Por: Patricia Dielle [Kimmy Fletcher]


Capítulo 1: All again for you.

Bom, acho que devo começar essa história da melhor forma que uma história deveria começar. Meu nome é , mas eu sou mais conhecida pelos meus amigos como .
Eu não posso reclamar da vida que tenho. Eu moro numa vila que tem mais mansões do que casas, na melhor parte de Londres, apesar de Londres ser incrível em todas as partes. Eu estudo no colégio mais conceituado da cidade, o ‘British High School’, e tenho uma banda de garagem com as minhas três melhores amigas: a , a e a , mais conhecidas como , e , respectivamente.
Mas, como em todo conto de fadas, nada é perfeito. Meus pais são separados desde que a minha mãe descobriu um caso do meu pai, que ele teve logo depois do casamento. Passado três anos de casados, minha mãe engravidou, e quando eu nasci, minha mãe descobriu que meu pai tinha um filho com a mulher que ele teve um caso, três anos mais velho que eu, pois ele tinha um caso antes até do casamento. E, agora que eles estão separados, meu pai mora com essa mulher e o filho deles, o .
era um pirralho chato que nem parece ser mais velho que eu de tão imaturo. E eu guardo uma raiva imensa dele por ter sido o motivo da separação dos meus pais. Depois da separação, eu ainda passei muitas férias na casa do meu pai, e tive que aturar as babaquices do .
Às vezes, nós dois brincávamos e nos divertíamos muito, fazendo bagunça na casa do meu pai, como jogar terra do jardim na pia da cozinha, dar os peixes do aquário para o Félix comer, nosso gatinho preto e branco. Meu pai ficava de cabelos para o ar e vivia dando bronca em nós dois, e nós riamos muito, era tão bom! Mas na maioria das vezes nós brigávamos, e muito! era sempre o motivo de discórdia, era ele quem sempre começava as brigas, aquele idiota.
Uma vez ele quebrou meu braço numa briga nossa, mas eu também tive minha vingança, claro. Eu era tão atentada quanto ele, mas não era de brigar. Num campeonato de beisebol da escola, eu rebati com o taco em direção ao , batendo a bolinha que era bem pesada nas bolas dele. Coitado, foi parar em um hospital naquele dia, e ele me jurou de morte por longos anos por causa disso, é.
Faz anos que eu não o vejo. Soube que agora ele está trabalhando, tem uma banda famosa e viaja o mundo inteiro em turnês, conferências e etc. Eu moro com a minha mãe, que está para casar de novo, e ele mora com meu pai e minha madrasta.
Não vejo desde meus 12 anos, quando parei de freqüentar a casa do meu pai por sempre bater de frente com a minha madrasta e principalmente com , depois de uma briga muito feia com ele. Ok, nós sempre brigávamos feio, mas essa foi a pior de todas que já tivemos. Agora, eu estou de férias e minha mãe vai passar umas semanas fora por causa da lua de mel. Eu vou ter que voltar para a casa do meu pai durante esse tempo, porque minha mãe não me deixou ficar sozinha em casa. Eu bem que queria muito ficar sozinha do que ter que aturar o e suas frescuras. Não queria mesmo vê-lo e ter que brigar de novo.
- Não se preocupe, mãe, eu já estou no carro do meu pai, indo para a casa dele. - Eu estava no banco do carona, conversando com a minha mãe, preocupada como sempre. - Tenha uma boa lua de mel, eu te amo, mãe, tchau.
Não demorou muito e eu estava na casa do meu pai, curtindo uma ótima festa de boas vindas que ele e minha madrasta haviam preparado para mim.
- Muito obrigada por tudo, pai! - eu disse, me inclinando para abraçá-lo, já que o mesmo estava sentado numa poltrona.
- De nada, filha! Você merece, e nós estávamos morrendo de saudades - disse meu pai sorridente, retribuindo meu abraço - disse que viria te dar boas vindas, mas ele deve estar trabalhando ou preso no trânsito...
Meu pai tentava contornar a situação, mas eu havia perdido qualquer esperança e não estava nem ligando, na verdade.
- Tudo bem, pai, ele não vai aparecer, eu e o não temos afinidade há muito tempo...
Meu pai e eu conversamos por alguns minutos e eu resolvi ir até a cozinha para comer um prato de macarronada que ele havia preparado. Sentei-me no banco da grande e alta mesa da cozinha, que ficava no centro e servia para preparar a comida também. Devorei a macarronada, eu estava com fome. Logo depois que acabei de comer e estava lavando meu prato, ouvi um alvoroço vindo da sala, mas continuei o que eu estava fazendo até meu pai me chamar.
- , venha aqui na sala!
Enxuguei minhas mãos em um pano de cozinha e fui andando até a sala. Chegando lá, dei de cara com meu pai e minha madrasta tendo uma animada conversa com um casal de jovens. Uma garota de estatura baixa, cabelos compridos e castanhos e olhos castanhos também, de mãos dadas com um rapaz alto, de cabelos e olhos , um lindo rosto angelical e um largo e encantador sorriso no rosto, agora abraçando a cintura da garota ao seu lado.
Logo reconheci aquele rosto familiar. Era ele, , meu quase irmão. Ele estava estonteante, lindo demais, por sinal, e, pude perceber pelo seu modo de falar, ele estava amadurecido. Cada traço do rosto e a forma com a qual gesticulava enquanto falava animadamente com meu pai eram magníficos. Seus cabelos caídos no rosto e seus olhos brilhavam como diamantes. Como ele conseguia estar assim? Tão lindo e tão... mudado também!
- , o que você faz parada aí? Vem aqui cumprimentar seu irmão, menina!
se encontrava de perfil, e quando ele se virou para me olhar, sorrindo, foi como se o mundo parasse e não tivesse mais ninguém além de nós dois. E um clima de câmera lenta passou sobre nós dois, ele sorrindo para mim, me olhando atentamente.Quando eu acordei do meu transe, ele estava falando comigo pela milésima vez.
- ? Você está bem? Oi? - disse , balançando as mãos na frente do meu rosto.
Livrei-me daqueles pensamentos estranhos e acordei, olhando para , piscando os olhos freneticamente, sorrindo de volta e cumprimentando-o.
- Oi, , perdão, estava reparando no quanto você está mudado, que saudades! – abracei-o mais forte quanto deveria, me lembrando do nosso passado. Quando eu estava com medo ou triste, sempre me abraçava forte, e, naquele momento, eu pude sentir aquele mesmo calor.
- Ow, mana! Eu também estava com saudades, como você está? - ele disse colocando as mãos no meu rosto e me olhando nos olhos. Eu não tinha vergonha alguma dele, então abracei suas laterais com carinho, sorrindo abertamente e me desconcertando com aquele olhar fixo nos meus.
- Estou bem, . E você?
- Não precisa me chamar de , parece que nem me conhece! Eu estou bem sim.
Eu e ele nos sentamos no sofá e começamos uma longa conversa. Senti minhas bochechas corarem com o que ele havia dito antes e respondi sem graça.
- Me desculpe, é que para mim faz mais tempo do que o normal que nós não nos vemos, - disse o nome dele enfatizando na voz e ele sorriu torto. Corei de novo, mas olhei fixo em seus olhos, encarando-o.
- Não faz mal! Hey, vamos até a cozinha, estou morrendo de fome! - ele disse num tom engraçado, que me fez rir baixinho. - Daí conversamos sobre todas as novidades, que tal?
Assenti com a cabeça.
- Sim, tudo bem... Mas eu já jantei, não vou poder te acompanhar - fiz um beicinho que fez ele rir baixo dessa vez. Então me lembrei, ficando toda alegre de novo: - Ah! Mas eu ouvi meu pai dizer que tem uma torta na geladeira... - eu disse lambendo os beiços, como uma criança. Era assim que, em parte, eu me sentia ao lado dele, como se os antigos tempos tivessem voltado. Só ao lado dele esse sentimento me inundava, e era muito bom me sentir assim.
- Uau, vamos agora! – disse com uma cara de criança entusiasmada, pegando na minha mão e correndo comigo até a cozinha, me fazendo rir alto demais e ele também não deixou de gargalhar pelas nossas atitudes.
E naquele momento que não parecia ter fim, nós dois estávamos ali, como se aquelas duas crianças tivessem despertado do passado, naquela mesma casa , naquela mesma bagunça que eu tanto gostava. E eu pude ouvir as risadas do meu pai pela nossa antiga atitude. E naquela noite não brigamos, e, por mim, não brigaria mais com .

