Hora Extra II

Autora: Boo Bonin
Beta: Adriele Cavalcante



jogou um post-it ao passar rapidamente pela minha mesa. Sem falar nada. Sem nem me olhar. Apenas jogou.

“Hoje, sua hora extra será em minha sala!”

Dei duas leves batidas na porta e um “entra” esganiçado se fez audível. Entrei me deparando com Paige em pé e com as duas mãos apoiada na mesa do chefe, com o rosto vermelho, como se estivesse brigando. se encontrava diferente. Em pé, mas com os braços cruzados e a expressão de paisagem.
- Desculpe. Volto depois. – virei meus calcanhares para sair, porém, parei ao ouvir a boneca de voodoo.
- Sai mesmo. Está atrapalhando. – a olhei descreditada. Arqueei uma sobrancelha e fiz minha melhor cara de “repete o que você falou”. riu baixo, já sabendo o que viria pela frente. Contudo, não me deixou respondê-la.
- Quem vai sair é você, Paige. Você é quem está atrapalhando. – um sorriso debochado se instalou em meus lábios. A Srª Pato Donald grunhiu e saiu pisando duro.
- Posso saber onde vou fazer meu trabalho? – perguntei o analisando. Eu esperava seriamente que ele dissesse que eu não iria fazer trabalho algum, que ele me explicasse o porquê de me ignorar.
- Aqui. – apontou para a sua cadeira. – Hoje eu vou te analisar. – apertei meu material em meus braços, controlando a raiva que subia.

- Que se dane! – exaltei minha voz, jogando a caneta na mesa, já cansada de ficar me encarando e cansada de ser ignorada sem ao menos saber o motivo. – Posso saber por que está me ignorando? E que porra de ideia foi essa de me analisar? – despejei, respirando fundo em seguida, para me controlar.
- Sou seu chefe, e chefes analisam seus empregados para saber se estão trabalhando direito. Preciso me certificar de que você está cumprindo com seus deveres, mesmo indo a festas e pubs...
- O que? Seja mais claro, docinho. Vá direto ao ponto!
- Mais clareza? Ok. Por que você saiu àquela noite e não me falou nada? – o encarei, esperando que ele dissesse que era brincadeira.
- Oi? Tá de brincadeira?
- Estou falando sério, senhorita .
- Não me chame de senhorita . E quer saber de uma coisa? – me levantei, ficando na mesma posição de Paige, mais cedo, quando adentrei a sala.
- O que? Vai me explicar o motivo de não ter falado nada?
- Vou. E sabe qual é a merda do motivo? NÃO SOMOS A PORRA DE UM CASAL DE NAMORADOS PARA EU TE DAR EXPLICAÇÕES DE ONDE EU VOU OU DEIXO DE IR! E também não temos relações de pai e filha. – eu berrava com toda a minha garganta. Eu queria esfregar na cara de . Se pudesse, eu o socaria. Recolhi meu material da mesa sob o olhar pesado de . E sem falar mais nada, sai.

