The Love is Supernatural

Última atualização: 31/01/2024

NOTA DA AUTORA: Cara(o) leitor(a), espero que entre e se apaixone por esse universo incrível que é Supernatural. Esta é uma fanfic interativa, mas, se preferir ler sem modificar os nomes, você também pode!
Nessa história, seu par romântico será Dean Winchester. A fanfic é apenas baseada e adaptada em alguns episódios da primeira temporada, podendo, assim, conter spoilers. Obrigada por lerem minha história, é muito importante para mim. Espero que gostem. 💖
Para entrar em contato comigo referente à história, vocês podem enviar mensagem para esse e-mail.
Ou pela minha conta no twitter.


Capítulo 1

Dean e Sammy estavam em uma habitual caçada a um demônio que manipulava suas vítimas a cometer todos os pecados existentes apenas como diversão.
Mas algo diferente aconteceu com essa caça. O demônio mencionou algo que não saiu da mente do irmão mais velho, embora o mais novo tenha dito que demônios mentiam e que essa era a natureza deles.
Enquanto Sam dirigia o Impala, Dean tirava um breve cochilo, até que, em seu sonho, o demônio voltou a atormentá-lo:
— Como anda sua filha? Ah, me esqueci desse pequeno detalhe: Você não a conhece. Mas nós, sim, e em breve mataremos, Dean. Sua menininha morrerá antes de saber quem é o papai.
— Deixa de sacanagem, seu demônio maluco — o mais velho disse com sarcasmo.
— Sacanagem? Olha como fala comigo, eu tenho informações importantes, Winchester.
Dean ignorou o homem, virando para deixá-lo na sala enquanto fazia os preparativos do exorcismo. Assim que os irmãos começaram a tirar o demônio do corpo do homem, ele disse:
— Eu não mentiria para você, Dean. Você deve se lembrar da noite que teve com … Quanto tempo faz? Hmmm… 6 anos? A garotinha é uma graça.
Os irmãos apenas se entreolharam e continuaram com o exorcismo. Mas, no fundo, Dean sabia que era uma possibilidade.
O mais velho acordou atordoado com sua lembrança, mas resolveu não tocar no assunto com o mais novo. Seguiram seu caminho sem rumo, ainda à procura de outra caçada.


Capítulo 2

Dean e se conheceram em uma caçada, onde a moça foi aprisionada e quase morta por um espírito que curtia morenas. Ele resolveu ficar mais tempo na cidade para se conhecerem melhor, deu seu número de telefone caso precisasse de algo, coisas que nunca tinham acontecido até aparecer. Mas como tudo que envolve os Winchester acaba, aquilo não foi diferente.
Ela entendeu que o irmão mais velho teria que partir e o prometeu chamar se encontrasse qualquer outra coisa maligna em sua jornada, mas será que ligaria mesmo?
Essa era uma das perguntas que Dean fazia para si, mesmo depois de uma semana após o exorcismo se passar.
Os irmãos estavam no carro, o loiro dirigia, enquanto o moreno analisava sua expressão e finalmente disse:
— O que tá acontecendo com você, cara? Você tá tão estranho desde semana passada. Aquele demônio mexeu mesmo com você? — Antes que Dean falasse, Sam o interrompeu. — Cara, demônios mentem pra caramba. Você acha que com você seria diferente?
— Talvez você tenha razão, Sammy, mas é que… Eu não esperava por isso, tá legal? — Dean falou, um pouco chateado, franzindo a testa em uma expressão preocupada.
— Eu entendo que você esteja preocupado com essa parada, mas acho que não tem sentido. Você nem deve se lembrar dessa mulher. Você nem sabe dos nomes delas na maior parte das vezes. E pra que saber, né? A gente sempre vai embora! — Sammy disse, olhando para o mais velho em busca de uma resposta, mas ele não disse nada, o que acabou deixando o moreno preocupado. — Dean, você não lembra dela, né? NÉ? Tô ficando confuso aqui.
— Muito pelo contrário, Sammy, eu lembro dela. E muito bem. É isso que me deixa preocupado — Dean disse, com um tom de confusão. — Você poderia, sei lá, fazer uma daquelas suas pesquisas pra mim? Só pra conferir?
— Posso sim, Dean. Mas me responde uma coisa: Ela é bonita? — Sam disse, rindo.

Dean contou a Sam toda a história. O mais novo se lembrou da garota e prometeu ao mais velho fazer de tudo para tentar encontrá-la.


Capítulo 3

— Finalmente! Encontrei, Dean, olha isso! Ela mudou o nome, endereço, corte, quase tudo. Sorte minha que sou um excelente pesquisador — Sam disse, sorrindo. Dean devolveu a risada, mas logo assumiu uma expressão preocupada, então disse ao irmão:
— Minha preocupação é em saber o motivo dessa troca radical. Será que eu sou mesmo pai?
— Se você realmente for, precisamos correr até lá o mais rápido possível. Elas correm perigo.

Os irmãos passaram quase o dia inteiro na estrada, chegando à casa de ao fim da tarde. Ao chegarem, Dean tocou a campainha e Sam gritou:
— Senhorita Anne Laureen, precisamos conversar.
— Quem é? — uma voz feminina respondeu cuidadosamente, do lado de dentro da casa.
— FBI — Sam disse, com seriedade na voz.
Eles se entreolharam ao perceber a movimentação na casa, coisas se movendo. A suposta Anne estava demorando, até que a mulher abriu a porta e falou:
— No que posso ajudar o… — E parou com sua frase no instante em que percebeu Dean e Sam parados em frente à sua casa. Ela, sem saber o que fazer, como primeira reação, fechou a porta na cara dos irmãos e disse espantada: — Como vocês me acharam?
, vamos conversar? Por favor… Nós precisamos falar de algumas coisas… — Dean tentou falar com a moça, que foi acalmando a respiração do outro lado da porta, até enfim abrir.
Ela abriu a porta e jogou água benta e sal nos dois, molhando toda a roupa dos irmãos, mas não tendo nenhuma das reações esperadas por , que disse:
— Me desculpem… não é que seja ruim ver vocês aqui na minha casa, mas acho que se estão aqui, é porque tem algo ruim rolando — falou, meio sem graça.
Enquanto a mulher falava, os irmãos olhavam para a casa e absolutamente TUDO apontava que havia uma criança morando ali.
— Então… Como tá a vida? — Sam perguntou, sem ideias do que dizer. surpreendeu os meninos com um abraço em cada e respondeu:
— Esquisita, mas não mais que a de vocês — ela respondeu com um sorriso, que logo se espalhou por todos presentes na sala.
Então uma criança loira entrou no cômodo com um desenho na mão de duas mulheres. Ela chegou com um sorriso no rosto e disse:
— Olha, mãe. Fiz um desenho de nós duas!
sorriu para a garotinha, agradeceu, pegou o desenho e colocou na geladeira, onde havia uma coleção de vários desenhos.
Dean e Sam se entreolharam. O loiro definitivamente tinha uma filha.
— Quem são esses? — a menina perguntou, com curiosidade.
— São amigos da mamãe, nós nos conhecemos antes de você nascer. Esses são o Sam e o Dean — disse, apontando.
A criança deu um abraço em cada um, a mãe disse para ela subir ao seu quarto e que em breve subiria para brincar com ela, mas que precisava resolver algumas coisas antes.


