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Última atualização: 07/08/2020

Parte I – The Puddlemere United Game

Parte I – The Puddlemere United Game
Depois do baile, estava nas nuvens. O sorriso bobo, o brilho no olhar. Ela soltava seu vestido e colocava pendurado na cadeira que tinha ao lado de sua cama. Agora precisava voltar a focar nos seus estudos e no torneio Tribruxo, sua torcida ainda ia para Potter e não negaria isso.
— Está acordada ainda? – Luna tinha se virado na cama. estava sentada com seu cobertor a protegendo do frio, em sua mão ela alisava o colar que carregava para todo lugar.
— Sim, não consigo dormir. – Cochichava.
— Quer conversar? – Luna viu a amiga assentir. – Diga o que deixa você acordada.
— Preciso que não conte a ninguém, mas eu beijei o Fred duas vezes.
— Fred Weasley? – Luna resolveu sentar na cama de , levando o cobertor nas costas.
— Sim, mas eu não senti que era um sentimento verdadeiro que eu sentia por ele.
, eu não estou entendo.
Ela não ia entender mesmo, Penny era a única amiga que sabia, ou melhor, que adivinhou tudo e com isso, guardou para si mesmo sem falar para nenhuma de suas amigas, mesmo sendo as melhores amigas.
contou tudo para Luna, prestando atenção para que as outras meninas não estivessem escutando a conversa delas. O Sorriso vergonhoso não saia dos lábios da aluna.
— E quando ele saiu, disse que me mandaria uma carta para vê-lo treiná-lo, o professor Flitwick já estava sabendo de tudo. – Falava de Wood.
— Que fofo, ele deixou tudo organizado já.
— Sim. – Disse entre suspiros de amor. – Eu só não sei quando vai ser.
— Pode ser depois das férias, ou durante, até mesmo esse ano letivo. – Luna estava empolgada pela amiga.
— Eu não sei o que pensar, nem o que dizer quando ele me chamar, não sei se ele vem me buscar ou se vão me levar até lá.
— Só que você já pensou o que falar para o Fred?
Seus pensamentos tinham parado naquele momento. Como foi que não pensou no que falar para o Fred? Não era uma coisa simples, era complicado, ainda mais pois era o sentimento de uma pessoa. relaxou o corpo na cama e ficou pensando nas palavras mais singelas para dizer ao Fred, mas nenhuma vinha em seus pensamentos.
, talvez você encontre uma forma melhor de falar tudo isso para ele, pode ser agora, hoje ou até mesmo no dia que você for falar com ele.
— Não sei, Luna.
— Pensa, amanhã quando acordarmos vai ser melhor.
— Vai ter pudim né? – Elas riram e colocaram a mão na boca para abafar o som.
— Sim. – Luna sorriu. – Boa noite, .
— Boa noite, Luna.
e Luna se ajeitaram nas cobertas quentinhas de cada cama e caíram no sono até que rápido, aquela pequena conversa fez com que as garotas adormecessem.

