Capítulo Único
A música ambiente era suave, quase desnecessária. Os sussurros elegantes, os passos sobre o piso de mármore, os estalos de taças brindando: tudo formava o som característico das noites de arte de alto padrão. Os convidados vestiam máscaras invisíveis — charme controlado, sorrisos treinados, olhos que só viam quando interessava.
E entre eles, estava ele.
, terno preto impecável, olhar vidrado em uma obra que provavelmente não entendia. Não era por ignorância — mas por distração. Seu copo de champagne já não fazia mais sentido na mão. A noite, tão planejada, parecia apenas mais uma extensão de algo que ele não conseguia mais tocar por dentro.
Foi então que ela apareceu.
caminhava devagar, como quem pertencia ao lugar sem fazer esforço algum. Usava um vestido de cetim preto que grudava nas curvas do corpo como se tivesse sido costurado em silêncio. O cabelo preso com algumas mechas soltas e o salto fino que não denunciava sua aproximação.
— Você finge entender o que isso quer dizer… ou só está esperando que alguém te salve da própria solidão? — Ela parou ao lado dele, sem encará-lo, observando o mesmo quadro — uma tela manchada de vermelho e azul, com riscos frenéticos.
— E você sempre começa conversas com socos no estômago? — arqueou uma sobrancelha, sem desviar os olhos do quadro.
— Só quando percebo que a pessoa está mais entediada que impressionada.— Ela sorriu de lado, sem se desculpar.
— Você não vai perguntar quem eu sou? — Ele riu, curto.
— Não. — ela virou o rosto e finalmente o olhou. — Eu já sei. Mas, honestamente, prefiro quem você é agora.
— E quem você acha que eu sou agora? — encarou aquele olhar castanho profundo e sentiu a pele vibrar. Não era desejo ainda. Era algo mais raro: interesse.
— Alguém cansado de agradar. — Ela deu um gole no vinho. — E talvez… curioso demais pra disfarçar.
Por um instante, ele sentiu a gravata apertar mais que o necessário. o desarmava com uma facilidade absurda. E o pior — ela não parecia estar tentando.
— Você trabalha com arte?
— Sou curadora. Vim montar uma instalação pro evento da Dior. E você? — ela piscou, irônica. — Também trabalha com… performance?
— Digamos que sim. Mas hoje estou de folga. — Ele soltou uma risada baixa, gostando do jogo.
— Mentira. — se aproximou um pouco mais, o suficiente para ele sentir o perfume floral amadeirado que ela usava. — Você nunca está. Nem quando tenta.
E antes que ele pudesse responder, ela se afastou, indo em direção ao bar da galeria, deixando apenas o eco das palavras e a certeza de que ele não sairia dali sem saber mais sobre ela.
Ele ainda segurava o champagne, mas, pela primeira vez em meses, o gosto parecia diferente.
O bar da galeria era pequeno, escondido atrás de uma cortina de veludo azul que disfarçava a entrada como se quisesse proteger os que ali buscavam refúgio da superficialidade do salão principal.
a seguiu com o copo ainda na mão, como se ela tivesse puxado uma corda invisível que ele não podia — nem queria — cortar.
se sentou no canto, de costas para a parede, pernas cruzadas com uma leveza que desafiava o corte justo do vestido. O garçom serviu outra taça de vinho sem ela precisar pedir. — Isso foi... intenso — disse, encostando-se ao balcão, observando-a de lado.
— Que parte? Me ignorar no começo ou me seguir até aqui?
— Você me surpreendeu. Isso não acontece muito.— Ele riu, se aproximando mais.
— Talvez você ande cercado de gente que tem medo de perder a oportunidade de agradar. — Ela bebeu, encarando-o por cima da borda da taça. — Eu não vim aqui pra isso.
— E pra quê veio?
— Pra ver o que as pessoas escondem atrás da arte.
— E o que eu escondo?
apoiou a taça devagar, deixando o som do vidro contra o mármore preencher o espaço entre eles. Então, inclinou-se para frente, com o olhar fixo no dele. — Você se esconde atrás da fama como quem usa um paletó bonito pra disfarçar um corpo cansado. Seu olhar entrega tudo. Você não está tentando impressionar ninguém... só sobreviver à noite.
