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Última atualização: 24/02/2021

Prólogo

ELA SENTIU UM PESO martelar sobre sua cabeça e os olhos pesados, mexeu-os algumas vezes na tentativa de abri-los e gemeu de dor. Tinha algo errado e a garota tentou procurar a reposta ou até mesmo uma lembrança no fundo da sua mente, mas nada veio.
Era um vazio completo.
Forçou as órbitas mais algumas vezes e as abriu, logo sendo invadida pela claridade do local, que fez com que piscasse algumas vezes em busca do foco de sua visão. E quando o encontrou, dois rostos desconhecidos apareceram em seu campo, fazendo com que a menina desse um pulo no lugar em que se encontrava deitada. Não conhecia nenhuma das garotas que estavam diante dela e, muito menos, o lugar em que se encontrava.
Sentiu-se sufocada ao constatar o tamanho do cômodo. As paredes com a tintura descascada davam a aparência de um local abandonado e um embrulho no estômago se fez presente quando detectou o odor forte de urina que havia ali, misturado ao de umidade.
Voltou seu olhar mais uma vez para as meninas, recebendo olhares assustados em sua direção e percebendo o lábio de uma delas um tanto inchado, o que fez com que seus sentidos entrassem em estado de alerta. Abriu a boca, tentando encontrar sua própria voz para questionar o que estava acontecendo ali, mas sentiu que sua garganta doía e um nó havia se formado. Respirou fundo, repetindo para si mesma que precisava manter a calma, por mais crítica que fosse sua situação, e quando se sentiu segura o suficiente para tentar mais uma vez, ouviu-se em um tom rouco, muito diferente do habitual.
— Que lugar é esse? — esperou por uma resposta, mas tudo o que recebeu foi apenas um aceno de cabeça em sinal de negação, o que indicava que nenhuma das duas fazia ideia.
Mordeu o lábio, tentando ignorar o quanto sua cabeça latejava, bem como a sensação de que desmaiaria a qualquer momento.
Observou as duas garotas por alguns segundos. Não eram muito diferentes dela. Todas tinham longos cabelos castanhos e lisos, o corpo pequeno e olhos escuros.
— Quem é você? — se assustou ao ouvir a voz de uma delas, que soou tímida e tão amedrontada quanto ela.
Porém a resposta nunca veio.
De maneira brusca, a porta, que ela mal havia notado, se abriu, revelando alguém que lhe pareceu levemente familiar, embora a garota tivesse certeza de que nunca havia lhe visto antes.
Percebeu que uma de suas companheiras levou as mãos à boca, sufocando um grito de pavor e aquilo fez com que seu corpo inteiro se arrepiasse e ela se encolhesse, numa maneira tosca de se proteger.
— Não, não! Por favor, não! — a outra começou a gritar e sem que pudesse fazer nada para ajudá-la, assistiu a moça ser arrastada para fora do cômodo.
Seus olhos se encheram de lágrimas, o medo soprava em seus ouvidos todas as coisas terríveis que poderiam acontecer a qualquer momento e ela abraçou as próprias pernas.
Enquanto se balançava, chorando e temendo por sua própria vida, a garota ainda conseguia ouvir os gritos.



Capítulo 1

respirou fundo e encarou o prédio à sua frente. Já se encontrava sentada em seu carro há alguns minutos, na expectativa de que ficar parada ali olhando para o nada fosse ajudá-la a se acalmar de alguma forma, exceto é claro, que só estava piorando tudo. Riu de si mesma pela milésima vez naquela manhã e puxou o ar o máximo que conseguiu uma última vez, decidindo então que estava na hora de encarar o que viria pela frente.
Essa mudança vai ser boa para a sua carreira. Repassou em seus pensamentos até chegar à porta de entrada.
Sabia que não tinha motivo para estar tão insegura, já que a razão pela qual estava mudando de divisão era simplesmente pelo fato de ela ser atualmente a melhor agente que o FBI tinha no país todo. Sabia de sua competência, mas também tinha total consciência de que aqueles que se sentem confiantes demais, acabam cometendo erros. E para Kramer, erros eram absolutamente proibidos.
— Kramer — repetiu para si enquanto caminhava em direção à recepção. — Ou devo usar só Kramer? Agente…
Parou de falar no momento em que notou os olhos de todos sobre ela. Apesar do coração acelerado, os olhos sobre ela não a deixavam nervosa, sabia que seu nome era conhecido no país todo devido aos inúmeros casos que já havia conseguido solucionar ao longo de sua carreira. Se tinha uma coisa que não a incomodava, eram pessoas que a admiravam por seu trabalho e tinham vontade de conhecê-la. Para ela era um prazer poder repassar o máximo de seu conhecimento para outras pessoas e criar novos agentes do FBI com ao menos cinquenta por cento de sua capacidade em solucionar casos.
Não demorou a localizar o balcão da recepção e se aproximou, mantendo sua expressão o mais neutra possível, por mais que estivesse de certa forma ansiosa pelo que lhe aguardava naquele lugar. Por mais competente que fosse, ainda era surreal para a mulher que tivesse conseguido chegar a DC.
Abriu um sorriso simpático para a mulher à sua frente, sentada atrás do balcão. Não parecia ser muito mais velha que ela e embora a idade não fosse realmente um problema para Kramer, seria bom ter ao menos alguma amiga de uma faixa etária equivalente à sua.
piscou seus olhos, se dando conta de que precisava se apresentar para que os devidos procedimentos fossem tomados, mas não foi de fato necessário, já que ela escutou uma voz conhecida se pronunciar.
— Ora ora, se não é a única parceira decente por aqui. — Seu rosto se iluminou em um sorriso de imediato, porque era impossível não reconhecer quem falava com ela.
— Eu poderia te dizer o mesmo, mas até que tive uns parceiros interessantes — brincou, vendo-o fazer uma careta de indignação.
— E você joga na minha cara assim as suas traições, Kramer? — Foi praticamente impossível para ela não rir daquele comentário.
Quem ouvisse os dois, pensaria que havia algum tipo de envolvimento romântico entre eles, mas passava bem longe disso.
— Dawson Burton, você sabe muito bem que é insubstituível. — Piscou para ele, vendo-o sorrir convencido por aquele comentário.
— É difícil de acreditar que finalmente tenho você na minha equipe. — Dawson apenas fez um sinal para a recepcionista, deixando claro que ele podia assumir dali. — Me acompanhe, por favor.
— Como eu poderia recusar um convite especial seu? — respondeu, assentindo e seguindo Burton pelas dependências do prédio. — E depois, essa sua equipe tem ficado cada vez mais conhecida. Todos os agentes querem fazer parte dos Mindhunters. Com certeza eu seria louca se recusasse. — Deu de ombros, vendo Dawson lhe lançar um sorriso torto pelo último comentário.
— Nós dois sabemos que você seria louca a esse ponto se suas ambições fossem outras, .
A mulher o observou então por alguns segundos, levemente desconcertada. Fazia alguns anos que não tinha real contato com Dawson e ainda assim ele parecia conhecê-la muito bem.
— Por acaso você deixou alguma escuta implantada em minhas coisas esse tempo todo? Não é possível que ainda me conheça tão bem. — O viu negar com a cabeça enquanto ria e adentrou o elevador assim que Burton lhe indicou que o fizesse.
— Eu me atento aos detalhes, Kramer. Apenas isso — respondeu, com um pequeno sorriso.
encarou seu próprio reflexo no espelho e ajeitou uma mecha teimosa de seus cabelos que insistia em cair sobre seus olhos. Encarou Dawson de volta ao notar que o homem a observava discretamente, então se limitou a apenas sorrir mais uma vez.
— Está nervosa, não é? — E mais uma vez ele havia conseguido ler completamente suas emoções.
— Muito — soltou, ao mesmo tempo em que um suspiro escapou de seus lábios.
— Não se preocupe, tenho certeza de que o restante da equipe vai gostar de você. — E a forma como Dawson lhe encarou realmente lhe passava segurança.
acenou em concordância. Confiava em Burton o suficiente para acreditar que tudo ocorreria mesmo da melhor forma. Kramer odiava primeiros dias em qualquer lugar, isso era um fato. Ter alguém como Dawson ao seu lado era realmente importante.
— Esse lugar é enorme — disse ao ver os números passarem em uma pequena telinha que tinha dentro do elevador, indicando para qual andar estavam indo.
10º andar, psiquiatria e criminologia. Leu na placa que explicava o que continha naquela dependência.
Os dois saíram do elevador de forma calma, o que demonstrava para ela que Dawson parecia não ter pressa nenhuma e que era — estranhamente —, um dia calmo na divisão do FBI de Baltimore, algo bem incomum pelo que ela tinha ouvido falar. Ah sim, havia lido bastante sobre aquela divisão, na intenção de se inteirar o máximo que conseguisse e leu sobre todos que faziam parte dos Mindhunters. Exceto por um, é claro, esse parecia ser estritamente confidencial e nem mesmo o velho amigo lhe passou alguma informação sobre o agente em questão, nem com muita insistência de sua parte. Logo, estava ansiosa para poder conhecê-lo e o tempo todo se pegava passando os olhos através do lugar, se perguntando quem ali poderia ser o tal misterioso — ou misteriosa.
— Ele não está aqui — Dawnson disse enquanto empurrava uma enorme porta de vidro, com insulfilme bem escuro, o que impedia que ela pudesse ver o lado de dentro.
revirou os olhos e o seguiu para dentro da sala. Era um lugar com uma luz bem leve, algumas mesas com computadores e mais à frente tinha alguns estofados onde ela imaginou que seria para algum tipo de relaxamento ou consulta, exatamente como uma das salas de psiquiatria que tinham na divisão a qual ela pertencia antes.
— Eu sabia que seria hoje, só não achei que teria a honra tão cedo. — Uma voz rouca e levemente calma falou, fazendo com que os parceiros virassem abruptamente, procurando pelo dono dela.
A mulher se esforçou ao máximo para não deixar transparecer o quanto tinha gostado da aparência do homem à sua frente, mas era bem difícil. Reparou primeiro no corpo másculo dele, com braços avantajados — mas nada exagerado — e depois correu os olhos para o rosto do homem, reparando que seus olhos eram azulados, então constatou que o lhe deixava ainda mais atraente eram os cabelos levemente enrolados.
Gostoso. Era isso que corria os pensamentos de Kramer naquele momento.
— Hm — resmungou, ao perceber que não tinha falado nada e só estava ali parada, encarando o homem como se fosse algum tipo de maníaco, então estendeu a mão para ele. — Me desculpe. Sou Kramer, a nova agente da divisão Mindhunters.
Ele riu fracamente e olhou levemente para Dawson, que apenas revirou os olhos, pois sabia exatamente o que estava se passando na cabeça do homem naquele momento.
. — Finalmente segurou a mão de , que sorriu de forma simpática. — A maioria aqui me chama de Dr. , mas pode me chamar de .
apenas assentiu e soltou a mão dele da forma mais natural que conseguiu.
— Eu sei que a sala pode ser um pouco intimidadora — comentou, ao vê-la passar os olhos pela dependência.
— É, a sala... — Dawnson resmungou, enquanto encarava os dois e tentava dar um pouco de espaço para que pudessem se conhecer melhor.
— Não, tudo bem. — deu de ombros. — Na verdade, fui intimidada por você. Li tudo sobre seu trabalho, é realmente impressionante.
não pôde conter o riso, afinal, não era aquela resposta que estava esperando.
— Gostei dela. — Encarou Dawnson, que riu fraco.
— Não tem como não gostar — o mais velho afirmou. — Bom, Kramer, esse é , como ele se apresentou. É o nosso psiquiatra na equipe Mindhunters e é o melhor do país atualmente, claro.
apenas assentiu, dando a entender que estava ouvindo e que ele poderia continuar.
— Vocês vão trabalhar muito juntos, afinal, o papel dele é muito importante para que você consiga chegar ao seu alvo. — assentiu, enquanto ainda passava os olhos através do lugar e tentava ao máximo não encarar o novo parceiro. — Certo, tem algo que queira mostrar para ela?
— Não. — negou com a cabeça. — Acho que vou dar um tempinho para você mostrar o restante do lugar para ela e no jantar de hoje à noite eu posso alugá-la por alguns minutos e falar um pouco de trabalho. Não quero assustá-la ainda.
— Certo — Dawson concordou. — Bom, vamos... Ainda tem algumas pessoas e lugares que precisa conhecer.
— Foi um prazer, disse encarando o psiquiatra.
— Pode acreditar, o prazer foi todo meu — disse firme, o que arrancou outra revirada de olhos de Dawnson. — E, , não precisava ter se apresentado dessa forma. Você é bem famosa e, bem, também pesquisei sobre você.
A mulher riu fraco, assentindo para e se virou para acompanhar Dawson até a saída, mas parou antes de sair e virou-se para o homem.
— Ah, Dr. , nada me assusta — disse firme e saiu seguida do velho amigo, que tinha um sorriso estampado no rosto, assim como o psiquiatra.
— Você gostou dele — Burton afirmou, assim que os dois se distanciaram alguns metros da sala do homem. se sobressaltou pelo comentário, encarando-o com indignação exatamente por não ter sido uma pergunta.
— Claro, ele me parece ser um ótimo profissional. — Arqueou a sobrancelha para Dawson, que sustentou seu olhar de forma irônica.
— Fala sério, Kramer. O Dr. não é conhecido nesse prédio apenas pela excelência na profissão, se é que me entende.
O comentário fez com que as bochechas de esquentassem e ela acabou por revirar os olhos.
Realmente, tinha gostado de . Não apenas a aparência do psiquiatra era agradável aos seus olhos, mas também a forma como se portava e o tom de sua voz eram atraentes. Como se todos os dias ele treinasse na frente do espelho maneiras de encantar as pessoas ao seu redor.
Céus, ela estava falando mesmo em encantar?
— O que mais vai me apresentar desse andar mesmo? — Resolveu desconversar, mesmo prevendo a reação de Dawnson à sua atitude. De qualquer forma, ela sabia que o velho amigo não lhe deixaria mais em paz.
Seguiram então para mais algumas salas daquele andar, onde Burton explicou rapidamente mais algumas atividades exercidas no setor. Embora psiquiatria não fosse a área de especialização de , ela nutria bastante interesse pelo tema, então prestou atenção em cada detalhe.
Voltaram ao elevador e os dois permaneceram em silêncio, imersos em seus próprios pensamentos até atingirem o próximo local a ser explorado por Kramer.
12º andar, agentes de campo.
não conseguiu evitar um sorriso por saber exatamente o que lhe aguardava por ali. Era nesse andar que os agentes planejavam suas próximas ações, redigiam seus relatórios e, a parte favorita da mulher, realizavam o treinamento corporal. Dawson sabia muito bem disso, mas adorava observar as reações de Kramer quando ficava ansiosa e adiou a chegada dos dois à sala de treinamento o máximo que pôde, deixando para levá-la ao lugar por último.
Mesmo mostrando-se extremamente atenta a cada informação que lhe era passada, mordia o canto dos lábios, pensando que dar alguns socos no saco de areia lhe aliviaria um pouco a tensão. Começar a trabalhar em um lugar novo sempre causava bastante estresse a ela, por mais confiante que fosse.
— Aqui também temos alguns dormitórios para os agentes de plantão descansarem. Obviamente, essa parte do prédio opera vinte e quatro horas por dia. Vamos cadastrar a sua biometria assim que acabarmos esse tour, para que você tenha acesso sem precisar interfonar cada vez que adentrar os departamentos — Burton explicou, indicando rapidamente a grande porta atrás deles, que bloqueava o acesso aos corredores daquele andar. havia observado aquilo também no bloco da psiquiatria, mas esperou que o mais velho explicasse aquela informação da forma que havia planejado. Era de extrema importância que cada andar fosse acessado somente pelo pessoal autorizado, ou a integridade das investigações seria prejudicada.
— Tá ótimo, Burton. Agora pula logo para a parte interessante desse setor. — não se conteve, o que acabou fazendo o amigo rir.
— Estava aqui me perguntando quando é que você ia me interromper para reclamar disso. — Piscou para ela, que estreitou os olhos, mas acabou abrindo um sorriso.
— Você é péssimo. Já te disseram isso?
— Olha lá como você fala com o chefe, garota. — O comentário fez a agente arquear uma sobrancelha.
— Chefe? Até parece que você consegue se virar sem mim — retrucou convencida.
— Sabemos que não consigo ou você não estaria aqui — Dawson admitiu a derrota.
— Então para de me enrolar e me leva logo pra sala de treinamento.
— Gosto de quando você é mandona, Kramer. — Abriu um sorriso de canto.
— E de apanhar também, pelo jeito. — estreitou os olhos mais uma vez para o mais velho, lhe dando um tapa leve nos ombros.
— Quer mesmo que eu responda a isso? — Burton riu, fazendo um sinal para que eles voltassem a caminhar.
No fim das contas, a sala de treinamento não era tão distante dos dormitórios assim e dava para se ouvir sons de luta conforme os dois se aproximavam do lugar. Depois do encontro com o psiquiatra, , havia criado altas expectativas em conhecer seus outros colegas de equipe.
Ao chegar diante da porta, no entanto, ela ainda conseguiu se surpreender ao ver a agente ali presente se livrar facilmente de uma chave de braço, desviando do próximo golpe de seu “adversário” e conseguindo imobilizá-lo com suas pernas de forma tão rápida que, se Kramer piscasse, temia perder alguma parte do show. Ela sabia muito bem quem era a mulher porque tinha lido a ficha dela, mas teve a certeza de que as palavras não faziam bem jus a Maze Griffin.
Com a respiração ofegante, vendo o oponente bater as mãos no tatame, declarando sua derrota, Maze o soltou e deixou que se levantasse, imitando o gesto em seguida.
— Mais uma? — a mulher perguntou, arqueando a sobrancelha e posicionando-se para lutar novamente.
— Griffin — Dawson chamou a atenção da agente, que virou o rosto imediatamente na direção dele, encarando-o curiosa e desviando seu olhar para a agente Kramer.
— Burton — respondeu, dispensando o colega de luta com um gesto e se aproximando sem tirar os olhos de . — E imagino que essa seja a agente Kramer, certo? — comentou, enquanto analisava a mulher de cima a baixo. abriu um sorriso de canto, estendendo sua mão para a mulher.
— E você é Maze Griffin. É um prazer conhecê-la — disse de forma simpática.
— O prazer é todo meu, acredite — Maze respondeu prontamente, aceitando o cumprimento e segurando na mão de com firmeza. Kramer gostou da atitude de Griffin, só a presença da mulher mostrava o quanto ela era confiante e determinada a ir atrás do que queria.
— Dawson havia me passado que você é a melhor lutadora que temos na equipe, mas devo dizer que ainda assim me surpreendi com a sua agilidade — elogiou, referindo-se à luta que acabara de presenciar.
— Gosta de luta corporal também, ? — a mulher questionou, não se importando em agir com intimidade demais ao chamar a colega por um apelido. Dali em diante, trabalhariam juntas e a forma como se chamariam era o de menos.
— Um de meus setores favoritos daqui. Ajuda a aliviar a tensão — respondeu, até gostando da forma que Griffin falava com ela.
— Podemos treinar juntas uma hora dessas. Seria ótimo te ajudar com isso. — ergueu uma sobrancelha, questionando mentalmente se as palavras de Maze haviam soado com segundas intenções, porque, se eram, ela tinha adorado.
— Não vejo motivos para recusar uma oferta como essa.
Dawson olhava de uma para a outra e acompanharia aquela conversa das duas pelo resto do dia, mas ainda estavam em um local de trabalho e tinha o restante dos departamentos para conhecer.
— Tô vendo que vocês vão se dar mais do que bem. Que tal guardar um pouco disso para o jantar mais tarde? Tenho mais setores para te mostrar, agente Kramer — interveio, recebendo olhares das duas mulheres.
— Tem razão. Nos vemos mais tarde, Maze Griffin — se despediu da colega.
— Mal posso esperar — Griffin respondeu, sorrindo uma última vez e então retornando ao tatame enquanto e Dawson saíam da sala.