A semana voltou a sua rotina normal. As meninas ainda comentavam sobre o baile pela a escola toda; A troca de olhares do casal que passaram a se formar passou ser mais frequente, as escolas se enturmando com mais harmonia e com suas tentativas de criar um texto bom para dizer ao Fred toda a verdade.
Como naquela manhã elas não tinham mais nada a fazer e já tinham repassado as matérias – apenas para aprenderem mais. Elas ficaram conversando sentadas no pequeno morrinho que desci para a casa do Hagrid, nesse mesmo dia, não aguentou mais de ansiedade e precisou compartilhar com as amigas, Penny e Gina sobre Oliver Wood.
— Vocês vão namorar? – Gina estava mais curiosa.
— Não. – Riu. – Só vamos sair juntos, ou melhor, eu só vou vê-lo treinar no time de quadribol.
— Pensa que lindinho os dois juntos depois do jogo. – Pennie falou.
— Ela vai voltar nas nuvens.
— Sim, Luna. – sorriu acanhada.
— Voltar da onde? – Fred e George pararam perto do grupo das meninas.
foi pré-convidada para ir no treinamento do Wood. – Gina falou naturalmente.
— Ele já até deixou tudo organizado para não dar nenhum problema na hora dela ir. – Pennie terminou a explicação.
. – Luna sussurrou quase inaudível. – Acho que agora é a hora.
Clarke olhou para Luna e depois para Fred. O olhar perdido, o semblante sem compreender nada. sentiu um aperto no coração, não queria que ele ouvisse sobre Wood por terceiros, queria que ele ficasse sabendo da ida dela até Oliver, por ela mesma.
— Eu vou conversar com a McGonagall, lembrei-me agora, eu encontro vocês aonde? No grande salão?
— Isso, acho que vai ter pudim. – Luna a ajudou.
— Certo. – Sorriu sem mostrar os dentes.
se levantou rapidamente e foi a passos rápidos passando pela ponte suspensa, sabia que Fred iria atrás de si, e esse era o principal objetivo de sair daquele nó de palavras. Não demorou para ela sentir a presença do ruivo, eles desceram para o pequena doca onde os alunos do primeiro ano desciam do barco. Por sorte não havia ninguém ali.
— Quando você ia me contar?
— Logo, eu só estava esperando o momento certo.
— Qual seria o momento certo? Quando você fosse até ele e depois voltasse praticamente namorada do Oliver?
— Eu não vou lá para namorar com ele, vou ver um treino dele como jogador reserva.
Estavam tomados por raiva e mágoa, aquela pequena trégua entre eles foi quebrada naquele momento. Os olhos castanhos dele estavam segurando as lágrimas que teimaram em aparecer, já tinha limpado a lágrima que acabava de descer pelo seu rosto gelado pelo vento.
— Me desculpa, e eu sei que devia ter contado um dia depois do baile, o beijo ele foi... Ele foi único, indescritível, mas aquele pequeno sentimento por você.
— Não se compara em nada pelo o que você sente pelo Wood, não é? – assentiu.
Fred respirou fundo e passou suas mãos nos olhos tirando qualquer resquício de lágrima que pudesse ter. Ele sorriu, um sorriso muxoxo que nunca tinha visto nos lábios do ruivo e deu as costas para ela, subindo aquelas longas escadas e a deixando encostada na parede fria.
Era tudo que ela não queria, não desejava, fazê-lo sofrer e machucar o coração alegre que ele tinha. sentou-se no chão e abraçou suas pernas e encostou sua cabeça na parede, enquanto encarava a água se mexer airoso, ela acariciava o camafeu que sua mãe lhe deu. Procurava uma forma de conforto para aquele momento.
Clarke ficou ali por um longo tempo, perdendo assim a aula extra de poções que ela, Penny, Hope e outros alunos que gostavam da aula haviam insistido em ter. E isso deixou as amigas preocupadas, nunca faltava em uma aula do Snape, não só por ser uma de suas matérias favoritas, mas era Snape e ela o admirava mesmo sendo sóbrio, frio e ranzinza.
— Senhorita Weasley. – Severus a chamou. Ela estava guardando seu material para se retirar da sala.
— Sim professor.
— Gostaria de falar com você.
— Me esperam lá fora? – Viu as meninas concordarem. Gina não era tão boa em poções como Penny então não via lógica dele pedir para ela ficar.
— A senhorita viu Clarke esta manhã?
— Sim, ela estava conosco perto da cabana do Hagrid, depois ela falou que precisava falar com a professora McGonagall e depois não há vi mais.
— Pode se retirar. – Disse mais seco do que antes. Gina saiu estranhando a conversa e o comportamento do professor.
Snape trancou a sala depois de ajeitar os ingredientes em seus devidos lugares e caminhou rapidamente para a sala da professora. Em uma conversa breve, ele descobriu que a garota não conversou com a mestre, estava preocupado com a garota ela não era de desaparecer e muito menos pelos terrenos da escola. Andava pelo corredor pensando onde ela podia estar, subitamente e estranhamente, pode ouvir a voz de Lauren falando os dois lugares que ela gosta de usar como seu refúgio. A torre de astronomia e a doca. Era mais fácil verificar a torre primeiro, entretanto Clarke não estava lá.
Mas lá estava ela, na doca. Estava sentada no mesmo jeito quando Fred saiu de lá. Já não chorava mais, porém segurava ainda o camafeu.
Clarke. – A voz de Snape ecoou pelo local. Assustando-a.
— Professor Snape. – Estava surpresa.
Os olhos um pouco vermelhos e o timbre trêmulo, mostrava ao mestre que a garota tinha parado de chorar a pouco tempo. Snape precisou calcular as palavras que usaria na conversa com .
— A senhorita não compareceu a aula extra.
— Me desculpe. – Se levantou sem muito cuidado, afinal usava uma calça jeans velha. – Perdi a hora aqui.
— E qual foi o motivo?
— Um motivo bobo, mas não esperava terminar do jeito que terminou, mas estou bem agora. – Foi sincera.
— Irei dizer que você foi fazer um favor a professora McGonagall, e conversarei com ela também, mas sem perder nenhuma aula.
— Sim, professor.
— Lauren não ia querer vê-la assim. – Disse quando ela chegou mais perto de si.
— Você acha?
Ele apenas concordou com a cabeça, e ela abriu um sorriso minúsculo, era as palavras que queria escutar naquele momento.
Snape acobertou a ausência da garota em sua aula e também a mentira contada para suas amigas, não precisava dizer o porquê da atitude do homem, porém ele queria saber a verdade.
e Snape saíram da doca discretamente, ela passou no banheiro feminino, limpou o rosto e depois se encontrou com suas amigas. Já Snape, foi conversar com McGonagall, que a mesmo aceitou, porém mantinha uma suspeita de Severus ter a encontrado tristonha.

Faltavam poucas semanas para a última prova do torneio Tribruxo. estava ansiosa para ver o campeão e também, e o principal de todos, a carta de Oliver. Quase todas as manhãs e tardes de correio ela ficava atenta se uma levasse sua carta, só que aquele dia uma linda coruja cinza passou voando por cima da mesa da Corvinal, ela procurava por , até achá-la e parar quase em frente da garota.
— Muito obrigada. – agradeceu depois de ler a quem estava endereçada. Entregou um pedaço de biscoito para a coruja, que comeu toda feliz e logo foi embora.
— É do Wood? – Gina perguntou.
— É sim. – Sorria. – E diz... – Começou a ler. – Que posso ir depois de amanhã. – Sentiu uma euforia aquecer seu coração.
— Pronta para fazer as malas? – Gina segurou a mão da amiga.
— Está quase pronta desde o baile. – Riram. – É uma pena que vocês não podem entrar no dormitório.
— Ajudaríamos até nas escolhas das roupas. – Penny comentou.
— Até mesmo nas bandeirinhas para torcer por ele. – Luna sorriu.
— Não estou preparada. – Olhava fixo para a carta.
— Claro que está, você está mais que pronta para ir. – Disse Gina. – Além disso, acho que a professora McGonagall veio falar com você. – Olha em direção da mulher.
— Senhorita Clarke, o professor Dumbledore deseja vê-la. Quando terminar sua refeição é claro.
— Eu já terminei, nos encontramos no pátio do relógio?
— Sim. – Responderam todas juntas.
andou ao lado da professora sem conversarem. Apenas deu um pequeno sorriso para a professora e um “boa tarde”, já que não tinha visto a mais velha ainda aquele dia. Minerva, foi até a porta da sala do Dumbledore, bateu e esperou a autorização do diretor, e deixou que a garota entrasse sozinha.
— Senhorita Clarke, como foi seu almoço?
— Bem, obrigada. – Sorriu e apoiou-se na mesa do professor educadamente. – O senhor pediu para me chamar.
— E acho que já sabe qual é o assunto. – Viu Clarke concordar. – Oliver já tinha deixado tudo avisado, e acho que a você também. O senhor Wood vem buscá-la e vocês vão de rede de flu, acho que a senhorita já utilizou.
— Sim professor, com os Weasley.
— Bom, isso é bom, venha até a minha sala no dia, não esqueça.
— Não vou me esquecer. – O sorriso permanecia nos lábios dela.