Por alguns segundos, ficou em silêncio. O jeito que ela falava era hipnotizante. Ela não queria nada dele — nem um autógrafo, nem uma selfie, nem um post. Queria vê-lo. E isso era novo. Intenso. Cru.
— Você sempre foi assim? — ele perguntou, se sentando ao lado dela, os joelhos quase se tocando.
— Assim como?
— Real demais pra esse mundo de bolhas e filtros.
— É mais fácil ser verdadeira quando você não tem nada a perder com a mentira dos outros.— soltou uma risada suave.
a encarou por um tempo. Os olhos dela pareciam traduzir todos os seus silêncios. Era desconcertante e... excitante.
— E se eu quiser te conhecer fora dessa noite? — ele perguntou, mais baixo, quase num sussurro.
— E se eu disser que não sou boa em ser só mais uma noite?
— Então talvez eu precise de mais de uma. — Ele se inclinou levemente, seus rostos perigosamente próximos.
não recuou. Ela segurou o olhar dele com firmeza e sorriu, mas era um sorriso fechado, cheio de intenção.
— Você não sabe no que está se metendo, .
— E você, , me faz querer descobrir.
A tensão entre os dois pairava no ar, densa, quente, como eletricidade que antecede uma tempestade. Mas eles não se beijaram. Não ainda. Eles sabiam que aquele tipo de desejo, quando bem cultivado, explodia com muito mais intensidade depois.
Ela pegou a bolsa, se levantou e sussurrou próximo ao ouvido dele:
— Se quiser mesmo saber... estarei amanhã no Palais Galliera. Me encontra lá. Ou não. Mas não me procure se não estiver pronto pra ser visto sem os espelhos.
E saiu. Sem pressa, sem olhar para trás.
ficou ali, com o corpo em combustão e a mente a mil.
Naquela noite, pela primeira vez em muito tempo, ele não levou ninguém pro hotel. Mas o perfume dela o seguiu até o travesseiro.
O sol já caía, tingindo o céu de dourado queimado quando entrou no museu. Disfarçado por um boné e óculos escuros, ainda assim parecia chamar atenção. Mas naquele fim de tarde, ninguém parecia se importar. As pessoas caminhavam lentas, absorvidas pelas peças de alta-costura expostas em vitrines iluminadas.
Ele tirou os óculos devagar quando a viu.
, parada em frente a um vestido preto dos anos 50, de veludo e ombros marcados. Ela não usava maquiagem forte, nem salto. Apenas uma blusa branca de gola alta e uma saia midi de couro. E ainda assim, parecia a única coisa realmente viva naquele lugar cheio de história.
Ela não se virou de imediato, mas sorriu, como se soubesse que ele estava ali.
— Você veio — disse, sem tirar os olhos do vestido.
— Não consegui evitar.
— Fico feliz. — Ela o olhou então, com aquele olhar calmo que o despia inteiro. — Esse lugar é cheio de beleza. Mas tudo aqui já foi usado. Já teve corpo, suor, desejo… E agora está preso atrás do vidro.
— Você se sente assim? — ele perguntou, se aproximando.
— Às vezes. — Ela sorriu de lado. — Mas você, … você parece alguém tentando fugir do próprio reflexo.
Ele engoliu seco. Estar perto dela era como ficar nu com roupa.
— E se eu quisesse parar de fugir?
virou-se totalmente para ele, e naquele instante, a distância entre os dois pareceu pequena demais. Havia algo nos olhos dela — firmeza e convite. Ele não precisava de mais sinal nenhum.
— Vem comigo — ela disse.
não hesitou.
Saíram pelas portas laterais do museu, atravessaram a rua, entraram num pequeno hotel boutique escondido entre prédios antigos. Ninguém os seguiu. Ninguém viu.
Quarto 307.
Assim que a porta se fechou, o silêncio ficou pesado.
se aproximou, tirou o casaco com calma e o encarou.
