Capítulo 29 – Ecos do passado
Muitos anos atrás:
— Eu simplesmente acho que você deveria focar em treinar mais, ao invés de ficar pensando na Rin e implicando com o Kakashi. — Disse , enquanto golpeava um tronco de madeira.
— Eu não implico com ele, ele implica comigo. — Obito, que estava sentado observando a amiga, retrucou.
— Eu só acho que já passamos dessa fase de ficar brigando, a Rin gosta do Kakashi e ele não está nem aí pra ela, você gosta da Rin e ela não está nem aí para você. — A garota continuava golpeando o tronco, o que fazia Obito pensar que ela fingia não ligar para a situação. Então, ele resolveu cutucar.
— E o que houve entre você e o Kakashi? Tenho certeza que escutei a Kurenai dizendo que viu vocês dois de mãos dadas olhando os fogos naquele dia. — parou de golpear o tronco e respirou fundo, Obito sentiu que não deveria ter dito aquilo.
— Obito, eu estava te fazendo um favor, você queria manter o Kakashi longe para tentar conquistar a Rin, eu te ajudei, não deu certo. O que aconteceu naquela noite ficou para trás, preciso focar no meu treinamento e você deveria fazer o mesmo.
Agora:
Todo treinamento da sua vida não foi o suficiente para esse momento, nunca em sua vida ela poderia imaginar lutar em uma guerra tão poderosa, diferente da que ela havia presenciado e lutado antes. Uma guerra com o poder de bijuus e Jinchuurikis era algo novo para ela. Principalmente quando lidavam com dois Madaras, ninguém sabia quem era o homem da máscara, já que os Kages estavam enfrentando o Edo Tensei de Uchiha Madara. Ela se perguntava se haveria mesmo um jeito de vencê-los. Confiar o destino do mundo a uma criança que até ontem estava aprendendo a ser um ninja, todas as crianças que estavam lá, lutando, até ontem estavam lutando para se tornarem Chunins. Ela olhava para seus companheiros, mortos, feridos, cansados, e tinha que se manter forte. Enquanto lutavam com os Edo Tensei, eles tinham que ajudar o Naruto e o Bee, que com Gai e Kakashi lutavam contra o homem mascarado. Após todos os edo tensei se libertarem, e os outros se juntaram a Kakashi, Naruto, Bee e Gai.
Todo o mundo de caiu sobre sua cabeça naquele campo de batalha, tudo que aconteceu foi crucial para o momento de sua maior decepção. Kakashi conseguiu pensar em uma estratégia para atingir o inimigo, entendendo que seu jutsu funcionava como seu kamui, e com isso, Naruto consegue quebrar a máscara do homem.
Após a identidade do homem mascarado que se autodenominava Uchiha Madara ter sido revelada, nada que aconteceu depois foi assimilado por ela. Ela simplesmente desistiu de lutar e de pensar, correu até o homem e só parou quando foi impedida por Kakashi, salvando-a de um ataque.
— O que você pensa que está fazendo??? — Kakashi quase não teve fôlego para fazer a pergunta, o empurrou e naquele momento ele se lembrou de quando eram crianças e ela sempre corria para o Obito, lembrou-se do quanto ela era feliz naquela época, mas agora era diferente, seus olhos brilhavam, mas não era de alegria, era pura decepção.
— O… Obito… Eu não… Não… — A mulher não conseguia falar, e lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.
— Namikaze . — A voz do seu melhor amigo soava diferente, mais grave, menos amorosa. — Está surpresa de me ver aqui?
— Você… você estava vivo esse tempo todo?! — cuspiu as palavras que saíram de sua boca, se colocando à frente de Naruto. — Eu sofri por você, chorei por você, todos os dias da minha vida eu sonhava em te ver de novo, e você começa uma guerra? Pelo quê???
— A Rin morreu. Vocês deixaram que ela morresse. — estava incrédula. — Kakashi permitiu isso.
— Você… Você é burro??? — gritou com todas as suas forças.
— Ninguém queria que a Rin morresse.
— Cala a boca. — Ela podia sentir o ódio na voz de Obito. — Você deveria me agradecer, eu quero criar um mundo melhor, onde mais ninguém vai sofrer.
— Você cale a boca! A Rin estaria decepcionada com você. — e Obito estavam frente a frente, ela sonhou em reencontrar seu melhor amigo a vida inteira, mesmo sabendo que não seria possível, e agora, ela o reencontra desse jeito. A decepção em sua voz era nítida, Kakashi nunca a tinha visto daquele jeito.
— Quem você pensa que é? Desça daí e cresça, ficou louco??? — sacou sua espada e apontou para ele. — Ou quer que eu faça isso por você?
— . — A voz de Obito era firme, parecia uma faca atravessando seu peito, ela jamais aceitaria isso. — Eu sou o salvador desse mundo, você vai me agradecer quando tudo acabar.
— Salvador? Você destrói tudo, mata milhares, e ainda se considera salvador?
— estava com raiva, não conseguia acreditar, não queria acreditar naquilo.
— Chega de conversa. — Surgiu em sua frente dois dos tesouros do Rikudou Sennin: Benihisago e a Kohaku.
— O que é isso? — Kakashi perguntou.
— É o chakra da Kyuubi. — Respondeu , ela sempre iria reconhecer o chakra da Kyuubi em qualquer lugar.
sentia o peito arder. O peso da decepção a esmagava, mas seu corpo se recusava a fraquejar. Não era hora de hesitar. Diante dela, Obito parecia imponente, mas para , ele ainda era o garoto teimoso que treinava ao seu lado anos atrás.
— Você se perdeu, Obito. — Sua voz não tremeu, mas era carregada de dor. — Esse não é o caminho que imaginávamos quando sonhávamos em mudar o mundo. Os olhos de Obito cintilaram com um misto de raiva e algo mais, algo que não conseguia identificar.
— Você não entende. Nunca entendeu. — Ele ergueu a mão, canalizando seu chakra enquanto as marcas negras de seu manto do Dez-Caudas pulsavam com energia. — Esse mundo… esse ciclo de sofrimento precisa acabar. apertou o cabo de sua espada. Seu coração batia como um trovão dentro do peito.
— Você se acha um deus? Acha que pode decidir por todos? Isso não é justiça, Obito. Isso é egoísmo. Um silêncio pesado se instalou entre eles. O campo de batalha parecia distante, como se naquele momento só existissem os dois. Mas sabia que cada segundo de hesitação poderia custar caro. Kakashi se moveu ao lado dela, com o Sharingan brilhando.
— , precisamos enfrentá-lo juntos. Ela assentiu. Por mais que doesse, não podia mais enxergar Obito como seu amigo. O homem diante dela era um inimigo que ameaçava tudo o que amava.
— Então que seja. — Murmurou, assumindo a posição de combate. Obito sorriu, mas não era um sorriso de alegria. Era de alguém que já havia desistido de tudo.
— Muito bem. Então vamos ver quem está certo.
Sentindo a dor da decepção rasgando seu peito, não tinha escolha a não ser enfrentá-lo, ela tinha que proteger o mundo e principalmente as pessoas que ela amava. Mesmo que aquilo significasse enfrentar o seu melhor amigo no mundo.
— Esse não é mais você, Obito. — segura na bainha se sua espada e puxa, segurando-a em sua mão. Em uma velocidade absurda, Obito parte para atacá-la, mas ela defende utilizando a espada.
— Parece que você também mudou. — Diz Obito,
— A Rin teria nojo de você. — A voz de soava com desdém. Naruto tentou intervir na luta, mas Kakashi o impediu.
— Ela não precisa da nossa ajuda, por enquanto. Deixe que ela coloque para fora sua raiva e nos dê mais tempo.
era impulsiva, mas sempre analisava a situação antes de atacar. Naquele momento, ela não conseguia pensar em nada, seu corpo se movia sozinho, com um único desejo: dar uma surra em Obito para que ele voltasse ao normal. Ela sabia que provavelmente não adiantaria, mas ela não conseguia controlar seus impulsos. Enquanto isso, os que observavam a luta quase não conseguiam enxergar. Ela não o acertava por causa do seu poder e ele não a acertava por causa da forma rápida que ela se movia, e por causa do Hiraishin também.
sentia o sangue pulsar em suas veias como um trovão. Cada golpe trocado era um choque entre passado e presente, entre o garoto que um dia fora seu melhor amigo e o homem cruel que agora estava diante dela. Obito avançou novamente, suas correntes de chakra cortando o ar como lâminas mortais. desviou no último instante, girando no ar e aterrissando com firmeza antes de contra-atacar. Sua espada brilhou com eletricidade enquanto ela desferia um corte rápido em direção ao rosto de Obito. Ele se desmaterializou no último segundo, fazendo sua lâmina atravessar apenas o vazio.
— Ainda tão previsível, … — Ele murmurou, surgindo atrás dela e lançando uma esfera negra de energia. Ela mal teve tempo de reagir. O ataque explodiu próximo a seu ombro, jogando-a longe. rolou pelo chão, os braços ralados e a respiração pesada.
— Droga…! — Ela se ergueu rapidamente, estreitando os olhos. Obito desceu ao chão lentamente, observando-a com indiferença. Ele era rápido demais, imprevisível demais. Sua habilidade de tornar-se intangível tornava qualquer ataque direto inútil. Mas não era do tipo que desistia.
