Fanfic finalizada

Dancing in the War

Naquela manhã ninguém imaginava o que estava por vir. O dia estava esplêndido; um sol radiante, o céu no tom mais azul que alguém já pode ver. As meninas haviam combinado naquela manhã que elas iriam para a piscina da escola mais tarde, já que tinha uma cópia da chave da mesma. , Chsika e Iryna sabiam que aquele verão iria ser intenso, tanto no calor quando nas saídas que elas e os meninos haviam planejado.
Com o biquíni por debaixo do vestido cinturado com o espartilho e os cachos bem modelados, se despediu de sua mãe com a desculpa que iria estudar na casa de Iryna. Jovens, rebeldes e loucos pela a liberdade, era isso que eles eram, era isso que eles desejavam.
Aos poucos as garotas iam se encontrando pelo o caminho da escola; a vontade de mergulhar naquela piscina era grande, a única coisa que elas falavam era como os garotos reagiriam ao vê-las de maiô e biquíni.
avisou que era para entrarmos pela frente da escola. – Iryna comentou. – Ele realmente acha que não vamos conseguir pular o muro. – Riu.
— Tadinho, acho que é ele que não consegue pular o muro. – ajeitou o cacho.
— Vamos. – Chsika parou atrás do muro. – Temos uma piscina que está a nossa espera.
Com cautela as três garotas pularam o muro sem muito esforço, ajeitaram a roupa do corpo e caminharam, ou melhor, foram correndo na direção da área onde os garotos esperavam por elas.
Uma pequena mesinha estava posta para eles, com suco, doces e salgados, tudo para se servirem. colocou o copo em cima da mesinha e foi cumprimentar as três mulheres, junto de Gav e Ygor.
— Está tudo pronto, só faltava vocês.
— Desculpe a nossa demora, está muito quente para andar rápido. – Disse Iryna, já abraçando Gav. – Vamos meninas? Estou morta de calor.
— Vocês não iram assumir para seus pais? – questionou.
— Não sei. – Se trocavam. – Acho que sim, depois do verão, eu e Gav temos muito que conversar ainda. – Ajeitou a alça do maiô.
— Vocês são um casal muito lindo, mas nada, nada se compara com a troca de olhares de e . – Chiska provocou a amiga.
— Que troca de olhares? – Suas bochechas ruborizaram. – Não existe nada entre eu e , muito menos troca de olhares.
saiu na frente e saltou na piscina sem medo. Aquele lugar era o seu favorito, se sentia livre, se sentira ela mesma. por outro lado, ficou observando as curvas daquela mulher, podia ter seus dezessete anos, mas era a jovem mais perfeita que já havia visto em toda sua vida. Os cabelos arruivados, as sardas no rosto, os olhos claros, tudo dela era a um mar de perfeição.
— Não vão entrar? A água está maravilhosa, não tem o que discutir.
— É claro que vamos, vem Gav. – Puxou o garoto pela a mão.
— Quando é que os pombinhos vão oficializar? – Ygor questionou, após um mergulho rápido.
— No mesmo dia que Iryna parar com a indecisão dela.
— Não é indecisão, Gav. – boiava tranquilamente. – O problema é a bipolaridade dela. – Riu.
— É para isso que tenho amigas, para acabar com o meu romance. – Fingiu o drama.
— Claro, claro, estamos na década de quarenta, onde todo o romance é acabado pela a amiga sincera.
— Não discordo da . – se pronunciou. – Mas devemos curtir nosso tempo, essas coisas de ter que entrar no exército aos dezoito anos, precisamos casar jovens, as mulheres não devem ficar só dentro de casa cuidando dos filhos e da casa. – Caramba, conseguia de todas as forças despertar o mais insano dos sentimentos. – Elas deviam ter o mesmo direito que o nosso.
— Ninguém devia mandar na gente, essa é a verdade. – Ygor disse firme.
— Só as nossas mães. – corrigiu rapidamente o amigo.
— É. – Ele riu. – O que faremos depois? Vamos para o Burguer’s?
— Pode ser, eu aceito um x-salada com muito queijo. poderia pegar um copo de suco por favor? – se aproximou da borda da piscina.
— Aqui está. – O garoto a serviu. – Então vamos ao Burguer’s.
— Vamos, não temos outra opção. – Disse Chsika. — Meu pai estava estranho quando saiu para o exército.
— Estranho como? – Ygor a indagou.
— Era como se ele estivesse com medo, não sei definir.
— Medo? Chsika, você não estava meio sonolenta e viu coisa?
— Não , eu juro, ele estava bem estranho. Eu ia questionar a mamãe mas deixei quieto até ela estava seria, o rebenok* já não a deixa ela dormir direito.
— Deve ser nada. – tentou tranquilizar. – Deve ser mais uma coisa de exército que está atrapalhando ele ou ele está tentando resolver.
— Assim espero. – Suspirou pesado.
Para distrair a amiga, todos mudaram de assuntos, sobre os projetos que iriam fazer naquele verão e também perturbar um pouco mais o casal que estava na água. Quando todos saíram da piscina e sentaram na beira da mesma, Gav – que estava mais próximo da mesa, entregou as pequenas refeições para cada um, além da bebida.
Os seis podiam ser: rebeldes, desobedientes e sempre mentir para seus pais – como aquele dia. Mas nunca se envolviam com coisas erradas como drogas e álcool. O lema deles era bem claro, viver a vida da forma mais limpa e loucamente insana.
Descaradamente, olhava para , os cabelos vermelhos e as sardas em a deixavam mais linda. E aqueles olhos claros! a desejava mais que tudo, desde o primeiro ano dentro da escola secundária de Tarkov.
. – Ygor falou mais alto. – Parece que está em outro planeta.
— Desculpe, o que você falou?
— Estamos indo nos secar, vamos, as meninas já foram.
passou tanto tempo imaginando como seria um dia inteiro sendo apenas dela, que não percebeu que a menina e suas amigas foram se arrumar.

