– Aiiiii! – caí sentada na calçada depois de ser praticamente atropelada por um cara de terno.
– Desculpe-me... – disse ele, estendendo a mão para me levantar, mas visivelmente apressado.
– Obrigada! – respondi educadamente, já que confesso que o cara era bem bonitinho. E, tão rápido quanto me derrubou, também saiu correndo e eu simplesmente fiquei lá, parada com cara de nada, tentando absorver o que tinha acabado de acontecer. Nada de mais... Continuei o meu caminho para casa distraidamente.

– Oi, ! Desculpe o atraso – disse, chegando ao Starbucks, onde minha amiga já me esperava com uma cara emburrada.
, minha querida, você sabe que eu odeio atrasos, mas, mesmo assim, insiste em fazê-los. Alguma coisa me diz que gosta de me ver estressada...
– Ora, você se estressa fácil demais – respondi, tentando parecer séria, e fui irremediavelmente acertada com um tapa no braço, que juro que não é exagero, mas o seu estalo ecoou por todo o estabelecimento.
– Espero que tenha um bom motivo para se atrasar e chegar com esse bom humor todo – disse .
– Tenho, sim... Fui atropelada – respondi, tentando segurar o riso ao ver a cara de espanto de .
– WHAT THE FUCK, ?! Como assim? – perguntou ela em um tom entre um sussurro e um grito.
– Calminha aí, querida! Eu explico... Estava indo para casa depois do trabalho e um carinha extremamente bonitinho esbarrou em mim. Eu caí no chão e... – fui interrompida por uma gargalhada da minha amiga. – Que que é, sua louca?
– Você está toda feliz e sorridente porque um cara bonito a derrubou? É uma bocó mesmo! – disse , ainda rindo.
– Você sabe como eu sou com essas coisas. Sabe lá se ele não é o amor da minha vida ou sei lá o quê? – disse, deixando o meu lado romântico correr solto.
– Está bom, Julieta. Depois você corre atrás do seu Romeu. Agora vamos ao que importa... – disse ela irônica, já colocando uma pasta entupida de papéis na minha frente.
Pois é, minha melhor amiga trabalha na Maker Studios junto comigo. Eu sou diretora do setor de relações nacionais e internacionais e ela é a chefe de conteúdo audiovisual. Para acabar de completar, ela mora no mesmo bairro que eu: Gramercy, em Nova Iorque. É um sonho, eu sei. Realmente não tenho absolutamente nada do que reclamar da minha vida, além do fato de eu ser uma forever alone que não consegue um relacionamento pelo menos razoável... É, meus caros, ninguém é perfeito!

Depois da minha "reunião" com a e de um dia bem corrido, eu merecia um banho quente e depois uma maratona de “Once Upon A Time” com direito a muito sorvete. Sem querer, acabei dormindo depois do segundo episódio. O que era para ser uma maratona de série se transformou em vários cochilos e depois um sono pesado de só acordar no outro dia. Felizmente, esse outro dia era sábado e eu não teria absolutamente nada para fazer. Poderia aproveitar para dar uma faxina no meu apartamento que, por ser muito grande, eu não conseguia achar uma empregada boa e que não iria desistir do emprego no dia seguinte.

"Woooow", pensei ao ver as horas. Já eram dez horas, o que significava que eu consegui dormir por doze horas seguidas. Um pouco demais para quem está acostumada com no máximo seis horas. O que não vem ao caso agora, já que eu teria um longo dia.
Não consigo nem por pena de morte acordar e não tomar café da manhã. Posso acordar cinco horas da tarde, mas não pulo essa refeição por nada, então fui direto para a cozinha preparar o meu café. Como eu sempre acordo com um ótimo humor, tenho o hábito de já logo cedo ligar o som em alguma música alegrinha como Hilary Duff ou algo do tipo, mas hoje não tive vontade alguma de fazer isso. Queria deixar minha alegria para mais tarde, durante a faxina que eu já imaginava que iria durar o dia todo.

