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Última atualização: 31/12/2021

Prólogo

A plataforma 9 ¾ estava cheia como em todo dia primeiro de setembro. As famílias se despediam de seus membros mais jovens e gritavam desesperadamente para que esses não esquecessem parte de suas coisas para trás, como já era um costume. Animais se perdiam entre uma pessoa e outra, e choros podiam ser ouvidos de todos os lados, principalmente das mães de primeiranistas, que sentiriam saudades.
viu de longe a amiga, , tentar alcançá-la, porém, um grande cachorro preto atrapalhava seu caminho, fazendo-a bufar com sua edição do Livro Básico de Feitiços em mãos. A garota pareceu reclamar sozinha, desviando do grupo que a tirara dos sagrados segundos a mais na procura por uma cabine.
- Vejo que já está se preparando para mais um ano. - apontou para o livro na mão da amiga, depois de soltá-la de um longo abraço e começar a caminhar pelo corredor. Havia sido um longo verão de apenas cartas e mais cartas trocadas, mas essas diminuíram nos últimos dias antes do embarque devido à viagem que fizera com sua família.
- Sim, passei o verão todo pensando nos NOM’s, já quis me preparar. - sorriu, se sentando ao encontrar um vagão vazio e vendo a amiga fazer o mesmo. - Você viu algum Weasley? - perguntou, ansiosa.
- Algum Weasley? Ou algum Weasley em particular? - riu, fechando a porta do vagão, que provavelmente logo seria aberta novamente por alguém.
- Ai, , você sabe… - ela também riu. - Um verão inteiro sem vê-lo. - suspirou teatralmente.
- Tenho certeza de que foi uma tortura, mas ainda não vi um Weasley. No entanto, logo verei, pelo que soube, Ron é o monitor da Grifinória. - a garota deu de ombros, se encostando na janela.
- E por falar nisso, estou tão feliz por você, monitora da Corvinal! - segurou na mão da amiga, apertando-a. - Seus pais disseram o que sobre? Devem ter amado.
- Minha mãe só faltou vir para Hogwarts com a gente para me exibir para todos. Meu pai foi incrível como sempre, me deu um aperto de mão e seguiu a vida. - falou, dando de ombros. - Mas eu estou feliz. Só queria que pudessem ser duas garotas, e não ter que dividir o tempo com Goldstein, ele me tira do sério.
- Quem não te tira do sério? - riu. - Mas não esperava atitude diferente da sua mãe, e, bom, do seu pai também.
- Como estão seus pais? Sua mãe está defendendo muita gente? - perguntou, referindo-se à mãe trouxa da amiga, que atuava como advogada do Estado em Londres.
- Como sempre, né? Mas é o que ela ama, apesar de eu detestar aquela galera com quem ela trabalha. Você viu a última matéria do meu pai? Ele se dedicou tanto na confecção que foi até elogiado no Profeta. - o pai de era jornalista.
- A matéria dele foi a única boa nos últimos tempos, na verdade. Ele está sofrendo muito na edição? Afinal, não se fala em outra coisa no jornal além de Harry e Dumbledore. - suspirou, lembrando-se dos acontecimentos do final do Torneio Tribuxo no final do ano letivo, que levaram a um rumor sobre o retorno de Você-Sabe-Quem.
- Nem me fala, ele está preocupado com essa história toda, minha mãe é trouxa, se ele estiver mesmo de volta… - fechou os olhos.
- Diz o Ministério que não tem qualquer chance, não? Mas não sei o que pensar, considerando o que vimos naquele dia. Bom, não coloco a mão no fogo por ninguém, mas Harry teria que ser um ótimo ator para que neguem tanto suas palavras. - apontou para o garoto, que passava no corredor em busca de um vagão para ficar com os amigos.
- Eu só me lembro daquele sofrimento todo, não é possível que seja encenação, mas só de pensar que possa ser verdade me preocupa muito. Enfim… - o clima pesou entre as meninas, aquele ano estava cheio de incertezas. No fundo, temiam o que estava prestes a acontecer, afinal, com certeza não havia outro assunto naquele momento.
As garotas ficaram em silêncio por alguns segundos, apenas considerando suas palavras enquanto o trem começava a se mover. ria do cachorro preto que atrapalhara mais cedo, que corria na plataforma como se pudesse seguir seu dono.
- Esse lugar está ocupado? - as garotas rolaram os olhos com a frase de todos os anos que insistia em repetir ao abrir a porta do vagão das duas, como fizera quatro anos antes pela primeira vez.
- Está, vá se sentar em outra cabine. - riu, implicando com o amigo.
- Passa o verão inteiro longe de mim e é assim que me recepciona? Vou embora então, tchau. - dramatizou.
- Todo ano a mesma coisa, vocês dois vão mudar o disco alguma vez? - brincou . - E lá vem o outro engraçadinho. - apontou para a porta sendo aberta pelo amigo lufano.
- Agora estamos completos? - Ernie brincou ao se sentar ao lado de e de frente para .
- Claro, que venham os NOM’s. - brincou, recebendo caretas de todos.

Capítulo Um

Naquela noite, o teto encantado era negro, sem quaisquer estrelas, refletindo o que haviam acabado de ver durante o caminho do trem até a escola nas carruagens. Os fantasmas de Hogwarts estavam espalhados pelo salão em meio aos alunos que tanto conversavam e trocavam informações sobre seus verões. Ao menos, até que os alunos novos entrassem no salão, o que fez com que todos de cada uma das casas virassem as cabeças para acompanhá-los até a frente junto à professora McGonagall, onde encontrariam com o Chapéu Seletor para descobrir a casa que os acolheria durante os próximos sete anos.
O Chapéu Seletor era um grande responsável pelas boas-vindas, e enquanto os mais velhos esperavam por sua voz soar no Grande Salão com a mensagem daquele ano, não podiam imaginar o que viria.

Antigamente quando eu era novo
E Hogwarts apenas alvorecia
Os criadores de nossa nobre escola
Pensavam que jamais iriam se separar:
Unidos por um objetivo comum,
Acalentavam o mesmo desejo,
Ter a melhor escola de magia do mundo
E transmitir seus conhecimentos
"Juntos construiremos e ensinaremos!"
Decidiram os quatro bons amigos
Jamais sonhando que chegasse um dia
Em que poderiam se separar,
Pois onde se encontrariam amigos iguais
A Salazar Sonserina e Godrico Grifinória?
A não ser em outro par semelhante
Como Helga Lufa-Lufa e Rowena Corvinal
Então como pôde malograr a idéia
E toda essa amizade fraquejar?
Ora estive presente e posso narrar
Uma história triste e deplorável
Disse Sonserina:"Ensinaremos só
Os da mais pura ancestralidade."
Disse Corvinal:"Ensinaremos os
De inegável inteligência."
Disse Grifinória:"Ensinaremos os
De nomes ilustres por grandes feitos."
Disse Lufa-Lufa:"Ensinaremos todos,
E os tratarei com igualdade."
Diferenças que pouco pesaram
Quando no início vieram à luz,
Pois cada fundador ergueu para si
Uma casa em que pudesse admitir
Apenas os que quisesse, por isso
Sonserina, aceitou apenas os bruxos
De puro-sangue e grande astúcia,
Que a ele pudessem a vir igualar,
E somente os de mente mais aguda
Tornaram-se alunos de Corvinal,
Enquanto os mais corajosos e ousados
Foram para o destemido Grifinória.
A boa Lufa-Lufa recebeu os restantes
E lhes ensinou tudo que conhecia,
Assim casas e idealizadores
Mantiveram a amizade firme e fiel.
Hogwarts trabalhou em paz e harmonia
Durante vários anos felizes,
Mas então a discórdia se insinuou
Nutrida por nossas falhas e medos.
As casas que, como quatro pilares,
Tinham sustentado o nosso ideal,
Voltaram-se umas contra as outras e
Divididas buscaram dominar.
Por um momento pareceu que a escola
Em breve encontraria um triste fim,
Os duelos e lutas constantes
Os embates de amigo contra amigo
E finalmente chegou uma manhã
Em que o velho Sonserina se retirou
E embora a briga tivesse cessado
Deixou-nos todos muito abatidos.
E nunca desde que reduzidos
A três seus quatro fundadores
As Casas retomaram a união
Que de início pretenderam manter.
E agora o Chapéu Seletor aqui está
E todos vocês sabem por quê:
Eu divido vocês entre as casas
Pois esta é minha razão de ser
Mas este ano farei mais que escolher
Ouçam atentamente a minha canção:
Embora condenado a separá-los
Preocupa-me o erro de sempre assim agir
Preciso cumprir a obrigação, sei
Preciso quarteá-los a cada ano
Mas questiono se selecionar
Não poderá trazer o fim que receio.
Ah, conheço os perigos, os sinais
Mostra-nos a história que tudo lembra,
Pois nossa Hogwarts corre perigo
Que vem inimigos externos, mortais
E precisamos unir em seu seio
Ou ruiremos de dentro para fora
Avisei a todos, preveni a todos...
Daremos agora início à seleção.


encarou , ambas reconhecendo a feição assustada uma da outra. Nunca haviam ouvido algo que parecera tão sério do Chapéu, e todos no salão pareciam pensar o mesmo. Até mesmo alguns sonserinos pareciam surpresos, o que, considerando a história, poderia ser estranho; mas alguns também sorriam malignamente com a ideia do fim, era possível notar.
- Você quer falar sobre isso? - perguntou, sussurrando para a amiga.
- Definitivamente. - respondeu, trocando um olhar com a amiga.
- Me coloquem nessa conversa. - falou, prestando atenção nas duas. O garoto estava sentado estrategicamente atrás das amigas na mesa ao lado como sempre fazia. Elas afirmaram, logo voltando a prestar atenção quando Lola Altref era selecionada para Sonserina.

🏰


tomou o último gole de seu suco de maracujá enquanto comia o que parecia ser sua vigésima bolacha. Ela cutucou a amiga, olhando ao redor. Passaram a noite agoniadas, querendo que pudessem se juntar o quanto antes com os amigos para debater sobre as boas-vindas mais estranhas que já tiveram em Hogwarts. virou para trás, chamando com um “shh” e tocando a própria bochecha delicadamente três vezes, enquanto se balançava de uma forma que tentava que fosse discreta para chamar o primo na mesa da Lufa-Lufa, fazendo o mesmo sinal. Notando a movimentação das duas, os garotos entenderam que era para que saíssem o quanto antes dali e as encontrassem no lugar de sempre. Aquele era o sinal deles.
- Finalmente vocês olharam. - chamou a atenção dos amigos assim que eles apareceram em seu campo de visão, descendo as escadas ao passar pelo Corujal.
- Parece que vocês nunca viram comida na vida, não sei por que ainda me surpreendo. - deu de ombros, vendo os garotos rolarem os olhos com a chamada de atenção desnecessária.
- Vocês estão desesperadas demais. - Ernie riu, sentando-se no canto próximo à torre e levando todos com ele.
- E vocês não? - os olhou, incrédula.
- Claro que estamos, quem é o único nascido trouxa aqui? - respondeu, revirando os olhos.
- Drama. - falou, dando de ombros. - O Chapéu Seletor não falou nada para assustar só nascidos trouxas, aquilo foi um recado geral, isso me dá arrepios. Só não me dá mais arrepios do que aquela professora nova de Defesa Contra As Artes das Trevas. - a garota fez uma careta e viu que concordava. - Até Dumbledore estava me dando arrepios ontem, mas ela o interromper foi o pior.
- Fora que ela tem uma cara de sapo. - comentou, rindo. - Duvido que ela seja melhor que os outros professores que tivemos antes nessa matéria.
- Não que tenhamos ótimos professores nessa área. - Ernie lembrou, rindo. - Às vezes quase acho que Snape deveria finalmente ganhar o cargo para ver se ele ensinaria algo decente.
- Para ele ser injusto e privilegiar a Sonserina? Não, obrigado. Já basta Poções. - falou, sabendo o quanto sofria na mão do professor.
- Não me lembre de Poções. - resmungou, suspirando. - Mantenho minhas notas boas, mas apenas o suficiente, não consigo fazer mais que isso. É minha meta para o ano. - deu de ombros.
- Além de tudo o que aconteceu no Salão, eu e precisávamos comentar sobre a reunião de monitores. - Macmillan falou, fazendo a prima concordar.
- Malfoy e Parkinson de monitores vai ser a pior coisa do século, eles mal ouviram as instruções e fizeram tudo de qualquer jeito já na chegada dos alunos. Não que eu esperasse melhor, sabe? Mas é insuportável de ver, e Malfoy ainda me aterroriza, ele é péssimo. - começou.
- Hermione tentou coordenar os monitores, foi um tanto quanto engraçado, principalmente quando ela percebeu que o fazia e Ron a fez parar. - Ernest contou.
- É tão coisa dela ser assim. E o Ron? Deve ter ficado perdido. - questionou.
- Como sempre, né? - zombou.
- Mas a parte mais feliz do dia para foi Goldstein todo feliz de ser monitor ao lado dela. - Ernest brincou, recebendo um dedo do meio da outra.
- Vou te ignorar para não te jogar uma azaração logo no primeiro dia. - reclamou. - Mas o importante a contar era realmente sobre o de sempre, Sonserina. Cuidado com os dois, eles não estão para brincadeira, vão dar detenção a quem pisar torto em frente a eles. Eles pareciam os únicos felizes naquele vagão, sem qualquer preocupação com o mundo externo.
- Claro, com os privilégios que terão. Eu tenho asco do Malfoy e companhia. - bufou.
- Que aulas vocês têm agora? - Ernie perguntou. - Eu vou focar em estudar para tentar esquecer o discurso do chapéu. - riu.
- e eu temos uma incrível estúpida aula de Adivinhação, precisávamos preencher a grade, e mais uma aula de Poção não ia dar. - respondeu quando viu que as encarava, confuso, antes da explicação.
- Adivinhação não dá, estou em Runas Antigas. - fez uma careta. - A professora só prevê mortes, imagina agora com o discurso do chapéu?
- Quem sabe a situação não seja invertida? - brincou Ernie.
- Duvido, mas não custa acreditar, não é? - complementou, cansada.
- Eu tenho Transfiguração e Poções pela manhã. - Ernest falou. - E você, ?
- Vou conhecer a professora nova, tenho Defesa, e depois Feitiços. - deu dê ombros. - Atualizo vocês para saberem como será a aula.
- Não é por nada, mas creio que se atrasar para a aula dela não seja a melhor forma de começar. - lembrou.
- Por Merlim! Já estou indo, nos falamos depois. - saiu em disparada, fazendo os amigos rirem do jeito dele. e se despedirem do amigo lufano, e caminharam em direção a tortura matinal.

