In The Dark




- Chris, é verdade que você já está pensando em casamento?
- Sr. Evans, você confirma os boatos de que sua namorada, , está grávida?
- Tudo que vocês tem que saber vai ser dito pra vocês na hora certa, não se preocupem. - Chris Evans disse aos repórteres que estavam o esperando na porta do seu apartamento. Ele era a notícia do momento desde que uma revista anunciou de que sua namorada estava grávida.
Seu relacionamento com a fotógrafa já durava dois anos e sete meses. Eles se conheceram durante a premiere de um filme e desde então se tornaram muito amigos. Dessa amizade nasceu um amor, que resultou nesse namoro forte e duradouro.

- Oi, amor. - Chris disse entrando em casa e encontrando sentada no sofá.
- Bebê! - Ela se levantou do sofá em um pulo e correu para os braços dele.
- Veio me contar o que aconteceu no seu dia?
- É... Pode ser...
- Então... Recebeu alguma missão especial?
- Você não vai acreditar! É uma notícia ótima! Quer dizer... - Ela mexia freneticamente com os dedos da mão. - Algumas partes você não vai gostar, mas... Eu sou a fotógrafa da nova campanha da Calvin Klein! Calvin Klein!
- CK? Maravilhoso! Vai fotografar pra qual campanha? De perfumes?
- Acho que você não vai gostar muito da próxima parte, amor...
- Campanha de cuecas? - O Evans olhou de canto de olho pra ela, que abaixou a cabeça. - Eu sabia! Isso tava bom de mais pra ser verdade, não estava, gatinha?
- Bebê, vai valorizar minha carreira! Olha... Eu juro que não vou olhar pra nenhum dos garotos, ok?
- Eu confio em você, amor. Você já sabe quem vão ser os caras?
- Me disseram que vão ser os caras do ! ! Acredita? !
- ? Aqueles bonitinhos? Ai, meu Deus!
- Chris, por favor!
- Tá! Eu vou tentar ver isso pelo lado bom...
- Você está achando isso muito ruim?
- Brincadeira... Mas, olha, a gente está morando aqui na Inglaterra por causa do meu filme... Se eu estivesse em Los Angeles e você precisasse vir pra cá ia ser milhões de vezes pior, amor.
- Concordo em gênero, número e grau, bebê! - A disse beijando o namorado de leve.
- E quando é a primeira sessão?
- É amanhã... Pela manhã!
- O que eu posso fazer, não é mesmo?
- Você podia me levar pra jantar.
- Onde você que ir, amor? - Ele falou entre suspiros.
- O que você acha de ir em um bom restaurante? Eu quero dizer... O MELHOR restaurante?
- Você está falando sério?
- Eu pago.
- Vou só trocar de roupa. Espere aqui.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------XXX--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O telefone tocava insistentemente na casa de . Ela estava no banho e esperou cair na caixa postal para que ela pudesse ver quem era.

- ? Bom... Eu sei que você está aí. Dá pra atender o telefone? O que eu tenho pra te falar é sério! - O namorado da garota, , que falava. se enrolou na toalha e saiu correndo do banheiro para pegar o telefone.
- Amooooooooooooooooooooooooooor!
- , será que eu podia passar aí na sua casa agora ou você vir aqui na minha?
- ! - Ela começou em tom de repreensão. - Você sabe que pode vir na minha casa a hora que quiser. To te esperando sempre...
- Ok, então, . Daqui a pouquinho eu estou aí. - disse e pode ouvir apenas o 'tu, tu, tu' do telefone.

Algum tempo se passou e a garota pode ouvir o barulho do motor do carro de estacionando na porta de sua casa. Ela saiu correndo e se pendurou no capô até que ele resolvesse desligar o seu automóvel.

- , nunca mais faça isso! Eu podia ter te matado, sabia?
- Desculpa, , mas eu não consegui me controlar... - Ela se aproximava do namorado com a intenção de provocá-lo.
- Não dá mais, ... - disse, empurrando-a para longe.
- O quê?
- Acabou, entendeu? Eu queria te falar isso há algum tempo, mas eu não tive coragem...
- Há quanto tempo você está pra me falar isso? - Agora os olhos dela se enchiam de lágrimas.
- Eu percebi que não dava mais desde que você começou a me dar "mordidinhas no pescoço". Eu não suportei aquilo... Fiquei extremamente agoniado e eu sei que eu nunca conseguiria te mudar... Esse é o seu jeito! Você é meio escandalosa e extravagante e eu quero alguém mais simples e discreta. As pessoas não mudam por causa de outras, elas mudam quando elas querem e eu vejo que você gosta do seu jeito de ser. - O respirou fundo antes de continuar. - Acabou, . A gente se vê por aí.

voltou para o seu carro e saiu, em direção à sua casa, deixando na garagem uma desesperada e, como ele mesmo havia dito, com titudes escandalosas, tais como se jogar no chão, arranhar a própria pele e dar gritos ensurdecedores.

