Última atualização: 14/04/2021

Avisos Importantes

Olá!
Sejam bem-vindos à Racing for Love!
Antes de começarmos, preciso deixar algumas informações importantes para que a história faça mais sentido:
▪️ Essa fanfic retratará a temporada de 2020 da Fórmula 1 sem o corona vírus, então, cronologicamente, ela seguirá o calendário divulgado pela FIA antes da pandemia começar. As corridas serão devidamente identificadas no começo de cada capítulo/narrativa;
▪️ A equipe em que a personagem principal trabalha (Rennen Racing) existe no lugar da AlphaTauri, para que fossem 10 equipes e 20 pilotos;
▪️ Mesmo se passando na temporada de 2020, os pilotos de cada equipe não coincidem com a realidade, pois dois deles estão na Rennen Racing e então remanejamos os demais. Essas são as escuderias e os pilotos de cada uma delas:

EQUIPES: PILOTOS:
Rennen Racing Max Verstappen e Sebastian Vettel
Mercedes Lewis Hamilton e Valtteri Bottas
Red Bull Racing Pierre Gasly e Alex Albon
Ferrari Charles Leclerc e Carlos Sainz
McLaren Daniel Ricciardo e Lando Norris
Racing Point Lance Stroll e Sergio Pérez
Renault Esteban Ocon e Daniil Kvyat
Alfa Romeo Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi
Williams George Russell e Nicholas Latifi
Haas Romain Grosjean e Kevin Magnussen

▪️ A narrativa será focada principalmente na personagem principal, em alguns momentos podendo focar em Charles Leclerc e excepcionalmente em Max Verstappen;
▪️ Espero que gostem! ❤



Prólogo

Dezembro, 2019

“Jos sofreu um AVC, .”

Durante todo o trajeto até o hospital, a voz de Rosaleen ecoava em sua mente como havia sido na ligação telefônica. Rosie tinha o levado para a emergência logo que percebeu algo de errado, e após ser admitido, a social media da Rennen Racing tinha ligado para .
— Ainda nada? — perguntou, apreensiva ao ver a melhor amiga sentada na sala de espera.
— Ainda não. — As duas se abraçaram. — Você falou com o Max?
— Falei, ele ia tentar um voo para hoje ainda, mas é provável que só venha amanhã. E não consegui falar com Sophie, Max acha que ela ia passar o final de semana na casa de campo com alguma amiga. — A mais velha assentiu. — O que aconteceu?
— Nós estávamos juntando as coisas na sala de reunião e ele reclamou que sentiu um formigamento estranho no rosto e uma dor de cabeça muito forte e quando tentou levantar ele perdeu o equilíbrio. Eu me lembrei de ter lido sobre e achei que o traria mais rápido do que uma ambulância.
— Imagino que sim. Obrigada. — Rosie balançou a cabeça, mostrando que não era nada demais e estava prestes a pegar um copo d’água quando uma médica apareceu na sala de espera.
— Acompanhante de Jos Verstappen. — Anunciou, olhando a prancheta em sua mão.
— Como ele está? — se aproximou da médica.
— Está relativamente bem. Foi realmente um acidente vascular cerebral isquêmico, confirmamos com a tomografia computadorizada. A artéria foi obstruída, impedindo a passagem de oxigênio. Nós fizemos o exame clínico e o exame neurológico mais completo. Ele já foi medicado, o tratamento dele vai ser medicamentoso.
— E ele precisa ficar aqui quanto tempo?
— Pelo menos uma semana. Precisamos ver o processo de recuperação e principalmente descobrir a causa do AVC.
— Ele está acordado? Nós podemos vê-lo?
— Sim, ele está acordado, mas está na UTI e deverá ficar até amanhã. Uma de vocês pode vê-lo por alguns minutos, pois o horário de visita já se encerrou. Mas não é permitido acompanhante. — As duas assentiram.
— Pode ir, . É o seu pai.
— Tem certeza?
— Claro. Eu vou para casa tomar um banho e se você decidir ficar aqui eu trago algo para você comer mais tarde. — assentiu e abraçou a amiga novamente.
— Obrigada.

desligou o celular e fez a higienização, seguindo para o leito de seu pai em seguida. Ele estava com os olhos fechados e ao parar em frente à sua cama ela se viu em um déjà vu com os papéis invertidos. Agora era Jos quem estava na cama de hospital e ela o olhava, desejando com todas as suas forças que ele se recuperasse completamente.

🏎️🏁

Uma semana depois Jos havia recebido alta do hospital e receberia todos os cuidados médicos em casa. Mesmo sem sequelas permanentes, precisaria de tratamento com fisioterapeuta e fonoaudiólogo e com a causa sendo hipertensão, os médicos o proibiram de se colocar em situações estressantes. Sophie fez questão que esse pedido fosse cumprido, afastando o marido das funções de chefe de equipe e CEO da Rennen Racing.
Neste mesmo dia o advogado da RR convocou para uma reunião, e ela poderia esperar de tudo, menos que aquele papel fosse colocado em suas mãos. Era um documento, datado de meses antes e assinado por Jos, dizendo que na falta dele, a filha deveria assumir os cargos dele na equipe. Ela poderia não ocupar os cargos permanentemente caso fosse sua vontade, mas precisaria assumir até a nova contratação.
Ao deixar a sala do advogado, se sentia perdida e sem a menor ideia de como lidar com aquilo. Mesmo acompanhando e sendo braço direito de seu pai por três anos, sentia que não estava suficientemente preparada para assumir nenhuma das funções e sua vontade era conversar com ele, mas não queria correr o risco de estressá-lo, além de não se sentir muito à vontade na casa deles sem a presença do irmão.

