Última atualização: 10/06/2021

Prólogo

Loki


Olhei as cartas sobre a mesa. Dentre algumas bobagens, um Valete, um Rei e um Ás de Espadas. Em minhas mãos, um precioso Dez de Espadas e um inútil Sete de Ouros. Relembrei as cartas que já tinham aparecido antes e calculei as possíveis combinações que os outros jogadores provavelmente teriam. Observei-os com os cantos dos olhos. Tensos, ansiosos, amedrontados. Alguns até fingiam razoavelmente bem, admito. Mas não pra mim. Não para Loki, o deus da trapaça.
Toquei o Sete com a ponta do dedo e, com apenas um direcionamento de energia, vi-o se metamorfoseando no Q, a rainha que eu tanto queria. Sei que meu rosto não esboçou nenhuma emoção, mas, dentro de mim, o sangue pulsava um pouco mais rápido. Eu nunca me cansava dos jogos humanos. E, menos ainda, de vê-los perder. Por melhor que eu fosse jogando poker dentro das regras, nada se comparava à diversão de quebrá-las.
Empurrei todas as minhas fichas para o centro da mesa e, um a um, eles tomaram suas decisões. Os mais inteligentes desistiram. Um deles, porém, irresponsável ou corajoso, me desafiou. Não o julguei. Eu faria o mesmo se não soubesse contra quem estava jogando.
Esperei meu oponente mostrar suas cartas primeiro. Um belíssimo Full House, que ele revelou com o olhar inundado de soberba. Suspirei, fazendo minha melhor interpretação de decepção e vi seu sorriso abrindo-se com alívio e arrogância. Permiti que ele saboreasse a vitória por um curto instante e, lentamente, revelei o jogo em minha mão. Royal Straight Flush. A combinação mais rara possível e, não por acaso, minha marca registrada.
Levantei antes de seus gritos de frustração ou protesto, e comecei a me dirigir em direção à saída. Antes de cruzar a porta, entretanto, falei sem olhar para trás:
— Meu encarregado vai buscar o pagamento pela manhã.
Saí do porão mal iluminado em que o cassino clandestino funcionava e inspirei o ar frio de Paris. Ponderei para onde iria em seguida. Um outro cassino em Las Vegas? Talvez uma boa disputa territorial no Oriente Médio? Desde minha última saída de Asgard, passei a maior parte do tempo me divertindo às custas dos humanos. Era divertido, claro, mas estava começando a ficar entediante.
Antes que pudesse tomar qualquer decisão, porém, eu senti. Todos os pêlos do meu corpo se arrepiaram e a energia me atingiu em cheio vinda do leste. Enfraquecida, sem dúvidas, mas ainda divina. Algum ser superior havia chegado em Midgard.
Senti o sorriso se alargando em meu rosto enquanto a curiosidade e a expectativa me dominavam. Era exatamente o que eu queria. Alguém forte o bastante para me auxiliar, mas fraco o suficiente para eu poder manipular. Uma oportunidade tão propícia não passaria duas vezes na minha frente no mesmo milênio, e eu não estava disposto a deixá-la passar.
Se ao menos eu soubesse


