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Última atualização: 18/03/2021

Prólogo

Não se sabe de onde os titãs surgiram, apenas se sabe que eles são uma grande ameaça para a humanidade. Por isso, o Reconhecimento arrisca suas vidas desde sempre, saindo para fora das muralhas, buscando formas de fazer a humanidade vencer pelo menos uma vez na história. Muitos crescem com o objetivo de se tornar um soldado, enquanto outros têm apenas o objetivo de sobreviver. Após perder seu irmão, que fazia parte do Reconhecimento, tinha em seu peito, a vontade de realizar os sonhos dos irmãos. Ela não tinha muitos sonhos, além de sobreviver, mas gostaria de honrar os sonhos do seu irmão e mantê-los vivos. Ela se tornaria um soldado, e faria parte do Reconhecimento, custe o que custar. Estava disposta a arriscar suas vidas para salvar aquelas pessoas, para salvar o que restou da sua família e destruir quantos titãs ela pudesse.

Havia esse soldado do Reconhecimento, que diziam que era o melhor no que fazia, então ela decidiu que seria como ele. Então, ela trabalhava duro, lutava e se esforçava para conquistar o seu desejo. Não poderia deixar que a sua luz, fosse embora completamente. Era isso que Katsuo era para ela, sua luz, que estava bem fraca depois que ele se foi. Ela tinha que confessar, que havia perdido uma parte muito grande de si, quando perdeu Katsuo. Era nítido, ela sempre foi extrovertida e risonha, e havia se tornado uma pessoa fechada e sempre com raiva, camuflando seus sentimentos de tristeza. Destruir os titãs e trazer a vitória definitiva para a humanidade, mesmo que custasse sua vida, era isso que ela queria. Que se dane, se não existirem pessoas para lutar por quem não pode lutar, ninguém vai sobreviver. Sempre vai surgir alguém disposto a arriscar sua própria vida, se não for ela, vão ser outros.

Após se tornar cadete, havia chegado a hora de escolher onde ela queria servir. O comandante Erwin deu um discurso nada motivacional, ela podia sentir verdade naquelas palavras, o que a fez querer permanecer mais ainda. Não tremia, não chorava, sequer esboçava reação de medo, diferente dos outros, que permaneceram. Ela estava decidida a ir atrás dos sonhos de quem a guiava para a luz, tinha certeza que isso a faria continuar vivendo na luz. As coisas lá fora seriam bem diferentes, ela sabia disso, veria seus companheiros morrer e talvez não durasse nem a primeira expedição, mas ela não saberia se não tentasse.
— Murakami. — escutou quando alguém chamou seu sobrenome, e se virou para o mesmo.
— Huh? — Ela fez uma cara confusa, o homem vestia a farda do Reconhecimento, mas ela não o conhecia.
— Eu sabia. — Disse, entredentes. virou a cabeça para o lado, ainda confusa. O Comandante Erwin se aproximou dos dois. — Essa recruta é a garota Murakami. — O homem explicou ao comandante.
— Sim, eu me lembro dela. — O comandante a cumprimentou com a cabeça.
— Perdão, eu estou um pouco confusa. — Ela mantinha a mesma expressão, o mais baixo virou os olhos.
— Seu irmão era do meu esquadrão. — Explicou. — Espero que não desonre a memória dele. — Dito isso, o homem saiu andando, deixando a garota pasma.
— Esse é o Cabo Levi. — Disse o Comandante. — Ele é assim mesmo, mas é um excelente soldado, tenho certeza que você vai se encaixar bem no esquadrão dele.
— Eu vou estar no esquadrão dele? — Perguntou, cerrando os olhos.
— Sim. — O homem riu fraco. — Acredito que será tão boa quanto seu irmão.
— Se ele era tão bom mesmo como dizem, por que ele morreu? — Perguntou, irritada. O homem engoliu seco e fez uma expressão séria. — M-me desculpe, Comandante Erwin, esse assunto me incomoda.
— Não tem problema. — Ele sorriu fraco. — Seja bem vinda ao Reconhecimento. — Erwin colocou a mão em seu ombro, e começou a caminhar. Ela sentia aquela sensação, ela estava de verdade na Divisão de Reconhecimento. E pelo visto a convivência com o Cabo Levi não seria lá das melhores, mas ela se esforçaria para honrar seu irmão, e o símbolo das Asas da Liberdade que usaria em suas costas.


