FFOBS - 09. No Drama, por Fernanda Gonçalves

Contador:
Finalizada em: 16/06/2020

Capítulo Único

A sala de reuniões estava vazia. As longas paredes de vidro permitiam que a luz do corredor entrasse e iluminasse grande parte do que mais parecia ser um aquário do que um escritório e, mesmo assim, havia optado por se esconder no canto mais escuro. Se ela pudesse, estaria atrás do vaso da planta que estava ao seu lado, prevenindo que sua presença fosse notada por alguém que pudesse tirá-la de seu momento de paz. Não que houvesse algum em sua vida nos últimos três meses.
Era difícil apenas pensar no assunto, quem dirá refletir sobre ele, mas naquela tarde, enquanto esperava pela hora de voltar ao seu trabalho, a ruiva se viu inquieta, os dedos abrindo e fechando a conversa no aplicativo de mensagens, digitando algumas palavras para depois serem apagadas. Não sabia o que queria dizer, não sabia se deveria dizer alguma coisa. Só sabia que não queria dizer adeus.
Os rumores que surgiram em Abril atingiram em cheio o relacionamento de e . Uma sequência de boatos maldosos, desconfianças e noites sem dormir fizeram com que a relação dos dois atingisse aquele ponto que levara à ruína. Era estranho olhar ao redor do apartamento e sentir o ambiente vazio, como se um simples suspiro pudesse ecoar por horas. Era pesado andar pelos cômodos onde antes eles foram felizes e viveram as mais diversas emoções e memórias, que agora martelavam na cabeça da garota, implorando para serem trazidas à tona e apunhalando-a no peito repetidas vezes.
Sete anos de relacionamento foram jogados no lixo do dia para a noite, num ímpeto furioso que baixara sobre a ruiva num momento em que ela deveria ter tentado se acalmar.
Se ela o amava? Era claro que sim, mas estava com medo de tentar fazer alguma coisa que não fosse se remoer em sua cama, chorar até que seus olhos não tivessem mais lágrimas e agir como se nada tivesse acontecido no dia seguinte. Ela era orgulhosa demais para tentar desfazer toda aquela situação e ele respeitava demais a ordem dela de nunca mais aparecer no apartamento. Era mais fácil fingir que estava tudo bem quando era claro que nada estava.
tinha decidido que iria focar no trabalho. Ótimo, ela faria o mesmo. Levantaria pela manhã, iria ao consulado e ficaria lá até a hora que precisassem dela. A reunião em Tóquio? Ela fora a primeira a se manifestar que estava disponível. Era muito melhor colocar outras coisas na linha de frente do que o relacionamento.
Então era a isso que havia sido levada: a uma pilha de nervos que abria e fechava a janela com o nome do ex-namorado no celular, debatendo se deveria mandar uma mensagem para ele ou não. Queria saber se ele estava bem, se estava dormindo direito, se tinha se alimentado. Se preocupava com ele do mesmo jeito de sempre, o coração apertado por estar em outro país enquanto ela não podia saber como ele estava, mas, ao mesmo tempo, sentia que eles já não eram mais os mesmos. Eram sentimentos conflitantes que apenas faziam com que se sentisse cada vez pior, sem entender o que fazer a seguir. Deveriam continuar terminados? Ela deveria mandar uma mensagem perguntando como ele estava? Deveria dizer que queria conversar?
Absorta em todos esses pensamentos, engolida pela angústia, mal percebeu quando outra imagem preencheu a tela do celular, a foto da amiga fazendo uma careta arrancando uma leve risada dela antes de deslizar o dedo da esquerda para direita.
- Oi, . - disse em um meio sorriso, a voz ainda um tanto neutra. Era assim que estava se sentindo ultimamente.
- Me diz… Por que você achou que poderia ir para o Japão de uma hora para outra? - revirou os olhos do outro lado da linha.
- Eu avisei semana passada, amiga.
- Tá, isso não vem ao caso. - deu de ombros, os olhos percorrendo pelo quarto que estava, confirmando se estava sozinha. - Mas você não embarcou nessa por estar fugindo, não é?
A resposta que ela esperava veio, mas na forma de um silêncio que parecia durar eternamente. É claro que estava fugindo da responsabilidade. É claro que ela escolhera o caminho fácil ao invés de ter uma conversa adulta e sensata com .
-
- … - a ruiva suspirou, os olhos já começando a pinicar. Não podia chorar, não naquela hora quando estava em seu ambiente de trabalho e em outro país. Não poderia deixar se abalar mais do que já se sentia. - Não é tão simples assim. Tem muita coisa…
- Vou te parar por aí - a morena cortou. sabia que a amiga tinha revirado os olhos e balançava a cabeça de um lado para o outro - Você que está complicando muito as coisas, por favor. Me responde uma coisa e se a resposta for não, eu juro que paro de te encher com isso. Você ama o ?
- Claro que sim - a resposta veio mais rápida do que imaginara, mas de forma alguma soava falsa. Cada olhar que um depositara sobre o outro, cada toque, cada mensagem que trocaram durante todo seu relacionamento, cada palavra, revelava o verdadeiro significado, o carinho e amor que um sentia pelo outro. Quem os conhecia poderia ver que tudo não se tratava de um mal entendido que ambos deveriam ter tido maturidade o suficiente para conversar sobre.
conhecia desde os 17 anos, sabia como a amiga era, sabia que tinha certo medo do que poderia acontecer. Ela se passava por uma pessoa leve e solta, mas aquela era a fachada que resolvera mostrar para os outros quando, na verdade, tinha medo. Medo de perder, medo do confronto, medo de não ser o suficiente. E, de repente, todas aquelas aflições se viram frente a frente com ela quando os rumores começaram e, por mais que tivessem sido desmentidos, ainda pesavam muito na concepção da mulher.
- Você está ouvindo a mesma coisa que eu, ? - perguntou, a voz mais baixa - Eu acho que você nunca teve tanta certeza de algo quanto isso. Por que toda essa resistência? Ninguém mais fala sobre aquilo, ninguém nem mais se lembra.
- Não é tão fácil assim,
- É fácil assim. Você que está complicando as coisas nessa sua cabeça - suspirou - Você não se esqueceu de que ele está indo para o exército em dois meses, certo? E ficar por lá 21 meses. É assim que você quer que as coisas estejam entre vocês durante esse tempo todo?
