Finalizada em 20/01/2021

Capítulo Único

Antes...
Música que inspirou esta fanfic: 2nd Thots – Jay Park (Aqui)
observava a mulher fazendo as suas malas sem acreditar que ela realmente iria embora. já estava cansada de tanta euforia naquele relacionamento com o modelo. Havia sido uma experiência cheia de muitos aprendizados, desde o início perfeito como um sonho, até o momento em que ela deixou seus sonhos de lado porque não condizia com uma “mulher pública” ser uma piloto de avião.

Amava , era verdade! Por anos o amou como nunca imaginou que fosse possível amar um homem, e se não fosse o mundo dele, aquele relacionamento não teria se desgastado. Meses antes daquele momento, estava em viagem, e havia se decidido: faria a prova para aeromoça da companhia aérea! Era o caminho mais rápido para depois realizar seu desejo de ser uma grande piloto, já que uma vez lá dentro, o salto até o curso e as oportunidades tenderiam a ser menores.

Durante os seis meses de viagem do namorado, sem lhe contar – não que ele fizesse questão de saber – ela estudou para a prova, e estava certa de que passaria e finalmente seguiria o seu caminho. E ali estava boquiaberto dentro do apartamento da namorada que agora lhe dizia que iria embora.

— Você realmente vai terminar assim? Desse jeito? Não acha que eu merecia um pouco mais de consideração?

... – ela murmurou cansada o olhando incrédula: — Você me pediu um tempo dois meses atrás por telefone!

— Claro! Nós não estávamos bem, eu andei confuso, mas... Daí eu não imaginava que você me chutaria quando eu voltasse e ainda por cima... Para onde você está indo mesmo, !?

estava perdido. Havia voltado de sua viagem animado para ter uma noite prazerosa com a namorada e mesmo sabendo que a sua atitude de meses antes quase terminar por telefone, fosse gerar um diálogo inevitável, realmente, ele não pensou que ela estaria literalmente partindo.

— Eu passei na prova da companhia aérea. Há um mês. Há um mês que venho sendo preparada para a viagem de amanhã, e bem... Não teria como você saber, você pediu um tempo e sumiu não foi?

, você não podia ter me escondido isso!

— E por que não me ligou ou não me procurou? Desculpe , mas eu tentei por muito tempo fazer dar certo o nosso lance com todos os seus trabalhos de modelo, todas as nossas confusões e escândalos... Olha o lado positivo: antes eu ficava pra cima e pra baixo pelo mundo vez ou outra quando dava para te acompanhar, e agora, ambos iremos voar por aí.

— Ah, péssimo momento para piadas ! – ele atestou já se conformando: — E o que eu faço com meus sentimentos por você?

— Vamos ser sinceros? – ela fechou a mala e a colocou à porta de seu apartamento: — Nós não sentimos mais o mesmo que antes... Pelo menos ficou uma amizade não é?

Ela tocou o rosto dele com suavidade, e astuto rapidamente prendeu o corpo dela à parede onde estava escorado. Beijou com avidez, explorando cada parte de seu pescoço e apertando firmemente sua cintura enquanto se pressionava mais e mais ao corpo dela, e percebendo que estava sendo correspondido, despediram-se como gostavam quando tinham que se separar: extremamente nus e entregues um ao outro.

Meses depois...


Os saltos de ecoaram por dentro do saguão do aeroporto, acompanhada às outras aeromoças que conversavam sutilmente com ela, embora estivessem extremamente curiosas para saber se estavam certas ou não.

— Tem certeza que você nunca fez um trabalho de modelo ou coisa do tipo? – Briana a perguntava certa de que já tinha a visto em algum lugar.

— Não, eu não sou modelo.

— Briana, como se você tivesse tempo de saber sobre este tipo de mundo, não é? Você é a que mais voa entre nossa equipe. – Karin revirou os olhos dando um jeito de encerrar o assunto.

As três haviam acabado de chegar para um novo embarque, e assim que estavam dentro da aeronave ajeitando tudo o piloto surgiu. Cumprimentou as aeromoças presentes e seguiu para a cabine. Karin apenas cutucou que não havia conseguido ver o rosto do homem.

— Aquele é o piloto mais charmoso da companhia.

