FFOBS - My Lovely Lover, por Joy

Finalizada

Capítulo Único

    Trabalhar na emissora Pulse era o sonho de todos que gostavam de famosos. E o sonho de era ser a entrevistadora principal do Spotlight Talk, mas eles já tinham alguém para fazer isso. Ao invés disso, quando terminou a faculdade, conseguiu um estágio e atualmente foi efetivada para apresentar um programa curto no horário do almoço: apenas uma atualização das notícias dos famosos que ocorreram de um programa para o outro. Para ela, já era uma grande vitória ter um momento só para ela na Pulse, então, não se importava com o tempo que ficaria ali.
Mas, naquele dia, ela estava sentada na cadeira de apresentadora do Spotlight Talk, encarando a platéia, enquanto suas mãos suavam.

5 horas antes…

  havia encerrado o VIP Afternoon, e estava em seu camarim se refrescando e mexendo no Instagram, quando a porta se abriu com muita força.
, precisamos de você! — Disse Susan, diretora do Spotlight Talk, ao entrar no local.
— É , Susan, mas o que aconteceu? — Com a porta aberta, conseguia escutar gritos no corredor.
— A Holland está em trabalho de parto. — Explicou Susan, ainda ofegante, se levantou rapidamente da cadeira.
— O que??? Hoje??? Mas não era para o mês que vem? Eu disse que deveriam se programar e ela deveria descansar. — bufa e vai para o corredor.
— Não, espera! — Susan puxa pelo braço de volta para o camarim. — Me escuta um segundo, tá? A razão por ela ter aguentado para a entrevista de hoje é porque o entrevistado é o Lee Jun-ho. — arqueia uma sobrancelha ao escutar.
— Disso eu sei! Mas ninguém pode substituir ela? — Susan abre um sorriso.
— Você pode. — Responde Susan, fazendo se espantar.
— O que? Ela está há uma semana se preparando para essa entrevista e eu vou substituí-la em 5 horas??? — não consegue acreditar na sugestão de Susan, era muita pressão assumir de última hora.
— Não tem jeito, , todos estão muito ocupados para estudar a entrevista e estudar seu próprio programa, até mesmo você… — a interrompe.
— Sim, não vou dar conta de estudar meu programa de amanhã e preparar o material.
— Mas você o conhece, conhece alguns de seus trabalhos, não vai precisar estudar tanto quanto os outros e consegue se virar se a entrevista sair do script. — Susan se senta. — Por favor, não podemos perder essa oportunidade, é a primeira vez que conquistamos esse público! — volta para sua cadeira.
— Você tem 5 minutos para me trazer tudo que eu preciso para a entrevista. — Ela suspira e Susan sorri, saindo correndo para buscar tudo.

