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Última atualização: 06/10/2021

Prólogo

A plataforma 9 ¾ estava cheia como em todo dia primeiro de setembro. As famílias se despediam de seus membros mais jovens e gritavam desesperadamente para que esses não esquecessem parte de suas coisas para trás, como já era um costume. Animais se perdiam entre uma pessoa e outra, e choros podiam ser ouvidos de todos os lados, principalmente das mães de primeiranistas, que sentiriam saudades.
viu de longe a amiga, , tentar alcançá-la, porém, um grande cachorro preto atrapalhava seu caminho, fazendo-a bufar com sua edição do Livro Básico de Feitiços em mãos. A garota pareceu reclamar sozinha, desviando do grupo que a tirara dos sagrados segundos a mais na procura por uma cabine.
- Vejo que já está se preparando para mais um ano. - apontou para o livro na mão da amiga, depois de soltá-la de um longo abraço e começar a caminhar pelo corredor. Havia sido um longo verão de apenas cartas e mais cartas trocadas, mas essas diminuíram nos últimos dias antes do embarque devido à viagem que fizera com sua família.
- Sim, passei o verão todo pensando nos NOM’s, já quis me preparar. - sorriu, se sentando ao encontrar um vagão vazio e vendo a amiga fazer o mesmo. - Você viu algum Weasley? - perguntou, ansiosa.
- Algum Weasley? Ou algum Weasley em particular? - riu, fechando a porta do vagão, que provavelmente logo seria aberta novamente por alguém.
- Ai, , você sabe… - ela também riu. - Um verão inteiro sem vê-lo. - suspirou teatralmente.
- Tenho certeza de que foi uma tortura, mas ainda não vi um Weasley. No entanto, logo verei, pelo que soube, Ron é o monitor da Grifinória. - a garota deu de ombros, se encostando na janela.
- E por falar nisso, estou tão feliz por você, monitora da Corvinal! - segurou na mão da amiga, apertando-a. - Seus pais disseram o que sobre? Devem ter amado.
- Minha mãe só faltou vir para Hogwarts com a gente para me exibir para todos. Meu pai foi incrível como sempre, me deu um aperto de mão e seguiu a vida. - falou, dando de ombros. - Mas eu estou feliz. Só queria que pudessem ser duas garotas, e não ter que dividir o tempo com Goldstein, ele me tira do sério.
- Quem não te tira do sério? - riu. - Mas não esperava atitude diferente da sua mãe, e, bom, do seu pai também.
- Como estão seus pais? Sua mãe está defendendo muita gente? - perguntou, referindo-se à mãe trouxa da amiga, que atuava como advogada do Estado em Londres.
- Como sempre, né? Mas é o que ela ama, apesar de eu detestar aquela galera com quem ela trabalha. Você viu a última matéria do meu pai? Ele se dedicou tanto na confecção que foi até elogiado no Profeta. - o pai de era jornalista.
- A matéria dele foi a única boa nos últimos tempos, na verdade. Ele está sofrendo muito na edição? Afinal, não se fala em outra coisa no jornal além de Harry e Dumbledore. - suspirou, lembrando-se dos acontecimentos do final do Torneio Tribuxo no final do ano letivo, que levaram a um rumor sobre o retorno de Você-Sabe-Quem.
- Nem me fala, ele está preocupado com essa história toda, minha mãe é trouxa, se ele estiver mesmo de volta… - fechou os olhos.
- Diz o Ministério que não tem qualquer chance, não? Mas não sei o que pensar, considerando o que vimos naquele dia. Bom, não coloco a mão no fogo por ninguém, mas Harry teria que ser um ótimo ator para que neguem tanto suas palavras. - apontou para o garoto, que passava no corredor em busca de um vagão para ficar com os amigos.
- Eu só me lembro daquele sofrimento todo, não é possível que seja encenação, mas só de pensar que possa ser verdade me preocupa muito. Enfim… - o clima pesou entre as meninas, aquele ano estava cheio de incertezas. No fundo, temiam o que estava prestes a acontecer, afinal, com certeza não havia outro assunto naquele momento.
As garotas ficaram em silêncio por alguns segundos, apenas considerando suas palavras enquanto o trem começava a se mover. ria do cachorro preto que atrapalhara mais cedo, que corria na plataforma como se pudesse seguir seu dono.
- Esse lugar está ocupado? - as garotas rolaram os olhos com a frase de todos os anos que insistia em repetir ao abrir a porta do vagão das duas, como fizera quatro anos antes pela primeira vez.
- Está, vá se sentar em outra cabine. - riu, implicando com o amigo.
- Passa o verão inteiro longe de mim e é assim que me recepciona? Vou embora então, tchau. - dramatizou.
- Todo ano a mesma coisa, vocês dois vão mudar o disco alguma vez? - brincou . - E lá vem o outro engraçadinho. - apontou para a porta sendo aberta pelo amigo lufano.
- Agora estamos completos? - Ernie brincou ao se sentar ao lado de e de frente para .
- Claro, que venham os NOM’s. - brincou, recebendo caretas de todos.