Capítulo 2: Don’t Speak Liar.

No dia seguinte, todos estavam tomando café da manhã e eu ainda não tinha descido, pois estava tomando meu banho matinal, bem quente. Depois coloquei meu vestido curto de alças largas. Passei a noite inteira pensando no quanto meu irmão havia mudado, em seu jeito e sua aparência, apesar de que, na noite passada, quando eu olhei em seus olhos, vi aquele mesmo garoto, aquele mesmo rosto angelical, do irmão que cresceu ao meu lado.
Ele também estava bem amadurecido, e na noite passada conversamos sobre tudo. Ele me contou sobre sua banda, os shows, os amigos que tocam com ele e dos lugares incríveis que já visitou. Eu contei a ele sobre a minha banda e as pequenas experiências que já tive (que foram poucas comparadas com as que ele teve, já que sua banda já estava bem famosa) de tocar e cantar com as minhas amigas nos festivais de rock. Ele era e cantava também, tinha uma linda voz e um grande talento. Às vezes o clipe da McFLY passava na MTV quando eu estava no sofá passando os canais e podia ver o passando pelas imagens do clipe, eu sorria com saudades dele. Ele garantiu que iria me ajudar com a banda e me levar no estúdio onde ele costuma gravar e ensaiar. Ahhhh, eu pirei, claro!
me disse também que iria me levar nos shows que ele ia fazer e nos shows de outras bandas, como vip (isso é o que eu ganho por ser irmã de um cara famoso!). E já que eu estou de férias, vou aproveitar cada show. É um sonho! Quando ele me disse as bandas que vão tocar com a McFLY, eu dei pulos de alegria!

’s POV:
Ontem à noite, eu e nos divertimos muito, lembrando das nossas brigas, contando sobre nossas experiências e lamentando pelo tempo perdido. Minha irmã está linda, madura e diferente. Acho que conseguimos matar pelo menos um pouco da saudade, porque ficamos até as três da manhã conversando e jogando vídeo games.
End ’s POV.

Desci e tomei meu café ao lado de . A namoradinha dele estava do seu lado, eu não fui muito com a cara dela. Sentada a frente dela, estava minha madrasta, conversando animadamente com ela, como se tivessem virado melhores amigas de uma noite para a outra, já que eu soube que ontem foi a primeira vez que a trouxe para a casa do meu pai. Começamos a conversar todos juntos.
- Pai, eu trouxe a aqui para apresentá-la ao senhor, porque em breve nós vamos nos casar - disse com um sorriso largo no rosto, segurando a mão da garota.
- Filho, mas que ótima notícia! Eu apoio o casamento de vocês! , você é uma boa garota, eu gostei de você - disse meu pai, enchendo a vadia de agrados.
Revirei os olhos, olhando para o meu prato, dando uma mordida no meu misto quente e evitando minha raiva.
- O que acha disso tudo, mãe? - disse ainda com o mesmo sorriso no rosto, um sorriso que demonstrava felicidade. O sorriso dele sempre fora sincero, me transmitia uma certa energia, e, por muitas vezes, o sorriso de meu irmão me fez ter vontade de seguir em frente quando eu estava desabando por dentro.
Minha madrasta sorria daquele jeito falso de sempre e disse olhando para o casal.
- Eu acho maravilhoso, meu filho! Já marcaram?
A conversa estava distante para mim. Levantei da mesa discretamente, ninguém percebeu a minha ausência. Estava lavando meu copo e meu prato.
- Ainda não, Sra. . Mas estamos pensando em marcar no início de julho, não é, amor? – disse a barata tonta olhando para .
- Sim, no início de julho, provavelmente. E você, ? O que você acha disso? – disse , virando o olhar para mim, quando eu me encontrava de costas, lavando a louça. Eu fingia estar distraída, mas estava ouvindo muito bem o que ele dizia.
- Hã? Eu? Sobre o quê? – me virei, apoiando as mãos na pia, totalmente desinteressada.
me olhava com aquela cara de nojinho dela, enquanto eu a encarava com superioridade e depois desviava meus olhos da barata tonta, para não soltar de vez a fera que tinha dentro de mim naquele momento.
- Sobre meu casamento... – disse meio sem graça, por sentir minha indiferença.
- Acho ótimo, meus parabéns - disse bem seca, me virando de costas de novo, secando o prato e colocando na pia.
- Obrigado - disse ele mais sem graça ainda, com as bochechas coradas em sentir o quão seca eu havia respondido.
- Você não tem namorado, menina? – disse a garota para mim, me fazendo relutar com a minha raiva e apertar meus punhos com força ao me chamar de ‘menina’.
- Não! – eu disse um pouco alto demais, fazendo todos me olharem com pavor. Somente ela me olhou rindo em deboche.
- Devia arranjar, maninha! Se não, você vai acabar ficando para titia! - disse mais debochado do nunca, fazendo todo o homem maduro que eu tinha idealizado na noite passada desaparecer em questão de segundos. Minha madrasta gargalhava em deboche, parecendo a bruxa da Cinderela.
E complementou...
- Olha que a idade chega, e você já está com dezoito anos, eu vou casar e você vai ficar aí... e morrer sozinha! – disse debochando e rindo. sorriu vitoriosa quando ele disse ‘casar’ , arrrg.
- Pare de encher sua irmã, . Parece uma criança - disse meu pai, dando bronca nele.
E era isso, , meu irmão idiota, babaca e sem cérebro tinha voltado ao normal. Ou melhor, ele sempre foi assim, tudo o que aconteceu na noite passada foi falsidade dele ou uma tentativa falha de me enganar. Pena que eu caí nas mentiras dele.

Capítulo 3: Pretend.

