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Última atualização: 23/11/2020

Capítulo Um

A CHAVE DE PORTAL


Molly Weasley com o seu característico jeito meigo, entrou no quarto em que Gina dividia com Hermione e . As meninas dormiam tranquilamente, então a Sra. Weasley chamou cada menina com delicadeza e esperou que levantassem. , a última das três a despertar, tinha chegado de viagem no dia anterior e devido ao fuso horário sentiu certa dificuldade para pegar no sono, consequentemente dormido pouco para já estar de pé tão cedo; ainda estava escuro lá fora. Molly observou em seu longo ritual para despertar.
- Por que tão cedo? - a menina disse.
- Oh, querida! Sinto muito, mas é para que vocês consigam chegar a tempo. - Molly sorriu para a sobrinha e olhou as outras duas que já tinham se levantado e se arrumavam.
- Acho que essa moleza é realmente de família, Rony estava do mesmo jeito há pouco.
Depois de sua fala a mulher com feições brincalhonas seguiu para outro cômodo.
- Vamos, ? - Gina perguntou quando terminou de colocar seu casaco.
despertou com a pergunta da prima e levantou finalmente.
- Vamos! Cadê a Mione?
- Já saiu.
- Ela é bem rápida. - disse enquanto terminava de colocar mais uma camada de roupa e pegava sua mochila ao mesmo tempo que Gina.
- Ela levantou assim que a mamãe chamou.
- Que péssimo! - riu com sua própria fala e Gina a acompanhou.
- Aposto que mesmo com a sua lenga o Rony ainda não está pronto.

Já na cozinha, estava sentada ao lado de Gina e de George que a explicava sobre algumas das Gemialidades Weasley enquanto olhava desconfiado para a mãe do outro lado. Fred tentava passar o dedo no canto da panela com o mingau que Molly tinha acabado de desligar e a mesma o repreendia. O Sr. Weasley sentado um pouco mais afastado verificava um maço de grandes bilhetes de entrada em pergaminho. Três crianças a mais, ele já estava preocupado. Quando todos já estavam servidos com o mingau, Harry e Rony entraram na cozinha, com uma Hermione logo atrás com cara de poucos amigos. Ela sentou ao lado de Gina que perguntou o que tinha acontecido, mas a mesma desconversou. observou cada momento daquele café da manhã com um sorriso no rosto, todos interagiam com certa empolgação pelo evento que se seguiria.
Ela amava passar um tempo com os tios e com os primos. O intercâmbio que faria aquele ano seria uma ótima oportunidade; ela sairia de Castelobruxo por um ano. era filha única de Diane e Esmo Weasley, irmão mais novo de Arthur. Ela morava no Brasil por conta do trabalho de Esmo e Diane no ministério: Departamento de Cooperação Internacional em Magia. Eles foram designados a trabalhar com governos mágicos de outros países, devido uma missão bem sucedida anos antes envolvendo a criação de regulações e então não ficaram por muito tempo em solo londrino. Ela estava acostumada a sua vida só com os pais quando não estava na escola de magia e ficava deslumbrada com a família Weasley ali reunida.

Do lado de fora da toca a Sra.Weasley se despedia de todos. Um por um, os gêmeos como sempre receberam puxões de orelha por ainda estarem com as Gemialidades em posse e tentou segurar o riso a ver a tia conjurar os itens.
- ! Quer que eu veja o seu material? - Molly disse quando chegou perto da menina. - Vou comprar o dos meninos e posso comprar o que falta para você.
- Eu adoraria, tia, mas será que a copa vai demorar tanto assim? - perguntou.
- Às vezes chega a demorar dias, querida.
- Uma vez a partida demorou uma semana. - Fred disse para .
- Sério?
- Sim.
- Nossa! Dessa eu não sabia. - disse Harry, surpreso de verdade.
- Vamos, pessoal, ainda temos que andar um bom pedaço. - Arthur disse enquanto checava seu relógio de bolso.
- Vamos a pé para a Copa Mundial? - Harry perguntou.
- Não, a copa vai ser a quilômetros daqui. Só vamos andar até a chave de portal. - o Sr. Weasley o respondeu, sorrindo.
- É um evento grande, Harry, não podemos chamar atenção dos trouxas. - Hermione continuou, recebendo um revirar de olhos vindo de Rony. observou aquela cena com atenção e cutucou Gina ao seu lado que segurou o riso.
Todos começaram a seguir o senhor Weasley floresta adentro enquanto deixavam Molly para trás que acenava. Com os braços enlaçados no da prima, tentava prestar atenção em todas as coisas que Fred e George falavam ao mesmo tempo. Eles contavam curiosidades sobre a Copa Mundial e sobre como ela iria se divertir em Hogwarts. Todos prestavam atenção nas argumentações dos gêmeos sobre qual casa deveria ser selecionada, mas é claro que eles tinham uma preferida.
- , você tem que ser da Grifinória. - disse Fred de forma exagerada, fazendo Gina revirar os olhos e segurar o riso.
- Por quê? - ela perguntou com uma leve pontada de curiosidade na voz. Em Castelobruxo não existia essa rivalidade sobre as casas que eles sempre se referiam.
- Porque é a melhor casa, oras. - George disse continuando com as afirmações do irmão.
Todos tinham um argumento para mandá-la para Grifinória.
- A vai se sair bem em qualquer casa. - Sr. Weasley se manifestou pela primeira vez, arrancando caretas dos gêmeos e risada das meninas.
- Menos Sonserina, . - Rony arriscou dizer depois.

Arthur chamou atenção dos jovens para que andassem um pouco mais depressa enquanto checava o seu relógio mais uma vez. Eles andaram por alguns minutos por entre as árvores em meio a conversas. Como todos estavam de acordo que poderia ir para qualquer casa de Hogwarts, menos a Sonserina. O assunto passou para os jogos da Copa que Harry tinha perdido estando na casa dos Dursley. O bom humor e a tranquilidade pairavam a caminhada, então um pouco mais a frente estava e Hermione que conversavam sobre suas matérias preferidas e sobre as matérias que teriam aquele ano.
- Quais as suas matérias preferidas, ? - Hermione perguntou. - Eu li uma vez que os estudantes de Castelobruxo são muito bons em Herbologia e Magizoologia. - ela continuou.
- Magi… o quê? - Rony olhou para Hermione confuso, tentando acompanhar a conversa das duas.
- Magizoologia nada mais é do que o estudo das criaturas mágicas. O bruxo que atua nesse campo pode ser chamado também de naturalista.
- Isso mesmo. Eu gosto muito dessas duas, mas a minha preferida é Runas antigas. - piscou para Hermione e elas continuaram o assunto enquanto andavam em direção a um morro, sendo guiadas por Arthur logo à frente.
- Você é boa nessa matéria, ? Essa que Hermione disse. - Rony perguntou, fazendo Hermione prestar atenção nele.
- Estou sem acreditar que você consiga pensar em um assunto que não seja quadribol. - Hermione disse a Rony. tentou disfarçar o seu divertimento com a cara contrariada do primo com a fala da menina.
- Sim, Rony, mas não sou tão boa quanto alguns alunos que escolheram se especializar e aprender sobre as subcategorias também.
- Isso é muito para minha cabeça, nem me esforçando eu consigo acompanhar. - Rony disse fazendo as garotas gargalharem da sua piada sobre si mesmo. No fundo as duas sabiam que ele não parava de subestimar-se. O garoto seguiu para o lado de Harry que conversava com os gêmeos e Gina enlaçou os braços no de e Hermione começando a participar ainda da conversa anterior. Alguns minutos depois um grito cortou as conversas.
- Amos! Meu querido amigo. - escutaram a voz de Arthur Weasley.
Todos pararam enquanto observavam Arthur ir em direção a um homem um pouco mais baixo do que ele, que estava acompanhado de um jovem rapaz conhecido por quase todos ali por também estudar em Hogwarts.
- Meninos! Este é Amos Diggory, ele trabalha comigo no ministério. - o Sr. Weasley apresentou o homem.
Eles se cumprimentaram com um firme aperto de mãos enquanto se mostravam sorridentes e empolgados. Amos apresentou o jovem rapaz que o acompanhava a Arthur e observou o garoto um pouco mais velho até do que os gêmeos apertar a mão do tio.
- Este rapaz quase maior do que eu deve ser Cedrico. - Arthur continuou, sorridente. Enquanto os outros iam ao seu encontro.
- Creio que você já conhece todos do meu grupo, Amos. - ele continuou.
- Acho que alguns. São todos seus?
- Ah não, somente os ruivos. Hermione e Harry são amigos de Rony. - Arthur apontou para os dois que acenaram um pouco sem graça.
- Tem a também. - um dos gêmeos disse, apontando para a ruiva mais velha próxima às meninas.
Ao passo que todos viraram na direção de e Arthur se dava conta de um modo engraçado que tinha esquecido da menina; Cedrico a analisava dos pés à cabeça enquanto segurava o riso com a careta que ela tentava disfarçar. A cor das bochechas da menina mudaram instantaneamente ficando quase que da cor de seu cabelo.
- Como pode perceber, nem todos os ruivos são meus. - Arthur disse arrancando um sorriso da sobrinha. - Lembra-se do Esmo? A é a filha dele.
- Claro! Como eu poderia não lembrar dele? Trabalhamos juntos antes da mudança. - Amos disse.
- A última vez que você a viu ela era um bebê. Agora ela já está quase se formando. - Sr. Weasley disse com o peito estufado de orgulho.
- O meu Ced também. Ele é o melhor aluno do seu ano e ainda arrisco dizer que de Hogwarts. - o homem continuou a falar, deixando o filho envergonhado. sorriu na direção de Cedrico e seus olhos se cruzaram estabelecendo uma comunicação silenciosa.
- Como está seu pai, querida? - o Sr. Diggory perguntou a menina, despertando os dois daquele breve transe.
- Ele está bem. Não pôde estar aqui, então continua no Brasil.
- Espero que você aproveite seu período aqui; sinta-se à vontade para nos visitar sempre que quiser.
- Obrigada, Sr. Diggory.
- Lana ficará muito feliz em ver o quão crescida e bonita você está. - Amos disse olhando de para Cedrico, notando uma sutil troca de olhares.
- Agora, sigam-me todos! Ced e eu encontramos a chave. Está um pouco a frente. - ele continuou.

