Última atualização: 02/10/2021

Capítulo 1 - Piloto

A vida no Brooklyn é extremamente agitada, como uma selva violenta e perigosa, mas sempre haveria pessoas boas que trabalhavam para o bem, mesmo que isso fosse cansativo.
é um deles, um detetive um tanto imaturo, mas com uma mente brilhante para resolver os crimes mais incríveis e difíceis da cidade, trabalha no 99°DP do Brooklyn, e possivelmente é a sua maior paixão desde que se entende por gente.
Era uma manhã extremamente quente de cerca de 40° graus, o céu estava limpo sem nuvens, apenas era possível ouvir o barulho de buzinas dos carros, subia pelo elevador em direção a sua mesa no 3° andar do prédio da 99, ele sentia que hoje seria um grande dia, motivo? Ele não tinha ideia. Assim que se sentou em sua mesa foi recebido pelo seu caloroso amigo Charles Boyle, no qual o recebeu como se fosse uma cerimônia.
- E aí, ? Como se sente? Hoje vai ser um dia e tanto pelo seu sorriso. - Charles disse se sentando em uma mesa.
- Quer saber a real, Charles, eu sinto que hoje vai ser um dia igual duro de matar. - diz sorrindo para o amigo
- ? Boyle? Na minha sala. - O capitão Holt os chamou na sala deles com a mesma expressão séria que ambos não sabiam decifrar.
- Aconteceu algo, capitão? - disse se sentando logo ao lado de Charles.
- Caso de assassinato, preciso que vocês se dirijam até lá, investiguem o que pode ter ocorrido… Um homem foi assassinado essa manhã, pelo o que eu soube não deixaram vestígios, vocês são os melhores detetives, irei deixar o caso nas mãos dos dois.
- Show, show, show, show… Pode deixar com a gente, pai. - disse se levantando e logo parando percebendo o que disse. - Eu não te chamei de pai, foi brincadeira, tá?
- Eu sei que não foi, , saia da minha sala… Agora. - Holt disse voltando sua atenção a um arquivo em sua mesa.
tinha um relacionamento complicado com o pai, por isso acabava enxergando o Capitão Holt como seu pai, o admirava como uma criança vendo seu super herói.
Ele e Charles entraram no carro da polícia e se dirigiram ao local do crime, uma casa rústica bem próxima da delegacia. Assim que chegaram foram em direção ao corpo, mas paralisaram ao ver duas policiais já fazendo seus trabalhos.
- OK… Quem são vocês? - disse tirando os óculos e olhando em direção as garotas.
- Detetive Diaz e essa é minha parceira Detetive e vocês? Não quero saber. - A garota de cabelos cacheados e com um tom ameaçador voltou onde estava, auxiliando sua amiga com o luminol.
- Detetive da 99 e esse é meu parceiro Detetive Boyle, fomos enviados para resolver esse crime. - disse como se tivesse sido insultado.
- Vocês não deveriam estar aqui, é isso. - Boyle disse como se isso fosse ameaçador e recebendo um olhar estranho de .
- Chegaram atrasados. - A garota que estava abaixada com o luminol disse sem olhar para eles.
- Como atrasados? - disse querendo respostas.
A garota se levantou e foi em direção ao , talvez ele nunca sentiu isso, mas seu estômago parecia que iria explodir, eram as famosas borboletas, ele a olhava boquiaberto, ela era linda, com cabelos negros na altura do ombro, um tanto latina e com um olhar doce, mas sedutor ao mesmo tempo, sem contar o perfume com cheiro de flores.
- O que estava dizendo, detetive? Esqueci seu nome. - A garota disse com um sorriso no canto do rosto.
- Detetive e nós fomos enviados para resolver esse assassinato. - Disse tentando se recolocar.
- Um prazer, Detetive , e já resolvemos, podemos mandar o relatório para 99 e vocês assinarem e se sentirem heróis. - diz passando e empurrando o garoto que segue desnorteado.
queria retrucar, mas elas entraram em um carro e partiram sem dar a chance dele ir atrás, se sentia furioso, hoje não seria um dia bom. Mas aquela garota mexeu com ele e por mais que o mesmo não saiba como isso ocorreu, queria descobrir quem era a dona daquele sorriso.
O que ele não sabia é que havia causado o mesmo efeito na jovem, assim que ouviu a voz de seu coração paralisou, ela não sabia como, mas ela se derreteu apenas com o tom de sua voz e quando ela viu seus olhos pela primeira vez isso aumentou, dizia a si mesma que isso era um erro, ela treinava dia e noite para se tornar uma excelente sargenta e não seria um romance adolescente que estragaria isso.
chegou na 99 como se tivessem cometido um crime com um amigo próximo, se dirigiu rapidamente a sala do Capitão Holt, sem pedir permissão para entrar.
- Capitão? - disse furioso batendo a porta.
- , bata na porta antes de entrar. - Holt disse tirando os óculos.
Charles entrou ofegante logo em seguida pedindo licença educadamente.
- Chegamos ao lugar do crime e já haviam duas policiais lá, extremamente arrogantes… - disse se sentando, indignado.
- E assustadoras. - Charles complementou.
- Exatamente. - concordou.
- Sinto muito, provavelmente receberam os arquivos primeiro da promotoria. - Holt tentou amenizar a situação.
- Perdemos tempo lá. - Disse , mas Holt mudou de assunto rapidamente.
- Preciso falar de algo importante, amanhã a noite teremos a festa dos policiais de Nova York, é uma festa grande e preciso que estejam lá e façam amizades, vai ser bom para vocês… Agora saiam da minha sala. - Holt ignorou qualquer comentário dos dois.
saiu da sala completamente frustrado, trabalhou durante o dia inteiro com o outro caso martelando em sua mente, mas principalmente na garota que havia mexido com ele, jogou o nome da mesma na pesquisa de arquivos.
- Bingo. - disse baixo assim que encontrou. - , 36 anos, detetive da 98… Caramba, quantos prêmios!
- O que está vendo aí? - Charles comentou atrás do amigo.
- O quê?! Nada… - minimizou a página.
- Estava pesquisando sobre a garota de hoje, ela mexeu com você, não é? - Charles perguntou quase como dó.
- Eu? Não…Eu só quero descobrir quem ela pensa que é para ser tão arrogante assim. - olhava para os lados.
Um silêncio se instaurou, ele era um péssimo mentiroso.

Alguns quilômetros de distância estava no Shaw's bar junto com sua amiga Rosa Diaz, que bebia vários drinks de tequila como se não houvesse amanhã, porém se mantendo intacta a bebida.

- Você vai para essa festa idiota? - Rosa disse, bufando.
- Somos obrigadas e sim…eu vou - tomava um drink de uma vez sentindo sua garganta arranhar.
- Você parecia estranha hoje quando aqueles dois apareceram… - Rosa comentou olhando a amiga.
- Só achei dois idiotas. - forçou um sorriso. - Eu acho que vou indo, estou extremamente cansada, até amanhã.
- Tchau. - Rosa pegou outro drink mostrando que não sairia tão cedo.
caminhava pela cidade do Brooklyn, mesmo sabendo que estava armada, andar em uma rua escura e deserta a assustava, o que muitas mulheres sofriam, ela também sentia.
chegou em seu apartamento, pegando suas cartas e lendo apenas o importante, enquanto caminhava pelo corredor do apartamento, foi tirando a roupa, era como tirar um peso dos ombros.
Uma ducha era tudo o que ela precisava após um dia de trabalho e ela merecia, estava se esforçando tanto. A água quente percorria seu corpo aliviando toda a tensão de sua pele e seus músculos, mas havia um problema, sua mente não parava, os olhos do detetive apareciam como flashs em sua mente, ela tentava apagar de seus pensamentos, mas isso estava sendo mais forte do que imaginava, agradecia por pelo menos saber que seus caminhos não se cruzariam tão cedo.
Não era diferente do outro lado da cidade, não conseguia dormir lembrando do sorriso da policial que mexeu com sua mente o dia inteiro, ele agradecia por saber que não encontraria mais a garota em sua frente.
No dia seguinte, acordou antes do próprio despertador, o sol continuava forte e a brisa quente pela janela, a mesma se levantou indo em direção ao chuveiro e tomando um banho gelado para despertar, assim que terminou toda sua higiene matinal, pegou seu café e partiu para a delegacia, seria mais um dia onde ela precisaria provar para seu chefe que era capaz de se tornar sargento.
Assim que chegou, se encontrou com o Sargento Terry Jefords no elevador, ele parecia tranquilo como se tivesse se divertido muito em suas férias.
- Como foi as férias Sargento? - perguntou após tomar um gole de seu café.
- Excelente, eu levei as meninas para pescar, a Sharon se divertiu nos SPAs. - Terry comentou empolgado com um yogurt nas mãos.
se dirigiu a sua mesa dando um aceno com a cabeça para Rosa que tomava seu café em silêncio. estava empolgada com essa festa, seria sua oportunidade de mostrar suas habilidades para os avaliadores das provas de sargento. Ela poderia parecer ansiosa, mas era seu sonho desde que entrou na polícia de Nova York e ela não iria desistir.
- Têm algo estranho. - Disse Rosa se sentando em uma cadeira giratória na frente da amiga.
- Como assim? - organizava alguns arquivos.
- O capitão não apareceu hoje e marcou uma reunião para amanhã no primeiro horário com todos da 98. - Rosa comentou, afiando uma faca.

- E o que tem demais? - parou o que estava fazendo e observou a amiga.
- O Sargento Jefords chegou extremamente animado e agora já está estressado com algo, ele deve saber. - Rosa disse quase como um sussurro.
- O Terry sempre fica assim com casos importantes, não deve ser nada demais - comentou, mas sentia que a amiga poderia estar certa sobre aquilo.

Enquanto isso na 99 e Charles conversavam entre si, haviam recebidos muitos arquivos da 98, o Capitão havia dito que eles necessitavam de ajuda, mas não havia explicado o motivo. O dia foi agitado em ambos os departamentos, quando anoiteceu, todos já se aprontavam para a grande festa naquela noite.
estava extremamente elegante com um smoking preto e uma gravata borboleta, Charles usava o mesmo, mas utilizando suspensórios. Assim que adentraram o local o mesmo estava lotado, todos extremamente arrumados e se sentindo felizes com suas taças de champanhe.
- Não está procurando sua namorada, está? Eu senti o clima entre vocês. - Charles cutucou seu amigo.
- Namorada? Por favor, Charles, eu nem a conheço, quero descobrir apenas quem é ela e porque estou com os casos da 98, ela deve saber. - disse pegando uma taça de champanhe.
- Podemos nós separar igual em Scooby Doo e procurar pistas. - Charles comentou, animado
- Tanto faz, vamos… - ia terminar de falar, quando foi interrompido por um homem alto e negro em sua frente.
- Detetive . - Era o Sargento Jefords que mantinha um sorriso enorme no rosto.
- Sargento Jefords, quanto tempo não nós encontramos, esse é meu amigo Charles Boyle. - disse dando um aperto de mão caloroso.
- É um prazer te conhecer, sargento, você é uma lenda. - Charles comentou, animado. - Onde se conheceram?
- Trabalhamos juntos em um caso há dois anos… Bons tempos. - Terry sorriu para os dois. - Falo com vocês depois, tenho que falar com uma pessoa.
Terry sai do campo de visão dos dois se misturando com a multidão. e Charles decidiram iniciar o plano que estavam discutindo antes do sargento aparecer, ambos se dividiram caminhando pelo salão, a festa estava lotada com rostos desconhecidos que se forçavam a parecer simpáticos no meio da multidão. decidiu pegar uma bebida diretamente no bar que havia dentro do evento. Ele se sentou e seguiu observando ao redor.
- Um whisky, por favor. - Uma voz doce pediu ao lado dele no balcão.
Talvez o coração de tenha parado naquele exato momento ou simplesmente saído pela boca. Era a garota de ontem, em meio a milhares eles tinham que cruzar novamente? Era o destino e sentia isso ferver em seu peito, então ele decidiu tomar um gole de coragem e dizer um simples "olá".
- , não é? - disse e a mesma virou incrédula, o olhando assustada.
- … Oi, o que faz aqui? - colocou o cabelo solto atrás da orelha.
- Acho que todos estamos aqui. - riu da sua piada ridícula, mas logo se tocou no que deveria fazer. - Você está muito bonita.
- Ah… Obrigada, você também está muito elegante. - pegou a bebida e sorriu para o garoto. Ela saiu sem olhar para trás o deixando sozinho com seus pensamentos.
não sabia como, mas ela mexia com ele, como um fogo que incendiaria seu peito a qualquer segundo.
A cerimônia iria começar em breve e não encontrava Rosa de jeito nenhum e logo ficaria sem lugar, ela andava procurando um local confortável no qual pudesse ficar, e logo se deparou com sentado sozinho e um lugar vazio. Ela pensou em recusar milhares de vezes em sua mente, mas talvez não seria ruim criar uma amizade com o jovem rapaz, jurava para si própria que não se apaixonaria.
- Têm alguém aí? - questionou para que a olha com um sorriso e em estado de choque.
- Aqui? Não… Pode sentar - deu passagem para a que ela se sentasse ali ao seu lado.
- Se perdeu do seu amigo? - comentou chamando a atenção de .
- Ele vai ser reconhecido hoje pela primeira vez. - sorriu, orgulhoso do amigo.
- Que incrível! - voltou a atenção para o palco.
- Pelo visto você também perdeu a sua amiga. - deu um sorriso lateral.
- Ela vai ser reconhecida pela força tarefa que ajudou.
- Show, show, show. - disse olhando ao redor e se perdendo novamente ao olhar para ela.
Ambos ficaram em silêncio a cerimônia inteira, apenas curtindo ao lado um do outro, seus perfumes se misturavam e causavam sensações nunca sentidas antes. Não prestavam a atenção na cerimônia, algumas vezes trocavam olhares com sorrisos, mas suas mentes acabavam entrando em devaneio pensando um sobre o outro.
Os dois só queriam entender como se sentiam assim e o motivo, afinal, essa festa seria somente o começo de um amor que cresceria.



Capítulo 02 - Well maybe i'm in Love

A cerimônia de premiação se encerrou e todos se dirigiram ao local central, onde haviam mesas e uma pista de dança, e ficaram em uma mesa em silêncio, implorando para que o silêncio seja quebrado, mas nada acontecia, observava todos os gestos da garota, a forma que ela balançava o pé com as pernas cruzadas ao som da música de fundo, ela tinha um olhar profundo e observava cada pessoa ao seu redor, as mãos eram inquietas e sempre acabavam parando na ponta do cabelo. escutou um som de tosse e olhou ao lado, encontrando seu amigo Charles parado ao lado de Rosa, o que era extremamente estranho.
- Atrapalho? Pois ouço o som de sinos de casamento. - Charles disse isso e queria se enfiar embaixo de uma mesa e nunca mais sair.
- Patético. - Rosa revirou os olhos e indo se sentar ao lado de sua amiga .
provavelmente estava agradecendo aos céus por sua amiga chegar, ela não estava conseguindo dominar a situação e não entendia o motivo, era só um cara idiota… Como ele causava tudo aquilo nela? Ninguém nunca fez isso com a mesma.
Rosa observava a troca de olhares rápida entre os dois e sentia que deveria fazer algo, mas não queria forçar a amiga a fazer o que não queria.
- Por que vocês dois não vão dançar? - Rosa disse olhando fixamente para que se sentiu estranho.
- Eu… Eu… Não sei… Eu… - nunca havia ficado assim, mas era complicado para ele, causava reações nunca sentidas antes.
- Eu acho que até queria. - olhou para o mesmo que retribuiu com um sorriso e esticou a mão para a garota.
Ambos se dirigiram ao centro da pista de dança e dançaram uma música nem muito lenta e nem muito agitada.
conseguiu sentir os dedos pequenos e macios de em suas mãos, o perfume dela exalava o deixando viciado, o corpo colado o fez sentir arrepios pela pele, ela tinha um olhar penetrante e gentil, ele não queria machucá-la, mas também não queria perder uma amizade dessa.
A mente de entrou em um novo devaneio até ele despertar com um grito baixo de e ele perceber que pisou no pé da garota.
- Caramba, droga, me desculpa. - carregou até uma cadeira próxima.
- Está tudo bem, não machucou tanto. - riu.
- Eu não sei dançar tão bem assim. - disse rindo sem graça e se perdeu no sorriso sincero que deu em sua direção.
- Nem eu. - deu de ombros e colocando o cabelo atrás da orelha.
Eles foram em direção a mesa que estavam antes com seus amigos e perceberam que só Charles estava lá, eles olharam intrigados para o rapaz que batia os dedos na mesa ao som da música.
- Cadê a Rosa? - disse, preocupada.
- Ela disse que tinha que resolver algo e foi embora. - Charles comentou sem olhar para . - Acho que ela não gostou da minha história sobre almôndegas em conserva.
- Ninguém gosta, Charles. - disse indignado para o amigo.
- Eu preciso ir embora, está ficando tarde. - pegou sua bolsa e ia partir quando segurou seu braço.
- Eu posso te dar uma carona, se não achar inconveniente, é claro. - quase implorava.
- Claro, eu adoraria. - o observou caminhar ao seu lado e dar um pequeno adeus de longe para Boyle.
entrou no carro de e ficou em silêncio. Ele ligou o rádio e estava tocando uma música popular lenta, dirigiu em silêncio e observou a rua atenta, mas a mesma interrompeu a quietude e decide conversar.
- Por que está sendo gentil comigo? - o olhou, a beleza do rapaz fazia seu coração paralisar, ela sentia uma sensação única, nunca experimentada antes, mas a mesma gostava daquilo.
- É meu jeito, sou sempre assim - disse sem tirar a atenção da rua.
- Você é um cara legal, , acho que seríamos bons amigos. - sorriu de lado e percebeu a olhando rapidamente.
- Já somos bons amigos. - sentiu seu coração se apertar.
Após alguns minutos eles chegaram a casa de , a mesma procurou a chave em sua bolsa antes de sair, talvez ela somente não queria sair dali, não saberia quando encontraria o rapaz novamente.
- Obrigada pela carona, . - o olhou e lhe deu um abraço que fez o corpo de se estremecer.
Ambos se afastaram olhando fixadamente um para o outro, eles sentiam que queriam isso, porém era um erro, um equívoco no qual estavam a cometer, com os lábios tão próximos que poderia simplesmente se deixar levar.
Mas talvez o destino quisesse mostrar que não era a hora daquilo acontecer, o celular de começou a tocar e fez ambos se separarem. Sem dizer um adeus saiu do carro e entrou rapidamente no apartamento.
se sentiu mais frustrado do que antes, dando um pequeno soco no volante e logo voltando sua atenção para o celular.
- Alô. - disse quase como se quisesse rejeitar a ligação
- "Oi , sou eu a Sophia…Eu estou voltando para Nova York e gostaria de te encontrar, o que acha?"
O coração de parou novamente, era Sophia, sua ex-namorada e quase noiva que foi embora morar no Canadá, Sophia era advogada, conheceu enquanto auxiliava em casos que a 99 investigou, talvez essa visita ajudaria a esquecer ou só pioraria toda essa situação.
- Claro, podemos nos encontrar. - diz sem prestar atenção no que Sophia dizia do outro lado.
desligou o telefone e ligou o carro em direção a sua casa, ele precisava descansar, muitas coisas aconteciam em sua mente e ele ficava cada vez mais confuso, era como desvendar um crime que ele não tinha o que investigar.
No apartamento de , ela subiu as escadas devagar pensando em tudo aquilo, ela precisava de uma folga, ela estava vivendo uma completa loucura, assim que abriu a porta do apartamento e acendeu a luz, se assustou com o que encontrou.
- O que você está fazendo aqui? Como entrou? - disse em tom alto e com a mão no coração, pois sentia o mesmo a cem quilômetros por hora.
- Você sempre deixa uma chave reserva no vaso de planta. - Rosa disse sentada na cama da amiga comendo um salgadinho.
- O que faz aqui, Rosa? - colocou a bolsa em um cabideiro e se aproximou da amiga.
- Eu queria deixar você a sós com o garoto idiota, o amigo dele me disse que ele estava de caso e achei uma ótima oportunidade vocês passearem. - Rosa disse encarando a amiga com um olhar um tanto preocupada. - O que aconteceu, chegou cedo?
- Nós conversamos bem pouco, e depois quase nos beijamos, mas o celular dele tocou e era uma garota, então eu fui embora. - disse se jogando no colo da amiga que começava a brincar com as mechas do seu cabelo.
- , talvez ele não seja o cara, vocês podem ser bons amigos apenas, ele mexe com você, mas você consegue esquecê-lo como fez com o Teddy. - Rosa disse fazendo uma cara nojenta ao se lembrar de Teddy o cara viciado em "Malzbier".
- Como sabe que ele mexe comigo? - perguntou, se levantando e sentando ao lado da amiga.
- Você colocou seu cabelo atrás da orelha cerca de cinco vezes e nem se importou agora que eu falei do Teddy. - Rosa disse pegando um salgadinho e colocando na boca, ela sabia o que passou para superar Teddy.
- Eu preciso focar na minha prova, isso sim. - apertou uma almofada.
- Você recebeu o e-mail do sargento? - Rosa disse com um tom preocupante.
- Que e-mail? - perguntou um tanto preocupada, procurando o celular.
- Eu disse que tinha algo errado… A 98 foi incriminada de roubo de drogas e lavagem de dinheiro, o capitão fugiu para Bahamas e fomos todos transferidos. - Rosa se jogou na cama.
- Transferidos? O quê? Isso não é possível. - estava assustada, pois um crime desse não resultaria bem em sua carreira, essa seria sua terceira transferência, o coração dela se apertava ao se lembrar da primeira delegacia que trabalhou.
- Eu, você e o sargento fomos transferidos para a 99, parece que não vai se livrar do idiota tão cedo. - Rosa comentou e a mente de sumiu por instantes, isso não podia estar acontecendo, não com ela que sempre planejou tudo… Sentia medo e estava assustada.
- Vamos ficar bem… Não vamos? - a tinha os olhos marejados como se estivesse prestes a chorar, Rosa não pensou duas vezes e retribuiu em um abraço apertado, sussurrando algo no ouvido de para ela se acalmar.
Rosa podia ser extremamente assustadora e maldosa com as pessoas, mas não com , ela foi sua primeira amiga verdadeira, que entendeu seus problemas e que sempre estaria com ela.

Na manhã seguinte, acordou com o barulho da chuva, o que fazia o mesmo se sentir extremamente preguiçoso. Pegou o celular e viu milhares de mensagens de Sophia, ele apenas a ignorou, mas percebeu algo, estava meia hora atrasado para o trabalho.
Correu tomando um banho rápido e se dirigiu a delegacia, assim que adentrou, encontrou o lugar agitado, perguntou onde estava o capitão e foi informado que estava na sala de reunião, o mesmo correu para o local, sabia que o Capitão Holt detestava atrasos, ele entrou com pressa na sala sem olhar ao redor, inventando sua melhor desculpa para a ocasião, mesmo sabendo que absolutamente ninguém acreditaria.
- Desculpa o atraso, tive que ajudar uma senhora a atravessar a rua e o gato dela, sabe aquela coisa toda de herói e… - simplesmente parou de tagarelar ao encontrar aqueles olhos brilhantes em sua frente.
- , sente-se, e você esqueceu sua gravata. - Holt disse em tom duro com o rapaz que obedeceu rapidamente e verificando que estava sem gravata mesmo. - Como dizia, após o ocorrido na 98, eles foram transferidos para várias DP's, recebemos no momento o Sargento Jefords e as detetives e Diaz que trabalharam conosco.
Todos aplaudiram e seguia boquiaberto, sem acreditar que estava vendo novamente em sua frente, seus destinos estavam se cruzando mais do que o normal e ele se beliscava para acreditar que era só um sonho qualquer.
- Caso de assassinato e envolvimento de drogas na rua Vanderbilt, o caso é seu e vai ter como parceira a detetive . - Holt disse deixando mais uma vez sem reação ao segurar o papel referente ao caso.
Todos receberam seus casos, guardava sua papelada quando viu demorar a sair da sala, ele parecia querer conversar, mas não sabia como iniciar essa tarefa.
- Eu sei que não me queria por perto, seremos totalmente profissionais, fique tranquilo. - disse saindo, mas a resposta de a faz parar na porta e ouvi-lo.
- Não foi isso, é só que… É estranho nossos caminhos estarem se cruzando a esse nível. Vamos ser bons parceiros, não é? Grandes amigos. - deu um sorriso forçado.
- Claro, eu acho, não vai se incomodar que eu estou sentada na sua frente também? - disse cruzando os braços e olhando pela janela, onde era possível ver a mesa com seus nomes.
- Claro que não… Somos colegas de trabalho. - disse, mas era possível sentir o desconforto em sua voz.
simplesmente saiu da sala, deixando o rapaz para trás, o que ela menos queria era trabalhar em um caso com ele, mas talvez seja a chance ideal de provar para seu coração que não é o amor de sua vida e nunca será, somente se tornariam amigos.
se sentou em sua cadeira, colocando uma xícara de café em sua mesa e ajeitando tudo no seu devido lugar e foi logo em seguida, tornando a mesa dele mais bagunçada do que antes, durante o turno ele fazia o possível para chamar a atenção da morena que dava sorrisos sem graça, por simplesmente achar seu jeito imaturo um charme.
e foram ao apartamento procurar algo que provasse o que ocorreu no local do crime, assim que chegaram, encontraram o local um tanto destruído e se separaram para encontrar provas.
- Acha que pode ter sido suicídio? - disse do quarto para que estava na sala.
- Não, pouca pólvora no corpo da vítima, execução. - analisava o corpo.
- Olha o que eu achei. - mostrou um saco de cocaína. - Ele estava escondendo ou implantaram evidências?
- Nome do seu filme de sexo. - disse rindo e logo parou ao perceber que estava paralisada, o encarando.
- O que disse? - perguntou um tanto confusa.
- Nada, vamos voltar para 99 e mandar isso para análise. - fugiu do assunto e puxou pelo braço.

