06. Hollywood

Fanfic finalizada: 15/08/2021

Prólogo

O desespero era palpável no ar, ninguém estava preparado para a tempestade que atingira a pequena cidade. Médicos e enfermeiros corriam de um lado para o outro buscando atender o número alto de pacientes, vítimas da tempestade. Em meio ao ambiente caótico, quase em uma realidade paralela, estava um garoto de pouco mais de um metro e meio, sua inocência e ingenuidade devido a pouca idade, não conseguia compreender muita coisa. Sua família havia sido chamada às pressas para aquele furacão, que era o hospital central da pequena cidade. Não fazia muito tempo que uma enfermeira havia deixado a sala de espera após relatar que o tio do garoto havia falecido na mesa de cirurgia. Sem saber exatamente o que fazer, ele segurou a mão de sua tia com suas pequeninas e gordinhas mãos. Ela lhe ofereceu um sorriso banhado em lágrimas. Perdido naquele caos, o garotinho se afastou seguindo a torrente de pessoas, sua figura se perdia naquele mar branco. Suas pequenas pernas o levavam sem uma direção certa, seus olhos curiosos percorriam cada canto daquele lugar. Sem saber exatamente para onde se dirigia, observava médicos e enfermeiros realizando procedimentos, sua pequena figura não era notada. Ele era um pária em meio aquela multidão. E então o caos se foi, a área em que ele estava parecia estar em uma outra realidade diante da calmaria que inundava o ambiente. Os bips dos equipamentos hospitalares monitoravam o estado dos pacientes; aquela criança não sabia dizer o que o atraia na figura da jovem mulher, a qual parecia estar no mais profundo sono. Com sua baixa estatura, passou despercebido pela enfermeira chefe do local, seus pequenos mas rápidos passos o levaram diretamente a mulher que possuía os fios de cabelos no mesmo tom que ele. Suas pequenas mãos mal alcançavam o colchão, fazendo algum esforço, ele esticou-se nas pontas dos pés, alçando a fria mão da misteriosa mulher. No mesmo instante, como se ela estivesse o esperando por todo esse tempo, os olhos dela abriram-se calmamente. Ela então abaixou a máscara de oxigênio tossindo algumas vezes, com algum esforço se sentara de modo a olhar para o menino. Os lábios dela abriram o mais sincero sorriso, levando a criança a questionar de onde ele parecia conhecê-la. Assustado, ele se afasta em um pulo.
— Eu não lhe farei mal algum. — A voz dela sai num sussurro rouco, aparentando ser pouco usada.
— Você me conhece? — A voz do garoto soa curiosa ao mesmo tempo que transparece uma curiosidade inocente.
— Claro, minha criança, diga a seu pai que ele ainda me deve uma bandana! — Ela então é tomada por um ataque de tosse, o aparelho ao seu lado ecoa um som incrivelmente alto. — Eu te amo, meu pequeno .
A calmaria então é substituída pelo caos; médicos e enfermeiros cercam a jovem mulher fazendo uma barreira entre o pequeno e ela. O assustador som dos aparelhos deixa a criança assustada enquanto lágrimas temerosas surgem. Sem que ele note, é retirado dali por uma enfermeira com um semblante preocupado. O garoto olha para trás no mesmo instante em que a máquina emite um som que o arrepiou até a alma...

Capítulo 1

“Atriz desaparecida de Hollywood morre em Oklahoma. Ela havia sofrido um acidente de carro ficando em um estado crítico de saúde entrando em coma. Após três anos nesse estado, nessa madrugada, ela acabou falecendo por insuficiência respiratória...”

