Última atualização: 04/10/2020

Prólogo

PRIMEIRO DE SETEMBRO DE 1975

Era primeiro de Setembro de 1975 e a plataforma 9 ¾ parecia estar mais abafada e cheia que o normal, as bochechas de Williams estavam um pouco mais vermelhas do que o costume agora que tentava colocar seu pesado malão no trem com uma mão e segurar , sua coruja, com a outra.
— Opa, deixa a gente te ajudar. – dois rapazes que já estavam dentro do trem surgiram e puxaram as coisas de com uma facilidade que fez as suas bochechas ficarem mais vermelhas ainda, se isso era possível.
— Muito obriga... – ao se virar para ver quem a poupara de passar vergonha deixando tudo cair e o seu sorriso vacilou levemente ao perceber com quem falava... James Potter e Sirius Black. Os mesmos que, no ultimo café da manhã antes do embarque para as férias de verão, soltaram grandes gargalhadas ao ver que Severus Snape derrubara um copo cheinho de suco de abóbora em suas vestes logo após tropeçar no pé de Peter Pettigrew.
— Sabe, Williams... Desculpa – Começou Sirius um pouco constrangido. , ainda extremamente corada, franziu a testa.
— Por ter rido de você e do Ran... quer dizer, Snape... ano passado – Completou James. O quão estranho era aquilo? Afinal, os dois, juntamente de Remus Lupin e Peter Pettigrew, sempre fizeram da vida de Severus um verdadeiro inferno e, mesmo que o quarteto não implicasse diretamente com ela, ele era seu melhor amigo desde que se entendia por gente e essa situação a incomodava, qualquer um conseguia perceber, inclusive os marotos.
— Ah... entendi... acho que aceito as desculpas... se forem sinceras. – respondeu depois de alguns segundos – mas acho que vocês deveriam pedir desculpas para Severus... sabe, eu apenas tive que trocar de roupa e ele ficou com o nariz machucado por alguns dias... se bem que quase todas as minhas roupas ficaram com cheiro de abóbora ao chegar em casa....
— Sinto muito por suas roupas, então. – James disse após uma breve risada ao ver como os pensamentos da garota tinham ido longe.
— O cheiro de abóbora nem é tão ruim, combina com você. – Sirius disse com um meio sorriso. levantou a sobrancelha direita. – Quer dizer... você é legal e bonita como uma abóbora. Eu gosto de abóbora. – Deu uma piscadela.
— Vocês são impossíveis. – disse rindo – Muito obrigada pela ajuda, mas tenho que ir. – pegou a gaiola de dos braços de James e, arrastando o seu malão, seguiu para o fundo do trem, passando no meio dos dois garotos que eram bem mais altos do que ela.
— Hey, o que vocês estão fazendo parados aí? – Remus entrou no trem e olhou para a mesma direção que os olhos dos amigos encontravam-se: nos compridos cabelos pretos e muito cacheados da garota. Reconheceu a lufana no mesmo instante. – O que acabou de acontecer aqui?
— Ajudamos ela a subir com as coisas... Vamos voltar para nossa cabine antes que Peter coma todos os nossos doces. – respondeu James e os três seguiram seu caminho entre brincadeiras e acenos para os colegas que eles tinham passado o verão inteiro sem ver.

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— Como é que é? – Severus praticamente gritou quando entrou na cabine e contou para ele e Lily o que havia acontecido
— É, Sev, é isso mesmo, eles me ajudaram a subir com as coisas – e quando Severus ia replicar, acrescentou rapidamente. – Por que vocês não vieram me ajudar? Esperei um tempão!
— Sev estava me ajudando na outra porta do trem, chegamos juntos. – Lily respondeu e pegou a gaiola de . – Mas bem que a sua coruja engordou um pouquinho desde a última vez que a vi...
— Sim! Tive que alimentar ela um pouco mais do que o normal... Lembram que eu escrevi que tinha uma grande novidade mas não poderia contar por carta? Vocês nem sonham... só preciso de uma assinatura!

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As duas semanas seguintes passaram sem nenhuma grande preocupação ou novidade, tudo estava exatamente igual a todos os anos, até que algo chamou a atenção dos marotos... entrou correndo no salão principal alguns minutos depois do início do almoço, estava vermelha e com os cachos bagunçados e um sorriso que, a qualquer momento, rasgaria suas bochechas, parecia que tinha corrido um bom pedaço até chegar ali; Lily se levantou na mesma hora em que viu a amiga e foi em direção à ela.
— E ai? Deu certo? , fala alguma coisa!
— Ela assinou, Lily! Sprout assinou! Semana que vem Lily! Semana que vem! – Falou tudo de uma vez enquanto algumas lágrimas escorriam pelas bochechas. Não eram lágrimas de tristeza ou algo do gênero, os marotos notaram, ela chorava por estar feliz, o grande sorriso a denunciava, mas o que tinha acontecido?


