Finalizada em: 15/03/2019

Capítulo 1

Um barulho de algo se quebrando
Eu acordo
Um som completamente desconhecido
Tento tampar os ouvidos, mas não consigo dormir.

Taehyung estava deitado em sua cama, o rosto alvo e corado graças à corrente fria de ar que passava numa fresta de sua janela. Sua pele fina era sensível ao frio e ao calor de um modo muito próprio. O início da noite havia sido um tanto quanto conturbado. As fotos dela estavam espalhadas pelo chão da sala. Fotografias secretas de Tae. Como um maníaco que venera uma deusa, ele a fotografava às escondidas. E naquele início de noite, Tae revelara para si, aquilo que mantinha oculto de sua razão: amava-a.
O barulho estranho que escutava, começaram a despertá-lo aos poucos daquele sono – nada tranquilo, pois sonhava com ela – que mantinha seu corpo num torpor diferente de horas antes. Aquele rubro de sua pele era mesmo pelo frio, ou pelo sonho que estava tendo? Ouviu som de algo se quebrando e as batidas também aumentavam mais, mais, e ficavam mais altas. Abriu seus olhos lento, e confuso... girou a cabeça a fim de olhar a janela e não era dali que vinham os sons. Olhou o relógio, e estava tarde demais para aquilo.
Levantou-se com a camisa fina denunciando o quão frio estava, aquela noite. Caminhou até a sala e os barulhos haviam cessado. Pensou em dar meia-volta para o quarto, quando uma última tentativa o atentou. Alguém batia à sua porta. Abriu e seus olhos sempre tão caídos, de um modo sensual, tornaram-se mais atentos. Sua sobrancelha arqueada denunciava os pensamentos frescos ainda, do sonho que estava tendo. Ela. Molhada. Da cabeça aos pés. E o mundo caía naquela forte chuva. O corpo frágil, e sinuoso da mulher num abraço próprio a fim de aliviar o frio. Ele tocou em seu braço a puxando para dentro. Estava com a pele gelada, enquanto a dele, aquecida... E aquilo lhes causou o primeiro choque.
— Desculpe Tae, eu sei que está muito tarde, mas, eu perdi o último ônibus...
— Não tem problema, . Vai para o banheiro, eu te levo umas roupas e toalha.
— Obrigada – a garota respondeu com um sorriso tímido e já caminhando para o banheiro.
Taehyung entrou em seu quarto e puxou uma toalha do guarda-roupa, ainda estava meio sonolento. Abriu a gaveta sem saber exatamente o que pegar, será que estava sonhando ainda? Repassou a imagem dela molhada com a chuva, o vestido branco colado ao corpo e já transparente denunciando o colam que ela usava por baixo dele. As meia-calça também colada nas pernas, delineando as curvas musculares da coxa dela. A brisa fria, que ainda encontrava a fresta na janela de seu quarto foi pouco para ele. Sacudiu a cabeça afastando os pensamentos, e engoliu a saliva que se formara em sua boca. Puxou uma camisa sua grande, e uma calça de moletom. Era melhor mesmo, que ela cobrisse todo o corpo, para protege-la não apenas do frio.
No banheiro, estava encolhida no boxe, ainda vestida e encharcada. Por que Taehyung estava demorando tanto? Será que pegou no sono de novo? Ela decidiu tirar o vestido ensopado, não queria molhar a casa. E com cuidado caminhou para fora dali. A meia-calça atrapalhava bastante, fazendo-a a escorregar a cada passo. Tentou se apoiar na porta, no exato momento que escorregou e cairia de cara no chão, mas, a porta também estava contra e se abriu. caiu no colo de Taehyung, que por seu reflexo invejável a segurou firme pela cintura. E aquilo era perigoso demais para ele. Olharam-se assustados e ela sorriu extremamente sem graça.
— Quem anda de meias, molhadas e espera não cair? – ele sorriu lançando nela o seu olhar caído e sensual. Não é que fizesse propositalmente, aquele olhar, aquela expressão sonsa era natural de Taehyung. E ela sabia, não maldou a situação, pois, ele não sabia daquilo, não é? Não sabia do poder que aqueles olhos e aquele meio sorriso podiam ter. Ela continuava analisando o rosto dele, com a boca entreaberta quando ele lambeu os próprios lábios. Ele sabia, sim. Sabia que o pecado estava rodeando aos dois. E sabia manipular o pecado, como o próprio capeta.
— Achei que tinha pego no sono de novo.... Você demorou e, está bem frio...
— Eu não ia deixar você molhada e não fazer nada.
Ele disse enquanto os dois se soltavam e sorriu sem graça com a ideia que aquela frase lhe trouxe à mente. Taehyung só percebeu aquilo quando ela sorriu, mas, não disse nada contrário.
— Eu trouxe uma camisa larga minha e um moletom.
— Está ótimo, obrigada Tae.
— Por que não toma um banho de banheira? Você pegou muita chuva.
— Não tem problema?
— Claro que não – ele sorriu discreto a encarando.
Passou por que observou o que ele faria, e Taehyung abriu o chuveiro da banheira ao lado do boxe. O banheiro dele era grande e sofisticado, porque para Tae morar em um lugar modesto não era um problema, mas, não ter um lugar confortável para tomar banho sim. Ele conferiu a temperatura da água e secou as mãos. Deixou a sós, sob o olhar mexido da mulher. Ela adorava quando os homens demonstravam cuidado com ela. E principalmente, adorava que era Taehyung a fazer isso.
Ele pensou que talvez, a mulher estivesse com fome e foi para a cozinha preparar algum lanche. Às duas e pouca da manhã, certamente ela não jantaria. Mas, não fazia ideia do que gostava de comer. Retornou ao banheiro algum tempo depois, e ouvi-a cantarolar uma canção sem letra. E sorriu. Os gemidos cantarolados da mulher o fizeram revirar os olhos, em desejo. Bateu suave na porta e quando escutou o “entre” proferido por ela, abriu um pouco a porta e a visão de brincando com a espuma em sua banheira o deixaram ainda mais estático. Os ombros desnudos, cobertos de espuma e os cabelos, agora molhados pela água da banheira e que escorriam longos por seu corpo. Taehyung não pode entrar totalmente no cômodo, para que não visse seu estado excitado com uma cena tão mísera.
Ela olhou para ele estranhando o silêncio dele, mas, não deixou de notar o brilho diferente no olhar dele.
Quer entrar aqui, Taehyung?
Ele mal podia acreditar no que ouviu.
— O que? – perguntou surpreso.
— Taehyung?
— O que você disse?
— Eu perguntei se está tudo bem.
A mente dele o havia manipulado, mais uma vez. Ele desconversou e perguntou o que havia ido perguntar e saiu atordoado dali, após receber um “tanto faz” como resposta. Ele teve certeza que não poderia dormir aquela noite na presença dela.
Quando ela surgiu com cabelos bagunçados e úmidos, vestida de Taehyung, em sua cozinha ele literalmente salivou. O que estava acontecendo com ele, naquele dia? Era habitual sentir tesão por aquela mulher, mas, desde o momento com as fotos, que seu corpo estava incontrolável demais.
saiu do banheiro, com sua mala nos ombros. Estava molhada ainda pela chuva então ela a deixou no chão da sala. E viu as fotos, várias, dela, espalhadas no canto do sofá e achou aquilo um tanto quanto psicótico. Mas, excitante. De onde Taehyung tirou aquilo? Ela direcionou-se à cozinha e sentou-se na bancada, comeu o sanduíche, feito com carinho e perfeição pelas mãos delicadas de Taehyung. Ele não sabia, mas ela tinha tesão também pelas mãos dele. Tinha tesão por todo o corpo dele, na verdade. Bebeu o chá, em silêncio. Eles apenas olhavam-se de maneira forte. E aquela atmosfera entre eles, embora usual, especialmente naquela noite estava chegando a um limite novo.
— Por que tem tantas fotos minhas no sofá?
Taehyung fechou os olhos reprovativo e sorriu. Como poderia ter esquecido de guardá-las?
— Não é que eu seja psicopata. Eu apenas gosto de fotografar você, de vários ângulos.
— Não te vi hoje na minha apresentação. – ela perguntou depois que estavam há um minuto e meio se encarando — Estava se escondendo para tirar fotos escondido?
— Eu não fui.
— Os meninos todos estavam lá.... Por que não foi?
— Descobri algo esta noite que me deixou um pouco atordoado... não tinha como ir vê-la. Desculpe.
— Tudo bem. Eu fiquei ansiosa porque eu apresentei uma música de vocês.
Ele a olhou sorrindo e encarou o balcão da cozinha à sua frente, arrependido.
— Dancei a música do novo álbum, cantada por você.
— Singularity?
Ele estava surpreso, e agora extremamente arrependido.
— Por que essa?
— Gosto da sua voz, ouvir você cantando me traz sentimentos bons.
O silêncio fez-se ouvir apenas as respirações calmas, e profundas um do outro. Taehyung sorriu.
— Eu deveria ter ido, então.
— Deveria..., mas você é tão sortudo, que tem agora a sua própria bailarina, em sua cozinha para dançar para você.
Os olhos de Tae ganharam um brilho totalmente forte, como se dissessem claramente: “eu quero foder com você”. E a risada baixa e sensual de , num tom para ele tão provocativo o fizeram pensar na melhor maneira de atacá-la bem ali naquela cozinha.
— Senta aqui, Tae.
Ela disse para ele numa pergunta retórica, mas, não se moveu.
— O que... – novamente sua mente deveria estar o manipulando.
— Senta aqui. Vou dançar para você.
Ela estava sentada na banqueta da ponta, ao balcão da cozinha dele. E ele, na baqueta lateral. Ele se levantou lento e ela saiu dando espaço a ele.
— Eu não consigo dançar com tanta roupa assim, você se importa?
Ele fez que “não” e sorria. Não era possível que aquilo estaria acontecendo. desceu a calça de moletom, lentamente. Ele não sabia se aquilo era normal, ou se ela queria dizer alguma coisa com aquele momento.
— Já volto. Fique onde está.
Ela apontou um dedo mandona para ele, e foi à sala ligar o aparelho de som. Taehyung da cozinha conseguia vê-la curvada sobre sua mala, que estava ao chão ao lado do sofá, por estar molhada. E a camisa dele embora grande, não cobria as costas tão bem torneadas de suas coxas. Ele queria muito ver a calcinha dela. Ela certamente estaria vestida com uma.... Não faria aquilo se não estivesse. Ou faria? Taehyung começou a sentir a pulsação em seu membro e levou as mãos até ele, o apertando. Embora já tivesse o utilizado bastante aquela noite, sentia-se insaciável perto dela.
pegou o pendrive e o conectou no aparelho. Os primeiros acordes começaram e ela retornou tranquila para a cozinha. Taehyung estava vidrado em cada passo. Do começo, onde passeava as próprias mãos por seu corpo, possibilitando com a movimentação daquela camisa em seu corpo, uma visão tendenciosa de partes de eu corpo. Do momento em que ela descia sensualmente até o chão, com as pernas abertas e girando a cabeça, respigando frias gotas de água, saídas de seu cabelo ao rosto de Tae. E quando ela subiu o corpo de modo sensual, o encarando com olhar provocante e lábios mordidos... Taehyung estava pensando: “Ela realmente dançou assim naquele palco? ”. E sua respiração começava a tornar-se mais pesada. virou de costas, numa sequência de passos com pernas e braços de um movimento corpóreo contemporâneo hipnotizador. Como em todas as suas danças. E ao abraçar o próprio corpo, ainda de costas, e erguer um pouco a blusa que vestia, Taehyung não suprimiu um gemido quando parte de sua bunda se fez visível para ele.
aguardava aquele gemido. Ela se aproximou calma, e lenta, e parou ainda dançando. E Tae soube naquele momento que estava perdido, quando o olhar dela fez ele desejar fortemente, chupar o corpo dela inteiro.
— O que aquelas fotos fazem no sofá, Tae?
Ela mantinha o olhar, mesmo que alguns passos a obrigassem a ser mais lírica. Mas aquela não era a dança contemporânea apresentada na mostra. Aquela dança era dele. Só dele.
— Estive as observando, mais cedo.
A voz grave e baixa de Taehyung, fizeram sentir algo descer por seu corpo. Ela arfou com a ideia que passava em sua mente. Ele teria feito, o que ela achava que ele teria feito? Caminhou para ainda mais perto dele e parou, ainda dançando.
— E o que fazia enquanto as observava?
— Você não vai querer saber...
Sorriu tensa, e notou que a mãe de Taehyung sobre seu pênis apertava-o ainda mais forte. Então, ela decidiu ser ainda mais malvada com ele. Desceu dançando até o chão, e com alguns movimentos artísticos e alongados, estava de cabeça para baixo, na frente dele. Deitada ao chão e arqueando o corpo quando sua pele sentia o gelar, do piso. Ou os arrepios ao olhar os lábios de Tae presos em uma mordida contida.
– ele sussurrou o nome dela.
Estava sendo demais observá-la daquele jeito ao chão. Queria subir em cima dela, e sentir o corpo dela arqueando abaixo do seu.
— Você não dançou desse jeito, não é? Me diga, que ninguém mais viu o que eu estou vendo...
Taehyung mordeu os lábios com ainda mais força, passou as mãos em seus cabelos e apertou a própria nuca.
— Taehyung... Me mostra o que você fazia vendo minhas fotos...
A voz dela era sensual demais. E ele hesitou, mas, bastou ver deitada ao chão direcionando as próprias mãos para dentro de sua calcinha, que Taehyung decidiu que não havia razões para se conter. Abaixou a calça que vestia, e delirou com o sorriso predador de ao ver seu pênis nas mãos dele, tão erétil quanto fosse possível. Taehyung iniciou os movimentos de vai e vem, e estimulava-se com os dedos. Ela soltava alguns gemidos baixos e roucos. Tae, queria sentir os gemidos dela em seu ouvido. Não demorou muito para que se colocasse de quatro, engatinhando para ele.
— Eu adoro suas mãos... – ela disse com olhar fixo nas mãos finas e delicadas de Taehyung a se auto estimular.
— Eu posso colocá-las onde você quiser.
sorriu, ela realmente queria aquilo. As mãos dele por todo o seu corpo. Mas, haveria tempo.
— Por enquanto, eu vou apenas te ajudar...
Quando ela disse encarando Tae, as mãos dele já haviam sido trocadas pelas dela. brincava com os testículos dele com uma mão, com a outra subia e descia o membro dele, com a língua pincelava a glande e com os olhos encarava-o. Tae soltou alguns gemidos sôfregos, e segurou firme à bancada da cozinha, fechou os olhos de modo sofrido. Quão poder de tortura, ainda o submeteria? Porque, ele sabia que aquilo não havia nem começado ainda.
— Olha para mim, jagi...
Ela pediu e no momento que os olhos dele encontraram a imagem dela, com a boca aberta, a língua estendida lambendo-o de cima abaixo, Taehyung não pode controlar seu lado mais bruto. Puxou os cabelos dela pela nuca e de maneira rude invadiu a boca dela com o próprio pênis. Ele conduziu o sexo oral de , e a mulher à medida que ele segurava a cabeça dela, parecia querer ainda mais, sendo ela mesma a maior interessada em levar o pênis de Taehyung até o fundo.
— Eu não vou me segurar muito tempo... já aviso que depois que eu começar... – ele advertiu sentindo o corpo inteiro tenso.
— Goza na minha boca, gostoso. – ela pediu e Tae não se controlou.
Achou que ia se aliviar, mas foi ainda pior vê-la engolir tudo, com tamanha vontade. levantou o corpo, e colou-se ainda mais em Taehyung. Rapidamente ele levou as mãos à bunda dela apertando-a, seu pênis sendo pressionado ao corpo dela, e ele seguiu voraz para o pescoço delicado dela. Chupou o pescoço de , mordeu e a mulher puxou com violência a cabeça dele. Ele gostou daquilo. Não imaginava que a bailarina tão delicada, era capaz de tanta brutalidade. beijou a boca dele, fazendo-o sentir o próprio gozo. Tae pressionava-a ainda mais contra si.
— Boa dieta jagi.... Tão docinho... – ela sussurrou ao ouvido dele, e Taehyung riu abafado, ocupado em beijar o pescoço dela enquanto subia as mãos por baixo da camisa que ela vestia.
— Tem roupa demais aqui... – ele reclamou para ela.
Passeou as mãos delicadas dele pelas costas dela, e ainda abaixo da camisa, apertou os seios rígidos dela. Sentiu-os duros e arrepiados.
— Meu Deus, como eu quero te chupar... – ele falou rouco ao ouvido dela.
Arrancou a camisa dela com agilidade e a virou de costas. Suas mãos passeavam pelo corpo seminu de , e a mulher sentia-se quente, embora sua pele arrepiava-se com o frio. Ela apoiou a cabeça no ombro dele, e a língua de Tae brincava com sua orelha. Ele apertava o seio dela, e esfregava o pênis em sua bunda. começou a gemer de desejo, Taehyung entendeu o que ela queria, mas, forçou-a pedir:
— O que eu faço com as minhas mãos, jagiya?
— Taehyung... – ela sussurrou o nome dele, segurando-o os quadris dele, a fim de sentir ainda mais o pênis de Tae esfregar nela.
— Eu devo colocar meus dedos dentro de você, jagiya?
não suportando aquela provocação, respondeu levando a mão de Tae para dentro de sua calcinha:
— Me fode com seus dedos, Tae.
Ele sorriu e rapidamente fez o que pediu. Enfiou os dedos dentro dela, e estimulou o clitóris com o polegar sentindo-a escorrer em si.
— Mais molhada que a chuva que caiu lá fora....
Ele zombou sentindo-a amolecer em si. começou a arfar ainda mais, e embora quisesse aquele momento o interrompeu. Tirou os dedos de Tae dali, e ele em esperar que ela agisse colocou-os na boca. A visão de Taehyung lambendo os próprios dedos, fizeram surtar. Ela tirou os dedos da boca dele, e colocou-os na boca dela. Depois desceu os beijos pelo pescoço de Tae, retirando a camisa dele. Ele ajudou-a retirando o resto da roupa em seu corpo. Ela beijou-o inteiro e retornou à boca dele. Pegou as mãos de Tae, e colocou-as a tirar sua calcinha. Ele sorriu ao entender aquilo.
Taehyung queria penetrá-la, mas antes, faria sentir a língua dele na intimidade dela. Sentou delicadamente na bancada da cozinha e abriu as pernas dela. Iniciou movimentos circulares com a língua no clitóris dela, e a mulher gemeu forte. Ela segurou a cabeça de Tae, enquanto apoiava-se pelo cotovelo, quase deitada na bancada gelada de pedra. Taehyung era lento, torturante, enfiou a língua na vagina dela, sentiu-a escorrer quente.
— Isso bebê... estou com muita sede de você... – ele falou provocante, e mordeu os lábios.
Depois que a mulher havia se derretido na boca de Taehyung, ele levantou, beijando-a.
— Chega de brincar agora... – ele falou forte no ouvido dela.
A voz rouca dele indicava para , que não havia mais escapatória. E nem mesmo queriam fugir. Tae puxou a mulher da bancada, prendendo-a com voracidade em seu corpo e empurrou o corpo dela, entre beijos e amassos, até a pia, onde ficaria melhor encaixá-la a si. Ele ergueu as pernas dela, e num ato rápido penetrou-a. Estavam rápidos. Urgentes. Necessitados um do outro. O som de seus quadris se chocando, misturou-se aos gemidos finos, e altos de . Ele estocava forte nela, e quanto mais ela gemia, mais forte ele ia...


