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Última atualização: 05/06/2021

Capítulo 1

O dia dos namorados foi feito não para aqueles que têm um par, mas sim para colocar os holofotes da humilhação pública sobre os que não o tem. Solteiro e sozinho em casa, porque desgraça pouca é bobagem. Seus amigos estavam com as namoradas em restaurantes chiques, cujas reservas tinham sido feitas meses antes. Até os que não tinham condição para isso tudo estavam em barraquinhas de tteokbokki, de mãos dadas com garotas bonitas. O que restava aos que não tinham sido agraciados com esse tipo de bênção? Procurar algum conforto on-line. Não, não é pornô, apenas alguém para conversar mesmo. Com tantos aplicativos dedicados a conhecer pessoas de todos os tipos e com todas as intenções possíveis, ficar olhando para o teto e lamentando a solidão era inútil. Se dizem que para todo chinelo velho tem um pé descalço, que seja iniciada a busca pelo dito cujo.
Guia para sair no lucro em um App de pegação: 1) escolha o aplicativo que mais se encaixa com seu nível de desespero/sofrimento; 2) construa um perfil com informações relevantes sobre você; 3) escolha uma boa foto; 4) tente não parecer um fracassado.
As dicas são ótimas, pena que ninguém as divulgou na internet.

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O acender da tela do celular a fez pausar o filme para dar atenção ao pop-up que surgia. Era uma mensagem do aplicativo que instalara no início da noite. Não estava esperançosa de receber qualquer coisa dali, fizera o download por puro desencargo de consciência.

2unh0e: e aí?
2unh0e: vc tbm deu a sorte de estar sozinha no dia dos namorados, pelo visto. Sortuda mesmo.
jaesudawo: sorte? Que sorte?
2unh0e: vc q tá dizendo q é sortuda.*
jaesudawo: ah, entendi kkkk nunca fui muito, na verdade.
2unh0e: sarcasmo?
jaesudawo: meu nome mesmo. Tenta descobrir.
2unh0e: ?*
jaesudawo: yep
2unh0e: um user criativo haha então, , qual a sensação de nascer com sorte e ñ ter?
jaesudawo: bastante frustrante, não crie expectativas.
2unh0e: se tem uma coisa q ñ tô criando são expectativas hahaha
jaesudawo: você sabe meu nome, mas eu não sei o seu.
2unh0e: tá no user tbm.
jaesudawo: ah, não tá não. Parece que você só digitou letras aleatórias.
2unh0e: hahahah é .*
jaesudawo: eu nunca teria enxergado nesse monte de letras kkkk dentro de mim vive uma velha.
2unh0e: sério? Hahaha ainda bem que é por dentro, pq achei a moça da foto bem bonita.
jaesudawo: obrigada rs
2unh0e: ñ é uma cantada barata, tô falando a verdade.
jaesudawo: acredito em você. Calma, respondi sua mensagem, mas nem fui olhar pra sua cara.
2unh0e: isso é um absurdo! E se eu fosse um velho desdentado? ahahah
jaesudawo: aí daria certo, combinaria o velho desdentado com a velha que não entende coisas da internet.

Ao abrir a imagem que acompanhava o username, se deparou com um garoto de expressão tranquila. Seu sexto sentido tentou avisá-la que nem sempre as aparências condizem com a realidade, porém ela estava ocupada demais achando engraçadinhos os passarinhos que rodeavam a cabeça dele na foto. Fofo.