Se tinha alguma intenção de causar um impacto muito grande na consciência de com aquelas palavras, ela poderia se considerar vitoriosa.
A ruiva, que até então estava irredutível, sentiu todo o seu corpo gelar de uma maneira que nunca havia sentido antes, o coração bater aceleradamente e as palmas da mão suar. Não havia se lembrado do que estava para acontecer.
Era nítido o desespero que agora tomava conta de suas feições, os olhos arregalados, o queixo tremendo em um claro sinal das lágrimas que estavam por vir. Vinte e um meses. Noventa e uma semanas. Seiscentos e trinta e oito dias.
Num rompante, se levantou do canto onde estava, a pressão levemente baixando com a ação, e correndo a sala com os olhos procurou pela bolsa que havia jogado em algum lugar mais cedo.
continuava dizendo alguma coisa do outro lado do telefone, coisas que pararam de fazer sentido para a mulher que tinha como único objetivo dar o fora daquele escritório e daquele país.
- - ela finalmente disse, a mão livre abrindo a porta de vidro, a bolsa já pendurada no ombro - Eu vou ter que desligar agora - o silêncio logo foi cortado por uma exclamação da amiga.
- O que? Você não vai voltar pra reunião nenhuma enquanto não resolver isso, !
- Amiga - a garota riu - Eu falo com você depois. Tenho um avião para pegar e certo coreano para surpreender.
Ela não iria simplesmente desistir dos melhores sete anos de sua vida. Se chegara até ali, era para ir até o final. Então, com um riso, desligou o telefone e saiu correndo pelos corredores do prédio japonês sem se importar em dar alguma satisfação. Estava correndo o risco de perder o emprego, mas pela primeira vez na vida, decidira ignorar o medo e correr atrás do que realmente queria: .

...

3 meses antes
Fofoca. Boatos. Rumores. Nada mais do que fatos ou inventados ou distorcidos em grande escala da verdade, coisas com as quais já estava mais do que acostumada, bem antes de se tornar adulta, bem antes de sair da escola.
Afinal, desde que ela se mudara para Seul, aos 17 anos, boatos e fofocas eram as coisas que mais a seguiam, fossem pelos corredores da escola ou através das notícias que chegavam até ela por e-mails de seus amigos deixados no Brasil.
nunca ligou para eles. Eram apenas rumores, inverdades que diziam sobre ela numa frívola tentativa de manchar a imagem da garota que atravessara o oceano por conta do trabalho do pai. Se o
timing era perfeito para acharem que ela havia fugido do país após ter sido traída pelo então namorado e as pessoas deixavam se levar por aquilo, que fosse.
Se os novos colegas de classe gostavam de inventar mil e um boatos sobre ela, tentando fazer com que ela reagisse de alguma forma negativa, o problema era deles. A garota iria apenas rir internamente e, porque não, alimentar um pouco mais o fogo e dar motivos para que falassem dela com motivo.
E esses eram os pensamentos da jovem adulta, que agora encarava a tela do computador com o coração martelando contra seu peito, a respiração ofegante e os olhos cheios de lágrimas que teimavam em rolar por seu rosto mesmo que ela não tivesse dado a permissão.
Os anos desde o colégio haviam se passado, a faculdade havia terminado há quase três anos, os boatos que sempre a acompanharam haviam desaparecido e ela, mais do que ninguém, deveria saber que não se podia confiar nesses tipos de notícias que surgiam do nada e corriam mais rápidas que rios com forte correnteza.
Então por que ela sentia seu coração se despedaçando a cada novo comentário, cada vez que a foto era postada por uma pessoa diferente?
Por que ela sentia que todo o ar tivesse sido sugado de seus pulmões quando olhava para o vídeo que, aparentemente, mostrava seu namorado com outra mulher que não fosse ela?
E por que, ela precisava saber, aquilo tinha que acontecer novamente com ela?
Eram diversas questões que não paravam de aparecer em sua mente, pipocando por cada canto escuro de seu cérebro, fazendo-a reviver momentos que preferia esquecer, momentos que não havia superado totalmente.
Claro, o ex-namorado da época de escola havia sido completamente superado, mas a tristeza e o trauma de ter sido enganada por tanto tempo, a incerteza e falta de segurança consigo mesma era algo que ela havia escondido continuamente, mas que nunca realmente havia deixado de lado.
E talvez fosse por esses motivos que ela deixara se levar por sentimentos conflituosos, foi por isso que ela esqueceu que deveria ter mantido a calma e perguntado o que tinha acontecido para , não simplesmente tê-lo atacado sem deixar que ele sequer respirasse, sequer pudesse se defender.
Com o céu da noite caindo sobre ela, caiu também a percepção de que ela havia deixado todo o seu lado racional de fora, que ela havia possivelmente estragado a melhor coisa que já acontecera em sua vida.
O vidro quebrado perto da mesa da sala era o indício mais óbvio do que tinha acontecido, da raiva que caíra sobre ela. A foto escondida sob os escombros do porta-retrato mostravam uma garota alegre, com um sorriso faceiro, olhando para a câmera enquanto olhava para ela, os olhos brilhando enquanto encarava na namorada. Era possível ver, nos pequenos detalhes, a felicidade estampada no semblante dos dois.
Os dedos ainda trêmulos de esticaram-se para a foto, os olhos vermelhos e inchados encarando a imagem à sua frente, tentando entender o que ela havia feito, as ofensas que ela havia gritado para ele.
- Eu nunca mais quero ver você na minha frente.
Aquilo ecoava na mente de como um grito no microfone em um ambiente vazio, ressoando por todas as paredes e amplificando, cada vez mais, até ela pensar não poder mais aguentar de tanta dor.
- Sai daqui, ! - ela gritou. As lágrimas escorrendo por seu rosto com mais velocidade - Vai embora daqui e não olha mais na minha cara!