Agora…

 O programa entra no ar e sorri, segurando os cartões que foram entregues para ela.
— Boa noite a todos! — Diz, a plateia aplaude. — Sei que estão acostumados com outro rosto por aqui, né? — Todos respondem “sim” em coro e ela caminha até um telão. — Nossa querida Holland se tornou mamãe oficialmente há 4 horas atrás! — Uma foto de um pézinho de bebê aparece, fazendo todos soltarem um “awn” em conjunto e aplaudirem. — Desejamos apenas o melhor para nossa querida mamãe do ano e sua linda filha! — A plateia aplaude e volta para o seu lugar. respira fundo, enquanto suas mãos começam a suar novamente.
— Hoje, iremos receber um convidado mais do que especial! — Ela gira a cadeira e aponta para o telão, onde passa um pequeno trailer com todos os trabalhos de Lee Jun-ho, quando o vídeo termina, ela se levanta. — Senhoras e senhores, recebam o astro Lee Jun-ho! — Todos começam a aplaudir e Jun-ho entra no palco do programa, aplaudindo e cumprimentando todos da plateia. Ele se aproxima de e aperta sua mão.
— Olá, boa noite! — Diz ele, no microfone. — Boa noite, plateia! Boa noite, pessoal de casa! — Ele acena para a plateia e para a câmera, faz um sinal para que se sente na poltrona e ela se senta em sua cadeira. A plateia continuava vibrando, e ficou assim por uns 2 minutos, enquanto e Jun-ho sorriam. A diretora pediu que a plateia fizesse silêncio e a entrevista começou.
— Boa noite, Jun-ho! — sorri. — Sei que não estava esperando por mim hoje, mas é o que temos. — Ela brinca. — Me chamo !
— É um prazer, ! Realmente não esperava encontrar um rosto tão agradável como o seu hoje. — Ele sorri fazendo com que ela sorrisse de volta.
— Garanto que Holland tem um rosto muito mais agradável! — Brinca , fazendo com que ele ria.
— Ah, verdade! Gostaria de parabenizar Holland pela vinda de sua filha ao mundo! — Ele bate palmas para comemorar, fazendo com que e a plateia o acompanhem.
— Sim, a mais nova mamãe da emissora. — sorri e troca de cartão em sua mão, dando uma lida rápida. — Lee Jun-ho, é uma honra recebê-lo aqui! Nós do Spotlight Talk agradecemos por ter aceito nosso convite. — Ele sorri, com os olhos fixos em . — Sabemos que está nos Estados Unidos para compromissos, e gostaríamos de saber, como é ser cantor e ator? E qual parte da sua carreira você vê como o ponto chave para seu sucesso?
— Ótima pergunta. — Ele sorri. — Ser cantor e ser ator exigem muito de mim, não consigo decidir qual exige mais, mas chegar em um país do outro lado do mundo e ver várias pessoas vibrando e felizes por me ver, ver meu trabalho sendo reconhecido é mesmo uma recompensa. Apesar de ter debutado como cantor em 2008 no 2PM, muitas pessoas começaram a me reconhecer mais após a carreira de ator. Não consigo medir o peso de cada uma sem ser injusto, porque é uma história muito longa para ser resumida à “ponto chave”, sabe? Mas, não consigo negar que após “Sorriso Real” uma explosão ocorreu na minha vida. — concorda com a cabeça. — Então, mesmo com muitos anos de história na carreira, acho que Sorriso Real me possibilitou a ser visto e reconhecido por mais pessoas. — Ele sorri ao terminar de falar, fazendo com que sorrisse também.
— Realmente, Sorriso Real foi um sucesso, ficando em top 1 no ranking dos mais vistos na Netflix e permanecendo no top 10 por 50 dias. — troca de cartão e lê o próximo tópico a ser abordado, mas resolve estender um pouco mais aquela conversa. — Sorriso Real mostrou um relacionamento maduro entre um casal, sem muitos desencontros e problemas de comunicação, foi realmente bom de assistir, é inegável que mereceu todo o reconhecimento. — Ela sorri.
— Você também assistiu? — Pergunta ele e ela concorda com a cabeça. — Qual foi a sua cena preferida? — Ele fica mais animado de repente.
— Com certeza a do elevador, quando funcionárias conversavam sobre a Sa-rang e insinuavam que ela havia seduzido o Gu-won, mas não sabiam que ele estava dentro do elevador escutando tudo. Ele defendendo a Sa-rang foi tudo! — fica empolgada e Jun-ho ri.
— Eu realmente gosto da sua forma de conduzir a entrevista, me deixa muito à vontade.  — Ele sorri, sente seu fôlego se esvair, mas apenas sorri de volta.
— Que bom, porque agora você vai responder as perguntas mais perguntadas pelos fãs em nosso fórum! — Uma placa brilhosa aparece e uma música animada toca, enquanto todos aplaudem. Jun-ho sorri animado e olha para a câmera.
— Vamos para a primeira pergunta… — Uma pergunta aparece no telão. — Lee Jun-ho, é verdade que seu olhar pode curar dor de cabeça? Porque aqui na platéia todo mundo tá querendo testar… — A platéia grita e aplaude, Jun-ho ri a segura o seu microfone com força.
— Bom… se funcionar, acho que vou ter que abrir uma clínica, né? Mas se eu olhar assim… — Jun-ho encara com um olhar intenso e brinca — …melhorou um pouco? Ou piorou? — ri, meio sem jeito, mas segura e volta a conduzir a entrevista.
— Nossa… é, acho que vamos precisar de um intervalo para processar isso. — A platéia e Jun-ho riem — Mas vamos lá! Próxima: se você fosse uma sobremesa, qual seria? — Jun-ho finge ficar pensativo por um tempo.
— Talvez… um tiramisù. Bonito por fora, mas cheio de camadas. Um pouco doce, um pouco amargo, e totalmente viciante. — Ele olha para a apresentadora e acrescenta — Você gosta de doces?
— Hmmm… gosto sim! — sorri. — Acho que vou experimentar tiramisù. — Os dois riem. — Próxima: você prefere dançar o dia inteiro ou passar o dia comendo ramyeon vendo doramas? — Jun-ho coloca um dedo nos lábios e bate de leve algumas vezes.