Capítulo I

Afrodite


A primeira coisa da qual me dei conta foi o leve ruído das ondas atingindo a rocha e desmanchando-se em espuma. Eu conhecia aquele som. Não o escutava há muito tempo, mas também não havia esquecido. Era quase reconfortante. Abri os olhos lentamente e esperei até minha visão se ajustar aos tons de azul e violeta que se espalhavam pelo céu. Ao lado, os primeiros raios de sol se insinuavam sobre as pedras, fazendo-as brilhar.
Então, veio a dor. Como um sopro, primeiro, e depois como um vendaval. Ela tomou meu corpo por completo e eu senti todos os meus músculos se tensionando involuntariamente. Em alguns lugares era pior, como se pegassem fogo. Sentei-me com dificuldade e procurei pelas chamas, mas elas não estavam lá. Em seu lugar, entretanto, círculos deformados de carne viva, de onde gotículas de sangue brotavam pouco a pouco e deformavam a pele . Joelhos ralados como uma criança. E quadris. E braços. E mãos.
Ótimo. Para completar, Zeus ainda havia me despachado nua. A única coisa que ainda estava ali era o colar, só porque eu havia o segurado no último segundo.
— Maldito… — suspirei sob a respiração.
Olhei ao redor. Pelo menos o local eu conhecia. Pafos se parecia exatamente com a última vez que estivera lá. A diferença é que, na outra ocasião, havia dezenas de mortais maravilhados para me cobrir de flores. Aparentemente, tudo que eu ganharia dessa vez seriam algumas cicatrizes.
Cicatrizes em Afrodite!
Ele me pagaria. Todos eles me pagariam. Um por um. Nem que eu precisasse trazer todo o Olimpo abaixo. Eu era uma deusa, afinal de contas, e ninguém lá tinha o direito de tomar minha imortalidade e me banir de minha própria casa... Bom, pelo jeito, tinha. O que não significava que eu aceitaria permanecer daquela forma. Ou que eles não enfrentariam minha ira quando eu revertesse aquele pequeno contratempo.
Um ruído me despertou de meus pensamentos e demorei alguns segundos para perceber que ele vinha de mim mesma. Meu estômago roncava e meu queixo batia levemente. Para se juntar à dor, eu tinha fome e frio pela primeira vez em milênios.
Olhei ao redor mais uma vez. Estava completamente só. A vingança teria que esperar um pouco. Pelo menos até eu resolver aquela... situação inusitada.

