Provocation


*Capítulo 21*

Caminhou pela loja e não encontrou nem sinal delas. Apenas se deu conta de que elas o esperavam do lado de fora da loja depois de andar por longos minutos.
- Até que enfim NÉ, ? – disse nervosa.
- Dude, vocês somem e querem que eu faça o quê?
- Podia usar essa massa cinzenta uma vez na vida, e deduzir que podíamos ter saído da loja, né ? – ironizou.
- Não me lembro de ter pedido a sua opinião, .
- Como sempre, muito educado.
- Você que sempre começa, não se faça de santa.
- É que a sua burrice me estressa . Quantas voltas você deu na loja até decidir sair?
- O mesmo tanto de tapas que eu vou te dar se você não calar a boca.
- Encosta a mão em mim pra você ver o que te acontece.
- CHEGA! Vamos logo embora daqui antes que esses dois se matem. – interrompeu a ‘briga’ e puxou a mãe pelo braço.
e morriam de rir por dentro, mas não podiam demonstrar isso, então lançavam olhares de ódio um para o outro.
Ao ver que e mantinham uma conversa animada, se aproximou um pouco de e sussurrou.
-Cara, essas pseudo-brigas me excitam demais.
-Ah, nem me fale. Tenho vontade de te agarrar quando você me manda calar a boca. –Fez um olhar sexy, mordeu o lábio.
- Você adora me provocar né, ?
- Sinceramente? Tenho tara por isso.
- Vocês ainda estão brigando? – deduziu ao olhar para trás e ver os dois se encarando.
- Seu irmão é muito estúpido, , não sei como você e ele podem ter sido gerados do mesmo útero, você é uma aberração, .
- Cala essa boca, . –Tentou não sorrir, mas ao lembrar do que disse, não agüentou e abriu um sorriso malicioso.
também estava a ponto de rir. - Eu não vou mais gastar saliva com você, . – Caminhou rápido e passou por , chegando até onde sorrindo.
Continuaram caminhando até chegarem ao estacionamento.
- TIA, ME DEIXA DIRIGIR? – fez cara de cachorro abandonado.
- Claro que sim, . – sorriu e entregou as chaves para a garota, que deu pulinhos de felicidade.
- MÃE! VOCÊ É LOUCA? Eu não quero morrer hoje. Você não vai dirigir, . – Pegou as chaves das mãos dela.
- ME DEVOLVE, ! – pulava tentando pegar as chaves, mas ele as segurava no alto, onde ela não alcançava.
- , pode ficar tranqüilo, já a vi dirigindo, e não corremos perigo. Ela dirige muito bem. – tentou amenizar a briga.
- ME DÁ ESSAS CHAVES! ME AJUDA.
-Nem vem, ! Eu não me meto na briga de vocês dois nem por ameaça.
-Ah, obrigada pelo apoio. – parou de pular para dizer essas palavras, mas logo pulava de novo.
-Não adianta ficar pulando, , você não vai dirigir.
-Você é um viado mesmo. – Se deu por vencida e jogou as chaves para .
-Você vai atrás comigo gata. – sussurrou no ouvido de , que estremeceu ao sentir a respiração dele bater em seu pescoço.
- Assim você me deixa louca. – Sem que percebesse, abriu o botão da calça dele, que se assustou, fazendo a garota rir. Correu para o outro lado do carro e entrou, fez o mesmo em seguida, enquanto fechava as calças.
decidiu passar o caminho todo conversando com , o que deixou bravo.
Chegaram em casa e colocaram as compras no chão da sala.
se jogou no sofá, e se jogou por cima dela.
-SAI DE CIMA DE MIM SEU OBESO. –Tentava empurrá-lo, mas ele não se movimentava.
-Sai você daí de baixo.
-Como se fosse fácil tendo um leitão em cima de mim. Sério , você está me machucando. – se assustou ao ouvir isso e rapidamente saiu de cima dela.
e foram rindo para o andar de cima.
-Machucou mesmo, ? – perguntou preocupado.
-Um pouco, você bateu essa lancha que você chama de pé na minha canela. –Sorriu.
-Eu posso dar um jeito nisso. –Se ajoelhou no chão bem próximo a ela, pegou a perna da garota e a beijou. Roçava os dentes no local e massageava a coxa dela, o que fez a garota pegar uma almofada e mordê-la, abafando seus gemidos.
ouviu passos vindos da escada, imaginou que fosse , e rapidamente chutou para trás, que caiu de bunda no tapete.
- Tá loca, ? – Se assustou com a atitude da garota.
- Você não ouviu? – Olhava assustada para a escada vazia.
- Ouvi o que?
-Alguém descendo a escada, podia jurar que eram aquelas sapatos de salto da .
- não inventa. Se não estava gostando dos meus carinhos era só falar que eu parava. – Fungou e se fez de ofendido.
-Pára de ser bobo, ! Mas é sério, eu JURO que ouvi. –Mantinha o olhar perdido para a escada.
-Eu sou tão bom assim, que faço você delirar amor? – Se reaproximou e estendeu a mão para ela se levantar.
-É... Pode até ser. – falou com certa dúvida na voz, tinha certeza de que ouvira passos, não estava ficando louca. Abraçou o garoto a sua frente.
-Relaxa, ! Eu estou aqui ok? – Massageava a nuca dela.
-Eu te amo sabia? –Afastou o rosto do peito dele e o olhou nos olhos.
sentiu a sinceridade com a qual pronunciou aquelas palavras, sorriu abertamente. Puxou o cabelo dela um pouco para trás e mordeu seu pescoço.
-Ui vampirinho!
sorriu e selou seus lábios aos dela, suas mãos percorriam o corpo inteira da garota, enquanto ela tinha os braços entrelaçados em seu pescoço. A agilidade de suas línguas ia aumentando gradualmente, e as mãos de a cada segundo pressionavam mais forte o corpo dela.
Ouviram um estalo vindo da lareira e se separaram.
- Esse treco faz barulho até desligada? – estranhou.
- É, ela não costuma fazer isso não. – também estranhou, soltou-se dela e foi em direção à lareira.
Ao chegar bem próximo, uma faísca saltou e acertou o rosto dele.
se desesperou e correu até onde ele estava.
- amor, está tudo bem? Machucou? Deixa eu ver.
levantou o rosto e ao olhar para ele, notou que ele sorria, mas não era o sorriso dele, definitivamente não era. Era um sorriso frio, estranho e medonho, se assustou e afastou-se dele.
- , por que você está rindo?
Ele não respondeu, apenas riu alto. reconheceu aquela risada, era aquela mesma da cabana.
começou a se aproximar, e a garota caminhava lentamente para trás, estava apavorada, não sabia como reagir.
Outro estalo veio da lareira, e no mesmo instante caiu desacordado no chão.
- ! – Correu até onde ele estava e se abaixou. – Amor, fala comigo pelo amor de Deus. – Lágrimas escorriam pelo rosto da garota.
Viu ele se movimentar, e aos poucos voltava à consciência.
- , por favor me responde.
- ? O que aconteceu? –Olhou para o rosto dela e viu que ela chorava, sentou-se de repente assustado. – Por que você está chorando linda? O que aconteceu? Me fala, pequena.
o abraçou fortemente, e ele retribuiu o abraço. Levantou-se e colocou a garota sentada no sofá. Fez menção de ir para a cozinha, mas ela o segurou.
- Onde você vai? – Perguntou assustada.
- Pegar uma água pra você amor. Você precisa se acalmar.
- Não, . Fica aqui. Eu preciso saber como você está. Está sentindo alguma dor? Quer beber alguma coisa? –Falava muito rápido. O que fazia seu nervosismo transparecer.
- Eu estou ótimo, . Você que está tremendo. – Sentou-se ao lado dela no sofá.
A garota se aproximou e sentou-se no colo dele, passou a palma da mão no rosto dele.
- Sorri pra mim ?
- Ahn? Você está bem mesmo amor? – não entendia nada do que se passava ao seu redor.
- Por favor , só um sorriso.
mesmo não entendendo, fez o que ela pediu, e assim que o fez, o abraçou com todas as forças.
- , me fala o que aconteceu.
- Ai , eu não sei explicar, só sei que você estava tão estranho. E eu sei que não era você, aquele sorriso, aquela risada. – falava e ia se desesperando com o tempo. a apertou forte. – Promete que nunca mais faz isso comigo?
-Amor, se acalma. Eu juro que não lembro o que aconteceu, mas sim eu prometo.
A garota mais uma vez se sentiu protegida nos braços dele.
Ficaram ali, apenas sentindo a presença um do outro, até se darem conta de que poderiam ser ‘pegos’ por e .
- , eu vou subir agora. Eu te amo ok? Não se esqueça disso. – Levantou-se do colo dele. Ele rapidamente estava em pé parado na frente dela acariciando seu rosto.
-Eu te amo tanto, pequena. Obrigado por me escolher para dividir a sua vida. Prometo cuidar dela como se fosse minha.
-Você é tão fofo amor. Obrigada por me proteger sempre que eu preciso, você não sabe como isso é importante pra mim. – Sorriu e selou seus lábios, se afastou e subiu as escadas. apenas a observava, e pensava em como ela podia trazer tanta felicidade para ele, era algo indescritível.
Se jogou no sofá e ficou encarando a TV desligada enquanto sorria feito bobo.
-? ! – estalava os dedos na cara do irmão, o fazendo sair do transe.
-Oi? Oi , fala.
-Tava sonhando com a , é?
-Não, por quê?
-Porque você estava com um sorriso tão malicioso , só podia estar pensando nela.
-Não, não pensava nela não.
-Sei. – Fingiu que acreditou. – Mas enfim, a mamãe pediu pra avisar que a Tia Daisy está vindo e é pra você ajudar a arrumar a sala.
-A Tia Daisy sozinha, ou com a cambada toda? – fez um olhar desanimado.
-Com a cambada toda. – sorriu e saiu saltitando para a cozinha.
Sempre que Daisy os visitava, uma reunião de família era estabelecida, ela fazia questão de levar o maior número de parentes que conseguia. O que deixava ligeiramente irritado. Já imaginava a gritaria e correria de seus priminhos pela casa. Fechou a cara e começou a recolher as almofadas que estavam espalhadas pelo chão da sala.
- CARALHO DESCE E ME AJUDA AQUI NA COZINHA. – berrava da cozinha, e apenas ouvia.
- TÔ INDO CARAMBA. NÃO PRECISA GRITAR.
Ao ouvir a voz da garota se aproximando, se escondeu atrás de sofá, e assim que passou pela sala, arremessou uma almofada que acertou em cheio a cara dela. A garota ficou parada no lugar, ficou sem reação de tanto ódio que sentiu. Olhou na direção que a almofada tinha vindo, e viu se matando de rir.
- ESCUTA AQUI, SEU IDIOTA. – Se aproximava com a almofada nas mãos. – MACHUCOU SEU SEM NOÇÃO.
- HAHAHA. Ah , uma almofadinha de nada.
O sangue subiu à cabeça da garota, pegou a almofada com raiva e bateu com tudo na orelha dele. Por reflexo ele se abaixou colocando a mão no local atingido.
- ALMOFADINHA DE NADA? VOCÊ FALA ISSO PORQUE NÃO FOI NA SUA CARA. – Batia com a almofada nele dezenas de vezes, e ele só tentava desviar. – IDIOTA.
segurou a mão que a garota segurava a almofada, e com a outra a abraçou pela cintura.
- Desculpa pequena, não era pra ter te machucado. – Falou sincero.
- Mas machucou. – fez bico sem se afastar dele.
- Me diz onde machucou que eu dou um beijo pra sarar. – Sorriu malicioso, aproximando seu rosto do dela.
- AQUI! – Disse e bateu a almofada na cara dele, começou a rir em seguida.
- Ah, vai ser traíra então?
- Você que começou, agüenta honey. – Piscou e bateu de novo a almofada na cara dele.
- Tá querendo guerra, ? – Sorriu pegando uma almofada no sofá.
não respondeu, apenas bateu a almofada nele de novo, mas dessa vez ele defendeu o rosto com o braço. Bateu com a almofada na bunda dela.
- SAFADO. – sorriu e começou a dar diversas almofadadas nele, e ele não fazia diferente. Acertavam todas as partes do corpo um do outro, e riam feito crianças.
apareceu com um olhar de ódio na sala, esperava por a um bom tempo na cozinha. Mas quando viu a briga, abriu um sorriso e se enfiou no meio.
- GUERRA DE TRAVESSEIROS. – Gritou e acertou na bunda.
- Porra, por que sempre em mim? E bem na minha bunda? Eu... – Falava, mas foi acertada na cara por uma almofada voadora. – Na cara é sacanagem.
Não pensou duas vezes, e voou em cima de , caíram os dois no chão e ela o acertava diversas vezes com a almofada.
- NÃO FUI EU . – Tentava se defender. parou e o encarou, olhou para e a garota estava se esgoelando de tanto rir.
- Foi você então? – saiu de cima de , e caminhava com um olhar malvado no rosto, caminhava para trás lentamente, e à medida que aumentava o passo, ela também aumentava. Começaram a correr por toda casa, e apenas ria da situação e da cara de medo de .
- VOCÊ TÁ FERRADA, . VOLTA AQUI. – corria com uma almofada na mão.
correu para trás do irmão.
- ME SALVA. –Se esquivava dos ataques de .
- SAI DAÍ , SENÃO VOCÊ LEVA TAMBÉM.
então, bateu com a almofada que segurava na cintura de . Ela abriu a boca em sinal de espanto.
- Os dois contra mim é covardia. – fez bico. Os outros dois se entreolharam, e um entendeu o sinal do outro.
deitou no chão rapidamente, e os dois pularam em cima dela, dando almofadadas na garota, que escondia o rosto com as duas mãos.
A campainha tocava insistentemente, mas nenhum dos três ouviu.
desceu as escadas rapidamente, e riu ao ver a muvuca na sua sala de estar, ao abrir a porta deu de cara com um sorridente.
- Boa tarde, zinha! –A abraçou.
- Boa tarde ,. Fique a vontade ok? Eu estou no telefone com uma amiga, volto num momento.
-Ah, sem pressa, . – Viu a mulher subir as escadas, e ao olhar para o lado viu que os três se embolavam no chão.
- BRIGAAA. – gritou, atraindo a atenção dos três.
- , ME SALVA DESSES DOIS DOIDOS. – gritou ainda sendo atingida pelas almofadadas.
-Não tema minha querida! chegou para salvar sua vida. – Deu uma de super-herói e correu para onde eles estavam.
Primeiramente puxou pela cintura, e depois estendeu a mão para , que finalmente conseguiu sair de baixo de .
Se posicionou atrás de .
- Quero ver quem vai me bater agora. – Sorriu, o que deixou nervoso.
- Pra te bater vai ter que passar por cima de mim. – estufou o peito, ficou ainda mais irritado, pegou a almofada que segurava e bateu com força na cara de .
- ! – o recriminou ao ver cair no chão, tamanha foi a força que o acertou.
- Porra, , tem que apelar desse jeito? A gente tava brincando. – pareceu ter levado na esportiva, já que sorria olhando para . Pegou uma almofada e lançou na direção dele, que desviou, e a almofada acabou acertando .
A guerra recomeçou, só que dessa vez, eram dois contra dois, de um lado, e e do outro, e , ele protegia a garota, o que deixava irritado, e o que parecia ser uma brincadeira inocente para os demais, para ele já não tinha o mesmo significado. correu para trás do sofá e a seguiu, se abaixaram e começaram a rir.
fez o mesmo no sofá em frente, mas ficou parado.
- vem pra cá caramba.
- Não, , cansei dessa brincadeira. – Disse irritado, largou a almofada no chão e começou a caminhar para a cozinha.
- Ah, não sabe perder ? – se levantou e atirou uma almofada nas costas dele.
- , se eu quisesse eu acabava com você e com essa bicha agora, mas não vou mais desperdiçar meu tempo, façam bom proveito um do outro. – Disse friamente e finalmente chegou na cozinha.
- IH! Ficou bravo cara, vou lá falar com ele. – disse se levantando, mas o impediu de andar.
- Deixa , eu falo com ele.
- Mas ... – se intrometeu, tinha medo de que uma briga feia começasse na cozinha.
- Relaxa amor, eu não vou brigar com ele. –Sorriu e caminhou até onde estava.
Enquanto isso e continuaram se divertindo com a guerra na sala.
- ? Por que você está assim? – Perguntou ao chegar lá e ver ele com a cara fechada bebendo água.
- Eu vou ter MESMO que te explicar , ?
- Se não for muito incômodo para o senhor, por favor, me explique. –Cruzou os braços em frente a ele.
- Na verdade é um incômodo sim. É um incômodo ver você sorrindo para outros caras, é um incômodo ver como o está gostando de você, e é mais incômodo ainda, ver que você retribui às gracinhas dele.
- Sabe o que é mais incômodo pra mim, ?
- O que?
- Saber que você NUNCA vai confiar em mim, e que eu vou sempre ter que conviver com esses seus ciúmes sem fundamento.
- Se está tão infeliz com o meu jeito, por que não acaba de vez com isso tudo? – Falou sem pensar, sentiu uma pontada no coração ao ouvir essas palavras.
- Sabe, , é impressionante como você consegue me decepcionar em questão de segundos. – Virou-se e saiu da cozinha, estava a ponto de chorar, então achou melhor parar por ali.
não disse nada, apenas ficou ali pensando na besteira que tinha feito.
Os familiares iam chegando e a casa ia se enchendo, um falatório tomava conta do lugar, e crianças corriam por todos os lados.
estava sentado no sofá, com cara de poucos amigos e ao seu lado mantinha uma conversa animada com um dos priminhos de . Enquanto cumprimentava os convidados, todos estavam adorando conhecer a garota, que mantinha um sorriso triste nos lábios.
- ? Você pode distrair as crianças enquanto eu e os outros vamos para a cozinha? – aproximou-se da garota e perguntou.
- Posso sim Tia, vai lá tranqüila. – Sorriu sincera e caminhou até onde as crianças se concentravam.
- Oi galerinha. –C hegou sorrindo e atraindo a atenção de todas as crianças que pararam de falar. – Bom, eu sou a , amiga da . Tudo bem com vocês?
- TUDO. – Disseram em coro.
- Que ótimo, mas então, enquanto os adultos resolvem problemas na cozinha, o que acham de nos divertirmos?
- EEEEE. – Todos começaram a gritar alegres, atraindo a atenção de e para ela.
- Cara, a é muito linda né? – comentou, fechou os pulsos, respirou fundo e respondeu.
- Não vejo nada demais nela.
- , o que está acontecendo com você? Tá ficando cego? Ela é maravilhosa dude. Você sabe se ela tem namorado?
- Tem, tem sim. E fiquei sabendo que ele é enorme, acho melhor você não se meter com ela se você dá valor à suas bolas.
- Acho que por ela, eu correria esse risco. – Sorriu ao ver a garota se divertir com as crianças.
- Sei lá, , acho que ela não é o seu tipo. – não sabia quais artifícios usar para tirar da cabeça do amigo.
- Não é meu tipo? Pode ter certeza que ela é sim, e MUITO. Ela é muito gostosa, dude. Ai se eu pego ela de jeito. – Mordeu o lábio observando as pernas da garota.
estava a ponto de socar a cara dele, então preferiu afastar-se dali.
-Eu vou beber alguma coisa. – Levantou-se e foi para a cozinha.
havia pegado alguns jogos que tinham no porão e deixou as crianças lá jogando enquanto conversava com .
-, o não para de olhar pra você. – comentou tentando ser discreta, mas olhava diretamente para o garoto.
- Pára de falar besteira, .
- Mas é sério, . Hoje quando você foi falar com o na cozinha, ele não parava de falar em você, acho que ele está apaixonado. – Disse com os olhos brilhando.
- Menos, BEM menos . Vou beber alguma coisa. – Deixou lá sorrindo, e foi para a cozinha. Pegou um copo e dirigiu-se para o quintal, não estava com paciência para ouvir as teorias de .
- VOCÊ QUER DESCER LOGO DAÍ? –Viu se irritar com um dos primos, que estava em cima de uma estante ali fora.
- Sai, , eu não vou descer. – O garotinho falava enrolado, devia ter no máximo quatro anos, e atirava objetos na direção de .
- Vem aqui vem? Você pode se machucar amor. – falou num tom materno, e o garoto desceu no mesmo instante. O pegou no colo e acariciou a cabecinha dele.
-Você não pode subir nos móveis, amorzinho, é muito perigoso. Promete não fazer de novo?
- Prometo, . – Disse sincero.
- Agora vai lá brincar com os outros, porque eles estão perguntando por você. – Deu um beijo estalado na bochecha dele e o colou no chão, que saiu correndo para dentro de casa.
- Você não tem jeito com crianças né? – sorriu olhando para .
- Pois é. – Disse secamente sem a olhar nos olhos.
Aproximou-se dele, e envolveu seu pescoço com os braços, logo passou seus braços em volta da cintura dela, não conseguia resistir quando ela estava tão próxima, mesmo estando chateado.
- Me perdoa? – perguntou esfregando seu nariz ao dele. não respondeu. lhe deu um selinho. – Me perdoa? – Tornou a perguntar, e ele continuava sem expressão.
começou a roçar seus lábios nos dele, fechou os olhos ao sentir a garota morder seu lábio. Aquilo era demais para ele, num movimento rápido puxou o rosto dela para frente e selou seus lábios a apertando mais contra si. E ainda com os lábios colados, fechou a porta que dava para a cozinha, a encostou na parede ao lado da porta, e continuou a beijando com vontade. passava o salto do sapato na perna dele, que se arrepiava ao sentir aquilo o arranhando. Desceu as mãos para a barra da saia dela, e apertou suas coxas pela parte de trás, fazendo a garota gemer abafado dentro de sua boca.
Ao se afastarem, o olhou nos olhos e encostou sua testa à dele.
- , você quer mesmo que eu termine isso tudo? – Perguntou num tom triste. a abraçou mais forte.
- Depois desse beijo você ainda acha que eu falei aquilo sério?
- Não sei, . Eu fiquei muito mal com aquilo que você disse. E quero que você seja sincero comigo, porque se você quiser acabar logo com isso, pode falar, eu agüento, mas, por favor, não mente pra mim ok? –Seus olhos se enchiam de lágrimas assim como os de .
- , me perdoa minha linda. Eu sei que sou um idiota e SEMPRE falo besteiras quando estou nervoso, mas saiba que eu NUNCA falaria aquilo em sã consciência. Eu te amo demais, e não sei o que faria se você acabasse isso que nós temos.
- Então me promete que não vai mais se estressar por coisas tão bobas? Porque não sei até onde eu posso agüentar, .
- Prometo, . Prometo que vou tentar segurar esse ciúme que toma conta do meu corpo. Eu nunca fui assim dude, só sou com você, não consigo me entender, e isso me irrita profundamente.
- Eu acho muito fofo você sentir ciúmes, , isso é uma prova de amor entende? Mas tudo tem um limite.
- Eu sei, pequena. Prometo que vou mudar. Você me perdoa?
- Não sei, vou ter que pensar no seu caso. –Fez uma cara pensativa, mas logo voltou a sorrir. – Claro que perdôo seu bobo.
sorriu e a prensou forte contra seu corpo e a parede. Ficaram abraçados por um bom tempo, apenas sentindo a respiração um do outro.
- , acho melhor a gente entrar, já devem estar sentindo nosso falta.
- É, o deve estar sentindo a SUA falta.
- Não começa, . – Falou séria o encarando.
- Tô brincando, linda. – Sorriu. – Mas entra você primeiro, depois eu vou.
- Tá. – não acreditou firmemente que aquilo foi uma ‘brincadeira’, mas preferiu manter-se calada. Caminhou para o lado, mas ele a puxou de volta.
- Vai embora sem se despedir?
- Besta. –Sorriu eu se aproximou, passou a língua nos lábios de , e ele a mordeu levemente.
pressionou seu rosto contra o dele, fazendo suas línguas se encontrarem de novo.
tentava ir além dos beijos, mas o impedia, pegou as mãos dele, que faziam questão de deslizar por suas pernas, e as colocou em sua cintura.
mordeu o lábio inferior dela e o puxou levemente, fazendo-a inclinar a cabeça um pouco pra trás.
- Chega, . – O empurrou um pouco para trás.
- Ah, ! – Se queixou. – Vamos ali do lado, ninguém vai nos ver lá.
- Você é muito safado, amor. Você só pensa nisso?
- Na verdade eu só penso em você. – Aproximou-se e mordeu a orelha da garota.
- Não faz isso comigo, . Assim eu não resisto. – Mordeu o lábio ao sentir ele passa a língua levemente em sua orelha.
- E quem disse que é pra você resistir? – Sussurrava fazendo a garota se arrepiar inteira.
- TÁ, CHEGA. – O empurrou e saiu dos braços dele rapidamente, sabia que se passassem mais um segundo ali não resistiria aos encantos dele.
- MALVADA. – fez bico ao vê-la abrir a porta. piscou e mandou um beijo enquanto entrava em casa.
Enquanto, recuperava suas energias no quintal, brincava com as crianças. Sentou-se no chão, e se assustou ao ver aquele garotinho da estante pular em seu colo.
- Pra você. – Disse tímido entregando um desenho de uma flor para ela.
- Que lindo! Foi você que fez? – Perguntou sorrindo e o garotinho afirmou com a cabeça. deu um beijo na bochecha dele, que corou na hora.
- Qual o seu nome, lindo?
- Damian.
- Damian? Que nome lindo.
- Brigado. – Sorriu levemente e escondeu o rosto nas mãozinhas.
estava achando aquilo a coisa mais fofa do mundo. Viu entrar na sala, ainda meio atordoado, e sentar-se numa poltrona.
- Você é primo do ? – perguntou para o menino.
- Sou, mas eu não gosto dele. – Cruzou os braços emburrado.
- Por que não?
- Porque ele é malvado comigo.
gargalhou.
- Ele é malvado com todo mundo. Mas vamos nos vingar dele?
- VAMOS.
- Então vai lá e dá um tapa na cabeça dele.
Damian se levantou e foi caminhando lentamente até onde estava, se posicionou atrás da poltrona e bateu na cabeça dele, que levou um tremendo susto.
- Muleque folgado. – se levantou irritado e pegou Damian no colo com brutalidade.
se assustou e correu até onde eles estavam.
- Põe ele no chão, . – pediu e ele fez o que ela mandou. Damian correu e abraçou a perna da garota.
se abaixou e abraçou o garotinho. - Eu falei que ele é malvado comigo, . –A abraçava forte.
- seu monstro, olha o que você fez com ele.
- Mas ele me bateu, .
- Você tem quase cinco vezes a idade dele, podia se portar como tal, não acha? Pede desculpas pra ele.
- Eu não. – cruzou os braços.
- Vai, , pede.
bufou.
- Desculpa Damian.
- Você o desculpa Damian? – se virou para ele. O garotinho concordou com a cabeça. – Viu, ? Você deveria se espelhar nele.
- ? – Damian a chamou.
- Fala amorzinho.
notou que o pequeno estava tímido.
- Que ser minha namorada? –Perguntou e escondeu o rosto nas mãos.
- AHH QUE FOFO. Claro que quero Damian.
revirou os olhos.
- EBA. – O garotinho saiu pulando pela sala.
sorriu e se aproximou.
- Até meu primo de quatro anos é meu concorrente agora?
- HAHAHA. Ah não né, ? Ter ciúmes dele já é demais.
- Eu não gosto desse garoto.
- Pára de birra, . – ria da reação dele, cruzou os braços.
- Dude, você não tem idéia da vontade que eu estou de te agarrar agora.
- HAHAHA. Vai ficar na vontade amor. – Passou ao seu lado e deu dois tapinhas no ombro dele, indo para a cozinha em seguida.
Assim que chegou lá, Damian a abraçou.
- , a agora é minha namorada. – Falou para a prima que olhou rindo para .
- Sério? Escolheu mal, hein Damian?
- Não fala assim dela. – Fechou a cara ao ouvir o comentário.
- É, não fala assim de mim. – fez bico.
Ficaram ali conversando sobre besteiras, enquanto Damian fazia dezenas de desenhos para a nova ‘namorada’.
- filha, me ajuda aqui. – Ouviram chamá-la.
- Tudo eu, tudo eu. Já volto . – foi resmungando até onde estava e ria da cara da amiga. Viu passar por ali e apontar para o banheiro com a cabeça.
piscou para ele e se levantou.
- Damian, eu vou ao banheiro um minutinho, quando eu voltar quero ver os desenhos, ok?
- Ok, . – Sorriu. passou a mão na cabeça dele, e se dirigiu para onde havia indicado.
Caminhava distraidamente até o banheiro, quando sentiu aluem a puxar para baixo da escada.
- Que susto amor. – disse com a mão no coração.
- Desculpa, mas é que eu PRECISO de você. – começou a beijar o pescoço dela. - , vamos para algum lugar mais escondido, qualquer um pode nos ver aqui. – Tentava afastá-lo, mas ele continuava onde estava.
- Relaxa, , aqui está escuro demais pra alguém enxergar alguma coisa.
ia falar alguma coisa, mas foi impedida de raciocinar, ao senti-lo arranhar a parte de dentro de suas coxas.
- Ai, . – Disse gemendo, fazendo delirar.
- , não fala meu nome desse jeito que eu fico louco. – Mordeu forte o pescoço dela.
- . – Repetiu no mesmo tom de voz, fazendo o garoto segurar a perna dela com força, e levantá-la levemente.
- Fala de novo. – sussurrou, levantando a saia dela.
- . – Gemeu na orelha dele, o fazendo apertar sua perna com brutalidade. - ... ... ... – Os dois ouviam uma voz chamando a garota ao longe, mas estavam tão concentrados um no outro, que achavam que estivessem delirando.
Damian chegou até onde eles estavam, e se assustou, mas por ser muito inocente, não se deu conta do que se passava embaixo da escada, empurrou com certa dificuldade para longe de e entregou um desenho para ela. A garota pegou, estava com a respiração extremamente rápida e descompassada, sua roupa estava toda amassada e seus cabelos estavam totalmente bagunçados, o mesmo estado se aplicava a , que tinha um olhar de ódio virado pra o garotinho sorridente.
- Bri-brigada Damian. – gaguejava, tinha levado um susto muito grande, não se recuperou totalmente.
- Do que vocês estavam brincado? Eu quero brincar também. – Damian disse pulando alegremente.
e se entreolharam.
- É brincadeira de gente grande Damian, você não tem idade pra isso. – disse e deu um pedala de leve no menino.
- Mas... mas eu quero brincar disso com a . – Os olhos do menino começavam a se encher de lágrimas.
- Mas NÃO VAI. Agora sai daqui. – falou grosseiramente, e o menininho saiu correndo e chorando.
- , que maldade cara. – se irritou com a atitude dele, e tentou sair, mas ele a segurou.
- Onde você pensa que vai?
- Vou ver como ele está depois dessa sua crueldade.
- Não vai não senhora.
- , me solta. Eu estou assustada com a sua atitude, depois a gente conversa.
- Ah eu te assusto? – a segurava e ao mesmo tempo a empurrava para baixo da escada.
- Sai, , eu já estou irritada, não piora as coisas.
- Tudo bem, isso deixa as coisas mais excitantes. – Finalmente a encostou na parede, abriu as pernas da garota com as mãos e se posicionou entre elas. Passou a massagear a perna dela com a ponta dos dedos, fazendo inclinar a cabeça para trás, a encostando na parede.
- Por que você faz isso comigo, hein ? – falava pausadamente.
- Porque eu te amo porra. – Sorriu e a empurrou ainda mais contra a parede, fazendo ela soltar um pequeno gemido.
- , não faz isso. A gente não pode fazer barulho.
- Desculpa amor, mas é que você me deixa... assim entende? Mas relaxa que qualquer coisa eu seguro a sua boca. – Piscou e puxou a saia dela para baixo enquanto ela abria o zíper da calça dele. Sorriram ao sentirem-se completamente unidos (N/A: han, vocês entenderam certo? jauduahduahud), e quando começava a fazer sons muito altos, a beijava. Assim que terminaram, abraçou com força.
- Eu te amo tanto, . –Sussurrou no ouvido dele, que se arrepiou.
Puxou o rosto dela para trás e a olhou nos olhos.
- Eu não te amo, . – arregalou os olhos e uma pontada acertou seu coração. – O que eu sinto por você já deixou de ser amor há muito tempo, agora é algo muito mais forte, algo que eu não consigo nomear, algo que eu nunca pensei que pudesse sentir por alguém. Eu já desisti de tentar entender esse sentimento, só sei que ele me faz a pessoa mais feliz do mundo, ele faz meu mundo ficar completo, não preciso de mais nada, a não ser você. Não sei como isso cresceu tão depressa, mas eu não consigo mentir para mim mesmo, eu PRECISO de você 25 horas por dia, eu preciso ter você nos meus braços toda vez que eu respirar. Eu não sei como nem a quem agradecer por você ter aparecido na minha vida, só sei que agora eu descobri o que é ter uma vida feliz de verdade.
Os olhos da garota se encheram de lágrimas e abriu um sorriso encantador.
- , eu não sei como retribuir essas palavras tão lindas. Mas eu queria que você soubesse que eu nunca me senti tão feliz e completa na minha vida. Você é o único que consegue fazer meu mundo fazer sentido, o único que consegue mexer com todos os meus nervos com apenas um olhar, o único que faz a palavra amor ter valor real pra mim. Você é e sempre será o único homem que eu posso dizer com clareza que amo. Não sei como você consegue me aturar com todos esses meus defeitos. Não sei como agradecer por você ser tão paciente com esse meu problema de querer manter nossa relação escondida.
- Me agradece ficando comigo pra sempre?
sorriu e o beijou.
a apertou contra si, sentindo aquele perfume que tomava conta de seus pensamentos desde a primeira vez que o sentiu. Ouviram alguém subir as escadas pisando forte, o que fez os dois se afastarem.
- Acho melhor a gente ir agora, .
- É tem razão amor. Quem sai primeiro?
- Ah, sai você. Juro que estou com medo. – fez uma cara de pânico, e gargalhou.
- Ok. Me dá um beijo antes? –Se aproximou e deu um selinho rápido nele. –Só isso?
- Ainda quer mais, ? Chega, vai logo. –O empurrou para frente, e ele sorrindo saiu dali arrumando as roupas.
- Dude, onde você estava? Te procurei pela casa toda. – Assim que colocou os pés para fora chegou gritando.
- Ahn... Eu tava por aí, . Mas o que você quer comigo? – Tentava ir para frente, para poder sair debaixo da escada, mas se mantinha parado.
- Eu queria pedir sua opinião sobre um assunto. – Parecia envergonhado.
- Qual assunto?
- Tipo, eu acho que estou gostando da . – se espantou e arregalou os olhos. – É eu sei , eu mal a conheço, mas o jeito dela me encanta entende? E, queria saber se você acha que eu devo tentar me aproximar dela.
Ao ouvir isso bateu a mão na testa.
- Que barulho foi esse? – perguntou, tentando olhar para baixo da escada, mas entrou na frente.
- Ah, não foi nada , mas então sobre a , – Ao ouvir esse nome, se desligou completamente da escada e prestou atenção ao que ia falar. – acho que você devia procurar outra pessoa, o que você sente não é nada concreto , não se iluda. Sem contar que ela é completamente pirada, se você passasse um dia ao lado dela você entenderia do que eu estou falando. – terminou a frase já imaginando os tapas que levaria mais tarde.
- Sério? – parecia confuso.
- Seríssimo, acho que você deveria dar uma chance para aquela garota da rádio que daria a vida pra você. Qual o nome dela mesmo? – passou o braço em volta do ombro do amigo e foi o guiando para a sala. saiu de baixo da escada e subiu para seu quarto, muitos convidados já tinham ido embora, então não se importariam se ela não estivesse presente.
Passou um tempo observando o teto, até ouvir alguém bater na porta.
- ? – colocou a cabeça pra dentro do quarto.
- Oi tia, entra. – Sorriu.
- Você estava dormindo? Não queria te acordar, mas o Damian está chorando lá embaixo e disse que só vai embora depois que dar tchau pra você.
- Ai que fofo ele. Não estava dormindo não, só estava pensando. – Disse se levantando da cama e caminhando para fora do quarto junto a .
Ao chegar à sala Damian pulou em , que se abaixou e abraçou o pequeno sorrindo.
- Você tava chorando, amor? – Passava a mão na cabeça dele, todos na sala observavam a cena, e se impressionavam com o jeito que a garota tinha com crianças.
- Não. – Damian respondeu tímido.
- Ah não é? Então por que seu rostinho está molhado? – Cutucou a barriga dele, fazendo-o rir.
- Po-porque, o me bateu. – Damian disse num tom, no qual ficou óbvia sua mentira, mas sorriu.
- O é um mau-criado mesmo, não liga pra ele ok? – Damian afirmou com a cabeça.
- Damian, vamos agora? – A mãe dele o chamou.
- NÃO! –Gritou e apertou o pescoço de .
- Amorzinho, você tem que ir agora. Mas promete que volta pra me visitar?
- Prometo. –Soltou-se dela e limpou as lágrimas.
se levantou e Damian correu para a direção da mãe.
Minutos depois, a casa já estava vazia, e apenas permanecia lá. Estavam todos na sala, menos .
- Vamos fazer alguma coisa? – propôs.
- Tipo o que? – perguntou se ajeitando no sofá.
- Sei lá. Tipo ‘verdade ou desafio’.
- AH ADORO ESSE JOGO. – disse extremamente animada.
- Não grita . – fingiu se irritar e tampou os ouvidos.
- Se eu fosse você eu me preocuparia com as SUAS cordas vocais ok? – Piscou.
- Ok, não comecem. Vai pegar uma garrafa lá na cozinha . – pediu e foi para a cozinha, segundos depois voltava sorridente para a sala.
Fizeram uma roda e rodou a garrafa, o fundo ficou em e a boa nela mesma.
- Verdade ou desafio ?
- Ahn... Verdade.
- Ah, que bicha! – resmungou. –Olha, só vale pedir uma vez verdade ok? Senão fica sem graça.
- Ok, , como você quiser. – comentou.
- Tá. Bom, é verdade que quando você era pequeno você era apaixonado pela tia da cantina?
- Ahn... – enrolava.
- Não vale mentir, .
- Tá, tá. Sim é verdade. – Falou e todos começaram a gargalhar.
- Dude, pela moça da cantina? Que fim de feira, . – tirou sarro da cara dele. fechou a cara.
- Tá chega gente. gira a garrafa. – se pronunciou ao ver que estava se irritando com .
Foram girando e fazendo perguntas, até todos já terem pedido pelo menos uma vez verdade, agora era a hora dos desafios.
girou a garrafa o desafio era de para .
- Ahn... Eu desafio você a beijar a , mas não selinho, um beijo BEIJO. – arregalou os olhos e sentiu um frio tomar conta de seu estômago, ficou sem reação.
- , o desafio é pra ELE, não me inclua nessa. – cruzou os braços.
- Não enche, , não é você que adora esse jogo? Devia saber que não existem regras para o desafio.
- Mas...
- Mas nada, . Vai , cumpre o desafio.
sem falar nada, levantou-se e estendeu a mão para se levantar também. Passou a mão pelos cabelos dela, e a repousou em sua nuca.
olhou para as próprias mãos ao ver passar a mão na cintura de e a puxar para perto.
A garota fechou os olhos ao sentir a respiração dele tão perto de seu rosto, não estava acostumada a beijá-lo em público e fazer isso agora a deixou extremamente aflita. sorriu ao encostar sua língua na dela, e ela que se mantinha imóvel até o momento, finalmente colocou as mãos na cintura dele ao senti-lo puxar seu corpo para mais perto. Desligaram-se do mundo, era como se estivessem sozinhos naquela sala enorme.
- Tá, chega vocês dois. – disse, mas os dois não se separaram, continuaram no mesmo clima que estavam.
levantou nervoso e separou os dois com brutalidade.
- Qual parte do CHEGA vocês não entenderam? – Disse irritado.
e o olharam assustados.
- Ahn... Eu... – como sempre gagueja quando fica nervoso.
- É que o não me soltava cara. – sentou-se, fingindo estar irritada.
- Eu, né ? Você que gamou no meu beijo. – também se sentou, falando num tom superior.
- HAHAHA. Por favor, , me poupe. Mantém essa boca longe da minha, assim evitamos problemas, ok?
- Chega! – comentou rindo da briga. –Você se amam, cara.
Os dois a olharam com expressões assustadas e ela riu ainda mais.
- Mas enfim, quem gira a garrafa?
a girou, e foi a vez de ser desafiada por ela.
- Bom , já que você foi MUITO sacana comigo, vou ser com você também. – sorriu maliciosa, e quase saiu correndo. – Você vai ter que ligar pro Greg e pedir ele em namoro.
- O QUE? NEM PENSE NISSO. VOCÊ SABE QUE EU SOU TÍMIDA.
- Exatamente por isso.
- Eu não vou fazer isso, . O que você faz é maldade. – cruzou os braços emburrada.
- Ah maldade? E como você define me fazer beijar esse traste? – Apontou para , e riu.
- Dane-se! Eu não vou ligar pro Greg, não MESMO.
- , esse é o jogo, se você não cumprir seu desafio, eu vou propor um pior. E você sabe que eu sou capaz de criar um MUITO pior, então te aconselho a aceitar esse.
- Você vai pro inferno, . – se levantou e caminhou pisando forte até onde seu celular estava.
- Relaxa, que eu te espero por lá. – Piscou.
pegou o celular e voltou para o seu lugar.
- Ai, mas olha que pena, eu não tenho o telefone dele.
- AHAN! Dá esse celular aqui. – pegou o celular das mãos dela e em menos de dois segundos encontrou o nome do rapaz. –Pronto, tá chamando. – Entregou o telefone para , que o pegou tremendo. Esperou dar dois toque e desligou.
- Ele não está em casa.
- , nem chegou a tocar. É sério, você que aceitou brincar disso, agora tem que cumprir seu papel. Disca de novo, e deixa no viva-voz. –Se deu por vencida e dessa vez esperou Greg atender.
-Alô?
- O-oi Greg, é a . Tudo bom?
-Oi amor! Estou melhor agora, ouvir sua voz sempre me faz bem.
- AI QUE FOFO. – não conseguiu se segurar.
- O que foi isso?
-Ah, é a assistindo um filme aqui, ela é retardada, não se assuste.
- HAHAHA, ok. Mas então, ligou por algum motivo específico ou só queria ouvir minha voz?
- Eu... eu... eu... –Olhou para , que mexeu os lábios dizendo ‘Pede Logo!’. –Você... Você...
- está tudo bem?
- Vocêquernamorarcomigo? –Falou tudo de uma vez, fazendo os três na sala quase se matarem de rir.
- Eu ouvi direito, ou estou sonhando?
- A-acho que você ouviu certo. – só não estava mais vermelha por falta de espaço.
- Cara, que vergonha, eu estava planejando um encontro romântico para te pedir isso. Sou muito lerdo mesmo. Mas É CLARO QUE EU QUERO.
- Sério? – Os olhos de se encheram de lágrimas.
- Sim amor, é tudo que eu mais quero.
- Eu te amo Greg.
- Eu também te amo .
Ficaram nesse romance por algum tempo, até que finalmente desligaram.
- Podemos continuar com o jogo agora? – perguntou nervoso.
- CLARO QUE PODEMOS. – disse empolgada, estava nas nuvens.
girou a garrafa, e foi a vez de desafiar .
- Ah não. Por que eu de novo? –Fez bico.
- , não reclama! Vai , qual o desafio pra ela? Seja bem cruel. – fez um sorriso maldoso.
- Nossa, , eu te ajudo nesse seu rolo com o Greg e assim que você me agradece?
- , digamos que sua intenção não foi uma das melhores ao me fazer ligar pra ele, então não reclama. Vai , qual o desafio?
- Bom, já que você já beijou o , – gelou ao ouvir essas palavras, e um medo dominou seu corpo ao pensar no desafio de . – Não teria problemas em me beijar, certo?
O ódio que sentiu ao ouvir o amigo pronunciar essas palavras, era indescritível.
ficou sem reação, como diria que não podia beijá-lo sendo que há minutos atrás beijou seu maior ‘inimigo’?
- ... eu... é que... – Pela primeira vez, a garota estava sem palavras, não conseguiu pensar em uma desculpa plausível. –É, acho que não tem problema nisso, afinal, é um jogo certo?
- Exatamente! – disse extremamente animado, levantou e sentou-se ao lado da garota.
olhou para , e reparou que ele estava muito irritado e que olhava para a janela, não sabia que atitude tomar, não sabia como agir, sentiu passar uma mão em sua perna, e com a outra, puxou o rosto dela, fazendo-a o encarar. Começou a aproximar seu rosto do dela, e ela se mantinha imóvel. Sentiu os lábios dele encostarem nos seus, e fechou os olhos. Manteve a boca fechada, mas fez uma leve pressão para que ela abrisse os lábios, e acabou cedendo. O beijou um pouco e tentou se afastar, mas ele a segurou pela nuca dando continuidade ao beijo.
estava se sentindo muito desconfortável, e depois de alguns segundos o empurrou com uma ligeira força.
olhou para ela sorrindo, que retribuiu, e ao olhar em sua volta, reparou que não estava mais ali.
- Cadê o ? – não conseguia pensar em outra coisa, a não ser na culpa que estava sentindo.
- Ele foi pra cozinha acho. – comentou.
- Bom, acho que essa brincadeira já deu né? – disse, e sentiu-se envergonhada ao olhar para e perceber que ele a olhava com um sorriso enorme nos lábios.
- É, também acho, ! Eu marquei de sair com o Greg, preciso me arrumar. – abriu um sorriso do tamanho do mundo ao lembrar-se do mais novo namorado. – Vou tomar banho gente. Você vai estar aqui quando eu voltar ?
- Acho que não, , o Fletch quer que eu ajude ele com algumas coisas, e eu já estou atrasado.
- Ah, que pena. Vê se volta mais vezes ok? – disse se despedindo dele.
- Ok, , pode ter certeza que eu volto. –Olhou para .
subiu as escadas deixando os dois a sós.
- Eu... Eu vou subir também, , tenho que arrumar meu armário. –Usou o primeiro argumento que lhe veio à cabeça. – Se levantou.
- Espera, ! – se levantou e a segurou pelo braço, observava tudo da cozinha, e num momento de raiva apertou o copo que segurava com tanta força, que o mesmo se quebrou em suas mãos, fazendo alguns cortes no local, foi até a pia para limpar o sangue.
olhava para , esperando o que ele tinha para falar, nenhum dos dois pôde ouvir o barulho que fez.
se aproximou, e tentou beijá-la, mas ela o afastou empurrando levemente seu peito.
- , me perdoa, mas eu não posso fazer isso. – Abaixou a cabeça.
- Mas, aquele beijo me pareceu tão sincero, .
- Aquilo foi parte do jogo, , não me leve a mal, mas eu estou apaixonada por outra pessoa, e não quero mentir pra você.
- Eu entendo, . Me desculpe por isso, é que o seu jeito me cativou de uma tal forma, que eu não tenho controle sobre meus atos entende?
- Você é muito fofo, . – Passou a mão no rosto dele, e nesse momento chegou à porta da cozinha, e ao ver aquela cena, sentiu seu coração apertar, saiu dali e subiu as escadas, fazendo questão de esbarrar nos dois que estavam parados ali perto.
- Bom, eu vou indo, . – tentou falar com o amigo, mas o mesmo fingiu não escutar e continuou subindo as escadas. – O que deu nele?
- N-não sei, . – Na verdade sabia muito bem.
- Eu juro que não o entendo. Mas agora tenho que ir, depois nos falamos?
- Claro. Até outro dia então. – Se aproximou e deu um beijo no rosto dele.
-Até, .
Ao vê-lo sair pela porta da frente, correu até o quarto de , precisava conversar com ele.
- ? –Batia na porta, mas não obteve resposta. – , abre a porta, eu preciso falar com você.
Finalmente ouviu a porta ser destrancada, mas não aberta. Girou a maçaneta e viu caminhando até a varanda, de costas para ela. Fechou a porta atrás de si e o seguiu.
observava o além, enquanto procurava palavras para começar aquela conversa. Respirou fundo.
- , olha pra mim. – Puxou o rosto dele pelo queixo, e pôde notar nos olhos dele, que ele estava muito chateado.
- Fala. – Disse secamente cruzando os braços.
- Você vai ficar bravo comigo por causa disso?
- E você acha pouco ver você beijando outro cara?
- Poxa, , foi tudo parte do jogo. Eu NUNCA o beijaria, e você sabe muito bem disso. Por que você não pode levar isso numa boa?
- Fica meio complicado pra mim levar isso numa boa, sabendo que meu melhor amigo está apaixonado pela mesma garota que eu.
- , primeiramente, eu DUVIDO que ele esteja apaixonado por mim, afinal eu conheci ele há pouco tempo. E segundo eu amo VOCÊ, será que é difícil entender isso? – começou a se irritar, estava cansada de repetir isso pra ele, era como se ele nunca entendesse. Ele permaneceu em silêncio. – Sabe , às vezes eu acho que você faz esse tipo de ceninha de propósito, só pra gente discutir, mas quer saber? Cansei de tentar fazer você entender que eu te amo. Se você quiser levar isso a sério, ótimo, mas se quer continuar assim, eu não vou mais me esforçar para você confiar em mim, já te dei provas de que você não tem motivo para desconfiar de mim.
- QUE TIPO DE PROVAS? BEIJAR O NA MINHA FRENTE?
- Abaixa esse tom de voz, eu não sou surda. E o que você queira que eu fizesse? Que eu dissesse não?
- Era o MÍNIMO que você podia fazer.
- Claro, eu tinha acabado de TE beijar, sendo que para eles, nós nos odiamos, não seria estranho eu dizer ‘não’ para uma pessoa que eu nunca nem discuti?
- Mas e aquela ceninha que eu vi na frente da escada? Vai dizer que era parte do jogo também?
- Eu tinha acabado de falar que estava apaixonada por outra pessoa, , mas quer saber? Não agüento mais ter que ficar justificando cada passo que eu dou. Se você não vai acreditar no que eu falo, não tem porquê eu ficar aqui perdendo meu tempo. – disse com os olhos cheios de lágrimas, virou-se para sair e se manteve imóvel.
– Você me prometeu , prometeu que confiaria em mim.
percebeu que ela chorava, sentiu seu coração se despedaçar ao vê-la daquela forma, tentou se aproximar, mas ela saiu do quarto rapidamente.
passou a noite chorando, não sabia o que falar, muito menos o que pensar, estava se sentindo completamente confusa.
também não conseguiu dormir, sentia-se mal em fazer sofrer, mas não conseguia controlar seu ciúmes, ver sua garota beijar seu melhor amigo foi algo que ele não conseguirá esquecer tão cedo.
- , acorda a gente tem que ir pro colégio. – apareceu no quarto da amiga com um sorriso gigantesco.
- Já vou, . –Disse secamente, saiu do quarto saltitando, e agradeceu por ela não ter notado seus olhos inchados. Lavou o rosto, mas não conseguia conter as lágrimas. –, pára de chorar pelo amor de Deus. – Falou caminhando até o closet. Pegou uma roupa qualquer a vestindo, e voltou a se deitar na cama, respirava fundo tentando se acalmar.
- , CARAMBA A GENTE VAI SE ATRASAR, LEVANTA LOGO DAÍ. – mais uma vez apareceu por lá. fez o que ela pediu e saiu do quarto andando lentamente. Olhou para o quarto em frente, e o mesmo estava muito escuro, então não conseguiu enxergar nada.
estava deitado em sua cama, observando o teto com os olhos marejados, e quando viu a imagem de passar triste pela porta, uma lágrima finalmente escorreu por seu rosto, não sabia se estava agindo certo, estava confuso, a única coisa que sabia era que ver daquela forma o machucou demais.
- Ah até que enfim se levantou, ein ? – disse ao ver a amiga entrar na cozinha.
- Desculpa, , mas mal dormi essa noite.
- Você está bem, ?
- Mais ou menos. –Tentou sorrir, mas foi em vão.
- O que você tem amor? – se preocupou.
- Nada não, , não precisa se preocupar comigo ok? É só uma dorzinha de cabeça.
- Tem certeza? Seus olhos estão inchados.
- Tenho sim.
- O que vai querer comer, ? – perguntou se aproximando com um bule de café nas mãos.
- Nada não, ... Eu estou sem fome. –Sentiu seu estômago embrulhar ao sentir aquele cheiro.
- , você está pálida. Não quer ficar em casa hoje? – passou a mão na cabeça dela.
- Não, Tia, obrigada, mas não posso, hoje é sexta e amanhã já é a apresentação, precisamos ensaiar, e isso me lembra que eu vou voltar muito tarde, então não se preocupe, ok?
- Você não está em condições, , eles se viram sem você.
- , eu preciso estar lá, mas caso eu fique muito mal eu volto, prometo.
- Ok, então. Vamos?
-Vamos.
Saíram de casa, e andava rapidamente, queria encontrar o namorado o mais rápido possível, puxava pelo braço.
- amor, pode ir, eu vou um pouco mais devagar, não quero entrar na primeira aula.
- Tem certeza amor?
- Tenho, pode ir. –Sorriu levemente.
- Ok então, mas se precisar de mim grita que eu volto correndo. – Disse e saiu correndo, fazendo sorrir.
Vagava pelas ruas lentamente, e fazia caminhos alternativos para chega o mais atrasada possível. Ao chegar no colégio decidiu que não entraria em nenhuma das aulas, não conseguiria prestar atenção em nada, então se dirigiu para os fundos do colégio. Sentou-se embaixo de uma árvore e ficou ali, rabiscando um papel durante todo o período de aulas. Ouviu o último sinal tocar e se levantou. Caminhava pelos corredores e as pessoas a cumprimentavam e se preocupavam ao vê-la naquele estado, ela dizia para todos que era uma gripe forte que havia a pegado. Chegou no auditório e encontrou a turma de dança a esperando.
- ! Onde você estava? Não foi em nenhuma das aulas, estávamos com medo de você não vir ao ensaio. – Ashley chegou gritando ao ver a garota entrar.
- Relaxa amor. Vamos começar?
Todos se posicionaram e ligou o som. Todos dançavam animados, menos ela que estava com a cabeça longe. Acabou errando um dos passos que fazia com Derek (um dos dançarinos), e caiu no chão junto com ele.
- Derek, me desculpe você está bem?
- Eu estou, . Você que parece estar em outro mundo.
- Eu sei. Vocês podem continuar sem mim por alguns minutos? Preciso tomar um ar.
- Claro, você quer que eu vá com você? – Derek se ofereceu.
- Obrigada amor, mas eu preciso ficar sozinha. Já volto, ok?
- Ok. – Todos falaram em coro, estavam muito preocupados, nunca tinham a vista daquele jeito.
Assim que passou pela porta, lágrimas começaram a escorrer por seu rosto. Andava lentamente tentando respirar o mais lentamente possível, estava tão distraída que acabou trombando com alguém.
- Desculpa, eu não te vi. – Olhou para cima e viu que era John, sem nem dar tempo dele responder, o abraçou com força.
- , o que aconteceu? Por que você está chorando? Fala comigo, amor. – Alisava os cabelos dela, tentando acalmá-la.
- Ai John... Não agüento mais ficar guardando isso comigo... PRECISO contar para alguém. Você pode me ouvir? – Falava entre soluços.
- Claro que posso, amor.
o puxou pela mão e o levou até uma escada que estava vazia. Respirou fundo e olhou para John, que passou a mão em seu rosto.
- , você sabe que pode confiar em mim, não sabe?
- Claro que eu sei amor, por isso mesmo que eu estou aqui, você é a pessoa que eu mais confio nessa escola. – Respirou fundo. – Bom, vou te contar TUDO. Sabe o ?
- Sei, aquele maldito que só briga com você. –Fez um olhar de ódio. – O que ele te fez agora? Se ele te machucou me fala que eu acabo com ele.
- Não amor, ele não me machucou, pelo menos não fisicamente. –John ficou com a maior cara de dúvida do século. – Eu... Eu estou apaixonada por ele.
- O QUE? – John se assustou, aquela era a última coisa que ele esperava ouvir.
- Eu sei que é estranho John, eu NUNCA imaginei que me apaixonaria por alguém como ele, mas simplesmente aconteceu. E nós estamos ficando há um tempo já, e acho que estou me envolvendo demais. – Abaixou a cabeça e voltou a chorar.
- Mas o que aconteceu para você ficar assim tão pra baixo?
- É que ele é muito ciumento entende? E eu já tentei explicar pra ele que eu amo demais, e que nunca o trairia, porque por ele sim eu sou completamente apaixonada, nunca senti nada parecido por outro garoto. A gente já brigou demais por esses ciúmes dele, e ele tinha me prometido que se controlaria, mas ontem... Ontem eu percebi que ele não vai mudar, e que ele nem faz questão disso, eu fico feito uma idiota me desculpando toda vez que ele faz isso. Acho que eu estou apaixonada demais, e ele não, eu coloquei muita fé nesse relacionamento, mas agora não sei o que pensar, não sei se ele está brincando com meus sentimentos. Estou muito confusa, tenho medo de estar me entregando demais entende? O que eu faço, John?
John se aproximou e a abraçou, a garota tremia e soluçava.
- , amor. Não fica assim sem falar com ele antes. Tenta tirar essa história a limpo e uma vez por todas. Mas não sofra por antecipação, isso só vai te machucar. Pergunta pra ele o que ele sente.
- Mas ele já disse que me ama, e eu acho que esse ciúme é prova disso, mas... Não sei, ontem ele foi tão grosso. Ele tem dupla personalidade, dude. –Parou e riu do próprio pensamento.
- Ai , você é doida, uma hora chora e outra ri. Só sei que detesto te ver triste, então, antes de se martirizar pensando nessa possibilidade dele estar brincando com você, conversa com ele.
- Eu te amo tanto, John. Você é o único que eu sei que posso confiar em qualquer momento. – Disse abraçando o rapaz.
- Ai amor, você sabe que pode contar comigo pra tudo. Vou sempre te proteger.
Ficaram ali abraçados por um tempo, já estava muito mais calma.
- John, vou lá ensaiar com o pessoal, eles devem estar preocupados. Amanhã você vem ver a apresentação, né?
- Claro, , não perderia a apresentação da minha linda por nada nesse mundo. – Disse sorrindo e beijando a testa dela.
- EBA! Vou indo, TE AMO JOHN. – Saiu saltitando, o que deixou John aliviado, vê-la triste o entristecia também.
Assim que chegou ao auditório e todos dançavam empolgados, sorriu, ver que eles estavam realmente empenhados nisso a deixou muito realizada.
- Voltei amores. Me desculpem por aquilo tudo. Prometo me concentrar agora.
Passaram a tarde e a noite inteira ensaiando. À meia noite estavam exaustos.
- Acho que chega por hoje né? – Ashley se manifestou deitando no chão.
- Tem razão Ashley! Bom pessoas, descansem MUITO bem essa noite, não façam nada que eu não faria, e amanhã nos encontramos aqui ás 15h ok?
- Ok, ! – Todos disseram empolgados.
Se despediram e foram embora realizados, estavam muito satisfeitos com a coreografia, e muito orgulhosos de si mesmos.
chegou em casa e encontrou babando no sofá. Se aproximou e cutucou a amiga.
- ? Vai dormir na sua cama.
- Aunsanrehsangaz. – sonambulava, o que fez gargalhar.
- Você parece uma bêbada de esquina cara. Vem, eu te ajudo a subir. – Puxou a amiga pelo braço e fez ela se apoiar em seus ombros. Subiu as escadas com certa dificuldade, e caminhava pelo corredor com praticamente em cima dela. A garota ia falando palavras impronunciáveis, e ria mais a cada minuto. Ouviu bater a porta de seu quarto com força, sentiu uma leve tristeza, mas preferiu não fazer nada, se ele escolheu se manter longe, ela não faria questão de se aproximar, mesmo que isso a matasse por dentro.
Deixou deitada na cama e foi para seu quarto, deitou-se na cama e ficou pensando em tudo, acabou adormecendo.
no quarto em frente esperava por uma atitude da garota, podia jurar que ela viria conversar com ele depois do que ele havia feito, pelo menos para tirar a história a limpo, mas não, a porta mantinha-se em silêncio. Depois de muito tempo esperando, caminhou até a porta e a abriu lentamente, olhou para o quarto dela e a viu dormindo profundamente, uma culpa tomou conta de seu corpo.
- Dude, como eu sou idiota! Por que eu sempre faço essas merdas com a cabeça quente e depois me arrependo? – Bateu a mão na testa. – Mas eu vou mudar , vou mudar por você. – Adentrou no quarto e também acabou dormindo em poucos minutos.


