06. Fools Gold

Última atualização: 19/09/2015


Capítulo 1

Quando você é uma fã de uma banda, talvez seu cérebro não raciocine muito bem, já que você idealiza planos e mais planos na sua cabeça que parecem tão verdadeiros que você começa a acreditar neles, e, o pior, no fundo, você sabe que nunca vai realizá-los.
Eu tinha uma vida tranquila, ou quase, tinha meus vinte e poucos anos, estudava numa boa faculdade, morava com a minha mãe, a qual sempre tinha brigas desnecessárias, e ainda era sustentada pelo meu pai. Não me entenda mal, mas quando você tem seus vinte e poucos anos, é meio vergonhoso ainda ser sustentada pelos seus pais. Eu meio que me isolava desse mundo de quem eu era quando entrava no twitter, e lá ficava horas e mais horas tentando encobrir minha vida, lá eu era outra pessoa.
Eram, sei lá, umas duas ou três da manhã, e eu estava olhando atentamente pra minha tela do computador. Eu tinha acabado de participar aqueles games bobos do twitter que, se você respondesse tudo certo, você ganharia uma DM com seu ídolo, uma mensagem direta, ou seja, você poderia enviar qualquer, eu disse, qualquer coisa para ele.E eu tinha acabado de ganhar essa mensagem direta com o cara que eu mais gostava naquela banda, depois do momento de euforia, eu fiquei pensando “mas o que eu poderia mandar pra ele?”. Eu não sabia o que mandar, se uma cantada bem feita, ou algo bem típico de fã “Love you follow me”, mas eu queria ser diferente. Eu era sagitário, eu era do signo do fogo, eu queria ser única, queria ser original. Joguei o notebook do lado da minha cama e fiquei pensando e pensando, peguei meu celular, já era tarde e eu ainda teria aula no outro dia, ou dali algumas poucas horas, e eu nem tinha tomado banho! Suspirei e decidi tomar um banho de madrugada mesmo, minha mãe trabalhava por contrato, então, às vezes, eu ficava algumas semanas sozinha em casa, e essa era uma dessas semanas, então eu fazia o que eu queria, do tipo dormir a tarde toda e tomar o banho de madrugada. Quando estava no chuveiro, fiquei pensando, eu era só uma garota qualquer, com uma DM do seu ídolo ali esperando você enviar qualquer merda e ser ignorada. Meu ídolo era cantor de boyband no alto da fama com uma namorada igualmente famosa e linda, impecável, uma princesa, e eu só eu mesmo. Ri da minha desgraça e pensei em não mandar nada, porque eu nunca fui sortuda nem pra ganhar em rifa de escola, imagine ele ver uma DM comigo? O máximo era ele ver, sair da DM e me deixar falando sozinha.
Estava de frente ao espelho, tinha acabado de secar o cabelo, eram três e quarenta e cinco da manha, e eu acordava as seis para ir a aula. Eu estava pronta pra pegar meu pijama e ir tentar dormir um pouco para não chegar tão cansada na aula, quando uma ideia louca, típica de signo de fogo, me passou pela cabeça. Peguei meu celular e tirei uma foto de mim mesma, apenas de calcinha e sutiã – minha sorte era um conjunto -, não mostrei meu rosto, aquilo por si só já era vergonhoso demais. Entrei no Twitter e mandei a foto na DM, e embaixo escrevi:

“talvez se você gostar dessa foto, você possa me ligar ;)”

Anexei meu número com a foto, e ri sem humor. Era SUPER possível ele me responder, super, me joguei na cama, desejando apenas dormir e não acordar tão cansada.


Capítulo 2

- , você está acabada – minha colega de faculdade disse quando se sentou ao meu lado.
- Me diz a novidade, Claire – disse rindo.
- Noite mal dormida? – Ela perguntou.
- Foi, de novo. Você sabe, problema de insônia – respondi.
Ela apenas concordou e disse que eu deveria ir ao médico porque insônia era algo sério e toda aquela baboseira. Eu apenas fingi escutar e dei os ombros, puxando um outro assunto enquanto vestia meu jaleco e me dirigia ate o laboratório clínico da faculdade. Não, eu não fazia medicina, bem que eu queria. Eu fazia química, mas minhas matérias eram mais voltadas a Química Farmacêutica, as de Claire mais voltadas a Cosméticos. Ou seja, não tínhamos muitas aulas juntas, mas éramos amigas. Deixei minha bolsa nos armários da faculdade e segui para a aula, com um ânimo absurdo. Eu só pensava em voltar pra casa e dormir a tarde toda, era uma coisa muito boa e tentadora. A aula terminou e eu saí apressada do laboratório pra ir logo pra casa. Coloquei minha bolsa nos ombros e fui embora. Quando cheguei lá, a cama me chamou e eu obedeci, dormindo de me babar. Acordando quase era noite, não me julguem, eu amava dormir mais que comer.
Como de costume, comi algo, tomei banho e entrei no twitter, para ver as novidades, quase nenhuma, só que minha banda favorita estava fazendo shows por todo o canto e que tinha anunciado algumas datas e cidades extras. Como de curiosa, fui ver quais cidades eles tinham adicionado shows extras. Vi algumas cidades que eram muito longes, mas uma me chamou a atenção, era próxima a cidade que eu morava, se eu juntasse uma grana, e não comesse fora por uns tempos, eu conseguiria ir. No impulso, cliquei no site que vendia os ingressos e comprei um ingresso com o cartão de crédito que tinha ganhado de presente para “ocasiões urgentes e importantes”, e aquela era pra mim.
Los Angels here we go!