Acabei de lavar a pia em um segundo e subi para o meu quarto o mais rápido possível. Larguei todos na cozinha, inclusive o e sua namorada ridícula. Tranquei a porta do quarto, fui direto ao banheiro e tomei um banho relaxante para esquecer todas as idiotices que ouvi naquela manhã. Troquei de roupa e coloquei uma camiseta branca apertada no corpo, um Jeans rasgado nos joelhos e um all star preto. Fui direto ao meu laptop, entrei no Messenger e encontrei minha amiga e companheira de banda online.
diz: oi, ! tudo bom com vc? estou com saudades.
diz: oi, , não está tudo tão bem assim... também sinto sua falta...
diz: por que não? Me conte tudo.
diz: meu irmão voltou para a casa do meu pai, ele continua o mesmo implicante de sempre, estou morrendo de ódio dele!
diz: nossa! calma aí, explica direito! É aquele seu irmão lindo que vc me mostrou uma foto um dia desses? É aquele mesmo irmão que tem aquela banda que está em todas as paradas e, por algum acaso, EU SOU FÃ DELES, CARAMBA!
diz: ai meu Deus... vai começar vc! skoaokokaoksoka [N/A: sim , essa é a minha risada no Messenger!]
Olha só, ele é esse meu irmão que eu te mostrei a foto sim, e a banda dele é a McFLY, e ele é aquele que canta também na banda, disso você já sabe muito bem e não é só você quem é fã deles, eu também sou, mas fica quieta porque eu não quero que meu irmão saiba, ele vai se achar se souber disso.
diz: OH, MY GOD! EU ESTOU PIRANDO AQUI! EU QUERO IR NA SUA CASA E PEGAR AUTÓGRAFO E CONVERSAR COM ELE E *-* quem sabe eu não conheço o meu neném, meu lindo, meu maravilhoso !
Revirei os olhos com o que minha amiga estava dizendo, e ri da situação. Digitei com calma, suspirando antes.
diz: , escuta! Eu estou brigada com o meu irmão e não quero voltar a falar com ele por um bom tempo... Na segunda feira a gente se fala melhor na escola! Não vejo a hora de ver você e botar a fofoca em dia.
diz: ah não! Eu não acredito! você brigou com o seu irmão mega gostoso e que ainda por cima é da McFLY! Não esqueça que segunda, além de começarem as aulas, temos um ensaio da nossa banda, e, quem sabe, a gente não consiga uma vaga no Rock Festival!
diz: OMG! , eu te explico o porquê de eu estar brigada com ele, e, sim, eu vou ao ensaio... prometo não me atrasar... e tenho que ir, até mais!
Alguém batia na minha porta com força, digitei as últimas palavras.
diz: Então tá, acredito que você tenha um bom motivo. Até mais!
Despedi-me novamente e desliguei o laptop. Gritei para quem batia na porta descontroladamente, me dando nos nervos.
- QUEM É?
- SOU EU, MANA! ABRE A PORTA!
- NÃO! EU NÃO TENHO NADA PARA FALAR COM VOCÊ!
- MAS EU TENHO! ABRE, POR FAVOR?
Bufei e me levantei da cama, abrindo a porta e dando as costas. Voltei a sentar na cama.
- Pode dizer – olhei para ele ironicamente, com uma cara nada interessada em ouvir o que ele tinha para me dizer.
- Bom, eu queria saber se você está chateada comigo - disse ele, se aproximando e sentando do meu lado na cama.
- Não, eu não estou. Mas gostaria que você mantivesse uma certa distância de mim.
- Mas por quê? Se você diz que não está chateada...
- Porque sim, e sem mais perguntas, ok?
- Ok, tudo bem. Eu vim aqui não só para perguntar isso, mas para também te convidar para assistir a um Festival que vai ter em breve, no sábado que vem. Minha banda vai tocar lá e eu queria que você viesse – disse , me mostrando quatro ingressos VIP para o Rock Festival que eu queria tanto participar com a minha banda, mas não havia chance alguma, já que faltava uma semana para eu inscrever a banda e passar por uma audição.
Meus olhos brilharam e eu sorri para ele, pegando os ingressos.
- Obrigada! Eu preciso de quatro ingressos mesmo. Minhas amigas vão gostar de ir, elas são da minha banda e curtem a sua também. E o... ingresso que sobrar, eu vejo para quem eu dou e... - me interrompeu, franzindo o cenho.
- Do que você está falando? Um desses ingressos é seu! - disse ele, rindo com um certo nervosismo.
- Eu não sei se vou, . E... esse festival era tudo o que eu precisava para conseguir levar adiante a minha carreira, mas acho que não vou conseguir me inscrever - fitei o chão de madeira escura do meu quarto com uma expressão triste no olhar.
- Venha para o festival, eu prometo que darei um jeito de te colocar em cima daquele palco! – disse ele, sorrindo, e eu olhei em seus olhos, me perdi no seu sorriso maravilhoso que destacava suas feições, que eram perfeitas.
Não pude dizer não. Aceitei e ele me abraçou tão forte que me faltou ar. Não só porque ele realmente me esmagou, mas acho que foi mais por causa de seu caloroso abraço, o contato de nossos corpos tão próximos e, em segundos, tão distantes. Ele se afastou e me deu um beijo na minha testa. Senti que precisava daquilo todos os dias: da companhia de , de seus abraços e seus beijos e... mas o que eu estava pensando? Ele é meu irmão! Devia estar ficando muito louca, não é possível.
Sorrindo, beijei sua bochecha demoradamente e me despedi dele, vendo-o fechar a porta do meu quarto. Olhei para os ingressos com um sorriso no rosto. Deitei na cama, tentando organizar meus pensamentos. Acabei dormindo e sonhando com a minha infância ao lado de e vendo-o mais velho, mais maduro e mais bonito. A inocência de repente se desfez, mostrando um mais sexy, mais homem e mais desejado. Sonhei com ele tomando um banho quente e eu olhando, parada na porta, detalhando cada curva de seu corpo definido com os olhos fixos em seu abdômen, descendo meu olhar para todas suas curvas sendo molhadas pela água do chuveiro. Acordei ofegante, passando as mãos na minha testa suada. Perdi o sono, liguei a TV, e lá estava passando um clipe da McFLY. Pensei comigo: ‘A vida só pode estar brincando comigo, não pode ser’.
Rindo, mas nada contente, observava cantando com aquele lindo sorriso no rosto. E eu, sorrindo também, vi o clipe acabar e peguei no sono novamente.

Capítulo 4: Fall For You.

- Mãe, eu vou ficar aqui por mais alguns meses, é sério, estou gostando daqui!
Eu falava com a minha mãe no telefone da casa de meu pai naquele manhã, antes de ir para o colégio.
- Se é o que você diz, minha filha, eu deixo. Só tome cuidado para não se aborrecer com a sua madrasta novamente.
- Tudo bem, mãe, eu já sei me cuidar. Ela não vai fazer nada, não sou mais criança e saberei como lidar com ela.
- Então tá, fique até quando você quiser. Seu pai concorda com isso também?
- Sim, ontem à noite nós conversamos e ele disse que não tem problema algum.
- Ok, filha, vai para a escola, senão você pode se atrasar. Beijos, eu te amo.
- Também te amo, mãe, mais tarde eu te mando um e-mail. Beijos.
Desliguei o telefone. Já estava arrumada para ir à escola, entrei no carro do meu pai e, assim, ele me levou ate lá. Não vi pela manhã, ele devia estar dormindo ou já devia ter saído para trabalhar. Tão cedo? Eu não sei.
Cheguei na escola e entrei na sala de aula, encontrando minha amiga saltitante, me fazendo mil perguntas e me abraçando. Esperei até a hora do intervalo para lhe dar a grande notícia.
- , você vai precisar se acalmar para saber tudo o que eu quero te falar...
- Como assim? Ai, meu Deus! Fala logo! O que você tanto esconde ? – disse ela, balançando as mãos de tanta euforia.
- Ok, eu vou dizer, mas não sou responsável por nada, se você cair dura no chão no meio do pátio ou coisa assim, tá? - disse eu, cruzando os braços e rindo da reação dela.
- Tá, tá bom, agora fala, vou até me sentar – disse ela, me puxando para um dos bancos do pátio. Sentei-me do seu lado e comecei a dizer:
- Bom, ontem na hora em que eu saí do MSN, meu irmão bateu na porta e quis conversar comigo. Eu abri a porta tratando-o com indiferença, aí...
- Espera aí! bateu na sua porta e quis conversar com você! - disse ela, começando a ficar histérica.
- Calma, , me deixa continuar...
- Ok, ok..
- Daí, a gente conversou e se entendeu. Ele me deu quatro ingressos para assistir a banda dele e entre outras no Rock Festival e convidou nossa banda para tocar lá!
Minha amiga surtou e ficamos comemorando até o final da aula. Depois, fomos até a casa da outra minha amiga, a . Ensaiamos até o final da tarde e ficamos comendo o lanche da tia Suzy, mãe da , que era uma delícia!
me ligou e as meninas da banda, que também eram fãs da banda da McFLY, ficaram de ouvido colado no meu celular. Eu falava empolgada com ele e desliguei, dando uma ótima notícia para todas as minhas amigas.
- Meninas, meu irmão está convidando a gente para ir no estúdio... - olhei para o papel onde eu tinha anotado tudo o que ele disse - ...da EMI e lá fazer uma audição para o Rock Festival, afinal, a gravadora tá patrocinando esse festival!
As meninas surtaram dessa vez, e comemoramos com bastante sorvete, milkshake e bolo de chocolate. Foi incrível.
Eram dez da noite, meu pai me ligava sem parar, já que eu não havia escutado o celular tocar com aquela festa toda: estávamos ouvindo McFLY tão alto e cantando igual a doidas. Peguei o celular e falei com meu pai que sugeriu ir me buscar. Eu neguei e disse que ia sozinha para casa. Quando eu estava na porta da minha amiga, me despedindo e indo embora com as outras duas, um carro bem familiar estacionou na porta da minha amiga e abriu o vidro. Todas nós paramos para olhar e vi o rosto de na janela, me olhando e sorrindo.
- Me desculpa, mana, mas meu pai insistiu para eu vir te buscar... Eu disse para ele que você não iria gostar nem um pouco, mas ele não me ouviu.
As meninas ficaram paradas, boquiabertas e eu também fiz o mesmo, sorrindo e olhando nos seus olhos, meio envergonhada. Ele sorriu de canto, reparando na expressão delas e na minha.
- Boa noite, meninas!
- ! – elas todas gritaram, avançando em cima dele, e o que eu mais fiz foi rir bastante daquele momento. Elas pediram autógrafo, foi para dentro de casa buscar sua câmera digital. Tiraram mil fotos e nem se importava com aquilo, ele até que adorava ficar tirando fotos com cada uma, com todas, com mais duas, e de todas as maneiras. Eu aceitei tirar algumas fotos também.
Chegando em casa, eu e ele conversamos muito sobre como seria o dia seguinte no estúdio e também como seria dali a alguns dias no festival. Seria meu primeiro show, e ele me dava algumas dicas. Contei também como foi o meu dia e ele contou como foi o dele. Estava tudo bem, eu conseguia ver como meu irmão, sem nenhum sentimento ou desejo. Acho que era coisa da minha cabeça mesmo.
- Você tem uma guitarra aí? – perguntou ele, debruçado no sofá enquanto eu estava deitada no mesmo, conversando com ele.
- Sim, claro que tenho, três lindas guitarras! – falei com os olhos brilhando e com orgulho.
- Ganhou de quem? Ou comprou juntando uma grana? – ele disse, se aproximando de mim, sorrindo do mesmo jeito perfeito de sempre. Não sei por que, mas essa aproximação sempre me fazia arrepiar. Era estranho, mas era bom, porque eu gostava da companhia dele.
Sorri de canto e sentei no sofá, me sentindo meio estranha por estar deitada com ele tão perto de mim.
- Bom, uma eu ganhei do meu pai, a Fender vermelha. Da minha mãe eu ganhei uma Gibson melody maker branca com preto e com uma boa grana que juntei durante um ano inteiro, comprei a minha Kramer!
- Nossa! São guitarras lindas e muito boas de tocar também. Eu quero vê-las! - disse muito animado.
Eu o levei até meu quarto e mostrei as guitarras, ele ficou querendo tocar algumas notas em cada uma para ver a diferença e ficou babando no design delas.
- Eu adorei cada uma, deu até vontade de comprar igual! – disse ele, ainda segurando minha Fender vermelha.
- Não, você não vai me copiar! – disse eu, subindo na cama e pegando minha guitarra das mãos dele.
Ele riu e começou uma guerrinha de travesseiros subindo na minha cama também. Eu guardei a minha guitarra e comecei a participar da guerrinha, batendo nas pernas dele. Ele ria junto comigo, batendo nas minhas pernas também. Aproveitei e bati na cabeça dele.
- Mas que abuso... Agora você vai ter vingança!
- Claro que não, você nem sabe brincar! – mostrei a língua para ele, pegando um travesseiro no chão. Ele bateu o travesseiro na minha bunda e eu reclamei quase caindo na cama, cambaleando. Ainda rindo, o puxei, fazendo-o cair em cima de mim na minha cama.
Nós ficamos bem próximos naquele momento, mas nem reparamos que estávamos naquela situação, de primeira. Rimos até perder a graça. Depois disso, quando estávamos parando de rir aos poucos, me olhava diferente, sorrindo torto do jeito que eu mais gostava, passando a mão no meu rosto. Levei minha mão até seus cabelos, passando os dedos por dentro deles, sorrindo também, olhando em seus olhos. Nossos lábios se aproximaram como dois ímãs, logo, sem percebermos, estávamos no terceiro selinho demorado. Eu finalmente iniciei um beijo, sentindo minha língua tocar a dele, tão quente e tão envolvente. Meus olhos se fecharam na mesma hora, deixando me levar pelo momento mais perfeito daquele dia.

