Última atualização: 21/08/2021

Prólogo

Era mais um dia normal na UA, o Professor Aizawa havia comunicado que à qualquer instante receberiam uma aluna nova, algo sobre uma indicação, ele não havia explicado muito bem, mas dois grandes nomes haviam insistido para que a garota entrasse, e um deles era o All Might. Isso deixou todos empolgados, ela deveria ser incrível, bom, nem todos ficaram tão empolgados assim, alguns nem se importaram, um deles para ser específico. Bakugou, não estava nem aí para quem fosse entrar ou não. Até o momento que viu os longos cabelos loiros passarem por ele, ele a conhecia, ele sentiu seu coração pular, e fez a cara mais feia já vista pela 1-A.
— Oi… Er… Aqui é a 1-A, certo? — Perguntou a menina, com uma voz doce, quase angelical, que fez todos se virarem para ela.
— Sim. — Respondeu Iida, caminhando até ela. Bakugou se levantou da cadeira e apontou para ela.
— POR QUE VOCÊ ESTÁ AQUI? — Esbravejou ele, assustando a todos.
— Ka-Katsuki-kun… — A garota se encolheu, Izuku, que estava com a cabeça sobre a mesa, levantou-se para observar a aluna nova.
-chan! — Exclamou ele.
— Deku… Izuku-kun! — Respondeu a garota, sorrindo.
— Você ainda não me respondeu, por que está aqui? — Perguntou Bakugou, caminhando até ela.
— Porque… Porque eu quero ser uma heroína. — Respondeu, recuperando o fôlego.
— Vocês se conhecem? — Perguntou Kirishima, foi nesse momento que os três perceberam que todos da sala estavam assustados.
— A -chan estudava na mesma escola que eu e o Kacchan, é uma amiga de infância de nós dois, mas ela se mudou faz uns anos. — Explicou Izuku.
— Ela pode ser sua amiga, mas não é minha! — A garota arregalou os olhos, e todos perceberam que seus olhos ficaram marejados. — Ela não passa de uma traidora, e é uma perdedora assim como você. — Ele passou ao lado dela, empurrando-a com o ombro, antes que qualquer um pudesse defendê-la, ela o segurou pelo braço, fazendo Izuku tremer.
— Você continua sempre com raiva, não é?! — Ela riu fraco. — Tudo bem estar magoado, mas não permito que fale assim comigo na frente dos outros, até porque, se eu sou uma perdedora, o que você é? — O tom de voz da garota mudou, ficou um pouco sério, Bakugou pensou em responder, mas apenas soltou seu braço e saiu pela porta.
— E-eu não entendo! — Disse Izuku.
— Eu não sou mais criança, Deku, digo, Izuku-kun. — Ela sorriu.
— Tudo bem me chamar de Deku, não é mais uma ofensa para mim. — Izuku corou.
— Certo. — sorriu. — É um prazer, pessoal! Me chamo Mochizuki . — Os outros sorriram em retribuição. Shoto observava a conversa de seu lugar, ele continuava calado, enquanto Iida e Midoriya apresentavam todos à . Após as apresentações, Kirishima foi procurar Bakugou, pois a aula já estava para começar. Encontrou o rapaz bufando no corredor.
— Ei, o que está fazendo? — Perguntou o ruivo.
— Não me enche o saco. — Respondeu Bakugou.
— Eu não te entendo, como você é tão rude com uma pessoa tão delicada. — Bakugou revirou os olhos após escutar aquilo, sendo , ele não se conformava em como ela era fingida.
— É, tão delicada, ela parece tão inofensiva, mas pode te matar só com um toque. — Bakugou começou a caminhar de cabeça baixa para a sala, e Kirishima o seguiu.
— O que ela te fez, hein? — Perguntou o garoto, Bakugou suspirou; me deixou, seria a resposta verdadeira.
— Nasceu. — Respondeu ele, fazendo Kirishima ficar confuso. Não era como se esperasse um comportamento diferente vindo do seu amigo, mas ele estava diferente, Kirishima só não conseguia explicar como.

Quando voltaram para a sala, a maioria dos alunos estava ao redor da garota, e isso incomodou Bakugou mais ainda. Ele ficou observando de longe, não estava nem um pouco feliz com a situação. Principalmente por vê-la tratando Deku como um igual, significava que ela havia se tornado um inseto, igual a ele. O silêncio de Bakugou incomodava Kirishima, desde a conversa que tiveram no corredor.
— Midoriya?! — Cochichou o ruivo, Izuku se inclinou para escutá-lo. — O que o Bakugou quis dizer com “a pode te matar só com um toque”? — Perguntou.
— Ah, é a individualidade da -chan! Quando ela encosta as pontas dos dedos em alguém, ela emite eletricidade, que derrete as células da pessoa. — Respondeu o outro, fazendo Kirishima se assustar.
— Então, se ela lutar contra nós, vamos morrer?
— Não, essa é a carga máxima, quando éramos crianças, ela sempre evitava que o Kacchan se metesse em confusão, usando a individualidade. — Explicou Midoriya.
— Isso explica porque ele é assim. — Murmurou Kirishima.
— A conversa está boa, Kirishima e Midoriya? — Perguntou Aizawa, os dois ficaram quietos. — Como eu dizia, devido aos últimos acontecimentos, essa será uma semana de confraternização, em virtude do feriado também, mas, na próxima semana daremos passos importantes, então, espero que aproveitem a semana para praticar nos eventos que a escola irá ofertar, não é uma festa e nem mesmo uma comemoração, mas sim um meio de compartilharem o que sabem uns com os outros. — Todos ficaram eufóricos, achava uma completa perda de tempo, chegar atrasada e ainda se atrasar por mais uma semana.

