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Última atualização: 27/01/2021

Capítulo 1

San Diego, CA.
Julho, 2018.


— Como é que vocês não ficam nervosos? — a garota perguntou, dentro do elevador, junto a Jensen Ackles e Misha Collins. Os três astros de Supernatural estavam indo para o evento nerd mais famoso e movimentado do mundo – a Comic Con.

, mais conhecida como , estava no mundo da televisão desde que era bebê, pois seus pais também eram da área do entretenimento. A garota sempre fez papéis menores em algumas séries e filmes, no entanto, foi em Supernatural que ganhou fama mundialmente.
A série, atualmente, estava em sua quarta temporada de sucesso.

— Nós ficamos, mas não falamos tanto assim. — Jensen falou, após colocar o celular no bolso de trás da sua calça jeans. — Aliás, acredito que já estamos acostumados, faz... — pensou.
— Anos. — concluiu Misha, e o elevador finalmente abriu as portas. No saguão do hotel, encontraram Eliza Peters, a assistente que ficaria com eles o dia todo para passar informações e ajudá-los em qualquer coisa que fosse necessária.
— Olá, Supernatural. — os chamou daquela forma e os três riram. — O painel de vocês começa às 10h30 e temos ainda duas horas até lá. Todavia, precisamos chegar ao local da Comic Con com pelo menos uma hora de antecedência. Vocês já desceram para o café? — os indagou.
— Acho que não consigo comer. — falou, após fazer uma careta.
— Você precisa comer. — Misha falou, em um tom sério, mas sorriu.
— Vou tomar um café. — a atriz sorriu fechado.

O trio caminhou para o interior do hotel onde era o restaurante e havia algumas mesas ocupadas, já que ali era hospedagem da maioria dos famosos que vinham para o evento naqueles quatro dias.
— Vou me sentar naqueles sofás ali na frente. Vejo vocês depois. — pegou o seu copo de café e caminhou, deixando Misha e Jensen para trás depois de acenar. Adorava aqueles eventos em que podiam conversar com fãs, falar sobre a nova temporada e mostrar vídeos divertidos de bastidores – até bloopers, mas ficava sempre com um embrulho no estômago.
Aproximou-se dos sofás e viu uma garota sentada no que estava ao lado do seu, percebendo que ela era apenas alguns anos mais velha. Sorriu de leve de um jeito simpático antes de se sentar.
— Calma. — falou, para si, e respirou fundo ao encostar a cabeça no encosto do móvel.
— Tá tudo bem? — ouviu a garota no sofá ao lado perguntar, com uma expressão confusa. Ela tinha um sotaque diferente.
— Sim! — respondeu, rapidamente, ao olhá-la e sorriu. — Eu fico um pouco ansiosa, por mais que ame esses eventos, mas me dá um embrulho no estômago. — riu e colocou o copo de café na mesa de centro.
— Ah, eu também. — sorriu em compreensão. — Até porque nunca tinha vindo a um evento desses. É uma loucura, não é?
— Sim, mas você vai amar. Acredita em mim. — as duas riram de leve e ficou olhando, pensando de onde a conhecia. — Desculpa, mas de onde te conheço? Netflix? — riu, sem saber ao certo o que dizer.
— Dark. — apontou para si e riu de um jeito tímido.
— Meu Deus! Eu amo Dark! — juntou as mãos e falou, de um jeito empolgado. As duas riram.
— E eu amo Supernatural. — a mais nova falou, sorrindo. — Só não quis dizer nada antes para não parecer um pouco maluca.
— Imagina. — riu e esticou uma das mãos. — Sou .
— Lisa. Prazer.
— Você está sozinha ou... Alguém do cast veio com você?
— O Paul e o Louis vieram comigo. Não sei se conseguiria passar por isso sozinha. Vão ter muitas perguntas, né?
— Vão. — meneou a cabeça positivamente, enquanto ria. — Mas, como disse, vocês vão amar. Os fãs são muito incríveis e a série de vocês rende altas teorias. Devo dizer que eu — apontou para si. — Tenho algumas. — fez bico.
— Verdade? — Lisa estava empolgada.
meneou a cabeça, do mesmo jeito empolgado.
, não quer mais nada? — Misha se aproximou de onde as duas estavam e perguntou, educadamente.
— Já peguei meu café. — curvou-se e pegou o copo. — Misha, essa é a Lisa. Ela faz parte do elenco de Dark. — a apresentou. — Lisa, esse é o Misha. Ele faz...
— Eu sei. — Lisa sorriu e se colocou de pé para cumprimentar o ator com um aperto de mão. — Castiel. Prazer. — os dois riram.
— O prazer é meu. — Misha sorriu. — Você não quer nada? — ofereceu.
— Não, obrigada. Eu acordei bem cedo hoje e já tomei café da manhã. Como chegamos ontem da Alemanha, ainda estava perdida no fuso horário. — fez careta.
— Que pena. Viagens longas são ruins por isso. — foi compreensivo. Voltou-se para . — Vou apressar o Jensen. Com licença, meninas.
— Você namora? — Lisa indagou a mais nova, quando a viu sentar-se de forma mais confortável no sofá e beber de seu café.
— Eu? Não. — riu de si mesma e bebeu mais um gole. — E você? O seu par romântico na série, talvez?
— O Louis? Não mesmo. Ele é um irmão para mim. Você entende, né? É da mesma forma com Misha e Jensen. — sentou-se.
— Entendo. Entendo muito. — concordou com a cabeça e ao mesmo tempo pensou em como amava os dois mais do que tudo. Nesse tempo todo de Supernatural, haviam se tornado uma família.
— Chegamos! — Paul falou, um pouco mais alto ao se aproximar e chamou a atenção de ambas. — Louis não acordava.
— Não acredito que vocês dividiram um quarto. — Lisa riu e se levantou, do mesmo jeito que . — Meninos, essa é a . Ela faz Supernatural e vai estar lá na Comic Con conosco. — sorriu. — , esses são Paul e Louis. — os apresentou.
— Prazer. — ela apertou a mão de ambos e voltou a se sentar.
— Você faz aquela série que os irmãos caçam demônios? — Paul indagou, e riu.
— Exatamente essa. — falou, rapidamente, e riu do mesmo jeito.
— Vocês gravam aqui em San Diego? — perguntou Louis.
— Não, nós gravamos lá em Vancouver, no Canadá. Onde chove todos os dias. — a atriz fez uma expressão de tédio, os fazendo rir.
— Tipo Winden, então. — o ator falou, e ela concordou imediatamente.
— Sim! Igualzinho! — riram.
— Então, , como é essa Comic Con? — Paul perguntou, um pouco relutante.
— Vão gritar, querer tirar fotos com vocês, abraçar, fazer mil perguntas e vocês vão adorar e rir o tempo todo. — sorriu ao contar. — É maravilhoso, mesmo. Nós, além da Comic Con, fazemos pelo menos duas vezes ao mês uma Con só de Supernatural em cidades norte-americanas e é muito legal.
— Imagina se pudéssemos fazer isso com Dark? — Louis olhou para Lisa e Paul, que estavam sentados ao seu lado no sofá.
— Acredito que nem seja culpa do Bo e sim da Netflix mesmo, porque é ela quem sabe como vai divulgar as suas séries, não é? — Lisa pensou alto.
— Ela ter nos trazido para cá já é um milagre. — riu Paul.


