A neve cobria meu jardim e deixava o clima natalino cada vez mais evidente dentro de casa. Todos estavam contagiados pela magia do natal, menos eu.
Rolei os olhos quando vi meus primos pequenos correrem pela casa, quase me derrumando, sacudindo sacolas de presentes, para colocá-las na árvore.
- Incrível como você fica cada vez mais sociável, . - , filho do meu padastro, comentou irônico quando chegou perto de mim.
- Mais incrível ainda é como você fica cada vez mais implicante. - respondi meio entediada e voltei para a cozinha, ajudar minha mãe com a comida.
Ela insistia em fazer tudo em casa, dizia que no natal tudo tinha que ser caseiro, para resaltar a importância da família. O que a comida caseira tem a ver com isso eu não sei, mas não estava com muita vontade de irritar minha mãe. A gravidez a deixou extremamente sensível e, ao mesmo tempo, muito irritável.
Ela estava grávida de quatro meses. Eu ainda estava me acostumando com a ideia de ter mais alguém para dividir a atenção de minha mãe.
- , você pode colocar isso na mesa para mim? - pediu ela, apontando para a travessa de salada. - E depois ajude o a escolher uma roupa. Da última vez, ele apareceu usando uma calça de mano... Esse adolescentes de hoje...
Mano? Onde mesmo você aprendeu essa palavra, mãe? Bom deixa, pra lá. Eu concordei, fingindo aceitar bem a ideia de que meu meio-irmão de 17 anos precisava de ajuda para colocar uma roupa social.
Deixei a travessa de salada na mesa e fui procurar pela casa. O encontrei brincando com Liane, nossa prima mais nova. Ela tinha acabado de completar cinco anos.
- Hey, princesa! - falei quando ela veio me abraçar.
- ! O me deu! - disse ela, apontando para o cabelo, onde uma pequena coroa estava colocada.
- Que linda! - comentei sorrindo e ignorando a ironia do fato de que eu havia acabado de chamá-la de princesa e que o presente do foi uma coroa - , vem que eu vou colocar uma roupa em você antes que o resto da família chegue.
Liane riu ao meu lado e me encarou com um sorriso malicioso.
- Eu já sei me trocar sozinha! - Liane mostrou a língua pra ele e saiu correndo pela sala, gritando para a mãe que o primo não sabia se trocar.
- Nem adianta me olhar assim, . - resmunguei quando ele continuou me encarando daquele jeito. - Só vou escolher a sua roupa, colocá-la é com você.
Nós fomos até o quarto em silêncio e, quando chegamos, trancou a porta. Rolei os olhos e caminhei até o seu armário.
Engraçado, até que, para um garoto, suas coisas eram bem organizadas. Eu estava olhando suas camisas quando duas mãos quentes envolveram minha cintura e um corpo se moldou ao meu de um jeito absurdamente perfeito. O perfume do idiota do começava a fazer efeito no meu sistema nervoso, assim como os beijos que ele tinha começado a dar no meu pescoço, quando eu retomei a consciência.
- Hoje não, . - murmurei o empurrando.
Eu não tinha paciência nem para ser mal educada, o chamei até pelo apelido. Ótimo.
riu, meio debochado, e sentou na cama, enquanto eu continuei a olhar suas roupas.
Desde que nós começamos a morar juntos, dois anos atrás, e eu nos pegamos escondido. Bem, não é como se eu fosse chegar na minha mãe e falar que eu ando beijando o filho do marido dela, não é? Mas acontece que, graças a Deus, nossos pais não prestam atenção nas nossas provocações maliciosas, ou pelo menos fingem que não percebem... Vai saber. De qualquer forma, há dois anos nós mantemos esse pseudo-relacionamento. Chega a ser meio estranho porque eu realmente gosto dele e, de uns meses pra cá, não consigo sair com mais ninguém. Antes não era bem assim, eu saia, namorava e o era só um brinquedo para quando eu chegasse em casa. Mas agora... Agora eu sinto como se os brinquedos fossem os outros, e mesmo assim, nunca conseguem me entreter como ele.
A única coisa que me incomoda é que não é bem assim para o . Ele já pegou dois terços da população feminina do colégio, e esse número aumenta a cada dia, enquanto a pateta aqui fica resmungando pelos cantos.
Acabei optando por uma camisa preta com listras cinza e uma calça jeans um pouco escura. Joguei a roupa na cama, ao lado de onde ele estava sentado, e ele me olhou com a sobrancelha erguida.