Capítulo Um

Naquela noite, o teto encantado era negro, sem quaisquer estrelas, refletindo o que haviam acabado de ver durante o caminho do trem até a escola nas carruagens. Os fantasmas de Hogwarts estavam espalhados pelo salão em meio aos alunos que tanto conversavam e trocavam informações sobre seus verões. Ao menos, até que os alunos novos entrassem no salão, o que fez com que todos de cada uma das casas virassem as cabeças para acompanhá-los até a frente junto à professora McGonagall, onde encontrariam com o Chapéu Seletor para descobrir a casa que os acolheria durante os próximos sete anos.
O Chapéu Seletor era um grande responsável pelas boas-vindas, e enquanto os mais velhos esperavam por sua voz soar no Grande Salão com a mensagem daquele ano, não podiam imaginar o que viria.

Antigamente quando eu era novo
E Hogwarts apenas alvorecia
Os criadores de nossa nobre escola
Pensavam que jamais iriam se separar:
Unidos por um objetivo comum,
Acalentavam o mesmo desejo,
Ter a melhor escola de magia do mundo
E transmitir seus conhecimentos
"Juntos construiremos e ensinaremos!"
Decidiram os quatro bons amigos
Jamais sonhando que chegasse um dia
Em que poderiam se separar,
Pois onde se encontrariam amigos iguais
A Salazar Sonserina e Godrico Grifinória?
A não ser em outro par semelhante
Como Helga Lufa-Lufa e Rowena Corvinal
Então como pôde malograr a idéia
E toda essa amizade fraquejar?
Ora estive presente e posso narrar
Uma história triste e deplorável
Disse Sonserina:"Ensinaremos só
Os da mais pura ancestralidade."
Disse Corvinal:"Ensinaremos os
De inegável inteligência."
Disse Grifinória:"Ensinaremos os
De nomes ilustres por grandes feitos."
Disse Lufa-Lufa:"Ensinaremos todos,
E os tratarei com igualdade."
Diferenças que pouco pesaram
Quando no início vieram à luz,
Pois cada fundador ergueu para si
Uma casa em que pudesse admitir
Apenas os que quisesse, por isso
Sonserina, aceitou apenas os bruxos
De puro-sangue e grande astúcia,
Que a ele pudessem a vir igualar,
E somente os de mente mais aguda
Tornaram-se alunos de Corvinal,
Enquanto os mais corajosos e ousados
Foram para o destemido Grifinória.
A boa Lufa-Lufa recebeu os restantes
E lhes ensinou tudo que conhecia,
Assim casas e idealizadores
Mantiveram a amizade firme e fiel.
Hogwarts trabalhou em paz e harmonia
Durante vários anos felizes,
Mas então a discórdia se insinuou
Nutrida por nossas falhas e medos.
As casas que, como quatro pilares,
Tinham sustentado o nosso ideal,
Voltaram-se umas contra as outras e
Divididas buscaram dominar.
Por um momento pareceu que a escola
Em breve encontraria um triste fim,
Os duelos e lutas constantes
Os embates de amigo contra amigo
E finalmente chegou uma manhã
Em que o velho Sonserina se retirou
E embora a briga tivesse cessado
Deixou-nos todos muito abatidos.
E nunca desde que reduzidos
A três seus quatro fundadores
As Casas retomaram a união
Que de início pretenderam manter.
E agora o Chapéu Seletor aqui está
E todos vocês sabem por quê:
Eu divido vocês entre as casas
Pois esta é minha razão de ser
Mas este ano farei mais que escolher
Ouçam atentamente a minha canção:
Embora condenado a separá-los
Preocupa-me o erro de sempre assim agir
Preciso cumprir a obrigação, sei
Preciso quarteá-los a cada ano
Mas questiono se selecionar
Não poderá trazer o fim que receio.
Ah, conheço os perigos, os sinais
Mostra-nos a história que tudo lembra,
Pois nossa Hogwarts corre perigo
Que vem inimigos externos, mortais
E precisamos unir em seu seio
Ou ruiremos de dentro para fora
Avisei a todos, preveni a todos...
Daremos agora início à seleção.


encarou , ambas reconhecendo a feição assustada uma da outra. Nunca haviam ouvido algo que parecera tão sério do Chapéu, e todos no salão pareciam pensar o mesmo. Até mesmo alguns sonserinos pareciam surpresos, o que, considerando a história, poderia ser estranho; mas alguns também sorriam malignamente com a ideia do fim, era possível notar.
- Você quer falar sobre isso? - perguntou, sussurrando para a amiga.
- Definitivamente. - respondeu, trocando um olhar com a amiga.
- Me coloquem nessa conversa. - falou, prestando atenção nas duas. O garoto estava sentado estrategicamente atrás das amigas na mesa ao lado como sempre fazia. Elas afirmaram, logo voltando a prestar atenção quando Lola Altref era selecionada para Sonserina.