Cerca de uma hora depois, Eliza aproximou-se de onde estava com Oliver, Lisa e Louis, junto a Jensen e Misha.
— Supernatural e Dark — falou, com os trios. — Vamos todos juntos em uma van, ok?
Todos concordaram e, alguns minutos após, já estavam dentro da van rumo à Comic Con.
— O tempo de trajeto é cerca de vinte minutos e passaremos por alguns pontos turísticos da cidade. — Eliza mencionou, em pé, quando todos já estavam sentados. — Pessoal de Dark, vocês preferem que eu fale em alemão ou inglês está bom? — os olhou.
— Tá ótimo. — Paul concordou, sorrindo de leve.

O céu estava azul naquele domingo de verão em San Diego, por isso o percurso até a Comic Con foi bem aproveitado pelos integrantes das duas séries. No subsolo, quando a van estacionou, foi a primeira a colocar-se de pé, já que estava sentada no corredor assim como Louis.
— Eu estou muito empolgada, socorro! — disse a atriz.
— Você ainda não terminou esse café? — Misha indagou, ao sair da van.
— Tá me mantendo mais calma. — riu e bebeu.
Lisa, que descia da van, tropeçou em suas próprias pernas e esbarrou em , fazendo com que o café caísse na camiseta branca da mais nova.
— Meu Deus, , me perdoa! — a alemã falou, rapidamente, em sua língua de origem.
— Eu só entendi o ... — a atriz a olhou e depois para a própria camiseta. Riram. — Tudo bem, essas coisas acontecem. — deu de ombros.
— Eita que deu merda! — Jensen foi o último a descer e riu.
— E agora? — Misha perguntou, ao colocar as mãos nos bolsos da calça jeans.
— Eu não trouxe nenhuma blusa para poder trocar. — fez uma careta rápida.
— Não sei se ajuda, mas eu tenho uma camiseta reserva. — Louis falou, e todos olharam para ele. O ator retirou o agasalho da cintura e entregou para a mulher uma camisa de manga comprida xadrez.
— E-eu não posso aceitar.
— Por favor. — pediu.
olhou para Lisa e viu que a mais jovem quase implorava para ela aceitar com a expressão. Então sorriu.
— Certo, mas eu te devolvo depois, ok? E obrigada. Mesmo. Você salvou meu dia.
Ele apenas sorriu fechado e concordou fazendo um aceno com a cabeça.
— Vamos? — Eliza apareceu perto deles, sorrindo empolgada.
Os outros começaram a caminhar enquanto colocava a camiseta que Louis havia lhe emprestado. O cheiro do alemão junto ao seu perfume entraram pelas narinas da atriz e fizeram com que ela sorrisse sem ao menos perceber.
— Vocês ficam aqui e esperam o anúncio, ok? — a coordenadora falou, com , Jensen e Misha, que estavam lado a lado, próximos a uma escada, esperando para serem chamados e irem ao painel.
— Boa sorte! — Lisa falou, a uns dois metros do trio, e acenou para . — Nos vemos depois lá no hotel? — perguntou, mesmo de longe.
— Peraí. — falou, com os dois, e se aproximou da alemã. — Oi. Mais fácil. — riu.
— Você vai embora hoje? Poderíamos jantar os quatro. O que acha? — ela sorriu. — Claro, se Misha e Jensen quiserem ir também...
— Eu vou embora só amanhã depois do almoço porque vou para a casa dos meus pais aqui perto, em LA. Misha e Jensen vão hoje por causa da família e das crianças. O jantar seria ótimo. — falou, empolgadamente, os quatro riram juntos e por um momento sentiu que uma amizade nascia ali.
— Seria bom se a gente trocasse números, então. — Lisa tirou o celular do bolso de trás da calça jeans e esticou para . — Marca na agenda, por favor. — entregou o aparelho.
— Tá tudo em alemão. O que é agenda? — perguntou ela, de um jeito divertido, os fazendo rir.
— Meu Deus! — Paul gargalhava com as mãos na barriga.
— Você vai ver, eu vou falar uma palavra em inglês diferente e não vai entender. — brincou a atriz de Supernatural, enquanto Lisa abria a agenda em seu celular e lhe devolvia o aparelho.
— Por favor, não faça isso. — ainda ria. — Qualquer coisa, o Louis traduz para mim, afinal, ele é muito bom no inglês.
— Você é, Louis? — riu, após marcar seu número, e olhou para o rapaz.
— Modestamente, sim. — ele fez uma careta e deu de ombros de leve.
— Seu sotaque é muito fofo. — ela disse, ao notar como o falar dele tinha um tom britânico no inglês.
— Obrigado! — os dois sorriram para o outro.
! — gritou Eliza, próxima a Misha e Jensen.
— Eu já vou. — olhou para ela. — Falo com vocês à noite. — Riu ao menear a cabeça e se aproximou correndo de seus companheiros.
— Se preparem que vocês já vão entrar. — falou a coordenadora, com o fone de ouvido com microfone, próximo a eles.


— COMIC COM, VOCÊS ESTÃO PRONTOS? — o apresentador do painel de Supernatural começava a agitar a plateia, que estava intensamente ansiosa pelos acontecimentos que seguiriam. — NÓS VAMOS RECEBER AQUI PARTE DO CAST DE SUPERNATURAL, MAS O TRIO QUE VOCÊS AMAM. — olhou para a ficha em suas mãos. — PRIMEIRO AS MULHERES: , JENSEN ACKLES E MISHA COLLINS. — o auditório explodiu em gritos ensurdecedores, os três foram entrando e acenaram para os fãs antes de se sentarem lado a lado, sorridentes e animados com o que aconteceria a seguir. — Bem vindos. — sorriu o apresentador.
— BOOOOM DIIIIIIIIIIIIA, SAN DIEGOOOOOOO! — gritou , e todos imediatamente responderam, fazendo com que a atriz sorrisse.


Uma hora de painel. Uma hora que passou voando. Uma hora que responderam às perguntas dos fãs. Uma hora que ouviram e discutiram as teorias do que aconteceria nas próximas temporadas da série. Uma hora que passaram os bloopers.
— Eu preciso de um cheeseburguer! — falou , com os companheiros de cena, no momento em que colocaram os pés nos bastidores.
— Ok, Dean! — brincou Misha, e os três gargalharam juntos.
— Isso que dá, né? Pular o café. — riu o mais velho.
— Mas vamos. — o puxou pelo braço. — Um cheeseburguer, por favor. — falou as duas últimas palavras em português.
— Combinado! — Jensen sorriu. — Mas você sabe que ainda temos coisas a fazer aqui.
— Ah, é verdade. Os autógrafos! Como me esqueci? — bateu na própria testa.


No horizonte, o sol já se punha, trazendo uma coloração laranja para o céu californiano. estava sentada na poltrona de frente para a enorme janela de seu quarto, observando aquelas cores maravilhosas que compunham o ambiente. O toque anunciando uma nova mensagem a tirou de seus pensamentos. Correu em direção à cama e pegou o aparelho.

“Já arranjamos uma mesa. Você vem?”

sorriu ao pensar em como gostava de Lisa em tão pouco tempo.

“Claro, estou descendo.”

