Time Out

Última atualização: 08/11/2021

Capítulo 1

1º ano

Scarlett corria pelos campos com o garoto de cabelos negros. Era divertido passar as tardes em sua casa. Era verão e o sol batia em seus rostos enquanto disputavam quem seria o mais rápido. Sempre era divertido quando passava um tempo com ele. Mas tudo acabou com um relâmpago verde e rostos espantados ao seu redor. A última coisa que Scarlett viu foi um sorriso macabro se deliciando com sua partida.


Era a segunda vez que Scarlett acordava em desespero com esse sonho desagradável. De início, ela pensou que era apenas as aventuras gastronômicas noturnas que tem afetado seu sono, porém, após o segundo sonho consecutivo, a morena parou de comer a noite. O que ela não esperava era que voltassem os sonhos durante as semanas até o início das aulas.
— Scarlett, meu raio de sol, bom dia, levante-se, vamos nos atrasar para ir à estação. — Elizabeth apressava sua filha, do outro lado da porta.
— Já estou indo, mamãe. — Se espreguiçando em sua cama, Scarlett observou pela última vez seu quarto. Seu malão estava junto à gaiola de seu pequeno e felpudo gato, ele estava bem tranquilo dormindo em sua almofada. — Salem, está preparado para um novo recomeço? Você acha que farei amigos? Claro, eu tenho os Weasley, mas eles são de anos acima do meu, tirando o Ron.
O gato apenas observava com uma cara deprimente para sua dona, pois mesmo não entendendo o que ela dizia, sabia que estava fazendo um drama. Scarlett então desceu as escadas com seus pertences, a fim de acabar com toda aquela ansiedade. Seus pais já aguardavam na sala, conversando animados sobre alguma notícia do profeta diário.
— Aleluia, pensei que não sairíamos nunca. — Ethan olhou para sua filha e se engasgou de tanto rir.
— Do que você está rindo, pai, o que há de errado? — Scarlet olhava para o seu pai e sua mãe, procurando respostas para o divertimento às suas custas.
— Filha, a não ser que essa seja a moda dos jovens, creio que ir de pijama não é uma alternativa agradável? — Sua mãe lhe abraçava enquanto ria e brigava com o marido ao mesmo tempo.
Corando violentamente, Scarlett não deu ouvidos à repreensão de sua mãe sobre não correr dentro de casa, pois foi logo correndo para seu quarto se arrumar. Estava tão aflita e angustiada com o sonho e a ida para Hogwarts que esqueceu o básico. Ela torcia para que essa situação não fosse repetida no castelo.
Após um tempo, ela tornou a descer as escadas devidamente arrumada e cheirosa para enfim tomar o rumo à estação 9¾. O caminho até a estação foi tranquilo. Ao passar pelo portal para a estação, pôde ouvir uma gritaria e um grupo de ruivos. Automaticamente, um sorriso se estabeleceu no rosto da morena, ver seus amigos de infância era sempre divertido.
— Fred! George! — Scarlett gritava, enquanto corria com suas coisas para alcançar seus amigos.
— Olá, pequena vermelha, como vai nesse dia radiante? — George se aproximava, a abraçando de lado e lhe dando um beijo na testa.
— Oi, George, estou ansiosa. E para de me chamar assim palhaço, você que é o vermelho aqui — dizia, abraçando-o e quase esmagando o mais alto.
— Tão ansiosa que quase veio de pijama para a estação — seu pai falava enquanto cumprimentava o restante da família Weasley. Scarlett escondia o rosto no corpo de Fred, morrendo de vergonha, não tinha coragem nem de protestar.
— Ora ora, Phoenix, querendo já impressionar os meninos de Hogwarts? Você não era assim, parece que a puberdade chega de formas estranhas. AI, SCAR! — Fred reclamava enquanto recebia uma mordida da mais nova em seu braço. — Pequena canibal.
Enquanto se afastava dos gêmeos, emburrada por estarem rindo às suas custas, foi cumprimentar o senhor e a senhora Weasley, ambos a tratavam como um membro da família. Quando seus pais tinham que viajar a trabalho por serem aurores e estarem sempre em missão, ela ficava com eles, então Scarlet se sentia feliz por passar seus melhores momentos com os Weasley.
— Scarlett, minha querida, como você está radiante. A cada dia que te vejo percebo quão bela e deslumbrante você fica. — Molly a abraçou fortemente e acariciou seus cabelos. — Está vendo, Ginevra? Siga o exemplo de Scarlett, uma jovem tão bela e educada.
Scarlett sorriu com os elogios. Na realidade, ela ficara feliz por ganhar elogios e uma repreensão a Gina sem mesmo ela fazer algo. As duas não se odiavam, pelo contrário, eram grandes amigas, já que eram apenas as duas meninas contra os meninos Weasley. Mas isso não deixou de tornar as disputas e competições entre as duas mais divertidas.
Ambas competiam sobre tudo, quem acordava cedo, quem voava melhor, quem jogava quadribol melhor — com toda certeza essa era a pior de todas, as duas amavam quadribol. De início, os gêmeos eram os juízes das suas disputas, o que acabava em confusão em sua maioria, já que sempre um tendia a dar vantagem a algum dos lados, o que elas não gostavam, pois não achavam justas as vitórias. Com isso, Ron se tornou o juíz oficial por ser o neutro nos lados.
— Obrigada, Molly, você também está encantadora. Tem passado os cremes que te dei no Natal? — Molly corou, confirmando com um aceno de cabeça. Já Gina, revirava o olhar para a cena. — Poxa, Ruddy, não fica assim, aposto que daqui uns anos você desabrochará e se tornará uma bela dama. Nem todas tem uma sorte de nascerem belas naturalmente.
— Vai caçar o que fazer, Scar, e já falei, pare de me chamar assim, inferno! — Gina cruzava os braços, zangada enquanto corava.
— Só paro quando você parar de corar por tudo. — Cutucou sua bochecha enquanto caminhava até seus pais para se despedir. — Vou na frente conquistar Hogwarts. Você estará atrás por um ano, espero que ano que vem venha empenhada para derrotar a futura Phoenix de Hogwarts.
Scarlet sorria e se despedia de seus pais, entrando no vagão logo atrás dos gêmeos e de Ron, procurando um lugar para poderem se sentar. Encontraram um vagão onde tinham um menino de óculos, tímido.
— Podemos nos sentar? Os vagões estão lotados — Ron perguntava ao menino, enquanto nos observava, concordando com a cabeça.
