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Última atualização: 08/07/2021

Capítulo Único

Acordei com um peso em cima de mim, e não me mexi, pois aquela manhã estava extremamente fria e minha cama estava bem convidativa, então se eu não me mexesse quem sabe o que estava em cima de mim saísse?
– Bom dia! – senti um cafuné na minha cabeça. – Eu sei que você já está acordado, ! – – a quem eu rapidamente reconheci pela voz –, estava deitada sobre mim e havia sussurrado aquelas palavras no meu ouvido. – Não me ignora, porque senão eu vou começar a pular nas suas costas.
– Ok… – resmunguei. Finalmente consegui abrir meus olhos, ela se deitou ao meu lado e me virei para encará-la. era minha melhor amiga e a menina mais incrível que eu conhecia. Ela ajeitou meus cabelos com uma das mãos.
– A gente vai se atrasar para o colégio, e não adianta você ficar me olhando com essa carinha, eu não tenho piedade. Olha, vou contar até 10 e arrancar sua coberta. Um, dois, três – ah, como pude esquecer, ela era insuportável na mesma proporção. – Quatro...
– Tá, já entendi, já entendi – relutante, tirei a coberta que me cobria, jogando-a para o lado. – Eu não sei porque minha mãe te dá passe livre para o meu quarto, vou conversar seriamente com ela – me levantei rápido. Vi que ela me encarava com uma cara engraçada.
– Sua mãe me ama demais, você não compreende, . – ela deu de ombros. – E eu nunca entendo como você consegue dormir sem camisa e bermuda nesse frio. Você é louco.
– Você teve sorte hoje, tem dia que eu durmo sem nada. – falei para provocá-la.
! – ela me tacou o travesseiro, desviei com maestria, ela pegou outro e eu saí em disparada para o banheiro antes que me acertasse.
Tomei banho rapidamente, já que aquele banho era mais para me despertar do que tudo. Me vesti, passei meu perfume – preferido de –, dei uma olhada na minha barba, passei a mão, ela estava começando a espetar, olhei o meu celular, eu estava em cima da hora, faria a barba depois que eu voltasse para casa. Coloquei meu tênis, peguei a mochila e desci as escadas, encontrando a mesa do café da manhã disposta. Me sentei ao lado de .
– Agora sim, bom dia! – cumprimentei as duas com pequeno sorriso.
– Bom dia, querido! – a minha mãe segurou a minha mão, levando aos lábios e depositando um beijo. Abri um pequeno sorriso, repetindo seu gesto. – Ele não tinha te cumprimentado ainda, ? – minha mãe me encarou.
– Propriamente não, Andrea, você sabe como o acorda parecendo um zumbi quando levanta cedo. – deu de ombros.
– Ai, , nunca perde essa mania. Não te eduquei assim, querido. – Minha mãe me repreendeu.
– Mãe, eu sou uma pessoa noturna, a senhora sabe como é torturante estudar de manhã para mim.
– Eu desisto. – ela fez uma cara dramática, e nós rimos. O café da manhã seguiu assim, de forma leve. Eu gostava da dinâmica daquilo.
Minha família era pequena, éramos minha mãe e eu apenas, o meu genitor era um imbecil, então não o considerava um pai. Ele morava em uma outra cidade, no qual tinha a família de comercial de margarina, sua esposa perfeitinha e seus dois filhos adoráveis, meus meios-irmãos. Ele ignorava a minha existência, só pagava minha pensão, pois era imposta por lei. Quando pequeno, ia passar alguns dias na casa dele, mas sempre me senti completamente deslocado, um intruso lá e quando cresci nunca mais fui, não me fazia falta nenhuma sua presença em minha vida. Meus irmãos, bom, às vezes conversávamos, mas não éramos próximos.
Minha mãe não quis se casar novamente, apesar de agora estar namorando Luke, um cara que trabalhava com ela no escritório, ele era um cara legal, e o mais importante, fazia minha mãe bem, acho que isso era o que mais me importava.
– Preparado para o melhor ano das nossas vidas? – Acordei de meus pensamentos com a voz de , estávamos a caminho da escola, íamos a pé, pois eu morava relativamente perto da escola. Eu dei de ombros. – Nossa, pelo amor de Deus, , animação, menino!
– É sempre mais do mesmo, , queria me animar como você, é só que… – ela arrumou os cabelos, e me encarou. – O importante é você estar animada por nós dois, olha que coisa bacana.
– Que seja. – ela revirou os olhos, e eu a abracei de lado, depositando um beijo em sua testa. – Vamos continuar no clube de música, né? – piscou seus cílios de maneira infantil. Eu gostava do grupo de música, mas tinha entrado mais por ela do que por mim, sem dúvidas.