Mais uma vez, a garota colocou o espartilho e arrumou seus cachos. Colocou seu biquíni em uma sacola para não molhar o material da bolsa e foi esperar as meninas do lado de fora.
. – Seus olhos brilharam. Já que os fios escuros estavam molhados, o garoto penteou para trás, o que o deixou mais sedutor.
. – Até com os fios arruivados molhados ela ficava bela.
Era nitidamente um casal perdidamente apaixonado; se aproximaram e sentaram em um banquinho que havia ali na área seca. O silêncio era grande, até o momento em que:
, eu preciso te contar uma coisa. – Virou para ela.
— Pode dizer. – Os olhos claros dela brilhava intensamente.
— Eu...
E bem naquele momento onde o garoto iria dizer o mais importante que existia em sua vida, mais de seis aviões passaram por cima da escola secundária, logo puderam escutar o som de bombas serem jogadas em cima da cidade e principalmente em cima da escola. gritou, como se tudo que ela tinha tivesse sido destruído naquele momento sem mesmo saber de nada.
A garota havia se jogado no chão como havia aprendido na escola. Senhor, aquilo doía tanto, era como se sua vida, a sua liberdade e as memórias haviam sido apagadas e arrancadas naquele momento, juntamente das bombas.
Depois de um tempo onde ela teve a certeza que nenhum som era igual de uma guerra, ela sentou no chão e tentou limpar seu rosto do pó da construção. Pelo menos sabia onde estava, porém não havia nenhuma noção para onde se socorrer, foi aí que ela lembrou que estava conversando com ela!
— Meu Deus! DIMITRI! – Ela gritou por ele. – , cadê você?
? – Uma voz rouca surgiu naquela imensidão de concretos quebrados. – , como você está? – Era Iryna, junto à sua amiga saia de dentro do vestiário, se é que poderia se chamar de vestiário.
— Bem, eu estou bem. – Na verdade ela não estava sentido dor nenhuma, nem havia verificado se havia se machucado. Estava tão preocupada com que havia se esquecido. – Precisamos achar o , ele estava comigo aqui fora quando tudo aconteceu.
— Vamos achá-lo, calma.
Era uma busca sem fim, ou melhor, sem começo. Caramba, eles só queriam dançar, curtir e se divertir, não queriam viver uma guerra, já bastava aquela por seus direitos e poucos apoiando os jovens!
Parecia mais irônico que qualquer outro momento, mas até Gav e Ygor haviam aparecido, todos cobertos de pó, mas estavam ali juntos. O que para o coração de era uma pequena tranquilidade.
— Vamos , não podemos ficar aqui, escuta esses tiros. – Gav a segurava e a puxava com cuidado. Ele estava preocupado com o amigo, mas não podia deixar a amiga ali.
— Não, Gav! É o que está ali, você não tem sentimento nesse coração?
— Eu tenho , mas não posso deixar você aqui, já perdemos um de nós seis, perder mais um vai ser pior que ser rendido por esses que invadem Tarkov!
Gav não estava errado, e ele era sempre frio e direto em alguns momentos – quase todos, mas não podiam perder mais um, já estava doendo demais para perder a amiga para aqueles que nem eles imaginavam quem era.