🏎️🏁

Janeiro, 2020

tinha voltado das festas de fim de ano que passara na casa de sua mãe em Londres no dia dois. Antes da viagem tinha contado para Rosaleen e para Max, sondando se algum deles sabia da existência daquele documento, e a resposta de ambos foi não, mas nenhum deles tinha achado absurdo ou problemático como ela achava.
Max estava jogando videogame quando ela entrou no apartamento, e estava tão concentrado que não a notou parada ao lado do sofá. Ele tinha pedido para dividir o lugar com ela há um ano, alegando que era muito difícil morar com os pais depois de estar morando sozinho em Mônaco e que não fazia sentido ele ter um lugar só para ele, pois não passava tanto tempo assim em Amsterdã.
— Que susto, ! Quando você chegou? E por que não falou nada? — Pausou o jogo e a encarou.
— Cheguei a pouco tempo, ia falar oi, mas fiquei aqui dando graças ao universo por você ser um bom piloto, porque se dependesse de futebol… — Sentou-se ao lado dele no sofá.
— Não sei do que você está falando, eu tenho um ótimo desempenho na corrida e no FIFA. — Se gabou.
— Seu desempenho é no máximo mediano no FIFA, aceite. — Cruzou as pernas em cima do sofá e recebeu o controle que ele entregou para ela.
— Nos seus sonhos. — A provocou enquanto escolhia seu time preferido para jogar.
— PSV. Que previsível. — Desdenhou.
— Falou a que só joga com o Chelsea. — Se defendeu.
— Claramente o melhor dos dois. Anda, vamos logo. — Max iniciou a partida e nos primeiros instantes nenhum dos dois falou nada.
— Como foi a viagem? — Puxou assunto, tentando desconcentrá-la, pois ela estava jogando melhor do que ele.
— Foi legal. A pessoa mais normal de lá continua sendo meu padrasto. Meu irmão inventou que quer correr de kart e minha mãe surtou. Você sabe o que ela pensa sobre corridas.
— Achou que tinha se livrado desse pesadelo. — Max riu. — Você é uma péssima influência mesmo.
— Sou tão péssima influência que seu pai me colocou para ser sua chefe. — O provocou e marcou um gol em seguida.
— Droga! — Acertou a mão com força no sofá. — Você aceitou assumir os cargos então?
— Não exatamente. Tenho até o final dessa semana para passar a resposta definitiva para o RH.
— O que exatamente você está esperando? — Tentou um contra-ataque, mas o goleiro defendeu.
— O seu pai melhorar e voltar para o cargo que é dele a tempo da pré-temporada.
, você sabe que os médicos já descartaram essa possibilidade. Pelo menos pelos próximos meses ele não pode, minha mãe não vai deixar, nem que tenha que amarrar ele na cama. — Ela riu fraco. — É sério, . Você é a melhor opção e meu pai confiou nisso. Seu pai confiou nisso. Esse documento estava feito sabe-se lá há quanto tempo, porque ele não planejou ter um AVC.
— Eu só não entendo o porquê. — Insistiu.
— Porque você conhece Jos Verstappen e ele jamais correria o risco de deixar a Rennen Racing nas mãos de alguém que ele não confia. E nem adianta me olhar porque não existe a menor possibilidade no mundo de eu parar de correr para administrar a equipe.
— Eu sei, nem faria isso com você. — marcou um gol. — Mas isso eu faço com gosto. — Max mostrou o dedo do meio para ela.
— Você falou com a Rosie ou com a sua mãe? Elas devem ter algum conselho para te dar, se é o que você procura. — Ele não entendia o problema que a irmã estava vendo em assumir o cargo. — Mesmo achando que no fundo você já sabe que quer.
— Eu falei com a minha mãe, mas o único conselho dela foi que eu devo ouvir e fazer o que meu coração mandar. — E então Max explodiu numa gargalhada.
— Esse é um conselho que eu nunca ouvi na vida.
— É claro, todo mundo sabe que você não tem um coração. O que te move é o ódio. — Ele deu uma risada forçada e irônica.
A partida acabou e ele não iniciou a revanche, virou-se de frente para ela.
— O que está te impedindo de ocupar os cargos? — Ela suspirou.
— A possibilidade de tudo dar errado, Max. E dar errado nas minhas mãos. A Rennen fez uma temporada excelente em 2019, terminamos em segundo com uma diferença baixa em relação à Mercedes e esse ano todos estão de olho em nós. Ainda mais com um piloto novo na equipe, tudo é muito promissor e eu não posso correr o risco de estragar tudo isso. E não sei se conseguiria lidar com toda a responsabilidade e com tudo que a mídia falar.
— Tem horas que você é meio lesadinha, né? — abriu a boca em espanto, estava abrindo o coração para o irmão, coisa que não fazia com facilidade. — Fala sério, ! Você é uma piloto foda, você fez seu carro voar num acidente louco, teve que fazer uma cirurgia na coluna com mil riscos e saiu sem nenhuma sequela. Você está acompanhando o pai há o quê? Três anos? — Chutou e ela confirmou com a cabeça. — Você foi a sombra dele lá todo esse tempo, você é a única que está perto de entender a cabeça do velho. Eu não sei o que falta alguém falar para te convencer disso.
— Acho que é isso! — se levantou de uma vez.
— É isso o quê? E pode se sentar aí que eu quero revanche.
— Eu preciso conversar com meu pai. Avise a sua mãe que eu vou para o jantar com você.