Capítulo 3

Alguns dias tinham se passado, eu tinha arrumado um empreguinho meia boca em uma Lanchonete, mas que pagava alguma coisa, para juntar dinheiro para o show e a viagem. Claro que quando minha mãe descobriu faltou me deserdar, só não fez isso porque sabia que não tinha nada pra deixar de herança mesmo. Economizei cada centavo, até aqueles que via na rua. Tinha feito um cofrinho onde guardava todas as moedas e gorjetas que eu ganhava. Moedas o comércio sempre precisava, ou seja, era eu chegar com moedas e sair com notas. Eram umas sete ou oito da noite, tinha acabado de passar pano no piso da cozinha enquanto conversava com Jannet, a chefe de cozinha da lanchonete, que fazia os melhores sanduíches do mundo!
Estava saindo da Lanchonete, quando coloquei minha touca na cabeça, e segui até o ponto de ônibus quando ouvi meu celular tocar, avisando uma mensagem.

“Oi, linda”

Fiquei olhando para o número, pensando: respondo ou não respondo. Eu costumava não atender números estranhos quando me ligavam, mas as mensagens eu respondia pra saber quem era.

”Oi, quem é?”
Cliquei em enviar e fiquei ouvindo música no meu fone, até o fone tocar uma melodia diferente no meio da música, avisando que eu tive a resposta da minha mensagem estranha. Cliquei no ícone de sms do meu celular e li a mensagem.
“Você realmente não sabe quem?”
Arquei as sobrancelhas e fiquei pensando quem era essa pessoa. Digitei uma resposta rápida, porém com grosseria, porque eu não estava com paciência para responder desconhecidos, e ainda mais que faziam joguinhos de adivinha quem.
”Olha, cara, ou sei lá quem você seja, eu não tenho tempo e nem paciência pra esse joguinho de adivinha quem é, então fala logo ou me deixa em paz” .
Cliquei em enviar, e meu ônibus chegou. Entrei dentro do mesmo e paguei minha passagem ao motorista, sentando em um dos bancos perto das portas porque era mais fácil pra sair do mesmo. Fiquei com o celular na mão, estava com pouca carga então deixei de ouvir música no fone de ouvido, mas senti-o vibrar na minha mão, avisando novamente que o “estranho” havia me respondido.
Foi você quem me deu seu número, ou já se esqueceu da foto que me enviou?”
Li e reli o corpo daquela mensagem e fiquei repassando a mesma pra ver se eu lembrava de algo, até que eu lembrei da DM que eu tinha enviado pra , o cara que eu era fascinada, o cantor da boyband que eu estava trabalhando e economizando para pagar a passagem e gastos para o show, que aconteceria daqui uns dias. Comecei a rir e a senhora, que estava na minha frente, olhou pra trás pra ver qual seria meu motivo de riso. Eu ria de nervoso e achava muita graça, mas depois a graça passou.
Você só pode estar brincando comigo.
Respondi ao “desconhecido” que estava me mandando certas mensagens, até que eu percebi que meu ponto logo iria chegar e eu teria que descer. Joguei meu celular dentro da bolsa e pedi para o motorista parar no meu ponto. Enquanto seguia para casa, só conseguia pensar que alguém poderia ter hackeado minha conta no Twitter e descoberto minha “foto” que eu enviei e meu número na mensagem direta com . Só podia ser isso, eu nunca teria uma sorte ou milagre qualquer que fizesse ele ver e me notar em meio a milhões de mensagens. Eu via aquela porra de DM todo santo dia, pra ver se ele não tinha saído da mesma e me deixado falando sozinha ou respondido algo como “eu fodo com alguém melhor toda a noite, bye xx”, mas nunca tinha nada de novo. E como agora eu estava trabalhando, mal tinha tempo pra entrar em rede social ou o caralho a quarto, eu só tinha tempo de dormir, comer e tomar banho, era só isso. Assim que cheguei em casa, disse um “cheguei” pra minha mãe, que estava trancada no quarto, como sempre, e segui para meu quarto. Pegando meu celular e colocando para carregar, já que o mesmo tinha desligado pela falta de bateria, não esperei até ele ligar de volta, não tinha tempo. Resolvi tomar um banho e corri para o banheiro antes que eu me decidisse dormir sem tomar banho.