2unh0e: velha nada. Quantos anos vc tem? Ñ dou mais de 25.
jaesudawo: 28. E você tem cara de criança, meu Deus. Tô até assustada. Você tem autorização dos seus pais pra estar aqui? rs
2unh0e: vc é minha noona, então. Tenho 22 hahaha nem moro mais com meus pais.
jaesudawo: pois bem, de 22 anos, o que você tá fazendo por aqui?
2unh0e: o msm que vc, noona. É dia dos namorados e eu tô sozinho.
jaesudawo: e como me achou?
2unh0e: vc não sabe como funciona o app? Achei seu user engraçado, decidi te mandar mensagem. E a noona é bonita, nem se eu fosse cego ia poder passar direto sem reparar.
jaesudawo: sei mesmo não, só baixei, fiz o cadastro e deixei pra lá kkkk Acabei por me distrair com um filme enquanto espero o jantar chegar.
2unh0e: tô esperando o meu tbm. O q vc gosta de comer?
jaesudawo: frango. É meu ponto fraco, posso comer baldes sem enjoar.
2unh0e: topa ir comer frango frito e beber soju cmg? Ñ hj, qualquer dia desses. Qnd a noona quiser.
jaesudawo: tem certeza disso?
2unh0e: vai ser bom conhecer alguns dos seus pontos fracos ;)
jaesudawo: não vou recusar porque é frango.
2unh0e: e mais uma vez, o dia foi salvo graças ao frango hahaha obg por aceitar, noona. Ia morrer de vergonha se vc dissesse q ñ.
jaesudawo: é um hábito seu convidar pessoas que você não conhece pra sair assim?
2unh0e: ññ, só as noonas bonitas msm. Vc foi a primeira, no caso hahaha >//<
jaesudawo: e terão outras?
2unh0e: no q depender de mim, ñ.

Instintivamente, desviou o olhar da tela, direcionando-o à janela. No segundo seguinte, se repreendeu por isso. Por que estava olhando para outro lugar se a única coisa que a encarava era a tela do smartphone? Era estranho, ela sentia como se houvesse peso por trás daquelas palavras. Como se ele estivesse olhando no fundo dos seus olhos. Não devia ter tomado aquela taça de vinho antes do jantar, estava perdendo o bom senso.

jaesudawo: ok, não tava esperando por isso rs fiquei sem jeito.
2unh0e: ñ foi essa a intenção haha minha pizza chegou.
jaesudawo: bom jantar.
2unh0e: obg, mas ñ vou embora, noona. A menos q vc queira que eu vá, claro.
jaesudawo: não precisa ir não, tá sendo legal conversar contigo.
2unh0e: bom saber :D

sorriu orgulhoso de si mesmo. Caramba, ela era mais velha do que ele e estava gostando da conversa que estavam tendo! Não sabia nada daquela mulher, mas gostava da forma como ela o fazia se sentir. A pizza de abacaxi com bacon parecia mais gostosa naquela noite que, antes do bendito App, tinha tudo para ser cinzenta e sem graça.

2unh0e: noona, antes q eu me esqueça, me passa seu número.
jaesudawo: não é melhor ir mais devagar? Você não me conhece, , nem eu conheço você.
2unh0e: por isso msm eu quero sair contigo, pra gente se conhecer. Vc disse que iríamos comer frango, então preciso do seu número pra marcarmos.

A mulher respirou fundo antes de abrir a porta para receber o jantar que pedira. Novamente esse menino a tinha deixado sem resposta. Ela não o achava invasivo, porém ele era diferente da maioria dos homens coreanos, principalmente considerando a pouca idade. Era uma espontaneidade que era difícil para acompanhar e isso a deixava curiosa sobre como seria bater papo com na mesa de um bar, despretensiosamente. Despretensão. Era exatamente isso que deveria adotar. Tinha chegado até ali sem esperar nada, nem fizera esforço para encontrar alguém no aplicativo. tinha vindo até ela com aquele jeito que a deixava sem saber se ele estava jogando charme para cima dela ou era só uma impressão errada criada pela sua cabeça.

2unh0e: ñ vou te passar trote, nem cadastrar seu número como meu telefone de cobrança no banco.

Se servindo da segunda taça de vinho da noite, decidiu deixar rolar, seja lá o que estivesse acontecendo. Ele a fazia rir e isso bastava.

jaesudawo: tudo bem kkk seus motivos são justos. 010-2626-1817.

Menos de um minuto depois, recebeu um SMS, a coisa mais improvável nos dias atuais.

