Finalizada em: 10/06/2017

1. Pink Lucozade

Sua boca sangrava, mas isso não importa agora. O juiz ergue um de seus braços, a multidão vai a loucura. Mais uma luta ganha para . Como lutador, ele costumava atender apenas pelo sobrenome, estava mais acostumado ser chamado de . Ele varre todos aqueles corpos, procurando o único que quase o pertencia, apenas para constar que mais uma vez ela não estava ali. Ele a procurava feito louco no último mês, em todos os ringues, em todas as lutas, mesmo sabendo que não a acharia. Ele suspira, deixando várias pessoas gritando seu sobrenome.
—Foi uma ótima luta, .— Louis o saúda com um high-five, sorrindo. devolve o sorriso, mesmo querendo apenas ir para casa.— O que acha de comemorarmos no bar aqui perto? Fiquei sabendo que chegou um tal de Lucozade, energético cor-de-rosa, acho que deveríamos experimentar.
—Eu só vou terminar de me arrumar e já acompanho vocês.
Ele segue até o vestiário. Se , sua ex namorada, tivesse ali eles provavelmente estariam transando. amava como ela resolvia tudo; descontava felicidade, raiva, ciúmes, qualquer coisa, com uma boa transa. Ela era insaciável, tudo o que todo homem sempre quer. Insaciável não só no sexo. Tendo trinta e cinco anos, ela procura traçar seus objetivos com glamour, classe. Sempre buscava ser a mais destacada de todos os empregos que entrava, e posso te jurar que não foram poucos. Sempre deixando um rastro de seu delicioso perfume por grandes empresas.
O jogo ficara um caos desde que ela deixara tudo de lado para viver a própria vida. Ela era a chefe dali, junto com um gordinho careca negro que nunca falavam com eles. Quando ela viu uma briga de rua de não deixou dar outra, o chamou para conversar. O coitado do menino passou a conversa inteira tenso, pedindo para o tempo passar mais rápido, não que a companhia dela fosse chata, todavia, era intimidante. Ele se sentia intimidado em seu escritório, diminuído na frente da presença da moça. Ela, claro, achou uma graça. Não foi o primeiro e não seria o último homem a se sentir assim perto dela, mas continuava uma graça de se ver. Não demorou muito para que eles começassem a se pegar em todos os cantos, sala, ou em qualquer lugar que dê para as pessoas se apoiarem. E isso se consolidou em um relacionamento. Nada tão sério, nem um pedido oficial teve. estava (e ainda está) apaixonado pela moça dez anos mais velha que ele. Ela nunca o apresentara para os pais, e não pretendia, afinal, era um moleque de vinte e poucos anos com uma de trinta e cinco, não seria nada aceitável. E eles sustentaram um relacionamento assim.
