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Última atualização: 13/08/2022

15.

Diggory ouviu o relógio apitando ao lado da cama, tateando até desligá-lo e voltar a virar-se sobre o colchão. Esticou o braço até alcançar a mulher ao seu lado a apertando contra si, sorriu sozinho ao sentir o perfume característico da loira, a qual continuava adormecida.
Era assim todas as manhãs nos últimos dois meses, com exceção dos dias que também precisava acordar cedo para algum compromisso, caso contrário ela só levantaria perto do horário de Cedrico sair para desejar-lhe um bom dia, já que ainda estava de férias do Quadribol.
Cedrico também não era uma pessoa muito matutina, mas comparado a esposa, Diggory não era assim tão mal-humorado pela manhã. Ainda achava engraçado pensar que agora estavam casados após tantos anos se preocupando em se esconder de Sirius para ter um tempo sozinho com a mulher, era estranho pensar que agora dividiam uma cama todas as noites e, ainda assim, maravilhoso. Estavam numa fase de apenas aproveitar a companhia um do outro e, se fosse sincero, agora que acordavam e dormiam juntos, parecia sentir mais falta dela durante o dia do que quando ficavam algum tempo sem se verem antes do casamento. A convivência também aumentava a saudades, era estranho e fantástico, pois assim que saia de casa já começava a contar o tempo para voltar. E Cedrico esperava que ficassem daquela forma por anos, em sua cabeça nada poderia ser melhor do que voltar para casa e encontrar esperando por ele.
Aos poucos reorganizavam suas rotinas agora que teriam mais tempo juntos, quando não estavam no trabalho ou em alguma campanha que envolvesse o Puddlemere, revezavam os finais de semana entre um almoço com os Diggory ou com Sirius, por vezes juntando as duas famílias, além de pelo menos uma vez por semana pegarem Teddy para fazer alguma coisa ou simplesmente dormir no apartamento deles, deixando Andrômeda com mais um dia para fazer suas coisas sem preocupar-se com o neto. O restante do tempo passavam juntos, geralmente dentro de casa - na cama ou no sofá - o que era, com certeza, a parte preferida de Cedrico, mas também passeavam em parques ou restaurantes.
Há poucos dias resolveram que já era hora de voltarem a sair com os amigos, fato que gerou várias piadas, mas nenhum dos dois chegou a se importar.
No início da semana haviam ido jantar com Monty e Sophie em um novo restaurante que abriu em um bairro bruxo, na quarta-feira Harry chamou o casal para almoçarem junto dele e de Gina no intervalo do Ministério, o que aproveitou para emendar um dia de compras com a ruiva. Para o sábado haviam combinado de saírem, mas separados; Cedrico iria beber com Monty e Davies, enquanto havia marcado de encontrar as amigas para fofocarem.
O único encontro que haviam marcado e que ele preferia ter recusado, era a festa que eles deveriam ir naquela noite, embora ainda considerasse inventar que estava passando mal para fugir da socialização;
Desde que havia se mudado para o prédio, Diggory sorria cordialmente para seus vizinhos, mas não se aprofundava em nenhum assunto e mal tinha mais de trinta segundos de conversa com qualquer um deles. Não que tivesse problema com Trouxas, mas preocupava-se em acabar falando mais do que deveria e terminar se comprometendo de alguma forma. Queria evitar ter qualquer confusão que pudesse envolver o Ministério ou precisar chamar algum bruxo para apagar a memória de alguém. E estava indo tudo muito bem, pelo menos até se mudar para o local e achar que seria legal conhecerem melhor os vizinhos.
Não vai ser mais difícil do que era conversar com a Genevieve no começo, Ced!”, afirmou assim que contou ter aceito o convite do casal do andar de cima para uma festinha de “boas-vindas”. Diggory discordava por completo, Genevieve era apenas uma Trouxa contra cinco bruxos. Lá seriam apenas dois bruxos contra, no mínimo, quatro Trouxas.
Eles estavam em desvantagem, era apenas uma questão de segundos para aquilo tudo desandar, mas é claro que ele não podia negar.
O loiro aprendeu, mais cedo do que gostaria, que Sirius e Amos estavam terrivelmente certos quando disseram que, a partir do momento que estivessem casados, ele perderia qualquer poder de decisão.
Mulheres eram muito difíceis, e ele sabia daquilo.
, é claro, sempre teve uma personalidade forte, mas até então ele achava que não era nada demais, mesmo quando brigavam. Porém agora as coisas eram completamente diferentes.
A loira tinha uma carta na manga que ele não havia se dado conta até estarem dividindo a mesma casa: era ela quem dizia se as coisas estavam bem o suficiente para eles terminarem a noite entre beijos, suspiros e gemidos. Se não estivesse, ela simplesmente diria boa noite e viraria para o lado, pronta para dormir.
E era claro que Cedrico fazia o possível para estar tudo bem entre eles, pelo menos durante aqueles primeiros meses. Daves e Monty concordavam com sua atitude e diziam que fariam a mesma coisa se estivessem em seu lugar:
De nada adianta o orgulho nessas horas — Rogério havia dito.
É melhor ser contrariado e ter uma boa noite de sexo, do que estar certo e terminar dormindo no sofá! — Emmett completou, contando que seu relacionamento não era muito diferente com Winter — E nem mesmo estamos casados, cara!.
Ao pensar nisso, Cedrico se sentia mais confiante, afinal não era só ele quem passava por tudo aquilo, a cada vez que conversava com alguém achava que era um problema geral: mulheres sempre tinham a última palavra e cabia aos homens aceitarem.
