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Capítulo Único

“I like us better when we're intertwined
The way you touch me got me losing my senses
Put your love with your lips on mine, on mine, on mine
You got me working up an appetite, tite…”


. .


A casa de shows estava lotada, o nervosismo corria pelas minhas veias, meus companheiros de banda andavam de um lado para o outro da mesma forma que eu e, certamente, eles também estavam pensando que estaríamos sobre aquele palco em poucos segundos. Alguns copos de cerveja e cigarros já haviam sidos consumidos para afastar o nervoso, mas parecia que nada daquilo tinha resolvido.
Esse era o nosso primeiro show da nova turnê, e começaríamos por Los Angeles, o lugar onde tudo acontece, todos os sonhos se realizam e que respira cinema e música, não tinha como não estar nervoso. E para deixar tudo ainda mais intenso, era o nosso primeiro show que havia dado sold out; a casa de show estava lotada, eu tinha visto com meus próprios olhos através de uma fresta da cortina.
- Hora de colocar essa casa abaixo! - Aaron, nosso produtor artístico disse entregando os respectivos instrumentos para cada um.
Peguei minha guitarra, encaixei em meu ombro e comecei a passar as mãos pelas cordas para ficar mais calmo, já que tocar sempre me mantinha mais centrado, focado e sempre seria minha terapia.
- E se precisarem de alguma coisa, é só se comunicar comigo pelo ponto - Aaron voltou a dizer - Mas vocês sabem bem disso.
Acenei um sim para ele com a cabeça e depois ri. Aaron fazia todas as nossas vontades, incluindo se eu achasse alguma fã na multidão ao qual eu quisesse algo mais, não só eu como todo mundo da banda. Era praticamente uma rotina isso.
- Hora do grito de guerra! - Mitchel, vocalista principal da banda, disse já movimentando os braços para que a gente se juntasse em um círculo perto dele.
Todos formamos uma roda, colocamos os braços sobre os ombros dos nossos companheiros do lado, nos deixando bem próximos.
- Hoje é só o começo de muitas coisas boas que irão acontecer durante essa turnê - Clinton, meu outro companheiro de banda, começou dizer - Nosso sonho começa hoje e ainda realizaremos muitos outros.
Todos começaram a gritar em seguida, dando força e apoio ao que Clinton havia dito. Depois, em uníssono, demos nosso grito de guerra e então nos separamos já nos colocando em posição para entrar no palco.
Vi Aaron acenar um ok para o pessoal da mesa de som soltar a intro para nossa entrada no palco. Jesse foi o primeiro a entrar e se direcionou diretamente para sua bateria, já começando a tocar seu solo de forma impecável. Pat e Clinton entraram juntos: Pat começou a solar no baixo, enquanto Clinton pegou a outra guitarra. Depois foi a minha vez; entrei no solo junto com Clinton e era possível ouvir a gritaria ensurdecedora da platéia enquanto fazíamos isso. Meu sangue fervia nas veias tendo chegado ao ápice da adrenalina com tudo aquilo. E então Mitchell tomou a frente do palco começando a cantar e dando início ao nosso show.
A energia era tão contagiante que em todo o momento que eu tocava jogava os meus cabelos para frente, não tinha como ficar parado, eu só parava nos momentos em que tinha que cantar as minhas partes da música e era nesse momento que eu conseguia prestar mais atenção no mar de gente que tinha em minha frente. Podia ver cada uma das pessoas cantando nossas músicas, sentindo a vibe e aproveitando. Porém, foi em uma dessas paradas enquanto cantava a minha parte no meio do show que minha visão foi levada para uma pessoa em específico.
Era uma mulher que aparentava ter mais de vinte anos e vestia uma camiseta preta larga que tinha as mangas dobradas juntamente com uma mini saia preta colada, mas o que realmente tinha me chamado à atenção nela eram os seus lábios vermelho-sangue; enquanto ela cantava cada parte da música comigo de olhos fechados eu ficava cada vez mais hipnotizado por eles. Além disso, ela tinha uma pele bronzeada muito diferente do que costumávamos ver na Califórnia e também tinha cabelos pretos que iam até a altura dos seios completando todo o combo perfeito.
Assim que parei de cantar a minha parte, ela abriu os olhos que lembravam duas esmeraldas de tão verde, e então olhou em minha direção e quando notou que eu a olhava também, acabou levantando a sobrancelha com uma cara interessada e depois deu uma leve mordida nos lábios vermelhos rindo, desviando o olhar de mim em seguida e começando a cochichar algo com a amiga que estava com ela. Ela não estava muito perto da palco e sim na lateral em que eu estava posicionado, numa região com menos pessoas ao redor, um lugar que ela podia livremente dançar.
Durante mais algumas músicas continuei a prestar a atenção nela e na forma em que ela cantava, dançava e as vezes me olhava também dando uma risadinha, e quanto mais eu a olhava, mais eu tinha a sensação de que já havia a visto em algum lugar, não sei se tinha sido em algum outro show, em alguma rede social ou algo assim, mas eu tinha a sensação e foi essa sensação que me fez a querer ainda mais.
Enquanto Mitchel interagia com a plateia em um dos intervalos das nossas músicas, fui até ao lado do palco onde estava Aaron, peguei uma garrafa de água, dei um gole nela e depois chamei o nosso produtor, que rapidamente veio até mim.
- Está precisando de algo? - Aaron perguntou alto no meu ouvido devido ao barulho.
- Preciso sim - disse para ele - Está vendo aquela garota? - apontei para a menina que eu estava olhando na plateia e que tinha capturado tanto a minha atenção durante todo o show.
- A de cabelo preto, batom vermelho e camiseta preta? - Aaron questionou.
- A própria - confirmei - Quero no camarim no fim do show, dê um jeito.
- Você sabe que eu sempre consigo - Aaron disse dando uma piscada e já saiu dali.
Voltei a minha posição anterior quando uma nova música começou a tocar, de lá voltei a olhar para a mulher que eu não queria que saísse nunca da minha visão, não hoje, e enquanto tocava e cantava pude ver Aaron se aproximando dela, ele conversou com ela algum tempo, entregou uma credencial na qual ela colocou no pescoço e depois saiu dali. Quando Aaron saiu, ela desviou o olhar para mim e depois sorriu, um sorriso maravilhoso. Merda. Eu precisava dela de todas as formas hoje.

