Elo

Última atualização: 25/01/2021

Prólogo

- Mãe, não... não me deixe - sussurrava eu com minha mãe no colo, achando que ela estava indo embora porquê queria.
- Oh, minha filha, a mamãe está muito fraca e não vou aguentar por muito tempo - minha mãe sempre tentando se justificar.

- Maeeeeee...- eu só sabia chorar.

- Filha, não se preocupe, você vai morar em um lugar grande, onde terá várias crianças pra você brincar e o melhor de tudo, ao lado da sua família também.

- A minha família é você e o rajah (nosso gato de estimação) - eu indignada com o que estava acontecendo.

- Filha, eu te amo muito... nunca se esqueça disso.

- Eu também te amo, mãe - e assim ela fechou os olhos e nunca mais voltou a abri-los.

Depois de todos os momentos fúnebres, kayot veio me pegar para me levar a minha nova casa, estava chovendo muito e não sabia onde ia. Kayot era meu vizinho e tinha em torno dos seus 12 anos, minha mãe confiava muito nele e pediu para me levar à famosa Konoha.

Cheguei em Konoha estava chovendo muito, o kayot me deixou um pouco distante do portão de entrada e me deu uma carta para entregar a pessoa quem cuidaria de mim. Me despedi do kayot e lhe prometi que nunca ia esquecer dele e o que ele fez por mim. Ele sumiu na escuridão e eu comecei a caminhar até chegar ao portão da aldeia oculta da folha. Todos falavam da grande Konoha, onde tinha os melhores ninjas do país do fogo, logo me deparei com o monumento dos hokages e achei muito bonito, decidir ir até lá, rajah na minha mochila já reclamava de tanto que caminhamos, ele queria ir para o chão e descansar, eu com medo de perdê-lo, não dei ouvidos para ele e continuei a caminhar até os rostos esculpidos na pedra. Chegando lá tinha um homem vestido de branco com um chapéu engraçado. E ele começou a falar comigo.

- Ora, ora, ora o que uma garotinha como você faz uma hora dessas aqui em cima? - ele fumava um cachimbo e estava de costas pra mim ainda. Era uma noite de lua cheia, apesar de algumas horas atrás estivesse chovendo muito.

- É... eu... eu vim atrás da minha família - morrendo de vergonha e medo consegui respondê-lo.

- E quem seria a sua família? Aliás como é seu nome pequena? Vejo que você não está sozinha - o misterioso homem virou-se para mim e começou a encarar tanto eu quanto o meu gato.

- Bom, eu não sei quem é a minha família, aqui, eu tenho uma carta que vai me ajudar a encontrá-los, e esse é o meu gato - encarei o homem de volta.

- Você não me respondeu a segunda pergunta. Posso ler essa carta? Eu conheço todos dessa aldeia, talvez possa de te ajudar - os meus olhos brilharam quando ele falou que podia me ajudar, porém ainda estava com medo dele. Peguei a carta do meu bolso e entreguei a ele.

– Ah, o meu nome é Sarutobi - os olhos dele arregalaram-se e eu dei um passo para trás. A carta possuía um nome que eu não conseguia ver direito. Ele abriu e ficou com uma expressão no rosto indecifrável, e eu só conseguia pensar o porque dele ter ficado daquele jeito.

- Muito prazer Sarutobi, meu nome é Hiruzen Sarutobi, seu tio - A partir daí tudo mudou na minha vida.


Capítulo 1

Ao descobrir que meu tio era o Hokage da aldeia da folha minha vida mudou da noite para o dia, literalmente. Eu era filha da irmã dele, Heang, que foi embora da vila, pois não queria viver para esse mundo ninja, querendo viver em um lugar normal com pessoas normais. Acabou achando um vilarejo no meio do país do fogo que não tinha esse espírito ninja e acabou habitando ali. Se encantou por um dos líderes do vilarejo, Kanju, que encantou-se por ela também e aí me tiveram logo depois.

Certo dia um homem chegou ao vilarejo dizendo que era um estudioso e gostaria de fazer experimentos com pessoas do vilarejo para comprovar sua teoria, teoria essa que ele não havia dito qual era. Meu pai não o aceitou no vilarejo e esse homem o matou e foi embora dali. Eu tinha apenas quatro anos quando isso aconteceu, a partir daí várias pessoas começaram a desaparecer de lá e todo mundo queria saber o que estava acontecendo. O tempo foi passando até que quando completei meus sete anos, aconteceu uma invasão, onde 5 pessoas destruíram a vila quase toda. Minha mãe como uma ninja de um clã da aldeia da folha, tentou proteger de todas as formas.

Enquanto ela lutava, eu e kayot, que já tinha perdido grande parte da sua família, nos escondemos com os avós dele em uma caverna e vimos minha mãe lutar até o homem com os olhos esquisitos e aura sombria mordê-la na altura dos ombros, deixando uma marca ali. Ela caiu no chão e os homens que agora eram quatro, foram embora, o pessoal que sobrou do vilarejo acolheu minha mãe e cuidaram dela, não durou dois dias até a morte definitiva dela.



Konoha tinha um ar legal, apesar de estar se restabelecendo de uma recente guerra, ao descobrir quem era o meu tio, ele me levou para a casa dele, e que casa meus amigos, tinha uma aura legal naquele ambiente.

- , quero te apresentar a sua nova família - Hiruzen apontava para um menino e uma mulher. - Esse é o assuma meu filho mais novo - Asuma era a cara do meu tio. - e essa é a minha esposa, vulgo, sua tia.

- Oooi, oi - eu morrendo de vergonha, quase me escondendo atrás do meu tio. E sua esposa calmamente veio até mim e me abraçou. Naquele momento eu senti que eu estava no lugar certo. Me apresentaram o resto da casa e dos membros da família, e me levaram até onde ia ser o meu quarto. Ele tinha uma vista maravilhosa da vila e do céu estrelado, me acomodei junto com o Rajah e comecei a agradecer por ter encontrado minha família, apesar de estar faltando alguém muito importante ali.

Quando já estava pegando no sono, eu ouvi e vi uma movimentação bem perto da casa do meu tio, quando olhei eram pessoas mascaradas, que deixavam transparecer que estavam voltando de algum de lugar. Continuei observando a movimentação deles até que acabaram se dispersando, porém eu ainda conseguia ver um de longe, encarei tanto ele que eu acho que ele percebeu e olhou ao redor para vê quem estava por ali, até que os nossos olhares se encontraram, os olhares cruzaram-se e então eu senti um arrepio na espinha, me escondi e fui dormir, precisava acordar cedo no outro dia, pois meu tio disse que ia me levar a um lugar.



Amanheceu e eu mal consegui pregar os olhos, curiosa para saber o que me aguardava no dia seguinte, e também por causa do garoto mascarado que eu tinha visto na noite passada. Levantei e fui para o banheiro fazer minha higiene, quando me bati com o meu primo Asuma que estava saindo do banheiro.

- Cuidado por onde anda pirralha, pode acabar se machucando - ele disse com uma risadinha debochada.

- De...desculpa, estava distraída - falei morta de vergonha toda corada e com raiva por ele ter me chamado de pirralha.

- Calma , eu falei brincando. Relaxe, hoje é o seu primeiro dia na academia, concentre-se - ele falou e saiu.

Não entendi muito bem o que ele me disse, e fui me ajeitar pensando nisso. O que seria essa academia? O que faria lá? Será que eu ia aprender a ser uma ninja de verdade? Me enchi de alegria ao pensar que poderia ser uma ninja, por ser criada em uma vila que não tinha uma cultura de ser ninja acabei não aprendendo o que deveria aprender. Minha mãe também não deixou aprender muitas coisas, já que ela queria sair dessa vida e fez questão de não me ensinar quase nada. Isso mesmo, quase nada, acabei aprendendo o jutsu clones das sombras que vi um menino fazendo em uma aldeia vizinha, mas só isso também.

Minha tia nos chamou para o café da manhã e meu tio já tinha saído, ele era o hokage então deveria estar bem atarefado sempre. Comemos e Asuma disse que me levaria até meu tio, me despedir de tia e do rajah e saímos em direção ao escritório do terceiro hokage.

Íamos seguindo um pequeno caminho até que encontramos uma mulher com o cabelo bem vermelho, ela deveria ser do clã Uzumaki, eu li uma vez sobre os clãs e tinha esse clã descrito no livro. Assim que ela nos viu deu um sorriso e falou com o Asuma.

- Olá Asuma, quem é essa? Sua namoradinha? - ela falou com um sorrisinho no rosto e direcionou seu olhar a mim.