— Phoenix, vamos procurar o Lino, temos assunto a tratar com ele — Fred dizia, enquanto acariciava as madeixas de Scarlett. Mesmo o carinho sendo agradável, Scarlett ficou triste por ser deixada pelos amigos e Fred percebeu isso na amiga. — Não se preocupe, Scar, você vai tirar de letra a seleção e todos vão amar você. Não esqueça que você garantiu para Gina que iria estar na frente dela. — Essa última parte ele sussurrou em seu ouvido para que apenas Scarlett ouvisse.
— Ron, cuida da Scarlett. Não deixe a nossa pequena donzela sozinha — George repreendia Ron, enquanto eles saíam.
Com isso, os gêmeos saíram e seguiram seus caminhos, deixando Scarlett com Ron e o menino de óculos. Após apresentações, descobriram que ele era Harry Potter, o menino que derrotou você-sabe-quem. O trio conversava e se divertia, o menino Harry parecia ser bem divertido. No meio da viagem, apareceu uma garota perguntando sobre um sapo, o que era meio estranho, mas depois de um tempo conversando com a menina, ela foi devidamente apresentada como Hermione Granger, que saiu em busca do sapo novamente.
A viagem foi tranquila. Já com seus uniformes, eles foram a caminho dos barcos, encontrando um gigante muito simpático chamado Hagrid. Já preparando para entrar no salão para o grande evento que seria a seleção, houve um pequeno desentendimento por conta de um tal de Draco Malfoy, mas Scarlett estava tão nervosa que nem estava ouvindo, até ouvir o Malfoy falando mal dos Weasley.
— Nossa, meu ouvido está sangrando de tanta baboseira que você está falando, Malfoy. Essa sua mente fechada e preconceituosa ainda irá te colocar em grandes problemas. — Scarlett encarava Malfoy frente a frente. — Se você conquista amigos com dinheiro e sobrenome, só terá bajuladores mesquinhos, ao contrário dos Weasley, que são coração e não pensariam duas vezes em ajudar seus amigos.
— E quem é você, garota? — Malfoy se aproximava com cara de desgosto. — Tem cara de ser uma mestiça insignificante.
— Scarlett Bennett, muito prazer. Deve conhecer meus pais por serem grandes aurores que mandaram a grande maioria dos Comensais da Morte para Azkaban. Seu pai escapou por pouco, estou certa? — Draco ficou pálido ao ouvir o sobrenome de Scarlett, a verdade é que a família Bennett era sim muito famosa por ser uma linhagem de bruxos poderosos.
— Ele estava sobre o efeito do Imperius, não teve culpa dos seus atos. Ele já foi provado inocente — Draco gaguejava um pouco, mas ainda mantinha a pose de sangue purista.
— Claro, claro, o feitiço Imperius, coitado. E aposto que ele mandou você dizer isso, não é verdade? Não se preocupe, não estou questionando a inocência do seu pai, apenas analisando que caráter não se compra com dinheiro, vem de nascença e isso os Weasley tem de sobra. Passar bem! — Após isso, virou de costas, esperando a Professora Minerva retornar. Recebeu um sorriso e abraço de Ron, mas percebeu que ele ainda estava deprimido pelas palavras do Malfoy.
Já havia passado alguns minutos desde que Scarlett estava em pé, esperando sua vez chegar, foi então que ela olhou para as mesas, vendo os gêmeos torcendo por ela, a deixando mais aliviada por saber que tinha amigos ao seu lado. Foi quando ouviu seu nome ser chamado para se sentar no banco.
— Ora, vejo que temos uma aluna brilhante esse ano, com uma mente criativa, disposta a aprender sobre novos assuntos. Uma jovem sagaz, que busca sempre inovar nos momentos de sua vida, possui uma sabedoria sanguínea e um destino interessante. A busca por poder é fascinante, mas não é algo que está em suas prioridades. — Scarlett ficava cada vez mais angustiada pela demora de falar sobre sua casa. — Eu poderia te colocar em duas casas que poderiam aflorar e aproveitar mais essas suas características por conter grande traços dos seus ancestrais, mas vou seguir o caminho mais brilhante para seu futuro, portanto, CORVINAL.
A mesa com a cor azul gritava em comemoração. Já não era novidade para Scarlett em ir para a casa da Corvinal, mas ela ainda tinha um pingo de esperança de quem sabe cair na Grifinória junto aos seus amigos, mesmo sabendo que não possuía nem um pouco das características de um grifinório.
Scarlett caminhava animada para mesa enquanto era abraçada pelos seus novos companheiros de casa, quando sentiu um puxão da mesa da Grifinória, eram os gêmeos, que a abraçaram e a parabenizaram pela conquista da casa da sabedoria.
— Poxa, Fred, parece que nossas tentativas ao longo dos anos de contaminar nossa pequena Phoenix com manias e pensamentos grifinórios falharam, pois não conseguimos burlar o Chapéu Seletor — George falava, enquanto continuava abraçado à mais nova.
— Ora, George, sinto que quanto mais mostrávamos manias ou histórias novas, mais alimentamos o lado corvino de Scar, mas tudo bem, pense por um lado bom. Scar arranjará ótimas cobaias para nossas invenções, já que na Grifinória ninguém mais se voluntaria sem questionar — ele falava, enquanto apertava a bochecha de Scar e brincava com seus cabelos.
— Quer dizer que sou apenas uma ponte para novos clientes para vocês? Bom saber, Doppelgangers. Se me derem licença, vou jantar com meus futuros melhores amigos — Scarlett dramatizava, enquanto se sentava do lado de uma menina com aparência asiática, deixando os Gêmeos perplexos, mas rindo da atitude teatral de sua amiga. Sabiam que Scar nunca os trocaria.
O ano foi passando de uma forma divertida, Scarlett se tornava uma ótima aluna, entrava em algumas confusões por conta dos grifinórios; como na vez que viu Ron e Harry indo para o banheiro feminino onde os professores orientaram que não era para ir, já que o trasgo estava nessa área, ela decidiu os seguir para que eles não arrumassem confusão, entrou em pânico e, ao ouvir gritos, correu para ajudá-los.
Quando entrou no banheiro, viu que Harry estava pendurado no bastão do trasgo e Ron assustado com tudo aquilo. Hermione tentava dizer algo, mas não dava para compreender por conta do barulho que o trasgo fazia ao tentar bater em Harry, foi quando Scarlett compreendeu o que ela tentava dizer e passou para Ron.
Após toda a confusão no banheiro, os professores brigaram com eles e pediram para não arrumarem mais problemas durante o restante do ano, o que não foi feito por nenhum dos mais novos, já que Scarlett se juntou aos gêmeos para criar brincadeiras e o trio grifinório teve um confronto emocionante no final do ano.