“Pra vc ter o meu tbm, caso o banco ligue perguntando por ;)”


jaesudawo: você é impossível kkkkk
2unh0e: se vc diz, quem sou eu pra discordar? Eu sou esforçado hahaha
jaesudawo: e qual o objetivo desse esforço todo?
2unh0e: fazer a noona ter um bom dia dos namorados.
jaesudawo: como você pretende fazer isso?

Um arrepio intrometido percorreu o corpo de . Ela estava trançando a corda em que se enforcaria, mas quem se importava? Os galanteios do garoto faziam seu coração acelerar, era uma sensação boa. Mesmo que fosse momentâneo, mesmo que fosse totalmente alimentado pela sua mente, ela queria mais daquilo.

2unh0e: depende de até onde vc me deixar ir.
jaesudawo: não é como se tivesse muito o que ser feito via mensagem.
2unh0e: fatos sobre mim: além de esforçado, eu sou criativo e tô realmente interessado em vc.

Ela voltou ao perfil dele e dedicou certo tempo a olhar a foto de . Quem diria que aquele menino com cara de fofo teria respostas tão rápidas e certeiras na ponta da língua? Que menino? Tinha de se acostumar ao fato de que, por mais que mantivesse alguns traços da adolescência, ele era um homem feito. abandonara o filme que assistia, deixou metade do prato intocado, ignorou completamente as notificações que chegavam das redes sociais, tudo para se dedicar aos lances de . Sim, claramente ele estava testando-a, vendo até onde podia crescer suas asas sem ser rechaçado. Fazendo uma aposta atrás da outra e ganhando todas, porque ela, de certa forma, também queria o mesmo. Não ia fazer mal, não estava velha demais para entrar no joguinho dele.

jaesudawo: vou tomar um banho, ficou quente de repente.
2unh0e: tudo bem, noona. Posso te esperar ou isso é uma forma de me mandar passear?
jaesudawo: me espera sim, eu volto.

Ele estava interessado, muito interessado. Ela estava dando espaço para que ele se aproximasse mais de uma forma que fazia um sorriso ladino brotar de seus lábios. Aos 22 anos, se é metade hormônios e metade pressa. Até então, ele estava mantendo a calma, mas a clara correspondência por parte de o fazia querer ir além. Ele queria mais dela, a queria por completo. E rápido.
Na privacidade do banheiro, se divertiu com a possibilidade de ter dado combustível para transformar em fogo as fagulhas que trocavam. Se ele se dizia imaginativo, que gastasse os miolos pensando no que ela poderia estar fazendo. Ela, por sua vez, também se permitiu deixar-se levar, envolvida pela espuma da banheira. Sentia falta dos toques firmes de um homem em seu corpo. O que impedia que as mãos a apertar sua cintura fossem as do garoto do outro lado da tela? A distância? Sim, porém isso podia ser resolvido em breve, caso o convite para jantar saísse mesmo do papel. Queria mesmo era saber se ele teria pique suficiente para acompanhá-la. era um cara bonito, seus ombros largos eram perceptíveis pela foto, provavelmente ele era alto. É, não tinha do que reclamar, contanto que ele desse conta do que ela esperava que ele fosse capaz. Por mais agradável que estivesse sendo o banho, não podia se prolongar. a esperava.
Do outro lado da cidade, o pequeno apartamento do rapaz parecia encolher cada vez mais conforme sua respiração se tornava mais pesada. Era um inferno ter de lidar com a informação de que fora tomar banho e ele não teria sequer um vislumbre disso. Ah, se pudesse ser uma mosquinha... Uma fresta era tudo o que precisava. Por Deus, estava seriamente fixado na imagem que sua mente criara, parecia um voyeur esquisito. Fechou os olhos e seguiu o caminho que a névoa da imaginação de um homem solteiro traçava. Ela devia ter um corpo bonito. Não em termos de padrões, ele não ligava para isso; era bonito porque era dela. O sorriso confiante da foto não deixava dúvidas que ela tinha certeza de quem era e do que queria, isso era mais do que suficiente para atiçá-lo. Queria que aquele sorriso seguro fosse direcionado a ele, queria que ela tremesse quando seus olhares se cruzassem.

jaesudawo: voltei.
2unh0e: o banho foi bom?
jaesudawo: foi sim, precisava disso. Gosto de dormir cheirosa.

passou a língua pelos lábios enquanto prendia a respiração. Ela estava dando a ele mais informação do que deveria, para o bem dos dois. Sentia seus filtros caindo por terra, muito em breve deixaria de raciocinar o suficiente para manter-se focado em algo que não fosse o desejo que crescia em si.

