by GabyJ.
Beta-Reader:Carol F.


Capítulo 1

Saudades


“Desejo que eu tome coragem para falar com ”.

- Pode dar o primeiro nó, tia.
Minha pulseirinha rosa de Nosso Senhor do Bom Fim estava começando a ser amarrada em meu pulso e logo, logo estaria toda embolada sem ao menos dar para ver o que está escrito.

“Desejo que peça logo para namorar com a

- Já fez, querida? - A voz impaciente de minha tia passou por mim como um susto e estremeci.
- Já sim, tia. – Ela terminou de dar o segundo nó e começou devagar o primeiro me esperando.

“Desejo... Que Dave termine com a vaca da Liv” (é meu melhor amigo, não quero que ele namore uma vaca que eu odeio e que nem faz ele feliz).

Respirei fundo antes de abrir os olhos.

- Obrigada, tia.
- De nada querida, boa sorte com seus desejos. – Ela deu seu sorriso falso e eu retribui com o sorriso mais falso que consegui encontrar. – Vou ajudar sua mãe a arrumar as coisas da mudança.
- Claro. – Concordei. – Avisa para ela que vou dar uma volta no condomínio.
- Tudo bem querida, divirta-se. – Então ela subiu as escadas.

Me virei para a porta e a encarei, depois de um longo minuto sai dali e me encontrei na calçada em frente a minha casa. O condomínio era imensamente gigante e isso era maravilhoso, mais tempo para gastar andando e menos tempo para ficar em casa aturando a família chata (tias) da parte do meu pai, eles eram exatamente o tipo de família que perguntava desde o principio de sua existência: “E ai, como vão os namoradinhos?”. Sim, típico de família idiota, exatamente como a minha.
Além disso, eu adoraria conhecer meus vizinhos, desde que eles fossem bonitos.

Andei e pensei sobre tudo que queria, então seria melhor se voltasse para casa, afinal já parecia ser à noite e as minhas tias já deveriam ter ido embora, só não conheci os vizinhos, mais isso faria amanhã.

Coloquei a touca do meu casaco rosa claro e fui andando calmamente para casa, já deveriam ser umas nove horas e eu ainda tinha que checar meus e-mails.

- Oi mãe. – Disse quando entrei em casa e segui para a escada.
- Olá filha, não vai comer nada?
- Não estou com fome, valeu.

Então subi e entrei no meu quarto, ele já estava todo arrumado, minha cama, minhas estantes e meu closet pareciam ter tudo que era meu bem organizado. Peguei meu roupão lilás seco e fui para o banheiro tomar banho.

Vesti meu pijama e minha pantufa tipo chinelinho da Mel, depois sentei na minha cadeira de couro branco, abri meu notebook branco e rosa da Apple, abri uma paágina na internet Google Chrome e entrei no meu e-mail.
Opa, um e-mail.

De: @hotmail.com
Assunto: Saudades

, ‘tô com saudades, gata, me liga qnd ver este e-mail, flow?Acho que agnt precisa conversar né? Beijos... Te amo.

Não sabia se ficava feliz ou triste. Aliás, não sabia se teria coragem de falar com ele, mas estava morrendo de saudades, então peguei o telefone e disquei o numero dele sem pensar duas vezes.

- Alô? – Sua voz me fez sorrir automaticamente e eu fiquei muda.
- Alô? – Ele repetiu.
- ?
- ? – A voz dele ficava mais linda dizendo meu nome (não sou modesta mesmo não).
- Sim... – Minha voz falhou e ele percebeu e riu (sim, isso foi constrangedor). – Li seu e-mail. – Disse sem saber o que falar.
- E é só por isso que você me ligou? – Sua voz agora estava em um tom totalmente malicioso.
- Não. – Saiu da minha boca sem eu querer. Cala a boca, .
- Imaginei. – Ele riu de novo e um jato de adranalina passou pelo meu corpo e eu mesma não entendi. – Eu estava com saudade.
- Eu sei. – Disse convencida.
- Humm... E você não vai se declarar, ou prefere deixar pra depois? – Escutei seu riso baixo e estreitei o olho.
- Deixar pra depois?
- Posso ir na sua casa?
- Agora?
- É.
- Pra que?
- Preciso falar contigo.
- Eu também. – Falei de novo sem querer, estávamos falando muito rápido e de repente paramos. Mas tudo era a mais pura verdade, eu sentia falta de seu cheiro, de seu abraço, de tudo que ele me oferecia quando eu estava com ele.
- Posso ir? - Ele disse depois de um longo minuto.
- Vou te esperar na praça em frente ao condomínio.
- É melhor não, está muito tarde para você ficar na rua. – De repente me senti um bebê, mas não reclamei.
- Vou ficar na portaria do condomínio.
- Ok, já estou indo.
- Tudo bem, vou te esperar.
- Te amo. – Ele desligou antes que eu pudesse responder, coloquei o telefone no gancho e sorri mesmo sem ter motivo.

Fui até meu closet e em um segundo já estava com uma roupa descente, calça jeans, um moletom azul marinho e um tênis Adidas de skatista.
Desci as escadas como um jato saltitante. Pela minha animação parecia que ele estaria ali agora, e eu sabia que isso não era verdade, mais eu ainda tinha esperança, uma esperança que s desfez em um segundo quando cheguei à entrada do condomímio.

Sentei no meio fio e fiquei lá contando os segundos e em exatamente seis minutos o carro dele estava lá, em frente a mim, e a porta se abriu. Me levantei em um pulo e ele estava lá, de frente para mim, a menos de 5 cm de meu rosto. Eu estremeci e ele sorriu maliciosamente, aproximando-se de mim lentamente com os olhos fechados e eu automaticamente fechei os meus também, aproximando-me dele assim como ele fazia; os nossos lábios se encostaram e novamente eu estremeci, senti nossas línguas encostando-se lentamente e se cruzando, ele me puxou pela cintura para mais perto dele, nossos lábios não se abriam totalmente, mais estar tão perto dele assim era maravilhoso.

- ... – Disse baixo, quase como um gemido.
- Sim. – Ele disse soltando minha cintura aos pouco e nos distanciamos.
- Não acha que...
- Vai dizer que não gostou? – O sorriso malicioso voltou ao seu rosto.
- Claro que gostei. – Disse na defensiva. – Mas... – Eu fui para trás dele e fiquei de costas. – Eu acho que você disse que tínhamos que conversar.
- E temos, não é?
- É. – Continuei de costas.
- Mas acho que isso pode esperar. – Ele agora estava falando no meu ouvido e me fez arrepiar, ele enlaçou suas mãos em minha cintura e eu fechei os olhos com toda a força e respirei fundo. – Você não acha? – Na verdade eu achava, mais não queria ceder, aliás, meus pais poderiam notar minha falta mesmo dormindo (superpoderesdepais) e tenho aula amanhã, então não poderia ficar até tarde ali e se eu respirasse seu cheiro tão de perto como antes eu não agüentaria me distanciar.
- Sim... – Eu me virei rapidamente e novamente estava a menos de 5 cm dele, mas então cheguei para trás. – Tenho aula amanhã, e você também, deveria estar dormindo.
- Ok... – Ele cedeu e eu relaxei. – Mas amanhã vou te pegar no colégio. – Ele foi em direção ao seu carro e se virou... De repente estava vindo em minha direção, ele chegou seus lábios perto de meu ouvido. – Não costumo desistir do que quero tão fácil. – Então deu um beijo na minha bochecha e foi para seu carro, entrou, fechou a porta e abriu a janela. – Não fuja de mim amanhã, tudo bem?
- Não fujo de você. – Era tarde demais, por que ele sempre fazia isso comigo?

Capítulo 2

Amizade colorida


- Oh, inferno. Quem é o idiota que liga em plena seis horas pra mim? – Peguei meu celular e vi na tela . Logo fiquei bem humorada, me perguntando que tipo de poder este garoto tem sobre mim?. Então atendi.
- Alô? – Minha voz de sono não tinha como esconder.
- Oi. Te acordei? – Ele perguntou calmamente e precupadamente.
- Não. – Menti para não chateá-lo. – Já estava indo tomar banho.
- Tudo bem, mas desculpa ter ligado cedo, não conseguia parar de pensar em te ligar, então resolvi ligar, pensei que já estava acordada. – Desabafou ele e eu não pude evitar de sorrir.
- Fez bem, também não conseguia parar de pensar em você. – Falei sem pensar e ele riu.
- Estou indo praí.
- AH? - Quase gritei.
- Hoje eu te levo pro colégio. - Fiquei confusa.
- Ah, claro. - Falei em um tom de riso.
- ‘Tá rindo por quê? Estou indo para sua casa agora.
- Desculpa mais meu pai vai me levar, minha escola é muito longe.
- Não tem problema, está cedo.
- Ok. – Desisti de convencê-lo de que meu pai me levaria, só não sei que desculpa vou dar, até por que meus pais nem sabem quem é .


Será que ele estava tão louco por mim quanto eu estava por ele?

Tomei banho, vesti minha roupa, peguei meu material e desci a escada correndo, fui direto a porta, mais a voz de minha mãe me fez olhar para trás.

- Oi filha, bom dia.
- Oi, bom dia.
- Seu pai já está pronto, só está escovando os dentes.
- Pode deixar mãe, hoje eu vou a pé.
- Mas não é um pouco longe a sua escola?
- Sim, mas está muito cedo, mãe, minha aula começa só sete horas, são seis e vinte.
- Tudo bem, vou avisar pro seu pai.
- ‘Brigada.

Abri a porta e saí como um jato. Abri o portão e saí correndo pelo condomínio; chegando na portaria andei mais divagar. Fora do condomínio eu não via ele nem o carro dele, ele já devia estar chegando.

- Bú. - Senti dois dedos apertando minha barriga.
- AAAH. – Gritei e virei para trás, senti o alívio tomar conta de mim enquanto o rosto lindo dele fazia com que minha pele coberta de agasalhos se arrepiasse, ele me abraçou e eu senti o sorriso em seu rosto.
- Vamos?
- Vamos.
- O carro está ali. - Ele apontou para uma BMW preta.
- Mas... Não era um conversível prata?
- É, mas hoje meu pai pegou o meu carro e eu peguei o dele. – Ele sorriu pegando minha cintura e andando em direção a BMW. – Você prefere o meu?
- Tanto faz, não ligo muito para carros. – Dei de ombros. – Você deve preferir o seu, não é?
- O motor do meu é bem melhor, mas o... Bom, acho que você não gosta muito desse assunto, não é?
- Não, não gosto.
- Imaginava.
- Você disse que precisávamos conversar, lembra?
- Claro, mas também lembro de falar que isto poderia esperar e você concordou, não é verdade? – Respirei fundo.
- É.
- Você não acha que está cedo demais para ir direto para escola? - Fiquei confusa com sua fala.

Nós chegamos no carro, eu dei a volta para sentar no banco da carona e quando fui abrir a porta a mão de puxou levemente minha mão, logo depois soltando-a e eu fiquei parada por um minuto e antes que me virasse, seus braços ao lado de minha cintura encostaram em seu carro me deixando sem alternativas para fugir de seu cheiro delicioso que me penetrava.

- Parece que você tem medo de mim. – Ele disse em meu ouvido calmamente com uma voz deliciosa e eu estremeci novamente. – O que você acha que posso fazer com você? – Disse com a mesma voz e não pude evitar de estremecer.
- Nada, só acho que temos que ir, meu pai pode nos ver aqui.
- Tenho certeza de que isso não será nada de mais.
- Eu disse que iria a pé.
- E quem disse que você não vai? – As perguntas dele me deixavam muito confusa.
- A gente pode conversar se olhando? – Afinal ainda estávamos um de costas para o outro.

Ele soltou uma risada e tirou os braços do lado de minha cintura, então me virei e ele estava perto demais, dei uma rápida olhada em meu relógio.

- Já são seis e quarenta.
- De carro podemos chegar em dez minutos. – Prendi a respiração e olhei para o lado, vi o carro de meu pai passando pela praça um pouco longe de nós e o carro saiu de minha vista, quando olhei para ele também estava observando o carro, mas com seu delicioso sorriso malicioso.
- Agora não corremos o perigo de seu pai nos ver.
- É, tem razão, mas acho que já podemos ir. – Me virei para o carro e ele me deixou abrir a porta.

O carro era muito alto, e eu muito baixinha, só tenho 1,62, encarei o degrauzinho para subir na BMW; ele percebeu e riu.

- Posso te ajudar?
- Não, obrigada. – Disse mal humorada.

Coloquei minhas coisas no banco, apoiei minha mão no mesmo e dei um impulso, quando dei por mim estava com as pernas do lado de fora do carro olhando para , ele foi chegando cada vez mais perto de mim.

- Podemos ir? – Virei para frente me endireitando.
- Sim. – Ele fechou a porta e deu a volta pela frente do carro. - Do que você tem medo?
- Como? – Fiquei confusa.
- Do que você tem medo? – Ele parecia chateado. – Você foge de mim, como se eu fosse o monstro que vai pegar a menina.
- Não é isso.
- Então é o que? – Já disse que as perguntas dele me deixam confusa? Só para reforçar, elas deixam.
- Tipo, a gente se tratava tão diferente... – Parei para respirar enquanto ele dirigia. – E... De repente... você quer ficar comigo?
- Não quero apenas ficar com você... – Eu congelei, e depois corei, a parada brusca do carro me fez olhar para ele, seus braços musculosos estavam em frente a mim para proibir uma batida de cabeça. – Eu quero... Ser muito mais do que eu sou pra você.
- E o que você é para mim? – AHA... Agora eu o deixei confuso, até eu fiquei confusa.
- Eu diria que... Um amigo?
- Não. – Retruquei.
- Não? – Ele levantou as sobrancelhas em um tom de dúvida.
- Não... Você não é um simples amigo. Você é o meu melhor amigo.
- Acontece que não quero ser apenas seu melhor amigo.
- APENAS?
- Em relação ao que eu sinto... É sim, apenas. – Fiquei muito confusa, o que ele queria dizer com isso? Depois de um longo minuto pensando.
- Eu vou pensar no que você disse... Não entendi muito bem. - Ele franziu a testa e colocou uma das mãos na cabeça.
- Pensa... – Ele sorriu. – Acho que aquelas são suas amigas. – Apontou para trás de mim, e eu me virei para ver.

, e estavam com seus fichários na mão, conversando e rindo.

- Sim, são elas. – Peguei minhas coisas e abri um pouco a porta, virei novamente para ele antes de abrir totalmente. – Pensarei. - Abri a porta e quando estava fechando.
- Vou vir te buscar. – Arregalei os olhos.
- Ok. – Sorri e me virei, então ele se foi.

As meninas ficaram olhando para mim com a boca aberta e eu fui em direção a elas.

- ME-NI-NA, o que foi isso? Quem era? – Perguntou .
- Humm... .
- ? Aquele seu amigo gatééééééérrimo que estava na sua casa aquele dia da piscina?
- É. – Falei indiferente.
- Vocês tão... ? – Ela disse mexendo a cabeça como se fosse para eu adivinhar, e adivinhei.
- Ficando?
- É?
- Não, somos amigos.
- Ah, sei, amizade colorida...
- Vamos dizer que sim. – Por essa elas não esperavam, sai sorrindo e andando calmamente.

Sai andando na frente para falar com Dave.

- DAVEE. – Gritei no ouvido dele, ele estava de costas conversando com Charlie e (dois amigos dele que eu não gostava muito).

Ele se virou num pulo.

- , tudo bom linda? – Eu o abracei e enquanto nos abraçávamos revirei o olho para Charlie e .
- Tudo e com você?
- Também.
- te ligou? – Fiquei confusa.
- Como você sabe?
– Ele falou comigo sobre tudo.
- Humm... Então acho que precisamos conversar.
- Ah, claro. – Bateu o sinal.
- Depois a gente se fala.
- Tudo bem, a nossa próxima aula é a mesma, né?
- É sim.
- Ok.
- Tchau gata. – Disseram e Charlie num coral.
- Num mexe com ela, ow. – Dave era um dos meus melhores amigos, e ele sempre me defendia, adorava isso.
- Tchau Dave.
- Não esquenta não, ok? – Ele disse balançando a cabeça para o lado de Charlie e .
- Nada vai estragar meu dia hoje. – Eu pisquei e ele também, então virei e fui embora.

Fui em direção as meninas que estavam me esperando na frente do corredor.

- Oi, vamos?
- Vamos... Meu horário é junto com o seu?
- Hmm, não sei, eu vou para aula de física A.
- Vou para biologia.
- História.
- E você, ?
- Não sei... Vou ver no meu horário. – Ela pegou um horário no bolso pequeno de sua bolsa. – Ew, Matemática B.
- Que ótimo, cada um em uma sala, realmente perfeito. – Disse .
- Cadê os meninos?
- James e Steve?
- É claro.
- Eles estão faltando aula na sala de estudos que ninguém usa.
- Ok, vou lá com eles. – Elas olharam pra mim confusa.
- É... Na próxima aula a gente se vê.
- Beijos.

Segui para o corredor ao meu lado direito que dava no jardim que dava na sala de estudos, cheguei lá e abri a porta devagar, me escondendo e senti a respiração deles se prender.