Capítulo 2

A dor em minha garganta piora
Tento cobri-la
Não tenho voz
Hoje, ouço o barulho novamente

e Kook estavam se tocando demais naquele ensaio. Ele não conseguia suportar aquela cena. Onde Kook ia parar com todas aquelas mãos no corpo que era dele? , levava tudo aquilo com profissionalismo ímpar. A proposta da coreografia especial, para apresentarem num programa, era para Taehyung, naquele ensaio, indecente demais. E mesmo sabendo disso lá estava ele assistindo. Os rapazes ficaram sentados silenciosos e vidrados aos dois que dançavam no meio do estúdio.
parava a dança e explicava alguns movimentos para Kook, mas, quando ele se sentiu travado demais para continuar, ela pediu para ele relaxar. E disse que tentaria algo novo. Taehyung se preocupou com o “novo” ao qual a mulher falara.
— Você tem que se movimentar como se manipulasse um corpo em suas mãos, Kook.
— Você faz isso com naturalidade porque é especialidade sua. – ele respondeu aflito e riu perguntando:
— Minha especialidade? Manipular corpos? – sorriu e olhou discreta para Taehyung: — Talvez...
E então ela propôs a ele, manipular o corpo dela. E Kook? Quão idiota seria em negar? Os meninos olhavam para aquele ensaio com demasiada atenção, reparando cada ensinamento de , cada passo. Mas, Taehyung só reparava numa única coisa: Kook passando a mão pelo corpo de . Não que fosse uma dança tão provocativa, mas, o mínimo contato que qualquer outro pudesse ter ao corpo dela, já o deixava aflito.
— Nossa, eu não consigo prestar atenção em nada a não ser em com esse colam... dançando desse jeito... – Nam Joon sussurrou entre eles.
Taehyung sentiu o sangue lhe subir à cabeça, por ouvir – embora soubesse que todos sentiam aquilo perto dela – o desejo na voz de Nam Joon. Jimin, sorriu para Nam, e observando a expressão séria de Taehyung entre eles, os amigos se olharam desconfiados.
— O que houve Taehyung, parece que vai fuzilar o Kook com este olhar. – Jimin perguntou.
— Eu queria ter este poder.
Nam Joon sorriu para Jimin. Aquilo poderia ser considerado uma confissão? Jimin, que apesar de ser discreto era o mais sacana entre eles, observou a dificuldade em Kook se concentrar, em uma pegada com a dançarina. Ele se levantou dizendo:
— Está errado Kook. ! Deixa eu mostrar para ele.
Taehyung encarou Jimin com o olhar que antes estava em Kook. E Nam Joon sorriu debochado. Kook se afastou e perguntou a Jimin se ele realmente entendeu o que deveria fazer. Caso contrário, ela cairia. Jimin piscou para ela, e sorriu atrevido.
— Cair só se for em meus braços, . – ele olhou para Taehyung diretamente após aquela piada, e todos ali perceberam.
Até o Suga, que estava concentrado demais na dança, se distraiu com a provocação e encarou Taehyung sentado na ponta da fileira de garotos na parede. sorriu travessa e percebeu o olhar dilacerante de Taehyung agora, para Jimin.
Kook, puxou a camisa jogando-a num canto, e observou de braços cruzados Jimin ensiná-lo a pegada certa. colou seu corpo ao de Jimin. A intenção do movimento era de que eles agissem como um só. Por isso, os corpos colados deviam ser sombra do movimento do outro, até a execução da pegada.
Ela colocou a mão direita dele em seu abdômen e Jimin, com sua mão esquerda solta lateralmente imitou , quando ela circulou a cabeça com a mão esquerda, girando também a cabeça para trás.
A mesma mão esquerda que circundava a cabeça seguia para o ombro oposto puxando o corpo para baixo, ao ponto de curvar o tronco. Jimin repetia a tudo, sentindo seu corpo inclusive desconfortável. Realmente para eles que dançavam sozinhos, aquele movimento era invasivo demais. Agora entendia o ciúme exposto na face de Taehyung, e a dificuldade em Kook se concentrar nos movimentos, tendo o corpo de tão unido ao seu, e o perfume da pele suada dela exalando para seus pulmões. Com tronco curvado, a mão que estava presa no abdômen de tornou-se um abraço prendendo-a mais, e preparando-se para ao erguer o tronco, o corpo da dançarina rodear as costas dele, enfim parando com as pernas cruzadas, enlaçando sua cintura.
— Você tem uma excelente percepção visual, Jimin. – parabenizou descendo do colo do rapaz.
Ele agradeceu e piscou para Kook. logo retornou-se ao rapaz, e Jimin numa falha tentativa de não ser notado pelos colegas correu para o banheiro. Nam Joon riu baixo ao vê-lo sair naquela situação, e Taehyung respirava fundo, agora observando quantas outras tantas tentativas Kook teria que fazer até acertar.
Quando Jimin retornou, ele sentou-se calmo e com os cabelos ainda um pouco molhados. Taehyung o olhou de canto e ignorou. Kook estava agora sem camisa, fazendo aquele movimento com , e Tae não suportava. Ele levantou mexendo em seus cabelos de modo perturbado e saiu da sala. não ligou quando a porta bateu num estrondo no exato momento em que Kook a segurava em seu colo.
Os garotos levantaram os parabenizando. E Nam Joon e Jimin foram os últimos a saírem da sala. Encontraram Taehyung encostado na parede ao lado da porta esperando, provavelmente, todos saírem.
— Tae. – Jimin o chamou — Consegui entender a sua obsessão.
Jimin sorriu zombeteiro.
— Não é obsessão. – ele respondeu bravo e deu as costas deixando Jimin e Nam Joon surpresos.