Capítulo 2 — O perigo dos olhos avermelhados

2º ano

Scarlett estava animada, pois enfim ela poderia participar dos testes para o time de quadribol de sua casa. Durante o verão, ela treinou bastante com os gêmeos para conseguir entrar para a equipe como artilheira da Corvinal.
— Ei, você vai tirar de letra. Mostre que seu treino valeu a pena, Phoenix. Você será imbatível — Fred tranquilizava Scar, enquanto arrumava seu uniforme.
— Pensando bem, não deveríamos ter nos esforçado tanto para a treinar, porque quando ela entrar para o time, vai dar uma grande dor de cabeça para nós, Fred — George fingia descontentamento para aliviar a tensão, e parece que estava funcionando.
— George, não será mais emocionante com uma competidora à nossa altura? Se bem que de altura ela não tem nada. AI, SCAR! — Fred reclamava, depois de receber um beliscão no braço. — Caramba, eu estou brincando. Isso que eu recebo por ajudar a melhor amiga.
— Anda, é sua vez, GRANDE artilheira da Corvinal. Estaremos aqui na arquibancada. — George apontou para o lugar onde iriam ficar. Lá estavam Harry, Hermione, Ron, Gina e Luna, a novata da Corvinal. Scar acenou para eles e seguiu voando para o campo.
Era nítido o amor e alegria da jovem Bennett toda a vez que entrava em campo para jogar quadribol. Ela se sentia livre e a adrenalina corria em suas veias todas as vezes que pontuava e tornar seu time campeão só motivava mais a morena. Ela amava bolar estratégias e analisar seus competidores para ver onde havia uma falha.
O que os gêmeos disseram sobre a Scarlett estava correto, a cada treino nas férias de verão, ela aprimorava seus movimentos, até conseguia prever o que os gêmeos fariam bem antes. Eles estavam cientes de que ela traria dor de cabeça não só para a Grifinória, mas para todas as casas. Então não foi surpresa quando a capitã do time da Corvinal a colocou no time.
No jantar, ela acabou sentando-se com o time da Corvinal. Todos estavam animados com a nova conquista, até Cho, que era mais na dela, estava feliz que Scar tinha entrado para a equipe. Elas não eram amigas, mas havia muita admiração em ambas as partes. Os gêmeos que não apreciaram essas novas amizades, talvez o famoso ciúmes os influenciasse, mas era nítido que os pensamentos de supostamente perderem a pequena Phoenix os assombravam e deixava um gosto amargo em suas bocas.
Os meses foram passando e, com os treinos e as aulas, Scar não conseguia falar muito com seus amigos grifinórios, e isso estava a deprimindo bastante. Principalmente pelos acontecimentos estranhos que vinham rondando o castelo. Madame Norra petrificada, a mensagem de sangue na parede do corredor e Harry falando com cobras. Por isso, ela decidiu passar no treino dos meninos para dar um abraço, já que não poderia ficar. O capitão Oliver a expulsou da última vez porque ela era estrategista do time da Corvinal e ele tinha medo de ela analisar os seus treinos, já que, no último jogo, a Corvinal havia ganhado.
Quando Scarlett estava se aproximando do campo, viu o time da Sonserina e Grifinória juntos, o que era de se estranhar e de certa forma perigoso. A pequena Bennett ficou intrigada ao notar o trio sair correndo com caras tristes. Ron era o pior deles, parecia que iria vomitar.
— Olá, gente, o que aconteceu com eles? E calma, Wood, não vim analisar seu treinamento, só abraçar meus amigos porque estou com saudades. — Oliver fazia careta, mas não protestou. Os gêmeos chegaram perto e a abraçaram. — Oi, meninos, o que aconteceu?
— Malfoy chamou Hermione de sangue ruim, Ron foi defender, só que sua varinha estava quebrada e o feitiço cara de lesma voltou para ele — Fred explicava, enquanto via Scarlett encarando Malfoy, parecendo que iria matá-lo.
— O que você está encarando, Bennett? Quer um autógrafo? Eu posso dar. — Malfoy começou a rir, mas parou por começar a vomitar lesmas, não só ele, mas alguns meninos da Sonserina. — O que você fez comigo, Bennett?
— Eu não fiz nada, Malfoy, você me viu usando a varinha? Todos aqui viram que minha varinha está no meu cabelo, não teria como eu lançar um feitiço. — Enquanto se explicava, Snape apareceu com aquela cara de morte.