*Capítulo 22*
- ? , querida acorda. – sacudia a garota que babava no travesseiro.
- Ahn? Oi, . – Disse tentando abrir os olhos e falando enrolado.
- Querida, já passa das duas e meia, você não tem que ir para o colégio? – Ao terminar a frase, viu a garota pular da cama.
-DUAS E MEIA SAM? AI DEUS, ESTOU MUITO ATRASADA. – Abriu o closet e pegou a roupa da apresentação, que estava dentro de uma capa protetora, e saiu correndo de pijamas mesmo para fora do quarto.
- , VOCÊ NÃO VAI SE TROCAR? – gritou da porta.
- NÃO DÁ TEMPO TIA, VEJO VOCÊS LÁ! BEIJOS. – Gritou do corredor e desceu as escadas correndo.
estava deitado no sofá e viu a garota passar de pijamas pela sala e sair afobada pela porta.
- Onde essa doida pensa que vai assim? – Se levantou e foi até a janela, viu garotos assobiando para ela, o que deixou extremamente irritado.
não se importava com os olhares de reprovação que recebia das pessoas, precisava chegar logo ao colégio.
Chegando lá encontrou seus amigos no camarim do auditório, e assim que olharam para ela começaram a gargalhar.
-É eu sei, eu estou de pijama. Aposto que todo mundo já sonhou isso. (N/A: Cara, alguém já sonhou que foi pra escola de pijama? Eu já o/). – Foi para o banheiro e colocou a roupa que trazia nas mãos, a parte de baixo era uma saia curta repleta de lantejoulas roxas, e na parte de cima, uma blusinha branca com decote em V também decorado com lantejoulas roxas colocou uma meia arrastão e arrumou um pouco o cabelo, assim que terminou de arrumar o cabelo saiu do banheiro atraindo a atenção de todos.
- Gente o que foi? – Disse conferindo a roupa, com medo de estar com a saia para dentro da calcinha ou algo do tipo.
- , você está linda. – Derek disse sorrindo e babando.
- Ai como vocês são bobos. – Disse envergonhada. – Mas, então nós entramos no palco que horas?
- Disseram que nós vamos ser o quinto grupo, então ainda vai ter mais duas apresentações antes da gente.
- Eles fazem isso só pra gente morrer de ansiedade. – Ashley comentou roendo as unhas.
- HAHAHA, calma, amor. Vai dar tudo certo. – abraçou a amiga passando tranqüilidade para ela.
Ficaram ali conversando, tentando se distrair para o tempo passar mais depressa, mas tinha os pensamentos fixos em outro lugar, queria saber se estava ali, precisava do apoio dele.
- Gente, eu vou ali ver como está o movimento lá fora ok?
- Ok, , mas NÃO some.
- HAHAHA, relaxa, amores.
caminhou entre as pessoas que estavam ali nos fundos, e começou a observar o auditório à procura dele, seus olhos percorreram todas as poltronas, viu , , Rafa, Gui, John, até os garotos da banda de estavam ali, mas nem sinal dele. Sentiu seu coração apertar ao pensar que ele realmente tinha desistido de tentar, que tinha largado tudo o que construiu com ela.
- , vamos! Já está na hora. – Sentiu Derek a puxar pelo braço e sorriu, pelo menos faria o que mais ama, dançar.
Colocaram os sapatos e os chapéus e foram para suas posições no palco. Assim que as cortinas se abriram, luzes de todas as cores eram lançadas pelo palco, e uma sincronia de aplausos começou.
respirou fundo e ouviu a primeira batida da música, era como se todos os seus problemas sumissem, aquela era definitivamente sua melhor terapia. Os olhos de toda platéia se focaram na garota ao centro do palco, se movia com graciosidade e sempre sorrindo, o que passava uma sensação única para os espectadores. Todos estavam impressionados com aquela coreografia, elogios surgiam de todos os cantos do auditório, muitos garotos lançavam olhares pervertidos para , mas ela apenas se concentrava em sua dança e em seus companheiros de palco, estavam todos se divertindo ali, e podiam perceber no sorriso das pessoas que estavam agradando a todos.
Uma música emendou a outra, e assim que a segunda começou, tiraram os chapéus e jogaram para a platéia, todos aplaudiram ainda mais.
Assim que a segunda música terminou, ficaram em suas posições, aplausos gradativos começaram, e aos poucos as pessoas iam se levantando e gritando cada vez mais alto. Os olhos de se encheram de lágrimas, ter aquela retribuição era seu maior presente, ver que as pessoas realmente apreciaram seu trabalho era uma sensação inexplicável. Quando se deu por si, viu TODAS as pessoas do auditório em pé, aplaudindo e gritando. Todos os dançarinos se abraçaram e sentiu a emoção que percorria na veia de cada um, foram para a frente do palco e agradeceram, fazendo a platéia gritar ainda mais.
Saíram do palco com sorrisos enormes e no camarim se abraçaram com os olhos marejados.
- Cara, eu... eu... eu nem sei o que falar. Que sensação é essa que eu estou sentindo? – Uma das dançarinas tentava encontrar palavras.
- Ai, eu também não sei como nomear esse sentimento. Só sei que vocês foram maravilhosos, amores, parabéns. – sorriu olhando nos olhos de cada um.
- , nós não éramos nada até você chegar nesse colégio, nós até nos esforçávamos pra conseguir alguma coisa, mas com as suas coreografias e com a sua ajuda nós evoluímos DEMAIS, não sabemos como agradecer por isso. NÓS TE AMAMOS, !
Todos se abraçaram e deixou uma lágrima escorrer por seu rosto, estava se sentindo extremamente feliz, e não conseguiu segurar a emoção.
- Eu que agradeço, amores. Obrigada por terem me aceitado, e por terem me dado essa oportunidade.
- Magina, ! Você foi um presente para nós.
Todos se abraçaram de novo.
- DUDE! –Ashley gritou.
- O que foi Ash?
- Gente, a gente definitivamente TEM que usar essa coreografia na audição do Channing. Vocês viram como as pessoas gostaram? Aposto que temos grandes chances.
- Nossa verdade, eu não tinha parado pra pensar nisso.
Ficaram ali conversando por um bom tempo, até decidirem sair para falar com os amigos e família. Assim que saíram pela portinha ao lado do palco, ouviram as pessoas aplaudindo, sentiram-se felizes e realizados, todos os cumprimentavam dizendo que foi a melhor apresentação de dança que já tinham visto.
Assim que chegou onde e estavam as duas a abraçaram.
- Cara, que orgulho de você. – a apertava com força.
- Você estava linda lá, . Você era o centro das atenções. – sorriu para ela.
- Vocês são umas fofas sabiam? Obrigada por terem vindo. O apoio de vocês é fundamental para mim.
- HEY, e o nosso apoio, não conta? – Olhou para trás de e , e .
-Claro que conta né, ? MUITO obrigada por estarem aqui. – se aproximou e ai abraçar os três, mas a abraçou sozinho.
- Você estava maravilhosa lá, nunca vi ninguém dançar tão bem na minha vida. – sorriu a olhando nos olhos.
- Ah, não exagera, . – Disse envergonhada.
-É sério, , você estava perfeita. – começou a se aproximar dela.
- A gente também quer abraço. – fez cara de criança e sorriu. Se afastou de , que pareceu se decepcionar e se aproximou dos dois rapazes, os abraçando.
- MUITO MUITO Obrigada por virem até aqui me ver.
- Magina, , a gente não perderia isso por nada.
- Fofos. – sorriu apertando a bochecha deles. – Mas afinal, como vocês descobriram que teria apresentação hoje?
- Não lembro que dia que foi, mas o nos contou que você se apresentaria, e nós fizemos questão de vir. A propósito, ele não veio não? – Ao ouvir isso sentiu seu coração se envergar, finalmente caiu em si e percebeu que ele não tinha vindo, que definitivamente tinha desistido de tudo. Sua garganta se fez num nó, e não conseguiu pronunciar nada.
- Ele disse que não queria vir, , ficou lá em casa assistindo um jogo de futebol. – se intrometeu, fazendo se decepcionar ainda mais, ele a trocou por uma partida de futebol. Estava prestes a chorar, mas não demonstrava por fora, precisava sair dali, antes que começasse aparentar sua tristeza.
- Amores, eu vou lá falar com o pessoal ok? De-depois eu volto. – Virou-se de costas e nem esperou por uma resposta. No caminho de volta para os bastidores sentiu alguém segurar seu braço, e ao olhar para a pessoa, um sentimento de proteção passou por seu corpo, era John, a pessoa que ela precisava ter ao seu lado agora, precisava desabafar.
- O que você tem, ? – Era impressionante como apenas ele conseguia saber o que ela sentia com apenas um olhar.
- Vem comigo, John. – Entrelaçou seu braço ao dele, e foram assim até saírem do auditório, sentaram em um banco um pouco afastado e começou a chorar.
-O que aconteceu, linda?
-Foi ele, John, o , mais uma vez eu estou chorando por aquele idiota. – Colocou as mãos no rosto e John a abraçou.
- , amor, não fica assim por ele, ele já provou que não te merece, e você não pode sofrer por um imbecil desses. Mas o que ele fez de tão grave dessa vez?
- Ele tinha me dito que estaria aqui, John, que estaria aqui pra me apoiar, mas ele não veio. – começou a chorar ainda mais e John a abraçou mais forte. Ficaram assim por um tempo, apenas derramava lágrimas no ombro dele, e ele massageava sua cabeça.
- John... Eu preciso ficar um pouco sozinha ok? Obrigada por ser tão fofo comigo, não sei nem como te agradecer.
- Magina linda, eu vou sempre estar aqui. – Disse sorrindo.
se levantou e beijou a testa dele, saindo andando em seguida.
Caminhava pelos corredores vazios do colégio, todos estavam no auditório, ou já tinham ido embora. Vagava totalmente sem rumo, e não prestava atenção para o caminho que fazia, seus pensamentos estavam longe, tentava entender tudo o que estava acontecendo, mas sua mente não permitia que ela fosse muito longe, tudo se resumia à decepção que sentia ao pensar em , lágrimas caíam de seus olhos todas as vezes que lembrava do nome dele.
Quando finalmente caiu em si, se deu conta de que estava no meio do bosque do colégio, perto do lago. Pegou algumas pedrinhas e começou a lançá-las em direção à água. Seus pensamentos rondavam apenas em volta de , e se sentia cada vez mais entristecida ao perceber que não conseguia tirá-lo de seus pensamentos.
- Por que você tem que ser tão idiota, ? – Chorava e soluçava.
- Eu me faço essa pergunta todos os dias desde que te conheci, pequena. – Ao ouvir aquela voz, aquele apelido, sentiu sua coluna se arrepiar, era ele. Olhou para trás e seus olhos se encontraram, e pôde perceber que os olhos do rapaz também estavam marejados.
- ? O que você faz aqui?
- Você acha que eu perderia isso, ?
- Eu... Eu... Eu achei que sim, . Por que você não apareceu antes? Eu precisava do seu apoio, , precisava saber que você estava aqui.
- Me perdoa, , eu sei que estou agindo errado, sei que sou um completo idiota com você, e sei que esse meu ciúmes doentio está acabando com o nosso relacionamento, mas eu faço tudo isso porque eu te amo, nunca senti nada parecido, e estou aprendendo a lidar com isso, é tudo muito novo pra mim pequena. – Abaixou a cabeça e uma lágrima escorreu por sua face. manteve-se imóvel e sem pronunciar nada. – Eu sei que é difícil para você entender isso, é difícil para mim também, mas eu não quero arriscar te perder, isso seria o fim para mim entende? Da última vez, se lembra que eu prometi que mudaria? – Olhou para , que apenas balançou a cabeça em sinal de afirmação. – Então, dessa vez eu juro, JURO por TUDO que vou mudar, vou mudar para ter você ao meu lado para sempre. Vou me moldar da forma que for necessária para ter seu sorriso perto do meu. –Se aproximou dela e segurou seu rosto, fazendo a garota fechar os olhos. – Você pode me dar uma segunda chance ? – abriu os olhos e olhou profundamente nos dele, e pôde notar a verdade que transparecia por eles.
- , você não é o único errado nessa história, eu também já fiz muitas coisas erradas. Mas nós podemos consertar, vamos nos moldar juntos para essa relação dar certo. Eu te amo, , e faria tudo para te ter comigo para sempre. –Sorriu e viu abrir um sorriso maior que seu rosto.
- ... – Se ajoelhou em frente a ela, fazendo erguer a sobrancelha. – Você quer namorar comigo?
sentiu suas pernas estremecerem, seu coração disparou e suas mãos começaram a suar.
estava na mesma situação que ela, e a olhava com um olhar de dúvida. começou a chorar, e se levantou rapidamente desesperado.
- , pequena, desculpa. Eu sei, fui muito precipitado, nós estávamos brigados até 10 minutos atrás, eu não devia...
- , cala a boca. – O interrompeu. – É claro que eu quero namorar com você. É coisa que eu mais quero nesse mundo. – Sorriu abertamente, e , sem pensar duas vezes, a puxou forte pela cintura e selou seus lábios, estava com saudades do aconchego que aquela boca lhe causava, apenas aqueles lábios o fazia perder o chão e sentir-se nas nuvens, estava completamente apaixonado, e não tinha medo de demonstrar isso.
ia a empurrando lentamente para traz até sentir um pequeno tranco quando Juliana encostou as costas em uma árvore. Separou seus lábios e a encarou sorrindo.
-Você estava maravilhosa lá sabia? – deu um tapa no braço dele e fechou a cara. – O que foi amor? – Perguntou preocupado.
- Eu queria te ver lá de cima seu idiota. Onde você estava afinal de contas?
- Atrás de um pilar do lado direito do palco.
-Você é muito bobo, . Por que não ficou junto com a e a ?
- Porque eu não queria que elas me vissem babando por você. – Sorriu e lhe deu um selinho. – Mas saiba que eu não era o único babando não, os caras do meu lado só faltavam pular no palco e te agarrar. – se assustou ao pensar que ele ficaria bravo e com ciúmes. – Mas eu não ligo, eu sei que você é MINHA, e agora nem o Bispo pode tirar você de mim. Você é minha pra sempre, . - sorriu aliviada e voltou a beijá-lo, ele a prensou contra a árvore, fazendo a garota soltar um pequeno gemido.
a beijava como se aquele fosse o último beijo de sua vida, massegeava a língua dela, modificando a pressão entre seus lábios de tempos em tempos e deslisava seus dedos pelo corpo da garota que se arrepiava e sorria entre os beijos, estava se sentindo completa e protegida nos braços dele, era essa a sensação que ele lhe causava, o único que conseguia fazê-la se sentir tão bem com apenas um simples toque. SCRIPT>document.write(Dougie) com o tempo intensificou os beijos e a forma com que pressionava o corpo dela, e ao sentir que a garota pedia por mais começou a subir a blusa dela com uma das mãos, e a outra ele mantinha em sua nuca, trazendo o rosto dela pra frente gradativamente. Sabia que suas mãos estavam geladas devido ao frio que fazia ali fora, então decidiu provocá-la ainda mais, passou a pontinha dos dedos pela pele nua dela, e a ouviu gemer mais alto quando espalmou sua mão na barriga dela. Quando finalmente tirou a blusa dela por completo, parou para observar aquele corpo que nunca se cansava de ver, mordeu o lábio inferior ao vê-la se contorcer com um vento gelado que passou entre eles.
- Você é muito... hot amor. – Mantinha os olhos no colo dela com um olhar pervertido.
- Pára de me olhar assim que eu fico sem graça. – Cobriu o rosto com as mãos.
se aproximou sorrindo e retirou as mãos do rosto dela, a olhou profundamente nos olhos e aproximou seu rosto colando suas testas. Decorava cada milímetro e cada detalhe do rosto dela. o encarava com um sorriso bobo nos lábios.
- . – o chamou fracamente.
- Fala minha linda.
- Dá pra me beijar logo? – Sorriu maliciosa e a desprensou da árvore e encostou as próprias costas na mesma, trouxe a garota para mais perto e a colocou entre suas pernas. Mordiscava os lábios dela na intenção de provocá-la, mas foi parcialmente em vão, já que a garota se projetou para frente fazendo suas línguas se encontrarem. Aos poucos ia pedindo permissão para tirar as peças de roupa da garota, que não o bloqueava em momento algum. Quando já estava completamente nua, deslisou suas duas mãos por cada curva do corpo dela, e sentiu a garota repousar a cabeça em seu ombro enquanto gemia e apertava forte a lateral da sua camisa. Lentamente a sentiu subir a camisa, e levantou os braços para tornar aquilo mais rápido. Quando viu aquele abdômen contraído, não resistiu e mordeu o lábio inferior enquanto passava as unhas do pescoço ao cós da calça do namorado.
- Esses quadradinhos acabam com o meu fôlego. – disse fracamente, com a respiração falha, e ao ouvir isso, tirou as próprias calças e a trouxe novamente para perto. Gemeu alto com a primeira investida do rapaz, que sorriu realizado ao ver sua cara de prazer tão próxima.
De repente sentiu uma gota de água cair em seu rosto, tirou uma das mãos que tinham as unhas fincadas nas costas de e limpou o rosto, ainda sentindo o garoto se movimentar delicadamente. Ao ver que tinha desviado sua atenção, intensificou os movimentos, fazendo a garota gemer ainda mais e voltar completamente ao ‘assunto’ que tratavam antes. Segundos depois uma chuva forte começou a cair sobre seus corpos nus. intensificava mais seus movimentos ao sentir aquela água gelada cair em seus corpos quentes. Depois de muito se ‘aquecerem’, apoiou seu corpo no dele, que ainda estava com as costas apoiadas na árvore. Ficaram um tempo abraçados, apenas esperando suas respirações se normalizarem, depois vestiram-se e se deitaram no chão perto da árvore, a chuva caia ainda mais forte, mas os dois não se importavam, estavam abraçados e cada um passava o calor que tinha em seu corpo para o outro. ergueu um pouco a cabeça a fim encontrar seu olhar com o dele, e assim que o fez, sorriu.
- Eu te amo tanto, . Tanto que eu nem sei como explicar isso.
- E você acha que eu consigo? Não consigo nem entender como cabe tanto amor aqui dentro de mim, quem dera conseguir te explicar.
- Já disse que Te amo hoje?
- Dizer já disse, mas não me importo em ouvir de novo. – Sorriu.
se levantou.
- EU TE AMO, . –Abriu os braços e rapidamente se levantou também.
- EU TE AMO MAIS AINDA . – gritou ainda mais alto do que ela.
- É concurso pra ver quem ama mais? – colocou as mãos na cintura, riu.
- É! Quem gritar mais alto é o que mais ama, ok?
- Ok.
- EU TE AMO! – Os dois gritaram juntos. Se esgoelavam e um tentava gritar mais alto que o outro enquanto riam feito duas crianças com brinquedo novo.
Depois de perderem a voz de tanto gritar, chegou perto e o abraçou forte.
- Hey, eu não posso ficar rouco. Eu sou um astro do rock. – comentou com a voz completamente falha e rouca.
- Ah bobinho, quando chegarmos em casa eu faço um chá bem quentinho. Você vai melhorar na hora. – Beijou os lábios do namorado. – Quando que a sua banda vai fazer show hein? Eu quero ver meu namorado no palco. –Disse com os olhos brilhando.
- Dude, JURO que não tem sensação melhor do que ouvir você me chamar de ‘namorado’. – Abriu um enorme sorriso fazendo sorrir também. – Mas então amor, eu não sei ainda quando vamos tocar, mas posso fazer um show particular pra você. O que acha?
- Isso me soou um pouco pervertido, mas é CLARO QUE EU QUERO. – Sorriu e o abraçou. – Você canta e eu danço.
-Ah, mas aí eu não resisto, . – Mordeu o lábio, se aproximou e também mordeu o lábio dele com certa intensidade, fazendo-o gemer abafado. Ficaram abraçados no meio da chuva por um bom tempo, até perceber que começava a escurecer.
- Amor, é melhor a gente voltar pra casa, senão a gente pode pegar um resfriado.
- Esse vai ser o resfriado mais gostoso que eu já peguei. – Sorriu maliciosamente.
- Bobo. – deu um tapa no braço dele e começou a caminhar em direção ao auditório, entrelaçou suas mãos sorrindo.
Caminharam de mãos dadas pelo bosque, e quando chegaram perto do prédio parou de andar e segurou firmemente a mão do namorado.
- Amor, é melhor eu entrar sozinha. – Olhou nos olhos dele e ele fez bico. – Nos encontramos em casa ok?
- Claro! – Sorriu e selou seus lábios aos delas. Assim que se separaram se afastou e abriu a porta do auditório.
- ! – a chamou, fazendo ela voltar sua atenção para ele. – Eu te amo.
sorriu e mandou um beijo no ar para ele, que ficou ali observando a garota sumir de seu campo de visão. Foi para o estacionamento e voltou parar casa, precisava tomar um banho, senão realmente pegaria uma gripe, se preocupou ao pensar que estava totalmente molhada. Pegou seu celular e mandou uma mensagem para ela.
‘Volta logo pra casa, você precisa tomar banho amor! Te amo.’
sorriu lendo aquela mensagem e respondeu.
‘Só se o banho for com você, gato! ;)’
gargalhou e teve os pensamentos mais impuros do dia. Estacionou o carro na garagem e correu para o chuveiro.
foi caminhando pela lateral do auditório, tomando cuidado para não ser vista ensopada daquela forma.
- ? – Ouviu alguém lhe chamar e virou para trás, se deparando com Gui e Rafa, respirou aliviada.
- Oi, amores.
- Tá chovendo? – Gui perguntou tentando olhar pela janela.
- Não, Gui, eu que nadei na privada. – falou irônica.
- Sem graça, mas o que você tava fazendo lá fora? – Gui perguntou e gelou, não sabia o que responder.
- Gui, até parece que você não conhece a , ela sempre faz umas maluquices dessas. Já até desisti de tentar entender. – Rafa comentou, causando uma sensação de alívio na garota.
- Mas então, meus brotinhos, o que acharam da apresentação?
- CARA, VOCÊ È DEMAIS! – Rafa gritou.
- Verdade, , a gente tinha esquecido o quanto você era boa nisso. Estamos tão orgulhosos. – Gui fingiu secar uma lágrima.
- AHH EU AMO TANTO VOCÊS. – abriu os braços chegando perto deles na intenção de abraçá-los.
- Sai, , você tá toda molhada. – Os dois deram um passo para trás, e ao verem o sorriso malicioso no rosto dela, começaram a correr.
- VOLTEM AQUI VOCÊS DOIS. – gargalhava enquanto corria atrás dos dois.
Quando contornou um pilar, acabou trombando com alguém, caindo e conseqüentemente fazendo a outra pessoa cair também.
- Ai meu deus, me desculpa! Eu não te vi. –Assim que olhou quem era, um medo dominou seu corpo. –Ke-Kevin?
- Era você mesma que eu estava procurando. – Kevin se levantou e puxou a garota pelo braço.
-Me solta Kevin. –Tentava se desvencilhar dos braços dele, mas ele a segurava forte. A encostou num pilar um pouco mais a frente e a olhou nos olhos.
- Você acha que aquilo lá na sua casa vai ficar por isso mesmo? – Falou num tom ameaçador, fazendo gargalhar irônica.
- Olha, se você acha que eu tenho medo de você, está redondamente enganado. Você já demonstrou ser um frouxo, e eu não costumo ter medo de pessoas como você. Agora ME SOLTA, que você está me machucando. – Conseguiu soltar um dos braços, mas ele segurou-a novamente.
- ? – Gui e Rafa chegaram e se assustaram ao ver o clima pesado que se encontrava no lugar. – O que está acontecendo aqui?
- Você ainda me paga, . – Kevin sussurrou no ouvido dela, a soltando e caminhou para longe deles.
correu em direção aos amigos.
- O que aquele idiota estava fazendo com você linda? – Gui perguntou preocupado.
- Na-nada amores.
- Tem certeza, ? Se você quiser a gente acaba com aquele sujeito. – Rafa olhou nervoso para onde Kevin estava.
- Tenho sim, Rafa, fica tranqüilo. Mas e meu abraço? – Abriu os braços de novo e os dois voltaram à caminhar para trás.
- Sério, , chega de graça.
- Poxa, não é graça. Eu sou carente ok? – Começou a andar mais rápido na direção deles, que se viraram e começaram a correr pelos corredores, acabaram abrindo uma das portas que dava pra fora do colégio, e acabaram tomando um belo banho de chuva.
ao ver a cara dos dois de decepção, todos molhados, começou a gargalhar, precisou sentar-se no chão tamanho era o ataque de risos.
- Se ferraram. Bem feito. – ria no chão e os amigos voltavam para dentro com a maior cara fechada. – Viu? Deus castiga. Quem mandou vocês negarem um abraço meu.
Os dois se entreolharam e sorriram, se aproximaram de e Rafa a pegou no colo.
- ME SOLTA, RAFAEL! – Se debatia no colo dele, mas ele não a soltava.
- Você adora rir da gente né, ? Agora a gente vai rir de você também.
Apenas a colocou no chão quando estava fora do prédio, fazendo os dois se ensoparem.
- RAFAEL EU JÁ ESTAVA QUASE SECA. – Disse tentando voltar para o auditório, mas Rafa e Gui fecharam a porta e a encararam.
- Agora nós três vamos pegar uma bela gripe, olha que romântico. – Gui disse rindo.
- Vocês são uns idiotas mesmo. Mas eu amo vocês. – sorriu e pulou nos braços dos amigos.
- A gente também te ama, linda!
Ficaram ali fora, tomando chuva e conversando por pelo menos uma hora. Quando perceberam que todos já tinham deixado o colégio, acharam melhor ir embora também.
Foram caminhando até a casa de , os dois a levariam para lá e depois voltariam para o hotel.
-Vocês não querem entrar? – perguntou em frente a casa.
-Não, . Nós precisamos tomar um banho. Mais tarde nos falamos ok?
-Ok. Eu ligo pra vocês. – Mandou beijos no ar, e caminhou por aquele jardim de entrada. Preferiu entrar pelos fundos, para não molhar a sala. Assim que entrou na cozinha, viu fazendo um sanduíche. Ele então, passou sua atenção do sanduíche para ela, e assim que a viu toda ensopada, fez um olhar de reprovação.
- Eu não mandei você voltar para casa, ? – colocou uma mão na cintura e gargalhou.
- E desde quando você manda em mim?
- Desde que eu me tornei seu namorado. – Se aproximou dela.
-Ah, então namoro é sinônimo de posse agora? –Também caminhou na direção dele.
-Agora e sempre amor! Você é pra sempre minha esqueceu? – Passou os braços em volta da cintura molhada dela.
- , você vai se molhar de novo. – O empurrou levemente, mas ele não se afastou.
- Eu não me importo. – Aproximou seu rosto do dela, e ela numa questão de segundos selou seus lábios. se arrepiou ao sentir aquelas gotas de água gelada caírem sobre seu corpo, e a pressionou mais contra si. A empurrou contra a parede, fazendo a mesma começar a absorver a água do corpo da garota. passava as mãos nas coxas delas, fazendo a água escorrer por toda a extensão das pernas dela, a fazendo se arrepiar.
- Eu te amo, namorado. – sussurrou no ouvido dele, fazendo o garoto a prensar mais contra a parede, gemeu baixinho muito próxima ao ouvido dele.
Ouviram as risadas escandalosas de se aproximar, e se afastaram assustados. olhou para e viu que ele agora estava tão ensopado quanto ela.
- O que a gente faz? – apontou para a roupa molhada dos dois.
-Não sei. – parecia apavorado. Foi então que teve uma brilhante idéia.
-Me segue ok?
- AHN? – não entendeu nada.
- VOCÊ ME PAGA, , SEU IDIOTA. – voou no pescoço dele, como se estivessem brigando, entendeu o que era pra seguir, e fingiu se esquivar dos ‘tapas’ dela.
- MEU DEUS, O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – entrou preocupada na cozinha ao ouvir os gritos.
- Esse seu irmão idiota, , me jogou na piscina de roupa e TUDO. Você me paga , .
- Gente, CALMA. Assim vocês vão acabar se matando. –Se aproximou e separou os dois. – , vai tomar um banho, você vai acabar pegando uma pneumonia. E , acho melhor você ir também.
- EU TE ODEIO, ! – gritou já da escada, e começou a gargalhar baixinho.
- Eu vou tomar banho também, , essa sua amiga me tira do sério.
- Calma, , espera ela entrar no quarto dela, não quero ser testemunha de um assassinato. – disse rindo.
esperou uns três minutos e subiu para o andar de cima. ficou na sala assistindo algum programa que desconhecia. Viu a porta do quarto de entreaberta, e não conseguiu manter seus pensamentos muito puros. Fechou a porta de seu quarto, para fingir que estava lá dentro, e entrou no de . Ouviu a garota cantarolando de dentro do banheiro e começou a rir. Caminhou lentamente até lá e abriu a porta, estava de costas, e ao vê-la mordeu o lábio inferior.
- PSIU. – Chamou fazendo se assustar e olhar para ele.
- SOCORRO! ESTUPRADOR NO BANHEIRO. – gritou rindo.
abriu o Box e entrou de roupa e tudo, a empurrou contra a parede encostando seu corpo ao dela.
-Olha senhor estuprador, acho melhor você ir embora, meu namorado é muito forte e ciumento. – Passou os braços em volta do pescoço dele.
- Mas forte que eu? – se afastou e tirou a camisa, mostrando seu bíceps.
- UUH! Até que você é bem gostosinho, viu senhor estuprador? – Passou a unha no abdômen dele, fazendo-o contrair os músculos.
- O que acha de trair seu namorado comigo? – Voltou a prensá-la contra a parede, e passou a morder seu pescoço, fazendo a garota gemer com os lábios colados no pescoço dele.
- Eu acho uma ótima idéia. – Sussurrou e puxou o rosto dele, colando seus lábios rapidamente. massageava o corpo dela com uma das mãos, enquanto tirava suas calças com a outra.
trocou de posição com ele e fez com que ele batesse as costas com força na parede.
- Que violência, amor. – sorriu.
se aproximou e mordeu o pescoço dele, que soltou um pequeno gemido e agarrou os cabelos dela. Puxou umas das pernas da garota para cima, fazendo ela contornar sua cintura com as pernas.
intensificava os movimentos de acordo com os gemidos dela, que eram abafados pela água quente que caía sobre o rosto da garota.
Estavam exaustos e tinha a cabeça apoiada nos ombros dele, que a segurava com seus braços.
-Te amo, pequena. – Sussurrou fazendo sorrir.
- Eu também te amo. – Sorriu o olhando diretamente nos olhos. – Bem, agora me deixe terminar meu banho.
- Eu te ajudo.
- AHN? – não entendeu direito as intenções do rapaz.
- Eu vou te dar banho hoje.
- Ui! – provocou se aproximando dele.
sorriu e pegou a bucha da saboneteira que ficava presa à parede e começou a esfregá-la no corpo da namorada, que sorria quando ele fazia coceguinhas com os dedos nos locais onde a bucha passava. Depois de concluir que a garota já estava extremamente limpa, e de gastar muita água, desligaram o chuveiro e se enrolaram na única toalha que havia no banheiro.
- Por que você só tem UMA toalha nesse banheiro? – perguntou abraçado à ela naquela toalha apertada.
- Como eu ia saber que um estuprador gostoso ia aparecer aqui?
- Então acho bom você ter uma de reserva, porque o estuprador vai querer voltar. – Sorriu e lhe deu um selinho.
-Mas agora eu preciso me trocar senhor estuprador. Então zapa fora do meu quarto.
- Você quer que eu vá pelado pra lá?
- Eu te dou carona na minha toalha. Vamos. – Gargalharam e foram caminhando com certa dificuldade até a porta do quarto.
-Ai meu pé, ! – reclamou quando esmagou o pé dela.
- Desculpa amor.
Abriram a porta e fitaram o corredor, que aparentava estar deserto.
-No três a gente corre. Pé direito primeiro ok? – disse a encarando.
-Ok.
-Um... Dois... Três... – terminou de contar, e logo saiu correndo, mas começou com o pé esquerdo o que acrretou um lindo tombo no meio do corredor. Se arrastaram até o quarto do rapaz e fechou a porta assim que entraram.
- Você tem problema de lateralidade, ?
- Acho que não, por quê?
- Eu disse pé DIREITO primeiro. – disse apontando para a perna direita da garota.
-AH! Esse é o direito. Confundi amor. – Disse tímida. – Me perdoa?
-Não. – respondeu e viu a garota abrir a boca incrédula. – Bobinha, é claro que eu perdôo.
- Acho bom mesmo. – Sorriu e se aproximou lhe dando um selinho logo em seguida. – Agora eu vou colocar uma roupa bem quentinha antes que eu fique doente.
- Isso, fica bem gostosa pra mim.
- Vai cagar, .
caminhou até a porta a abrindo lentamente. Colocou a cabeça para fora observando o corredor do início ao fim e não viu nem sinal das duas, mandou um beijo no ar para o namorado e correu para seu quarto. sorriu e foi colocar uma roupa também.
fechou a porta rapidamente e correu até o closet. Pegou seu short do pijamas e um moletom antigo, provavelmente de algum amigo brasileiro.
- ATCHIM! – Espirrou e se assustou. – Só falta eu pegar uma gripe mesmo. ATCHIM! É, acho que me ferrei. – Se trocou e desceu as escadas. Encontrou e assistindo alguma coisa.
- Oi amores! O que vocês estão assistindo? – Sentou-se numa das poltronas.
- A que parou nesse canal, é um filme de suspense acho.
- SHIU vocês duas, eu quero assistir. – disse com os olhos fixos na TV.
passou metade do filme espirrando, estava preocupada e irritada.
- ATCHIM!
- PORRA, .
- Desculpa, , mas a culpa não é minha. ATCHIM.
- , querida. Pega um remédio lá no armário. – disse e apontou para a cozinha.
- Ok Tia. – Levantou-se e pegou um remédio, o tomando em seguida. Viu chegar na sala com um sorriso nos lábios e se sentar na poltrona que ela estava. Foi até lá bebendo água e parou em frente a ele.
- Tanta cadeira pro você sentar tem que sentar BEM na que eu estava?
- Tá incomodada? Senta no meu colo, . – Falou irônico fazendo revirar os olhos. Espirrou de novo.
- . NA BOA. Vai pro seu quarto. – levantou irritada e apontou para a escada.
- Nossa, que grosseria. Tá bom, . Esse filme é uma merda mesmo. E o mocinho morre no fim. – Subiu gargalhando, na verdade nunca tinha assistido aquele filme, mas precisava deixar irritada.
- O que aconteceu? – perguntou baixinho para .
- É que a deve estar resfriada, e estava espirrando muito, e sua irmã acabou se irritando.
- Ah sim. – não demonstrou, mas ficou extremamente preocupado com a namorada.
encostou a cabeça no ombro do filho, o impedindo de sair dali. Passou o filme todo roendo as unhas, precisava ver como estava.
- Cara que filme horrível. – disse irritada assim que o filme acabou.
-Pois é, , e você brigou com a pobre da por isso. – a recriminou, e finalmente tirou a cabeça dos ombros de .
-Ai verdade. –Bateu a mão na própria testa. –Vou lá falar com ela.
saiu correndo em direção as escadas, e quis morrer, justo na hora que ele precisava ir falar com sua namorada, inventava de pedir desculpas. Bufou alto.
-Você está bem, filho? – perguntou preocupada.
-Estou sim mãe. Só estou com sono. Vou dormir. –Beijou a testa dela e caminhou em direção à escada. No caminho cruzou com a irmã, e estranhou o pedido de desculpas ter sido tão curto.
- Já se desculpou?
- Não. Ela estava dormindo tão profundamente que preferi não acordá-la. Amanhã eu me desculpo com ela.
- É melhor a deixar descansar mesmo. – disse. – Você perdeu, , ela estava tão linda naquele palco.
- É verdade . – concordou com a mãe e concordou mentalmente, e acabou sorrindo. – Tá rindo de que? – se assustou.
- Ahn? De nada. Aposto que não teve nada demais nessa apresentação.
- Você que pensa. Você tinha que ouvir os comentários dos meninos que estavam do nosso lado, né mãe?
-Verdade, , os meninos se apaixonaram pela . – sentiu seu sangue ferver ao ouvir o comentário da mãe.
- Chega de falar na ok? Eu vou dormir. Beijos pra quem fica. – Subiu pisando forte.
e ficaram mais algum tempo na sala assistindo alguma coisa, mas logo subiram também.
estava deitado em sua cama, observando a porta do quarto em frente, o que mais queria era entrar lá e ver se precisava de alguma coisa, mas não queria acordá-la. Ficou horas ali, apenas observando e pensando em como estava feliz ao lado daquela garota. Ouviu uma seqüência de espirros no quarto em frente, e segundos depois viu aquela porta que ele tanto observava se abrir, e de lá, uma moribunda saiu andando em direção as escadas. andava lentamente, sua cabeça latejava e sua garganta doía.
- Quem manda ficar tomando chuva ,? Chuva em LONDRES ainda. – Falava sozinha com a voz rouca. Passou pela cozinha e procurou um remédio para gripe, e logo o encontrou. Decidiu não subir para seu quarto ainda, os espirros podiam acordar os outros, foi caminhando pela cozinha e pela área de serviço e ao chegar nos fundos, ficou na beira da piscina, apenas olhando para a água. Ao sentir uma leve brisa bater contra seu corpo, se contorceu um pouco.
de repente surgiu e a abraçou por trás, fazendo o frio que ela sentia sumir completamente, foi impossível evitar um sorriso naquele momento.
- Você está bem amor? – Perguntou no ouvido dela, a fazendo se arrepiar.
- Mais ou menos, devia ter ouvido o seu conselho e voltado para casa naquela hora.
- Tudo o que eu falo é pro seu bem, pequena. – A abraçou mais forte. – Já tomou algum remédio?
- Já, mas parece que essa dor não me abandona. – Virou-se de frente para ele passando os braços em volta do pescoço dele.
- Eu posso fazer alguma coisa pra ajudar?
- Só me abraça, é tudo que eu preciso. – Ao terminar a frase, a apertou com todo o carinho que conseguiu, fazendo se sentir totalmente protegida e aquecida.
- Me dá um beijo agora. – sussurrou afastando um pouco o rosto e a olhando nos olhos.
- NÃO! Você vai pegar essa minha gripe. – Se afastou tampando os lábios.
- Eu não me importo. Vem aqui. – A segurou pela cintura, mas ela desviava o rosto.
- Sério amor! Eu não quero ser responsável pela sua gripe.
- Eu não vou pegar gripe, .
-Claro que vai, você é mais fraco que eu. – falou rindo.
fez uma cara de espanto e a olhou malicioso, a garota tentou fugir, mas foi em vão, a pegou no colo.
- Eu sou fraco?
-HAHAHA, é sim amor. Mas eu te amo assim mesmo.
esticou os braços deixando a garota com o corpo sobre a água da piscina.
- Repete! Repete e eu te taco nessa piscina.
- NÃO, , NÃO FAZ ISSO, A ÁGUA ESTA MUITO GELADA, E EU JÁ ESTOU DOENTE. – se agarrou ao pescoço dele, o olhou nos olhos. – Me põe no chão, amor? – Olhou diretamente nos olhos dele, fazendo carinha de piedade.
não resistiu, deus uns passos para trás e a colocou no chão, à sua frente.
- Por que eu não consigo resistir a esse seu olhar? – Perguntou a abraçando pela cintura.
começou a acariciar o rosto dele com as mãos.
- Será que é porque você me ama?
- E quem disse que eu te amo? - se afastou um pouco e fez uma cara de brava, a agarrou de novo pela cintura a trazendo para perto. – Eu to brincando pequena, EU TE AMO.
- Shiu. Não grita, senão elas acordam. – Colocou um dos dedos nos lábios dele.
- Fala que me ama? – encostou sua testa na dela.
- Eu te amo, . Te amo mais do que TUDO nesse mundo. – Sorriu e o abraçou forte. Ao passar os olhos pela porta de vidro da cozinha, viu uma mulher de branco se movimentar lá dentro, se afastou rapidamente dele, que se assustou com a atitude dela.
- , o que foi?
- Acho que a nos viu .
- Como, ? Ela está dormindo.
- Mas, eu vi alguém lá dentro. – Mantinha os olhos fixos na direção da porta.
- Tem certeza?
- Claro que tenho, amor.
- Então vamos lá ver. – Pegou a garota pela mão e a levou para dentro de casa, e ao chegar na cozinha não havia nem sinal de .
- Viu pequena? Não tem ninguém aqui.
- Mas... Mas eu vi alguém aqui dentro .
- Acho que você tomou remédio demais, e está precisando dormir. – Passou a mão pelo cabelo dela.
- É, talvez você tenha razão. – Disse insegura, procurando alguma coisa naquele ambiente.
- Hey, olha pra mim! – Puxou o rosto dela pelo queixo. – Eu sempre tenho razão.
- Bobo. – Deu um leve tapa no ombro dele.
- Você vai me dar um beijo, ou vou ter que passar a noite sonhando com um?
- Vai passar a noite sonhando. – disse e gargalhou ao ver a cara dele. Passou os dedos levemente sobre o rosto dele, o fazendo fechar os olhos, com a ponta do polegar fez uma leve pressão sobre seus lábios.
- Você adora me provocar né? – Disse e mordeu o dedo dela.
- É o meu maior hobby, amor. – Se aproximou e ainda com o dedo na boca dele, selou seus lábios. a puxou para cima, a segurando no ar por alguns minutos, fazendo a garota rir com os lábios colados aos dele.
- Me desce, . – ria, e não separava seus lábios.
- Posso te amarrar em mim? Pra ter você sempre comigo?
- Pode. – Falou e mordeu o lábio dele. intensificou o beijo e andou com ela ainda em seus braços, foi até a sala, e a deitou na escada, e ainda de lábios colados, deitou-se por cima dela.
- Como você consegue ser tão linda? – observava cada traço do rosto da garota.
- Não fala isso que eu fico sem graça . – Escondeu o rosto com as mãos, mas os retirou dali.
-É sério amor. Você é perfeita. – Passava o polegar no rosto dela.
- Não tanto quanto você. – Mordeu o dedo dele.
mais uma vez aproximou seu rosto do dela, e continuaram se beijando ali, até ter mais um ataque de espirros.
- , amanhã eu vou te levar no médico. – disse preocupado.
- Pára de ser bobo, , é só um resfriadinho.
- Resfriadinho nada, você não pára de espirrar. Isso não é normal.
- Até parece que você nunca pegou um resfriado .
- Amor, é sério, eu não quero que você piore.
- Não vou piorar, prometo. – Disse beijando os dedos.
- Acho bom mesmo.
Uma corrente de ar passou entre os dois, fazendo sentir um calafrio e apertar contra si.
- , é melhor a gente ir dormir agora.
- Tem razão. – Se levantou e estendeu a mão para ela.
- Me leva de cavalinho? – fez voz de criança.
- E eu consigo falar ‘não’ pra você? – Colocou as mãos na cintura. – Vem, sobe. – Virou-se de costas, e num instante pulou nos ombros dele. Ia subindo as escadas recebendo beijos no pescoço, o que fazia o rapaz de arrepiar, e quando mordeu sua orelha, quase caiu.
- , não faz isso, senão nós dois caímos.
- Desculpa. – Disse e tornou a morder a orelha dele.
se desequilibrou um pouco, mas conseguiu manter-se em pé. Com certa dificuldade abriu a porta do quarto dela, e a jogou em cima da cama.
- Obrigada, pocotó.
- De nada, minha linda. – Subiu em cima dela, e a beijou. Quando começou a intensificar o beijo, o afastou.
- Boa noite, .
- Malvada. – Fez bico e desceu da cama. Cobriu a garota com dois cobertores e se aproximou. –Sonha comigo ok?
- Com certeza. – abriu um enorme sorriso.
- Eu te amo, .
- Eu também te amo . – Ele se aproximou e beijou a testa dela. Caminhou até a porta, e antes de fechar a porta, olhou para ela, que mantinha os olhos fixos nele. Voltou correndo e pulou na cama em cima dela.
- AI ! Minha barriga. – ria com o garoto em cima de si.
desceu um pouco e começou a beijar a barriga dela, causando arrepios incontroláveis em todo o corpo dela.
- Melhorou? – A olhou tão profundamente nos olhos, que podia jurar que ele invadiu seus pensamentos. Balançou a cabeça em sinal de afirmação, e sorriu.
- , faz um favor pra mim?
- Claro, pequena.
- Dorme aqui comigo hoje?
- Favor pra VOCÊ? Esse é um favor pra MIM. – Sorriu abertamente e entrou em baixo dos edredons, abraçando a garota.
- Agora ficou tão quentinho. – se apertou mais contra o corpo dele, intercalando suas pernas.
- É que eu sou quente.
- Meu quentão. – disse e começou a gargalhar.
- Não entendi.
- É que quentão é uma bebida brasileira, amor. Mas enfim, me abraça?
Sem pensar duas vezes, a envolveu ainda mais em seus braços. Ficaram abraçados por um bom tempo, em silêncio, um esquentando o outro. Até que bocejou.
- Acho que tem alguém com sono. – comentou sorrindo e massageando os cabelos dela.
- Ahn? Quem? Quem? – fingiu procurar alguém pelo quarto fazendo sorrir mais.
- Amor, você tá caindo de sono.
- Eu sei ,, mas é que eu não quero dormir. Seu abraço é tão bom. – Se aconchegou mais nos braços dele, fazendo ele a abraçar mais forte.
- Você vai cansar de receber meus abraços, pequena. Mas agora você precisa descansar, pra sarar logo dessa gripe. – Beijou a testa dela.
- Ok, boa noite então, namorado.
- Boa noite, namorada. – Lhe deu um selinho e em menos de dois minutos já estava num sono profundo.
apenas a observava, e passou grande parte da noite apenas decorando cada curva daquele rosto, que ele julgava ser tão perfeito.