- Ah, não kushina, ela é só minha prima... irá morar com a gente agora! - Asuma respondeu

- Humm. Não sabia que seu pai tinha irmãos e muito menos sobrinha. Mas enfim, seja bem vinda linda, espero que goste de konoha - continuou me olhando.

- Mas como você sabe que ela é sobrinha do meu pai? - Asuma curioso perguntou.

- Ela parece muito com o sandaime, os cabelos negros e cheios não negam que ela é uma sarutobi - kushina tinha realmente reparado em mim, fiquei surpresa. – Bom, eu preciso ir ao hospital.

- Você está doente? – perguntei.

- Não, são só exames de rotina - falou tranquila. - Nos vemos por aí... como é seu nome, linda? - perguntou curiosa.

- É ... - respondi

- Que nome lindo, até mais! - e ela foi sumindo no meio das pessoas que circulavam pelas ruas da vila. Fiquei olhando ela se dispersar no meio das pessoas e não percebi que o Asuma já tinha se distanciado de mim, corri para acompanhá-lo.

Caminhamos mais um pouco e chagamos ao escritório do grande Hokage, ele era enorme e ficava bem perto dos rostos esculpidos na pedra que tinha conhecido noite passada. Adentramos no prédio e várias pessoas circulavam por ele, fomos ao andar de cima, onde deveria ser a sala do meu tio, chegando lá o Asuma bateu na porta e entrou, o acompanhei. A sala era enorme, porem não tinha muita decoração, apenas uma mesa cheia de papéis e mais umas coisas que não prestei atenção atentamente aos detalhes. Além do meu tio, na sala tinha um homem, ele era alto e tinha o cabelo bem amarelo. Assim que entramos na sala ele nos olhou e deu um sorriso bem simpático. Eu nunca tinha visto, mas parece que ele já me conhecia.

- Pai, trouxe a , como o senhor pediu - disse Asuma quebrando o silêncio. - Precisa de mais alguma coisa? Eu tenho uma missão para ir agora - perguntou já se virando para sair.

- Não meu filho, pode deixar que daqui eu fico com ela e a levo pra casa - Asuma acenou pra mim e saiu fechando a porta, deixando apenas nós três na sala. O cara alto dos cabelos amarelos olhou para porta e depois para mim e falou:

- Olá, então você é a mais nova princesa da vila - ele disse sorrindo. Princesa da vila? Que história é essa?! Ele só podia tá ficando doido.

- Princesa? Eu? Tio Hiruzen, de onde esse cara tirou essa ideia? - perguntei ao meu tio, debochando um pouco da cara do homem do cabelo amarelo, que porventura não sabia seu nome ainda.

- , é só uma brincadeira do Minato. Você é sobrinha do sandaime hokage, nada mais digno que você ser considerada uma princesa - explicou meu tio. Então esse era o Minato, o relâmpago amarelo de konoha, nossa, ele era muito diferente do que pensei. Ah, mas como você o conhecia já que não vivia em um mundo ninja?! Ah, gente, conversas se espalham por todo lugar, e como ele era muito bom no que fazia, as falácias se espalhavam rápido por todos os cantos.

- Ela é muito pra frente não é sandaime? - Minato comentou rindo.

- Sim, ela com certeza puxou a mãe - disse meu tio sorrindo. - Apesar dela parecer com o Asuma, ela lembra muito a mãe - esbocei um sorriso mas que murchou logo em seguida ao lembrar dela.

- Então sandaime, por qual motivo me chamou aqui? - assim que ele terminou a fala, eu olhei para meu tio.

- Minato, o que tenho para falar com você é muito sério, aguarde só um instante, eu preciso resolver a situação de - meu tio falou olhando para ele e em seguida direcionando seus grandes olhos negros para mim, percebi que o negócio era sério. - você foi criada em um lugar onde esse mundo ninja não existe, logicamente você não sabe de nada em relação a isso- antes do meu tio continuar eu o interrompi.

- Tio hiru - apelido que decidi dar a ele. - Quando a vila estava tendo o sumiço de algumas pessoas, minha mãe decidiu me ensinar algumas coisas, apenas por precaução, por exemplo o jutsu clones da sombras e um pouco de luta corpo a corpo - disse com tanta certeza que os dois homens ficaram assustados com que disse.

- Humm. Já é um caminho. Acho que não vai recusar minha proposta então - disse ele com um pequeno sorriso nos lábios. – Você gostaria de ter a oportunidade de ser uma ninja de verdade? - eu não podia recusar essa oportunidade, até porque era o meu sonho.

- Claro que sim tio - corri em sua direção o abraçando, percebi que ele não era muito adepto a demonstrações de afeto e o soltei. Não podia me conter, estava muito feliz..

- , você tem cara de que vai ser uma ótima ninja, espero conseguir te acompanhar. Já estou ansioso para vê-la nos exames chunnis - falou Minato mais feliz que eu até, ele parecia ter gostado de mim e era recíproco o sentimento.

- Obrigada Minato, espero que eu possa ser um pouco do que você e meu tio são para essa vila.

- , agora você pode nos dar licença, preciso conversar a sós com o Minato - assenti e já ia me retirar quando meu tio me chamou mais uma vez. - tome esse dinheiro para comprar algo que goste - eu peguei e sai.

Enquanto eu tentava sair do prédio, pois era muito grande e eu não fazia ideia de como sair dali, encontrei várias crianças da minha idade conversando sobre suas missões, jutsus novos e etc. fiquei com mais vontade ainda de me tornar uma ninja de verdade. Presa nos meus pensamentos, me esbarrei em um garoto que usava a bandana cobrindo o olho e máscara, só dava pra ver o olho direito dele, me recompus e pedi desculpas, ele muito na dele disse que não foi nada e continuou a me olhar então eu resolvi falar:

- Você pode me mostrar onde é a saída? Estou meio perdida - falei coçando a cabeça e dando uma risada envergonhada.

- É, deu pra perceber. Você vai seguir esse corredor e no final dele você entra à direita, lá tem a porta de saída - ele falou se virando para o corredor que eu teria que seguir caso eu quisesse sair dali.

- Entendi... muito obrigada - falei dando um sorriso e me despedindo

- Não foi nada - disse ele sorrindo por debaixo da máscara.

Segui as instruções do menino mascarado e consegui sair do prédio, fui em direção ao comércio da vila que era bem em frente ao prédio do grande hokage. Fui às lojinhas de roupas e acessórios, não achei nada que me agradasse. Até que cheguei a uma lojinha de bijuterias e me encantei por tudo que tinha lá, infelizmente o dinheiro não dava pra tudo, mas já dava pra muitas coisas. Fui olhando e decidi que ia levar os materiais para confeccionar pulseiras, adorava elas e mais ainda em fazê-las. Peguei as coisas, paguei e sai da loja me perguntando pra onde iria. Olhei para um lado e para o outro não vi nada de interessante, resolvi voltar para o prédio e esperar meu tio me levar para casa. Andando de volta para o escritório de tio hiru, me deparei com meninas vestidas com kimonos bem chamativos indo em direção a uma pequena área de eventos, no meio dessa área tinha um palco bem pequeno e crianças ao redor dele. As meninas subiram no palco e começaram a dançar, eram músicas típicas da região, mas que tinham seu charme. Parei um pouco mais perto para assistir melhor a apresentação e a cada passo sincronizado que elas faziam, eu me encantava mais ainda, fiquei tão vidrada que nem percebi que Asuma estava do meu lado.

- Gostou da apresentação? - perguntou ele um tanto curioso.

- Gostei, elas dançam muito bem. Sempre acontece isso por aqui?

- Na verdade essas danças são apresentadas em celebrações típicas da vila ou quando temos a noite dos fogos em comemoração ao novo hokage - falou ele

- Ah, mas hoje está se celebrando o que? – perguntei.

- Nada, às vezes o corpo coreográfico da vila se apresenta para as crianças só para testar mesmo e despertar interesse para novas pessoas dançarem com ele.

- Hummm - fiquei um tanto curiosa e maravilhada com tudo aquilo. Adoraria participar.

- Você tá querendo participar é isso? - Asuma estava lendo meus pensamentos, só pode.

- Sim... sempre gostei muito de danças e achei muito linda essa apresentação - falei com os olhos brilhando.

- Tá, espera aqui, vou falar com uma amiga minha que faz parte - fiquei sem acreditar no que o Asuma estava fazendo por mim. Vi que ele conversava com uma garota que aparentava ter a mesma idade que ele, depois de conversarem por breve segundos, eles vieram ate mim. A menina se aproximou mais e começou a me observar, me analisar da cabeça aos pés, achei estranho, mas tudo bem.

- Então você é a famosa ? - ela perguntou.