2unh0e: noona, ñ faz isso... Assim eu vou ficar com vontade de sentir seu cheiro.
2unh0e: aff, deve ser bom passar o nariz pelo seu pescoço.
jaesudawo: só o nariz?
2unh0e: posso beijar tbm?
jaesudawo: se é isso que você quer, pode.

As paredes se fechavam lentamente ao redor dele. Era um martírio. Passou a mão pelo cabelo, jogando a franja para trás. Ela estava brincando com ele e algo o dizia que não seria fácil declarar um vencedor. Não tinha contado a que ele era extremamente competitivo e odiava perder.

2unh0e: melhor ñ dizer as coisas q quero fazer, vc pode me achar um depravado.
jaesudawo: mesmo se eu também quiser?
2unh0e: noona...
2unh0e: porra, noona. Isso ñ se faz.
jaesudawo: você não disse que tinha boa imaginação? Hora de usá-la, garotinho.

deitou-se de forma confortável e cruzou a perna sobre o joelho flexionado. Era melhor estar à vontade, não sabia até onde aquele chit chat iria. Tinha mais cara de shit chat, na verdade. Se havia alguma real fagulha entre os dois, ela acabara de lançar um tonel de gasolina sob . Ela suspeitava do silêncio do chat quando a tela foi tomada pela chegada de uma ligação.
Era o número que salvara mais cedo.
.
? — atendeu.
Sua voz é bonita, principalmente dizendo meu nome. — o tom grave do outro lado da linha a arrepiou. — Desculpa te ligar assim, noona, mas temos um problema.
— O que houve?
Você me deixou duro.
Recostado no sofá, o rapaz dedilhava o volume escondido pela calça de moletom, desejando que fossem os dedos de a tocarem seu baixo ventre daquela forma.
— Eu? — fingiu-se de surpresa. — O que eu fiz?
Ficou falando que eu podia beijar seu pescoço, ainda me mandou usar a imaginação. Imaginei tanto que deu ruim.
— E pode mesmo. O pescoço e onde mais você quiser. Não era você que queria me fazer feliz no dia dos namorados? Pois bem, vou retribuir o favor.
Eu já ficaria feliz só de beijar sua boca, que dirá tendo amplo acesso como você tá oferecendo... Vamos ter que resolver isso.
— Vou te contar um segredo se você prometer que vai fazer bom uso dessa informação. — disse , continuando ao ouvi-lo murmurar em concordância. — Desde que voltei do banho, tô só de roupão. — abaixou o tom de voz, num quase sussurro. — Nada além disso.
A pulsação dentro da cueca o fez revirar os olhos. A cena tomou conta do seu cérebro, cada neurônio estava tomado pela imagem daquela mulher coberta apenas por um roupão de banho. Era fácil retirá-lo, expor a pele nua que tanto cobiçava sentir, só precisava desatar o nó.
Abre, noona. Desamarra ele. — pediu. — Não tá calor aí? Aqui tá insuportavelmente quente.
— Não estava não, mas pensando bem, agora ficou.
O farfalhar do tecido era música para seus ouvidos, respirou fundo ao escutar molas rangendo levemente. Ela tinha se levantado para tirar o roupão.
Melhor agora, não? perguntou.
— Bastante.
deitou-se novamente, se concentrando na respiração do homem do outro lado da linha. Ele soltava sons contidos volta e meia, como ronronados, sinais de prazer bastante claros para ouvidos experientes.
Você tá na cama? Ouvi as molas.
— Tô sim. E você?
No sofá. Onde a noona prefere? — soprou o riso.
— Qualquer lugar, contanto que seja bom. — uma lufada de vento frio adentrou o quarto pela janela entreaberta, arrepiando a pele desnuda.
Na próxima oportunidade, me apresenta sua cama. — o tom sério de potencializou a sensibilidade que acometia . Ele não estava brincando sobre querer estar com ela. As unhas curtas se cravaram no quadril, onde queria que ele pusesse força sobre seu corpo. Em resposta, um curto gemido escapou por entre seus lábios.
Deleite. Era tudo que percorria a mente de , num turbilhão de prazer e tesão. Ah, se os céus pudessem ouvir a maravilha que era um gemido dessa mulher... A cabeça tombou para trás quando os dedos compridos invadiram a cueca, agarrando o pênis rijo.
Se você soubesse como tá me deixando doido, não gemeria desse jeito, . — suspirou.
— Agora virei , foi? Até dois segundos atrás, eu era a noona.
Dois segundos atrás eu não estava me masturbando pensando em você.