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Sei que parecia loucura viajar horas e horas para outro país apenas para poder ver o show de uma das suas bandas favoritas, mas era certo de que eles nunca viriam para o meu país e como eu sempre quis ir para Los Angeles conhecer e aproveitar a cidade, apenas programei para fazer isso e também ir no show. Óbvio que o processo não foi fácil, foi mais de um ano para guardar dinheiro e programar tudo, mas tinha dado certo. Tinha acabado de chegar na “Cidade dos Anjos” juntamente com , minha melhor amiga; esse meu sonho sempre foi compartilhado com ela e era a melhor experiência do mundo a ter junto comigo.
Assim que desembarcamos, pegamos um Uber até o hotel, descansamos um pouco, tomamos um banho e então seguimos em direção à casa de shows que não era muito longe do nosso hotel. Havíamos programado para que tudo fosse dessa forma; ficaríamos aqui por uma semana, aproveitaríamos o show na primeira noite e depois seria a vez de Los Angeles.
Quando chegamos no local do show, já entramos buscando um lugar mais afastado da frente do palco, já que eu amava curtir, mas odiava ser amassada por outras pessoas, então preferia ficar um pouco mais longe e curtir da minha forma do que ficar toda dolorida por causa da aglomeração. E poucos minutos após eu e escolhermos nossos lugares, a introdução do show começou. Um por um dos membros foram tomando seu devido lugar no palco, com aquela batida sensacional que me fazia enlouquecer, e não podia negar que sentir meu coração bater um pouco mais forte quando vi Christian tomar seu lugar.
Christian era quem mais me chamava a atenção na banda; ele tinha toda uma pose de rockstar dos anos 70 que destruía o coração de qualquer uma com seus cabelos loiros e longos, tatuagens pelo braço, camisa com os primeiros botões abertos e uma guitarra nos braços, além de sua voz grossa e rouca que fazia as pernas de qualquer pessoa estremecer… Tudo isso com apenas 22 anos. Sim, ele era alguns anos mais novo que eu, mas não era algo que realmente me incomodava. Até tinha tentado um certo contato com Christian pelo Instagram, mas fui lindamente ignorada. Teria que me contentar em apenas ver o show deles e isso era suficiente para mim.
Passei praticamente o show todo cantando e dançando as músicas à plenos pulmões com e às vezes dava umas olhadas para ver Christian cantando e tocando, já que não podia perder a oportunidade de ver essa cena que habitava sempre os meus sonhos. E foi dando uma dessas olhadas quando percebi que ele me encarava; obviamente, achei que poderia ser coisa da minha cabeça já que ele poderia estar olhando para qualquer outra pessoa ali, então o encarei com um olhar intrigado e depois mordi os lábios pensando se ele realmente poderia estar olhando para mim. Percebi que, quando fiz isso, ele ficou ainda mais vidrado e deu um leve sorriso safado, o que me fez rir também, e assim caiu minha ficha: ele realmente estava me olhando.
- Giu - disse no ouvido da minha amiga - É impressão minha ou o Christian não tira os olhos de mim?
deu uma leve risada e se aproximou do meu ouvido.
- Ele está, amiga! Há um bom tempo, inclusive. Já tinha percebido! - confirmou o que eu havia pensado.
Voltei a aproveitar o show enquanto sentia os olhares de Christian queimar sobre mim, era extremamente excitante sentir isso, não tinha como negar. Passei o restante do show dançando e cantando todas as músicas com , óbvio que de vez em quando dançava de forma mais provocativa e era possível ver Christian ficar louco em cima do palco.
Quando o show já estava quase no seu final, senti uma pessoa cutucar meu braço e quando notei quem era, levei um certo susto; era Aaron Johnson, produtor da banda.
- Oi! - disse dando um sorrisinho.
Aaron deu um grande sorriso e se aproximou mais de mim e da .
- A banda gostaria de convidar as duas para os conhecer no camarim depois do show - Aaron disse já entregando as credenciais, uma para mim e outra para .
- Isso é sério? - questionei olhando a minha credencial.
- Sim! - Aaron confirmou dando um sorriso amigável - Assim que o show acabar, vocês podem ir em direção àquela área - ele apontou para uma pequena abertura perto do palco, onde haviam dois seguranças - Mostrem as credenciais que eles vão deixar vocês entrar. Eu estarei bem ali do lado e levarei vocês até o camarim.
Apenas confirmei com a cabeça, pois o sorriso não saia do meu rosto.
- A banda faz questão de tê-las lá - Aaron disse dando uma piscadinha e depois saiu, indo na direção que havia nos instruído antes.
Coloquei a minha credencial no pescoço e voltei a olhar diretamente para o palco; Christian agora tinha um sorriso satisfeito nos lábios e acabei sorrindo para ele de volta. Eu sabia exatamente o que aquelas credenciais queriam dizer, da mesma forma que eu também sabia quais eram as intenções de Christian , e eu não podia negar que tinha as mesmas.