***


Fechei a porta do quarto de hotel e suspirei, largando as bolsas no chão e o copo vazio de café sobre a mesinha de centro. Eu já tinha estado ali e inspecionado tudo horas antes, mas continuava incomodada. Era minúsculo se comparado aos meus aposentos no Olimpo. Despretensioso demais para meu gosto, observei outra vez, torcendo o nariz. Mas teria que servir por enquanto. Pelo menos estava vestida e alimentada.
A parte mais complicada desde minha chegada havia sido conseguir as primeiras roupas. Tivera que esperar, às escondidas, o primeiro banhista da manhã aparecer, largar seus pertences sobre a areia e mergulhar. Só então então pude correr até lá e pegar algumas peças. Humilhante, mas necessário. A nudez não era um problema para mim, mas eu sabia como os mortais podiam ser puritanos com as coisas mais naturais.
Depois disso, tudo correu bem. Em menos de uma hora, já havia penhorado o colar e conseguido uma quantia satisfatória para me estabelecer por alguns dias.
Fiz uma nota mental de mais uma coisa pela qual esfolaria Zeus e todos os outros – ser obrigada a me desfazer de uma joia olimpiana em troca de dinheiro mortal. Ultrajante. Ao menos os humanos permaneciam receptivos. Mesmo maltrapilha e com uma desculpa ridícula para explicar minha situação, eles continuavam acreditando em tudo que eu falava e me oferecendo seus melhores sorrisos. Certas coisas nunca mudam.
O resto do mundo, entretanto, estava bem diferente de como me lembrava. Em termos práticos, devo admitir que os mortais evoluíram bastante em alguns poucos milênios.
Caminhei até a janela e observei a cidade razoavelmente movimentada. Alguns automóveis, motocicletas e pessoas que caminhavam para cima e para baixo com seus rostos voltados para aqueles fascinantes dispositivos de comunicação. Como era mesmo o nome?
Antes que pudesse me lembrar, uma leve brisa tocou minhas costas e estremeci levemente. Virei-me em um breve movimento e encarei a porta entreaberta, com o coração disparado. Permaneci quieta por alguns longos segundos esperando que algo – ou alguém – aparecesse. Mas nada aconteceu.
Respirei fundo e caminhei até a porta. Coloquei a cabeça para fora e olhei para os dois lados o mais rápido que conseguia. Ninguém. Devia ser o vento, repeti em pensamento, procurando me acalmar.
— Eu podia jurar que tinha fechado essa porta... — murmurei com os olhos cerrados, enquanto virava a chave deliberadamente devagar para ter certeza.
— Você fechou.
A voz vinda de dentro do quarto fez todos os meus músculos se retesarem e o ar sumir de meus pulmões. Era isso. Zeus havia mandado alguém para me finalizar. Ou pior, Ares.
Reuni toda a coragem que existia dentro de mim e me virei em direção à voz, fazendo o possível para não demonstrar nenhuma emoção com meu rosto. Eu não daria a ele o gosto de me ver com medo.
O que eu vi, porém, não era nem perto do que eu esperava.
O homem à minha frente exibia um sorriso malicioso, quase travesso. Seus olhos verdes brilhavam com um tom de deboche, como se ele achasse tudo aquilo muito divertido. Pude sentir as densas ondas de poder que emanavam de seu corpo. Ele não era mortal.
— Quem é você? — perguntei, minha voz apenas um sussurro.
Ele era alto e vestia um terno todo preto. Estava apoiado casualmente no batente da janela de onde eu acabara de sair. Os fracos raios de sol atravessavam seus cabelos jogados para trás e acentuavam os ângulos em seu rosto fino. Não era feio. Mas também não era um olimpiano.
— Fascinante! — ele disse, deixando escapar uma risadinha enquanto se aproximava de mim com tranquilidade.
Seu olhar percorreu meu corpo de cima a baixo, mas não com luxúria, e sim, com genuína curiosidade e divertimento. O que, para mim, era ainda pior. Senti-me nua e, pela primeira vez, de uma forma ruim.
Levantei o queixo e tentei soar o mais desafiadora possível:
— Eu perguntei: quem é você?
— Desculpe-me, não me apresentei — ele pegou minha mão com delicadeza e inclinou-se, beijando os nós de meus dedos. Sua pele era quente comparada à minha, fria pelo nervosismo. — Muito prazer, senhorita. Meu nome é Loki. E o seu?
Loki… Esse nome não me era estranho.
— eu disse exasperada, após ler o nome numa das bolsas de loja no chão, e me arrependi quase imediatamente.
… — ele repetiu cínico, e eu tive certeza que não havia acreditado.
— O que você quer? — falei entre dentes, puxando com força minha mão que ele ainda segurava.
— Não é óbvio? — disse ele, sorrindo, enquanto dava as costas e se afastava.
Aproximou-se da mesinha onde estava o copo vazio de café e pegou-o. Andou novamente em minha direção e, após um floreio casual, o objeto em sua mão tornou-se uma flor exuberante em vários tons de lilás. Completou, então, estendendo-a para mim:
— Eu vim te dar as boas-vindas... à Terra.
Engoli seco.
— Eu não…
— ...sabe do que eu estou falando? — interrompeu, revirando os olhos, e colocou a flor em minha mão. — Claro. Avise quando o teatrinho acabar.
O silêncio que se seguiu foi mais revelador do que se eu tivesse apenas admitido. Mas se ele pensou que eu daria o braço a torcer, realmente, não me conhecia.
— Eu não... preciso de boas-vindas — corrigi, pronunciando as palavras devagar.
Abri a porta e estampei meu melhor e mais inocente sorriso. Ele não era olimpiano. E, se estivesse lá para me matar, já teria o feito. Quem quer que fosse, não me interessava mais.
— Portanto — prossegui —, você pode ir embora.
Sua risada de puro deleite fez com que meu sangue fervesse. Ainda assim, ele se dirigiu à saída.
— Na sua atual situação — falou com calma, enquanto me olhava de cima a baixo outra vez de forma significativa. Desviei o olhar —, você pode não precisar de boas vindas, mas vai precisar de meu auxílio.
E, tão repentinamente como tinha entrado, ele se foi. Sem deixar nenhuma outra informação ou um número de telefone. Ah, era esse o nome do dispositivo que eu queria lembrar há poucos minutos.
Em minha mão, a flor era novamente um copo vazio de café.