🏰


tomou o último gole de seu suco de maracujá enquanto comia o que parecia ser sua vigésima bolacha. Ela cutucou a amiga, olhando ao redor. Passaram a noite agoniadas, querendo que pudessem se juntar o quanto antes com os amigos para debater sobre as boas-vindas mais estranhas que já tiveram em Hogwarts. virou para trás, chamando com um “shh” e tocando a própria bochecha delicadamente três vezes, enquanto se balançava de uma forma que tentava que fosse discreta para chamar o primo na mesa da Lufa-Lufa, fazendo o mesmo sinal. Notando a movimentação das duas, os garotos entenderam que era para que saíssem o quanto antes dali e as encontrassem no lugar de sempre. Aquele era o sinal deles.
- Finalmente vocês olharam. - chamou a atenção dos amigos assim que eles apareceram em seu campo de visão, descendo as escadas ao passar pelo Corujal.
- Parece que vocês nunca viram comida na vida, não sei por que ainda me surpreendo. - deu de ombros, vendo os garotos rolarem os olhos com a chamada de atenção desnecessária.
- Vocês estão desesperadas demais. - Ernie riu, sentando-se no canto próximo à torre e levando todos com ele.
- E vocês não? - os olhou, incrédula.
- Claro que estamos, quem é o único nascido trouxa aqui? - respondeu, revirando os olhos.
- Drama. - falou, dando de ombros. - O Chapéu Seletor não falou nada para assustar só nascidos trouxas, aquilo foi um recado geral, isso me dá arrepios. Só não me dá mais arrepios do que aquela professora nova de Defesa Contra As Artes das Trevas. - a garota fez uma careta e viu que concordava. - Até Dumbledore estava me dando arrepios ontem, mas ela o interromper foi o pior.
- Fora que ela tem uma cara de sapo. - comentou, rindo. - Duvido que ela seja melhor que os outros professores que tivemos antes nessa matéria.
- Não que tenhamos ótimos professores nessa área. - Ernie lembrou, rindo. - Às vezes quase acho que Snape deveria finalmente ganhar o cargo para ver se ele ensinaria algo decente.
- Para ele ser injusto e privilegiar a Sonserina? Não, obrigado. Já basta Poções. - falou, sabendo o quanto sofria na mão do professor.
- Não me lembre de Poções. - resmungou, suspirando. - Mantenho minhas notas boas, mas apenas o suficiente, não consigo fazer mais que isso. É minha meta para o ano. - deu de ombros.
- Além de tudo o que aconteceu no Salão, eu e precisávamos comentar sobre a reunião de monitores. - Macmillan falou, fazendo a prima concordar.
- Malfoy e Parkinson de monitores vai ser a pior coisa do século, eles mal ouviram as instruções e fizeram tudo de qualquer jeito já na chegada dos alunos. Não que eu esperasse melhor, sabe? Mas é insuportável de ver, e Malfoy ainda me aterroriza, ele é péssimo. - começou.
- Hermione tentou coordenar os monitores, foi um tanto quanto engraçado, principalmente quando ela percebeu que o fazia e Ron a fez parar. - Ernest contou.
- É tão coisa dela ser assim. E o Ron? Deve ter ficado perdido. - questionou.
- Como sempre, né? - zombou.
- Mas a parte mais feliz do dia para foi Goldstein todo feliz de ser monitor ao lado dela. - Ernest brincou, recebendo um dedo do meio da outra.
- Vou te ignorar para não te jogar uma azaração logo no primeiro dia. - reclamou. - Mas o importante a contar era realmente sobre o de sempre, Sonserina. Cuidado com os dois, eles não estão para brincadeira, vão dar detenção a quem pisar torto em frente a eles. Eles pareciam os únicos felizes naquele vagão, sem qualquer preocupação com o mundo externo.
- Claro, com os privilégios que terão. Eu tenho asco do Malfoy e companhia. - bufou.
- Que aulas vocês têm agora? - Ernie perguntou. - Eu vou focar em estudar para tentar esquecer o discurso do chapéu. - riu.
- e eu temos uma incrível estúpida aula de Adivinhação, precisávamos preencher a grade, e mais uma aula de Poção não ia dar. - respondeu quando viu que as encarava, confuso, antes da explicação.
- Adivinhação não dá, estou em Runas Antigas. - fez uma careta. - A professora só prevê mortes, imagina agora com o discurso do chapéu?
- Quem sabe a situação não seja invertida? - brincou Ernie.
- Duvido, mas não custa acreditar, não é? - complementou, cansada.
- Eu tenho Transfiguração e Poções pela manhã. - Ernest falou. - E você, ?
- Vou conhecer a professora nova, tenho Defesa, e depois Feitiços. - deu dê ombros. - Atualizo vocês para saberem como será a aula.
- Não é por nada, mas creio que se atrasar para a aula dela não seja a melhor forma de começar. - lembrou.
- Por Merlim! Já estou indo, nos falamos depois. - saiu em disparada, fazendo os amigos rirem do jeito dele. e se despedirem do amigo lufano, e caminharam em direção a tortura matinal.

