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Última atualização: 25/12/2020

Capítulo Único

Geralmente, passar a noite de Natal em Hogwarts não era um sinônimo de diversão. Na maioria das vezes, os alunos apenas optavam por isso quando realmente não tinham outra opção. Mas, naquele ano, o cenário era outro: a fim de agradar os alunos e fazer algo diferente, o Diretor optou por organizar um Baile, que despertou completamente o ânimo e a empolgação de todos, sendo mínima a quantidade dos que resolveram voltar para casa após o anúncio.
Não se falava mais sobre nenhum assunto entre os corredores nas últimas semanas. E quando o dia finalmente havia chegado — após muita ansiedade e expectativa —, tudo que se podia ouvir, eram as conversas animadas e as disputas dos jovens por um espaço no espelho. Afinal, quem não é visto não é lembrado e todos sabiam que aquela era uma excelente oportunidade de se divertir e, quem sabe, terminar a noite de maneira mais animada.
Com , a expectativa era a mesma. Não sabia com quem, mas, certamente, candidatos para o posto não lhe faltariam.
A corvina terminava de destacar os lábios com um batom vermelho sangue, parando para analisar o resultado final em seguida. Os cabelos loiros permaneciam perfeitamente alinhados e lisos, os olhos azuis destacados pelo lápis de olho e rímel preto, juntamente a um vestido verde em veludo que a deixava ainda mais graciosa.
Ela sorriu na direção de seu reflexo, sentindo-se satisfeita e confiante com sua imagem. Não existia nada comparado à autoestima de , aquela era, sem sombra de dúvidas, sua característica mais marcante e que definia parte das suposições sobre ela. Muitos comentavam sobre sua vida particular, mas a garota era praticamente inabalável. Ou, pelo menos, demonstrava ser e não aparentava suas fraquezas. Isso, consequentemente, contribuiu para que sua relação social com a maioria das garotas não fosse muito positiva. Afinal, pessoas seguras de si assustam. E ela sabia muito bem de seu potencial.
Com os garotos, no entanto, a reação era completamente o oposto. atraía olhares por onde passava e, como uma boa estudante da casa de Rowena Ravenclaw, usava isso a seu favor.

Era inegável que a mente aberta e o espírito livre de fossem assunto recorrente nos corredores de Hogwarts, ainda mais quando, sem nenhum esforço, a garota lhes dava mais motivos para falar, fosse por sua confiança, seu jeito completamente sedutor ou por suas notas altíssimas.
Após contemplar sua imagem belíssima por um longo período, a garota resolvera dirigir-se até o Salão Principal, local em que ocorreria o evento que cativou a ansiedade dos bruxos ao longo da semana. O perfume de cereja era facilmente perceptível por qualquer lugar que a garota passasse, quase que como sua marca registrada, além do barulho de seus saltos altíssimos e finos de grife.
Sorriu instantaneamente quando observou a seguinte cena: vários alunos reunidos, devidamente trajados em roupas sociais, diversos tipos de comida e bebida e um ambiente aparentemente agradável. Os olhares voltaram a figura feminina assim que esta adentrara o Salão, embora não se importasse com o fato. Dirigiu-se instantaneamente até as bebidas, torcendo para que alguém tivesse contrabandeado algo com um alto nível de álcool.
Notou ao seu lado algo que lhe causou certa estranheza, arqueando as sobrancelhas. Peter Pettigrew observava a garota um pouco atônito, quase que hipnotizado com os atos involuntários da menina. A loira, com graça, estalou os dedos em frente ao rosto do rapaz:
— Ei, você está se sentindo bem? — a garota fez uma careta, estava desinteressada em saber a resposta. Apenas queria que o garoto saísse dali ou agisse como alguém… Normal?
— Ah... Ah! Sim, estou sim! — o grifinório coçou a nuca, constrangido. Enquanto a corvina continha-se para não revirar os olhos.
fazia o máximo para ser minimamente educada, mas suas experiências quanto à Pettigrew sempre foram um tanto quanto negativas. Além disso, era uma pessoa extremamente intuitiva e respeitava suas percepções sobre o rapaz, mantendo-o ao máximo de distância possível.
— Tem álcool aqui? — ela apontou para os barris de cerveja amanteigada.
Rabicho apenas lhe lançou seu melhor sorriso, — que parecia ter lhe rendido um bom esforço — enquanto assentia.
— É só dar três batidas no barril, se não fizer isso, elas continuam normais. Agradeça ao Almofadinhas! Ele sempre dá um jeito de salvar as festas, sabe? — tagarelou.
Ah, patético; Peter não conseguia dizer duas frases sem ovacionar Sirius ou James. esforçou-se ao máximo para não revirar os olhos e apenas agradeceu Pettigrew com um olhar vago.
Assim que se virou para sair de perto do grifinório chato que continuaria tentando puxar conversa, seus olhos verdes fixaram-se na figura que a encarava do outro lado do ambiente. Fora impossível não sorrir enquanto levava o copo aos lábios e se recordava da última vez que estiveram juntos.