– Toc-toc, honeeey! – disse , entrando no meu apartamento. Já tinha dado a ela as chaves da minha casa e a garota havia me dado as da sua própria, o que era bom, pois economizava uns bons dez passos de cada uma por não ter que atender a porta. – Surto de limpeza de novo, amiga? – disse ela ao me ver numa tentativa de arrastar o sofá com uma mão e uma vassoura na outra.
– Amiga, você sabe que eu a amo, mas já a aturo cinco dias por semana... Hoje também? – respondi, visivelmente irritada por não conseguir mover um centímetro sequer daquela merda de sofá que parecia ter um elefante em cima dele.
– Oxe, cadê o seu ótimo humor matinal? Estava até pensando em ajudá-la, mas, depois dessa abordagem super mal-educada, está fora de cogitação a minha ajuda – respondeu ela, tentando me amolecer, e com sucesso. Nunca fui de recusar ajuda.
– Oh, honey. Desculpe, amiga. Eu realmente preciso de ajuda... – respondi, fazendo bico e um gesto como que para mostrar o estado do lugar.
– Ok...– respondeu ela, semicerrando os olhos. – Mas... Você também vai ter que me fazer um favor – disse ela, já com cara de vitoriosa. Infelizmente, minha amiga me conhecia melhor que eu mesma.
– Tudo o que você quiser, gata! – respondi com um sorriso enorme apenas por conseguir ajuda e companhia na minha faxina.
– Passa a correr comigo de manhã? Por favor, por favor, por favor! Você sabe do meu efeito sanfona na balança e eu também comecei uma dieta. No fundo, você sabe que a culpa é sua por me empanturrar de doces nas suas noites candy crazy! – ela disse tudo isso tão rápido que eu apenas fiquei lá parada com os olhos arregalados. Depois de alguns segundos tentando assimilar o que a menina disse, tudo o que consegui fazer foi dar uma gargalhada do desespero da coitada. Eu já imaginava que ela tinha ido lá para me pedir alguma coisa.
– Claro, amiga, mas a gente começa na segunda. Não quero mudar minha rotina sedentária logo no domingo! – respondi, ainda secando as lágrimas de riso. – Agora vamos começar logo com isso – respondi, colocando o som no último volume, já imaginando as reclamações dos vizinhos. Eu precisava urgente de um isolamento de som.

– Oi, querido! – atendi o telefone, abaixando o volume para ouvir o Mike do outro lado da linha.
lindinha, diga que topa ir à balada comigo hoje. Abriu um pub novo no Queens e eu não quero perder de jeito nenhum a inauguração, mas não tenho ninguém para ir comigo – soltou ele com uma voz suplicante.
– Não sei, não, Mike. Você sabe que eu odeio baladas ou qualquer outro lugar muito cheio de gente – respondi, fazendo uma meia careta e um meio riso, porque a estava do meu lado pulando, gesticulando e sussurrando um: "fale que eu vou com ele". – A disse que quer ir – falei amigavelmente e sendo respondida com um gritinho de alegria de Mike.
– Tem certeza de que não quer ir também, minha deusa girlie? – disse ele, tentando me agradar para ir com eles.
– Tenho, sim, meu Bambi do paraíso! – respondi rindo. Sou louca com nossos apelidos sem noção.
Terminei a ligação e continuei minha arrumação que só foi acabar lá para as sete da noite. A essa altura, já tínhamos feito uns cinco lanches e eu convenci a coitada da a deixar a dieta dela só por hoje para ela comer minha torta de chocolate.

Finalmente segunda. Minha felicidade voltou depois de um domingo tedioso e sem graça. Como eu tinha combinado com a de correr com ela no Central Park às sete, eu já estava lá às seis e meia a esperando para não ouvir reclamação quanto à minha pontualidade.
Arrependi-me de ter ido mais cedo nos dez primeiros minutos a esperando. O tédio me atinge rápido e eu já estava bocejando de preguiça por me levantar tão cedo da cama.
– Aiii! – grunhi quando minhas costas entraram em contato com o chão, fazendo-me perder o ar e em seguida recebendo várias lambidas na bochecha de um cachorro grande, peludo e super fofo (posso ter quase morrido, mas sou louca com cachorros). Sentei-me no chão e comecei fazer carinho naquela bola de pelos desengonçada e babona. Ouvi uma risada fraca, enquanto acariciava o cachorro, olhei pra cima e adivinhe... Exatamente! O amor da minha vida estava lá parado, bem na minha frente, rindo da situação (quer dizer, imagino que seja da situação, e não de mim). O mesmo cara que me derrubou alguns dias atrás era o dono do cachorro que me derrubou agora. E, novamente, ele estendeu sua mão para me ajudar levantar, com um lindo sorriso no rosto. Fiquei em dúvida se pegava na mão dele ou desmaiava de felicidade. Acabei ficando com a primeira opção. Achei menos constrangedora.
– Desculpe de novo! O Larry não fez por mal! – disse ele e percebi que eu estava com um sorriso bobo no rosto.
– Foi você que me derrubou esses dias, né? – ele balançou a cabeça em afirmação, ainda com um sorriso Colgate no rosto. – Alguma coisa me diz que você não gosta de mim – falei, também sorrindo, e o homem deu uma gargalhada.
– Se eu não gostasse de você, não teria a ajudado se levantar. Teria simplesmente deixado você morrer afogada na baba do Larry.
– Oh, ok. Você venceu! Desculpe, mas eu tenho que ir! – despedi-me, vendo do outro lado da rua. Maldita hora para ela chegar, hein... – Oiii! Quem é atrasada agora, hã? – disse engraçadamente.
– Nem venha querer inverter as posições! Agora diga aí: quem era o bonitinho conversando com você? – ela perguntou, fazendo uma cara safada.
– É o cara responsável pelo meu atraso aquele dia e adivinhe... Ele me atropelou de novo! – respondi animada, dando pulinhos. – Bom, na verdade, foi o cachorro dele que me atropelou dessa vez, mas whatever. Ele é lindo! – mais uma vez eu disse, dando pulinhos.
– Você é a pessoa mais sortuda que eu conheço... Sua vaca! – disse ela com sorriso indignado.
– Já me disseram isso! – gabei-me, dando uma risada. – Agora corra, carneirinho. Se você quiser perder essas dobrinhas na barriga, vai ter que suar!
– Ei, sua abusada, não tenho dobrinhas... Eu acho – acrescentou, fazendo-me rir.