Assim que entrou ele fechou a porta trancando-a e baixou a cortina do visor da porta. Os outros dois, estavam realmente surpresos, eles de fato haviam entendido o que Taehyung tentara dizer?
terminava de guardar as aparelhagens de som, com um sorriso ladino. Ela sabia que Taehyung havia acabado de os trancar ali. Ele caminhou normalmente até ela, e ela continuou o que fazia.
Sentiu os lábios dele em eu pescoço suado. E as mãos dele abraçarem-na a cintura puxando para si.
— Você não precisava sair daquele jeito... – ela disse enrolando a atadura que enfaixava seu pé.
— Você quem não deveria dançar daquele jeito.
— É o meu trabalho.
— Você só pode dançar assim, para mim.... Nunca mais quero ver o Kook ou qualquer outro tocando seu corpo.
— Meu corpo, disse bem.
Ela sorriu e ao ouvir aquilo, Taehyung girou-a com força fazendo-a ficar de frente a ele.
— Dança para mim, gostosa. – ele sussurrou em seu ouvido mordendo sua orelha de leve.
— Só se você cantar para mim, baby. – ela respondeu sussurrando também no ouvido dele, e beijando seu pescoço em seguida.
Taehyung não tinha tempo para brincar muito. Os outros o esperavam para irem. Cantarolou algumas das frases da música que ela amava, e a voz baixa no ouvido dela a fizeram agarrar-se ao quadril dele. Ele segurou as alças do colam de e soltou os seios dela pela lateral do colam. Apertava-os à medida que beijava a boca da mulher de forma sedenta. Ela agarrou-se nele puxando o cabelo dele.
— Eu já estou suando. Não precisa torturar tanto... – ela respondeu.
— Eu vou ser bem direto, jagiya, relaxe...
Ele direcionou a mão entre as pernas dela, e afastou o colam para o lado invadindo-a com os dedos. E novamente estava presa ao corpo dele oprimindo um gemido. Embora estivessem a sós, os meninos o aguardavam na saída do prédio. Ela levou a mão para dentro da calça dele, e masturbou Tae, enquanto ele fazia a mesma coisa com ela, sugando seus seios. Especialmente naquele dia, Taehyung estava tentador demais.
— Estou com ódio das mãos de Kook passando pelo seu corpo... Só as minhas mãos podem fazer isso, você entendeu jagiya? — Desde que só a minha boca foda você, temos um acordo...
Ela respondeu, risonha e aquela frase foi o estopim. Ele imaginou a boca dela lambendo-o como da última vez, e afundou sua boca na boca dela, e com suas mãos concentrou-se em segurar o próprio pênis, afastar o colam e penetrá-la. Rápido. Com as bocas coladas. Sufocando qualquer som, além do que já ouviam.
Jimin estava ansioso para ir embora e curioso demais, sobre que tipo de conversa Tae estava tendo, para ficar dentro do carro, e mesmo Nam Joon tendo-o dito para esperar, ele seguiu atrás de Tae. Os outros garotos estavam impacientes também. Jimin caminhou pelo corredor em direção a porta que antes Tae havia trancado, mas, muito antes de chegar perto dela, ele viu Taehyung surgir no fim do corredor. Ajeitou a jaqueta em seu corpo, num estilo despreocupado e levantou a gola da mesma. Passou a mão pelos cabelos e seguiu.
— Vamos. – ele falou sem encarar Jimin ao passar pelo lado dele.
Dentro do carro, todos olhavam para Jimin com sua expressão curiosa, de quem queria perguntar algo, mas Nam Joon o olhou repreensivo. Jimin entendeu que era melhor manter-se calado. Taehyung puxou a garrafa de água de Suga das mãos dele, e bebeu. Sua garganta estava seca. Quando devolveu, Suga o olhou com nojo. Ele era distraído, mas entendia muito bem o que a boca de Taehyung esteve fazendo. E não era daquela maneira, que Suga também mataria sua curiosidade quanto ao sabor de .

- x -

O grupo havia se apresentado há dois dias a dança que ensaiavam com , no programa agendado. E decidiram se encontrar com alguns amigos em casa, após retornarem da pequena viagem de entrevista.
estava na cozinha servindo-se de mais vinho quando Taehyung surgiu ao seu lado.
— Aquele dia os meninos haviam saído, mas, hoje peço desculpas pela casa cheia.
— Desculpas pelo quê?
— Por ter que levar uma mulher como você, para um motel, mais tarde.
— Eu não vou, é simples.
— O que? – ele perguntou confuso.
sorriu para ele, e passou a mão no rosto dele antes de tentar sair dali. Mas, Tae se colocou à frente dela a impedindo.
— Para onde quer ir, então?
— Por que deveríamos sair juntos, daqui para algum lugar?
Tae aproximou-se dos ouvidos dela e respondeu ainda encarando o rosto dela, pelo canto dos olhos:
— Porque eu quero te foder de todas as formas hoje.
— Eu não sou seu brinquedo sexual, Taehyung. – ela respondeu da mesma forma que ele, provocativa.
Saiu dali e sentou-se no sofá perto de Jimin. Nam Joon aproximou-se de Tae na cozinha e perguntou a ele o que estava acontecendo.
— Por que ela está perto do Jimin?
— Qual o problema de ela sentar perto dele? – Nam perguntou com olhar de dúvida.
— Ela é minha, Nam Joon. Minha.
Tae olhou para Nam Joon de maneira tão forte, que o amigo se preocupou com aquilo. Ele saiu da cozinha passando ao lado do sofá onde estavam os outros e , e encarou bem a mulher nos olhos. fugiu ao olhar dele, e Nam Joon percebeu que ela estava um pouco aflita. Jimin também percebeu os olhares entre Tae e , e principalmente de Nam Joon para .
A hora adentrava a madrugada quando decidiu que precisava ir embora, ela estava bêbada o suficiente já. E Taehyung apenas a observava naquela “festinha”. Depois que ela o rejeitou na cozinha, ele não conseguiu mais relaxar. Jimin não havia saído de perto dela, ou ela de perto dele. O fato é que a aproximação dela com outros homens começava a preocupar Taehyung. Ele sabia que estava sendo possessivo, mas, desde que descobriu que era apaixonado por , não conseguia cogitar a hipótese, da mulher pertencer a outro.
Ela caminhou para a cozinha a fim de levar sua taça, e Nam Joon foi buscar mais petiscos. Jimin acompanhou-a, pois queria oferecer uma carona para . Nam Joon ao ouvir aquilo sabia que Taehyung faria algo. E preocupou-se com o que viria a acontecer.
Tae se aproximou da soleira da porta da cozinha. E estava próxima à pia com Jimin apoiado ao balcão. Nam Joon atento aos três ali, enrolava para sair com os petiscos. A mulher zonza, pela quantidade de álcool, deixou a taça cair no chão. Tae se moveu para ir até ela, mas Jimin já estava à frente dela.
— Com licença, . – ele disse ao pegá-la no colo, a fim de impedir que ela cortasse os pés com os cacos no chão.
— Você levou mesmo a sério isso de “eu só cair em seus braços”, não é Jimin?
Os dois riram da piada, e Nam Joon mantinha-se tenso.
— Deixem que eu limpo! – ele falou atraindo a atenção dos dois. — Estou devendo duas coisas a vocês... – falou encarando os estilhaços da taça ao chão — Um vaso de plantas que quebrei no dia da minha apresentação e agora uma taça.
— Vaso de plantas? – Jimin perguntou confuso.
Nam Joon havia entendido. Ele foi o único a dar falta daquele vaso na varanda de entrada. E juntou as pontas: Taehyung estava sozinho aquele dia, saiu atrasada para pegar seu ônibus depois da apresentação, e chovia muito, por isso ela não foi com eles para o pós-mostra. Sem dúvidas, o que acontecia entre aqueles dois e que ninguém tinha certeza, só poderia ter começado naquele dia.
Jimin conduziu , meio zonza, à saída e avisou que a levaria em casa. Nam Joon observou Taehyung acompanhar os dois. Largaria os cacos de vidro ali, se Tae os seguisse até a garagem.
Mas, Taehyung apenas observou-os pela janela da sala. Havia um incômodo bizarro em sua garganta. Estava seca. E Tae queria gritar para Jimin soltar a sua garota. Mas, sentia-se como se não tivesse voz. E o pior que vê-la entrar no carro acompanhado de seu amigo, era ouvir os barulhos da taça se quebrando, e depois do vaso se quebrando na varanda e com estes sons recordar o dia que fez de sua verdadeira dona.
Para Taehyung era como se aqueles barulhos significassem sexo. Num ritual incomum onde, cada vez que quebrasse algo, seu corpo fosse invadido por outro homem. E afligia-se por não ser o outro homem, naquele momento, em posse da presença dela.

Capítulo 3

O barulho continua soando
Outra rachadura neste lago congelado
Eu me atirei no lago
Enterrei minha voz por você

