejar. Prendi a respiração. "Ele acordou Bella! E está maravilhosamente bem!" e me abraçou forte. E dessa vez eu chorei, chorei. De alegria, felicidade, alivio. 'Está bem! Ele está bem!' Foi a musica que eu cantei internamente. E abraçada com Esme, senti a felicidade tomando conta de mim. Por quantos dias, semanas eu fiquei esperando essa notícia? Quando conseguir com que ela me soltasse, perguntei:

"Posso vê - lo quando?"

"Hum..." Ela falou colocando a mão no queixo, fingindo pensar. Ri. "Que tal agora?"

"Vamos sim, Esme! Por favor!" pedi. Edward foi levado para um enfermeira mais simples. Quando Esme me levou até a posta do quarto, me senti nas nuvens, minhas pernas bambearam e eu pensei que fosse cair. Lentamente abri a porta do quarto e lá estava ele, adormecido. Não seria agora que eu veria seus olhinhos verdes a me encarar? Reparei que os machucados em seu peito estavam todos cicatrizados. Me aproximei lentamente. Parei ao lado dele e toquei a sua mão. Um leve suspiro saiu dos meus lábios ao sentir a pele quente sobre os meus dedos.

"Edward..." falei baixinho. "Que saudade..." e fechei meus olhos, agarrada a sua mão, me sentindo o ser mais feliz que existia.

"Bella..." ouvi um murmuro baixinho e abri meus olhos. E ali estava: o verde que eu procurei durante semanas no rosto perfeito e amado. Me ajoelhei ao seu lado.

I never knew I had a dream (Eu nunca soube que tinha um sonho)
Until that dream was you (Até que esse sonho era: você)
When I look into your eyes (Quando olho dentro de seus olhos)
The sky's a different green (O céu tem um tom diferente de verde)


"Edward." falei mais alto do que eu queria. Saiu quase um grito. "Você está... bem?" perguntei com um sorriso nos lábios.

"Sim." ele falou devagar. "Antes de tudo: eu amo você." e tentou dar um fraco sorriso e fez uma careta de dor em seguida. Meu coração palpitou fortemente.

"Não tenha dúvidas que eu te amo muito mais." e dei um beijo no seu rosto e ele fechou levemente os olhos, tornando a abri - los quando eu me afastei. Eu olhava para cada detalhe do seu rosto, tentando gravar tudo como se fosse perde - lo. "Eu senti tanto a sua falta..." e passei a mão pelos seus cabelos.

"Eu me lembro de tudo sabia?" ele falou. Senti o sangue fugir do meu rosto. Não queria conversar com ele sobre isso agora. Continuou. "Você veio me visitar alguma vez?" perguntou.

"Sim. Carlisle deixou com que eu entrasse algumas vezes para te ver." respondi baixinho. Puxei a cadeira que estava próxima e me sentei. Ele me encarava fortemente, como se fosse me perder de vista.

"Eu lembro... de você falar que me ama." e sorriu. "E que estava com saudades. Não é uma lembrança exatamente. Era como se tivesse uma voz desconhecida na minha mente, mais eu sabia que ela era sua."

"Sim." confirmei emocionada."Eu falei isso para você."

"E falou agora de novo." ele continuou. Parecia está se divertindo. Ele falava tudo devagar, fazendo algumas pausas. Mais eu não tinha pressa. Apenas queria ficar ali, com ele. Meu Edward estava de volta. "Me deixe tocar seu rosto." ele pediu. Peguei sua mão cuidadosamente e levei em direção ao meu rosto, fazendo involuntariamente com que eu me aproximasse ainda mais dele. Fechei meus olhos, enquanto sua palma quente estava na minha bochecha, os dedos finos perto da minha orelha, se movendo lentamente. Uma lágrima silenciosa escorreu pelo meu rosto.

"Abra os olhos." ele pediu e eu assim fiz. Seu dedão passou por onde a marca tinha deixado um rastro, limpando. "Eu não quero mais vê - la chorando. Não tenho boas lembranças quando vi isso acontecendo na última vez. Eu quero te ver sorrindo, de preferência ao meu lado." e esboçou um sorriso.

"Certo." confirmei. "Só não vamos tocar nesse assunto agora, está bem?" pedi. "Eu só quero que você fique bom logo." Abaixei a cabeça, pensando nas várias coisas boas que ainda poderiam acontecer. Nos meus sonhos, anseios, medos, desejos... O desejo de Edward está ao meu lado... Sentir seus lábios nos meus... Seu abraço caloroso e forte...

"Você quer me pedir alguma coisa?" Edward perguntou.

"Sim, mas não sei se devo." respondi sinceramente.

"Você pode me pedir o que quiser e sabe disso."

"Eu queria te beijar." confessei. "Sentir de novo..." e levei os dedos à boca.

"E por que você ainda não fez isso?" ele perguntou, com um tom repreendedor. "Pensa que só você deseja isso?"

"Não sei se posso..." comecei.

"Você mudou muito. Desde de quando pensa em fazer alguma coisa? Quando você queria algo, não ia lá e conseguia? Estou esperando." fiquei encarando - o, sem saber se devia ou não fazer. "Vem logo Bella!" ele falou, com o tom de voz aborrecido. Sentei na beira da cama e segurei seu rosto delicadamente com as duas mãos. Ele fechou os olhos, impaciente. Parecia que os papéis estavam invertidos. Respirei fundo, fechei meus olhos também e aproximei meu rosto do dele, tocando levemente nossos lábios. Um tremor passou pelo meu corpo. Entreabri levemente meus lábios e senti toda a textura dos lábios de Edward. Era como se fosse o primeiro. Passei lentamente a ponta da língua por entre seus lábios, aproveitando o máximo. Todos os beijos de Edward eram bons, mas esse iria ficar guardado na minha mente. Meus dedos brincavam devagar com seus cabelos. Ele tentou se aproximar mais de mim e foi na hora que eu afastei.

"Você já está exigindo demais." falei, com um sorriso bobo. Ele suspirou fundo.

"Mais um?" ele perguntou, fazendo aqueles olhinhos pidões.

