História por Pah R. | Beta: Sarah C.
Prólogo...

Sorri um de meus sorrisos mais recatados. Um daqueles sorrisinhos tímidos. Um daqueles sorrisinhos que esconde muita coisa. Ele sorriu de volta. Vai ficar tudo bem, uma voz na minha cabeça informou. Eu concordei. Vai ficar tudo bem.

Capítulo 1 - Back to home...

Eu acordei mais uma vez às seis horas da manhã... Apenas para ver o sol nascer. Eu tomei um café da manhã rápido, depois dos meus “rituais matinais” de sempre. Eu cheguei à escola e na porta estava quem eu queria ver. Meu namorado, .
- Oi, querida... - ele disse docemente, andando até mim e me abraçando. Dei-lhe um selinho rápido.
- Oi, fofo... Eu senti sua falta no fim de semana...
- Eu também senti a sua... - ele disse, beijando meu pescoço.
- Tem uma coisa que eu preciso fazer, antes que eu enlouqueça...
- O quê, ? - ele perguntou, mas pelo seu olhar maroto ele já sabia a resposta.
- Isso - eu disse e o beijei.
Foi um beijo intenso... Longo... Um dos melhores que nós já havíamos dado...
Cheio de paixão ardente. Eu mordiscava seu lábio inferior, enquanto nossas línguas dançavam em harmonia.
Com relutância, nós separamos nossos lábios. Eu lhe dei um sorrisinho tímido. Seus lábios tinham um pouco do meu brilho e estavam vermelhos e inchados, no mesmo estado que, eu tinha certeza, estavam os meus.
Eu passei meu dedo indicador nos seus lábios, para tirar o brilho, e ele fechou os olhos, sugando meu dedo para sua boca.
- Vão para um quarto!
A voz conhecida do meu melhor amigo, , nos assustou, e eu tirei meu dedo da boca de Leo rapidamente.
- Hey! Olha se não é o “-estraga-prazeres”? - disse , com um olhar apático para .
Um nunca gostou muito do outro, mas esses dois eram os homens da minha vida. Antes havia meu pai no primeiro lugar, mas depois que ele se foi... Esses caras, minha tia Alice e minhas melhores amigas, Karina, Izadora e Letícia, eram minha família. Minha mãe... Bem... Eu prefiro nem pensar sobre isso...
- ! - eu gritei, correndo para lhe dar um beijo na bochecha.
- Oi, gatinha! - disse isso apenas para irritar . Sim. Rolava um ciuminho.
Pela visão periférica eu vi os olhos de lápis-lazúli de se estreitarem feito os de um gato.
Eu soltei e fui para seu lado, e sussurrei em seu ouvido:
- Eu sou só sua, bebê... Não dê bola para ele. só está brincando. Ele faz isso como uma brincadeira infantil, apenas para te provocar. Não caia nessa.
me deu um selinho e um sorrisinho e nós nos direcionamos para a nossa primeira aula: Historia.