Todos seguiram o Sr. Diggory em direção a chave de portal que ele tinha apontado estar mais à frente. Entre algumas passadas rápidas da caminhada até concluir a subida ao morro, pegou Cedrico a encarando algumas vezes, como se fosse difícil demais não desviar o olhar. Ela o encarou de volta com a mesma curiosidade e retribuiu o sorriso que ele direcionou a ela chamando atenção das meninas ao seu lado que a encheram com cutucadas. O rapaz quebrou o contato a contragosto quando Amos e Arthur o incluíram na conversa que se seguia. Aos poucos todos pararam ao redor de uma bota velha e alguns aproveitaram para recuperar o fôlego.
- Aqui! Todos aqui. - Arthur disse chamando a atenção de todos para o par solitário de uma bota bastante surrada. - Encontrem um lugar confortável ao redor da bota e o toque ou segure. Vou iniciar a contagem. - ele continuou fazendo uma contagem mental para se certificar de que todos estavam ali. Gina puxou para seu lado e as duas se olharam empolgadas. Assim que todos estavam tocando a bota, Arthur fez a contagem que dissera e uma sensação agonizante de que um gancho estava sendo puxado por dentro dos seus umbigos os atingiu. Seus pés deixaram o chão e todos avançaram vertiginosamente em meio ao uivo do vento. Do mesmo modo que lhes ocorreu após a contagem do Sr. Weasley - de repente. A sensação de despencar sobre o ar os atingiu e a agonia de antes cessou assim que eles sentiram o chão. não conseguia lembrar da última vez que tinha sentido algo assim. Normalmente viajava pela rede de flu ou de avião - um tipo de transporte trouxa. A chave despencou perto de Harry enquanto o menino tentava se desvincular de Rony. fez o mesmo com Gina e quando estava prestes a levantar notou uma mão na sua frente.
- Obrigada, Cedrico.- ela disse aceitando a mão estendida do rapaz. Ele acenou com a cabeça e se pegou paralisada observando o quão bem ele estava mesmo com o que seguiu ao tocarem a chave.
- Não precisa agradecer. - ele disse cordialmente e saiu em direção ao seu pai.
Um pouco à frente, se encontrava dois homens com roupas surradas e um deles anunciou a chegada deles.