Capítulo 4

— Como sabe da existência de demônios? — Sam perguntou curioso.
— Antes de responder isso, vamos para um lugar mais reservado. — foi até o canto de sua sala e afastou uma estante que dava acesso a uma porta, onde continha um arsenal e um kit completo contra criaturas, então prosseguiu:
— Fiz meu dever de casa Sam. Qual é? Um espírito queria me matar. Outras coisas podem existir também, e quando… vocês chegaram, eu não esperava. Fazem 6 anos.
— É — os irmãos responderam em um uníssono.
… Você tem… — Dean começou a falar, vacilante.
— Sim, Dean, eu tenho uma filha. Desculpe se decepcionei o seu padrão — a mulher falou, de maneira irônica.
— Ela… é minha filha? — Dean perguntou, com preocupação.
ficou surpresa ao ouvir as palavras. Ela olhou para baixo e ficou um bom tempo ligada em seus próprios pensamentos, até que, depois de algum tempo, finalmente respondeu à pergunta:
— Como você soube disso?
Dean ficou em choque, mas teve certeza da resposta da mulher, então só afirmou a cabeça positivamente, se afastando para um canto. o acompanhou para consolá-lo.
— Me desculpa por não ter te contado, é que… Você sabe, sua vida… Ela é complicada, e eu entendo isso.
— Você prometeu me ligar, , se precisasse de QUALQUER coisa. E eu acho que nossa filha e você precisavam de um pai — Dean disse, de forma séria e chateada, como se as palavras tivessem o machucando profundamente. abaixou novamente a cabeça e se virou para sair de perto do irmão mais novo, que a segurou pelo braço e falou, com pesar nos olhos. — Eu quero saber o que aconteceu… tudo. Quero fazer parte da vida de vocês.
apenas olhou, surpresa. Então juntou os irmãos e começou a falar:
— Como vocês souberam disso?
— Também fiz meu dever de casa — Sam disse, com um sorriso.
— Um demônio nos contou — Dean falou, preocupado.
— O QUÊ? — se levantou, aparentemente desesperada, e começou a mexer nos preparativos. Os meninos ficaram confusos e se perguntaram se ela iria viajar, matar uns demônios ou os dois. prosseguiu sua fala com certa preocupação nos olhos. — Por que não me disseram antes? Eu preciso me apressar, talvez seja questão de tempo até me acharem.
— Como é que você entrou nisso tudo? — Dean perguntou, com certo pesar no olhar e na fala.
— Quando nasceu, o parto foi quase todo realizado por demônios. Todo mundo queria a criança do famoso Dean Winchester, então assim que eu consegui escapar. Prometi a mim mesma nunca falar sobre nada disso com você, não queria que você tivesse outro ponto fraco além de Sam. Virei praticamente uma caçadora, só a pequena e eu contra todos esses malditos. — sorriu fracamente ao se lembrar da filha.
— Você fez tudo isso sozinha? — Sam perguntou, com pena e curiosidade.
— Eu dei meu jeito, sempre faço isso — disse, como se não fosse nada, e o mais novo sorriu com o comentário da mulher.
— E agora? O que você vai fazer, ? Se mudar? Trocar de nome? — Dean perguntou.
— Acho que essa é a melhor opção, não tem muito o que fazer. Já fiz isso tantas vezes que já perdi a conta. Não posso arriscar que meus vizinhos ou os professores de minha filha sejam demônios. Então…
— Nossa, isso é coisa demais pra mim — Dean falou surpreso.
— Surpresaaa! Às vezes é demais pra mim também, eu entendo — ela disse, com um sorriso. Os irmãos retribuíram e um silêncio se instalou no cômodo até Dean quebrar dizendo:
— Nós vamos com você.
Sam parecia confortável com essa ideia até a mulher falar:
— Vocês têm uma vida, vários casos, um monte de coisas. Eu… não quero atrapalhar.
— Você já passou tempo demais não querendo atrapalhar — Sam falou.
— E também já é uma caçadora, e das boas. Você aprendeu muita coisa nesse tempo. Podemos fazer com que dê certo. Nenhum demônio vai correr atrás de você.
— Nós que iremos atrás deles — falou animada, mas logo seu sorriso se desfez. — Mas agora eu sou mãe e não posso colocar vocês em perigo por minha causa ou por conta de .
— Eu não vou deixar vocês de novo — Dean falou determinado.
— Dean, se for necessário, você vai. Nós dois sabemos…
— E se eu te disser que podemos matar todos esses demônios para que depois possamos criar ela sem nada disso? O que me diz? — Dean falou esperançoso.
— Você sabe que isso não vai acabar nunca, né? Eu não queria ter que criar ela assim…
— Eu entendo, mas nós podemos ajudar. Por favor? — Dean insistiu.
Os três ficaram conversando por um bom tempo, até que a pequena apareceu e, quando percebeu a presença dos irmãos, perguntou:
— Nós vamos ter que nos mudar de novo? — ela perguntou, com inocência. Os irmãos olharam para a criança com pena e Dean notou seus traços nela.
— Nós vamos passar um tempo com nossos amigos — disse, sorrindo, e o alívio se espalhou pelas feições dos três na sala. Ela tinha esse dom, de acalmar e fazer todos sorrirem independente da situação.


Capítulo 5

— Pra onde vamos? — perguntou, com curiosidade, já que estavam há algumas horas andando sem uma direção exata.
— Vamos para Wisconsin, no Lago Manitoc. Três afogamentos em um ano — Sam respondeu.
— Você acha que esse é um dos nossos? — a mulher disse.
— É o que vamos descobrir — Dean falou, enquanto dirigia.
estava dormindo em sua cadeirinha, ao lado de sua mãe. A loira tinha um sono profundo, parecia até que não tinha tido uma boa dormida há algum tempo.
— Aqui diz que os corpos não foram encontrados — disse Sam, lendo.
— Então esse definitivamente é um dos nossos — disse a morena, pronta para a aventura. — Em quanto tempo chegamos lá? — perguntou .
— Acho que ainda temos 10 horas de viagem pela frente. — Dean falou, já um pouco cansado.
— Se precisar, eu posso dirigir — disse, preocupada com o homem.
— Que isso, eu assumo o controle, assim o casal pode conversar melhor — Sam disse, sorrindo.
— Tá, tá, tá. Só tome cuidado com o meu bebê, hein, Sammy — o mais velho disse, com uma feição alegre.
Enquanto estavam na estrada, , que ainda estava dormindo, começou a gritar. Os meninos ficaram preocupados, principalmente Dean, que se virou e perguntou:
— Ela está bem? Precisa de uma parada? O que houve?
— Ela ainda está dormindo, é só mais um de seus pesadelos — disse, em meio aos gritos da menina.
acordou a criança com calma e ternura, passando a mão em seus cabelos, e perguntou:
— Pesadelo? O mesmo de sempre?
A menina estava chorando e não conseguia falar, apenas balançou a cabeça, fazendo afirmação à pergunta da mãe.
— Podemos parar um pouco no próximo posto? Ir ao banheiro e talvez comer algo… — falou, olhando preocupada para sua filha.
— Claro — os irmãos responderam em uníssono.
Quando chegaram ao posto, Dean abasteceu seu bebê com um de seus nomes falsos e, quando foram comprar a comida, parou os irmãos e disse:
— Não precisa pagar nada, eu pago. Podem pegar alguma coisa para vocês.
— Eu pensei que você estivesse falida — Sam disse.
está falida, mas Andrea Thomas não — a mulher disse, com um sorriso no rosto.
— Esperta — Dean disse.
— Aprendi com profissionais — ela falou, enquanto pegava algumas coisas para .
Ainda no mercado, Sam pegou e foi para o caixa, deixando e Dean a sós. Eles estavam em silêncio, até que Dean tomou a iniciativa e começou a conversa:
— Esses pesadelos… O que são? — ele perguntou, com preocupação.
— Ela sonha com um homem que estava possuído e tentou me matar e pegá-la. Aquela foi a única vez que ela, pelo o que se lembra, viu um demônio — falou, perdida em suas lembranças.
Dean pôs sua mão no ombro da mulher, como tentativa de consolo. Ele não sabia se estava fazendo certo, mas, mesmo assim, fez. Ele a abraçou e disse:
— Eu sinto muito por tudo isso. Eu… não sei nem o que dizer.
— Eu sei Dean, eu sei. Não precisa falar nada, só o que está fazendo por nós comprova isso — ela falou, mantendo o abraço.
Sam e chegaram e os dois se afastaram instintivamente, com lágrimas nos olhos e Dean um pouco acanhado com a situação.
Quando pegaram a estrada novamente, estava no controle do volante, com Dean ao seu lado e Sammy com a pequena, que fez a seguinte pergunta ao irmão mais novo:
— Aquele que está ao lado da minha mãe é meu pai?
— Por que a pergunta?
— É que ela sempre disse que ele é um super-herói e minha mãe olha pra ele como se fosse um de verdade — disse a menina.
— Jura? Super-herói?
— Sim, ele e meu tio.
— Eu sou seu tio, Sam, e aquele é o Dean, seu pai.
O mais velho colocou “Eye of the Tiger” no som e começou a cantar, ou melhor, gritar a música. Se Dean tinha dúvidas de que a menina era sua filha, todas elas foram embora. Eles entraram no ritmo do som e cantaram juntos. Alguns segundos mais tarde, os acompanhou enquanto Sam ficou com uma expressão de: como eu vim parar aqui.