– MIIIIIKE! – gritei, entrando no apartamento dele. – Vou começar a arrumar aqui embaixo! – Mike tinha me chamado para ajudá-lo a arrumar o apartamento dele para a festa de despedida de solteira de uma amiga. A casa dele sempre era o alvo de festas entre amigos porque era grande e em uma ótima localização. Só iria arrumar mesmo, porque infelizmente não conheço a noiva. Não gosto de baladas, mas adoro festa fechada...

Ao final da arrumação, a futura noiva já tinha chegado e estava tudo em seus conformes. Por sinal, a garota era bem legal e simpática e eu, doida por um 0800, fui igualmente legal com ela. E, sim, a menina me convidou para a festa dela. Ebaaaa!
Corri para casa para tomar um banho e me arrumar correndo, já que começaria daqui a mais ou menos três horas. Tomei banho, lavei o cabelo, vesti um vestido verde-água justo em cima e rodado na saia e um salto bege de cetim brilhante. Sequei o cabelo e resolvi deixá-lo solto natural.
Cheguei uma hora atrasada (como sempre), mas ainda estavam todas as garotas sóbrias. O Mike estava sentado em um bar improvisado, sendo servido por um garçom. Pois é. A noiva era realmente bem rica, pelo visto. Fui direto em encontro com ele.
– Oi, gatinha siamesa das galáxias! – cumprimentou Mike.
– Boa noite, faraó americano! Como estão as coisas por aqui?
– Estou me sentindo a última bolacha do pacote. Toda hora vem uma louca me assediar, pensando que eu sou uma atração da festa – ele respondeu indignado, fazendo-me rir.
– Por falar nisso, essa despedida de solteira não tem atrações, não? – perguntei, olhando ao redor e procurando um stripper ou algo do tipo.
– A noiva é uma boa samaritana que não aceita esse tipo de coisa – disse ele com uma cara entediada.
– Então isso não é uma despedida de solteira. É apenas uma festa pré-casamento! – felizmente, começou uma música boa antes que eu começasse a me entediar também. – Venha, Mike. Dance comigo! – assim que eu disse isso, Mike abriu um sorriso do tamanho do mundo e foi logo me puxando para a "pista de dança", começando a dançar ao som de Shakira.
No final das contas, foi uma noite bem legal. Já estava parcialmente bêbada e em dia de semana é um privilégio para poucos. Três da manhã, peguei um táxi e fui direto para casa. ia me desculpar, mas eu não tinha condições nenhuma de correr com ela daqui praticamente quatro horas. Estava me corroendo por dentro, pensando que poderia encontrar com o "amor da minha vida", porém sem chances de encontrá-lo com uma possível ressaca e olheiras.

Três dias se passaram. Já era sexta à tarde e, como quase sempre, fui liberada mais cedo do trabalho. Cheguei a casa por volta de quatro horas e estava com uma fome de comer o reboco das paredes, mas com preguiça de preparar uma refeição que realmente matasse minha fome. Então apenas vesti um vestido soltinho rosé, calcei um par de sapatilhas da mesma cor e fui atrás de comida!
Já tinha passado por umas três lanchonetes, porém nenhuma tinha comida de verdade. Era só embromação para enganar trouxas. Estava em uma avenida bem movimentada quando vi um doido numa bicicleta. Não deu tempo nem de pensar. Só senti uma dor insuportável na nuca, um zumbido no ouvido e tive a visão do "amor da minha vida". Fato: morri e cheguei ao paraíso!

’s POV

"DESMAIEI UMA GAROTA!", era tudo o que eu conseguia pensar. Tudo bem que eu tinha feito Medicina, mas estava em pânico. Nunca tinha tratado de um paciente que eu mesmo havia ferido. Tinha sorte que o hospital em que trabalho era na esquina da rua em que a gente estava. Nem vi a hora em que peguei a garota no colo e saí correndo em direção a ele. Foda-se se a minha bicicleta ficou no meio da calçada e que provavelmente quem estivesse passando por ali pensaria que eu estivesse a sequestrando...
Cheguei com ela ao Mount Sinai Medical Center, o hospital onde trabalho, e, como todos já me conheciam lá, me deixaram entrar sem pestanejar.
Deixei-a nos cuidados de um neurologista e fiquei esperando dentro do consultório.