Certamente, Remus Lupin fazia o mesmo, já que seu sorriso era tão repleto de significados quanto. A tensão entre ambos era tão grande, que quase poderia ser tocada.
O Três Vassouras estava lotado naquela noite. A fuga, muito bem planejada, dos alunos do sétimo ano havia dado certo. E lá estava Remus, sentado no balcão apreciando uma dose de cerveja enquanto seus amigos certamente estavam com garotas, perdidos por aí.
Mas ele não se importava. Internamente, algo lhe dizia que logo teria o mesmo destino. E por algo, pôde-se entender que ele se referia aos olhos verdes de presos nele, ao passo que dançava com aquela saia justa, delimitando perfeitamente seu corpo — e que Remus tanto gostaria de tirar.
O grifinório achou que estava bêbado demais ou louco quando viu o indicador da garota se mover lentamente, o chamando. Ele claramente não fazia o tipo que dançava, mas era quem tocava a música, e de forma alguma ele perderia aquilo.
Prontamente, o rapaz moveu-se de forma engraçada até a portadora dos cabelos loiros. Ela achou cômica a forma frágil que Lupin se comportava, vulnerável graças à alta dose de cerveja ingerida ao longo da noite.
— Se divertindo, Remus? — ela indagou com ironia, aproximando os corpos de ambos enquanto dançavam.
Os movimentos simples deviam-se ao fato de Remus não ser amplamente experiente em danças, somado à sua embriaguez aparente.
— Acho um pecado você ficar tão sozinho… — aproximou seus lábios do ouvido do grifinório, não lhe dando chance de responder. — Ficaríamos melhores juntos, não?
Remus sentiu-se instantaneamente duro ao ouvir aquela doce voz sussurrando em seu ouvido. Ficaria melhor gemendo seu nome, claro, mas ele precisava ir com calma.
— O que você sugere, ? — ele a chamou pelo apelido carinhoso, repousando a mão fervorosamente em sua cintura delineada.
A garota riu em retrospecto, o respondendo sem nenhum tipo de pudor:
— Eu e você em qualquer lugar que possamos usar menos roupas. Ou nenhuma, se for o caso…
Sirius e James diriam que ele estava alucinando caso contasse o que ocorrera naquela noite. Lupin, por sua vez, jamais perderia a oportunidade das investidas tratando-se da garota mais linda da escola.
— Acho que conheço um lugar. — o rapaz admitiu, a puxando sem delicadeza alguma para longe da pista de dança.