🧩


Foi preciso ao menos mais uma hora para que Dawson terminasse de apresentar o restante dos setores para Kramer e, mesmo assim, ela não conseguiu conhecer todos que faltavam da sua equipe. Por um lado, a agente estava feliz por ter finalizado o tour. O lugar era enorme, mas sabia que com o tempo iria se inteirar de tudo e todos e que logo estaria sentindo como se ali sempre tivesse sido seu lar.
Os dois mais uma vez pegaram o elevador e dessa vez seguiram para o último andar do prédio, que era o de número onze. Assim que desceram, Dawson falou rapidamente sobre sua secretária e que especialmente Kramer não precisava de hora marcada por ela para falar com ele, bastava apenas informar o nome e ela liberaria a agente imediatamente para ir até sua sala.
O andar era bem amplo e com muitas salas, a dele ficava bem no final de um extenso corredor. Assim que adentraram o espaço, ela não pôde conter o sorriso. A dependência era enorme, como ela havia imaginado, toda de vidro e com uma vista incrível para a cidade de Baltimore, o lugar perfeito para se ficar o dia todo resolvendo casos e tentando colocar as ideias no lugar.
Dawson caminhou até sua mesa e sentou-se em sua cadeira, enquanto foi em direção à enorme janela que dava a ela uma linda vista. A mulher colocou as mãos nos bolsos da calça e respirou fundo enquanto permanecia vidrada. Pela primeira vez desde que havia pisado naquele prédio, teve a certeza de que havia feito a escolha certa.
Ir para Baltimore estava entre as melhores escolhas que tinha feito nos últimos meses.
— Eu sei, é uma vista privilegiada — Dawson comentou, fazendo com que Kramer voltasse à realidade.
respirou pesadamente e se virou para o homem, ainda passando os olhos pela sala e se atentando a cada detalhe.
— Realmente — comentou, enquanto começava a caminhar lentamente. — Fiz a escolha certa ao vir para cá.
Dawson abriu um sorriso ao ouvi-la dizer aquilo.
— Eu sei, você me avisou — completou, dando de ombros.
— Eu não ia dizer isso, apesar de ser verdade — o mais velho brincou. — Enfim, você tem alguma dúvida?
riu de forma retórica e continuou andando até onde seu chefe encontrava-se sentado. Recostou-se em sua mesa, ficando bem ao lado dele, que levantou o olhar, encarando-a por um instante para depois voltar a mexer nas papeladas. Ela tinha evitado a conversa que estava prestes a iniciar entre eles desde que Dawson havia ligado para ela oferecendo o trabalho porque não queria forçar a barra logo de cara, mas agora era preciso trazer o assunto à tona.
— Kramer, alguma dúvida? — Dawson perguntou, como se pudesse ler os pensamentos dela.
Ele continuou mexendo nas papeladas, mas agora de forma um pouco apressada.
— Dawson, que tal pararmos de enrolar e irmos direto ao assunto que interessa? — Kramer disse, sem se preocupar em fazer rodeios.
O homem riu fracamente, parou o que estava fazendo e direcionou o olhar para .
— E qual seria o assunto? — perguntou, fingindo não saber do que se tratava.
— Dawson, você sabe o apreço que tenho por você — disse enquanto o encarava, fazendo uma pausa para pensar no que diria em seguida. — Porém, nós dois sabemos que você é péssimo em mentir.
O mais velho riu, fazendo sinal para que ela continuasse.
— Quero saber o real motivo de você ter me chamado para fazer parte da equipe Mindhunters — explicou. — Você tem ótimos agentes. Por que precisaria de mim?
— Não se diminua dessa forma, Kramer — a repreendeu.
— Não estou — deu de ombros. — Só estou dizendo que você não dispensaria seu tempo e meu talento me trazendo aqui se não fosse algo realmente importante.
— Dawson disse e levou sua mão até a da mulher, colocando-a sobre ela. — Você sabe exatamente por que está aqui e te chamei por saber que não me pediria para entrar em muitos detalhes. Ao menos, não agora.
A agente pendeu a cabeça para o lado e deixou um sorriso leve formar-se em seus lábios. Não precisava que ele tocasse no assunto detalhadamente com ela, apenas queria que fosse honesto e assumisse o real motivo de tê-la chamado.
— Pelo sorriso, isso é o suficiente para você — Dawson afirmou, deixando transparecer um sorriso também.
arqueou uma sobrancelha, pois outra coisa a havia ocorrido.
— Ou não.
— Minha equipe sabe? — perguntou firme.
Dawson retirou a mão que estava sobre a da mulher e sua expressão ficou mais séria.
— Não quero que fique bravo comigo... — explicou. — É só que eu preciso que eles confiem em mim e não acho que isso vai acontecer se eu estiver mentindo para eles.
— Eu prometo que eles sabem o necessário — afirmou, agora um pouco mais relaxado. — Só preciso que confie em mim, como nos velhos tempos.
o encarou por alguns instantes para então responder:
— Eu confiaria minha vida a você. Sabe disso. — Sorriu.
— E eu também não prejudicaria sua carreira, caso isso a esteja preocupando. — Dawson se inclinou um pouco, lançando-a um olhar sugestivo.
— Não é com a minha carreira que estou preocupada — respondeu, já levantando-se e passou os olhos ao redor para verificar se tinha alguém ao lado de fora os observando.
— O que foi? — Dawson olhou um pouco confuso com a atitude da mulher.
O gesto que veio a seguir foi sem má intenção alguma, era apenas algo que ela já queria ter feito desde que o havia encontrado mais cedo. A agente se inclinou, abraçou o amigo de forma que já não fazia há muito tempo e, antes de se afastar por completo, depositou um beijo rápido no rosto de Burton.
O homem não esperava por aquilo, então apenas sorriu, vendo-a ir em direção à saída do lugar.
— Te vejo no jantar — Kramer disse, já abrindo a porta.
? — Dawson a chamou, fazendo com que ela se virasse para ele. — É bom te ter de volta.
Ela sorriu para o homem e então saiu da sala.
Durante o caminho que fez até a saída, foi tomada pela preocupação da conversa com Dawson e o real motivo de ter começado no novo trabalho, mas sabia que nada poderia mudar como as coisas se encaminhariam dali para frente, então preferiu se concentrar no jantar daquela noite. Como por exemplo, o que iria vestir?

🧩


A mulher encarou seu reflexo no espelho e sorriu satisfeita com sua aparência. Para o jantar na casa de Dawson ela havia escolhido usar uma calça social preta, com um blazer da mesma modelagem e cor, e, para complementar, tinha colocado uma camisa branca por baixo. Ela encontrava-se no elevador, onde tinha escolhido ir em direção até o primeiro andar da casa, já que havia estacionado seu carro no subsolo.
Ela saiu do local, rindo em escárnio ao olhar o corredor em que tinha saído. Não saberia dizer o porquê, mas, mesmo com todos os anos de amizade com o homem, ainda se surpreendia com seu luxo e riqueza.
Caminhou por um tempo até finalmente chegar a uma porta de cor marrom e bem alta, que empurrou, dando a ela a visão de uma sala de estar enorme, onde algumas pessoas bebiam e conversaram.
passou os olhos, tentando procurar algum rosto familiar, mas não encontrou nenhum, por isso caminhou calmamente por entre as pessoas, já indo em direção ao bar. Enquanto caminhava até seu destino, ponderou a ideia de beber ser uma má ideia — afinal, já tinha escolhido pôr uma roupa mais apropriada caso surgisse algo — e decidiu que talvez só uma dose não faria mal a ninguém, não ficaria bêbada por isso.
— Uma taça de vinho, por favor — pediu ao chegar ao bar.
Enquanto esperava, aproveitou para passar os olhos mais uma vez pelo ambiente e seu rosto se iluminou ao ver rostos conhecidos. Maze e , os dois agentes de sua equipe que havia conhecido mais cedo na academia, encontravam-se em uma roda de amigos, com uma mulher bem atraente e um outro homem muito bonito também. Sorriu assim que seus olhos cruzaram o da mulher com quem tinha trocado flertes pela manhã, e esta fez sinal para que ela fosse até lá.
— Aqui está sua taça, senhorita — o homem do outro lado do balcão informou.
— Obrigada — agradeceu, já saindo dali para ir até a roda de amigos.
Não podia deixar de pensar em como estava gostando cada vez mais de Baltimore, porque na divisão em que trabalhava antes não tinha pessoas com a metade de toda essa beleza. Mordeu o lábio inferior com as coisas que cruzavam seus pensamentos naquele momento e respirou fundo, obrigando-se a se controlar ao chegar mais perto.
— Gente, essa é Kramer — disse, assim que notou a presença da mulher. — A nova agente responsável pelo “tal caso”.
sorriu, aproximando-se para cumprimentar os que não conhecia.
— É um prazer. Você deve ser Naomi, certo? — a agente disse, estendendo a mão, mas foi surpreendida pela mulher, que a puxou para um abraço e depositou um beijo em seu rosto.
— Muito prazer, agente Kramer — Naomi disse ao soltá-la com um sorriso no rosto. — Não seja tímida, nós gostamos das ousadas.
Maze riu fracamente ao trocar olhares com , enquanto levava o copo da bebida que estava tomando até a boca, observando tudo.
— E você deve ser . — abriu um sorriso de ponta a ponta e estendeu a mão para o homem.
Ele a encarou por alguns instantes e segurou a mão de ao mesmo tempo em que tinha um sorriso torto nos lábios.
— É um prazer, — ele disse e aproximou-se dela, que ficou tão confusa quanto os outros que se encontravam ali. — Você se importa se eu...
Antes mesmo que ela pudesse responder, ele levou as duas mãos até a gola de sua blusa — que se encontrava desarrumada — e começou a colocar no lugar. Kramer riu em escárnio, levou sua mão direta até a mão esquerda de e o afastou com força, prensando-o contra a parede.
— A próxima vez que tocar em mim sem permissão — disse firme e um sorriso se formou e seus lábios. — Vai desejar ter nascido sem mãos.
Os outros três agentes olharam boquiabertos, exceto Maze, que não poderia esperar menos do que isso da mulher.
— Sua blusa estava desarrumada — disse, como se fosse algo realmente importante e afastou-se dele.
e sua obsessão com organização — disse, revirando os olhos.
Todos riram e Maze aproveitou a deixa para se aproximar de Kramer, que lançou um olhar para ela e puxou os cabelos, colocando-os para o lado direito de seu pescoço.
— Essa mulher, além de forte, não é linda? — perguntou sorrindo, fazendo com que a agente sorrisse para ela.
A uma certa distância, na sala de jantar, o agente misterioso sobre o qual havia lido a pasta, que não continha nenhuma informação pessoal e nem ao menos fotos, conversava com Dawson sobre alguns últimos detalhes do tal “caso” que dividiria com a mulher. Os dois tinham uma longa amizade dentro e fora da vida profissional e, por isso, o mais velho confiou a ele o cargo de ser um agente infiltrado.
Por isso, essa noite ele não estava ali como , mas Geralt Sayers.
Ele encarava o chefe ao mesmo tempo em que passava os olhos pelo lugar. Ainda não tinha conhecido as pessoas que seriam parte de sua equipe e Burton não havia nem dado a ele pastas explicando quem eles eram. Segundo o homem, queria que ele fosse apresentado apenas pessoalmente.
Não tinha gostado da ideia, mas o que poderia fazer?
— Seu nome a partir de agora é Geralt Sayers — Dawson disse, tentando conter o riso.
revirou os olhos e passou as mãos no cabelo.
— Geralt? — indagou. — Sério, Dawson?
— É um bom nome — o mais velho afirmou, dando de ombros enquanto ria internamente.
— Para um palhaço, né? — sugeriu sério. — Não poderia colocar um nominho mais normal ou ao menos que pareça de um agente do FBI como o meu?
indica que você é um agente, algo que não queremos — Dawson afirmou. — Geralt, no máximo, vão sugerir que você é aquele Bruxão daquela série nova da Netflix.
Nessa hora, Dawson caiu na gargalhada enquanto apenas o olhava com aquela cara de poucos amigos, de quem tinha odiado o nome e mais ainda a piada de mal gosto feita pelo velho amigo.
— Muito engraçado — afirmou, enquanto levava o copo de bebida que estava em sua mão até os lábios.
A conversa foi interrompida pelo toque do celular de Dawson, que se afastou rapidamente com uma expressão de extrema preocupação. achou aquilo um tanto estranho e decidiu andar um pouco pela casa só para ter certeza de que não estava tendo nenhuma movimentação estranha, afinal, aquele lugar estava lotado de agentes do FBI.
Sentia-se totalmente perdido ali, não conhecia ninguém e todos pareciam ter olhos curiosos. Em parte, parecia ser por sua aparência — não é que não fosse humilde, apenas tinha olhos — e a outra pela curiosidade em saber quem era aquele estranho olhando para todos os lados como se tivesse acabado de ver um fantasma. Infelizmente, esse era um dos poucos hábitos ruins que ser da polícia lhe trazia.
Estar sempre em alerta e preocupado.
Com uma rapidez que ele não conseguiu acompanhar, sua noite mudou da água para o vinho quando seus olhos pararam em uma pessoa específica que se encontrava em uma roda na qual havia dois rapazes e mais três mulheres. piscou algumas vezes, se perguntando se aquilo era uma das muitas peças que sua mente gostava de pregar nele e engoliu em seco. Levantou em seguida seu copo até a boca, tomando de uma só vez todo o líquido que continha ali dentro.
Seu coração bateu de forma frenética assim que os olhos da mulher encontraram os seus, com certa confusão no olhar.
— Porra. — Foi tudo que conseguiu dizer enquanto a encarava.
Estava pronto para ir até lá e perguntar o que ela estava fazendo ali, quando uma movimentação estranha tomou conta da “festa”. Dawson passou pelo grupo, parecendo passar algumas informações importantes, fazendo com que todos ali o olhassem com a mesma cara de preocupação que ele havia feito mais cedo. Então viu todos se dispersarem, ficando apenas a mulher e seu chefe.
— Agente Geralt Sayers — Dawson disse próximo a ele, dando-lhe um susto.
Nem tinha notado que o homem havia andado até ali.
— Agente Kramer — o homem continuou, dando a entender que estava lhes apresentando. — Vocês vão trabalhar juntos neste caso e nós temos uma ocorrência agora mesmo.
— Aquele caso? — Kramer perguntou enquanto encarava o mais velho, que apenas assentiu. — Me desculpe, é um prazer conhecer você, agente.
Ela estava com a mão estendida para ele, que segurou ainda atordoado.
— O prazer é todo meu... — respondeu de forma insegura e quase automatizada.
— Agora que estão devidamente apresentados, precisamos ir — Dawson disse, já se encaminhando para a saída.
Até aquele momento, nem havia se dado conta de que o amigo tinha trocado de roupa e usava até um colete a prova de balas.
— Licença — disse, puxando Dawson pelo braço e o agente permaneceu parado no mesmo lugar, vendo os dois se afastarem.
Kramer queria se certificar de que seu chefe — e amigo de longa data — estava bem para ir até o local do crime. Por isso, puxá-lo para longe era a melhor opção, além de que não tinha gostado nada da forma como o tal de Geralt a ficou olhando antes que os dois fossem apresentados e depois disso.
— Dawson, você está bem? — perguntou quando já estavam longe o suficiente.
— Kramer, não pergunte nada — pediu. — Só me siga.
Ele disse, passando por ela e em seguida por , que observava os dois e foi seguido pela mulher.
— É agora que eu começo a dar ordens? — perguntou atrás dele, já do lado de fora, enquanto recebia um colete de outro agente.
O homem virou-se e sorriu para ela.
— Está esperando o quê?
sorriu enquanto terminava de colocar o colete, pegou a arma que estava presa à bota que usava e sacou um coldre, colocando-o em volta da cintura, onde guardou sua arma e se posicionou para olhar a movimentação que tinha ali antes de começar de verdade seu trabalho.
— Tudo bem, pessoal — disse em tom alto, já caminhando pelo recinto e recebendo atenção de todos. — Eu quero quatro equipes. Preciso que todos cheguem lá preparados para executar seu trabalho. Não quero ter que dizer a vocês o que fazer, fui clara?
Dawson observava tudo orgulhoso, enquanto todos tinham a atenção voltada para a gente.
— Certo — afirmou, encarando-os. — Espero que saibam que esse vai ser o caso mais difícil da carreira de vocês e eu não admito erros.


