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Autora VIP do Mês - Setembro

Julia M.

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@juliamattarx

Fanfic Obsession: Como você se sentiu quando descobriu ser a Autora VIP do Mês do FFOBS?
AUTORA: Eu acho que felicidade nem começa a descrever o sentimento. Escrever é algo que sempre me fez muito bem, e eu passei por um período em que as palavras simplesmente não estavam fluindo para mim. O prazer acabou virando frustração. Me arrisquei de novo, mês passado, e pela primeira vez em muito tempo, fiquei feliz com o que estava no papel. O título veio para coroar esse retorno, então é uma injeção estimulante. E agradeço, é claro, as minhas leitoras. A felicidade não seria possível sem o apoio delas.

FFOBS: Quando você começou a escrever? Lembra como foi sua primeira história?
A: Há 15 anos! Parar para pensar em como o tempo passa rápido me assusta hahah. Era algum clichê envolvendo Dougie Poynter, Danny Jones e enemies to lovers. Talvez nada tenha mudado…

FFOBS: O que você procura passar para os seus leitores?
A: Eu sempre escrevo com o desejo que eles se identifiquem com os sentimentos dos personagens. Não precisa ser algo pessoal, mas eu quero que eles entendam o que os personagens estão sentindo.

FFOBS: Como você lida com críticas negativas e cobranças?
A: Sempre tento ver o lado positivo das coisas. Acho que desgostos são naturais; agradar a todos é uma tarefa impossível. Se as críticas forem construtivas, antes me ater a elas, penso se elas se encaixam a minha realidade.

FFOBS: Se você pudesse trazer a vida um personagem de qualquer de suas histórias, qual seria e por quê?
A: Provavelmente o pp de Shades of Cool do meio da história pro final, vale? hahah E ele tem que ter a carinha do Poynter, é claro!

FFOBS: Quando você inicia uma nova fanfic, já sabe como ela terminará ou é um processo contínuo?
A: Acho que todas as autoras vão concordar comigo: os personagens criam vida própria! Eu tento me planejar, mas o curso que a história segue nem sempre é o mesmo que pensei no início.

FFOBS: Se você fosse convidada a escrever uma série de TV, um filme e um livro, mas só pudesse escolher um, qual seria? Por quê?
A: Filme, com toda certeza! Sou apaixonada por cinema e gosto de pensar as diferentes visões que diferentes diretores trariam para uma história minha. Imagina entregar o mesmo roteiro pro Scorsese e pro Baz Luhrmann? Acho que o resultado seria incrível. E mais duas palavras: Leonardo DiCaprio! hahah

FFOBS: Você tem algum autor ou história que considera uma inspiração pra você? Pode citar?
A: Great Gatsby sempre vai ser minha história preferida. O jeito que o Fitzgerald brinca com as palavras é surreal. Ele faz qualquer cena parecer mais bonita nas páginas.

FFOBS: Se você tivesse oportunidade, hoje mesmo, de transformar uma história sua em livro, qual seria? Por quê?
A: Com alguns ajustes, Shades of Cool! Tenho um carinho muito grande por essa história e pelas pessoas que ela me trouxe.

FFOBS: E se não fosse uma fanfic já existente? Se fosse uma história totalmente original, que sinopse ela teria?
A: Tenho muita vontade de escrever suspense! Mas acho que eu sou muito ansiosa para isso. Algo envolvendo um assassino a ser descoberto. Com uma personagem principal um pouco duvidosa, talvez.

FFOBS: Alguma cena ou história é baseada em algum fato da vida real, algo que você ou alguém que conhece vivenciou?
A: Eu li uma vez que tudo que a gente escreve é inspirado em algo que vivemos, vimos ou ouvimos, e eu concordo plenamente! É inevitável colocar um pouco de mim em cada pp que escrevo.

FFOBS: De onde você tira inspiração para as características, manias e personalidade de suas personagens?
A: Filmes! Holly Golightly e Jack Dawson são sempre grandes inspirações. Titanic e Breakfast at Tiffany’s são filmes que eu sempre assisto quando preciso de um empurrãozinho pra escrever.