- Oi meninos. – Eles pularam e eu apareci rindo.
- Ui, que gata é essa que eu nunca vi aqui antes? – James disse me zoando com Steve.
- Humm... Nem sei. – Ele parou rindo e olhou pra mim. – Vem sempre aqui? – Eu não respondi, apenas abracei eles e eles também me abraçaram, deixei meu material cair.
- E aí, gente? – Sentei no chão.
- Tudo bem. Por que você resolveu faltar aula?
- Sei lá. Aula é uma coisa muito monótona para uma manhã como a minha. – Eles riram. – E vocês, aposto que não tem motivos para ficarem aqui, não é?
- Não. – Respondeu Steve.
- Já imaginava...
- Mas então, como foi sua manhã até agora para não querer assistir aula?
- Então... Foi boa, mas prefiro falar sobre isso quando as coisas já estiverem resolvidas.
- Ok. Aqui, quando a gente vai fazer o trabalho de química? – Arregalei os olhos.
- Ops, tinha me esquecido disso.
- Humm... Logo você, se esquecendo de fazer um trabalho? – James falou incrédulo.
- Bom, a gente pode fazer hoje. – Disse ignorando sua pergunta.
- Ah, esquecemos de te falar, hoje não vai dar, vamos naquela festa que vai ter na casa do Charlie e íamos te chamar pra ir... A e a vão.
- ‘Tá, mais o Dave não vai não?
- Acho que sim, não vimos ele hoje ainda.
- Ah, então eu vou, que horas vai ser?
- Vai começar cinco da tarde e terminar umas três da manhã, mais a gente vai oito e meia.
- Tudo bem, eu vou.
- Ag ente passa na sua casa oito e meia então, ok?
- Ok. – O sinal da próxima aula tocou.
- Vamos? Ou vocês vão ficar ai? – Eles só se levantaram e me seguiram.
- Agora minha aula é de Espanhol.
- A minha também. – Disse Steve.
- A minha é de Química.
- Depois a gente se vê.
- Aham. – James seguiu para o outro lado do jardim.

Steve era a melhor companhia para quando você quisesse pensar, este não era o caso no momento, mas eu amava ele.

- Steve...
- Oi.
- Se eu gostasse de você mais estivesse escondendo isso todo o tempo e te dissesse agora, você ficaria comigo?
- Por quê? – Ele fala de olhos arregalados.
- Não gosto de você, Steve, é só um exemplo.
- Ah tá... Bom, depende.
- De que?
- Se eu gostasse de você...
- Se você sentisse arrepios quando chegasse perto de mim?
- Por que não faz essas perguntas para a , ela adora responder coisas desse tipo.
- Não conte para ninguém que estou te perguntando isso, ok?
- Tudo bem.
- Mas me responda.
- Bom, eu ficaria com você se sentisse arrepios quando chegasse perto de você.
- ‘Brigada, não sabe o quanto me ajudou.
- E por que você me perguntou isso?
- Só para saber. – Já estávamos em frente a sala, ele pegou minha mão e me levou até uma carteira no fundo da sala.
- Me conta, por quê? ‘Tá a fim de quem?
- De um garoto aí.
- Ok, chama ele para ir a festa com a gente. – Congelei.
- Erm, vou ver se ele pode.
- Tudo bem. – Ele virou para frente e eu também.

Capítulo 3

Beijo


Cinco minutos para terminar a aula e eu estava louca para vê-lo, mas não sabia se ele já estaria lá. Enfim tocou o sinal e eu rapidamente arrumei minhas coisas, olhei para a porta e lá estava Dave, provavelmente me esperando. Segui para a porta como um jato.

- DAVE! – Disse batendo na sua bunda.
- Oh, menina abusada. – Ele disse para seu amigo que eu ainda não havia olhado para o rosto.
- Oi. – Disse o garoto e enfim olhei para seu rosto, o garoto parecia ter uns 20 anos, mais ou menos, eu o reconheci, só não lembrava quem era nem aonde conheci. – Já nos conhecemos né? – Pelo visto ele lembrava de mim.
- Erm, acho que sim. – Ele riu sem graça.
- pediu pra eu vir aqui. – O sorriso desapareceu do meu rosto e Dave me deu a mão. – Ele perguntou se você podia ir pra casa do Dave, que ele vai pra lá depois, ele vai ter que ficar até uma hora no colégio e não podia te ligar, tudo bem?
- Tudo, só vou ligar pra minha mãe para avisar.
- Ok, tchau, até mais.
- Até mais, ‘brigada.

Dave olhou para mim e me abraçou.

- Já falei com sua mãe.
- ‘Brigada, Dave.
- Vamos?
- Vamos. – Respondi e nós fomos para seu carro.
- Você gosta dele, né? – Ele disse abrindo a porta para mim.
- É, acho que sim. – Ele deu a volta e entrou no seu carro.
- Vamos parar pra almoçar? – Eu me assustei, era muito cedo e então olhei no relógio e me assustei mais ainda, eram 12:40.
- Não precisa não, mais se você estiver com fome, podemos parar.
- Não estou com fome também não.
- Ok.

Alguns longos minutos se passaram.

- .
- Sim?
- Por que você o evita quando ele tenta ficar contigo?
- Eu estava tentando tomar a decisão certa. E já tomei essa decisão.
- Ah é? E quem te ajudou a chegar nessa decisão?
- Steve.
- Steve? – Ele falou assustado enquanto olhava a rua.
- Sim.
- E qual foi a sua decisão?
- Eu... Vou deixar rolar.
- É, uma boa decisão, desde que não deixe rolar tudo que ele quiser que role. – Eu entendi o que ele quis dizer com isso. – Ele é homem, , tem 18 anos, não que não confie nele, mais até eu sou assim, não com você e você sabe disso.
- Eu sei...
- Não deixa ele te magoar.
- Não vou deixar.
- Olha só, um namorado que eu aprove. – Ele riu e eu também. – Ele gosta muito de você.
- Eu também gosto muito dele.
- Você nunca desconfiou que ele gostasse de você?
- Não.
- E... Você sempre gostou dele.
- Bom, eu não sabia bem se eu gostava dele, mais eu sentia algo muito diferente por ele, e ainda sinto, só que cada vez mais forte, entende? – Acho que disse demais, mas eu precisava desabafar.
- Entender eu não entendo, mais eu compreendo. – Nós rimos junto. Meu melhor amigo é um safado que fica com tudo que é piriguete que aparece, mas eu amo ele.
- Eu sei. – O carro parou e já estávamos em frente à casa de Dave e ele já estava no meu lado do carro, abrindo a porta.
- Vamos? – Ele abriu os braços para mim e eu pulei (acho que era só para eu abraçar) e ele me segurou.
- Pode ir. – Falei brincando com ele.
- Você que disse, hein. – Ele estava me colocando para trás.
- NÃÃO, DEIXA QUE EU VOU.
- Iiiiiiiiiih, agora já era. – Ele disse brincando.

Me colocou para trás e foi andando calmamente enquanto eu batia minha perna, ele entrou em casa e me jogou no sofá, eu fiz bico e fiquei olhando para ele de braços cruzados.

- Ah, não faz bico, fofinha que eu amo. – Ele disse apertando minhas bochechas, eu não agüentei e ri.
- Sabia que você ia fazer isso. – Ele disse indo em direção a porta.
- Aonde você vai?
- Pegar nossas coisas e fechar o carro.
- Ok, vou esperar aqui. – Ele foi.

Olhei no relógio e um sorriso gigante abriu no meu rosto, faltavam quatro minutos para ele vir para casa de Dave, de repente o telefone tocou. E se for ele, não morre tão cedo. Peguei o telefone e atendi.

- Alô?
- ? – Meu sorriso ficou ainda maior.
- Sou eu.
- Já estou indo praí, ok?
- Ok, ‘to te esperando. – Dave entrou e colocou nossas coisas no sofá.

- É ele? – Perguntou Dave baixo e eu assenti a cabeça.

- ‘To com saudades.
- Eu também.
- Te amo.
- Também. – Ele pareceu confuso. - Beijo.
- Beijo. – Nós desligamos.

- Ele ‘tá vindo?
- Aham. – Levantei do sofá e abracei Dave, ele retribuiu o abraço e riu.
- Que bom que você está feliz.
- É, estou sim.

Nós nos sentamos no sofá e exatamente neste momento a buzina do carro de tocou em frente da casa de Dave. Um sorriso enorme cresceu no meu rosto; Dave riu e foi em direção ao portão e eu fui atrás, estávamos em frente a casa e ainda estava estacionando o carro, Dave chegou perto do carro de .

- Quer que eu estacione? – Dave zoou .
- HÁ. – Indagou descendo do carro, até que ele não dirigia mal.

Fiquei imaginando eu no lugar dele tentando estacionar, mesmo que estivesse só com um carro como era o caso.

desceu do carro, cumprimentou Dave com um tapinha nas costas e depois veio em minha direção, eu respirei fundo, ele me abraçou.

- Que bom que você veio. – Sorri e nós nos separamos.

Uns minutos se passaram e nós três ficamos apenas nos olhando.

- Vamos entrar? – Convidou Dave e depois pareceu arrependido. – Ou querem que eu espere vocês la dentro? – Abri a boca para responder mas...
- É... Daqui a pouco nós entramos. – Respondeu e eu olhei para ele confusa, ele riu.
- Tudo bem. – Disse Dave, ele olhou pra mim com um sorriso torto e eu não entendi, me virei acompanhando seu rosto até ele entrar.

Assim que Dave entrou e fechou a porta eu virei para .

- Você parece confusa.
- Eu estou.
- Por quê?
- Erm... – Pareci mais confusa por não saber por que eu estava confusa. – Acho que deveríamos ter entrado, não?
- Nem sempre o que a gente deveria fazer é o que queremos fazer, não é? – O que ele estava querendo dizer com isso? Hum.
- É? – Disse levantando as sobrancelhas, ele riu como sempre.
- Você pensou? – Claro que ele não deixaria isso passar, e eu pensando que ele esqueceria.
- Pensei.
- E concluiu que? – Ele disse.

Foi chegando cada vez mais perto e agora eu não o evitaria, respirei e também cheguei perto, ele parecia confuso, mas sorriu, nós chegamos mais perto e nossos lábios se encostaram devagar. Não queríamos perder nenhum segundo, ele me abraçou pela cintura e eu coloquei minhas mãos em seu rosto. Ouvi passos atrás de mim e me virei rapidamente.

- Dave... – Sussurrei.
- Desculpa. – Ele disse tímido, eu não agüentei e tive que rir, me acompanhou. – Muito engraçadinhos vocês dois.
- Ow, Davinho. – Eu o abracei e ele riu.
- Vamos entrar logo. – Ele disse.
- Vamos. – Concordei e olhei para que estava sorrindo.
- Agora vamos. – Ele deu o sorriso lindo malicioso dele e eu também sorri.

Quando entramos, Dave nos guiou para a cozinha linda da casa dele, praticamente toda de inox. Ele sentou em uma das cadeiras e nós também.

- Querem comer alguma coisa?
- Aham. – Disse .

Dave levantou da cadeira, abriu a geladeira e ficou olhando por um bom tempo, então me levantei da cadeira onde estava e fui até ele.

- Acho que poderíamos comer fora, não?
- Bom, pode ser, mais aqui tem pipoca de microondas. – Ele disse fechando a geladeira.
- A gente pode ver um filme.
- É, a gente pode chamar as meninas, ah, e dois amigos de vão vir pra cá.
- Ok, vou ligar pra elas.
- Vai lá. – Me virei para ir pra sala, olhei pra e mandei um beijo.

Peguei o telefone e disquei primeiro o numero de , depois de chamar três vezes ela atendeu.

- ?
- Sou eu.
- É a .
- Oi menina, a gente nem se viu no final da aula.
- É mesmo, é por que eu vim pra casa do Dave, depois te conto tudo.
- Ok.
- Aqui, a gente vai ver um filme aqui, ai a gente quer que vocês também venham você, e . Podem vir?
- Vamos sim, vou ligar pra , ok?
- Aham, eu falo com a , beijos.
- Beijos.

Então liguei para .

- Alô?
- Oi .
- Oi . – Nossa, reconheceu minha voz.
- Tudo bom? Aqui, eu tô na casa do Dave e a gente vai ver um filme, eu, , , Dave, e mais dois amigos do . Quer vir?
- Ah, vou, ‘tô indo praí.
- ‘Tá bem, beijos.
- Beijos.

Depois segui para a cozinha.

- Elas vão vir, só não sei da por que a que vai falar com ela. – Sentei ao lado de . – Quem são seus amigos que vão vir?
- e .
- ‘Tá, não sei nem quem são.
- O foi lá no seu colégio falar contigo.
- Ah, sim.

Capítulo 4

Queda


Eu estava em cima do gigante sofá branco da sala de filme da casa de Dave e ao lado de , que estava com as mãos cruzadas em minha cintura. Estávamos totalmente distraídos quando um barulho da cozinha atingiu nossos ouvidos. Eu pulei de susto e olhou na direção do barulho, então nos levantamos e fomos ver o que havia acontecido com Dave.

- Davee! – Gritei e coloquei a mão no rosto, rindo baixo enquanto e ele riam em alto e bom som. Todas as panelas do armário estavam no chão. – Meu Deus.
- Se preocupa não, pega as panelas. – Ele disse brincando com .
- Claro, por que não?- Respondeu fazendo careta.
- Duas antas. – Falei mostrando a língua para eles.
- Que você ama. – Disse Dave, convencido demais por sinal.
- Amo? – Quando disse, virou imediatamente para mim com as sobrancelhas levantadas com cara de riso.
- Não? – Disse ele mexendo as sobrancelhas para cima e para baixo e Dave riu com minha expressão em relação a ele.
- Hum... – Suas perguntas ainda me deixavam sem respostas. – Vou pensar, pode ser? – Ele sorriu para mim, veio em minha direção e abraçou minha cintura.
- Não, não pode ser. – Ele deu seu sorriso maravilhoso e malicioso.

Me deu um selinho e depois ficou olhando para mim e eu o empurrei para trás fazendo sinal de restrição. Ele me entendeu e foi ajudar Dave com as panelas, e quando quase tudo já estava guardado, a campainha tocou e eu fui atender. Abri o porta da frente; era um , musculoso, realmente maravilhoso. Ele estava com um skate na mão.

- É a casa do David?
- É sim. – Abri o portão para ele. – Pode entrar. – Ele entrou e nos cumprimentamos.
- .
- .
- Escutei falar muito de você.
- Também já escutei muito sobre você. – Ele sorriu e eu também.

Entramos e eu fechei o portão.

- Fala ai, . – Escutei, de longe, a voz de .

Cheguei lá dentro e estavam os três lá conversando e fui para perto de . Ele me puxou de lado pela cintura e ficamos colados um no outro.

- Essa é a , minha namorada. – Ele sorriu e isso me deixou feliz. Não sabia que estávamos namorando.
- É, eu sei, ela me disse. – Na verdade só disse que me chamava .
- Ah é? – O ar convencido de me fez olhá-lo e rir por dentro, abracei a cintura dele assim como ele havia feito comigo.
- É sim. – Confirmei e nós quatro rimos.

A campainha tocou novamente.

- Vou atender. – Disse .
- Não, eu vou, deve ser a .
- Tudo bem. – Ele concordou e eu fui.

Abri a porta e sim, era a . Abri o portão e ela entrou.

- Amiga. – Nos abraçamos. – Tudo bem? Me explica direito esse negócio com o , to super ansiosa! E a propósito, por que você foi cedo pra casa? E você...
- . – Tive que interrompê-la.
- Oi? – Ela virou a cabeça.
- Eu vim com Dave pra cá, e o negócio com eu te explico depois.
- Ok, vamos entrar então, né?
- Aham. – Fechei o portão, entramos e depois fechei a porta.

Os três garotos estavam na sala conversando.

- GOSTOSO. – gritou para Dave, ele riu e os três olharam para nós.
- Oi, . – Disse ele rindo e ela o abraçou e bateu na bunda dele.
- Oi, nem falou comigo hoje, né?
- Nem deu, tava vendo o negocio da festa com Charlie e depois a chegou pra gente conversar, no fim da aula eu vim direto pra cá.
- Ah, tudo bem, tava com saudades. – me abraçou enquanto os dois conversavam.
- Também. – Eles sorriram. – Ah... Esse daqui é , meu amigo. – Ela observou da cabeça aos pés.
- Oi, sou , mas pode me chamar de .
- Prazer. – Eles se cumprimentaram e a campainha tocou.
- Deixa que eu vou, . – Disse Dave.
- Ok. – Concordei.
- O vem? – Perguntei baixo para Dave.
- Não sei.
- , o vai vir?
- Acho que sim, pelo menos foi o que ele falou.
- Obrigado.
- Nada.

e eu sentamos em um sofá grande e também branco como todos. Quando olhamos para a porta ali estavam , e um garoto que eu não conhecia.