– Não vou sair, fica tranquila, eu prometi, não? – ela assentiu. – Vou continuar no time de futebol também. – É, eu era goleiro do time desde sempre, e ainda participava do clube, o que eu não fazia pela minha melhor amiga? – E você decidiu se fará mais uma atividade?
– Talvez eu participe do clube de debate, me disseram que sou ótima em debater – ela apontou para mim, acabei rindo. – Ainda não tenho certeza. É que cantar é tudo para mim, sabe? Mas penso que se eu não entrar em nada, talvez não consiga uma boa faculdade.
– Então, era bom se você entrasse em algo, para garantir, que seja o clube de debate, nem parece ser tão ruim assim, ou você poderia ser uma cheerleader. – zoei, pois sabia que ela jamais viraria, como previ ela fez uma careta de nojo.
– Não, nem pensar, .
– Poxa, nós ficaríamos ainda mais próximos, pensa só? Os treinos sempre rolam nos mesmos dias...
– Já aguento você o dia todo, chega. – gargalhei, levantando as mãos em rendição. – Ser uma líder de torcida não é para mim, aquelas acrobacias todas, é muito louco aquilo tudo... olha bem para mim, você realmente me imagina fazendo algo assim? – a encarei da cabeça aos pés, e confesso que demorei bem mais do que gostaria encarando suas belas pernas e seu par de seios, que estavam encobertos pela calça bailarina do uniforme da escola e com a blusa de freio que ela usava. Demorei meu olhar em seu rosto também, minha melhor amiga era tão linda. Engoli a seco, desviando rapidamente meu olhar, o que era aquilo, pelo amor de Deus? – ? – ela ainda aguardava minha resposta, tinha uma cara que eu não soube decifrar, provavelmente tinha reparado o meu olhar em cima dela. Eu era muito otário.
– Não, tem razão. – respondi automaticamente. De uns tempos para cá era natural encarar dessa forma, ela era tão linda, tanto por dentro, como por fora, e bem, gostosa também, isso eu não podia negar. Era inevitável não se encantar pelo seu jeitinho doce e meigo, eu a amava muito.
Não tardou para que chegássemos ao colégio. Participamos da reunião insuportável que ocupou o primeiro horário, era as boas-vindas aos calouros e nos desejando um bom ano letivo e todo aquele blá, blá, blá de primeiro dia. Fomos dispensados, pegamos nossos horários e comparamos para ver quantas aulas teríamos juntos. Seria ao todo cinco, era um bom número. A primeira aula do dia não faríamos juntos, nos despedimos e eu segui até a minha sala. Encontrei James, ele era meu parceiro e zagueiro no time, nos cumprimentamos com um toque de mãos, e nos sentamos mais no fundo da sala.
– Viu a quantidade de gatas que entraram esse ano? – ele sorria.
– Acabei me distraindo com algo que me mostrou no celular, não pude reparar. – dei de ombros, pegando o caderno para a aula de química. Eu não tinha reparado em ninguém, tinha ficado tão absorto com alguns memes que ela me mostrava no celular enquanto o diretor fazia seu discurso que nem olhei nada externamente.
, … – ele zombou. – Evoluíram para um relacionamento amoroso já? – engasguei com a saliva. Ele era louco? – Ah, , vamos lá, vocês têm algo.
– Tá louco, James! é minha melhor amiga, eu e ela? Não. – neguei freneticamente.
– Então tá, se você quer continuar se enganando, só te falo uma coisa, não espere perder para correr atrás, hein?
– Ah, James, pelo amor de Deus! Um homem não pode ser amigo de uma mulher sem segundas intenções? – bufei. Toda vez que James ou qualquer outro cara do time insinuava isso eu ficava bem desconfortável.
– Se você soubesse como seus olhos brilham olhando aquela garota… – o encarei com a minha melhor cara intimidadora. – Ok, ok, não está mais aqui quem falou. – levantou as mãos em rendição. – Enfim, dê uma olhada na calourada, porque esse mal humor matinal quer dizer que você tá precisando de uma boa noite de sexo. – ri.
Ninguém sabia no time, mas eu era virgem. Eu já tinha sim saído com algumas garotas em sua supremacia líderes de torcida, inclusive tinha um lance estranho com Miley, a gente se beijava, rolava umas pegadas intensas, mas nunca tinha de fato chegado aos finalmentes com ela ou com qualquer outra garota, e bom, eu sabia bem o motivo daquilo, eu era um cara romântico, apesar do meu estereotipo negar de garoto popular, e jogador de futebol.
– Vou olhar, mas eu tenho a Miley, de qualquer forma. – dei de ombros.
– Nossa, a Miley, é verdade… Vocês se pegam… – coçou a nuca, claramente sem graça.
– É… – James estava estranho naquela manhã, seja lá o que fosse, quando ia perguntar a professora entrou, e eu virei meu corpo para frente, prestando atenção a aula que se iniciaria.