- Espero que vocês gostem das cópias de Oráculo dos Sonhos, de Inigo Imago, que estão sobre suas mesas. A interpretação dos sonhos é um dos meios mais importantes para ler o futuro, eles sempre podem ter um significado oculto, que será o que aprenderemos durante nossas aulas nessa primeira parte de nosso ano letivo. - a professora Trewlaney falou, parecendo animada com aquela aula, o que ia contra as expressões de todos que a encaravam e tocavam o livro com desgosto. - Vocês podem abrir o livro e ler o primeiro capítulo antes que eu possa iniciar com mais informações, por favor. - ela virou-se para janela da Torre Norte e deixou com que os alunos encarassem as páginas amareladas com expressões de interrogação e suspiros desanimadores.
olhou para os demais alunos e seus olhos pousaram na mesa atrás delas, na qual havia dois sonserinos, eles estavam vermelhos de tanto rirem da professora, ela revirou os olhos, cutucando .
- Nunca mudam, não é? Ninguém curte a aula, mas esse comportamento é extremamente rude.
- O que neles não é rude, ? É difícil seguir qualquer conselho do Chapéu Seletor dessa forma. - falou, olhando de forma discreta para trás. - Ah, não podia ser outro, não? - reclamou, rolando os olhos.
- Claro que tinha que ser o , só o Malfoy consegue ser pior que ele.
- Pelo menos o gato do Malfoy não saiu tentando matar Wiggs. - resmungou, lembrando da briga que seu gato tivera com o de Burke no ano anterior, onde seu gato quase foi morto pelo do sonserino, que estava achando graça da situação. Aquele fora apenas o acontecimento mais recente entre eles, que já tinham diversas discussões desde uma aula de Feitiços no terceiro ano.
- , não dá para negar que mesmo o sendo um babaca, ele é bonito, prefiro ele ao Malfoy. Eu sei que o mascote dele tentou matar o Wiggs, mas temos que ser sinceras.
- Jura, ? - reclamou. - Você fica melhor se preocupando com o Weasley. - brincou, tentando virar-se para se concentrar no primeiro capítulo do livro enquanto os demais alunos não conseguiam manter a boca fechada também.
- Fred é muito mais gato, mas tenho olhos, né? Se não fosse tão insuportável… - virou seu olhar para trás, olhando o garoto, mas negou com a cabeça quando viu a brincadeira infantil que ele fazia com o parceiro.
Os garotos pareciam concentrados em Itriz, uma garota da Grifinória do terceiro ano, que estava sentada do outro lado da sala e tentava ler o livro, porém, esse não parava de mover-se sobre a mesa. se virou para trás e viu que agitava sua varinha debaixo da mesa sem perder o contato visual com o livro dançante.
Respirando fundo, a garota puxou a própria varinha de sua capa e delicadamente apontou para o livro na frente de Burke, murmurando “engorgio” e virando-se para frente, ouvindo apenas o garoto xingar quando o livro cresceu de forma desproporcional em sua frente, prendendo a mão de Nott, seu companheiro fiel, na mesa. olhou para trás com o grito do garoto, riu baixinho, sabia que a amiga tinha feito aquilo.
sorriu, fingindo concentrar-se no livro, e ficou satisfeita em ouvir Nott reclamar.
- Qual o seu problema, ? - perguntou, batendo uma mão na outra como se quisesse se livrar da dor.
- Você viu o que eu estava fazendo, idiota, como eu poderia ter feito isso.
- E como você fez isso?
- Eu não fiz. - falou, irritado, provavelmente se perguntando como o amigo podia ser tão desligado.
- E como vai resolver?
- Vamos lá, Burke, é um feitiço simples, até Nott é capaz de pensar um pouco. - zombou, virando-se para trás. O sonserino a encarou, adquirindo um tom avermelhado em suas bochechas.
- Patéticos, isso que vocês dois são. - se virou para trás, revirando os olhos. - Leiam o capítulo e parem de falar alto, estão nos atrapalhando. - virou-se para frente, fingindo prestar atenção, mas rindo de como a mão de Nott havia ficado.
- Se você é tão esperta, Bulstrode, consegue se concentrar em duas coisas ao mesmo tempo, cuide de sua vida. - rosnou Burke. - Macmillan, desfaça isso. - grunhiu.
- Se você passasse mais tempo estudando feitiços decentes invés de se concentrar em coisas tão estúpidas para irritar os outros, talvez você soubesse uma coisinha ou outra. Vá mexer com alguém do seu tamanho e deixe a menina em paz. - reclamou, virando-se para frente e ignorando os chamados do rapaz na mesa de trás.
- Amiga, eu te amo. - comentou e elas fizeram um toque de mãos, enquanto riam. - Macmillan 1 x 0 Burke.
respirou fundo enquanto Burke ainda parecia tentar pensar e Nott o atrapalhava, falando diversos feitiços que pudessem contrafazer para que o livro retornasse para seu tamanho normal.
A garota colocou a mão em seu livro e começou a ler a primeira linha, assim como a amiga fazia ao seu lado, mas antes que pudesse terminar o primeiro parágrafo, viu a ponta do objeto em chamas. Ela devia saber que o sonserino não deixaria passar.
- Qual é o seu problema, Burke? - tentou manter a calma enquanto via a amiga apagar o fogo que parecia queimar devagar, murmurando “aguamenti”.
- Eu quem devia perguntar. Você tem certeza de que não está na casa errada? Sempre fiquei com essa dúvida, afinal, seu rancor pode te consumir um dia. Acho que Wiggs está precisando de uma visitinha de Yrve, não acha? - o garoto deu de ombros, sorrindo de forma maliciosa, como se a ideia o agradasse.
- O quê? Eu na Sonserina? Você é louco. E ouse mandar seu gato vir fazer uma visitinha para o Wiggs, vai receber um rato de volta, assim como você.
- Você já foi mais inteligente, . Você sabe o que cobras fazem com ratos, não? - o garoto riu, mexendo no livro em sua frente.
- Eu só acho que você devia resolver seu problema com o livro, Burke, porque estou sonhando com tantas coisas nesse momento que você deveria ver o significado. - reclamou. - E, por favor, vê se aprende alguns feitiços melhores, está ficando chato o uso repetitivo de “Inscendio”. - falou, apontando a varinha para ponta da capa do garoto que estava arrastando no chão, vendo-a chamuscar antes que ele a apagasse. - Bem-vindo de volta, Burke, começamos a contar.

A aula foi finalizada e não houve mais nenhuma provocação de Burke para com , e as garotas puderam finalizar a leitura do capítulo. Como previram, a professora Trewlaney passou lição para que fizessem para a próxima aula. As garotas estavam saindo da sala quando no final das escadas, elas viram uma cabeleira ruiva, e , como ninguém, sabia diferenciar os ruivos, então seu coração já estava disparado. Ela puxou até que alcançassem o rapaz e suspirou, tocando-o no braço
- Oi, Fred! - ela tinha um sorriso enorme no rosto, fazendo o rapaz automaticamente sorrir também com o entusiasmo dela.
- Olá, . Oi, ! - ele se aproximou, dando um rápido abraço nela. apenas acenou, ficando calada. - Como foram as férias?
- Foram muito bem. - respondeu rapidamente, riu, a amiga não conseguia disfarçar, Fred deveria ser cego por não perceber nada. - E a de vocês? Muitas aventuras?
- O de sempre, só que agora estamos vendendo algumas coisas na Escola, então se precisarem de algo, só me procurar. São as Gemialidades dos Weasleys. - ele piscou para elas, e quase teve uma síncope nervosa.
- C-claro, pode deixar. - ela ajeitou os cabelos, enquanto ainda o encarava.
- Nos vemos, meninas. E precisando, é só falar comigo ou com George, ok? - se aproximou, acenando para ele.
- Pode ter certeza que vai ser com você. - resmungou e torceu para que o ruivo não tivesse a ouvido, sorrindo quando o viu acenar de volta, sumindo de suas vistas. - Ops. - riu, cobrindo a boca com a mão.
- , por Merlin, se ele escutasse eu iria falar o quê? Que vergonha. - ela sentiu as bochechas muito quentes. - Você viu como ele ficou perfeito com o corte de cabelo? - ela suspirou, encantada.
- , se ele te escutasse, seria algo incrível, porque eu não vejo outra maneira de você finalmente abrir a boca. - reclamou da amiga e sua paixão guardada desde sempre.
- Eu acho que ele não ficaria comigo, por isso não falo, sabe? E se ele se afastasse também? Eu não suportaria. Prefiro que as coisas fiquem assim, não quero me arriscar. - fez um biquinho, chateada.
- Um risquinho às vezes vale a pena. No fundo, temos um pouquinho de cada casa em nós, você precisa achar sua parte grifinória. - brincou, puxando a amiga para um abraço e a levando por entre as pessoas.
- Um dia, um dia eu juro que conto. Preciso encontrar essa parte grifinória logo. - riu, seguindo com a amiga.