"Sem exageros." e voltei a me sentar na cadeira.

"Tá bom." ele se deu por vencido. "Então me conta o que você ficou fazendo esses dias que eu estivesse adormecido."

E eu contei que passei todas essas semanas no hospital 'acompanhando' ele. Que tinha ido para casa algumas vezes, mas que a maioria das noites foram passadas aqui.

"Nesse meio tempo, eu trazia um caderno e uma caneta e ficava escrevendo tudo que eu estava sentindo, pensando que quando você melhorasse, poderíamos fazer uma música com todos esses pensamentos." falei.

"Claro que sim! Estou curiosíssimo para saber o que se passou por essa cabecinha que devia estar muito perturbada."

Apenas confirmei e continuei falando. Ficamos nisso durante toda a manhã até Carlisle aparecer. Edward resmungou quando ele falou que tinha que fazer alguns exames, mas eu entendi que eu não poderia ficar ali sempre, apesar de ser esse o meu desejo.

"Eu vou ficar por aqui. Eu não desisti de você." e dei um leve beijo nos seus lábios.

"Eu te amo por isso." ele respondeu.

***

A recuperação de Edward foi rápida. Depois de uma semana que ele tinha saído do coma, Carlisle falou que ele já estava pronto para fazer a cirurgia de retirada da bala que ainda estava alojada quatro dedos abaixo do coração. Depois disso ele teria que ficar cerca de três semanas em repouso constante. Ele reclamou, claro, já que estava muito tempo deitado, mas logo se animou quando eu falei que ficaria acompanhando-o.

Estávamos na casa dele. Exatamente no seu quarto. Eu estava esparramada na confortável poltrona ao lado da sua cama. As janelas abertas deixavam que os raios fraquinhos do sol entrassem pelo quarto.

"Deita aqui comigo." ele pediu. Sorri e fui me aconchegar perto dele, jogando o coberto por cima de nós dois. "Você não acha que tudo aqui está muito parado, monótono?" ele perguntou. Eu senti as intenções por trás da pergunta.

"Pra mim está perfeito." falei provocando-o. Ele deu um suspiro frustrado.

"Eu não acho." e puxou meu rosto inesperadamente para o dele, me beijando fortemente. Eu adorava quando ele fazia isso, mas aqui não era hora e nem lugar nem mesmo estado para fazer qualquer coisa. Apesar do meu corpo se recusar a me separar dele, com todas as forças que eu consegui reunir, me afastei dele.

"Não Edward." falei como se fosse uma criança birrenta.

"Por quê?" ele perguntou chateado.

"Por que?" repeti a pergunta. "Os motivos devem ser esse: você tem que estar de repouso, sem esforços e nós estamos na sua casa!" falei. "Quer mais alguma?"

"Eu não tenho culpa de estar sentindo a sua falta." e me puxou de novo, para que eu encostasse a cabeça no seu ombro.

"Eu sei que você está com saudade. Eu também estou, mais estamos aqui! Juntos, um com o outro. E isso é o que interessa!"

"Isso é o que interessa." ele repetiu. "Pensei que você fosse me largar quando eu fiquei daquele jeito." ele falou. Fiquei parada. Um tremor passou pela minha espinha. Eu detestava quando Edward tocava nesse assunto. Me levantei bruscamente do lado dele, jogando os cobertores para o lado. Ele me olhou espantado.

"O que foi?" ele perguntou.

"Você!" acusei-o. "Fala como se eu fosse te deixar a qualquer momento. Você não sabe o que eu passei enquanto você estava enfiado naquele quarto, Edward! Como pode falar uma coisa dessas?!" exclamei. "Eu ficaria com você até o fim, independente da sua situação."

"Bella, me desculpa." ele falou visivelmente arrependido. "Eu não deveria ter tocado nesse assunto... Perdoe-me." ele pediu com os braços esticados em minha direção.

"Tudo bem Edward." falei respirando fundo. Não posso brigar com ele agora. "Vou esperar você melhorar para que possamos conversar sobre isso. Você não escapou." E deixei os braços dele caírem quando me sentei novamente na poltrona.

"Fica aqui comigo." ele pediu de novo.

"Aqui está confortável." falei, dando uma de difícil. Peguei o livro que estava sobre a cômoda dele e comecei a fingir que estava lendo para me distrair. As palavras dele ainda latejavam na minha mente.

Ele se calou. Sentia os olhos dele em mim, mas mesmo assim não olhei.

"Você vai ficar aí mesmo é?" ele perguntou.

"Uhum." respondi. Silêncio.

"Eu já falei que te amo hoje?" ele perguntou, quebrando o silêncio. "Que você é a pessoa mais importante na minha vida? Que eu te amo com toda a intensidade? Que eu quero você? Pra sempre?"

Cachorro! Ele sabia que eu ia ceder se ele falasse assim.

"Você joga sujo Edward Cullen." falei, abaixando o livro me dando por vencida. Foi me juntar novamente a ele na cama. "Mas você ainda não está perdoado."

Ele deu uma risada sem vergonha e me deu um delicado beijo que eu retribui. Tudo ficava mais fácil quando eu estava com ele. Depois que ele saiu do repouso, me levou para uma clareira que ficava alguns quilômetros da sua casa e pediu para conversar. Eu não sabia sobre o que se tratava quando ele fez a proposta, mas aceitei. Quando chegamos lá que ele falou sobre Jacob. Ele percebeu a minha mudança de humor mais eu sabia que essa conversa era necessária. Ele me contou detalhes de tudo que tinha acontecido e eu desabei em lágrimas, como já estava sendo nos últimos dias. Eu sonhei algumas noites com Jacob. Nos sonhos ele aparecia bonito e bem vestido, me pedindo desculpas por todo o sofrimento e continuava a falar que me amava. No fundo, eu não sabia qual o sentimento que eu tinha com relação à ele. Ás vezes de raiva, nas outras de pena. Depois de desabafar, deitei entre as pernas de Edward, enquanto via o sol encoberto pelas nuvens desaparecer.