Como bons garotos matadores de aula, Gav e Ygor levaram as garotas para uma espécie de escotilha, mas antes haviam passado na cozinha da escola e pegado o que havia de comida e bebida, não podiam passar fome, muito menos ficarem desidratados.
— Pronto, aqui estamos seguros até termos a certeza de tudo. – Ygor disse.
— Ele vai aparecer, não é?
— Claro que vai . – Iryna abraçou a amiga de lado. – Ele é um bastardo como nós. – Tentou arrancar um riso da amiga. Com eles pensavam um tanto quanto diferente dos outros jovens, se auto apelidaram de Bastardos, porém da nação.
— Eu sei, Iry, mas está tudo errado, o que é que aconteceu lá fora realmente?
— Eu sabia! – Chsika falou em um quase grito. – Meu pai sabia que algo ia acontecer, só não imaginava que seria agora nesse exato momento, por isso ele estava estranho e mamãe também. MEU DEUS!
— Calma não pensa nisso! – Ygor tentou fazê-la não chorar. – Sua mãe não ia querer ver você assim bem agora, nessa hora.
— Tentarei, tentarei.
Era muito acontecimento para um único dia, não conseguia pensar direito mais, queria voltar no tempo e tentar evitar tudo ou pelo menos ter ajudado . Se ela não fosse tão orgulhosa com seus sentimentos, ela não sentiria a dor do arrependimento de não ter se declarado para o garoto.
— O rádio está aqui? – questionou.
— Está na bolsa. – Entregou. – Não sei se ele vai funcionar aqui.
— Tentarei.
, tentou de todas as formas fazer o rádio funcionar até que ela colocou o rádio em cima de uma prateleira onde ele começou a funcionar docemente. Ela procurou uma estação onde pudesse dizer o que aconteceu, o que iria acontecer a partir daquele momento.
— Nada. – Falou ao deixar em estação de música. – Chsika. – Se agachou na frente da amiga. – Você não lembra nada do que seu pai falou?
— Não amiga, eu só lembro que ele passou vários dias nervoso, até se irritou com a goteira da pia.
— O governo está escondendo algo de nós. – Ygor estava se revoltando.
— Se estivesse, ele pegaria vocês antes da idade, não faz sentido, é totalmente outra coisa. – Iryna falou.
— Gente, calma! – Se aproximou do rádio. – Escutem!
“Ainda não se sabe o real motivo do ataque a Tarkov, sabemos que outros estados também foram atingidos, mas o foco principal é a nossa cidade, fiquem nos seus abrigos, o governo Russo junto de seu exército irá salvar cada um.”
— É demais! Como isso pode ser real? Como podem deixar isso acontecer. – estava revoltada. – Inocentes morrerem nessa merda de começo de uma guerra!
— Meu pai fez tudo o que pode, ele não consegue evitar tudo, ele não é o Ares.
— Não falo do seu pai, eu falo do governo! Eles tem mais informações que o próprio exército.
— Meninas, chega, vocês vão discutir agora quem devia ou não tomar uma atitude? Perdemos o e agora querem discutir quem foi que tirou o doce da criança? – Gav estava nervoso. – Fiquem quietas um pouco e descansem, se ninguém vier procurar a gente na escola teremos que fugir daqui, daqui e de Tarkov.
— Escapar de Tarkov? – A voz de saiu em um sussurro.
— Sim, escapar de Tarkov.