— Kakashi! Preciso de cobertura! — gritou, enquanto investia mais uma vez. Kakashi compreendeu de imediato. Com um selo rápido, ativou seu Mangekyou Sharingan e usou o Kamui para distorcer parte do espaço ao redor de Obito. Por um instante, seu adversário foi forçado a se tornar tangível.
Era a chance de .
Ela girou no ar, canalizando chakra no braço e concentrando todo seu poder na lâmina. Sua espada brilhou intensamente, cortando o ar em um único e preciso movimento. Obito mal teve tempo de reagir. O golpe atravessou sua defesa, cortando seu ombro e rasgando seu manto negro. Sangue respingou no chão, e ele recuou, olhos arregalados.
— Então é assim… — Ele murmurou, segurando o ferimento. — Você realmente acha que pode me parar? ofegava, mas manteve a postura firme.
— Eu não acho, Obito… Eu vou te parar. O campo de batalha estava em chamas. O trovão de Konoha rugia mais uma vez.
A cada golpe trocado, sentia as memórias vindo à sua mente. O sorriso que a fazia sorrir, se foi. Mas ela sempre soube disso, ela havia aceitado que Obito havia partido, ela lidou com a dor todo esse tempo.
— Eu… eu preferia que você tivesse morrido de verdade!!! — Ela grita, fazendo Kakashi paralisar. Obito olha em seus olhos.
— Sabe de uma coisa? Eu também.
Anos atrás:
— Não sei não, Obito. Acho que eu vou acabar morrendo primeiro do que você, sempre acabo em missões muito arriscadas. — Dizia , enquanto caminhava pela Vila com Obito.
— Se você morresse primeiro, eu ficaria sozinho. — Obito faz um bico.
— E eu não ficaria sozinha se fosse ao contrário? Bom, eu ainda teria algumas pessoas, mas não teria você. Como eu viveria sem você? — Ela sorriu e apertou sua bochecha.
— Então eu acho melhor nós dois vivermos bastante! — Obito ri.
— Eu concordo! — também ri
Agora:
— Eu preferia… preferia lidar com a dor da sua morte do que com a dor de ver a sua vida desse jeito!!! — As palavras que saem da boca de são como facas em seu próprio coração.
— Lembra quando conversamos sobre quem morreria primeiro? — Pergunta Obito, havia acabado de se lembrar sobre aquele momento, mas apenas fica em silêncio. — É uma pena que você tenha escolhido morrer pelas minhas mãos.
— É… é realmente uma pena. — Diz . — Mas não sou eu quem vai morrer hoje!
— Eu simplesmente acho que você deveria focar em treinar mais, ao invés de ficar pensando na Rin e implicando com o Kakashi. — Disse , enquanto golpeava um tronco de madeira.
— Eu não implico com ele, ele implica comigo. — Obito, que estava sentado observando a amiga, retrucou.
— Eu só acho que já passamos dessa fase de ficar brigando, a Rin gosta do Kakashi e ele não está nem aí pra ela, você gosta da Rin e ela não está nem aí para você. — A garota continuava golpeando o tronco, o que fazia Obito pensar que ela fingia não ligar para a situação. Então, ele resolveu cutucar.
— E o que houve entre você e o Kakashi? Tenho certeza que escutei a Kurenai dizendo que viu vocês dois de mãos dadas olhando os fogos naquele dia. — parou de golpear o tronco e respirou fundo, Obito sentiu que não deveria ter dito aquilo.
— Obito, eu estava te fazendo um favor, você queria manter o Kakashi longe para tentar conquistar a Rin, eu te ajudei, não deu certo. O que aconteceu naquela noite ficou para trás, preciso focar no meu treinamento e você deveria fazer o mesmo.
Agora:
Todo treinamento da sua vida não foi o suficiente para esse momento, nunca em sua vida ela poderia imaginar lutar em uma guerra tão poderosa, diferente da que ela havia presenciado e lutado antes. Uma guerra com o poder de bijuus e Jinchuurikis era algo novo para ela. Principalmente quando lidavam com dois Madaras, ninguém sabia quem era o homem da máscara, já que os Kages estavam enfrentando o Edo Tensei de Uchiha Madara. Ela se perguntava se haveria mesmo um jeito de vencê-los. Confiar o destino do mundo a uma criança que até ontem estava aprendendo a ser um ninja, todas as crianças que estavam lá, lutando, até ontem estavam lutando para se tornarem Chunins. Ela olhava para seus companheiros, mortos, feridos, cansados, e tinha que se manter forte. Enquanto lutavam com os Edo Tensei, eles tinham que ajudar o Naruto e o Bee, que com Gai e Kakashi lutavam contra o homem mascarado. Após todos os edo tensei se libertarem, e os outros se juntaram a Kakashi, Naruto, Bee e Gai.
Todo o mundo de caiu sobre sua cabeça naquele campo de batalha, tudo que aconteceu foi crucial para o momento de sua maior decepção. Kakashi conseguiu pensar em uma estratégia para atingir o inimigo, entendendo que seu jutsu funcionava como seu kamui, e com isso, Naruto consegue quebrar a máscara do homem.
Após a identidade do homem mascarado que se autodenominava Uchiha Madara ter sido revelada, nada que aconteceu depois foi assimilado por ela. Ela simplesmente desistiu de lutar e de pensar, correu até o homem e só parou quando foi impedida por Kakashi, salvando-a de um ataque.
— O que você pensa que está fazendo??? — Kakashi quase não teve fôlego para fazer a pergunta, o empurrou e naquele momento ele se lembrou de quando eram crianças e ela sempre corria para o Obito, lembrou-se do quanto ela era feliz naquela época, mas agora era diferente, seus olhos brilhavam, mas não era de alegria, era pura decepção.
— O… Obito… Eu não… Não… — A mulher não conseguia falar, e lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.
— Namikaze . — A voz do seu melhor amigo soava diferente, mais grave, menos amorosa. — Está surpresa de me ver aqui?
— Você… você estava vivo esse tempo todo?! — cuspiu as palavras que saíram de sua boca, se colocando à frente de Naruto. — Eu sofri por você, chorei por você, todos os dias da minha vida eu sonhava em te ver de novo, e você começa uma guerra? Pelo quê???
— A Rin morreu. Vocês deixaram que ela morresse. — estava incrédula. — Kakashi permitiu isso.
— Você… Você é burro??? — gritou com todas as suas forças.
— Ninguém queria que a Rin morresse.
— Cala a boca. — Ela podia sentir o ódio na voz de Obito. — Você deveria me agradecer, eu quero criar um mundo melhor, onde mais ninguém vai sofrer.
— Você cale a boca! A Rin estaria decepcionada com você. — e Obito estavam frente a frente, ela sonhou em reencontrar seu melhor amigo a vida inteira, mesmo sabendo que não seria possível, e agora, ela o reencontra desse jeito. A decepção em sua voz era nítida, Kakashi nunca a tinha visto daquele jeito.
— Quem você pensa que é? Desça daí e cresça, ficou louco??? — sacou sua espada e apontou para ele. — Ou quer que eu faça isso por você?
— . — A voz de Obito era firme, parecia uma faca atravessando seu peito, ela jamais aceitaria isso. — Eu sou o salvador desse mundo, você vai me agradecer quando tudo acabar.
— Salvador? Você destrói tudo, mata milhares, e ainda se considera salvador?
— estava com raiva, não conseguia acreditar, não queria acreditar naquilo.
— Chega de conversa. — Surgiu em sua frente dois dos tesouros do Rikudou Sennin: Benihisago e a Kohaku.
— O que é isso? — Kakashi perguntou.
— É o chakra da Kyuubi. — Respondeu , ela sempre iria reconhecer o chakra da Kyuubi em qualquer lugar.
sentia o peito arder. O peso da decepção a esmagava, mas seu corpo se recusava a fraquejar. Não era hora de hesitar. Diante dela, Obito parecia imponente, mas para , ele ainda era o garoto teimoso que treinava ao seu lado anos atrás.
— Você se perdeu, Obito. — Sua voz não tremeu, mas era carregada de dor. — Esse não é o caminho que imaginávamos quando sonhávamos em mudar o mundo. Os olhos de Obito cintilaram com um misto de raiva e algo mais, algo que não conseguia identificar.
— Você não entende. Nunca entendeu. — Ele ergueu a mão, canalizando seu chakra enquanto as marcas negras de seu manto do Dez-Caudas pulsavam com energia. — Esse mundo… esse ciclo de sofrimento precisa acabar. apertou o cabo de sua espada. Seu coração batia como um trovão dentro do peito.
— Você se acha um deus? Acha que pode decidir por todos? Isso não é justiça, Obito. Isso é egoísmo. Um silêncio pesado se instalou entre eles. O campo de batalha parecia distante, como se naquele momento só existissem os dois. Mas sabia que cada segundo de hesitação poderia custar caro. Kakashi se moveu ao lado dela, com o Sharingan brilhando.
— , precisamos enfrentá-lo juntos. Ela assentiu. Por mais que doesse, não podia mais enxergar Obito como seu amigo. O homem diante dela era um inimigo que ameaçava tudo o que amava.