*** Fazia algumas semana que a gente estava atrás de um apartamento para mudar. As aulas estariam começando e deixamos tudo para ultima hora: perdemos nossas vagas nos dormitórios pela falta de confirmação. Na verdade, eu acho que Charlie pensou que foi de propósito, e não foi! Só que eu não poderia falar que não estava adorando essa historia de morar com Edward. Meu pai, mais uma vez, não gostou, só que ele já desistiu, em parte. Sabe que eu quero ficar com ele. E estarmos mudando para a mesma cidade, estudando próximos, e dando esse passo de morar juntos, era quase uma confirmação do nosso futuro.

"O que você acha desse?" Edward perguntou, enquanto eu andava pela sala vazia do apartamento. Ele lindo, com óculos escuros, blusa azul e uma calça jeans.

"Eu gostei." respondi, enquanto ia até a janela olhar a vista. Alguns carros passavam pela rua abaixo, e se caminhássemos mais um pouco, chegaríamos a um parque. O sol estava brilhando intenso. Edward se aproximou por trás e beijou o meu pescoço.

"Então é esse?" ele perguntou, as mãos na minha cintura.

"Se você concordar, não vejo a hora de me mudar!" exclamei, me jogando em seu pescoço, passando as pernas ao redor da sua cintura enquanto nossas risadas ecoavam pelo cômodo. Quando elas cessaram, eu tomei a iniciativa de beijá - lo.

***

"Edward! Estamos atrasados!" gritei da pequena cozinha do nosso apartamento. Tínhamos nos mudado fazia duas semanas. Estava com a nossa cara. Esme e Carlisle nos ajudaram muito juntamente com o meu pai, apesar da birra.

Estava terminando o café da manhã, enquanto Edward ainda terminava o banho depois de ter me acordado quase uma hora e meia antes do horário. Depois eu fui descobrir o motivo quando ele me jogou nos ombros e me enfiou embaixo da água quente com pijama e tudo com um sorriso travesso no rosto. Eu já tinha tomado um banho verdadeiro, me arrumado enquanto ele ainda estava lá. "Se eu chegar mais atrasada do que estou, juro que eu te esgano!" tornei a falar. Depois de 5 minutos, ele apareceu na porta da cozinha, aquele cheiro de sabonete e loção pós barba tomando conta no ambiente, a toalha enrolada na cintura. Suspirei fundo.

"Vai se vestir logo." falei, me virando de costas para não cair na tentação e agarra - lo de novo. Ouvi seus passos faceiros cobrirem a cozinha e ele se encostar em mim.

"O quanto você se opõe a não ia para a universidade hoje?" ele perguntou mordendo minha orelha.

"Mas...” eu comecei a falar mais perdi a linha de raciocinio. Ele aproveitou e me virou rapidamente, sugando meus lábios. Quando me afastei para respirar, tentei continuar. "... hoje é o primeiro dia de aula Edward. Temos que ir!" respondi com dificuldade em articular a frase. Os olhos verdes me encaravam felizes. "Você me molhou toda!" exclamei, tentando empurra - lo. Já estava perdendo o controle...

"Eu sinceramente..." ele começou beijando o cantinho da minha boca. "...não me importo..." e a boca foi parar no meu pescoço, me fazendo suspirar. "... de faltar a aula hoje." mordeu minha orelha e puxou meu corpo para mais perto do seu. "Outra que você está toda molhada." e beijou minha boca sedenta. Deixei com que ele me dominasse.

"OK Edward Cullen! Você venceu!" perdi o controle totalmente e o empurrei em direção ao quarto, meu corpo pegando fogo, enquanto ele sorria vitorioso, me abraçando apertado. Chegando lá, a toalha dele caiu facilmente, enquanto ele arrancava as minhas roupas. Foi assim o nosso 'primeiro dia' na universidade.

***

"Quando eu sair da universidade, eu passo aí, te pego, almoçamos juntos e então eu vou para a empresa." ouvi a voz de Edward pelo celular. Estava no intervalo. Ele tinha acabado de conseguir uma entrevista para emprego na área na qual estudava e estava contentíssimo, querendo me levar para almoçar hoje. Concordei. Quando as minhas aulas acabaram, ele já estava esperando no estacionamento, feliz.

"Então, vamos?" perguntei, segurando sua mão. Ele estava lindo. Uma blusa preta, calças do mesmo tom e sapatos. Os cabelos caiam sobre a testa. Algumas garotas que estavam passando olharam furtivamente para ele, me irritando. Beijei-o com desejo e elas todas saíram decepcionadas. "Bando de safadas." murmurei enquanto ele ria. Entramos no restaurante italiano e pedimos nossos pratos. Edward passava a mão furtivamente pelos cabelos, demonstrando nervosismo.

"Se acalma." pedi. "Vai dar tudo certo, não se preocupa."

Almoçamos 'tranquilamente'. Eu pelo menos. Pedi para que ele me ligasse quando obtivesse resposta. Dei u beijo acolhedor nele, arrumando a gola da sua camiseta.

"Não se preocupe e mantenha a calma." falei. "Você é perfeito para o cargo. É competente, honesto e entende da área. E o principal: é lindo. Eu te amo." completei com um sorriso. Ele me deu um belo sorriso e um beijo, entrou no carro enquanto eu ia caminhando para casa.

Passei no mercado próximo ao apartamento e comprei alguns ingredientes e uma champanhe para fazer uma torta de morangos que Edward tanto gostava e comemorar mais um passo na sua vida. Carlisle e Esme estavam nos ajudando, e por isso a ânsia de Edward para arrumar logo um emprego. Não queria ficar dependendo dos pais. E eu sinceramente achava uma tanto quanto chato depender dos outros, apesar de ser grata.

Fiquei a tarde inteira ansiosa, esperando o telefonema de Edward e nada.

"Ele só pode está de sacanagem comigo!" falei frustrada, as 17hs quando já era pra ele ter dado noticia a muito tempo. Já estava tudo pronto: a torta, o champanhe para comemorar... Será que ele não tinha conseguido o emprego e estaria afogando as mágoas em algum bar por aí? Não, não Edward não era desse tipo. Andei de uma lado para o outro, olhando pela janela sempre que possível. Nada. Estava no quarto quando ouvi um clique na porta. Saí correndo, derrapando na entrada.