Após a aula, todos saíram caminhando, quando começou a chover. Era perfeito, justamente no único dia que o pai de não poderia buscá-la, e ela sequer havia levado um guarda-chuva. Deku estava dividindo um guarda-chuva com Iida e Uraraka, ela nem ia perguntar se tinha espaço para ela, porque não tinha. Bakugou caminhava para casa, que era próxima a casa de , e do outro lado, Momo havia criado uma capa de chuva para Mina. A segunda opção parecia bem melhor, mas talvez ela ganharia uma chance de se acertar com Katsuki, então, correu até ele.
— Katsuki-kun! — Disse, enquanto corria, Bakugou continuou andando. — Katsuki! — Repetiu, irritada.
— O que é? — Perguntou ele, nem um pouco simpático.
— Pode me dar carona no seu guarda-chuva? — Perguntou, com uma voz mais suave que a anterior, fazendo Bakugou rir.
— Não. — Ele voltou a caminhar.
— Mas Katsuki-kun… — Ele a interrompeu.
— Eu disse não, agora sai do meu caminho. — Ele seguiu caminhando, deixando a garota cabisbaixa, sentindo a chuva caindo sobre seu corpo. Por um momento, a chuva parou, ela olhou para cima, achando que havia parado de chover, mas encontrou um guarda-chuva sobre sua cabeça, ela se virou para ver quem havia a salvado daquela chuva, que por sinal, estava aumentando. Eles não tinham sido apresentados, era o garoto com o cabelo metade branco e metade vermelho.
— Quer uma carona no meu guarda-chuva? — Perguntou ele.
— Você vai para a mesma direção que eu? — Perguntou , não queria incomodar.
— Não, mas não me importo de ir até lá. — O garoto começou a caminhar. — A chuva está aumentando, tem certeza que vai ficar parada? — se deu conta de que era a opção que havia restado, e caminhou ao lado dele.
— Obrigada. — Respondeu ela, sorrindo. O garoto apenas virou o olhar para ela por um segundo.
— Eu ouvi uns cochichos sobre você hoje, você foi indicada pelo meu… pelo Endeavor, não foi? — Perguntou ele, inclinou a cabeça.
— Você é o filho dele, né? Shoto? — Ele assentiu em resposta. — Fui indicada pelo All Might e pelo meu pai, não sei sobre o Endeavor, desculpe. — Todoroki assentiu, e virou seu olhar para a frente, parando de caminhar. Mei sentiu alguém puxando seu braço.
— Ela não precisa de você, então, pare de bancar o herózinho pra cima dela! — Esbravejou Bakugou, assustando a garota.
— Katsuki-kun, você enlouqueceu?!
— Eu acho o que ela não precisa é ser tratada da forma que você tem tratado desde que ela chegou na escola, e eu só estava tentando ajudar. — Respondeu Shoto, extremamente calmo, enquanto Bakugou fazia uma cara feia.
— Você quer brigar, é? Vem, seu merdi… — segurou o braço de Bakugou, e ele parou de falar. — Você quer parar com isso? — Sussurrou ele, voltando o olhar para Todoroki. — Não acabamos por aqui, cara de pavê. — não segurou a risada.
— Desculpe por isso, Shoto. — Disse ela.
— Não se preocupe, nos vemos depois. — Ele acenou e virou as costas para Mei e Bakugou.
— Até mais! — sorriu e acenou, quando virou-se para encarar Bakugou, ele estava furioso.
— “Até mais”? — Perguntou ele, irritado. Mei arqueou uma das sobrancelhas, e ele colocou a mão em suas costas, a guiando para caminharem juntos.
— O que deu em você, Katsuki-kun?! E que papo é esse da cara de pavê? — Ela voltou a rir.
— Não mude de assunto! — Bakugou bufou. — Eu pensei melhor e voltei para te buscar, e vi você andando com aquele meio a meio. — riu.
— E qual é o problema, está com ciúmes? — Se olhar matasse, estaria morta naquele momento.
— Quer calar essa boca antes que eu me arrependa? — gargalhou.
— Certo, desculpe! — Respondeu, segurando o riso.
— E da próxima vez que usar sua individualidade em mim, eu te explodo sem pensar duas vezes. — suspirou e segurou o braço de Bakugou.
— Eu não usei, e nem estou usando agora. — Ela sorriu. — Se esqueceu da sensação? E eu não consigo dar cargas tão fracas como antes, você certamente sentiria um incômodo. — Ele cerrou os olhos, desconfiado. — Desculpe.
— Pelo quê?
— Ter ido embora… — Ela encostou a cabeça no ombro dele, entrelaçando seus dedos nos dele. — Ter te deixado.
— Não é como se eu me importasse com isso.— Respondeu ele, com o olhar fixo para frente.
— É mesmo? Então, por que está tão bravo comigo? — Eles pararam de caminhar, estavam na frente da casa da garota.
— Porque… Porque… — Bakugou abaixou a cabeça. — Porque você me deixou. — Murmurou, sorriu e deu um beijo em sua bochecha.
— Mas estou aqui agora, então, não se preocupe. — Ela sorriu, e viu no canto dos lábios de Bakugou um leve sorriso, quase imperceptível. — Obrigada pela carona, Katsuki-kun!


Continua...



Nota da autora: oii gente, tudo bem? espero que sim! espero que tenham gostado <3 vou deixar meu insta de autora, pra vcs conferirem minhas outras fics, e o grupo no whatsapp de leitoras, beijos!


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