Capítulo 1

Para , cada dia parecia um pouco mais comprido do que o anterior, faltavam apenas 2 dias para o tão sonhado intercâmbio! Um ano inteirinho no Brasil, estudando mais a fundo Herbologia na maior referência mundial; já conseguia enxergar-se usando as vestes de CasteloBruxo, verde claro lhe caia tão bem! Afinal, mesmo que as vestes fossem laranja florescente, ainda amaria, descobrira seu amor pelas mais diversas e incríveis plantas logo em sua primeira aula com a prof. Sprout em 1970.
A professora, inclusive estava orgulhosa da sua aluna prodígio, fazer intercâmbio era algo caro e incomum, principalmente em Herbologia. Os seus olhos brilharam quando os papeis chegaram em sua mesa, é claro que sentiria falta de em suas aulas, ela era boa demais, CasteloBruxo certamente notara isso quando aceitou-a em suas aulas.
Depois de um jantar mais do que satisfatório, olhou para o malão arrumado cuidadosamente ao pé de sua cama; ela fora instruída a levar poucas coisas, uma vez que no Brasil, seu vestuário seria outro e os materiais para sua nova escola já estariam lá. Havia também uma mochila amarela (seria uma lufana onde quer que estudasse!) com suas coisas mais pessoais, inclusive Poppy, seu pequeno sapo de pelúcia que carregava em todos os cantos e não conseguia dormir sem; ganhara de seu pai poucos dias antes do falecimento do mesmo. Poucas pessoas sabiam do pequeno sapo que carregava, era seu amuleto.
E logo após rever se tudo estava pronto, finalmente tirou Poppy da mochila e fechou as cortinas de sua cama, estava tão nervosa! Parecia que, quanto mais tentava descansar, mais a mesma frase vinha-lhe a cabeça: “Depois de amanhã cedinho irei para CasteloBruxo! Como será lá?”, enfim, quando uma tempestade absurdamente forte, e, incomum para o final de Setembro, instalou-se sobre os grandes terrenos de Hogwarts, adormeceu abraçada com seu sapo e pensando se a comida de CasteloBruxo seria tão deliciosa quanto a de Hogwarts.