Enquanto colocava os pergaminhos que precisava dentro de sua maleta, ouviu os passos da mulher no corredor, aproximando-se do loiro e o abraçando pelas costas. Cedrico sorriu sozinho ao sentir os lábios dela em um beijo suave em sua nuca.
— Bom dia, Ced! — Disse baixinho, ao tempo que ele se virou sorrindo para um beijo rápido.
— Achei que você estava desmaiada, não se mexeu nem quando eu levantei — riu ao passar os braços por sua cintura.
— Não é minha culpa se você acorda tão cedo — deu de ombros, afastando-se apenas o suficiente para ajeitar a gola da camiseta que ele usava. — Tenha um bom dia e não se atrase!
— É impressão minha ou estou sendo mandado embora da minha própria casa? — Arqueou a sobrancelha, vendo-a concordar sorrindo culpada.
— Quero dormir mais um pouco antes de ir pra casa da minha tia.
— Mas o Teddy não vem amanhã? — Tornou confuso, vestindo sua jaqueta enquanto se preparava para sair.
— Sim, mas falei que o levaria para almoçar no Beco — explicou, sorrindo de lado em seguida — ele está tentando nos convencer a comprar uma vassoura, Andy está doida com a ideia!
Diggory riu, passando a mão pelos cabelos;
— Coitada, não vai ter um minuto de paz!
— Nem a gente! Quem você pensa que ele vai chamar para brincar? O padrinho dele? Claro que não!
— E tá errado em querer voar com a melhor jogadora da Liga? — Rebateu, logo notando o sorriso convencido da mulher.
A premiação foi pouco mais de uma semana após o casamento, mas ainda adorava comentar sobre o troféu que estava na estante da sala, visível para qualquer pessoa que entrasse no apartamento.
— É por isso que eu casei com você! — Riu, jogando os braços sobre o pescoço do loiro e beijando-lhe demoradamente, até o loiro se afastar com um suspiro, olhando o relógio de pulso antes de passar a mão pelos cabelos.
— Preciso ir…
— Tudo bem, mas não se atrase na volta e não esqueça de pedir para o Monty a garrafa de bebida para levarmos!
Cedrico concordou, embora ainda contrariado.
— Tem certeza que…?
— Tenho! Não vamos cancelar, agora vai logo antes que você perca seu posto de melhor funcionário daquele lugar por atrasar trinta segundos! — Brincou, empurrando-o de leve. — Até depois Ced, amo você!

O garotinho de cabelos coloridos jogou-se nas pernas da mulher assim que ela passou pela sala, abaixando-se o suficiente para pegá-lo no colo e beijar sua bochecha, suja de chocolate.
— Está vendo, Teddy? Eu disse que era melhor ir tomar banho logo! — Andrômeda ralhou colocando as mãos na cintura. — Cada dia que passa esse menino presta menos atenção no que eu digo!
riu baixo, negando com um aceno:
— Vamos logo pro banho, Azulão, ou a gente não vai passear!
O pequeno Lupin fez a maior cara de sofrimento que conseguiu, antes de descer do colo da loira e correr em direção às escadas, subindo desengonçadamente, enquanto beijava a bochecha da tia e seguia com a mulher para o segundo andar.
— Por algum motivo eu realmente achei que seria mais fácil cuidar dele, mas pelo visto seu pai estava com a razão: é impossível o filho da Dora que tem você e Harry Potter como padrinhos ser bem comportado!
— Não entendi o que você quis dizer! — A loira respondeu, falsamente ofendida, antes de rir baixo, entrando no quarto do afilhado para escolher uma roupa enquanto Andy o levava para tomar banho.
Minutos depois a mais velha apareceu com o neto no colo, enrolado em uma toalha, reclamando por estar tão molhada quanto ele, já que a criança não parou de fazer bagunça.
— E como estão as coisas em casa? — Questionou enquanto ajudava a vestir Teddy.
— Tudo bem, Ced tá trabalhando bastante como sempre, volta e meia faz hora extra ou leva alguma coisa pra fazer em casa… E eu estou dormindo sempre que posso enquanto ainda estou de férias. Daqui uns dias já volto pra rotina de treinos e dietas, não gosto nem de pensar! — Fez careta, dando um longo suspiro em seguida. Andrômeda riu, negando com um aceno;
— E nada de viagem? Achei que eles fossem liberar Cedrico alguns dias…
— Eu também! — Respondeu rápido — Mas mal deixaram ele faltar segunda-feira!
— Veja o lado bom, logo mais ele ganha uma promoção! — Brincou.
— Não sei se é necessariamente bom, ele vai trabalhar mais ainda! — Suspirou, logo sorrindo para o afilhado — Está pronto?
— Tô ‘ponto! — Sorriu largo, os dois dentes da frente faltando.
— Então vamos embora, garoto! Quer que a gente traga alguma coisa, tia?
— Não trazendo todos os doces que ele quiser comprar, já é o suficiente!
— Ah, táz sim! — Teddy pediu, cruzando os braços e fazendo as duas mulheres rirem.

Diggory espreguiçou-se ao sentir a coluna doer pela postura pouco confortável que se encontrava, curvado sobre sua mesa com pilhas de pergaminhos para revisar. Suspirou frustrado ao notar que já era hora de voltar para casa e não havia dado conta nem da metade das coisas que deveria fazer naquele dia. Intimamente culpava o Ministro e o Chefe do Departamento pelo atraso: passaram a manhã toda tentando resolver sobre as novas regras de exportação de produtos vindos das Américas.