🏎️🏁

Naquela segunda-feira entrara pela porta da Rennen como uma nova pessoa. Ter conversado com seu pai sobre ocupar as posições que eram dele a ajudou a aceitar que estava realmente preparada para assumir o desafio. Saber os motivos dele para aquela decisão a deixara mais tranquila e tinha sido um peso fora de seus ombros, principalmente quando disse que poderia continuar ajudando e aconselhando quando ela precisasse, desde que Max e Sophie não soubessem.
Mesmo assim, decidiu fazer um drama para a melhor amiga, alegando que ainda não tinha se decidido sobre assumir o cargo e todas as lamentações possíveis que pudessem ser acrescentadas no que pareceria a maior indecisão da vida dela, mas quando Rosie ameaçou postar uma foto horrível com uma legenda que a chamava de Verstafilha nas redes sociais da equipe foi que ela se deu por vencida, parou com o drama e foi para o RH, assinando e regularizando tudo o que precisava para aquela nova etapa.
A notícia não demorou a se espalhar, pois Rosaleen realmente postou em todos os lugares sobre a nova direção da Rennen Racing e ao final daquele dia convocou os empregados que estavam na sede para se reunirem na área principal.
Anunciara a eles pessoalmente que era oficialmente a nova chefe de equipe e CEO, mas que essa era uma mudança que não impactaria em nada o trabalho que todos estavam desenvolvendo, pois de maneira geral continuariam seguindo o planejamento de Jos. Com exceção de um novo piloto na equipe, todos manteriam suas funções e deveriam continuar se melhorando sempre para que atingissem o objetivo de serem campeões da temporada 2020.
A forma como todos a apoiaram naquele momento e todas as palavras que havia recebido das pessoas que ela conhecia e trabalhava nos últimos anos só a deixou mais confiante e ela podia sentir que aquele ano seria bastante especial.
Com o final do expediente, os funcionários se dispersaram sem demora. pretendia apenas buscar suas coisas em sua sala, mas encontrar Max de macacão e com capacete em mãos no corredor chamou sua atenção.
— Onde está indo? — Perguntou, andando ao seu lado.
— Pegar minhas coisas na sala.
— Está indo para o lado errado.
— Claro que não. — E então Rosie abriu a porta da sala que agora tinha seu nome na porta onde antes ficava o nome de seu pai.
— Bem-vinda à sua nova sala, chefe. — Rosie abriu os braços como se apresentasse o lugar, mas não havia praticamente nada de diferente, a não ser por alguns enfeites trazidos por Rosie.
— Vocês são rápidos. — Sorriu para os dois. — Muito obrigada mesmo! Ter o apoio de vocês é muito importante para mim. — Puxou os dois para um abraço e Max apertou a bochecha dela. — Agora quer me explicar por que você está aqui hoje e com esse macacão? — Deu um tapa, tirando a mão dele de seu rosto.
— É uma surpresa. — Rosie disse enquanto entregava uma caixa para ela.
— Mas a ideia foi minha. — Max acrescentou e olhou de um para o outro com desconfiança.
— Uma surpresa de vocês dois juntos? — Ambos assentiram. — Devo me preocupar?
— Ah, anda logo! — O mais novo reclamou e ela abriu a caixa, encontrando um macacão de piloto da Rennen, verde com azul, exatamente como o do Max.
Ficou sem palavras por alguns instantes, estava emocionada pelo ato dos dois.
— Se o plano era me fazer chorar, vocês quase conseguiram. — Disse com a voz levemente alterada e Rosie a abraçou de lado.
— Não seja tão mole, irmãzinha. Vista logo que eu estou ansioso para correr contra você.
— Como é?
— Não achou que estava ganhando a roupa de enfeite, não é mesmo? — Seu tom de obviedade estava presente.
— Achei sim, um lindo gesto me fazendo sentir ainda mais parte da equipe e me fazendo lembrar dos anos de corrida.
— Não era na-
— Era exatamente isso! — Rosie cortou o Verstappen caçula. — Mas não só isso.
— É… — Max tentou consertar. — Digo, é para lembrar de quando corria, só que correndo.
— O quê? Agora?
— Mas é claro! Os carros já estão nos esperando!
— Por quê? — estava feliz e teria aceitado na primeira oferta, mas adorava fazer o irmão explicar e demonstrar um pouco mais os sentimentos por ela.
— Porque eu sou brilhante e tive a ideia do século. — Se gabou. — Conta para ela, Rosie.
— Menos, Max. Bem menos. — Ele rolou os olhos. — Você ama correr, correr sempre te deixou em êxtase e qual outra equipe tem um chefe de equipe que ainda consegue pilotar super bem? Não tem forma melhor de divulgar nossa nova chefe e o comprometimento dela com a RR do que um post dela com nosso uniforme e correndo com nosso carro.
— Como eu disse, uma ideia genial. Agora anda logo. — Pediu impaciente e assentiu, pegando a caixa e indo se trocar.