- Hollie! Dá pra me ouvir? – perguntei irritada. A garota a minha frente parou de mexer em minhas coisas e virou-se para mim. – Obrigada.
- , você vai colocar o seu melhor vestido, se arrumar e vai naquela festa. Você vai mostrar quem é .
- Não vou aquela maldita festa! – bati o pé.
- Sim, você vai. Agora entra no banho que eu não vou mais discutir com você. E não adianta bater o pé. Não ligo pra birra. – Holli empurrou-me até o banheiro e fechou a porta na minha cara. Bufei desacreditada e me despi – a contra gosto -, tentaria pelo menos relaxar com um banho quente. As lembranças de me ignorando na última semana invadiram minha mente, me deixando irritada e nervosa. Mas triste ao mesmo tempo. Eu não sabia o porquê de toda aquela indiferença comigo nos últimos dias. E agora eu estava sendo obrigada a ir numa maldita festa para provocá-lo. Se eu queria isso? Queria! E muito. Deixá-lo bravo e irritado, assim como eu. Mas não hoje. Não agora. Eu só queria me afundar no meu sofá confortável e assistir, no mínimo, umas seis vezes Ritmo Quente.
- Pronto. Coloca esse vestido. O sapato está ao lado da cama. – Holli jogou-me a peça de roupa em mim assim que abri a porta do banheiro. Peguei-o em mãos e o olhei com atenção. Eu nunca tinha usado. Ele era preto, liso, sem estampa. Recortes nas laterais e atrás, nas costas, formava um x, deixando a pele à mostra. Coloquei-o e fui atrás dos sapatos. Era um scarpin preto, de bico fino, com o solado vermelho. Virei-me na direção do espelho e gostei do que vi. Soltei o coque que eu fizera mais cedo e prendi meus cabelos novamente num rabo de cavalo alto, com um topete, para deixar em evidencia o recorte das costas do vestido.
- Você está tão, tão linda. – Holli se posicionou atrás de mim no espelho, me olhando. – Eu te beijaria. – a olhei espantada. – Mas você não faz meu tipo. – deu de ombros. Nos últimos meses, Holli tem “experimentado” coisas novas. Como ficar com mulheres. Às vezes eu acho que a mãe dele se esquece de apertar os parafusos da filha.
- Tudo bem. Faz logo a droga dessa maquiagem e vamos pra essa festa. Eu não vou ficar muito tempo então não precisa fazer uma coisa tipo “uau”. – falei sentando-me a beirada da minha cama de casal.
- Hein? Você tá de motorista hoje. Eu vou beber muito, você, não. Você é quem vai dirigir, eu não. Ou seja, não iremos embora daquela festa tão cedo. – contei até 357 mentalmente, respirando fundo.
- Hollie Wain, não faz isso comigo. Eu te imploro. Por favor.
- Não venha me chamar pelo nome completo. É isso e ponto final. E senta esse traseiro gordo nessa cama. – fiz o que pedi e resmunguei sozinha.

xx

- Você está um porre hoje!
- Não. Eu ainda não bebi. – Wain riu e saiu, me deixando sozinha naquela boate lotada. Joguei-me no meio da multidão, procurando por um lugar vago no bar para sentar. Eu, com certeza, acordaria com o corpo dolorido devido aos esbarrões que recebia enquanto atravessava a pista de dança. Era quase impossível enxergar o chão. E a luz, era quase escassa. Vai ver estavam querendo economizar energia...
Finalmente achei um lugar vago, sentando-me rapidamente. Chamei o barman e pedi uma bebida que não tivesse muito álcool.
- Motorista por hoje? – perguntou.
- De uma alcóolica anônima. – respondi. O homem riu e saiu. Mordi meus lábios avermelhados pelo forte batom, olhando para a pista lotada. Se fosse qualquer outro dia, eu estaria ali, no meio, dançando como se o amanhã não existisse. Me divertindo. Porém, cá estou eu, sentada no bar, afogando as magoas. O que, na verdade, não se enquadrava a mim, já que, nem afogar a magoa eu poderia, já que teria que dirigir.
- Sugar! – uma voz estridente soou ao meu lado. Olhei pelo canto dos olhos, identificando Paige. Respirei fundo, cerrando meus pulsos. Minha paciência hoje estava abaixo de zero.
- Você! – será que ela captou o desdém em minha voz? Acho que é difícil...
- Achei que não viria. Está meio estranha no trabalho.
- Acho que vou te dar um gato como presente de Natal. Assim você cuida das sete vidas que ele tem e me deixa em paz!
- Tudo bem, eu sei o que a TPM é capaz de fazer conosco. – Paige levantou-se e saiu, se jogando na aglomeração.
- Cadela! – esbravejei.
- Wow! Sei que demorei com sua bebida, mas não precisa ficar brava. – o barman voltou, com a minha bebida em mãos. Chacoalhei a cabeça em sinal negativo e virei de uma só vez o liquido.
- Traz outra, mais forte! – pedi.