O olhar que ele lançara sobre ela, sobre toda a situação, a assombrava. Ele não disse nada, não respondeu, não disse que ela era louca, não chacoalhou a cabeça e disse que não iria embora da casa dele.
não tinha forças para discutir com a namorada, não tinha cabeça para simplesmente se afastar de toda aquela situação e tentar entender o que estava acontecendo. Ele sabia muito bem que toda aquela explosão não era somente por causa dos vídeos da gravação de promoção que ele precisou fazer, sabia que era uma confluência de notícias fantasiosas e comentários maldosos que poderia circular pela internet.
O rapaz sabia de tudo o que havia acontecido no passado de , sabia da insegurança e da incerteza que sempre rondavam a cabeça dela, por mais que ela negasse e dissesse que estava tudo bem. Afinal, eram sete anos de relacionamento, sete anos que eles se conheciam e compartilhavam tudo, cinco anos que moravam juntos. E tudo isso, sem ninguém sequer saber da existência dela, sem ninguém, fora do círculo de amizade deles, poder sequer imaginar que ela estava ali ao lado dele.
E foi por isso que ele ficou quieto. Por isso que deixou com que descontasse toda aquela raiva em cima dele, mesmo sabendo que não merecia, mesmo sabendo que não tinha feito nada de errado. Era mais fácil não discutir sobre aquilo naquele momento.
Mas, o que nem e nem imaginaram era que a discussão iria tomar aquela proporção e sair de controle. Não imaginaram que estariam os dois, cada um em um canto da cidade, sentados encarando o espaço vazio à suas frentes com o coração apertado, lágrimas escorrendo pelos rostos e o maior sentimento de vazio que pudessem sentir dentro deles.
Para a brasileira, era como se finalmente tivessem conseguido arrancar dela tudo o que sempre pretenderam quando começavam a espalhar boatos sobre ela pelos quatro cantos da escola. Porque ela, finalmente, sucumbira a eles e deixara-se levar pelo o que os outros falavam.
E ela sabia que jamais deixaria de fazer algo que ela pedisse a ele, mesmo que fosse no calor do momento, mesmo que o machucasse muito.
Quanto a ela? Estava envergonhada demais de sua explosão sem necessidade para correr atrás dele e dizer que estava errada. Não era orgulho, talvez não naquele momento, mas si, vergonha. Vergonha em correr até ele e implorar para que a perdoasse, vergonha de ter se comportado do jeito que havia.
Então, com as mãos se fechando ao redor das pontas da foto que agora havia sido resgatada dos cacos de vidro, puxou a imagem contra seu peito, encolheu-se na parede fria da sala com os joelhos na altura do peito, fechou os olhos e chorou.
Chorou como uma criança que se machuca e não sabe o que fazer. Chorou até que seu corpo se desligasse e ela adormecesse naquela mesma posição, sem saber como seguir com a sua vida.

...

Ele estava usando o terno ainda, exatamente como as fotos que enviara para ela haviam mostrado. A camisa branca enfiada por dentro da calça social preta, uma que o fazia parecer ridiculamente mais sexy, envolta com um cinto ao redor da cintura dele, que coloria a imaginação da garota: ela definitivamente deixaria que ele a punisse se quisesse. Ao redor do pescoço, uma gravata preta estava levemente solta, como se ele tivesse parado de tirar a peça assim que os olhos dele caíram sobre ela no momento em que entrou no quarto, o corpo congelado no meio do caminho entre a porta e o resto do lugar, uma das mãos ainda atreladas ao fino pedaço de pano em seu pescoço, olhos piscando algumas vezes tentando entender o que estava acontecendo na frente dele.
sorriu, as pernas servindo de alavanca para levantar-se do pequeno sofá onde estava, seu rosto iluminando-se assim que viu aquele homem lindo olhando-a de cima para baixo. Ela estava esperando por ele havia um tempo, escondida no quarto que se tornara dele na casa de Hyukjae enquanto ele terminava qualquer que fosse a programação que tinha para o dia, a mente da garota imaginando a reação dele assim que a visse. não ficou desapontada. O olhar no rosto de mostrava exatamente tudo o que ele sentia, como ele não podia acreditar na visão diante de seus olhos, a linda face dela olhando para ele. Parecia um sonho.
A garota não disse nada. Ela estava muito empolgada por vê-lo, os olhos arrastando-se pelo seu corpo, mãos coçando para esticar-se e tocá-lo, o estômago dela revirando com borboletas dançando por toda a parte, a ansiedade a impedindo de fazer qualquer coisa que não fosse esperar que ele finalmente caminhasse até ela e a tomasse em seus braços.
Mas não foi isso que fez, sua mente zunindo em excitação, um pouco confuso em ver a ex-namorada parada no pequeno quarto que tornara seu refúgio nos últimos quatro meses. A última vez que ele tinha tido algum tipo de notícia dela, estava numa reunião de negócios no Japão, dez horas atrás.
- O que você está fazendo aqui? - perguntou, os braços fechando-se sobre o peito, o olhar, por mais que entusiasmado em vê-la, em algum ponto acima da cabeça dela. Por um minuto pensou se deveria caminhar até ela e abraçá-la fortemente, o rosto aconchegando-se no pescoço dela, respirando fundo e sentindo o cheiro que só ela tinha. Era algo que ele sempre fazia, achando conforto no gesto íntimo, sua mente se intoxicando com a fragrância da então namorada, acalmando seus nervos, mas nos últimos meses, as coisas já não estavam mais assim.
- Eu queria te ver - Ela respondeu singelamente, as mãos cruzando-se sobre a barriga, dedos firmemente pressionados uns contra os outros. Ela estava nervosa. Queria desesperadamente tocá-lo, subir e descer suas mãos pelas costas do rapaz, segurando-lhe pela camisa, tentando desesperadamente provar para ela mesma que eles estavam mesmo juntos - Eu… - murmurou, os olhos voltando-se para o chão antes de respirar fundo e tentar novamente - Eu senti sua falta.
achou que iria apenas revirar os olhos e deixá-la falando sozinha. Ela merecia isso. Merecia todo tipo de descaso depois de ter simplesmente feito um escarcéu a respeito de uma coisa que não valia a pena, depois de ter corrido para o Japão na primeira oportunidade. Mas estava disposta a pedir desculpas, a assumir que estava errada se apenas pudesse ter um minuto da atenção dele.