Capítulo 5: Take Me With You.

se afastou sem dizer nada, se levantando e indo na direção da porta com as mãos nos cabelos. Levantei-me e, assim, ‘acordei’ daquilo tudo que se passava.
- Aonde você vai, ?
- ? Você sempre me chama de ! Não percebe o que estava acontecendo?
- Me desculpe, não foi minha intenção e... - Ele me interrompeu alterando um pouco a voz:
- ! EU SOU SEU IRMÃO! DE SANGUE!
- Eu sei, , desculpa... - Ele me interrompeu de novo, me deixando um pouco nervosa.
- EU ESTOU NOIVO, SOMOS FILHOS DO MESMO PAI! NÃO PERCEBE A CONFUSÃO? ESTAMOS LOUCOS? - Ele se aproximou de mim, com as mãos para o alto, mais alterado do que antes. - VOCÊ... está louca? Não percebe?
Eu me acalmei, respirando fundo e fechando os olhos.
- , o carinho que nós sentimos fez com que isso acontecesse, não foi nada demais, esquece..
Eu me distanciei dele, abrindo a porta do quarto e, dando espaço para que ele saísse, sussurrei:
- Boa noite.
Ele respondeu meio frio, com uma expressão de vergonha - dava para ver suas bochechas coradas:
- Boa noite.
No dia seguinte, preferi tomar meu café na cama. Era sexta feira e eu fui para a escola, contei tudo o que houve na noite passada para a minha amiga, que ficou perplexa.
- E... o que você está sentindo pelo seu irmão, ?
- Nada, eu não sinto nada demais por ele. É só um carinho, gosto da sua companhia, do seu jeito brincalhão, nada mais do que isso.
- Se você só sentisse um carinho de irmão, acha que um beijo desses teria rolado?
- Não sei, quem sabe? Para mostrar um carinho, ué...
Eu dizia mexendo os dedos incontrolavelmente, como fazia quando ficava nervosa com alguma coisa.
- Não acho que isso seja só um carinho. Olha, eu sei que ele é seu irmão, mas você deveria pensar mais nisso, reparar no que você sente.
- Tá bom, eu vou pensar nisso.
Minha amiga sorriu e me abraçou. Minha cabeça estava muito confusa para pensar naquilo agora.
Chegou o fim da aula e nós fomos direto para o estúdio. Lá encontramos a McFLY. pirou vendo seu favorito, .
- Ai, , eu vou pirar, eu tô pirando já, eu vou desmaiar – disse ela com as mãos, abanando-se.
- Fica quieta, eles estão vindo aí - eu disse, rindo, mas muito nervosa também por ver minha banda favorita tão perto.
e sorriam mais do que deveriam ao verem seus favoritos: e , respectivamente.
Nós os conhecemos, conversamos bastante antes de gravar uma demo, e, enfim, entramos no estúdio que, por sinal, era perfeito. Eu estava nervosa, olhei para as meninas e elas também estavam do mesmo jeito. balançou uma vez a cabeça positivamente e eu sorri de canto. Os meninos estavam sentados do outro lado do vidro, nos observando. falou no microfone e nós podíamos ouvir em nossos fones de ouvido gigantes.
- Ok, quando eu soltar o playback vocês vão começar a tocar e cantar. , aumente o retorno da e da , vocês são as vocalistas, certo?
Eu e respondemos num coro:
- Certo!
- Sabem tocar Five Colours in her hair? – perguntou com um jeito orgulhoso.
Dessa vez, todas nós respondemos em coro:
- Mas é claro que sabemos!
Os meninos riram de nós, mas também sorriam com um jeito orgulhoso por estarem trabalhando com suas próprias fãs.
- Lembra que nós dissemos aí fora que nós sempre ensaiamos com as músicas de vocês? – disse com os olhos brilhando.
- Sim, , me lembro sim, não é, ? – disse , piscando para ela e fazendo os outros meninos concordarem.
- Ele sabe meu nome! – falou baixinho, quase surtando com a piscadinha do . A doida se esqueceu que todos eles podiam ouvir, fazendo-os rir novamente e olhar para ela, dando aquela ‘secada’.
retribuiu o olhar da mesma forma, quase se esquecendo do mundo naquele momento de paquera.
- Ah, e nós dissemos que na maioria das vezes fazemos cover de vocês nas festas, e nuns showzinhos de rock que tem perto da cidade? – eu disse com um sorriso no rosto. fez questão de responder:
- Isso vocês não disseram, obrigado por levarem nossas músicas para outros ouvidos, eu agradeço em nome de todos, não é, pessoal? – disse , sorrindo, olhando para os outros guys que concordaram plenamente, agradecendo.
O ensaio começou e tocamos mais de uma música, já que os meninos pediram. Gostaram tanto das nossas versões cover das músicas deles que pediram mais. Eles também gostaram das nossas vozes, estilo e elogiaram o jeito que tocamos. Não poderia ser mais perfeito.