Gav tomou a atitude de ser o líder para tirar todos dali, mas no fundo sentia suas pernas mais bambas. se recompôs, estava em choque ainda mas precisava se manter firme. Todos ali se mantiveram firmes até o rádio anunciar mais uma vez sobre o atentado.
Quatro horas depois, os cincos jovens ainda estavam dentro daquela área protegida da escola, com a adrenalina baixa no corpo, alguns perceberam ferimentos e também o frio que aquele lugar proporcionava. estava acuada no canto, esperando algo acontecer, principalmente que entrasse pela porta e alegrar aquele coração tristonho.
Se soubesse que o tempo era curto demais, não teria perdido tanto tempo como ele.
“Se passou seis horas do ataque, muitos dos nossos soldados morreram, é com muito desdém que dou essa notícia em primeira mão, a USEC invadiu Tarkov. Não sabemos ainda o motivo, mas temos a certeza que os USEC invadiram Tarkov e mais estados ao norte, leste e oeste.”
— Conseguimos fugir pelo sul. – A voz fraca surgiu da escotilha, que era silenciosa ao abrir.
— Demitri!
sentiu as borboletas no estômago mais uma vez e, sem medir esforços, saiu correndo para abraçá-lo. Era como se tivesse levado a chama de esperança para o coração de ; após todos perceberem que era realmente ele, os amigos o abraçaram.
— Nós achamos que você havia morrido.
— Eu acordei com alguns passos pela a escola, quando eu vi os aviões eu corri em direção da área de ferro, mas aí vi que havia me distanciado de você , desculpa por deixar vocês preocupados.
— Tudo bem, o importante é estarmos juntos. – Ygor deu um leve aperto no ombro do rapaz.
— E quais são os planos?
— Ficaremos aqui até os BEARS virem a nossa procura, depois podemos sair daqui e fugir.
— E a situação?
— Não sabem o motivo dos USEC invadirem Tarkov. – Ygor ainda falava. – Se não, nós saímos daqui e fugimos pelo sul.
— Mas vamos precisar de muita coisa, somos em seis, se eles estiverem monitorando, vão matar todos nós ou nos sequestrar. – Gav alertou.
— Isso não é problema. – Com uma certa dificuldade, Demitri abriu a porta e pegou algumas armas e pentes com munições dentro. – São tudo de BEARS, armas, miras, munições, têm para nós todos.
— E você fez tudo isso mesmo machucado? – Iryna disse com os olhos brilhando, poderia dizer ser algo meio estranho, mas Iryna era fascinada por armas, seu pai a ensinou atirar desde pequena e tinha uma pontaria melhor que qualquer BEARS.
— Sim, escutei a voz de vocês então eu tive a certeza que não seria o único que precisaria de armas, mesmo algumas pessoas sendo contra ao uso delas. – Olhou para Ygor.
— Não há problema, se é para sairmos vivos então eu utilizo, mas já aviso, só atiro se houver necessidade.
— Você que decide. – pronunciou-se. – Desde que você não se incomode de segurar uma. – Entregou. – Está tudo bem, ou melhor, vse ideal'no*!
— É claro, somos bastardos. – Todos riram.
Eles se acomodaram naquela grande sala de refúgio depois de travarem a porta por dentro. Alimentaram-se, hidrataram-se, cantaram e, enquanto escutavam os tiros e as granadas sem lançadas e explodirem, eles dançaram uns com os outros, com aquele pequeno rádio em som baixo para não denunciarem que estavam ali.