*Capítulo 23*
foi acordando aos poucos, sem abrir os olhos, ao sentir aquele perfume, aquele que só ELA tinha, seus lábios se montaram num sorriso, abriu os olhos lentamente e observou a garota à sua frente. Percebeu que ela suava muito e também tremia, se preocupou. De repente a garota se sentou na cama, como se tivesse levado um susto. a olhava apavorado.
- O que foi ?
-. – caiu em seus braços o abraçando forte e chorando muito.
- Calma, pequena, o que aconteceu. Se acalma. – A abraçava forte e tentava passar segurança para ela, mas não estava surgindo muito efeito, a garota tremia muito e não conseguia conter as lágrimas.
- Eu... A cabana... , foi horrível. – Falava entre soluços, e não conseguia entender direito, sentou-se na cama e fez a garota se sentar junto.
- Minha linda, se acalma e me explica o que você tem, pra eu poder te ajudar.
- S-sabe aquela cabana?
- Sei sim.
- Eu tive um pesadelo, que nós estávamos lá, e tinha uma mulher com um vestido branco implorando por ajuda, mas eu não conseguia ajudar, eu fiquei desesperada, . E quando eu fui falar com você, você estava muito estranho, e sorria de uma forma muito assustadora. Foi tudo tão real, . – Abaixou a cabeça e a apertou contra seu corpo.
- Pequena, me desculpa por ter te levado lá, a cada dia eu me arrependo mais disso.
- Não, , a culpa não é sua, você foi muito fofo em ter me levado lá. – Passou a mão trêmula sobre o rosto dele. – Foi só um pesadelo, eu te amo por ter feito aquilo por mim, eu sei que você teve a melhor das intenções, e não sei como agradecer esse carinho.
- Me agradece se acalmando um pouco, amor. Me sinto muito culpado em te ver assim e não poder fazer nada.
respirou profundamente e o apertou contra si, e finalmente parou de tremer um pouco.
- Você quer uma água, pequena?
- Não, , obrigada. Eu só preciso que você fique aqui comigo ok?
- Claro, linda, o tempo que você precisar. – Colocou a garota em seu colo, e massageava os cabelos dela, e aos poucos voltava ao seu estado normal.
- ? –Separou seu rosto do dele, o olhando nos olhos.
- Fala, minha linda.
- Me beija?
sorriu ao perceber que ela estava mais calma, a pegou pela cintura e a deitou na cama, se posicionou por cima dela, e lentamente aproximava seu rosto do dela, sentia a circulação rápida dela, e podia sentir sua respiração descompassada bater em seu rosto. Passou uma das mãos no rosto dela, admirando aquela beleza tão única que só aquela garota tinha. Ao encostar levemente seus lábios nos dela, sentiu a garota projetar o rosto para frente, mas se afastou um pouco e a encarou.
- Eu te amo, . Promete que NUNCA vai esquecer isso?
- Só prometo se você prometer também. – Sorriu.
se aproximou e a beijou como resposta àquela pergunta. percorria os lábios dela com a língua, fazendo se arrepiar.
- Por que só você consegue mexer assim comigo, ? – Sussurrou no ouvido dele, fazendo sentir um calafrio por toda sua coluna.
- , não faz isso comigo que você sabe que eu não agüento. – Mordeu o ombro dela, a fazendo soltar um pequeno gemido.
- .
- Oi, amor.
- Quando você acabar o colegial, você vai fazer o que?
- Não sei, , ainda não parei para pensar nisso. Mas provavelmente eu volto pro Brasil. – Disse e abaixou levemente o rosto, no mesmo instante saiu de cima dela e se sentou na cama.
- Como assim volta pro Brasil?
- , eu vim pra cá, para ter um diferencial no meu currículo, para conseguir um bom emprego lá, entende? Eu... Não vim para ficar permanentemente. – viu abaixar o rosto, estava claramente chateado.
- Mas, e se você não precisar mais trabalhar lá?
- Como assim?
- Se eu arranjar um bom emprego para você aqui, perto de mim, você aceita?
- E-eu não sei, .
- Eu posso colocar você para ajudar o Fletch em alguma coisa, ou melhor, você pode ser minha psicóloga particular.
- , calma amor. –Segurou o rosto dele com uma das mãos. – Não vamos pensar no futuro, ok? Vamos pensar no agora. E agora eu tenho você aqui, comigo, e preciso de você. – Passou o braço em volta do pescoço dele, e ele rapidamente a deitou na cama.
- Não me abandona, . Eu não sei mais como viver sem você. – a encarava, e fazia sentir seus olhos presos aos dele.
- Você viveu a vida toda sem mim, . –Sorriu, mas viu que ele mantinha uma expressão séria no olhar.
- É sério, . Por favor, promete?
- , eu não posso prometer isso. – saiu irritado de cima dela, mas ela o segurou pelo braço. – Amor, calma. Eu tenho que pensar na minha família entende? Eu não posso simplesmente abandonar todos lá e falar que vou viver aqui para sempre.
- Eu... Eu... Me perdoa, . Mas é que pensar em te perder me causa um vazio imenso aqui dentro. – Desviou o olhar para o chão e apontou para o peito. segurou as mãos dele fazendo ele a olhar diretamente nos olhos.
- , falta muito tempo para isso acontecer, e nós vamos dar um jeito. Nem que você tenha que ir morar comigo no Brasil. – sorriu e a abraçou.
- Sabe que isso não é uma má idéia? Dizem que as brasileiras são muito gostosas. – afastou-se e deu um tapa no braço dele, mas ele logo a puxou pela cintura.
- Pena que a brasileira mais gostosa já tem dono.
- Ah é? E posso saber quem é esse dono? – Se afastou e cruzou os braços.
apontou para si mesmo todo sorridente. pulou em cima dele, o fazendo cair de costas na cama, com ela entre suas pernas.
- Esse seu jeito maluquinho me fascina sabia? – Mordeu o lábio dela, fazendo a garota fechar os olhos sorrindo.
ficou de pé na cama, por cima dele, e começou a dançar de uma forma provocante,
apenas observava os movimentos dela, com o corpo apoiado nos cotovelos. Viu a garota descer da cama e se sentou, não parava de dançar e a cada minuto tinha mais vontade de correr até ela e tomá-la em seus braços. Quando já não agüentava mais, fez o que seu corpo mandou, correu até onde ela estava e a prensou contra a porta do banheiro.
- Poxa, , você acabou com o meu show. – Faz bico o olhando nos olhos.
- Desculpa, pequena, é que eu não resisto por muito tempo. –Se aproximou e beijou os lábios dela, que em poucos minutos também cedeu ao beijo.
puxou as pernas dela para cima, fazendo a garota contornar a cintura dele com elas, a apertou mais contra a parede, e pôde sentir o gemido dela abafado por seus lábios.
Foi caminhando de costas até a cama com ela em seu colo e massageando as pernas dela, que se arrepiava e puxava os cabelos dele para trás.
acabou tropeçando numa almofada e caiu levando a garota consigo, começou a gargalhar.
- Impressionante como você consegue acabar com o clima, amor. – Ainda rindo, deu um selinho nele.
- EU não acabei com o clima, foi essa sua almofada maldita. – Pegou a almofada e a lançou para longe. – Vem aqui. – tentou segurá-la, mas ela rapidamente se levantou.
- Ninguém mandou acabar com o clima, , agora vai ficar sem. – Mostrou a língua para ele, e o viu se levantar lentamente do chão.
- Você que pensa. – Sorriu maliciosamente e começou a andar em direção a ela, começou a correr e a perseguia.
- VOLTA AQUI, .
- Me pega, gato. – parou e deu uma pequena rebolada, fazendo apertar o passo e conseguir chegar até ela, a empurrou com certa força contra a porta do quarto e encostou uma das mãos da garota na parede ao lado do rosto dela, e a outra a segurou com força pela cintura.
- Quero ver você sair daqui agora. – Falou com o rosto próximo ao dela.
- E quem disse que eu quero sair? – Sussurrou e fez sentir suas pernas amolecerem.
- Você sempre consegue dominar a situação né?
- Só quando eu quero. – Se aproximou e mordeu a bochecha dele.
puxou a cabeça dela para trás pelos cabelos e ficou encarando sua boca.
- Me beija logo, . – sorriu ao ouvir isso.
- Acho que você merece uma torturazinha também. – Sussurrou com os lábios MUITO próximos aos dela, se curvou para frente, mas se afastou e virou-se de costas sorrindo vitorioso. o puxou pelo braço, fazendo ele voltar a ficar de frente para ela, mordeu o lábio dele com certa força, fazendo a beijar com intensidade e batê-la contra a porta novamente. gemia abafado ao sentir as mãos dele percorrerem o caminho entre suas coxas e sua cintura. Passou uma das pernas em volta do quadril dele, o trazendo para mais perto, mordendo o pescoço dele que segurou a perna dela com força e a empurrou ainda mais contra a porta. Ouviram o telefone tocar e se assustou, tentou se afastar, mas mais uma vez a bateu contra a porta.
- Deixa tocar.
- , pode ser importante.
- Tá tocando lá embaixo também, a ou a vão atender. – Desceu os beijos para o pescoço dela, fazendo a garota se desligar completamente do som do telefone e concentrar-se nos beijos dele.
- ? – sentou batidas na porta, e se afastou rapidamente empurrando .
- É a , . – Sussurrou.
- ? Você está ai? – repetiu e empurrou para o lado, abrindo a porta em seguida.
- O-oi, .
- Telefone pra você querida, é o Rafa. – disse calmamente entregando o telefone nas mãos dela e indo em direção ao seu quarto. respirou aliviada.
- Alô?
- – Rafael gritou do outro lado da linha.
- Quando eu ficar surda, quem vai pagar o aparelho de audição é você.
- Desculpa amor. Mas então, vamos sair. – Afirmou num tom de imperiedade e colocou a mão na cintura, apenas a observava.
- Quem você pensa que é pra mandar em mim?
- Sou o Rafael, prazer.
-Besta. – disse sorrindo.
- Mas sério, , vamos sair.
- Vamos, claro amor. Onde vocês querem ir?
- Vamos almoçar em algum lugar, mas a gente decide isso depois, e... –Rafa fez uma pausa. – Peraí, , o Gui tá querendo alguma coisa.
- Ok! – respondeu e pôde ouvir o amigo deixar o telefone em algum lugar.
- Socorro! – A garota ouviu uma voz feminina muito estranha, parecia ser um eco ou algo parecido. (N/A: Imaginem um espírito ok? Não consegui descrever direito essa parte :))
- Alô? – Se assustou.
- Pronto, , enfim, o Gui alugou um carro, e daqui a duas horas a gente passa aí, pode ser?
- Po-pode. Rafa, tem alguma mulher aí?
- Tem o Gui. – Disse e gargalhou.
- É sério, Rafa.
- Não, , só tem nós dois. Por que a pergunta?
- P-por nada.
- Tem certeza?
- Tenho sim, amor.
- Então ok, até daqui a pouco então.
- Até, beijos. – A garota preferiu ignorar o que ouviu.
Desligaram e jogou o telefone em cima da cama.
- O que ele queria? – se aproximou e a abraçou pela cintura.
-Marcar a data do nosso casamento. – Falou séria, mas acabou rindo ao ver a cara de . – Brincadeira né besta? Ele quer ir almoçar em algum lugar.
- E você vai?
- Claro né, ?
- Vai me abandonar aqui, sozinho na escuridão. – Fez drama e beijou o nariz dele.
- Amor, eles vão embora dentro de alguns dias, não posso deixar eles. – Se soltou dele e foi saltitando até o closet.
- O que eu vou vestir, o que eu vou vestir? – cantava uma musiquinha e ria.
- Coloca uma calça larga e um agasalho.
-Ah, mas que ótima idéia, . – Falou irônica. – Acho que vou pelada o que acha?
- Acho que você está engraçadinha demais. – disse levemente irritado, sentou-se na cama.
- Bobo. Já volto. – Disse e entrou no closet,
deitou-se na cama e passou a encarar o teto.
Minutos depois saiu com uma saia jeans rodada uma blusinha roxa um pouco decotada e scarpin também roxo.
- E ai como estou? – Chamou e sentou-se na cama, observando a garota.
- Dá uma voltinha. – fez o que ele pediu e mordeu o lábio.
- Está maravilhosa, amor, mas NUNCA que eu vou deixar você sair de casa assim sem mim.
- Acho bom você aquietar esse facho.
- É sério, , é que está muito frio lá fora, e você já está gripada.
- , você é um fofo por se preocupar, mas não está frio.
- Bom você que sabe, se você piorar dessa gripe eu não vou cuidar de você. – Virou a cara, fingindo estar bravo. caminhou até ele e sentou-se em seu colo.
- Tem certeza que não quer cuidar de mim? – Falou no tom mais pervertido que conseguiu sussurrando no ouvido dele. se arrepiou e rapidamente a jogou em cima da cama, e se posicionou por cima dela.
- Minha gostosa. – Sorriu marotamente e selou seus lábios rapidamente, procurava com certa urgência a língua dela, e assim que a encontrou sentiu todos os pêlos de seu corpo se arrepiarem juntos. Passava a mão firmemente dela lateral do corpo dela, subindo sua blusa sempre que passava pela sua cintura, ouviu a garota gemer ao passar a outra mão na parte interna da coxa dela.
- Você me deixa louca sabia, ? – Sussurrou perto da orelha dele, e a mordeu, fazendo pressionar seu quadril contra o dela.
- Não brinca com fogo, garota. – Disse levemente e mordeu o pescoço dela.
sorriu de lado, e rodou pela cama ficando por cima dele. Segurou os dois braços dele em cima de sua cabeça, e se aproximou.
- Você me ama? – Falou lentamente com a testa colada à dele, segurando os braços dele fortemente, para ele não conseguir se soltar.
- Claro que amo. – Jogava seu corpo para frente, e tentava soltar suas mãos sem fazer muita força para não machucá-la.
aproximou mais seu rosto e roçou os lábios nos dele, e quando ele projetou o rosto para frente, se afastou.
rapidamente soltou seus braços e a apertou pela cintura, rodou pela cama e acabou derrubando os dois da mesma e caindo em cima dela.
- Ai minhas costas, amor. – gargalhava.
- Desculpa, pequena.
- Você é mais desastrado que eu cara, parabéns. – A garota não conseguia parar de rir, e sentia o peso de em cima de seu corpo.
Ouviram alguém passar a unha na porta do quarto e tampou os ouvidos.
- Dude, como eu ODEIO esse barulho.
- Eu também, amor, me dá arrepios. – Abraçou o garoto. – Mas quem fez isso?
- Provavelmente a , ela adora fazer essas coisas.
- Cara, vou dar um xingo nela, já volto. – Levantou-se e abriu a porta, percorreu os olhos por toda extensão do corredor, e nem sinal de , passou pelo quarto de e pôde perceber que ela estava no chuveiro. Foi caminhando até o quarto da amiga e ao abrir a porta, já estava pronta para dar uns bons gritos, mas ao vê-la dormindo um medo dominou seu corpo.
babava no travesseiro, o que demonstrava que já dormia há algum tempo.
- Quem fez aquilo então? – Ao pensar isso, uma corrente de ar extremamente gelada passou por ela, fazendo se arrepiar.
Voltou correndo para o quarto e deitou-se na cama ao lado de , o abraçando em seguida.
- E ai? Matou ela? – brincou, mas parou de rir ao ver que não respondia. – ? O que foi amor?
- A está dormindo .
- Deve ter sido a minha mãe então, minha família é muito brincalhona e...
- Não, , não foram elas. Sua mãe está tomando banho.
- Então quem pode ter sido? – filosofava e ficava a cada minuto mais apavorada.
- N-não sei, amor, isso que está me deixando com medo. – O apertou ainda mais forte.
- Hey, pequena, calma. Eu estou aqui ok? Deve ter sido o vento.
- O vento ? – deu um pequeno sorriso ao ouvir a teoria do namorado.
- Tá, essa foi idiota, mas eu só estava tentando te acalmar.
- Ai, lindo. Te amo. – Subiu a cabeça e lhe deu um selinho.
O telefone tocou e deu um pulo quilométrico, riu.
- Vai voar amor?
- Bobo. Alô?
- , nós estamos indo. Espera a gente na porta?
- Já? – se levantou rapidamente, assustando .
-Já . Até daqui a pouco. – Disse e desligou o telefone.
- MERDA!
- O que foi, ?
-Eles já estão vindo e eu nem me maquiei ainda. – Disse e correu para a penteadeira.
se encostou na parede ao lado e ficou observando ela se maquiar por um tempo.
- O que eu vou fazer sem você aqui a tarde toda?
- Ai, amor, não faz isso comigo. Eu prometo que não vou demorar muito. – Se levantou e parou em frente a ele.
- Vou sentir sua falta. – passou a ponta dos dedos no contorno do rosto dela, a fazendo fechar os olhos lentamente. Ouviram uma buzina e abriu os olhos.
- São eles. – Aproximou-se e lhe deu um beijo. – Tenho que ir. Eu te amo, .
- Vem aqui e se despede direito. – A puxou pelo braço e a beijou com muita intensidade, fazendo se esquecer dos amigos lá embaixo. a beijava com vontade, sem intenção de soltá-la muito cedo. só caiu em si quando ouviu os amigos gritando e buzinando.
-Eu vou indo amor, antes que eles me matem.
-Bom almoço . – sorriu e deu um selinho no garoto, saiu correndo pelos corredores em seguida, deixando em seu quarto.
O rapaz caminhou até a janela e viu pular nos braços dos amigos, que já estavam impacientes com a demora dela. Um sorriso montou-se em seu rosto ao vê-la tão feliz.
- E agora? O que eu faço aqui sem você? – Pensou alto observando aquele quarto que antes parecia tão pequeno, e agora parecia tão vago e imenso, definitivamente ele precisava dela para ter sua vida completa.

*Capítulo 24*
vagou pela casa durante horas, não sabia o que fazer, estava inquieto e impaciente, quando ouviu seu celular tocar, não pôde deixar de ter esperanças que fosse ela, e ao ler no visor o nome ‘’, se decepcionou um pouco.
- Fala, . – Disse secamente.
- Nossa que ânimo hein, ?
- Fala logo, , acabei de acordar.
- Bom, o Fletch descolou umas entradas Vips numa balada lá no centro. Vamos?
- Quando?
- Hoje à noite.
- Sinceramente não estou a fim, . – Disse desanimado.
- Espera, quem é você, e o que fez com meu amigo? dispensando uma balada? Tem algo errado nisso.
- É sério, .
- Vamos logo, , agora que você terminou com a , está na hora de voltar a curtir. Ou já tem outra gatinha no caminho?
- C-claro que não. Mas...
- Mas nada, pode levar mais alguns amigos se quiser. Mas a gente passa aí por volta das 21h.
- Não, , eu...
- Até as 21h. Tchau. – Disse e desligou o telefone.
tacou o celular em cima da cama, e se deitou ao lado do mesmo. Ficou ali encarando o teto, e implorando para que o tempo passasse depressa para que voltasse logo. Se assustava ao perceber o quando tinha se tornado dependente desse relacionamento, se assustava ao pensar em como era essencial para ele.
- Já sei. – Sentou-se rapidamente na cama. – Vou chamar ela pra ir comigo pra tal balada do . Eu sou um gênio cara. – Se vangloriava e caminhou até o banheiro, precisava estar lindo para ela. Ficou no mínimo uma hora cantarolando em baixo do chuveiro, e ao desligá-lo ouviu a porta de seu quarto se abrir, um sorriso instalou-se em seus lábios ao imaginar que já estava em casa. Mas ao chegar ao quarto, percebeu que ele estava completamente vazio, estranhou, mas não levou muito em conta, caminhou até o closet e retirou de lá uma calça jeans daquelas bem largas e uma camisa social branca.
- ! – Ouviu gritar no andar de baixo e sorriu abertamente, vestiu-se e ficou atento aos sons do corredor, e quando ouviu os passos dela entrando em seu quarto abriu a porta, dando de cara com ela toda sorridente.
- Oi, amor. – sussurrou fazendo se assustar e virar-se de frente para ele.
- Que susto, . – Colocou a mão sobre o peito e o olhou de cima a baixo. – Posso saber aonde o meu namorado vai todo gatão assim?
- Eu vou pegar umas gatinhas na balada.
- Ah é? Bom saber, assim posso ‘pegar uns gatinhos’ também. – Falou irônica.
- Brincadeira, linda. Eu vou numa balada sim, mas eu quero que você vá comigo.
- Você vai sozinho?
- Não, os caras da banda também vão.
- E você quer que eu vá como? –Perguntou e viu que não entendeu pela expressão que fez. – Você não acha que eles vão estranhar eu ir com você ?
- Putz! Tinha me esquecido disso. – Bateu a mão na própria testa. – Mas e agora? O que eu faço, não quero ir sem você.
- Já sei! Convida a .
- Ahn?
- Se ela for vai ser mais convincente entende? E eu tenho certeza que ela não vai sem mim. – Brincou jogando o cabelo para trás.
- Linda! Você me surpreende sabia? –Se aproximou e a abraçou. – Onde ela está?
- Lá embaixo, comendo pra variar.
- Vou falar com ela. – Deu um selinho na namorada e desceu as escadas.
Chegou na cozinha e viu lavando a louça.
- Oi, irmãzinha linda.
- Oi irmãozinho lindo.
- E ai, o que vai fazer essa noite?
- Por enquanto não tenho planos, por quê?
- Quer ir numa balada comigo?
- Balada, ? Olha pra minha cara e deduza se eu tenho cara de quem gosta de balada.
- Vamos vai, , vai ser divertido. É uma balada vip, e você pode chamar a e o Greg se quiser. – Ao ouvir isso, a expressão entediada de se transformou num enorme sorriso.
- Sério?
- Seríssimo! –Disse sorrindo.
- Ok! Vou ligar pra ele, chama a ? Só não briga com ela.
- Tá, pode deixar.
- Que horas nós vamos?
- Os guys vão passar aqui por volta das 21h. olhou para o relógio da parede.
- Mas já são 19h30min.
- Então acho melhor você se apressar. – mal terminou a frase e viu a irmã subir correndo as escadas. Sorriu vitorioso e foi para o quarto da namorada.
- Pronto. – Chegou e deitou-se na cama.
- Já?
- Ahan.
- Como você conseguiu convencê-la a ir a uma balada? – Sentou-se na cama próxima a ele, e foi puxada para deitar-se ao seu lado, encostou a cabeça no peito dele.
- Eu sou muito persuasivo, amor.
Ficaram abraçados sentindo a respiração um do outro por algum tempo.
- Que horas nós vamos?
- Às 21h.
- Então sai daqui porque eu preciso me trocar. – Disse se levantando da cama e puxando o garoto pelo braço. O expulsou do quarto e entrou no chuveiro, tomou um banho rápido e assim que saiu do banho se deparou com sorridente sentada em sua cama.
- Ele vai, !
- Quem vai onde, amor?
- O Greg vai com a gente pra balada. – Disse com os olhos brilhando. – O falou com você né?
- Falou sim, e saiba que eu só estou indo por você. – Mentiu.
- Obrigada, ! Me empresta um vestido seu?
- Claro amor, pode escolher qualquer um. – Apontou para o closet e saltitou até lá. Pegou um vestido preto um pouco acima do joelho e saiu do quarto agradecendo à amiga.
sorriu ao ver a felicidade de . Foi até o closet e pegou um vestido vinho e uma sandália prateada. Arrumou-se rapidamente, e quando faltavam 15 minutos para as 21h, já estava pronta na sala esperando por e .
desceu primeiro e ao ver a garota no sofá, não pôde evitar alguns pensamentos impuros.
- Até que enfim hein? – brincou ficando de pé em frente a ele.
- Você está maravilhosa.
- Você também, amor. – Quando foi se aproximar para beijá-lo, ouviram a campainha tocar e em menos de dois segundos, descia as escadas correndo.
- EU ATENDO. – Gritou e abriu a porta, dando de cara com um Greg sorridente.
- Oi, linda. – Greg sorriu e abaixou a cabeça envergonhada.
- Oi, amor, entra. – Deu espaço para ele passar e Greg lhe deu um beijo.
- AHH QUE LINDO. – não se agüentou.
Ficaram ali na sala conversando por algum tempo, até ouvirem mais uma vez a campainha tocar, se levantou e foi atender.
- Oi, . – Sorriu ao vê-lo parado na porta. O garoto parecia hipnotizado e mantinha a boca aberta olhando para ela.
se sentiu desconfortável tendo os olhos do rapaz vidrdos nela, então começou a estalar os dedos na cara dele, o fazendo sair do transe.
- O-oi, . Nossa, você está linda. – Disse ainda meio abobalhado olhando para ela.
-E AE, . – chegou gritando, na intenção de afastar de . Passou na frente dela, e abraçou o amigo. entendeu o recado e foi se sentar no sofá.
- E ai pessoas, vamos? – chamou e os três se levantaram do sofá.
esperou e Greg passarem, e segurou a namorada levemente pelo braço.
- Não deixa o fazer essas gracinhas com você, ok? – Falou baixo, para só ela ouvir.
- Relaxa, amor. – Sorriu e apertou levemente a bunda dele, o fazendo dar um pequeno pulinho, gargalhou e caminhou até a van estacionada em frente ao jardim.
Ao entrar se deparou com os três rapazes, , Greg, e notou que só tinha um banco vazio ao fundo.
- Eu vou ter que sentar com o ? – Falou com desprezo.
- Se você quiser eu sento lá atrás com você, . – disse se levantando.
- Relaxa, , ela senta comigo, você já está acomodado aí. – disse e se dirigiu para o fundo da van, junto com .
passou o caminho todo acariciando as pernas da namorada, e ela não podia fazer nenhuma feição no rosto, já que passou 90% do trajeto olhando para ela, o que foi uma tortura para a garota, que sentia vontade de apertar contra seu corpo. Apertava o estofado do banco, sem mudar a expressão do rosto, e sorria marotamente ao vê-la daquela forma.
Ao chegarem à boate, esperou todos descerem da van, e beijou com certa violência, um beijo rápido, mas que transbordava desejo.
- Você é cruel, amor. – Falou próxima ao rosto dele.
apenas mordeu o lábio dela, e saiu da van com a garota logo atrás.
Entraram por uma entrada alternativa, por terem entradas vip, indicaram uma escada para eles subirem e assim o fizeram, chegaram a um camarote ao alto da boate, e todos olharam com os olhos brilhando para o local. O local era enfeitado por enfeites prateados, e as luzes da pista de dança faziam o local mudar de cor dependendo do reflexo.
- Uau. – Todos falaram e coro. Depois de algum tempo apenas observando o lugar decidiram beber alguma coisa.
Se dividiram, e Greg se agarravam em um dos sofás, e conversavam sobre alguma coisa, e , e estavam sentados num outro sofá perto do mini-bar. fingia se interessar na conversa com , mas de tempos em tempos lançava um olhar para .
- Gente eu vou descer lá pra pista, alguém quer ir? – perguntou lançando um olhar significativo para .
- Eu vou com você, , quero ver o movimento lá de baixo. – se levantou e caminhou atrás de .
Estava descendo as escadas, e a puxou pelo cotovelo, fazendo a garota se virar rapidamente de frente para ele.
- Quase que eu caio, seu... – Não conseguiu terminara a frase pois sentiu aqueles lábios macios se grudarem aos seus. Passou a mão pela nuca dele, o trazendo para mais perto e intensificando o beijo. passou a mão pela coxa dela, e a levantou, fazendo a garota ficar meio sentada no corrimão da escada, pressionava seus dedos contra a pele dela, fazendo gemer e o som ser abafado pela música alta do ambiente.
desceu uma das mãos dele, e acariciou o zíper da calça dele, o fazendo se contrair para frente.
- Não me provoca, . – Puxou o cabelo dela para trás e a encarou.
- Você pode me provocar e eu não? – Lançou um olhar sedutor o puxando para perto.
aproximou-se com um sorriso desenhado nos lábios e os prensou contra os da garota, que gemeu baixo tamanha foi a intensidade de seu ato.
- CAHAM! – Ouviram alguém pigarrear próximo a eles, se assustaram e seus corações deram voltas por dentro de seus corpos, mas logo se acalmaram ao ver que era apenas um segurança. – Desculpe atrapalhar, mas não é permitido fazer... isto... no estabelecimento.
não sabia onde enfiar a cara, estava roxa de vergonha, e sorria.
- Foi mal, dude, é que ela é muito GATA entende? Não consegui me controlar. – Falou e levou um safanão no braço. – Ai, amor.
- Eu entendo, senhor, mas não é permitido. – O segurança ria dos dois e da vergonha de .
- Nós entendemos, não vai mais se repetir. – disse, e sentiu afundar o rosto em seu peitoral, a abraçou e continuou olhando para o segurança.
Vendo que o segurança saiu rindo dali, afastou o rosto do peito do namorado.
- Cara, nunca senti tanta vergonha na minha vida. – Falou e colocou as mãos no rosto.
- HAHAHA, você tinha que ver sua cara, amor.
- Você ri, né, seu idiota. – Olhou-o com ódio e bateu em seu braço.
- Ai, , pára de me bater, sua mão é muito pesada. – Passou a mão no local atingido, e ao vê-la levantar a mão mais uma vez, segurou seu braço e a olhou profundamente nos olhos. – Eu disse pra parar.
- Se eu não parar o que você vai fazer? Me bater?
- Você ainda acha que eu seria capaz de te bater, ? –Ainda a segurava pelo pulso, e a olhava nos olhos.
- Acho bom mesmo. – Disse num tom divertido, fazendo sorrir e a segurar pela cintura.
- Te amo. – Se aproximou e a beijou. – Te amo. – intercalava beijos e palavras deixando com um sorriso cada vez maior.
- Chega, , senão o segurança com cara de gorila de circo volta.
a pegou pela mão e a guiou até a pista de dança, o ambiente estava completamente lotado, e era difícil se locomover.
finalmente parou, estava sob o globo e virou-se de frente para ela, uma música agitava tocava e o aglomeramento de pessoas fazia ficar muito próxima a ele.
Começou a mexer os quadris no ritmo da música, e a observava hipnotizado.
- Vai dançar comigo ou vai ficar só olhando. – Se aproximou e sussurrou no ouvido dele.
a pegou pela cintura e com brutalidade a trouxe para frente, fazendo a garota bater o seu peito no dele. sorriu e mordeu o lábio dele, virou-se de costas e levantou os braços, se movimentando junto com a música, esfregando seu corpo ao dele. a envolveu pela cintura com seus braços, e movimentava-se no mesmo ritmo que ela. Os dois sorriam ao sentirem-se tão perto. num movimento rápido virou-se de frente para ele, uma música um pouco mais lenta começou e ela dançava provocante para ele, que apenas se movia de um lado para o outro, sem se preocupar se dançava no ritmo ou não. A garota se aproximou e olhando de uma forma sedutora passando o dedo indicador do pescoço ao cós das calças dele percorrendo todo aquele abdômen definido com a unha, se arrepiou sem tirar os olhos dela. movia os lábios cantarolando a música e sentia uma vontade incontrolável de tocá-los com os seus próprios lábios, a puxou pela cintura e tentou beijá-la, mas a garota desviou o rosto dançando, fazendo o rapaz morder o lábio por desejo, e viu a garota sorrir de lado. Os dois dançavam freneticamente na pista, se esfregando de vez em quando. Em certo momento, ameaçou se afastar, mas a puxou fortemente pelo braço e finalmente selando seus lábios, parecia que todos a suas voltas tinham sumido, e os dois estavam sozinhos naquela enorme pista, não tinham a intenção de se soltar tão cedo, estavam envolvidos demais com aquele beijo. O clima começava a esquentar, já estava com as mãos para baixo da cintura dela, e ela apertava a nuca dele com as duas mãos, quando começou a subir o vestido dela, repousou uma das mãos sobre as dele.
- Melhor a gente parar por aqui, . – Disse ofegante com a testa colada a dele.
- Desculpa, pequena, perdi o controle. – Sorriu.
- Eu também, amor. – Lhe deu um selinho. – Eu vou ao banheiro ok?
- Ok, amor, mas toma cuidado.
- Pode deixar, lindo. – Soltou sua mão das dele e saiu caminhando em direção ao banheiro.
estava com as mãos trêmulas e com o coração disparado, passou uma das mãos pelo cabelo e respirou profundamente.
- Preciso de uma bebida. – Concluiu e foi até o bar. Ao chegar lá se deparou com .
- Oi, . Achei que você estivesse lá em cima. – reparou que lhe lançava um olhar diferente do normal, mas achou que pudesse ser a luz baixa, ou até mesmo a bebida.
-Eu vi, . – falou secamente, e percebeu que nenhuma de suas teorias estavam certas.
- Viu o que, ?
- Você e a , dude. – sentiu seu coração disparar ainda mais ao ouvir o nome dela.
- Do que você está falando? – Tentou disfarças, mas sua voz trêmula o entregava.
- Você vai continuar mentindo, ? Poxa, eu achei que fôssemos amigos.
- ... Eu... Me desculpa, cara. – Abaixou a cabeça, e sentiu o amigo repousar uma das mãos em seu ombro.
- Você sabe que pode confiar em mim e nos caras, não sabe?
- Sei, claro que sei, , mas é que ela me pediu entende? Me pediu para não contar pra ninguém.
- Por que não?
- Ela está muito insegura, eu realmente não sei o verdadeiro motivo, mas eu não quero arriscar perdê-la. Eu estou... apaixonado.
- apaixonado? Ta, essa é nova.
- É sério, , eu nunca me senti assim, é tudo muito novo pra mim. Só sei que eu não consigo passar um segundo do meu dia sem pensar nela e sem desejar ter ela em meus braços. Eu sonho com ela quando estou dormindo e quando estou acordado, meu coração dispara quando eu sinto o perfume dela, minhas mãos suam quando eu vejo ela sorrindo. Acho que estou ficando louco. – Passou as mãos pelo cabelo e viu rir.
- Eu podia jurar que nunca ouviria você falar uma coisa dessas. O que essa garota tem de tão especial pra fazer você ficar tão apaixonado?
- Ela tem TUDO, , tudo que eu preciso. – Respirou fundo e lembrou-se do beijo dela. – Mas dude, você tem que me prometer que não vai contar pra ninguém.
- Calma, , como eu já disse, você pode confiar em mim, eu só acho que você devia contra pro e pro também, eles merecem saber, e mais cedo ou mais tarde eles vão acabar descobrindo.
- É, você tem razão. Depois eu converso com eles, num lugar mais calmo.
- Isso. – sorriu.
- Obrigado, . – Abraçou o amigo e viu passar perto deles, a segurou pelo braço e a trouxe para perto, ria da situação.
- Me solta, seu idiota. – encenou.
- Relaxa, , o sabe de tudo.
- T-tudo o que?
- De nós dois amor.
- Eu não acredito que você contou pra ele , eu pedi pra você não contar pra ninguém. – aumentava o tom de voz a cada palavra que pronunciava.
- Calma, ! Não foi ele que me contou, eu que vi vocês na pista. – se intrometeu, e arregalou os olhos.
- Ai cara, que vergonha. – Encostou a cabeça no ombro de e ele a abraçou sorrindo.
- Linda, não se preocupa, ele não vai contar para ninguém, eu confio minha vida ao .
- Bom, se você confia nele, eu também confio. – Sorriu e olhou nos olhos de , e percebendo o clima decidiu se afastar.
- Eu vou deixar os pombinhos a sós. – Desceu da cadeira que estava e foi caminhando até a pista.
- A gente tem que disfarçar melhor, amor. Senão daqui a pouco todo mundo vai estar sabendo. – mantinha os olhos fixos nos dele, enquanto ele apenas focalizava a boca da garota.
-Eu não me importo de te mostrar pro MUNDO TODO. Quero mostrar para todos a sorte que eu tenho em ter a garota mais perfeita ao meu lado. – Abriu os braços, e sorriu.
- Por que você tem que ser tão fofo hein? Assim você acaba comigo. – Abaixou os olhos e apoiou o indicador no queixo dela, fazendo a garota o olhar nos olhos. Sem dizer nada selou seus lábios.
-Aqui não, . – o empurrou assustada, não queria que mais ninguém os visse.
entrelaçou seus dedos, e foi a guiando até os banheiros. Ao chegar à porta do feminino e masculino, olhou para a garota.
- Eu não vou entrar aí. – Disse a apontou com cara de nojo para o masculino, sorriu e a pegou pela cintura, entrando no feminino em seguida.
- Deixa eu ver se não tem ninguém aqui. – A garota sussurrou no ouvido dele, e foi verificando cabine por cabine, se abaixando para olhar por baixo das portas. observava todos os movimentos da garota, mantendo os olhos fixos às pernas dela, e quando ela já verificava a última cabine, correu até onde ela estava e abraçou por trás, fazendo a garota espalmar as mãos na parede em frente, mordeu o pescoço dela, e a ouvir gemer alto.
A virou de frente e a prensou na parede. Rapidamente subiu o vestido dela e fez suas mãos se encontrarem com as coxas dela. Quando já estava baixando sua calcinha, ouviram alguém entrar no banheiro, e rapidamente o puxou para dentro da cabine.
não parava de beijar seu pescoço, e não agüentou por muito tempo, agarrando os cabelos dele com força foi descendo os beijos pela extensão do pescoço de , até chega no primeiro botão da camisa. A cada botão que soltava dava um beijo no local que aparecia, e quando estava no último, mordeu a pele dele, o fazendo gemer.
- SHIU! – colocou um dedo sobre os lábios dele.
‘Desculpa!’, apenas movimentou os lábios, e ao sentir a garota tirar completamente sua camisa, não pôde deixar de passar as mãos pelo corpo dela. A empurrou um pouco para trás e foi distribuindo beijos pelo corpo dela. mordia os lábios com força sentindo os beijos dele, e tentava gravar aquele momento eu sua mente. intensificava os beijos, e aos poucos eles iam se transformando em chupões, o que estava deixando a garota em êxtase.
- Vem aqui, . – Falou um pouco mais alto do que deveria, mas no momento não estava mais se importando com nada, o puxou pelo cabelo e fez ele se posicionar entre suas pernas.
se movimentava lentamente e tentava fazer o mínimo de barulho possível. apoiou uma das mãos nas grades da janela, e com a outra segurava a garota pela cintura, com o tempo pedia intensidade ao rapaz, que atendia conforme os gemidos dela iam aumentando e se esforçava pra se manter calada. Ao ouvirem a porta do banheiro se fechar, os sons que antes saíam abafados, agora saiam livremente e ecoavam pelo local. Os dois suavam e gemiam alto, fincava suas unhas nas costas dele, e ele a apertava cada vez mais contra seu corpo. Ao final estavam cansados, se sentou no vaso com a garota em seu colo.
- Minha... Linda. – Falou pausadamente com um sorriso satisfeito nos lábios.
- Meu gostosão. – Mordeu a orelha dele e descansou seu rosto sobre os ombros dele.
- O que eu faria sem você hein? Como consegui viver tanto tempo sem ter você comigo? – massageava o cabelo dela sorrindo.
afastou o rosto e o olhou nos olhos.
- Fica comigo pra sempre? – Retirou alguns fios de cabelos suados da testa do namorado.
- Pra sempre SEMPRE. – Voltaram a se beijar, e depois de um tempo ali, se recompondo, decidiram voltar para perto dos amigos.
saiu antes do banheiro, e esperou por mais alguns minutos ali, olhou seu reflexo no espelho e percebeu que seu rosto estava todo suado, sorriu e pegou um papel para secar o rosto. Quando ouviu a porta do banheiro se abrir, pensou ser e um sorriso se estampou em seus lábios, mas ao ver uma mulher entrar, se decepcionou. Percebeu que a mulher não parava de olhar para ele e imaginou que fosse por ele estar no banheiro feminino.
- Ahn, me desculpe, mas você não é daquela banda famosa? – A mulher se dirigiu a ele.
- S-sou eu sim. – Viu a mulher se aproximar lentamente, ela usava um vestido curtíssimo e apertado, com um decote gigantesco, o que deixava seus seios fartos à mostra.
- Sabia que eu sempre tive curiosidade de conhecer um rockstar? – Aproximou-se dele, e passava a unha em seu peitoral, estava sem reação. – O que você acha de irmos para um lugar mais reservado?
Se o antigo estivesse ali, ele com certeza faria as coisas mais impuras dentro daquele banheiro, mas agora ele estava com , e não sentia nada ao ver aquela mulher se insinuando para ele, estranhou isso, e empurrou a mão dela.
- Me desculpe, mas eu tenho namorada.
-Tudo bem, eu não sou ciumenta. – Aproximou-se e mordeu o pescoço dele.
- É sério... – fez uma pausa.
- Jordyn, muito prazer.
- Prazer, Jordyn. Agora eu preciso ir. – tentou passar, mas ela o segurou pelo colarinho da camisa.
- Você está mesmo me dispensando? Aposto que sua namorada não chega aos meus pés. – A mulher disse observando seu próprio corpo, deixando com um certo nojo de tanta vulgaridade. Com delicadeza retirou a mão dela de sua camisa e a olhou nos olhos.
-Sinceramente, minha namorada é MUITO melhor do que você, seu corpo deve cair assim que você tira esse vestido, e eu não faço questão nenhuma de ver isso, então, por favor, vá se insinuar para outro, porque se eu procurasse por uma puta iria a um puteiro. – Virou as costas para ela e se dirigiu para a porta, deixando aquela mulher com a cara no chão.
Caminhava por entre as pessoas, e ao chegar na pista de dança, viu e dançando alegremente, chegou perto deles sorrindo. Abraçou pela cintura, e ela o empurrou rapidamente.
- Que foi, amor?
- A e o Greg estão por aqui. – Disse olhando em volta a procura dos dois.
- Tô com saudades do seu beijo. – fez bico.
- Mas a gente acabou de... – Olhou para . – Se beijar no banheiro.
- Se beijar né? Sei sei. – se intrometeu lançando um sorriso malicioso para os dois, corou.
- , vai pegar uma bebida, vai? – apontou para o bar enquanto se aproximava da namorada, gargalhou e foi para o caminho indicado pelo amigo.
- Você não entende que eu não consigo ficar longe de você? – a pegou pela cintura, e tentava se afastar.
- Pára, , a vai nos ver assim. – O empurrava mas ele continuava se aproximando. – , ! ! – se afastou rapidamente e a olhou assustado.
- Calma, amor. Desculpa. – se aproximou e deu um beijo em sua bochecha.
- Eu estou calma, . O problema é que eu não quero arriscar, você entende?
- Claro que entendo, linda. Me perdoa.
deu uma olhada rápida para os lados, e ao ver e Greg se beijando, aproximou-se do namorado e selou seus lábios. segurou a cintura dela com força e a bateu contra si, escorria suas mãos pelas costas dela, que se contorcia sorrindo, desceu as mãos pelos braços dele, e parou no cós de suas calças, parou de beijá-lo mas continuou com os lábios encostados aos dele, a olhou sem entender.
- Eu te amo. – falou, e sentiu os lábios da garota se movimentarem ao pronunciar cada letra daquelas palavras, se arrepiou inteiro, e a apertou forte pela cintura. A garota o empurrou para trás e se afastou dele, caminhando entre as pessoas.
ficou parado no meio da pista observando a garota se afastar com um sorriso abobalhado.
- Tira essa cara de bobo da cara, . – chegou rindo e parando ao seu lado.
- Dude... Eu estou ficando louco. – passava a mão freneticamente pelos cabelos.
- É meu caro, essa loucura se chama amor. – Repousou a mão no ombro do amigo e balançou a cabeça. – Quem diria que você se apaixonaria por ela, bem pela garota que você afirmava odiar.
- Agora eu acredito que o amor e o ódio caminham juntos, só não esperava que eu passaria por esses extremos, eu a amo demais dude!
- Dá pra perceber por essa sua cara de perdido no espaço.
- Está tão na cara assim?
- Está! Tenta disfarçar melhor, senão daqui a pouco você vai ver o rosto da estampado nos jornais.
- Nem brinca com isso, , acho que ela me mataria. – arregalou os olhos.
-Então toma mais cuidado.
- Vou tentar. – Passou mais uma vez a mão pelos cabelos, e viu a garota subir as escadas para a área VIP.
Ao entrar na sala, se deparou com engolindo uma garota em um dos sofás. se afastou da garota e ao olhar para , arregalou os olhos, fazendo sorrir.
- ... Eu... – tentou se explicar.
- Relaxa, . – rindo caminhou até o bar, onde estava sentado.
- Hey, por que está aqui sozinho? – Sentou-se ao lado do garoto que mantinha um olhar triste e vago para o copo em sua frente.
- Minha namorada, acabou de me ligar e... Nós terminamos.
- Poxa, , eu sinto muito. – apoiou a mão no ombro dele, tentando passar alguma força, mas não sabia ao certo o que falar. – Mas, se vocês se amam, tudo vai se ajeitar, é tudo questão de tempo, você vai ver.
- Obrigada, . Eu vou lá embaixo esfriar um pouco a cabeça. –Se levantou um pouco mais animado e desceu as escadas.
olhou em volta e percebeu que nem nem sua peguete estavam ali. Percebeu que estava sozinha, caminhou até a parede de vidro que dava a visão da pista de dança, sorriu ao ver as pessoas tão animadas lá embaixo. Ficou ali observando o movimento até ouvir o barulho de um vidro se quebrando, olhou assustada para trás e tentava encontrar alguém.
- ? É você? –Percorria todo o ambiente com os olhos e não via nem sinal de uma alma viva. Foi caminhando até o bar e notou um copo caído perto do mesmo.
- Quem derrubou isso? – Se perguntava mais uma vez procurando por alguém, sentiu uma corrente de ar forte bater contra seu corpo, o que foi estranho, pois a porta estava fechada, começou a se preocupar, foi novamente até a janela e de lá procurava , assim que o avistou todas as luzes da boate se apagaram e a música também parou, ouviam-se gritos por todas as partes e se apavorava mais a cada segundo. Assim que as luzes apagaram, empurrava todos que entravam em seu caminho, e mesmo sem enxergar nada, seguia seus instintos e aos poucos ia caminhando até onde estava.
andava às cegas por todo o local, sem rumo algum. Ouviu o barulho da porta se abrir, imaginou ser alguém que pudesse ajudá-la então se acalmou um pouco.
- Quem está ai? –Não obteve resposta. – ? Me diz que é você por favor.
Mais uma vez, ninguém respondeu, novamente se assustou.
- Por favor, me diz quem está ai? – Esperava por uma resposta, mas nada. De repente ouviu alguém andar sobre os cacos do copo perto do balcão, não sabia que atitude tomar, então ficou instável onde estava. Uma luz se acendeu pelo outro lado da porta e não pôde evitar desviar o olhar para lá, e assim que o fez, a imagem de uma mulher de branco aos prantos se desenhou à sua frente, a reconheceu como sendo a mulher com que teve aquele sonho, quando foi se aproximar para oferecer ajuda, a mulher começou a correr para longe, e logo em seguida um vulto preto se formou bem em frente à porta, o vulto foi se transformando na silhueta de um homem, e quando estava completamente formada, olhou para o rosto dele, ele sorria, era aquele sorriso, o mesmo que fez quando estavam na sala, caminhou de costas para trás, chorando, o homem manteve o sorriso e a olhou dos pés a cabeça, saiu da sala e fechou a porta. perdeu controle sobre suas pernas e caiu sentada no chão.
- ? ONDE VOCÊ ESTÁ? – entrou correndo naquela sala, desesperado procurando pela namorada.
- ? É você? – Falou com a voz trêmula.
-Amor, onde você está? – Ao terminar a frase as luzes voltaram, e viu a garota caída no chão.
- ! – Ficou ainda mais desesperado ao vê-la ali e correu até ela. – Pequena o que aconteceu?
- M-me tira daqui amor? – O olhou nos olhos e percebeu que ela havia chorado.
- Por que você está chorando, ? Me fala. – estava muito preocupado, mas não estava disposta a falar sobre o ocorrido, não queria preocupá-lo, talvez fosse apenas uma alucinação.
- Não me pergunta nada, por favor. Só sai daqui comigo? – O olhou firmemente nos olhos. sem dizer nada, se levantou e estendeu a mão para ela, assim que estavam em pé, o abraçou com muita força, e ele reparou que ela tremia.
- Amor, me fala o que aconteceu. – Se afastou um pouco da garota e, massageando seus cabelos, focou seus olhos nos dela. desviou o olhar, e preferiu não insistir, a pegou pelas mãos e a guiou para fora dali.
passou o caminho inteiro olhando para o chão, não queria correr o risco de ter outra ‘alucinação’. Ao chegarem do lado de fora da boate se virou de frente para ela.
- Como você está pequena? – Segurou o rosto dela com uma das mãos e a outra escorria pelas costas da garota.
- E-eu estou bem. – Sorriu fracamente e percebeu que ela não estava sendo sincera.
- Por que você está mentindo pra mim, ?
- . – Passou uma das mãos trêmulas no rosto dele. – Eu não quero te preocupar com as minhas idiotices.
- Eu sei que não são idiotices, , se estão te fazendo mal eu quero saber o que é.
- Ok, eu vou te contar. Mas POR FAVOR, me promete que não vai se preocupar.
- Não posso prometer isso.
- Ah, então eu não vou te contar, . – Se afastou rapidamente dele. correu até ela e a segurou pelo braço.
- , me conta pequena, eu já estou preocupado, e se você não me contar vou em preocupar ainda mais.
respirou fundo e o olhou nos olhos, o puxou para um beco ali ao lado e contou toda a história, a abraçou assim que ela começou a chorar.
- Você não sabe como eu me sinto culpado.
- TÁ VENDO, ? ERA ISSO QUE EU NÃO QUERIA. – Se afastou dele irritada. – A culpa não é sua, , por favor não se culpe por isso.
se aproximou.
- Me perdoa por ter te levado lá naquela cabana, , eu não devia. – Abaixou a cabeça e fez ele voltar a olhar nos olhos.
- Quantas vezes eu vou ter que te falar que a culpa não é sua? Vamos esquecer isso? – Desceu a mão até a nuca dele e o trouxe para frente, não conseguiu resistir e encostou seus lábios nos dela, a empurrava aos poucos para trás, até a encostar numa das paredes úmidas daquele beco.
- Eu te amo tanto, , mas você precisa me prometer que vai esquecer essa história.
- Eu... Eu queria te prometer, , mas é que a culpa que eu sinto é muito grande e... – o interrompeu selando novamente seus lábios.
perdeu a fala e a apertava contra seu corpo e a parede, a garota sentia seu vestido se umidecer cada vez mais.
- Acho melhor a gente ir, , eles devem estar procurando a gente. – Disse assim que se separaram para se recomporem.
- Eu perco a noção do tempo quando estou com você, sabia? – retirava alguns fios de cabelo que teimavam em cair sobre o rosto da namorada.
- Eu também, . Eu te amo tanto. – O abraçou.
- Se eu pudesse eu ficava aqui pra sempre.
levantou o rosto e o olhou nos olhos, lhe deu um selinho e se afastou.
- Vai você primeiro. Se a gente chegar juntos vai ser estranho. – o soltou apontando para a rua.
- Não, você vai na frente. Não vou deixar minha linda sozinha nesse beco escuro.
- Meu fofo. – pulou nos braços dele e o envolveu com suas pernas, acabou perdendo o equilíbrio e caiu. Os dois começaram a rir, ao notarem que estavam ensopados.
- Você tem problemas né, ?
- Tenho, e você é o maior deles. – Sorriu se levantando. Mandou um beijo no ar e saiu saltitando ali do beco. se manteve no chão apenas observando a garota sair dali.
Ao chegar na porta da boate e os outros estavam a espera dos dois.
- ! Onde você estava? – correu até a amiga.
- Eu me perdi no meio daquelas pessoas, desculpa a demora. – Olhou para todos, reparou que estava sorrindo, provavelmente tinha conversado com a namorada e ajeitado as coisas, lançava um sorriso malicioso para ela com certeza sabia que ela estava com , Greg sorria abobalhado, e tinha um olhar triste e encarava o chão.
- E ai, galerinha do meu coração. – chegou fazendo escândalo com um sorriso enorme.
-Até que enfim, . – disse irritado, e não entendeu nada.
- Bom, agora que estamos todos aqui, podemos ir? – perguntou olhando para eles e todos concordaram, foram entrando aos poucos na van e quando foi entrar a segurou pelo braço, que estava logo atrás não gostou nada do que viu.
- Eu preciso falar com você, . – não a olhava nos olhos.
- Pode falar . fez sinal para entrar na van e ele o fez. se sentou no banco da frente e guiou para os bancos do fundo, se irritou, e permaneceu em silêncio.
-, eu queria falar que... Eu só fiquei com aquela garota para tentar tirar você dos meus pensamentos, mas mesmo assim eu não consegui. – Abaixou o olhar e passou a encarar suas mãos.
- , eu não queria que isso acontecesse. Eu adoro você, de verdade mesmo, mas é como amigo entende? Não quero te dar falsas esperanças, e não quero que você se machuque. Eu estou apaixonada por outro cara.
- Mas a me disse que você terminou com o seu namorado, .
- Eu... eu preciso te contar uma coisa. – Respirou fundo e o olhou nos olhos, reparou que ele prestava muita atenção em suas palavras. – Eu estou namorando com o .
- O QUÊ? – gritou e chamou a atenção de todos da van, beliscou a perna dele e sorriu para os amigos.
- Ele não gostou da piada que eu contei, não se assustem gente, eu não sei contar piadas. – Todos riram e voltaram suas atenções para o que faziam antes.
- , por favor, não conta pra ninguém ok? Eu só te contei porque confio em você.
- Mas... Mas... Vocês estão juntos desde quando?
- Já tem algum tempo que estamos ficando, mas namorando mesmo tem só alguns dias.
- Mas vocês se odiavam tanto, eu não entendo.
- Eu sei que é estranho, , eu também não entendi no começo. – Olhou para ele e notou seu olhar triste. – Me perdoa .
- Você não tem que se desculpar, . Eu torço para que você seja feliz com ele.
- Obrigada, , você é muito fofo. – Passou a mão no rosto dele, os observava pelo retrovisor, e se irritou ainda mais ao ver a atitude da namorada.
- Mais alguém sabe? – perguntou.
- Só o , ele descobriu hoje ao nos ver juntos na pista de dança.
Continuaram conversando e parecia se conformar com o tempo, o que deixava mais tranqüila.
- , sua casa. – gritou chamando a atenção do amigo.
- Bom, , é aqui que eu desço. Saiba que eu dou apoio ao seu namoro ok? E fica tranqüila, não vou comentar com ninguém. – Disse e deu um beijo no rosto do garota, que fechou os olhos ao sentir o toque dele.
- Obrigada, , obrigada mesmo. Seu apoio é muito importante para mim. – Sorriu, recebendo um sorriso dele também.
desceu da van e o motorista deu partida. passou o caminho todo olhando pela janela e se sentindo mais leve ao ter contado tudo para . A van foi se esvaziando aos poucos, até sobrarem apenas , , Greg e .
- Greg amor, vai lá pra casa? – fez biquinho.
- Eu adoraria amor, mas não posso.
- Ah que triste. – abaixou a cabeça e Greg a beijou, olhava para os dois sorrindo, desviou o olhar para e viu que ele parecia aborrecido.
O motorista parou a van em frente à casa de Greg e ele e desceram.
aproveitou para falar com .
- Psiiu! – O chamou, mas ele fingia não ouvir. – !
voltou para dentro da van com um sorriso de orelha a orelha. Sentou-se e o motorista mais uma vez ligou a van. Ao chegarem em casa saiu correndo para dentro de casa. segurou o namorado pelo braço ao ver que ele sairia dali sem falar com ela.
- O que foi hein, ?
- Lá dentro a gente conversa, me espera no seu quarto. – Disse secamente e caminhou em direção à porta. permaneceu por alguns segundos ali parada, mas depois também adentrou. Antes de subir as escadas, encontrou com .
- , eu estou morta, vou dormir ok?
- Claro amor, até amanhã. – subiu as escadas alegremente, e foi até a cozinha beber um copo d’água. Foi caminhando até seu quarto e percebeu que o quarto de estava fechado, mas não bateu, entrou no seu e sentou-se na cama ainda com o copo nas mãos. Ficou ali por horas, terminou de beber, revirou-se na cama por diversas vezes esperando por , mas ele não aparecia. Acabou pegando no sono, e não ouviu quando entrou.
- ? –Sussurrava se aproximando da cama da namorada, estava nervoso por ter visto a cena com , e queria tirar a história a limpo, mas todo o seu ódio desapareceu ao vê-la dormindo tão calmamente, sentou-se ao seu lado e notou que ela tremia, foi até o guarda-roupas e de lá tirou um cobertor, cobrindo a namorada em seguida, ficou ali, apenas observando ela dormir.
- NÃO! DEIXE EU TE AJUDAR. –De repente começou a gritar, tirando do transe e fazendo ele se assustar, a garota suava e tremia. – VOLTA AQUI! NÃO CHORE! O QUE ACONTECEU? POR FAVOR ME DIGA. – parecia desesperada e se debatia na cama. estava totalmente se reação. – EU... EU NÃO FIZ NADA. NÃÃO! viu a namorada sentar na cama bruscamente e finalmente acordar, a garota olhou para o lado e ao ver ele sentado ao seu lado, o abraçou.
- Pequena, o que foi?
- , a-aquele sonho de novo. Eu... eu... – Ao perceber que não conseguia se expressar, passou um dos dedos nos lábios dela.
- Calma, amor, se acalma, ok? – Terminou e sentiu a garota o apertar ainda mais forte.
- Faz essas coisas pararem ,? – Agora ela já chorava.
- Faço linda. Eu vou passar essa noite aqui com você ok?
- Obrigada amor. – Se separou um pouco dele e lhe deu um selinho.
Ficaram por um tempo abraçados, e aos poucos foi a deitando na cama, até estarem completamente deitados, ele a pressionava contra seu corpo tentando passar o máximo de segurança para ela. Aos poucos ia se acalmando, ter ali ao seu lado era tudo o que ela precisava.
- ?
- Fala, minha linda.
- Por que você estava tão estranho comigo hoje à noite?
- Esquece isso, . Foi mais uma de minhas besteiras.
- Não, ! Não vou conseguir esquecer. Me fala. – Sentou-se na cama e viu o namorado fazer o mesmo.
- Eu... Eu fiquei com ciúmes de ver você com o hoje na van.
- De novo isso, ?
- Eu sei, , eu sou um idiota, mas é que eu ouvi ele dizer que precisava falar com você, e depois vi você passando a mão no rosto dele, vocês estavam se dando tão bem, não pude evitar o ciúmes.
- , -Segurou o rosto dele com uma das mãos. – Eu contei pra ele que nós estamos namorando.
abriu um sorriso instantâneo.
- É sério, ?
- É sim, .
- Mas, o que te levou a fazer isso?
- Ele disse que gosta de mim, e eu não posso dar falsas esperanças para ele entende? Eu gosto muito dele, mas eu amo VOCÊ, e ele precisava saber disso.
- Você não sabe o alívio que eu sinto ao ouvir isso. – se aproximou ainda com um sorriso nos lábios e a beijou com todo carinho que sentia por ela, aos poucos fez com que ela se deitasse na cama. se sentia nas nuvens ao sentir aqueles lábios em contato com os seus, não conseguia pensar em mais nada além da maciez da língua dele e nas mãos do namorado tocando cada parte de seu corpo. sentia seu estômago se congelar ao tocá-la e ver a garota se contorcer de prazer, se arrepiava ao ouvir os gemidos abafados da namorada, seu corpo estremecia ao olhá-la nos olhos e perceber o amor que transparecia por eles, se sentia o homem mais feliz do mundo ao tê-la em seus braços.
Cobertos por um lençol fino, apenas a temperatura de seus corpos dava conta de se aquecerem, mantinha o rosto no peito do namorado, que massageava lentamente os cabelos dela. De repente, se sentou e deu um tapa no braço do namorado, que a olhou assustado.
- Por que eu apanhei?
- Porque você é um idiota, . – Cruzou os braços e se sentou de frente para ela.
- Eu não acredito que você ficou com ciúmes do . DE NOVO.
- É que... Foi só um ciúmeszinho passageiro. Você me perdoa?
- Perdôo né? O que mais eu posso fazer? – Sorriu.
abriu um sorriso maior ainda e a deitou na cama rapidamente, colocando seu corpo sobre o dela.
se inclinou para frente tentando selar seus lábios, mas desviou, num movimento rápido a garota agarrou a nuca do namorado e o beijou com força, cedeu e deslizava suas mãos pelo corpo dela, que respirava cada vez mais acelerado. Depois de algum tempo acabaram adormecendo abraçados.