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O dia passou ‘voando’. Os produtores da EMI gostaram do nosso som também, e a McFLY ajudou muito falando bem na nossa banda. Tocamos para os produtores e logo em seguida gravamos uma demo. Os produtores disseram que iriam fazer um tipo de ‘teste’ com ela. Eles iriam colocar nossa música nas rádio, e se ela emplacasse, nossa entrada para o Festival era garantida.
Tudo passou muito rápido, logo nossa música estava tocando em todas as rádios e o pessoal do colégio todo conhecia a gente como as novas rock stars. Era fascinante ver como ficamos conhecidas em menos de uma semana. Fomos para as audições e passamos. Finalmente, nós iríamos tocar num festival com as melhores bandas. Metade das bandas era conhecida e a outra metade era anônima ou independente.
Faltavam dois dias para o grande dia, e ensaiávamos feito loucas, perdendo algumas noites de sono e acordando cedo no dia seguinte para ir á escola. Eu mal conseguia assistir as aulas, claro.
- ... acorda! O professor já reparou que você está dormindo – disse , sussurrando perto de mim. Ela sentava na cadeira de trás e estava bocejando algumas vezes.
- Hã? Quem? – eu disse sem entender o que ela dizia, levantando minha cabeça toda descabelada e com a cara amassada. Eu estava deitada em cima da minha mochila.
- Srta. , estava dormindo novamente na minha aula! – disse o professor de Química, andando na minha direção com uma cara de bravo.
- Eu não! Eu estava... er... ah, professor, eu estava contando quantos quadradinhos tem na minha mochila xadrez! É! – eu disse fazendo gestos com as mãos, nada convincentes, com cara de sacana.
- Aham, sei! – disse o professor, andando em direção do quadro. Eu olhava para a bunda dele que era até bem ‘apertável’. Eu ria baixo quando minha amiga reparou no que eu tanto olhava e riu também, admirando a paisagem.
Finalmente o grande dia chegou. Eu cheguei ao Rock Festival com as minhas amigas na nossa velha e querida van. Fomos direto para o camarim só nosso, tudo muito chique. começou a ensaiar no baixo, mexia suas baquetas nas mãos e batucava na bancada e eu sentei no sofá listrado e comecei a ensaiar no violão. sentou do meu lado com seu violão e começou a me acompanhar para que treinássemos a parte vocal. Eu estava com medo de que alguma coisa desse errado, mas me lembrei das dicas que o me deu e passei para as meninas também.
O dia passou rápido demais, e logo estávamos prontas... Nossos instrumentos já nas mãos, esperando que uma banda acabasse de tocar. Nós iríamos tocar e depois de nós, seria a McFLY. Iríamos assistir muito perto, no próprio palco, do lado esquerdo, onde algumas bandas estavam concentradas.
Era nossa vez, começamos tocando I’ve Got You, mais um cover da McFLY e depois a música escrita por mim e pela , que ficou nas rádios a semana inteira, chamada Kiss me and Goodbye.
A platéia estava fervendo e a sensação de estar ali era indescritível. Meu sonho de subir num palco e arrasar estava acontecendo naquele exato momento, era perfeito. Logo depois que tocamos, saímos do palco agradecendo e recebendo o agito da galera que curtiu muito nosso som.
Logo em seguida, a McFLY entrou no palco agitando todo mundo, e nós assistíamos tudo muito de perto. No meio da música, o falou no microfone: ‘Agora gostaria que vocês recebessem nossas amigas da banda Sorry Baby!’
Eu fiquei boquiaberta, não sabia que iríamos tocar com eles! Simplesmente fui levada com as meninas ainda sem entender, sem cair a ficha do que estava acontecendo comigo. Quando me liguei, peguei o microfone - eu estava do lado do , cantando a segunda parte da música e ele tocando seu instrumento. A estava do lado do e a do lado do , se divertindo no baixo. sentou na segunda bateria que havia no palco e estava tocando no mesmo ritmo que o . Era um momento inesquecível, meu primeiro show foi tocando com a minha banda favorita. Foi realmente inacreditável.

~~*~~*~~*~~

Eu estava no camarim com as meninas, quando os meninos da McFLY bateram na nossa porta e deram os parabéns a todas nós por termos feito um show incrível e participado de uma música com eles.
- Vocês foram demais! Parabéns... – disse , cumprimentando cada uma de nós.
- Obrigada, , vocês também foram incríveis, mais uma vez, claro! - disse , babando no rapaz.
- Vocês são suspeitas, não podem dizer isso, não vai valer! – disse , rindo do comentário da .
Todos nós riamos muito conversando ali no camarim e rindo também das idiotices que o e o aprontavam.
O manager que organizava as turnês dos meninos bateu na nossa porta, já sabendo que todos nós estávamos lá.
- Olá, rapazes e moças! Boa noite, para quem não me conhece, meu nome é Carl e eu sou o manager da McFLY.
- Boa noite, Carl – dissemos nós em coro.
- Boa noite, dude! – os meninos cumprimentavam Carl como um velho conhecido.
- Eu vim avisar que, conversando com a gravadora e o produtor de vocês, decidimos por a Sorry Baby e a McFLY em turnê juntos. O que acham?
- INCRÍVEL, MARAVILHA, ÓTIMO! – todos falavam juntos com enormes sorrisos nos rostos, já comemorando com abraços e pulos de alegria.
- Pessoal, calma, se acalmem! Isso é um sim, então? – disse Carl confuso, mas rindo da nossa baderna.
- SIM! – dissemos todos em coro.
- Tudo bem, nessa semana a turnê começa – avisou Carl, dando uma folha enorme com um mapa para cada um de nós, com as datas da tour e os lugares para onde iríamos passar.
Era tudo inacreditável, e aquele dia estava virando uma caixinha de surpresas.

Capítulo 6: You Suck the Life Out Of Me.