- Sim, mas a parte do famosa eu não sei - dei um sorriso tímido e ela fez o mesmo

- Ah, sim famosa sim, o Asuma só fala de você, achei até que fosse uma namorada.

- Não, somos primos. Como você se chama?

- Nossa, que falta de educação a minha, me chamo Kurenai - ela estendeu a mão para me cumprimentar e assim o fiz. – Bom, ele disse que você gostou bastante da nossa dança e está querendo entrar, gostou mesmo? - disse ela. Assenti e ela continuou a falar. – Bom, amanhã nós temos mais um ensaio e você pode participar, minha tia é a pessoa que organiza então posso falar com ela sobre você - assim que ela terminou a fala eu vibrei.

- Vai ser que horas? Preciso me organizar, porque amanhã eu vou começar meu treinamento -falei e os dois se espantaram com o que eu falei.

- Bom, vai ser as 17:00. Qualquer coisa mande o Asuma me avisar.

- Certo, obrigada Kurenai - falei dando um sorriso e percebendo a troca de olhares entre ela e Asuma. - À propósito, vocês formariam um belo casal - quando falei isso o Asuma quase me devorou com os olhos e a Kurenai deu um sorriso tímido.

- Você é muito engraçada prima... vamos, o sandaime está nos esperando para irmos pra casa - ele todo deslocado me direcionava ao caminho do escritório do sandaime.


Capítulo 2

Chegamos os três em casa famintos, e os nossos estômagos roncaram tão alto que cada um ouviu o do outro. Deixamos nossos sapatos do lado de fora e nos direcionamos a sala da enorme casa, encontramos a tia biwako pintando. Assim que ela nos viu, veio nos cumprimentar.

- Olá, chegou cedo hoje, Hiruzen - disse ela com um tom meio espantado, como se meu tio sempre demorasse.
- É, eu preciso conversar umas coisas com e lá no escritório não tinha muita coisa para se resolver. Tá tudo muito calmo esses dias - disse ele. Mas o que será que ele tinha pra conversar comigo ainda?
- Bom, o jantar está quase pronto, só falta a carne, depois disso podemos nos sentar à mesa - disse ela apoiando as mãos nas costas do Asuma. – Ah, mocinho, enquanto isso, quero que arrume seu quarto que está uma bagunça - completou com um olhar fulminante em direção ao Asuma. Ele, um tanto assustado, saiu no mesmo segundo em direção ao quarto e tanto eu quanto meu tio demos risada.
- , me acompanhe, ainda precisamos ter uma conversa final.
- Certo - assim seguimos até os fundos da casa, onde era ligada a um rio, e logo mais na frente a floresta. Tinha um banco um pouco distante da casa e foi pra lá onde meu tio foi e assentou- se. Ele direcionou seu olhar a mim e pediu para que sentasse ao seu lado.
- Bom , na carta que sua mãe escreveu no leito de morte, ela não conseguiu me dizer quem foi o responsável por sua morte - disse ele me fazendo lembrar desse momento em que ela mandava escrever a carta. - Você sabe quem fez aquilo? - ele me perguntou
- Tio Hiru... - abaixei a cabeça deixando uma lagrima cair.
- Não precisa chorar, se não se sentir a vontade podemos conversar depois - ele levantou o meu rosto com o dedo e enxugou a lagrima.
- Não, eu conto tudo que sei - puxei todo ar que havia em meus pulmões e relaxei. - A vila estava sendo atacada quando minha mãe se machucou, ela estava lutando com um homem que a mordeu e depois disso ela ficou fraca demais - consegui apenas falar aquilo e logo depois comecei a chorar.
- Você precisa ser forte , você é uma Sarutobi, sei que é difícil perder uma pessoa, principalmente se é mãe, pai e irmã. Também estou muito triste com o que aconteceu , ela era minha irmã - disse ele tentando me confortar. - Mas as perdas fazem parte do ciclo da vida. Mas você não se lembra de como o homem era? Alguma característica marcante? - assim que ele perguntou eu me lembrei dos olhos do homem e de sua áurea sombria.
- E lembro que ele tinha os olhos bem marcantes e tinha um cabelo grande - quando acabei a descrição meu tio suspirou, parecendo que ele já sabia quem tinha feito aquilo com minha mãe - isso te faz lembrar alguém, tio? - perguntei e quando ele ia me responder fomos interrompidos por tia Biwako.
- Ei vocês dois, o jantar está pronto - tio Hiruzen levantou e começou a andar em direção a casa.
- Tio... mais tarde eu posso vir aqui no rio tomar banho? - ele parou e olhou para mim com uma expressão de duvida. - É que lá na vila sempre nos banhávamos, estou com saudades - respondi antes mesmo dele perguntar.
- Claro, mas não é pra ficar muito tempo, você precisa acordar cedo amanhã e também para não pegar um resfriado - assinto e seguimos até a sala de jantar.

O jantar foi silencioso até demais, todos estavam concentrados na sua própria refeição. Até que tia biwako resolveu quebrar o silêncio é se direcionou a mim

- A vai estudar na academia ? - perguntou sorrindo
- Sim, ela vai, a propósito, vou ensinar umas coisas a ela e o Minato também disse que ensinaria - disse meu tio antes de mim, e fiquei muito surpresa com o que ele tinha dito , o Minato iria me ensinar... - Amanhã ela vai à academia só fazer a matrícula, o resto eu vou ajeitar. Na idade dela já era pra ser pelo menos uma genin.
- É verdade. Ensinarei também a você uns ninjitsus médicos para quando precisar - disse a mais velha
- Ótimo, assim ela será uma ninja completa - disse meu tio
- A estava querendo entrar no clube de dança da vila pai, ela viu uma apresentação e ficou muito interessada. Eu falei com a Kurenai e ela disse para levá-la amanhã às 17- Asuma falou e eu já tinha esquecido completamente do compromisso com a Kurenai.
- Clube de dança, ? Por que não me disse antes? - naquele momento meu tio olhou meio estranho, fiquei até com medo
- Eu... eu... eu esqueci, e também, é só um teste pra ver se eu entrarei ou não.
- Espero que consiga , mas primeiro você tem que acertar seus horários com seu tio.
- Tá bom - disse olhando para o sandaime que não demonstrava muito interesse na minha escolha.

Todos já tinham terminado o jantar e a tia Biwako pediu para que eu e o Asuma cuidássemos da louça. O Asuma foi reclamando um pouco, mas logo parou, eu lavei e ele secou os pratos, assim que terminamos, ele foi para o seu quarto e eu para o meu pegar as coisas para tomar banho no rio atrás da casa do meu tio. Assim que cheguei ao quarto fui recebida com um miado de Rajah e logo ele veio se alisar em minhas pernas, fiz um carinho nele e fui pegar minhas roupas que ainda estavam na minha mochila. Vesti a roupa de banho e coloquei um roupão, peguei o Rajah já que ele ficou o dia inteiro trancado no quarto, pra ele passear um pouco. Desci as escadas e observei que meu tio e tia estavam conversando na sala, e assim que tia Biwako me viu, perguntou- me para onde estava indo àquela hora da noite.

- Aonde vai ? Está tarde para sair.
- Vou ali tomar um banho de rio, eu falei com tio Hiru sobre isso - disse meio receosa.
- Tá certo, mas não fique muito tempo, pois pode ficar resfriada. Te chamo já, ok?
- Sim senhora, com licença - saí mais rápido que o próprio relâmpago amarelo da folha.

Com Rajah no meu encalço, segui até o pequeno riacho que ficava atrás da casa do meu tio, a noite estava muito linda, o céu estava mais estrelado que o normal e era noite de lua cheia. Coloquei o pé dentro da agua para sentir se estava muito fria, e me surpreendi que estava tão quentinha. Não pensei duas vezes ao entrar e relaxei. Fiquei pensando em tudo o que tinha acontecido comigo e o que estava para acontecer. Será que conseguiria me tornar uma ninja eficiente? Será que ia conseguir aprender tudo? Perdida nos meus pensamentos, nem percebi o Rajah chegando perto de mim, ele já tinha dado seu passeio para fazer suas necessidades, já queria era ir pra casa, mas não dei muita atenção e decidi atravessar o rio. Ele não era largo demais e onde eu estava não era fundo, então segui até o outro lado, a cada passo que eu dava ia afundando mais, pelo menos era essa a percepção que eu tinha. Ate que eu senti minhas pernas sendo presa por algo com a textura de cordas e então eu vi uma sombra nos meios das árvores fazendo sinais de mão. É, eu estava em uma enrascada, Rajah vendo minha situação, resolveu miar bem alto até alguém ouvir, mas ninguém apareceu, logo em seguida comecei a pedir ajuda ao meu tio e parecia que minha voz ia falhando a cada grito que dava.
As coisas que me prendiam foram me erguendo ate a superfície, eu sem entender nada e tentando saber que tipo de jutsu era aquele, comecei observar a sombra que manipulava aquilo, ate que alguém surge no meio das arvores e começa a lutar com a sombra. E então as linhas de chakra, que descobri nesse meio tempo, foram me soltando e comecei a cair na agua novamente, mas para piorar minha situação as águas do pequeno rio começaram a ficar agitadas, fazendo com que eu fosse levada por elas. Então vi que tinha outra sombra manipulando as águas do rio, olhei para trás e as duas sombras ainda lutavam e eu precisava me salvar dali e comecei a tentar fazer o jutsu clones das sombras, só precisava me concentrar enquanto a água me levava, ate que sinto uma mão puxando meu braço e logo estava em terra firme. Quando olhei para quem me salvou, era aquele garoto mascarado que encontrei mais cedo no escritório do tio Hiru.
Fiquei uns 10 segundos tentando raciocinar o que estava acontecendo até que ele quebra meu pensamento falando comigo.