Quatro dias se passaram, havia pouca comida, água e estavam exaustos de ficarem ali dentro; as vezes eles abriam a porta para entrar um pouco de ar, deixando as luzes apagadas e com as armas apontadas.
Mesmo sendo apenas quatro dias ali, debaixo da escola, eles perceberam que ninguém estava à procura deles. Os jovens não culparam ninguém, a verdade é que eles haviam mentido para seus pais e não imaginavam estarem na escola, então a culpa era totalmente deles. Eram bastante bastardos para assumir o erro.
— Está na hora de irmos. – voltou dos destroços. – Temos que trocar os curativos, arrumar nossos suplementos nas mochilas e o que trouxemos para cá.
— Vamos arrumando, meninas. – Chsika falou. – , você cuida dos curativos?
— Claro, vou começar pelo os meninos.
Iryna e Gav haviam ido até a ala hospitalar da escola secundária e pegado todos os primeiros socorros que viram pela frente. Os mesmos que estava usando para ajudar os meninos. Com seus curativos refeitos, limpos e prontos para a escapar de Tarkov, eles se levantaram e ficaram de prontidão na porta.
— Prontos? Pentes carregados? Armas destravadas? Mochilas carregadas? – questionou.
— Está da perfeita forma para fugirmos dos USEC! – falou.
— Fiquem juntos, se verem que vão cair, se joguem no chão. – Chsika falou. – Usem muros, árvores e matagal para se esconderem, papai sempre deu essas instruções. Meninos, não façam barulho, por favor.
— Será que eles estão bem? – Iryna questionou. – Vivos. – Sussurrou.
— Estão sim. – Ygor acariciou o rosto da garota. – Agora vamos, precisamos deixar a cidade.
foi à frente, juntamente de Iryna, a melhor atiradora que a Rússia tinha.
De vestido e armas pesadas penduradas em seu pescoço, aquelas garotas demonstravam que não eram o sexo frágil, eram bem mais que isso, é claro que os garotos se sentiam “bem” por ter as garotas junto a eles.
Tarkov era um lugar diferente da Rússia, podia ser chamada Estado independente. Era pequeno, o que deixava todos os principais fatores próximos de cada um, desde a rua Tarkov, a placa de boas vindas a qualquer um que entrasse e saísse, o centro que era onde eles estavam, a torre de vigia afinal eles haviam acabado de sair da segunda guerra mundial; a fábrica e a floresta, apelidada pelos USEC de Woods. E o Terminal, onde eles iriam sair daquele lugar.
A atenção estava em dobro e a cena era uma as piores, eram tantos corpos de BEARS e USEC que dava para pegar mais itens – o que eles fizeram, porém pegaram os dos BEARS.
Já estavam perto do Terminal, prontos para fugirem, quando Iryna mirou na porta principal, onde dava acesso a travessia para outro estado. Seu coração gelou, as mãos suaram frio, ela nunca imaginou que precisaria mirar em um homem, era sempre em garrafas que atirava.
— Se agachem. – Iryna falou baixo. – Tem USEC logo a frente.
— Mas que merda, justo aqui. – Ygor disse rosnando. – Esses USEC já estão me irritando.
— Calma, vamos sair daqui, essa guerra vai acabar e a única coisa que iremos fazer é dançar, acreditem! – falou.
— Iryna, se precisar atirar, você já sabe.
— É claro.
— Quantos soldados você vê? – a questionou. Iryna demorou para responder.
— Vejo nove USEC, eu não queria atirar faz muito barulho.
— Granada. – Ygor sugeriu.
— Você tem certeza? – Gav perguntou.
— Com toda a certeza, eu posso arremessar, só que não tenho uma boa mira.
— A minha é para arma então. – Iryna e os meninos discutiam.
— Mas a , ela é ótima com mira. – falou. – Lembram dela na gincana?
— Não tem como não lembrar, ela acertou todas as argolas com maestria. – Chsika recordou. – A granada é toda sua.
— Eu não sei. Não sei porque estou em dúvida, eu tenho que acabar com isso para irmos embora, cadê a granada Ygor?
— Aqui. – Entregou.
— Essa garota. – sussurrou.
— Olha aqui, você consegue ver eles? – Iryna entregava a arma com a mira.
— Sim.
— Você precisa acertar naquele montinho de terra, assim ela não vai fazer tanto barulho.
— Certo, estou pronta, por favor, ninguém se mexe.
Segurou a granada antes de tirar o pino, torceu para que acertasse perfeitamente bem no pequeno montinho de areia assim os USEC não percebesse a mesma logo de início; tirou o pino com cautela e arremessou na direção correta. Voou até a areia com maestria, logo ela se ajeitou no arbusto e torceu para que não restasse nenhum USEC.
O som. Foi doloroso e ao mesmo tempo de alívio, eles olharam por cima e viram o espaço sem nenhum soldado e assim saíram correndo com tudo que eles tinham deixando para trás e a tristeza por ter que escapar de Tarkov.
Eles andaram uma boa parte até chegar ao estado vizinho, e claro que iriam ser recebidos com as armas apontadas para eles.
— Não atire, eu sou filha do general Barkov. – Chiska anunciou com as mãos levantadas, juntamente de seus amigos. – Barkov Chsika, estou com Ygor, Iryna, Gav, e .
— Barkov Chsika? – O soldado baixou a arma.
— Sim, escapamos de Tarkov, e dos USEC.
— Nós pegamos todos os armamentos dos BEARS, nenhum do USEC. – explicou.
— É muita sorte vocês estarem vivos. Soldado, chame o General Barkov, e vocês? – Olhou para as “crianças”. – Podem colocar as armas no chão, e sejam bem vindos ao refúgio Tarkov.