A mochila estava no chão ao seu lado. , Pennie, Gina e Luna estavam sentadas no banco que tinha no corredor. Conversavam e riam, tentavam acalmar a amiga, além de insistirem que ela tinha que contar tudo para elas quando ela voltasse.
levantou abraçou as meninas e foi para a sala do diretor, mas no meio do caminho cruzou com Fred e George, sorriu para George enquanto percebia o olhar triste em Fred. Aquilo doeu mais que qualquer outro momento. Ela olhou para frentes e tentou manter a calma e focar no seu objetivo, daqui alguns minutos ela estaria ao lado de Oliver e voltaria em breve para a final do torneio.
— Com licença. – Pediu ao entrar.
— Fique a vontade senhorita Clarke.
— Professor. – Cumprimentou. – Oliver. – O abraçou.
— A senhorita voltará daqui três dias, bom divertimento.
— Obrigada professor.
— Wood, cuide bem da nossa aluna. – Deu uma piscadinha.
— Pode deixar, vai voltar sã e salva.
Os dois entraram na lareira prontos para ir utilizar a rede, Albus deu um pote para Oliver que pegou um punhado razoável de pó de flu e jogou falando o nome do local. Em um piscar de olhos os dois já estavam em uma casa bonita e bem arrumada, eles saíram da lareira e limparam algumas partes de suas vestes.
— Preparada? – Segurava a mão dela, a guiava entre alguns bruxos até levá-la no lugar que ela ia ficar, uma hospedaria. – Espero que goste.
— Eu já estou gostando, você está mais animado, o que foi?
— Não posso contar ainda.
— Como não? Oli, isso é injusto.
— Você vai saber, só ter um pouco de calma.
— Ok, ok.
Não demoraram muito, e eles chegaram ao pequeno acampamento que ficariam para treinar. O campo era protegido por magia onde os muggles não pudesse ver nada que acontecesse, igual na copa de Quadribol. gostou do quarto, era onde os visitantes ficavam, e tinha uma partezinha só para ela.
— Daqui trinta minutos venho buscar você.
— Certo.

As mãos dela estavam frias, estava nervosa, não tinha saído de Hogwarts para um momento curto ao lado de um ex aluno da escola. Muito menos quando ele queria compartilhar uma das maiores conquistas a ela.
— Eu já contei para meus pais, não consegui esperar, e espero que entenda, porém o que eu queria te mostrar era isso. – Ele virou de costas e mostrou o uniforme do time.
— Você é o goleiro oficial. – Ela pulou no pescoço dele e o abraçou forte.
— Sim, depois de muito esforço. – Retribuía o abraço. – Eu preciso ir, o jogo não vai ser um treinamento, é oficial, regional mas é oficial. – Se distanciou.
Eles estavam próximos, bem próximos. Seus braços estavam envolvendo um ao outro ainda. Oliver podia ver a mudança da cor da íris de com o reflexo fraquinho do sol, era lindo, combinava tão perfeitamente com ela que sentiu seu coração acelerar mais por ela do que pelo o quadribol. O perfume doce de Oliver a envolvia mais ainda, ele estava mais bonito o cabelo um pouco grande mas sempre bem cortado por conta do jogo. Oficialmente, Clarke estava apaixonada pelo o Goleiro do Puddlemere United.
— Eu preciso ir pro jogo, te encontro depois.
— Estarei te esperando.
Ele deu um beijo na bochecha dela e partiu para o campo. assistiu tudo da arquibancada, gritando e torcendo como sempre fez por ele, fazia tempo que não sentia aquela energia passar por seu corpo e o desespero em vê-lo defendo o gol.
Uma partida digna de estreia de Wood, ganharam com uma pontuação impecável.
— Olha se não é o goleiro do time vencedor.
— Eu acho que já escutei essa frase em algum lugar. – Iam na mesma direção que os outros jogadores. – Vamos comemorar? – Tinha um sorriso no rosto enquanto estendeu a mão para ela.
— Só se for agora.
Os dois sorriam, apaixonadamente, e foram para um pub bruxo próximo.