- Voce consegue fazer os clones das sombras? - falou um pouco ofegante e com a mão um pouco melada de sangue cobrindo seu ombro.
- Cla... claro - gaguejei e então me recompus e fiz os clones.
- Vamos atacar o outro que está nos cercando, nesse exato momento ele esta correndo ao nosso aqui atrás de nós, VAMOS! - disse e começou a correr na direção que acabara de dizer. Apenas o segui com os meus clones. Começamos a travar uma luta com a pessoa que estava controlando as águas. O garoto mascarado foi quem o atacou primeiro, em seguida eu e meus clones começamos a travar uma pequena luta, a partir daí comecei a ver melhor quem era a pessoa com quem estávamos lutando, não dava para ver seu rosto por conta de uma máscara que cobria seu rosto inteiro com exceção dos olhos, claro, ele parecia ser bem mais velho que nós dois e tinha uma pequena espada em suas costas.

Tirando minhas duvidas sobre ele ser mais experiente que nós, ele destruiu meus clones. Apesar de não ser tão difícil, por conta das minhas poucas habilidades, foi tão rápido a sua técnica que nem percebemos. Vendo que não tínhamos plano de ataque nenhum, nos afastamos do cara, ofegante, eu comecei a falar.

- O que vamos fazer agora? Ele é muito mais habilidoso que nós.
- Deixe comigo, se afaste agora de mim. Não quero acabar te machucando - ele falou me encarando e fiquei sem entender. - Eu vou fazer uma coisa que meu sensei me ensinou, porém ainda não está completo - e assim ele foi em direção ao cara e o atacou com uma bola de chakra muito forte. Só que essa bola se descontrolou e machucou tanto ele quanto o cara com quem estávamos lutando, e fez um estrondo tão forte que também destruiu algumas arvores que tinha perto. Quando o feixe de luz se cessou, eu comecei a procurar pelo garoto mascarado e então vi seu corpo estendido no chão junto com o do outro homem, corri em direção a ele e quando estava chegando, meu tio e o meu primo apareceram e me impediram de continuar meu trajeto.
- você está bem? O que aconteceu? - Asuma falava com um tom de voz preocupado.
- Eu tô bem, eu não sei bem o que houve - disse confusa. - Tentaram me pegar, mas aquele garoto mascarado me salvou e agora eu preciso ver se ele está bem - continuei e me soltei dos braços do Asuma que me pegou outra vez .
- Não... deixe que o papai resolve - Asuma começou a me levar em direção a casa. - Vamos você precisa se recompor e depois contar tudo o que aconteceu.
- Mas... - olhei para trás e vi meu tio e o Minato conversando. - Como é o nome dele? - perguntei.
- Hatake Kakashi
- Kakashi... obrigada - sussurrei essa última parte e fui para casa.



Após me vestir, fui chamada pelo meu tio para explicar o que tinha acontecido ali. Me direcionei até um cômodo da enorme casa que parecia ser um escritório particular, havia uma grande mesa com várias fotos espalhadas por ela e ao redor da sala vários pergaminhos. Meu tio estava sentado no tapete que havia do lado da lareira, e o mesmo estava acompanhado do Minato. Os dois olhavam pra mim com um olhar de dúvida, que logo seria esclarecida. Sentei na frente dos dois e comecei a contar o que tinha acontecido. Quando terminei, o Minato foi o primeiro a falar.

- Por que o Kakashi usou aquela técnica? Você sabe me dizer? - perguntou preocupado.
- Ele não me disse o motivo. Notamos que o cara era difícil de vencer e então ele mandou eu me afastar dele e foi em direção ao cara.
- Certo , obrigada, você foi muito boa hoje. Espero poder acompanhar sua evolução - disse com um sorriso e se levantou. - Hokage- sama eu preciso ver como ele está, com licença.
- Não precisa ser tão formal, aliás, estou me aposentando logo e você irá assumir - meu tio disse com um sorriso de canto e se despediu do Minato. Fiquei sem entender muito bem aquela conversa e já ia saindo da sala quando meu tio me falou algo.
- , você foi muito forte hoje. Mas acho que vamos ter que reforçar a proteção com a nossa família, espero que você não se meta mais nessas coisas - disse sério. - Amanhã cedo começaremos o seu treinamento. Não quero atrasos.
- Certo, tio... boa noite - saí e fui para o meu quarto, precisava descansar.

Ao chegar ao meu quarto fui recebida por rRjah novamente, o bichinho tinha ficado tão assustado com todo o ocorrido e saiu correndo em direção a casa com certeza para pedir ajuda. Ele era meu melhor amigo, do que eu me lembre, o Rajah já estava comigo desde quando eu era apenas uma criança. Enfim, me deitei junto com ele fazendo um leve carinho na sua cabeça, ele adorava aquilo, e dormiu, sá ele porque eu fiquei pensando no que havia acontecido e no menino que me salvou. Não sei o que seria de mim se ele não tivesse aparecido, provavelmente estaria em uma encrenca bem boa, com certeza ele havia se machucado feio com tudo isso e estaria no hospital, amanhã passarei lá para vê-lo, pensei. De tanto pensar, acabei agarrando no sono.
Acordei no susto, o Asuma estava batendo na minha porta feito um louco dizendo que eu iria me atrasar se não levantasse naquele instante, assim o fiz. Fui fazer logo minha higiene matinal, não precisava ir com essa cara de derrotada, e me arrumei o mais rápido que pude. Assim que saí do quarto, tia Biwako me deu um bolinho de arroz para eu não sair com fome, peguei minha mochila e fui em direção ao tio Hiru que já estava me esperando no quintal de casa.

- Quase perde o horário, em mocinha? - indagou com uma voz debochada. Uma coisa eu poderia dizer, o deboche era de família.
- Desculpe tio, eu não conseguir pegar no sono fácil e acabei dormindo pouco tempo – expliquei.
- Ok, vamos ao treinamento... - assenti e me preparei para as suas instruções.


Capítulo 3

Eu estava ofegante, mas não era um ofegante normal, estava bem cansada com esse treinamento, se continuar assim, eu acho que não aguentarei. Tio Hiruzen testou vários jutsu comigo e me ensinou também. Descobrimos que minha natureza de chakra é do elemento vento, assim ele pode desenvolver vários jutsus desse elemento comigo, já que ele domina os cinco elementos. Ele me falou também que em nosso clã é normal dominarmos o elemento fogo também, já que somos conhecidos por grandes liberações de fogo. Com o tempo, segundo ele, eu poderia apresentar esse elemento.
Com o treino do primeiro dia finalizado, ele me liberou para ir almoçar e ir ao hospital aprender ninjutsus médicos com a tia Biwako.

- Você esta liberada, hoje tivemos um dia muito produtivo. Espero que tenha gostado - ele disse sério.
- Ok, tio. Eu gostei, só achei que pegou pesado demais. Afinal, eu sou novata nisso - disse convencida de que estava certa. Mas acho que isso não soou sério para meu tio, já que ele riu da minha cara
- Ah, princesa , você é tudo menos novata. Uma criança quando entra na academia demora anos para descobrir a natureza do seu chakra, você conseguiu em horas - parando pra analisar meu tio estava certo. - Você precisa acreditar mais em si mesma, somos fortes e você é uma sarutobi - então ele tirou do seu kimono um colar com um pingente e colocou em meu pescoço. - Esse colar aqui foi de sua mãe, nosso pai fez um para cada filho, o pingente é o símbolo do clã. Ela deixou isso quando foi embora e na carta ela pediu para lhe dar.
- Obrigada tio hiru - meus olhos se encheram de lagrimas e eu as limpei. - Obrigada por me acolher e cuidar de mim - a última lagrima caiu e o sandaime limpou com seus dedos.
- Não precisa agradecer... - ele disse com um sorriso de canto e saiu. Meu tio não era muito adepto a carinhos físicos, um homem sério, o sandaime precisava ser frio, era o que ele pensava.