- Espero que vocês gostem das cópias de Oráculo dos Sonhos, de Inigo Imago, que estão sobre suas mesas. A interpretação dos sonhos é um dos meios mais importantes para ler o futuro, eles sempre podem ter um significado oculto, que será o que aprenderemos durante nossas aulas nessa primeira parte de nosso ano letivo. - a professora Trewlaney falou, parecendo animada com aquela aula, o que ia contra as expressões de todos que a encaravam e tocavam o livro com desgosto. - Vocês podem abrir o livro e ler o primeiro capítulo antes que eu possa iniciar com mais informações, por favor. - ela virou-se para janela da Torre Norte e deixou com que os alunos encarassem as páginas amareladas com expressões de interrogação e suspiros desanimadores.
olhou para os demais alunos e seus olhos pousaram na mesa atrás delas, na qual havia dois sonserinos, eles estavam vermelhos de tanto rirem da professora, ela revirou os olhos, cutucando .
- Nunca mudam, não é? Ninguém curte a aula, mas esse comportamento é extremamente rude.
- O que neles não é rude, ? É difícil seguir qualquer conselho do Chapéu Seletor dessa forma. - falou, olhando de forma discreta para trás. - Ah, não podia ser outro, não? - reclamou, rolando os olhos.
- Claro que tinha que ser o , só o Malfoy consegue ser pior que ele.
- Pelo menos o gato do Malfoy não saiu tentando matar Wiggs. - resmungou, lembrando da briga que seu gato tivera com o de Burke no ano anterior, onde seu gato quase foi morto pelo do sonserino, que estava achando graça da situação. Aquele fora apenas o acontecimento mais recente entre eles, que já tinham diversas discussões desde uma aula de Feitiços no terceiro ano.
- , não dá para negar que mesmo o sendo um babaca, ele é bonito, prefiro ele ao Malfoy. Eu sei que o mascote dele tentou matar o Wiggs, mas temos que ser sinceras.
- Jura, ? - reclamou. - Você fica melhor se preocupando com o Weasley. - brincou, tentando virar-se para se concentrar no primeiro capítulo do livro enquanto os demais alunos não conseguiam manter a boca fechada também.
- Fred é muito mais gato, mas tenho olhos, né? Se não fosse tão insuportável… - virou seu olhar para trás, olhando o garoto, mas negou com a cabeça quando viu a brincadeira infantil que ele fazia com o parceiro.
Os garotos pareciam concentrados em Itriz, uma garota da Grifinória do terceiro ano, que estava sentada do outro lado da sala e tentava ler o livro, porém, esse não parava de mover-se sobre a mesa. se virou para trás e viu que agitava sua varinha debaixo da mesa sem perder o contato visual com o livro dançante.
Respirando fundo, a garota puxou a própria varinha de sua capa e delicadamente apontou para o livro na frente de Burke, murmurando “engorgio” e virando-se para frente, ouvindo apenas o garoto xingar quando o livro cresceu de forma desproporcional em sua frente, prendendo a mão de Nott, seu companheiro fiel, na mesa. olhou para trás com o grito do garoto, riu baixinho, sabia que a amiga tinha feito aquilo.
sorriu, fingindo concentrar-se no livro, e ficou satisfeita em ouvir Nott reclamar.
- Qual o seu problema, ? - perguntou, batendo uma mão na outra como se quisesse se livrar da dor.
- Você viu o que eu estava fazendo, idiota, como eu poderia ter feito isso.
- E como você fez isso?
- Eu não fiz. - falou, irritado, provavelmente se perguntando como o amigo podia ser tão desligado.
- E como vai resolver?
- Vamos lá, Burke, é um feitiço simples, até Nott é capaz de pensar um pouco. - zombou, virando-se para trás. O sonserino a encarou, adquirindo um tom avermelhado em suas bochechas.
- Patéticos, isso que vocês dois são. - se virou para trás, revirando os olhos. - Leiam o capítulo e parem de falar alto, estão nos atrapalhando. - virou-se para frente, fingindo prestar atenção, mas rindo de como a mão de Nott havia ficado.
- Se você é tão esperta, Bulstrode, consegue se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo, cuide de sua vida. - rosnou Burke. - Macmillan, desfaça isso. - grunhiu.
- Se você passasse mais tempo estudando feitiços decentes invés de se concentrar em coisas tão estúpidas para irritar os outros, talvez você soubesse uma coisinha ou outra. Vá mexer com alguém do seu tamanho e deixe a menina em paz. - reclamou, virando-se para frente e ignorando os chamados do rapaz na mesa de trás.
- Amiga, eu te amo. - comentou e elas fizeram um toque de mãos, enquanto riam. - Macmillan 1 x 0 Burke.
respirou fundo enquanto Burke ainda parecia tentar pensar e Nott o atrapalhava, falando diversos feitiços que pudessem contrafazer para que o livro retornasse para seu tamanho normal.
A garota colocou a mão em seu livro e começou a ler a primeira linha, assim como a amiga fazia ao seu lado, mas antes que pudesse terminar o primeiro parágrafo, viu a ponta do objeto em chamas. Ela devia saber que o sonserino não deixaria passar.
- Qual é o seu problema, Burke? - tentou manter a calma enquanto via a amiga apagar o fogo que parecia queimar devagar, murmurando “aguamenti”.
- Eu quem devia perguntar. Você tem certeza de que não está na casa errada? Sempre fiquei com essa dúvida, afinal, seu rancor pode te consumir um dia. Acho que Wiggs está precisando de uma visitinha de Yrve, não acha? - o garoto deu de ombros, sorrindo de forma maliciosa, como se a ideia o agradasse.
- O quê? Eu na Sonserina? Você é louco. E ouse mandar seu gato vir fazer uma visitinha para o Wiggs, vai receber um rato de volta, assim como você.
- Você já foi mais inteligente, . Você sabe o que cobras fazem com ratos, não? - o garoto riu, mexendo no livro em sua frente.
- Eu só acho que você devia resolver seu problema com o livro, Burke, porque estou sonhando com tantas coisas nesse momento que você deveria ver o significado. - reclamou. - E, por favor, vê se aprende alguns feitiços melhores, está ficando chato o uso repetitivo de “Inscendio”. - falou, apontando a varinha para ponta da capa do garoto que estava arrastando no chão, vendo-a chamuscar antes que ele a apagasse. - Bem-vindo de volta, Burke, começamos a contar.