Capítulo 4

Saí do banho enrolada numa toalha branca, já meio velha, mas nem liguei. Meu cabelo pingava, eu teria que secá-lo com secador, mas vesti meu pijama e decidi secar meu cabelo antes que ele secasse naturalmente e ficasse horrível.
O jato quente de ar que saía do secador não me deixou escutar o barulho do meu celular, que apitava dizendo que eu tinha recebido mais mensagens, só vi o mesmo quando terminei de secar o cabelo. Peguei o aparelho na mão e notei quatro novas mensagens do “desconhecido”.
Não, eu não estou brincando com você, garota.
Aliás, se eu estivesse brincando, eu não saberia dizer que seu corpo é extremamente gostoso, e que sua lingerie é preta.
Ei, não vai me responder?
Eu não estou brincando, garota, eu posso te provar, quer que eu ligue?

Minha boca estava aberta na descrença que eu tinha na minha mente. Puta que pariu, com toda a certeza, eu estava sendo enganada. Fui hackeada e o cara tinha a bendita foto minha de calcinha e sutiã. Ele poderia espalhar para todo meu círculo social e, se minha vida já era ruim sem fotos constrangedoras, imagine com.
Ok, me prove, me ligue.
Digitei a mensagem com o coração na boca, e com as palavras na ponta da língua, pronta pra xingar a pessoa, que o “desconhecido” era. Mas meu telefone começou a tocar na minha mão, deixei tocar três vezes antes de atender.

- Alô? – disse. -E aí, garota gostosa do twitter, você costuma mandar fotos assim pra todos? – o cara disse do outro lado.
- Ai, cara, vai se foder, você só pode ser um louco, maníaco, que hackeou minha conta no Twitter e quer ferrar com a minha vida agora.
- Eu já disse que eu sou quem você pensa quem sou.
- Não, você não é! – gritei no telefone, desligando logo em seguida.
Mas pouco adiantou, o cara me ligou novamente.
- Cara, por favor, me deixa em paz – eu pedi, já com medo.
- Foi você quem me enviou seu número, garota, dizendo que se eu gostasse da foto, era pra eu te ligar. Só estou fazendo o que me pediu – o cara disse, ri sem humor.
- Com toda a certeza você é – disse.
- Sou. – Disse o cara simplesmente.
- Então me prova, responde a DM agora, tchau – disse, desligando. Dessa vez, o cara não ligou novamente pra mim, apenas ouvi meu celular apitar vez ou outra, mas eu não levantei da cama. O cara era um lunático, com toda a certeza, e estava me fazendo de trouxa! Acabei pegando no sono pensando que no outro dia, eu teria que trocar de número e senha do meu Twitter para poder ter paz de novo.



Capítulo 5

Acordei mais tarde no outro dia, decidi não ir à faculdade. Se eu fosse mesmo ter que trocar meu número, não iria dar tempo de ir à tarde ao centro da cidade para fazer isso, já que meu trabalho me trancava dentro dele. Eu ri olhando pro teto, eu estava trabalhando, economizando cada centavo para ir num show da minha banda preferida e estava recebendo mensagens de um desconhecido que dizia ser “ ”. Eu ri de novo, dessa vez mais alto e com vontade. Quando estiquei minha mão e peguei meu celular, mostrando que tinha uma mensagem nele. ”Fiz o que você pediu, espero que você acredite em mim, eu realmente gostei da sua foto, você é gostosa demais, me procure.”
Eu já estava irritada com toda essa história. Tudo bem que era ótimo ser chamada de gostosa etc, mas por um desconhecido? Por favor, não!
“Me procure”, além de ser chato, inconveniente, era presunçoso! Com toda a certeza que eu iria voltar a procurar por ele, com toda a certeza mesmo! Por via das dúvidas, entrei no meu Twitter e mudei minha senha, vai que era um hacker mesmo? Estava olhando para a tela do computador, que estava logado no Twitter, quando percebi que minhas mentions estavam ali para serem atualizadas. Cliquei nelas, algumas meninas pedindo RT em alguma promoção, outras amigas dizendo que sentiam minha falta, coisas assim. Estava entretida olhando-as, quando vi que minhas mensagens diretas também piscava um número pequeno do lado, mostrando que eu tinha uma nova mensagem, gelei meu cu com isso.
Cliquei e fechei meus olhos, temendo pra abrir.
- Santo pai misericordioso, por favor, não me faz de trouxa de novo, muito obrigada, amém – pedi em uma oração, a quem fosse, antes de abrir meus olhos e ver a DM.