Capítulo Um

Janeiro, 2020

estava sozinha no quarto do hotel desde que Rosie havia ido para o próprio quarto se arrumar para a festa de abertura da temporada 2020, coisa que ela também deveria estar fazendo, mas estava parada, olhando fixamente a chuva que caia em Londres naquele dia pela janela. Definitivamente a próxima festa seria em Amsterdã e não seria em plena terça-feira chuvosa.
Estava aliviada por Rosaleen ter reconsiderado o convite dela para ser sua acompanhante na festa, já que Max estava fazendo questão de ignorá-la ao máximo desde que ficara sabendo que tinha perdido o lugar de primeiro piloto da equipe para Sebastian Vettel. ainda conseguia repetir a cena em sua mente, Max entrando furioso no escritório, abrindo a porta com tudo, fazendo um estrondo quando ela se chocou com a parede e questionando com toda a sua incredulidade o fato de não ser mais o principal. não pretendia ofendê-lo com essa atitude, mas Vettel era um tetra-campeão e o irmão ainda não tinha ganhado nenhuma temporada. No entanto, ele não quis ouvir nenhum argumento. Saiu da sala da mesma forma que havia entrado e tinha a evitado desde então.
Marcar presença na festa era essencial. Não era uma festa grande, já que os convidados eram apenas os pilotos, os chefes de equipe, respectivos acompanhantes e investidores. Mas justamente por ser tão restrita, nunca havia ido, mesmo trabalhando na Rennen Racing nos últimos anos. A RR estivera presente ano após ano e em 2020 não seria diferente, estariam presentes no Fountain Studios, no evento sediado pela Mercedes, a campeã da temporada anterior.
considerava que essa festa seria um termômetro do que ela podia esperar da temporada, das opiniões alheias sobre ela à frente da equipe. Da parte dos jornalistas e da mídia em geral, o pontapé havia sido dado no dia que Rosie atualizou as redes sociais mostrando para o público os novos carros, verde e azul escuro. Pelas fotos souberam que Max era quem pilotaria o segundo carro e artigos tanto a condenando quanto a parabenizando rodaram durante uma semana.

Rosie e se encontraram no lobby do hotel duas horas depois e o carro pedido pela mais velha já as esperava. O combinado era ir junto com Max, mas por pura pirraça ele tinha decidido ir antes delas e sozinho. E apesar de ter ficado chateada, resolveu relevar o acontecido. Seu objetivo naquela noite era passar segurança aos investidores e manter o espírito de liderança perante as outras equipes.
Antes mesmo de saírem do carro, perceberam que não poderiam escapar dos fotógrafos na entrada, ainda mais quando um deles chamou pelo nome completo. Depois de alguns flashes e com a chegada de outras pessoas, elas entraram no local. Sem demora, avistaram a mesa reservada para a RR, mas avisou que passaria no banheiro antes. Queria se certificar que o visual ainda estava impecável, da mesma forma que estava quando ela saiu do quarto.
Satisfeita com o que via no espelho, voltou a andar pelo salão. Viu que Sebastian e Hanna já estavam na mesa da equipe e conversavam com Rosie e Max e teria chegado até eles caso não tivesse sido chamada por Christian.
Verstappen!
— Christian Horner! — Ela devolveu com um sorriso e se cumprimentaram.
— Minha esposa, Geri. — A apresentou e a cumprimentou em seguida.
— Como se ela precisasse de apresentações, Horner. — Brincou. — Uma ex-Spice Girl nunca precisaria ser apresentada.
— Tem razão. — Assentiu. — Então, chefe de equipe, hein? — O sorriso no rosto de se alargou. — Logo agora que eu estava tão próximo de te trazer para a RBR.
— Espero que não esteja insinuando que meu pai sofreu um AVC apenas para não me ver em outra equipe. — Lançou um falso olhar alarmado na direção dele. — Ou foi você quem causou o AVC falando isso para ele?
— Claro que não! Você é talentosa, não precisava viver na sombra dele.
— Obrigada, Chris. Mas eu também não viveria na sua. — Alfinetou. — E em todo caso, eu não aceitaria sair de lá a não ser que eu pudesse voltar a correr. — Ele ergueu as mãos, dando-se por vencido.
— E como seu pai está? — Horner pegou duas taças de champanhe, entregou uma à esposa e outra a e pegou uma terceira para ele. Brindaram antes que ela respondesse.
— Está bem, recebendo todos os cuidados, mas você sabe como são os Verstappen, não é mesmo? É nossa especialidade sobreviver aos acidentes. — Ele deu uma gargalhada.
— Não vou mais atrapalhar a sua noite. — Fez um sinal para que ela fosse se divertir. — Aproveite que é por conta da Mercedes, porque ano que vem vai ser por nossa conta. — Contou vantagem e voltou a sorrir abertamente.
— Ouvi dizer que tem outra equipe muito boa competindo de igual para igual, que inclusive ficou em segundo lugar no ano passado. Talvez você se surpreenda. — E com um aceno para o casal ela os deixou.
— Achei que ia precisar de resgate pela demora, mas você já está é bebendo sem mim. — Rosie falou, parando a amiga antes que ela se sentasse. — Então vamos nos servir para eu poder beber também.

Demoraram mais do que seria necessário na opinião de , e a culpada era Rosie que queria experimentar todas as opções veganas servidas. Quando finalmente terminou de se servir, Vettel e Hanna tinham começado e acharam melhor esperar por eles para voltarem à mesa da equipe.
Beberam, comeram e conversaram bastante. Sebastian tinha um conhecimento enorme sobre a Fórmula 1 e tinha ótimas histórias sobre alguns pilotos. Hanna se divertia bastante com o marido, mas não deixou de contar algumas histórias dele que as fizeram rir e ao mesmo tempo admirá-lo ainda mais.
— Alguém já não está mais tão sóbrio assim. — Vettel riu ao ver Max e Daniel dançando desajeitados na pista de dança. Tinha mais de uma hora que não via o irmão.
— Ainda bem, ele bêbado é bem mais fácil de lidar. — desabafou.
— Ele ainda está chateado com a troca? — Ela assentiu. —
— Não, Seb. Eu não vou voltar atrás nessa decisão. — Falou, decidida. — Max precisa aprender que o mundo não gira porque ele existe, ache ruim o quanto quiser.
— Ter você na equipe era nosso sonho. — Rosie entrou no assunto e os três na mesa perceberam que o álcool já tinha a deixado alegre. — Com todo o respeito. — Acrescentou.
— Eu entendo, era meu sonho também. — Piscou para as mais novas que soltaram “awn” em coro. — Querido, vamos dançar? — Hanna pediu e os dois foram para a pista de dança, que estava cada vez mais cheia e engraçada de ver.
Rosie reclamou que estava cansada de ficar sentada e as duas deram uma volta pelo local. Enquanto se servia, a acompanhava olhando as pessoas que ela não conhecia e que deveriam ser investidores. Percebeu alguns olhares em sua direção, mas estava tranquila com a sua aparição naquela noite.