— Ah, essa é difícil… mas acho que dançar o dia inteiro. Porque depois posso comer o dobro de ramyeon sem culpa. — Ele sorri de canto e olha para com um olhar penetrante — E se o dorama for bom… quem sabe não assisto com alguém especial? — A plateia faz um coro de “Oooh!” e ri.
— Alguém especial? Tipo…? — Indaga . Jun-ho faz um charme, olha pra ela e sorri sem dizer nada.
— Ah… vamos pra próxima pergunta? — Ele desconversa. — sorri e concorda com a cabeça.
— Tá bom, vai. Próxima de fã: qual seria o título de um dorama sobre sua vida?
— “Cuidado: Pode Causar Palpitações” — Diz ele, sem pensar duas vezes. —  …ou talvez “Não é Drama, É Charme Mesmo”. Mas se você tiver alguma sugestão, tô aceitando. — Ele dá uma piscadela para ela.
— Hmm… talvez “Flertando em Horário Nobre”? — rebate, brincando.
— Perfeito. Já temos roteiro, título… só falta o casal principal. — Ele a encara de novo com aquele olhar penetrante, fazendo a plateia rir e gritar. A plateia está animada. A apresentadora sorri depois da última resposta provocante de Jun-ho. Dá pra sentir o clima esquentando, mas ainda com muito humor e leveza.
— Bom, vamos com outra dos fãs… — Diz , lendo os cartões em sua mão. — Se você tivesse que trocar de corpo com um dos membros do 2PM por um dia, quem seria? E o que você faria?
— Jun-ho rio, como se estivesse imaginando coisa demais.
— Eu trocaria com o Taecyeon. Porque ele é todo durão por fora, mas na verdade… super fofo. — Ele responde sem hesitar. — Acho que eu ia passar o dia inteiro olhando no espelho só pra ver como é ser alto daquele jeito. — Jun-ho olha para e inclina levemente a cabeça. — Mas se eu pudesse trocar de corpo com alguém que não fosse do grupo…você toparia? — sorri, levemente surpresa, mas mantém o tom firme e divertido.
— Depende… se eu acordasse com sua agenda, acho que ia tirar o dia só pra ficar olhando pra mim mesma no espelho também. — Jun-ho dá risada e aplaude discretamente.
— Justo. A autoestima tá em dia. Gostei disso. — Responde ele. A plateia ri em coro e começa a aplaudir.
— Ok, foco! — Ela lê outro cartão, mas as perguntas passam no telão para que a plateia veja. — Próxima: Você canta no chuveiro? Se sim, é mais balada triste ou hit de verão?
— Canto sim… geralmente balada. Daquelas bem sofridas, tipo “a espuma do shampoo leva embora meu coração partido”… Mas se eu estiver com o humor bom, solto um “My House” mesmo.
— Então se alguém ouvir você cantando “My House” no banho, é porque seu coração não está partido? — Jun-ho sorri, olha pra ela por uns segundos.
— Ou porque meu coração tá pensando em convidar alguém pra ir lá… — Ele faz uma pausa e a plateia grita. — …pra jantar, claro. — finge que não acreditou, mas ri.
— Aham. A gente acredita sim. — Ela pega outro cartão. — Vamos ver se essa aqui é mais segura… Qual foi a coisa mais engraçada que um fã já te disse ou te deu?
— Uma vez uma fã me deu uma caixa escrita “para emergências”. Dentro tinha um espelho. Ela disse: “quando o dia estiver ruim, abre e olha isso.” — Jun-ho sorri. — Genial. E funcionou.
— Quer dizer que olhar pra você mesmo é uma forma de terapia? — sorri.
— Não sou eu que tô dizendo isso… são os fãs. Mas, se você quiser testar, posso te emprestar o espelho. — Brinca ele.
— Acho que hoje nem preciso. Já estou vendo você aqui. — Ela entra na brincadeira. — A plateia grita alto. olha para o apresentador da produção nos bastidores fazendo sinal de “tá pegando fogo”. — Ok, vamos encerrar antes que a produção ache que esse programa virou um dorama. Última pergunta: Se tivesse que dar um conselho pro Lee Jun-ho de 10 anos atrás, o que você diria? — Ela sorri.
— Eu diria: “Relaxa. As coisas vão dar certo. E um dia… você vai sentar num programa, com uma apresentadora incrível, e se divertir muito.” — Diz ele, com um tom sincero e com calma. Ele faz uma pausa e olha pra ela com carinho. — …E talvez até causar alguns rumores. — Brinca ele, fazendo rir.
— Parece que esse futuro chegou, né? — Brinca ela, se segurando. — Senhoras e senhores, esse foi Lee Jun-ho! — Jun-ho se levanta e faz uma reverência para a plateia, que grita e aplaude, aperta a mão de e o programa se encerra.
  Antes que ele pudesse dizer algo para ela, a equipe entra no set para ajeitar a maquiagem dela e preparar para a próxima entrevista.
— Foi um prazer, Jun-ho! — Ela diz, estendendo a mão para ele, que aperta.
— Digo o mesmo. — Ele sorri e Susan se aproxima.
— Garota, você conduziu isso muito bem! — Susan sorri para e se vira para Jun-ho. — Preparamos seu camarim, pode ficar à vontade.
— Obrigado! — Diz Jun-ho, mas fica parado no lugar como se estivesse esperando para dizer algo. Susan se vira para .
— Quer alguma coisa, ? Água, suco, comida? — Pergunta ela.
— Água seria bom. — sorri e Susan se afasta.
? — Jun-ho sorri e concorda com a cabeça, antes que pudesse responder a equipe de Jun-ho se aproxima para levá-lo para o camarim. recebe uma garrafa d’água e se prepara para continuar com o programa.
 Já passa de 00:00 quando chega em casa, cansada por ter tido que preparar seu programa do dia seguinte e se preparar para a entrevista ao mesmo tempo. Pega seu celular e vai olhar o twitter um pouco, se deparando com comentários sobre a entrevista com Jun-ho. No Twitter, alguém com o nome @flertcore resumia o sentimento geral:

