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Finalizada em 11/01/2021

Capítulo Único

Música tema da fanfic: Featured - Jay Park (Aqui)
depositou o cheque dado por , pelo pagamento de sua “participação” no sucesso do rapaz. Mas foi Pietro que não aceitou a ideia descabida dela.

— Você cobrou para dormir com ele, ?! – alarmado perguntou o seu funcionário de confiança.

A mulher balançava devagar de um lado a outro em sua cadeira giratória, enquanto observava a expressão cética de Pietro.

— Não foi isso. Eu cobrei uma dívida e aproveitei para me divertir.
! Poupe-me, querida! Que tipo de dívida teria com você?
— Bem, o fato é que eu tirei uma gorjeta gorda da conta bancária dele, mas o suficiente para pagar nossas dívidas.
— De forma alguma! Você tem que devolver isso, ! Sabe-se lá o que ele vai exigir de você depois!
— Já pedi à Angel para descontar o cheque, assim que compensar iniciaremos os pagamentos.
!

Pietro estava revoltado e andando de um lado para o outro. Ele ajeitou seu blazer impecável e encarou a mulher que se concentrava ao computador, e revirou os olhos dizendo:

— Você está gostando de seja lá o que for, que vocês dois combinaram não é?
— Não tem nada combinado, apenas nos desculpamos.
— Enfim... Pelo menos me diga quanto foi!

gargalhou e escreveu o valor em seu bloco de notas exposto à mesa, e arrancou o papelzinho entregando a Pietro. O homem arregalou os olhos e abriu a boca ao ler o papel, depois gargalhou também.

— Certo! Você não só pagará as dívidas da casa como terá um bom caixa para investir na Insanity por um bom tempo!
— Viu só? Eu sei fazer negócios, amorzinho.

Pietro colocou-se para fora do escritório de sua chefe, deixando-a a sós para trabalhar, não sem antes de fechar a porta chamar a atenção de e soltar uma piadinha:

Psiu! – ela olhou na direção dele que sorria safado: — Que pussy cara você tem, huh?
— Não é para o bico de qualquer um mesmo.

Ela sorriu discreta e abanou com as mãos para Pietro se retirar.
No dia seguinte, telefonou para Angel e a pediu que providenciasse os pagamentos, mas a advogada informou que demoraria algumas semanas para aquele valor ser compensado, e que ela precisaria providenciar também uma documentação como se fosse um investidor. Afinal, para um CNPJ que estava com dívidas acumulando, de repente, uma transferência daquele tamanho necessitaria de explicações para a receita pública. E não poderia dizer como conseguiu o dinheiro, nem mesmo sua advogada sabia. Mas, Angel era esperta demais e antecipava-se ao que lhe seria pedido.
Não só demorou para o dinheiro compensar, já que foi feito por partes, como também demoraria para o pagamento das dívidas acontecer: dias depois de ter entregue o cheque à sua advogada, uma grandiosa encrenca impossibilitou que Angel fizesse o que lhe foi pedido.

— Você quer o quê, ? – a advogada perguntava incrédula para a cliente à sua frente.
— Que você saque ¾ do dinheiro em espécie e traga para mim.
— Não é melhor pagar as dívidas por transferência?
— Não usarei este dinheiro para isso, não mais.
, você sabe que se eu cumprir a este pedido você só paga alguns dos seus credores, não é?

A mulher suspirou pesadamente, mordendo o lábio inferior com culpa, e depois de um breve silêncio olhou para Angel de forma decisiva:

— Eu estou ciente. Mas, faça isso, por favor.
— Eu posso ao menos perguntar por quê está fazendo isso, e para quem é a transação?
— Não precisa saber para quem é. Mas estou fazendo isso porque de repente, eu me tornei o tipo de mulher fraca que tira de si para salvar os outros.
— Ah não... – Angel olhou com cuidado, dúvida e prévia pena para a chefe: — Você... Você não se apaixonou por alguém não, não é?

permaneceu calada, e apenas se levantou de sua cadeira e foi até seu barzinho servir-se de uma dose de uísque. Negava-se a responder Angel, tanto quanto negava-se a pensar naquela possibilidade.

Dias antes…

A movimentação na Insanity não estava diferente do que o habitual, mas estava satisfeita por saber que não teria de se preocupar com o faturamento da noite para pagar as dívidas da casa. Não depois do cheque de . Certamente, a mulher pretendia proibir de vez a entrada de Okasian à Insanity, já que por culpa dele se afundara naquela bola de neve.
Depois de resgatar o nome da família, e fazer a tradicional casa de swing de sua família se transformar num clube noturno de arte e divertimento – longe da prostituição, longe das drogas e demais coisas ilícitas –, não foi do dia para noite que ela ergueu a Insanity e sua fama! E tudo ia muito bem, até Okasian investir na Purple, uma boate de quinta, que graças a ele vinha crescendo. Recentemente o rapper comprou a boate, transformou-a num prostíbulo e ofereceu tudo o que a Insanity oferece – com menos qualidade aos olhos de – e tudo o que não oferece também. Com o nome de , sem a permissão dela, é claro, e com ideias copiadas, Okasian roubou os clientes e prestígio da Insanity. Transformou a Purple num perigoso concorrente. Mas investiu também, e estava conseguindo manter seu nome, seu lugar no ramo, mas acumulou estresse e dívidas. E Okasian, agora procurava um sócio já que notou quão trabalhoso é ser dono e gerenciar uma casa noturna, e também por não saber administrar. Oka era consumidor daquele tipo de produto, não empresário, mas tinha dinheiro, nenhum escrúpulo, e com o tempo achou divertido irritar .
Mas ainda que a Purple crescesse de forma ilícita, teria a elegância e a tradição de seu nome ao seu lado, e logo os clientes veriam que era um risco ter a própria imagem associada àquela Purple. Principalmente aos clientes mais influentes. “Voltarão todos arrependidos de dar costas à Insanity”, pensava naquele momento quando Lumiya, uma das dançarinas tocou a campainha do escritório fazendo o som delicado ecoar e a luz roxa acender, acima da porta.
liberou a trava da porta pelo botão automático na sua mesa, e a dançarina adentrou ao cômodo com uma expressão nada feliz, bastante estressada e assustada. Ah! E claro! Praticamente seminua.

— Lumiya! O que é isso? Por quê saiu do show e veio aqui nestes trajes?

espantou-se sabendo que algo estava errado e levantou da sua mesa caminhando para perto da grande parede de vidro onde ela poderia ver tudo lá embaixo.

— Me desculpe ! Mas aquele lixo de homem está lá embaixo causando tumulto! Eu estava no show quando Okasian chegou com a cara arrebentada e começou a me gritar e.. Eu não sei por que este idiota cismou comigo! Enfim! Ele queria falar com você urgentemente, está sangrando e Pietro estava indo controlar tudo, mas começou um tumulto na porta e eu tive que descer do palco para fazer Okasian parar de chamar atenção!

— Hoje eu mato este idiota!

pronunciou já irritada e desceu sendo seguida por Lumiya. E deu ordens à dançarina:

— Peça ao Noob para acompanhar Okasian ao meu escritório, enquanto eu vou ao Pietro, e depois retorne para o palco e distraia todos junto às outras!
— Pode deixar, assim que eu voltar ao palco eu fico nua e ninguém vai notar o Okasian.
— Hoje, eu não vou me opor. Mas sabe as regras!

já estava se aproximando de Okasian, que estava sentado a uma cadeira do balcão. Aparentemente ele estava mais calmo, o barman conversando com ele, assim como todo o ambiente parecia mais tranquilo por dentro. mandou Lumiya de volta ao palco, e tendo as atenções gerais para si, ignorou seus clientes e pisou firme até o causador de tudo aquilo.

— Espero que tenha um bom motivo para não sair daqui morto, Okasian!

O outro virou-se para ela, com a face muito machucada e nenhum sorrisinho de escárnio como era seu costume.

— Eu preciso falar com você em particular ! Mas você tem que ir lá fora antes que matem o Pietro, e não deixar eles entrarem!
— Você vai me esperar no meu escritório junto com o Noob.

O guarda costas estava ao lado de tão logo que Lumiya o avisou antes de subir ao palco.

— E não se preocupe Okasian, seja quem for que te fez isso – ela apontou o rosto dele — Não é nada perto do que estou planejando pra você.