Ambos voltaram ao DP, se dirigiu para sua mesa, se preparando para realizar o relatório, a observava, mas precisava respirar um pouco, caminhou até o telhado e foi respirar um pouco de ar puro, o céu estava nublado após a chuva forte que havia caído, o tempo estava gélido o bastante para o cabelo de bagunçar.
- O que faz aqui? - a voz de Rosa ecoou atrás dele.
- Não consigo ter um minuto de paz? - bufou em frustração.
- Não… Qual o problema, ? - Rosa parou ao lado dele.
- É complicado demais, eu não sei. - cruzou os braços.
- Não sabe? Você gosta da e tem medo de dizer isso. - Rosa não se importou com a resposta e sai do local sem dizer mais nada ou ouvir uma resposta.
- Talvez eu esteja apaixonado. - disse para si mesmo quase como um sussurro.
Talvez ela estava certa, poderia gostar de e não tinha coragem, mas sabia que ela era demais para ele e nunca sentiria o mesmo que ele, e também tinha Sophia que possivelmente estaria voltando para sua vida, contra sua vontade, ele só gostaria de nunca ter aceitado aquele caso, as coisas poderiam ter sido diferentes.
voltou para sua mesa, assim que se sentou, voltou a observar escrevendo atenta em um relatório, ele apenas sorria… Realmente gostava dela.
Não era diferente com , ela sentia o olhar de sobre si e se sentia estranha sobre, mas em muitos momentos se deparava com a mesma o admirando, ele tinha um jeito único de ser que chamava a atenção e a irritava completamente, era seu oposto, mas ela sentia uma energia incomum ao seu lado, ela poderia estar apaixonada por ele. apenas conseguia sorrir como uma adolescente para , ela realmente gostava dele.



Capítulo 03 - How much longer will it take to cure this

Cerca de duas semanas se passaram, o clima entre e era bom e sincero, eles iniciaram uma amizade sincera e com brincadeiras, seus sentimentos seguiam os mesmos, mas ambos escondiam isso de si.
Uma certa noite no final do expediente, e Boyle decidiram ir ao bar do Shaw's para relaxar, ambos se aprontaram e pediu para que Charles o esperasse no carro, enquanto arrumava sua mochila.
Assim que terminou de colocar tudo o que necessitava na bolsa e estava prestes a sair, o mesmo se deparou com a bolsa de na mesa, ele sabia o que isso significava, ela não havia terminado o expediente e nem iria embora tão cedo. subiu até o telhado para verificar se a mesma estava lá, afinal esse era seu lugar preferido para pensar, e como ele esperava lá estava ela, sentada no chão, usando uma jaqueta cinza e com o cabelo bagunçado pelo vento.
nem percebeu a presença de ali atrás dela, apenas se deu conta quando o mesmo se sentou ao seu lado, eles não falavam nada, apenas se observavam. tinha em seu colo um livro com regras do departamento, a mesma estudava incansavelmente para a prova que seria em algumas semanas.
- O que faz aqui? Está tarde… - disse colocando a mão na coxa da garota que apenas o olhou, observando suas ações.
- Não consigo decorar essas regras, e a prova é em algumas semanas, se eu não passar eu…eu não sei o que vou fazer. - disse com os olhos um pouco marejados.
se aconchegou ao seu lado, envolvendo seu braço ao redor do corpo da garota, não era uma atitude maliciosa, era amigável e sabia disso.
- Se você não passar, você tenta de novo, é uma detetive incrível e talentosa, vai conseguir o que quer, , no tempo certo. - disse isso enquanto a cabeça de se apoiava no peito dele.
O celular de tocou e ele o pegu rapidamente, lembrando que havia pedido para que Charles esperasse no carro.
- Oi, Charles, desculpa, amigão, não vou com você, pode ir sem mim, preciso resolver algumas coisas. - disse notando que nem prestava atenção na sua conversa. - Eu preciso ver qual caminho o destino quer traçar desta vez.
seguia lendo atenta ao seu livro e apenas a observava, notando o quão bonita ela era e como queria beijá-la naquele momento.
- Por que dispensou o Charles? - disse sem tirar os olhos do livro, fazendo o mesmo perceber que ela estava ouvindo.
- Estou fazendo companhia para uma amiga... Aliás, que tal a gente ir comer algo? - disse fechando o livro de e o colocando na mochila.
- Está falando sério? Tá bom. - disse sem relutar.
Ambos caminham juntos pela avenida em direção a um restaurante local de comida italiana, assim que adentraram foram recepcionados e acomodados em lugar reservado próximo a janela do estabelecimento.
sentia que aquilo era um encontro não dito, mas preferiu ficar em silêncio e não estragar o clima, a garota pediu um prato de Fettuccine e com um paladar simples escolheu uma lasanha tradicional, o que fez rir consigo mesma por saber que ele era tão diferente dela e mesmo assim seu coração queria ele.
- Um pouco de vinho, senhorita? - disse colocando em uma taça, fazendo rir rapidamente.
Eles curtiam o momento juntos, realizando brindes idiotas e rindo de situações que já vivenciaram, se sentia um pouco bêbada, mas não ao ponto de fazer alguma besteira sem consentimento próprio.
observava cada detalhe do rosto de e não queria estragar aquele momento, ele queria apenas ficar com ela, mas algo chamou a atenção de , estava com um semblante assustado.
- ? Aconteceu algo? - Ele disse a olhando preocupado com a situação, sem ao menos entender o que se passava.
- Teddy… - A voz de quase falhou ao tentar falar o nome do ex namorado.
Um homem alto e forte entrava pelo restaurante sozinho, ele se sentou na mesa em frente a deles, fazendo com que se abaixasse para que o mesmo não percebesse que era ela, ou ele simplesmente se declararia para ela na frente de todos, como sempre faz.
- Dá para explicar? - disse retomando a atenção para ele.
- É o Teddy, meu ex…E se ele me ver aqui vai fazer uma coisa ridícula na frente de todo mundo, eu não posso sair sem ele me ver, , não tem como. - disse quase sussurrando.
- Eu tenho uma ideia, vem. - disse puxando até o corredor do banheiro.
- Qual o plano? - disse nervosa e quase como um surto.
- Eu vou tentar fazer um discurso na mesa e chamar a atenção dele, assim você consegue sair sem ser vista e aí depois eu te encontro na 99. - disse isso como se estivesse em um filme e essa fosse a melhor ideia possível.
- , eu não sei… droga, … Ele está vindo para cá. - disse apavorada sem saber onde se esconder, afinal os banheiros estavam ocupados.
- Me desculpa por isso. - disse sem pensar muito puxando para seus braços e a beijando.
Ambos sabiam que era um disfarce apenas para se livrar do idiota do Teddy, mas eles não queriam que isso acabasse, eles conseguiam sentir o toque suave dos lábios de cada um, um beijo um tanto ardente e implorando para não se acabar, os braços de apertavam a cintura de com delicadeza, de uma forma única que ela sabia que não queria ir embora.
- Vão para casa. - Teddy passou rosnando e entrou no banheiro, incomodado em ver um simples casal se beijando e não identificando .
e se separaram, ofegantes e anestesiados com toda a situação, eles queriam continuar, mas havia algo que impedia, o medo.
Eles pagaram a conta e foram embora o mais rápido possível. Enquanto caminhavam pelo parque que havia ali próximo, nenhum deles tocava no assunto ocorrido há minutos.
- Desculpa a pergunta… Mas qual foi o motivo do término? - disse cortando o silêncio.
- Ele só se importava com cervejas e era extremamente machista, eu não o suportava mais. - disse se virando para que observava o cabelo da garota voando com o vento gelado
- Que babaca. Quer fazer o que agora? - disse esperando que essa noite nunca acabasse.
- Acho que estou pronta para ir para casa. - disse cruzando os braços e caminhando no mesmo ritmo de .
Eles caminharam em silêncio e em passos lentos, aproveitando o momento e o clima frio do Brooklyn, a hora passava tão rápido que eles só queriam que aquela noite durasse a vida inteira.
Ambos chegaram até a casa de , ele esperou ela encontrar as chaves na bolsa e o mesmo se mostrou ansioso pelo movimento incessante dos pés.
- Pronto, achei...Muito obrigada por essa noite, . - disse com um sorriso único e colocando o cabelo atrás da orelha, um charme que achava incrível, porém o mesmo nunca soube o significado.
- Está entregue, cinderela, tenha uma boa noite. - O mesmo disse dando um pequeno beijo na bochecha quente de , ele parou alguns centímetros, pois queria permissão para continuar, mas a mesma se afastou lhe dando boa noite.
O garoto se afastou a vendo entrar no apartamento e caminhou devagar, talvez soubesse a resposta para tudo aquilo, nunca seriam mais do que grandes e bons amigos, ela era tão diferente dele, nunca se apaixonaria por um garoto tão imaturo, era só olhar para o ex de , um cara com postura de homem e com uma carreira incrível. Era isso, ele estava aceitando o destino dos dois, mesmo sabendo que se apaixonar por foi um completo acidente.
- ? - A voz de falhou o fazendo parar seus pensamentos e ficar imóvel, lá estava ela parada e ofegante.
se aproximou rapidamente, poderia se dizer que a mesma correu até ele, o encostando em uma das árvores que havia ali e o beijou fervorosamente.
A garota que sempre calculou seus passos para tudo, estava fazendo uma grande loucura, ela o queria, não sabia o motivo, mas o queria, ela desejava sentir os lábios de mais uma vez, talvez tenha se viciado no primeiro beijo no restaurante.
- Me desculpa. - disse ofegante e se afastando, mas a puxou para mais perto, a beijando com mais delicadeza, ele necessitava dela.
Ambos não sabem como, mas quando se deram conta estavam no apartamento de , deitados na cama de se beijando como se houvesse um enorme incêndio acontecendo entre eles.
Ele a desejava, como nunca desejou absolutamente ninguém antes, e com ela não era diferente, quando se deram conta seus corpos estavam conectados de uma forma única, uma sensação jamais experimentada antes, era diferente das outras pessoas, eles necessitavam um do outro.
- Você tem certeza? - disse em sussurro no ouvido de .
- Se eu não quisesse você acha que te deixaria entrar no meu apartamento? - disse levantando a sobrancelha em tom de brincadeira.
- Nome do seu filme de sexo. - disse rindo suavemente.
- Do nosso filme. - disse sorrindo, encarando a brincadeira do mesmo.
Nada foi dito, apenas um sorriso saindo dos lábios de , o qual voltou a fazer o que estava fazendo antes, a beijando incansavelmente.
A noite foi longa assim como desejaram, na manhã seguinte acordou com o sol batendo em seu rosto e logo o som do despertador de , uma música que lembrava a trilha sonora de duro de matar.
- Sério, ? - sussurrou para si mesma, ela se esticou pela cabeceira pegando o celular do mesmo e desligando o alarme, porém algo a surpreendeu, uma única mensagem.
"Oi, , estou chegando na cidade, podemos nos encontrar hoje? - Sophia"
O coração de parou naquele mesmo instante, ela sabia que Sophia era a ex namorada de e sabia que seu coração poderia ainda pertencer a ela.
colocou o celular onde estava anteriormente e voltou a observar dormindo, ele dormia tão calmo que ela não faria uma discussão nesse exato momento, mas seu coração se apertava, ela se sentia uma tremenda distração e divertimento para .
se dirigiu para o banho, tomando uma ducha relaxante e que a fazia pensar cada vez na situação, seria um tremendo erro ter escutado seu coração uma única vez na vida? Assim que saiu do banho encontrou na cozinha fazendo algo como waffles, na verdade ele apenas tentava.
- Que cheiro bom. - disse se sentando ali próximo dele e pegando uma xícara de café.
- Bom dia. - O mesmo disse dando um beijo em sua testa. - Dormiu bem?
- Sim…e você? - disse o olhando como se buscasse respostas.
- Melhor noite da minha vida. - Ele disse dando um pequeno sorriso e se aproximando para beijá-la, ele era como um ímã que a sugava a cada segundo.
- Precisamos ir, não quero chegar atrasada. - disse desviando do beijo, deixando confuso com a reação da mesma.
Ambos se dirigiram a 99 em completo silêncio, sem contato visual correspondido, seguiu com passos mais largos que o normal, como se fugisse de .
- Então... como foi a noite? - Charles disse achando que o amigo havia ido resolver algo importante.
- Ainda estou resolvendo. - disse observando o ignorá-lo por completo.
Durante o turno não realizava contato visual com o mesmo, apenas ficava em silêncio, ela queria fugir de todo aquele pesadelo que sua mente criou.
- Ei… - disse tentando chamar a atenção da garota que o olhou, confusa.
- O que você quer, ? - disse voltando sua atenção para o monitor do computador.
- Você só me chama assim quando algo está te incomodando, o que aconteceu? Estávamos bem até ontem à noite… - disse, mas percebeu que estava falando alto e diminuiu a voz como um sussurro.
- Estou ocupada trabalhando, somente isso. - disse e o encarou seriamente o que fez entender o recado de que a mesma não queria conversar, então se calou.
O turno parecia demorar uma década para passar, olhava incansavelmente para o relógio esperando o expediente se encerrar, afinal seria o único momento que teria a chance de conversar.
Assim que o momento chegou, todos se aprontavam para sair, abordou novamente.
- Você quer ir lá em casa? - disse quase sussurrando.
- Tenho que estudar. - disse guardando algumas coisas na bolsa.
- Eu posso… - não conseguiu finalizar a frase, pois é interrompido por
- Hoje eu quero ficar sozinha, . - disse colocando sua mochila nos ombros e saindo, fazendo perdê-la do campo de visão.
Ele até pensou em segui-la, talvez fosse o certo, mas ele sabia que ela precisava de espaço, então respeitaria sua decisão. Seus pensamentos são novamente interrompidos por uma mensagem.
"Que tal nos encontrarmos? Estou aqui perto do bar do Shaw's, te encontro as 19 horas. - Sophia"
não queria encontrá-la, ele não sentia mais nada por Sophia, mas eles precisavam conversar e esclarecer tudo isso.
"Claro. Precisamos mesmo conversar. - "
Ele se sentia culpado de encontrar com sua ex enquanto estava daquela forma, mas ele precisava arrumar toda a bagunça da sua vida.
Enquanto isso estava no apartamento de Rosa, a mesma estava deitada no sofá comendo algum tipo de chocolate que a amiga a entregou.
- E você acha que ele ainda gosta dela? - Rosa disse lambendo uma colher.
- E como não gostaria? Você já viu as fotos dela? Ela é incrível… tenho certeza que ele foi encontrá-la. - disse suspirando profundamente.
- Que tal eu e você irmos ao bar do Shaw's agora e encher a cara? Quem sabe você conhece alguém, para esquecer o e logo voltarem a ser amigos como antes? - Rosa disse pegando a jaqueta de couro e apenas balançou a cabeça em tom positivo.
As duas se arrumaram rapidamente e partiram para o bar próximo, afinal seria sua noite das garotas.
Enquanto isso no bar do Shaw's, aguardava Sophia chegar, logo a mesma adentrou o local com um vestido justo e verde, marcando seu corpo por completo, ela estava diferente da última vez que se encontraram.
- Oi, Sophia. - disse forçando um sorriso.
- ? Não está feliz em me ver? - Sophia disse abrindo os braços como se pedisse para que o mesmo a abraçasse.
se levantou e abraçou a garota que ainda utilizava o mesmo perfume de quando a conheceu, ele tinha fortes sentimentos por Sophia, mas sua mente e seu coração estavam em .
O que o rapaz não sabia é que naquele momento havia entrado no bar e encontrado o mesmo abraçando Sophia, fazendo seu coração incendiar e a mesma decidiu fugir dali.



Capítulo 04 - I'm a snowball running

continuava no bar com Sophia, a mesma falava sem parar sobre sua viagem e como o clima do Canadá era melhor do que o Brooklyn, não prestava atenção, sua mente seguia confusa pelas atitudes de .
- O que você acha? - Sophia disse chamando a atenção do mesmo que percebeu que não ouviu absolutamente nada.
- O quê? - disse confuso.
- Eu disse que podemos decidir entre morarmos juntos aqui no Brooklyn ou você ir morar comigo lá no Canadá. - Sophia comentou com um enorme sorriso.
- Show! Sophia, não leve ao lado pessoal, mas nós não temos mais uma história, você fez a escolha de ir embora da cidade, me deixou plantado logo após o pedido de noivado e nunca mais me retornou uma única mensagem. - disse brincando com o canudo que estava na mesa.
- Eu estava confusa, , assim como você, mas agora estou aqui, podemos ser uma família. - Sophia segurou o rosto de , mas o mesmo desviou.
- Eu preciso de um tempo, Sophia, por favor. - disse se levantando e deixando o dinheiro para pagar o que beberam.
Ele caminhou em silêncio e devagar pelas ruas do Brooklyn, a mente de parecia que iria explodir a qualquer momento, era estranho para ele se sentir assim. O celular de tocou, mostrou no visor que era , o coração do mesmo disparou e ele estava pronto para essa conversa.
- ? Que bom que você ligou, eu… - começou a a falar aliviado, mas logo é interrompido.
- Oi, , é a Rosa, preciso de uma ajuda aqui no bar do lado do Shaw's. - Rosa disse com seu tom durão de sempre.
- Aconteceu algo com a ? – perguntou, preocupado.
- É só a bêbada atacando, a culpa é sua, então venha resolver isso…Agora! - Rosa disse a última palavra em um tom ameaçador.
desligou rapidamente e correu até o bar próximo, onde ambas estavam, assim que entrou no local encontrou Rosa sentada em uma mesa com uma cerveja e dançando loucamente.
- Quanto ela bebeu? - disse preocupado olhando para Rosa.
- Nove drinks. - Rosa disse sem se importar.
- Você a deixou tomar nove drinks? Rosa! - disse inconformado.
- O que queria que eu fizesse? Ela não é uma criança…e a culpa é toda sua! - Rosa apontou para e logo virou para gritar com que tentava roubar uma bebida - , larga isso. Agora!
- Você parece a mãe dela. Mas como isso pode ser minha culpa? - disse ainda sem entender e foi surpreendido com em sua frente.
- ?! Você chamou o ? Aí, , a gente sentiu tanto a sua falta, não trouxe aquela vadia com você? O vestido dela era tão justo que eu achei que podia se tornar a segunda pele dela. - disse rindo e gritando tentando se manter em pé, fazendo perceber que viu Sophia com ele.
- Ok, , já chega por hoje, a gente conversa disso depois, vamos embora. - puxou a mão de e ela relutou.
- Não! Eu não quero… Você não manda em mim, ok? Por que não volta para aquela vagabunda de quinta categoria? - disse quase chorando.
- ... me escuta. - tentou mais uma vez.
- Eu vou fazer um discurso, atenção… Eu sou e sou uma detetive do Brooklyn, maneiro, não é mesmo? - disse rindo escandalosamente.
- Isso vai ser incrível. - Rosa pegou o celular para gravar, recebendo um olhar desaprovado de .
- Eu passei dois malditos anos para passar em uma prova e eu nem sei se vou passar, eu pareço uma adolescente idiota e sensível. E eu quero dizer muito uma coisa para esse rapaz na minha frente. , eu não te amo, você é tão imaturo, não insista nisso, ok? Um brinde. - acabou de gritar e se desequilibrou da mesa e caiu no chão, desmaiando imediatamente.
suspirou sabendo que aquilo o afetou, mas se abaixou para socorrer , ele a colocou em seu colo e Rosa imediatamente ligou para uma ambulância.
sentiu dificuldades em abrir os olhos, sua cabeça estava dolorida, ela se sentiu confusa. Apenas conseguiu perceber a presença de uma pessoa ao seu lado.
- Rosa? O que aconteceu? - disse colocando a mão na testa e percebendo que havia um curativo ali.
- Você quer que eu te conte ou mostre o vídeo? - Rosa disse se preparando para mostrar o vídeo.
- Nada de vídeo, sua perturbada… O que houve? - se ajeitou na cama.
- Deixa eu ver, você estava deprimida e eu te levei ao bar do Shaw's, você encontrou com uma garota e decidiu fugir para outro bar, bebeu nove drinks e começou a tagarelar um monte de coisas. Inclusive, acho que a nove drinks é uma grande mentirosa. - Rosa disse pegando a gelatina que estava ali.
- Larga minha gelatina, Rosa. Espera, o que eu disse? - comentou, atenta.
- Que você não ama o , você disse isso para ele, e essa gelatina é horrível. - Rosa cuspiu a gelatina no lixo.
- Onde está o ? - se sentiu culpada pelo o que fez.
- Ele vai ficar bem, , mas vocês precisam conversar. - Rosa disse segurando a mão da amiga e dando um rápido sorriso.
- ? O Doutor te deu alta, está liberada. - Uma enfermeira idosa disse e logo desapareceu do quarto.
voltou para casa ao lado de Rosa, a garota não disse uma única palavra, sentiu que tudo aquilo foi sua culpa, e possivelmente era.
- Você vai ficar bem sozinha? - Rosa disse na porta.
- Sim… Amanhã te encontro no trabalho. - forçou um sorriso, sabendo que era mentira.
- Qualquer coisa me ligue e nada de bebidas para você, entendeu? - Rosa ameaçou a amiga.
- Sim, Capitã. - fechou a porta e logo se jogou no sofá e ali adormeceu.
Na manhã seguinte chegou mais cedo que o normal no trabalho, ela queria encontrar e pedir desculpas, mas como previsto o mesmo estava atrasado, sentiu uma ansiedade dominar seu corpo quando o garoto apareceu colocando suas coisas no chão e se sentando.
- Bom dia. – Ele deu um breve sorriso, o que fez ficar mais confusa por ele não odiá-la.
- Bom dia, . - disse com um tom assustado.
trabalhou normalmente com seu jeito alegre e divertindo a todos ao seu redor, até com ele conversava, fazendo brincadeiras com a mesma, ela não entendia o que estava acontecendo, ele estava a tratando como se nada tivesse acontecido.
Durante uma parte do turno tentou puxar assunto com .
- ? - A garota quase sussurrou.
- Pode falar. - disse parando o que estava fazendo para prestar atenção no que a garota dizia.
- Você está bem? Eu queria me desculpar… - não conseguiu terminar a frase, pois a interrompeu.
- Estou bem e você? Não tem o que se desculpar, somos amigos, esqueceu? - disse forçando um enorme sorriso e desistiu de puxar qualquer assunto com ele.
Cerca de quatros dias se passaram, estava cada vez mais amigável com e ela estava cada vez mais confusa, ela não entendia o motivo de ele não ter se afastado dela, ambos não tinham mais casos juntos o que comemorava, pois achava estranho as atitudes atuais de .
Uma certa noite se sentiu impaciente em sua casa, colocou uma roupa de ginástica e saiu para correr, ela precisava pensar em um plano de como pedir desculpas, precisava confrontar pessoalmente, ela queria se desculpar de verdade com ele. Então por um simples impulso ela tomou uma grande decisão.
após cerca de dez minutos chegou ao apartamento de , ela ensaiou na porta alguns minutos, uma forma de abordá-lo sem parecer uma neurótica.
Assim que ela tomou coragem de bater à porta, abriu antes, fazendo ambos gritarem assustados.
- ? - disse completamente assustado.
- Oi? - não sabia o que dizer, seu plano estava indo por água abaixo.
- O que faz aqui? - disse um tanto confuso olhando a garota em sua porta, completamente suada e ofegante.
- Eu vim pedir desculpas, eu sei que você está fingindo que está bem, mas o que eu disse foi cruel e não era verdade, , eu… - ela estava pronta para se declarar quando é surpreendida com uma voz.
- Querido? Quem é? - Sophia apareceu atrás de , apenas enrolada em uma toalha e com os cabelos molhados.
olhou em estado de choque para e ele ficou sem reação de como explicar isso para a garota.
- Sophia, essa é , minha colega da 99. , essa é a Sophia, minha namorada. - disse olhando fixamente para .
não podia acreditar no que estava ouvindo, seu coração parecia que havia se partido por completo, não a amava como ela imaginava, ele sempre amou Sophia. não se achava tão atraente quanto Sophia.
- Desculpa te atrapalhar com isso, , conversamos amanhã? Foi um prazer te conhecer, Sophia. Adeus. - disse rapidamente sem dar oportunidade de resposta para e saiu pelo corredor em disparada.
queria ir atrás dela, mas agora ele estava com Sophia, ele não a amava como amava , mas ele precisava estar com quem sentia algo por ele, e não era essa pessoa.
No dia seguinte, todos estavam reunidos na sala de reuniões da 99°DP, o Capitão Holt distribuía casos para cada um.
- Caso de Canibalismo, que horror. - Charles disse lendo o dele.
- Canibalismo? Que horror. Posso ficar com esse, Capitão? - disse animado.
- Não. , você e vão investigar Marlon Carrington, um grande traficante de drogas, preciso dele preso. Façam o possível. - O Capitão Holt disse entregando os documentos a que os observou lentamente.
e conversavam normalmente, como se nada tivesse acontecido com ambos nos últimos dias, o que corroía a alma de cada um.
- Caso de tráfico, vi que ele estará no restaurante mais badalado da cidade, vai precisar de uma roupa maneira. - brincou com .
- Está dizendo que não tenho roupa apropriada? Olha o que você veste, . - disse debochando dele, fazendo-o olhar o que estava vestindo.
Todos saíram da reunião, seguiu até a sala de provas, ela não notou a presença do rapaz que logo pensou em pregar um susto.
- Bu! - disse segurando a cintura de a fazendo gritar.
- Droga, ! - disse dando um soco no ombro do detetive que começou a rir da situação.
- O que faz aqui? - tentou puxar assunto, sabendo que só a seguiu pois não conseguia ficar longe.
- Marlon Carrington já teve passagem por crimes, quero dar uma olhada no que encontramos da última vez. - disse, vasculhando caixas.
- Estamos bem? Vamos trabalhar juntos e eu preciso ter certeza - disse cruzando os braços.
- Estamos, claro. Já trabalhamos juntos, . Espero que seja feliz com a Sophia - mostrou um sorriso.
- Pode me dar um abraço? De amigos? - disse sorrindo com sinceridade e retribuiu.
Um abraço lento e aconchegante, ambos não queriam sair tão rápido, ainda se sentia viciado no perfume de e ela se arrepiava com a respiração dele em seu pescoço.
- Eu tive uma ideia. Denise e John, recém casados e grávidos, Denise uma garota romântica, mas atrevida, John um cara com sonhos e com desejo de conquistar o mundo. - disse segurando o braço de e falando isso extremamente animado.
- O quê? - comentou sem entender o que estava acontecendo.
- Nossos disfarces. - disse mais animado que antes.
- Estaremos casados e eu vou ter um bebê? Você vai me engravidar? - disse chocada entrando na brincadeira.
- Você esqueceu o remédio e nós queríamos selar nosso amor, assim ganhamos Júnior. - resumiu a história.
- Você é maluco, . - disse pegando uma pasta e deixando sonhar sozinho.
Essa amizade dos dois era boa, mas ambos sabiam que não queriam isso, queriam estar juntos, mas o destino parecia não querer o mesmo.
Naquela mesma noite os dois foram até o restaurante onde Marlon estaria.
- Ok. Como estou? - disse dando uma rodada com seu smoking novo.
- Igual um pinguim. - comentou sem empolgação.
- Um pinguim extremamente sexy. Você está muito atraente com essa barriga de grávida. - a provocou.
- Eu estou, não é mesmo? Quer tocar na minha barriga sexy? - esfregou a barriga pelo vestido rosa.
- Eu posso? - disse animado.
- Não toque na Júnior. - disse batendo na mão de , fazendo-o rir e a admirá-la.
- Boa noite, posso ajudá-los? - A recepcionista da entrada os abordou.
- Queremos uma mesa para dois. - disse abraçando .
- Estamos lotados. - A recepcionista comentou em tom de desculpa.
- Estamos completamente apaixonados. - disse dando um beijo na bochecha de , o fazendo ficar sem reação
- Vou arranjar uma mesa, me acompanhem. - A mulher pegou dois cardápios e os levou até uma mesa no canto do restaurante.
e sentaram e pediram o que vão comer, ambos observavam o local a procura de Marlon. O que não esperavam era que a sorte estava ao lado deles, eles iriam dividir a mesa com Marlon e a esposa Michelle.
Assim que Marlon e Michelle se sentaram, eles precisavam arranjar uma maneira de conversar com ele.
- O bebê chutou. - disse quase alto demais, como se fosse surtar.
- Chutou, amor? Que lindinho. - verificou se eles olhavam para eles.
- Que linda, você está grávida, qual o nome? - Michelle que os observava puxou assunto.
- Max. - disse forçando um sorriso e logo recebendo um olhar de nojo de ao ouvir o nome.
- Estão juntos há muito tempo? - Marlon dessa vez puxou assunto.
- Pouco tempo, decidimos nos casar rápido para selarmos nosso amor, não é mesmo, querida? - disse olhando para que apenas concordou com a cabeça.
- Vocês parecem que se amam de verdade. Por exemplo, eu me apaixonei pelo sorriso do Marlon e da forma que ele vê o mundo tão melhor do que eu. - Michelle disse segurando a mão de Marlon.
- E eu me apaixonei pelo jeito dela, o olhar penetrante, a forma que ela sabe tantas coisas. - Marlon retribuiu o carinho. - E vocês?
- Ah… Eu amo o sorriso dela. - disse e deu um pequeno sorriso de lado - A forma que ela coloca o cabelo atrás da orelha quando tá sem graça, como ela enfrenta desafios, o perfume dela, a risada dela rindo das minhas piadas... - percebeu que estava tagarelando e logo parou.
- E você? - Michelle disse animada para .
- Eu amo o jeito dele. Como ele sempre brinca com tudo, o jeito imaturo de ver a vida, o sorriso dele, a forma que ele me faz sentir bem, o cabelo bagunçado, como ele não consegue fazer um nó bem feito na gravata. - disse rindo, fazendo soltar um pequeno sorriso.
Eles sentiam o que estava acontecendo, sabiam que era um disfarce, mas cada um aproveitou o momento para dizer o que sentia.
Marlon foi ao banheiro e logo que retornou, estava com uma mala em mãos, e se entreolharam, sabendo que era o momento exato.
- Polícia de Nova York. - se levantou e disse apontando a arma para Marlon.
- Marlon Carrington você está preso por tráfico de drogas, tem o direito de se manter calado, tudo o que disser pode ser usado contra você no tribunal. - apontou a arma e logo algemou Marlon.
- Isso aí, parceira e futura sargenta. - bateu na mão de que sorriu alegre.
A polícia veio com o reforço buscar Marlon, e estavam fora do restaurante, sentados na calçada, sem seus disfarces.
- Agiu muito bem na improvisação. - disse brincando com um galho que estava no chão.
- Você também, foi muito bem. - o observou.
- Obrigado. - disse segurando um sorriso no canto dos lábios.
- Acho que é bom você saber, eu conheci uma pessoa. - disse com um pouco de receio de contar isso a .
- Sério? Show, show, show, show! Quem é ele? - fingiu não se importar com isso.
- Detetive Majors, não estamos namorando, estamos apenas nos conhecendo. - disse tentando estabilizar a situação.
- Majors? Aquele alto e gostosão? - Sim. É muito importante para mim - disse segurando a mão de e o mesmo apenas a abraçou.
não queria acreditar que estava em um caso, ele não poderia reclamar, ele também estava. Mas não queria estar sentindo isso, ele só queria ficar com novamente, como foi naquela noite, onde deram o primeiro beijo.
queria a felicidade dela, e então jamais poderia atrapalhar isso, ou pelo menos ele tentaria.
também não sabia se amava Majors como ela imaginava, ele era atraente, mas ela sabia que não era ele. Seu coração sempre seria de , mas ele precisava ser feliz, e a felicidade de era Sophia.
Eles não queriam se sentir assim, queriam apenas que as coisas fossem mais fáceis.