— Então que seja. — Murmurou, assumindo a posição de combate. Obito sorriu, mas não era um sorriso de alegria. Era de alguém que já havia desistido de tudo.
— Muito bem. Então vamos ver quem está certo.
Sentindo a dor da decepção rasgando seu peito, não tinha escolha a não ser enfrentá-lo, ela tinha que proteger o mundo e principalmente as pessoas que ela amava. Mesmo que aquilo significasse enfrentar o seu melhor amigo no mundo.
— Esse não é mais você, Obito. — segura na bainha se sua espada e puxa, segurando-a em sua mão. Em uma velocidade absurda, Obito parte para atacá-la, mas ela defende utilizando a espada.
— Parece que você também mudou. — Diz Obito,
— A Rin teria nojo de você. — A voz de soava com desdém. Naruto tentou intervir na luta, mas Kakashi o impediu.
— Ela não precisa da nossa ajuda, por enquanto. Deixe que ela coloque para fora sua raiva e nos dê mais tempo.
era impulsiva, mas sempre analisava a situação antes de atacar. Naquele momento, ela não conseguia pensar em nada, seu corpo se movia sozinho, com um único desejo: dar uma surra em Obito para que ele voltasse ao normal. Ela sabia que provavelmente não adiantaria, mas ela não conseguia controlar seus impulsos. Enquanto isso, os que observavam a luta quase não conseguiam enxergar. Ela não o acertava por causa do seu poder e ele não a acertava por causa da forma rápida que ela se movia, e por causa do Hiraishin também.
sentia o sangue pulsar em suas veias como um trovão. Cada golpe trocado era um choque entre passado e presente, entre o garoto que um dia fora seu melhor amigo e o homem cruel que agora estava diante dela. Obito avançou novamente, suas correntes de chakra cortando o ar como lâminas mortais. desviou no último instante, girando no ar e aterrissando com firmeza antes de contra-atacar. Sua espada brilhou com eletricidade enquanto ela desferia um corte rápido em direção ao rosto de Obito. Ele se desmaterializou no último segundo, fazendo sua lâmina atravessar apenas o vazio.
— Ainda tão previsível, … — Ele murmurou, surgindo atrás dela e lançando uma esfera negra de energia. Ela mal teve tempo de reagir. O ataque explodiu próximo a seu ombro, jogando-a longe. rolou pelo chão, os braços ralados e a respiração pesada.
— Droga…! — Ela se ergueu rapidamente, estreitando os olhos. Obito desceu ao chão lentamente, observando-a com indiferença. Ele era rápido demais, imprevisível demais. Sua habilidade de tornar-se intangível tornava qualquer ataque direto inútil. Mas não era do tipo que desistia.
— Kakashi! Preciso de cobertura! — gritou, enquanto investia mais uma vez. Kakashi compreendeu de imediato. Com um selo rápido, ativou seu Mangekyou Sharingan e usou o Kamui para distorcer parte do espaço ao redor de Obito. Por um instante, seu adversário foi forçado a se tornar tangível.
Era a chance de .
Ela girou no ar, canalizando chakra no braço e concentrando todo seu poder na lâmina. Sua espada brilhou intensamente, cortando o ar em um único e preciso movimento. Obito mal teve tempo de reagir. O golpe atravessou sua defesa, cortando seu ombro e rasgando seu manto negro. Sangue respingou no chão, e ele recuou, olhos arregalados.
— Então é assim… — Ele murmurou, segurando o ferimento. — Você realmente acha que pode me parar? ofegava, mas manteve a postura firme.
— Eu não acho, Obito… Eu vou te parar. O campo de batalha estava em chamas. O trovão de Konoha rugia mais uma vez.
A cada golpe trocado, sentia as memórias vindo à sua mente. O sorriso que a fazia sorrir, se foi. Mas ela sempre soube disso, ela havia aceitado que Obito havia partido, ela lidou com a dor todo esse tempo.
— Eu… eu preferia que você tivesse morrido de verdade!!! — Ela grita, fazendo Kakashi paralisar. Obito olha em seus olhos.
— Sabe de uma coisa? Eu também.
Anos atrás:
— Não sei não, Obito. Acho que eu vou acabar morrendo primeiro do que você, sempre acabo em missões muito arriscadas. — Dizia , enquanto caminhava pela Vila com Obito.
— Se você morresse primeiro, eu ficaria sozinho. — Obito faz um bico.
— E eu não ficaria sozinha se fosse ao contrário? Bom, eu ainda teria algumas pessoas, mas não teria você. Como eu viveria sem você? — Ela sorriu e apertou sua bochecha.
— Então eu acho melhor nós dois vivermos bastante! — Obito ri.
— Eu concordo! — também ri
Agora:
— Eu preferia… preferia lidar com a dor da sua morte do que com a dor de ver a sua vida desse jeito!!! — As palavras que saem da boca de são como facas em seu próprio coração.
— Lembra quando conversamos sobre quem morreria primeiro? — Pergunta Obito, havia acabado de se lembrar sobre aquele momento, mas apenas fica em silêncio. — É uma pena que você tenha escolhido morrer pelas minhas mãos.
— É… é realmente uma pena. — Diz . — Mas não sou eu quem vai morrer hoje!
Capítulo 30 — O fim da Guerra Ninja.
O silêncio após a batalha era quase ensurdecedor. estava ajoelhada no chão, os braços machucados, a espada fincada na terra ao seu lado. O sangue de Obito ainda respingava nas pontas de seus cabelos, misturado ao suor e à poeira do campo de batalha. Mesmo após tudo, ela não conseguia parar de tremer. Ela havia dito o que nunca pensou ser capaz de dizer. Tinha olhado nos olhos de seu melhor amigo — e declarado guerra a ele. Mas não havia tempo para se deixar cair. O mundo ainda precisava ser salvo. Mas não havia tempo para se deixar cair. O mundo ainda precisava ser salvo. Ao longe, o céu parecia escurecer mais uma vez. ergueu os olhos e viu, entre os clarões de chakra, o impensável se concretizando: a cauda remanescente do Hachibi, arrancada à força, foi selada junto a uma pequena fração do chakra da Kyuubi, extraída dos tesouros sagrados que estavam em posse dos irmãos Ginkaku e Kinkaku. O chakra pulsava como uma tempestade viva.
— Não… — murmurou , sentindo um calafrio percorrer sua espinha. A massa grotesca começou a tomar forma no centro do campo de batalha. A energia era densa, sufocante. A natureza do chakra era pura destruição. Em segundos, a criatura monstruosa surgiu, rugindo com uma força que fez o chão vibrar. A Dez-Caudas havia despertado. O terror voltou a dominar o campo, e os ninjas que ainda podiam se mover corriam para formar novas linhas de defesa. Mas permaneceu imóvel por um instante, observando o que pareciam ser os próprios pilares do mundo desmoronando. E então, como se o destino quisesse testar mais uma vez sua coragem, o rugido da criatura foi seguido pelo acúmulo de chakra em sua boca. A Bijuu Dama começou a se formar, negra como a morte. se ergueu, o corpo ainda trêmulo, mas pronta para lutar de novo. Só que não precisou.
sentiu o chão tremer sob seus pés. Seu corpo ainda estava machucado, a respiração irregular após o confronto com Obito. Ela olhou para cima e sentiu o sangue gelar nas veias.
— Droga… não vai dar tempo — Murmurou. O ataque foi lançado. A Bijuu Dama partiu em direção ao campo como um cometa. A destruição era inevitável. não conseguia se mover. Era grande demais. Rápido demais. Forte demais. Mas então… Uma explosão de luz dourada cortou o campo de batalha. O tempo pareceu desacelerar quando uma figura surgiu no ar, segurando uma kunai marcada. Em um piscar de olhos, ele apareceu ao lado da esfera negra, e com o brilho do Hiraishin, a teletransportou para longe, onde explodiu ao fundo, estremecendo a terra. arregalou os olhos. O vento da explosão soprou em seu rosto, levantando poeira e rasgando o silêncio. A figura pousou diante deles, envolta por uma aura luminosa. O manto branco com as chamas alaranjadas tremulava com o vento. Seus cabelos loiros estavam intactos, e os olhos azuis analisavam rapidamente o campo à sua frente. O Quarto Hokage havia retornado.
— Cheguei a tempo — disse Minato, com um sorriso calmo no rosto. deu um passo para trás, como se seu corpo não conseguisse acreditar no que seus olhos viam.
— M-Minato…? — Ele virou o rosto em sua direção ao ouvir seu nome. E naquele instante, o tempo parou para ela. Era impossível. Era absurdo. E ainda assim, ali estava ele. O irmão que ela havia perdido há tantos anos. O mesmo sorriso sereno. O mesmo olhar gentil.
— … — Minato murmurou, reconhecendo-a imediatamente. — Está diferente… mas ainda é você. — Um sorriso surgiu nos lábios de Minato, mas seus olhos azuis — agora cercados por marcas escuras — denunciavam a técnica que o trazia de volta. Seu rosto ainda carregava a gentileza de antes, mesmo que agora estivesse marcado pelo jutsu proibido.