***

O dia passou correndo, porque as meninas faltaram, já que Karina e Izadora estavam visitando o Brasil juntas (sim, elas vão para o Brasil, na primeira classe de um avião e eu vou pra casa de minha tia, em Oxford, à 50km daqui), e a Lê estava meio doente, por fim, quando eu dei por mim eu estava indo para casa ladeada por e .
- Bom, agente se vê depois... - disse, e depois sussurrou - Te amo...
Eu o beijei, pra não ter que falar que o amava. Eu tinha dezessete anos. Comecei a namorar no dia em que fiz dezesseis. Sim. Um ano de namoro. Mas eu ainda não sabia se o amava, amava mesmo. Era difícil pra mim. Eu estava apaixonada por ele. Mas acho que era só paixão mesmo. Nada de amor. Mas eu nunca disse isso a ele. Nem pretendo dizer.
- Tchau, bebê. - eu disse e continuei andando com ao meu lado. Nós nos conhecíamos desde sempre. Éramos vizinhos, também. Ficamos uma vez, quando tínhamos treze anos. Foi a última.
Por incrível que pareça, isso não deixa nosso relacionamento cheio de rubores e vergonhas. Não. Acho que explorar sua boca com a língua quando tínhamos acabado de sair das fraudas foi até bom pra ele. Nós nunca havíamos beijado ninguém, então pensamos: por que não?
Mas eu nunca sentira uma atração real por ele. Apesar de eu sempre achá-lo muito gatinho. Éramos apenas bons amigos.
- E aí... - ele disse, interrompendo meus devaneios - Como foi o fim de semana na casa de sua tia?
- Bom... Meu primo ficou dando em cima de mim... - ele riu e eu balancei a cabeça com desgosto - Mas, tirando isso, foi bom.
Ele mudou de assunto radicalmente em cinco segundos.
- Por que você não termina logo com esse ? Você nem ama ele realmente, que eu sei.
Não, eu não havia contado isso pra ele. Mas ele me conhecia muito bem, e por tempo de mais.
- Como você sabe que eu não o amo? - eu perguntei, desconfortável. Esse era, na verdade, um dos únicos assuntos que me deixava desconfortável com ...
- Seus olhos. - ele respondeu simplesmente, dando de ombros. - Você já olhou pra mim com mais interesse do que olha pra aquele idiota.
Ótimo. Outro assunto que me deixava desconfortável. O dia em que agente ficou.
Estreitei meus olhos pra ele. Ele sabia o que eu sentia quando ele tocava nesse assunto.
- Ok, ok... Mudemos de assunto...
O resto do caminho pra casa agente falou sobre o meu fim de semana. Ele me fez dissecar cada minuto. Eu não me importei de monopolizar a conversa. Pelo menos assim ele não poderia falar tanta merda como geralmente falava.
- Bem, tchau... Eu te vejo da sacada - ele disse, deu um risinho e um beijinho no canto dos meus lábios.
Eu estreitei meus olhos pra ele.
- Idiota! - eu disse, lhe dando um tapinha na cabeça.
- Vai dizer que não ama quando eu faço isso...
- Convencido!
- Sedutora!
Revirei meus olhos pra ele e entrei em casa.

Capítulo 2 - Our first kiss after the first kiss…

(Oi, eu aconselho-os a colocar a música “Kissing U - Miranda Cosgrove” pra carregar, e apertem o ‘play’ quando eu der o sinal =])