O som de estilhaços silenciou o barulho, os membros do encaravam com surpresa, a mão dele sangrava enquanto os olhos esmeraldas encaravam com horror a notícia que a tela da TV exibia. Imagens de eram exibidas, assim como os filmes em que ela havia atuado. O camarim havia entrado num silêncio sepulcral, o pesar estampava a face de todos. Nenhum deles ousou quebrar o silêncio com receio de causar uma reação tempestiva em , o qual parecia estar em torpor, seus lábios moviam-se silenciosamente em negação.
— Ela não ousaria! Ela não pode ter morrido...
A voz de elevou-se num rompante, sua consternação e sofrimento eram exibidos em suas orbes esverdeadas. Ele não parecia se incomodar com os cortes que o vidro causara na palma de sua mão. se aproximou do amigo, colocando uma mão em seu ombro, deixando claro que estava ali para o que ele precisasse. Um a um os membros da banda cercaram o envolvendo em um abraço grupal. As palavras pareciam insuficientes para apaziguar o sofrimento dele.

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O perfume das rosas vermelhas inundava o ar daquela noite estrelada, a fotografia de me encarava com um doce sorriso, sua lápide possuía várias flores, velas e dizeres sinceros sobre quem ela fora. Considerar que havia partido me destruía. Minha face estava banhada em lágrimas silenciosas. A dor em meu coração chegava a ser insuportável. Passara os últimos três anos em uma clínica após ela me deixar. Foi difícil aceitar o término de nosso relacionamento, porém o culpado foi ninguém menos que eu mesmo. havia me avisado milhares de vezes que caso não parasse de me autodestruir ela me deixaria.
Porém, dois anos atrás ela simplesmente desaparecera, a mídia procurou pela princesa de Hollywood, mas nada havia sido encontrado. Pensando que ela estava buscando cicatrizar as feridas do nosso conturbado relacionamento, entendi seu sumiço como um meio de ela respirar sem toda a pressão da mídia sobre ela. Aceitando que estava certa sobre meu estado, procurei ajuda um mês após ela me deixar. Não foi fácil me livrar das drogas. O álcool fora ainda mais difícil, pensando que somente quando estivesse limpo poderia reconquistá-la a notícia de sua morte surgiu.
— Você é o meu papai?
Um garoto com no máximo três anos surgiu de trás da lápide segurando um urso de pelúcia, ele vestia um mini terno preto, seus olhos possuíam o mesmo tom de verde que os meus, os cabelos dele eram exatamente como os meus. Ao encarar aquele menino, pude enxergar nele a mistura de e eu. Olhei novamente para a fotografia de compreendendo o porquê de ela partir. Ela me amava, porém havia alguém que ela amava mais: o nosso filho. Me agachei até estar na altura do menino.
— Por que está sozinho? — O questionei realmente preocupado, uma criança não deveria estar sozinha no cemitério à noite.
— Titia está na igreja! — A voz enrolada soou calma enquanto sua mãozinha indicava a capela não muito distante.
— Onde está a sua mãe? — Questionei mesmo que soubesse a resposta.
— Titia Annie me disse que a mamãe virou estrelinha. — Ele me respondeu sem qualquer receio.
— Vamos levá-lo até sua tia, ela deve estar preocupada. — O peguei em meu colo, quanto mais o olhava, mais conseguia ver traços meus nele.
— Você não vai dar à mamãe uma bandana? — Sua voz enrolada me fez estacar no lugar, seus olhos possuíam o mesmo brilho que tinha nos seus.
— Quem lhe contou isso? — Perguntei, ela e eu havíamos feito uma aposta quando saímos pela primeira vez.

Capítulo 2

5 anos atrás…

— Então você sabe cozinhar.
me encarava com certa curiosidade enquanto me via servir a lasanha que havia preparado para o jantar. Em suas mãos estava a taça de vinho que havia lhe servido há poucos segundos. Abri um sorriso zombeteiro antes de me sentar à sua frente, a sala de jantar estava a meia luz para criar um ambiente propício. Os olhos daquela mulher me causavam a sensação de inexperiência, era como voltar a ser um mero adolescente tendo sua primeira paixão. Minhas mãos estavam levemente suadas enquanto meu coração batia em um ritmo fora do normal. Me sentia nervoso apenas por estar na presença dela, embora estivesse usando um simples vestido verde-esmeralda, sua maquiagem quase inexistente salientava a beleza natural que possuía.
Ela não estava tentando me impressionar!