— Edo Tensei… — murmurou , engolindo em seco. — Mas quem… — Antes que pudesse concluir a pergunta, uma presença poderosa se aproximou por trás. Ela virou o rosto e viu, à distância, três outras figuras familiares tomando forma. Hiruzen, Tobirama e Hashirama Senju — os três Hokages que precederam seu irmão. E junto deles, caminhando entre as sombras da destruição, estava ele.
— Sasuke... — sussurrou, surpresa ao ver o Uchiha aproximando-se com passos firmes
— Foi ele quem nos trouxe — explicou Minato, acompanhando seu olhar. — Orochimaru o ajudou a romper o selo e invocar os antigos Hokages. Pelo visto... muita coisa aconteceu enquanto eu estava fora. — assentiu lentamente, absorvendo tudo aquilo com dificuldade. A guerra havia atingido um novo estágio e ela ainda estava no centro de tudo. Mas, pela primeira vez em muito tempo, ela não se sentia sozinha. O misto de sentimentos que invadia seu peito naquele momento, seria ignorado. As lágrimas que insistiam em cair, ficariam para outro momento. Ela não deixaria que seu irmão a visse vulnerável no meio de uma guerra para proteger o filho dele. Não. Ela não era assim.
— ! — A voz de Kakashi ecoou, se aproximando dela, Minato olhou de lado e sorriu.
— Você ficou bem. — O tom da voz de Minato atingiu o coração de , haviam tantas coisas pelas quais ela queria se desculpar. Foi então que, mais à frente, o chakra familiar de Naruto se aproximou, acelerado, intenso, como sempre. Ele pousou no campo com um salto ágil, os olhos percorrendo o cenário até pararem na figura vestida com o manto branco do Hokage. Por um instante, ficou em silêncio, confuso — e então os olhos se arregalaram. O coração parecia querer sair do peito. Minato se virou devagar, e o sorriso gentil apareceu em seu rosto, sereno mesmo em meio ao caos. Naruto ficou boquiaberto por um segundo. E então, como se o mundo ao redor desaparecesse, abriu um sorriso largo, orgulhoso, quase aliviado.
— Tô feliz que você veio, pai... — disse com firmeza. — Mas demorou, hein! — Minato riu baixinho, do jeito que só ele conseguia.
— Desculpe por isso. Tive um pequeno contratempo no caminho — respondeu, com a voz calma de quem estava exatamente onde devia estar. desviou o olhar por um instante, contendo o nó na garganta. Ver os dois juntos, mesmo que por tão pouco tempo, fazia seu coração doer e aquecer ao mesmo tempo. Naruto então olhou para ela, como se sua família estivesse quase completa, e agora tudo fosse ficar bem.
— Ele chegou, tia ... — disse com um brilho nos olhos. — Meu pai tá aqui. — Ela assentiu, engolindo as lágrimas. Naruto sorriu, animado, se preparando para a batalha. pigarreou, se posicionou ao lado de Kakashi e olhou para os demais Hokages.
— Existe um plano, Hokage-sama? — Sua pergunta foi direcionada aos quatro, Hiruzen sorriu.
— Eu gostaria de te perguntar isso. — O velho se virou para ela. — Quando voltou para Konoha?
— Após sua morte. — Ela tirou a espada da bainha, canalizando seu poder nela. — Bom te ver, bom ver o Minato, conhecer os lendários Hokages. Mas é uma guerra, todos nós já lutamos em uma, mas essas crianças não. Então, existe um plano, Hokage-sama? — A voz dela soou firme como o aço de sua espada, Minato e Hiruzen voltaram o olhar para a Juubi, com um sorriso orgulhoso nos lábios. Hashirama e Tobirama se surpreenderam com a fala de , principalmente Tobirama, ela transmitia lealdade e a vontade do fogo, com apenas o jeito de se posicionar e falar.
— Sua postura honra a folha. Não é à toa que o Minato confiava tanto em você. — Disse Hiruzen, não respondeu, mas apertou o cabo da espada com mais força.
— Precisamos conter a Juubi e impedir que ela ative o Tsukuyomi Infinito — disse Tobirama, dando um passo à frente. — Essa criatura não deve alcançar sua forma perfeita, ou perderemos toda e qualquer chance.
— Dividiremos forças — completou Hashirama, com o olhar sério. — Eu contenho a criatura com meu Mokuton. Tobirama e Hiruzen cuidam da retaguarda e proteção dos ninjas de apoio.
— E eu... — Minato olhou de relance para e Naruto. — Estarei ao lado do meu filho. E da minha irmã. Naruto sorriu, com o peito inflado de orgulho.
— Pode deixar com a gente, pai!
— E eu cuido do Obito. — A voz de cortou o ar. — Ele ainda está ali... em algum lugar. Mas enquanto ele estiver lutando por esse mundo de ilusões, ele será meu inimigo.Tobirama arqueou levemente a sobrancelha.
— Ela é sempre assim? — perguntou em tom baixo a Minato.
— Sempre foi. — Minato respondeu com um meio sorriso nostálgico. — E ainda é a pessoa mais determinada que já conheci. Hiruzen cruzou os braços, observando o campo.
— Então vamos dar início ao contragolpe. Não há espaço para hesitação.
— Hashirama! — gritou Tobirama. — A Juubi está acumulando chakra de novo! O Primeiro Hokage assentiu e avançou sem hesitar, invocando um novo domínio de madeira para conter o monstro colossal. No instante em que Hashirama avançou para conter a Juubi, uma nova onda de chakra cortou o campo como uma lâmina invisível. O ar estagnou. A terra pareceu estremecer de leve, como se o próprio mundo reconhecesse a presença que se aproximava. sentiu o impacto antes mesmo de ver de onde vinha. Era como estar diante de uma força primitiva, ancestral. Um poder que parecia existir fora do tempo.
— Esse chakra… — murmurou Minato, franzindo o cenho. — É imenso. — Hiruzen estreitou os olhos, atento.
— É ele. O verdadeiro Madara. — Disse Hiruzen. Do alto de uma elevação de pedra, envolto por seu manto escuro e com os cabelos longos dançando ao vento, Madara surgiu. Seus olhos, agora com o Rinnegan ativado, varriam o campo com frieza. Ele não disse nada, apenas observou. Foi Tobirama quem quebrou o silêncio, a voz carregada de raiva contida.
— Madara Uchiha. — Hashirama parou no mesmo instante. Seus ombros enrijeceram, e seu olhar perdeu a serenidade de antes. O passado o atravessou como uma lâmina invisível. Ele deu um passo à frente.
— Madara... — disse em voz baixa, com pesar.
— Há quanto tempo, Hashirama. — Madara finalmente falou, descendo da pedra com calma. — Ainda vestindo o mesmo ar de esperança inútil? — Hashirama se adiantou, o semblante firme, porém sombrio.
— Madara… ainda há tempo de parar. — O Uchiha ergueu uma sobrancelha, quase divertido.
— Sempre com esse discurso, não é? Paz, diálogo, reconciliação... Você nunca entendeu. E nunca vai entender. — observava os dois. O chakra deles parecia incompatível com qualquer outro ao redor. Era como ver dois deuses se preparando para colidir mais uma vez, não como inimigos apenas, mas como irmãos separados por visões opostas.
— Todos vocês… — continuou Madara, fitando os demais Hokages. — São apenas peças. As sombras do passado, tentando se manter relevantes. Mas você, Hashirama... você sempre foi meu único rival de verdade. Ele abriu um sorriso. Sombrio. Determinado.
— Vamos terminar o que começamos. — E então, o campo tremeu de verdade. Madara avançou, e o confronto entre titãs começou.
Hashirama o interceptou com um golpe de madeira colossal, e os dois se chocaram como forças da natureza. O campo de batalha se tornou pequeno demais para conter tamanha fúria. Explosões de chakra reverberavam no ar, criando tempestades e rachando o chão. Enquanto isso, , Naruto, Minato e Kakashi seguiram em direção ao centro do campo, onde Obito, já com o Rinnegan ativado, começava a perder o controle da Juubi, sendo absorvido por ela.
— Ele vai se tornar o jinchuuriki da Dez-Caudas! — alertou Kakashi.
— Não se ele não conseguir tempo — respondeu , invocando seu selo ativando a velocidade do Hiraishin. Eles tentaram interromper o processo, mas era tarde demais. Uma luz intensa envolveu Obito, e quando cessou, ele havia se transformado no jinchuuriki perfeito da Juubi. Seu corpo irradiava poder absoluto, quase divino.
— Obito... — murmurou , com dor no peito. — O que você se tornou? — A luta recomeçou, mais intensa do que nunca. Minato, Naruto e , agora sincronizados com a Kyuubi, usavam suas técnicas combinadas para conter o novo Obito, enquanto Sasuke, ao lado de Naruto e Sakura, ativava seu Susano’o para reforçar os ataques. se movimentava com uma velocidade absurda, teleportando-se com o Hiraishin e atacando os pontos cegos de Obito enquanto Naruto e Sasuke combinavam o Rasenshuriken e a flecha do Susano’o. Minato, com orgulho nos olhos, assistia os dois lutarem como iguais.
— Eles estão mudando o mundo, . — disse, enquanto protegia a retaguarda com um selo. — Meu filho… e o Uchiha que decidiu lutar.