Parte II – A Calm Place


A pub já estava a espera deles, a decoração do local foi tomada por uma infinidade de azul e dourado. As canecas cheias, em cima da mesa e a cantoria de vitória ecoando os quatro cantos do estabelecimento. até tirou o cachecol da Corvinal e colocou pendurada em sua bolsa, Oliver sentou ao lado de depois de pegar alguns aperitivos para eles.
— E o que achou do jogo?
— Emocionante, desesperador, e você foi incrível como sempre. Preciso te fazer uma pergunta.
— Faça. – Estava convencido depois do elogio dela.
— Vocês agora são o melhor time da Grã-Bretanha? – Oliver caiu na gargalhada.
— Sim, nós somos. Não vai dizer que estava sentindo saudades disso.
— Estava sim, ainda mais quando jogamos um contra o outro.
— Você jogou contra o Oliver? – Um batedor sentou em frente a eles, se intrometendo na conversa.
— Ela é a melhor artilheira que Hogwarts já teve e tem.
— Não é para tanto. – Comiam o aperitivo.
— Fez ótimas jogadas no jogo decisivo onde eu ganhei a taça.
— Então você é a garota que ele tanto falou. – Deu um gole farto em sua bebida.
— Você falou de mim Oliver? – estava com as bochechas avermelhadas.
— Acho que boas jogadoras devem ser enaltecidas, mesmo ela sendo a minha amiga.
— Eu tive um bom instrutor.
— Podia deixar Hogwarts e entrar no time, não precisa fazer teste, já que o Oliver conhece suas habilidades.
— Eu agradeço, mas tenho outros planos para o futuro.
— É uma pena. – Oliver comentou. – Você tem talento, e muito.
— Eu passo meu talento.
— Pretende trabalhar em que ramo então?
— Auror, mas pensei em poções também, algo que pudesse ajudar os bruxos.
— Como disse nosso goleiro é uma pena, Naomi tem mais cerveja? – Ele gritou se levantando.
— Calmo ele não? – ria.
— Calmo como o vento antes do jogo, Talon é um bom capitão do time, mas às vezes se empolga demais. Mas em falar de se empolgar acho que você precisa fazer isso também.
— Não vou tomar cerveja amanteigada.
— Não é disso que eu lembro no Três Vassouras.
— Sem comentários, ok? – Ela se segurava para não rir.
— Ok, mas mesmo assim vem curtir a vitória dos Puddlemere United.
Wood segurou a mão de e a levou para o centro do estabelecimento. A pequena banda tocando a música alegre os jogadores com suas canecas de cervejas amanteigadas e com suas namoradas, cantando e dançando. Não estava alterada, ou um pouco igual Hermione naquela noite.
Ele a tirou para dançar, a próxima música que tocava, uma das favoritas dele, animada. Segurou ela pela cintura colocando-a mais próxima de si, o sorriso nos lábios desenhando toda a felicidade que sentia, deixou mais encantado por ela.
Juntos os dois dançavam pelo pub no ritmo da música, os passos, que mais pareciam ter sido ensaiados, estavam em sincronia com a música. A leveza dos corpos, os movimentos certeiros e os sorrisos que não saiam de ambos os lados mostrando o quanto ambos queriam estar ali, exatamente como estavam.
A girava, vendo os cachos dela dançarem com o movimento. Por um momento ele desejou não ser o condutor daquela dança apenas para apreciar de fora a imagem dela dançando, digna de ser apreciada. Distanciou um pouco dela segurando pelas duas mãos e a puxou novamente para perto de si. passou seu braço sobre o pescoço dele enquanto a outra segurava a mão de Oli.
— Acho que preciso de um pouco de água.
— Claro, eu já volto.
Eles se soltaram e caminharam quase que em linha para lados opostos. se sentou-se à mesa que estava algumas horas atrás com ele. Sem muita demora Oli chegou com dois copos de água e entregou para ela, já se sentando ao lado da garota.
— Eu nunca dancei tanto na minha vida. – Clarke comentou colocando o copo na mesa.
— Nem eu, estou bem cansado.
— Daria tudo por um lugar um pouco mais calmo agora.
— Eu conheço o lugar perfeito, me siga por favor.
— Onde vamos? – Deixaram os copos e o time para trás.
— Você verá.
Oliver tinha um sorriso nos lábios.
Os dois subiram pela a escada de madeira e chegaram a uma parte mais alta do pub, tinha uma vista maravilhosa na esquerda e na direita a entrada do estoque. Wood parou e encostou-se ao parapeito de madeira virado para ela.
— Um lugar calmo como você pediu.
— Não precisava, Oli. – Se aproximou dele. – Mas eu agradeço. – Ficou do lado dele.
— Espero que esteja gostando, eu não planejei nada, não tenho um bom conhecimento sobre isso.
— Eu estou amando, não se preocupe, o que vamos fazer nesses dias que vou ficar aqui?
— Pode escolher. – Virou para a vista. Algumas casas com suas luzes acesas, a meia lua no céu, deixando seu brilho tocar aquela cidade.
— Qualquer coisa, desde que possamos ficar juntos.
— Vemos amanhã para onde vamos então. – Tocou a mão de , que também estava no parapeito.
— Está bem. – Concordou sustentando a troca de olhares.
Estava muito perto de Oliver, podia sentir o perfume dele novamente, acompanhado pelo toque em suas mãos e tendo aquele olhar gentil apenas para ela. Não falaram nada, nem se mexeram muito, apenas Oli que se aproximou mais da garota e acariciou o rosto dela. Devagar eles se aproximaram, fechando os olhos lentamente e um beijo calmo terminou o pequeno espaço que havia entre eles.
Não se recordava de quanto tempo sonhou em poder beijá-la, mostrar todo o amor que tinha por ela em apenas um beijo. Calmo e gentil. Não queria que acabasse, muito menos que ela saísse de perto dele. separou seus lábios e o olhou, sentiu todas as sensações que falavam que acontecia ao beijar seu verdadeiro amor.
Mesmo depois do beijo sentido toda a ledice explodindo dentro de Oliver, ele se questionava se fez o certo em beijá-la; Além de ser sua amiga, não sabia dos sentimentos dela.
— Por quanto tempo podemos ficar aqui? – quebrou o silêncio.
— Até fecharem, eu acho, não passe horas aqui. – Tomou coragem. – , você não, não ficou brava por causa do beijo?
Ela o beijou novamente, não tão demorado como o primeiro.
— Responde sua pergunta?
— Responde. – Ele sorriu. – Vamos voltar?
— Vamos. – Desceram a escada juntos. – Acho que vou querer comprar algumas coisas para o senhor e a senhora Weasley. – comentou.
— Tem uma loja que talvez você ache um presente perfeito para a senhora Weasley.
— E quero um patinho de borracha.
— Um o que?
— Patinho de borracha. – riu. – Para o Arthur, ele quer saber qual é a função de um, só não posso deixar que a Molly descubra.
Oliver riu e abriu a porta para ela. Ficaram mais um pouco na comemoração e depois foram embora; Wood a levou para a hospedaria e se despediu com mais um beijo. Os dois foram dormir lembrando-se dos beijos e no momento que passaram juntos.