Saiu virando-se tão rápido que seu cabelo agitou-se como um chicote e deixou seu perfume no ar. Assim que estava à porta, viu os guarda-costas que protegiam Pietro atrás de si, abrindo espaço para ela, e Pietro calou-se afastando para o lado. Os homens ali, ao verem-na, se aproximaram calmos e sorridentes. Eram os líderes da máfia de Seoul.

Tsc… estalou a língua irônica: — Os garotos do bando Wang. Ora, ora… Jackson e Bambam! Se querem entrar precisam pagar alto garotos.

cruzou os braços e levou uma mão ao queixo de forma elegante e superior.

— E aí , não vai deixar os velhos amigos da família entrarem?
— Jackson, sem rodeios, ok? Estão tumultuando minha fachada, por causa daquela ratasana do Okasian?
— Entrega o ratinho no estacionamento e prometemos não sujar o lugar.
— Bambam, isso aqui não é mais uma zona como meu pai fazia ser, ok? Eu não vou entregar o Okasian e nem vocês vão entrar até que eu saiba o que está acontecendo!

Jackson se aproximou lentamente de e tocou o rosto dela com uma mão pesada, e própria de quem sabia exatamente como encaixar a palma ali. A mulher não se moveu, apenas direcionou um olhar inquisidor para Jackson.

— Você não está dando para aquele bosta, não é?
— Achei que depois de tanto tempo você já soubesse que eu não sou mulher de qualquer um.
— É claro! Antes de ser a mulher de hoje, a garotinha de antes pertencia ao Wang, aqui, não é? – ele sussurrou perto dos lábios dela sem desfazer o contato visual.

afastou o corpo dele com uma mão delicada e com um sorriso ladino, respondeu:

— Brincadeira de criança.
HEY! – Bambam gritou: — Vocês resolvam as brincadeiras de vocês depois! , não se meta na nossa briga com o Okasian esteja ele fodendo você ou não!
— Cala a boca Bambam! O líder é o Jackson ainda, não? É com ele que estou falando! – a mulher se exaltou arrancando um riso fraco do Wang — Acontece que eu também tenho problemas a tratar com o merda do Okasian, e ele estava vindo aqui quando vocês provavelmente o atacaram! Então esperem sua vez!
— É a Purple não é? – Jackson perguntou com um olhar tão colérico que poderia arrancar a pele de Okasian no dente: — Eu já sabia que ia te afetar! Eu avisei ao filho da puta para não mexer com você !
— Pietro nos disse que você também está prejudicada pelos negócios amadores do Okasian. – Bambam sondou.
— Então se estão cientes de que eu preciso dar um lição no rato, vocês vão embora e pegarão ele depois.
… – Jackson se acalmou e parecia até fraterno: — Se precisar de mim, sabe que independente das nossas diferenças…
— Eu sei, Jackson. Eu sempre tenho a máfia Wang como uma cartada final, ok?
— Resolve com ele, a gente pega o Okasian e o tal depois.
? – a expressão no rosto da mulher mudou e Jackson notou.

Jackson conhecia muito bem! O suficiente para saber que o brilho no olhar dela, demonstrou uma oscilação de susto. Ela conhecia ao tal , e se Jackson soubesse que tinha interesse nele, as coisas talvez piorassem.

— Só sabemos que há um tal de sócio do Okasian, e não bastando os problemas que ele nos trouxe com as garotas prostitutas na região, este tal está se metendo nos nossos bagulhos. Okasian tem um acordo e não está cumprindo.
— E você sabe que a única pessoa com carta branca para fazer o que eles estão fazendo aqui, é você não é, ? – Bambam informou risonho: — Afinal, o império e o império Wang costumavam ser um.
— Bem, eu não estou ciente de nada além da prostituição na Purple, e já imaginava que vocês tivessem situado o Okasian.
— Vamos Bambam… – Jackson notou a mentira em , era o único que podia saber quando ela mentia.

Os homens despediram-se de um jeito seco, de , e a mulher soltou o ar que prendia um pouco depois de ouvir o nome do na conversa. Olhou para Pietro que ainda a aguardava e após trocarem olhares preocupados, entraram.

— Você sabe do que eles estão falando? – perguntou Pietro tão apressado quanto ela a caminho do escritório.
— Tenho uma dúvida. Mas, já saberemos! Okasian está no escritório com Noob. Providencie primeiros socorros e…

Antes que ela pudesse terminar de falar, um dos clientes da casa, que tinha certo prestígio a interceptou em cumprimento no caminho. Pietro seguiu para a ala dos funcionários, e encontrou Lumiya que havia acabado de trocar de roupa. Ou melhor, de cobrir seu corpo nu com o roupão.

— Onde você está indo nua assim? – ele segurou o braço da garota.
— A chefe liberou que eu divertisse direito todo mundo! Primeiro só deixei minha calcinha, e agora eles vão ver a beleza que Deus colocou no mundo, Pietrinho!
— Lumi, você é uma dançarina de pole dance, e não uma stripper!
— Mas pode saber, se eu fosse promovida a stripper da casa, a cortaria rapidinho as asas do Okasian!
— O problema é que os clientes não entenderiam que a colocasse uma stripper que não pode transar com os clientes! E antes que você responda algo a favor, eu respondo: aqui não é a Purple! Aproveite seu único dia, nua até o útero, naquele palco!

Pietro como melhor funcionário de jamais iria apoiar uma ideia contrária a dela sem que a própria soubesse. De certa forma, Lumiya até tinha razão. Os shows de pole dance lotavam a casa, e toda vez que havia algo mais quente, como uma seminudez o faturamento era alto. Transformar Lumiya na única dançarina stripper da casa iria render altos lucros! E poderiam manter a regra de não envolvimento, seria como uma atração final de peso! Mas… o sobrenome era o grande algoz e herói da vida de , ela seria dada pela “nova cafetina do clã ”. E a decisão de suportar aquele peso era toda dela. Lumiya tentou convencer Pietro a pelo menos indicar a ideia para a chefe.

tem visão para negócios, Lumi. Não precisa que eu a diga como fazer dinheiro, mas se você se apressar e ela ainda estiver no saguão você conseguirá chamar a atenção por seu trabalho.

Ele procurava pela caixa de socorros médicos dos funcionários, e quando achou fez sinal para a dançarina sair e ele também saiu, não sem antes responder a uma pergunta bastante inusitada de Lumiya:

— O cliente chato como está?
— Quem? – Pietro perguntou confuso e ela olhou a caixa em suas mãos e abaixou a face constrangida: — Ah! Está preocupada com Okasian?
— Claro que não! Ele só chegou bem fodido, não é?
— Ainda não o vi direito…

Pietro a olhou como se reprovasse o resquício de preocupação que ela demonstrou. Sinceramente, para ele, Okasian era o rapper mais fim de carreira para ela investir. Afinal, o cara só estava metido em coisas erradas, e tinha o pior e mais machista papinho para mulheres.
Eles seguiram seus rumos, e logo que subiu ele viu que Okasian estava bebendo um drinque de frente ao grande vidro para o saguão.

— Noob, pode descer. Obrigado! – Pietro pronunciou e foi possível assim chamar atenção de Okasian.
— Porra, mas a é muito gostosa, não é? – o rapper perguntou ainda observando-a pelo vidro: — Você já deu uma chupada nela?
— Você é praticamente um indigente! Não sei como alguém investe qualquer tipo de coisa em você! Eu sou gay, mas se pudesse, seria demais mesmo para mim. Ela é uma deusa. Não é para pulguentos como você ou nobres como eu.

Okasian gargalhou com vontade. Se não fosse a concorrência que ele mesmo criou, aproximar-se do universo de seria divertido, e talvez por isso também desejava que ela aceitasse ser sua sócia.

— Quem é o figurão que prendeu ela naquela conversinha lá embaixo? Alguém que ela dorme?
— Nossa como você é desinformado… – Pietro zombou ao lado dele por Okasian não saber com quem vinha dormindo: — E nunca que eu te diria quem são nossos clientes. Agora senta ali, vem limpar essa máscara que você chama de rosto!

Okasian olhou-o indignado e não acreditou até que Pietro sentou no sofá do escritório e abriu a caixinha.

— Não adianta tentar me molestar Pietro…

Brincou e direcionou-se a ele bebendo seu drinque risonho.