O bar estava cheio. Alguma música lançamento tocava alta, porém, quase ninguém se importava. Os amigos de estavam distraídos com suas namoradas, ou bebendo algo novo. A garçonete tentava dar em cima do ; uma garota ruiva natural, com os olhos verdes esbugalhados e um corpo digno de modelo. Ele só queria terminar a noite em paz, com uma ou duas garotas na cama, tentando esquecer a bendita mulher que tomava conta de seus pensamentos amorosos e safados.
—Você não vai desistir, não é?— perguntou dando mais um gole na bebida. Um sorriso cínico brincava em seus lábios.
—Do que mais você precisa além de sexo?— falou a ruiva, trocando as garrafas da mesa.
Aquilo era a mais pura verdade. Do que mais ele precisava além de sexo? Uma pergunta que nem ele sabia a resposta. Dessa vez uma garrafa média cor-de-rosa estava apoiada na mesa. O nome gritante no rótulo "Lucozade".
—Que tipo de bebida é essa?
—Importada da Grécia, uma das bebidas mais forte que temos. Achei que gostaria.— ela manda um beijo no ar, indo atender a outros clientes.
Um gole, tudo estava bem. Sua cabeça rodava, mas estava tudo bem, ele ainda era ele mesmo. Segundo gole, ele dá um sorriso. Não era sincero, era pretensioso, na direção de alguma mulher de peitos falsos enormes. Terceiro gole, ele vai para cima da mulher. A cor de seu cabelo, tom de pele, ou suas roupas não importam agora. Quatros goles é o suficiente para ele poder foder  aquela vadia e afogar todas as mágoas resistentes de .
Tarde da madrugada a porta finalmente é aberta por um cambaleante. Não estava apenas bêbado; estava drogado. A mulher, que ele não fez questão de saber o nome, o deu algumas drogas para consumir. Cocaína estava no meio. Ele não estava nem um pouquinho sóbrio, seus amigos haviam sumido desde que a garrafa de Lucozade pousou na mesa, todas as mulheres (até uma de sessenta e poucos anos) se tornaram gostosas. Mais gostosas que . Droga, por que ele ainda se lembrava de ?
Subiu as escadas em passos trôpegos. Chegou em seu quarto bagunçado, jogando-se contra a cama. Olhou ao redor e a visão turva não o deixou ver muito. Fechou os olhos novamente, suspirando. O cheiro de um perfume doce adentrou suas narinas, era um perfume gostoso, era o perfume dela.
?— ele a chama, sem resultado.— Você está ai?— ele sabia que não estava.
Levanta-se, indo direto para a cozinha. Abre uma garrafa de vinho, bebendo metade desta de uma vez. Ele queria desmaiar, entrar em coma alcoólico, algo que pudesse o matar de uma vez. Como ela havia feito. O grito incansável do homem irritava os vizinhos com o nome tão lembrado. Ele gritava por , tão alto que nem se imaginava fazer aquilo. Ele gritava e colocava todo seu sentimento para fora. E foi assim, sem voz, que foi dormir agarrado a garrafa de vinho que ele queria tanto ser o corpo de .