Resmungou sozinho, já imaginando que passaria mais um final de semana trabalhando, enquanto colocava os pergaminhos em sua mala, ignorando aquela parte de si que gritava que deveria ficar pelo menos mais umas duas horas no trabalho: era capaz de aparatar ali mesmo para arrastá-lo para a festa. E, ao pensar na mulher, riu sem humor por saber que ela estava certa quando dizia que ele trabalhava demais, mesmo quando não precisava; Era sempre o primeiro a chegar e, na maioria das vezes, o último a sair. Até mesmo seu chefe costumava ir embora antes que ele.
Ignorando tudo aquilo, despediu-se dos colegas que ainda estavam por lá e foi em direção ao elevador, massageando o pescoço dolorido enquanto andava. Sentiu o estômago roncar e lembrou-se do único sanduíche que comeu horas antes, esperava ter alguma coisa em casa antes de irem para a festa, afinal não sabia o que seria servido e, embora não se importasse em provar diferentes coisas, nem sempre gostava do que experimentava.
Deu de cara com Potter quando a porta do elevador abriu, o uniforme molhado e os cabelos pretos mais bagunçados do que nunca.
— Explodiu alguma coisa? — Perguntou, segurando a risada. Harry suspirou, tirando os óculos embaçados e tentando, inutilmente, limpá-los.
— Nem queira saber, estou pronto para azarar alguém. — Respondeu mal-humorado — Essa sexta está cada dia pior e ainda são seis horas.
— O que aconteceu? — Tornou com o cenho franzido, estranhando a atitude do mais novo.
— Briguei com a Gina — resmungou, travando a mandíbula — e nem foi minha culpa…
— Potter, é sempre sua culpa. Lembre disso. É a primeira regra de um relacionamento!
Harry bugou, negando com um aceno:
— Por que toda mulher é assim?
— Essa é a pergunta de um milhão de galeões. Se descobrir, me avise! — Brincou, ao tempo que o elevador parou no saguão de entrada — Não importa o que aconteceu, se desculpe. Peça desculpas e diga que não fará novamente! Preferencialmente dê algo que você sabe que ela gosta, por exemplo, eu sempre levo chocolates com caramelo para .
Harry suspirou, concordando derrotado:
— Você deveria escrever um livro com essas dicas, conheço vários caras que comprariam!
Cedrico riu, negando com um aceno:
— Com o tempo você descobre algumas coisas sozinho, não se preocupe!
— Às vezes me pergunto se teria sido mais fácil se estivesse namorando com a Cho ou com a Romilda!
Diggory fez um sinal com a mão, para ele falar mais baixo:
— Não deixe ninguém ouvir isso, está querendo uma morte precoce?
— Precisamente o meu ponto! — Respondeu, rindo nasalado. — Como foi que eu caí num relacionamento em que não tenho direito a opinar?
— E eu sei lá? — Cedrico passou a mão pelos cabelos — Estou indo em uma festa de Trouxas, Potter, você acha que eu realmente sei a resposta para essa pergunta?
— É, vou lembrar disso sempre que eu achar que estou mal… — Brincou, aproximando-se do ponto de aparatação na rua — Você casou com a , não tem como eu estar pior do que isso!
— Não pense que eu não vou contar para ela que você disse isso! — Avisou rindo, antes de sentir a característica sensação de enjoo, aparecendo instantes depois na rua de casa, andando os poucos metros restantes até o prédio.
Cedrico pendurou sua jaqueta no cabideiro atrás da porta, logo deixando a pasta no chão ao lado do sofá. Ouviu a música que vinha do rádio e a voz de cantarolando junto, riu sozinho ao entrar no quarto, vendo-a se balançar no ritmo enquanto colocava os brincos.
— Jamais imaginaria que chegaria o dia em que você estaria pronta antes de mim!
— Você está atrasado — apontou ao encará-lo por um instante, sorrindo em seguida quando ele se aproximou para um beijo rápido.
— Potter me parou para conversar — explicou, desviando a atenção do seu atraso para o moreno — brigou com a Gina e queria ajuda para resolver as coisas!
— Por que brigaram? — Tornou curiosa, parando de se arrumar, Cedrico deu de ombros.
— Não faço ideia, mas ele parecia chateado.
— Aposto que a culpa foi dele! Gina reclamou que ele está muito desligado em tudo! — Comentou, tornando a olhar-se no espelho enquanto fazia sua maquiagem — Agora vai tomar banho e se arrumar, Ced!

Diggory respirou fundo, fechando os olhos por um instante enquanto a loira tocava a campainha do apartamento vizinho:
— Vai dar certo, Ced, confia em mim!
— Que bom que vocês vieram! — A mulher abriu a porta sorridente, logo puxando-os para dentro de casa. — Estava falando com o Danny, como pode a gente morar no mesmo prédio há meses e nunca parar para conversar? — Dizia animada, agradecendo quando Cedrico entregou a garrafa de vinho que havia pego com Monty. — Fiquem à vontade, temos comidas e bebidas espalhadas!
O casal se entreolhou, sorriu confiante, enquanto Cedrico deu de ombros: Já estava lá mesmo, não teria muito mais o que fazer a não ser tentar aproveitar e ficar atento para a loira não falar nada do que não deveria.
Minutos depois, entre apresentações e o desconforto inicial por estar em um local sem conhecer mais ninguém, Cedrico começou a se sentir confiante. Fosse pela cerveja que lhe foi oferecida (e felizmente era uma das bebidas Trouxas que ele gostava) ou por estar entendendo o assunto que Daniel, seu vizinho de anos, contava. Entre uma conversa e outra junto do anfitrião e dos outros vizinhos, Vini e Mark, descobriu que tinha mais em comum com eles do que imaginava em um primeiro momento, tirando, é claro, a parte em que ele era um bruxo.