🏰


- Já quero dizer que o ponto alto do meu dia foi a finalmente encontrando o Weasley. - falou, sentando-se por último com os amigos no mesmo lugar que mais cedo.
- Finalmente, já não aguentava mais ela falando do Weasley, ou a todo momento me perguntado se tinha o visto. - Ernie comentou. revirou os olhos, entediado com o rumo da conversa.
- Ele está ainda melhor que antes das férias, se é que é possível. - abriu um sorriso fofo.
- Será que podemos falar de algo realmente importante? - falou, encerrando o assunto. - Ninguém quer saber como foi minha aula de DCAT? Porque não é possível que não tenham ouvido sobre pelos corredores.
- Meu Deus, é verdade, você estava na aula com Harry, não estava? - falou, lembrando-se do que ouvira por um lufano ao sair da aula de Transfiguração durante a tarde.
- Harry a desafiou quando viu o método das aulas, não teremos aulas práticas, pois de acordo com ela, não temos o que temer. - soltou.
- Bom, e de acordo com ele e Dumbledore temos, não? Eu realmente acredito que temos! - Ernie deu de ombros.
- Independente de termos ou não, e eu também acho que temos, como assim não teremos aulas práticas? E os NOM’s? Como vamos fazer feitiços sem treinar? - falou, indignada.
- Pois foi isso que foi questionado, e ela nos disse que os livros são o suficiente, . Estou preocupado com o rumo das coisas. Fora que ela é assustadora, e extremamente enjoada. - comentou.
- O lado positivo nisso tudo é que Harry já começou a implicar com ela e vocês vão perder muitos pontos. - a amiga comentou, fazendo um toque de mãos com .
- Finalmente vai chegar o nosso momento. - riu. - Mas falando sério, como vamos nos defender de Você-Sabe-Quem se não aprendermos em DCAT? Porque essa mudança toda tem algo.
- Eu falei que ela é do Ministério? - perguntou, vendo os demais o olharem de olhos arregalados. - É, só fica pior.
- Concordo com a , tem algo aí. É estranho uma mudança dessa. - deu de ombros.
- O Ministério de fato nunca interferiu em Hogwarts, e, bom, desde a morte do Cedrico… - Ernie abaixou a cabeça. - Não tem sido fácil.
- como sempre implicou com o , e ele aprendeu da melhor forma que não se mexe com ela. Foi incrível acompanhar a discussão de camarote. - riu, lembrando-se e mudando de assunto para algo mais leve.
- Aprendeu por um dia, como sempre. Logo ele está a importunando. Mas já começamos o placar, então? - Ernie perguntou, referindo-se à brincadeira já conhecida por todos próximos à garota, que contavam as vezes que ambos brigavam e quem vencia nas provocações.
- Sim, por enquanto está dois a zero para a . - se apressou a responder.
- Essa é minha amiga. - fez um toque de mãos com , que riu.
- Um único dia e fortes emoções. - riu, vendo todos fazerem o mesmo ao concordar.


Capítulo Dois

Ernie e caminhavam lado a lado até a aula de Herbologia, nem um pouco ansiosos por ter que dividir o próximo tempo com as plantas.
- Eu juro que eu até gosto da professora Sprout, mas não tenho muita paciência para as plantas. - Ernie reclamou pela milésima vez, afinal, todo ano era a mesma coisa, não era como se não soubesse da opinião do amigo.
- Eu até gosto. - deu de ombros. - Pensa que poderia ser Adivinhação. - ele riu da careta que Ernie fez.
- Deixo essa inteiramente para e . - brincou.
Quando se aproximavam da estufa, Ernie pôde ver ao longe algumas pessoas em grupinhos, rindo. Apertou o passo para tentar entender o que acontecia e se deparou com todas as atenções voltadas à Harry Potter mais uma vez. Viu Luna Lovegood com seus rabanetes pendurados na orelha, e a ouviu falar com o garoto:
- Eu acredito que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado está de volta e acredito que você lutou com ele e escapou.
As pessoas ainda riam ao redor, o que deixou Ernie um tanto quanto incomodado. A garota logo saiu, voltando para seu caminho, e e ele acompanharam os quintanistas até a próxima estufa em passos rápidos.
- Preciso falar algo para Harry, me acompanha? - perguntou retoricamente para , que assentiu, andando ao seu lado. Macmillan se aproximou de Harry e Hermione enquanto ela falava algo sobre Luna e suas loucuras, a descredibilizando.
- Quero que você saiba, Potter… - começou, vendo o garoto olhar para ele. - Que não são somente os estranhos que te apoiam. – ironizou, deixando claro que não concordava com as atitudes. - Eu pessoalmente acredito em você, cem por cento. Minha família sempre esteve apoiando firme o Dumbledore, assim como eu.
- Hm… Muito obrigado, Ernie. - o lufano riu de como Harry parecia incerto com aquele contato, mas contente ao mesmo tempo. O que era sua intenção, apenas apoiá-lo.
apertou levemente o ombro de Harry, chamando a atenção do garoto para ele, com aquele gesto ele queria mostrar seu apoio também. Potter agradeceu com a cabeça.
Ernie e tinham saído da aula de Herbologia e agora caminhavam em direção ao castelo, Macmillan comentava sobre o quão a aula tinha sido chata, principalmente por terem aguentado mais uma hora sobre os NOM’s, e do dever gigante que a professora tinha passado para a próxima aula.
Avistaram mais a frente fazendo magia pelos corredores, acompanhado de seu fiel escudeiro, Nott, quando a Professora Minerva surgiu na frente deles, o flagrando.
- Senhor Burke! Você sabe que fazer feitiços pelos corredores é terminantemente proibido em Hogwarts! Menos 15 pontos para Sonserina.
O garoto ficou instantaneamente vermelho, irritado com a professora. Sem nem pensar duas vezes, deu as costas para a mulher e saiu andando na direção contrária, da qual eles vinham. não pôde deixar de comemorar com Ernie ao ver aquela cena, o que fez com que os amigos rissem abertamente.
- Gostaria de entender o motivo da risada, Villin. - o sonserino se aproximou deles, debochado. - Ao menos eu consigo fazer qualquer magia, não? Diferente de você, que não tem a capacidade nem de colocar uma pedra da lua decentemente em uma simples poção para acalmar. Ou já se esqueceu dos 30 pontos que perdeu para sua casinha?
- Ainda nessa, Burke? Só vive de passado sempre, pelo menos eu não sou idiota de perder pontos gratuitamente, infringindo regras. - o respondeu, ácido. Ernie riu baixinho.
- Queria te dizer algo, mas me lembrei que nem mesmo sei quem você é. - riu, se aproximando e bagunçando o cabelo loiro do lufano. - No final do ano, Villin, nós veremos quem perdeu mais pontos, afinal, até onde notei, é só a primeira semana e a Sonserina está bem na frente. - ele deu de ombros e saiu de perto dos garotos, rindo.
- Veremos mesmo, imbecil. - respondeu mais alto para que o sonserino ouvisse. - Garoto insuportável.
- E eu achava que o problema dele era só com a e o Wiggs, aparentemente está mesmo se estendendo. - Ernie riu, colocando o braço no ombro do amigo para apoiá-lo.
- É porque só ele pode brincar com a cara dos outros, quando chega a vez dele, fica todo irritadinho. - negou com a cabeça, voltando a andar com o amigo.

📚


A biblioteca estava mais cheia do que poderia esperar para uma primeira semana. Era apenas quarta-feira e vários alunos já pareciam desesperados. Ela entendia, claro, afinal, se todos ali tivessem metade do que os professores já haviam passado naqueles três dias para sua turma, eles estavam tão enlouquecidos quanto ela mesmo.
Definitivamente a melhor parte da aula de Adivinhação havia sido a briga entre a amiga e o sonserino, pois a lição para a próxima aula era péssima. Sonhos, para que anotar seus sonhos e procurar seus significados? Ela nem mesmo queria saber seus significados, mas estava ali com o livro aberto e tentando pensar em qualquer detalhe que pudesse ter passado por sua cabeça enquanto dormia.
Releu pela décima vez o parágrafo do livro quando escutou algumas pessoas falando um pouco alto, escutou Madame Pince chamar a atenção do grupo que estava em volta de Fred Weasley, sim, ela sabia bem diferenciar os gêmeos. arregalou os olhos, fazia dois dias que ela não o via. Ela se levantou assim que viu ele pegar alguns galeões das mãos de duas alunas, o dever poderia esperar um pouco mais.
- Oi, Fred! - ela abriu um sorriso enorme quando ele a encarou. - Como andam os negócios?
- Oi, . - ele sorriu para ela. - Andam bem, George e eu estamos vendendo muito pela escola, inclusive, está precisando de algo?
- Estou… - o encarava, encantada. Fred franziu o cenho. - É… Estou. - ela desviou o olhar, olhando para o chão. Quase tinha sido pega no flagra. - O que você tem para ajudar a ficar mais desperta para um dever chatíssimo de Adivinhação?
- Bom… Você pode não fazer o dever e eu te ofereço um kit mata-aula para o dia da aula, o que acha?
- Seria ótimo, se eu não fosse eu… Jamais faltaria na aula. Mas eu quero sim o kit, quem sabe um dia eu não precise? - ele retirou de suas vestes um e a entregou, passou o valor a , que tirou alguns galeões das vestes e o entregou em retorno.
- Certinho, , sempre que precisar, sabe que pode me procurar, ou ao George.
- Prefiro você… - ela se consertou, extremamente nervosa. - Quero dizer, pode deixar. - ele acenou para ela e saiu do local.
voltou a se sentar na cadeira, fechou os olhos e suspirou fundo, ela tinha que disfarçar mais se quisesse que Fred não descobrisse de seus sentimentos por ele, o problema é que estava ficando insuportável. Será que tinha razão? Estava mesmo na hora de ela abrir o jogo com o garoto? Negou com a cabeça, voltando sua atenção para o dever.

🔵


sentou na arquibancada após se despedir de , que havia entrado nos vestiários para se preparar para o treino de quadribol da Corvinal. As equipes haviam dividido os horários daquele sábado para realizar os primeiros treinos para aquecer para a temporada. A garota nunca tivera a vontade de jogar, mas era figurinha carimbada em todos os treinos e jogos, ansiosa por torcer para a amiga ou para , que também jogava pela Grifinória.
O treino da Sonserina estava no fim, mas não parecia que eles estavam deixando o campo, como era para acontecer nos próximos quatro minutos. O jogo continuava normalmente e a equipe nem parecia falar qualquer coisa. Montague, o artilheiro do time, se aproximou de Burke nos aros e falou algo que pareceu agradar o goleiro, fazendo negar com a cabeça sozinha. Nada parecia bem com aquela casa, ela achava que era implicância sua e de todos, mas eles sempre provavam que não.
O que se concretizou em sua cabeça quando ela viu a equipe da Corvinal entrando no campo logo abaixo.
revirou os olhos quando percebeu que a Sonserina realmente não ia sair de campo, montou em sua vassoura e se aproximou do capitão do time.
- Saiam agora, vamos. O tempo de vocês acabou há dois minutos, já é a nossa vez. - ela detestava mais do que tudo que aproveitassem de uma situação como a Sonserina fazia, e com o Quadribol ninguém mexia.
- Claro que não, acordamos até às 16:30. - Draco apareceu e ela revirou ainda mais os olhos, se é que aquilo era possível. Como ela detestava o loiro.
- Eu vou ter que chamar o professor Flitwick? Querem mesmo que o Snape fique ciente disso?
- Bulstrode, por que sempre tão insuportável? Não dava para ser igual a sua prima? - apareceu, se juntando aos demais sonserinos.
, vendo que os alunos da Sonserina estavam começando a irritar os de sua casa, desceu para o campo para que pudesse ver o que acontecia. Todos haviam feito um círculo a poucos centímetros do chão, o que dava chance a ela e mais alguns alunos curiosos de ouvir o que estava acontecendo.
- Vocês precisam de alguma ajuda? - perguntou, direcionando sua fala para a amiga, que assentiu. - Bando de mimados, vou atrás do professor. - respirou fundo, virando de costas e ignorando as reclamações dos sonserinos.
- Acho que você nem devia se meter com o que não é do seu interesse, MacMillan. - puxou sua varinha e murmurou “locomotor mortis”, e antes que a garota pudesse dar o próximo passo, caiu com as pernas presas.
pôde ouvir automaticamente diversas reclamações dos companheiros de casa, mas essas eram sobrepostas pelos alunos da Sonserina que riam sem parar. Alguém fez o contra-feitiço rapidamente, pois logo ela estava de pé e virou-se novamente para o grupo.
- Você não ia para algum lugar, ? - ironizou , fazendo-a revirar os olhos enquanto alguns dos colegas do garoto ainda riam.
- Eu ia, mas eu acredito que temos uma forma mais fácil de resolver isso, obrigada por me lembrar, . - a garota sorriu abertamente, mantendo contato visual com o sonserino e murmurando “Levicorpus”, um feitiço que nem mesmo precisava de sua varinha.
Quando sua vassoura caiu com um baque no chão e foi içado no ar por seus tornozelos, nem mesmo seus colegas de equipe conseguiram conter as risadas.
- Sua… - ele reclamou, agitando-se e vendo os colegas buscarem por suas varinhas para ajudá-lo.
- Desculpe, Burke, não consigo me comunicar bem com pessoas de cabeça para baixo. - a garota deu de ombros, puxando também sua varinha. pegou a sua também para caso tivesse que intervir.
- Me tirem daqui. - ele grunhiu, olhando para os amigos.
- Eu resolvo para você, sem problemas. - riu, apontando sua varinha para o garoto e pronunciando o encanto “Alarte Ascendare”, fazendo com o que o garoto abrisse caminho entre os amigos, sendo arremessado no ar alguns metros para frente. - Agora eles estão sem goleiro, acho que é o suficiente para acabar com o treino. - riu com os amigos enquanto via levantar do chão ao longe com os sonserinos em volta, parecendo dolorido. A garota viu Goyle se virar rapidamente, como se fosse até ela, mas Burke apenas negou com a cabeça, falando algo que o fez voltar, assim como Draco, que concordou.
trocou mais algumas palavras com os corvinos do time de quadribol e logo estava novamente retornando para arquibancada para poder acompanhar o treino da casa quando os sonserinos deixaram finalmente o campo.
- Ei, achei que você tivesse muito o que fazer. - sorriu ao se aproximar de , que estava sentado onde ela estivera anteriormente.
- Já terminei os deveres, então decidi vir aqui assistir o treino também, inclusive, mandou bem com a azaração. - sorriu, levando a mão ao cabelo da amiga, bagunçando-o.
- Acho que temos um 3 à 1. - riu, fazendo os números com as mãos como se fosse um placar. - Eles atrasaram nosso treino, isso me tira do sério. Não gosto de fazer essas coisas, mas fui provocada. - bufou, irritada.
- Quem não se irrita com a Sonserina? Com a gente é a mesma coisa quando vamos treinar depois deles. - concordou com a amiga.
- O bom é que hoje o treino de vocês é distante do deles, vai ser bom. - tentou ser positiva para que o amigo ficasse feliz, sabia o quanto o quadribol era importante para e, agora, para ele, então buscaria apoiar os dois ao máximo.
- Eu ainda estou sem acreditar que entrei oficialmente no time, sempre acompanhei tudo, mas estar nele é muito gratificante. - ele sorriu.
- Estou ansiosa pelo seu primeiro treino, e a também. Vamos estar aqui sempre para cobrar que você seja bom. Mas não muito, porque temos que ganhar. - brincou.
- Temos o melhor apanhador de Hogwarts, , sinto muito. - ele brincou, arrancando uma risada dela. levantou os olhos e viu fazendo um belo gol, sorriu, pois a amiga mandava muito bem.
- Bom, quando ele não estiver na detenção, ele pode ser apanhador nas horas vagas, não? - viu o amigo rolar os olhos quando voltou a atenção para conversa.
- Não tem sido fácil para o Harry. - Villin fez uma careta.
- E é só a primeira semana. Sou feliz por não ser ele. - zombou, dando de ombros. - Ou amiga dele.
- Só sei que ganhar a disputa das Casas não vai rolar para a gente. - suspirou. - Toda hora perdemos pontos. É só o Harry respirar mais fundo.
- Dessa vez é nossa, pode ter certeza.
- De vocês ou da Lufa-Lufa, Sonserina não, por Merlim. - fez uma careta. Voltou a olhar o jogo, observando como se portava com os colegas, ela era incrível, jogava excepcionalmente bem e se deixasse logo mais tomaria a posição de capitã do time. - E a ? - ele perguntou de repente para .
- O que tem a ? - perguntou, dividindo o olhar entre o amigo e o jogo, acompanhando com os olhos como ele fazia.
- Ela… - de repente as palavras fugiram da cabeça dele. - Ela… conseguiu fazer o dever de Adivinhação?
- Ela… Gol! Ela é maravilhosa, por Merlim! - sorriu, comemorando mais um da amiga. - Ela conseguiu sim, ainda vou revisar o dela e ela o meu, mas fez sim. Por quê? – perguntou, sem qualquer interesse real, estava focada nos jogadores do time.
- Não, é que ela comentou que estava com dificuldade, então me lembrei e perguntei, mas que bom que deu certo. - sorriu e apenas deu de ombros, concordando com um aceno de cabeça.