I'm sipping pink Lucozade
(Eu estou tomando o energético Lucozade cor de rosa)  
We're blazing on that new found haze
(Nós estamos inalando essa erva nova)
I'm seeing in the blacks and grays
(Eu estou vendo tudo em tons de cinza)


2. Seeing Shits

O fim de semana não tardou a chegar. Nos últimos dois dias ficara deitado em seu quarto. Não levantava para nada, nem mesmo para tomar banho ou fazer alguma higiene. Sua única companhia era a cocaína (que havia acabado na noite anterior) e algumas garrafas de álcool. Cocaína. Seu mais novo vício, além dela. Um lutador no auge do sucesso se afogando em drogas apenas por um rabo-de-saia. nunca se imaginou assim. Ficar dias em estado quase vegetativo por causa de uma simples moça? Nem mesmo fora criado assim. Ele estava se jogando no abismo, e seu erro era pensar que era a causa de tudo.
Hoje é sábado, dia que muitos usam para descansar. usa sábados para deitar na espreguiceira em frente a piscina e pensar sobre a vida, pensar o quão desgraçado estava. Raiden tocou a campainha alguns minutos atrás, entregando novos sacos de cocaína que havia pedido. Raiden, dentre todos os colegas do colegial de , fora o menos desgraçado. Alguns viraram atores, lutadores, ou até mesmo donas de casa que apanhavam de seus maridos; Raiden fora o único que continou a vida de antes, sem tirar nem por, e o invejava por aquilo. Ele queria também ter continuado apenas com a vida de farra, sem sofrer por amores inúteis.
estava deitado na espreguiceira em frente a piscina. A cerca estava abaixada, o dando a visão de várias crianças correndo na rua. estava ali, com um biquíni florescente que não tampava quase nada. Em seu colo, o irmão mais novo de estava sentado, conversando animadamente com a moça. Ela estava radiante. Com o habitual sorriso doce, sem maquiagem já que entrava frenquentemente na água. Os pés dela estavam dentro da água aquecida pelos raios de sol, balançando de um lado para o outro. Estava tão distraída que nem percebia o olhar quente do namorado, parecia que ele queria a comer ali mesmo. O mais novo dos três levantou-se animadamente, avisando que queria se juntar ao pessoal da rua, a mais velha apenas assente e o dá um tapinha na bunda, o vendo correr. levanta-se também, mas com o destino diferente. Se sentou no colo do namorado que bebia alguma cerveja barata. Ele sorria calorosamente, a dando vários selinhos. Ela estava com a mão apoiada na barriga, bem onde seria o ventre. E, entre os vários selinhos amorosos, ela falou duas palavras que o faria mais feliz pela eternidade: "Estou grávida".
O balança a cabeça de um lado para o outro. Estava vendo merdas que nunca aconteceriam, e nem podia colocar a culpa na porra da cocaína. Aquilo nunca aconteceria, ela não era mais dele. Qual era o problema de entender aquilo? Ela estava feliz na cidade vizinha, com o maridão nota dez que arrumara. era o verdadeiro vilão deste filme.
Há alguns meses ela havia avisado para todos que estava se mudando para Newton, Massachusets. estava confuso, ela não falara nada com ele. Em certa tarde, ele chega mais cedo do treino e decide ver um pouco do noticiário. Ali estava o mocinho do filme. Jason Momoa estava ao lado de , falando sobre a mudança repentina de cidade. Segundo ele, tudo era para o bem da família deles, que precisavam de uma cidade menor para poder viver com um pouquinho mais de paz. No final da entrevista, a entrevistadora pediu para que os dois provassem o amor que existia entre eles, e foi ai que o mundo de desabou. Ela parecia tão feliz o beijando publicamente, coisa que nunca fizera com ele. Na verdade, agora ela faria tudo o que não havia feito com , com Jason. Ela o levaria para conhecer os pais, para algum almoço em família na casa do irmão bem sucedido, para os almoços executivos que ocorria todo domingo, sem sentir vergonha da idade. Diferente de , Jason era apenas três ou dois anos mais velho que a mulher. Era um homem feito, até mais barba tinha, enquanto era apenas mais um pivete de vinte e poucos anos. O lugar que antes parecia pertencer tanto a , agora pertencia totalmente a Momoa.
Domingo, o dia que alguns fazia almoço em família, outros passavam o dia transando, e os azarados passavam se lamentando. era do time dos azarados. Alguns amigos haviam marcado uma pelada de futebol, mas quem disse que o estava disposto o suficiente para isso? Louis não questionou, apenas deixou o menino quieto, sabia que o amigo ainda sofria pela outra. O dia se passa sem inesperados, apenas a ligação de um dos representantes de luta.
—Como vai o lutador de ouro?— ele pergunta animado, pelo visto, as notícias eram ótimas.
—Fala logo, Greco.— responde sem paciência, desligando a televisão para o ouvir melhor.
—Vai ter outra luta no próximo final de semana, você contra Undertaker. O público vai ir à loucura, .— já ia desligar quando a voz irritante de Greco soou novamente.— Newton, Massachussets, é onde fica o ringue. Exatamente onde est...
respirou fundo após jogar o telefone no chão. Queria ver , queria de verdade, o que realmente o deixava frustado era o possível aparecimento de Jason junto com ela. Sejamos sinceros, não tinha maturidade para lidar com o atual da ex, ainda mais se a ex for ela. Respira, inspira, repetidamente. Tarefa fácil para um homem difícil.

Does that make it right for smoke?
(Isso faz com que fumar seja certo?)
Maybe, or am I just seeing shit?
(Talvez, ou eu estou apenas vendo merdas?)
Seeing the pain side in this house of Fear
(Vendo a dor dentro dessa casa de medo)