Embora fosse mais novo que os vizinhos, a diferença de idade não era tão grande e em questão de relacionamento, ficou satisfeito ao saber que estava em situação parecida com os outros: Danny e Isa estavam juntos desde o primeiro ano da faculdade, mas só agora a morena tinha mudado para morar com ele e o casamento estava marcado para o final do ano. Vini e Peter, o qual não pode participar da festa por estar em uma viagem à trabalho, estavam juntos há poucos meses, mas já estavam morando juntos. Já Mark era o único que também estava casado há alguns meses, com a namorada de anos.
E, ao ser questionado sobre o próprio relacionamento, disse que haviam se conhecido em um internato que estudaram e estavam casados há pouco mais de dois meses depois de anos sofrendo com o sogro que sempre que tinha uma oportunidade fazia uma piada querendo afastá-lo. Os homens riram, tendo se identificado com o caso e mais ainda quando começaram a conversar sobre como era difícil morar junto com outra pessoa.
também ria divertida com as duas mulheres, tomava cuidado com o que dizia, pensando em todas as histórias que havia contato para Genevieve quando a francesa começou a namorar com seu pai. Não precisava mudar muita coisa com relação à família e ao casamento, mas ao invés de dizer que era uma jogadora famosa de Quadribol, disse trabalhar com marketing esportivo o que, em teoria, não era de todo uma mentira já que estava sempre envolvida nas propagandas do time. Ok, ela era a pessoa fotografada e dando entrevistas, mas ainda sim era uma *meio verdade* e aquela havia sido a melhor desculpa que Emmett e Harry haviam criado para sua situação. Contudo, não esperava com o gritinho empolgado de Georgia, chamando Mark no mesmo instante, enquanto apontava para a loira.
Cedrico e arregalaram os olhos no mesmo instante em que entenderam que Mark trabalhava com a mesma coisa, embora não fosse muito voltado para esportes. Em seguida os homens empolgaram demais com a conversa, querendo saber quais esportes e times ela trabalhava e se teria chance de conseguir ingressos ou camisetas de algum time.
A loira só faltou desmaiar, desesperada com à proporção que aquilo tomou, cogitando usar a varinha (que nem mesmo havia levado) e lançar um obliviate em todos. Diggory tentou contornar a situação, dizendo que a mulher não tinha tanta influência assim, apenas trabalhava em algumas campanhas, mas nada muito grandioso e aproveitou para perguntar se eles haviam assistido o último jogo do Arsenal (um dos únicos times que Cedrico havia decorado o nome). Para o grande alívio do jovem casal, os rapazes começaram a falar sobre futebol e esqueceram completamente sobre e sua possível profissão.
Algumas horas depois, embora tivesse se divertido muito mais do que imaginou a princípio, Diggory resolveu que já passava da hora de voltarem para casa quando viu a esposa derrubando boa parte do drink que tomava, rindo junto das outras mulheres, já visivelmente bêbada. Era melhor encerrar a noite cedo do que correrem o risco de mais alguma complicação junto do grupo.
não parecia muito feliz com Cedrico se despedindo de todos, dizendo que precisavam ir embora já que acordariam cedo no dia seguinte, mas acabou concordando ao lembrar-se de que passaria o final de semana com o afilhado e não seria legal estar de ressaca na presença do garoto.
Antes de saírem do apartamento combinaram com o grupo de saírem para jantar na próxima semana em um restaurante indiano que havia aberto no centro de Londres há pouco mais de um mês e, sendo sincero, Cedrico estava realmente animado com a ideia, e mesmo que jamais fosse confessar para a loira, estava contente por terem passado aquelas horas com os vizinhos e até já cogitava ir a um jogo de futebol com os novos amigos, afinal, não havia como nada sair errado durante um jogo, fosse de futebol ou uma partida de Quadribol!


16.

As vozes altas podiam ser ouvidas por todos os lados, sobressaindo umas às outras conforme o grupo grande e barulhento conversava, as garrafas de bebidas esvaziavam com rapidez, mas logo eram repostas, para alegria de todos;
Os Weasley ainda usavam o nascimento da pequena Victoire, que já estava com quase seis meses, como desculpa para festejarem com a família e amigos.
O clima de paz no mundo bruxo era celebrado por todos desde o final da Batalha de Hogwarts. Os Comensais que restavam estavam, em grande maioria, em Azkaban ou em fases finais de julgamentos por suas ações, de forma que mesmo os Aurores estavam com bastante tempo livre nos últimos meses, pelo menos da parte prática, já que precisava ajudar nas provas para os julgamentos.
A boa fase da família ruiva se estendia para todos os membros;
Gui e Fleur seguiam tão apaixonados quanto quando se casaram, agora extremamente felizes com o nascimento da primeira filha, embora fosse difícil acompanhar o ritmo de um bebê em casa e isso os privasse de muitas atividades. Enquanto Fleur estava em casa cuidando da criança, Gui havia parado um pouco com as viagens internacionais e permanecia apenas no Gringotes, assim estando mais próximo para ajudar a esposa.
Carlinhos, embora solteiro - o que rendia a Sra. Weasley tentando encontrar-lhe uma namorada sempre que o via -, seguia viajando por vários países para cuidar de dragões, embora mantivesse sua moradia na Romênia, sendo um dos principais responsáveis do local e até mesmo aparecendo em algumas entrevistas sobre os animais.