Mas o rapaz deu um passo para o lado, as mãos finalmente terminando de afrouxar a gravata em seu pescoço, e caminhou em direção ao sofá que estava sentada há poucos segundos. Ele queria não ter sentido o leve roçar do braço dela em seu ao passar por ela, queria não ter que se sentir inebriado pelo perfume que ela usava, queria não ter toda essa fraqueza por ela. Era difícil de entender em que momento ele deixou de ser apenas um cara normal e passou a ser o cara mais apaixonado da face da Terra. Era pior ainda saber que, por mais que ela tivesse errado, ele também tinha sua parcela de culpa.
Vê-la ali, parada no meio do quarto, dizendo que sentiu falta dele, fazia seu coração martelar contra suas costelas de uma forma que ele jamais julgara possível. Quando ele achava que já não podia mais ser surpreendido com qualquer tipo de sentimento avassalador que sentia por , seu corpo achava um jeito de mostrar que ele estava errado. jamais seria capaz de deixar de se surpreender com a brasileira que estava em sua frente.
O coreano correu as mãos pelo cabelo, bagunçando-os e sentindo toda a sua frustração ser descontada naquela pequena ação. Não sabia o que dizer, não sabia por onde começar, apenas que queria que todo aquele clima estranho entre eles acabasse. Ele a amava. Isso não era o suficiente?
Sob a luz baixa, viu que o rapaz tinha olheiras mais profundas do que normalmente e se viu esticando a mão para tocá-lo no rosto, a indecisão pairando sobre ela um minuto antes, os olhos fitando que observava, calado, o que ela faria a seguir.
Optou por abaixar o braço e desviar o olhar, xingando-se mentalmente. Havia treinado tanto entre o momento em que saíra do escritório em Tóquio até chegar ali, tinha pensando em todas as coisas que diria, como faria e, se fosse preciso, iria até implorar, mas ali, diante dele, as palavras sumiram de sua cabeça e ela foi tomada por uma vergonha imensa diante do despreparo.
- Eu fui uma idiota - murmurou simplesmente, a voz baixa mal chegando aos ouvidos do rapaz que se inclinou para frente no sofá, prestando atenção no que saía da boca dela - Meu Deus, , que merda eu fiz? - a garganta parecia querer fechar-se, a voz embargando - Eu… Eu treinei tanto o que eu tinha para dizer no momento que eu te visse, mas agora é tão difícil e… Tudo o que eu tenho pra dizer é que eu fui muito idiota em simplesmente deixar que as coisas chegassem à esse ponto. Não é que eu duvidei de você em algum momento, isso nunca passou pela minha cabeça. Eu tenho 110% de confiança em você, mas eu não sei o que se tomou de mim - As lágrimas agora rolavam pelo rosto de , que continuava em pé sem saber o que fazer - Eu não deveria ter te expulsado e dito que nunca mais queria te ver, eu não deveria ter saído da sua vida desse jeito... - Completou sem conseguir continuar.
O moreno levantou-se e caminhou até ela, os braços lentamente se fechando ao redor da garota num abraço carinhoso, as mãos acariciando os cabelos dela e deixando que ela chorasse em seu peito, sem nem ao menos se preocupar com a camisa que estava usando. Ela se culpava por tanta coisa que sentiu ser injusto deixá-la ali, daquele jeito. O erro também fora dele em deixar que as coisas tomassem aquela proporção, em não lutar com mais vontade por eles, em ser omisso. Os dois tomaram decisões erradas, então ele também deveria se desculpar.
- Eu também tive culpa - começou, os olhos voltando-se para cima numa vã tentativa de impedir as próprias lágrimas. Ele sempre fora muito emotivo, não era agora que deixaria de ser - ... Eu também te deixei e não tenho desculpas o suficiente para isso. Nunca existiu outra pessoa, nunca vai existir.
- Eu sei - ela fez que sim com a cabeça.
- Se eu pudesse voltar nesses últimos meses e arrumar tudo isso, eu faria.
Os dois sabiam que era verdade. Se houvesse alguma forma de refazer tudo o que acontecera naquele meio tempo, iriam, mas era muito mais do que bom saber que estavam dispostos a colocar tudo aquilo no passado e seguir em frente. Fora um momento que abalara o relacionamento deles, mas, depois de sete anos, era necessário muito mais do que isso para realmente derrubá-los, mesmo com aqueles quatro meses separados. Arriscariam até em dizer que nada seria capaz de fazê-lo.
riu, a vibração ressoando pelos corpos dos dois, causando uma nova sensação de frio por percorrer no estômago de . Ela realmente estava ali, abraçando-o contra seu peito, sentindo a respiração dele na sua pele, tocando-o e sendo tocada por ele. Não havia nada no mundo que poderia ser melhor do que aquilo. Não estavam separados por muito tempo, apenas alguns meses, mas depois de tantos anos juntos e apreciando a presença um do outro, sendo a primeira visão do outro pela manhã e a última antes de dormir, ter toda essa distância emocional entre eles era demais para os dois.
- Estou feliz que esteja aqui. - Ele sussurrou, os lábios roçando contra o pescoço dela, fazendo cócegas levemente. Havia mais do que uma confissão em sua voz. Ele estava verdadeiramente feliz, como se não pudesse respirar propriamente e ela fosse seu ar puro, tomando conta de seus pulmões, fazendo todo seu sistema funcionar novamente. Ela era o medicamento que ele precisava.
- Eu também - ela disse, as mãos desvencilhando dos cabelos do rapaz para empurrá-lo pelos ombros um pouco, analisando seus olhos escuros. E apesar do fato de que ele era uma vista maravilhosa para seus olhos cansados e de que o jeito como ele estava vestido gritava para ela arrancar as roupas dele, ela não podia evitar notar como ele parecia cansado. Havia olheiras em baixo de seus olhos e o corpo de estava praticamente sendo sustentado pelo dela naquela altura, um sinal claro de que o que quer que ele estivesse fazendo, não deixava muito tempo para que ele pudesse dormir, o que fez com que sinais de perigo soassem na cabeça de . - Você não está dormindo.
notou que não era uma pergunta. Ele percebeu que ela o conhecia bem o suficiente para saber quando ele descansava ou não. Não havia motivo para negar as acusações da garota, então ele apenas deu de ombros, os olhos fechando-se enquanto segurava as mãos dela, beijando sua testa docemente antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. só queria aproveitar a presença da namorada e nada mais. Qualquer sermão que ela tivesse de dar para ele, poderia fazê-lo mais tarde.
entendeu a mensagem e concordou. Tudo o que ela precisava era convencê-lo a voltar para casa e fazê-lo dormir naquela noite, sem filmes, sem TV, sem ensaiar até quase o amanhecer. Só os dois e uma noite bem dormida.