No outro dia...

acordou cedo e ligou para os amigos. Eles combinaram de se encontrar na casa de para que juntos pudessem ir até o estúdio tirar as fotos.
Assim como combinado, eles sairam juntos de lá e chegaram no local onde se realizaria a sessão de fotos. O tempo estava bem fechado e aparentemente uma tempestade estava por vir, por isso, os meninos deixaram o carro no estacionamento interno, para contragosto de e .

- Não grila, . Você vai ver que é bem melhor ficar do lado de dentro. Pelo menos a gente não vai pegar a chuvona na hora que a gente for sair. - falava enquanto entrava no estúdio e era recepcionado por uma mulher com sotaque russo, loira e de, aproximadamente, um metro e oitenta.
- Vocês podem se dirigir para aquela sala. - A russa apontou para algum lugar no corredor e os meninos fizeram cara de paisagem. - Segunda porta a direta. A srta. está esperando por vocês no escritório dela.

Os garotos andaram timidamente até a sala que seria o escritório de e bateram na porta, que foi respondido com algo parecido com um "podem entrar" da pessoa que estava do lado de dentro.

- Srta. ? Eu sou seu fã! - exclamou assim que viu quem era a moça com um micro short preto e uma blusa super colada branca sentada em cima de sua mesa. - A propósito... .
- Ahh, obrigada. Então vocês já me conhecem? - disse e rapidamente se levantou da mesa para sentar na cadeira.
- Claro... Quem não conhece a futura senhora Evans? - perguntou e deu uma piscadinha. - Mas, sinceramente, acho que eu te conheço de algum outro lugar...
- Eu também acho isso... - pensou um pouco antes de se lembrar. - Não foi você que me ajudou um dia que...
- Um dia que você teve um ataque claustofóbico no elevador quando ele parou?
- ISSO! Você é o , se eu não me engano. - A falou com cara de superioridade.
- Ótima memória! - deu outra piscadinha pra ela.
- Você deve ser o e ele deve ser... . - Ela disse apontando para cada um. - Eu sou e vou tirar as fotos de vocês.

Apresentações feitas, a garota mostrou para eles o caminho que eles deveriam seguir para que pudessem se arrumar antes de tirarem as fotos.

Durante o tempo que eles se arrumavam, uma chuva fortíssima começou a cair, fazendo com que as luzes do estúdio chegassem a piscar algumas vezes. Quando ficaram prontos, os garotos do rapidamente foram para onde deveriam tirar as fotos.

- Olá novamente, meninos. - falou corada, ao ver que eles estavam realmente só de cuecas.
- Eu também estou com vergonha, sra. Evans, não é só você. - O disse e fez ela corar mais ainda por ter percebido que ela ficara vermelha.
- Por favor, quero que me chamem apenas de . Sra. Evans é a mãe do meu namorado e me faz sentir extremamente velha. - Ela piscou e se virou de costas para eles, indo em direção à sua câmera. - E só pra constar... - Ela continuou. - Eu não estou com vergonha.

pegou sua câmera e ligou as luzes para fotografar os garotos. A sessão começou, mas nenhuma das fotos saía do jeito que ela queria.

- NÃO! Vocês não estão entendendo o que eu quero. , fique ali. , no outro canto. Eu quero o e o no meio. Agora entrem em uma propaganda da CK. Virem aqueles caras gostosos que fazem o catálogo de cuecas... Vocês vão estar em outdoors, em catálogos, em panfletos, em tudo! Vocês tem que estar gostosos, entendem? - Eles se posicionaram do jeito que ela mandou. - Isso... É! Vocês estão conseguindo ficar bem...
- Gostosos? - O perguntou.
- Não! , não fala nada!
- Desculpa.