- Eu vou embora. Pega um táxi. – coloquei o dinheiro na palma da mão de Holli. – Desculpa.
- Tudo bem, mas antes de ir embora, olha pro lado, disfarçadamente. está te olhando. – virei minha cabeça para o lado que Wain apontou discretamente, fingindo procurar por alguém. O que não seria tão fingimento já que, eu estava o procurando.
usava uma calça jeans e uma blusa preta com as mangas arregaçadas até o cotovelo. O cabelo bagunçado naturalmente. Ele estava lindo. Como sempre. Nossos olhares se cruzaram pela primeira vez na noite, depois da nossa discussão no escritório.
- Que seja. Eu só quero ir pra casa. – dei de ombros.
- Ok, mas antes, você tem que dançar uma música comigo. Por você ter me abandonado nessa festa.
- Mas eu ainda tô aqui, anta!
- Não discute, . Apenas dance. – revirei os olhos sorrindo. Só a Holli mesmo. As primeiras batidas de Candy Shop estouraram nas caixas de som, fazendo a multidão na pista gritar em aprovação. – Quero ver você se soltar como sempre faz. – revirei mais uma vez os olhos, concordando. Assim que ouvi a voz do 50 Cent fechei os olhos, sentindo a batida e deixando-a me guiar. Comecei devagar, mexendo o corpo.
- Quer saber? Que se exploda! – gritei, rindo logo em seguida. Holli gritou de volta, em aprovação e eu me aproximei, sorrindo travessa, apoiando minhas mãos em seus ombros. Hollie provavelmente entendeu o que eu iria fazer já que sorriu maliciosa de volta e colocou as mãos em meus quadris, me seguindo na música. Virei de costas para minha amiga, mordendo os lábios e fechando os olhos. Eu não olharia para e provar que era uma provocação. Provocação para ele. Comecei a rebolar enquanto descia lentamente, roçando meu corpo no de Hollie. Eu estava me sentindo incrivelmente sexy já que alguns homens nos olhavam dançar. Subi rebolando tão lentamente quanto antes, olhando para , acidentalmente, que mordia o lábio inferior, cerrando os pulsos. Um sorriso malicioso repuxou os cantos dos meus lábios. Desviei o olhar, me concentrando na dança.
Virei-me novamente para Wain, apoiando uma mão em seu ombro e a outra em sua nuca. Nossos movimentos eram lentos, provocantes e sincronizados, no ritmo da música. Um olhar fixo no outro. Hollie estava gostando tanto quanto eu em provocar . Comecei a descer novamente, de frente para Hollie. Quem visse de outro ponto, como por exemplo, , acharia que eu estava passando a mão nela.
Na parte do “seus quadris em câmera lenta no chão” eu rebolei mais, ainda agachada. Subi vagarosamente, mantendo contato visual com minha amiga, que agora ria. Fiquei de costas para ela que foi subindo as mãos das minhas coxas até chegarem a minha cintura.
Dançamos até a música acabar e alguns gritos como “gostosas” foram ditos para nós. Alarguei meu sorriso e despedi-me de Holli, seguindo caminho para a saída da boate.
Um puxão foi dado em meu braço, me fazendo virar para trás. Sorri superior ao constatar que fora o dono do puxão. O encarei nos olhos, descendo para sua boca e finalmente para a sua mão livre, que ainda mantinha o pulso cerrado.
- Vai ficar me segurando até quando? Não gostou? – o cinismo na minha voz era mais do que visível.
- Não! – respondeu duro.
- Que pena... Aposto que aqueles caras que me chamaram de gostosa adoraram... – sorri sacana. Eu adorava provocar. Ele sabia disso.
- Então porque não fica mais e se exibe pra eles? – diminuí o espaço entre nós, olhando para cima, para vê-lo.
- Nah! O cara pra quem eu queria fazer isso está me ignorando. – dei de ombros.
- Ele deve ter os seus motivos.
- Não. Eu ainda não dei motivos para ele fazer isso. – minha voz tinha a mistura de cinismo e raiva. E um tom levemente sugestivo...