Não demorou muito para que eles saíssem do apartamento de Hyukjae, de volta em suas roupas, caminhando para o carro que esperava por eles, sua mão nunca se soltando da de , com medo de que ela fosse desaparecer de seu lado. Ela amava os pequenos gestos afetivos vindos dele, a mão do rapaz fechada firmemente na dela, os dedos entrelaçados, criando desenhos sem padrões nas costas da mão dela.
Sempre havia beijos amorosos em sua testa ou bochecha e ela se aninharia a ele enquanto andavam sem destino, os corpos costurados juntos. E aquela noite não havia sido diferente daquilo enquanto caminhavam para o carro preto que esperava pacientemente por eles perto dos portões, o sorriso de ainda em seus lábios.
Mas se ela tinha planos para que ele tivesse uma noite calma, eles poderiam ser esquecidos assim que entraram pela porta da frente do apartamento. Não houve um momento para respirar.
Assim que a porta se fechou atrás de , suas costas foram pressionadas contra a madeira, olhos abrindo-se em surpresa, mas fechando-se logo em seguida ao sentir os lábios de contra os dela num beijo agitado, as mãos dele segurando-a pela cintura, mantendo a garota presa em seu lugar enquanto sua boca se abria, os dentes puxando e mordiscando o lábio inferior dela bruscamente, um gemido contido escapando pela garganta, incitando-o à continuar, a língua correndo sobre os lábios da garota numa tentativa de acalmar a investida dele.
não negou nada a ele, o beijo crescendo em avidez, línguas entrelaçando-se e lábios deslizando-se um sobre o outro, as mãos da garota subindo pelos braços e ombros dele, cruzando-se em seu pescoço, as pontas dos dedos brincando com os cabelos curtos que haviam ali, puxando-os bruscamente sempre que sentia as mãos de puxando os quadris dela de encontro ao dele, seu corpo todo tremendo em antecipação ao sentir o volume que se formava, restringido, na calça dele.
Houve uma pequena parte de seu cérebro, uma que era responsável em manter os pensamentos lógicos, que gritava para ela parar, que ele precisava descansar e precisava disso naquele momento, mas era difícil escutar esse lado de sua mente quando todo toque em sua pele parecia inflamar um fogo dentro dela, trazendo-a a vida. Era como se tivesse o poder de fazer o sangue dela correr mais rápido; ele tinha o poder de intoxicar todo o seu ser com um pequeno toque e bastava apenas um pequeno beijo para acender tudo dentro dela.
A boca dele correndo dos lábios dela para sua clavícula era pecaminoso, arrepios espalhando-se por todo o corpo enquanto ela mantinha os olhos fechados, mãos ainda segurando firmemente os cabelos dele à medida que ele alternava entre sugar e mordiscar a pele visível, esperando por alguma reação, mas ainda não era o suficiente para eles.
- Eu senti tanto a sua falta - murmurou, os lábios ainda em seu objetivo primário de marcar a garota, como se houvesse alguma dúvida de a quem ela pertencia naquele momento, os olhos fechados enquanto ela o abraçava, levemente empurrando o casaco que ele estava usando, tentando se livrar das camadas de roupas em seu corpo. E ele pensava que seria preciso um pouco mais de tempo para convencê-la já que estava determinada em fazê-lo ter uma boa noite de sono.
- Eu também senti a sua falta. - Ela murmurou de volta, os lábios encontrando os dele mais uma vez.
Era como se ela não pudesse se afastar, como se tudo o que ela precisasse era atrelar sua alma à dele, os lábios ligando-se e nunca se separando. Era bobo pensar que ela estava completamente bem nas semanas que esteve sozinha, mas assim que o viu entrar naquele quarto, algo despertou dentro dela, queimando-se pelo seu corpo, fazendo-a apelar aos seus instintos primitivos. Desde que ela tinha visto naquela porcaria de terno, ela tinha perdido toda decência que tentava ter e ele não fazia nada a não ser incentivá-la.
Era impossível saber quem se moveu primeiro, os corpos pressionados um ao outro, as mãos tentando livrar-se das roupas em movimentos rápidos e imprecisos, quase como se estivessem pegando fogo, mas não demorou muito até que sentisse a mão de descendo por seu estômago, atrapalhando-se com os botões do jeans como se o tecido não quisesse sair da garota, os esforços do rapaz causando pequenas risadas nela, os olhos dele voltando-se aos dela num segundo, desafiando-a a dizer alguma coisa antes de resmungar com o pedaço de metal que não se movia.
- Alguém está impaciente. - provocou, os dedos tamborilando na cintura dos jeans dele, levemente descendo, apalpando-o sobre o tecido. Ela sorriu ao sentir o movimento involuntário dele sob seu toque, os olhos dele fechando-se enquanto tentava conter-se de emitir qualquer som. - Talvez você devesse relaxar um pouco.
As palavras dela o provocavam, os toques agonizantemente leves faziam-no querer puxá-la para a cama e fazer dela o que bem entendesse. Ela não podia simplesmente pegar um voo de volta para Seul, aparecer em seu quarto e atiçá-lo daquele jeito. Ela sabia que tinha poder sobre ele e aquilo o matava lentamente. Ele queria ser capaz de ter um melhor controle da situação, mas não podia. Não quando ela olhava para ele de maneira inocente enquanto soltava o cinto de sua cintura, as mãos pequenas deslizando pelo cós do jeans e adentrando a boxer que ele usava, tomando o membro dele em suas mãos, sutis movimentos de vai e vem, quase como se não existissem. Era iria matá-lo.