— Senhorita Bennett, posso saber o que a senhora e os gêmeos aprontaram desta vez? — Snape analisava os meninos da Sonserina com desgosto, vendo eles vomitarem lesmas sem parar. — Creio que isso tenha dedo seu. Acho que uma detenção por 1 mês fará você repensar em azarar seus colegas.
— Mas, professor, eu não fiz nada, nenhum de nós fez. Minha varinha está no meu cabelo, como poderia fazer o feitiço? — Snape olhou com dúvidas para o cabelo da menina, preso com a varinha.
— Você poderia ter usado magia não verbal. Todos sabem o quão inteligente e acima do seu ano você está — Malfoy falava enquanto tentava segurar o vômito.
— Me alegra ouvir esses elogios sobre minha pessoa, Malfoy, mas eu ainda não cheguei a esse patamar. Magia não verbal ainda é complicada e exige um grande empenho e tempo, coisa que ainda não possuo, já que estou no time por ser talentosa e não rica — Scarlett se manifestava, desviando seu olhar para Malfoy, depois voltou para Snape. — O senhor realmente acreditaria nessa ideia de que uma segundanista consegue enfeitiçar quase um time usando magia não verbal? Creio que suas expectativas estariam elevadas sobre minha pessoa.
Snape observava toda aquela situação com descontamento. A verdade era que ele não duvidaria que Scarlett soubesse utilizar aquela técnica, os professores comentavam o bom desempenho da jovem Bennett nas aulas, ela realmente era um prodígio e possuía um grande poder que ainda não sabia manusear. Claro que ele nunca assumiria aquilo. Caso ela caísse na Sonserina, ele com toda a certeza iria ajudar a aprimorar seus dons.
Após analisar, Severo decidiu não deixar os gêmeos e Scarlett em detenção, já que não havia provas de que eles haviam feito aquilo, e dispensou o time da Sonserina de treinar, já que não renderia treino para eles com a maioria vomitando lesmas, deixando assim o campo para os grifinórios treinarem.
— Obrigada pela ajuda, Bennett. Se não fosse por você, perderíamos o treino. — Wood se aproximava para agradecer.
— Por mais que eu ame acabar com injustiças, não fui eu desta vez, Wood. Como disse, sou apenas uma aluna do segundo ano, não sou todo esse prodígio que vocês falam. — Ela sorria enquanto caminhava e abraçava os gêmeos para se despedir.
— George, temos que tomar mais cuidado com a Phoenix, você viu? Quase o time inteiro vomitando lesma, estamos criando um monstro — Fred dizia, enquanto se afastava do time e levava Scarlett até o corredor, os três riam da situação.
— Eu vejo isso como uma grande vantagem para nossas brincadeiras. Com essa carinha de anjo e essa mente brilhante, Filch nunca nos pegará. — George bagunçava os cabelos de Scarlett enquanto chegavam ao corredor.
— Mesmo tendo sido sem querer o feitiço, fiquei impressionada. Estava focada em apenas afetar o Malfoy, não sabia que iria afetar o time todo. Bom, mas isso não me deixa menos contente, já que eles usaram de maneira suja o poder de Snape para atrapalharem seu treino — Scarlett falava pensativa, analisando possivelmente suas falhas ao usar a magia não verbal. — Bom, vou para a biblioteca ver se acho livros sobre o assunto, preciso aprimorar. Viu a cara do Snape? Senti uma pontada de orgulho brilhando em seus olhos.
Os meninos deram risadas e se despediram da mais nova. Ela amava passar suas tardes na biblioteca, não apenas por ser da Corvinal, mas sentia uma satisfação. O ambiente, o cheiro de conhecimento sobre diversos assuntos, pessoas calmas ou nervosas focadas em seus estudos, rostos animados ao lerem algo novo e interessante. Para Scarlett, a biblioteca era um universo a parte de Hogwarts, um ambiente que ela frequentava diariamente.
Era uma tarde divertida depois do ocorrido, Malfoy evitava arrumar problemas com Scarlett. Mesmo não tendo provas de que a morena sabia utilizar esse tipo de poder, ele preferiu não arriscar. O castelo estava se tornando cada vez mais tenso, após o rebuliço de encontrar Colin petrificado e posteriormente o fantasma Sir Nicholas, isso assustou a todos, mas principalmente Scarlett, pois ela sentia uma aflição, uma angústia, parecia que um ser estava se aproximando nas redondezas e isso tirava calafrios da jovem bruxa.