Corri até o hospital de konoha, estava atrasada e não sabia o caminho direito, e nem só de glamour vive uma sobrinha de hokage. Empolguei-me demais no banho e acabei perdendo a hora, saí que nem percebi que não sabia o caminho até o hospital, teria que sair perguntando para as pessoas onde era. Aff, odeio fazer isso. Correndo entre as pessoas no centro da vila, me bati com a Kurenai.

- Aiiii, Kurenai me perdoe, estou atrasada e não sei o caminho do hospital você pode me ajudar? - falei enquanto a ajudava levantar.
- Claro, mas logo digo que esta um pouco longe - ela falou e estava virando para me mostrar o caminho, até que ela parou e chamou um garoto com um penteado estranho.
- Ei, Gai - o garoto olhou para trás e veio em nossa direção.
- Oi, Kurenai, como está? - falou olhando para ela e logo depois olhando para mim.
- Você esta indo ver o Kakashi, não é? - perguntou e ele assentiu. - Então eu preciso que a leve ao hospital, mas precisa ser rápido, ela esta super atrasada para uma aula com a Biwako Sama.
- Ah, a linda flor da primavera precisa de mim, irei ajudar. Vamos - me puxou pelo braço e colocou- me em suas costas e correu, correu como se não houvesse amanhã. Achei até que estava em um super carro sônico que só existia nos livros que lia. Mas aquele garoto superava qualquer coisa. Chegamos tão rápido que nem achei tão longe quanto a Kurenai tinha dito. Ao chegarmos, ele começou a falar comigo.
- Posso saber como é o seu nome, linda flor da minha juventude?! - perguntou com o seu sorriso largo estampado no seu rosto. Acho que ele era meio doido me chamando de flor da juventude, qual era dele, hein?!
- Sarutobi - ele abriu mais os olhos espantado. - E o seu é Gai não é?
- Isso mesmo minha flor. Você é filha do grande hokage? - perguntou e na hora que ia responder, ouço alguém me chamando, quando olho era minha tia com uma cara não muito chamativa.
- você está atrasada, espero que tenha uma boa explicação - me olhou de cima a baixo, ela estava muito assustadora.
- Bom, eu não sabia o caminho do hospital e fiquei um pouco perdida, a Kurenai me ajudou e chamou o Gai para me trazer até aqui, já que ele vai visitar um amigo dele - expliquei. Parece que ela não ficou muito convencida.
- Tá certo, vamos - me puxou pelo braço até dentro do prédio, não deu nem tempo de agradecer ao garoto pela gentileza.

Fomos indo para os fundos do hospital onde tinha salas de estudo, laboratórios e etc. entramos em uma sala que tinha umas estantes de pergaminhos enormes e uma mesa ao seu centro. Ao redor dessa mesa havia cadeiras, acredito que ali era um auditório. Ela pegou alguns pergaminhos e os abriu na mesa.

- Hoje vamos pegar leve com você, porém quero dedicação. Hoje também não posso ficar muito tempo lhe ensinando, pois estamos com muitos pacientes aqui - ela dizia seriamente e eu prestava bastante atenção. - Portanto vamos aos estudos - terminou suas palavras e eu assenti.



Depois de horas com minha tia aprendendo, ela me liberou e eu resolvi visitar o Kakashi já que ele estava ali. Eu precisava agradece- ló por ontem e pedir desculpas pelo transtorno. Deveria levar alguma lembrancinha pra ele também né, mas não tinha como, ali no hospital não tinha lojas de presentes e nem por perto tinha. Resolvi pegar uma flor de um dos jarros que tinha pelos corredores e fui em direção à recepção perguntar em que quarto ele estava. A menina da recepção muito simpática me atendeu com um belo sorriso.

- Pois não senhorita, o que deseja?
- Queria visitar um paciente - disse
- Olha só, está quase na hora de encerramos o período de visitas, mas vou deixar você entrar - ai que bom, se ela não deixasse eu ia escondido mesmo. - Qual o nome da paciente?
- Ah, é o paciente, e é o Hatake Kakashi - disse e ela me olhou com uma cara estranha de como surpresa, como se ninguém o visitasse ou não tivesse ninguém com ele.
- Hum. Ele está no quarto 330, pode ir - assenti e agradeci



Em direção ao quarto do Kakashi, senti uma coisa estranha, estava suando frio e com vergonha dele. O que seria isso? Eu, hein, nunca senti tal coisa. Dei umas duas batidas na porta e ouvi um entre. Me deparei com o Minato e o Gai junto com o garoto que me salvou. O Minato me cumprimentou junto com o Gai.

- , não imaginei que o Hokage deixaria você vir aqui – falou e eu achei aquilo estranho, mas relevei.
- Ah, ele não sabe que estou aqui, eu vim para a tia Biwako me dar aulas e aproveitei e vim ver e agradecer ao Kakashi por ontem - quando falei o nome dele o mesmo se espantou, ele não sabia meu nome, mas eu sabia o dele.
- Que bonito da sua parte, vamos Gai, os dois precisam conversar – disse Minato deixando uma cesta de frutas no chão e saiu junto com o Gai.

Me aproximei do garoto e dei a flor que eu tinha pego dos jarros do corredor e agradeci.

- Muito obrigada por ontem, se você não tivesse aparecido não sei nem o que teria acontecido - disse um pouco corada no rosto. Apesar de ser morena dava pra perceber que estava envergonhada.
- Não precisa agradecer, eu estava por perto e ouvi você gritar. Não sabia quem era direito, mas precisava ajudar - ele disse sorrindo por debaixo da máscara mesmo. Ele era bonito, muito bonito. Queria ter a oportunidade de vê-lo sem a máscara.
- Bom eu... eu – não sabia o que dizer e vendo meu desespero ele falou
- Você é a prima do Asuma?
- Sim. Mas como sabe?!
- Você parece com ele e também ouvi alguém comentando sobre a nova garota da vila, sobrinha do Hokage - disse ele com a voz de tédio. – E também o Gai não parou de falar sobre a tal garota que ele trouxe hoje. Acho que ele está gostando de você – ri dessa última parte, já estava me sentindo a vontade com ele.
- Bom, sobre ontem, você sabe quem estava tentando me pegar? – perguntei.
- Eu não posso falar nada ainda, são só suspeitas e o Minato Sensei me pediu pra não te falar sobre o assunto - disse e virou o rosto pra janela, como se ele não quisesse me encarar.
- Tá bom... eu preciso ir. Te encontro por aí, Hatake - dei um sorriso e me virei para sair. Só que eu acabei tropeçando na cesta que o Minato tinha deixado lá no chão. Como eu não esperava aquele acontecimento, já estava pronta pra cair, foi quando senti o meu braço sendo puxado, após o toque no meu braço, um arrepio subiu pela minha espinha, com o puxão, eu fui parar na maca junto com o Kakashi, nossa, ele era forte, hein, e ficamos de frente um para o outro. Naquele momento nos encaramos, nossas respirações se encontrando e vi que o seu olho esquerdo, que ficava por debaixo da bandana, agora estava à mostra e era um sharingan. Como assim?! Ele era um uchiha? Tinha muitas coisas passando pela minha mente naquele momento, continuamos de frente para o outro até que a enfermeira abriu a porta para dizer que o horário das visitas havia terminado. No susto eu pulei da maca e saí ligeiro da sala e me direcionei a saída do hospital.

Após sair do prédio, me direcionei até o centro da vila onde encontraria a Kurenai para acertamos aquela questão de fazer parte do grupo de dança da vila, mas nada tirava dos meus pensamentos o que acabara de acontecer. Aqueles olhos... eu preciso saber mais sobre esse garoto. Logo encontrei Kurenai, junto com Asuma, claro, e nos direcionamos ate o salão onde aconteciam os ensaios do grupo, a tia da Kurenai, que era a professora, ficou sabendo de mim e já veio falar comigo sobre como funcionava, figurinos, ensaios e etc. O meu teste iria funcionar da seguinte forma: algumas meninas iam dançar uma musica e depois eu teria que reproduzir. Fácil, ne?! Só que não. Mas assim foi feito, a dança começou e eu não tirava os olhos das meninas pra tentar decorar algo, só que aquela coreografia era muito feia para a musica, então eu decidi inovar. A musica terminou e eu fui chamada.