Capítulo 05 - We're never alone

por incrível que possa parecer acordou cedo naquela manhã, ele se virou vendo Sophia deitada em sua cama, dormindo tranquila. foi preparar um café, fazendo uma pausa para olhar seu celular, quando se deparou com uma foto de , ele sentia falta dela, não podia acreditar que estava nos braços de outro, também sabia que tinha perdido a mulher da sua vida.
- O que está fazendo? - Sophia disse atrás de , o fazendo gritar assustado.
- Nada. - desligou a tela do celular.
- Era a foto daquela tal de ? - Sophia disse tentando retirar o celular do mesmo.
- ? Quem é ? Não tem nenhuma aqui. Por que estamos falando da ? - se apavorou, guardando o celular.
- Você gosta dela. O que ela tem que eu não tenho, ? - Sophia disse indignada, balançando a cabeça desacreditando de tudo aquilo.
- Não, Sophia. Eu ‘tô com você, a gente está bem, e vamos ficar juntos, ok? - segurou os braços de Sophia.
- Prove. Vamos terminar o que começamos antes. - Sophia disse e o coração de quase parou, ele não tinha como sair daquela situação.
- Ok, vamos. - concordou um tanto nervoso.

Após algumas horas estava reunido na sala de descanso com Charles e Terry, conversando sobre diversas coisas.
- Você não está com uma cara muito boa, , aconteceu algo? - Charles disse preocupado com o amigo.
- Você está pálido, amigão, quer uma cenoura? - Terry falou, comendo um saco de mini cenouras e notando o rapaz com cara de cansado.
- Sophia surtou hoje. E eu tive que tentar provar que gosto dela. - apoiou o rosto com as mãos na mesa.
- E você gosta? Sempre achei que gostasse da . - Charles disse, abrindo um lanche na mesa.
- Acho que gosto. A agora está apaixonada pelo Majors, é notável. E eu não gosto tanto assim da - observou a garota que estava no canto da sala sorrindo durante uma conversa.
- Eu não concordo, sempre apareceu ser apaixonada por você, e você é caidinho por ela. - Terry indagou.
- Eu? Não. Como assim ela sempre pareceu? - disse, confuso.
- Olha só. Ei, Rosa, de quem a gosta? - Terry abordou Rosa que estava pegando um lanche na máquina.
- . Óbvio. Do que estão falando? - Rosa puxou uma cadeira para se sentar.
- O está surtando, pois acha que não ama a Sophia. - Charles disse, olhando para Rosa.
- Simples, termina com ela e vai atrás da . - Rosa vasculhou um saco de salgadinho.
- Não é tão simples. está feliz agora, não posso atrapalhar, e Sophia quer se casar e eu disse que sim. E eu nem gosto da . - disse a última frase quase como um sussurro.
- Que engraçado, juro que entendi que você disse que ia se casar com a Sophia. - Terry disse rindo e logo parou percebendo que havia entendido corretamente.
- Seu imbecil, por que fez isso? E é óbvio que está apaixonado por ela. - Rosa deu um tapa em .
- Eu não sei. Não quero fazer isso. - deitou a cabeça na mesa e fingiu um choro.
- Não sei se pode ajudar, mas eu conheço uma casa na praia bem legal, por que não fazem um encontro de casal? Boyle e Diaz podem ir com vocês. – Terry disse, se levantando.
- Não somos um casal, Boyle. Sim ,Terry, nós vamos , quero fazer vodka a vapor. - Rosa disse encarando Boyle.
- Acha que é uma boa ideia? - levantou a cabeça esperançosamente.
- O que é uma boa ideia? - apareceu atrás de , fazendo o mesmo gritar alto de susto.
- ? O que faz aqui? O que você ouviu? Não estávamos falando de você. - falou rapidamente e logo parou.
- O que está acontecendo com você, ? Anda estranho. - disse o olhando assustada e logo se diriginoo a sua amiga.
- Vamos para uma casa de praia hoje à noite, vamos passar quatro dias, eu, você, , Charles, Sophia e Majors. - Rosa disse se levantando.
- Não posso, minha prova é em quatro dias. - balançou a cabeça negativamente.
- Você vai voltar a tempo, . - Rosa pegou o café nas mãos da amiga e saiu de perto.
- Tá bom, ela daria uma ótima Capitã. - disse, arregalando os olhos.
e se olharam por um tempo e logo a garota saiu da sala, queria contar para que estava noivo, mas não queria que tudo piorasse.
Um tempo depois desceu até a sala de provas, porém ele encontrou vasculhando uma caixa.
- Oi, eu não sabia que você estava aqui. - disse colocando os braços para trás.
- Vim procurar uns arquivos de um caso que estou resolvendo. - respendeu sem olhar para ele.
- Show! Então? Como está com o Majors? - disse se aproximando.
- Estamos nos conhecendo, ele é um cara incrível, com uma mente completamente adulta, é encantador. - sorriu.
- Ele combina com você. - disse, forçando um sorriso.
- E Sophia? - voltou a atenção de para ela.
- Sophia? Ela tá ótima. Estamos felizes e apaixonados, como dois pombinhos. - olhou para os lados e sentiu se aproximar.
- É incrível como as coisas são, não é? O destino é bem confuso. - disse e a observou, desejando beijá-la.
- É incrível. - não se deixou levar e puxou pela cintura a beijando rapidamente.
Ele estava sentindo tanta falta dos beijos de , de sentir sua boca na dele, do seu toque, seu perfume misturando com o dele.
Ambos se separaram por falta de ar, ficando apenas com a testa colada, compartilhando a mesma respiração.
- Isso foi um erro? - ofegava entre a respiração.
- Eu não sei, foi? - disse na mesma sintonia.
- Não sei. - disse e logo se deixou levar, beijando novamente.
Ela queria isso tanto como ele, era o dono do seu coração e ela precisava dele, seu beijo era viciante e cativante, assim como tudo nele.
Porém, logo são atrapalhados com um barulho na porta, ambos se separaram ainda ofegantes e ficaram se olhando.
- Ei. Achei você. , o que faz aqui? - Rosa olhou para a amiga e logo percebeu a presença de .
- Eu? Eu ‘tô ajudando a em uma busca de um caso, essa garota é atrapalhada e precisava da ajuda do melhor detetive. Quer saber, o Boyle está me procurando também, tchau para vocês. - não esperou uma resposta e foi embora correndo daquele local.
- Então, Rosa, precisa de algo? - voltou a mexer nas caixas.
- Não. Eu vim, pois percebi que você e o sumiram. ? Vocês estavam se beijando? - Rosa observou a garota que já tremia de nervoso.
- O quê? Não! Eu e somos amigos, apenas isso. - disse quase gritando.
- Vocês são péssimos mentirosos, vocês se amam, por que complicam tanto? - Rosa disse, cruzando os braços.
- Não é tão simples, Rosa, ele está com a Sophia e eu estou com o Majors, eu preciso de um tempo para decidir o que eu sinto pelo . - cruzou os braços também.
- Vocês não gostam dos seus parceiros, essa é a resposta. E é bom se apressar, está noivo de Sophia porque ela o forçou. Vai deixar ele ir embora assim, ? - Rosa disse e logo saiu, sem esperar uma resposta.
sentiu seu coração apertar, ela não queria perder definitivamente, ela não sentia absolutamente nada por Majors. Mas sabia que seu coração queria o . Então é o que ela faria, tentaria conquistá-lo nessa viagem.
Todos voltaram para suas casas e foram organizar suas malas, Rosa estava na casa de aguardando a mesma terminar de se arrumar.
- Você só vai levar isso? - disse apontando para uma mochila ao lado de Rosa.
- É o suficiente para a sobrevivência. - Rosa disse, olhando para a mochila.
- Estamos indo para a praia, não para um campo de guerra. - viu que a amiga levava uma faca na bolsa.
- É a mesma coisa. Já pensou o que vai falar para o ? - Rosa disse brincando com a cadeira giratória.
- Não. Vou ver se eu vou preferir ficar com ou Majors. - riscou algo em uma folha que utilizava como lista.
- Você ama o , por que insiste em fingir que não gosta? - Rosa tirou algo do lugar da mala de para irritá-la.
- Não mexa nas minhas coisas, Diaz. Eu preciso me decidir, não posso responder nada. - arrumou o que tinha sido tirado do lugar.
- Medrosa! - Rosa respondeu e recebeu um olhar negativo da amiga.
escutou a campainha soar e correu para ver quem era, na esperança de ser Majors que estava um tanto atrasado.

- O que vocês fazem aqui? - disse indignada ao ver , Charles e Sophia na frente deles.
- Oi, . Dá licença, deixa eu entrar. - afastou e se deitou no sofá.
- Por que estão aqui? Iríamos nos encontrar no bar do Shaw's. - Rosa disse tão confusa quanto .
- Estávamos prontos e ansiosos, estávamos próximos e decidimos encontrar vocês - Boyle disse, se sentando em uma cadeira.
- Deveriam ter avisado. - falou furiosa.
- Eu fui completamente contra essa decisão. - Sophia se sentou ao lado de .
- Cala a boca. Ninguém te perguntou absolutamente nada. - Rosa disse nervosa e recebeu um olhar de desaprovação de .
A campainha soou novamente, foi para porta soltando um suspiro longo, dessa vez era Majors.
- Oi, querida. Está linda! - O mesmo disse dando um beijo nos lábios de .
- Oi. - A mesma sorriu, dando passagem para Majors.
o observou, furioso, ele não se sentia confortável vendo beijar outro cara em sua frente, ele então percebeu que era assim que ela se sentia ao ver com Sophia.
- Pessoal, esse é o detetive Dave Majors. Majors, esse são meus colegas da noventa e nove. - olhou para baixo um tanto sem graça.
- Com exceção da Sophia que é só agregada e namorada do . - Rosa recebeu um olhar negativo de todos. - É verdade.
- é muito tímida, sou a namorado dela. É um prazer conhecer vocês, já trabalhamos juntos algumas vezes, mas é bom se sentir parte de uma família. - Majors abraçou que se sentiu mais constrangida que o normal.
- Nossa, , você escolhe bem seus namorados. Ele é tão emocionante quanto o Teddy. - disse rindo e logo parou.
- , você não está em condições de fazer piada agora. - Rosa disse furiosa com o garoto.
- Acho que estamos todos aqui, podemos ir? - se soltou dos braços de Majors.
- É uma boa ideia. - Charles disse pegando suas coisas e se levantando.

A viagem durou cerca de duas horas, eles haviam alugado uma van, Rosa foi dirigindo com Charles ao seu lado, enquanto os casais iam atrás. Sophia e Majors adormeceram, mas e se mantinham acordados a viagem inteira, estava brincando com algum joguinho no seu celular e lendo um livro. Algumas vezes ambos trocavam olhares intensos, eles não haviam conversado sobre o que houve na sala de provas, mas não era o momento certo.
Assim que chegaram, foram procurar seus devidos quartos, se deparando com apenas dois quartos.
- Pessoal, acho que temos um problema, temos dois quartos apenas. - Charles disse, nervoso.
- Era óbvio, Terry tem só a esposa e as filhas, era pra ser dois quartos mesmo. - Rosa disse jogando a mochila no chão.
- Já sei, Charles pode dormir comigo e a Sophia. Rosa pode dormir com a e o…Como é seu nome mesmo? - disse se fazendo desentendido.
- É Majors, , não seja imbecil. E não, não vamos ficar ouvindo vocês fazendo coisas nojentas enquanto estivermos ali, eu e o Charles vamos ficar em um quarto, vocês, casais, vão dividir um quarto. - Rosa disse cruzando os braços.
- Você está falando sério? Dividir um quarto? Isso é uma péssima ideia. - Sophia disse, horrorizada.
- Eu não perguntei, vai ser assim e pronto - Rosa pegou a mochila e foi colocar suas coisas no quarto.
O clima estava estranho, dividir um quarto não estavam em seus planos, se sentia nervosa, dividir um quarto com o atual namorado, sua paixão e sua inimiga, isso só poderia ser um pesadelo.
então decidiu ir para cozinha beber algo, precisava relaxar, eram tantas coisas em sua mente.
- Você está bem? - apareceu logo atrás dela.
- Sim, eu acho. , isso é muito estranho, vamos dividir um quarto. - pegou um copo d'água.
- Eu sei. Eu também não gostei dessa ideia. - observou e logo ficou em silêncio.
Ambos ficaram se olhando em silêncio e não demorou muito para se deixarem levar, puxou novamente pela cintura, a beijando, ela não relutou, abrindo espaço para o beijo.
colocou sobre a mesa e seguiu a beijando com mais rapidez.
- , alguém pode nos ver. - afastou o rapaz.
- Tem razão, me desculpa. Eu não sei, , eu… - tentou dizer algo e simplesmente o abraçou.
Ambos ficaram ali em silêncio se abraçando, logo se afastaram rapidamente ao ouvirem o som de alguém descendo as escadas.
- ? Pode me dar uma ajudinha com a mala? - Sophia disse, sorrindo.
- Já vou. - concordou com a cabeça e olhou para o chão.
Sophia desapareceu da frente deles. se aproximou de e começou a rir.
- ? Sério? Ela parece sua mãe. - passou pelo o mesmo, o fazendo rir sem graça.
- Vai brincar com o meu nome, ? - disse mais alto para a garota que subia as escadas, mas era possível ouvir a risada dela.

Na manhã seguinte, todos acordaram cedo para aproveitar a praia, foi a primeira acordar e estava envergonhada de se trocar naquele quarto, pegou suas roupas de banho e foi para o quarto de Rosa e Boyle.
Assim que entrou no quarto encontrou Rosa dormindo em uma cama e Charles dormindo no chão.
- Charles? - se abaixou perto dele.
- ? Bom dia. - Charles disse já se levantando.
- Pode me dar licença? Quero falar com a Rosa. - disse educadamente.
Charles se levantou dizendo algo que não entendeu, sobre acordar .
- O que você quer? - Rosa disse resmungando com a cabeça no travesseiro.
- Nada, pode dormir, só vim me trocar, não quero me arrumar com todos eles lá. - tirou a blusa e colocou a parte de cima do biquíni amarelo com rosas vermelhas.
- Vai impressionar o ? Bonito biquíni. - Rosa olhou e coçou os olhos.
- Como? Eu não tenho um corpo perfeito como da Sophia. - disse, triste.
- Você tem, só não quer ver isso. , você é incrível, inteligente, bonita, simpática, madura, uma mulher incrível, não fique se escondendo atrás da Sophia. Já percebeu como o olha para você? É diferente como ele olha para a Sophia. - Rosa disse e logo abraçou a amiga.
- Obrigada Rosa, você é incrível. - a abraçou.
- Não conte sobre esse nosso momento para ninguém - Rosa disse ameaçando e logo rindo junto com .
- Você não vai usar esse pijama, não é? - apontou para a roupa de Rosa.
- Eu não quero impressionar ninguém, só tem o Boyle aqui. - Rosa pegou um biquíni preto.
- Ele é um ótimo partido. - disse rindo.
- Pegue para você, . - Rosa jogou uma toalha em .
e Rosa se trocaram e vão diretamente para a praia encontrar os outros. Assim que viu , seu coração disparou, ela estava mais bonita do que antes, não prestava mais atenção em ninguém, apenas em .
Todos brincavam no mar e na areia, faziam piadas sobre o dia a dia. e Rosa estavam deitadas na areia, estava com o cabelo molhado, pois estava no mar.
- As sereias cansaram do mar? - disse se jogando ao lado delas e se secando igual um cachorro, respingando água nas garotas.
- Droga, ! - e Rosa disseram juntas.
- Qual o problema? Não quer se molhar? - disse e logo abraçou a molhando.
- Sai daqui. - disse, empurrando e o mesmo correu pelo mar como se fosse uma criança.
- Você e andam se divertindo, não é mesmo? - Rosa colocou os óculos de sol.
- Somos amigos, nos divertimos. - observou no mar ao lado de Boyle.
- O bom que você relaxa para essa prova. - Rosa disse, rindo.
então parou por um momento observando Sophia e Majors deitados na área em silêncio, ela nem se lembrava que ambos estavam ali, ela só pensava em .
- Espera, isso foi um plano de vocês. Não foi? - virou-se para Rosa que tirou os óculos.
- Do que está falando? - Rosa se sentou.
- Vocês sabiam que haveria apenas dois quartos, organizaram isso com o Terry, não foi? Pois sabia que eu acabaria focando no e esquecendo o Majors. Eu poderia estar estudando para a prova, mas vocês preferiram me fazer resolver um caso de amor. - disse, irritada, se levantando e indo embora da praia.
observou Rosa gritar o nome de e logo seguiu a garota.
Após alguns minutos encontrou no quarto, deitada no chão com roupa de banho.
- ? O que aconteceu? - deitou ao lado da garota.
- Como me encontrou? - disse sem olhar para .
- Você deixou rastros de água e areia pela casa toda, parecia um caramujo. - tirou uma risada de
- Você sabia que fizeram isso para nos juntar? - olhou para
- Eu imaginei, mas não tinha certeza. - disse se virando.
- Somos bons detetives. - sorriu.
- Nome do seu vídeo de sexo. - disse rindo e acariciando o rosto de .
Ela não sabia como se sentir sobre o toque de , então simplesmente o beijou ali, ela o queria tanto quanto ele.
Ambos se beijaram por um tempo, misturando suas emoções naquele momento.
- Isso é um erro, . - se levantou e saiu do quarto, deixando ali sozinho.
ficava cada vez mais confuso, não entendia como mudava tanto de ideia, uma hora ela se mostrava interessada e logo tentava se afastar dele.
A mente de estava uma bagunça, havia o casamento de , a prova de Sargento e sabia que se passasse ela seria transferida para outro país.
foi até a sala, se jogando no sofá e gemendo de frustração. Mas logo escutou algumas risadas na cozinha, risada familiar.
Ele vai devagar, sem fazer barulho para descobrir quem estava ali, mas logo se deparou com alguém que não gostaria de ver.
Sophia estava sentada na pia beijando Majors, ambos estavam em um completo amasso.
- Mas que porra está acontecendo aqui? - disse quase como um grito.

- ? Eu posso explicar. - Sophia empurrou Majors.
- Cara, não é isso que parece. - Majors levantou as mãos como inocente.
- Sua namorada está lá em cima, triste, e você resolveu beijar minha namorada ao invés de cuidar dela? E você? Queria casar comigo para me trair? - disse, aborrecido.
- Ei, o que está acontecendo? - Rosa disse acompanhada de e Boyle que logo pararam na frente da porta.
- Eles estavam namorando. - bateu a mão à mesa.
- Majors? É verdade? - disse, com lágrimas nos olhos.
- , eu posso explicar. – ele tentou se aproximar de , mas a mesma se afastou.
- Fica longe de mim, eu acreditei em você, Majors, vai embora, agora! - gritou.
Majors disse se afastando, mas pareceu ficar mais furioso, dando um soco no rosto de Majors, o fazendo cair no chão e com o nariz ensanguentado.
- ! Não, não vale a pena. - Rosa puxou para longe de Majors.
- Querido, vamos conversar. - Sophia se aproximou de , mas Rosa levantou uma faca para a ela.
- Você e o idiota aqui vão pegar um voo de volta para sua casa, vão deixar e em paz, ou eu vou acabar com vocês. - Rosa disse pegando uma faca e apontando para Sophia.
- E eu vou ajudar, vocês magoaram e usaram nossos amigos. - Boyle gritou como se tivesse alguma autoridade.
- Calem a boca! Vocês deem um fora daqui, não vale a pena nada do que estão fazendo. - gritou e saiu correndo para o quarto de Rosa.
Sophia e Majors pegaram suas coisas e foram embora. O clima na casa não estava bom, e se trancaram em quartos separados, com Boyle e com Rosa. Era preocupante a situação de ambos, Boyle e Diaz queriam ajudar, mas não sabiam como.
Todos passaram aqueles dias, trancados nos quartos.
Havia chegado o dia de ir embora, todos entraram no carro em silêncio, só havia o som do rádio tocando.
então decidiu que era a hora de conversar com .
- ? - disse se aproximando da garota que não respondeu. – Olha, eu sinto muito pelo o que aconteceu, eu não queria que fosse dessa forma, eu sinto muito.
- Eu não vou passar nessa prova, - disse, chorando
- Claro que vai, . Você é incrível, a melhor detetive que eu conheço, essa prova não significa sua competência. - disse e o abraçou, chorando.
Não era o momento que eles esperavam, mas sabia que era seu melhor amigo e ela estava ali, nos braços de quem ela amava.
queria ajudá-la, mas só podia dar um apoio, cuidar de quem ama era a maior prova de amor e de amizade que ele conhecia. Não importava o quão fossem apaixonados, a amizade deles era mais forte, e eles sabiam que poderiam contar um com o outro.



Capítulo 06 - What's the problem, Baby?