💫

– Como passou essas aulas sem mim? – vi se materializando à minha frente no intervalo das aulas. Bloqueei o celular. – Oi!
– Oi! Eu estava morrendo de saudades… – fui sarcástico, tendo como resposta um revirar de olhos. Depois de longas quatro aulas distantes, teríamos as duas últimas aulas juntos após o intervalo.
Comemos com muitas brincadeiras, era sempre assim estar ao lado dela, éramos sempre nós dois, ora rindo, ora zoando alguém, ou simplesmente comentando sobre algo que assistimos, eu também gostava daquela dinâmica.
– Decidi que vou me inscrever no clube de debate, inclusive já coloquei meu nome lá. – ela levantou o assunto de repente, depois de discutirmos um pouco sobre o último episódio de Falcão e o Soldado Invernal.
– Que bom, , isso é ótimo! Mas chances nas melhores faculdades. – ela sorriu, levou as mãos aos meus cabelos, ajeitando alguma coisa qualquer, ela sempre fazia isso.
– Sim! – ela estava animada, esperava que ela se encontrasse na atividade. – Ah, amanhã já tem reunião do clube!
– Mas já? Achei que começaria semana que vem, para aguardar os testes dos alunos novos. Os treinos do time começam semana que vem.
– É extraoficial, , é só para conversarmos um pouco sobre as nossas expectativas do clube, você conhece o professor. – o sinal tocou, terminamos de comer e voltamos para as duas últimas aulas do dia, seriam inglês.
– Ah, sim. – respondi, tentando soar o mais alegre possível, mas acho que não a enganei. Entramos na sala, e nos sentamos juntos. puxou a cadeira para se sentar ao meu lado, enquanto a professora não chegava.
– Podia fingir melhor, sabe? – ela torceu a boca, e eu a encarei. – Achei que no fundo você gostasse, se você realmente não gosta, não se sinta pressionado, ok? Mesmo que você tenha talento, pode não se inscrever esse ano e…
, eu vou continuar, no início me inscrevi por você, e por sempre me dizer que eu canto incrivelmente bem, mas agora eu gosto mesmo. Eu só acho que essa reunião não vai agregar em nada – ela abriu um belo sorriso, e eu automaticamente sorri junto. E não, eu não havia mentido, eu gostava mesmo.
– Eu fico tão feliz de saber disso, você não tem ideia, você tem uma voz incrível e… – se interrompeu quando viu que um garoto entrava na sala, ele definitivamente era novo, pois eu não me lembrava dele. – Ah, meu Deus! – com o comentário nada discreto da minha amiga e o olhar que ela o lançava, o moleque olhou em nossa direção e a mandou uma piscadinha, se sentando do outro lado da sala. – Ah, meu Deus, ele é lindo! ! – ela agora falou mais baixo. – Ele ouviu, e piscou para mim. Eu posso surtar, ou ainda está muito cedo? – ela tinha o sorriso brilhante novamente, e eu não tive como não sorrir de volta, mas dessa vez não tão animado. Sei lá, não era legal ver minha amiga flertando com alguém.
– Ele ainda tá olhando para cá, ! Eu estou em surto. – ela trouxe minha atenção para si, suspirei, vendo seu interesse genuíno no rapaz e sentindo uma sensação estranha com aquilo.
– Só vai com calma, não quero que se machuque, tá? – segurei sua mão, capturando sua atenção para mim. Ela me encarou de forma tão nossa que me desestabilizei. Passei a mão livre no meu rosto, tentando retomar a mim.
– Eu vou com calma, fica tranquilo. – ela piscou para mim. – Obrigada por se preocupar comigo. – A professora de inglês entrou na sala, e cessamos a conversa.

Escutamos o sinal tocar, recolhemos nossos materiais, estávamos prontos para irmos embora quando Michael, o garoto novo – descobrimos seu nome, pois a professora o fez se apresentar a turma –, apareceu na frente de , a fazendo automaticamente ficar sem graça.
– É, oi! – ele sorriu. Eu percebi que ele também tinha gostado dela. – Meu nome é Michael, e vocês são?
– Meu nome é , e ele é , mas o chame de , ele prefere assim. – sorri educadamente.
– Prazer, cara. – estendi a mão em sua direção e ele a apertou firmemente.
– Digo o mesmo. – ele falou de forma simpática. – Eu não tenho grupo, e então pensei se poderia fazer com vocês esse trabalho? – o trabalho que ele se referia tinha sido passado pela professora há pouco, poderia ser feito em duplas ou trios, e como ele deduziu que seriamos só e eu, quis se juntar.
– Tudo bem por mim. – o respondeu de forma rápida, e eu não tive outra escolha senão concordar também.
– Obrigado, de verdade, é péssimo ser o calouro no último ano.
– Ah, eu imagino. – respondi e ele saiu atrás de nós da sala, vi que muitos alunos ainda estavam nos corredores.
– Mas onde você mora? – perguntou, ele explicou e percebi que era uma rua acima da minha.
– Meu Deus que coincidência, você é praticamente vizinho do ! – falou meus pensamentos. Engatamos uma conversa com o garoto, ele até era gente boa, mas ele não conseguia disfarçar o claro interesse na minha amiga, e bom, ela estava o correspondendo, e eu estava ali como um castiçal. E aquilo me incomodou um pouco.

