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Última atualização: 24/10/2020

Prólogo

Palavras não eram o suficiente para descrever o quanto estava maravilhada com a vista à sua frente. Sequer conseguia tirar os olhos do metal longo e brilhoso que se formava após o contato de seu sangue com a chama ardente do fogo primordial.
Não sentia o ardor causado pelo corte profundo – feito para que o sangue fluísse por seu pulso recém-aberto –, tampouco sentia a ardência que o fogo deveria causar por estar chamuscando sua pele.
Seus olhos verdes, sempre tão claros, estavam escuros como musgo e marejados devido à magnitude da arma, que terminava de possuir uma forma. Levaria a espada, sua espada, para o vilarejo. A mostraria para todos os reles mortais miseráveis que tinham duvidado dela. Morgana não errava. Nunca!
Deixou com o que a espada caísse no chão ao ser finalizada. Precisava fazer uma poção para curar o corte em seu braço imediatamente, ou não possuiria força o suficiente para empunhar a espada contra os bárbaros, que tentavam dominar seu território.
Aquele era o seu lar, a sua terra, e não deixaria que ninguém tirasse dela.
Segure-me…
Morgana arregalou os olhos ao ouvir o tom de voz rouco e fraco soar tão próximo a si, que parecia estar dentro de sua mente. Analisou todos os cantos do pequeno cômodo, porém a única pessoa ali era ela.
Sentiu o pulso arder pela primeira vez, encarando rapidamente a linha aberta nele, que ensopava sua pele com o vermelho vivo. As pernas fraquejaram, acabando por jogar o corpo feminino para a frente, fazendo com o que Morgana tropeçasse em seus próprios pés na busca pelo controle de seu corpo.
A vista embaçou, deixando um claro sinal de que logo perderia a consciência.
Cura…
A voz rouca soou mais alta em sua mente, e, mesmo com a visão escurecendo, Morgana poderia jurar que a espada à sua frente parecia brilhar em um tom amarelo tão dourado quanto o ouro que a monarquia possuía. Porém, aquilo era um sinal: a espada estava falando com ela.
Arrastou-se até a espada com dificuldade, já que todo o seu corpo parecia pesar toneladas. Não conteve o gemido de dor ao esticar o braço machucado para pegá-la, entretanto sabia que precisava segurar a arma com a mão suja de sangue.
Acreditava ser apenas um delírio de sua mente fraca devido à perda de sangue. No entanto, a verdade era que uma voz sussurrava no fundo de sua mente o que ela deveria fazer.


Continua...



Nota da autora: Chegando aqui com mais uma long que deveria ser short, porém criou vida e autossuficiência, aumentando meu roteiro e tornando impossível virar uma shortfic. Deixo aqui um aviso: esqueçam tudo o que vocês aprenderam com as histórias do Rei Arthur, a realidade aqui é completamente outra haha
Bom, estou me aventurando ao escrever essa história, então espero do fundo do coração que vocês curtam!



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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