— Você não precisa falar nada. — Ela se aproximou mais, encostando a mão no peito dele. — Só... deixa eu te sentir sem o mundo.
tirou o boné, os óculos, e finalmente a camisa, como se estivesse se desfazendo de um peso. Ela passou os dedos pela pele dele como se tocasse algo sagrado. E ele… fechou os olhos, respirando fundo, se permitindo ser tocado de verdade.
O beijo veio lento. Não era apressado nem desesperado — era íntimo, quente, profundo. Como se já se conhecessem. Como se o desejo entre eles não fosse novidade, mas só uma continuação de tudo que as palavras não conseguiram dizer.
Mas o que mais queimava era o olhar. a olhava como quem finalmente encontrava paz dentro do caos. E ... como quem reconhecia a dor escondida por trás de toda aquela fama.
As roupas foram desaparecendo com naturalidade, sem pressa. Pele contra pele, respiração ofegante e mãos que exploravam sem medo.
Andaram juntos enquanto ainda se beijavam e sentiu as costas batendo contra a parede perto da grande sacada que o quarto tinha. sentiu as mãos grandes em sua cintura, a auxiliando passar as pernas pela cintura dele. Sentiu seu corpo ser sustentado por somente uma das mãos dele, e a outra deslizar para o meio das suas pernas, sentiu quando ele mergulhou dois dedos para dentro de sua intimidade. Isso fez com que ela segurasse o gemido alto que queria sair da sua garganta e parasse meu raciocínio.
— Que delícia saber que você está tão preparada para mim como eu estou para você. — Ele sussurrou em seu ouvido com aquela voz baixa e rouca. E ela só conseguiu enfiar as unhas nas costas dele, para não deixar novamente que o grito alto de prazer saísse da minha garganta.
— Eu sei reconhecer quando o cara é um gostoso. — rebolou como deu nos dedos dele, que continuavam no vai-e-vem lento, como se brincassem com sua sanidade.
Aquele sorriso nos lábios dele também estavam deixando ela com muito tesão, aumentou a velocidade dos dedos, enquanto levava a boca até o pescoço dela. A língua brincava com maestria pelo ponto mais sensível da pele dela, naquela região e, pela forma que ela puxava os cabelos dele e segurava forte em seus ombros, ele pôde perceber que ela estava realmente pronta para o que ele também já queria muito. tirou seus dedos de dentro dela e afastou os lábios de seu pescoço, arrancando de dela um suspiro de frustração, levou os dedos até à boca e os chupou, olhando profundamente para ela. O ato, foi tão sexy, parecia mais obsceno do que realmente era.
podia sentir o olhar de desejo de queimar sobre sua pele, então segurou seu corpo entre o dele e a parede que antes apoiava suas próprias costas e sem pensar duas vezes, posicionou seu pau, que já estava extremamente duro, na entrada da intimidade dela. A princípio, só brincando de colocar e tirar a cabecinha, enquanto tentava a todo custo aproximar mais seu quadril do dele, com o auxílio das penas que entrelaçaram seu corpo. Enquanto abocanhava um dos mamilos dela com aquela boca que ele usava extremamente bem, começou a dar uma estocada funda, forte e rápida, ele enfiou seu pau todo dentro dela, fazendo com que eu soltasse um gemido alto. O calor tomou conta de todos os sentidos dela e à medida que ele chupava e mordiscava seu mamilo, e seguia com um ritmo delicioso com os quadris, o prazer dos dois aumentava, bem como o ritmo das estocadas quando retirou a boca dos seios dela, conseguiu se agarrar mais ao copo dele, para facilitar com a velocidade em que estavam. Era algo surreal o prazer que eu estavam sentindo, como se cada estocada os fizessem ver estrelas. Os gemidos baixos que ele soltava ao pé do ouvido dela só faziam com que seu coração acelerasse mais e ela ficasse mais extasiada de prazer. Não demorou muito para sentir o baixo ventre formigar, com indícios de que meu orgasmo estava perto. , como se sentisse o que estava prestes a acontecer, separou os corpos, colocando no chão. Antes de que ela pudesse protestar, ele a guiou até a poltrona que fazia parte da decoração do lugar, inclinou o corpo da mulher no braço do móvel e se encaixou novamente a ela, segurando firme na cintura dela enquanto entrava todo e de uma só vez dentro dela. já não controlava seus gemidos, estava se sentindo preenchida e o prazer se espalhava por todo seu corpo, quando enrolou uma das mãos em seus cabelos, os puxando de leve, enquanto continuava indo fundo e forte dentro dela, sentia que a qualquer momento se desfaria em prazer. Sentiu um tapa leve arder em sua nádega esquerda e a velocidade aumentar, gemia palavras desconexas em português e sentia seu corpo receber uma pequena carga de eletricidade, não demorou muito até que sentisse seu corpo todo tremer, e o orgasmo atingir o ápice do seu prazer. Não demorou mais que três estocadas para que se desfizesse em prazer também, segurando firme na cintura dela e sentindo as pernas fraquejarem de leve.