E realmente não estava esperando por aquilo, tinha me respondido um simples “espero que acredite em mim.”
INSPIRA, RESPIRA, NÃO PIRA.
INSPIRA, RESPIRA, NÃO PIRA.
INSPIRA, RESPIRA, NÃO PIRA.
INSPIRA, RESPIRA, NÃO PIRA.
INSPIRA, RESPIRA, NÃO PIRA.
INSPIRA, RESPIRA, NÃO PIRA.
Repeti esse mantra na minha cabeça, até que eu finalmente consegui raciocinar. Meu ídolo estava me mandando mensagens em meu celular. Meu ídolo tinha respondido minha mensagem direta. Meu ídolo tinha me chamado de gostosa. Meu ídolo tinha pedido pra eu procurar por ele.
Tudo estava bom de mais para ser verdade, eu não conseguia acreditar. Meu celular tocou e eu atendi no primeiro toque, meio em choque. Não vi quem era, apenas atendi.
- Alô – disse meio trêmula.
- Vejo que já viu minha resposta, não é? – Uma voz rouca disse.
- Eu não consigo acreditar – respondi.
- Por quê? – perguntou.
- Cara, pensa só quantas chances eu tenho de você me responder? De ver uma foto, de ver uma mensagem minha, ou pior, de estar me ligando e trocando mensagens – disse. Ele riu
- Realmente não faço muito isso, mas eu estava de bobeira depois de um show, e resolvi abrir minhas mensagens diretas no Twitter. A sua era uma das primeiras e tenho que admitir que sua mensagem me deixou curioso, por isso respondi – ele disse.
- Curioso? – perguntei.
- Claro, todas minhas mensagens são algo como “me segue”, “me fode”, “te amo”, ou desse tipo, alguma diferente é legal de se ler e receber – disse.
- Ainda ta difícil de acreditar, mas, ok, o que você quer? – Perguntei
- Você – disse simplesmente.


Capítulo 6

Um mês, trinta dias se passaram, eu estava dentro de um ônibus que me levaria até o aeroporto e, de lá, iria até Los Angeles para finalmente ver o famoso show da minha banda preferida. Fazia exatamente um mês que um certo número desconhecido me mandou mensagem, e esse número desconhecido me provou ser um dos meus ídolos, que estava me mandando mensagens diariamente, ou quase sempre durante todo esse tempo. Bendita foto que eu enviei pra ele que me permitiu tudo isso.
era um dos cantores mais desejados do mundo, e estava em uma banda famosa, muito famosa. Eu fiquei estarrecida quando o mesmo viu minha DM no Twitter e começou a me mandar as mensagens, claro que tudo tinha um interesse por trás e eu sabia muito bem qual era ele. Sexo.
Não, eu não era santa, e ele também, muito menos. Ele tinha uma namorada linda, perfeita e famosa, mas, como ele mesmo me disse, “tenho necessidades e ela sempre está longe, então”. Claro que eu me sentia meio assim, mas isso passava depois de algumas mensagens mais quentes que nós trocávamos. sabia que eu iria no show em LA e, como cavaleiro, mentira, como bom pegador e mulherengo que era, tinha me convidado para ir no seu hotel tomar um drink e me conhecer. Mas eu sabia muito bem o que ele queria conhecer, e eu iria, é claro. Não tinha problema, eu quis aquilo desde o momento que eu enviei aquela mensagem direta. Agradeci meu signo ser impulsivo e ser do elemento fogo, o qual sempre me fazia ser assim impulsiva e ter enviado mesmo aquela foto de lingerie pra ele junto com meu número de telefone.
Aliás, telefone que vibrou há poucos instantes e eu o peguei na mão.
” Você vem?”
Era uma simples mensagem, uma porra de uma simples mensagem, mas que me esquentou cada célula presente no meu corpo. Como eu queria logo ver e acabar logo com toda essa história, na cama dele.