— E mais gostoso! E diferente do Godric ele não é um canalha, pelo contrário... já deixou uma boa lista de comissárias apaixonadas e iludidas.

— Iludidas? Por quê? – perguntou atenta ao que Briana e Karin lhe haviam dito.

— Porque ele é para casar, e nenhuma comissária está à altura do nosso piloto ali.

— Entendi... – riu com algum humor: — Ele é exigente.

As mulheres começaram o seu trabalho e não mais tocaram no assunto. O voo correu tranquilo e ao chegarem a Nova York, finalmente ela foi apresentada aos pilotos antes de deixarem a aeronave. e Godric vinham pelo corredor da aeronave e as comissárias também já estavam prestes a finalizar a organização para sua saída, quando Godric interrompeu-as para apresentá-lo à novata.

, um momento. Já conheceu nossa nova colega de equipe? – o loiro perguntou chamando a atenção das mulheres ali, e sorriu para os dois de forma educada — Esta é . A nova comissária.

— É um prazer conhecê-la senhorita, bem vinda à companhia.

pronunciou olhando-a educado, mas sério, e acenou cumprimentando Karin e Briana. Observou sorrateiro, a , sem dar algum sinal de avaliação sobre seu perfil, ao contrário de Godric que descaradamente fazia jus ao seu título de canalha. Os homens saíram dali, e os cochichos logo foram soados pelas vozes de Briana e Karin.

[...]


e haviam se aproximado de um modo que surpreendeu à equipe que com eles trabalhava. Eles não eram um casal. Não eram descarados ou qualquer outra coisa, mas o fato de sempre sair com a comissária nas folgas, para algum programa tranquilo entre: jantares dançantes, museus e shows de música, e quando pousavam em alguma cidade e se hospedavam no hotel, sempre dividir bebidas e conversas com elas nos hotéis, logicamente levantaram suposições. Primeiro eles desmentiam, refutavam. Depois passaram a não ligar para os burburinhos de quem não acreditava na amizade de ambos.

Para , era uma mulher tranquila, discreta e que odiava escândalos. Ele havia contado a ela uma vez que foi muito apaixonado em uma atriz americana, e com isso a vida dele se tornou um inferno do qual ele nunca mais queria contato. E havia sido traído, então um pouco de sua personalidade fechada tinha a ver com aquilo. soube naquele momento que nunca poderia contar a ele que, antes de ser comissária, o tipo de vida e de garota que ela era... Era exatamente o que ele odiava.

Havia sido alvo de escândalos com entre: supostas traições levantadas pela mídia de ambos os lados, as brigas e discussões em público nas festas privativas de alguns famosos, fora alguns trabalhos que ela acabou realizando com ele, por ser sua namorada. Aquela que ela escondia – nome “artístico como ex de ” – era parte do passado e personalidade que ela não queria nunca mais ver. Então preferia a pacata, simples, comum e despreocupada que estava cada vez mais cheia de amigos comuns, álbuns de fotografias lindos pelo mundo, de liberdade e de aventuras quando ela e bebiam um pouco além da conta nas folgas entre viagens e se perdiam no exterior.

Mas, esta mesma despertou o interesse do piloto , quando numa escala entre voos, na pausa para um café antes de retomarem os céus, conversou com ela e a fez rir. Aquela não era uma risada nova, mas era novidade para ele que aquele som havia remexido em algo dentro de si. De repente, ele se percebeu quase, absolutamente quase, apaixonado. E a partir disso, não demorou par que os dois começassem a ficar vez ou outra disfarçadamente, afinal tinha aversão às exposições. E mesmo quando Godric surgiu com a fofoca sobre , ele não deu ouvido.

Estavam reunidos na sala da companhia, Godric, Karin e Briana no aguardo de mais uma viagem, onde não havia sido escalada. entrou para fazer um lanche e percebeu que os amigos nem mesmo perceberam sua chegada e seu cumprimento dado o teor do que lhe parecia ser uma “fofoca”.

— Eu dizendo Karin! Quando bati os olhos na eu tive certeza de já tê-la visto em algum lugar!

— Eu disse o mesmo para ela, Godric! Mas a Karin não acredita em mim. – Briana afirmou chateada.