Capítulo Dois

A COPA MUNDIAL DE QUADRIBOL


O Sr. Weasley estava mais do que satisfeito por ter todas as crianças reunidas com ele naquele evento e não poderia evitar ficar mais nostálgico do que quando observava os seus filhos e sua sobrinha. Tê-la por perto fazia com que o homem lembrasse da infância com seu irmão Esmo e de seus momentos antes da mudança para outro continente. Arthur sabia que o seu irmão estava feliz daquele jeito e a maior prova disso era a forma com que criou ; com muito amor e carinho. O homem passou os olhos por toda a barraca e encontrou os gêmeos conversando na cozinha sobre o jogo que aconteceria a noite e bons pontos para se apostar com alguém. O trio de ouro tinha saído para apanhar água e as duas ruivas estavam sentadas entre as almofadas em outro canto gargalhando de alguma coisa dita entre elas. Olhou o seu relógio de bolso e estava prestes a sair quando notou as meninas que antes estavam afastadas, vindo em sua direção.
- Tio! - o chamou. - Aconteceu algo? O senhor parece pensativo. - a menina explicou.
- Estava viajando por aí. - Gina disse, fazendo o homem rir.
- Tem razão. Estava viajando por aí, pensando em como é bom ter a com a gente. - Arthur abraçou a sobrinha pelos ombros, fazendo as duas meninas sorrirem.
- Papai está um pouco sentimental. - Gina disse novamente e o Sr. Weasley bagunçou o seu cabelo.
- Por que vocês duas não saem um pouco? Ainda falta muito para o jogo.
- É uma boa ideia. - disse.
- Gina, querida, é bom a conhecer algumas pessoas antes de chegar a Hogwarts.
- Pode deixar! - a ruiva deu uns pulinhos empolgados.
- O senhor vai ficar bem sozinho? - perguntou um pouco preocupada.
- Estou com os gêmeos. - ele disse e negou com a cabeça quando olhou para Gina e o olhar dela dizia que era o mesmo que nada. - Sim, querida. Podem ir e cuidado para não passar o horário do almoço.
As duas se despediram do Sr. Weasley e seguiram para fora. nunca tinha conseguido ir a uma copa mundial e estar ali com parte da sua família, era tudo que ela mais desejava. A menina seguiu a prima por entre as barracas e observou com atenção cada família que ali festejava. Alguns mais discretos, contudo, a maioria era exagerada e totalmente louca; levavam a torcida muito a sério. Ela sentiu Gina puxar seu braço para que andassem mais rápido e não se perdessem uma da outra, até que mais a frente tropeçou e acabou trombando com alguém um pouco mais alto do que ela. No instante em que levantou os olhos, deu de cara com Cedrico Diggory, o rapaz de mais cedo. Eles se encararam como antes; de modo intenso, estabelecendo uma comunicação imediata e silenciosa. Os dois se sentiam numa bolha quando estavam perto um do outro e isso era tão estranho, eles tinham acabado de se conhecer, mas poderiam ficar ali se encarando o dia todo.
- Nos desculpe. Estávamos meio que correndo. - Gina disse, despertando os dois e entrando no campo de visão do rapaz.
- Não tem problema, eu estava andando distraído. - Cedrico disse cortando o contato com para olhar a outra menina.
- Vamos encontrar alguns amigos de Gina. - disse tendo a atenção do rapaz outra vez.
- Estou indo encontrar alguns amigos também. - Cedrico disse, olhando de modo fixo para ela.
- Então nos vemos a qualquer hora. - Gina disse e puxou para longe dali, enquanto Ced ainda parado no mesmo lugar tentava entender o que aconteceu. Ele não acreditava que tinha ficado travado.
Gina continuou puxando a mais velha para longe e ela tentava acompanhar seus passos.
- Calma! - parou bruscamente. - Por que está tão apressada?
- Estou tentando te salvar. - Gina disse simplesmente.
- Salvar de quê?
- De fazer papel de bobona. Você ficou encarando o Cedrico quase de boca aberta.
- Eu não fiz isso. - rebateu.
- Claro que fez e ele também, mas eu sou sua prima e tenho que te dar uma moral. - Gina puxou o braço da prima e continuou andando.
- Tadinho do Cedrico, o deixamos sem entender nada.
- Melhor assim! Vocês terão tempo em Hogwarts.
- Tempo para...?
- Tempo para se conhecer, é claro. - Gina sorriu travessa.
Um pouco mais adiante elas encontraram um grupo de meninas mais ou menos da idade da mais nova. A maioria era da grifinória, a casa de Gina e estavam em barracas próximas com as suas famílias. Quando Gina disse que era sua prima e que estudava na escola de magia em outro continente, milhares de perguntas choveram em sua direção e a mais velha respondeu cada uma de bom grado. Depois do papo ter sido colocado em dia e ter sido aceita pelas grifinórias e por Dino e Simas que passavam por ali e puxaram assunto também, elas decidiram voltar para a barraca dos Weasley.
As meninas avistaram todos sentados ao redor de uma fogueira já pronta na frente da barraca. Estavam servindo entre si salsichas com ovos. notou os seus primos mais velhos Gui e Carlinhos conversando com o seu tio Arthur enquanto os gêmeos se ocupavam em perturbar Percy. Harry e Rony estavam conversando em outro canto possivelmente sobre Viktor Krum a nova fixação de Rony no quadribol. Quando as meninas chegaram mais perto, foram notadas por Hermione.
-Vocês demoraram uma eternidade. Até os meninos chegaram primeiro. -Hermione disse para as duas. A amiga já tinha separado salsicha com ovos para elas também.
- Obrigada, Mione. - As ruivas disseram juntas.
- Encontramos alguns conhecidos de Gina. Conheci várias pessoas da grifinória, eles foram bem receptivos.
- A encontrou o Cedrico.
- Já estão amiguinhos? - Hermione cutucou a mais velha e Gina riu da reação dela. tinha ficado corada.
- Acho que ele não quer só amizade, Mione. - Gina disse a fim de deixar a prima mais sem jeito.
- Acho que Harry também não quer só amizade, não é, Gina? - continuou a comer e segurou a risada com a careta que a prima fez.
- Golpe baixo! - Hermione provocou Gina.
- Sério, Granger? Aposto que o Rony vai adorar saber que você está gostando dele.
- Você está gostando do Ron? - perguntou um tanto surpresa. - Eu pensei que estava vendo coisas.
- Não estava. Ela gosta dele, mas ele é muito lerdo para perceber. - Gina explicou para a prima.
- Garotos são todos uns lerdos. - concordou com ela.
- Menos o Cedrico. - Hermione tentou voltar a conversa para
- Aceita minha mão para levantar? Eu sou muito cavalheiro. -Gina engrossou a voz numa tentativa de imitar o rapaz.
As três romperam em gargalhadas altas chamando a atenção de todos.
- Do que vocês estão falando? - Carlinhos se aproximou das meninas e elas encerraram o assunto.
- Carlinhos, meu primo maravilhoso, quanto tempo! Não estamos falando nada demais. - se levantou com o prato ainda em mãos e abraçou o rapaz pela cintura, enquanto as meninas tentavam segurar o riso. - Pode voltar para lá com o tio.
- Nem tenta mudar de assunto, , eu sei que vocês estão falando sobre garotos. - Gui disse de repente ao lado de Carlinhos.
- Nossa, Gui! Que susto. - levou a mão livre ao peito.
- Vocês dois estão muito fofoqueiros. - Gina disse.
O papo se estendeu até que Ludo Bagman apareceu. Todos já tinham terminado suas refeições e o Sr. Weasley conversava com o homem recém chegado. Os dois estavam bem empolgados e Sr. Weasley agradeceu mais uma vez pelas entradas para jogo. Ludo era bem extrovertido e tratou de incluir todos em sua conversa com Arthur depois que ela deixou de ser sobre o ministério. Ele apostou com os gêmeos sobre o placar do jogo e perguntou a como estava seu pai, já que uma copa mundial exigia muito do setor que ele trabalhava.