"E então?" perguntei ansiosa na expectativa. Ele mantinha a expressão séria que tinha chegado, os braços cruzados atrás das costas.

"EU CONSEGUI!" ele exclamou feliz mostrando um buquê de rosas vermelhas nas mãos. Saí correndo e abracei - o. A noite foi pequena para o tamanho da nossa euforia.

***

"Edward, como eu estou?" perguntei pela milésima vez. Sabia que já tinha perguntado isso várias e várias vezes mais estava nervosa. Agora era a minha vez de tentar o emprego e o nervosismo bateu sobre mim. Eu nunca tinha trabalhado e esse emprego era para em Museu muito conhecido. Estava pronta! "Está OK assim?" perguntei novamente, passando a mão na saia do terninho verde claro que usava.

"Meu amor, você está perfeita!" ele falou, acariciando meu rosto. "Vai dar certo." e me abraçou. Me permiti por que eu sabia que se não conseguisse, ia ficar frustrada, incapaz e tinha confessado meus medos para Edward. Eu não conseguia aceitar que só ele estava sustentando a nós dois. Eu sabia que ele não se importava, mais eu me importava! Eu queria uma independência.

"Vamos logo acabar com isso." falei, puxando o pela mão, enquanto descíamos as escadas do prédio em direção ao carro.

Quando eu cheguei ao lugar marcado, Edward insistiu em ficar no carro, me esperando. Na verdade, fez questão de pegar uma folga.

"Eu te espero." ele falou. "Pode ir lá. Não se esqueça que você é a melhor." e me deu um beijo. Subi as escadas tremendo e entrei na sala indicada.

[...]

Eu tinha conseguido! Eu queria fazer surpresa como Edward tinha conseguido fazer perfeitamente bem. Mas eu não conseguia controlar a felicidade. Desci as escadarias correndo, enquanto Edward estava encostado no carro. Seu sorriso se abriu quando eu gritei:

"EU CONSEGUI!" e o abracei, ele me girando.

"Mas disso eu já sabia." e me beijou.

***

Finalmente tinha chegado o dia. Hoje era dia da minha colação de grau. A de Edward tinha sido uma semana antes e ele estava deslumbrante no terno preto, como sempre. Hoje eu estava com um vestido roxo, me sentindo extremamente feliz. Eu tinha subido de cargo e agora era coordenadora do Museu. A minha felicidade não poderia está completa. Minha família e a de Edward estava toda reunida nas primeiras cadeiras, gritando e aplaudindo muito, o que me fazia ficar constrangida. Quando chamaram o meu nome, eles fizeram uma barulhera do caramba. Quando eu desci, abracei Edward.

"Parabéns!" e me deu um beijo. Minha mãe se aproximava.

"Minha filha, parabéns! Muito sucesso!" e me abraçou. Renée tinha me pedido desculpas há alguns semanas atrás e eu não tive como recusar. Edward ainda estava meio pé atrás com ela, mas educado como só ele conseguia ser, tratava ela bem.

"Vamos comemorar!" Carlisle sugeriu.

"Eu prefiro fazer uma comemoração em particular." Edward sussurrou no meu ouvido, daquele jeito sexy.

"Me desculpem, mais eu prefiro ir para casa." falei, não conseguindo me conter, enquanto todos entendia, me deixando ainda constrangida. Senti todo o sangue fluir para o meu rosto, enquanto Edward ria abertamente.

***

Seis meses depois, recebi uma proposta de emprego em um dos maiores Museus de Nova York. Fiquei confusa se deveria ou não aceitar, já que estávamos tão bem no Colorado e Edward no seu emprego.

"Não pense em mim nesse momento. Não se esqueça que eu posso encontrar outro emprego a qualquer momento." ele falava.

"Eu sei Edward. Mas você... acha que... seria uma boa idéia?" perguntei. Eu queria muito ir. Mas não o pressionaria a fazer nada por minha causa.

"Não estávamos pensando em comprar uma casa para nós e nos mudarmos desse apartamento?" ele perguntou sorridente. "Você não acha que essa seria a oportunidade perfeita? Eu topo ir quando você quiser." ele completou.

"Eu te amo Edward." falei me jogando em seus braços.

[...]

Duas semanas depois, estávamos nós de mala e cuia no centro de Nova York. Tínhamos conseguido uma casa com três quartos, sala cozinha, varanda e um jardim lindo na frente. Eu falei que era muito grande, mais Edward insistiu.

"Onde Júlia e Marcus ficarão quando vierem nos visitar?" ele inquiriu.

A área de emprego para Edward já era bastante grande e ele já tinha entregado vários currículos. Não era de se admirar que no outro dia o telefone não parasse de tocar.Ele via e revia qual seria melhor para ele. Ele foi até a varanda e voltou anunciando:

"Consegui um emprego!"

Esse era o meu namorado!

***

Estávamos passeando pelo parque. Era final de tarde e o sol estava se pondo no horizonte, marcando de alaranjado. Edward andava demasiadamente feliz e contente e com um ar muito misterioso. Eu perguntei o motivo, mas ele apenas sacudiu a cabeça, se negando a me responder. O que eu poderia fazer? Apesar de estar me ardendo de curiosidade, não perguntei novamente.

“Você já pensou em... casamento?” ele perguntou.

Fui pega de surpresa com a pergunta, mas respondi sinceramente.

“Nunca pensei muito a respeito Edward. Na verdade, eu nunca me imaginei casada.” E ri. “Parece muito surreal... ficar preso a uma só pessoa... Eu preso muito a minha liberdade.”

Ele suspirou.

“Mas você está comigo!” ele exclamou. “Você acha que está presa a mim?”

“Não é isso Edward.” Falei rindo. “Eu apenas nunca parei para pensar muito no assunto. Por quê?” perguntei curiosa.