O grupo havia voltado ao Brooklyn antes do previsto, conseguindo chegar antes do horário normal de trabalho.
estava fazendo uma aposta de corrida de cadeira com Rosa, afinal o Capitão Holt ainda não havia chegado.
- Atenção. Foi dada a largada! - Boyle gritou fazendo e Rosa correrem com as cadeiras.
- Você vai comer poeira, Diaz. - disse tomando a liderança, mas logo se atrapalhou e caiu com a cadeira no chão.
- Comemorou muito cedo, . - Rosa riu, cruzando a fita amarela de isolamento, que haviam colocado entre duas mesas.
- Eu quero uma revanche. - disse, rindo ao lado de Rosa, mas logo eles escutaram um barulho estranho.
Era o barulho de uma máquina sendo chutada, eles correram até a sala de descanso, afinal ali havia as máquinas de comida.
- Sua máquina idiota e imbecil, não consegue nem fazer seu trabalho direito e ainda me rouba. - disse, dando chutes na máquina.
- Por que ela está parecendo a Rosa? - Boyle disse baixo para .
- Acho que a Rosa corrompeu a . - falou baixo para o amigo também.
- ? O que está acontecendo? - Rosa disse, chocada com a amiga que dava chutes fortes na máquina.
- Eu só quero um salgadinho. Essa vagabunda roubou meu dinheiro e não quer me dar meu lanche. Eu paguei por isso, sua máquina idiota. - deu um tapa na máquina e logo clicou rapidamente no mesmo botão por diversas vezes.
- , é só uma máquina. - Rosa gritou com a amiga.
- Eu não faria isso, você pode dar um curto na máquina, apertando todos esses botões. - Boyle estava explicando, mas logo a máquina soltou faíscas e explodiu por dentro, soltando fumaças de queimado e acionando o sensor de incêndio, jogando água naquele local.
- Capitão? A colocou fogo na delegacia. - gritou, fazendo uma brincadeira com , que o olhou, irritada.
respirou fundo, percebendo o que estava fazendo e correu para longe. Todos ficaram se olhando, sem entender o que estava acontecendo.
- Por que ela está assim? - Boyle disse segurando o extintor de incêndio e jogando na máquina.
- É a prova de Sargento, ela está nervosa. - Rosa disse sentada, observando Boyle limpar.
- A prova é hoje? Por isso ela está surtada. - concluiu, observando Boyle limpar a bagunça.
- Vocês não vão me ajudar? - Boyle percebeu que e Rosa apenas o assistiam.
- Não. Eu vou conversar com a . - Rosa se levantou e foi procurar .
- Eu acho que ouvi o Capitão Holt me chamar. - saiu da sala e deixou Charles sozinho.
Rosa seguiu procurando , mas após algum tempo a encontrou em um lugar óbvio, a mesma estava no telhado, o clima estava fechado e o vento forte, ela havia soltado o cabelo, deixando-o voando em uma tremenda bagunça.
estava sentada no chão e com um cigarro em mãos.
- Achei que havia parado de fumado. – Rosa se sentou ao lado da amiga.
- Eu parei, mas estou nervosa. - observou o cigarro em suas mãos.
- Não precisa disso. - Rosa pegou o cigarro e jogando longe.
- Rosa! Isso era meu. - disse brava com a atitude da amiga.
- Exatamente, era, passado. - Rosa colocou as mãos na própria coxa.
- Eu estou com medo. Tudo têm sido uma tremenda confusão, em relação ao , a 99, a prova, mudança. - apoiou o rosto nas próprias mãos.
- Sabe uma coisa que eu lembro? - Rosa se virou para a amiga que estava cabisbaixa.
- O quê? - disse, esperando uma resposta.
- Eu sempre te admirei. Quando você entrou na noventa e oito, eu achei que você era só mais uma mimada, mas quando descobri que você saiu da outra delegacia por assédio do seu Capitão, eu percebi que você era tão forte. Você foi crescendo como policial, nem saber segurar uma arma você conseguia, tremia e chorava para dar voz de prisão, demorava semanas para resolver um caso simples. - Rosa disse aquilo sem olhar para .
- É sério? Eu sempre quis ser tão forte quanto você, Rosa. - disse, com os olhos marejados.
- Você se tornou uma das melhores detetives do Brooklyn, prende criminosos como ninguém, vai e faz essa prova. - Rosa segurou a mão de .
- E se eu não passar? - disse, preocupada.
- A gente sai, enche a cara, faz vodka a vapor já que você me impediu na minha viagem, depois tenta de novo. - Rosa riu e logo recebeu um abraço apertado de .
- Prometo que faremos uma outra viagem. - segurou a mão da amiga.
As duas voltaram para a área central e se reuniram com seus amigos na área de descanso.
- Então? Está mais calma? - Boyle disse, com um sorriso mais amigável do mundo.
- Estou, Charles. Obrigada. - deu um pequeno sorriso a Charles.
- ? - O Capitão Holt apareceu na porta da sala de descanso.
- Capitão? Aconteceu alguma coisa? - tomou uma postura mais dura e olhou seriamente para o Capitão Holt.
- Por a caso se lembra do caso de Mourigton? - Capitão Holt folheava uma papelada em suas mãos.
- Sim, me lembro. Eu estou atrás desse cara há meses. - disse ainda mais empolgada.
- Temos evidências que ele está em um galpão aqui no Brooklyn, preciso que faça a apreensão. - Capitão Holt apontou para .
- Sim, senhor. Vou agora mesmo. - já se preparava para correr, quando Rosa a impediu.
- Não. Sua prova é em alguns minutos. Você vai perder a prova dos seus sonhos? - Rosa tentou entender .
- Eu esqueci. - disse, suspirando. - E agora? Eu preciso prendê-lo é minha única chance de colocar um dos maiores casos no currículo, isso pode aumentar minhas chances de ser Sargento.
- Ou alguém apreende o Mourigton, ou simplesmente faz sua prova. - Holt disse isso como se fosse uma ideia boa.
- Você sabe que isso não faz sentido, não é mesmo? - Terry olhou para o Capitão que não respondeu.
- Eu vou. - disse com um tom mais forte na voz.
- ? Fala sério. Você é burro igual uma porta, para fazer a prova da . - Rosa rosnou para o mesmo.
- Não vou deixar você fazer minha prova, . - disse quase como um insulto.
- Primeiramente, magoou. Segundo, eu posso apreender o Mourigton, o deixo na sala de interrogatório até você voltar, então você o interroga e leva todos os créditos. - cruzou os braços.
- Isso pode dar certo. - Boyle concordou com a cabeça. - Eu e a Rosa podemos ajudar o .
- Vocês fariam isso por mim? - disse, emocionada.
- Vocês? Eu me ofereci, não acredito que vão levar os créditos e se tornarem heróis. - balançou a cabeça, fingindo indignação.
- Você é um herói, . - deu um beijo na bochecha do garoto, o fazendo corar com aquela sensação e a olhá-la, sorrindo.
- , você vai se atrasar, sua prova é em cinco minutos. - Terry olhou o relógio de pulso.
- Droga. Ok, eu volto em uma hora, prometo. Me desejem sorte. - correu pelo corredor, desesperadamente.
- Boa sorte. - Todos gritaram juntos.
- Ok pessoal, vai ser o seguinte, eu vou ficar com a parte da entrada do local, Rosa fica com os fundos, caso ele tente fugir. Boyle me dá cobertura pelas laterais. Vamos fazer isso pela . Eu pareci um herói falando, não é mesmo, Charles? - disse, empolgado.
- Melhor do que o próprio Batman. Vocês sabem o que isso é? - Boyle disse mais animado que antes.
- Não diz "clubinho". - fez uma cara de nojo.
- "Clubinho"! Esse é o trio dos meus sonhos. - Charles gritou, animado e saiu sem responder.
- Como o te atura? - Rosa o encarou e logo o puxou.
Os três foram até o galpão fazer a apreensão, cada um estava em seu devido local.
Mourigton encontrou e logo tentou fugir, Boyle tentou correr atrás do mesmo, Mourigton atirou em , pegou uma bala de raspão em seu braço.
- Fala sério,, Mourigton, meu braço favorito de comer salgadinho. - colocou a mão no ombro e viu o sangue escorrer.
Rosa conseguiu jogar Mourigton no chão e algemá-lo, e Boyle correram até onde ela estava.
- Mourigton, você está preso - Rosa disse, com os joelhos nas costas do mesmo.
- Boa, Rosa. - Boyle quis fazer um toque de mãos com Rosa que o ignorou. - Sem toque, entendi, garota esperta.
Os três levaram Mourigton para a 99°DP, e prenderam o mesmo na sala de interrogatório. Eles estavam atrás do vidro conversando.
- Como está seu braço? - Rosa perguntou com seu tom sério de sempre.
- Foi só de raspão, já fizeram um curativo, disseram que eu vou ficar com uma cicatriz maneira. - disse a última frase rindo.
- Maneiro. - Rosa deu um breve sorriso.
- Vai poder aumentar a história. - Boyle disse, apontando para o amigo.
- Que horror, Charles. Claro que eu vou. - cruzou os braços.
- Droga, já deu o tempo da , onde ela está? - Rosa disse, nervosa.
- Eu vou verificar. - disse, saindo.
- não a atrapalhe. - Rosa gritou.
- Não vou, relaxa. - gritou mais alto.
- Manda um beijo para . - Boyle gritou também.
foi até o local das provas no 5° andar, eram tantas salas e ele não fazia ideia de onde estaria. Ele foi passando de janela em janela na porta, olhando dentro das salas. Após um tempo ele encontrou , com um coque no cabelo, extremamente atenta a sua prova.
Então começou a pular em frente a prova e a balançar os braços, e, por um instinto, olhou para o lado e se assustou ao ver ali na frente, pulando.
- O que faz aqui? - tentou dizer sem sair uma palavra de sua boca.
- Conseguimos. - tentou também dizer sem sair nenhuma palavra, e também fez um sinal de positivo com a mão direita.
olhava para quem estava aplicando a prova e olhava para , ela parecia desesperada.
então apontou para o relógio, como se perguntasse quanto tempo ela ainda ficaria ali, a mesma esticou os dedos indicadores e girou um entorno do outro, dando a dizer para ele enrolar Mourigton mais um pouco. então suspirou e saiu correndo.
voltou para a sala de interrogatório, um tanto cansado de correr.
- Por que você está suando? - Rosa olhou para .
- É cansativo subir até o 5° andar. - respirou, ofegante.
- São dois andares, você foi de elevador e era para descer. - Rosa disse mais nervosa que antes.
- Na primeira vez eu tive que subir. É cansativo chegar até o elevador. Rosa, tenha mais empatia. - observou Mourigton pelo vidro.
- E ? Mandou um beijo para ela? - Charles levou um soco no ombro de Rosa.
- Não, Charles, não mandei um beijo para ela. ainda não terminou a prova, pediu para enrolar mais um pouco. - cruzou os braços.
- Enrolar? Como vamos fazer isso? Ele não pode ficar aí apenas sentado. - Rosa apontou para Mourigton.
- Eu tenho uma ideia. - sorriu.
Então esse foi o plano de , pegar um violão e cantar todo o álbum de Taylor Swift, enquanto o mesmo gritava no meio da música.
- Sério, cara? Por que está fazendo isso? - Mourigton sentiu os ouvidos doerem.
- Você não gosta da Taylor? Ela é ótima. Essa música também é muito boa. AAAAH! - gritou mais uma vez batendo nas cordas do violão.
Enquanto isso Rosa e Charles observavam o desastre acontecer, sem ter uma chance de impedir o amigo com o que quer que ele estivesse fazendo.
- Isso é pior que tortura. - Rosa filmou com o celular a cena.
- Eu não queria estar no lugar do Mourigton. - Boyle cruzou os braços.
- Ei, cheguei, onde está o Mourigton? - disse, ofegante, assim que adentrou a sala onde os dois amigos estavam.
- Como vocês se cansam de descer dois andares? De elevador? - Rosa gritou e saiu da sala.
- Nossa, o aconteceu com ela? - disse, sem entender.
- está torturando o Mourigton. - Boyle apontou para o vidro e percebeu a cena.
- Droga, eu vou lá tirar o . - saiu.
Na sala do interrogatório continuava a gritar sem parar, Mourigton já não suportava mais a voz dele.
- Meu nome é ! - gritou no rosto de Mourigton.
- ? O que está acontecendo? - entrou na sala.
- ? Tudo bom? Eu só estava conversando com meu amigo. - cruzou os braços e deu uma risada sem graça.
- O que houve com seu ombro? - disse, se aproximando de .
- O quê? Nada. Foi só um tiro de raspão. - segurou a mão de .
- Ok. Depois conversamos sobre isso? - deu um breve sorriso.
- Claro. - retornou o sorriso.
- Senhor Mourigton? Eu sou a detetive e tenho algumas perguntas. - se sentou na cadeira a frente do criminoso.
- Mas… ele não é ? Como existem duas ? - Mourigton perguntou, olhando assustado para .
- O quê? - disse, confusa.
- O quê?! Aí esse cara é engraçado, já está delirando, boa sorte aí no seu caso viu, tchau. - abriu a porta e saiu depressa.
- Ok. Mourigton você já me encheu, eu estou atrás deste caso a meses, você tem me enrolado desde então, atirou no meu parceiro de trabalho, quase me fez perder minha prova. Acho bom você confessar isso logo. - bateu à mesa e gritou, fazendo Mourigton ficar mais assustado do que antes.
- Vocês são todos loucos. - Mourigton disse, com um choro.
- Bem-vindo a 99. - disse, sorrindo.
Enquanto isso atrás do vidro , Rosa e Boyle assistiam aquilo assustados.
- Ela mandou bem agora. - disse, com os olhos arregalados.
- Acho melhor deixarmos ela sozinha. - Rosa saiu e foi seguida pelos outros.

Após algumas horas voltou a sua mesa, com alguns relatórios em mãos, ela se sentou colocando todas as coisas no seu devido lugar.
- Então como foi? - disse, animado empurrando sua cadeira para perto da mesma.
- ? Você se senta na minha frente, não precisa ficar no meu lado. - disse, notando o garoto ao seu lado.
- Você tem um cheirinho bom, de criminoso assassinado há cinquenta anos. - riu, fazendo também rir.
- Bem, Mourigton vai para o tribunal e provavelmente vai pegar vinte anos de cadeia. - bateu na palma da mão de
- Show! E a prova? - observou cada detalhe de , ele ainda a amava, mas agora fazia o possível para esconder dele mesmo.
- Não sei, estava tão complicada quanto eu achei, e muito fácil para muita preocupação, havia alguns erros também que eu vou fazer questão de enviar uma carta solicitando a correção. - disse, empolgada.
- Eu não faço ideia do que você está falando, você é estranha, mas eu fiquei excitado. - sorriu. - Que tal irmos comemorar hoje?
- Acho uma excelente ideia. - sorriu, alegre com toda aquela sensação.

Durante a noite toda a equipe se reuniu no bar do Shaw's, eles continuavam com as mesmas roupas do trabalho, afinal foram direto ao bar.
- A , nossa futura Sargenta, ou não! Noventa e Nove! - Terry gritou com uma cerveja em mãos.
- Noventa e Nove! - Todos gritaram, levantando suas bebidas para cima.
se sentou em um balcão para admirar a equipe que fazia parte, ela nunca se sentiu parte de uma família, mas agora ela era. e Charles cantavam em um Karaokê, Terry e o Capitão Holt conversavam sobre a vida. Logo Rosa foi se sentar ao seu lado.
- E aí? Futura Sargenta . - Rosa bateu a garrafa de cerveja na garrafa de .
- Rosa, eu nunca imaginei estar tão feliz em fazer parte de uma equipe, vocês foram incríveis hoje. - admirou toda aquela situação.
- Agradeça ao que fez de tudo para dar certo. - Rosa tomou um gole da cerveja.
- Eu vou. - deu um gole também.
- Quando vai contar para o ? - Rosa se virou para a amiga.
- Do que está falando? - se fez de desentendida. Seu coração ainda acelerava toda vez que ouvia falar no nome de .
- Sobre você ser apaixonada por ele e sem se esquecer que você vai embora se passar nessa prova. - Rosa pegou outra cerveja.
- No tempo certo, Rosa, não é o momento. - disse ainda observando , que cantava uma música do Backstreet Boys e a olhava, sorrindo.
- E quando vai ser o momento? Quando você tiver 70 anos e estiver aposentada? Aí vai procurar o e ele vai estar morto por infarto, deixando uma esposa viúva e três filhos? Faça isso logo, . - Rosa bateu a cerveja na mesa.
- Eu vou fazer, mas não hoje. - se calou e Rosa a olhou.
- Tenho algo para te contar. - Rosa disse, séria.
- O quê? - tomou um gole da cerveja.
- Eu sou bissexual. - Rosa disse sem fazer contato com .
- E? Eu sempre soube. - a observou, e logo recebeu um olhar confuso de Rosa.
- Como sempre? - Rosa se virou para .
- Somos amigas há um bom tempo, eu te conheço, já vi você paquerando mulheres e homens. - sorriu.
- Obrigada. Por me entender. Mas não me abrace. - Rosa disse, com os olhos marejados.
- Eu te amo, e vou sempre te apoiar. - disse, sorrindo, pois sabia que essa era sua maior amizade.
- Preciso contar para o Charles. - Rosa se levantou.
- Se tornaram melhores amigos? - sorriu.
- Não. Ele não para de me chamar para sair e me mandar mensagem, eu preciso fazer com que ele entenda que somos amigos. - Rosa apontou a cerveja para .
- Ele daria um bom partido. - riu.
- Eu vou dar uma volta. - Rosa sorriu.
- Como? Estamos em um lugar fechado. - quase gritou, vendo a amiga saindo de perto.
se manteve sentada no balcão, aquilo tudo ainda era loucura para ela. Mas algo que nunca mudava era seu sentimento por , desde a viagem e as coisas estranhas que aconteceram, começou a agir como o melhor amigo de , apenas flertando quando possível. O coração da garota já não entendia o que estava acontecendo.
- Posso saber o motivo de estar sozinha? - se sentou ao seu lado.
- Gosto de ficar sozinha para relaxar. - brincou com um porta copos.
- Gosto de ficar sozinha para relaxar, é o nome do seu vídeo de sexo. - riu, tirando um sorriso dos lábios de .
- ? Eu não consegui te agradecer pelo o que você fez. Sério, foi muito importante para mim. - segurou a mão de que sorriu.
- De nada. Então, você está bem? Em relação ao Majors? - temeu uma resposta.
- Estou, acho que eu já esperava isso. Depois do Teddy e o Majors, eu coloquei uma nova regra. - disse empolgada para
- Ah, é? Posso saber qual? - achou engraçado a reação de .
- A partir de agora não saio com policiais. - tomou um gole da cerveja que estava no balcão.
- Show, show, show, show! Não sair com policiais, uma ótima ideia mesmo. - tentou entender o que aconteceu, agora seria o fim de toda a chance de um relacionamento com .
- E você? Está bem em relação a Sophia? - se virou para ele.
- Claro, eu já aprendi a superar a Sophia. Eu não saio mais com mulheres. Não espera, isso foi estranho. - riu.
- Fuego especial, por conta da casa. - O barman entregou uma bebida com dois canudos no balcão.
e se abaixaram para experimentar, cada um tomando em um canudo. A bebida era ardente quando engolia, mas logo dava a sensação de frescor e doce na boca.
- Hum, muito bom. - soltou o canudo.
- Achei bem fraca. Me vê mais quatro. - disse e logo pediu ao barman.
- Vê quatro para mim também. - se ajeitou na cadeira.
- Gostei, corajosa. Vamos fazer um brinde. - sorriu e pegou uma bebida.
- Brincar pelo o quê? - pegou a bebida também.
- Aos nossos relacionamentos fracassados, nossa vida horrível e confusa e principalmente a nossa amizade que nunca será mais do que amizade. - sorriu e deu uma pequena batida com seu copo no copo de .
Eles beberam os quatro copos, e não se soube como foram embora e o que aconteceu depois disso, era como se os cérebros deles tivessem desligados a partir daquele momento.
acordou na manhã seguinte com uma dor de cabeça insuportável, ela estava sonolenta, seu corpo doía fortemente, ela mal conseguia abrir os olhos.
Porém, uma coisa a fez acordar, um braço em volta de sua cintura, a abraçando com força, não pensou duas vezes e gritou alto, e ao mesmo tempo empurrou quem é que estava em sua cama.
- Aí. - Uma voz rouca disse, caindo no chão.
- ? - reconheceu a voz.
se levantou e olhou, apavorado para que estava em sua frente, completamente nua. Não que ele estivesse diferente. Ambos gritaram e tentaram se esconder.
- O que você está fazendo sem roupa, ? O que eu estou fazendo sem roupa? - se escondeu atrás de um travesseiro.
- O quê? Como eu vim parar aqui? - se enrolou na coberta.
- Você está na minha casa e nua, eu faço as perguntas, sua "safadinha". - apontou para .
- Não me chama assim. - jogou um travesseiro em .
- Ok. O que aconteceu ontem à noite? Eu não me lembro de nada. - disse, confuso.
- Eu não me lembro também. - colocou a mão em sua cabeça.
- Ok, vamos nos trocar e conversar isso vestidos, acho que vai funcionar. - disse e ficou parado olhando para .
- Eu não vou me trocar com você me olhando. - fez uma careta.
- Qual o problema? Eu provavelmente já vi mais do que você se trocando. - riu e arremessou em o sapato que estava no chão.
Não se lembravam de absolutamente nada do que aconteceu na noite passada, eles não sabiam como foram parar no apartamento de , sem roupas e dormindo juntos.
Eles precisavam descobrir o que aconteceu naquela festa, aproveitariam sua folga do trabalho para desvendar absolutamente tudo o que aconteceu.



Capítulo 07 - Well Baby I Surrender

havia deixado se trocar em seu quarto, enquanto ele ia se arrumar em algum cômodo da casa.
vasculhava o quarto de atrás de suas roupas, ela se abaixou para verificar embaixo da cama se encontrava sua blusa.
- Droga, . - resmungou assim que encontrou sua blusa completamente rasgada embaixo da cama, misturada com pacotes de salgadinho, isso só aumentava o desejo de descobrir o que havia acontecido.
Ela abriu algumas gavetas de em busca de uma camiseta, já que a sua se tornou apenas "trapos", abriu a primeira gaveta do guarda roupa, encontrando uma camisa xadrez azul, logo que retirou a camisa encontrou seu sutiã escondido.
- Fala sério. - disse, pegando seu sutiã de volta.
colocou sua calça jeans e a camisa de , deixando o cabelo solto.
Quando foi fechar a gaveta, seu instinto e curiosidade acabou falando mais alto, ela começou a encontrar várias coisas, entre normais, estranhas, nojentas e estranhamente nojentas. Mas algo chamou a atenção da garota, uma foto, era com uma farda policial, possivelmente uns oito anos mais novo. admirava a foto, parecia mais sério, mas com o mesmo rosto angelical de sempre.
- Gosta do que vê? - disse atrás de , assustando-a.
- Você me assustou. Eu só estava procurando uma blusa. - tentou esconder a foto atrás dela.
- Ficou muito boa em você, pode ficar se quiser. - cruzou os braços e admirou a garota em sua frente, ele nunca havia sentido isso quando Sophia usava suas roupas, mas com era diferente.
- Muito obrigada por me emprestar, possivelmente você rasgou minha roupa ontem. - disse um tanto sem graça.
- Você não tem provas que fui eu. Você pode ter feito um strip-tease para mim, nunca se sabe. - deu de ombros.
- O quê? Que horror, não. Ou será que eu fiz? eu fiz isso? - surtou.
- Não surta agora, são nove horas da manhã, preparei um café para gente. - disse, sorrindo, e um tanto animado.
- De quando é essa foto? - disse, mostrando a foto, um tanto curiosa.
- Caramba, eu não vejo essa foto há um bom tempo. - pegou a foto e olhou. - Eu havia acabado de entrar na polícia e recebi uma ligação do meu pai, extremamente bravo porque fingi que seguiria a carreira de piloto.
- Seu pai é piloto? - disse, o observando.
- Sim, um piloto de avião idiota. Bem, chega disso, vamos tomar um café. - puxou .
se aproximou da mesa na cozinha, ela observou fazer algo simples como cereal com leite, ele entregou uma xícara de café para que aceitou, mas ainda o observava, ele pegou o celular e encontrou uma foto com , ambos estavam se beijando, sorriu, olhando a foto. Ele se aproximou da mesa com uma tigela em mãos.
- Então? Qual o plano? - colocou uma colher cheia de cereal na boca.
- Precisamos descobrir o que aconteceu ontem, como viemos parar juntos. - assoprou seu café que estava extremamente quente.
- Por que isso é um problema? Ficamos bêbados e dormimos juntos. Ah, lembrei, somos amigos e você não fica com policiais. - mergulhou a colher novamente na tigela e suspirou.
- ? Eu sei que para você isso pode ser confuso… - tentou amenizar a situação.
- Confuso? Não. Você uma hora me quer e logo depois não, eu já me acostumei com o jeito de ser. - fez uma pequena careta.
- Sinto muito. As coisas estão confusas para mim. Mas preciso da sua ajuda, . - segurou a mão dele.
- Eu nunca disse que não iria ajudar. - deu um sorriso. - Pensei em tentar distrair nossos amigos, Boyle me mandou dezenas de mensagens. Depois vamos no Shaw's e pegamos a imagem da câmera de segurança.
- Não temos um mandado. - cerrou os olhos.
- Não precisamos. - riu um tanto nervoso.
- Vai ligar para o Boyle? - apontou para o celular de .
pegou o celular e ligou para Boyle, ele foi para um canto da cozinha, como se quisesse falar reservado com o amigo, mesmo sabendo que estava atenta a conversa.
- E ai, Charles? - disse, forçando um sorriso, aguardando uma resposta do amigo.
- ", fiquei preocupado, você não atende desde ontem e nem veio trabalhar hoje." - Boyle disse do outro lado da linha.
- Hoje é minha folga.
- "Eu me lembrei agora, pois o Capitão me lembrou, ele estava perguntando de você. Aliás, achei que você poderia estar com a , ela também não veio trabalhar hoje." - Boyle disse, dando um tom malicioso em sua voz no final da frase.
- Sim, eu fiquei sabendo que ela estava de folga também, não falo com a desde ontem. - levantou os ombros e olhou para , que o encarava.
- "Vocês podiam aproveitar e se encontrar hoje, o que acha?" - Boyle disse mais uma vez com tom malicioso.
- Se eu não tiver nada para fazer, eu vou. - disse, olhando para a garota que agora estava entretida com a caneca de café.
- "Adivinha quem voltou?" - Charles disse, animado
- Quem? - fingiu desinteresse.
- "Scully e Hitchcook" - Charles disse, rindo.
- As férias deles já acabaram? Céus, precisamos de umas férias conjuntas, Charles. Eu preciso desligar, depois conversamos. - ouviu Charles se despedir e logo desligou.
desligou após um tempo, ele e pegaram suas coisas e se preparavam para ir até o Shaw's.
- Vamos? - disse, prendendo o cabelo e puxou a presilha de sua mão.
- Deixa solto. A gente também podia ir depois e de repente se beijar mais um pouco. - se aproximou e colocou um dedo em sua boca.
- Não agora. - disse, rindo.
- Isso significa que depois? Significa isso, não é? - riu.
- Talvez sim, talvez não. - disse, rindo. - De quem você e Charles estavam falando?
- Scully e Hitchcook, dois policiais na velha guarda, são extremamente bons com papeladas e adoram comer, espere para a 99 explodir a qualquer momento - riu.
- Não vejo a hora. - disse logo atrás dele.
se aproximou da porta, assim que a abriu se deparou com uma garota de cabelos ondulados e castanhos.
- Gina? O que você faz aqui? - podia sentir seu coração acelerar. Ele fez sinal com as mãos para se esconder, e ela se enfiou atrás da bancada.
- E aí, ? Quanto tempo, vim visitar meu melhor amigo. Atrapalho? - Gina sorriu.
- Não. Na verdade sim, eu estava de saída. - engoliu seco.
- Posso ir com você. - Gina disse, animada.
- Na verdade, não. Eu tenho uma coisa do trabalho para resolver. - tentou olhar para trás.
- , você está me escondendo algo? - Gina o encarou.
- Não, Gina, não. Afinal o que faz aqui? De verdade? - disse, ainda tentando entender.
- Eu vim te contar uma novidade pessoalmente, eu te enviei mensagem ontem, mas você não olhou. - Gina olhou o celular.
- Eu esqueci de olhar. Qual a novidade? - tentou focar em Gina.
- Eu sou a nova secretaria do Capitão Holt, vou trabalhar com você, Abacaxi. Podemos sair para comemorar mais tarde? - Gina disse, rindo.
- Caramba, meus parabéns, Gina. Claro, vamos sim.
Após algum tempo conseguiu tirar Gina de seu apartamento, se ela descobrisse sobre tudo iria por água abaixo, possivelmente twittaria sobre.
- Quem é ela? - saiu detrás do balcão.
- Gina Linetti, estudamos juntos no colegial, agora ela é secretaria do Holt. - ajudou a se levantar.
- Caramba, que legal. Bem, melhor irmos logo. - puxou que rapidamente a seguiu.
Ambos chegaram ao bar do Shaw's, era um período de almoço, o local estava um pouco cheio. e se aproximaram do balcão e puxaram conversa com Shaw's.
- E aí, Shaw's, tudo bem? - disse, totalmente simpático.
- e ? Que milagre vocês neste horário. - Shaw's disse, secando um copo.
- Precisamos de um favorzinho, precisamos do vídeo de segurança de ontem à noite. - disse, cruzando os braços.
- Claro, vocês trouxeram o mandado? - Shaw's encarou e olhou diretamente para .
- Não, não temos um mandado. - disse, frustrado, sabendo que tinha razão.
- Shaw's, não temos, mas houve uma suspeita de um criminoso que estava em seu bar, estamos investigando. Se puder nos ajudar, vamos dever isso a você. - disse, totalmente simpática.
- Claro, , vou buscar. - Shaw's saiu em busca do vídeo.
- Muito bom, . - concordou, sem graça.
- Eu avisei você, , eu avisei. - revirou os olhos.
Ambos pegaram uma mesa no fundo do bar, trouxe o notebook de para que conseguissem assistir ao vídeo. No vídeo aparecia e conversando normalmente.
- Ok, até ai havíamos dividido um drink - assistiu, atenta.
No vídeo fazia um sinal com quatro dedos levantados, informando que queria mais 4 drinks, fazia o mesmo.
- Quatro drinks para cada um. Quer um? - disse, comendo um salgadinho e oferecendo.
- O que é isso? E por que esse cheiro? - fez uma careta.
- Salgadinho de queijo parmesão, com jalapenos, alho e bacon frito. - disse, comendo.
- Que horror, seu estômago deve estar achando que você está querendo matá-lo. Escove os dentes depois. - disse e olhou para sua própria barriga.
O vídeo seguia, e pediam mais quatro drinks e logo começaram a rir na bancada. apareceu, puxando para o meio do lugar e eles dançaram freneticamente, e logo depois uma dança lenta, o rosto de ambos estava quase colado, eles estavam prestes a se beijar.
- Pausa. - assustou .
- O quê? Quer admirar nosso quase beijo? Sem problemas. - observou .
- Não, cala a boca. Da um zoom ali no fundo, na direita. - apontou na tela do computador.
- É só o Charles e a Rosa conversando. O que tem? Está com ciúmes? - disse, ainda confuso.
- Continua o vídeo. - disse ainda atenta.
No vídeo aparecia Charles e Rosa entrando no banheiro masculino juntos, cerca de 20 minutos depois Rosa saiu do banheiro e Charles saiu extremamente sorridente.
- Eu estou louca ou…? - mal conseguiu terminar a frase.
- Charles e Rosa se "pegaram" no banheiro? Tudo isso embaixo dos nossos olhos? - disse, horrorizado.
- Parece que sim. - o encarou.
- Parece que não foi só a gente. Eu tive uma ideia, podemos subornar cada um individualmente se eles nos contarem o que aconteceu ontem, eles devem saber.
- Pode funcionar. Continua o vídeo e tira o zoom - voltou a atenção ao vídeo.
Todos foram embora do bar e e continuaram dançando e se beijaram, um beijo lento, mas cheio de carinho. se separou e deitou no peito de . Eles decidiram pegar mais bebida, logo após alguns minutos e estavam deitados em cima de uma mesa de sinuca rindo alto, era possível ver alguns beijos durante o vídeo. Após algumas horas Shaw's apareceu os expulsando do bar, os dois correram do local, cambaleando, era possível ver cair na porta.
- É tudo o que temos. - disse, frustrado.
- Bem, sabemos que bebemos demais. - disse quase o óbvio.
- Não me diga, Sherlock. - caçoou de , que revirou os olhos.
- O que você quer fazer agora? Algum plano? - o olhou.
Eles ficaram um tempo se olhando em silêncio e logo começaram a se beijar fervorosamente, foram separados pela falta de ar.
- Caramba. - disse, quase boquiaberto.
- É, caramba. - não estava diferente de .
- Podemos guardar segredo? Já que nossos amigos também estão. - disse já esperando um não.
- Sim. - o olhou, fazendo-o sorrir.
- Eu gosto muito de você. - sorriu, tirando uma mecha de cabelo do rosto de .
- Achei que eu era chata e esquisita. - disse, rindo.
- Você é, não sei como isso me excita. Mas eu gosto de você, . - disse um tanto tímido.
- Eu também gosto muito de você, . - disse se aproximando e dando outro beijo.
- Prometo que assim que pudermos teremos um encontro oficial. - se levantou da mesa, sendo seguindo de .
O dia passou rápido, e passaram a tarde inteira juntos no apartamento de , assistindo a todos os filmes de duro de matar. A noite se encontrou com Gina e ficou em casa descansando.
Na manhã seguinte e chegaram juntos, o clima estava estranho, ambos tentaram passar juntos pela porta da delegacia, fazendo aquele clima ficar mais esquisito.
estava em sua mesa quando Rosa se aproximou.
- Onde esteve? - Rosa disse com um tom bravo.
- Eu? - se fez de desentendida.
- Não, o . É claro que estou perguntando de você, . - Rosa disse apontando para que a olhou, confuso enquanto trabalhava.
- Estava lendo, tirei meu tempo para me distrair. Estava com uma ressaca muito forte. - disse, disfarçando muito bem.
- Interessante. - Rosa disse e logo saiu, percebendo a presença de Charles se aproximando.
- E aí, ? ? Como foi a folga de vocês? - Charles disse, animado.
- Nada demais, passei o dia lendo. - disse, sorrindo para Charles.
- Que coisa entediante! Eu assisti duro de matar, comi salgadinho e encontrei uma amiga do colégio. - disse, animado.
- Salgadinho de queijo provolone, jalapenos, alho e bacon frito? - Charles tentou adivinhar.
- Acertou em cheio! - olhou para que revirou os olhos.
- São deliciosos. - Charles disse, animado.
- Eca, que horror. - fez uma careta. - Mas que cheiro é esse?
- É o pé do Scully. - Hitchcook disse passando perto deles, todos observam Scully sem os sapatos.
- Que horror. - , e Boyle fizeeram caretas como se fossem vomitar.
- Parece que já conheceu a dupla mais legal da 99. - disse fazendo um sinal de positivo para .
Durante o turno e se olhavam rapidamente, algumas vezes os olhares eram profundos. Eles trocavam mensagens por celular