- Oi meninas, tudo bom? – Me levantei para cumprimentá-las e meu veio atrás.
- . – Disse .
- Oi. – Nos cumprimentamos e depois falou. – Você é?
- .
- Ah, , vocês se conhecem?
- Não, chegamos na mesma hora.
- Ah, sim.
- Sou , .
- Olá. – Ele me cumprimentou e depois falou com .
- Meninas, vocês já conhecem o , né? – Ele e elas sorriram.
- Conhecemos. – Eles se cumprimentaram.
- Ela já contou pra vocês que a gente tá namorando? – Ele disse rindo e eu lancei-lhe um olhar mortal.
- Ingrata, não contou não.
- Gente, eu vou fazer a pipoca.
- Eu te ajudo. – Disse do outro lado da sala.

Nós fomos até a cozinha.

- Vocês estão namorando?
- Ficando. – Respondi.
- Ah sim... Que pipoca vamos fazer? – Ele mudou de assunto.
- A de queijo é a melhor.
- Então tá. – Ficamos quietos.

Escutei passos atrás de mim mas não me virei, as mãos me abraçaram pela cintura e a cabeça encostou no meu pescoço. Um arrepio passou pelo meu corpo.

- Não ficou chateada, né?
- Não. – Disse concentrada no microondas.

- , já pegou a pipoca?
- Estou tentando achar.
- Quer que eu te ajude?
- Não, pode deixar.

- Ah, para com isso, só não pedi você em namoro por que não comprei o anel ainda. – Eu sorri. – E você só não aceitou por que eu não pedi. – A modéstia dele me fez rir.
- Já disse que não fiquei chateada.
- Sabe que eu não te entendo? – Nem eu me entendo, mas não iria lhe dar o gostinho de saber isso.
- Sei.

Eu fui em direção a , abri o outro armário e peguei o saco de pipoca, olhou pra mim e sorriu.

- Oh, ai está!
- É, está aqui. – Nós rimos.
- Eu vou pra sala, ok?
- Ok.

Abri o microondas e coloquei a pipoca para fazer.

- , pega oito copos ali naquele armário? – Disse apontando pro armário de copos.
- Pego. – Ele foi pegar.

Eu peguei uma cadeira e encostei-me à bancada e abri o armário de cima para pegar um pote para colocar a pipoca. Senti a cadeira balançar, mas foi muito rápido e eu já estava caindo. Senti duas mãos tentando me segurar mas a pessoa ficou embaixo de mim. Quando caí, coloquei rapidamente minha mão no chão para não encostar minha cabeça na pessoa, já que estava cara a cara com ela e quando abri os olhos, era , e nós estávamos intactos. Eu engoli em seco, estava tão próxima a ele...

- Você se machucou? – ele perguntou.
- Erm, não e você?
- Na verdade só minha cabeça que bateu no chão. – E me sentei rapidamente ao seu lado, pegando sua cabeça.
- Ain, descupa.
- Relaxa, nem doeu.
- É melhor colocar um gelo...
- Não, obrigado.

Escutamos vários passos até a cozinha e em um pulo ficamos em pé.

- O que aconteceu, amor? Você tá bem? – perguntou preocupado e me abraçou correndo.
- Não, foi o que bateu a cabeça, mas já está tudo bem, acho melhor eu ver a pipoca.
- Deixa que eu vejo isso, senta aqui. – Disse ele puxando uma cadeira para mim.

Ele abriu o microondas e tirou a pipoca, depois foi em direção ao armário para pegar um pote, colocou a pipoca ali e depois em cima da mesa. Pegou uma Coca que estava na geladeira e colocou nos copos que tinha deixado na bancada.

- Pronto.
- Brigada.
- De nada amor, vamos pra sala?
- Vamos. – Eu disse, me levantando.

Ele me pegou no colo. Fiquei confusa. Chegamos na sala e ele me colocou em um colchão que eles haviam arrumado para ver o filme, todos estavam chegando com os copos e a pipoca e levou meu copo e do .

- Brigada. – Eu disse e ele sorriu; alguém apagou a luz.
- Que filme vamos ver? – Perguntei.


Capítulo 5

Náusea?

- Vou ao banheiro, ok?
- Aham... – Disse vidrada no filme, apesar de não querer largá-lo, tive que fazer. Ele se levantou e eu fiquei pensando ‘ MEUDEUS, VOU PULAR DE SUSTO EM QUEM AGORA?’. Bom, ainda bem que estava tudo escuro.

Arregalei os olhos.

Lauren (a principal do filme) é atropelada e sua mandíbula solta’ Meu corpo arrepiou. ‘ Sua irmã chega e encosta a mão no colar dela onde tinha a foto do filho dela’ Engoli em seco. ‘ No momento que ela toca no colar, a mulher acorda...

- AAAAH. – Pulei para cima de .

A mulher havia feito uma cara horrível, sem a mandíbula no lugar, realmente perfeito.

estava perplexo, parado, parecia estar até sem respirar (claro que estava respirando, né?). Fiquei reparando nele, e olhando cuidadosamente quando me toquei que... Meu Deus, o foi ao banheiro! Larguei a pessoa no mesmo momento e cheguei mais para o lado, dando distância entre nós.

- ? – Disse com a voz trêmula.
- É.
- Descul... – Senti a mão de em minha cintura.
- O que houve, gente? – Engoli em seco, arregalei os olhos para e olhei para .
- Nada, estávamos falando sobre o filme.
- Ah, ta bom o filme?
- Oh. – Garanti.
- O que aconteceu com a mulherzinha? – Perguntou e eu me lembrei da sensação maravilhosa de quando abracei .
- A mulher perdeu a mandíbula e quase morreu. – Disse , eu olhei para ele e sorri.
- Ah... – Disse rindo. – E por isso você ta com essa cara de assustada? – Perguntou pra mim com a sobrancelha levantada.
- É. – Disse fazendo bico e ele riu.
- Você fica linda de biquinho.
- Eu sou linda. – Respondi.
- Convencida... – Murmurou.
- Realista.
- Tenho que concordar. – Pulei em cima dele.
- É claro que tem.

Aproximamos-nos cada vez mais e um momento engraçado passou para romântico. Nossos lábios se encostaram, nossas línguas se cruzaram e enquanto nos beijávamos senti o olhar de em nós e empurrei cuidadosamente para trás.

- O que houve? – Ele perguntou franzindo a testa.
- Vamos ver o filme. – Disse séria.
- Tudo bem. – Ele disse.

Sabe, é ótimo comandar a relação. Sorri com meu pensamento e coloquei minha cabeça em seu colo, sua mão passeou pelo meu cabelo com delicadeza, ficamos olhando um para o outro e o filme parecia estar acabando. De repente acenderam a luz e meu olho doeu.

- Que foi gente?
- Foi que o filme acabou, fofura. – Eu ri.
- Ah é, acabou. – Todo mundo riu e eu olhei para .
- Até você, né? Seu chato! – Ele me abraçou.
- Vamos arrumar as coisas? – Perguntou , eu e rimos baixinho.
- Vamos. – Disse me dando à mão.

A sala estava uma bagunça, realmente estava nojenta.

- Não precisa arrumar não gente, a Marizinha ta chegando daqui a... – Ele olhou no relógio. – Uma hora mais ou menos, a gente pode dar uma volta por ai, né?
- É, boa idéia, acho que agente podia ir lá... – Senti a boca de na minha orelha e parei.
- Queria ficar só com você. – Disse com a voz sensual, eu estremeci e ri.
- Vamos ficar aqui. – Disse.
- Ok, mas posso falar com você antes, ? – Dave chamou minha atenção.
- Claro. – Disse indo em direção a Dave e sorrindo para ele.

Ele me deu a mão e me guiou até a cozinha.

- Sabe , acho que você não devia ficar aqui sozinha com . – Que lindo, sabe, amo Dave, mas ele me trata como um bebê, sabe. Tenho 17 anos, ele me conhece a mais ou menos uns três anos, quando eu tinha 14 anos e ele tinha 17 (sim, ele tem 19 anos e é repetente, algum preconceito?). Suspirei, eu não tinha moral pra falar nada, ele ia começar a me dar esporro se eu falasse alguma lorota, afinal ele tinha 19 anos e era homem como ; ele sempre diz isso. – Não to falando pra você nunca ficar só com ele, mas... Eu ia quebrá-lo se ele te fizesse alguma coisa, então, pelo amor de Deus, não fica aqui sozinha com ele. Faz isso por mim, ok? – Ele estava me dando opção pelo menos, mas é o melhor que faço.
- Eu vou com vocês. – Ele esboçou um lindo sorriso, apertou meu rosto e me deu um beijo na testa.
- Vamos. – Ele me puxou pelo braço e eu fiquei parada. – O que houve?
- Só por que você pediu. – Ele sorriu e deu um risinho baixo e eu fiz biquinho.
– Minha linda. – Ele me abraçou e me colocou nas costas dele. – Agora acho que já podemos ir, né? – Ri.
- Podemos.

Ele foi me carregando até a sala e quando chegamos lá olhou torto pra Dave e depois escorregou o olhar para mim.

- Acho que ele tá com ciúmes. – Dave cochichou rindo.
- Eu tenho certeza absoluta. – Ri com ele e ele ia me tirando de suas costas.
- Não. – Eu falei.
- O que? – Me voltou para o lugar.
- É melhor ele ir se acostumando. – Ri e Dave me acompanhou.
- Você é má.
- I know. – Respondi rindo, quando paramos de rir notei outro olhar torto em nós, então me voltei para a pessoa. Era , ele notou meu olhar, disfarçou e sorriu (que sorriso, hein) e eu também.
- Parece que não é só ele.
- Opa, não sou piranha não.
- Eu sei que não, mais não nega que ele tá de olho.
- Nem sei de quem você está falando. – Menti, mas não adiantou muito.
- Ah, pode falar, vai, você sabe que é o .
- É ele? Nem sabia, nem tinha percebido! Mas não é pra menos, né? Eu sou muito gata.
- É, é muito gata, minha gata, de mais ninguém.
- Ah é? E quando vou ter minha carta de alforria?
- É uma coisa que você quer?
- Hmm, não, nunca, mas você é só meu e sua bunda só minha.
- Qual é, você ama mais minha bunda do que a mim?
- É uma pergunta bem difícil. – Eu ri.
- Não foi engraçado.
- Foi sim.
- Vocês dois vão ficar ai? – Disse estressado. Nem tinha notado que o povo tava lá fora esperando a gente.
- Acho melhor eu descer. – Eu disse baixinho, não queria que ficasse chateado.
- Tudo bem. – Ele me tirou das costas dele, me puxou para seu lado e lançou um olhar mortal para Dave que foi retribuído.

Dave me puxou pela cintura para seu lado e sorriu para mim, os dois ficaram se encarando e eu não pude evitar o riso e os dois olharam pra mim.

- , Dave, pelo amor de Deus né... As pessoas estão esperando a gente. – Disse entre soluços de risos.
- Acho que como eu disse, seria melhor a gente esperar por eles aqui.
- Não. – Exclamou Dave imediatamente.
- Por que não?
- Por qu... – Eu o interrompi.
- Por que eu quero dar uma voltinha, depois a gente vai pra minha casa, meus pais foram para São Paulo.
- Tudo bem. – Concordou .

Comecei a me sentir tonta e não saber o que fazer, então fechei os olhos e sentei no sofá ao meu lado.

- GENTE, VAMOS LOGO. – Escutei uma voz baixa para mim, mas que parecia gritar e entrar na sala, era uma voz tão perfeita...
- ... – A voz de foi chegando mais perto de mim, cada vez mais perto.
- Estou bem. – Consegui responder e por fim abri os olhos.
- , tudo bem? Tem certeza que não quer ir ao médico? – perguntou-me preocupado.
- NÃO. – Gritei na defensiva. Tenho trauma de médico, só por que fiquei as férias internada uma vez e foi extremamente monótono. – Obrigada. – Disse calmamente quando vi que todos se assustaram.
- , você está muito branca, tem que ir ao médico. – Disse Dave com a voz grave.
- Não, Dave. – Disse com a voz fraca.
- Você não vai ficar internada, eu prometo. – Ele disse me pegando no colo, eu estava muito fraca para me debater.
- Por favor, Dave, não faz isso, por favor, te imploro. – Dave parou de andar e suspirou.
- Me entende, é pro seu bem, você está muito mal.
- Eu só preciso de uma novalgina. – Dave subiu as escadas como um jato, mais não me desconfortei, ele abriu uma porta com o pé e me colocou em uma cama grande, macia e com um lençol de seda.
- Vou trazer o remédio.
- Tudo bem, vou ficar melhor. – Dave saiu e , e entraram.
- Amor, você esta bem? Tem certeza? Quer água? Tem certeza que não quer i...
- Eu estou bem, não precisa de nada, Dave vai trazer o remédio.
- É normal isso acontecer?
- Não. – Eu respondi. deve estar na faculdade de medicina.
- Você não come alguma coisa a quanto tempo?
- Umas... Bom, desde ontem, eu nem comi a pipoca.
- Acho que você teve hiperglicemia, faz muito tempo que não come. Já são quatro e meia, acho melhor comer alguma coisa.
- Não estou com fome.
- Não interessa amor. Desculpa, mas você vai ter que comer.
- Quer comer o que? – me perguntou gentilmente.
- Qualquer coisa que tiver.
- , busca alguma coisa pra ela comer. – desceu as escadas correndo.
- Amiga, tá tudo bem com você? – Sorri.
- Está sim. Sabe, homem preocupado é a coisa mais engraçada do mundo. – Abri os olhos e estava perplexo com o que eu disse. - Desculpa, mas é bem engraçado.
- Claro, muito engraçado. – Ele disse irônico e eu ri fraco. – , pode ver o que aconteceu que Dave tá demorando tanto?
- Claro. Amiga, se cuida.
- Ok. – Ela se foi e sentou na cama ao meu lado.
- Sabe que eu acho bem engraçado como você trata o Dave? – Fiquei confusa.
- Como assim?
- Parece até que vocês se pegam. – Eu ri e vi Dave chegando, mais ele fez sinal de silêncio para mim.
- Não, a gente não se pega.
- deve se morder de ciúmes de vocês.
- Não enxergo o porquê.
- Eu, pelo menos, ia morrer de ciúmes se fosse minha namorada. – Deu uma vontade enorme de perguntar ‘Você tem namorada?’, mas nem rolou, Dave estava ali.
- Dave. – Disse rindo, olhou para trás e viu Dave se aproximando lentamente. Escutei alguma palavra vinda de algo como ‘Bambi, o viadinho’.
- Anda logo, a garota tá passando mal.
- Oi, eu tenho nome, ok?
- Ok. tá passando mal.
- , por favor.
- TÁ, TÁ, TÁ, tá passando mal.
- Eu sei, deixa que eu cuido da minha ?
- Tirando a parte que ela não é sua, fica a vontade.
- Quem disse que não?
- OU, vocês ai, to passando mal, ok?
- Desculpa, zinha. – Dave me deu a novalgina e um copo d’água.
- ‘Brigada.
- Nada. – Eu tomei e logo depois de Dave chegaram e .
- Come, é um bolo de...
- Morando com chocolate! – Fiz cara de nojo enquanto completava a frase.
- Ah, come vai, você vai ficar bem melhor. – disse e deitou ao meu lado na cama.

A náusea que sentia ia se amenizando aos poucos mas ainda não conseguia ficar muito tempo com os olhos abertos, então os fechei sem vontade de abrir.

Capítulo 6

Enfermeirinha


Comecei a abrir os olhos.
- ? – Abri os olhos totalmente, parecia que não os abria há séculos e séculos, estava tudo embaçado mas aos poucos tudo ia ficando normal.
- ? – Falei confusa.
- Sim, sou eu, nós preferimos deixar as meninas em casa, te trazer para o hospital, mas foi para casa de , que não parava de chorar...
- Ela é muito sentimental. – Ri. – Não queria que tivessem me trazido para cá.
- Você apagou do nada, ficamos muito preocupados. foi buscar comida e Dave ta dormindo na sala ao lado, já é uma da tarde, você ficou praticamente um dia sedada, ele ficou até agora aqui. – Eu sorri me lembrando de Dave.
- Ele é o ser mais fofo, né? – Ele riu.
- Bom, não sei né. – Eu ri.
- Muito obrigada por ficar aqui comigo. – Ele sorriu, tão gentilmente, tão fofo.
- Eu gostei de ficar aqui com você. – OH MY FUCKING GOD. Nunca imaginei que um garoto gato que nem ele ia falar isso pra mim, ele era tão lindo, tão fofo... Eu não sabia nem o que responder, senti meu rosto ficando vermelho.
- Você... Estava falando de que mesmo? Quando estávamos no quarto?
- De você e Dave.
- Ah, é mesmo. Não sei por que acha que eu e ele somos mais que grandes amigos...
- Ninguém é só grande amiga de um garoto, a não ser que ele seja gay.
- EU não tenho nada demais com Dave.
- Desculpa. – Ele virou de costas, foi em direção a porta e eu me senti mal por ser tão ridícula.
- NÃO. – Disse quando ele estava abrindo a porta, ele virou-se para mim, respirei fundo. – Me desculpa, eu... Fui ridícula.
- Não foi não. – Ele disse incrédulo. – Eu que fui.
- Você só disse o que realmente acontece ultimamente.
- Você pode ser diferente, não?
- Posso. – Sorri para ele. – Mais você não foi ridículo.
- Nem você. – Rimos juntos.
- Quando vi você pela primeira vez não pensei que você era tão... Interessante. – Corei, que lindo.