A aula foi finalizada e não houve mais nenhuma provocação de Burke para com , e as garotas puderam finalizar a leitura do capítulo. Como previram, a professora Trewlaney passou lição para que fizessem para a próxima aula. As garotas estavam saindo da sala quando no final das escadas, elas viram uma cabeleira ruiva, e , como ninguém, sabia diferenciar os ruivos, então seu coração já estava disparado. Ela puxou até que alcançassem o rapaz e suspirou, tocando-o no braço
- Oi, Fred! - ela tinha um sorriso enorme no rosto, fazendo o rapaz automaticamente sorrir também com o entusiasmo dela.
- Olá, . Oi, ! - ele se aproximou, dando um rápido abraço nela. apenas acenou, ficando calada. - Como foram as férias?
- Foram muito bem. - respondeu rapidamente, riu, a amiga não conseguia disfarçar, Fred deveria ser cego por não perceber nada. - E a de vocês? Muitas aventuras?
- O de sempre, só que agora estamos vendendo algumas coisas na Escola, então se precisarem de algo, só me procurar. São as Gemialidades dos Weasleys. - ele piscou para elas, e quase teve uma síncope nervosa.
- C-claro, pode deixar. - ela ajeitou os cabelos, enquanto ainda o encarava.
- Nos vemos, meninas. E precisando, é só falar comigo ou com George, ok? - se aproximou, acenando para ele.
- Pode ter certeza que vai ser com você. - resmungou e torceu para que o ruivo não tivesse a ouvido, sorrindo quando o viu acenar de volta, sumindo de suas vistas. - Ops. - riu, cobrindo a boca com a mão.
- , por Merlin, se ele escutasse eu iria falar o quê? Que vergonha. - ela sentiu as bochechas muito quentes. - Você viu como ele ficou perfeito com o corte de cabelo? - ela suspirou, encantada.
- , se ele te escutasse, seria algo incrível, porque eu não vejo outra maneira de você finalmente abrir a boca. - reclamou da amiga e sua paixão guardada desde sempre.
- Eu acho que ele não ficaria comigo, por isso não falo, sabe? E se ele se afastasse também? Eu não suportaria. Prefiro que as coisas fiquem assim, não quero me arriscar. - fez um biquinho, chateada.
- Um risquinho às vezes vale a pena. No fundo, temos um pouquinho de cada casa em nós, você precisa achar sua parte grifinória. - brincou, puxando a amiga para um abraço e a levando por entre as pessoas.
- Um dia, um dia eu juro que conto. Preciso encontrar essa parte grifinória logo. - riu, seguindo com a amiga.

🏰


- Já quero dizer que o ponto alto do meu dia foi a finalmente encontrando o Weasley. - falou, sentando-se por último com os amigos no mesmo lugar que mais cedo.
- Finalmente, já não aguentava mais ela falando do Weasley, ou a todo momento me perguntado se tinha o visto. - Ernie comentou. revirou os olhos, entediado com o rumo da conversa.
- Ele está ainda melhor que antes das férias, se é que é possível. - abriu um sorriso fofo.
- Será que podemos falar de algo realmente importante? - falou, encerrando o assunto. - Ninguém quer saber como foi minha aula de DCAT? Porque não é possível que não tenham ouvido sobre pelos corredores.
- Meu Deus, é verdade, você estava na aula com Harry, não estava? - falou, lembrando-se do que ouvira por um lufano ao sair da aula de Transfiguração durante a tarde.
- Harry a desafiou quando viu o método das aulas, não teremos aulas práticas, pois de acordo com ela, não temos o que temer. - soltou.
- Bom, e de acordo com ele e Dumbledore temos, não? Eu realmente acredito que temos! - Ernie deu de ombros.
- Independente de termos ou não, e eu também acho que temos, como assim não teremos aulas práticas? E os NOM’s? Como vamos fazer feitiços sem treinar? - falou, indignada.
- Pois foi isso que foi questionado, e ela nos disse que os livros são o suficiente, . Estou preocupado com o rumo das coisas. Fora que ela é assustadora, e extremamente enjoada. - comentou.
- O lado positivo nisso tudo é que Harry já começou a implicar com ela e vocês vão perder muitos pontos. - a amiga comentou, fazendo um toque de mãos com .
- Finalmente vai chegar o nosso momento. - riu. - Mas falando sério, como vamos nos defender de Você-Sabe-Quem se não aprendermos em DCAT? Porque essa mudança toda tem algo.
- Eu falei que ela é do Ministério? - perguntou, vendo os demais o olharem de olhos arregalados. - É, só fica pior.
- Concordo com a , tem algo aí. É estranho uma mudança dessa. - deu de ombros.
- O Ministério de fato nunca interferiu em Hogwarts, e, bom, desde a morte do Cedrico… - Ernie abaixou a cabeça. - Não tem sido fácil.
- como sempre implicou com o , e ele aprendeu da melhor forma que não se mexe com ela. Foi incrível acompanhar a discussão de camarote. - riu, lembrando-se e mudando de assunto para algo mais leve.
- Aprendeu por um dia, como sempre. Logo ele está a importunando. Mas já começamos o placar, então? - Ernie perguntou, referindo-se à brincadeira já conhecida por todos próximos à garota, que contavam as vezes que ambos brigavam e quem vencia nas provocações.
- Sim, por enquanto está dois a zero para a . - se apressou a responder.
- Essa é minha amiga. - fez um toque de mãos com , que riu.
- Um único dia e fortes emoções. - riu, vendo todos fazerem o mesmo ao concordar.