— Eu não achei meu pau no lixo.

E assim que Oka sentou-se ao seu lado, Pietro entregou a Okasian um espelho de mão, e os curativos necessários passo a passo.

— Ela é uma mulher ousada. Confesso que a admiro, sabe? – Oka começou a conversar à medida que limpava seu rosto: — E essa ideia de um escritório todo de vidro fumê? Fico só pensando em foder ela aqui e quem está lá embaixo ver por todos os ângulos! Gostosa!

— Você está com muitas gracinhas para quem tem muito a explicar!

A voz de soou dizendo as exatas mesmas palavras que Pietro diria, e o seu escudeiro apenas sorriu orgulhoso. Já Okasian não se abalou.

— Não são gracinhas! Eu realmente te foderia gostoso aqui !
— Okasian… Eu acabei de salvar a sua pele de ser esfolada no estacionamento, você me deve uma boa! Sem falar que não decidi ainda se você vive ou morre, então é melhor se explicar logo para o quanto antes eu me livrar da sua presença repugnante.

Oka deixou os cuidados com seu rosto de lado e se concentrou no assunto sério que teria:

— Eu estava vindo para curtir e ver Lumiya, ela é minha favorita… – ele sorriu sacana e continuou séria: — E não sei como eles souberam, deviam estar me seguindo, me pegaram desprevenido e eu só entrei correndo logo que pude fugir. Eu soube que eles não mexem com você. Não sei porque, já que minha vizinha de puteiro não quis me receber bem e…

— A Insanity não é um puteiro. Meus contatos não te dizem respeito e pule a parte que, você e eu sabemos o quanto precisa de mim, e diz logo de uma vez: o que você fez para o Jackson? – ela interrompeu Okasian.

— Primeiramente, eu não sabia da máfia Wang! Quando comecei a investir na Purple, estes assuntos não existiam porque era uma casa comum. À medida das mudanças que eu fui fazendo, eu só fui avisado sobre você: que a Insanity era a única que podia fazer o que eu pretendia. Mas achei que fosse algo teu, uma norma autodeclarada por toda sua família e etc… Você não me alertou do Wang! Eu só fui entender a real há alguns meses depois de tudo feito na Purple, quando ele apareceu e me enquadrou. Cobrou uma taxa fixa como uma licença para a prostituição e cobrou parte do faturamento das meninas. Se eu tirasse mais das putas, eu iria falir.. Elas sairiam e iriam trabalhar para os Wang. Então eu tirei da Purple para cobrir… Mas, foi ficando caro e eu achei que dava pra enganar o Jackson.

ouvia a tudo atenciosamente, e de braços cruzados, escorada à sua mesa ela olhava friamente para Okasian. Queria gargalhar na verdade, da ingenuidade do rapper em achar que iria chegar sentando na janela de Jackson e Bambam. Nem ela se atrevia. E olha que tinha carta branca.

— Como você pode ser tão burro de achar que passaria a máfia para trás? – Pietro pronunciou-se desacreditado.

— Okasian, ok... Burrice sua dever para o Jackson, burrice sua se meter comigo, mas… O que o tem a ver com isso? – ela finalmente perguntou aquilo que ainda não entendia.

está fodido por causa das merdas que arrumou com o Gray e suas duas garotas. – ouviu ainda mais: — Nos últimos tempos ele tem saído muito comigo, bebemos, fumamos, e nada disso é novidade. não é santo, mas sempre controlou bem a carreira. Só que pirou! O cara tem usado drogas para caralho comigo, e com isso começou a pensar em mexer com isso em forma de negócio. Ele tem contatos, precisava de um lugar, eu tinha o lugar e tudo certo! As drogas me ajudavam a manter o lucro também, na parcela que o me repassa pela Purple. Mas, o Jackson descobriu isso também, e parece que tem a ver com os negócios deles…
— Isso é o que dá entrar em negócios de lugares que você desconhece! – Pietro o cortou e se levantou se colocando ao lado de .
— Foda-se agora… Agora já foi.
— O que o Jackson quer do ? – perguntou já prevendo.
— O mesmo que quer de mim: ganhar às nossas custas. Mas eu me neguei, usei teu nome quando descobri que você tem carta branca mesmo, e eles me deixaram em paz por um tempo, só que quando a parada do rolou, eu não podia falar pra ele! O cara é meu irmão! Eu não vou foder ele o entregando! Sem falar que não só ele lucra com o tráfico quanto eu também!
— QUE MERDA OKASIAN! – gritou de repente: — POR QUE ENVOLVEU O NISSO!?


A reação dela gerou espanto em Okasian. já sabia que Oka usava o seu nome por aí e para o quê. Ela tinha os contatos certos, assim como havia descoberto que estava traficando ali. Mas achou que ele não tinha sido pego pelo Wang, e tinha como última cartada para foder Okasian, desmentir ele ao Jackson. Mas quando entrou no assunto, quando ela soube dos lances dele, ela não contava mais em ferrar Okasian com a máfia. Por , e por várias razões que se convenceu a respeito. Por justamente proteger a Purple, ela quase perdeu a Insanity.

— O que? – Oka perguntou para si murmurando e concluindo: — Espera! Outro dia.. aqui por longos minutos… Depois você na casa dele… Porra! Você e o estão fodendo!?
— Jackson agora quer o pagamento ou a sua vida, não é?
— Pois é! A de também, embora ele ainda não saiba quem ele é. Mas eu só posso pagar a partir de agora, para o que passou não tenho grana.
— Pague a máfia o que passou e feche a Purple, ou volte ao que era.

Okasian gargalhou profundamente.

— Não! Três opções : Wang mata e eu, ou Wang aceita esquecer o pagamento anterior porque não vou botar o diretamente nisso, ou você entra de sócia!
— Te arrumo um sócio. – falou calma iniciando as negociações.
— Claro que não! Eu quero você na sociedade justamente pelo poder do seu nome, seu prestígio com o Wang!

caminhou até sua cadeira e se sentou. Disse a Okasian que iria pensar e entraria em contato. O rapper foi embora não sem antes checar o show de Lumiya, que o surpreendeu e o deixou de pau duro.
Assim que Okasian saiu do escritório, Pietro o indicou que procurasse um hospital, o acompanhou para fora do escritório e retornou.

— Ah! Que bom que você voltou Pietro! – logo foi falando, recostando-se em sua cadeira e disfarçando seus pensamentos: — O que achou do movimento lá embaixo com Lumiya?
— Bem… a garota é muito boa stripper e gosta de ficar nua, talvez não seja negativo para a sua imagem se você impor as regras da casa.
— Eu vi que ela agitou aos clientes lá no salão… Talvez promover Lumiya à nossa única dançarina de nu artístico seja uma boa. E assim tirar dela esse espírito de Purple! – pronunciou com certa raiva.
— Por falar em Purple…
— Já sei que você não entendeu nada do que eu disse para ele, mas… Eu preciso falar com o Jackson.
— Se você entrar no negócio com a Purple, Okasian vai estar livre para fazer qualquer coisa.
— Não se eu tiver a maior parte.
— Mas aí, você vai ser o que não queria… A cafetina .
— Talvez eu consiga deixar as coisas menos grotescas, o Okasian não sabe o que faz.
— Então você já está considerando a hipótese.
— Não sei. Não sei, Pietro… Sem saber com o Jackson o que eles pretendem fica difícil…
— Posso te fazer uma pergunta íntima?