🌟🌟🌟
Muita coisa aconteceu nesses últimos três meses… Primeiramente, como eu imaginei, e Michael estavam envolvidos amorosamente, nenhuma surpresa. Ele a chamou para sair, e bom, o resto é história.
Automaticamente ele começou a passar os intervalos conosco, já que ele era novo e não tinha amigos, e o espaço que era só nosso agora não era mais, e eu não estava pronto para a inclusão desse novo membro na nossa dinâmica. Para piorar, Michael era um cara bem legal, se ele fosse um babaca tornaria as coisas mais fáceis.
Eu tinha percebido de forma bem dolorosa nesse período que James tinha mesmo razão, eu remói aquela conversa com o zagueiro por dias a fio, e se eu tivesse me tocado que sentia algo diferente por ela talvez ficássemos… Não, eu não ia ficar me torturando.
A nossa amizade sempre foi tão natural, que eu jamais imaginei perdê-la algum dia, até a chegada de Michael, que realmente me chacoalhou. Claro que já tinha tido outros relacionamentos, mas nunca tinha durado tanto tempo. Dividi-la com ele me quebrou e naquele momento em questão eu percebi que não era só um carinho de amigo que eu tinha por ela, era mais. Mas já era tarde. Eu a tive por 16 anos, e nunca havia ultrapassado aquela faixa e não seria agora que eu faria aquilo, pois eu poderia estragar nossa amizade.
A atitude de James foi realmente suspeita naquele dia, eu vim a saber um pouco depois que ele estava com Miley, ele me perguntou se havia problema e lhe dei total passe livre, eu não sentia nada com relação a isso, que fossem felizes se assim quisessem.
e nosso afastamento é que me incomodava muito, era completamente normal levando em conta que ela enfiava a língua na boca daquele cara, mas eu não podia negar que eu sentia falta da minha melhor amiga.
Ela não ia mais para minha casa me acordar todos os dias para que fôssemos juntos para escola, e isso aconteceu porque ela começou a levar Michael junto com ela, então eu comecei a inventar desculpas para ela não ir, até desistir e nossos encontros se resumirem às aulas e ao clube de música, e não conversávamos como antes. Fazia uma semana que nem os intervalos eu passava com ela, simplesmente não dava para ficar vendo ela com Michael trocando afeto, me machucava, então eu inventei uma desculpa que Brian estava pegando no meu pé, e que nos intervalos ele estava discutindo coisas de jogo, e ela aparentemente acreditou.
– Não é, ? – Escutei meu nome ser pronunciado, e voltei minha atenção aos garotos, estávamos no intervalo comendo.
– O quê? – perguntei.
– Estávamos falando da pedreira que vai ser enfrentar os Legends esse ano. – eu concordei veemente com a cabeça. – Você anda distraído demais, goleiro distraído não dá, cara.
– Brian, tá me tirando? Cara, você sabe que eu dou meu sangue pelo time, eu estar distraído agora, não quer dizer que eu esteja nos treinos ou jogos. – sei que soem um pouco rude, mas detestava que duvidassem da minha capacidade. Os outros caras só olhavam a cena, calados.
– Certo, é bom mesmo. Já me incomoda esse negócio de clube de música. – Brian foi ácido e eu explodi.
– Porra, a gente vai entrar mesmo nessa conversa de novo? – A gente já tinha colocado uma pedra na porra daquele assunto. Era uma merda estar no time e participar do clube de música, porque rolava preconceito demais por parte dos jogadores, o treinador não via problema nenhum, porque isso nunca atrapalhou meu rendimento no time, e não era proibido que se fizesse mais de uma atividade extra, agora se os caras do time se garantiam só com isso era problema inteiramente deles. Em todas as vezes que gerava um pequeno estresse como agora, isso era jogado na minha cara.
– Opa, acho que não precisamos ir para esse lado, não? – Michael resolveu intervir enquanto Brian me fuzilava com os olhos.
– Também acho. – Dimitri, nosso atacante, concordou. Eu desviei os olhos de Brian e voltei a encarar meu muffin intocado, resolvi comê-lo. – Relaxa, Brian, deixa o cara.
– Só fique mais atento, , é só isso que eu te peço. – ele resolveu encerrar o assunto e eu agradeci por aquilo, não estava afim de uma discussão, mas se fôssemos para aquele lado eu não ia ficar calado ouvindo.
Olhei para frente e senti meu estômago se remexer, incomodado, era e Michael trocando carícias. Virei meu rosto, voltando a comer o muffin.