- Vamos , sua vez - a professora disse com um sorriso em seus lábios.
- Certo - fui já com meu plano na cabeça. Eu ia mudar a coreografia toda.

A musica começou e comecei a fazer movimentos com os braços para iniciar de forma leve e descontraída.

Koko ni aru no wa kimi ga
Ima made eranda michi no
Kotae tachi yo hora jishin motte
Susumeba ii
Totemo shizen na no ameagari no
ASUFARUTO ni niji ga kakaru youni


Logo quando comecei a fazer movimentos mais “pesados” e totalmente diferentes do que era pra ser feito a, professora olha pra mim com um olhar de reprovação e já vinha para a minha apresentação, quando a Kurenai puxou-a pelo braço e falou algo em seu ouvido que a fez parar e continuar olhando.

LONELY, kaze ga fuite
FEELING, kigatsuita yo
Kotae wa doko ni monai kedo
CALL ME, wakatteru wa
WITH YOU, ai wa itsumo
Atae ou mono
FOR YOU


O refrão começou e eu precisava de alguém pra dedicar a musica, mesmo que fosse simbolicamente, já que a musica se referia a uma pessoa. O único garoto que tinha sala era o Asuma, então ia com ele mesmo. Saí do pequeno palco em direção ao meu priminho querido, ele certamente ficou assustado e no começo não entendeu o que eu estava fazendo, mas o encarei seriamente e assim o fez entender o que estava acontecendo, foi então que ele colaborou comigo e todos que estavam presente naquela sala ficaram boquiabertos. O Asuma não estava fazendo nenhum passo de dança, apenas me acompanhando e logo que termina o refrão eu volto ao pequeno palco e continuo.

Kitto kimi wa itsu no hika
Kono sora wo toberu hazu dakara
Nando tsumazuita toshitemo FOR YOU
Taisetsu na koto wa hitotsu
Yume miru koto
Kokoro dake wa tozasanai de ite.


Parte final da musica e eu estava terminando aquela bela coreografia, eu tinha arrasado isto era fato, e para finalizar, abri os braços e fiz uma reverencia a todos. A cara da professora para mim não era das melhores, mas das outras meninas e do Asuma eram de deslumbre.

- Eu pedi para você dançar a coreografia já pronta e não para criar outra - disse a professora um pouco exaltada. - E outra, você se direcionou ao Asuma como se fossem namorados e isso não pode - fiquei sem entender, mas tudo bem.
- Professora, lhe peço desculpas, mas a coreografia que vocês têm é um pouco ultrapassada - me interrompeu antes de continuar minha fala.
- E o que você sabe sobre dança? - falei em um tom irônico, de certo eu não tinha nenhuma formação artística, também era apenas uma criança, mas o que eles não sabiam é que meu pai me levava em outros países e vilas que tinham apresentações culturais e eu aprendi a observar e a dançar.
- Pelo visto mais do que a senhora - e nesse momento fez um silencio tenso na sala enquanto nos encarávamos. Todos da sala estavam assustados com a minha resposta e acho que ninguém nunca tinha dito nada a ela dessa forma.
- Saia daqui - ela disse semicerrando os dentes, encarei-a sem acreditar no que havia dito. - Agora - e apontou para a saída, e assim o fiz.

Asuma e Kurenai vieram correndo ate mim, eu andava tão rápido que eles não estavam conseguindo me acompanhar.

- Ei , espera - disse Kurenai, mesmo assim eu continuei andando, só que desacelerei um pouco os meus passos e os dois conseguiram me acompanhar - desculpa por minha tia, ela não é uma pessoa fácil de lidar. Sua coreografia foi ótima e todas gostamos e eu acho que vai rolar você no grupo, é só uma questão de tempo.
- Não fica assim , vai dar tudo certo - Asuma dizia enquanto me abraçava pelos ombros.

Paramos na frente da casa do sandaime e nos despedimos por ali mesmo, subi ate meu quarto, queria ficar um pouco sozinha. Chegando ao quarto fui recebida pelo Rajah se esfregando nas minhas pernas, fiz um carinho nele e fui até minha gaveta pegar uns pergaminhos e as coisas que comprei para fazer pulseiras. Estava lendo uns pergaminhos sobre o chakra, como funciona e entre outras coisas. Comecei a fazer as pulseiras enquanto lia os pergaminhos e me empolguei tanto que nem percebi que já era noite, acabei fazendo três pulseiras. Ouvi minha tia me chamando para o jantar então guardei- as e desci para a sala, chegando lá, meu tio ainda não estava, que estranho, já estava tarde. Mesmo assim comemos e depois fomos lavar a louça do jantar.
Assim que terminamos, subimos para os nossos quartos, o meu quarto era ultimo do corredor no caso para chegar lá, eu tinha que passar por todos os outros e passando na frente do quarto de tio Hiru, o ouço conversando com a tia Biwako.

- Você tem certeza de que eram da Anbu? - perguntou tia Biwako. O que será que era Anbu? - Poderiam ser ninjas de outras vilas querendo começar outra guerra - guerra? Mas nem tínhamos acabado de sair de uma direito.
- Sim, eram da Anbu, o menino Kakashi disse que viu, e estavam com as mascaras da Anbu - disse tio Hiru em um tom de voz sério.
- É o Danzou, né?! Ele tá querendo que você saia do posto de Hokage para ele ser indicado.
- Não sei... eu vou tentar conversar com ele. Enquanto isso vocês precisam evitar ao máximo saírem sozinhos – disse.
- Eu vou falar com o Asuma e a . E o Orochimaru? Tem alguma coisa a ver com isso? - perguntou tia Biwako preocupada.
- Eu espero que não, biwako... - seu tom parecia de decepção. – Já basta ele estar envolvido na morte de minha irmã e seu marido - quando ele disse isso meu corpo paralisou. Então meu tio sabia quem era responsável pelas mortes dos meus pais e de grande maioria da nossa aldeia.

Saí dali o mais devagar possível pra não perceberem que eu estava por ali e fui direto para o quarto me trancar. Chorei, chorei muito ao saber daquilo e lembrar de tudo o que tinha acontecido, eu precisava fazer alguma coisa, não ia deixar a morte dos meus pais passar em branco. E quem era esse Orochimaru? Esse nome não me era esquisito, o conhecia de algum lugar, então resolvi procurar nos pergaminhos que tinha ali. Procurei nos meus pergaminhos e nada, resolvi descer até o escritório do meu tio. Chegando lá, fui até a estante de todos os pergaminhos e comecei a procurar de um a um sobre alguma pessoa chamada Orochimaru, Foi então que achei um pergaminho sobre a terceira grande guerra Ninja, onde existiram três ninjas muito fortes que conseguiram chegar a lutar com Hanzou salamandra da aldeia da chuva e um deles era o Orochimaru, nomeado um dos Sannis lendários, junto com a grande ninja médica Tsunade Senju e o sábio dos sapos Jiraya. E aí ao final do texto tinha uma foto dos três Sannis. O Orochimaru tinha uma pele bem pálida e listras roxas ao redor de seus olhos gélidos, ah eu conhecia aqueles olhos, e seu cabelo era grande e liso. Mais avante na leitura sobre os três Sannis lendários, descobri que meu tio foi o Sensei deles. Deve ser por isso que o meu tio falou que esperava que ele não estivesse envolvido no meu suposto sequestro. Enquanto lia mais sobre o Orochimaru, um vento forte passou pelo escritório e derrubou um dos vários porta retratos que tinham na mesa, e eu fui lá ajeitar. Quando vi era a foto do meu tio com seus discípulos quando crianças, o tio estava mais jovem, não tinha tantas rugas como tem agora e os pequenos pareciam adoráveis, pelo menos isso. Ajeitei as coisas e saí rumo ao meu quarto outra vez, precisava colocar minhas ideias no lugar e entender tudo o que tinha acontecido, ao sair do escritório dei de cara com meu tio, engoli seco e ele olhando com cara de quem ia me dar uma correção.

- O que faz aqui princesa ? - perguntou. Princesa ? Sério que teria que ser chamada de princesa?!
- Não precisa me chamar assim - disse irritada. – Bom, eu vim procurar algumas coisas para ler.
- Ler sobre o que? Posso saber? - ele perguntou curioso.
- Ah... queria saber sobre mais sobre o chakra - disse um pouco rápido acho que ele não ia acreditar.
- Hum, entendo... mas já esta na hora dormir, você não acha? Amanhã temos mais treinamento - disse ele, me dando as costas em direção à varanda da sala de jantar. Sentou e ficou olhando o tempo, percebi que ele gosta bastante de ficar encarando o nada.