- Não vai mesmo me ajudar? - perguntou ele, já tirando a própria camiseta, deixando seu peitoral, extremamente gostoso, à mostra.
Ele percebeu meu olhar desejoso e se levantou, ficando à minha frente. sorriu quando eu começei a tirar seu cinto.
- Aproveite, porque não é sempre que eu vou estar aqui pra te distrair, . - falei.
Terminei de tirar o cinto e, quando meus dedos pararam no ziper da calça, me puxou pela cintura, me beijando logo em seguida. O abracei pelo pescoço, e seus braços me apertaram com ainda mais força. Dei passagem para sua língua, e eu me perguntei como nossas bocas se encaixavam tão perfeitamente. Me perguntei se ele também pensava assim.
Ele desceu suas mãos pelo meu corpo, parando em minha coxa, e a apertou, fazendo com que um gemido escapasse dos meus lábios. Ele sorriu durante o beijo e andou um pouco para trás, fazendo com que nós caíssemos na cama.
Espalmei minhas mãos em seu peito e me sentei em cima dele, sentindo seu membro já rígido deibaixo de mim; distribui alguns beijos em seu peito, até chegar no seu umbigo, e ele me virou, ficando por cima.
foi fazendo uma trilha de beijos na minha barriga, à medida que subia minha blusa, e quando suas mãos pararam no feixo do meu sutiã, eu o empurrei, assutada.
- Não... Hoje não. - sussurrei com a voz falha e me encarou confuso.
- Qual é o problema? - ele perguntou meio rouco.
Ele ainda estava deitado em cima de mim, com o rosto a poucos milimetros do meu, erguido apenas o suficiente para poder me olhar.
Eu amava os olhos dele.
Engraçado. Eu nunca tinha dito que amava algo nele, e agora isso me soava absurdamente ridículo. Eu amava seus olhos, sua boca, seu cabelo, sua voz... Eu o amava.
E por isso ficava cada vez mais difícil tratá-lo com indiferença.
- É Natal. - respondi meio vaga.
Com seu rosto tão perto de mim, parecia tão fácil de admitir que eu gostava dele. Uma pena que eu não podia. O medo de não ser correspondida era grande demais para eu me arriscar.
- E daí? - disse ele, saindo de cima de mim e deitando ao meu lado.
- E daí que eu não to com vontade, . Me deixa. - murmurei.
O que não era exatamente mentira. Eu não estava no clima pra ficar com ele hoje, só queria me trancar no quarto e sair só quando já fosse ano novo.
resmungou algumas coisas que eu não fui capaz de entender e se levantou. Ele terminou de se trocar, sozinho dessa vez, e eu continuei deitada em sua cama, imóvel.
Encarei o teto, meio alheia, e entrei em um daqueles momentos de reflexão. Odiava momentos como esse, fazia a vida parecer tão complicada. Quer dizer, não que a vida não seja complicada, mas quando você para e pensa sobre as complicações, elas ficam bastante evidentes.
Resolvi dividir meus problemas em uma pequena lista mental:
- Descobri que estou apaixonada pelo meu irmão. Quer dizer, meio irmão. Não, amigo. O filho do namorado da minha mãe. Mentira, marido dela. É, talvez meio irmão seja apropriado.
- Ele não gosta de mim.
- Ele não gostava de mim antes e, agora que eu neguei sexo pra ele, vai me odiar mais ainda. Deus, que pensamento mais machista!
- Ok, dane-se o problema . É muito complexo pra eu resolver agora.
- Minha mãe está grávida e eu não sei se estou preparada pra dividi-la com mais alguém. Bem, mais alguém além do e seu pai.
- É Natal.
Eu odeio Natal. Meus problemas parecem amplificar nessa época do ano, e toda essa atmosfera de alegria e amor me irrita. Fala sério, as pessoas só estão alegres porque vão poder comprar um bocado de presentes com a desculpa de que é Natal, só estão felizes porque vão poder pedir muitos presentes alegando que é Natal. Só fingem que amam tudo e todos para poderem ganhar presentes de Natal. E alguns alheios estão felizes porque está nevando. Sem contar aqueles que ficam animados só de pensar na comida e que, por ser Natal, vão poder comer sem culpa, com a desculpa de que vão começar uma dieta no primeiro dia do ano novo. Aham, e papai noel realmente existe.
- Você não vai trocar de roupa? - abri os olhos assustada e vi me encarando da porta do seu banheiro. Ele sorriu quando viu minha cara confusa e voltou a falar. - Vai dormir pelo resto da noite? Ainda não são nem oito horas.
