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Autora VIP do Mês - Julho

Aline Gonçalves

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Fanfic Obsession: Como você se sentiu quando descobriu ser a Autora VIP do Mês do FFOBS?
AUTORA: Foi uma surpresa total para mim! Sempre estive do outro lado da moeda, parabenizando minhas amigas e colegas autoras que conseguiram, e, agora, na minha vez, eu não tenho nem palavras para expressar o que estou sentindo. É uma mistura de gratidão com admiração e um pouco de espanto. Sempre considerei que esse destaque era para “autoras grandes”, mas confesso que nunca me considerei uma.

FFOBS: Quando você começou a escrever? Lembra como foi sua primeira história?
A: Comecei a escrever na época da escola, lá para 2011/2012, quando eu tinha meus 14 anos. Escrevia em uma plataforma diferente, mas lembro perfeitamente que era uma história com o Justin Bieber (meu crush supremo e amor platônico da época).

FFOBS: O que você procura passar para os seus leitores?
A: Apesar dos vários temas que eu trato na minha história, acho que o foco principal que eu quero passar é a resiliência da personagem, que, mesmo com vários obstáculos no caminho, com seus altos e baixos, ela continua seguindo em frente, continua se levantando queda após queda. E a vida é basicamente isso, de uma forma ou de outra, busco sempre retratar alguma verdade no meio da minha fantasia.

FFOBS: Como você lida com críticas negativas e cobranças?
A: Eu tento ser bastante pragmática nesses quesitos. Separo o que é uma crítica construtiva da negativa e literalmente me faço de doida no segundo caso. Entra por um ouvido e sai pelo outro. Na maioria das vezes as pessoas que jogam cobranças e críticas negativas na gente, só querem nos desestimular.

FFOBS: Se você pudesse trazer a vida um personagem de qualquer de suas histórias, qual seria e por quê?
A: Natasha Romanoff, com certeza. Ela sempre foi minha personagem favorita do MCU e dos Vingadores Originais. Ela é uma mulher muito forte e que teve um passado trágico, mas que não deixou se abalar por isso.

FFOBS: Quando você inicia uma nova fanfic, já sabe como ela terminará ou é um processo contínuo?
A: Eu tenho uma base do que quero. Um esqueleto para o início, meio e fim. Mas as vezes os personagens acabam tomando um outro rumo (como se criassem vida própria mesmo hahaha) e eu vou adaptando o que vai acontecendo para o “fim” que eu imaginei. Ou seja, em outras palavras: Não tenho ideia do que to fazendo e rezo para tudo dar certo no final hahahahhaha

FFOBS: Se você fosse convidada a escrever uma série de TV, um filme e um livro, mas só pudesse escolher um, qual seria? Por quê?
A: Acho que uma série de TV, daquelas bem dramáticas e cheia de reviravoltas! Amo a ideia de acompanhar de pertinho o desenvolvimento de cada personagem e ver, sei lá, o vilão se tonar nosso favorito. Acho que nunca escolheria filme, por achar que o tempo de tela fosse pouco, assim, desenvolvendo superficialmente os personagens.

FFOBS: Você tem algum autor ou história que considera uma inspiração pra você? Pode citar?
A: Livros já publicados, a história de Jogos Vorazes me inspira muito. Mas, minha maior inspiração para voltar a escrever - depois de um grande e longo período sem conseguir pensar em nada -, com certeza, foi a fanfic da Ju Serra, Project Neriine. Eu sempre fui a louca da Marvel, sempre ficava procurando fanfics pelo site e sentia uma enorme falta de conteúdo sobre, até que eu encontrei essa fic em especial, fiz amizade com a autora, e mesmo sem saber, ela aos poucos foi me inspirando a voltar a escrever, a voltar a gostar e acreditar na minha escrita.

FFOBS: Se você tivesse oportunidade, hoje mesmo, de transformar uma história sua em livro, qual seria? Por quê?
A: Eu tenho vários projetos de fanfics presos no meu drive e que não passam do prólogo ou de uma sinopse rasa e sem desenvoltura, mas, eu tenho um projeto em especial, que até estava publicado aqui no site (infelizmente por motivos pessoais, eu acabei pedindo sua retirada). Com certeza, se eu tivesse a oportunidade de transformar em livro, seria essa história em questão. Reescreveria ela todinha com o maior amor e carinho.