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O show havia sido um sucesso, minha adrenalina tinha chegado ao ápice, estava extasiado, feliz, e até emocionado, não tinha como ser melhor, e agora era hora de comemorar, era só o que eu queria.
Entreguei minha guitarra para o meu roadie e segui em direção ao camarim com os meninos logo atrás de mim. Assim que chegamos, imediatamente fui até a minha mala que estava ali num canto e peguei outra troca de roupa, pois precisava de um ducha rápida antes de tudo já que havia suado a minha vida neste show. Além de que, havia pedido para Aaron convidar aquela mulher que tinha capturado toda a minha atenção, então precisava ao menos estar apresentável.
- Onde você vai? - Mitchel me questionou quando tomei a direção para fora do camarim.
- Preciso tomar um banho, não dá pra ficar assim - disse apontando para mim mesmo pingando de suor - E depois tem after, não dá.
Michell riu e concordou com a cabeça.
- Você tem razão - ele disse concordando e dando uma risadinha - E eu vi Aaron entregando credenciais para duas moças na plateia, então imagino seus planos.
Michel era muito observador e mesmo dando tudo de si em cima de um palco, ele sempre percebia o que acontecia ao seu redor.
Apenas ri concordando com a cabeça e segui em direção ao banheiro.
Rapidamente tomei um banho, me troquei, passei um perfume, dei uma leve secada no cabelo com a toalha que tinha levado jogando-a num canto do lugar e depois voltei em direção ao camarim. Mas antes de entrar, puder ver Clinton saindo do outro banheiro também de cabelo molhado e de roupas trocada.
- Alguém teve a mesma idéia que eu - disse para Clinton que me olhou rindo.
- Óbvio! - Clinton respondeu - E depois teremos uma after, não dava para ficar fedendo daquela forma.
- Realmente - concordei.
Nós dois empurramos a porta do camarim e, imediatamente, meu olhar parou sobre a mulher do show; ela já estava ali com a amiga e ambas estavam sentadas em um dos sofás com uma garrafa de cerveja nas mãos e conversavam animadas com Mitchel e sua namorada Lauren, além de Jesse. Pat estava em outro canto conversando com Aaron e outras mulheres e membros da banda.
Clinton e eu nos aproximamos do sofá, cheguei perto de Mitchel o abraçando, mas logo o soltei por sentir que ele não havia tomado banho ainda.
- Porra, Mitty - disse me afastando - Não é porque você tem a Lauren que não precisa tomar banho!
Todos ali caíram na risada, inclusive ela.
- Você estava num banheiro e Clinton em outro, eu ia usar qual mesmo? - Mitchel disse ironicamente.
- Agora você pode ir - Clinton disse apontando para a porta do camarim.
- Já estou indo - Mitchel disse se levantando.
Ele deu um beijo em Lauren e se retirou de onde estávamos.
- E vocês são? - perguntei para as duas mulheres sentadas no sofá que só estavam ali porque eu tinha pedido.
- - A mulher que eu olhei a noite toda respondeu me estendendo a mão - Prazer!
Peguei em sua mão, mas em seguida, me inclinei sobre ela depositando um beijo demorado em seu rosto.
- Prazer, , eu sou Christian - disse me afastando.
- Eu te conheço, Christian - disse rindo com um certo sorriso safado no rosto.
- E você é quem? - Clinton perguntou para a amiga de que estava sentada ao seu lado.
- - A amiga respondeu também estendendo a mão.
Clinton não fez o mesmo gesto que eu, ele pegou a mão de e deu um beijo nela; Clinton sempre foi mais galanteador que eu.
- Podemos sentar naquele outro sofá, ? - Clinton perguntou - Quero te conhecer melhor.
soltou uma risadinha para a amiga e afirmou para a cabeça pra que ela fosse. se levantou e foi com Clinton até o outro sofá, onde rapidamente vi ambos engatarem um papo.
- Posso me sentar? - perguntei para enquanto apontava para o sofá.
- Claro - respondeu.
Me sentei ao seu lado, bem próximo dela, tocando perna com perna. deu um rápido gole em sua cerveja e então voltou a sua atenção para mim.
- Gostou do show, ? - perguntei querendo iniciar um papo.
- Vim de longe só para isso! - confessou.
- Sério? - perguntei surpreso.
apenas confirmou com a cabeça enquanto dava outro gole em sua garrafa.
- De onde você é? - perguntei curioso - Notei um sotaque diferente, mas não sei exatamente de onde.
- Do Brasil - respondeu - Como vocês não vão para lá, eu venho até vocês - deu uma risadinha orgulhosa no final.
Aquilo havia me pegado de surpresa; ela realmente tinha viajado de longe.
- A gente sempre teve planos de ir para lá, mas nunca conseguimos - confessei.
- Eu sei - respondeu dando uma risadinha.
Ver ela sorrindo com aqueles lábios vermelhos que me hipnotizavam era algo de outro mundo. era extremamente bonita e não era novidade ter me chamado a atenção, já que ela era meu tipo de mulher e enquanto olhava para ela, senti novamente aquela sensação de que já a tinha visto em algum lugar.
- - a chamei para sanar a minha dúvida.
- Pode me chamar de , por favor - Ela disse me cortando.
- Okay, - me corrigi, o que fez a rir mais uma vez - Eu te conheço de algum lugar? Você já foi em algum outro show ou algo assim? Porque te olho e tenho essa sensação...
então deu uma gargalhada alta.
- Ai, que vergonha! - Ela disse levando uma das mãos até o rosto e o escondendo.
- Por que? - perguntei curioso.
- Você está com seu celular? - me perguntou me fazendo ficar confuso.
- Sim - respondi já levando minha mão até o bolso da calça e o tirando dali.
novamente levou a mão até o rosto, fazendo sinais negativos com a cabeça e rindo.
- O que foi? - Eu ainda estava confuso.
voltou a me olhar e ainda ria.
- Abre o seu Instagram e vai nas mensagens - pediu.
Desbloqueei meu celular e fui direto para o aplicativo do Instagram e assim que o abri, apertei as mensagens.
- Desce até achar o nome - disse rindo.
Então era isso; ela tinha me mandado mensagem em algum momento, eu provavelmente dei uma olhada no perfil dela e acabei marcando seu rosto que realmente é inconfundível e espetacular.
Fui descendo as mensagens até que achei a dela ali, nas minhas conversas aceitas e lidas, com a sua última mensagem de três dias atrás e eu apenas tinha aberto e ignorado.
- Provavelmente é daí que você acha que “lembra” de mim - disse fazendo aspas com os dedos - E você me ignorou completamente.
Aquilo me fez ficar sem graça, mas era verdade; eu a tinha ignorado e nem eram tantas mensagens assim. A primeira havia sido um ano atrás, quando ela elogiou a minha voz e a minha música, algumas reações à stories e então ela falando que viria até Los Angeles para o meu show. Todas as mensagens eram simples e eu não havia tido a capacidade de responder.
- Me desculpe! - disse, pois realmente estava envergonhado com aquilo.
- Não nego que foi um pouco chato e não custava mandar nem um emoji ou um obrigado que fosse - respondeu - Mas fui fã demais também, então tudo bem.
Em seguida, deu um longo gole em sua cerveja acabando com ela e eu apenas a observei; a cena dela bebendo era outra coisa bem maravilhosa de se observar, na verdade tudo nela era.
- Preciso confessar que você me hipnotiza - disse olhando em seus olhos e levei minha mão até o seu rosto retirando uma mecha dali e colocando atrás de sua orelha, depois passei meu dedo de forma leve pela sua bochecha.
- Você também não é de se jogar fora, Christian - disse baixo rindo.
Me aproximei dela fazendo com que nossos lábios quase se tocassem com minha mão ainda em seu rosto.
- Pode me chamar de - disse para ela praticamente sussurrando.
mordeu o seu lábio inferior, eu não conseguia tirar meus olhos dele.
- - disse meu nome em forma de suspiro.
Ela conseguia ficar melhor a cada segundo que passava.
- Quanto tempo você vai demorar para me beijar? - questionou levantando uma sobrancelha e dando um risinho safado.
- Nem mais um segundo - respondi juntando meus lábios no dela.
Assim que nossos lábios se tocaram senti toda uma eletricidade tomar conta do meu corpo, nossas línguas se mexiam em uma sincronia perfeita. O beijo era profundo e intenso, mas ao mesmo tempo calmo. Eu conseguia explorar cada parte parte da boca dela de forma extremamente prazerosa.
Quando o fôlego faltou para ambos, começamos a finalizar o beijo com leves selinhos.
- Eu estava louco para fazer isso desde o primeiro momento em que meus olhos bateram em você - confessei para .
- Também queria isso, só que há muito mais tempo que você - disse se aproximando mais de mim.
Ela juntos nossos lábios num selinho demorado, depois colocou meu lábio inferior entre os dentes os puxando para si, o que me fez imaginar fazendo loucuras com ela. me deixava louco, não tinha como negar ou pensar o contrário disso, não tinha como.
- Hey, vocês dois! - Mitchel disse desviando nossa atenção para ele - Vamos para uma after numa boate aqui perto, querem ir?
Sinceramente eu não estava com vontade nenhuma, pois queria passar mais tempo perdido nos lábios doces e maravilhosos de , na verdade, não só nos lábios, como no corpo todo dela. pareceu demonstrar a mesma coisa que eu, pois me olhou com uma cara de quem não queria aquilo.
- Hoje não, Mitty - respondi coçando a nuca - Estou um pouco ocupado.
Mitchel revirou os olhos e riu, depois saiu dali indo em direção ao sofá onde Clinton e estavam, eles também estavam imersos em um beijo profundo quando Mitchel chegou lá.
Voltei a minha atenção para e lhe dei um selinho.
- O que você acha de fazermos a nossa própria after party? - perguntei demonstrando as minhas segundas intenções.
deu uma risadinha animada e depois deu uma leve mordida em seus lábios.
- Eu adoraria - respondeu por fim - Mas já aviso que sou uma boa garota.
- Eu imagino muito bem o que uma boa garota como você faz - falei encarando os lábios dela.
- Você não precisa imaginar, você vai saber - disse chegando mais perto de mim e juntamos nossos lábios de forma feroz.
Ela trouxe a mão até o meu peitoral durante o beijo e passou as unhas por ele, por cima da camisa mesmo, provocando um longo arrepio pelo meu corpo.