Pegou seu Converse e o colocou nos pés, dobrando a barra da calça jeans que usava e deixando a meia à mostra. Pegou a camiseta xadrez emprestada, seu celular e o cartão que dava a entrada no quarto e saiu em disparada até o restaurante. Ao chegar, já avistou sua mais nova amiga com Louis e Paul em uma mesa para quatro pessoas.

— Vocês têm que me contar tudo. — disse, empolgada, ao se sentar após cumprimentá-los. — Como foi? Ah, espera. — tirou a camiseta de Louis e esticou para ele, que estava sentado à sua frente enquanto Lisa e Paul estavam ao lado. — Muito obrigada. — agradeceu, sorrindo.
— Não há de quê. — sorriu de volta e pegou a camiseta.
— Você vai querer comer algo? — Lisa perguntou, no momento em que os pratos dos três chegavam.
— Comer sim, nossa. — olhava os pratos deles e sentiu sua barriga doer. Quando viu a garçonete servir os três, falou. — Também vou querer um cheeseburguer com fritas e Coca, por favor. — ela concordou com a cabeça e saiu. — Agora me contem! — os olhou.
prestava atenção no que os três lhe diziam. Ria em alguns momentos e permanecia séria em outros quando entendia que, por ser o primeiro painel deles, eles não tinham muita experiência, mas logo as histórias foram se transformando em momentos engraçados e disso ela entendia.
— Foi aproveitável, então. — ela concluiu, rindo.
— Bem divertido. — Paul riu antes de beber um gole de sua água.
— Os fãs são bem doidos nas teorias, né? — Lisa comentou, enquanto comia da sua salada com tiras de frango.
— Assim que é bom, vai. — falou . Ela olhou para Louis, que estava à sua frente, mordia o hambúrguer e ficava com a boca suja, os dois riram de leve. — Aqui. — pegou os guardanapos que estavam sob a mesa e entregou nas mãos do ator. — Mas vocês vão embora amanhã? — fez bico.
— Sim. — Paul concordou, com um aceno de cabeça.
— É muito rápido, né? — Lisa estava triste.
— Também acho. Quando venho com Supernatural, é sempre o painel e depois já vamos embora. Principalmente, os meninos, que tem família, filhos e tal.
Logo o prato de chegou e os quatro continuaram conversando enquanto devoravam o jantar. O lugar estava cheio, mas eles conversavam e riam juntos.

— O que acham de um sorvete? Tem um aqui perto que é ótimo. — a atriz de Supernatural os convidou.
— A companhia e a conversa estão ótimas, mas eu estou tão cansada e com tanta cólica. — Lisa fez bico. — Vocês se importam se eu for me deitar? Desculpa mesmo.
— Não! Claro que não. — se apressou a dizer, entendendo o lado de Lisa. — Nunca.
— Eu subo com você, Lis. — Paul a olhou em consideração.
— Tá tudo bem? — Louis olhou para a amiga de um jeito preocupado.
— Só cólicas. — ela fez careta e se colocou de pé, se aproximando de onde estava sentada. — Deixa eu te dar um abraço.
— Claro né, boba. — brincou a atriz, ao se levantar, e abraçou fortemente a mais velha. — Eu amei te conhecer. — sussurrou, em seu ouvido.
— Eu também. Podemos ser amigas? — riu ao se afastar.
— Já somos.
As duas sorriram ao se afastar e Lisa se aproximou de Louis, o beijando na cabeça.
— Vejo você amanhã, cabeção. — riu.
— Tá tudo bem mesmo? — estava preocupado e a apertou de leve na cintura, a atriz riu.
— Tá sim, eu só preciso tomar remédio e me deitar. — e assim Lisa saiu do restaurante junto a Paul, os deixando sozinhos.
Eles ficaram em silêncio por alguns segundos e , que sabia puxar assunto sempre que desejava, naquele momento estava sem saber o que dizer.
— Então... — os dois falaram, ao mesmo tempo, e riram.
— Fala você. — falaram, e riram novamente.
— Tá, eu falo. — riu . — O que acha de sorvete de baunilha? — estava empolgada.
— Acho ótimo!
Os dois se levantaram e saíram juntos do hotel, andando lado a lado e falando de assuntos aleatórios como em como estava calor mesmo sendo tarde.
— Você está na Califórnia. — respondeu .
— Como é o verão aqui? — ele a olhou.
— Quente. Lá não faz calor? — riu e o olhou.
— O calor lá é uns vinte e cinco graus. — sorriu ao falar, a vendo sorrir de volta e sentiu seu coração palpitar. Já ficara de olho nela durante todos os momentos que estavam juntos, no entanto, o sorriso da garota mexia com ele.
— Chegamos! — ela falou, tirando o rapaz de seus devaneios. Entraram na sorveteria, que estava aberta naquele horário da noite, mas era San Diego.

(...)


e Louis andavam de volta ao hotel por uma enorme calçada. Era madrugada, mas a cidade não dormia. Haviam passado por um grupo de adolescentes que pediram fotos e ambos atenderam prontamente. Ela passou as mãos pelos braços descobertos no momento em que sentiu uma rajada fria.
— Aqui. — ele prontamente colocou a camiseta xadrez sobre os ombros dela, fazendo com que parte do tecido caísse pelos braços.
— Obrigada. — ela sorriu ao olhá-lo, gostando daquele gesto. — Que ótima ideia! — comentou, ao deliciar-se com o seu sorvete. — Não acha?
— Bem normal sorvete às... — Louis olhou em seu pulso. — Duas horas da manhã!
— Ai, vocês europeus... — brincou.
— Quando você for a Berlim, também vamos fazer algo assim de sair pela madrugada. — comentou, ao lamber o sorvete da sua casquinha.
— Já recebi um convite para passar uns dias em Berlim, oba!

Conversaram sobre várias coisas no caminho de volta ao hotel, enquanto terminavam seus respectivos sorvetes. Ao entrarem pelo saguão e se aproximarem dos elevadores, os dois ficaram em silêncio como se estivessem tristes porque iriam se separar ali.
— Que horas vocês vão? Falaria amanhã, mas já é hoje... — riu ao apertar o botão do 12º andar.
— Pelo que a Lisa falou, temos que estar no aeroporto até às dez horas da manhã. — Louis checou rapidamente o seu celular e viu algumas mensagens perdidas da amiga que atuava com ele.
— Para qual andar? — a atriz o olhou.
— Ah, nossa. — riu de sua própria distração. — 18º, por favor. — falou, de forma educada.
— Tenho que ir. — falou, no momento em que o elevador parou no seu andar e, sem pensar duas vezes, o beijou no rosto delicadamente. — Obrigada por hoje, foi muito legal. — e finalmente saiu, o deixando sozinho com os seus pensamentos enquanto a porta do elevador fechava.


— Louis? Louis? Louis?
Ele tirou os olhos da janela do avião e olhou para Lisa, que se sentava ao seu lado, após colocar a mala de mão no bagageiro.
— Tá tudo bem? — perguntou ela, carinhosamente.
— Sim. — respondeu ele, com o tom de voz calmo.
— Cadê o seu agasalho? Você sabe que no avião eles sempre ligam o ar condicionado.
O ator pensou por alguns instantes e a amiga arqueou uma das sobrancelhas.
— Ficou com a ? — a risada dela saiu e ele apenas sorriu de leve e voltou a sua atenção para a janela do avião, este que começava a se mover.
— “Bom dia, senhores passageiros com destino a Berlim. O tempo de voo estimado é de 11 horas. Sugerimos que apertem os cintos porque decolaremos em breve. Obrigada pela escolha. Tenham um bom voo.” — a comissária de bordo terminou o seu recado e deu um sorriso simpático.