A sessão continuou com muitos ", você está muito bem!", ", isso sim que eu chamo de homem de verdade!" e ", se você continuar assim, o Chris vai ter que tomar cuidado.", mas, aparentemente, era o único que não conseguia atingir o nível que esperava, pois toda vez que ele estava indo bem, algo acontecia para desconcentrá-lo.

Quando tudo parecia estar indo maravilhosamente bem, uma queda rápida do nível de energia veio sobre o estúdio e queimou a maioria de equipamentos que lá estavam, causando em uma revolta instantânea.

- AI, MEU DEUS! Eu não acredito! TUDO! Tudo está queimado! - Ela gritava, completamente nervosa.
- E o que você vai fazer agora? - questionou.
- Eu vou ter que ir na sala de equipamentos buscar as coisas pra continuar a sessão.
- Vai precisar de ajuda pra pegar tudo? - falou preocupado.
- Seria muito bom.
- Apesar de você não ir com a minha cara, eu voute ajudar. - Dessa vez que se ofereceu.
- Obrigada. - Ela riu.

Os dois sairam em direção à sala de equipamentos e, por onde passavam, as pessoas olhavam estranho para aquela garota andando pelo corredor com um homem apenas de cueca. Chegando na sala, pegou seu cartão-passe de funcionária e colocou no que seria a fechadura da porta. A luz verde acendeu e ela entrou na sala escura juntamente com . Em alguns segundos a sala estava iluminada pela luz de dentro, uma vez que a porta se fechava assim que as pessoas entrassem e não havia janelas na sala a fim de preservar os equipamentos.
largou seu celular em uma mesa, do lado de uns equipamentos fotográficos e de uma lanterna. Ao se virar para o lado que se encontrava, um trovão pôde ser escutado e ela se assustou, deixando um grito cortar sua garganta.

- Tá tudo bem, gata? - O se preocupou e foi para perto da parede escutar os trovões.
- Primeiro: Eu só me assustei... Estou perfeitamente bem. Segundo: Não me chame de gata. Meu namorado não gosta. - se juntou a ele. O silêncio permaneceu por alguns instantes, mas foi cortado por um berro da quando as luzes se apagaram junto com um raio que caiu, causando um blackout em todo o bairro. A garota agarrou o braço de e apoiou sua cabeça no ombro dele. Por alguns momentos ela ficou assim, apenas percebendo o quanto ele cheirava bem.

- Tá tudo bem?
- N-não... - Ela gaguejou e foi se movendo com cuidado até a porta. - Vamos sair daqui. - pegou seu cartão-passe e tentou abrir a porta.

Uma, duas, três tentativas e nada. A fotógrafa começava a se desesperar.

- Bom... A energia acabou, eu acho que uma porta ELÉTRICA não vai abrir... E você? - tentou explicar a situação.
- Nós estamos presos? NÓS ESTAMOS PRESOS! - Ela agora estava desesperada e começava a esmurrar a porta. - SOCORRO! SOCORRO!

Os gritos de podiam ser ouvidos de qualquer lugar daquele estúdio. Foi perdendo as forças. Sua voz já estava fraca e ela se sentou no chão, encostada na porta.

- Olha... Vai ficar tudo bem... - O disse se ajoelhando perto dela.
- Não... Nós... Vamos morrer... O... Ar... Está... Acabando... - Ela falava entre suspiros.
- Olha... Foi só a luz que acabou e esta chuva torrencial que está caindo. Daqui a pouquinho passa. O ar pode entrar por de baixo da porta.

Ele ficou ali, acalmando-a, até que conseguiu convencê-la de que havia ar suficiente para os dois e que eles não iriam morrer. explicou para que ela tinha crises rápidas de claustofobia quando ficava presa em algum lugar sem janelas e sem ao menos um pouquinho de luz.

Os dois estavam ali, conversando. Ficaram sentados daquele jeito por volta de quarenta minutos, contando suas experiências aterrorizantes.

- ... Aí, eu comecei a ter um ataque dentro do elevador, igual esse que eu estava tendo aqui, e seu amigo, o , me ajudou exatamente como você fez hoje. Pareceu até que vocês ensaiaram... - sorriu.
- É... - sorriu também e novamente o silêncio reinou entre eles. - Gata, eu acho que é melhor a gente pegar os equipamentos que a gente precise levar pro estúdio, porque aí, quando a luz voltar, a gente já vai poder sair.
- Já disse, ... Não me chama de gata. O Chris não gosta.
- O que você acha, GATA? - O provocou.
- É... Você está certo.