FFOBS: Qual foi o lugar mais estranho que você já teve um vislumbre de cena/momento para a sua história?
A: Provavelmente no meio de um beijo! hahahah Rolou algum sentimento diferente e precisei escrever como eu estava me sentindo. Tá perdido em algumas das milhares de páginas que escrevi…

FFOBS: Quais são os seus próximos projetos?
A: Por enquanto, quero finalizar State of Grace! É uma história que estou animada para o desenvolvimento e os personagens principais já ganharam meu coração.

FFOBS: Por fim, que tal citar um trecho de uma fic que você escreveu e sente orgulho?
A: Lá fora, tudo estava silencioso.
E eu quase pude ouvir um clamor melancólico quando seu rosto se contorceu. Me perguntei se eu estava chorando sem perceber. E estava.
Pela primeira vez naquele dia, senti que Dougie olhava para mim, e não através de mim, como sempre costumava fazer. Como se eu não estivesse realmente à sua frente - e se eu estivesse, ele simplesmente não se importava.
Dessa vez, ele se importou.
E então nós apenas nos olhamos por alguns instantes.
Quando eu e Harry éramos mais novos, em algum momento entre os meus doze ou treze anos, nossos pais nos levaram para passar o verão nos Hamptons A casa em Cooper’s Beach ficava bem em frente ao mar. Quando eu pensava naquele verão, eu não lembrava das tardes que passei brincando na costa e tomando sorvete de melancia. Nem mesmo nas manhãs, quando o sol brilhava tão forte e ultrapassava as cortinas direto para os nossos rostos, dourando o quarto com a promessa de um dia glorioso. Eu me lembrava apenas das noites. Logo antes de dormir, deitada no quarto em que eu dividia com meu irmão, quando todas as luzes estavam apagadas e eu não podia ouvir nada além do som das ondas quebrando na areia. A melodia do mar era tão bonita e, ao mesmo tempo, tão assustadora. Eu pensava em todo aquele infinito oceano encontrando-se com o céu no horizonte em um imensurável espetáculo da natureza. Fazia eu me lembrar o quão pequena eu era em relação ao mundo.
E, enquanto se afastava do sol, o barulho ficava cada vez mais alto, cada vez mais perto.
Me perguntava se as ondas podiam invadir meu quarto e me levar com elas. Me consumir naquele divino infindável.
E meu peito se revirava em tumulto, dividido entre vontades opostas. Queria me esconder entre as cobertas e me proteger do mar, porque não queria ir para longe. Ao mesmo tempo, queria ir até a sacada, contemplar o Atlântico e conhecer a parte do mundo que ainda me era estranha. Queria me deixar levar. Pelo mar, pelo desconhecido. Pela vida.
Eu não me lembrava daquela sensação há algum tempo - talvez até tivesse a apagado de dentro de mim. Mas ali, naquele exato instante, quando me permiti realmente olhar nos olhos de Dougie, fora exatamente o que eu senti. Medo e curiosidade.
Tempestade e torta de maçã.
Um arrepio percorreu meu corpo e fez formigar a ponta dos meus dedos dos pés quando me perguntei se ele me abraçaria e enxugaria minhas lágrimas, como no verão em que caí de patins.
Não.
É claro que não.
(State of Grace - capítulo 1)

FFOBS: A entrevista vai terminando por aqui, caso queira deixar algum recado final, fique à vontade!
A: Quero agradecer, primeiramente, ao ffobs por me dar esse espacinho para falar sobre minha relação com a escrita. Sou a favor de qualquer movimento que aproxime leitores e escritores! O ffobs sempre teve gostinho de casa pra mim e eu amo isso! E muito obrigada a todas as minhas leitoras que sempre me apoiaram e estiveram aqui por mim, seja quanto tempo passasse sem uma atualização ou nova história. Nada seria possível sem vocês, e não é clichê. Minhas amigas, que também sempre são fonte de apoio e não me deixam esquecer o quanto eu amo combinar palavras em uma folha em branco. Eu amo vocês.