’s POV

Acordei em um consultório médico bem iluminado e com dois rostos desconhecidos me encarando. Um visivelmente preocupado e o outro totalmente indiferente. Foi aí que lembrei o que tinha acontecido. O "amor da minha vida" tinha me atropelado mais uma vez, eu desmaiei e agora estou aqui, obviamente num hospital. E o rosto preocupado era o dele.
– Você... Está bem? – perguntou ele, gaguejando.
– Acho que sim – respondi, meio alheia à situação.
– Acha que tem condições de preencher sua ficha de entrada no hospital? – perguntou, já mais calmo e mostrando um sorrisinho tímido que me fez derreter (de vez em quando consigo ser bem clichê).
– Claro! – respondi, sentando-me na maca. Percebi que o médico não tinha falado nada até agora, então apenas olhei para ele com as sobrancelhas erguidas. – Então... O que aconteceu? – perguntei, sem me dirigir a ninguém em específico, pegando a prancheta e uma caneta da mão do meu atropelador.
– Você bateu a cabeça, e, pelo que parece, desmaiou porque não tem muita resistência a dor! – foi o médico que respondeu dessa vez.
Um silêncio constrangedor pairou sobre o consultório, enquanto eu preenchia minha ficha.
– Prontinho. Já posso ir para casa?
– Claro. Vou só passar um analgésico para o caso de você sentir dores de cabeça devido à pancada – disse o médico, aparentemente feliz por poder me dispensar.
O médico me entregou a receita e saí do consultório, sendo seguida pelo "amor da minha vida".
– Posso pagar um lanche para você ou algo do tipo? – perguntou ele do nada.
– Não acho que seja sensato aceitar lanches de um estranho! – respondi, erguendo a sobrancelha em um tom divertido.
– Eu quase a matei. É o mínimo que eu poderia fazer – disse sorrindo. – E, além do mais, acho que a essa altura nem somos tão estranhos assim!
– Claro que somos. Eu nem sei o seu nome! – eu disse com uma voz estranha.
. Prazer – disse irônico, estendendo a mão para me cumprimentar. – E você é...? – ele perguntou no mesmo tom.
– respondi rindo. – Agora eu aceito o lanche – disse e o rapaz riu.

– Então, faz o que da vida? – perguntei distraidamente, comendo um dos meus donuts.
– Sou o vice-diretor do hospital de que acabamos de sair – ele respondeu modestamente.
– Wooow! Que incrível! – falei realmente impressionada.
– Bom, eu fiz Medicina e depois Administração, então me fizeram essa proposta e eu aceitei. O que foi muito bom, porque conseguiu juntar minhas duas formações em uma única profissão... Quer dizer, não exatamente, mas... – ele explicou calmamente, tomando seu frappuccino logo em seguida. – E você faz o quê?
– Sou diretora do setor de relações nacionais e internacionais na Maker Studios e eu não tenho um histórico universitário legal como o seu. Fiz faculdade de comunicação institucional e eu tinha boas recomendações e bons contatos, então arranjei emprego rápido – respondi, olhando o relógio da cafeteria e percebendo que já era tarde (tarde, tipo, onze da noite, porque isso é tarde para mim). – Desculpe, mas tenho que ir. Obrigada pelos donuts e eu o desculpo pela queda! – disse, levantando-me, mas antes que eu desse o segundo passo puxou minha mão.
– É muito cedo para eu chamá-la para sair? – perguntou com uma cara de cachorrinho que caiu da mudança e obviamente derreti de novo.
– Consideravelmente cedo, mas na minha atual situação tenho medo de rejeitar e você me atropelar com um carro monstro. Então não, não é muito cedo – respondi em um tom engraçado.
– Que bom, porque era exatamente isso o que eu estava pensando em fazer! – ele disse, dando uma risada tão perfeita que ecoou por cada parte do meu cérebro. – Está livre amanhã à noite?
– Claro! – respondi, pegando caneta e papel na minha bolsa, anotando o meu endereço e o entregando.
– Ok. Eu a pego às oito... Espero que essa frase não tenha parecido estranha – disse, fazendo uma careta, e nem preciso acrescentar que foi a careta mais linda que já vi.
– Entendi o que quis dizer! – disse, rindo e já virando as costas para sair.