Pietro lançou diretamente olhando para ela de um modo analítico, e ela apenas ficou silenciosa o encarando, então ele perguntou:

— Está sua ação repentina de pensar na possibilidade, tem a ver com o ?
— Estarei mentindo se negar. Eu só não quero que ele se meta em merdas maiores por culpa das burrices do Okasian. Ele é um cara bom, tem uma boa empresa e carreira, só me parece um pouco… perdido.
— O que te garante que Okasian não mentiu? veio aqui te propor o negócio com a Purple, ele pode muito bem estar ciente do buraco que Okasian entrou com a máfia, ele pode ter te usado.
Hm… poderia! Mas ele não me daria aquele cheque se a intenção dele fosse me usar para a Purple e soubesse das dívidas. Ele usaria o cheque exatamente para pagar, se estivesse no lance do Okasian, é claro!
— Faz sentido…
— Não se preocupe, eu não vou me precipitar Pietro. Mas preciso analisar todos os lados. – o funcionário assentiu confiante e eles sorriram: — Providencie o lançamento da Lumiya, a dançarina mascarada, para estes dias. Convide os clientes de hoje, nossos melhores clientes, e certifique-se de que Wang venha também. Eu tenho uma jogada em mente. Ah e claro! Nada de Okasian ou aqui neste dia!
— Certo, providenciarei tudo. Mais alguma coisa?
— Não… Obrigada.

ficou o restante de seu horário ali, pensativa. Tinha em mente sondar o quanto Jackson se envolveria na Purple se ela comandasse. Tinha em mente saber até onde estava envolvido naquilo tudo.
Alguns dias depois, Angel telefonou dizendo que o dinheiro já havia sido todo transferido para ela, e que já poderiam passar a pagar, então ela pediu para a advogada segurar um pouco e deixar o dinheiro na conta. Angel não entendeu, mas também não contestou as ordens. E foi a partir disso, que resolveu visitar um certo alguém!
Novamente a secretária da recepção da AOMG, havia sido rude com ela. Da última vez que estivera ali, ofendeu a mulher dizendo algumas verdades. Mas, desta vez, não precisou de esforço para conseguir acessar ao escritório de e nem precisou ofender ninguém.
Assim que subiu, encarou o andar mais alto do prédio, que tinha uma linda vista aliás, e foi permitida a entrar na sala de , por uma secretária pessoal do escritório de . Bem mais simpática. A sala dele era grande, ampla, e riu ao notar que havia uma parede toda de vidraça para que ele pudesse ver a cidade. Não era a única a gostar de manter os olhos no que era seu, e em boas paisagens. Deixou sua bolsa sobre a poltrona em frente a mesa dele, e caminhou lenta e sensualmente – de modo natural a ela – para aquela vista. Não percebeu que havia outra pessoa ali, num canto do escritório, bebendo café e a observando com cautela, curiosidade e cobiça.

— Como devo me referir a visitante tão charmosa de ?

A voz de Gray a fez o encarar em sobressalto.

— Me desculpe, eu não sabia que tinha alguém aqui. – informou séria, observando o homem bonito que ainda a observava sorridente — Eu me chamo .
— Veio para uma reunião de trabalho? Você é alguma nova artista que o está trazendo?

arqueou a sobrancelha curiosa com o modo como o homem a arguiu as perguntas, aparentava sondar que tipo de relação ela teria com . Antes que ela pudesse responder, a porta do escritório se abriu e surgiu com uma pasta em mãos, aparentemente tenso, seguido por uma mulher bonita de cabelos curtos e traços delicados. observou a cena a seguir como se fosse invisível. Mas Liu a notou assim que entrou, menos que foi até sua mesa e assinou os papéis. Gray ao notar que Liu e estavam vindo do mesmo lugar, perguntou em tom comum para a mulher ao seu lado:

— Vieram juntos no elevador?

Liu sorriu e respondeu silenciosa, como se aquilo explicasse o modo tenso em que chegou, mas o CEO da empresa ao ouvir a pergunta de seu amigo direcionada para a namorada, logo o respondeu desafiante:

— Não posso agora andar no mesmo elevador que Liu, Gray!?
— Não foi o que eu disse , é que você parecia nervoso, como se tivesse discutido.
— Eu não tenho assuntos a discutir com Liu, ela está inteira, não se preocupe!
— Gray só estava brincando , não precisa ficar estressado com isso.

Ele suspirou cansado, fechando a pastinha de papel em sua mão e caminhando até Gray, com seu olhar sério e naturalmente melancólico. ainda observava à cena bastante curiosa e divertida, e Liu ainda a observava como se tentasse entender quem era a mulher. estendeu o papel para Gray, que risonho pelo amigo não notar sua visitante apenas pegou-a e assentiu, alertando em seguida:

— Você tem visita. – Gray apontou a direção de com os olhos, e abaixou a cabeça sorrindo.

?

pronunciou o apelido dela com carinho e surpresa, e logo abriu um largo sorriso. A mulher apenas conteve-se em sorrir discreta e mexer os dedos da mão como se o dissesse “Olá”. A reação de não passou despercebida por Gray, que ficou feliz com a possibilidade do melhor amigo se desapaixonar por sua namorada. Mas, Liu não saberia dizer como se sentiu com a presença de .

— Gray, você pode ir. Já assinei tudo o que você vai precisar.

O tom de ordem, por baixo de uma expressão séria do rapper foi rapidamente entendida por Gray que despediu-se da mulher estranha com um aceno discreto, e pegando a mão de Liu se pôs para fora da sala. A porta fechou e já era outro, muito menos tenso, mais animado e curioso com a surpresa.

, que honra ter você aqui!
— Como vai ? – ela perguntou se encaminhando sorridente para a poltrona onde havia deixado sua bolsa: — Aposto que foi mesmo uma mão na roda para você, que a garotinha do seu amigo me visse à sua espera.

falou brincalhona e já ia se sentar, quando puxou sua mão e trouxe o corpo dela para o seu. Com a mão firme na cintura dela, roçou seus lábios sem desfazer o contato visual, e ela sorriu diabólica, ação suficiente para beijar a boca de de uma só vez. O beijo não foi carregado de fogo e paixão, mas havia nele o tempero exato que ambos apreciavam. Assim, que se cumprimentaram, a mulher pôde se sentar e lhe ofereceu uma bebida.

— Apenas água, por favor.

Ele pegou uma garrafinha de água no frigobar e um copo, no lugar onde Gray estava antes, que tinha uma espécie de espaço café.

— É uma bela vista ! – apontou para a vidraça que tomava do teto ao chão, enquanto ele lhe entregou sorridente sua água.
— A que está em minha frente é melhor. – respondeu e sorriu satisfeita: — Mas, a que devo a sua visita surpresa ?
— Certamente não vim fazer ciúme na garota do seu amigo.
— E eu não lhe pediria isso.
— Mas, funcionou.
— Você acha? – perguntou sarcástico e satisfeito — Bem, pelo menos assim ela se situa de quê não está com essa bola toda.
— Você sabe que isso não é verdade … – zombou: — Está de quatro por ela e até o seu amigo já faz piada entre eles, de você.
— Você não veio falar da Liu, vamos direto ao assunto

notou que o assunto feria a , e foi direta:

— Eu vim saber por que você foi me pedir para aceitar a proposta do Okasian.
— Sério? Achei que já havia sido claro.
— Talvez, eu só quero saber se você teve alguma outra intenção com este assunto que não tenha me falado.
— Outra intenção?

sorriu ladino e se aproximou ainda mais de , e abaixou-se a altura do rosto dela, investigando as expressões dela.

— Eu não fui lá para transarmos , embora eu tenha adorado que aconteceu de novo.
— Controle seus hormônios . Eu estou falando de negócios. Okasian me procurou e insistiu na nossa parceria, mas se eu fui clara com vocês, porque ele tanto insiste?

A jogada de se fingir de boba deu certo. tornou sua face confusa por não reconhecer também, os motivos pelos quais Oka insistia naquilo. Não precisava tanto da Insanity!

— Ele ainda insiste!? Eu não tenho ideia do que Oka pretende, . Acho que a Purple nem precisa tanto assim da Insanity, são nichos parecidos, mas com objetivos diferentes.

Ele deu de ombros, recostando-se mais à vontade em seu próprio sofá. tivera a resposta que queria: aparentemente não sabia de nada.

— Como você caiu na Purple, ?
— Eu só frequentava por conta do Oka, mas depois se tornou um bom ponto para minhas outras coisas…
— Você não pretende parar com isso?
Tsc… murmurou estalando a língua — Eu até tenho pensado nisso com frequência, é lucrativo, mas não preciso disso. E depois… Eu não deveria ter começado isso tudo na verdade, eu só estou passando uma fase que me desestabilizou… Enfim…
— Você não tem que se explicar , não é como se eu o julgasse, mas só não entendi. Você realmente não precisa das drogas para nada.
— É, mas Okasian precisa. O dinheiro das drogas está ajudando a Purple ficar de pé. Assim que ele firmar as pernas no negócio, eu pretendo sair disso.

entendeu novamente que estava cego, não sabia de nada e estava sendo usado por Okasian.