Logo, ambos estavam caminhando para os fundos do bar. Remus, por sua vez, sentia sua calça ainda mais apertada, sedento para retirar peça à peça de suas roupas, e claro, as de . A garota, entretanto, lhe guiara pelo local como se já o conhecesse, adentrando o estoque estreito.
O ósculo nada calmo iniciou-se com ferocidade, enquanto puxara Remus pelo colarinho de sua camisa. O loiro suou frio com o ato, se segurando para não soltar um gemido em constrangimento. Separou-se do rapaz rapidamente, apenas para abrir os botões da roupa social, olhando-o nos olhos durante aquele ato extremamente sexy.
Lupin passeara as mãos pela região das coxas da garota, apertando sua bunda sem nenhuma delicadeza. rira em contrapartida, gemendo baixinho o nome do rapaz. Ela não esperava que Remus fosse tão ágil com as mãos, ou com a boca. Muito menos que o nome do rapaz sairia cada vez mais fácil por seus lábios durante aquela noite.
— Você não sabe há quanto tempo eu desejo isso, Remus. — a de cabelos loiros admitira, olhando nos olhos do rapaz com a face repleta de malícia.
— Não há mais do que eu. — ele sussurrou em seu ouvido, finalmente levando as mãos até o zíper da saia da garota.
Remus saiu de seu transe quando observou que a garota passava a língua pelos lábios, em uma tentativa de tirar a espuma da cerveja dali. Só então, dando-se conta de que estavam no meio do Salão Principal, não podia se dar ao luxo de voltar às memórias daquela noite sem querer um remember ou sentir a calça se apertar e constrangê-lo ali, em meio a tanta gente.
entendeu, mesmo distante, e achou graça no rosto do rapaz se tornando rubro enquanto ele voltava a beber, envergonhado. A corvina, por sua vez, não teve tempo de reorganizar seus pensamentos, pois outra figura masculina fez-se presente. Afinal, era impossível não reconhecer aquela voz rouca em qualquer lugar que passasse. Os cabelos enormes e despretensiosamente arrumados, o perfume amadeirado e a personalidade ordinária, eram o que melhor definia quem era Sirius Black.
— Deveria ser um crime usar um vestido tão curto assim, — ele a chamou carinhosamente pelo apelido, mas com o tom de voz repleto de maldade. —, principalmente quando não posso tirá-lo aqui mesmo.
A cantada inesperada quase fez a garota bufar, o sorriso carregado de segundas intenções de Black, entretanto, levara os pensamentos dela para a noite em que ele havia, de fato, a despido. Uma das várias ocasiões, na verdade.

Mais uma noite naquele lago. Apenas os dois, os corpos nus e quentes juntos em meio as gotas de suor que se uniam devido à proximidade de ambos, a brisa gélida, beijos e os incontáveis gemidos. O rapaz falhou em tentar ser silencioso, e a garota apenas sorria com graça enquanto beijava Black.
Sirius não se apaixonava por ninguém, aquilo era fato. Porém, admitia o quanto aquela garota era diferenciada na cama. poderia, sem sombra de dúvidas, nomear um furacão; ela o enlouquecia e ao mesmo tempo lhe trazia a calmaria de uma praia em maré baixa. O próprio paraíso particular de Black, em que ninguém além dos dois sabia do fato. Nem mesmo Aluado ou Pontas.
Apertou a cintura da moça, enquanto movia-se para dentro da mesma sem nenhum tipo de cautela. Aproveitou a deixa para dar atenção ao seu pescoço desnudo, deslizando suavemente o nariz pelo local. O aroma de cereja deixava Black embriagado de tesão, depositando algumas mordidas suaves na pele macia.
— Oh, Black — ela apertou as pernas em volta do mesmo quando este intensificara os movimentos propositalmente.
Sirius era um canalha muito charmoso. Aproximou sua boca do ouvido da menor, rindo consigo:
— O meu sobrenome fica ótimo na sua voz. — pegou os cabelos macios da garota, puxando-o com ferocidade.
Uma personalidade um tanto quanto dominadora regia o rapaz. Ele odiava ser comandado, embora a garota apreciasse. Black sentia uma insana necessidade em estar predominantemente no controle, principalmente quando envolvia seu prazer.
— E você fica ótimo fingindo que manda, Almofadinhas. — a garota apoiou a palma das mãos no peitoral do grifinório, que arfou rendido quando a corvina tomou o controle dos movimentos.
Ele sentia-se completamente impotente ao ver sua companheira olhando diretamente em seus olhos, montando nele bem devagar. Sabia que ela fazia aquilo com intuito de provocá-lo, forçando-o a direcionar uma de suas mãos até a cintura da menina.
Apenas lhe tirava toda a autoridade que costumava ter. Mas ele não podia reclamar, costumava nem pensar nisso quando tinha a garota sobre si. Entregando-se somente ao prazer e as sensações únicas que os movimentos da corvina lhe proporcionavam.
— Você é um cretino, Black. Não consegue se controlar, por acaso? — ela debochou de sua péssima cantada, dando atenção ao copo de cerveja amanteigada, enquanto tirava o grifinório de seus devaneios.
Ela não deu tempo para Sirius responder, apenas tombou a cabeça para o lado, rindo e o deixando à sós com seu copo e seus pensamentos atribulados.
Quando chegara ao centro da pista de dança, sentiu os olhares queimando em si, embora não estivesse diretamente incomodada com o ato. Após um ano tão tenso, a garota gostaria apenas de divertir-se sem nenhum tipo de julgamento.
Começou a dançar conforme a música emanava pelo Salão, intercalando apenas para dar goles suaves em sua bebida. A mente da loira dera uma bela espairecida, enquanto a mesma contagiava-se com a melodia que se fazia presente. Tanto Sirius como Lupin — e o resto dos garotos, diga-se de passagem —, encaravam a cena boquiabertos, sem nem fazer questão de esconder a admiração enquanto a menina rebolava despretensiosamente.
Sirius umedeceu os lábios com um gole da bebida alcoólica, sentindo-se sufocado. A roupa parecia ter ficado ligeiramente apertada, pois o rapaz queria apenas levá-la para longe dali e despi-la o mais rápido possível. Remus, por sua vez, ainda permanecia com as bochechas ruborizadas, porém encantado demais para parar de encará-la.