Claro que fiquei histérica o dia todo, chamei a pra me ajudar escolher o que vestir e já estava me preparando para o possível interrogatório que estava por vir.
– Pode começar a falar, queridinha! – disse ela, entrando em casa.
– Bom, ele me atropelou de novo, para variar. Eu desmaiei, o cara me levou para o hospital, depois me pagou um donut e me chamou para sair hoje à noite. Ele se chama , tem vinte e sete anos, é vice-diretor do hospital Mount Sinai Medical Center, tem um cachorro chamado Larry e mora na zona Leste de Manhattan... Acho que é só! – disse, olhando para o lado e tentando me lembrar de alguma outra informação relevante.
– E você simplesmente aceitou? – perguntou ela incrédula. – E se ele for um psicopata ou algo do tipo? Tantos encontros assim não acontecem em uma cidade grande como Nova Iorque. E se ele estivesse a seguindo?
– Eu não tinha pensado nessa possibilidade... Mas ele é bonito demais para ser psicopata. E, se fosse, seria um stalker gato tipo o Adam Levine no clipe de “Animals”. Vou correr esse risco – respondi rindo, sem dar muita atenção para as ideias da mente fértil da minha amiga. E ela apenas rolou os olhos em resposta.
– Então, arrasadora de corações, o que estava pensando em vestir? – perguntou ela, indo em direção ao meu closet.
– Algo que me deixe confiante, sexy e com cara de garota certinha.
– Wooow! Está querendo se fazer de difícil para o stalker?
– Claro! Não quero parecer galinha no nosso primeiro encontro.
– Amiga, você não iria parecer galinha nem se quisesse. É fofinha demais para conseguir uma proeza dessas!
– Obrigada! Eu acho... – respondi, seguindo-a pelo quarto e a vendo jogar várias peças de roupa para fora do closet.
Acabei optando por um vestido preto com detalhes em dourado na saia e um salto preto simples de bico fino Louboutin. Passei o resto do dia me arrumando com a ajuda da .
Oito horas da noite e minhas mãos começaram a suar. Eu estava praticamente tendo um ADP, quando o porteiro anunciou que estava subindo. Ouvi o interfone chamar e, como a ainda estava lá, pedi para que abrisse a porta, enquanto ajustava a maquiagem.
e estavam em uma conversa animada quando cheguei à sala. Ele vestia uma camisa social e calça jeans escura, que o deixou extremamente sexy.

me levou a um restaurante simples, mas de muito bom gosto.
– Então... O que o levou a me chamar para sair? – perguntei, realmente querendo saber o que uma cara como ele queria com um ser como eu. O rapaz estava tipo no Monte Everest e eu bem, bem, bem lá embaixo, no inferno de mãos dadas com o capeta. Acho que deu para entender que é tipo a distância do Rio Amazonas uma margem da outra. É mais ou menos essa a conta. Mas ele apenas levantou uma sobrancelha, como se não tivesse entendido o que eu quis dizer. – Desculpe. É que minha amiga levantou uma hipótese de você ser um psicopata ou algo do tipo e eu acho que sou muito nova para morrer – acrescentei, levando em consideração o que a disse.
– Acho que pode ficar despreocupada quanto a isso – disse ele com um sorriso tão encantador que, se dissesse que pau é pedra, eu acreditaria. – Não é muito comum eu sair atropelando uma pessoa consequentemente. Achei que deveria fazer alguma coisa quanto a isso...
– E sua melhor ideia foi me chamar para sair? – disse, levantando as sobrancelhas.
– Ok! Admito que a achei bem legal ontem. E vamos combinar... Quais são as chances de atropelar três vezes uma garota bonita e legal?! – ELE ME ACHA BONITA E LEGAL! Meu mundo caiu... Depois dessa, só consegui sorrir igual a uma retardada.
O jantar já tinha sido servido e nós já estávamos na sobremesa. Eu pedi um cheesecake e ele, um sundae. Tínhamos travado uma disputa para ver qual era melhor: Marvel ou DC (eu estava pela Marvel e ele, pela DC). E, só para constar, eu tinha ganhado. Agora estávamos simplesmente falando dos nossos gostos.
– Cantor(a) preferido? – foi a vez dele de perguntar
– Taylor Swift, sem dúvidas. Ela é ótima! – respondi empolgada e ele riu tanto da minha resposta quanto da minha empolgação. – Banda? -
– Beatles. Gosto dos clássicos! E a sua? – perguntou, parecendo interessado na minha resposta.
– Imagine Dragons – respondi determinada e o rapaz fez uma cara de aprovação ao meu gosto.
– Filme? – ele perguntou.
– Essa resposta envolve nossa batalha: “Guardiões da Galáxia”.
– Esse é bom – incentivou.
Mais algumas perguntas ali, uns risos aqui e decidimos que era hora de ir para casa.
– Então é isso. Obrigada pelo jantar e pela companhia – disse, desapontada por minha noite perfeita ter chegado ao fim.
– Até mais! – ele se despediu de mim com um beijo na bochecha.
Virei-me para entrar no meu apartamento, quando fui surpreendida (ou nem tanto) com um beijo caloroso quase chegando a ser desesperado, mas nunca fui fã de fazer as coisas muito rápido.
– Ei. Vá com calma aí, garotão! – disse, separando o beijo e tentando recuperar o fôlego.
– Desculpe. Eu não devia ter feito isso... Podemos fingir que isso não aconteceu?
– Vai ser um desafio, mas eu vou tentar – respondi sorrindo, tentando mostrar que não fiquei chateada com ele.
– Ainda tenho chances com você? – o rapaz perguntou tímido, olhando para o chão. Assim eu não conseguiria me fazer de difícil. Não com ele fazendo carinhas bonitinhas a cada meio minuto.
– Claro!
– Posso ligar amanhã? – OH MY GOD! Se eu dissesse “não”, nunca iria me perdoar.
– Quando você quiser! Podemos sair novamente, mas em algo menos formal, como um almoço ou algo do tipo – dei a ideia, torcendo para não ter parecido muito desesperada.
– Às onze, naquela lanchonete cheia de luzinhas. Pode ser? – disse ele, feliz com a ideia.
– Ótimo!