No segundo seguinte eu estava prensada na parede com o corpo de junto ao meu, me impedindo de sair. Mas eu não queria sair. Queria provocar ainda mais. Queria vê-lo chegar ao limite. Pensando nisso, comecei a propositalmente roçar meu corpo no dele, que tinha uma perna no meio das minhas. Os lábios macios e quentes de se chocaram contra os meus com fúria, me pegando de surpresa, fazendo-me parar de roçar nossos corpos. Levei minhas duas mãos até seu pescoço, puxando com força os fios de cabelo, retribuindo na mesma intensidade o beijo agressivo. agarrou minha cintura, me tirando do chão, me fazendo laçar minhas pernas em sua cintura. Nos separamos logo depois, apenas nos encarando com a respiração falha.
- Eu vou embora. – disse me colocando no chão com cuidado, como se eu fosse uma boneca.
- O que? Não, você não vai! – bati em seu peito.
- , eu estou com tanta raiva pelo que eu acabei de ver que eu... – dito isso se afastou, dando alguns passos para trás.
- Você o que? Me bateria? Vai, me bate! – avancei para frente, encostando meu corpo no dele novamente.
- Eu vou embora. Conversamos outro dia quando tudo se acalmar.
- Não. Não vamos conversar por que não temos nada para conversar, tá me ouvindo? Na-da! – apontei o dedo indicar perto o suficiente do rosto de . – E sabe o que mais? Eu sei que eu não despertei só a sua raiva...– aquele beijo com fúria, agressividade, que ele me deu só deixou mais claro o que eu havia despertado nele. Me apoiei nas pontas dos pés, mordendo o lábio inferior de , que engoliu o seco logo em seguida. Sorri e grudei nossos lábios, começando um beijo com mais força.
- Vem comigo. E calada. – sorri com o tom impaciente em sua voz, o seguindo para o estacionamento. Entrei no carro e deu a partida no carro. Percebi o maxilar trincado pelo canto dos olhos e repousei minha mão perto de seu membro, sentindo-o enrijecer o corpo todo. – É melhor você parar. – falou sem tirar a atenção da estrada. – Eu mandei você parar!
- Você não manda em mim. E se concentre na estrada. – sorri maliciosa e desabotoei a calça jeans. fechou os olhos e os abriu rapidamente. Deslizei o zíper para baixo, analisando a cueca que ele usava.
- Você fica bem de cueca branca...
- Eu não falei pra você ficar calada?
- Mas eu prefiro sem ela... – sussurrei em seu ouvido. Senti o carro perder velocidade. Olhei para frente, constatando que havíamos chegado ao seu apartamento. Saltamos do carro e nem se deu ao trabalho de abotoar a calça que usava. Apenas me puxou pelo pulso e chamou o elevador. Adentramos o cubículo e fui jogada na parede, sentindo os lábios dele contra os meus logo após apertar o botão do número do seu andar.
Saímos do elevador e o prensei na parede, invertendo os papeis. Fiquei nas pontas dos pés enquanto nos beijávamos sem pudor algum no meio do corredor. começou a andar cegamente até seu apartamento e tentou abrir a porta.
- Me dá isso aqui. – tomei as chaves e abri a porta o mais rápido que pude, o puxando pela gola da camisa. Chutei a porta e puxou minha coxa para cima, me ajudando a enlaçar minhas pernas ao seu redor, sem quebrar o beijo. Minhas mãos puxavam a camisa sem dó, estourando os botões.
achou o sofá e me deitou, ficando por cima. Mas não foi por muito tempo, já que ele caiu no chão. Ri e me joguei, ficando por cima. Desviei minha atenção de seus lábios para seu pescoço. arfou assim que eu suguei a pele de seu pescoço. Escorregou uma mão até minha coxa, por debaixo do vestido e subiu vagarosamente até minha intimidade, roçando os dedos por cima do pano fino da calcinha. se encarregou de tirar os sapatos e as meias e eu, de arrancar de uma vez a calça. Assim que consegui, deslizei minha mão para dentro de sua cueca, finalmente o tocando. Com a outra mão, passei as unhas, do tórax até seu caminho da felicidade, arrancando roucos gemidos. As mãos de foram para a barra do meu vestido, tentando o puxar para cima. Parei de tocá-lo e o ajudei a puxar para cima. Cada centímetro exposto da minha pele era coberto por beijos e chupões.
inverteu as posições, ficando por cima dessa vez. Pegou meus pulsos e os prendeu no alto da minha cabeça.