O voo para LA durou cerca de uma hora e meia. Logo que cheguei, enviei uma mensagem a dizendo que tinha chegado na cidade. Peguei um táxi e dei o endereço do hotel que eu ficaria. Eu não ficaria no mesmo o hotel que eles, eu não tinha cu pra pagar uma diária naquele hotel caríssimo. Meu hotel era simples, mais arrumadinho, ficava a cerca de uma quadra do estádio onde aconteceria o show dos meninos. Então tudo estava bem até então. Assim que cheguei no hotel, fiz meu registro, descobri que ficaria no terceiro andar e que tinha mais fãs da banda por ali, mas eu passava despercebida – graças a Deus -, porque era mais velha e não agia feito louca e histérica, ainda.
Fui até meu quarto, deixando minha mala no canto e me jogando na cama.Era muito boa, o cheiro de limpeza que vinha de hotéis sempre me encantou. Fiquei esparramada nos lençóis e travesseiros brancos quando ouvi meu celular tocar. Ele estava no criado mudo, me estiquei e peguei o aparelho, reconhecendo o número, sentindo um puxão no estômago e um sorrisinho descarado no meu rosto.
- Oi – disse.
- E aí, tudo bem? Já chegou? – perguntou.
- To bem, sim, e você? Cheguei já, to no meu hotel. – Disse.
- Ok, me manda teu endereço, vou mandar mais à noite alguém da equipe te pegar aí pra gente sair e tomar um drink, ta legal? – ele disse.
- Ta ótimo – respondi, ouvindo-o rir.
- Até mais – ele disse, se despedindo.
Mandei o endereço por mensagem, sendo respondida que às dez da noite um carro iria me buscar, que era pra eu estar pronta na frente do hotel. disse que não poderia vir junto por questões de segurança, mas que estaria me esperando no seu hotel quando chegasse.
Eram umas seis da tarde, então decidi dormir um pouco e ficar mais “disposta”.
Acordei algum tempo depois, mal olhei meu celular. Sentia meu estômago virar e revirar numa ânsia louca de ansiedade. Corri para o banheiro para tomar um banho, tomei um longo banho, aproveitando todas as sensações que a água quente me proporcionava. Saí do banho, sequei meus cabelos e chequei meu celular, nada, de novo. Deixei o mesmo de lado e me concentrei na maquiagem, fazendo-a com calma. Depois passei um bom perfume, peguei minha roupa, era um vestido branco tubinho de renda, que contornava todas as minhas curvas, calcei um salto nude, já que eu era baixinha. Olhei no espelho e gostei do que vi, aproveitei o espelho enorme que o quarto do hotel tinha e tirei uma foto, postando no Instagram com a legenda: “vamos nos divertir essa noite”. Fui até o banheiro para escovar meus dentes e retoquei o batom por lá mesmo. Voltei para o quarto, pegando uma bolsa pequena e meu celular, que marcava ser 21:45 da noite. Quase na hora, eu pensei. Vi no canto, antes de destravar o celular com a minha senha, algumas notificações do Instagram. Abri primeiro o aplicativo, vendo os likes que eu tinha recebidos na foto recém postada. Vendo-os, me surpreendi com um like, tinha curtido minha foto!!
Minutos depois, recebi uma mensagem.
” Você está linda, to mandando o carro ir te pegar. Até daqui a pouco.”
Senti o puxão no estômago novamente, a ânsia da ansiedade bater, era normal isso? Sentir isso por alguém que você não conhecia? Mas que mexia com você em todos os sentidos? Balancei minha cabeça e segui ao elevador, indo em direção ao saguão. Assim que cheguei, notei um homem alto, vestido de preto, perguntando algo na portaria. Assim que o recepcionista do hotel me viu, me chamou até lá.
- Ah, senhorita ! Este senhor está a procurando – disse, apontando o homem de preto.
- ? – O homem perguntou.
- Sim, eu mesma – disse.
- Ótimo, meu cliente me mandou buscá-la, vamos? – perguntou.
Entrei no carro luxuoso, os bancos eram todos de couro, aquilo era de mais, eu só podia estar sonhando. Não conversei muito com o cara que veio me buscar, afinal, que assuntos teríamos? Fiquei observando todas as luzes, a cidade em si de LA era toda tão linda! Ainda em silêncio, notei que o motorista não entrou no hotel pela entrada da frente e, sim, por uma escondida.
- Questões de segurança, senhorita – disse o motorista. Apenas assenti e o aperto no estômago aumentou. Meu Deus!
Assim que saímos do carro, o segurança, e motorista, me guiou até o bar do hotel. Sentei em um lugar privado, meio escondido, e ele me deixou sozinha, dizendo que iria buscar seu cliente. Fiquei imaginando o que se passava na cabeça dele, será que ele achava que eu era uma acompanhante de luxo? Ou pior, uma puta qualquer? Neguei com a cabeça esses pensamentos quando ouvi uma voz rouca me chamar. Olhei pra trás e meu vício em pessoa estava ali, vestido casualmente, porém, lindo. Então era real, tudo era real, e eu estava ali com meu ídolo.



Capítulo 7

- Você é mais linda pessoalmente – disse, galanteador.
- Digo o mesmo – disse, sorrindo, sentindo-o se aproximar e beijar minha bochecha lentamente quase que um ato sexy.
- Então finalmente conheci a menina da foto! – Ele exclamou.
- Olha, não me faça ficar com vergonha! – disse.
- Você não me pareceu ter vergonha em momento algum – ele disse.
- E não tenho, é só charme. – Respondi, sorrindo.
pediu algumas bebidas e aperitivos enquanto conversávamos. Ele não desviava o olhar de mim, e aquilo me deixava com calor, me deixava quente, e ainda mais com o álcool no sangue, aquilo parecia ser surreal ainda pra mim. Vez ou outra, tocava minha mão com a dele, e aquilo me parecia tão certo e tão íntimo.
- Nossa, olha a hora! Tão tarde – comentei quando olhei para meu celular, era perto das três da manhã.
- Pra mim, a noite apenas começou – disse, logo depois pediu a conta ao garçom, mandando-o colocar toda a conta no número de seu quarto e, então, me estendeu a mão.
- Vem, quero te mostrar uma coisa – ele disse.
Peguei a mão dele, sentindo a textura e o calor da mesma. O segurança, que nos observava de longe, nos seguiu até o elevador, então quando entramos no mesmo, aquele silêncio perturbador se instalou.
- Você vai no show? – perguntou.
- Vou sim – respondi, sentindo-o se aproximar de mim.
- Que bom, assim vou te ver mais vezes – ele disse simplesmente.
Eu sorri e vi que ele me encarava com força, força o suficiente pra me dizer que ele me desejava, mas aquilo era obvio, já que ele não iria apenas me convidar pra tomar algo sem ter outra intenção. Porém, se sentir desejada era algo maravilhoso. Antes que pudéssemos fazer algo, o elevador parou no andar correspondente ao quarto de e, então, seguimos em silêncio até o mesmo. Ele passou o cartão pela fechadura, destrancado assim a porta do quarto. Entrei primeiro, olhando em volta a suíte. Eu jamais poderia pagar por um quarto assim! Mas meus pensamentos foram interrompidos pelo som da porta sendo trancada, uma aproximação.
- Você não sabe o tamanho da minha vontade de tirar esse teu vestido – disse, sussurrando em meu ouvido enquanto suas grandes mãos se enrolavam na minha cintura, puxando meu corpo para o seu. Senti seu corpo contra o meu.