Em uma das tardes de estudos na biblioteca, Scarlett viu Hermione entrando em uma das alas afastadas. Desconfiada, foi ver o que estava acontecendo, e quando chegou, viu Hermione petrificada, segurando um espelho. Scarlett correu para ajudá-la, gritando por socorro, foi quando sentiu uma presença maligna se aproximando. "Ora, se não é a descendente de Merlin. Uma oponente forte, dará muito trabalho para ele. Creio que deveria te eliminar logo". Scarlett gelou ao ouvir algo conversar com ela no pensamento. Com medo da morte, ela olhou o reflexo para saber quem era, podia ouvir ao fundo passos e vozes se aproximando, porém era tarde demais, os olhos vermelhos sobre o reflexo a penetraram, acabando a petrificando também.
No hospital, pôde-se sentir grande tristeza. Duas amigas queridas dos meninos Weasley e de Harry estavam petrificadas, imóveis. Os gêmeos, em particular, estavam devastados ao ver sua querida Phoenix quieta, sem esboçar o sorriso encantador que eles tanto admiravam.
¬— Phoenix, eu sinto muito, eu não estava por perto para lhe proteger. Você vai ficar bem, logo poderemos aprontar imensamente pelos corredores desse castelo. — Fred alisava seus cabelos, enquanto segurava seu rosto.
George acariciava sua mão e fazia pequenos desenhos com a pena, mas até isso o desanimava, pois sabia que a mais nova não iria brigar com ele ou dar risada dos seus desenhos malfeitos. Os gêmeos visitavam Scarlett todos os dias. Quando chegaram para uma nova visita, tiveram uma surpresa, a morena não estava mais petrificada, estava conversando com Madame Pomfrey sobre como se sentia e, ao olhar para porta, viu seu par de ruivos favoritos parados, estáticos e surpresos.
— O quê? Foram petrificados pela minha beleza? Venham me abraçar, foi torturante ficar petrificada. — Scarlett sorria para os gêmeos, enquanto via eles correrem para abraçá-la.
— Não acredito que enfim você voltou, Scar, fiquei tão preocupado. Ver você quieta daquela maneira foi torturante — Fred falava, enquanto analisava cada detalhe de sua amiga. Ele estava aliviado por enfim ver o sorriso que radiava seus dias.
— É verdade, linda, olhar para você e não conseguir te irritar foi amargurante demais. — George se sentou na cama ao lado de Scarlett, enquanto apoiava seu braço em seu ombro.
— Pude ver pelas minhas mãos. Sério, George? Tinta à prova d'água? — Ela mostrava a mão onde George havia feito os desenhos. Ele começou a rir, a abraçando mais forte, tentando evitar os tapas que levaria.
A tarde foi divertida com os Gêmeos, eles contaram sobre Gina, que Harry matou o basilisco e que Tom Riddle era você-sabe-quem. O coração de Scarlett se apertou após essa última notícia. A verdade era que toda vez que ouvia algo relacionado a você-sabe-quem, ela não sabia explicar, mas sentia um medo maior que o normal. Ao observar Fred, viu que ele estava com uma cara angustiada, parecia que seus pensamentos estavam lhe matando, algo não estava o deixando feliz. Scarlett apertou sua mão para trazê-lo de volta à realidade, os seus olhos se encontraram e um olhar sério transparecia nos olhos do Weasley, algo que era raro acontecer.
— Scarlett, eu prometo te proteger, prometo nunca te abandonar, prometo sermos melhores amigos para o resto de nossas vidas, então, por favor, nunca me abandone também. — Fred apertava suas mãos em ansiedade pela resposta da amiga.
— Ora, Fred, eu achei que isso já estava prometido na primeira vez que jogamos bomba de bosta no quarto do Percy e você assumiu a culpa sozinho para me proteger. Ou quando eu bati no Flint por ele chamar a Luna de maluca e você o azarou para tomar a culpa. — Scarlett sorria enquanto brincava com os dedos do mais alto.
— É agora que eu os declaro marido e mulher? — George brincava com a situação dramática que os dois à sua frente faziam. — Poxa, até fico com ciúmes se vocês me deixarem de lado assim.
Foi quando Scarlett puxou os dois para a cama, os abraçando e rindo. Eles dois eram muito preciosos para ela, perdê-los estava fora de cogitação, pois ela poderia ver ainda muito futuro pela frente, um futuro cheio de brincadeira e sucesso.
— Até parece que vou me livrar dos dois. Que menina teria dois rapazes lindos, brilhantes e divertidos à sua disposição? Isso é para poucas. Sou uma jovem bruxa de sorte, meus caros. — Ela os abraçava mais forte, ambos riam da situação, os gêmeos um pouco corados pela declaração da mais nova, mas felizes por serem tratados dessa maneira. E foi assim que eles passaram seus últimos dias de aula, aproveitando a companhia uns dos outros.


