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Autora VIP do Mês - Fevereiro

Flávia Coelho

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Fanfic Obsession: Como você se sentiu quando descobriu ser a Autora VIP do Mês do FFOBS?
AUTORA: Fiquei bem surpresa, porque é uma ideia antiga que eu tive na época de surto de lançamento dos filmes de Crepúsculo, então ver que ainda chama atenção depois de anos, é muito bom!

FFOBS: Quando você começou a escrever? Lembra como foi sua primeira história?
A: Eu tive duas fases, uma por volta de 2009, que eu escrevi uma história do McFLY onde a banda sofria um acidente de avião no dia do nascimento da filha do pp, e ele ficava cego. Sempre fui fã do drama, hahaha. Mas eu não achei que tinha qualidade e parei de escrever, voltando em 2014 com Steps to a Life Together, do Chris Evans, com o intuito de melhorar meu desenvolvimento, e não parei mais.

FFOBS: O que você procura passar para os seus leitores?
A: Uma história leve e que não precise pensar muito para ler, além de passar um pouco de história e opiniões, por escrever, na maioria das vezes, com pps fixos e sobre situações que aconteceram de verdade.

FFOBS: Como você lida com críticas negativas e cobranças?
A: Ninguém gosta de ser criticado, né?! E ser cobrada de atualizações e ver que não tem comentários é bem chato, mas eu tento não me preocupar com isso e pensar que eu escrevo para mim, que gosto do que eu produzo, então se agradar outras pessoas é só um lucro, não uma necessidade. Inclusive, muitas das vezes que eu só quero relaxar a cabeça, prefiro ler minhas histórias do que procurar por algo que não é certeza de que eu vá gostar.

FFOBS: Se você pudesse trazer a vida um personagem de qualquer de suas histórias, qual seria e por quê?
A: Para quem tem mais de 50 fanfics escritas, é uma resposta difícil hahaha, principalmente porque uso muitos pps fixos e todos eles existem, mas gostaria que a história de Steps to a Life Together com o Chris fosse real e que ele encontre alguém para viver a mesma história de amor.

FFOBS: Quando você inicia uma nova fanfic, já sabe como ela terminará ou é um processo contínuo?
A: Sim e não. Quando eu começo, eu gosto de saber para onde eu vou. Começo aqui e finalizo ali, possuo um roteiro e tento seguir ao máximo, mas fanfics são quase ser vivos, então é normal que possa haver mudanças no meio do caminho. Como eu escrevo com pps fixos, talvez uma nova informação ou acontecimento com a pessoa me faça mudar algo. E minha vida pessoal também, às vezes um momento mais feliz ou mais triste acaba afetando alguma parte que não estava planejada inicialmente.

FFOBS: Se você fosse convidada a escrever uma série de TV, um filme e um livro, mas só pudesse escolher um, qual seria? Por quê?
A: É o tipo de pergunta que eu nunca sei o que escolher, mas creio que pela popularização atual, eu optaria por transformar alguma fanfic minha em série de TV, com mais tempo daria para focar em mais detalhes da história – que são muitos difíceis de cortar hahahha.

FFOBS: Você tem algum autor ou história que considera uma inspiração pra você? Pode citar?
A: Eu possuo dois livros favoritos: Todo Garoto Tem da Meg Cabot, e a Saga Percy Jackson (A Maldição do Titã para ser mais específica) do Rick Riordan, e algo que ambos têm em comum é a fluidez do texto, como se estivesse conversando com o autor, falando o que dá na mente, que é como eu gosto de deixar minhas fanfics, como se o leitor só estivesse nos meus pensamentos.

FFOBS: Se você tivesse oportunidade, hoje mesmo, de transformar uma história sua em livro, qual seria? Por quê?
A: Steps to a Life Together, a primeira é o xodó sempre, né?! Por sinal, eu já transformei em livro, fiz a publicação independente dela, ela existe atualmente, então o que falta é basicamente a divulgação e o apoio de uma editora por trás. Isso seria legal hahahaha.

FFOBS: E se não fosse uma fanfic já existente? Se fosse uma história totalmente original, que sinopse ela teria?
A: Ontem mesmo estava na rua e vi uma placa escrito algo tipo “o que você criaria que já existiu?” e talvez eu focasse um pouco na parte distópica, poder criar, melhorar ou piorar realidades que já existem, nos fazem pensar um pouco mais no futuro.

FFOBS: Alguma cena ou história é baseada em algum fato da vida real, algo que você ou alguém que conhece vivenciou?
A: Ao menos 50% da parte da pp de Steps to a Life Together é real. Como foi minha primeira fanfic e eu estava muito incutida na vida universitária, no sonho de ser jornalista e tudo mais, eu acabei baseando muito em minha vida para isso. Então além da profissão, os acontecimentos com a família dela, as tragédias, os receios, boa parte são baseados na minha vida.

FFOBS: De onde você tira inspiração para as características, manias e personalidade de suas personagens?
A: Escrever com pps fixos é basicamente analisar o comportamento e notícias da pessoa e tentar passar para o papel isso. Agora as pps acabam pegando um pouco de mim, o que eu tento também diluir para nem todas ficarem iguais, mas boa parte é a evolução da história, o enredo e o que eu coloco em volta para interagir com elas, mas no geral minhas pps são sempre fortes e independentes, pois é uma característica que eu tento ter em mim.

FFOBS: Qual foi o lugar mais estranho que você já teve um vislumbre de cena/momento para a sua história?
A: Aulas de física na escola, no banho, ou enquanto está fazendo o número 2 hahahaha. Eu digo que não tenho limite a ter ideias, e até me limito em ler ou ver coisas, pois sei que tudo pode engatilhar uma ideia.

FFOBS: Quais são os seus próximos projetos?
A: Atualmente estou com The Honey Badger e Ciao e Arrivederci em produção, as outras histórias que estão sendo postadas (Once in a Blue Moon, And Beyond e Mergulhando em Emoções) já estão finalizadas. Minha meta era fazer a continuação de THB, que é para ter mais partes, e finalizar os crossovers que vão se relacionar com CeA... Vamos ver, tenho muito trabalho em mãos.

FFOBS: Por fim, que tal citar um trecho de uma fic que você escreveu e sente orgulho?
A: “Como posso sentir falta de algo que nunca tive?”, usei essa frase em STALT em um momento de drama, é uma frase boba, e que muitas pessoas já usaram também, mas nos faz pensar. Como lidar com a perda de algo que você nunca teve antes? Ou pior, algo que você não achava que fosse sentir falta quando perdeu?

FFOBS: A entrevista vai terminando por aqui, caso queira deixar algum recado final, fique à vontade!
A: Só gostaria de agradecer mesmo, tanto às leitoras, quanto ao site. Estou oficialmente desde 2014 aqui, e ver que independente do tema que eu escrevo, eu ainda tenho um público para elas. O pessoal que gosta do que eu escrevo por ser eu, ou o pessoal que vem quando eu invento algo novo. Então, obrigada, e espero continuar trazendo meus trabalhos aqui.