💫

– Oi, ! Tudo bem? – abriu aquele sorriso em minha direção, e eu me forcei a retribuir.
– Oi! Tudo e você? – ela fechou o sorriso, me encarando minuciosamente, e eu fugi daquele olhar, eu não queria um possível interrogatório sobre eu estar ou não estranho, porque eu sabia que seria essa pergunta que ela faria nesse momento, é, eu a conhecia muito bem.
– Não, eu não estou bem! , o que há? Eu entendo você ter arrumado uma atividade extra e sair mais cedo de casa, entendo que você tenha que passar o intervalo com os garotos do time, mas não entendo porque você está me afastando desse jeito. – ela ainda me encarava, eu sentia, mas eu não retribui o olhar, continuando a encarar meu celular.
– Nada, tá tudo bem, , não inventa. – eu podia estar sendo um babaca, mas eu não conseguia evitar. Ela tirou o celular da minha mão, confiscando-o – Ei!
– Só assim você me encara, , então o celular fica comigo. O que eu fiz? Me diz, por favor.
– Eu não tenho nada a dizer, , só devolve o meu celular, por favor? – ela levantou meu rosto e nos encaramos. Merda, que olhar era aquele?
– Você está magoado com algo, e eu quero saber agora o motivo, , dessa vez você vai falar. – a professora de geografia entrou na sala e eu aproveitei a distração dela, pegando meu celular de volta. – Isso não acaba aqui, eu tenho direito de saber o que está acontecendo, ok? Sou sua melhor amiga! – eu bufei, pedindo que ela virasse para frente.
O que eu ia dizer? Ah, oi, , sabe o que é? Eu descobri que sinto algo a mais por você no momento em que você decidiu ficar com um cara. E aí, rola você terminar esse lance e assumir um relacionamento comigo? Eu estava tão fodido! Eu a conhecia, e sabia que ela não tinha perguntado antes para não invadir meu espaço, mas ela estava esgotada e faria de tudo para descobrir o que eu tinha.