Assim que separamos o beijo, fui até o seu ouvido, mordendo o lóbulo de sua orelha.
- Vamos para o meu hotel? - perguntei.
- Vamos! - respondeu animada.
Rapidamente me levantei e estendi a mão para ela.
- Ele é aqui perto, no final da rua - comecei a dizer enquanto ela se levantava e me dava a mão.
apenas acenou um sim com a cabeça e olhou ao redor do camarim e a acompanhei; no camarim só tínhamos nós dois e Clinton com , o restante já tinha saído para a after.
- Vamos para o hotel, vocês vão ficar? - perguntei para Clinton.
Ele rapidamente parou o beijo com e me deu atenção.
- Vamos com vocês! - Clinton respondeu já se levantando e dando a mão para .
Nós quatro então saímos do camarim, acabamos encontrando com Aaron lá fora, que estava cuidando dos ajustes finais de desmonte do palco, avisamos que íamos para o hotel e ele apenas concordou com a cabeça. Assim que saímos da casa de show, sentimos uma brisa bater em nossos corpos, pois já era madrugada em Los Angeles.
Começamos a descer a rua em direção ao hotel, mas era inevitável não parar para dar um beijo em ; eu me sentia magneticamente ligado a ela.
Já havia ficado com várias fãs dessa mesma forma, mas nunca tinham ficado tão hipnotizado por alguém ou da forma que estava.
Rapidamente chegamos ao hotel e fomos diretamente para o elevador, pois queria aproveitar o máximo de tempo que tinha com ela. Assim que o elevador chegou no meu andar, saímos dele e já fomos para a porta do meu quarto, passei o cartão que abria a porta e entramos nele.
Quando encostei a porta, vi indo até o frigobar, onde pegou uma garrafa de champanhe. Em seguida, ela abriu a mesma e tomou um gole diretamente do gargalo. Aquela cena me fez rir; era ela sexy até fazendo aquilo.
- Achei que deveríamos comemorar - Ela disse enquanto estendia a garrafa em minha direção.
Fiz o mesmo que ela e depois coloquei a garrafa sobre uma mesinha que tinha por ali.
- A minha forma de comemoração é diferente - respondi chegando perto dela.
Parei frente a frente com que me olhava com um sorriso safado no rosto. Ela levou a suas mãos até os botões da minha camisa, abrindo um por um, depois a retirou pelos meus braços, deixando meu peitoral a mostra. Depois passou as unhas por ele até chegar a barra da minha calça e então voltou passando a mãos pelos meus braços, dedilhando com as pontas dos dedos as tatuagens que havia em um dos meus braços.
- Você estava certo sobre a forma de comemorar - começou a dizer voltou a descer as mãos até chegar a barra da minha calça - A sua é bem melhor - Ela então abriu meu cinto e depois a minha calça.
Não consegui deixar com que ela terminasse, levei minha mão até sua cintura e a outra até a sua nuca e a trouxe até mim, fundindo nossos lábios de forma necessitada, cheio de luxúria. Os beijos de eram tão viciantes que o quarto poderia estar pegando fogo que eu não perceberia, eu só queria estar com ela, conectado com ela, dentro dela.
Enquanto ainda nos beijávamos levei minha mão até o zíper da sua saia, que era bem na lateral do seu corpo e assim que o abri por completo, senti a saia cair em nossos pés, depois levei minhas mãos até a barra de sua blusa, as puxando para cima e tivemos que interromper o beijo para que isso acontecesse. Ia unir nossos lábios novamente, mas virou o rosto.
- Senta na cama - Ela disse em um tom mandão.
Apenas sorri imaginando o que ela poderia fazer em seguida.
Depois que sentei na cama, pude notar melhor seu corpo que era perfeitamente desenhado; só mais uma coisa perfeita nela dentro todas as outras. caminhou então em minha direção, sentou sobre o meu colo com uma perna de cada lado do meu corpo e deu uma leve rebolada assim que o fez. Ela trouxe as suas mãos até o meu cabelo e passou a mão por ele, depois trouxe a mesma até o meu queixo e o puxou em direção à sua boca, juntando nossos lábios de forma calorosa. Levei minhas mãos até as suas costas e as apertei com força para a trazer mais perto de mim praticamente nos fundindo e depois levei elas até o fecho do sutiã para o abrir, mas separou nossos lábios.
- Calma - pediu praticamente sussurrando devido à falta de fôlego - Nós temos tempo.
Meu membro já lutava apertado dentro da calça e eu necessitava estar dentro dela. Sei que tínhamos tempo, mas a queria de todas as formas.
- Eu só te quero muito - respondi.
gargalhou jogando a sua cabeça para trás, então saiu do meu colo e se colocou em pé na minha frente. Depois ela deu uma leve abaixada e trouxe as mãos até o meu membro o apertando por fora da calça mesmo, me fazendo gemer. Foi até a beirada da minha calça e começou a puxar para baixo, juntamente com a cueca, expondo meu membro e me deixando completamente nu. Observei-a se ajoelhar na minha frente enquanto passava a mão pelo meu membro de forma leve, mas logo o circulou com a mão e começou a fazer movimentos de vai e vem, me levando a loucura. A senti dar um leve beijo na glande e passar a língua por ela de forma sedutora e prazerosa.
- Eu quero você - disse para ela praticamente suplicando e gemendo.
então saiu de onde estava e voltou a ficar em minha frente, levou as mãos até as suas costas e retirou o sutiã, o jogou num canto do quarto e depois retirou a calcinha, ficando completamente nua para mim.
- Então tenha - Ela respondeu ali na minha frente me provocando.
Rapidamente, me levantei e fui até ela a puxando pela cintura e nos grudando. Nossas intimidades batiam uma na outra, era possível eu sentir o quanto ela já estava molhada e pronta para mim.
levou uma das mãos até meu peito e começou a me empurrar em direção à cama novamente, me fazendo cair sentado sobre ela.
- Você tem camisinha? - perguntou enquanto se aproximava.
Fiz que sim com a cabeça, me joguei mais sobre a cama e fui em direção à mesa de cabeceira, a abrindo e tirando o preservativo dali. Em seguida, me ajeitei na cama, ficando com as costas encostadas na cabeceira, coloquei o preservativo e então vi engatinhar em minha direção.
Assim que ela chegou perto, ela montou em mim com uma perna de cada lado do meu corpo, depois desceu sentando em meu membro de forma devagar, o introduzindo em sua intimidade, que o abraçou perfeitamente bem. Logo ela começou a rebolar e cavalgar sobre mim, me fazendo gemer alto; juntei nossos lábios enquanto ela cavalgava, ela sabia exatamente o que estava fazendo. cavalgava de forma forte e devagar, fazendo com que eu a sentisse por completo, me fazendo gemer mais e mais a cada minuto que passava. Durante as cavalgadas, levei minhas mãos até os seus seios, os apertando com força, o que pareceu a incentivar ainda mais, pois ela começou a rebolar ainda mais rápido, mais forte, pude até sentir uma gota de suor descer em suas costas e chegar em uma das minhas mãos que segurava a sua cintura. A cada minuto ela cavalgava com mais força e mais rápido, gemia alto, mordia os lábios, me olhava profundamente e eu sabia que ela já estava próxima do seu ápice da mesma forma que eu. Era tanto prazer que ela me promovia que não sei como não tinha desfalecido naquele colchão ainda.
Segundos depois, senti o corpo de se arrepiar e sabia que ela estava próxima, pois senti sua intimidade abraçar o meu membro de forma perfeita e então a vi ficar mole em meu colo e se derramar sobre meu membro; ela tinha atingido o ápice. De forma devagar, ela foi diminuindo os movimentos até parar e então abriu os olhos verdes hipnotizantes e me encarou para logo juntar nossos lábios de forma feroz. Ela colocou meus lábios entre os dentes e o puxou de forma bruta, me fazendo sentir o gosto de ferro na boca, pois provavelmente ela tinha os cortado, mas nada disso importava, na verdade tornava melhor.
Comecei a me movimentar embaixo dela, pois eu também estava próximo do ápice e assim que ela soltou meus lábios, a sensação de prazer tomou conta do meu copo fazendo com que fosse a minha vez de a preencher toda. Quando a sensação de prazer acabou, abri meus olhos e olhei diretamente para que também me encarava. Nós tínhamos uma conexão que eu não saberia explicar nem daqui à 100 anos.
Senti levantar de mim ainda ofegante fazendo com que uma certa sensação de vazio me preenchesse. Ela então se jogou ao meu lado na cama, me ajeitei deitando ao seu lado e depois me virei olhando para ela. Eu estava hipnotizado, não tinha como negar; nunca havia ficado assim e nem sentido algo parecido do que havia sentido por ela. Tudo era novidade para mim, ainda mais sabendo que a gente tinha se conhecido apenas algumas horas atrás.
- O que foi? - perguntou fazendo com que eu despertasse dos meus pensamentos.
Quando olhei para suas grandes esmeraldas que me encaravam suavemente, percebi que poderia me perder naqueles olhos todos os dias.
- Apenas estava pensando em como tudo foi maravilhoso - confessei para .
Levei minha mão até o seu rosto, passando-a devagar por ali, o que a fez fechar os olhos para sentir o meu toque. Aquela imagem com certeza ficaria para sempre em minha mente, não tinha como ser diferente. Mas ao mesmo tempo em que fazia isso, um vazio preencheu meu coração; não era dos Estados Unidos e ela havia dito que tinha vindo especialmente para o show, então uma hora ela iria embora.
- Você me disse que tinha vindo para o show - comecei a dizer o que estava em minha cabeça e imediatamente abriu os olhos para me escutar - Então você tem data marcada para ir embora?
A hora que ela se deu conta da pergunta, vi seu olhar dar uma leve entristecida.
- Sim, daqui a 5 dias - respondeu minha pergunta - Mas não quero pensar nisso! Quero viver o agora porque eu já sabia que esse sonho tinha prazo de validade.
Suspirei e voltei a fazer carinho em seu rosto, fechou os olhos e, inevitavelmente, comecei a pensar em como ela tinha razão. Não tínhamos como dar certo; éramos de mundos diferentes e sabemos que um rockstar nunca poderia se relacionar seriamente com uma fã. era apenas uma fã e nada além disso e eu sabia que não passaria disso, eu acho.