Capítulo 1 — Primeiro dia

já havia recebido sua farda e estava na base, não havia sido chamada por Levi ainda. Os outros já haviam sido distribuídos, menos ela. Aquilo era um pouco frustrante, mas ela tinha escutado algo sobre ser um pedido do Comandante Erwin. Ele havia dito que ela estaria no Esquadrão Levi, então qual era o problema?
— Murakami. — Ele escutou a voz serena de Levi.
— Sim. — Respondeu, batendo no peito, ao ver seu superior.
— Você vem comigo, graças ao Erwin. — Ele resmungou e saiu caminhando, ela o seguiu.
— Me desculpa a pergunta, mas o senhor tem algo contra mim? — Ela engoliu seco após perguntar isso, Levi parou de caminhar, respirou fundo e voltou a andar.
— Venha. — Ele nem sequer virou o olhar para ela, fazendo com que ela concluísse que a resposta era sim, ela fez uma cara feia, mas o seguiu. — E não faça cara feia. — Complementou, Levi.
— E não faça cara feia! — Ela resmungou baixinho, para que ele não escutasse, mas falhou. O homem quis soltar um leve sorriso, que garota insolente!
— Ei, Murakami. — Ele a chamou para perto com a mão, ela aumentou os passos para alcançá-lo. — Não é porque sou obrigado a aceitá-la, que irei aceitar sua insolência. — Ela parou de caminhar e abaixar a cabeça.
— Então, vou pedir ao Comandante Erwin que me deixe ir para outro esquadrão. — Respondeu ela, para o espanto de Levi.
— Que… — Ela o interrompeu.
— Também não sou obrigada a lidar com seu mau humor, se tem algum problema comigo, era melhor me dizer. — Ela virou de costas. — Não sei se tem bronca por algo que meu irmão te fez, mas eu não aceitarei ordens de um capitão que sequer sabe separar as coisas, estou fora. — Ela caminhou na direção contrária, tendo seu braço segurado por ele.
— Não ouse. — Disse, muito sério. — Cada um do meu Esquadrão foi escolhido a dedo por mim.
— E por que diz que está sendo obrigado a me aceitar no seu Esquadrão? — Ela se virou para ele. — Você já é o Capitão, não precisa querer se sentir mais superior ainda. — Levi cerrou os olhos e soltou seu braço.
— Pode ir se quiser. — Respondeu, virando de costas. — Você só está fazendo tudo ao contrário do que foi planejado para você. — Murmurou, mas ele não estava longe o suficiente para que ela não escutasse.
— Você… Como? — Seus olhos se encheram de lágrimas.
— Ande logo, Murakami! Tem uma faxina a ser feita. — Ela bufou e o acompanhou, mas como ele sabe o que foi planejado para ela? Katsuo se abriu tanto assim para os colegas? Ela preferiu deixar para perguntar depois, Levi não parecia ser uma pessoa muito aberta, assim como ela, e não parecia gostar muito dela também. Ela tentaria desvendar aos poucos, assim como seus colegas faziam com ela.
Ali não seria diferente da unidade de treinamento, ela teria que falar e interagir, o que havia se tornado difícil após a morte de Katsuo. Ela tinha mais quatro colegas, dentre eles, uma garota.
— Ei, Muraki né? — Perguntou um dos homens.
— Murakami. — Respondeu baixinho.
— Ah, certo! Murakami, parece que o Capitão não gosta muito de você. — Ela deu de ombros, o que espantou o homem. — Espero que isso não prejudique nossa interação como esquadrão.
— Eld! Deixe-a em paz! — Disse a mulher.
— Mas eu não fiz nada. — Respondeu o homem, confuso.
— Oi, me chamo Petra! Esses são Eld, Gunther e Auruo, como você se atrasou, deixamos as apresentações para agora. — A garota parecia simpática, o que arrancou um leve sorriso do rosto de .
— Murakami . — Respondeu, fazendo a garota sorrir.
— É um prazer, ! — Os outros rapazes assentiram.
— Você não é muito de falar, né? — Perguntou Gunther, ela acenou com a cabeça, discordando.
— Eu falo, mas não sou muito boa com interações. — Ela sorriu, meio envergonhada. Sentiu que alguém se aproximava pelas costas, se virou e era o Capitão.
— Vejo que já estão apresentados. — Disse. — Eu preciso sair para encontrar Erwin, espero que a faxina tenha terminado quando eu voltar.
— Sim, senhor! — Disseram em coro. Levi apenas deu de ombros e se retirou, indo até o estábulo.
— Vem cá, Murakami, como você conseguiu entrar nesse esquadrão no primeiro dia? — Perguntou Eld.
— Eld!!! — Petra o repreendeu, apenas sacudiu a cabeça, mostrando que não sabia o motivo.
— Algo sobre um pedido do Comandante, eu não sei. — Respondeu, colocando a máscara de pano e pegando uma vassoura.
— Ah, está explicado! O Capitão não gosta muito de você, então eu estava confuso, aliás, você sabe o motivo disso também? — Ela apenas deu de ombros.
— Tenho certeza que não é nada pessoal. — Disse Petra.
— É pessoal. — disse ao mesmo tempo que a colega. — Só não sei o motivo. — Ela começou a varrer a entrada. — Batam os pés quando entrarem. — Disse, enquanto caminhava para varrer o restante do lugar. Eles não tinham uma residência fixa, e ficavam se abrigando sempre em lugares velhos e sujos, esse era novo, o primeiro que conheceu. Ela podia ouvir a discussão dos colegas do lado de fora, aparentemente todos concordavam que ela deveria ter espaço e falar quando se sentisse confortável, menos Eld, que os outros chamaram de invasivos. Ela virou os olhos, enquanto escutava, uma hora ou outra ela teria que se abrir.