— Sim… mas ainda falta quebrar o coração de Obito — respondeu ela, observando o antigo amigo por entre o calor da batalha. — Foi quando Naruto conseguiu alcançar Obito com palavras, mais do que com golpes. Mostrou a ele o que poderia ter sido, mostrou que ainda havia algo dentro dele e completou a quebra. Ela se aproximou, mesmo com o corpo quase sem forças, o manto queimando ao redor.
— Olha para mim, Obito! — gritou. — Você pode tentar mudar o mundo com ódio, mas só mudou a si mesmo. Isso que você criou... não é um sonho. É um pesadelo. E eu não vou deixar você apagar tudo o que amamos por causa da sua dor. Eu te mataria aqui agora, sem pensar duas vezes, e esqueceria essa memória de quem você se tornou. Me lembraria todos os dias do Obito amável, gentil… o Obito que me amava… e que eu amava. — Obito parou. Os olhos tremularam. E então, colapsou. A Dez-Caudas começou a se desprender dele. Naruto e os outros puxaram o chakra das bijuus com a ajuda de Kurama e do selo do Rikudou. entrou no vórtice de chakra com sua espada selada, usando o próprio chakra para manter as bestas afastadas. Ela sentiu as emoções delas… e também a tristeza. No fim, Obito caiu de joelhos.
— Eu só queria… que ninguém mais sofresse como a gente. — se ajoelhou diante dele.
— Então lute por isso do jeito certo, Obito. Ainda dá tempo de fazer algo bom. — Ele assentiu, fraco, mas pela primeira vez… em paz. Lágrimas se acumulavam em seus olhos, mas ele não as deixaria escorrerem, assim como faria o mesmo. Seus olhares transmitiam mais do que suas palavras jamais poderiam transmitir, a vontade de um abraço apertado e se afundar em lágrimas tomavam conta de seus peitos. Mas, mesmo com tudo que dizia, ainda guardava muita mágoa. Ela, que sofreu tudo que ele sofreu, Kakashi também, para ela… Aquilo não era apenas desespero, ela queria gritar com ele e bater nele até que ele se desculpasse por tudo. Mas, havia uma guerra acontecendo, a ameaça de Madara Uchiha era iminente, ela faria isso depois. Apoiada em sua espada, ficou de pé, posicionando-se ao lado dos Quatro Hokages. Foi então que Hashirama, já ferido, olhou para os outros Hokages.
— Minato! Tobirama! Hiruzen! — gritou. — Hora de acabar com isso juntos! Os três se moveram em uníssono. Minato apareceu ao lado de .
— Pode nos levar até lá? — Perguntou ele, ela assentiu, invocando um selo especial de Hiraishin que marcava todos os Hokages. Tobirama pareceu surpreso ao ver seu jutsu ter sido aprimorado e modificado daquela forma.
— Agora! — gritou ela. — Em um instante, os quatro Hokages estavam lado a lado diante de Madara. A união de suas auras era esmagadora. Mas então, antes que pudessem dar o passo final, um estrondo de chakra curativo se espalhou pelo campo.
— Katsuyu no Jutsu! — A voz veio do alto, firme, determinada. Do topo de uma formação de rochas, Tsunade Senju surgiu ao lado da invocação de sua lesma gigante. Ela havia sido curada por Sakura e outros ninjas médicos, e agora retornava ao campo com sua força total.
— Avançar sem mim? Que feio, vovô! — disse ela, saltando e aterrissando com força ao lado de Hashirama. — Hashirama sorriu aliviado.
— Tsunade… então sobreviveu. — Disse ele.
— Claro que sim. Não posso deixar vocês velhos fazerem tudo sozinhos — disse, com o olhar sério ao encarar Madara. — E alguém precisa dar um soco nesse maldito.
— Ah… a neta de Mito e Hashirama. — Madara riu. — Vocês Senju são como ervas daninhas.
— E você é como uma praga. Mas hoje, Madara, até as pragas são extintas — respondeu Tsunade, ativando o Byakugou. respirou fundo. Agora estavam todos ali. Os cinco Hokages. A Aliança Shinobi. Naruto. Sasuke. Sakura. Kakashi. E ela. Todos juntos.
— Ele precisa ser selado. Agora! — repetiu , com a espada brilhando em chakra. Os quatro primeiros Hokages formaram o selo quadruplo. Tsunade reforçou com uma técnica de suporte médico que mantinha o chakra estável entre eles. Naruto avançou com o chakra da Kyuubi. se posicionou com o selo de Hiraishin ativado ao redor da área. A Aliança fornecia chakra coletivamente, canalizado através de Naruto e Gaara. O selo começou a se formar. Madara tentou resistir, mas já não tinha forças. Sua arrogância desmoronava. Seus olhos vacilaram. , em sua investida final, teleportou-se até o centro do Susano’o, cravando sua espada selada diretamente no chakra de Madara.
— Eu acreditei em você um dia, Madara — disse, olhando diretamente para ele. — Mas hoje… eu acredito neles.
O selo se fechou. As correntes se apertaram. E o brilho que tomou o campo não foi de destruição — mas de união. Madara Uchiha foi selado. A guerra… havia terminado.
caiu de joelhos, o corpo exausto e os braços trêmulos, apoiando-se na lâmina cravada no chão para não desabar por completo. O mundo ao redor ainda parecia girar. Kakashi, mesmo ofegante e com os ombros pesados de cansaço, se aproximou com passos firmes. Ele se agachou ao lado dela, pousando uma das mãos em seu ombro com cuidado.
— Você está bem? — Perguntou, ajudando-a a ficar de pé. assentiu, observou Naruto e Minato conversando de longe e foi até eles, apoiando em Kakashi.
— Nii-san… — Sua voz soou mais baixa que o normal, mas estava na altura perfeita para que Minato a escutasse. Ele se virou para ela, os danos da batalha visíveis em seu corpo. — Eu… queria me desculpar.
— Se desculpar por ter voltado para casa? — Minato sorriu. — Nada antes disso importa, sinto muito por ter te deixado sozinha. — sentiu a liberdade para chorar que ela aguardava desde quando pôs seus olhos em Obito pela primeira vez. Olhou para o chão, onde Obito estava estirado, sendo tratado por Sakura.
— O que eu faço agora? — Perguntou, ansiando por um direcionamento do seu irmão mais velho, que acenou com a cabeça.
— Seja quem você foi criada para ser. — Uma luz começou a brilhar ao redor dele, seu corpo se desfazendo devagar. — Adeus, . — Ela respondeu com um sorriso e se virou de costas. Não queria perder seu irmão mais uma vez, então se afastou.
Naruto respirou fundo, tentando conter a emoção.
— Pai… antes de ir… tem uma coisa que quero que ouça. — Disse ele e Minato assentiu.
— Manda ver, filho. — Minato sorriu. Naruto então fechou os olhos e disse com convicção, quase como se fizesse um juramento:
— Eu como bem todos os dias. Nunca deixo de escovar os dentes. Também tiro cochilos de vez em quando. — Ele abriu os olhos, tentando manter o sorriso. — E tenho muitos amigos incríveis. Iruka-sensei continua cuidando de mim, como um pai. Kakashi e Sakura sempre estão por perto. Eu respeito os outros, mesmo quando é difícil. E… eu sei agora o que significa proteger alguém. — Minato apenas ouvia, imóvel, como se quisesse gravar cada palavra na alma. — E mais uma coisa... — continuou Naruto, agora com a voz um pouco embargada — ...eu não me arrependo de ter nascido. Nem um pouco. — Minato fechou os olhos por um instante, deixando que as palavras o atravessassem como um raio de luz. Quando os abriu novamente, seu sorriso era mais suave que nunca.
— Obrigado por me dizer tudo isso, Naruto. — Ele se aproximou e estendeu a mão, pousando-a sobre a cabeça do filho. — Parabéns por ter chegado até aqui… Você realmente se tornou um homem incrível. — Naruto piscou rápido, tentando conter as lágrimas.
— Se encontrar a mamãe… diz isso pra ela também? — Minato assentiu.
— Claro. Mas acho que ela já sabe. Aposto que está muito orgulhosa. — Ele deu uma breve risada. — E vai ficar feliz em saber que você come verduras de vez em quando. — escutou a conversa entre os dois e continuou caminhando. — , obrigado. — Ela escutou a voz do seu irmão novamente e se virou, parando da caminhar.
— Tenho que te perder de novo, né? — Minato se surpreendeu ao ver sua irmã com o rosto molhado, os lábios tremendo e os olhos vermelhos de lágrimas. — Não queria que o garoto me visse chorando. — Minato sorriu.
— Você ganhou seu melhor amigo de volta e pôde me ver mais uma vez, não encare isso como perda… — o interrompeu.