“Acho então que eu vou ter que vender isso...” paramos e ele mostrou uma caixinha preta. Abriu – a me mostrando duas alianças. Ofeguei. “Eu estava imaginando que você gostaria de se prender a mim.” E fez a sua melhor carinha de cão abandonado, com um pequeno sorriso triste nos lábios.

Você... você... você está me pedindo em casamento?” perguntei.

“Eu queria isso não é mesmo? Mas pelo visto não compartilhamos do mesmo desejo...” e abaixou a cabeça.

Um grito alto saiu de mim. Edward me olhou surpreso. Várias pessoas que passavam nos olharam assustadas.

“É CLARO, CLARO, CLARO QUE EU QUERO ME CASAR COM VOCÊ!!! EU AMO VOCÊ!!!” gritei e pulei, entrelaçando minhas pernas na sua cintura, enquanto o beijava. Ele retribuiu com carinho. Eu não consegui ver, mas com certeza pelo barulho que eu tinha feito, tinha várias pessoas olhando para nós.

“Agora...” ele falou me fazendo descer. “Isso aqui te pertence.” E colocou a aliança na minha mão. “E isso aqui também.” E colocou a minha mão sobre o seu peito, do lado esquerdo. “Eu sempre pertencerei a você. Sempre! Eu te amo e você sabe disso.” Seus olhos estavam marejados de lágrimas e os meus também. Como alguém conseguia ser tão perfeito? Enterrei meu rosto em seu ombro, enquanto ele me abraçava.

***

Estava tudo pronto para o nosso casamento. Eu ansiosa, nervosa, com medo de que tudo desse errado. Passou inclusive pela minha cabeça que Edward me largaria e fugiria para não se casar. Respirei fundo e me concentrei. Me olhei de corpo inteiro no espelho e meu olhos lacrimejaram. Nunca imaginei que me vestiria assim um dia e eu estava linda.



Tentei me acalmar para não borrar a maquiagem.

Estava na porta da igreja e com certeza se Edward tivesse fugido, já teriam me avisado para não precisar passar pela humilhação de entrar na igreja sem o noivo. Alice apareceu deslumbrante.

“Está pronta?” ela perguntou.

“Ele está lá?” perguntei. Eu tinha que ter certeza.

“Lógico que está Bella! Te esperando ansioso!” ela respondeu. Sorri e dei o braço para Charlie.

Quando as portas se abriram, meu coração começou a bater mais forte. Estavam ali, meus amigos, inclusive os de Phoênix, familiares tantos meus quantos de Edward. A igreja estava linda. Edward queria uma cerimônia bem tradicional. Quando ele me sugeriu isso, eu revirei os olhos, porém cedi diante dos olhinhos brilhantes dele. Ele sempre conseguia. Quando me aproximei mais ainda e consegui ver seu rosto sorridente, meu coração ficou frenético. Quando Charlie colocou a minha mãe sobre a dele, seus olhos estavam marejados.

“Finalmente minha.” Ele sussurrou em meu ouvido.

“Eu sempre fui e sempre serei sua.” Declarei.

[...]

Estávamos dançando a valsa. Edward estava com a mão na minha cintura e me conduzia elegantemente.

“Você está maravilhosamente linda!” ele falou no meu ouvido. “Por acaso, já falei que te amo hoje?” ele perguntou.

“Ainda não.” Respondi com um biquinho que fez ele rir e desmanchar com um singelo beijo. “A propósito, você está maravilhosamente perfeito. Chega a ser tortura.” Falei. Ele riu.

“Eu amo você!” ele falou olhando em meus olhos. “Mais do que é possível imaginar. Você é minha vida agora, Bella.” Ele falou e eu quase desabei.

“Saber amar, é saber deixar alguém te amar...” cantei baixinho e ele sorriu. Ele entendia muito bem o significado dessa frase.

***

2 meses depois...

Estávamos devidamente hospedados e adaptados com a nossa nova casa. Infelizmente era 3 da manhã e eu estava vomitando no banheiro.

"O que houve?" Edward perguntou, puxando meu cabelo suado pregado na testa para trás.

"Não sei. Ando tendo essas bobagens de enjôo. Vai ver eu não me acostumei ainda com o clima de Nova York, logo vai passar. Não se preocupa." e virei novamente o rosto quando o vômito subiu pela minha garganta. Edward ficou comigo, até que eu parasse de vomitar, me ajudando a tomar um banho e me colocando na cama.

"Durma, você tem que r trabalhar." falei apenas com os olhinhos pra fora do edredom. "Eu vou ficar bem."

"Eu vou dar um saída rápida e eu quero que você não se mexa nem coma nada. Pode fazer isso? Eu vou na farmácia." e deu um beijo na minha testa saindo apressado.

"Como se alguma coisa fosse ficar no meu estômago." murmurei baixinho quando ouvi a porta bater.

Fechei os olhos e fiquei esperando ele voltar, balançando o pé. Depois de uns 15 minutos eu ouvi a porta abrir e fechar e os passos apressados de Edward. Ele apareceu sorridente na porta do quarto, com uma sacolinha nas mãos e um sorriso de orelha à orelha.

"Você não comeu nada, não é mesmo?" ele perguntou. Neguei com cabeça. "Ótimo! Vá para o banheiro então!" ele falou, puxando o edredom de mim e me entregando a sacolinha. Olhei curiosa pra ele, que apenas balançou a cabeça. Entrei no banheiro e Edward fez questão de fechar a porta. O que estava acontecendo? Quando abri a sacola e peguei o conteúdo, tinha um teste de gravidez. Abri minha boca lentamente. Será? Um frio passou pela minha barriga. Segui todas as instruções e lá estava escrito que tinha que esperar cinco minutos. Abri a porta do quarto e encontrei um Edward apreensivo.

"Como...?" comecei.

"É apenas uma ideia Bella. Tanto pode, como não pode acontecer." e me abraçou.

"Você quer isso?" perguntei.

"Quero." ele respondeu. "Você está preparada?"

"Não." respondi sinceramente. Ele deu uma risadinha nervosa.