O dia amanhecia, ainda haviam poucos raios solares dentro do quarto, quando acordou. Ela não se lembrava de muitas coisas do dia anterior. Tomou um banho rápido e desceu os degraus de sua casa, chegando na sala e encontrando Jimin sem camisa. Ficou nervosa com aquilo, bastante nervosa.
— Jimin?
— Bom dia ... – ele respondeu sorrindo e bebendo café.
Ela manteve-se parada. Olhando-o envergonhada. Ele seguiu até a cozinha sorrindo e voltou com uma caneca de café em mãos.
— Nós não transamos. – ele estendeu a caneca a ela, com um sorriso divertido ao ver a dúvida estampada na face dela.
— Ai, que bom... – ela suspirou respondendo.
— Uwa! Obrigado. – ele zombou fingindo ofensa.
— Não é isso, é que...
Como explicaria que não era Jimin o problema, mas, sim o amigo dele?
— Você e Taehyung estão juntos.
— Não, não estamos juntos... estamos.... Eu não sei o que estamos.
— Você gosta dele?
— Gosto.
— Que bom, porque acho que ele também. Já falou isso para ele?
— Não vou falar, não vou continuar com isso, Jimin.
Jimin arregalou os olhos surpreso. Por que ela não continuaria com Tae, se gostava dele?
— Por que?
Ela caminhou até a cozinha e notou que a mesa de café estava posta. Olhou para Jimin e ele sorriu, aguardava ela acordar para comerem. E ela continuou falando, um pouco depois que se serviam:
— Taehyung tem se mostrado... possessivo, desde que começamos. E eu não troco a minha liberdade.
— Entendo. Mas, tente o entender... Não deve ser fácil ter você e não ter.
— Como assim?
. Todo mundo quer ir para cama contigo. Até eu. Taehyung foi, e acho que para ele é difícil sair de lá.
— Para mim também é difícil que ele saia. Queria ele comigo todos os dias. Mas, desde que dormimos juntos da primeira vez, ele age como se eu fosse dele. E eu nunca cobrei algo parecido. Eu me sinto sufocada.
— Por que mesmo, vocês dois estão há... seis meses saindo escondidos? Seis meses, não é?
— Sim. E se você percebeu, então não escondemos bem.
— Eu sou observador. Mas, por quê?
— Por que ele não pode se envolver, o contrato. Esqueceu? E eu trabalho pra BH também.
— Ah, é verdade... esqueço às vezes, que não temos total autonomia de nossas vidas.... Você teve outro, depois dele?
— Jimin... Eu desejo o corpo de Taehyung sobre o meu todos os dias, a toda hora. Como teria outro?
— Uuuh....
Jimin brincou e os dois riram. ainda estava confusa das razões para ele ter ficado. E Jimin explicou que depois que chegou com ela, a garota passou mal e ele ficou cuidando até que ela pegasse no sono. E depois, acabou dormindo no sofá da sala sem ao menos perceber.
Os garotos tinham um ensaio programado aquela manhã. vestiu-se para o trabalho, e acompanhou Jimin até a casa dele. Taehyung havia saído há cinco minutos. Disse que esperaria Jimin chegar em casa, para tirar a limpo a razão dele ter ido embora com e não ter voltado. Nam Joon e Suga o convenceram a ir ensaiar e resolver aquilo depois. Então quando Jimin chegou em casa, inclusive temendo o encontro com Tae, - sabia que não seria fácil explicar – e não encontrando ninguém se arrumou rapidamente.
Chegou no ensaio junto à , e os dois conversavam sorrindo. A sala de dança fez silêncio quando os dois entraram. E todos deram bom dia, mas, não tiveram tempo de ouvir resposta. Taehyung já havia empurrado Jimin na parede do corredor.
gritou assustada o exigindo que soltasse o melhor amigo dele. Logo os companheiros de grupo estavam separando os dois também. Taehyung torcia para que e Jimin chegassem separados. Ele implorava por aquilo. Mas, ao ver os dois juntos, a cabeça dele só conseguia criar cenas explícitas entre os dois.
— Eu vou matar você Jimin! – Taehyung gritava.
Nam Joon o segurava dizendo para ele calar a boca. pedia para Taehyung se acalmar, dizendo que não havia acontecido nada, e que ele estava louco. Jimin se pôs a falar, mas, Tae estava cego. Estava surdo. E começou a chorar em desespero. Não demorou muito para responsáveis pelo grupo, dentro da Big Hit, surgirem apartando aquele escândalo.
! Vá para casa, entro em contato com você depois. – disse seu superior.
A mulher gelou. Suga perguntou se ela queria companhia e ela negou. “Já causei problemas demais”, ela disse. Taehyung foi levado para uma sala privada e Jimin também. Depois que Jimin explicou o que aconteceu, ele foi colocado para fora da sala. O grupo aguardava Taehyung sair, todos aflitos. Quando a porta se abriu, Taehyung surgiu olhando à sua frente confuso. Os outros esperavam alguma fala dele. Mas, Jimin foi o primeiro:
— Tae.
— Você realmente não fez nada com ela?
— Mesmo que tivesse tentado, nem poderia. Ela ama você, Tae.
Taehyung saiu correndo pelo corredor assim que Jimin falou que ela o amava. Bang surgiu na porta da sala de reuniões onde estavam, observando o rapaz correr em direção à saída. Os outros o olharam confusos.
— Abrimos uma vaga no BTS. E tenham cuidado, para suas ações não levarem a um disband.
Nam Joon passou a mão em seus cabelos, de forma desesperada. Suga chutou a parede xingando baixo. Jimin encarou Bang com ódio, o vendo sair dali como se nada houvesse acontecido. Hope e Jin seguiram para a sala de ensaio nervosos. Pegaram suas coisas e nem responderam quando os meninos perguntaram o que estavam fazendo. Só foram embora, com ódio do Jimin pela confusão. Ódio do Taehyung por se apaixonar. Ódio daquele contrato quase escravocrata e principalmente, ódio de Bang por não saber ser flexível com a situação.

abria a porta de sua casa, quando recebeu o telefonema desesperado de Taehyung querendo conversar. Ela precisava mesmo conversar. Deixar as coisas claras. E aguardou fria, e decidida em pôr um fim naquela história toda. Mas, quando Taehyung surgiu com olhar desesperado e arrependido, mais uma vez, em sua porta, ela não tinha mais tanta certeza do que faria.
— Taehyung...
Ela começou a falar, mas ele a empurrou para dentro da casa, entrando também e fechando a porta. Não deu espaço para ela continuar a falar:
— Meu contrato vai ser rompido.
— O quê?
— Bang apareceu lá, descobriu tudo e eu discuti. Pedi o rompimento do contrato.
— Está louco, Taehyung? E toda a merda de esforço que fizemos estes meses todos? Eu não acredito! Nos escondemos pelo teu sonho, pelo meu sonho, para agora você surtar, mais uma vez e jogar tudo para o alto?
, não... eu pedi que ele mantivesse seu contrato, não era justo com você que...
— ACORDA TAEHYUNG! Eu te avisei! Eu falei que ele estava na minha cola para me mandar embora!
— Mas, que droga! Por que, ? Você nunca me explica essa droga de perseguição do Bang contigo!
— Por que eu não fui para cama dele, Taehyung! E agora você.... Você simplesmente joga na cara dele que fodeu comigo de todos os jeitos...
mexia em seus cabelos de modo desesperada. Taehyung não tinha voz. Não acreditava que era por aquilo que ele sempre buscava falhas no trabalho de , pressionando-a mais e mais a buscar a perfeição para garantir seu posto. E como não havia pensado nisso? De repente, todas as cenas em que viu Bang próximo dela passaram em sua mente com outro olhar. Ela sempre fugia. Sempre estava tensa. Algumas vezes discutia. E Taehyung não fez nada.
— Eu vou voltar lá, e partir a cara daquele babaca! – ele se levantou do sofá, mas o impediu.
— Não vai não. Foi este seu ciúme possessivo, esta sua atitude abusiva que destruiu tudo! Você atacou o Jimin, Taehyung! Seu melhor amigo!
— Você sabe que eu fico louco quando outros caras estão perto de você, noona.
— Pois é. Vai ficar mais. Porque agora não tem mais nada entre nós, Tae. Volta para a Big Hit e pede perdão ao Bang. Perdão aos seus amigos pelo que você fez. E implore se necessário, para ter o seu lugar de volta.
— Não. Não, ... – ele sacudia a cabeça como se o que ela dissesse não fizesse sentido — Vem cá...
Taehyung puxou o corpo da mulher para si. E era sempre tão, tão fraca. Ele beijou ela com calma e a mulher relutou.
— Tae, não...
— Shhh... Não pensa agora, tá?
Ele beijava o pescoço dela, e ela se entregava aos pouquinhos. Tae empurrou o corpo dela devagar até o sofá, e deitou sua garota ali. não conseguia resistir toda vez que, Taehyung fazia aquilo: tocava o corpo dela com malícia a fim de encerrar uma discussão, que os dois sabiam, ser necessária. E novamente, ela estava cedendo. As mãos finas e frias de Tae apertaram a cintura de , e o beijo aprofundou de forma necessitada.
— Você não faz ideia das coisas que eu imaginei, você e o Jimin fazendo... – ele sussurrou ao ouvido dela, à medida que beijava o pescoço da mulher.
abriu os olhos, num alerta do que estava acontecendo e espalmou o tórax de Tae, afastou ele encarando-o firme.
— O que foi? – ele perguntou confuso.
— Está errado, Tae. Você não pode achar que toda vez que eu sair com outro cara, alguma coisa vai acontecer.
... Não... – ele murmurou dengoso: — Sem essa conversinha agora, tá?
— Conversinha? – ela o afastou mais — É pela falta desta conversinha, que você quase agrediu o seu melhor amigo hoje, Taehyung! E colocou tudo a perder!
Tae se afastou dela contrariado. Olhou para , com seu olhar baixo, que, tanto era sedutor quanto amedrontador quando Taehyung queria. Mas, ele não sabia disso. Sabia?
— O que você queria que eu pensasse? A minha garota sai da minha casa, acompanhada com o meu amigo depois dela ter recusado a minha companhia. Você passou a noite toda perto dos caras! Que tanto assunto você poderia ter com eles, hein? – ele falava irônico e cheio de sarcasmo.
— Se escuta, por favor? Eu trabalho com os meninos, eu sou amiga deles também!
— Assim como era minha amiga, antes de ir para minha cama, não é? — Que porra você está insinuando, Taehyung? Fala! Fala, claramente o que você tem escondido por baixo dessa máscara de garoto carente! — ! Eu só estou dizendo que, você me dispensou sem nenhum motivo ontem! Voltou para casa com o Jimin, que por sinal passou a noite fora! É claro, que eu imaginei você quicando em cima dele! — Estúpido! Como você pode ser tão estúpido?! E ainda tem coragem de dizer que eu não tenho motivos?
Taehyung estava nervoso. Ver , andar de um lado para o outro eufórica e apontando dedos acusativos para ele, estavam o deixando sufocado. Ele se levantou aproximando dela, segurou o rosto dela com as duas mãos e disse firme, em voz baixa:
— Você não vai me dar um passa fora agora, para correr para o Jimin, para o Kook ou qualquer outro, está entendendo?
— Isto é uma ameaça, Taehyung? – ela não pode evitar a lágrima que escorreu, num misto de raiva, medo e decepção.
E ele não respondeu nada, apenas olhava eufórico nos olhos de .
— Sai da minha casa, agora. – ela falou tão firme quanto ele parecia estar.
— O quê? – os pensamentos dele voltavam à realidade.
— Sai!
Ela soltou as mãos dele de seu rosto e enfim Taehyung percebeu o que fizera. Ele sacudiu os cabelos deixando claro o quão desnorteado estava. E quando retornou o olhar para , ela chorava de cabeça baixa. Aproximou-se calmo e arrependido.
— Desculpa... – sussurrou perto dela, e a abraçou: — Eu não sei lidar com este sentimento, eu... eu estou aprendendo a lidar com isso de querer você o tempo todo ao meu lado. Acho que, é este contrato que parece que vou perder você a qualquer momento, e nunca mais vou poder amá-la.... Eu... eu estou apavorado, .
— O problema, Tae, é que você só tem piorado neste seu “não saber lidar” e não aceita, quando eu digo a você os limites necessários. Você querer que eu esteja ao seu lado o tempo todo pode ser romântico, mas, não está sendo. Eu não me sinto bem, legal? E eu não quero continuar desse jeito por mais que eu goste de você.
, por favor, não vamos radicalizar as nossas decisões. Estamos, os dois, confusos e nervosos.
— Por hora, Taehyung, é melhor você ir. Tem muita merda a ser limpa depois da confusão de hoje. Vamos nos concentrar em nossos trabalhos, para depois, com calma decidirmos o que vai ser desta quase relação.
— Eu quero ficar com você, e já assumi o risco disso, não tem nada a ser resolvido.
— Claro que tem! Não se trata só de você! O BTS está envolvido nisso! Você deve, no mínimo, um pedido de perdão por arrastar seus amigos para um problema desnecessário.
ajeitou os cabelos, colocou as mãos nos bolsos traseiros de sua calça, e suspirou pesadamente. Caminhou até a porta e abriu para que Tae saísse. Ele estava vivendo o ódio de si, e o arrependimento. Caminhou lento até ela, e antes de sair beijou os lábios da mulher de modo sutil. E mais uma vez, cedeu a um beijo maior. Ele encostou o corpo dela na parede, apertando a cintura dela e beijou-a de maneira necessitada. Mas, se afastou dele, apesar da dificuldade.
— Tae... Não. Vai logo, a gente se fala depois.
— Eu te amo. – ele disse.
— É, eu sei.
— Só isso? – ele perguntou ofendido e revirou os olhos respondendo:
— Eu também te amo, mas não vai adiantar, tá? Não faz esse jogo. Vai logo, eu preciso pensar no que vou fazer.
Taehyung sacudiu a cabeça afirmativo, e olhou para os próprios pés. Abraçou a mulher e saiu calado. não fazia ideia do que deveria fazer com toda aquela história, e no momento, só queria se jogar no sofá arrependida por não ter evitado tudo aquilo.