*Capítulo 25*
acordou lentamente e ao abrir os olhos e olhar para o lado, viu o namorado babando em seu travesseiro.
- Ah! Mas você é muito babão mesmo. – Sorriu e fechou a boca dele com uma das mãos.
acordou com o toque da garota, e rapidamente segurou as mãos dela, a fazendo dar um pulo para trás.
- Que susto, amor. – disse assim que se recompôs.
- Desculpa, pequena. –Sorriu e se aproximou a envolvendo em seus braços. –Vamos passar esse domingo inteiro aqui? Abraçados.
-Vamos! – disse empolgada de aconchegando ainda mais nos braços do namorado.
massageava a cabeça da garota, que mantinha os olhos fechados e roçava suas unhas no abdômen do rapaz, que se arrepiava com o toque dela.
De repente levaram um susto com uma batida forte na porta.
- ! – batia incessantemente na porta, e bufaram.
- Saco, acaba com o clima. – se levantou desanimada da cama e fez sinal para entrar no banheiro, que foi se rastejando até o mesmo.
- Fala . – Disse com um tom de mau humor.
- Ah, que cara é essa, ? Pleno domingo e você com essa cara de enterro? – sorriu entrando no quarto e se jogando em cima da cama.
- É que eu estava dormindo, . Mas me diz, o que faz aqui tão cedo. – Se aproximou da cama, e se jogou ao lado da amiga, passou a encarar o teto.
- Eu queria saber se você não quer assistir um filme hoje, a gente podia ir lá na locadora e papear um pouco com o Seth, saudades dele. – disse num tom animado se sacolejando em cima da cama, fazendo se sentar.
- Vamos sim. – se animou com a idéia, e viu parar o olhar no chão perto da cama.
- Aquela camisa não é do meu irmão? –Perguntou e gelou na mesma hora.
- Q-que camisa? – Tentava achar uma resposta para aquilo.
- Essa aqui. – se levantou e pegou a camisa do chão a abrindo para que pudesse enxergar melhor.
- Ah, não... Essa camisa é do... David.
- David? O que uma camisa dele faz jogada aqui?
- É que... Ele me deu pra eu lembrar dele, mas agora eu vou queimar tudo que lembra ele.
- AH DEIXA EU TE AJUDAR A QUEIMAR? – pulava animada com a camisa nas mãos.
- Ahn... Claro. – coçou a nuca sem saber ao certo o que fazer.
- EBA, VOU QUEIMAR ESSA ENTÃO! – saiu saltitando do quarto com a camisa nas mãos.
- Merda. – bateu na própria testa e caminhou até o banheiro.
- MINHA CAMISA FAVORITA AMOR. – falou assim que viu a namorada entrar.
- Ai meu lindo, me perdoa, mas eu não sabia o que falar pra ela. – Se aproximou e beijou seu pescoço. tentava se manter são, mas com os beijos e mordidas de em seu pescoço, não conseguia atingir seu objetivo.
- Como eu vou conseguir ficar bravo com você desse jeito? – Falou maliciosamente a pegando pela cintura e a colocando sentada na pia.
- Mas a intenção era essa mesmo. – disse com um sorriso nos lábios, aproximando seu rosto do dele e o beijou com velocidade, deixando o garoto sem ar.
-Assim eu não resisto amor. – a puxou para frente se encaixando entre suas pernas. Desceu os beijos para o pescoço da garota, que gemeu abafado puxando os cabelos dele para trás.
- PRONTO ! JÁ VIROU CINZAS. – entrou no quarto berrando e os dois foram obrigados a se afastarem. se irritou, mas deu passagem para chegar ao quarto.
-Oi .
-Oi ! Bom, vamos alugar o filme?
-Vamos, só vou me trocar e já desço.
-Tá, te espero na cozinha. Será que o não quer ir com a gente?
- Sei lá. – Fingiu um desinteresse.
- Vou passar lá no quarto dele, será que ele já acordou?
- NÃO! Quer dizer, deixa que eu pergunto, aposto que ele ainda está dormindo.
- Tem certeza, ? – fez uma cara de desconfiada.
- Tenho sim.
- Então tá né! Vou lá embaixo, vê se desce rápido.
- Pode deixar. –Sorriu entrando no banheiro. – Amor, vamos na locadora?
- Fazer o que lá? – A abraçou pela cintura.
- Comprar almeirão, . – Falou irônica e riu da reação dele. – Alugar um filme né lindo.
- Eu não vou não.
- Ah! Por que não? – fez bico.
- Porque é tortura demais te ter tão perto e não poder fazer isso. – sorriu malicioso a envolvendo pela cintura rapidamente. Aproximou seu rosto do dela e selou seus lábios, fazendo a garota soltar um pequeno gemido.
- Você agüenta, amor. Vamos com a gente, por favor. Vai que tem um estuprador louco na rua e resolve me pegar. – Fez cara de pânico olhando para os lados, ainda envolvida pelos braços do namorado.
-Como você exagera, .
- Tá bom então, fica aqui sozinho. – disse o empurrando para trás. Se virou de costas e caminhava na direção do closet, quando se aproximou, passando seus braços em volta de sua cintura, a abraçando por trás.
- Sabia que te ver bravinha assim é muito excitante?
- Eu não estou brava . – Falou num tom seco e irritado, fazendo gargalhar.
- Ai assim você me deixa louco. – Sussurrou com sua voz sexy e desceu os lábios para o pescoço dela, mordiscando o local levemente.
- Pára , eu não estou brava, que saco. – Tentou se afastar, mas ele a puxou com força pelo braço, fazendo a garota se virar rapidamente de frente para ele e chocar seus corpos. – Me solta , a está me esperando pra gente dar uns pegas no Seth lá na locadora.
- Quem é Seth? – Soltou rapidamente o corpo da garota e a olhou irritado.
- É o cara lá da locadora, sabia que ele é muito gato, ? – Piscou e se virou de frente para o espelho começando a se maquiar.
- Depois você reclama que eu sinto ciúmes né?
- Então vamos lá com a gente caramba.
- Tá, eu vou. Me espera lá embaixo, eu tenho que procurar uma roupa, já que queimaram a minha camisa FAVORITA. –Lançou um olhar significativo para , que fingiu se esconder atrás da toalha. saiu do quarto e foi em direção ao seu.
Minutos depois desceu saltitante e encontrou sorrindo na sala.
- Pronto .
- Aleluia! Eu chamei o Greg, tudo bem?
- Claro!
- Ele vai vir pra cá depois, então dá tempo da gente alugar o filme e voltar. Você falou com o ?
- Falei sim, ele deve estar...
- Estou aqui. – Ele apareceu descendo as escadas vestindo uma camisa social preta com listras cinza escuro, uma calça jeans larga e seu bom e velho all star surrado, o cabelo estava bagunçado e arrumado ao mesmo tempo, uma coisa que só ele conseguia fazer. Ao ver o rapaz tão arrumado, o queixo de foi parar no chão. Como ele conseguia ser tão simples e tão lindo?
- Vamos então? – pediu empolgada.
-V-vamos. – não conseguia desviar o olhar do namorado, ele estava perfeito.
Passaram o caminho inteiro conversando, e tentava manter os pensamentos poluídos ao olhar para , mas não estava obtendo muito sucesso. Já lançava olhares maliciosos para ela, sem se importar com que caminhava saltitante pela rua. Chegaram na locadora e Seth abriu um enorme sorriso ao ver as meninas.
-OI SETH! – disse animada, e logo recebeu um leve beliscão do namorado nas costas.
-Oi ! Oi ! Como estão as garotas mais lindas do bairro?
- Nós estamos ótimas Seth. – sorriu. –Tem alguma indicação de filmes hoje?
- Bom, tem alguns lançamentos que eu gostei bastante. Vem comigo que eu mostro pra vocês. – Seth saiu de trás do balcão e o seguiu. ia fazer o mesmo, mas sentiu a mão do namorado segurar seu braço.
- Quem esse viado pensa que é pra chamar a MINHA namorada de linda?
- Ele é o Seth. – Abriu um sorriso e fez uma cara de ódio. sorriu. - Pena que a “linda” aqui já tem um dono, muito gato por sinal. – Lançou um olhar sedutor para ele passando o dedo indicador no rosto dele.
- Ah eu sou gato? – entrou na brincadeira. Colocou uma mão em cada lado da cintura da garota, e foi a empurrando para trás até prensá-la no balcão, aproveitando que estavam sozinhos ali.
- DEMAIS! Você tá muito gostoso com essa roupa, . – Inclinou o rosto para frente, podendo sentir o perfume inebriante dele ainda mais forte, mordeu o lábio dele com uma certa força mas logo se afastou. – Agora vamos.
- Como assim ‘agora vamos’? Volta aqui. – A puxou pelo braço com brutalidade e bateu seu corpo no dela, a envolvendo mais uma vez pela cintura.
- Que violência, amor.
- Eu fico louco quando você me provoca.
- Ah é? – se aproximou e sussurrou próxima ao ouvido dele, fazendo ele se arrepiar e apertar sua cintura com força. –Guarda essa sua loucura pra quando chegarmos em casa, gato. –Mordiscou o lóbulo da orelha dele e saiu em direção aos fundos da locadora, deixando paralisado no balcão.
- E ai, o que decidiu ? – chegou até onde os dois estavam e se dirigiu à amiga.
- Tem esse de romance e esse de terror, qual a gente leva?
- Leva os dois oras. – falou como se fosse óbvio.
- Boa ! Vamos?
- Vamos.
Os três caminharam até o balcão e encontraram com que ainda mantinha o olhar perdido por entre as prateleiras.
-Paga aí . – deu um tapa no braço do irmão, o tirando do transe. fez o que ela pediu e se aproximou do balcão, deixando e conversando.
- Quanto é? – perguntou para Seth, que mantinha os olhos fixos em . E ao perceber isso, sentiu seu sangue ferver. – OWW! Acorda.
- Ah, me desculpe. Você disse alguma coisa? –Seth parecia hipnotizado e sorria pelo canto dos lábios.
- Quanto deu essa merda?
- São 6 libras.
pegou a carteira e de lá, retirou uma nota de 10 libras. A lançou sobre o balcão e pegou os DVDs.
- Fica com o troco. – Disse irritado se virando de costas. – Vamos! – Pegou pelo braço e a puxou para fora da locadora.
- Ai , meu braço. Qual seu problema garoto? – não entendia a reação dele, retirou o braço das mãos dele e o encarou.
- Eu... Eu... vamos logo embora ok? – respondeu simplesmente e começou a caminhar pela calçada em direção à casa deles.
e deram de ombros, e o acompanharam. Os três andavam alinhados pela calçada.
ia andando próximo ao meio fio, estava muda ao seu lado e ia batendo o dedo na grade das casas.
- Ah , você não sabe amiga. – abraçou a garota pelo pescoço.
-Não sei o que ?
-Sabe o Seth? – comentou sorridente e afirmou com a cabeça. apenas mantinha os ouvidos atentos à conversa. –Então, ele disse que gosta de você!
-O QUE? – gritou e ao ouvir isso se engasgou, começando a tossir feito um condenado.
- , respira. – soltou e correu para perto do irmão batendo nas costas dele.
- Amor fala comigo. – , na hora da preocupação acabou deixando escapar o ‘amor’.
- Amor? – largou o irmão e olhou assustada para a amiga.
- Eu... Ah... É força do hábito , chamo todo mundo assim. – Inventou a primeira coisa que lhe veio à cabeça, enquanto se recompunha.
- Ah sim. Está melhor . – olhou para ele e viu o irmão afirmar com a cabeça. – Ainda bem, mas então , como eu estava falando antes do ter esse ataque, o Seth gosta de você cara.
- Da onde você tira essas besteiras hein, ? – tentou desviar o assunto ao ver a cara que fazia.
- É sério , ele me contou hoje. E assim, eu falei que você não namora mais, e ele se empolgou com isso e...
- VOCÊ FALOU O QUE?
- Que você não namora mais.
- O QUE VOCÊ TEM NESSA CABEÇA, ?
- Calma , eu só falei a verdade poxa. Afinal, você está solteira não está? – perguntou e olhou para a amiga, que não sabia o que falar nem o que pensar, estava certa, para ela estava solteira.
- Eu... Chega desse assunto ok?
- , é sério, você tem que quer esquecer aquele David de uma vez por todas, e nada melhor que um gatinho como o Seth pra te ajudar nisso.
- , eu não preciso de ninguém agora. Eu estou bem assim.
- , é que o Seth é tão lindo, e...
- Quando eu precisar de alguém eu procuro. – se irritou com aquilo, e temia qual seria a reação de , cortou o que a amiga falava e caminhou rapidamente na frente dos dois.
- O que deu nela? – se virou para o irmão.
- Deixa ela , ela sabe o que faz.
deu de ombro e foi caminhando ao lado do irmão até em casa. Chegaram lá e encontraram sentada no sofá.
- amor, desculpa. Eu não queria brigar com você.
- Eu sei, , mas é que eu não gosto que tentem decidir minha vida por mim entende?
- Claro que entendo ! Me perdoa? Prometo que não vai mais se repetir.
- Claro que perdôo sua idiota. – Pulou em cima da amiga e as duas caíram no chão gargalhando. A campainha tocou e , que estava mais perto a atendeu.
- E ai Greg. – O cumprimentou sorrindo.
-Oi , tudo bem?
- Tudo sim, entra. – Deu passagem para o garoto, que gargalhou ao ver as duas meninas rolando pelo chão da sala.
-AMOR! – se levantou e correu para os braços do namorado.
- Sobrei. – fez bico se levantando.
-Tem eu . – disse sorrindo maroto.
- Sai fora , prefiro ficar na seca.
-Vem aqui que eu curo essa sua seca. – Começou a caminhar até ela, e a garota correu para o lado contrário.
- SAI .
- Esses dois não tem jeito mesmo. – disse balançando a cabeça e beijando o namorado.
- VOLTA AQUI . – corria atrás da namorada, que fingia sentir nojo do rapaz. entrou na cozinha e se escondeu na parede ao lado da porta, assim que viu passar ao seu lado, o puxou pelo colarinho e o beijou ferozmente, sem dar tempo dele responder nem raciocinar.
não perdeu tempo e decorava cada parte do corpo dela com as mãos enquanto a beijava da melhor forma que conseguia. Descia as mãos pela lateral de seu corpo, e ao chegar em seus joelhos, fez a garota levantar uma das pernas e pressionou seu corpo contra o dela, a prensando contra a parede, gemeu razoavelmente alto devido ao ato do rapaz, fazendo com que ele tampasse sua boca.
- Shiu amor.
- Você me deixa em êxtase . –Mordeu seu pescoço, e foi a vez dele soltar um gemido. – Vamos agora amor.
- AGORA? – parecia incrédulo, riu.
- É, agora! Vem logo. – Saiu dali e logo após também saiu. Encontraram e Greg se amassando no sofá.
- Hey! Aluguem um quarto. – brincou lançando uma almofada no casal, deixando os dois envergonhados.
- Mas então, vamos ver logo esses filmes? – perguntou indo até a prateleira e pegando os filmes nas mãos.
- VAMOS! – Recebeu um coro em resposta.
se sentou com o namorado em um dos sofás, e se sentou no outro.
- Qual eu ponho? – perguntou em frente ao aparelho de DVD com a caixa dos dois filmes nas mãos.
- Põe o de terror primeiro, porque se der muito medo tem o de romance pra fazer esquecer. – comentou pegando uma almofada e cobrindo o rosto.
- Você é muito cagona, .
- Pega a cagona então! – Se levantou estufando o peito e tacou a almofada nele, acertando suas costas. fez menção de partir pra cima dela, mas se intrometeu.
- CHEGA VOCÊS DOIS.
bufou e se virou novamente de frente para o DVD enquanto voltava a se sentar no sofá. Colocou o filme de terror e se sentou ao lado de .
- Apaga a luz lá . – pediu, lançando um olhar de súplica para ele, que se levantou e fez o que ela pediu.
O filme começou e logo no início começou a tremer de medo, afundou o rosto em uma das almofadas e espiava por cima dela. percebeu que a garota estava apavorada e se aproximou, encostou sua mão no braço dela, que pulou e o encarou assustada, fazendo o namorado rir.
- Vem aqui. – Sussurrou e tentou puxá-la, mas ela negava com as mãos com um olhar assustado apontando pra e Greg. – Vem logo, eles nem lembram que a gente está aqui.
hesitou, e tentou se segurar no braço do sofá, mas ao olhar a carinha de pedinte de , não conseguiu resistir, soltou o braço do sofá e se aproximou dele, que abriu os braços e fez com que ela se aconchegasse em seu peito.
O filme ia passando e se encolhia cada vez mais no peito do namorado, e fincava suas unhas no braço dele quando surgiam aquelas cenas de suspense, onde o personagem está para abrir a porta e aquela música angustiante toca de fundo. apenas fechava forte os olhos quando ela o unhava. Em uma das cenas violentas, se virou para trás e afundou o rosto no peito de , que a apertou contra si.
- Medrosinha. – Sussurrou em seu ouvido, fazendo subir o olhar, até encontrar o de .
- Eu tenho estômago fraco ok? – Falou num tom ainda mais baixo e virou para frente com os braços cruzados.
a envolveu mais forte com seus braços e a puxou um pouco mais para trás. se sentia mais segura, sabendo que ele estava ali com ela. Mirava a TV com atenção, enquanto apenas sentia o aroma de shampoo vindo dos cabelos dela.
- Me dá um beijo? – sussurrou no ouvido dela, mas a concentração da garota no filme era tanta que acabou por não ouvir.
– Hey, me dá um beijo?
- Ahn? – perguntou finalmente desgrudando os olhos da TV.
- Me dá um beijo amor?
- Não , eles vão ver. – Os dois sussurravam tão baixo, que apenas eles conseguiam se entender.
- , olha pra eles. – Apontou para o casal que se agarrava no sofá ao lado desde o começo do filme. – Eles NUNCA vão olhar pra cá.
- Tem certeza?
- Tenho pequena. – ia aproximando seus rostos, enquanto ela permanecia imóvel.
- Certeza absoluta?
- Cala a boca e me beija logo.
- Não fala assim com... – tentou prosseguir com sua fala, mas foi calada pelos lábios quentes do namorado que se pressionaram contra os seus numa fração de segundo.
se sentia fora de órbita, se perdia no beijo dele, e se deixava levar pelas investidas do rapaz.
deslizava as mãos pelas pernas dela, e acariciava seu corpo de uma forma carinhosa e terna, sem deixar suas malícias de lado. Impulsionou seu corpo para frente e inverteu suas posições, posicionou-se por cima dela sem desgrudar seus lábios. O clima ia esquentando mais a cada segundo, e já se sentia sozinho com ela ali, e tentava levar aquilo mais adiante.
- AHH! – gritou de repente, fazendo o coração de dar um salto por seu corpo, num impulso empurrou para o lado fazendo o garoto cair do sofá e bater a bunda no chão.
- Porra! – reclamou passando a mão no local ferido (lê-se bunda).
- Nossa isso tudo foi susto ? – perguntou rindo da cara do irmão.
- É... Acho que foi. – Falou se levantando e mandando um olhar significativo para , que se escondeu atrás das mãos.
voltou a se sentar no sofá, só que dessa vez do outro lado do sofá, deixando isolada na outra extremidade. Cruzou os braços e fixou o olhar na TV, apenas o observava, sem dar a mínima para o filme. Ao perceber que e Greg voltaram a se agarrar, foi se aproximando aos poucos do namorado, que fingia ignorar a presença da garota.
- Hey? – sussurrou já com seu corpo colado ao dele, mas ainda se fazia de múmia. – Hey gatinho olha pra mim. –Puxou o rosto dele pelo queixo, fazendo o rapaz finalmente a olhar nos olhos. –Me perdoa amor?
- Não deveria. – voltou a olhar para a TV, mantinha os braços e o tronco imóveis, mas puxou seu rosto de volta.
- Não foi pra te machucar amor, foi sem querer.
- Não sei não .
- não faz isso comigo. – abaixou o rosto e deu um sorriso vitorioso.
- Eu tô brincando pequena. Você acha que eu ficaria bravo por isso? – A puxou e a colocou sentada em seu colo.
- Que susto . – Sorriu o abraçando, massageava a nuca do namorado, enquanto ele apenas a apertava contra si pela cintura. o soltou aos poucos e se virou para a TV. a envolveu pela cintura com seus braços. O filme começou a chegar ao final, e as partes mais aterrorizantes começavam, se contorcia para não ver o filme, tampando o rosto com alguns dedos, mas mesmo assim olhando para a TV de canto de olho. notou isso e gargalhou por dentro.
- Você quer ver o filme, ou não? –Perguntou aproximando o rosto do ouvido dela.
- Mais ou menos.
- Como mais ou menos pequena?
- Eu quero e não quero entende?
- Não, não entendo. – mantinha uma cara de dúvida enquanto gargalhava mentalmente, sorriu.
- Eu quero ver por curiosidade, mas não quero ver por medo.
- Amor, é só um filme, não precisa ter medo.
- Fala isso pro meu cérebro que teima em me fazer sentir tanto medo. – Terminou a frase e ouviu um barulho alto vindo da TV, sentiu seu estômago gelar, e deu um salto, caindo de volta no colo do namorado. a apertou mais forte contra si e voltaram seus olhares para a TV. O filme acabou e o letreiro começou a passar. se afastou de e sentou-se no outro extremo do sofá.
- Ai que medo desse filme cara. – disse se espremendo no namorado.
- É, também achei. Se eu não conseguir dormir a culpa é SUA . – comentou.
- Minha e do seu Seth. – provocou lançando um olhar significativo para .
- Não começa .
- Desculpa! – Gargalhou levantando os braços. - Mas enfim, põe o outro filme? – fez cara de cachorro sem dono e não teve como negar, levantou-se do sofá e pegou a caixinha do filme, o colocou no DVD e voltou a se sentar ao lado de .
O filme começou, e logo nas primeiras cenas, já sentia seus olhos pesando. Era aquele típico filme, em que a história gira em torno de apenas um casal, e as cenas passam a se tornar repetitivas.
Apoiou a cabeça no braço do sofá e a cada segundo sentia o sono chegar cada vez mais forte.
Já estava quase inconsciente, quando sentiu um daqueles cutucões na lateral da barriga, aqueles que fazem qualquer um dar um salto mortal. Olhou para a direção de e notou um sorriso besta nos lábios dele.
- Odeio que façam isso .
transformou seu sorriso besta em um maliciosa e se aproximou desceu o rosto e beijou levemente o local que havia cutucado. Manteve o rosto colado à barriga dela por alguns segundos, foi abrindo a boca aos poucos e passou a passar a língua suavemente no local.
se arrepiou dos pés a cabeça quando sentiu a língua quente e áspera do namorado em contato com a sua pele, segurou os cabelos da nuca dele e fez pressão na cabeça dele contra sua pele, sorriu e roçou os dentes pelo local, enquanto passava uma das mãos no outro lado de sua cintura.
- Ok, chega . – se abaixou um pouco para poder sussurrar no ouvido dele.
- Por quê?
- É sério, é melhor você parar. – Sem querer deixou um olhar malicioso escapar.
- Hahaha.Tarada. – disse e fingiu estar chocada com a resposta do namorado. abriu um sorriso e subiu o rosto, lhe dando um selinho. se sentou no sofá, e puxou , fazendo a garota deitar a cabeça em suas pernas. fechou os olhos ao sentir ele repousar suas mãos em sua cabeça e passar a massagear seus cabelos. Assistiam ao filme compenetrados, apenas se acariciando delicadamente, até uma cena ‘quente’ (N/A: Vocês entenderam ;)) começar, decidiu provocá-lo um pouco, passou a mão pela parte de dentro da coxa dele, o que fez ele se projetar para cima.
mordeu o lábio inferior e segurou a mão dela.
- Não faz isso aqui.
se fingiu de desentendida, mas lançou um olhar de punição para ela, que deu língua e voltou a assistir a cena. Depois daquela, várias cenas igualmente quentes se seguiram.
- você alugou filme pornô? – comentou gargalhando.
- Eu... E-eu...
- HAHAHA. Melhor você não explicar.
- Eu não sabia que esse filme era assim. – Respondeu nitidamente vermelha, escondeu o rosto no peito do namorado.
- Tá , você finge que é verdade e eu finjo que acredito. – continuava provocando.
-Ah , me erra. – respondeu nitidamente irritada, voltou sua atenção para a TV e deu de ombros, também voltando a assistir o filme.
O filme já estava no final, já que não durou nem mais 10 minutos e os créditos tomaram conta da tela.
Greg se levantou disse que precisava voltar para casa.
fez bico, mas Greg não cedeu, e depois de dar alguns beijos na namorada, saiu pela porta. E assim que viu a porta de fechar, se virou para com um olhar irritado.
- Você adora me deixar sem graça na frente dele né ?
- Ahn? Do que você está falando ? – não entendia, e respondeu num tom calmo.
- Não se faz de desentendida não.
- Mas eu não estou...
- AI QUE ÓDIO! – ignorou o que falaria e subiu as escadas pisando forte.
- espera! Eu... – Tentou segui-la, mas a segurou.
- Deixa ela.
- Eu preciso falar com ela .
- Eu conheço ela . Deixa ela se acalmar e depois você se desculpa.
- Mas...
- Mas nada, vem aqui e me dá um beijo, porque minha boca já implora pela sua. – a puxou rapidamente pela cintura e selou seus lábios, sem dar tempo dela pensar em nada.
acabou cedendo ao beijo e a guiou até o sofá, ficaram trocando carícias por longas horas, que pareceram pequenos minutos para os dois.
- Acho que eu vou lá falar com ela agora amor. – disse finalmente separando seus lábios vermelhos dos dele.
- Tá né. Vou estar aqui esperando.
- Ui, que tentação. – sorriu e se levantou arrumando a roupa, mas foi surpreendida quando tentou caminhar, pelas mãos de que a envolveram pela cintura, fazendo a garota cair sobre ele. a virou de frente para ele e selou seus lábios em um beijo caloroso, tirando todo o fôlego de .
- Beijo de despedida. – disse e abriu aquele sorriso lindo que tanto amava.
- Bobo. – Falou fracamente sorrindo enquanto tentava retomar seus sentidos e foi em direção ao quarto de .
Subiu as escadas cambaleando, o que fez gargalhar deitado no sofá.
- ? – Bateu na porta um pouco receosa quanto à reação que a amiga poderia ter.
- Oi. – Ouviu a resposta e entrou no quarto.
- Posso falar com você amor?
- Pode né. – Disse secamente.
- , amor me perdoa. Eu JURO que não fiz aquilo por mal, eu só estava brincado.
- Eu sei . É que... Pra você é fácil tratar esses assuntos... – disse e notou que a garota estava meio sem jeito.
- Que assuntos?
- Ai ... Você sabe... – desviou o olhar das mãos, para o rosto de , e notou que a mesma não entendia.
– Sexo .
- AH! – Bateu na própria testa quando sua ficha caiu, e ela finalmente percebeu o porquê da timidez da amiga.
- Às vezes você é tão lentinha .
- É eu sei. – Fez uma cara triste. – Mas você me perdoa pelo que eu falei?
- Claro que perdôo . Eu estava nervosa na hora, não queria ter falado aquilo pra você, é que esses assuntos me deixam, sei lá, diferente.
- Você quer falar sobre isso? – perguntou em dúvida.
- Acho que... quero. – disse meio tímida e sentou-se na cama chamando a amiga em seguida.
- Sabe , eu nunca falei sobre isso com ninguém. – disse e escondeu o rosto em um dos travesseiros que estavam espalhados pela cama.
- Amor, você não precisa falar se não quiser.
- Eu quero . Com você eu sinto que posso falar de tudo sabe?
- Ah que linda amor. –, empolgada, pulou em cima dela e a abraçou.
- Ai , você está me esmagando.
- Desculpa. – Se afastou um pouco e quando se recompuseram, voltaram às suas posições iniciais, sentadas uma de frente para a outra.
- Bom , tem uma coisa que eu preciso falar. – Respirou fundo e mantinha os olhos fixos nela. – Eusouvirgem.
- Ahn?
- EU SOU VIRGEM PORRA. – Falou e tampou a boca com uma das mãos.
- E?
- E que acho que quero mudar isso. – Ficava mais vermelha a cada instante.
- COM O GREG? – disse com os olhos brilhando e sorrindo abobalhada.
- Não com o David, . – Falou irônica.
- Sem graça. – fez bico e atirou um pequeno travesseiro na amiga. – Mas isso é lindo amor.
- Não sei se é tão lindo assim.
- Por quê? Ele está te obrigando a fazer isso? SE ELE ESTIVER EU MATO ELE. – se exaltou ficando de joelhos na cama.
- Calma , ele não está me forçando a nada. – Segurou a mão da amiga fazendo ela se acalmar. – Eu que quero isso, mas... eu tenho medo.
- Amor se você está com medo, é porque ainda não está totalmente preparada.
- Será ? Eu me sinto preparada, mas ao mesmo tempo não.
- , quando você estiver realmente preparada você vai saber. Não force nada e nem tente antecipar as coisas, deixe que o tempo faça seu trabalho.
- É, acho que você tem razão .
- Mas assim, o Greg já tocou nesse assunto?
- Já, mas eu disse que eu sou virgem e ele entendeu. Ele foi um fofo , e disse que espera o tempo que for necessário.
- Ai que lindo! – disse com os olhos brilhando novamente.
- Ele é tão perfeito , nunca achei que fosse encontrar alguém como ele. Não sei como te agradecer por colocar ele na minha vida.
- Não precisa me agradecer , só de te ver tão feliz já me sinto realizada.
- AH EU TE AMO ! –Abraçou a amiga com força.
- Eu também te amo, .
Passaram a tarde inteira, e boa parte da noite ali conversando, até notar que os olhos da amiga estavam pesados e a mesma já falava enrolado.
- Acho que você precisa dormir .
- Não, não preciso não. – Disse e bocejou logo em seguida.
- Sei. – comentou rindo. –Eu vou pro meu quarto, amanhã temos aula, e FINALMENTE as provas estão acabando.
- Graças a deus, não agüento mais estudar.
- Nem eu, eu não nasci para estudar. – sorriu e deu um beijo na testa da amiga. – Boa noite, .
- Boa noite, .
saiu do quarto da amiga e se dirigiu para o seu lentamente. Assim que adentrou, se espreguiçou e caminhou até o closet, escolheu um pijama qualquer e foi tomar um banho. Passou meia hora apenas relembrando seu dia, adorava fazer isso, a água do chuveiro funcionava como anestésico assim que se chocava com a sua nuca. Fechou os olhos e deixava aquela água quente tomar conta de seu corpo e de seus pensamentos. Quando estava em êxtase, preferiu sair dali, antes que acabasse com a água do planeta. Se trocou e deitou-se na cama. Resolveu tentar dormir mesmo estando sem sono. Como de costume demorou mais de duas horas para pegar no sono. Rolava de um lado para o outro, e seus pensamentos iam para todos os cantos, menos para um lugar calmo, onde pudesse sossegar e finalmente relaxar.
Parou de barriga para cima e passou a encarar o teto. Seus olhos foram ficando mais pesados e finalmente, conseguiu adormecer.