- Me solta! Você não vai conseguir abrir o fecho do sutiã se me deixar assim.
- O seu fecho é frontal então não preciso da sua ajuda... – é, não funcionou.
- Não faz isso comigo, por favor. – implorei.
- É que é excitante ver você vulnerável para mim. Muito excitante... – não disse mais nada, apenas encaixou seu rosto em pescoço, dando atenção àquela parte e com a mão livre, abriu facilmente meu sutiã. O tirou sem soltar meus pulsos e o jogou longe. Desceu o olhar até meus seios e, junto com seu olhar, sua boca. Senti sua mão se afrouxar de meus pulsos e rapidamente embrenhei uma delas em sua nuca. Com uma das mãos, a deslizou até meu outro seio, o apertando. Gemi com força, puxando seus cabelos. Desci a minha mão livre até seu membro e o apertei levemente, recebendo um gemido de volta. Deslizei sua cueca até onde consegui e ele se encarregou de terminar de tirá-la. Puxei-o novamente para cima de mim e colei nossos lábios, começando um beijo urgente. Passeei com a mão pelo seu membro rijo e o envolvi com meus dedos, fazendo movimentos leves.
me olhou com os olhos transbordando malicia, desejo e excitação. Não disse nada, apenas puxou minha calcinha para baixo e pude ver seus olhos escurecerem. Com o olhar ainda fixo ao meu me penetrou por completo, fazendo com que um grito escapasse de meus lábios, logo, se transformando em altos gemidos, o que o incentivava a estocar mais fundo e com mais força. Urros saiam de sua boca contra a pele do meu pescoço, me causando arrepios por toda a extensão do corpo.
O barulho dos nossos corpos se chocando, os gemidos, as frases eróticas de ambas as partes... Era bom demais. Palavras para descrever as sensações que estavam pelo meu corpo? Nenhuma era capaz. diminuiu gradativamente a velocidade, me fazendo grunhir em desaprovação. Passei minhas unhas por todas suas costas, desde baixo até os ombros, como vingança, o fazendo gemer de dor e prazer. voltou a investir de novo, mais rápido e com mais força me fazendo gemer loucamente. Inverti as posições, ficando por cima. Comecei, lentamente, a rebolar em seu quadril, com as mãos espalmadas em seu peitoral e a alternar com leves cavalgadas. Inclinei-me sobre Owen, mordendo seu maxilar, o causando arrepios. Sorri com isso e aumentei o ritmo. Passeei com a unha do indicador do pescoço até a base de seu membro, de leve, o fazendo estremecer com o meu toque. Urros fortes reverberavam em sua boca me fazendo aumentar a velocidade. Iniciei as cavalgadas mais fortes, já sentindo meu corpo ser entorpecido. segurou-me pela cintura, ajudando-me a ir mais rápido. Rebolei uma última vez e pude senti-lo gozar, logo em seguida, sentindo meus músculos contraírem e relaxarem.
Desabei em seu peito, com a respiração falha e o corpo suado. A sensação entorpecente que eu sempre sentia com me atingiu muito mais forte.
- Um dia você ainda me mata... – comentou, alisando meu cabelo. Levantei minha cabeça, o encarando risonha.
- Mas antes te levo pro Céu! – ri e fechei os olhos ao senti-lo tocar meu rosto e afastar os fios grudados de suor. – Tô com sono. – cocei meus olhos. Se eu não tirasse logo essa bendita maquiagem meus olhos ficariam irritados.
- Vamos tomar banho e eu deixo você dormir. – assenti lentamente e subiu as escadas comigo no colo. Entrou no box e colocou-me com todo cuidado no chão. Ri, fazendo-o rir também. Entrei debaixo do chuveiro, o chamando com o dedo e o meu melhor sorriso ladino. riu, balançando a cabeça negativamente e veio até mim, espalmando suas mãos por minhas costas. Fixei meu olhar no dele e sorri sincera. Eu não devia, mas gosto mais de do que o esperado. Abaixei minha cabeça envergonhada por admitir isso pra mim mesma e senti dois dedos em meu queixo, erguendo minha cabeça. selou nossos lábios e depositou um beijo em minha bochecha. O empurrei rindo, fazendo-o virar de costas. Peguei o sabão e comecei a deslizar por sua pele.