Nos últimos dois dias que ficaria pela cidade, eles saíram juntos. Clarke já estava acostumada com as lojas dos Muggles, o que facilitou comprar o que procurava para o senhor Arthur.
Por ela, passaria mais tempo com Oliver. Não queria ir, estava bom com ele. Não era só por gostar dele, mas companhia, o carinho, e só de saber que ele estava por perto, deixava o coração da corvina mais leve.
— Com tudo pronto? – Ele estava sentado na cama de Clarke.
— Sim, só falta eu ir. – Sentou ao lado dele.
— Foi bom que você veio. – Acariciou o rosto dela. – Não sei quando vamos nos ver novamente, mas eu continuo entrando em contato por carta.
— Eu entendo, Oli, nunca irei reclamar até porque você tem que fazer esse time ser o melhor da Grã-Bretanha. – Eles riram. – Agora tenho que ir. – Se levantou.
— Não vou poder fazer a viagem de flu contigo, tenho que ficar, mas te levo até o local. – Levou a mochila da garota.
— Preciso ter a certeza que irei falar certo.
pagou seus três dias na hospedaria. Ao lado de Oliver, de braços cruzados, eles caminharam até a casa onde lareira ficava, entregou o saquinho com pó de flu e deu um ultimo beijo rápido na garota. Então era isso, ela iria embora e nenhum iria se declara? Apenas ficariam olhando um para o outro, com o semblante de “Preciso dizer que te amo!” porém nenhum falaria nada.
Ela entrou na lareira e jogou o flu falando o nome certinho, Oliver a viu desaparecer no meio da fumaça verde.
Se resumiria tudo em três dias, os três dias indescritíveis para ele, mesmo sabendo que poderia contar para o que sentia por carta, ele deixou daquela forma, não por medo, mas por um sentimento que não sabia descrever no momento.

Dumbledore já estava a esperando em Hogwarts. Com um sorriso no rosto, eles se cumprimentaram e conversaram brevemente, nada de mais ela apenas contou realmente como foi e que os Puddlemere United haviam ganhado o jogo regional, e como um bom diretor ele ficou feliz pelo ex aluno.
Despediu-se e seguiu rumo a sua sala comunal. Seu pequeno plano era aproveitar que havia chegado mais cedo do que tinha planejado e tomar um bom banho e poder guardar suas roupas não usadas.
— Você chegou! – Luna abraçou a amiga pegando de surpresa.
— Faz um tempinho, queria tomar um banho antes, usar a rede de flu não é tão limpo como pensam. – Sorriram.
— Gina e Penny estavam falando de você, achavam que ia chegar mais tarde.
— Também, mas acho que deixei para fazer tudo em um dia e ai o ultimo ficou tão vago. – Sentou-se a cama. – E também não queria dar mais problemas para o Oli.
— Vocês brigaram?
— Não longe disso. – Se recordava. – Vamos, eu conto tudo quando nós reunimos.
Passaram rapidamente por trás das estantes e saíram da torre da Corvinal. As garotas estavam no pátio, Gina sentada na muretinha e Penny no banco que tinha ali perto.
. – Gina abriu um sorriso ao ver a melhor amiga. – Estava com saudades. – Abraçavam-se apertado.
— Conte tudo para a gente. – Luna pediu.
se encostou-se a parede puxando seu casaco para se proteger do frio. Contou tudo normalmente, sem ressaltar o momento no pub, deixaria de última hora só para ver a reação das amigas.
— E então, depois que a gente subiu pelas as escadas e ficamos conversando um pouco ele me beijo. – Sorriu.
— Vocês se beijaram? – Gina estava feliz pela a amiga. – Ele se declarou? Falou alguma coisa?
— Não, eu também não, não perguntem o porquê, só sei que não falamos nada e ficou apenas por alguns beijos.
— Mas está tudo bem entre vocês? – Pennie questionou.
— Sim, não vi mudança. – Refletiu rapidamente. – Não teve nada de diferente depois disso, só não falei dos meus sentimentos para ele.
— Talvez, mais tarde, tudo se ajeite. – Luna disse.
— Concordo, o que aconteceu nesse meio tempo que eu estava fora?
— Quase que o de sempre. – Gina começou a contar.
As três meninas contaram o que aconteceu nos dias que ela estava fora além de compartilhar que ambas estavam ansiosas para a última tarefa do torneio tribruxo que faltava poucos dias para acontecer.