Ainda bem que o nosso beijo não tinha rendido nada, porque, se não, a iria ver o que não devia. A garota ainda estava na minha casa e, ainda por cima, dormindo no meu sofá.
– Ei, folgada! Levante-se! – falei em alto e bom tom, jogando uma almofada nela.
– Eu estava a esperando e acabei pegando no sono. Tinha prometido a mim mesma que, se você não chegasse até à uma da manhã, iria ligar para a polícia – justificou ela, meio sonolenta e bocejando. – Mas, já que você já chegou e inteira, pode ir desembuchando. Como foi? – disse, subitamente acordada.
– Eu vou sair com ele amanhã de novo!
– Só isso? Não teve nem um beijinho? Qual é, ? Você não tem mais quinze anos. Tem vinte e quatro. Como consegue não se deixar levar por impulso? – soltou ela irritada.
– Calma aí, honey! Ele me beijou... – fui interrompida com gritinhos de animação. – Mas... Eu o cortei – podia jurar que ela iria voar no meu pescoço.
– Que merda, ! O cara é legal, não é um psicopata e é um gato. Por que você complica tanto as coisas?
– Exatamente por isso. Eu não quero fazer nada com pressa. Quero que dure o máximo possível. E também não quero me entregar a isso e depois cair do cavalo. Quero ir com calma – retruquei, estressada com a situação. – E não me amole, porque quero estar bem descansada para amanhã. Se quiser, pode dormir aqui em casa – ela apenas suspirou.
– Desculpe, amiga. Você está certa. Tudo ao seu tempo. Mas me conte como foi. Quero todos os detalhes – a garota se empolgou novamente.

Depois de dar todos os mínimos detalhes para , fomos dormir. Ela acabou por decidir ficar ali mesmo. Dormi como uma pedra de tão exausta que estava, mas felizmente coloquei o celular para despertar. Se não, perderia meu segundo encontro com o .
– Bom dia, flor do dia! – me cumprimentou animada, enquanto eu fazia o café para nós duas.
– Bom dia, PPG's! – disse Mike, entrando em casa, completando o trio denominado pelo próprio de Power Puff Girls.
– Olá, Mike Mouse! – respondi no mesmo tom. – O que o trouxe até aqui?
– Bom, além das minhas pernas sexys, o babado que a me contou sobre você e certo ! – disse ele com uma cara acusatória. Olhei para e ela estava me encarando com um olhar de "ops, fiz merda".
– Oh, ok. O que você quer saber? – perguntei, colocando uma xícara a mais para o Mike.
– É rico? – perguntou o alpinista social.
– Mike! – exclamei, fingindo indignação e tentando segurar o riso. – Não sei e não é minha prioridade saber! Mas... Se vai o fazer feliz, ele usa sapatos italianos de couro – não me preocupo com dinheiro, mas também não poderia deixar de reparar no bom gosto do moço.
– Então está no rumo certo, querida!

– Oi. Pensei que tivesse desistido de vir! – disse , quando cheguei à lanchonete vinte minutos atrasada. – Por favor, não me diga que foi atropelada no caminho!
– Acredite ou não, mas o meu carro morreu no meio do caminho – ri da cara de desconfiança do rapaz.
– Ok. Vou fingir que acredito! – disse ele, sorrindo e se levantando para me abraçar. Se o mundo acabasse com aquele abraço, pode apostar que eu morreria feliz. – Você está linda! – alguém me belisque por favor!
– Obrigada! – respondi tímida, olhando para os meus pés.
Agradeço por ele saber puxar uma conversa concreta com um assunto legal, porque eu sou péssima nisso, então nunca ficávamos em um silêncio constrangedor. Não eram monólogos, mas também não eram conversas cansativas e repetitivas.
Depois do almoço, saímos do estabelecimento com o intuito de simplesmente caminhar pelo Central Park, já que tinha muitas árvores e, por consequência, muita sombra. Então nada de torrar no sol.
Descobri que ele é nascido, acreditem ou não, em Oklahoma, mas eu também não podia falar nada, já que sou de Chicago. É filho de pais ricos (ricos por herança de seus avós) e não queria ser igual aos pais e depender do dinheiro deles. Perfeito. Foi a minha vez de ser imprudente e acabei o beijando, que obviamente não recusou. A Terra parou de girar, a humanidade sumiu. Eu tinha ido parar num mundo perfeito. Foi o melhor beijo da minha vida. Até as pontas dos meus dedos começaram formigar.