Capítulo 2

O colchão onde ela estava deitada era muito mais macio do que a pequena garota havia imaginado. No entanto, nem todo o conforto do mundo faria com que conseguisse fechar seus olhos e se render de fato ao cansaço que fazia com que estes pesassem, evidenciando as olheiras. Elas se acumulavam conforme o passar dos dias.
Havia perdido completamente a noção do tempo presa naquele lugar, assistindo novas companheiras entrarem, depois saírem e serem substituídas seguidamente simplesmente porque algumas delas não retornavam mais.
Uma parte de si possuía uma curiosidade genuína em obter ao menos um vislumbre do que acontecia às garotas que eram arrastadas em direção àquela porta. A outra berrava como um grande alerta de que sinceramente ela não gostaria nem um pouco de descobrir.
O pavor sussurrava em seus ouvidos toda vez que suas pálpebras ameaçavam se fechar. Em resposta, suas pupilas dilatavam, seu corpo estremecia em espasmos involuntários e sua respiração irregular fazia com que sua caixa torácica se movimentasse rapidamente, tentando trazer mais oxigênio aos seus pulmões simplesmente porque ela parecia a ponto de sufocar.
Já fazia algum tempo que a jovem se encontrava ali, acompanhada apenas por uma outra tão pequena quanto ela, com os cabelos longos e tão escuros quanto os seus. A semelhança entre ambas era assustadora e ao constatar que elas estavam ali por tempo demais sem receberem uma nova companheira, aquilo só poderia significar que uma delas era a próxima escolhida. A chance que cada garota tinha era exatamente de cinquenta por cento.
Imersa em meio ao próprio medo, seus ouvidos lhe traíram, deixando de captar o som da porta se abrindo e com um certo espanto, somado à uma pequena parcela de alívio, seus olhos registraram a chegada de mais uma garota que poderia muito bem se passar por ela.
Seus lábios tremeram ao ver o corpo adormecido da menina ser depositado sob a cama ao seu lado. Um filete de sangue escorria pela testa pálida e observar aquele ferimento fez com que as mãos da espectadora seguissem em direção à própria cabeça, onde uma casca fina evidenciava o processo de cicatrização. Como ela, a pancada havia sido a causa de sua súbita inconsciência.
Mais uma eternidade se passou enquanto as três foram deixadas sozinhas e assim que a recém chegada despertou, o desespero refletiu-se no olhar afoito ao seu redor, identificando o lugar fétido onde se encontravam, unindo algumas peças para chegar à conclusão do que de fato havia acontecido consigo. O que não ficou nada claro era o motivo de serem mantidas em cativeiro daquela forma, como animais esperando pelo abate.
A agonia trouxe o nó na garganta mais uma vez, já que a novata nunca saberia, a menos que sua hora chegasse.
— Que lugar é esse? — ouviu a voz rouca ecoar pelo recinto.
Apenas deu de ombros, respondendo de forma muda que não fazia a menor ideia, mas a outra não viu o gesto e ela não tinha muita força para repeti-lo. De qualquer forma, sua outra companhia também havia respondido com seus próprios gestos.
Poucos minutos de silêncio se passaram onde o medo ainda era cultivado.
— Quem é você? — Sua companheira questionou a recém chegada em um tom tímido e ao mesmo tempo inquisidor, quase como se ela fosse a culpada por tudo o que lhes acontecia. No entanto, no fundo sabia que todas se encontravam na mesma situação de vítimas.
Antes mesmo que qualquer resposta fosse proferida, a porta se abriu de maneira brusca, fazendo com que os olhares apavorados se direcionassem para o indivíduo que era seu carcereiro.
Um arrepio percorreu toda a extensão de sua coluna e de repente era como se o pavor baforasse em sua nuca em uma brisa gelada, capaz de congelar cada nervo de seu corpo.
De uma certa forma, a garota, que até então agarrava-se à esperança de que nunca saberia o que havia atrás daquela porta, soube que era a sua vez. Ela havia sido a escolhida. Tinha perdido a batalha contra suas companheiras de cativeiro.
Com resignação, levou suas mãos à boca, sufocando um grito enquanto seu corpo inteiro passou a tremer em desespero. Desde pequena, a curiosidade sempre fora sua maior virtude, no entanto, naquele momento, ela desejava morrer sem saber o que lhe aguardava. Preferiu a ignorância.
Agarrou então os próprios joelhos, enroscando-se como uma bola, tentando se proteger quando seu carcereiro se aproximou, estendendo uma das mãos para que a garota a segurasse em um gesto gentil de uma maneira completamente doentia e confusa.
Ouviram-se gritos de protesto vindos de suas companheiras, mas a jovem não conseguiu distinguir quais palavras utilizavam. Sentiu-se presa aos olhos que lhe encaravam como se ali estivesse um objeto peculiar.
— Venha, minha criança. — Mesmo alheia a qualquer outro som, aquela voz lhe soou incrivelmente nítida.
Engoliu a seco, sentindo as lágrimas molharem suas bochechas enquanto estendia a mão de uma forma que julgou patética. Nem ao menos conseguia pensar em estratégias de fuga, sabia que estas seriam inúteis.
Ergueu-se, mas automaticamente sentiu suas pernas fraquejarem ao mesmo tempo em que sua bexiga se esvaía em pavor. A urina escorreu pela sua pele, causando uma expressão de repulsa a quem lhe aguardava quase impaciente pela demora em atender ao seu chamado. Ela mesma teria sentido nojo e a vergonha tomaria conta de suas feições, mas não conseguia se importar com algo como o constrangimento. Este lhe parecia completamente banal e inútil como qualquer tentativa de fuga, embora algo dentro de si protestasse, gritando contra seu crânio que precisava se mover, fugir, se salvar.
— Mas olhe a bagunça que você fez! Ele não ficará nem um pouco satisfeito — soltou em um tom de repreensão, ao mesmo tempo em que sua cabeça se moveu de um lado para o outro em negação.
Encarou a cena, sentindo um calafrio diferente tomar conta de si.
— Temos que limpá-la antes que chegue. Venha logo! — Arregalou os olhos ao adquirir urgência na voz, então puxou a garota pela mão, mas de repente os pés dela travaram no chão e a pequena jovem não conseguia se mover.
— Não — implorou com a voz tão fraca que não imaginava que pudesse ser ouvida, mas foi.
Um puxão mais forte fez com que seu pulso protestasse.
De repente, o instinto de sobrevivência pareceu ter despertado, então ela começou a se debater e chutar o ar, tentando se desvencilhar.
No entanto, as mãos do carcereiro eram muito mais fortes.
Gritou em desespero, sendo arrastada e sentindo o chão ralar sua pele. Sua garganta ardeu em protesto, a voz foi adquirindo um tom rouco quando um nó na garganta surgiu e ameaçou sufocá-la.
Antes de a porta se fechar, conseguiu ver os rostos de suas antigas companheiras pela última vez. A esperança havia partido.

🧩


Mesmo com as ordens de , ele não conseguia se concentrar em absolutamente nada, e para isso era um problema mais do que grave já que ele nunca perdia o foco quando se tratava do trabalho. Parecia que tudo à sua volta estava em câmera lenta enquanto a mulher parecia ter total controle da situação e ele tentava tomar nota de tudo que ela falava e ao mesmo tempo agir para que pudesse fazer sua parte.
Afinal, eram parceiros nesse caso.
Apesar de fazer muito tempo que não a via, a sensação era de que os anos não tinha passado para ela. Kramer ainda tinha o mesmo jeito autoritário, totalmente focado no trabalho e aquele brilho que o havia atraído tanto na época, contudo também sentia como se ela fosse uma completa estranha, da mesma forma que ele parecia ser para ela, já que a mulher agiu com completa naturalidade ao serem apresentados.
Será que ela não se lembrava? Não era possível...
Esses pensamentos estavam matando por dentro de uma forma tão profunda que ele mal havia se dado conta de que já se encontrava dentro de uma das viaturas que estava seguido em direção ao local do crime. Parecia total loucura, mas ele nem sequer conseguia lembrar como tinha ido parar ali e se algo de importante havia sido dito para ele. Mais uma vez concluiu que aquela mulher era sua perdição.
Estava completamente fodido, sabia disso...
— Sayers, você está me ouvindo? — Seus pensamentos foram cortados por , que se encontrava sentada bem ao lado dele dentro do veículo.
Seus olhos a encararam enquanto um milhão de coisas ainda se passava dentro de sua cabeça.
O que caralho estava acontecendo ali? não saberia explicar. E o fato de ela o chamar por um sobrenome quem nem mesmo era seu tornava tudo ainda mais estranho.
— Agente Geralt, você está me ouvindo? — Dessa vez a voz da mulher era mais firme e parecia particularmente irritada com ele.
— Desculpa, eu estava um pouco distraído — admitiu, pois não tinha nenhuma explicação realmente boa para sua total falta de atenção em um momento como aquele.
revirou os olhos, demonstrando o quanto aquilo era inaceitável para ela e seus olhos cruzaram os de Maze, que tentava com todas as forças conter a risada enquanto só queria se enfiar em um buraco bem fundo e não sair de lá tão cedo de tanta humilhação que estava sentindo.
Todos praticamente pularam da viatura assim que ela encostou na cena de crime. Para variar, o local já estava rodeado de repórteres e pessoas curiosas querendo saber o que exatamente tinha acontecido ali e se tinha alguma relação com o tal caso que vinha assombrando cada dia mais Baltimore.
Kramer continuou dando as ordens e ela foi obrigada a dar outra revirada de olhos ao olhar para Geralt, que se encontrava sem o colete à prova de balas. Então ela caminhou rapidamente até a viatura, puxou um colete e andou ainda mais rápido até ele, jogando-o contra o peito definido do homem, que soltou um grunhido de susto.
— Será que você pode ao menos vir de forma apropriada para a cena de crime? — falou alto, sem se importar com quem estivesse ouvindo.
O homem apertou os olhos de forma frustrada e começou a colocá-lo rapidamente.
— Onde você precisa que eu fique? — Maze perguntou, aproximando-se deles.
— Quero que me acompanhe até a cena — pediu e começou a caminhar.
Sayers percebeu que ela não havia pedido para que ele fosse junto e apressou o passo, indo atrás das duas mulheres.
— Eu vou também — informou, afinal estava no comando do caso tanto quanto ela. lhe lançou mais um olhar rápido e conteve outra resposta atravessada porque não tinham tempo para perder discutindo aquele tipo de coisa. Com um aceno de cabeça, indicou que Griffin e Sayers deveriam trazer os kits forenses, então concentrou toda a sua atenção na cena de crime onde entrariam.
Maze tomou a frente, afastando os repórteres, que tentavam abordá-los e até mesmo cruzar os limites estabelecidos para que tudo fosse menos contaminado possível. se manteve em silêncio ao lado de , evitando pensar na vergonha que estava sentindo por simplesmente esquecer de algo crucial como um colete à prova de balas.
Tudo o que menos queria era que a mulher o achasse estúpido, afinal, se fosse, ele não estaria no comando daquele caso. Por isso, enquanto percorriam os poucos metros que restavam até o local da ocorrência, empurrou para as profundezas de sua mente todas as indagações que surgiam quando o assunto era a agente Kramer e o passado que ela parecia nem ao menos se dar conta.
Muniu-se do profissionalismo que havia lhe tornado um grande agente e procurou manter todos os seus sentidos aguçados, encarando com atenção o galpão abandonado assim que passaram pela entrada, isolada pela faixa zebrada.
Mesmo tendo recebido algumas informações sobre o que encontrariam, nunca era fácil ficar cara a cara com atrocidades como a que havia sido cometida ali, principalmente quando os agentes perceberam a pouca idade da vítima.
Griffin fotografou as exatas posições em que o cadáver fora encontrado, bem como o estado inicial do local de crime, enquanto Kramer ligava o gravador para recitar as evidências que encontrava e fazia a coleta dos materiais encontrados. Haviam escolhido uma análise em espiral, porque assim conseguiriam percorrer todo o perímetro em busca de todo o tipo de vestígios, principalmente aqueles que não eram facilmente percebidos.
Assim que adentraram o local, percebeu algumas manchas do que poderia ser o sangue da vítima seguindo um possível rastro desde a entrada do galpão até o lugar onde o corpo foi encontrado. Havia alguns sinais na poeira a uma certa altura que indicavam que o suspeito precisou arrastá-lo por alguns metros, o que o deixou um tanto confuso, principalmente porque até mesmo o formato das pegadas pareceu se alterar.
Se tratava de apenas um suspeito ou seriam dois?
coletou uma amostra das manchas escarlate, olhando brevemente na direção de ao ouvir a voz da mulher explicar com precisão uma boa parte do que ele havia acabado de observar.
— Vítima do sexo feminino, idade aparente entre 15 e 18 anos. Corpo encontrado em decúbito dorsal. Não há sinais de luta corporal, sem evidências aparentes de violência sexual — Kramer manteve uma postura o mais profissional possível embora seus pensamentos vez ou outra ressaltassem o quanto aquela garota parecia ser jovem.
Mais chocante do que a idade era a forma como seu corpo se encontrava. Deitada ao chão com as pernas em um ângulo torto, a pele tão branca quanto os papéis no bloco de anotações do agente Sayers. Os olhos abertos tinham um tom opaco e pareciam fixos e apavorados, o que indicava que ela havia morrido encarando seu agressor. Ao descer o olhar, encontrou o abdômen da vítima completamente dilacerado, bem como o estômago. O conteúdo estomacal havia se espalhado pelos outros órgãos.
Qual havia sido o propósito naquilo? Era um simples ato de brutalidade extrema ou fruto do desespero? A necropsia lhes diria com maior precisão de quantos golpes se tratava, mas fazendo uma análise preliminar realmente pareciam ser muitos.
— Possível causa da morte: hemorragia devido a inúmeras lesões perfurocortantes. Arma do crime: ausente — declarou.
voltou a caminhar, analisando o local mais uma vez, aproveitando o tempo que tinha para garantir que nada passasse despercebido aos seus olhos. Tentava entender ainda como a vítima subitamente passou a ser arrastada, mas de repente seu olhar foi atraído para a única janela presente no ambiente.
Sentiu-se um tanto idiota por não ter percebido a marca do que pareciam dedos no parapeito, o que era evidenciado por uma camada mais fina de pó no local. No entanto, ao fazer o procedimento em busca de impressões digitais, estas não foram encontradas.
Seguindo seu instinto, direcionou seu olhar para o lado de fora, que dava para os fundos do galpão e felizmente não estava ocupado pelos repórteres e populares curiosos com o que o FBI estaria fazendo por ali. Talvez o agente já estivesse sentindo que encontraria algo crucial para a investigação do caso e seus olhos até brilharam de satisfação.
— Agente Kramer. Encontramos a arma do crime.
Imediatamente, sinalizou a que poderia fazer os procedimentos para levar o corpo e eles deram a volta pelo lado de fora do galpão. Como era uma área aberta, precisaram utilizar a fita zebrada para isolar a região e evitar que as pessoas invadissem e atrapalhassem seu trabalho.
Anos de treinamento ensinaram a cada um dos agentes a ignorar os flashes das câmeras, as perguntas e até mesmo alguns xingamentos. Se fossem dar atenção a cada um deles, não conseguiriam executar seus trabalhos.
Maze fotografou o bisturi ensanguentado, liberando em seguida para que fizesse a coleta e etiquetasse de forma adequada.
— Vou pedir a Naomi que processe essas evidências o mais rápido possível. Precisamos descobrir quem fez isso antes que mais corpos apareçam — disse mais para si mesma do que para os outros dois em si.
Depois disso, foi dado seguimento à análise da cena de crime por mais algum tempo e quando já não havia mais o que ser observado, Griffin prontificou-se a conversar com o casal que havia encontrado o cadáver e acionado a polícia local para tomar o testemunho. lançou um olhar rápido a Kramer porque não sabia se seria uma boa ideia permanecer sozinho com ela em algum lugar, não quando suas feições pareciam quase explodir em teorias. Resolveu, por fim, que acompanharia Maze.
encarou a silhueta daquele que conhecia como Geralt se afastar aos poucos e pela primeira vez lhe ocorreu que foi dura demais na forma como falou com o agente horas antes, mas não era hora para pensar nisso, precisava manter o foco no que acabara de analisar.
Estava tudo muito claro, mas ao mesmo tempo confuso. Então desejou que as evidências pudessem preencher as lacunas que por hora sua mente não havia conseguido.