Eu me sentei na cama e pisquei os olhos algumas vezes, tentando espantar o sono. Eu nem tinha reparado que tinha dormido! Fiquei tão ocupada pensando na vida que não consegui nem aproveitar meu sono. É, ótimo.
- Já são oito horas? - perguntei. - Minha mãe deve estar achando que eu te matei com uma gravata.
Ele riu da minha piada sem graça e balançou a cabeça.
- Ela veio aqui tem uns cinco minutos e mandou te acordar. - disse ele.
- Ah... - murmurei meio feliz por não ter dado continuidade às provocações dele alguns minutos atrás. Imaginem que cena linda se minha mãe chegasse no quarto e pegasse a gente?
Aí sim o Natal ia ficar bom. Eu ia passar ele na rua, debaixo de uma ponte, provavelmente cheia de hematomas causados pelo que estivesse na mão da minha mãe na hora. Seja isso um pano ou um chinelo.
Levantei da cama e caminhei meio preguiçosa até a porta.
- Que ânimo, em... - escutei comentar brincando enquanto fechava a porta.
Nossos quartos ficavam um em frente ao outro, então eu não preisei andar muito para logo estar no meu pequeno mundo à parte. Fiz uma careta ao olhar o vestido dourado e sapatos vermelho que minha mãe tinha escolhido mais cedo. Engraçado, eu fiquei rindo do porque eu tive que escolher as suas roupas, mas a minha mãe escolheu as minhas. Eu preciso parar de falar dos outros...
Como eu tinha tomado banho antes de descer para ajudar minha mãe na cozinha, só me restava fazer a maquiagem e colocar a roupa natalina. Eu sabia que minha mãe tinha escolhido aquele vestido porque dourado é uma das cores do Natal, assim como o vermelho, e ela queria que eu entrasse no clima. Obrigado por tentar, mãe.
Fui até a minha penteadeira e fiz uma maquiagem leve, não estava com o mínimo ânimo de fazer algo mais planejado, e coloquei a minha roupa. Dei uma olhada no espelho, pensando no que fazer com o meu cabelo, e decidi que o deixaria solto. Fui até o banheiro e passei um pouco do perfume que me deu de aniversário, rolando com olhos quando percebi a irônia no seu ato.
Eu tinha dado um perfume no aniversário dele e ele me deu o mesmo.
E a pateta aqui só percebeu isso hoje. Mil anos depois de ficar toda lisonjeada com o presente. Deus, como eu sou tapada.
Saí do quarto, chingando mentalmente a pessoa que inventou os perfumes, e desci a escadas. Respirei fundo antes de entrar na sala, me preparando para ficar uns bons dez minutos cumprimentando parentes que eu não via há séculos, e alguns que eu nem mesmo conhecia.
Até que eu me saí bem nessa parte, tirando quando eu tropecei no tapete e meu tio teve que me segurar; ninguém fez alguma pergunta constrangedora, nem ficaram puxando conversa.
As pessoas estavam até que bastante espalhadas, minhas tias na cozinha ajudando a minha mãe, os homens na sala com Lucas, o pai do , e as crianças brincavam na sala. Resolvi ficar com as crianças, elas estariam entretidas demais nas próprias brincadeiras para tentarem conversar comigo.
- Você viu o , ? - Lucas perguntou, entrando no cômodo, com uma latinha de cerveja na mão. Deixa só a minha mãe ver isso. Ela vai ficar muito, muito brava.
Minha mãe criou essa regra de que agora que ela está grávida e não pode comer nada não saudável, ou beber, todos na casa vão ter que fazer o mesmo. E ela estava sendo bem sucedida com o Lucas - e eu abolimos essa regra no primeiro dia -, até agora.
- Da última vez que o vi, ele estava no quarto... - respondi.
Ele assentiu e se sentou ao meu lado no sofá; o olhei, confusa.
- Tudo bem com vocês? - perguntou ele, me deixando ainda mais por fora.
Vocês?
- Er, acho que sim. Tudo bem. - falei meio em dúvida sobre aonde ele queria chegar. Será que ele estava desconfiando de alguma coisa?
- Ele me disse que achava que você não gostava mais dele.
Ok, pára tudo e volta a fita. Ele disse o quê?
- C-como? - gaguejei.
Lucas franziu a testa, e eu me perguntei o que ele queria dizer com o gostava. Seria um gostar de irmã, amiga... Ou o gostar de bem, namorados.