Dave apareceu na porta de vidro transparente, não parecia ter visto que acordei, estava com cara típica de zumbi, abriu a porta e sentou direto na poltrona.

- Que cara é essa, Dave? – Perguntou .
- Cara de quem não consegue dormir.
- Por que?
- Por que seria? Fico imaginando se ela vai ficar bem...
- Não fala mais comigo não, seu gordo? – Disse entusiasmada e ele levantou em um pulo olhando pra mim.
- . – Ele olhou pra mim e veio em minha direção, de jeito algum era o rosto que eu vi na porta. – Que susto que você me deu, sua safada. – Ele riu e me abraçou, eu não podia ao menos retribuir o abraço, esse negócio na minha veia estava me deixando atordoada. – Quando você acordou?
- Há pouco tempo.
- E por que não me chamaram?
- Você tem que descansar.
- Sabe que eu preferiria te ver, num sabe?
- Sei. – Eu e ele sorrimos.
- E você , quem deixou você ficar sozinho com ela?
- Era melhor do que ficar sem ninguém, não é?
- Bela saída, Jones, mas não será sempre assim. – riu.
- Ok, agora eu quero sair daqui, pode ser?
- É o que eu mais quero, vou chamar a enfermeira. – Dave saiu do quarto e depois voltou em menos de cinco segundos. – Não, não, você vai Jones, pensou que ia te deixar aqui sozinho com ela? – o olhou sem entender nada, ele mexia no cabelo o bagunçando sem saber o que fazer, que bonitinho... Nós três rimos e depois saiu para chamar a enfermeira.
- Desculpa ter dado tanto trabalho, ok? – Disse sorrindo para Dave.
- Você não deu trabalho nenhum, sua bobinha. – Sorrimos um para o outro, o que mais eu poderia dizer, não é? – Tava com tanta saudade de você...
- Eu também. – Ele me abraçou e não poder o abraçar me deixou extremamente irritada. Ele riu, pareceu perceber que isso me irritou profundamente.
- Logo logo você vai poder me abraçar, ok? – Ele disse com toda sua modéstia.
- Você é um ser dumal, sabia? – Disse fazendo biquinho.
- Já disse que você fica linda fazendo esse biquinho?
- É mesmo? – Eu e Dave levamos um susto ao escutarmos a voz de . Engoli em seco. Dave abriu a boca para responder.
- Dave. – Eu o parei.
- Sim?
- Não, por favor.
- Tudo bem. – Ele disse e eu sabia que ele só estava fazendo isso por mim. Ele me deu um beijo na testa, seus lábios chegaram perto de meu ouvido. – Só por você. – Eu sorri, ele também.
- Você vai embora? – Perguntei, não queria que ele fosse, eu iria ficar muito brava com , pois saberia que era por causa dele.
- Não vou te deixar aqui. – Eu sorri em sinal de que estava entendo, ele quis dizer “Não vou te deixar aqui só por causa dele”. Então ele foi para o corredor.
- ... – Eu disse olhando para ele e sorrindo.
- Amor, estava com muitas saudades de você.
- Eu também. – Sorri.
- Amor... – Ele parecia confuso.
- Sim?
- Acho que... – Agora foi a fez de ele engolir em seco.
- Fale . – Disse calmamente, não fazia a menor noção do que poderia ser.
- Você pode ir lá em casa pra gente conversar... Quando você sair?
- Posso, mas quero saber sobre o que. – Disse sem paciência.
- É sobre... A gente. – Nossa, mal comecei a namorar e ele já quer terminar? Ta, ta, meus namoros eram todos assim, ou eles terminam ou eu, mas sempre são bem curtos, por isso que prefiro ficar. O que sentia por no início era tão... Tão mágico, agora eu não sentia arrepios e nem frio na barriga, nem uma vontade incontrolável de beijá-lo.
- Claro. – Concordei de acordo com meus pensamentos. Ele saiu da sala e a enfermeira entrou, não poderia nem imaginar o que a enfermeira pensou só de olhar o corpo definido de e esboçar um sorriso enorme.
- Olá, . – Disse ela de bom humor.
- Oi. – Disse sem humor algum.

A enfermeira começou a tirar as agulhas, me levantei e peguei minha bolsa.

- Obrigada. – Disse.
- . – Dave me abraçou forte me girando em seus braços fortes.
- Dave... – Murmurei.

A enfermeira, também o olhou e ele piscou pra ela, eu sorri para ele e cheguei minha boca perto de seu ouvido.
- Você é muito safado.
- Eu sei. – Ele confirmou e eu ri.
- Quer ficar aqui? Eu vou sozinha para a sala de espera. – Ofereci, mas ele sabia que não era exatamente o que eu queria, eu sabia que era o que ele queria, e isso que importava de verdade, ele tinha que se “divertir” um pouco, e eu queria a sua felicidade mais ainda do que a minha. – Eu quero que você fique, ok? – Insisti respondendo seu olhar.
- Não quero que você chegue lá sozinha, eu vim aqui exatamente pra te buscar e é isso que devo fazer, não é mesmo?
- Tem o , ele pode vir aqui se você preferir, mas acho que eu posso ir andando sozinha.
- Prefiro que venha, ele é muito mais confiável.
- Ah, Dave, não fala assim, vai... Só por que vocês brigaram, tenho certeza que vão se dar bem de novo, você vai ver.
- Mas enquanto isso não acontece, vem te buscar. – Ele sorriu. – Vou lá chamar ele, tudo bem? – Ri.
- Vai lá. – Apontei para a porta e foi em direção a ela, me mandou um beijo e foi correndo eu fui em direção a enfermeirinha putinha de quinta categoria que olhara para Dave e para .
- Faça ele muito feliz, ok queridinha? – Disse falsamente. – Pelo menos enquanto ele estiver com você, o que durara apenas por uma noite... Ou uma tarde. – Sorri para ela enquanto olhava incrédula para mim.
- Sei fazer qualquer homem feliz enquanto está comigo. – Fiquei exatamente OFENDIDA com o que ela disse, só não disse nada por que tenho 17 anos e tenho muito orgulho de nunca ter feito isso.
- Sinto lhe dizer que ele não é qualquer homem.
- Pra mim... – Ela disse como se não fizesse diferença alguma de Dave para os outros que ela havia dormido.
- Querida, só estou avisando, faça ele feliz, o que você pensa não me importa, ok?! – Eu disse à enfermeira da qual eu nem sabia o nome, nem eu, nem Dave. Voltei para a cama onde eu estava.

Vi e Dave chegando e sorri para eles. Dave veio em minha direção guiando , Dave e eu nos abraçamos.

- Promete que vai se comportar?
- Prometo. – Disse em seu ouvido. - Boa sorte. – Disse com a voz praticamente um murmúrio, mas escutou, parecia que nem sabia o que estava acontecendo, confuso, bagunçou o cabelo daquele jeitinho lindo.
- Obrigada, mas nisso eu sempre tenho. – Nós dois rimos.
- Convencido você, hein?! – Murmurei rindo e depois fui à direção a para cumprimentá-lo, o abracei e ele retribuiu o abraço.

Dave já estava falando com a enfermeira, com os lábios no ouvido da mesma, os braços dela estavam arrepiados, dava para ver de onde eu e estávamos.

- É melhor a gente sair daqui, né? – disse rindo.
- É. - Concordei. Dave olhou para mim e para , mandei um beijo para ele e segui com para porta, antes de sair dei uma olhada nos dois.

Dave guiava a garota com a mão na bunda dela.

- Assuntada? – Perguntou quando já estávamos no corredor.
- Confesso que um pouco sim... – Ele riu.
- Normal...
- Normal, por quê?
- Por que você é uma garota e tem dezessete anos.
- E dai? Quantos anos você tem?
- Dezenove e eu sou homem, né? – MERDA, só perguntava pras pessoas erradas, por quê? Por quê? Que merda hein...
- Ok, mas você só é dois anos mais velho.
- Certo, mas aposto que você nunca dormiu com ninguém. – Engoli em seco. Opa, pera ai, do que estávamos falando mesmo? AHH, se eu era virgem ou não. Corei. – Tudo bem, vamos parar de falar deste assunto, né? – Falou e eu o agradeci.
- Acho que sim, seria muito bom nós pararmos de falar disso, mas... Como que a gente vai voltar pra casa? A chave do carro ta com Dave, não? – respirou fundo.
- Quer ir ou quer que eu vá la?
- Quero ir e quero que você vá lá. – Disse, esperava que ele tivesse entendido. Ele riu.
- Tudo bem, então vamos nós dois...
- Eu vou na frente. – Disse para ele num tom de rigidez.
- Tudo bem. – Ele disse levantando a mão e me dando passagem, então fui a frente, abri a porta com cuidado. Tinha certeza que isso seria muito engraçado.

Espiei com cuidado e senti o rosto de atrás do meu, espiando junto comigo. Dave estava só de boxer e a enfermeira só com calcinha. “COMO ELES NÃO TRANCAM A PORTA?”. Olhei para , ele parecia estar rindo.

- Eles estão indo bem. – Ele disse.
- É. Percebi. – Disse fechando a porta de leve. – Não vou ter coragem de entrar ai, nunca pensei nesta parte de Dave. – Disse com cara de susto, ele riu baixinho.
- Relaxa, eu vou. – Ele estava mexendo no cabelo daquele jeitinho confuso que eu amava. Ele sorriu para mim e eu retribui o sorriso.
- ‘Brigada. – Agradeci.

abriu a porta devagar e a fechou novamente, depois batei duas vezes na porta, do vidro dava pra ver os dois vestindo suas roupas rapidamente, então abriu a porta.

- Dave, sou eu, cara. – Dave e a enfermeirinha putinha pararam e respiraram.
- Que susto, cara. Que você quer? – Disse Dave irritado, então resolvi tomar uma atitude (sempre que resolvia fazer isso dava merda), entrei no quarto.
- Dave... – Disse tentando melhorar as coisas, mas acho que não adiantou.
- TIRA ELA DAQUI. – Gritou para que me pegou no colo com uma só mão e colocou no lado de fora da sala.
- É melhor você não entrar.
- Desculpa, desculpa mesmo, só queria melhorar as coisas, mas não adiantou.
- É, não mesmo. Dave te trata como um bebê, mas é por que ele te ama muito, ele te conheceu e você era muito nova, ele se sente na obrigação de... “Manter” você ingênua. – Ele colocou suas mãos no rosto como se estivesse muito irritado. Ótimo, eu tinha o poder de acabar com tudo ao meu redor.
- Desculpa, eu sei de tudo isso, mas... Eu já tenho 17 anos, e o que vocês acham não me importa no momento, quero ir para casa e é isso que vou fazer. – Fui em direção a porta, quando fui abrir a porta me segurou pelo braço.
- Você prometeu que iria se comportar, lembra? – Engoli em seco.
- Sim, mas eu tenho que ir pra casa.
- Primeiro, a chave eu resolvo, Segundo, você não vai pra casa. – Fiquei PASMA, e para onde mais eu iria? Esse garoto é doido...
- Ah não? E pra onde eu vou?
- Pra minha casa. – Fiquei mais chocada ainda.
- O QUE?
- Isso mesmo, não falamos pra ninguém o que tinha acontecido, por que Dave iria se sentir mais culpado ainda, então pelos seus pais você esta com Dave e suas amigas na minha casa. – Não consegui acreditar.
- Vai buscar a chave agora. – Disse como uma ordem e por incrível que pareça, ele a cumpriu.
- O que você quer, Jones? – Disse Dave sem paciência.
- A chave do carro, tem que ir, lembra?
- Caralho, como me esqueci? É mesmo... – Depois de um minuto... – Toma aqui.
- Tchau ai gente, desculpa o incomodo.
- ... – Disse Dave.
- Que?
- Pede desculpa pra , não queria ser tão grosso.
- Ok. – Então ele abriu a porta. – Vamos?
- Vamos.
- Acho que você escutou, né?
- Escutei, mas isso não quer dizer que desculpe ele.
- Pega leve com ele, você sabe que ele faz tudo por você...
- Sei, vou pensar, mas... Me leva pra minha casa?
- Seus pais tão em casa?
- Não, só chegam dez horas da noite.
- Se eu for com você... Ou se você preferir.
- Por que vocês dois não vão?
- Acho que tem que fazer umas provas mais tarde, acho que você tem que descansar, também... Quer que chame alguma amiga sua?
- MAIS? Fiquei um dia praticamente dormindo e acha que tenho que descansar?
- Ok, então quer que chame alguma amiga para ficar com a gente?
- Quero, cadê meu celular?
- Ficou na casa do Dave.
- Hoje tem tudo pra ser um dos piores dias da minha vida...

Capítulo 7

Será?

(P.S: Capítulos infantis fazem parte das fics que eu escrevo, você gostando ou não, esses capítulos são muito sensações, bgsbgs:*)

- Um dos piores dias... – repetiu uma parte da minha frase com a voz baixa e tristonha, mas eu consegui escutar, acho que não era o que ele queria, ai que eu percebi, iria passar o dia com ele. Sou uma besta mesmo.
- Não , não é isso que eu quis dizer, não mesmo, achei você um cara legal, você cuidou de mim junto com meus amigos, mas... Não é por que vou passar o dia com você que vai ser o pior dia, é que... Não queria que Dave e estivessem brigados, não queria que aquela enfermeirinha estivesse com Dave, não queria achar que vai terminar comigo, não queria que meu celular estivesse sido esquecido na casa de Dave, é por isso que hoje tem tudo pra ser um dos piores dias da minha vida. Se é que você me entende. – Disse a tentando não magoá-lo mesmo ele não sendo um amigo. Acho que funcionou, até por que, ele riu me fazendo sorrir.
- Bom, já que você me achou um cara legal e eu te achei uma garota maneira, acho que a gente não precisa ir para casa de ninguém, né? – Fiquei confusa, “Como assim? Não precisamos ir para casa de ninguém?” Ele viu minha cara e começou a rir. – Já vi que realmente Dave vive no mundo da lua por te achar ingênua. – Fiquei pasma, ele estava falando que não sou ingênua... Ta, e dai, não sou mesmo. – Não vou te levar para um motel, ok? – Meu Deus, garoto maluco, eu não conseguia falar nada. – Estava pensando em ir... É, no Central Park comer um Jetstars Jumbo, já comeu? [n/a: FALA AI, quem já leu “sorte ou azar?” da Meg Cabot?].
- Claro que já. – Agora estávamos na recepção e eu conseguia pelo menos falar. Avistei e ele sorriu ao me ver, veio em minha direção.
- Quando for pra escola, é claro. – Foram as únicas coisas que ele falou antes de chegar, me levantar e me abraçar.
- .- Ele parecia aliviado, mas eu não, todas as pessoas que estavam ali estavam olhando para gente, e uma mulher que parecia ter uns oitenta anos, fazia questão de ficar falando alto o suficiente para nos podermos escutar ela.
- Meu Deus, mais que absurdo, essas crianças não sabem o que fazem...
Não queria mais escutar a velha idiota que estava falando no nosso ouvido. percebeu meu incômodo e me levou para fora do hospital.
- Queria tanto ficar com você... – Ele disse tristemente.
- Você precisa dessas provas, , também queria ficar com você, mas quero que você passe, é o seu futuro, você pode ir à minha casa quando quiser, é só dar um toque no celular de . – franziu a testa.
- Como assim no celular do ? – Disse um pouco irritado.
- , se controle, homem. Vou estar com , meu celular ficou na casa de Dave.
- Ah bem. Então beleza, agora tenho que ir, ok?
- Aham... – Concordei. me puxou pela cintura e nos beijamos.
- Te amo. – Ele sussurrou no meu ouvido com a voz sensual me fazendo arrepiar. Ele riu. – Cuida bem dela, hein? – Falou olhando para .
- Deixa comigo.
- Não exagere. – disse zoando.
- engraçadinho. – Disse a ele.
- To indo, amor. – Me pegou de novo pela cintura e me deu um selinho, depois um beijo no pescoço e depois mordiscou minha orelha me fazendo arrepiar novamente (ainda bem que estava olhando para rua). – Tchau, te amo.
- Também te amo, boa sorte. – Ele estava indo para seu carro, cutuquei que estava parado ali mexendo no cabelo.

Ele virou para trás.

- Vamos então?
- Claro. – Ele pegou a chave no seu bolso e fomos para o carro.
– Posso passar em casa antes para trocar de roupa?
- Pode, claro, né? – É, claro mesmo, não sabia nem por que estava pedindo permissão, hum, será por que sou um ser educado? É, pode ser.
- Eu... Posso te pedir outra coisa? – Bom, era o carro de Dave, Dave que me ensinou a dirigir, será que ele deixaria uma idiota sem carteira que acabou de sair do hospital dirigir?
- Sim?
- Posso dirigir até minha casa?
- O QUE? – Retrucou ele, imediatamente sem me deixar tempo para ao menos respirar. – Você não tem carteira e acabou de sair do hospital. – Disse abismado, só falta agora ele dizer que sou uma idiota.
- Oh, calma, não precisa dar esporro, ok? – Ele riu.
- É por que se eu deixar com certeza vou apanhar. – Eu ri. – De dois. - Não conseguia parar de rir, por que sou tããããããão idiota? - Engraçadinha você, né?
- Sabe, sou feliz, só isso. – Consegui parar de rir e respirei, estava sem fôlego.
- Imagina eu deixar uma maluca dirigir. – Meu Deus, até , que eu nem conhecia direito tava me chamando de loca, que merda é essa? Ele riu.
- Tudo bem, temos que ir pra minha casa, onde você está indo?
- Pra sua casa. – Fiquei confusa.
- Você sabe onde é a minha casa?
- Sei, ontem de manhã eu vim com ele aqui, mas ai você demorou muito. – Nossa, jurava que tinha sido muuuuuito rápida, mas tudo bem.
- Ok então. – Foram as últimas palavras ditas até chegarmos à minha casa.