Percy já havia deixado todos os erros anteriores para trás e tentava, com bastante dificuldade, deixar suas ambições um pouco de lado para permanecer mais tempo perto da família, procurando ser um pouco mais presente nas reuniões e um pouco mais espirituoso com as brincadeiras ao redor, parecendo muito mais bem-humorado do que nos anos anteriores.
George, é claro, seguia sendo um dos que mais sofria com a perda do gêmeo, mas tentava, aos poucos, recuperar o ânimo de sempre e pensar um pouco menos na falta que sentia de Fred. Seguia com as Gemialidades Weasley a todo vapor, sendo uma sensação sempre que lançava um novo produto. Agora também estava em um relacionamento com Angelina Johnson, a ex-colega da Grifinória nos anos de Hogwarts, mesmo que ainda não fosse oficial e nem tivesse a apresentado para os pais, as coisas estavam indo muito bem para ele.
Gina, durante a temporada de Quadribol, passou a comparecer com menos frequência nas reuniões de finais de semana, afinal seu lugar nas Harpias havia sido conquistado com muito esforço e ela não queria arriscar perder algum treino e acabar no banco de reservas, além de precisar seguir uma dieta alimentar bastante restrita, para sua infelicidade. Sem contar, é claro, que sempre que conseguia um tempo livre, preferia passá-lo ao lado de Potter.
Já Rony era o que melhor conseguia conciliar a vida profissional com a pessoal. Com o trabalho no Ministério diminuindo, o ruivo começou a ajudar Jorge na loja alguns dias na semana, além de ter tempo para a namorada - embora fosse Mione quem estivesse sempre ocupada com o número de leis que queria rever ou melhorar. Ao mesmo tempo, embora tivessem um desentendimento ou outro, o relacionamento dos dois ia muito melhor do que ele esperava nos primeiros meses de namoro. E, embora seguisse fingindo não entender as indiretas de Granger, o ruivo começou a sentir a necessidade de passar mais tempo com a morena. Ele via a forma que Diggory falava sobre o casamento dele com algumas vezes quando almoçavam juntos, e parte dele quis aquilo também, mesmo sabendo que não era fácil e que por vezes o loiro reclamasse de brigas desnecessárias.
E foi por isso que o Weasley havia feito questão de convidar os amigos para estarem naquele almoço, afinal queria todas as pessoas mais importantes para ele e Mione presentes - o que incluía o Sr. e Sra. Granger, que ainda pareciam extremamente encantados com tudo o que viam e experimentavam!
Rony esperou as sobremesas serem servidas antes de respirar fundo e ficar em pé, atraindo a atenção de um ou outro, embora a maioria continuasse entretida com as conversas paralelas. O ruivo pigarreou pouco depois, mais alto ao ver que George continuava conversando com Harry e Gina, até que todos na mesa, de fato, olhavam para ele.
— O que foi Roniquinho? — George perguntou, fazendo os mais novos soltarem risadinhas do apelido, enquanto Rony sentia o rosto esquentar.
Ignorando o pequeno momento de constrangimento, o rapaz pigarreou novamente olhando diretamente para a namorada, a qual estava sentada a sua frente do outro lado da mesa.
— Hermi-ione — começou, gaguejando, o rosto e as orelhas tão vermelhos quanto seus cabelos. — Vamos nos casar! — Disse com a voz mais fina e alta do que havia planejado, ignorando por completo todas as frases que tinha treinado anteriormente para deixar a situação toda mais romântica, como sabia que ela gostaria.
O silêncio que se estendeu após a frase foi palpável, metade estava esperando pelos risos, imaginando que talvez fosse algum tipo de brincadeira, e a outra parte, vinda das mulheres em sua maioria, não acreditava que o pedido havia sido daquela forma.
Contudo, Hermione não se importou com nada daquilo. É claro que ela já falava sobre o assunto há meses, comentava sobre desde que a amiga havia começado a preparação para o próprio casamento, mesmo que o seu relacionamento com Weasley fosse mais recente. Imaginava que seria um super pedido, com uma grande declaração vinda de Rony, e agora estava ali, no meio das pessoas que mais gostava no mundo, ouvindo a frase que tanto queria. Bem, talvez não fosse exatamente a forma que ela queria, mas Ronald Weasley não era exatamente o tipo de fazer declarações, ainda mais em público. Conseguia ver seu constrangimento e sabia que ele provavelmente tinha metido os pés pelas mãos, mas nada daquilo importava.
— Sim! — Foi só o que conseguiu dizer, pouco mais alto que um sussurro, sentindo as lágrimas escorrerem por seu rosto!
O ruivo sorriu largamente para a morena, acenando com a cabeça em sua direção, satisfeito que tenha acertado. No momento seguinte Gui assobiou longamente, e o pessoal começou a levantar para dar os parabéns ao casal. George gritou um sonoro “finalmente”, acompanhado de risadas e mais uma rodada de brindes para comemorar a novidade!
Após mais duas horas de conversas e muita bebida, além das mulheres presentes se juntando para falar dos preparativos do casamento - que nem havia data marcada -, o pessoal foi se despedindo, desejando felicidades mais uma vez ao casal e agradecendo a Molly e Arthur pelo convite para o almoço.
Rony aproveitou para ir junto de Mione acompanhar os pais de volta para casa e, assim que se despediu dos futuros sogros, aproveitou para aparatar junto da noiva para outro local, aproveitando um tempo apenas deles.

— É Potter, agora só falta você — comentou assim que voltaram para a casa de Sirius, junto com Cedrico, para cumprimentarem o mais velho que não viam há alguns dias.
— Só falta ele para quê? — Sirius questionou assim que desceu as escadas e encontrou o pequeno grupo entrando em casa. Logo aproximando-se para abraçar a filha e apertar a mão do genro.