, por sua vez, estava mais confortável do que nunca. Confiante, sentia-se bela como nunca antes, executava os movimentos com graciosidade e sensualidade na medida certa, enlouquecendo seus espectadores — fosse por tesão ou por incômodo, como no caso das demais garotas do local.
A corvina se divertiu tanto em sua própria companhia que mal reparara que o tempo havia passado e seu copo se esvaziado. O balanço de seu corpo diminuiu apenas para que essa caminhasse ainda inebriada pelo ritmo em busca de mais bebida. Precisava recuperar o fôlego e se refrescar com a cerveja gelada.
Ela olhou para os lados, tentando manter-se discreta para não arruinar o esquema do álcool, desferindo os três soquinhos no barril e servindo-se; quando reparou que ninguém — responsável — a observava.
Quando estava pronta para voltar para a pista de dança, sentiu duas mãos alcançarem sua cintura e a puxarem em direção a saída do Salão. encarou Black em um misto de confusão e indignação quando este a prensou contra a parede do corredor com um sorriso ladino preso nos lábios.
— Sei de tudo, . — Black sussurrou, ainda sorrindo malicioso.
— Seja mais específico, Sirius. Não faço Adivinhação e nem tenho bola de cristal. — estufou o peito, fazendo com que seus corpos se encostassem e que ele se perdesse por alguns instantes.
Mas não, continuava irredutível esperando um argumento plausível.
— Sei que anda pegando mais de um maroto. Mas sabe, ainda falta o James para completar seu álbum.
— Ah! É sobre isso… — soltou um risinho debochado — Não, obrigada. Gosto da Evans e não tenho o mínimo interesse em roubar o namorado alheio. E bem, nem você mesmo sabe contar que são quatro marotos… Mesmo que eu não tenha o mínimo interesse por Peter, ugh. Você e Lupin são os únicos na minha lista, enquanto fizerem um bom trabalho.
Sirius riu, era exatamente o tipo de resposta que esperava da garota.
— Sabe, Sirius… Sou incapaz de escolher entre os dois, e se isso é algo que os incomoda, sinto muito, resolvam-se sem me meter nisso. Embora eu ache que quem divide, multiplica.
O moreno arqueou a sobrancelha, intrigado e altamente excitado. Aquele tipo de situação não seria passível de discussão caso se tratasse de outra pessoa; mas era diferente quando envolvia .
— E quem disse que você precisa escolher? — ele direcionou o polegar até o lábio interior da garota, passando-o suavemente pelo local.
Em meio ao amasso e o clima repleto em tesão, eles mal viram o tempo passar. Lupin, por sua vez, deu falta da garota, procurando-a de forma singela entre os ambientes, ficando extremamente surpreso ao vê-la naquela situação com Almofadinhas.
notou a presença de Remus e imediatamente caminhou em sua direção. O grifinório encarava a cena confuso, o que só piorou quando ela selou seus lábios aos dele em um beijo instigante. Suas unhas passeavam entre os cabelos curtos e a nuca do rapaz, que lhe segurou a cintura com firmeza.