— Gente, só acho que vocês dois estão errados! Se a é esta mulher que dizem, porque ela estaria trabalhando como comissária de bordo?

mastigava seu sanduíche em silêncio, mas interessado e focado no que os amigos diziam sobre a sua ficante.

— Ué Karin, vai saber! Briana tem cara de quem dá o golpe do baú facilmente, mas não está fazendo isso! – Godric falou brincando e recebendo o tapa da amiga — Se bem que... Ela sempre insiste para ser escalada nos voos da primeira classe, não é? Hm... Acho que ela tem um plano!

— Godric cala a boca, você é muito inútil.

Antes que os dois começassem a brigar ainda mais, e que Godric desse uma resposta pronta para Briana, Karin pediu que eles esquecessem toda aquela conversinha e lhe dessem provas. resolveu então interferir:

— Provas de quê? – ele perguntou atraindo a atenção dos outros.

— Nem vimos que estava aí... – Godric falou sorrindo e indo contar a fofoca como uma velhinha futriqueira até o amigo: — A é famosa!

— O quê? – ficou sério de repente e largou a parte final de seu sanduíche.

— Não é não! – Karin falou — Ele cismou que ela e a ex-namorada de um modelo coreano ou sei lá o que...

— Baseado em quê?

— Baseado na minha intuição! Mas, a Karin tem razão! Eu vou conseguir provas de que a é a ex-namorada do tal .

Godric levantou-se altivo e Briana viu o momento perfeito para uma piada.

— Espera... Por que você conhece o modelo? Acaso ele faz o seu tipo, God?

— Um homem não pode ser bem informado que vocês já tentam colocar sua masculinidade à prova não é?

— Eu também vou dar uma vasculhadinha no passado da . – Briana informou interessada.

— Vocês deveriam sentir vergonha sabia? O que importa quem ela é ou deixou de ser?

A fala de Karin despertou no pensamento de aquela reflexão: o passado da importava? E se ela fosse realmente a ex-namorada de um modelo famoso, importava? Incapaz de responder seus próprios pensamentos, saiu da sala e o grupo se dirigiu para o próximo voo.

Depois daqueles três dias, foi novamente escalada em uma viagem com e ambos não se viam desde então, estava realmente com saudades da mulher e ansioso para sentir os prazeres que junto a ela, os dois eram muito bons em proporcionar ao outro.

“Senhores passageiros, a Gold Milles Air Company agradece a sua preferência e deseja a todos uma boa chegada”.

A voz de ecoou no alto falante da aeronave enquanto Esteban e Lisa, os demais comissários daquele voo auxiliavam os passageiros em seu pouso. A mulher suspirou cansada e ansiosa por finalmente terem chegado. A noite parecia quente fora do avião, embora não pudesse sentir nada. Mas, observava aquilo pelos recém-transportados que se abanavam ao lado de fora enquanto ela espiava uma janelinha ou outra.

— Bom trabalho ! Nos vemos no retorno! – Michael, o copiloto de naquela viagem informou ao vê-la terminar de organizar a bancada da cozinha aérea.

— Não vai ficar no hotel?

— Não, tenho uma prima que mora aqui na cidade e vou aproveitar o intervalo para visitá-la.

— Entendo, então até dois dias. Bom descanso. – ela despediu-se sorridente.

Lisandre e Esteban também haviam terminado sua parte e surgiram atrás de perguntando se ela não iria para o hotel, a mulher desconversou. havia pedido a ela que o aguardasse no fim da viagem, e inventando uma desculpa qualquer – parecida com a de Michael – ela os dispensou.

Os carregadores das bagagens já haviam transportado o carrinho para dentro do aeroporto e agora só restavam ela, e o avião estacionado ali na região permitida. Mas, ainda estava na cabine do piloto e não quis esperar. Levantou-se de sua poltrona indo até lá e pôde vê-lo ao abrir a porta, se preparando para anunciar algo no microfone.

— Vai passar algum recado para alguém? – ela perguntou rindo e se aproximando.

girou seu corpo que estava em pé apoiado à poltrona de piloto, com a mão em um dos rádios e a observou sorrir.