- Sala arrumada com sucesso. – adentrei a cozinha, saltitante, andando até o homem que estava sentado no balcão. Selei nossos lábios e sentei no meio de suas penas, ficando de costas para ele, que encaixou a cabeça no vão do meu pescoço.
- Podemos conversar? – perguntou baixo. Eu ia negar, mas fui interrompida. – Por favor.
- Tudo bem. – respirei fundo.
- Eu não queria ter brigado com você na minha sala nem ter te deixado irritada. E não adianta negar, o jeito que você saiu da minha sala mostrou que se eu aparecesse na sua frente você me torturaria lentamente e depois me jogava pros leões. – tive que rir.
- Você acha que eu sou tão ruim assim? Mas eu só fiquei irritada um pouquinho assim com você. – virei-me, ficando frente a frente e mostrei meus dedos, indicando o tamanho da minha irritação.
- Sim, você é muito ruim. E também me deixou irritado ao dançar daquele jeito.
- Me irritou muito você ter falado comigo daquele jeito. Eu não te cobro nada. Não era justo. – suspirei.
- Eu sei... E peço desculpa por isso. E também peço desculpa por ter te ignorado esses dias. – desviou o olhar para algum ponto atrás de mim. Sua voz estava carregada com angustia.
- Mas... Eu também devo desculpa. Gritei com você, não consegui controlar a raiva... No ambiente de trabalho. – bufei. – Eu faço tudo errado.
- Não, não. Já passou. Não vamos mais falar disso... – concordei de cabeça baixa. – Mas eu queria te explicar o motivo que me levou a fazer aquilo... – levantei a cabeça, o encarando. mordeu o lábio inferior. Levantou-se e pediu para que eu o esperasse ali.
Uns bons minutos se passaram e eu cogitei a ideia de que algum monstro que habita os armários o tivesse pegado.
- ? Cadê você? – berrei. Pulei da cadeira, na intenção de ir atrás dele, mas ele apareceu, no batente da porta e olhou para o chão enquanto falava.
- Sabe, eu tô tentando falar com você há semanas... Mas algo sempre me impede. Hollie me ajudou quando eu pedi, já que ela é sua amiga e sabe mais que...
- , você tá me assustando. Fala logo!
- É melhor eu me ajoelhar ou...
- NÃO! NÃO FAÇA NADA, APENAS ME DIGA! – gritei. Eu estava ficando nervosa.
- , VOCÊ QUER NAMORAR COMIGO? – gritou de volta. Meu mundo parou e eu tive que me apoiar no balcão. Ele pegou uma caixinha aveludada vermelha da calça de moletom que usava e se aproximou de mim. A abriu e me olhou pela primeira vez. Era uma aliança rosé gold, que formava uma espécie de v no meio dela e algumas pedrinhas brilhantes. Abri minha boca sem conseguir falar nada. Olhei do anel para ele repetidas vezes, não acreditando naquilo.
- , eu já tô nervoso e você fica me olhando assim... – saí do meu transe, processando tudo aquilo tão rápido. Uma alta e estrondosa gargalhada saiu de mim. De nervoso. Não pude controlar e ri mais. Andei e parei de frente para e pulei em cima dele, ainda rindo, não contento minha alegria.