— O que… Espera… — Remus a afastou, confuso, enquanto o amigo e a corvina sorriam em sua direção.
— Sabe, lobinho, você estava tão feroz há algumas noites… Acha que dá conta? — ela se aproximou novamente, acariciando o membro do rapaz por cima do tecido da calça. Remus fechou os olhos e mordeu os próprios lábios, sentindo a região latejar com o mero toque de . Os olhos verdes da corvina transbordando em luxúria, enquanto ele sentia o rosto esquentar devido a timidez.
Ela não esperou que ele a respondesse, pois sabia que estaria suscetível à hesitação de Lupin. Pegou a mão de Remus e o guiou para onde queria ir, sendo seguidos por Black e seu sorriso malicioso na face. Ele premeditou o que ocorreria ali e se sentiu ainda mais excitado.
Caminharam até a sala que eles conheciam bem. Sirius e Remus se entreolharam, envoltos em confusão graças à escolha incomum da garota, mas não questionaram. Quando a corvina abriu a porta, eles se depararam com um enorme quarto de iluminação mais escura e avermelhada.
— Como? — Sirius arqueou as sobrancelhas, impressionado.
— O que… — Remus dissera ao mesmo tempo, curioso.
arqueou as sobrancelhas, um tanto quanto impressionada:
— Vocês nunca vieram aqui?
— Sim, mas, costumava ter uns pufes, um bilhar e algumas bebidas… — Black justificou-se, dando de ombros.
Aquilo foi hilário para . Considerando a fama daqueles rapazes, era impressionante o quanto de tempo haviam perdido sem utilizar um recurso tão eficiente na Sala Precisa.
— Então vocês sabem como funciona — ela riu baixo, para que não fossem pegos ali. —, mas nunca usaram essa sala pra transar? E ainda se intitulam como marotos?
O olhar de Sirius passou de impressionado para pessoalmente ofendido, afinal, sabia que o comentário havia sido feito intencionalmente para este fim. Muito embora fosse da personalidade de Black não deixar tais provocações passarem, ele estava movido demais à própria excitação para iniciar uma possível discussão.
Ambos entraram na sala rapidamente, imersos nas incontáveis possibilidades que aquela atmosfera única e envolvente do quarto lhes oferecia. Remus estava particularmente nervoso, embora excitado, enquanto a mente da corvina planejava insanas perversões com seus dois marotos favoritos.
Quando levou as mãos para o fecho do vestido, ambos entenderam imediatamente o que ela tramava. Os marotos se sentaram na cama, enquanto ela ameaçava tirar a peça.
— Eu sei que desejaram me despir mais cedo, enquanto eu dançava. — ela sorriu maliciosa, finalmente deixando o tecido verde deslizar por suas pernas. — Mas achei que vocês iriam gostar de um show particular.
Ela usava um conjunto de lingerie da mesma cor, que esbanjava uma transparência nos lugares mais propícios, dando aos rapazes uma visão única. Com o sorriso e os olhos verdes alternando entre Remus e Sirius, a garota começou a repetir os movimentos que fizera no Salão Principal.
Suas mãos iam até o fecho do sutiã e então passavam pelos seios, cintura e nádegas enquanto rebolava em uma melodia silenciosa que inebriava os sentidos de todos os presentes ali. Sirius e Remus sentiam-se hipnotizados em cada ato minucioso daquela mulher espetacular à frente de ambos.
Sirius foi o primeiro a ter a iniciativa de começar a se tocar enquanto assistia os movimentos extasiantes de . Seguido de Lupin, que deixara a timidez dar lugar aos movimentos de vai e vem em seu membro, apenas esperando o momento que esses seriam feitos por ela ali.
Quando finalmente o sutiã fora aberto, soltou um risinho ao jogá-lo na direção dos rapazes que encaravam a cena ainda atônitos. Era impossível que fosse real e não uma miragem ou um puro delírio coletivo.
A corvina fizera mais alguns movimentos provocantes até que seus dedos foram até a barra da pequena calcinha que ela usava, fazendo com que a mesma percorresse o mesmo caminho do vestido, deixando-a completamente nua, para o deleite e desespero dos garotos.
— Chega — Sirius decretou em meio a excitação, agindo influenciado pela completa impaciência.
Retirou a mão que estava em seu membro para levantar-se e pegá-la pelo pescoço, movido à brutalidade. Jogou a menina na cama, impaciente, retirando sua camisa e jogando-a em qualquer canto do quarto, fazendo o mesmo com o restante das roupas. Lupin tratou de repetir os gestos, rindo consigo mesmo embriagado graças ao tesão acumulado em si.
Um gemido fino saiu da garganta da loira quando sentiu suas costas atingirem o lençol macio do enorme colchão. A mão de Sirius ainda permanecia em volta do pescoço da menina, que o observava sustentando um olhar cheio de malícia. Black direcionou o polegar até a boca da garota, entendendo o recado, a garota lambeu devagar sem tirar os olhos dos garotos.
— Está esperando que eu tome o controle, Black? — a corvina questionou, desafiando-o.
— Pelo contrário, . — Remus quem falou, surpreendendo-a. — Creio que já nos provocou demais por uma noite, é chegada a hora de nos divertirmos um pouco, não?
Era inédito vê-lo com tanta atitude, mas a garota apenas deu de ombros, permitindo que eles seguissem em frente. Remus passara as mãos delicadamente pelas pernas de , para então as separá-las com agilidade de modo que a intimidade dela ficasse livre para ele.
A língua do garoto fora de encontro a vulva dela em movimentos sutis e precisos em seu clitóris. Enquanto a garota sentia o gemido preso em sua garganta, surpreendeu-se com os lábios de Black sobre os seus em um beijo quente que percorreu seu pescoço, colo até ter foco total em seus seios. Sirius chupava e mordiscava levemente o mamilo de um seio enquanto massageava o outro com destreza.