– Bom dia! – eu disse sorrindo, olhando para os olhos perfeitos de e ainda deitada.
Depois daquele beijo, vocês provavelmente já devem imaginar o que aconteceu. E eu nunca estive tão feliz na minha vida. é incrível. Eu estava nas nuvens...
– Bom dia, ! – ele respondeu, acariciando o meu rosto.
– Desculpe perguntar, mas... Quais as horas? – perguntei, meio preocupada com o tempo.
– Oito e meia – disse ele, olhando o visor do celular.
– Desculpe ser sempre a estraga-prazeres, mas eu tenho que ir para casa. Estava me esquecendo de que tenho um emprego ainda! – disse sorrindo, já pegando minhas roupas jogadas no chão e as vestindo.
– Mas já? Não vai pelo menos tomar café comigo? – não podia fazer desfeita depois de ele ter pedido tão educadamente, é claro!
– Aceito um café, porém tem que ser rápido! – respondi, já vestida, vendo se dirigir à cozinha.
Fui logo surpreendida com um cheiro delicioso de café sendo feito e waffles. Além de lindo, gente boa, o moço ainda era prendado. Eu sou realmente muito sortuda.
Tomamos café assistindo a “Looney Tunes” (ponto para o ) e rindo o suficiente para uma semana.
– Bom, agora eu realmente tenho que ir.
– Ok. Posso ligar mais tarde?
– Fique à vontade!
– Eu já estou! – disse ele, rindo sarcástico e me abraçando de lado, quando o elevador chegou ao andar do apartamento dele.

Eu não sabia o quanto estava errada sobre ...
Duas semanas se passaram e ele não me ligou nem atendeu as minhas ligações, ou respondeu as minhas mensagens. Na primeira semana, até fiquei preocupada com o garoto, pensando que tivesse acontecido algo grave, mas agora eu estava em um misto de raiva dele e de mim mesma por ter sido tão idiota. Aí foi que caiu a ficha: ele só queria me levar para a cama. Claro que foi. Só tem essa explicação para ele me ignorar desse jeito.
Como disse a diva Lindsay Lohan no filme “Confissões de uma Adolescente em Crise”: "eu tinha entrado em uma depressão que só Shakespeare para entender". Mas a vida continua, assim como eu continuo sem uma vida amorosa decente e pior agora, porque também estava sem esperanças. Mike e estavam sendo uns amores comigo e extremamente pacientes, porque, vamos combinar, tem que ter muita paciência para aguentar dor de cotovelo dos amigos.
Estava saindo apenas para o trabalho. Não estava me maquiando. Quando chegava a casa, enfiava-me em um amontoado de cobertores. Eu estava um caos.

– O que lhe deu o direito de vir aqui? – perguntei indignada ao ver o cara de pau, idiota, destruidor de sentimentos parado na minha porta.
– O porteiro.
– E, como não é o porteiro que mora aqui, pode dar meia volta! – quem ele acha que é para me esnobar por duas semanas e depois vir ao meu apartamento e dar uma de engraçadinho?
– Olhe, desculpe-me por não ter ligado nem respondido, e eu sei que você deve estar pensando horrores de mim, mas eu tive que fazer uma viagem a trabalho e não tive tempo nem de encostar no meu celular – soltou ele, já entrando sem pedir licença.
– A não ser que você tenha viajado para o Himalaia, essa não é uma boa desculpa.
– Eu posso imaginar o quão brava você deve estar, mas...
– Não, você não pode imaginar o quanto eu me corroí por dentro por ter sido tão idiota por acreditar, ou melhor, imaginar que você era um cara legal que gostava de mim. Não pode imaginar o quanto eu me preocupei com você nos primeiros dias e não pode imaginar o quanto me sinto ridícula por estar chorando agora! – joguei o peso que estava em minhas costas nessas duas semanas em cima dele. Eu estava histérica, gritando e chorando.
– Por favor, perdoe-me. Eu devia ter lhe dado notícias, mas realmente não tive tempo. O meu chefe ficou no meu pé o tempo todo... – ele tentou se explicar.
– Você sabe quantas horas tem um dia? E sabe quantos minutos demora para responder uma mensagem? – fui respondida com um suspiro e um sussurro de desculpas. – Por favor, dê licença daqui – pedi, já sem forças de tanto chorar.
– Eu só quero que você saiba que sinto muito e que realmente gosto muito de você... Não queria que as coisas ficassem assim.