- Ele me disse que você andava meio estranha e que achava que não gostava mais dele. - explicou Lucas. - Bom, eu não sei o que anda acontecendo, mas espero que vocês se resolvam. Eu e sua mãe prezamos muito a relação de vocês. Afinal, não é todo dia que um pai tem a oportunidade de conviver com a nora todos os dias, e saber que ela é uma garota tão legal quanto você, .
O encarei boquiaberta e, se eu não estivesse sentada, teria caído.
Como assim ele sabia de tudo? E que palhaçada é essa de gostar da nossa relação, alô? Lucas, eu ando pegando o seu filho. Sabe, meu meio irmão!
- Que relação? - teimei em perguntar, só para confirmar. Eu não conseguia acreditar nisso. - Eu e o não temos nada, Lucas...
Ele riu, meio devagar, e eu percebi que já estava meio alterado pela bebida.
- me contou há alguns meses. - confessou ele. - Achei que você soubesse.
Balancei a cabeça, assentindo.
- Sabia, eu só... Bem, não achei que você fosse... Falar tão abertamente. - menti.
Eu acho que nunca passei tanta vergonha na minha vida.
Aqui estava eu, em plena véspera da Natal, sentada na minha sala, falando com o meu padrasto do meu pseudo-relacionamento com o filho dele. Simplesmente demais.
- Claro que sou! Como eu disse, não é todo dia que nosso filho encontra uma garota como você.
Bem, como eu e como as mil e uma vadias que ele já pegou na escola. Você é a favor delas também, Lucas? Ou o não te contou dessa parte?
Foi o que eu tive vontade de perguntar. Mas, na realidade, só pedi licença e fui procurar meu querido meio irmão.
Esbarrei em algumas pessoas pelo caminho e, quando finalmente consegui chegar na porta do seu quarto, minha mãe passou correndo por mim e disse:
- Vê se não perde a hora enquanto se agarram aí! Quero você lá na sala em quinze minutos, !
Mas que diabos tá acontecendo?! O que foi que eu perdi aqui?
Entrei no quarto, sem bater nem nada, e se assutou com a minha brutalidade, derrubando uma caixinha no chão.
- O que você tá fazendo aqui? - perguntou ele.
- Nada... Só estou querendo saber quando é que você decidiu que ia sair contando pro seu pai e a minha mãe que a gente fica... Coisa boba, nada demais. - falei irônica.
Ele me olhou meio hesitante e deu alguns passos para trás quando eu me aproximei. Acho que ele viu que não ia sair ileso caso eu encostasse nele. Não que ele tivesse muitos lugares para se esconder aqui no quarto.
- A culpa não é minha se você não contou. - ele disse dando de ombros.
- Minha mãe deve me achar uma vadia! Tudo isso porque você não consegue ficar de boca fechada e sai falando essas besteiras por aí! - gritei.
Eu o encurralei na parede e comecei a dar murros no seu peito; não pareceu se incomodar. Ele rolou os olhos e segurou meus pulsos.
- Besteiras? - perguntou ele de um jeito debochado. - Desde quando dormir com você é besteira? Agora, você achar isso uma besteira é realmente coisa de vadia.
O encarei furiosa e tentei me soltar, mas segurava meus pulsos com muita força e, quando eu fiz menção de chutá-lo, ele me virou na parede e apertou seu corpo contra o meu, impedindo qualquer movimento das minhas pernas.
- Quer parar de me bater? - ele pediu, meio bravo.
Dei uma olhada em seus olhos , tão perto de mim, e eu quase esqueci o motivo de estar furiosa. Mas eu logo me lembrei.
- Você não tinha o direito de contar pra eles! - exclamei, tentando ignorar a nossa proximidade. - Não quando você omite a parte de que fica comigo e com metade das meninas do colégio também. Sem contar as que você encontra na rua e nos bares...
- Eu conto pro meu pai se eu quiser, e a culpa não é minha se sua mãe é esperta e descobriu. E que palhaçada é essa de ficar com metade do mundo? Você tá louca, é?
Revirei os olhos. Como ele consegue ser tão lindo? Ok, risquem o lindo e coloquem idiota no lugar.
- Você não me chame de louca! - rosnei.
- Eu só fico com você. - ele soprou. - Há mais de seis meses, eu só consigo pensar em você!
Minha boca abriu e fechou algumas vezes, mas eu não consegui emitir som algum.
Ele tinha acabado de falar que gostava de mim? Bem, não exatamente com essas palavras, mas se ele só pensa em mim, deve gostar de mim e... Meu Deus! Ele gosta de mim!
Tudo bem, isso soou extremamente ridículo. Vou tentar ser menos histérica e desesperada da próxima vez.