Ao fim da aula eu fugi de , eu não estava pronto para aquela conversa, afinal, eu não estava lidando bem com os meus sentimentos e não queria que de alguma forma as coisas respigassem nela, eu era um babaca, mas ela era incrível, e não estava fazendo nada demais, a não ser seguir a vida dela.
Eu estava voltando para casa depois do treino do futebol, e para calar a boca de Brian fiz defesas incríveis naquele dia, ele podia falar qualquer merda de mim, mas jamais dizer que eu não era um bom goleiro. Abri a porta de casa, coloquei as coisas do treino no sofá e me encaminhei para a cozinha, ia pegar qualquer coisa para comer, estava morto de fome. Ouvi que minha mãe conversava com alguém na cozinha, e revirei os olhos, eu não estava afim de visitas hoje. Reconsiderei ir ao meu quarto, mas minha barriga roncou, avisando que eu precisava comer, e eu obedeci a meus instintos, indo até lá. Adentrei o cômodo, tentando abrir minha melhor face, mas quase caí para trás quando vi quem era a tal visita.
– O que você tá fazendo aqui? – as palavras simplesmente pularam da minha boca, eu realmente esperava que eu não tivesse com uma careta, mas a julgar pelo sorrisinho de lado que minha amiga carregava, eu estava. – Oi!
– Oi, filho. – me aproximei de minha mãe, a abraçando por trás e dando um beijo em sua bochecha, me aproximei de e lhe dei um beijo na testa, ainda surpreso, e sabendo o que significava ela ali, ela estava mesmo decidida a saber o que tinha acontecido, eu estava ferrado.
– Oi, . Eu não preciso de convite, eu só venho, você sabe disso. – ela deu de ombros, fazendo minha mãe rir.
– Amo a sinceridade da , já estava com saudades disso.
– Culpa inteiramente do seu filho que anda extremamente ocupado, e não me convida mais, ai eu só obrigada a fazer isso. – revirei os olhos.
– Eu só não te esperava aqui, , mas não quer dizer que não gostei de ver você aqui. – dei de ombros, e ela abriu um lindo sorriso, eu guardei um suspiro.
anda tão envolvido na escola que nem tempo para mim sobra, querida. – neguei com a cabeça, rindo. Ia pegar qualquer coisa para comer, mas minha mãe me deteve. – A janta está pronta, vai lavar a mão. – me direcionei ao banheiro, e assim o fiz, sendo seguido pela minha amiga.
– Paciência tem limite, , eu já entendi, já te dei espaço até demais, mas não tá dando para mim, a gente vai conversar hoje.
– Está bem, . – desisti, eu ia abrir algumas coisas para ela, não dava mais para esconder. Terminei de lavar as mãos, dei espaço para ela fazer o mesmo.
Me encostei no batente da porta, esperando-a. Ela terminou e fomos até a mesa, nos sentamos e começamos a comer, algumas vezes soltava algumas piadinhas, o que era típico dela, eu gostava demais daquela garota. Terminamos de comer, e minha mãe fez uma pergunta que me interessava um pouco.
– E você, hein? Assumiu o namoro com Michael? Porque vocês dois estão nesse chove não molha há um tempinho. – sorriu, e eu quis sumir para debaixo da mesa.
– Estamos bem, Andrea, não rotulamos muito bem o que a gente tem, e eu gosto das coisas assim. – minha mãe riu, eu já sabia o que se passava na cabeça dela, provavelmente criticava .
– Três meses, , já acho um namoro, mas ok, se vocês não querem rotular.
– Mãe, por favor… – ralhei com a falta de noção dela. Ela deu de ombros, me olhou, e nós acabamos rindo.
– A louça é sua, . – minha mãe apontou os pratos, e eu fiz corpo mole, mas me levantei, e comecei a recolher os pratos. – Ai, hoje foi um dia tenso, vou ver tevê, beijo. – ela riu, se levantando e indo até a sala.
– Te ajudo a secar. – agradeci com a cabeça e a vi recolhendo os copos.
Deixei os pratos na pia e deixei as panelas no fogão para que esfriassem para guardarmos depois. Comecei a lavar a louça e fui passando para minha amiga, que foi secando e guardando nos devidos lugares, de tanto frequentar a minha casa ela já sabia onde ficava cada coisa. Eu esperava que ela fosse puxar o assunto, mas ela estava quieta, então imergi em meus próprios pensamentos, acabei os levando para a bendita conversa que eu teria com ela, eu não podia contar que eu estava gostando dela de outro modo, deu para perceber no jantar que ela gostava do Michael. Terminei de lavar e passei para ela o último copo, não tinha muita louça, era só os pratos, copos e talheres que tínhamos sujado.
guardou o último copo e me virei para ela.
– Seu quarto, agora. – eu a segui, passamos pela sala e minha mãe dormia, parei e peguei o cobertor, cobrindo-a, fiz um breve carinho em sua cabeça, e a deixei. me olhava, subimos as escadas e entramos no cômodo, eu me sentei na cama, mas ela continuou em pé. – … eu não queria te pressionar a falar, juro, eu esperava que você fosse me falar em algum momento, mas esse momento não chega nunca, e a gente cada dia mais se afastando... me desculpa fazer isso, mas você é muito importante para mim, e se tem algo que eu possa ter feito, eu preciso saber.
– Você não fez nada, , é que… – bufei, passando as mãos na minha cabeça. Ela se sentou ao meu lado, segurou minha mão e com a outra ela ajeitou meu cabelo, um gesto tão nosso, que eu me segurei para não fechar os olhos.
– Confia em mim. – a encarei, e ela tinha os olhos aflitos.
– Michael. Michael é o meu problema. – estava surpresa, acabei engolindo seco, em partes aliviado por me abrir com ela.
– Ok… Eu não esperava por essa resposta. O que ele te fez? Seja o que for, a gente vai resolver isso.
– Ele não me fez nada, , mas as coisas mudaram depois dele na sua vida. Eu não me sinto bem para falar as coisas com ele junto, e em toda a oportunidade que vocês estão juntos rolam carícias, e beijos, e eu me sinto um estorvou, sei lá. Decidi me afastar e deixar vocês mais à vontade. – estava em choque, ela realmente não fazia ideia de nada do que eu estava falando, eu não sabia se ficava feliz ou triste pela cegueira dela.
… – ela tentava formular uma frase. – Meu Deus, eu não percebi, como eu fui idiota? Você tá certo, eu realmente forcei o Michael na nossa amizade, queria que o meu… – sentia a hesitação dela, nem ela sabia como chamá-lo. Desviei o olhar. – Olha para mim. – ela puxou meu rosto e eu engoli seco vendo-a tão próxima de mim. Ela era perfeita. – Você nunca foi e nunca será um estorvo para mim, entendeu? Minha relação com o Mike é uma, com você é outra coisa. Eu vou estabelecer limites, e você não vai ficar desconfortável quando estivermos juntos, ok? Eu juro. – ela passou seus braços pela minha cintura e me abraçou forte, eu a retribuí com a mesma intensidade. – Você é tudo para mim. – sorri, escutar aquilo tinha me deixado completo.
– Você também é tudo para mim – ela me apertou ainda mais em seus braços, se é que aquilo era possível.