Capítulo 2

Vancouver, Canadá.
Setembro, 2018.


Quase dois meses haviam se passado desde a volta de para Vancouver e a volta das gravações de Supernatural. Tudo estava bem corrido, no entanto, era da forma que ela gostava. Havia se tornado bem próxima de Lisa, trocando mensagens com a atriz alemã quase todos os dias e se divertindo muito com ela.

Em um dia nublado, o que era normal para Vancouver, a garota ia saindo do seu trailer com o cabelo já pronto para gravar as próximas cenas. Seu celular encontrava-se no seu bolso do agasalho e apitou o recebimento de uma nova mensagem.

@louishofmann curtiu a sua foto.
Ela sorriu e lembrou-se de como estavam sendo os últimos meses desde que o conhecera, com os boatos que circulavam na internet a respeito da amizade dos dois mesmo sem terem postado nenhuma foto juntos. Os comentários dos fãs eram os mais diversos, mas alguns deles eram bem atentos aos detalhes e comentavam coisas que deixavam surpresa.

@supernaturalfan: Vocês não perceberam? A tá usando a camiseta xadrez do Louis Hofmann, de DARK.
@jensenackles4ever: Eles seriam muito fofos juntos!
Parou de andar por um instante e destravou a tela de bloqueio, acessando a rede social. Riu ao ver que ele havia curtido uma foto em que ela mordia um hambúrguer.

— Entendi a referência — falou sozinha e riu novamente, lembrando que meses atrás os dois comeram hambúrguer no dia da Comic Con.

Ela abriu o perfil dele do Instagram enquanto sorria e viu algumas fotos. Pensou em curtir, no entanto ficaria muito feedback da curtida dele. Passeou por algumas fotos e abriu a mensagem privada.

@: Oie. Tem uma camiseta xadrez aqui comigo que pertence a alguém...
Riu de si e guardou o aparelho em seu bolso novamente. Se aproximou para entrar nos sets, mas deu de cara com Misha.

— Ai que susto! — Colocou a mão no peito e riu.
— Susto? Comigo? — brincou ele ao rir. — Vou ao banheiro e já volto.
— Tá certo. — Foi entrando no local.
Entrou nos sets, encontrando câmeras espalhadas, fios pelo chão e o cenário de sempre da casa do Bobby, personagem vivido por Jim Beaver.
— Cadê o Misha? — Jensen perguntou para quando a viu se aproximar.
— Banheiro — respondeu a atriz ao sentar-se. — Jensen, posso te perguntar algo besta? — Quando se sentou em outra mesa o olhou.
Ele, que estava sentado com os pés em cima do móvel, os colocou para baixo a olhando.
— Qualquer coisa.
— Quando uma pessoa curte a foto de outra numa rede social quer dizer o quê?
O ator parou para pensar e fez bico.
— A foto era atual? — indagou.
— Não, era antiga.
Jensen riu.
, talvez você até já saiba o que significa.

A atriz sentiu seu coração bater um pouco mais forte. Ela e Louis haviam flertado em Julho na Comic Con, mas a garota não imaginou que algo passaria daquele mês, levando em conta a distância na qual os dois viviam. Lembrou-se dos momentos que passaram juntos, nas risadas e olhares que compartilharam.

— Terra chamando ? — Jensen estralou os dedos em frente ao rosto dela e riu.
— Hã? — Ela saiu do transe e balançou a cabeça. — Sim, talvez eu saiba o que significa.
— ESTOU PRONTO! — Misha entrou no local, falando alto.
— Graças a Deus! — Jensen tombou a cabeça pra trás.
— Não seja chato. — Bateu na testa de Ackles com uma das mãos.
— Você lavou isso? — Se moveu na cadeira rapidamente para olhá-lo.

riu daquilo e balançou a cabeça negativamente. Era daquele jeito. 100% do tempo enquanto gravavam era marcado pela zoação, risadas e brincadeiras entre eles e a equipe da série.
A atriz havia sido muito bem recebida pelos atores e a equipe da série após a saída de Jared Padalecki, no fim da primeira temporada. O ator, que optou por construir uma família com Genevieve Cortese, voltaria para a quinta e última temporada.
Quando começou a gravar Supernatural, a mulher passou por alguns momentos de turbulência internos, levando em conta que Jared era adorado pelos fãs e Sam Winchester insubstituível. Ela tinha receio de que os fãs não gostassem de sua personagem, mas não foi isso aconteceu. A maioria dos fãs a recebeu muito bem. Sabrina, sua personagem, era filha de John Winchester, mas o único parentesco que possuía com os meninos era paterno.

— Ei, vamos parar e vamos trabalhar — pediu em meio às risadas de todos que estavam ali.
— Mais cinco minutinhos e gravamos — Kripke disse atrás das câmeras.
viu que Jensen e Misha conversavam baixinho e pegou o celular, desejando momentaneamente que Louis já tivesse a respondido, mas não foi isso que aconteceu, então lembrou-se do fuso horário de Vancouver com Berlim.

Berlim, Alemanha.


Louis estava em uma parte que era fora dos sets de DARK e olhava para o céu estrelado, com o seu celular nas mãos e uma garrafinha de água. Ouviu um barulho e virou a cabeça, vendo Lisa se aproximar. Sorriram um para o outro.

— Nessa cena as minhas falas são iguais a zero, mas trouxe mesmo assim — ela disse ao se aproximar rindo e mostrou o script. Ele riu e ficou a olhando.
— Você está certíssima. — Concordou com a cabeça.
— O Bo já veio chamar?
— Ainda não. — Abriu a garrafinha e tomou um gole da água. Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, mas logo Louis falou. — Eu fiz uma coisa.
— O quê? — Lisa indagou com medo, mas Louis riu. — Você me assusta, sério.
— Eu curti uma foto dela — falou ele rapidamente. Lisa riu, já sabendo de quem ele estava falando.
— Antiga?
— Sim!
— Você sabe que isso é um flerte, né? — Gargalhou rápido a garota.
— Queria ter curtido outras. — Fez uma careta, a fazendo rir.