— Todo mundo fala mal de vegano, mas nossa comida é sempre a primeira que acaba nas festas! — Rosie reclamou, atraindo a atenção de .
— No caso, quem comeu a última coisa foi o outro vegano, então a culpa é dele. — implicou.
— E daí?
— E daí que ele comer o último brócolis não faz dele um criminoso. Ele está apenas se alimentando também, porque só come isso.
— Ele comeu os meus brócolis! — Ela reclamou, enfática.
— Vem comigo.
— Para onde?
— Só vem. — repetiu e seguiu puxando-a em direção à mesa da Mercedes.
Se ela estava com vontade de reclamar, nada melhor que ela reclamasse para o outro vegano, afinal era a equipe que falhou em organizar a comida vegana da festa.
— Oi, Lewis. — o cumprimentou.
— Oi. — Respondeu com seu sorriso simpático.
— Minha amiga está aqui brava, porque você comeu a última coisa vegana do cardápio e agora ela está com fome. — Falou num tom divertido e ele riu.
— Não sabia que tinha mais gente vegana no evento. — Ele começou a puxar assunto.
sentia que alguém a observava e essa sensação a fez se desligar do diálogo entre Rosie e Lewis. Não precisou muito para encontrar a encarando fixamente. Ele não estava sorrindo e ela se atreveria a dizer que ele a olhava com certa tristeza, talvez arrependimento. Ela também estava séria. Piscou algumas vezes a fim de quebrar o contato visual entre os dois e exatamente naquele momento Gasly surgiu em sua frente.
— Ficou famosa demais para se lembrar dos amigos, mon coeu¹r? — Brincou e recebeu um abraço apertado de .
— Jamais! Eu nunca me esqueceria de você, Bunny²! — Usou o apelido que tinha escolhido para ele anos atrás. — Eu senti sua falta! — Confessou ainda sem se soltar do abraço.
— Nos vimos no aniversário do Max, . Não tem tanto tempo assim.
— Foi em setembro, para mim é tempo demais. — Ele riu do exagero dela. Quando estavam juntos era como se estivessem de volta na Fórmula 3, sem a metade das preocupações que tinham atualmente.
— Como está sendo essa nova fase? — Perguntou enquanto a guiava para fora para que pudessem conversar melhor.
— Uma mistura de todos os sentimentos que você possa imaginar. — Sentaram-se num banco comprido, lado a lado. — Ao mesmo tempo que é maravilhoso, é assustador. E a todo o tempo eu espero que alguém jogue na minha cara que estou fazendo algo errado, mas até agora parece que está tudo sob controle.
— Mas você está feliz. — Não era uma pergunta, mas assentiu mesmo assim.
— Estaria mais feliz se a Rennen pudesse ter três pilotos. Te levaria comigo sem pensar duas vezes. A Red Bull não te merece.
— Eu estou feliz lá, . Aquela fase ficou para trás, pode acreditar. — Assegurou e ela deitou a cabeça em seu ombro.
— Sabe, Bunny²… Eu não imaginava que poderia me sentir tão realizada com algo que não fosse correr. Esses últimos dez dias foram puxados, mas foram muito bons.
— Estou feliz por você, mon coeur¹. De verdade. — Depositou um beijo no topo da cabeça dela.
— Obrigada.
— O que é que está rolando entre você e o ? — Questionou ao ver o amigo seguindo na direção deles e dando meia volta em seguida.
— Como assim? — Se fez de desentendida.
— Aquele olhar entre vocês lá dentro… — se desencostou e ajeitou sua postura, olhando-o de frente.
— Eu não estava olhando para ele, só estava procurando alguém para conversar enquanto deixei os veganos se entenderem. — Se explicou.
— Então não teria nada a ver com o fato de vocês ficarem antigamente?
— O quê? Ele te contou? — Sua voz saiu mais alarmada do que pretendia e ele começou a rir.
— Não. — Balançou a cabeça. — Você que acabou de me contar. Eu só joguei um verde.
— Idiota! — Deu um tapa no braço dele, mas ele passou o braço pelos ombros dela e a puxou para mais perto. — Como sabia?
— Fala sério, a forma como vocês eram um com o outro naquele ano, tinha que ser cego para não perceber que tinha algo rolando entre os dois.
— Mas se você sempre desconfiou, por que você nunca falou nada? — Balançou a cabeça constatando que era realmente impossível ficar chateada com Pierre Gasly.
— Era o seu espaço e eu tinha coisas mais importantes para me preocupar, como a sua saúde, por exemplo. — Seu tom era de obviedade e imediatamente ela se lembrou de todas as visitas do amigo no hospital. Mas a fazia lembrar também de como tinha sido um babaca e por mais que ela quisesse dizer que todos os sentimentos negativos tinham ficado no passado, sabia que não era verdade.
— Desde o acidente ele nunca mais falou comigo. — Contou pela primeira vez para alguém. — E eu nem sei o motivo. — Acrescentou.
— Espera que eu resolvo isso agora. — Gasly fez menção de se levantar, mas o segurou.
— Nem pense nisso! Não temos nada o que conversar. — Afirmou, convicta, mas ele percebeu a mágoa guardada.
— Você sabe que vão se esbarrar bastante durante a temporada, não é? No paddock ou nas coletivas.
— E se precisarmos nos falar, falaremos. — Ela deu de ombros. — Mas se não precisarmos é melhor.
— Pierre, corre aqui! — Albon gritou, empolgado, fazendo um sinal para que o amigo se aproximasse da porta. — Max apostou com o Esteban quem bebe um litro de uísque primeiro.
Os dois se levantaram e fizeram o caminho inverso, constatando que Albon não estava mentindo. Max e Esteban tinham uma garrafa cada e bebiam sem parar.
— Ganhei! — Max gritou.
— Até nisso você tem que ganhar de mim? — Esteban reclamou, cambaleando.
Max pulava abraçado com Daniel e e Rosie se olharam sabendo que levaria pelo menos mais uma hora para que o Verstappen mais novo estivesse em condições de aceitar ser levado embora.