Fui para casa com naquela noite. Era tarde demais e meu pai iria pirar se eu chegasse em casa sozinha. Fui direto para meu quarto, tomei um banho quente e vesti meu short e camiseta branca. Ouvi o barulho do chuveiro no quarto ao lado, o quarto dele. Abri a porta devagar e sentei na cama, o esperando sair do banheiro.Fiquei vendo alguns porta-retratos que tinham na cabeceira da cama. Só tinha com o tempo inteiro, aquilo me enjoava. Mexi no celular dele e lá tinham alguns vídeos dele com ela, em algumas viagens. Eles pareciam tão felizes juntos, tão apaixonados, e aquilo me deu um pontada no peito, quando eu me dei conta estava quase chorando.
- ? O que você está fazendo aqui? – disse com uma toalha enrolada na cintura, me olhando sem entender. Eu pulei da cama de susto, largando o celular dele num canto, quando reparei que ele estava com o corpo molhado ainda, só de toalha. Seus cabelos estavam molhados também e ele passava as mãos neles como se quisesse secá-los, fazendo espirrar algumas gotas de água. Eu olhava aquilo tudo paralizada, como em câmera lenta.
- Eu... er... eu queria falar com você, te dar parabéns pelo show, só isso, tchau, - sibilei a última parte botando a mão na maçaneta da porta e sendo interrompida pela mão úmida dele na minha, me olhando de tão perto. Senti seu corpo quase encostar no meu e o espaço estava ficando pequeno demais para nós dois, ou será que juntos ficaria mais espaçoso?
- Tem certeza que era só isso? Aconteceu alguma coisa? – dizia ele tão perto que pude sentir seu hálito na minha nuca descoberta - meus cabelos estavam amarrados de um jeito torto. Seu corpo estava mais perto do meu e aquilo me incomodava, me dava arrepios.
- Sim, era só isso – disse eu, girando a maçaneta da porta e virando novamente para ele com uma expressão confusa. - , você é feliz com a sua namorada?
- Sim, eu sou muito feliz com ela, por quê? – ele disse sem entender.
- Ah, sim, que bom e... vocês vão se casar mesmo?
- Vamos sim, no mês que vem.
- Assim... tão... rápido? – Senti como se uma flecha tivesse perfurado meu peito ao ouvir aquelas palavras dele.
- Sim, mana. Por que está assim tão preocupada? – ele passava as mãos no meu rosto, chegando bem perto novamente. Eu me afastei, sendo fria com ele, abraçando meu próprio corpo.
- Não é nada, não estou preocupada.
Ele sentiu minha frieza e tentava olhar nos meus olhos, procurando saber o porquê de eu estar daquele jeito.
- Ciúmes? Você sabe que eu amo você, mana. Você sempre será minha irmã predileta – ele me abraçou e eu pude sentir o calor de seu corpo como nunca senti antes, já que ele estava quase nu, somente aquela toalha cobria pouca parte de seu corpo. Eu me arrepiei da cabeça aos pés, abraçando-o com uma certo medo.
- Eu não sinto ciúmes e eu sou sua única irmã, seu bobo, como não seria a predileta!? E... agora, deixe-me ir. Ou me leve com você – eu disse sussurrando, mais para mim do que para ele, mas, mesmo assim, ele ouviu. Parou de sorrir e me olhou, ainda abraçado comigo, com uma expressão confusa.
- O que você disse?
- Eu não... não disse nada, . Tchau.
Saí daquele cômodo o mais rápido possível, entrando no meu quarto e trancando a porta. Eu me joguei na cama, pensando em tudo o que estava acontecendo comigo nesses últimos dias. Meu comportamento mudava na presença dele, tudo ficava diferente, eu me sentia mais leve, mais feliz, como se pudesse fazer tudo o que eu quisesse quando estava com ele. Eu amava estar ao lado dele, ver seu sorriso, ouvir sua risada, sentir seus abraços e... seus beijos, aquele beijo! Foi uma coisa tão boa de ter... foi a coisa mais insensata que eu já fiz, mas... por que beijei meu irmão? Por que sinto todo esse ciúme por ele, mais do que um ciúme de irmão, um sentimento que me dói aqui dentro só de imaginar que um dia eu posso perdê-lo, perder seu amor por causa de outra? E ele se diz estar feliz ao lado dela...
Aquilo me fazia sofrer, não podia mais viver sem , meu irmão mais velho que eu considerava como alguém além de meu protetor agora, um alguém que me fazia tão bem, um alguém que eu queria ao meu lado toda hora e que fazia meu coração bater de um jeito diferente. me fazia ver a vida de um jeito diferente, que eu jamais tinha visto até ele chegar nela e mudar meu ser. Ele chegou como se fosse a primeira vez, mais maduro, lindo de matar e tão sedutor, eu não conseguia me controlar mais.
Naquele dia eu percebi que estava apaixonada pelo meu irmão mais velho, e não importava quantas barreiras eu iria enfrentar, ou se eu estava ficando louca. Para mim, ele era um homem agora, um homem que eu desejava mais do que tudo e que eu queria numa cama cheia de rosas vermelhas e luxúria com nossos corpos nus entrelaçados num só prazer. , eu amo você. E farei de tudo para te ter do meu lado, para todo sempre.
Fui dormir com aquele pensamento, com aquela decisão na minha cabeça. Fiquei muito inquieta, precisava contar aquilo para alguém, mas era tarde demais e eu tinha que descansar, meu dia foi muito longo e eu estava muito cansada devido aos ensaios. Quando dormi, só conseguia sonhar com ele. Nós dois entregues a um prazer que me fazia gemer alto demais e delirar. Eu podia sentir ele me completar e me dar prazer cada vez mais até que eu atingisse meu ponto máximo junto com o dele. Foi incrível sonhar aquilo de uma maneira tão real. Estávamos tão suados naquela cama, que num pulo o sonho aconteceu com nós dois debaixo de um chuveiro, tomando banho juntos. Sonhei com aquilo a noite inteira, parece que durou até de manhã. Acordei suada e fui tomar um banho, pensando no sonho e principalmente na minha decisão da noite passada. Para mim, nada mais importava, eu iria fazer de tudo para tê-lo comigo.

Capítulo 7: All she dreams about is you.

A semana se passou, e a turnê da McFLY e Sorry Baby começou. Desde aquele dia tentei me aproximar de cada vez mais, eu estava decidida sobre meus sentimentos, mas não queria deixar que ele soubesse ainda da minha paixão por ele, afinal, ele acharia loucura minha. Mas eu não conseguia me segurar, segurar tamanha paixão, tamanho amor que eu sentia por ele. Parecia que me consumia por dentro, desejando estar ao lado dele toda hora, e ele reparou nisso e estava começando a se sentir confuso. A namoradinha - suposta ‘noiva’ - dele estava a todo tempo por perto, tentando atrapalhar cada vez que eu chegava perto de . Ele achava aquilo bem chato da parte dela e preferia aceitar que fosse ciúmes mesmo.

’s POV:
Desde aquele dia em que beijei minha irmã, fiquei tão confuso, achei pura loucura da parte dela fazer aquilo, achei até que ela estava ficando doida, mas eu correspondi aquele beijo, e, de alguma forma, sinto uma forte ligação com ela. Acho que é a saudade dos tempos de infância, sempre fomos grandes amigos, exceto a briga que tivemos porque eu estava naquela festa do colégio na casa da garota mais popular da escola, todos estavam lá, e também. Ela sumiu de minha vista fazia um tempo e eu não tinha percebido, eu era o irmão mais velho e tinha a responsabilidade de tomar conta da minha irmã mais nova. Até que me disseram que ela estava no quarto de cima com o namorado dela, me disseram coisas que me deixaram muito puto, então, eu fui la ver se era verdade. Eu me deparei com a cena mais horrível que podia ver da minha irmã, minha pequena, sempre a imaginei como uma boneca perfeita, linda, intocável. E aquele nojento do namorado dela, uns dos jogadores mais populares do time de basquete, tocando o corpo dela daquela forma tão vulgar. Tipo, isso pode parecer meio gay, mas, como assim, com a minha irmã? Não! Isso jamais poderia acontecer. Eu gritei com ela naquele momento e a fiz passar vergonha para metade da festa. Isso fez com que ela nunca mais queresse saber de mim e ir embora da casa do meu pai. Foi assim que nunca mais vi minha irmã. E agora ela esta tão mudada e também parece estar demonstrando sentimentos diferentes por mim. O que será que ela realmente quer?
End ’s POV