— ATORES, VAMOS! — Baran apareceu, os assustando e riu.
Baran Bo Odar juntamente à sua esposa, Janjte Friese, eram roteiristas e co-roteiristas, respectivamente, da série Dark. Bo, além de roteirizar, também dirigia a série alemã.
— Desculpa. Vamos. — Usou seu tom de voz normal e entrou no set onde seria gravada a cena. Os dois foram atrás e entraram no cenário que era o quarto do Jonas. — Tá tudo bem? Vamos ficar com pouca gente aqui porque é uma cena difícil e tal — os explicou.
— Sim, eu acho — Lisa respondeu um pouco apreensiva enquanto recebia maquiagem no rosto e deixavam seu cabelo molhado para representar suor.
— Vamos ficar em poucos aqui, pessoal. A cena é delicada, vocês sabem — explicou o produtor e logo os maquiadores terminaram o seu trabalho e saíram. Restaram apenas dois produtores, o diretor Baran Bo Odar e o casal de atores. — Nós vamos com calma nessa cena de sexo, ok? Quando vocês estiverem prontos. E, Lis, se você preferir, pode deitar e esperar o Louis deitar em cima de você e aí tira a blusa, ok? Não vamos filmar muito detalhadamente, mas precisamos que você fique sem a parte de cima. — Sorriu em compreensão.
— Ok. — Ela meneou a cabeça positivamente e olhou para o seu companheiro de cena, que até momentos atrás também recebia maquiagem em seu rosto e cabelo. — Vou deitar e você deita depois, tá? Aí eu tiro a blusa. Acho mais fácil.
— Tudo bem, sem problemas. — O ator levantou-se, usando apenas tapa sexo para a cena que fariam. Viu a amiga se deitar usando uma calcinha e deitou-se sobre ela, encaixando-se entre as suas pernas e se apoiou no colchão com as mãos. Lisa tirou a camiseta rapidamente e a jogou em um canto qualquer do quarto.
— Tá tudo bem? — Ela o acariciou no rosto carinhosamente e sorriu.
— Sim. É só um pouco, hum, constrangedor? — Os dois riram.
— Concordo.
— VAMOS LÁ! — o diretor gritou e olhou para a câmera. — Cena 07: Dia 25! Atenção. Vamos. Atenção. GRAVANDO! — gritou.

Louis aproximou seus lábios delicadamente dos de Lisa e a beijou lentamente de início, logo transformando em um beijo mais intenso, cheio de luxúria. Seus personagens se amavam e sentiam muito desejo um pelo outro. Começou a mover seu quadril em movimentos lentos e ofegou como se aquilo estivesse lhe dando prazer real, querendo passar aquilo para as pessoas que assistiriam a série. Beijou o canto da boca da amiga enquanto ela entreabria a boca para gemer mais alto. Lisa tinha uma das mãos no braço de Louis e essa mesma mão correu pelo ombro, chegando ao pescoço do ator, o acariciando lá. Ele a mordeu no lábio inferior enquanto seus movimentos de quadril diminuiriam e os dois se olhavam nos olhos profundamente ao mesmo tempo em que ele a acariciava nos cabelos suados.
“Nós somos um par perfeito. Nunca duvide disso.” — E voltou a beijá-la.
— E... CORTA! — gritou novamente o diretor no encerramento da cena. — Foi ótimo, gente. Ótimo mesmo. Não vamos precisar fazer uma segunda tomada. Ótimo — elogiou com seus fones. Virou-se para falar baixo com um dos produtores.
Louis caiu ao lado de Lisa na cama e a atriz pegou sua camiseta que estava no chão e a vestiu.
— Uh, pra nossa primeira cena de sexo, fomos muito bem. — Fechou o punho para tocá-lo, ele fez o mesmo e os dois riram.
— Muito bem. — Usou palavras que ela havia usado.
— Venham ver como a cena ficou — chamou o diretor.
Os dois se levantaram de forma ansiosa, ele pegou a calça jeans que estava no chão e a colocou antes de ir para onde todos estavam.
— Acho que não precisaremos mudar nada — mencionou Baran ao reproduzir a cena feita anteriormente no monitor. Os dois reviram e deram algumas opiniões. — Amanhã à tarde tenho duas cenas pra gravar com você, Louis. Você está com o roteiro?
— Sim. Está comigo. — Balançou a cabeça positivamente. — Vai ser a cena de 2053, né?
— Exato. Duas cenas de 2053. Enfim, estão dispensados. Descansem e eu vejo você amanhã. Lisa, você só volta na sexta e aí vamos conversar sobre algumas coisas.
— Combinado. — Ela sorriu.

Após passarem no camarim e trocarem de roupa, Lisa e Louis foram saindo juntos, indo em direção ao estacionamento. A amizade dos dois era de longa data, já que com 14/15 anos ambos trabalharam em um projeto menor.

— Vejo você quando? — Lisa indagou quando os dois se aproximaram de onde seus carros estavam.
— Acho que sexta, né? Eu vou estar aqui. — Deu de ombros, se aproximou da amiga sorrindo e a beijou na bochecha. — Se precisar de algo, me manda mensagem.
— Você lê as suas mensagens, Louis? — a garota brincou.
— Eu vou ler agora quando chegar em casa. Estava trabalhando — o ator falou um pouco mais alto, já que se aproximava do seu carro. — Beijo, Lis. — Acionou o alarme.
— Beijo. — Ela sorriu fechado e acenou ao vê-lo entrar no carro.

Louis adentrou seu apartamento já procurando pelo interruptor e acendendo as luzes da pequena cozinha. Tirou os sapatos, os deixando de lado, como era costume em seu país. Fez o mesmo com a sua mochila e as chaves do carro, juntamente à carteira. Pegou seu celular no bolso de trás da calça jeans que usava e viu algumas notificações:
Mãe (1), Lisa (Uma Nova Mensagem), Max (Uma Nova Mensagem) e (Uma Nova Mensagem) com o ícone do Instagram. Desbloqueou o celular, acessando a rede social e abrindo a mensagem de .

@: Oie. Tem uma camiseta xadrez aqui comigo que pertence a alguém...
Ele riu lembrando-se do rolê da sua camiseta xadrez.

@louishofmann: Posso esperar você a trazendo pra mim?
Riu de sua própria mensagem, mas enviou. Mordeu o lábio de leve ao ficar olhando para o local como se aquilo fosse fazer com que respondesse mais rápido. Suspirou e deixou o aparelho de lado, em cima de uma pequena mesa que tinha por ali, e caminhou em direção ao quarto com a finalidade de tomar um banho. A banheira estava sendo algo muito convidativo naquela noite fria e cansativa que estava tendo. A encheu, logo colocando alguns sais de banho que comprara sabendo que aquilo lhe faria bem.

Cerca de algum tempo depois, o rapaz caminhava em direção à cozinha, após aproveitar o banho, apenas com uma toalha branca em volta de sua cintura. Abriu a geladeira, pegando um copo tampado com salada já pronta e ouviu o celular de longe lhe avisar de uma mensagem recebida. Deixou o copo sob a bancada e pegou o aparelho com ansiedade.

@: Isso é um convite, Hofmann?
@louishofmann: O convite já foi feito lá em San Diego. Só resta saber quando você vai vir.
Louis ficou olhando os três pontinhos aparecerem anunciando que ela estava digitando uma mensagem. Seu coração batia de um jeito diferente.

@: O convite já foi feito, é? Você poderia refazer.
O ator riu ao ver que no fim da frase ela enviava um emoji com a língua pra fora.

@louishofmann: Você gostaria de vir até Berlim, ? Prometo que eu, Lisa e o resto da turma seremos uma ótima companhia.
A garota estava sentada na escadinha que dava para o seu trailer, bem agasalhada e sentindo o vento bagunçar os seus cabelos enquanto olhava para o celular com um sorriso bobo no rosto. Mordeu o lábio, pensado na possibilidade de, futuramente, tirar uns dias de folga e visitá-los.

@: O convite é tentador. Prometo que vou ver, tá?
@louishofmann: Você já tem até onde dormir. Aqui no apartamento tem cama pra você.
@louishofmann: Não a minha cama. Outra cama, meu Deus.
riu de Louis, imaginando que ele deveria estar vermelho naquele momento. Tentou se controlar pra poder digitar.