- E por que não faz isso? – Respondi, sacana.
Não precisou de resposta, suas mãos me viraram e sua boca colou na minha, minhas mãos voaram até seus cabelos enquanto sentia suas mãos descerem até minha bunda, dando um apertão. Gemi contra seus lábios durante o beijo, então se separou minimamente de mim apenas para sussurrar.
[Narração em 3° pessoa]
- Geme, geme mesmo, porque esse vai ser o som que mais vai sair da sua boca hoje – ele disse, soltando seu melhor olhar penetrante ao a garota nos seus braços se desfalecer um pouco. Antes que ele perdesse a noção por ver aquela cena absurdamente sexy, tomou a bunda dela entre as mãos, fazendo-a entrelaçar as pernas em sua cintura. sentiu o calor das coxas da garota em volta dele, perto de mais de seu membro, perto de mais de onde ele queria atenção. Ele foi bruto, jogando-a na cama, e puxando o resto do vestido, que ainda estava no seu corpo, e finalmente a deixando seminua. Era tão melhor do que na foto, aquela foto, bendita foto que a garota mandou inocentemente em seu Twitter, pensando que ele nunca veria. Mas ele viu, e no instante que ele viu aquela foto, desejou ter a mulher na sua cama, e agora ele a tinha.
Puxou os cabelos da garota com força, expondo seu pescoço, enquanto deixava beijos molhados e chupões pela extensão do mesmo. Ele sentia do gosto de um perfume, mas nem aquilo o parava, o gosto era maravilhoso ali, imagine na sua boceta.
Desceu mais os beijos, sentindo as mãos pequenas da garota irem até a barra da camiseta e tirar, levantou os braços, a ajudando, antes de sussurrar:
- Me toque, gostosa, por favor – ele disse a ela.
Pedido feito e atendido, agora ele sentia as mãos pequenas mais habilidosas tocarem suas costas e abdômen, vez ou outra o arranhando com as unhas pintadas de negro. Aqueles arranhões apenas o deixavam mais duro. Foi pensando nisso que quis apressar as coisas, e desceu os beijos até os seios excitados que pediam atenção dele. E ele deu a atenção devida àqueles seios deliciosos, o corpo da garota era sem comparação, nem mesmo com a sua “namorada”, nem se lembrava dela nas vezes que saía com fãs, como a garota que estava ali com ele, gemendo e se contorcendo aos toques de .
A boca desceu mais em direção a calcinha pequena, a qual a tirou com facilidade, os dedos longos foram de encontro a boceta molhada de prazer que ele causava nela. A tocou no ponto certo, a fazendo arquear as costas no prazer que estava, e então desceu a boca de encontro onde os dedos estavam. Chupou com gosto, sentindo a garota fechar as pernas em torno de si, procurando mais contato. Meteu dois dedos dentro dela, sentindo o aperto em torno deles, e gemeu sozinho com o ato, decidiu que já tinha feito demais quando ergueu o tronco e abriu o cinto, junto com o zíper da calça jeans, expondo o membro, que estava mais do duro. Não usava cueca naquela noite.
- Chupa – mandou a garota.
Ela obedeceu meio entorpecida pela visão dele ali, parado em sua frente, excitado, querendo sentir prazer que ela poderia dar. A garota pegou a ereção na mão, subindo e descendo devagar, vendo o parceiro fechar os olhos com força, entorpecido como ela estava há alguns segundos. Sentiu ficar mais excitada ainda, mesmo que ainda não tivesse gozado. Colocou a sua boca sobre o membro, descendo devagar até onde conseguia, sugando com força e então voltando ao começo, repetindo diversas vezes. Às vezes o garoto tentava forçar um pouco mais, mas ela prontamente tirava a boca do membro dele, seria do jeito dela ou não seria.
, cansado de preliminares, empurrou a menina contra a cama e levou uma perna da garota pra sua cintura, deixando ela mais aberta e, então, de uma vez só, entrou com tudo dentro dela, sentindo toda sua boceta envolta do seu pau. Aquilo era demais para conter um gemido, não conteve, deixou vir esse e alguns a mais, enquanto metia freneticamente na garota.
A garota estava em êxtase, ele era realmente tudo o que diziam, ela só sabia aproveitar o momento em que ele estava por cima dela, a tocando, a fazendo delirar de tanto prazer. - Gostosa - ele disse.
Ela não respondeu, apenas aproveitou aquela palavra sussurrada no pé do ouvido, era tão sexy, tão bom.