“Alguém avisa que o clima entre o Lee Jun-ho e a apresentadora não é mais só ventilador ligado… é ar quente no máximo.”

Uma conta chamada @doramaslut desabafava como quem acabara de assistir a um episódio intenso:

“Essa entrevista serviu mais tensão romântica do que muito drama por aí. Eu preciso de uma fanfic agora.”

Outra fã, declaradamente abalada, tweetou com o usuário @kdrama_obsessed:

“Jun-ho: ‘posso te emprestar o espelho’

Eu, jogando o celular longe: ELES VÃO CASAR!!!”

Enquanto rolava mais na timeline, se deparava com mais tweets. Com um olhar mais analítico, @multi_kpoped levantava a questão que todos queriam entender:

“Todo mundo falando do olhar do Jun-ho, mas vocês viram a troca de sorrisos? Isso é flerte com roteiro ou roteiro com flerte?”

  não podia evitar soltar uma risadinha. Desceu mais um pouco na timeline para ver os outros tweets. @passadakkkk resumia o caos interno com uma frase direta:

“A apresentadora tentando manter o profissionalismo enquanto Jun-ho joga charme nível boss de dorama… eu não teria estrutura.”

  teve vontade de curtir esse tweet, mas não queria que comentassem mais ainda e dissessem que ela alimentou os rumores, então apenas concordou internamente e continuou rolando. Com uma linguagem quase poética, @nozedorama escreveu:

“O silêncio entre as falas. Os olhares. As pausas. Os sorrisos. Isso não foi entrevista, foi prelúdio de dorama.”

  bloqueia o celular, rindo da situação. Pelo menos a maioria dos comentários estavam tranquilos e as pessoas estavam levando numa boa, ela coloca a mão no peito se recordando de como seu coração palpitou durante a entrevista e suspira, caminha até o banheiro para tomar um banho, e lembra do que Jun-ho disse na entrevista.
— Tsc… Por que estou pensando nisso? — pensa alto e fecha o chuveiro. Após se trocar, ela caminha e deita em sua cama, adormecendo.
 No dia seguinte, Amelia acordou, escovou os dentes e sentou em sua escrivaninha para abrir seus e-mails e verificar o material para apresentar hoje. Ao abrir a caixa de entrada, se deparou com uma mensagem sinalizada como importante, de um e-mail que ela não conhecia, ela abriu o e-mail para ler.

ljh.artist@naver.com: Olá, , tudo bem? Aqui é o Lee Jun-ho, não consegui pegar seu número ontem depois da entrevista, tentei te contatar pelo Instagram, mas era privado e não encontrei seu twitter.