Capítulo 3 — Jealousy Jealousy

3º ano

As férias seriam empolgantes. Os Weasleys ganharam uma viagem com tudo pago para o Egito. Os gêmeos não paravam de falar um minuto sobre essa viagem, foram a primeiras férias que Scarlett e os gêmeos não ficaram juntos. Molly e Arthur até chamaram Scarlett para ir junto, porém os pais da morena também haviam planejado uma viagem para compensar todo o sofrimento que a filha passou no segundo ano.
Sr. Bennett planejou a viagem por semanas, e quando finalmente havia chegado o tão esperado dia, ele não poderia estar mais radiante e animado. As mulheres da casa também estavam empolgadas, principalmente Scar, seria a primeira vez que iria visitar a América do Sul. Eles iriam passar 2 semanas no Brasil e 1 semana no Peru, a jovem bruxa listou os pontos turísticos mais interessantes que queria visitar.
— Mulheres da minha vida, estão prontas para a melhor viagem? — Ethan pegava a bagagem e já se dirigia ao carro. Por ser um destino longe, eles não poderiam apenas aparatar, seria fatal.
— Papai está parecendo um adolescente com essa empolgação — Scar brincou com o pai, mas a verdade era que os três estavam empolgados, era raro terem um momento assim, só eles, principalmente por conta dos recentes acontecimentos em que Hogwarts vinha sendo atacada por seguidores de você-sabe-quem e criaturas das trevas andando livremente pelos corredores do castelo.
Os pais de Scarlett foram designados a liderar uma investigação sobre esses casos, pois eles sentiam que o Basilisco era só a ponta do Iceberg. Portanto, pediram essas férias no trabalho para terem um momento com Scarlett, já que não iriam ter um momento tranquilo tão cedo, não até acabarem com quem estava por trás de tudo.
A viagem foi emocionante. Scar estava encantada com todos os lugares que foi visitar, mas o favorito dela foi o Castelo bruxo, que fica na Amazônia. O ano letivo deles era diferente, por isso, na época em que foram visitar, ainda estava tendo aula. As aulas eram totalmente diferentes das de Hogwarts, parecia mais aconchegante e ela fez amizade com alguns alunos de lá.
— Por Merlin, esse doce é divino, qual o nome mesmo? — Scar olhava para nova amiga que fez, Fernanda, tinham a mesma idade, então a primeira vez que conversavam foi o suficiente para não se desgrudarem.
— É brigadeiro, Scar, os trouxas daqui são ótimos cozinheiros. Você poderia vir aqui no Natal, é verão, posso te levar à praia e você vai poder experimentar as comidas do nordeste. Sério, não tem igual no mundo. — Fernanda se lambuzava enquanto comia o brigadeiro e imaginava as comidas típicas de sua cidade natal.
— Vou falar com meus pais. Fico triste de já ter que ir embora, meu pai não explicou direito o que aconteceu, apenas que deveríamos voltar com urgência para Londres. — Scarlett terminava de comer e já se levantava, observando a cachoeira. Fernanda havia a levado para nadar e conhecer um pouco da natureza e criaturas mágicas que viviam por lá.
Elas se arrumaram e foram caminhando até o castelo. Scar já estava com o sentimento de saudades, passou apenas 4 dias no castelo, na companhia de Fernanda, mas já a considerava uma amiga querida. A morena foi pega pelo jeito alegre e receptivo dos brasileiros. Quando ela estava perto deles, sentia algo caloroso, uma energia muito boa, ela só não pedia para ficar por conta dos seus amigos em Londres, em especial as suas xerox favoritas.
No aeroporto, com lágrimas, Scar se despedia de sua nova amiga. Ela era grata por todos os momentos que passaram, conhecimentos e experiências que foram trocadas. Ao se despedir, as duas prometeram trocar cartas e manter contato.
A viagem foi tranquila, eles não conseguiram passar no Peru, mas os pais prometeram voltar para visitar com sua filha. Ao chegarem a Londres, eles avisaram que a deixariam no Caldeirão Furado, onde os Weasley estariam, já que teriam que ir ao ministério para mais informações sobre a fuga de Sirius Black.
— Não se preocupe, minha filha, você estará segura, prometemos a você. Temos Arthur para proteger a todos e tenho certeza de que os gêmeos não deixarão que nada aconteça com você. — Ethan a abraçava enquanto deixava as coisas de Scar num quarto do caldeirão, se despedindo de sua filha e descendo para a saída.
— Raio de sol, prometa para sua pobre mãe que irá ficar longe de problemas, por favor. Estou cansada de receber cartas do professor Flitwick dizendo o quanto você é brilhante, mas ao mesmo tempo que suas detenções estão aumentando a cada ano — Elizabeth reclamava, enquanto desciam para se despedir.
— Entendi o recado, mamãe, não deixarei que me peguem. — Scar olhava com cara de inocente para sua mãe, enquanto a abraçava na porta, se despedindo tanto dela quanto de seu pai novamente.
— Não se preocupe, senhora Bennett, iremos cuidar para que Scarlett não arrume confusão. — George apareceu por trás da mais nova, a abraçando de lado. Elizabeth olhou para o rosto do gêmeo, confusa em saber qual dos dois era.
— E eu vou garantir de evitar que esses dois sejam pegos aprontando, senhora Bennett. — Fred apareceu, ficando do outro lado de Scar, e apoiou o braço na cabeça da mais nova, sorrindo para os mais velhos.
— Eu não sei se fico brava por acharem que vou acreditar em vocês ou por me chamarem de senhora. Já disse, meninos, que só Elizabeth está bem. — A mãe de Scar ria, abraçava os meninos e dava adeus aos três. — Por favor, se protejam. Amo vocês!
Scarlett via seus pais entrarem no carro e irem embora rumo ao ministério. Ela estava preocupada, mas sabia que nada iria acontecer com eles, eram bruxos poderosos e reconhecidos no mundo bruxo, só sendo louco para se meter com eles. Ela foi caminhando até os outros Weasleys para ouvir sobre a viagem. Ron era o mais animado e contava sobre a viagem detalhadamente.