Depois de terminar a lição de casa daquele dia, eu fui até a sacada. Como eu esperava, estava lá, na dele. Nossos quartos eram um na frente do outro. Ele pegou um caderno, um que ele sempre usava quando estava com preguiça de levantar e abrir a janela, e escreveu: “Faz umas duas horas que eu estou aqui!”
Revirei meus olhos e abri a minha janela.
- Chegamos da escola faz uma hora e meia, seu mentiroso!
- Bem... Hum... - ele ficou confuso. Idiota... Eu levei meia hora pra almoçar e uma hora pra fazer as lições de casa. Sabia exatamente há quanto tempo ele estava sentado ali: Desde o segundo em que ele viu a minha cortina tremer, quando eu fui abri-la.
- Ok, ok... E ai, novidades desde que a gente se viu... - ele revirou os olhos - uma hora e trinta minutos atrás? - Sim... - eu disse - Quer dizer... Não... Quer dizer... É uma novidade, mas não é de hoje. É uma música. Que eu fiz pra você, quando eu tava na casa dos meus tios...
Seus olhos brilharam.
Ele comemorou feito um idiota, dando um grito animado, e disse:
- Você sabe que eu adoro suas músicas porque: a) foi você que fez, b) você canta e toca divinamente e c) porque você fez a maioria pra mim!
- Você é um convencido... Mas sim... A maioria das minhas músicas foram feitas para você... Por isso são horríveis...
Ele pulou de sua sacada para a minha, em cima de mim.
- Garota, você acaba de cometer dois erros gravíssimos! Primeiro disse que suas músicas são ruins e segundo que isso é por minha causa. Se você não retirar o que disse eu juro que te ba... Beijo!
- Você ia dizer que ia me bater?
- Eu... É... Não... Claro que não... Eu... - Gaguejou... - eu disse, magoada, fazendo força para tirá-lo de cima de mim.
Ele sabia que eu tinha trauma de apanhar.
Minha mãe me espancou muito, depois do meu pai morrer, quando eu tinha uns treze anos. Ela bebia MUITO, então, me batia com qualquer coisa que achasse pelo caminho.
Desde fios até bastões de baseball.
Sim. Ela já me bateu com um desses.
Foi um ano de surras, até que eu contei pra e pedi pra ele não contar pra ninguém. Mas ele contou pra mãe dele, que deu queixa na policia.
Acho que essa foi a única vez que sua boca grande serviu pra alguma coisa.
Desde então minha tia Alice cuida de mim, e minha mãe está numa clínica de recuperação para bêbados.
Eu fui visitá-la uma vez.
Ela quase me matou.
Eu saí correndo, jurando nunca mais voltar. Não voltei. Faz três anos que não vejo minha mãe. A não ser pelas fotos felizes de quando meu pai era vivo. Essa era a imagem que eu queria guardar dela.
Não, eu não a odiava.
Ela já se esforçara muito por mim um dia. Ela me teve com dezesseis anos. Meu pai nem era realmente meu pai de sangue. Mas ele era apaixonado por minha mãe desde a primeira vez que a viu. Então, quando ele soube que o namorado tapado dela não ia assumir o filho, ele se candidatou a pai. Ela aceitou. Ele abriu mão de sua adolescência para ser pai de um bebê que não era seu.
Sim. Eles se amavam. Sim. Eles me amavam. Mas perder meu pai deixou minha mãe louca. Literalmente. Ela bebia tanto que não vivia mais no mundo real.
Então eu perdi minha mãe e meu pai de uma vez só. Se não fosse tia Alice, eu provavelmente estaria num orfanato, apodrecendo, até o ano que vem, já que quase ninguém quer adotar uma adolescente.
segurou meus braços no chão, cruzados, sobre minha cabeça, para eu parar de me debater e de bater nele.
- Shhh... Shhh... Não precisa chorar... - ele me disse, fazendo-me perceber que lágrimas escorriam de meus olhos - Eu não disse de verdade... Nunca faria mal algum à você, meu amor...
Ele me pegou no colo e se sentou na minha cama comigo aninhada no seu peito. As lembranças eram devastadoras demais.
- D-descul-culpe p-por ser tão patética... Eu só... Eu sei... Eu... Desculpe-me... - eu disse, gaguejando muito.
- Shhh... Eu sei, eu sei...Não foi culpa sua... - ele disse, passando a mão por meu cabelo - Eu que disse merda...
- Ta bem... Agora m-me conta uma novid-dade... - eu falei, um pouco melhor.
- Mesmo morrendo de chorar você ainda é uma palhaça...
Ele disse, secando a última lágrima.
Beijou minha testa.
- Obrigada... - eu estava realmente agradecida, ele era o único que sabia realmente o que fazer nas minhas crises.
- O prazer é todo meu.
Ele deu o meu sorriso torto favorito e de repente eu estava super ciente que estava em seu colo, nossos rostos à centímetros um do outro.
[Aperte o play agora.]