Epílogo

Seis meses depois.

Os seis jovens estavam com suas famílias, todos haviam saídos ilesos, sem nenhum arranhão naquele dia, uma tranquilidade para todos. Eles estavam em um pequeno salão, perto da casa que foi cedida a eles. Lá as meninas dançavam sem seus espartilhos com os cachos bagunçados, os meninos não precisavam mais se importar em não fazer barulho. Mesmo com a guerra lá fora e, sabendo que Tarkov era alvo dos USEC, eles dançavam sem coreografia apoiando a juventude e ainda tentando mudar os pensamentos dos adultos.
Iryna e Gav assumiram seu romance para todos, mas não pretendiam casar cedo como era “obrigatório”; e , o chove e não molha passou depois daqueles dias de terror, ficaram juntos e com muito amor, não pretendiam ter filhos, nem casar tão cedo, mas pretendiam fazer várias campanhas, uma delas, dos direitos para as mulheres terem igualdade.


Fim.



Nota da autora: Oie!
Não foquei muito no romance de Dimitri e Anastasia, quem sabe em outra fic eu consiga focar. Esse casalzinho merece mais uma fic.
Como estou bem na vibe do jogo Escape From Tarkov, eu acabei me inspirando nele, já que a música bate um pouco com o jogo. Sei que na musica ela fala, américa, mas a vibe do jogo e da musica foi perfeita, não sei se perceberam, mas há uma inspiração básica de Anne with an E (Serie injustiçada!)
No jogo: USEC são os americanos. Bears são os russos.
Rebenok = Bebê.
Vse ideal'no = Tudo perfeito.
Realmente espero que tenham gostado da fanfic ❤
“Comentem o que acharam, obrigada pelo seu gostei, e nos vemos no próximo capítulo” – Alanzoka.



https://br.pinterest.com/cevansautora/ Pinterest




Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


comments powered by Disqus