Quando estavam prontos para irem à estação, uma coruja apareceu e pousou no ombro de Scarlett. Ela segurava uma carta e a morena estranhou, já que os únicos que mandavam cartas para ela era os Weasleys, seus pais e Luna, mas tinha certeza de que não era nenhum dos citados. Decidiu que abriria no trem, com mais calma.
Já no trem, Scarlett ficou com os gêmeos e Lino, já que no vagão que o trio de ouro estava havia um professor e eles não poderiam correr o risco de um professor ouvir seus projetos para Hogwarts. Se aproximando da escola, Scarlett decidiu ir ao banheiro se trocar, mas deixou a carta cair no chão sem perceber.
Quando voltou novamente ao vagão, viu os gêmeos, com cara de bravos, lendo a carta. Scarlett se revoltou e correu pegar a carta da mão deles, mas Fred foi mais rápido e se levantou, deixando a carta no alto.
— Quer dizer que você está pensando em estudar no Castelo Bruxo? É isso, Scar? Vai nos abandonar por uma nova amiga que conheceu em menos de uma semana? — Fred encarava sua amiga com uma cara de mágoa.
— Primeiro de tudo, que falta de educação é essa em olhar a correspondência dos outros sem a devida permissão? Tia Molly não os educou assim — Scarlett protestava, enquanto, enfim, conseguia pegar a carta e ver que era de Fernanda, sorrindo consequentemente por ver que a amiga não esqueceu de mandar carta para ela. — Segundo, meu caro Frederick, eu não vou para o Castelo Bruxo, por mais que o convite da minha amiga Fernanda seja tentador. Se me der licença, vou para um lugar onde as pessoas tenham classe.
— Calma, Phoenix, não precisa sair. Vamos nos acalmar, ok? Nos desculpe por ler sua carta, erramos. Vem, sente-se aqui. — George se aproximava de sua amiga, que já estava na porta. Foi quando o trem parou brutalmente e o ambiente começou a ficar gelado. Scar pôde sentir algo macabro a encarando do outro lado da porta, ela estava estática. Foi então que a criatura saiu e o ambiente voltou à temperatura normal.
— Está tudo bem com você, Phoenix? Venha, sente-se. Você está pálida. O que era aquilo? — Fred se aproximava, enquanto a colocava sentada entre ele e o irmão.
— Não faço ideia.
Scarlett realmente não sabia o que era aquela criatura, mas ela sentiu um medo absurdo, como se sua felicidade e esperança fossem tiradas sem sua permissão. Ao chegar ao colégio, no jantar de boas-vindas, o professor Dumbledore passou as orientações rotineiras de cada ano, mas o que a deixou surpresa era que Hagrid, o meio-gigante simpático, seria o novo professor de Trato das criaturas mágicas e que dementadores estariam rondando Hogwarts à procura de Sirius Black, o que deixava todo ambiente tranquilo ser destruído.
As semanas de início das aulas estavam sendo até que normais, nada de emocionante. Felizmente, a aula de adivinhação havia chegado. Mesmo a professora Trelawney sendo um pouco dramática em suas adivinhações, ela era muito sábia em momentos oportunos. Infelizmente, esse não foi um dia de sorte para Scarlett, já que na aula, analisando as xícaras e que mensagens traziam, ela pôde ver o Sinistro. Bennett não precisava que a professora fosse em sua mesa para informar o que era, ela sabia exatamente que mensagem passava, e com o coração apertado e um gosto amargo, ela sentia que a morte a rondava.
Estava caminhando para a primeira aula de Hagrid, quando viu Malfoy e seu grupinho zombando de Harry. A garota já estava farta das brincadeiras do loiro. Todo ano era a mesma coisa, ele não perdia uma oportunidade para zombar e maltratar o trio ou quaisquer alunos nascidos-trouxas.
Ela tinha noção de que Malfoy não nasceu no melhor lar, onde te ensinam a respeitar o próximo. A verdade era que ela não sabia muito sobre o garoto e não iria perder seu tempo querendo saber mais sobre ele. Scarlett iria deixar para trás as zoações até ele colocar o nome dela no meio.
— A Bennett está quieta hoje, não veio defender os amigos. Nem ela deve acreditar no que vocês estão falando. Estou certo, Bennett? — Malfoy gritava, do outro lado.
— Santo Merlin, eu só queria assistir a aula em paz — Scarlett bufava, enquanto ignorava Malfoy e seu grupo. Pegando seu livro da aula.
— Está surda, Bennett? — Malfoy continuava a provocando.
— Ai, acredite, se houvesse uma forma de não ouvir sua voz, eu seria a primeira a realizar — Scarlett, por fim, declarou.
— Tem uma forma de você me calar, Bennett.
— Ah, é? Qual seria essa santa magia? — a garota falava, enquanto olhava e o via caminhar até ela, sorrindo cafajestemente.
— Um beijo.
— Por Merlin, garoto, você a cada ano está mais atrevido! Mas eu tenho uma solução para esse problema. — Scarlett se aproximou de Malfoy e, sem ele perceber, pegou sua varinha e lançou o feitiço Silêncio em sua boca. Malfoy se afastou espantado, todos riam da sua situação.
Estava uma confusão total. Os seguidores do Malfoy brigavam com Scarlett e o trio estava ao seu lado, a defendendo; ela só queria poder assistir a aula em paz. Foi quando Hagrid chegou e acalmou os ânimos de todos. Os sonserinos ainda protestavam sobre o feitiço que estava no Malfoy, já que, para surpresa de Scar, nenhum dos lacaios dele sabia o feitiço correto. Hagrid olhou para Scarlett com a expressão de pedido de ajuda, a garota bufou, mas optou por desfazer o feitiço.
A aula começou e Hagrid explicava sobre os Hipogrifos, criaturas aladas fascinantes na opinião de Scarlett, eram orgulhosas e não aceitavam ofensas, adjetivos que Scarlett bem conhecia, mas não iria admitir.
— Orgulhosas e que não aceitam ser ofendidas, ora só pode estar descrevendo Scarlett — Malfoy a provocava novamente. Todo o grupinho da Sonserina ria do comentário do garoto.
— Se arrependimento matasse, estaria morta por reverter o feitiço, Malfoy — Scarlett dizia, enquanto observava o grupo. Iria confrontá-los, mas foi segurada por Ron.
— Esquece ele, Scarlett, só quer te provocar. — Scarlett ainda encarava o loiro, brava.
— Para uma Corvinal, você é bem nervosinha! — Harry brincou com a amiga para aliviar o ambiente. Os quatro riram e aproveitaram o restante da aula.