Capítulo 6

Os quatro finalmente chegaram ao lugar e já foram procurar onde ficar. Assim que chegaram ao hotel, disse:
— Vamos nos dividir. Eu posso ficar aqui com e vocês investigam.
— Se for possível, eu gostaria de ficar aqui — Dean falou, olhando para , que ficou um pouco surpresa.
— Claro, só preciso da minha nova identidade, afinal, o que seremos hoje? — a mulher perguntou animada.
— FBI, tem alguma roupa social? — disse Sammy, olhando para a morena enquanto Dean entregava a sua carteira.
— Eu vim preparada. Tenho algo para cada ocasião — ela disse, sorrindo com a ideia de vários casos.
— Ok, vamos nessa. Iremos para a delegacia — Sam disse e foi até a porta com .


Dean’s pov:

Resolvi ficar no hotel junto de , na esperança de tentar me aproximar da menina de algum jeito. Eu achava que seria mais difícil, mas aquela garota tinha bom gosto. Acho que era a genética.
Nunca pude me permitir o luxo de ter meu pai presente em minha vida, e também não estava sendo um bom pai na dela, mas pretendia mudar essa situação. Queria proteger não só ela, mas .
… era . Ela era a mulher mais interessante que já conheci. Eu não conseguia pensar, nem sonhar com outra mulher se não fosse ela quando estava ao seu lado. Ainda não acreditava que ela nunca me deu notícias…
Com tudo isso, até perdi o foco do que Sam e eu andávamos fazendo. Estávamos procurando nosso pai e em breve seria informada sobre o assunto. Ele desapareceu há um tempo, mas estávamos trabalhando nisso. Em várias outras coisas na verdade.
Não sabia no que precisava focar, mas acreditava que o importante naquele momento era tentar ser o pai que nunca tive para aquela garota.
Estávamos brincando de esconde-esconde. Não tinha muitos lugares para se esconder dentro de um quarto de hotel, e sempre se escondia no mesmo lugar: atrás das cortinas.
Estava escondido debaixo da cama, até que escutei meu telefone tocar, provavelmente eram eles.
— Alô?
— Oi, Dean, sou eu — falou rapidamente.
— E aí, atualizações?
— Aparentemente, é um espírito vingativo. Pode pesquisar sobre mortes no lago para mim? — ela disse, esperando uma resposta, mas não tinha ideia do que responder, eu não era a melhor pessoa com pesquisas. A linha ficou quieta por um tempo, acho que Sam estava avisando isso para ela. — Dean? Dean?
— Tô aqui. Vou ver o que encontro e te ligo.
desligou e então comecei a pesquisar. Até que eu não era ruim, mas a preguiça vencia. Não encontrei nada, então liguei novamente para e disse:
— Não achei nada, .
— Tenta pesquisar por crianças desaparecidas lá pelos anos 70 para cima e me diz se achou algo.
— Ok, vou tentar.
Enquanto fazia minha pesquisa, a garotinha se sentou ao meu lado e começou a me interrogar:
— Quais são suas intenções com minha mãe? — Ela me intimidou e eu fiquei surpreso.
— Uma garota da sua idade sabe falar assim?
— Não se faça de desentendido, mocinho. Quais são suas intenções com a senhorita ?
— Minhas intenções com sua mãe são apenas as melhores — disse com sinceridade e continuei pesquisando. Estava com fome. — Ei, prodígio, tá com fome? — perguntei a , que me respondeu:
— Tô faminta!
Fomos até um restaurante e levei o computador para continuar fazendo meu trabalho. Sentamos à mesa e olhamos o cardápio.
— O que vão pedir? — perguntou uma mulher.
— Um sanduíche com bastante bacon e uma cerveja — disse.
— E você, mocinha? — A moça olha para esperando o pedido.
— A mesma coisa que ele, sem a parte da cerveja. Um suco seria ótimo.
— Ok. — A moça sorriu e se afastou.
Pouco tempo depois, a mulher chegou com nossos pedidos e comemos. Gostei daquela garota. Muito sábia. Já comi o lanche e estava terminando a cerveja e olhando notícias sobre desaparecidos, até que a garota decidiu quebrar o silêncio.
— Você é meu pai, né? Posso te chamar assim? E por onde você andou esse tempo todo?
Não seria fácil responder todas aquelas perguntas, mas me senti feliz por responder às perguntas da minha própria filha.
— Sou, pode e por todo canto — respondi.
Continuamos conversando por um bom tempo. Mandei os nomes para e Sam e quando pedimos a conta do lanche, a garçonete me entregou um papel com o seu número de telefone. Não pensei duas vezes, joguei o papel fora, pois, afinal, sou um pai de família agora.

Pov off


e Sam chegaram ao hotel para atualizar Dean sobre o que se tratava a caçada. Era um espírito vingativo que foi morto quando criança pelo pai da última.
— Criancinha doida, hein? — Dean falou, sorrindo.
— É, mas agora que ele já se vingou estamos livres? — perguntou, em dúvida.
— Mais ou menos. Precisamos encontrar o corpo e queimá-lo para garantir que o espírito não ataque mais ninguém — Sam disse, explicando à mulher a situação.
— Eu entendi essa parte. Mas como vamos fazer para achar uma criança morta desaparecida? Ela pode estar em qualquer lugar — completou seu raciocínio enquanto os irmãos se entreolharam.