Os dois se levantaram e tentou ir cuidadosamente pegar um dos refletores, o problema foi que ela esbarrou em um deles, causando um efeito dominó que foi terminar na estante de rolos de filme, sendo que esta última resolveu cair extamente em cima dela, tirando mais um grito de .

- GATA? - gritou. - Você se machucou? Eu escutei um barulho de vidro quebrando.
- Ai... Eu acabei de quebrar todos os refletores... Ai... E a estante de rolos de filme caiu bem em cima de mim.
- Você se cortou?
- Não... Eu só estou meio enrolada aqui... Será que você poderia me ajudar?

foi até ela, se agachou do seu lado e foi, delicadamente, tirando dela o que a prendia. Passava a mão suavemente pelos braços, pela barriga e pelas costas dela, fazendo com que ela se arrepiasse. Quando ele foi tirar parte do rolo de filme que amarrava a coxa de , ela o impediu, segurando sua mão.

- Eu acho que eu consigo sozinha. - A disse docemente.
- Não vai querer ajuda para se levantar? - Ele perguntou com o sorriso perdido na escuridão.
- Eu acho que eu consigo sozinha agora. Obrigada! - Ela intensificou o aviso.
- Se você prefere assim, eu vou pegar algo pra iluminar.

O foi com cuidado até a mesa em que estava a lanterna e a acendeu cuidadosamente.
Enquanto isso, já havia se desenrolado e estava segurando nas prateleiras (que estavam no chão, uma de cada lado do seu corpo) para se levantar. O problema foi que ela não viu que sua blusa estava presa em um prego. Quando deu o impulso para cima, ela foi lançada para frente, onde estavam os cacos de vidro, e sua blusa se rasgou ao meio, ficando presa no prego. Por pouco a garota não teve cortes profundos.

- Vai negar ajuda agora? - questionou com a mão estendida, pronto para levantá-la. entregou sua mão e foi suavemente puxada. A luz da lanterna agora mostrava uma frágil, com um corte, no joelho direito, que sangrava pouquinho. A fotógrafa perdeu um pouco seu equilíbrio e se segurou nos ombros de , que a segurou pelos cotuvelos, causando uma maior aproximação. - O que aconteceu com a sua blusa? - Ele continuou. A luz fraca o ajudou a ver a menina, que agora usava apenas o micro-short e um sutiã de renda branca.
- Ela ficou presa. - corou.
- Viu o que eu liguei? - sussurou no ouvido de , que estremeceu.
- É...
- Então, foi isso que fez eu ver que você estava sem blusa. Não precisa ficar com vergonha, eu estou bem pior do que você.
- É verdade.
- E quer saber de mais uma coisa? - Ele ainda falava próximo ao ouvido dela.
- O quê? - A respiração da estava falhando, tamanha era a aproximação deles.
- Você fica muito mais gata só de sutiã. - O sorriu maliciosamente.

afastou sua boca da orelha dela e a encarou sério. estava com a respiração falha e olhava dos olhos para a boca dele e vice-e-versa. Esse movimento parou assim que o colou seus lábios no dela, gerando um beijo feroz e cheio de desejo. Ele passou a mão dos cotuvelos para as costas dela e desta para o cós do short dela.

a guiou para uma parede, onde ele pôde desligar o interruptor da lâmpada.

- O que você está fazendo? - perguntou arfando entre os beijos.
- Desligando a luz... Se a energia voltar não vai nos atrapalhar. - O garoto disse e ela riu.

andava de costas sem parar de beijar o menino. Ela procurava desesperadamente por um lugar em que pudesse se apoiar e a primeira coisa que encontrou foi a mesa com os equipamentos fotográficos. A tirou suas mãos das costas do rapaz e passou sobre a mesa, derrubando no chão tudo que estava ali antes, incluindo o seu celular e a lanterna.

pegou a garota pelas coxas e, com a ajuda dela, a colocou sobre a mesa, se posicionando entre as pernas dela. Rapidamente, a fotógrafa chegou para trás, de maneira que o garoto também pudesse subir na mesa. Ela agora estava debaixo dele e entre suas pernas. Ele passava a mão do pescoço para o joelho, acariciando as costas e a coxa. Ela o arranhava nas costas e no braço e ao mesmo tempo dava mordidas no pescoço dele, enquanto ele beijava o dela. Foi nesse momento que o percebeu que o problema não estava nas modidas no pescoço e sim na sua antiga namorada. Com ao seu lado, até as mordidas no pescoço pareciam excessivamente perfeitas.

já tinha se livrado do seu short e agora se encontrava apenas com a sua lingerie branca. O momento deles parecia que não iria acabar nunca, mas foi interrompido assim que o celular da tocou.