De:
Para:

"Você está linda hoje, que tal me ajudar na sala de prova?"

De:
Para:

"Você também não está nada mal, te encontro em dez minutos"

se levantou rapidamente, deu uma olhada para e verificou que não estava sendo seguido. após alguns minutos se levantou e foi até a sala de provas, não estava lá, estava tudo vazio, mas ela foi surpreendida, se aproximou de segurando sua cintura com força e sussurrando em seu ouvido.
- Eu senti sua falta. - sussurrava e podia se sentir nas nuvens, completamente arrepiada.
- Eu também, não via a hora de te beijar. - se virou e colocou os braços em volta do pescoço de .
Ambos se beijaram profundamente. Era assim todos os dias, haviam até desistido de descobrir o que havia acontecido naquela noite. Eles ficavam escondidos todos os dias, no trabalho, em suas casas, em missões. Aquilo era perigoso e eles amavam, na verdade eles só estavam exalando todo o amor guardado.

Uma certa tarde na delegacia, tudo estava tranquilo quando o Capitão Holt parou para anunciar algo.
- Atenção! Gostaria de apresentar minha nova secretaria. Gina Linetti - Capitão Holt apresentou Gina.
- Obrigada, Capitão, eu estou muito feliz em estar aqui. - Gina disse isso quase como um lindo discurso.
- É um prazer conhecer você, Gina. - tentou ser simpática.
- Eu imagino, sempre é um prazer me conhecer. - Gina sorriu e fez uma careta, confusa.
Naquele mesmo dia sentiu a falta de Rosa em sua mesa, a morena nunca sumia dessa maneira. Então decidiu procurá-la.
Rosa estava na sala de interrogatório, entrou e se sentou na frente da amiga.
- O que faz aqui? - disse, encarando a mesma.
- Vai me interrogar? - Rosa ainda olhava para suas mãos.
- Sério? O que aconteceu, Rosa? Eu sou sua amiga.
- Vou te contar algo, mas tem que jurar que não vai contar para ninguém, nunca. - Rosa disse, com lágrimas nos olhos.
- Eu prometo. - disse, segurando a mão de Rosa.
- Na noite da sua prova, quando estávamos no bar do Shaw's, eu estava entediada, conversei com o Charles e por algum momento o achei extremamente atraente. - Rosa disse e arregalou os olhos.
- E então?
- Nos beijamos no banheiro, fomos para a casa dele e fizemos sexo a noite inteira. A perna dele é lisa, muito lisa. - Rosa disse, encarando a mão novamente.
- Ele sempre se gaba por isso. - deu de ombros.
- Ficamos escondidos todos esses dias, nos encontrávamos todas as noites. Porém, a garota nova chamou a atenção do Charles, eu senti. eu nunca senti isso por ninguém. Mas tem um problema. - Rosa disse, ainda a olhando.
- Qual?
- Eu também me senti atraída pela garota nova. - Rosa fez um bico.
- Sério? Gina. Caramba, Rosa, eu não sei o que dizer. - encostou as costas completamente na cadeira.
- Ninguém sabe, obrigada pela ajuda inútil. - Rosa se levantou, mas a segurou.
- Você precisa tentar conhecer a Gina e conversar com o Charles, você vai decidir quem você ama. - a encarou, séria.
- Obrigada. - Rosa tentou esconder um sorriso no canto do rosto, ela só queria que a amiga compreendesse o que ela sentia.
- Rosa, por acaso aconteceu algo entre eu e o no bar do Shaw's? - a encarou.
- Por que a pergunta? - Rosa disse, cerrando os olhos.
- Nada. Curiosidade. - olhou ao redor da sala.
- Sim, muitas. - Rosa se sentou.
- O quê? Só por curiosidade. - mordeu os lábios.
- Só por curiosidade vocês dançaram juntos uma música chamada Accidentally in Love do Couting Crows, ficaram gritando que era a música oficial de vocês, pareciam dois imbecis, quando vi estavam deitados na mesa de sinuca, o começou a te pedir em casamento, dizendo que queria ter filhos com você. Você o beijava e disse que o amava. - Rosa a encarou.
- Só isso? - torcia para que nenhum desastre tivesse acontecido.
- Não, vocês tiraram uma foto no celular do se beijando. E eu e o Charles vimos vocês dois irem até a casa do , vocês estavam bêbados, mas se beijavam muito. - Rosa disse e flashbacks começaram a surgir em sua mente.

...

a beijava intensamente pelo pescoço, assim que entraram no local, tirou a jaqueta de a jogando longe, ele a deitava na cama e ia tirando as peças de roupa de , uma a uma, a blusa ele decidiu rasgar.
- Eu te amo. - disse no ouvido de .
O mesmo beijava todo seu corpo, fazendo arrepios nunca sentidos antes, sentia a respiração do garoto contra seu corpo.
- Vem aqui. - disse, puxando pela gravata, ela começou a arrancar a roupa dele e a beijá-lo.
beijava cada canto do corpo de o fazendo arfar, ele nunca havia se sentido daquela maneira antes. decidiu fazer uma brincadeira com , pegando o sutiã dela e guardando em sua gaveta.
- É para lembrança desse momento. - sorriu.
- Nunca vou me esquecer. - o beijou.
A noite dos dois foi intensa, com todo o prazer e sentimento no ar, a melhor noite já vivida na vida deles.

....

A mente de voltou a realidade, ela podia sentir tudo o que havia sentido naquela noite, era confuso, mas ela gostava, quando se deu conta estava sozinha na sala, provavelmente tinha deixado Rosa falando.
pegou o celular e mandou uma mensagem para .

De:
Para:

"Precisamos conversar, acho que descobri tudo. Me encontre hoje em casa."

Eram cerca de nove horas da noite quando tocou a campainha de , ela estava com o cabelo bagunçado e usava um moletom da polícia de Nova York.
se sentou com no sofá e ela contou tudo o que Rosa lhe contou, também disse o que se lembrou.
- Eu sei que você têm uma foto nossa, . Por que não me mostrou? - o olhou, curiosa.
- Não sei, pensei que você me mandaria apagar e esquecer tudo isso. , eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida. - segurou a mão de .
- Posso ver a foto? - pediu o celular.
- Claro. - entregou e ela ficou algum tempo analisando a foto, seu coração disparava.
e ficaram deitados juntos no sofá, logo a garota se levantou e foi buscar duas cervejas na geladeira, entregou uma a e se sentou ao seu lado.
- Charles me contou sobre a Rosa, ele está completamente apaixonado. - disse, rindo.
- Rosa também. - disse e recebeu um olhar confuso dele.
- Achei que era impossível ela amar. - fez uma careta.
- Não fala assim dela, , Rosa tem sentimentos, só não sabe conviver com eles. - bebeu um gole da cerveja.
- Quem diria que um caso de assassinato mudaria nossas vidas, não é mesmo? - olhou para .
- Sabia que eu me encantei pela sua voz? - disse, surpreendendo .
- O quê? - disse, confuso.
- Quando nos conhecemos, naquela cena de crime. Eu ouvi sua voz e meu coração se acelerou, mas eu não estava apaixonada. - sorriu.
- Quando teve certeza que se apaixonou por mim? - disse, sorrindo.
- Nossa primeira missão juntos, quando você disse "nome do seu vídeo de sexo", eu fiquei tão confusa, mas me fez rir. E eu percebia que estava louca por você. - sorriu.
- Quer saber quando me apaixonei? - se aproximou da garota.
- Sim. - se aproximou mais de .
- Cerimônia de reconhecimento, você dançou e flertou comigo, quando colocou seu cabelo atrás da orelha eu soube que era louco por você. - puxou o rosto de e a beijou.
- O que vamos fazer? - se separou do beijo.
- Ficar juntos? Não deixar mais ninguém impedir nosso caso de amor estranho? - riu.
- Eu preciso te contar algo, . - estava pronta, era o momento ideal.
O coração de estava acelerado, ela precisava contar sobre a transferência, mas estava com medo de oficialmente perder para sempre, mas ela não podia mais esconder isso dele.



Capítulo 08 - Never ever end of all this love

"Te encontrei quando seu coração estava quebrado, eu enchi seu copo até transbordar, fui tão longe para mantê-lo perto, eu estava com medo de deixá-lo sozinho." (Without me - Halsey)

...

se aconchegou mais perto de , ela segurou a mão do garoto com força, ela sentia que seu coração ia explodir e que iria desmaiar.
ainda estava confuso com tudo aquilo, ele só sabia que estaria ali para , ajudando e apoiando no que necessitasse.
- , eu... Eu gosto muito de você. - disse quase ofegante, ela não sabia como fazer isso.
- Eu também, , gosto muito de você. - disse acariciando a mão de .
- Você foi a melhor coisa que me aconteceu, sem planejar, é claro. - riu na última frase.
- As melhores coisas acontecem assim. - disse, dando um sorriso.
- Tudo bem, vamos lá, você consegue, . - a garota sussurrava para si mesma.
- ? Está tudo bem? - começou a se preocupar com as atitudes dela.
- Têm algo que não te contei sobre o teste de Sargento. - disse, o encarando, era possível ver lágrimas querendo nascer dentro dos olhos dela.
- O que têm a prova, ? - disse mais confuso que antes.
- Se eu passar eu posso ser transferida. - disse, olhando para baixo.
- Show, show, show. E sabe para onde? - disse mais preocupado que antes.
- Só vou saber quando a carta chegar, pode ser aqui em Nova York, ou em outro lugar dos Estados Unidos. Ou até mesmo outro país, mas as chances são mínimas, precisa estar em primeiro lugar com a melhor pontuação. - segurou a mão de mais forte.
- ? Não vai ser fácil se você tiver que se mudar, eu não vou estar feliz, mas é a sua felicidade que importa, é o seu sonho, não vou te impedir. - sorriu e simplesmente o abraçou, chorando.
- Por que abacaxi? - disse, saindo do abraço.
- O quê? - disse, confuso.
- A Gina te chamou assim, por quê? - deitou nos braços de .
- Minha avó me deu esse apelido porque eu comia muito abacaxi e meu cabelo era arrepiado. - brincou com algumas mechas do cabelo de .
- Não era não, eu já vi foto sua mais novo.
- Tá, eu queria deixar a história mais legal. Bem, a Gina era minha vizinha, então ela também me chamava assim. - disse, acariciando o rosto de .
- Eu gostei. - acariciou a mão de que estava em seu rosto.
- Por que eu não posso ir morar com você no Canadá? - disse mudando de assunto.
- Eu queria muito, seria perfeito, mas o Brooklyn é o seu lar, você tem uma família aqui e quando digo família, são todos da 99. - brincou com os dedos de .
- Podemos ser uma família juntos. - segurou a mão de .
- o Boyle precisa de você, ele morreria se você fosse embora. Você tem a Gina que acabou de chegar e precisa de um amigo. O Capitão Holt te adora e te trata como filho. A Rosa adora você e precisa de um amigo para conversar. E tem o Scully e o Hitchcook que te admiram. Não posso deixar você fazer isso. - disse, se aconchegando mais perto de e ele não respondeu.
Ambos passaram aquela noite juntos deitados no sofá, dormiu a noite inteira, pois sabia que estava com , mas ele não conseguiu dormir à noite, sua mente estava em perder , seu coração doía só de imaginar.
Algumas semanas se passaram, e estavam mantendo o relacionamento as escondidas, e por incrível que pareça ninguém desconfiava.
estava na copiadora quando Rosa entrou e fechou a porta depressa.
- Caramba, Rosa, me assustou. - disse quase pulando.
- Não exagere. Eu preciso da sua ajuda. - Rosa disse, apavorada.
- O que aconteceu? - colocou uma pilha de papel na impressora.
- Boyle me chamou para sair. - Rosa disse, olhando os próprios pés.
- E isso não é bom? - a encarou.
- A Gina me chamou para beber com ela hoje. - Rosa disse, olhando ao redor.
- Caramba, você tem dois encontros? - riu.
- Não é engraçado, , eu não sei reagir a esse negócio que tá acontecendo aqui. - Rosa apontou para o coração.
- Sentimentos? Rosa, saia com os dois, você vai descobrir quem você quer, pode acabar ficando com os dois ou nenhum deles. - sorriu.
- Você me deu uma ideia. - Rosa disse, saindo da sala rapidamente.
- De nada. - gritou.
estava atento lendo um arquivo, quando é surpreendido por Boyle, completamente desesperado e ofegante.
- ? ? - Charles disse, puxando a cadeira de e se sentando ao lado de .
- Posso te ajudar com algo, Charles? - colocou os arquivos de lado.
- É a Rosa. - Charles disse sussurrando e olhando ao redor.
- O que têm? - disse confuso.
- Eu a chamei para sair.
- E qual é o problema? - disse, encostando o corpo na cadeira.
- A Gina. - Boyle observou-a no celular digitando sem parar.
- Gina? O quê? Eu estou confuso. - disse ainda o olhando estranho.
- A Gina chamou a Rosa para beber, eu chamei a Rosa para sair, a Rosa me chamou para sair e beber com ela e a Gina. - Charles disse cada vez mais desesperado.
- Vocês são um trisal? Maneiro - riu alto.
- Não é, , a Rosa me assusta, mas me deixa excitado, a Gina também. Eu não sei de quem eu gosto. - Charles disse olhando para as próprias mãos.
- Charles, eu não tenho experiência com trisal, mas você pode ter os mesmos sentimentos pelas duas, ou identificar quem você gosta mais. - disse e logo voltou a atenção para que passou por Charles.
- Ah... Charles? Essa cadeira é minha. - chegou ao local e verificou que a cadeira dela não estava lá.
- Eu estou conversando, ? Procure outra cadeira, você não é dona dela. - Charles disse, nervoso e apenas o encarou.
- Charles? Devolva a cadeira da . - Rosa disse passando sem olhar para ele.
- Claro, toda sua. Você é incrível, , já aqueci a cadeira para você. - Charles disse, entregando a cadeira para .
- Ele realmente esquentou. - fez uma careta para que sorriu.
Eles trabalharam em silêncio, focados no trabalho, haviam casos muito complicados a serem resolvidos.
- Então? Pensei em irmos jantar essa noite juntos. - disse olhando para .
- Eu acho uma ótima ideia, onde iremos? - voltou a atenção para .
- Surpresa. - riu. - Você está tão bonita.
- Obrigada. - disse, o olhando completamente apaixonada.
se levantou e passou olhando para , ele sabia o que isso significava, ela queria que ele a seguisse.
E foi o que ele fez, a seguiu para a sala de provas, o esperava, ambos não queriam perder tempo, queriam aproveitar esses poucos minutos que tinham juntos.
Eles se beijavam fervorosamente, empurrava o corpo de contra as prateleiras, e percorria todo o pescoço da garota, fazendo-a suspirar em prazer.
- Eu te amo. - Ele sussurrava no ouvido de e ela seguia o beijando cada vez mais.
As coisas estavam esquentando ali, começou a abrir os botões da camisa de , e ele não reclamou, apenas a olhando e mordendo os lábios.
tirou a camisa de jogando-a no chão, segurou pela cintura e logo a levantou, colocando as pernas dela ao seu redor.
Eles voltavam a se beijar, não queriam que este momento acabasse nunca.
- O que está acontecendo aqui? - Uma voz muito familiar disse atrás deles, fazendo soltar .
- Capitão? - disse quase como um grito, empurrando tão forte que o fez cair, e logo percebendo o que havia feito. - ?
- ? ? Podem me explicar? - Capitão Holt estava com os braços cruzados, os encarando.
- Capitão? Eu posso explicar. - se levantou com a ajuda de , e logo percebeu que os pontos que recebeu da bala estavam abertos e sangrando. - Droga.
- Estou aguardando uma explicação. - Capitão Holt continuava sem expressão em seu rosto.
- Eu vim procurar uma coisa nas caixas de prova, a estava me ajudando. - disse, olhando para que estava em choque.
- Procurando na boca da ? - Holt olhou para a garota que estava igual uma estátua com os olhos arregalados.
- Sim, ela engoliu a prova. - inventou sua pior mentira.
- , coloque sua camisa, faça um curativo e depois quero os dois na minha sala. - Capitão Holt disse, saindo sem olhar para trás.
e se entreolharam sem saber o que dizer, colocava a camisa e foi até o ambulatório resolver o problema com os pontos.
estava sentada e inquieta em sua cadeira, ela a girava de um lado para o outro.
- Estou novinho em folha. Adivinha quem ganhou um pirulito por ser um bom garoto? - disse mostrando o pirulito para que revirou os olhos.
- Você roubou isso, é para as crianças. - disse, brava.
- Mas fui um bom garoto. - se sentou.
- O que acha que vai acontecer? - disse, preocupada.
- Eu não faço ideia, mas vai ficar tudo bem. - deu um sorriso para ela.
O tempo demorava a passar, ambos agora estavam inquietos.
- e menina que eu não lembro o nome? O Capitão Holt está chamando vocês dois na sala dele. - Gina disse gritando.
- Meu nome é , faz semanas que trabalhamos juntas. - disse próximo de Gina.
- Eu não me importo, querida. - Gina disse, sorrindo, fazendo revirar os olhos.
e entraram na sala, o Capitão Holt mantinha a mesma expressão séria de sempre.
- Capitão? Antes de qualquer coisa, a não tem culpa de nada do que aconteceu. - tentou defender, mas logo parou.
- O que está acontecendo entre vocês? - Holt se encostou na cadeira, entrelaçando os dedos.
- Estamos namorando? - disse, olhando para que concordou.
- É a primeira vez que dão um amasso aqui? - Holt enfatizou a palavra amasso.
- Sim. - Os dois disseram juntos.
- Mentirosos. Vim observando vocês dois pelas câmeras há semanas. - Holt disse, suspirando.
- O quê? O senhor é um "taradão". - riu e mordeu os lábios para não rir mais alto.
- . - disse repreendendo-o pela piada. - Por que o senhor não nos parou antes?
- Queria ver até onde iam, eu descobri que algo estava acontecendo desde o começo. – Holt disse em tom vitorioso.
- O quê? - disse, confuso.
- Quando voltou da missão onde te conheceu ele estava nervoso, e eu desconfiei que não era pelo caso e sim pela .
- Eu estava nervoso pelo caso. - cruzou os braços em tom de deboche.
- É claro que estava. - o olhou sabendo que era mentira.
- Então descobri com Charles que estava querendo descobrir quem era , então decidi tentar juntar os dois na cerimônia, entregando casos dos dois departamentos, para que isso ficasse fixo na mente.
- Charles não sabe guardar segredo. - resmungou.
- Então, decidi fazer a transferência da para a 99, ela ia para 13°DP.
- Foi o senhor? - disse, chocada.
- Depois vocês fizeram tudo sozinhos, descobri que estavam juntos após a primeira missão onde se beijaram. começou a chegar 10 minutos depois do horário normal, o que indicava que passou muito tempo se arrumando para trabalhar e o começou a usar perfume e a escovar os dentes regularmente.
- O quê? - disse olhando para .
- Pula essa parte. - prensou os lábios um contra o outro.
- Então, descobri a data da prova da e percebi como o se motivou para ajudar, o que não é comum se ele não ia receber nada em troca. A não ser uns amassos.
- Você precisa parar de falar amasso, é estranho. - disse, encarando Holt.
- Decidi dar uma folga conjunta no dia seguinte da prova e levar vocês ao bar, ali vocês beberam e eu sabia que acabariam juntos, logo vocês procuraram o Shaw's para descobrir o que aconteceu, o Shaw's me contou e eu sabia que não acabaria ali. Logo instalei câmeras no lugar mais óbvio da delegacia, a sala de provas. E bingo, vocês estavam lá todos os dias.
- Você é um ótimo detetive. - disse, o encarando ainda.
- Eu ainda não entendi o motivo de você só nos parar agora. - disse, confuso.
- Eu precisava conversar com você sobre um caso e , sua carta chegou. – Holt entregou a carta na mão de .
- Meu resultado. Eu acho que não consigo abrir. - disse ofegante.
- Quer que eu faça isso? - disse indo tirar das mãos de .
- Tire suas mãos imundas da minha carta. - disse, gritando. - Me desculpa, eu te amo.
- Eu ainda não sei como eu fico excitado com ela. - sorriu para Holt.
sentia que seu coração ia explodir, aquilo era tudo o que ela precisava para ficar em paz, era o resultado de todos os seus planos, ela subiria um degrau na carreira que tanto desejava.
- Eu passei. - quase gritou, ela tinha lágrimas nos olhos.
- Parabéns, . - Holt disse orgulhoso e comemorando.
- Para onde você vai? - sorriu para que logo perdeu o sorriso.
- Canadá. - leu.
- Você ficou em primeiro? Show, show, show, show, show, mandou bem. Era quase impossível de ir para outro país. - começou a tagarelar e percebeu que estava começando a se entristecer. - Eu estou orgulhoso de você.
- ? Pode ir comemorar com os outros, preciso conversar com o . - Holt disse, apontando para a porta.
- Claro. Ah, permissão para sair, senhor? - disse, fazendo reverência.
- Concedida.
- O senhor é incrível. - disse sem graça e saindo da sala, provavelmente fazendo uma dancinha ridícula.
- Não sei porque ela faz isso. - Holt disse procurando um arquivo.
- Não sei também, mas eu gosto. - sorriu.
Holt começou a folhear algumas páginas que estavam em sua mesa e o observava.
- Fico feliz que esteja com a , você mudou para melhor depois dela. Estou orgulhoso. - Holt disse, o olhando.
- Você está orgulhoso de mim? Caramba, eu preciso gravar isso, fala de novo. - disse, pegando o celular.
- ? Tenho um caso muito importante para te passar. - Holt disse, entregando um arquivo a .
- Brian Marcel, ladrão de joias, o cara é perigoso, preciso que você e Diaz se infiltrem no meio deste cara, descubram e o prendam. Vocês têm uma semana. - Holt disse, encarando .
- Claro, senhor. - disse, olhando fixamente ao arquivo.
- Passarei o caso com mais detalhes. - Holt finalizou a frase e se levantou para sair.
Assim que saiu da sala, seus olhos pousaram em que estava sentada com a carta nas mãos e um sorriso enorme. Ele estava feliz por ela, mas não podia mentir que não estava triste, as coisas estavam saindo do plano.
- Pessoal? - disse chamando a atenção de todos e se sentando ao lado de .
- Você tem certeza? - disse, o olhando e ele apenas retribuiu com um sorriso.
- Acredito que nenhum de vocês saibam mas... Eu e a estamos namorando. - disse e logo Boyle desmaiou.
- Ele desmaiou? - assustou.
- Ele vai ficar bem. - Rosa disse sem se importar com Boyle caído ao seu lado.
- , querido? Só vocês achavam que não sabíamos. - Gina disse, rindo.
- O quê? - e disseram, confusos.
- Primeiro, vocês são péssimos mentirosos e não sabem disfarçar, sempre estão fora das mesas e indo na sala de provas, o lugar que ninguém vai. Segundo, a usa um perfume de lírios brancos, quando fui no seu apartamento eu senti esse perfume, quando cheguei aqui percebi que a usava o mesmo.
- Lembrou meu nome. Você gosta de mim. - disse sorrindo para Gina que revirou os olhos.
- Maneiro, vocês já sabiam e nunca falaram nada, minha namorada tá indo para o Canadá, igual minha ex fez, o dia não pode melhorar. - disse se levantando e saindo do local.
- ? - tentou ir atrás e foi parada por Boyle.
- , não. Deixe-o. - Boyle disse, segurando o braço de .
- Não, ele é meu namorado. - disse, indignada.
- E ele é meu melhor amigo. Desculpa sempre quis falar isso. Me deixa conversar com ele. - Boyle quase implorou.
- Tá bom. - se sentou novamente e Charles saiu atrás do amigo.
- Eu não acredito que me senti atraída pelo Boyle. - Gina disse, chocada consigo mesma.
- Nem eu. - Rosa disse e trocou um rápido olhar com Gina e sorriram.
estava no telhado, observava o céu e o movimento da rua. Charles o encontrou após algum tempo e se aproximou.
- Por que todo mundo vem aqui quando está triste? - Charles disse, tentando fazer o amigo rir.
- Eu não sei. - ainda encarava o céu acinzentado.
- O que aconteceu com você? - Boyle disse mais preocupado do que nunca.
- Charles, eu amo a e agora que encontrei alguém que também me ama, ela vai embora, e pior, ela vai pro Canadá também, o que esse país tem? - suspirou.
- , a não igual a Sophia que te esqueceu e te traiu lá, ela te ama demais, é notável.
- Eu quero a felicidade dela, mas eu também quero que ela fique. - disse quase chorando.
- Você ainda tem uma semana. - Charles tentou o acalmar.
- Não tenho, o Capitão passou uma investigação para mim e para a Rosa, vamos ficar uma semana disfarçados, não vou poder nem me despedir da . - disse, olhando para o amigo.
- , a pode estar longe, mas você nunca vai perdê-la. - Charles disse, dando um abraço em .
não sabia como se sentir, mas era bom saber que o melhor amigo dele estava ali, o apoiando em tudo, ele sabia que não foi atrás dele porque Boyle provavelmente a impediu.
Ele então se lembrou que haviam marcado um jantar, seria a despedida, ele faria de tudo para ser perfeito.