"Vamos esperar." ele falou e me puxou pra cama, colocando o relógio de cabeceira bem na nossa frente. Ficamos em silêncio, vendo os minutos passarem. Eu conseguia sentir a excitação exalando do corpo de Edward. Um medo passou pelo meu. Não que eu não quisesse isso, mais era tudo muito novo. Eu nunca me imaginei sendo mãe. Tudo bem, eu nunca me imaginei casada e aqui estou eu. Só que as coisas mudavam completamente. Eu não sei cuidar nem de mim realmente quanto mais de uma criança! “O que eu vou fazer, caso de positivo esse exame?” me perguntei. “Começar a aprender.” Minha consciência respondeu. Quando completou a hora certinha, Edward já estava de pé.

"Vai lá." ele me empurrou. "Veja qual é o resultado."

Levantei tremendo e fui em direção ao banheiro. Na bula falava que se estivesse completamente rosa, positivo. Quando eu olhei para o tubinho em cima da pia, meu coração parou. Estava rosa. Sim! Completamente rosa! Dei um sorriso contente. Agora que deu positivo, eu serei a mulher mais feliz do mundo! Eu vou me dedicar e vou ser a melhor mãe para essa criança que estava crescendo dentro de mim. Passei a mão carinhosamente pela minha barriga... Apertei o tubinho na mão, e abria porta fazendo a minha melhor cena. Meu rosto estava sem expressão. O de Edward, pelo contrário, beirava o desespero.

"E...?" ele perguntou. Abri lentamente a palma, enquanto um sorriso passava pelo meu rosto.

"Vamos ser papais!!" e sai correndo, jogando meu corpo contra o dele num abraço único.

***

"Bella amiga!" Júlia gritou. "Eu não acredito!! Você está enorme!" e me abraçou. Edward tinha pegado uma semana de recesso no trabalho e resolvemos visitar Júlia e Marcus na Itália. Abracei Marcus que estava na entrada do restaurante.

"Como vai Bella?" ele perguntou educadamente, com o sotaque italiano evidente. Apertou também a mão de Edward.

"Muito bem!" respondi agradavelmente. Júlia nos puxou para dentro do restaurante, que estava cheio de pessoas.

"Com licença." Marcus falou e se retirou para a cozinha quando um de seus ajudantes o chamou.

"Edward, você cada dia mais lindo." ela falou com um sorriso. Uma vez Júlia, sempre Júlia. "E adivinhem só?" ela perguntou.

"O que você aprontou dessa vez Júlia?" perguntei.

"Terminei minha faculdade de Direito e estou trabalhando na área. Tenho até um escritório de advocacia." ela respondeu orgulhosa.

"Parabéns!" exclamei contente. "Agora só falta aumentar um pouco a família, não?" perguntei.

"Estamos trabalhando nisso." ela respondeu travessa e me puxou para um canto. "Dá licença Edward, preciso roubar a sua mulher por alguns instantes."

Conversamos sobre tudo e eu me sentia muito bem. Júlia estava feliz com Marcus e isso era o que importava. Contou-me que nunca mais teve notícias do pai.

"Sinceramente Bella? Eu não me importo." ela falou. E de repente a expressão mudou como se lembrasse de alguma coisa.

"O que foi?" perguntei.

"Você viu o jornal da Espanha dessa manhã?" ela perguntou. Quando eu balancei a cabeça negativamente, ela deu suspiro fingindo irritação. Como se eu tivesse acesso ao jornal da Espanha. "Vou pegá - lo." e saiu. Voltou alguns minutos depois e jogou a parte principal do jornal para mim. Tinha uma foto de uma mulher que não me era estranha, mas não me lembrava de onde a conhecia. Olhei pra Júlia sem entender. "Sempre lerda..." e abriu o jornal. Dentro tinha uma matéria falando sobre Gabrielle Fontibacci. Meu queixo caiu.

"Gabrielle?" perguntei para Julia que confirmou. Fui ler a reportagem.

"Gabrielle Fontibacci foi acusada de roubar juntamente com o seu marido, um leilão de arrecadação de fundos para crianças carentes. Depois que seu pai perdeu toda a fortuna e faliu, Gabrielle se casou com Giulliano. Os dois estão presos e vão responder processo."

"Nunca imaginei..." continuei, enquanto jogava o jornal de lado.

"Roubando criancinhas..." Julia falou sarcástica. "Era bem o tipo dela."

Comecei a rir com as lembranças da Itália que se passaram na minha cabeça. Tenho certeza que Júlia também lembrou.

Foi uma semana muito agradável, onde eu pude sanar um pouco da minha saudade e me distrair junto com o meu marido. Estava tudo muito perfeito!

***

"Edward, você não acha que está exagerando?" perguntei. Tínhamos acabado de sair do hospital. Descobrimos o sexo do bebê: uma menina. Edward não conseguia controlar a euforia. Ele tinha parado em uma loja com tudo para bebês e estava colocando um monte de coisas dento de um carrinho. Estava com 5 meses e ainda não tinha comprado nada por que não sabia o sexo. Macacões, blusinhas, sapatinhos, lacinhos e fitinhas, saias e tudo que se pode imaginar ele pegava. Estava mais empolgado do que eu.

"Olha esse Bella!" ele falou pegando um macacão extra rosa e colocando aberto na minha barriga. Eu ri.

"É tudo lindo Edward!" falei. "Ahhhhh!! Olha - só - isso!" falei, andando rapidamente para onde tinha vários sapatinhos e meias. As meias eram minúsculas e eu coloquei um parzinho nos meus dedos.

"Lá vem a obcecada por meias." Edward falou balançando a cabeça.

"Se não levarmos as meias não levaremos nada!" falei cruzando os braços.

"Mas é claro que vamos levar tudo Bella!" Edward exclamou rindo. E me abraçou, mais rapidamente largou para poder continuar a caça.

[...]

Meus exames de rotina continuaram todos os meses. Quando eu estava com 6 meses, em uma dessas consultas, veio a surpresa. Edward sempre me acompanhava, só que dessa vez ele teve uma reunião muito importante e não pode faltar. Justo hoje.

Minha barriga estava toda melada com um gel gelado.