— Quer saber ? Okasian é um lixo humano, você deveria se afastar dele.
— Eu ligado! Não se preocupe, eu sei até onde não ir por causa do Oka.
— Não me preocupo, foi só um toque.

falou e sorriu. Deixou o copo na mesa de centro de reuniões, e se levantou pegando a bolsa e agradecendo.

— Obrigada pelo tempo , eu vou…
— Você não vai. – a interrompeu a puxando e fazendo cair sentada em seu colo: — Me diz que não vai sem antes repetir o que a gente gosta de fazer em escritórios…

beijou o pescoço de , que não apresentou resistência. Os dois começaram a se beijar e a explorar o corpo um do outro ali.

— Você pode ser pego em seu local de trabalho, gostoso…
— Ninguém vai me incomodar ou entrar sem avisar. Relaxe…
— Eu entrei.
— Mas você é diferente. Aposto que deu um jeitinho bem autoritário de passar pela recepção…

gargalhou e começou a desabotoar sua blusa.

— A recepcionista me odeia, mas já entendeu que não pode me impedir.

Os dois se beijaram com cada vez mais vontade, brincava com os seios dela, que tirou do sutiã, em sua boca, e beijava seu pescoço delicadamente. De repente, , levantou-se e se afastou já sabendo que ele faria alguma graça, mas surpreendeu-se quando se aproximou devagarinho e segurou seu rosto com as duas mãos, e analisou todo o rosto dela com ar de falsa ternura. Falsa porque não acreditava que pudesse ser tão tenro assim. Ele beijou-a com delicadeza, e a mulher sentiu-se mais mole e dengosa nos braços carinhosos dele, mas foi só ela abaixar a guarda, para sorrir entre o beijo e pressionar seu corpo ao dela, empurrando-a para a parede de vidro.

— Eu sabia… – ela murmurou.
— Me deixa te fazer gozar enquanto vejo a cidade todinha abaixo de nós…

Ele falou em tom de sacanagem no ouvido dela, e desabotoou a calça de , e a mulher mesma, a desceu e recostou-se ao vidro cheia de tesão.

— A cidade toda pode nos ver também? Isso é tão excitante…
— Ah é? Que bom, porque eu pretendo te deixar nua aqui, e torturar bastante você…

Ele respondeu e enfiou a mão por dentro da calcinha de que arfou ansiosa. era rápido nos movimentos e quando sentiu que iria enfraquecer, diminuiu os movimentos em seu clitóris, a mulher gemia em sussurros gostosos que faziam arrepiar todo.

— Ah , me fode logo, por favor…

implorou e ele sorrindo a virou de costas. A mulher encarava a cidade toda pelo vidro, mas sabia que não poderia ser vista. Embora pensar aquilo desse um ar de diversão maior em tudo. se afastou e vestiu o preservativo, e quando voltou, ainda apoiava suas mãos ao vidro e respirava rápida. Ela sentiu o membro de entrando em seu espaço apertado enquanto as mãos dele ainda masturbavam seu clitóris. Os lábios quentes de em seu rosto enquanto estocava fundo nela, eram demais para segurar os gemidos. Depois de foder do jeito que gostava, e do jeito que ela pediu, foi ao seu banheiro do escritório se limpar e recompor, e também.

— Quando a gente se vê de novo?
— Não sei , eu sou ocupada, você também… Enfim…

falou após terminar de arrumar seu cabelo, e já ia saindo do banheiro quando segurou-a trazendo o corpo dela de encontro ao seu novamente.

… eu tenho que ir. – ela sorriu recebendo a mordida leve dele em seu rosto.
— Deixa o seu número.
— Meu telefone? – estranhou — Você sabe onde me encontrar. Para que precisa do meu telefone?
— Por que não posso tê-lo?
— Não precisa fazer o tipo, . – o beijou de leve e soltou-se a caminho de sua bolsa: — Sabemos que você não é o tipo que liga, ou que volta para agradecer…

ironizou pelo passado entre eles, e revirou os olhos:

— Vai continuar com isso de que não voltei para tentar te conquistar ou seja lá mais o que?
— Relaxe , foi só uma provocação, você já me pagou o que devia.
— Exatamente, então vamos começar de outro ponto !

A insistência dele era engraçada, então ela apenas riu e pegou um cartão em sua bolsa para entregá-lo. Caminhou lenta até ele, e colocou o cartão na parte frontal da calça de , bem em seu cós. O homem que apesar de CEO não vestia-se sempre como tal, olhou para baixo, estalou a língua descrente por ela provocar e não ficar mais, e riu beijando a mão dela que estava em sua calça e ele mesmo retirou levando ao próprio rosto.

— Até mais ! – sorriu, piscou atrevida e saiu.

ria divertido e só viu que foi passado para trás quando percebeu que o cartão não tinha o número dela. Era o mesmo cartão da Insanity, que ele já tinha.
não queria se aproximar muito, mas tudo bem, ele também não queria, não é?

::::::::


No dia seguinte, depois de chegar do trabalho mais cedo à sua casa, tomar banho e se arrumar, se dirigiu até a mansão de Wang. Ele estava relaxando em sua sala, ouvindo música, e bebendo vinho, enquanto Bambam ainda não tinha voltado da sua ronda no bairro. Logo que atendeu a porta, Jackson Wang mal podia acreditar que era .

?
Hey Wang! Sabe que não gosto de avisar quando vou aparecer. Está sozinho? – ela perguntou entrando.
— Estou.
— Melhor ainda!
— Que tipo de segundas intenções te trouxeram aqui, ?

O homem riu malicioso se aproximando dela.

— Não vim por isso! – ela o parou com uma mão no tórax dele e se encaminhou até a taça dele, a cheirando: — Cabernet? Aceito!
— Claro que aceita.

Jackson foi buscar a taça para servir e como sabia que ela não bebia nada que alguém lhe oferecesse, ou pelo menos não quando era gente de risco, ele a entregou vazia. serviu-se, bebeu e apreciando o vinho, fez uma boa expressão de satisfação. Jackson estava só, porque dera folga aos capangas da máfia, então algo o dizia que também sabia daquilo. Observou-a cauteloso.

— Eu sei que você não veio para beber apenas o meu Cabernet.
— Procurei Bambam, informei que precisava tratar de negócios com você, e ele entendeu o recado. Me avisou que estaria sozinho, e eu sempre soube que você bebe vinho sozinho.
— Então quer dizer que veio também pelo vinho ? – ele brincou gargalhando.

riu de volta e por um momento foi como se fossem os namorados de adolescência de novo.

Ok, Jackson. Vamos ao que importa… Quais as minhas condições com a máfia se eu assumir a Purple?
— Pretende fazer isso?
— Talvez…
— Sabe que o Okasian está fazendo isso para usar seu prestígio comigo não é?
— Sei, o que ele não sabe é exatamente até onde eu posso ir com você. Se a Purple for minha, os problemas causados por Okasian para Insanity acabam também!
, você nunca quis isso… Não é do seu feitio se trair para derrubar alguém. Mas é do seu feitio se colocar no fogo para salvar alguém.
— Onde quer chegar Wang!? – perguntou sorrindo falsamente: — Você não acha que eu estou tentando livrar o merda do Okasian de algo não, né?
— Ele não. Mas, quem é o tal ? Algo me diz que é com ele que eu devo me preocupar…
— Eu não o conheço, mas por que se preocuparia com esse tal?
— Primeiro porque ele é sócio do Okasian, depois porque ele parece te interessar de alguma forma.

Wang a avaliava dos pés a cabeça, mas sabia o quanto Wang a conhecia e por isso precisaria fingir muito bem que não estava preocupada com .

— Eu sou capaz de pará-lo eu mesmo, por ter você.
— Ora, Wang… – zombou tranquila: — No dia em que eu me envolver com alguém você será o primeiro a saber, já que eu tenho um padrão difícil, não é?
— Certo! Chega disso. O que você quer exatamente saber é se eu vou te cobrar a dívida da Purple?
— Exatamente todos os termos!
— Pra você, eu não extorquirei parte do lucro das meninas, e não incomodo se continuar não mexendo com meus lances. Então você me paga a dívida toda do Okasian, veta o tráfico de vez, porque este tem que entender que a área já tem dono, e tudo certo. Mas só se for você a responsável. Vai ter que ser como sempre foram os negócios entre os e os Wang.
— Certo… Quanto é a dívida?