— Ah... Eu ia solicitar uma comissária aqui na cabine, mas ela foi mais rápida.

se aproximou e encostando as mãos no tórax de se aproximou para beijá-lo. As mãos dele se firmaram ao redor da cintura dela num aperto de saudade, que a fez desejar aprofundar o beijo. Sem dificuldade os dois estavam se pegando fortemente entre mãos que percorriam seus corpos e bocas que soltavam pequenos murmúrios. puxou o zíper traseiro da saia de uniforme dela, e começou a desabotoar a camisa de uniforme dele.

— Tem certeza que vamos fazer isso aqui?

— Não vou sair daqui sem pelo menos te sentir um pouco... – ele respondeu enquanto afundava seus lábios em beijos no pescoço dela.

— Mas alguém pode...

— Ninguém pode nada, relaxe meu amor... – ele falou num tom tão enérgico e certo que apenas se deixou levar.

Já estava apenas de sutiã e calcinha quando empurrou delicadamente o corpo dela sob o painel frio pelo metal. olhou para a mesa de controle, preocupada em como estava sendo jogada em cima daquilo, e não tinha notado que havia um tampo de metal dos painéis, que nem mesmo ela sabia quando havia fechado.

— Você parece já ter feito isso outras vezes... – ela murmurou abrindo o cinto da calça dele.

— Sexo? Ah sim, pode ficar tranquila...
— Estou falando de sexo na cabine do avião.

— Ah, isso... Não, porque pergunta?

— Esquece... – ela sorriu leve e passou a língua nos lábios: — Agora eu estou com sede.

E dito aquilo, abocanhou no lugar que ele mais ansiou. Os lábios quentes dela em torno de seu membro só o estimulavam para que, cada vez mais ele se entregasse aos gemidos que subiam por sua garganta, e apertasse às poltronas dos pilotos com tanta firmeza como se estivesse no meio de um voo turbulento. De fato, havia turbulência ali, mas a melhor delas.

Não era de satisfazer somente a si, por isso, com as mãos na nuca de , depois de despentear os cabelos dela, a puxou para si beijando-a e provocando na mulher à sua frente, pequenos espasmos de desejo, quando sua língua macia tocava a intimidade dela.

Depois de uma transa extremamente original na vida de , ela e seguiram juntos para o hotel. Estavam na banheira do quarto dela, relaxando juntos, quando resolveu perguntar algo que havia o deixado incomodado:

— Por acaso a história de Godric, sobre você ser ex-namorada de um famoso tem algum cabimento?

Direto e reto. não imaginava que seria pega daquela forma por ... Quer dizer, sabia que não poderia esconder pra sempre que era ela a “linda garota ioiô do ” e nem que poderia esconder todos os escândalos sobre os dois, os términos, as fofocas de traições, como também o amor intenso que viveram e até o quase casamento. Mas, esperava que não fosse alguém da companhia a lhe flagrar daquela forma, afinal... Que tempo eles tinham para saber de tudo aquilo?

— Ah... Acho que o Godric só está querendo assunto... Mas, por que me pergunta isso?

— Não sei se gostaria de saber que a garota com quem estou saindo, tenha alguma “fama”.

— Por causa do que aconteceu com você e sua ex?

— Eu sei que você não tem culpa do que aconteceu no meu passado, mas eu... Eu realmente não quero me envolver neste tipo de rede novamente.

fez o que achou sensato fazer daquela vez. Mentir.

— Não se preocupe, Godric está delirando.

[...]


Para e tudo estava seguindo perfeitamente como eles gostavam. Mas, o que eles não sabiam era que Godric e Briana haviam descoberto que sim, era a ex do tal modelo famoso, e ela também era uma subcelebridade por conta desse relacionamento. O que impediu de saber a verdade foi uma súplica de Karin para que os amigos deixassem aquilo quieto, afinal ela havia notado o relacionamento escondido dos outros dois. Ou seja, com o passado de , se ele descobrisse aquilo, provavelmente dispensaria .

— Mas se ele estiver apaixonado, ele não faria isso não é?

A pergunta ingênua de Briana, na época foi respondida por uma expressão séria de Godric e Karin. Era óbvio que ele pularia fora a amando ou não. Por essa razão, os três decidiram não se meter no relacionamento escondido – não desconhecido – do piloto e da comissária que aspirava ao posto de pilota também.