’s pov:

Resolvi sair um pouco do hotel, algo na caçada não estava certo. Resolvi ir até a delegacia novamente e fingir ter esquecido algo, mas Dean apareceu e me perguntou:
— Aonde vai, agente?
— Tenho que voltar à delegacia. Tem coisa errada, Dean, eu sei que tem.
— A gente tá lidando com algo sobrenatural. Eu concordo que tem coisa errada, mas não sei se lá é o lugar certo.
— Pode ser que não seja, mas preciso ir conferir. Você vem? — perguntei, esperando a resposta do irmão mais velho.
— Vamos — ele disse determinado.
— E ? — disse, olhando para ele. — É melhor você e Sam irem atrás do xerife. Eu fico aqui com ela — falei isso preocupada caso fosse um incômodo para os irmãos.
— Que isso, a menina ama o Sammy. Vamos logo. Em breve estaremos de volta — Dean falou, olhando na direção que iríamos seguir para a delegacia.
Entramos no Impala e fomos à delegacia. O espírito quase tinha feito outra vítima, o neto do xerife. Perguntei ao xerife o que ele sabia sobre o desaparecimento do menino e o homem nos contou a história toda. Falamos que podíamos ajudar e então fomos até o lago achar o corpo da criança para encerrarmos a história.

Pov off:


ligou para Sam e contou tudo o que estava acontecendo. Enquanto estávamos procurando o corpo, o espírito puxou o neto do xerife. Dean e a morena correram até a cena. Dean pulou no lago, na tentativa de trazer o menino para cima, mas pareceu se afogar também. , que estava com a mãe da criança, se desesperou e foi em direção à água para ajudar o loiro, que gritou de lá:
— NÃO ENTRE NA ÁGUA. SAIA, !
A mulher gritou seu nome sem parar, até que o xerife se entregou ao espírito, salvando Dean e o neto. O loiro correu com o menino para fora do rio e tentou reanimar a criança, enquanto a morena dava apoio à mãe do pequeno, que estava aos prantos.
Tudo acabou bem. Andrea, a mãe do menino, gostaria de agradecer a Dean com um possível romance, mas, para a surpresa de todos, a mulher foi rejeitada.
Enquanto estavam voltando para o hotel, resolveu falar:
— Dean, você sabe que eu estar aqui não significa nada nesse outro sentido, né? Pode ficar com quem quiser, sei que você não é um homem de uma mulher só… Eu vou entender, sempre entendo.
— É que… Você acha que… sabe, você e eu, ainda poderíamos ter algo? — ele perguntou sem jeito.
— Acho que tudo é possível — disse, sorrindo, o que fez o loiro abrir um sorriso maior ainda.


Capítulo 7

Os quatro estavam na estrada ouvindo as músicas do irmão mais velho, até que decidiu quebrar o silêncio. Só ela e Dean estavam acordados. e Sam dormiam calmamente, completamente exaustos.
— Falta muito tempo para chegar? — a menina perguntou animada.
— Um pouco, pode descansar. Não está cansada?
— Nem um pouco. Viajar é legal, e também preciso vigiar minha mãe.
— Acho que já estou fazendo isso, pode ficar tranquila — Dean disse, olhando para trás, assim conseguindo ver as duas.
— Eu sei, mas eu preciso proteger ela — a menina falou preocupada com a mãe.
— Proteger do quê? — o loiro perguntou curioso.
— Do homem mau.
— Aquele dos seus sonhos?
— Esse mesmo — ela disse, com medo na voz.
— O que as bonitas estão conversando? — acordou alegremente.
— Vou levar isso como um elogio — Dean falou, sorrindo.
voltou a adormecer enquanto estava distraída em seus próprios pensamentos.
— O que foi? — Dean perguntou, olhando para trás, curioso.
— Não sei explicar, mas momentos como esse nos faz parecermos normais… — ela falou, olhando para a estrada, depois se virou para Dean e perguntou: — Posso dirigir um pouco?
Dean sorriu, encostou o carro e eles fizeram a troca. Tudo isso enquanto Sammy adormecia ao lado do motorista.
— Para onde estamos indo dessa vez? — ela perguntou, olhando para o loiro pelo retrovisor.
— Oasis Plains, Oklahoma.
— O que rolou lá?
— Um trabalhador da construção civil de um novo conjunto habitacional morreu em um buraco.
— Sinistro. Mas um dos nossos?
— Definitivamente — Sam disse, acordando ao lado de .
Os três conversaram sobre caçadas que tiveram e se divertiram até chegarem ao seu destino. Lá, eles descobriram sobre mortes misteriosas relacionadas a insetos na cidade.
Depois de pesquisar, eles descobriram que a terra em construção era o local de um assentamento nativo-americano apagado pelos massacres da cavalaria americana no início do século 19, e que o chefe havia amaldiçoado a terra quando ele morreu. Sam, e Dean determinaram que a maldição chegaria ao seu clímax naquela noite e correram para avisar a família que vivia lá. Os quatro passaram a noite toda na casa, foram capazes de combater os insetos, sobrevivendo a noite toda e os insetos partiram ao nascer do sol.
O local foi fechado temporariamente quando descobriram um túmulo nativo americano não identificado e o desenvolvedor, cuja família os irmãos e a garota salvaram dos insetos, e decidiram garantir que ele permanecesse fechado.


Capítulo 8

— Tá, você tá me dizendo que vamos até Lawrence, Kansas, por causa de um sonho do Sam? — perguntou , enquanto dirigia com Dean ao seu lado. Sammy estava participando da interação pelo banco de trás, enquanto a pequena dormia.
— Não é um sonho. Eu meio que… tenho isso há um tempo. Desde que Jess morreu. Eu deveria ter feito algo — Sam falou, com tristeza na voz.
— Quem é Jess? — ela perguntou curiosa.
— Primeiro: ex-namorada do Sammy. Segundo: você dirige feito louca — Dean disse, olhando pra ela com um sorriso após falar a segunda coisa.
— Primeiro: DESDE QUANDO VOCÊS SE DÃO O LUXO DE TER NAMORADAS COM ESSA LOUCURA DE VIDA? Segundo: Eu dirijo BEM melhor que você — ela falou, com um sorriso também, mas quando olhou para o retrovisor, viu o irmão mais novo olhando para a janela, absorto em seus próprios pensamentos. — Ei, Sam, o que houve? — falou as palavras como um pedido de desculpas.
— Eu tinha me afastado das caçadas e estava fazendo faculdade, tinha uma namorada, Jess. Mas sabe como é, essa é a nossa vida — ele disse, com tristeza.
— Você não deveria se culpar por isso, tá? Coisas ruins acontecem o tempo inteiro. E nem sempre vamos conseguir salvar todo mundo, Sammy — ela falou, como se tivesse passado por algo parecido.
— O que eu devo fazer então? — Sam pensou alto.
— Rezar pela alma dela talvez. Não sei se você acredita, mas… Nós caçamos demônios, talvez existam coisas boas, sabe, sei lá — completou.
— Você acredita? — Dean olhou para ela com interesse em sua resposta.
— Sim. Você não? — devolveu o olhar.
— Não sei — Dean respondeu, com sinceridade.
— Eu acredito — completou Sammy, com certa esperança.
— Bom, voltando ao assunto, então, Sammy. Você é tipo um vidente? — perguntou curiosa.
Os irmãos contaram tudo sobre as visões, o demônio de olhos amarelos, seus pais, suas vidas. Ao fim de tudo, , que ainda estava dirigindo, apenas disse:
— Uau. Muita coisa pra processar. A família de vocês é bem… divertida, né? — completou, sem saber o que dizer.
Os irmãos deram risada, até que a pequena acordou e eles decidiram fazer uma parada.
Sam falou melhor sobre sua visão, até finalmente chegarem ao destino.
Quando estavam de volta ao lugar, os irmãos pareciam… Diferentes, acreditava que, por conta do trauma associado à antiga casa, ajudasse para que o caso se tornasse pessoal para ambos. Então disse a eles:
e eu ficamos no hotel, podem fazer o que tiver a ser feito. Eu fico com a pesquisa dessa vez.
Os irmãos, depois de um tempo, concordaram com a sugestão de e seguiram na caçada sem a companhia da garota. Eles recrutaram a ajuda da amiga psíquica de seu pai, Missouri Mosley, para livrar a casa de um poltergeist. Embora Missouri afirmasse ter purificado a casa, Sam não acreditou que tenha sido bem-sucedido, então os irmãos vigiaram a casa. Quando o poltergeist retornou, a premonição de Sam começou a se tornar realidade. Os irmãos correram para resgatar a família, mas eles mesmos foram salvos pelo espírito de sua mãe, que se sacrificou para impedir o poltergeist. Desconhecido para eles, o pai deles estava na casa de Missouri e, embora quisesse muito ver seus filhos, ele informou que não poderia até saber a verdade sobre alguma coisa.