Capítulo II

Loki


Eu soube que era Afrodite antes mesmo que ela se desse conta de que eu estava no quarto do hotel.
Não por sua aparência. Eu nunca tinha visto aquela mulher em toda Midgard. Ou em qualquer outro lugar, diga-se de passagem. E, mesmo se tivesse, não a reconheceria. Já tinha ouvido falar que, em plenos poderes, suas características físicas se adaptavam de acordo com o gosto de seu observador.
O que a denunciou, porém, foi a energia que pulsava de seu cerne. Quase imperceptível, como uma aura. Incomum, mas inebriante. Delicada, mas selvagem. Como a papoula que eu lhe dera.
Sua pele era viçosa e seus cabelos eram sedosos e , emoldurando seu rosto. Mas o que mais chamava atenção eram seus olhos. À primeira vista, apenas belos olhos castanhos. Mas, quando observados com atenção, era possível perceber um leve brilho violeta emanando de suas íris. Enfraquecido, pois era anatomicamente humano, mas ainda poderoso. Com certeza, provocariam grande fascínio em qualquer mortal.
— Eu falo sério, irmão, não se meta com os gregos — repetiu Baldur, trazendo-me de volta de minhas lembranças. — Dizem que são temperamentais, impulsivos.
Levantei o olhar do meu copo vazio e ri em silêncio, encarando seus olhos azuis preocupados. Dei de ombros.
— Ela não tem mais poderes. Não há nada que possa fazer.
— Mas que ofensa deve ter cometido para que os perdesse? — falou como se matasse a charada do milênio.
Levantei-me da poltrona e fui até o bar do apartamento, abastecido em variedade. Em suas prateleiras de vidro, selecionei a garrafa de whisky que havíamos aberto mais cedo e enchi meu copo outra vez. Estiquei o braço e ofereci o refil ao meu irmão, que negou com a cabeça e resmungou.
Baldur me amava. E era bom em sua essência. Apesar de uma grande virtude, aquilo era também sua maior fraqueza. Ele era o único asgardiano com quem mantinha contato desde que eu decidira sair do reino pela última vez, há algum tempo. Nós nos encontrávamos quase regularmente em algum dos imóveis que eu acumulara nos últimos anos vivendo em Midgard.
Aproximei-me com calma e soube, por sua expressão, que minha tranquilidade o irritava.
— E se estiverem à procura dela para matá-la? — insistiu, balançando os braços exasperadamente. — Pode ser perigoso!
Revirei os olhos. Depois de tanto tempo, sua inocência era adorável.
— Se quisessem matá-la, já teriam feito — expliquei. — Se sua falta fosse de grande gravidade, ela não teria sido apenas banida.
Baldur me encarou por um longo momento, e eu interpretei seu olhar um pouco tarde demais.
— Não necessariamente — ele levantou as sobrancelhas, sua expressão cheia de significado.
Engoli em seco e olhei para o chão. Um turbilhão de memórias e sentimentos que eu tentava evitar há séculos invadiram minha mente. Meu corpo estremeceu.
Respirei fundo empurrando tudo aquilo de volta para o passado e levantei os olhos. Baldur me observava com atenção.
— Meu querido irmão — eu disse carinhosamente, colocando a mão sobre seu ombro e senti-o relaxar um pouco —, não se preocupe. Eu estou apenas curioso.
Ele me encarou por algum tempo e então riu, a contragosto.
— Loki, você não consegue, simplesmente, ficar na sua?
Pegou a garrafa de whisky e encheu seu próprio copo vazio.
— Se ficasse — respondi dando de ombros —, não seria eu.