🧩


A divisão estava tomada por um caos incontrolável. Os Mindhunters estavam tentando a todo custo correr contra o tempo para obter resultados, teorias e até mesmo algumas respostas sobre o caso em um curto período, já que o corpo encontrado naquele balcão abandonado havia sido o de número três, fazendo-os pensar que poderia ser um caso de Serial Killer. Logo, o trabalho que teriam pela frente não seria nada fácil.
Enquanto cada um se ocupava de sua função, Kramer estava com a cabeça lotada de informações e dividia seus pensamentos entre o caso, a cena de crime que havia presenciado há poucas horas e sua preocupação com Dawson, que tinha apenas dado algumas ordens e depois se trancado em sua sala, deixando a ordem de que não falaria com ninguém e que não queria ser incomodado. Ela sabia que tinha liberdade para quebrar a regra imposta por ele se quisesse, mas não faria isso porque não seria profissional de sua parte e queria dar um tempo para o homem pensar.
passou o olhar pela sala pensando se precisava dar mais algumas ordens e constatou que não, já que quem estava ali encontrava-se fazendo exatamente o que havia sido pedido por ela e quem não estava provavelmente tinha ido a outro departamento atender às suas ordens.
Seus olhos estavam pesados, afinal, já passavam das duas horas da manhã e seu corpo estava exausto, mas não poderia se render ao cansaço. Esse caso em específico deixava claro para ela que teria que vencer todas as questões físicas e emocionais para que pudesse encontrar respostas e, com muito esforço, chegar ao responsável pelas mortes tão brutais e ao mesmo tempo cheias de algum cunho teatral.
— Vou precisar de muito mais café do que eu estava planejando — disse a si mesma ao recostar-se em uma bancada da sala enquanto apertava os olhos com as pontas dos dedos.
Kramer riu fracamente e foi tomada pela sombra de alguém à sua frente, o que a fez erguer o olhar. Geralt estava parado bem diante dela com dois copos de café na mão e estendeu um na sua direção enquanto sorriu de forma simpática.
— Não precisava — ela disse um pouco sem jeito e pegou o copo.
Tinha sido extremamente grossa e antiética com ele diante da situação na cena de crime e vê-lo ali entregando aquele café a fez se sentir culpada.
— Foi um longo dia. — Geralt deu um meio sorriso, demonstrando sinceridade.
o encarou e retribuiu o sorriso de forma simpática, pensando em como começaria o que estava prestes a falar.
— Está tudo bem — Sayers disse, dando a sensação de que conseguia ler os pensamentos da mulher.
— Na verdade, não está — Kramer disse e colocou o café na bancada para que pudesse se concentrar no que tinha para falar. — O que eu fiz foi totalmente inaceitável e antiético. Eu jamais deveria ter gritado com você daquela forma.
O homem se segurou para conter a risada, pois uma lembrança da mulher gritando com ele no passado, exatamente da mesma forma, apareceu em seus pensamentos quase como se isso tivesse acontecido há pouco tempo e não há anos.
— Eu estava errado — afirmou. — Ir para a cena do crime sem colete à prova de balas é inaceitável.
De fato, era mesmo. E mais do que ninguém tinha se julgado o suficiente por uma atitude tão idiota.
— De fato, é mesmo. — Kramer riu, apesar das palavras diretas que ecoaram exatamente os pensamentos dele. — Mas isso não justifica minha reação. Poderia ter acontecido com qualquer pessoa, já que fomos pegos completamente de surpresa na festa.
Geralt apenas assentiu.
— Bom, só queria me desculpar e dizer que eu espero ter uma boa parceria com você — afirmou e virou-se para finalmente pegar seu café.
Enquanto o homem analisava as palavras dela, a mulher aproveitou para dar um gole na bebida.
— Boa eu não sei... — Geralt disse, e pela segunda vez, deixou escapar um meio sorriso. — Mas intensa com certeza.
Os dois ficaram ali se encarando enquanto tomavam café, porque nenhum dos dois sabia muito bem o que dizer depois da conversa que tiveram. Kramer estava ainda com os pensamentos muito acelerados — apesar do cansaço — devido ao que tinha visto mais cedo, ao pensar na idade da garota que foi morta de forma tão brutal. Enquanto tentava de alguma forma criar teorias em sua cabeça que pudessem lhe dar alguma resposta mais conclusiva sobre o que eles haviam encontrado.
— Precisamos ir até o departamento de genética — Kramer disse ao pegar o celular que tinha acabado de apitar.
Geralt jogou seu copo no lixo, assim como ela, e os dois logo seguiram para a saída.
— Ela já tem os resultados? — Sayers perguntou enquanto atravessavam a porta, pensando em como havia sido rápida.
— Eu sei que parece rápido, mas já são mais de duas da manhã — a mulher explicou enquanto os dois caminhavam e apertou o botão do elevador assim que chegaram a ele. — E eu pedi para a Naomi acelerar os resultados.
— Uau! Ainda assim, ela os conseguiu em um tempo recorde, de fato — Geralt disse enquanto colocava as mãos nos bolsos. — Tenho a sensação de que não voltaremos para casa tão cedo.
— Eu também — respondeu e adentrou o elevador que tinha acabado de chegar ao andar.
Enquanto iam até o departamento, a agente recebeu uma mensagem de informando que precisava falar com ela sobre o caso e ela o respondeu pedindo que a encontrasse no lugar para onde estava indo, já que assim não precisaria ir até ele repetir tudo que escutaria de Naomi. Ao pensar na mulher, percebeu que estava extremamente ansiosa para saber os resultados, tentando criar esperanças de que seria algo que os ajudaria muito, mesmo sabendo quais eram as possibilidades considerando o que havia coletado.
Os dois colocaram suas digitais para adentrar o departamento e caminharam em direção à antessala onde a equipe da genética realizava alguns de seus trabalhos. Era o máximo que poderiam adentrar, já que o departamento era composto por uma série de laboratórios, nos quais eram tomadas medidas extremas de segurança para evitar que houvesse contaminação das amostras. Uma das regras mais rígidas era que nunca se poderia sair pela mesma porta que chegassem.
Assim que chegaram, deram de cara com uma Naomi que aparentava estar extremamente disposta, algo que deixou com um pouco de inveja já que ela estava um caco.
— Você parece ótima — comentou com um sorriso no rosto.
— Eu só posso concordar — Sayers disse rindo.
Naomi riu e aproximou-se dos dois.
— Meu departamento é extremamente essencial, preciso estar — a mulher afirmou e fez sinal para que os dois se aproximassem mais dela enquanto pegava uma pasta na mão. — Os resultados são ótimos para o assassino, péssimos para nós.
O agente cerrou os punhos, enquanto Kramer se manteve com a mesma expressão e pegou os papéis entregues pela parceira.
— O conteúdo é sangue — Naomi explicou. — E ele pertence à vítima.
— Vejo que cheguei na hora da má notícia — disse adentrando o local, o que chamou a atenção de todos. — Exatamente como eu havia previsto após ler o relatório.
Kramer fechou a pasta que estava em sua mão e se aproximou de , enquanto e Naomi apenas encaravam.
— Se você chegou a alguma conclusão que não colocamos no relatório, eu preciso que me fale — pediu.
riu fracamente.
— Eu preciso ir até a cena de crime — ele afirmou, fazendo com que a mulher franzisse o cenho em confusão.
— Por quê? — Kramer perguntou intrigada.
— Porque eu preciso estar no lugar dele para compreender.


Capítulo 3

O corpo da garota tremia violentamente. Em toda a sua vida, jamais havia se imaginado exposta daquela forma e por mais jovem que fosse, tinha certeza de que, se escapasse daquele lugar, aquela experiência jamais seria esquecida.
Lágrimas silenciosas escorriam por suas bochechas. Sua boca pressionava os lábios uma vez ou outra enquanto ela tentava engolir o choro, mas sabia que era impossível. Não havia como controlá-lo, não quando o pavor estava presente em cada poro de seu corpo.
Era verão em Baltimore e aquele local não possuía nenhum sistema de climatização, então o ar deveria trazer uma sensação de calor intenso, um abafamento que dificultaria sua respiração, no entanto, a jovem sentia o completo oposto. Somado ao medo, vinha aquele frio congelante que se acentuava devido à sua nudez.
Abraçando as próprias pernas, seus cabelos ensopados traziam um sentimento incômodo às suas costas, mas não era bem isso e muito menos o sabão em todo o seu corpo que fazia com que o choro da garota nunca cessasse.
— Não está gostando do banho relaxante, querida? — A voz fez com que todos os seus músculos se retesassem e uma postura de alerta tomasse conta de si.
Sua boca tremeu ainda mais, a língua percorreu seus dentes e por mais que tentasse encontrar a própria voz para emitir uma resposta, não conseguia. Sua voz havia se esgotado e a garganta protestava a cada segundo pelos gritos dolorosos que a garota tinha soltado até atingir o limite. Então ela mordeu sua própria língua, usando de tanta força que acabou grunhindo e sentindo gosto de sangue.
Um movimento ao seu lado fez com que arregalasse os olhos, mas, ao contrário do que imaginava, a figura ali presente não esboçou nenhuma expressão enérgica de descontentamento, muito pelo contrário.
— Sh… Apenas relaxe — disse em tom calmo, erguendo a mão e fazendo com que mais uma ação reflexa acontecesse. Podia jurar que seria punida de alguma forma, então ela se encolheu, esperando por uma dor que nunca veio.
Com espanto, a jovem de longos cabelos castanhos percebeu que na mão erguida havia uma esponja macia, que logo se afundou na água à sua volta na banheira, então veio com gentileza até seus ombros.
Ofegou de surpresa e observou assustada quando seus cabelos foram levados para um lado só, deixando livre as costas dela para que a esponja tomasse sua pele, acariciando-a de um jeito cuidadoso de uma maneira realmente bizarra.
Aquilo não a tranquilizou, por mais que tivessem lhe dito para relaxar.
Algo dentro dela não apenas sabia como tinha certeza de que por trás da calmaria alguma coisa muito pior lhe aguardava. Afinal, havia sido escolhida e as escolhidas nunca mais retornavam ao cativeiro.


🧩


não precisava que os resultados da pesquisa de sangue lhe fossem ditos para que chegasse à mesma conclusão que a inteligente agente Naomi Stoner. Era uma coisa muito interessante o que acontecia com a sua mente quando focava todos os seus pensamentos em analisar as evidências e deixar que elas falassem por si mesmas.
Na grande maioria das vezes, a história do crime estava inteira ali, bastava que seus olhos treinados se atentassem aos detalhes. Cada peça contribuía para que seus personagens fossem apresentados e um a um eles acabavam se revelando. Isso, obviamente, incluía os suspeitos.
O psiquiatra sabia que a assinatura de quem havia cometido aquele delito estava bem ali, mas analisar fotos tiradas por seus colegas não tinha o mesmo efeito que estar ali, vivenciando de uma certa forma enquanto os passos do assassino se reconstituíam em sua mente.
Ele tentou manter a forma descontraída com a qual se comportava normalmente, mas a seriedade era um tanto inevitável em momentos como aquele. precisava se concentrar inteiramente em seus instintos e embora trocasse algumas palavras com durante todo o trajeto até o local de crime, a partir do momento em que a porta do carro fosse aberta e ele pisasse o mesmo solo onde havia passado o assassino, ele era o Dr. .
Algumas pessoas não compreendiam ao certo e até desconfiavam dos métodos que o psiquiatra utilizava em suas análises, no entanto, seu histórico praticamente impecável comprovava que ele sabia perfeitamente o que estava fazendo. Certamente, os mesmos que lhe dirigiam críticas não compreendiam de fato o verdadeiro papel da psiquiatria forense na resolução de casos.
permanecia em silêncio como sempre fazia em momentos como aquele. Primeiro porque queria dar espaço para o parceiro, já que tinha plena consciência de que o que ele fazia provavelmente não era fácil e segundo pelo simples fato de que ela mesma precisava pensar e repassar algumas coisas. Desde que havia presenciado a cena mais cedo, só conseguia se concentrar em tentar ao máximo achar alguma resposta para tudo o que tinha visto. E, acima de tudo, também queria se preparar para estar naquele lugar pela segunda vez em poucas horas.
respirou fundo antes de passar pela faixa zebrada que bloqueava a entrada do local. Seus olhos de imediato foram para o rastro de sangue com uma alteração curiosa, mas aquilo não era exatamente uma novidade, já que o homem havia visto nas fotos que haviam sido tiradas pelos agentes.
Concentrando-se o máximo que pôde, até fechou seus olhos, normalizando a respiração enquanto seus ouvidos se atentavam aos sons do ambiente. Quem o visse de fora, poderia até mesmo achar que estava maluco, mas era exatamente daquela forma que trabalhava. Como se assim percebesse com mais clareza a história a ser contada.
Seu subconsciente ainda detectava a presença de bem ali, no entanto, ele não se focou nela naquele momento, fechando-se em sua bolha particular, e quando sentiu que estava pronto, voltou a abrir os olhos, encarando tudo ao seu redor e vendo a narrativa começar a se desenrolar em sua mente.
Com passos lentos, o psiquiatra caminhou até o local exato onde havia sido encontrado o corpo da jovem. Seu cérebro projetava a imagem perfeita da garota, deitada de barriga para cima, com seus olhos abertos e apavorados. Os olhos de percorreram o corpo dela, registrando o abdômen exposto e as pernas tortas, então franziu seu cenho levemente e limpou a garganta antes que as palavras começassem a fluir de seus lábios, descrevendo o passo a passo como se estivesse em alguma espécie de transe.
— Escolhi este galpão por ser abandonado em um ponto da cidade onde não há câmeras nas ruas que possam denunciar como cheguei até aqui. Meu veículo era um carro popular, assim conseguiria passar despercebido pelas outras pessoas e não seria parado por nenhuma inconveniência. Devia ser amigável, assim não levantaria suspeitas quanto ao que carregava em meu porta-malas. Minha vítima não foi trazida até aqui com vida, talvez chamasse muita atenção deixá-la onde o verdadeiro crime ocorreu ou quem sabe meu intuito desde o começo era desová-la exatamente neste lugar.
respirou fundo, tomando fôlego e se calando ao analisar mais uma vez a expressão apavorada nos olhos da moça.
— Planejei meus passos desde o momento em que surpreendi a garota até chegar aqui. Sou conhecido por ela, mas isso não a impediria de lutar pela sua vida… Não. Eu precisei de algo para que conseguisse deixá-la completamente vulnerável a mim. Golpeá-la na cabeça estava completamente fora de questão porque, sim, eu a queria consciente. Então o que eu poderia usar? Sedativos teriam o mesmo efeito da pancada. — soltou um muxoxo, erguendo o dedo indicador e o balançando em negação. — Não. O ideal nesse caso seria a analgesia, então um opioide seria a substância perfeita para meus propósitos… Morfina, quem sabe? Heroína?
Parando mais uma vez de falar, o psiquiatra se agachou e se o corpo de fato ainda estivesse por ali, o homem ficaria a uma distância muito pouco recomendável.
— Algo me diz que conseguir a morfina seria muito mais fácil — murmurou, como se alguém tivesse sussurrado aquela informação a ele. — Perfeito. Com a dose perfeita para paralisar a minha vítima e ao mesmo tempo não lhe causar uma overdose, eu tive o cenário perfeito para que pudesse descontar toda a emoção que guardava dentro de mim. Uma, duas, dez, quinze facas? Não, talvez dezesseis como a idade dela? Comecei os movimentos calculadamente, munindo as minhas mãos com luvas que impediriam mais uma vez que eu fosse denunciado. Porém, de fato, a emoção fez com que eu me deixasse levar. Perdi todas as contas e quando dei por mim, a garota estava morta e seu estômago completamente destroçado. Mas eu não tinha tempo a perder processando isso, precisava me livrar daquele corpo.
então voltou a se colocar de pé e caminhou rapidamente até a entrada do galpão, virando-se de costas para a porta e voltando a dar passos mais lentos, refazendo o trajeto do suspeito.
— Carregar o corpo em meus braços desde o carro até o galpão não deveria ser um problema, no entanto… Espere! — Os olhos do homem então se arregalaram e ele passou a analisar todo o ambiente à sua volta, parecendo empolgado e ao mesmo tempo um tanto irritado por não ter tirado aquela conclusão antes. — Eu não fiz isso tudo sozinho! Não poderia, o alvo não era apenas meu. Quem sabe era da minha mulher? Um casal amoroso e respeitado jamais levantaria suspeitas em um carro popular. Não, o alvo era nosso.
Encarou o corpo, depois a porta, em seguida a janela.
— Precisávamos ser rápidos ou seríamos descobertos. O lugar é remoto, mas não tanto assim. Minha mulher queria posicionar o corpo de forma adequada, então eu o trouxe até ela, que o sentiu muito mais pesado do que esperava, mas não se incomodou em arrastar a jovem até o ponto que desejava. Talvez sentisse ódio da nossa vítima?
Subitamente, o psiquiatra correu na direção da janela, olhando através dela como se estivesse assustado, então negou com a cabeça.
— Escutamos algo na rua. Não, não podíamos ser pegos! Ninguém podia descobrir aquela cena ainda! Nós tínhamos um plano perfeito para aquele bisturi, mas não havia tempo. “Atire-o longe!” Foi o que meus pensamentos disseram. Eu não precisaria nem me preocupar com ele, sendo sincero, então eu atendi minha intuição e o joguei fora, olhando para minha companheira e sabendo que aquela era a hora de partirmos.
A respiração de normalizou como se a descarga de adrenalina tivesse se dissipado.
— Nós então abandonamos o galpão e eu agradeci mais uma vez pela brilhante ideia de escolhermos uma região asfaltada.
Sendo puxado de volta para a realidade, o Dr. então já não enxergava mais o corpo. Tudo havia voltado a como era antes e ele procurou os olhos de , sabendo que a agente havia ouvido cada uma de suas palavras.
A mulher o encarou com um olhar neutro, mas ao mesmo tempo impressionado e até com um pouco de apreensão pelo que ele era capaz de fazer, porém o último ela não deixou transparecer. Sabia que o agente era tão incrível quando ela havia lido em sua ficha, mas ali, diante dele, após vê-lo daquela forma, era difícil não sentir no mínimo orgulho por compartilhar o caso com ele. E pensando em todas aquelas coisas, Kramer andou lentamente para se aproximar do parceiro.
— Eu estou um pouco sem palavras. — A mulher rodou os olhos pelo local, ainda tentando compreender e quase querendo visualizar o que ele acabara de ver ali. — De um jeito bom, . — Não fez questão alguma de usar formalidades, não após ter compartilhado um momento como aquele com ele.
— Não posso dizer que não estou surpreso em causar esse tipo de efeito em algumas pessoas. — Um sorriso torto se formou nos lábios dele dado o duplo sentido em sua frase. — Mas agradeço o elogio, — completou, também usando o nome dela, já que ela mesma havia dado a deixa.
— Aí está o humor que me cativa. — Kramer abriu um sorriso sincero. — É bom ter você de volta, Dr. . E por falar nisso, eu acho que temos tudo que precisamos para voltar, certo? — Sugeriu, mas sem desviar os olhos do homem. Porque por mais que a agente tentasse negar a si mesma, ele tinha um efeito e tanto sobre ela.
— Eu nunca fui embora, Kramer. Apenas trato com seriedade os momentos em que preciso entrar na mente de pessoas como as desses casos. — Ele deu de ombros e de repente seu sorriso aumentou um pouco mais. — Mas é ótimo saber que te cativo de alguma forma. Posso dizer o mesmo de você. — Lançou uma piscadela na direção da mulher, então assentiu brevemente. — Sim, podemos voltar.
abriu um sorriso, ponderando as coisas que se passavam em sua mente naquele momento, porque por mais que fosse definitivamente afetada pelas palavras do homem, não sabia se era profissional flertar com ele daquela forma em um ambiente como aquele.
— Bom para nós dois, então — afirmou, já virando-se para ir em direção à saída, mas não sem antes virar para encarar o homem exatamente como havia feito na primeira vez em que se encontraram. — E eu diria que de muitas formas. — Correspondeu à piscadela e então finalmente seguiu seu caminho.
— Saiba que quando você quiser mostrar com mais detalhes sobre essas formas, estarei à sua inteira disposição — respondeu sem pestanejar, acompanhando-a para fora do galpão e voltando para a viatura que utilizavam, não demorando a retomar seu lugar dentro dela.
— Inteira? Bom saber! — disse e adentrou a viatura em seu devido lugar também para que pudessem retornar ao FBI.