Capítulo 9

Ao fim de um caso em um asilo, John ligou para Sam no meio da noite, deixando os três atordoados. Ele informou que estava caçando a coisa que matou a mãe deles, assim, respondendo às suspeitas dos irmãos. Porém não queria a ajuda dos meninos, então deu outro caso para que eles solucionassem.


’s pov:

Estava literalmente no meio de uma briga de irmãos. Dean dizia ser um bom filho e queria seguir as ordens do pai, mas Sammy… Ele questionava as ordens e definitivamente odiava seguir o que John dizia. Eu não podia interferir em nada, mas odiava vê-los brigarem. Os dois irmãos se separaram, o que me deixou um pouco triste ao ver a relação deles. me perguntou para onde tio Sam foi, o que me deixou desconfortável ao responder, mas Dean fez isso perfeitamente; ele seria um bom pai se eu não tivesse estragado tudo.
dormiu novamente, então quebrei o silêncio com o pai da minha filha e falei:
— Você não acha que… não que seja da minha conta, mas… você não foi um pouco duro demais com ele? — disse, tentando achar as palavras certas.
— Não. Talvez… — ele falou, olhando para a estrada.
Resolvi ficar quieta, até que finalmente ele quebrou o silêncio:
— Posso te perguntar uma coisa?
— Claro.
— Por que você não veio comigo quando te chamei? — Ele olhou nos meus olhos, eu desviei e naquele momento eu que seria a mala da história.
— Dean… Qual é, você acha que ia dar certo? — disse, sem olhar nos olhos dele.
— Talvez. Você é a única pessoa com quem eu já fui sincero em toda minha vida. Faça o mesmo e me diga… Por quê? — As palavras dele me destruíram por dentro. Recuperei minhas forças e então respondi:
— Porque você foi a única pessoa que se importou comigo. Eu te amei, ainda amo, não sei ao certo. Mas sempre achei que seria questão de tempo para você… sumir. Eu não queria ser um fardo — disse surpresa com minhas próprias palavras.
Ele também pareceu surpreso, mas não falou nada. Apenas continuou o trajeto.


Dean’s pov:

Eu me odiava por não ter respondido o que ela disse, por ter estragado a vida dela e a da minha filha, mas apenas continuei quieto. Ela ficou sem graça depois de ficar sem uma resposta, então aumentei o som, com intuito de quebrar o gelo, mas logo a garotinha despertou, fazendo com que os cinco minutos agoniantes fossem esquecidos. Por hora.

Pov off


Quando os dois chegaram à cidade, não quiseram muito investigar a fundo para não levantarem suspeitas, pois a cidade era pequena e as coisas poderiam dar muito errado.
— O padrão das vítimas é óbvio. Mas o que poderia ser? — perguntou , pensando alto.
— Eu não tenho certeza, há muitas possibilidades — Dean respondeu. — Estamos sem gasolina. Droga.
— Relaxa, a gente abastece e vê onde procurar — falou, ainda entretida com sua investigação pessoal.

Chegando ao posto, todos foram muito simpáticos. Até demais. Dean e perceberam que havia algo errado, mas ficaram quietos.
— Essa belezinha já está abastecida, mas achamos um outro problema com o carro. Se quiserem, eu arrumo, não custa nada para vocês — o homem disse, sorrindo.
— O que está errado com o carro? Eu o verifiquei por completo hoje de manhã e estava tudo em perfeito estado — falou, olhando para o senhor com desconfiança. — Obrigada pela gentileza, mas prefiro que não mexam no meu carro. Já estamos de saída, obrigada — ela falou, com em seu colo, que estava agitada.
— NÃO, quer dizer. Não, fiquem aqui, me desculpe pelo mal entendido, senhora. O que posso fazer para recompensá-la? — o homem insistiu.
A mulher olhou para Dean, que antes conversava com a sobrinha do casal, com intenção de que ele percebesse o que estava acontecendo. Ele entendeu e entrou na onda. O loiro falou que estava com fome e perguntou onde era a lanchonete. Pediu desculpas pela minha desconfiança e deixou o homem arrumar o carro.

— Você vai mesmo deixar ele encostar no seu carro? — disse, enquanto entrava na lanchonete com a garotinha do lado.
— Eles querem uma desculpa para nos atrair para sabe, né? Morrer — Dean falou, explicando.
— Eu sei, mas é o carro, né.
— Até parece que você tem mais ciúmes dele do que eu.
— É um belo carro.
— E deixa eu te perguntar. Desde quando você verifica o carro? — Dean disse, rindo.
— Eu realmente verifico. Eu gosto de andar em segurança no carro que transporta minha filha. — Ela deu de ombros, como se não fosse nada demais.
— Desde quando? — ele perguntou, curioso.
— Desde sempre. Antes de ir, sempre dou uma olhada — ela disse.
Pouco tempo se passou e um banquete chegou à família. Os dois se olharam e pensaram na mesma coisa, mas, antes de investigarem, comer era a prioridade. Ao fim do café da manhã, a mulher disse que era por conta da casa. E, logo após saírem da lanchonete, a pesquisa começou. Eles foram para uma biblioteca, onde Dean contou histórias para a pequena, enquanto conferia lendas.
— Dean, vem cá — o chamou. Dean ficou próximo à morena e ela falou: — Agora é necessário que você vença todo esse orgulho de dentro de você, ligue para Sam e conte o que está acontecendo. Nós somos o casal escolhido para alimentar a cidade, mas ainda não sei o que vai supostamente sacrificar a gente.
Dean apenas obedeceu a ela. Ainda estava surpreso com a parte do orgulho, mas fez tudo o que foi pedido, depois perguntou a ela:
— O que é isso tudo? — ele perguntou curioso.
— Um Vanir está sendo convocado na forma de algo para proteger a cidade em troca de sacrifícios anuais, mas não sei como — ela disse, tentando encaixar as peças.
— Aquela moça me perguntou se eu tinha visto uma grande árvore, e que o povo da cidade acha que ela mantém a cidade viva.
— Você não pensou em me contar isso? — disse em choque. — O que mais ela perguntou que você não falou? Seu número? — A morena ficou surpresa com as próprias palavras e o loiro mais ainda.
— Não perguntou sobre o meu número. Por quê? Ciúmes? — Ele deu uma risada sarcástica.
Ela não o respondeu, então os três partiram em busca da árvore. Ao chegarem, viram um espantalho.
— Coisinha feia, hein — o irmão mais velho disse, olhando para o espantalho.
— Que merda. — apontou para a marca do espantalho no braço, que era igual à do homem desaparecido.
— Put… — Dean começou a falar, mas o calou com um soco em seu braço e apontou a cabeça em direção à criança. — O que vamos fazer agora? — Ele reajustou a frase.
— Que tal pegar o carro e fazer o mesmo que outros casais fizeram? Pedir informação de como sair daqui e depois… é — ela disse, como se fosse óbvio.
— Ok, vamos voltar — ele disse, mas a morena continuou parada, olhando para o espantalho. — O que foi?
— Esse negócio me dá calafrios. As pessoas dessa cidade são doentes — ela falou, como se tivesse perdido a fé na humanidade.
— Quem não é doente hoje em dia? É por isso que a gente vai acabar com isso e dar o fora daqui o mais rápido possível — o loiro falou, acariciando o braço de .
— Vamos.