🎶🎶🎶

e eu estávamos na casa dela ensaiando a música que cantaríamos para o Festival de Talentos da escola, mas uma vez iríamos apresentar algo como dupla.
Nossa amizade estava quase como era antes, tirando o fato de que agora eu percebi que a amava de outra forma. Eu continuei passando os intervalos com os caras do time, mas eu voltei a ir para a escola com ela, me acordava todos os dias com a delicadeza de um cavalo, e eu gostava daquilo. Claro que passávamos na casa de Mike para irmos juntos – ela estava fazendo o inverso agora, passava aqui primeiro e depois ia a casa dele –, mas as demonstrações de afeto diminuíram, e eu não me sentia uma vela ali, e aquilo já estava ótimo para mim.
– Vai , começa. – eu me joguei de forma desajeitada na cama dela.
– A gente já ensaiou cinco vezes, eu já não aguento mais cantar essa música, , pelo amor de Deus.
– Hoje é o dia perfeito que nossas agendas se encaixaram e faltam só cinco dias, , a gente precisa arrasar e ganhar esse Show de Talentos, duvido que tenha alguém que seja páreo para nós dois. Você fica fazendo essa pose de indiferente, mas sei muito bem como é competitivo.
– Talvez, mas só talvez você esteja certa. Mas vamos dar uma paradinha, vai? – fiz drama. Ela suspirou, se jogando na cama ao meu lado, me encarando daquele jeito só nosso. Ela levou a mão ao meu rosto, alisando-o. Eu a trouxe para mais perto de mim e a abracei, e a senti estremecer, me abraçando de volta.
– Michael e eu demos um tempo. – nos separamos e a encarei.
– E como você está depois disso?
– Ah, eu estou bem. A gente não namorava, você sabe. A gente se curtia muito, e o que a gente tinha era incrível. – ela sorriu. – Tivemos uma conversa sobre assumirmos mesmo uma relação ou não, e foi então que decidimos por dar um tempo e se voltarmos, vai ser um namoro mesmo.
– E por que não namorar agora? – não pude me conter em perguntar aquilo para ela, apesar de estar feliz de eles terem meio que dado um tempo no lance deles.
– Ah, eu não estou apaixonada, , e por isso acho que ainda não era o momento. Mas vamos ver o que a vida reserva para nós dois. – ela deu de ombros.
– Ok, vocês sabem o que é melhor para vocês, né? Eu compreendo. – tentei de alguma forma falar algo, mas não sabia muito bem o quê.
– Sim, é isso, . – se levantou da cama, me puxando com o braço para que eu me levantasse, mas só levantando meu braço, eu admirava seu esforço em fazer aquilo, mas eu não estava afim de levantar daquela cama. – ! Caramba!
– Ainda não descansamos o suficiente – a puxei de volta para cama, caiu em cima de mim, eu tentei prender a risada, mas em vão, agora estávamos os dois rindo feito idiotas. Paramos de rir aos poucos, e fomos nos encarando. Ela examinou meu rosto com um cuidado surpreendente, e naquele momento tudo o que eu mais queria era beijá-la, mas segurei meus instintos, e a joguei para o lado, me levantando.
– Vamos logo, , antes que eu me arrependa. Acho que vou ficar sem escutar essa música por anos. – ela gargalhou, concordando.
– Vamos lá, você começa, 3, 2, 1. – soltou a música e eu ouvi os primeiros acordes dela, pronto para cantar minha parte.