3. Who's the bad guy in this movie

Gritos variados, o sino é tocado finalmente. havia ganhado mais uma, e o único motivo do feito foi descontar toda sua raiva nele. Ele não tinha a visto, muito menos sentido o cheiro gostoso que ela sempre exalava. Ela não tinha ido. Aquilo era mais uma conclusão de acabou para as caixinhas de conclusões. Por mais que a mente de parecesse tão convicta que havia acabado, seu exterior não aceitava de jeito nenhum. Parecia que a qualquer hora ela entraria pela porta, dizendo que tudo era uma brincadeira, que Jason era gay e que ela estava voltando para os seus braços. Voltando para seus braços, parece que ela estava tão próxima, mas ao mesmo tempo estava distante.
—Foi uma ótima luta, Zac.
—É .
—Tanto faz, eu sempre te confundo com aquele ator do High School Musical.— gargalha.— Enfim, tem uma pessoa querendo te ver.
—Fãs, hoje, não.— terminou de guardar as luvas, fechando a pequena mala que levara.
—Tenho certeza que fã ela não é.—dá de ombros, sorrindo. apenas o olha.— Posso mandar entrar?
—Fazer o que, não é?— deu de ombros.
De novo aquela sensação, que dava de dez a zero na de estar drogado. Os barulhos do salto agulha batendo contra o assoalho era semelhante as batidas de seu coração. O cheiro, que antes ele sentia toda manhã ao acordar, se fez presente novamente. As pernas cobertas por alguma calça jeans skinny entrou no vestiário, deixando o único ser que havia ali desnorteado. Usava um salto de quinze centímetros, uma calça jeans skinny azul, uma regata com o símbolo do Queen e por cima uma jaqueta. Parecendo dez anos mais nova, ali estava a mulher dos pensamento de , um pouquinho mais bonita e charmosa do que ele se lembrara.
—Quanto tempo.— ela sorri, destacando ainda mais os lábios com batom roxo claro.
Em seu colo havia um bebê que não se lembrava de existir. Com apenas seis meses de vida, Aloy se remexia no colo da mãe, exatamente como fazia na barriga. Os olhos escuros da menina logo se encontrou com o de , e as mãozinhas gordinhas e morenas da moça pediu colo do homem, e ele não negou. apenas observava tudo calada. se viu ali. Se viu naquele bebê que parecia tanto com ele. Na verdade, uma mistura de e . Os olhos escuros como os de , a cor do corpo puxada para o negro como a mãe, os lábios enormes com um sorriso lindo parecido com os lábios e sorriso da mãe, e o formato do nariz e rosto parecidos com os de . se sentiu apegado a criança, como se já tivesse visto aquela cena antes. Preferiu botas a culpa nas drogas que havia fumado a admitir que aquilo poderia sim ser fruto deles.
—Ela parece comigo...— ele fala em voz alta.
—Não.— é a única coisa que a mãe responde, pegando a filha de volta.
—Você sumiu, por onde andou?— perguntou, se sentando nos bancos que tinha no vestiário e oferecendo lugar a mulher.
—Casei.— falou sem rodeios.— Tive a Aloy, construi uma família aqui em Newton.
—Onde está seu marido? Aposto que ele não gostaria nenhum pouco de ver outro pegando a filha dele no colo.— ela sentiu vontade de rir com a ameaça do garoto, porém, manteve a pose de durona.
—Estamos dando um tempo...— falou mais baixo, colocando os cabelos para trás da orelha.
—Dando um tempo? Quanto tempo esse seu casamento durou? Para mim parece algo arranjado da mídia.
—Casais dão um tempo quando precisam de espaço, isso não quer dizer que terminam ou não. E eu estou pouco me fodendo para o que você acha ou não sobre meu casamento, para mim parece que está com inveja.— mais uma conclusão.
—Inveja? De você?— fingiu uma risada.
—Inveja dele. Porque ele teve maturidade o suficiente para ir na casa de meus pais assumir o namoro, depois o casamento, e depois a filha que...— suspirou fundo, não querendo falar merda.
—Você nunca me chamou para conhecer seus pais.
—Porque você é um viciado de merda sem futuro algum.— cuspiu com a expressão fechada.