Oh God, cadê a chave da minha casa? Ótimo, agora seria dependente de um garoto que nem conhecia direito, mas que pelo visto, me conhecia muito bem, até bem demais.

- . – Ele se virou rapidamente pra mim, parecia muito confuso.
- Do que você me chamou?
- , por quê? Não gosta? – Perguntei tímida, “” soava bem melhor que “”. Ele era meio esquisito, né?
- Não, quer dizer, eu gosto, mas... Quase ninguém me chama assim. É engraçado. – Ok, ele é muito esquisito.
- Então... Você ta com a chave da minha casa? – Perguntei o vendo tirando uma chave do bolso.
- Seria essa? – Sim, era a MINHA chave, isso estava começando a me deixar irritada.
- É. – Tentei pegar da mão dele, mas ele não deixou. Que garoto esquisito meu...
- Preciso trocar de roupa, ok? – Disse sem a mínima paciência e ele ergueu a sobrancelha.
- Tudo bem extressadinha. – Quem era ele para me chamar de “extressadinha”? Fiz bico. Ele riu.
- Comigo não adianta fazer biquinho, essa tática é só com Dave e . – Ele disse me deixando incrédula.
- Ah para, meu biquinho seduz, ok? – Nos dois rimos e eu peguei a chave da mão dele.

Ele tentou me puxar, mas a jegue aqui saiu correndo pro outro lado da rua, “Hello , ele tipo, corre muito melhor que você (não que isso seja um mérito muito grande)”. Sai correndo pelo condomínio, cheguei a um gramado que havia bem no centro e ele me pegou pela cintura, nós dois caímos no chão, não queria nem olhar minhas roupas agora, realmente deviam estar um horror. De olhos fechados percebi que estava bem embaixo de mim, então abri os olhos, estava a cinco centímetros de seu rosto, e por incrível que parece, não tinha nenhuma parte de mim que implorava para sair dali. Nós dois estávamos respirando fundo e olhando fixamente um para o outro.

- Desculpa. – Ele disse depois de puxar o ar para seus pulmões.
- Tudo bem. – Tentei conter a gargalhada que insistia em querer sair, então me joguei para o lado me virando para cima e comecei a rir, ele também riu e ficamos igual dois idiotas lá, parados, rindo. Ta,era bem a minha cara.

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Não fazia a mínima noção de que roupa eu iria no Central Park pra comer um picolé com nome esquisito, não sabia nem por que iria lá só comer um picolé com nome esquisito, um nome que só pronuncio com muita dificuldade, ta, nem tanta, mas as vezes até esquecia o nome do negócio, só comi aquilo uma vez na minha vida, era esquisito, mas era bom...

- , ANDA LOGO, VOCÊ SÓ VAI NO CENTRAL PARK, NÃO PRECISA IR ARRUMADA NÃO. – Garotos, tão retardados... “Você só vai no zoológico” tudo bem, mas não, “Você vai no central park”, aquele que ninguém conhece, você nunca deve ter escutado falar, não é mesmo?
- TA,TO INDO... Depois eu que sou estressada. – Peguei uma blusa branca simples minha, coloquei uma calça jeans decente, penteei o cabelo, fiz tudo que você faz quando sai de casa, saca? Desci a escada e peguei um celular que estava na mesa, afinal o meu tinha sido esquecido, lembram? Pois é...
- Vamos, então, já que a madame ficou pronta.
- Ah, para de graça. – Fomos pro carro e eu parei em frente a porta do motorista. – Deixa eu dirigir, por favoooooooooor? – Ele olhou pra mim, parecia estar pensando no meu caso.
- Ate a saída do condomínio. – Ta, não era quase nada, mas ele cedeu muito rápido... Eu sorri para ele e peguei a chave de sua mão.
- Ta ficando abusada, hein... – Quem diria, o amigo do meu namorado está me chamando de abusada, realmente perfeito.

Entrei no carro, comecei a dirigir e fui até a entrada do condomínio, dei uma freada I-N-C-R-Í-V-E-L, mas parecia bem preocupado, de repente ele começou a rir. Cara, to falando que é esquisito?

- Você é maluca, sabia? Como pude deixar você dirigir, se acontecesse alguma coisa contigo?
- E BLABLABLA. Fala sério, você adooooora dar esporro, num é? Até parece o Dave. – Nós dois rimos. – Mas eu amo ele, to até com saudades.
- Essa hora eles já devem ter sido jogados pra fora do hospital, sabe, Dave é gamado por uma enfermeira... Sempre pega uma.
- É, não gosto disso, sabia?
- Por que será?
- Nem sei. – Disse me fazendo de besta.
- Não, mas eu sei.
- Ah, eu tenho ciúmes dele mesmo, quero nem saber, aquela enfermeira olhou pra todos vocês, idiota. – Ele riu.
- É tudo igual, , Dave só pega por pegar, não sabe nem o nome delas. – Eu ri.
- E você? Sabe? – Uma pergunta que presta. Sorri.
- Depende. As difíceis eu sei, todo homem prefere as difíceis, mas enquanto não consegue elas, vai pelas fáceis mesmo. – Nossa, realmente, é difícil entender os homens.
- Claro, pra mulher nem tem essa opção, todos são fáceis.
- Depende da mulher. – Vi o celular de começar a vibrar e fiquei olhando.
- Seu celular ta tocando. – Disse a ele e então, desviou o olhar de mim e pegou o celular.
- É Dave. – Eu sorri. Ele abriu o celular e colocou no ouvido.

(’s POV off.)

- Que é, Dave?
- Acho que você pegou meu carro, né?
- Você acha? Que coisa... – disse sendo irônico.
- Idiota, eu tenho que sair daqui, caralho.
- O que você fez agora, Dave?
- Nada, pegaram a gente lá, ela foi demitida e eu estou aqui do outro lado da rua.
- Espero que esteja com roupa. – Disse rindo e riu também. pediu para o celular e ele lhe entregou.
- ... Não, tô pelado, babaca.
- OOOH. – disse rindo.
- Oi meu amor, desculpa, era pra , onde vocês estão, tá tudo bem com você?
- Tudo ótimo Dave, e você? Bom, estamos na saída do condomínio. Er... Olha, eu freei muito forte, ai não sei se aconteceu alguma coisa, ok?
- VOCÊ O QUE?
- Calma, se quiser eu pago o conserto. – pensava que ele estava falando do carro, mas nananão, era dela estar dirigindo.
- Não amor, não precisa, passa o celular pro , ok?
- Tudo bem. – agora estava ciente de que tinha falado a pior merda e tinha ferrado com . - Beijos.
- Beijo amor, te amo.
- Também, Dave. Me faz um favor?
- Claro.
- Não briga com ele, ele ta sendo muito legal e eu que tomei a chave dele.
- Não brigo se você prometer que ele não vai roubar meu lugar. – sorriu.
- Ninguém vai pegar o seu lugar, você sabe disso.
- Hum, então eu não brigo, mas não faz mas isso, ok?
- Ok, beijos.
- Beijos, deixa ele dirigir agora hein... – riu.
- Tudo bem, beijos. – Os dois desligaram o celular e sorriu para .


(’s POV on.)

- Você contou que eu deixei você dirigir, né?
- É... Desculpa, foi sem querer. – Disse sendo totalmente sincera.
- Tudo bem, nem ligo, você até deu uma desculpa bem convincente. – Ele riu. – Não prestei muita atenção nesta parte da frase.
- Ah é? Em que parte você prestou atenção?
- Na parte que estou sendo muito legal. – Ele disse vindo em minha direção e tudo começou a ficar bem mais tenso.
- Dave pediu para irmos pra lá. - Ele abriu os olhos rindo, como se já esperasse por aquilo.
- É, não vamos poder comer o picolé, né?
- É...
- Agora sai daí antes que me faça deixar você dirigir de novo. – Nós rimos e eu sai do banco do motorista dando a volta no carro e ele fez o mesmo.

Fomos em silêncio pegar Dave no hospital. [n/a: Nuss, até parece que ele ta machucado asuauhsuha’]

Estava com uma sensação horrível, um nó do tamanho da abóbora da Cinderela estava terminando de se formar em meu estômago, por que tentaria me beijar? Sim, esse era o tipo de pergunta que eu não conseguia responder, não mesmo, ele não podia ter se apaixonado por mim tão rapidamente, ou podia? Outra pergunta que não conseguia responder. Por que ele teria se apaixonado por uma idiota como eu? Outra... Bom, será que sou tão burra assim? PERGUNTAS, PERGUNTAS, PERGUNTAS, que obviamente eu não sei responder...

(’s POV off.)

(’s POV on.)

Por que ela não me deixou a beijar? Ah, , seu idiota, por que ela tem namorado que por algum motivo é seu amigo, como me apaixonei tão rapidamente? Por que eu me apaixonei por uma garota tão lesadinha? [n/a: lesadinha no bom sentido, ok galera?]. , você é bom o suficiente para responder essas perguntas, e é bom o suficiente pra conseguir qualquer garota a sua volta [n/a: bom, se fosse eu com namorado ou não, não dispensaria ele nem morta, prometo q calo a boca, ok?].

(’s POV off.)

(’s POV on.)


- Dave. – Gritei correndo para abraçar ele, mas parei no meio da rua, ninguém deixava eu passar, então, logo que sobrou um espacinho, corri para seus braços, que me esperavam abertos. Dave estava sorridente como um golfinho saltitante [n/a: isso ai, se convençam que vocês não sabiam disso], pulei em seus braços e ele me segurou, me girou no ar e beijou minha bochecha, só não entendi por que ele estava sem a camisa, mas tudo bem.
- Amor, tava com saudades, sabia? – Eu sorri.
- Também, e... Você podia me colocar no chão? – Ele riu e fez como pedi.
- E ai Dave? Tudo bom, cara? – Dave deu dois tapinhas no ombro de que retribuiu os “tapinhas”.
- Tudo bom, e com você deve estar melhor ainda, né? – Disse .
- Não, eu preferia estar no seu lugar. – Dave disse sorrindo de lado.
- Gente, quero saber o que vamos fazer agora!
- Bom, eu pretendia tomar banho e trocar de roupa. – Olhei suas roupas, ou devo dizer olhei sua bermuda? Bom, que seja, a bermuda parecia um pouco úmida, ou ele parecia um pouco suado? Eu diria que ele estava suado.
- Acho que é o melhor que você faz, né?
- É... Acho que sim.
- E a propósito, eu quero ir lá na sua casa pegar meu celular, ok?
- Tudo bem, eu te levo pra casa.
- Mas... Na verdade acho que já que você vai pra casa, eu e poderíamos ir no Park, né ? - e eu iríamos no Park, é, realmente seria legal, ele é um cara muito gostoso, simpático, e quer me levar no Central Park, por que eu não iria querer?
- É sim, lá é bem legal, e vamos lá especialmente pra comer um Jetstars Jumbo. – Sorri para Dave e acho que ele entendeu o recado, mesmo não gostando muito da idéia.
- Tudo bem, , vai pra sua casa e pra minha, depois você pega ela lá, pode ser?
- Ok, tudo bem.
- Então vamos. – Olhei para Dave, sabe, ia pedir pra me deixar dirigir, mas acho que ia levar um enorme esporro. Seguimos para o carro, entrei no banco da carona, é obvio que eu iria ali, nunca iria no banco da carona, ta, não sei, mas acho que iria ficar bem melhor assim.

Capítulo 8

Desejo


Tedioso. Realmente é o meu estado, esta um tédio aqui, Dave demora um ano pra tomar banho, parece uma noiva indiana. não chega, daqui a pouco vou acabar desistindo de ir com ele, nunca vi demorar mais. A única coisa que estava melhorando era que estava jogando o vídeo game do Dave, o vídeo game era, tipo, maneirasso, mas eu tava maluca pra sair de casa, quer dizer, da casa de Dave, claro, só não era minha também por que era dele [n/a: uhuul, venci o concurso de miss, miss autora idiota do FFADD], nossa, modéstia e inteligência ao mesmo tempo não ta dando certo, não é mesmo? Então, tudo bem, vou continuar jogar o vídeo game.

- , TA NO MEU QUARTO AINDA? – Dave me gritou de dentro do banheiro dele, a voz estava abafada pelo barulho do chuveiro, ai que notei que estava no quarto dele.

Aliás, um quarto lindo, todo branco, sem nenhuma mancha de sujeira, sua cama (onde eu estava deitada jogando) também tinha a colcha branca, a estante onde ficava a TV de plasma e os aparelhos também era branca, era tudo perfeitamente arrumado, tudo lindo.

- TO, JÁ VOU SAIR. – Ouvi a risada baixa dele. – NÃO É ENGRAÇADO, OK? – Tínhamos que gritar para que um escutasse o outro.

Guardei o joystick [n/a: não sei como escreve mesmo] que estava usando, desliguei a TV e o vídeo game, me levantei, calcei minha sandália e sai do quarto. Logo depois que fechei a porta, escutei a do banheiro abrindo e ao mesmo tempo uma busina na frente da casa de Dave, acho que era de . Um sorriso enorme surgiu no meu rosto.

(’s POV off.)

(David’s POV on.)

só aparece nas piores horas, não posso nem me arrumar direito pra me despedir de , a garota mais pura que já conheci. Se não fosse minha ‘irmãzinha caçula’, ou a única, que seja, eu ia namorar com ela, meu primeiro namoro sério, imagina? Mas não a amo desse jeito, sim como minha ‘irmã’, o jeito que eu teria que amar.
Terminei de me vestir rápido como nunca, nem camisa dava tempo de colocar. Sai do meu quarto e desci as escadas como um jato.
- . – Gritei, ela estava quase saindo. – Não ia se despedir, mocinha?

(David’s POV off.)

(’s POV on.)

Dave, como sempre o fofo, o homem da minha vida, até porque o amor da minha vida eu ainda não conheci... Pelo menos acho que não...
- Claro que ia, mas ia avisar que ia te esperar. – Disse a ele olhando em seus olhos.
- Então vem aqui. – Ele disse abrindo os braços e vindo em minha direção. Não pude evitar o sorriso em meu rosto. Pulei nele, pulando no chão de volta. – Cuidado, hein? Não quero que você se meta em confusão. – Não entendi, eu nunca me meto em confusão, ta, ta, de vez em quando em algumas, ok, sempre me meto em confusão, menos quando to com ele. Que estranho, deve ser por que nenhum(a) idiota ia se meter com o Dave.
- Pode deixar. Aonde você vai tão arrumado, hein senhorzinho? – Ele me olhou erguendo a sobrancelha.
- Olha só, minha pequena ta querendo que eu dê satisfações...
- Claro, tem que tomar conta do irresponsável que eu amo. – Ele riu e concordou.
- Vou no supermercado, ta faltando comida aqui. – Com certeza Dave era que nem eu seria, comeria lasanha Perdigão [n/a: ou qualquer marca que vocês queiram, minha fic já tem muita pergunta pra ter q fazer mais essa.], refrigerante ou cerveja, no meu caso nada de cerveja, perto de Dave tinha que ser a super-pura-mulher, mas eu nunca bebi cerveja, só Ice.
- Hum, volta pra casa sem passar em outro lugar e não converse com estranhos. – Eu e ele rimos, depois ele me abraçou forte e eu retribui o abraço.
- Dá pra irem um pouco mais rápido com a despedida? – interrompeu o momento oi-eu-sou-feliz-e-amo-meu-amigo. Eu e Dave nos soltamos e ele me deu um beijo na bochecha, eu retribui.
- Cuidado, realmente não se meta em confusão, me promete? – Engoli em seco.
- Sabe que é minha natureza, não consigo, mas vou fazer o máximo, ok? – Ele sorriu pra mim.
- Tudo bem. . – Ele gritou o nome de e prestou atenção nele. – Não deixa ela se meter em confusão por que é a natureza dela. – Ele disse rindo. – E cuida dela, sem deixar que ela dirija se não, não adianta ninguém – Ele olhou pra mim e sorriu. – implorar, que eu te mato, ta ligado? – fez cara de ‘até parece’.
- Vamos logo, , deixa esse cara ai. – disse zoando Dave.
- Ta maluco? – Dave disse brincando.
- Tenho que ir, Dave. – Disse colocando as mãos em seus ombros e sorrindo olhando em seus olhos, ele me abraçou depois me deu um beijo na testa.
- Se divirta amorzinho.
- Também. Ah, compra lasanha bolonhesa que é a que eu mais gosto. – Disse brincando.
- Desde que você venha almoçar aqui amanhã...
- Meu Deus, mais que homem mau, gente. – Nós rimos. - To indo amor. – Disse indo em direção a .
- Esse daí, oh, ta doido pra roubar meu lugar.
- Ninguém vai roubar seu lugar, você sabe muito bem disso. – Disse beijando sua bochecha. Fui em direção a que sorriu para mim.
- Até que fim vocês dois resolveram acabar com o melodrama do Dave.
- Melodrama nada, eu sei que você quer roubar meu lugar.
- Vamos embora . – me abraçou pela cintura para irritar Dave e começou a rir baixinho.
- Tira a mão daí, seu idiota. – Nós dois rimos saindo pela porta depois me virei para Dave mandando um beijo.
- Divirtam-se.
- Brigada amor, você também, não esquece da minha lasanha. – Brinquei e depois ele foi para porta enquanto a gente entrava no carro de , um carro alto, preto brilhante, por dentro era muito grande, a poltrona de couro cinza, era lindo e bem confortável.
- Coloca o cinto. – Ordenou Dave do lado de fora do carro piscando para mim e eu sorri para ele e então partiu.
- Está preparada? – Fiquei confusa. Senti o cheiro delicioso de seu perfume.
- Para...? – Ele riu.
- Sabe, desisti de ir ao Central Park.
- COMO ASSIM?
- Ah, sei La, ué, acabei desistindo, se você quiser ir lá, a gente vai, mas... Pensei em ir a um lugar melhor. – Tipo...? - Fiquei confusa. Ele tinha que me levar para casa, e aliás, acho que era esse caminho que estava seguindo. - Minha casa não é um lugar melhor. – Disse confusa.
- Claro que é... – Ele disse rindo. – Ta, eu imaginei que você ,como adora se arrumar, iria querer fazer antes de, tipo - Ele parou me deixando curiosa, qual mais lugar a gente iria para comer alguma coisa? Mesmo que fosse picolé. Eu estava com fome, acho que ele não lembrava que eu passei mais de cinco horas no hospital. -, a gente ir pro shopping, pode ser? – Meus olhos brilhavam. A gente vai no shopping, que lindo, ele adivinhou, eu queria mesmo trocar de roupa e também queria pegar o meu cartão de credito, claro que eu iria fazer umas comprinhas, né? Mas claro, dependia do shopping que a criatura iria, não é mesmo?
- Certo. – Disse olhando para ele que estava olhando para a rua. – Então... Que shopping nós vamos mesmo?
- Qual você prefere?
- Humm, BOLOBOBUM? – Perguntei um shopping com a maior parte de ‘comida’, o que eu mais precisava no momento.
- Ótimo. – Concordou ele.