Penny nitidamente estava torcendo para Cedric, Luna, e Gina estavam torcendo para Harry Potter. Sabiam que a prova do labirinto poderia demorar horas, mas não estavam se incomodando, as garotas estavam com algumas guloseimas para poder assistir, algumas que Clarke tinha comprado na sua mini viagem. Um pouco mais a frente, do seu lado direito, estava Cho, nitidamente aflita e confiante que Digorry voltaria campeão.
Conversavam tranquilamente até o momento que um vislumbre vindo em direção da entrada do labirinto, os gritos das torcidas vermelha e amarela foram cantando a vitória de ambos alunos de Hogwarts, senhor Diggory, claramente estava repleto de felicidade, seu filho havia ganhado o torneio tribruxo, Cho não ficava atrás com seus sentimentos, a garota chorava e tentava descer da arquibancada, até que todos escutaram os gritos de tristeza de Amos pelo o local e o silêncio pairou.
Harry chorava, e insistia em ficar ao lado do amigo, morto. analisava tudo, de longe parada e perplexa, tudo aconteceu tão rápido diante de seus olhos que demorou para entender as palavras do diretor, mas seus olhos estavam fixos em Cho, que estava sentada na arquibancada, chorando e sem se mexer.
Clarke. – Gina falou o nome completo da amiga. – Vamos, o Dumbledore pediu. – Muitos alunos estavam se retirando.
— Eu já volto, não precisa me esperar. – Se levantou.
— Aonde você vai?
— Ajudar a Cho, acho que todo já fizeram isso até agora. – Falou ironicamente. – Você vai ou vem?
— Eu vou, o Harry por causa... – Disse aflita.
— É claro, não julgo, cuide bem dele.
recebeu um sorriso da amiga e um abraço rápido, se fosse Oliver também iria ajudado, não ia julgar a ruiva pelo ato e negar que não queria ajudar Harry também, era impossível, mas Cho, ela precisava bem mais, Potter já teria Mione e Rony, e agora Gina. se sentiu na obrigação de ampará-la. Não por ser da mesma casa, mas por ser amiga dela.
— Cho. – Sentou-se ao lado da garota. Dumbledore observou de longe, mas não pediu para que ela saísse, ele compreendeu e respeitou a decisão da corvina. – Você quer um abraço?
Perguntar se estava tudo bem naquele momento, seria muita idiotice, nem um muggle faria isso.
Foi um meio tempo angustiante, Cho não concordou ou não falou, ficou olhando os professores cuidarem do corpo de seu amado enquanto seu rosto ficava mais vermelho e sua visão mais turva pelas lágrimas, e em um ato inesperado, Cho Chang se virou e abraçou, apertadamente, desesperadamente, perdidamente e tristemente a única aluna de Hogwarts que estava ao seu lado naquele momento difícil.
Não sabia a dor de perder alguém que tinha todo o amor que cabia em seu coração. perdeu sua mãe muito nova, não sabia nem se quer formular frases sem um erro, mas sabia o que a falta de um abraço fazia.
— Eu estou com você, Cho. – Media as palavras. – Quer entrar? Passamos na cozinha, pegamos um pouco de chocolate.
— Quero, .
Clarke conjurou um lenço e entregou para a amiga, que secou suas lágrimas depois de uma tentativa – infalível, de um sorriso em agradecimento. olhou por cima dos ombros em direção de Albus, que apenas agradeceu por cuidar de Chang.

Dizer que estava mais calma era uma forma incorreta. Cho não chorava mais, pelo menos não naquele momento, ela comeu o chocolate que Penny havia conseguido para ela, e estava sentada no corredor que levava para a cozinha, apenas ela e . Não conversaram, apenas ficou ali, fazendo companhia no pior momento.
— Obrigada, , você foi a única.
— Não precisa agradecer, metade da sua dor eu não sei como é, mas a outra metade eu conheço bem, então fiz o que queria que tivessem feito comigo.
— Se eu estivesse lá, no momento que você soube, eu estaria do seu lado. – Disse na mais singela sinceridade. Cho sabia como aconteceu, e ela tinham uma amizade bonita, não era tão forte igual dela e de Gina, mas era uma das suas boas amigas da Corvinal.
— Isso me conforta muito. – Ela sorriu em gratidão.
— Acha que, o diretor Dumbledore vai se pronunciar hoje?
— Talvez sim, não sei ao certo, Diggory era um grande aluno, amigo e companheiro, um Lufa-Lufano incrível, tenho certeza que ele e a professora Sprout não vai deixar passar.
— Eu espero que não. – Encostou a cabeça no ombro da amiga.
Ficaram ali sentada por um curto tempo, logo professor Flitwick apareceu pedindo que as duas fossem até a sala comunal. Como já não bastasse a dor que Cho sentia naquele momento, ela tinha que lidar com os olhares julgadores dos alunos, os mesmos que olhou enfurecida para eles pararem. O pronunciado do professor foi breve, pediu para que todos ficassem na sala comunal que logo eles iriam ser chamado para o grande salão. teria que ser mais forte naquele momento e não sairia do lado de Cho Chang.
Aquele ano não foi só marcado pela perda de um grande aluno, mesmo com esse momento soturno ela também estava feliz pelo o que aconteceu com ela e Oliver.