’s POV

Por que esse tipo de merda só acontece comigo? Eu finalmente encontro uma garota legal e incrivelmente bonita e minhas veias de idiota aparecem novamente. Confesso que, se fosse eu, também não acharia essa história de viagem a trabalho convincente, mas é a verdade. Eu não tenho culpa, se meu chefe é um babacão.
E agora eu teria que voltar à estaca zero. Claro, porque não iria mesmo ficar de braços cruzados e deixar a minha garota ir embora assim. Eu só não sabia o que teria que fazer para ter a de volta.
Mas... Como eu sou inteligência pura (perco a garota, mas não perco a autoestima), lembrei que, no dia que levei a para jantar e fiquei conversando com a amiga dela , ela me disse que já tinha me visto e que morava na mesma rua que eu. Então agora era só eu descobrir onde ela morava e pedir uma ajudinha.
Por sorte, o porteiro do meu prédio sabia até cada parte dos esgotos em que os ratos moravam, então obviamente ele sabia onde a morava.
– Ah! É você... – não era a recepção que eu esperava, mas ok.
– Sim, sou eu. E eu posso imaginar que você, assim como a , não quer me ver nem pintado de ouro.
– É, você está certo e, se mesmo assim veio até aqui, suponho que seja importante! – senti que iria conseguir uma ajuda.
– É o seguinte: eu fui um idiota com a ? Fui. Eu não mereço o perdão dela? Não. No final disso tudo, posso apenas receber um tapa na cara e perder o meu orgulho? É uma possibilidade a se considerar, mas vou tentar assim mesmo.
– Vá falando, Romeu – ela falou e começou a rir. Perdi a piada, mas tudo bem.
Depois de bolado o plano, agora era esperar para que tudo desse certo.

’s POV

Depois do cara de pau do ter tido a coragem de ir à minha casa dar uma desculpinha idiota para mim, decidi tomar um rumo novamente. Não iria ficar me lamentando por causa dele. Liguei para a e para o Mike e, acreditem ou não, marquei uma balada com eles no sábado, ou seja, amanhã. Ainda tinha um dia para tirar todo o frango frito que estava no meu cabelo.
Marcamos de nos encontrar às nove na frente do pub. Já era nove e meia e nada daqueles dois. Estava discando o número do Mike, quando um carro todo preto com os vidros levantados estilo batmóvel parou bem na minha frente e quem eu menos esperava, mas mais queria ver, saiu de dentro dele. Exatamente: .
– Oi. A gente pode conversar? – perguntou ele, meio sem jeito.
– Fale... – eu não podia ser nem muito insensível nem muito manteiga derretida.
– Entre no carro – pediu ele com um tom de voz estranho.
– Não. A essa altura, estou realmente considerando a hipótese de você ser um psicopata.
– Então me desculpe por isso... – e eu apaguei.

Acordei meio grogue (totalmente) no banco traseiro do carro de . Sério. O que eu fiz para merecer tanta encrenca? Isso só pode ser culpa do meu dedo podre. Acho que nem tenho dedos mais de tão podres que são.
Tentei me sentar, imaginando como ele conseguiu o negócio que pôs no meu nariz e me fez dormir (porque isso com certeza é importante). Tanto faz.
– Ai, que bom que você acordou. Já estava entrando em pânico, pensando que tivesse lhe dado a dose errada! – esse cara com certeza tem merda na cabeça.
– Você tenta me matar e ainda não tem certeza de como usar as suas armas?
– Eu não tentei matá-la. Só deixá-la inconsciente por alguns minutos.
– Quantos exatamente?
– Quarenta, mais ou menos. Agora podemos ir? – ele disse, abrindo a porta para eu sair.
– Eu me recuso ir a qualquer lugar com você – disse indignada, mas com uma maldita voz na minha cabeça me dizendo para confiar nele.
– Por favor... Não me faça ter vindo aqui para nada. Eu tive o maior trabalho para fazer isso – ele falou tudo isso com um pesar na voz que me cortou o coração.
– Isso o quê?
– Venha comigo que você vai ver – ok, a voz ganhou.
A gente estava no meio de um matagal iluminados apenas pela luz da lua e, por incrível que pareça, eu não estava com um pingo de medo daquela situação. Caminhamos por uns cinco minutos (deixando claro que eu estava de salto e não me perguntem como consegui fazer isso) até que ele me pediu para fechar os olhos (FERROU!). Caminhamos por mais alguns metros e... Minha primeira reação foi segurar a mão de e apertá-la com força. Eu estava diante de um penhasco bem iluminado, com uma mesa de dois lugares e bem na frente, sentada em um banquinho com um violão no colo, estava, acreditem ou não, a Taylor Swift. É incrível que eu more na mesma cidade que ela e nunca a tenha visto. Mas o mais incrível de tudo é que lembrou... Ele se lembrou do nosso primeiro encontro e usou isso para conseguir o meu perdão. Tem como não amar um cara desses?
Quando percebi, já tinha lágrimas rolando pelo meu rosto e eu estava com um sorriso bobo de orelha a orelha, assim como o e a Tay também!
– Você me perdoa?
– Eu não ME perdoaria, se dissesse “não” – disse e o beijei como se não houvesse amanhã, sorrindo durante o beijo, quando a Taylor começou a cantar.
Hoje em dia, eu ando escutando muitos "sua vida é perfeita" e a única coisa que posso responder é: "I woke up like this" (by Queen B).



Fim





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