“Bella, Bella, Bella... Vamos ver como anda essa garotinha?” o Dr. Wilson falou.

“Vamos!” respondi excitada, com a cabeça virada para o monitor.

“Opa!” ele falou e sua expressão mudou.

“O que foi?” perguntei rapidamente. “O que aconteceu?” perguntei, um calafrio passando pelo meu corpo. “Minha bebê, está bem?”

“Isso é no mínimo... considerável.” Ele falou.

“O que aconteceu?” fiz novamente a pergunta como se estivesse falando com uma pessoa com dificuldades para me ouvir. Merda! Por que ele estava com essa cara e não em falava logo.

“É a minha bebê não é? O que ela tem? O que aconteceu? Eu não fiz nenhuma travessura, só me fale que ela está bem.” Pedi já chorando. Na ultima vez que eu estive no consultório, o Dr. Wilson pediu para que eu evitasse fazer esforço, coisas costumeiras e eu tinha obedecido, obvio, com um Edward muito atento ao meu lado me vigiando.

“Pelo visto você andou fazendo muitas travessuras Bella. E dessa vez Edward tem culpa também. Tem como você ligar pra ele?” ele perguntou.

“Me fala pelo amor de Deus o que está acontecendo!” implorei. Tinha algo errado.

“Ligue para Edward e peça para ele vir até aqui.” Ele pediu, entregando minha bolsa. Peguei – a e disquei rapidamente o numero de Edward. Ele atendeu no terceiro toque.

“Amor.” Ouvi ele falando baixo. “Eu não posso atender agora. A reunião acaba em 10 minutos mais ou menos. Tem como você esperar?” ele perguntou;

“Edward, por favor, saia dessa maldita reunião e venha pra cá agora! Aconteceu alguma coisa e o Dr. Wilson falou que você tem culpa! Vem!”

Ouvi a respiração dele mudar, ele sussurrou “Já chego aí!” e desligou o telefone.

Enquanto isso, o Dr. Wilson tinha uma expressão muito divertida no rosto.

“Diabos! O que está acontecendo aqui?!” reclamei.

“Bella, se acalme.” Ele pediu. “ A sua pressão está subindo, não precisa de tudo isso.”

“Então por que você não me fala de uma vez?” quase gritei.

“Vocês apenas terão... uma surpresa eu acho.” Olhei confusa pra ele.

“Minha bebê está bem então?” perguntei. Ele confirmou. Suspirei aliviada. Mais que diabos ele queria então, que me fez chamar Edward as pressas assim?

Peguei o telefone e liguei novamente para Edward.

“Cadê você?”

“Chego aí em 10 minutos.” Ele respondeu.

Foram os 10 minutos mais longos da minha vida, mas sim. Ele chegou no tempo. Entrou todo afobado na sala, os cabelos bagunçados, respirando com dificuldades, se postou ao meu lado segurando a minha mão.

“O que aconteceu?” ele perguntou, olhando do Dr. para mim.

“É, o que aconteceu?” repeti.

“Bom...” ele começou fazendo tensão. Eu já estava irritada. Ele percebeu o meu olhar e riu. “Se acalme Bella, não tem nada errado com a sua filha. Só que eu acho que vocês serão pais não só de uma menina.”

“O que?” sussurrei. Olhei para Edward que estava sem expressão no rosto.

“Parece que você e o senhor Edward aqui fizeram uma bela travessura.” Ele riu alto. “Tem um outro bebê aqui.”

Hãm? Para tudo! Como assim?

“O que??” perguntei de novo. Eu estava sem... reação?

“Sim, só que eu consegui vê – lo apenas agora. Isso é normal. Eu comentei com você que eu estava achando a sua barriga muito grande?” ele perguntou. Eu neguei com a cabeça. Edward estava com a boca aberta. “Pois é, sua bebê escondeu o outro bebê. Então se fizeram um quarto todo rosa, sinto muito desaponta – los, mas vocês terão que redecora – lo.”

Depois de um tempo digerindo a informação, Edward começou a rir. Não sei se de nervoso ou felicidade. Talvez uma mistura dos dois. Olhei assustada pra ele, enquanto agarrava meu rosto com as duas mãos, os olhos brilhando.

“Dois Bella! Dois!” e ria e ria. Eu estava assustada.

“Dois... bebês?! E por que você fez todo esse suspense?” falei quase agredindo o maldito medico.

“Vamos lá Bella! Não é todos os dias que eu encontro uma mãe que aos 6 meses descobre que vai ser mãe de dois bebês!!” e acompanhou Edward nas risadas. Será que só eu sou normal aqui?

Quando estávamos na porta da clinica, Edward me ajudou a entrar no carro e falou muito, muito feliz.

“Já sabe o que isso significa não é mesmo?” ele perguntou, se inclinando e dando um beijo no meu pescoço.

“Compras!” respondi feliz.

***

Estava sentada no sofá, comendo uma torta salgada. Minha barriga estava enorme e eu equilibrava o prato nela.

"Adivinha o que eu comprei?" Edward falou, abrindo a porta com a mão cheia de sacolas. Revirei os olhos. Ele estava ficando doido já com essa historia. Todo dia ele chegava com um mimo, um presente, uma roupinha, comida.

"Bella, vai ficar lindo na nossa Mahara!" ele falou. Quando eu abri o pacote, tinha um vestido branco rodado com detalhes em rosa e lilás.

"O que é isso?" perguntei.

"Para o batizado dela!" ele respondeu como se fosse óbvio.

"É lindo querido!" falei. Ele tinha comprado tantas coisas que eu nem sabia mais quais elogios fazer. E era tudo lindo e delicado. Eu ficava imaginando a minha menininha. Por alguns momentos de loucura, eu pensava na Sophie a minha menininha dos sonhos. Então eu lembrava que isso não era um sonho. Na verdade, era sim. O sonho mais lindo de todos.

“E olha esse aqui...” ele falou puxando uma coleção de bermudas, camisetas e gorros. Rolei os olhos. “É para o nosso meninão!” e colocou o vestido e uma camisetinha e um shortinho abertos sobre a minha barriga. “E tem mais!”