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Lily Evans corria entre os corredores dos dormitórios da Grifinória; ao fazer a última ronda noturna juntamente dos outros monitores, notaram que algo colidia fortemente contra a barreira de proteção mágica do castelo. Minerva e Dumbledore rapidamente apareceram e mandaram todos os monitores trazerem seus colegas de casa para o salão principal imediatamente. Quantos quartos ainda faltavam? Estava nervosa e vermelha pelos minutos anteriores, tudo aconteceu tão rápido, quando finalmente chegou aos quartos do sétimo ano e os encontrou vazios, desceu as escadas pulando os degraus e fechou com força o retrato que escondia a sala comunal. Ajudou os alunos do primeiro ano a chegarem ao salão em segurança, mas, sua mente estava em outros dois quintanistas... Severus Snape e Williams. Os dois ainda não tinham aparecido. Minerva Mcgonagall estava no lado esquerdo da porta e, pelo olhar que lançou a Lily, ela também notou que os dois não tinham aparecido; o que Lily não sabia, era que Minerva notara que não dois, mas seis alunos não estavam salão principal.
Por mais larga que a escadaria que levava as masmorras fosse, naquele momento ela parecia mais apertada do que nunca, os sonserinos e lufanos disputavam cada degrau, cada espacinho da grande escada. Assim que saiu de sua sala comunal, Anna Johnson, sua colega de quarto e monitora, entrelaçou os braços das duas para chegarem ao salão principal juntas e em segurança. As duas sempre se deram muito bem e segurou firme nos braços da amiga ao ver o tumulto que se encontrava na escadaria, enquanto Anna era alta e forte, era baixa e seu corpo não possuía nada além do “normal”, nada que a ajudasse verdadeiramente a passar por aquilo. Porém, dois degraus foram tudo que conseguiram andar juntas até que um grupo de primeiranistas da Sonserina as separou, estavam tão nervosos e corriam tão rápido que mal notaram o que haviam feito; enquanto Anna era empurrada para frente, era arrastada cada vez mais para trás. A negra estendeu a mão o quanto conseguia para segurar a pequenina mão da amiga, mas já era tarde, escorregou e bateu a cabeça no chão, sentiu-se tonta demais para levantar e, quando seus olhos começaram a pesar, ouviu alguém gritar seu nome ao longe e a levantar desajeitadamente.
Severus foi o último a sair da sala comunal com adornos verdes e pratas, apertou sua capa ainda úmida da ronda que fizera perto de uma janela aberta e, quando estava prestes a subir as escadas, olhou para trás uma última vez, era seu dever como monitor não deixar ninguém para trás e agradeceu a Merlin por ter olhado de última hora, avistou uma garota deitada do lado do corredor que pertencia à Lufa-Lufa e, ao olhar melhor, percebeu que era , sua melhor amiga de infância. Chamou-a algumas vezes e a levantou rapidamente, Snape não era forte, mas conseguiu, com certa dificuldade, subir com a mesma até o fim da escadaria e rumou até o fim do corredor.
— Vamos, , me ajude também, estamos quase chegando
— T... Sev.... Tr...
— O que você quer dizer? Rápido, ! – Severus estava com medo do que poderia acontecer se não chegassem ao salão o quanto antes, não sabia o que estava acontecendo de verdade, mas soube assim que seguiu com o olhar o que a mão da amiga apontava desesperadamente.
Um enorme e nojento Trasgo olhava para os dois na curva do corredor e segurava um pedaço de madeira muito maior do que eles. Severus rapidamente levantou a varinha, o Trasgo nem se mexeu. “Realmente uma ótima hora para estar desse jeito”, pensou. Assim que o Trasgo deu um passo, Severus tentou colocar a cacheada para atrás de si e lançou alguns feitiços, luzes azuis bateram bem no meio da pequena testa do Trasgo, mas não lhe causaram nada, apenas o deixaram irritado, se é que não já estava antes.
O Trasgo bateu com sua madeira nas armaduras que estavam posicionadas no lado direito do corredor fazendo um estardalhaço. Como era possível ninguém estar ouvindo? Eles precisavam de ajuda, e era urgente. O Trasgo avançava e os dois estudantes cambaleavam para trás, queria ajudar, entendia tudo o que estava acontecendo, mas não conseguia, a pancada tinha sido forte até demais.
Quando chegaram ao pé da escada e Severus percebeu que não havia mais para onde correr, lançou mais um feitiço desajeitado contra o Trasgo (que não surtiu efeito algum) e abraçou o mais forte conseguiu e se agachou, seu corpo magro e alto escondia o dela. Os dois fecharam os olhos fortemente e esperaram pelo pior...
— EI! Por que você não brinca com alguém do seu tamanho? — Os olhos azuis de Sirius Black cintilavam na curva do corredor.
sentiu o corpo de Severus congelar e soltá-la aos poucos, “fique aqui” sussurrou o mais velho antes de virar-se em direção ao Trasgo. Tudo aconteceu muito rápido, luzes vermelhas, azuis e verdes iluminaram o corredor simultaneamente, gritos enchiam os ouvidos da Lufana encolhida até que o baque, nem um pouco surdo, do Trasgo caindo ao chão, após ser acertado nas costas por Remus, veio à tona e seu bastão de madeira voou pelo corredor e não acertou por um triz. Mas antes que os quatro garotos fizessem alguma coisa, Minerva McGonagall e Dumbledore já atravessaram o corredor e, em poucos segundos, levantaram a aluna e checaram brevemente se ela estava bem.
O silêncio no salão principal foi quase ensurdecedor depois que Peter Pettigrew entrou correndo e gritou que havia um Trasgo no corredor perto das masmorras. Todos olhavam ansiosos para a porta, Lily girava sua varinha apressadamente entre os dedos e, no segundo que decidira ir atrás dos melhores amigos, as grandes portas abriram-se de supetão e revelaram as únicas sete pessoas que faltavam: McGonagall foi a primeira a entrar, chamava por Madame Pomfrey, em seguida entraram Dumbledore, Severus e Remus, que falavam ao mesmo tempo tentando explicar o acontecido, e, por último, Sirius e James, que segurava ainda tonta em seus braços. Lily levantou-se imediatamente e seu olhar cruzou-se com o de James, “por que aquele babaca está com no colo?” pensou e, em poucos segundos, já estava ao lado de , que recebia os cuidados de Madame Pomfrey.
— Creio que o mais seguro é que passem a noite aqui, nós professores vamos investigar o que aconteceu – a voz de Dumbledore ecoou pelo salão interrompendo os cochichos assustados – os monitores irão organizar vocês. Tenham uma boa noite. – e, com um pequeno movimento de sua varinha, vários sacos de dormir roxos apareceram no salão principal e os professores saíram apressados.
Lily apertou a mão da amiga e levantou-se para seu dever como monitora, e, em pouco tempo, todos estavam acomodados porém sem sono algum. O resto da noite foi tranquila, alguns roncos preenchiam o silencio do salão enquanto os monitores se revezavam em turnos, perto do amanhecer McGonagall entrou sorrateiramente e avisou para que os mesmos descansassem um pouco, o castelo inteiro havia sido revistado e tudo estava bem. Coincidentemente, o dia seguinte amanheceu azul e sem nenhuma nuvem no céu, como se quisesse afirmar que tudo realmente estava bem, os monitores que praticamente passaram a noite em claro ganharam o dia de folga assim como os marotos, Severus e ; que aproveitou para finalmente arrumar suas coisas até que Anna Johnson interrompeu os pensamentos da mesma.
— Ei, baixinha, tenho uma coisa para te mostrar!
— Ah, é mesmo? O que é?!
— Surpresa, desculpa por isso – Anna respondeu risonha e, enquanto franzia o cenho confusa, a mais alta colocou uma venda sobre seus olhos e a guiou para fora do quarto.
— Falta muito? Estou curiosa, Anna, pare de rir! – Perguntou de novo após uns quinze minutos caminhando vendada
— Ai você é chata demais! – riu – pode tirar!
Quando finalmente tirou a venda de abelhinhas, seus olhos encheram-se de lágrimas. Estava na estufa número 5, que raramente era usada, mas não estava como o costume: No centro da bancada havia um bolinho amarelo, alguns docinhos e uma faixa, acima das cabeças das 3 pessoas que estavam presentes, que dizia “Despedida da ! Sentiremos sua falta”
— SURPRESA! – Lily, Amos, Severus e Anna gritaram ao mesmo tempo, e esmagaram com um abraço instantes depois.