(’s POV off.)

(’s POV on.)


Já estava envolvido o suficiente. Podia escutar minha mente chamando pelo seu nome, meu corpo chamava pelo dela e minha alma gritava por ter a dela...
Precisava ficar o máximo de tempo possível ao seu lado, porém, quanto mais tempo com ela, mais obcecado eu ficava. Eu sabia que ela não estava envolvida como eu, mas não sabia nem se estava envolvida. Ela mexeu comigo e, pela primeira vez na minha vida, eu parei de ser o safado que eu sabia que eu era e todos meus pensamentos estavam voltados para aquela garota, que agora olhava para mim, mas não queria olhar para ela. Mmais uma olhada e eu a beijaria de qualquer maneira e sinceramente, não faço a mínima idéia do que eu queria... Ela não parava de olhar pra mim, por que ela fazia aquilo?

- O que você disse, ? – Parecia que tinha dito isso um pouco alto. Freei rapidamente o carro e automaticamente coloquei meu braço em frente a . Minha necessidade de protegê-la me preocupava profundamente.
- , VOCÊ ESTÁ COM ALGUM PROBLEMA? – Ela realmente não tinha noção do meu problema, porém, um problema que eu desejava cada vez mais. Ela.
- Desculpe, eu... Eu... Me desculpa. – Não tinha outra coisa para falar, mesmo brava ela ficava perfeita, como sempre, e eu, como sempre, me arrependendo de meus pensamentos, nunca iria aceitar isso, nunca, não podia mais pensar nela, isso sim é uma coisa que não sei se consigo fazer. – Chegamos. – Disse com um sorriso de lado.

(’s POV off.)

(’s POV on.)


HAHAHA, ele, com certeza, estava zoando com a minha cara, aquilo não era o shopping, era uma casa gigante… OPA, PERA AI, a casa de . Como ele arrumou tudo isso sozinho? Eu sorri para ele e quando fui sair do carro ele pegou meu braço.
- Eles já estão descendo. – Ele sorriu, o sorriso mais lindo que já vi.
- Eles? – Perguntei confusa.
- Sim, e , depois a gente vai pra sua casa, é o mesmo caminho e então resolvi convidar os dois. – Isso mais parecia um encontro de casais. Mas, beleza ué... – Eles já estão vindo.
- Tudo bem, eu estou com saudades de ... Eles vão no carro com a gente? – Perguntei, e sim, aquilo me incomodava bastante.
- Acho que sim... Por quê? – Ele sorriu malicioso, mas eu não entendi o porquê. Cada doido com o seu problema.
- Nada, só queria saber. – Disse olhando imediatamente para frente e ouvi dois ‘TOCTOC’ na minha janela e olhei para ela. , sim, era de mãos dadas com , meu Deus, como eram rápidos. abriu a janela pelo botãozinho que ficava do lado dele.
- Oi. – Disse sorrindo e também sorriu.
- Já esta bem amiga? – Ela perguntou.
- Hum, estou bem e você também, hein. – Ria exageradamente por dentro. JESUSMEACUDA. Segurei o riso enquanto me olhava de cara feia e ria sem fazer esforço para segurar o riso.
- Suponho que também esteja ótimo.
- Eu? Ótimo é pouco. – Ai eu ri, sim, eu ri, e sorriu.
- Você tá com carro, ? – Olhei para e ele piscou pra mim. Fique parada com os olhos arregalados olhando para seu rosto, um jato de adrenalina passou pelo meu corpo e eu não fazia a mínima noção do que estava acontecendo...

Eu e estávamos no mesmo carro, só nós dois, eu estava dividida em três partes, uma parte de mim queria aquilo mais do que tudo, a outra parte queria ficar vermelha de vergonha e matar ele, a outra parte queria o fazer parar o carro e beijar ele, ficar o resto da minha vida ali com ele. Mais por quê? Por que aquilo estava acontecendo? Por que eu o queria tanto?

- Por que está tão quieta?
- Por que estaria falando? – Retruquei rapidamente.
- Por nada, é que... Odeio silêncio. – Bom, somos dois. Eu sorri.
- Quer falar sobre...?
- Qualquer coisa.
– Bom então bora fofocar, homem faz isso melhor que mulher. Como e são rápidos hein... – Disse a ele como quem não quer nada.
- É, é tão tímido pra fazer essas coisas tão rapidamente. – Ele ria enquanto dirigia, ta, homem adora uma fofoca.
- também é muito tímida. – Tipo, sabe o momento ‘sem assunto’ com um cara gostoso? Isso nunca tinha acontecido comigo, talvez seja por que eu acho que ele ta dando em cima de mim sendo que eu tenho namorado, que por um acaso é amigo dele. – Não faço a mínima idéia de que roupa usar... – DEUSDOCÉU, da onde tirei isso? Mas ele riu e eu corei.
- Acho que você está bem assim. – Corei mais ainda.
- Obrigada. – Sorri para ele gentilmente. Chegamos em frente a minha casa e ele estacionou, assim como fez no carro atrás de nós. Desci do carro e fez o mesmo. Tirei a chave do meu bolso e abri para eles.
- Nós vamos ficar aqui, amiga, esperamos por vocês aqui, pode ser? – Saquei, eles iam ficar se pegando ai, deu um sorriso malicioso em direção a , que retribuiu o sorriso.
- Tudo bem. – Eu disse entrando.
- Eu... Posso entrar? – Não, eu estava postada ali com o portão aberto pra entrar ar no jardim.
- Pode. – Sorri e entrou passando na minha frente enquanto eu trancava o portão.

...

Fazia meia hora que estava experimentando todas as blusas do meu armário, tem noção? Não, você não faz a mínima idéia do que é isto. Peguei uma blusa quadriculada preta e roxa para experimentar, quando voltei do closet para meu quarto...
- , O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – Me cobri com a blusa em minha mão, eu estava de calça, ok galera? Meu Deus, o que eu ia fazer? Um garoto que eu nem conhecia direito estava no meu quarto e tinha me visto de sutiã, ta, ele era gato, ta, tudo bem, muito gato, gostoso e cheiroso e... E eu tinha namorado, isso sim. Ele engoliu em seco.

(’s POV off.)

(’s POV on.)


Eu nunca iria pedir desculpa, até por que eu não tinha me arrependido nada, nada, do que eu tinha feito, minha vontade era agarrá-la e ver se ela cedia. Eu sabia que no fundo ela também tinha um desejo por mim, mesmo eu não tendo apenas desejo por ela. Tomei coragem e fui em sua direção.

(’s POV off.)

(’s POV on.)


O que ele vai fazer? Por que ele esta vindo pra cá?

Continua.

Capítulo 9

Dúvida cruel.


Ele me puxou mais para perto pela cintura e eu estava com as mãos em seu rosto de leve, era impossível explicar o que eu estava sentindo, não conseguia tirá-lo de perto de mim e nem era o que eu queria mas alguma coisa chamada ‘senso’ me alertava para o deixar... Eu não queria, porém era a coisa certa a fazer... Tirei as mãos de seu rosto tentando o empurrar para ter uma distância dele, mas ele não deixou e me chegou para trás junto ao seu corpo. Alguma coisa de vidro caiu, mas não conseguia enxergar no meio daquele beijo, nem ao menos tentei enxergar. beijava muito bem, mas se eu deixasse aquilo seria mais que um beijo...

(’s POV off.)

(’s POV on.)


Por que não fiz isso antes? Por quê? Eu sabia que ela me queria ali, eu sabia que ela não queria que me afastasse, por mais que tentasse fazer isso. A empurrei para a estante, o nosso beijo cada vez ficava mais intenso e cada vez melhor, não pensei que meu desejo era tão intenso, muito menos o dela, ela me beijava com tanto desejo quanto eu a beijava. Tão santa, porém tão... Tão linda, tão desejável, tão excitante. [n/a: não acredito que escrevi isso ahsauhuh’]

- Não , não posso. – Ela disse mas voltou a beijar.
- Então por que não tenta parar? – A desafiei. Passei a mão pela suas costas, ela estava sem a blusa e senti seu sutiã.

Escutei duas batidas na porta.

(’s POV off.)

(’s POV on.)


Ele era tão certo de que o queria…
O empurrei para trás e corri para minha cama colocando a blusa.

- , eu não podia...
- Podia sim. Para com isso, já foi, não interessa mais, já aconteceu. – Sua voz não tinha um pingo de arrependimento, e por mais que parecesse, eu também não estava nem um pouco arrependida. – E eu não estou arrependido. – Cara, sou vidente. Sua voz era mais baixa.
- Nem eu. – Murmurei rezando para ele não ter escutado, mas um sorriso surgiu em seu rosto e então percebi que ele escutou. Corei.
- OU, , ABRE ISSO LOGO. – Primeiro, ele trancou a porta. Segundao, estava ali fora e ia me ver com ele no meu quarto. Realmente, isso seria estranho.
- É melhor abrir, né? – Ele disse.
- Sim, é. – Arrumei meu cabelo e fui em direção a porta, ele me segurou pelo braço.
- Eu realmente não me arrependo. – Ele disse me puxando mais para perto dele. Ele tinha um sorriso malicioso e sinceramente maravilhoso estampado em seu rosto.
- ... é seu amigo, a gente não pode fazer isso. – Ele bufou e fechou os olhos, parecia estar se lembrando disso agora. Ele me soltou e eu fui para porta e abrir.
- Amiga. – Ela me abraçou. – Você está demorando muito, sabia? – Ela disse e logo depois olhou para o quarto. estava com a camisa branca na mão e com a mão na cabeça daquele jeitinho lindo que ele fazia... Para , não pode mais pensar nisso. ficou de queixo caído e depois olhou para mim. – Desculpa, não queria interromper nada.
- Você não interrompeu nada. – Eu disse imediatamente.
- Na verdade... – Murmurou e eu fui em sua direção.
- Na verdade nada, , nada. – Disse baixo e lançando um olhar mortal a ele e ele sorriu falsamente.
- É, na verdade, eu só vim aqui falar que ela estava demorando. – Eu arregalei os olhos, mas afinal tinha que o agradecer.
- Me desculpem a demora, já estou pronta.
- Seu cabelo ta meio despenteado, amiga. – Disse e eu engoli em seco.
- É, eu sei, vou ali ao banheiro pentear o cabelo e vocês podem me esperar lá embaixo. – Foi o único jeito que arrumei para ficar sozinha.

Nunca pensei que iria trair alguém, de certa forma eu trai , o que aconteceu comigo? Eu era certa que o amava... Até aparecer, mas... Mas eu ainda sentia algo muito grande por , assim como sentia por . Era sim uma dúvida terrível, horrível e realmente torturadora. Eu queria desistir de ir ao shopping, eu queria falar com Dave, ele sempre me ajudava.

Desci as escadas e todos estavam ali, sentados no sofá.

- Até que fim. – Disse .
- Muito engraçado, senhora . – Disse irônica e depois olhei pra , ele estava me olhando e aquilo me deixou meio sem graça.

(’s POV off.)

(’s POV on.)


Ela estava linda. Não, linda não, perfeita. No quarto não tinha observado como sua calça jeans realçava seu corpo perfeito. Eu não conseguia parar de olhar. Tão linda... Percebi que ela também olhava para mim e isso me deixou feliz.

- Vamos? – Ela perguntou desviando o olhar de mim e eu fiz o mesmo.
- Vamos.
- É melhor irmos só em um carro, né? – perguntou.
- Ah... – Disse Tom.
- Acho melhor irmos com os dois. – Sorri para Tom em um gesto de agradecimento.
- Eu também acho. – Concordou . Claro, e Tom queriam ficar sozinhos.
- Então tudo bem. – Disse entrando pela porta do carona.
- , você foi no quarto dela pra chamá-la? – me perguntou e eu me perguntei se estava tão na cara que eu estava babando por ela.
- É melhor a gente ir logo.

Entrei no meu carro e dei a partida.

- , acho que vai ser bom se a gente conversar.
- É? Sobre o que? – Disse um pouco irritado. Tinha quase certeza de que ela estava arrependida.
- Sobre o que aconteceu.
- Não estou arrependido.
- Nem eu. – Ela falava alto, mas mesmo assim sua voz era perfeita. Eu sorri automaticamente. – Mas e ? Ele não merece isso.
- Termina com ele.
- Como se fosse tão fácil. Eu ainda sou apaixonada por ele.
– Como assim? Eu sou só a brincadeira? Muito engraçado isso.
- E comigo? O que você sente por mim? Desejo? – Falei irritado.
- Não. Óbvio que não. Acontece que sou apaixonada por ele e... – Agora tudo parecia três vezes mais confuso.
- E o que?

(’s POV off.)

(’s POV on.)


- E por você. – Prontofalei.
- Acontece que você não pode ficar com dois. – É, eu sei, mais ele ainda não me disse o que sentia por mim.
- E você? O que você sente por mim? – Sinceramente, tinha medo de sua resposta.
- Eu sou completamente apaixonado por você. Será que você não entendeu isso até agora? – Engoli em seco.
- Mas...
- Mas nada. É isso que eu sinto por você. – Corei, corei, corei. parou o carro e se virou pra mim. – Você realmente não tinha notado isso?
- Não. – Ele foi chegando cada vez mais pra perto de mim e eu fui chegando para trás. – não merece isso. – Eu disse mais não adiantou.

Não tinha mais lugar pra eu ir. Ele segurou minha cabeça com as duas mãos e me deu um selinho demorado. Ele era tão fofo...

- Eu sei que você quer. – Ele sussurrou em meu ouvido com a voz sensual. Não conseguia mais pensar em nada, estava inconsciente.
- ... – Disse pedindo que ele se afastasse. Mas não era o que eu queria.

Suas mãos estavam em minha cintura, seus lábios nos meus. Não era qualquer beijo, era um beijo apaixonado de ambas as partes. levantou minha blusa passando suas mãos pelo meu sutiã. Levantei sua blusa e ele a tirou.

- Não, . – Disse entre nosso beijo. – , não posso, não posso. – O empurrei para o outro lado com o carro. Ele estava decepcionado, eu podia ver. Engoli em seco. Sempre que ficava nervosa começava a chorar, mas dessa vez segurei o choro, abaixei minha blusa e fiquei olhando para ele.

(’s POV ohf.)

(’s POV on.)


Orgulhoso o suficiente, sim, orgulhoso o suficiente pra pedir desculpas, era uma coisa que eu odiava fazer, pedir desculpas. Ela queria, eu sabia, ela queria.

- Tom e devem estar nos esperando. – Ela disse e eu fiz sinal de sim com a cabeça. Por que ela foge de mim? Essa era a única pergunta que eu me considerava incapaz de responder.

O clima estava péssimo, ninguém falava nada só por causa da idiotice que eu fiz.