¹ Mon coeur – meu coração em francês
² Bunny – coelhinho em inglês



Capítulo Dois

A última semana de janeiro seria bastante apertada para todos os compromissos na agenda de . Com a pré-temporada se aproximando, ela queria se reunir com o máximo de frentes de trabalho possível, visando garantir que alcançariam os objetivos a tempo, principalmente com os carros. Rosaleen tinha pedido para que sua reunião fosse a primeira, queria confirmar que todas as propostas levantadas pelo departamento de Relações Públicas e Comerciais da Rennen fossem aprovadas o quanto antes para aquela temporada.
, assim como Rosie, achava que a reunião seria apenas entre as duas, mas Max já se encontrava na sala de reuniões e deixou claro que iria participar. A irmã mais velha chegou a considerar se ele estava sendo olhos e ouvidos de Jos em sua ausência, mas logo desconsiderou isso quando ela mesma já tinha planos de atualizar o pai constantemente das decisões importantes dentro da equipe.
Max e Rosie não precisavam de muito para discutirem e a festa era o motivo do bate-boca da vez. até pensou em interrompê-los, mas em pouco tempo Rosie pegou seu tablet e Max se calou, deixando-a fazer mais uma de suas apresentações.
O primeiro tópico de Rosie era sobre o crescimento da equipe nas redes sociais. A mais velha apresentou números de Instagram, Twitter e Youtube. não tinha o hábito de conferir esses números, mas Rosie garantiu que eram bons números e que repercutiram até mesmo nas contas de Max e do antigo piloto da equipe, Jean Lefebvre.
Depois de apresentar gráficos com o tipo de material que mais atraía os seguidores, a RP expôs as melhores ideias do departamento, que incluíam um game quinzenal, vídeos dos dois pilotos juntos, e lives mensais com alguns games e participação dos seguidores, os presenteando com merchs.
Mas o que mais chamou a atenção de foi saber que vários fãs da Rennen eram crianças e adolescentes, muitos que se espelhavam em Max por ter começado tão novo e tantos outros que se espelhavam em Vettel por ser o campeão que era e a forma. E Rosaleen viu nisso a oportunidade de incluir esse público de forma a atrair mais visualização para a equipe e mais patrocínios também.
Fariam uma espécie de concurso, e os melhores desenhos estampariam não somente o capacete, mas também o macacão e parte do carro e além disso, os escolhidos ganhariam uma réplica tanto do uniforme quanto do capacete. imediatamente pensou nos custos que teriam para colocar a ideia em prática, Max foi quem externalizou a dúvida, mas Rosie sempre estava preparada e apresentou a eles alguns slides que mostravam o retorno que teriam.
Para a primeira reunião oficial, tinha considerado um sucesso. Havia aprovado todas as propostas de Rosie e o fato de Max ter gostado delas, era mais um indicativo de que teriam sucesso.
Apesar de ter o irmão sempre por perto e sempre dando feedbacks sobre tudo dentro da equipe, marcou uma reunião com os dois pilotos. Queria um retorno principalmente de Sebastian, que estava com eles a pouco tempo, mas queria que tudo fosse o mais transparente possível entre os três já que o objetivo de levar Rennen a campeã da temporada dependia deles.
— O que você manda, sis? — Max perguntou, relaxado na cadeira enquanto Sebastian tinha uma postura mais séria.
— Nada de novo. Na verdade, eu queria saber de vocês. O que estão achando do carro até agora? — olhou de um para o outro. — Max, conseguiu notar as mudanças do carro do ano passado para esse?
— Foram mudanças sutis, nosso carro já estava muito bom, mas acho que foram todas mudanças positivas sim. Principalmente se os engenheiros e projetistas conseguirem realizar aquele ajuste na asa. — Ela assentiu, fazendo anotações curtas em sua agenda.
— Sim, vamos nos reunir essa semana ainda para conversar sobre isso. A intenção é que tenhamos poucos ajustes para fazer na pré-temporada.
— Então acho que é isso. — Max deu de ombros e olhou para Sebastian que ainda não tinha dito nada.
— Seb, acho que para você a mudança é um pouco maior porque o carro da Ferrari é diferente do nosso e quando você foi da RBR o motor não era Honda, né? O que me diz?
— É, são carros diferentes e eu fiquei tempo demais lá. — sorriu, adorava a energia que o piloto sempre emanava, até quando não estava em um bom dia. — Ainda estou me adaptando, estou fazendo boas voltas, conseguindo controlar bem o carro, mas sinto que ainda não estou tirando o máximo proveito dele. Ainda não consegui bater o tempo do Max, mas acredito que seja só questão de tempo. — Provocou e sorriu.
— Eu e o carro somos um só há anos, não vá achando que vai ser fácil bater os meus números nessa pista e nesse carro. — Se gabou.
— Nem me fale em bater, Max! — interveio, fazendo os dois rirem. — A última coisa que quero é vocês disputando ao ponto de saírem os dois de um circuito.
— Se você me mandar deixar ele passar eu juro que peço demissão agora. — Max cruzou os braços.
— Larga de besteira, Max. Ninguém vai se demitir e ninguém vai ter que deixar ninguém passar. Vocês precisam ter em mente que no final das contas nosso objetivo é ter a Rennen acima de todos os outros construtores no campeonato, por isso o ideal é que vocês dois estejam sempre no topo, disputem posições, mas sejam prudentes.
— Acho que Barcelona vai nos dar uma ideia mais real tanto do carro como da direção e dos nossos tempos. — Seb olhou Max com um sorriso de canto.
— Sim, será nosso teste real. E como está sendo o relacionamento de vocês com seus engenheiros, suas equipes?
— Tudo perfeito. — assentiu para o irmão, a equipe dele era a mesma há um bom tempo.
— Tudo tranquilo comigo também, demoramos um pouco para falar a mesma língua, ele era acostumado com o Lefebvre, mas conseguimos encontrar uma forma boa de trabalhar e acho que vai ser uma boa parceria sim. — sorriu, aliviada por aquelas palavras.
— Bom, muito bom. Se alguma coisa não estiver funcionando, eu preciso que sejam honestos e nos avisem.