Capítulo Dois

Ernie e caminhavam lado a lado até a aula de Herbologia, nem um pouco ansiosos por ter que dividir o próximo tempo com as plantas.
- Eu juro que eu até gosto da professora Sprout, mas não tenho muita paciência para as plantas. - Ernie reclamou pela milésima vez, afinal, todo ano era a mesma coisa, não era como se não soubesse da opinião do amigo.
- Eu até gosto. - deu de ombros. - Pensa que poderia ser Adivinhação. - ele riu da careta que Ernie fez.
- Deixo essa inteiramente para e . - brincou.
Quando se aproximavam da estufa, Ernie pôde ver ao longe algumas pessoas em grupinhos, rindo. Apertou o passo para tentar entender o que acontecia e se deparou com todas as atenções voltadas à Harry Potter mais uma vez. Viu Luna Lovegood com seus rabanetes pendurados na orelha, e a ouviu falar com o garoto:
- Eu acredito que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado está de volta e acredito que você lutou com ele e escapou.
As pessoas ainda riam ao redor, o que deixou Ernie um tanto quanto incomodado. A garota logo saiu, voltando para seu caminho, e e ele acompanharam os quintanistas até a próxima estufa em passos rápidos.
- Preciso falar algo para Harry, me acompanha? - perguntou retoricamente para , que assentiu, andando ao seu lado. Macmillan se aproximou de Harry e Hermione enquanto ela falava algo sobre Luna e suas loucuras, a descredibilizando.
- Quero que você saiba, Potter… - começou, vendo o garoto olhar para ele. - Que não são somente os estranhos que te apoiam. – ironizou, deixando claro que não concordava com as atitudes. - Eu pessoalmente acredito em você, cem por cento. Minha família sempre esteve apoiando firme o Dumbledore, assim como eu.
- Hm… Muito obrigado, Ernie. - o lufano riu de como Harry parecia incerto com aquele contato, mas contente ao mesmo tempo. O que era sua intenção, apenas apoiá-lo.
apertou levemente o ombro de Harry, chamando a atenção do garoto para ele, com aquele gesto ele queria mostrar seu apoio também. Potter agradeceu com a cabeça.
Ernie e tinham saído da aula de Herbologia e agora caminhavam em direção ao castelo, Macmillan comentava sobre o quão a aula tinha sido chata, principalmente por terem aguentado mais uma hora sobre os NOM’s, e do dever gigante que a professora tinha passado para a próxima aula.
Avistaram mais a frente fazendo magia pelos corredores, acompanhado de seu fiel escudeiro, Nott, quando a Professora Minerva surgiu na frente deles, o flagrando.
- Senhor Burke! Você sabe que fazer feitiços pelos corredores é terminantemente proibido em Hogwarts! Menos 15 pontos para Sonserina.
O garoto ficou instantaneamente vermelho, irritado com a professora. Sem nem pensar duas vezes, deu as costas para a mulher e saiu andando na direção contrária, da qual eles vinham. não pôde deixar de comemorar com Ernie ao ver aquela cena, o que fez com que os amigos rissem abertamente.
- Gostaria de entender o motivo da risada, Villin. - o sonserino se aproximou deles, debochado. - Ao menos eu consigo fazer qualquer magia, não? Diferente de você, que não tem a capacidade nem de colocar uma pedra da lua decentemente em uma simples poção para acalmar. Ou já se esqueceu dos 30 pontos que perdeu para sua casinha?
- Ainda nessa, Burke? Só vive de passado sempre, pelo menos eu não sou idiota de perder pontos gratuitamente, infringindo regras. - o respondeu, ácido. Ernie riu baixinho.
- Queria te dizer algo, mas me lembrei que nem mesmo sei quem você é. - riu, se aproximando e bagunçando o cabelo loiro do lufano. - No final do ano, Villin, nós veremos quem perdeu mais pontos, afinal, até onde notei, é só a primeira semana e a Sonserina está bem na frente. - ele deu de ombros e saiu de perto dos garotos, rindo.
- Veremos mesmo, imbecil. - respondeu mais alto para que o sonserino ouvisse. - Garoto insuportável.
- E eu achava que o problema dele era só com a e o Wiggs, aparentemente está mesmo se estendendo. - Ernie riu, colocando o braço no ombro do amigo para apoiá-lo.
- É porque só ele pode brincar com a cara dos outros, quando chega a vez dele, fica todo irritadinho. - negou com a cabeça, voltando a andar com o amigo.