— Nossa, é sério tudo isso? Vocês são os melhores amigos do mundo! Como que vou ficar um ano sem vocês? — disse entre algumas lágrimas.
— Ei, abelhinha, espero que você sobreviva e tudo mais, mas hoje é um dia feliz! Sem lágrimas, hein? — Diggory falou e levantou a amiga alguns centímetros do chão em um forte abraço.
poderia facilmente afirmar que aquela foi uma das melhores tardes da sua vida, os cinco riram quase o tempo todo, jogaram xadrez bruxo, snap explosivo e até algumas partidas de bexigas. Comeram o bolo e dançaram suas músicas favoritas, a felicidade estava estampada no rosto de cada um, era incrível o jeito que as pessoas mais diferentes se davam extremamente bem entre quatro paredes. Todos voltaram para seus dormitórios em cima da hora do toque de recolher e acordaram bem cedo para se despedirem de , que, logo após o raiar do sol, já estava na porta do castelo com seu malão e o diretor de sua tão amada escola.
— Já não era hora! – Dumbledore disse ao ver a carruagem com grandes cavalos alados aparecer no horizonte – Você terá grandes vivências nesse intercâmbio, . Seu pai estaria orgulhoso! Porém vejo uma mistura de ansiedade e medo e seus olhos, estou certo? – Perguntou docemente e pôs uma das mãos no ombro esquerdo da garota, que assentiu timidamente.
— Está sim, eu só... uau – soltou a respiração, que nem notara estar prendendo, assim que os cavalos pousaram, eram de beleza extraordinária, brancos como a neve.
— Divirta-se, está bem? — olhou nos olhos de assim que chegaram a porta da carruagem — Espero que saiba que Hogwarts sempre ajudará aqueles que a ela recorrerem.
Ao olhar uma última vez para a escola, não resistiu e correu para os braços de seus amigos. Lagrimas escorriam pelos rostos de Lily, depois de alguns minutos (e um menino rechonchudo colocar a cabeça para fora da carruagem e apressa-la), e jurar escrever todas as semanas, correu e entrou na grande carruagem, silabou um obrigada para Dumbledore e acenou antes de fechar a porta.
— Oi, meu nome é Aaron, senta aqui com a gente! – Um menino dos olhos azuis e sotaque francês quase gritou de animação ao ver mais alguém e derramou um pouco do que estava bebendo ao levantar.
— Desculpe por isso, Aaron está um pouco animado demais – uma menina morena ria e foi e direção à cacheada – Sou Aziza, bem vinda!
— Pode me chamar de – sorriu abertamente e sentou-se com os outros momentos antes de levantarem voo.
Um novo ciclo iniciava-se naquele instante.


Capítulo 2

Depois de despedirem-se de , Anna e Amos voltaram à sala comunal da Lufa-Lufa e Lily sentou-se com Severus na sombra de uma árvore. Ficaram em silêncio por longos minutos, um silêncio confortável. Lily ainda chorava um pouco e Severus olhava para o céu, era obvio que gostava de Lily e pensava em como as coisas seriam sem , ela havia percebido a paixão do garoto anos atrás e o ajudava a lidar com isso, eram o trio perfeito, tinha medo de fazer alguma besteira sem ela, afinal, era ela que o colocava em seu devido lugar quando as ideias de Lúcio Malfoy começavam a bagunçar os pensamentos de Severus.
— Você acha que ela vai sentir nossa falta? – Lily perguntou, cortando a linha de pensamento de Snape
— Eu espero que sim, é a ! – respondeu e sentiu seu coração apertar ao ver o rosto .da ruiva marcado por lágrimas – Olha só, vocês são melhores amigas, vai ficar tudo bem, não chore. – limpou uma lágrima dela – Já estamos atrasados para o café, vamos logo ou os morangos vão acabar! – Brincou.
Lily sorriu e levantou com ajuda de Sev, achava um amor o jeito que ele sempre tentava coloca-la para cima, assim como agora.
James, Sirius e Remus já encontravam-se tomando café quando Peter se juntou a eles e começou a tagarelar sobre uma garota mais nova da Lufa-Lufa que acabara de convidar para o próximo passeio em Hogsmeade. Os olhos de Remus que, corriam de um lado para o outro nas páginas de seu livro, levantaram-se na direção de James após Peter chama-lo pela terceira vez e o mesmo não responder.
— Pontas?! Está me ouvindo? – Peter estralou os dedos impaciente na frente dos olhos de James.
— Hã? Oi, estou sim... o passeio em Hogsmeade né... – Olhou para os amigos, Sirius riu levemente ao constatar que ele realmente estava alheio a conversa.
— O que está afligindo seu coraçãozinho, hein? – Perguntou debochado.
— Cala a boca, Almofadinhas... É que, hum, vocês repararam que o meu lírio, não, quer dizer, a Lily ainda não apareceu? É... – parou de falar e encarou a porta do salão sentindo a raiva queimar as bochechas; Severus estrava no salão seguido por uma Lily com o rosto inchado, claramente havia chorado – eu juro que mato esse garoto se ela estiver chorando por causa dele.
Os três marotos seguiram confusos o olhar de James e então encontraram Lily, que acenou para Severus e andou cabisbaixa até a mesa de sua casa. Sentou-se com Marlene Mckinnon e colocou alguns morangos em seu prato, estava com os ombros baixos e olhou diretamente para Dumbledore, que moveu ligeiramente a cabeça na direção da ruiva e piscou.
— Vou falar com ela...? – James levantou inseguro da mesa e olhou para seus amigos mas, antes que os mesmos o lembrassem que os dois nem eram amigos, que, na realidade, ela o odiava, Maria Macdonald colocou sua mão gelada sobre a de James.
— Não se preocupe, Potter, está tudo bem. – sorriu docemente. – Vocês não souberam? foi fazer intercâmbio, elas eram melhores amigas, foi hoje de manhã... De um tempo para ela, sabe, não acho que é uma boa hora para você... tentar algo...?
Sirius riu do jeito que Macdonald olhou para James no final, Maria era uma ótima amiga, “um doce de pessoa, ela não machucaria nem uma mosca” como diria Peter. O Black adorava a garota, poderia até dizer que “se amarraria com ela” se não soubesse que não conseguiria resistir a todas aquelas meninas que piscavam para ele nos corredores e... os devaneios de Black sobre Maria Macdonald foram interrompidos pela mesma “Lupin? Está tudo bem?”.
— Que? Ah sim, tudo bem sim... Ela simplesmente foi embora? Não foi por causa do Trasgo, foi? – Remus estava ligeiramente mais pálido, Potter, que já havia voltado a sua posição inicial, levantou uma das sobrancelhas.
— Não, não que eu saiba... Diggory me contou que ela só voltou para escola esse ano para conseguir a aprovação de Sprout... Mas enfim, tenho que ir! Até mais, meninos! – Maria divagou um pouco e saiu sorridente assim que Amos acenou para ela.
— Vocês acham que ela sairia comigo? Sabe, ela é bem bonita, não acham? – Sirius comentou enquanto colocava um pouco mais de salsichas em seu prato.
— Pode ser, mas acho que ela está com o Diggory... – Potter respondeu e Black fez uma careta — ... tudo bem, Aluado?
— Sim, está sim, eu... – o moreno guardava seu livro na mochila desajeitadamente. – Eu só esqueci uma coisa no quarto, encontro vocês depois, tá?! – e saiu apressado em direção a torre da Grifinória, deixando os outros sem entender o motivo da saída repentina, na realidade, nem ele mesmo entendia.
Subiu as escadas e, em poucos minutos, já estava em seu quarto. Sentou-se em sua cama e fechou as cortinas do dossel, encarava o delicado colar que encontrara no fim da tarde anterior enquanto voltava de mais uma aula de poções. Continha um ‘W’ bem trabalhado no meio. Williams. Williams. Respirou fundo. “É incrível o jeito que eu consigo estragar tudo”, pensou, “Deveria ter devolvido ontem mesmo, agora ela está do outro lado do oceano. Legal.” Desde a primeira vez que vira a garota, que estava um barco atrás do seu na travessia do lago na primeira noite, sentiu algo diferente. Pensou que era um sentimento de criança passageiro e que logo esqueceria assim que foram selecionados para casas diferentes, mas estava enganado, ele continuava ali, dia após dia, apenas para atormenta-lo. Depois de quase meia hora perdido em pensamentos, decidiu que era melhor ir para a aula de Transfiguração e pensar sobre o que faria com o colar mais tarde. Se distrair seria ótimo, precisava tirá-la da cabeça, afinal, como poderia dar certo? Ela era uma garota linda, com um futuro brilhante pela frente, e ele? Ele sempre seria apenas um Lobisomem...
Infelizmente Aluado estava enganado quando imaginou que as aulas iriam distrai-lo, pensava nela mais do que nunca, foi um desastre em todas as aulas, simplesmente não prestava atenção em nada. Tentou disfarçar, mas, aparentemente, não deu muito certo, já que os marotos lançavam olhares preocupados e bravos para ele em todos os instantes. Então, depois do jantar, esperou até a sala comunal ficar vazia, sentou-se em uma das poltronas em frente a lareira, respirou fundo e encarou o pergaminho em branco, era agora ou nunca.
“Querida Williams, espero que sua viagem tenha sido boa, estou com algo que lhe pertence....”