TRÊS DIAS DEPOIS

. .

Não tinha como negar que a minha pequena viagem com para Los Angeles estava sendo incrível; o show, a noite inesquecível com e agora os pontos turísticos que estávamos conhecendo. Já havíamos ido conhecer o letreiro de Hollywood, a Calçada da Fama, o Píer de Santa Mônica e Venice Beach… Tudo estava saindo melhor do que eu podia imaginar.
Eu e Christian ficamos apenas naquela noite juntos e no outro dia de manhã nos despedimos sabendo que cada um deveria seguir o seu caminho. Eu voltaria para o Brasil em dois dias e ele tinha que continuar a turnê com a banda pelos Estados Unidos. Com certeza eu guardaria para sempre aqueles momentos em que eu jurei que eram delírios da minha cabeça, delírios de uma fã apaixonada pelo ídolo, mas que foram completamente reais e que para sempre arrancariam sorrisos bobos de mim.
e eu ainda tínhamos dois dias em Los Angeles e não sabíamos ao certo o que faríamos hoje; a gente nunca planejava nosso roteiro de fato, quando acordávamos, sentíamos o que estávamos a fim de fazer e então fazíamos.
- Qual vai ser a sua sugestão de hoje? - disse se sentando ao meu lado na cama do hotel.
- Pensei em ir nos estúdios da Warner ou na Hollywood Forever. O que você prefere? - respondi minha amiga, mas não respondeu.
Percebi algo na tela de seu celular que chamou sua atenção e logo em seguida foi a vez do meu apitar avisando a chegada de uma notificação. Assim que desbloqueei a tela, não pude acreditar no que via: era uma notificação de mensagem privada no Instagram e a mensagem era de Christian.
- Giu - chamei minha amiga virando o celular para ela antes mesmo de abrir a mensagem.
Giu arregalou o olhar quando viu e logo virou o celular dela em minha direção; o mesmo tinha acontecido com ela, mas ao invés de uma mensagem de Christian, ela tinha uma de Clinton.
- O que esses dois estão aprontando? - perguntei retoricamente.
- Vamos abrir a mensagem para saber - Giu disse já indo para o aplicativo, o abrindo.
Fiz o mesmo e nem pude acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. e eu decidimos que não teríamos mais nenhum contato e o que tínhamos vivido tinha sido incrível, mas tinha acabado ali, naquele dia e naquela transa. Mas, acho que só eu pensava assim.

8:36 a.m.
Sei que a gente tinha combinado outra coisa, mas não parei de pensar em você. Então antes de você voltar para o Brasil, gostaria de curtir mais um dia na sua companhia, está afim?

Reli aquela mensagem diversas vezes, pois não era possível o que eu realmente está lendo, era?
- também quer te ver? - Giu perguntou enquanto respondia Clinton.
- Sim! - respondi ansiosa sentindo o coração bater na garganta.
Voltei a minha atenção para a tela do celular, decidindo o que responder.

8:40 a.m.
Confesso que estou surpresa com as mensagens depois de tanto me ignorar por anos kkkkk e negar sua companhia nunca foi uma cogitação, o que
tem em mente?

No mesmo segundo que a minha mensagem foi entregue, vi que já começou a digitar.

8:41 a.m.
Eu já te pedi desculpas sobre isso, só sou desligado.
E sobre o que tenho em mente, arrume suas malas como se fosse embora e depois me encontre na entrada do seu hotel em uma hora.
Os meus planos são os melhores.

Não pude deixar de rir lendo aquilo. Ele realmente queria me surpreender? Queria ter mais um tempo comigo? Só sei que eu queria e iria. Viajar para Los Angeles estava me proporcionando ter os melhores dias da minha vida e ter o cara que cantava minhas músicas favoritas interessado em mim era melhor ainda.