— NII-SAN! — Gritou, com todo ar que havia em seus pulmões. — Eu me casei, e agora eu moro na casa em que você e a Kushina nee-san moravam, não tenho comido muita coisa além de lámen, mas tento cuidar do Naruto. Comemorei o natal mais uma vez depois de tantos anos, finalmente eu e Kakashi estamos juntos e… eu encontrei meu verdadeiro clã. A mulher que me colocou no mundo e o homem que deveria ser meu pai, mas não teve a oportunidade. Eu sou grata a tudo que me ensinou, mas agora eu vou seguir à diante, certo? Você e a Nee-san sempre vão ser a minha família e vão viver dentro de mim, eu amo vocês. — Ela sorriu entre as lágrimas. — Mas agora… eu vou… deixar a dor para trás. O medo, a insegurança e a solidão também, tá? — Minato sorriu e assentiu.
— Você demorou para fazer isso. — Sua voz gentil, como sempre. — Deixe tudo para trás, e tudo bem se estiver tão feliz que acabe esquecendo de nós às vezes. É o que eu espero. Viva bem, na verdade, continue vivendo bem. Eu te amo. — A luz branca ao seu redor começou a brilhar mais forte, seu corpo começando a flutuar. Os demais Hokages também.
— Bom trabalho, ! Fico feliz que tenha voltado para Konoha, obrigado. — Disse Hiruzen. — Naruto, você cresceu bem… — Completou, enquanto seu corpo levitava.
— Garoto, confio em você. — Disse Hashirama, sorrindo para Naruto.
— Namikaze, você e seu irmão foram os únicos que vi aprimorar meus jutsus dessa forma, enxerguei potencial em você. — Disse Tobirama, antes de desaparecer com os outros. Kakashi abraçou de lado e ela se aconchegou em seu abraço. Sasuke se aproximou deles.
— E você, garoto Uchiha? — cerrou os olhos.
— Eu vou me tornar o Hokage. — Disse Sasuke, com um olhar ameaçador para Naruto, bufou e tirou sua espada da bainha, colocando entre ele e Naruto. — Não gosto dessa sua atitude, Sasuke. Trai a vila e volta na guerra como se nada tivesse acontecido dizendo que vai se tornar Hokage? Antes que pense em fazer qualquer coisa, se coloque no seu lugar. Você vai passar por um julgamento por suas ações e responder por isso, até lá, abaixa sua bola. — Sasuke se surpreendeu com as palavras dela, mas não se intimidou, até o momento em que seu corpo começou a brilhar, envolto de chakra azul. — Não ouviu o que eu disse?
— Eu… — O olhar de mudou, sua aura também, ela se tornou sombria e Sasuke pôde ver isso. — Tá… — Resmungou. virou-se para a direção de Obito e caminhou até ele.
— Está vivo? — Perguntou, com frieza.
— Sim. — Murmurou ele, Tsunade sinalizou para que a equipe médica cuidasse dos feridos e sinalizou para os demais voltarem para a Aldeia.
— Ótimo, vamos para Konoha. — Disse .
— , eu… — Obito começou a falar, mas foi interrompido.
— Conversamos em Konoha.
— Não… — murmurou , sentindo um calafrio percorrer sua espinha. A massa grotesca começou a tomar forma no centro do campo de batalha. A energia era densa, sufocante. A natureza do chakra era pura destruição. Em segundos, a criatura monstruosa surgiu, rugindo com uma força que fez o chão vibrar. A Dez-Caudas havia despertado. O terror voltou a dominar o campo, e os ninjas que ainda podiam se mover corriam para formar novas linhas de defesa. Mas permaneceu imóvel por um instante, observando o que pareciam ser os próprios pilares do mundo desmoronando. E então, como se o destino quisesse testar mais uma vez sua coragem, o rugido da criatura foi seguido pelo acúmulo de chakra em sua boca. A Bijuu Dama começou a se formar, negra como a morte. se ergueu, o corpo ainda trêmulo, mas pronta para lutar de novo. Só que não precisou.
sentiu o chão tremer sob seus pés. Seu corpo ainda estava machucado, a respiração irregular após o confronto com Obito. Ela olhou para cima e sentiu o sangue gelar nas veias.
— Droga… não vai dar tempo — Murmurou. O ataque foi lançado. A Bijuu Dama partiu em direção ao campo como um cometa. A destruição era inevitável. não conseguia se mover. Era grande demais. Rápido demais. Forte demais. Mas então… Uma explosão de luz dourada cortou o campo de batalha. O tempo pareceu desacelerar quando uma figura surgiu no ar, segurando uma kunai marcada. Em um piscar de olhos, ele apareceu ao lado da esfera negra, e com o brilho do Hiraishin, a teletransportou para longe, onde explodiu ao fundo, estremecendo a terra. arregalou os olhos. O vento da explosão soprou em seu rosto, levantando poeira e rasgando o silêncio. A figura pousou diante deles, envolta por uma aura luminosa. O manto branco com as chamas alaranjadas tremulava com o vento. Seus cabelos loiros estavam intactos, e os olhos azuis analisavam rapidamente o campo à sua frente. O Quarto Hokage havia retornado.
— Cheguei a tempo — disse Minato, com um sorriso calmo no rosto. deu um passo para trás, como se seu corpo não conseguisse acreditar no que seus olhos viam.
— M-Minato…? — Ele virou o rosto em sua direção ao ouvir seu nome. E naquele instante, o tempo parou para ela. Era impossível. Era absurdo. E ainda assim, ali estava ele. O irmão que ela havia perdido há tantos anos. O mesmo sorriso sereno. O mesmo olhar gentil.
— … — Minato murmurou, reconhecendo-a imediatamente. — Está diferente… mas ainda é você. — Um sorriso surgiu nos lábios de Minato, mas seus olhos azuis — agora cercados por marcas escuras — denunciavam a técnica que o trazia de volta. Seu rosto ainda carregava a gentileza de antes, mesmo que agora estivesse marcado pelo jutsu proibido.
— Edo Tensei… — murmurou , engolindo em seco. — Mas quem… — Antes que pudesse concluir a pergunta, uma presença poderosa se aproximou por trás. Ela virou o rosto e viu, à distância, três outras figuras familiares tomando forma. Hiruzen, Tobirama e Hashirama Senju — os três Hokages que precederam seu irmão. E junto deles, caminhando entre as sombras da destruição, estava ele.
— Sasuke... — sussurrou, surpresa ao ver o Uchiha aproximando-se com passos firmes
— Foi ele quem nos trouxe — explicou Minato, acompanhando seu olhar. — Orochimaru o ajudou a romper o selo e invocar os antigos Hokages. Pelo visto... muita coisa aconteceu enquanto eu estava fora. — assentiu lentamente, absorvendo tudo aquilo com dificuldade. A guerra havia atingido um novo estágio e ela ainda estava no centro de tudo. Mas, pela primeira vez em muito tempo, ela não se sentia sozinha. O misto de sentimentos que invadia seu peito naquele momento, seria ignorado. As lágrimas que insistiam em cair, ficariam para outro momento. Ela não deixaria que seu irmão a visse vulnerável no meio de uma guerra para proteger o filho dele. Não. Ela não era assim.
— ! — A voz de Kakashi ecoou, se aproximando dela, Minato olhou de lado e sorriu.
— Você ficou bem. — O tom da voz de Minato atingiu o coração de , haviam tantas coisas pelas quais ela queria se desculpar. Foi então que, mais à frente, o chakra familiar de Naruto se aproximou, acelerado, intenso, como sempre. Ele pousou no campo com um salto ágil, os olhos percorrendo o cenário até pararem na figura vestida com o manto branco do Hokage. Por um instante, ficou em silêncio, confuso — e então os olhos se arregalaram. O coração parecia querer sair do peito. Minato se virou devagar, e o sorriso gentil apareceu em seu rosto, sereno mesmo em meio ao caos. Naruto ficou boquiaberto por um segundo. E então, como se o mundo ao redor desaparecesse, abriu um sorriso largo, orgulhoso, quase aliviado.
— Tô feliz que você veio, pai... — disse com firmeza. — Mas demorou, hein! — Minato riu baixinho, do jeito que só ele conseguia.
— Desculpe por isso. Tive um pequeno contratempo no caminho — respondeu, com a voz calma de quem estava exatamente onde devia estar. desviou o olhar por um instante, contendo o nó na garganta. Ver os dois juntos, mesmo que por tão pouco tempo, fazia seu coração doer e aquecer ao mesmo tempo. Naruto então olhou para ela, como se sua família estivesse quase completa, e agora tudo fosse ficar bem.
— Ele chegou, tia ... — disse com um brilho nos olhos. — Meu pai tá aqui. — Ela assentiu, engolindo as lágrimas. Naruto sorriu, animado, se preparando para a batalha. pigarreou, se posicionou ao lado de Kakashi e olhou para os demais Hokages.
— Existe um plano, Hokage-sama? — Sua pergunta foi direcionada aos quatro, Hiruzen sorriu.
— Eu gostaria de te perguntar isso. — O velho se virou para ela. — Quando voltou para Konoha?
— Após sua morte. — Ela tirou a espada da bainha, canalizando seu poder nela. — Bom te ver, bom ver o Minato, conhecer os lendários Hokages. Mas é uma guerra, todos nós já lutamos em uma, mas essas crianças não. Então, existe um plano, Hokage-sama? — A voz dela soou firme como o aço de sua espada, Minato e Hiruzen voltaram o olhar para a Juubi, com um sorriso orgulhoso nos lábios. Hashirama e Tobirama se surpreenderam com a fala de , principalmente Tobirama, ela transmitia lealdade e a vontade do fogo, com apenas o jeito de se posicionar e falar.