Naquela noite, não houve posse.
Só verdade.
E dois corpos se encaixando como se já tivessem esperado tempo demais.
A luz de Seul entrava suave pelas cortinas entreabertas. O relógio antigo da parede marcava o tempo em silêncio, como se respeitasse o respiro dos dois corpos estendidos sobre os lençois amassados.
estava acordado.
Deitado de lado, observava o perfil de ainda adormecida. Os cabelos espalhados no travesseiro, a respiração tranquila, a curva suave do ombro à mostra. Ela parecia em paz, como se a cidade lá fora não tivesse mais peso.
Ele passou os dedos com leveza pelas costas dela, traçando caminhos invisíveis, como se quisesse decorar aquela pele. E talvez quisesse.
— Está me desenhando? — a voz dela veio rouca, arrastada, com um leve sorriso.
— Só tentando lembrar de cada parte — ele respondeu, a voz baixa, íntima. — Caso você desapareça como apareceu.
Ela virou-se devagar, ainda sonolenta, os olhos castanhos se fixando nos dele.
— E se eu desaparecesse?
— Não quero pensar nisso agora.
Silêncio.
O tipo de silêncio bom, confortável. O tipo que só existe quando duas pessoas conseguem existir uma ao lado da outra sem precisar preencher o espaço com palavras.
estendeu a mão e acariciou o rosto dele, o polegar passeando devagar pela linha da mandíbula.
— Você é mais quieto do que eu imaginava. — Ela sorriu. — Pensei que teria mais frases prontas. Mais charme ensaiado.
riu baixo, apertando os olhos por um segundo.
— Eu sou tudo isso quando tô sendo o do palco. Com você... não consigo fingir.
Ela se aproximou mais, as pernas se entrelaçando às dele sob o lençol. A pele ainda quente, o corpo cansado e leve ao mesmo tempo.
— Isso te assusta?
— Um pouco. — Ele a encarou. — Mas acho que isso também é o que mais me atrai.
encostou a testa na dele, os narizes quase tocando, os olhos fechados.
— Então, fica. Só mais um pouco.
E ele ficou.
Por horas, eles não saíram dali. Entre carinhos, beijos preguiçosos e conversas sussurradas, o tempo deixou de ter importância.
Não foi só uma noite.
Foi o começo de algo que nenhum dos dois sabia nomear, mas que sabiam — instintivamente — que não seria fácil de esquecer.
Fim
Nota da autora: Olá Jiniers, como estamos? Essa aqui vai especialmente para minha amiga Joy que fez aniversário 10/04, pediu uma fic hot com Jackson Wang e ja sabem né? Eu tive que fazer kkkkk. Espero que goste e não esquece de comentar, ok?
ps: Se quiser conhecer mais fanfics minhas vou deixar aqui embaixo minha página de autora no site e as minhas redes sociais, estou sempre interagindo por lá e você também consegue acesso a toda a minha lista de histórias atualizada clicando AQUI.
AH NÃO DEIXEM DE COMENTAR, ISSO É MUITO IMPORTANTE PARA SABERMOS SE ESTAMOS INDO PELO CAMINHO CERTO NESSA ESTRADA, AFINAL O PÚBLICO É NOSSO MAIOR INCENTIVO. MAIS UMA VEZ OBRIGADA POR LEREM, EU AMO VOCÊS. BEIJOS DA TIA JINIE.
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