@: Ótimo! E vai ter comida, né? Você sabe cozinhar?
A química que possuíam ficou evidente durante toda a conversa. De ambos os lados dos aparelhos tinha sorrisos, risadas e corações que estavam batendo de um jeito diferente um pelo outro.


Capítulo 3

Vancouver, Canadá
Novembro, 2018.


não podia acreditar no que seus olhos viam naquele fim de manhã chuvoso e frio quando entrou nos sets, estranhando o silêncio e a falta de pessoas que sempre estavam por ali. Levou uma das mãos que não segurava o celular à boca, em sinal de surpresa. Havia balões, uma faixa com os dizeres “HAPPY B-DAY, ” em dourado, uma das suas cores favoritas, e uma mesa cheia de comidas com as pessoas que eram a sua família no Canadá atrás, cantando parabéns aos gritos.

— Gente? — ela murmurou emocionada com a lembrança e homenagem.
— Não não. Hoje não é dia de chorar. — Jensen se aproximou a passos rápidos dela, a abraçando fortemente. — Compramos todas as suas comidas favoritas e a Dan mandou cachorro-quente! — Sorriu ao olhá-la.
— Eu te amo. — O abraçou novamente, com lágrimas nos olhos.

Mesmo emocionada e muito grata pela festa, abraçou a todos e agradeceu pelo empenho e a dedicação. Tudo estava tão lindo e aproveitariam juntos.

— Conseguiu postar? — Jensen indagou a ao se aproximar. A garota estava sentada na escadaria do cenário da casa de Bobby. Levantou a cabeça para olhá-lo.
— Quase. Pensando numa legenda... — Fez um bico com o celular nas mãos.
— Sou péssimo nisso. — Apontou pra si e a deixou sozinha, rindo do que dizia.
olhou para o celular em suas mãos e a foto que havia tirado com todo elenco e equipe da série. Sentia uma enorme nostalgia ao lembrar-se dos seus primeiros dias ali e como fora difícil se acostumar com uma cidade tão fria, mas com pessoas tão maravilhosas.

“Família Supernatural. Todos vocês são muito importantes pra mim e cada um do seu jeito. Obrigada por tudo. Amo vocês.”

Deixou que seu coração falasse mais alto e escreveu o que saiu dele.
Ficou algum tempo com o seu celular nas mãos, observou as curtidas aumentarem com o passar dos minutos e sorriu com comentários que recebia. Aquilo deixava o seu coração quentinho.

— Prometo que quando chegar em casa vou entrar na hashtag que vocês fizeram e curtir tudo. Prometo — falou sozinha, rindo de si.
Foi bloquear o celular e curtir a festa quando recebeu uma notificação:

@louishofmann: Não tenho nenhuma foto com você pra postar em um dia tão especial assim, .
@louishofmann: Parabéns. Você é uma garota cheia de luz. Onde está arranca sorrisos das pessoas. Você é muito especial.
@louishofmann: Espero que esteja aproveitando muito o dia de hoje. Quando você vier pra Berlim, te dou um abraço — atrasado, né.
Ela sorriu com aquelas mensagens e as leu várias vezes enquanto mordia o lábio inferior de leve. Louis havia se tornado muito próximo de nos últimos meses. Conversavam quase todos os dias, levando em conta o fuso horário de Vancouver para Berlim (a Alemanha estava 8 horas à frente do Canadá), e isso fazia com que quando estava saindo dos sets de Supernatural, Louis dormia há algum tempo.

@: Não sei nem o que te dizer depois dessas palavras tão lindas.
@: Primeiramente: obrigada.
Com a mensagem, mandou também três emoji de óculos nerd.

@: Estou aproveitando bem. Acredita que ganhei uma festa surpresa nos sets? Tem muita comida. Vocês deveriam viajar no tempo e vir pra cá, já que aqui são oito horas a menos do que aí.
Mandou emoji com a cabeça explodindo.

@: Mas sério, Louis, é muito bom conversar com você. Sempre que dá. Você tem se tornado uma pessoa muito especial. E me arranca muitas gargalhadas, sabe disso.
@louishofmann: Os seus áudios com gargalhadas são a melhor coisa.
@louishofmann: Peraí, você disse comida?
@louishofmann: Comida americana? Cachorro-quente? Pizza? Vou colocar meu casaco amarelo e tô indo.
gargalhou alto e tombou a cabeça pra trás enquanto ria.

@: Eu queria que vocês estivessem aqui.
Após mandar a mensagem, sentiu uma dor em seu coração, sabendo que aquilo, obviamente, não aconteceria tão cedo. Desejou que pudesse ver Lisa e Louis, que eram mais próximos dela. Bloqueou o celular e se levantou, colocando o aparelho no bolso do agasalho que usava, indo em direção a uma das mesinhas onde parte do elenco e da equipe comia, bebia e conversava.

Tivera um dia bem aproveitável com sua Família Supernatural. Após as festividades, se dirigiu ao seu trailer, onde recebeu maquiagem e cabelo, levando em conta que a tarde e parte de noite seriam dedicadas às gravações da série. Nesse meio tempo, seus pais, que moravam em sua cidade natal, Los Angeles, fizeram uma videochamada.

— Deveria ser proibido trabalhar no aniversário — a atriz murmurou em sua posição para voltar a gravar quando o diretor foi para trás das câmeras.
— Deveria ser proibido diretor ter que ficar ouvindo reclamações o dia inteiro — respondeu Kripke, fazendo com que risse e Jensen, que estava ao lado da mulher. — Vamos gravar que só falta uma cena! Uma! — Levantou as mãos pra cima.

Berlim, Alemanha.
Dezembro, 2018.


— MAIS UMA TOMADA — gritou a diretora.
Louis encontrava-se nos sets do seu mais novo filme, Prélude, e gravavam a maior parte das cenas em Berlim. Olhou para o piano à sua frente e esperou que a diretora dissesse que poderia começar a sua cena. Fechou os olhos e tentou se concentrar.
— MAIS UMA SÓ, LOUIS. ATENÇÃO. Vamos lá... AÇÃO! — gritou.
E assim deu início a uma música que possuía uma melodia calma e ao mesmo tempo triste. Sorriu. Seu personagem encontrava-se passando por diversos problemas, no entanto, quando estava em frente ao piano, era como se tudo de ruim que acontecia desaparecesse.
— E... CORTA! — ela gritou novamente.

Palmas foram ouvidas pelos sets, uma vez que era uma das últimas cenas que filmavam naquela semana.

— Obrigada, Lou. — Sabrina, a diretora, se aproximou do ator, que ainda estava sentado na cadeira do piano. — Combinamos pra sexta os últimos detalhes?
— Está combinado — ele respondeu sorrindo e feliz pelo rumo que as filmagens tomavam.
— Certo então. — Ela o acariciou nos cabelos e voltou para trás das câmeras.

Ele rapidamente rumou em direção aos camarins com a finalidade de tirar a roupa de seu personagem e colocar algo mais pesado pelo frio que fazia em Berlim. Ao entrar no local, percebeu que estava vazio, encostou a porta atrás de si e logo começou a desabotoar a camisa azul marinho que usava.