Capítulo Três

Apesar dos problemas causados pela Sonserina no sábado, que atrapalharam completamente os treinos de quadribol, o primeiro fim de semana foi resumido em lição de casa. Entendiam que era o quinto ano, mas ter tanta lição na primeira semana era desgastante, não imaginavam o que poderia vir para o resto do ano letivo.
Páginas para Transfiguração, páginas para Poções, páginas para Herbologia, páginas para Aritmancia, já não era mais possível nem definir quais matérias eles faziam.
E apesar de toda lição de casa, tudo parecia ir bem até o domingo.
entrou no Salão Principal e correu até a mesa da Corvinal, sentando-se rapidamente ao lado de . As amigas se cumprimentaram com um bom dia lento e preguiçoso, que logo se tornou uma grande euforia com a chegada do Profeta Diário que assinava. Ela abriu o jornal, pronta para pular para a seção do seu pai, porém a capa chamou sua atenção.
- O que foi? - perguntou , encarando a preocupação no rosto de . A garota viu também que a indignação passava pelo rosto de muitos pelas mesas do Salão Principal.
- Veja você mesmo, . - passou o jornal para amiga. - A casa literalmente caiu.

”Ministério visa reforma educacional
Dolores Umbridge aprovada como Alta Inquisidora


Esse era o destaque no jornal naquele dia. Não questionaria nem por um segundo o espanto no rosto dos alunos. Aparentemente, agora, além de dar aulas horríveis, a mulher ainda inspecionaria os demais professores em suas salas, repassando as informações como quisesse ao Ministério. A matéria ainda falava coisas para difamar ainda mais a Dumbledore, e deixava claro como a influência do Ministério apenas seria cada vez maior na escola.
- Ah, será que dá tempo de ir para Beauxbatons? Será que me encaixo lá? - reclamou, deixando os ombros caírem com sua insatisfação e pegando uma rosquinha na mesa, enfiando quase inteira na boca.
- Eu acho que está na hora de nos mudarmos para lá. - riu. - Por Merlin, esse ano vai ser difícil, imagina como ela vai inibir os professores com sua presença? E eu só imagino o quão ruim isso deve ser. Será que Dumbledore consegue fazer algo?
- Já reparou que nós nem mesmo vemos Dumbledore mais? - bufou, irritada. - Parece que ele nem se importa. Mas estou preocupada em como vamos passar nos NOM’s desse jeito.
- Pior que você tem razão, acho que só o vi mesmo falante no banquete de boas-vindas. E eu acho que teremos que nos esforçar ainda mais para conseguirmos passar nos NOM’s. . - mordeu os lábios, apreensiva.
- Fico pensando o que minha mãe está achando disso em casa. - deu de ombros. - Por mim, se ela quisesse me tirar daqui, eu não reclamaria. Já vi que não vamos aprender nada mesmo. - riu. - Nessas horas é bom para os pais do que não sabem o que está acontecendo, queria ser trouxa. - fez bico.
- Minha mãe não deve estar se importando tanto, papai com certeza deve fazer seu monólogo toda a noite com ela. - deu de ombros. - Ela simplesmente largou tudo o que tenha a ver com bruxaria, é assustador.
- Será que sua mãe vai me defender se eu for para o mundo trouxa e viver de criminalidade? - questionou, séria.
- Com toda a certeza. - riu. - Nem brinca com isso na frente dela, ela vai te dar uma lição de todas as regras do mundo trouxa.
- Talvez seja útil nos NOM’s, afinal, se eu passo tranquilamente em Estudo dos Trouxas é por sua ajuda. - sorriu, agradecida.
- Pensando por esse lado - sorriu.
- Já surtaram? É seguro me aproximar? - Ernie brincou, aparecendo atrás da prima.
- Ainda estamos surtando, volte dez casas. - respondeu, rindo.
- Hogwarts vai virar ditadura, e é isso. - deu de ombros. - Eu só queria mesmo entender porque tanta preocupação dessa forma.
- É meio óbvio, , você sabe. - Ernie se referiu a volta de Você-Sabe-Quem. - Cada vez que vejo alguém olhando torto para Harry, me sinto mais compadecido por ele. Falei com ele alguns dias atrás. - sorriu. - Não que ele saiba quem eu sou, mas é legal ter quem acredite em você.
- Não deve estar sendo fácil para ele, mas que bom que você falou, tenho certeza que ele deve ter ficado grato. - comentou.
- Ernie, qualquer aula inspecionada, por favor, nos procure para falar sobre. - apontou o dedo para o primo, como se o repreendesse.
- Anotado, Macmillan. - ele bateu continência. - E digo o mesmo para vocês duas.
- Espero não ter esse desprazer. - respondeu.

⚗️


As garotas desceram para as masmorras do castelo para dois períodos de Poções. e passaram o domingo discutindo o próximo capítulo do livro, se preparando para fazer a poção que Snape solicitaria. Sempre tentavam se preparar para a aula, mas além de nem sempre ser possível, nem sempre dava certo. Os ingredientes e toda a teoria elas tinham facilmente, mas a prática parecia brincar com elas quando estavam na bancada, talvez fosse a cara fechada do professor que as deixava nervosas.
Elas entraram e se sentaram lado a lado, como sempre, e olharam em volta para ver as expressões de felicidade dos sonserinos que pareciam sorrir apenas naquela aula, onde sempre pareciam favorecidos. Antes que pudessem sequer comentar algo venenoso sobre estes, o professor entrou na sala com todo o seu ótimo humor.
- Uau, carismático como sempre. - sorriu, fingida, sussurrando para a amiga, que riu, contida, não queria perder pontos para a casa.
- Capítulo dois, poção de força, não acho que vocês precisem de mais que isso. - falou rapidamente, encarando os alunos até ouvir o ruído da porta abrindo.
O professor provavelmente já preparava uma frase afiada para o aluno atrasado, porém, uma senhora baixa e vestida de rosa atravessou a porta com um sorriso elegante no rosto e uma postura sem igual.
- Com licença, Severus. Creio que recebeu o horário de sua inspeção, sim? - perguntou retoricamente, recebendo apenas um confirmar de cabeça do homem, que pareceu respirar fundo.
- Ah, não acredito. - sussurrou para a amiga. - Justamente na nossa aula.
- Isso vai ser bom. - sorriu, animando-se.
- Pode seguir sua aula. - Umbridge soltou seu pigarro que mais parecia uma risada debochada, fazendo Snape encará-la.
- Já informei o que deveria ser feito. E, na verdade, já deveria estar sendo iniciado. - aumentou o tom de voz, assustando os alunos que logo fingiam ler o livro para separar os ingredientes necessários para Poção de Força.
- Há quanto tempo leciona em Hogwarts? - Umbridge perguntou e todos os alunos fingiam cortar seus ingredientes ou ler o livro.
- Há tempo suficiente. - respondeu, direto, fazendo a mulher arquear a sobrancelha e fazer qualquer anotação em seu pergaminho.
- Delicado como um centauro, ela esperava o quê? Flores e abraços calorosos? - sussurrou para amiga.
- Já espero Snape recebendo uma avaliação tão boa quanto vamos receber em nossos NOM’s de Poções. O karma é real. - riu. - Me dá isso aí para eu começar a cortar. - falou para amiga, que lhe entregou junto à faca.
- Não corte, amassa, lembra? - recordou-se das palavras do livro adicional de Preparo de Poções que estava lendo. agradeceu em silêncio.
- E você se aplicou algumas vezes para Defesa Contra As Artes das Trevas, não? - Dolores voltou a perguntar.
- Sim. - rosnou Snape.
- E mesmo não conseguindo o cargo que queria, decidiu lecionar?
- É o que parece, não? - retrucou, fazendo com que a mulher anotasse ainda mais em seu pergaminho que parecia fazer as avaliações sozinho de tanto que escrevia.
- Ela não se cansa de receber patadas, é masoquista. - riu baixo, voltando a atenção aos ingredientes.
- Estou imaginando quantas ela pode levar em dois períodos. - se animou.
- Pelo menos mais sete. - Burke respondeu da bancada ao lado, fazendo com que as garotas se assustassem com sua participação na conversa.
- É uma aposta, Burke? - perguntou, arqueando uma sobrancelha.
- Se quer assim, sim, Macmillan, faça disso uma aposta. - ele falou, dando de ombros.
- Escutar a conversa alheia é feio, seus incríveis pais estavam ocupados demais com aquela loja estranha para te ensinar isso? - comentou, lembrando-se da Borgin & Burkes, que era parte da família de . - Eu acho que serão onze. - falou, jogando alto. - Se eu perder, faz sua lição de casa dessa semana.
- Ei! A aposta é sua, não minha! Não vou fazer nada. - a garota que até então estava calada, se manifestou.
- Você não vai fazer mesmo, eu vou ganhar. - sorriu, presunçosa.
- Tudo bem. Se eu perder, Nott faz a sua lição por uma semana. - informou, sério.
- Fechado.
- , se você perder… - a amiga sussurrou, brava. - Você sempre me envolvendo nessas coisas sem sentido.
- A vida não é boa com um pouco de emoção, ? - riu baixo, recebendo um claro não da amiga.
- Se nós dois perdermos, Macmillan, você me encontra na Casa dos Gritos em Hogsmeade nesse fim de semana. - voltou a falar, atrapalhando-as quando voltaram ao preparo da poção.
- Você está querendo um encontro, Burke? - ironizou, rindo.
- Pode ter certeza que não. Tem medo? - a garota rolou os olhos e negou com a cabeça.
- Okay, estamos aqui para isso, não? - deu de ombros.