Capítulo 03

Após o almoço, sentadas em um dos jardins, Aziza trançava os longos cabelos de antes do primeiro tempo vespertino. Por mais gelada que a água do rio fosse ou que as vestes escolares fossem mais leves do que as de suas escolas, e Aaron estavam constantemente com as bochechas coradas por causa do calor, Aziza, porém, já estava um pouco acostumada e lidou um melhor com a mudança de temperatura; Benedita Dourado, a diretora, garantira que todos os intercambistas acostumar-se-iam com o clima antes que percebessem.
— É engraçado pensar que em Hogwarts eu estaria usando vários casacos, cachecóis, luvas e meias para visitar Hogsmead! É um lugar muito legal, sabia? Quando você for me visitar, a gente.....
— Onde vocês estavam?! – a voz animada de Aaron cortou-a. – O correio acabou de chegar! Só vi porque fui pegar mais um picolé e umas meninas me avisaram, chegou algumas coisas pra você, , aqui... – estendeu a mão e franziu o cenho – Tranças legais.
— Obrigada, Aaron! Foi a Aziza que fez...
Uma carta de Lily, outra de sua mãe, alguns papéis de Hogwarts para preencher e entregar para professora Dourado, uma caixa de bombons da Dedos de Mel e uma carta sem remetente. Compartilhou alguns dos bombons com os dois amigos e guardou as cartas dentro de um dos livros assim que o sinal tocou. Queria lê-las com calma, estava com tantas saudades, e faria isso depois do café da tarde (uma pequena refeição que Castelo Bruxo fazia no meio da tarde, não entendia muito bem o porquê, mas adorava, obviamente) já que tinha um período livre.
A voz doce e sonhadora da professora de Transfiguração, Nicoletta Jimenez, misturava-se com o canto de alguns passarinhos enquanto recitava mais um poema sobre a importância da diversidade animal. A cabeça de Aaron repousava tranquilamente sobre as pernas de , que tinha toda sua atenção voltada para a professora; mesmo que a escola tivesse um encantamento que transformava todas as falas para o idioma de quem ouvisse, os sotaques se mantinham presentes e tinha certa dificuldade em entender com clareza o que a costarriquenha falava. Nicoletta era baixinha, tinha os cabelos curtos e cacheados, e era muito querida por todos os alunos (uma vez Júlia disse para Aziza que ninguém reprovava em Transfiguração, então eles poderiam focar nas matérias que vieram realmente estudar). O jeito que ela trazia inúmeros poemas para a aula encantavam , as aulas não poderiam ser mais diferentes do que as de McGonagall em Hogwarts, Jimenez dava aulas no jardim! Quando o sinal do Café da Tarde soou, Aaron levantou, tirou algumas gramas que tinham grudado em suas vestes e levou os livros de até o refeitório, os dois sentaram em uma mesa com vista para o rio e esperaram Aziza e Júlia.
As duas amigas não demoraram para chegar e Aziza deixou, mais uma vez, suas questões com professor de Feitiços Vicente Rojas, um chileno pálido de olhos escuros, claras: “como alguém tão rabugento gosta de usar roupas coloridas com pochetes florescentes?!”. achava que o professor era um tanto quanto parecido com Severus, alto, magro, sério e um pouco grosseiro... Estava com tantas saudades! Não entendeu por que apenas Lily lhe escrevera, talvez as duas cartas estivessem juntas? Será que os dois brigaram? Não... Lily e Severus nunca brigariam, ou será que a carta dele se perdeu no meio do caminho? Não conhecia muito bem como o correio funcionava ali, só o que Aaron a contara: As araras pegavam as remessas em Georgetown, Guiana, depois os elfos separavam-nas por casa e entregavam depois do almoço em uma sala no corredor do refeitório; as corujas não entravam mais nos terrenos da escola por causa dos Caiporas, pestinhas que pregavam peças com qualquer ser, moravam na floresta e tinham um estranho respeito pelas araras, ninguém sabia o exato motivo disso, haviam muitos boatos... sentia falta de Penny.
? ‘Tá ai? Tudo bem? – Júlia estalou os dedos.
— Hã? ‘tô bem sim... Por quê?
— Porque o Aaron tava falando com você e você simplesmente desligou, ele disse que ia pegar um picolé de uva para ver se te animava... E a gente estava comentando também sobre como ele é a fim de certa senhorita e ela nem nota! – Aziza respondeu e tomou um gole de suco de maracujá.
— É? De quem?
— Ah, , faça o favor! Não finja que você não notou!
— Não fingir que não notou o que? – Aaron retornou com 4 picolés de uva na mão.
— Nada não, Aaron, nada não... – Júlia deu uma risadinha e pegou seu picolé – Eu e Aziza já vamos para a aula de Trato das Criaturas Mágicas, preciso falar com Hernanez sobre um trabalho... Você vem?
— Ah, é verdade... Precisa de ajuda com os livros, ?
— Apesar de conseguir carregar eles sozinha, vou ter que recusar, tenho um período livre agora. – colocou a mochila amarela em seu ombro. – Vou responder algumas cartas, a gente se vê depois?