— Toc toc? — uma de suas companheiras de cena, que tinha a mesma idade que ele, bateu e falou. Ele se virou para a porta e parou de desabotoar a sua camisa.
— Oi, Liv. — Sorriu.
— Oi. — A mulher se aproximou e mordeu o lábio inferior de leve. — Meu Deus, eu não canso de olhar. Você é muito bonito.
— Obrigado — respondeu ele com o tom de voz baixo e um pouco incomodado com a invasão de espaço. Acompanhou ela esticar os braços e começar a desabotoar a camisa que usava.
— Se lembra de uma cena que gravamos há algumas semanas? — Grudou ainda mais os seus corpos e aproximou seu rosto do dele, falando em seu ouvido. — Você estava no meio das minhas pernas e foi tão bom. — O mordeu no lóbulo.
Ele fechou os olhos e não soube dizer de onde tirou forças para dar um passo para trás.
— Eu tenho que ir agora. Preciso tomar banho e colocar uma roupa quente. Nos vemos outro dia — falou tudo rapidamente e se aproximou de um sofá que tinha por ali, pegando um agasalho, colocando-o de qualquer jeito e pegando sua mochila da mesma forma. — Tchau. — Saiu a passos rápidos.

Entrou em seu automóvel com a respiração ofegante e deixou tudo que carregava no banco do motorista, colocando logo as mãos no volante e tentando de todas as formas fazer com que o ar entrasse em seus pulmões mais lentamente. Um pouco mais calmo, o ator alcançou seu aparelho celular e procurou pela primeira pessoa em sua agenda. Não se importou em ser uma ligação internacional. Nem pensou que o entardecer já se iniciava na capital alemã.

Ei, Hofmann — ela o chamou pelo sobrenome e ele riu, sentindo-se imensamente melhor só naqueles primeiros segundos de ligação. — Que grata surpresa.
— Oi, . Te atrapalho?
Nunca — a ouviu responder imediatamente e sorriu. — Aqui são 10h da manhã ainda e eu estou esperando no meu trailer pra gravar. Pode me contar os babados — brincou.
— Eu só. — Louis fechou os olhos momentaneamente e lembrou-se da voz dela pessoalmente, o som de sua risada, o cheiro de seus cabelos e como ela possuía um sorriso lindo que contagiava a todos. — Só queria ouvir a sua voz.
sentiu o seu coração palpitar e os batimentos cardíacos aumentarem, mas ainda assim brotar um sorriso em seus lábios.

Vancouver, Canadá.
Dezembro, 2018.


Cerca de alguns dias depois, era a noite de cinema que e sua melhor amiga, e companheira de apartamento, faziam para relaxar.
— Finalmente! — olhou em direção à porta e viu a amiga se aproximar de onde estava sentada no sofá, debaixo de cobertas devido ao frio do outono canadense. — Deixa que eu te ajudo. — Colocou-se de pé e pegou o balde da pipoca recém preparada.

e Emilie se conheciam desde sempre. Suas mães eram melhores amigas e ex-colegas de quarto nos anos que estudaram em Harvard e a partir dessa amizade fizeram uma promessa que suas filhas seriam melhores amigas da mesma forma que elas. E foi o que aconteceu.
Emilie era sete meses mais nova do que , por isso as duas sempre diziam que se conheciam desde a barriga e as mães de ambas possuíam provas que comprovavam esse fato.
sentia seu coração apertado a cada dia que passava e se aproximava do momento em que Emilie voltaria à sua terra Natal, já que estava no Canadá apenas estudando para a faculdade de Cinema.
Os pais de Emilie, assim como a garota, eram dinamarqueses e viviam no país nórdico. A mais nova havia se mudado exclusivamente pela faculdade.

— É a sua noite de escolher o que vamos ver. — entregou o controle para a mais nova, de apenas alguns meses, e a tv se encontrava conectada à Netflix.
— O que acha de vermos o último episódio da primeira temporada de Dark? Eu ainda não vi, você sabe, estava ocupada com as provas finais da faculdade de Cinema. — Fez bico como se aquilo fosse ajudá-la a convencer mais rapidamente.
— Você acha que fazer esse bico vai me convencer? Querida, já me convenceu quando falou que vamos ver Dark. Coloca aí.

Era noite e a sala se encontrava em um breu completo, a não ser pela luminosidade da tv. Ambas relaxaram no sofá com os edredons, a pipoca quentinha e o logo da Netflix logo aparecendo, dando a entender que a série começaria em sequência. Cerca de alguns minutos depois e as duas com os olhos vidrados na série, colocou uma pipoca na boca e ouviu Emilie sussurrar:

— O que você sente, ? — indagou logo que uma cena com o personagem de Louis começou.
— Quê? — A atriz riu do que a amiga perguntava, não entendera a pergunta.
— Vocês estão conversando há meses. Ele foi fofo com você no seu aniversário, você foi afetuosa quando ele ganhou um prêmio lá em Berlim. Vai, nós somos amigas desde a barriga quase — brincou.
riu e alcançou o controle, pausando a série. Suspirou antes de começar.
— Eu me sinto muito bem conversando com ele, sabe? O Louis é uma pessoa muito agradável. Em tudo. Só em estar falando com ele, seja por mensagem ou por voz, ele enche o ambiente como se estivesse presente realmente. — Sorriu ao comentar.
Emilie sorriu ao ver como a amiga sorria ao falar e foi continuar, no entanto, notou o olhar da estudante.
— Que foi?
— Você não percebe, mas fala sobre ele com um sorriso nos lábios e os olhos brilhando.
— Gosto muito da amizade dele, tá? Aliás, não só dele. — Riu. — da Lisa também.
— Sei.
— Larga de ser boba. Quando estiver, e se estiver, rolando alguma coisa, você vai ser a primeira a saber. — Se acomodou no sofá novamente, da mesma forma que a amiga.
— Eu já estou sendo a primeira a saber. Inclusive antes de você. — Apontou o dedo e revirou os olhos.

Enquanto o episódio continuava a passar e o alemão enchia os seus ouvidos com um sotaque gostoso e palavras, que, pra ela, se não existisse a legenda, nunca saberia o significado, pensou em como seu coração se enchia de alegria ao falar com Louis e o carinho e preocupação dele por ela ficava muito evidente em suas conversas. Naquele momento, ela compreendeu o que Emilie falara há instantes, visto que um sorriso brotava em seus lábios durante aqueles pensamentos.

Atlanta, Estados Unidos.
Dezembro, 2018.


Além de participarem todos os anos da Comic Con de San Diego, que era uma das mais importantes do mundo, Supernatural possuía a sua própria convenção que era chamada de SupernaturalCon, onde fãs e atores se encontravam para uma manhã de perguntas, respostas e autógrafos.
Aquela estava sendo a última de 2018 e o estado da Georgia havia sido o escolhido.

estava ao lado de Jensen e Misha no camarim e terminava de receber maquiagem leve nos olhos, levando em conta que era Inverno e suas bochechas já estavam coradas pelo frio.
— E aí, tá pronta? — Ouviu a voz de Jensen ao seu lado quando abriu o calendário de seu celular para anotar alguns compromissos para a próxima semana.
— Pronta! — Rapidamente terminou e olhou para o companheiro de trabalho. — Devo dizer que estou extremamente feliz pelo clima da Georgia, tá? Achei que fosse estar mais frio.
— Tá uma delícia mesmo — Misha concordou um pouco mais distante dos dois.
— Vamos lá, cast de Supernatural.