Um tempinho depois o Sr. Crouch apareceu e Percy não perdeu tempo em bajulá-lo e então o homem também chamou Arthur para conversar. Era algo sobre o evento que aconteceria em Hogwarts, coisa que já sabia por conta de seus pais que trabalhavam no ministério e era também um dos motivos de a menina querer tanto o intercâmbio aquele ano.
Uma atmosfera de excitação e ansiedade se espalhou pelo acampamento todo ao passo que a tarde avançava. Quando a noite chegou, os últimos vestígios de fingimento desapareceram e o ministério parou de combater os indisfarçáveis sinais de magia que irrompiam por toda parte. As pessoas pareciam ainda mais despreocupadas, o jogo aconteceria em instantes. Ambulantes aparatavam de um lado a outro com bandejas e mercadorias diversas para torcer pelos dois países. Os meninos estavam muito animados, mas ninguém se comparava a Rony, que só falava sobre o apanhador da Bulgária. puxou Gina até um vendedor e comprou quase tudo do carrinho. A prima ficou de boca aberta, mas não disse nada; estava adorando ser mimada pela ruiva mais velha.
No final de tudo tinha comprado uma echarpe búlgara para ela mesma, chapéus verdes enfeitados com trevos para Gina, Fred e George, uma bandeira da Irlanda e miniaturas de Firebolts para todos. O Sr Weasley não queria deixar que a menina pagasse nada daquilo, mas ela insistiu tanto; quase não gastava o dinheiro que ganhava dos pais - ela sempre estava visitando algum país com eles ou estava em Castelobruxo. Chegando à barraca dos Weasley, ela entregou os chapéus aos gêmeos que ficaram muito agradecidos, a prometendo discretamente para que o pai não escutasse - desconto sobre as Gemialidades Weasley. conseguia imaginar Molly os repreendendo outra vez, mas aceitou o tal desconto os avisando que a tia estava de olho neles.
Todos já estavam arrumados e preparados para torcer muito, e então, eles ouviram um gongo, grave e ensurdecedor bater em algum lugar por ali. Lanternas verdes e vermelhas se acenderam entre as árvores e iluminaram o caminho até o campo.
- Está na hora! - exclamou o Sr. Weasley. Ele estava tão animado quanto a turma que o acompanhava. - Andem logo, vamos! - ele continuou.
Eles seguiram as luzes coloridas por entre as árvores para atravessar a floresta. As pessoas ao redor estavam tão animadas que era contagiante; a travessia havia se tornado algo totalmente surreal. A mistura de milhares de pessoas não poderia ser mais excitante e contagiante. O Sr. Weasley estava mais à frente guiando o grupo que se dividiu de maneira aleatória. Percy estava ao seu lado e não parava de falar no Sr. Crouch, logo atrás estava Gina e os gêmeos sendo seguidos por Harry, Rony e Hermione. caminhava por último com Gui e Carlinhos conversando sobre a vida deles, já que fazia muito tempo desde que a visita dos três coincidia.
- Está empolgada para chegar em Hogwarts? - Carlinhos perguntou a menina.
- Sim, muito. Eu esperei tanto por isso que nem consigo acreditar. - o respondeu, batendo palminhas.
- Estou feliz que tudo tenha dado certo. Lembro da época que eu tentei fazer intercâmbio. - Gui disse, abraçando a prima de lado. - Queria que o tio Esmo fosse o representante no Brazil quando eu tentei ir.
- Sinto muito, Gui. Foi realmente triste você não conseguir, se papai estivesse lá teria dado certo com certeza. - concordou.
- Vocês estavam nos Estados Unidos, não? - ele perguntou.
- Sim.
- Pelo menos você pegou o melhor ano. - Carlinhos disse, sorridente. - Vários eventos, , estou empolgado por você. - ele continuou.
- Não precisa fazer suspense, gente, eu sei o que vai rolar em Hogwarts. - a menina riu da cara de indignação dos dois.
- Quem te contou? Papai ou tio Esmo? - Gui perguntou.
- Os dois.
- Os gêmeos vão pirar quando descobrirem que você sabia desde o início. - Carlinhos disse enquanto tentava conter o riso, mas só de imaginar Fred e George fazendo drama, ele não conseguia se conter.
- Eu não vou dizer que eu já sabia.
- Mas que graça isso teria? - Gui bagunçou o cabelo da prima sendo seguido por Carlinhos que começou a fazer cócegas nela.
- Vocês são uns covardes. - ela gritou sem conseguir parar de rir.
- Agora um assunto sério. - Gui parou a brincadeira e olhou para . Carlinhos também a encarava e esperava o irmão prosseguir.
- O Diggory, emm? - Gui piscou para como se já soubesse de muita coisa.
- Até vocês?
- Ele parece ser gente boa, lembro um pouco dele. - Carlinhos sorriu para a menina que parecia um pouco sem graça. Mas eles se davam tão bem apesar da diferença de idade que ela não tardou em admitir.
- Eu até que acho ele bonitinho.
- Bonitinho? Coitado, como você diz isso? - Gui fingiu uma expressão de incredulidade e os outros riram.
- Vocês são péssimos. Já disse isso?
continuou o caminho de braços dados com os primos, enquanto se provocavam e tiravam risadas uns dos outros. Ela achava que as coisas não poderiam ficar melhores, e então viu Cedrico de longe com o seu pai e ele acenou para ela. Ele estava muito fofo, parecia estar corado e um sorriso tímido desenhava seus lábios.
Arthur estava esperando os três para assim entrar. A ruiva seguiu com Gui e Carlinhos ainda ao seu lado até o camarote de honra. Chegando o mais alto possível, encontraram os seus lugares entre duas balizas de ouro. Gina tinha guardado um lugar para , que se sentou ao lado da menina e ao lado de Rony. Eles não paravam de falar um só minuto e se manter em somente uma conversa era uma tarefa quase impossível. A empolgação era tanta que a maioria nem deu bola as provocações de Draco Malfoy e seu pai.
Algum tempo depois Ludo Bagman apareceu e fez as honras. As mascotes entraram em campo primeiro e depois os jogadores. Com o barulho que as cem mil pessoas faziam era impossível não acompanhar e fazer também. Com o cachecol da Bulgária e um chapéu verde, vibrava a cada passe feito e jogadores perto demais dos aros. Depois de muitas emoções e algumas faltas, todos se juntaram ali mesmo na arquibancada para comemorar a vitória da Irlanda. Krum tinha pego o pomo, mas não adiantou muito, por dez pontos o time adversário tinha ganhado.
O caminho de volta teve mais algazarra do que no da ida. estava colada com Gina e Hermione que conversavam sobre os melhores momentos do jogo. Aos poucos as garotas foram se silenciando e aumentavam os passos para chegar logo à barraca. Rony não parava de falar sobre Krum e quão bom ele tinha sido, de longe o melhor jogador da partida. Os gêmeos comemoravam o dinheiro recuperado e o Sr. Weasley observava a cena como se quisesse eternizar aquele momento.
Quando eles chegaram na frente das barracas se despediram e entraram para enfim descansar. As meninas não demoraram muito em pegar no sono, mas algumas horas depois foram acordadas por Hermione que estava pálida e tremia um pouco. As três apanharam seus agasalhos e seguiram para a outra barraca na qual quase todos já estavam prontos para sair dali. O Sr. Weasley passava os olhos ao redor em total alerta e contava as crianças. Quando Gui, Carlinhos e Percy se juntaram a eles, Arthur começou a designar para onde cada um iria. No final das contas ele seguiu com os três mais velhos em direção aos baderneiros para ajudar o ministério e mandou que os outros fossem para a floresta. Aparentemente eram seguidores do lord das trevas ou bruxos loucos o suficiente para insinuar isso.
Eles correram por entre as árvores como se as vidas deles dependessem daquilo, mas acabaram se separando e Harry, Rony e Hermione seguiram por outro caminho. Era agonizante pensar no que estava acontecendo, não conseguia raciocinar com todo aquele pânico, a garota só estava conseguindo se mover, porque Fred a puxava pelo braço. Todos pararam de repente quando visualizaram o sinal de Você Sabe Quem no céu.