A aula seria produtiva se Malfoy não bancasse o macho alfa para cima de Bicuço. A sorte dele foi que levou apenas um arranhão, sendo carregado por Hagrid, o encaminhando a enfermaria.
— Pobre Hagrid, ter que ouvir os gritos de Malfoy deve ser agonizante. Acho que eu preferia ouvir as lamúrias de Murta do que isso — Scarlett zombava, enquanto caminhava ao lado do trio até o salão principal para almoçarem. Indo em direção à mesa da Corvinal, ela se sentou com Luna e Cho, já que o clima com os gêmeos em específico estava balançado desde o episódio da carta.
Os gêmeos olharam na direção da mesa da Corvinal, eles estavam mal com toda essa situação. Eles amavam demais Scarlett, e vê-la se afastar por um erro que cometeram os deixavam destruídos.
Após o jantar, o monitor chefe da Corvinal avisou que todos iriam dormir no salão principal, pois Sirius Black havia invadido o Castelo. Como se não bastasse todos os problemas dos anos anteriores, tinha essa agora, um prisioneiro fugitivo, caçando seu amigo. Scarlett alinhou seu saco de dormir ao lado do de Luna e ficou deitada, observando o teto decorado.
Os dias passaram e enfim seria o jogo da Corvinal com a Sonserina. Após o fatídico jogo da Grifinoria em que os Dementadores invadiram o campo, todos estavam em pânico, com medo de acontecer com algum deles. Malfoy estava enfim com o braço melhor e com um suposto olho roxo.
O jogo deu início e Scarlett de primeira conseguiu pegar a goles para então voar em direção aos aros do time rival, a Corvina tinha sangue nos olhos e não perderia a oportunidade de pontuar e vencer a Sonserina. Não que ela odiasse os sonserinos, alguns eram supertranquilos e tinha amigos de lá, com Astoria e Blasio, mesmo o último sendo um seguidor fiel de Malfoy, quando não estavam juntos dava para suportá-lo.
O jogo já havia passado bastante, estava 50 a 20 para a Corvinal. Scarlett não podia vacilar, estava ciente de que o time adversário não era apto a seguir regras e eram um tanto violentos, principalmente com a garota, que desviou de diversos balaços no decorrer das partidas. Foi quando a Hooch apitou o jogo, sinalizando que a partida foi finalizada. Quando ela olhou para baixo, viu Cho segurando o pomo de ouro, alegre com sua conquista. Os corvinos se animaram com a vitória.
Saindo do vestiário, Scarlett sentiu dois pares de mãos a colocando para cima, colocando-a nos ombros. Ela não precisava olhar para saber que eram seus gêmeos favoritos, dando risada com a bagunça que eles faziam no corredor pela vitória de sua amiga.
— Ora, doppelgangers, me coloquem no chão. — Ela ria, enquanto bagunçava os cabelos compridos dos mais altos.
— Apenas quando você nos perdoar — George dizia, enquanto pulava com a amiga ainda em seu ombro.
— Óbvio que eu perdoo, cabeças de bagre. Aliás, não tem o que perdoar, é passado — a mais nova falava, enquanto arrumava sua saia depois de ser colocada no chão novamente.
— Temos tanto o que conversar, principalmente sobre o jogo, sobre os novos produtos que criamos ou a nova crush do Fred. — Scarlett olhou surpresa para o amigo, ela sabia que os meninos não eram santos, mas eles nunca gostavam de alguém em específico, por isso essa notícia a chocou.
— Ora Ora, George, parece que nosso adorável menino está crescendo. Venha, me acompanhe para uma tarde de chá, enquanto colocamos a conversa em dia. — Scarlett entrelaçou o braço de George e foi caminhando com ele no corredor.
Até então, Fred estava estático, primeiro, por pensar que Scarlett não o perdoaria, e, segundo, por seu irmão o entregar assim tão fácil. A ficha só caiu quando viu os dois se afastando dele.
— Suas velhas fofoqueiras, voltem aqui, não me deixem sozinho — Fred gritou, vendo os dois saírem em disparada corredor afora.
Os três estavam felizes contando sobre os seus dias e o quão chato era fazerem pegadinhas sem a companhia de sua amiga. Scarlett sentia o mesmo, mas era aliviante ver que tudo fora resolvido. Estavam rindo das tentativas frustradas de Fred em chamar Angelina para Hosgmeade, parecia que a garota estava realmente mexendo com o coração do amigo de Scarlett e ela ficava feliz com isso.
A tarde terminaria tranquila se a professora Minerva não chegasse e avisasse que Ron estava na ala hospitalar, o que deixou os irmãos preocupados. Os três correram até lá para saber como Rony estava e o que havia acontecido com ele. Quando chegaram à porta, encontraram Hermione e Harry entrando juntos.
— Mas como? Vocês acabaram de sair e já estão aqui? — Ron dirigia a dúvida aos dois amigos.
— Do que está falando, Bilius, bateu com a cabeça em algum lugar? Aliás por que está aqui? Poderíamos evitar visitar a ala hospitalar, por favor — Scarlett dizia enquanto, se deitava ao lado do amigo.
— Longa história, mas eu estou bem, acredite. E pare de me chamar pelo meu nome do meio, vai que essa moda pega — Ron reclamava, enquanto beliscava o braço de Scar.
— Ai, Ron, obviamente ela não vai pegar, porque a pessoa que te chamar assim eu mesma vou azarar. Só eu tenho esse privilégio.
Eles se divertiram, e, por muita insistência, Ron acabou contando para os três o que havia acontecido: que Sirius Black era padrinho de Harry, que o seu adorável rato não era tão adorável assim, já que era Peter Pettigrew em sua forma animaga, e que o rato era o real responsável por entregar os Potters a você-sabe-quem.
Na tarde da manhã seguinte, todos estavam esperando ansiosamente por Harry, já que havia um pacote para ele, revelando posteriormente que ele ganhou uma Firebolt, a vassoura mais rápida do mundo, animando a todos sobre essa nova aquisição.


Continua...



Nota da autora: Sem nota.



Nota da beta: Muitas emoções conforme os anos vão passando, né? Ai ai.
Confesso que eu dei uma shipadinha na pp com o Fred e ri horrores do Draco pedindo beijo pra ela.
Ansiosa por mais! ♥

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