A mão subia e descia lentamente pela extensão do pênis numa gostosa tortura. O ar era quente como uma sauna, o espaço do apartamento fora reduzido unicamente ao sofá que ocupava. Tudo que importava eram as sensações que o preenchiam.
. — chamou por ele.
Hmm...
— Se eu soubesse que um gemido te deixaria assim, teria feito isso antes. Quer mais?
Você só pode estar de sacanagem. — o raciocínio ia se tornando mais lento, mais nublado.
— A culpa é sua, que me deixou molhada que nem uma menininha de filme pornô. — acariciou um dos seios, brincando com o bico enrijecido. — Me mostra o que você quer fazer comigo. — suspirou.
Puta que pariu, eu tô fodido. — mordeu o lábio inferior, prendendo o sorriso que teimava em aparecer. Ela o queria, a tinha deixado tão excitada quanto ele estava. Tirou o membro úmido e avermelhado para fora da calça, ganhando mais espaço para manuseá-lo. — Você é tão gostosa... Ainda vou dizer isso olhando nos seus olhos enquanto beijo seu corpo inteiro. Vou agarrar sua bunda até ficar a marca da minha mão nela.
— Vai me pegar com força? Não gosto que tenham pena de mim. — pôs dois dedos na boca, molhando-os com saliva. O barulho estalado chamou a atenção de .
Tá chupando o quê? — a malícia em sua voz era tamanha que pesava. O tom grave abaixou mais ainda, arrepiando a mulher. Ele era um problema, deliciosamente o tipo de cara que ela gostava.
— Meus dedos, mas podia ser o seu pau.
Imaginar a boca de tocando a glande inchada e sensível trouxe espasmos a cada milímetro do corpo esguio do rapaz, o fazendo gemer. Enquanto visualizava os lábios cheinhos de abocanhando seus mamilos, sugando-os, estimulando cada um dos bicos duros com a ponta da língua ao mesmo tempo que jogava seu peso sobre ela, a prendendo contra a cama, ele sentia com clareza o hálito morno e os leves tremores da respiração e dos gemidos dela contra a extensão de seu pênis, o engolindo até que tocasse o fundo da garganta.
Ela gemia com ele e para ele, se deliciando em ouvi-lo aumentar a velocidade com que se masturbava conforme ia deixando de lado a racionalidade.
Noona, sinto muito, mas vou fazer questão de foder sua boca como se não houvesse amanhã. Já que você gosta de ter meu pau nela, vamos fazer isso direito. — apertou a região logo abaixo da glande, sentindo uma corrente elétrica atravessar seu órgão teso. — Diz para mim o quanto você tá molhada.
escorregou a mão por todo o tronco, circundando os seios, descendo para a barriga onde apertou a cintura até que o afundar das unhas a fizesse sentir dor. Queria tanto fosse a segurá-la desse jeito... O encostar dos dedos sobre a vulva a fizeram arquear as costas levemente, a mergulhando em prazer conforme explorava os pequenos e os grandes lábios lubrificados graças à imensa excitação que tomava conta de si.
— Muito. Muito molhada. — remexeu-se na cama, regozijada com a carícia.
Que delícia. — respondeu pausadamente, arrastando os dentes nos lábios. — Brinca um pouquinho para eu ouvir. Se toca, minha gostosa.
— Eu sou sua? — perguntou lasciva.
Agora é. Depois que eu te fizer gozar, não tem volta, você vai ser toda minha.
— Caralho, ! — parecia que aquele garoto tinha recebido um manual de como enlouquecê-la. Ele sabia como atingir seus pontos fracos sem nem mesmo conhecê-la. Com o dedo médio, espalhou sua lubrificação pelo clitóris, traçando círculos ao redor dele.
se prendia, volta e meia, a outro foco de atenção para prolongar o tempo da ereção. Caso se entregasse totalmente ao prazer que o consumia, gozaria em instantes. Não era isso que queria, primeiro extrairia cada gota de luxúria de e, só então, se daria ao direito de explodir em sua própria volúpia.
Tinha se tornado impossível continuar com apenas uma mão, por isso, a mulher apoiou o celular no travesseiro ao lado de seu rosto, acionando o viva-voz. Enquanto a destra seguia estimulando a sensibilidade do clitóris, a canhota deixava leves arranhões pelo pescoço alvo, subindo para prender-se nos cabelos espalhados por toda a fronha. Os primeiros espasmos se aproximavam, conter os sons que saíam de sua boca era uma missão quase impossível e nem havia necessidade de reprimi-los. Queria que soubesse o efeito que tinha sobre si, como estava tirando-a do eixo. Do outro lado da linha, podia ouvi-lo praticamente grunhir. As palavras não tinham mais tanto sentido, por vezes reconhecia seu nome em meio aos murmúrios que ele emitia. No embalo do timbre grave daquele garoto sem vergonha, se masturbou até a beira do seu limite, à medida que apalpava todo o seu corpo, fantasiando com as mãos de um certo homem percorrendo suas curvas.