Ambos permaneceram ali, estimulando a garota até que Lupin percebesse que a musculatura dela se tornava cada vez mais tensa, sinalizando que ela estava próxima de seu ápice. O grifinório depositou um último beijo na intimidade de e se afastou, fazendo-a grunhir em descontentamento.
— Agora não, .
— Porra, Aluado… — a garota murmurou, irritada. Estava tão perto. Remus ajoelhou-se na frente da garota enquanto Black ia para onde podia ter uma visão privilegiada da intimidade da garota.
— Se acalma aí, . Nós só vamos trocar. — Sirius riu.
A corvina olhou para os dois — Sirius se posicionava onde o amigo estava antes enquanto Remus levava uma de suas mãos para o seio dela — e se virou na cama, ficando de quatro para Black e de frente para o membro de Lupin.
— Você não vai me torturar de graça, Remus. — percorrera toda a extensão do membro do rapaz com a língua, assistindo-o fechar os olhos com força. — Agora é minha vez.
Tudo que Lupin conseguiu sentir a seguir, foram os lábios da corvina envolvendo seu pênis, enquanto sua língua fazia movimentos ágeis em sua glande. Enquanto isso, Black intercalava entre chupadas e movimentos repetitivos e rápidos com a língua na intimidade da garota, que vez ou outra gemia contra o membro de Remus.
Ambos eram ótimos separados, mas juntos… Eram extremamente perigosos.
Os movimentos de Black se intensificaram, fazendo com que empinasse mais ainda a bunda, em uma tentativa de sentir mais a língua do grifinório. Lupin gemia enquanto tinha nos dedos os cabelos loiros de emaranhados, enquanto essa o chupava com mais velocidade e afinco, como se quisesse retribuir, de alguma forma, o prazer que sentia ou torturá-lo, como havia dito que faria.
A loira arqueou ainda mais as costas quando sentira o ápice chegando gradativamente. Conhecendo bem o corpo da menina, Sirius já sabia previamente disto, fazendo questão de estimulá-la da forma mais rápida possível. Lupin, por sua vez, percebera o ato graças a um gemido em meio ao seu membro, coisa que achou terrivelmente excitante, lhe fazendo revirar os olhos.
O corpo se arrepiando inteiro e os músculos se contraindo em volta da língua de Black, enquanto ela descontava o ato em Remus… Aquilo era demais para os garotos.