Capítulo 8

- Vou chamar um táxi pra você, se veste – falou pra mim após voltar da sacada. Ele havia ido fumar um cigarro lá e minutos depois voltou dizendo aquilo, fiquei sem entender.
- Oi? – perguntei em dúvida.
- Se veste, vou chamar um táxi pra você ir embora – ele disse novamente ainda com o cigarro nos dedos.
- Eu pensei que... – fui interrompida.
- Pensou que ia dormir aqui comigo? Eu pensei que você soubesse que era só sexo, meu bem – ele disse, descarado.
Eu apenas camuflei minha mágoa e juntei minhas roupas, indo ao banheiro e vestido as mesmas. Prendi meu cabelo em um coque e limpei o pouco de maquiagem que ainda restava no meu rosto com a água. Minha vontade era de chorar, mas eu não iria chorar ali, não perto dele.
Saí do banheiro e encontrei-o mexendo no celular.
- Já chamou? – perguntei.
- Já – disse simplesmente, assenti e me dirigi até a porta, mas fui impedida por uma mão segurando meu braço.
- Espero que a gente possa repetir... – ele disse. O choro veio com mais força, mas eu impedi novamente apenas dando um sorriso falso.
- Claro, é só falar comigo. – Respondi e saí do quarto.

Dentro do elevador, me permiti chorar. Chorar de raiva, raiva do que tinha acontecido eu não tinha, eu não estava com raiva de ter feito sexo com . Eu estava com raiva de mim mesma por achar que eu seria diferente, que eu não seria apenas só mais uma pra ele. Dentro do táxi, eu chorei também e, quando cheguei no meu hotel, a única coisa que eu queria fazer era tomar um banho pra tentar esquecer. Mas eu simplesmente não conseguia porque eu tinha gostado, mas ele fora um cara tão estúpido, tão idiota que eu ficava mentalizando na minha cabeça o quão burra eu tinha sido.
Ainda com lágrimas e meu rosto inchado, eu me deitei e me cobri antes de ver uma mensagem dele no meu celular.
“Espero te ver de novo, até amanhã.”
Mas depois de ter lido aquela mensagem, eu decidi que não cairia na armadilha dele novamente.

Na manhã seguinte, eu tomei café no quarto. Iria ter que pagar uma taxa extra, mas eu estava tão triste e abalada que não conseguia sequer me animar e descer pra tomar meu café normalmente. Eu comia um pão com algum recheio, era gostoso, admito, mas a comida não supria nada naquele momento. Escutei meu celular tocar e, assim que peguei meu aparelho em mãos, senti meu coração acelerar e dar um pequeno salto.
- Oi.
- Bom dia, gostosa.
- Bom dia pra você também - disse, não forçando simpatia.
- Bom, tenho que falar rápido com você, vou mandar te buscarem hoje de novo pra você assistir o show no backstage, ok? – ele disse, eu apenas murmurei um ok.
Então era isso? Ele achava que me comprava com um passe pro backstage? E uma ligaçãozinha de nada? Eu valia tão pouco assim? Senti o nojo se formar em mim e não contive as lágrimas que vieram a seguir.



Capítulo 9

Algumas horas depois, eu estava de calça jeans e blusinha, vendo o show do backstage, vendo o show mais esperado por mim durante meses. Mas a mágoa presente no meu coração estava presente, nada me animava. Quando me viu dentro do estádio, veio até mim, me beijando como se aquilo fosse normal e que não tinha acontecido nada. Decidi manter minha pose e fingir que estava tudo bem, mesmo estando desmoronando por dentro.
Mas eu decidi me manter na pose, porque eu percebi que quis aquilo, ele não me obrigou a nada, eu fui porque eu quis, então por mais magoada que eu estivesse, aquilo era minha culpa também.
Uma música começou a tocar e eu prestei a atenção, porque vi que os meninos anunciaram ser seu novo single e que cantariam pela primeira vez. Pensei comigo mesma que eu iria ficar tão feliz por isso há algum tempo, mas hoje não me animava.

I'm like a crow on a wire
You're the shining distraction that makes me fly home
(Sou como um corvo num aramado
Você é a distração brilhante que me faz voar para casa
)

I'm like a boat on the water
You're the rays on the waves that calm my mind
Oh, every time
(Sou como um barco na água
Você é todos os raios e ondas que me acalmam a mente
Oh, todas as vezes
)

Fui prestando a atenção em cada palavra que a letra dizia, sentindo meu coração dar saltos em cada verso.