Eu estava preparando minhas malas e logo depois recebi uma ligação do pessoal da banda que daqui a meia hora nos encontraríamos no aeroporto com rumo ao primeiro país que iríamos passar: Austrália! Sempre quis ir lá e ver os cangurus! Mentira, eu sempre quis ir lá porque dizem que é um belo lugar, mas os cangurus são fofos, né? Eu e íamos ate lá juntos, de carro, e eu já estava anciosa só de estar sozinha no carro com ele, que boba que eu sou!
A namoradinha dele ficou se despedindo feito uma macaca pendurada no pescoço dele, o enchendo de beijos, eu estava dentro do carro já, de óculos escuros, tapando metade da minha cara e olhando para frente, tentando não bufar de nojo daquela cena. Ele conversou algo como ‘voltarei logo’ para ela e foi em direção ao carro. Eu olhei para ele e sorri abertamente, ele me devolveu o sorriso, jogando a chave do carro para o alto e pegando repetidas vezes, enquanto dava a volta no carro, isso era sexy, afinal, ele conseguia ser sexy mesmo agindo normalmente ou brincando com uma simples chave. Ele entrou no carro e começou a dirigir. Durante a viagem, conversamos sobre tudo, e, sabe, eu conseguia ser eu mesma ao lado dele, era como meu melhor amigo, meu irmão e... meu amor.
- Sabe, , eu sempre achei que você era louca! Se lembra daquela vez que você se fingiu de morta dentro da piscina, e eu, desesperado, corri para o papai ir te salvar, quando eu voltei você não estava lá, e...
- E eu estava bem atrás de você, te dando um baita susto! Ah, ! Você era tão tolinho! Ainda é assim? – ri debochadamente dele, olhando suas mãos se moverem sobre o volante do carro.
- Não sou mais assim! Sou bem mais esperto, responsável e maduro agora, tá? - disse ele em defensiva, rindo de mim e me encarando, às vezes.
- É mesmo? Mais responsável do que na época do colegial? Que você arranjava cada namoradinha puta e patricinha? – ri baixo, olhando a reação dele.
- Sim, eu estou! Não arranjo namoradas assim faz um bom tempo, eu namoro a faz 3 anos e... - ele percebeu minha cara de alegria se desfazer e parou de falar sobre isso. - Bom, e você? Arranjou namorados menos atrevidos do que aquele que você tinha no colegial?
Ele me deixou sem graça com aquilo e, então, eu falei mais baixo e sem graça.
- Eu acho que... sim. Depois do William eu não tive namorados fixos, só... ficantes.
- Mas por quê? Ele te deixou traumatizada depois dos amassos? – ele mordia o lábio com certa raivinha por se lembrar daquele momento que viu no passado.
- , não comece com esse assunto novamente, eu não quero brigar com você e... - ele me interrompeu.
- Me diga, ! Aquele cara teve algo a mais com você, não é? – ele me encarava nos olhos por alguns segundos e eu não conseguia mentir sobre nada.
- Sim, ele teve! E você tem algo a ver sobre isso? Se agora você tem sua namorada e deve ter feito mil coisas com ela? - Se ele acha que podia me alfinetar com suas lembranças do passado, estava enganado. Ele também não era nenhum certinho.
- Tudo bem , eu não tenho nada a ver com sua vida pessoal. Você já está crescida o suficiente e também não precisa saber da minha viada. – Ele se calou e voltou a dirigir com mais atenção, quase chegando ao aeroporto.
- Sim, é bem melhor assim. – Eu me calei também, suspirando, olhando no espelho do carro, ajeitando meu cabelo.
- Você realmente não gosta dela, né? - disse ele, me olhando novamente.
- Dela quem? – eu disse, sem interesse, olhando brevemente para ele e voltando a pentear minha franja com os dedos.
- Da , ué – disse ele, ainda encarando a pista a sua frente.
- Ah... ela? Não, nada contra! Só acho ela mimada, grudenta e sem graça – disse, dando de ombros.
- Hum... são muitas características para quem não tem nada contra uma pessoa! – disse ele, de deboche, rindo baixo e me encarando. - E por que você fica querendo tomar a minha atenção o tempo todo? Eu acho até engraçado ver a tentando te separar de mim.
Suspirei e ignorei a última parte do que ele disse.
- Não vou te responder agora... Você, em breve, saberá o porquê.
Pisquei, deixando-o perplexo, me observando. Ele já tinha estacionado no aeroporto, eu cheguei mais perto dele e lhe dei um beijo demorado no rosto. Juro que me deu uma imensa vontade de beijar seus lábios macios, mas poderia ter algum paparazzi por perto, né?
Descemos do carro e eu peguei algumas bolsas minhas. ainda me encarava sem entender nada, pegava sua mochila e colocava nas costas. Um dos caras que trabalhavam no aeroporto pegou o resto de nossas malas e logo estávamos nos encontrando com nossos companheiros e companheiras de banda. Eu abracei cada uma de minhas amigas, rindo e brincando naquele aeroporto que parecia pequeno para nós quatro de tanta bagunça que fazíamos, e, ainda mais, estávamos com nossos amigos e ídolos. Eles eram tão incríveis! Como a gente sempre sonhou e esperou que fossem.
Tinha milhares de fãs se despedindo da gente e dizendo que iam viajar para ver nossos shows ao redor do mundo.
Demos autógrafos e tiramos muitas fotos com nossos queridos fãs. Logo, estávamos viajando no avião. Eu estava ouvindo música, vestindo meu moletom favorito e com os pés apoiados no banco, abraçando meus joelhos, meus olhos se encontravam fechados e eu relaxava naquele momento calmo e só meu. Meus pensamentos estavam o tempo inteiro concentrados nele. Somente nele, no desejo que eu sentia somente por ele. Ouvindo sua voz através dos fones do meu aparelho de MP5, era como um sussurro de no meu ouvido. Eu podia ouvir cada palavra dele através das músicas...

"She falls asleep and all she thinks about is you
She falls asleep and all she dreams about is you
When she's asleep the air she's breathing is for you…"

Quando acordei do meu transe, alguém estava cutucando meu ombro e, quando abri meus olhos, encontrei os os olhos que eu mais esperava ver naquele momento. Ele me encarava, franzindo o cenho. Seu rosto estava relaxado, seus olhos brilhavam ainda mais com a luz através da pequena janela e ele colocava a mão sobre a minha, chamando pelo meu nome. Eu sorri e tirei meus fones.
- Oi, ... eu estava aqui ouvindo música, tão distraída, que não senti você me chamar – eu disse, sem graça e olhando em seus lindos olhos . Faria isso por horas se ele me permitisse.
Ele sorriu e me disse tão simples como o sol que brilhava lá fora:
- Sem problemas, ... eu só queria ficar aqui conversando com você – sua expressão mudou e agora ele me parecia inquieto demais, ele queria saber de alguma coisa.
- Sobre o que você quer conversar? Você me parece tão... inquieto! – peguei na sua mão e a apertei contra a minha, entrelaçando nossos dedos. Ele me pareceu mais confuso ainda, olhava para nossas mãos e voltava a me encarar, sorrindo sem graça e logo eu podia ver suas bochechas branquinhas ficarem vermelhas nas maçãs de seu rosto. Aquilo era tão fofo de se ver.
- É que... você me deixa cada vez mais confuso com suas atitudes, e eu queria saber... o que você está pensando... sobre mim. – Ele dizia pausadamente, com cautela em cada palavra, como se tivesse medo de dizê-las.
- Ah! Eu... bom, , acho que você deve saber, eu não consigo mais esconder de você o que eu estou sentindo, pode parecer loucura, mas eu preciso te dizer isso e não preciso que você me responda se você não quiser... eu acho que você vai pirar! - eu estava começando a ficar tensa demais, então, como de costume, mexi com a mão livre numa mecha dos meus cabelos. soltou aos poucos a mão que estava apertada sobre a minha e se abaixou um pouco no banco e pediu para que eu fizesse o mesmo, eu fiz, e, então, ele disse para eu prosseguir com o assunto.
- ... eu não sei, mas eu acho que sinto uma forte ligação com você. Você é o meu melhor amigo, meu irmão e... eu simplesmente adoro passar minhas horas ao seu lado. Por isso, eu não gosto quando sua namoradinha vem atrapalhar os momentos que são só nossos...
- , eu não posso pedir para que ela não faça isso, porque posso magoá-la, ela gosta de mim e eu sou o noivo dela, não posso evitar que ele fique ao meu lado...
- Eu sei! Mas nós passamos tanto tempo separados, eu sinto saudade das nossas brincadeiras, dos momentos legais que passamos juntos, menos das brigas – eu ri.
Ele sorriu docemente e me disse:
- É, eu também sinto uma puta falta de você! Menos das brigas, também! – ele riu e voltou a apertar a minha mão. Então, eu respirei fundo e fiz uma cara de sofrimento.
- O que houve, ? – ele se assustou com a minha reação e colocou sua mão confortável sobre meu rosto.
- Mas tem algo a mais do que isso e eu preciso te dizer...
- Me diga, está me deixando curioso... eu pensei que fosse só isso... sua vontade de me ter por perto. Não é?
- Não é só isso... é que eu... – suspirei e disse, por fim: - Estou completamente apaixonada por você.