... — chamou por ele em meio ao frenesi que a sufocava.
Puta que pariu, eu não aguento mais. Quero você sentada no meu pau, gemendo meu nome gostoso assim. — o ar era raro em seus pulmões. De olhos fechados, ele tremia, sendo tomado pelo que havia de mais insano em seu âmago. — Consegue sentir, noona?
— Você... Você vai... — o fluxo de pensamento se transformara em um turbilhão confuso e desesperadamente urgente.
Vou gozar junto com você. — seu pênis pulsava dolorosamente a cada bombada, era como ser eletrocutado repetidas vezes. Conseguia visualizar claramente a mulher que tanto desejava em sua frente, apoiada no seu colo, sendo preenchida por ele, se satisfazendo a cada estocada.
A sugestão de disparou o gatilho que levaria ao orgasmo, não havia mais tempo, precisava ser logo ou iria sair daquela cama em uma camisa de força. Abandonou o clitóris e escorregou dois de seus dedos até a entrada úmida da vagina. Começou um lento vai-e-vem com eles, porém ainda faltava. Não era o suficiente para dar cabo do tesão alucinante que a fazia desconfiar seriamente que poderia morrer a qualquer momento. Chupou novamente dois dedos da mão esquerda e os utilizou para estimular seus seios firmes, os mamilos endurecidos pelo desejo agradeceram a atenção dedicada a eles. gemia cada vez mais, por vezes, sua voz falhava. Ele estava muito perto, precisava dele, precisava senti-lo presente. Acrescentou o terceiro dígito aos que a estocavam, finalmente aproximando-se de como imaginava ser fodida por ele.
Estava entregue, rendida, cativa do prazer que tomava conta de si.
, eu vou... — os espasmos a maltratavam, atingiam-na repetidas vezes, em jorros de deleite. — Vou gozar!
Isso, noona. Goza para mim. — os dedos compridos trabalhavam tão agilmente que mal se segurava sentado. — Ah, eu vou te encher de porra, . Você tá brincando com o cara errado.
— Vem, ! Vem! — tudo ficou embaralhado, um raio cortou a extensão do seu corpo dos pés à cabeça, lançando-a à frente em um espasmo que a fez arquear.
Um rosnado tomou conta do quarto onde a mulher suava sobre a cama, adentrando seus ouvidos quase simultaneamente ao momento em que um gemido alto fugiu por sua boca entreaberta. O orgasmo tinha chegado para ambos.
No pequeno apartamento, mal se movia enquanto aproveitava os resquícios do clímax. A mão, a calça e a camisa estavam sujos de sêmen, impedindo-o de ajeitar a franja colada à testa. Foda-se que o vizinho possa ter ouvido, aquele fora um dos melhores orgasmos da sua vida. A química que tinha com era absurda, mesmo sem nunca terem se visto. Ela era exatamente o tipo de mulher que procurava. Ela era sua.
O único barulho que ouviam era vindo das respirações pesadas um do outro, tentando recuperar o fôlego. Seus corações pareciam capazes de estourar peito à fora, tamanha a força com que marretavam suas costelas. Os sorrisos cansados mostravam que valera cada segundo daquela inesperada conexão.
Como se sente? — ele perguntou no tom mais sacana possível.
— Bem, muito bem. Foi maravilhoso. — estava exausta, tinha ultrapassado seu limite. — Nunca tinha feito assim, por telefone.
Eu também não, mas valeu a pena. Não digo para repetirmos porque não vai haver uma próxima.
— Não? — se assustou.
Você ficou de me apresentar à sua cama, lembra? Vou cobrar, junto com o nosso jantar.
Aliviada, riu.
— Você é impossível, .
Eu sei, noona. Por isso que você gostou tanto. — mandou um beijo estalado pelo telefone. — Agora eu quero te ter para mim de verdade.
— Você terá o que quiser, vamos marcar.
Essa semana ainda? — bocejou.
— Por mim, tudo bem.
Ótimo. — sorriu orgulhoso. — Feliz dia dos namorados, noona.
— Feliz dia dos namorados, garotinho.