Durante o tempo que passaram ali, ficou satisfeita ao perceber que Max estava menos incomodado com o fato de Vettel ser o primeiro piloto e também que ambos estavam trocando experiências. Admirava como Sebastian via alguns dos pilotos mais novos quase como um pai, a forma como ele sentia orgulho das conquistas deles e isso a fazia acreditar ainda mais na vitória para a Rennen ao final do ano.
Naquele mesmo dia, teria uma reunião mais abrangente com os aerodinamicistas, projetistas e engenheiros e a pauta era o ajuste na asa dianteira dos carros. A ideia era um ajuste que gerasse ainda mais downforce além da introdução de dispositivos no bico da asa, visando gerar maior aproveitamento da energia potencial em potência.
Essa, de longe, tinha sido a mais desgastante para , porque eles conversavam em termos que não eram de tão fácil entendimento para ela. Mesmo assim, o fato de estarem todos de acordo com a mesma linha de raciocínio e com previsão de conseguirem às mudanças até o mês seguinte a deixava com a sensação de dever cumprido.

🏎️🏁

— Para de balançar essa perna, ! Vai dar tudo certo. — Rosaleen tentava acalmar a amiga pela quarta vez.
Estavam em Londres para uma reunião com um representante da Monster, que mesmo já patrocinando a Mercedes, havia enviado uma proposta para patrocinar a Rennen assim que Vettel havia sido confirmado como piloto da equipe. A proposta era para um contrato de três temporadas e havia preferido conversar pessoalmente, para ajustar partes muito soltas antes de formalizarem um contrato.
— Bom dia! Verstappen? — Um rapaz bem jovem entrou na sala de reuniões do edifício comercial. — Sou Joshua, representante da Monster. — Se cumprimentaram com um aperto de mãos.
— Esta é Rosaleen, chefe do departamento comercial. — Apresentou.
— E então, prontas para assinarmos o contrato? — Abriu a pasta já tirando as vias.
— Não tão depressa. — riu fraco. — Analisamos a proposta de vocês e precisamos negociar alguns valores antes.
— O que não ficou claro? — Ele usou um tom que incomodou ambas, o que as levou a trocar um olhar.
— Nesta página aqui, vocês falam que a parceria é para estampar os uniformes da RR e também para o fornecimento de squeezes e vocês trazem o valor. — Ela mostrou a cláusula em questão e Joshua assentiu. — Mas aqui vocês mencionam o uso da imagem dos pilotos e no último e-mail vocês aparentemente sugeriram estampar uma parte bem grande do carro que nem sequer foi mencionada na proposta. E em nenhum momento foi mencionado aumento no valor inicial proposto.
— Bom, vocês têm que ver que o valor em questão já é um valor bem generoso.
— Não estamos buscando caridade. O valor proposto cobre exatamente os primeiros itens que foram mencionados, nada além dele. — foi firme. — Se realmente for do interesse de vocês todos os outros itens que foram mencionados, eu sugiro que nos enviem uma nova proposta para ser analisada, caso contrário, não fecharemos essa parceria. E isso seria uma perda para os dois lados.