Capítulo 8: I can’t stop loving you.

soltou sua mão da minha e ergueu o corpo no banco, me olhando, incrédulo, confuso e com uma expressão de desespero.
- Não, , você deve estar muito confusa, você deve estar com saudades de mim e está confundindo com amor. Às vezes, irmãos acham que se apaixonam, mas é carinho, medo de perder a figura mais velha do irmão ou carência, eu já li isso em algum lugar... - ele dizia, cada vez mais nervoso, passando as mãos pelos cabelos. Eu peguei em seu rosto e encarei seus lindos olhos ainda mais claros que o normal. Como ele conseguia me deixar daquele jeito?
- Não, digo, eu, ... eu sei muito bem o que eu estou sentindo e isso não é uma simples paixão ou confusão da minha mente. Isso é tão real como a lua brilhando numa noite estrelada. Isso é amor, verdadeiro e com sentimentos muito sinceros por você, e, por mais louco que isso possa parecer, eu vou conquistar seu coração...
Tentei encarar seu olhar cada vez mais confuso e perdido, ele estava franzindo o cenho o tempo inteiro e falava rápido, nervoso demais naquele momento...
- Você deve estar louca! Como pode minha irmã estar apaixonada por mim? Não! Não! Isso é um puro ato de insanidade! Eu sou seu irmão de sangue, não da mesma mãe, mas do mesmo pai! E crescemos juntos e eu estou noivo! Há tantas barreiras que isso seria impossível de acontecer! Esqueça de mim... esqueça desse assunto, dessa loucura já, !
- ... me escute, por favor! – ele respirou fundo e relaxou o rosto tenso que mantinha durante aquele assunto todo. - Eu sei muito bem dos meus atos, eu sei muito bem dos meus sentimentos por você e tenho certeza de que não estou enganada sobre nada do que eu estou sentindo! E mesmo que existam várias barreiras que não permitam de eu estar junto com você para sempre, eu vou atravessar cada uma delas só para ter seu coração pertencendo ao meu enquanto eu viver, você me entende? Eu te amo! E... Você é tudo o que eu mais quero agora e sempre! Eu já não consigo não pensar em você, nunca vou te esquecer, por mais que você queira.
Ele me olhava nos olhos, fixos aos meus, entendendo cada palavra que eu dizia e sentindo que meus sentimentos eram sinceros por ele.
Ele voltou a pegar na minha mão, abaixou a cabeça, negando, se concentrando no que ia dizer e voltando a me olhar.
- Eu não devia ter te retribuído aquele beijo, eu não devia ter te tratado daquela maneira e deixado você invadir meu quarto naquele dia. Te beijar foi a coisa mais estúpida e errada que eu já fiz na minha vida. Você jamais seria boa o suficiente para mim, é nova e tola demais. Eu não agüentaria nem por um segundo ter você como alguém além de minha irmã, já que eu tenho que te aturar, mesmo assim. Me esqueça, agora! E não me importo se isso te levar anos! Eu não ligo para os seus sentimentos – ele me encarou com olhar mais frio possível e foi soltando minha mão com certo nojo. - E, se eu ligava, isso fazia parte do meu papel de irmão mais velho, mas vejo que você cresceu e ficou mais louca que o normal. Adeus. Mantenha distância de mim durante essa turnê.
Cada lágrima, cada lança abria meu peito a cada palavra que ele me disse. Eu agora sentia um buraco enorme no meu peito, ele não se permitia fechar e eu segurava meu choro descontrolado naquele momento, não conseguia pronunciar nenhuma palavra mais. Então, eu desabei naquele banco, desabei por dentro. Por fora, eu ainda mantinha uma expressão vazia e dura como pedra, as lágrimas davam passagem e eu chorava sem parar, encarando sem entender e achando que aquilo tudo o que ele me disse fosse um pesadelo que já ia passar e eu ia ficar com ele, e ser feliz com meu amor.
Ele se levantou e saiu de perto de mim friamente, sem ligar se eu chorava e me despedaçava a cada segundo. Desejei morrer ali mesmo.

’s POV:
Eu me sentia o pior dos seres humanos, um monstro dos mais horripilantes por ter feito aquilo com a minha pequena. Eu tive que pensar um momento no que fazer diante daquelas palavras lindas que ela me disse. Ninguém jamais havia demostrado um sentimento tão profundo e tão sincero por mim. Ela me amava, e por alguma razão eu fiquei muito feliz com aquilo, ela me corresponde, eu... não! Eu não posso! Mas desde aquele beijo e desde que eu a reencontrei, não consigo parar de pensar e sonhar com aquelas olhos, aqueles cabelos lindos que ela tem, e aquele sorriso de matar. Eu sei, tanto quanto ela, que é errado sentir algo tão forte assim por um irmão, e sei que não posso magoá-la. A melhor e pior coisa que podia fazer era distanciá-la de mim, fazê-la perder todo aquele encanto que mantinha por mim, desaparecer. Eu não podia fazê-la sustentar aquele sentimento se eu nunca poderia correspondê-lo. Então, eu tive que magoar minha pequena, meu doce anjo. E eu jamais me perdoaria por ter cometido aquele erro. Mas o que mais eu podia fazer? Se eu concordasse, a beijaria ali mesmo, sem ligar para os meus amigos ou os dela, para ninguém que estava ali. Mas eu realmente não podia permitir que esse amor proibido acontecesse.
End ’s POV.

Eu estava dormindo quando me acordaram. Já tínhamos chegado e eu precisava ajeitar meu cabelo e dar uma disfarçada nas olheiras e na minha aparência deplorável com a maquiagem, depois de ter chorado tanto. Ter que evitar as perguntas das minhas amigas o tempo inteiro, fingindo que era saudade de casa, foi um saco. Odeio mentir para elas, mas, depois, com mais calma eu conto. Eu tinha que descer daquele avião, linda e maravilhosa para os meus fãs.
Troquei rápido minha blusa e coloquei meu all star preto de couro meio brilhoso e de velcro. Desci do avião junto com minhas amigas da banda e com os garotos, lá tinham vários fãs nos esperando, então, tiramos algumas fotos e demos autógrafos. Eu, infelizmente, não pude dar muita atenção para eles. Não me encontrava no meu melhor dia e também não podia descontar isso neles, então, dei a atenção que pude e dali fui embora com o pessoal para uma van que nos esperava na saída do aeroporto. Fui para o hotel, cada um teve que dividir o quarto com alguém, dois em cada quarto. Nós não queríamos gastar uma fortuna naqueles hotéis que já eram caros demais. Mas o bom era que a maioria das coisas quem bancava era a gravadora.
Eu dividi meu quarto com a , e a , com a . O , com o , e o , com o . Percebi que a e o estavam ficando próximos demais e poderia estar rolando um ‘crush’ entre eles. Não queria conversar muito, queria ficar só, então, depois, ela me contaria sobre o que estava rolando.
Abri uma de minhas bolsas e peguei uma foto de um lugar que eu amava ir quando estava muito triste ou quando estava precisando pensar em algumas decisões na minha vida. Olhei a foto, observando cada detalhe e desejando muito estar lá, sozinha, relaxando naquele lugar lindo que eu tanto amava.
Mas a realidade era outra e eu precisava encarar isso. Tomei um banho relaxante e fui dormir um pouco. Mais tarde eu tinha que fazer um show, então, precisava descansar, apesar de me sobrar pouco tempo. À tarde fui ensaiar com a banda no local onde aconteceria o primeiro show da turnê.
O palco era imenso, parecia mais uma arena, estávamos testando o som, fazendo a passagem. Quando terminei, peguei meu violão e senti uma inspiração para escrever uma nova canção. Mostrei para as meninas e elas se empolgaram com a nova canção, fizemos alguans ajustes e tentamos tocá-la. Por fim, decidimos que íamos tocá-la como uma surpresa para os fãs naquela noite.

Continua...


N/A: oláá meus amores!*-* me desculpa a demora, faltou inspiração e eu tive alguns problemas aqui. Mas agora eu estou tão empolgada com essa fic denovo! Eu ainda escrevo ela e não finalizei aqui no PC então sempre procuro escrever quando estou bem inspirada. Obrigada Vih!, por me incentivar á escrever e ter gostado tanto da minha fic!. Eu fico muito feliz com os comentários de vocês, vcs me deixam mole sabia *u* SHAUSHASUHUASHUAS’ eu sou muito sentimental ok? Não façam isso comigo! –q é sério! E a Thay me acha muito ‘’, tipo, muito fofa e romântica mas é NE , That’s Who i AM!Eu sou ne :D E me desculpem por nunca ter feito uma N/A tá? Çç Amo vocês! Continuem comentando e espero que gostem cada vez mais! Eu escrevo com muito carinho , é sério <3

N/B: bem, me desculpa a demora +1, em parte foi minha culpa, confesso D:
mas, enfim, se encontrarem algum erro na fiction, entrem em contato comigo através do email: missmorgon@gmail.com. Xx Mari

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