Capítulo Três

HOGWARTS

Quando chegaram da copa mundial, foram recebidos por uma Sra. Weasley muito preocupada. Ela os esperava na porta de casa e estava mais pálida do que o normal. A mulher questionava ao marido o que de fato tinha acontecido, ao passo que ia abraçando uma a uma as crianças. Todos ainda tentavam assimilar o que tinha acontecido e buscavam respostas para aquele evento. O Lord das Trevas estava de volta? As pessoas encapuzadas eram realmente seus seguidores?
Alguns dias se passaram e Arthur mesmo de férias, estava indo ao ministério, ele se sentia responsável por uma das matérias publicadas no profeta diário. Do mesmo modo, Percy acompanhava o pai até o trabalho e quando voltava, a sua carga de bajulação ao Sr. Crouch vinha renovada.
Agosto estava chegando ao fim e todos procuraram uma maneira de se ocupar na Toca. Vez ou outra se reuniam para jogar quadribol no pomar e para tinha sido uma das coisas favoritas antes de chegar a Hogwarts, ali com todos os seus primos e novos amigos, jogando e se divertindo; se sentia a pessoa mais sortuda de todas. Ela era uma ótima artilheira e seu espírito competitivo não passou despercebido por Harry Potter que a encarava admirado a cada passe para Gina. Quando a menina jogou contra Rony, o deixou muito furioso, pois roubava a goles com muita facilidade. Gui e Carlinhos se divertiam com as discussões dos mais novos e se revezavam entre os times a fim de deixar tudo equilibrado, mas o maior desafio era separar os gêmeos, que mesmo em times distintos faziam de tudo para jogar juntos. Hermione Granger assistia os jogos, mas a maioria das vezes se distraía lendo um livro ou ajudando a Sra. Weasley com algo que a menina fazia questão de inventar que a mulher precisava de ajuda.
Às vésperas de retornar a Hogwarts mandou uma coruja para os pais, depois de sua mãe lhe mandar um berrador super preocupada avisando que eles estariam no Reino Unido em meados de setembro. A noite, todos estavam reunidos na sala, ocupados demais nas suas próprias coisas para se preocupar com a chuva forte que caía lá fora. A Sra. Weasley distribuiu o material que comprou para cada um no beco diagonal e aproveitou para ir se despedindo. Um momento depois acabando com qualquer resquício de tranquilidade, iniciou-se uma discussão acalorada entre Percy e Hermione ainda sobre a copa mundial de quadribol, e todos acabaram tendo que ir aos seus quartos mais cedo. Tirando o trio e a Sra.Weasley, todos estavam meio perdidos sobre o que os dois discutiam, então preferiram ficar de fora. As meninas seguiram para o quarto de Gina e alguns minutos depois com todas terminando de arrumar o malão em silêncio, Molly Weasley adentrou o cômodo.
- Precisam de algo? - a mulher perguntou docemente.
- Obrigada, Sra. Weasley. Está tudo certo. - Hermione a agradeceu negando com a cabeça e as duas ruivas fizeram o mesmo.
- ! Está tudo certo com os seus materiais? Conferiu o uniforme? - Sra. Weasley perguntou a ruiva mais velha enquanto se aproximava e sentava entre elas.
- Está sim, tia. Acabei de guardar.
- Hermione, querida, coloquei um pouco mais de dinheiro bruxo na sua bolsa, para comprar a roupa a rigor. - disse a Sra. Weasley sorrindo para a menina. - Não sabia como você queria o seu vestido…
- Muito Obrigada, Sra. Weasley, mas que evento é esse afinal?
- Você descobrirá amanhã, querida. - disse Molly.
-Eu também vou levar roupa a rigor? - Gina perguntou e a Sra. Weasley, que olhou para sem saber como explicar a menina que aquilo não era para o seu ano. Então a sua sobrinha tomou a frente da explicação.
- Eu vou comprar com você Gina, será meu presente de Natal. - sorriu na direção da menina e a tia respirou aliviada.
- Obrigada, , mal posso esperar. - Gina a abraçou empolgada.
- Você pode ir comigo também, ? - Hermione perguntou.
- Claro que sim, Mione.
- Podemos ir todas juntas. o que acham? - Gina disse ainda mais empolgada dando pulinhos e batendo palmas.
- Não posso negar que estou ansiosa para escutar os relatos de vocês, mas já está muito tarde. - Molly disse enquanto se dirigia a porta.
- Entendemos o recado, mamãe. Boa noite. - a menina levantou de sua cama, onde estava sentada e abraçou a mulher calorosamente. Quando Gina se distanciou de Molly foi a vez de e Hermione se despedirem e agradecer mais uma vez. As três meninas conversaram mais um pouco depois que Molly as deixou, mas não demorou muito até que pegassem no sono.
Na manhã seguinte, foi a primeira a acordar, vestindo-se confortavelmente e se agasalhando devidamente, por causa da chuva forte que ainda caía do lado de fora. Ela saiu do quarto depois de pronta e deu de cara com sua tia que estava prestes a entrar no cômodo para acordá-las.
- Bom dia, tia! - ela abraçou a Sra.Weasley e lhe deu um beijo na bochecha.
- Bom dia, querida. Dormiu bem?
- Maravilhosamente. Mesmo não tendo pegado no sono de imediato.
- Imagino que esteja ansiosa. Esse ano terá muitas novidades. - Molly a olhou com carinho.
A mulher sabia o quanto queria ir para Hogwarts e o quanto desejava viver todas as aventuras que seus primos lhe contavam. A menina gostava muito da escola de magia que frequentava na América do Sul, mas nada se comparava a curiosidade de estudar na mais famosa de todas.
- Sim! E estou feliz, muito feliz por todos esses dias com vocês e mais ainda por estar prestes a realizar um sonho.
- Tenho certeza de que será mais do que perfeito, querida. - a Sra. Weasley disse sorrindo para a sobrinha. -Vou chamar as meninas. Por que não adianta seu café da manhã? Será uma agonia quando o restante dos meninos acordarem
seguiu o conselho da tia e rumou para a cozinha, onde encontrou seu tio Arthur. Ele andava de um lado para outro, procurando por algo desesperado.
- O que houve, tio? - perguntou assim que ele percebeu a sua presença ali.
- Estou procurando pergaminho e pena, mas não acho em nenhum lugar e ainda tenho que trocar de roupa e tenho que… - o homem falava rapidamente atropelando as palavras.
- Pode ir se trocar, eu procuro o que o senhor precisa. - ela disse disposta. O homem assentiu com a cabeça e saiu do cômodo. começou a procurar e então tomou um susto quando um Amos Diggory com a cabeça em meio às chamas a cumprimentou. Ela o reconheceu de imediato lembrando de quem ele era pai. Sorriu em sua direção e brincou sobre o susto que tinha levado.
- Perdoe-me pelo mal jeito. As vezes nem parece que cresci com magia ao meu redor.
- Não se preocupe, querida. Estava precisando de um pouco de humor nesta manhã.
- Problemas no ministério logo cedo?
- Digamos que sim, e só Arthur pode resolver este. - o homem disse, suspirando cansado.
Depois de uma breve conversa com Sr. Diggory, o seu tio retornou à cozinha acompanhado de sua tia e dos gêmeos. Ela entregou ao homem ainda apressado o pergaminho, tinteiro e a pena. Molly serviu Amos com torradas e a ajudou com o restante do café da manhã, enquanto ria de alguma piada dos primos ali presentes. Aos poucos os outros foram ocupando a mesa e o Sr. Weasley se despediu, ele iria atrás de Olho tonto Moody, um bruxo que conhecia bem, devido várias histórias por parte de seus pais. O velho Auror estava com alguns probleminhas, que segundo os seus primos mais velhos era por conta da idade.
Percy saiu logo depois que Arthur, diretamente para o ministério fazendo todo o seu discurso que ninguém de fato prestava atenção. Um pouco mais tarde, todos já estavam prontos para ir à estação de Londres. Gui e Carlinhos tinham se oferecido para os acompanhar até lá e de tempos em tempos soltavam algo sobre o evento que aconteceria em Hogwarts, deixando todos curiosos. Depois de uma viagem turbulenta com táxis trouxas e uma chuva muito forte que mais parecia uma tempestade, eles chegaram a King’s Cross. Era a primeira vez de ali com propósito bruxo e ela ficou mais do que abobalhada quando teve que atravessar uma pilastra e a mesma se materializou lhe dando uma visão incrível do Expresso de Hogwarts. Seus primos a enchiam com brincadeiras por conta de suas expressões faciais nada discretas e perguntavam se ela nunca tinha visto magia. "Tenho todo direito de ficar abobalhada" ela repetia para eles. Todos começaram a se despedir e os meninos entraram um pouco aborrecidos no trem. Gui, Carlinhos e até mesmo a Sra. Weasley brincavam mais uma vez com a curiosidade deles.