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mal conseguia conter a empolgação que sentia. Pela primeira vez desde que havia chegado a Baltimore iria sair para beber e esquecer de trabalho ou qualquer outra coisa que exigia sua atenção, exceto é claro, pela festa na casa de seu velho amigo Dawson, mas para ela aquilo não contava, afinal tinha sido algo formal demais para o seu gosto. Pensando sobre aquilo, ela quase podia ouvir a voz dele de indignação com aquele pensamento e pegou-se rindo sozinha ao atravessar a porta do bar razoavelmente cheio.
A equipe Mindhunters tinha combinado que eles se encontrariam para algo mais informal para que pudessem comemorar a entrada dela na equipe e a mulher achou aquilo um tanto quanto animador, além de uma boa oportunidade para que pudesse conhecer todos um pouco melhor, sem que precisasse se conter demais. E claro que ela não hesitou em não só aceitar, como também ajudar a sugerir um lugar que estava doida para conhecer desde que tinha chegado à cidade.
Sendo assim, lá estava ela, desviando das pessoas que se encontravam no seu caminho em busca de sua mais nova equipe, que já poderia denominar como favorita. E como ainda não tinha avistado ninguém, caminhou tranquilamente até o bar para que pudesse começar com uma cerveja e usar aquele tempo para olhar melhor o ambiente e, claro, as pessoas que frequentavam aquele famoso bar.
Fez um sinal rápido para o garçom e disse o que queria com a mesma velocidade, logo virando-se para apreciar o que via. Desde que tinha chegado, Kramer sempre se impressionava com a quantidade de pessoas exuberantes que tinham ali, muito diferente de onde ela vinha. Todos eram muito atraentes, desde homens a mulheres, e bem… a agente gostava das opções, não poderia negar.
— Obrigada — agradeceu quando o garçom, que também não tinha uma aparência nada má, retornou com a sua bebida e saiu caminhando pelo local conforme bebericava sua cerveja.
Àquela altura provavelmente já estaria frustrada por não achar os companheiros, mas seu humor estava tão nas alturas que ela nem se importou. Continuou caminhando e sentiu seus olhos queimarem quando eles recaíram sobre Maze Griffin. A bela mulher encontrava-se escorada a um pilar que ficava bem no centro do bar, próximo à pista de dança. Por mais que a agente tenha se esforçado para não demonstrar o quanto aquela cena a tinha gerado interesse, acabou mordendo o lábio involuntariamente.
A passos leves enquanto dava mais um gole em sua bebida, caminhou até lá.
Maze não tardou a perceber o olhar de Kramer sobre ela, dirigindo seus olhos para e umedecendo seus lábios ao notar também que a proximidade entre as duas diminuía a cada segundo.
— Agente Kramer, como é bom vê-la por aqui. Quase pensei que ia nos dar o bolo hoje — Griffin se pronunciou quando estava perto o suficiente, então bebericou um pouco de sua bebida sem desviar seu olhar um minuto sequer.
— E perder a oportunidade de estar na sua presença? — Esboçou um sorriso largo com os olhos fixados aos da mulher. — Não mesmo! — Levou a cerveja até os lábios e dessa vez o gole foi longo.
— Não nego que é uma delícia te ouvir dizendo isso, mas a estrela dessa noite é você. — Piscou, então inclinou a cabeça para o lado, indicando que ela a seguisse. — Vem comigo. Estão todos ansiosos pra te ver fora daqueles terninhos horríveis. — Soltou uma risada e levou sua mão livre até a de , entrelaçando seus dedos aos dela e a puxando até uma das mesas onde de fato o restante da equipe a esperava. O que Maze estava fazendo sozinha no bar até aquele momento? Ninguém saberia.
— Eu não me importaria nem um pouco de dividir o brilho com você — soltou enquanto acompanhava a mulher, aproveitando para passar os olhos por ela. Maze encontrava-se com uma roupa preta toda em couro e ela não se preocupou nem um pouco em conter os pensamentos ao concluir como a parceira estava gostosa naquela roupa. — Te garanto que sou bem melhor sem nada. — Deu uma risadinha. — Digo, sem eles.
Imediatamente, um sorriso malicioso se abriu nos lábios da agente Griffin, que parou momentaneamente para inclinar seu rosto na direção de .
— Sem eles eu já estou vendo que é — disse, descendo seu olhar por toda a extensão do corpo da mulher sem ao menos disfarçar. — Agora sem nada você vai ficar me devendo. Eu não perderia isso por nada — completou assim que seus olhos voltaram a se fixar nos dela.
— Estou contando com isso. — Deu uma piscadela para Griffin, então passou por ela, puxando-a para que continuassem o caminho até a mesa, porque de onde estava já conseguia ver a equipe reunida.
— Eu poderia te levar a um outro lugar agora mesmo para a gente fazer isso acontecer, , mas o pessoal não me perdoaria se eu te roubasse antes que diga ao menos um oi. — Maze riu mais uma vez e assim que chegaram à mesa dos Mindhunters, a mulher se colocou um pouco para trás de Kramer, sabendo bem que as atenções se voltariam para ela. — E finalmente chegou quem vocês tanto queriam!
, que arrumava seu copo perfeitamente alinhado ao descanso, ergueu seu olhar para as duas, abrindo um largo sorriso para a nova integrante da equipe.
— Agente Kramer! Ótimo ver você por aqui. Espero que a gente possa começar de novo. — Fez uma careta ao lembrar do primeiro episódio, mas logo esta se desfez de novo para manter a expressão receptiva.
— É um prazer te ver também, . Claro, podemos sim — respondeu sorrindo, demonstrando que não existia nenhum remorso por parte dela. Então, para provar as verdades em suas palavras, caminhou até o homem e inclinou-se, levando seu rosto até o dele, depositando um beijo ali. — E pode me chamar de . — Sorriu de forma simpática.
— Perfeito, — frisou o apelido dela, aumentando seu sorriso, aprovando o momentâneo contato físico com a colega de trabalho. — Assim eu posso te alertar que esses aí estão doidos para te embebedar hoje — soltou com uma risada.
— Obrigada, por me avisar — disse e afastou-se para então caminhar em direção a Naomi, que se encontrava próxima à mesa, completamente distraída com sua bebida em mãos. — E acho fofo você pensar que sou apenas uma carne nova inocente em meio a todos esses leões. — Riu de seu próprio comentário, então virou-se para chamar a atenção da colega.
— Olha só, achei que não viria mais! — Naomi comentou, ao dar-se conta da proximidade da agente e não se demorou em abraçá-la. — Será que vou ter a oportunidade de conhecer uma selvagem, que eu sei que mora em algum lugar aí dentro? — brincou ao soltá-la, esboçando em seu rosto o quanto estava feliz por tê-la ali.
— Parece que estou cheia de propostas bem tentadoras hoje, hum? — a mulher comentou de forma retórica, e então seus olhos recaíram sobre alguém que ela tinha desejado o dia todo que estivesse lá.
, que esteve o tempo todo observando a mulher de forma um tanto silenciosa, sentado do outro lado da mesa, largou seu copo sobre ela, então lhe lançou um sorriso ao notar os olhos de sobre si.
— Você não faz ideia, . — Umedeceu os lábios. — Não se deixe enganar pela cara de santo do , não. Ele só estava testando se você é do tipo caçadora ou presa.
se esforçou o máximo que conseguiu para não deixar transparecer o quanto aquilo a tinha afetado, mas acabou engolindo a seco com as palavras dele. Então recaiu seu olhar sobre , que trocou um olhar breve e cúmplice com antes de retribuir o da mulher.
— Eu adoro trocar de personagem — brincou e fez uma pausa para dar um último gole em sua cerveja, antes de colocar a garrafa sobre a mesa. — Então eu deixo você escolher, mas não abusa. — Piscou para ele com um sorriso estampado nos lábios.
— Gostei de você — respondeu, deixando uma expressão um tanto maliciosa tomar suas feições. — E algo me diz que ser sua presa seria bem mais interessante.
— E esse é o que eu conheço — comentou, soltando uma risada rouca e puxando uma cadeira para que Maze se sentasse ao seu lado. — Estou surpreso que você não nos deixou ainda por alguém, Griffin.
— E perder o comitê de boas-vindas à nossa ? Até parece que você não me conhece, meu bem. — Riu junto a ele.
— Desse jeito vou até ficar me achando — comentou rindo ao observar a conversa entre eles. — Aliás, alguém sabe do Geralt? — perguntou ao se dar conta de que ele era o único que não se encontrava ali.
Por mais que a agente não tivesse começado com o pé direito com o homem, tinha gostado do momento que os dois compartilharam quando voltaram da cena e o queria ali porque também fazia parte da equipe. Então considerou que o mínimo era perguntar sobre o paradeiro dele.
— Ficou em casa se recuperando. Ouvi dizer que ele tomou um fora daqueles na ação de ontem — respondeu, soltando uma risadinha que foi compartilhada por Maze. — Quer dizer… Não. Vou falar sério agora.
— Você é péssimo, cara — comentou sem conseguir controlar o riso também.
— Enfim, não. É mais sem graça, ele está numa missão — se corrigiu, mas o estrago estava feito porque os outros voltaram a rir junto dele.
— Só posso concordar com o disse rindo. — Você não vale nada, Dr. — fez questão de frisar as formalidades só para deixar claro que aquilo não se tratava apenas sobre o que eles estavam falando.
— Eu nunca disse que valia mesmo — o psiquiatra respondeu, abrindo seu melhor sorriso sacana.
— Parece que eu cheguei na hora certa, hum? — Uma voz grossa e inesperada reverberou no ambiente.
Era Geralt.
Kramer achou ser uma puta ironia que o homem tinha aparecido bem naquele momento, então virou-se para encarar o agente e não fez questão alguma em disfarçar que estava um tanto quanto surpresa com a sua aparência. O homem vestia uma camisa social azul bem colada ao corpo, com uma calça de lavagem escura que era um pouco mais despojada.
Aos olhos dela, ele estava definitivamente gostoso.
— Mas já que ficou tão preocupado comigo, Dr. — falou e aproximou-se da mesa onde encontravam-se os Mindhunters, ficando próximo de . — Minha mais nova parceira garantiu que eu me sentisse muito melhor depois que retornamos da cena.
inclinou a cabeça levemente para trás, fingindo só ter notado a presença do colega naquele momento, então soltou mais uma risada.
— Preocupado? Puxa uma cadeira logo aí, Sayers, e pega uma cerveja — disse em um tom completamente descontraído.
Geralt abriu um sorriso, demonstrando que não tinha se ofendido. Para falar a verdade, tinha até achado engraçado o comentário do colega. Mas antes de se sentar como ele havia sugerido, cumprimentou a todos que estavam ali, deixando por último , que era praticamente a anfitriã da noite. Então escolheu uma cadeira próxima à mulher.
— Fico feliz que tenha vindo, Geralt — disse, levando seu olhar ao homem. — E eu prometo que serei bem boazinha com você dessa vez.
— Estou contando com isso. — Abriu o melhor sorriso que conseguiu e então direcionou seu olhar aos colegas. — Então, o que eu perdi?
— Só que você vai ter que entrar na fila, porque essa mulher tá com tudo — Maze comentou, abrindo um sorriso ladino na direção do homem, mas logo voltando seu olhar para . — Sinto que sou apenas eu que ressalto isso sempre, mas você está incrível, meu bem — elogiou a mulher, que sorriu com suas palavras, então se levantou. — E eu estou sem bebida. Maze sem bebida é uma Maze entediada. Vou até o bar.
Piscou e então se virou, fazendo menção de sair dali, mas sendo interrompida por .
— Vou fingir que acredito que é só para o bar que você vai. — Gargalhou porque logo em seguida a mulher lhe lançou um olhar cúmplice e seguiu seu caminho.
não conseguia conter as risadas e era inegável o quanto estava se divertindo, concluindo que teria um ano muito interessante ao lado daquela equipe. Porém, o que Maze havia dito lhe ocorreu que além de estar a tempo demais sem bebida, também estava começando a ficar entediada de ficar ali parada conversando.
— Então, quando é que vamos tirar essas bundas da cadeira e irmos todos aproveitar esse lugar interessante? — Sugeriu, esboçando seu melhor sorriso.
— Dançar? — questionou, então apontou para si mesmo e deu uma risada, negando com a cabeça. — Eu não danço, não. Deixo essa para meus outros colegas.
riu do que o colega havia dito e aquilo só lhe aguçou ainda mais, porque adorava um bom desafio. Então aproximou-se dele, já agarrando sua mão.
— Qual é, ! — Soltou de forma manhosa. — Parece que hoje eu vou ter que escolher. Eu sou a caçadora e você a presa, e eu acabei de te pegar. — Piscou, já o puxando, deixando claro que não estava brincando.
— Isso, ! — Naomi se pronunciou, depois de apenas observar por um longo tempo. — Faz ele se soltar um pouquinho, estamos todos esperando por isso — disse, deixando transparecer que aquele “todos” estava mais para um “eu”.
— E vocês também! — falou rapidamente e piscou para a parceira, como se quisesse dizer algo com aquilo.
riu um pouco mais alto, acabando por permitir que o puxasse, mas não deixou de lançar um estreitar de olhos na direção de Naomi que dizia claramente um “eu te mato”. O homem realmente não estava brincando ao dizer que não sabia dançar. Sendo bem sincero, como dançarino era um excelente legista.
— Eu espero de coração que você não se arrependa por isso, mesmo que tenha me convencido no negócio da presa — comentou assim que se viu momentaneamente sozinho com ela ao passo em que se encaminharam para a pista de dança do local.
guardou o que ele havia dito no fundo de sua mente, só para que pudesse retomar o assunto quando os dois estivessem finalmente alocados na pista. Então passou por entre as pessoas no bar — que já se encontrava muito mais cheio — enquanto puxava o perito com ela, tentando conter a empolgação.
O lugar não era muito grande, mas tinha espaço o suficiente para que eles pudessem dançar sem que ficassem encostando nas outras pessoas o tempo todo. Ela reparou um pouco no ambiente, mas não muito, porque não estava preocupada com aquilo naquele momento e, quando achou que tinha encontrado o lugar perfeito, parou, virando-se para .
— Pronto, aqui está ótimo — anunciou para que ele entendesse o motivo de ter parado repentinamente. — E você não precisa saber dançar, , porque nós sabemos muito bem que essas danças sempre acabam com um esfregar de corpos, certo? Disso, eu acho que você entende muito bem. — Piscou, deixando escapar um risinho conforme começou a dançar no ritmo da música. Nem tinha bebido muito para já estar falando aquelas coisas, mas a verdade era que nem precisava, aquele era seu jeito quando não estava vestida como “Agente Kramer”. — Ah, bom saber que gostou da ideia de ser minha presa!
ergueu a sobrancelha de leve, porém não hesitou em sua resposta.
— Tem razão. De corpos eu entendo muito bem. Até demais, eu diria. — Deu mais uma risadinha porque segundos depois se deu conta de que aquela frase havia feito uma alusão à profissão dele mesmo que não houvesse sido seu propósito. — Não vou negar que quero muito saber o que você pretende fazer com essa presa aqui, Kramer.
A mulher sorriu com a resposta do homem e o alargou ainda mais ao ver que os outros colegas tinham acabado de adentrar o espaço da pista, principalmente quando seus olhos recaíram sobre alguém em específico.
— Você está indo com muita sede ao pote, — brincou. — Olha só, parece que temos companhia. E eu diria que uma delas vai lhe agradar bastante. — Piscou para ele, ao ver que Naomi se aproximava, seguida por e Geralt.
— Estou, é? Só dancei conforme a sua música, retrucou, virando-se para olhar os colegas assim que a presença deles foi anunciada.
ficou um tanto intrigado pelo comentário da agente, mas nada argumentou sobre o assunto, apenas sorriu para os outros, tentando se mover no ritmo da música, porém sentindo-se desengonçado demais ao mesmo tempo.
Kramer notou que, pela reação do parceiro ao que havia dito, ele não tinha se tocado quando falou sobre a companhia que lhe agradaria. Então, não demorou a se aproximar de Naomi, fixando seu olhar na mulher conforma fazia isso.
— Já que, diferente de outras pessoas, eu não gosto de perder tempo — começou a dizer enquanto encarava a mulher. — Aceita dançar comigo, Naomi? — Abriu um belo sorriso, ao passo em que dividiu seu olhar entre os três homens ali presentes, mas o fixou melhor em . — Os meninos podem se juntar, se quiserem, é claro!
A forma como fez aquilo arrancou um sorriso de Geralt, porque algumas lembranças sobre a mulher percorreram sua mente.
tentou disfarçar a expressão de completa confusão com o comentário de , afinal, ela tinha acabado de falar sobre ter sede demais e depois ele estava perdendo tempo? Deu risada por fim, balançando a cabeça em negação e não tendo do que reclamar ao ver as duas mulheres dançando juntas.
Sendo sincero, ele nunca havia parado para olhar Naomi, afinal de contas, os dois eram amigos há alguns anos, mas naquele momento não conseguiu evitar pensar no quanto a mulher também era atraente.
Ao lado dele, mantinha também o seu olhar fixo nas duas mulheres, mas não permaneceu daquela forma por muito tempo. Na verdade, ele nem precisaria de convite.
— Ficar olhando com cara de boboca não faz muito o meu estilo. — Sorriu de canto, se unindo às duas mulheres na dança. Era óbvio que não perderia aquilo por nada.
E como se um ímã tivesse a puxado para aquele local da pista, de repente, uma Maze voltou para junto de sua equipe, sem nenhuma bebida nas mãos e com sua melhor expressão sacana.
— Começaram a festa de verdade sem mim? Assim eu fico triste.
— Fica tranquila, Maze. Nós acabamos de começar — Geralt respondeu rindo, enquanto apenas observava o que acontecia ali. Por mais que estivesse se divertindo e gostando de ver a forma como também estava, era estranho para ele se juntar a ela daquela forma, considerando todas as coisas. Então apenas se manteve dançando ao ritmo da música conforme dava alguns goles em sua bebida.