Parte III – The Best Place to Smile


Como era de costume, fazia um resumo de algumas coisas que aconteciam e escrevia uma carta ao Oliver, o garoto também, mas com mais emoção e ênfase nos jogos. Foi assim até o último, o último ano que tudo acabou ficando escuro, frio e doloroso.
Era seu sexto ano, e já estava cansada até mesmo da suas matérias favoritas, o que ajudava era as reuniões que a Armada de Dumbledore fazia, um pouco de música, risadas e conversas ajudava todos e principalmente a distrair os pensamentos. Mas naquele dia uma surpresa surgiu. Harry havia aparecido pela passagem do retrato enquanto ela e Penny estavam conversando sobre poções, Severus havia ficado mais fechado e frio – então tinham que tirar dúvida entre si. Agora como diretor de Hogwarts e professor de Defesa contra as Artes das Trevas tudo parecia mais... Desolado.
Todos, sem exceção, se aproximaram de Harry, Rony e Hermione para poder cumprimenta-los e matar a saudades dos velhos amigos. Um tempo depois Pennie e voltaram ao seus lugares.
. – Gina se aproximou da amiga, alguns minutos depois.
— Sim, Gina.
— Você ficou com a capa do Harry não foi?
— Sim, para ninguém achar o pertence dele. – Puxou uma caixa de papelão e colocou a mão lá dentro, procurando um plástico com algo fofo dentro. Clarke havia usado um feitiço de expansão na caixa. – Aqui, puxou, está limpinha e sem pó.
— Obrigada, .
— O plano dele ir infiltrado vai acontecer mesmo?
— Vai.
— Ok, vou colocar minha capa, vamos Penny?
— Sim. – Puxou a dela também. – Estamos prontas.
— Iremos agora. – Gina disse olhando em direção de Harry.
As três amigas se juntaram ao lado de Harry, Hermione e Rony. Luna logo apareceu do lado de e caminharam até o grande salão, onde eles iam se encontrar. Minerva estava na sala juntamente de Severo e os outros alunos da Sonserina, e Hope.
Aconteceu tudo muito rápido, em instantes já estava se afastando deixando o meio livre, Minerva passou a duelar com Severo no meio do salão. Seu coração estava apertado, sentia seus olhos se esforçarem para não deixar nenhuma lágrima escapar. Ela gostava dele, mas sabia que ele era um deles. Talvez nunca perdoaria si mesma por não ter percebido isso antes de considerá-lo sua família.
— Está tudo bem? – Gina questionou. Viu que a amiga estava séria e não comemorava junto dos outros.
— Ele era minha família você sabe bem disso, aquele que eu incluí pois foi o melhor amigo da minha mãe.
Gina a abraçou virando-a de costas para todos, assim ninguém via que estava chorando e ela, colocou um sorriso no rosto, para assim fingir que estavam comemorando. Compreendia tão bem a amiga que parecia que sentia a dor de .
Harry se aproximou de Gina e , seus amigos vinham logo atrás, todos formando um quase círculo.
— Agora temos pouco tempo. – Harry falou.
— Faremos o que for preciso, mesmo se os alunos da Sonserina tentarem sair da sala comunal. – se soltou do abraço da amiga.
— Porém acho que você vai precisar de uma ajuda a mais, quem sabe de um bom goleiro.
virou-se rapidamente e Oliver estava atrás dela, seu semblante de cansado mostrava que ele treinava quando recebeu o pedido de ajuda para proteger Hogwarts e todo o mundo bruxo de Voldemort. Como ele estava uma certa distância de Clarke, correu até ele e o abraçou. Estava de volta para o lugar que se sentia segura.
— Eu senti tanta saudade. – Ele assumiu.
— Eu também, sei bem que não é o momento. – Desfizeram o abraço. – Mas como está o time?
— Bem, estão muito bem. – Deixou suas mãos na cintura da garota. – Trouxe o time também para ajudar.
— Isso vai ser ótimo, obrigada.
! – Pennie a chamou. – Poderia me ajudar?
— Vai lá, vou conversar com Harry.
— Ok.
Deu um beijo na bochecha dele e o viu sorrir. Andou rapidamente até Penny que precisava de ajuda, nitidamente, com as poções. Os antídotos e poções para feridas precisavam ser engarrafadas, não tinham tempo para poder colocar nos pequenos frascos. Elas desceram até a sala de aula de poções e fizeram todo o trabalho com o maior manuseio cauteloso.
— Tudo pronto, vamos deixar aonde?
— No salão principal, deixamos em um pequeno canto, e depois você ou eu, avisa a madame Pomfrey.
— Claro. – Pegou o último frasco. – você quer um momento aqui? – Viu a garota observando o lugar.
— Não precisa, vamos. – Ela respirou fundo.
Com quase tudo pronto ela não sabia se tudo estaria certo para o momento. Sentia que faltava algo, perderia pessoas importantes e talvez poderia ser seu último dia em Hogwarts, portanto resolveu andar pelo castelo, pelos os lugares que ela mais gostava, que tinha boas lembranças, tudo sozinha mas sempre em alerta. O último lugar foi a torre da Corvinal. A decoração azul, as cadeiras com os melhor estofados, a vista impecável; Queria ter a certeza que voltaria para sua torre mais tarde, e pudesse deitar em sua cama e descansar depois de derrotar Voldemort.
Da janela ela viu a proteção que todos fizeram para tentar parar um pouco o Lord das Trevas sendo destruída, passou tanto tempo assim na torre da Corvinal?
Ela desceu rapidamente com a varinha em punho, e já nas escadarias principal ela encontrou um dos Comensais da Morte. Seu reflexo foi mais rápido e ela conjurou o feitiço de proteção e logo o atacou com Sectumsempra, a varinha caiu e rolou as escadas deixando o bruxo com vários cortes no corpo. Ela podia ter matado, mas não era aquela pessoa, já tinha perdido seu pai alguns anos antes bem na sua frente, não tinha tanta força para mata-lo, porém por garantia petrificou o homem e desceu as escadas, avistou um dos professores que encontrou no meio do caminho e avisou sobre o Comensal da Morte.
, onde você estava? – Oli a puxou para um lugar talvez seguro. – Estava te procurando por todo o lugar, você está bem? – Olhava preocupado vendo se não tinha nenhum corte.
— Estou ótima, e eu estava derrotando comensais. – Mentiu. – Aconteceu alguma coisa? Precisa de ajuda?
— Não , eu só quero falar com você e sei que é a pior hora, porém não posso mais deixar de falar, pode acontecer algo e. – Ele fechou os olhos dispersando os pensamentos, e logo abriu olhando no fundo dos olhos de . – , foi tão difícil de aceitar que a cada dia que passei longe dessa escola e de você percebi que eu desejava estar ao seu lado. Eu fui muito burro por demorar a perceber que eu gosto de você, que aquele dia no baile foi o último ponto final para a minha certeza de te amar.
— Oli. – Pausou brevemente. – Eu também te amo!
O problema todo para formular algo que pudesse dizer a ele, estava nos quatro cantos de Hogwarts, seus pensamentos estavam mais concentrados em derrotá-los, que mesmo ouvindo toda aquela declaração e compreendido ela queria fazer tudo acabar logo para poder ficar ao lado dele.
— Eu estou sendo muito breve e rápido, sei que você queria algo mais romântico ou uma declaração, mas eu juro que com tudo terminado e a gente derrotando Voldemort e sei lá, ficamos sentados na arquibancada do campo ou então podemos ficar juntos, eu falo algumas coisas bonitas. – Eles sorriram.
— Tudo bem, só quero fazer uma coisa.
Oliver a puxou mais perto de seu corpo e a beijou. Aquela mistura de sentimentos deixando transparecer aquele instante.
— Temos uma batalha para ganhar. – disse de olhos fechados. – Se cuida, Oli.
— Você também, .
Tinha mais um motivo por lutar, por um futuro ao lado de Wood. Tudo estava diferente, lutar em prol ao bem era mais diferente que Clarke imaginava, cansada e exausta queria parar, queria matar logo Voldemort e dar um fim a tudo aquilo. Entretanto, enquanto duelava com uma Comensal e se livrou de um feitiço ela o viu recuar, a fumaça preta aparecer em sua frente demonstrando que ele havia aparatado. Respirou fundo, e talvez agora pudesse ter a certeza que tudo acabou.
Oliver ainda não tinha aparecido mas mesmo assim entrou no salão, que agora havia virado a ala hospitalar de Hogwarts. Mais a frente, ela viu Gina aos prantos, seu coração parou suas mãos ficaram geladas e lentamente ela moveu seus olhos em direção da maca, George estava debruçado, incrédulo e sem sua metade. Andou até o lugar, quase que sem força, torcendo para que fosse só uma ilusão ou apenas um ferimento tão grave, mas não, o seu medo, o seu grande medo tinha acontecido. Fred estava morto.
Os olhos fechados, a roupa manchada de sangue, o cabelo ruivo bagunçado. Queria poder tirar aquela imagem de sua memória, queria voltar no tempo e salvar o Fred, mas não podia não conseguia. Recusou-se de se aproximar do corpo do garoto, tocou em Gina e nenhuma palavra foi dita só se abraçaram e choraram mais ainda.