Os quatro marcaram de se encontrar para o jantar e se separaram, Aziza, Aaron e Júlia foram em direção á floresta e para o dormitório de sua nova casa, Boitatá, o “templo” dourado com a porta laranja. Acenou para alguns colegas e foi para o quarto que dividia com mais 4 meninas: Amélia, Nicole, Emília e Roberta. Tirou sua capa verde, a pôs no cabide para não amassa-la até o jantar, pegou sua correspondência dentro do livro de Feitiços e deitou-se de bruços na cama, faziam três semanas que estava em Castelo Bruxo e não havia recebido nenhuma carta, seu coração batia aceleradamente e seus olhos encheram-se de lágrimas assim que avistou o brasão de sua família.

“Querida filha,

Como as coisas estão? A viagem foi tranquila? Aprendendo muito?
Estou extremamente orgulhosa pela sua coragem de abraçar essa oportunidade e tenho certeza que seu pai também estaria. As vezes me pergunto se lhe colocaram na casa certa, vejo tanto da Grifinória em você!
As coisas por aqui estão bem, não tenho planos para o Natal, será o nosso primeiro separadas mas não se preocupe comigo! Você ficará na escola durante o feriado, certo? Espero que se divirta com a garotada e que eles sejam legais com você.
De todo jeito, estou escrevendo pois anseio por notícias suas. Me conte tudo! As cartas demoram de duas a três semanas para chegar, mas me mande notícias semanalmente, ok?
Estou com saudades, se cuide, eu te amo.

Com amor, Mamãe.”

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“Oiiii,

Espero que não tenhas me esquecido ou substituído, estou com TANTA saudade de você. As coisas por aqui continuam as mesmas, Diggory começou a sair com Macdonald oficialmente, os dois são muito fofos juntos, mas e você? Conheceu alguém legal por aí? Dumbledore contou que vários outros intercambistas estavam na carruagem com você. Para ser sincera, me surpreenderia se você já não tivesse feito algumas amizades, és como um raiozinho de sol. Fomos a Hogsmead esse final de semana e o insuportável do Potter derrubou cerveja amanteigada em mim, você acredita? Ele parece um pavão. Se acha tanto que me enjoa. O grupinho dele continua prepotente como sempre, de qualquer jeito. Mas Remus parecia aflito da última vez que conversamos, é o único que se salva, me divirto com ele quando estamos no mesmo turno de monitoria (no bom sentido, claro).
Severus está um tanto quanto estranho comigo desde que você “foi embora”, um estranho além do normal dele, e isso me faz sentir ainda mais sua falta. Aquele Malfoy não para de rodear ele, não gosto dele e nem daqueles meninos que o seguem como os patinhos seguem a mamãe pata. Comparação estranha, eu sei hahaha. Mas voltando a Severus, encontrei com ele na aula de Poções antes de escrever essa carta, ele mandou um abraço, disse que também escreveria mais tarde, chegou algo? Acho que ele está com dificuldades em lidar que você não estuda mais aqui, será que ele gosta de você? Queria que ele tivesse me contado.
Chega de falar de mim, me conte sobre Castelo Bruxo! Como são os professores? O uniforme? Existem casas aí também? A comida é melhor que a de Hogwarts? Duvido que seja.
Sinto sua falta. Espero que você volte para o sexto ano! Muito espertinha você, hein? Fazer intercambio no ano dos N.O.Ms.

Com carinho, Lily.”