— Eu nunca começaria sem a minha dançarina favorita. — virou o rosto na direção da mulher, dando uma piscadela para ela. — E você, , será que vou ter que te puxar de novo? — perguntou ao ver o perito com os olhos fixados a ela e Naomi, que agora encontravam-se dançando com também, algo que ela adorou, a propósito. Meio embasbacado, ainda assim se aproximou do grupo, não sabendo muito bem o que fazer com o corpo, mas confiando que uma hora ou outra acabaria descobrindo.
— Acho bom mesmo. — Maze estreitou os olhos, mas acabou sorrindo por fim, porém em vez de se direcionar ao grupo, como havia feito menção de fazer, preferiu dar um pouco de atenção ao agente Sayers, sério demais para o gosto dela. — Vamos lá, Geralt. Se você desfizer um pouquinho a cara de deslocado, aposto que vamos nos divertir bastante. — Sorriu mais um pouco na direção dele, movimentando seu corpo no ritmo da música.
— Estou começando a achar que estou dando liberdade demais para vocês — respondeu rindo, mas entrou na brincadeira e começou a dançar com a mulher.
— Continua assim. Pode ter certeza de que você vai gostar — Maze retrucou prontamente.
estava se divertindo como nunca e foi pensando nisso que começou a dançar com ainda mais vontade ao ritmo da música, ao passo em que levou suas mãos até as de , trazendo-as para a cintura de Naomi para que os três ficassem no mesmo ritmo, de modo que esfregou seu corpo em , já que ele se encontrava em perfeita sintonia com ela. Apertou as mãos do homem contra a cintura da mulher e movimentou um pouco para que pudessem sentir as curvas dela, que sorriu com o gesto.
, por sua vez, não poderia negar que havia gostado daquilo. Nunca havia se imaginado numa situação como aquela, não com Naomi, mas tocar a mulher daquele jeito certamente despertou nele um misto de sensações interessantes das quais ele não estava nem um pouco afim de abrir mão naquele momento, muito pelo contrário. havia induzido o gesto, no entanto, conforme a dança ia acontecendo, ele mesmo passou então a apertar a cintura de Naomi, cedendo cada vez mais ao impulso de puxá-la para si.
Por mais que Kramer estivesse adorando aquela pegação toda, suas intenções para aquela noite eram outras e como já tinha conseguido cumprir com seu objetivo — por hora —, deu uma piscadela na direção da parceira, que também serviu para o legista, e soltou a mão dele. Então virou-se para aquele com quem ela tinha esperado todo aquele tempo para dançar e seus olhos encontraram os de . O homem então tombou um pouco a cabeça de lado, tratando de imediatamente colar seu corpo ao dela.
— Achei que teria uma disputa mais acirrada com os leões antes de conseguir a sua atenção, — disse com seu típico sorriso estampado nos lábios.
A mulher escutou atentamente o que ele havia dito e sorriu em resposta, sem demorar a levar os braços ao pescoço do homem.
— Não essa noite, Dr. . — Olhou bem no fundo de seus olhos. — Eu esperei o dia todo, nem ferrando que ia adiar ainda mais. — Não fez questão alguma de esconder o que se passava dentro dela, afinal não havia tido pudor algum desde que tinha chegado e não ia ser perto daquele homem que decidiria ter.
, por sua vez, também não escondeu seu contentamento em ouvir aquela resposta. Suas mãos foram para a cintura de , acariciando de um jeito um tanto mais lento do que ele realmente desejava, oscilando seu olhar para os lábios da mulher e umedecendo os seus.
— É bom saber que, mais uma vez, estamos na mesma situação — respondeu, encarando novamente os olhos da agente.
Ela queria muito responder ao que ele havia dito, mas preferiu levar as mãos até os cabelos do homem primeiro, onde embrenhou os dedos em seus fios cacheados. Sem hesitação nenhuma, levou sua boca para próximo da orelha dele, o que permitiu que ela sentisse o perfume gostoso que ele usava.
— Você não faz ideia do quanto — soprou e se movimentou para que seu corpo roçasse no dele. soltou o ar de forma sonora com aquilo, sentindo-se em um nível de excitação que já estava prestes a ultrapassar meras provocações em lugares públicos.
— Ah, é? E o que você acha de a gente sair daqui para você me mostrar? — convidou, levando seus lábios na direção dos dela e os roçando a ponto de quase beijá-la ali mesmo.
— Estamos esperando o quê? — O respondeu com uma pergunta e não se conteve em passar a ponta de sua língua nos lábios de só para que pudesse sentir o gosto dele antes que saíssem dali o mais rápido possível.
— Apenas o momento certo. — Piscou para a mulher assim que ela afastou seu rosto do dele. havia sentido a provocação dela lhe atingir em cheio e não precisava de mais nada para que unisse sua mão à de para que ambos saíssem logo daquele lugar sem nem ao menos se darem o trabalho de se despedirem dos outros. Certamente, estavam todos muito bem entretidos no momento.
Ele não fazia ideia de como ou até mesmo para onde os dois iriam. Sinceramente, não estava exatamente muito focado naquilo no momento. A sensação da língua de em sua boca ainda permanecia muito vívida. E foi por isso que no exato momento em que ambos se viram fora do estabelecimento, o homem não conteve o impulso de parar de andar para puxar a agente pela cintura, levar uma das mãos até a nuca da mulher e grudar seus lábios aos dela com urgência.
sem demora correspondeu ao beijo aumentando o ritmo. Então levou suas mãos às costas dele, onde conseguia sentir os músculos por baixo da camisa, e o apertou contra o seu corpo com vontade. Era inegável que estava esperando por aquilo tanto quanto ele parecia estar e o fato de ter perdido completamente o controle ao encostar a língua na boca dele quando ainda estavam dentro do bar só tinha aumentado ainda mais sua expectativa.
Correu as mãos de uma forma que pudesse sentir cada vez mais aquele homem gostoso e brincou com a língua dele conforme se beijavam, colocando entre seus lábios e a chupando com vontade. Por um momento, considerou que ainda estavam em público, mas logo o pensamento foi desviado quando pressionou seu corpo ainda mais contra o dele, tamanha era sua excitação ao beijar .
esboçou um sorriso entre o beijo, aprovando a sensação de tê-la pressionada contra si, fazendo questão de aumentar seu aperto na cintura dela, mas deslizando a mão um pouco mais para baixo, alcançando seu quadril e apalpando a bunda da mulher. Mais um pouco e ele esqueceria definitivamente que ambos estavam no meio da rua, porém tinha certeza de que poderiam fazer muito mais quando estivessem completamente sozinhos. Por isso, o homem fez questão de sugar o lábio inferior de , prendendo-o levemente entre seus dentes antes de interromper o beijo.
— Eu precisava fazer isso antes de qualquer outra coisa. Agora é você quem manda, Kramer. Para onde você quer ir? — Questionou, encarando a mulher e quase não conseguindo resistir novamente ao ver os lábios dela levemente vermelhos.
— Você não acha que é castigo demais me fazer decidir depois de me agarrar desse jeito? — Perguntou ao deixar escapar um sorriso. — Não é como se eu estivesse em condições de decidir. — E, em um impulso, aproximou-se mais um pouco dele para que seus lábios ficassem próximos mais uma vez. — Mas eu aceito qualquer lugar em que a gente possa foder a noite toda, . — Pelas suas palavras, teve a confirmação de que tinha perdido qualquer controle.
— Sabe o que é castigo mesmo? O fato de eu ter ficado o dia inteiro pensando em te foder — respondeu mais uma vez contendo o impulso de voltar a agarrá-la ali mesmo. — E eu consigo imaginar vários lugares onde podemos fazer isso, mas vou te levar para o melhor deles. — Então mesmo contra a sua vontade, voltou a conduzir a mulher pela mão, percorrendo o estacionamento e não demorando a encontrar o próprio carro. Provavelmente havia vindo com o dela, mas não pensariam naquilo por hora, havia assuntos muito mais importantes a serem resolvidos no momento.
abriu a porta do carona para que a mulher entrasse, então deu a volta e logo tratou de ir para o seu lugar no banco do motorista. Seus olhos mais uma vez se demoraram na agente e ele levou as mãos ao volante com força após dar partida, querendo apertar outra coisa para falar a verdade.
mordeu os lábios ao ver a forma como ele segurava o volante e apertou suas pernas fazendo com que sua pele roçasse uma na outra, já que estava de vestido. E sabendo exatamente o efeito que aquilo provavelmente causaria em , ela levou sua mão esquerda até a coxa do homem e fez um carinho de leve com os dedos para então espalmá-la e ficar a movimentando bem próxima à sua virilha.
— Você não me disse para onde estamos indo. — Sua voz saiu baixa e ela recostou a cabeça no banco do carro, mas manteve o rosto de lado para que pudesse olhá-lo.
O olhar de automaticamente foi em direção à mão da mulher, acompanhando o movimento até que ele se deu conta de que havia ficado calado por mais tempo do que o recomendado para manter uma conversa fluída, fora que seus olhos deveriam estar focados na direção.
Passando a língua pelos lábios e negando com a cabeça, ele colocou uma música qualquer para tocar no rádio e só então se voltou para .
— É claro que eu disse. Nós vamos para o melhor lugar, mais conhecido como apartamento do Dr. . — Então mais uma vez desviou seu olhar da agente para que pudesse prestar atenção para onde iam.
Ela até teria soltado uma gargalhada, se não estivesse concentrada demais em sua mão que se aproximava cada vez mais da virilha dele e em alguns momentos trocava o carinho, acariciando apenas com a ponta dos dedos.
— Você é muito convencido mesmo, Dr. — disse baixo, enquanto ainda o encarava, vendo o exato momento em que o homem exalou baixo, se contendo para não fechar os olhos e se deixar levar pela carícia dela.
— Convencido? Não. Sou apenas realista — respondeu, girando o volante de leve para que o carro virasse à direita.
A agente ponderou o que iria fazer enquanto o escutava ser ainda mais convencido e então desceu sua mão um pouco mais, quase encostando no pau de por cima da calça, mas em uma gesto rápido ela voltou-a para a coxa do homem, onde apertou de leve e deixou transparecer um sorriso sacana, porque sabia que a expectativa havia sido criada.
— Se você está dizendo. — Deu de ombros, só porque contrariá-lo era divertido e fazer joguinhos em momentos como aquele era o passatempo favorito de Kramer.
— Eu ia dizer que você vai ver por si mesma, mas duvido que vá dar tempo de parar pra observar qualquer coisa se você continuar essa brincadeira aí — disse em meio a uma risada rouca que demonstrava o quanto ele estava afetado por aquilo.
E apenas para reforçar que a agente realmente brincava com fogo, ele retirou uma de suas mãos do volante, colocando-a por cima da de e levando-a voltar a tocar seu pau por cima da calça, fazendo um pouco de pressão ali para que ela sentisse bem como ele estava duro. Em resposta, a mulher abriu um sorriso largo ao senti-lo daquela forma em suas mãos e, em um impulso — que ela não fez questão alguma de controlar —, inclinou-se no banco e aproximou seus lábios do ouvido de .
— De que brincadeira exatamente você está falando, Dr. ? — Apertou o pau dele com um pouco de força, quase deixando escapar um grunhido por imaginá-lo dentro dela.
— Essa de testar quanto tempo eu aguento sem parar o carro para te foder aqui mesmo — ele respondeu prontamente, pressionando os lábios um no outro logo depois, subindo os dedos de sua mão devagar pelo pulso de , adorando sentir ela tocá-lo com mais intensidade e até ameaçando mover o quadril na direção da mão da mulher.
Ela deixou escapar uma risada nasalada e afastou-se ao passo em que retirou sua mão também.
— Eu confesso que a proposta é bem tentadora. — Estalou a língua, sabendo que estava mexendo com fogo, mas nem se importava. — Mas eu quero te deixar imaginar mais um pouquinho como vai ser me foder bem gostoso — frisou a palavra e então virou-se para encará-lo só porque queria saber o quanto suas palavras tinham afetado o homem.
conteve um grunhido de protesto e como a mulher havia afastado a mão dele com o gesto, voltou a colocá-la sobre o volante, percebendo que não faltava muito tempo para que chegassem ao prédio onde ele morava.
— Você quer dizer um pouquinho mais além do dia inteiro? Percebi quando te vi que você é do tipo que adora torturar mesmo, agente Kramer. — Soltou um risinho.
— Eu? — Kramer fez um biquinho, como se existisse alguma inocência nela. — Você ainda não viu nada. — Deu uma piscadela na direção do homem, porque estava adorando escutar aquelas coisas. Afinal, o tinha achado um gostoso desde o dia em que foi apresentada a ele.
— Me mostre então. — Piscou para ela de volta, mal podendo esperar para ser levado ao limite por uma mulher como aquela.
— Falta tanto assim, ainda? — Acabou soltando o questionamento que estava em sua cabeça, porque já não estava quase se aguentando mais.
virou mais uma esquina, avistando seu prédio logo no final da rua e soltou uma risada pelo tom de impaciência de .
— Ah, falta sim. Uma meia hora mais ou menos — mentiu apenas para ver qual seria a reação dela.
— Puta que pariu! — Kramer exclamou, porque se tivesse que esperar mais trinta minutos para foder com aquele homem, com certeza ela iria perder completamente o controle e qualquer resquício de responsabilidade que deveria ter para não ser presa por atentado ao pudor. — Se eu soubesse, teríamos continuado lá no bar mesmo — provocou, soltando uma risadinha mesmo que fosse verdade.
Sem conseguir se conter, soltou uma gargalhada porque era exatamente aquela reação que ele estava esperando, então lançou um olhar travesso na direção dela.
— Por mais que eu goste da adrenalina de uma foda em público, eu tenho certeza de que não ia ser nada bonito dois agentes do FBI estampando as manchetes dos jornais. — Então desceu uma mão do volante e levou até a coxa de como quem não queria nada, fazendo desenhos abstratos ali com a ponta dos dedos. — Chegamos. — Abriu um sorriso de canto, parando na frente da garagem do prédio.
Precisaria pegar o controle do portão e fez questão de passar a mão pela perna de até onde pôde antes de retirá-la para tomar o objeto, vendo a mulher arfar. Assim que o portão se abriu então, ele voltou a acelerar para que chegassem ao andar correto. Parou na vaga destinada e voltou seu olhar para a agente ao se livrar do cinto de segurança.
— Você vai querer ainda o lugar público ou podemos subir para o meu apartamento? — Brincou, rindo mais uma vez.
— Se eu não tivesse tanto apreço pelo Dawson, eu até me arriscaria a sair nas manchetes por uma foda com você, Dr. . — Kramer deixou escapar uma risada ao pensar naquilo. — Vamos logo, para de me torturar — disse, virou-se para abrir a porta e saiu o mais rápido que pode.
— É você a amante de uma tortura aqui, Kramer — o homem retrucou antes de também sair do carro, certificando-se de que tinha pegado o cartão de acesso ao prédio. Imaginou qual seria a reação da agente se de repente ele esquecesse daquele detalhe e o pensamento fez com que ele sentisse vontade de rir mais uma vez.
Deu a volta no carro, seguindo na direção de e indicando que o acesso ao elevador e às escadas era para o lado onde ela estava.
Assim que chegaram ao elevador, deu espaço para que a mulher entrasse na sua frente, então acionou o botão que os levaria até a cobertura do prédio. Ser um psiquiatra do FBI lhe trazia algumas vantagens e ele não podia negar que gostava de esbanjar cada uma delas. As portas se fecharam, então sentiram a leve pressão de que o objeto começava a se mover e se encostando a uma das paredes, não conteve e muito menos fez questão de disfarçar a encarada em cada pedaço do corpo de Kramer. Dizer que ela era gostosa definitivamente era muito pouco.
estava começando a sentir os pés doerem um pouco devido à sandália que estava usando e achou que seria apropriado, naquele momento, abaixar-se para tirá-las. Então, percebendo os olhos de sobre ela, caminhou um pouco mais para perto dele, ficando levemente à sua frente e inclinou-se para que pudesse abrir o fecho da primeira. Não podia negar que adorava uma provocação e com certeza não ia deixar aquilo passar.
— Parece que a colocação que você usou encaixa perfeitamente — disse, referindo-se à forma que ele a tinha chamando de amante da tortura antes que entrassem no elevador. Após tirar uma sandália, se direcionou à outra.
É claro que ele não deixou de acompanhar os movimentos atentamente, até inclinando um pouco a cabeça para o lado, a fim de apreciar melhor a bunda de perigosamente empinada enquanto ela tirava as sandálias. Certamente, aquele era o tipo de objeto também planejado com o simples objetivo de deixar o cara louco, foi o que o psiquiatra pensou.
— Encaixa sim, encaixa bastante — murmurou, passando a língua pelos lábios.
riu com a forma que a respondeu e decidiu não ser tão malvada, então terminou de tirar a outra sandália e virou-se para o homem com uma forma de olhar em que seus olhos pareciam ferver. Se aproximou o suficiente para que seu corpo ficasse colado ao dele e, sem hesitação alguma, levou sua mão ao pau dele como tinha feito no carro e ficou na ponta dos pés para que sua boca ficasse próxima a dele.
— Encaixa mesmo? — Soprou contra os lábios de , sem tirar os olhos do psiquiatra e apertou sua mão contra a ele, que imediatamente deixou um grunhido baixo escapar, sentindo que o gesto dela fez seu pau ficar ainda mais duro de excitação.
— Ah, encaixa. — Então sem cerimônia espalmou suas duas mãos na bunda da mulher e a apertou do mesmo jeito que havia feito com ele. — Encaixa todinho.
Kramer abriu um sorriso com o que ele havia feito e mesmo sabendo que já estavam quase lá, não resistiu em atacar os lábios de . Naquele momento, já nem sabia mais se conseguiria provocá-lo como havia planejado, porque aquele homem era tão deliciosamente tentador que ela só queria se jogar de uma vez aos encantos dele. E ao passo em que aumentou o ritmo do beijo entre eles, brincando com a língua do homem de uma forma torturante, ela também apertou o pau dele com mais força. Não podia negar, estava louca para senti-lo por inteiro.