📚


A biblioteca estava mais cheia do que poderia esperar para uma primeira semana. Era apenas quarta-feira e vários alunos já pareciam desesperados. Ela entendia, claro, afinal, se todos ali tivessem metade do que os professores já haviam passado naqueles três dias para sua turma, eles estavam tão enlouquecidos quanto ela mesmo.
Definitivamente a melhor parte da aula de Adivinhação havia sido a briga entre a amiga e o sonserino, pois a lição para a próxima aula era péssima. Sonhos, para que anotar seus sonhos e procurar seus significados? Ela nem mesmo queria saber seus significados, mas estava ali com o livro aberto e tentando pensar em qualquer detalhe que pudesse ter passado por sua cabeça enquanto dormia.
Releu pela décima vez o parágrafo do livro quando escutou algumas pessoas falando um pouco alto, escutou Madame Pince chamar a atenção do grupo que estava em volta de Fred Weasley, sim, ela sabia bem diferenciar os gêmeos. arregalou os olhos, fazia dois dias que ela não o via. Ela se levantou assim que viu ele pegar alguns galeões das mãos de duas alunas, o dever poderia esperar um pouco mais.
- Oi, Fred! - ela abriu um sorriso enorme quando ele a encarou. - Como andam os negócios?
- Oi, . - ele sorriu para ela. - Andam bem, George e eu estamos vendendo muito pela escola, inclusive, está precisando de algo?
- Estou… - o encarava, encantada. Fred franziu o cenho. - É… Estou. - ela desviou o olhar, olhando para o chão. Quase tinha sido pega no flagra. - O que você tem para ajudar a ficar mais desperta para um dever chatíssimo de Adivinhação?
- Bom… Você pode não fazer o dever e eu te ofereço um kit mata-aula para o dia da aula, o que acha?
- Seria ótimo, se eu não fosse eu… Jamais faltaria na aula. Mas eu quero sim o kit, quem sabe um dia eu não precise? - ele retirou de suas vestes um e a entregou, passou o valor a , que tirou alguns galeões das vestes e o entregou em retorno.
- Certinho, , sempre que precisar, sabe que pode me procurar, ou ao George.
- Prefiro você… - ela se consertou, extremamente nervosa. - Quero dizer, pode deixar. - ele acenou para ela e saiu do local.
voltou a se sentar na cadeira, fechou os olhos e suspirou fundo, ela tinha que disfarçar mais se quisesse que Fred não descobrisse de seus sentimentos por ele, o problema é que estava ficando insuportável. Será que tinha razão? Estava mesmo na hora de ela abrir o jogo com o garoto? Negou com a cabeça, voltando sua atenção para o dever.