Capítulo 4

Fui jogado sobre o lago de inverno
Uma camada grossa de gelo se formou
No breve sonho que tive
Minha agonizante dor fantasma permanece a mesma
Eu me perdi
Ou ganhei você?

Taehyung entrou em sua casa, e todos os garotos estavam espalhados pelos cômodos de maneira triste. Ele foi um a um, pedindo para que se reunissem na sala. Quando todos estavam juntos, Hope e Jin ainda não conseguiam encarar direito o amigo. Jimin, pelo contrário, como o mais ofendido dali estava até calmo. Convalescente, talvez. Nam-Joon não sabia ao certo o que viria, mas compartilhava do mesmo sentimento de Jimin.
— A gente vai ficar aqui encarando você, ou vai falar logo, Taehyung? – Suga questionou pela demora em começar o diálogo.
Tae, que estava em pé olhando para o chão, assentiu à fala de Suga e sentou no chão os encarando:
— Eu e estamos saindo há algum bom tempo. E como vocês sabem… tem o contrato e toda aquela palhaçada. Por isso, o segredo. Mas eu estou apaixonado. Muito apaixonado. E não sei lidar com isso, sinto ciúmes dela com tudo, com todos. E depois de me sentir ameaçado por Jimin...
Jimin arqueou uma sobrancelha para Tae, e sorriu de lado de modo a demonstrar, o quão idiota Taehyung estava sendo em sentir aquela insegurança.
— Eu já falei que ela te ama. – Jimin respondeu contrariado.
— É, eu sei. Mas tente se colocar no meu lugar? Você passou a noite fora depois de levar ela para casa e chegaram juntos.
— Eu sei que a impressão não foi a melhor, mas daí me atacar daquele jeito sem ao menos ouvir nossa explicação?
— Mais uma vez: tente se colocar no meu lugar! É um relacionamento em segredo! Que tipo de garantias acha que eu tenho?
— O sentimento um pelo outro. Isso é garantia o suficiente, e deveria bastar.
Taehyung silenciou com a fala de Jimin. Suga encarou aos dois, e também decidiu opinar:
— E o respeito. Acho que não entraria numa confusão dessas à toa. É como o Jimin disse: ela te ama, e tem respeito a você. Um respeito, Tae, que me desculpe.... Mas você não teve. E não tem, a cada vez que desconfia que ela vai trair você.
— Você pede para nos colocarmos no seu lugar, Taehyung, mas tente se colocar no lugar dela também. Acha fácil ela lutar contra o assédio que sofre dentro da Big Hit? – Nam perguntou sério e decepcionado para Tae.
— Você sabia?
— Todos sabiam! Todos perceberam Tae, menos você. O cara que estava ao lado dela todo o tempo. E hoje, você entregou de bandeja ao Bang o que ele veio tentando fazer há tempos...
Taehyung suspirou e puxou os próprios cabelos com força.
— O que vai ser resolvido entre você e a , não é a pauta principal agora! Eu quero saber como vai ser, o BTS sem um dos integrantes. E também o que você pretende fazer, Taehyung, para limpar a sujeira que fez. – Jin falava de modo incisivo, ainda sentia muita raiva.
— Eu sei que ferrei com o grupo, mas primeiramente...
Tae se levantou e encarou cada um deles. Depois se abaixou em um pedido de desculpas. Os outros o encararam, suspiraram e trocaram olhares entre si.
— Tudo bem, Tae. Deixe disso, e fale logo como pretende desfazer essa confusão. – Nam respondeu por todos.
— Bem... sinceramente, eu quero ficar com ela, e estou disposto a enfrentar o que for necessário, mas...
— Ela não quer. – Kook concluiu com tamanha certeza.
— É. Ela disse que devíamos nos concentrar em nossas carreiras, que eu devia pedir perdão e implorar ao Bang para me aceitar de volta e ... depois resolveríamos a nossa relação.
Kook firmou o olhar na figura confusa de Tae, se levantou do sofá e caminhou para próximo do amigo. Eles se encaravam em silêncio, e então ele abraçou Taehyung. Em seguida, perguntou:
— Tae. Responda com sinceridade. O que você quer? Porque as duas coisas, não acho que você possa ter.
— Pois é, Taehyung! – Jin continuou ainda mais nervoso: — Será que você não pensa?
— Hey, Jin! Por que agir assim? – Hope, o segurou quando viu Jin se levantar com brutalidade.
Ele também estava nervoso com Taehyung, mas daí agir daquela forma... Jin soltou-se do aperto de Hope em seu punho, e saiu dali indo em direção ao quarto.
Os demais mantinham o olhar confuso, mas se concentraram em Taehyung.
— Tae... Você entende que se voltar ao BTS a não poderá voltar para Big Hit, ou então a vida dela vai ser literalmente um inferno? Ou ainda, se vocês dois voltam para a Big Hit, não poderão ficar juntos? E se ficarem, alguém tem que sair fora...
— Suga, não! Deve ter um jeito de... – Taehyung começou a se desesperar, mas Yoon-Gi o interrompeu de novo:
— Não tem jeito Tae! Você acha que nenhum de nós, nunca passou por isso? Ter que abdicar de um sentimento por alguém ali dentro?
Todos olharam confusos para Suga, diante de uma informação totalmente nova. Ele tombou a cabeça para o lado, e com seu olhar preguiçoso e cortante se levantou dizendo aos amigos:
— Não estou apaixonado por ninguém, gente. Só estou dizendo que outras pessoas já estiveram nessa situação, algumas talvez, estejam e mesmo assim entenderam a escolha que fizeram. E é nesta escolha que você deve pensar, e pensar direito, Taehyung.
Suga direcionou-se às escadas e foi até o quarto de Jin. O rapaz estava deitado em sua cama olhando fixamente para o teto. Ouviu batidas e antes que dissesse qualquer coisa, Suga já estava entrando.
— E aí Jin, está mais calmo? – Suga puxou uma cadeira e sentou-se de frente para ele.
— Não. Quero bater no Taehyung até o rosto dele desfigurar.
Uooow.... Não vai adiantar, ele já fez a merda.
— Estou pouco me lixando para o erro dele. A Big Hit que deve segurar a bomba, e não nós.
— Cara! A gente já sabia do que estava rolando entre eles. Não adianta fingir que você não viu!
— Eu deixei de fazer o que ele fez, por causa do grupo, Suga! – Jin gritou.
— É eu sei, você e todos nós.
— Como?
— Não com a ... – Jin ainda o olhava de maneira desconfiada, até que Suga constrangido com aquele olhar, confirmou: — Beleza, eu quis fazer umas besteiras com ela também.
— Cala a boca, Suga.
— Jin! Não adianta ficar aí engolindo rancor agora! Você não ouviu o Jimin dizer? Ela ama o Tae!
— Porra Suga, eu sei! Mas acha que é fácil engolir o meu sentimento como se fosse soju, num gole só?
— Vamos beber! É disso que precisamos.
— Não quero. Eu quero ficar sozinho.
— Okay... Só tente não pensar muito em . Acho que é o primeiro passo para esquecê-la.

– x –

estava sentada de frente para a mesa marmórea, na grandiosa sala da Big Hit. Havia sido chamada para uma reunião extraordinária com Bang, e por enquanto tomava um chá de cadeira.
Quando Bang surgiu na sala, a mulher não movimentou nenhum músculo, nem mesmo os olhos para encará-lo. Manteve-se firme com olhar à sua frente até que Bang, ao sentar em sua cadeira atingisse a linha de visão dela.
— Bom dia .
— Bom dia.
— E então, você falhou...
— Me desculpe, mas eu não falhei. Meu trabalho vem sendo executado com competência indiscutível. Você sabe.
— Você se envolveu com um integrante do nosso grupo principal. Tem certeza que não falhou?
— Meu contrato não me proíbe de me envolver com funcionários da Big Hit.
— É verdade. Mas o dele, sim. E você sabia disso.
— Bang... Tenho certeza que estamos aqui para discutir a minha situação dentro da empresa, e não para apontar os erros. Quem errou, agora não importa. O que eu quero saber é se, há algo em que descumpri no contrato. E se houver, aguentarei as consequências.
Bang tirou o sorriso de escárnio de seu rosto, e olhou rancoroso para a mulher. Ele sabia que ela não havia rompido nenhuma cláusula em seu contrato que ele pudesse comprovar. E, portanto, não havia condições de puni-la diretamente. Mas, ele a puniria. Ele se vingaria da afronta que engoliu com a rejeição de .
— Você não será mandada embora, . Continuará em seus horários e em seu trabalho. Esta conversa foi convocada apenas para te alertar, de que eu estarei atento a todos os seus passos a partir de agora.
Ele se levantou da cadeira e deu a volta na mesa, num caminhar calmo e insinuante. não acompanhou os movimentos dele com o olhar, e Bang se aproximou dela. Ele segurou a cadeira da mulher girando-a de modo a ficar de frente para ele. Encarou o olhar firme dela, e ela aos olhos sorrateiros dele.
— Eu ficarei por perto de você, com frequência muito maior do que antes. Eu literalmente, estarei de olhos em você, . – sorriu e respirou sarcástico se afastando dela: — Então pense com cuidado antes de resistir a mim de novo.
entendendo o fim daquela conversa, levantou-se e pegou sua bolsa dando as costas para Bang. Surpreso com a atitude afrontosa dela, ele chamou-a pelo nome de modo incisivo, mas a mulher apenas caminhava para fora da sala. Bang riu, de forma sádica retornando à sua mesa.
O olhar direto e os passos firmes de pelo longo corredor chamaram a atenção de Jin. Ele havia sido o primeiro a chegar ao treino daquela manhã. Não sabia se de fato, ocorreria um treino, mas também entendia que as decisões não dependiam dele. Portanto, faria seu trabalho. Ele caminhava em direção à sala de dança, e deparou-se com seguindo em sua direção antes que ambos, chegassem à virada do corredor.
Entraram juntos naquela “curva” e a mulher, ainda com raiva, sorriu educada para ele.
— Chegou cedo, Jin.
— No horário que sempre chego.
— Desculpe, é que eu nunca o vi aqui tão cedo.
— Eu não costumo chegar e entrar prontamente, geralmente eu espero os outros enquanto ensaio em outra sala.
— Ah, verdade... – ela respondeu constrangida por sua falta de atenção ao assunto.
, está tudo bem com você? – Jin perguntou ao notar que ela não estava normal.
— Só estou com um pouco de ódio, Jin, mas não vai interferir em nosso treino. Fique tranquilo!
Ela sorriu para ele, destrancando a porta da sala. E antes que pudesse entrar, Jin segurou seu punho a olhando com preocupação:
— Não precisa ficar hoje se não quiser. Eu e os rapazes damos conta. E não vamos contar a ninguém.
— Jin, eu agradeço. – ela segurou a mão dele de volta, e sentiu o arrepio da pele dele sob seu toque, mas não se importou: — Mas, eu sou profissional o suficiente para saber separar as coisas, sei que o que aconteceu lhe mostra o contrário, mas eu garanto que meus problemas pessoais não mais interferirão no nosso trabalho.
. Eu não duvido disso, só estou dizendo que pode contar comigo. Para o quê precisar, inclusive faltar. Embora você odeie faltar ao trabalho.
— É eu odeio, mesmo que odeie ainda mais trabalhar com os olhos de Bang sobre meus passos... – ela riu com Jin — Mas, eu odeio mais, não estar aqui fazendo o que amo.
— Certo. Então, vamos!
Jin sorriu e deu passagem a mulher. Ela entrou na sala e ele a seguiu. Observou-a preparar-se para o treino, com o mesmo olhar preocupado que tinha desde que a vira chegar ao corredor. Ele entendeu a jogada de Bang. A faria ficar, e tornaria a vida dela, um inferno ali dentro. Não conseguindo conter a raiva que sentia também por Bang, por fazê-la passar por aquelas perseguições abusivas, Jin caminhou até próximo ao aparelho de som, onde ela estava.
!
Chamou-a com voz firme, parado ao seu lado e ela encarou-o curiosa.
— Eu não aprovo as atitudes de Bang, e estou ao seu lado. Então, qualquer coisa, qualquer mesmo, que ele tente contra você: me avise.
— Obrigada Jin, mas não acho prudente que se meta neste assunto. Taehyung já complicou bastante as coisas para ambos os lados. Melhor você manter distância disso.
— Eu não vou manter. Mantive distância desde o início, para quê? Como você mesma disse, Taehyung não teve o mesmo cuidado.
O olhar de Jin para ela, era intenso. E aquela não era a primeira vez que assistia àquele olhar, mas era a primeira vez que o entendia. Ela enrugou a testa e afirmou silenciosa em um meneio de cabeça. Jin tocou em seu ombro, de forma amigável e respeitosa e saiu de perto da mulher. Fora até um canto retirando de sua mochila os tênis de treino. também se concentrou em pegar suas roupas na bolsa e ir em direção ao vestiário para trocar-se.