Ele se inclinou pra mim e seus olhos tinham as mesmas faíscas que, eu tenho certeza, havia nos meus.
Então ele me beijou. Começou normal... Ele pediu passagem com a língua. Eu cedi. Eu só não conseguia mais separar nossos lábios. era uma pessoa distante. Eu nem me lembrava mais seu nome quando começou a passar a mão pelo meu corpo. Ele colocou a mão por baixo do meu vestido. Eu gemi. E então ele separou nossos lábios. Mas apenas para beijar meu pescoço... Morder meu lóbulo da orelha...
Eu gemi mais, puxando seu cabelo, trazendo-o para mais perto de mim, se é que isso ainda era possível.
Ele gemeu também, quando puxei seu cabelo. Por mais que parecesse um beijo violento, não era.
Era doce, romântico. Como nunca ninguém havia me beijado antes.
E então ele tentou arrancar meu vestido. Eu me toquei o que estava fazendo. Estava a um zíper, literalmente, de transar com meu melhor amigo, enquanto meu namorado, com quem eu nunca havia transado, estava na casa dele, pensando que eu o amava, e que era “só dele”.
- ... - eu tentei fazê-lo parar, mas puxar o cabelo dele foi apenas mais um estímulo - ... ... , ... Você amigo, ele namorado...
Eu não conseguia dizer nada coerente. Seus lábios e mãos no meu corpo não estavam ajudando em nada.
- ! ! Lembra? Aquele cara que mora à um quarteirão daqui? - eu disse, enfim achando a minha voz normal e criando uma frase que fizesse sentido.
Ele me soltou bruscamente, de olhos arregalados.
- Eu... Me desculpe... Eu... Não...
Eu lhe dei um sorriso sereno.
- Não se desculpe por algo do que não se arrepende. Porque eu não me arrependo. Eu quero mais, assim como você. Mas eu tenho que terminar com primeiro...
Eu fiquei vermelha. Eu havia acabado de beijar meu melhor amigo. Não. era bem mais do que isso. Ele tinha o beijo mais amoroso e quente. mal conseguia acender uma vela em mim, mas ... Ele acabara de me incendiar.
Eu lhe dei um selinho.
- Eu te amo... - eu sussurrei em seu ouvido.
Ele olhou em meus olhos.
- Você disse a verdade! Meu Deus! Você realmente me ama! Você nunca disse isso pra ele.
- Porque eu não o amo. Mas amo você.
- Eu também te amo, pequena.
Eu lhe dei mais um selinho, e então saí da cama. Olhei no espelho que havia na minha penteadeira. Estava horrível. Meus lábios estavam exageradamente inchados. Havia uma marca roxa no meu pescoço.
- Ai meu Deus! - eu gritei. Como eu esconderia aquilo?
pulou da minha cama.
- O que foi, minha querida?
- Que horas você fez isso? - perguntei, apontando pra marca roxa.
- Hum... Boa pergunta...
Ele disse, me abraçou por trás e fez outra do outro lado.
Gemi. De prazer e desgosto ao mesmo tempo.
- Agora está simétrico... - ele disse, malicioso.
- Como vou tirar isso agora?
- Já ouviu falar em maquiagem?
- Você é um gênio! - eu disse, passei os braços por seu pescoço e lhe dei um selinho. Ele pediu passagem com a língua, mas eu neguei.
- Nada disso, , agora eu vou passar maquiagem nas suas obras de arte - eu fiz uma careta - E vou terminar com o .
- Volta logo pra mim... - ele disse - Eu quero terminar o que começamos...
Ele me deu um olhar malicioso.
- Nós não estamos num motel. Tia Alice chega em uma hora.
- Meus pais viajaram à trabalho ontem. Só voltam domingo que vem. Você provavelmente vai levar uma hora pra fazê-lo soltar do seu pé... Depois disso tem que passar meia hora com a sua tia... E depois você pede pra ela deixar você dormir lá em casa, pra uma “festinha de pijama”...
- A gente vai transar a noite intera? - eu perguntei.
- Como você consegue ser tão direta? - ele balançou a cabeça em reprovação - Então... Não. Nós não faremos amor - eu dei um sorrisinho com isso. Ele sempre fora muito fofo e doce. Ele era estranhamente perfeito de mais pra mim, e isso me assustava. - a noite inteira. Vamos conversar. Ah, e não jante muito. Talvez eu peça uma pizza pra gente... E depois eu farei uma surpresa para você.
- Hugh! Odeio você! - eu disse.
- Você acabou de dizer que me ama... Como pode mudar de idéia tão rápido?
- Simples. Você sabe o quanto eu odeio ficar curiosa...
- Bom, isso é problema seu... - ele disse, brincando com uma mexa do meu cabelo - Vai logo terminar com aquele babaca. - então ele abaixou o tom de voz a um sussurro muito sensual - Porque eu quero você. Esperei isso por tempo de mais.
Eu não resisti e o beijei. Foi rápido, mas ainda estava repleto do amor recém descoberto.
- Tchau, meu amor. - eu disse, indo embora.