But I know in my heart, you’re not a Constant start
(Mas eu sei no meu coração, que você não é algo eterno.)

Foi nesse verso que eu senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto, é claro que isso era óbvio, ele não era algo eterno, e eu deveria saber.

And, yeah, I let you use me from the day that we first met
But I'm not done yet
Falling for your fool's gold

(E sim, eu te deixei me usar desde quando nos conhecemos
Mas eu ainda não terminei
De cair em sua armadilha
)

Eu deixei me usar e eu deveria saber que seria só isso, a música dizia tudo pra mim, era como se tivesse sido escrita pra mim naquele momento.

And I knew that you turn it on for everyone you've met
But I don't regret
Falling for your fool's gold
(E eu sabia que você fingiria para todos que conhece
Mas eu não me arrependo
De cair em sua armadilha
)

E ele fingiu, como a música dizia, estar tudo bem entre nós, mesmo que eu estivesse acabada.

I'm the first to admit that I'm reckless
I get lost in your beauty and I can't see two feet in front of me
And I know in my heart, you're just a moving part

(Sou o primeiro a admitir que sou imprudente
Me perco em sua beleza, e não enxergo além de um passo
E eu sei, em meu coração, que você é só mais uma página
)

E, assim, eu seria apenas mais uma pra ele, apenas mais uma garota.

And, yeah, I let you use me from the day that we first met
But I'm not done yet
Falling for your fool's gold
(E sim, eu te deixei me usar desde quando nos conhecemos
Mas eu ainda não terminei
De cair em sua armadilha
)

And I knew that you turn it on for everyone you've met
But I don't regret
Falling for your fool's gold
(E eu sabia que você fingiria para todos que conhece
Mas eu não me arrependo
De cair em sua armadilha
)

Yeah, I know your love is not real
But that's not the way it feels
That's not the way you feel
(Sim, eu sei que seu amor não é de verdade
Mas não é assim que me sinto
E não é assim que você se sente
)

And, yes, I let you use me from the day that we first met
But I'm not done yet
Falling for your fool's gold
And I knew that you turn it on for everyone you've met
But I don't regret
Falling for your fool's gold
(E sim, eu te deixei me usar desde quando nos conhecemos
Mas eu ainda não terminei
De cair em sua armadilha
E eu sabia que você fingiria para todos que conhece
Mas eu não me arrependo
De cair em sua armadilha
)

Antes mesmo que a música tivesse acabado ou coisa e tal, saí do show. Saí por onde entrei, já não me importava com as lágrimas que eu tinha no meu rosto. Fui andando até meu hotel, desesperada. Eu só queria voltar pra minha vida normal e esquecer que um dia tudo isso tinha acontecido comigo. Eu teria que ser forte o bastante pra negar pra mim mesma os sentimentos que eu tinha por e saber que, pra ele, eu era apenas mais uma! E apenas isso.
Assim que voltei pra minha cidadezinha, me senti em casa depois de ter que desligar diversas vezes o meu celular pra não atender ligações ou responder mensagens dele. Eu queria esquecer que eu tinha me apaixonado e, pra ele, eu era apenas mais uma.
Eu decidi continuar trabalhando para manter minha vida ocupada, decidi também depois de diversas brigas com a minha mãe, sair de casa e alugar um pequeno apartamento pra eu morar sozinha. Minha vida estava indo bem, já que eu tinha desistido de entrar em qualquer rede social, e mudado meu número de telefone, porque quando eu disse pra mim mesma que eu queria distância de , eu disse sério. Mas o destino não pareceu querer isso da mesma forma.
Eu estava no médico, depois de ter passado mal pela terceira vez na semana; uma vez por cheirar a gordura da lanchonete, a outra por comer um sanduíche de Jannet, que eu amava, e naquele dia eu tinha desmaiado sem motivo algum. O médico me olhava com um olhar vago quando disse aquelas palavras.
- Parabéns, você vai ser mãe.
E tudo que eu conseguia pensar era que o destino brinca com as pessoas.



Fim?



Nota da autora: Olá, babys, tudo bem? Olha foi bem tenso escrever esse Ficstape, um porque ele é ainda o meu segundo no site, e outro porque eu me inspirei em mim mesma pra fazer essa historia. NÃO CALMA eu to grávida, eu não sai com famoso, mas a historia de ser apaixonada por uma pessoa e você ser apenas mais uma, essa é real.
Enfim quem decide se termina aqui essa historia são vocês! Espero que gostem! Muito obrigada e abaixo os links das minhas outras historias no ffobbs.



(ask da fanfic Like He Never Left)


Outras Fanfics:
Like He never left 2 [Em Andamento]
Like He never left 1 [Finalizada]
Does He know [Finalizada]
Dagger [Finalizada]



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
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