Joshua ainda tentou negociar, tentando persuadi-las a fechar o contrato naquela mesa, mas foi impassível e Rosaleen assistia a tudo com uma expressão de divertimento que deixava a amiga mais tranquila. Combinaram então que a Rennen enviaria a nova proposta, adequada ao que o representante tinha levado naquele novo encontro.
Ao deixarem o prédio, ligou para Rodney Sacks, CEO da Monster, esclarecendo que a Rennen enviaria nova proposta, adequando os valores depois da reunião que haviam tido. Ambos sabiam que aquela parceria era valiosa para os dois lados e ele garantiu que analisaria pessoalmente para que pudessem fechar aquele negócio.
estava tão satisfeita por ter conseguido negociar como uma verdadeira CEO que nem se importou em ser levada a um restaurante vegano. Rosie já tinha ouvido falar muito bem do lugar, mas ainda não tinha tido a oportunidade de conhecê-lo, além do que ela nunca perdia uma oportunidade de tentar fazer com que se tornasse vegana também.
Conversavam sobre os planos daquele final de semana na Inglaterra quando foram interrompidas por uma ligação recebida por Rosaleen. ficaria em Londres para visitar a mãe. Essa seria provavelmente a sua última chance de vê-la antes da temporada começar e aproveitaria. Estava encarando a entrada do restaurante quando reconheceu o piloto que acabara de entrar ali.
— Ei, aquele ali não é o Lewis? — Questionou quando Rosie desligou o celular. Ela não era fã número um do piloto, ele não fazia parte nem do seu top cinco, mas sabia que a melhor amiga o admirava.
O piloto acabou aceitando o convite para dividir a mesa com elas e não demorou a fazer seu pedido. Em pouco tempo percebeu que eles tinham mais coisas em comum além do fato de serem veganos e se não fosse algo tão indiscreto, ela sairia e os deixaria conversando, afinal de contas eles pareciam ter se dado super bem na festa.
Os dois acabaram a incluindo de volta na conversa quando o assunto em questão passou a ser a temporada 2020 e defendeu a Rennen com unhas e dentes, garantindo que era a favorita para aquele ano. E em meio a essa conversa ela foi pega de surpresa quando o garçom a reconheceu como a nova chefe de equipe da RR, não era algo que tinha acontecido fora de Amsterdã ainda.
não saberia dizer se Lewis estava apenas sendo curioso ou se de fato se importava com o que tinha acontecido com Jos, mas acabou contando para ele o que tinha de fato se passado com a família e com a equipe desde o final do ano anterior.
A parte mais divertida daquele almoço tinha sido imaginar o caos que seria na mídia a simples especulação que a Rennen estaria de olho em contratar Hamilton. pode imaginar o surto de Max, mesmo sabendo que nada aconteceria com ele.

🏎️🏁

— Você precisa mesmo ir embora amanhã? —- Jordan encarou a irmã enquanto montavam uma réplica do carro de Max.
— Preciso. — respondeu com um sorriso, mas a expressão da criança não era feliz.
— Mas você chegou hoje, você fica com o outro irmão sempre, por que não pode ficar comigo? — a inocência da criança nunca parecia parar de surpreendê-la.
— Não é uma escolha de irmão, Jordan. O meu trabalho é lá e você está aqui estudando. Se você quiser trabalhar conosco um dia, nós vamos adorar. — Ela garantiu.
— A mamãe vai ficar brava. — Ele falou mais baixo como se contasse um segredo.
— Ela vai, mas passa. Sempre passa. — Ela piscou com o olho direito para ele. — Posso te contar um segredo? — Ela falou baixo também e ele assentiu. — Promete que não vai contar para ninguém?
— Prometo. — Balançou a cabeça confirmando. — Me conta!
— Em julho a corrida é aqui na Inglaterra e eu vou levar você para assistir tudo. Que tal? — Sugeriu e ele correu até ela, a abraçando.
— De verdade? Mesmo? — Ela assentiu enquanto retribuía o abraço. — O papai e a mamãe podem ir também?
— Claro que sim, se eles quiserem. Mas lembre-se que é nosso segredo! Vai ser uma surpresa para eles.
— Acho que eu consigo guardar esse segredo. — sabia que não duraria uma semana.
— Terminamos. — Anunciou colando o número 33 no carro. — Eu tenho outra surpresa para você e quase esqueci de te contar. As crianças que fizerem os melhores desenhos de Fórmula 1 da Rennen poderão ganhar um macacão e um capacete. — Ela o cutucou, fazendo cócegas.
- A Rennen é a melhor equipe do mundo! — Ele começou a correr dela, com os braços para cima.
— É mesmo, Jordan. E quando nós ganharmos o troféu no final da temporada eu vou querer você lá comigo. — Apontou o dedo para ele. — Então você vai se comportar e ser um bom aluno na escola também, para eu poder te levar comigo.
— Eu vou ser o melhor, você vai ver. — Ele se deitou na cama dele e se deitou ao lado dele.
— É isso aí! Eu sempre soube que tenho os melhores irmãos do mundo. — Ela voltou a abraçá-lo.
— O Max é um bom irmão? — Perguntou olhando para cima, para o rosto dela.
— Ele é, mas ele emburra muito fácil e ele não gosta de perder.
— Eu também não gosto de perder.
— Pois é, nem eu! Por isso a gente não pode competir. — Ela riu. — Mas de qualquer forma, eu conheço você desde que você nasceu, há sete anos. — Ela brincou.
— Ei, eu tenho dez! — Falou ultrajado e ela fingiu surpresa.
— Então é mais tempo ainda. E o Max eu conheci esses dias, mas eu sempre, sempre, vou defender vocês dois em tudo. Só não conta isso para ele.
— Promete? — ele estendeu o dedinho, como faziam nas promessas desde que ele era criança e ela entrelaçou o próprio mindinho.
— Prometo, Jordan. Eu sempre vou estar aqui para você. — Ela deu um beijo no topo da cabeça dele. — Agora vamos dormir porque se não acordarmos cedo não teremos tempo de correr de kart.
— Eu já estou dormindo. — Disse de olhos fechados e ela ajeitou o cobertor sobre ele.
— Bons sonhos. — Desejou acendendo a luz do abajur ao lado da cama e apagando a luz do quarto em seguida.





Continua...



Nota da autora: Voltei! E aí? Estão gostando de Verstappen? Porque eu estou achando o máximo ter uma PP assim! Hahahah
E a Rosie já mostrou que é a melhor no que faz, não é mesmo? Obrigada, Lana, por essa personagem incrível! ♥️
Espero que estejam gostando da história!
Beijos e espero vocês no capítulo 3!



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Nota da beta: Eu estou amando me ambientar bem no mundo da formula 1 pela fic, sério foi um presente pegar a betagem dela, viu? Estou amando a personalidade da pp e da Rosie, elas são incríveeeeis! Ansiosa pelo capítulo 03.

Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa linda fic vai atualizar, acompanhe aqui.


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