– x –

Não estava sendo fácil para Taehyung treinar com e não conseguir conversar nem um minuto com a mulher. Ela estava o evitando como ele imaginou que ela faria. Na sexta-feira, muitas semanas após o retorno de seus ensaios, estava terminando de guardar as coisas em sua bolsa e apenas Jin estava na sala, junto ao Taehyung e ela. Tae olhou discretamente ao colega de grupo e percebendo-o distraído, ele caminhou até .
...
— Não Tae. – ela cortou a fala dele, o olhando de modo enérgico — Não fale comigo aqui.
— Então eu irei até a sua casa.
— Se é tão inadiável o assunto, melhor que seja lá.
Taehyung assentiu sem insistir e saiu da sala de dança. respirou profundamente. Jin já havia acabado e apenas enrolava para sair, ele estava vigiando Tae há algum tempo, sendo sempre o último a sair da sala acompanhado de . Não queria deixar Taehyung a sós com a dançarina, por vários motivos, mas, o principal deles: ciúme.
Naquele dia, Taehyung foi até a casa de ao fim da tarde. Ela não havia combinado nenhum horário com ele, e não acreditou que ele teria coragem de aparecer. Estava concentrada na leitura de um livro e bebericando seu chá, quando a campainha tocou e olhando ao visor ela deparou-se com a imagem de Taehyung. Abriu a porta com um semblante totalmente modificado, e não trocaram nada além de olhares, até Taehyung se pronunciar:
— Quanto tempo mais fingiremos que sabemos lidar com essa distância?
— Achei que você tinha entendido a mensagem de focar em nossas carreiras e…
— Sério ? – ele a interrompeu entrando e fechando a porta atrás de si.
colocou as mãos à cintura e caminhou preguiçosamente até o local onde antes estava. Taehyung acompanhou-a e sentou ao lado dela no sofá.
— Você realmente vai colocar uma pedra em cima da nossa história?
— Eu não quero continuar.
— Como assim?
— Eu não quero continuar com isso, Tae. Nós já nos prejudicamos o suficiente.
— E aquela história de amor? Vai fingir que não me ama, também?
— Prioridades, Tae! No momento, não é prioridade amar e ser amada.
— Não é possível que eu esteja ouvindo isso! – ele olhou-a com tremenda surpresa.
encarou a face espantada de Taehyung e caminhou até a cozinha. Retornou rapidamente com uma lata de café gelado e o entregou. Ele abriu, e respirando calmo tornou a conversar com a mulher sentada ao seu lado.
, não tem motivos para isso. Nós podemos correr atrás de modificar o contrato. Eu estou disposto a enfrentar alguns contratempos para ficar com você.
— Alguns contratempos? Você acha realmente, que é coisa pequena?
— Eu acho é que um amor como o nosso não deve ser jogado pela janela assim.
— Acorda Taehyung! Eu estou sendo vigiada pelo Bang a cada passo dentro da BH! Ele mandou colocarem câmeras em todas as salas de ensaio e corredores! Você está a um fio de falhar e levar uma facada no bolso por quebra de contrato! E ainda tem os outros meninos! Acha que eles não sofrerão se algo fizer você cair?
— E daí? Eu acredito em nós, e isso basta para enfrentarmos tudo isso juntos!
— Seja racional. Isso sim basta para garantir nossas carreiras. E só para te lembrar… Quando começamos com isso eu deixei bem claro que, a minha carreira era importante demais para valer o risco. E só entrei nesse jogo de sedução por acreditar em você!
— Não me culpe agora, ! Você entrou nessa tanto quanto eu. Você quis. Você sentiu!
— Eu não nego. E também não estou dizendo que você é o único culpado. Eu tenho minha parcela por ter entrado nessa confusão.
— Para de falar como se nos amar fosse errado.
— E foi. Exatamente errado. Principalmente por me envolver com um homem mais novo e que não sabe controlar seus ímpetos!
— Não controlo porque te amo!
Taehyung sentiu-se ferido pela rejeição e verdades ditas. Levantou-se eufórico e largou a lata de café sobre o criado-mudo ao lado do sofá.
— Você… Está apaixonada por outro?
— O que? – sentia-se surpreendida por tal pergunta — Que porra você está falando?
— Não é uma pergunta difícil de responder, não?
— Não é ao menos uma pergunta que mereça resposta! Seu idiota! – levantou-se e deu um tapa no ombro de Tae — Será que não percebe o quanto você é babaca?
… – ele segurava os punhos dela que insistiam em empurrá-lo.
— Sempre é isso não é, Tae? Você não aceita que eu não queira estar com você! Sempre vai jogar com esse machismo horrendo, como se qualquer decisão minha contrária à sua vontade significasse que eu esteja abaixando a minha cabeça para outro homem!
— Não é isso! Eu só quero entender por que você está tão decidida a dar um fim nessa história! Não vejo motivos para…
Taehyung desistiu de articular palavras. escorria algumas lágrimas finas por seu rosto e o fugia o olhar. Ele não sabia mais como lidar com o fato do possível fim. A única coisa que Taehyung sabia fazer para evitar perder toda vez que discutiam era apelar ao corpo.
Ele aproximou-se lentamente dela, e olhava-o repreensiva. Conhecia o joguinho de Tae. E como era difícil sair fora dele! Entretanto, estava decidida demais para voltar atrás, e pensando que aquele era o fim, novamente cedeu. Fechou os olhos sentindo os lábios de Taehyung tocando os seus.
O beijo calmo iniciou-se repleto de mágoa, e foi tornando-se pouco a pouco uma entrega última, unilateral, de alma. despedia-se. Tae tentava desesperadamente convencê-la de ficar. Ele tocou o corpo dela, da forma como sabia que a envolvia. Beijava lentamente e delicadamente seu pescoço, não deixando de sussurrar em seu ouvido:
— Eu te amo, jagiya.
deixou uma lágrima escorrer e apertou os cabelos de Taehyung, levando a mão dele até sua intimidade. Mas, Tae virou-a de costas bruscamente e guiou-a até a parte de trás do sofá apoiando-a ali. Ele ergueu a camiseta larga que ela vestia e abaixou a calcinha dela rapidamente. Estava excitado rápido demais. E não queria que fosse daquele jeito. Ela lembrava das vezes que Tae desesperava-se após uma briga, e na ânsia de amar fazendo-a sentir satisfação, acabava por machucá-la. Aquele momento de despedida não parecia romântico. Ela o afastou de modo bruto, antes que ele a penetrasse. E Tae olhou para ela, confuso, aflito e temeroso.
— Não… Não pre-precisa de pressa. Você está me machucando.
— Oh… Desculpe jagiya… – Tae sentiu-se extremamente culpado — Desculpe, desculpe.
Tae beijava o rosto dela calmamente, e arrependido.
— Vamos fazer do seu jeito, tudo bem? – ele sussurrou ao ouvido dela — Eu sei que sou um pouco violento quando quero muito… Desculpe, meu amor.
assentiu. Não estava se sentindo bem, mas prosseguiu. Como fazia poucas vezes em que tinha coragem de dizer para ele que estava desconfortável, ela ditou o ritmo dos toques, da transa… Mas, toda vez que começava daquela forma, não conseguia se entregar. Eram poucas as vezes que Taehyung e ela não estavam sintonizados, e em todas elas, ambos haviam discutido antes. detestava estas transas de pós-briga, mas não conseguia resistir. Eram raras as vezes que conseguiu negar, ou como acabara de fazer, contar para Taehyung que não estava gostando. E não entendia porque ela era assim justamente com ele. não era o tipo de mulher submissa, mas quando se tratava de Taehyung ela perdia um pouco da confiança em si. Seria por amá-lo demais para assumir que havia algo errado naquela relação possessiva? Eles transaram, e não se sentia feliz. Ela queria uma despedida de Tae, que a fizesse ter certeza que não era o certo dizer adeus, contudo a resposta foi exatamente oposta.
Taehyung chegava no momento em que os demais saíam para o ensaio fotográfico marcado.
— Porra Tae! Onde se meteu? Vamos nos atrasar!
— Já estávamos saindo sem você!
Nam-Joon e Suga disseram assim que o viram.
— Foi mal galera. Eu vou só trocar de roupa.
Os meninos não responderam nada, apenas assentiram enquanto Tae subia as escadas. Jin observava-o caminhar pelo corredor do andar superior: os cabelos molhados, a roupa que havia saído na tarde do dia anterior. E imaginou a única coisa possível: ele estava com ela.
Pegou o celular pensativo, e encarava a tela.
— Você não vai perguntar a ela, não é? – Suga surgiu ao seu lado falando baixo: — É óbvio que eles estavam juntos. — Cuida da sua vida, Yoon-Gi.
Jin respondeu calmo e saiu de perto do amigo.