Jackson gargalhou alto!

— Você está fodida com a Insanity, não teria como pagar a dívida da Purple sem fechar o seu lance!
— Quanto Jackson?
— Quinhentos mil em dinheiro.
— Vá na inauguração da nossa nova atração, e eu terei o dinheiro.
. – Jackson parou de rir ao notar a impávida figura da mulher e agora a encarava com suas dúvidas: — Não assuma comigo uma dívida que não pode pagar.
— A palavra de uma pessoa é incorruptível para mim, Wang. Você sabe muito bem que quando eu digo que farei algo, eu farei.

Jackson então recordou de quando eles terminaram. jurou que se ele levasse o “negócio” da família adiante, ela nunca mais o permitiria tocá-la. E depois daquilo, ele nunca mais teve o amor de . Mas justamente por saber da seriedade com a qual honrava seus compromissos e promessas, ele sabia que alguém mais importante para ela estava no meio de tudo aquilo. Ela também havia jurado a si, que nunca seria dona de algo como o que sua família teve: prostíbulos. E agora estava ali, tentando livrar alguém da surra e possível morte pela máfia de Wang. sabia bem até onde ele poderia chegar. Jackson sabia bem que Okasian não era o protegido de . Algo indicava-o que o tal , deveria ao menos sofrer uma grande surra.

:::::::


estava na casa de Okasian, abismado com o rosto desfigurado do amigo.

— Estava pior há alguns dias.
Man, que porra de briga foi essa que você entrou na Purple!?
— Uns caras folgados. Enfim, … Não vou sair, tenho que ficar em casa, tomar os remédios, essa porras de se cuidar que eu não gosto. Você precisa de algo?
— Sim, mas não é na Purple que está o que eu preciso…
— Cara! Me tira esta dúvida vai… é gostosa como eu imagino?

o encarou sério, a expressão no rosto totalmente diferente do que ele agiria se tivessem falando de uma garota com menos importância para do que , e Oka notou.

— Qual é ! Vocês estão transando, não é?
— Fiquem bem longe dela Oka!!
— Achei que era apaixonado na Liu…
— Eu.. Não sei o que sinto pela Liu, mas é diferente! Não é amor, não tem cobranças ou sei lá… Nossa sintonia é diferente.
— Mas você não me respondeu.
— Ela é muito gostosa, e não é pra você. Não que me preocupe, nunca daria para você.
— E eu lamento muito por isso! Aquela bunda… Hm… Dá pra ver a veia latina da família .
— Cala a boca Okasian, olha como você fala da bunda da minha…

silenciou e Okasian riu.

— Sua? – Oka insistiu em tom desafiador.
— Mais respeito pela , ela não é uma das suas garotas! Eu vou nessa!
— Diz pra que mandei um beijinho! E não conte que eu quem passei o número dela a você!

saiu da casa de Oka discando o número particular de com ansiedade. Queria muito vê-la aquele dia, tinha discutido com Liu. estava certa, a namorada de Gray ficou curiosa a respeito de , e usou daquele sinal de interesse de Liu como uma forma de a provocar. A tailandesa não mostrou-se enciumada, mas tinha esperança de que a simples ideia de que ele não estaria mais disponível como ela estava acostumada, pudesse mudar a decisão dela de pertencer ao Gray. Mas depois de muito pensar naquilo, percebeu que não era uma desculpa que ele poderia usar para conquistar Liu. não merecia aquilo e nem ele queria fazer aquilo com a imagem dela. tinha muitos defeitos, mas não era um idiota completamente. Tudo bem que às vezes agia de forma imprudente e prepotente, mas não era uma causa perdida totalmente. , em pouco tempo, e em algumas transas já tinha na figura de uma provável amizade. Não sabia se era recíproco, mas não se importava, queria por perto! Naquele momento, queria , muito, muito perto, mas a mulher não atendia ao telefone.

Noite atual: Insanity Club, estreia da dançarina mascarada.

A Insanity estava lotada com a nova atração, e Lumiya estava feliz e ansiosa para seu show de pole dance e nu artístico. Jackson e Bambam haviam chegado e estavam na primeira fileira de mesas, exatamente onde os melhores clientes ficavam. havia planejado aquilo.

, aqui está a maleta com o dinheiro. – Angel, que a aguardava ali no escritório há algum tempo, colocou a mala sobre a mesa.
— Certo… Vou deixar no meu cofre.

pegou a maleta prateada e direcionou-se para uma porta falsa em sua estante, onde havia um cofre eletrônico. Angel não aceitava a decisão de , e Pietro que também estava ali, preocupava-se por igual.

, Wang já chegou com os capangas dele e eu os apliquei onde você pediu.
— Ótimo Pietro, depois irei jogar a isca… Chame Lumiya, por favor.
você tem certeza? Este dinheiro liquidaria as dívidas! – Angel ainda insistia: — Você nunca quis entrar em negócios com o Wang! Quem é este que te fez mudar de ideia?
— Angel, por favor, apenas redija os documentos que te pedi. Quero o Okasian com o mínimo de participação possível nas futuras decisões da Purple!
— Sabe que não posso fazer isso! Ele é o majoritário! O máximo que podemos tentar é um acordo de participações nos lucros por funções, mas para isso o Okasian tem que concordar!
— Faça o que for preciso. Eu não posso deixar este idiota levar meu nome para qualquer coisa, isso seria me manchar com o Wang também.
… – Pietro falou logo que entrou acompanhando por Lumiya:— Ela está aqui. Você vai mesmo fazer isso?
— Jackson descobriu quem é o , me mandou mensagem e ameaçou acabar com ele se eu não assumisse tudo. Foi uma exigência, não tem mais como eu escapar. Ele descobriu tudo depois de desconfiar por eu ter proposto pagar as dívidas e demonstrar interesse na Purple. Wang é inteligente, sabia que eu queria livrar o disso, e as condições são exatamente que eu afaste Okasian das decisões e tire o da rota das drogas. Eu estou na mão do Wang! Ou eu assumo tudo, ou ele mata um inocente!
— Meu Deus… Ela está mesmo arriscando o pescoço dela pela segurança do , Pietro! – Angel se levantou alarmada.
— Angel por favor! Vá até Okasian e imponha as condições a ele. Informe-o que eu lidei com tudo e por isso ele que escolha: me deixar no comando, ou se resolver com a máfia.
— Vem Angel, não tem jeito. A senhorita está decidida. – Pietro informou usando o sobrenome pelo qual passaria a ser ainda mais referida.

Ficaram a sós então, Lumiya, confusa por tudo que era dito e .

— Você está comprando a Purple?
— Indiretamente, sim. Mas não a chamei por isso, Lumiya. Jackson Wang está aí para assistir ao seu show. Vou dizer que você é a favorita do Okasian.
— O que não é mentira. Mas o que isso implica?
— Jackson certamente vai tentar seduzir você. Preciso te perguntar se você aceita o seduzir também.
— Você quer que eu transe com ele?
— Exatamente. O atraia para o meu escritório e transe com ele. Eu tenho certeza que ele vai tentar por dois motivos: um, para tirar onda com Okasian, e dois, pelo seu show. E!e vai se interessar por você.
— Eu não farei nenhum sacrifício . Pode deixar comigo! Mas o que você pretende com isso?
— Agora é a parte importante. Eu quero que você faça parecer que está sendo contra a sua vontade. Tenho câmeras espalhadas aqui, que serão acionadas quando eu sair, e assim eu fabricarei estas provas contra ele. É só uma segurança, eu não posso ficar na mão de Wang. Vou te pagar muito bem pelo serviço.
— Ótimo, já sei como agir, deixe comigo! Vou fingir uma fantasia estranha.
— Obrigada garota!

dispensou Lumiya e a desejou boa sorte. Em seguida, desceu e deu início ao plano. Aproximou-se da mesa de seus principais clientes e os cumprimentou, as luzes do palco mudaram de cor, o anúncio da atração foi feito, a começar pelo pole dance, e sentou-se próxima a Jackson.