*Capítulo 26*
caminhava por um imenso e escuro corredor, procurando por algum sinal de luminosidade ou de vida, a única coisa que conseguiu avistar foi um fecho de luz vindo de uma pequena abertura um pouco mais a frente daquele corredor, com medo, decidiu ir até lá e tentar entender o que estava acontecendo. Ao se aproximar, percebeu que aquele fecho era de uma pequena porta, e pôde ouvir soluços vindos daquela pequena sala, se apressou para ver se alguém precisava de ajuda, e com certa dificuldade, conseguiu entrar. Assim que entrou notou que aquela pequena sala se transformou naquela cabana, mas dessa vez, o lugar tinha as paredes cobertas por um líquido pastoso e vermelho, sentiu seu peito se comprimir, e um medo tomou conta de seu corpo. Continuava ouvindo os soluços, mas não avistava ninguém. O desespero tomava cada vez mais o corpo da garota, que procurava desesperadamente por algum movimento. Os sons do soluço pareciam se aproximar e se afastar muito rapidamente, o que deixava com uma sensação de tontura muito forte.
De repente ouviu um barulho muito alto vindo do canto esquerdo da sala, era um barulho de pancada, e um grito sucedeu o barulho, fazendo a garota começar a tremer.
- QUEM ESTÁ AI? – Desesperada tentava entender o que acontecia, enquanto olhava para todos os lados.
- SOCORRO, ALGUÉM ME AJUDE PELO AMOR DE DEUS. – A voz chorosa de uma mulher e os passos dela ecoavam por todo o ambiente.
- ONDE VOCÊ ESTÁ.
- AQU... NÃO, POR FAVOR, NÃO FAÇA ISSO. – Ao terminar a frase, outra pancada pôde ser ouvida, desviou o olhar para o local de onde o som partiu e viu aquela mulher de branco, que tanto a incomodava em seus sonhos caída no chão. Correu até ela e se ajoelhou tentando ajudá-la, assim que olhou para o seu rosto, notou que sua testa sangrava muito, e esse sangue escorria por sua face e caía em seu vestido, antes branco, se transformar num vermelho forte.
Desesperada e sem saber o que fazer, arrancou a blusa e a pressionou contra o ferimento da cabeça da mulher.
- Fique clama, eu vou procurar ajuda, você vai ficar bem. – tentava acalmar a mulher em seus braços, que tremia e chorava muito.
- Você precisa me ajudar, precisa vir até aqui.
- Mas... Mas eu já estou aqui. – não entendia.
- Venha, por favor venha, eu preciso da sua ajuda. – Ela chorava e não sabia o que fazer.
- Eu vou te ajudar, você só precisa se acalmar.
- Você prec... ELE ESTÁ VOLTANDO. – A mulher paralisou o olhar assustado em uma das portas fazendo desviar o olhar para lá também.
A porta se abriu com brutalidade e a imagem de um homem musculoso e com as roupas rasgadas se formou, ele segurava um pedaço de madeira nas mãos e olhava furioso para as duas.
- Você! – O homem olhou fixo, apontando para .
- Foi você que fez isso com ela? – perguntou com a voz trêmula, tentando se levanta e ao mesmo tempo, tentando fazer a fraca mulher se levantar com ela, mas não obteve sucesso.
- Sim, e vou fazer à você também. – O homem terminou a frase e abriu aquele sorriso demoníaco, o que fez a garota lembrar-se do dia em que ficara completamente estranho. tentou se afastar, puxando a mulher lentamente pelo braço.
- Você consegue ficar em pé? – disse para ela ao ver o homem se aproximar vagamente arrastando aquele pedaço de madeira no chão, causando arrepios na garota.
- Não! Você precisa sair daqui agora.
- Eu não posso te abandonar aqui.
- Você PRECISA sair daqui.
- Mas... – Sentiu seus cabelos serem puxados com violência para trás e não conseguiu terminar seu raciocínio, foi lançada contra a parede e colidiu as costas com a mesma.
- Eu disse que depois de entrarem aqui, vocês não poderiam mais sair. – O homem disse mantendo o mesmo sorriso nos lábios. – Adeus . – viu ele levantar a madeira na altura de sua cabeça, e antes de acertá-la, pôde ouvir aquela risada maléfica que tomava conta de seus pensamentos.
Como se tomasse um choque, sentiu seu corpo estremecer, e ao se dar conta, estava sentada em sua cama. Estava suada, tremendo e chorando. Olhou para o quarto inteiro e sentiu um certo alívio ao perceber que aquilo tudo não passava de mais um de seus pesadelos.
Tentou se acalmar ainda deitada na cama, mas percebeu que não conseguiria, então decidiu ir até o banheiro. No caminho sentiu uma tontura forte, fazendo com que ela fechasse os olhos e se apoiasse no batente da porta. Chegando na pia, abaixou a cabeça, deixando a água da torneira cair sobre seu rosto.
Estava um pouco mais calma quando a desligou. Passou uma toalha sobre o rosto e voltou para o quarto.
Deitou-se novamente na cama, mas não conseguia parar de pensar naquele sonho.
Respirava fundo e tentava manter seus pensamentos em coisas completamente diferentes, mas tudo fazia ela retornar para o sonho. Sentiu seu corpo voltar a tremer quando lembrou-se daquela risada. Com medo, caminhou até o quarto de .
Assim que bateu na porta, ouviu um murmúrio vindo lá de dentro. Abriu a porta lentamente e viu todo torto deitado na cama.
- Amor? – Falou calmamente, e ao ouvir a voz da namorada se virou rapidamente para olhá-la.
- Oi linda. O que faz acordada a essa hora?
- Eu... Eu não estou conseguindo dormir. Posso ficar aqui com você? – Disse tímida ainda parada na porta.
- Claro que pode pequena, vem aqui. – Sentou-se na cama e apontou para o espaço ao seu lado.
fechou a porta e correu para os braços dele.
- Tem algum motivo para você não conseguir dormir? – perguntou massageando os cabelos dela. ainda tremia, mas se sentia muito melhor nos braços dele.
- Na verdade tem sim.
- Qual amor?
- É que... Eu fiquei com medo do filme. – Mentiu, não queria que ele se culpasse por causa do sonho e de toda aquela história.
- Ai como você é bobinha, . É só um filme.
- Eu sei amor, mas é que eu tenho medo poxa.
- Você é muito linda mesmo. – beijou a cabeça dela sorrindo. –Mas eu sei um jeito desse medo ir embora.
- Sabe? Como? – Subiu o olhar para os olhos dele.
- Com um beijo.
sorriu ao ouvir aquelas palavras. Se ajoelhou na cama e passou uma perna por cima do corpo do rapaz, sentando-se por cima dele, aproximou seus rostos lentamente e selou seus lábios.
desceu as mãos por toda a extensão das costas dela, parando em sua cintura, exercendo uma certa pressão entre seus corpos.
- Eu te acordei né amor? – perguntou assim que separaram seus lábios.
- Não, eu ainda estava acordado.
- Não mente pra mim .
- Hahaha. Ok, eu já estava dormindo, mas não me importo de ser acordado por você. –Sorriu tirando um fio de cabelo do rosto dela, e o colocando atrás de sua orelha.
- Eu te amo pequeno.
- Hey! VOCÊ é minha pequena. – fez bico.
- E você é MEU pequeno, algum problema com isso? – Colocou as mãos na cintura lançando um olhar desafiador para ele.
- Problema nenhum linda. – Sorriu se rendendo. Num movimento rápido a jogou sobre cama, e deitou-se por cima dela. suspirou mais forte ao sentir o peso do namorado cair sobre o seu corpo.
pegou os dois pulsos dela, e os segurou a cima de sua cabeça. Passou a olhá-la profundamente nos olhos.
se sentia confortável sob seu olhar e não conseguia desviar os olhos dos dele nem por um segundo.
foi aproximando seus rostos gradativamente, até sentir os lábios dela relarem nos seus, era como se pequenas faíscas unissem aqueles lábios. Ele roçou os dentes no lábio inferior dela, que se inclinou para frente buscando o aconchego daquela boca.
sem hesitar, fez pressão com o rosto, fazendo finalmente suas línguas se encontrarem. Os dois movimentavam suas línguas numa sincronia lenta.
era quem ditava as regras daquele beijo, apenas seguia as suas vontades.
Ele ia variando a velocidade e a garota simplesmente acompanhava. Quando desceu uma das mãos pelo corpo dela, o empurrou.
- Eu preciso dormir . – Sorriu desviando o rosto, ao perceber que ele não daria ouvidos ao que ela havia dito, e daria continuidade ao beijo.
- Não pode esperar nem um pouquinho?
- Eu adoraria amor, mas se eu não dormir eu não consigo acordar amanhã.
- E qual o problema? Aí você passa a manhã aqui comigo.
- Ai não me deixa na vontade ok? Amanhã eu tenho prova. –Fez uma cara de desânimo e desgosto ao mesmo tempo fazendo gargalhar.
- Ainda bem que eu não tenho mais nada disso.
- Agradeço pelo apoio moral. – Respondeu irônica e o empurrou fracamente. – Sai de cima de mim seu desnaturado.
- Vai ter que pagar pedágio.
- Você não cansa dessa história de pedágio, não?
- Do seu não. – Sorriu malicioso e aproximou seus rosto..
encostou seus lábios e mordeu o lábio dele, que não se segurou e logo aprofundou o beijo.
deslizava suas mãos pelo corpo dela, que se arrepiava com o toque do rapaz.
impulsionou fracamente seu corpo para frente, fazendo aliviar a pressão que exercia sobre seus corpos, dando oportunidade para ela inverter as posições e ficar por cima dele. Afastou um pouco seus lábios e o olhou profundamente.
- Meu gatão. – sorriu e começou a morder e lamber o pescoço do namorado, que sentia arrepios incontroláveis e pressionava a cintura dela contra seu quadril. –Boa noite .
- Você é MUITO malvada, amor. – balançava a cabeça.
- Eu sei. – Disse enquanto saía de cima dele e se levantava.
-Não vai dormir aqui comigo?
-Não posso infelizmente. Se a for ao meu quarto amanhã e não me ver lá ela faz escândalo. Você conhece a irmã que tem, certo?
- Conheço, mas então eu vou lá dormir com você. – comentou se levantou, correu até ela e a abraçou pela cintura.
- Mas ela vai te ver lá, .
- A gente tranca a porta. – Sorriu tão abertamente que fez se derreter.
- AH! Eu não resisto a esse seu sorriso. – O empurrou para trás, na intenção de afastá-lo um pouco, mas acabou perdendo a noção sobre a força, fazendo perder o equilíbrio e caris de costas na cama, conseqüentemente, a levando junto.
teve um ataque de risos com o rosto próximo ao dele. a segurou pela nuca e selou seus lábios. Levou um tempo até a garota parar de rir, e beijá-lo descentemente, e quando isso aconteceu, ela mesma separou seus rosto e levantou-se.
- Vai me deixar assim de novo? – perguntou apoiado nos cotovelos, vendo a namorada ajeitar a roupa.
- Desculpa amor, é que quando você sorri, eu perco o foco. – Olhou para ele e notou que ele sorria o mais alegremente possível.
- PÁRA ! –Tampou os olhos com as mãos, ainda parada no meio do quarto. se aproximou com o mesmo sorriso e a pegou pela cintura.
- Olha pra mim amor.
- Não . – Os dois gargalhavam da situação. –Eu vou pro meu quarto.
- Eu vou com você. – não soltava a cintura dela.
- Então pára de sorrir assim.
- Ok eu paro. – Fez um tom sério de voz, e tirou as mãos do rosto, mas assim que o encarou, voltou a abrir aquele sorriso estonteante.
- ! – O recriminou.
- Desculpa, desculpa.
- Vamos logo. – Segurou a mão dele entrelaçando seus dedos e caminharam até a porta. olhou para os lados assim que colocou a cabeça para fora do quarto, para ver se ninguém vinha, e assim que constatou que as outras duas estavam dormindo, saiu do quarto com em seu encalço.
Entraram no quarto e trancou a porta rapidamente. Caminhou até e a virou de frente para ele.
- Sério , eu preciso dormir. – falava enquanto era empurrada de costas até a cama.
- Só um beijo amor. – disse enquanto procurava os lábios dela, mas desviava.
- Você acha que eu não te conheço?
- , você acha que eu te forçaria a fazer isso? – parou onde estava e a olhou nos olhos. - Eu sei que não amor, mas não sei se EU consigo me controlar entende? – Olhou para ele e viu um sorriso malicioso se formar. – Vem , vamos dormir.
- Ok. – fingiu-se de triste e abaixou a cabeça. se deitou na cama e viu o namorado a seguir com o rosto abaixado.
- Vem aqui meu lindo. – O puxou pelo braço, e se pôs por cima dela, apoiando seu corpo sobre suas mãos, fazendo com que se impulsionasse para frente, para poder encontrar seus lábios. se apoiou em seus braços, ficando praticamente sentada na cama. De repente, a garota sentiu os lábios dele se formarem em um sorriso, e ainda com suas bocas coladas, abriu os olhos.
- Tá rindo de que?
- De felicidade. – Sorriu mais ainda, dando um pequeno selinho nela.
- AI QUE LINDO. – passou as mãos da cama para o pescoço dele, e soltou seu peso, fazendo cair sobre ela e a aumentar a pressão entre seus lábios.
afastou o rosto sorrindo, e observando cada detalhe do rosto de , que sorria abobalhadamente para ela.
- Deita aqui . – Disse apontando para o espaço ao lado da cama. hesitou, mas acabou cedendo. Deitou-se e a abraçou forte, grudando seus corpos.
- Boa noite .
- Boa noite, minha linda. – Beijou a testa dela, e uniu ainda mais seus corpos.
passava tanta segurança para ela, que a garota já não sentia mais medo de nada, e nem se lembrava do motivo pelo qual sua noite havia se tornado num pesadelo. Agora tudo parecia um mar de rosas, e tudo o que importava era sentir aquele perfume dele tão próximo a ela.
Fechou os olhos e deixou o sono invadir seu corpo.
- Hey. – Ouviu o namorado a chamar num sussurro.
- Hmm? – Murmurou sem conseguir pronunciar uma palavra completa e ainda de olhos fechados.
- Eu te amo. – disse e se arrepiou ao sentir a namorada apertar sua barriga levemente com as unhas.
- Também te amo, . – Sorriu em retribuição e se aconchegou em seu peito.
adormeceu em poucos instantes, já ficou sentindo o calor da namorada por algum tempo, mas acabou dormindo também.
Logo pela manhã, a porta do quarto de era esmurrada por .
- ! ACORDA CARAMBA. – gritava, e acabou acordando com o escândalo, mas não fazia menção alguma de despertar.
- ! Amor, acorda a já está ai fora. – passava as mãos pelo rosto dela.
- Hmmm. – resmungou e virou-se de costas para ele.
-Amor, acorda. – a abraçou por trás.
- Eu não vou pra aula. – Respondeu mal-humorada.
- Você tem que ir pequena.
- SE VOCÊ NÃO ACORDAR EU ARROMBO ESSA PORTA. – continuava gritando.
- JÁ ACORDEI . – Gritou nervosa e apertou os braços do namorado contra seu corpo.
- Eu não quero mais ir pro colégio .
- Quer ficar burrinha pra sempre? – Brincou, mas ao ver a expressão no rosto da namorada percebeu que ela não tinha levado na esportiva. Já sentada na cama, parecia aborrecida.
- Não é muito inteligente da sua parte me provocar logo pela manhã . –Disse irritada e se levantou da cama indo em direção do banheiro.
- Hey! – se levantou apressado e correu até ela, segurando seu braço. –Eu estou brincando pequena.
- Acho bom mesmo. – abriu um sorriso, fazendo se acalmar. – Vou lavar o rosto, já volto amor.
sorriu aliviado e soltou o braço da namorada, que caminhou cambaleando até o banheiro.
decidiu se deitar na cama para esperar por ela, encarava o tempo pensando em como o rumo de sua vida havia mudado depois da aparição de . Acabou nem percebendo que ela havia saído do banheiro, e ao notar que estava com os pensamentos longes, pulou na cama, caindo em cima dele.
- BUU!
- Que susto ! – disse tentando recuperar o fôlego.
sorriu e beijou a ponta do nariz do rapaz, que tinha a respiração acelerada.
- Obrigada por ter ficado comigo essa noite. Você não sabe como você é importante para mim.
- Não precisa me agradecer pequena, é uma honra poder te proteger. – Sorriu abertamente.
saiu de cima dele, e logo se levantou.
- Não vejo a hora de terminar o colégio. – Ela resmungava caminhando até o closet.
- Pra quê? Pra você voltar pro Brasil? – parecia chateado, sentou-se na cama e a encarava.
- Claro que não amor. É porque eu não agüento mais essa rotina de provas e mais provas. – Disse num tom entediado enquanto tirava a blusa procurando por alguma coisa no closet. Quando desviou o olhar para , notou que ele olhava triste para os pés.
- Hey, o que foi? – se aproximou e passou uma das mãos no rosto dele.
- Eu não quero te perder, .
- E quem disse que você vai me perder?
- Ninguém precisa me dizer . Eu sei que quando você terminar os estudos você vai voltar para lá, afinal não vai ter mais nada que te prenda aqui certo?
- , qual parte do ‘eu te amo’ você não entendeu? Você vai ter que me agüentar por muito tempo ainda. Ou você acha que eu vou voltar pro Brasil e deixar o meu homem livre para essas inglesas desesperadas?
não pôde deixar de abrir um sorriso ao ouvir aquelas palavras. A puxou pela cintura encostando seu queixo entre os seios dela olhando para cima em direção aos seus olhos, apoiou as duas mãos no rosto dele sorrindo.
- Fica aqui pra sempre?
- Pra sempre eu não sei , mas por um bom tempo, pode ter certeza que sim. E quando eu for embora eu te levo na bagagem. – Sorriu e deu dois tapinhas leves no ombro dele, e foi se afastando em direção ao closet, a seguiu em silêncio.
pegou a primeira blusa que achou e a vestiu, fez o mesmo com uma calça que estava jogada do lado esquerdo.
a observava encostado no batente da porta com os braços cruzados. Quando se virou para sair do closet se assustou ao vê-lo ali parado.
- Ai que susto amor. – A garota pulou para trás com a mão no coração.
sorriu malicioso enquanto se aproximava, a empurrou contra as roupas do armário beijando seu pescoço.
- , não começa. Me deixa ir pra aula.
- Volta pra casa depois que você terminar a prova? A vai sair, e teremos a casa só pra gente. –Disse com os olhos brilhando.
- Ai eu adoraria amor, mas aquele colégio é uma prisão, eles não vão deixar eu sair. – Fez biquinho e o beijou.
- Eu suborno os seguranças, igual àquele dia.
- Você faria isso ? – sorriu e pulou abraçando o pescoço dele.
- Faço tudo pra te ter comigo.
- AH! Como você é fofo amor. Como você consegue ser tão lindo? – sorriu e selou seus lábios delicadamente. foi a empurrou para trás, até a garota encostar as costas no fundo do armário.
- Guarda as energias pra hora que eu voltar. – o empurrou para longe e piscou, saindo do closet em seguida.
- Que horas você termina a prova? – perguntou enquanto deitava na cama dela.
- Eu não sei ao certo, mas quando eu terminar eu te ligo. Não vou demorar muito, eu não estudei mesmo. – disse sorrindo e gargalhou se levantando, a abraçou por trás.
- Por que você não larga o colégio agora? Eu te sustento pro resto da vida.
- HAHAHA. Eu tenho cara de palhaça? Nem nos seus sonhos querido.
- Por que você tem que ser tão diferente, hein ? – perguntou virando ela de frente para ele.
- Se eu fosse uma pessoa comum você me amaria? – Lançou um olhar desafiador para ele, que permaneceu calado.
- Viu? Prefiro não arriscar. – Piscou. – Bom agora eu tenho que ir amor, a já deve estar fazendo vodu contra mim. Eu te ligo ok?
- Ok. – sorriu e lhe deu um selinho.
se afastou e pegou sua bolsa que estava largada em cima da poltrona. Saiu correndo porta a fora.
observou todos os movimentos dela, até a mesma fechar a porta. Jogou-se na cama sorrindo e encarando novamente o teto.
desceu as escadas correndo, e assim que entrou na cozinha viu de costas.
- VAMOS? – gritou, fazendo derrubar a xícara de café.
- PORRA ! – Disse irritada vendo a amiga gargalhar.
- Pode deixar que eu limpo isso querida, vocês estão atrasadas. – , que também estava ali, disse calmamente.
- Tá assustada por que ? Tá devendo alguma coisa? – provocou ainda rindo, e ao ver a cara de ódio de , saiu correndo pela porta da frente sendo seguida pela amiga enfurecida.
- EU VOU TE MATAR . – gritava e apenas corria e gargalhava, ainda estava na cama dela, e ao ouvir os gritos, foi até a janela e viu as duas correndo pela rua, não pôde evitar um sorriso ao ver a namorada rebolar e provocar a irmã.
- Chega vai . – parou de fugir da amiga de repente.
- Você me faz quebrar uma xícara e agora fala chega?
- Não era pra você ter derrubado amor, me perdoa. – fez bico.
bufou e saiu pisando fundo em direção à escola.
apressou o passo, e assim que a alcançou, pulou nas costas da amiga, fazendo ela perder o equilíbrio e cair no chão. não conseguiu se manter séria naquela situação e começou a rir junto com .
- Você não tem jeito mesmo né ? Vou ligar pro manicômio assim que voltarmos pra casa.
- Isso liga lá, ai eles já vêm buscar nós duas.
- Sem graça. – Deu língua para , que não conseguia parar de rir.
- O que essas duas moças estão fazendo no chão? – Ouviram uma voz grossa à cima e desviaram seus olhares para ele.
- GARRET! – Falaram em uníssono.
- E ai, como estão lindas?
- Estamos bem e você?
- Muito bem. Vocês estão indo para o colégio?
- Estamos sim por quê? – perguntou tentando se levantar e ajeitar a roupa ao mesmo tempo.
- Eu estou indo para lá também. Tenho essa papelada para entregar. Semana que vêm eu já começo as aulas lá.
- É SÉRIO GARRET? – gritou empolgada.
- É sim . –Também sorriu, e abriu ainda mais o sorriso ao sentir o abraçar forte, podendo assim sentir o perfume da garota.
- Isso é tão legal Garret.
- Com certeza .
- Mas vamos logo senão não nos deixam entrar para a aula, e nós temos prova. – comentou.
- VERDADE. – bateu a mão na testa. –Me leva de cavalinho Garret.
- Você é muito folgada, . – falou rindo, deu língua.
- Claro que levo, . – Garret se virou de costas e pulou nele sorrindo.
ainda conseguia enxergá-los da janela do quarto, e não gostou muito do que viu.
Chegaram ao colégio e se despediram rapidamente de Garret, que tinha que ir para outra direção. Correram em direção à sala e, por sorte, conseguiram chegar junto com o professor, que as olhou com cara feia, mas as deixou entrar.
sentou-se ao lado de John, no fundo da sala, já achou uma carteira nas primeiras carteiras.
- Façam silêncio. Eu irei retirar a prova de quem abrir a boca. – O professor disse num tom mal humorado.
segurou o riso e olhou para John, sabia que ele também estava a ponto de rir, eles sempre davam risadas de coisas que apenas eles viam graça. Assim que seus olhares se cruzaram os dois começaram a gargalhar, cruzou os braços sobre a carteira e encostou o rosto neles tentando esconder o ataque de risos, John fez o mesmo. O professor distribuiu as provas e todos fizeram o silêncio. Ele caminhava entre as carteiras com o olhar atento à todos os alunos.
não sabia absolutamente nada, então tentava copiar de um nerd que estava do seu outro lado, toda vez que o professor ficava de costas, ela passava os olhos na prova dele, e copiava para a sua. Chegou um momento que cansou de esticar o pescoço para o lado, então circulou qualquer alternativa e levantou-se entregando a prova. John fez o mesmo, e os dois saíram juntos da sala.
- Colou de quem dessa vez hoje ? – John perguntou, e riu da cara de espanto da amiga.
- Como assim? Você está insinuando que eu não tenho capacidade de fazer uma prova?
- Não seja cínica , eu sei que você não estudou.
- Droga! Você me conhece bem demais. – Disse e foi abraçada pelos ombros.
Foram caminhando pelos corredores até chegarem no jardim dos fundos. John se sentou em um daqueles bancos brancos e sentou ao seu lado, passou as pernas por cima das dele, e ficaram ali conversando.
- E ai, como ficaram as coisas com o ?
- Perfeitas John. Ele é muito diferente do que eu imaginava. Estou apaixonada. – Disse com o olhar perdido no horizonte, John riu.
- Que bom que você está feliz linda.
- Te amo sabia? – chegou perto e o abraçou de lado. – Falando nele, ele vai vir me buscar agora.
- Agora? Mas e as aulas? – John perguntou sem entender, vendo a amiga pegar o celular da bolsa.
-É que a vai sair, e vamos ficar a sós entende? – Fez um olhar malicioso e John gargalhou.
- Sua safadinha.
- Aprendi com o mestre. – Lançou um olhar significativo para ele, que fingiu se esconder.
-Alô? – falou assim que atendeu.
- Oi .
- Já acabei a prova amor. – Sorriu.
- Ok, eu já estou saindo. Me espera no jardim? – caminhava pela casa com o celular no ouvido. Pegou seu famoso casaco e se dirigiu para a garagem.
- Já estou aqui amor.
- Então espere ai. Beijos.
- Beijo, te amo.
- Também te amo linda. – Disse e desligaram ao mesmo tempo.
manteve um sorriso apaixonado nos lábios, John acabou rindo mais alto do que pretendia, fazendo ela desviar o olhar para ele.
- O que foi?
- Essa sua cara de apaixonada é hilária. – Gargalhava mais a cada segundo.
- Vai ficar rindo da minha cara mesmo? – fez um olhar desafiador.
John percebeu que a garota faria alguma coisa, empurrou as pernas dela para frente e se levantou. Logo que viu se levantar com um sorriso perverso nos lábios, saiu correndo pelo jardim, com a garota em seu encalço. Corriam feito duas crianças num pátio escolar. John que corria na frente, ia achando atalhos por entre aquelas árvores, e acabaram chegando nos fundos do colégio.
Assim que chegou, pediu permissão para entrar, e depois de molhar a mão do segurança conseguiu o que queria. Caminhou sorrindo até o jardim e o viu completamente vazio. Estranhou, mas decidiu sentar-se em um dos bancos enquanto esperava a namorada chegar.
Passava os olhos por todo aquele lugar, esperando ansioso por ela. Olhou para o chão e viu o celular dela caído no chão, o pegou nas mãos e não pôde deixar de se preocupar.
- VOLTA AQUI JOHN, CANSEI DE CORRER. – gritava enquanto corria atrás do amigo, se levantou assim que ouviu a voz dela.
- VOCÊ NUNCA VAI CONSEGUIR ME PEGAR . – John corria tranquilamente enquanto já estava morrendo.
-Tá eu desisto. –Parou e cruzou os braços fazendo bico, ainda não tinha visto o namorado ali.
John parou e olhou para ela.
-Ah minha linda não faz essa cara. – Sorriu se aproximando, a abraçou pela cintura assim que ficou de frente para ela.
- AHAAA, PEGUEI. – pulou no pescoço dele e começou a fazer cócegas, John perdeu o equilíbrio e derrubou os dois.
- Você é muito sacana . – John tentava sair debaixo dela, mas o segurava e mantinha o ataque de cócegas no abdômen do rapaz.
- CAHAM. – se aproximou e pigarreou, os dois pararam de se embolar no chão e olharam para ele.
- Amor! – se levantou rapidamente e o abraçou. – Não tinha te visto aqui.
- É eu percebi. – disse secamente, e John percebeu o motivo.
- E ai cara, tudo bem? Nós só estávamos brincando, não leva isso a sério. – John tentou consertar as coisas.
- Relaxa John. – se intrometeu. – O não vai ficar bravo por isso. Certo ?
respirou fundo e a olhou nos olhos.
- Certo.
Ao ouvir isso, sorriu e pulou nos braços dele, que não pôde evitar um sorriso.
- Mas deixa eu te apresentar cordialmente ao meu melhor amigo. – sorriu. – John, esse é meu namorado . , esse é meu melhor amigo John.
Os dois deram as mãos rindo de , que sorria feito criança. Ouviram o sinal tocar.
- , vamos logo, antes que não dê mais pra sair. – a pegou pela mão.
- Vamos. John, amanhã nos falamos ok? – Olhou para ele, que sorriu. – Te amo.
- Também te amo, . Cuida bem dela hein? – John disse se virando para .
- Pode deixar, ela é meu tesouro.
- Como você é brega amor. – gargalhou.
Correram até o portão principal, e mais uma vez subornou o segurança.
Chegaram ao estacionamento e entraram rapidamente no carro de .
Passaram o caminho inteiro conversando e trocando beijos e carinhos.
Assim que parou o carro na garagem tirou o sinto e subiu no colo dele. O encarava séria, e não sabia o que fazer, estava paralisado. observava os traços do rosto dele, e parou o olhar em sua boca, mordeu o lábio inferior e aproximou seus rosto, o beijando profundamente. passou uma das mãos por dentro da blusa dela lentamente, fazendo um calafrio percorrer toda a extensão das costas da garota, e acabar em sua nuca.
- Vamos entrar . – sorriu e a garota saiu de cima dele. desceu do carro e foi correndo até a porta deixando para trás. Entrou em casa e a seguiu, trancando a porta assim que passou pela mesma.
- ? – Olhava para os lados à procura dela, mas não a encontrava, caminhou até a escada.
- ESPERA AI EMBAIXO . – gritou do andar de cima fazendo o namorado parar onde estava. caminhou até o sofá e se sentou.
Já estava roendo as unhas por ela, até ouvir a porta do quarto se abrir.
- ARE YOU READY BABE? – falou do andar de cima, fazendo olhar para o topo da escada.
- YEAH HONEY. – Respondeu ansioso. Segundos depois seu queixo foi ao chão, vinha descendo as escadas com um espartilho roxo com rendas pretas que desenhava perfeitamente sua cintura fina ressaltando seus seios, uma meia calça preta que vinha até o meio das coxas e depois essas meias se ligavam ao espartilho por pequenos elásticos.
em milésimos de segundo se levantou do sofá e ficou parado feito uma estátua vendo a namorada se aproximar.
- E ai? O que achou? – disse provocante dando uma voltinha na frente dele.
- Eu... Eu... Você... UAU! – não conseguia formular uma frase, seus pensamentos estavam completamente perdidos pelo corpo da namorada. Sem pensar duas vezes, a puxou pela cintura e grudou seus lábios ferozmente, percorria suas mãos por todo o corpo da garota, que gemia a cada vez que ele pressionava suas mãos com mais intensidade sobre sua pele.
foi a empurrando de costas até a cozinha, não fazia idéia de onde estava indo, mantinha os olhos fechados e tentava guardar cada segundo e cada toque em sua memória, apenas abriu os olhos quando sentiu suas costas se colidirem com a geladeira.
- O que a gente está fazendo na cozinha, ? –Perguntou e olhou para os lábios do namorado, notou que eles estavam vermelhos e inchados.
- Foi aqui que tudo começou , aqui que nos conhecemos, e acredito que começamos da forma errada. O que acha de concertarmos tudo e fazermos um começo mais... Interessante? – Sorriu malicioso e viu a namorada morder o lábio.
- Acho uma ótima idéia. – Aproximou seu rosto e lhe deu um selinho.
segurou a nuca dela e tentou aprofundar o beijo, mas foi afastado pelo peito. –Eu te amo como nunca amei ninguém .
- Eu te amo mais , pode ter certeza disso. abriu um sorriso quilométrico assim que ouviu isso, aquele sorriso que mexia com todos os instintos de . A garota o empurrou para trás o fazendo se encostar na mesa, subiu nela e puxou a garota pela cintura, fazendo ela também subir e se posicionar por cima dele.
separou seus lábios, e ouviu o namorado gemer abafado quando passou sua língua pelo pescoço dele, foi descendo os beijos e à medida que desabotoava os botões da camisa dele, ia distribuindo beijos por toda a extensão daquele abdômen definido, ao chegar no botão da calça dele, olhou para cima e viu a expressão no rosto do namorado, ele estava com os olhos fechados e mordendo o lábio, sorriu e se aproximou dos lábios dele, passou a língua por eles e sentiu abrir a boca dando passagem para ela aprofundar o beijo, e assim o fez.
rapidamente inverteu as posições e passou a beijar o pescoço da namorada, que se contorcia ao sentir ele passar uma das mãos em sua coxa.
- Você está tão linda amor. – se afastou um pouco para admirar o corpo que se movimentava embaixo do seu.
sorriu com o comentário e se inclinou para frente.
- É TUDO pra você, . – Mordeu o lábio, e foi jogada novamente contra a mesa. retirou somente a calcinha dela, deixando aquele espartilho ainda sobre seu corpo, minutos depois ele já estava completamente nu sobre ela e se movimentava lentamente, fazendo ter espasmos por todo o corpo, aumentava a intensidade conforme os pedidos da namorada e horas depois, os dois estavam exaustos.
- Espero que nem a nem a cheguem agora, porque eu não tenho forças pra sair daqui. – disse com a cabeça apoiada sobre o corpo do namorado.
-Elas não vão voltar tão cedo, minha mãe disse que pegaria a no colégio e elas iriam comprar alguma coisa que eu não fiz questão de saber o que era.
- Como você é um filho prestativo né amor? Nem ouve o que a Tia fala.
- É que eu fiquei imaginando a gente aqui, assim. E acabei me desligando do que ela falava.
- Ah que lindo! – sorriu e lhe deu um selinho, fazendo a pressionar contra si.
- Vamos subir ? Essa mesa está começando a me dar dor nas costas.
- Vamos! – se levantou e desceu da mesa, e fez o mesmo em seguida, colocou as calças, e pegou sua camisa e colocou nela mesma.
- Essa camisa fica melhor em mim. – disse sorrindo, checando como a camisa ficava em seu corpo, desviou os olhos para ela e sorriu.
- Vou ter que concordar. – Sorriu malicioso e a puxou pela gola da camisa, fazendo com que ela colasse seu corpo ao dele.
- Corrida até o quarto? – sussurrou em frente ao rosto dele.
- O que eu ganho se vencer?
- Um beijo.
- Ah! Então vale a pena. – sorriu. –E se você ganhar?
- Qual você acha que deve ser meu prêmio?
- Você quer mesmo que eu fale? – Fez um sorriso ainda mais malicioso.
- Bom, não fala agora, me conta quando eu ganhar de você ok? – desafiou.
- Você acha que tem chances de ganhar de mim?
- Não só acho, como tenho certeza.
- Tá bom, vamos ver. No três.
- Ok.
- Um... Dois...
- TRÊS! – gritou antes e saiu correndo na frente dele, que logo a seguiu.
- Quer ganhar roubando ? – gritava e corria o mais rápido que conseguia, a alcançou em poucos segundos.
- SAI . – o puxou pelo braço assim que viu ele a ultrapassando. Os dois se embolavam na escada, tentando passar um à frente do outro.
Assim que se soltaram correram juntos pelo corredor e cada um entrou em seu quarto.
- GANHEI! – Gritaram ao mesmo tempo e um olhou para a cara do outro.
- Nem vem , era NESSE quarto.
- Quem disse?
- EU disse. – cruzou os braços.
- Você não disse não, mentirosa.
- Mas... Mas eu achei que fosse aqui. - Fez bico, sorriu se aproximando e a abraçou pela cintura.
- Ah pequena, tudo bem, você ganhou.
- EBA! – pulou batendo palminhas fazendo gargalhar.
- Agora você recebe seu prêmio. – Sorriu malicioso.
- E qual é meu prêmio?
- Você já vai saber. –Fechou a porta com o calcanhar e a empurrou até a cama.
- querida, sobe e pergunta pra se ela já almoçou? – perguntou assim que entraram em casa.
- Claro mãe. – pulou animada e ao subir as escadas, acabou se enroscando nos pés e caiu de cara no chão. –AII!
- Que barulho foi esse? – perguntou assustada.
- , não pára agora dude. – suplicou segurando o quadril dela, mas a garota saiu de cima dele rapidamente, o fazendo bufar irritado.
- Vai pro banheiro! Rápido . – O apressou vendo que o mesmo não se movimentava na cama.
- Porra! – Disse nervoso, se levantou pegando um lençol e envolveu seu corpo nele caminhando até o banheiro.
correu até o closet e colocou um roupão, segundos depois entrou no quarto saltitando.
- VOCÊ JÁ ALMOÇOU?
- Que susto . – colocou as mãos no coração enquanto saía do closet. – Ainda não, por quê?
- Porque a gente acabou de chegar, e a minha mãe vai preparar alguma coisa, e quer saber se você está com fome.
- Estou sim amor. – sorriu e deitou por baixo das cobertas para a amiga não notar sua roupa ‘excêntrica’.
- Eu vou avisar ela então! – pulou. –Está com frio, ?
-Não... É, na verdade um pouco. – não sabia o que falar.
- A cada dia você me assusta mais. – gargalhou e caminhou em direção à porta. Recebeu uma travesseirada nas costas assim que se virou e voltou o olhar para a amiga, que gargalhava da cara de . Pegou o travesseiro do chão e jogou contra ela com a mesma força.
- Quando eu voltar a gente resolve nossas diferenças, . – Disse fingindo estar séria e saiu do quarto.
Assim que viu a amiga fechar a porta, respirou aliviada e correu até o banheiro.
- pode sair. Melhor você ir para o seu quarto.
passou por ela sem a olhar nos olhos e sem falar nada. estranhou e o segurou pelo braço.
- Você está bravo comigo amor? –Disse num tom triste e preocupado.
- Com você não, mas com a situação. É que... – Respirou fundo e olhou para o teto. apenas o observava.
desceu o olhar para os olhos dela e segurou seu rosto. – Eu te amo, . – Beijou a testa dela e se afastou, saiu do quarto logo em seguida.
não entendeu nada, mas preferiu não perguntar, foi até o closet e colocou uma roupa qualquer.
Passou a tarde conversando com , pois ela afirmava que fazia tempo que as duas não conversavam. A conversa foi muito animada, as duas se davam extremamente bem, e era sempre bom colocar o papo em dia com uma pessoa mais experiente, sempre tinha ótimos conselhos e palavras confortantes para dizer.
A noite chegou rapidamente e foi preparar o jantar com a ajuda de , assim que estava pronto gritaram chamando os outros dois.
desceu saltitante, já aparentava ter acabado de acordar.
Sentaram-se à mesa, e de um lado e e do outro.
estava de frente para o namorado, e constantemente passava sua perna na dele, fazendo o garoto se contorcer. O jantar foi seguindo com provocações de ambas as partes.
- AH EU PRECISO DORMIR. – disse bocejando e se lançando contra o sofá assim que terminaram o jantar.
- Dormir nada , você precisa estudar.
- Estudar ? Olha pra minha cara e deduza se eu vou estudar. Tive um dia cheio hoje, vou dormir. – Levantou-se do sofá e beijou a testa de e , quando chegou em piscou e lhe deu um pedala, saindo correndo em seguida.
- VOCÊ TÁ FERRADA . –Se levantou rapidamente e correu atrás dela, ele tinha entendido o recado.
Assim que chegou na porta de se quarto, parou e se apoiou na porta enquanto esperava o namorado chegar. Ouviu os passos rápidos dele na escada e sorriu ao ver aquela silhueta se formar na sua frente. Caminhou na direção dele e pulou em seu pescoço, selando seus lábios assim que manteve estabilidade. mantinha as pernas em volta da cintura do rapaz, que foi caminhando com ela em seu colo até sentir as costas de colidirem novamente com a porta.
Separaram seus lábios, e sorriu ao olhar para a boca dele e notar que estava extremamente vermelha.
- Boa noite, meu amor. – Disse descendo do colo dele.
- Boa noite, minha linda. Sonhe comigo. – Deu um pequeno beijo na testa dela e desceu para dar boa note para as outras.
caminhou até o banheiro e escovou os dentes calmamente. Colocou seu pijama habitual e se jogou na cama, sentiu uma felicidade imensa dominar seu corpo, tudo parecia perfeito. Se esticou para alcançar o abajur que ficava no criado mudo a esquerda, e apagou a luz. Aquela escuridão causou um certo desconforto na garota, que não pôde deixar de lembrar do maldito sonho da noite passada. Apressada e com medo, novamente se esticou até o abajur, dessa vez o ligando, preferiu deixar ele aceso pela noite, para evitar certos problemas. Passou pelo menos duas horas rolando pela cama, não conseguia dormir, na verdade, não queria, lutava contra o sono por medo de sonhar mais uma vez com tudo aquilo. Quando já perdia o controle sobre suas pálpebras, deixou que a sonolência a dominasse, e como se ela já previsse o inevitável aconteceu, aquele sonho novamente perseguiu sua noite. O sonho foi idêntico ao anterior, o que a deixou extremamente apavorada. Acordou assustada novamente e deu um soco na cama, estava irritada com a situação, aquilo já saía de seu controle, e odiava acordar daquela forma. Olhou para o relógio, nele marcavam 4:58h. Dentro de uma hora precisaria acordar para ir ao colégio, pensou em ir até o quarto de , mas não queria o acordar de novo, ele precisava descansar.
Ficou ali, parada na cama, pensando em como agir e em como pensar, até ouvir um barulho forte vindo do corredor, se assustou e se cobriu inteira com o cobertor, tinha medo de abrir os olhos e enxergar alguma coisa que ela não queria, por isso passou o resto da noite embaixo das cobertas, esperando os primeiros raios do Sol invadirem seu quarto, e assim que aconteceu, sentiu-se mais aliviada.
Os dias e noites foram se passando, e os sonhos tornavam-se cada vez mais freqüentes, tentava manter-se o máximo possível acordada, mas sempre que adormecia, nem que fosse um simples cochilo, acabava tendo aquele maldito sonho que a atormentava.
Num sábado à noite, e estavam no quarto dele abraçados na cama, conversando. Até ouvir a voz da mulher pedindo ajuda, não sabia se era fruto da sua imaginação, se era o acúmulo de noites mal dormidas, ou se realmente estava escutando aquilo. Se levantou e caminhou em direção ao closet dele.
- ? O que você está fazendo? – estava preocupado com a expressão no rosto da namorada e assustado com sua atitude repentina.
- Você não ouviu ?
- Ouvi o que amor?
- Por que só eu escuto isso? – reclamou e parou em frente ao closet, respirou fundo e o abriu, assim que o fez uma rajada de ar bateu contra seu corpo fazendo com que ela tampasse os olhos com as mãos e virasse um pouco seu corpo para o lado, quando voltou seu olhar para o closet, viu um vestido braço ensangüentado, assustada, acabou perdendo o controle sobre as pernas e caiu sentada no chão. se desesperou e correu até ela.
- PEQUENA O QUE FOI? – Disse preocupado se ajoelhando em frente a ela, a garota tremia e não conseguia formular uma frase, apenas apontou para dentro do closet. desviou o olhar para lá e não viu nada de diferente. –O que ?
- Eu... Você não... – Estava com receio de olhar para lá, não queria se passar por louca, e muito menos olhar para aquela coisa novamente.
procurava algo ali, mas nada encontrava. acabou fixando o olhar lá, e para seu espanto, o closet estava completamente normal.
- , você está bem?
- Mas... Mas... – Não conseguiu conter as lágrimas, chorava sem saber como explicar aquilo para ele.
- Vem amor. Vamos deitar.
Os dois caminharam até a cama e se sentaram, mantinha o olhar fixo nas mãos. - , linda, fala comigo amor. – A segurou pelo queixo fazendo ela o olhar nos olhos, e segurou sua outra mão.
A garota enxergava tudo embaçado devido às lágrimas, e assim que olhou para o namorado, viu um vulto se movimentar atrás dele, apertou uma das mãos dele e fechou os olhos.
- , eu... Eu... Eu preciso dormir ok? Acho que isso foi uma espécie de sonambulismo, não sei. Eu tenho dormido mal essas noites.
- Pequena abre os olhos e me fala o que está acontecendo.
- Eu estou bem , só preciso descansar. Posso dormir aqui hoje?
- Claro que pode. – Passou os dedos levemente no rosto dela, e ainda sem abrir os olhos, segurou a mão do namorado e depositando um beijo na mesma. Os dois se deitaram e os cobriu com dois cobertores, aquele quarto ficou muito gelado de repente, a apertou contra si e percebeu que ela se acalmava aos poucos.
- Você não quer me contar mesmo o que aconteceu? – Sussurrou perto do ouvido dela, enquanto massageava seus cabelos.
- Não foi nada demais ok? Não me pergunta nada agora amor, por favor. – o olhou nos olhos e notou que ela definitivamente precisava descansar, seus olhos estavam extremamente vermelhos e inchados.
- Ok pequena, amanhã a gente conversa. Dorme tranqüila agora. – Beijou sua testa e viu a namorada sorrir levemente e o apertar com força.
O sono foi mais forte que o medo, o que fez adormecer em poucos segundos. E mais uma vez o sonho a perseguiu, acordou num pulo e viu o namorado se assustar ao ver dar um salto na cama.
começou a chorar desesperada e não sabia o que fazer, se aproximou e a abraçou forte.
- , pelo amor de Deus, me diz o que está acontecendo com você.
- , Eu... Eu não agüento mais isso. Eu não tenho mais forças. – tremia e sentia seu corpo ser segurado pelos braços de , se não fosse ele, com certeza teria desabado, se sentia muito fraca.
- O que ? O que você não agüenta? Pequena olha pra mim e me fala o que foi. – segurou o rosto dela com uma das mãos.
- Eu preciso voltar naquela cabana . – Disse fracamente se afastando dela, tentou se levantar da cama, mas foi segurada pelo namorado.
- Agora? No meio da noite? Você está louca, ?
- , Eu... Eu não... Não dá mais... Você entende? – não formulava uma frase, e não entendia o que ela tentava falar.
- Não , eu não entendo. –Olhou nos olhos dela e segurou seu rosto. –Você está sonâmbula, amor?
- NÃO ! – Tirou a mão do namorado de seu rosto com brutalidade. – Eu só preciso voltar lá. Eu não consigo mais dormir, não consigo mais comer, isso está acabando comigo. Eu... Eu preciso voltar lá.
- , se acalma. Quando amanhecer eu vou até lá com você. Não vou deixar você ir sozinha, mas agora é muito tarde pequena, e é muito perigoso.
- Eu sei amor, mas, eu preciso ir . E eu não vou mais conseguir dormir.
- Eu fico acordado com você, e assim que o dia clarear nós vamos. Pode ser?
- Não , você precisa descansar, eu consigo ver nos seus olhos como você está com sono. Eu vou até a sala e assisto alguma coisa, e espero você acordar. – Disse se levantando da cama, a segurou pelo pulso.
- Pára com isso, . Eu vou ficar acordado com você, assim você aproveita e me conta o que está acontecendo. – A puxou, fazendo a garota se sentar no seu colo.
- Ai , eu te amo tanto. – o abraçou com toda a força e voltou a chorar, massageava a nuca e a cintura dela.
Passaram o resto da noite ali, sentia seu coração se apertar ao ouvir a história que a namorava contava, a cada lágrima que ela derramava era como se enfiassem um punhal eu seu peito, não pôde evitar que algumas lágrimas escorressem por seu rosto.
Assim que notou o dia amanhecer, apertou a mão dele o encarando profundamente.
- Você tem certeza que quer levar isso adiante amor? – perguntou preocupado ao ver o medo aparente nos olhos dela.
- Tenho . Eu preciso acabar logo com isso. –Disse respirando profundamente. – Eu vou me trocar. Vem comigo?
-Claro!
Se levantaram e caminharam de mãos dadas até o quarto dela. Minutos depois os dois já estavam no carro de a caminho da praia. mantinha os olhos compenetrados na estrada, e não sabia se tentava puxar um assunto, ou se mantinha o silêncio. Ao ver a namorada fechar os olhos, repousou sua mão sobre a dela, e finalmente desviou o olhar para ele.
- Vai dar tudo certo pequena.
apenas sorriu fracamente e deu um beijo no rosto dele.
- Obrigada por vir comigo, .
- , eu vou sempre estar com você. – Sorriu e beijou sua testa.
Ficaram em silêncio por mais alguns instantes.
- , daqui nós temos que ir andando. – disse enquanto estacionava o carro. Desceram e foram caminhando em direção à cabana.
ouvia certos ruídos, e tinha certeza que não os escutava, pois parecia tranqüilo. Assim que avistou a cabana, sentiu um calafrio percorrer seu corpo, apertou a mão de e aproximou mais seu corpo do dele.
- Eu estou com medo, .
- , eu estou aqui, e vou te proteger. Não precisa ter medo. – A abraçou tentando passar tranqüilidade a ela. – Mas se você quiser desistir, por mim tudo bem.
- Não! Nós já chegamos até aqui certo? Não vou desistir agora. – disse sorrindo levemente e sentiu a apertar contra si, ele também estava com medo, mas não podia transparecer.
Caminharam por entre as árvores, e quando estavam próximos muito próximos à cabana, e sentiram algo passar entre eles, e dessa vez, os dois viram a mulher de branco passar os encarando e entrar de costas pela porta da cabana.
- Você também viu amor? – perguntou ao sentir o namorado apertar sua mão.
- Vi! Era isso que você via pequena?
- Era . Agora você me entende? Entende o porquê de tanto medo? – O olhou com os olhos marejados.
- Dude, como eu queria poder ter te ajudado antes. – A abraçou forte, fazendo uma lágrima escorrer pelo rosto dos dois. Ficaram ali um tempo, até criarem coragem de entrar.
Assim que chegaram em frente à porta, ela se abriu sozinha, fazendo os dois se arrepiarem.
- Eu vou na frente pequena, fica atrás de mim. – passou na frente dela, e o abraçou por trás.
O lugar estava extremamente frio, o que fez os dois se apertarem com mais força. Percorriam o ambiente com os olhos, estava ainda mais sujo e abandonado do que da outra vez, manchas vermelhas cobriam as paredes, e um cheiro estranho dominava o local.
Caminharam até o sofá que estava todo empoeirado, e a porta de entrada se fechou fortemente, fazendo um barulho estrondoso ecoar pela sala. Os dois pularam de susto e correu até a porta, ao tentar abri-la notou que a mesma estava trancada.
- O que foi amor? – perguntou ao ver a cara da namorada.
- Está trancada, .
- Como assim trancada? – andou até ela, e tentou de todas as formas abrir a porta, mas foi tudo em vão. Respirou fundo e abraçou .
- Se eu falar que eu nunca senti tanto medo na minha vida você acredita? – perguntou com as mãos e o rosto encostados no peito dele.
- Acredito pequena. – tremia por dentro, aquilo era realmente estranho.
Um barulho alto ode ser ouvido do banheiro, fazendo os dois olharem para a direção daquele pequeno corredor. Logo depois, um choro e uma risada soavam misturados por todo o ambiente. colocou para trás dele e encarou o pequeno corredor. Tudo escureceu repentinamente, apertava as mãos do namorado que tentava enxergar alguma coisa, além da escuridão uma espécie de fumaça vinha do corredor.
- nós precisamos ir até lá. – falou ao perceber que o choro da mulher não parava.
- Fica aqui que eu vou lá ver o que é isso.
- NÃO! Vamos juntos. – falou, se virou de frente para ela e segurou o rosto da garota com as mãos.
- Eu não vou deixar você correr perigo pequena. Fica aqui, eu já volto. – Tentou se afastar, mas sentiu a mão gelada da namorada em seu braço.
- Não eu vou com você. – suplicou e ouviram um outro etsranho barulho vindo de lá.
- Faz o que eu estou pedindo, , por favor, fica aqui.
- Mas...
- Por favor, . –Falou com autoridade, abaixou a cabeça e soltou o namorado.
caminhou lentamente até lá, e roia as unhas preocupada, viu o namorado sumir por entre a escuridão e a fumaça.
- O que eu faço agora? – zanzava pela sala esperando por ele, que não dava sinais de vida.
Olhou para um espelho que estava afixado em uma das paredes, e pôde ver claramente um vulto passar atrás de si, virou-se rapidamente para trás e não enxergou nada.
Procurava por alguma coisa que não sabia ao certo o que era, até ouvir passos se aproximando, correu para o lado oposto, na intenção de se afastar daquilo que a cercava, mas o barulho apenas aumentava, e continuava sem enxergar absolutamente nada. O barulho dos passos parou bem em frente à ela, e quando foi tentar caminhar para frente sentiu uma pancada forte contra sua cabeça, por impulso jogou o corpo para trás, fazendo o mesmo se colidir contra a parede, escorregou por ela até sentar-se no chão.
- ! – Gritou, precisava do namorado ali, precisava de ajuda. Sentiu algo escorrer por sua testa e ao colocar a mão no local percebeu que era uma gota de sangue. – ! – gritava, ouviu novamente os passos. O barulho se aproximava e se afastava, era como se a pessoa andasse rapidamente em círculos por toda a sala. Se apavorava mais a cada segundo, e cada vez mais ficava preocupada com , que não aparecia, nem se manifestava. Se levantou na intenção de ir ver se ele estava bem, e ao passar os olhos pelo espelho, viu a imagem do homem parado de frente à ela, ele levantou aquele mesmo pedaço de madeira de seus sonhos na altura da cabeça dela, se abaixou rapidamente e sentiu o vento passar por cima de seu corpo. Levantou-se e correu em direção de onde estava. Entrou no pequeno cômodo e viu o namorado caído no chão, se desesperou.
- , amor. Fala comigo. – Passava as mãos pelo rosto dele, que parecia voltar à consciência aos poucos.
- ? Onde eu estou? Eu... Por que você está sangrando? – Se espantou ao ver o corte na testa dela.
- , você está bem? Nós precisamos fazer alguma coisa. Vamos sair daqui. – falava rápido e notava o desespero e a preocupação nos olhos dela.
Com a ajuda dela, conseguiu se levantar. Saíram do quarto e teve um deja-vu, ouvia os choros daquela mulher e via a cena pelo mesmo ângulo no qual via em seus sonhos, ficou paralisada. tentava falar com ela, mas ela não respondia, mantinha os olhos parados, como se estivesse sonhando.
Quando sentiu os olhos daquela mulher se cruzarem com os seus, voltou a si, olhou para que parecia não entender nada, e soltou sua mão da dele. Caminhou rapidamente até a mulher que estava caída no chão e se agachou. apenas a seguiu olhando para os lados, preocupado.
- V-você está bem? – se dirigiu à mulher assim que se aproximou.
- Obrigada por ter vindo, . – A mulher conseguiu abrir um pequeno sorriso entre as lágrimas.
- N-não precisa me agradecer.
- Vocês precisam me ajudar, eu não agüento mais passar por isso todos os dias. – A mulher chorava desesperada.
- Venha! Nós vamos te ajudar, mas primeiro precisamos sair daqui. – disse estendendo a mão para ela.
- Eu não posso sair. Tudo começou aqui, e é aqui que tem que acabar.
- Mas o que começou? Como podemos te ajudar? – perguntava desesperada.
- Vocês precisam... – Ela começou a falar, mas de repente manteve os olhos espantados fixos num extremo da sala. – ELE ESTÁ VOLTANDO.
Mais uma vez a imagem de seus sonhos se repetiu, a mulher olhava fixamente para a porta, e os dois desviaram o olhar para lá também, a mesma se abriu brutalmente e o homem estava parado do lado de fora. Como no sonho, olhou fixo para . Começou a caminhar em direção à ela, mas entrou em sua frente, a protegendo.
- Sai da minha frente muleque. – O homem falou nervoso e jogou para o lado, que caiu desacordado no chão.
- ! – gritou desesperada, quando foi ajudá-lo, sentiu a mão do homem pegar seu pescoço com força.
- Você pensa que pode se meter nos meus assuntos? - Ele a empurrava para trás, e sentia todo o seu ar se esgotar, tentava tirar a mão dele de seu pescoço, mas ele tinha uma força fora do comum. Bateu as costas dela na parede e finalmente a soltou.
começou a tossir, olhou para o lado e viu tentando se levantar, parecia estar zonzo.
- O que você quer de mim? O que você fez com ela? – perguntava desesperada olhando para o homem, e pôde notar que os olhos dele eram vermelhos, o homem desviou o olhar para a mulher caída no chão, e ao perceber que ele estava distraído, tentou correr até o namorado. O homem se virou rapidamente e acertou o peito da garota com o braço, o que fez ela cair no chão sem ar. Ele sorriu ao ver se contorcer no chão.
- . – falou fracamente e ofegante, o namorado, mesmo sem forças, caminhou o mais rápido que conseguiu até ela e se abaixou segurando seu rosto.
- Pequena a gente precisa sair daqui. – estava quase sem ar, era como se alguém apertasse seus pulmões com as duas mãos, mas a preocupação com era mais forte.
- , eu preciso ajudar ela. – olhou para a mulher caída no chão um pouco mais à frente.
- , ele vai acabar nos matando.
- Eu... CUIDADO. – gritou, mas era tarde, o homem havia acertado as costas de com a madeira.
- É você que eu quero. –O homem empurrou para o lado. Sorriu e levantou pelos cabelos, a encostou na parede e começou a passar as mãos pelo corpo dela, que se debatia tentando afastá-lo.
- ME SOLTA SEU DESGRAÇADO. – Gritou e sentiu ele aproximar o rosto de seu pescoço, começou a chupá-lo e sentiu um nojo incontrolável. – SOCORRO! SOCORRO ALGUÉM ME AJUDE!
- Por que essas vagabundas sempre gritam? – O homem disse bufando e soltou no chão.
olhava espantada para ele, que caminhava até a outra mulher, que a essa altura já estava desacordada. Tirou o vestido dela e caminhou até .
- Coloca isso. – Entregou o vestido para ela, que o olhava sem entender.
- NUNCA! – tentou caminhar, mas ele a segurou.
- Ou você coloca, ou vai morrer mais cedo.
- EU NÃO VOU COLOCAR ISSO. – gritou.
- Ótimo, você que sabe então. – Ele se abaixou e pegou um facão do chão, o levantou na altura da cabeça dela ainda com aquele sorriso nos lábios, paralisou, uma lágrima escorreu por seu rosto, e ao ver o homem afastar o braço para tomar impulso e acertá-la, cobriu o rosto e fechou os olhos esperando por uma pancada, mas nada aconteceu, estranhou e voltou a abrir os olhos, e assim que o fez, viu seu pai parado em sua frente segurando os braços daquele homem.
- P-Pai? – sentiu seu rosto se inundar por lágrimas ao ver seu pai tão próximo.
- sai daqui!
- Mas... Pai eu...
- AGORA! – Falou com autoridade fazendo obedecer, caminhou até e o pegou pelas mãos, os dois andavam com dificuldade para fora.
Assim que saiu da cabana, sentou-se encostada na parede e desabou no choro.
- ? O que foi? – passava a mão pela cabeça dela, mas ela não conseguia pronunciar nada.
- Me abraça? Por favor. – falou entre soluços e não pôde negar, se aproximou e a puxou para perto. A garota derramava lágrimas pela camisa do namorado, que sentia seu coração se espremer ao vê-la daquela forma e não poder fazer nada. Ouviram a porta da cabana se abrir, se soltou de e levantou apressada e ao ver o pai saindo de lá, correu e o abraçou com todas as forças que lhe restavam.
- PAI! – sentia falta de falar essa palavra, estava presa em sua garganta desde a última vez que o viu.
- Eu não posso ficar muito, . – O senhor também tinha lágrimas nos olhos.
- Por que não? – Se afastou e o olhou nos olhos, e ao ver que ele também chorava, seus soluços aumentaram, fazia tempo que não chorava tanto. – Pai eu... Eu sinto tanto a sua falta. Não consigo passar um dia sem lembrar de você. Por que você teve que ir? Você não sabe como nós sofremos.
- , minha filha, todos nós temos a nossa hora, eu sei que foi difícil, foi para mim também, mas ao ver a mulher linda que você está se tornando, eu sinto um orgulho imenso e percebo que o melhor para você foi eu ter partido, você se tornou mais forte, mais auto-confiante, mais segura de si.
- Mas, eu preciso de você pai. Preciso do seu apoio, preciso ter você na minha vida.
- Você não precisa , e agora, você tem o para te proteger. – O pai dela apontou para o garoto que olhava atordoado para a situação. – E eu sempre vou estar ao seu lado, mesmo que não possa me ver.
- Mas eu PRECISO TE VER. VOCÊ NÃO ENTENDE? Não entende como é difícil para mim passar os dias sem ver os seus olhos me mostrando o caminho certo? Sem ter suas palavras pra me ajudar quando eu preciso. Eu... Eu preciso de você, esses últimos anos foram os mais difíceis para mim, passei várias noites chorando pensando em você e na falta que você me faz. Você sabe como a mamãe é fraca para isso não sabe? Eu tinha que me mostrar forte para ela, mas não era sempre que eu conseguia, eu me culpava ao chorar na frente dela e fazê-la chorar comigo, você não podia ter ido pai, não podia. – abaixou a cabeça e sentiu seu pai se aproximar.
- Me perdoa , me perdoa por ter as abandonado, mas eu não tinha mais forças, foi mais forte do que eu.
- Eu... Eu sei que a culpa não é sua, mas... Eu não consigo superar isso. A cada dia eu sinto mais a sua falta, eu preciso ter você presente nos momentos da minha vida entende?
- Eu vou sempre estar presente , SEMPRE! Aqui dentro. – Colocou a mão no coração dela, a fazendo sentir uma corrente passar por seu corpo. – Agora eu preciso ir.
- NÃO! – segurou a mão dele. – Por favor pai, não vá.
- venha aqui. – Ele desviou o olhar para ele, que se aproximou receoso. – Você cuida dela para mim? Protege ela de tudo e de todos?
- Claro que cuido. – se aproximou e o pai pegou a mão da filha e entregou para ele.
- Ela é o meu bem mais valioso, por favor cuide bem dela.
- Pai eu...
- Eu preciso ir. Eu te amo filha, te amo mais do que tudo nesse mundo, nunca se esqueça disso.
- Mas pai, eu... – não conseguiu finalizar, viu seu pai se afastar e sumir entre as árvores, como se desaparecesse. – Eu te amo. – Falou fracamente tentando recuperar os sentidos. Sentiu os braços de envolverem seu corpo e apenas se aproximou mais dele, não tinha forças para abraçá-lo.
- Pequena, me explica o que está acontecendo? – esperou ela se acalmar um pouco para perguntar, afastou o rosto do peito dele e o olhou nos olhos.
- Ele era meu pai . – falava pausadamente.
- Isso eu sei amor, mas eu não entendo.
- Vamos sentar? Eu não estou mais conseguindo ficar em pé.
- Claro. – a puxou pela mão, e os dois se sentaram em um pequeno muro ali perto.
abaixou a cabeça e respirou fundo.
- O meu pai , ele... Ele morreu a 5 anos atrás em um acidente de carro. – Ao terminar a frase as lágrimas que já escorriam por seu rosto caíam cada vez mais depressa.
se espantou.
- Por que você nunca me contou, ?
-Eu não consigo , não consigo falar sobre isso, me machuca demais.
- Mas eu poderia te dar apoio, linda, como você conseguiu passar por isso sozinha?
- Foi muito difícil para mim, . No começo eu tentava me enganar, pensando que tudo não passava de um pesadelo, e que a qualquer momento ele entraria pela porta de casa sorrindo como sempre e me abraçaria, mas chegou uma hora que eu desisti de me iludir. Quando minha ficha finalmente caiu, eu não conseguia mais viver, minha vida girava em torno daquilo, eu chorava sempre que estava sozinha, não podia chorar na frente da minha mãe, pois ela é muito mais fraca em relação a isso, eu não podia fazê-la chorar, aquilo já era doloroso demais, e segurar aquelas lágrimas na frente dela me matava, eu tentava passar o menor tempo com ela para não ter que guardar esse sentimento horrível dentro de mim. E eu sei que o que eu fiz foi errado, eu precisava ter dado mais apoio a ela, precisava ter ficado ao seu lado naquele momento, mas eu fui fraca. – abaixou a cabeça, e se aproximou a abraçando, a garota prosseguiu, precisava desabafar. –Quando eu ouvia minha mãe chorar no quarto segurando as roupas do meu pai, era como se alguém me torturasse com a mais dolorosa tortura, ela sempre o teve por perto para consolá-la, mas quando ele se foi, eu não me senti ao nível dele, não conseguia achara palavras para ajudá-la. Eu não sabia o que fazer, fiquei meses trancada no meu quarto, as pessoas se preocupavam comigo, mas eu não estava nem aí, tudo o que eu queria era poder abraçar meu pai, pelo menos mais uma vez. Aconteceu tudo tão rápido, e eu não tive... Não tive tempo de me despedir. De dizer o quanto eu o amava, o quanto ele era essencial para mim. À noite eu tentava me comunicar com ele, pois eu sabia que de algum lugar e de alguma forma ele estaria me ouvindo, então eu falava tudo o que estava preso no meu peito, mas eu não obtia resposta, aquele vazio profundo ficava rondando meu quarto todas as vezes que eu terminava de falar. E foi nessa época que eu me apeguei tanto ao meu avô, foi ele quem veio até minha casa e conseguiu me fazer sorrir, nem que fosse por milésimos de segundos, ele era o único que conseguia fazer eu esquecer disso por um tempo, ele me ajudou a superar, e ajudou minha mãe também. O tempo foi passando e eu fui me acostumando com tudo. Eu decidi vir para Londres para me afastar um pouco das coisas que me lembravam ele. E bem, hoje eu percebi o quanto eu sentia a falta dele, e foi muito bom poder sentir ele tão próximo de mim. Eu estou tão feliz . Agora eu sei que ele sempre vai estar comigo. – abriu um pequeno sorriso.
- Pequena, eu entendo como você deve ter se sentido. Você podia ter me contado, eu faria tudo que estivesse ao meu alcance para te ajudar. E saiba, que independente de TUDO, seu pai vai sempre estar aqui, ao seu lado. E agora é minha obrigação cuidar de você, e eu também estarei aqui , para tudo.
- Eu te amo, ! Obrigada por ser essa pessoa tão carinhosa que você é. Acho que eu não conseguiria passar por isso sem ter você aqui comigo. – Se aproximou e selou seus lábios, apenas a apertou contra si e deixou mais uma lágrima escorrer por seu rosto.
Ao ouvirem a porta da cabana se abrir, se afastaram rapidamente. A mulher de branco mais uma vez apareceu e desta vez seu vestido estava completamente branco.
se levantou e ficou na frente da namorada.
- SAI DAQUI! Se você fizer mais mal à ela, eu JURO que acabo com você.
- Calma amor. – se levantou e apoiou uma das mãos no ombro dele.
Viram a mulher se aproximar sorrindo.
- Obrigada, . Você me salvou e não sei como lhe agradecer. – A mulher falou calmamente.
-Agradece parando de infernizar a vida da minha namorada. – estava irritado.
- se acalma amor.
- Ele tem razão para estar assim , afinal ele te ama. E isso ficou claro hoje. – A mulher falava olhando nos olhos dos dois.
saiu de trás de e se aproximou dela.
- Você está bem agora?
- Graças a vocês três agora eu posso finalmente descansar. – Os dois a olharam sem entender. – Vou explicar tudo para vocês. À anos, eu venho sendo atormentada pelo Kurtis.
- Quem é Kurtis?
- É meu ex-marido. Ele... Me matou.
- O QUÊ?
- Ele me matou aqui nessa cabana, ele era uma pessoa extremamente ciumenta, e certa vez em um de seus ataques me trouxe para cá e me matou. A pressão sobre ele foi muito grande, e ele acabou se suicidando aqui também. E desde então, ele vaga por aí à procura de novas vítimas. Sempre que um casal entra nessa cabana, ele os persegue, ele possui o corpo do Homem da relação e faz com que ele traga a namorada para cá e também a mate, isso já acontece à mais de 100 anos, e você foi a primeira a ouvir meus chamados . O amor de por você é tão forte, que ele não conseguiu possuí-lo, mas ele daria um jeito de chegar até você, e eu precisava fazer alguma coisa, por isso invadi seus sonhos e te seguia quando ele não estava por perto.
Me perdoe se te assustei, mas foi a única maneira que encontrei de me comunicar com você.
- Mas por que você continua aqui? Por que não foi embora? – perguntou preocupada, a abraçava por trás.
- De alguma forma eu fiquei conectada ao Kurtis, ele não me deixava partir. E todas as tardes ele me ‘matava’ da mesma forma que me matou da primeira vez.
- Você passou 100 anos revivendo isso?
- Sim, e cada vez se tornava mais doloroso, mas graças a vocês e ao seu pai, agora estou livre. O espírito de seu pai veio buscá-lo, e agora ele deve estar preso em algum lugar e não poderá mais sair. – A mulher sorriu e deixou uma lágrima escorrer por seu rosto. –Agora eu já posso ir, espero ter deixado as coisas claras para vocês dois. E mais uma vez, obrigada por terem me salvado.
- Não precisa agradecer. – sorriu. Viram a mulher se afastar em direção à cabana e desaparecer.
- Ai . – Se virou de frente para ele e o abraçou.
- Pronto pequena, está tudo acabado.
- Vamos sair daqui logo amor? Esse lugar me dá arrepios.
- Claro minha linda. – a pegou pela mão e a guiou de volta ao carro. Assim que chegaram lá, a prensou contra a porta do mesmo. - Você é tudo pra mim . Hoje eu tive muito medo de te perder, e não consigo explicar a felicidade que estou sentindo em ainda poder te ter em meus braços.
- Eu tive medo de morrer e não poder falar que te amo, então caso algo aconteça, saiba que você é a pessoa que eu mais amei, e que sem você meus dias perdem vida. - Nada vai acontecer, nós vamos ficar juntos pra sempre, e eu vou te proteger , de tudo.
- Eu te amo .
- Eu também te amo . – sorriu e selou seus lábios, a beijava como se aquele fosse o último beijo que daria nela, depois daquela tarde, sentiu que precisava das valor à ela enquanto a tinha por perto.