– x –

Há duas semanas Tae escutou da boca de , ao acordar pela manhã: “Foi uma despedida definitiva. Eu não quero ficar com você, Tae”. Há duas semanas ele tentava ouvir algo diferente disso, sem sucesso. Todas as suas ligações negadas, várias mensagens respondidas com a mesma frase apenas. Há duas semanas, Taehyung convivia com profissionalmente sem trocas de palavras que não fossem relativas ao trabalho. Sem saidinhas conjuntas. Sem mesmo toques coreográficos entre si. mantinha-se distante até nisso. Explicava para ele como executar os passos, como se nunca houvesse intimidade entre eles.
Jin percebia toda aquela mudança entre os dois e embora tentasse não se sentir feliz com aquilo, era pouco possível. Ele observava o semblante dos dois e entendia que lidava melhor com o fim, do que Taehyung.
Ele brincava com Jimin e Hope pós-ensaio gravando vídeos. passava um tempo a mais explicando duas coisinhas que Suga tinha dúvida. Nam-Joon e Kook iam em direção ao vestiário e Taehyung foi o primeiro a sair da sala. Aos poucos o grupo foi despedindo-se e saindo. Yoon-Gi foi o último a sair, deixando a sós para fechar a sala. Ela tinha terminado de organizar o material e colocava sua bolsa nos ombros quando foi abordada por um abraço masculino. Assustada ela tentou sair, mas o homem a prendia forte.
— Achou que eu havia esquecido de você, honi? – ele sussurrou ao ouvido dela.
— Me solta ou eu vou gritar.
— Não vai não. Você vai ouvir o que eu tenho a dizer!
Ele abafou a boca dela, e continuou prendendo-a em seu braço e quando ia falar, foi interrompido por Jin:
— Solta ela agora, Bang.
Rapidamente ele soltou-a e encarou o rapaz, e ainda assustada não conseguiu se mover direito.
— Não se meta Seok-Jin. Isso é uma conversa de patrão para funcionária.
— Não me pareceu uma conversa, me pareceu uma agressão, e dessa forma eu me intrometo sim. Ou preciso lembrá-lo do regulamento de denúncia à abusos sexuais dentro da empresa?
— Cuidado garoto… – Bang caminhou cauteloso até ele — Não vá levantar falsos por aí.
— Antes não tínhamos provas, mas mesmo que tenha desligado as câmeras Bang, uma testemunha do grupo que gerencia pode complicar você com um escândalo desse.
— Ouse. E vamos ver quem tem mais força.
— Não toque nela de novo.
Os dois homens enfrentavam-se numa civilidade indescritível. ainda ofegava assustada, observando o embate entre eles. Bang olhou novamente a figura da mulher, por sobre seus ombros e sorriu ladino por notar a quão assustada ela estava.
— Não preciso lembrá-lo que se envolver com ela, pode ser complicado para você também, não é Seok-Jin?
— Sei bem dos meus deveres aqui. E espero que você também saiba o seu, Bang.
Eles olharam-se fortes mais um tempo, e logo Bang saiu da sala deixando-os sós.
fraquejou uma queda ao chão, e Jin correu na direção dela a abraçando.
— Obrigada Jin. Obrigada. – ela agradecia entre lágrimas nervosas.
Shiiiu… Calma . Ele não vai mais fazer nada com você.
— Eu tenho tanto nojo dele! – ela falou com raiva, abraçando-se apertadamente no amigo.
— Você quer denunciá-lo? Eu acho que é o correto e eu te apoio! – Jin segurou o rosto dela encorajando-a.
— Não. Não posso, pelo menos ainda… Eu só quero sair daqui.
Outros passos foram ouvidos e Suga e Nam surgiram na sala risonhos atrás de Jin. Ao perceberem a cena entre o amigo e a professora, entreolharam-se confusos. Suga percebeu as lágrimas de e aproximou-se dos dois.
— Está tudo bem?
— Bang assediou .
— O QUE? – perguntaram alarmados.
— Sorte que eu cheguei a tempo. Mas caras, depois eu explico. Eu vou acompanhar até a casa dela.
— Claro! – Suga assentiu e abaixou-se à altura do rosto dela: — … Conta com a gente, viu? Você precisa de alguma coisa?
— Não, obrigada Suga. Eu vou ficar bem.
— Jin… Qualquer coisa telefona. – Nam se pronunciou tocando o braço de Suga para que saíssem.
Os amigos saíram e enquanto aguardavam Jin e no corredor, combinaram entre si que não falariam para Tae sobre o ocorrido.
— Jin, obrigada. Mas, pode ir com eles. Eu vou ficar bem.
— De forma alguma! Está maluca? Eu vou te acompanhar em casa.
— Por que voltou? – ela perguntou enquanto ele ia até um canto da sala.
— Esqueci isso. – ele falou apontando a garrafa de água que estava no canto da sala.
Seguiram para fora da sala e depois saíram os quatro juntos, do prédio da empresa. Taehyung já havia ido embora, mas Hope, Jimin, e Kook não deixaram de perceber a movimentação estranha quando Jin seguiu com até o carro dela.
— O que houve?
— Bang. E é bom Taehyung não saber disso.
Nam-Joon comentou com os outros rapazes dentro da van e Jimin quis na mesma hora ir até a professora saber como ela estava. Mas, Suga alertou que ele deixasse para outro momento.


Capítulo 5

Eu corro repentinamente até o lago
Meu rosto está lá
Por favor, não diga nada
Estendo minha mão para cobrir a boca
Mas no final, a primavera chegará
O gelo derreterá e sumirá


Jin entrou na casa e observava todos os detalhes possíveis, havia se imaginado entrando cada cômodo daquele lugar, e em sua imaginação fértil carregara Ele observou-a jogar o próprio corpo e com o rosto afundado entre as mãos, escorrer lágrimas sobre sussurros chorosos. Instintivamente, ele sentou-se ao lado dela e puxou delicadamente o rosto dela a fim de encará-lo. Retirou as mãos macias da garota da própria face, limpou as lágrimas dela e abriu a boca para falar, mas hesitou. Permaneceu num misto confuso entre falar ou agir.
— Jin? – ela o chamou, confusa pelo devaneio dele.
— Não chore.
Ele respondeu ainda encarando o olhar dela, com um peso diferente. Um modo que ela já havia percebido há algum tempo, mas não sabia definir.
— Não chore . Eu estou aqui. Eu estou com você, e sempre vou estar.
Queria sorrir, mas ouvir a voz amena e tranquilizadora de Jin embora reconfortante fez com que mais lágrimas caíssem e perdesse as forças de continuar encarando-o. Desta vez Jin estava mais concentrado ao que ocorria, e abraçou-a na tentativa de cessar o choro. E se surpreendeu quando a mulher correspondeu num gesto desesperado de quem busca abrigo nos braços de alguém.
— Nada disso aconteceria se eu não tivesse me apaixonado por ele, Jin!
A revelação bateu com uma faca no peito dele.
— Nós… Nós, não temos como controlar isso, .
— É… Eu sei, mas… Como eu queria… Que as coisas fossem diferentes.
— Entendo… Eu também gostaria que fossem.
Jin respondeu com a voz embargada, e soltou-se do abraço olhando-o já mais calma, e com um sorriso grato em sua face.
— Eu… Eu vou tomar um banho. Fique à vontade Jin, a casa é sua.
— Obrigada.
A mulher sumiu de sua vista enquanto atravessava o cômodo, e Jin deixou seu corpo ir de encontro ao encosto do sofá. Uma lágrima contagiada pelas lágrimas e falas de , desceu de um dos seus olhos e rapidamente ele enxugou-a com a palma da mão. Levantou-se apertando a própria nuca e após fechar os olhos, pensativo, abriu-os e caminhou explorando o apartamento de .
Na sala havia fotografias familiares num mural discreto, mas que não passou desatento aos olhos dele. Arranjos de orquídeas pela casa, muitas plantas na sacada. Ela era alguém de curtir a natureza, pelo visto.
Abriu a porta da varanda e recostou-se à grade da sacada enquanto observava as crianças correndo brincando na rua debaixo de seus olhos.
Não se demorou ali e entrou, explorando livros na prateleira da sala, vários boxes com DVDS identificados como coreografias de várias músicas. Seriam as apresentações de dança dela? Foi à cozinha, e abriu os armários na curiosidade de saber se era o tipo de garota que só comia besteiras, alimentos saudáveis, ou um meio-termo. Riu quando ao abrir a porta do armário de cima, um saquinho de balas de goma caiu em seu rosto. Havia uma bagunça não muito característica dela ali.
Seguiu dali para o corredor observando os quadros fotográficos de ensaios pessoais da mulher. Em um deles, ela estava nua. Um nude artístico coreográfico e belo. Jin ficou ali contemplando o quadro e deixando sua mente fluir em imaginar não apenas a cena da fotografia, como também o corpo nu de .
— Foi um ensaio para a minha primeira apresentação solo de contemporâneo.
Sem que ele notasse, ela havia parado ao lado dele, e ao emitir sua voz baixa concentrada em Jin observando compenetrado ao quadro, o rapaz demonstrou um discreto susto que ela fingiu não perceber.
— Deve ter sido uma apresentação e tanto.
— Foi sim. Tenho-a gravada, se quiser assistir fique à vontade.
— Vou querer, mas… Não hoje. Eu só estava a esperando para saber se tudo bem por você se eu voltar para casa.
— Longe de mim, prendê-lo aqui.
Ela respondeu simpática caminhando até a sala. Ele riu abafado e pôs as mãos no bolso da frente de sua calça. Ironia ela dizer aquilo, quando o que ele mais queria era vê-la prendê-lo a ficar.
— Mas… Se quiser ficar…
A voz mansa de o pegara de surpresa quando chegaram ambos à sala. Jin olhou-a ainda com a cabeça baixa, e não identificou segundas intenções no rosto dela. Voltou a encarar o chão e sorriu.
— Você vai ficar bem?
— Eu estou acostumada com meu apartamento, fique tranquilo.
— Não foi o que eu quis dizer… Eu quero saber se você vai ficar bem depois do que houve…
Ela sorriu e se aproximou alguns passos dele encarando-o sincera nos olhos.
— Não é como se fosse a primeira vez que fui tocada contra a minha vontade.
— Como assim? Bang já tentou daquela forma antes?
deu-se conta do que disse e negou com a cabeça, numa tentativa de parecer descontraída e fazer Jin esquecer o assunto.
— Se não foi ele, foi quem?
— Não é o que está pensando, Jin. – ela respondeu em tom mais baixo e desconfortável.
— Foi o Tae?
O olhar urgente do rapaz foi interrompido pelo soar da campainha do apartamento.
pigarreou e foi até a porta atender. Foi surpreendida com Taehyung se lançando sobre ela num abraço desesperado. Ela não o correspondeu e dirigiu o olhar confuso, para Jin, que manteve sua postura rígida e desconfortável na presença do outro.
! !
Tae repetia o nome dela enquanto percorria mãos e olhos no rosto da mulher.
— Taehyung. Se acalme, eu estou bem.
— Tem certeza? eu fiquei louco quando…
Tae parou de falar no exato instante em que se virou e descobriu Jin presente.
— Jin?
— Oi Tae.
— O que faz aqui?
— Tae… – chamou atenção do ex.
— O que ele faz aqui, ? É por isso que você está bem?
A voz de Tae não passava nada além de um seco, e lânguido tom de ciúme.
— Ah, por favor, Taehyung! Você veio até a minha casa para isso?
— Se não fosse por mim, Bang teria feito algo muito pior do que o que você pensa que ela e eu estávamos fazendo, Taehyung.
Ao ouvir a voz de Jin dizendo aquelas palavras, Tae olhou vazio ao chão, como se despertasse para a verdade que acontecia naquela situação. O silêncio era ensurdecedor e muito pior eram os olhares de decepção de , e de desprezo de Jin na direção dele.
— Obrigada Jin.
— Não tem que me agradecer Taehyung. Defender alguém em perigo é uma obrigação de qualquer pessoa.
— Ele… Ele te machucou ? – Tae ignorou a fala de Jin retornando a atenção à mulher.
— Não. Graças ao Jin.
— Entendo… Eu… Eu acho melhor eu ir embora então…
Tae disse na esperança de ouvir pedir para ele ficar, e após o breve silêncio seu coração sentiu um aperto forte. Sentia-se cada vez mais rejeitado por ela. Como conseguia ser tão fria?
Taehyung passou o polegar em seu lábio inferior, num hábito próprio de “coçar” o piercing, que fazia quando estava nervoso, enquanto dava as costas à e se encaminhava à saída.
— Eu vou com você. Já estava de saída. – Jin confirmou o seguindo.
Os dois olharam para a mulher que abria a porta de sua casa, e despediram-se silenciosos. Taehyung saiu na frente com uma face mesclada de raiva e depressão, e Jin observou-o caminhar apressado à frente enquanto estava parado à porta de .
— Me desculpe pelas insinuações dele, Jin.
— Você não tem que se desculpar por nada. O Tae está cada vez mais fora de si.
— É, eu sei. – ela abaixou a cabeça envergonhada.
— Ei…
Jin sussurrou fazendo o olhar curiosa.
— Fique bem, ok? E se precisar de qualquer coisa, pode me ligar. A qualquer hora.
— Obrigada Jin. Vai ficar tudo bem.
— E … Nós podemos terminar aquela conversa depois?
— Esqueça aquilo Jin. Mas, podemos conversar depois, é claro.
Ele sorriu simpático e correspondeu. Taehyung estava parado à porta do elevador, e sem paciência com a cena que via apertou o botão de chamada.
— Boa noite, .
— Boa noite, Jin. E boa sorte… – sorriu constrangida olhando a figura de Tae os encarando.
Jin saiu em direção ao elevador e ao se aproximar, a porta abriu. Taehyung entrou silencioso. Jin também. E o silêncio se fez presente até o térreo. Ao saírem pela porta do condomínio, cada um se direcionando ao seu carro, mas Taehyung chamou Jin mais uma vez.
— Obrigada por cuidar dela.
— Eu já falei que você não deve me agradecer. Não fiz por você. Fiz por ela.
Os dois continuaram se olhando e havia um embate ali, que ambos já previam um dia acontecer. Taehyung foi o primeiro a dar às costas, mas Jin chamou sua atenção de volta a si.
— Algum dia você tocou em sem a permissão dela, Taehyung?
— Que tipo de pergunta é esta? – Tae se irritou.
— É uma pergunta de homem para homem.
— Foi isso que ela te contou?
— Não. Eu só quero saber se você já tocou ou não no corpo de , sem a sua permissão.
— Cala a boca, Seok-Jin. – Tae falou sério, irritado, mas contido: — Para a sua infelicidade, ela me ama. E todas as vezes que ela me pertenceu, foi com total entrega.
Jin permaneceu em silêncio até que Taehyung o deu às costas. Os dois seguiram para seus carros para enfim chegarem ao seu destino: a mesma casa.
Quando ambos chegaram, os demais estavam distraídos, mas um pouco aflitos por notícias. Aquela noite, quando Suga e Nam-Joon falavam escondido entre si sobre o assunto de Bang e , não imaginavam que Taehyung entraria na cozinha e os pegaria pronunciando o nome de e Jin. Foi inevitável contar o ocorrido e conter um Taehyung desesperado que saiu em direção à casa da ex.
Jin foi o primeiro a entrar silencioso, e uma redoma de garotos o cercarem para saber como estava, se ela iria denunciar Bang, sobre o motivo para Jin não ter ficado com ela aquela noite e no meio de toda aquela torrente de perguntas, Tae subia as escadas tristonho a observar Jin se tornar porta-voz de . Temia pela possibilidade de perder a mulher que amava para o amigo, que em sua opinião era muito melhor pessoa do que ele. Pensava que, se não houvesse flertado com a coreógrafa mesmo sabendo dos sentimentos de Jin por ela, hoje ela poderia estar muito melhor, e mais feliz. Lamentava por não ter ajudado contra Bang por todas as vezes que ele sabia que ela estava sendo assediada. Ele sempre cedia ao: “melhor não enfrentá-lo, eu sei lidar com ele” que ela dizia.
Tae sentia-se inútil cada vez que pensava no fim do romance. Como ele pôde ser incapaz de levar o relacionamento? Como ele pôde deixar tantas brechas para o fim? Como ele pôde não defendê-la do ciúme doentio que ele reconhecia ter? Como ele pôde estragar tudo?
Jin dissera aos rapazes que não sabia quais seriam as atitudes de . Ele contou que a deixou em casa e depois saiu certificando-se que ela estava bem.