Nove patadas. Nem oito, nem onze, nove patadas de Snape em perguntas estúpidas da “Alta Inquisidora”. Grande idiota, isso é o que parecia.
- Te vejo na Casa dos Gritos no sábado, Macmillan. - Burke falou ao passar por , que saía das masmorras com .
- Isso está mais parecendo algo que ele quer do que a lição de casa. Burke é estranho, mas já consegui pensar em pelo menos uns cinco feitiços para assustá-lo, ele com certeza não tem isso. - comentou com a amiga.
- Sério, eu estou pensando que ele vai te emboscar, se eu fosse você não ia. - encarou a amiga. - Ele estava claramente torcendo que vocês perdessem.
- Está tudo bem, não é como se Burke fosse inteligente o suficiente para me emboscar, .
- Não o subestime, ele não é tão burro assim. - deu de ombros.

🏰


A semana estava voando, e já havia chegado a tão sonhada sexta-feira, as inspeções de Umbridge se tornaram frequentes, e ninguém sabia o que esperar daquela situação toda, mas a curiosidade os corroía. estava parcialmente curiosa para o que quer que tivesse preparado para amanhã, mesmo que não quisesse admitir. não havia visto Fred naquela semana e aquilo havia a desanimado bastante.
Os quatro estavam sentados perto do lago, enquanto curtiam o tempo livre daquela tarde, conversando trivialidades, como sempre faziam quando estavam juntos.
- O primeiro jogo já é semana que vem. - falou, cutucando Ernie.
- Queria saber porque você fica tão feliz com Corvinal contra Lufa-Lufa. - o garoto respondeu, rolando os olhos. - Só porque vocês ganham toda vez. - brincou, rindo.
- É exatamente por isso, me aguente insuportável semana que vem. - sorriu, dando de ombros. - Sou competitiva demais e… - ela se interrompeu. - Ai, meu Deus, o Fred está vindo para cá, como eu estou? - ela tentava arrumar o cabelo. - Eu estou sem meu espelho. Droga.
- Está incrível como sempre, só te falta um pouco de espírito de Grifinória, como sempre também. Seja mais como o . - brincou, vendo o amigo rolar os olhos automaticamente.
- Não me envolva nisso, não. - comentou, incomodado. Ele detestava esse amor platônico todo que tinha por Fred sabe-se lá desde quando.
- Ei, Fred! - sorriu para o ruivo quando ele se aproximou.
- Oi, . - o garoto a cumprimentou, acenando com a mão. - Ei, Macmillan, precisava falar com você.
- Comigo? - Ernie e responderam juntos, rindo logo em seguida e vendo Fred os acompanhar, apontando para o garoto.
- Na verdade, vocês estão sempre juntos, acredito que seria legal se todos escutassem. Se alguém discordar, vocês fingem que nunca ouviram de mim. - piscou para o grupo, mas suspirou como se apenas ela mesma estivesse ali, fazendo rir. - Não sei se vocês estão gostando das incríveis aulas da senhorita baixinha do Ministério da Magia, mas acreditamos que muitos pensam em como vão aprender a se defender com esses longos capítulos que estamos lendo.
- Definitivamente. - respondeu de prontidão, sem pensar.
- Nós odiamos também, e adorei o apelido. - respondeu, sorridente, fazendo Fred franzir a testa.
- Enfim, aparentemente, Ernie, você conversou com Harry e Hermione esses dias, e ela me pediu para te avisar de um encontro secreto que teremos no Cabeça de Javali amanhã para discutir sobre essa situação. Ela não deu detalhes e disse que era melhor assim, mas aparentemente ela tem uma saída, mas apenas para pessoas de confiança. Ou seja, não falem para ninguém, de forma alguma. - reforçou.
- Pode confiar, não falaremos. - respondeu, e todos concordaram com ele. - Pode nos esperar, estaremos lá.
- Qualquer solução para nós para essa loucura vai ser incrível, pode ter certeza. - falou.
- Pode contar conosco e com nosso silêncio, Weasley. Obrigado pelo convite. - Ernie agradeceu.
- Combinado, gente. Eu vou indo, e conto com vocês. - Fred acenou rapidamente para eles, retomando a caminhada para longe do grupo de amigos.
- Para ele te notar, você tem que falar, ! - reclamou, cutucando a amiga.
- Eu falei, só que ele… - a amiga suspirou baixinho, chateada. - Ele não sente mesmo, . É melhor eu continuar guardando esse sentimento para mim.
- É o último ano para que você tente, é melhor pensar bem. - Ernie comentou.
- Não acho uma boa ideia vocês ficarem alimentando essa situação toda da com ele, gente. - comentou. - Se ela não quer falar, melhor assim.
- , você é incrível, muito obrigada. - ela abraçou o amigo de lado. - Não acho bom arriscar e passar vergonha.
- Pois é. - falou, seco, mas abraçando também a amiga.
- Seu assunto com o Harry rendeu, hein? - comentou para o primo. - Estou curiosa agora.
- O Harry devia é descansar e fazer o que ele tem para fazer invés de ir para Hogsmeade, ele está na detenção desde a primeira semana, quando parece que vai acabar, ele ganha uma nova. - comentou.
- Coitado, de novo? - comentou, ainda abraçada no amigo. - Desse jeito Grifinória não vai ganhar mesmo.
- Sigo conformado. - respondeu, rindo. - Mas fico imaginando como Umbridge o tortura nessas horas, porque ele sempre chega tarde na torre.
- Eu não quero descobrir. - reclamou, sentindo um arrepio passar pelo corpo. - Só de sentir aquele cheiro adocicado dela, eu já me sentiria torturada.
- E aquele excesso de rosa nas roupas, imagina como deve ser a sala dela? Assustadora. - Ernie comentou, não querendo visitar aquele lugar nunca.
- Tudo bem, parei de querer imaginar. - gargalhou da reação dos amigos.


Capítulo Quatro

A manhã naquele dia estava escura e fazia um leve frio, fazendo com que todos saíssem com seus casacos.
O quarteto caminhava em direção ao Cabeça de Javali, onde havia sido marcado o encontro por Hermione, como Fred os havia informado.
Passando pelo vilarejo, podiam ver diversos alunos felizes com o primeiro fim de semana em Hogsmeade. Alguns já caminhavam direto para o Três Vassouras, o famoso bar onde todos se reuniam, enquanto outros passavam pela Zonko’s, loja de logros e brincadeiras.
- Não imaginava vê-los em outro lugar. - brincou , apontando para Fred e vendo o rosto de se iluminar ao olhar.
- É total a cara dele. - suspirou, vendo revirar os olhos.
- Eu quero um sapo de chocolate, podemos? - fez bico, apontando para Dedosdemel. - Se Fred e George ainda estão aqui, não estamos atrasados.
- Você não podia aguentar, né? - Ernie reclamou, mandando a prima se apressar.

- Meu Deus, não podia ser no Três Vassouras? - reclamou, encarando o lugar.
O Cabeça de Javali era pequeno, sujo e sombrio; cheirava forte a algo que provavelmente podia ser cabras. As janelas eram tão pequenas que podia-se ver muito pouco à luz do dia com velas na mesa de madeira. O chão parecia ser de terra, mas, na verdade, era de pedra e parecia ter séculos sem qualquer manutenção. Entraram logo atrás de Parvati, Padma e Cho, e viram que muitos mais vinham atrás deles.
Enquanto se sentavam na parte mais ampla do bar, puxando cadeiras para que todos estivessem perto, viram os que entravam em seguida: Luna Lovegood, Katie Bell, Alícia Spinnet e Angelina Johnson, Colin e Dennis Creevey, Justino Finch-Fletchley, Anna Abbott, Jennifer Simpson, Anthony Goldstein, Michael Corner e Terry Boot, Gina Weasley junto a Zacharias Smith, e Fred e George com seu amigo Lino Jordan, todos os três com bolsas da Zonko's, onde haviam visto-os há pouco.