, você sabe dar uma festa.
— Olá Jackson! Onde estão os outros?
— Divertindo-se por aí! Mas me diga, está com o meu dinheiro?
— Assim que acabar aqui, vamos fazer o negócio. Mas aproveite, Lumiya, está especialmente animada hoje em sua estreia.
— Ela é gostosa.
— É uma das minhas melhores dançarinas. E a favorita de Okasian que nunca sai daqui por conta dela, ele está tentando a levar para cama há muito tempo. Mas Lumiya não é de dar chances a qualquer um.
— Ah é? E o Okasian vem pra ver a gostosinha hoje?
— Eu proibi a entrada dele por um tempo, devido ao comportamento dele. E depois, eu soube que ele ainda está fodido da surra que vocês deram.

Jackson gargalhou e se vangloriou. desejou-o bom show e se afastou. Foi até Pietro, que parecia preocupado com o que poderia acontecer.

— Eu estou muito chateado por você . Está dando todo aquele dinheiro para livrar um homem que não tem a menor consideração por você! Vocês não são ao menos amigos!
— Você sabe que eu tenho duas coisas a qual eu não nego: a minha palavra e a minha consciência! Saber que pode perder a vida por causa de Okasian, enquanto eu poderia impedir é o tipo de coisa que pesa mais em minha consciência, do que não desejar mais ser atribuída aos negócios ilícitos da minha família.
— Eu me pergunto se você já se deu conta de que está apaixonada, ou se continuará fingindo.
— Não é paixão. É solidariedade repentina. Considere que meu espírito Natalino chegou mais cedo este ano.
— O que vai sobrar é o mínimo para pagar as dívidas da Insanity,
— Em contrapartida, o dinheiro que vou fazer com a Purple é maior do que faço com a Insanity. Prostituição é uma mina de ouro e você sabe disso, do contrário, eu não seria uma com todo o império que minha família construiu, não é? E depois, pretendo que seja temporário! Angel vai fazer exatamente o que eu pedi, então não se preocupe Pietro, as dívidas não serão mais problemas.
— Isto é o que nós temos esperança que aconteça, mas dividindo lucros, quanto tempo você terá para quitar tudo? Não responda! Porque você sabe que está colocando seu pescoço na mira.
— Certo Pietro. Você está certo! Eu sei disso, ok? Irei trabalhar três vezes mais, e posso garantir que se o Okasian sonhar em dar para trás com as condições da Angel, Wang adorará receber carta branca quanto ao fim do nosso “amiguinho”!
— Seria tão melhor você não se meter nisso…
— Mas estou metida no momento em que Wang descobriu quem era e a nossa… Nosso caso!
— Então é isso… Não é solidariedade repentina, é medo do Wang matar por ciúme de você! Que merda! Wang não vai superar a história de vocês nunca?
— Ele vai superar no dia em que eu realmente escolher alguém.
— Pelo visto já escolheu, vendo tudo o que tem feito…
— Pietro, não fantasie. e eu, não temos e nem somos nada um do outro. É só sexo.
— E você vai contar ao , não é? Ele deve saber da boa que você está o livrando.
— Ele não saberá de nada, entendeu Pietro?

O tom inquisidor dela não deu brechas para insistências. O show durou mais alguns minutos e como esperado, Jackson solicitou para que fosse apresentado a Lumiya. os apresentou e disse para Noob, que estava próximo dos três, que Wang poderia subir ao escritório dela se quisesse. Jackson entendeu e iniciou a caçada à Lumiya, sem saber que era ele quem era caçado.
A garota se mostrou muito interessada e começou a se pegar com Jackson na área de funcionários, ainda vestida por seu roupão pós show, e nua.

— Vamos subir.! – Jackson ordenou.

Lumiya concordou e à porta do escritório, antes de entrar, fez seu jogo sentindo as mãos grandes de Jackson passeando em suas curvas.

— Ain.. Jackson… Eu tenho um pedido. – informou manhosa e o homem murmurou sem tirar os lábios do pescoço dela — Você pode… Me dominar?
— Ah gostosa, você prefere assim? Que ótimo, porque eu não costumo ser dominado…

Ele abriu a porta bruscamente e empurrou Lumiya para dentro, com o próprio corpo, apalpando a bunda dela e a fazendo gemer. Quando estava dentro, trancou a porta, e depois de chegar bem perto dela, Jackson puxou o roupão imediato, e Lumiya o deixou fazer o que quisesse. Não que ela não gostasse daquilo. O sexo entre Jackson e Lumiya foi sujo, selvagem e extremamente prazeroso, o que tornou difícil para a dançarina parecer obrigada no vídeo, mas Lumiya, apesar de tudo isso, encarnou bem a personagem.

O celular de , estava em sua bolsa, silenciado. Em seu escritório. não sabia e ao imaginar que estava sendo ignorado de propósito, rumou para a Insanity. Entrou e encontrou o lugar tão lotado como não encontrava nos últimos tempos. Pietro o viu e rapidamente foi na direção dele.

, o que faz aqui?
— Por acaso não sou frequentador da casa? Onde ela está Pietro?! Por que ela não me atende!?

Pietro notou que o rapaz viera atrás de e não sairia sem vê-la.

— Está na sala dos funcionários, venha!

Mais do que depressa ele guiou para a ala dos funcionários, até porque não poderia deixar que Bambam ou os capangas dele vissem . não estava ali. Estava fazendo as honras para seus principais clientes já que seu escritório era usado por motel. Pietro inventou uma desculpa ao de que ela deveria ter saído e o pediu para aguardar ali. Disfarçadamente avisou e não demorou para a mulher surgir apressada onde estava. Ele estava sentado em uma banqueta daquela sala de convivência dos funcionários, e trancava a porta atrás de si. O encarou com dúvida e espanto:

— Está fazendo o quê aqui?
— Oi , é bom te ver também! – ironizou ele.

Ela cruzou os braços e sorriu amena:

— Oi . O que te traz aqui hoje?
— Você.

— Por que não me atende? – ele a interrompeu.
— Okasian te deu o meu número!? – ela perguntou fingindo-se brava.
— Qual o problema? Por que não posso ter o seu número e por que não me atende?
— Porque não temos este tipo de relação, e porque não estou com meu celular. Ele está no escritório.
— Que tipo de relação nós temos então ?
— Somos apenas, desconhecidos que transam ocasionalmente. Isso não é uma relação… mas

se levantou rápido e puxou o corpo dela junto ao seu, e depois de beijar a boca dela de forma feroz, beijou seu pescoço e desceu as mãos pelos seios dela os apertando.

— Vamos subir!
— Não. – ela respondeu interrompendo os beijos: — Tem um cliente importante o usando com uma dançarina, não vai dar para gente…
— Então nós fodemos aqui mesmo, gostosa. – a interrompeu já puxando o zíper do vestido dela.

Imprensou o corpo de em uma mesa que havia ali e despiu-se tão rápido que ela o encarou sem entender de onde vinha todo aquele fogo repentino. Depois que puxou sua calça e sua cueca, começou a esfregar a mão de em seu pau, propositalmente e a mulher não resistiu. Começou a se sentir desejada e desejável de sentir o pau de em seu corpo. Abaixou-se para fazer um oral nele, mas não durou muito. estava tão puto com a situação por Liu, e tão puto por ter pensado em como sua namorada oficial, apenas para se livrar das paixões que tinha por Liu, que aquele sentimento transparecia na transa. Levou a mão à nuca dela, puxou para cima, sem que a mulher entendesse o que ele fazia, a beijou com vontade, tirou um seio dela pra fora e delicadamente acariciou o bico do seu seio. gemeu baixinho, e logo enrolou a mão no cabelo dela, e chupou o seu pescoço.

— Caralho … Você está tão gostoso hoje..
— Eu te quero toda em mim…

Ele virou o corpo da mulher de costas, e se apoiou ali na mesa e afastou as pernas. puxou a calcinha dela para o lado. E a penetrou. Os dois exploravam-se cada vez mais com desejo, e cumplicidade.

Quando Jackson liberou Lumiya, a mulher visivelmente abalada saiu do escritório em busca de . já havia dispensado . O informou que não poderia sair com ele, por conta do seu cliente. Não foi fácil convencer de ir embora, ele queria aguardar ali curtindo umas bebidas e o clima agradável de felicidade que havia na Insanity, mas novamente, teve que jogar. Ela pediu para ele esperá-la em seu apartamento que após a “reunião” com o cliente, ela iria até lá encontrá-lo. não entendeu o motivo daquilo, mas acreditou que ela falava a verdade sobre não poder ir. Não entendia por que não podia esperar ela ali, mas era cheia de mistérios e seria ótimo esperar ela no conforto da sua casa.