8:41 a.m.
Combinado, até daqui a pouco.


Assim que enviei a mensagem, voltei minha atenção para que também sorria igual boba ao olhar para a tela do celular.
- Tenho uma hora para arrumar tudo e acredito que você também - disse para a minha amiga que apenas concordou com a cabeça.
A próxima hora foi a maior correria que eu já havia presenciado; eram roupas sendo arremessadas pelo quarto e colocadas de qualquer jeito na mala, sapatos voando, produtos de beleza apenas jogados dentro da mala de mão, ou seja, a maior correria existente no mundo. Eu e ainda tivemos que tomar um banho e nos arrumar em menos de dez minutos, mas tudo tinha dado certo já que quando sentamos na cama para olharmos os celulares, faltavam apenas cinco minutos para acabar nosso tempo.
- Será que isso tudo é loucura? Para onde a gente vai? - questionei enquanto encarava o teto.
Mesmo aquela uma hora que acabamos de passar ter sido uma confusão, várias coisas passavam pela minha cabeça e não tinha como isso não acontecer.
- Se a gente não arriscar, a gente nunca vai saber - Giu disse com o maior dos sorrisos no rosto.
E realmente minha amiga tinha razão; se a gente não arriscasse, sempre ficaria o sentimento da dúvida dentro de nós e se tinha uma coisa que eu sempre odiei era duvidar das coisas, não fazer e depois ficar arrependida de não ter feito. Dessa vez eu faria, independente do que fosse.
- Vamos? - perguntei para Giu já me levantando e indo em direção a minha mala.
Minha amiga apenas concordou com a cabeça e fez o mesmo, depois olhei por todo o quarto para ver se não tínhamos esquecido nada e então seguimos para sair do quarto e fazer check out, já que não ficaríamos ali todos os dias que havíamos planejado.
Minhas mãos suavam enquanto segurava a alça da mala; era óbvio que o nervoso corria por minhas veias e não tinha como ser diferente. Christian por muitos anos tinha sido a minha voz favorita, a pessoa que trazia paz para o meu coração, que me acalmava e tudo através da sua música. Era louco pensar que agora estávamos em algo muito maior do que uma simples relação fã e ídolo.
Assim que chegamos no saguão, Giu e eu rapidamente fizemos o check out e seguimos para fora do hotel. Meu coração batia acelerado contra o peito e chegava a doer tamanha era a minha ansiedade, não tinha como ser diferente. Porém quando saímos do hotel, parecia que tudo aquilo que eu sentia tinha sumido ao ver Christian encostado sobre um carro conversível antigo, que eu não reconhecia qual era, com seus cabelos loiros soltos se mexendo na brisa de Los Angeles, vestido com uma regata branca e o melhor dos sorrisos no rosto enquanto olhava diretamente para mim.
Correspondi o sorriso pensando na sorte em que eu tinha tido nesses últimos dias: tinha conhecido a cidade que sempre sonhei em conhecer, vi o show e conheci a minha banda favorita e agora estava aqui, prestes a embarcar em algo que eu não fazia ideia do que era com meu ídolo favorito. Era loucura pensar em tudo isso.
Quando cheguei perto de , ele se desencostou do carro, se aproximou de mim passando uma das mãos pela minha cintura e a outra pelo meu pescoço me trazendo para seu peito e me fazendo encaixar a cabeça bem em seu pescoço e emergir em seu perfume. me abraçava com força, como se não quisesse que eu nunca saísse dali.
- Você me atingiu mais forte do que esperei - sussurrou no meu ouvido, fazendo um arrepio subir por todo o meu corpo.
Imediatamente, um sorriso brotou no meu rosto; mal sabia ele que isso também tinha acontecido comigo.
- Posso te dizer o mesmo - confessei ainda sorrindo.
Christian então deu um beijo em meu rosto e depois se separou do abraço, mas ainda ficando de cara a cara comigo. Ele tinha um sorriso sacana no rosto e parecia pensar em algo.
- O que você está aprontando? - perguntei o encarando.
- Só direi depois que você me cumprimentar direito - disse me provocando.
Me aproximei dele ficando extremamente perto com as nossas bocas quase se tocando.
- E como você gostaria disso? - perguntei provocando com nossos lábios se roçando.
imediatamente levou as duas mãos para a minha cintura me puxando contra ele e tomando meus lábios em seguida. O beijo era cheio de saudade, desejo, vontade, era algo magnético, que não deixava que a gente se desgrudasse nem por um segundo sequer. Finalizamos aquele beijo com selinhos quando o ar começou a nos faltar e assim que nossas bocas se desgrudaram, abri os olhos e vi Christian olhando admirado para mim.
- E então, agora você pode me contar o que está aprontando? - O questionei.
soltou a maior das gargalhadas quando me ouviu, levando até a sua cabeça para trás enquanto ria.
- Você é muito curiosa! - respondeu ainda em meio a risadas.
- Curiosa e ansiosa! - ressaltei
Acabei cruzando os braços e fazendo uma cara de emburrada na frente dele, o que fez rir ainda mais. Quando as risadas cessaram ele voltou a pôr as mãos na minha cintura para me aproximar dele.
- Vou te contar - começou a dizer enquanto fazia um leve carinho na minha cintura - Nós temos um show em São Francisco amanhã à noite e gostaria de saber se você quer ir.
Mais um show da minha banda favorita? Era óbvio que eu queria.
- Nem sei porquê você está me questionando sobre isso se eu vim para Los Angeles só para ver vocês tocarem - fui sincera.
- Realmente - constatou - Mas, enfim, na verdade, esse não é o que realmente pensei - voltou a explicar - Eu quero que você vá comigo para São Francisco, só nós dois de carro pela costa hoje mesmo. A gente para em alguma praia, curtimos o dia juntos lá, dormimos em algum hotel e no outro dia vamos para São Francisco, você fica para o show, curtimos mais um dia juntos e daí você volta para o Brasil de lá. O que acha?
Se eu tivesse sonhando, essa era a hora de acordar, porque não queria idealizar o dia perfeito para depois perceber que não era verdade.
- Isso é real? - O questionei surpresa.
- Nunca falei tanta verdade na minha vida - respondeu levando uma mão até o meu rosto e fazendo um carinho agradável pelo meu rosto - Eu só quero curtir mais um tempo com você e nunca quis tanto fazer isso com alguém como agora, . Você realmente mexeu comigo.
Me aproximei de e juntei nossos lábios num selinho demorado; realmente eu só poderia estar sonhando.
- Eu nem sei o que dizer - comecei a falar com os olhos ainda fechados e com a testa colada na de .
- Não precisa, a gente só precisa viver e nada mais do que isso - respondeu.
Abri meu olhos e encarei os deles que tinham um brilho diferente, um brilho apaixonado, o que certamente ele estaria vendo no meu também; não tinha como negar que a paixão corria por nossas veias de forma intensa.
- Vamos começar a nossa aventura? - perguntou dando um sorriso desestruturador.
- Agora mesmo! - respondi dando outro selinho nele.
Depois do selinho nos separamos, pegou minha mala e foi em direção ao porta malas, onde a colocou junto com a de mão. Em seguida, voltou para onde estávamos para me levar até o banco do carona, ele então passou seu braço pelo meu pescoço e deu um beijo em meu rosto enquanto dávamos a volta no carro, abriu a porta do carona para mim sorrindo animado.
- E não sei se disse isso hoje, mas você está linda sobre esse sol da Califórnia - disse me admirando ainda em pé do lado do carro.
Imediatamente minhas bochechas coraram, esse tipos de elogios sempre me deixavam envergonhada, ainda mais vindo dele.
- Obrigada - agradeci - Mas não estou nada perto de você.
O que era realmente verdade, Christian tinha uma beleza peculiar, um certo charme de deixar qualquer uma aos pés dele.
Logo depois ele fechou a porta do carro, deu a volta e sem abrir a sua porta, deu um salto se sentando em seu banco.
- Giu e Clinton também vão com a gente? - questionei enquanto ele se arrumava no banco, porque realmente nem tinha passado pela minha cabeça perguntar antes sobre isso.
- Não, ela vai no ônibus da turnê com Clinton. Vamos nos encontrar em São Francisco - respondeu e depois ele pegou um óculos escuros que tinha na porta do carro e o colocou, completando todo o combo que me fazia suspirar.
- Pronta? - perguntou pela última vez e apenas confirmei com a cabeça sorrindo.
Ele então ligou o carro e arrancou pela rua, fazendo tudo ficar para trás rapidamente, porque uma nova aventura de verão só com nós dois se aproximava e definitivamente seria a melhor delas.