O que elevava ainda mais o meu interesse naquela atriz. Havia a conhecido num evento beneficente, Loren buscava consertar a imagem da banda por conta do escândalo envolvendo nosso baterista. não era o mais discreto quando se tratava de seu apreço por mulheres, para então consertar o erro, Loren levou para um evento bastante conhecido pelas causas que magnatas e celebridades apoiavam. Os lucros de nossa última turnê foram doados para a causa da vez. O evento estava sendo ministrado pela queridinha de Hollywood, . Havia visto alguns de seus trabalhos, porém nunca havia surgido uma oportunidade de descobrir mais sobre ela. Como uma atriz bem cotada, sua agenda vivia cheia tal como a da banda. Então aquele evento fora uma oportunidade de saber mais sobre a princesinha de Hollywood. Com uma boa fama e nenhum escândalo que manchasse sua boa imagem, se tornou um enigma que eu adoraria desvendar. O que eu não esperava, no entanto, aconteceu, rejeitou educamente o meu convite para um jantar, reconhecia que não possuía a melhor reputação quando se tratava de relacionamentos porém o desejo de conhecê-la se intensificava conforme descobria mais sobre ela. era uma mulher humilde em caráter, seu engajamento em causas sociais levou-me a procurar mais sobre ela e como consequência acabei levando a banda para os eventos beneficentes em busca de uma oportunidade. O fato de ela não possuir qualquer envolvimento romântico, escândalos e estar ativamente batalhando pelo bem maior me deixava curioso. Ter sido constantemente rejeitado não me desanimou, muito pelo contrário, tornou tudo mais interessante. Até que em um dos eventos me questionou se ela aceitasse eu a deixaria em paz. Concordei, porém não poderia deixá-la escapar ao ver como fora afetado por ela.
— Minha avó foi a mulher que me criou, então passamos boa parte do tempo na cozinha. — Expliquei enquanto cortava um pedaço da lasanha.
— Eu suponho que foi um bom garoto. — comentou antes de provar um pedaço.
— Eu devo ter sido a maior de suas insônias. — Ri ao meu lembrar das vezes que chegava em casa e encontrava minha avó acordada. — Ela não conseguia dormir enquanto eu não estivesse em casa.
— E o seu avô? — questionou curiosa.
— Ele fora um bom soldado, morreu na guerra. — Comentei sem dar muita explicação.
— Eu não quis invadir...— A interrompi tocando sua mão com cautela.
— Não se preocupe, eu não me incomodo em falar sobre isso. — A tranquilizei afagando a palma da mão dela.
— Eu não imaginava que escondesse essa faceta diante do vocalista sexy do . — tentou quebrar a tensão abrindo um sorriso encantador.
— Você me chamou de sexy sem corar? — Brinquei, levando-a a rir, retirando sua mão da minha para tomar um pouco de vinho.
— Sou capaz de falar muito mais sem que qualquer traço envergonhado seja exibido em minha face. — Ela arqueou uma sobrancelha em provocação.
— Está mesmo me desafiando? — Entrei em seu jogo.
— Vamos fazer uma aposta para tornar tudo mais interessante... — Ela cortou mais um pedaço, saboreando a lasanha antes de prosseguir. — Em cinco anos, se eu ainda for capaz de te surpreender; você terá de me dar a bandana dos Beatles. — Ela falou de modo calmo enquanto bebia o vinho de sua taça.
— O que eu ganharia com isso? — Questionei hipnotizado pelos lábios dela que ingeriam o líquido rubro de sua taça.
— O que você quisesse. — Ela deu de ombros enquanto pousava novamente a taça sobre a mesa. — Não é algo ruim quando há um futuro imprevisível pela frente.

Atualmente…

Definitivamente ela havia ganhado a aposta! Ela não somente me surpreendera com a sua morte, mas com o filho que eu carregava em meus braços naquele momento.
— Eu entregarei a ela quando virar um anjinho também. — O respondi enquanto prosseguia em direção a capela.