— Sua postura honra a folha. Não é à toa que o Minato confiava tanto em você. — Disse Hiruzen, não respondeu, mas apertou o cabo da espada com mais força.
— Precisamos conter a Juubi e impedir que ela ative o Tsukuyomi Infinito — disse Tobirama, dando um passo à frente. — Essa criatura não deve alcançar sua forma perfeita, ou perderemos toda e qualquer chance.
— Dividiremos forças — completou Hashirama, com o olhar sério. — Eu contenho a criatura com meu Mokuton. Tobirama e Hiruzen cuidam da retaguarda e proteção dos ninjas de apoio.
— E eu... — Minato olhou de relance para e Naruto. — Estarei ao lado do meu filho. E da minha irmã. Naruto sorriu, com o peito inflado de orgulho.
— Pode deixar com a gente, pai!
— E eu cuido do Obito. — A voz de cortou o ar. — Ele ainda está ali... em algum lugar. Mas enquanto ele estiver lutando por esse mundo de ilusões, ele será meu inimigo.Tobirama arqueou levemente a sobrancelha.
— Ela é sempre assim? — perguntou em tom baixo a Minato.
— Sempre foi. — Minato respondeu com um meio sorriso nostálgico. — E ainda é a pessoa mais determinada que já conheci. Hiruzen cruzou os braços, observando o campo.
— Então vamos dar início ao contragolpe. Não há espaço para hesitação.
— Hashirama! — gritou Tobirama. — A Juubi está acumulando chakra de novo! O Primeiro Hokage assentiu e avançou sem hesitar, invocando um novo domínio de madeira para conter o monstro colossal. No instante em que Hashirama avançou para conter a Juubi, uma nova onda de chakra cortou o campo como uma lâmina invisível. O ar estagnou. A terra pareceu estremecer de leve, como se o próprio mundo reconhecesse a presença que se aproximava. sentiu o impacto antes mesmo de ver de onde vinha. Era como estar diante de uma força primitiva, ancestral. Um poder que parecia existir fora do tempo.
— Esse chakra… — murmurou Minato, franzindo o cenho. — É imenso. — Hiruzen estreitou os olhos, atento.
— É ele. O verdadeiro Madara. — Disse Hiruzen. Do alto de uma elevação de pedra, envolto por seu manto escuro e com os cabelos longos dançando ao vento, Madara surgiu. Seus olhos, agora com o Rinnegan ativado, varriam o campo com frieza. Ele não disse nada, apenas observou. Foi Tobirama quem quebrou o silêncio, a voz carregada de raiva contida.
— Madara Uchiha. — Hashirama parou no mesmo instante. Seus ombros enrijeceram, e seu olhar perdeu a serenidade de antes. O passado o atravessou como uma lâmina invisível. Ele deu um passo à frente.
— Madara... — disse em voz baixa, com pesar.
— Há quanto tempo, Hashirama. — Madara finalmente falou, descendo da pedra com calma. — Ainda vestindo o mesmo ar de esperança inútil? — Hashirama se adiantou, o semblante firme, porém sombrio.
— Madara… ainda há tempo de parar. — O Uchiha ergueu uma sobrancelha, quase divertido.
— Sempre com esse discurso, não é? Paz, diálogo, reconciliação... Você nunca entendeu. E nunca vai entender. — observava os dois. O chakra deles parecia incompatível com qualquer outro ao redor. Era como ver dois deuses se preparando para colidir mais uma vez, não como inimigos apenas, mas como irmãos separados por visões opostas.
— Todos vocês… — continuou Madara, fitando os demais Hokages. — São apenas peças. As sombras do passado, tentando se manter relevantes. Mas você, Hashirama... você sempre foi meu único rival de verdade. Ele abriu um sorriso. Sombrio. Determinado.
— Vamos terminar o que começamos. — E então, o campo tremeu de verdade. Madara avançou, e o confronto entre titãs começou.
Hashirama o interceptou com um golpe de madeira colossal, e os dois se chocaram como forças da natureza. O campo de batalha se tornou pequeno demais para conter tamanha fúria. Explosões de chakra reverberavam no ar, criando tempestades e rachando o chão. Enquanto isso, , Naruto, Minato e Kakashi seguiram em direção ao centro do campo, onde Obito, já com o Rinnegan ativado, começava a perder o controle da Juubi, sendo absorvido por ela.
— Ele vai se tornar o jinchuuriki da Dez-Caudas! — alertou Kakashi.
— Não se ele não conseguir tempo — respondeu , invocando seu selo ativando a velocidade do Hiraishin. Eles tentaram interromper o processo, mas era tarde demais. Uma luz intensa envolveu Obito, e quando cessou, ele havia se transformado no jinchuuriki perfeito da Juubi. Seu corpo irradiava poder absoluto, quase divino.
— Obito... — murmurou , com dor no peito. — O que você se tornou? — A luta recomeçou, mais intensa do que nunca. Minato, Naruto e , agora sincronizados com a Kyuubi, usavam suas técnicas combinadas para conter o novo Obito, enquanto Sasuke, ao lado de Naruto e Sakura, ativava seu Susano’o para reforçar os ataques. se movimentava com uma velocidade absurda, teleportando-se com o Hiraishin e atacando os pontos cegos de Obito enquanto Naruto e Sasuke combinavam o Rasenshuriken e a flecha do Susano’o. Minato, com orgulho nos olhos, assistia os dois lutarem como iguais.
— Eles estão mudando o mundo, . — disse, enquanto protegia a retaguarda com um selo. — Meu filho… e o Uchiha que decidiu lutar.
— Sim… mas ainda falta quebrar o coração de Obito — respondeu ela, observando o antigo amigo por entre o calor da batalha. — Foi quando Naruto conseguiu alcançar Obito com palavras, mais do que com golpes. Mostrou a ele o que poderia ter sido, mostrou que ainda havia algo dentro dele e completou a quebra. Ela se aproximou, mesmo com o corpo quase sem forças, o manto queimando ao redor.
— Olha para mim, Obito! — gritou. — Você pode tentar mudar o mundo com ódio, mas só mudou a si mesmo. Isso que você criou... não é um sonho. É um pesadelo. E eu não vou deixar você apagar tudo o que amamos por causa da sua dor. Eu te mataria aqui agora, sem pensar duas vezes, e esqueceria essa memória de quem você se tornou. Me lembraria todos os dias do Obito amável, gentil… o Obito que me amava… e que eu amava. — Obito parou. Os olhos tremularam. E então, colapsou. A Dez-Caudas começou a se desprender dele. Naruto e os outros puxaram o chakra das bijuus com a ajuda de Kurama e do selo do Rikudou. entrou no vórtice de chakra com sua espada selada, usando o próprio chakra para manter as bestas afastadas. Ela sentiu as emoções delas… e também a tristeza. No fim, Obito caiu de joelhos.
— Eu só queria… que ninguém mais sofresse como a gente. — se ajoelhou diante dele.
— Então lute por isso do jeito certo, Obito. Ainda dá tempo de fazer algo bom. — Ele assentiu, fraco, mas pela primeira vez… em paz. Lágrimas se acumulavam em seus olhos, mas ele não as deixaria escorrerem, assim como faria o mesmo. Seus olhares transmitiam mais do que suas palavras jamais poderiam transmitir, a vontade de um abraço apertado e se afundar em lágrimas tomavam conta de seus peitos. Mas, mesmo com tudo que dizia, ainda guardava muita mágoa. Ela, que sofreu tudo que ele sofreu, Kakashi também, para ela… Aquilo não era apenas desespero, ela queria gritar com ele e bater nele até que ele se desculpasse por tudo. Mas, havia uma guerra acontecendo, a ameaça de Madara Uchiha era iminente, ela faria isso depois. Apoiada em sua espada, ficou de pé, posicionando-se ao lado dos Quatro Hokages. Foi então que Hashirama, já ferido, olhou para os outros Hokages.
— Minato! Tobirama! Hiruzen! — gritou. — Hora de acabar com isso juntos! Os três se moveram em uníssono. Minato apareceu ao lado de .
— Pode nos levar até lá? — Perguntou ele, ela assentiu, invocando um selo especial de Hiraishin que marcava todos os Hokages. Tobirama pareceu surpreso ao ver seu jutsu ter sido aprimorado e modificado daquela forma.
— Agora! — gritou ela. — Em um instante, os quatro Hokages estavam lado a lado diante de Madara. A união de suas auras era esmagadora. Mas então, antes que pudessem dar o passo final, um estrondo de chakra curativo se espalhou pelo campo.
— Katsuyu no Jutsu! — A voz veio do alto, firme, determinada. Do topo de uma formação de rochas, Tsunade Senju surgiu ao lado da invocação de sua lesma gigante. Ela havia sido curada por Sakura e outros ninjas médicos, e agora retornava ao campo com sua força total.
— Avançar sem mim? Que feio, vovô! — disse ela, saltando e aterrissando com força ao lado de Hashirama. — Hashirama sorriu aliviado.
— Tsunade… então sobreviveu. — Disse ele.