- Não vai atender... - pediu, beijando o pescoço dela e passando a mão por todo o seu corpo.
- Eu tenho que atender... Pode ser importante. - se levantou com dificuldade e pegou o telefone. - Alô? - A ligação cortava e era impossível de se ouvir do outro lado.
- ?... Aqui... Ris...
- Ris? Desculpa, Ris, mas eu estou... - Até mesmo do outro lado da linha pôde-se ouvir o beijo estralado que havia dado na . - Muito ocupada nesse momento.

desligou o celular e continuou agarrando o de todas as maneiras que ela encontrou durante outros quarenta minutos. Enquanto isso, eles nem perceberam que a luz já havia voltado porque o interruptor estava desligado.

Enquanto isso...

- Charlotte! - Chris gritou para uma fotógrafa, colega de , que passava ao lado dele. Ele já se encontrava no estúdio. - Você sabe onde está a minha namorada? Eu liguei pro celular dela, escutei alguém beijando ela e ela me chamou de "Ris"!
- Chris! Olha... Eu não sei onde ela tá, não... Mas bem que você podia me dar uma ajudinha, né?
- Claro! Com o quê?
- Eu procurei homens fortes por todo lugar, mas aparentemente estão todos ocupados... Será que você podia ir lá na sala de equipamentos e pegar dois refletores pra mim? Aqui meu cartão-passe. - Charlotte entregou o que seria a chave da porta pra ele e foi na direção oposta à que Evans tinha ido.

Chris andou até à sala de equipamentos. Chegando lá, colocou o cartão na porta, que acendeu a luz verde e se abriu para ele, que já escutava alguns barulhos e gemidos, até mesmo do lado de fora. Ao acender a luz, o Evans viu o que ele menos esperava que fosse acontecer na sua vida: sua namorada, apenas de lingerie, com um dos integrantes do sobre ela, se agarrando descaradamente com ele.

- ?! - Chris Evans gritou, no que ela empurrou para o outro lado da mesa e se sentou sobre a mesma. - O que está acontecendo aqui?
- Chris... - não tinha palavras. - Eu posso explicar.
- Pode explicar o quê? O que você estava fazendo com esse cara? Eu vi muito bem o que vocês dois estavam fazendo, porque é bem óbvio que vocês estavam "se pegando", não acha? - Disse ele ironicamente, saindo em seguida pela porta.

A pegou seu short e vestiu o mais rápido que pode. Ela ainda tentou vestir sua blusa, mas não foi muito bem sucedida, porque ela estava rasgada de fora a fora na parte da frente. saiu correndo pela porta, seguida de , que a segurou pelo pulso.

- Deixa ele ir. - O disse.
- Deixar ele ir? , eu amo o Chris. - A afirmou com convicção.
- Não foi o que pareceu lá dentro.
- Me esquece, ok, ? - Ela se soltou das mãos dele. - Chris! ESPERA!
- Olha... Eu vou pagar por toda a "bagunça" que a gente fez na sala de equipamentos. - segurou o pulso dela novamente. - E se você quiser me encontrar, a gente vai fazer um show acústico depois de manhã em um restaurante na Oxford Street. Me liga pra pegar o endereço direitinho, se você for. - Ele entregou um pequeno cartão com o número do seu celular pra ela, que rapidamente se soltou e saiu correndo atrás de Chris Evans.

No dia do show...

, , e estavam no backstage. Eles voltariam ao palco para cantar uma última música e encerrar o show. Ninguém tinha visto por lá, sendo que, no dia anterior, ela havia ligado para para saber exatamente onde seria o show.

- Ela não vem, cara! Ela não vem... - O gritava olhando pera onde estavam as mesas. - Nem sinal dela! Ela não vem.
- Relaxa, dude! Ela pode querer fazer uma surpresa! - disse tentando animar o amigo.

Os quatro voltaram pro palco e já estavam se arrumando pra começar, quando viram uma moça com o cabelo preso em um coque mal feito (deixando duas mexas caídas na frente), de tubinho preto e scarpin adentrar o restaurante. Ela se sentou em uma das mesas e começou a observar o palco. tomou o microfone.