Capítulo 3

A família de estava reunida em volta de Annie, a face de todos se viraram quando o pequeno chamou pela tia, a qual ficou paralisada quando me reconheceu.
— Encontrei o papai olhando a mamãe, tia. — A voz do garoto quebrou o silêncio que a minha chegada havia causado.
— O que você falou para , seu desgraçado? — Annie me questionou furiosa.
— Eu não disse nada a ele. — A respondi sem alterar o tom de voz. — Mas posso ver que não estou errado ao concluir que ele é meu filho.
morreu por sua culpa! — Annie me acusou fora de si.
— Querida, se acalme, , poderia vir comigo por um instante. — A mãe de tentou apaziguar os ânimos.
. — Atrai a atenção do garoto. — O papai vai falar com a vovó e já volta.
Ele concordou com um aceno, seguindo até o avô e comentando algo que havia descoberto. Sem demorar um segundo, a mãe de se encaminhou para fora da capela. Os passos dela não levaram não muito longe dali, a face dela exibia um semblante cansado.
— Annie perdeu o marido e a irmã no mesmo dia. Ela está fazendo o melhor para não parecer abalada. — A voz da senhora cortou a noite.
— Meus pêsames. — Comentei sinceramente enquanto depositava meu olhar no horizonte.
nunca deixou de amá-lo...— A sra. me ofereceu um sorriso calmo enquanto prosseguia sua fala. — Ela estava furiosa com você por não aceitar ajuda, ela não desejava vê-lo morrer. sempre fora uma garota determinada, alegre e sempre ajudou as pessoas… — o ar nostálgico trouxe lágrimas aos olhos dela. — Minha menina estava apavorada com a possibilidade de você ter uma overdose enquanto ela estivesse gravando; foi então que ela descobriu a gravidez, foi a primeira vez que vi minha filha chorar. — Os olhos idênticos aos da filha me encaravam com uma tristeza inconsolável. — Minha menina estava sofrendo porque não conseguia suportar vê-lo se destruir, porém ela não poderia ajudá-lo se não a permitisse isso, então para garantir que o fruto do amor de vocês dois, como ela chamava , não fosse afetado, ela decidiu voltar para casa. — Ela aceitou o lenço que havia lhe oferecido. — sofreu um acidente quando retornava para Oklahoma, ela entrou em coma devido a gravidade do acidente. — A voz dela em momento algum demonstrava me culpar. — Por milagre ela não perdeu .
— Ela permaneceu em coma durante toda a gestação? — Questionei em um sussurro.
nunca acordou, com exceção do dia de sua morte. conheceu a mãe um pouco antes de perdê-la. — Sra. me encarou com seriedade. — Ninguém sabe ao certo como encontrou , a enfermeira que o tirou de perto dela, afirmou que assim que a encontrou, o quadro de estabilizou e ela conversou com ele antes de ter uma parada cardíaca.
— Ela vira o nosso filho um pouco antes de morrer. — Me sentei sentindo o mundo cair em meus ombros, meu peito parecia pesado.
— Não se culpe por isso, o acidente não poderia ser previsto. — Ela colocou a palma de sua mão em meu ombro.
— Costumávamos conversar com ela para ver se havia alguma melhora, conhecera apenas fotos de antes desse dia. — Ela prosseguiu. — O quadro de minha menina melhorava por uma semana e depois piorava; um dia quando uma enfermeira ouvia uma das músicas de sua banda, reagiu, não chegou a abrir os olhos, porém o quadro ficou consideravelmente melhor.
— Por que eu nunca soube do que ocorreu? — Questionei revoltado.
— Seu empresário achou sensato não lhe contar nada porque você poderia ter uma recaída logo quando estava seguindo tão bem em sua reabilitação. — Ela me respondeu sem se alterar.
— Isso não é justo!
— Nada na vida é!