*Capítulo 27*

Uma semana se passou e teve as noites mais calmas de sua vida. No começo tinha receio de tudo voltar, mas seus sonhos eram sempre positivos, e na maioria das vezes sonhava com o pai, o que dava uma energia extra para ela prosseguir seus dias, a ajuda de também foi essencial. A única coisa que a deixou um pouco chateada, foi a partida de Gui e Rafa, que foram embora na terça, mas mais uma vez a apoiou e ficou ao seu lado nos momentos que sentia saudades dos dois, o que fez com que ela se acostumasse rapidamente.
- AHH! Finalmente acabaram as provas. – disse se lançando contra o sofá na sexta-feira.
- GRAÇAS A DEUS. – pulou ao lado da amiga.
- E melhor ainda por termos uma semana de feriado agora.
- NOSSA! Verdade, eu tinha me esquecido disso.
- Como você consegue esquecer um feriado ? Feriados são sagrados.
- Ah é? É feriado de que então? – desafiou.
- Feriado de faltar à aula, agora o porquê de ser feriado, eu não faço idéia.
- HAHAHA, você é muito idiota, .
- Do que as garotas estão falando? – apareceu na sala comendo uma maçã, e sentiu seu estômago gelar ao vê-lo, podiam se passar anos, mas aquela sensação que ela sentia ao cruzar seu olhar com o dele jamais mudava, e ele sentia exatamente o mesmo.
- Sobre o feriado de UMA SEMANA que vamos ter maninho. – sorriu.
- Uma semana? Que folga hein? – disse comendo.
-Não fala de boca cheia, , seu porco. – o recriminou se levantando do sofá e subindo as escadas.
- Não enche, . – Manteve os olhos fixos nas pernas dela enquanto a garota subia a escada, e só foi tirado do transe ao ouvir a irmã berrar.
- Fala, .
- Hmm, tá interessado na é?
- Na ? Ficou louca ? – Engoliu seco.
- Sei, mas então, como eu estava falando, o que vai fazer nesse feriadão? - Acredito que nada, por quê?
- É que eu queria fazer algo diferente.
- Tipo?
- Tipo viajar para algum lugar, não quero passar meu feriado trancafiada em casa.
- Viajar! – pareceu ter uma idéia brilhante e olhava fixo para um ponto na sala, o que deixou a irmã assustada.
- É, viajar .
- Eu... Eu preciso ir lá em cima. –Levantou-se rapidamente.
- Nossa, obrigada pela consideração.
- É que eu não vou poder , eu vou trabalhar. – Inventou a primeira coisa que lhe veio à cabeça. – Vê com o Greg se ele não viaja com você.
- Greg. – sorriu com os olhos brilhando e correu até o telefone.
- Amor? – bateu na porta do quarto da garota e entrou, estava na varanda olhando o movimento na rua, e não ouviu o namorado entrar. Se assustou ao ser abraçada por trás, mas ao perceber que era
, apertou os braços dele mais forte contra seu quadril.
- Oi lindo.
- Tá ficando surda pequena?
- Surda? Por quê? – Perguntou virando-se de frente para ele.
- Estou te chamando à meia hora e você não me responde. – Fez bico.
- Oun! Que lindo, me desculpa. É que eu estava aqui pensando e me desliguei do mundo. – Beijou os lábios dele, sorriu. – Mas então, o que traz a sua ilustre presença ao meu humilde quarto?
- Quero sexo. – Riu da própria piada, mas logo parou ao ver a cara de ‘poucos amigos’ da namorada. –Tá, eu estou brincando linda. Eu vim aqui te fazer uma proposta.
- Não, eu não quero casar com você . – Brincou.
- Ai! Essa doeu. – fingiu sentir uma pontada no coração, sorriu e beijou o local onde ele estava com a mão. – Agora é sério, você vai ter uma semana de folga certo?
- Certinho.
- Então o que você acha da gente viajar?
- Viajar? Pra onde amor? – arqueou a sobrancelha.
- Pra qualquer lugar. Pra gente se afastar de tudo daqui, pra esquecer as coisas que aconteceram. Vamos ficar só nós dois em algum lugar desse mundo. O que acha?
- Eu acho que você é o namorado mais perfeito que eu já tive. – Pulou nos braços dele, que a apertou contra si.
- Então isso é um ‘sim’? – Se afastou um pouco e mirou seus olhos.
começou a balançar freneticamente a cabeça em sinal de afirmação, os dois sorriram abertamente e se beijaram.
Deitaram-se na cama e a puxou para perto, fazendo a garota apoiar a cabeça em seu peito.
- Mas . – o chamou.
- Diga minha linda.
- Como nós vamos fazer pra ‘sumirmos’ aqui de casa por uma semana?
- Hm. Boa pergunta. – colocou a mão no queixo.
se levantou e começou a caminhar pelo quarto, pensando em uma solução, enquanto permanecia sentado na cama também pensando.
- , pára de andar em círculos, já estou ficando tonto.
- Amor. – disse se aproximando, subiu na cama e engatinhou até ele. – Você já é tonto.
- Engraçadinha. – Sorriu irônico e sentiu a pressão dos lábios da namorada contra os seus. A puxou pelos braços e a jogou deitada na cama, se posicionou sobre ela e intensificou o beijo.
- JÁ SEI! – gritou o empurrando. Ficou em pé na cama e começou a rebolar.
- Sabe o que ?
- Cara, pode falar, eu sou um gênio.
- Posso saber o que o ‘gênio’ tem em mente?
- Eu vou falar pra e pra que eu vou viajar com o John, e eu tenho CERTEZA que ele nos acoberta e inventa uma boa desculpa para elas. E você? Você pode falar que...
- QUE VOU VIAJAR A TRABALHO. – Gritou se levantando, parou em frente a ela.
- ISSO! – pulou em cima dele, que foi cambaleando para trás até chocar as costas contra a parede. –Nós somos o casal perfeito amor! Dois gênios.
- Bobinha. – sorriu. Passou uma rasteira nela, fazendo a garota cair na cama.
- FILHO DA P... – Foi calada pelos lábios e pelo peso do namorado sobre seu corpo, que se jogou em cima dela.
- Sai de cima de mim seu bruto. – gargalhava assim que separou seus lábios.
- Desculpa, pequena. – sorriu de uma forma terna, fazendo se derreter.
- AH! Por que você tem que ser tão lindo? Assim eu não consigo ficar brava com você poxa. – Apertou o rosto dele com as duas mãos.
se aproximou e selou seus lábios novamente. o beijou com vontade, esfregava suas mãos nas costas dele, que se arrepiava quando ela passava as unhas pelo local, aquele beijo tirou todo o fôlego do rapaz.
- Assim você acaba comigo, amor. – falou com a respiração falha, sorriu maliciosa.
- Vem aqui que eu vou te mostrar o que posso fazer. – O puxou pelo colarinho e mais uma vez selou seus lábios.
o empurrou para o lado, e rapidamente se posicionou por cima dele. estava adorando aquilo, deixava a namorada tomar todas as atitudes que queria, apenas a seguia. Viu a garota levantar da cama e andar até o rádio, mantinha os olhos no quadril e nas pernas dela, e mordeu o lábio ao vê-la rebolar junto com a música.
- O que você acha de um show de strip? – virou-se rapidamente e se movimentava no ritmo, o que deixava paralisado e hipnotizado.
- E-Eu...
- Shiu! – se aproximou e subiu em cima da cama. Rebolava e viu o namorado se levantar e tentar tocá-la, mas ela o empurrou fazendo o mesmo se encostar na parede. Aos poucos foi subindo a blusa até finalmente tirá-la, jogou sobre o rosto do namorado, que sorriu ao sentir o perfume dela.
- Dude, seu perfume me deixa desnorteado. - apenas sorriu de lado, e se aproximou rapidamente mordendo o pescoço dele em seguida, passava as unhas por baixo da camisa dele, que gemia e tentava segurá-la com suas mãos, mas ela sempre desviava.
Quando estava apenas de calcinha e sutiã, não agüentou vê-la de costas rebolando para ele, a segurou firmemente pela cintura e jogou-a contra a parede.
- Me joga na parede, me chama de lagartixa. – brincou e começou a gargalhar depois.
- Que porra é essa? – riu da risada dela.
- Desculpa, amor, mas eu não resisti. – A garota gargalhava cada vez mais.
- Assim você acaba com o clima, . – disse irritado vendo que ela não parava de rir.
- Calma gato, eu posso dar um jeito nisso. – Sorriu maliciosa, finalmente parando de gargalhar, e voltou a dançar para ele, dessa vez esfregava seu corpo ao dele, fazendo o ‘clima’ voltar rapidamente. Aproveitando que a garota estava de costas, se aproximou e a puxou com força para trás, fazendo ela bater as costas em seu peito, beijou o pescoço dela e ouviu a garota gemer abafado. virou-se de frente e o beijou, foi caminhando para trás até encostar suas costas na parede novamente. Segurou a perna direita dela e a subiu, fazendo a garota encostar o joelho na parede.
começou a subir a camisa dele, e em poucos segundos já estava só de boxers.
se ajoelhou na cama, e o seguiu, movimentavam-se rapidamente, e a garota gemia alto. Quando sentia o toque de , esquecia que havia outras habitantes naquela casa, e o mesmo acontecia com o rapaz, que a cada minuto sentia-se mais completo.
- Para onde nós vamos viajar amor? – estava deitada sobre ele, e afastou o rosto de seu peito para olhá-lo nos olhos.
- Eu estava pensando em sair do país, . – matinha um sorriso satisfeito nos lábios. – O que acha da Alemanha?
- Eu acho que qualquer lugar que você escolher está perfeito, o que importa é ir com você.
- AH Dude, assim você me mata. – a jogou para o lado e se posicionou por cima dela.
- Chega amor, eu estou cansada. – o afastou levemente, fez bico. –Você não cansa não?
- De você? NUNCA. – Sorriu e deu um selinho na namorada, deitou-se ao seu lado e a puxou para um abraço.
- Vamos para a Alemanha então?
- Pode ser.
- Ai amor o que foi? Não quer mais ir? – sentiu um desentusiasmo na voz do namorado.
- Claro que não, pequena. Eu quero MUITO viajar com você, mas não para a Alemanha. - Mas foi você que deu essa opção seu idiota. – Riu da cara que ele fez.
- Eu sei, mas agora me pareceu estranho ir pra lá. –Fez uma cara pensativa e olhou para o teto. – JÁ SEI!
- Que susto, . – colocou a mão no coração após saltar na cama. se aproximou e beijou sua testa.
-Desculpa linda. Mas enfim, vamos para a Rússia.
-Rússia, ? Mas eu não sei falar russo.
- E alemão você sabe? – perguntou se sentando na cama, logo o seguiu.
- Bom... – Ia inventar alguma coisa, mas ao ver a expressão do namorado se deu por vencida. – Tá, eu não sei falar alemão.
- Viu? Vamos para a Rússia amor, lá é frio.
- Aqui também é frio, .
-Eu sei, mas lá nós vamos estar sozinhos e eu vou poder te esquentar. – Fez o maior sorriso malicioso que conseguiu, recebendo um tapa no braço.
- Mas, tá, se você quer ir pra Rússia, nós vamos para a Rússia. Quando você quer ir? – Se levantou da cama caminhando até a penteadeira.
- Por mim eu iria agora, mas acho que se formos comprar passagens a gente só consegue pra amanhã.
- Ah tudo bem. Melhor assim, pelo menos a gente tem tempo de arrumar tudo direitinho.
- Exato. Vamos daqui a pouco lá no aeroporto então?
- Não dá pra comprar pela internet?
- Dar até dá, mas eu quero ficar um pouco a sós com você. – Sorriu e lhe deu um selinho.
- Fofo.
- Mas eu vou até o meu quarto me trocar, em 5 minutos eu volto e quero a senhora trocado, ok?
- Tá, tá. – Levantou os braços e foi até o banheiro.
Penteava os cabelos, enquanto pensava no que levar para a viagem. Estava tão desatenta que mal viu entrar no banheiro e a abraçar por trás, na hora do susto, impulsionou seu corpo para trás, fazendo cair sentado na privada.
- AI!
- HAHAHA. Desculpa amor. – gargalhava e estendeu a mão para o namorado. – Vem levanta.
- Eu até gostaria , mas MINHA BUNDA TÁ PRESA. – se movimentava rapidamente tentando se solar do vaso, mas era tudo em vão, que já ria, passou a rir ainda mais. – Pára de rir e me ajuda.
- HAHAHA! Vem me dá sua mão. – o puxava, mas nada acontecia. – Mas que bunda gorda a sua, hein amor?
- Você é tão engraçada. – parecia irritado.
-SUA PRIVADA TARADA SOLTA A BUNDA LINDA DO MEU NAMORADO. – não conseguia parar de rir, a situação era cômica demais.
Depois de tentativas frustradas de soltar de lá, já estava cansada.
- Acho que seu destino é ser o rei desse trono, . – Começou a gargalhar e caiu sentada tamanho foi seu ataque de risos.
- Quando eu levantar daqui você está ferrada.
- SE você levantar né?
- Cara, como eu consigo namorar com você?
- Quer terminar então? – tentou, mas não conseguia se manter séria por mais de dois segundos. –JÁ SEI!
- O que você sabe?
- Vou passar sabonete nesse seu bundão. – Abriu o box e pegou um pouco de sabonete líquido nas mãos. Posicionou-se ao lado dele, que ao ver a barriga dela tão próxima, se aproximou e mordiscou o local, fazendo contrair seus músculos.
- Sua barriga é a mais perfeita dude. – mordeu o lábio inferior.
- Hm, sério? – Sorriu maliciosa e passou um pouco de sabonete na própria barriga enquanto rebolava lentamente.
- Vem aqui agora. – A puxou e colocou a namora sentada em seu colo, com uma perna de cada lado de seu corpo. Se beijavam e passava o sabonete por todo o corpo do namorado. Aos poucos o líquido foi escorregando pelas costas dele, até chegar ao local que estava preso.
-Espera amor. – sentiu sua bunda se movimentar e rapidamente se levantou com a menina ainda em seus braços.
- AEE! BUNDA LIVRE. – gritou levantando os braços descendo do colo dele.
- Eu fico impressionado sabia?
- Por eu ser tão inteligente?
- Não, por essas coisa só acontecerem quando você está por perto. Antes de to conhecer, esses ‘incidentes’ nunca aconteciam.
- Eu espero que isso tenha sido um elogio, afinal, eu que trago felicidade para os seus dias.
- É, isso eu não posso negar.
- Viu? Então pare de me difamar, e vamos logo pra esse aeroporto. – O pegou pelas mãos e o guiou para fora do quarto.
- Vai na frente e me espera no carro, eu desço em 10 minutos. – entregou a chave a ela, que desceu as escadas saltitante.
- , vou na casa do John, volto mais tarde. – Gritou já abrindo a porta de casa e indo em direção à garagem. Tentou ser o mais discreta possível e entrou no carro de , ficou lá esperando, e depois de exatos 7 minutos ele entrou sorrindo.
- Bora?
- HAHAHA, só se você me der um beijo antes. – disse se aproximando dele.
- Não precisa nem pedir. –Se curvou para frente e a puxou pelo pescoço fazendo ela se debruçar sobre ele. Se perderam no beijo por alguns minutos.
- Ok ok, chega . Vamos logo.
- Malvada. – Se ajeitou no banco e deu partida no carro.
passou grande parte do caminho fazendo performances junto às músicas que tocavam.
- , quer parar de rebolar? Chega de chamar atenção.
- Ahhh pára de ser ciumento . Eu sou só sua, esqueceu?
- Eu sei disso, agora esses caras que ficam te secando não sabem. Agora pára com isso.
- Você fica cada dia mais rabugento, tenha dó. – Cruzou os braços e passou a encarar a janela ao seu lado.
- Pequena, não fica assim.
- Tá , presta atenção na estrada ok? voltou seus olhos para a estrada e depois de alguns minutos estacionava o carro no estacionamento do aeroporto. Assim que desligou o carro olhou para a namorada.
- Não fica assim comigo pequena, me perdoa.
- E eu já fiquei alguma vez sem te perdoar? – Sorriu o encarando.
se sentiu mais aliviado e a puxou para um beijo. Ele deslizava as mãos pelas coxas dela, enquanto ela bagunçava seus cabelos com as mãos.
- Ok Ok, chega .
- Malvada. – Sorriu lhe dando um selinho e se curvou por cima dela para abrir a porta do lado do passageiro. – Pronto My lady.
- Que cavalheiro. – Saiu do carro sorrindo e fez o mesmo.
Caminhavam de mãos dadas pelo hall do aeroporto, e foram direto para o stand de passagens internacionais.
- Boa tarde senhor, como posso ajudar? – A atendente disse simpática.
- Gostaria de duas passagens para a Rússia. – disse sorridente segurando a mão da namorada.
- Que cidade seria? – A mulher perguntou e olhou com dúvida para .
- Qual cidade você nos indica? – perguntou.
-Hmm. As pessoas costumam ir para São Petersburgo.
-Então é para lá que nós vamos. – gritou sorridente. –Quanto ficam as passagens?
- Só um momento.
- , vai comprar uma água pra gente. – se virou para ela.
- Mas eu preciso pagar minha passagem .
- Não vai pagar nada não. Vai lá comprar a água. – Disse já a empurrando para longe.
- Mas ...
-Tchau . –Disse e viu a namorada sair resmungando alguma coisa.
- Com licença senhor, a viagem seria para hoje?
- Não, para amanhã.
- Temos um pequeno problema para os vôos para lá, e só vou conseguir passagens para depois de amanhã.
- Sério? – disse levemente desapontado. – Mas tudo bem, pode ser.
Depois de acertar tudo com a mulher, saiu da fila e ficou esperando por encostado em uma pilastra, próximo ao balcão.
- Onde essa garota se meteu? – se indagava.
- ? – Ouviu uma voz lhe chamar, sabia que não era , sentiu um certo receio ao reconhecer tal voz. Assim que se virou para ver quem era, seu receio se concretizou.
- Oi .
- Quanto tempo eu não te vejo, estava com saudades. – se aproximou sorrindo e o abraçou.
- Bom , por mim eu ficaria sem te ver para o resto da minha vida. – a empurrou levemente para trás.
- Amor, você está bravo pelo que aconteceu na festa? Por favor me deixa explicar.
- Eu não preciso ouvir nada, , tenho coisas mais importantes para fazer.
- , eu te amo. Volta pra mim. – se aproximou rapidamente e o segurou pela nuca, fazendo ele voltar a se encostar na pilastra.
- Me solta . – tentava a afastar mas era em vão, a garota aproximava cada vez mais seus rostos.
- CAHAM! – Ouviram alguém pigarrear atrás dela, fazendo finalmente desgrudar do pescoço dele. -, eu posso explicar. – tentava se justificar ao ver a cara irritada da namorada.
- Explicar o que ? Você não deve explicação à mim. Agora vamos que a está nos esperando. – demorou, mas acabou entendo a ‘farsa’. Quando foi caminhar atrás de , sentiu o segurar firmemente pelo braço.
- O que você tem com essa garota? O que fazem aqui no aeroporto?
- Até onde eu sei, eu não tenho que dar satisfação da minha vida para você. – Disse irritado puxando seu braço brutalmente.
- Vocês estão juntos? Eu não acredito . – gritava. – E você me deve satisfações SIM, eu sou sua ex-namorada.
- Exatamente, EX-namorada. E para o seu governo, eu não estou namorando com ela, então pára de fazer escândalo. Passar bem, . – Finalizou e finalmente conseguiu se distanciar da garota. Viu caminhando pelo saguão, e apenas a seguia com o olhar, assim que saíram do aeroporto correu até ela e a segurou pelo braço.
- Hey. – disse tímido parando em frente a ela. desviou os olhos até os dele, e ele pôde notar que ela estava chateada.
- O que ela fazia aqui? E te beijando ?
-Pequena, ela não estava me beijando, eu...
- , fala a verdade.
- Ok, ela tentou me beijar, mas foi à força . E ela me encontrou por acaso, se eu soubesse que ela estaria aqui eu teria me escondido, acredita em mim amor. – Olhou a garota nos olhos e a viu respirar fundo.
- Eu acredito, mas é que ver você nos braços dela me embrulhou o estômago. – Fez cara de nojo, não pôde deixar de sorrir ao ver a cara que ela fazia. Se aproximou e a abraçou, massageando seus cabelos.
- A é uma página virada na minha vida pequena. Você é meu presente e meu futuro.
- HAHAHA, fofo. – o envolveu pelo pescoço e passou seu nariz levemente no dele.
- Eu te amo, .
Se afastaram e caminharam pelo estacionamento, procurando pelo carro de .
- Incrível como a gente sempre perde o carro. – comentou já sentindo seus pés doerem de tanto rodar aquele estacionamento lotado.
- A culpa é sua por não decorar o lugar.
- Ah claro! Eu que compro um carrinho preto e comum, né?
- COMUM? Meu carro é o mais foda do mercado.
- HAHAHA. Adoro te provocar . Você se irrita tão fácil. – respondeu gargalhando da cara de .
- Você tá muito engraçadinha hoje, dona . – Foi se aproximando lentamente dela. - E você muito nervosinho. – Esticou os braços para frente, dando espaço para se aproximar e a abraçar pela cintura.
- A culpa é toda sua.
- Tá tá, cala a boca e me beija logo. – Sorriu e o puxou pela nuca, fazendo com que seus lábios se chocassem. Desceu as mãos pelas costas dele e parou no bolsa de suas calças, retirou de lá a chave do carro e separou seus lábios.
Esticou o braço para cima e apertou o botão do alarme, ouviram aquele apito do carro e desviaram sua atenção para lá.
-Às vezes é bom usar essa massa cinzenta que você chama de cérebro . – Piscou e caminhou em direção ao barulho. se manteve quietinho até chegar no carro.
- Ah ! Esqueci de te falar, mas só consegui passagens pata depois de amanhã.
- Não tinha para amanhã?
- Infelizmente não, ela disse que deu algum problema nos vôos para lá, mas eu nem fiz questão de entender direito.
- Ah sim, mas tudo bem, temos dois dias livres então.
Voltaram o caminho todo conversando e passaram numa lanchonete para comerem alguma coisa antes de voltarem para casa.
deixou em casa e foi para a casa de avisar sobre a viagem e perguntar se Fletch havia dado sinais de vida. Assim que chegou ao seu destino, logo pegou uma cerveja e se jogou no sofá macio da sala do amigo.
- Você consegue ser mais folgado que isso, ? – perguntou com os braços cruzados observando o amigo.
- Consigo. – Sorriu abertamente e tirou os sapatos, colocando os pés na mesa de centro em seguida.
- Eu devia cobrar sua hospedagem aqui sabia? – foi caminhando até a cozinha e pegou uma cerveja para ele também, voltou para a sala e sentou-se ao lado de .
- E aí? O que te traz aqui?
- Vou viajar com a , dude. – Disse com os olhos brilhando.
- Vai viajar com ela e está na MINHA casa? Até vindo de você isso ficou estranho.
- Não , eu estou aqui pra despistar, mas nós vamos viajar daqui dois dias.
Ficaram ali conversando por algum tempo e depois de umas três ou quatro cervejas, terminou a história, e agora assistiam a um jogo de futebol.
- Mais uma ? – disse se levantando e caminhando em direção à cozinha.
- Só mais uma. – Sorriu, e logo pegou a garrafa das mãos do amigo.
- Ah, sabe quem esteve aqui alguns minutos antes de você chegar?
- A Kelsey? – Fez um olhar safado e o lançou para o amigo.
-Não , a Olívia. – Ao terminar a frase, sentiu como se tomasse um banho, havia cuspido toda a cerveja na cara dele. – PORRA , SEU PORCO.
-O QUE ELA QUERIA AQUI?
-Ela veio com um papinho de que estava com saudades de mim, mas eu vi que o verdadeiro motivo era saber o que estava rolando entre você e a . – disse limpando o rosto, e observando o sofá todo molhado de cerveja. –Você vai limpar isso com a língua.
-E O QUE VOCÊ FALOU ? – parecia assustado e ignorava totalmente a cara de bravo do amigo.
- Relaxa, eu não falei nada. Fingi que nem sabia de nada.
- Mas será que ela foi falar com os caras? Será que algum deles contou pra ela que eu estou com a ?
- Calma . Por que tanta preocupação? A é passado não é?
- Claro que é , mas você não conhece ela. Quando ela quer se vingar, ela sempre encontra um jeito. Meu medo é ela fazer alguma coisa com a .
- Sério , se acalma senão você vai ter um infarto na minha frente. E ela não vai fazer nada contra a , e se ela tentar, você defende ela, certo? – colocou a mão no ombro de tentando passar confiança.
- Certo, eu acho. – disse pensativo, sabia que tinha um gênio muito forte, e não faria mal para ele, seu grande receio era com . Depois de receber essa notícia, não conseguiu mais prestar atenção em nada, se despediu de , e voltou correndo para casa. Assim que entrou pela porta da frente ouviu gritos e risadas no andar de cima, sorriu ao ouvir a risada de .
Achou melhor deixar ela conversando com enquanto tentava colocar os pensamentos em ordem. Quebrou a cabeça durante horas, mas não conseguiu chegar a nenhuma conclusão, e depois de tomar um banho acabou adormecendo enquanto lia algumas partituras que pegara da casa de .

*Capítulo 28*

*Manhã de Domingo – História vista pelos olhos de *
“TRIM, TRIM, TRIM”.
-Mas que merda é essa? –Acordei sonambulando tentando entender de onde vinha aquele barulho infernal que havia me acordado de um lindo sonho. Olhei para a cabeceira e vi o meu telefone piscando, o que ofuscou minha visão por alguns segundos, o peguei em minhas mãos e o levei em direção à minha orelha.
- Alô. – Disse secamente e com a voz mole, não me acorde de manhã e espere algo muito amigável.
- ! QUE SAUDADES DE OUVIR SUA VOZ.
- Não posso dizer o mesmo John.
-Nossa, o que eu fiz? – Ele respondeu triste.
- Simplesmente me acordou de uma das minhas melhores noites de sono, sem contar que me tirou do meu lindo sonho com o Wentworth Miller, então espero que o motivo para ter ligado a esse horário seja MUITO bom.
- Ah , depois você dorme. Eu preciso que você me faça companhia hoje.
- Pra onde?
-Para Bournemouth fica aqui pertinho de Londres.
- O que você tem que fazer lá, amor? – Aos poucos ia me recompondo e meu tom de voz voltava ao normal, sou assim, meu humor varia demais.
-Meu tio está vindo da Áustria e vai trazer uma encomenda para o meu pai, o problema é que ele chega agora pela manhã, e depois já vai partir para a França, então eu tenho que ir daqui a pouco, mas não quero ir sozinho. Você vai comigo?
-Vou, claro. Me dá 15 minutos para acordar direito e me trocar?
- Claro linda. Em meia hora estou aí ok?
- Ok John, até daqui meia hora então.
- HAHAHA, até.
Desligamos os telefone e joguei meu corpo contra a cama por alguns minutos, mas logo me levantei, sabia que se eu fechasse meus olhos, só acordaria daqui a algumas horas.
Me troquei rapidamente e saí do meu quarto. Vi a porta de aberta e caminhei até sua cama, minha vontade era de acordá-lo e avisar que voltaria logo, mas ao vê-lo dormindo tão profundamente, preferi deixar para explicar quando voltasse, dei um beijo em seu rosto e o vi se contorcer e abrir um pequeno sorriso, me senti tentada a deitar ali com ele, mas não podia deixar John nas mãos, então me levantei e sai. Quando passava pelo corredor, encontrei saindo de seu quarto.
- ? Acordada a essa hora?
- Sim, , o John me ligou, e precisa que eu o ajude em algumas coisas.
- Está rolando alguma coisa entre você e ele ? – abriu aquele lindo sorriso sincero para mim.
- HAHAHA, não tia, ele é meu melhor amigo.
- Se você está dizendo. Tome cuidado, e juízo.
- Pode deixar, até mais tarde. – Dei um beijo nela e desci as escadas rapidamente. John me esperava parado em frente ao carro, assim que me viu, abriu aquele lindo sorriso, e eu não pude deixar de retribuir, o abracei e em poucos minutos já estávamos na estrada.
- Impressionante como esse povo londrino é preguiçoso, ninguém acorda cedo assim em pleno domingo. – Comentei com John enquanto descíamos do carro em um posto de gasolina, estávamos com fome então decidimos parar para comprar alguma coisa.
- Aposto que os brasileiros também não acordam cedo de domingo.
- HEY, não fala mal do Brasil hein? Senão vai se ver comigo.
- Ok, não está mais aqui quem falou. – John levantou os braços sorrindo. – Eu vou ficar aqui e encher o tanque, vê se não enrola muito lá dentro, meu tio já deve estar chegando no lugar marcado. – Ele disse me apressando. Já disse que odeio que me apressem?
- CALMA BENHE! Não me apressa não, vou ser rápida.
Entrei e peguei alguns salgadinhos e refrigerantes.
Depois de uns 10 minutos, já estávamos de novo na estrada.
- John prova isso?
- Não põe isso no meu olho, . Depois eu bato o carro e vamos os dois fazer companhia pro Senhor papai do céu. –Ele reclamou quando eu, acidentalmente, encostei o salgadinho no olho dele.
- Eu vou pro céu, você eu já não tenho certeza.
- Olha dona , eu deveria receber o troféu de santo padroeiro por todas as vezes que te livrei de uma roubada.
- Santo padroeiro? HAHAHA. Claro, e eu de Madre Tereza das Causas Misericordiosas. - Essa santa nem existe . – John ria da minha cara.
- Quem disse que não? – Desafiei me virando de frente para ele.
- EU disse.
- Você não sabe de nada, John, então aquieta o facho aí. – Voltei a encarar a pista, e pude notar que algumas nuvens escuras se formavam mais à frente, deixando a estrada mais escura. – Acho que vai chover John.
- Por quê?
- Olha pro céu. Está ficando preto.
- Nossa tem razão, melhor irmos depressa então, não gosto de dirigir na chuva. –Dito isso, ele afundou o pé no acelerador e em menos de meia hora chegamos onde seu tio estava.
Paramos o carro, e o avistamos a alguns metros da gente.
- Oi tio, que saudades. – John o abraçou e eu não pude evitar um sorriso ao vê-lo tão feliz. – Essa é a .
- Muito prazer . – Ele disse simpático me abraçando também. – Ela é sua namorada?
- Não tio, minha melhor amiga. –John respondeu sorridente e me abraçou de lado.
-Poxa John, ela é uma garota linda, não deixe escapar. – Ok, confesso que esse comentário me fez querer enfiar a cabeça embaixo da roda do carro. – Mas, eu preciso ir agora. Foi um prazer te reencontrar John, espero poder te ver o mais rápido possível.
- Digo o mesmo tio, todos lá em casa sentem sua falta. – Vi os olhos de John se encherem de lágrimas, e meu coração se apertou ao ver os dois se abraçarem novamente.
- Em breve John, em breve estarei de volta.
- Estaremos esperando. – John disse sorrindo sincero, e percebi que o tio dele mantinha a mesma expressão. Ele desviou o olhar para mim, ainda sorrindo.
- Foi um prazer te conhecer, .
- O prazer foi todo meu. – Ele me abraçou de novo, e depois, entrou num taxi que o esperava em nossa frente.
Me virei para John e ele mantinha os olhos fixos na direção do taxi, que cada vez se distanciava mais. Me posicionei em frente à ele e o abracei, sem pronunciar uma palavra sequer. Ficamos nesse abraço por alguns instantes, até sentirmos a chuva começar a cair sobre nossos corpos.
- Melhor irmos logo, .
- Tem razão.
Entramos no carro e a chuva piorava a cada segundo.
- John, não é melhor a gente parar no acostamento até a chuva parar um pouco?
- Não , acho que dá pra ir assim.
- Mas essa estrada tem muitas curvas amor, e eu não estou conseguindo enxergar nada.
- Se eu perceber que realmente não dá pra continuar eu paro, ok linda?
- O-Ok. – Eu definitivamente estava com um mal pressentimento sobre aquilo, os carros passavam muito rápidos por nós, e eu só via a luz dos faróis indo e vindo, como pequenos flashs.
Fomos andando lentamente por aquela estrada e a chuva parecia cada vez mais forte. John mantinha o carro a 80 km/h, o que era pouco para uma estrada, mas não tinham condições de se ir mais rápido, a visibilidade estava extremamente escassa, e John apertava os olhos para poder enxergar o que se passava a nossa frente.
Ouvimos uma buzina atrás de nós, provavelmente por estarmos andando muito devagar, então John acelerou um pouco.
- Povinho estressado esse viu. –John disse sorrindo e olhando para mim, acabei rindo junto com ele.
- JOHN CUIDADO! – Gritei ao olhar para a frente e ver um caminhão vindo em nossa direção numa velocidade acima da permitida. John rapidamente jogou o carro para a direita, conseguindo, por um milagre, desviar do caminhão.
Tudo que estava dentro do carro havia saído do lugar, as garrafas de refrigerante tinham caído, e os salgadinhos ficaram espalhados pelo banco.
- FILHO DA PUTA! DESGRAÇADO! – John xingava o motorista do caminhão e eu tentava recuperar o fôlego. – Você está bem ?
- E-estou sim.
- Aquele maldito quase nos matou.
- E-eu percebi.
- , você está tremendo, está tudo bem? – John disse preocupado me olhando nos olhos e segurando uma de minhas mãos.
- Est... JOHN FREIA! –Gritei mais uma vez, não havíamos percebido por causa da chuva, mas estávamos na contra-mão.
- EU NÃO ESTOU CONSEGUINDO. –John gritou assustado enquanto tentava pisar no freio, me deixando desesperada, olhei para o freio e vi uma das garrafas de refrigerante em baixo do pedal, impedindo que John parasse o carro.
Quando desviei meu olhar para frente, tudo o que pude ver foi uma luz muito forte vindo em direção aos meus olhos, depois disso, tudo escureceu em uma questão de segundos.
Sentia frio, sentia uma dor absurda, ouvia barulho de sirenes, e pessoas falando alto. Eu não estava entendendo o que estava acontecendo, tudo que sabia era que a dor apenas piorava a cada segundo. Tentei abrir os olhos lentamente e senti minha visão completamente embaçada e meus olhos arderem de uma forma como nunca arderam antes, assim que meus olhos se acostumaram com a claridade, dei de cara com um homem que jamais havia visto na vida.
- Oh Meu Deus! Você voltou. – Ele disse sorrindo para mim. A chuva caía em meu rosto e a minha visão ficava cada vez mais embaçada.
- O que está acontecendo? Quem é você?
- Se acalme querida, eu sou um paramédico e estou aqui para te ajudar. Você precisa se tranqüilizar agora.
- O John! O JOHN ONDE ELE ESTÁ? COMO ELE ESTÁ?
- Se acalme, ele está sendo atendido por ótimos profissionais. Agora para o seu bem, se acalme e não se mexa. Nós vamos te levar para o mesmo hospital que ele, e tudo ficará bem.
- MAS ONDE ELE ESTÁ DOUTOR? –Eu insistia, precisa olhar para ele e ver que estava tudo bem.
- Ele está ali. – O médico apontou para uma ambulância, e dentro dela, havia uma maca, quando olhei direito consegui vê-lo lá dentro, ele estava inconsciente e havia sangue por todo o seu corpo.
- EU PRECISO FALAR COM ELE. – Tentei me levantar, mas fui impedida por uma dor incontrolável que dominou todo meu corpo. O médico me segurou pelos ombros e fez eu me deitar novamente.
- Você vai falar com ele, agora por favor, se acalme.
Não consegui me acalmar sabendo que meu melhor amigo estava desacordado, meu coração batia acelerado e minhas mãos suavam, mas depois de muita insistência por parte do paramédico, voltei a me deitar, e segui todas as instruções que ele me passava, queria chegar logo ao hospital e saber da situação de John.
Me colocaram em uma maca igual à dele e minutos depois estava dentro de uma ambulância indo em direção ao hospital. O teto da ambulância era de metal, e eu conseguia ver um ‘meio’ reflexo nele, vi minha blusa branca agora totalmente vermelha, tentei olhar para minhas pernas, mas não conseguia mover meu pescoço. A dor parecia ir e vir cada vez mais forte, fui perdendo a noção de todos os meus movimentos, e minha visão ficava cada vez mais embaçada, meus pensamentos rondavam entre a preocupação com John e a dor que sentia em todas as partes do meu corpo. Chegou um momento que minha visão escureceu totalmente e eu apenas conseguia ouvir o que os médicos falavam à minha volta.
- Você acha que eles sobrevivem?
- Eu espero que sim, nós a perdemos por alguns minutos, mas acho que o anjo da guarda dela é mais forte, e a trouxe de volta. Agora a situação do rapaz é mais crítica, ele perdeu a consciência e pelo que fui informado, ele está em coma.
Senti meu coração acelerar ao ouvir aquela frase, e os dois médicos correram até mim.
- A pulsação dela está muito rápida, aplique um calmante. – Um dos homens disse, e depois disso apenas me lembro de ouvir as vozes dos dois se distanciando cada vez mais, até ficar completamente inconsciente.
Fui acordando aos poucos, mas não conseguia abrir meus olhos, me faltava força até para isso. Senti alguém segurando minha mão, e minha curiosidade foi mais forte, e , com muita dificuldade, abri lentamente meus olhos. Quando a imagem da pessoa à minha frente se formou, senti uma enorme tranqüilidade.
- Garret. – Falei lentamente com a voz extremamente fraca. Ele estava com a cabeça apoiada na cama, e assim que ouviu minha voz, olhou diretamente para o meu rosto com um enorme sorriso nos lábios.
- ! VOCÊ ESTÁ BEM? FINALMENTE VOCÊ ACORDOU, EU ESTAV...
- Por favor senhor, fale baixo. – O médico que estava no quarto conosco falou calmamente olhando para ele, que estava eufórico.
- Desculpe. – Ele disse tímido e voltou a olhar para mim. – , você não sabe como eu fiquei preocupado. - Eu... Eu não sei ao certo como tudo aconteceu Garret, estou tão confusa. E o John? Como ele está? Onde ele está?
- Calma, . Ele está sendo operado agora, e...
- OPERADO?
- Sim , mas agora não pense nisso, o médico disse que você precisa descansar.
- NÃO PENSAR NISSO? MEU AMIGO ESTÁ SENDO OPERADO E VOCÊ QUER QUE EU FIQUE CALMA? EU PRECISO FALAR COM ELE.
- Senhorita, você precisa se acalmar. Não queremos aplicar outro calmante em você. –Um dos médicos falou, mas naquele momento, eu não conseguia raciocinar, apenas pensava em John.
- MAS EU PRECISO VER COMO ELE ESTÁ!
- , se acalma por favor. – Garret segurava minha mão com força, enquanto eu tentava inutilmente levantar da cama.
- GARRET ME LEVA ATÉ ELE, POR FAVOR. – Depois de muita luta contra mim mesma, consegui me sentar na cama, e naquele momento, eu já não sentia dor, a preocupação era maior.
- Eu te levo , mas não agora, você precisa descansar.
- EU NÃO VOU FICAR AQUI OLHANDO PRO TETO ENQUANTO O JOHN ESTÁ MORRENDO. – Agora eu já chorava e meu coração batia cada vez mais forte.
-Escute , se você for até lá, pode piorar a situação, você já está fora de perigo, e se se comportar receberá alta daqui a algumas horas. Você só precisa se manter calma. Seu amigo está nas mãos dos melhores médicos de Londres, tudo vai correr bem.
- Mas eu...
- Faz o que ele está falando . – Garret falou calmamente me olhando nos olhos, podia sentir a preocupação transparecer por sua voz trêmula. Respirei fundo e voltei a me deitar na cama.
- Está bem. Mas doutor, me traga todas as notícias que tiver, ok?
- Pode ficar tranqüila.
- O-brigada. –Cobri meu rosto, e voltei a chorar. Senti Garret passar a mão pelo meu braço.
- Vai ficar tudo bem .
- Obrigada por estar aqui Garret.
- Não precisa agradecer, eu vim correndo assim que me ligaram.
- A está sabendo? Alguém está sabendo? –Na verdade, eu queria saber se estava sabendo, não queria o deixar preocupado.
- Acho que não, pelo que eles me disseram, acharam apenas o meu número na sua bolsa, já que seu celular estava sem bateria, então me ligaram e eu vim correndo. Mas se você quiser posso pedir para eles ligarem para mais alguém. – Ele disse me soltando e se levantando, mas eu o segurei pela mão.
- Não Garret, não precisa. Não quero preocupar mais ninguém, e sua presença aqui já é mais do que suficiente. – Sorri fracamente, e Garret voltou a se sentar.
Ficamos conversando durante horas, e eu não recebia nenhuma notícia de John, mas por sorte Garret estava ali para me distrair um pouco. Vimos um dos médicos entrar pela porta e caminhar pelo quarto até parar ao meu lado.
- Temos ótimas notícias .
- O JOHN ESTÁ BEM? ELE MELHOROU? POSSO IR ATÉ O QUARTO DELE?
- Não, não se trata de John, mas sim de você. Você recebeu alta e pode voltar para casa agora.
- Mas... Mas e o John? Por favor doutor, me diga que ele está bem.
- Ele ainda está sendo operado, e não posso passar mais informações.
- MAS VOCÊ DISSE QUE IA ME DEIXAR INFORMADA DE TUDO. – Quem esse desgraçado pensa que é pra esconder as coisas de mim? Tentei me levantar em direção a ele, mas Garret me segurou.
- Calma, .
- É, por favor se acalme. – Aquele médico careca se dirigiu a mim, e eu tive vontade de arrancar os últimos tufinhos de cabelo que sobravam naquele aeroporto de mosquitos.
- Acho melhor irmos, , os pais do John estão aí para cuidar dele. – Garret disse olhando para mim.
-Eu não vou embora daqui! Não antes de ter CERTEZA de que o John está bem. Se esse médico não pode me dar nenhuma informação, eu mesma vou conseguí-las. – Arranquei aqueles tubos que estavam em minhas veias, e não pude deixar de sentir uma dor infernal ao fazer aquilo, me amaldiçoei por assistir filmes onde as pessoas fazem isso e não sentiam dor, doce ilusão. Me levantei da cama e fui mancando até a porta. Garret correu até mim e me segurou.
- Calma .
-Eu preciso ver como ele está, Garret. – Me virei de frente para ele e o olhei nos olhos, sabia que implorar era a única forma de conseguir o que eu queria.
- Ok, eu vou com você então.
- Hey vocês dois! Vocês não podem ir até lá. Por favor senhor convença ela a ir para casa, e nós ligaremos para lá se soubermos de alguma coisa. – O médico se dirigiu a Garret, aproveitei que os dois conversavam e saí pela porta o mais rápido que consegui, sentia uma dor insuportável na perna direita, por isso andei mancando e me segurando na parede daquele corredor que parecia não ter fim.
- !
- SHIU! –As enfermeiras recriminaram Garret que vinha correndo em minha direção.
- espera. Por favor, vamos embora.
- Me ajuda a achar o John, Garret. – Supliquei olhando para ele, com lágrimas infinitas nos olhos.
- Não faz essa cara , por favor. Mas vamos embora, se for preciso eu ligo aqui no hospital de 2 em 2 minutos, mas agora você precisa ir pra casa.
- Não faz isso comigo Garret, eu PRECISO ver ele. – Já não me importava com o ‘silêncio’ requerido pelo hospital, muito menos com o papel de ridículo que estava fazendo.
- ...
- Por favor!
- Ai, ok! Mas vamos só passar para ver ok? Depois me promete que volta pra casa comigo?
- Prometo.
- Então vamos. – Garret disse e me segurou pela mão. Fomos andando pelos corredores, e diversas vezes éramos parados por enfermeiras que se preocupavam ao me ver mancando daquela forma, mas não dávamos importância. O médico havia dito ao Garret que o John estava sendo operado na sala de cirurgia 12, depois de muito perguntar e caminhar, chegamos até a sala.
- É aqui , tem certeza que quer entrar? – Ele perguntou, e antes que eu pudesse responder, vi que havia uma pequena janela ao lado da sala.
- Acho melhor eu só olhar por ali. – Caminhei até lá e passei meus olhos pela sala, haviam muitos médicos ali, todos em volta de John, eu já não controlava mais minhas lágrimas, e quando o vi inconsciente deitado naquela maca todo ensangüentado, perdi o chão e cai sentada ali mesmo. Garret se abaixou rapidamente, preocupado.
- ? Você está bem?
- Não! Não estou bem. Eu preciso fazer alguma coisa Garret, preciso ajudá-lo.
- Não há nada que você possa fazer ,. Eu sei que é difícil, mas ficar aqui só vai te fazer mal. Vamos para sua casa, eu te deixo lá e volto para cá, pode ser?
- Po-Pode.
- Então vamos. – Ele se levantou e deu a mão para eu me apoiar.
-Obrigada por tudo, Garret.
- Já disse que não precisa me agradecer . – Ele disse sorrindo, gostaria de sorrir em retribuição naquele momento, mas tudo que eu conseguia fazer era derramar cada vez mais lágrimas. Me apoiei nele e fomos caminhando até seu carro.
Garret me colocou sentada no banco de trás, com a perna esticada, já que eu estava usando uma daquelas botas ortopédicas, e não conseguia dobrar o joelho direito.
- Garret?
- Diga . – Sorriu e me olhou pelo retrovisor.
- O médico disse algo sobre mim?
- Sim, ele me falou sobre o acidente, e que você nos deixou por alguns segundos.
- EU MORRI?
- Nem brinca com isso, .
- Ok, desculpe. Mas o que mais ele disse? Quando eu vou poder tirar essa droga da minha perna?
- Não muito cedo, . Eles não puderam engessar sua perna, pois tem vários cortes muito profundos nela, mas pelo que eu entendi, eles tiveram que operara-la. E disse também que por sorte uma de suas costelas não perfurou seu pulmão.
- Nossa!
- Pois é. Tome mais cuidado, .
- Mas a culpa não foi nossa Garret, um caminhão maldito entrou na nossa frente.
- Eu entendo , mas eu não quero passar por esse susto de novo. Só de imaginar te perder eu entrei em desespero. – Senti minhas bochechas queimarem ao ouvir isso, preferi me manter em silêncio até chegarmos em casa. Garret me tirou do carro e me levou no colo até a porta.
- Eu te levo até lá dentro.
- Obrigada. – Dei a chave para ele e entramos. Me colocou sentada no sofá e se sentou ao meu lado.
-Você vai ficar bem aqui ? Parece que não tem ninguém em casa.
- O deve estar lá em cima, e mesmo ele sendo um idiota, ele pode me ajudar.
- Tem certeza? Eu posso ficar aqui até a voltar.
- Tenho sim Garret.
- Então eu vou voltar para o hospital, e te ligo caso saiba de qualquer coisa.
- Você é um anjo Garret. – O abracei forte.
- Eu faço tudo por você linda. Me ligue se precisar de alguma coisa ok?
- Ok Garret! Eu te amo.
- Eu também te amo, , você não sabe o quanto. – Abaixei a cabeça ao ouvir isso, ele beijou minha testa e se levantou.
- Até mais. – Ele disse sorrindo e eu acenei com a mão.
Assim que ele saiu pela porta me levantei rapidamente e subi as escadas mancando e com certa dificuldade, aqueles degraus nunca pareceram tão altos e tão longos. Fui o mais rápido que podia, precisava do abraço dele, precisava sentir o perfume dele, precisava tê-lo ao meu lado agora. Caminhei até seu quarto, e ao parar em frente à porta, senti como se perfurassem meu coração com zilhões de facas de uma só vez, uma cena que eu jamais imaginava ver, uma sensação que eu jamais imaginei sentir.
Vi deslizar as mãos pelo corpo de , eles estavam se agarrando em frente à janela, e parecia que iam se comer a qualquer momento. Aquilo foi me corroendo e meus olhos que já estavam cheios de lágrimas, pareceram se inundar de uma só vez. Fiquei ali, parada, boquiaberta e me apoiando no batente da porta, tentando arranjar forças para me manter em pé. Apenas observava aquela cena, até que meus soluços passaram a ser inevitáveis, o que fez o casal se separar. Olharam para mim sem falar nada.
-... O q-que é isso? – Falei gaguejando, e para minha surpresa, nenhum dos dois pareceram afetados com a minha presença.
- Sabe , esse joguinho que eu estava fazendo já perdeu a graça.
- J-joguinho? Do que você está falando ? – Eu não conseguia raciocinar, a dor do meu corpo e do meu coração aumentavam cada vez mais, e as lágrimas rolavam cada vez mais rápido.Vi se afastar daquela garota asquerosa e dar um passo em minha direção.
- Ai que bonitinha, ela não desconfiava de nada. – Ele sorriu debochado olhando para , que gargalhou o abraçando por trás. Minha ficha começava a cair, e com isso sentia minha cabeça rodar cada vez mais rápido, se não fosse aquele batente, eu co certeza já estaria estirada no chão, não tinha forças nem para piscar, muito menos para formular uma frase. –Será que você não percebeu que eu estava apenas te usando? Você não significa nada para mim, e nunca significou. Eu só estava com você para ver até onde a sua falta de bom senso ia. Você acha MESMO que eu largaria uma mulher maravilhosa como essa, por uma garotinha como você?
- Eu... E-Eu...
- Você nada! Agora você pode por favor sair do meu quarto? Aliás, saia dessa casa que não é sua, melhor ainda, saia desse país e volte para o seu paíszinho de merda, de onde você nunca deveria ter saído. – Assim que parou de falar, o vi andar até e a deitar na cama, eu me mantinha parada, apenas observando aquilo. Finalmente entendi tudo, não passava de um desgraçado como sempre imaginei, fui cega, e aquilo estava me matando, me virei em direção à porta do meu quarto, mas antes de conseguir entrar, ouvi aquele bastardo me chamar.
- HEY! Você não tem futuro como dançarina, mas sua vida como prostituta já está ganha. – Assim que terminou a frase começou a rir debochado, junto com .
Me virei rapidamente, tentado lutar contra mim e caminhar até meu quarto, e assim que entrei, fechei a porta e deixei o peso do meu corpo me derrubar no chão.
- O que mais pode me acontecer hoje? – Disse para mim mesma. Aos poucos rastejei até minha cama e com dificuldade, consegui subir nela e afundar meu rosto no travesseiro, para que ninguém pudesse ouvir meus soluços, não daria esse gostinho à eles. Ouvi um ruído que eu reconhecia muito bem vindo do andar de baixo. Era o telefone da cozinha que tocava insistentemente, tentei me levantar afobada da cama, e assim que o fiz, senti meu joelho ceder, e acabei caindo ali mesmo, a dor piorava cada vez mais, mas eu precisava descer para atender, podia ser Garret com novidades sobre John. Enfrentei aquela dor insuportável e fui me apoiando pelas paredes até chegar na escada, nunca pensei que pudesse sentir tanta dor como sentia naquele momento. Ao passar em frente ao quarto de , pude ouvir os gemidos daquela garota, que parecia estar no cil de tanto que gritava, nunca senti tanto nojo em todo minha vida, mas eu precisava ser forte e lutar contra meus sentimentos, aqueles dois não mereciam nada que partisse de mim.
Com muito, mas MUITO, esforço, consegui descer as escadas e chegar até a sala, e assim que pus meus pés no tapete, o telefone parou de tocar, definitivamente, o mundo estava contra mim hoje. Entrei na cozinha e senti aquele piso frio entrar em contato com os meus pés, o que não é muito bom para quem está quase morrendo, mas aquilo não me impediu de ir até o telefone e ver que havia uma chamada perdida de Garret.
Redisquei o número numa velocidade incrível, e em poucos segundos, ele atendeu.
- Garret? Alguma novidade sobre o John?
-Sobre o John não, mas... Não sei como te dizer isso . – Senti que a voz dele estava triste e fraca, e cada vez mais minha preocupação aumentava.
- Fala logo Garret.
- Acho melhor o médico te falar.
- Não Garret, me diz voc...
- Alô ?
- O-Oi doutor.
- O que tenho pra te dizer não é uma notícia muito boa, mas...
- Fala logo. – Confesso que não tenho paciência para médicos, eles sempre enrolam duas horas para falar o óbvio.
- Bem, você não vai poder fazer exercícios físicos por pelo menos 5 meses.
- O QUE?
- A operação no seu joelho foi muito delicada, e pode ter efeitos colaterais caso você se exercite, então recomendamos que não faça nada muito brusco durante esse espaço de tempo.
- Mas... Mas... Dançar? Dançar eu posso certo?
- Foi exatamente por isso que estou te ligando, Garret acabou de me informar sobre seu hobby, e infelizmente, você não poderá praticar por esse tempo.
- Mas... A audição... A audição com o Channing.
- O que disse? – Ouvi o médico perguntar, mas não tinha forças para responder, deixei o telefone cair no chão e cambaleei até a sala, com força tiradas sabe-se lá Deus da onde, me sentei no sofá e encostei a cabeça em seu braço, já não tinha controle sobre meus olhos, e em questão de segundos sentia meu corpo ser inundado pelas lágrimas que escorriam por eles. Minha vida, desde pequena foi a dança, o que eu faria agora?
Perdi completamente a noção do tempo, se alguém me perguntasse por quantas horas eu fiquei ali com a cabeça apoiada no braço do sofá chorando, eu com certeza não saberia responder. Minha cabeça agora latejava mais do que antes por causa do choro. Quando ouvi um barulho de chaves vindo da porta da frente, tentei me levantar e correr para o quarto, para que ninguém me visse naquele estado, mas foi em vão, acabei batendo o joelho na mesinha de centro e comecei a ver estrelas por toda a sala. Minha cabeça pesou e voltei a cair sentada no sofá. Vi e virem correndo até mim, mas minha noção de espaço estava extremamente conturbada, então me assustei ao sentir as mãos de repousarem em meus ombros.
- ! O QUE ACONTECEU? SUA PERNA, SEU ROSTO. O QUE ACONTECEU ? FALA! – gritava na minha orelha e tudo que consegui fazer foi levar minha mão até o local.
- Por favor ... Não grita.
- Mas , o que aconteceu com você? Me explica.
- Me leva pro hospital , acho que meu joelho está sangrando de novo. – Me preocupei ao ver aquela bota ortopédica ficando cada vez mais avermelhada.
e , que já estavam em estado de choque, me ajudaram a caminhar até o carro e no caminho até o hospital, fui explicando tudo sobre o acidente, as duas estavam extremamente preocupada e assustadas.
Chegamos lá e entrou correndo pela porta principal.
- Vai dar tudo certo, . – disse num tom calmo olhando diretamente nos meus olhos.
- Obrigada . – Tentei sorrir, mas não consegui, lembrei da cena de e e meus olhos se encheram mais ainda, a única coisa que eu conseguia pensar naquele momento, era no que eu havia feito de tão errado para merecer tudo isso que estava acontecendo. Fui tirada de meus pensamentos quando vi dois paramédicos abrindo a porta do carro, me colocaram em uma cadeira de rodas e me levaram rapidamente para dentro do hospital. Encontrei o mesmo médico que estava no meu quarto de manhã, e ele me olhou com um olhar desapontado.
- Eu não disse para você não fazer exercícios físicos ?
- Não foi minha culpa doutor. AII! – Gritei ao sentir ele passar os dedos sobre a ferida no meu joelho.
- O que você fez aqui, ?
- Eu esbarrei no quina da mesa doutor. –Me contorcia sentindo uma dor insuportável, enquanto ele parecia cavar meu joelho.
- Nós vamos ter que ver isso. – Vi ele se afastar e fazer sinal para algumas enfermeiras, que chegaram rapidamente até nós. Me levaram até uma sala de cirurgia, parecida com a que John estava sendo operado hoje mais cedo. Me deitaram naquela maca branca, e senti uma agulhada perto do meu joelho e logo já não sentia mais tanta dor. Colocaram uma espécie de lona na altura da minha cintura, provavelmente para não me assustar ao vê-los operando meu joelho. Durante toda a cirurgia, eu só conseguia pensar na dor que havia me causado, em tudo o que ele me disse, no olhar dele, nunca o tinha visto daquela forma, sentia o ódio nas palavras que ele pronunciava, mas o ódio maior era o que eu sentia quando pensava nas últimas palavras dele, aposto que foi por praga dele que fiquei assim.
- Acabamos. – Ouvi o médico dizer, depois de algumas horas. –Nós vamos te encaminhar para um quarto, e se você se comportar, poderá ir para casa ainda hoje.
- E o John doutor? Como ele está?
- Ele já saiu da cirurgia e está em observação agora. Aquele seu amigo, o Garret, está lá com ele, vou pedir para chamá-lo.
Respirei fundo, e fui levada para o quarto, e já estavam lá, e vieram correndo até a porta, quando entrei com aquela maldita cadeira de rodas.
- ! MEU DEUS FINALMENTE.
- Hey, deixem ela se deitar. – O médico foi me empurrando até eu chegar na cama, me levantei sem o seu consentimento e me deitei na cama.
- Sem esforços, estamos entendidos, ? –Ele disse olhando para mim, e eu apenas concordei com a cabeça.
veio até mim e foi conversar com o médico.
- Você está bem ?
- Na verdade não, . Mas obrigada por você estar aqui. – Ela não disse nada, apenas me abraçou apertado, e tenho que admitir que estava precisando daquilo.
Ouvimos a porta se abrir e Garret apareceu com uma enorme cara de preocupação e correu até a cama. se afastou e ele se aproximou eufórico.
- QUAL O SEU PROBLEMA? QUEM CONSEGUE VOLTAR PARA O HOSPITAL EM MENOS DE UM DIA?
- Garret. – Abri meus braços e ele veio me abraçar.
- Você quer me matar, não é ? Meu coração não agüenta tudo isso não.
- Obrigada por tudo Garret. – Disse e senti seu peito se estufar e relaxa depois.
- De nada, linda.
- O John... Como ele está?
- Está melhor do que estava antes, mas ainda está numa ‘situação delicada’, como dizem os médicos. – Ele disse fazendo aspas com as mãos.
Apoiei meu rosto em minhas mãos e voltei a chorar.
- Calma , vai tudo ficar bem. Eu te dou minha palavra. – Garret se sentou na beirada da cama e segurou minha mão.
, você sempre diz para termos pensamento positivo. Faça isso agora. – sorriu olhando para mim, mas digamos que naquele momento, tudo que eu não conseguia era pensar positivo, só pensava em qual seria o próximo desastre que aconteceria.
- OH MEU DEUS. – gritou olhando assustada para o médico. Senti meu coração disparar, ao vê-la olhar para mim com um olhar triste e depois desviá-lo para o médico de novo. Ela falou mais alguma coisa para ele e veio caminhando até nós.
- , Garret, vocês podem nos deixar a sós por alguns instantes?
- Claro mãe. Vem Garret. – Os dois saíram e se sentou onde Garret estava. - ... Eu... Tenho que te dizer uma coisa não muito agradável.
- Por favor , diga logo. – Estava impaciente.
- Ok, eu vou ser direta. Você, infelizmente, não vai mais poder dançar.
- O QUE? COMO ASSIM?
- Calma, não é uma coisa definitiva querida. Você vai passar por fisioterapia, e poderá voltar a dançar.
- FISIOTERAPIA? POR FAVOR, NÃO ME DIGA ISSO. – Agora eu já estava aos prantos e estava pouco me importando se aquilo era um hospital ou não, eu gritava e recebia o olhar de reprovação dos médicos que passavam pelo corredor, minha vontade era de me levantar e acertar a cara deles com um daqueles aparelhos que dão choque.
- , se acalme. O médico disse que a fisioterapia vai ser conforme a sua força de vontade, e eu sei que você vai se sair bem, em menos de um ano poderá dançar.
- UM ANO? ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO COMIGO. – Apoiei minha cabeça nas mãos, e apenas ouvi a porta se abrir. Garret e me abraçaram, provavelmente já sabiam o motivo do meu choro.
Ficamos assim, abraçados por um bom tempo, eu precisava deles ali, precisava saber que ainda restavam pessoas que me amavam.
Passei horas sentada naquela cama fria de hospital pensando em tudo o que estava acontecendo, não conseguia conter as lágrimas.
-, tenho boas notícias. –Um médico entrou no quarto sorridente. Não conseguia mais pensar em coisas positivas, para mim daria na mesma a tal ‘notícia’, a única coisa que me faria sorrir seria saber que John estava fora de perigo.
- É sobre o John? –Perguntei friamente.
- Ahn... Não.
- Então dane-se.
- eu entendo que você está passando por um momento difícil, mas...
- Não doutor, você DEFINITIVAMENTE não entende.
- , deixe o moço falar querida. – se pronunciou.
- Obrigada. Você recebeu alta.
- Hmm. – Que ótimo agora teria que voltar para casa e dar de cara com aquele casal de abutres.
- Isso é maravilhoso. – disse empolgada recolhendo sua bolsa e seu casaco da poltrona.
Com a ajuda de Garret, e a mesma cadeira de rodas, consegui entrar no carro.
- Você não vem com a gente Garret? –Perguntei ao ver que ele voltava em direção ao hospital.
-Não , vou ficar aqui para te dar notícias do John.
-Garret, não precisa. Você já me ajudou tanto hoje, não quero te dar mais trabalho. - Eu faço isso com prazer, . Agora, vá tranqüila e descanse. – Ele sorriu e se afastou ou pouco, o impedi de andar segurando suas mãos, o puxei com o pouco de força que me restava e o abracei, ele retribuiu e por um momento, senti como se toda a dor tivesse desaparecido, mas fui trazida de votla a realidade quando ele se afastou e beijou minha testa.
- Eu te amo. – Ouvi ele dizer fracamente e se afastar fechando a porta do carro, nem dando tempo para eu raciocinar.
Fomos o caminho todo em silêncio e assim que chegamos em casa, desceu rapidamente do carro para me ajudar.
- Você quer ficar aqui na sala?
- Não , eu quero ir para o meu quarto. Você me ajuda?
- Claro. – Me apoiei novamente em seu pescoço e subimos a escada com muita dificuldade.
- Quer comer alguma coisa ?
- Estou sem fome , mas eu sei que você está faminta, então vá lá e coma alguma coisa.
- Eu não vou te deixar aqui sozinha.
- Você é muito fofa, mas eu preciso ficar um pouco sozinha, vai fazer bem pra mim.
- Tem certeza?
- Tenho sim, . –Abri um pequeno sorriso. se aproximou e beijou minha testa.
- Qualquer coisa que precisar é só gritar ok?
- Ok.
Ela saiu pela porta a deixando aberta, e eu fiquei ali sentada na cama observando minha perna, lágrimas escorriam pelo meu rosto ao imaginar minha vida sem a dança e pior, sem... Sem o .
Olhei em direção ao quarto dele, e a porta estava fechada, mas pude notar que a luz estava acesa, ele estava ali, tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Como vou fazer para tirar esse desgraçado da minha cabeça?