🔵


sentou na arquibancada após se despedir de , que havia entrado nos vestiários para se preparar para o treino de quadribol da Corvinal. As equipes haviam dividido os horários daquele sábado para realizar os primeiros treinos para aquecer para a temporada. A garota nunca tivera a vontade de jogar, mas era figurinha carimbada em todos os treinos e jogos, ansiosa por torcer para a amiga ou para , que também jogava pela Grifinória.
O treino da Sonserina estava no fim, mas não parecia que eles estavam deixando o campo, como era para acontecer nos próximos quatro minutos. O jogo continuava normalmente e a equipe nem parecia falar qualquer coisa. Montague, o artilheiro do time, se aproximou de Burke nos aros e falou algo que pareceu agradar o goleiro, fazendo negar com a cabeça sozinha. Nada parecia bem com aquela casa, ela achava que era implicância sua e de todos, mas eles sempre provavam que não.
O que se concretizou em sua cabeça quando ela viu a equipe da Corvinal entrando no campo logo abaixo.
revirou os olhos quando percebeu que a Sonserina realmente não ia sair de campo, montou em sua vassoura e se aproximou do capitão do time.
- Saiam agora, vamos. O tempo de vocês acabou há dois minutos, já é a nossa vez. - ela detestava mais do que tudo que aproveitassem de uma situação como a Sonserina fazia, e com o Quadribol ninguém mexia.
- Claro que não, acordamos até às 16:30. - Draco apareceu e ela revirou ainda mais os olhos, se é que aquilo era possível. Como ela detestava o loiro.
- Eu vou ter que chamar o professor Flitwick? Querem mesmo que o Snape fique ciente disso?
- Bulstrode, por que sempre tão insuportável? Não dava para ser igual a sua prima? - apareceu, se juntando aos demais sonserinos.
, vendo que os alunos da Sonserina estavam começando a irritar os de sua casa, desceu para o campo para que pudesse ver o que acontecia. Todos haviam feito um círculo a poucos centímetros do chão, o que dava chance a ela e mais alguns alunos curiosos de ouvir o que estava acontecendo.
- Vocês precisam de alguma ajuda? - perguntou, direcionando sua fala para a amiga, que assentiu. - Bando de mimados, vou atrás do professor. - respirou fundo, virando de costas e ignorando as reclamações dos sonserinos.
- Acho que você nem devia se meter com o que não é do seu interesse, MacMillan. - puxou sua varinha e murmurou “locomotor mortis”, e antes que a garota pudesse dar o próximo passo, caiu com as pernas presas.
pôde ouvir automaticamente diversas reclamações dos companheiros de casa, mas essas eram sobrepostas pelos alunos da Sonserina que riam sem parar. Alguém fez o contra-feitiço rapidamente, pois logo ela estava de pé e virou-se novamente para o grupo.
- Você não ia para algum lugar, ? - ironizou , fazendo-a revirar os olhos enquanto alguns dos colegas do garoto ainda riam.
- Eu ia, mas eu acredito que temos uma forma mais fácil de resolver isso, obrigada por me lembrar, . - a garota sorriu abertamente, mantendo contato visual com o sonserino e murmurando “Levicorpus”, um feitiço que nem mesmo precisava de sua varinha.
Quando sua vassoura caiu com um baque no chão e foi içado no ar por seus tornozelos, nem mesmo seus colegas de equipe conseguiram conter as risadas.
- Sua… - ele reclamou, agitando-se e vendo os colegas buscarem por suas varinhas para ajudá-lo.
- Desculpe, Burke, não consigo me comunicar bem com pessoas de cabeça para baixo. - a garota deu de ombros, puxando também sua varinha. pegou a sua também para caso tivesse que intervir.
- Me tirem daqui. - ele grunhiu, olhando para os amigos.
- Eu resolvo para você, sem problemas. - riu, apontando sua varinha para o garoto e pronunciando o encanto “Alarte Ascendare”, fazendo com o que o garoto abrisse caminho entre os amigos, sendo arremessado no ar alguns metros para frente. - Agora eles estão sem goleiro, acho que é o suficiente para acabar com o treino. - riu com os amigos enquanto via levantar do chão ao longe com os sonserinos em volta, parecendo dolorido. A garota viu Goyle se virar rapidamente, como se fosse até ela, mas Burke apenas negou com a cabeça, falando algo que o fez voltar, assim como Draco, que concordou.
trocou mais algumas palavras com os corvinos do time de quadribol e logo estava novamente retornando para arquibancada para poder acompanhar o treino da casa quando os sonserinos deixaram finalmente o campo.
- Ei, achei que você tivesse muito o que fazer. - sorriu ao se aproximar de , que estava sentado onde ela estivera anteriormente.
- Já terminei os deveres, então decidi vir aqui assistir o treino também, inclusive, mandou bem com a azaração. - sorriu, levando a mão ao cabelo da amiga, bagunçando-o.
- Acho que temos um 3 à 1. - riu, fazendo os números com as mãos como se fosse um placar. - Eles atrasaram nosso treino, isso me tira do sério. Não gosto de fazer essas coisas, mas fui provocada. - bufou, irritada.
- Quem não se irrita com a Sonserina? Com a gente é a mesma coisa quando vamos treinar depois deles. - concordou com a amiga.
- O bom é que hoje o treino de vocês é distante do deles, vai ser bom. - tentou ser positiva para que o amigo ficasse feliz, sabia o quanto o quadribol era importante para e, agora, para ele, então buscaria apoiar os dois ao máximo.
- Eu ainda estou sem acreditar que entrei oficialmente no time, sempre acompanhei tudo, mas estar nele é muito gratificante. - ele sorriu.
- Estou ansiosa pelo seu primeiro treino, e a também. Vamos estar aqui sempre para cobrar que você seja bom. Mas não muito, porque temos que ganhar. - brincou.
- Temos o melhor apanhador de Hogwarts, , sinto muito. - ele brincou, arrancando uma risada dela. levantou os olhos e viu fazendo um belo gol, sorriu, pois a amiga mandava muito bem.
- Bom, quando ele não estiver na detenção, ele pode ser apanhador nas horas vagas, não? - viu o amigo rolar os olhos quando voltou a atenção para conversa.
- Não tem sido fácil para o Harry. - Villin fez uma careta.
- E é só a primeira semana. Sou feliz por não ser ele. - zombou, dando de ombros. - Ou amiga dele.
- Só sei que ganhar a disputa das Casas não vai rolar para a gente. - suspirou. - Toda hora perdemos pontos. É só o Harry respirar mais fundo.
- Dessa vez é nossa, pode ter certeza.
- De vocês ou da Lufa-Lufa, Sonserina não, por Merlim. - fez uma careta. Voltou a olhar o jogo, observando como se portava com os colegas, ela era incrível, jogava excepcionalmente bem e se deixasse logo mais tomaria a posição de capitã do time. - E a ? - ele perguntou de repente para .
- O que tem a ? - perguntou, dividindo o olhar entre o amigo e o jogo, acompanhando com os olhos como ele fazia.
- Ela… - de repente as palavras fugiram da cabeça dele. - Ela… conseguiu fazer o dever de Adivinhação?
- Ela… Gol! Ela é maravilhosa, por Merlim! - sorriu, comemorando mais um da amiga. - Ela conseguiu sim, ainda vou revisar o dela e ela o meu, mas fez sim. Por quê? – perguntou, sem qualquer interesse real, estava focada nos jogadores do time.
- Não, é que ela comentou que estava com dificuldade, então me lembrei e perguntei, mas que bom que deu certo. - sorriu e apenas deu de ombros, concordando com um aceno de cabeça.



Continua...



Nota das autoras: SOMOS DESTAQUES DE APOSTA VIP DO MÊS, NÃO DÁ NEM PARA ACREDITAR! Estamos felizes demais com esse destaque e queríamos agradecer a todas que tiraram um tempinho para ler, esperamos que vocês gostem de acompanhar a gente nessa aventura!
Nos contem o que acharam do capítulo, hein? Não esqueçam! Beijos 💙💜


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