- Vocês não prestam. - disse enquanto ria junto com eles depois de todos terem embarcado.
- Você só está tranquila, porque já sabe. - Gui disse, a puxando para um abraço. - Um ótimo ano letivo, . - ele bagunçou os cabelos ruivos da prima.
- Acho que ainda vamos nos ver esse ano, mas também te desejo um ótimo ano letivo, pirralha. - Carlinhos a abraçou em seguida.
- Pirralha? Olha quem fala. - ela retribuiu o abraço dele e sorriu para os dois ruivos.
- Já chega, agora a minha vez. - A Sra. Weasley disse enquanto puxava a menina para um abraço.
- Tia! Eu já lhe agradeci, mas acho que não seja o suficiente. Obrigada por tudo desde quando cheguei, sempre me fazendo sentir muito amada. - disse abraçando ainda mais apertado a Sra. Weasley e a mulher fungou. Parecia que iria chorar a qualquer momento. Ela gostava muito quando a garota ficava com eles; fosse por alguns dias ou por um período, como nas férias.
- Aproveite, querida, e lembre-se que todos nós te amamos.
Depois que se despediu da tia e dos primos, embarcou no Expresso. Parecia que todos os lugares já tinham sido ocupados, até que ela escutou uma voz a chamando.
- Está perdida? Guardei um lugar para você na minha cabine. - Gina disse assim que chegou perto o bastante. - Pensei que iria querer voltar para casa. Ficou uma eternidade lá fora.
- Claro que não, sua bobinha. Você sabe que eu sou sentimental. Isso tudo ainda é bem surreal para mim. - disse.
Elas seguiram pelo corredor até uma cabine que ao contrário do que achou que iria encontrar, já estava ocupada por uma garota.
- , essa é Luna Lovegood, ela é do mesmo ano que eu. - Gina apontou para a menina loira sentada perto da Janela.
- Prazer em te conhecer, Luna, você também é da Grifinória? - se aproximou da menina e a abraçou. De fato a Weasley mais velha era muito calorosa e animada. Luna sorriu para ela e retribuiu.
- Sou da Corvinal. É uma outra casa. - ela disse simplesmente. - Estava ansiosa para te conhecer, .
- Eu fico muito feliz em saber disso. - sorriu e finalmente se acomodou no assento. - Ainda não sei muito sobre as casas de Hogwarts, mas já sei que terei boas companhias se for para Corvinal.
Gina se sentou ao lado de Luna e as três começaram a conversar sobre vários assuntos, desde a copa mundial de quadribol e seu fatídico acontecimento, até alguns fatos sobre Castelobruxo. A maioria dos alunos tinha muita curiosidade sobre outras escolas de magia e tinha prazer em explicar e sanar as dúvidas de todos, principalmente da menina sentada com elas, porque do mesmo modo que todos, também tinha muita curiosidade sobre Hogwarts. Com o passar do tempo e a tarde se estendendo, resolveu explorar um pouco. Disse as meninas que queria ver como estavam os gêmeos e dar um oi para Hermione. Ela saiu da cabine e com as instruções precisas de Gina encontrou a cabine de Fred e George. Eles não estavam sozinhos e ficou ainda mais animada com o contato que teria com outros estudantes.
- ! Que honra te ter aqui na nossa cabine. - Fred a cumprimentou assim que viu sua cabeleira ruiva.
- Olá, bela senhorita. - Lino Jordan, um dos meninos que estava ali, levantou e cumprimentou com um beijo na mão. Ela deu risada da tentativa do menino de ser galante. E o cumprimentou também.
- Deixa disso cara, já disse que a não é pro seu bico. - George deu um tapinha na cabeça do menino que protestou.
- Ela é nossa prima! - Fred bradou, dando um tapinha no menino também.
-Parem de se aproveitar. - Lino disso, desviando de mais um tapa.
- Só passei para ver como vocês estavam. - a ruiva disse, sorridente. - Ainda não consigo acreditar.
- Espere para ver o castelo, , você vai amar. - George disse, contagiado com a empolgação da prima.
- Espero não ir para a enfermaria logo no primeiro dia por ter ficado tão empolgada. - ela disse para George.
Depois de um tempo de conversa com os gêmeos e seu amigo, reparou em um rapaz ao canto compenetrado nas suas anotações.
- Acho que vocês esqueceram de me apresentar o outro amigo. - apontou sutilmente com a cabeça.
- Esse é o Vincent, nosso novo patrocinador - Fred disse com um sorrisinho.
- Ele anda no mundo da lua ultimamente, acho que alguma garota quebrou o coraçãozinho dele nas férias. - ﹰGeorge não deixou de observar.
- Ei! Não precisa ficar espalhando essas coisas, alguém pode realmente acreditar. - Vincent bravejou, ao passo que fechava a agenda e olhava finalmente para todos na cabine. Ele tentou disfarçar a expressão surpresa e as bochechas coradas quando viu a ruiva, mas aquilo não passou despercebido pelos gêmeos. - Não leve a sério o que eles dizem, por favor. - o rapaz dirigiu a palavra a e estendeu uma mão para cumprimentá-la.
- Eu não seria nada sensata se o fizesse. - ela disse e apertou a mão dele, sustentando o mesmo sorriso de antes nos lábios.
Com as devidas apresentações e agora conhecendo outro corvino, ela se despediu deles depois de mais algumas palavras e alguns conselhos sobre as gemialidades, já que os primos estavam reconstruindo o projeto. Quando saiu da cabine dos meninos, se sentiu ainda mais leve; tinham dado boas risadas.
Seguindo distraída para a cabine do trio, ela nem notou quando finalmente chegou, dando de cara com um garoto de cabelos platinados acompanhando de outros dois. Os meninos saiam da cabine praguejando vários xingamentos e então soube que aquele era o Malfoy.
Assim que entrou na cabine em que estava Harry, Rony e Hermione, ela notou que eles tentavam acalmar o ruivo.
- , que susto! Você entrou do nada. - Hermione foi a primeira a falar com ela.
- Aconteceu algo? - a menina perguntou, notando as caras emburradas.
- Não. Não aconteceu nada. Só o Malfoy sendo o Malfoy. - Rony disse a ela.
- Eu estava andando por aí e decidi dar um oi. - disse entrando na cabine e se sentando ao lado de Hermione.
- Oi, . - Harry disse um pouco sem jeito, sorrindo para a garota. Hermione olhou para o amigo e tentou entender o que se passava.
- O que está achando de tudo até agora? Muito diferente? - Harry tentou puxar assunto.
- Eu estou amando! É diferente, mas não tanto, eu não sei explicar bem. - ela disse sorrindo sem mostrar os dentes.
- Sei que já dissemos isso, mas você realmente vai amar. - Hermione disse.
- Principalmente a comida. - Rony continuou.
- Eu duvido um pouco que a comida de Hogwarts seja melhor que a de Castelobruxo. - disse para Rony de modo descontraído.
- Espero que esteja pronta para me dizer o contrário depois do jantar. - Rony disse.
A conversa sobre as comidas de ambas as escolas deixou o ambiente tranquilo e ao passo que o tempo passava, eles já não lembravam de Malfoy e suas implicâncias. Conversaram também sobre Você sabe quem, sua marca no céu e algumas teorias.
voltou para a cabine em que estava com Gina e Luna assim que anoiteceu e pouco depois uma menina da Corvinal passou as avisando para trocarem de roupa. Colocaram as vestes de Hogwarts e esperaram até que o trem parasse. Quando chegaram a Hogsmeade, elas se preparam para descer e Gina explicou a que ela seguiria com os alunos do primeiro ano. A chuva ainda caia, mas a ruiva não deixou que isso a desanimasse. Hagrid ficou confuso quando a viu no meio dos primeiranistas e então ela o explicou que estava vindo transferida de outra escola bruxa. Ele sorriu gentilmente e a indicou um dos barquinhos que ela dividiu com outras duas meninas.
Na travessia pelo lago negro, fez amizade com as primeiranistas e elas suspiraram juntas com a visão que estavam tendo do castelo. As torres de Hogwarts eram de tirar o fôlego realmente e a iluminação das janelas de vidro deixavam o castelo ter uma coloração mais viva e encantadora. Assim que os barquinhos pararam, todos começaram a descer e se amontoar ao redor de Hagrid. Alguns alunos olhavam para a menina mais velha entre eles sem entender, mas a Weasley não ligava e nem ficava envergonhada, apenas acenava e sorria para eles. Quando as portas do castelo se abriram e a professora Minerva McGonagall apareceu, ela cumprimentou a todos. Ela era a professora de Transfiguração e diretora da Grifinória, tinha escutando coisas muito boas sobre a professora.