Resolvi fazer umas perguntas ao meu tio, aquilo estava me consumindo muito e se eu não liberasse agora eu ia explodir nua hora não muito oportuna. E quando estava indo ao seu encontro ele diz algo a mim:

- , eu quero ficar um pouco sozinho, você entende? - parei e analisei o seu tom de voz, era meio que de culpa. Assenti e saí, mas antes de sair da sala eu falei:
- Não se culpe por algo que os outros fizeram... - disse e ele me olhou espantado. Com certeza estaria se perguntando como eu sabia o que estava acontecendo. - O senhor é um ótimo Hokage, com certeza ira fazer a coisa certa - assim eu saí, mas ouvi ele balbuciando meu nome.
- .


Capítulo 4

Dias se passaram, meu treinamento ficava mais rigoroso, tanto da tia Biwako, quanto do tio Hiru. O Minato estava me ensinando um jutsu novo, era aquele que o Kakashi tentou fazer e acabou saindo do limite, e falando em Kakashi, ele já tinha saído do hospital e estava bem melhor, eu me bati com eles algumas vezes na vila, mas nada muito alarmante, ele era bastante introspectivo e eu não queria parecer invasiva. O Asuma me contou algumas coisas por alto, que ele tinha perdido seus companheiros de equipe e um deles foi quem deu o sharingan para ele, e a outra ele matou, porque ela passou na frente dele na hora de um golpe fatal que ele ia dar no inimigo. Eu fiquei assustada e também triste por ele, imagina você perder seus dois companheiros de equipe um seguido do outro e um deles você matou com suas próprias mãos, não deve ser fácil.
Hoje era o último dia do meu tio como hokage, Minato ia se tornar o yondaime. A vila estava em festa e todos estavam se preparando para a grande cerimônia e inclusive o grupo de dança que eu fiz o teste, ia se apresentar ao final da cerimônia. Estava triste porque não iria participar daquela forma, mas fazer o quê? Nem sempre nos damos bem. Estava eu linda e bela treinando sozinha no quintal de casa e vejo o Asuma vindo em minha direção, mas ele não estava sozinho, Kurenai e mais duas meninas vinham ao seu encalço.
Os quatro chegaram até mim e me encararam e o Asuma começou

- -chan temos uma coisa pra falar com você! - o Asuma me chamando de irmã era coisa que eu menos esperava no mundo, aquilo amoleceu meu coração de um jeito...
- Ah, então fala... - falei empolgada e com um sorriso no rosto
- Então, , a minha tia está muito doente - começou Kurenai. - E amanhã é cerimônia do hokage. Precisamos da sua ajuda, pois as meninas querem que você ensine aquela coreografia e dance com elas - disse e continuou. - Como minha tia não tem ninguém para substituí-la, eu serei responsável e eu chamo quem eu quiser - os meus olhos estavam brilhando com essas palavras da Kurenai.
- Então estou dentro? È isso mesmo? Kurenai, não brinca com meus sentimentos - falei desesperada e ela e o Asuma só conseguiam rir do meu desespero.
- Estou falando sério. E precisamos de você agora mesmo - disse empolgada e eu olhei para as meninas atrás dela que suplicavam por mim.
- Tá certo - disse e as meninas deram pulinhos de alegria. - Só vou tomar um banho então.
- Não, vamos ensaiar aqui mesmo - falou Kurenai com as meninas. - Yuni e Aimi, vão atrás das outras meninas e tragam todas para cá, rápido.

As meninas saíram o mais rápido possível e eu fui trocar de roupa, pois a que vestia naquele momento estava toda suja. Logo as outras chegaram e começamos o ensaio, todas atentas a minha explicação. Ensaiamos por muitas horas até que todas conseguiram pegar a coreografia e saírem radiantes lá de casa.

- Obrigada Kurenai... - falei um pouco tímida e ela virou-se para mim e deu um sorriso acolhedor.
- Não me agradeça, eu que preciso te agradecer por aceitar nos ensinar assim de última hora.

Na hora que ia falar alguma coisa, tia Biwako me chama lá da janela da cozinha dizendo que o jantar estava pronto e para não demorar senão ia esfriar. Kurenai despediu-se e disse que era pra ir a casa dela depois para pegar o figurino da apresentação, assenti e fui me trocar para o jantar.
Asuma e sua boca grande fizeram questão de falar para tio Hiru que eu iria me apresentar no festival e ele já não me olhou com uma cara muito receptiva, tia Biwako também não gostou muito, mas ela fingiu gostar pelo menos. O jantar foi silencioso, todos olhando um para o outro esperando alguém puxar um assunto, apesar de não gostar muito de conversar nas horas das refeições, ate que meu tio resolve falar.

- Então amanhã será a cerimonia e vamos tirar a famosa foto do hokage - disse daquele seu jeito didático de falar. - E amanhã quero tirar a tradicional foto da família já que temos uma nova integrante nela - todos olharam para mim e sorriram. - Portanto quero todos lá pontualmente.
- Certo - os três responderam em uníssono. Terminamos o jantar e fui lavar a louça que era a minha tarefa diária e a do Asuma era secar tudo. Ele falou que ia à casa da Kurenai e eu o acompanharia para pegar meu figurino e fazer alguns ajustes caso precisasse.

Amanheceu e eu nem consegui pregar os olhos de tão ansiosa, corri para o banheiro porque se Asuma fosse antes de mim, com certeza ele iria demorar para fazer pirraça, apesar do Asuma ser um ótimo primo, ele às vezes gostava de encrencar, me arrumei e primeiro eu iria usar a roupa branca pra fazer parte da cerimonia e depois ia passar pela ultima vez com as meninas a coreo.

- Asuma e , precisamos ir - meu tio falou lá da sala de estar. - A Biwako foi na frente para arrumar algumas coisas lá.
- Já estou indo – falei.
- Um minuto, pai - disse Asuma do banheiro.

Logo estávamos caminhando em direção ao prédio do hokage, a cerimonia era realizada no terraço que dava vista para a toda vila. Eu estava um pouco ansiosa para ver o Minato se tornar hokage, ele seria um ótimo acredito, chegamos e lá encontramos tia Biwako e mais um rapaz que era parecido com meu tio também, quem será ele?

- Onii chan - Asuma correu até ele o abraçando, ele retribuiu o abraço e sorriu. - Por onde você andou?- Asuma perguntou, mas eu não consegui ouvir a sua resposta. - Então deixe eu te apresentar nossa prima, filha da tia Heang, lembra dela?
- Sim, lembro bem pouco - falou baixo, mas deu para escutar e eles aproximaram-se de mim.
- -san, esse é o meu irmão mais velho - agora podendo olhar no fundo dos seus olhos, senti como se já tivesse visto aqueles olhos. - O nome dele é Akio, ele é caçador Anbu por isso fica pouco em casa - estendi minha mão para cumprimenta-lo e ele fez o mesmo.
- Você é a cara da tia Heang, sinto muito por tudo o que aconteceu - ele fez uma breve reverencia abaixando sua fronte e depois sorriu pra mim.
- Bom, obrigada - sorri de volta.
- Bom, eu preciso voltar para a concentração - ele ia se despedir, mas meu tio o chamou.
- Antes de você ir, vamos ali tirar uma foto de família, todos juntos - meu tio apontou para o lado oposto onde estava um cara com a máquina fotográfica. Eles foram ate lá e eu fiquei, afinal era membro postiço da família e os vi posicionando-se para as fotos. Quando o homem já estava pronto para bater a foto minha tia gritou meu nome.
- , filha, venha logo - me assustei um pouco e olhei para o meu tio.
- Vamos , rápido - ele sorriu e eu corri atá a foto, fiquei entre o Asuma e o Akio, e atrás de mim estavam tia Biwako e tio Hiruzen.
- Pronto pessoal - disse o fotografo se escondendo atrás da maquina. - Sorriam - e todos nós sorrimos, logo ouvimos um barulho da maquina que assustou os passarinhos que estavam atrás de nós.

A foto saia na hora e todos foram ver como ficou, os pássaros que se assustaram e saíram voando, saíram na foto também, deixando a foto bem espontânea e linda, se bem que no clã Sarutobi existiam muitas pessoas bonitas e nós não eramos diferentes. Passamos um tempo adimirando à foto, mas logo fomos interrompidos pelos cerimonialistas que diziam que já estava na hora de começar e meu tio precisava ir para o lugar dele.
A cerimonia já estava começando e eu e Asuma estávamos atrás de varias pessoas, porem dava pra ver muita coisa, todos os clãs que moravam na vila estavam sendo representados por seus lideres e então depois de muitos discursos de varias pessoas, meu tio passou o chapéu de hokage para o Minato Namikaze, agora yondaime hokage da vila oculta da folha, ele andou até a grade do terraço, avistando todos os moradores de Konoha, e dá um sorriso e todos vão a loucura. Todos gritavam, aplaudiam e pulavam de alegria. Os que estavam no terraço também aplaudiam e quando, estava fazendo isso junto com o Asuma, senti alguém muito perto de mim, quase colado nas minhas costas, e quando virei para ver quem era, levei um leve susto.