— Claro que sim. Não posso deixar vocês velhos fazerem tudo sozinhos — disse, com o olhar sério ao encarar Madara. — E alguém precisa dar um soco nesse maldito.
— Ah… a neta de Mito e Hashirama. — Madara riu. — Vocês Senju são como ervas daninhas.
— E você é como uma praga. Mas hoje, Madara, até as pragas são extintas — respondeu Tsunade, ativando o Byakugou. respirou fundo. Agora estavam todos ali. Os cinco Hokages. A Aliança Shinobi. Naruto. Sasuke. Sakura. Kakashi. E ela. Todos juntos.
— Ele precisa ser selado. Agora! — repetiu , com a espada brilhando em chakra. Os quatro primeiros Hokages formaram o selo quadruplo. Tsunade reforçou com uma técnica de suporte médico que mantinha o chakra estável entre eles. Naruto avançou com o chakra da Kyuubi. se posicionou com o selo de Hiraishin ativado ao redor da área. A Aliança fornecia chakra coletivamente, canalizado através de Naruto e Gaara. O selo começou a se formar. Madara tentou resistir, mas já não tinha forças. Sua arrogância desmoronava. Seus olhos vacilaram. , em sua investida final, teleportou-se até o centro do Susano’o, cravando sua espada selada diretamente no chakra de Madara.
— Eu acreditei em você um dia, Madara — disse, olhando diretamente para ele. — Mas hoje… eu acredito neles.
O selo se fechou. As correntes se apertaram. E o brilho que tomou o campo não foi de destruição — mas de união. Madara Uchiha foi selado. A guerra… havia terminado.
caiu de joelhos, o corpo exausto e os braços trêmulos, apoiando-se na lâmina cravada no chão para não desabar por completo. O mundo ao redor ainda parecia girar. Kakashi, mesmo ofegante e com os ombros pesados de cansaço, se aproximou com passos firmes. Ele se agachou ao lado dela, pousando uma das mãos em seu ombro com cuidado.
— Você está bem? — Perguntou, ajudando-a a ficar de pé. assentiu, observou Naruto e Minato conversando de longe e foi até eles, apoiando em Kakashi.
— Nii-san… — Sua voz soou mais baixa que o normal, mas estava na altura perfeita para que Minato a escutasse. Ele se virou para ela, os danos da batalha visíveis em seu corpo. — Eu… queria me desculpar.
— Se desculpar por ter voltado para casa? — Minato sorriu. — Nada antes disso importa, sinto muito por ter te deixado sozinha. — sentiu a liberdade para chorar que ela aguardava desde quando pôs seus olhos em Obito pela primeira vez. Olhou para o chão, onde Obito estava estirado, sendo tratado por Sakura.
— O que eu faço agora? — Perguntou, ansiando por um direcionamento do seu irmão mais velho, que acenou com a cabeça.
— Seja quem você foi criada para ser. — Uma luz começou a brilhar ao redor dele, seu corpo se desfazendo devagar. — Adeus, . — Ela respondeu com um sorriso e se virou de costas. Não queria perder seu irmão mais uma vez, então se afastou.
Naruto respirou fundo, tentando conter a emoção.
— Pai… antes de ir… tem uma coisa que quero que ouça. — Disse ele e Minato assentiu.
— Manda ver, filho. — Minato sorriu. Naruto então fechou os olhos e disse com convicção, quase como se fizesse um juramento:
— Eu como bem todos os dias. Nunca deixo de escovar os dentes. Também tiro cochilos de vez em quando. — Ele abriu os olhos, tentando manter o sorriso. — E tenho muitos amigos incríveis. Iruka-sensei continua cuidando de mim, como um pai. Kakashi e Sakura sempre estão por perto. Eu respeito os outros, mesmo quando é difícil. E… eu sei agora o que significa proteger alguém. — Minato apenas ouvia, imóvel, como se quisesse gravar cada palavra na alma. — E mais uma coisa... — continuou Naruto, agora com a voz um pouco embargada — ...eu não me arrependo de ter nascido. Nem um pouco. — Minato fechou os olhos por um instante, deixando que as palavras o atravessassem como um raio de luz. Quando os abriu novamente, seu sorriso era mais suave que nunca.
— Obrigado por me dizer tudo isso, Naruto. — Ele se aproximou e estendeu a mão, pousando-a sobre a cabeça do filho. — Parabéns por ter chegado até aqui… Você realmente se tornou um homem incrível. — Naruto piscou rápido, tentando conter as lágrimas.
— Se encontrar a mamãe… diz isso pra ela também? — Minato assentiu.
— Claro. Mas acho que ela já sabe. Aposto que está muito orgulhosa. — Ele deu uma breve risada. — E vai ficar feliz em saber que você come verduras de vez em quando. — escutou a conversa entre os dois e continuou caminhando. — , obrigado. — Ela escutou a voz do seu irmão novamente e se virou, parando da caminhar.
— Tenho que te perder de novo, né? — Minato se surpreendeu ao ver sua irmã com o rosto molhado, os lábios tremendo e os olhos vermelhos de lágrimas. — Não queria que o garoto me visse chorando. — Minato sorriu.
— Você ganhou seu melhor amigo de volta e pôde me ver mais uma vez, não encare isso como perda… — o interrompeu.
— NII-SAN! — Gritou, com todo ar que havia em seus pulmões. — Eu me casei, e agora eu moro na casa em que você e a Kushina nee-san moravam, não tenho comido muita coisa além de lámen, mas tento cuidar do Naruto. Comemorei o natal mais uma vez depois de tantos anos, finalmente eu e Kakashi estamos juntos e… eu encontrei meu verdadeiro clã. A mulher que me colocou no mundo e o homem que deveria ser meu pai, mas não teve a oportunidade. Eu sou grata a tudo que me ensinou, mas agora eu vou seguir à diante, certo? Você e a Nee-san sempre vão ser a minha família e vão viver dentro de mim, eu amo vocês. — Ela sorriu entre as lágrimas. — Mas agora… eu vou… deixar a dor para trás. O medo, a insegurança e a solidão também, tá? — Minato sorriu e assentiu.
— Você demorou para fazer isso. — Sua voz gentil, como sempre. — Deixe tudo para trás, e tudo bem se estiver tão feliz que acabe esquecendo de nós às vezes. É o que eu espero. Viva bem, na verdade, continue vivendo bem. Eu te amo. — A luz branca ao seu redor começou a brilhar mais forte, seu corpo começando a flutuar. Os demais Hokages também.
— Bom trabalho, ! Fico feliz que tenha voltado para Konoha, obrigado. — Disse Hiruzen. — Naruto, você cresceu bem… — Completou, enquanto seu corpo levitava.
— Garoto, confio em você. — Disse Hashirama, sorrindo para Naruto.
— Namikaze, você e seu irmão foram os únicos que vi aprimorar meus jutsus dessa forma, enxerguei potencial em você. — Disse Tobirama, antes de desaparecer com os outros. Kakashi abraçou de lado e ela se aconchegou em seu abraço. Sasuke se aproximou deles.
— E você, garoto Uchiha? — cerrou os olhos.
— Eu vou me tornar o Hokage. — Disse Sasuke, com um olhar ameaçador para Naruto, bufou e tirou sua espada da bainha, colocando entre ele e Naruto. — Não gosto dessa sua atitude, Sasuke. Trai a vila e volta na guerra como se nada tivesse acontecido dizendo que vai se tornar Hokage? Antes que pense em fazer qualquer coisa, se coloque no seu lugar. Você vai passar por um julgamento por suas ações e responder por isso, até lá, abaixa sua bola. — Sasuke se surpreendeu com as palavras dela, mas não se intimidou, até o momento em que seu corpo começou a brilhar, envolto de chakra azul. — Não ouviu o que eu disse?
— Eu… — O olhar de mudou, sua aura também, ela se tornou sombria e Sasuke pôde ver isso. — Tá… — Resmungou. virou-se para a direção de Obito e caminhou até ele.
— Está vivo? — Perguntou, com frieza.
— Sim. — Murmurou ele, Tsunade sinalizou para que a equipe médica cuidasse dos feridos e sinalizou para os demais voltarem para a Aldeia.
— Ótimo, vamos para Konoha. — Disse .
— , eu… — Obito começou a falar, mas foi interrompido.
— Conversamos em Konoha.
Continua...
Nota da autora: oiiiamores, estamos nos aproximando do final e preciso desabafar: tirei a kaguya e a luta do naruto e sasuke pq depois disso tudo, meus babys precisam de descanso. e Neji e Obito vivíssimos porque aqui já matamos gente demais, minha pp não merece mais sofrimento na vida! enfim, falta muito pouco pro final e to ansiosa para escrever os próximos capítulos. me perdoem se a guerra ficou meio corrida, eu não queria que fosse sobre luta e sim os sentimentos da pp na guerra, é isso, beijinhos e não esqueçam de comentar
Outras Fanfics:
» Trovão de Konoha
» Spin-off de Trovão de Konoha
» Trovão de Konoha: Road to Ninja
» A Irmã do Relâmpago Amarelo
» Asas da Liberdade
» Exterminate
» Loyalty
» Nukenin
» O Legado Uzumaki
Nota da scripter: Oi!
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
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Nota da scripter: Oi!