Uma paz pairava pelo o mundo bruxo. estava encostada na parede do lado de fora da Toca, a caneca na mão com um bom chocolate quente e o suspiro tranquilo por sentir a calmaria. Estava planejando tudo sobre o casamento de Pennie e George, e agora ela estava lá olhando o horizonte e imaginando como seria se Fred estivesse ali com eles. Mesmo agora estando comprometida com Oliver, ela ia amar ouvir as risadas e as gracinhas de Fred.
? – George a chamou.
— Aqui fora.
— Está pensativa? – Encostou-se ao batente e olhou para ela.
— Também, e com saudades.
— Fred vai sempre fazer falta, mas agora...
— Parece que ele saiu pela porta e ficou revoltado e está fazendo birra e não quer voltar a tempo. – Se referiu ao casamento.
— Disse tudo, mas ele não vai voltar, nem mesmo se eu pedisse com todo amor que eu ainda tempo por ele. – George não conseguiu controlar as lágrimas muito mesmo sua voz embriagada pelo choro. o abraçou tão forte que esqueceu que segurava sua caneca, e também chorou.
Faltava um dia, um único dia para o momento mais feliz do casal e ali estava, George tentando ser consolado pela a segunda pessoa – sem ser da família – que sentia tanta falta dele.

fez questão de usar o vestido Rosé com alças finas, e a bainha um pouco volumosa, deixou o cabelo solto estava pronta para sair só faltava passar o batom. Clarke estava morando junto de Oliver agora, e quando ele precisava viajar para os jogos de quadribol ela passava o maior tempo no Ministério e na casa dos Weasley. Ela e Gina terminaram o ano letivo que faltava, e não se encomodaram de serem pouca das garotas que fizeram isso.
— Está pronta? – Oliver apareceu no quarto.
— Sim, o que acha?
— Pennie tem um bom estilo.
— Sim. – Riu. – O vestido é bem bonito. – Se aproximou dele. – Podemos ir já.
— Pegou o presente?
— Já enviei pela lareira, eu sei que é estranho, mas eu fiz isso. – Eles sorriram. Oliver apalpava os bolsos nesse meio tempo. – Tudo certo?
— Verificando minha varinha, vamos aparatar.
E rapidamente eles já estavam na casa dos Weasley.
Os convidados estavam dentro da tenda, a mesma que usaram no casamento da Fleur e Bill, a decoração estava linda, fora George que estava elegante com o terno de seu casamento. Tentaria não se recordar dos momentos do Weasley, mesmo sabendo que seria difícil.
deixou Oliver junto dos convidados e entrou na toca para ver a amiga. Pennie estava linda, maravilhosa no vestido de noiva, ajudou ela a descer as escadas e prestigiou o casamento todo. Tudo estava tão lindo, do jeito que Penny e Goerge desejavam.
Depois da cerimônia pegou uma taça de bebida junto de Oliver e caminharam para fora da tenda. Estavam de mãos dadas e andando devagar, ele soltou a mão de Clarke e colocou a sua mão no bolso do terno, respirou fundo e parou de caminhar.
, eu preciso falar com você.
— Diga. – Parou na frente dele.
— Eu não sei fazer isso, é um pouco complicado, pensei em misturar o quadribol mas também não ficou muito bom. – Rio de desespero. – Clarke, você aceita se casar comigo? – Mostrou o par de alianças.
— Ca-casar? – Piscou os olhos rapidamente.
— Péssima ideia?
— Não, Oli! Pelo ao contrario, eu aceito. – Segurou o rosto do rapaz e beijo ele brevemente.
Com os olhos marejados, Oliver colocou a aliança no dedo de . Deixando em segredo até o dia seguinte, não queriam atrapalhar a noite dos recém casados, Oliver pediu a mão de ao senhor Arthur já que ela o considerava como um pai.
Não teria um fim e começo mais perfeito que aquele, mesmo depois de tantas perdas, ela encontrou nos braços de Oliver o melhor lugar para sorrir.


FIM!



Nota da autora:
No fundo eu sabia que não podia deixar o Oliver sem um final com a , pode ser que você, leitora de Of Love and War, deve ter ficado meio assustada com os trechos que eu soltei no grupo do face, então desculpe.
E muita coisa aqui não tem relação com OLAW, apenas algumas cenas que logo vocês iram perceber.
Enfim, eu amei, do fundo do meu coração fazer essa shortfic, aqueceu meu corçãozinho e espero que tenha aquecido o seu também.
Bom amores, eu realmente espero que tenham gostado da fanfic ❤
“Comentem o que acharam, obrigada pelo seu gostei, e nos vemos no próximo capítulo” – Alanzoka.






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