. .

Fazer uma viagem pela costa da Califórnia era algo que tinha vontade, mas nunca de fato havia conseguido. Sempre tinha a questão de estar em turnê, preparação de álbum, gravação, divulgação, estar com a minha família ou muitas coisas para fazer o tempo todo, mas quando surgiu naquela multidão daquele show em específico e fez meu coração balançar, sabia que essa seria a oportunidade perfeita para fazer isso, e como eu tinha acertado em fazer.
Fazia duas horas que havíamos saído de Los Angeles, John Mayer tocava no rádio e cantarolava as músicas enquanto o vento levava seus cabelos para trás e o sol batia em sua pele bronzeada. Não tinha como negar que aquela tinha se tornado uma das minhas visões favoritas e que eu teria para sempre na memória, porque aquela cena, ou apenas o fato de ser , fazia meu coração bater mais forte, me fazia ficar feliz e em paz.
- Por que você está me olhando? - perguntou quando me viu a encarando bobo demais.
Levei a mão até a nuca, coçando um pouco sem graça porque ela tinha me flagrado.
- Te admirando - Fui sincero - Não tem como não fazer isso.
sorriu de forma doce, então se inclinou em minha direção me dando um selinho rápido.
- Definitivamente essa é a melhor viagem que já fiz na vida! - disse de forma sincera - Califórnia, você, tudo...
- Confesso que moro aqui faz uns anos, mas a minha lembrança favorita é a de hoje - confessei.
apenas abriu o seu melhor sorriso para mim, aquele que, definitivamente, eu ficaria admirando para o resto da vida.
Seguimos por mais alguns minutos pela estrada apenas sentindo a brisa gostosa do mar, até que consegui avistar o Castelo de Hearst, que era um castelo construído entre a década de 20 e 50 por um magnata de editoras, e eu sabia que próximo dele havia um hotel para passarmos a noite, além da praia à frente; o pacote era perfeito. Tomei então o rumo da praia até estacionar por ali mesmo. O lugar estava vazio, o que o tornava ainda mais perfeito para nós dois.
- O que acha daqui? - perguntei para assim que parei o carro.
- Não tenho nem palavras - começou a dizer - A praia é perfeita e olha aquele castelo lá atrás! Eu nem sei o que dizer, realmente.
- Vamos curtir nosso dia? - disse enquanto me aproximava de .
Em seguida, juntei nossos lábios num beijo quente e gostoso como aquele lugar e aquela viagem, como ela. Quando o ar nos faltou, acabamos nos separando. então saiu do carro e caminhou em direção ao mar e fiz o mesmo a seguindo.
parou em frente ao mar, abriu os braços e fechou os olhos sentindo a brisa do lugar e o sol tocar sua pele. Depois de alguns segundos, ela finalmente abriu os olhos e os direcionou até mim.
- Eu nunca imaginei que isso poderia um dia acontecer - foi sincera - Nem nos meus mais loucos sonhos.
Sorri com aquelas palavras. Me aproximei dela, levei a minha mão até a sua cintura, a trazendo para perto de mim.
- Você é o meu melhor sonho - confessei.
se aproximou ainda mais de mim, fazendo com que nossos narizes se tocassem, olhou profundamente nos meus olhos e depois sorriu, o meu sorriso favorito, em seguida levou a sua mão até a barra da minha blusa a puxando para cima.
- O que você está fazendo? - perguntei confuso.
continuou puxando a minha camiseta até que ela estivesse completamente fora do meu corpo, depois ela foi para dela, a retirando de seu corpo também.
- Vamos aproveitar esse sonho e esse mar então - disse.
Em seguida, ela me deu um selinho leve, depois se afastou e retirou a sua saia, ficando apenas de calcinha e sutiã ali na minha frente. Quando o pano já estava na areia, ela me estendeu uma das mãos, me chamando para a acompanhar; aquela ousadia me deixava ainda mais louco por ela.
- Você vai pensar até quando? - perguntou fazendo com que eu parasse de a admirar e voltasse à realidade e sorri com aquilo.
Levei então minha mãos até os botões da bermuda a tirando também, depois foram os sapatos e assim estava pronto para entrar no mar. Peguei finalmente na mãos de e caminhamos em direção ao mar, para aquela imensidão azul que eu amava tanto fosse em qualquer lugar do mundo. E agora amava ainda mais, porque estava com ela e nada poderia ser melhor que isso.