Capítulo 6

Diga-me se minha voz não é real
Se eu não deveria ter me atirado
Diga-me até mesmo se essa dor não é real
O que eu deveria ter feito, então?

Quando Taehyung soube o que havia acontecido à , os meninos achavam que tinham o convencido a não fazer nada contra Bang, mas na verdade o rapaz seguiu furtivamente até o empresário ao chegar à empresa, no dia seguinte. Invadiu a sala de Bang, e o agrediu física e verbalmente.
Quando deram conta da falta de Taehyung na sala de dança, a movimentação de funcionários no corredor já os havia alarmado. se encaminhou primeiramente à porta e seguiu até a confusão, seguida pelos meninos. Os seguranças de Bang arrastavam Tae para fora da empresa, e o rosto sangrando e desfigurado de Bang, que o tampava com a mão, jamais denunciaria aquele ser um feito de Taehyung. O franzino Tae não poderia ter feito tamanho estrago.
Jimin e Nam foram à direção do amigo que era levado aos protestos, para fora da BH.
— Ou BTS sai desta empresa, ou vocês seguem sem este cretino!
Bang declarou alto enquanto se encaminhava para fora da empresa, sendo amparado por sua secretária. Percebeu entre os garotos, e voltou alguns passos indo na direção dela.
— Demônio! É isto que você é, sua... – conteve as palavras, mas não o gesto.
Deferiu um tapa à face da mulher, e logo outros gritos de protesto e mais garotos avançavam sobre ele, que rapidamente deu as costas saindo dali.

– x –

Tudo havia ficado confuso desde então. Jin e estavam à beira da rua, em uma mesa de lanchonete conversando depois de semanas.
— Vamos tentar superar as recentes confusões e seguir com a carreira.
— É realmente o que eu acho que devam fazer. Sinto-me um pouco culpada sabe Jin...
— Por se apaixonar pela pessoa errada? Ok. Mas, não pela situação frágil do grupo.
sorriu de canto, e encarou Jin de modo sinuosamente curioso.
— Você parece sentir o que é uma paixão às avessas.
— É. Eu sei o que é isso.
— Eu a conheço?
— O que importa é que eu não deixei isso interferir na minha vida como Taehyung deixou. Aliás, eu gostaria de continuar a conversa daquela noite.
— Está fugindo da minha pergunta?
— Não. De forma alguma.
Jin não respondeu mais nada, e ficou encarando-o avaliativa. Decidiu não dar atenção àquela pergunta, e tentou esclarecer o possível mal entendido da mente de Jin.
— Bem, eu acho que você ficou com más interpretações na mente aquela noite, não é?
— O quê? – Jin se mostrou confuso.
Naquela noite ele ficara confuso com algumas falas de , e posturas. Mas, será que ela estava falando do mesmo que ele agora?
— Sobre eu ter sido forçada a algo... – ela sussurrou e baixou a cabeça.
— Ah... É. Eu realmente tenho pensado sobre a possessão de Taehyung passar dos limites.
— Como um casal tivemos momentos de discussão que foram sim apaziguados, com carinhos fora de hora. Mas, Taehyung nunca foi agressivo desse modo. Ele sempre fez o que eu permiti que fizesse. Se houve algum momento que eu me entreguei contra a minha vontade, é porque eu quis.
...
Jin encarou-a e pensou em falar tudo o que achava de toda aquela situação, mas o olhar dela para ele, não era de longe igual ao olhar dela para Tae. Apesar dele e da própria reconhecer que aquele olhar apaixonado e o amor deslumbrado, não eram tão mágicos na realidade quanto deveriam Jin também sabia que aquela era uma situação perdida. Ele não teria como desabar todos os sentimentos sobre ela. Ele não poderia jamais anunciar o quanto sempre foi apaixonado, e ainda continuar seu sonho de carreira. Ele devia esquecê-la de uma vez por todas.
... Você parte quando?
— Amanhã, Jin. Eu pensei em me despedir dos meninos, mas... Acho que uma despedida à distância é melhor, por isso pedi que viesse. Eu queria que você entregasse a cada um deles.
Ela estendeu uma caixinha com alguns envelopes de cartas e fotografias dela com cada um dos meninos. Jin assentiu que faria o que ela pediu. Encarou em sua mão a fotografia e o envelope que seriam para ele.
— Você é o único que terá um abraço de despedida.
Ela falou e se levantou da mesa. Jin sorriu fraco e foi ao encontro do abraço de . Enquanto os dois estavam juntos, ela sussurrou algo em seu ouvido:
— Eu sabia Jin. Eu só tive certeza um tempo depois, mas eu não podia correspondê-lo. Desculpe-me, por favor, querido... Perdoe-me.
Jin afastou-se do abraço e encarou-a confuso. Ela pegou o rosto dele entre as mãos, aproximou-se lenta e beijou-o. Ela queria realmente que as coisas fossem diferentes. sabia que se houvesse se apaixonado por Jin, tudo teria sido diferente. Mas, infelizmente não mandamos em nossos corações.

– x –

O táxi que a levaria até o aeroporto já estava estacionado na calçada. A mulher desceu as escadas com suas poucas malas. O proprietário pegou a chave de suas mãos ainda na entrada do prédio e agradeceu-a cordialmente.
O motorista saiu do carro para ajudá-la com a bagagem, mas uma mão que ela conhecia bem tirou a bagagem de sua mão fazendo-a erguer o olhar para encontrar o dono daqueles dedos.
— Como pode? Ia partir sem ao menos falar comigo?
— Tae, eu imagino que tenha recebido sua carta...
— Pelas mãos de Jin. Sim. E não concordo com isso. O que eu fiz foi errado, mas por que tão cruel ? Por que tão friamente?
— Porque é melhor do que encarar a dor de perceber as lágrimas em nossos olhos.
— Eu te amo. E não sei quando deixarei de amar, ou se será possível. Mas, em nome de tudo o que vivemos de bom, por que não nos permitir um último adeus?
— Porque não é do adeus ou dos motivos que nos trouxeram a ele, que eu quero lembrar.
— Eu não deveria ter me atirado neste amor.
— Não é isso. Não é questão de termos nos atirado. É questão de não saber os limites, Tae.
— Limites? Quais limites eu ultrapassei com você? Aliás, quando foi que existiram limites para o nosso amor?
— Respeito Tae!
— Quando foi que eu te desrespeitei?
— Você desrespeitou não só a mim. Mas, a si, aos seus amigos e principalmente, à nossa confiança.
— Eu não sei como fazer isso, ! Eu nunca amei assim! Eu estava aprendendo, eu... Eu estou aprendendo! E aprendendo com você... Eu não sabia e ainda não sei. Então me diz: o que eu deveria ter feito?
sentiu a dor de Tae.
— Eu não deveria tê-la amado, não é?
E ela permaneceu em silêncio.
— Eu preciso ir, Tae. Obrigada por ter me amado. Eu também te amei, e ainda amo. E também não sei quando ou se, deixarei de amar. Mas, eu quero me amar antes de tudo também.
Tae deixou escorrer a lágrima, e largou a bagagem dela próxima ao carro do táxi. O motorista que havia se mantido distante após perceber a situação, aproximou-se para pegar a mala da cliente. Tae limpou a lágrima do próprio rosto, encarou e fez sinal afirmativo, levemente meneando a cabeça. Deu as costas e pôs-se a caminhar. ficou parada observando-o se afastar e desabou em lágrimas ao chão.
Jin correu à sua direção, surpreendendo ela e o motorista. Cobriu-a com seu casaco e auxiliando-a, abriu a porta do táxi colocando-a para dentro. Ela encarava ao amigo, confusa e surpresa, ele apenas sorria-lhe. Depositou uma carta ao colo dela, antes de fechar a porta e afastar-se com as mãos ao bolso.
O motorista encarou-a preocupado. Que loucura havia sido aquilo tudo?
— Senhorita... Para onde...
— Para o aeroporto, por favor.
pegou a carta em seu colo e encarou as palavras no envelope:

“Para a bailarina da minha vida”.

Guardou-a em sua bolsa e aconchegou-se mais ao casaco de Jin que ainda tinha o perfume confortável do amigo, e encarou silenciosa a todo o caminho até o aeroporto.


Fim



Nota da autora: Eu sei que tem gente que se sentiu entediada com essa música, mas eu não sei sentir nada além de "tesão pelo Taehyung" dono da minha vida, quando escuto essa música. E aí vem essa letra toda dramática, AQUELA VOZ SUSSURRADA DELE AO PÉ DO OUVIDO E AI JESUS... Autora descontrolada escrevendo. Suei escrevendo cada linha! E embora não esteja finalizada ainda, digo que PRECISO saber o que vocês acharam. E me perdoem por não ser interativa com os boys, mas é porque eu escrevi pensando tanto em cada um, que eu queria muito que vocês sentissem essa onda de espasmos musculares, e tremores com esses boys, maravilhosos, perfeitos!
Comentem, suas lindas, por favorzinho! ♥



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