Capítulo 4

Passei um mês com os pais de ; minha conversa com eles foi franca e saudável. Busquei explicar tudo o que ocorrera em nosso relacionamento e expressei minha vontade de criar ; questões como recursos financeiros não eram o problema, mas sim se minha condição mental e vícios estavam estáveis. Busquei deixar claro o quão sério havia sido o meu período na clínica de reabilitação. Não deixaria eles me controlarem novamente. Durante dias busquei criar um vínculo com o meu filho, lhe contava histórias antes de dormir, lhe ajudava com alguns deveres, aprendia o que ele gostava de comer e o que detestava, quais eram suas atividades favoritas, o que ele não gostava, suas descobertas, seus medos, cada momento era precioso.
— Você tem certeza que está preparado para criar um filho? — Meu empresário me questionou, estava em seu quarto de hotel.
— Tão certo quanto o instante que resolveu esconder que havia sofrido um acidente enquanto estava grávida de um filho meu! — Respondi-lhe sem qualquer gentileza.
— Seu estado naquela época ia piorar ao receber uma notícia como aquela; eu fiz isso para o seu bem. — Loren me respondeu sem se abalar.
— Eu perdi os últimos momentos de vida da única mulher que amei! — Exclamei furioso.
— Você se torturaria por algo que não conseguiria mudar. — Ele me respondeu de forma firme. — Acredite em mim, eu conheço a sensação de se sentir inútil!

A lembrança da esposa de Loren me fez buscar controlar meu temperamento. Meu olhar se desviou de sua figura enquanto me sentava.

— Eu não quero perder mais nada, Loren. — Suspirei enquanto passava uma mão pelos meus cabelos.
— Você não vai, o que fará a respeito da banda? — Ele me questionou preocupado.
— Eu preciso cuidar de , eu não pensei em nada além do bem estar do meu filho. — Lhe respondi com seriedade.
— Eu vou reunir os garotos e então vamos achar um meio termo que agrade ambos os lados. — Loren usou um tom cuidadoso.
— Me desculpe por mais cedo. — Me levantei enquanto o olhava com seriedade. Loren havia perdido sua mulher para o câncer de pulmão, ela entrou em coma um pouco antes de seu coração parar.
— Eu entendo, cara. — Ele me abraçou, se afastando em seguida. — Sinto muito por .

Lhe dei um aceno antes de sair, as ruas daquela cidade guardavam a história de . Estar ali era como poder estar mais perto dela, embora não conseguisse alcançá-la. Estava longe de Hollywood, porém Hollywood parecia tão perto diante dos outdoors anunciando filmes com a face de minha adorável . Com a sua morte, os filmes que ela participara sofreram uma procura maior, de modo que a cidade em que crescera exibisse os filmes em todos os cinemas.
Ao chegar na casa dos pais de , vi , ele me deu um sorriso idêntico ao da mãe. Por ele eu seria uma pessoa melhor. Não me importava com o futuro, havia me deixado a maior surpresa de todas.



— Papai! — se jogou em meus braços assim que entrei.
— Deu muito trabalho para sua avó? — Questionei-lhe após pegá-lo no meu colo.
— Papai, a mamãe é o meu anjinho da guarda! — Ele segurou ambos os lados da minha face com suas mãos rechonchudas.
— E como você sabe disso, meu garotão? — Questionei curioso.
— Porque ela apareceu no meu sonho! — Ele me falou em um tom de obviedade. Ri como isso me lembrava algo que diria.
— Eu te amo, meu pequeno ! — O olhei com seriedade, seus olhos refletiam meu olhar.
— Papai bobão! — Ele riu.
— Por que eu sou bobo? — O questionei incapaz de permanecer sério.
— Porque já sabe disso! Mamãe me contou!

Acabei rindo enquanto balançava a cabeça negativamente; havia me surpreendido novamente. O futuro não parecia tão perturbador tendo em minha vida.

— Você ganhou a aposta no final das contas...


Fim.



Nota da autora: Quero agradecer a todos que leram essa história, foi maravilhoso escrever algo como essa história. Obrigada a toda equipe do ficstape pela oportunidade.



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