Ligeiramente, a garota encostou a barriga no colchão, relaxando após a tortura minuciosa que sofrera de seus marotos favoritos. Sirius sorriu em retrospecto, animado, puxando seu cabelo e encostando a boca em seu ouvido:
— Já cansou, é? — sussurrara com a voz rouca, lhe causando arrepios.
A garota apenas riu, sentindo-se desafiada e então se virou, dessa vez de frente para Sirius.
— Cala a boca, Black. — murmurou, envolvendo o membro do rapaz com a boca.
O rapaz jogou a cabeça para trás, momentaneamente atordoado, enquanto Lupin desfrutara da visão privilegiada que possuía dali. O loiro, sem perder tempo, posicionou seu membro e o deslizou suavemente contra a entrada da garota, mordendo o lábio e penetrando-a devagar.
A corvina abriu levemente a boca, em um gemido longo, quando sentiu Lupin movimentar-se dentro dela. O garoto começou lentamente, como uma forma de fazê-la implorar por mais, e foi intensificando a velocidade e força conforme os gemidos de aumentavam. Enquanto isso, Sirius segurava os cabelos loiros da garota, para que pudesse conduzi-la nos movimentos que iam se tornando cada vez mais ritmados e sincronizados com as estocadas de Lupin.
Os três se encontravam em êxtase, apenas aproveitando a harmonia de seus corpos e imersos numa atmosfera única que era diferente de tudo que já tinham experimentado antes. Principalmente os garotos, que jamais haviam pensado em dividir daquela forma.
Sirius, louco para tê-la daquela forma, não demorou para tomar o lugar de Remus, ficando por trás da garota. Graças a lubrificação de , anteriormente estimulada, fora muito mais fácil para que Black a penetrasse sem nenhum tipo de delicadeza aparente.
Os movimentos eram lentos, como se ele quisesse desfrutar literalmente cada segundo dentro dela. Enquanto isso, a loira chupava Lupin vigorosamente e este tombava a cabeça para trás desfrutando do momento.
— Isso é o mais forte que você consegue, Black? — murmurou , com a voz meio impaciente. Enquanto o rapaz apenas riu fraco a garota, em contrapartida, começara a se movimentar em uma tentativa de mais contato.
— Você fica mais bonita de boca cheia, … — respondeu, desferindo um tapa na bunda da garota. Suas mãos se posicionaram na cintura dela, e então ele continuou no ritmo de antes.
A garota parou de chupar Remus por alguns instantes, o masturbando com as próprias mãos, indignada com a tortura de Sirius. Enquanto o loiro segurava o rosto dela, acariciando suas maçãs e deslizando o polegar para a boca dela vez ou outra.
Ela bufou, se afastando de ambos. Ela piscou para Lupin, sinalizando que ele seria o próximo, e então empurrou o peitoral de Black, que se sentou na cama com um olhar desafiador e transbordando luxúria.
nada disse, apenas posicionou-se, sentando lentamente sobre Black. Sirius enlouqueceu com o breve ato, levando ambas as mãos até a cintura da loira, que se empenhava em devolver-lhe as provocações de sempre. Remus, entretanto, passou a estimular-se enquanto era um mero espectador da cena.
Os movimentos de eram feitos com destreza. Ela rebolava sobre Black, intercalando os movimentos de fricção e quicadas rápidas que faziam o garoto urrar por mais, sentindo-se cada vez mais próximo do fim.
— E você fica tão bonitinho todo perdido enquanto sento no seu pau, Black.
O garoto sorriu maldoso, deixando que a provocação da garota apenas se somasse ao tesão que ele sentia naquele momento, sentiu uma onda de prazer percorrer todo seu corpo quando atingiu o ápice, gemendo alto. A garota riu, selando seus lábios rapidamente.
Os olhos repletos de luxúria de passaram de um Black completamente ofegante e cansado, para Remus, que aguardava ansiosamente sua vez. Dirigiu-se rapidamente até o garoto, agradecendo aos deuses pela Sala Precisa ser tão eficiente ao disponibilizar uma cama tão grande.
Logo, a menina se posicionou em cima do loiro, que mesmo sendo tão calmo, estava feroz para atingir seu máximo com aquela garota que era sensacional. Lupin inclinou o corpo para aproximar-se da loira, sentindo os seios da mesma roçarem seu peitoral em meio aos movimentos extremamente envolventes que esta fazia.
Black estava cansado demais para interagir com ambos, o que deixara Remus completamente à vontade para dominar a garota como bem entendesse. Levou uma das mãos até os fios loiros, puxando-os, fazendo a menina gemer. A outra, em retrospecto, fora até o clitóris da garota, estimulando seu ponto mais sensível.
Envolvera os ombros largos de Aluado em seus braços delicados, passando as unhas por suas costas nuas. Vez ou outra, tentava beijá-lo, provocando-o com aquele olhar desesperado.
Remus, ofegante como estava, sentira o prazer tomar conta de si, colando as costas na cabeceira da cama. , ainda sendo estimulada por ele, também havia chegado em seu limite: gemeu alto o nome do garoto, que apenas rira, cansado demais para fazer qualquer comentário que fosse. Fechou as pernas em volta do rapaz involuntariamente, deitando a cabeça no ombro do mesmo, em meio a suspiros. Então era isso que chamavam de espírito natalino?