— Para tomar uma atitude — Cedrico riu ao sentar no sofá — Rony acabou de pedir Hermione em casamento.
— Mas já? — Tornou surpreso.
— Como “já”, pai? Aqueles dois estavam naquele chove e não molha há anos, talvez mais tempo do que a gente — apontou dela para Cedrico, ao seu lado.
— Também não vamos exagerar — o loiro negou rindo; de fato Weasley e Granger se conheciam a mais tempo e, lá pelo quarto ano, já era um tanto visível que a implicância dos dois tinha outro motivo, mas Cedrico e começaram a se entender e a sair poucos meses após perceberem que estavam apaixonados.
— De qualquer forma, — Black começou coçando a barba — não faz tanto tempo assim que estão juntos, faz?
— Oficialmente, uns dois anos…Três? Lembro que foi no meio da Batalha — Potter deu de ombros, não se importando. — Mas concordo com Sirius, não é tanto tempo assim…
— Ah, claro — a loira riu — está pensando em uma desculpa para quando Gina vier te cobrar, né?
Harry fez careta, nem mesmo imaginando casar-se tão cedo. Não que não quisesse estar junto da ruiva, mas ainda estavam confortáveis daquela forma, pelo menos ele estava e esperava que ela também.
— Gina está muito ocupada com Quadribol! — Avisou rapidamente, fazendo os três rirem.
— E Hermione está com o Ministério, mas veja só… — rebateu de imediato.
— Você não ouse falar nada — apontou o dedo para a mulher, fazendo uma careta em seguida — por Merlin, tenho pena do Rony, você já estava assustadora quando estava para casar, imagina a Mione? E Gina não será muito diferente, quero evitar o máximo possível!
Diggory segurou a risada, lembrando-se das semanas que antecederam o casamento e como estava histérica. Realmente concordava com Potter, a reação da loira foi completamente inesperada e é claro que Hermione, que era muito mais organizada e metódica, seria pior. Boa sorte, Weasley!
— Alguém tem que pensar nas coisas — rebateu dando de ombros — se depender de vocês nada sai conforme o planejado!
— Oi? — Cedrico tornou com a sobrancelha arqueada.
— Ah, você é o ‘menos pior’! — Respondeu, fazendo aspas com os dedos e segurando a risada ao ver a cara do marido.
— De qualquer forma — Sirius continuou, ignorando a pequena discussão do casal — quando será a festa?
— Nem ideia! O pedido foi tão aleatório, que estou até surpresa que tenha acontecido!
— Eu não — Harry comentou, fazendo os três o encararem — bem, não achei que seria hoje… Mas Rony comentou algumas vezes que parecia legal a ideia de casamento, porque o Diggory tinha falado alguma coisa uns dias antes — deu de ombros —, claro que não achei que ele ia intimar a Mione a casar, — riu ao lembrar da cena — mas estava na cara que ele falaria alguma coisa em breve!
— Hm, jamais imaginaria que o Ruivo tomaria uma atitude antes de você… — provocou, fazendo Sirius e Cedrico segurarem a risada com a careta de desagrado do mais novo.
— E quem disse que não tomei atitude nenhuma? — Arqueou a sobrancelha, sorrindo debochado ao ver a expressão surpresa dos três — Você já casou, o Rony vai casar — começou a enumerar — é claro que não vou ficar pra trás e aguentar vocês me enchendo o saco o tempo todo!
— Ué, vai pedir a Gina em casamento agora? — Diggory tornou confuso com a conversa.
— É claro que não! — Harry negou de imediato.
— Se você está pensando em trazer a Weasley para morar aqui sem casar — Sirius começou — pode tirar o Hipogrifo da chuva!
— Na verdade é justamente o contrário…
— Arthur e Molly deixaram você morar lá? — quase gritou, surpresa com a informação.
— O que? É claro que não! — Potter riu — Eu vou procurar outro lugar para morar! — Explicou, sorrindo pequeno.
— Que? Por que? — e Sirius tornaram ao mesmo tempo.
— Como ‘por que’? — Suspirou, empurrando o óculos que escorregava pelo nariz — Acabei de falar, todo mundo está fazendo algo mais “adulto” — deu de ombros — já que não quero casar agora, pelo menos posso ter meu próprio espaço!
— E perder a vida boa daqui? — perguntou surpresa, Cedrico a encarou com a sobrancelha levantada — Ah, qual é, se não fosse pra casar eu não teria saído de casa!
Sirius sorriu largo com a informação, ao tempo que Diggory negava com a cabeça;
— É bom ser reconhecido!
— É, mas todo mundo sabe que a só casou pra poder ficar sozinha no quarto com o Diggory! — Potter soltou, fazendo o sorriso do padrinho desmanchar e o casal de loiros corar fortemente.
— Queria entender porque sempre sobra pra mim quando você quer provocar a … — Cedrico resmungou, evitando o olhar do sogro.
— Porque só assim pra eu ter alguma vantagem — deu de ombros, rindo do dedo do meio que a mulher mostrou em sua direção.
— Voltando ao assunto — Sirius pigarreou — então você não achou que era bom me falar que quer sair de casa antes, Potter?
— Acabei de decidir! — Confessou, sentindo o rosto corar levemente — Mas não se preocupe, tenho certeza que vou demorar pra encontrar alguma coisa boa!
Sirius rolou os olhos, negando com a cabeça enquanto se levantava para pegar uma taça de hidromel.
— E você pai, vai fazer o que? — perguntou mais alto, para que o homem escutasse da cozinha.