- Oi. - ouviram Fred falar com o senhor responsável do bar. - Nós podemos ter... Vinte e cinco cervejas amanteigadas, por favor?
Fred serviu as cervejas nas mesas para cada um e foi recebendo as moedas em retorno para entregar ao responsável pelo bar.
Pareciam ter até mais de vinte e cinco pessoas, mas talvez fosse pela aparência pequena e (nada) aconchegante do local. Algumas pessoas pareciam animadas, outras, curiosas. Alguns nem pareciam realmente saber o que estavam fazendo ali, pois se entreolhavam de segundo em segundo como se quisessem rir.
Luna, após dar uma volta pelo lugar esquisito, retornou para as mesas junto a todos e se sentou ao lado de Ernie, cumprimentando ao grupo com um grande sorriso.
- Estou animada. - comentou, olhando para Harry como todos faziam.
- Er... - disse Hermione, um pouco nervosa. - Bem, er, oi. - todos a olharam, porém, ainda dividindo a atenção com Harry, que estava calado e olhava para um ponto fixo distante do grupo. - Bem... Er... Bem, vocês sabem porque estão aqui. Er... Bem, Harry teve uma ideia... Eu digo... - Harry a olhou de uma forma engraçada. - Na verdade, eu tive a ideia de que talvez algumas pessoas queiram estudar Defesa Contra as Artes das Trevas, quero dizer, realmente estudar, vocês sabem, não o que Umbridge está fazendo conosco... - todos trocaram um olhar rápido, como se confiassem em Hermione, afinal, era o que muitos ali sentiam. - Porque ninguém pode chamar aquilo de Defesa Contra as Artes das Trevas... Eu digo, aprender como nos defender, não só na teoria, mas fazendo feitiços verdadeiros...
- Você quer passar no seu N.O.M. de Defesa Contra as Artes das Trevas também? - Michael Corner falou próximo a ela na primeira fileira de cadeiras.
- Claro que sim. - disse Hermione. - Mais que isso, eu quero treinar vocês, porque... Porque... - ela respirou fundo e concluiu. - Porque Lord Voldemort voltou.
Todos seguraram a respiração naquele minuto. Foi algo impensado, mas que poderia até mesmo ter sido planejado, tão sincronizado que fora. e trocaram um olhar próprio, dando um sorriso pequeno logo em seguida. Uma das garotas da Corvinal derrubou cerveja amanteigada nela mesma.
Terry Boot deu um grito involuntário, assustado. Neville apenas tossiu. O movimento seguinte também foi unânime, todos encararam Harry Potter.
- Bem... Esse é o plano, de qualquer forma. - disse Hermione. - Se vocês quiserem se juntar a nós, precisamos decidir como faremos...
- Onde está a prova de que Você-Sabe-Quem está de volta? - Zacharias Smith, da Lufa-Lufa, falou de modo hostil, fazendo Ernie se remexer na cadeira.
- Bem, Dumbledore acredita nisso. - falou baixo, mas de forma que todos pudessem ouvir.
- Você quer dizer, Dumbledore acredita nele... - retrucou Smith, apontando para Harry.
- Quem é você? - disse Rony rudemente, provavelmente falando por muitos na sala que desconheciam o garoto, mais conhecido por “arrogante da Lufa-Lufa”.
- Zacharias Smith, e eu acho que nós devemos saber o que ele diz sobre Você-Sabe-Quem ter retornado.
- Olha... - Hermione começou. - Realmente não é só uma suposição sobre...
- Está bem, Hermione. - Harry falou pela primeira vez, fazendo todos soltarem o ar que estavam guardando. - O que me fez dizer sobre o retorno de Você-Sabe-Quem? - Harry encarou o lufano diretamente, ignorando os demais naquele segundo. - Eu o vi. Mas Dumbledore disse para toda a escola o que aconteceu no ano passado, e se você não acredita nele, você não vai acreditar em mim, e eu não vou gastar minha tarde tentando convencer qualquer um.
Depois de tanto discutirem sobre crer em Harry e o que achavam de toda história, estar ali para eles era um prazer, pois vendo-o falar, e ainda rebater alguém tão chato quanto Zacharias, apenas os faziam ter certeza de que a história de Harry era verdadeira. Não era tão difícil assim ler as pessoas para entender que uma mentira como aquela não havia forma de ser contada de qualquer jeito. Porém, diferente dos que passavam a crer ainda mais em Potter, Zacharias voltou a contestá-lo diretamente:
- Tudo que Dumbledore disse para nós no ano passado foi que Você-Sabe-Quem matou Cedrico Diggory e que você trouxe o corpo dele de volta para Hogwarts. Ele não nos deu detalhes, não nos disse exatamente como Diggory foi assassinado, e eu acho que todos nós gostaríamos de saber...
- Eu não gostaria de saber, na verdade. - sussurrou para os amigos. - Para que vou ficar revivendo algo tão traumático, ainda mais na frente de tantas pessoas? - apontou para Cho com a cabeça.
- A noção passou longe, aliás, nem sei por que o convidaram. - comentou, aborrecida. e Ernie concordaram com as amigas.
- Se você veio para ouvir exatamente o que acontece quando Voldemort mata alguém, eu não posso ajudá-lo. - Harry disse, direto, ainda encarando Zacharias. - Eu não quero falar sobre Cedrico Diggory, está bem? Então, se você está aqui para isso, deve ir embora.
Naquele momento, Harry parecia nem ter gostado tanto assim da ideia de juntar aquele grupo. Começavama pensar que até mesmo não houvera sido sua ideia. Mas mesmo com sua fala sobre Diggory, ninguém nem se mexeu como se pensasse em levantar.
- Então... - Hermione começou novamente. - Então... Como eu estava falando... Se vocês querem aprender alguma defesa, depois nós trabalharemos como faremos isso, com que frequência e onde iremos...
- É verdade... - interrompeu, se lembrando de algo que ouvira dois anos atrás de alguns grifinórios. - Que você pode produzir um Patrono?
O próprio grupo da garota a encarou, curioso pela pergunta, e ela apenas deu de ombro, rindo.
- Sim.
- Um Patrono com forma? Você faz um cervo como Patrono?
- Sim. - ele respondeu.
- Puxa, Harry! - Lino exclamou. - Eu nunca soube!
- Mamãe disse a Rony para não espalhar por aí, ela disse que chamaria muita atenção. - Fred comentou em resposta ao amigo.
- Ela não está errada. - Harry murmurou e alguns alunos riram.
- E você matou um basilisco com a espada do escritório de Dumbledore? - perguntou . - Um retrato me disse quando eu estava lá no ano passado...
- Er, sim, eu fiz isso, sim.
Todos tiveram reações diferentes, mas muitos “uau” puderam ser ouvidos pela sala.
- E no nosso primeiro ano… - Neville comentou. - Ele salvou a Pedra Filosofante...
- Filosofal. - corrigiu Hermione.
- Sim, isso. De Você-Sabe-Quem. - Neville terminou, deixando todos suspirarem com a informação.
- E ninguém falou nada... - Cho começou a falar e todos viram como Harry direcionou seus olhos rapidamente para ela. - Mas e todas as tarefas que ele teve que passar no Torneio Tribruxo no ano passado? Passar por dragões, os sereianos, a acromântula e... Coisas…- sentiu um arrepio ao lembrar-se das tarefas no ano anterior. Agradecia muito que seus amigos não tinham nem idade ou vontade para aquilo. Conhecia Diggory, mas não era exatamente próxima do rapaz.
- Olha... - Harry disse e todos ficaram em silêncio por um momento. - Eu... Eu não estou tentando ser modesto ou algo parecido, mas... Eu tive muita ajuda para isso tudo...
- Não pelo dragão. - Michael Corner interrompeu. - Foi apenas você voando mesmo...
- É, bem... - disse Harry, não podendo discordar. Estar na arquibancada naquele dia havia sido surreal.
- E ninguém o ajudou a desviar dos dementadores nesse verão... - disse Susan Bones.
- Não, não, ok, eu fiz isso sem ajuda, mas o fato é que eu estou tentando fazer isso...
- Você quer nos mostrar como se faz isso tudo? - disse Zacharias Smith.
- É essa a ideia. - Rony se pronunciou, alterado. - Por que você não fecha a sua boca?
- Bem, nós aprenderíamos isso tudo, mas agora ele está dizendo que realmente não pode fazer nada disso. - continuou, fazendo com que todos respirassem fundo naquele momento, não apenas Rony ou Harry.
- Não é o que ele está falando. - rosnou Fred. - Você gostaria que nós limpássemos sua orelha para você? - perguntou George, tirando um instrumento de metal de uma das bolsas da Zonko's. - Ou qualquer parte de seu corpo, na verdade, qualquer lugar onde nós possamos fazer isso alcançar. - sorriu automaticamente para o ruivo, apoiando-o em silêncio.
- Sim, bem… Chega... A questão é: quem quer ter lições com Harry?
Entre diversos murmúrios de aprovação, os amigos se entreolharam e deram de ombros, entrando em acordo que todos queriam aquilo. Viram ao longe Zacharias cruzar seus braços, encarando o instrumento na mão de Fred sem se pronunciar sobre.
- Certo. - disse Hermione. - Bom, depois, a próxima pergunta é: com que frequência nós faremos isso? Acho que uma vez por semana seria bom, alguma oposição?
- Por favor... - disse Angelina, levantando a mão. - Nós precisamos ter certeza de que não há aula durante o treino de quadribol.
- Não. - disse . - Nem no nosso.
- Nem nosso. - disse Zacharias Smith, representando a Lufa-Lufa.
- Eu tenho certeza que podemos encontrar uma noite livre. - disse Hermione, impaciente. - Mas vocês sabem qual a importância de estarmos falando de aprender a nos defender dos Comensais da Morte de Voldemort...
- Bem dito! - disse Ernie. - Eu acho que é importante, mais importante do qualquer outra coisa que vamos fazer esse ano! - olhou para os demais, apreensivo, estava esperando por alguns "Claro que não!", mas, como ninguém falou, acrescentou. - Eu estou perdido, querendo saber por que o Ministro mandou essa professora inútil em um período difícil. Óbvio, eles não acreditam sobre o retorno de Você-Sabe-Quem, afinal, mandar uma professora que não quer que a gente faça qualquer feitiço... - completou, indignado, provavelmente se expressando por muitos ali.
- Nós achamos que a razão de Umbridge não querer que pratiquemos Defesa Contra as Artes das Trevas, é que ela tem uma ideia ruim de que Dumbledore possa usar os estudantes como um próprio exército. Ela acha que ele pode nos mobilizar contra o Ministério. - todos se encararam imediatamente, considerando a informação.
- Bem, faz sentido. Cornélio Fudge tem seu próprio exército. - Luna falou delicadamente.
- O quê? - Harry perguntou.
- Sim, ele tem o exército de Heliopatas. - continuou.
- Não, ele não tem. - respondeu Hermione, cética.
- Sim, ele tem. - retrucou Luna.
- O que são Heliopatas? - Neville perguntou, confuso.
- São espíritos do fogo. - disse Luna. - Grandes criaturas que galopam pelo chão, queimando tudo pela frente.
- Eles não existem, Neville. - disse Hermione. e trocaram um suspiro. Não gostavam quando maltratavam Luna, que sempre fazia o bem a todos.
- Oh, sim, eles existem! - disse Luna com raiva.
- Me desculpe, mas há alguma prova disso? - cortou Hermione.
- Há muitas vítimas. Só que você é tão limitada sobre coisas que estão embaixo do seu nariz que antes de você...
Antes que Luna pudesse continuar e uma briga se iniciasse, Gina pigarreou em uma bela imitação da professora Umbridge, que muitos olharam e riram.
- Nós não estamos tentando decidir com que frequência teremos as aulas de defesa?
- Sim. Sim, nós estamos, você está certa, Gina. - Hermione respondeu, acalmando-se.
- Uma vez por semana parece legal. - se pronunciou.
- Desde que... - começou Angelina.
- Sim, sim, nós sabemos sobre o quadribol. - Hermione respirou fundo. - Outra coisa é decidir onde nos encontraremos...
- Biblioteca? - sugeriu Katie Bell depois de alguns minutos de todos em silêncio.
- Eu não acho que Madame Pince vai deixar fazermos isso na biblioteca - disse Harry.
- Talvez numa sala de aula vazia? - disse .
- É... - disse Rony. - McGonagall talvez nos deixe usar a dela, ela deixou quando Harry estava praticando para o Tribruxo.
- Está certo, bem, nós tentaremos achar algum lugar. - disse Hermione. - Mandaremos uma mensagem para todos quando encontrarmos um lugar para o primeiro encontro. Eu acho que todos devem escrever seus nomes, só para sabermos quem está aqui. E eu também acho... - ela respirou fundo. - Que nós não devemos falar o que estamos fazendo. Principalmente à Umbridge.
Fred pegou um pergaminho no mesmo momento e escreveu seu nome, mas todos os demais retraíram seus ombros, parecendo tímidos e receosos de uma hora para outra.
- Er... - começou Zacharias, receoso, ignorando o pergaminho que George estava tentando passar para ele.
- Bem... Eu tenho certeza que Ernie me dirá quando será nosso próximo encontro...
Ernie encarou Zacharias, parecendo tentar se controlar para não xingá-lo de algo, nem amigos eram, oras. Mas o garoto respirou fundo e encarou o pergaminho, dividindo o olhar entre o pedaço para escrita e os demais amigos.
- Eu... Bem... Nós somos monitores. - Ernie falou, apontando para alguns, até mesmo Rony e Hermione. - E se essa lista for encontrada... Bem, eu digo… Você disse... Se Umbridge descobrir...
- Não que a parte mais importante seja deixar de ser monitores, por exemplo, mas nós poderíamos ser prejudicados de várias formas por levar outros conosco. - adicionou.
- Você disse para essas pessoas que era a coisa mais importante que você faria nesse ano. - Harry lembrou Ernie.
- Eu... Sim, sim, e eu ainda acredito nisso... - o garoto suspirou, apenas tentando preocupar-se não apenas por si, mas pelos demais, como sempre.
- Ernie, você acha que deixaremos essa lista por aí? - Hermione falou, ríspida.
- Não, é claro que não. - respondeu, acalmando-se. - E, é claro, eu assinarei.
Ninguém foi contra depois de Ernie, que logo passou o pergaminho para os amigos que estavam ao lado e todos acompanharam de um a um as assinaturas, até que Zacharias, o último, assinasse.
Encararam bem todos que estavam ali, sentindo-se mais próximos do grupo de alunos, afinal, era quase como se tivessem selado um contrato. Um contrato muito perigoso.
Em poucos minutos, todos saíram do local bizarro para aproveitar o restante do dia no vilarejo sem olhar para trás.