Os dois chegaram à oficina quando estava anoitecendo. Durante o trajeto, a garotinha fez várias perguntas, mas não durou muito tempo para que se cansasse da caminhada, tirando um breve cochilo no colo de seu pai, que disse:
— Ela gosta de dormir, né?
deu risada e respondeu:
— Os pesadelos melhoraram, então ela quer descansar, eu acho… Ela nunca teve um sono tão profundo como nesses últimos dias. Ela tinha medo de dormir — a morena falou, olhando carinhosamente para a criança.
— Você sabe que isso não é culpa sua, né? — ele falou, olhando para , que entendeu imediatamente o que o homem disse.
— Nem sua, Dean…
— A culpa é toda minha, — o irmão mais velho falou, olhando para a criança.
— Chega de ficar remoendo isso. Já passou, Dean. Não importa de quem foi a culpa ou não. Agora estamos juntos, tá? — ela disse, com calma, mas irritada com as palavras do loiro.
Dean parou de andar, deu um beijo na testa de e acariciou seus cabelos com em seus braços. Logo em seguida, disse:
— Me desculpa, você tem razão.
O assunto se encerrou assim que chegaram ao seu destino. Eles repetiram as possíveis perguntas das vítimas e foram orientados com muita gentileza. Assim que chegaram ao carro, respirou fundo e disse:
— Cara, eu sei que gentileza é importante, mas aquilo? É pior do que o próprio espantalho. Eles nos enxergam literalmente como comida. É muito estranho.
— Né? Acho que o desespero os faz ficarem loucos — Dean disse, sorrindo. O sorriso logo se espalhou pelo rosto de , até que o carro parou.
— Nossa! O que será que aconteceu com o carro? Saímos da oficina agora! — a morena disse, fingindo surpresa.
E, de repente, ambos ficaram surpresos de verdade quando viram Sam chegando.
— Sam! — disse, correndo de encontro ao irmão mais novo.
! — Sam respondeu com surpresa após o abraço da morena.
— Estamos no meio de uma missão — Dean falou, olhando para o irmão.
— É, somos as iscas — respondeu, como se não fosse nada perigoso.
— O quê? Você vai ser isca? — ele perguntou, olhando para a mulher, que afirmou com a cabeça. — Tá louca? Eu vou.
— Não dá, acho que o espantalho não gosta muito de casais homossexuais. Homofóbico — disse. — Fica com ela enquanto a gente acaba com isso? — ela pediu para Sam, apontando para , que afirmou com a cabeça.
Os dois entraram à procura do espantalho, mas sem sucesso. Eles estavam com os equipamentos para queimar a árvore, porém se separaram em busca dele.


Dean’s pov:

Deixei as coisas para queimar a árvore com , achava que nosso plano iria funcionar. Eu esperava.
Estava procurando aquela coisa feia para que ela não tivesse problemas em atear fogo, mas logo escutei seus gritos. Fiquei desesperado, será que ela estava bem?
— DEAN! DEAN! — ela gritou meu nome, enquanto eu tentava alcançá-la.
Acho que Sammy também escutou os gritos, mas esperava que tivesse permanecido onde mandou. Não podia permitir que nada acontecesse com , com nenhuma das duas.
Quando finalmente cheguei de encontro à morena, o fogo estava na árvore e ela comemorava. Seu braço estava machucado. Saímos de lá e ela estava sangrando.
— O que aconteceu com você? — perguntei, desesperado por respostas.
— Aquele espantalho maluco tentou me matar. — Ela deu de ombros. — Vocês têm curativos? Vou precisar de alguns.
— Meu Deus, o que aconteceu lá dentro? — Sam disse, pegando no braço de . Não iria negar que aquilo não me agradou muito, mas acho que disfarcei muito bem. Tirei o braço de Sam de perto dela e disse que ia cuidar daquilo.

Pov off


Sam e Dean ajudaram a se recuperar e partiram novamente sem um rumo, apenas à espera de algo sobrenatural.


Capítulo 10

— Deixa eu anotar aqui na minha agenda, Dean tinha uma namorada que durou… 1 mês? Parabéns, esse é o recorde — falou, enquanto dirigia.
— Recorde? Nós ficamos muito mais tempo juntos e dá pra parar de falar disso? A caçada já acabou — Dean disse zangado com Sam e , que brincaram com o loiro durante o caminho todo.
Sam começou a ter fortes dores de cabeça. ficou preocupada e falou:
— Sammy? Você tá bem? É outra visão? — Ela se preocupou.
— Sim… — Sam falou. — Um homem morto em Saginaw, Michigan, mas o assassinato é feito para parecer um suicídio.
— Podemos impedir? — disse, pisando no acelerador para chegar rapidamente ao destino.
— Não sei — o moreno disse, triste com a situação.
— Você tem certeza? — Dean perguntou. o repreendeu com o olhar na mesma hora, mas não adiantava, ele já tinha perguntado.
— Eu tenho certeza, Dean! — O mais novo disse irritado.

Quando eles chegaram ao local, perceberam que já era tarde demais. Eles especularam que a família era amaldiçoada. voltou a ter seus pesadelos, deixando extremamente preocupada.
Eles conversaram com o filho da vítima, Max, e não conseguiram encontrar nada sobrenatural, mas alertaram o tio de Max para ter cuidado. No entanto, sua investigação revelou que Max era espancado regularmente por seu pai e tio quando criança. Sam então teve outra visão de Max usando habilidades telecinéticas para matar sua madrasta, irritado com ela por não ter parado os maus tratos. Os irmãos pararam Max e Sam descobriu que, quando ele era bebê, sua mãe também morreu da mesma maneira que a deles, queimada no teto. Quando a raiva de Max ressurgiu repentinamente, ele trancou Sam no armário.
Sam recebeu outra premonição, mostrando Max matando Dean, e . Tentando escapar, Sam conseguiu se libertar telecineticamente e falou com Max para não os matar. Max, perturbado, tirou a própria vida.