 Ela arqueia uma sobrancelha ao ler o e-mail e confere se é mesmo real. Abre o e-mail da emissora e vê que é o mesmo e-mail que havia combinado a entrevista. Ela volta ao seu e-mail e hesita por alguns segundos, mas envia uma resposta com o número do seu celular. Fecha o e-mail e vai até a cozinha, coloca uma cápsula de café na cafeteira e frita ovos e bacon. Toma seu café e se arruma para trabalhar, esquecendo completamente do celular, como de costume. Pega o metrô e logo chega no estúdio da emissora, caminhando para o seu camarim. Deixa a bolsa e os pertences trancados no armário e senta com o notebook aberto em sua frente, organizando o script para apresentar o programa. Susan entra em sua sala.
! A entrevista bombou, só falam nisso em todos os lugares! — Susan parece entusiasmada.
— Aham. — mantém os olhos no notebook revisando os assuntos para seu programa.
— Estávamos pensando se você não gostaria de apresentar o Spotlight Talk até a Holland voltar da licença maternidade. — se assusta com o que Susan disse e vira para ela. — E ficar depois que ela voltar também, ela havia pedido mais alguém para apresentar junto com ela.
— Sério? — fica empolgada e Susan concorda com a cabeça.
— Você conduziu muito bem a entrevista ontem e lidou bem com o charme do Jun-ho. — Brinca ela — Vai se sair bem. Vamos deixar você finalizar a semana com o seu programa e preparamos tudo para voltar com o Spotlight Talk semana que vem, pode ser? — concorda com a cabeça.
— Pode sim. — Responde, sem conseguir disfarçar a empolgação.
— Ah, e o salário vai aumentar também. — Brinca Susan. — Faça uma despedida no final de semana e passaremos o Fofoca VIP para outra pessoa.
— Certo. — sorri e concorda com a cabeça, voltando olhar para o notebook.
 Após a apresentação do Fofoca VIP, volta para seu camarim e termina de organizar os scripts até o final de semana, escrevendo um texto de despedida e deixando apenas os espaços em branco para atualizar com as notícias do dia. Desce até o refeitório e almoça com seus colegas, coloca a mão no bolso e dá por falta do celular, mas acaba se lembrando que deixou no armário. Sobe para gravar alguns comerciais para a emissora e volta ao camarim, terminando de revisar os textos. A parte que mais incomodava era revisar textos, ela esquecia que o mundo exterior existia e sempre ia para casa quando começavam a apagar as luzes, mas ela não conseguia ir até tudo estar perfeito. Não foi diferente dessa vez, já eram 22:00, e para uma pessoa que deveria sair às 20:00, ela já tinha passado muito do horário, teria que pegar táxi de novo. Ela destranca o armário e pega seus pertences, caminhando para a saída. Chama um táxi e assim que entra no carro, pega o celular que havia esquecido trancado no armário durante o dia, lê as notificações e vê que tinham muitas mensagens não lidas de um número desconhecido. Ela abre as mensagens e as lê.
“Oi, ! É o Lee Jun-ho, vi seu e-mail agora.” 10:34
“O que está fazendo de bom hoje?” 11:58
“Acabei de te ver ao vivo, então imagino que esteja trabalhando. :)” 12:31
“Boa noite!” 19:00.