— Como assim? — Perguntou pouco depois ao voltar para a sala com uma garrafa de cerveja amanteigada para os três e sentar-se, apreciando sua taça da bebida âmbar.
— Bem, se o Raio vai sair mesmo, você poderia aproveitar e trazer a Genevieve pra cá…
— É impressão minha ou você está querendo casar todo mundo? — Harry acrescentou, segurando a risada.
— No seu caso, vou alertar a Gina pra ficar longe mesmo! — Debochou, virando novamente para o mais velho — E aí? Vocês nunca falaram disso?
Black deu mais um gole em sua bebida, antes de concordar com um aceno lento.
— É claro que já falamos disso, diferente de Harry eu não sou de enrolar minhas namoradas — respondeu, rindo junto do casal ao ver a cara mortificada do moreno.
— E o que estão esperando? — Cedrico perguntou curioso.
— Não sei — passou a mão pelos cabelos, jogando-os para trás — acho que ela talvez esteja com vergonha do Potter.
— De mim? Por que?
— Não importa, agora você pode dizer que ele vai embora! — A loira lembrou, sorrindo ao pensar sobre o assunto. Gostava de Genevieve e sabia o quanto o mais velho estava feliz com a namorada e, se Harry realmente estava considerando sair de casa, não tinha motivos para Sirius ficar sozinho com Bicuço!
— Ih, parece que a quer um irmãozinho — Cedrico comentou displicente, segurando a risada ao ver a cara do sogro.
— Mais fácil um filho, não? — Harry respondeu pelo padrinho, não querendo perder a oportunidade de fazer o loiro ficar sem graça.
— Não, obrigada, já temos você pra ficar de babá! — A loira rebateu, rindo debochada do moreno.
— Por Merlin, nem agora que você saiu daqui vocês dois param de se provocar? — Sirius resmungou, rolando os olhos — Será que é pedir muito um dia de paz?
— E você tá cada dia mais resmungão, — Potter rebateu, virando-se para o casal sentado ao seu lado, fingindo sussurrar na direção deles, embora fosse alto o suficiente para Black escutar — aposto que é a idade!
— Harry Potter, ao invés de você sair por livre e espontânea vontade vai acabar expulso, isso sim. Quero ver onde vai dormir! — Apontou com o dedo na cara do afilhado, que apenas deu de ombros — Eu vou pros Diggory até achar um lugar pra mim.
— Quando você diz “os Diggory” quer dizer nós? — apontou dela para o marido — Ou os pais do Ced?
Os três riram da pergunta.
— E você não é uma Diggory agora? Então se acostume com “os Diggory” porque é sobre você mesma!
fez careta, o que não passou despercebido pelo loiro.
— E você acha que ela usa? — Cedrico resmungou de seu canto — Outro dia o Puddlemere perguntou se ela queria mudar o nome no uniforme e ela disse não!
— Não é que eu não goste — tentou se defender, se mexendo incomodada — mas não combina muito com o Black, além do mais eu passei anos usando o sobrenome dos Tonks, nada mais justo que usar o sobrenome do meu pai por mais algum tempo — deu de ombros, a bochecha levemente corada ao explicar seus motivos.
Sirius piscou em sua direção, sorrindo largamente com a informação.
— Hmf, — Cedrico cruzou os braços — tudo bem, quando tivermos uma criança vai ser o meu sobrenome mesmo! — Sorriu de canto, rindo ao ver a cara de poucos amigos do sogro.
— Olha só, então os filhos estão em pauta mesmo — Potter comentou de novo, fazendo o casal negar com a cabeça.
— Com a temporada de Quadribol? Sem chance! — Falaram ao mesmo tempo, nem mesmo cogitando a possibilidade, ambos empolgados demais com o quão bem o Puddlemere estava indo nos últimos anos, além de terem certeza que nenhum deles estava pronto para uma criança tão cedo, Teddy era o máximo que podiam lidar.

As semanas passaram agitadas e, com a notícia do noivado de Weasley e Granger, quem também passou a mandar várias indiretas sobre uma oficialização de relacionamento foi Sophie Winter. Estava há mais de um ano morando com o namorado, mas nem sinal de que Montgomery queria algo mais sério e foi sobre aquilo que ela reclamou em voz alta quando foram jantar com os Diggory;
— Pois é, o Rony pediu a Hermione em casamento, daqui a pouco até o Potter está se casando e eu serei a única solteira do Ministério!
— Que? Como assim solteira, mulher? — Emmett rebateu no mesmo instante, logo arrependendo-se ao ver o olhar de poucos amigos da namorada.
— Se eu não sou casada, estou mais próxima de ser solteira do que comprometida, não concorda?
Cedrico e trocaram olhares divertidos, logo baixando os rostos para não rirem da conversa.
— Você está exagerando — Monty comentou baixo, pronto para continuar comendo, mas parou ao ouvir a mulher bufar irritada — desde quando você quer casar? Achei que estava tudo ótimo só morando juntos.
— E estava, antes. Agora até o Diggory que sempre foi sonso já casou…
— É o que? — Cedrico reclamou arqueando as sobrancelhas, apenas vendo o sorriso debochado da morena.
— Rony que é outro lerdo também pediu a Granger. O Rogério já está falando de casamento com a Evie e…
— Como é? — perguntou em voz alta — Desde quando?
— Calma, depois eu conto — interrompeu a loira, tornando a virar-se para Monty — e a gente nada. E aí?
— “E aí”, o que? — Perguntou confuso.
— Você não tem nada para me falar? — Insistiu, cruzando os braços. — Eu juro por Merlin, Montgomery, se você não falar nada eu vou te mandar pro St. Mungus!