Ele retribuiu as carícias da língua dela com intensidade, pressionando a bunda da mulher contra si a um ponto em que ela só não ficou mais colada a ele porque suas mãos brincavam mais uma vez daquele jeito perigoso com seu pau. não conseguia deixar de desejar se livrar das calças ali mesmo, pouco se lixando para as câmeras que ele sabia bem que existiam dentro do elevador. Com certeza o vigia que não ia reclamar, certo?
E apenas naquele momento percebeu que o elevador já havia chegado ao andar solicitado.
A vantagem de morar na cobertura do prédio era que ele não precisava se preocupar com nenhum vizinho, afinal, o andar era todo seu e o elevador dava direto em seu apartamento. então desceu suas mãos até as coxas de e tomou impulso para que a mulher enlaçasse suas pernas na cintura dele, assim os dois não precisariam mais se afastar para que ele percorresse o caminho até a sala.
Sem conseguir se controlar para que chegassem até o quarto, no entanto, foi em direção ao grande sofá, sentando-se ali com Kramer no colo, tudo isso sem interromper o beijo uma única vez. A mulher levou as mãos até os cabelos dele e puxou com vontade conforme o beijava com intensidade, então aproveitou que estava no colo daquele homem delicioso e rebolou com gosto, ao passo em que colocou o lábio dele entre seus dentes e mordeu com vontade. Àquela altura, nem se importava se seu gesto um pouco mais bruto pudesse machucá-lo de alguma forma e nem poderia ser culpada por isso, não era como se fosse possível se controlar.
Kramer já estava pingando de tesão, ele conseguia sentir isso a cada rebolada que a agente dava em seu colo.
soltou uma exclamação de prazer, aprovando a dor que a mordida dela em seus lábios causava. Em resposta, ele voltou a tocar a bunda dela, aumentando a fricção entre seus quadris ao pressioná-la contra si, mas não se deteve ali, fazendo questão de escorregar seus dedos até a barra do vestido e puxá-lo para cima até que a peça estivesse longe do corpo de .
Interrompeu o beijo então para lançar um olhar ardente de tesão, adorando constatar que ela não usava sutiã, então levou uma das mãos até as costas de , fazendo com que a mulher se inclinasse um pouco sobre seu colo, se expondo ainda mais para que ele pudesse se curvar e, fixando seus olhos nos dela, tocar um de seus seios com a boca.
Sob seu olhar atento a cada reação, o lambeu devagar, rodeando a auréola para depois sugá-la enquanto segurava Kramer com firmeza. Cada ação dele acabava também se voltando contra si próprio porque sentir o gosto daquela mulher em sua boca estava quase lhe deixando louco, fazendo com que seu pau pulsasse dentro das calças e, demonstrando um pouco desse descontrole, ele passou a chupar o seio dela com um pouco mais de intensidade, alternando com lambidas em toda a sua extensão, percorrendo o caminho com um roçar de seus lábios até alcançar o outro e repetir os movimentos.
Não aguentando mais todas as sensações que os toques dele lhe causavam, jogou a cabeça para trás ao passo em que um gemido escapou de seus lábios denunciando o quanto tudo a afetou diretamente. Em resposta a tudo aquilo, a mulher rebolou com ainda mais afinco contra o colo de , puxando os cabelos dele entre seus dedos conforme apertava os lábios entre os dentes. Sua boceta já estava completamente encharcada e àquela altura ela só conseguia se praguejar. A vontade de mandar para a puta que pariu toda aquela ideia de provocação era ainda maior.
a tirava do eixo e ela só queria provar dele cada vez mais.
quase não conseguiu mais manter as provocações com os gestos da mulher. Cada gemido dela soava como música aos seus ouvidos e toda vez que ela rebolava, ele sentia a umidade dela contra o tecido da sua calça, o que fazia o homem desejar desesperadamente estar dentro dela.
Ele voltou a procurar os lábios de para beijá-la com urgência, então em um movimento voltou a erguê-la para inverter as posições e colocá-la sentada no sofá, se curvando sobre a agente para que sua boca tocasse a pele quente da mulher, fazendo com que ela soltasse um suspiro em expectativa.
Iniciou um delicioso caminho desde o queixo de , percorrendo o pescoço, passando a língua na curva entre seus seios e seguindo para a barriga da agente enquanto ele se colocava de joelhos e trazia as pernas dela para seus ombros, o que fez com que Kramer se movimentasse contra ele. As mãos de então acariciaram os seios de , brincando com os bicos ao prendê-los entre seus dedos ao passo em que a boca do homem seguiu o caminho até a barra da calcinha de . Os dentes dele ameaçaram puxar a peça, então um sorriso de canto moldou os lábios de e ele primeiro passou seu nariz pela boceta dela ainda coberta pela calcinha, soltando a respiração ali, repetindo o movimento com a língua e aproveitando para lambê-la com vontade, sugando-a ainda por cima do tecido.
Dizer que estava enlouquecendo com cada gesto dele era ridículo, porque quanto mais sentia os lábios do homem contra sua boceta, com mais vontade ela se movimentava em direção ao rosto dele. O tesão que percorria a agente naquele momento era tão intenso que ela até conseguia sentir uma certa dorzinha percorrendo-a, desejando desesperadamente que ele acabasse com aquela tortura.
— soprou o nome dele, ao passo em que levou seus dedos até seus cabelos e fixou o olhar no homem entre suas pernas. — Por favor — pediu, mesmo que soasse desesperada. Porque naquele momento aquilo não importava, só queria sentir a boca dele em sua boceta.
Ele então afastou a boca apenas para olhá-la melhor ao mesmo tempo em que suas mãos foram para os elásticos da calcinha dela, enlaçando seus dedos ali com firmeza.
— Espero que você não seja apegada demais a ela — disse com a voz um tanto rouca antes de puxar a peça com força, rasgando-a e atirando o que sobrou em um canto qualquer da sala.
Segurou nas pernas de e aproveitando o impulso involuntário da mulher contra seu rosto, forçou-a contra si, caindo de boca na boceta dela sem hesitar. lambeu toda a extensão da vulva, sugando de leve os grandes lábios e usando uma das mãos para tocar o clitóris de . Iniciou ali movimentos circulares enquanto sua boca se ocupava em deixar beijos nas coxas dela, subindo pela virilha, provocando. Cada vez que ouvia ela gemer e até mesmo protestar para que acabasse com a tortura de uma vez, aquilo só o atiçava a repetir aqueles gestos. Até que ele mesmo não aguentou mais e deixou que sua boca tomasse o lugar de seus dedos, passando a sugar aquele ponto de prazer da mulher, alternando com algumas lambidas e aproveitando para meter um dedo em sua entrada.
Kramer não saberia dizer o que a estava deixando mais excitada e desesperada por mais, se era o tocar da boca de , de sua língua ou da barba que roçava contra sua pele conforme ele a chupava. Seus gemidos se intensificavam cada vez mais e com ainda mais força ela puxava os fios do cabelo dele conforme rebolava contra seu rosto. Então sentiu as pernas fraquejarem um pouco quando ele a penetrou com um dedo enquanto usava a boca contra sua boceta. Ela sabia que se ele continuasse naquele ritmo, acabaria gozando na boca dele e por mais que quisesse fazer aquilo em outro lugar, a ideia de que fosse ali também era ótima. Por isso, movimentou a cintura contra e deixou que outro gemido alto escapasse de sua boca conforme jogava a cabeça para trás.
Percebendo que a mulher chegava aos poucos perto do ápice, ele movimentou seu dedo com mais afinco dentro dela, trazendo-o de volta para fora para depois voltar com um segundo, tocando o mais fundo possível, girando-os em busca de um ponto que faria ela se desfazer inteira neles.
— Já que você pediu tão manhosa e eu concedi, agora goza pra mim, Kramer — pediu ainda mais atento às reações de , ignorando por hora o quanto seu pau pulsava e até latejava dentro de suas calças. Ele estava louco para tomar o lugar de seus dedos, fodê-la tão forte que gemer já não seria o suficiente, mas por hora queria sentir o prazer da mulher em sua boca, pois isso ele voltou a chupar o clitóris dela com intensidade, aumentando o ritmo conforme percebia que o ápice dela chegava.
entregou-se totalmente ao prazer, porque naquele momento era impossível não deixar que seu orgasmo chegasse. Rebolou com ainda mais vontade contra a boca e a mão do homem diante dela conforme mordia os lábios com vontade e puxava os cabelos dele com ainda mais intensidade. Quando uma onda de espasmos percorreu seu corpo, ela sentiu sua boceta contorcer-se contra os dedos de e sentiu que gozava descontroladamente enquanto gemia de forma ainda mais intensa, sentindo que sua respiração nunca fosse voltar ao normal, tamanha era a adrenalina.
retirou seus dedos rapidamente de dentro da mulher, metendo a língua em sua boceta a fim de sugar cada gota de prazer dela. As mãos dele seguraram com firmeza o quadril de Kramer enquanto ele a sentia estremecer violentamente e soltar gemidos seguido de palavras desconexas que ele adorou ouvir, quase gemendo de satisfação contra a boceta dela, mas em vez disso aproveitando para se lambuzar com o sabor dela.
Deixou alguns beijos pelas coxas de , então finalmente ergueu seu rosto do meio das pernas da mulher e a encarou com a maior cara de sacana.
— Eu já imaginava que você era deliciosa, , mas porra… — Até ofegou no final da frase, sentindo que sua excitação estava a ponto de explodir embora ele pudesse facilmente ter gozado só de ver as reações da mulher aos toques dele.
Ela sorriu com a resposta, mas estava entorpecida demais com algumas coisas que se passavam em sua cabeça naquele momento, então, em um gesto rápido, endireitou-se, tirando a mão dos cabelos dele e quando pôde ficar sentada, aproximou seu rosto ao do homem. voltou a mão para os cabelos de e puxou a cabeça dele para trás de forma que ficasse inclinada e não conteve a lambida nos lábios ao ver a barba dele toda melada por seu orgasmo. Em um impulso, atacou os lábios do homem com vontade, conforme puxava ainda mais a cabeça dele para trás e brincava com sua língua com intensidade, e chupando-a com afinco interrompeu o beijo entre eles.
— Fica em pé, Dr. — pediu firme, com os olhos quase queimando. Então passou os olhos por ele de forma rápida só para confirmar que o homem ainda se encontrava vestido, algo que ela queria mudar o mais rápido possível. Enquanto esperava que ele se levantasse, virou-se para apertar um botão que tinha no sofá para que pudesse escolher uma música.
Obedientemente, se colocou de pé, sentindo que sua calça apertava ainda mais sua ereção e não ligando nem um pouco para o quanto aquilo a deixava em evidência. Assistiu com uma certa curiosidade e expectativa enquanto colocava uma música e esperou pacientemente pelo que ela iria fazer.
— Parece que você está precisando se livrar de algumas peças — falou ao voltar a atenção para ele e em um gesto rápido levantou-se. não perdeu a oportunidade de passar os olhos por aquele corpo delicioso e levou as mãos até o pau de como já havia feito antes, apertando-o só para constatar o quanto ele estava excitado, então levou as mãos até a barra da camisa dele, ponderando o que deveria fazer. E constatando que não estava com nem um pouco de paciência naquele momento, subiu um pouco mais e a rasgou, estourando todos os botões. — Espero que também não tenha nenhum apego. — Deu uma piscadela, arrancando uma risada rouca e excitada da parte dele, e logo apressou-se em se livrar da peça com a ajuda dele, jogando-a longe.
Então correu seus olhos até a barra da sua calça e voltou a se sentar no sofá, ficando cara a cara com o pau de . O homem observou a cena com atenção, mordendo a própria boca de leve em expectativa pelo que ela faria. Mais uma vez, quase que involuntariamente, ela lambeu os lábios ao pensar nele dentro da sua boca.
Kramer apressadamente levou os dedos até o botão e abriu com tanta pressa que quase deixou escapar uma risadinha com seu desespero, então, sem hesitar, puxou a calça dele, certificando-se de que ele ainda ficasse com a cueca.
— Agora senta, — pediu, com um sorriso sacana no rosto.
Se sentindo ainda mais dolorosamente excitado, naquele momento ele sabia que deixaria Kramer fazer o que bem entendesse dele. Mais cedo, havia dito que ela era amante de uma tortura, mas a verdade era que gostava daquilo tanto quanto ela. Foi por isso que, mais uma vez, ele atendeu ao pedido, quase uma ordem, de , se colocando sentado no sofá e encarando a mulher com a cara mais sem vergonha que conseguiu fazer, o que, sendo sincero, não era lá muito difícil de qualquer forma.
então, sem aviso nenhum, sentou-se no colo de , abrindo as pernas estrategicamente para que pudesse sentir o pau dele contra ela. Sabia que aquilo não era nem um pouco justo, afinal, ela estava completamente nua e ele ainda se encontrava de cueca, porém não se importou nem um pouco. Em um gesto rápido, levou as mãos até o botão do sofá mais uma vez, dando início à música que tinha escolhido.
— Como eu sou uma agente muito exigente — começou a falar, conforme iniciava reboladas ao ritmo da música —, nós temos regras, Dr. . — Deixou escapar uma risadinha, aumentando as reboladas e imaginando o quanto aquilo provavelmente estava sendo torturante para ele. — Uma delas é que você pode ter a reação que quiser, desde que nenhuma delas seja a de me tocar.
Sem dar tempo para que ele respondesse alguma coisa, a mulher inclinou-se para frente, levando as mãos aos joelhos, abriu um pouco mais as pernas e começou a rebolar com afinco contra o pau de . A sensação para ela era deliciosa, porque conseguia sentir quase cada pedacinho dele, apesar do tecido que os separava. E quando a música tocou uma batida um pouco mais forte ela deu duas reboladas mais fortes, pressionando a boceta contra o pau dele com vontade.
— Ah, e tem só mais uma regra: Eu quero você bem quietinho. — Deixou escapar mais uma risada conforme continuava com seus movimentos.
A cada vez que a boceta dela se esfregava em seu pau, o sentia pulsar e seu quadril se movia contra de forma praticamente involuntária. Ele sentia vontade de rir e ao mesmo tempo de acabar com aquela tortura. Bastava puxar a cueca para o lado e ele escorregaria facilmente para dentro dela de tão encharcada que a mulher já estava de novo. Fora que jogá-la no sofá também não era exatamente uma má ideia.
Contrariando a ordem que Kramer havia acabado de dar, deixou uma risada ecoar de seus lábios e que acabou se transformando em um gemido baixo, gerando uma expressão de satisfação na mulher.
— E o que você vai fazer se eu não te obedecer dessa vez, agente Kramer? — ousou questionar, porque se tinha uma coisa que adorava fazer, era rir na cara do perigo.
Aquela pergunta tinha atingido de uma forma que ela não havia previsto e, como resposta, rebolou com mais força contra ele. Então levantou-se um pouco e voltou a sentar com um pouco mais de vontade, repetindo o gesto mais uma vez, fazendo com que o homem soltasse mais um grunhido sôfrego. E pensando que ela só queria senti-lo, levantou-se, ficando de frente para e ajoelhou-se bem diante dele.
— Vou te castigar ainda mais — respondeu prontamente, com toda a confiança que tinha. Sem prolongar o assunto, a mulher levou os dedos até a barra da cueca dele e nem foi preciso pedir para que ele se erguesse, porque o homem fez o gesto rapidamente, proporcionando que a agente puxasse a peça, livrando-se dela em seguida. Então seus olhos se arregalaram quando os voltou para o pau de bem diante dela.
Quando estava apenas sentando, sabia que não se decepcionaria, mas olhá-lo daquela forma era muito melhor. Então, sem perder tempo, a mulher levou a mão até ele, que ela sentiu pulsar contra seus dedos, demonstrando o quanto o homem estava explodindo em tesão, e aproximou seu rosto. De forma lenta, ela deu uma lambida em sua glande e movimentou a mão lentamente, masturbando-o de forma torturante.
— As regras ainda são as mesmas, agente — avisou, antes de começar a colocá-lo em sua boca. Quando chegou na metade, Kramer agradeceu por ter acabado de uma vez com aquela tortura e ter ido direto ao ponto, porque o pau dele era bom demais para que ela não o chupasse de uma vez. Levou a mão um pouco mais para baixo para que pudesse abrir espaço e então o enfiou ainda mais em sua boca, para então voltar lentamente para a base, mas parou quando já estava quase na cabeça de novo e o chupou com intensidade.
Quanto mais ela o chupava, mais sua boceta se encharcava em expectativa de tê-lo dentro dela.
sentia que o tesão aumentava a cada segundo, não apenas com a sensação deliciosa dos lábios de deslizando por toda a extensão de seu pau ou com o quanto ele estremecia mais ao tocar cada vez mais fundo dentro de sua boca, mas também porque a visão dela daquela forma era absurdamente sensual, bem como o jeito como ela ameaçava castigá-lo. Na verdade, o castigo, em vez de pará-lo, o atiçava mais a desafiá-la.
Levando uma das mãos aos cabelos de e os envolvendo, puxando para cima, mais uma vez deixou suas palavras ecoarem em um tom audacioso.
— Pode me castigar o quanto você quiser.
teria sorrido se pudesse, mas, em vez disso, atendendo ao pedido dele, intensificou a forma com que o chupava e o enfiou ainda mais fundo em sua boca, de uma forma que foi capaz de senti-lo tocar o fundo de sua garganta, arrancando grunhidos cada vez mais altos dele, que não fez questão alguma de contê-los. Nem mesmo se quisesse, conseguiria. Daquela forma, ela pôde perceber que se o chupasse mais algumas vezes, gozaria na sua boca. Sem demora, a mulher repetiu o gesto mais duas vezes e voltou lentamente até a cabeça, onde a sugou com vontade e enfiou mais uma vez até o talo, porém antes que ele tivesse a chance de gozar, parou de chupá-lo.