⇜ ☀️ ⇝

O dia já estava no seu fim e eu e estávamos deitados sobre uma toalha na área da praia que ainda permanecia deserta olhando o pôr do sol laranja na sua tonalidade mais bonita junto da imensidão azul. Nós havíamos passado o dia todo ali aproveitando a companhia um do outro, conversando e se conhecendo melhor. Eu havia trazido alguns snacks na mala, então não foi preciso sair dali para comer; fizemos nosso piquenique ali na areia da praia, brincamos na água, aproveitamos tudo da forma que tinha que ser e foi muito melhor do que eu esperava.
- A cor do céu está sensacional - disse admirando tudo.
- Sim, acho que nunca o vi tão bonito assim - constatei - Nem aqui e nem na Austrália.
olhou diretamente para mim com seus olhos verdes-esmeralda que pareciam refletir tudo o que ela sentia e o que ela queria dizer, e naquele momento, com certeza, eu sabia que ela estava feliz. Mas enquanto ela me olhava mesmo com um sorriso no rosto, notei uma lágrima traiçoeira escorrer por seu rosto. Imediatamente, levei minha mão até o seu rosto, capturando aquela lágrima antes que ela escorresse mais.
- O que aconteceu? Por que você está chorando? - perguntei preocupado me aproximando mais dela e a trazendo para se aninhar em meu peito.
- Nada demais. Essas lágrimas são de felicidade… Acabei pensando em como esses dias foram melhores do que um dia imaginei, mas que tem prazo para acabar e a minha realidade é outra - disse parecendo triste ao final da frase.
Levei uma das minhas mãos até o seu rosto, o trazendo para cima e a fazendo olhar diretamente para mim.
- Baby, eu posso nos enxergar na vida real - confessei e realmente sentia isso. Eu queria muito e sabia que nós dois não poderíamos deixar o que estava acontecendo entre nós acabar como uma aventura de verão na Califórnia.
sorriu quando disse isso, mas não era um sorriso animado e muito menos um sorriso de quem concordava com aquilo.
- , nós vivemos em realidades diferentes - começou a explicar - Você é um rockstar prestes a alcançar o auge da sua fama, sei disso. Eu moro no Brasil, tenho minha vida lá, meu trabalho, uma carreira normal…
E deixou a frase morrer enquanto suspirava.
- Eu não tenho o direito de te pedir nada - confessei - Nunca faria isso, mas te queria na minha vida.
então sorriu feliz e iluminado pelos últimos raios de sol no céu.
- Nós temos que viver o agora e nada mais, porque será o dia de hoje, na verdade essa semana, que lembraremos para sempre. Você sempre estará marcado em mim, , pra sempre - disse isso se aproximando de mim.
Ficamos cara a cara enquanto ela sentava sobre o meu colo com uma perna de cada lado do meu corpo e levava as duas mãos até o meu rosto para encarar profundamente meus olhos, aquele olhos em que eu poderia me perder para sempre.
- Eu gosto mais da gente quando estamos entrelaçados e conectados, sendo um só - confessou.
Imediatamente, um arrepio por todo o meu corpo se fez presente. se aproximou ainda mais de mim e foi em direção ao meu ouvido.
- A maneira como você me toca me faz perder os sentidos - sussurrou me fazendo fechar os olhos e sentir meu membro ganhar vida dentro da bermuda.
Levei as minhas mãos para suas coxas as apertando com força, o que a fez gemer baixinho. Em seguida, fui em direção ao seu pescoço dando leves beijos e mordidas.
- Você me faz perder a calma, porque estou queimando em você, querendo você, desejando você - disse em meio aos beijos e aos gemidos de .
então atacou os meus lábios com força, luxúria e desejo. Nossas línguas dançavam sincronizadas enquanto uma eletricidade descomunal passava por nossos corpos fazendo o desejo só aumentar mais e mais. No meio do beijo, deu uma leve rebolada sobre mim me fazendo gemer. Eu desejava essa mulher mais do que qualquer coisa na vida e como, infelizmente, não teríamos chance de seguir em frente, eu deveria aproveitar todos os momentos que pudesse com ela porque ela me fazia me sentir feliz, completo e com que eu sentisse que eu poderia ser eu mesmo, e nada mais.
- A gente vai fazer isso mesmo, aqui? - perguntou ofegante após o beijo e com um sorriso safado nos lábios.
- Não tem lugar melhor para mim do que aqui - confessei, e realmente não tinha.
voltou a atacar meus lábios e isso foi a deixa para dizer que ela sentia o mesmo que eu: que nada mais importava ao não ser nós dois, nos aproveitando, juntos, da forma que fosse, onde fosse.


DOIS MESES DEPOIS


. .

Hoje faziam exatos dois meses que havia ido para os Estados Unidos, onde tinha visto não só um, mas dois shows da minha banda favorita na companhia da minha melhor amiga e dois meses que eu havia me envolvido com Christian na nossa aventura de verão na Califórnia; os dias mais mágicos da minha vida.
Durante a viagem para São Francisco, e eu conversamos bastante sobre tentar algo à distância, mas sabíamos que não daria certo, então preferi não tentar. Não queria me iludir e acabar com o coração destroçado, afinal, ele era um rockstar, e eu, bom, eu sou apenas alguém e nada demais. Nossa despedida também não foi fácil e nem tinha como ser; não tinha como deixar de esquecer os dias incríveis, mas foi preciso.
Depois da despedida, continuamos mantendo contato pelo Instagram, sempre conversando, mas o fuso horário acabava não ajudando muito, então a cada dia nós nos falávamos menos até que não existisse mais contato e só as lembranças ficaram guardadas.
- , você pode descer pegar a correspondência, por favor? - Giu gritou do escritório do apartamento que morávamos juntas, onde ela andava trabalhando loucamente - O porteiro já ligou duas vezes.
- Claro - respondi.
Vesti meus chinelos e fui em direção à porta do apartamento, depois desci as escadas e me encaminhei até a portaria do prédio. Conforme fui me aproximando, notei que o porteiro falava alto sobre não estar entendendo o que outra pessoa falava.
- Está tudo bem, Carlos? - perguntei me aproximando sem conseguir enxergar a outra pessoa que parecia estar atrás de um dos pilares da portaria.
- Senhorita , é com a senhora mesmo que gostaria de falar - Carlos disse, o que me fez ficar confusa.
- Porq... - Não tive nem tempo de terminar a pergunta para Carlos, porque antes mesmo que eu fizesse isso, a pessoa saiu de trás do pilar sorridente. Uma pessoa e um sorriso que eu conhecia bem e que havia feito meu coração bater mais forte há dois meses atrás: a minha pessoa favorita.
- ? - perguntei sem acreditar, eu deveria estar ficando louca.
- ! - respondeu enquanto se aproximava de mim.
Logo ele entrelaçou um dos braços pela minha cintura e outro pelo meu pescoço me abraçando forte, da mesma forma que foi em Los Angeles, me fazendo se perder no perfume dele, o melhor perfume do mundo. Depois de alguns segundos, ele me soltou do abraço e grudou nossas testas ainda de olhos fechados.
- O que você está fazendo aqui? - perguntei praticamente sussurrando.
abriu um sorriso com a minha pergunta, depois abriu os olhos olhando diretamente para os meus.
- Não aguentava mais ficar longe de você e não estar com você. Acho que nunca tive um amor assim que me atingiu mais forte do que eu jamais esperei. - respondeu se aproximando mais e fazendo com que nossos lábios roçassem um no outro.
- Você deve estar ficando louco, mas ponha seu amor com seus lábios nos meus logo de uma vez - disse por fim.
acabou rindo, aquela risada que eu tanto amava e que eu estava sentindo tanta falta também.
- Realmente estou louco, mas louco por você - respondeu.
Em seguida, ele juntou nossos lábios num beijo apaixonado cheio de saudade. Com toda certeza era o melhor beijo do mundo, pois era aquele que dava continuidade ao nosso amor de verão da Califórnia.


Fim



Nota da autora: Olá meninas, tudo bem? Espero que sim.

Sim, ressurgi em outro ficstape, na verdade estarei em vários daqui pra frente. Mas me digam, o que acharam da história desse casal? Gostaram? Fofos? Blé? Me contem o que acharam nos comentários, por favor, e só queria avisar que sim, teremos continuação dessa história em outro ficstape, então fiquem de olho.

Espero de coração que tenham gostado.

Love, Kels.



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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