🌪️🌊🔥🎄✨


Remus fora o primeiro a abrir os olhos naquela fria manhã de Natal. O garoto voltou a fechá-los quando se lembrou de onde estava e de como havia parado ali, rindo baixo com as lembranças vívidas da madrugada. Olhou para seu entorno, à procura dos cabelos loiros daquela que o levou à loucura como nenhuma outra antes fizera.
não estava mais ali.
Tudo que encontrara fora o amigo, adormecido na outra extremidade da cama. Aluado riu sozinho de si mesmo. Se um dia havia dito que nunca dividiria mulher alguma com o amigo, agora podia pagar completamente sua língua.
Ele se levantou rápido, procurando suas vestes para que pudesse procurar a garota e algo para comer. A pequena aventura o deixara completamente acabado e faminto. Mas ele arqueou a sobrancelha ao ver que as roupas não estavam no lugar que ele se lembrava de ter jogado ontem a noite.

— Almofadinhas! — chamou o amigo, pedindo a si mesmo que estivesse louco ao cogitar que ela havia levado as peças consigo. — Nossas roupas sumiram, cara. Anda, levanta!
Black abriu os olhos devagar, em uma falha tentativa de se acostumar com a claridade do quarto, mas os gritos de Aluado não lhe deram tempo para pensar.
— Anda Black, me ajuda a procurar!
Os rapazes vasculharam o quarto, desarrumando até mesmo as camas, para que nenhum canto passasse despercebido pela ronda desesperada que faziam. Quando Sirius correu os olhos pelo quarto, avistou uma câmera, uma pequena polaroid e um recado da corvina. Black tombou a cabeça para trás, soltando uma gargalhada.
— Ei, Aluado. Olha aqui. — entregou-lhe a polaroid.
Remus arregalou os olhos ao ver a imagem dele e do amigo nus, em um sono profundo na mesma cama em que tudo havia acontecido e no verso da foto, a caligrafia perfeitamente caprichada de dizia:
“Bom dia, flores do dia! Feliz Natal!
Vocês formam um ótimo casal hahahaha, mas se não acham isso, posso dizer que formam uma boa dupla também. Obrigada pela noite e pela experiência mais louca — e deliciosa — da minha vida!
Ps: Creio que se quiserem novamente as roupas terão que vir buscar.
Espero ansiosamente, aliás. Mais uma noite como essa não seria de todo mal...
Xoxo,





Fim!



Nota da autora: Aqui está muito quente, ou sou só eu? HAHAHA! Espero, de coração, que vocês tenham gostado desse presente de Natal!

Escrever com a Juliane, que é uma autora (e pessoa) que admiro imensamente, foi uma oportunidade extremamente positiva para mim, ainda mais embarcando em algo tão novo e caliente! Queria agradecê-la, de coração, pela experiência de ter participado dessa loucura! E acima de tudo, espero que vocês tenham lido e gostado do nosso trabalho — que fizemos com tanto carinho.

Com amor,
Thaís Santos ♡

***


Queria dizer que o clima esquentou por aqui também ahahahaha! E aí, o que acharam desse presentão? Thaís e eu fizemos com muito carinho e nos divertimos muito escrevendo essa história com essa pp cativante e única!

Inclusive, deixo aqui todo meu amor para essa autora incrível! QUE MULHER MEUS AMIGOS ahahah, foi uma experiência muito incrível e ver o resultado das nossas ideias nascerem é muito gratificante. Muito obrigada por embarcar nessa loucura comigo amiga, por todos os surtos, risadas e leveza com que manejamos todo o desenvolvimento dessa história. Sem você nada disso seria possível!

Obrigada a vocês que leram, espero que tenham gostado dessa aventura que foi muito legal de escrever.

That’s all folks! Com amor,
Ju Scairp 💙





Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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