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“Querida ,

Este é o quarto pergaminho que uso, espero escrever as palavras certas desta vez. Não fico surpreso com isso, muito pelo contrário, raras foram as vezes que consegui falar com você pessoalmente, sou tão tímido e você é tão você.
De todo jeito, resolvi escrever para você pois encontrei seu colar no corredor, é uma pena que não tenhas levado ele com você, é um colar extremamente bonito. Faz jus a dona. Encontrei-o na noite anterior da sua viagem, não sabia sobre ela, quem me contou foi Maria Macdonald.
Os estudantes de Castelo Bruxo são realmente muito sortudos com a sua presença, você é uma graça. Sempre fizemos algumas aulas juntos, percebi sua paixão por Herbologia logo no primeiro ano, gostava de lhe observar, era encantador.
Espero que esteja aproveitando e se divertindo. Sinto falta de ver o seu sorriso pelos corredores, ninguém preencheu a lacuna que o seu sorriso deixou.
Espero também que volte logo, Lily está visivelmente triste, mas feliz por você.
Pensei em enviar-lhe o colar junto com essa carta, mas o processo é muito arriscado, ele poderia se perder. Encontrarei um jeito mais cedo ou mais tarde, confie em mim.

Com carinho.”

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Uau. As bochechas de estavam molhadas e as cartas abertas sob a cama pareciam ter vida, várias emoções atingiram a garota de uma única vez: saudade, amor, amizade, alegria, tristeza e curiosidade. A última carta não fora assinada, palavras tão bonitas sem autoria. Por quê? Emília entrou no quarto e jogou-se na cama, riu.
— Parantes surtou quando aquele Nicolas da Iara cantou um reggaeton bem ruim sobre o narcotráfico, de novo. – Emília virou o rosto para a cama de . – Então o caldeirão se desequilibrou e a poção que ele tentava preparar acabou manchando todo aquele uniformezinho azul. A aula virou uma grande confusão e eu saí de fininho... – Riu ao lembrar da cena. – E você, o que está fazendo?

— Só lendo algumas cartas, saudades de casa e tudo mais... Acho um pecado vocês irritarem tanto o Parantes, as aulas dele são boas... Contanto que ninguém pergunte nada. – As duas gargalharam e Emília falou um pouco mais sobre a confusão antes de Amélia, Nicole e Roberta chegarem e as cinco descerem para o jantar.


“Querida mãe,

As coisas por aqui estão maravilhosamente bem, o calor é surreal, mas já estou me acostumando. A viagem foi tranquila e divertida, viemos em uma carruagem! Fiz um grande amigo e uma grande amiga, Aaron e Aziza, ele é francês e ela africana, fazemos um trio diversificado, não acha? O ensino daqui é incrível! Muito diferente de Hogwarts, chega a ser difícil descrever. Estou aprendendo mais a cada dia!
Claro, ficarei na escola no feriado de natal, teremos um baile também, será uma grande oportunidade para conhecer melhor a escola. Estou com muitas saudades da senhora! Escrevei cartas semanalmente, pode deixar, mas escreva para mim também, combinado?
Muito obrigada pela caixa de bombons, estou com saudades dos doces da Dedos de Mel!
Amo muito você,



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“Lily!

Estou com muita saudade de você, MESMO. Nunca te substituirei, não seja boba! Você é minha melhor amiga. Não acredito que Amos finalmente chamou a Maria para sair! Eles são mesmo fofos, concordo. Os garotos daqui são bonitos e muito diversificados, você nem imagina! São muito queridos, e todos nós nos esforçamos para entender o sotaque um do outro (lembra que eu lhe contei que um feitiço de fala cobre a escola?). Minhas amigas, Julia e Aziza, juram que Aaron está a fim de mim, imagina só? Ele é francês, tem olhos azuis e é musculoso na medida certa (parece com Diggory). Me trata muito bem e é um gato – preciso admitir – mas não acredito que ele realmente esteja a fim de mim, somos amigos. Não que dar uns beijinhos nele seria ruim, muito pelo contrário.
Enfim, sustento a minha teoria de que Potter é exageradamente a fim de você, chega a ser engraçado. Vocês ainda ficarão juntos um dia, amor e ódio andam lado a lado, mas espere por mim para fazer isso, certo? Seria injustiça não esperar! O pavãozinho e a raposa, como é bom zoar você sabendo que não podes me bater hahahahahaha
Severus não me mandou nada, pensei que enviariam juntos, talvez tenha atrasado. Também não gosto desse Malfoy, não é flor que se cheire mesmo, mandarei algo para Sev, fiquei um pouco preocupada. Mas acredite, Lily, não é de mim que ele gosta.
Os professores são incríveis! Muito diferente dos de Hogwarts, você não acreditaria! Temos “templos” aqui, são a mesma coisa que casas, praticamente. Fui selecionada para o Boitatá! Meu uniforme é uma graça, é laranja! Diferentíssimo do seu! Enviarei uma foto e outro pergaminho falando melhor dos professores, você gostaria daqui. Aprendemos muito.
Obviamente a comida de Hogwarts continua a ser a melhor do mundo, mas a de Castelo Bruxo é incrivelmente boa também! Temos uma refeição a mais, “Café da Tarde”, o nome é autoexplicativo, né? Temos picolés a vontade durante o dia! Aqui faz muito calor, espero me acostumar logo.
Farei os N.O.Ms aqui! Eles possuem um exame semelhante, quando voltar farei algumas provas também, não consegui escapar deles 
Amo você, lírio.

Com carinho e muita saudade, .”