O rapaz virou-se desacreditado para o casal de amigos, que acompanhavam a cena sem saber o que dizer, embora parecessem bem divertidos com o desenrolar.
— É assim que você quer me convencer a casar? Me ameaçando?
— Acho que você já teve tempo suficiente para decidir sozinho! — Retrucou irritada.
Emmett passou as mãos pelos cabelos, suspirando derrotado antes de virar-se por completo na direção da morena;
— Sophie Winter, se existe uma pessoa nesse mundo capaz de me forçar a casar, é você. E não é que eu nunca pensei nisso — explicou-se — só não estava com tanta pressa, eu ainda lembro do Diggory aqui reclamando do estresse que foi aguentar a , — Cedrico gritou um ‘hey’ ao sentir o tapa ardido em seu braço, após a fala do amigo, o qual riu junto da namorada — e nós dois sabemos que você é violenta demais para eu querer te ter por perto nervosa por tanto tempo! De qualquer jeito — pigarreou, agitando a varinha em direção ao garfo sobre a mesa e transformando-o em um anel simples —, quer casar comigo?
— Por Merlin, foi tão inesperado! — Winter gritou, colocando as mãos sobre o rosto, fazendo o namorado gargalhar — É claro que eu aceito! — Disse apressada, jogando os braços para cima do rapaz e beijando-lhe fervorosamente e ignorando por completo os pigarros vindos do casal ao lado.
— Parabéns, casal! — Cedrico gritou, jogando um pedaço de pão na direção deles, para se afastarem. — Quando vai ser a festa? — Emendou rápido, sorrindo sacana para o melhor amigo.
— Ah, com certeza a Soph já tem tudo preparado — riu ao abraçar a amiga —, mas vamos fofocar sobre isso depois junto com as outras meninas, quero saber sobre o Daves e a Evie, abre o jogo!
— Não foi nada demais — abanou a mão no ar — nos esbarramos no Ministério outro dia e eu perguntei quando ela vem pra cá e ele comentou que não sabe porque a Darling tá em treinamento, e já estava considerando pedi-la em casamento pra ver se ela volta pra Inglaterra!
— Deixa eu ver se entendi — Monty arqueou a sobrancelha —, você me fez acreditar que até o Davies está para casar e nem é verdade?
— Esse mundo é dos espertos, meu amor! — Piscou divertida.
O casal terminou de se despedir dos amigos ao vê-los saindo do prédio, Winter saltitante por finalmente ter conseguido fazer Emmett pedir um compromisso mais sério e ainda o convencer a marcar um jantar para contar aos outros amigos e familiares e, por mais que o moreno tentasse negar e mostrar que não estava nenhum pouco empolgado com nada daquilo, era visível a felicidade dele também. Ao final da noite, após ter tomado mais algumas taças de hidromel, Monty confidenciou a Cedrico que já estava sim pensando em pedir a namorada em casamento, mas queria fazê-la sofrer um pouco mais. Diggory nunca entendeu muito bem a dinâmica do relacionamento dos dois amigos, mas ficava feliz em saber que eles estavam bem.
— Se as coisas continuarem nesse ritmo, Potter não vai ter escolha a não ser pedir Gina em casamento também — comentou rindo antes de sentar-se no sofá, sendo seguido por pouco após ela completar suas taças com o restinho de bebida que havia sobrado.
— A sorte dele é que a ruiva não está muito interessada, mas não duvido que ela comece a mudar de ideia vendo todo mundo casando!
— Monty disse que a culpa é nossa, porque nenhuma das meninas estava pensando nisso antes de casarmos — ouviu a risada da esposa ao seu lado, vendo-a acenar com a cabeça.
— Ah, eu tenho certeza que sim! Mione mesmo estava focadíssima no Ministério, agora só fala da festa que quer fazer e das datas disponíveis para casar. Soph não vai ser muito diferente disso — tomou mais um gole antes de estalar a língua, virando-se para o homem — estou surpresa com o papo sobre o Daves e a Evie, tinha certeza que Rogério seria um solteirão, não solteiro de verdade, mas sem interesse nenhum em casar!
— Você e eu somos dois — concordou devagar —, mas deve estar sentindo saudades da Darling… Tem algumas semanas ele falou que estava planejando tirar uns dias de férias para poder visitá-la — relembrou, espreguiçando-se em seguida — sorte a nossa não precisar de nada disso!
— É… — a loira riu baixo, negando com um aceno — sinceramente, jamais imaginaria que todos já estaríamos casando e fazendo todas as coisas de adultos responsáveis, quer dizer — encarou o marido, sorrindo de lado — você eu imaginava, Mione também, sempre tiveram esse ar mais adulto responsável, mas eu casada e o Rony noivo? Jamais tão cedo. Potter é o único que segue mais próximo do que eu imaginava…
— Pois é, quem diria que aquele grupo de desordeiros se transformariam em adultos focados — debochou, sentindo um pequeno soco em seu braço como resposta. — Mudando parcialmente de assunto — acrescentou ao lembrar-se da conversa com seus pais no dia anterior —, minha mãe quer saber sobre netos…
o encarou por um instante, rindo nervosa em seguida.
— O que você respondeu?
— Que não estamos nem considerando, mas que se ela quiser podemos levar o Teddy pra umas visitas! — Piscou esperto, fazendo-a rir.
— É justamente por momentos como esse que eu te amo!




Continua...



Nota da autora: Mais um capitulozinho de coisas boas antes do pseudo-caos rsrs
Até logo mais!
Ahhh, não esquece de deixar um comentário aqui, viu? Assim eu sei se vocês tão curtindo!





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