- Amor… - sua voz parecia tensa, como se ele estivesse tentando não mandá-la fazer alguma coisa.
olhou para ele que tinha os olhos perigosamente mais escuros, as mãos fechadas em punhos ao lado do corpo e tudo o que ela pôde fazer foi sorrir presunçosamente para ele. Sabia que tipo de efeito ela causava no homem à sua frente e iria usar isso a seu favor.
piscou mantendo os dedos por mais alguns segundos em seu lugar antes de retirar a mão completamente, apenas para voltar sua atenção ao botão da calça dele, abrindo-o e puxando o artigo de roupa para baixo, junto da boxer, o membro dele finalmente se livrando do confinamento, delicadamente atingindo seu abdômen, a cabeça vermelha e levemente lubrificada brilhando no quarto semi-escuro. A garota olhou para , os olhos deles fundindo-se aos dela, implorando para que ela fizesse alguma coisa antes que ele tomasse conta da situação e ela apenas sorriu para ele, lambendo os lábios como se ela estivesse prestes a saborear a mais deliciosa refeição.
Lentamente e sem tirar os olhos de , ajoelhou-se, as mãos se fechando ao redor dele levemente, mas com o punho firme, o dedão espalhando a secreção pelo pênis preguiçosamente, levando todo tempo do mundo, observando enquanto seu namorado contorcia-se sob a carícia.
- Você deveria fazer algo. - murmurou impacientemente, o corpo arrepiando-se em antecipação, esperando, implorando para que algo acontecesse, para que a tensão que estava crescendo dentro dele se libertasse.
- Paciência é uma virtude. - cantarolou, um sorriso inocente cintilando em seu rosto antes que ela mergulhasse sobre ele, a boca fechando-se sobre sua cabeça, sugando veementemente, a língua acariciando a abertura, calmamente engolindo mais dele, pulsando o que ela não conseguia atingir.
Num ritmo preguiçoso e com repetidos movimentos de cima para baixo, uma de suas mãos ajudava a completar o movimento enquanto a outra acariciava-lhe ternamente. Ela queria ir devagar, provocá-lo o máximo que pudesse antes de fazer algo de fato. Ela queria tomar o controle da situação por uma noite e era isso que faria. Podia sentir arfando, a mão enrolando-se no cabelo dela, tentando guiar seus movimentos, mas toda vez que ele puxava a cabeça dela para baixo ao redor dele, ela puxava para cima, cancelando o movimento.
Quando soube que ele estava dominado pela ansiedade, aumentou a velocidade, o vai e vem de sua boca ganhando rapidez, as bochechas estreitando-se, avivando o sentimento para ele.
Cada vez que ela bombeava a cabeça, sentia-se ficar ainda mais duro, sua respiração mais rasa, o pulso prendendo seu cabelo com mais firmeza. Toda vez que ela olhava para ele por sobre os cílios, ele sentia que iria explodir. A ponta de seu membro alojava-se no fundo da garganta dela continuamente, os olhos da garota lacrimejando um pouco, mas os movimentos nunca paravam e o levava ao extremo.
A língua dela subia e descia, dando atenção especial à veia que pulsava na parte de baixo dele, fazendo-o contorcer-se dentro da boca dela, seu pico ficando cada vez mais perto a cada chupada e ela sabia.
Podia senti-lo ficar cada vez mais tenso, esperando pelo orgasmo que desceria sobre ele, sua boca sugando-o enquanto ele se esvaziava dentro dela, dando-lhe tudo o que tinha. Ela queria aquilo, queria senti-lo se desfazer por causa do que ela provocava nele, ela queria ouvi-lo gemer e estocar nela enquanto ele voltava de seu ápice. Ela queria senti-lo realizar-se contra a parede que estava encostado e ela estava certa de que queria isso também, as feições se contraindo a medida que aumentava o ritmo, levemente engasgando.
estava quase lá, a respiração presa no fundo da garganta ao sentir a mulher que amava trabalhar aquela boca maravilhosa em seu membro, sugando e engolindo, seus grandes olhos encarando-o inocentemente apesar de sua posição. E, de repente, era tudo demais.
- Amor, para. Para. - ele sussurrou, a voz tensa e rouca, os olhos fechados enquanto ele tentava se recompor.
- O que? - ela perguntou, a cabeça dele ainda em sua boca, a vibração enviando arrepios por todo corpo dele. Ela estava confusa porque ele tinha pedido para parar quando estava quase lá.
- Eu vou precisar gozar dentro de você. - ele grunhiu, os olhos vidrados dela, cheios de um fogo que ardia calorosamente.
As mãos dele agarraram-se às roupas dela, tirando todas as camadas sem pensar muito, libertando-a de tudo que ela usava para impedi-lo de vê-la, gananciosamente alisando cada pedaço de pele que entrava em contato com seus dedos, os olhos deliciando-se na imagem da beleza nua em frente à ele.
- Merda, - ele murmurou, o lábio inferior preso entre os dentes, o olhar nunca saindo dela, fazendo-a corar embaraçosamente. Eles estavam juntos há sete anos e não havia nenhum momento em que ela não se sentia envergonhada quando ele a encarava daquele jeito, como se ela fosse um tipo de deusa que só ele tinha o prazer de ver. E na concepção de , era verdade. Ela era sua própria deusa grega, mandada à Terra para que ele pudesse amá-la e cuidar dela, então era isso que faria.
- Para com isso. - riu, as mãos escondendo o rosto ao desviar o olhar do dele. Não havia nada mais embaraçoso do que ser olhada do jeito que ele sempre fazia. De repente, ela se sentia muito constrangida no próprio corpo, o instinto de se cobrir tomando conta.
- Com o que? - perguntou, as mãos segurando-a pelos pulsos e a puxando para si, os lábios encontrando aquele lugar certo abaixo da orelha dela que a fazia arrepiar-se toda, os olhos fechando-se quase instantaneamente, um pequeno gemido escapando de seus lábios. - Você é linda.
As palavras não eram novidade para ela. Estavam presentes desde o primeiro momento que eles se encontraram e ainda assim faziam com que ela se desmanchasse, as pernas tremendo e o coração trepidando. Ele era sempre tão sincero, tão honesto em tudo que não podia evitar de corar toda as vezes que ele se repetia, beijando-a.