- Calma princesa, eu não vou fazer nada de ruim com você - disse o garoto.
- Hatake! Quando estiver por perto, avise - disse levemente irritada. - Está atrasado, Minato já já vai sair daqui.
- É, eu fiquei preso no transito - disse ele.
- Quê? - e tanto ele quanto o Asuma riram da minha cara.

Todos já estavam se retirando do terraço, então eu me apressei para ir pegar minha roupa e passar a última vez a coreografia da apresentação.

- Asuma, não se esqueça de assistir a apresentação mais tarde! - falei antes de dar as costas.
- Pode deixar, vou até levar o Kakashi junto - ele falou dando uma risadinha e abraçando o garoto de lado.
- Levar onde? – perguntou.
- Vai ser a apresentação de dança, cara, vai ser antes do festival dos fogos, ou seja, podemos assistir a apresentação e logo depois ir para o lugar mais alto da vila ver os fogos. Que tal?- Asuma perguntou e vi assentir e olhar pra mim.
- Você irá ver os fogos?- perguntou pra mim.
- Vo-vo-vou - gaguejei sem perceber. Os dois sorriram e assentiram, e eu percebi que ia me atrasar e saí correndo até a casa da Kurenai. Por que será que ele tinha perguntado se eu ia?! Será que ele só ia se eu não fosse ou o contrário?! Para com isso , ele não está nem aí pra você, garota. Cheguei e as meninas já estavam prontas, só faltava colocar a roupa, fui fazer o cabelo e a maquiagem, logo fiquei pronta e fomos ensaiar.

Chegou a hora, fui dar uma olhada pela fresta da cortina se tinha muita gente e puder ver que a vila toda estava lá, inclusive o meu tio e o Minato, que estavam bem próximos do palco onde seria feita a apresentação, procurei o Asuma e o Kakashi e não os encontrei. Cada segundo que se passava, eu ficava mais nervosa, minhas mãos suavam mais do que porco e eu comecei a andar de lado para o outro sem parar, até que a Kurenai veio e falou comigo e me acalmou. Segundos depois era a nossa vez, todas foram para seus lugares específicos e ao levantar a cabaça, pude perceber quanta gente tinha ali. Olhei para o meu tio e ele apenas acenou com a cabeça, acredito que ele notou meu nervosismo e quis dizer que ia ficar tudo bem, olhei para o Minato e ele sorria pra mim e dizia que eu estava linda. Pude ver também o Asuma com o Guy e o Kakashi, na varanda do prédio que tinha logo na frente do palco e quando encarei o Kakashi, a música começou.

Koko ni aru no wa kimi ga
Ima made eranda michi no
Kotae tachi yo hora jishin motte
Susumeba ii
Totemo shizen na no ameagari no
ASUFARUTO ni niji ga kakaru youni


Fazendo movimentos iniciais com os braços, começamos a dançar, todos olhavam atentamente para nós. E para complementar a coreografia, trocávamos de lugares a todo segundo praticamente, começou o refrão e era parte que eu iria ate o meio do palco e dançaria sozinha, claro que fazendo gestos e passos para comandar as meninas e elas complementariam a dança.

LONELY, kaze ga fuite
FEELING, kigatsuita yo
Kotae wa doko ni monai kedo
CALL ME, wakatteru wa
WITH YOU, ai wa itsumo
Atae ou mono
FOR YOU


O nervosismo tomava conta de mim e deixei isso transparecer errando os primeiros passos, quis parar ali mesmo, mas olhei para todos que conhecia e eles me olharam com confiança e força, e foi ai que eu senti toda aquela mistura de sentimentos e conseguir dançar perfeitamente.

Kitto kimi wa itsu no hika
Kono sora wo toberu hazu dakara
Nando tsumazuita toshitemo FOR YOU
Taisetsu na koto wa hitotsu
Yume miru koto
Kokoro dake wa tozasanai de ite.


Parte final da musica e todas já faziam seus passos aleatórios, para finalizar a coreografia, devíamos apontar para a plateia, só pra causar um pouquinho rsrsrs, se a tia da Kurenai estivesse vendo aquilo, ela com certeza iria ter um enfarte. E assim foi feito, última frase da música e nos ajoelhamos e apontamos para a plateia, e sem querer, eu apontei mais pra cima um pouco que todas as meninas, quando olhei para onde apontei, estava mirando diretamente no Kakashi, nos entreolhamos assustados e logo fomos interrompidos pela onda de aplausos que nos cercaram.
Ao sair do palco, nos concentramos no fundo dele e demos gritinhos de comemoração, todas vieram me abraçar e gradecer por toda coreografia nova, e Kurenai começou a falar.

- -chan, nós queríamos saber se você quer ficar pra sempre nesse grupo? - disse ela entusiasmada. Olhei para todas e elas esperavam uma resposta já.
- Pra sempre é muito tempo, né?! - perguntei fingindo pensar na proposta e as meninas mudaram de expressão tão rápido que até dei uma risadinha. - Mas é claro que sim, gente!!!

Depois disso foi só festa e os meninos chegaram nos chamando para ver os fogos, pois já ia começar e estávamos ali perdendo tempo. Fomos correndo até o terraço do prédio onde ficava o escritório do meu tio que agora era do Minato, estranho isso rsrsrs. Chegamos e sentamos na grade ali mesmo. Asuma veio com comidas e bebidas e me deu um refresco, estava sentada do lado da Kurenai, mas dei um espaço para ele sentar ao lado dela claro, já que ao meu lado não tinha ninguém, eu me espalhei mais. Esperando a contagem regressiva para os fogos, comecei a perceber quem realmente estava ali conosco e notei que o Kakashi não estava, ele deve ter desistido de vir. A contagem começou e todos começaram a contar, no segundo cinco, o Asuma pulou do meu lado, me dando um susto e fazendo com que me desequilibrasse da grade e caindo, logo senti umas mãos me segurarem pelas costas e ao olhar para pessoa, vi que era o Kakashi e os fogos começaram a explodir no céu, enquanto isso acontecia, nossos olhares não se desviaram nenhum segundo e o silencio pairava sobre nós.

- Cuidado princesa... - disse ele sorrindo atrás da mascara.
- Obrigada - falei me recompondo. – ASUMA, SEU IDIOTA - gritei e fui até o bonitão do meu primo. - Você quase me derruba da grade - ele abriu os olhos assustado.
- Você tá bem?-- falou me pegando pelos ombros.
- Claro, o Kakashi me ajudou, seu cabeça de vento - assim que eu disse o nome do garoto ele me deu uma risadinha sacana.
- Então, você e o Kakashi... -
- Não está tendo nada aqui. Para de loucura - enquanto isso dei uma olhada para ele que estava atrás de mim e o mesmo não estava nem aí para o meu dialogo com Asuma.
- Eu vi você apontando pra ele na apresentação... sua taradinha - fiquei mais vermelha que o cabelo da Kushina e voltei para o meu lugar na grade.

Ficamos lá por um tempo e todos começaram a conversar uns com os outros, inclusive o Kakashi que não gostava de falar, fiquei o tempo todo tentando não olhar para o Hatake por causa dos acontecimentos de hoje e acho que ele percebeu, apesar de tudo, foi um momento muito descontraído que rendeu boas risadas, mas a hora de todos irem pra casa chegou e todos nos despedimos. O Kakashi chegou até mim e Asuma.

- Obrigado pelo convite, Asuma - ele fez uma breve reverência.
- Que isso cara, você é nosso amigo, não precisa agradecer. Vou me despedir da Kurenai e já volto. - disse olhando pra mim. Deixou-nos e ficamos nos encarando sem saber o que falar como era de costume.
- Bom, eu quero agradecer por estar na apresentação e me salvar outra vez – falei.
- Eu fico feliz em poder ajuda-la - disse sério.
- , vamos - Asuma disse de longe.
- Até mais Kakashi - falei e toquei em seu ombro.
- Espero que não demore muito até o próximo encontro, princesa - o encarei de volta e assim ele sumiu.

Fui pra casa pensando nessa frase dele...




Continua...



Nota da autora: Sem nota.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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