ri da quantidade de mensagens que ele enviou e responde:
“Boa noite, Jun-ho! Cheguei cedo no trabalho e deixei o celular trancado no armário, fiz tantas coisas que acabei esquecendo. Só consegui te responder agora, desculpe. Tudo bem?”
Ela sorri ao enviar a mensagem e o táxi para, ela paga e desce do carro, caminhando até seu apartamento. Chega em casa e se joga no sofá, pegando o celular,
“Oi, ! Que nada, sem problemas. :) Estou bem e você? Muito cansada?” sorri ao ler a mensagem.
“Estou bem! Ah, passei o dia revisando texto e arrumando o script da semana, cansada fisicamente não diria que estou, mas mentalmente estou morta hahahah” Ela responde. A notificação de mensagem chega quase que instantaneamente.
“Eu imagino mesmo! Você já comeu?” Ela lê a mensagem e vai até a cozinha, pega um lámen instantâneo e coloca água para ferver na chaleira elétrica. Assim que ferve, ela coloca no pote de lámen e envia uma foto para Jun-ho.
“Obrigada pelo lembrete!”
“De nada! Mas lámen sempre não faz bem, te levo para jantar um dia desses.” não consegue evitar sorrir para o celular, a conversa dura a noite inteira e eles nem percebem o tempo passar, adormece enquanto conversam e acorda assustada quando o alarme toca. Olha o celular e a última mensagem era Jun-ho desejando boa noite, ela envia “Bom dia!” e vai aprontar as coisas para trabalhar.
 Todos na emissora estranharam que estava indo para todos os lugares com seu celular na mão, enquanto sorria olhando para a tela do celular. Isso se tornou frequente até o fim de semana, quando Jun-ho a convidou para jantar e ela aceitou.
Era 19:00 e ela estava em frente à porta do prédio que Jun-ho estava hospedado. Ele correu para abrir a porta assim que escutou o interfone, sorriu largo no momento em que pôs os olhos nela, que levantou uma garrafa de vinho assim que a porta de abriu.
— Trouxe vinho! — Ela sorri e ele abre a porta para que ela entre.
— Não precisava, eu disse! — Responde ele, enquanto ela entra no local, olha ao redor.
— Está gostando de ficar hospedado aqui? — Pergunta, entregando o vinho para ele, que caminha para a cozinha.
— Ah, a vista é bonita e tem um bom serviço de quarto. — Ele sorri, conferindo o forno
— Não costumo ver boas avaliações desse hotel. — Ela ri, fazendo com que ele gargalhe.
— Exatamente por isso achei que seria mais discreto vir para cá. — Explica ele, se senta em um dos bancos da bancada da cozinha e assente.
— Faz sentido. — olha para o fogão por cima da bancada. — E então, qual é o cardápio? — Jun-ho sorri empolgado com a pergunta.
— De entrada eu fiz brusqueta, prato principal lasanha de frango e sobremesa… essa eu comprei… — Ele ri. — Sorvete de flocos. — fica surpresa com a resposta dele.
— Como sabia que eu gostava de tudo isso? — Ela arqueia a sobrancelha.
— Você tem um destaque no Instagram só de restaurantes Italianos, e postou no Twitter vários dias seguidos que queria sorvete de flocos. — Ele ri e ela levanta as mãos em rendição.
— Justo, é muito fácil saber do que eu gosto mesmo. — Responde, com um sorriso.
 Durante o jantar, experimenta todos os pratos que Jun-ho fez e descobre que ele é bom em cozinhar. Os dois pegam o pote de sorvete e sentam na sala, assistindo episódios aleatórios de Friends enquanto tomam o sorvete.
— Tá sujo aqui. — Diz Jun-ho, limpando o queixo de , que dá um pulinho de surpresa.
— Ah, obrigada… — Responde ela, meio sem jeito e ele sorri.
— Posso te perguntar uma coisa? — Ele olha diretamente para ela, que assente. — Você… você não tem medo?
— Medo do quê, exatamente? — Pergunta ela, se endireitando no sofá.
— De tudo que implica se envolver comigo. — Ele faz um bico discreto, arqueia uma sobrancelha.
— Você tem? — Rebate ela, Jun-ho nega com a cabeça. — Então, pronto.
— É que… eu realmente gostei de você naquela entrevista… e todos os outros dias em que conversamos me fez gostar mais ainda… — Ele se aproxima dela. — … e acho que você também gosta de mim. — Ele sorri com os olhos, não consegue deixar de reparar nisso.
— É… — Ela sorri. — Talvez eu goste.
— Talvez? — Ele faz uma careta e ela ri, mas assente. — Eu realmente sinto vontade de falar com você toda hora, e você me faz rir… — Ele sorri. — Me faz ficar sorrindo com cara de bobo para o celular. — Ela o empurra de leve, dando risada.
— Não é como se fosse diferente para mim. — Ela sorri e ele finge que o empurrão foi forte, fazendo um pouco de drama, arrancando uma risada de . Jun-ho se ajeita no sofá, empolgado e sorri para ela.
— Então… — Ele segura em sua mão. — Vamos continuar nos vendo? — Ele pergunta, um pouco nervoso e ela assente.