Capítulo 11

— Sam, você tá legal? — perguntou , preocupada com o mais novo após a última caçada.
O mais novo não respondeu. Ele parecia estar chateado com… tudo, mas apenas continuou olhando para o jornal.
— Não foi culpa sua — Dean disse, dirigindo, e o moreno ao seu lado apenas afirmou com a cabeça.
— Para onde vamos? — mudou de assunto, percebendo o desconforto de Sam.
— Vamos para Chicago, Illinois — o moreno respondeu, aliviado com a mudança.
Entretanto, a morena que ficou desconfortável.
— Eu… não acho uma boa ideia, meninos. Não acho que deveria ir — ela disse preocupada.
, que estava acordada e prestando atenção na conversa, perguntou:
— Vamos ver o tio Jake? — a pequena perguntou animada.
— Não — respondeu com firmeza.
— Quem é o tio Jake? — Dean perguntou com curiosidade.
— Ele era o namorado da mamãe — a criança respondeu.
Dean ficou surpreso e com um pouco de ciúmes, então olhou para a morena pelo retrovisor e disse:
— Namorado? Para quem diz que nosso tipo de vida não permite esse luxo, você parece ignorar essa regra — Dean disse, com um olhar enciumado, mas também sarcástico, em busca de uma resposta.
Sam percebeu o clima dentro do carro, mas continuou calado, até que disse:
— Ele é um caçador. E nunca foi meu namorado — ela cortou a conversa e todos no carro ficaram quietos.
Pouco tempo depois, eles resolveram fazer uma parada em uma lanchonete na cidade.


’s pov:

Chegamos a uma lanchonete na cidade. Tínhamos que bolar um plano para agirmos rápido. Eu decidi ficar no hotel, com receio de encontrar com Jake em qualquer esquina. Os meninos colocaram a mão na massa, enquanto eu fiquei com a pesquisa, juntamente a . Estava muito preocupada com minha pequena, sua onda de pesadelos retornou e, mesmo exausta, ela não queria dormir. Sempre tentava conversar com ela, mas não estava fazendo efeito algum; enfim, resolvi distraí-la de tudo isso enquanto os meninos não me mandavam notícias.
Os irmãos encontraram um símbolo de sangue e me relataram sobre como era. Fiquei a tarde toda fazendo a pesquisa e descobri que estava conectado a uma criatura zoroastriana conhecida como daeva.
Não consegui me comunicar com os meninos e comecei a me preocupar, precisava informá-los sobre o que eu descobri. Então reuni toda minha inteligência e conectei os fatos. Pelo horário, eles estavam em algum bar. Peguei em meus braços e fui a três bares na cidade até finalmente encontrar os irmãos.
— O que… — Dean começou a dizer.
— Três bares. Preciso de bebida. Agora! — eu disse exausta, com a pequena em meus braços.
— Mais um desse, por favor. — Dean apontou para o garçom, que infelizmente eu reconheci na hora. Jake.
— Puta merda — disse sem pensar que uma criança de 5 anos estava em meus braços.
— Puta merda! — repetiu, rindo.
— O que foi? — Dean pergunta.
— Nada — eu falei, fingindo que nada aconteceu. — Você pode ir buscar minha bebida, por favor? — pedi, com um pouco de desespero e evitando que o visse.
— Claro — o loiro respondeu.
Bebi rápido. Acredito que os meninos perceberam, mas não liguei. Apenas falei:
— Outro.
Quando Dean me entregou a bebida, fiz a mesma coisa que na anterior.
— Outra dose? — perguntou Dean. Afirmei com a cabeça e, novamente, bebi como se fosse água.
— Por que vocês não me respondem? Passei a tarde toda ligando. Merda — eu disse.
— Meg? — Sam disse, olhando para uma garota de cabelos loiros e curtos.
Ele nos apresentou a ela, falou que a conheceu no tempo em que estávamos separados e a mulher simplesmente surtou. Começou a falar várias coisas com o irmão mais velho, que ficou surpreso; até que ela se virou para mim e disse:
— E você, ? O que quer com eles? Qual é o seu problema, hein? Você e sua cria só estragam tudo — ela disse com raiva.
Sinceramente, não liguei para o que aquela louca dizia, mas o real problema foi ela dizer meu nome em alto e bom som.
Escutei, do outro lado do balcão, Jake dizer:
?
— Merda — disse. Me virei para o homem, que me chamou para conversar com mais privacidade.

— O que você faz aqui? — ele perguntou com raiva.
— O que você faz aqui? — eu disse, com um tom de voz elevado.
— Tá correndo atrás de mim ainda, sua vadia? Supera — ele falou, segurando meu braço com força.
— Qual é a merda do seu problema? A bosta do mundo não gira em torno de você — disse e cuspi em sua cara. Não me aguentava de tanto nojo que tinha daquele homem.
Ele me jogou contra o carro e me deu um soco. Dean chegou na hora e o derrubou. Os dois começaram a brigar. Dean venceu e disse que se ele encostasse novamente em mim… Jake voltou correndo para o bar. O loiro me olhou desesperado e perguntou:
— O que houve? — Ele tocou onde Jake me socou, acariciando meu rosto. Eu comecei a chorar e nós nos abraçamos.
— Jake e eu namoramos por um tempo. Ele também era caçador, então achei que daria certo. Eu queria… Dar certo com alguém. Queria tentar te esquecer, Dean…, mas eu não consigo e não sei se vou conseguir um dia — disse, deixando todas as lágrimas finalmente caírem. — No começo, tudo ia bem, mas ele… surtou. Começou a me tratar mal, ter ciúmes, me bater e depois odiar . Ele dizia que ela era maligna, eu… sei lá, ele é louco, Dean. Ele tentou matá-la enquanto dormia. Ele é um psicopata de merda. — Vi que passei minha tristeza para ele e me senti ainda pior. Eu não deveria falar sobre nada da minha vida para ninguém, só eu podia lidar com tudo aquilo.
, eu sinto muito por tudo isso. Talvez se eu não tivesse entrado na sua vida, nada disso estaria acontecendo com você. — Ele se culpa por isso? Meu Deus, esse homem é impressionante.
— Dean, se você não tivesse entrado na minha vida, eu estaria morta — disse, sorrindo.
— Eu… ainda tenho sentimentos por você, … — ele começou a dizer e eu fiquei surpresa com as palavras que saíram da sua boca.
Nós ficamos nos olhando por um bom tempo, até que Dean me deu um beijo e depois vários beijos, e mal podia acreditar que um momento de merda virou algo feliz. Sam e saíram do bar e nos encontraram no estacionamento. Ele me perguntou o que aconteceu, mas me recusei a falar qualquer coisa sobre aquilo com minha garotinha escutando.

Pov off


Quando os quatro chegaram ao hotel, contou aos irmãos que o símbolo estava conectado a uma criatura zoroastriana conhecida como daeva.
— Acho que Meg tem algo estranho — Sam falou.
— Jura? Só acha? Eu tenho certeza! — completou.
— Cara, você gosta das malucas, né? — Dean completou.
— É sério, gente, tem algo errado — ele disse, preocupado. — Vocês podem investigá-la? Eu vou ficar de vigia — o mais novo disse, deixando o quarto.
— Meg Masters, né? — gritou, esperando a resposta do moreno, que já saiu do quarto, mas confirmou de longe.
Depois de um tempo, a morena fez com que finalmente dormisse por pouco tempo, até ela acordar com outro pesadelo. Esse era diferente, tinha uma mulher má nele. Dean e não sabiam o que fazer, mas tentaram tranquilizar a menina, que voltou ao seu sono.

