Seguida da queda dos Vingadores, Tony Stark torna-se responsável pela jovem Theressa e assume o papel de seu mentor. Dentre outras adequações à adolescência da menina, sua integração no ensino-médio é mais urgente e Midtown Tech demonstra ser a melhor opção. No Queens, Peter Parker tenta equilibrar o herói Homem-Aranha com sua vida escolar, essa que — repentinamente — inclui Tessa e sua identidade como a Fênix. Tornando-se confidentes, os dois jovens se viram aliados e amigos ao se adaptarem aos conflitos e decisões que marcam o forçado amadurecimento de ambos, lidando também com os sentimentos que florescem no período conturbado e a eminente guerra contra Thanos.
A fanfic é baseada nos eventos de Homem-Aranha de Volta ao Lar, Vingadores — Guerra Infinita e Vingadores — Ultimato.


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Escrita por: Elis
Betada por: Ste

Capítulos 01 ao 10

— Quando você quiser falar, eu vou ouvir. — Devagar e quase surpresa, ergo meus olhos para encontrar com a cortina longa dos cílios de Peter, pois os seus estão fechados e ele parece cansado. Observo seu rosto, pois é tudo o que posso ver pela luz amarelada que emana da janela e engulo a seco, precisando apertar a sua mão com mais força para não querer tocá-lo ou nas pequenas sardas no topo de seu nariz. — Quando quiser me dizer o que aconteceu, quem foi o cara ruim que a adotou, como conseguiu os seus poderes e como está tentando se curar, eu vou te ouvir. — Ele segura meus dedos com gentileza. — Você vai saber quando estiver bem.
É confuso que Peter não queira me forçar a nada. Ele não quer me forçar a falar, me curar para sua comodidade ou quer que eu deixe o conforto que é fingir que nada aconteceu. Ele está me dando a chance para curar-me por mim mesma e não por mais ninguém. E assim, estar com Peter se torna tão fácil como respirar.

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Capítulos 11 em diante

— Senti uma pressão enorme no peito e um calor... — dou ênfase na última descrição, mas ainda não é o suficiente para expressar-me. Foi como um inferno me incendiando. — Um ardor como se estivesse em um forno. — Um arrepio atravessa-me quando recordo de como parecia haver metal líquido em minhas veias e não sangue. Lembro também como escorreu por meus dedos no primeiro pesadelo. — Eu não tive mais forças para lutar, mas com todo o cansaço que sentia, tenho certeza de que já estava fazendo isso há um bom tempo. — Molho os lábios com a ponta da língua, verificando se não estão fervendo em febre, o que tem se tornado normal e destruído meu estoque contrabandeado de remédios. — Parecia que estava sendo queimada viva, Tony — confesso com a voz apertada e engulo em seco, pois é agonizante. — Ardendo, queimando e com a pele fritando antes de virar cinzas e sumir.

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