O corpo dela estava quente, ansiando pelo toque dele, para que ele pudesse fazer alguma coisa para tranquilizar a dor latente, seu centro implorando por atenção enquanto ele trabalhava descendo por seu peito, devorando seus seios no caminho, sem nenhum tipo de pudor deixando marcas roxas molhadas na garota, os dentes dele roçando os mamilos eriçados, causando um choque elétrico por todo corpo dela que jogou a cabeça para trás em êxtase, a boca fazendo um trabalho precário em conter os gemidos que escapavam todas as vezes que ele mordiscava a pele sensível, dando à ela sua total atenção.
podia sentir sua respiração vacilar, algo que parecia apenas atiçar a medida que ele continuava descendo seus beijos pelo estômago da garota, passando por seu umbigo, provocativamente beijando o cós de sua calcinha, os olhos dele voltados para o dela por um instante antes que voltasse ao seu ataque, as mãos se fechando firmemente ao redor da cintura da garota, empurrando suas costas para a cama.
As pernas de se chocaram contra o fim da cama, seu corpo caindo em direção à superfície macia, as respiração pesada, arrastando-se para a cabeceira, os olhos nunca se desprendendo dos de . Ele estava bem acima dela, as mãos percorrendo pelos braços dela tão gentilmente que a garota mal podia sentir para onde elas iam, aumentando a expectativa, esperando pela próxima ação que viria dele.
E ela sentiu antes mesmo de ver, as mãos de repousando sobre os joelhos dela, abrindo suas pernas, escorrendo pelo interno de suas coxas e logo em seguida usando os lábios. Se ela já estava pegando fogo antes, certamente haviam chamas percorrendo por seu corpo, escaldando a pele de quando sentiu os lábios dele ardendo em um beijo de cada vez, provocando-a, chegando cada vez mais próximo de onde ela mais queria. Mas, para o seu desânimo, parou no momento em que chegou em sua virilha, um sorriso em seu rosto enquanto assistia à garota remexer-se abaixo dele, tentando fechar as pernas e esfregá-las juntas numa fraca tentativa de se livrar da pressão que aumentava dentro dela.
- Paciente é uma virtude, amor, - ele sussurrou, o dedo brincando com as laterais da calcinha dela, puxando-as para baixo lentamente, quase como se ele não quisesse que elas saíssem ainda.
A garota apoiou-se nos braços, o torso levantando da cama enquanto tentava lançar um olhar severo para ele, que foi ignorado com uma simples revirada de olhos. Ela tinha tido o seu momento de diversão com o rapaz, agora era a vez dele.
Levando todo o tempo do mundo, puxou o tecido de renda que cobria , a única peça que ela ainda tinha, beijando cada pedaço de pele que era revelada, dando sua atenção total antes de arrancar o material da garota, deixando-a completamente nua diante de seus olhos, a boca enchendo-se de água pela vista que tinha.
O cabelo da garota estava espalhado pelo travesseiro, o peito subindo e descendo enquanto esperava por agir, o lábio inferior dela preso entre os dentes, as pernas levemente fechadas enquanto tentava aliviar a tensão que ali aumentava.
Lá estava ela toda para ele, olhando para o rapaz e implorando que ele a atacasse naquele momento, os olhos inocentes da garota brilhando maliciosamente. E eram nesses momentos, quando estava deitada na cama esperando por ele que não podia evitar o sorriso que se abria em seus lábios, porque ela era linda, com todas as suas imperfeições, e ele amava cada pedacinho delas, cada pedacinho dela. Ele não conseguia entender como alguém poderia parecer tão angelical prestes a fazer algo tão pecaminoso.
retornou às suas ações, naquela hora sem mais nenhum tipo de provocação, seus lábios entrando em contato com a boceta dela, sugando seu clitóris enquanto a língua percorria por toda a sua intimidade com veemência.
Os olhos de se fecharam, a respiração falhando no momento em que sentiu a língua do namorado entrando e saindo dela, sucessivamente massageando-a por dentro, as unhas da garota arranhando os braços dele, tentando se segurar em algo para que seu mundo parasse de rodar, mas era inútil. Era como se ela tivesse sido jogada no oceano e cada onda a engolia, levando-a cada vez mais para o fundo antes que pudesse voltar à superfície.
sentiu um nó se formando dentro dela, lentamente. Ele não iria se desmanchar tão cedo e ela sabia, faltava alguma coisa e ela precisava achá-la logo.
conhecia sua namorada muito bem. Ele sabia todos os sinais que ela dava mesmo quando não queria, ele sabia o que a excitava, como a fazer se sentir bem. E foi por isso que ele se afastou dela, o queixo brilhando pela excitação dela, os lábios do rapaz encontrando os dela num beijo molhado, dentes colidindo e línguas se encontrando de forma bagunçada, o gosto dela agora presente em sua boca, os dois gemendo quando deslizou seu membro entre eles.
Os olhos dele encontraram os dela, as testas pressionadas uma contra a outra enquanto isso, procurando pela certeza de que ele poderia prosseguir. E olhou de volta para ele com nada em seus olhos que não fosse certeza. Ela o queria. Ela precisava dele e não haveria um dia que não precisaria. Ela o queria por toda a sua vida, quando ele quisesse, onde ele quisesse, da maneira que ele quisesse. Ela era tão perdidamente apaixonada por que seria loucura negar a ele qualquer coisa.
E era tão inegavelmente apaixonado por que ele seria louco ao não realizar todos os desejos dela, quaisquer que fossem.
E então, o rapaz de olhos escuros se alinhou à ela, seu membro empurrando seu caminho para dentro dela, a excitação dos dois ajudando ainda mais, a sensação do nó na boca do estômago de voltando.
amava aquela sensação, as paredes internas dela se fechando ao redor dele era tão prazerosa, o calor que ela emanava percorrendo por ele, fazendo-o ficar ainda mais duro, se é que era possível. Ele começou devagar, os quadris num movimento de vai e vem num ritmo preguiçoso, os olhos focados nos dela enquanto suas testas continuavam coladas, pequenas gotas de suor começando a se formar em suas costas. O som que seus quadris faziam era o único barulho no quarto além dos gemidos baixos, o ar ficando mais tenso ao redor deles.