Ainda impactados com toda a situação que havia acontecido há pouco, o quarteto decidiu que estava cedo demais para voltarem para Hogwarts, então fizeram uma pequena parada no Três Vassouras, assim como parecia que todos os demais grupinhos haviam feito.Como de praxe, pediram cervejas amanteigadas e se sentaram em uma mesa mais ao fundo, onde tivessem uma visão de quem entrava ou saía do lugar.
- Vocês estão tão felizes quanto eu com esse grupo? - comentou assim que se sentaram, já com as bebidas em mãos.
- Eu acho que esse ano precisava de um pouco de ação mesmo. - Ernie respondeu, sorridente. - Não é como se nossos anos anteriores tivessem muita graça, pelo menos no final temos que melhorar, só temos mais dois anos para aproveitar.
- Com certeza, aproveitar em grande estilo, infringindo várias regras e com a chance de talvez sermos expulsos, não é incrível? - abriu um sorriso e recebeu um olhar engraçado de .
- Você falando desse jeito não está ajudando muito, . - o grifinório comentou.
- Achei que foi bem positivo, gostei do espírito, . - gargalhou, puxando um brinde com a amiga, que logo aceitou, rindo e levantando sua caneca também. - Mas antes expulsas do que mortas em batalha, não? - piscou para os amigos.
- Agradecendo a positividade da amiga porque a sua está faltando, né? Por Merlin, já está pensando em batalha. - o primo reclamou. - Sei que pode acontecer, mas quero me formar, por favor.
- Mas do jeito que estamos caminhando, temos que enxergar a realidade, gente. Não sabemos o que vamos enfrentar, entendo a preocupação do trio. - abaixou o olhar para a caneca.
- Sim, mas estaremos prontos, qual é? Eu finalmente vou aprender a conjurar um patrono. Qual será o meu? Estou muito curiosa. - deu uma golada em sua cerveja.
- Não sei sobre patronos, mas espero que em uma batalha eu tenha um ótimo feitiço para jogar Umbridge no chão, afinal, ela com certeza estará do outro lado. - Ernie comentou, revirando os olhos ao mencionar a “Alta Inquisidora”.
- Você tem alguma dúvida? Com certeza. - complementou.
- Só espero que possamos encontrar um lugar. E ainda temos quadribol pela frente. Bom, vocês, né? - falou, olhando em volta do bar e vendo a animação de vários. - Está ansioso pelo jogo contra a Sonserina? - perguntou para .
- Sempre, ganhar da Sonserina sempre é uma honra, espero que o Harry esteja com o psicológico bom para isso, afinal, dependemos muito dele.
- Como Rony está no gol? - Ernie perguntou, curioso.
- Ele tem zero segurança. Não sei, os treinos estão estranhos, temos que treinar muito mais. Mas eu acho que ele é bom, é só se adequar ao time. - respondeu, dando de ombros.
- Eu vou apostar em vocês, sem dúvida. - falou com certeza. - Ai, caralho! - se virou para , batendo a mão na própria cabeça. - A aposta, . - reclamou.
- Que vocês dois perderam, ufa! Antes você do que eu. - riu, fazendo Ernie e a encararem, curiosos.
- Eu tinha que encontrá-lo na Casa dos Gritos, lembra? Agora já era, nossa, eu não quero nem ver o que vou ouvir. - deitou a cabeça na mesa, indignada.
- Alguém pode nos explicar? Quem em sã consciência curte a ideia de ir na Casa dos Gritos? - Ernie perguntou, arqueando a sobrancelha.
- Ele ia aprontar alguma coisa com ela lá, é óbvio, agora deve espalhar à Hogwarts inteira que se acovardou, típico daquele idiota. - revirou os olhos.
- Eu vou ouvir pelos próximos três anos, preciso pensar no que fazer. - bufou.
- Alguém, por favor? - perguntou, assim como Ernie.
- Fiz uma aposta idiota com Burke, apenas isso. Agora vou ter que arcar com as consequências de ter esquecido. - explicou, não surpreendendo os amigos.
- E essa aposta terminou em um encontro, uau? - o primo brincou, recebendo um dedo do meio dela em resposta.
- disse que ele ia aprontar, e eu tenho certeza que sim, mas eu queria saber o que, não é como se não estivesse preparada para qualquer coisa. - deu de ombros.
- Nossa, agora fiquei pensando na ideia de você e ele em um encontro, nossa! - riu, para irritar a amiga. riu baixo, negando com a cabeça.
- Prefiro pensar em um duelo em que eu pudesse usar todos os feitiços que só sei na teoria. - riu. - Mas agora não usarei, afinal, já está tarde e eu não apareci.
- Será que ele ainda está te esperando lá? - questionou, e como se fosse chamado, passou pela porta do local.
- Acho que não. - Ernie apontou para o garoto e riu de si mesma.
- Ê boca, . Não é possível. - a garota gargalhou da situação e viu que chamara atenção no bar, que estava esvaziando pelo horário.
andou até a mesa dos quatro lentamente, sendo acompanhado por Nott e Rosier.
- O Três Vassouras é menos assustador para você, Macmillan? - perguntou diretamente para , que rolou os olhos e sorriu para o garoto.
- Talvez seja, Burke, ou talvez eu só tenha te feito de idiota em ficar esperando, não? - respondeu, preferindo não mencionar que esquecera, até mesmo porque não poderia dizer “desculpe, eu estava em uma reunião super secreta”.
- Acredito que essa brincadeira não seja para você, , afinal, você não sabe jogar. - deu de ombros. - Mas isso não pode ficar assim, vamos conversar sobre isso depois, tenho mais o que fazer.
- Depois de esperar horas sem fazer nada, com certeza tem. - comentou, fazendo com que até mesmo os fiéis escudeiros de dessem risada, apenas mais contidos que Ernie e em sua frente.
Burke encarou os amigos com os olhos enfurecidos e eles se calaram rapidamente. Ele encarou , mas preferiu ignorar sua provocação, aparentemente precisava de defesa. Sorriu sozinho com o pensamento e o quão patético era, e virou as costas, deixando-os na mesa ainda entre risadas.

Capítulo Cinco

O começo de uma nova semana em Hogwarts era sempre uma emoção naquele ano, porque as mudanças pareciam não acabar mais, deixando todos apreensivos.
Quando acordaram na segunda-feira após o fim de semana de visita à Hogsmeade, que terminara em muita lição no domingo, foram surpreendidos com um grande aviso no mural de suas casas, cobrindo todos os demais.

"PELAS ORDENS DA ALTA INQUISIDORA DE HOGWARTS, todas as organizações, sociedades, times, grupos e clubes de estudantes estão, de hoje em diante, proibidos. Uma organização, sociedade, time, grupo ou clube com encontros regulares de três ou mais alunos.
Isso foi estabelecido pela Alta Inquisidora (Professora Umbridge).
Qualquer organização, sociedade, time ou clube de aluno não poderá existir sem conhecimento e aprovação da Alta Inquisidora, de acordo com o Decreto Educacional Número Vinte e Quatro.
Assinado: Dolores Jane Umbridge, Alta Inquisidora."

- É o quê? - questionou, vendo que também lia o papel.
- E o quadribol? Essa mulher é louca? - estava extremamente nervosa com aquilo.
- Será que… - pensou antes de falar e balançou a cabeça. - Não, não é possível. - tentou afastar o pensamento, mas a amiga parecia pensar também sobre a reunião do fim de semana. - , não deve incluir o quadribol, não faria sentido.
- Eu não sei, parece englobar, ela é específica demais no lance de grupos. Que ódio, é inaceitável.
Alguns dos colegas de casa passavam também por elas e liam o papel, concordando com a indignação das garotas. Estavam mais ainda ansiosas por ir ao Salão Principal, precisavam ver se isso era algo geral e como as pessoas estavam com aquilo.
- Vamos. - falou, puxando a amiga pelo braço para fora da Sala Comunal.
Tudo do lado de fora parecia agitado. Grupos conversavam e pareciam debater, o que as fazia ver que não eram as únicas incomodadas. Como não poderia se juntar com os colegas para estudar?
O Salão Principal estava cheio de burburinhos, viram grupos de colegas que estavam na reunião no fim de semana e tentaram não encará-los diretamente, afinal, aquele já era um grupo secreto, qual seria a diferença? O mais estranho era o comunicado ter sido tão rápido. Era possível que a Alta Inquisidora soubesse?
e sentaram-se na mesa da Corvinal e continuaram encarando um a um. Harry, Ron e Hermione estavam na mesa da Grifinória fazendo o mesmo quando elas viram Ernie com Ana Abbott tentar se aproximar, porém, Hermione balançou as mãos para que eles se distanciassem. O amigo era um idiota, não era uma boa hora para confraternizar e fofocar com quem pouco se fala, melhor jeito de levantar suspeitas.
Os únicos que pareciam quase em paz com o anúncio eram os alunos da Sonserina, era quase como se eles nem reunissem grupos mesmo como para estudar, o que era mentira, porque pareciam viver sempre em bandos mesquinhos. Sonserinos com a gestão de Dolores seriam privilegiados ainda mais.
- Você não acha que já deveria se juntar com os demais jogadores e ver se o quadribol está dentro dessas regras? Vocês têm que treinar, senão, como vão jogar? - perguntou, preocupada.
- É uma boa mesmo, ela precisa autorizar, de qualquer forma. - suspirou, extremamente chateada em como Hogwarts estava uma ditadura. - Por que Dumbledore não faz nada?
- Creio que ele não possa, mas provavelmente os da Grifinória podem nos falar mais sobre isso se perguntarmos na próxima.
- Sim, você tem razão, o cargo dela deve ser acima do dele, o Ministério deve ter dado total carta branca para essa mulher.
- Acho que não, talvez isso seja só o começo e ainda piore. Mas quem somos para achar algo, não é? Já estou cansada de pensar em ter que me adaptar a mais coisas ruins que isso. - suspirou. assentiu, nada que não estivesse ruim, e que não pudesse piorar.

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O tempo estava insano do lado de fora do castelo desde o dia anterior, parecia impossível chover tanto quanto naquele dia, mas choveu. A tempestade era forte e até mesmo aulas como Herbologia tiveram que ser canceladas, pois não era inteligente tentar algo nas estufas.
O time da Sonserina tinha passe livre para treinos de quadribol, porém, informara os amigos, no dia anterior, de que haviam conseguido um horário também para Grifinória, depois de muita luta. Grifinória x Sonserina era o primeiro jogo, e, com certeza, seria injusto que apenas um desses estivesse preparado, mas não é como se Dolores Umbridge se importasse.
, Ernie e tentaram mover-se até o campo de quadribol para apoiar Villin, porém, era impossível aguentar aquela chuva, nem toda amizade do mundo aguentaria esse esforço. Quando chegaram no meio do caminho, voltaram para trás, despedindo-se do grifinório e correndo até o Hall, encharcados, e optando por um bom xadrez de bruxo para se distrair um pouco dos estudos.
A manhã daquele dia parecia melhor, mas a chuva ainda não havia cessado e nem parecia que iria. A única certeza que e tinham, era que pensar e falar do tempo era mais interessante que o feitiço Silencio que aprendiam com o professor Flitwick. Amavam as aulas de Feitiços e o professor responsável pela Corvinal, mas, naquele dia, o lado de fora as chamava atenção e os pensamentos voavam distantes.
- Estou ansiosa. - reclamou com a amiga, suspirando. Antes de entrarem na aula, haviam encontrado Cho Chang do lado de fora, que as dera um recado sobre o grupo de aulas com Harry. Oito horas da noite, sétimo andar.
- Eu também estou, mas estou curiosa em qual lugar de lá conseguiremos, não conheço nada que dê para nos escondermos. - se sentou juntamente a .
- Eu também não tenho ideia, mas imagino que seja algo bom. - deu de ombros. - Esqueci de perguntar à Cho se Ernie e já foram avisados. Estou irritada de pensar que temos que ficar mais distantes para não parecermos suspeitos. - bufou.
- Nem me fala, nunca pensei que fosse sentir tanta falta do me contrariando. - sorriu, abrindo o livro. - Mas ele deve saber, ele é da Grifinória. Agora o Ernie eu realmente não sei.
- Esperamos que sim, às oito descobrimos. - sorriu ainda mais após conseguir calar seu sapo com o feitiço corretamente.