— Jackson te espera lá em cima… – Lumiya falou ao encontrar conversando com Pietro pelo saguão.
— Você está bem? – a dona do clube perguntou preocupada à sua dançarina.
— Não poderia estar melhor, mas… Estou cansada. Posso ir embora?
— Vá. Descanse, e Lumiya, muito obrigada. Vou te recompensar muito bem!
— Até que eu gostei. Não foi ruim, pelo contrário.

e Pietro sorriram para Lumiya. sabia exatamente a sensação que Lumiya estava sentindo… Pietro se encarregou de acompanhar a dançarina até seu carro no estacionamento, e subiu. Adentrou ao próprio escritório e viu um Wang estirado no sofá, ainda sem camisa.

— Então Wang? Podemos ir direto ao ponto agora?
, obrigado por me emprestar seu escritório.
— Demorou bem mais do que eu imaginava, e certamente será desinfetado todo amanhã… Mas, finalmente podemos conversar sério.

Wang se levantou vestindo sua camisa, foi ao seu cofre e tirou a mala. Abriu-a sobre a mesa de centro revelando o dinheiro. Jackson olhou para a maleta, em seguida para e remexeu o dinheiro. Observando as notas em sua mão, Jackson foi pontual:

— Vendo você arriscar o negócio assim… Tem muito medo que eu mande matar o seu garotinho, não é?
— Estou apenas me livrando da concorrência de Okasian e ampliando meus negócios.
— Eu estou ciente das dívidas . Queria ver até onde ia arriscar seu pescoço. Pelo visto, nem mesmo você sabe.
— Mas que inferno! Está decisão é minha! Me pertence e eu não vou aceitar que ninguém fique dizendo que estou cometendo um erro! – explodiu, mexendo nos cabelos, andando em círculo e sendo incisiva: — Eu sou , eu coloquei o nome da minha família em pé de novo, sem depender dos métodos antes usados por eles, e venci com muito trabalho! Eu assumo que irei triplicar meu patrimônio com este negócio!
— Não tenho dúvidas disso.

Jackson fechou a maleta e se levantou caminhando até que estava enraivecida, nervosa e não queria mostrar fragilidade. Ele sabia de tudo aquilo só pelo tom de voz de sua ex-namorada. Jackson acariciou o rosto dela, que não demonstrou sentir-se ofendida. Ela sabia afinal, que ali não era Wang, o mafioso, apenas Jackson, o seu amigo.

— Não tenho dúvidas que você irá fazer da Purple um grande negócio, e sem que Okasian atrapalhe, mas o que eu e acredito que, todas as pessoas que estão te falando que isso é um erro, queremos dizer … É que houve uma auto traição... E no meu caso, olhando a sua atitude de hoje, até houve injustiça comigo. Você me abandonou por minhas ilicitudes, dizia que não era isso que desejava para sua vida, e que não participaria de nada do tipo. Me pediu pra escolher entre nós, e minhas obrigações com a máfia. E olha exatamente onde você está indo…
— Jack… – há muito tempo ela não pronunciava o apelido dele — Eu não estou me traindo, eu te prometo que não vou ser injusta com a nossa história.
— Sendo assim… – ele se afastou dela e pegou a maleta, indo até a porta e a disse: — Eu não vou fazer nada com o , já que isso parece ser importante a você, mas eu espero que ele te mereça. Porque no mínimo sinal de que ele te fará sofrer, eu vou esquecer que você me entregou essa grana, e me prometeu todas aquelas coisas sobre a Purple, e o caço.
— Não há nada entre ele e eu! Já te falei que quando eu me apaixonar você saberá! – esbravejou novamente.

Jackson riu e deu de ombros. Para ele, não percebia que já estava envolvida. Ele fechou a porta sem uma grande despedida, e ela foi ao cofre e pegou sua bolsa. Fechou-o, saiu dali a encontro de Pietro e pediu que não só providenciasse uma limpeza, uma grande faxina em todo o escritório, quanto fechasse a casa naquela noite. Quando Pietro perguntou a ela onde iria, pensou na resposta.

Hm… Você pode até tentar ir para casa, mas dá para ver em seu rosto confuso que é até ele que você quer ir

Ela abaixou a cabeça e esfregou os olhos.

— Não pense muito! O que está feito está feito! Vá, ele deve mesmo estar te esperando.
— O pior é que ele me espera, Pietro, mas não era eu quem ele queria que estivesse lá.
— Então agora você sabe a grande merda em que se meteu?
— Pietro! Por favor! Eu não estou buscando culpados! Eu vou, mas irei pela última vez. Tenho que dar um basta nisso.
— Boa sorte.

Ela dirigiu até a casa de . Ou melhor, até a cobertura do condomínio luxuoso. Ele já a esperava, sua entrada havia sido liberada. Assim que viu a porta do elevador particular abrir, ela suspirou pesadamente e caminhou para fora. Queria estar com ele, não era sacrifício algum, mas sabia que precisaria parar. Caminhou até a porta do hall, e abriu-a. No salão de recepção ninguém estava ali. Não havia ruído ou som de presença masculina, era como se a cobertura estivesse vazia. Trancou a porta e deixou sua bolsa por ali. Descalça foi até o quarto dele que se lembrava, e viu dormindo de cueca, de bruços e profundamente. Sorriu incrédula. Era aquele tipo de “vou te fazer ficar acordada a noite toda gemendo” que ele a prometera? Ela, cautelosa foi ao banheiro suíte e encheu a banheira. Ali mergulhou um tempo, pensando se deveria mesmo dormir com , ou ir embora. Queria dormir com ele como se nada tivesse acontecido, e como se eles fossem um casal. Mas, não era certo. Ele amava outra e ela não poderia se tornar este tipo de mulher que ama sem reciprocidade. Um suspiro cansado saiu de sua boca, e ela não notou a presença de a observando até ouvir alguém entrando na água.

! Eu te acordei?
— Não, mas deveria.

Ele sentou-se do outro lado da banheira e a chamou para perto. foi até ele e apoiou as mãos em seu peito, enquanto ele apoiou as mãos na bunda dela. Num abraço muito próprio dos dois, eles beijaram-se. Não era um beijo ardente, nem cheio de malícia e tampouco cheio de amor. Era um beijo cúmplice, um beijo sonolento e um beijo desejado por ambos. Não falaram nada. Ela encarou os olhos pequenos, quase fechados de e que lhe davam um ar safado e sedutor, que ela sabia que ele tinha, mas que também não revelava o lado carente dele. O mesmo lado que ela conheceu há muito tempo atrás, quando ela foi apenas a primeira transa que o levou às nuvens, e vice versa. encarava o rosto e olhar de , e ele parecia estar pensando o mesmo.

— Lembra da primeira vez que transamos
Uhum. E não posso nem esquecer já que tem uma música sobre isso. – ela zombou.
— Foi louco né?
— Foi sim.
— Nestes últimos tempos em que temos nos encontrado… Você sentiu-se como daquela vez de novo?
— Não sei. Sinto como se nossos corpos já se conhecessem então não sei se posso dizer que são as mesmas sensações. Mas eu gosto da nossa foda. E você?
— Eu gosto também. Eu sinto que posso ser livre com você. – respondeu e fechou os olhos apoiando a cabeça na beira da banheira.

se acomodou mais sobre o corpo dele, e fechou os olhos recostando sua cabeça no peitoral de .

— Eu te entendo. – ela respondeu baixinho.



¹Referência a minha outra fanfic: “All I Wannna Do”.



FIM



Nota da autora: Mais uma short do especial! E este casal estou amando escrever! Se tu não leste antes as histórias passadas, não perde tempo: Replay e I don't Disappoint ! Espero que gostem dessa também! Deixem comentários, por favor, e até a próxima! 😍





Outras Fanfics: todos links na página de autora.
Deste Especial: Ensaio Sobre Ela, Castelo de Cartas, Teoria da Branca de Neve e Nevasca.
Deste Especial (Saga Jay Park): – exatamente nesta ordem: Replay, I don’t disappoint, Feature, Limousine, Alone Tonight e I Hope You Stay With Me.
Deste Especial (Saga Aventura na Ásia): – exatamente nesta ordem: Run It, Oasis e Solo.


Qualquer erro no layout dessa fanfic, notifique-me somente por e-mail.


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