Capítulo 3 - Another Point of View...

(Hey! Coloque a música POV para carregar e apertem o play quando eu der o sinal.)
Eu sei que estou agindo como um verdadeiro Romeu.
Aparentemente caidinha de amor por um, mas depois de um beijo, mudando completamente de ideia.
Mas no caminho até a casa de eu pensei muito nessa decisão. Se era a certa.
Sim. Olhando pelo lado da razão isso não era nada ético. Mas se eu olhasse o meu coração, eu veria que era isso que eu queria. Que eu sempre quis, mesmo sem saber que queria.
Meu coração sempre foi o mais importante.
Além do mais, isso não é algo que começou agora. Eu e sempre tivemos essas brincadeirinhas bobas, antes do entrar na minha vida.
E, mesmo depois de nós começarmos a namorar, o sempre foi muito mais importante pra mim que o .
Eu cheguei à casa de ligeiramente nervosa. Mas saber que estaria me esperando... Me fez ficar bem.
A mãe de não gostava de ser igual aos outros. Sempre queria inovar e ser original.
Por isso seu toque de campainha variava conforme a época do ano, os feriados e as estações.
Estávamos em dezembro. As férias de natal estavam à menos de uma semana de distância. Por isso a famosa melodia “silent night” encheu o ar ao meu redor quando eu apertei o botãozinho.
A Sra. abriu a porta. Ao me ver, seus lábios se estenderam num sorriso sincero e amigo. Um sorriso que eu sentiria falta de ver todos os dias às seis da noite, quando eu vinha até aqui com o para ficarmos na rede de sua varanda, abraçados conversando.
- Olá! ! Como está?
- Bem, Sra. ... Eu poderia falar com o ?
- Claro... ! A ! - ela gritou por sobre o ombro - Entre, querida. Ele está fazendo os deveres da escola... Pode ir até lá em cima. Eu estou indo ao mercado! - ela gritou, meio pra ele, meio pra mim.