— Não vejo motivos para não fazermos isso. — responde, com um sorriso. Jun-ho se aproxima dela e sorri.
— Consegui te impressionar no nosso primeiro encontro? — Ele toca sua bochecha e leva a mão até seu cabelo, deixando com que repousasse ali por um instante. sente seu toque e sorri, se permitindo sentir por mais um pouco.
— Conseguiu, parece que você não tem talento apenas para cantar e atuar. — Brinca ela, Jun-ho ri.
— Eu sou bom em muitas coisas. — Diz ele, com um tom sereno.
— Ah, é? Tipo o que? — Pergunta ela, Jun-ho se aproxima dela, ambos sentindo a respiração um do outro.
— Vou te mostrar. — Ele se aproxima mais e ela fecha os olhos, dando permissão para o que ele pretendia fazer. Seus lábios se tocam e suas línguas se entrelaçam, em um beijo intenso. se deita devagar no sofá, sendo conduzida por Jun-ho, que se encaixa em cima dela, continuando o beijo. Sua mão passeia por dentro da blusa de , percorrendo seu abdômen. sente o corpo arrepiar ao sentir o toque de Jun-ho, sua mão percorrendo seu corpo, fazia com que ela quisesse aprofundar ainda mais aquele momento. Aquela sentimento de querer mais era sentido pelos dois, quanto mais próximos estavam, mais vontade tinham de se aproximar. Jun-ho se afasta do beijo e aproxima seus lábios da orelha de . — Posso? — Ela apenas assente, sentindo seu corpo arrepiar ao escutar a voz dele assim tão de perto.
O sim silencioso de , com um simples aceno e os olhos vidrados nele, foi o estopim. Jun-ho deslizou a mão sob a blusa dela, sentindo o calor e os arrepios em cada centímetro de pele exposta. Ajudou-a a sentar, e puxou a blusa por sobre sua cabeça com uma lentidão proposital, saboreando o momento.
Os olhos dele baixaram, famintos e admirados, para os seios cobertos apenas pelo sutiã de renda preta. Ele passou os dedos pela alça fina, depois pelos contornos do bojo, até abaixar uma das alças, expondo um dos seios. A boca dele logo se encaixou ali, quente, úmida, sugando com precisão, enquanto a outra mão massageava com carinho o outro seio. jogou a cabeça para trás, ofegante, segurando os ombros dele com força.
Ela puxou a camisa dele com pressa, desabotoando o suficiente para que ele mesmo a arrancasse e a jogasse de lado. Pele com pele, os corpos finalmente se encontraram, e o atrito dos seios dela nos músculos definidos dele fez morder o lábio, sentindo o prazer crescer num ritmo lento, mas avassalador.
Jun-ho a deitou novamente, e seus beijos foram descendo pelo esterno, estômago e baixo ventre, enquanto ele desfazia o botão da calça jeans dela. Ele a puxou pelos quadris, tirando a peça com firmeza, revelando a calcinha que mal escondia o quanto ela já estava molhada por ele. Ele beijou por cima do tecido fino, sentindo o cheiro quente e doce da excitação dela.
arfou.
— Jun-ho… — Ele não respondeu, apenas afastou a calcinha para o lado e passou a língua diretamente entre seus lábios íntimos. Fez isso com precisão, firmeza, como se soubesse exatamente onde tocar. A ponta da língua deslizou por todo o centro, separando as dobras, até chegar ao clitóris, onde circulou devagar antes de sugá-lo com vontade. Ela agarrou o sofá, o quadril tremendo sob o toque dele. Jun-ho segurou as coxas dela abertas, mantendo o ritmo da língua, alternando entre lamber e sugar com um controle que parecia ensaiado. E quando começou a gemer mais alto, os quadris se movendo involuntariamente, ele introduziu dois dedos dentro dela devagar no começo, e depois com mais intensidade, sentindo como ela o apertava por dentro, quente, molhada e pronta. Ela veio com um gemido abafado, as pernas tremendo, os dedos cravados nos ombros dele. E mesmo depois do orgasmo, ele não parou. Subiu pelo corpo dela, beijando tudo no caminho, até encaixar os quadris entre as coxas ainda abertas. Seus olhos encontraram os dela uma última vez.
— Você tem certeza? — ele sussurrou, a voz rouca.
— Quero você — disse , a voz trêmula, mas firme.
Jun-ho guiou o próprio pênis com uma das mãos, roçando a glande contra a entrada dela, e então penetrou devagar. Ambos gemeram ao mesmo tempo, sentindo o encaixe quente, justo, intenso. Ele se manteve parado por um instante, beijando-a, enquanto o corpo dela se ajustava ao dele. Então começou a se mover, com investidas lentas e profundas, sentindo cada reação, cada aperto, cada suspiro dela. A respiração dos dois se misturava, os gemidos saíam abafados entre beijos e sussurros. Ele a segurava pelos quadris com firmeza, e aumentava o ritmo aos poucos, até que o som da pele contra pele preenchia a sala. arranhava as costas dele, puxava seus cabelos, arqueava o corpo em busca de mais. Ele a levava até o limite, até que o segundo orgasmo dela chegou com ainda mais força, fazendo-a gemer alto e estremecer sob ele. Jun-ho continuou por mais alguns instantes, enterrando o rosto na curva do pescoço dela, respirando pesado, o corpo trêmulo e envolvido pelo calor dela. Eles permaneceram ali por alguns minutos, suados, ofegantes, grudados um no outro, como se nenhum dos dois quisesse quebrar aquele instante.