Mas, como mentiras são areias movediças, a omissão também é. E o fato de todos omitirem – inclusive a própria – a verdade para , poderia estar sob o fio da navalha. Na primeira classe do voo de uma daquelas viagens, que deveriam ser só mais uma comum viagem, estava .

— Com licença... – Karin informou surgindo na cabine dos pilotos no meio do voo, olhou sobre o ombro discretamente dando-lhe permissão a se aproximar, então Karin informou: — Preciso falar com você Godric, é urgente.

Karin nunca tomava aquele tipo de postura a não ser que fosse realmente urgente, e por tal razão, Godric acionou o piloto automático auxiliar e saiu da cabine passando a mão aos cabelos com certa curiosidade e aflição.

— O que é isso, mas o que houve?

está na primeira classe, Briana acabou de me informar.

— Onde está a ?

— Na executiva.

— Então qual o problema?

está pedindo para vê-la.

— Merda... – Godric murmurou e a perguntou com dúvida: — Oras, mas por que afinal você veio me chamar? Eu não tenho como fazer nada!

— Eu só pensei que talvez as coisas possam se complicar e que você devesse saber... Por causa do , sabe? O alto falante...

— Certo Karin, o que você não está me contando? Que merda é essa de alto falante?

solicita acesso à cabine para surpreender a “ex” namorada. Ele quer uma reconciliação e acabou de pedir isso... Entendeu agora?

— Eu nego o acesso. Diga isso. Se eu for até lá qual o sentido de “negar” se eu abandonei o posto?

— Eu pensei que talvez se ele insistir, eu vou permitir pelo acesso ao meu alto-falante. Afinal, o agente dele está insistindo em nome dele. E ele é influente pode dar merda pra gente. Mas, seria preciso que você silenciasse a cabine.

— Por que não faz isso por seu sistema?

— Esqueceu que o coloca a senha dele no sistema, e abre o código para só ele silenciar a aeronave?

— Puta que me pariu viu... e essas manias de protocolo... Eu vou ver o que posso fazer, mas não garanto nada. Vamos arriscar, tenta levar a até ele sem que ele precise se manifestar.

“Boa noite senhores passageiros, aqui é o falando, e hoje eu vim até este voo para cometer talvez a maior prova de amor que eu já tenha feito em toda a minha vida... ... Ou melhor, ... Você poderia comparecer à primeira classe do avião e me encontrar, por favor? Eu preciso muito te dizer o quanto eu te amo, !”


A voz que saia do alto falante era a prova de que Karin e Godric nada poderiam fazer realmente, por isso cada um retornou imediatamente ao seu posto. Godric ao retornar para sua poltrona no meio do discurso de , ainda pôde ouvir na cabine de comando o que era dito aos passageiros, e observou na expressão de , por seu maxilar tenso, que... realmente estava encrencada.

Já Karin, quando chegou à cabine dos comissários viu Briana se aproximar correndo entre os corredores, e saindo com a maior cara lavada.

— Senhor, não tem permissão de entrar aí! – ela informou.

E ele sorriu para Karin dizendo:

— Me desculpe, mas eu já fiz o que precisava. Qualquer problema com seus superiores, o meu agente dará conta. Não se preocupe senhorita, e desculpe por tumultuar o voo.

Briana se aproximou pedindo que ele a acompanhasse até a primeira classe novamente, e eufórica. Enquanto os dois caminhavam pela aeronave, atrás de Karin que se abanava de euforia também, surgiu. E antes que pudesse falar com a amiga, viu as costas de afastando-se no corredor seguinte. Karin não teve tempo de agir para impedi-la ou qualquer outra coisa. estava enraivecida e trêmula, caminhou em seus saltos impecáveis se aproximando de , no meio da Executiva e lhe chamou:

!

As pessoas filmavam e fotografavam, enquanto ele descia o capuz de seu casaco revelando as madeixas loiras e maiores do que muitos meses atrás.

... – ele se aproximou dela com um sorriso, mas a mulher apenas ergueu uma mão na direção dele pedindo que ele parasse.

— O que pensa que está fazendo?

— O que eu deveria ter feito muitos meses atrás: reconquistando o seu amor!

— Pelo amor de Deus, ! Como você pôde...?

estava irritada e absolutamente apavorada com a hipótese de ter descoberto que ela mentiu.