*Fim da visão de *
*Capítulo 29*

*História vista por *

acordou por volta do meio dia com seus pensamentos confusos, mas acabou decidindo parar de se preocupar sobre o que estava querendo.
Tomou um banho rápido e foi até o quarto de , estranhou o fato da garota não estar ali, ela sempre dormia até mais tarde quando podia. Procurou a namorada pela casa, mas nem sinal dela. Voltou intrigado para seu quarto e deitou-se na cama.
- Onde ela se meteu? – Pensava alto.
Acabou pegando no sono por mais algumas horas enquanto pensava em .
- ACORDA! – gritava com o irmão.
- Que foi, ? – acordou assustado olhando irritado para ela.
- Seu celular está tocando a mais de meia hora. E já são 15h. – Pegou o celular do criado mudo e lançou-o contra o estômago do irmão.
- OUTCH! Brigado, , agora licença. – Expulsou a irmã do quarto, que saiu bufando.
-Alô?
-? – Ele pôde reconhecer a voz do outro lado da linha, ficou paralisado. – ? Sou eu .
- O-oi, .
-A está aí?
- Eu... O que você quer com ela?
- Me diz , ela está aí ou não?
- Não, não está.
- Meu Deus.
- O que foi?
- Vocês estão juntos não estão? Quer dizer, estavam.
- O que você quer dizer com ‘estavam’?
- Você acaba de confirmar minhas dúvidas. sorriu vitoriosa, jogou verde e obteve sua resposta.
- E se estivermos ? O que você tem a ver com isso?
- Eu nada, mas acho que você gostaria de ver o que estou vendo agora.
- Do que você está falando? Olha, eu vou desligar, não quero perder meu tempo com você.
- NÃO DESLIGUE, ! Se você presa pelo seu romance, ou seja lá o que for que você tem com a , venha até a sorveteria do London Eye, e seja rápido.
- O que? Fazer o que lá?
- Venha logo. – Disse e desligou o telefone sem deixar responder.
ficou preocupado, havia sumido, então decidiu ir até lá. Desceu correndo, pegou seu casaco que ainda estava na poltrona da sala e foi para o carro. Não deu satisfações a ninguém, saiu dirigindo apressado e em 15 minutos estava em frente à sorveteria, procurando por qualquer vestígio de .
- Oi .
Se virou e deu de cara com .
- O que você faz aqui? Onde ela está? O que você fez com ela?
não disse nada, apenas apontou para frente, onde um casal se beijava num dos bancos da pracinha, em frente à sorveteria.
- O que? – não entendia.
- Olha direito, . – disse sorridente, e de longe, reconheceu o casal, eram e Kevin.
- N-Não pode ser.
- Pois é, , você me largou por essa garota, sendo que ela é pior do que eu.
- CALA A BOCA, . – parecia desnorteado, passava as mãos rapidamente pelos cabelos e mantinha os olhos fixos no casal.
Depois de alguns segundos paralisado, fez menção de ir até onde os dois estavam, mas foi barrado pelas mãos de que seguravam forte seu braço.
- NÃO ! NÃO VÁ LÁ!
- POR QUE NÃO? EU VOU ACABAR COM A RAÇA DESSE DESGRAÇADO! – disse irritado, sentia seus olhos arderem e seu sangue percorrer seu corpo velozmente.
- Ela não vale isso . Venha, eu te levo até sua casa, você não pode dirigir nesse estado. – o segurava com certa dificuldade, já que ele estava fora de si.
Depois de muito insistir, convenceu o rapaz a não tomar nenhuma atitude no momento, deixaria para revidar quando encontrasse com em casa, caso contrário, poderia causar sérios danos à saúde de Kevin.
o levou até o carro dele e pegou as chaves em seu casaco. se movia por inércia, não sabia ao certo o que estava fazendo.
Ele mantinha os punhos fechados e tentava segurar sua raiva dentro de si, enquanto sorria vitoriosa dirigindo o carro do ex-namorado.
Assim que estacionou o carro em frente ao jardim da casa, abriu a porta rapidamente, queria sair dali, ir direto para seu quarto e descarregar toda sua raiva em alguma coisa, mas foi impedido pela mão de que repousou em seu braço.
- Espera.
- O que foi agora ?
- Não vai me agradecer? –A garota perguntou, e respirou fundo.
- Obrigado pro ter me trazido .
- Não por isso. – Disse sorrindo e ao notar a cara de dúvida dele, prosseguiu. – Mas por ter aberto seus olhos para a verdadeira . – abriu um pequeno sorriso, e teve vontade de apertar o pescoço dela no mesmo momento, fez menção de sair do carro, mas ela o segurou mais forte pelo braço. – , calma, eu sei que você deve estar irritado agora, e querendo que o mundo se exploda, mas por favor, me dá outra chance? Eu sei que errei, mas eu estava bêbada, e você estava me tratando tão mal aquela noite. Você julga minha personalidade por apenas aquela noite, mas como eu já disse eu estava sobre efeito do álcool, agora, a estava completamente sã hoje.
- Depois nós conversamos, .
- Me deixa cuidar de você, , só hoje. E se depois disso você não quiser mais nada comigo, eu desapareço para sempre. Mas eu não consigo ir embora sabendo que você está nestas condições, eu posso te ajudar.
- Faça o que quiser. – Finalmente se livrou das mãos da garota e desceu do carro.
fez o mesmo e o seguiu sem falar uma palavra. passava esbarrando em tudo, mas não se dava ao trabalho de pegar nada que derrubasse, caminhava pisando forte e andava rapidamente, com a garota em seu encalço.
Assim que entraram no quarto, se trancou no banheiro e sem saber o que fazer, sentou-se na cama do rapaz. finalmente deixou toda a mágoa escorrer por seu rosto, lágrimas escorriam inconscientemente, não sabia o que fazer muito menos o que pensar naquele momento.
- Como ela pôde? Como ela pôde fazer isso comigo? – Num momento de raiva, socou a parede do banheiro com muita força, sentiu seus ossos se colidirem e uma dor imensa percorreu seu corpo, mas essa dor não se comparava à dor que sentia ao lembrar de nos braços de Kevin. Caminhou até o box e abriu o chuveiro, sentou-se no chão e ficou ali por muitas horas, apenas tentando entender o motivo pelo qual havia o traído.
Depois de pelo menos 5 horas, , que ainda se mantinha na cama dele, levantou-se e caminhou até a porta do banheiro.
- ? Você está ai? Abre a porta.
- Sai daqui, , vai pra sua casa. –Respondeu com a voz fraca.
- Por favor , eu vim aqui para cuidar de você, me deixa fazer isso. Se a não é capaz disso, eu sou.
Ao terminar a frase, ouviu a porta se destrancar e um furioso passou rapidamente por ela.
- Eu sabia que você ia me ouvir. Eu sei que você ainda me ama, e que aquela garotinha foi apenas uma diversão para você. – sorriu e se aproximou de , usando um tom debochado ao falar o nome de .
- Não fale NADA sobre ela, você não tem esse direito. – a segurou pelos pulsos, estava fora de si.
- Você ainda vai defender aquela garota? Depois do que ela fez com você? – disse, e viu o olhar de ódio nos olhos dele. – Ok, vamos mudar de assunto, eu não quero te ver mal por causa dela, não vale à pena. Venha, vamos dar um jeito nessa sua mão.
passou pelo menos meia hora tentando fazer um curativo na mão de , que parecia estar em outro mundo. Enquanto ela gastava todo o seu vocabulário tentando manter uma conversa com o rapaz, ele mantinha seu olhar preso à janela, segurava as lágrimas o máximo que conseguia, mas não podia evitar que uma ou outra rolasse por seu rosto com o passar do tempo. Nunca havia amado alguém como amou , e nunca imaginou que sentiria uma raiva tão grande quanto a que sentia naquele momento.
-Acho que consegui. Ainda está doendo ? ? – estalava os dedos em frete ao rosto dele, que parecia voltar à consciência aos poucos.
- Sabe , obrigado por isso. Preciso manter meus pensamentos focados em outra coisa agora. Você está aqui comigo, não ela, então por que me preocupar com alguém que não tem um pingo de consideração comigo?
- Até que enfim você caiu em si . Eu estou aqui e sempre estarei, eu te amo.
não respondeu, apenas segurou a garota pelas mãos e a puxou para um beijo. Ele não sabia ao certo o que estava fazendo, a única coisa que tinha certa em sua mente era que precisava se vingar de , e a forma mais fácil seria pagar na mesma moeda.
se sentia totalmente realizada, havia conseguido o que tanto queria, ter seu namorado de volta, estava explodindo por dentro.
- ... ... Espera... – tentava se comunicar com ele, que parecia não querer ouvir nada naquele momento. Se deu por vencida e prosseguiu com o beijo.
percorria com força toda a extensão do corpo dela, sem se preocupar se aquilo a machucava ou não.
Ouviram alguém subir as escadas de uma forma estranha e rápida, mas nem assim partiram o beijo.
pressionava contra a cômoda em frente a janela tentando subir sua saia, e a garota gemia abafado à boca dele que pressionava seus lábios com violência.
Os passos, que antes subiam as escadas, pararam em frente à porta do quarto, e pôde-se ouvir uma espécie de soluço, fazendo os dois finalmente se acalmarem um pouco. Ao olharem para a porta, viram , estava boquiaberta e com os olhos extremamente inchados, seu rosto já estava lavado pelas lágrimas, e se apoiava com uma das mãos no batente da porta.
- ... O q-que é isso?
- Sabe , esse joguinho que eu estava fazendo já perdeu a graça.
- J-joguinho? Do que você está falando, ? – não conseguia raciocinar, e as lágrimas caíam cada vez mais rápido de seus olhos.
se afastou um pouco de e deu um passo em direção à porta.
- Ai que bonitinha, ela não desconfiava de nada. – sorriu debochado olhando para , que gargalhou e o abraçou por trás. – Será que você não percebeu que eu estava apenas te usando? Você não significa nada para mim, e nunca significou. Eu só estava com você para ver até onde a sua falta de bom senso ia. Você acha MESMO que eu largaria um mulher maravilhosa como essa, por uma garotinha como você?
- Eu... E-Eu...
- Você nada! Agora você pode por favor sair do meu quarto? Aliás, saia dessa casa que não é sua, melhor ainda, saia desse país e volte para o seu paíszinho de merda, de onde você nunca deveria ter saído. – Assim que terminou a frase, se virou de frente para a e a deitou na cama, ignorando totalmente a presença de , que se mantinha parada na porta, apenas observando aquilo, estava em choque, mas mesmo assim continuava aos prantos.
Quando caiu em si, virou-se e caminhou em direção ao seu quarto.
- HEY! – Antes que ela entrasse em seu quarto, a chamou, fazendo a garota olhar diretamente nos olhos dele.
- Você não tem futuro como dançarina, mas sua vida como prostituta já está ganha. – Assim que terminou a frase começou a rir debochado, junto com .
virou-se rapidamente e finalmente entrou em seu quarto, ouvir aquilo dele, e ainda o olhando nos olhos machucou mais do que tudo o que havia acontecido naquele dia.
- Ela estava mancando? – se perguntou preocupado olhando para a porta que acabara de bater.
- Não não estava. Agora vem aqui gato. – o puxou pelo rosto e os dois começaram a rolar pela cama.
- O que mais pode me acontecer hoje? – disse aos prantos e afundou a cabeça em seu travesseiro, não conseguia controlar os soluços e as lágrimas, todo seu corpo doía, sentia como se lhe apunhalassem milhares de vezes em todas as partes de seu corpo.
Depois de algumas horas, a campainha começou a tocar, e , que estava na sala, atendeu.
- Boa noite, ! Como está? – apareceu sorridente na porta.
- Não muito bem, , mas entre.
- Obrigado, mas o que aconteceu?
- A , ela sofreu um acidente, e agora está no quarto descansando.
- O QUÊ? ACIDENTE? ELA ESTÁ BEM?
- Mais ou menos, . – e se sentaram no sofá e contou toda a história para ele. Assim que terminou, subiu rapidamente as escadas em direção ao quarto da garota.
Antes de entrar no quarto dela, abriu bruscamente a porta do quarto de , dando de cara com ele e se agarrando.
- Mas que porra é essa?
- , você pode dar licença? – respondeu irritado.
- A sofre um acidente e você trai ela na sua própria casa?
- Eu não estou traindo ninguém, eu só... ACIDENTE?
- Não se faz de idiota, . Você não presta mesmo. – disse irritado e se virou em direção ao quarto da garota.
- ESPERA, . – saiu de cima de e correu até ele. – O que você quis dizer com acidente?
- Ok, continua bancando o desentendido, eu preciso ver como ela está. – finalmente saiu do quarto e bateu na porta do quarto em frente.
- Pode entrar. – Pode-se ouvir a voz fraca de , e abriu a porta.
observava a cena, estava sentada na cama, com a perna direita esticada, e só agora ele notou que ela estava toda machucada e com uma daquelas botas ortopédicas.
- Hey, como você está? – perguntou se aproximando dela.
- Mal, , muito mal. – Disse tentando esconder a voz de choro, mas foi em vão.
- A me contou sobre a dança e tudo o mais. Eu sinto muito. – se aproximou e a abraçou.
via as lágrimas rolarem pelo rosto da garota, entrou no quarto e foi em direção a .
- , o que aconteceu com você?
- SAI DAQUI, . NÃO CHEGA PERTO DE MIM. – gritava chorando, e era notável o ódio no tom de voz dela.
- Mas... Eu...
- SAI DAQUI. – tentou se levantar para expulsá-lo, mas não conseguiu, sentiu uma pontada muito forte no joelho e foi obrigada a se sentar novamente na cama.
- Sai daqui, , depois vocês conversam. – se levantou e empurrou pelo peito até a porta do quarto. A última imagem que viu antes de fechar a porta, foi a de com as mãos no rosto, aos prantos.
Sentiu seus olhos arderem ao vê-la daquela forma, toda machucada e tão triste.
- Mas... Como? – A ficha de começava a cair. Andou rapidamente até o quarto e encontrou sentada na cama.
- Até que enfim, zinho. Agora podemos voltar de onde paramos. – Se aproximou e o segurou pelo queixo.
pegou os dois braços dela e a jogou na cama.
- O QUE VOCÊ FEZ?
- Do que você está falando ?
- COMO VOCÊ ARMOU AQUILO TUDO? NÃO ERA A , CERTO? QUEM ERA? FALA . – gritava e sentia seu sangue subir pelo corpo, a raiva que sentia era incontrolável.
- ... Eu...
- NÃO ME ENROLA, , VOCÊ NÃO QUER QUE EU PERCA A PACIÊNCIA. – fechou os punhos.
- Ok. Você tem que entender que o que eu fiz foi por amor . – disse se levantando da cama e caminhando em direção a ele. passou a mão pelos cabelos e se afastou dela.
- VOCÊ TEM NOÇÃO DO QUE VOCÊ FEZ? VOCÊ ME FEZ PERDER A PESSOA QUE EU MAIS AMO NESSA VIDA. ELA NUNCA VAI ME PERDOAR POR ISSO. ELA... Ela nunca vai me perdoar. – Disse a última frase só para si, num tom baixo e triste. Sentou-se na cadeira, como se perdesse o controle de suas pernas, apoiou os braços no joelho e a cabeça nas mãos.
- , meu lindo me perdoa. – se aproximou e encostou uma das mãos na cabeça dele, que levantou rapidamente e a empurrou para trás.
- SAI DAQUI, . SAI DAQUI ANTES QUE EU PERCA O CONTROLE.
- Mas, ...

- SAI LOGO. – a segurou pelo pulso esquerdo e a jogou para fora do quarto, batendo a porta na cara dela em seguida.
Deslizou pela porta e se sentou no chão. Apoiou mais uma vez a cabeça nas mãos e desabou no choro.
- O que eu fui fazer, meu deus?
No quarto em frente explicava para todos os detalhes daquele dia monstruoso.
- Ele disse isso mesmo? – perguntou boquiaberto ao ouvir tudo o que havia dito para ela.
- Sim, ele usou exatamente essas palavras. E eu não entendo, não entendo como uma pessoa pode ser tão cruel, tão suja a ponto de usar outra apenas por... diversão. Ele riu da minha cara esse tempo todo , e eu muito estúpida acreditava em cada palavra dele. – abaixou a cabeça e se aproximou.
-, o sempre foi um canalha com as garotas que ele ficava, mas eu esperava que ele não fosse assim com você. Você não merecia isso. Eu peço desculpas por ele, afinal ele é meu amigo e...
- Não, , vocês podem ser amigos, mas vocês são tão diferentes. Ele é um hipócrita, e eu tenho nojo de mim por amar alguém como ele.
- Você o ama muito não ama, ? – perguntou e a garota apenas afirmou com a cabeça.
- Mas eu vou esquecê-lo , eu garanto.
Assim que terminou a frase, ouviram alguém bater na porta.
- Entra. – gritou, e assim que viu quem era, virou o rosto para o outro lado.
- , eu preciso falar com você, por favor, me ouve. – implorava com os olhos inchados olhando fixamente para ela.
- , você pode tirar esse cidadão do meu quarto? – disse ainda de costas.
- sai daqui, ela não está bem, e...
- Não encosta em mim . – desviou dele e caminhou até a cama.
- Por favor, , você precisa ouvir o que eu tenho pra dizer.
- VOCÊ VAI DIZER O QUE? QUE EU PRECISO VOLTAR PARA O MEU PAÍS E QUE EU NÃO TENHO FUTURO COMO DANÇARINA? OBRIGADA PELA PRAGA , GRAÇAS A VOCÊ EU NUNCA MAIS VOU PODER DANÇAR. –Terminou a frase e seu coração se apertou ainda mais, as lágrimas que antes caiam lentamente, agora inundavam seu rosto.
- O que? Como não vai poder mais dançar, ?
- VOCÊ É CEGO? –Disse apontando para sua perna.
- Foi tão grave assim? – perguntou preocupado e encostou a mão na perna dela.
- NÃO ENCOSTA EM MIM. EU TENHO NOJO DE VOCÊ. AGORA SAI DO MEU QUARTO. – gritava chorando e se mantinha paralisado.
- faz o que ela está pedindo, ela não pode passar por isso agora. – segurou no ombro do amigo, que abaixou a cabeça e se levantou.
- Eu te amo, .
- Cala a boca, . –
disse olhando para a janela.
Assim que saiu do quarto fechou a porta e voltou a se sentar perto de .
- Por que ele faz isso comigo, ? Qual a graça de me ver chorar?
- Não pensa nele agora . A me disse que você não pode se esforçar nem passar por esse tipo de situação. Se acalme e pense em coisas boas.
- Que tipo de coisas boas ? Minha vida desmoronou completamente, eu não tenho mais nada.
-Você tem a mim, a , a , seus amigos e família. Estamos todos aqui para você .
- É, pensando por esse lado você tem razão.
- Você vai passar por isso, , e eu vou estar ao seu lado para tudo que precisar.
- Muito obrigada, , eu não sei o que seria de mim sem vocês. – o chamou para um abraço, que logo se aproximou e a apertou forte contra seu corpo.
- Vamos descer ? Quero ficar com a e com a .
- Você consegue andar?
- Acho que consigo com a sua ajuda. – Sorriu levemente.
- Ok, vem, eu te levo no colo.
- Não precisa me carregar , eu sou muito pesada, só me ajuda a caminhar.
- A senhorita está duvidando da minha força? Eu agüento até minha mãe. Vem, eu te levo. – se esticou e a pegou no colo.
- Viu? Eu sou o Super . –Ele disse fazendo a garota sorrir sinceramente.
- Só você pra me fazer rir .
foi levando a garota com muito cuidado pelo corredor, e assim que chegaram na escada viram sentado no sofá ao lado de . Ele já estava com uma cara péssima, mas ao ver nos braços do amigo conseguiu piorá-la ainda mais.
colocou sentada no sofá do lado oposto ao que estava.
- Está melhor ? – perguntou para a amiga que se encolhia no sofá ao perceber que não tirava os olhos dela.
- Mais ou menos, , minha perna ainda dói muito.
- Quer que eu pegue gelo, ou algo assim?
- Não precisa, amor, obrigada.
se sentou ao lado dela, que apoiou o rosto no ombro dele, e cobriu o rosto com as mãos.
- O que foi, ? Você está chorando?
- N-Não , não é nada. –Ela disse baixo, e aproximou o rosto do ouvido dela, sussurrando.
- Se for por causa do , eu posso te levar lá pra cima.
- Não é por ele não, . – Respirou fundo e o olhou nos olhos. – É por causa do John, eu preciso saber alguma notícia dele.
Ouviram a campainha tocar e todos desviaram a atenção para lá, menos de , que ainda parecia petrificado olhando para .
- Pode deixar que eu atendo. – apareceu da cozinha em direção à porta.
desviou o olhar rapidamente para , que ao ver a garota o olhando sentiu seu corpo inteiro se arrepiar.
- Olá Garret, como está? – disse cumprimentando o garoto parado na porta.
- GARRET! – se levantou com certa dificuldade e caminhou mancando até ele, o abraçando logo em seguida, bem em frente ao sofá que estava.
- Como você está, linda?
- Eu estou bem, mas e o John? Como ele está.
- Ele está fora de perigo, , eu só saí daquele hospital quando tive certeza de que ele estava bem, e...
- Vamos lá pro meu quarto e você explica melhor. – disse ao perceber que mantinha os ouvidos na conversa.
- Ok.
- Você não vem, ? – perguntou olhando para o garoto.
- Vou, claro. – Se levantou num pulo e logo estava ao lado dos dois.
- Cadê a ? – se perguntou percorrendo a sala com os olhos.
- AQUI! – Chegou gritando e parou ao lado de .
-Não grita . – pediu colocando a mão na cabeça.
- Ai, desculpa amor.
- Tudo bem, agora vamos.
Os quatro subiram e ficou lá na sala, apenas pensando em tudo o que havia acontecido naquele dia, e se culpando por não estar ao lado dela quando ela mais precisava. Amaldiçoou nos pensamentos.
- Agora essa maldita vai me explicar toda essa história. – Se levantou do sofá e pegou as chaves do carro.
- abre a porta. – pediu quando chegaram em frente ao quarto de .
- Obrigada meus lindos. –Agradeceu se sentando em sua cama. – Mas agora conta Garret, como o John está?
- Não está 100% ainda, , ainda está inconsciente e em observação, mas os médicos me garantiram que ele estava fora de perigo.
- Essa é a melhor notícia que você podia me dar hoje, Garret. Muito MUITO obrigada por tudo o que você fez por mim, não sei nem como agradecer.
- Não precisa me agradecer, . Agora você precisa descansar, o médico me pediu para tomar conta de você e não deixar que você faça mais nenhuma besteira.
- Ok ok. Prometo que vou me cuidar.
Os quatro ficaram conversando durante uma hora, todos sentados na cama da garota, que finalmente conseguia sorrir quando não pensava em .
- Bom galerinha, agora que a está bem, eu vou voltar para casa. – Garret comunicou.
- Fica mais um pouco Garret.
- Não posso, , estou cansado, e amanhã temos aula certo?
- Ah, nem me lembre.
- Ai Garret, eu queria tanto ir com você no seu primeiro dia, mas acho que não posso. – disse triste.
- Não se preocupe , a estará lá, certo ?
- Certíssimo.
- Quando acabar a aula eu passo aqui pra ver como você está ok?
- Ok Garret, e obrigada de novo. Te amo. – o abraçou.
- Acho que eu vou embora também, tenho algumas coisas para resolver antes de ir dormir. – se levantou.
- Hey, não vai me dar um abraço? – cruzou os braços, e sorriu se aproximando.
- Obrigada, , não sei se conseguiria passar por isso sem você. – disse baixo, se referindo ao caso de .
- Você é forte, , e vai superar isso rapidamente. – Sorriu e beijou a testa dela, se afastando da cama com Garret.
- , eu vou levar eles lá embaixo e já volto ok?
- Ok. Amo vocês. – Mandou um beijo no ar para os três e se deitou na cama.
Os três desceram as escadas e pararam em frente a porta de saída.
- Você cuida dela então, ? – Garret perguntou.
- Pode deixar, ela está em boas mãos. Passa amanhã aqui antes da aula pra irmos juntos.
- Claro, até amanhã então. – Deu um beijo no rosto dela e se despediu de .
- Amanhã eu passo aqui pra ver como ela está. Cuida bem dela ouviu Dona ? – brincou.
- Ok ok, senhor apaixonado.
- Besta. Até amanhã.
- Até. – Sorriu fechando a porta e subiu as escadas em direção ao quarto da amiga, mas assim que entrou reparou que ela dormia calmamente em sua cama, preferiu deixá-la sozinha, ela definitivamente precisava descansar. Foi até a sala, mas como não tinha nada de interessante passando, preferiu ir dormir, se despediu de , que perguntou sobre , e depois foi para o seu quarto.
Do outro lado da cidade, dirigia loucamente pelas ruas, não se importava com faróis, nem com os carros que buzinavam para ele, quase capotou duas vezes, mas no momento tudo o que queria era saber a verdade sobre aquela história. Parou o carro em frente ao prédio de , e nem se deu ao trabalho de se anunciar ao porteiro, entrou e pegou o elevador.
Começou a esmurrar a porta e dez segundos depois atendeu assustada.
- Nossa amor, calma o que aconteceu? – Perguntou tentando se aproximar dele, que desviou e entrou no apartamento.
- Explica, .
- Se acalma, amorzinho.
- Não me chama assim, , eu não quero perder a paciência, então acho melhor você explicar tudo logo de uma vez.
- Explicar o que?
- O QUE VOCÊ TERIA QUE EXPLICAR ? A HISTÓRIA DA PORRA.
- Não grita comigo , por favor. – abaixou a cabeça.
- Não se faz de santa, , agora explica.
- Ok ok. Mas primeiramente você tem que entender que eu fiz isso tudo por amor. E... AQUELA GAROTA NÃO TE MERECE .
- Você não é NINGUÉM para julgar quem me merece ou deixa de merecer, agora explica como você fez para levar a até lá.
- Na verdade, não era a . Eu fui até diversas agências de modelos com uma foto da que eu encontrei no seu quarto, e quando eu estava quase desistindo, eu encontrei uma garota muito parecida com ela. – ia contando e passava as mãos nervosamente pelos cabelos. – E como eu já havia conversado com o Kevin na festa da , ficou mais fácil eu entrar em contato com ele e armar tudo.
- Como... Como você pode ser tão baixa, ?
-Eu já te disse que fiz isso por amor , por favor acredita em mim. – Ela disse se aproximando e tocando o rosto dele, que segurou os pulsos dela com força com um olhar de ódio.
- Não encosta em mim. – Soltou os pulsos dela com brutalidade e caminhou pela sala.
- eu...
- Quem te contou? Quem te contou que eu estava com a ?
- N-Ninguém. – A garota respondeu desviando o olhar e andando para o lado oposto ao que estava. Ele correu até ela e a segurou pelos ombros.
- Fala logo, QUEM TE CONTOU?
- Me solta, você está me machucando .
- FODA-SE! SÓ VOU TE SOLTAR QUANDO VOCÊ ME CONTAR A VERDADE.
- Eu descobri sozinha.
- NÃO BRINCA COMIGO GAROTA, FALA LOGO. – apertava cada vez mais forte os ombros dela.
- OK OK! FOI O , AGORA ME SOLTA. – Assim que terminou a frase a soltou, fazendo com que ela caísse no chão.
- Aquele desgraçado.
- Mas não foi culpa dele, , ele estava bêbado e...
- CALA A BOCA. – pegou seu casaco e saiu da casa de .
voltou amaldiçoando por todo o caminho, para ele, havia feito de propósito, para deixar o caminho livre para ele. Entrou em casa e notou que todas as luzes estavam apagadas.
Lançou seu casaco contra o sofá e quando subiu os primeiros degraus da escada, ouviu um barulho vindo da piscina. Se assustou e foi até lá ver o que era.
Foi caminhando lentamente pela cozinha e finalmente chegou ao quintal, seu coração disparou, suas mãos começaram a suar, não sabia que atitude tomar ao ver quem estava ali.
- ?
*Capítulo 29*