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“Querido Você

Chega a beirar a maldade alguém escrever palavras tão lindas e não se identificar, de verdade!
De qualquer jeito, foi muito legal e atencioso você guardar o meu colar, ele é muito especial para mim... E agora eu me pergunto, quem será que você é? Porque nunca me falou nada disso antes? Se você notou a minha paixão por herbologia há tanto tempo, você só pode ser da minha turma! São coisas muito bonitas, me apaixonei por cada palavra. Você tem certeza que enviou a carta para a pessoa certa? Hahaha
Você vai me escrever mais vezes? Diga que sim! Gostaria de ser sua amiga, você parece ser o tipo de pessoa que eu amo estar perto. Tenho tantas perguntas para lhe fazer que você não faz nem ideia... Por que? Eu sempre estive aí, porque você nunca me disse nada disso?
Quem é você?
Obrigada pela carta e pelas palavras, mais uma vez. É uma pena que as cartas demorem tanto para chegar em Hogwarts, estarei no aguardo de rua resposta, de qualquer jeito!
Fico feliz que o meu colar esteja com alguém tão amável.

Com carinho e muita curiosidade,

(ps: pode me chamar de !)”

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“Querido Severus,

Está tudo bem? Chegaram algumas cartas para mim e não recebi nada seu, sei que você escreveria para mim uma hora ou outra porque sempre seremos melhores amigos, mas Lily comentou que você está um pouco diferente e afastado dela... fiquei preocupada!
Não se afaste dela, Sev, você nunca vai se perdoar se isso acontecer, nós dois sabemos do que eu estou falando, não é?
Sinto sua falta, tem um professor que me lembra muito você! Escreva-me mais vezes, por favor.
Cuidado com o Malfoy e aquele bando dele, não são pessoas do bem, você sabe, já conversamos sobre. Você partiria o meu coração se trocasse o nosso trio perfeito por eles... Não vale a pena, não importa o que eles digam!!!!!
Acho que quando essa carta chegar até você, as férias de Natal já estarão chegando, então: aguente firme. Ele ainda é seu pai e Lily está bem perto, passe o máximo de tempo que der com ela, esclareça as coisas... espero que tudo fique bem. Amo você, emburradinho... você é incrível, não deixe ninguém dizer o contrário! Com carinho, :)"


— Caiu da cama hoje, baixinha? — A voz de Aaron ecoou pela área de convivência e assustou que descia a escada tentando fazer o menor barulho possível. — Que susto, Aaron! Pensei que estivessem todos dormindo. — Riram juntos e sentou no braço da poltrona em que o francês se encontrava. — Pensei em entregar umas cartas antes do café, quer vir comigo?
— Ah, aqui está bem confortável, mas vou sim... Quer apostar corrida?
— Mas eu nem sei onde fica, seria injusto!
— Bobagem, vem, vamos logo! — Aaron riu, entrelaçou seus dedos com os de e os dois saíram correndo...
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— Desculpe, senhorita, mas sem o nome do destinatário não podemos entregar a carta! — O elfo explicava para a morena pela quarta vez.
— Mas... mas... por favor! É muito importante! Não tem como dar nem um jeitinho? — estava com os olhos marejados e o nó em sua garganta só crescia, como assim não conseguiria responder a carta?
— Senhorita, não chore, por favor! Não chore, calma... Não chore, por favor, senhorita — O elfo tremia com a possibilidade, , no entanto, desabou com o pedido da pequena criatura.

— Mas se ela sabe que a carta veio de Hogwarts, não teria um código de rastreio ou algo do tipo? – Aaron interviu, lembrava que as cartas vinham por lotes ou alguma coisa assim. – A gente jura que é a última que não terá um destinatário concreto, não é, ?
assentiu com veemência e engoliu em seco ao ver o amigo não usando o apelido, aparentemente como o serviço de correio era intercalado e terceirizado, ela não teria a mesma facilidade de apenas falar para Penny devolver a carta, por que tudo tinha que ser tão complexo? Ela só queria responder seja lá quem fosse o seu novo amigo (ou amiga?).
— Está bem, faremos o possível, mas, por favor, senhorita, não chore! – a voz dele saiu um pouco mais esganiçada que o normal. Rapidamente tirou uma caneta bic preta (muito melhores do que as penas de hogwarts, diga-se de passagem), e escreveu na parte de trás do envelope: “Se você não quiser se identificar use um pseudônimo ou algo assim, qualquer coisa! Se não, não conseguirei mais te responder, e eu sinto que preciso fazer isso.”

Após tudo resolvido e todas as cartas devidamente encaminhadas para Guiana, Aaron e foram para o salão principal tomar café, os raios de sol entravam timidamente pelas vidraças e poucos alunos tomavam café. Para a alegria de não seria um dia tão quente como o anterior, mas muito provavelmente iriam nadar, ou ao menos ficar com os pés mergulhados no rio, antes das aulas começarem.


Continua...



Nota da autora: iii, tinha planos de mandar uma att dupla ou tripla direto com todas as cartas, masssss, entrei para a faculdade e fiquei COMPLETAMENTE ATOLADA de coisas pra fazer, já tinha esse cap escrito a um tempinho e a Laura me incentivou a mandar só ele pra vocês não ficarem taaanto tempo sem atualização! Então, agradeçam a ela HAHHAHAHAHAH
Prometo não demorar para mandar a próxima, de dedinho! Fiz algumas mudanças no roteiro e no ultimo cap (que já tá previamente escrito tb kkkk foi praticamente a primeira coisa que escrevi) e resolvi explorar um pouquinho mais a relação da Liza com o Snape já q ele é uma peça chave por aqui e tudo mais kkk Espero que estejam gostando!!! Obrigada pelos comentários, são muito importantes pra mimm ❤ Qualquer coisa me chamem lá no twitter, ta? É @digorryrules! Beijinhos, até a próxima att!





Outras Fanfics:
Stairs Love
O Esconderijo de Newt Scamander


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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