🎙️🎙️🎙️

andava em círculos nos bastidores improvisados da escola, nós seríamos a próxima atração a se apresentar. Minha amiga sempre agia assim quando tínhamos algum evento no clube de música ou apresentação de um trabalho escolar, o fato é que era um poço de ansiedade, seu perfeccionismo também era um problema, se cobrava demais e colocava suas expectativas no alto.
– Calma, vai dar bom. – tentei tranquilizá-la, segurando-a pelos ombros. Ela me abraçou, escondendo seu rosto no meu pescoço. Sorri para ela.
– Você sempre sabe o que dizer, mas é impossível eu não ficar nervosa com essa apresentação.
– E quando você não fica? – gargalhou, concordando com a cabeça.
Ouvimos aplausos sinal de que a apresentação da banda Sixx tinha acabado, e pela quantidade de gritos eles tinham arrasado e com certeza eram os favoritos da noite, e eu tinha certeza que aquilo tinha mexido ainda mais com a minha melhor amiga.
Esperamos por alguns minutos até que as coisas fossem ajeitadas, e fomos anunciados. Segurei na mão fria de e puxei-a para que entrasse. Ver o auditório cheio tinha me deixado levemente nervoso, mas nunca fui de me acovardar, então escutei os acordes da música, eu, com certeza não escutaria Closer por um bom tempo. Com a mão eu fui acompanhando a melodia, até de fato entrar nela.
Oh damn, oh damn, oh damn I'm so perplexed, with just one breath, I'm locked in. Oh damn, oh damn, oh damn I'm so perplexed, On that, it's almost shocking – impostei muito bem minha voz, e ela saiu no tom certo, me encarava, parecia orgulhosa, virei–me para ela, quando o refrão entrou e iniciamos juntos.
Close, ooh, oh, so close, ooh, I want you close, ooh, cause space is just a word, made up by someone who's afraid to get close. – nossa voz casou muito bem, como tínhamos ensaiado. começou a parte dela, e eu só pude apreciar o quão bem ela cantava, ela tinha que seguir carreira naquilo, só pela dedicação e esforço dela.
Oh man, oh man, I am not really known for ever being speechless But now, but now somehow My words roll off my tongue right onto your lips. – ela se saiu muito bem na sua parte da música. Eu só não conseguia desprender meus olhos dela.
Assim que entramos no penúltimo refrão, ela segurou minha mão, conforme tínhamos ensaiado para tornar a cena mais romântica, de acordo com ela, eu a encarei, e o refrão nunca fez tanto sentido como agora, eu estava tão perto dela, e era como se só tivéssemos nós naquele auditório, e maldito espaço que nos impedia de estarmos ainda mais perto um do outro. Eu queria quebrá-lo, então eu não sei como aconteceu, mas quando terminamos o último verso, eu encostei minha testa na dela, e juntei nossos lábios, foi tão natural, mas tão íntimo aquele contato que eu só queria mais. Segurei seu braço direito, apertando ainda mais nossos lábios e escutei gritos e assovios, me separei dela, e a vi em choque.
As cortinas se fecharam e a primeira coisa que eu fiz foi sair dali, eu tinha extrapolado qualquer tipo de limite, eu não sabia o que tinha dado em mim, eu só quis beijá-la e simplesmente fiz, ela estava tão perto, como nunca esteve, a gente tinha ensaiado tanto a música, mas só naquele momento eu me senti tão envolvido como nunca. Eu não sabia dizer o que tinha me motivado.
Eu tinha feito merda, muita merda, ela tinha dado um tempo com Mike, mas nem todo mundo sabia e ele poderia estar levando fama de corno, eu estava me martirizando muito.
… – escutei sua voz e eu quis desaparecer. A senti se sentar ao meu lado na calçada da escola, e soltei todo o ar que eu prendia nos pulmões. – Desde quando? – eu sabia sobre o que ela me perguntava, e eu engoli em seco, sem saber como começar aquela conversa.
– Desde o dia que você mostrou interesse no Michael. – abaixei a cabeça, eu não tinha coragem de encará-la, eu estava com vergonha, me sentia invadido.
– Ok… – eu não a olhava, mas sabia que ela ainda estava processando tudo. – Por que não me contou? Eu…
– Eu não pude, eu não queria destruir o que a gente tinha e pela primeira vez você estava feliz, e eu não quis estragar isso.
, eu… – ela provavelmente estava escolhendo as palavras para me falar e dizer que não sentia o mesmo. – Eu sempre gostei de você desse jeito, acho que desde quando entramos no High School. Mas então eu vi você entrando para o time, se envolvendo com as líderes, e eu sufoquei esse sentimento dentro de mim. – a encarei pela primeira vez desde que ela tinha se sentado ao meu lado, surpreso.
, eu não… eu não imaginava que você… Meu Deus, por que nunca me falou? Quem sabe as coisas entre nós não tivesse tomado um rumo diferente?
– Pelo mesmo motivo que você, , eu não queria destruir o que a gente tinha. – ela suspirou fundo.
– E agora, você ainda sente? Depois de todo esse tempo? – ela me encarava seriamente. – Eu sei a resposta, e tá tudo bem, , eu vou superar, só não se afasta de mim, por favor, eu não sei o que farei se…
– Gosto. – ela me interrompeu. – Sempre gostei, eu só achei que não fosse correspondida. E então eu segui em frente, mas nunca de fato consegui assumir um relacionamento sério com o Michael, eu não imaginava o motivo, mas agora eu sei, eu estava te esperando.
– Deus, como a gente perdeu tempo desse jeito, . – me aproximei dela, encostando nossos lábios de forma rápida.
A encarei novamente, me olhava com expectativa, então encostei nossas bocas mais uma vez, mas dessa vez a beijei, e beijá-la era a oitava maravilha do mundo, a trouxe mais para perto de mim enquanto nossas bocas se movimentavam em sincronia. Nos separamos ofegantes e nos encaramos.
– Eu amo você. – mais um ato impulsivo meu naquela noite, eu simplesmente não conseguia segurar.
– Eu sempre te amei. – dessa vez quem havia quebrado a distância foi ela, fazendo nossos lábios se encontrarem novamente.




Fim!



Nota da autora: Oi, gente! Amo escrever friends to lovers, aiii, é muito neném esse tipo de plot! Digam o que acharam. Um beijoo!

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