— Por favor, ...

— Vem, comigo! – ela falou brava entredentes, passando por ele antes que mais fotos e coros de reconciliação fossem gritados.

Quando os dois saíram da cabine executiva e estavam a um passo da cabine da primeira classe, puxou pela cintura para dentro do reservado entre as cabines.

— Puta merda ! Deixa-me sair desse banheiro agora!

— Você pretendia conversar comigo no meio da primeira classe? Eu não fretei o voo sozinho, minha linda.

Ele perguntou sorrindo com seu corpo prendendo na porta.

— Isso é... Isso é inacreditável, ! Você realmente quer destruir a minha vida?

, eu realmente vim aqui pra te dizer como está sendo difícil todos estes meses sem você. Eu te amo! Será que você não acredita mais em mim? Vai deixar nossas memórias boas serem destruídas pelos maus momentos?

— Eu estou em outra, . Ou melhor... Estava até você tomar aquele alto falante.

— Como assim? – ele a encarou com olhos arregalados e expressão de quem não estava entendendo o que acontecia: — Você... Você está namorando outro?

— Eu... Olha isso não te importa! O fato é que você não devia ter invadido meu trabalho e exposto a minha privacidade e... Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu quero apagar a , !? Você vai lá e... Argh! Que ódio!

— O que foi? O seu novo carinha não gosta do seu passado? Ele não gosta que você foi minha namorada? Minha noiva?

— Não é isso! Ele não gosta dessa coisa de fama e etc... Mas isso não é o foco também, você não deveria...

— Então se ele não está pronto pra enxergar a mulher inteira que você é, – interrompeu : — Ele não merece nem a sua metade.

— Olha só, quem ouve até pensa que você não sufocou metade de mim, não é?

— Eu não ! Você se sufocou tentando fazer parte do meu mundo, mas eu nunca te pedi isso, eu só queria você do meu lado comigo, sendo feliz comigo, eu nunca te pedi para se sufocar.

— Esse é o problema , você não pediu, mas a sua carreira sim. A sua carreira impõe certas coisas e você é escravo dela. Eu não posso me tornar escrava do seu sucesso também.

— E tudo o que a gente viveu então?

— São boas lembranças e...

foi interrompida com um beijo voraz de e que ela rapidamente correspondeu. Quando a boca dele se direcionou ao pescoço dela beijando lentamente ali, as unhas dela cravaram nos ombros dele numa tentativa de o afastar, então se impulsionou ainda mais para cima dela sussurrando em seu ouvido:

— Você realmente tem a coragem de me dizer que só as lembranças disso tudo são suficientes?

E antes de deixar que ela respondesse ele voltou a beijar que entre puxões no cabelo loiro, e quase imperceptíveis empurrões do corpo dele, não sabia se devia parar ou continuar.

, por favor, aqui não...

— Certo! – ele falou de repente se afastando ofegante tanto quanto ela e mordendo seus lábios intimou antes de sair: — Te encontro na esteira do aeroporto, nem pense em fugir da nossa conversa.

Disse e saiu pela porta do banheiro, deixando uma comissária amarrotada, confusa e muito estressada para trás. Então quando saiu do banheiro, esbarrou com Briana parada em pé ao lado da porta a estendendo um nécessaire.

— Retoque a maquiagem amiga, seu batom está borrado.

— Droga Bri...

Briana percebeu pelas poucas palavras de , que ela estava desolada com a situação porque só conseguia pensar em como reagiria àquilo. achava que Briana não soubesse dos dois, mas a comissária amiga estava ali ao seu lado, justamente por saber.

No final do voo, saiu como todos os demais passageiros, e não foi preciso que nenhum dos amigos dissesse nada para . Ela mesma correu até a cabine do piloto esbarrando em Godric que saía e a lançou um olhar de conforto. entrou na cabine e já estava se preparando para também sair quando deu de cara com ela.

— Godric vai finalizar a aeronave para mim hoje. Eu preciso ir embora. – ele falou olhando nos olhos de , e em seguida tentando sair de perto dela.

, vamos conversar.

— Eu não quero ouvir mais mentiras. Então... Suponho que ele esteja te esperando lá embaixo em algum lugar, não perca mais seu tempo.

eu não fazia ideia que ele...