- Dave foi em qual supermercado?
- Não sei, mas com certeza colocou um detetive atrás de você. – Eu disse ironicamente.
- Hum, você quer mesmo ir ao shopping? – Na verdade eu não queria, aqui estava um clima bem tenso, o que a gente iria fazer no shopping?
- O que você prefere?
- Eu não queria muito ir, queria ir pra casa do Dave, mas se você quiser podemos ir ao shopping mesmo. – Virei a rua para pegar o caminha da casa de Dave e ela deu um meio sorriso.

Por que tinha que me apaixonar por ela?

(’s POV off.)

(’s POV on.)


Dave era a única pessoa que me entenderia. Ou não. Mas pelo menos sabia que ele sempre estaria comigo em todas as horas, pra todas as coisas, pra tudo. Ele era o melhor amigo do mundo, ele poderia me ajudar a me resolver e a me entender, coisa que nem eu conseguia. Sim, eu, a pessoa mais confusa no momento, ninguém consegue ser mais confuso que eu.

Fomos em silêncio até a casa de Dave, chegamos lá e ele não estava, bom, agora é esperar... A parte que mais me desesperava.
Tirei uma cópia da chave da casa dele do meu bolso e abri o portão.

- Você... Quer entrar?
- Acho melhor não, vou pra minha casa. – Eu sorri para ele, olhei pra baixo e me virei para o portão. Senti sua mão me puxar pelo braço, então, me virei. – Se cuida. – Ele me deu um selinho e foi embora com a maior tranqüilidade. Eu fiquei ali, olhando, enquanto ele entrava no carro e partia...

Entrei na sala da casa de Dave, peguei meu celular e disquei o número dele.

(’s POV off.)

- Alô? – A voz de Dave chegou aos ouvidos de .
- Dave... – Sua voz era triste.
- O que houve, ? Onde você tá?
- Tô na sua casa, por favor, vem pra cá. – Ela implorava por Dave, era a única pessoa que poderia contar tudo.
- Meu Deus, o que aconteceu? O que o fez? – Sua voz era de preocupação.
- Nada, eu que fiz. – Uma lágrima saiu de seu olho. – O pior é que eu que fiz. Vem pra cá, por favor, por favor.
- Ah meu amor, eu to indo prai.
- ‘Brigada. – Dave estava entrando no carro.
- Eu já estou indo, o mercado é perto de casa, prometo que chego ai em menos de dez minutos, ok? Se cuida.Te amo.
- Ok, ‘brigada, também te amo. – Os dois desligaram os celulares.


Minutos depois...

(’s POV on.)


Estava jogada no sofá da sala da casa de Dave quando escutei a buzina de seu carro em frente a casa, limpei as lágrimas que insistiam em sair e continuei deitada. Escutei seus passos vindo em minha direção.

- . – Ele levantou minha cabeça, se sentou e colocou minha cabeça em seu colo. – O que aconteceu? – Eu me sentei com as pernas cruzadas (perninha de índio, sacas?), virada para ele. Engoli em seco, respirei fundo.
- Eu... Eu trai o . – Falei quando uma lágrima saiu de meu olho. Senti que Dave não sabia o que fazer. Ele passou a mão pelo meu cabelo. – Eu não sei, realmente não sei o que está acontecendo comigo.
- Com quem? – Foi a única coisa que ele me perguntou.
- . – Gaguejei.
- ? – Ele disse incrédulo.
- Eu não sei o que está acontecendo, eu não fiquei por ficar, eu gosto dele, mas eu também gosto do , me entende? Eu não sei o que eu faço.
- ... – Ele me abraçou acariciando meus cabelos. E eu retribui o abraço. – Como você gosta dos dois? – Sua voz era calma.
- Eu não sei, estou tão confusa... Minha cabeça esta rodando. Penso nos dois, gosto dos dois, NÃO SEI MAIS O QUE FAÇO. – Disse irritada me jogando em seus braços.
- Calma amor, eu realmente não sei o que fazer, não agüento te ver triste. – Ele passou a mão pelo meu rosto limpando as lágrimas.
- Não vou mais agüentar olhar pro , ele não merece o que eu fiz.
- Me conta o que aconteceu...
- Eu tava trocando de roupa ai quando sai do closet estava lá, ai ele me beijou. – Fui interrompida.
- Pera ai, ele entrou no seu quarto enquanto você trocava de roupa? – Ele disse irritado tentando manter a calma.
- Er... Eu só estava sem blusa, mais a blusa estava na minha mão.
- Eu vou bater naquele moleque. – Ele estava muito irritado e nenhum vestígio de calma em sua voz. Eu o abracei.
- Não aconteceu nada demais. Ele gosta de mim, eu sei que sim, mas e eu? Eu gosto de dois? Como isso pode acontecer?

...

Nossa, não pensei que poderia dormir tão bem depois de um dos piores dias da minha vida. Realmente tinha sido um dos piores dias, mas, como pensava, Dave me ajudou. Agora tinha que ir, dois dias sem ver meus pais e dois dias na casa de Dave foram dois dias de total esquecimento de minha vida. Pareciam dois séculos sem minha escola e agora, eram... Eram quantas horas, mesmo?

Nossa, eram cinco horas da manhã, me levantei e fui para o banheiro tomar banho.

...

Encontrar na escola seria realmente péssimo, nós íamos nos encontrar ontem, mais ta, nem deu. Não poderia fugir mais dele, eu tinha que terminar com ele e isso, já estava certo, já estava decidido. Eu, essa idiota, não merecia . Toda vez que pensava nisso o sentimento de culpa tomava conta de mim, causando arrepios.

Desci as escadas como um zumbi, a minha cara de sono devia estar ‘linda’, mais eu realmente, não estava nem ai.

- , seu pai vai te levar hoje?
- Sim, eu vou esperar aqui. – Sentei no sofá olhando para TV, que estava desligada.

---*---

- . – Gritou e nós nos abraçamos.
- Amiga, quanto tempo, hein... – Nossa, tava com saudades das minhas amigas, parecia que não as via há séculos. Depois de abraçar , abracei e .
- Por que vocês não foram pro shopping depois?
- Ah, sei la, eu... – Não devia mentir pra nenhuma delas, as pessoas que eu mais confiava. – É melhor a gente falar disso depois.
- Ok. Mais e ai? Tudo bem?
- Tudo, tudo ótimo. – Respondeu , e eu tinha certeza de que estava pensando em Tom.
- Ah, é mesmo, , e o Tom, hein?
- Amiga, ele é perfeito, ele é muito fofo. – Ela fez uma cara de lesada e todo mundo riu.
- O podia apresentar os outros amiguinhos dele, né? Por que a não deixa nenhum pra gente. – disse rindo.
- Há, engraçadinha, o é meu, o resto vocês podem ficar, ia ser até bom se uma de vocês for minha cunhada, ai vocês entenderiam o ciúmes que tenho por Dave.
- Ah, claro, claro, mais o Dave é muito safado, não presta. – afirmou e todas nós rimos.
- E a é uma safada, ela e Tom só queriam ficar sozinhos.
- Mais não foi o Tom que estava no meu quarto com a blusa na mão. – Bom, eu e sempre somos assim, mais a gente se ama, sacas?
- Melhor estar no quarto com a blusa da mão que estar no banheiro com a blusa na minha mão. – Eu sorri e nós rimos, ai tocou o sinal.
- Hora de entrar, meninas. – Conhecia aquela voz, mas, realmente, não a reconhecia. Todas nós nos viramos.
- Aff. – Bufei. . Tinha que ser.
- Nossa, só vim perguntar se você viu Dave, por que vocês nem ele foram na festa.
- Não, eu não vi o Dave e ele não foi por que eu passei mal, ok? – Disse agressivamente, esse garoto me irrita.
- Ah, beleza, já melhorou? – Cara, ele está passando mal.
- Eu melhorei, e você não ta muito bem, né?
- Num dá nem pra ser legal com você.
- Amiga, coitado do garoto. – Como assim? Ela tava ficando maluca, doida, piradona. - Oi Douug. – Sua voz agora era doce. Cara, ela realmente estava com problemas, ODIAVA .
- , vem aqui. – A puxei pelo braço. – Qual é a sua? – Falei pausadamente.
- , repara nesse garoto, ele é um gato. – Ótimo, agora minhas amigas estavam correndo atrás de um garoto retardado que nem Doug. Ela foi em direção a ele.
- Doug, o sinal bateu – Eu disse sorrindo falsamente.
- É, eu sei. Depois a gente se vê. – Não se vê não. Ele foi para o corredor.
- Bom, eu acho que a ficou maluca.
- Eu também. – Disse .
- Eu não, ah gente, ela só ta a fim do garoto.
- Ela podia escolher tipo, um garoto menos lesado.
- Olha, eu não to nem ai, acho ele um gato, e como eu sou muuuuito educada...
- Meninas. – Meu Deus, só falta ser o Charlie. Me virei.
- Steve. – Abracei ele, e, como o normal, foi a pessoa tímida e demorou um pouco pra me abraçar também.
- Oi .
- Oi. – Fui para trás e as outras garotas foram o abraçar, a única coisa que podia pensar era: “CADÊ O DAVE?”.
- Vocês viram Dave ou James?
- Não vimos não. – Disse .
- Hum, tudo bem.
- Eu também queria achar Dave, mas acho que ele ta dormindo.
- É, pode ser. Ele ta achando que pode ficar faltando aula, depois repete de ano e não sabe por que.
- É, ele não deve saber nada da matéria.
- Não mesmo, mas , a gente tem um trabalho de química pra fazer até amanhã.
- É mesmo. – Falou .
- Qual nosso grupo?
- Bom, como só podiam seis pessoas, é você, James, Steve, eu, e .
- E por que o Dave não?
- Por que ele está fazendo com os outros amigos. Um grupo de três pessoas.
- Claro, o trabalho vai estar uma merda, se é que vai estar pronto. Mas tudo bem, vamos fazer hoje. Vocês vão lá pra casa e a gente pesquisa umas coisas, pode ser?
- Pode, que horas?
- Depois da aula.
- É mesmo. – Não tinha mais ninguém ali fora, fomos com passos rápidos cada um pra sua sala.

Eu e tínhamos aula juntas hoje. Educação física. Como sempre a aula chata, monótona e eu morrendo de frio, era um dia igual a todos os outros, pelo menos no colégio...

Capítulo 10

Briga entre amigos.


Acabei de terminar o trabalho com meus amigos e agora não tenho nada pra fazer, como sou ocupada, né...

- Gente, o que vocês vão fazer agora?
- Eu vou encontrar com . – Os olhos de brilhavam.
- E a gente vai andar de skate. – Disse James apontando para ele e Steve.
- Ah, se vocês quiserem ficar, a gente pode ir na piscina e sei lá... Fazer algumas outras coisas.
- Ah, certo, a gente podia fazer um churrasco, né? – Perguntou James.
- Quem vai fazer o churrasco? – Perguntei sorrindo.
- Eu sei fazer, a gente pode chamar o que também sabe fazer. – Bufei mais concordei. Eu queria evitar ao máximo ver , mas não iria adiantar muito tempo.
- Liga pra ele. – Entreguei o telefone na mão de James.
- Por que eu?
- Por que você teve a idéia.
- Mas não sou eu a namorada dele.
- Eu não vou ligar. – Afirmei indo para o meu quarto. – Meninas, vocês vão vir?
- Ah, desculpa , mais realmente não posso, quero ficar com meu zito. – Disse olhando para mim enquanto e subiam em minha direção.
- Tudo bem, a porta ta aberta, amiga, até amanha.
- Até.

Eu, e subimos, escolhemos nossos biquínis (que no caso eram meus) e descemos. Eu estava com um preto de bolinha branca, estava com um listrado de laranja, amarelo e branco e estava com um azul, vermelho e branco listrado.

(’s POV off.)

(James’s POV on.) Obs: Foquem nessa parte que a pode não terminar com um guy, mais sim com um sod, não que eu esteja dizendo que vai. Taparei, beijinhos!


Meu Deus, o que era aquilo? Realmente não sabia explicar... James, não pode fazer isso, não pode, elas são suas amigas, dá pra parar? Mas se bem que a ta na sua, hein...

(James’s POV off.)

(’s POV on.)


Ah, como o James estava lindo, sem aquela camisa seu corpo se revelava. Mas e Steve, meu Deus, que homem...

(’s POV off.)

(’s POV on.)


- Já que estão todos prontos… Acho que podemos ir. – Eu sorri e fui para a parte da piscina, os quatros vieram atrás. – James, vai vir?
- Ele já ta vindo.
- Ok. – A campainha tocou e eu fui atender.

- Amor. – entrou na casa e me beijou. – Tava com saudades.
- Eu também. – O abracei forte e lembrei de todo erro que tinha cometido.
– Já começaram o churrasco? – Ele perguntou me dando a mão, encostei o portão e nós fomos em direção.
- E ai, cara? – James se aproximou da gente e cumprimentou , depois cumprimentou Steve e depois as meninas.
- Acho que a cande ta dentro daquele negócio ali. – Disse apontando para um congelador branco e gigante.
- Ok. – me deu um selinho e os meninos foram em direção a churrasqueira.

Eu fui para um lugar de madeira que ficava perto da piscina e e foram também. Nós nos sentamos em almofadas brancas que tinham lá.

- Meninas, eu preciso falar uma coisa com vocês, uma coisa que só Dave sabe. – Eu realmente confiava nas minhas amigas, mas tinha certo medo de contar. Notei que elas estavam confusas.
- Conta logo. – Disse impaciente.
- Eu... Eu e ficamos duas vezes. – Falei rapidamente e fechei os olhos. E depois de um longo minuto de silêncio os abri novamente. As duas estavam com a boca aberta e os olhos arregalados. Engoli em seco. Não sabia nem quais sentimentos estavam passando por mim, mas creio que eram muitos. – Falem alguma coisa. – Eu estava irritada comigo mesma.
- Não acredito. – Disse dando pausas.
- Ah, obrigada, mas isso realmente não me ajudou.
- Amiga, se mata. – Viu como tenho amigas legais e que sabem dar conselho?
- Ok, estou indo. Vocês são péssimas para dar conselho.
- Desculpa amiga, mais eu não sei o que falar. O que Dave falou?
- Ele falou um monte de coisa.
- E te deu maior esporro que nem ele adora fazer? – Perguntou . O pior é que ele adora mesmo dar esporro, mas nessa hora eu sabia que ele seria o melhor amigo do mundo, e ele foi.
- Não, eu chorei tanto que acho que nem dava pra ele dar esporro.
- O que você vai fazer?
- Boa pergunta, o que eu vou fazer?
- Você vai...
- Fala baixo. – Ordenei.
- Ta, ta, você vai parar de trair com o melhor amigo dele, que é um idiota que também ta traindo a amizade de .
- , eu estou apaixonada por , não consigo mais esquecer ele, um minuto que não penso nele, penso em , eu sou apaixonada por ele... Basta saber quem eu realmente amo. – Elas estavam chocadas.
- Termina com , pelo menos isso você vai ter que fazer.
- Eu sei. Mas eu vou chegar pra ele e falar: “Oi , tudo bem? Estou terminando com você por que você tem mais chifre que cabelo e eu não quero me sentir mal com isso.”. – Ta, não deveria ter exagerado tanto.
- Não né, inventa alguma coisa. – A campainha tocou.
- Vocês chamaram mais alguém?
- Não, vê se os meninos chamaram. – Me levantei e fui até a churrasqueira.

- Vocês chamaram alguém?
- Não. – Disse Steve.
- É, eu não chamei ninguém. – Disse . – Quer que eu atenda?
- Não, não precisa. Eu vou lá. – A campainha tocou novamente e eu fui em direção a porta.
- Você vai de biquíni? – Gritou e eu mandei um beijo pra ele.

Abri o portão que estava encostado e vi .

- ?
- Oi.
- Que... Surpresa.
- Ruim?
- Não, mas... – Ele me puxou pela cintura e me beijou, um jato de adrenalina passou pelo meu corpo, que se arrepiou, senti um frio na barriga e o empurrei. Depois olhei para trás, lá estavam James e . Engoli em seco.
- ... – James estava incrédulo.
- Eu que agarrei ela. – Tudo ficou muito mais tenso, por que neste segundo chegou e foi em direção a .
- O que é, cara?
- ... – Eu falei calmamente e fui devagar em sua direção.
- , não se mete nisso. – Opa, foi comigo, ele que esta se metendo.
- , eu resolvo isso. – Ordenei, mas não adiantou.
- Não, eu resolvo.
- , tudo bem? – Steve chegou. Ele estava animado, mas ninguém respondeu e ele notou que tudo estava bem tenso.
- Não aconteceu nada demais. – Ta, menti muito agora.
- Como nada? Eu escutei muito bem o que ele disse.
- E... O que eu disse? – finalmente se pronunciou.

Os olhos de praticamente soltavam fogo, eu sinceramente pensei que se alguém fosse dar um soco em outra pessoa na minha frente eu iria ficar rindo, mas eu não conseguia fazer isso, é um idiota, por que ele tinha que assumir a culpa sendo que a culpa também é minha? O que eu poderia fazer? Pular na frente de e levar um soco na cara? Realmente eu não iria fazer isso, mas eu senti que estava prestes a matar .