(Aperte o Play na música)
Eu subi as escadas até o quarto dele.
Essa casa já era familiar para mim. Afinal, namorar com um cara por um ano é bastante significativo.
A gente se torna bem íntimo da pessoa. Não pense besteira. O que quero dizer é que sei coisas como sua cor favorita, sua marca de cuecas favorita, a localização exata de cada quadro na parede da casa dele...
Porém, ao chegar à porta do quarto dele e escancará-La, eu pensei que não o conhecia tão bem. Não o conhecia tão bem quanto a vadia que estava montada nele, gemendo feito alguém que estava sendo torturada.
Nenhum dos dois deu sinal de que tinha me visto chegar.
Como ele conseguira enfiar aquela menina ali sem que sua mãe visse ou ouvisse?
A música alta talvez explicasse isso.
Eu entrei no quarto sem medo. Talvez me sentido um pouco traída. Porque eu não o traíra ele como ele estava me traindo. Eu não transara com . Mas poderia ter feito isso. Não fiz por respeito a ele. Pelo ano que a gente passou junto.
- Ainda bem que o meu propósito ao vir aqui era terminar com você. Você me deu um motivo a mais, além de eu ter quase ter feito com o o que você está fazendo com essa... - eu parei de falar quando a menina que estava em cima dele olhou pra mim - Letícia?
Minha melhor amiga? O que ela estava fazendo em cima do meu namorado? Só podia ser uma pegadinha. A gente estudava juntas desde o jardim, sempre fomos melhores amigas. Ou assim eu pensava.
Eu travei meu maxilar e agora mais do que nunca eu estava fazendo de tudo para não derramar uma lágrima.
Era que eu queria. Não .
Então por que doía saber que ele me traiu com minha amiga? Acho que ninguém gosta de ser traído, mesmo por alguém que não se ama. Ainda mais quando o outro “cúmplice” era alguém que você julgava ser sua amiga. Melhor amiga.
- , eu... - Letícia começou a dizer, mas eu balancei a cabeça. Eu estava com nojo dela. E dele também.
- Nunca mais me chame de . Nunca mais me chame.
Eu arranquei do dedo o nosso anel. A gente usava desde os seis anos de idade.
Do meu anelar direito eu arranquei aquela aliança. Verdadeira, mas tão falsa quanto uma nota de trinta libras.
Eu joguei cada um no seu respectivo dono.
- Não vai falar nada, né, seu covarde? Tudo bem... Continue calado. Parado. Se quiser, morra. Não fará diferença. Mas nunca mais, e eu disse nunca mais, olhe na minha cara.
- eu sin... - ele começou a dizer.
- Não me faça rir. Você sente muito? Você? Você não sente nada. EU sinto muito. - eu pausei, balançando a cabeça - Sinto muito por ter sido sua amiga. Sinto muito por ter sido sua confidente. Por ter segurando sua mão quando você caiu. Por ter desperdiçado um ano da minha vida com você, compartilhando minhas felicidades e tristezas. E você, Letícia... Eu sinto muito por ter acreditado em você. Por ter confidenciado meus piores e melhores segredos à você. Sinto muito por ter usado esse anel por onze anos. Sinto muito por ter conhecido vocês dois. Por ter deixado vocês dois entrarem na minha vida. - eu pausei pra respirar e pra controlar minha voz - Sinto muito por vocês. Um cara de pau merece o outro, afinal, não é? Um traidor merece outro traidor.
Eu virei as costas para aquela imagem repugnante e fui embora.
Eu não voltaria mais.
era um lixo, Letícia... Pior que ele.
Ela fingiu estar doente. Eu me preocupei com ela.
Eu os estava vendo por outro ponto de vista.
O ponto de vista traído.
O ponto de vista de quem odiava.
Eu os odiava.
E o que eles fizeram não tinha perdão.
Eu só tenho que fingir que não me importo.
Na verdade, eu não me importo. Não estou mentido. Estou sendo realista.
Passei por momentos felizes ao lado deles, afinal.
Espero que sejam felizes no inferno, que é o lugar perfeito pra pessoas como essas, que são egoístas e traíras.
Era a verdade. Eu sentia isso quando eu pensei.
Mas então por que eu estava chorando feito um bebê?
Eu amava a Letícia. E era apaixonada pelo .
Mas eu amava e era. Verbos do passado.

(N/A.: Oi. =) Hum... Eu li alguns comentários, e estou com medo agora. Esta é minha primeira fic aqui no FFOBS, e eu já sabia que o público era exigente, então, espero, que com o passar dos capítulos vocês consigam entender meu ponto, enquanto escrevo esta fic, e aprender a gostar dela (?). Também, essa foi a primeira fic que escrevi, e comecei a escrevê-la no fim de 2009. Olha quanto tempo! Estou postando mais pra ver os comentários, enxergar a opinião de vocês, e ver se consigo concluir a fic. Pois é, eu ainda não conclui. Então, dependendo de vocês eu posso decidir/conseguir terminar a fanfic, ou jogá-la na lixeira de vez, e desistir disso. É a opinião de vocês que conta. =3 Beijinhos.)


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