- Você vai me bater se eu te soltar? - ele perguntou cuidadoso e eu neguei.
Seu aperto no meu pulso diminuiu, assim como a distância entre nossos corpos, mas não o suficiente pra ficarmos realmente longes. Ele ainda se encontrava praticamente grudado em mim.
me olhava meio hesitante, provavelmente esperando que eu dissesse alguma coisa, mas eu não sabia o que dizer. Bem, eu podia começar falando que gostava dele também, mas de repente não tinha muita certeza sobre o que ele tinha falado. Eu vi ele com outras garotas na escola e não podia me deixar derreter só por causa de meia dúzia de palavra bonitas que ele me fala.
- Não acredito em você. - falei, enfim.
Ele suspirou e colocou a mão em minha bochecha, a acariciando. Meus olhos quiseram fechar, mas eu não deixei. Eu realmente não podia ser tão fraca assim.
- E por que não? - perguntou ele.
- Eu te vi com outras meninas, não vou me deixar iludir a tal ponto, . Você não tinha o direito de contar para o seu pai algo que me envolve também, ainda mais quando não é algo sério. - eu disse, tentando parecer firme.
- Você me viu ficando com alguma delas? - ele perguntou, como se já soubesse a resposta. E eu tive que negar, meio envergonhada. - Além do mais, você deveria ficar feliz que nossos pais não ligaram e deram apoio, porque, até onde eu sei, ninguém contou nada para a sua mãe. Imagine se ela nao aprovasse isso? E só não é algo sério porque você não dá oportunidade.
Seus olhos pousaram na pequena caixa a alguns passos de nós, que ele tinha derrubado quando eu entrei no quarto, e eu senti meu rosto corar imediatamente.
Aquilo não podia ser o que eu estava pensando.
Ele foi até a caixa e a pegou, trazendo até mim. Ele a abriu, revelando uma corrente com um pingente de coração pequeno e lindo, que me fazia me sentir uma idiota por ter feito todo esse escândalo.
- Você quer ser a minha namorada, bem, oficialmente? - perguntou ele, meio envergonhado.
Meus lábios se curvaram em um sorriso, e eu achei a cara de alívio que ele fez a coisa mais fofa do mundo.
- Sim. - sussurrei.
Ele sorriu e eu me virei, para que ele pudesse colocar o colar em mim. Coloquei meu cabelo de lado, para que ele pudesse fechar o colar e, se aproveitando da situação, começou a distribuir beijos no meu pescoço, me deixando arrepiada. Ele me virou de frente e deu pequeno sorriso antes de me beijar. E, pela segunda vez na noite, eu me perguntei como nossas bocas podiam se encaixar tão bem.
Nós ficamos nos beijando por alguns minutos até eu partir o beijo, meio ofegante.
- É melhor descermos... - falei meio sem ar.
Seus lábios estavam vermelhos e seus olhos brilhavam. Eu podia me ver refletida em sua expressão, e uma calma que eu não sentia há muito tempo me dominou.
Ele concordou e me deu um selinho antes de me puxar pela mão até a porta. Nós saímos do quarto de mãos dadas, bochechas coradas... E eu me senti bem. Pela primeira vez, eu me senti feliz em um Natal.
Talvez o Natal não seja tão ruim assim; talvez sejam as pessoas. Talvez seja eu.
É, talvez.
Fim.
nota da autora: Ficou tão ruim essa fic, mas eu não queria ficar sem escrever nada e sei lá, não tinha muito tempo também então eu escrevi a primeira coisa que veio na minha cabeça... Não sei bem por que mandei pro site, rs. De qualquer forma, espero que gostem! (:
E feliz natal!
Xx,
@Xxhope1608xX
nota da beta: Oi, gente :)
Inicialmente, a beta deveria ser a Gabee. mas ela estava muito apertada e o prazo de entrega das fanfics do Especial de Natal tava acabando, aí ela me pediu uma mãozinha e eu vim aqui, na humildade, ajudá-la, haha :)
Então, gostarei de dizer que achei essa fic um dengo. Uma gracinha, super charmosa... E meio que um sonho de consumo.
Ai, quem dera.
Super natalina, muito fofa! Realmente adorei quando li!
MAs enfim, vim aqui para dizer que, se viram algum erro na fic, para por favor me avisarem por aqui ou pelo twitter (@paahsouza) e eu corrigirei o mais rápido possível!
Aproveitem a fic e tenham todos um Feliz Natal! Beijinhos, Paah Souza.