- Gente, vocês são amigos. – Eu disse pausadamente e fechei o olho, escutei um barulho e abri os olhos.
- , VOCÊ TA MALUCO? – Fui em direção a que agora estava com raiva e com certeza queria dar um soco em também. Não pensei que seria capaz de fazer isso.
- , você ta bem? – Passei a mão no seu rosto onde havia batido.
- Sai da frente, . – Educação reinando no local. Segurei as mãos de .
- Você não vai fazer nada. – Segurei sua mão e o levei para sala. O empurrei no sofá.
- , depois a gente se vê. – Disse da porta da sala e eu me sentei ao lado de .
- A gente também vai, ok?
- Tudo bem gente, até. – As meninas pegaram suas roupas e os garotos também, depois foram embora.
- Eu... Vou pegar o gelo. – Me levantei, mas me puxou de volta.
- Não devia ter me trazido pra cá.
- Não , a gente não deveria ter passado nada do que a gente passou.
- Mas já foi, e agora, eu estou apaixonado por você, não tem mais como apagar isso.
- Eu vou pegar o gelo.
- EU NÃO QUERO MAIS FICAR COM VOCÊ, EU NÃO AGUENTO MAIS FICAR COM VOCÊ! – Engoli em seco.
- Eu nunca vou te deixar sozinho. – Por que eu disse isso, hein? Levantei-me. – Vou pegar o gelo. – Ele deu uma breve risada.
- Não precisa de gelo. – Ele disse um pouco alto e eu voltei e me sentei ao seu lado.
- Então precisa de que? Você acha que isso vai sarar como?
- Só preciso de você. Só ficar com você. – Que FOFO. Foi a coisa mais linda que já escutei na minha vida, foi inevitável não sorrir.
- Se for só isso. Se considere curado. – Eu sorri e ele também. Chegou mais perto de mim e dessa vez eu não iria fugir.

Seus lábios encostaram-se aos meus e meu corpo se arrepiou, um jato de adrenalina passou pelo meu corpo, um conjunto de sentimentos que nunca havia sentindo ou ao menos escutado falar estavam agora em ação, quanto mais tempo perto dele mais eu o amava, seu jeitinho fofo, lindo e engraçado. Será que eu o amava? Aquilo não era só paixão, não mesmo.

Capítulo 11

Difícil tarefa.


Terminar com seria uma das piores coisas que eu poderia fazer, quer dizer, não sei qual seria mais difícil, deixar ou deixar . Não sabia mais quem eu amava, mas sabia que só poderia ser um deles...

Não sei o que poderia dizer deste dia, se ele foi tenso ou lindo, acho que seria mais certo dizer um dia agitado. É o que minha mãe diria.

- Filha, há quanto tempo não janta conosco. – Minha mãe e sua linguagem super formal. Faziam só dois dias que não jantava em casa. – Como foi seu dia hoje?
- Normal. – Que feio, mentindo. Eu sorri. – E o seu?
- Normal também, trabalho e mais trabalho. – Nós estávamos sentadas na mesa de jantar quando a moça que trabalha na minha casa (é, não sei o nome dela) serviu a mesa. Meu celular tocou, quer dizer, vibrou. Minha mãe odiava quando o celular tocava e nós estávamos na mesa.

Peguei meu celular e olhei quem era. ‘’. Eu sorri e olhei para minha mãe e para meu pai.

- Eu... Vou no banheiro e já volto.
- Tudo bem. – Me levantei e fui em direção ao banheiro do andar de baixo mesmo e atendi o telefone quando já estava lá dentro.

- Oi, .
- , a gente pode sair hoje? – Sua voz estava meio triste.
- , não podemos liberar tudo desse jeito.
- Não é liberar tudo, eu preciso falar com você.
- O que aconteceu? Por que você está tão preocupado?
- Acho melhor eu te contar quando estiver com você.
- Tudo bem. Aonde?
- É melhor em um lugar que ninguém possa nos ver.
- Onde? – Perguntei irritada.
- Pode ser no meu apartamento?
- Pode, mas...
- Estou em frente a sua casa.
- Ta, estou indo. – Sai correndo do banheiro e encostei-me à mesa do jantar.


- Gente, eu tenho que ir ali, não me esperem. – Sai de casa antes deles terem a oportunidade de dizer ‘Não’. Vi o carro em frente a minha casa e entrei na porta do carona.
- O que tá acontecendo? – Ele deu a partida sem dizer nada. - O que aconteceu? Me fala. – Estava irritada e ansiosa. Mas ele continuou quieto.

Chegamos no prédio onde ele morava, ele estacionou na garagem, descemos e ele foi até mim. Pegou no meu rosto.

- Eu nunca vou deixar de te amar. – Aquilo estava me deixando mais confusa ainda.
- Não estou te entendendo, .
- É só isso que você tem que entender. Lá em cima eu te explico com calma.
- Tudo bem. – Ele me deu a mão e nós subimos até seu apartamento. Ele me levou até a sala, onde tinha um enorme sofá e eu me sentei, logo após ele se sentou ao meu lado.
- Me conta logo.
- Eu... Sinto tanta a sua falta quando não estou com você... Mas, eu quero que você saiba que sempre vou te amar. – Ele disse de uma vez só e eu fiquei mais confusa.
- , você está me deixando apavorada. – Ele pegou no meu rosto e chegou mais perto.
- Só diz que me ama... – Ele pediu com a voz tristonha.
- Eu te amo, muito, muito... Mesmo. – Ele me deu um selinho e depois abaixou a cabeça.

Peguei seu rosto e o levantei. Uma lágrima tinha caído de seu rosto.

- To parecendo um gay. – Ele disse revirando o rosto.
- Claro que não, amor. – Eu o abracei. – Se você não me falar eu não vou poder te entender.
- Você não vai me entender, de qualquer jeito. – Agora sim eu estou apavorada. – Eu quero te pedir uma coisa.
- Ahn?
- Diz que me ama. – Eu ri sem graça.
- É claro que eu te amo, você é a pessoa mais importante pra mim. – Ele me deu um selinho e me deu a mão.
- Se eu tivesse que ficar longe uns meses... Você esperaria?
- O QUE? , explica isso, AGORA. – Eu me levantei e ele levantou em seguida.
- , eu te amo, mais isso não é culpa minha, não quero ficar com você, não quero, você é tudo pra mim.
- AH, É? Nunca vi uma pessoa amar a outra e ir embora.
- Não fala assim comigo. – Ele disse cabisbaixo. – Eu te amo.
- ... Como você pode fazer isso comigo? – Eu dizia incrédula enquanto várias lágrimas saiam do meu olho, junto com o lápis que estava no mesmo.
- ... – Ele colocou suas mãos em volta de meu rosto e eu as empurrei.

Capítulo 12

- Não quero mais ver você. NUNCA MAIS. – Sai do apartamento batendo a porta e correndo pela escada enquanto discava o numero de Dave, afinal, não iria sair dali sozinha. Escutei atrás de mim e sai correndo mais rápido ainda, sai do prédio e fui correndo para a rua, a atravessei e virei outra rua, encostei em uma parede e abaixei.

- Alô? – A voz grossa de Dave enfim atendeu o celular.
- DAVE. – Falei entre soluços.
- O que aconteceu, ? Onde você tá? – Ele perguntou preocupado.
- Dave, eu preciso ir pra casa sem meus pais saberem que eu estava onde estou.
- E onde você esta?
- Num tem o prédio de ? Então, vira a primeira rua à esquerda, estou aqui.
- Estou indo. Não sai daí.
- Ok. Te amo.
- Também. – Nós dois desligamos.


Conseguia escutar os gritos de .

Esperei uns cinco minutos.

- ... O que aconteceu? – Dave havia parado no meio da rua e vindo até mim, que estava sentada na calçada. Ele se agachou na minha frente e passou a mão no meu cabelo.
- Dave, me leva pra casa.
- Claro, amor. – Ele me ajudou a levantar e nós fomos até o carro. – Que idiota fez você chorar tanto?
- Dave, você sabia que ia embora? – Perguntei ignorando sua pergunta e ele abaixou a cabeça. – Você SABIA? – Eu olhei para ele incrédula.
- Ele me contou hoje, foi antes dele ligar pra você, ele pediu pra eu não contar.
- Dave... – As lágrimas começaram a sair com mais facilidade.
- Ah, amor, desculpa, mas eu nem tive tempo. – Ele me abraçou.
- Por que ele fez isso comigo? Por quê? – Coloquei a cabeça no ombro dele.
- Para de chorar, se mais uma lágrima cair do seu olho eu volto e bato naquele moleque. – Ele enxugou meu rosto.
- Eu não quero mais vê-lo, eu estava bem com até ele aparecer, o sim me ama de verdade. – Ele suspirou.
- Deixa ele se explicar primeiro, amor. – Que ótimo, todo mundo resolveu se virar contra mim.
- COMO?
- Amor, pode ser que a mãe dele pague uma faculdade pra ele fora do país. – Ele sorriu e deu a partida.
- Ta, mas isso não é desculpa. – Eu falei entre soluços. – Ele tem dezoito anos e faz o que quiser.
- Na verdade não é bem assim amor, ele ainda depende dos pais, ele tem uma faculdade ainda.
- Não interessa mais, agora eu não quero mais ele. – Dave suspirou e olhou para frente, eu analisava cada traço de seu rosto, e agora seus olhos estavam arregalados.
- GABY, O CINTO, COLOCA O CI... – Eu olhei para frente e o obedeci, o carro vinha em nossa direção como se fosse em câmera lenta.

Capítulo 13

Amor, amizade, culpa.

(’s Pov off)


- , não sou desses mimadinhos que fazem tudo que querem que nem você, falou? – Disse .
- Mimadinho é o cacete, eu trabalho garoto, se toca, você é só um filhinho de papai, é um idiota, isso sim. – desligou o telefone.

- Ele vai vir?
- Não, Dave, ele é um idiota, eu avisei, ele não vai querer voltar pra cá.
- Ele não pode, ele a ama. – Dave revirou os olhos enquanto falava. – Bom... Ou pelo menos ele falava que a amava.

(’s Pov on)
A primeira vez em que vi chorando...

- foi muito má com ... – Murmurei.
- O que você disse, ? – Perguntou Dave, é, ele sabia o que eu havia falado, ficou irado. – , eu não admito que você fale isso da . – Ele disse apontando o dedo pra mim. – que é o grande idiota, ela não fez nada.
- Dave, pare de ser tão imbecil, você acha que a tem quantos anos? CINCO? Pelo amor de Deus, né, você acha mesmo que ela é tão inocente? Se ela não quisesse, não ia forçá-la, ok? Ela podia estar apaixonada por ele, mas ela também errou, e ela foi burra demais, poderia ter terminado com .

(’s Pov off)

Dave começava a ficar vermelho e se levantou.
- BURRA É VOCÊ, SUA ESCROTA. Quem é você para falar da ? Você não sabe nem da metade das coisas. – Dave saiu batendo as portas.

A enfermeira que cuidava de pediu para que todos saíssem do quarto. O médico da mesma entrou para alguns exames.
Algum tempo depois o médico foi até a sala de espera.

- Vocês são os amigos de ? – Ele perguntou apontando para Dave, e .
- Sim. – Respondeu Dave, imediatamente levantando-se. – O que ela tem?
- Bom, er... Qual o seu nome, por favor?
- David.
- Então David, ela... Está melhor do que esperávamos. Mas não está bem. – Foi interrompido.
- Como NÃO está bem?
- Ela não acor... – A boca de Dave tremia.
- Mas doutor...
- Cala a boca David, deixe ele terminar. – Disse grosseiramente.
- Fica quieta , você é uma falsa, nem se importa... – Dave falava quando se meteu na “briga”.
- Fala doutor, eles não vão mais interromper.
- Ela está um pouco mal, tentaremos fazê-la melhorar, mas não damos certeza.
- O que você quer dizer com isso? – Dave estava branco.
- Ela está... Ela está em coma. Mas o caso dela é mais fácil de se curar, ela está com um edema no cérebro, com o tempo irá diminuir, se não teremos que operá-la.

David não teve nenhuma reação, ficou parado e sentou-se, parecia não acreditar.

- DAVID, O QUE ACONTECEU COM A ? – A mãe de acabara de chegar ao hospital. David a olhou e levantou-se com os olhos cheios de água. - O que aconteceu, Dave? – Insistiu.
- Aconteceu que esse idiota não sabe nem dirigir um carro e quando a entrou ele bateu e agora ela está em como e a culpa é EXCLUSIVAMENTE DE-LE. – Disse sem dó.

Dave virou para trás furioso.

- Agora vai dar uma de machão, David?
- GAROTA, SE VOCÊ FOSSE HOMEM, VOCÊ JÁ ESTARIA NO QUARTO DO LADO DA . – David saiu do hospital e foi em direção ao seu carro.
- , você não deveria ter sido tão mau. – Disse .
- Me poupe , é só a verdade, ele merecia escutar, talvez da próxima vez ele pense antes de dar uma de amigo da e sair de casa às três da manhã pra buscar ela.
- Não eram três da manhã. – Disse revirando os olhos.

A mãe de estava em choque e foi junto com o marido ver a filha.

e entraram no hospital.

- Por que saiu com aquela cara daqui? – perguntou preocupada.
- Por que ele é super sensível e não aguentou escutar a verdade. – Disse rindo.
- Imagino a verdade que você deve ter falado, sua idiota, , você não é mais a mesma. – encarava , ele estava incrédula. – Você é MÁ, isso que você é, sua ridícula, como você consegue fazer isso com uma pessoa? Não vê que ele se preocupa com ela? Você não tem noção da culpa que deve ter feito o garoto sentir. – saiu do hospital indo em direção ao carro de Dave, foi atrás.
- Calma amor. – Disse beijando-a.
- Eu te amo muito amor. – Ele sorriu ao escutar ela dizer.
- Eu também. – Eles sorriram e ela abriu a porta do carro de Dave.
- Dave. – Ela disse calmamente. – Não liga para o que ela diz.
- Ela tem razão. – Ele disse. – Fui eu quem bati, a culpa é minha. – Ele abaixou a cabeça.
- Dave, a ia odiar te vez assim, se sentindo culpado, ela ia ficar mal, e você não quer ver ela mal, quer? – perguntou e se sentou na cadeira ao lado de Dave.
- Não.
- Então levante essa cabeça e vamos esperar ela voltar, ela vai voltar e a gente vai se divertir muito com ela. – Dave deu um sorriso de lado.
- Se a mãe dela deixar ela falar comigo, né.
- E desde quando a precisa de autorização pra fazer alguma coisa? – levantou uma sobrancelha e ele riu.
- Que saudade da . – Ele disse com os olhos cheios de lágrimas.
- Daveee, não chora, logo ela vai voltar.

O celular de Dave tocou e imagina só quem é?

- Alô? – Dave falou.
- Dave, é o , cara, me escuta. – Dave respirou fundo.
- Pra que vou escutar uma pessoa que fez mal a uma das pessoas que eu mais amo?
- Você é a única pessoa que pode me ajudar. Eu quero sair daqui, eu quero ir praí. – disse. – Eu não consigo viver sem ela. – fechou os olhos. – Mas como?
- MAS COMO? Comprando uma passagem e vindo. – Dave disse levantando as sobrancelhas.
- Você é burro, Dave? Eu NÃO tenho dinheiro para isso. Eu estou trabalhando pra isso, mas vai demorar um bom tempo e... Eu sei que é pedir demais, mas você... Você não pode me emprestar dinheiro? Eu te pago assim que eu conseguir.
- Eu faço qualquer coisa se você voltar, ela precisa de você.
- E eu preciso dela. Mas então, coloca na minha conta e eu compro a passagem ainda hoje, mas não sei que pra que dia tem.
- Ok, eu estou indo pro banco agora mesmo.

To Be Continued...


N/a: Esse capítulo foi DEPRIMENTE, argh! Me odeio profundamente :@ Nunca vi um capítulo mais sem a principal(??), podem me xingar :/ não podem não UASUHAUHSAUHH’ aain povo, que saudades, e esse site, hein? [/sei que faz tempo que entrou, mas é a primeira att depois disso :D] nossa, esse site ficou showww! Amei! Tomara que tenham gostado. Ainda que algumas leitoras tenham ficado no outro site, eu sei que as minhas outras leitoras vão comentar, NÃO VÃO? AUHSUHASUHAUH’ zueraa! Mas por favor gente, comentem ;D gente, que saudades meu, não sei bem o que dizer, aah, e aliás, queria dizer à vocês que decidi que não terá parte dois DDD: mas eu vou fazer outras fics e prometo pra vocês que vou colocar na n/a, e tomara que vocês leiam e gostem :DD e gente, se vocês tiverem fics pra indicar, por favor, mandem pro meu e-mail, ou orkut, atualmente eu não estou lendo nenhuma :( e isso me deixa totalmente sem inspiração, só tenho inspiração pra escrever pra vocês *--* eu necessito disso, né, até por que estou com muitas saudades *-* agora é melhor eu parar de escrever por aqui, até por que vocês tem muitas outras fics maravilhosas pra ler, beijiinhos!

N/B: Qualquer erro, seja gramatical, no HTML ou no script, me mandem um e-mail - ready2reload@gmail.com. Carol xx

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