Continua...



Nota da autora: Oi, obrigada por chegar até aqui!
Se você veio seguindo os asteriscos, há alguns esclarecimentos: essa fic foi escrita originalmente tendo como protagonistas Jaesu e Yunho, por isso os usernames fazem referência aos nomes deles. "jaesudawo" significa "sortudo/a", um comum derivado de "jaesu" (sorte). Considerando que no sistema de contagem sino-coreano, o número 2 é dito "i", "2unh0e" pode ser lido como "iunhoe", por isso se encaixa em "Yunho".
Tudo explicadinho? Beleza. Espero que isso não tenha atrapalhado sua leitura.
Bad Behavior é uma história que nasceu "por vontade própria", podemos dizer, com o aparecimento do protagonista mais deliciosamente abusado que essa autora que vos escreve já produziu até o presente momento. Para acompanhá-lo, um mulherão da porra de fazer inveja. Foram dias de escrita sofrida porque a autora quase não saiu dessa com vida, mas tudo valeu muito a pena. Quero deixar registrado meu profundo agradecimento a todes que aturaram meus surtos; à beta que é quase um anjo e minha gêmea de outro DDD; à Di, ao Oli, ao Rafa por não desistir de mim; aos meus animais e chega. Ah, e ao Jeong Yunho por ser esse grande gostoso! hahaha
Se divirta, se delicie, se entregue como esses dois fizeram.
Tenha um ótimo dia dos namorados <3
Do meu coração pro seu,
Nimuë

P.S.: Nos vemos na próxima atualização ;)



Outras Fanfics:
13. Take it Back [Ficstape Ed Sheeran: X – Original – Shortfic]
MV: A Million Pieces [Especial MVs - Ateez]

Nota da beta: Olha, sinceramente, é cada coisa que essa beta tem que passar...
Enfim. Como vocês sabem, o Disqus está um pouco instável ultimamente e, às vezes, a caixinha de comentários pode não aparecer. Então, caso você queira deixar a autora feliz com um comentário, é só clicar AQUI.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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