- Sim, sim, sim, sim, sim, sim! Oh, meu Deus! – a cada palavra que eu dizia eu selava nossos lábios. riu, passando os braços pela minha cintura, me segurando. Segurei-o pelo rosto com as duas mãos, olhando em seus olhos. – Sim, eu aceito! – riu gostoso com o aceno frenético da minha cabeça e então eu juntei nossos lábios. Não tinha a fúria como mais cedo. Dessa vez tinha carinho.
- Por um momento eu pensei que você recusaria.
- O que? Não! – desci de seu colo. tirou a peça da caixinha e pediu minha mão, a colocando. Tinha ficado perfeito o tamanho. E era linda. Contrastava com o tom da minha pele. – É linda. – comentei de costas para ele, com a mão esticada a minha frente. abraçou-me por trás, sussurrando em meu ouvido:
- Igual você. – virou-me para si e selamos mais uma vez nossos lábios. – Você não queria dormir?
- Quero. Mas acho que não consigo. – ri. Eu estava feliz demais para dormir.
- Você, com certeza, é a pessoa mais estranha que eu conheço. – comentou mordendo meu pescoço.
- Estamos ficando há um ano e tantos meses e você só descobriu isso agora? Depois de me pedir em namoro? – riu gutural, dando de ombros.
- Você não existe... – falou, maneando a cabeça negativamente. Concordei, sorrindo grande.
- Claro que existo. Estou aqui na sua frente. Sou gata demais pra não existir! – ri alto.
- Cala a boca. Você fica mais gata caladinha. – o dei um soco no ombro, brincando. puxou-me ainda mais pela cintura, acabando de vez com o pequeno espaço entre nós. Colou nossos lábios num piscar de olhos e iniciamos um beijo diferente. Um sentimento diferente, mútuo. O primeiro beijo, oficialmente, namorando.
- Você jogou meu celular no chão! – gritei, rindo escandalosamente alto.
- E você parou de me beijar! – gritou e riu tão alto quanto eu. Franzi o cenho achando graça daquilo e o puxei pelos ombros, juntando novamente nossos lábios. Intensificamos e me pegou no colo, andando cegamente até a bancada da cozinha e me sentou, se encaixando no meio de minhas pernas.
- Prometo que agora eu não atendo o celular. – falei em meio ao beijo ao escutá-lo tocar em qualquer quanto da cozinha.
- Que bom, porque eu não vou parar agora! – sorri e puxei minha camisa para cima, voltando a beijá-lo.




FIM



Nota da autora:GOXXXXXXXXXXTOSAS! Demorei, mas finalmente escrevi a segunda parte de Hora Extra. Escrevi em apenas oito, oi-to, OITO, 8 horas. Veio a inspiração assim que cheguei da escola e resolvi escrever. Puff! Saiu! Não me culpem se não ficou como o esperado. Mas, botei meus hamsters para correr e, se vocês quiserem, é claro, posso fazer Hora Extra III. Essa seria a última parte. O final da história do seu hot boss e você... Já tenho uma boa parte em mente também. Mas isso é com vocês. Se quiserem, deixem comentários que eu prometo, PINKY PROMISE, que escrevo o mais rápido possível... Bom, acho que é isso. Vocês podem falar comigo por aqui e aqui. Beijos doces e até a próxima!

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