Não demorou muito para que eles precisassem aumentar a velocidade, o membro de deslizando facilmente para dentro e para fora, indo mais fundo do que antes, massageando as paredes dela.
jogou a cabeça para trás no momento em que a ponta do pênis dele atingiu seu ponto G, um gemido alto ressoando pelo quarto fazendo sorrir, a respiração dos dois pesando ainda mais.
fechou os olhos, o prazer de repente tomando conta de todo o seu corpo, suas unhas arranhando as costas dele, deixando marcas vermelhas pela pele, algo que provavelmente doeria na manhã seguinte, mas ela não se importava. Precisava desesperadamente tentar se agarrar a alguma coisa pois se sentia planando, sua mente completamente vazia de qualquer outro sentimento. Só havia ela, e o prazer correndo por suas veias, apertando o nó em seu estômago ainda mais forte, vendo até quando poderia ir antes que explodisse.
- Você está perto? - arfou, sua voz mais rouca, os olhos encontrando os dela fechados, a cabeça da garota concordando e a boca entreaberta, as mãos dela se fechando ao redor do pescoço dele, puxando-a para baixo e colando as testas deles novamente.
deslizou uma de suas mãos entre eles, os dedos provocando-a, brincando com o clitóris dela em movimentos circulares, fazendo com que a visão de se enchesse de pontos de luz por trás das pálpebras fechadas.
Ele sussurrava palavras de incentivo para a namorada, incitando-a cada vez mais.
E quando ela sentiu as investidas de ficarem mais desleixadas, mas nunca falhando em preenchê-la completamente, sentiu suas paredes se fechando ao redor dele, o nó finalmente se rompendo, explodindo em um bilhão de pequenos pedaços espalhando-se por ela em puro êxtase, um gemido alto escapando da garota que sentia-se esparramar sobre o namorado, inundando ainda mais sobre ele.
não demorou muito mais. Como ela se fechava e contraia ao redor dele, apertando-o a cada estocada que ficava ainda mais escorregadia, fez com que ele se sentisse à beira do abismo, seu membro se contorcendo antes de jogá-lo em seu próprio orgasmo, atingindo-o como uma onda quente, amplificando ainda mais a intimidade entre eles, fazendo-o diminuir a velocidade dos movimentos, mas sem parar até que ambos estivessem completamente satisfeitos.
Com seus olhos ainda fechados, sentiu deitar sobre ela, seu peso pressionando-a na cama enquanto o rapaz tentava recuperar o fôlego, o corpo esparramado, as mãos dela acariciando os cabelos dele, as respirações se misturando no quarto silencioso.
Era difícil saber quanto tempo eles passaram naquela posição, a cabeça dele repousada sobre o peito dela, ouvindo as rápidas batidas do coração da namorada o acalmando, quase o embalando num sono.
- Era para você relaxar - veio o sussurro de , os lábios se repuxando num sorriso quando ela olhou para o namorado, os olhos deles fechando-se por um segundo antes de lutarem para se manterem abertos quando ele riu.
O rapaz depositou um beijo no ombro dela antes de girar na cama e a puxar para ele, abraçando-a por trás, as pernas se emaranhando umas nas outras instantaneamente.
- Acredite - ele riu baixo. - Não tem como eu ficar mais relaxado do que agora.
revirou os olhos, virou-se no abraço dele e analisou a aparência desgrenhada do namorado, o cabelo espetando-se em várias direções, as olheiras ainda mais evidentes, os olhos tentando se manter aberto… E ainda assim ele era tão lindo. Não havia um momento nessa vida em que ela não o acharia lindo.
Com um sorriso contente, ela o beijou nos lábios uma última vez, os olhos do rapaz se fechando, a respiração acalmando antes que ele dormisse.



A luz da manhã que entrava pela janela do quarto serviu como despertador para .
Por um momento, ela manteve os olhos fechados, tentando ouvir se havia algum tipo de movimentação por perto, se havia algum sinal de vida naquele apartamento que parecia estar imensamente maior desde que havia acatado à ordem ridícula dela e saído de casa.
Houveram momentos em que ela desejou, mais do que nunca, que ele simplesmente entrasse pela porta, falando que ele não iria mais ficar fora, que ela estava sendo ridícula e que aquele era o lugar dele. Por vezes, a garota chegou a imaginar com tanta veracidade que julgou ser capaz de ouvir os passos dele ressoando pelo apartamento, indo em direção ao quarto que antes havia sido deles.
Naquela manhã, quando ela finalmente acordou o suficiente para ser capaz de sentir onde estava, estranhou a falta do braço que dormira ao redor dela, estranhou a falta da respiração de contra o seu pescoço e sentiu seu coração martelando violentamente contra seu peito.
Tinha sido tudo um sonho? Ela finalmente havia perdido todo o contato com a realidade e imaginado tudo?
Antes, porém, que pudesse fazer alguma coisa, sentiu o colchão se mexendo atrás dela, o farfalhar dos lençóis roçando contra o corpo indicando que havia alguém ali e o peso em seu coração diminuiu ainda mais quando sentiu o calor que emanava da outra pessoa se aproximar dela e passar um dos braços ao redor da cintura dela, puxando-a para mais perto.
O simples toque fez com que todos os poros do corpo da garota se eriçassem, o arrepio percorrendo-a dos pés à cabeça, mas ela não se preocupou. Só havia uma pessoa que causava aquele tipo de sensação nela.
Soltando o ar, deixou-se aconchegar contra o peito de e fechou os olhos novamente, a respiração dela em sua nuca a acalmando e embalando-a num sono novamente.
Não havia sido nenhum tipo de ilusão. Não havia mais drama.


Fim



Nota da autora: Parece meio surreal terminar um ficstape, mesmo que, enquanto escrevo essa nota, ainda tenho mais uns 17 dias até o fim do prazo. Ainda assim, terminar e poder enviar parece ser algo de outro mundo pelo simples fato de que essa história é um amorzinho para mim e é parte de um universo que tenho criado tem um tempinho.
Enfim, espero que gostem e nem me matem pela parte restrita que poderia ter sido melhor, mas gente… Primeira vez postando isso aqui. To nervosa. Beijos!



Ai meu casal xodó, não tenho nem palavras para expressar o quanto eu amo eles, o quanto eu amo o universo em que eles estão inserido. Amo você, abiga. ♥
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


comments powered by Disqus