- Esta é a última música do nosso show acústico e e eu quero dedicá-la à garota que roubou meu coração... Não pude escrever nada pra ela, mas espero que essa dedicatória já a faça feliz. Essa música não é nossa e nós nunca a cantamos em um show antes. Chama So Close e é do Jon McLaughlin.

You're in my arms
(Você está nos meus braços)
And all the world is gone
(E o mundo inteiro se foi)
The music playing on for only two
(A música tocando para apenas duas pessoas)
So close together
(Tão perto juntos)
And when I'm with you
(E quando eu estou com você)
So close to feeling alive
(Tão perto de me sentir vivo)

A life goes by
(Uma vida passa)
Romantic dreams must die
(Sonhos românticos devem morrer)
So I bid mine goodbye and never knew
(Então eu dou adeus para o meu sonho e nunca soube)
So close was waiting, waiting here with you
(Tão perto estava esperando, esperando aqui com você)
And now forever I know
(E agora pra sempre eu sei)
All that I want is to hold you
(Tudo que eu quero é te abraçar)
So close
(Bem perto)

So close to reaching that famous happy end
(Tão perto de alcançar o famoso final feliz)
Almost believing this one's not pretend
(Quase acreditando que esse não é faz-de-conta)
Now you're beside me and look how far we've come
(Agora você está do meu lado e olhe quão longe nós chegamos)
So far, we are so close
(Tão longe, nós estamos tão perto)

How could I face the faceless days
(Como eu poderia encarar os dias sem rosto)
If I should lose you now?
(Se eu deveria te perder agora?)
We're so close
(Nós estamos tão perto)
To reaching that famous happy end
(De alcançar o famoso final feliz)
And almost believing this one's not pretend
(E quase acreditando que esse não é faz-de-conta)
Let's go on dreaming though we know we are
(Vamos continuar sonhando embora nós saibamos que nós estamos)
So close
(Tão perto)
So close
(Tão perto)
And still so far
(E ainda tão longe)

O pôde ver os olhos de se encherem de lágrimas.

Ao fim do show, ele desceu do palco e foi até a mesa em que ela se encontrava.

- Então... Gostou do show? - perguntou se sentando ao lado da .
- A parte que eu vi foi linda. - Ela sorriu.
- Errr... - meio que gaguejou. - Vocês terminaram mesmo?
- A gente terminou. Depois do que ele viu acontecendo lá na sala de equipamentos, era meio difícil ele me querer de volta. - falou e ele sorriu.
- Olha, ... - Uma pausa para respirar. - Eu quero te falar uma coisa. - Outra pausa e ela deu permissão com a cabeça para ele continuar. - Sabe... Depois do que aconteceu entre nós, eu não parei de pensar em você. Quero dizer... Não sei o que eu estou sentindo, mas eu quero saber se você também sente.
- Eu também não parei de pensar em você um minuto.
- Que bom. - Um sorriso foi estampado no rosto de ambos. - Escuta... Não quero dizer que nós tenhamos que namorar, porque, tipo, a gente mal se conhece.
- Concordo plenamente. - A o interrompeu rapidamente.
- Então... Eu pensei que nós pudéssemos sair algumas vezes, ter alguns encontros e, sei lá... Deixar rolar. Quando nós dois estivermos prontos e nos conhecermos o suficiente, eu pensei em... - Ele praticamente travou.
- O quê?
- Eu pensei que... Que... Que... - Novamente gaguejou. - Que eu pudesse te dar um anel de compromisso, sei lá... Por enquanto, a gente pode continuar com os amassos no meu carro, no seu escritório e na mesa da sala de equipamentos, o que você acha? - sorriu.
- Quando esse dia chegar, eu espero que chegue rápido, eu com certeza vou aceitar o seu anel, . Até lá, a gente pode continuar dando uns amassos... Mas só de vez em quando! - Ela riu.

passou seu braço por trás das costas de e a abraçou, puxando docemente para um beijo suave e apaixonado.
Alguns momentos depois, eles separam o beijo.

- Vamos fazer o pedido, gata?
- Vamos, sim. - A disse, acariciando gentilmente o que viria a ser a mão do seu namorado.

FIM!!


N/A: Fic feita para o terceiro challenge, então me desejem boa sorte (ou não [?]).
Beijinhos, xuxus.


comments powered by Disqus