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Eram sete e quarenta e cinco quando e saíram da Sala Comunal da Corvinal logo atrás de alguns outros companheiros de casa. Estavam saindo sozinhos ou em pares para não levantar qualquer suspeita, afinal, seria um tanto quanto estranho se muitas pessoas aleatórias da Corvinal saíssem depois do jantar ao mesmo tempo, caminhando em procissão para o sétimo andar, lugar onde haviam marcado.
Quando alcançaram o sétimo andar, viram um corredor completamente vazio e se perguntaram se estavam no lugar certo. Andaram de um lado para o outro por alguns segundos e se perguntavam sobre a sala onde Harry e os demais poderiam estar. Foi como se seus pensamentos fossem ouvidos, pois uma porta grande e lustrada apareceu na parede.
- Estou mesmo vendo isso? - perguntou, surpresa, encarando .
- Então estamos loucas porque também estou vendo uma porta aqui. Vamos entrar? - ela deu um passo à frente, encarando a porta.
segurou a maçaneta e a empurrou, vendo a porta se abrir em sua frente e uma sala enorme e iluminada pôde ser encontrada com alguns de seus colegas já sentados em almofadas no chão. Harry, Ron e Hermione estavam em frente a esses, olhando em volta com admiração.
Enquanto andavam até os colegas, faziam o mesmo, afinal, aquele lugar era incrível. As paredes estavam enfileiradas com estantes cheias de livros. Um conjunto de prateleiras perto do fim da sala estava carregado de instrumentos, tais como bisbilhoscópios, sensores de segredos e um grande espelho-de-inimigos quebrado. Os livros disponíveis pareciam saber o que eles precisavam, todos eram relacionados a Feitiços e Defesa Contra as Artes das Trevas, não sabiam como Harry havia feito aquilo em tão pouco tempo, mas estava de parabéns.
e cumprimentaram os colegas com um aceno e se sentaram lado a lado, logo ouvindo alguém bater na porta e Ernie e entrarem junto à Goldstein, Dino, Fred e George, sendo esses os últimos.
- Uau - disse Dino, olhando a sala, impressionado. - Que lugar é este?
- Esta é a Sala Precisa. Não sei se vocês já ouviram falar dela, mas essa Sala aparece apenas para quem precisa e ela pode te fornecer tudo que seja necessário para o que vá fazer. Ninguém sabe realmente como ela funciona, porém, esse é o lugar que nós encontramos para praticar nossas reuniões e vocês obviamente a encontraram também. - Harry se voltou até a porta e virou a chave para trancá-la; ela fez um clique como se fosse um ruído de satisfação.
- É fantástico! - falou e algumas pessoas murmuraram em concordância.
- É bizarro - disse Fred, olhando a sala. - Nós uma vez nos escondemos de Filch aqui, lembra, George? Mas ela era somente um armário de vassouras para nós. - já havia lido algo sobre aquela sala, e era exatamente assim que ela funcionava, mas achava que era apenas uma lenda de Hogwarts e não que um dia estaria ali.
- Hey, Harry, o que são essas coisas? - perguntou Dino, de costas para a sala, indicando o bisbilhoscópio e o espelho-de-inimigos.
- São detectores de presença maligna. - Harry explicou, pulando pelas almofadas para alcançá-los. - Basicamente, eles mostram quando bruxos do mal ou inimigos estão por perto, mas não contem totalmente com eles, podem ser enganados. - o garoto falava como se realmente houvesse passado por aquela situação, o que causou um arrepio em muitos.
- Bem, eu estive pensando sobre o que nós deveríamos fazer primeiro e... Hm… - ele ficou em silêncio e todos encararam Hermione com a mão levantada em sua frente. - O que, Hermione?
- Eu acho que nós devíamos eleger um líder - ela falou e todos a encararam de sobrancelhas arqueadas, sem entender.
- Harry é o líder. - Cho falou de súbito o que todos estavam pensando.
- Eu sei, mas nós devemos votar nisso propriamente. - ela respondeu, sem se incomodar. - Transformar a votação em um ato formal e dar a ele autoridade é importante. Então, todos acham que Harry deve ser o líder?
Não achavam que alguém se oporia àquilo, mas conferiram nos olhos dos colegas a certeza do que estavam concordando e todos levantaram rapidamente as mãos, até mesmo o irritante Zacharias Smith.
- Hm... Certo, obrigado. - Harry voltou a falar. - E... O que, Hermione? - ele bufou quando viu a amiga novamente com a mão no ar, fazendo muitos rirem discretamente.
- Eu também acho que nós deveríamos ter um nome. - falou claramente. - Promoveria um sentimento de espírito de equipe e união, você não acha?
- Nós podemos ser o "Esquadrão Anti-Umbridge?" - disse Angelina, esperançosa.
- Ou o "Ministério da Magia é um Grupo de Idiotas?" - sugeriu Fred, fazendo gargalhar mais alto que os demais.
- Eu estava pensando... - Hermione se pronunciou novamente, franzindo as sobrancelhas para Fred. - Em um nome que não dissesse a todo mudo o que nós estamos fazendo, para que nós pudéssemos conversar sobre isso com segurança fora das reuniões.
- A Associação de Defesa? – arriscou Cho. – A AD, para que ninguém saiba do que estamos falando?.
- É, a AD é bom - concluiu Gina. - Só que devia significar a Armada de Dumbledore, porque o maior medo do Ministério é uma força armada de Dumbledore. Ouviram-se vários murmúrios de agrado e gargalhadas à sugestão.
- Todos a favor da "AD"? - perguntou Hermione com um ar autoritário, ajoelhando-se na almofada para contar. – Há uma maioria a favor... moção aprovada!
Ela pregou o pedaço de pergaminho com todas as assinaturas do grupo na parede e escreveu no topo com letras bem grandes: ARMADA DE DUMBLEDORE.
- Pronto. - Harry falou quando ela voltou a se sentar finalmente. - Devemos ir para a prática agora? - esperou alguns segundos para ver se alguém se pronunciava, mas todos apenas prestavam atenção em suas palavras. Harry deveria se sentir lisonjeado, estava sendo mais respeitado que grande parte dos professores naquele ano. - Eu estava pensando, em primeiro lugar, nós deveríamos tentar Expelliarmus, vocês sabem, o Feitiço de Desarmamento. Eu sei que é bem básico, mas eu acho isso muito útil...
- Ah, por favor. - Zacharias Smith abriu a boca e muitos já suspiraram, irritados. Ele rolou os olhos e cruzou os braços. - Eu não acho que Expelliarmus é exatamente o que vai nos ajudar contra Você-Sabe-Quem, você não acha?
- Eu já usei esse feitiço contra ele - Harry retrucou com calma. - Isso salvou a minha vida em junho. - Smith abriu sua boca, mas a fechou de novo. O resto dos presentes na sala estavam calados. - Mas se você acha que isso é muito pouco para você, você pode sair. - Smith não se moveu, apenas olhou para o chão, desviando de todos os olhares. - Tudo bem, então. - ele respirou, parecendo pensar. - Eu acho que nós deveríamos nos dividir em pares para praticar.
Antes mesmo que Harry terminasse de falar, todos se levantaram, ansiosos, juntando-se entre amigos em pares. olhou para automaticamente, porém, e Ernie se aproximaram antes que elas pudessem se mover.
- Vocês duas são muito boas nisso, não é justo. - Ernie balançou o dedo na frente das amigas, puxando pelo braço. A garota bufou, mas riu dos amigos e acenou para , dando de ombros.
Enquanto se separavam, já ouviam os amigos em volta gritando “Expelliarmus” com vontade, alguns com vontade até demais, o que fazia varinhas voarem invés de apenas serem tiradas das mãos do adversário.
- Expelliarmus! - falou, desarmando pela terceira vez com certa agilidade.
-
- O quê, ? Você é lento demais, você acha que seu oponente vai mesmo esperar quietinho você atacá-lo? Jamais! - ela lhe deu uma bronca. - Vamos lá, mais uma vez. - conjurou a varinha e entregou ao amigo.
- Expelliarmus! - os dois falaram juntos, mas novamente obteve êxito, o desarmando. foi lançado alguns passos para trás e um vento forte o atingiu. Dessa vez tinha errado feio, e na frente de Harry que estava os observando.
- Muito bem, . - Harry a elogiou, e ela sorriu, agradecendo. - , assim. - Harry parou um pouco, explicando ao rapaz como lançar o feitiço. pareceu compreender e Harry se afastou, ajudando outras pessoas.
- , sem desânimo, você quem quis fazer comigo, agora aguenta. - lhe lançou uma piscadinha, e naquele momento de distração o rapaz conjurou o feitiço, desarmando-a. - Inteligente.
- Ao menos uma vez, não? - ele sorriu, e tentou mais uma vez, mas tinha sido mais esperta e dessa vez quem o desarmou foi ela.
- Ainda lento, querido. Estamos em quanto? 7 x 1? - efetuou um feitiço convocatório, tendo sua varinha novamente em mãos.
- Eu virei o e você a agora? - fez uma careta engraçada, voltando a gritar o feitiço e desarmar o amigo. E engoliu em seco, vendo que a amiga tinha ficado ainda mais bonita com a forma como sorriu. Balançou a cabeça, voltando a se concentrar, vinha reparando demais em e sabia que não estava certo.
- Tá tudo bem? Você está com uma cara estranha… - estudou o rosto dele, alerta.
- Está, fiquei olhando as outras duplas e me distraí. Expelliarmus - pegou a amiga desprevenida, que revirou os olhos, mas riu.

e Ernie pararam em um canto entre e , e Gina e Michael Corner, esse que era muito ruim, por sinal.
- Quando qui… - ele sacudia sua varinha sem qualquer motivo, e antes que terminasse de falar, já pronunciava o feitiço e fazia sua varinha sair de suas mãos e ir de encontro ao chão a poucos metros dele. - Mas…
- Sem “mas”, Macmillan, em uma batalha não existem gentilezas. - ela mostrou a língua para o primo e viu Harry rir e sussurrar um “esse é o espírito” ao passar ao lado deles, avaliando as duplas. - Vamos de novo. - o garoto murmurou “Accio” à contragosto e sua varinha voltou para sua mão direita. Ernie quis ser rápido e no mesmo momento em que agarrou a varinha, tentou jogar o feitiço na prima, porém, prevendo o que seria feito, a garota gritou “Protego”, fazendo com que a própria varinha voasse para qualquer lado e ela fosse jogada alguns passos para trás.
- Você está bem? - Ernie se aproximou da prima, rindo descontroladamente e puxando-a pela mão para que se levantasse.
- Acho que preciso das aulas de defesa, esse feitiço deu muito errado. - ela ria também, se levantando com a ajuda do lufano.
- Era melhor ter sido apenas desarmada. - ele piscou para ela, que concordou. Quando Ernie virou-se para retornar ao seu lugar, e quando estava novamente de frente para , a mesma o desarmou com rapidez.
- Eu estava te ajudando, sua ingrata! - brincou, pegando a varinha e desarmando a prima enquanto ela ria, distraída.
- Muito bom. - ela afirmou, sorrindo para Ernie.
Magias básicas antes de aumentar a dificuldade havia sido a melhor ideia de Harry, pois era possível ver a dificuldade de todos os alunos, provavelmente devido à loucura que eram seus anos em Defesa Contra As Artes das Trevas.
Alguma coisa muito estranha acontecia com Zacharias Smith, por exemplo. Toda vez que ele abria sua boca para desarmar Anthony Goldstein, sua própria varinha saía voando da sua mão, e Anthony não estava falando nada. Claro que não eram espíritos que faziam graça, e sim Fred e George, a poucos passos da dupla. Todos que notaram riam sem qualquer pudor, achando que Smith com certeza merecia a confusão.
Os irmãos Creevey estavam entusiasmados, mas errados, sendo responsáveis por todos os livros que estavam voando das prateleiras perto deles. Luna estava em um caminho similar, ocasionalmente fazia com que a varinha de Justino Finch-Fletchley voasse de suas mãos, mas outras vezes causava meramente uma brisa em seus cabelos.
- Ok, parem! - Harry gritou, assustando alguns, mas alguns nem o ouviam. - Parem. Parem! - ele pegou um apito, tirado sabe-se lá de onde, e assoprou com força, fazendo todos abaixarem suas varinhas. - Não está ruim, mas, realmente, esse feitiço precisa ser melhorado. Continuem.
- Bem, meu pai apoia as ações Anti-Ministério! - Luna Lovegood falou alto, com orgulho, atrás de Harry que conversava com Cho, chamando atenção de todos em volta. - Ele está sempre dizendo que não acredita em nada que Fudge diz, eu quero dizer, o número de duendes que Fudge já assassinou! E é claro que ele utiliza o Departamento de Mistérios para desenvolver venenos, que secretamente administra a quem discorda dele. E também existe seu "Umgubular Slashkilter"... - todos que ouviam riram do modo espontâneo de Luna, que pouco se importava com aqueles.
Harry logo apitou novamente, assustando diversas duplas.
- Bem, hoje correu tudo muito bem. - começou. - Mas nós estamos ultrapassando a hora, é melhor pararmos por aqui. No mesmo lugar e na mesma hora na semana que vem?
- Até lá! - disse Dino Thomas, avidamente e quase todos mexeram suas cabeças em concordância. Angelina, no entanto, logo levantou a mão.
- A temporada de quadribol está para começar, nós precisamos praticar também! - e concordaram ansiosamente com aquela afirmação.
- Vamos ver... Quarta-feira à noite então. - respondeu Harry. - Nós podemos ter reuniões adicionais, qualquer coisa. Vamos lá, é melhor nós irmos agora e depois decidimos.
Harry puxou de seu bolso um mapa e o observou por alguns segundos enquanto todos se reuniam em torno dele, esperando suas ordens, se deveriam ir ou não.
- Nos vemos amanhã? - olhou para os amigos, acenando enquanto se juntava com e mais dois colegas da Corvinal para andar até sua Sala Comunal, conforme instruções de Potter.
- Definitivamente, independentemente de qualquer frescura de Umbridge, precisamos trocar informações. - riu, feliz. Ele encarou por alguns segundos mais e saiu junto com Harry, Ron e Hermione em direção ao corredor do retrato da Mulher Gorda, enquanto as garotas caminhavam em direção à torre oeste do castelo e Ernie se juntava à Zacharias até o corredor do porão.




Continua...



Nota das autoras: Finalmente a Armada foi criadaaa, primeira reunião oficialmente! E as meninas arrasaram demais. O que acharam? Nos digam, por favor.
Queríamos agradecer de coração por estarem conosco e que em 2022 vocês continuem por aqui, seja usando a caixinha de comentários ou no Insta! Muito obrigada e um virada de ano incrível para todas! 💙💜


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