...

"Eu chorei lágrimas suficientes para ver meu próprio reflexo nelas, e então, ficou claro não posso negar, realmente sinto falta dele. Só de pensar que eu estava errada, acho que você não dá valor ao que tem, até perder, a dor é só uma consequência do amor, estou me desculpando por nós. Ele não era meu tudo, até que nos tornamos nada e está muito difícil para acreditar, mas agora que ele se foi, falta algo em meu coração, então está na hora de deixar meu orgulho de lado. Porque você é meu tudo" (My Everything - Ariana Grande)



Capítulo 09 - Settle down inside my love

"Eu já sabia que te amava naquela época, mas você nunca saberia, porque eu me calei com medo de perder. Eu sei que eu precisava de você, mas eu nunca demonstrei, mas eu quero ficar com você, até que nós fiquemos bem velhinhos. Apenas diga que você não vai embora" (James Arthur - Say You Won't Let Go)

Boyle acabou deixando sozinho no telhado, ele queria ficar ali e pensar em tudo o que estava acontecendo.
continuava sentado em um canto do telhado, ele só queria que tudo fosse mais fácil, ele não estava bravo com , estava chateado com tudo o que estava acontecendo e pelos seus amigos que fingiram não saber do seu caso com .
- ? Quer conversar? - A voz doce de surgiu atrás dele.
observou parada com os braços cruzados, o vento batia em seu cabelo de uma forma que o deixava mais bonito do que antes. Tudo o que ele queria era abraçá-la, e foi o que ele fez, se levantou e a abraçou.
- Está tudo bem, eu estou aqui com você, . - disse o abraçando mais forte ao perceber que ele estava chorando em seu peito.
- Eu não estou pronto para te deixar ir, não agora. - disse com dificuldade, tentando conter as lágrimas.
- Nunca estaremos, eu te amo. - puxou o rosto de e o deu um pequeno beijo.
- Eu sempre vou te amar, . - disse dando um beijo na testa da garota.
Eles ficaram assim durante alguns minutos, até avisarem que haveria uma reunião com o Capitão Holt, sabia do que se tratava, mas não queria falar disso com .
e se sentaram juntos na mesa da sala de reuniões, afinal não precisavam esconder mais nada.
- Atenção. - Holt disse em um tom mediano, o suficiente para todos ficarem em silêncio e prestarem atenção. - Temos um caso muito importante que irá ficar nas mãos da Detetive Diaz e o Detetive .
conseguia sentir o olhar de sobre ele, tentando descobrir se ele já sabia sobre isso, ele, no entanto, tentava não fazer contato visual com a mulher ao seu lado.
Holt explicou sobre o grande caso de investigação, ao qual e Rosa ficariam disfarçados por cerca de uma semana ou mais.
Todos saíram da sala e foram direto para suas mesas.
- Então? Você já sabia? - disse assim que se sentou.
- Está brava? Desapontada? Furiosa? - disse com uma cara que demonstrava pânico.
- Estou preocupada com você, . É um caso perigoso, eu não sei o que eu faria se te perdesse. - disse em um tom quase desesperado.
- O quê? Você está preocupada comigo? Eu achei que ia ficar chateada por saber que não vamos ter uma semana juntos. - disse com um sorriso bobo no rosto.
- Também estou, mas eu prefiro perder uma semana do que perder você para sempre. - o encarou.
- Eu te amo. - mordeu o lábio e sorriu.
- Eu também te amo. Promete que vai tomar cuidado? - segurou a mão de .
- Eu prometo. Então, ansiosa para nossa última noite juntos? Eu planejei umas coisas bem legais. - disse, encostando na cadeira.
- Claro, e eu posso saber o que planejou? - voltou a atenção para o computador.
- Surpresa, amor, surpresa. - disse, voltando a atenção para o computador também.

O dia parecia longo, ao mesmo tempo que ambos não queriam que acabasse, afinal sabiam que seria sua última noite juntos, eles estavam ansiosos pelo primeiro encontro.
Eram cerca de 18 horas quando todos pegavam suas coisas para ir embora.
- Então, vamos? - disse, parando na frente de , enquanto segurava uma bolsa em seus ombros.
- Não, vamos fazer da maneira certa. - cruzou os braços e olhou a garota em sua frente.
- E qual a maneira certa, ? - o imitou.
- Você vai até a sua casa, coloca sua melhor roupa e eu te busco as 20 horas. - sorriu.
- Você está falando sério? - disse sem acreditar no que estava ouvindo.
- Claro. Anda, , não quero que se atrase, você odeia atrasos. - disse, empurrando a morena até o elevador.
Ambos vão para suas devidas casas, é a primeira a se organizar em como iria se arrumar, a garota que estava sempre se planejando, xingava em sua mente por não ter avisado sobre isso antecipadamente.
- Ok, que tal esse? - disse para Rosa que estava em sua cama, ela mostrava um vestido azul brilhante.
- Péssimo, troca. Afinal, você me chamou para isso? - Rosa disse quase bufando.
- É importante para mim? - disse quase com uma pergunta, forçando Rosa a continuar ajudando.
apareceu com um vestido vermelho justo e rendado, era possível ver suas curvas bem definidas e o decote que valorizava a região dos seus seios.
- Uau, com certeza esse. - Rosa apontou para o vestido, e entregou uma peça de roupa para . - Coloca essa jaqueta.
- Tem certeza? - disse se olhando no espelho e passando a mão por todo o tecido, colocando a jaqueta com alguns detalhes.
- , você está incrível, está linda. O já te viu com o cabelo bagunçado e usando alguma roupa dele, acha que isso não vai impressioná-lo? - Rosa parou ao lado da amiga.
- Ok, ele provavelmente deve ter colocado a primeira roupa que encontrou. - disse, rindo.
Mas o que ela não sabia era que em alguns quilômetros de distância, surtava ao lado de Charles.
- Acha que ela vai gostar desse? - arrumou a gravata borboleta na frente do espelho.
- Você está incrível, , se eu fosse uma garota com certeza ficaria apaixonado. - Charles disse, sentado na cama de .
- Obrigado, Charles. Eu espero que ela goste, eu não quero que ela fique com uma última impressão ruim de mim. - disse, suspirando e espirrando um pouco do perfume pelo corpo.
- , a te ama da forma que você é, ela te acha bonito até de pijama. Estou orgulhoso de você. - Charles deu um abraço em .
- Obrigado por sempre estar ao meu lado, Charles, você é o melhor amigo do mundo. - disse, apertando o garoto mais forte.
- Ok, eu adoro abraços, mas sua cinderela te espera. - Charles entregou as chaves do carro a .
apenas sorriu e desceu as escadas em direção ao seu carro, talvez ele nunca havia sentido isso antes, seu coração estava tão acelerado que possivelmente alguém na rua conseguiria ouvir.
dirigiu até o apartamento de , assim que chegou parou na frente do local e respirou fundo.
- Você consegue, , ela é a mulher da sua vida. - disse para si, enquanto desceu do carro e esperou do lado de fora.
Foi quando sentiu seu coração parar e logo acelerar em uma frequência nunca atingida antes, ela estava ali na frente dele, tão linda que não podia acreditar.
- Uau. - disse assim que a garota se aproximou dele.
- Gostou? - sorriu, vendo o garoto admirá-la.
- Uau. - Ele repetia ainda a olhando, o cabelo dela voava com o vento, ela estava perfeita.
- Vai dizer só isso? - cruzou os braços.
- Uau. Não, eu quero dizer, você está muito linda, mais do que o normal. Eu me sinto um cara de sorte. - deu um enorme sorriso.
- Vamos, príncipe encantado? Temos uma noite pela frente. - disse, entrando no carro.
- Vocês! Juízo. - Rosa gritou da janela de .
- Sim, senhora, vou cuidar dela. - disse, fazendo Rosa dar um pequeno sorriso.
- Eu me preocupo com você fazer algo idiota. - Rosa afiou uma faca na janela.
- Caramba, Rosa. - sussurrou para si.
dirigiu em silêncio, olhava as ruas pela janela, aquele silêncio não era de timidez, eles apenas estavam aproveitando o momento juntos.
Assim que chegaram ao local, estacionou e desceu correndo para abrir a porta para , tentando ser um cavalheiro, mas acabou escorregando no caminho.
- ? Você está bem? - se apoiou no vidro do carro, um tanto preocupada.
- Estou, eu fui amarrar meu sapato. - se levantou e foi até a porta do carro, ele então a abriu e fez uma reverência. - "Mademoiselle".
- ? Eu sou cubana. - saiu do carro com a ajuda de .
- Eu sabia. "Señorita"?. - disse, rindo de nervoso.
Eles ficaram alguns minutos na recepção do restaurante, aguardando uma mesa disponível, o local estava cheio.
Assim que conseguiram, são levados a uma mesa em uma área aberta, com árvores iluminadas e flores no local.
- Ótimo lugar. - disse, olhando ao redor.
- Eu gostei também. Você está muito linda. - disse, admirando que estava sendo iluminada pela luz da lua.
- Você também. - sorriu e recebeu um sorriso de volta.
Após folhear todo o cardápio ambos decidiram escolher, uma tarefa um tanto difícil para , afinal ele queria impressioná-la.
- Já escolheram? - O garçom disse anotando o pedido.
- Sim, eu quero um Farfalle ao Ragú de Pato com Perfume de Laranja. - disse, entregando o cardápio para o garçom e voltando sua atenção a .
- Show, show, show, show, show. - disse, apavorado com a escolha de , a única coisa que ele havia visto de interessante foi tirinhas de frango empanadas com cream chease, mas ele escolheria um prato descente.
- E o senhor? - O garçom voltou a atenção para .
- Me vê um Filé-mignon ao molho de mostarda, e pode trazer um vinho para nós, por favor. - disse, entregando o cardápio e dando um sorriso para , fingindo que aquela era sua ideia desde o início.
O garçom saiu do local e ambos estavam sozinhos novamente, olhava ao redor e o observava.
- Você queria as tirinhas de frango, não é? - disse, apoiando o rosto nas próprias mãos.
- O quê? Não. - disse, rindo e logo vendo o olhar de para ele. - Queria, muito.
- Por que não pediu? , você não precisa me impressionar, eu gosto de você da maneira que é, com seu jeito estranho de ser, comendo todas suas besteiras, por mais que eu não concorde.
- Eu só quero que seja perfeito. - disse, pressionando os lábios um contra o outro.
- Está perfeito. Estou feliz pelo nosso primeiro encontro. - sorriu.
O garçom trouxe o pedido, ambos comeram e conversaram durante a refeição, aquilo era perfeito para eles, estavam juntos e era isso que importava, nada estava na mente deles, não existia Canadá e nem missão, era somente os dois ali, juntos.
Assim que terminaram, decidiram ir caminhar no parque próximo do local, eles andavam de mãos dadas, as ruas não estavam tão cheias, eles estavam apenas sob a luz do luar e das estrelas.
- Eu trouxe meu iPod. - tirou o aparelho com fones de ouvido de dentro do bolso.
- Ok, eu não entendi. - o olhou, confusa.
- Quer dançar comigo, ? - disse, entregando um lado do fone para .
- Eu quero. - disse pegando o fone e colocando no ouvido, era isso que ela queria, uma noite simples ao lado de quem ela amava.
então apertou o play e começou a tocar George Michael - Careless Whisper, fazendo se desesperar para mudar, afinal, ele sempre brincava dizendo que era música de motel.
- Opa, música errada. - disse, se atrapalhando.
- É a música do seu vídeo de sexo? - riu, recebendo uma risada alta de .
então puxou os fones de , fazendo-a ficar confusa.
- Eu acho que isso vai ser melhor. - fez um sinal com a mão e uma banda apareceu atrás dele.
- O que é isso? - disse, rindo.
- Minha surpresa. - entregou um buquê de flores para , então ela simplesmente começou a chorar.
colocou as flores no chão, pois a chamou para dançar.
então começou a cantar Everything do Michael Bublé, puxando para perto dele e dançando como um casal, ao mesmo tempo ele se afastava dela e dançava sozinho ao redor da garota, fazendo ela rir sem parar.

"Você é uma estrela cadente, você é o carro de fuga, você é a linha na areia quando eu vou longe demais, você é a piscina num dia de agosto e você é a coisa perfeita para se dizer."

continuoua a cantar, enquanto rodopiava a garota em sua frente.

"E você se faz de tímida, mas é meio que engraçadinho. Oh, quando você sorri para mim, você sabe exatamente o que faz, querida, não finja que você não sabe que é verdade, porque você vê quando eu olho para você"

O garoto disse, puxando para mais perto e cantando em seu ouvido, tinha em seus lábios o maior sorriso já encontrado no mundo.

"E nessa vida louca, e por esses tempos malucos, é você, é você, você me faz cantar, você é cada frase, você é cada palavra, você é tudo"

sabia que a amava, e ela tinha certeza que ele era o amor da sua vida.

"Você é um carrossel, você é um poço dos desejos e você me ilumina quando lembro de você, você é um mistério, você é do espaço sideral, você é cada minuto de cada dia"

continuava cantando, ele sabia o que estava fazendo e queria demonstrar todo o seu amor por .

"E eu não posso acreditar, uh, que sou seu homem e eu te beijo, amor, só porque eu posso, o que quer que venha no nosso caminho, nós superaremos, e você sabe que é isso que nosso amor pode fazer."

não podia deixar de dar os créditos a Charles, Rosa e Gina que tiveram essa brilhante ideia.
Após toda a música, se aproximou de e a beijou, a garota tinha lágrimas nos olhos e sorria sem parar.
- Isso foi incrível. - o abraçou.
Ambos continuaram passeando a noite inteira, decidiram ir para a casa de , assim que entraram foram para o quarto.
Eles pareciam nervosos, como se isso nunca tivesse acontecido, bem, nunca aconteceu com uma despedida.
E foi assim, a noite inteira com seus corpos colados, beijos por toda a parte, ambos se conectando e compartilhando todo o amor guardado.
Na manhã seguinte, o celular de tocou, eram cerca de 5 da manhã, ele se virou e viu dormindo abraçada ao seu corpo.
- Alô? - disse com uma voz sonolenta.
- "? Já estamos indo. Te encontramos no ponto de encontro." - Rosa disse com seu tom duro de sempre.
- Tá bom, Rosa. Encontro vocês lá. - desligou.
Ele queria se despedir de , mas não queria dificultar as coisas, afinal sabia que ambos começariam a chorar e ele tentaria fazê-la ficar, seria ingrato da parte dele.
Porém algo o incomodava ainda mais, na mesma noite havia planejado mais uma coisa, mas teve medo de fazer, afinal isso atrapalharia os planos de .
tirou do bolso uma pequena caixinha preta, dentro dela havia um anel.
Sim, iria pedir em casamento, mas ele decidiu guardar a caixinha em outro lugar e se arrumar para sua missão.

Após algumas horas acordou, ela estava sonolenta e começou a procurar em sua cama, ela sabia que não iria ficar para se despedir, afinal sua missão começava cedo, porém algo chamou sua atenção, um envelope com algo escrito a mão estava em uma cômoda.
- Leia quando for o momento certo. - leu em voz alta o envelope e decidiu guardá-lo, não era o momento certo.

Durante essa semana, se sentia sozinha, trabalhando sem seu colega que estava sempre fazendo alguma brincadeira.
As coisas não estavam sendo fáceis, chorava todas as noites e em momentos que estivesse sozinha, ela sentia falta de e estava tão preocupada com ele.
- Conseguimos notícias do e da Diaz, eles estão bem, nada saiu do controle e provavelmente vão fazer a apreensão na quinta feira. - Holt disse na porta da sua sala, anunciando a todos.
O coração de parecia que iria saltar pela boca, a apreensão seria no dia do seu voo, ela só desejava que nenhum mal acontecesse com , ela não suportaria perdê-lo.
- ? O vai ficar bem. - Charles disse, se sentando ao lado da garota que estava vagando com sua mente.
- Exatamente, ele é um ótimo policial e a Rosa está com ele, não precisa ficar assim. - Gina disse, tentando apoiar toda a situação.
- Não suportaria perder nenhum dos dois. - olhou para o cubo mágico que estava na mesa de .

Mais alguns dias foram se passando, então a temida quinta-feira havia chegado, organizava as malas com cuidado, deixando tudo conforme planejado, mas seu coração estava atormentando, ela não estava pronta para ir embora, não sem notícias do .
Assim que finalizou suas malas, ela esperou uma carona do Sargento Jefords que disse que iria acompanhá-la até o embarque.
se despedia de toda uma história vivida no Brooklyn, a melhor história da sua vida.
Enquanto isso e Rosa eram Matt e Alicia, disfarçados em um hotel, hoje seria a troca do dinheiro com o ladrão de diamantes.
- Será que vai funcionar? - andava de um lado para o outro no quarto do hotel.
- Você vai acabar furando o chão desse jeito. - Rosa disse enquanto jogava uma almofada em .
- Eu estou nervoso, ok? E se falhar? - disse, colocando a mão no rosto.
- Não vamos. ? É com isso que está preocupado? Ou seria com a indo embora? - Rosa disse, o olhando.
- O avião dela sai em algumas horas. Rosa, pode parecer loucura, mas eu nunca amei ninguém assim, eu a amo e não sei se consigo agora ficar sem ela. - disse, cruzando os braços e olhando para a morena sentada em uma poltrona.
- Tudo vai ficar bem, . Eu prometo. - Rosa disse, o olhando.
Então um som de mensagem chegou no aparelho que e Rosa estavam negociando com o ladrão.
- Ele chegou, vamos. - pegou suas coisas e foi até o local, juntamente com Rosa.
Enquanto isso estava sentada no aeroporto, juntamente com Terry, eles haviam chegado um pouco cedo e decidiram ficar sentados em uma das cadeiras.
A garota observava todo o local, acompanhando despedidas e reencontros, seu coração parecia se apertar mais.
então decidiu ler a carta que havia deixado, tirou a carta do bolso e com cuidado começou a remover do envelope para ler.

"Olá, , ou amor. Eu não sei, já nos chamamos de tantas coisas.
Eu sei que deveria ter me despedido, mas eu não conseguia, olhar para você e saber que nunca mais vou poder olhar em seus olhos me faz querer desaparecer.
, eu nunca amei ninguém como você.
O destino tentou sempre nos unir e sempre tentamos fugir, nos conhecemos de uma maneira tão inusitada e nos tornamos algo que nunca imaginamos, foi um acidente me apaixonar por você, mas eu me acidentaria novamente e quantas vezes fosse necessário, apenas para estar com você.
Na noite anterior eu não tive coragem de te dizer algo, e eu não quero que isso interfira nas suas decisões.
Eu te amo e quero que você cresça, e se para você crescer é necessário me despedir de você, então adeus.
Mas se eu puder te fazer um último pedido, um pedido que criou em meu coração assim que eu descobri que você era a mulher da minha vida.
Apenas olhe na sua bolsa, vai encontrar uma caixinha preta e depois decida sua resposta.

, quer casar comigo?"

não conseguia acreditar no que estava lendo, havia a pedido em casamento por uma carta? começou a vasculhar a mala, encontrando a caixinha com um anel.
- Primeira chamada para o Voo 3589 com destino a Canadá. - Uma mulher disse no alto falante do aeroporto.
- …- segurou a carta com lágrimas nos olhos.
- Tudo bem, ? - Terry disse, encarando a morena que estava em lágrimas.
Ela tinha uma decisão a tomar, desistir dos seus sonhos e se casar com ou simplesmente seguir seu sonhos e deixar o amor da sua vida para trás.

"É uma bela noite, estamos à procura de algo idiota para fazer. Hey, baby! Eu acho que quero me casar com você" (Bruno Mars - Marry You)



Capítulo 10 - We were once upon a time in love

continuava a andar de um lado para o outro, a sensação era que a qualquer momento o chão iria afundar de tanto que ela andava.
Ela precisava se decidir, mas como fazer isso?
- ? O que está acontecendo? - Terry tentou chamar sua atenção novamente, tirando a garota do transe.
- Terry, eu amo o , mas também quero seguir meus sonhos. - disse se aproximando do homem em sua frente.
- Achei que você já tinha pensado a respeito. - Terry disse, confuso.
- Eu tinha, mas não sabia que o ia me pedir em casamento. - disse, entregando a carta para Terry que leu cuidadosamente.
- Caramba, o que você vai fazer? - Terry disse, entregando a carta novamente a moça.
- Eu... - tentou dizer algo, mas ainda não sabia o que fazer.
- Última chamada para o voo 3589 com destino ao Canadá - A voz no alto falante do aeroporto disse.
- Você precisa fazer algo, e logo. - Terry pegou a mala de .
Ela caminhou ao lado do Sargento até a porta que a dava caminho até o avião, ela precisava tomar uma decisão, mas não sabia qual. então se despediu de Terry e entrou no avião.
A garota se sentou na janela e começou a observar o local a fora, ela pegou novamente a carta e observou a aliança em sua mão.
Seu coração se acelerou e ela sentiu um aperto forte, então era isso, ela havia tomado uma decisão.
então se levantou rapidamente e ficou imóvel, sua mente ainda estava uma completa bagunça, ela não poderia desistir de tudo, não agora.
- Senhora? Algum problema? - A aeromoça abordou .
- Eu… não, nada. Desculpa - se sentou novamente.
Então o avião decolou, não tinha como desistir, não agora. Ela passou a viagem toda mexendo em seu celular, admirava fotos de e sorria ao lembrar de cada momento.