— O problema não é ele ! – falou alto levando as mãos impacientemente aos olhos e numa lufada de ar, disse de forma dura: — O problema é você! Eu não quero ouvir você, nem ter qualquer contato com você que não seja extremamente profissional.

, por favor...

Ela não conseguiu falar nada, ele saiu da cabine e ela foi atrás, mas a mão de Godric em seu braço pedindo para ela deixá-lo ir, a impediram de seguir atrás do piloto.

— Dê um tempo a ele. E talvez, você deva mesmo resolver algo não é?

acenou afirmativa enquanto Godric se afastava. Depois daquilo, ela terminou suas tarefas e com o apoio e desejo de “boa sorte” das amigas, foi encontrar com no aeroporto.

— Vamos, . – ela murmurou ao vê-lo próximo às bagagens dele e disfarçado: — Não quero demorar, ainda tenho que voltar pro meu hotel.

— Estou hospedado no mesmo.

— Ah não... Era só o que faltava!

saiu na frente pisando fundo como se seus saltos fossem cravar no chão e arrastando a sua mala, seguia atrás dela com um sorriso bobo no rosto.

[...]


Depois que chegaram ao hotel eles tomaram banho e um tempo depois se encontraram no saguão para jantar juntos. Haviam conversado no jantar sobre a ida dele até ali. Ela abriu o jogo sobre , e teve que ouvir de que ele a esperaria pelo tempo que fosse. Estavam a caminho do elevador do hotel, quando encarou o semblante seguro, confiante e até um pouco distante, de .

— Você entende que o que você está fazendo não faz o menor sentido?

E então ele apertou o botão do elevador a encarando confuso:

— O quê exatamente ?

— Isso de você vir depois de oito meses atrás de mim, pedindo pra voltar! , nós ficamos juntos por três anos. Três intensos anos, entre idas e vindas. E você aparece agora dizendo que não imaginava que me perder fosse doer tanto, e querendo voltar logo quando eu decido seguir em frente?

— Talvez seja isso... – o elevador abriu e eles entraram então recostou-se na parede do mesmo de modo a ficar ao lado de a admirando: — Talvez seja o fato de sentir que dessa vez era definitivo.

— Então em todas as outras vezes, você sabia que iríamos voltar? E me fez sofrer à toa? É bem pior sabia?

... Eu não sei explicar direito, mas eu realmente senti a sua falta como nunca antes. Acho que o fato de você sempre estar no meu mundo, vivendo o que eu vivia me fazia pensar que você nunca me deixaria. Mas, eu sempre soube que eu poderia te perder para uma única pessoa.

— Quem? – ela perguntou confusa em imaginar que ele poderia estar falando de , mesmo que não fizesse o menor sentido já que ela estava transando com o piloto só há quatro meses e nem deveria saber daquilo.

— Você mesma.

não entendeu. aproximou-se mais e tocou o rosto dela, passando o nariz em uma das bochechas rosadas da mulher, e selando os lábios dela devagar e com permissão.

— Só o seu amor próprio poderia dizer a você pra não ficar comigo. E foi exatamente você o pivô do nosso fim, ou melhor, os seus sonhos. Eu posso ter parecido um babaca que não queria você correndo atrás dos seus sonhos, mas...

O telefone de começou a tocar demonstrando a chamada de , e ela pensou em atender, mas foi mais rápido. Ele tocou na mão dela, delicadamente e pediu:

— Desligue seu telefone, por favor, eu preciso que você me ouça.

Ela ponderou, mas enfim o fez.

— Obrigado. – agradeceu sorrindo e continuou seu raciocínio: — Eu posso ter feito você pensar que não poderia contar comigo para realizar seus sonhos, mas , eu realmente estou disposto a tudo por você.

— Eu não sei se quero voltar de verdade , eu não vou mentir que não sinto nada, porque eu não sou hipócrita assim, mas eu não quero me prender num relacionamento como o nosso é fadado a ser. Mesmo que tenhamos toda a boa disposição do mundo de fazer diferente.

— Promete que vai pensar? Seu corpo me diz tudo diferente do seu coração, mas eu vou respeitar isso. Mas, por favor, , pensa com cuidado?