- Bem-vindos a Hogwarts. O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem às mesas, vocês serão selecionados por casas. - ela dizia enquanto olhava para cada um dos alunos ali.
- A Seleção é uma cerimônia muito importante, porque, enquanto estiverem aqui, sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. - ela continuou a explicar enquanto eles subiam uma enorme escadaria e logo depois entraram no grande salão principal onde seria feita a seleção das casas pelo chapéu seletor. A ruiva andou um pouco atrás dos primeiranistas, e um tempo depois ela visualizou os primos na mesa da Grifinória e mandou alguns beijos na direção deles, que riram da sua espontaneidade e retribuíram seus acenos fazendo algazarra. Quando todos estavam posicionados, o Chapéu começou a cantar. Era uma música sobre as quatro casas de Hogwarts e se sentia ainda mais feliz em estar ali. Os aplausos ecoaram pelo Salão Principal quando o Chapéu Seletor terminou de cantar.
- Começaremos a seleção pela aluna transferida. - A professora Minerva disse a pegando distraída e alguns murmúrios se ouviram. - Weasley, .
andou até o banquinho e se sentou. Ela estava um pouco nervosa, todos olhavam em sua direção. Sentiu as suas pernas ficarem bambas e assim que o Chapéu tocou a sua cabeça, ele soltou uma exclamação para que todos escutassem.
- COMO É POSSÍVEL? MAIS UMA WEASLEY!! - alguns alunos riram da observação que o Chapéu seletor fez e os acompanhou mesmo que ainda nervosa. A sua barriga estava revirando com o nervoso e suas mãos tremiam levemente. Então o Chapéu começou a falar na sua cabeça. "Interessante! Isso é muito interessante. Nunca vi alguém assim antes, com uma mente tão brilhante. Você parece ser uma combinação perfeita de todas as casas: é inteligente como um corvino deve ser, ambiciosa como um sonserino, corajosa como um grifinório e leal como um lufano. Nenhuma qualidade chega a se sobrepor, mas eles se equivalem. Vejo um coração puro e um desejo muito grande de ajudar e fazer o bem. Eu poderia deixar com que você escolhesse, mas a melhor escolha sem dúvidas é…"
- LUFA-LUFA! - o Chapéu exclamou finalmente para todos. Tanto os alunos da casa que ela foi selecionada como alguns da grifinória e claro, os seus primos; aplaudiam muito. Ela levantou do banquinho quase dando pulinhos empolgados e um sorriso muito grande desenhava seus lábios. Os seus olhos brilhavam e ela jurava que poderia chorar a qualquer momento. Caminhou até a mesa da sua casa e sentou do lado de uma menina de cabelos escuros que a cumprimentou com um sorriso. Alguns alunos ao redor apertaram a sua mão e outros diziam "Bem-vinda", todos muito gentis. Ela notou Cedrico Diggory a alguns metros e ele a parabenizou discretamente lhe dando um sorriso mais do que satisfeito. A seleção continuou e mais alguns alunos foram selecionados para a Lufa-Lufa também, mas nenhum demorou como ela.
Ainda muito encantada e emocionada, observou cada detalhe do Salão Principal agora que estava sentada e mais calma. Ele estava bem decorado para a festa de abertura do ano letivo, e pratos e taças de ouro brilhavam à luz de centenas e centenas de velas que flutuavam no ar sobre as mesas. As quatro mesas longas das Casas estavam cheias de alunos que falavam sem parar e no fundo do salão, os professores e outros funcionários sentavam-se a uma quinta mesa, de frente para os estudantes.
- Você é irmã dos Weasley ou é só o sobrenome? - a menina que estava ao seu lado a despertou de seus pensamentos.
- Sou prima, meu pai é irmão do pai deles. - disse encarando a menina finalmente.
- Isso parece ser muito legal, não sabia que eles tinham primos e de outra escola de magia. - a menina disse novamente. - A propósito, eu sou a Diana Douver. - ela lançou um sorriso amigável para .
- Acho que é mais que legal, eles são realmente maravilhosos. - disse para Diana. - Prazer em te conhecer. - ela retribuiu o sorriso.
- Só tenho duas palavras para lhes dizer. - a voz grave de Alvo Dumbledore ecoou pelo salão e interrompeu elas. - Bom apetite!
Rapidamente travessas vazias se encheram magicamente com todo tipo de comida e todos não perderam tempo em comer. colocou um pouco de cada comida em seu prato, dando prioridade a algumas que ela não conhecia e entendeu na hora o que Rony queria dizer sobre a comida de Hogwarts ser a melhor. Diana puxou papo com a Weasley depois que as duas terminaram a refeição, incluindo as sobremesas. E não demorou muito para que elas achassem um assunto em comum: Quadribol. Não era novidade nenhuma para a família de que a garota fosse louca pelo esporte, mas tudo ficou ainda melhor quando elas começaram a falar de Runas antigas, a matéria favorita das duas. Diana era nascida trouxa e morava em Londres, deixando a ruiva super animada sobre convidá-la para a Toca. Elas acabaram falando também sobre como seria divertido a lufana conhecer a sua casa no continente sulamericano. Quando as últimas migalhas desapareceram dos pratos e eles ficaram limpos outra vez o diretor se levantou e tornou a falar.
- Preciso mais uma vez pedir sua atenção, para alguns avisos. O Sr. Filch, o zelador, me pediu para avisá-los de que a lista dos objetos proibidos no interior do castelo este ano cresceu… - o diretor disse e parou de prestar atenção para procurar o tal zelador. Os primos lhe tinham dito que o homem era um pé no saco, mas ela sabia que eles poderiam ser bem difíceis e riu com esse pensamento. Achou o homem ao canto segurando um gato que ela lembrou como Madame Nora. Aproveitou que estava observando e passou os olhos pela mesa dos professores, reconhecendo o de cabelo seboso como o professor Snape de poções e Hagrid que os tinham recepcionado. Exclamações puderam ser ouvidas de todas as mesas e despertou de seus pensamentos.
- O que aconteceu? - ela perguntou a Diana.
- Não vai ter quadribol esse ano. - a morena disse tão indignada quanto todos que protestavam alto.
- Nossa que horrível! - tentou disfarçar que não estava triste e então voltou a prestar atenção em Alvo Dumbledore.
- Isto se deve a um evento que começará em outubro e irá prosseguir durante todo o ano letivo, mobilizando muita energia e muito tempo dos professores, mas eu tenho certeza de que vocês irão apreciá-lo imensamente. Tenho o grande prazer de anunciar que este ano em Hogwarts...
O diretor foi interrompido por uma trovoada ensurdecedora e as portas do Salão Principal se escancararam revelando um homem de aparência estranha apoiado em um longo cajado. Era Olho Tonto Moody, sabia. Todas as cabeças no Salão Principal se viraram para o homem e ele baixou o capuz, sacudindo uma longa juba de cabelos grisalhos e começou a caminhar em direção ao professor Dumbledore, eles se cumprimentaram e o diretor indicou um lugar vazio na mesa dos professores.
- Gostaria de apresentar o nosso novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas - disse Dumbledore, animado, em meio ao silêncio. - Professor Moody.
O salão ainda estava em silêncio, no qual pôde se escutar as palmas solitárias de Dumbledore e Hagrid. Todos pareciam hipnotizados pela entrada exagerada do homem e por sua aparência.
- Quem é ele? - Diana perguntou tão impactada quanto a maioria.
- Alastor Moody, meu pai me disse que as celas em Azkaban estão cheias graças a ele. O melhor Auror de todos os tempos. - explicou a colega de casa.
- Ele parece um pouco biruta. - Diana disse observando o homem cheirar a comida antes de comer.
- Acho que os anos de serviço o deixaram assim. - a ruiva lamentou.
Dumbledore pigarreou outra vez para chamar a atenção de todos para o que ele estava dizendo e o silêncio se estabeleceu.
- Como eu ia dizendo, teremos a honra de sediar um evento muito excitante nos próximos meses, um evento que não é realizado há um século. Tenho o enorme prazer de informar que, este ano, realizaremos um Torneio Tribruxo em Hogwarts.
Uma exclamação alta de Fred e George fez gargalhar assim como vários alunos, dispersando a atmosfera tensa. Gui e Carlinhos tinham razão sobre a reação deles e isso só tornava tudo ainda mais divertido. Dumbledore estava fazendo um discurso explicando para aqueles que não faziam ideia do que seria um torneio tribruxo, quando sentiu estar sendo observada. Ela olhou ao redor e então achou o par de olhos que a encarava; Vincent, amigo de seus primos. Ela acenou para ele e o mesmo retribuiu, ficando um pouco corado.