- AHHH! – gritou assim que ouviu aquela voz, não esperava que alguém estivesse acordado naquela hora, então se assustou ao pensar que podia ser um assaltante ou algo do gênero. Virou o rosto em direção à porta e pôde reconhecê-lo vendo apenas sua silhueta formada pela luz que vinha da cozinha, sentiu seu corpo esquentar e uma raiva dominar seu corpo num instante.
Se levantou da beira da piscina sem dizer nada, e pegou a bota ortopédica que estava caída no chão ao seu lado.
- Desculpa, eu não queria te assustar. – se mantinha parado apenas observando a garota se levantar com certa dificuldade.
se manteve calada, e foi mancando em direção a ele, que estava parado em frente à porta.
- , espera, eu preciso falar com você. – Ele bloqueou a passagem, a segurando pela cintura.
- Eu não tenho nada pra falar com você, ! Agora sai da minha frente. – Falou com a cabeça abaixada, enquanto tentava o empurrar para o lado, o que foi em vão, já que ele se manteve imóvel e não deu passagem para ela.
- , eu... Você está chorando? – perguntou ao ver o rosto dela brilhar quando o reflexo da luz da cozinha foi de encontro a ela. Segurou-a pelo queixo.
-NÃO ENCOSTA EM MIM, . – Num reflexo, o empurrou com força para trás, fazendo com que ele finalmente deixasse uma brecha na porta, e então conseguiu entrar pela porta, esbarrando nele.
se virou rapidamente e correu até ela, segurou seu braço assim que a alcançou.
- Espera, ! Por favor, me ouve.
- Eu estou cansada de ouvir sua voz e seus insultos, , então faz um favor aos meus ouvidos e CALA ESSA BOCA.
- Eu sei que você deve estar me odiando agora, e eu te dou toda a razão, mas você precisa me ouvir.
- Primeiro, eu já disse para você não encostar em mim. – disse puxando o braço das mãos dele. – E segundo, eu não vou perder meu tempo ouvindo suas mentiras, já desperdicei muito da minha vida com você.
- , não fala isso. – olhou para baixo. – Você estava chorando por mim?
-N-Não. Claro que não! Eu... Eu estava chorando porque minha perna está doendo. E quer saber? Eu não devo explicações para você. – Cruzou os braços se encostando na parede da cozinha.
- Não mente pra mim.
- Eu não estou mentindo. – Ela comentou e sentiu aquele típico olhar de , aquele que não permitia uma mentira. – Ok, estava chorando por você sim. Estava chorando por perceber que sou uma idiota em me apaixonar por alguém como você, estava chorando em ver o quão cega eu sou em relação às pessoas.
- Eu te amo, . – disse sentindo seus olhos se encherem. soltou uma risada alta e debochada ao ouvir aquelas palavras.
-Você vai mesmo insistir nessa idiotice? Eu já abri os olhos em relação a você, na verdade você os abriu pra mim, deixou aquela máscara cair e mostrar o verdadeiro . E sabe? Não foi um choque tão grande, para mim você sempre foi um idiota que não se preocupa com os sentimentos de ninguém a não ser com os seus, isso estava estampado na sua cara desde que eu te conheci, e no fundo eu já sabia disso, então agradeço a você por ter me feito enxergar de novo. – terminou a frase e deixou aquela lágrima teimosa escorrer novamente por seu rosto, a limpou com uma das mãos e voltou a encarar o rapaz. – Agora se você me dá licença, eu vou dormir. Faça bom proveito da sua namoradinha “perfeita”, vocês se merecem.
-, eu só peço pra você escutar o que eu tenho pra falar. – a segurou novamente pela cintura, fazendo com que ela desse um passo para trás e chocasse suas costas com a parede, a prensou com um pouco mais de força, impedindo que ela saísse dali. Estavam muito próximos, fazendo com que a respiração de ambos ficassem falhas, sentia seu corpo se arrepiar cada vez mais, e não conseguia fazer seu corpo a obedecer, estava imobilizada devido a proximidade. não estava muito diferente, seu coração palpitava descompassadamente, como se a qualquer momento fosse saltar pela sua boca e suas mãos suavam frio. Ao notar que não se movimentaria, começou a aproximar seu rosto do dela muito lentamente, apertou o lado esquerdo da cintura dela com um pouco mais de força, fazendo ela soltar um pequeno gemido. Quando já sentia o calor dos lábios da garota perto dos seus, foi empurrado pelo peito por ela.
- Desculpa, , eu não devia...
- Você tem 5 minutos pra falar. – falou rápido, enquanto encarava os pés.
- O que? Eu...
- FALA LOGO O QUE VOCÊ TEM PRA FALAR ANTES QUE EU MUDE DE IDÉIA.
- Ok ok. – respondeu assustado, e a viu fazer uma cara de dor, se abaixando para segurar o joelho. – Você não quer se sentar, pequena?
- Não me chame assim. E se preocupe em explicar logo o que quer que seja, deixa que de mim eu cuido. – Disse enquanto mancava até uma das cadeiras da cozinha.
- Deixa eu cuidar de você, eu posso pegar um gelo e...
- Quatro minutos. – Se sentou na cadeira e apontou para o relógio da parede.
respirou fundo e a olhou nos olhos.
- Foi a .
- Sério? Eu achava que fosse a minha mãe. – Falou irônica.
- Não, você não está entendendo, a armou tudo.
- Tudo o que ?
- Ela armou com o Kevin de...
- O KEVIN? – o cortou assim que ouviu esse nome.
- Sim, o Kevin. Eles contrataram uma modelo para se passar por você.
- Você pode explicar isso direito? Você não está falando coisa com coisa.
- Hoje de manhã, eu acordei e fui até seu quarto e percebi que você não estava lá, foi quando eu recebi uma ligação da falando para eu ir até o parque do London Eye. Quando eu cheguei lá eu vi ‘você’ beijando o Kevin, ver aquela cena me fez tão mal , imaginar você nos braços daquele cara. Eu nem me preocupei em ter certeza se era você ou não, minha vontade era de ir até lá e acabar com ele, mas a me impediu, eu deveria ter percebido que tinha algo errado, mas eu estava tão cego, tão irritado, que eu não consegui raciocinar. Ela me convenceu a voltar para cá, e conforme o tempo passava eu ficava cada vez mais nervoso, triste, irritado, não sei ao certo o que eu sentia. Foi quando você chegou e eu disse aqueles absurdos pra você. – Ele disse e se agachou em frente a ela. – Você não sabe como estou arrependido de ter dito tudo aquilo, eu fui um idiota em pensar que você poderia fazer algo assim, eu me enquadro em todos os tipos de xingamentos que você quiser falar, eu vou aceitar tudo o que você falar, afinal eu mereço. A única coisa que eu não vou conseguir superar é te perder. Me perdoa pequena, me perdoa por ter sido tão estúpido, por ter sido tão frio,e por ter dito aquelas coisas de cabeça quente, me perdoa por eu ser esse idiota. Só te peço uma coisa, não me abandone, eu te amo mais do que tudo nesse mundo e eu não vou conseguir suportar te perder, você é tudo pra mim. – terminou seu raciocínio com os olhos cheios de lágrimas, falou tudo rapidamente, sem pausas, precisava que ela acreditasse. Ficou apenas observando a garota que se mantinha imóvel. –Pequena, fala alguma coisa.
respirou fundo, esticou uma das mãos e a passou por toda a extensão do rosto dele, que sorriu com a atitude da garota. Num movimento rápido, retirou a mão do local e virou um forte tapa no rosto dele.
- Quem você pensa que é para inventar uma coisa dessas? Você acha MESMO que eu vou cair nessa sua conversinha suja? Não me subestime ,, eu posso errar uma vez, mas não costumo errar duas. –Respirou fundo o encarando. –Só me explica uma coisa, o que você ganha fazendo isso comigo, ? É tão prazeroso me ver sofrer? Você se sente superior me vendo chorar? –Agora ela já estava aos prantos, se levantou irritada, e logo estava parado em frente a ela. –FALA ! O QUE VOCÊ QUER DE MIM? VOCÊ NÃO ACHA QUE JÁ ME MAGOOU DEMAIS? NÃO É SUFICIENTE PRA VOCÊ? –Enquanto falava, movimentava os braços freneticamente e dava pequenos tapas no peito do rapaz, que chorava junto com ela.
segurou os dois pulsos dela fazendo a garota se acalmar um pouco.
- , por favor se acalma, você acabou de sofrer um acidente.
- HÁ, como se você se preocupasse com isso. Não seja cínico, . – Disse irônica, ainda com os pulsos nas mãos dele.
- Você precisa acreditar em mim, , eu não quero te ver sofrer por minha culpa.
- Já é tarde para você pensar nisso, .
- Não fala isso, por favor. Acredita em mim, foi TUDO armação da , e você sabe que eu perco o controle quando estou nervoso, e...
- Eu não quero mais escutar nada. Me solta por favor. – Disse desviando os olhos para o chão.
- Só vou te soltar quando souber que você acredita em mim. Eu faço o que tiver que fazer para você acreditar. – disse enquanto encarava aqueles olhos marejados, esperando por uma resposta.
respirou fundo e afirmou com a cabeça.
- Então você acredita em mim?
- Não . Eu acredito que você esteja arrependido, mas não posso acreditar nessa história.
- Mas , é a verdade, eu... Eu não sei o que te dizer.
- Ok então, digamos que eu acredite que foi ela que armou tudo. Você vai querer o que? Que eu te aplauda por você ser um trouxa?
- Eu só quero que você me perdoe.
- O que você fez é imperdoável, . No momento que eu mais precisei contar com você, eu recebo esse tipo de insulto. Doeu muito mais ouvir suas palavras, do que o acidente, você não sabe como foi pra mim olhar nos seus olhos e ver todo aquele ódio, e perceber que você dizia aquelas palavras com prazer. Te ver agarrar aquela garota na minha frente, ver vocês dois rindo de mim. Acho que você não sabe o que é sofrer, e não sabe o poder que uma simples palavras pode surtir em outra pessoa, você não pensa em ninguém , só pensa em você, não pensa no que suas atitudes podem fazer. Eu nunca pensei que pudesse sentir uma dor como essa que estou sentindo agora. Isso está me matando. – soluçava e percebeu que ele também estava na mesma situação enquanto segurava seus pulsos. – Obrigada , obrigada por me provar até onde uma pessoa pode ir, obrigada por me mostrar o que é sofrer por amor. Dizem que nós aprendemos com nossos erros, e você não passou disso, um erro que eu cometi, e espero poder superar isso. – estava sem reação, havia afrouxado as mãos em volta dos pulsos dela, que rapidamente conseguiu se soltar e se afastou. permaneceu alguns segundos parado, apenas chorando e a vendo chorar. Se aproximou dela novamente quando ouviu um soluço mais alto por parte dela.
- Não encosta em mim. Eu não agüento mais chorar por você, não agüento mais olhar pra você e sentir essa dor incontrolável.
- eu...
- Cala a boca, . Eu não quero mais ouvir sua voz, NUNCA mais. Sai da minha vida por favor, tira esse sofrimento de perto de mim, não sei por quanto tempo posso agüentar. –Sentiu uma forte tontura ao terminar a frase, e se apoiou no balcão ao lado da pia com uma das mãos na cabeça.
- ! – se aproximou rapidamente.
- Sai daqui . – Virou o rosto, e apontou para porta, estava sem reação e chorava como nunca imaginou que pudesse chorar.
- O que você tem? – Não conseguia processar nenhuma informação naquele momento, estava extremamente preocupado vendo a garota cambalear se apoiando no balcão. –Venha eu te levo pro hospital.
- Sai daqui, . – O empurrou ao sentir ele a segurar pelo braço, e assim que se soltou do balcão, perdeu o equilíbrio e caiu em cima dele.
- Você precisa ir para o hospital, , não seja teimosa, eu posso te levar ao melhor hospital de Londres. Vamos!
- Eu não quero o seu dinheiro, não quero a sua ajuda, não quero NADA que venha de você. Você me enoja. Quando eu mais precisei da sua ajuda, você não estava presente, não vai ser agora que eu vou precisar. Agora me solta. –Se soltou dele e caminhou totalmente sem rumo até a cadeira, se sentou e encostou a cabeça nas mãos em seguida.
voltou a se aproximar, se agachou próximo a ela e segurou firmemente o rosto dela com as duas mãos.
já não tinha forças para nada, então não se moveu.
- Você não está bem, , não faça isso por mim, faça por você. Me deixa cuidar de você caramba!
- Me deixa sozinha , eu... eu... eu preciso ficar sozinha. – A garota chorava muito e não conseguia raciocinar direito, sua cabeça rodava e seu corpo inteiro doía.
- Eu não vou te deixar aqui nessas condições.
- Eu estou bem ok? E já disse que não preciso de você. Eu posso me virar sozinha. –Juntou todas as forças que lhe restava e empurrou as duas mãos do rapaz, se levantando em seguida.
a virou de frente para ele num movimento brusco e impensado, o que fez a visão de se embaçar por completo.
- Você VAI para o hospital, querendo ou não.
Ao sentir uma tontura ainda mais forte, se deu por vencida e se apoiou nos braços dele.
- ... Me ajuda. – Sussurrou ao perceber que definitivamente não tinha condições de se virar sozinha.
a pegou no colo com delicadeza e a levou lentamente até a sala. Sentou-se no sofá ainda com ela no colo e começou a massagear sua cabeça, percebia que a cada minuto a garota perdia mais a consciência.
- Eu vou ligar para o hospital.
- Não... ... Não liga. – Dizia em pequenos sussurros, respirando com dificuldade.
- Eu preciso ligar, .
- Não faz isso... Por favor... Por mim.
- Por que você é tão teimosa? – Ele perguntou ainda massageando sua testa, vendo piscar cada vez mais lentamente.
- Me leva pro meu quarto, por favor?
- Mas você precisa ir pro hospital , e...
- Ok, eu vou sozinha então. – Disse tentando sair de cima dele, mas ele segurou sua cintura e não permitiu que ela se levantasse, a pegou no colo novamente e caminhou até a escada com ela em seus braços. passou o caminho todo olhando o rosto da garota, percebeu o quanto estava pálida, e como seus olhos estavam inchados.
Assim que chegou em frente ao quarto dela, abriu a porta e a levou até a cama, fazendo com que ela se acomodasse na mesma.
- Me deixa sozinha. – disse secamente enquanto se encolhia na cama. a ignorou e sentou-se na beira da cama, passou a observar todo o corpo da garota, parou o olhar em seu joelho e viu a enorme cicatriz que estava ali, aproximou uma das mãos e passou levemente os dedos por cima da ferida.
- O que você está fazendo? Eu pedi para você sair daqui.
- O que aconteceu aqui ? – mantinha a mão na perna dela.
- Machuquei, não está vendo? – Disse irônica.
- Sério .
- Eu tive que operar o joelho por causa do acidente. Feliz? Foi praga sua , agora eu não vou... Não vou poder mais dançar. – disse e abaixou o olhar, as lágrimas que já caiam, começaram a cair ainda mais rápido.
- eu... Eu sinto muito. – passou uma das mãos no rosto dela, mas logo levou um empurrão. A garota virou o rosto para o outro lado, sentindo que não tinha mais forças para chorar.
- Sai daqui, .
- Eu não vou sair. Olha pra mim. – Ele se aproximou ainda mais e passava a ponta dos dedos na extensão do braço dela, que se arrepiava com seu toque delicado.
se virou e o encarou por alguns segundos, até ele passar uma das mãos no rosto dela, limpando algumas lágrimas.
- Eu não queria que isso estivesse acontecendo, . Eu daria TUDO para apagar tudo o que eu fiz. Me perdoa, por favor, eu imploro. Não sei o que fazer sem você ao meu lado, preciso saber que você me perdoa.
- Tem duas coisas que eu não consigo perdoar, , traição e injustiça, e você conseguiu fazer os dois em questão de minutos.
- Eu...
- Por favor, , você já me causou sofrimento demais, agora me deixa sozinha. –Disse com a voz trêmula e voltou a se virar de costas para ele. se aproximou e beijou a cabeça dela.
- Espero poder ter você de volta um dia. – Ele disse segurando o máximo do choro que podia, o que era em vão, pois lágrimas rolavam incontrolavelmente pela sua face, estava perdendo a pessoa que mais amou em toda a vida, e por negligência dele.
não respondeu nada, apenas fechou os olhos e esperou ele sair do quarto. Assim que ouviu ele fechar a porta, começou a chorar compulsivamente, soluçava e sentia sua respiração cada vez mais falha.
saiu do quarto dela e foi direto para o seu, bateu a porta com força e escorregou por ela até sentar-se no chão, apoiou a cabeça nas mãos. Permaneceu ali, parado, apenas deixando as lágrimas lavarem seu rosto. Foi pensando em tudo que o que havia acontecido naquele dia, foi então que relembrou de onde tudo havia começado.
- . – Disse com ódio nos olhos. Levantou-se e pegou um casaco qualquer no armário, saindo do quarto em seguida. Desceu as escadas o mais rápido que pode e correu até o carro. Não se importava se era madrugada, não se importava se batesse o carro, o que precisava era tirar essa historia a limpo de uma vez por todas.
Estacionou o carro de qualquer jeito em frente à casa de , que ficava a poucos quarteirões da dele e saiu andando apressado pela calçada. Tocava insistentemente a campainha, até a imagem de um sonolento abrir a porta. o empurrou até o encostar no sofá.
que antes mantinha os olhos praticamente cerrados, agora os tinha completamente arregalados, e não entendia nada.
- FALA SEU DESGRAÇADO.
- calma, você está bêbado? – perguntou ao ver os olhos vermelhos do amigo, enquanto tentava se esquivar dos braços dele.
- POR QUE VOCÊ FALOU PRA QUE EU ESTAVA COM A ? PRO CAMINHO FICAR LIVRE PRA VOCÊ? FALA! – estava fora de si e não tinha mais controle sobre seus atos.
- ME SOLTA, CARA! – o empurrou para trás, fazendo ele finalmente soltar seu pescoço. –Quem você pensa que é para vir até a minha casa e me questionar desse jeito?
- Fala logo, .
- FALAR O QUE, DUDE? – acabou perdendo a paciência.
- CONFESSA QUE CONTOU TUDO PARA A PARA FICAR COM O CAMINHO LIVRE COM A .
- Você tem uma noção do que você está falando?
- ELA ME DISSE QUE VOCÊ CONTOU PRA ELA.
- CARA, EU NUNCA... – parou para pensar, e de repente mudou a expressão do rosto.
- O que foi?
- Eu... Eu acho que eu realmente contei pra ela. – Disse com as mãos na cabeça.
- EU SABIA! SEU DESGRAÇADO. – voltou a se aproximar, mas o empurrou pelo peito.
- Calma , eu contei sim, mas foi por pressão dela. Eu estava muito bêbado. Eu nunca teria a intenção de separar vocês, eu sei o quanto ela é importante pra você. Me perdoa cara, eu não fiz por mal.
se afastou com uma das mãos na testa.
- Você sabe o que você fez? Você tem uma noção do que esse seu ‘deslize’ fez comigo?
- Fez você trair a na cara dela? Se você acha que está sofrendo com isso, por que não pára e pensa em como ELA está se sentindo com isso tudo.
- VOCÊ ACHA QUE EU NÃO PENSO? VOCÊ ACHA QUE EU ESTOU ASSIM POR MIM? AQUELA GAROTA ERA TUDO O QUE ME IMPORTAVA, E AGORA EU NÃO A TENHO MAIS POR CULPA SUA. – gritava e chorava apontando irritado para o garoto à sua frente.
- CULPA MINHA? OK, EU POSSO TER ERRADO, MAS NÃO VENHA JOGAR OS SEUS ERROS NAS MINHAS COSTAS. SE ISSO TUDO ESTÁ ACONTECENDO É PORQUE VOCÊ CAUSOU ISSO. AGORA ELA ESTÁ LÁ, SOFRENDO PORQUE VOCÊ É UM IDIOTA E DISSE AQUELAS BARBARIDADES PARA ELA. ELA DISSE QUE SUAS PALAVRAS A MAGOARAM TANTO, QUE A DOR DO ACIDENTE FOI ATÉ ANULADA PELA DOR DE OUVIR O QUE VOCÊ FALAVA.
- O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA? ELA NÃO QUER MAIS ME OUVIR, NÃO QUER MAIS OLHAR PRA MINHA CARA. EU... Eu não sei mais o que fazer. – sentou-se no chão e apoiou a cabeça nas mãos. respirou fundo e se aproximou dele.
- Olha , eu não estou de acordo com o que você fez, você foi um cretino, e isso nem você pode negar. Mas acho que o melhor a fazer é deixar ela sozinha por um tempo, não a faça sofrer mais, deixe ela viver a vida dela.
- VOCÊ QUER ELA PRA VOCÊ NÉ? TRAIDOR. – levantou-se rapidamente com aquele típico olhar de ódio.
- O QUE? EU ESTOU TENTANDO DE AJUDAR SEU IDIOTA.
- ME AJUDAR ROUBANDO A MINHA NAMORADA?
- ROUBAR SUA NAMORADA? VOCÊ AINDA NÃO SE DEU CONTA QUE VOCÊ FEZ O TODO O TRABALHO DE PERDÊ-LA SOZINHO?
- SOZINHO O CARALHO! VOCÊ CONTOU PARA A .
- OK , CONTINUA TENTANDO FINGIR PRA VOCÊ MESMO QUE A CULPA É MINHA, SE VOCÊ SE SENTE MELHOR ASSIM, FODA-SE. NÃO VOU PERDER MEU TEMPO TENTANDO TE CONVENCER DA BESTEIRA QUE VOCÊ FEZ. E PARA A SUA INFORMAÇÃO, MEU OBJETIVO NUNCA FOI ROUBAR ELA DE VOCÊ, MAS AGORA EU JÁ PENSO DIFERENTE.
- O QUE?
- ELA MERECE ALGUÉM QUE CUIDE DELA, E NÃO A FAÇA SOFRER COMO VOCÊ ESTÁ FAZENDO AGORA.
- EU VOU TE MATAR. – pulou no pescoço dele, e os dois caíram no chão, e começaram a se espancar.
descontava todo o ódio no rosto de , que tentava se esquivar, e também espancava o outro.
Se levantaram ainda grudados, e empurrou para longe, fazendo ele bater as costas na mesa de jantar. Os dois sangravam e se fitavam com olhares de ódio.
- Sai da minha casa. – apontou para a porta, estava meio curvado devido aos socos que levou no abdômen.
- Você vai me pagar por isso. – ameaçou e caminhou até a porta.
- É o que vamos ver. – disse caminhando até o banheiro para limpar a boca que agora estava coberta de sangue e ouviu a porta da frente se chocar contra o batente, fazendo um barulho ensurdecedor.
- Filho da puta! – Falava se olhando no espelho. – Não sabe dar valor às coisas importantes e valiosas que ele tem.
Enquanto isso , saiu cambaleando pelo jardim da casa e entrou em seu carro. Fechou a porta e encostou a cabeça no volante.
Sentiu uma gota de sangue descer por sua testa, e ao passar a mão no local sentiu uma dor muito forte. Ligou o carro e dirigiu lentamente pelas ruas, sem olhar os faróis ou coisas do gênero, por sorte já passava das 4h da manhã, e nenhuma alma viva vagava pelas ruas de Londres.
Parou o carro em frente a sua casa e assim que desceu dele, parou os olhos na janela do quarto de , a luz estava apagada.
- Ela já deve estar dormindo. – Pensou alto e caminhou até a entrada.
Assim que adentrou em casa notou que a TV estava ligada, olhou para o sofá e viu dormindo. Sorriu internamente ao vê-la daquela forma. Aproximou-se e acabou tropeçando em uma das almofadas que estavam no caminho, fazendo um barulho ligeiramente alto, que fez com que acordasse.
- Hmm. – A garota sussurrou abrindo os olhos lentamente, estava entre o sono e a lucidez.
- D-Desculpa eu não queria te acordar. – disse envergonhado, e ao ouvir a voz dele, acordou num instante, sentiu seu coração acelerar e abriu os olhos fortemente, vendo o contorno do corpo dele que era desenhado pela claridade da TV, que era a única coisa que iluminava o ambiente. Levantou-se rapidamente do sofá e tentou caminhar até a escada, mas foi impedida pelas mãos de que a seguraram pelo cotovelo.
- Espera.
- O que você quer? – perguntou ainda de costas. não sabia ao certo o que queria, apenas a puxou um pouco mais forte fazendo ela se virar de frente para ele. A garota conseguiu ver o rosto dele, que estava todo machucado.
- O-O que aconteceu? – A garota passou uma das mãos no rosto dele, que fechou os olhos e segurou a mão dela.
não queria se preocupar com ele, mas era inevitável.
- Você pode me ajudar? – perguntou apontando para os machucados.
- Acho que não é uma boa idéia. – Tirou rapidamente sua mão da dele. – Tem um kit de primeiros socorros na cozinha, e...
-Por favor, eu não vou conseguir fazer isso sozinho, e está doendo muito. – Mentiu, conseguiria sim se virar sozinho, e os machucados não eram nada graves.
- , eu...
- Por favor. – Fez aquela cara, que não conseguia dizer não.
- Está bem. – Se deu por vencida e caminhou até a cozinha com o rapaz em seu encalço. – Senta aí que eu vou pegar o kit no armário.
sorria por dentro, saber que ela ainda se importava com ele lhe deu uma pontinha de esperança de que tudo voltaria ao normal. se contorcia para alcançar a maletinha na prateleira de cima, mas seu joelho não permitia que ela fizesse movimentos muito prolongados. , notando que a garota se esforçava de mais para alcançar a maleta, sorriu e se levantou, parou atrás dela, e ao sentir o calor do corpo dele perto do seu sentiu sua coluna se arrepiar em um segundo.
apoiou uma das mão no balcão em frente à garota, e esticou a outra para pegar a pequena maleta deixando a garota entre seus braços, assim que a alcançou a entregou para , que se mantinha de costas, tirou a mão que estava no balcão e a apoiou na cintura da garota, que perdeu o controle sobre seus membros e deixou a maleta cair no chão. Num reflexo se virou de frente para ele, e tentou agachar para pegar a maleta, mas a segurou pelos braços, impedindo qualquer movimento que ela tentasse fazer.
sentiu sua respiração parar ao ver se aproximar cada vez mais, não sabia que reação tomar, seu coração falava para continuar, mas sua mente a obrigava a empurrá-lo para longe.
não parava de se aproximar, o desejo que sentia ao vê-la tão perto era inumeravelmente mais forte do que o medo dela o afastar.
se manteve parada, apenas observando o rosto dele se aproximar lentamente, quando sentiu o calor do lábios dele em contato com os seus, virou o rosto para a direita.
não se movimentou, ficou com o rosto parado, sentindo o aroma dos cabelos dela, que respirava aceleradamente e sentia suas mãos suarem cada vez mais com a proximidade do garoto. Ao perceber que não se movimentava, deu um passo à frente, colando de vez seus corpos, passou uma mão de cada lado da cintura dela e a pressionou contra o balcão, e ainda com o rosto próximo ao ouvido dela, sussurrou.
- Volta pra mim, pequena. – Assim que terminou a frase, sentiu seu corpo amolecer, ouvir ele a chamar daquela forma causava efeitos completamente estranhos em todo o corpo da garota e fazer com que ela perdesse total controle sobre seus atos, estava a ponto de segurar o rosto dele e selar seus lábios, quando se lembrou de todo o acontecido da tarde daquele dia. O empurrou com força para trás. Quando foi se movimentar para sair dali, voltou a grudar seu corpo ao dela, impedindo que a garota conseguisse prosseguir.
- Não foge de mim, por favor.
- Me solta .
- Olha pra mim. Me perdoa, , eu não vou conseguir viver sem você ao meu lado, será que você não entende?
- Olha, eu já pedi com educação, não me faça perder o pouco de paciência que me resta com você. – Impulsionou seu corpo para frente, na intenção de afastá-lo, mas o que conseguiu foi apenas se aproximar ainda mais dele, que rapidamente passou seus dois braços em volta do corpo dela, a abraçando pela cintura e a olhando nos olhos.
- Eu faço o que você quiser, pequena.
- EU JÁ DISSE PRA VOCÊ NÃO ME CHAMAR ASSIM. QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA BRINCAR COM OS MEUS SENTIMENTOS DESSE JEITO? EU NÃO SOU UMA BONECA , VOCÊ PERCEBE ISSO? EU SOFRO, EU CHORO, EU ME MACHUCO, SOU UM SER HUMANO, COISA QUE PARA MIM ESTÁ OBVIO QUE VOCÊ NÃO É. AGORA ME SOLTA, QUE EU TENHO COISAS MAIS IMPORTANTES PRA FAZER DO QUE ME PREOCUPAR COM VOCÊ.
- Então você admite?
- Ahn? Admito o que, ?
- Admite que você ainda se preocupa comigo. – não deixava ela passar.
- Eu... Eu... Sai logo daqui vai . – O empurrou e passou ao seu lado, mas logo foi segurada pelo braço.
- Se não se preocupa, bate na minha cara, bem aqui. – Apontou para o ferimento em sua testa.
- Eu não preciso provar nada pra você. – Deu um passo direção à sala, mas correu e parou em sua frente.
- Anda, , me bate.
- Você está me irritando, .
-Anda, tá com medo de que? BATE! – gritou e aproximou o rosto dela, que levantou a mão na altura do rosto dele. Manteve a mão estática, tremia e o encarava com um olhar de ódio. Percebeu que não conseguiria fazer aquilo, abaixou o braço e a cabeça, sentiu uma lágrima escorrer pelo seu rosto.
- Você percebe? Você não consegue me bater, , você ainda me ama.
- OK, EU TE AMO! ESTÁ FELIZ? EU ME AMALDIÇOO MAIS A CADA MINUTO POR ISSO. EU NÃO CONSIGO TIRAR ESSE SENTIMENTO DAQUI. – Apontou para o peito. – Mas eu vou conseguir, escreva isso, , eu vou conseguir.
- Não , você não vai. E sabe por quê? – Ele disse se aproximando dela, que não respondeu e manteve os olhos fixos aos dele. – Porque EU não vou deixar.
- Cala a boca.
- Não ! Você é minha, e nem o vai conseguir te tirar de mim.
- O ? O que o tem a ver com isso?
- Foi ele, , foi ele que contou pra que nós estávamos juntos. A culpa disso tudo é dele.
- Ele... – parou para pensar um pouco. – Quer saber, dane-se se foi ele ou se foi o papa, o que me machucou foi ouvir o que VOCÊ falou, então não o culpe pelas suas idiotices.
- Eu sei que eu errei, e eu já cansei de te dizer isso.
- Então poupe o seu cansaço, e me solta.
- Não! Eu te amo, , você é a pessoa que mais importa pra mim. Eu sei que te fiz sofrer, e te peço mil perdões por isso, mas as pessoas erram e eu errei ao dizer aquelas coisas pra você. O que eu preciso agora é do seu perdão, preciso ter você comigo .
- Se eu visse um pouco de verdade nisso que você esta falando eu até cogitaria a idéia de te perdoar, mas eu não consigo, não consigo mais olhar pra você e não ouvir aquelas palavras que me machucaram tanto. Eu não consigo... não consigo mais confiar em você.
- Não fala isso, por favor. – a segurou mais forte pela cintura. – O que eu posso fazer pra te ver sorrir de novo?
- Me deixa em paz, , sai da minha vida, tira esse sofrimento de dentro de mim, por favor. – disse e abaixou a cabeça, já estava aos prantos e agora não se importava mais em esconder isso.
- É-É... É isso que você realmente quer? – sentia seu estomago gelar, sua cabeça rodar e seus olhos se encheram de lágrimas em questão segundos. Ficou esperando a resposta da garota que estava em seus braços, mas ela parecia não querer responder. –Me diz pequena, responde sim ou não.
- S-Sim. – disse isso e tampou o rosto com as mãos. fechou os olhos e aliviou um pouco a pressão que fazia nos quadris da garota. Ouviu a garota soluçar e a envolveu em seus braços num abraço apertado.
não recuou.
Ficaram assim por um tempo, mesmo o ‘odiando’ naquele momento,
sabia que não ter ele ao seu lado causaria um sofrimento inigualável, lembrava dos momentos felizes com ele, mas logo lembrou de tudo o que ele havia dito, o empurrou levemente para trás e o olhou nos olhos.
- Adeus, . – Disse baixo e lentamente enquanto se afastava.
- Espera. – a segurou pela mão. – Me dá um último beijo.
- , eu...
- Não me nega isso, , por favor, o último. – disse se aproximando, e ao ver que não recuaria, passou um dos braços em volta da cintura dela, a trazendo para mais perto, e com a outra mão acariciou o rosto dela. fechou os olhos ao sentir o toque dele, mas logo os abriu. Viu o rosto molhado dele se aproximar lentamente.
sentia seu coração palpitar ao ver a garota tão perto pela última vez, precisava gravar aquele momento, precisava que aquele beijo durasse para sempre. Quando já sentia a energia do rosto de em contato com o seu, roçou seus lábios no dela, sabia que apesar de tudo, ela também desejava aquilo. Decidiu que faria daquele beijo inesquecível para ela. Mordiscou o lábio inferior da garota, que gemeu baixo com tal ato, se arrepiou ao sentir se movimentar e o puxar pela cintura com as duas mãos, o toque dela era delicado e agressivo ao mesmo tempo. A puxou delicadamente pela nuca e finalmente fez com que suas línguas se encontrassem. Os dois tentavam manter o beijo calmo e sereno, exploravam a boca um do outro sem pressa.
passava levemente os dentes em volta da língua dela, que se arrepiava e o puxava para mais perto a cada segundo.
foi a empurrando levemente para trás, sem afastar usas bocas, até encostar as costas na parede. Nesse estado já era difícil manter a velocidade que o beijo havia começado, já estavam ofegantes, mas não tinha intenção nenhuma de parar.
aprofundava cada vez mais o beijo, e junto com isso deslizava suas mãos pelo quadril dela, e aos poucos subia até suas costas, e se arrepiava ao senti-la arranhar suas costas com suas unhas. Aproximou ainda mais seu corpo do dela num impulso, fazendo a garota gemer abafado, ele sabia exatamente o que fazer e como fazer, mordeu levemente forte o lábio dela, que agora já não lembrava mais de nada, apenas de como amava o beijo dele.
passou a mão direita pelos cabelos dela e foi descendo lentamente até a barra da blusa dela, parou os dedos por ali, e calmamente foi subindo a blusa dela.
- Chega, . – o afastou recuperando o fôlego com a boca vermelha e inchada.
- Não! – voltou a selar seus lábios, sem dar tempo da garota pensar em se afastar ou responder. Fez com que ela se afastasse da parede e caminhou com seus lábios colados até o sofá da sala, só se deu conta de que estavam ali quando caiu sentada no sofá.
- , chega. Eu vou subir. – disse sentada, olhando para o rapaz parado em pé em sua frente.
- Não , você vai ser minha, pela última vez. – terminou a frase e tirou a camisa.
-P ára , eu não... – disse se levantando, mas a pegou pela cintura.
- SHHH! Não estraga isso agora. – não deixou a garota responder, selou seus lábios e se debruçou sobre ela, fazendo os dois sentarem lentamente no sofá.
sabia que o que estava fazendo era errado, mas negar algo assim para ele era praticamente impossível.
deslizava seus dedos pela barriga dela, por baixo da blusa, fazendo com que sua respiração se descompassasse cada vez mais.
Lentamente foi subindo a blusa dela, até que finalmente estivesse caída no chão, não pôde deixar de sorrir ao parar os olhos no corpo da garota, como adorava admirar cada detalhe dela, mordeu o lábio inferior e fez com que a garota se deitasse no sofá, soltou seu corpo sobre o dela e ouviu a respiração dela falhar. Voltaram a se beijar de uma forma mais selvagem, os dois desejavam aquilo, e sabendo que seria a ultima vez, teriam que aproveitar o momento, e faria de tudo para aproveitar o máximo que pudesse, segurou uma das mãos de acima de sua cabeça, e a outra foi descendo lentamente pela lateral do corpo dela, vendo a garota se contorcer com seu toque, parou a mão por trás de seu joelho, a fazendo dobrar a perna.
gemia abafado ao sentir variar a pressão que fazia entre seus corpos. Os dois não descolavam seus lábios, apenas massageavam seus corpos, e com o passar do tempo, começaram a suar. foi descendo o rosto pelo abdômen dela, distribuindo beijos por todo o percurso até chegar no elástico do short dela. perdeu a respiração e mordeu o lábio inferior ao senti-lo passar os dedos lentamente pela borda do shorts, foi descendo calmamente, até a peça fazer companhia à blusa dos dois.
voltou seu olhar para o rosto dela, e sorriu ao vê-la daquela forma. Apoiou uma mão de cada lado do corpo dela e a olhou nos olhos.
- Eu te amo. – Disse sorrindo levemente, desviou o olhar encarando o chão. –Fala que me ama.
- Cala a boca, . – disse e o puxou pela nuca, selando seus lábios novamente.
não resistiu e a pressionou contra seu corpo. As mãos dele passeavam por toda a extensão do corpo dela, que gemia abafado devido ao beijo. Foi descendo uma das mãos e pressionou o joelho machucado dela.
- AI!
- O que foi, pequena? – se afastou preocupado.
- Meu joelho. – manteve a cara de dor, e agora segurava o lugar atingido.
ajoelhou-se sobre ela e repousou sua mão sobre a dela. A garota o olhou assustada, ao sentir ele puxar sua mão para cima e aproximar o rosto do machucado.
O rapaz deu leves beijos no local, o que funcionou como uma espécie de anestésico, sentia pequenos choques incontroláveis dominarem seu corpo, fechou os olhos e se sentou.
voltou a posição normal e quase colou seus rostos quando o fez.
- , acho melhor a gente não fazer isso. – desviou o rosto.
- Por que, ? – disse decepcionado.
- Eu... Eu não posso fazer isso . – Disse saindo de baixo do rapaz e se sentando no sofá enquanto encarava os pés.
- Hey, olha pra mim. O que aconteceu? – a puxou pelo queixo fazendo seus olhares se cruzarem.
- Eu... Me deixa ir dormir ok? – Ficou de pé, mas parou em sua frente a segurando pela cintura.
- Fica comigo, . Eu te amo. – Se aproximou e segurou o rosto dela, tentando selar seus lábios, mas ela desviou.
- Não mente pra mim ok? Eu sei que nós estávamos a ponto de... de... você sabe. Mas foi por desejo, não me venha falar em amor, porque eu já não sei mais o que é isso.
- O que você está falando, ? EU TE AMO. O que eu tenho que fazer pra você acreditar em mim?
- Nada . Nada que você disser vai me fazer acreditar em você. Uma pessoa que ama não diria aquelas coisas, não da forma como você falou.
- É difícil entender que eu estava cego de raiva?
- Na verdade? Sim é difícil entender, primeiramente é difícil entender como você pode ser tão ESTÚPIDO em ter acreditado no planinho daqueles dois.
- E você não teria acreditado?
- Com certeza não, . Eu tentaria pelo menos me aproximar, e te perguntaria o porquê de estar fazendo aquilo, mas você prefere usar os seus métodos certo? Prefere jogar na minha cara aquelas coisas horríveis. Não sei quem é mais idiota, eles por terem armado isso, ou você por ter acreditado. E sabe, eu não sei por que eu ainda perco meu tempo aqui falando com você. Passar bem . –Se virou e foi caminhando até a escada com suas roupas nas mãos.
apenas a seguia com os olhos.
- ESPERA! – Gritou fazendo a garota se assustar e desviar seu olhar para ele.
correu até ela e a segurou pela cintura. – É assim que você vai terminar tudo?
- Você não vai conseguir fazer eu me sentir culpada por isso , a culpa disso tudo é SUA, somente SUA.
- Eu não quero te culpar de nada, eu sei que a culpa foi minha. A única coisa que eu quero é você pequena, por favor, me perdoa. – sentia seus olhos se enxerem de lágrimas. Passou a mão delicadamente no rosto da garota.
- Não faz isso, , por favor. Eu... Eu não consigo te perdoar.
- O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA ?
- Quero que você me deixe em paz. – Olhou para o chão sentindo uma lágrima descer pelo seu rosto. se afastou lentamente dela, e aos poucos foi subindo a escada, deixando o rapaz ali sozinho.
Assim que ouviu a garota bater a porta do quarto, se sentou na escada e apoiou a cabeça nas mãos. Passou a madrugada toda sentado naquela escada, seus pensamentos estavam à mil, não sabia o que fazer, não sabia como agir, muito menos no que pensar. Toda a história com passava pela sua mente, desde o momento da primeira briga, até essa última. Muitas coisas aconteceram entre os dois em tão pouco tempo. se sentia um estúpido por ter perdido a pessoa que mais amou na vida. Se não fosse por esse seu deslize, sabia que a história dos dois ainda teria muitos capítulos. Mas infelizmente, tudo acabou ali.

*Capítulo 30*

acordou logo pela manhã e assim que saiu de seu quarto, se deparou com sentado meio torto na escada.
- Filho? O que você está fazendo aqui? – Disse preocupada repousando sua mão no ombro dele.
- Ah mãe, não enche. – respondeu secamente enquanto se levantava.
- Hey hey. Não foi essa a educação que eu te dei. – o segurou pelo braço.
respirou fundo e a olhou nos olhos.
- Ok, me desculpe, mãe. Eu passei a noite em claro e não estou me sentindo muito bem.
- Você está doente, meu filho? – Se aproximou colocando a mão na testa dele. Devido a escuridão daquelas escadas, não havia notado os machucados pelo corpo do rapaz.
afastou o rosto assim que sentiu a mão da mãe em contato com o ferimento da testa.
- Não! Estou bem.
- Você está com febre, . Vá para o seu quarto que eu vou preparar um chá para você.
-Não mãe, eu...
- Não discuta comigo. Troque de roupas e se deite.
bufou, mas obedeceu. Dirigiu-se até o banheiro de seu quarto e assim que acendeu a luz notou como estava acabado. Os ferimentos estavam secos por toda a extensão de seu rosto, sem contar nos olhos inchados e vermelhos devido ao choro da noite passada. Agradeceu mentalmente por não ter notado nada. Decidiu tomar um banho para ver se melhorava a aparência. Tirou suas roupas e entrou no box.
- PUTA QUE PARIU! – Gritou quando a água quente entrou em contato com os machucados.
acordou assustada assim que ouviu o grito do rapaz. Sentiu uma pontada forte na cabeça e repousou uma das mãos no local.
- Preciso de um remédio. – Falou para si mesma, e antes de descer passou no banheiro para lavar o rosto. Assim que se olhou no espelho se assustou, nunca pensou que pudesse ficar com olheiras tão profundas. Nem se preocupou em se maquiar, desceu com dificuldade e mancando, encontrou na cozinha.
- , minha querida, o que você está fazendo aqui? Você está se sentindo bem? Precisa de alguma coisa? – a bombardeou com suas perguntas fazendo a garota sorrir.
- Estou bem sim, Tia, só preciso do meu remédio para dor de cabeça.
- Não senhora, o médico disse que você precisa tomar este daqui. – levantou um frasco de uma espécie de xarope e o entregou para .
Como de costume, abriu o frasco e cheirou.
- AHH QUE CHEIRO HORRÍVEL. – Tossiu assim que inalou aquele cheiro.
- Eu sei que é ruim, , mas é para o seu bem.
- Infelizmente você tem razão. – teve que concordar e pegou uma colher para despejar o remédio. Respirou fundo e em seguida tampou a respiração e engoliu aquele líquido de uma só vez. – HMMM! Delícia. – Falou irônica com a maior cara de nojo, fazendo rir.
- Mas me diga querida, você está melhor?
- Estou sim, . – Tentou sorrir, mas não obteve sucesso.
- Tem certeza? Você está tão pálida e tristinha.
- Tenho sim, pode ficar tranqüila. – sorriu fracamente.
- Bem, eu vou levar este chá para o , ele está com febre e passou a noite na escada. Você sabe se aconteceu alguma coisa? – perguntou e engoliu seco.
- N-Não sei de nada .
- Deve ter brigado com a namorada. – sorriu. – Já volto minha querida.
- Ok. – disse simplesmente e se sentou na bancada apoiando sua cabeça nas mãos. Não conseguia evitar, sua preocupação com o rapaz era muito grande.
- Como você é estúpida, . –Se recriminava sentindo que logo voltaria a chorar.
subiu as escadas e bateu na porta do quarto do filho.
- Entra. – disse secamente, estava deitado na cama com um gorro na cabeça, na intenção de esconder os ferimentos de quem quer que entrasse no quarto.
- Acenda essa luz meu filho. – disse ao entrar no quarto e perceber que estava um breu.
- NÃO! Deixa assim mãe.
- Mas você consegue enxergar alguma coisa?
- Consigo. Deixa assim, estou com dor de cabeça, e a luz só vai piorar.
- Eu vou cair até chegar na sua cama meu filho. – disse andando cautelosamente pelo quarto, em direção à cama dele. acendeu o abajur ao lado de sua cama, o que fez andar com mais facilidade e lhe entregar o chá. Sentou-se na beira da cama do filho e o encarou, apenas conseguia ver o contorno de seu rosto, mas como mãe, sabia que ele estava mal.
- O que aconteceu, ?
- Nada mãe.
- Meu filho, ninguém passa uma noite sentado em uma escada e fica com febre por nada. – terminou de falar e viu o filho respirar profundamente. Ele estava a ponto de chorar, não conseguiria pronunciar mais do que duas palavras. – Ok, eu não vou mais perguntar. Mas saiba que estou aqui para você. E acredite, o que quer que seja que está te machucando, vai se resolver.
- Eu queria acreditar mãe, mas acho impossível.
sem dizer nada apenas se levantou e deu um beijo na testa dele. Saiu do quarto em seguida o deixando lá.
colocou a xícara em cima do criado mudo e deitou a cabeça no travesseiro sentindo uma lágrima rolar por seus olhos. Ficou encarando o teto enquanto pensava em como se sentia vazio sem ela.
ainda estava sentada na bancada quando retornou para a cozinha.
- Você quer um chá também, ?
- Não tia, obrigada. Estou sem fome. – Sorriu fracamente voltando sua atenção para os pés.
- ESTOU ATRASADA, ESTOU ATRASADA. – chegou na cozinha colocando a blusa e derrubando os cadernos no chão.
- Eu te acordei filha, mas você sempre enrola para levantar.
- Eu sei, eu sei. Mas agora preciso ir e passar na casa do Garret. Amo vocês. – Passou dando um beijo em cada uma, pegou um dos coockies e saiu correndo pela porta da frente. não pôde deixar de rir ao ver a amiga cair na calçada.
- Essa menina não tem jeito mesmo. – disse rindo.
- Definitivamente, não.
- Eu vou levar esse remédio para o , já vol... – foi interrompida pelo telefone que começou a tocar. – , você pode levar para ele? Deve ser da loja que eu encomendei uns produtos, eles ficaram de ligar nesse horário.
- Mas... ... – respirou fundo ao ver sair da cozinha e ir para a sala.
caminhou lentamente até o andar de cima e ficou alguns segundos encarando aquela porta preta. Respirou fundo novamente e bateu na porta.
- Entra. – Ao ouvir aquela voz, sentiu seu corpo se arrepiar.
“Você só vai entregar um remédio ”. – Pensou e abriu a porta. estava deitado na cama com um travesseiro no rosto.
- O que foi agora, mãe?
- Não sou sua mãe. – respondeu e viu o rapaz sentar num pulo na cama atirando o travesseiro para longe.
- ? O que você está fazendo aqui? Achei que você estivesse brava comigo e... – falava rápido, mas foi cortado por ela.
- Sua mãe pediu para te dar isso. – Caminhou até a cama e esticou o braço com o remédio nas mãos.
se aproximou e segurou firmemente a mão dela, que tentou se soltar, mas foi em vão.
- Me solta, . – Pediu puxando a mão e encarando os pés.
- Olha pra mim. – desceu da cama e ficou em pé em frente a ela. Quando ela tentou se afastar ele a puxou pela cintura, fazendo seus corpos se colidirem, mantinha-se calada e com a respiração falha devido à proximidade dos dois.
- Não foge de mim. Por favor. – disse baixinho, com o queixo encostado na testa dela, fechou os olhos para aproveitar aquele momento, senti-la tão perto era sua melhor terapia. Ficaram parados sentindo o calor um do outro. mantinha uma das mãos repousada na cintura, enquanto a outra segurava o pulso da garota, estava com a cabeça abaixada e com uma das mãos espalmada no peito dele.
- Você está bem? – deixou a preocupação falar mais alto que o orgulho.
vibrou por dentro ao ver que ela se importava com seu bem estar.
- Agora eu estou. – acariciou delicadamente a cintura dela, e notou que a garota se arrepiou com seu ato.
- É sério, , a sua mãe me disse que você está com febre. – disse tirando a mão do peito dele e a levando até a testa do rapaz. – você está fervendo.
- Não, não estou.
- Pára de ser teimoso, . Deita nessa cama, eu vou pegar um remédio pra você. – o empurrou e ele se sentou na cama, mas logo segurou a mão dela, impedindo que ela saísse do quarto.
- Será que você não percebe que o único remédio que eu preciso é você. – disse segurando fortemente a mão dela. – Fica aqui comigo, eu prometo que não vou fazer nada que você não queira.
-, isso não é...
- Por favor. Só até eu melhorar. – fez aquele famoso olhar de súplica, e não conseguiu negar, mesmo seu corpo implorando para ela sair dali, sabia que se magoaria no final, mas também sabia que precisava ajudá-lo.
Se deu por vencida e sentou na beirada da cama, afastada dele.
- Não precisa ter medo de mim, eu prometo. – levantou os braços.
- Não é de você que eu tenho medo. – disse e sentou-se do lado dele, encostando as costas no encosto da cama.
- O que você quis dizer com isso?
- Nada, .
- Por que você só me chama assim?
- Porque é seu nome oras. – respondeu como se fosse óbvio.
- , não me trata desse jeito. Só por hoje, finge que nada aconteceu ok? Eu não consigo ouvir você me tratando com essa indiferença, dói demais.
- , não fala em dor ok? Eu não quero relembrar os acontecimentos de ontem.
- Ok ok, me perdoa. – disse e a segurou pelo queixo. Até o momento mantinha os olhos fixos na janela, mas agora foi obrigada a encará-lo. - Me perdoa.
- Tudo bem, , eu...
- AHAA, ME CHAMOU DE . – disse divertido, fazendo a garota rir com ele.
- Idiota. – Deu um leve tapa no braço dele ainda sorrindo.
- Você fica tão linda sorrindo . – segurou o braço e o rosto dela, passando delicadamente o polegar na maçã de seu rosto.
se deixou levar por um momento, mas logo virou o rosto.
- Pára, .
- Ok desculpe. – disse enquanto levantava os braços e se deitava na cama. Apoiou a cabeça nas pernas da garota.
repousou uma das mãos na testa dele, que fechou os olhos com seu toque.
- Você ainda está com febre, . Onde está o remédio que eu trouxe? – perguntou e apontou para a cabeceira do outro lado da cama. se debruçou sobre ele e alcançou o remédio. – Toma isso, .
sem falar nada, pegou o remédio das mãos dela e o engoliu com a ajuda do chá que sua mãe lhe trouxe.
- Esse chá que minha mãe faz é horrível. – se queixou com cara de nojo.
- Você reclama demais, . – respondeu com um pequeno sorriso nos lábios.
voltou a se sentar na cama, mas dessa vez sentou-se de frente para ela e segurou as duas mãos da garota.
- Posso te fazer uma pergunta?
- Na verdade você acabou de fazer.
- Sério, , posso?
- Poder você pode, só não garanto que eu vá responder.
- Ok, eu vou arriscar. – respirou fundo e a olhou nos olhos. – Você acha que vai ser capaz de me perdoar pela besteira que eu fiz?
- Eu não vou responder isso, . – respondeu desviando o olhar.
- Por que ? Por favor, me responde. Eu vou entender se você não me perdoar, eu só preciso tirar essa dúvida de dentro de mim. É isso não é? Você nunca vai me perdoar, certo?
- Não, não é isso. Eu não respondo porque nem eu mesma tenho essa resposta . É muito complicado pra mim. – abaixou a cabeça, e a abraçou.
- Eu faria de TUDO para apagar o dia de ontem. – Ele massageava a nuca da garota, e pôde sentir seu ombro se umedecer com as lágrimas dela. – Não chora, , por favor, isso me mata.
- Não me pede isso. – disse já soluçando, o apertou mais forte contra seu corpo, e começou a sentir seus olhos se enxerem também.
- Desculpa, eu não deveria ter tocado no assunto. Vamos pensar em outra coisa ok? – disse alisando os cabelos dela e sentiu ela concordar com a cabeça. – E como foi seu café da manhã?
- PFF. – começou a rir ao ouvir o assunto que tentou iniciar.
- O que foi? – Afastou o rosto a olhando com um sorriso nos lábios.
- Que papo de elevador, .
- Foi pra te fazer sorrir. – sorriu ao encarar aqueles olhos que tanto o hipnotizavam enquanto passava a ponta dos dedos no rosto dela, que fechou os olhos ao sentir o toque dele em contato com sua pele.
perdeu o controle sobre seus impulsos ao ver os lábios da garota se contorcerem pela proximidade, não conseguiu evitar, aproximou seu rosto lentamente do dela, e ao perceber que não recuaria, roçou seus lábios nos dela, bem lentamente. , que já mantinha os olhos fechados, apenas sentiu a respiração quente do rapaz bater em seu rosto e os lábios dele fazendo uma leve pressão sobre os seus, notou que ele realmente não faria nada que ela não permitisse, então decidiu deixar seus instintos falarem mais alto, impulsionou seu rosto para frente e mordiscou o lábio inferior de que gemeu abafado e se arrepiou completamente, segurou o lábio dela entre seus dentes e sorriu fracamente.
- Por que você me provoca assim, ? Você sabe que eu não resisto. – Disse ainda sentindo o sabor da boca dela dentro da sua. Foi soltando levemente a pressão que fazia no lábio dela, e passou a língua em todo o contorno a boca da garota, e ao ouvi-la gemer baixinho, abriu os olhos para olhar a expressão dela. mantinha os olhos fechados, mas as feições de seus olhos eram de prazer, sorriu internamente ao perceber que ainda causava tal efeito sobre ela. Desceu uma das mãos para a coxa da garota e posicionou a outra em sua nuca, trazendo os lábios dela para mais perto, impulsionou bruscamente seu rosto para frente fazendo abrir a boca e suas línguas finalmente se encontrarem.
se sentia culpada em estar fazendo aquilo, mas ter essa tentação chamada tão perto era tortura demais, deixou-se levar pelo momento e retribuiu o beijo.
se debruçou sobre ela, fazendo a garota se deitar na cama. A beijava delicadamente, tentando fazer daquele momento eterno, não queria se precipitar e fazer algo por estar com ‘a cabeça quente’, então mantinha suas mãos na cintura e na nuca dela, massageando os locais e vendo a garota se contorcer de prazer quando mordia seus lábios e modificava a velocidade do beijo, sentia pedir mais intensidade, mas queria fazê-la implorar e perceber o quanto ele era essencial para ela. Sentiu a garota descer as mãos até suas costas e se arrepiou ao sentir o toque gelado dela.
era muito boa em provocações, arranhava as costas do rapaz que se contorcia sobre ela fazendo a pressão entre seus corpos aumentar, podendo assim sentir as curvas definidas do corpo da garota mais detalhadamente. decidiu se render e entrar no jogo dela, desceu uma das mãos pela lateral do corpo de pressionando forte a ponta de seus dedos em cada milímetro de sua pele, quando chegou suas pernas, sorriu malicioso e começou a esfregar sutilmente a ponta dos dedos no local, sentiu-a desgrudar seus lábios e gemer inclinando a cabeça para trás, abriu os olhos e apenas observou a reação dela mordendo o lábio inferior.
- Ai por que você me tortura desse jeito? – perguntou voltando a cabeça para a direção da de e o olhou profundamente nos olhos.
- Porque eu te amo, .
massageou o rosto dela, que ficou sem reação. Decidiu selar seus lábios antes que ele pedisse um resposta, mas foi inevitável, se apoiou em seus braços e a encarou desgrudando seus lábios.
- Fala que me ama pequena, por favor. – disse inseguro, com medo da resposta que poderia receber, sentiu seu corpo estremecer, e a garota pôde notar uma certa tristeza transparecendo por seus olhos.
- ... Eu...
‘Toc Toc Toc’ – Não teve tempo de terminar o raciocínio, ouviram alguém bater na porta e o empurrou, se jogando ao lado da cama logo em seguida.
- ? – Pôde perceber que era .
- E-Entra mãe. – Respondeu tentando se recompor enquanto sentava na cama.
- Como você está, meu filho? – disse caminhado até a cama. suava frio, com medo dela ver .
- Estou ótimo, mãe.
- Mas você está tremendo. Está nervoso querido?
- N-Não mãe, eu estou b-bem. – tentava olhar para e ao mesmo tempo, mas não obteve muito sucesso.
- Ah, eu entendi. Você está num daqueles ‘momentos de homenzinho’, desculpe por te atrapalhar meu querido, mais tarde eu volto. – disse rindo da situação.
- NÃO MÃE NÃO É ISSO.
- Eu te entendo meu filho. –Sorriu e saiu do quarto.
- você está bem? – se virou para a garota que estava gargalhando no chão.
- Momentos de homenzinho! Só a para me fazer rir numa hora dessas.
- Não teve graça. – disse emburrado. – Mas venha, senta aqui. – Estendeu a mão para ela.
- Acho que não consigo, .
- Como assim? O que aconteceu? – respondeu preocupado e se agachou perto da garota.
-Meu joelho. Eu bati ele no chão quando desci da cama. –Disse massageando o local.
- Desceu? Você voou da cama . – disse rindo, mas logo voltou a expressão séria ao olhar para . A pegou no colo e a colocou em cima da cama.
- Acende essa luz, .
- Espera, deixa eu ver como está.
- Você não vai conseguir ver nesse breu. – respondeu e viu sair da cama e correr até o interruptor.
Os dois sentiram seus olhos arderem assim que ele acendeu a luz, mas voltou rapidamente até a cama.
- Deixa eu ver agora. – Disse retirando a mão da garota de cima da gaze que cobria o ferimento. – Acho que está sangrando .
- O QUE? – se assustou e puxou a perna para mais perto, e assim que o fez, dobrou o joelho e voltou a sentir uma dor extremamente forte. – AIII!
- Eu vou te levar pro hospital. – disse tentando se levantar da cama, mas a garota o segurou.
- Não, , eu não quero voltar praquele hospital.
- Mas...
- , por favor. – o olhou profundamente nos olhos.
- Ai , por que você tem que ser tão teimosa? – disse passando a mão direita no rosto dela, vendo a garota corar e sorri de lado. – Está doendo muito?
- Um pouco. – Respondeu com a maior cara de dor.
- Sei. – Disse ironicamente. – Deita aqui, .
- Mas eu não consigo mexer a perna direito, amor. – deixou escapar o apelido carinhoso, e ficou paralisado.
- Do que você me chamou? – Disse com um sorriso bobo nos lábios.
- D-De oras, do que mais de chamaria?
- Não mente, , eu ouvi muito bem o que você falou.
- E-Eu... Foi um erro ok? Agora me ajuda aqui.
- Erro? Fala a verdade, seu sentimento por mim ainda não mudou. – se aproximou dela, mas virou o rosto.
- Você vai me ajudar ou não? – falou encarando o chão.
- Acho que isso é um sim.
- Eu não quero falar sobre isso, . Dá pra entender? – Disse irritada voltando seu olhar para ele.
- Por que não, ? – disse observando a garota levantar do chão. Se aproximou e a segurou pelos ombros. – Eu sei porque , porque você ainda não conseguiu mudar o que está aqui dentro. – Terminou a frase a apontou para o coração dela.
- Ótimo, se você não vai me ajudar, eu me viro sozinha. – Tentou tirar os ombros das mãos dele, mas ele logo voltou a segurá-la.
- Não muda de assunto. Você sabe que eu vou te ajudar. Só preciso saber a verdade.
- Você quer saber a verdade, ?
- Quero.
- A verdade é que sim, eu ainda amo você. – Enquanto falava, soltava lentamente os braços. Passou uma das mãos no rosto dele, e a outra em seu abdômen. Fez o rapaz se deitar na cama e se posicionou por cima dele, enquanto fala sedutora. – Seu sorriso ainda me causa calafrios, , sua voz ainda me faz querer sair de órbita e te abraçar para sempre, seu perfume me causa calafrios tão quentes que me fazem querer tirar suas roupas. – Distribuía beijos pelo pescoço dele, que só ouvia atentamente cada palavra que a garota pronunciava, e sentia seu corpo se arrepiar mais a cada instante. – Mas tem uma coisa que me impede de fazer isso, e sabe o que é ?
- O q-quê?
- VOCÊ SER UM COMPLETO IDIOTA. – Disse com o rosto próximo ao dele e se afastou descendo da cama em seguida. manteve-se imóvel vendo a garota caminhar até a porta.
- ! – Gritou ao vê-la abrir a porta. Correu até ela e segurou suas mãos a olhando profundamente nos olhos. – Eu te amo.
- Eu também, , infelizmente. – Se aproximou e deu um selinho no rapaz, que fechou os olhos ao senti-la tão próxima. – Adeus, .
se despediu com os olhos marejados, e estava na mesma situação. Assim que saiu do quarto, sentou-se no chão e desabou no choro.
cambaleou até a porta de seu quarto, e mesmo o corredor sendo muito estreito, teve dificuldades de chegar. Sua cabeça rodava e doía muito.
- Que merda é essa? – Se questionava devido à dor. E ao lembrar daquele remédio que tomou mais cedo, sentiu seu estomago embrulhar. – Maldito remédio.
Deitou-se na cama na intenção daquele mal estar passar, mas não surtiu efeito.
Levantou-se da cama, ficar ali encarando aquele quarto vazio só pioraria a situação.
Depois de dar pelo menos quinze voltas no quarto, e tropeçar duas vezes numa almofada, preferiu descer e se distrair. Ao abrir a porta, notou que a porta de ainda estava fechada. Uma dor invadiu seu corpo, estava certa de que não conseguiria perdoá-lo tão cedo. Abaixou a cabeça e desceu as escadas.
e estavam assistindo alguma coisa, que não fez questão alguma de saber o que era.
- ! – ouviu o grito de , e aquilo ecoou como um machado em sua cabeça, sabia que a garota não fez por mal, mas não pôde evitar o ódio que dominou seu corpo. Respirou fundo e acenou com uma das mãos sorrindo fracamente, indo em direção à cozinha logo em seguida, na intenção de fugir de algum bombardeio de perguntas, mas foi em vão, ouviu correr até a cozinha e parar ao seu lado em poucos segundos.
- Você está bem, ?
- Na verdade não, amor. Minha cabeça está explodindo, e estou enjoada também.
- Nossa, mas o que aconteceu? – disse preocupada.
- Não precisa se preocupar, é só um mal estar. Provavelmente é algum efeito colateral do remédio que eu estou tomando. – finalizou a frase e viu entrar na cozinha.
- Ainda com dor de cabeça, querida?
- Um pouco, Tia, mas já deve passar.
- Mãe, você viu minha jaqueta de couro? – entrou na cozinha, acreditando que estivesse em seu quarto, mas ao sentir seus olhos se cruzarem com os dela, perdeu a fala e apenas mergulhou naqueles olhos que o miravam fixamente.
sentiu seu estomago gelar ao ouvir aquela voz soar tão próxima, não conseguiu desprender seu olhar do dele, era como se conectassem por uma corrente imaginária. Os dois estavam em outra órbita, e não perceberam quando apareceu com a jaqueta nas mãos.
- , você está me ouvindo? – sacudia as mãos em frente ao rosto do filho, que finalmente saiu do transe e olhou para a mãe.
passou a encarar as mãos.
- Oi, fala mãe.
- Aqui sua jaqueta. Você vai sair? – perguntou entregando a jaqueta a ele. olhou para o rapaz, e estremeceu.
- N-Não. Na verdade vou sim, preciso sair pra esfriar a cabeça.
- Mas você já melhorou filho?
- Já mãe. Foi só um mal estar, mas já estou bem.
- Você vai onde? – perguntou e estremeceu, nem ele sabia ao certo para onde estava indo.
- Vou sair mãe, eu volto para o jantar. – Deu as costas e saiu rapidamente de casa.
Entrou em seu carro ainda sem rumo, não poderia ir para a casa de , devia estar com a namorada, então sua única opção era .
- E é pra lá que eu vou. – Disse enquanto ligava o carro e seguia em direção à casa do amigo.
Dirigiu com seus pensamentos totalmente fixos em , e nem se deu conta do tempo passando, a hora que percebeu, já estava parado em frente à casa de . Caminhou até a porta e tocou a campainha.
- ? O que você está fazendo aqui a essa hora?
- Vamos sair, ? –Perguntou diretamente, tinha a intenção de tirar dos pensamentos, nem que fosse por algumas horas.
- Sair? Sair pra onde, dude? – estava totalmente desnorteado com a atitude do amigo. – E cadê a ?
- ? Que ?
- ? A sua namorada? A pessoa que você ama? – disse irônico olhando para .
- Vamos fazer um acordo? Eu te pago a bebida mais cara da Ten Bells Pub, e você não toca mais nesse nome até o final da noite. Fechado?
- Mas...
- Mas nada, , vai se arrumar que eu te espero aqui no sofá. – disse empurrando o amigo para as escadas. não hesitou e foi para seu quarto.
Enquanto esperava por , se apoderou do sofá do amigo e tentava tirar a garota da cabeça bebendo uma cerveja e assistindo um filme qualquer na TV.
Não demorou muito até descer todo arrumado e perfumado.
Os dois se dirigiram para o pub, e sempre que pensava em mencionar o nome da namorada de , lembrava da bebida que o amigo pagaria.
Chegaram no lugar e atraíram olhares de todas as mulheres que estavam na porta do lugar, esperando na fila para entrar.
abaixou os óculos escuros para observar melhor as mulheres que o miravam como água num deserto. Quando estava a ponto de puxar uma delas, sentiu o segurar pelo braço e o levar para dentro do pub, pela área vip.
Logo que entraram cumprimentaram alguns seguranças que estavam parados em frente a porta, estavam acostumados a irem a pubs e serem tratados como reis, e conheciam toda a equipe de segurança dos lugares.
Passaram boa tarde da noite conversando e bebendo,
pagou sua promessa e comprou a bebida mais cara do lugar para , que sorria alegremente com a bebida nas mãos.
Quando já estavam totalmente bêbados e prontos para irem embora, sentiu uma mão repousar em seu ombro. Se virou bruscamente para trás para ver quem era, e levou um tempo até a imagem da mulher que estava parada logo a sua frente se formar por completo.
- Já vai embora? – A loira com corpo de modelo perguntou enquanto se curvava para frente, quase encostando sua boca na de .
- Eu... Eu não, mas ele vai. – Terminou a frase e empurrou para longe, o mesmo resmungou algumas palavras, mas estava tão ‘alto’ que nem se deu ao trabalho de tentar entender o que o amigo falava.
- Eu te conheço de algum lugar, não conheço? – A mulher perguntou encarando profundamente.
- Provavelmente da TV. – observava cada centímetro do corpo da mulher a sua frente.
- Hm, foi o que eu imaginei. – Sem dar tempo de pensar, a mulher selou seus lábios e o rapaz apenas retribuiu.
Se encaminharam, ainda aos beijos, para um dos cantos daquele pub. E ali passaram horas, sem trocar uma palavra.
- Sabe... Acho melhor a gente ir para um lugar mais calmo. – disse depois de partir um beijo.
- Ok, vamos para a sua casa então. – A mulher o pegou pelas mãos e o arrastou para fora do pub.
dirigiu o caminho inteiro recebendo beijos no pescoço, e não conseguia pensar em nada a não ser na mulher que estava sentada ao seu lado.
Assim que estacionou o carro da garagem desceu do carro e puxou a mulher pelas mãos até seu quarto. A casa estava às escuras e completamente silenciosa, já passava das 5 horas da manhã, todas já tinham ido dormir.
Passou a noite com a mulher e só se deu conta da besteira que havia feito, quando acordou pela manhã com uma dor de cabeça insuportável, e ao olhar para o lado, viu uma pessoa estranha deitada ao seu lado.
- O que foi que eu fiz?
No quarto em frente ainda pensava sobre tudo o que havia pensado na noite anterior, não conseguiu pregar os olhos por apenas um segundo, estava com os pensamentos focados na conversa que teve com mais cedo. Pensou nas conseqüências de não perdoá-lo, e pensou nas coisas que teria que enfrentar o perdoando, mas colocando tudo numa balança, percebeu que viver sem ele seria muito pior do que vencer seu orgulho.
Levantou-se da cama e foi até o banheiro, se arrumou um pouco com um enorme sorriso nos lábios.
- É , já não sei mais viver sem você. Abriu a porta do seu quarto e ficou encarando a porta em frente por alguns segundos, ainda com um sorriso bobo nos lábios.
Sem bater, entrou no quarto e olhou diretamente para a cama. Para a sua surpresa não estava sozinho. O que antes era um sorriso, se transformou em uma cara de espanto acrescentada de um olhar de tristeza, uma lágrima correu por seus olhos, e ela rapidamente se virou, fechando a porta em seguida.
- C-Como? Como eu posso ser tão estúpida? Como ele pode ser tão hipócrita?

Continua...

N/A(31/03/10): Oi amores, tudo bom?
Bem, eu escrevi esse capítulo na revolta aqui, acabei de assistir o final de Prison Break, alguém também assiste? *-* E ah, confesso que fiquei MUITO na bad :/
Então sintam toda minha ira caindo sobre as palavras desse capítulo hahahaha Ok, mentira. Mas ainda não tiro minha opinião de que Prison Break é a melhor série já produzida, então pra quem não assiste, deixo aí a dica :)
Mas enfim, o que acharam do capítulo em si amores? Confesso que ele ficou meio ‘xoxinho’ comparado aos outros, mas espero que estejam gostando do rumo que a história está tomando, ainda tem muita coisa pela frente, então fiquem ligadas!

E eu queria agradecer MUITO a minha amiga/ irmã/ tudo Thayná, ou Thata, como preferirem hahahaha, essa fofa criou uma comunidade pra fic, e sempre me deu total apoio, então MUITO obrigada amor.
Para quem quiser entrar e fazer essa autora feliz:
Comunidade da Fic

E outra pessoinha que eu PRECISO agradecer é a Letícia Pan, meu amooor de todas as horas, obrigada pelos scraps e por todo o apoio amor. E claro não posso deixar de indicar umas das melhores fics que eu já li, siim, a fic dela *-* Pra quem gosta de uma coisa mais ‘pesada’, vai AMAR essa fic, é super beme scrita e é impossível não querer ler durante horas. Schwanger

Na próxima att eu PROMETO que respondo os comentários anteriores ok? Só não vou responder agora senão vou demorar mais ainda pra enviar a fic pra beta. Dessa vez a demora foi culpa minha, eu travei nesse capítulo, desculpa de verdade amores.
Mas é isso por hoje, vejo vocês na próxima att?
Beijos xx

Contato: Orkut / Twitter

Para qualquer dúvida/ pergunta: Formspring

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