Enquanto isso no Brooklyn, e Rosa tiveram completo sucesso com a missão, conseguindo prender o criminoso.
Ambos voltam para a delegacia, não conseguia ficar sem observar a cada momento a mesa de , que nesse momento estava vazia.
- E aí? Como foi a missão? - Terry abordou .
- Excelente, foi incrível. - disse de braços cruzados.
- Ótimo, não quer perguntar nada? - Terry encarou o garoto.
- E ela? Como ela estava? - disse com um peso em sua voz.
- Triste, ela leu sua carta. Pensou em desistir, mas ela embarcou. , sinto muito. - Terry colocou a mão no ombro dele.
- Não estou triste, eu queria que ela fosse, é o sonho dela. - brincou com um boneco em sua mesa.
- Então por qual motivo mandou a carta? E pediu ela em casamento? - Terry disse um tanto confuso.
- Eu não sei, eu tive medo de não sobreviver nessa missão, eu queria que ela soubesse que eu a amo e vou esperar por ela. - deu um pequeno sorriso.
- A maior prova de amor foi você deixar ela seguir o sonho dela. - Terry sorriu e logo saiu de perto de , o deixando sozinho.

Após algumas horas desembarcou no Canadá, o clima gelado desagradava um pouco a morena, ela retirou as malas e seguiu para o endereço de onde ela moraria.
O apartamento era extremamente pequeno, bem diferente do que estava acostumada, a garota começou a desfazer as malas com cuidado e em ordem.
Por incrível que pareça apenas queria mandar uma mensagem para , mas se nem ele mandou algo, significava que não era o momento certo.
Ela então foi se arrumar, afinal precisava se apresentar na nova delegacia. amarrou o cabelo em um rabo de cavalo alto, colocou uma camisa social azul escura e uma calça preta, a garota observava a aparência pelo reflexo.
então se dirigiu até a delegacia, infelizmente ela tinha que pegar algumas conduções, a delegacia era bem longe.
- Preciso de um carro. - resmungou para si mesma.
Assim que chegou ao local seu coração doeu, ela não se sentia feliz ali, era estranho essa sensação, talvez fosse apenas o medo.
então decidiu dar o primeiro passo, entrou na delegacia, o clima do local era pesado, era escura e com policiais com caras rancorosas.
- Com licença, aqui a 13° DP? - disse em um balcão.
- Quer registrar uma queixa? É só assinar esse formulário. - Um homem disse jogando a folha em cima de , e logo olhou para ela de cima a baixo.
- O quÊ? Não! Eu vim falar com o Capitão dessa delegacia. - jogou a folha no balcão.
- Todos querem, dá o fora, garota. - O policial revirou os olhos.
- Meu nome é , eu vim me apresentar como a nova Sargento, fui transferida para cá. - disse extremamente irritada com a situação.
- Você? Sargento? Fala sério. - O homem então começou a gargalhar alto e apontar para .
- Eu quero falar com seu supervisor, agora. - cruzou os braços.
- Claro, boneca, vou chamar, mas você pode depois ir na minha casa, o que acha? - O homem então começou a secar .
- Nojento. - se afastou e sentou-se na recepção.
não conseguia acreditar no que estava vivendo, aquilo era uma confusão, como ninguém podia acreditar nela assim?
- Que delícia, em? - Um outro policial disse, passando perto de e a olhando de cima a baixo.
A garota sentia seus sonhos serem pisados, ela somente queria pegar o primeiro voo e voltar a ser uma detetive da 99.
- ? - Um homem de cerca de 50 anos abordou a garota que estava de cabeça baixa.
- Sim? - disse, assustada, já ficando com medo do que a esperava.
- Eu sou o Capitão Franklin, é um prazer te conhecer. - Ele estendeu a mão.
- É um prazer. - disse ainda perdida com a situação.
- Me acompanhe. - O Capitão a guiou até sua sala.
Enquanto caminhava até a sala, ela sentia olhares por todo seu corpo, ela procurava uma única mulher naquele local, mas era impossível de encontrar.
- Estamos muito felizes com a sua chegada, é a primeira mulher nessa delegacia. - O Capitão disse se encostando na cadeira.
- Desculpa, primeira mulher? - disse, confusa com a situação.
- Mulheres são muito temperamentais, sabe como é. E são mais fracas do que homens, prezamos pela força masculina. - O homem em sua frente disse isso como se fosse uma honra.
queria retrucar, mas não queria perder o emprego que havia lutado para conquistar.
Assim que finalizou a conversa, foi embora, a viagem era cansativa até sua casa. Quando chegou ao apartamento, só queria tomar um banho e dormir logo após, e foi isso que ela fez.

Enquanto isso no Brooklyn a noite era longa para alguém, e esse alguém era , ele observava o tempo inteiro o celular, na esperança de uma mensagem de , ou um simples emoji.
passou a noite toda acordado, pensando em todas as maneiras de resolver isso, ele sentia falta de , mas sabia que ela estava feliz.

Na manhã seguinte, acordou cedo e foi trabalhar, era tão estranho, afinal ele nunca chegava cedo.
- Bom dia, ! Chegou cedo. - Gina disse abordando que saía do elevador.
- Bom dia, Gina. - disse um tanto desanimado.
- Que carinha é essa, abacaxi? - Gina segurou o rosto de .
- Você parece minha avó - riu da amiga.
- Sou a reencarnação dela - Gina puxou uma cadeira e se sentou perto de .
- Sinto falta da . - disse de cabeça baixa.
- Nunca pensei te ver assim por alguém. , a está bem, logo vocês vão poder se encontrar - Gina disse com um enorme sorriso.
- E vocês três? Como estão? Saíram? - observou Gina ficar inquieta na cadeira.
- Foi ótimo, ainda é estranho ter um relacionamento a três. - Gina disse, pensativa.
- Então é um relacionamento? - sorriu.
- Não sabemos, estamos descobrindo, talvez eu enjoe deles logo. - Gina riu.
- Tomara que dê certo. - segurou a mão de Gina.
ainda se preocupava com tudo aquilo, então decidiu que ele precisava tomar a inciativa, no máximo o ignoraria.

De:
Para:

"Oi. Tudo bem? Eu só queria saber como estão as coisas aí no Canadá"

sentia que seu coração iria sair pela boca, era como se fosse a primeira vez que falaria com , ele sentia tanta falta da garota.

estava na delegacia do Canadá, a situação ainda era muito constrangedora, ser a única mulher do lugar era estranho.
- Certo. Bom dia! Meu nome é e eu sou a nova Sargento daqui, vou passar o que faremos hoje. - disse em uma sala para cerca de 10 homens.
- Você é a nova Sargento? Ganhou em um sorteio o cargo? - Um rapaz disse rindo alto e apenas o ignorou.
tentava de todas as formas anunciar o que tinha que cada um fazer, mas não conseguia, eles apenas riam dela e logo se levantaram e foram embora.
A garota que se sentia nas alturas, agora se sentia uma derrotada, mas algo a fez sorrir, uma mensagem de , ela nem conseguiu hesitar em responder, e ali ambos trocaram mensagens.

De:
Para:

" Oi, ! Tudo bem e você? Está tudo incrível, Canadá é maravilhoso"

De:
Para:

"Quem sabe eu não vou te visitar um dia rsrs Você foi bem recebida?"

conseguia sentir um nervoso em seu coração, ela não queria contar para o que estava acontecendo, pois sabia que ele pegaria o primeiro avião para encontrá-la.

De:
Para:

"Pode me visitar quando quiser! Fui muito bem recebida, todos são bem receptivos e estão me apoiando bastante. Sinto falta da 99"

De:
Para:

"UAU!!! Isso é ótimo. Sentimos sua falta também :(
Preciso ir resolver um probleminha com o Charles, depois conversamos"

apenas conseguiu sorrir, ela não esperava aquela mensagem de , ele era a única coisa que ainda a fazia sorrir em meio aquela tempestade.

passou semanas assim, ela ia embora chorando do serviço e passava o resto do tempo chorando.
Ela nunca se imaginou nessa atual situação, ninguém a respeitava, ninguém a tratava bem, pelo simples fato de ser uma mulher, sem contar os diversos assédios.
Uma certa noite estava deitada em sua cama e mexia no celular, quando se deparou com uma foto em uma rede social, era e Charles com uma legenda típica deles "The Boys Are Back", apenas conseguia sorrir vendo aquela imagem.
"Saudades, garotos" comentou na publicação, porém não se passou nem cinco minutos e a resposta de surgiu em uma notificação. "Saudades, "
O coração de provavelmente estava batendo mais forte, ela ainda estava tão confusa, não queria ficar mais naquele lugar horrível, ela queria voltar para a 99 e ficar com .
A garota então decidiu postar uma foto dela na delegacia nova, mesmo que estivesse fingindo estar tudo bem.
foi o primeiro a comentar "Você está linda!", O coração de saltava de alegria. Logo foi Rosa que mandou um emoji de soco, o que com certeza significava que sentia sua falta e um outro comentário foi recebido, era o Capitão Holt, aquele que ela tanto admirava "fico feliz que esteja gostando da sua nova casa. Atenciosamente, Raymond Holt"
apenas conseguia rir, ela sentia falta daquilo.
Ela então decidiu ligar o rádio para cozinhar algo, uma comida básica, afinal nem fome ela estava sentindo nesses últimos dias.
Uma música conhecida começou a tocar, era a música que cantou para ela, cantava e dançava enquanto cozinhava, era como se ela sentisse ali a abraçando.
Antes que a música acabasse sentiu um forte enjoo, fazendo a garota correr para o banheiro e vomitar.
- Essa não. - disse sentada no chão do banheiro pensando no pior.
A garota procurou o celular imediatamente e ligou para Rosa, após alguns toques a amiga atendeu.
- E aí, nova Canadense? - Rosa disse com um tom brincalhão.
- Oi, Rosa, que saudade. - segurou um choro.
- Como estão as coisas? Por que a voz de choro? - Rosa disse um tanto confusa.
- Rosa... Eu quero ir embora. - começou a chorar, se tinha uma pessoa que a entenderia seria Rosa.
- Ei…O que houve? - Rosa disse, preocupada.
- Eu sou humilhada todos os dias, ninguém conversa comigo, eles ficam me assediando verbalmente o tempo inteiro, ficam olhando para mim. Não tem uma única mulher aqui, a delegacia é muito longe, esse apartamento é horrível! - gritava no telefone e chorava ao ponto de soluçar.
- , calma, respira! Você pode ir embora, eu te busco no aeroporto. - Rosa tentou acalmá-la.
- Eu não posso desistir, isso vai ser humilhante. - disse, chorando.
- E prefere continuar sendo humilhada aí? Eu posso ver se consigo conversar com alguém para te transferir, mas pode demorar.
- Eu adoraria. Mas não é só isso que está me preocupando. - disse quase falhando a voz.
- O que mais? - Rosa disse, preocupada.
- Lembra que algumas semanas depois que eu e o ficamos bêbados, eu comentei que estava atrasado para mim? - disse, preocupada.
- Sim…
- Eu estou vomitando e continua atrasado, eu ainda não fiz o teste, mas há uma grande chance de… - mal conseguiu terminar a frase.
- Você está grávida do ? Eu não acredito, ! Você precisa voltar. - Rosa disse quase como uma ameaça.
- Não conta para ele ainda. Eu preciso ter certeza. - implorou.
- Prometo, mas faça isso rápido. E eu vou ver o que eu consigo. - Rosa apenas disse e desligou o telefone.
estava com tanto medo do seu futuro e um bebê a deixava mais assustada, porém extremamente feliz. Ela sempre sonhou em ser mãe, mas tinha medo de como reagiria.
então simplesmente se levantou e deitou em sua cama, observando uma foto dela e de que ela deixou em um porta-retratos na cômoda.



Capítulo 11 - Melting under blue skies

"Eu vou abrir minhas asas e eu vou aprender a voar, eu farei o que for necessário, até eu tocar o céu, fazer um desejo, aproveitar a chance, fazer uma mudança e me libertar" Breakaway - Kelly Clarkson



A vida de estava uma tremenda bagunça, primeiro esse lugar horrível que ela foi parar, em segundo lugar a saudade imensa de , afinal eles não haviam conversado sobre o pedido de casamento e agora havia esse grande problema que era a gravidez.
Como iria conciliar tudo? não estava pronto para ser pai e muito menos , porém ela ainda não tinha certeza se realmente estava grávida.
Ela decidiu então ir a uma farmácia mais próxima, entrou no local e observava tudo com cuidado, um pouco de timidez bateu no coração de , afinal era estranho para ela ainda comprar um exame.
A atendente começou a observar , ela tinha cabelos pretos e enrolados, uma pele negra que chegava a brilhar, ela era bonita demais para estar atrás de um simples balcão.
- Posso ajudá-la? - A mulher com uma voz doce disse olhando para .
- Ah…eu, não sei como pedir isso. - não sabia como, mas confiava naquela mulher.
- Pode pedir, querida. - A mulher disse se apoiando no balcão.
- Você tem filhos? - quase gritou.
- Tenho um lindo garotinho, o nome dele é Rafael, tem 4 anos. - A mulher disse, mostrando a foto de uma linda criança.
- Ele é lindo. - sorriu, analisando a foto.
- Eu acho que sei o que você veio fazer aqui. Aqui está. - A mulher disse, entregando uma caixinha de teste de gravidez.
- Como você sabe? - disse com receio de pegar a caixa
- Já estive no seu lugar, com medo. O pai sabe? – Ela observou novamente.
- Não, ainda não. Ele mora no Brooklyn. - começou a chorar.
- Querida, não precisa chorar. Eu tenho certeza que ele vai ser um ótimo pai e você uma ótima mãe, no começo vocês vão ter medo, até ouvir o primeiro chute e depois de um tempo o primeiro choro. - A mulher a fez chorar mais alto, assim ela foi até e a abraçou.
- Eu não sei se consigo. - soluçou.

- Consegue, querida, você vai conseguir. Eu só não entendo o que faz aqui tão longe dele. - A mulher segurou as mãos da .
- Eu recebi uma promoção para ser sargento da polícia daqui e ele ficou na polícia do Brooklyn, mas esse emprego é horrível, eu sinto falta dele. - soluçou.
- Querida, qual o seu nome? - A mulher a olhou.
- . - Ela olhou a mulher.
- Ok, , meu nome é Holly. Sabe o que eu faria? Iria onde me faz feliz e tentaria novamente. Se eu realizasse meu sonho e não estivesse feliz, significa que o sonho não valeu a pena.
- Acha que eu deveria voltar para o Brooklyn? - quase suplicou.
- Você tem que seguir seu coração e ir para o caminho que te faz feliz. - Holly disse, colocando a mão no rosto de .
- Pode me dar todos os testes que têm aqui? - riu, limpando as próprias lágrimas.
- Precisa de todos? Um só vai funcionar. - Holly pegou os testes.
- Quero ter absoluta certeza. - pegou e logo pagou.
- Espero que seja o que seu coração deseja. - Holly sorriu e saiu do estabelecimento.
Afinal o que o coração de queria?
foi até o apartamento e começou a desembrulhar todos os testes e fazer um por um, os testes não demoravam tanto, mas para a ansiedade de aquilo durava uma eternidade.
Cerca de 20 testes feitos e todos positivos, estava sentada em choque no chão do banheiro, ela chorava, mas não era de tristeza, ela estava feliz. Era isso o que o seu coração desejava.
decidiu que era o momento de avisar Rosa, assim que desbloqueou seu celular viu que havia um grupo criado entre ela, Rosa e Gina.
Após algumas discussões de porquê Gina sabia sobre a suposta gravidez, resolveu simplesmente mostrar o teste. Afinal era positivo, estava grávida e todas comemoravam.
- Você precisa contar para o . - Rosa disse em um momento da mensagem.
- No momento certo. - queria que fosse perfeito, afinal não sabia como reagiria.
Então iria tomar uma decisão em breve, o mais rápido possível. então decidiu voltar na farmácia que havia conhecido Holly, afinal ela a ajudou tanto.
Assim que chegou ao local havia um homem de meia idade no balcão.
- Posso ajudar? - O homem disse sem olhar para .
- Oi, a Holly está? - disse sem graça.
- Quem? - O homem disse, confuso.
- Holly, a atendente que estava aqui ontem. - disse mais confusa ainda.
- Holly? Desculpa, senhorita, não tem ninguém chamada Holly trabalhando aqui, eu estava trabalhando aqui ontem. - O homem disse, a observando.
- Ok, me desculpe, eu devo ter confundido o local - disse sem graça e saiu do local, totalmente confusa.
não sabia o que aconteceu, mas tinha certeza que estava no lugar certo, ela procurou por Holly por todas as farmácias e não encontrou, não era possível que tudo fosse um delírio da sua mente perturbada.
então se afastou de tudo o que pudesse, apenas focando em seu trabalho e na sua decisão, bem o trabalho cada vez estava pior, ela era humilhada diariamente e isso a frustrava cada vez mais.
Após duas semanas decidiu que não podia enfrentar isso sozinha, precisava de um conselho adulto, resolveu fazer uma chamada de vídeo com seus pais, afinal eles precisavam saber.
- Oi, querida, como você está? - A mãe de disse sorridente ao lado do marido.
- Oi, mãe. Eu preciso perguntar uma coisa para vocês, quero que sejam sinceros. - disse, séria.
- Claro, filha, o que é tão importante? - O pai de estava atento a garota.
- Se eu desistisse dessa vaga no Canadá, continuaria sendo o orgulho de vocês? - segurou o choro.
- Minha linda, você sempre será nosso orgulho, isso não é uma competição. O que está acontecendo? Não está gostando do Canadá?
- O Canadá é lindo, mas a delegacia é horrível, eu sou tratada igual um lixo, eu sou assediada a todo momento, ninguém acata o que eu falo, todos dão risada de mim pelo simples fato de ser uma mulher. Eu estou me odiando profundamente por isso. - então simplesmente desabou em chorar.
- , não é culpa sua que essas pessoas sejam tão nojentas e vazias, você é incrível, a melhor policial pelo o que todos dizem e nós confiamos em você. - O pai de tentava a acalmar.
- Eu não sei se é o momento certo de abandonar o barco, sabe? E tem mais umas coisas. - disse, relutando a contar.
- O que mais, querida? - A mãe de disse., sentido o peso na voz de .
- Lembra do ?
- Seu namorado policial? O que tem ele? - O pai de disse, preocupado
- Eu o amo, nunca pensei que isso ia acontecer, mas eu o amo. E ele me pediu em casamento, e eu quero aceitar, quero formar uma família com o , mas não posso tirar ele do Brooklyn e eu não posso continuar no Canadá. E tem mais… - disse então chorando, desesperada
- , se você ama esse rapaz, vá atrás dele. O que mais está acontecendo? - A mãe dela disse feliz, segurando a mão do marido.
- Eu…Eu estou grávida do . - sentiu o peso sair das suas costas.
- O quê? - Os pais de disseram em uníssono.
- Não surtem, foi um acidente, mas eu fiz uns 20 testes e todos deram positivo, e eu conversei com uma moça na farmácia e eu quero ter esse bebê. - sorriu, animada.
- Eu não acredito que vamos ser avós, , estamos tão felizes por você.
- O quê? Não estão decepcionados? - disse, confusa com a reação.
- Assustados… mas, , não é um acidente se você ama esse rapaz. Estamos felizes por vocês. - O pai de disse, sorrindo.
- O ainda não sabe. - disse baixo.
- Você precisa contar para ele, , é importante. - A mãe de disse e ela só assentiu com a cabeça.
Após uma longa conversa com os pais, então se deitou em sua cama e tentou ligar para , mas ele não atendeu, ela decidiu mandar mensagens, mas não obteve sucesso. Ele estava a ignorando? Será que estava tudo bem? Porém sua mente pensou o pior… estava com Sophia?
Ela então tomou uma decisão, voltar para o Brooklyn e conversar com pessoalmente, ele não poderia continuar a ignorando, afinal ela havia perguntado para Charles e Rosa onde ele estava e eles apenas disseram "trabalhando".
Na manhã seguinte foi até o trabalho, ela tinha algo para fazer, um adeus para dar, assim que chegou no lugar foi diretamente para a sala do seu Capitão.
- Bom dia, Capitão. - disse firme, o encarando
- ? Posso te ajudar? - O Capitão disse a olhando de cima a baixo.
- Na verdade pode, eu quero que assine minha demissão, estou voltando para o Brooklyn, não quero continuar mais nenhum segundo nessa merda de delegacia, onde todos são sexistas e nojentos, incluindo o senhor que não para de olhar para a minha bunda e fica me mandando mensagem de madrugada. - não acreditava que estava dizendo tudo isso mesmo na cara de um superior.
- Certo… está demitida, não precisamos de uma mulher aqui, você nem é tudo isso. - O Capitão disse, a olhando com desdém.
- Obrigada. E sim, não precisam, pois, mulheres são totalmente superiores a vocês, seus merdas. E eu sou tudo isso, sou muito mais. Vai para o inferno. - disse, irritada e mostrando o dedo do meio para o Capitão.
Antes de sair ela xingou todo mundo que trabalhava naquele lugar, inclusive o rapaz da recepção que a tratou mal quando ela entrou. Era libertador tudo isso, uma sensação boa pela primeira vez.
então decidiu fazer as malas, ela embarcaria naquele mesmo dia, antes de fazer isso ela apenas verificou o celular e notou que continuava sem responder suas mensagens.
Era começo da tarde e estava no avião, seu coração estava acelerado, mas ela estava feliz, ela sentia que era a coisa certa a se fazer, foi então que ela sentiu algo, um chute, ela nunca havia sentido isso antes. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela só conseguia sorrir, ela queria tanto esse bebê.
Após algumas horas de voo chegou no Brooklyn, a sensação de estar em casa era ótima, seu apartamento ainda estava intacto, ela não havia alugado. então apenas decidiu descansar até o dia seguinte, mesmo sentindo fortes enjoos ela precisava estar bem para o que estava planejando.

Na manhã seguinte acordou cedo, colocou um vestido florido e uma blusa rosa por cima, ela estava à vontade com tudo isso, ela tentou comer algo mesmo que o cheiro estivesse a enjoando e logo foi até a 99.
Assim que chegou na porta da delegacia sentia suas mãos suarem e tremerem, era ótimo estar de volta, ela queria muito que o capitão Holt a aceitasse de volta e queria principalmente encontrar o .
entrou no elevador, parecia uma eternidade para chegar ao andar desejado, assim que a porta abriu ela não conteve o sorriso ao ver seus amigos em suas mesas.
- Oi, 99? - disse, tentando conter as lágrimas.
- ? O que faz aqui? - Terry foi até a garota e a abraçou, todos pararam seus trabalhos e se dirigiram a ela, inclusive Capitão Holt.
- Capitão? Ainda tem uma vaga como detetive? - disse, sorrindo para Holt.
- Bem-vinda de volta, - Holt forçou um sorriso, era o seu melhor.
Mas algo estava incomodando , onde estava ? Ela olhava ao redor e não via nem sinal do rapaz.
- Cadê o ? - disse em direção a Ross que logo fez uma cara triste.
- ? É melhor você se sentar. - Rosa puxou pelas mãos e a colocou sentada em uma cadeira.
- O que aconteceu? - disse, sentindo seu coração se acelerar.
- Você precisa tentar não ficar nervosa, pode fazer mal ao bebê. - Terry entregou um copo de água para .
- Todo mundo sabe? Gina! - repreendeu.
- Sinto muito, sou péssima em guardar segredos. - Gina cruzou os braços.
- O sabe? - olhou nos olhos de Rosa.
- Não… não sabe. - Rosa abaixou a cabeça novamente.
- Tá bom… agora me diz o que aconteceu. - tomou um gole da água no copo.
- , infelizmente o sofreu um acidente. - Rosa disse, abaixada e segurando a mão da amiga.
- O quê? O que aconteceu? - sentiu seu coração acelerar e sua respiração ficando pesada.
- Estávamos em uma missão há duas semanas, foi baleado e acabou entrando em coma no hospital. Eu sinto muito - Terry disse, segurando as próprias mãos.
- Por que não me contaram? Vocês deviam ter me contado. - sentiu uma lágrima escorrer em seu rosto.
- Ficamos preocupados com o bebê e que algo acontecesse com vocês dois, desculpa. - Gina disse e foi a primeira vez que viu Gina daquela forma.
- Por isso ele não me respondia, eu sou uma idiota. Eu posso ver ele? - disse, olhando para o Capitão Holt.
- Pode, o Charles está lá agora, acredito que vai ser boa essa visita.
então se dirigiu ao hospital ao lado de Rosa, ela precisava de forças para entrar naquele quarto, ela aguardava Charles sair para que ela entrasse sozinha.
- Tem certeza que consegue ficar sozinha? - Rosa disse, segurando o ombro de .
- Sim, tenho. - ajeitou o vestido.
- ? Bom te ver. Você já pode entrar. - Charles abraçou a garota.
- Como ele está? - segurou as lágrimas.
- Não muito bem, ele somente nos escuta, mas não responde e não se movimenta. - Charles soltou um pequeno choro e por incrível que pareça foi consolado por Rosa.
então tomou coragem e entrou no quarto do hospital, quando ela se deparou com imóvel em sua frente, cheio de aparelhos e com pequenos machucados no rosto, seu coração pareceu querer sair pela boca, então ela simplesmente começou a chorar alto.
Quando conseguiu se controlar ela se aproximou da cama, se sentando ao lado de , ela passava os dedos pelos cachos bagunçados do cabelo dele, e contornava todo o desenho do rosto de .
- Oi, querido. Eu estou aqui, a . Me desculpe por ter ido embora, eu quero ficar com você, por favor, fica comigo. - segurou a mão de e sentiu as lágrimas rolarem em seu rosto.
- Eu tenho uma surpresa para você - disse, pegando a mão de e colocando na sua barriga. - Eu não sei se você realmente está me ouvindo, mas quero que saiba que eu estou grávida. Nós vamos ser papais! E eu quero muito você aqui pra sermos uma família, juntos. Prometo nunca mais te deixar, você é a pessoa certa, .
então choraou, mas logo sentiu um pequeno movimento do polegar de passando em sua barriga. Era tudo o que ela precisava, estava feliz por ela estar ali, por saber que ela estava grávida e ela sabia que ele iria acordar.
então deitou a cabeça ao lado do corpo de e ficou ali, ela nunca mais sairia do lado de .
- Eu aceito casar com você. - brincou com os dedos de .
Após alguns minutos ouviu um barulho alto, um apito que a fez entrar em choque, era o coração de . Uma parada cardíaca.
Uma equipe de profissionais entraram e tiraram do local, ela gritava que queria entrar e principalmente gritava o nome de .
não soube como, mas estava no saguão abraçada por Charles e Rosa, ela só queria entrar naquela sala e saber se ele estava bem.