- Os diretores de Beauxbatons e Durmstrang chegarão com a lista final dos competidores de suas escolas em outubro e a seleção dos três campeões será realizada no Dia das Bruxas. Um julgamento imparcial decidirá que alunos terão mérito para disputar a Taça Tribruxo, a glória de sua escola e o prêmio individual de mil galeões. - o professor foi interrompido pelas exclamações empolgadas dos alunos, mas no momento seguinte conseguiu retornar com a sua fala. - Os diretores das escolas participantes, bem como o Ministério da Magia, concordaram em impor este ano uma restrição à idade dos participantes. Somente os alunos que forem maiores, isto é, tiverem mais de dezessete anos, terão permissão de apresentar seus nomes à seleção. Isto é uma medida que julgamos necessária…
Várias pessoas protestavam indignadas ao ouvir suas palavras, e os gêmeos Weasley, de repente, pareciam furiosos. Muitas vaias puderam ser ouvidas ao passo que o diretor olhava para todos pacientemente. tinha sido pega de surpresa do mesmo modo que todos, pois não sabia desse detalhe. Quando a ordem enfim retornou ao Grande Salão e de certo modo os estudantes estavam “contidos”, o diretor terminou o seu discurso. Era entendível a restrição de idade, já que as provas costumam ter o grau de dificuldade altíssimo de modo que seria pouco provável que os alunos abaixo da sexta e sétima séries se mostrassem capazes de dar conta delas.
Quando todos foram dispensados ouviu-se um estardalhaço de cadeiras batendo e se arrastando. Os alunos se levantaram e seguiram de uma só vez em direção às portas de entrada. Por conta disso, acabou se perdendo de Diana, a sua recém feita amiga, e então decidiu esperar até ver se encontrava alguém conhecido perto da saída, mas parecia que todos já tinham passado por ali; tinha perdido os alunos do primeiro ano também. Gina a tinha instruído a ficar perto deles nesse primeiro momento, para que ela pudesse conhecer tudo. Quando estava a se desesperar, reconheceu a risada de sua prima.
- Graças a Merlim alguém conhecido. - disse, chegando de supetão atrás da menina.
- Não acredito que você se perdeu dos alunos do primeiro ano… - Gina disse, negando com a cabeça.
- Eu sei, eu sei, mas estava uma confusão para sair. Eu pensei que iria desmaiar. - parou seu drama com Gina para cumprimentar as duas amigas da menina que as olhavam sem entender. - Olá!
- Oi! - elas disseram juntas e seguraram o riso.
- Você está com sorte, eu sei como te ajudar. - Gina olhou por cima do ombro da prima e sorriu arteira. – EI, DIGGORY! - ela berrou na direção do menino e todos os olhares se voltaram para onde ela olhava. Cedrico estava saindo do Salão Principal com alguns amigos, que o deixaram seguir até as meninas e continuaram seus caminhos. A cor sumiu do rosto de e ela tentou ficar o mais calma possível, ao passo que o rapaz se aproximava delas.
- Ei! Olá, Weasley! - ele cumprimentou Gina e acenou para as outras meninas. - E , como está?. - Cedrico sorriu para assim que direcionou o cumprimento a ela.
- Oi, Cedrico, estou bem e você? Fez boa viagem? Essa chuva não deu trégua. - respondeu ao rapaz e se atrapalhou um pouco nas palavras, se xingando internamente.
- Estou bem sim, obrigado! E a viagem foi boa, tirando o fato de chegar encharcado. - ele fez uma careta ao terminar a frase. - Precisam de algo? - ele perguntou para Gina.
- A precisa chegar no salão comunal da Lufa-Lufa e bem, você é um lufano. - ela segurou o riso e olhou para a prima que estava prestes a repreendê-la. Gina sabia provocá-la.
- Gina, por favor, Cedrico deve ter algo melhor para fazer. - tentou conter seu tom de voz que estava agudo devido a vergonha.
- O quê? Diggory não se importaria de ser seu guia. - Gina pontuou inocentemente.
- Não me importaria mesmo, . Eu já estava indo para lá.
- Não precisa se preocupar, Cedrico. - ela até tentou, mas Ced era cavalheiro demais para recusar ajudar.
- Claro que preciso me preocupar, não quero que você fique andando perdida por aí. Que tipo de colega de casa eu seria? - ele a respondeu com um sorriso de forma descontraída.
- Seria um tipo péssimo. Agora temos que ir. - Gina apontou para ela e as amigas. - Aposto que você está em ótimas mãos, .
As meninas se despediram e saíram aos risos deixando os dois se encarando em silêncio.
- Então, o caminho é por aqui. - Ced indicou o lado oposto ao que Gina foi e seguiu corredor a dentro com .
- Não consegui dar as boas-vindas devidamente quando você foi selecionada. Espero que goste da Lufa-Lufa , . - ele disse sem encará-la.
- Eu tenho certeza que irei gostar, todos foram muito gentis comigo. - observou o garoto sorrir novamente com o elogio aos seus colegas. - Admito que fiquei um pouco assustada, todos da minha família foram da Grifinória e eu caí de paraquedas em outra casa.
- Talvez seja a sua chance de mostrar para a sua família que um Weasley pode se dar bem em qualquer lugar. - ele disse, a olhando de lado - Só não fique triste.
- Não estou triste, eu até esperava isso, mas quando as coisas acontecem de verdade dão um pouco de medo. - ela disse e o rapaz concordou com um leve aceno de cabeça.
- Chegamos. - Ced indicou uma pilha de grandes barris. - Logo mais temos a cozinha, se você tem manias de acordar no meio da noite para fazer um lanche, essa é a sua chance de ouro.
- Acho que sei o motivo de ter sido selecionada para a Lufa-Lufa agora. - disse num tom de confissão.
- Você tem cara de quem adora lanches noturnos mesmo.
- Ei! Não era para concordar desse jeito. O comilão da família é o Rony. - eles riram da fala descontraída dela.
- , é importante que memorize isso, você precisará saber essa senha para entrar. - Ced chamou a sua atenção. - Se você errar as batidas, os barris explodem e você vai ficar com um maravilhoso cheiro de vinagre impregnado nas suas roupas.
Cedrico tirou a varinha das vestes e tocou uma sequência de barris revelando instantes depois uma sala comunal perfumada e aconchegante. A expressão surpresa de estava ali outra vez e ela só conseguia pensar em como tudo era bonito e em como combinava com seu gosto particular. A sala circular nas cores amarelo e preto parecia ensolarada e alegre como se fosse dia mesmo estando a noite, o teto era baixo em comparação a todos os lugares do castelo e tinha muitas plantas ao redor misturadas aos móveis de madeira polida. A ruiva entrou de uma vez no local e foi diretamente para um canto onde se encontrava um ramo de flores enormes.
- São sombrinhas. Flores sombrinhas, por isso esse aroma delicioso aqui. - ela disse, empolgada.
Cedrico a observava ir de um canto a outro, cumprimentando algumas pessoas que estavam na sala ainda e conversando com algumas plantas mágicas que davam leves piruetas e acenavam. Não era novidade alguma que Ced estava encantado por e tê-la ali com aquela luz interior, sendo mais lufana impossível, derretia o seu coração. Depois que seu momento empolgado na sala comunal, foi em direção a Cedrico.
- Obrigada por ter sido meu guia. Se não fosse você eu estaria vagando por aí.
- Foi um prazer, .
- A gente se vê amanhã?
- Pode apostar. - ele piscou para ela e se virou para ir ao seu dormitório. -?
- Sim?
- Gostei de ter você na Lufa-Lufa.





Continua...



Nota da autora: Eu estou pirando que finalmente vocês estão lendo o capítulo 3. Como a nossa Weasley já chegou a Hogwarts eu posso dizer que tem muita coisa legal para acontecer com ela ainda e gostaria de saber o que vocês estão achando até agora. Queriam mais interação dela com quem? Espero que tenham gostado, qualquer coisa podem falar comigo nas redes sociais aqui embaixo e não esqueçam de comentar o que acharam desse capítulo. 💛💛

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Nota da beta: Ahhh, ela foi para a Lufa-Lufa, socorro, eu amei, achei tão interessante isso, e ela vai poder ficar pertinho do Cedrico, inclusive essa interação final foi muito fofinha, gente, ‘tô com vontade de apertar os dois. Inclusive, amo a Gina, ela é incrível! <3
Ansiosa pelo capítulo quatro!

Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa linda fic vai atualizar, acompanhe aqui.


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