— Isso... foi só o começo — ele murmurou, ainda dentro dela. riu baixinho, o corpo mole e satisfeito.
— Então quero ver até onde você consegue ir… — Jun-ho ainda estava deitado sobre ela, apoiado nos antebraços, quando passou os dedos pelos cabelos dele, rindo baixinho. — Você definitivamente é bom em muitas coisas… — disse ela, com um sorrisinho preguiçoso. Ele beijou o canto da boca dela, depois o maxilar, como se quisesse saborear cada pedaço antes de deixá-la descansar.
— E eu mal comecei a te mostrar.
— Hm… — ela fechou os olhos por um instante, o corpo completamente relaxado. — Espero que tenha café amanhã cedo. Preciso me convencer de que não foi um sonho. — Brinca ela. Jun-ho sorriu, se levantando apenas o suficiente para puxar a manta sobre os dois.
— Fica, . A cama é grande, e eu prometo não roubar o cobertor. — Ela riu, se aninhando no peito dele.
— Tudo bem… Mas só se você me abraçar assim a noite toda.
— Feito. — E foi assim, com os corpos ainda colados, corações desacelerando em sintonia, que ela adormeceu, nos braços dele, no sofá, sentindo pela primeira vez em muito tempo que estava exatamente onde deveria estar. Ele a carregou no colo até a cama, aconchegando-a na coberta e deitando ao seu lado.
— Boa noite, linda. — Depositou um beijo em sua testa e sorriu, acariciando seu cabelo.
No dia seguinte, acordou e foi para o banheiro, tomou um banho e pegou uma das toalhas limpas do hotel para se enxugar, procurou suas roupas e as encontrou dobradas no pé da cama, sorriu com o cuidado que ele teve em separar as roupas dela. Vestiu-se e caminhou até a cozinha, sentindo o cheiro de café fresco.
— Hmmm, eu poderia me acostumar com esse cheiro pela manhã. — Brinca ela, Jun-ho sorri e se aproxima, selando seus lábios.
— Bom dia, dormiu bem? — Pergunta ele com um sorriso.
— Bom dia, dormi sim, pareceu quando eu era criança que dormia no sofá e acordava no quarto. — Ela brinca e os dois riem, caminha até a cozinha e enche uma xícara de café. — Hoje é minha estréia no Spotlight Talk. — Ela sorri, empolgada.
— Como assim estreia? E a entrevista comigo? — Ele franze o cenho.
— Eu digo como apresentadora oficial, depois de ter sido promovida. — Ela sorri, tomando um gole do café e a expressão de Jun-ho se suaviza.
— Ah, faz sentido. — Responde com um sorriso nos lábios. — Bom, tenho uma boa notícia para você.
— É mesmo? Qual? — Ela tem um sorriso nos lábios enquanto saboreia o café.
— Eu comprei uma casa em LA. — Jun-ho tem uma expressão empolgada no rosto.
— O que? Vai se mudar para cá? — Ele nega com a cabeça.
— Vou ter mais um motivo para voltar para cá mais vezes. — Ele se inclina sobre o balcão.
— Ah, é? E qual é o outro? — se inclina na direção dele.
— Ver a minha apresentadora favorita.
Antes de sair, olhou para trás e o viu escorado na porta da cozinha, caneca na mão, sorriso nos lábios. Ele parecia perfeitamente encaixado ali, como se já fizesse parte do cenário e talvez, quem sabe, da rotina dela também.
— Você tem certeza que não vai desaparecer depois da minha estreia? — ela perguntou, brincando, enquanto colocava o casaco.
, se depois daquela entrevista eu ainda não sumi, acho que você está segura. — Jun-ho respondeu, com aquele sorriso que ela começava a reconhecer de longe.
Ela riu, pegando a bolsa, mas antes de sair, parou de novo.
— Sabe... eu sempre achei que minha carreira ia ser a parte mais emocionante da minha vida.
Ele se aproximou, tirou a caneca da mão e entrelaçou os dedos aos dela.
— Talvez ainda seja. A gente só adicionou um plot twist.
Ela o encarou por um segundo, como se quisesse guardar aquela expressão só pra ela, depois assentiu com um leve sorriso.
— Me veja na TV hoje! — Ela sorriu.
— Não perderia por nada. — Responde ele, abriu a porta e saiu. Mas dessa vez, com a certeza de que quando voltasse, ele ainda estaria ali. E que quando não estivesse, voltaria por ela.



Fim!



Nota da autora: nota da autora: fic com esse lindo, não me aguentei gente! espero muito que vocês gostem porque eu ameie escrever ela <3.



Nota da scripter: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA LEE JUN-HO SE RESPONSABILIZE PELOS DANOS QUE A JOY CAUSOU NO MEU PSICOLÓGICO COM ESSA HISTÓRIA. MEU DEUS QUE PERFEIÇÃO NA TERRAAAAAAA.

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