Era isso, . Era isso que você era; um viciado de merda, que, por mais que estivesse tentando melhorar, continuava na lama. deveria saber que não é fugindo que se ajuda um viciado, que isso só piorou as coisas, que isso só o afundou mais. Mas ele não jogaria isso na cara dela, porque ele era só mais um viciado de merda sem futuro algum.
—Estou esperando.— ele fala, olhando bem no fundo dos olhos dela, que não nega o contato.
—Esperando o quê?
—As desculpas.
—Por falar a verdade?
Ele sabe que aquela era a verdade, ! Custava você o agradar, como faziam quando namoravam? Quer dizer, ficavam. Custava ter falado a verdade para ele, o fazer engolir o fato que você estava sendo feliz na cama de outro de uma vez por todas? Custava afundar ele de vez e não parecer ficar com a mão estendida?
—O que você veio fazer aqui?— virou o rosto, não a deixando ver seus sentimento caindo por águas.
—Tem uma equipe de reabilitação no centro da cidade. Se você quiser, posso arrumar uma pessoa que compartilhe a casa para você ficar alguns meses...— ela tomava cuidado com as palavras, ouvindo o soluçar do homem.
—Eu não consigo.— ele disse por fim, admitindo a fraqueza.— Eu não consigo, . Não sem você.
—Eu vou estar lá, a equipe é minha.
—Não desse jeito. Eu preciso de você, mais do que preciso de cocaína ou álcool, mais do que eu preciso de oxigênio, mais do que eu preciso da minha própria mãe. Eu não vou conseguir largar as drogas sem você pra me apoiar. Fica comigo, larga o Jason e fica comigo. Eu sei que sou a porra de um viciado de merda, mas eu vou assumir Aloy, vou na casa de seus pais, faço tudo direitinho sem pisar na bola. Só fica comigo...— ele pede, segurando a mão livre da moça, deixando os olhos avermelhados ser notado.— Eu largo a luta por você.
—Você não consegue largar de mim, como vai largar das drogas?— ela pergunta, o encarando novamente.— ...— ela respirou fundo, dizer aquilo era menos doloroso apenas imaginando.— Acabou.
O vento soprava o cabelo dos três. , com muita insistência, aceitara a sugestão da moça. Ela disse que tinha uns papeis para ele conseguir ingressar no centro de ajuda, estava tudo na casa dela, e ela o convidou para pegarem os papeis juntos. Ela estava feliz; largar as drogas nunca é fácil, todavia, decidir largar é o que realmente difícil.
Por fora, a casa era enorme. Parecia ter dois andares, vários quartos, e era de vidro, porém, com tudo apagado, não se via nada. Ela explicou que Aloy morria de medo de ficar sozinha e que precisava pegar os papeis no andar de cima, pede para ficar de olho na garotinha. No andador, ela observava e observava ela. Olhou para todos os lados, verificando que não estava vindo, e a pegou no colo. A menina sorriu banguela, arrancando um sorriso do homem.
—Estou cansada, e ela também.— o assusta, aparecendo do nada.— Quer colocá-la para dormir?
—Seu marido não vai achar ruim?
—Se você não contar ele não vai nem saber.
O quarto ficava no andar de cima, ao lado da suíte. nem viu quando a menina dormiu, só quando ela soltou um suspiro alto. Ele contou um dos contos que mais gostava de ouvir quando criança. Deixou-a dormir, fechando a port a sem fazer barulho. Estranhou quando olhou para a porta do quarto ao lado. A luz estava ligada, a porta meio aberta, o barulho de algum noticiário saindo da TV. estava deitada na cama, com um roupão transparente preto e lingeries vermelhas, trocando os canais da televisão. Tão sexy quanto sempre fora. abre o resto da porta devagar, temendo a reação da moça. Ela apenas sorri maliciosa para o homem, finalmente parando em um canal adulto. O chama com o dedo indicador, e ele a obedece. Quando ele se dá conta, já está em cima dela. Os seios fartos esfregando no peitoral coberto do homem, as bocas roçando em uma provocação mútua. Ela quebra a barreira, enfiando a língua na boca dele. Sem perder tempo, ele aperta os seios dela, e logo arranca o sutiã. Quando a mulher se prepara para retirar o roupão ele a interrompe, falando que queria pegá-la com o roupão transparente mesmo. Não demora muito para os dois ficarem nus na cama, conectando-se intimamente mais uma vez, como nos velhos tempos.