FFOBS: E se não fosse uma fanfic já existente? Se fosse uma história totalmente original, que sinopse ela teria?
A: Claire Blake era a típica menina feliz, com a família perfeita e os amigos perfeitos, até que tudo mudou, quando um dia ela sofreu um acidente de carro com seus pais. Ao acordar sete dias depois na UTI, Claire descobre pelo seu irmão John, que ambos seus pais morreram, devastada, Blake desenvolve depressão nervosa ao culpar-se pela morte dos pais. Ela se perdeu em meio à escuridão. A vida não tinha mais cor. Desde que seus pais morreram, foi como se ela tivesse ido com eles. Não existiam mais motivos para continuar, não daquela forma. Como uma garota tão viva pôde ter uma morte tão dolorosa? Sim, ela morreu da pior maneira, morreu por dentro. Fora jogada as portas do inferno, mas não queria ser salva. Desesperado, seu irmão procura a ajuda de Nate Campbell, um dos maiores e melhores psicólogos de toda Londres que se viu no dever de ajudar aquela pobre alma, mesmo lutando contra fantasmas em seu passado, que o acorrenta e o sufoca violentamente. Mas o que aconteceria se sua própria alma fosse puxada pelos demônios? Ao se deparar com a situação da menor, Nate se envolve demais em seus problemas. Ele não esperava por aquilo, na verdade, ninguém esperava, mas lá estava ele, apaixonado pela garota que tinha tantos problemas que enxergava o mundo como o próprio inferno. Nessa trama perigosa que envolve a sanidade, o único desafio para os dois é o de permanecer vivo.

FFOBS: Alguma cena ou história é baseada em algum fato da vida real, algo que você ou alguém que conhece vivenciou?
A: Sim, eu procuro muito colocar verdade e intensidades nas minhas palavras, então por mais que DMP seja uma fanfic sobre os Vingadores e do universo da Marvel, muitas das inseguranças e dos questionamentos dos meus personagens, tiro da minha perspectiva de vida sobre algo que já passei e o que aprendi com isso.

FFOBS: De onde você tira inspiração para as características, manias e personalidade de suas personagens?
A: Normalmente eu começo procurando sempre um contraste entre os personagens, mas, basicamente, tiro de séries ou filmes que assisto, de algum contexto de música, livros… Mas, no fim, acabo criando do zero e ao passar a ideia para o “papel”, é como se os personagens criassem vida própria dentro de mim e eu apenas tenho que exteriorizá-los para o mundo.br>
FFOBS: Qual foi o lugar mais estranho que você já teve um vislumbre de cena/momento para a sua história?
A: Com certeza foi enquanto eu lavava o banheiro hahahaha. Acho que nunca foi uma coisa tão aleatória e estranha quanto o dia que eu estava, literalmente, quase sufocando com o cheiro forte da água sanitária e me veio um vislumbre de uma cena de ação para DMP. Até hoje penso que na verdade, acabei me drogando de água sanitária e eu estava sob os efeitos dela quando pensei na cena.

FFOBS: Quais são os seus próximos projetos?
A: Terminar DMP, com certeza, pois, como é uma fanfic que está sendo escrita do começo do arco, lá em Soldado Invernal, e eu pretendo acabar em EndGame, ainda tenho muito chão pela frente até finalizá-la. Fora isso, nenhum outro plano tão concreto, não quero me comprometer muito com outra história sendo que a atual consome basicamente toda minha criatividade e energia. Mas ideias acabam surgindo eventualmente e eu não posso prometer nada diante disso.

FFOBS: Por fim, que tal citar um trecho de uma fic que você escreveu e sente orgulho?
A: “Steve perdeu a fala. Meio surpreso, meio maravilhado com o que ela poderia fazer e como ela havia se arriscado para estar ali. Mais uma vez Raven tinha se colocado em perigo para salvar outra pessoa. Mais uma vez ela tinha deitado no arame farpado. Steve a admirou ainda mais. Admirou sua força, sua resiliência, sua fidelidade. Tudo o que Nicholas Fury pareceu jogar no lixo horas atrás, era o que agora Rogers mais venerava nela. Como o ex-diretor foi capaz de tanta desconfiança? Ela que desde o primeiro momento colocou a cara a tapa em uma briga que nem lhe pertencia. Steve não viu, mas Raven havia desarmado mais uma defesa sua, e com isso, a garota entrava sorrateiramente não só em sua mente, como também em seu coração.”

FFOBS: A entrevista vai terminando por aqui, caso queira deixar algum recado final, fique à vontade!
A: Eu gostaria, de verdade, de agradecer a todas as leitoras! Cada uma que separou um tempinho do dia para ler minha história, para comentar, falar sobre, interagir comigo no twitter. Cada ato desse, por menor que possa parecer, é muito importante para mim e eu sou muito grata e zelo por isso. Por essa conexão. Eu me sinto honrada em estar aqui, em dar essa entrevista, em perceber que agora eu finalmente faço parte das “autoras grandes” que eu mesmo criei mas nunca me inseri. Graças a vocês, eu to nessa lista e to aqui, nessa entrevista. Obrigada às minhas amigas, que todos os dias, e sempre que podem, me incentivam a continuar. Obrigada Ju, Thaisa, Thaís, Lorena, Thaila, Manu e Carmem. Vocês, mesmo sem perceber, me dão todo o apoio que eu preciso e todo o incentivo necessário para seguir no mundo da escrita.
No mais, gostaria de dizer também que, voltar a escrever depois de um longo tempo parada foi uma decisão muito difícil e ver todo esse retorno e apoio recebido nesse pouco tempo de volta, faz com que meu coração exploda de felicidade e a gratidão ultrapasse todos os níveis humanamente possíveis. Obrigada, de coração!