Os três subiram ao palco juntos e no mesmo instante um barulho ensurdecedor de gritos e palmas foi ouvido por todo o salão, vindo da plateia. se surpreendeu pela quantidade de pessoas, no entanto ela tinha plena convicção do sucesso da série e como os fãs eram apaixonados. Sentaram-se lado a lado em banquetas e receberam microfones da produção da convenção.

As perguntas eram as mais variadas possíveis, mas a maioria delas relacionadas ao show e a momentos fora dele. havia acabado de responder à pergunta de uma fã muito simpática sobre como ela aguentava, de brincadeirinha, contracenar com Misha e Jensen o tempo todo.
Uma outra fã com cabelos cor de fogo pegou o microfone e olhou para a atriz.

— Oi, . Minha pergunta é pra você. Aliás, bom dia — brincou, fazendo com que todos rissem e respondeu imediatamente sorrindo. — Primeiramente, quero dizer que tenho uma conta no Instagram pra você. Somos um fansite. E nós te acompanhamos desde que entrou na série, temos muito orgulho de você, de todo o girlpower da sua personagem e como você leva isso pra vida real. Você é uma inspiração.
— Oh, meu Deus! Que lindo. Obrigada — agradeceu levemente emocionada. — Eu fico muito feliz em ouvir essas palavras, ao saber que a minha personagem não é só uma personagem, ela consegue levar o a mais aos fãs e isso faz com que meu trabalho valha a pena.
— Nós amamos a Sabrina e a forma como você a interpreta, mas a minha pergunta não é em relação a isso. — riu. — Queria saber o que acontece entre você e o Louis Hofmann.

sentiu seu coração bater tão forte ao ouvir o nome de Louis que não achou que aquela sensação fosse possível. Riu, sentindo suas bochechas corarem ao ouvir gritos vindos da plateia e notou como as pessoas a olhavam ansiosas pela sua resposta.

— O Louis é apenas meu amigo — respondeu, já sentindo seus batimentos cardíacos diminuírem e riu ao ouvir um coro de “Ahhh!” em desânimo. — Ele é uma pessoa maravilhosa e um ator foda pra caramba. Opa, desculpa. — Sorriu e mordeu o lábio ao falar palavrão. — E ele merece todo o reconhecimento do mundo, sério. Nós conversamos, mas somos amigos. Bons amigos.

Eram quase duas horas da tarde quando o trio de Supernatural adentrou a van rumo ao aeroporto, diante de uma Atlanta nublada, no entanto não tão fria. Haviam passado as últimas horas dando autógrafos e tirando fotos com os fãs, aproveitando pra discutir mais a fundo como seria o rumo da temporada a qual estavam gravando.

— Dormirei no voo, pois temos 8 horas até Vancouver. — Jensen colocou seus óculos escuros após sentar-se na janela.
— Graças a Deus! — Misha agradeceu do outro lado da van, erguendo as mãos pra cima.
riu e ao sentar-se também próxima a janela, colocou a mochila no colo, procurando pelo celular e os fones de ouvido nos bolsos. Quando encontrou, conectou-o rapidamente, a fim de relaxar, visto que as convenções eram incríveis, porém cansativas.
Ao desbloquear o aparelho, viu várias mensagens na tela do celular, algumas de Emilie, da sua mãe e Louis. Franziu o cenho ao ler o que ele havia escrito:

Louis: Então quer dizer que eu sou um ator foda pra caramba?
Ela riu da mensagem do rapaz e apressou-se em abrir o aplicativo de troca de mensagens instantâneas.

: E uma pessoa maravilhosa.
Assim que enviou a mensagem, pensou se Louis iria entender aquilo como um flerte, mas ao mesmo tempo não se importou. Notou que ele havia lhe mandado aquela mensagem há uma hora e calculou mentalmente o fuso horário entre os dois países.

Por sorte, conseguiu um lugar no voo de volta para casa sem ninguém ao seu lado e agradeceu mentalmente por aquele fato. Estaria sozinha pelas próximas oito horas e, por mais que fosse uma pessoa extrovertida, naquele momento ela só desejava algumas horas de sono.

Ouviu o barulho de uma nova mensagem chegando e quando tirou o aparelho do bolso de trás da calça jeans, viu que era a resposta de Louis à mensagem anterior.

Louis: Uma pessoa maravilhosa? Uau!
Obrigado!
Você é incrível. ❤️
sorriu com a cor do coração usado por Louis e sabia que aquilo dava margem para diversas interpretações, sendo romântica ou apenas uma amizade. Considerou responder, mas logo ouviu a voz do piloto e decolariam em alguns minutos. Bloqueou o celular após colocá-lo em modo avião e relaxou.

Berlim, Alemanha.
Dezembro, 2018.


— Terminamos.
10 dias para o Natal. 5 para o término das filmagens em 2018. Eram números que Louis mantinha em sua mente, uma vez que estava no auge da exaustão mental.
Ouviu a maquiadora anunciar que havia terminado a maquiagem em seu pescoço, sendo que seu personagem sobrevivera a um enforcamento e as marcas eram nítidas em sua pele.
— Ficou incrível. — Ele olhou no espelho à sua frente, dentro do camarim, e levantou um pouco o pescoço para ver melhor. Sorriu para a mulher que estava atrás de si. — Obrigado, Carly. Você é um gênio — falou de um jeito sério.
— Nós vamos ganhar todos os prêmios — ela disse e o ator gargalhou rapidamente. — Aliás, todo o elenco, mas você e a Lisa merecem todos os prêmios.
Ele sorriu fechado, ficando com vergonha dos elogios dela.
— O que vocês falam? “Nós somos um par perfeito. Nunca duvide disso” — os dois sussurraram o quote da série juntos.
Ouviram batidas na porta e olharam um Baran, diretor e produtor da série, aparecer com um sorriso empolgado.
— Carly, você terminou o Louis? Precisamos gravar.
— Tá lindo, Bo. — Apontou com a cabeça para o rapaz sentado na cadeira à sua frente e todos riram de leve.
— Vamos então, jovenzinho — o chamou daquela forma.

Louis pegou o agasalho amarelo característico de seu personagem, antes de sair com Baran pelos sets da série alemã. Enquanto andavam, trocavam ideias a respeito da cena que seria gravada a seguir.
Entrou no cenário onde se remontava a casa dos Kahnwald e sentiu um arrepio lhe percorrer o corpo com a força quase sobrenatural que habitava aquele lugar.
Desde os seus 10 anos de idade, Louis sabia, de certa forma, que queria ser ator. Era algo que ele simplesmente amava fazer.

Ao subir as escadas e entrar no quarto que era de seu personagem, uma nostalgia gigantesca predominou em seu coração, sabendo que dali em diante tudo mudaria completamente. Olhou para o lado, vendo Baran com Sebastian, o ator que interpretava o seu pai na série, discutindo alguns detalhes e colocou o agasalho amarelo. Tateou pelo lado do casaco e sentiu que havia esquecido seu celular ali e, quando o retirou do bolso, viu uma mensagem que fez com que um sorriso enorme brotasse em seus lábios imediatamente:

: Acredita em milagres de Natal? Estarei aí em Fevereiro.


Continua...



Nota da autora: Sem nota.



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