***


A fila na porta da boate parecia quilométrica. Não pude conter o sorriso ao ouvir alguns resmungos de protesto quando me dirigi direto ao segurança e ele abriu passagem sem hesitar. Lá dentro, a batida ensurdecedora fez meu sangue pulsar no ritmo da música. Não era minha sensação favorita no mundo, mas música eletrônica estava longe de ser a pior invenção dos humanos. Além do mais, não era pela música que eu estava ali.
Caminhei até o bar, desviando das pessoas que dançavam animadamente, embaladas pelo álcool e, com certeza, por outras substâncias interessantes. O cheiro da bebida se misturava ao suor e aos perfumes caros vindos da pista de dança.
— Whisky, por favor — sorri, encostando-me no balcão. Dali era possível ver do salão até a porta de entrada e a música não estava tão alta.
Agora era só esperar. Eu sabia que ela viria.
Durante as semanas que haviam se passado, eu mantivera uma distante, mas atenta observação em Afrodite. Seus passeios começaram na pequena Pafos, breves e cautelosos. Angariava algumas informações e logo se recolhia novamente em sua falsa sensação de segurança do quarto de hotel. Aos poucos, foi estabelecendo uma lista considerável de contatos e exercendo certa influência sobre os midgardianos. Eu não os julgava. Não devia ser fácil para um humano resistir àquela presença.
Como esperado, então, ela começou a ousar mais em suas aventuras. Não demorou para que abandonasse o pequeno país de Chipre e se instalasse na Grécia – mais movimentada, mais cheia de oportunidades e mais perto do Olimpo. A partir dali, não me custara muito esforço garantir que ela recebesse um convite para a boate mais exclusiva de Santorini.
Nossos olhares se encontraram no exato instante em que ela passou pela porta. Pude ver a surpresa em sua expressão e ela titubeou por um momento, franzindo as sobrancelhas levemente.
A compreensão atingiu seu rosto logo depois e ela começou a atravessar a pista de dança sem pressa, mas sem tirar os olhos de mim. Sua passagem atraía olhares tanto de admiração quanto de confusão, que eram ignorados com descaso. O temor daquele primeiro encontro no hotel tinha desaparecido por completo, dando lugar a uma postura determinada e altiva.
Afrodite encostou-se no balcão ao meu lado e encarou o salão casualmente, como se tivéssemos estado ali juntos o tempo todo.
— Eu devia ter imaginado… — disse com a voz entediada. — Olá, Loki.
A maneira como pronunciou meu nome me fez sorrir. É claro que ela tinha feito suas pesquisas. Virei-me em sua direção com meu sorriso mais cínico.
— Boa noite, . Que bela sur…
— Acabou — ela me interrompeu, revirando os olhos.
Encarei-a por um segundo sem entender e ela completou:
— O teatrinho acabou. Você pediu para avisar.
Inclinei a cabeça para trás e gargalhei. Ainda rindo, dei o último gole no whisky e fiz sinal para o atendente preparar mais duas doses.
— Muito bem, Afrodite — eu disse, estendendo o copo que chegava —, vejo que você se adaptou muito bem às suas… novas condições.
E era verdade. Ela parecia completamente à vontade ali. Bela, bem vestida e confiante, como uma jovem e poderosa mulher acostumada à vida noturna das grandes cidades modernas. O belos cabelos presos, deixando a pele de seu pescoço à mostra.
Afrodite sorriu sem modéstia. Pegou o copo de minha mão e colocou-o de volta no balcão.
— Eu nunca tive problema em me adaptar ao mundo dos mortais.
Encarei o copo que ela havia rejeitado, sentindo-me quase ofendido. Aproximei-me alguns milímetros e falei baixo:
— Principalmente agora sendo um deles, não é?
O fogo em seus olhos confirmou que eu tinha atingido meu objetivo. Ela estava com raiva. Sustentou meu olhar por alguns segundos e virou-se novamente para o salão, os braços cruzados de forma quase infantil.
— Diga logo, asgardiano, o que você quer?
— Eu quero te fazer uma proposta — sorri.
Ela me observou de rabo de olho.
— Que proposta?
— Primeiro, minha querida, vamos para um local onde possamos conversar sem essa barulheira — ofereci minha mão de forma cortês.
Afrodite examinou meu rosto, sua expressão intrigada. Por um segundo, o brilho violeta em seus olhos pareceu se intensificar, mas logo voltou ao seu estado quase imperceptível. Eu sabia que ela não confiava em mim. Mas também sabia que estava curiosa.
Finalmente, ela suspirou e segurou minha mão.
— Está bem — e completou com a voz firme —, mas eu não sou sua querida. E sei escolher minhas próprias bebidas.


Continua...



Nota da autora: Oi, gente! Tudo bem?
Muito obrigada para quem está acompanhando!
E aí, o que vocês estão achando? O que acham que vai acontecer?
Agradecimento especial à Thais Santos pela ideia inicial.
Beijos,
Carol.

Nota da scripter: Meu Deus do céu, eu tô aqui surtando de novo com essa fic aaaaaaaaaaa. Minha nossa, o que é a Afrodite? Eu tô berrando demais com essa mulher! "Eu não sou sua querida". EU BERREI TANTO COM ISSO! HAHAHAHA. Ai ai, doida pra ver essa proposta aí.

Qualquer erro no layout dessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
Para saber quando essa fanfic vai atualizar, acompanhe aqui.


CAIXINHA DE COMENTÁRIOS

O Disqus está um pouco instável ultimamente e, às vezes, a caixinha de comentários pode não aparecer. Então, caso você queira deixar a autora feliz com um comentário, é só clicar AQUI.


comments powered by Disqus