You're the bad guy in this movie
(Você é o vilão nesse filme)  
And I ain't wrong, I don't breathe the pollution
(E eu não estou errado, eu não respiro a poluição)
And the only solution is making shit confusing
(E a única solução é bagunçar as merdas)


4. When I told you I was over you, under me

 Desta vez, ela não apareceria. Aquela remember foi mais um ponto alto do amor, para . Porque para ela, fora apenas mais uma transa normal, qualquer, inútil. A conversa que tiveram depois decretou que aquele seria o fim; ela estava se mudando para um outro país, não queria contato com , e, por mais cabeça dura que ele fosse, aceitou o fim definitivo de tudo. Ele sabia, porém, fingia não saber, que aquilo só havia piorado tudo. Ele passaria o resto de seus dias fumando para poder lembrar do corpo mágico daquela mulher. Até conhecer outra. Essa outra seria uma morena, com um corpo magnifico, um olhar malicioso e, nos lábios, um sorriso inocente, de preferência, porém, ainda não seria ela.
A temporada havia acabado, fora o vencedor. Em comemoração, ele resolveu voltar no mesmo dia para casa, e assim o técnico fez. Em algumas horas, tarde da madrugada, ele estava deitado no sofá de sempre, bebendo a bebida de sempre, com a droga de sempre. Na televisão passava Mercenários 3, e ele não se sentia menos hétero por admirar aqueles homens todos. Quando o filme acabou, o dia já estava amanhecendo, e ele decidiu ver o que estava passando nos jornais, além de sua vitória. Foi por um jornal qualquer que ele recebeu a notícia que faria seu ano pior.
—E ontem foi dia de comemoração para os fãs da empresária mais conhecida no mundo da luta. Antes do fatídico final da temporada, , nossa querida e amada empresária de grandes lutadores, anunciou sua segunda gravidez. Na foto, sua filha Aloy olhava sorridente para a barriga da mamãe, enquanto seu marido, Jason Momoa, tirava a foto emocionado. O homem chegou a comentar algo sobre ser milagre de Deus, colocando um pedaço de louvor em seguida, no Instagram. Apesar de estar com menos de um mês, a moça já tem suspeitas de ser um menino, e torce para ser verídico.
O celular de começou a apitar desesperadamente, com o nome Amor brilhando no visor. Apesar de ter terminado com ela, nunca perdeu o costume de chamá-la de alguns apelidos, e, quando conseguiu o número novo dela, não perdeu tempo em colocar Amor, mais por impulso. Enfim, com o olhar confuso, jurando ser efeito alcoólico, ele abriu a mensagem. Quando terminou de lê-la, ele teve a plena certeza: nunca mais seria dele.

"Ei, .
Eu tenho certeza que você já recebeu a notícia, já que o mundo inteiro já está sabendo, e você não mora nas cavernas, ou mora?
Eu queria ter te contado antes de transarmos, eu juro. Porém, tudo aconteceu com tanta naturalidade que eu acabei me perdendo.
Eu não gosto mais de você. Você precisa entender que a fase que você está vivendo não é a mesma que a minha. Você quer farra, sexo cinco vezes por noite, mulheres com bundas enormes te rodeando, e não adianta negar, eu já tive sua idade. Já eu... Sabe o que eu quero, não sabe?
Eu quero uma família. Quero cuidar da minha filha, do meu marido, e ter certeza da estabilidade do meu casamento. Quero ter tempo para cuidar de casa, cuidar dele, e continuar a mulher gostosa na cama para ele. Eu quero assumir a responsabilidade de mãe e esposa, de uma vez por toda.
Eu sinto muito por você. Não sinto por mim, muito menos por nós. Porque nunca existiu 'nós'. Entenda isso.
Eu quero que você saia desse mundo, encontre uma mulher de verdade (não qualquer mocinha gostosa) que te ajude com isso. Case-se. Vá na casa dos pais dela, se apresente como homem, e a faça feliz. E seja feliz.
Você não vai me fazer feliz. Você só me traria desgosto. Não leve para o lado pessoal.
Eu ainda te amo, como sua mãe te ama. É amor, só não é o que você quer.
Aloy, sua filha, está com saudades. Nos vemos em breve."

Got me feeling some type of way I can't explain
(Me deixou de um jeito que eu não sei explicar)  
The fuck is going on? I think I got it wrong
(Que merda é essa que está acontecendo? Eu acho que entendi errado)
When I told you I was over you, under me
(Quando eu disse que tinha te superado, mas me menosprezei)



You don't even wanna know about the things I hear
(Você nem vai querer saber as coisas que eu ouço)
Quick fix, headlines shine bright, you're the fuckin' deal
(Mais uma tragada, as manchetes brilham, você é o que está na moda)
I'm just wishing it's ambition that got you your position
(Eu só espero que você tenha alcançado essa posição com a sua ambição)


Fim.



Nota da autora: Mas, que surpresa, não é mesmo? Eu, a escritora de ficção científica sem o menor interesse em romance, escrevendo isso. Pode ter, sim, uma continuação, depende do alcance dessa fanfic, por isso, comentem bastante sz. Até a próxima, amores.



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.




CAIXINHA DE COMENTARIOS:

O Disqus está um pouco instável ultimamente e, às vezes, a caixinha de comentários pode não aparecer. Então, caso você queira deixar a autora feliz com um comentário, é só clicar AQUI.


comments powered by Disqus