— Eu até posso pensar, mas... – novamente passou as mãos à cintura dela, e a encarando, risonho e em silêncio, demonstrou que só de ela pensar estava satisfeito.

— Só mais uma coisa...

— Ah o que você quer agora? – ela perguntou risonha sentindo as mãos dele na cintura dela se apertarem mais e o olhar dele se tornar travesso.

Ela conhecia bem aquele olhar.

— Só uma despedida, vai?

— É claro que... – estava pronta para dizer “não”, mas ao notar o sorriso malicioso e o brilho nos olhos dele, e contemplar por mais um tempo, fraquejou notando que estava prestes a descer no andar em que o quarto dela estava: — Tá, só hoje.

E dito aquilo, se deixou ser tomada em beijos quentes por . A porta do elevador se abriu, estava ali parado com o telefone na mão os observando. Deu meia volta até o outro elevador e apertou o botão de chamada. Ao encarar o seu lado, e saíam aos beijos e amassos pelo corredor, sem o menor pudor, sem darem-se conta de que poderia m haver outras pessoas ali. entrou no elevador e subiu novamente para seu quarto: havia sido uma péssima ideia ir atrás dela mesmo quando não atendia suas ligações.

Na manhã seguinte, acordou mais cedo do que deveria, mandou uma mensagem de texto para , assim que saiu de seu quarto dizendo:

“Obrigada por nossa despedida, você sempre estará nas minhas melhores memórias , eu ainda te amo, mas... Tinha razão... Eu sou mesmo o pivô entre nós dois, e eu me escolhi dessa vez”.


Bateu na porta de , mas ele provavelmente ainda estava dormindo, então apenas deixou por baixo da porta uma carta. Iria telefonar logo mais, e assim o fez. Duas horas depois de ter partido sem deixar muitos rastros, estava a ponto de entrar em um voo para Nova Iorque, quando telefonou para ele, e rapidamente ele atendeu.

— Me desculpa! Seu passado não importa mesmo, de verdade! – foi assim que atendeu ao telefone desesperado.

Hey , acho que na real todos precisamos de um tempo consigo... Eu entendo a sua escolha de priorizar os seus sentimentos, de verdade. Acho que você pode estar certo, sabe? De alguma forma eu não estou livre do que achei que estaria. Eu realmente gostei de ter estado com você e não tenho nenhuma mágoa pela forma que me tratou ontem, mas eu preciso me desculpar por mentir.

— Você realmente vai fugir? Vai me fazer te caçar nos quatro cantos do mundo, é?

— Você não faz esse tipo! – ela riu bem humorada e sem remorso: — Eu acho que pode ser uma fuga sim, mas eu indo de encontro comigo, sabe? Eu preciso me vivenciar um tempo, e quem sabe a gente não se encontre de novo entre um voo e outro por aí?

! – ele pronunciou urgente antes que ela desligasse: — Por favor, se for voltar, volte como meu copiloto. O Godric me enche o saco.

— Pode deixar . – ela gargalhou.

— Boa sorte, e obrigado. Por tudo de maravilhoso que vivemos nestes meses.

— Sou eu quem tem que agradecer. Cuide-se!

se despediu e desligou a chamada. Colocou os óculos escuros e estendeu o passaporte a comissária do guichê. Entraria no avião daquela vez como passageira, rumo à conquista do seu sonho. E voltaria um dia, como a piloto que sonhava ser. Sobre amores? Talvez no futuro, quem sabe. Naquele momento, sem a menor culpa, priorizar o próprio sonho e se descobrir como realmente queria ser, eram a missão de .


FIM



Nota da autora: Sem nota.





Outras Fanfics:
todos os links, destas e de todas as minhas histórias se encontram na página de autora com link acima.

Deste Especial: • Ensaio Sobre Ela • Castelo de Cartas • Teoria da Branca de Neve • Nevasca • Be • Wine • 2nd Thots
Deste Especial (Saga Jay Park) – exatamente nesta ordem: • Replay • I don’t disappoint • Feature • Limousine • Alone Tonight • I Hope You Stay With Me
Deste Especial (Saga Aventura na Ásia) – exatamente nesta ordem: • Run It • Oasis • Solo

Qualquer erro no layout dessa fanfic, notifique-me somente por e-mail.


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