"Bem, você só precisa da luz quando está escurecendo, só sente falta do sol quando começa a nevar, só sabe que a ama quando a deixa ir, só sabe que estava bem quando se sente mal, só odeia a estrada quando sente saudade de casa, só sabe que a ama quando a deixa ir. E você a deixou ir" - Let Her Go - Passenger



Capítulo 12 - Well I didn't mean to do it

Aquele barulho era ensurdecedor, conseguia sentir seu coração parando junto, ela foi retirada do local pela equipe médica e lá estava ela no chão do hospital, chorando tão alto quanto uma criança.
estava sozinha ali, afinal, seus amigos foram descansar, ela não sabia o que fazer, só queria estar ali com , saber o que estava acontecendo. Ela conseguia observar a movimentação no quarto e ela já esperava o pior.
Alguns minutos se passaram, estava ainda ao chão, abraçando os próprios joelhos e temendo o pior. O médico então surgiu, sua cara era séria enquanto retirava as luvas descartáveis.
- Acompanhante de ? - Ele anunciou e se levantou tão depressa que era possível ela cair ali mesmo.
- Eu… estou aqui, como ele está? - apareceu nervosa, ela temia a resposta do médico.
Todo aquele suspense estava matando , o silêncio do médico e a afeição triste deixavam preocupada.
- Sinto muito, perdemos ele. - O médico disse olhando nos olhos de .
Era isso? não conseguia acreditar no que estava acontecendo, ela não conseguia dizer uma única palavra, seu coração parecia que ia explodir.
- Eu... Posso vê-lo? - disse, buscando força na voz.
- Claro. - O médico disse, se afastando.
Entrar naquele quarto e saber que o coração de nunca mais bateria era atormentador, se culpava por não ter tido mais tempo ao lado de .
Ela então entrou e se debruçou em cima do corpo e chorava intensamente, ela pedia a todo momento que acordasse e pregasse um susto nela.
Mas não foi isso que ela recebeu, era apenas ele ali, sem batimentos, ficando frio e escapando pelas mãos dela.
No dia seguinte era o velório, a igreja estava cheia, haviam diversas flores junto do caixão e uma foto bem grande de fardado.
estava sentada ao lado de Rosa, enquanto todos discursavam algo relacionado ao amigo, era tão difícil para eles também. Charles não conseguiu dizer uma única palavra, apenas chorava e entendia.
Eles eram melhores amigos.
- ? Quer dizer algo? - Capitão Holt disse e era possível sentir um choro preso na garganta dele.
somente balançou a cabeça positivamente e subiu até o microfone que estava ali, ela ainda observava a foto de e logo olhava a cada um no local.
- Bom dia… meu nome é e eu era… Eu era a namorada do . - conseguia sentir o choro na garganta querendo sair a qualquer momento.
- O era muito importante para mim, ele era uma pessoa incrível, eu o amava muito, mais do que eu imaginava. Eu escrevi essa carta para ele, alguns minutos antes de vir aqui e eu gostaria de ler. - disse, retirando uma folha do bolso do sobretudo preto e se preparando parar ler.

Eu não sou de permanecer por perto, basta um erro e você está fora, querido.
Não me importo se eu parecer louca, mas você nunca me decepcionou, é por isso que, quando o Sol nasce, eu continuo aqui deitada em sua cama.
Tenho todo esse tempo em minhas mãos, podemos muito bem cancelar nossos planos, eu poderia ficar aqui por uma vida inteira.
Então, tranque a porta e jogue a chave fora, não posso mais lutar contra isso, somos apenas você e eu e não há nada que eu possa fazer.
Estou presa a você.
Então, vá em frente e me deixe louca, querido, fale bobagem, ainda assim eu não mudaria de ideia, estou sendo presa a você.
Tão certo como as estrelas no céu, eu preciso de você para me mostrar a luz, não só por agora, por um longo tempo. Pode acreditar!
Quando você não está na minha presença, parece que estou perdendo minhas bênçãos, então eu durmo ao longo do dia, fico acordada à noite toda, até você voltar.
Só estou sentindo falta do meu amor, tem um monte de mensagens no meu telefone e eu não respondo.
Você é tudo que importa para mim, não me preocupo com mais ninguém se não for você, eu não sou eu mesma, você me faz completa.
Você é tudo que importa para mim.
Você não sabe, amor. Quando você me abraça e me beija lentamente, é a coisa mais doce e não muda. Se dependesse de mim você saberia que você é.
Você é o café que eu preciso de manhã, você é meu raio de Sol na chuva, quando ela está caindo.
Eu só quero ver o quão bonito você é, você sabe que eu vejo, eu sei que você é uma estrela, onde você for, eu sigo não importa a distância. Se a vida é um filme, você é a melhor parte.
Se você demorar demais para me ligar de volta eu não posso dizer como reagirei, mas tudo que posso dizer é que ao menos eu esperarei por você. Ultimamente, tenho estado em uma montanha russa, tentando controlar minhas emoções mas tudo que sei é que preciso de você por perto.
E eu vou gritar a plenos pulmões por aquilo que amo, sou intensa, mas não dou a mínima e eu admito que sou um pouco problemática, mas eu consigo esconder isso quando estou toda arrumada.
Sou obsessiva e amo demais, sou boa em pensar demais com meu coração, como você acha que chegamos tão longe, tão longe?
Estou afundando e desta vez temo que não haja ninguém para me salvar. Esse tudo ou nada realmente me deixa louca, eu preciso de alguém para curar, alguém para conhecer, alguém para ter, alguém para segurar. É fácil dizer, mas nunca é o mesmo, acho que eu meio que gostava do jeito que você entorpecia toda a dor.
Agora o dia sangra no anoitecer e você não está aqui para me ajudar a passar por tudo isso, eu abaixei minha guarda e então você puxou o tapete, eu estava me acostumando a ser alguém que você amava.
Tem dias que, eu acordo e eu me belisco, você não está comigo e eu estou com medo, sim, eu ainda estou com medo. Que tudo seja um sonho.
Mesmo nos piores dias, você me faz sorrir, eu pararia o mundo se isso nos desse tempo. Porque quando você ama alguém você abre seu coração, quando você ama alguém você abre espaço.
Se você ama alguém e você não tem medo de perdê-lo, você provavelmente nunca amou alguém como eu amo.
Por que você tem que ir e tornar as coisas tão complicadas?
Porque aqui estou eu, estou dando tudo o que posso.
Eu quero você. Sim, eu quero você e nada chega perto da maneira que eu preciso de você. Eu gostaria de poder sentir a sua pele e eu quero você de algum lugar profundo.
Parece que há oceanos entre mim e você mais uma vez, nós escondemos nossas emoções sob a superfície e tentamos fingir.
Eu quero você e eu sempre vou querer, você sabe que eu prefiro me afogar, do que continuar sem você, mas você está me puxando para baixo.
Então quando eu estiver pronta para ser corajosa e meus cortes curados com o tempo, o conforto irá descansar em meus ombros e vou enterrar meu futuro para trás, eu sempre irei lhe guardar comigo. Você sempre estará em minha mente, mas há um brilho nas sombras e eu nunca saberei se não tentar.
Mas lá no futuro talvez haja arco-íris, não há nenhuma canção sem amor.
Eu posso não gostar de você, mas duvido que não goste de você.
E eu acho que estou apaixonado por você, fazendo-me corar toda vez que estou com você.
Alguma coisa sobre você que me faz querer acender por dentro, é algo com seus olhos, nada que você diga ou faça me fará mudar de ideia. Porque estou apaixonada.
Então, antes que você vá, havia algo que eu poderia ter dito para fazer seu coração bater melhor?
Se pelo menos eu soubesse que você tinha uma tempestade para enfrentar. Então, antes que você vá havia algo que eu poderia ter dito para fazer tudo parar de doer?
Me mata saber como sua mente pode fazer você se sentir tão insuficiente.
Estaríamos melhor agora. Se eu tivesse deixado minhas defesas caírem?
Talvez, acho que nunca saberemos, você sabe.
Bem, o tempo pode curar, mas isso ele não vai… Desculpa.

Assim que a última frase foi dita, desabou de joelhos no chão, um choro alto que demonstrava toda sua dor.
Logo ela sentiu um abraço, era Rosa que foi ali ajudá-la, ela não conseguia ficar em pé e repetia baixinho a palavra "me desculpa" sem parar.
então acabou fugindo dos braços de Rosa e correndo para fora da igreja, se sentando na calçada e chorando, sentindo culpa por tudo isso.
- O que aconteceu, querida? - Uma voz familiar lhe disse.
- Holly? O quê? O que você faz aqui? Eu te procurei no Canadá o tempo inteiro. - disse, chocada ao ver a mulher novamente sentada ao seu lado.
- Eu sempre estou com você. Eu sinto muito pelo . - Holly tocou nas mãos de , suas mãos eram quentes como o fogo.
- Você soube? Eu não sei, Holly, como eu vou viver sem ele. - respirou fundo.
- Posso te mostrar algo? Vem comigo! - Holly estendeu a mão e a seguiu.
Alguns minutos elas estavam no apartamento de , aquilo era doloroso para ela, observar a árvore onde eles se beijaram, sentir o cheiro dele ainda no apartamento.
- Do que mais sente falta? - Holly se sentou no sofá.
- Da risada dele. Da forma irreverente que ele vivia, do sorriso, de como ele conseguia estar certo mesmo estando errado. - se sentou também.
- Por que não diz isso a ele? - Holly disse, sorrindo e olhando para uma poltrona.
dirigiu seus olhos e conseguiu ver claramente sentado em sua frente, o moletom azul e o cabelo bagunçado de sempre.
- Você é real? Vocês são algum tipo de entidade celestial? - disse, querendo se aproximar.
- Nome do seu vídeo de sexo? - disse, dando um lindo sorriso, era óbvio que não era real, mas sentia como se fosse.
- Eu sinto sua falta, eu sinto muito, eu nunca devia ter ido embora. - chorava novamente.
- Não é culpa sua, fazemos escolhas que nós não podemos prever, aprendemos com esses erros. Eu sinto sua falta. - a olhou profundamente.
- Eu não sei o que fazer sem você comigo. - secou as lágrimas.
- Vem comigo. - se levantou e foi até um outro quarto.
Assim que entrou era possível ver Rosa e Charles cuidando de dois bebês, uma garotinha e um garotinho.
- Charles e Rosa tiveram bebês? - disse, confusa.
- Não, esses são nossos bebês. Holly e Mac. - os observou.
- Eles... Eles são lindos. Espera, Holly? - procurou por Holly.
- Ela é a nossa Holly, nosso anjo da guarda. - sorriu.
- E por que eu não estou cuidando deles? - olhou para .
- Você não suportou tudo isso sozinha e acabou desistindo de tudo. - disse em tom triste.
sabia o que havia acontecido, ela havia tirado sua própria vida, aquilo era horrível, ela não podia acreditar.
- , nós temos escolhas a fazer, você pode fazer uma escolha agora, decidir traçar esse caminho ou escolher um novo. - se virou, caminhando até a porta da saída do apartamento.
- ? Espera! - tentou alcançá-lo, mas a porta bateu em seu rosto.
Tudo então fica preto.

sentiu uma forte dor na cabeça, parecia até uma resseca, isso era estranho, fazia tempo que ela não bebia.
Ela abriu os olhos com dificuldade e notou que estava na delegacia, mas não era a 99, era sua antiga delegacia e ela estava em sua mesa, a roupa amassada do dia anterior e o cabelo bagunçado.
- ? Temos um caso para resolver de assassinato, você vem? - Rosa disse, chamando a garota.
- O que estamos fazendo na 98? Nós não estávamos…? - estava confusa.
- Caramba, você bebeu e dormiu demais, nós trabalhamos aqui, , vamos logo. - Rosa disse já sem paciência.
acompanhou a amiga, ainda confusa, assim que chegaram ao local, reconheceu o lugar, foi onde ela conheceu , então tudo não havia passado de um sonho.
- Me ajuda com o luminol? - Rosa abaixou e logo a seguiu.
- Ok… quem são vocês? - Uma voz rouca disse logo atrás delas, ela sabia, era ele, só poderia ser.
então se virou e se deparou com um policial qualquer em sua frente, ela não estava entendendo o que havia acontecido.
- Detetive Diaz e essa é minha parceira Detetive e vocês? Não quero saber - Rosa disse, revirando os olhos.
- Keith Pembroke, casos especiais. Essa cena é minha. - O homem arrogante em sua frente disse, revirando os olhos.
- Abutre. - sussurrou, afinal ela se lembrava de reclamando dele o tempo inteiro.
- O que disse? - Pembroke disse, a encarando.
- Nada. - então se levantou e saiu da cena do crime.
A cena que ela sonhou era exatamente essa, mas não era que aparecia, mas por qual motivo? Ela precisava encontrá-lo a qualquer maneira.
- O que está acontecendo com você? Parece estranha. – Rosa cruzou os braços.
- Eu tive um sonho muito estranho, eu sonhei com essa cena, mas não era esse babaca que aparecia, era o . - disse, ofegante.
- Quem? Quem é ? - Rosa disse mais confusa que antes.
- No meu sonho nós dois namorávamos e eu o perdi. - apertou os lábios.
- … Você está assistindo filmes demais. Olha, amanhã a gente vai na festa e quem sabe você não se distrai? - Rosa colocou as mãos no ombro de .
Era isso, a festa, se realmente existia ele estaria lá e ela o encontraria.
Era esse seu grande plano.



Capítulo 13 - My Life Would Suck Without You

havia passado o dia inteiro pesquisando tudo sobre , afinal ela precisava descobrir se o amor da sua vida era realmente real. No dia seguinte, acordou rapidamente, ela sentia a ansiedade pulsar em seu peito, afinal hoje era a festa e era sua única chance de ficar frente a frente com . passou o dia inteiro inquieta e pensativa, assim que o horário chegou, ela se arrumou tão bem que era impressionante até mesmo para ela, colocando um vestido preto longo e que definia muito bem as curvas do seu corpo.
Assim que ela e Rosa adentraram o lugar, a garota seguia inquieta, procurando por .
- O que você está fazendo? - Rosa perguntou, confusa com a ação da amiga.
- Procurando sobre o rapaz que eu disse que sonhei, ele vai vir aqui, tem que vir - continuava percorrendo o local com os olhos.
- Claro, eu preciso de uma bebida - Rosa disse, bufando.
continuou ali parada, ela não conseguia enxergar muito bem, afinal ali estava lotado, mas seus olhos encontraram alguém.
- Charles? Oi, ainda bem que te encontrei. - disse, abraçando o rapaz a sua frente.
- Desculpa? A gente se conhece? - Charles disse, confuso.
- Claro… na verdade, não. - então percebeu que Charles não se recordava dela, então talvez também não se lembrava.
- Tudo bem, isso já me aconteceu uma vez, abracei uma mulher achando que era minha prima Anastácia. - Charles disse, rindo.
- Charles? Você viu o ? - disse, cruzando os braços.
- Você conhece o ? Caramba, você deve ser alguma "amiga" - Charles disse, fazendo aspas com o dedo.
- É, bons amigos. - disse, sem graça.
- Ele não veio. - Charles disse, bufando.
- O quê? Por qual motivo? - sentiu seu mundo cair, ela estava esperançosa.
- Ele tinha umas coisas para resolver - Ele revirou os olhos.
- Você têm o endereço dele? - então disse, decidida. Ela o encontraria, custe o que custar.
- Claro. - Charles disse, pegando o celular da garota e anotando.
- Quem é ele? - Rosa apareceu quase rosnando para Charles.
- Charles, essa é a Rosa, Rosa, esse é o Charles, acho que vai ser bom vocês conversarem - empurrou Charles mais perto de Rosa, o mesmo manteve uma cara de bobo.
- Onde você vai? - Rosa disse ao perceber indo embora.
- Eu não vou cometer o mesmo erro, vou atrás dele. - disse, saindo da festa.
pegou um táxi até o endereço que Charles passou, ela tinha esperança de o encontrar ali, era arriscado, mas ela tinha que tentar. Assim que parou na porta do apartamento de seu coração quase parou, todas as lembranças voltaram em sua mente e ela se sentia confiante novamente.
então tocou a campainha algumas vezes e sem sucesso, porém ela notou a porta sendo destrancada e sentiu seu peito quase explodir.
- Oi? Você é a garota da comida chinesa? Você não tá carregando comida chinesa com você. - disse, olhando para em sua frente e só conseguiu soltar uma pequena risada.
- Oi, . - sentiu seus olhos encherem de lágrimas, ali estava ele em sua frente.
- Eu te conheço? - disse, um pouco confuso.
- Sim. Na verdade, não. Meu nome é , mas pode me chamar de , eu sonhei com você e foi o melhor sonho de toda minha vida, eu estou atrás de você porque não quero cometer os mesmos erros que eu cometi. - disse, sentindo algumas lágrimas escorreram em sua bochecha e o vento gelado soprando em seu cabelo.
- Desculpa, eu estou um pouco confuso com tudo isso. Eu não faço ideia de quem é você. - disse, a olhando, assustado.
- Eu sei que é assustador e você deve achar que eu sou uma maníaca, mas se me der a chance de me conhecer, eu te garanto que não vai se arrepender, . - disse, segurando as mãos de .
- , quem está aí? É a comida chinesa? - A voz de Sophia surgiu atrás de
- Você… Você está com ela? - disse quase como um sussurro.
- Ela é minha noiva. - disse ainda admirando em sua frente.
- E você quem é? - Sophia disse, irritada.
- Ninguém importante, uma colega ou algo assim. Se quiser conversar sobre isso, , me encontra no parque aqui perto qualquer dia, afinal você adora aquele lugar. - disse, dando as costas e sentindo seu coração se quebrar por completo.
- O quê? Como você sabe? - tentou perguntar, mas já estava longe o suficiente para ouvir a voz dele.
caminhou em silêncio e sentindo diversas lágrimas escorrendo em seu rosto, seu choro era alto e dolorido. Ela sentia que havia chegado tarde.
Ela então decidiu procurar seu maior refúgio, tocando a campainha sem parar e com força.
- ? O que aconteceu? - Rosa disse, olhando para , que tinha os olhos borrados de maquiagem por chorar.
- Não aconteceu - disse, abraçando a amiga e Rosa simplesmente ficou sem reação.
entrou no apartamento de Rosa, ela pegou um pijama da amiga e ficou sentada no sofá, observando uma caneca de café em sua mão.
- Vai me contar o que houve? - Rosa disse, se jogando ao lado de .
- Eu fui atrás dele e ele tem uma noiva, ele nem sabe quem eu sou. - brincou com o cabo da caneca.
- Bem, que ele não lembrasse de você já era esperado, mas a noiva deve ter sido um choque. - Rosa tomou um gole do café em suas mãos.
- Eu não sei o que eu fiz de errado, isso foi tudo um acidente? Por que eu tive que sonhar com esse idiota? - disse se encolhendo
- E vai desistir assim? Bola para frente, se for para ficarem juntos vocês vão ficar, queira a droga do destino ou não.

Porém agora estava com isso na mente, ele não a conhecia pessoalmente, mas sentia que já havia visto aqueles olhos antes, era estranho.
estava noivo de Sophia, o casamento era em algumas semanas e todos os dias ele se perguntava se não era um erro, e agora essa dúvida aumentou.
- Quem era ela? - Sophia disse, comendo a comida chinesa.
- Uma colega do trabalho, estamos trabalhando em um caso juntos - disse, inventando a maior mentira da semana.
- Ela parecia bem nervosa. Querido, os convites chegam amanhã, eu estou tão ansiosa - Sophia disse, animada, abraçando , que retribuiu.
Antes de dormir foi até seu quarto e se sentou na beirada da cama, ele queria entender quem era essa garota e como ela mexia tanto com ele.
Naquela noite nenhum dos dois conseguiram dormir.

Uma semana se passou e já havia se conformado com toda essa situação, ela achava estranho algumas coisas estarem diferentes dos seus sonhos, mas era melhor assim, cada um seguindo seu caminho.
Naquela tarde decidiu buscar um café, enquanto caminhava na rua acabou se esbarrando em alguém.
- Desculpa. - disse, sem olhar para a pessoa.
- ? Não é? - então ela reconheceu a voz, era com um lindo sorriso.
- Isso, você lembrou. - disse, sentindo suas bochechas corarem.
- Que loucura a gente se encontrar assim - disse, cruzando os braços e sorrindo.
- Você poderia ter escolhido apenas ignorar - disse, o olhando.
- É, poderia. Que tal eu escolher tomar um café com você agora? Está ocupada? - apontou para cafeteria.
- Eu adoraria. - disse, com um sorriso enorme.
Eles caminharam com cuidado até a cafeteria e se sentaram em uma mesa distante.
- Um capuccino e acho que um chocolate quente? - disse para o garçom e olhou para .
- Isso. - não sabia como, mas não conseguia tirar os olhos dela.
- Me desculpa por ter aparecido daquela forma na sua casa, eu não sabia que você estava noivo. - sentiu seu estômago embrulhar ao pronunciar aquelas palavras.
- Não tem problema, eu sinto que já te vi, mas não sei onde. E bem, é recente o noivado, a Sophia chegou há pouco tempo do Canadá e decidimos que seria o ideal agora.
- Uma ótima decisão. - disse, forçando um sorriso.
- Você vai estar livre hoje? Eu sei que eu posso não ser o amor que você sonhou, mas podemos ser amigos, não é? - disse, segurando as mãos de .
- Claro, podemos. Eu estou livre hoje. - disse, sorrindo e o admirando.
- Quero que você me conte tudo sobre esse sonho. - disse, mordendo os lábios.
- Não vou te poupar de nenhum detalhe.
- Nome do seu vídeo de sexo. Desculpa, força do hábito. - disse, rindo e logo ficou envergonhado.
- Não tem problema, já me acostumei com essa brincadeira.
Eles ficaram alguns minutos conversando e logo voltaram para suas delegacias, aquilo continuava mais estranho do que o normal, mas aceitaria ter pelo menos a amizade dele, porém não sabia se aguentaria isso por muito tempo.
Naquela noite, esperou no bar do Shaw's, aquele lugar trazia ótimas lembranças a ela, seu coração se apertava ao saber que estava se apaixonando cada vez mais por ele.
então surgiu, se sentando ao lado de , ele estava com um moletom cinza e uma jaqueta de couro, uma combinação um tanto arriscada e estranha aos olhos de , mas ele estava lindo como sempre.
- Desculpa o atraso. - disse, tímido.
- Sem problemas, não faz tempo que eu cheguei - disse, dando um sorriso de lado.
- Então me conte sobre seu sonho. - disse, ansioso, enquanto pegava duas cervejas.
- Nós nos conhecemos em uma missão de assassinato, a algumas semanas, você ficou irritado que eu tinha pego seu caso.
- Típico do - Ele disse a fazendo rir.
- Nos encontramos na festa do DP e você me levou até em casa, depois eu fui transferida para 99.
- Que loucura - disse, tomando um gole da cerveja.
- Nós ficamos em um impasse de ficar juntos ou não, você tinha um relacionamento complicado e eu não queria me machucar. Então um dia bebemos demais aqui e dormimos juntos, você se declarou para mim no parque e cantou uma música.
engasgou ao ouvir que dormiriam juntos.
- Continuando, eu passei na prova de Sargento e me mudei para o Canadá, mas você tinha me pedido em casamento por uma carta, quando eu decidi voltar pra ficar com você… - então sentiu um nó se formar em sua garganta e uma lágrima descer em seus olhos.
- O que houve?
- Eu estava grávida e você estava em coma e acabou morrendo, então eu fiquei vendo seu fantasma dizendo que eu tinha que fazer uma escolha. E eu acordei.
- Caramba, que loucura! Casados e grávidos.
- Eu não sei como, , mas eu sinto que você é a pessoa certa, mas eu não quero interferir no seu relacionamento com a Sophia. - o olhou.
- Não vai.
Uma música conhecida pelos dois começou a tocar, era My Life Would Suck Without You da Kelly Clarkson.

"Acho que isso quer dizer que você está arrependido
Você está parado na minha porta
Acho que isso quer dizer que você retira
Tudo o que você disse antes."

- Quer dançar? A gente fazia isso? - disse, a olhando, divertido.
- Acho que sim. - disse, sorridente.
Eles foram até o centro do bar e começaram a dançar juntos, mesmo que música não fosse tão lenta eles estavam juntos, eram apenas os dois.

"Como o quanto você queria
Qualquer uma, menos eu
Disse que você nunca voltaria
Mas aqui está você novamente."

- Você têm um cheiro bom - disse baixo em seu ouvido.
- Isso é bom - se encostou no peito de .

"Porque nós pertencemos um ao outro agora
Para sempre unidos aqui de alguma forma
Você tem um pedaço de mim, e honestamente
Minha vida seria uma droga sem você"

Ambos se olharam por um momento e de repente aquela música começou a fazer muito sentido na vida deles. sentiu que deveria fazer algo e se aproximou dele, ambos sentiram o ar quente da respiração se tornando uma só.

"Talvez eu tenha sido estúpida
Por te dizer adeus
Talvez eu estivesse errada
Por tentar começar uma briga"

- Desculpa, eu não posso fazer isso. - disse, com os olhos fechados e se afastando.
- Claro, me desculpa. - se separou e se sentiu extremamente envergonhada. Acabou correndo para pegar suas coisas e ir embora.
- ? Espera… está tudo bem. - tentou segurá-la.
- Isso tudo é um erro, , não podemos ficar juntos, não posso ser sua amiga dessa forma - disse do lado de fora onde estava chovendo.
- O quê? Você não consegue simplesmente ser minha amiga? Qual seu problema? - disse, irritado.

"Eu sei que tenho problemas
Mas você também é muito confuso
De qualquer forma, eu descobri
Eu não sou nada sem você"

- Meu problema? Você têm um problema, não consegue ver que a Sophia não te ama e a primeira oportunidade vai te trair - disse, gritando embaixo da chuva.
- Disse a garota que acabou de beijar alguém comprometido - disse, bufando.
- Eu sou a única culpada? Por que isso tem que ser tão difícil? Vai me dizer que eu era a única que estava sentindo algo ali dentro. Você é um idiota!

"Estar com você é tão disfuncional
Eu realmente não deveria sentir sua falta
Mas eu não posso deixar você ir"

sem pensar nas consequências puxou para perto e a beijou. Seu beijo era profundo e quente, era como se o mundo tivesse parado ali para eles. se afastou e manteve os olhos fechados.
- O quê? Já está arrependido? Acho melhor correr para Sophia - disse, furiosa e estendeu a mão para um táxi.
- , espera. - tentou conversar, mas ela simplesmente o ignorou e foi embora.
sentiu que talvez tivesse feito a decisão errada, ele não faria mal a Sophia, mas ele queria muito beijar naquele momento, e foi isso que ele fez.

"Porque nós pertencemos um ao outro agora
Para sempre unidos aqui de alguma forma
Você tem um pedaço de mim, e honestamente
Minha vida, seria uma droga, sem você"





Continua...



Nota da autora: Ooi, gente, espero que gostem eu achei mega fofo escrever essa cena, tentando trazer todas as lembranças à tona.



Nota da beta: Eles são muito fofinhos juntos e mesmo ele não a conhecendo, percebe a conexão! <3

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