Levi caminhava lentamente até a porta, na qual bateu e teve sua entrada permitida. Erwin estava preocupado demais com a situação da garota, Levi achava exagero, ela já estava em seu esquadrão e aquilo bastava.
— E então? — Erwin perguntou.
— A garota é irritante, insolente e teimosa, até tivemos nossa primeira discussão. — Disse Levi, Erwin riu fraco. — Mas talvez tenha sido culpa minha.
— Não entendo porque está sendo tão duro com ela. — Disse Erwin.
— Não entendo porque se preocupa tanto, não deveria se culpar. — Levi deu de ombros.
— Katsuo… — Erwin foi interrompido.
— Katsuo não gostaria que ela virasse soldado, muito menos que entrasse no Reconhecimento, não foi isso que ele planejou para ela! — Levi respondeu, um pouco irritado.
— Mas ela tem direito de escolher sobre a própria vida, e se é isso que ela quer, nós vamos cuidar dela. — Disse Erwin, Levi detestava a calma do homem, mesmo em situações como essa.
— Bom, se é o que você quer. — Levi deu de ombros novamente.
— Eu sei que é o que você quer também, talvez se ela não tivesse entrado para o Reconhecimento, você não ligaria, mas não tem como dizer que você não liga. — Erwin encarou Levi, que olhava para o lado. — O que você fez para provocar uma briga?
— Eu disse que só havia aceitado ela no meu Esquadrão por sua causa, então ela quis ir embora. — Erwin riu fraco. — Não parece a mesma pessoa… — A fala de Levi, chamou a atenção de Erwin. — A irmã de quem ele falava, que era sua luz, não parece a mesma pessoa.
— Talvez porque ela tenha perdido sua luz também. — Disse Erwin, com uma expressão triste, Levi apenas assentiu.
— Bom… — Levi se levantou. — Não precisa se preocupar mais, eu assumo daqui.
— É claro que vou me preocupar, principalmente se você continuar sendo tão duro com ela. — Erwin também se levantou.
— Tsc, não estou sendo duro com ninguém. — Respondeu o moreno, antes de sair da sala, deixando Erwin rindo.
— Impossível não me preocupar. — Erwin murmurou, voltando a se sentar.

limpava com um espanador, a mesa de refeições, enquanto os outros lavavam pratos, pegavam lenha e varriam o chão. Ouviu o cavalo do Capitão chegando, e continuou limpando calmamente, prestando atenção em cada barulho, desde ele batendo os pés antes de entrar, até a porta abrindo, e os passos dele até eles.
— Ainda limpando? Achei que tinha dado tempo o suficiente. — Disse ele.
— E por que não limpa você? — falou um pouco mais alto do que deveria, fechou os olhos, esperando uma bronca, assim como todos os outros, que pararam o que estavam fazendo. Levi se aproximou dela e estendeu a mão, pedindo o espanador, ela entregou devagar.
— Vá checar se os quartos não estão precisando de mais limpeza. — Disse, enquanto passava o espanador na mesa, ela assentiu e correu até as escadas, quase soltando um “ufa”, ela tinha que controlar aquela boca. Já Levi, estranhava a sua própria atitude, havia algo naquela garota, que ele não sabia explicar. Mas ele não tinha nenhuma vontade de brigar com ela, após aquela resposta.


Continua...



Nota da autora: Genteeeee, cá estou eu em mais um universo de anime e é isto, tenho nem o que dizer, vou deixar o link do grupo de leitoras e do insta de autora aqui, espero que gostem dessa jornada de Shingeki, eu sou muito cadelinha do Levi, ele fala: a e eu ja to: auauau, então talvez ocorram alguns surtos, nada demais.

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