Dessa vez, o gemido que escapou pelos lábios de era de protesto enquanto ele sentia seu pau pulsar de uma forma dolorosa e seu quadril até se movia de encontro onde antes estava a boca da mulher.
Então, como se não tivesse acabado de mexer com fogo, ela abriu um puta sorriso sacana, ainda sentindo as mãos dele em seu cabelo, e afastou-se um pouco.
Sem dar muito tempo para que iniciasse mais uma de suas sessões de tortura, embora ele realmente estivesse adorando cada uma delas, aproveitou suas mãos nos cabelos da mulher para puxá-la de encontro a si, unindo sua boca na dela e beijando-a desesperadamente. tateou rapidamente em busca de sua calça e agradeceu mentalmente pela peça estar atirada ao lado deles no sofá. Caçou um preservativo no bolso daquela peça e rapidamente tratou de vesti-la. Retomou o beijo com a mulher da mesma forma desejosa, então fez com que ela se sentasse em seu colo, deslizando seu pau para dentro dela todo de uma vez, o que fez com que soltasse um gemido alto em meio ao beijo e se movimentasse de encontro a ele. então gemeu contra os lábios de Kramer, envolvendo o corpo dela com seus braços, forçando-a a subir e então descer mais uma vez com força.
Ela não demorou a começar a rebolar de forma lenta no pau de só para que pudesse apreciar cada parte dele indo fundo dentro dela. Sem conseguir controlar o tesão que a percorria, segurou os cabelos do homem com força, puxando-o conforme rebolava de forma torturante, mas ao mesmo tão deliciosa e, sem que percebesse, deu uma revirada de olhos ao passo em que mordeu o lábio dele com força, demonstrando o quanto a estava afetando tê-lo daquela forma.
aproveitou aquela posição para tocá-la cada vez mais fundo e a cada rebolada de deixava mais gemidos serem abafados pelo beijo, fazendo um coro com os dela. Seus braços fortes apertavam mais a mulher contra si, até um momento em que ele decidiu explorar cada extensão alcançável da pele dela, deslizando as mãos pelas costas de , delineando a lateral de sua cintura, descendo pelo quadril e apertando a bunda dela, a forçando mais contra si, sentindo seus próprios olhos se fecharem ao passo em que se entregava ao prazer que aumentava a cada segundo. Interrompendo o beijo, desceu seus lábios pelo queixo de Kramer, deixando uma mordida ali e seguindo para o pescoço dela, onde deixou sua respiração escapar com cada vez mais dificuldade, aumentando a intensidade com que entrava e saía de dentro da mulher e sentindo que ficaria louco com o quão deliciosa era aquela sensação da boceta dela engolindo seu pau.
A agente sentia como se fosse perder o controle a qualquer momento, porque a forma como ele se movimentava e percorria a extensão de seu corpo era indescritível. Para que não perdesse nenhuma das reações do psiquiatra, ela afastou o rosto ainda mais, esforçando-se ao máximo para que não fechasse os olhos tamanho era o prazer que sentia. Então ela desceu as mãos dos cabelos dele para as costas e o arranhou com força conforme rebolava com mais intensidade enquanto gemidos e palavras desconexas saíam de sua boca. Kramer não estava perto de gozar, já que tinha acontecido minutos antes, por isso, iria usar aquilo para que pudesse aproveitar ainda mais para foder com como havia dito que faria.
A sensação de dor misturada ao prazer com as unhas da mulher fincadas em suas costas fazia com que o tesão só aumentasse, refletindo nos movimentos dele, que forçava cada vez mais o quadril dela contra o seu até um ponto em que precisou segurar a cintura de com firmeza, fazendo com que ela parasse um pouco de se movimentar para que ele próprio metesse com mais velocidade. O corpo inteiro do homem estremecia a cada vez que ele tocava bem fundo na boceta dela e conforme o prazer aumentava ficava mais difícil de conter os gemidos e grunhidos roucos que escapavam da sua boca.
Então, em um movimento rápido, ele fez com que Kramer caísse ao seu lado no sofá, prontamente se colocando de pé diante dela e parando alguns segundos para analisar o corpo inteiro da mulher. Não se conteve ao aprovar aquela visão, mas decidiu que a provocaria só mais um pouco, contrariando a vontade de voltar a meter nela com força para em vez disso levar uma mão até o seu pau e acariciá-lo lentamente.
não se conteve ao olhar para ele daquela forma e mordeu o lábio com força conforme abriu as pernas e levou uma mão até sua boceta. Conforme o encarava acariciar o pau deliciosamente diante dela, esticou as pernas um pouco para que tocasse a perna do homem e habilidosamente, com a ponta dos seus dedos, começou a fazer movimentos circulares em seu clitóris, ao passo em que foi subindo seus pés para a coxa de .
Quando se sentiu vazia demais, deslizou os dedos para baixo e penetrou-se com dois deles de uma só vez, jogando a cabeça para trás conforme um gemido sôfrego escapava de seus lábios.
Ela pressionava os dedos contra a pele de conforme intensificava a forma que seus dedos giravam dentro dela, sentindo a respiração ficar cada vez mais falha. Então retirou-os de dentro de si e os levou até sua boca, chupando-os com vontade sem tirar os olhos do homem nem por um segundo.
Quando achou que era o suficiente, levou as mãos novamente até a boceta, ameaçando enfiar os dedos novamente nela, então deslizou um pouco mais para baixo, ao passo em que usou a outra mão para tocar-se no clítoris, e penetrou seu cu com um dedo. Conforme ela aumentava a intensidade de seus dedos, com mais vontade masturbava-se e involuntariamente seus pés pressionavam a pele de . Naquele momento, ela chegou a achar que gozaria só por fazer aquilo e o olhar daquela forma, sentindo seu corpo estremecer levemente.
A mão dele intensificou os movimentos em seu pau conforme assistia a mulher se tocando tão intensamente. Ao mesmo tempo em que ele sentia mais e mais vontade de ocupar o lugar que os dedos dela penetravam, também estava adorando aquela cena. De fato, poderia gozar a qualquer momento só de assistir aquilo e quanto mais seu pau pulsava entre seus dedos, mais aumentava o ritmo de sua mão, mordendo os lábios, exalando de forma contínua e não desviando seu olhar dos movimentos de Kramer por um segundo sequer.
parou o que estava fazendo em um impulso e projetou-se para perto de , ainda sentada no sofá — perto o suficiente para fazê-lo pensar que iria tocá-lo com a boca —, porque por mais que estivesse adorando aquilo, nem fodendo que iria deixá-lo gozar em algum lugar que não fosse dentro dela. Então, sabendo exatamente como o afetar o suficiente para que ele também cedesse, virou-se de costas, ficando de quatro para ele e apoiou-se com uma mão, abrindo bem as pernas ao passo em que levou a outra que se encontrava livre até seu clítoris e voltou a se masturbar com intensidade, abrindo as pernas cada vez mais, sem se importar com os gemidos altos que saíram de seus lábios naquele momento, desejando desesperadamente tê-lo dentro dela de novo.
Como ela imaginava, aquela visão o afetou imediatamente e precisou desacelerar os movimentos em seu pau para que não explodisse em tesão. Qualquer palavra que saísse de seus lábios naquele momento sairia desconexa ou na forma de um tremendo palavrão.
Aproximando-se da mulher como ela tão desesperadamente desejava, a mão livre de se direcionou a uma das nádegas de , apertando-a com mais força do que ele pretendia porque seu nível de excitação já não lhe permitia tanto controle sobre suas ações. Fazendo com que ela parasse de se masturbar então, direcionou seu pau até a boceta da mulher, pincelando-a algumas vezes para depois tomar impulso e meter até o talo. gemeu alto, curvando-se sobre o corpo dela e subindo a mão da bunda de até os peitos da agente para que pudesse ter um pouco mais de firmeza. O tesão era tanto que as próprias pernas dele estremeciam, mas ele não se permitiu recuperar, voltando a sair de dentro dela para bombar com mais força. O barulho do seu quadril se chocando contra o de fez com que um sorriso de canto brotasse em seus lábios e ele fez questão de deixar um chupão forte nas costas da mulher antes de repetir o movimento.
A mulher naquele momento tinha perdido qualquer resquício de controle, ainda mais com ele entrando e saindo daquela forma. Então ergueu-se um pouco, ao passo em que se segurou com uma mão no braço de e a outra levou para trás, tocando a lateral do corpo dele e fincou suas unhas ali, puxando-o contra si e dando uma boa rebolada contra o pau dele, sentindo-o ainda mais fundo dentro de sua boceta. Tudo naquele momento era inebriante, desde o cheiro do suor de seus corpos até a pele quente de encostando a sua.
— Porra — deixou escapar em meio às palavras desconexas que saíam de sua boca e mais uma vez rebolou com afinco enquanto se segurava a ele com ainda mais força.
intensificou as estocadas, aproveitando a forma como ela rebolava e soltando mais alguns gemidos porque daquela forma ele conseguia sentir cada centímetro da boceta daquela mulher tocando seu pau. Ela era tão quente e deliciosa que se tornava cada vez mais difícil se manter longe dela, por isso o homem imediatamente voltava a meter.
Usou a mão que estava sobre os peitos de para massageá-los com vontade, brincando com os mamilos dela, mas voltando a pressioná-los com força toda vez que sentia que ia bem fundo para dentro da mulher. Ouvi-la xingar com o pau inteiro dele atolado em sua boceta estava deixando o homem louco, mas ele queria mais.
— Geme o meu nome pra mim, Kramer — levou sua boca ao ouvido dela para sussurrar, não aguentando e gemendo logo em seguida.
Ela deixou um sorriso sacana tomar conta dos seus lábios só porque o pedido dele havia vindo bem no momento em que ela quase acabou dizendo o nome de e apenas para torturá-lo mais do que já havia feito, rebolou com ainda mais vontade contra ele, totalmente entorpecida pelo que acontecia entre eles e gemendo descontroladamente. Não sabia quanto tempo mais aguentaria, porque sua boceta estava pingando tesão e ela conseguia sentir isso pela forma com que o pau dele deslizava facilmente dentro dela.
— Você vai ter que fazer melhor do que isso, Dr. — provocou, mas foi traída por seus instintos no momento em que um gemido denunciou o quanto ela já estava rendida a ele, e deu mais uma rebolada, fazendo com que sentisse algo torturante percorrer cada centímetro de sua boceta, pedindo por mais.
Aceitando a provocação dela e sabendo exatamente como retribuir aquilo, segurou no quadril de com mais força, levando sua outra mão ao outro lado para conseguir ainda mais firmeza, então saiu por inteiro de dentro dela e voltou a bombar com tudo, se atolando nela num tranco forte.
— Eu não estava pedindo — retrucou de um jeito que mais havia soado como um rosnado, voltando a socar na boceta dela com força e intensidade. O som dos corpos dos dois se chocando se tornou mais intenso, a respiração dele extremamente falha e o homem estava simplesmente se deliciando ao ver a forma como o corpo dela se balançava.
gemia descontroladamente conforme entrava nela daquela forma e por mais que quisesse provocá-lo, não conseguiu, pois, tomada por um tesão incontrolável, a mulher começou a rebolar com mais vontade — se é que era possível — enquanto mais palavras desconexas escaparam de sua boca e os gemidos se intensificaram ainda mais, fazendo com que ela sentisse sua boceta se contorcer contra o pau dele.
… — O nome do homem saiu de seus lábios de forma clara, mas com um gemido sôfrego o acompanhando, ao passo em que ela apertou as mãos contra a lateral do corpo dele, ainda se movimentando sem nem se dar conta.
Ouvi-la finalmente gemer seu nome daquele jeito lhe deixou ainda mais louco, ao ponto de não conseguir controlar o gemido que ecoou em uníssono ao dela. Os movimentos de contra si ajudavam a tornar tudo ainda mais delicioso e a forma como a boceta dela apertava seu pau vez ou outra fazia com que o homem sentisse que não conseguiria se controlar por muito mais tempo. Seu abdômen se contraía involuntariamente a cada espasmo de prazer e então soube que a qualquer momento gozaria.
Levou uma de suas mãos do quadril de até o clitóris da mulher, estimulando-a com movimentos circulares enquanto mantinha o ritmo forte de suas estocadas, ansiando para que ela viesse no pau dele daquela mesma forma insana com que antes havia vindo em sua boca.
mordeu os lábios com força, porque não tinha nada naquele momento que pudesse explicar o que estava sentindo e rebolou forte quando sentiu sua boceta contorcer-se com força contra o pau de , sentindo seu orgasmo vir de forma avassaladora, fazendo com que ela se jogasse para trás com intensidade e apertasse a lateral do corpo do homem ao passo em que espasmos se espalharam, fazendo com que a mulher estremecesse, acompanhado por gemidos altos que saíam de seus lábios.
— Goza para mim, — pediu de forma quase desesperada, ainda se movimentando.
apoiou o corpo de com firmeza enquanto ela estremecia abaixo dele, não deixando de meter um segundo sequer e mantendo a intensidade de suas estocadas. A boceta dela havia apertado seu pau tão forte ao denunciar o orgasmo que fez com que o homem gemesse mais alto, não conseguindo mais se calar após isso.
O pedido dela era exatamente do que precisava para então se entregar por completo, gozando insanamente e soltando um último gemido alto e prolongado. Sua respiração estava tão descompassada que por um momento ele até se sentiu tonto, então se apoiou em , levando os lábios até o ombro da mulher e os roçando por ali enquanto recuperava o fôlego. Assim que conseguiu, um beijo leve foi deixado na região e por algum motivo que nem ele mesmo conseguiu entender, soltou uma risada rouca.
A agente sorriu com as carícias que havia recebido de e deixou que um sorriso se moldasse em seu rosto ao passo em que tentava recuperar suas forças, mesmo sabendo que provavelmente suas pernas estavam completamente destruídas. Sem que ela pudesse controlar, sentiu um último espasmo percorrer seu corpo, fazendo-a lembrar que ele ainda estava dentro dela, e fez um carinho com a ponta de seus dedos na lateral do corpo do homem.
— Acho melhor você sair de dentro de mim antes que a gente comece tudo de novo — brincou, mesmo sabendo que aquilo era impossível.
Dessa vez, gargalhou, negando com a cabeça e umedecendo os lábios com a ideia de repetir tudo aquilo.
— E quem disse que não vamos? — retrucou, mas ainda assim deixou seu corpo tombar ao lado dela no sofá para que pudesse também se livrar do preservativo usado. — Afinal, eu estava com umas ideias de te foder ali naquele tapete, mas não conseguimos chegar nem a ele ainda.
Ouvi-lo falar daquela forma fez Kramer se movimentar ao seu lado em expectativa, fazendo com que ela virasse o rosto para encará-lo.
— Aí você vai ter que explicar para a nossa equipe amanhã o porquê de eu estar tão cansada. — Soltou uma risada ao imaginar que provavelmente alguns deles soltariam indiretas insinuando que algo tinha acontecido entre os dois. — E? Ainda bem que temos bastante tempo, Dr. — soprou baixo, imaginando como seria ser fodida por ele ali, percebendo que tinha deixado aquilo transparecer pela forma que o encarou.
— Não tem problema, eu explico até com detalhes se você quiser — brincou, então lançou um olhar na direção de , sorrindo com o que ela havia dito em seguida. — O tempo realmente está ao nosso favor, Kramer.
A mulher gargalhou do que ele tinha dito e em um impulso se levantou, passando as pernas por ele quase como se fosse sentar no colo de , então levantou-se, saindo do sofá.
— Ah, você deveria começar pelo Dawson, acho que ele ia adorar ouvir a pouca vergonha que você andou fazendo com a agente favorita dele — disse, imaginando o que o amigo pensaria ao ouvir aquilo e deixou escapar mais uma risada, então sua expressão ficou mais séria. — Só por essa insolência, vou tomar banho sozinha — disse e afastou-se, já imaginando onde teria um banheiro naquele apartamento gigantesco.
— Vou começar e fazer até uns desenhos pra ele. O que acha? — Continuou rindo e conseguindo até mesmo ver a cara do chefe com aquele tipo de informação.
Apenas ficou observando enquanto a mulher se afastava, achando realmente uma delícia aquela ideia e admirando o quanto Kramer era gostosa.
— Contanto que eu possa assistir, não vejo problema nenhum. Eu tenho até uma banheira te esperando. Segunda porta à direita. — Piscou para a mulher.
— Você não presta, ! — disse alto, pois já tinha se afastado ainda mais. — Vai sonhando! — gritou e agradeceu mentalmente por aquela informação, porque estava desesperada por um bom banho.
— Eu sei — ele respondeu, se levantando finalmente e então seguindo os mesmos passos da mulher.
O banheiro de era anexo ao seu quarto e assim que passou pela porta dele, o sorriso de canto mais uma vez moldou seus lábios enquanto sua mão se ocupou em empurrar a porta, fazendo com que esta se fechasse.


🧩


Há vários metros do apartamento do Dr. , o telefone de Dawson Burton tocava insistentemente, fazendo com que o homem acordasse, praguejando por alguns segundos o fato de seu sono ser interrompido. No entanto, quando ele percebeu de qual dos aparelhos se tratava, bem como do número em seu identificador de chamadas, a urgência fez com que Burton o atendesse sem pestanejar. Sabia o que aquilo significava.
Os Mindhunters acabavam de receber um novo caso.


Continua...



Nota das autoras: Okay, esse capítulo veio bem recheado para vocês, huh? E nós estamos muito ansiosas para saber o que vocês acharam!
Conversem conosco! O que estão achando dessas cenas iniciais? E essa do pp1 com a pp na cena de crime? Confessamos que AMAMOS a vibe do Will Graham de Hannibal hahahaha. Essa interação entre a equipe também foi algo que amamos muito, e vocês?
Por último e não menos importante: E ESSA RESTRITA? hahaha.
Nós queremos mesmo saber tudo, não deixem de comentar!
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Kisses,
Ste e Vane.

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