— Não achei nada sobre ela — Dean disse a .
— E agora? Avisamos para Sam? — a morena perguntou ao loiro do lado da garota adormecida.
… Você acha que o que aquela mulher disse é o que Sammy pensa da gente? — Ele olhou para a mulher com certa tristeza.
— Talvez, naquele momento, sim, mas foi na hora da raiva. Quem nunca explodiu? — se sentou ao lado do homem e acariciou suas costas. — Dean, não adianta nada ficar triste com isso, já passou… Nada vai reverter isso.
— Por que ele falaria uma coisa dessas?
— Vocês são diferentes e é completamente normal nem sempre concordarem em tudo. Talvez ele se sinta deslocado, vocês precisam conversar sobre isso. Me promete que não vai ficar se culpando? — falou com doçura.
O irmão mais velho a beijou com paixão e a morena retribuiu com a mesma intensidade. O telefone tocou e eles se entreolharam, era Sammy, que contou que Meg estava por trás do assassinato. Ele passou o endereço para o casal, mas apenas Dean foi de encontro ao seu irmão.


's pov:

Estava no quarto angustiada enquanto os meninos não voltavam. Minha pequena dormia, finalmente tranquila, livre de qualquer pesadelo. Alguns minutos se passaram e alguém entrou no quarto. Peguei a arma que estava escondida embaixo de meu travesseiro e apontei para o homem, que também apontou uma arma para mim.
— Quem é você? — disse, em um tom de voz mediano, tomando cuidado para que não acordasse.
— Vim a um chamado de meus filhos. Quem é você? — o homem perguntou.
— Eles não telefonaram pra você. Não que eu tenha visto — disse, admitindo meu deslize. — Você é John? Winchester? — perguntei para o homem, que afirmou minha questão.
— Quem é você? — ele perguntou novamente, impaciente.
— Como vou ter certeza? — perguntei, e então o homem, surpreso, jogou sua carteira com os documentos e começou a fazer todos os tipos de testes que eu faria. Ok, ele realmente era John Winchester. — Meu nome é . Eu… Dean e eu temos uma filha.
— O QUÊ? — Ele reparou dormindo e falou mais baixo. — O que está acontecendo?
Tentei explicar tudo o que consegui para ele, conversamos muito. Tempo suficiente para me deixar tão preocupada ao nível de roer minhas unhas e andar em círculos.
Quando os meninos chegaram, relataram o acontecimento. Eles a confrontaram, mas ela revelou que tudo fazia parte de uma armadilha para capturar o pai deles. Sam e Dean conseguiram virar os daevas contra ela, e ela foi jogada pela janela. De repente, ouvimos algo. Meg retornou e, mais uma vez, enviou os daevas atrás deles. Sam dissipou os daevas com clarões de luz por tempo suficiente para eles escaparem. John, em seguida, mais uma vez, deixou seus filhos e disse a Dean que o que ele estava fazendo comigo era perigoso. Ele chegou à conclusão de que eles eram vulneráveis quando estavam todos juntos.


Capítulo 12

Os três leram uma notícia de que um caçador conhecido foi morto. Eles foram para Boulder, Colorado, e lá descobriram uma carta endereçada a John, que retornou pelo amigo morto. Na carta, o homem relatava sobre a existência do Colt.
— O que é isso? — Sam perguntou, com interesse, mas John não respondeu as suas dúvidas.
Mais tarde, após o mais novo ter um surto, ele revelou ao trio que o Colt era uma arma tão poderosa que podia matar qualquer coisa, inclusive o demônio que matou a mãe dos meninos. continuou com seus pesadelos sobre o homem mau, deixando e Dean preocupados com o sofrimento da garota.
Eles descobriram que vampiros estavam com a arma e capturaram uma deles para fazer a troca. John recuperou a arma e a lenda do Colt foi comprovada como verdadeira quando ele matou o vampiro com quem fez negócio. O homem mais velho finalmente aceitou que os Winchesters eram mais fortes como uma família e os convidou para se juntar a ele na caça a Azazel.

— Dean, eu não sei se posso me juntar a vocês. É algo pessoal e está muito mal com todos esses pesadelos — disse, quando os dois estavam a sós.
— Você também faz parte disso, … somos uma família — Dean falou, olhando para a mulher.
— Nós não temos tempo para ser uma família enquanto estivermos matando todo tipo de coisa estranha que aparece na nossa frente — a morena falou, olhando para o loiro, com pesar em sua voz.
— Eu não entendo. Nós nos amamos, somos uma família. Então por que diabos não podemos ficar juntos? — Dean falou revoltado.
— Por causa da incompatibilidade das nossas vidas. Mas… nós podemos fazer com que isso funcione mais tarde. Vocês são minha família, Dean, eu amo vocês — disse, com lágrimas.
— O que você vai fazer agora? — Dean perguntou, também chorando.
— Alugar algum lugar por um tempo, deixar que volte a escola… fingir ser normal — a mulher disse.
Os meninos a levaram para um lugar onde achavam que ninguém poderia localizá-las, então se despediram.
— Vamos tentar fazer funcionar, né? Eu amo você, — Dean falou com emoção e, em seguida, deu um beijo na morena, que afirmou com a cabeça e retribuiu as palavras de amor.

's pov:

Eu sabia que estávamos mentindo um para o outro e que talvez nunca mais nos veríamos novamente. Então eu aproveitei o momento ao máximo com o meu único e grande amor.
— Dean, se não der certo… — Ele tentou me impedir de retomar a conversa, mas eu disse mesmo assim. — Eu quero que você siga sua vida. Seja feliz, encontre alguém. Se for preciso, me esqueça — falei, com lágrimas nos olhos que logo se tornam dele.
— Eu não quero te esquecer, … — ele falou.
Eu entreguei para ele o crucifixo que o loiro me deu há seis anos. Ele olhou surpreso e falou:
— Você guardou.
— Eu também não quero te esquecer, Dean, nunca quis. é a maior lembrança que terei de você em toda a minha vida. Então… tome isso, e se lembre de mim — disse com dificuldade.
Nós nos abraçamos, me despedi de Sam e, de repente, não estava mais com as pessoas com quem passei quase um ano.


Esses tempos foram difíceis sem a presença dos meninos. sentia falta deles, eu também.
Estava preparando a comida da pequena enquanto ela estava assistindo a um desenho, uma típica cena de uma família normal. Até que recebi uma ligação e fui correndo atender, na esperança de ser um dos meninos. E estava certa, era Dean! Tentei controlar minha agitação e então atendi:
— Alô? Dean, você tá bem? — perguntei um pouco desesperada.
— Alô, aqui é do hospital. Resolvemos ligar para saber sobre parentes próximos e você está na discagem rápida, então… — uma mulher disse.
— Aconteceu algo? — perguntei preocupada.
— Três homens sofreram um acidente. O senhor Dean está entre eles.
— Ai, meu Deus. Qual é o endereço do hospital? — perguntei, caçando um papel e uma caneta.
A mulher passou a localização e então eu fiquei olhando para o papel, pensando se devia ir ou não. No fim das contas, nunca foi uma dúvida. Peguei a pequena e partimos de encontro aos meninos. Quando estava no caminho, percebi o quanto me arrependia de ter os deixado. Talvez, se eu estivesse lá, nada daquilo teria acontecido.


Continua...



Nota da autora: Oii, espero que tenham gostado de ler minha fanfic. Conto que vocês se comuniquem comigo para uma possível continuação, pois ainda há vários ganchos na história. Espero que tenham gostado das personagens e da história 💖.






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