“Meu Deus Edward!” exclamei.

Ele tirou de dentro de outra sacola enorme um violão minúsculo que me fez rir. Estendi as mãos, louca para tocar no objeto.

“Esse é para o Matthew.” Ele falou. “E esse...” tirou um piano que tinha o tamanho mais ou menos de uma caixa de sapatos. “É pra minha menina.”

“Oh!” exclamei. “Onde você consegue arrumar essas coisas Edward?” perguntei, rindo. Era tudo lindo. Ele tirou tudo da minha mão e as roupas da minha barriga, colocando – as sobre a mesinha no centro.

Edward se sentou ao meu lado e começou a acariciar a minha barriga. Era uma coisa que ele fazia constantemente. Ia para o trabalho e me ligava de tempos em tempos para saber como eu estava. Na hora do almoço, vinha comer em casa e a noite conversávamos. A família dele tinha vindo nos visitar e Alice parecia tão feliz e compulsiva por comprar roupas para Mahara quanto Edward. Quando descobriu então que teria dois bonequinhos para enfeitar com a chegada do Matthew, quase explodiu em felicidade. Esme e Carlisle com sempre, amáveis. Minha mãe e meu pai passaram três dias conosco me paparicando.

"Eu te amo sabia?" ele falou acariciando minha barriga.

"Sabia." respondi com um sorriso.

"Eu estava falando com a Mahara." ele respondeu rindo. “ E com o Matthew.”

"Você é muito chato Edward!" falei, jogando uma almofada nele. Ele a pegou no ar e se jogou no sofá, deitando no meu colo.

"Eu amo você também." e beijou minha barriga. "Amo vocês três." Eu comecei a alisar seu cabelo dourado. Era uma coisa já de mim e que eu sabia que ele adorava. De repente, eu senti uma dor forte nas costas e gritei. Edward levantou assustado, pensando que tivesse me machucado.

"O que foi?" ele perguntou.

"Eles querem nascer!" falei com dificuldade.

***

NARRADO POR BELLA

"Depois de tantos anos juntos, sinto que finalmente consegui encontrar o meu lugar. A felicidade toma conta da minha vida. Eu tenho um marido incrível e lindo e dois filhinhos maravilhosos. Mahara e Matthew hoje tem 1 aninho. Eles são uma réplica perfeita de Edward. E o que mais me chama atenção nos dois são os olhinhos verdes, idênticos ao dele. Os cabelos são cacheados como o meu, mais ela se parece muito com o pai, Matthew se parece mais comigo. O que eu mais poderia desejar? Aprendi muito com Edward e tenho certeza que ensinei tantas outras coisas pra ele. Estamos num momento único. Ás vezes eu paro e penso em tudo que passamos para poder chegar até aqui e percebo que eu teria feito tudo de novo. Edward é minha vida. O nosso amor vai além de qualquer coisa, de qualquer obstáculo, de qualquer dificuldade. Eu não desisti dele e isso me tornou a pessoa mais feliz que se possa imaginar. Nos desentendemos as vezes, é claro, mais juntos conseguimos construir uma vida feliz e saudável. Hoje eu percebo que eu quero ele pra sempre. E o pra sempre não é até quando as nossas vidas acabarem. O nosso amor vai muito além disso."



NARRADO POR EDWARD

"Essas duas mulheres completam a minha vida. E agora esse homenzinho também que divide comigo a tarefa de cuidar dessas duas. Depois de tantas discussões e desentendimentos, estamos finalmente juntos. Os meus filhos são os meus bens preciosos. Bella é a mulher da minha vida. Melhor: ela é a minha vida, o que torna as coisas completamente diferente quando você vive para fazer quem você ama feliz. Ela não ter desistido de mim fez toda a diferença. Ela é equilibrada, carinhosa, gentil e a maternidade a tornou uma mulher mais madura. Meu coração ainda se aperta quando eu lembro de tudo que eu a fiz sofrer, mais para ela é como se não tivesse acontecido nada. Eu sei que ela já esqueceu, mais eu não. Eu faço tudo que eu posso para te-la sempre ao meu lado. Tirei a sorte grande quando ela tropeçou nos pés e derrubou os livros no chão da escola há tantos anos atrás. Pelo bem deles três eu me atiro na frente de tiros quantas vezes forem necessárias. Eu a quero pra sempre. E o melhor de tudo é que eu sei que ela também me quer!"




nota final da autora:

acabou!! *lágrimasdefelicidade*

Sem palavras para descrever tudo que eu estou sentindo no momento ao ver que eu consegui terminar! É uma alegria + mistura de sensação de dever cumprido! Eu espero que vocês gostem por que foi complicado para mim dar um final para essa historia. Eu particulamente gostei. Eu Quero Você Pra Sempre foi muito mais do que uma simples história de amor com dificuldades. Foi um sonho realizado. Como não agradecer? Como eu poderia deixar de dizer muito obrigada por tudo, a cada uma das pessoas que estão lendo essa nota agora, ou para as que já leram, ou para as que ainda a lerão?
Eu Quero Você Pra Sempre transformou a minha vida, e eu não digo isso da boca pra fora. é só uma fanfic, eu sei. mas para mim, é muito mais do que isso. eu só tenho a agradecer, a todos sem exceção. Foi simplesmente incrível, inacreditável, inimaginável, imensurável... inesquecível.
EQVPS começou como uma historinha boba e eu nunca pensei em postar ela. E hoje eu não me arrependo. Essa foi a minha primeira fic e eu sei que deixei a desejar e peço desculpas. Mas eu sei que vocês vão levar em consideração que eu ERa amadora, certo? a sensação de dever cumprido está presente comigo!
Eu queria agradecer, de coração, por todos os comentários que a minha fic recebeu até aqui. Ela ficou aí no ar por 8 meses e todos esses comentários foram INDISPENSÁVEIS para que me fizesse continuar escrevendo. Muito obrigada a você, que acompanhou até aqui e chegou ao fim de mais essa fic! Eu apenas tenho a agradecer o carinho!! MUITO OBRIGADA!



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